<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML xmlns:o = "urn:schemas-microsoft-com:office:office"><HEAD>
<META http-equiv=Content-Type content="text/html; charset=iso-8859-1">
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT 
size=3>.........................................................................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>&nbsp; <IMG alt="" hspace=0 
src="cid:00b301c99c4d$72a8f4e0$0200a8c0@vcaixe" align=baseline border=0></DIV>
<DIV>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B 
style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT face=Verdana></FONT></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><STRONG><FONT 
face=Verdana></FONT></STRONG></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B 
style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT face=Verdana>
<TABLE width=758 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD colSpan=4 height=14><FONT face=Verdana><B><FONT face=Verdana><B><FONT 
      face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1>Ano VII - nº 
      162</FONT></B></FONT></B></FONT></TD>
    <TD width=252>
      <DIV align=right><FONT face=Verdana><FONT size=1><B><FONT 
      face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 
      terça-feira,&nbsp;02 de março de 2009</FONT></B></FONT></FONT></DIV>
      <DIV align=right><STRONG><FONT size=1></FONT></STRONG>&nbsp;</DIV></TD></TR>
  <TR bgColor=#ff0000>
    <TD colSpan=5 height=25>
      <DIV align=center><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" 
      color=#ffffff size=4>
      <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B 
      style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT face=Verdana><o:p>A atual 
      ofensiva contra o 
MST</o:p></FONT></B></P></FONT></DIV></TD></TR></TBODY></TABLE></FONT></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B 
style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT face=Verdana></FONT></B>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT 
face=Verdana>&nbsp;</FONT></o:p><FONT face=Verdana><BR>Nos últimos dias, a 
imprensa vem veiculando uma série de matérias sobre o MST, que expressam uma 
ofensiva das forças de direita. Por isso, entrevistamos o membro da direção 
nacional <B>João Paulo Rodrigues</B>, para explicar a posição do Movimento sobre 
os principais temas expostos.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT 
face=Verdana></FONT>&nbsp;</P><FONT face=Verdana></FONT></FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT face=Arial size=2><FONT face=Verdana><STRONG>A que se 
deve a reação do ministro Gilmar Mendes?<BR><BR></STRONG>O Ministro Gilmar 
Mendes foi transformado no mais novo líder da direita brasileira, desde sua 
posse como presidente do Supremo Tribunal Federal. E ele está se comportando 
assim, honrando seu novo papel. É ágil para defender o patrimônio, mas lento 
para defender vidas. Ataca os povos indígenas, os quilombolas, os direitos dos 
trabalhadores, os operários e defende os militares da ditadura militar. Enfim, 
agora a direita brasileira tem seu Berlusconi tupiniquin. E ele opina sobre tudo 
e sobre todos. Aliás, ele está devendo para a opinião pública brasileira uma 
explicação sobre a rapidez como soltou o banqueiro corrupto Daniel Dantas, que 
financia muitas campanhas eleitorais e alicia grande parte da mídia.<BR><BR>Mais 
grave, a revista Carta Capital denunciou que o Instituto Brasiliense de Direito 
Público, vinculado ao Mendes, recebeu 2,4 milhões de recursos públicos, 
inclusive do STF, do Tribunal Superior Eleitoral e até do Ministério da Defesa, 
dirigido por seu amigo Nelson Jobim. Como líder da direita, Mendes procura 
defender os interesses da burguesia brasileira e fazer intenso ataque ideológico 
à esquerda e aos movimentos sociais, para pavimentar uma retomada eleitoral da 
direita em 2010. Serra não precisa se preocupar, já tem um cabo eleitoral 
poderoso no STF. <!-- MANCHETE, fim --><BR clear=all></DIV><FONT 
face=Arial></FONT>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align=justify><FONT 
face=Arial></FONT><BR><B>O que aconteceu em Pernambuco?</B><BR><BR>O conflito no 
Pernambuco é uma tragédia anunciada. As 100 famílias estão acampadas há oito 
anos. Duas áreas estão em disputa. Os fazendeiros usaram de todas as artimanhas 
judiciais para impedir a desapropriação de suas áreas não utilizadas, que servem 
apenas de especulação imobiliária. As famílias trabalham e plantam na área, 
tiram dela seu sustento. Sofreram mais de 20 despejos. Na semana passada, depois 
de mais um&nbsp;despejo pela Polícia Militar, o fazendeiro contratou pistoleiros 
que foram no acampamento fazer provocações, armados. Perseguiram e espancaram um 
dos líderes do acampamento. <BR><BR>Nesse clima de tensão e ameaças permanentes 
às famílias acampadas, alguns acabaram reagindo e no conflito houve a morte de 
quatro pistoleiros. O MST repudia a violência. No Brasil há muitos outros 
acampamentos, em igual situação de tensão e conflito. Até quando vão esperar 
para realizar a Reforma Agrária? <BR><BR><B>O que aconteceu no 
Pontal?</B><BR><BR>Na região do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo, 
há um passivo de conflito agrário pendente há quatro décadas. Existem por lá 
mais de 400 mil hectares de terras públicas estaduais, com sentenças judiciais 
reconhecendo que são públicas. Portanto, os fazendeiros ocupantes são grileiros. 
E precisam sair das terras, pelas quais receberiam a indenização pelas 
benfeitorias. Desde o governo Mario Covas, o processo de discriminação e 
indenização dos fazendeiros-grileiros está parado. Com isso o problema só se 
agrava. Agora, na semana do carnaval, os quatro movimentos de sem terra que 
atuam na região realizaram ocupações de protesto em diversas fazendas.<BR><BR>A 
repercussão foi imediata. Por duas razões: primeiro porque os fazendeiros 
possuem muitas ligações políticas na capital. Um deles inclusive era sócio do 
Fernando Henrique na fazenda de Buritis. Outro tem vínculos com a rede 
Bandeirantes, e por aí vai. E o segundo motivo é que José Rainha, que não faz 
parte de nenhuma instância de decisão política do MST, anunciou que as ocupações 
do seu movimento eram em protesto ao governador José Serra. Pronto. O tema se 
transformou em disputa eleitoral. As repercussões do Pontal revelam que até 
outubro de 2010, viveremos essa novela, da imprensa e seus partidos 
transformaram as disputas de terra do Pontal em tema 
eleitoral.<BR><BR><B>Entidades do meio rural são acusadas de desviar recursos 
para ocupações. Isso procede?</B><BR><BR>O MST nunca usou nenhum centavo de 
dinheiro público para realizar ocupações de terra. Por uma questão de princípio, 
as próprias famílias que participam das ocupações dos latifúndios, devem 
assegurar os recursos necessários para a essa ação política. É aqui que reside a 
força do MST e é um elemento educativo para as famílias que fazem a luta pela 
reforma agrária.<BR><BR>Acontece que desde o governo Fernando Henrique Cardoso, 
o Estado brasileiro, dilapidado pela onda neoliberal, deixou de cumprir suas 
funções relativas ao setor público agrícola. O Estado não garante mais educação 
no meio rural, alfabetização, assistência técnica, saúde. Então, foi no governo 
FHC que eles estimularam o surgimento de ONGs, entidades sem fins lucrativos, 
para substituir as funções do Estado. E passaram recursos para essas 
entidades.<BR><BR>Vale lembrar que a ONG Alfabetização Solidária, da dona Ruth 
Cardoso, recebeu mais de R$ 330 milhões de dinheiro público para a alfabetização 
de adultos.<BR><BR>Surgiram então em áreas de assentamento diversas entidades - 
algumas ligadas aos assentados, outras não - para suprir as funções do Estado, 
realizando atividades de assistência técnica, de atendimento de saúde, de 
alfabetização. E recebem recursos do Estado para isso. Estranhamos que a 
imprensa cite apenas as entidades que apóiam a reforma agrária e são ligadas aos 
assentados, e omitem os milhões de reais repassados para ONGs ligadas ao PSDB, à 
Força sindical, aos ruralistas. Somente o SENAR (Serviço Nacional de Assistência 
Rural) recebe milhões de reais, todos os anos. Sendo que há processos no TCU de 
desvio de federações patronais em proveito pessoal de seus dirigentes.<BR></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" 
align=justify></FONT><o:p><FONT face=Verdana><STRONG>O que aconteceu com as 
escolas itinerantes no Rio Grande do Sul?<BR><BR></STRONG>Durante o governo 
Antonio Britto (PMDB-PPS) foi assegurado o direito das crianças de ensino 
primário estudarem no próprio acampamento. O estado colocava professores da rede 
pública e as aulas eram dadas em salas organizadas no acampamento. E quando o 
acampamento mudasse de local ou as famílias fossem assentadas, a escola ia 
junto, assegurando a continuidade do ensino àquelas crianças. Essa experiência 
exitosa recebeu prêmios e foi adotada por outros estados, como o do 
Paraná.<BR><BR>Após a eleição do governo tucano de Yeda Crusius, se formou uma 
conjuntura política de ofensiva da direita na imprensa, no Ministério Publico 
Estadual e na Brigada Militar. Eufóricos com a vitória eleitoral, passaram a 
criminalizar, perseguir e reprimir os movimentos sociais, seja os professores, 
metalúrgicos, desempregados ou o MST. Nesse contexto, a atual governadora e o 
Ministério Público atuaram para suspender as aulas nos acampamentos e levar as 
crianças para os colégios da cidade. Ou seja, não hesitaram em prejudicar as 
crianças para atingir politicamente o MST.<BR><BR>Por outro lado, o governo Yeda 
Crusius já fechou outras 8.500 turmas em todos os municípios do estado, a 
maioria no meio rural, apenas para poupar recursos,&nbsp; e assegurar o 
famigerado déficit zero As prefeituras dos municípios aonde existem acampamentos 
já disseram que é impossível levar as crianças para a cidade. São Gabriel, por 
exemplo, teria que gastar R$ 40 mil mensais. Enquanto atualmente o estado gasta 
R$ 16 mil para atender os oito acampamentos em todo estado. Felizmente, as 
escolas foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação, que é o órgão que 
autoriza e fiscaliza o funcionamento das escolas e aprova seu currículo. 
<BR><BR></P></FONT></o:p>
<P class=MsoNormal 
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p></o:p>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>
<TABLE width=746 border=0>
  <TBODY>
  <TR bgColor=#ff0000>
    <TD colSpan=5>
      <DIV align=center><FONT face="Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif" 
      size=2><STRONG><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" 
      color=#ffffff>Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga 
      </FONT></STRONG></FONT></DIV></TD></TR>
  <TR>
    <TD colSpan=5>
      <DIV align=center><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" 
      size=1>Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para <A 
      href=""><FONT color=#006633>letraviva@mst.org.br</FONT></A> com assunto 
      "cadastro letraviva", para continuarmos a difundir e colocar para a 
      sociedade as análises e posições do MST.</FONT></DIV></TD></TR>
  <TR bgColor=#ff0000>
    <TD colSpan=5>
      <DIV align=center><FONT face="Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif" 
      color=#ffffff size=1>MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento 
      dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio 
      eletrônico.<BR>Sugestões de temas, artigos, formato: <A 
      href="">letraviva@mst.org.br</A>. <A href="">Incluir</A> ou <A 
      href="">remover</A> correios eletrônicos no cadastro do MST Informa. <BR>O 
      MST não modera ou coordena nenhuma comunidade no Orkut e ninguém está 
      autorizado a fazê-lo em seu nome.</FONT></DIV></TD></TR>
  <TR bgColor=#cc333>
    <TD width=93 height=14>
      <DIV align=center><STRONG><FONT 
      face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#000000 size=1><A 
      href="">Opine</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
    <TD width=176>
      <DIV align=center><STRONG><FONT 
      face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A 
      href="">www.mst.org.br </A></FONT></STRONG></DIV></TD>
    <TD width=182>
      <DIV align=center><STRONG><FONT 
      face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A href="">Recibe en 
      Español</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
    <TD width=40>
      <DIV align=center><STRONG><FONT 
      face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A 
      href="">English</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
    <TD>
      <DIV align=center><STRONG><FONT 
      face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A 
      href="">Svenska</A></FONT></STRONG></DIV></TD></TR></TBODY></TABLE></o:p></P></FONT>
<P>
<HR>

<P></P>_______________________________________________<BR>Letraviva - MST 
Informa<BR>http://www.mst.org.br<BR>Para sair da lista 
acesse:<BR>http://www.listasbrasil.org/mailman/options/letraviva </BODY></HTML>