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<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<TBODY>
<TR>
<TD colSpan=5 height=81><IMG height=82 alt=""
src="cid:05b801c93c50$8e8f8370$0200a8c0@vcaixe" width=760><BR></TD></TR>
<TR>
<TD colSpan=4><FONT face=Verdana><B><FONT face=Verdana><B><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1>Ano VI - nº
155</FONT></B></FONT></B></FONT></TD>
<TD width=233>
<DIV align=right><FONT face=Verdana><FONT size=1><B><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> outubro de
2008</FONT></B></FONT></FONT></DIV></TD></TR>
<TR bgColor=#ff0000>
<TD colSpan=5 height=35>
<DIV align=center><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
color=#ffffff size=4>5ª Conferência Internacional da Via
Campesina</FONT></DIV></TD></TR>
<TR bgColor=#ffffff>
<TD colSpan=5 height=851>
<P align=justify><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=2>Maputo, a capital de Moçambique, foi a sede da 5ª Conferência
Internacional da Via Campesina. Mais de 600 camponesas e camponesas de 60
países se reuniram dos dias 16 a 23 de outubro para discutir a situação da
agricultura, apontando que a saída para o problema da fome é a Soberania
Alimentar. Em contraponto ao modelo do agronegócio, que não garante a
sobrevivência digna dos povos do campo, nos articulamos para lutar pela
reforma agrária, preservação da biodiversidade, da água, das sementes, da
agricultura camponesa. </FONT></P>
<P align=justify><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=2>A Via Campesina é uma articulação de movimentos camponeses, e está
presente em quatro continentes No Brasil, o MST compõe a Via com o MAB
(Movimento dos Atingidos por Barragens), MPA (Movimento dos Pequenos
Agricultores), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), PJR (Pastoral da
Juventude Rural), CPT (Comissão Pastoral da Terra), Abra (Associação
Brasileira de Reforma Agrária), Feab (Federação dos Estudantes de
Agronomia), PJR (Pastoral da Juventude Rural), indígenas e
quilombolas.</FONT></P>
<P align=justify><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=2>Além da conferência, participamos da 3ª Assembléia das Mulheres da
Via Campesina, onde lançamos uma Campanha Mundial pelo Fim da Violência
contra as Mulheres. Também nos somamos à 2ª Assembléia de Jovens, e
apontamos o grave problema do êxodo rural.</FONT></P>
<P align=justify><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=2>As camponesas e os camponeses oferecem saídas concretas para a
crise criada pelo modelo do agronegócio, que aumenta a concentração de
riquezas e a fome no mundo. </FONT></P>
<P align=justify><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=2>Confira abaixo a carta de Maputo.<BR><BR><STRONG>Coordenação
Nacional do MST</STRONG><BR><BR></FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><STRONG>CARTA
DE MAPUTO</STRONG><BR>5ª Conferência Internacional da Via
Campesina</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Maputo,
Moçambique, 19-22 de Outubro, 2008</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><STRONG>O
mundo inteiro está em crise</STRONG></FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Uma crise
multi-dimensional. De alimentos, de energia, de clima e de finanças. As
soluções que o poder propõe – mais livre comércio, sementes transgênicas,
etc – ignoram que a crise resulta do sistema capitalista e do
neoliberalismo. Essas medidas somente aprofundarão seus impactos. Para
encontrar soluções reais, temos que olhar para a Soberania Alimentar que
propõe a Via Campesina.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><STRONG>Como
chegamos na crise?</STRONG></FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Nas últimas
décadas, vimos o avanço do capitalismo financeiro e das empresas
transnacionais, sobre todos os aspectos da agricultura e do sistema
alimentar dos países e do mundo. Desde a privatização das sementes e a
venda de agrotóxicos, até a compra da colheita, o processamento dos
alimentos, transporte, distribuição e venda ao consumidor, tudo já está em
mãos de um número reduzido de empresas. </FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Os alimentos
deixaram de ser um direito de todos e todas, e tornaram-se apenas
mercadorias. Nossa alimentação está cada vez mais padronizada em todo
mundo, com alimentos de má qualidade, preços que as pessoas não podem
pagar. As tradições culinárias de nossos povos estão se
perdendo.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Também vemos
uma ofensiva do capital sobre os recursos naturais, como nunca se viu
desde os tempos coloniais. A crise da margem de lucro do capital os lança
numa guerra de privatização que os leva nos expulsar, camponeses,
camponesas, comunidades indígenas, roubando nossa terra, territórios,
florestas, biodiversidade, água e minérios. Um roubo privatizador.
</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Os povos
rurais e o meio ambiente estão sendo agredidos. A produção de
agrocombustíveis em grandes monocultivos industriais também é razão dessa
expulsão, falsamente justificada com argumentos sobre crise energética e
climática. A realidade atrás das últimas facetas da crise tem muito mais
ver com a atual matriz de transporte de longa distância dos bens - e
individualizado em automóveis - do que com qualquer outra
razão.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Com a crise
dos alimentos e com a crise financeira, a situação torna-se mais grave. A
crise financeira e a crise dos alimentos estão vinculadas à especulação do
capital financeiro com os alimentos e a terra, em detrimento das pessoas.
Agora, o capital financeiro está desesperado, assaltando os cofres
públicos para dominuir seus prejuízos. Os países serão obrigados a fazer
ainda mais cortes orçamentários, condenado-os a maior pobreza e maior
sofrimento. </FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>A fome no
mundo segue a passos largos. A exploração e todas as violências, em
especial a violência contra a mulher, espalham-se pelo mundo. Com a
recessão econômica nos países ricos, aumenta a xenofobia contra os
trabalhadores e trabalhadoras migrantes, com o racismo tomando grandes
proporções e com o aumento da repressão. Os jovens têm cada vez menos
oportunidades no campo. Isso é o que o modelo dominante
oferece.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Ou seja, tudo
vai de mal a pior. Contudo, no seio da crise, as oportunidades se fazem
presentes. Oportunidades para o capitalismo, que usa a crise para se
reinventar e encontrar novas formas de manter suas taxas de lucro, mas
também oportunidades para os movimentos sociais, que defendemos a tese de
que o neoliberalismo perde legitimidade entre os povos.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>As
instituições financeiras internacionais (Banco Mundial, FMI, OMC) estão
mostrando sua incapacidade de administrar a crise (além de serem parte dos
motivos da crise), criando a possibilidade que sejam desarticuladas e que
outras instituições reguladoras a economia global surjam e que atendam
outros interesses. Está claro que as empresas transnacionais são os
verdadeiros inimigos e estão atrás das crises. </FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Está claro
que os governos neoliberais não atendem aos interesses dos povos. Também
está claro que a produção mundial de alimentos controlada pelas empresas
transnacionais, não se faz capaz de alimentar o grande contingente de
pessoas neste planeta, enquanto que a Soberania Alimentar baseada na
agricultura camponesa local, faz-se mais necessária do que
nunca.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><STRONG>O que
defendemos na Via Campesina frente a esta realidade?</STRONG></FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>- A soberania
alimentar: Renacionalizar e tirar o capital especulativo da produção dos
alimentos é a única saída para a crise dos alimentos. Somente a
agricultura camponesa alimenta os povos, enquanto o agronegócio produz
para a exportação e sua produção de agrocombustíveis é para alimentar os
automóveis, e não para alimentar gente. A Soberania Alimentar baseada na
agricultura camponesa é a solução para a crise.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>- Frente às
crises energéticas e climáticas: a disseminação de um sistema alimentar
local, que não se baseia na agricultura industrial nem no transporte a
longa distância, eliminaria até 40% das emissões de gases de efeito
estufa. A agricultura industrial aquece o planeta, enquanto a agricultura
camponesa desaquece. Uma mudança no padrão do transporte humano para um
transporte coletivo e outras mudanças no padrão de consumo, são os passos
a mais, necessários para enfrentarmos a crise energética e
climática.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>-A Reforma
Agrária genuína e integral, e a defesa do território indígena são
essenciais para reverter o processo de expulsão do campo, e para
disponibilizar a terra para a produção de alimentos, e não para produzir
para a exportação e para combustíveis.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>-A
agricultura camponesa sustentável: somente a produção camponesa
agroecológica pode desvincular o preço dos alimentos do preço do petróleo,
recuperar os solos degradados pela agricultura industrial e produzir
alimentos saudáveis e próximos para nossas comunidades.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>-O avanço das
mulheres é o avanço de todos: o fim de todos os tipos de violência para
com as mulheres, seja ela, física, social ou outras. A conquista da
verdadeira paridade de gênero em todos os espaços internos e instâncias de
debates e tomada de decisões são compromissos imprescindíveis para avançar
neste momento como movimentos de transformação da sociedade.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>- O direito à
semente e à água: a semente e a água são as verdadeiras fontes da vida, e
são patrimônios dos povos. Não podemos permitir sua privatização, nem o
plantio de sementes transgênicas ou de tecnologia terminator.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>- Não à
criminalização dos movimentos sociais. Sim à declaração dos Direitos dos
Camponeses e Camponesas na ONU, proposta pela Via Campesina. Será um
instrumento estratégico no sistema legal internacional para fortalecer
nossa posição e nossos direitos como camponeses e camponesas.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>- A juventude
do campo: É necessário abrir, cada vez mais, espaços em nossos movimentos
para incorporara força e a criatividade da juventude camponesa, com sua
luta para contruir seu futuro no campo.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>- Finalmente,
nós produzimos e defendemos os alimentos para todos e todas.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Todos e todas
participantes da V Conferência da Via Campesina nos comprometemos coma
defesa da agricultura camponesa, com a Soberania Alimentar, com a
dignidade, com a vida. Nós colocamos à disposição do mundo as soluções
reais para a crise global que estamos enfrentando hoje. Temos o direito de
continuarmos camponeses e camponesas, e temos a responsabilidade de
alimentar nossos povos.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Aqui estamos,
nós os camponeses e camponesas do mundo, e nos negamos a
desaparecer.</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Soberania
Alimentar JÁ! Com a luta e a unidade dos povos!<BR>Globalizemos a luta!
Globalizemos a esperança! </FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><STRONG>VIA
CAMPESINA INTERNACIONAL </STRONG></FONT></P></TD></TR>
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<TD colSpan=5> </TD></TR>
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<TD colSpan=5 height=22>
<DIV align=center><FONT face="Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=2><STRONG><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
color=#ffffff>Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga
</FONT></STRONG></FONT></DIV></TD></TR>
<TR>
<TD colSpan=5>
<DIV align=center><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=1>Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para <A
href="mailto:semterra@mst.org.br"><FONT
color=#006633>letraviva@mst.org.br</FONT></A> com assunto "cadastro
letraviva", para continuarmos a difundir e colocar para a sociedade as
análises e posições do MST.</FONT></DIV></TD></TR>
<TR bgColor=#ff0000>
<TD colSpan=5>
<DIV align=center><FONT face="Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif"
color=#ffffff size=1>MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio
eletrônico.<BR>Sugestões de temas, artigos, formato: <A
href="mailto:letraviva@mst.org.br">letraviva@mst.org.br</A> <A
href="mailto:letraviva@mst.org.br?subject=incluir">Incluir</A> ou <A
href="mailto:letraviva@mst.org.br?subject=Remover%2BMST%2BInforma">remover</A>
correios eletrônicos no cadastro do MST Informa. <BR>O MST não modera ou
coordena nenhuma comunidade no Orkut e ninguém está autorizado a fazê-lo
em seu nome.</FONT></DIV></TD></TR>
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<TD width=93 height=14>
<DIV align=center><STRONG><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#000000 size=1><A
href="mailto:semterra@mst.org.br">Opine</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
<TD width=176>
<DIV align=center><STRONG><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A
href="http://www.mst.org.br">www.mst.org.br </A></FONT></STRONG></DIV></TD>
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<DIV align=center><STRONG><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A
href="mailto:mstbcn@pangea.org">Recibe en
Español</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
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<DIV align=center><STRONG><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A
href="mailto:dawn@mstbrazil.org">English</A></FONT></STRONG></DIV></TD>
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<DIV align=center><STRONG><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><A
href="mailto:kjorling@bahnhof.se">Svenska</A></FONT></STRONG></DIV></TD></TR></TBODY></TABLE>
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<P></P>_______________________________________________<BR>Letraviva - MST
Informa<BR>http://www.mst.org.br<BR>Para sair da lista
acesse:<BR>http://www.listasbrasil.org/mailman/options/letraviva </BODY></HTML>