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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=5>Carta O Berro<FONT 
size=3>..............................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV><SPAN class=Apple-style-span 
style="FONT-SIZE: 11px; FONT-FAMILY: Arial"><B>Assine o Manifesto do MSM contra 
a "ditabranda" deixando seu comentário neste post</B><BR><BR>
<P style="LINE-HEIGHT: 115%; TEXT-ALIGN: center" align=center><FONT 
face="Times New Roman"><SPAN 
style="FONT-SIZE: 34pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%">Movimento dos Sem 
Mídia</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt"></SPAN>&nbsp;</P>
<P style="LINE-HEIGHT: 115%; TEXT-ALIGN: center" align=center><STRONG><SPAN 
style="FONT-SIZE: 20pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT 
face="Times New Roman">Pela Justiça e pela Paz no 
Brasil</FONT></SPAN></STRONG></P>
<P style="LINE-HEIGHT: 115%; TEXT-ALIGN: center" align=center><SPAN 
class=Apple-style-span 
style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 27px; LINE-HEIGHT: 31px; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"><A 
href="http://edu.guim.blog.uol.com.br/">http://edu.guim.blog.uol.com.br/</A><BR></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center" align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt"><IMG 
alt="" src="http://edu.guim.blog.uol.com.br/images/Ditabranda.jpg"></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center" align=center>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: center" align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt"><IMG 
alt="" 
src="http://edu.guim.blog.uol.com.br/images/Euditabranda.jpg">&nbsp;</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt"></SPAN>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">A 
Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia – MSM, entidade de direito 
privado constituída juridicamente em 13 de outubro de 2007,&nbsp; exorta a 
sociedade brasileira a repudiar a perniciosa e ameaçadora revisão histórica 
perpetrada recentemente por editorial do jornal Folha de São Paulo, texto que 
relativizou a gravidade de crimes cometidos pelo Estado brasileiro entre os anos 
de 1964 e 1985, período durante o qual a Nação brasileira sofreu usurpação de um 
golpe militar ilegal e inconstitucional que, por seu turno, gerou aos 
brasileiros conseqüências nefandas tais como censura à liberdade de pensamento e 
de expressão, prisões arbitrárias e crimes de tortura, de estupro e de morte, 
atos de terror que destruíram as vidas de milhões de brasileiros, muitos dos 
quais sobreviveram àquele terror e, assim, carregam até hoje seqüelas daquele 
período de trevas.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">No 
âmbito desse repúdio, cumpre à nossa entidade tornar públicos os pontos daquele 
texto jornalístico que julgamos perniciosos e ofensivos às vítimas que tombaram 
e às que sobreviveram àquele regime de força, que suprimiu os princípios e 
mecanismos do Estado Democrático de Direito e as garantias, liberdades e 
direitos individuais e coletivos, somente restituídos ao povo brasileiro com a 
edição da vigente Constituição Federal de outubro de 1988.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">O 
editorial do jornal Folha de São Paulo intitulado “Limites a Chávez” foi 
publicado em 17 de fevereiro deste ano. O veículo de comunicação exerceu um 
direito óbvio e que não se questiona, o direito de opinar. Criticar o resultado 
do plebiscito recente na Venezuela ou emitir qualquer outra opinião, portanto, 
jamais estimularia nossa Organização a protestar de forma tão solene e veemente 
se não fosse a tentativa de revisão histórica que afirmou que o regime dos 
generais-presidentes teria sido “brando”, pois tal afirmativa 
constituiu-se&nbsp;em dolorosa bofetada nos rostos dos que sobreviveram, em 
verdadeiro deboche dessas vítimas expresso por meio do termo jocoso 
“ditabranda”, corruptela do único termo possível para identificar aquele regime, 
o termo ditadura.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Em 
poucas palavras,&nbsp;o editorial da Folha de São Paulo criou teorias novas, 
como se verá&nbsp;em&nbsp;trecho&nbsp;a seguir. Disse a Folha de São Paulo: 
“<EM>As chamadas "ditabrandas" – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de 
uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas 
de disputa política e acesso à Justiça</EM>”.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">O 
perigo e a afronta residem no eufemismo. Com efeito, o diabo está nos detalhes. 
Diga-se essa barbaridade de “acesso controlado à Justiça” aos que ficaram pelo 
caminho da máquina opressora do Estado brasileiro de então, aos que sofreram 
tudo que foi acima enumerado. Diga-se a eles que tiveram acesso “controlado” 
para buscarem reparação pelas violências que sofreram. Achem um só que tenha 
encontrado guarida e reparação na Justiça, à época, pelas violências que sofreu. 
E mais: diga-se isso aos que não sobreviveram&nbsp;às ações 
arbitrárias&nbsp;daquele Estado ditatorial e aos seus 
famliares.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">No 
conceito de nossa Organização, conceito este amparado no melhor Direito 
Universal, o que fez o jornal em questão foi dizer “brandos” aqueles crimes, 
abrindo espaço para a proliferação de mentalidades que ainda defendem 
publicamente métodos&nbsp;excepcionais de&nbsp;“controle” da Cidadania e das 
próprias vidas dos cidadãos.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Dizem 
os defensores da usurpação do Estado Democrático de Direito que ocorreu naquele 
período obscuro de nossa história que havia então uma “guerra” no Brasil. Uma 
guerra em que tantos jovens idealistas, muitas vezes pouco mais do que imberbes, 
sucumbiram defendendo a Constituição, por sua vez&nbsp;violentada pelos desejos 
de poucos, que estupraram o desejo da maioria que delegou o Poder a um governo 
constitucional que a ditadura derrubou por meio de golpe de 
Estado.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">O 
Brasil daquele 1964 tinha um governo eleito pelo voto. Não foi destituído por um 
processo democrático que se valeu dos mecanismos constitucionais que existiam e 
que poderiam ser usados se os que se opunham àquele governo acreditassem que 
tinham representatividade popular para fazer tais mecanismos prevalecerem. Não. 
Por não estarem amparados pela maioria dos brasileiros, os usurpadores do Poder 
de Estado legalmente constituído em eleições livres e democráticas trataram de 
usar a violência, a sedição e a ilegalidade para fazerem prevalecer suas visões, 
desejos e interesses minoritários, impondo-os sobre uma maioria que mais tarde 
seria amordaçada e ameaçada, de forma que não pudesse contestar a ruptura do 
Estado de Direito.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT 
face="Times New Roman">Equiparar o Estado àqueles que os defensores do regime de 
exceção diziam ser “terroristas”, era, é e sempre será uma aberração jurídica, 
para economizar palavras. Não cabe no conceito de democracia, de Estado de 
Direito, a hipótese de agentes do Estado&nbsp;imporem suplícios físicos 
desumanos e criminosos àqueles dos quais desconfiavam de que não compartilhavam 
suas idéias totalitárias.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">O que 
torna mais dramática essa revisão afrontosa daquele período da história é que o 
jornal Folha de São Paulo não se contentou só com ela. Diante dos protestos de 
dois dos expoentes mais respeitados da intelectualidade brasileira tanto no 
Brasil quanto no exterior, a professora Maria Victória Benevides e o professor 
Fábio Konder Comparato, o jornal tratou de insultá-los de forma virulenta, 
qualificando-os como “cínicos e mentirosos”, claramente tripudiando da 
indignação dos justos ante absurdo tão rematado quanto o acima 
descrito.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Nem as 
poucas opiniões contrárias que o jornal permitiu que fossem vistas em suas 
páginas opinativas, sempre de forma tão “controlada” quanto afirmou antes que 
fazia a sua “ditabranda”, puderam minorar a dor dos sobreviventes dos Anos de 
Chumbo, e tampouco fizeram a justiça necessária à memória das vítimas fatais da 
ditadura cruel que vigeu naquele período triste da história deste 
País.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Tanta 
injustiça, desrespeito, deboche talvez encontre “explicação” quando se analisa o 
papel exercido pelo jornal contra o qual protestamos durante boa parte do tempo 
em que a ditadura militar oprimiu esta Nação.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Em obra 
literária de autoria de um colaborador desse meio de comunicação, do jornalista 
Elio Gaspari, intitulada “A Ditadura Escancarada”, figura acusação ao jornal 
Folha de São Paulo que este jamais rebateu de forma adequada e pública, a 
acusação de que cedeu veículos à sua “ditabranda” para o transporte de presos 
políticos.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Mas é 
em editorial desse grupo empresarial&nbsp;publicado em 22 de setembro de 1971, 
no auge da ditadura, que transparecem as relações de então entre a mídia e o 
regime. Diz aquele editorial pretérito tão nefasto quanto o editorial mais 
recente, sendo ambos do grupo empresarial de comunicação da família 
Frias:</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT 
face="Times New Roman">“<EM>Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do 
terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca ouve. E 
de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, 
respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos 
seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social - realidade que nenhum 
brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. O país, 
enfim, de onde a subversão - que se alimenta do ódio e cultiva a violência - 
está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da 
imprensa, que reflete o sentimento deste." Octávio Frias de Oliveira, 22 de 
setembro de 1971</EM>”.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Apesar 
desse documento histórico com dia, mês e ano, e que pode ser encontrado nos 
arquivos desse grupo empresarial de comunicação, apesar desse documento que 
mostra&nbsp;faceta do jornal Folha de São Paulo que ele teima em não reconhecer 
e que certamente não quer ver conhecido por seu público atual talvez por ter 
vergonha de seu passado, sua alegação contemporânea é a de que “combateu” a 
ditadura que aquele editorial, assinado por seu proprietário de então, 
qualificava como “séria, responsável, respeitável e com indiscutível apoio 
popular”.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Não se 
consegue entender como a Folha de São Paulo, então, media o “apoio 
popular”&nbsp;à ditadura, pois não havia eleições livres&nbsp;ou mesmo pesquisas 
sobre a popularidade dos ditadores. Era, pois, uma invenção a tese de que a 
ditadura estaria “levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com 
justiça social”, &nbsp;porque, à luz do conhecimento histórico daquele período, 
o que se sabe é que o que gerou foi concentração de renda, ou seja, 
empobrecimento dos mais pobres e enriquecimento dos mais 
ricos.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">No dia 
em que o editorial profano mais recente foi lido pelos Sem Mídia, o que nos veio 
às mentes foram as palavras imortais do ativista negro norte-americano doutor 
Martin Luther King que pregaram, há tantas décadas, a conduta dos democratas 
diante dos violadores da democracia: “<EM>O que preocupa não são os gritos dos 
maus, mas o silêncio dos bons</EM>”. E é por isso que estamos aqui hoje, porque 
a sociedade civil&nbsp;não aceita e não ficará inerte assistindo&nbsp;a defesa 
velada de uma ditadura&nbsp;e a tentativa de&nbsp;vender a&nbsp;tese de que ela 
foi menos do que ilegal, imoral e terrivelmente dura, tendo sido tudo, 
menos&nbsp;“branda”.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt"></SPAN>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: center" align=center><FONT size=3><FONT 
face="Times New Roman">São Paulo, 7 de março de 2009</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center" align=center><SPAN 
style="FONT-SIZE: 8.5pt"></SPAN>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Eduardo 
Guimarães</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT 
face="Times New Roman">Presidente</FONT></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><FONT face=Calibri 
size=3></FONT>&nbsp;</P></SPAN></BODY></HTML>