<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><FONT face=Arial size=2>
<DIV align=left><FONT face=Arial><FONT size=1></FONT></FONT> </DIV>
<DIV align=left><FONT face=Arial><FONT size=1></FONT></FONT> </DIV>
<DIV align=left><FONT face=Arial><FONT size=1>----- Original Message -----
</FONT></DIV>
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black" align=left><STRONG><FONT
size=1>From: </FONT></STRONG><A title=jotakennnedy@yahoo.com.br
href="mailto:jotakennnedy@yahoo.com.br"><STRONG><FONT size=1>john kennedy
ferreira</FONT></STRONG></A><STRONG><FONT size=1> </FONT></STRONG></DIV>
<DIV align=left><STRONG><FONT size=1>Carta enviada à Folha SP por Janne Calhau
Mourão, do Tortura Nunca Mais do RJ</FONT></STRONG></DIV></FONT>
<DIV align=center><FONT face=Arial size=3><STRONG>NOTA
REVOLTANTE</STRONG></FONT></DIV>
<DIV align=left><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV align=left> </DIV>
<DIV align=left><FONT face=Arial size=2>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>É revoltante a nota da
redação da FSP (19/02/09), em resposta a uma das cartas de repúdio ao editorial
“Limites a Chávez” (17/02/09), onde a alcunha de “ditabranda” é atribuída ao
regime militar imposto à força no Brasil, no período de 1964 a 1985. Na nota
de três linhas, demonstrando total desconhecimento histórico, o jornalista
apresenta de forma linear os 21 anos da ditadura militar brasileira, reafirmando
que, comparada às demais ditaduras latinoamericanas do mesmo período, a
brasileira foi mais branda e apresentou níveis baixos de violência política
e institucional. </FONT></SPAN></FONT></P></DIV>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">Primeiramente, o jornalista incorre no
erro de querer <I>classificar</I> o dano causado pela violação dos direitos
humanos pelo Estado. Tal dano é sempre inclassificável, assim como não se pode
dizer que a dor de alguém é maior ou menor do que a de um outro, já que a dor é
uma realidade de intensidade, não de extensividade, e não podemos
medi-la a metro. Se as ditaduras da Argentina e do Chile cometeram um número
maior de assassinatos tal <I>distinção numérica</I>, no entanto, não nos pode
levar à leviandade de querer classificar uma ditadura como menos ou mais
violadora que outra. Nos crimes de lesa-humanidade somos todos atingidos em um
só ato</SPAN><SPAN style="COLOR: navy; FONT-FAMILY: Arial">.
<SPAN> </SPAN></SPAN><SPAN style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">Por
outro lado, ficamos sem saber</SPAN><SPAN
style="COLOR: navy; FONT-FAMILY: Arial"> </SPAN><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">o que o redator da nota considera como
"níveis baixos de violência política e institucional"<WBR>, já que parece não
relacionar os fatos acontecidos ao conceito. </SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Contudo, indubitavelmente,
o jornalista, em sua resposta apressada e inconsequente, oferece-nos um panorama
claro dos efeitos até hoje nefastos do silenciamento que ainda paira sobre o
período da ditadura militar brasileira. </FONT></SPAN></P>
<DIV></DIV>
<DIV></DIV>
<BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Na ditadura, todas as
garantias constitucionais foram suspensas e, além das pessoas que foram presas,
torturadas, mortas ou desaparecidas, todos os partidos e muitos políticos foram
cassados; os meios de comunicação foram censurados; jornais foram empastelados e
fechados; o direito de ir e vir foi cerceado; associações e reuniões foram
proibidas; correspondências foram violadas; escutas telefônicas foram
implantadas; peças de teatro, livros e filmes foram proibidos (Sófocles teve a
sua prisão decretada); currículos foram reformulados retirando-se disciplinas
consideradas “perigosas”; professores foram presos (inclusive um ex-presidente
da república); inúmeros artistas, cientistas e intelectuais tiveram que fugir do
país e muitos foram presos. </FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Podia-se ser preso e
“sumido” ao bel prazer dos militares, em singelos namoros noturnos em locais
considerados “suspeitos”, em passeios bucólicos pela ainda silvestre Barra da
Tijuca, como também apenas por se possuir livros “proibidos”, por dar aulas
consideradas “subversivas”, por ouvir músicas “renegadas” pela ditadura, ou
simplesmente por expressar opiniões dissonantes do regime vigente.</FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">Parte de nossa história foi subtraída
da história oficial, os arquivos da ditadura nunca foram abertos, os
torturadores não foram apontados, </SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial">responsabilizados</SPAN><FONT face="Times New Roman">
</FONT><SPAN style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">e muito menos punidos
(alguns foram até laureados), ao contrário do que está sendo feito em outros
países da AL.</SPAN></FONT>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Sem se aperceber, o
jornalista revela-se ele próprio como um dos afetados pela tal “ditabranda”: um
profissional formado na ignorância da história de seu próprio país e, portanto,
desconhecedor do que seja efetivamente violência política e institucional.
</FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Para os chamados “cidadãos
comuns” – todos também afetados, mesmo desconhecendo tais efeitos – isso poderia
ser apenas chamado de alienação política, fato historicamente comum na sociedade
brasileira. Para um jornalista é uma falha grave em sua formação profissional
(meramente tecnicista?)<WBR>, a menos que se considere um pós-moderno e tenha
decretado o fim da história.</FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Em caso contrário, deve
aprender que o acobertamento dos crimes de lesa-humanidade da ditadura, o
silenciamento sobre tal período histórico, e a impunidade dos crimes e dos
criminosos produziram e continuam produzindo efeitos que estão entranhados nas
instituições do país e arraigados nos “corações e mentes” dos
brasileiros.</FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Por exemplo, na própria
Folha <I>on line</I> de 26 de fevereiro, lemos que a impunidade envolvendo casos
de abuso de poder cometidos por policiais federais, estaduais e militares foi
ressaltada pelo Departamento de Estado americano em seu relatório anual. O
documento aponta que esse é um dos maiores problemas enfrentados em direitos
humanos no Brasil. A violência policial foi um dos destaques no estudo do
Governo americano, que denuncia "mortes ilegais, força excessiva, agressões,
abusos e torturas de detidos e reclusos por parte de policiais e forças de
segurança de prisões". Destaca ainda que muitos assassinatos foram cometidos por
esquadrões da morte ligados às forças de segurança, "em alguns casos com a
participação policial".</FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Essa é também uma das
heranças do silenciamento sobre os crimes da ditadura militar brasileira e se
estende até os dias atuais: o esquema dos <I>porões</I> ainda não foi
desmontado; ontem, os “inimigos perigosos” confinados nos <I>porões</I> eram os
ditos “subversivos”, em uma política repressora de “segurança nacional”; hoje,
na reinante política repressora de “segurança pública”, dentro do modelo
neoliberal, quem são os “perigosos inimigos” sujeitados aos <I>porões</I> ainda
não desativados?</FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Se for capaz, e não tiver
medo de perder o emprego, cabe ao jornalista pesquisar a resposta.</FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3></FONT></SPAN>
<P style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3></FONT></SPAN>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Janne Calhau Mourão –
Psicóloga – CRP-05/1608 – R. Barão de Mesquita, 950/805 – CEP 20540-004 – Rio de
Janeiro<SPAN> </SPAN>(</FONT><A href="mailto:jannecalhau@uol.com.br"
target=_blank rel=nofollow><FONT
size=3>jannecalhau@<WBR>uol.com.br</FONT></A><FONT size=3>)
</FONT></SPAN> <BR>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV></DIV>
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<DIV></DIV>
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<DIV></DIV><BR><FONT color=#888888><BR clear=all></FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial
size=2>===========================================================================================================================================================</FONT></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=pacastilho@terra.com.br href="mailto:pacastilho@terra.com.br">Pedro
Castilho</A> </DIV>
<DIV> </DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>FEVEREIRO DE 2009 - <BR><BR>
<H1><B>Em rompante de nostalgia, Folha saúda o regime militar <BR><BR></B></H1>
<DIV>Faz quase um ano que o jornalista Paulo Henrique Amorim desafia a <I>Folha
de S.Paulo </I>a “tirar os cães de guarda do armário e confessar que foi ‘Cão de
Guarda’ do regime militar” brasileiro. A julgar pelos fatos da semana, pode-se
dizer o jornal da família Frias nunca esteve tão próximo da
confissão.<BR><BR> <BR><BR>Por André Cintra<BR><BR><BR>A nostalgia da
<I>Folha </I>começou a se evidenciar num editorial de 425 palavras sobre o
presidente venezuelano, Hugo Chávez. O texto, publicado na última terça-feira
(17), chega a comparar a Revolução Bolivariana na Venezuela e a ditadura
brasileira. Diz o jornal: “Em dez anos de poder, Hugo Chávez submeteu, pouco a
pouco, o Legislativo e o Judiciário aos desígnios da Presidência. Fechou o
círculo de mando ao impor-se à PDVSA, a gigante estatal do
petróleo”.<BR><BR> <BR><BR>Em meio a essas teorizações enviesadas, o
editorial não esconde a opinião da <I>Folha </I>e sua larga simpatia pelo regime
militar brasileiro: “As chamadas ‘ditabrandas’ — caso do Brasil entre 1964 e
1985 — partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam
formas controladas de disputa política e acesso à
Justiça”.<BR><BR> <BR><BR>É muito curioso que a <I>Folha </I>destaque tais
“formas controladas de disputa política” justamente em contraste com Chávez — o
único presidente do mundo que chamou seu povo às urnas nada menos que 15 vezes
nos últimos dez anos, em eleições, referendos e plebiscitos. Quando foi que os
brasileiros puderam exercer esse direito durante os 21 anos de regime militar? A
<I>Folha </I>seria capaz de lembrar uma única experiência do
gênero?<BR><BR> <BR><BR>De forma cristalina, o editorial de terça-feira
alardeia que Chávez — ou melhor, “o caudilho venezuelano”, com seu “rolo
compressor do bonapartismo” — tem muito a aprender com os generais-presidentes
do Brasil. Aprender o quê? A cassar direitos de lideranças políticas e sociais à
moda Castello Branco? A levar para a Venezuela a experiência do AI-5 — “forma
controlada” de “acesso à Justiça” no Brasil de Costa e Silva e Médici? A seguir
o exemplo da dupla Geisel-Figueiredo e falar em distensão do regime, em abertura
“lenta, gradual e segura” — mas ainda promover mais mártires como Vladimir
Herzog, novas chacinas como a da Lapa e outros atentados como os do
Riocentro?<BR><BR> <BR><BR><B>Repercussão à
altura<BR><BR></B> <BR><BR>Cartas e e-mails de repúdio à <I>Folha
</I>choveram a cântaros após a publicação do editorial. Um dos leitores mais
indignados era Sergio Pinheiro Lopes, que classificou a opinião da <I>Folha
</I>como “lamentável, mas profundamente lamentável mesmo, especialmente para
quem viveu e enterrou seus mortos naqueles anos de chumbo. É um tapa na cara da
história da nação e uma vergonha para este diário”.<BR><BR> <BR><BR>As
ponderações essenciais do leitor não foram suficientes para dissuadir a
<I>Folha</I>. Uma “nota da redação” do jornal enunciava: “Na comparação com
outros regimes instalados na região no período, a ditadura brasileira apresentou
níveis baixos de violência política e institucional”. Para a <I>Folha</I>,
ditadura só é ditadura pra valer se estiver na ponta do ranking do totalitarismo
e empilhar mortos aos milhares. Como se antevisse a resposta do jornal, Sergio
fez em sua carta um questionamento inapelável: “Quantos mortos, quantos
desaparecidos e quantos expatriados são necessários para uma ‘ditabranda’ ser
chamada de ditadura?”.<BR><BR> <BR><BR>Dois intelectuais de respeito — os
professores universitários Fábio Konder Comparato (aposentado) e Maria Victoria
de Mesquita Benevides, da USP — saíram em defesa das vítimas da ditadura
esculhambadas pelo editorial da <I>Folha</I>. “Mas o que é isso? Que infâmia é
essa de chamar os anos terríveis da repressão de ‘ditabranda’? Quando se trata
de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de
todos, sem comparar “importâncias” e estatísticas”, escreveu Maria Benevides.
“Pelo mesmo critério do editorial da <I>Folha</I>, poderíamos dizer que a
escravidão no Brasil foi ‘doce’ se comparada com a de outros países, porque aqui
a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala — que
horror!”.<BR><BR> <BR><BR>Já Comparato, ao sustentar que “o leitor Sergio
Pinheiro Lopes tem carradas de razão”, cobrou a <I>Folha</I>: “O autor do
vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou,
deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao
povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar
com tudo, menos com o respeito devido à pessoa
humana”.<BR><BR> <BR><BR>Como a <I>Folha </I>está convicta das benesses da
ditadura brasileira e não reconhece discordâncias, o jeito foi desqualificar
seus missivistas: “Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras
públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como
aquela ainda vigente em Cuba, sua ‘indignação’ é obviamente cínica e
mentirosa”.<BR><BR> <BR><BR>A arrogância da <I>Folha </I>segue rendendo
contestações, como a do professor Caio Toledo, que escreveu a seus colegas de
Unicamp. O texto de Toledo tacha de “repulsivas e agressivas” as “posições
editoriais de <I>Folha</I>” e se solidariza com Maria Benevides e Comparato. “O
jornal, sem argumentos e razões, agride a atuação pública destes dois combativos
intelectuais por meio de uma leviana ‘nota de redação’. Diante de todas estas
agressões ao pensamento democrático, cartas de protesto ao jornal e o
cancelamento da assinatura não seriam as respostas mais
consequentes?”.<BR><BR> <BR><BR>Em entrevista ao <I>Comunique-se</I>, o
presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, não
poupou a <I>Folha</I>. “É lamentável que se proceda a uma revisão histórica
dessa natureza. O que era negativo passa a ser positivo, dando absolvição
àqueles que violaram os direitos constitucionais e cometeram crimes, como o
assassinato do jornalista Vladimir Herzog nos porões do Doi-Codi”, afirma Azedo.
“Dizer que houve acesso à Justiça é uma falsidade de caráter histórico que
deveria causar vergonha à <I>Folha de S. Paulo</I>.”<BR><BR> <BR><BR><B>Um
veículo pró-regime<BR><BR></B> <BR><BR>Não é de estranhar a defesa que a
família Frias faz dos militares. Octavio Frias de Oliveira (1912-2007), o
patriarca do clã, adquiriu em 1962 a <I>Folha de S.Paulo</I> — um jornal
enforcado em dívidas, que demorou cerca de 15 anos para se tornar um
investimento rentável. Uma das razões pelas quais a <I>Folha</I> se salvou
financeiramente foi o laço íntimo com todos os generais-presidentes da
ditadura.<BR><BR> <BR><BR>Numa de suas raríssimas entrevistas, concedida em
2003, Frias-pai comentou sobre esses relacionamentos com o poder — e mentiu. “Eu
sempre me mantive afastado do poder. Para ser independente você tem que estar um
pouco distante porque senão entra numa situação moral difícil”, disse o
ex-publisher da <I>Folha</I>. “Não tenho histórias para contar a este respeito
porque sempre procurei manter uma distância entre a posição do jornal, a minha
pessoal e os dirigentes do país”.<BR><BR> <BR><BR>Mais adiante, na mesma
entrevista, Frias se contradiz: “Na época da ditadura, acho que no governo
Médici, o chefe da Casa Militar, com quem eu tinha certa relação, não me lembro
o nome dele, me telefona e diz: ‘Ô Frias aqui quem fala não é o seu amigo não, é
o chefe da Casa Militar Ou você muda esse jornal aí ou nós vamos fechar’. Eu
mudei”. <BR><BR> <BR><BR>O relato de Frias, ainda assim, não entrega tudo o
que a <I>Folha </I>fez na conta do regime, como o odioso empréstimo de peruas
C-14 do jornal ao DOI-Codi, para o transporte de presos políticos rumo ao
encarceramento, à tortura e, não raro, à morte na Operação Bandeirantes (Oban).
Na época, manifestantes chegaram a queimar veículos da <I>Folha </I>em protesto
contra a morte de seus companheiros de luta.<BR><BR> <BR><BR>No livro
<I>Cães de Guarda — Jornalistas e Censores do AI-5 à Constituição de 1988</I>,
Beatriz Kushnir dá mais detalhes da promiscuidade. A <I>Folha da Tarde</I>,
especialmente, contou com uma matilha de jornalistas colaboracionistas — os
“cães de guarda” — e era conhecido como “o jornal de maior tiragem” — ou seja,
com mais tiras na redação.<BR><BR> <BR><BR>No combate aos “subversivos”, a
<I>FT</I> se antecipava ao regime e fazia o papel de porta-voz. Chegou a
divulgar a morte do metalúrgico Joaquim Seixas, o Roque, antes mesmo de ele ser
assassinado nos porões da ditadura — mas sonegou informações sobre a prisão de
Frei Betto (como o fato de o frade ser repórter do jornal) e não noticiou a
heróica missa ecumênica a Vladimir Herzog na Catedral da Sé.
<BR><BR> <BR><BR>Frias-pai não está mais vivo, mas dois de seus filhos
continuam à frente da <I>Folha de S.Paulo</I> — Luís Frias como presidente do
grupo Folha e Otavio Frias Filho, o Otavinho, como diretor de redação do jornal.
Parece caber a eles, de forma progressiva, restabelecer e edulcorar as mais
sombrias memórias da família Frias e da <I>Folha</I>. Memórias de um tempo em
que a concessão da “ditabranda” era garantida aos fantoches das elites e da
grande mídia — não ao Brasil, nem aos brasileiros.<BR><BR><FONT
color=#111111><BR></FONT> <FONT face=Arial
size=2>============================================================================================================================================================</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT><BR>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=masquino@gmail.com href="mailto:masquino@gmail.com">Marco Aurelio</A>
</DIV>
<DIV> </DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV><B>Data do protesto contra a Folha de São Paulo</B><BR><BR><A
href="http://edu.guim.blog.uol.com.br/">http://edu.guim.blog.uol.com.br/</A><BR><BR>
<P><FONT face="times new roman,times"></FONT> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 36pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Protesto contra
<EM>ditabranda</EM></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times"></FONT></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times"><IMG alt=""
src="http://edu.guim.blog.uol.com.br/images/latuff.jpg"> </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><EM><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Charge de Carlos Latuff</FONT></SPAN></EM></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times"></FONT></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times"></FONT></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Diante do resultado do post anterior, acredito que
já temos um bom número de pessoas dispostas a participar do ato público diante
do jornal Folha de São Paulo para protestar contra a difusão daquele veículo do
absurdo de que a ditadura militar que vigeu no Brasil entre 1964 e 1985 teria
sido uma “ditabranda”. </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Antes de prosseguir no anúncio do dia e da hora em
que ocorrerá o ato de protesto, porém, desejo fazer algumas considerações.
</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Esta é uma iniciativa que não pretende nem precisa
reunir uma grande multidão para protestar contra essa perniciosa revisão
histórica de um fato que, a meu juízo, deveria equiparar-se ao Holocausto
nazista, o qual, em vários países do mundo, não pode ser negado por força de
lei, sob pena de o autor da negativa ser enquadrado em acusação criminal.
</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Ainda assim, entre o número dos que confirmaram que
participarão do ato e dos acompanhantes que pretendem levar consigo, já temos
perto de 40 pessoas. Contudo, acabamos de receber um comentário<SPAN>
</SPAN>de leitor aqui no blog que promete<SPAN> </SPAN>ser importante para
o número de manifestantes. Vejam:</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><FONT
face="times new roman,times"><EM><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%">Pode contar com a adesão do
<STRONG>Fórum Permanente de Ex Presos e Perseguidos Políticos</STRONG> de São
Paulo ao ato em repúdio à Folha e em solidariedade aos professores. É só
comunicar a data e hora.<SPAN> </SPAN>Abs.<BR></SPAN></EM><STRONG><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%">Maurice Politi | Sao Paulo,
SP, Brasil | Administrador | 25/02/2009
15:26</SPAN></STRONG></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Também já temos notícias de que professores da USP
e da Unicamp estariam se mobilizando para aderir. Além disso, há menção ao
protesto em texto de Altamiro Borges, no site Vermelho, e, segundo informações
do Altamiro por telefone, o site irá publicar uma chamada em destaque nesta
quinta-feira. E, finalmente, o site do jornalista Luiz Carlos Azenha também
deverá divulgar. </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT face="times new roman,times">O
que importa, entretanto, nem é quantos seremos. O importante é deixar claro que
não se aceitará nunca mais silenciar ou aceitar revisões históricas sobre os
anos de chumbo. Há que exigir respeito às vítimas da ditadura.
</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT face="times new roman,times">Na
falta do ideal, que seria reabrir processos e punir torturadores, estupradores e
assassinos do regime militar, ao menos o país tem que reconhecer essa chaga em
nossa história incontestavelmente, visando que, através do conhecimento dos
horrores pretéritos, estes nunca mais aconteçam. </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times"></FONT></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Dia e hora do ato público na Folha de São
Paulo</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times"></FONT></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Com base nas manifestações dos leitores e de outras
sondagens que fiz, acredito que <FONT
style="BACKGROUND-COLOR: rgb(192,192,192)">o dia mais cômodo para a maioria dos
manifestantes será </FONT><STRONG><SPAN
style="BACKGROUND: black; COLOR: white; moz-background-clip: -moz-initial; moz-background-origin: -moz-initial; moz-background-inline-policy: -moz-initial">sábado,</SPAN></STRONG><SPAN
style="BACKGROUND: black; moz-background-clip: -moz-initial; moz-background-origin: -moz-initial; moz-background-inline-policy: -moz-initial">
<STRONG><SPAN style="COLOR: white">dia 7 de março, às 10 horas da
manhã</SPAN></STRONG></SPAN><FONT style="BACKGROUND-COLOR: rgb(192,192,192)">. O
local será </FONT><SPAN
style="BACKGROUND: black; COLOR: white; moz-background-clip: -moz-initial; moz-background-origin: -moz-initial; moz-background-inline-policy: -moz-initial"><STRONG>diante
da Sede do jornal Folha de São Paulo, na rua Barão de Limeira, no centro de São
Paulo</STRONG></SPAN>, região servida por linhas de metrô, de ônibus e,
portanto, de fácil acesso. </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Informo, ainda, que todos os leitores que se
manifestaram aqui dispondo-se a participar do protesto receberão e-mail meu
confirmando dia, hora e colocando-me à disposição para maiores
informações.</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times"></FONT></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Comentários de adesão ao ato
público</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times"></FONT></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Algumas pessoas de São Paulo que comentaram o post
anterior, que propôs a realização do protesto, não foram consideradas porque,
apesar de se manifestarem favoravelmente, não deixaram claro se pretendem
participar ou não. </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT face="times new roman,times">Só
serão considerados os que deixarem claro que virão ou que pretendem vir. Estou
elaborando algum material para os manifestantes e farei isso com base nos apoios
decididos e explícitos. </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Peço, pois, a todos os que decidirem apoiar esta
iniciativa que sejam claros e sucintos, na medida do possível, ao manifestarem
seu apoio e sua intenção de engrossar a manifestação com sua
presença.</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT
face="times new roman,times">Este post será eventualmente atualizado com novas
informações assim que eu as tiver. <SPAN> </SPAN>A partir de sábado,
retomarei postagens de outros temas, mas sem esquecer do protesto do próximo dia
7.
</FONT></SPAN></P><BR> <BR><BR> <BR><BR> <BR><BR> <BR><BR> <BR><BR> <BR><BR> <BR><BR> <BR><BR> <BR><BR><BR><FONT
face="trebuchet MS" size=2><BR></DIV></FONT></BODY></HTML>