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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT color=#ff0000><FONT size=5><STRONG>As lutas pelas reformas e o golpe 
de 1964</STRONG></FONT> </DIV>
<DIV><BR><FONT color=#000000><B>por Augusto Buonicore*</B><BR><BR>
<DIV id=lead style="FONT-FAMILY: Arial, Verdana; BACKGROUND-COLOR: #efefef" 
align=left>
<P><EM>O golpe de 1964 não foi um mero complô militar, com apoio do imperialismo 
norte-americano. Ele tinha bases sociais fortes nas classes economicamente 
dominantes e na elite política civil a elas ligada.</EM> </P></DIV><BR>
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src="cid:00e401c9ac00$40e6e120$0200a8c0@vcaixe" align=baseline 
border=0><BR><I>Comício da Central do Brasil pela reformas de base</I> </DIV>
<DIV id=artigo>
<P>Em agosto de 1961 o Brasil foi pego de surpresa pela notícia da renúncia do 
presidente Jânio Quadros. Perdendo o apoio da UDN, devido a sua política externa 
independente, e sem conseguir amparo na esquerda, Jânio pretendia com sua 
renúncia criar uma crise política que lhe permitisse voltar com maiores poderes. 
O plano fracassou, pois foram poucos aqueles que exigiram sua recondução ao 
cargo. </P>
<P>Os ministros militares, apoiados pelos liberal-conservadores, tentaram 
impedir a posse do vice-presidente João Goulart. Eles lançaram uma nota que 
dizia: “Na presidência da República, em regime que atribui ampla autoridade e 
poder pessoal ao chefe do governo, o Sr. João Goulart constituir-se-á, sem 
dúvida alguma, no mais evidente incentivo a todos aqueles que desejam ver o país 
mergulhado no caos, na anarquia, na luta civil.”.</P>
<P>Contra o golpe direitista se levantaram amplas forças políticas e sociais. No 
processo de resistência destacou-se Leonel Brizola, governador do Rio Grande do 
Sul. Neste estado se organizaram milícias populares e a “rede da legalidade”, 
através da qual as notícias da luta pela posse de Jango eram divulgadas por todo 
país e ajudavam articular a luta&nbsp; democrática. Os movimentos sindical e 
estudantil decretaram greve geral. O comando do 3º Exército, contrapondo-se aos 
ministros militares, rejeitou o golpe contra a constituição e, por alguns dias, 
o Brasil se encontrou a beira de uma guerra civil. </P>
<P>Em meio à grave crise política, uma saída de compromisso conservadora foi 
encontrada. Jango assumiria, mas teria seus poderes reduzidos pela instauração 
do sistema parlamentarista. Em poucas horas, o sistema de governo era alterado e 
Jango pode ser empossado.&nbsp;Apenas os setores mais à esquerda protestaram 
contra tal solução conciliatória. Acreditavam que mais alguns dias de 
resistência teriam garantido a manutenção do presidencialismo.</P>
<P>O deputado Tancredo Neves, dirigente do PSD mineiro, foi eleito para o cargo 
de primeiro-ministro. Ele era um conciliador, com leve verniz nacionalista e 
reformista. Por isso mesmo, não era o candidato favorito da ala direitista do 
PSD e da UDN. No seu governo, dando vazão a desconfiança da direita liberal, 
foram canceladas as concessões das jazidas de ferro à companhia norte-americana 
Hanna. Escandalizou, também, os conservadores o reatamento de relações 
diplomáticas com a URSS e as sistemáticas objeções às propostas de sanções 
norte-americanas contra Cuba. Parte dessa política externa altiva se deveu ao 
ministro das relações exteriores Santiago Dantas. Por sinal, este havia sido o 
único ministério preenchido pelo partido do presidente da República, o PTB.</P>
<P>No entanto, o ministério da fazenda coube ao banqueiro Walter Moreira Salles, 
adepto da ortodoxia liberal-conservadora. Este foi um meio encontrado para 
conseguir apoio da “comunidade financeira internacional”. Um no cravo e outro na 
ferradura, este era o lema. </P>
<P>O presidente era um latifundiário que tinha como base social de seu governo 
os trabalhadores urbanos. Apoio que havia consolidado nos seus poucos meses à 
frente do Ministério do Trabalho do segundo governo de Vargas, quando propôs um 
reajuste de 100% no salário mínimo. Proposta que levou a uma crise militar – o 
“manifesto dos coronéis” - e sua destituição do ministério.&nbsp;</P>
<P>No primeiro ano de seu governo a inflação continuou sua marcha batida. O 
deputado da esquerda trabalhista Sérgio Magalhães afirmou: “grupos financeiros, 
externos e internos, procuram criar, com a elevação desenfreada do custo de vida 
e a especulação no mercado cambial, uma situação insustentável, que justifique 
perante o povo, a implantação de uma ditadura de direita”. Além da inflação, o 
país começou apresentar claros sinais de estagnação econômica. </P>
<P>Cresceu na sociedade – inclusive nas Forças Armadas – a idéia que o 
parlamentarismo criava enormes dificuldades para superação da crise econômica e 
política. Era preciso fortalecer os poderes do presidente. Aumentou então a 
pressão para antecipação do plebiscito que deveria decidir sobre o sistema de 
governo. Ele estava previsto para o final do governo de Jango. </P>
<P>No primeiro de maio de 1962, Jango anunciou que pretendia alterar o artigo da 
constituição que impedia uma efetiva reforma agrária, pois a condicionava ao 
pagamento prévio, em dinheiro e pelo justo valor aos grandes proprietários de 
terra. As reformas de base começavam tomar conta da pauta política e polarizar 
opiniões. Para a esquerda nacionalista o caminho das reformas democráticas 
parecia passar pela volta imediata ao presidencialismo. </P>
<P>Após a renúncia de Tancredo se deu uma luta política pela indicação do nome 
que o substituiria. Jango defendia o petebista Santiago Dantas, que, por sua 
vez, era rejeitado pelo PSD e pela UDN. No embate parlamentar, a direita parecia 
prestes a impor o conservador Auro de Moura Andrade. A resposta dos setores 
operários e populares foi a convocação de uma greve geral em defesa de um 
“governo democrático e nacionalista”. A greve foi apoiada pelos generais 
nacionalista, entre eles o comandante do I Exército, Osvino Alves. Sob forte 
pressão, Moura Andrade foi obrigado a renunciar da indicação.</P>
<P>A alternativa encontrada foi a eleição de Brochado da Rocha. Como o anterior, 
tratava-se um gabinete conciliador com verniz reformista. Ele se destacou pela 
elaboração e aprovação da Lei de Remessa de Lucros e pela tentativa de antecipar 
o plebiscito sob o sistema de governo para outubro de 1962, data que ocorreria 
eleição para renovação do congresso. </P>
<P>A rejeição da proposta de antecipação levou a convocação de uma nova greve 
geral e o aumento da pressão dos setores militares, que se impacientavam com a 
demora na definição da data do plebiscito. Este finalmente foi marcado para 
janeiro de 1963. Mais uma vitória das forças nacionalistas.</P>
<P>Um dos últimos atos de Brochado da Rocha foi solicitar do congresso a 
autorização para que o conselho de ministro pudesse legislar, através de 
decretos-leis, sobre as reformas de base. Isso, no entanto, era demais para as 
forças conservadoras que rejeitaram o pedido. O primeiro-ministro renunciou e em 
seu lugar foi indicado Hermes Lima. Sua única e grande missão foi organizar 
plebiscito. </P>
<P>Parênteses: Este foi um período de ascensão das lutas sociais. Entre 1961 a 
1963 ocorreram 435 greves, contra 177 no triênio anterior. Em julho de 1962 foi 
criado o Comando Geral de Greve para coordenar a greve geral política por um 
gabinete nacionalista. No mês seguinte esta organização foi transformada no 
Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). Em dezembro de 1963 surgiu a Confederação 
Nacional dos Trabalhadores da Agricultura. O movimento camponês, através dos 
sindicatos rurais e das ligas camponesas, tomava vulto e apavorava os 
latifundiários.</P>
<P>Antes do plebiscito ocorreu a eleição de outubro de 1962. O prestígio da 
Jango e a perspectiva das reformas levaram a uma grande vitória das forças 
democráticas e nacionalistas. O PTB quase dobrou o número de deputados federais: 
de 66 passou para 116. Os pequenos partidos aliados nacionalistas, trabalhistas 
e socialistas conquistaram 49 vagas. Representando um aumento significativo das 
forças pró-reformas, se comparado com a composição do congresso na gestão 
anterior. Apesar disso, elas representavam apenas 40% da câmara federal – número 
insuficiente para impor as mudanças necessárias. Do outro lado, o PSD conquistou 
118 cadeiras, a UDN 91 cadeiras e os pequenos partidos conservadores conseguiram 
35. Ou seja, 60% da Câmara ainda estavam nas mãos de forças tendencialmente 
conservadoras. <BR>O crescimento da esquerda nacionalista no parlamento não 
refletiu nos executivos estaduais. O direitista Carlos Lacerda se elegeu 
governador na Guanabara, Adhemar de Barros em São Paulo, Magalhães Pinto em 
Minas Gerais e Ildo Meneghetti no Rio Grande do Sul. Todos estes eram ardorosos 
opositores do presidente e ligados ao esquema golpista. Os setores nacionalistas 
elegeram Miguel Arraes para o governo de Pernambuco e Mauro Borges para o de 
Goiás. </P>
<P>Mas, o governo Jango teria uma estrondosa vitória poucos meses depois. No 
plebiscito de janeiro 1963 cinco em cada seis eleitores votaram pela volta do 
presidencialismo, restituindo assim plenos poderes ao presidente. O 
presidencialismo conquistou nove milhões de votos, o dobro da votação conseguida 
por Jango na eleição de 1960. Era a sua consagração política. </P>
<P>A esquerda imaginava que Jango aproveitaria das vitórias eleitorais obtidas 
para iniciar uma grande ofensiva favorável às reformas de base. No entanto, o 
presidente optaria pelo caminho mais lento da conciliação. O novo ministério, 
como os anteriores, incorporou conservadores e reformistas. O resultado dessa 
nova tentativa de conciliação foi o Plano Trienal, elaborado por Celso Furtado. 
Ele propunha medidas de contensão inflacionária e de desenvolvimento econômico, 
como condições preliminares para implementação das reformas. Embora não-ortodoxo 
o plano não agradou os nacionalistas e socialistas que desejavam algo mais 
avançado, condizente com o resultado do plebiscito. </P>
<P>O PSD sempre teve uma posição ambígua em relação ao governo Jango e isto se 
devia a contradição existente entre sua base social conservadora e sua origem 
varguista. Flertava com o governo, tentado empurrá-lo para posições mais 
conservadoras. Jango, algumas vezes, entrava neste jogo e procurava isolar a 
esquerda trabalhista. Mas, conforme a crise econômica e política avançavam, a 
maioria do partido deslocou-se para o campo da oposição. O principal articulador 
da direita do PSD foi o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade.</P>
<P>Nos últimos meses de 1963, Jango tentou organizar uma Frente Progressista de 
Apoio às Reformas de Base, na qual se incluía o PSD. A proposta foi rechaçada 
pela esquerda trabalhista (brizolista) que liderava a Frente de Mobilização 
Popular. Inicialmente, o PCB defendeu a proposta de Goulart e depois recuou. A 
Frente Parlamentar Nacionalista tendia a defender Goulart e a ampliação da 
aliança política em defesa das reformas, mesmo às custa de algumas concessões 
programáticas. A incapacidade de unificar a esquerda levou ao fracasso do 
projeto frentista que, por sinal, também não era bem visto pelos caciques do 
PSD.</P>
<P>A Frente de Mobilização Popular, por sua vez, era formada pela ala esquerda 
do PTB - o chamado grupo compacto – o PC brasileiro, o PCdoB, a POLOP, a AP e 
entidades gerais, como o CGT, a UNE, as Ligas Camponesas etc. Nela o brizolismo 
era muito influente. Defendia as reformas de base e se colocava radicalmente 
contra a política de conciliação implementada por Jango e Santiago Dantas. </P>
<P>A direita também tinha as suas organizações. No processo de desestabilização 
do governo Jango jogou um grande papel o chamado Complexo IBAD-IPES. Estas duas 
organizações se unificaram em julho de 1962 formando o principal centro de 
financiamento e difusão ideológica das forças golpistas. O IBAD recebia 
contribuições das grandes empresas multinacionais, como a General Motors, 
Texaco, Schering, Coca-cola, IBM, Esso, Souza Cruz etc. Para o IPES contribuíam 
297 corporações norte-americanas, além de empresas da Alemanha Ocidental, 
Inglaterra e Bélgica. Uma CPI no Congresso determinou o fechamento do IBAD por 
corrupção eleitoral, mas não tocou no IPES.&nbsp;</P>
<P>No final de 1963 era visível que o Plano Trienal havia fracassado. Ele não 
conseguiu estancar a inflação nem garantir um desenvolvimento mais rápido. A 
política de conciliação, expressada nele, parecia finalmente ter se esgotado. 
Abria-se uma fase de crescente e perigosa radicalização social e política. </P>
<P>Diante da oposição crescente da direita, apoiada pelo imperialismo 
estadunidense, Jango rompeu com a política anterior e aderiu à tese da frente de 
esquerda e nacionalista. Em janeiro de 1964, Goulart regulamentou a lei de 
remessa de lucro, que havia sido aprovada há mais de um ano. Alguns dias antes 
já havia assinado um decreto que previa a revisão de todas as concessões feitas 
na área de mineração.<BR>O marco desta passagem foi, sem dúvida, o comício de 13 
de março realizado na Central do Brasil. Dele participaram 200 mil pessoas, sob 
a proteção do I Exército. Bastante simbólico foi o fato de que este ato havia 
sido convocado pelas confederações sindicais. Jango foi apenas um dos 
convidados, ainda que o principal. <BR>No seu discurso o presidente foi duro com 
seus opositores de direita. Afirmou ele: “Chegou-se a proclamar que esta 
concentração seria um ato atentatório ao regime democrático, como se no Brasil a 
reação ainda fosse dona da democracia (...) A democracia que eles desejam 
impingir é a democracia do anti-povo, a democracia da anti-reforma, a democracia 
do anti-sindicato (...) A democracia que eles pretendem é a democracia dos 
privilégios, a democracia da intolerância e do ódio. A democracia que eles 
querem é a democracia para liquidar a Petrobrás, é a democracia dos monopólios, 
nacionais e internacionais”. Continuou ele: “não receio ser chamado de 
subversivo pelo fato de proclamar (...) a necessidade da revisão da Constituição 
(...) A constituição atual é uma constituição antiquada, porque legaliza uma 
estrutura sócio-econômica já superada; uma estrutura injusta e desumana. O povo 
quer que se amplie a democracia, quer que se ponha fim aos privilégios de uma 
minoria; que a propriedade da terra seja acessível a todos; que a todos seja 
facilitado participar da vida política do país, através do voto, podendo votar e 
podendo ser votado; que se impeça a intervenção do poder econômico nos pleitos 
eleitorais e que seja assegurada a representação de todas as correntes 
políticas, sem quaisquer discriminação ideológica ou religiosa”.</P>
<P>Jango arremessou-se contra aqueles que usavam do manto da religião para 
combater as reformas: “O cristianismo nunca foi o escudo para privilégios (...) 
nem também os rosários podem ser levantados contra a vontade do povo e as suas 
aspirações mais legítimas. Não podem ser levantados os rosários da fé contra o 
povo, que tem fé na justiça social (...) Os rosários não podem ser erguidos 
contra aqueles que reclamam a discriminação da terra, hoje ainda em mãos de tão 
poucos”. Isso enfureceria a alta cúpula da Igreja católica que, naquele momento, 
se vinculava aos setores mais reacionários da sociedade. </P>
<P>Ainda no palanque Jango assinou dois decretos. Em um estatizou as refinarias 
de petróleo privadas e em outro desapropriou as terras com mais de cem hectares 
que margeavam as rodovias, ferrovias e açudes federais. Para a esquerda era o 
começo das reformas de base democráticas. O deputado socialista Barbosa Lima 
Sobrinho escreveu exultante um artigo intitulado “As esquerdas tem um Novo 
Comandante”. Jango, finalmente, se reconciliava com a esquerda nacionalista e 
comunista.<BR>Entre as reformas apregoadas estavam: a reforma agrária, que tinha 
como condição a eliminação do artigo constitucional que previa indenização 
prévia e em dinheiro; a reforma política, que incluía a legalização do PCB, 
extensão do direito ao voto aos analfabetos, soldados, cabos e sargentos; a 
reforma universitária que previa abolição da cátedra e liberdade de ensino. 
Jango planejava submeter todas essas propostas a um plebiscito nacional. </P>
<P>As reformas anunciadas por Jango não tinham nada de radical, mas assustaram 
as elites brasileiras. Para o Marechal Castelo Branco era o primeiro passo para 
o estabelecimento de uma “ditadura síndico-comunista”.&nbsp; Lacerda engrossou o 
coro dos golpistas: “O discurso de João Goulart, afirmou ele, é subversivo e 
provocador (...) O candidato furou ontem a barreira da Constituição (...) A 
guerra revolucionária está desencadeada. Seu chefe ostensivo é o Sr. João 
Goulart, até que os comunistas lhe dêem outro”.&nbsp; </P>
<P>No dia 19 de março veio a resposta conservadora. Uma passeata de cerca de 500 
mil pessoas intitulada “Marcha da família com Deus pela liberdade” paralisou o 
centro de São Paulo. O evento teve apoio do governo de Estado, de setores da 
Igreja Católica, da Fiesp, da Sociedade Rural, das Associações Comerciais e 
diversas entidades das classes médias. A grande imprensa começava a clamar 
abertamente pela destituição de Jango.&nbsp; </P>
<P>O pretexto do golpe militar foi a revolta dos marinheiros e fuzileiros, que 
teve início em 26 de março. Ela foi apoiada pela CGT, pela UNE e pela Frente de 
Mobilização Popular. A quebra de hierarquia militar foi esgrimida pelos oficiais 
golpistas contra o governo. Era a comprovação de que o país estava à beira de um 
levante síndico-comunista e que a ordem liberal-burguesa estava ameaçada. 
Fechou-se, então, o cerco em torno de Goulart. Contra ele se levantou o conjunto 
das classes proprietárias, inclusive a chamada burguesia nacional e as camadas 
médias.</P>
<P>Na noite do dia 31 de março eclodiu um golpe militar visando derrubar o 
presidente da República. Logo em seguida o presidente do Congresso Nacional, 
Áureo de Moura Andrade, convocou uma sessão extraordinária e, com Jango ainda em 
território brasileiro, declarou vaga a presidência e, sob protesto dos 
parlamentares progressistas, empossou o deputado Raniere Mazzili. </P>
<P>A grande maioria dos governadores, assembléias legislativas e câmaras 
municipais apoiaram a deposição de Goulart. A mesma coisa fizeram os grandes 
órgãos de comunicação. Portanto, o golpe de 1964 não foi um mero complô militar, 
com apoio do imperialismo norte-americano. Ele tinha bases sociais fortes nas 
classes economicamente dominantes e na elite política civil a elas ligada. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Nota</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><A 
href="http://www.youtube.com/watch?v=KjM48ZjevmA"><SPAN 
style="TEXT-DECORATION: none; text-underline: none"><SPAN 
style="mso-ignore: vglayout"><IMG class=vimg120 
title="Comício da Central do Brasil 1964" height=90 
alt="Comício da Central do Brasil 1964" 
src="mhtml:mid://00000160/!cid:001a01c9a8a5$05a6af90$0200a8c0@vcaixe" width=120 
onload=tn_load(5); border=0 v:shapes="_x0000_i1030" 
qlicon="KjM48ZjevmA"></SPAN></SPAN></A></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><A 
title="Adicionar vídeo à Lista rápida" 
href="http://www.youtube.com/results?search_query=ditadura+golpe+militares+jango+medice+brasil+repressao+anistia+geisel+guerrilha+araguaia+sarney+tancredo+tortura+herzog&amp;search=related&amp;v=fAx50-XBFss&amp;page=1"><o:p></o:p></A></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN 
style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN><A 
title="Comício da Central do Brasil 1964" 
href="http://www.youtube.com/watch?v=KjM48ZjevmA"><SPAN 
style="COLOR: #0033cc">Comício da Central do Brasil 1964</SPAN></A> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Em 13 de março de 1964, Jango 
discursou na Central do Brasil para 150 mil pessoas. Ele anunciou reformas, como 
a <B>...</B> João <B>...</B>Veja trecho do discurso de Jango na Central do 
Brasil</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><IMG alt="" hspace=0 
src="cid:00e501c9ac00$40e6e120$0200a8c0@vcaixe" align=baseline border=0><BR><A 
href='http://www.youtube.com/v/KjM48ZjevmA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"></param><param'>http://www.youtube.com/v/KjM48ZjevmA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param</A> 
</P>
<P>Bibliografia</P>
<P>Bandeira, Luiz Alberto Moniz – O governo João Goulart: as lutas sociais no 
Brasil (1961-1964), editora UNB.<BR>Silva, Hélio – 1964: golpe ou contra-golpe, 
Ed. Civilização Brasileira. <BR>Toledo, Caio Navarro (org) 1964: visões críticas 
do golpe, Ed. Unicamp.<BR>-------------------------- - O governo Goulart e o 
golpe de 1964, Ed. Brasiliense.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR>&nbsp;</P></DIV><BR>
<DIV id=fonte><BR>
<HR SIZE=1>

<DIV id=autor><IMG src="http://www.vermelho.org.br/ctt/img_upload/aut_51.jpg" 
align=left> 
<P><STRONG>*Augusto Buonicore</STRONG>, Historiador, mestre em ciência política 
pela Unicamp</P></DIV><BR clear=all></DIV></FONT></FONT></DIV></BODY></HTML>