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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=beatrice13@oi.com.br href="mailto:beatrice13@oi.com.br">Beatrice</A>
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<DIV>----- Original Message ----- </DIV></DIV>
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<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=credibilidadeeetica@gmail.com
href="mailto:credibilidadeeetica@gmail.com">Credibilidade Etica</A> </DIV>
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<DIV class=gmail_quote><BR>
<DIV>fonte:<A href="http://www.diretodaredacao.com/"
target=_blank>http://www.diretodaredacao.com/</A></DIV>
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<P>Publicada em:15/12/2008 </P></TD></TR>
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<P><IMG height=11
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width=18>DE JESUS A MARX, NA MORTE DA BESTA</P></TD></TR>
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<TD width=560><BR><BR>
<P><B>Berna (Suiça) - Vai terminando o ano no qual se enterra, entre
os escombros de bancos e empresas, o capitalismo selvagem, apelidado
em Davos, onde foi concebido e parido, de neoliberalismo.
<BR><BR>Tinha nascido de relações criminosas entre capitais
esfaimados com empresas e políticos sem escrúpulos com o objetivo de
transformar em lucros e dividendos tudo quanto o capitalismo tinha
perdido desde o New Deal até a implosão soviética.<BR><BR>O
capitalismo selvagem não trazia na testa o número 666 mas era, sem
dúvida a Besta, anunciada no Apocalipse e confirmada no Capital de
Marx. De vida curta, durou só 19 anos, teve crescimento acelerado,
assumiu proporções imensas e foi extremamente destruidor. Ao morrer,
abatido pela própria gula furiosa de um monstro ganancioso, que se
alimentava da miséria, da desgraça, sem qualquer respeito por
crianças, velhos e mulheres, a Besta do Capitalismo Selvagem ameaça,
ainda agora, levar junto consigo para a cova milhões de inocentes
seres humanos, vítimas do desemprego, do endividamento por crédito
fácil mas implacável, da maldição do consumismo. <BR><BR>A
devastação provocada pela Besta foi prefigurada por cataclismas
profetizantes como terremotos e tsunamis assassinos em grande
escala. Seu batismo foi comemorado com um festival de fogos de
artifício de bombas sobre o Iraque e, como nas festas pagãs,
centenas de milhares de pessoas foram mortas e sacrificadas no altar
da Besta. Para saciar a voracidade da Besta, que, na primeira
infância, se divertia com seus primeiros brinquedos nas bolsas de
valores, tirava-se da boca do povo e da própria classe média tudo
quanto fôsse possível em nome da racionalidade e economia na
produção. <BR><BR>Conquistas sindicais duramente obtidas após
dezenas de anos de lutas foram devoradas pela Besta em questão de
minutos. Seu prato preferido era o de mastigar tudo quanto fôsse
emprego certo e seguro para transformá-lo, ao defecar, em empregos
precários, transitórios, temporários, inseguros. A Besta urrava
pedindo lucros e estrangulava e devorava quem não conseguisse saciar
seu apetite. Pouco antes de morrer, já cheirando o podre de sua
decomposição, a Besta do neoliberalismo queria mais, queria todos
trabalhando até os 70 anos, sem descanso no sábado ou domingo, para
se ganhar mais e consumir o dobro. Apenas 19 anos de existência
desvairada, mas tudo ou quase tudo se perdeu – seu lema principal
era privatizar e reduzir o Estado a quase nada.<BR><BR>Felizmente,
nem todos chegaram a obedecer as ameaças da Besta e seus sacerdotes
formados nos EUA ou Europa, ainda apalermados com a morte da Besta,
conseguiram salvar o que restava do Estado para evitar o pior, mas
os estragos vão tornar difícil o Novo Ano. <BR><BR>Porém, como num
conto mitológico que se renova numa outra representação no fechar e
reabrir das cortinas do palco, a morte da Besta, cujo velório tem
inspirado tanto temor, pode ser um belo presságio para a humanidade.
<BR><BR>O culto e a adoração do lucro e do consumismo, como o do
Bezerro de Ouro no Sinai, não podem mais nortear as economias das
nações. O Estado, denegrido pela Besta como assistencialista, tem
uma missão importante a cumprir nas sociedade humanas. O capital
precisa ser produtivo e não querer se reproduzir só na especulação.
Os bens não devem ser descartáveis mas beneficiar as necessidades da
população sem necessidade de endividamentos.<BR><BR>Na tentativa de
salvar o que restou da Besta, seus templos bancários, os donos do
mundo mostraram haver muito dinheiro escondido. Dinheiro que nunca
aparecia para socorrer povos sofrendo de calamidades, populações
morrendo de fome, mas agora apareceu e não poderá mais desaparecer
definitivamente como num passe de mágica.<BR><BR>Com o dinheiro com
que se salvaram os bancos nos EUA e na Europa se poderia acabar com
a fome e a miséria no mundo. Portanto, o mundo pode ser regido por
outras leis que não o preço para os alimentos e os lucros sobre a
miséria. Uma nova economia é possível, assim como foi possível se
unir mesmo muitos países e indústrias em defesa do nosso planeta. Um
outro mundo é possível, sem bestas, sem deuses, mas com
solidariedade.<BR><BR>Quem sabe 2009, depois do entêrro da Besta do
Neoliberalismo, vai sentir surgir a centelha de novas ideologias
que, dentro de dois, três ou quatro milênios verão o nosso planeta
sem famintos, sem miseráveis, sem agiotas, sem exploradores, sem
gananciosos do lucro, numa outra fórmula de convívio econômico
social, justa e solidária.<BR><BR>É tempo de Natal, de uma crença
nascida na pobreza de uma manjedoura e tendo como atores um casal
pobre e uma criança sem teto. A crença se deturpou e deu origem à
riqueza e potência política, porém a idéia de um mundo mais justo
nascido da pobreza perdura no inconsciente da humanidade. Porém é
preciso não se adiar esse sonho para depois da morte ou num céu
abstrato e tentar construí-lo aqui. Mesmo que sejam necessárias mais
de mil gerações e que outras bestas surjam pelo caminho, tenho
certeza de que os humanos sem ídolos, sem ícones, sem deuses e sem
muletas construirão esse mundo. </B><BR><BR></P></TD></TR>
<TR>
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width=507> <BR><BR></TD></TR>
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