<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
<META http-equiv=Content-Type content="text/html; charset=windows-1252">
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
<META content="Microsoft FrontPage 5.0" name=GENERATOR>
<META content=FrontPage.Editor.Document name=ProgId>
<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>

<DIV><SPAN style="FONT-SIZE: 12px"><BR><BR><FONT face=Verdana><B>ENTREVISTA: 
ERIC HOBSBAWM <BR></B>&nbsp;<BR><B><FONT size=4>A crise do capitalismo e a 
importância atual de Marx</FONT></B> <BR>&nbsp;&nbsp;<BR><STRONG><FONT size=2>Em 
entrevista a Marcello Musto, o historiador Eric Hobsbawm analisa a atualidade da 
obra de Marx e o renovado interesse que vem despertando nos últimos anos, mais 
ainda agora após a nova crise de Wall Street. E fala sobre a necessidade de 
voltar a ler o pensador alemão: “Marx não regressará como uma inspiração 
política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser 
tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a 
natureza do desenvolvimento capitalista”. <BR>&nbsp;&nbsp;<BR>Marcello Musto - 
Sin Permiso <BR>&nbsp;&nbsp;<BR>Em entrevista a Marcello Musto, o historiador 
Eric Hobsbawm analisa a atualidade da obra de Marx e o renovado interesse que 
vem despertando nos últimos anos, mais ainda agora após a nova crise de Wall 
Street. E fala sobre a necessidade de voltar a ler o pensador alemão: “Marx não 
regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda 
que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como 
um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista”.<BR><BR>Eric 
Hobsbawm é considerado um dos maiores historiadores vivos. É presidente do 
Birbeck College (London University) e professor emérito da New School for Social 
Research (Nova Iorque). Entre suas muitas obras, encontra-se a trilogia acerca 
do “longo século XIX”: “A Era da Revolução: Europa 1789-1848” (1962); “A Era do 
Capital: 1848-1874” (1975); “A Era do Império: 1875-1914 (1987) e o livro “A Era 
dos Extremos: o breve século XX, 1914-1991 (1994), todos traduzidos em vários 
idiomas. <BR><BR>Entrevistamos o historiador por ocasião da publicação do livro 
“Karl Marx’s Grundrisse. Foundations of the Critique of Political Economy 150 
Years Later <A 
href="http://www.routledgeeconomics.com/books/Karl-Marxs-Grudrisse-isbn9780415437493">&lt;http://www.routledgeeconomics.com/books/Karl-Marxs-Grudrisse-isbn9780415437493&gt;</A> 
” (Os Manuscritos de Karl Marx. Elementos fundamentais para a Crítica da 
Economia Política, 150 anos depois).<BR><BR>Nesta conversa, abordamos o renovado 
interesse que os escritos de Marx vêm despertando nos últimos anos e mais ainda 
agora após a nova crise de Wall Street. Nosso colaborador Marcello Musto 
entrevistou Hobsbawm para Sin Permiso <A 
href="http://www.sinpermiso.info/">&lt;http://www.sinpermiso.info/&gt;</A> . 
<BR><BR>Marcello Musto: </FONT></STRONG></FONT><FONT face=Verdana><STRONG><FONT 
size=2>Professor Hobsbawm, duas décadas depois de 1989, quando foi 
apressadamente relegado ao esquecimento, Karl Marx regressou ao centro das 
atenções. Livre do papel de intrumentum regni que lhe foi atribuído na União 
Soviética e das ataduras do “marxismo-leninismo”, não só tem recebido atenção 
intelectual pela nova publicação de sua obra, como também tem sido objeto de 
crescente interesse. Em 2003, a revista francesa Nouvel Observateur dedicou um 
número especial a Marx, com um título provocador: “O pensador do terceiro 
milênio?”. Um ano depois, na Alemanha, em uma pesquisa organizada pela companhia 
de televisão ZDF para estabelecer quem eram os alemães mais importantes de todos 
os tempos, mais de 500 mil espectadores votaram em Karl Marx, que obteve o 
terceiro lugar na classificação geral e o primeiro na categoria de “relevância 
atual”. <BR><BR>Em 2005, o semanário alemão Der Spiegel publicou uma matéria 
especial que tinha como título “Ein Gespenst Kehrt zurük” (A volta de um 
espectro), enquanto os ouvintes do programa “In Our Time” da rádio 4, da BBC, 
votavam em Marx como o maior filósofo de todos os tempos. Em uma conversa com 
Jacques Attali, recentemente publicada, você disse que, paradoxalmente, “são os 
capitalistas, mais que outros, que estão redescobrindo Marx” e falou também de 
seu assombro ao ouvir da boca do homem de negócios e político liberal, George 
Soros, a seguinte frase: “Ando lendo Marx e há muitas coisas interessantes no 
que ele diz”. Ainda que seja débil e mesmo vago, quais são as razões para esse 
renascimento de Marx? É possível que sua obra seja considerada como de interesse 
só de especialistas e intelectuais, para ser apresentada em cursos 
universitários como um grande clássico do pensamento moderno que não deveria ser 
esquecido? Ou poderá surgir no futuro uma nova “demanda de Marx”, do ponto de 
vista político?<BR><BR>Eric Hobsbawm: Há um indiscutível renascimento do 
interesse público por Marx no mundo capitalista, com exceção, provavelmente, dos 
novos membros da União Européia, do leste europeu. Este renascimento foi 
provavelmente acelerado pelo fato de que o 150° aniversário da publicação do 
Manifesto Comunista coincidiu com uma crise econômica internacional 
particularmente dramática em um período de uma ultra-rápida globalização do 
livre-mercado.<BR><BR>Marx previu a natureza da economia mundial no início do 
século XXI, com base na análise da “sociedade burguesa”, cento e cinqüenta anos 
antes. Não é surpreendente que os capitalistas inteligentes, especialmente no 
setor financeiro globalizado, fiquem impressionados com Marx, já que eles são 
necessariamente mais conscientes que outros sobre a natureza e as instabilidades 
da economia capitalista na qual eles operam.<BR><BR>A maioria da esquerda 
intelectual já não sabe o que fazer com Marx. Ela foi desmoralizada pelo colapso 
do projeto social-democrata na maioria dos estados do Atlântico Norte, nos anos 
1980, e pela conversão massiva dos governos nacionais à ideologia do livre 
mercado, assim como pelo colapso dos sistemas políticos e econômicos que 
afirmavam ser inspirados por Marx e Lênin. Os assim chamados “novos movimentos 
sociais”, como o feminismo, tampouco tiveram uma conexão lógica com o 
anti-capitalismpo (ainda que, individualmente, muitos de seus membros possam 
estar alinhados com ele) ou questionaram a crença no progresso sem fim do 
controle humano sobre a natureza que tanto o capitalismo como o socialismo 
tradicional compartilharam. Ao mesmo tempo, o “proletariado”, dividido e 
diminuído, deixou de ser crível como agente histórico da transformação social 
preconizada por Marx.<BR><BR>Devemos levar em conta também que, desde 1968, os 
mais proeminentes movimentos radicais preferiram a ação direta não 
necessariamente baseada em muitas leituras e análises teóricas. Claro, isso não 
significa que Marx tenha deixado de ser considerado como um grande clássico e 
pensador, ainda que, por razões políticas, especialmente em países como França e 
Itália, que já tiveram poderosos Partidos Comunistas, tenha havido uma 
apaixonada ofensiva intelectual contra Marx e as análises marxistas, que 
provavelmente atingiu seu ápice nos anos oitenta e noventa. Há sinais agora de 
que a água retomará seu nível.<BR><BR>Marcello Musto: 
</FONT></STRONG></FONT><FONT face=Verdana><STRONG><FONT size=2>Ao longo de sua 
vida, Marx foi um agudo e incansável investigador, que percebeu e analisou 
melhor do que ninguém em seu tempo o desenvolvimento do capitalismo em escala 
mundial. Ele entendeu que o nascimento de uma economia internacional globalizada 
era inerente ao modo capitalista de produção e previu que este processo geraria 
não somente o crescimento e prosperidade alardeados por políticos e teóricos 
liberais, mas também violentos conflitos, crises econômicas e injustiça social 
generalizada. Na última década, vimos a crise financeira do leste asiático, que 
começou no verão de 1997; a crise econômica Argentina de 1999-2002 e, sobretudo, 
a crise dos empréstimos hipotecários que começou nos Estados Unidos em 2006 e 
agora tornou-se a maior crise financeira do pós-guerra. É correto dizer, então, 
que o retorno do interesse pela obra de Marx está baseado na crise da sociedade 
capitalista e na capacidade dele ajudar a explicar as profundas contradições do 
mundo atual?<BR><BR>Eric Hobsbawm: Se a política da esquerda no futuro será 
inspirada uma vez mais nas análises de Marx, como ocorreu com os velhos 
movimentos socialistas e comunistas, isso dependerá do que vai acontecer no 
mundo capitalista. Isso se aplica não somente a Marx, mas à esquerda considerada 
como um projeto e uma ideologia política coerente. Posto que, como você diz 
corretamente, a recuperação do interesse por Marx está consideravelmente – eu 
diria, principalmente – baseado na atual crise da sociedade capitalista, a 
perspectiva é mais promissora do que foi nos anos noventa. A atual crise 
financeira mundial, que pode transformar-se em uma grande depressão econômica 
nos EUA, dramatiza o fracasso da teologia do livre mercado global descontrolado 
e obriga, inclusive o governo norte-americano, a escolher ações públicas 
esquecidas desde os anos trinta.<BR><BR>As pressões políticas já estão 
debilitando o compromisso dos governos neoliberais em torno de uma globalização 
descontrolada, ilimitada e desregulada. Em alguns casos, como a China, as vastas 
desigualdades e injustiças causadas por uma transição geral a uma economia de 
livre mercado, já coloca problemas importantes para a estabilidade social e 
mesmo dúvidas nos altos escalões de governo. É claro que qualquer “retorno a 
Marx” será essencialmente um retorno à análise de Marx sobre o capitalismo e seu 
lugar na evolução histórica da humanidade – incluindo, sobretudo, suas análises 
sobre a instabilidade central do desenvolvimento capitalista que procede por 
meio de crises econômicas auto-geradas com dimensões políticas e sociais. Nenhum 
marxista poderia acreditar que, como argumentaram os ideólogos neoliberais em 
1989, o capitalismo liberal havia triunfado para sempre, que a história tinha 
chegado ao fim ou que qualquer sistema de relações humanas possa ser definitivo 
para todo o sempre.<BR><BR>Marcello Musto: </FONT></STRONG></FONT><FONT 
face=Verdana><STRONG><FONT size=2>Você não acha que, se as forças políticas e 
intelectuais da esquerda internacional, que se questionam sobre o que poderia 
ser o socialismo do século XXI, renunciarem às idéias de Marx, estarão perdendo 
um guia fundamental para o exame e a transformação da realidade 
atual?<BR><BR>Eric Hobsbawm: Nenhum socialista pode renunciar às idéias de Marx, 
na medida que sua crença em que o capitalismo deve ser sucedido por outra forma 
de sociedade está baseada, não na esperança ou na vontade, mas sim em uma 
análise séria do desenvolvimento histórico, particularmente da era capitalista. 
Sua previsão de que o capitalismo seria substituído por um sistema administrado 
ou planejado socialmente parece razoável, ainda que certamente ele tenha 
subestimado os elementos de mercado que sobreviveriam em algum sistema 
pós-capitalista. <BR><BR>Considerando que Marx, deliberadamente, absteve-se de 
especular acerca do futuro, não pode ser responsabilizado pelas formas 
específicas em que as economias “socialistas” foram organizadas sob o chamado 
“socialismo realmente existente”. Quanto aos objetivos do socialismo, Marx não 
foi o único pensador que queria uma sociedade sem exploração e alienação, em que 
os seres humanos pudessem realizar plenamente suas potencialidades, mas foi o 
que expressou essa idéia com maior força e suas palavras mantêm seu poder de 
inspiração.<BR><BR>No entanto, Marx não regressará como uma inspiração política 
para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados 
como programas políticos, autoritariamente ou de outra maneira, nem como 
descrições de uma situação real do mundo capitalista de hoje, mas sim como um 
caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista. Tampouco 
podemos ou devemos esquecer que ele não conseguiu realizar uma apresentação bem 
planejada, coerente e completa de suas idéias, apesar das tentativas de Engels e 
outros de construir, a partir dos manuscritos de Marx, um volume II e III de “O 
Capital”. Como mostram os “Grundrisse”, aliás. Inclusive, um Capital completo 
teria conformado apenas uma parte do próprio plano original de Marx, talvez 
excessivamente ambicioso. <BR><BR>Por outro lado, Marx não regressará à esquerda 
até que a tendência atual entre os ativistas radicais de converter o 
anti-capitalismo em anti-globalização seja abandonada. A globalização existe e, 
salvo um colapso da sociedade humana, é irreversível. Marx reconheceu isso como 
um fato e, como um internacionalista, deu as boas vindas, teoricamente. O que 
ele criticou e o que nós devemos criticar é o tipo de globalização produzida 
pelo capitalismo.<BR><BR>Marcello Musto: </FONT></STRONG></FONT><FONT 
face=Verdana><STRONG><FONT size=2>Um dos escritos de Marx que suscitaram o maior 
interesse entre os novos leitores e comentadores são os “Grundrisse”. Escritos 
entre 1857 e 1858, os “Grundrisse” são o primeiro rascunho da crítica da 
economia política de Marx e, portanto, também o trabalho inicial preparatório do 
Capital, contendo numerosas reflexões sobre temas que Marx não desenvolveu em 
nenhuma outra parte de sua criação inacabada. Por que, em sua opinião, estes 
manuscritos da obra de Marx, continuam provocando mais debate que qualquer outro 
texto, apesar do fato dele tê-los escrito somente para resumir os fundamentos de 
sua crítica da economia política? Qual é a razão de seu persistente 
interesse?<BR><BR>Eric Hobsbawm: Desde o meu ponto de vista, os 'Grundrisse' 
provocaram um impacto internacional tão grande na cena marxista intelectual por 
duas razões relacionadas. Eles permaneceram virtualmente não publicados antes 
dos anos cinqüenta e, como você diz, contendo uma massa de reflexões sobre 
assuntos que Marx não desenvolveu em nenhuma outra parte. Não fizeram parte do 
largamente dogmatizado corpus do marxismo ortodoxo no mundo do socialismo 
soviético. Mas não podiam simplesmente ser descartados. Puderam, portanto, ser 
usados por marxistas que queriam criticar ortodoxamente ou ampliar o alcance da 
análise marxista mediante o apelo a um texto que não podia ser acusado de 
herético ou anti-marxista. Assim, as edições dos anos setenta e oitenta, antes 
da queda do Muro de Berlim, seguiram provocando debate, fundamentalmente porque 
nestes escritos Marx coloca problemas importantes que não foram considerados no 
“Capital”, como por exemplo as questões assinaladas em meu prefácio ao volume de 
ensaios que você organizou (Karl Marx's Grundrisse. Foundations of the Critique 
of Political Economy 150 Years Later <A 
href="http://www.routledgeeconomics.com/books/Karl-Marxs-Grudrisse-isbn9780415437493">&lt;http://www.routledgeeconomics.com/books/Karl-Marxs-Grudrisse-isbn9780415437493&gt;</A> 
, editado por M. Musto, Londres-Nueva York, Routledge, 2008).<BR><BR>Marcello 
Musto: </FONT></STRONG></FONT><FONT face=Verdana><STRONG><FONT size=2>No 
prefácio deste livro, escrito por vários especialistas internacionais para 
comemorar o 150° aniversário de sua composição, você escreveu: “Talvez este seja 
o momento correto para retornar ao estudo dos “Grundrisse”, menos constrangidos 
pelas considerações temporais das políticas de esquerda entre a denúncia de 
Stalin, feita por Nikita Khruschev, e a queda de Mikhail Gorbachev”. Além disso, 
para destacar o enorme valor deste texto, você diz que os “Grundrisse” “trazem 
análise e compreensão, por exemplo, da tecnologia, o que leva o tratamento de 
Marx do capitalismo para além do século XIX, para a era de uma sociedade onde a 
produção não requer já mão-de-obra massiva, para a era da automatização, do 
potencial de tempo livre e das transformações do fenômeno da alienação sob tais 
circunstâncias. Este é o único texto que vai, de alguma maneira, mais além dos 
próprios indícios do futuro comunista apontados por Marx na “Ideologia Alemã”. 
Em poucas palavras, esse texto tem sido descrito corretamente como o pensamento 
de Marx em toda sua riqueza. Assim, qual poderia ser o resultado da releitura 
dos “Grundrisse” hoje?<BR><BR>Eric Hobsbawm: Não há, provavelmente, mais do que 
um punhado de editores e tradutores que tenham tido um pleno conhecimento desta 
grande e notoriamente difícil massa de textos. Mas uma releitura ou leitura 
deles hoje pode ajudar-nos a repensar Marx: a distinguir o geral na análise do 
capitalismo de Marx daquilo que foi específico da situação da sociedade burguesa 
na metade do século XIX. Não podemos prever que conclusões podem surgir desta 
análise. Provavelmente, somente podemos dizer que certamente não levarão a 
acordos unânimes.<BR><BR>Marcello Musto: </FONT></STRONG></FONT><FONT 
face=Verdana><STRONG><FONT size=2>Para terminar, uma pergunta final. Por que é 
importante ler Marx hoje?<BR><BR>Eric Hobsbawm: Para qualquer interessado nas 
idéias, seja um estudante universitário ou não, é patentemente claro que Marx é 
e permanecerá sendo uma das grandes mentes filosóficas, um dos grandes analistas 
econômicos do século XIX e, em sua máxima expressão, um mestre de uma prosa 
apaixonada. Também é importante ler Marx porque o mundo no qual vivemos hoje não 
pode ser entendido sem levar em conta a influência que os escritos deste homem 
tiveram sobre o século XX. E, finalmente, deveria ser lido porque, como ele 
mesmo escreveu, o mundo não pode ser transformado de maneira efetiva se não for 
entendido. Marx permanece sendo um soberbo pensador para a compreensão do mundo 
e dos problemas que devemos enfrentar. 
<BR></FONT></STRONG><BR><BR></FONT><I><FONT face=Verdana>Tradução para Sin 
Permiso (inglês-espanhol): Gabriel Vargas Lozano<BR>Tradução para Carta Maior 
(espanhol-português): Marco Aurélio Weissheimer 
</FONT><BR></I></SPAN></DIV></BODY></HTML>