<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
<META http-equiv=Content-Type content="text/html; charset=windows-1252">
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV> </DIV>
<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV>
<P class=data align=left>5 DE FEVEREIRO DE 2009 - 15h55</P>
<H1>Altamiro Borges: Cesare Battisti e a conspiração da CIA </H1><BR>
<DIV id=lead style="FONT-FAMILY: Arial, Verdana; BACKGROUND-COLOR: #efefef"
align=left>
<P>A oposição de direita e sua mídia têm aproveitado o caso Cesare Battisti para
atacar o presidente Lula, que num gesto soberano e legítimo deu asilo político
ao escritor italiano. Todas as noites, o casal global do Jornal Nacional
apimenta as críticas, bem diferente da postura adotada quando do exílio do
ditador paraguaio Alfredo Strossner. Já os jornais Folha e Estadão publicaram
editoriais insinuando que o ministro da Justiça, Tarso Genro, teria simpatias
por “terroristas de esquerda”. Até a revista Carta Capital, um veículo
progressista, reforçou estranhamente o coro crítico.</P></DIV><BR>
<DIV id=imagem><BR></DIV>
<DIV id=artigo>
<P>Parlamentares tucanos e demos, estes egressos do partido da ditadura militar
brasileira, fizeram questão de se solidarizar com o primeiro-ministro italiano
Silvio Berlusconi, o barão da mídia, que numa reação midiática retirou seu
embaixador de Brasília. Caraduras, afirmam que a Itália é um exemplo de
democracia para justificar o envio do escritor à prisão perpétua neste país.
Nada falam sobre a trajetória ultradireitista de Berlusconi, das suas alianças
com partidos neofascistas ou da recente medida do seu governo que impede que ele
seja julgado por crimes de corrupção.</P>
<P><BR><STRONG>“Um bode expiatório conveniente”</STRONG></P>
<P><BR>O caso Cesare Battisti é complexo, mas não justifica a gritaria da
direita servil e da mídia venal. França e Japão já deram asilo político aos
condenados pela justiça italiana e não houve o mesmo alarde. O bufão Berlusconi
e o processo jurídico neste país não são levados muito a sério. Como apontou
Maria Inês Nassif, num excelente artigo no jornal Valor, Battisti foi condenado
à prisão perpétua sem qualquer direito de defesa. As testemunhas que o acusaram
de quatro assassinatos gozam da delação premiada e há indícios de que uma foi
torturada. Dois dos citados homicídios foram cometidos no mesmo dia 16 de
fevereiro de 1979, a 500 km de distancia um do outro. </P>
<P><BR>“[Battisti] nunca esteve num tribunal para defender-se das acusações e,
de volta à Itália, não será ouvido por nenhum juiz”, afirma a colunista no
artigo “Um bode expiatório conveniente à Itália”. Para ela, “diante de tantas
contradições e de tantos fatos mal explicados, fica a dúvida de por que
interessa tanto ao governo italiano coroar Cesare Battisti como o bode
expiatório de um período negro na Itália, onde não apenas a luta armada enevoou
o país, mas as instituições se ajustaram a uma guerra contra o terror usando
métodos poucos afeitos à ordem democrática”.</P>
<P><BR><STRONG>EUA subornam políticos e jornalistas</STRONG></P>
<P><BR>O livro recém-lançado “Legado de cinzas, uma história da CIA”, do
jornalista estadunidense Tim Weiner, vencedor do prêmio Pulitzer, confirma a
tese de Maria Inês Nassif de que o período em que Battisti participou da luta
armada, nos anos 70, foi um dos mais tumultuados e sombrios da história recente
da Itália. O clima era de guerra. Com base em inúmeros documentos oficiais, o
autor demonstra que o serviço de espionagem e terrorismo dos EUA teve
participação ativa no processo político italiano, financiando partidos da
direita e realizando ações de sabotagem.</P>
<P><BR>“A CIA gastou vinte anos e pelos menos US$ 65 milhões comprando
influência em Roma, Milão e Nápoles”. McGeorge Bundy, diretor da agência, chamou
o programa de ações secretas na Itália de ‘a vergonha anual’. Thomas Fina,
cônsul-geral dos EUA em Milão durante o governo Nixon, confessou que a CIA
subsidiou o partido democrata-cristão e deu milhões de dólares para bancar “a
publicação de livros, o conteúdo de programas de rádio, subsidiando jornais e
jornalistas”. Ele se jacta que “tinha recursos financeiros, recursos políticos,
amigos e habilidade para chantagear”.</P>
<P><BR>Nutro trecho, Tim Weiner revela que a ingerência ianque se intensificou a
partir de 1970. “Com aprovação formal da Casa Branca, houve a distribuição de
US$ 25 bilhões a democratas cristãos e neofascistas italianos. O dinheiro foi
dividido na ‘sala dos fundos’ – o posto da CIA no interior da suntuosa embaixada
americana”. Giulio Andreotti “venceu a eleição com injeção de dinheiro da CIA. O
financiamento secreto da extrema direita fomentou o fracassado golpe neofascista
em 1970. O dinheiro ajudou a financiar as operações secretas da direita –
incluindo bombardeios terroristas, que a inteligência italiana atribuiu à
extrema esquerda”. Como se nota, não houve inocentes neste período sombrio, nem
a mídia corrompida pela CIA.</P>
<P><BR>Fonte: Blog do Miro</P>
<P>==================================================================================================</P>
<P><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 16pt; COLOR: purple; FONT-FAMILY: Arial">Mino Carta, a
italianidade e o rancor de ocasião</SPAN></B></P>
<P><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Mauro
Carrara</FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Num eventual acróstico,
combinam nossas iniciais. Assim como foram comuns algumas de nossas crenças no
campo político. Como eixo de relação, compartilhamos a bela Itália. Há, porém, é
evidente, o que faça prosperar entre nós a saudável
divergência.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Mino nasceu na Itália, em
1.933, e chegou ao Brasil em 1.946, depois da II Guerra Mundial. Sou um broto
(!!), nasci em 1.939, no Brás, o mais paulistano e miscigenado dos bairros,
filho de italianos que o fascismo pouco antes expulsara da terra
natal.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Mino chegou ao Brasil
quando contava 12 anos de idade. De alguma forma, como se diz, era um homenzinho
sagaz e elegante. Nessa época, tinha eu meus sete anos de idade, vividos entre o
ritual católico, o aprendizado das letras em ambiente doméstico e as fugas
travessas ao Gasômetro e aos campinhos que sobravam da feroz urbanização da
Várzea do Carmo.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Mais ou menos quando Mino
dobrou de idade, no final dos anos 50, fiz o caminho contrário. Arrumei as malas
e parti para a Itália. Lá, fui acolhido e também desprezado. Senti-me de todo
italiano e também integralmente estrangeiro.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Talvez existam elos entre
a minha italianidade e aquela de Mino. No entanto, é certo que sentimos de modo
distinto a cultura de nossos antepassados europeus. Em meu caso, essa paixão foi
tão ardente quanto dicotômica.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Amei demais a Itália dos
combatentes garibaldinos, alguns também abrasileirados, cuja coragem amparou as
melhores ambições dos insurretos farroupilhas. Odiei demais a Itália dos camisas
negras, de Benito Mussolini, exportadores da doutrina
fascista.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Aprendi a admirar a Itália
de Antonio Gramsci e de Ângelo Roncalli (o papa João XXIII), assim como aprendi
a temer a Itália enlouquecida por Ítalo Balbo e Giovanni
Gentile.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Caí de amores pela Itália
dos figurantes protagonistas de Pasolini, mas temi seus algozes, talvez os
mesmos que, em 1.924, haviam assassinado Giacomo Matteotti.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Minha Itália particular é
tão santa quanto pecadora. É franciscana e mafiosa. É inteligente como Ítalo
Calvino e estúpida como Silvio Berlusconi.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Minha italianidade é
construída sobre os pilares do antagonismo e da tentativa dialética de
compreender o ethos desse povo, tão espetacular em Malatesta e tão idiota em
Gianfranco Fini; tão heróica nos <I
style="mso-bidi-font-style: normal">partigiani</I> quanto covarde nos
terroristas de direita que desenvolveram com explosivos a <I
style="mso-bidi-font-style: normal">strategia della
tensione</I>.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>A verdade sobre a guerra
suja italiana</FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><SPAN
style="COLOR: black; FONT-FAMILY: Arial">Aliás, uma sufocada e dolorosa guerra
civil teve início na Itália em 1.969, tendo como marco a o atentado de Piazza
Fontana, em Milão, que tirou a vida dos inocentes </SPAN><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT">Giovanni Arnoldi, Giulio
China, Eugenio Corsini, Pietro Dendena, Carlo Gaiani, Calogero Galatioto, Carlo
Garavaglia, Paolo Gerli, Vittorio Mocchi, Luigi Meloni, Mario Pasi, Carlo
Perego, Oreste Sangalli, Angelo Scaglia, Carlo Silvia, Attilio Valè, Gerolamo
Papetti.</SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Esse episódio
inaugurou um terrível período de ação terrorista neo-fascista. A estratégia
internacional, da qual participavam importantes autoridades italianas, tinha por
objetivo espalhar o pânico e criar demanda popular por um governo com poderes
ilimitados, num regime de exceção. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>A partir desse
momento, o céu da Itália manteve-se escuro por muito tempo, naqueles que foram
denominados "anos de chumbo".</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Por anos, grupos
assassinos de extrema-direita, como Avanguardia Nazionale e Fronte Nazionale,
levaram o terror ao povo italiano. Inúmeras dessas ações eram realizadas pela
Operação Gládio, associada à Otan, cujo objetivo seria resistir a uma invasão da
Europa Ocidental pela então União Soviética.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Como ocorrera em
outros casos semelhantes na história européia, os primeiros atentados foram
atribuídos a um anarquista. O militante Pinelli foi submetido a interrogatório
durante três dias. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Depois disso,
despencou do quarto andar do prédio do centro de investigação e morreu, num
episódio que ainda não totalmente esclarecido. A polícia seguiu no encalço dos
anarquistas, responsabilizados publicamente pelo terror.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Os atentados
promovidos pela extrema-direita, parte dela chapa branca, logo instauraram um
clima de desconfiança e insegurança no país, com prisões, torturas e delações
premiadas. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Pessoas
escolhidas pelos aparatos de repressão tinham suas casas invadidas, eram detidas
e interrogadas.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Em 1.970, recebi
uma carta cifrada do amigo Guido Martelli. Dizia que eu, como "estrangeiro" e
simpatizante das idéias libertárias, estaria na mira dos investigadores e de
agentes do Estado. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>"Não fiz mal a
uma barata", reagi, num imprudente telefonema noturno. "Mas tem o perfil do
culpado clássico, além de ser brasileiro", argumentou Martelli. Três dias
depois, pisávamos já território iugoslavo, iniciando um período de novas
aventuras.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>O que vem a
seguir, pelo menos em minha biografia, interessa menos que o destino na Itália,
vítima do terrorismo privado e do terrorismo de Estado, operado também por
setores expressivos da mídia. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Nesse tempo de
trevas, que invade a década de 80, a Itália converteu-se no país das negociatas,
do poder paralelo da máfia, das operações criminosas de Licio Gelli e dos
pecados do "Banqueiro de Deus", Monsenhor Paul Marcinkus.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Essa é a
realidade sombria de uma Itália que viveu longo inverno de falsa democracia.
</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Mino Carta
certamente não conhece bem a realidade italiana da época. Não sabe dos caíram
nem das complexas razões de seus verdugos. E ignora os motivos da quase extinção
da esquerda italiana, aos poucos enfraquecida, atemorizada e, depois, cooptada,
parte dela hoje oculta sob o manto de um bizarro reformismo
cínico.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
lang=IT style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Olhos
fechados à realidade brasileira</FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Mino Carta tem
desculpas para ignorar a história italiana. Não as tem, entretanto, para
desconhecer a realidade brasileira.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>É espantosa sua
emotiva Carta de Despedida, que por vezes resvala no preconceito e em certa
arrogância de classe. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Lula passa a ser
o motivo de suas decepções, muitas delas talvez originadas em pequenos fracassos
pessoais. Afinal, Carta acredita piamente que a honestidade e as boas intenções
sejam suficientes para lhe atrair o aplauso permanente.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Cabe, no entanto,
uma série de reparos a sua missiva lamuriosa. Primeiramente, seria pândega
imaginar que o governo Lula deveria, em 6 anos, substituir a exportação de
commodities por bens manufaturados. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Assim como é
argumento falacioso botar na conta do presidente barbudo a inoperância das
polícias, controladas basicamente pelos governadores.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Depois, perverso
atribuir ao Bolsa Família o papel de sistema distribuidor de "esmolas". Eitcha,
Mino! Até a oposição admite o papel estratégico do programa na dinamização da
economia, na geração indireta de empregos e no estabelecimento de novos
empreendimentos, especialmente nas regiões tradicionalmente esquecidas pelas
elites dirigentes do Centro-Sul.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>No que tange à
distribuição de renda, valem alguns números esparsos, mas esclarecedores.
Somente em 2.004, por exemplo, a renda per capita dos mais pobres engordou em
14,1%, ao passo que renda per capita média cresceu 3,6%. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>À parte o cenário
da crise externa e o terrorismo produzido pela mídia, a economia brasileira tem
crescido substanciamente e gerado inclusão. Ampliou-se tremendamente a chamada
classe média. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Segundo o Centro
de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (RJ), a renda per capita das
pessoas de 15 a 60 anos saltou, em 6 anos, de R$ 514 para R$ 605. O índice Gini,
que Mino Carta deveria estudar em seu recesso ressentido, caiu de 0,627, em
abril de 2.002, para 0,584, em abril de 2.008. Para quem conhece essa
Matemática, o resultado é notável.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>A denominada
miséria trabalhista (a linha das 135 pilas), em abril de 2.004, vitimava 30,4%
dos cidadãos na faixa de 15 a 60 anos, nas seis grandes regiões metropolitanas.
Em 2.008, esse número havia caído a 18,3%.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>A classe média
compunha uma fatia de 44,19% da população no último ano de governo do FHC. Em
2.008, chegou a 51,89%, segundo o CPS/FGV, com dados do PME/IBGE.
</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Esse número é
mais expressivo se levarmos em conta que indivíduos da classe C migraram para as
classes A e B. Essa ponta da pirâmide, que tinha 12,99% da população, em 2.002,
engordou para 15,52% em 2.008.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=IT
style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Os estudos da FGV
mostram que em 2.002, 45,72% dos jovens de 20 a 24 anos faziam parte da classe
C. Em 2.008, já eram 55,75%. Entre aqueles entre 55 e 59 anos, o número saltou
de 37,95% para 45,67%.</FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
lang=IT style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>O rancor
é uma arma poderosa, capaz de cegar, paralisar e expor o homem ao ridículo,
mesmo quando lhe conduz uma mente prodigiosa. </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
lang=IT style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT
size=3></FONT></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
lang=IT style="FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: IT"><FONT size=3>Mino
Carta é homem de talento, sábio e que muito tem a contribuir para a construção
de um Brasil forte, democrático e pluralista. Que o bravo jornalista se livre do
ódio e da vaidade e volte a jogar o bom jogo dos
justos.</FONT></SPAN></P></DIV></DIV></BODY></HTML>