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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
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<DIV style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify">
<P><STRONG><FONT size=3>Carta de Natal, divulgada hoje (15) pelo presidente do 
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 
Cezar&nbsp;Britto,&nbsp;ao encerramento da XX Conferência Nacional dos 
Advogados, que foi realizada desde a última terça-feira no Centro de Convenções 
de Natal (RN). A carta foi lida pelo ex-presidente nacional da OAB e membro 
honorário vitalício, Hermann Assis Baeta.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Na mesma linha, a OAB defende na carta o empenho do 
Executivo para a reabertura dos arquivos da ditadura militar e reitera que 
"anistia não é amnésia", expressando que só por meio do conhecimento dos erros 
do passado é possível a um país não repeti-los.</FONT></STRONG></P>
<P>A carta contendo as principais conclusões dos cinco dias do evento em Natal 
foi elaborada por uma comissão especialmente designada para este fim, composta 
por Baeta, os presidentes das Seccionais da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, 
e de Goiás, Miguel Ângelo Cançado, e os conselheiros federais da entidade 
Frederico Coelho de Souza (Pará) e Romeu Felipe Bacellar Filho (Paraná).</P>
<P><STRONG>A seguir, a íntegra da<FONT size=3> </FONT><FONT size=6>Carta de 
Natal:</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>"No momento em que três datas históricas expressivas são 
celebradas pela sociedade brasileira - os 20 anos da promulgação da Constituição 
Federal, os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o 
cinqüentenário da Conferência Nacional dos Advogados -, a advocacia brasileira 
reuniu-se em Natal, Rio Grande do Norte, para debater temas que reafirmam a 
necessidade inadiável de efetivar as normas constitucionais, sob a ótica dos 
direitos e garantias fundamentais do indivíduo.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Mais de cinco mil advogados, estudantes de Direito e 
cidadãos assim se manifestaram nos diversos painéis da XX Conferência Nacional 
dos Advogados, marcada por forte sentimento democrático e de defesa 
intransigente dos direitos humanos.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Atenta ao período que vive o país, a Ordem dos Advogados 
do Brasil, por sua instância máxima de deliberação, reitera seu papel de tribuna 
da sociedade civil brasileira, proclamando a necessidade de insistir com 
obstinação na busca de justiça social.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Sem ela, não há liberdade, bem supremo que deve ser 
protegido pelo Estado.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Sem ela, o Estado democrático de Direito constitui mera 
abstração jurídica.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Os pilares em que se sustenta um país justo são 
construídos com sua efetiva constitucionalização, realçando o direito à vida, a 
dignidade do ser humano, a cidadania, a acessibilidade, a soberania nacional, os 
valores sociais do trabalho, o meio ambiente - equilibrado e sustentável -, a 
previdência social, o acesso livre a bens e serviços públicos e à 
informação.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>A desfiguração da Constituição por desmedido número de 
emendas casuísticas, muitas prejudiciais aos interesses do povo brasileiro, 
coloca em risco a higidez do Estado, pois gera insegurança jurídica, merecendo 
alerta máximo da advocacia.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Essa urgente necessidade de constitucionalização do 
Brasil recoloca em cena o clamor da sociedade pelas reformas tributária e 
política, concretizando nesta última, entre tantos outros, o ideal 
constitucional de ampla e efetiva participação da sociedade na condução de seu 
destino, estabelecendo novo padrão de relacionamento Cidadão/Estado. Padrão 
efetivamente democrático.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Descumprir a Constituição, jamais. Afrontá-la, nunca. A 
Constituição Federal de 1988 rompeu a lógica do estado policial. É inadmissível, 
portanto que, passados 20 anos, profane-se sua essência, sob pena de vê-la 
rasgada, contrariando a vontade popular.&nbsp;&nbsp;</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Nesse sentido, é imperativo que o Supremo Tribunal 
Federal se manifeste em relação à Ação por Descumprimento de Preceito 
Fundamental, em que o Conselho Federal da OAB pede que defina se os crimes de 
tortura, praticados ao tempo da ditadura militar, sendo comuns e de 
lesa-humanidade, podem ser abrangidos pela Lei da Anistia.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Da mesma forma, no empenho de que o país se reencontre 
com sua história, pede a reabertura dos arquivos da ditadura, reiterando que 
anistia não é amnésia, e somente conhecendo os erros de seu passado um país terá 
meios de não os repetir.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>O Estado deve conduzir suas ações dentro dos limites dos 
direitos e garantias fundamentais do indivíduo, com rigorosa observância aos 
princípios a ele inerentes. Em especial, a amplitude do direito de defesa, 
sustentado na presunção de inocência e no contraditório, corolários do devido 
processo legal, observando-se o papel e as prerrogativas do advogado na 
administração da justiça, considerado indispensável pelo artigo 133 da Carta 
Magna.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>A atuação sempre firme da advocacia brasileira e de sua 
entidade de classe - a Ordem dos Advogados do Brasil -, permeia todas essas 
questões e se fortalece com os desafios cotidianos que a presente conjuntura de 
crise internacional impõe ao país: de necessidade de aperfeiçoamento da cultura 
e do ensino jurídico; de manutenção do exame de ordem; de permanente combate à 
corrupção e de constante fortalecimento da missão constitucional reservada ao 
Judiciário, sem o qual não há como falar em Estado democrático de 
Direito.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>Todas essas demandas resumem-se numa única palavra de 
ordem: constitucionalizar o Brasil. Dar conteúdo efetivo aos fundamentos que a 
Constituição estabeleceu há duas décadas, inaugurando uma era de cidadania e 
liberdade, que ainda clama por realizar-se.</FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT size=3>&nbsp;Natal-RN, 15 de novembro de 
2008"</FONT></STRONG></P></DIV></DIV></DIV></BODY></HTML>