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<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT
size=3>.........................................................................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2> <IMG alt="" hspace=0
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><STRONG><FONT
face=Verdana></FONT></STRONG></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
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<TBODY>
<TR>
<TD colSpan=4 height=14><FONT face=Verdana><B><FONT face=Verdana><B><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1>Ano VII - nº
162</FONT></B></FONT></B></FONT></TD>
<TD width=252>
<DIV align=right><FONT face=Verdana><FONT size=1><B><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">
terça-feira, 02 de março de 2009</FONT></B></FONT></FONT></DIV>
<DIV align=right><STRONG><FONT size=1></FONT></STRONG> </DIV></TD></TR>
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<TD colSpan=5 height=25>
<DIV align=center><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
color=#ffffff size=4>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT face=Verdana><o:p>A atual
ofensiva contra o
MST</o:p></FONT></B></P></FONT></DIV></TD></TR></TBODY></TABLE></FONT></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT face=Verdana></FONT></B> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT
face=Verdana> </FONT></o:p><FONT face=Verdana><BR>Nos últimos dias, a
imprensa vem veiculando uma série de matérias sobre o MST, que expressam uma
ofensiva das forças de direita. Por isso, entrevistamos o membro da direção
nacional <B>João Paulo Rodrigues</B>, para explicar a posição do Movimento sobre
os principais temas expostos.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
face=Verdana></FONT> </P><FONT face=Verdana></FONT></FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT face=Arial size=2><FONT face=Verdana><STRONG>A que se
deve a reação do ministro Gilmar Mendes?<BR><BR></STRONG>O Ministro Gilmar
Mendes foi transformado no mais novo líder da direita brasileira, desde sua
posse como presidente do Supremo Tribunal Federal. E ele está se comportando
assim, honrando seu novo papel. É ágil para defender o patrimônio, mas lento
para defender vidas. Ataca os povos indígenas, os quilombolas, os direitos dos
trabalhadores, os operários e defende os militares da ditadura militar. Enfim,
agora a direita brasileira tem seu Berlusconi tupiniquin. E ele opina sobre tudo
e sobre todos. Aliás, ele está devendo para a opinião pública brasileira uma
explicação sobre a rapidez como soltou o banqueiro corrupto Daniel Dantas, que
financia muitas campanhas eleitorais e alicia grande parte da mídia.<BR><BR>Mais
grave, a revista Carta Capital denunciou que o Instituto Brasiliense de Direito
Público, vinculado ao Mendes, recebeu 2,4 milhões de recursos públicos,
inclusive do STF, do Tribunal Superior Eleitoral e até do Ministério da Defesa,
dirigido por seu amigo Nelson Jobim. Como líder da direita, Mendes procura
defender os interesses da burguesia brasileira e fazer intenso ataque ideológico
à esquerda e aos movimentos sociais, para pavimentar uma retomada eleitoral da
direita em 2010. Serra não precisa se preocupar, já tem um cabo eleitoral
poderoso no STF. <!-- MANCHETE, fim --><BR clear=all></DIV><FONT
face=Arial></FONT>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align=justify><FONT
face=Arial></FONT><BR><B>O que aconteceu em Pernambuco?</B><BR><BR>O conflito no
Pernambuco é uma tragédia anunciada. As 100 famílias estão acampadas há oito
anos. Duas áreas estão em disputa. Os fazendeiros usaram de todas as artimanhas
judiciais para impedir a desapropriação de suas áreas não utilizadas, que servem
apenas de especulação imobiliária. As famílias trabalham e plantam na área,
tiram dela seu sustento. Sofreram mais de 20 despejos. Na semana passada, depois
de mais um despejo pela Polícia Militar, o fazendeiro contratou pistoleiros
que foram no acampamento fazer provocações, armados. Perseguiram e espancaram um
dos líderes do acampamento. <BR><BR>Nesse clima de tensão e ameaças permanentes
às famílias acampadas, alguns acabaram reagindo e no conflito houve a morte de
quatro pistoleiros. O MST repudia a violência. No Brasil há muitos outros
acampamentos, em igual situação de tensão e conflito. Até quando vão esperar
para realizar a Reforma Agrária? <BR><BR><B>O que aconteceu no
Pontal?</B><BR><BR>Na região do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo,
há um passivo de conflito agrário pendente há quatro décadas. Existem por lá
mais de 400 mil hectares de terras públicas estaduais, com sentenças judiciais
reconhecendo que são públicas. Portanto, os fazendeiros ocupantes são grileiros.
E precisam sair das terras, pelas quais receberiam a indenização pelas
benfeitorias. Desde o governo Mario Covas, o processo de discriminação e
indenização dos fazendeiros-grileiros está parado. Com isso o problema só se
agrava. Agora, na semana do carnaval, os quatro movimentos de sem terra que
atuam na região realizaram ocupações de protesto em diversas fazendas.<BR><BR>A
repercussão foi imediata. Por duas razões: primeiro porque os fazendeiros
possuem muitas ligações políticas na capital. Um deles inclusive era sócio do
Fernando Henrique na fazenda de Buritis. Outro tem vínculos com a rede
Bandeirantes, e por aí vai. E o segundo motivo é que José Rainha, que não faz
parte de nenhuma instância de decisão política do MST, anunciou que as ocupações
do seu movimento eram em protesto ao governador José Serra. Pronto. O tema se
transformou em disputa eleitoral. As repercussões do Pontal revelam que até
outubro de 2010, viveremos essa novela, da imprensa e seus partidos
transformaram as disputas de terra do Pontal em tema
eleitoral.<BR><BR><B>Entidades do meio rural são acusadas de desviar recursos
para ocupações. Isso procede?</B><BR><BR>O MST nunca usou nenhum centavo de
dinheiro público para realizar ocupações de terra. Por uma questão de princípio,
as próprias famílias que participam das ocupações dos latifúndios, devem
assegurar os recursos necessários para a essa ação política. É aqui que reside a
força do MST e é um elemento educativo para as famílias que fazem a luta pela
reforma agrária.<BR><BR>Acontece que desde o governo Fernando Henrique Cardoso,
o Estado brasileiro, dilapidado pela onda neoliberal, deixou de cumprir suas
funções relativas ao setor público agrícola. O Estado não garante mais educação
no meio rural, alfabetização, assistência técnica, saúde. Então, foi no governo
FHC que eles estimularam o surgimento de ONGs, entidades sem fins lucrativos,
para substituir as funções do Estado. E passaram recursos para essas
entidades.<BR><BR>Vale lembrar que a ONG Alfabetização Solidária, da dona Ruth
Cardoso, recebeu mais de R$ 330 milhões de dinheiro público para a alfabetização
de adultos.<BR><BR>Surgiram então em áreas de assentamento diversas entidades -
algumas ligadas aos assentados, outras não - para suprir as funções do Estado,
realizando atividades de assistência técnica, de atendimento de saúde, de
alfabetização. E recebem recursos do Estado para isso. Estranhamos que a
imprensa cite apenas as entidades que apóiam a reforma agrária e são ligadas aos
assentados, e omitem os milhões de reais repassados para ONGs ligadas ao PSDB, à
Força sindical, aos ruralistas. Somente o SENAR (Serviço Nacional de Assistência
Rural) recebe milhões de reais, todos os anos. Sendo que há processos no TCU de
desvio de federações patronais em proveito pessoal de seus dirigentes.<BR></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"
align=justify></FONT><o:p><FONT face=Verdana><STRONG>O que aconteceu com as
escolas itinerantes no Rio Grande do Sul?<BR><BR></STRONG>Durante o governo
Antonio Britto (PMDB-PPS) foi assegurado o direito das crianças de ensino
primário estudarem no próprio acampamento. O estado colocava professores da rede
pública e as aulas eram dadas em salas organizadas no acampamento. E quando o
acampamento mudasse de local ou as famílias fossem assentadas, a escola ia
junto, assegurando a continuidade do ensino àquelas crianças. Essa experiência
exitosa recebeu prêmios e foi adotada por outros estados, como o do
Paraná.<BR><BR>Após a eleição do governo tucano de Yeda Crusius, se formou uma
conjuntura política de ofensiva da direita na imprensa, no Ministério Publico
Estadual e na Brigada Militar. Eufóricos com a vitória eleitoral, passaram a
criminalizar, perseguir e reprimir os movimentos sociais, seja os professores,
metalúrgicos, desempregados ou o MST. Nesse contexto, a atual governadora e o
Ministério Público atuaram para suspender as aulas nos acampamentos e levar as
crianças para os colégios da cidade. Ou seja, não hesitaram em prejudicar as
crianças para atingir politicamente o MST.<BR><BR>Por outro lado, o governo Yeda
Crusius já fechou outras 8.500 turmas em todos os municípios do estado, a
maioria no meio rural, apenas para poupar recursos, e assegurar o
famigerado déficit zero As prefeituras dos municípios aonde existem acampamentos
já disseram que é impossível levar as crianças para a cidade. São Gabriel, por
exemplo, teria que gastar R$ 40 mil mensais. Enquanto atualmente o estado gasta
R$ 16 mil para atender os oito acampamentos em todo estado. Felizmente, as
escolas foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação, que é o órgão que
autoriza e fiscaliza o funcionamento das escolas e aprova seu currículo.
<BR><BR></P></FONT></o:p>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p></o:p> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>
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<TBODY>
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<TD colSpan=5>
<DIV align=center><FONT face="Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=2><STRONG><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
color=#ffffff>Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga
</FONT></STRONG></FONT></DIV></TD></TR>
<TR>
<TD colSpan=5>
<DIV align=center><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=1>Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para <A
href=""><FONT color=#006633>letraviva@mst.org.br</FONT></A> com assunto
"cadastro letraviva", para continuarmos a difundir e colocar para a
sociedade as análises e posições do MST.</FONT></DIV></TD></TR>
<TR bgColor=#ff0000>
<TD colSpan=5>
<DIV align=center><FONT face="Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif"
color=#ffffff size=1>MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio
eletrônico.<BR>Sugestões de temas, artigos, formato: <A
href="">letraviva@mst.org.br</A>. <A href="">Incluir</A> ou <A
href="">remover</A> correios eletrônicos no cadastro do MST Informa. <BR>O
MST não modera ou coordena nenhuma comunidade no Orkut e ninguém está
autorizado a fazê-lo em seu nome.</FONT></DIV></TD></TR>
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<TD width=93 height=14>
<DIV align=center><STRONG><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#000000 size=1><A
href="">Opine</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
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<DIV align=center><STRONG><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A
href="">www.mst.org.br </A></FONT></STRONG></DIV></TD>
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<DIV align=center><STRONG><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A href="">Recibe en
Español</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
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face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A
href="">English</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
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href="">Svenska</A></FONT></STRONG></DIV></TD></TR></TBODY></TABLE></o:p></P></FONT>
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<P></P>_______________________________________________<BR>Letraviva - MST
Informa<BR>http://www.mst.org.br<BR>Para sair da lista
acesse:<BR>http://www.listasbrasil.org/mailman/options/letraviva </BODY></HTML>