<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML xmlns:o = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" xmlns:st1 =
"urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
<META http-equiv=Content-Type content="text/html; charset=windows-1252">
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV> </DIV>
<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
<DIV>
<P class=chapeu style="MARGIN: 0cm 0cm 3.75pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT
color=#666666><FONT face="Courier New"><IMG alt="" hspace=0
src="cid:03d101c96dc0$ccddb4c0$0200a8c0@vcaixe" align=baseline
border=0></FONT></FONT></SPAN></B></P>
<P class=chapeu style="MARGIN: 0cm 0cm 3.75pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT
color=#666666><FONT face="Courier New"></FONT></FONT></SPAN></B> </P>
<P class=chapeu style="MARGIN: 0cm 0cm 3.75pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT
color=#666666><FONT face="Courier New">A REPETIÇÃO DE UM
ERRO</FONT></FONT></SPAN></B></P>
<P class=chapeu style="MARGIN: 0cm 0cm 3.75pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT
color=#666666><FONT
face="Courier New"><o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></B> </P>
<P class=titulo style="MARGIN: 0cm 0cm 3.75pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt"><STRONG><FONT color=#d2512e><FONT face=Helvetica>Israel
não aprende! </FONT></FONT></STRONG></SPAN></P>
<P class=titulo style="MARGIN: 0cm 0cm 3.75pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt"><STRONG><FONT color=#d2512e><FONT
face=Helvetica><o:p></o:p></FONT></FONT></STRONG></SPAN> </P>
<P class=linhafina style="BACKGROUND: white; MARGIN: 3.75pt 0cm"><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=2><FONT face=Verdana>A história tem mostrado que
o colonialismo só sobreviveu intacto, quando a maioria dos nativos usurpados
foram exterminados. Algumas vezes, como na Argélia ocupada, os colonizadores
tiveram de fugir. A prosseguir a violência de Israel sem que nada a detenha, os
palestinos não aceitarão nem a solução de um Estado igualitário, e os
colonialistas de Israel serão forçados a sair.
<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P class=headline-link style="MARGIN: 0cm 0cm 3.75pt"><STRONG><FONT size=2><FONT
face=Arial>Nir Rosen - Al-Jazeera<o:p></o:p></FONT></FONT></STRONG></P>
<P class=texto style="MARGIN: 15pt 0cm 0pt"><FONT face=Verdana size=2>Quando
George Bush, presidente dos EUA, pisou pela primeira vez na Casa Branca como
comandante-em-chefe, em 2001, os palestinos estavam sendo mortos na intifada de
al-Aqsa. Oito anos depois, quando Bush prepara-se para sair de lá, Israel
realiza um dos maiores massacres dos seus 60 anos como potência ocupante, na
Palestina. Antes, como hoje, os EUA decididamente apóiam a ofensiva israelense,
e dizem, até, que seria defensiva.<BR><BR>Recentemente, um general israelense
ameaçou usar força militar para obrigar Gaza a "retroceder décadas", a mesma
linguagem usada antes de Israel invadir o Líbano, em 2006. Mas, apesar de Israel
ter devastado o Líbano, o Hizbóllah emergiu vitorioso, e o movimento social e de
resistência dos xiitas emergiu como herói do mundo árabe. Hoje, Israel está
próximo de cometer erro idêntico, na luta contra o Hamás. <BR><BR>Israel, para
assinar uma trégua com o Hamás, exige que os palestinos aceitem, mudos e
imóveis, qualquer tipo de bloqueio ou sítio. Israel negou-lhes até os meios mais
básicos para a sobrevivência e, isso, sem falar que sempre lhes negou qualquer
chance de construírem uma sociedade funcional. E a cada movimento de
resistência, Israel tentou esmagá-los.<BR><BR>Já no Líbano, há anos, Israel
deveria ter aprendido, de uma vez por todas, que a força militar não basta, para
destruir a resistência dos palestinos. <BR><BR><B>O papel da mídia
</B></FONT></P><FONT face=Verdana size=2><STRONG></STRONG>
<P class=texto style="MARGIN: 15pt 0cm 0pt"><BR>O exército israelense chacina,
depois de ter aprisionado, a população de 1,5 milhão de seres humanos que vive
em Gaza, e o Ocidente assiste ao sacrifício dos palestinos. A mídia opera para
explicar, quando não para justificar, a carnificina em cores. <BR><BR>Até no
mundo árabe houve noticiários e comentaristas para informar que o poder de fogo
da resistência palestina - praticamente rojões, todos de fabricação caseira -
seria grave ameaça à portentosa máquina militar que Israel é, mais do que
comanda ou possui. <BR><BR>Pois nada disso é surpresa; os israelenses montaram
uma campanha global de propaganda para obter apoio para o assalto, e até
conseguiram, sim, a colaboração de alguns Estados árabes. <BR><BR>Um jornal
norte-americano convidou-me certa vez para uma discussão sobre se haveria caso
ou circunstância em que se justificasse o terrorismo ou o ataque militar a
populações civis. Respondi que nenhum jornal norte-americano deveria perguntar a
mim sobre justificativas para ataques a civis desarmados. Que essa pergunta só
poderia ser respondida por, e portanto só poderia ser feita a, civis que algum
dia tivessem sofrido ataque militar: pelos índios nos EUA, há 150 anos; pelos
judeus, na Alemanha Nazista; pelos palestinos, hoje. <BR><BR>Terrorismo é termo
que se usa hoje, doentiamente, para descrever o que 'outros' fazem, não para
descrever o que 'nós' fazemos. Nações poderosas, como Israel, os EUA, a Rússia
ou a China, sempre descrevem como "terrorismo" a luta de resistência que seja
feita, contra as nações poderosas, pelas suas vítimas. <BR><BR>Estranhamente,
não dizem que seria ato de terrorismo a destruição da Chechênia, o massacre
lento do que resta dos palestinos, a repressão aos tibetanos e a ocupação, pelos
EUA, do Iraque e do Afeganistão. <BR><BR>As mesmas nações, porque são potências
militares, definem o que seja legal e permitido, no que tange a matar
<st1:PersonName w:st="on" ProductID="em grande escala. As">em grande escala.
As</st1:PersonName> mesmas nações formulam o conceito de terrorismo, criam leis
terroristas, e fazem parecer que alguma corte neutra houvesse definido alguma
espécie de lei do opressor, do ocupante, do invasor, do assassino.<BR><BR>Assim
se torna ilegal, por definição, que o oprimido, o ocupado, o invadido, o mais
fraco resista. <BR><BR>O uso excessivo do jargão judiciário e legalista de fato
mina os fundamentos do que é legítima e verdadeiramente legal e diminui a
credibilidade das instituições internacionais como a ONU. A lei passa a ser
inimiga dos que resistam. <BR><BR>Já é visível que os poderosos - os que
escrevem as leis - insistem na legalidade apenas para preservar relações de
poder que lhes sirvam ou para criar ou para manter relações de ocupação e de
colonialismo.<BR><BR><B>Resistência desesperada </B></P><STRONG></STRONG>
<P class=texto style="MARGIN: 15pt 0cm 0pt"><BR>Os poderes coloniais sempre usam
estrategicamente as populações civis. Sempre cabe a civis ocupar terras e
deslocar as populações nativas, sejam as populações indígenas nos EUA, sejam
palestinos no que hoje são Israel e os Territórios Ocupados. <BR><BR>Assim
surgem os grupos civis armados, em movimento desesperado de resistência, porque
a resistência local grupal passa a ser o único modo de enfrentar a ameaça sempre
iminente da erradicação. <BR><BR>Os palestinos não atacam civis israelenses
porque esperem que aquela violência derrote ou destrua Israel. Eles recorreram à
resistência armada quando perceberam que há uma dinâmica poderosíssima, quase
irreversível, que os quer extrair da própria terra e da própria identidade,
apoiada num poder que parece ser incomensuravelmente maior do que qualquer
resistência. Então, sim, recorreram às armas, como qualquer um recorreriam a
qualquer meio que encontrasse. <BR><BR><B>OLP, depois Hamás </B><BR>Em 1948,
quando Israel implantou-se como um novo Estado, houve um processo de 'limpeza
étnica' de 750 mil palestinos, deliberadamente arrancados de suas casas;
centenas de vilas foram destruídas até serem reduzidas a pó. <BR><BR>A terra que
ali havia foi entregue a colonos judeus que até hoje negam que ali existissem
palestinos e fazem guerra, há 60 anos, contra as populações nativas e contra
todos os movimentos de libertação nacional que os palestinos organizaram por
todo o mundo. <BR><BR>Israel, seus aliados no Ocidente e vários países árabes na
região conseguiram corromper as lideranças da OLP, com promessas de poder, ao
preço da liberdade da Palestina. Assim, Israel neutralizou o poder legítimo da
OLP de Arafat e surgiu a OLP que passou a colaborar com a Israel ocupante. Dos
restos da OLP de Arafat nasceu então o Hamás. Imediatamente, Israel mudou seu
foco: o alvo, então, passou a ser o Hamás.<BR><BR>E o Hamás passou a ser
obsessão, para Israel quando, há três anos, venceu as eleições legislativas.
<BR><BR>Ao apoiar o boicote e o sítio de Gaza, para atacar o Hamás, o Ocidente,
de fato, declara os palestinos 'não preparados' para a democracia. Todas as
ditaduras do mundo, até hoje, fizeram, sempre, igual
'avaliação'.<BR><BR><B>Isolamento e radicalização</B></P><STRONG></STRONG>
<P class=texto style="MARGIN: 15pt 0cm 0pt"><BR>Ao declarar aos palestinos que
não são livres para votar e escolher seus líderes, líderes nos quais confiam, e
têm de curvar-se e aceitar líderes que lhes sejam impostos, a comunidade
internacional aprofunda o isolamento – e portanto os leva a radicalização cada
vez maior dos palestinos.<BR><BR>Essa radicalização já é hoje maior do que
jamais foi, porque Israel continua a bombardear a já precaríssima estrutura de
sobrevivência na Palestina ocupada, sob o pretexto falso, como se vê, de estar
atacando estruturas do Hamás.<BR><BR>É mentira sobre mentira; as forças de
Israel bombardearam instalações da Polícia palestina. Já assassinaram, dentre
outros, Tawfiq Jaber, Chefe da Polícia, ex-oficial da OLP de Arafat, que
permaneceu no cargo depois que o Hamás foi eleito. <BR><BR>Com o fim dos últimos
vestígios de ordem e segurança debilitados ainda mais por sucessivos ataques
militares israelenses, haverá caos, em Gaza. Com o Hamás muito enfraquecido, não
haverá grupo moderador. <BR><BR>Então, assumirá o poder, não alguma Fatah
debilitada, corrompida e impopular, mas um grupo extremista, persuadido pela
violência do bloqueio e pela brutalidade dos ataques israelenses, de que nenhuma
negociação se pode esperar, que não se pode confiar, porque todo e qualquer
acordo sempre será rompido por Israel.<BR><BR><B>Políticas fracassadas
</B></P><STRONG></STRONG>
<P class=texto style="MARGIN: 15pt 0cm 0pt"><BR>Nos últimos 60 anos, os
políticos israelenses têm incansavelmente repetido que "a violência é a única
linguagem que os árabes entendem." Mas Israel, muito mais que os árabes, tem
feito da violência, rotina. Na Cúpula Árabe em Beirute, em <st1:metricconverter
w:st="on" ProductID="2002, a">2002, a</st1:metricconverter> Liga Árabe,
coletivamente, ofereceu meios a Israel para pôr fim ao banho de sangue e evoluiu
para um acordo de paz regional amplo. <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="Em resposta, Israel">Em resposta, Israel</st1:PersonName> invadiu
Jenin e matou centenas. <BR><BR>Mês passado, a Fatah lançou campanha, pelos
jornais, para reviver a Iniciativa de Paz de 2002. Israel, outra vez, respondeu
com brutalidade. <BR><BR>Uma Israel sionista já não é projeto viável. E as
colônias armadas, a expropriação violenta de terras e os muros de separação já
tornaram impossível qualquer Solução dos Dois Estados. <BR><BR>Só pode haver um
Estado, na Palestina histórica. Mais dia, menos dia, os israelenses terão de
enfrentar a questão que decidirá seu destino: como construir uma transição
pacífica e construir, afinal, uma sociedade de palestinos e israelenses,
sociedade igualitária, na qual os palestinos tenham os mesmos direitos que os
israelenses. <BR><BR>Mais alguns anos de violência desmedida, nem essa
alternativa será possível. <BR><BR>A história tem mostrado que o colonialismo só
sobreviveu intacto, quando a maioria dos nativos usurpados foram exterminados.
Algumas vezes, como na Argélia ocupada, os colonizadores tiveram de fugir. A
prosseguir a violência de Israel sem que nada a detenha, os palestinos não
aceitarão nem a solução de um Estado igualitário, e os colonialistas de Israel
serão forçados a sair. <BR><BR><B>Restaurar a Palestina
</B></P><STRONG></STRONG>
<P class=texto style="MARGIN: 15pt 0cm 0pt"><BR>Apesar de nada fazer na direção
de qualquer processo de paz para o Oriente Médio, a Casa Branca, nos anos
recentes tem-se mostrado incapaz de resolver o nó da ocupação da Palestina por
Israel, principal causa que põe em armas todos os militantes anti-americanos no
mundo árabe e fora do mundo árabe. <BR><BR>O anti-americanismo é o denominador
comum que modula todos os discursos populistas, no Oriente Médio. Invadir o
Iraque ou oferecer vantagens a Estados aliados, não ajudará a resolver o
problema <st1:PersonName w:st="on" ProductID="em que os EUA">em que os
EUA</st1:PersonName> converteram em problema quase insolúvel para todo o
mundo.<BR><BR>Nas minhas viagens e pesquisas, tenho falado com jihadistas no
Iraque, no Líbano, no Afeganistão, na Somália e em outros lugares: todos falam
da luta dos palestinos como sua de suas principais motivações. <BR><BR>O apoio a
Israel custará muito caro aos EUA. Em breve, as ditaduras árabes, que os EUA
consideram moderadas e que contribuem para manter a hegemonia dos EUA na região
perceberão que, elas mesmas, estão em posição insustentável.<BR><BR><B>Perda de
prestígio </B></P>
<P class=texto style="MARGIN: 15pt 0cm 0pt"><STRONG></STRONG><BR>Já se vêem
aparecer novas tensões na região. Damasco retirou-se das conversações
tripartites com Telavive. Muitos árabes já temem, não só Israel ou os EUA ou
ambos, mas, mais, a própria instabilidade interna de seus governos e regimes,
enfraquecidos por décadas de colaboração com Washington.<BR><BR>Também em
Israel, a opinião pública começa a apresentar tendências novas. Embora 81% dos
israelenses estejam hoje apoiando a guerra, pesquisa recente mostrava que apenas
39% dos israelenses acreditam que o atual governo, com guerra ou sem, conseguirá
enfraquecer o Hamás ou reduzir a violência.<BR><BR>Em editorial, há poucos dias,
o jornalista Gideon Levy escreveu, no <I>Haaretz</I>, de Telaviv, editorial
intitulado "</FONT><A
href="http://cosmos.ucc.ie/cs1064/jabowen/IPSC/php/art.php?aid=95816"
target=_blank><FONT face=Verdana size=2>The neighborhood bully strikes
again</FONT></A><FONT size=2><FONT face=Verdana>" ("O delinquente do quarteirão
ataca novamente" (28/12/2008).<BR><BR>Barack Obama, presidente eleito dos EUA
permanece mudo, enquanto Israel assassina palestinos. A mudez é manifestação de
cumplicidade. <BR><BR><I>(*) Nir Rosen é jornalista, <st1:PersonName
w:st="on">professor</st1:PersonName> do New York University Center on Law and
Security, autor de "The Triumph of the Martyrs: A Reporter's Journey in to
Occupied Iraq" (escrevendo de Beirute).</I><BR><BR><I>Publicado originalmente na
<A href="http://english.aljazeera.net/focus/2008/12/20081230122143645275.html"
target=_blank>Al-Jazeera</A>, em 31/12/2008. </I><o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p> </o:p></P></DIV></BODY></HTML>