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<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><BR></DIV>
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<TBODY>
<TR>
<TD id=head bgColor=#f4f1e8 height=21><A
name=2009_03-03_02_23_38-3429108-0></A>03/03/2009</TD></TR>
<TR>
<TD vAlign=top><BR><B>Manifesto</B><BR><BR>
<P style="TEXT-ALIGN: center"> <SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'"><IMG
alt="" src="http://edu.guim.blog.uol.com.br/images/ato1.gif"></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center"> </P>
<P><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'"><FONT
size=7>
<P style="TEXT-ALIGN: center" align=center><SPAN
style="FONT-SIZE: 34pt; COLOR: black">Movimento dos Sem Mídia
</SPAN></P></FONT></SPAN>
<P></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"> </P>
<P>
<P><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">
<P style="LINE-HEIGHT: 115%; TEXT-ALIGN: center"
align=center><STRONG><SPAN
style="FONT-SIZE: 20pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%">Pela Justiça e
pela Paz Social no Brasil </SPAN></STRONG></P></SPAN>
<P></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center"> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">A
Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia – MSM, entidade de
direito privado constituída juridicamente em 13 de outubro de 2007, chamou
a si a responsabilidade de exortar a sociedade brasileira a repudiar a
perniciosa e ameaçadora revisão histórica perpetrada recentemente por
editorial do jornal Folha de São Paulo, texto que relativizou a gravidade
de crimes cometidos pelo Estado brasileiro entre os anos de 1964 e 1985,
período durante o qual a Nação brasileira sofreu usurpação de um golpe
militar ilegal e inconstitucional que, por seu turno, gerou aos
brasileiros conseqüências nefandas tais como censura à liberdade de
pensamento e de expressão, prisões arbitrárias e crimes de tortura, de
estupro e de morte, atos de terror que destruíram as vidas de milhões de
brasileiros, muitos dos quais sobreviveram àquele terror e, assim,
carregam até hoje seqüelas daquele período de trevas. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">No
âmbito desse repúdio, cumpre à nossa entidade tornar públicos os pontos
daquele texto jornalístico que julgamos perniciosos e ofensivos às vítimas
que tombaram e às que sobreviveram àquele regime de força. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">O
editorial do jornal Folha de São Paulo intitulado “Limites a Chávez” foi
publicado em 17 de fevereiro deste ano. O veículo de comunicação exerceu
um direito óbvio e que não se questiona, o direito de opinar. Criticar o
resultado do plebiscito recente na Venezuela ou emitir qualquer outra
opinião, portanto, jamais estimularia nossa Organização a protestar de
forma tão solene e veemente se não fosse a tentativa de revisão histórica
que afirmou que o regime dos generais-presidentes teria sido “brando”,
pois tal afirmativa constituiu-se em dolorosa bofetada nos rostos dos
que sobreviveram, em verdadeiro deboche dessas vítimas expresso por meio
do termo jocoso “ditabranda”, corruptela do único termo possível para
identificar aquele regime, o termo ditadura. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Em
poucas palavras, a Folha de São Paulo atentou contra as instituições
democráticas brasileiras na forma de condescendência com um regime que
praticou os crimes supra mencionados. Além disso, o mesmo texto criou
teorias novas, como se verá em trecho no qual reside
todo seu veneno. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Disse
a Folha de São Paulo: “<EM>As chamadas "ditabrandas" – caso do Brasil
entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois
preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso
à Justiça</EM>”. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">O
perigo e a afronta residem no eufemismo. Com efeito, o diabo está nos
detalhes. Diga-se essa barbaridade de “acesso controlado à Justiça” aos
que ficaram pelo caminho da máquina opressora do Estado brasileiro de
então, aos que sofreram tudo que foi acima enumerado. Diga-se a eles que
tiveram acesso “controlado” para buscarem reparação pelas violências que
sofreram e das quais há provas que, no dia incerto em que a Nação decidir
higienizar seu passado, serão mais do que suficientes para condenar os
criminosos, muitos dos quais ainda caminham livremente por essa mesma
Nação. Achem um só que tenha encontrado guarida e reparação na Justiça, à
época, pelas violências que sofreu. E mais: diga-se isso aos que não
sobreviveram à sanha assassina daquele Estado ditatorial. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">No
conceito de nossa Organização, conceito este amparado no melhor Direito
Universal, o que fez o jornal em questão foi dizer “brandos” aqueles
crimes, abrindo espaço para a proliferação de mentalidades que ainda
defendem publicamente métodos subumanos de “controle” da Cidadania e das
próprias vidas dos cidadãos. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Dizem
os defensores da usurpação do Estado Democrático de Direito que ocorreu
naquele período obscuro de nossa história que havia então uma “guerra” no
Brasil. Uma guerra em que tantos jovens idealistas, muitas vezes pouco
mais do que imberbes, sucumbiram defendendo a Constituição, por sua
vez violentada pelos desejos de poucos, que estupraram o desejo da
maioria que delegou o Poder a um governo constitucional que a ditadura
derrubou por meio de golpe de Estado. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">O
Brasil daquele 1964 tinha um governo eleito pelo voto. Não foi destituído
por um processo democrático que se valeu dos mecanismos constitucionais
que existiam e que poderiam ser usados se os que se opunham àquele governo
acreditassem que tinham representatividade popular para fazer tais
mecanismos prevalecerem. Não. Por não estarem amparados pela maioria dos
brasileiros, os usurpadores do Poder de Estado legalmente constituído em
eleições livres e democráticas trataram de usar a violência, a sedição e a
ilegalidade para fazerem prevalecer suas visões, desejos e interesses
minoritários, impondo-os sobre uma maioria que mais tarde seria amordaçada
e ameaçada, de forma que não pudesse contestar a ruptura do Estado de
Direito. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Equiparar
o Estado àqueles que os defensores do regime de exceção diziam ser
“terroristas”, era, é e sempre será uma aberração jurídica, para
economizar palavras. Não cabe no conceito de democracia, de Estado de
Direito, a hipótese de agentes do Estado imporem suplícios físicos
desumanos e criminosos àqueles dos quais desconfiavam de que não
compartilhavam suas idéias totalitárias. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">O
que torna mais dramática essa revisão afrontosa daquele período da
história é que o jornal Folha de São Paulo não se contentou só com ela.
Diante dos protestos de dois dos expoentes mais respeitados da
intelectualidade brasileira tanto no Brasil quanto no exterior, a
professora Maria Victória Benevides e o professor Fábio Konder Comparato,
o jornal tratou de insultá-los de forma virulenta, qualificando-os como
“cínicos e mentirosos”, claramente tripudiando da indignação dos justos
ante absurdo tão rematado quanto o acima descrito. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Nem
as poucas opiniões contrárias que o jornal permitiu que fossem vistas em
suas páginas opinativas, sempre de forma tão “controlada” quanto afirmou
antes que fazia a sua “ditabranda”, puderam minorar a dor dos
sobreviventes dos Anos de Chumbo, e tampouco fizeram a justiça necessária
à memória das vítimas fatais da ditadura cruel que vigeu naquele período
triste da história deste País. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Tanta
injustiça, desrespeito, deboche e ameaça às instituições democráticas,
porém, encontra “explicação” quando se analisa o papel exercido pelo
jornal contra o qual protestamos durante boa parte do tempo em que a
ditadura militar oprimiu esta Nação. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Em
obra literária de autoria de um colaborador desse meio de comunicação, do
jornalista Elio Gaspari, intitulada “A Ditadura Escancarada”, figura
acusação ao jornal Folha de São Paulo que este jamais rebateu de forma
adequada e pública, a acusação de que cedeu veículos à sua “ditabranda”
para o transporte de presos, muitos dos quais poderiam estar sendo levados
para a morte. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Mas
é em editorial do jornal Folha de São Paulo publicado em 22 de setembro de
1971, no auge da ditadura, que fica provado o colaboracionismo de um com a
outra. </SPAN><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Diz
aquele editorial pretérito da Folha tão nefasto quanto o mais recente:
</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">“<EM>Como
o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender
que no Brasil não há lugar para ele. Nunca ouve. E de maneira especial não
há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com
indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos
do desenvolvimento com justiça social - realidade que nenhum brasileiro
lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. O país, enfim,
de onde a subversão - que se alimenta do ódio e cultiva a violência - está
sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da
imprensa, que reflete o sentimento deste." Octávio Frias de Oliveira, 22
de setembro de 1971</EM>”. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Apesar
desse documento histórico com dia, mês e ano, e que pode ser encontrado
nos arquivos do jornal Folha de São Paulo, apesar desse documento que
mostra um lado do jornal que ele teima em não reconhecer e que certamente
não quer ver conhecido por seu público atual por ter vergonha de seu
passado, sua alegação contemporânea é a de que “combateu” a ditadura que
aquele editorial, assinado por seu proprietário de então, qualificava como
“séria, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular”.
</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Não
se consegue entender como a Folha de São Paulo, então, media o “apoio
popular” à ditadura, pois não havia eleições livres ou mesmo
pesquisas sobre a popularidade dos ditadores. Era, pois, uma invenção do
jornal, tão mentirosa quanto a de que a ditadura estaria “levando o Brasil
pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social”. Invenção
mentirosa porque, à luz do conhecimento histórico daquele período, o que
se sabe é que o que gerou foi concentração de renda, ou seja,
empobrecimento dos mais pobres e enriquecimento dos mais ricos.
</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">No
dia em que o editorial profano mais recente foi lido pelos Sem Mídia, o
que nos veio às mentes foram as palavras imortais do ativista negro
norte-americano doutor Martin Luther King que pregaram, há tantas décadas,
a conduta dos democratas diante dos violadores da democracia: “<EM>O que
preocupa não são os gritos dos maus, mas o silêncio dos bons</EM>”. E é
por isso que estamos aqui hoje, porque nossa Organização não aceita e não
ficará inerte assistindo os defensores ardorosos da ditadura de ontem
tentarem vender a mentira de que ela foi menos do que assassina, imoral e
terrivelmente dura, tendo sido tudo, menos “branda”. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">São
Paulo, 7 de março de 2009 </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; ”text-align: justify”"> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Eduardo
Guimarães </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; ”text-align: justify”"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'">Presidente</SPAN></P>
<P> </P></TD></TR></TBODY></TABLE></DIV></BODY></HTML>