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<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN class=noticiatitulo><FONT
size=5><STRONG>América Latina - As cassandras
neoliberais</STRONG></FONT></SPAN><o:p></o:p></P>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Arial
size=2></FONT><BR><SPAN class=noticiaautor>Emir Sader *</SPAN><o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Arial
size=2></FONT><BR><SPAN class=noticiacidade>Adital - </SPAN><SPAN
class=noticiatexto><o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">A esquerda costuma ser acusada de
catastrofista. Mas agora é a direita que, sem propostas, aposta no quanto pior
melhor, para ver se consegue voltar ao governo, desesperada diante dos 80% de
popularidade do governo Lula. <o:p></o:p></P>
<P>Primeiro apostavam na inflação, que ia tornar-se descontrolada e levaria o
país à recessão pelas medidas que, no receituário deles, costumam ser tomadas.
Seguiam o editorial do The Economist que esperava que o governo de Fernando Lugo
fosse o último governo progressista na América Latina porque, dizem eles, chegam
tempos de recessão e nisso a direita é craque. Propõem explorar temas dolorosos
e que lhe são caros, como enfermeiros da recessão e dos sofrimentos para o povo:
inflação e violência. Centram-se na exploração desses temas.<o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">
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Se esquece a revista não apenas que o continente é outro hoje, mas que
<st1:PersonName ProductID="em El Salvador Mauricio Funes" w:st="on">em El
Salvador Mauricio Funes</st1:PersonName>, candidato da FMLN é amplamente
favorito para ampliar a lista de presidentes progressistas na América Latina. E
que a capacidade de resistência desses governos diante da crise é maior do que
durante aqueles dos seus fracassados queridinhos - FHC, Menem, Carlos Andrés
Peres, Sanchez de Lozada, entre tantos outros. <o:p></o:p></P>
<P>FHC, apóstolo do caos, aposta na crise, na recessão. Ele, que conhece bem
isso. Afinal, nos seus oito anos de governo - recordar que ele comprou votos
para mudar a Constituição durante seu mandato, para ter um segundo mandato -,
quebrou <st1:PersonName ProductID="o Brasil" w:st="on">o Brasil</st1:PersonName>
três vezes, teve que ir ao FMI três vezes para assinar novas Cartas-compromisso.
Escondeu a crise durante a campanha eleitoral de 1998, fez tudo - ajudado
amplamente pela mesma imprensa privada que agora aposta no caos - para ganhar no
primeiro turno, porque o país estava de novo quebrado e Pedro Malan negociava
novo acordo de capitulação com o FMI.<o:p></o:p></P>
<P>Não deu outra, veio a crise, os juros foram elevados para 49% (sic) e a
economia entrou na prolongada recessão que acompanhou todo o governo FHC e fez
com que os tucanos fossem amplamente derrotados em 2002 e FHC seja o político
com pior desempenho na opinião do povo brasileiro. E foi uma crise provocada e
sofrida aqui, não como conseqüência de uma crise internacional.<o:p></o:p></P>
<P>Agora a direita aposta na crise, que é a crise da sua doutrina, das suas
pregações sobre as virtudes do mercado. Fariseus, tentam esconder que são
discursos como os seus que levaram à farra especulativa dos EUA - meca do
neoliberalismo - e cujos efeitos o governo tem que enfrentar. Governassem os
tucanos, imaginem o que seria a economia do Brasil se Alckmin tivesse ganho -
como queria a imprensa privada -, com o grau de fragilidade que teríamos, com a
continuidade da abertura econômica que os tucanos pregam.<o:p></o:p></P>
<P>Lula precisaria fracassar, porque se o douto, o sábio, o ilustrado, o
queridinho dos grandes empresários e da imprensa privada, FHC, fracassou - na
política econômica, na política social, na política educacional, na política
cultural, na política externa -, fracassou, como um torneiro mecânico,
nordestino, que perdeu um dedo nas máquinas, do PT, pode
triunfar.<o:p></o:p></P>
<P>É o fracasso das teorias que pregam que as elites sabem mais, podem mais,
fazem melhor as coisas. A mesma teoria que fracassa na Bolívia, onde o índio Evo
Morales dá certo, onde o gringo Sanchez de Lozada fracassou. Na Venezuela, onde
o mulato Hugo Chávez dá certo, quando a elite branca de Carlos Andrés Peres, de
Rafael Caldera, fracassaram.<o:p></o:p></P>
<P>As economias dos países que participam dos processos de integração regional,
porque privilegiam os intercâmbios entre seus países, porque diversificaram seus
mercados internacionais - com o da China ocupando lugar de destaque -, porque
desenvolvem os mercados internos de consumo popular, dependendo menos das
exportações, porque vão dispondo cada vez mais de recursos próprios de
financiamento - que o Banco do Sul vai incrementar -, sofrem menos as
conseqüências da maior crise do capitalismo desde 1929. Recordar que como efeito
desta, caíram 16 governos latino-americanos. Agora, nenhum deve cair e sofrem
mais os que mais se atrelaram à economia estadunidense e mais seguiram aferrados
ao neoliberalismo - de que o México é o caso mais grave.<o:p></o:p></P>
<P>FHC, e todas suas viúvas na imprensa privada, podem chorar, podem pedir pelo
pior, podem esperar sentados o fracasso dos novos governos latino-americanos.
Seu tempo já passou, o funeral de Wall Street é o seu funeral, o da apologia dos
mercados, do Estado mínimo, do reino da especulação. Que descansem em paz, que o
povo brasileiro tem mais o que fazer, tem que se ocupar do seu destino, essas
cassandras neoliberais que ele derrotou e segue derrotando.<o:p></o:p></P>
<P>*************************************************************************************************************************************************************<o:p></o:p></P>
<P><FONT size=5><STRONG>A derrota da esquerda no
Rio<o:p></o:p></STRONG></FONT></P>
<P>Mais uma vez os cariocas de esquerda ficam sem candidato no segundo turno e a
cidade fica entregue nas mãos da direita.<o:p></o:p></P>
<P>Responsabilidade grave da esquerda realmente existente, que não soube estar à
altura do Rio, parecendo que tem mais amor a suas candidaturas e a seus partidos
que à cidade, que pede a gritos um governo de esquerda.<o:p></o:p></P>
<P>Pode-se imaginar os balanços, todos impávidos: a culpa será das outras
candidaturas e dos outros partidos - o inferno são sempre os outros, como dizia
Sartre -, ou, finalmente, dos eleitores, que ainda não entenderam a
superioridade das candidaturas de esquerda derrotadas, sobre as da direita.
Anunciando então nova catástrofe para daqui a dois anos.<o:p></o:p></P>
<P>Uma esquerda que não reconhece a direita, é o melhor caminho para sua
derrota. Quem não se deu conta que a candidatura da Jandira era a melhor
colocada para chegar ao segundo turno e que deveriam ter muito mais em comum com
ela do que com os outros candidatos com possibilidades de chegar ao segundo
turno, de que ela era a única candidatura que, ao longo de toda a campanha, teve
chance de chegar ao segundo turno - demonstrou uma grave desvinculação da
realidade. Ou esteve fechado nos guetos da zona sul a que tem sido condenada a
esquerda na cidade ou tomou seus desejos pela realidade - melhor caminho para
afirmar interesses corporativos sobre os políticos.<o:p></o:p></P>
<P>O certo é que os argumentos utilizados para não se concentrar na candidatura
que tinha melhores condições eram absolutamente inconsistentes e talvez escondam
vontade de afirmar nomes para candidaturas parlamentares daqui a dois anos ou
para sobrepor os interesses de cada partido aos do Rio. <st1:PersonName
ProductID="O PT" w:st="on">O PT</st1:PersonName> nunca saiu da casa dos 5%,
salvo na - já longínqua no tempo - candidatura de Benedita. Assim era e assim
reproduziu-se mais uma vez nesta eleição. Foi uma candidatura do PT e não para
tentar que a esquerda do Rio triunfasse.<o:p></o:p></P>
<P>O argumento do candidato do PSOL não foi mais consistente: uma vez mais
enganaram-se sobre onde está a direita, negando-se a apoiar a Jandira, dizendo
que ela é "da base governista", o que parece condenar o candidato a estar na
direita, já que o PSOL entrou no caminho sem volta de tomar <st1:PersonName
ProductID="O PT" w:st="on">o PT</st1:PersonName> como o inimigo fundamental -
como já provou ao abster-se entre Lula e Alckmin no segundo turno e aliar-se à
direita em tantas situações, <st1:PersonName
ProductID="em votações do Congresso" w:st="on">em votações do
Congresso</st1:PersonName> ou na própria eleição presidencial. Dane-se o Rio,
contanto que se contem os votos próprios, por minguados que
sejam.<o:p></o:p></P>
<P>Havia candidaturas também do PDT, do PCB, do PCO, no campo da esquerda, que
igualmente se guiaram pela lógica da candidatura própria, independente do campo
político e do enfrentamento entre direita e esquerda, sacrificando também a
possibilidade de projetar uma força de esquerda no segundo turno. Não estou
afirmando que o PC do B e o PSB pudessem estar imunes a cometer erros similares,
mas desta vez a projeção eleitoral da candidatura da Jandira fez com que eles
promovessem a única candidatura com chances de vitória para a
esquerda.<o:p></o:p></P>
<P>O que esperar da esquerda carioca a futuro? Dependerá, hoje, da atitude que
tomarem diante da grande derrota sofrida. Antes de tudo, reconhecer, sem
subterfúgios, que é uma derrota da esquerda como um todo, em que todos têm
responsabilidades. Em segundo, reconhecer seus erros e se comprometerem a
trabalhar seriamente e sem ambições pessoais ou corporativas por uma candidatura
única da esquerda nas eleições para o governo do Estado.<o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><BR><SPAN class=noticiaautor>*
Professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coordenador do
Laboratório de Políticas Públicas da Uerj</SPAN><o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal
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