<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=beatrice.lista@gmail.com
href="mailto:beatrice.lista@gmail.com">beatrice.lista</A> </DIV>
<DIV><B>From:</B> <A title=anapaisagismo@gmail.com
href="mailto:anapaisagismo@gmail.com">Ana Santanna</A> </DIV></DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV class=gmail_quote>
<DIV lang=PT-BR link="blue" vlink="blue">
<DIV><FONT size=4>O anúncio de que os líderes mundiais dos países desenvolvidos
e "emergentes" - o G-20 - voltam a se reunir em setembro, em Nova York, é um
sinal de que a luz no fim do túnel da crise econômica mundial continua fraca. A
nova reunião, segundo o porta-voz da notícia, o presidente francês Nicolas
Sarkozy, coincide com a realização da Assembléia Geral da Organização das Nações
Unidas (ONU). Ela complementa o encontro de Washington de novembro do ano
passado, que estabeleceu os princípios para agir diante da crise, e a reunião da
quinta-feira (2), que definiu a forma de colocá-los em prática. Em Nova York, os
"progressos" serão revisados.</FONT> <FONT face=Verdana color=black
size=1><SPAN
style="FONT-SIZE: 7.5pt; FONT-FAMILY: Verdana"> </SPAN></FONT></DIV>
<DIV>
<P><FONT face=Verdana color=black size=2><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Verdana"><IMG height=59
src="cid:03b001c9b55a$ae76b8b0$0200a8c0@vcaixe" width=175></SPAN></FONT><FONT
face=Verdana size=1><SPAN
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<P><FONT face=Verdana color=black size=1><SPAN
style="FONT-SIZE: 7.5pt; FONT-FAMILY: Verdana"><IMG height=35
src="cid:03b101c9b55a$ae76b8b0$0200a8c0@vcaixe" width=453></SPAN></FONT><FONT
color=black size=1><SPAN
style="FONT-SIZE: 7.5pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face=Arial color=black size=1><SPAN
style="FONT-SIZE: 7.5pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face=Arial color=black size=1><SPAN
style="FONT-SIZE: 7.5pt; COLOR: windowtext"> ABRIL DE 2009 -
22h36</SPAN></FONT></P>
<P><B><FONT face=Arial color=black size=5><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 16pt; COLOR: windowtext">Para onde vai a
crise econômica global? </SPAN></FONT></B><FONT face=Verdana color=black
size=1><SPAN
style="FONT-SIZE: 7.5pt; COLOR: windowtext; FONT-FAMILY: Verdana"> </SPAN></FONT></P>
<P style="BACKGROUND: #efefef; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black
size=1><SPAN style="FONT-SIZE: 9pt; COLOR: windowtext">O anúncio de que os
líderes mundiais dos países desenvolvidos e “emergentes” — o G-20 — voltam a se
reunir em setembro, em Nova York, é um sinal de que a luz no fim do túnel da
crise econômica mundial continua fraca. A nova reunião, segundo o porta-voz da
notícia, o presidente francês Nicolas Sarkozy, coincide com a realização da
Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ela complementa o
encontro de Washington de novembro do ano passado, que estabeleceu os princípios
para agir diante da crise, e a reunião da quinta-feira (2), que definiu a forma
de colocá-los em prática. Em Nova York, os “progressos” serão
revisados.</SPAN></FONT></P>
<P style="BACKGROUND: #efefef; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black
size=1><SPAN style="FONT-SIZE: 9pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="BACKGROUND: #efefef; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black
size=1><SPAN style="FONT-SIZE: 9pt; COLOR: windowtext">Por Osvaldo
Bertolino</SPAN></FONT></P>
<P><FONT face=Verdana color=black size=1><SPAN
style="FONT-SIZE: 7.5pt; COLOR: windowtext; FONT-FAMILY: Verdana"></SPAN></FONT> </P>
<P><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">O ponto inicial aqui é: haverá
progressos? A julgar pelos efeitos previstos da decisão de Londres de destinar
US$ 1 trilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar países com
problemas decorrentes da crise econômica global a resposta dificilmente pode ser
positiva. O G-20, segundo o premiê britânico Gordon Brown, também joga suas
cartas na necessidade de ''trabalhar urgentemente com os líderes'' mundiais para
fazer avançar a Rodada Doha de liberalização comercial, no âmbito da Organização
Mundial do Comércio (OMC). </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">O G-20 faz uma aposta alta. “Estamos
empreendendo uma expansão fiscal coordenada e sem precedentes, que salvará ou
criará milhões de empregos que de outra maneira seriam destruídos, e isso
somará, até o final do próximo ano, 5 trilhões de dólares, aumentará a produção
mundial em até 4 por cento e acelerará a transição para uma economia verde”,
disse o comunicado final da cúpula. O documento diz ainda que os bancos
centrais do G-20 se comprometeram a manter políticas de expansão econômica,
enquanto for necessário, e usar de todas as ferramentas e políticas disponíveis
para tanto. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><FONT face=Arial color=black size=4><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext">Desafio: salvar os
bancos que estão na UTI</SPAN></FONT></B><FONT color=black size=4><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext"> </SPAN></FONT><FONT face=Arial
color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"> </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Os limites dessa política de expansão
econômica estão bem à mostra na face exposta da crise, os Estados Unidos, onde o
pacote anunciado pelo governo do presidente Barack Obama — o maior da história —
gera ceticismo sobre o seu poder de fazer com que os bancos voltem a emprestar.
A eficácia das medidas propostas por Tim Geithner, o secretário do Tesouro — uma
polpuda ajuda extra prevista para as instituições financeiras de cerca de US$ 1
trilhão — já foi posta em dúvida quando, menos de uma semana depois de anunciar
o plano, ele próprio teve de ir à TV para dizer que não descarta a possibilidade
de os bancos precisarem de mais dinheiro. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Em entrevista ao canal <I><SPAN
style="FONT-STYLE: italic">ABC News</SPAN></I>, Geithner disse que não descarta
ir ao Congresso pedir mais recursos. “Faremos os congressistas entenderem por
que ser mais agressivo hoje é mais barato no longo prazo'', disse. Seu desafio é
salvar os bancos que estão na UTI e desatar o nó da concessão de crédito
necessária para oxigenar a economia. A parada é dura. A questão é saber o que
fazer com os títulos imobiliários podres em poder dos bancos. Geithner pretende
resolver o problema por meio de um mercado específico a fim de limpar
os balanços dos bancos — que continuam recheados de títulos imobiliários e
carteiras de crédito de baixíssimo valor. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><FONT face=Arial color=black size=4><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext">Subsídios à compra
de ativos ruins</SPAN></FONT></B><FONT color=black size=4><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">O plano prevê que as instituições
financeiras possam vender suas carteiras de crédito imobiliário e seus títulos
podres em um mercado patrocinado pelo governo que está sendo criado
exclusivamente para negociá-los. Se tudo andar como o planejado, os compradores
serão o próprio Tesouro e — a grande novidade — investidores privados, como
fundos de pensão, fundos de hedge e até grandes investidores individuais, que
concorreriam entre si para comprar esses ativos pelo maior preço. O baixo valor
que estariam dispostos a pagar, no entanto, pouco ajudaria a resolver o buraco
no balanço dos bancos.</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Para enfrentar a reticência dos
compradores, mais uma vez a mão do Estado atua com o objetivo de estimular os
negócios — o Tesouro resolveu dar um gigantesco incentivo aos fundos que queiram
pagar mais. Funciona assim: em troca de uma pequena aplicação inicial, eles
ganham acesso a uma linha de financiamento praticamente sem risco para comprar
as carteiras e os títulos problemáticos. Se os ativos comprados valorizarem, os
compradores e o Tesouro vão dividir os ganhos. Se houver prejuízo, os
compradores não precisarão devolver o financiamento. Perdem apenas o aporte
inicial.</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Paul Krugman, prêmio Nobel de
economia, esclarece que a medida “é uma forma indireta e disfarçada de subsidiar
a compra de ativos ruins”. Em um artigo no jornal <I><SPAN
style="FONT-STYLE: italic">The New York Times</SPAN></I>, ele argumenta que o
plano não vai funcionar. ''Sim, os ativos problemáticos podem estar
subavaliados. Mas o fato é que os executivos financeiros literalmente apostaram
seus bancos na crença de que não havia bolha imobiliária e de que o
endividamento sem precedentes das famílias não era problema. Eles perderam a
aposta. E nenhuma ajuda financeira fantasiosa vai mudar isso'', diz Krugman.
</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><FONT face=Arial color=black size=4><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext">Nacionalização de
bancos solventes</SPAN></FONT></B><FONT color=black size=4><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Ele argumenta que o plano concede
benefícios demais às operações de compra e venda dos ativos podres. Para o
economista, o volume de recursos liberado (US$ 575 bilhões) é bem menor do que o
necessário — o total de ativos hipotecários podres é estimado em até US$ 7
trilhões. E lembra que é preciso resolver o problema do mutuário — a solução da
crise passa pela redução da inadimplência. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Liquidar esses títulos, no entanto,
será apenas o primeiro passo para enfrentar a essência da crise. Além dos bancos
cambaleantes, há outros, tidos como sadios, que já se defrontam com o fantasma
da insolvência — com o desemprego em alta, até os bons pagadores se tornam
inadimplentes. Há quem defenda o novo pacote, mas com ressalvas. ''O plano é um
passo na direção certa porque limpa o sistema financeiro'', escreveu o
economista Nouriel Roubini, conhecido pelas previsões catastrofistas, em um raro
momento de otimismo. ''Mas não devemos nos iludir. Se a economia piorar, a
situação pode ficar muito feia rapidamente'', disse
ele. </SPAN></FONT><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"> </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Para Roubini, a solução concebida por
Geithner só funcionará no caso dos bancos solventes, isto é, com ativos
suficientes para cobrir suas dívidas — ainda que ninguém saiba dizer, hoje, quem
são eles. O economista propõe uma saída diferente. ''Aqueles que se mostrarem
insolventes devem ser nacionalizados, saneados e preparados para uma nova
privatização'', diz ele. A preocupação é que, se o plano naufragar, sobrará
pouquíssimo dinheiro para uma nova rodada de ajuda aos bancos. As dificuldades
políticas também se agigantarão — Obama teria de ir ao Congresso convencer os
parlamentares a aprovar a liberação de mais recursos públicos para o sistema
financeiro com a credibilidade destruída. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><FONT face=Arial color=black size=4><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext">Direito de voto da
China no FMI</SPAN></FONT></B><FONT color=black size=4><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Além da equação interna, os Estados
Unidos enfrentam problemas estruturais das complexas relações da sua economia
com o mundo. O ponto nevrálgico é, sem dúvida, a China. Sintomaticamente, o
anfitrião da cúpula do G-20 em Londres, o premiê britânico Gordon Brown,
instalou Obama à direita e o presidente da China, Hu Jintao, à sua esquerda. O
gesto refletiu o reconhecimento da legitimidade dos questionamentos da China em
relação ao seu papel no xadrez político mundial — dada a relevância econômica do
país.</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">É uma queda de braços com os Estados
Unidos. A economia chinesa ultrapassou a alemã, convertendo-se na terceira maior
do mundo — atrás dos Estados Unidos e do Japão. Mas o seu direito de voto no FMI
representa apenas 4% do total, contra, por exemplo, 17% dos norte-americanos.
Uma das causas para essa tentativa de manter a China com baixo poder de
interferência nos destinos da economia mundial é o fato de o país possuir mais
de US$ 2 trilhões de dólares em títulos do Tesouro dos Estados
Unidos e outros ativos. A China com maior poder no FMI representaria uma
correlação de forças mais fovorável a alterações nas regras da
instituição.</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">O presidente do Banco Popular da
China, o banco central do país, Zhou Xiaochuan, defendeu a criação de uma nova
moeda e um conjunto de reformas que poderia encerrar décadas de domínio do dólar
no comércio e nas transações financeiras internacionais. Ele sugeriu que uma
alternativa seria ampliar o uso dos Direitos Especiais de Saque (DES), uma moeda
sintética criada em 1969 pelo FMI e cujo valor é calculado com base em uma cesta
de moedas que inclui o dólar, o euro, o iene e a libra esterlina. Países com
excesso de divisas poderiam transferir parte de suas reservas para o Fundo
gerir, recebendo em troca o valor correspondente em DES.</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><FONT face=Arial color=black size=4><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext">Resistência á
desvalorização cambial</SPAN></FONT></B><FONT color=black size=4><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">A resistência à proposta, fora dos
Estados Unidos, se deve ao perigo que a China corre diante da crise
norte-americana — com o DES, os demais membros do FMI assumiriam uma parte do
risco chinês. O temor tem fundamento, evidentemente, mas ele não deve se
limitar, no que que diz respeito ao potencial explosivo da crise
norte-americana, à problemática chinesa. E aí as coisas deveriam ser bem
pesadas — inclusive politicamente. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Os Estados Unidos optaram pela
desvalorização acentuada do dólar para empurrar uma parte substancial do peso da
sua crise sobre as costas do restante do mundo. E pressionam os
''emergentes'' e a União Européia (UE) para que promovam desvalorização
cambial, abrindo caminhos à demanda externa. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Mas a UE o os “emergentes” — China,
Índia, Rússia e Brasil — resistem. A China, que corre o sério risco de tornar-se
refém dos Estados Unidos, é a mais interessada em resistir à proposta. E tem
falado grosso com Washington, como mostram as declarações do primeiro-ministro
Wen Jiabao, em meados de março, sobre o valor dos títulos norte-americanos e a
postura contundente da marinha chinesa nos mares do Sul em relação à
presença de navios norte-americanos supostamente em expedição
científica. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><FONT face=Arial color=black size=4><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext">A dramática
situação da Europa do Leste</SPAN></FONT></B><FONT color=black size=4><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Na intrincada teia que enreda a crise
global, há ainda os ausentes da cúpula do G-20 — como lembrou o sempre arguto
líder revolucionário cubano Fidel Castro. São 180 nações, entre elas os países
do Leste da Europa, que caminham céleres para o desastre. Eles se endividaram em
moedas estrangeiras — principalmente em euro e franco suíço — após a queda do
socialismo e agora ameaçam mergulhar a Zona do Euro em uma crise gigantesca.
Esses países são um importante ponto de apoio da economia da Europa Ocidental —
absorvem, por exemplo, 25% das exportações da Alemanha, a maior economia da Zona
do Euro. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">A situação é dramática. “Se as
economias das europas Central e Oriental não forem salvas, a economia mundial
desabará”, disse recentemente o jornal britânico <I><SPAN
style="FONT-STYLE: italic">The Daily Telegraph</SPAN></I>. A Europa
Oriental contraiu US$ 1,7 trilhão em empréstimos do exterior, e neste ano deverá
resgatar uma parcela de US$ 400 bilhões — volume de recursos equivalente a um
terço do total do Produto Interno Bruto (PIB) de todos os países da região. De
acordo com o Banco Europeu de Reestruturação e Desenvolvimento, o Leste da
Europa precisará dessa quantia para cobrir os serviços de suas dívidas e
reativar seus sistemas de crédito. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><FONT face=Arial color=black size=4><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext">A política de
sacrifícios do FMI </SPAN></FONT></B><FONT color=black size=4><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">A questão é: como conseguirá isso no
momento em que as portas do crédito estão hermeticamente fechadas? A Europa
Oriental contraiu quase todas as suas dívidas da Europa Ocidental —
especificamente de bancos da Áustria, Suécia, Itália, Grécia e Bélgica. A
solução é recorrer ao FMI. O problema é que os volumes de recursos que a região
precisa estão além dos limites do Fundo, que já tentou salvar a Hungria, a
Ucrânia, a Letônia, a Bielorússia, a Islândia, o Paquistão e, em
breve, terá de tentar socorrer a Turquia. Suas reservas já foram praticamente
pulverizadas. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Apesar dos gigantescos recursos
canalizados a todos estes países, o problema não foi solucionado. A Hungria
deverá declarar moratória. O Paquistão precisa de mais US$ 7,6 bilhões e a
economia da Letônia já foi declarada, pelo próprio governo do país,
“clinicamente morta”. Outro agravante é a política do FMI de impor pesados
sacrifícios aos povos desses países em nome do “equilíbrio fiscal”.
</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Os limites da instituição vão
eliminando as expectativas alimentados por alguns economistas de um suposto
''FMI Obama'', presumivelmente mais amigável e mais sintonizado com os problemas
reais do que o ''FMI Bush''. Mas, como sugerem os programas do Fundo para a
Letônia e a Ucrânia, a principal diferença pode ser apenas um sorriso — o
diretor-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn apelou recentemente a uma resposta
orçamentária ''global'' para enfrentar o agravamento da
crise.</SPAN></FONT><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"> </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><FONT face=Arial color=black size=4><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext">O grande dilema da
crise</SPAN></FONT></B><FONT color=black size=4><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Na Letônia, o FMI exigiu um corte de
25% nos salários do funcionalismo e nos investimentos públicos, aliado a um
enorme aumento dos impostos. Na Ucrânia, as imposições incluem reduções
drásticas das aposentadorias. Ambos os países já passaram por distúrbios siciais
e instabilidade política. Os recentes empréstimos do Banco Mundial também estão,
em parte, condicionados à ''disciplina fiscal''. É preciso considerar que o FMI
e o Banco Mundial têm sido instrumentos auxiliares da política externa
norte-americana. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">Dada a importância de “ortodoxos”
como Larry Summers e Geithner no governo dos Estados Unidos, as perspectivas de
uma reforma séria dessas instituições parecem distantes. Summers foi um dos
principais arquitetos das políticas neoliberais quando esteve no Banco Mundial e
na Secretaria do Tesouro durante o governo do presidente Bill Clinton. E
Geithner foi um alto dirigente do FMI. Eles administram a economia interna de
olho no cenário mundial. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext"></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial color=black size=3><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: windowtext">A chave-mestra para se compreender o
grande dilema da crise é a combinação da forma como Summers e Geithner
administram a economia interna, despejando rios de dinheiro público no sistema
financeiro, e o poder que eles têm, como representantes do governo dos Estados
Unidos, para fazer o FMI e o Banco Mundial empurrar goela abaixo dos países
pobres suas amargas e conhecidas receitas neoliberais. Resumo da ópera: com
a luz no fim do túnel da crise cada vez mais fraca, os
dramas econômicos começam a transitar, rapidamente, para o campo
político. </SPAN></FONT><FONT face=Arial color=black size=2><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"> </SPAN></FONT></P>
<P><FONT face=Arial color=black size=1><SPAN style="FONT-SIZE: 9pt"><A
href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=53665"
target=_blank>http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=53665</A>
</SPAN></FONT></P></DIV></DIV></DIV>
<DIV>-- <BR>[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 33.000
correspondentes no Brasil e no exterior. Estão divididos em 20
operadores/repetidores e 170 distribuidores; não está vinculada a nenhum portal
nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem material de
diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas eletrônicos, articulistas e
outras fontes no Brasil e no exterior para distribuição na rede]<BR><BR><FONT
face=Arial
size=2>=============================================================================================================================</FONT></DIV>
<DIV>
<DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2><STRONG>NOTA: <FONT color=#ff0000>O yahoo PARECE
QUE NÃO ENTENDEU QUE NÃO VIVEMOS MAIS NA DITADURA. </FONT></STRONG></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2><STRONG>
EM DEZENAS DE LISTAS DE DISCUSSÃO QUE A <FONT face=Forte>CARTA O BERRO</FONT>
PARTICIPAVA</STRONG></FONT></DIV>
<DIV><STRONG><FONT face=Arial color=#ff0000
size=2>
FOI SUSPENSA SEM NENHUMA ALEGAÇÃO. ASSIM COMO O RECEBIMENTO DAS
LISTAS.</FONT></STRONG></DIV></DIV><BR><BR></DIV></BODY></HTML>