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<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT><BR></DIV>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6><STRONG>Carta O Berro<FONT
size=3>...............................................................................repassem</FONT></STRONG></FONT></DIV>
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<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=beatrice.lista@gmail.com
href="mailto:beatrice.lista@gmail.com">beatrice.lista</A> </DIV>
<DIV><B>From:</B> <A title=dalvasarmento@gmail.com
href="mailto:dalvasarmento@gmail.com">dalva oliveira</A> </DIV></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV><BR clear=all>03/04/2009 - 21h43 </DIV></DIV>
<H1>Corpo de Moreira Alves será velado na Assembleia Legislativa do Rio </H1>
<DIV id=articleBy>
<P>da <B>Folha Online</B> </P></DIV>
<P>O corpo do jornalista e ex-deputado <A
href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u545648.shtml">Márcio
Moreira Alves</A> será velado amanhã, a partir das 9h, na Assembleia Legislativa
do Rio de Janeiro. De lá, o corpo será levado às 14h para o crematório do
cemitério do Caju (zona norte), onde às 15h está prevista uma cerimônia. </P>
<TABLE class=fe220>
<TBODY>
<TR>
<TD class=fo1c>Reprodução</TD></TR>
<TR>
<TD><A
href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u545648.shtml"><IMG
alt="Moreira Alves estava internado desde outubro no Rio de Janeiro após um AVC "
src="http://f.i.uol.com.br/folha/brasil/images/09093379.jpg"
border=0></A></TD></TR>
<TR>
<TD class=fo1l><A
href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u545648.shtml">Moreira
Alves estava internado desde outubro no Rio de Janeiro após um
AVC</A></TD></TR></TBODY></TABLE>
<P>Marcito, como era chamado pelos amigos, morreu nesta sexta-feira, aos 72
anos, no Rio de Janeiro de falência múltipla de órgãos. Ele estava internado
desde outubro no hospital Samaritano após sofrer um AVC (acidente vascular
cerebral). </P>
<P>Moreira Alves nasceu no Rio de Janeiro em 14 de julho de 1936 e ficou
conhecido pelo discurso (*) que fez na Câmara sugerindo o boicote às
comemorações do Sete de Setembro de 1968. Foi o pretexto utilizado pelo governo
militar para instaurar o AI-5 (Ato Institucional número 5), que se transformou
em um dos principais símbolos da ditadura (1964-1985). </P>
<P>Moreira Alves se elegeu deputado federal em novembro de 1966 pelo MDB,
representando o extinto Estado da Guanabara (atual Rio de Janeiro). Tomou posse
em fevereiro de 1967 e sua atuação foi marcada pela luta contra o regime
militar. </P>
<P>O discurso sugerindo o boicote foi proferido no dia 2 de setembro de 1968
depois que a Universidade Federal de Minas Gerais foi fechada, e a UnB
(Universidade de Brasília) foi invadida pela Polícia Militar. O pronunciamento
de Moreira Alves foi considerado pelos ministros militares como ofensivo 'aos
brios e à dignidade das forças armadas'. </P>
<P>O pronunciamento resultou num pedido de cassação do mandato de Moreira Alves
com o aval do STF (Supremo Tribunal Federal). O pedido de cassação foi rejeitado
pelo plenário da Câmara. </P>
<P><B>Exílio político</B> </P>
<P>Com o agravamento da crise política no país, Moreira Alves deixou o país
ainda em dezembro de 1968 e foi para o Chile, onde ficou exilado até 1971,
quando foi para a França para realizar doutorado na Fundação Nacional de
Ciências Políticas de Paris. </P>
<P>Entre novembro de 1973 e maio de 1974 viveu na cidade de Havana, onde deu
aulas na Faculdade de Ciências Políticas e escreveu o livro Trabalhadores na
Revolução de Cuba, baseado nos depoimentos dos membros da família com a qual se
hospedou durante esta temporada cubana. </P>
<P>Em abril de 1974 foi para Lisboa e lecionou no Instituto Superior de Economia
de Lisboa. Retornou ao Brasil, em setembro de 1979, beneficiado pela Lei da
Anistia. </P>
<P><B>Jornalista</B> </P>
<P>Moreira Alves começou sua carreira aos 17 anos, quando assumiu a função de
repórter do jornal carioca "Correio da Manhã". Ganhou o prêmio Esso de
jornalismo pela cobertura da crise política em Alagoas, em 1957, quando a
Assembleia Legislativa do Estado foi invadida. Alves foi atingido por um dos
tiros mas mesmo ferido conseguiu passar a reportagem por telegrama. </P>
<P>Em 1958, entrou na Faculdade de Direito da atual UERJ (Universidade Estadual
do Rio de Janeiro). Em 1963 se formou em ciências jurídicas e sociais. </P>
<P>Foi colaborador dos jornais "O Globo", "O Estado de S.Paulo" e "Jornal do
Brasil". </P>
<P>Em julho de 1967, lançou o livro "Torturas e Torturados", que foi apreendido
e posteriormente liberado por decisão judicial. </P>
<P>(*)</P>
<P>Leia abaixo a íntegra do discurso: </P>
<P>"Senhor presidente, senhores deputados, </P>
<P>Todos reconhecem ou dizem reconhecer que a maioria das forças armadas não
compactua com a cúpula militarista que perpetra violências e mantém este país
sob regime de opressão. Creio ter chegado, após os acontecimentos de Brasília, o
grande momento da união pela democracia. Este é também o momento do boicote. As
mães brasileiras já se manifestaram. Todas as classes sociais clamam por este
repúdio à polícia. No entanto, isto não basta. </P>
<P>É preciso que se estabeleça, sobretudo por parte das mulheres, como já
começou a se estabelecer nesta Casa, por parte das mulheres parlamentares da
Arena, o boicote ao militarismo. Vem aí o 7 de setembro. </P>
<P>As cúpulas militaristas procuram explorar o sentimento profundo de
patriotismo do povo e pedirão aos colégios que desfilem junto com os algozes dos
estudantes. Seria necessário que cada pai, cada mãe, se compenetrasse de que a
presença dos seus filhos nesse desfile é o auxílio aos carrascos que os espancam
e os metralham nas ruas. Portanto, que cada um boicote esse desfile. </P>
<P>Esse boicote pode passar também, sempre falando de mulheres, às moças.
Aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer
hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos
Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa àqueles que vilipendiam-nas.
</P>
<P>Recusassem aceitar aqueles que silenciam e, portanto, se acumpliciam.
Discordar em silêncio pouco adianta. Necessário se torna agir contra os que
abusam das forças armadas, falando e agindo em seu nome. Creia-me senhor
presidente, que é possível resolver esta farsa, esta democratura, este falso
impedimento pelo boicote. Enquanto não se pronunciarem os silenciosos, todo e
qualquer contato entre os civis e militares deve cessar, porque só assim
conseguiremos fazer com que este país volte à democracia. </P>
<P>Só assim conseguiremos fazer com que os silenciosos que não compactuam com os
desmandos de seus chefes, sigam o magnífico exemplo dos 14 oficiais de Crateús
que tiveram a coragem e a hombridade de, publicamente, se manifestarem contra um
ato ilegal e arbitrário dos seus superiores." </P>
<P>===============================================================================================</P>
<DIV><FONT face=Arial size=2><STRONG>NOTA: <FONT color=#ff0000>O yahoo PARECE
QUE NÃO ENTENDEU QUE NÃO VIVEMOS MAIS NA DITADURA. </FONT></STRONG></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2><STRONG>
EM DEZENAS DE LISTAS DE DISCUSSÃO QUE A <FONT face=Forte>CARTA O BERRO</FONT>
PARTICIPAVA</STRONG></FONT></DIV>
<DIV><STRONG><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2>
FOI SUSPENSA SEM NENHUMA ALEGAÇÃO. ASSIM COMO O RECEBIMENTO DAS
LISTAS.</FONT></STRONG></DIV><!--noindex--><!--PRINT:EXCLUDE-->
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