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<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=6><SPAN
class=noticiatitulo>A nova América do Sul</SPAN><o:p></o:p></FONT></P>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><BR><SPAN
class=noticiaautor>Ignacio Ramonet *</SPAN><o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Arial
size=2></FONT><FONT face=Arial size=2></FONT><BR><SPAN class=noticiacidade><IMG
alt="" hspace=0 src="cid:01d201c9bad1$22ebf4f0$0200a8c0@vcaixe" align=baseline
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"> <o:p></o:p></P>
<P>Tradução: ADITAL<o:p></o:p></P>
<P>Em El Salvador, a recente vitória de Mauricio Funes, candidato da Frente
Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), tem um triplo significado. Por
primeira vez, a esquerda consegue arrebatar o mandato da direita dura que sempre
havia dominado esse país desigual (0,3% dos salvadorenhos abocanha 44% da
riqueza), com mais de um terço dos habitantes sob o umbral de pobreza e outro
terço obrigado a emigrar para os Estados Unidos.<o:p></o:p></P>
<P>Esse êxito eleitoral demonstra também que o FMLN teve razão em abandonar, em
1992 e no contexto do fim da guerra fria, a opção guerrilheira (depois de um
conflito de doze anos, que causou 75.000 mortos) e ao adotar a via do combate
político e das urnas. A essas alturas, na região, um movimento guerrilheiro
armado está fora de lugar. Essa é a mensagem subliminar que essa vitória do FMLN
transmite particularmente às FARC, da Colômbia.<o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">
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</IFRAME>Por
último, confirma que os ventos favoráveis às esquerdas continuam soprando com
força na América do Sul (1). Desde a histórica vitória de Hugo Chávez na
Venezuela há dez anos, abrindo caminho, e apesar das campanhas de terror
midiático, mais de uma dezena de Presidentes progressistas têm sido eleitos pelo
voto popular com programas que anunciam transformações sociais de grande
amplitude, redistribuição mais justa da riqueza e integração política dos
setores sociais até então marginalizados ou excluídos. <o:p></o:p></P>
<P>Quando no resto do mundo, e muito particularmente na Europa, as esquerdas,
distanciadas das classes populares e comprometidas com o modelo neoliberal
causador da crise atual, parecem esgotadas e desprovidas de ideias, na América
do Sul, estimulados pela poderosa energia do movimento social, os novos
socialistas do século XXI transbordam de criatividade política e social. Estamos
assistindo a um renascimento, a uma verdadeira refundação desse continente e ao
ato final de sua emancipação, iniciada há dois séculos por Simón Bolívar e pelos
Libertadores.<o:p></o:p></P>
<P>Apesar de que muitos europeus (até de esquerda) continuem ignorando -devido à
colossal muralha que os grandes meios de comunicação edificaram para ocultá-lo-,
a América do Sul tem se convertido na região mais progressista do planeta, onde
mais mudanças estão acontecendo em favor das classes populares e onde mais
reformas estruturais estão sendo adotadas para sair da dependência e do
subdesenvolvimento.<o:p></o:p></P>
<P>A partir da experiência da Revolução Bolivariana da Venezuela, e com o
impulso dos presidentes Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Correa, do Equador,
tem se produzido um despertar dos povos indígenas. Da mesma forma, esses três
Estados tem se dotado significativamente pela via de referendo e de novas
Constituições.<o:p></o:p></P>
<P>Removida em seus cimentos por ventos de esperança e de justiça, a América do
Sul te4m dado também um rumo novo ao grande sonho de integração dos povos, não
somente dos mercados. Além do Mercosul, que agrupa aos 260 milhões de habitantes
do Brasil, da Argentina, do Paraguai, do Uruguai e da Venezuela, a realização
mais inovadora para favorecer a integração é a Alternativa bolivariana para os
Povos de Nossa América (Alba). Seus membros (2) conseguiram uma estabilidade que
tem lhes permitido consagrar-se à luta contra a pobreza, a miséria, a
marginalidade, o analfabetismo, para assegurar aos cidadãos educação, saúde,
habitação e emprego dignos. Tem obtido também, graças ao Projeto Petrosul, uma
maior coesão energética e também um aumento significativo de sua produção
agrícola para avançar em direção á soberania alimentar. Graças à criação do
banco do Sul e de uma Zona Monetária Comum (ZMC), progridem igualmente para a
criação de uma moeda comum, cujo nome poderia ser ‘Sucre’ (3).<o:p></o:p></P>
<P>Vários governos sulamericanos (4) deram, no dia 9 de março, um passo a mais
que parecia inconcebível: decidiram constituir o Conselho de Defesa Sulamericano
(CDS), um organismo de cooperação militar criado através da união de Nações
Sulamericanas (Unasul), organização fundada em Brasília em maio de
2008.<o:p></o:p></P>
<P>Graças a esses recentes instrumentos de cooperação, a nova América do Sul
chega mais unida do que nunca ao grande encontro com Estados Unidos na Cúpula
das Américas que se realizará em Puerto España (Trinidad y Tobago), de
<st1:metricconverter w:st="on" ProductID="17 a">17 a</st1:metricconverter> 19 de
abril de 2009. Na ocasião, os mandatários sulamericanos debaterão com o novo
presidente estadunidense Barack Obama, que exporá sua visão sobre as relações
com seus vizinhos do Sul.<o:p></o:p></P>
<P>Em sua recente visita a Washington, o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula
da Silva, pediu a Obama que levantasse por completo o embargo econômico contra
Cuba, argumentando que é algo ao que se opõem todos os países da região (5). No
passado 11 de março, Washington havia anunciado que os <st1:PersonName
w:st="on">cuba</st1:PersonName>noamericanos poderão visitar a quem desejarem na
Ilha uma vez por ano e permanecer nela tanto tempo quanto queiram. Apesar de que
durante sua campanha eleitoral, Obama prometeu manter o embargo, parece que se
está cerca uma era de aproximação entre Havana e Washington. Já era hora. Fica
pendente normatizar também as relações com a Venezuela e com a Bolívia. De
maneira mais ampla, Washington deve admitir que a ideia de ‘pátio traseiro’
passou para a história. Que os povos da América do Sul se colocaram em marcha. E
que dessa vez não se deterão.<o:p></o:p></P>
<P>Notas:<o:p></o:p></P>
<P>(1) O conceito de América do Sul, do qual se proclama partidário o
bolivarianismo venezuelano, extrapola o de ‘América Latina’ porque reconhece a
participação das nações indígenas e dos afrodescendentes; e abarca países e
territórios cuja ‘latinoamericanidade’ continua sendo questionada. Em outras
palavras, o conceito tradicional de ‘América Latina’ fica limitado para definir
o espaço sulamericano como conjunto de realidades, desde o Rio Grande e o Caribe
até a Terra do Fogo.<BR>(2) Bolívia, Cuba, República Dominicana, Honduras,
Nicarágua e Venezuela (Equador, o país observador).<BR>(3) Sistema Único de
Compensação Regional.<BR>(4) Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile,
Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.<BR>(5) Costa
Rica e El Salvador, os dois únicos países da região que não tinham relações
diplomáticas com Havana, anunciaram em março passado sua decisão de
restabelecê-las.<o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><BR><SPAN class=noticiaautor>* Le
Monde Diplomatique</SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
class=noticiaautor>===========================================================================</SPAN></P><SPAN
class=noticiaautor>
<DIV><FONT face=Arial size=2><STRONG>NOTA: <FONT color=#ff0000>O yahoo PARECE
QUE NÃO ENTENDEU QUE NÃO VIVEMOS MAIS NA DITADURA. </FONT></STRONG></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2><STRONG>
EM DEZENAS DE LISTAS DE DISCUSSÃO QUE A <FONT face=Forte>CARTA O BERRO</FONT>
PARTICIPAVA</STRONG></FONT></DIV>
<DIV><STRONG><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2>
FORAM SUSPENSAS SEM NENHUMA ALEGAÇÃO. ASSIM COMO O RECEBIMENTO DAS
LISTAS.</FONT></STRONG></DIV></SPAN><o:p></o:p>
<P class=MsoNormal
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