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<DIV><STRONG><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT
size=3>....................................................................repassem</FONT></FONT></STRONG></DIV>
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<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=heitorreis@gmail.com href="mailto:heitorreis@gmail.com">Heitor Reis</A>
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<TBODY>
<TR>
<TD>
<H1>As ciências sociais francesas<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>e as injecções de dinheiro da
CIA</H1><FONT size=4>
<DIV align=right><B>por Bertrand Chavaux</B></DIV><BR></FONT>
<P align=justify><FONT size=4>Desde os começos da Guerra Fria, a CIA tem
tido a preocupação de assumir o controle do ensino das ciências sociais em
França para subtraí-lo à influência dos comunistas. Apoiando-se no físico
Pierre Auger, então director do ensino superior, a Agência promoveu a
criação de uma nova secção na Escola Prática de Altos Estudos, à margem do
CNRS. Depois, financiou novas instalações, a Casa das Ciências do Homem, e
conseguiu, em 1975, transformá-la na École des hautes études en sciences
sociales (EHESS), presidida pelo historiador anticomunista François
Furet.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>A história
oficial da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais (EHESS), escrita
por François Furet e seus fiéis, insiste no percurso que teria permitido à
instituição emancipar-se da influência dos seus mecenas
estado-unidenses.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>A
escola, resultado de meio século de ingerência cultural estado-unidense,
foi criada graças a créditos distribuídos, durante a Guerra Fria, pelas
fundações Ford e Rockefeller. Apesar das suas origens diplomáticas, a
instituição teria sabido “ultrapassar a ideia que a criou”, renovando “uma
disciplina (a História) nas antigas tradições europeias”<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[1]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>e, tornando-se assim, segundo
esta versão oficial, um pólo intelectual independente, liberto dos
constrangimentos impostos pelos mecenas.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Tal tese, destinada a
fazer face a possíveis acusações<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[2]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>, encobre os objectivos políticos
e culturais ligados à criação da EHESS. Este controle da escola pelos
historiadores, longe de exprimir qualquer emancipação da instituição,
esclarece as opções estratégicas da Fundação Rockefeller, que, a partir
dos anos 50, faz da História um dos instrumentos privilegiados da
diplomacia cultural estadunidense.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR><B>A INSTRUMENTALIZAÇÃO
DAS CIÊNCIAS SOCIAIS SEGUNDO ROCKEFELLER<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR></B>A partir de 1901,
John D. Rockefeller (1839-1937), seguindo os conselhos do seu amigo
Frederik Gates, um pastor baptista, investiu uma parte da sua colossal
fortuna no financiamento de projectos filantrópicos. Assim, cria em Nova
Iorque, em 1901, o Rockefeller Institute of Medical Research (que se torna
em 1965 a Rockefeller University), depois, em 1902, o General Education
Board e, em 1909, a Rockefeller Sanitary Commission. Estas acções viradas
para a medicina e a educação levam à criação da Fundação Rockefeller. A
história oficial retém apenas a vontade de “promover o bem-estar da
Humanidade”, inspirada nas ideias de Andrew Carnegie que, em 1889,
publica<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><I>O Evangelho da
Riqueza<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN></I>. Na realidade,
a Fundação Rockefeller foi essencialmente um meio de contornar as leis
“antitrusts”. Em 1911, a Standard Oil é fragmentada em várias filiais.
Supostamente, esta decisão política poria fim ao monopólio que a companhia
detinha nos mercados estado-unidenses do petróleo. Desde 1910, John D.
Rockefeller propõe o projecto de uma Fundação, “<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>sob a protecção do
Congresso<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN></I>”, que é
criada em 1913. Tal cobertura permite à família Rockefeller controlar as
diferentes filiais resultantes da fragmentação ordenada pelo Tribunal
Supremo em 1911. A Fundação, por exemplo, possui sozinha três milhões de
acções da Standard Oil de New Jersey, a primeira empresa petrolífera do
mercado.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>As
actividades filantrópicas da Fundação estão frequentemente ligadas aos
interesses económicos e sociais da família Rockefeller<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[3]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>. Assim sendo, as ciências
sociais são consideradas como um instrumento de controle social, uma
aposta cultural na luta contra o socialismo. A finais de 1913, uma greve
de vários meses numa filial da Standard Oil acabou, em 20 de Abril de
1914, no massacre de Ludlow, um dos episódios mais trágicos da repressão
da classe operária estado-unidense.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>A Fundação havia tentado
estudar o movimento no quadro de um inquérito sobre as “<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>relações industriais<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>” para melhor poder
canalizá-lo. Fiel a esta concepção instrumentalista das ciências sociais,
a Fundação favorece, nos Estados Unidos, o seu desenvolvimento em
diferentes universidades (Yale, Harvard, Chicago, Columbia) e, na Europa,
assegura uma grande parte do financiamento de organismos como a London
School of Economics que acolhe economistas comprometidos com a Société du
Mont-Pèlerin<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[4]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>(nomeadamente Fredrich von Hayek
e o seu mestre Ludwig von Mises) e, em Berlim, a Deutsche Hochschule für
Politik. Estes centros intelectuais servirão, na altura da Guerra Fria, de
bases europeias aos ideólogos anticomunistas financiados pelos Estados
Unidos (Congrès pour la Liberté de la Culture, Société du
Mont-Pèlerin...).<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR><B>A FUNDAÇÃO ROCKEFELLER
EM FRANÇA<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN></B><BR><BR>Em
1917, a Fundação Laura Spellman Rockefeller (do nome da mulher do
patriarca) instala-se em Paris no quadro de um programa de luta contra a
tuberculose. Nessa época, em França, o financiamento privado das ciências
sociais é uma prática muito marginal. Só Ernest Lavisse, director da
Escola Normal Superior (ENS) de 1906 a 1919, tenta a experiência do
mecenato, criando, com a ajuda de um rico banqueiro, Albert Kahn, na rua
Ulm, o Comité Nacional de Estudos Sociais e Políticos (CNESP). O CNESP,
oficializado pelo sucessor de Ernest Lavisse na ENS, Gustave Lanson,
torna-se o “Centro de Documentação Social”, organismo dirigido por
Célestin Bouglé, onde jovens investigadores iniciam a sua carreira.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Em 1931, a Fundação
Rockefeller responde favoravelmente aos pedidos de financiamento de
Charles Rist, professor de economia, vice-governador do Banco de França,
que pretende criar um Instituto Científico de Investigações Económicas e
Sociais. Ao mesmo tempo, a organização filantrópica recusa-se a apoiar um
projecto mais ambicioso de Marcel Mauss. Preocupada já com a situação
política francesa, a Fundação Rockefeller considera Mauss, sobrinho do
sociólogo Emile Durkheim, “<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>muito à esquerda<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>”. Em 1932, o Centro de
Documentação Social consegue créditos para financiar dois postos de
investigador a tempo inteiro. Raymond Aron e Georges Friedman<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[5]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>serão, durante certo tempo,
titulares desses postos.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>De 1933 a 1940, o
Instituto Científico de Investigações Económicas e Sociais, dirigido por
Charles Rist, recebe 350 000 dólares; o Conselho Universitário da
Investigação Social, presidido pelo reitor Charléty, 166 000 dólares; o
Centro de Estudos de Política Externa, um outro organismo dirigido pelo
reitor Charléty, 172 000 dólares.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Durante a Segunda Guerra
Mundial, membros das fundações Ford e Rockefeller organizam o exílio do
sociólogo Gurvitch, do antropólogo Lévi-Strauss e do físico Auger. Georges
Gurvitch cria em Nova Iorque um instituto de sociologia. Em França, nas
instalações da Fundação Rockefeller, alguns investigadores, entre os quais
Jean Stoetzel<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[6]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>, continuam os seus trabalhos no
seio de um organismo criado pelo regime de Vichy, a Fundação Alexis Carrel
(do nome de um biólogo, Pémio Nobel em 1912, reputado pelas suas teses
eugenistas)<A href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[7]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR><B>DA 6ª SECÇÃO À CASA
DAS CIÊNCIAS DO HOMEM<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR></B>Em Junho de 1948, o
Conselho Nacional de Segurança formaliza a criação da rede de ingerência
anticomunista dos Estados Unidos nos estados aliados, o<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>staybehind<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[8]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>. Aquando das reuniões
preparatórias, John D. Rockefeller III apresenta a sua Fundação como mais
apta que a organização do Plano Marshall para intervir em certos meios
universitários onde dispõe de antigos contactos e onde age de novo, não
obtendo luz verde senão para determinados alvos.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Ele já havia lançado na
Áustria um “<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Plano
Marshall do Espírito<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN></I>”,
particularmente com o seminário de estudos americanos de Salzbourg,
dirigido por Clemens Heller. A Fundação volta-se naturalmente para os
intelectuais franceses, que há muito patrocina. Pierre Auger foi nomeado
Director do Ensino Superior logo no seu regresso a França em 1945.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Durante a guerra, ele
tinha ensinado, primeiro, na Universidade de Chicago, onde descobrira um
departamento de Ciências Sociais dinâmico que servia de base aos
neoconservadores<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[9]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Depois, participara nos
trabalhos da bomba atómica com britânicos e canadianos. Nas suas novas
funções, ele enfrentou-se, no controle do Centro Nacional de Investigação
Científica (CNRS) com a obstrução do Prémio Nobel Frédéric Joliot,
comunista e pacifista, que se opunha à bomba. Elaborou, então, o projecto
de tirar ao CNRS, por um lado, o Centro de Energia Atómica (CEA) e, por
outro lado, um pólo de Ciências Sociais, que devia ficar ligado à Escola
Prática de Altos Estudos (EPHE)<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[10]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>, com o qual teria constituído a
6ª Secção. Para animar esse pólo, escolheu intelectuais do grupo dos<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Annales<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[11]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>(Morazé, Friedmann, Braudel,
Labrousse, Le Bras...).<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>E lá está a Fundação
Rockefeller, evidentemente, para financiar esta experiência, quando em
França apenas os institutos privados recorriam habitualmente ao mecenato
privado.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Foram
estabelecidos contactos prévios por intermédio de Claude Lévi-Strauss, na
altura adido cultural da embaixada de França em Washington, depois por
Charles Morazé, que se encontra com John Marshall<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[12]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>na primeira conferência da
UNESCO, verdadeiro espaço de recrutamento para a constituição de redes
pro-Estados Unidos na Europa. Charles Morazé, professor de História,
colaborador dos<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Annales<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>, membro da Fundação Nacional
das Ciências Políticas, dispõe de todas as características políticas e
intelectuais requeridas pela Fundação Rockefeller. Ele torna-se um dos
actores-chave da criação da 6ª Secção, cujo primeiro conselho teve lugar
em 1948. Um quarto dos fundos provém da Fundação Rockefeller<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[13]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>. No contexto ideológico da
Guerra Fria, as organizações filantrópicas servem de biombo a operações de
intervenção cultural, por vezes directamente conduzidas pelos serviços
secretos dos Estados Unidos. Assim, em 1950, membros da CIA permitem a
criação, em Berlim, do Congresso para a Liberdade da Cultura, organização
que agrupa intelectuais hostis ao comunismo<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[14]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>. Durante 17 anos, a CIA mascara
as origens do seu financiamento, utilizando a Fundação Ford. Em 1952, a
Fundação Rockefeller entra com 4 500 000 francos para que Febvre e Morazé
prossigam na organização da 6ª Secção.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Em 1945, graças a Clemens
Heller<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[15]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>, agora instalado em Paris, a 6ª
Secção obtém novos créditos a fim de organizar um programa de estudos por
“<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><I>áreas culturais<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>”<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[16]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Em 1959, é a Fundação
Ford<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[17]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>que intervém por sua vez:
financia maciçamente os trabalhos de Pierre Auger, a começar pelo Centro
Europeu de Investigação Nuclear (CERN), depois entregando um milhão de
dólares para a construção de uma Casa das Ciências do Homem, que possa
albergar a 6ª Secção da Escola Prática de Altos Estudos e facilitar o seu
desenvolvimento<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[18]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR><BR>Acabada a construção
definitiva dessa Casa, a 6ª Secção aspira a autonomizar-se
definitivamente. O decreto de 23 de Janeiro de 1975 cria oficialmente a
Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais (EHESS), instituição à margem
da universidade francesa, que vai acolher inúmeros ideólogos
pró-estado-unidenses. Desde 1977, François Furet, historiador
anticomunista, torna-se o seu presidente. Recruta, assim, o seu amigo
Pierre Rosanvallon, com quem, anos mais tarde, lançará a Fundação
Saint-Simon<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[19]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>. Em 1980, Furet cria um Centro
de Estudos Norte-Americanos no seio da Escola. Resultado de um longo
processo de ingerência cultural estado-unidense, a EHESS é uma instituição
híbrida, financiada simultaneamente pelo Estado dos Estados Unidos (bolsas
Fulbright) e pela Fundação Franco-Americana de Nova Iorque<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="mhtml:mid://00000261/#notas"><B>[20]</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>, uma nova cobertura da CIA
criada expressamente em 1976.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></FONT><BR><BR><FONT size=-1><A
name=notas><B>NOTAS</B></A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[1] Brigitte Mazon,<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Histoire de l'École des hautes
études en sciences sociales, Le rôle du mécénat américain (1920 –
1960)<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN></I>, Cerf. Tese de
Brigitte Mazon sob a direcção de François Furet, presidente da EHESS de
1977 a 1985.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[2] «<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>La richesse est suspecte. Et
l'argent américain suscite des amalgames : on y voit la « main
de l'étranger », on soupçonne l'impérialisme, on accuse la
CIA <SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN></I>». Ibid, p.
13.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[3] A Fundação
Rockefeller também financia organizações, como a Population Council,
encarregadas de pôr em prática políticas de limitação dos
nascimentos.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[4] Hayek é
nomeado professor na London School of Economics em 1931.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>«Friedrich von Hayek, pape de
l'ultra-libérisme», Voltaire<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>, 4 de Março de 2004.<BR>[5]
Georges Friedmann (1902 – 1977), professor de filosofia de origem
burguesa, torna-se, a partir dos anos 20, especialista pseudo-marxista da
condição operária e dos problemas ligados ao progresso técnico («a
mecanização»). Contrariamente aos filósofos de entre as duas guerras
(Politzer, Nizan, Aron, Lefebvre), a especulação filosófica parece-lhe
insuficiente. Segundo ele, o estudo da classe operária requer um trabalho
empírico (mais próximo do jornalismo do que da investigação sociológica no
terreno). Em 1925, visita as fábricas da Toscânia, reunindo testemunhos de
operários. A recolha de dados, em França, nos Estados Unidos e União
Soviética, alimenta o seu inquérito acerca da organização do trabalho
industrial, realizado no quadro do Centro de Documentação Social da Escola
Normal Superior, dirigido por Célestin Bouglé.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[6] Jean Stoetzel, discípulo
de Lazarsfeld, é o fundador do IFOP, o primeiro instituto francês de
sondagens. Ele contribuiu, ao arrepio da tradição francesa representada
por Emile Durkheim, para a importação dos métodos da sociologia empírica
estado-unidense.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[7]
Alexis Carrel foi membro da conspiração de “La Cagoule”. Faz parte do
comité executivo animado por Coutrot do Centro de Estudos dos Problemas
Humanos, de que Georges Friedmann é um dos conselheiros. Também é membro
do Conselho Geral do Centro Francês de Síntese, grupo sediado em Vichy,
sob a protecção de Philippe Pétain.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[8] «<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Stay-behind: les réseaux
d'ingérence américains<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN></I>»
por Thierry Meyssan,<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Voltaire<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>, 20 de Agosto de 2001.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[9] Este departamento será
financiado em breve pela Fundação Olin e acolherá François Furet nos anos
80.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[10] A EPHE é
fundada em 1868 por Victor Duruy, então ministro da Instrução Pública.
Vários projectos que visavam criar uma 6ª Secção (projecto Mauss, projecto
Tabouriech) fracassam por falta de créditos suficientes.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[11] A escola dos<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Annales<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>designa um grupo de
historiadores cujas personalidades mais célebres são Fernand Braudel, Marc
Bloch, Lucien Febvre e, em menos medida, Charles Morazé.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[12] John Marshall faz parte
da divisão das Ciências Humanas da Fundação Rockefeller e é encarregado,
com John Willits e Robert T. Crane, de encontrar em França os futuros
beneficiários das subvenções. John Willits, director do departamento das
Ciências Sociais da Fundação, contacta nomeadamente, por seu lado, Jacques
Rueff, membro da Sociedade de Mont-Pèlerin.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[13] Estes fundos permitem
subvencionar o Centro de Investigação Histórica, dirigido por Braudel, e o
Centro de Estudos Económicos, dirigido por Morazé.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[14] «<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Quand la CIA finançait les
intellectuels européens<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>» por David Boneau,<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>Voltaire<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>, 27 de Novembro de
2003.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[15] Clemens
Heller (1917 – 2002), diplomado por Harvard, de origem austríaca, filho do
editor de Freud em Viena, organiza o seminário de Salzbourg, depois chega
a França em 1949. A sua casa, na rua Vaneau, foi lugar de encontros de
intelectuais. Este salão parisiense acolheu Claude Lévi-Strauss e Margaret
Mead, nomeadamente.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[16]
Em Outubro de 1955, Kenneth W. Thompson pede que o projecto de Angelo
Tasca (conhecido por Angelo Rossi) de uma História da Internacional
Comunista seja integrado no programa das «áreas culturais» da 6ª Secção.
Rossi, fundador do Partido Comunista Italiano, funcionário do regime de
Vichy, é o candidato apoiado por Raymond Aron para contrabalançar as teses
políticas de Jean Chesneaux. É pai de Catherine Tasca, ministra da Cultura
e da Comunicação do governo Jospin (2000 – 2002). Kenneth Tompson foi
membro dos serviços de contra-espionagem estado-unidenses de 1944 a 1946 e
participou na fuga de responsáveis nazis, depois foi professor na
Universidade de Chicago em 1948, antes de fazer parte da Fundação
Rockefeller em 1953.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[17]<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>«La Fondation Ford, paravent
philanthropique de la CIA» e «Pourquoi la Fondation Ford subventionne la
contestation», Voltaire<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>, 5 e 19 de Abril de
2004.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[18] Este projecto
é apoiado por Febvre, Braudel e Gaston Berger, Director Geral do Ensino
Superior.<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[19] «<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><I>La face cachée de la Fondation
Saint-Simon», Voltaire,<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></I>10 de Fevereiro de 2004.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>[20] De 1997 a 2001, a
Fundação Franco-Americana é presidida por John Negroponte, que passa a
dispor de um gabinete nas instalações da EHESS.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></FONT><BR><BR><FONT size=4><B>O
original encontra-se em<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="http://www.reseauvoltaire.net/article14465.html"
target=_new>http://www.reseauvoltaire.net/article14465.html</A>.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN><BR>Tradução de MJS.<SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN></B><BR><BR><B>Este artigo
encontra-se em<SPAN class=Apple-converted-space> </SPAN><A
href="http://resistir.info/" target=_new>http://resistir.info</A><SPAN
class=Apple-converted-space> </SPAN>.</B></FONT></P></TD></TR></TBODY></TABLE></CENTER>
<DIV align=right><FONT size=-2>17/Jul/04</FONT></DIV></DIV></SPAN></DIV>
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size=1>========================================================================================================================</FONT></DIV>
<DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2><STRONG>NOTA: <FONT color=#ff0000>O yahoo PARECE
QUE NÃO ENTENDEU QUE NÃO VIVEMOS MAIS NA DITADURA. </FONT></STRONG></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2><STRONG>
EM DEZENAS DE LISTAS DE DISCUSSÃO QUE A <FONT face=Forte>CARTA O BERRO</FONT>
PARTICIPAVA</STRONG></FONT></DIV>
<DIV><STRONG><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2>
FORAM SUSPENSAS SEM NENHUMA ALEGAÇÃO. ASSIM COMO O RECEBIMENTO DAS
LISTAS.</FONT></STRONG><BR><BR></DIV></DIV><!-- |**|end egp html banner|**| -->
<DIV style="CLEAR: both; COLOR: white" width="1">__._,_.___</DIV><!-- Start Recommendations --><!-- End Recommendations --><!-- |**|begin egp html banner|**| --><BR><BR></BODY></HTML>