<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
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<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial"><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O
Berro<FONT
size=3>...........................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2>----- Original Message ----- </FONT>
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><FONT size=2><B>From:</B>
</FONT><A title=neusapaviato@yahoo.com.br
href="mailto:neusapaviato@yahoo.com.br"><FONT size=2>Neusa Paviato Botelho
Lima</FONT></A> </DIV></DIV>
<DIV>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"></B> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT size=5>Noticias sobre o arroz
trasngenico da Bayer, que quer implanta rno Brasil. - leiam<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>duas importantes
entrevistas.<o:p></o:p></FONT></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">-------- <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><U>Interesse da Bayer não é o arroz
transgênico, mas sim o agrotóxico <o:p></o:p></U></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="mso-spacerun: yes">
</SPAN><o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Aumento na contaminação do meio ambiente e
alimentos com mais agrotóxico na mesa do brasileiro. Estes são alguns dos
prejuízos que seriam gerados pelo arroz transgênico trazido pela transnacional
Bayer ao país e que teve sua primeira prova de fogo em uma audiência pública
realizada no último dia 18, em Brasília. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">A entrevista é de Raquel Casiraghi e
publicada pela Agência de Notícias Chasque, 01-04-2009. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Até mesmo entidades ligadas ao agronegócio,
geralmente favoráveis aos geneticamente modificados, se colocam contrárias à
liberação do arroz transgênico. Na entrevista a seguir, o coordenador da
Campanha de Transgênicos da organização não-governamental Greenpeace, Rafael
Cruz, fala sobre os interesses econômicos que estão em jogo na não-aprovação da
variedade, que não é plantada em nenhum outro país. Também questiona o real
motivo que fez a Bayer levar o arroz para avaliação da Comissão Técnica Nacional
de Biossegurança (CTNBio). <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Eis a entrevista. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Quais são os riscos do arroz transgênico à
população? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Primeiro de tudo, ele aumenta o risco de
resíduos de agrotóxico. Quando for plantado, a idéia é que o agricultor possa
aplicar sobre ele o herbicida, fazendo <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="com que as">com que as</st1:PersonName> ervas daninhas, no caso o
arroz vermelho que é considerado erva daninha do arroz branco aí no RS, morra e
o arroz transgênico permaneça intacto porque ele é resistente. O agrotóxico que
vai ser aplicado é o glufosinato de amônio, que é um tipo de agrotóxico cuja
patente é do próprio proponente do arroz, ou seja a Bayer, e quando é aplicado
tem aquela propriedade que a gente chama de sistêmica. A morte da planta,
digamos assim, é de dentro pra fora e não de fora pra dentro. A planta absorve
isso [o agrotóxico], joga o tóxico no sistema circulatório e morre. As plantas
que não são resistentes ao herbicida morrem; as que são, ficam com resíduos de
agrotóxico em seu sistema circulatório, o que significa em toda a planta, não
somente na sua superfície. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">E para os agricultores? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Outro perigo que é paralelo e potencializa
esse primeiro é o fato do arroz vermelho, que é a "erva daninha" - entre aspas
porque no Nordeste ele é base alimentar de muita gente, no Sul é que ele não é
apreciado - tende a ganhar resistência ao agrotóxico também. Porque na primeira
safra, tudo bem, mas na segunda safra já houve cruzamento do arroz branco com o
vermelho. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Então esse cruzamento entre espécies vai
espalhar a propriedade de agrotóxico no aroz vermelho também. <st1:PersonName
w:st="on" ProductID="O que o">O que o</st1:PersonName> agricultor vai acabar
fazendo? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Vai aplicar mais agrotóxico porque ele não
vai conseguir matar aquele arroz vermelho. E aí tem o que muita gente chama de
"super erva daninha", que é uma erva daninha resistente. Isso, no campo, a gente
vê que não soluciona o problema do agricultor, que quer eliminar o arroz
vermelho e, por outro lado, faz com que o agricultor aumente o nível de
agrotóxico aplicado e, com o passar do tempo, a tecnologia tende a ser
ineficiente. A exemplo do que já acontece aí no RS com o arroz mutagênico, da
Basf. Resumindo essa história, são dois perigos que se complementam: aumento de
agrotóxico no prato do consumidor e contaminação ou cruzamento de transgênicos
com não-transgênicos o que, além de reduzir a biodiversidade, aumenta o problema
para o próprio agricultor. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Entidades ligadas ao agronegócio, que
geralmente defendem os geneticamente modificados, são contrárias à liberação do
arroz transgênico. A que tu atribui essa mudança de posicionamento?
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Não tem mercado para quem quer vender arroz
transgênico. No Brasil <st1:PersonName w:st="on" ProductID="o debate">o
debate</st1:PersonName> não está popularizado, ainda falta esse debate cair no
colo do consumidor. As pessoas não sabem o que são transgênicos. Fora do Brasil,
não existe mercado para o arroz transgênico. Os Estados Unidos sabem disso, os
produtores norte-americanos se posicionam contrários à produção do arroz
transgênico lá. Não é por questão ideológica, é porque eles acham que por não
haver aceitação, e já que eles exportam 60% do arroz que produzem, eles não
preferem não se arriscar a morrer com toda a produção. E <st1:PersonName
w:st="on" ProductID="o Brasil">o Brasil</st1:PersonName>, que quer se tornar um
grande exportador, tem que observar isso. Atribuo a essa questão o próprio
posicionamento da Federarroz contrária ao plantio de arroz transgênico.
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Na tua avaliação, por que a Bayer insiste
na variedade se não há apoio nem dos setores do agronegócio? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">É bem arriscado falar ao certo. A Bayer é a
única que está propondo arroz transgênico hoje no Brasil. E a empresa está
tentando crescer no mercado de transgênicos, que hoje é dominado pela Monsanto.
Se ganhasse esse mercado de arroz no Brasil teria uma vitória, não somente no
país, mas fora também. Acho que o que eles querem, bem no fundo, é aumentar o
mercado de agrotóxico deles. A Bayer é a maior empresas de agrotóxicos no mundo.
E conseguir empurrar aqui o arroz transgênico, que não é mais nutritivo, não é
resistente ao estresse hídrico ou a qualquer outro tipo de problema que o
agricultor enfrenta. Ele é simplesmente resistente a um herbicida que a Bayer
produz. Não sei o que a Bayer quer: ou vender transgênico ou vender agrotóxico.
Ou os dois. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Estás satisfeito com a atuação da CTNBio?
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Eu acho que o governo federal deu muito
poder nas mãos da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança [CTNBio],
principalmente depois da última reunião em junho onde saiu o posicionamento de
que não mais acataria questionamentos da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância
Sanitária] e do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente] no que diria
respeito em relação às decisões da CTNBio. Com esse superpoder, além de ser um
desequilíbrio inaceitável, porque além de colocar a biossegurança do país nas
mãos de 14 cientistas, que é o quórum mínimo lá. São 14 pessoas que decidem o
que 180 milhões de pessoas irão consumir. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><st1:PersonName w:st="on"
ProductID="o debate"><B style="mso-bidi-font-weight: normal">O
debate</B></st1:PersonName><B style="mso-bidi-font-weight: normal"> sobre o
arroz transgênico na CTNBio será longo? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">O que a gente está esperando é que a CTNBio
decida logo sobre isso. Espero que seja analisada e uma decisão seja tomada em
relação a esse transgênico. O que não dá é ficar esperando a poeira baixar e,
depois, voltar com esse assunto esquecendo de todos os questionamentos que já
foram feitos na audiência pública, que foi o local em que as pessoas diretamente
afetadas por isso puderam falar. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">
<P><STRONG><FONT color=#ff0000><U>Para ler mais:</U></FONT></STRONG> </P>
<UL>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_entrevistas&Itemid=29&task=entrevista&id=20787"
target=_blank rel=nofollow>O arroz transgênico da Bayer em debate. O Brasil
vetará? Entrevista especial com Gabriel Fernandes</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=20610"
target=_blank rel=nofollow>CTNBio se prepara para aprovar arroz transgênico
</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=20348"
target=_blank rel=nofollow>Transgênicos, produção de alimentos e combate à
fome</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=20589"
target=_blank rel=nofollow>‘Os transgênicos são incapazes de evitar a fome’,
afirma ativista indiana</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=20147"
target=_blank rel=nofollow>Empresas sabotam estudo de transgênicos, dizem
cientistas</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=15268"
target=_blank rel=nofollow>Crise alimentar turbina transgênicos</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=13988"
target=_blank rel=nofollow>Cultivo de transgênicos. 'Brasil viola tratado de
biossegurança'</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=13794"
target=_blank rel=nofollow>Transgênicos: prós e contras </A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=13418"
target=_blank rel=nofollow>‘Sem a destruição de campos transgênicos, hoje
estariam sendo impostos à força pelas multinacionais’. Entrevista com José
Bové </A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=7694"
target=_blank rel=nofollow>Uma discussão sobre os transgênicos. Entrevista
especial com Luciana di Ciero e Francisco Milanez</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=6000"
target=_blank rel=nofollow>Lula sanciona lei dos transgênicos, mas veta um
artigo. Ambientalistas são derrotados</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=3474"
target=_blank rel=nofollow>A agroecologia como alternativa aos transgênicos.
Entrevista especial com o professor Hugh Lacey, do Southmore College,
EUA</A></STRONG>
<LI><STRONG><A
href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=3475"
target=_blank rel=nofollow>A contribuição de Lacey para a discussão sobre os
transgênicos. Um depoimento do professor Ruy Braga, da USP</A></STRONG>
</LI></UL>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"></B><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">O arroz transgênico da Bayer
<st1:PersonName w:st="on" ProductID="em debate. O Brasil">em debate. O
Brasil</st1:PersonName> vetará? </B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p></o:p></B> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT size=4><U>Entrevista especial com
Gabriel Fernandes, da campanha brasileira contra os transgenicos.<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><o:p></o:p></U></FONT></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="mso-spacerun: yes">
</SPAN><o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Recentemente, a audiência pública
encarregada de discutir a liberação do cultivo de arroz transgênico no Brasil
votou a favor da população, da saúde e do meio ambiente, recusando a plantação
nas lavouras brasileiras. Segundo o agrônomo Gabriel Fernandes, “a maior parte
dos membros da CTNBio é favorável à liberação dos transgênicos e defende por
princípio que a engenharia genética é segura”. Apesar de manter essa posição,
depois de ouvir integrantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande
do Sul (Farsul) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a
Comissão rejeitou o produto. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><st1:PersonName w:st="on"
ProductID="o debate"><B style="mso-bidi-font-weight: normal">O
debate</B></st1:PersonName><B style="mso-bidi-font-weight: normal"> representa
uma vitória para os combatentes da transgenia, pois, depois de liberados no meio
ambiente, não há como controlar os transgênicos. Como a soja e o milho, o arroz
geneticamente modificado também pode infectar outras culturas do alimento,
explica o pesquisador. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line,
Fernandes destaca que, caso tivesse sido liberado, o arroz transgênico iria
“contaminar o arroz vermelho, tornando-o também resistente ao herbicida da
Bayer”. Além disso, destaca, iria afetar “outros parentes silvestres que ocorrem
no território brasileiro”. O arroz vermelho cultivado no Rio Grande do Sul já é
resistente ao herbicida Only, da Basf, e, caso fosse liberado o arroz da Bayer,
corria-se o risco de “ter arroz vermelho resistente aos dois herbicidas, o que
seria um desastre para os produtores”, aponta. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Para Fernandes, as técnicas de liberação
dos transgênicos pela CTNBio são ineficientes, pois carecem de pesquisas
independentes. Antes de autorizar a comercialização de produtos geneticamente
modificados, deve-se “alimentar animais de diferentes idades por algumas
gerações e por períodos significativos. É necessário usar os grãos obtidos
diretamente da planta transgênica, simulando condições reais de consumo”,
aconselha. Em breve, adverte, a “cana-de-açúcar e o eucalipto transgênicos
estarão predominando a pauta de liberações da CTNBio e efetivarão a convergência
dos transgênicos com os agrocombustíveis”. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Ainda não houve nenhuma decisão a respeito
da liberação do arroz da Bayer. A votação será na CTNBio, mas ainda não se sabe
exatamente quando. A audiência serviu apenas para debater o tema e colher
opiniões de diferentes setores. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes é engenheiro agrônomo
formado pela Universidade de São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName> (USP), e desde 2000, atua como assessor técnico
da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, ONG voltada para a promoção do
desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira com base nos princípios da
agroecologia e no fortalecimento da agricultura familiar. Tem especialização em
Agroecologia e desenvolvimento rural sustentável, pelo Centro Agronómico
Tropical de Investigación y Enseñanza (CATIE), e em Fundamentos holísticos para
avaliação e regulamentação de organismos geneticamente modificados, pelo
Instituto Norueguês para Ecologia do Gene (Genok), Universidade de Tromso,
Noruega. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><U>Confira a entrevista</U>.
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – Como o senhor percebe
<st1:PersonName w:st="on" ProductID="o debate">o debate</st1:PersonName> em
torno da liberação de arroz transgênico, principalmente a postura defendida pela
Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio) nesse sentido?
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – A maior parte dos
membros da CTNBio é favorável à liberação dos transgênicos e defende por
princípio que a engenharia genética é segura. Assim, seria de <st1:PersonName
w:st="on" ProductID="se esperar que o">se esperar que o</st1:PersonName> arroz
transgênico também fosse liberado. Acontece que a audiência pública realizada na
semana passada, em Brasília, mostrou que até a Federação da Agricultura do
Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa) – que defendem os transgênicos – se posicionaram
oficialmente contrárias à liberação do arroz modificado. É de se esperar agora
que a CTNBio fique menos à vontade para liberar o produto. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – O arroz modificado
desenvolvido pela transnacional Bayer é resistente ao glufosinato de amônio,
herbicida proibido <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="em vários países. Qual">em vários países. Qual</st1:PersonName> é sua
opinião sobre esse tipo de arroz? A resistência ao glufosinato de amônio quer
dizer que há o que inserido no genoma do produto? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – Se aprovado, este
produto iria introduzir resíduos de mais um agrotóxico em nossa alimentação – no
caso em nosso arroz e feijão de todos os dias –, já que o glufosinato não é
aplicado na cultura do arroz. O que precisamos na verdade são de técnicas de
manejo que reduzam e eliminem o uso de venenos, e não de genes que tornem as
plantas resistentes aos agrotóxicos. As empresas têm nas sementes transgênicas
um meio de ampliar seu mercado de venenos, tanto é que três de cada quatro
hectares plantados no mundo com transgênicos são de plantas que foram
geneticamente modificadas para resistir à aplicação de herbicidas. É preciso
lembrar que as seis maiores multinacionais da agroquímica são também as seis
maiores sementeiras do mundo e que juntas controlam metade do mercado global de
sementes. No caso do arroz da Bayer, foram inseridos genes que imitam genes
encontrados em uma bactéria nativa dos solos, que é tolerante ao glufosinato de
amônio. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – Na Europa, o glufosinato de
amônio foi considerado carcinogênico, mutagênico e tóxico a reprodução. Além
disso, a substância é apresentada como de risco aos mamíferos. Diante dessas
informações, como compreender a aceitação do Brasil desses produtos?
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – Há vários exemplos de
produtos banidos em outros países, às vezes nas sedes das próprias empresas, mas
que continuam sendo vendidos em países em desenvolvimento. As instituições
alegam que fazem isso porque as legislações desses países permitem. Mas há uma
diferença entre o limite ético e o limite permitido, como bem analisou o
jornalista Wilson da Costa Bueno em artigo recente disponível aqui.
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Hoje, no Brasil, há um grande embate
jurídico das empresas de agrotóxicos apoiadas pelo Ministério da Agricultura
contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que quer reavaliar a
toxicidade dos produtos que estão no mercado. Há muitos interesses em jogo.
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – Por que no Brasil a liberação
de produtos transgênicos ocorre sem a constatação de segurança?
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – Uma nova lei de
biossegurança foi criada para que isso pudesse ocorrer. A fórmula usada foi
dotar a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (Ministério de Ciência e
Tecnologia) de superpoderes. Lá estão doutores que usam de sua posição acadêmica
para chancelar os dados apresentados pelas empresas. Há contestação feita dentro
da CTNBio, mas os argumentos técnicos são sempre vencidos no voto. Quando o
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
e Anvisa contestaram a CTNBio, acionando os ministros do Conselho Nacional de
Biossegurança, ouviram como resposta da ministra Dilma Roussef que era para não
incomodarem a Comissão. A partir de então, a CTNBio vem liberando um transgênico
atrás do outro. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – Que informações são cruciais
do ponto de vista da biossegurança? Que aspectos a CNTBio deveria considerar
antes de liberar produtos transgênicos? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – O importante é ter
estudos independentes que avaliem as plantas transgênicas nos ambientes onde
elas serão cultivadas. Do ponto de vista ambiental, deve-se mapear as relações
ecológicas da planta com os ecossistemas e avaliar como a modificação irá afetar
essas relações. No que se refere à saúde, deve-se alimentar animais de
diferentes idades por algumas gerações e por períodos significativos. É
necessário usar os grãos obtidos diretamente da planta transgênica, simulando
condições reais de consumo. Muitas vezes, realizam apenas ensaios de laboratório
com proteínas sintéticas que se presume serem iguais as que a planta transgênica
irá produzir. Esse método desconsidera a forma como a planta reage a cada
ambiente, e também ignora resultados imprevisíveis resultantes da modificação
genética, que podem fazer com que o resultado final seja diferente do esperado.
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – A soja e o milho transgênico
contaminam outras lavouras. No caso do arroz geneticamente modificado, quais são
os maiores riscos ambientais? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – A experiência mostra
que não há como controlar os transgênicos depois que eles são liberados no meio
ambiente. No caso do arroz, a contaminação irá afetar o arroz vermelho e
potencialmente outros parentes silvestres que ocorrem no território brasileiro.
A audiência pública deixou explícito que, caso liberado, o arroz transgênico irá
contaminar o vermelho, tornando-o também resistente ao herbicida da Bayer. Pior,
como já há muito arroz vermelho no Rio Grande do Sul resistente ao herbicida
Only, da Basf (aplicado em um arroz modificado por mutação gênica), o risco é
ter arroz vermelho resistente aos dois herbicidas, o que seria um desastre para
os produtores, como alertou o pesquisador da Embrapa que participou da
audiência. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – Empresas que produzem
transgênicos dizem que as plantas Bt, como o milho liberado no Brasil, são
resistentes a insetos. Por outro lado, pesquisadores explicam que essas são
plantas inseticidas, pois tem um inseticida inserido no seu genoma. Ao ingerir
esses alimentos, quais são os riscos para a saúde humana? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – O argumento usado é o
de que a proteína inseticida presente na bactéria é segura e, portanto, sua
versão sintetizada e introduzida na planta também o será. Isso é o que mais se
ouve na CTNBio. Fosse isso, não seriam necessários estudos, e nem a própria
Comissão. Essa visão desconsidera as imprecisões dos métodos empregados pela
transgenia e o fato de que, junto com o gene de interesse, também são inseridos
na planta genes de bactérias e vírus infecciosos. Isso porque o gene de
interesse sozinho não teria efeito sobre a planta hospedeira. Para funcionar,
ele precisa de alguns “aditivos”. As pesquisas independentes apontam para os
potenciais impactos dessa combinação, como geração de novas proteínas
alergênicas, desenvolvimento de resistência a antibióticos e, mais recentemente,
de redução da fertilidade. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – Apenas na primeira safra,
quase 60% do milho será transgênico. Nesse ritmo, corre-se o risco de acabar com
as sementes tradicionais? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – As estimativas não são
certas e a indústria tende a exagerar nas cifras para dar a entender que a
tendência é essa. De qualquer forma, a liberação do milho transgênico é
alarmante e sua adoção pelos produtores está se dando de forma acelerada. O
drama é que não se vê movimentos e organizações do campo mobilizados para esse
enfrentamento. No caso da soja transgênica é evidente: o monopólio fala mais
alto do que as vantagens tecnológicas da semente, ou seja, como não se acha mais
semente convencional no mercado, prevalece a da Monsanto. Se nada for feito,
acontecerá o mesmo com o milho, só que de forma mais acelerada.
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – Com a invasão de
transgênicos, que futuro podemos vislumbrar para <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="o Brasil">o Brasil</st1:PersonName> nos próximos anos?
<o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – A questão é saber quem
controlará a produção de alimentos: meia dúzia de multinacionais ou milhões de
agricultores? O desafio é político e envolve massificar a agricultura familiar e
garantir seu acesso à terra, água e biodiversidade. O projeto das empresas é o
oposto, de privatização e exploração monopólica dos recursos naturais. Para
reverter essa tendência, as políticas púbicas deveriam ser redirecionadas para
fortalecer a sustentabilidade e autonomia da produção familiar. Infelizmente não
é isso o que temos visto. <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">IHU On-Line – Que novos produtos devem ser
alvos da transgenia? <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p> </o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal">Gabriel Fernandes – Em breve,
cana-de-açúcar e o eucalipto transgênicos estarão predominando a pauta de
liberações da CTNBio e efetivarão a convergência dos transgênicos com os
agrocombustíveis <o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> =============================================================================================</SPAN></B></P><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="mso-spacerun: yes">
<DIV><FONT face=Arial size=2><STRONG>NOTA: <FONT color=#ff0000>O yahoo PARECE
QUE NÃO ENTENDEU QUE NÃO VIVEMOS MAIS NA DITADURA. </FONT></STRONG></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2><STRONG>
EM DEZENAS DE LISTAS DE DISCUSSÃO QUE A <FONT face=Forte>CARTA O BERRO</FONT>
PARTICIPAVA</STRONG></FONT></DIV>
<DIV><STRONG><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2>
FOI SUSPENSA SEM NENHUMA ALEGAÇÃO. ASSIM COMO O RECEBIMENTO DAS
LISTAS</FONT></STRONG></DIV></SPAN><o:p></o:p></B>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><o:p></o:p></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><o:p></o:p></B></P></DIV></BODY></HTML>