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<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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href="http://www.cartamaior.com.br/templates/editoriaMostrar.cfm?editoria_id=5&amp;alterarHomeAtual=1">Direitos 
Humanos</A><SPAN class=canais-complementos>| 10/11/2008 |&nbsp;</SPAN> 
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<P class=chapeu>CRIMES DA DITADURA</P>
<P class=titulo>Seminário debaterá reparação às vítimas da ditadura</P>
<P class=linhafina>As vítimas da ditadura têm direito à reparação? Aqueles que 
cometeram crime de tortura devem ser punidos? Os documentos do período devem ser 
tornados públicos? Essas e outras questões serão debatidas no Rio de Janeiro em 
um seminário organizado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o 
Clacso e a Uerj.</P>
<P class=headline-link>Maurício Thuswohl</P>
<P class=texto>RIO DE JANEIRO – A discussão sobre o direito à reparação 
financeira para as vítimas da ditadura militar e a pertinência da punição para 
seus torturadores ganha corpo em todo o Brasil. Reflexo desse momento, será 
realizado entre os dias 17 e 19 de novembro o Seminário Latino-Americano de 
Justiça de Transição, que reunirá no Rio de Janeiro diversos especialistas e 
militantes em direitos humanos, além de representantes do poder público e de 
organizações não-governamentais.<BR><BR>O seminário acontecerá na Universidade 
do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e na sede do Arquivo Nacional, e está sendo 
organizado em parceria pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pelo 
Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e pelo Laboratório de 
Políticas Públicas (LPP) da Uerj. O objetivo do evento, segundo os 
organizadores, é “potencializar o diálogo com organizações e militantes de 
direitos humanos, anistiados e anistiandos políticos, acadêmicos e pesquisadores 
de diversas áreas do conhecimento e demais interessados, favorecendo a 
construção de estratégias comuns de respeito e garantia dos direitos humanos e 
da democracia”.<BR><BR>Presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão Pires 
Júnior saúda a realização do seminário: “Ele terá a importância de elevar 
qualitativamente o debate sobre a nossa transição democrática. Nós tivemos no 
Brasil uma política de transição, mas não uma justiça de transição. Justiça de 
transição, enquanto uma diretiva do Conselho de Segurança da ONU, pressupõe a 
observância da promoção de quatro elementos pós-redemocratização: da verdade, da 
memória, da justiça e da reparação”, afirma.<BR><BR>Esse processo, segundo Paulo 
Abrão, está inconcluso no país: “O Brasil somente tem levado adiante a reparação 
às vítimas. Não possui política pública de memória social, não abriu os arquivos 
para trazer à tona a história, não responsabilizou judicialmente os algozes da 
democracia e dos direitos humanos. Por isso, tivemos em nosso país apenas uma 
política de transição e não uma justiça de transição. E, assim mesmo, uma 
política de transição capenga, pois, lembremos, o Congresso não aprovou a 
anistia ampla, geral e irrestrita proposta pela sociedade civil e o MDB no dia 
29 de agosto de 1979, e sim uma anistia restrita”.<BR><BR>Paulo Abrão afirma que 
“o conceito de justiça de transição é pouco disseminado nas práticas jurídicas e 
acadêmicas brasileiras, mas está assentado em outros países”. Esse deve ser o 
foco do seminário que, além das conferências, mesas de debate e vídeos, 
promoverá em seu último dia a inédita reunião de todas as comissões de verdade e 
reparação da América Latina: “Dali poderão ser verificados pontos históricos 
convergentes nas formas de repressão e de resistência nestes países, além da 
maneira como cada país lidou com a transição. É importante saber também se as 
informações que estão disponíveis em cada país podem ser complementares na 
elucidação de fatos”, diz o presidente da Comissão de Anistia.<BR><BR>Para Emir 
Sader, secretário-executivo do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais 
(Clacso), os regimes de terror que se impuseram no nosso sub-continente foram a 
cara mais abertamente repressiva da nossa história. "Sua memória deixa suas 
marcas nas democracias que as substituiram. Sem a verdade, nunca poderemos virar 
a página desse momento terrivel da nossa história. Este seminario pretende 
contribuir para que o conhecimento nos possa fazer um pouco menos prisioneiros 
de um passado que teima em não passar".<BR><BR><B>Eixos temáticos</B><BR><BR>O 
Seminário Latino-Americano de Justiça de Transição terá seis eixos temáticos: 1) 
Iniciativas Latino-Americanas para o “Nunca Mais”; 2) Gestão Administrativa, 
Política e Histórica dos Arquivos da Ditadura Militar; 3) Estado Democrático de 
Direito, Organizações Internacionais e Sistemas de Reparação; 4) Silêncio, Tempo 
e Memória – experiências de participação política e resistência na América 
Latina; 5) Identidade, Alteridade e Reconhecimento – o processo de legitimação 
jurídico-social da anistia política na América Latina; 6) Poder Judiciário e 
Sistemas de Reparação na América Latina.<BR><BR>Participarão do seminário os 
ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, 
Paulo Vannuchi, além do ex-ministro Nilmário Miranda, que antecedeu Vannuchi. 
Também estarão no evento, que terá seis mesas de debate, o representante do 
Tribunal Penal Internacional de Haia, Xavier Aguirre, o presidente da Comissão 
Especial de Mortos e Desaparecidos do Brasil, Marco Antonio Rodrigues Barbosa, e 
o ex-presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Hélio Bicudo, entre 
outros.<BR><BR>Os primeiros dois dias do seminário acontecerão no Teatro Noel 
Rosa (Uerj) e o último, quando se realizarão as reuniões das comissões de 
verdade e reparação dos países da América Latina, acontecerá na sede do Arquivo 
Nacional. O evento será aberto ao público, mediante inscrição gratuita que pode 
ser feita através do site www.lpp-uerj.net/anisitia na internet.<BR><BR>Para 
Paulo Abrão Pires Júnior, “o debate sobre o alcance da lei de anistia hoje no 
Brasil é uma questão de princípio”. O presidente da Comissão de Anistia 
justifica a pertinência do seminário com uma série de indagações: “A tortura 
pode ser considerada crime político? Podemos anistiar crimes de tortura? Que 
conseqüências isso traz para nossa democracia? Como ficam os tratados e 
convenções internacionais na área de direitos humanos aos quais o país é 
signatário? Como fica o Brasil diante da jurisprudência da Corte Interamericana 
de Direitos Humanos, a qual estamos vinculados e que declara que tortura é crime 
contra a humanidade, imprescritível e não passível de 
anistia?”.</P></DIV></DIV></BODY></HTML>