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<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6><STRONG>Carta O Berro<FONT
size=3>................................................................................repassem</FONT></STRONG></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT><BR></DIV>
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<TD colSpan=5>
<DIV class=storyheadline><FONT size=4><STRONG>Venezuela reitera oferta de
apoio militar a Morales <!-- end_title --></STRONG></FONT></DIV>
<DIV class=eight><FONT size=2></FONT> </DIV></TD></TR>
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<TD colSpan=3>
<TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width=416 border=0>
<TBODY>
<TR vAlign=top>
<TD><SPAN class=bylinename>Claudia Jardim</SPAN><BR><SPAN
class=bylinedescription>De Caracas para a BBC Brasil</SPAN>
<DIV class=four> </DIV></TD></TR>
<TR bgColor=#cccccc>
<TD><IMG height=1 alt="" src="http://www.bbc.co.uk/f/t.gif" width=1
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<TD bgColor=#ffffff rowSpan=2><IMG height=1 alt=""
src="http://www.bbc.co.uk/f/t.gif" width=5 border=0></TD>
<TD>
<DIV><IMG height=152 alt=" Evo Morales e Hugo Chávez (arquivo)"
src="http://www.bbc.co.uk/worldservice/images/2008/09/20080913023233duplagetty203.jpg"
width=203></DIV></TD></TR>
<TR>
<TD class=caption>Chávez insiste em ajuda militar que Morales
rejeita</TD></TR></TBODY></TABLE><!-- st_story -->
<DIV class=storytext><B>O governo da Venezuela exercerá seu "direito à
rebelião" para restituir o governo legítimo de Evo Morales em caso de um
golpe de Estado na Bolívia - apesar da rejeição das Forças Armadas
bolivianas à idéia -, disse o ministro das Relações Exteriores
venezuelano, Nicolás Maduro.</B></DIV>
<P class=storytext>"O direito internacional estaria sendo violado e
teríamos não só o direito, mas o dever de atuar para preservar o respeito
às regras internacionais", afirmou Maduro. </P>
<P class=storytext>Em entrevista à BBC Brasil, o chanceler venezuelano
afirmou que as Forças Armadas bolivianas não souberam interpretar a oferta
de apoio armado do presidente Hugo Chávez, principal aliado de Morales na
região, ao país vizinho. </P>
<P class=storytext><!-- end_story -->Ele acrescentou que a América Latina
não ficaria de braços cruzados se Morales fosse derrubado. "Já foi o tempo
em que os EUA promoviam golpes e os demais países assistiam sem reagir."
</P>
<P class=storytext>Leia a seguir os principais trechos da entrevista de
Nicolás Maduro à BBC Brasil:</P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - O comandante-chefe das Forças
Armadas da Bolívia, Luis Trigo, rejeitou a oferta do presidente Hugo
Chávez de intervir militarmente no país no caso de um golpe de Estado.
Qual a opinião do governo venezuelano a respeito?<BR><B>Nicolás
Maduro</B>- Que bom seria se esse militar se pronunciasse contra a
ingerência histórica e atual dos EUA na Bolívia e acompanhasse com
lealdade o presidente Evo Morales. Estamos em um contexto histórico de
união e de afronta a qualquer perigo que coloque em risco nossas
Repúblicas. Considero que foi um erro de interpretação deste general, que
não entendeu o chamado solidário do presidente Chávez em apoio à Bolívia.
</P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - Qual seria a reação do governo
venezuelano se Evo Morales fosse derrubado?<BR><B>Maduro</B> - Evo Morales
foi eleito democraticamente e há um mês foi ratificado com mais de 67% dos
votos em um referendo. Não toleraríamos um golpe de Estado contra esse
governo. Toda a América Latina sairia a defender o povo da Bolívia, assim
como no século 19, quando nossos heróis libertaram nosso continente do
domínio espanhol. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - Mas estamos no século 21 e a
legislação internacional prevê a inviolabilidade territorial dos Estados.
Uma ação do governo não poderia ser interpretada como
ingerência?<BR><B>Maduro</B> - Se Evo Morales fosse derrubado por esses
grupos violentos apoiados pelos EUA, o direito internacional estaria sendo
violado e teríamos não só o direito, mas o dever de atuar para preservar o
respeito às regras internacionais, aos governos legítimos e ao direito à
vida de nossos povos. Não ficaremos de braços cruzados. Já foi o tempo em
que os EUA promoviam golpes e os demais países assistiam sem reagir. A
oligarquia boliviana que não se equivoque: se tentarem um golpe,
exerceremos nosso direito à rebelião. Somos o mesmo povo. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - O senhor acredita que há uma
possibilidade real de golpe de Estado na Bolívia?<BR><B>Maduro</B>- Está a
caminho um plano de golpe parecido com o que promoveram contra Jean
Bertrand Aristide, no Haiti, ou Juan Domingo Perón, na Argentina, que eram
governos essencialmente populares. Mas o governo dos EUA conseguiu
incorporar cenários de violência, de racismo, para logo derrubá-los. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B>- Na Bolívia as organizações
separatistas que se opõem a Evo Morales estão à frente das
manifestações.<BR><B>Maduro</B> - Obviamente a oligarquia racista
boliviana é o principal fator nesse cenário de desestabilização. Mas
nenhum desses grupos moveria um dedo contra um governo com tamanho apoio
popular como o de Evo se não tivessem o apoio político, financeiro e de
planejamento do governo dos EUA. Disso não há que duvidar. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil -</B> Depois da expulsão do embaixador
dos EUA em Caracas e da idêntica resposta do governo dos EUA, qual é a
situação política e diplomática neste momento entre os dois países. Há
possibilidade de ruptura das relações?<BR><B>Maduro</B> - Estamos revendo
as relações e reagiremos de acordo com a atuação do governo dos EUA.
Estamos vivendo o pior momento das relações dos EUA com a América Latina e
o Caribe. Esperamos em algum momento que os EUA façam uma retificação
histórica, recomponha sua política e respeite os países da região. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B>- O que levou o governo a expulsar o
embaixador dos EUA Patrick Duddy?<BR><B>Maduro</B> - Tivemos que atuar com
firmeza frente às tentativas descaradas de desestabilização e de violência
que o governo dos EUA apóia na Bolívia e frente à participação de
representantes do governo dos EUA na conspiração contra o presidente
Chávez ao longo desta década, particularmente em uma tentativa de golpe e
magnicídio (assassinato de pessoa ilustre) que recentemente estava sendo
planejada por militares venezuelanos e que tornamos pública. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - O governo venezuelano tem provas
disso?<BR><B>Maduro</B> - (Em situações como essa) sempre está as mãos do
embaixador dos EUA. Sabemos que funcionários (da embaixada) se reuniram
com as pessoas que pretendiam realizar o complô, eles viajam
permanentemente aos EUA. Nas próximas semanas serão reveladas essas
provas, assim como aconteceu no golpe de 2002 contra o presidente Chávez.
Denunciamos antes e durante o golpe, e ao final, nos documentos
desclassificados do governo dos EUA, apareceram as provas que nós haviamos
denunciado. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - Em consequência da escalada da
crise entre Venezuela e EUA, haveria alguma possibilidade de que os EUA,
que é o principal comprador do petróleo venezuelano, deixasse de comprar o
produto de seu país? Quais seriam as consequências?<BR><B>Maduro</B> -
Isso para eles é impossível, eles não têm como fazer isso. Se fizessem,
nós tranqüilamente colocaríamos nosso petróleo no mercado internacional.
Sobra mercado no mundo para colocar o petróleo venezuelano. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - As relações entre EUA e Venezuela
chegaram a seu pior momento, ao mesmo tempo em que o governo venezuelano
estreita a cooperação militar com a Rússia. O senhor considera que está
ocorrendo uma reedição da Guerra Fria?<BR><B>Maduro</B> - A Guerra Fria
correspondia a um mundo bipolar. Hoje estamos frente a um mundo
multipolar, que quer paz, soberania e respeito do direito ao
desenvolvimento econômico autônomo e livre. Uma pequena parte do mundo,
que é a elite que governa aos EUA, é que quer manter um sistema unipolar
de dominação. Não há nenhuma Guerra Fria, há uma grande luta quente por
nascer e viver em um mundo multipolar, sem impérios. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - Qual é a mensagem que o governo
pretende enviar aos EUA ao aceitar a realização de uma manobra naval
conjunta com a Rússia no Caribe?<BR><B>Maduro</B> - Estamos mostrando que
a América Latina e o Caribe deixaram de ser o quintal dos EUA. Antes
somente os EUA podiam realizar manobras militares na região. Agora isso
acabou. Somos independentes e podemos estabelecer cooperação com qualquer
país, para compartilhar tecnologia. Os EUA tentaram nos bloquear
militarmente quando decidiram não vender-nos armas, mas nós fomos capazes
de superar este bloqueio tecnológico e hoje temos cooperação com outros
países. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - O presidente Hugo Chávez reitera
que os EUA poderiam agredir a Venezuela para tentar derrubá-lo e controlar
o petróleo venezuelano. Se essa incursão militar ocorresse, seu governo
pensa em contar com ajuda militar da Rússia?<BR><B>Maduro</B> - Para
defender nosso território basta o nosso povo. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - Qual a relação das manobras navais
que serão realizadas pelo governo venezuelano e russo no Caribe, em
novembro, com a crise no Caucaso e a presença da frota naval
norte-americana no mar Negro, fronteira sul da Rússia?<BR><B>Maduro</B> -
Não há relação direta. Um exercício conjunto deste tipo não se resolve do
dia para a noite e o exercício militar já havia sido discutido há meses,
antes mesmo do conflito no Cáucaso. Além disso, há alguns anos já vínhamos
fortalecendo a cooperação com a Rússia na área militar. </P>
<P class=storytext><B>BBC Brasil</B> - E indiretamente os fatos estão
relacionados?<BR><B>Maduro</B> - Indiretamente... eu deixo aberto à
interpretação. </P>
<DIV class=six>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><FONT
face="Times New Roman">Bolívia: A Guerra do Gás
Continua<o:p></o:p></FONT></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><o:p><FONT face="Times New Roman"> </FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right"
align=right><FONT face="Times New Roman">Dr. Carlos Walter
Porto-Gonçalves</FONT><A title="" style="mso-footnote-id: ftn1"
href="#_ftn1" name=_ftnref1><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="mso-special-character: footnote"><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[1]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right"
align=right><FONT face="Times New Roman">Ms. Marcelo Câmara</FONT><A
title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="#_ftn2" name=_ftnref2><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="mso-special-character: footnote"><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[2]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A><SPAN
style="COLOR: red"><FONT face="Times New Roman"> </FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><o:p><FONT face="Times New Roman"> </FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman">Em outubro de <st1:metricconverter w:st="on"
ProductID="2003 a">2003 a</st1:metricconverter> Bolívia se via diante de
amplas mobilizações <I style="mso-bidi-font-style: normal">callejeras</I>
que se aglutinaram em função da manifesta vontade do governo de então –
Gonzalo Sánchez de Lozada - de exportar o gás boliviano pelo Chile,
episódio que ficou conhecido como Guerra del Gás. Somente um homem que
fala um espanhol com forte sotaque inglês, ou melhor, norte-americanizado,
como o Sr. Goni de Lozada, seria capaz de fazer uma proposta daquele teor,
ignorando não só o tempo de longa duração da história do povo boliviano
que remete à perda de território para aquele país vizinho, como mostrava
completa ignorância com o tempo de curta duração que, em 2000, mobilizara
amplas camadas do país contra a privatização da água em Cochabamba, na
chamada Guerra del Água. A ignorância, misto de soberba e onipotência, que
tão bem caracteriza a tradicional classe/etnia dominante <I
style="mso-bidi-font-style: normal">criollo/mestiza</I> boliviana não se
apercebia que o conjunto de políticas iniciado pelo mesmo Goni de Lozada,
em 1985, no perfeito receituário recomendado pelo Banco Mundial e o FMI,
estava desabando. A quebra do setor mineral do país com o desmonte das
empresas estatais fragilizaria um dos principais pólos de resistência
popular no país, a histórica COB – Central Obrera Boliviana – mas
engendraria um dos fenômenos de novo tipo que vem marcando o país, e para
o qual as ciências sociais não têm um nome para caracterizar o processo,
qual seja, a recampenização desse proletariado mineiro que agora se
dispersava. Trata-se, na verdade, da reterritorialização camponesa desse
proletariado em dispersão, sobretudo pelos vales do Chapare, quando passam
a se dedicar em grande parte ao cultivo de coca. E na Bolívia, assim como
no Equador, Peru, México, Guatemala, Paraguai e sul do Chile, o conceito
proposto por Darci Ribeiro de indigenato, qual seja, um campesinato
etnicamente diferenciado, tem enormes implicações sociais e culturais e,
cada vez mais, políticas. A geografia social boliviana, assim como a
equatoriana, nos ajuda a entender a força do indigenato insurgente,
conforme nos ensina o antropólogo Xavier Albó, na medida em que ao mesmo
tempo em que parte dos antigos mineiros que se reterritorializam enquanto
camponeses seguem mantendo importantes relações com as matrizes culturais
dos povos originários e com as populações urbanas em função das relações
socioespaciais mantidas entre as cidades com o altiplano. O melhor exemplo
disso é a população de El Alto, cidade onde está localizado o aeroporto
que dá acesso à capital <st1:PersonName w:st="on" ProductID="La Paz">La
Paz</st1:PersonName>, que dos seus 90 mil habitantes, em 1976, tem, hoje,
aproximadamente 900 mil habitantes, em sua grande maioria indígena, que
mantêm fortes vínculos com o vasto altiplano boliviano onde os <I
style="mso-bidi-font-style: normal">ayllus</I>, unidades territorial
tradicional, mantém-se enquanto propriedade familiar-comunitária e
estrutura sócio-política vigente (binômio <I
style="mso-bidi-font-style: normal">tupus-ayllus</I>). Na própria cidade
de El Alto é marcante a reinvenção de instituições dos povos originários
como é o caso das <I style="mso-bidi-font-style: normal">Juntas Vecinales,
</I><SPAN style="mso-bidi-font-style: italic">estruturas de </SPAN>perfil
organizativo onde são nítidas as memórias dessa cultura organizacional.
</FONT></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-layout-grid-align: none"><FONT
face="Times New Roman">Um hibridismo explosivo então se configura quando
uma cultura político-sindical operária - como a rica tradição dos mineiros
bolivianos - se encontra com a coca e, assim, com uma história de
longuíssima duração que remete à ancestralidade indígena atualizada por
meio desse campesinato cocalero que, por sua vez, está frente a frente com
a intervenção imperialista estadunidense que, desde os anos oitenta, tenta
impor a erradicação da coca. Uma declaração do então embaixador
estadunidense Manuel Rocha, em abril de 2001, dá o tom da intervenção:
“<I>Bolívia es el país em la región (andina) que mejor cumplió en la lucha
contra el narcotráfico; (en Washington) están admirados de lo que pasó em
estos tres años en Bolívia</I>” (<st1:PersonName w:st="on"
ProductID="La Raz?n">La Razón</st1:PersonName>, 18/04/2001, p.Política,
3-A). <I style="mso-bidi-font-style: normal">Admiracion</I> esta que não
só ignora as relações ancestrais dos povos andinos com a folha de coca,
como se mostra especialmente insensível às dramáticas conseqüências dos
programas de erradicação para o campesinato chapareño. A exigência
estadunidense por “<I style="mso-bidi-font-style: normal">Coca Cero</I>”,
negando a reivindicação do indigenato cocalero que exigia a legalidade de
parte do cultivo de coca que alegava não se vincular aos circuitos da
narcoburguesia boliviano-estadunidense, mas sim à cultura ancestral
quéchua/aymara e aos hábitos tradicionais de consumo, ensejará uma
resposta de Evo Morales que afirmará que “<I>cuando hablan de</I> <I
style="mso-bidi-font-style: normal">Coca Cero es como si estuvieran
hablando de cero de quechuas-aymaras. Es el genocídio!</I>”.<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Num país em que mais de 60% da
população é indígena pode-se dizer que a arrogante declaração do
embaixador dos EEUU adicionava um elemento imperialista a um movimento já
em si contundente, e começava-se, aí, a construir uma liderança nacional
em torno do indígena na Bolívia com forte caráter anti-imperialista.<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN></FONT></P>
<P class=MsoBodyText2 style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
face="Times New Roman">Acompanhando um processo em curso em toda a América
Latina onde a resistência contra as políticas neoliberais acabou por
derrubar cerca de 20 governos desde <st1:metricconverter w:st="on"
ProductID="1989, a">1989, a</st1:metricconverter> Bolívia terá num
original movimento indígena o eixo em torno do qual um longo e exitoso
processo de resistência se ensejará. O movimento indígena boliviano é
original na medida em que se mostra visível antes do grande 1° de janeiro
Zapatista de 1994, pois já em 1990 organiza, desde as Terras Baixas do
Oriente, a Marcha pela Dignidade e pelo Território. É interessante notar
que até mesmo a palavra dignidade que terá grande força no ideário
zapatista constava explicitamente nos cartazes do movimento indígena
boliviano, aliás mesmo título dado pelos indígenas equatorianos que também
organizam sua Marcha pela Dignidade e pelo Território em 1990. O movimento
indígena boliviano não só foi o primeiro a se manifestar, tornando-se
nacionalmente visível, como será o primeiro a dar forma nacional às suas
lutas elegendo Evo Morales em 2005. </FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman">A truculência histórica da classe/etnia dominante
na Bolívia se encarregaria de oferecer os ingredientes de sofrimento com
os massacres que se seguiram às mobilizações callejeras pela reapropriação
social do gás em 2003 com dezenas de bolivianos sendo assassinados pelas
forças militares a mando do então Presidente Goni de Lozada.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman">Desde 2006, quando Evo Morales tomou posse e,
sobretudo depois que o amplo movimento social conseguiu maioria na
Constituinte através de seu “<I
style="mso-bidi-font-style: normal">Instrumento para <st1:PersonName
w:st="on" ProductID="la Soberan■a">la Soberanía</st1:PersonName> de los
Pueblos</I>” – que é o MAS – <I
style="mso-bidi-font-style: normal">Movimento Al Socialismo</I> – que os
setores retrógrados das classes/etnias dominantes bolivianas vêm fazendo
de tudo para inviabilizar o processo democrático de mudança em curso no
país, seja por meio de autonomias separatistas, seja com questões como a
mudança da capital e a conseqüente inviabilização dos trabalhos da
Constituinte, mas também, sobretudo, com o maciço uso da máquina midiática
que desqualifica todos os dias, o dia todo, toda e qualquer medida
governamental. </FONT></P>
<P class=MsoBodyText2 style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
face="Times New Roman">Cabe aqui recordar o fato de que um dos impasses
cruciais nas discussões na Assembléia Constituinte foi a exigência, pela
oposição, da necessidade de um mínimo de 2/3 dos votos dos constituintes
para a aprovação da Carta Magna, como requisito supostamente essencial
para um resultado democrático que contemplasse a vontade das minorias e
aprovasse a nova constituição amplamente discutida. Essa mesma oposição,
em um passado não muito distante no qual o papel oposição não lhes cabia,
se regozijava no parlamento aplicando aquilo que ficou conhecido como
“rodillo parlamentário”, um sistema de composição de alianças esdrúxulas
e/ou improváveis para a composição de 50% mais um dos votos das câmaras no
parlamento, aprovando o que lhes fosse de interesse. Num interessante
sinal dos tempos, hoje, quando já não são mais capazes de compor uma
maioria simples que lhes atenda os desejos, tornaram-se ardorosos
defensores da democracia das minorias.<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman">Porém, mesmo com todo o apoio da mídia para tentar
desestabilizar o governo durante o referendum revocatório, Evo Morales
conseguiu ampliar seu apoio popular tendo passado de 53% dos votos com que
se elegeu, em dezembro de 2005, para 67%, em agosto de 2008! Mesmo assim,
e tendo convidado os seus oponentes ao diálogo, no que foi contestado por
parte de algumas lideranças populares que exigiam <I
style="mso-bidi-font-style: normal">mano dura</I>, as classes/etnias
dominantes acantonadas na Meia Lua, agora Minguante com a derrota em
Chuquisaca, resistem e exigem que o Presidente abra mão de uma gestão
nacional dos recursos originários - justamente dos <I
style="mso-bidi-font-style: normal">hidrocarbunetos - </I>tendo inclusive
desencadeado ações terroristas contra instalações da empresa que com tanto
sacrifício foi nacionalizada pelas lutas e mortes recentes de bolivianos e
bolivianas no ainda vivo Outubro Sangrento da Guerra do Gás de 2003.
</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman">O interessante é que as classes/etnias dominantes
capitaneadas por Santa Cruz tentam se reapropriar do gás, o elemento de
uma unidade nacional que vem se constituindo a partir do indígena num país
profundamente fragmentado social e territorialmente, parte do caráter <I
style="mso-bidi-font-style: normal">abigarrado</I> da sociedade boliviana,
como nos ensina René Zabaleta Mercado: um “Estado aparente”<SPAN
style="COLOR: red">,</SPAN> incapaz de articular as diferentes
temporalidades/territorialidades existentes no país.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman">A unidade nacional que se tenta construir a partir
da reapropriação do gás natural, fruto das lutas e do sangue derramado nas
ruas de El Alto, tem sua lógica subvertida pela elite <I>lunática</I> ao
definir os hidrocarbonetos como recurso praticamente exclusivo daqueles
departamentos de onde é extraído, discurso que logra obter um nítido apoio
popular nessas regiões, sem que se apercebam de uma lógica inerente a esse
processo, qual seja, a de um saudosismo pela ingerência estrangeira na
administração desse recurso, afora seu anti-indigenismo
histórico.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman">A postura de não-enfrentamento direto com que o
comandante em chefe das Forças Armadas vem conduzindo o processo,
abdicando de prerrogativas legais diante de uma clara tentativa de
secessão, deve ser entendida como parte do profundo aprendizado político
democrático que o movimento indígena-camponês boliviano experimentou, onde
1952 não é uma data qualquer. A recusa a aplicar as mesmas medidas de
força com as quais foram sucessivamente reprimidos ao longo da história
boliviana tem seu fundamento na compreensão da importância da construção
de um núcleo comum, apropriando-nos aqui da formulação do politólogo Luis
Tapia, que seja resultado do diálogo entre os diferentes
setores.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman">Que não se confunda a disposição incessante ao
diálogo com fraqueza. Este governo é herdeiro e tributário de uma luta que
bem começou há alguns séculos, quando as botas dos irmãos Cortés tocaram
estas terras pela primeira vez. É essa memória radicalizada – não o
radicalismo midiáticamente condenado, extremista e inconseqüente – mas o
de uma luta que tem raízes profundas, que se expressam na defesa firme que
o governo Evo Morales faz daqueles que tiveram sua história negada. E que
o exemplo de El Alto insiste teimosamente em não nos deixar
esquecer.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="Times New Roman"><I style="mso-bidi-font-style: normal">Jallalla
Bolivia</I>!</FONT></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p><FONT
face="Times New Roman"> </FONT></o:p></P>
<DIV style="mso-element: footnote-list"><BR clear=all><FONT
face="Times New Roman">
<HR align=left width="33%" SIZE=1>
</FONT>
<DIV id=ftn1 style="mso-element: footnote">
<P class=MsoFootnoteText
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><A title=""
style="mso-footnote-id: ftn1" href="#_ftnref1" name=_ftn1><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="mso-special-character: footnote"><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[1]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A><FONT
face="Times New Roman" size=2> Professor do Programa de Pós-graduação em
Geografia da Universidade Federal Fluminense e Pesquisador do LEMTO –
Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e
Territorialidades.</FONT></P></DIV>
<DIV id=ftn2 style="mso-element: footnote">
<P class=MsoFootnoteText
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><A title=""
style="mso-footnote-id: ftn2" href="#_ftnref2" name=_ftn2><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="mso-special-character: footnote"><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[2]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A><FONT
face="Times New Roman" size=2> Mestre em Geografia pela UFRGS e
Pesquisador do LEMTO - Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e
Territorialidades.</FONT></P></DIV></DIV></DIV></TD>
<TD> </TD></TR></TBODY></TABLE></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><A class=textoChamadasLateral>15/09/2008</A> <BR><BR></DIV>
<DIV id=titulo-print>
<P class=chapeu>A POLÍTICA DOS EUA NA BOLÍVIA </P>
<P class=titulo>Os movimentos de um embaixador especialista em conflitos
separatistas </P>
<P class=linhafina>Deputados bolivianos divulgam documento denunciando as
articulações promovidas pelo embaixador dos Estados Unidos na Bolívia, Philip
Goldberg, contra o governo de Evo Morales. Considerado um especialista em
conflitos separatistas, Goldberg foi enviado a La Paz depois de chefiar a missão
dos EUA no Kosovo, onde trabalhou para consolidar a separação e a independência
dessa região, depois da Guerra dos Balcãs. </P>
<P class=headline-link>Marco Aurélio Weissheimer </P><A
class=textoChamadasLateral>Data: 12/09/2008</A> </DIV>
<DIV id=texto-print>
<P class=texto>Quatro deputados do Movimento ao Socialismo, partido do
presidente da Bolívia, Evo Morales, divulgaram um comunicado denunciando ações
do governo dos Estados Unidos, por meio de seu embaixador em La Paz, Philip
Goldberg, para derrubar o governo eleito do país. César Navarro, Gustavo
Torrico, Gabriel Herbas e René Martinez relacionam um conjunto de fatos
ocorridos nos departamentos da região leste do país que obedeceriam a uma
estratégia fixada pela oposição em conjunto com o embaixador Goldberg.
<BR><BR>Os fatos apontados pelos parlamentares bolivianos são os
seguintes:<BR><BR>No dia 13 de outubro de 2006, os Estados Unidos enviam a
Bolívia, como embaixador, Philip Goldberg, um especialista em fomentar conflitos
separatistas. Entre 1994 e 1996, foi chefe da secretaria do Departamento de
Estado para assuntos da Bósnia (durante a guerra separatista dos Bálcãs). Entre
2004 e 2006, Goldberg foi chefe da missão dos EUA em Pristina (Kosovo), onde
trabalhou para consolidar a separação e a independência dessa região, marcada
por uma luta que deixou milhares de mortos.<BR><BR>Segundo os deputados, Philip
Goldberg foi enviado a Bolívia com a missão de desestabilizar o governo de Evo
Morales, principalmente incentivando o separatismo das regiões orientais. Na
Bolívia, depois do triunfo de Evo Morales na eleição de 18 de dezembro de 2005,
os partidos tradicionais e as elites sofreram um duro golpe, Goldberg se
encarregou de reorganizá-los e de construir um caminho conspirativo para
desgastar o novo governo.<BR><BR><STRONG>Plano midiático de
desinformação</STRONG><BR>Goldberg organizou uma grande coordenação com
empresários do leste, com donos de meios de comunicação e políticos do movimento
Podemos para colocar em marcha um grande plano de desinformação com respeito à
gestão de Evo Morales, tudo isso dentro do marco de uma intensificação das lutas
regionais contra o Estado boliviano. Esse plano de desinformação era constituído
pelos seguintes passos:<BR><BR>a) Mostrar que o narcotráfico estava crescendo na
Bolívia;<BR>b) Os meios de comunicação precisavam mostrar que Evo estava
governando mal e que a inflação, a corrupção e o desgoverno estavam
crescendo;<BR>c) Os meios de comunicação também deviam imputar ao governo a
responsabilidade pela violência no país. Começou a ser difundido aí o conceito
de que “Evo dividia a Bolívia”.<BR><BR>Consolidados esses passos, Goldberg
reúne-se, na primeira semana de maio, com Jorge Quiroga e acertam a aprovação,
no Senado, do referendo revogatório.<BR><BR>Eles estavam convencidos que Evo
Morales não conseguiria obter mais de 50% dos votos e, uma vez deslegitimado nas
urnas, a oposição e os prefeitos da chamada “Meia Lua” pediriam a renúncia do
presidente por “ilegítimo, mau governante e por dividir a Bolívia”. No entanto,
os prefeitos dos departamentos (equivalentes a governadores) não foram
consultados sobre este plano e acabaram se opondo a ele, por achar que não daria
certo. No dia 23 de junho, reúnem-se em Tarija e elaboram um pronunciamento
escrito para rechaçar o referendo revogatório. Dias antes, em 17 de junho,
Philip Goldberg viajou para os EUA, alegando uma suposta crise
diplomática.<BR><BR>O objetivo real de sua viagem, dizem os deputados, foi
definir um plano, junto a agências publicitárias, para desenvolver uma guerra
suja que pudesse causar a derrota de Evo no referendo. No dia 2 de julho,
Goldberg regressou a La Paz e, imediatamente, reuniu-se com cada um dos
prefeitos opositores para convencê-los a aceitar o referendo. No dia 5 de julho,
os prefeitos opositores anunciam que aceitam disputar o referendo.<BR><BR>Os
donos das grandes empresas de comunicação também participaram deste plano,
denunciam os parlamentares. Isso explicaria, por exemplo, porque nos principais
programas políticos destes meios as pesquisas sempre apontavam Evo Morales com
cerca de 49% dos votos. A tentativa de derrubada do governo pelo voto estava em
marcha. Além desta campanha nos programas políticos, também foi executada uma
outra no terreno da publicidade. A oposição contratou uma agência de publicidade
para elaborar os primeiros spots contra Evo Morales. Ao dar-se conta que os
roteiros e o dinheiro vinham dos EUA, esta agência decidiu não produzir mais os
comerciais. <BR><BR><STRONG>O Plano B do embaixador</STRONG><BR>O plano para
tirar Evo do governo acabou sendo frustrado pelo resultado do referendo. O
presidente se legitimou com mais de 67% dos votos e Goldberg passou então a
colocar em marcha um Plano B, que incluem greves, bloqueios e ações violentas
que buscariam dois resultados alternativos.<BR><BR>1) O conflito se generaliza e
obre o leste e parte do oeste do país. A população começa a se cansar, as forças
da ordem entram em ação, com muitas mortes. Neste caso, Evo teria que convocar
eleições ou deixar o governo depois dos conflitos com mortes. A insistente
provocação para que as forças policiais e as forças armadas atuem se encaixa
neste plano.<BR><BR>2) Caso não ocorra o cenário anterior, a oposição contaria
ainda com uma segunda possibilidade: uma vez desalojada a polícia e o Estado
Nacional das regiões, em meio à violência, Goldberg oferece aos prefeitos
opositores a vinda de mediadores internacionais, inclusive tropas da ONU para
concretizar o separatismo dos quatro departamentos rebeldes, como fez no
Kosovo.<BR><BR>Seguindo esse plano, Goldberg viajou a Sucre e se reuniu com a
prefeita Savina Cuellar, que pediu a renúncia do presidente. No dia 21 de
agosto, o embaixador encontrou-se clandestinamente com o prefeito de Santa Cruz,
Rubén Costas, e com quatro congressistas norte-americanos. No dia 25 de agosto,
mais uma reunião com Rubén Costas. Paralelamente, a oposição rejeitou o chamado
de diálogo feito pelo governo e, no dia 24 de agosto, convocou uma greve geral.
Seguindo a linha proposta por Goldberg, denunciam ainda os parlamentares do MAS,
os prefeitos impuseram um plano de desgaste de médio prazo, incluindo destruição
de instituições públicas e provocações à polícia e às forças armadas.<BR><BR>Na
mesma linha golpista, em Santa Cruz e em Tarija começou-se a falar de
federalismo e até de independência. Como o empresariado cruceño estava mais
interessado na Feira de Santa Cruz (que deve iniciar no dia 19 de setembro) que
nas greves e bloqueios, o Departamento de Estado convocou Branco Marinkovic para
uma conversa nos EUA. No dia 1° de setembro, em um pequeno avião Beechcraft,
matrícula C-90A, Marinkovic viajou aos Estados Unidos onde o convenceram de que
o plano estava em sua trama final e que era preciso jogar-se todo nele. No dia 9
de setembro, horas depois do regresso de Marinkovic a Santa Cruz, iniciam
protestos violentos, com invasão e queima de instituições públicas e novas
agressões às forças armadas e à polícia.<BR><BR>Este é o plano golpista que está
em marcha com o apoio da embaixada dos EUA, dizem os deputados. Foram essas
razões, asseguram, que levaram o governo boliviano a pedir sua saída do país.
Eles manifestam confiança que esse plano fracassará porque o governo de Evo
Morales segue controlando o conflito, com paciência e dentro da legalidade,
mantendo-o em sua dimensão regional. “A violência gerada por grupos
impulsionados por este plano golpista é a forma pela qual os setores
conservadores mostram sua decisão de acabar com a democracia, já que ela não
serve mais aos seus interesses”, concluem. <BR></P></DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=boletimbdf@gmail.com href="mailto:boletimbdf@gmail.com">Boletim Brasil de
Fato</A> </DIV>
<DIV><B>To:</B> <A title=boletimbdf@listasbrasil.org
href="mailto:boletimbdf@listasbrasil.org">boletimbdf@listasbrasil.org</A> </DIV>
<DIV><B>Sent:</B> Monday, September 15, 2008 3:30 PM</DIV>
<DIV><B>Subject:</B> [Brasil de Fato] Boletim Especial: Crise na
Bolívia</DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
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<TR>
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<TD align=middle><A
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<TD bgColor=#8c0408> <B><FONT face=verdana color=#ffffff
size=2>DESTAQUES</FONT></B></TD></TR>
<TR>
<TD vAlign=top><FONT face=verdana color=#000000 size=2><BR><FONT
face=verdana color=#800000 size=1>Fragmentação</FONT><BR><A
href="http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/bolivia/201ca-bolivia-corre-um-risco-grave-de-iugoslavizacao201d/"
target=_blank><B><FONT size=4><B><FONT color=#000000>"A Bolívia
corre um risco grave de
iugoslavização"</FONT></B></FONT></B></A></FONT><BR>Para sociólogo,
a elite do oriente, apoiada pela embaixada dos EUA e contando com
grupos armados contratados por latifundiários bolivianos,
brasileiros e estadunidenses, está agindo para promover a divisão do
país <BR><I>Escreve Igor Ojeda, correspondente do Brasil de Fato em
La Paz</I><BR><BR><FONT face=verdana color=#800000
size=1>Processo</FONT><BR><A
href="http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/agencia/especiais/bolivia/bolivia-processa-governador-de-pando-por-genocidio"
target=_blank><B><FONT size=4><FONT color=#000000>Justiça processa
governador de Pando por genocídio</FONT></FONT></B><FONT
color=#000000> </FONT></A><BR>Promotor geral abriu processo contra
Leopoldo Fernández, acusando-o de promover massacre de camponeses,
no dia 11<BR><BR><FONT face=verdana color=#800000
size=1>Massacre</FONT><BR><A
href="http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/bolivia/governador-boliviano-acusado-de-chacinar-30-camponeses"
target=_blank><B><FONT size=4><FONT color=#000000>Governador
boliviano acusado de chacinar 30 camponeses</FONT></FONT></B><FONT
color=#000000> </FONT></A><BR>O massacre camponês mais mortífero da
história da Bolívia desde a democratização de 1980 teria sido obra
de pistoleiros a soldo de Leopoldo Fernández. Para o governo de Evo
Morales, o governador colocou-se ''à margem da lei''<BR><BR><FONT
face=verdana color=#800000 size=1>Testemunhos</FONT><BR><A
href="http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/bolivia/201cdispararam-contra-as-criancas201d/"
target=_blank><FONT size=4><FONT color=#000000><B>"Dispararam contra
as crianças"</B> </FONT></FONT></A><BR>Vítimas do massacre ocorrido
no departamento amazônico de Pando, dia11, relatam violência
cometida por grupos armados contra camponeses<BR><BR><FONT
face=verdana color=#800000 size=1>Análise</FONT><BR><A
href="http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/bolivia-a-guerra-do-gas-continua"
target=_blank><B><FONT color=#000000 size=4>Bolívia: A Guerra do Gás
Continua</FONT></B></A><BR><FONT face=verdana color=#800000
size=1>Carlos W.Porto-Gonçalves e Marcelo Câmara</FONT><BR>O
interessante é que as classes/etnias tentam se reapropriar do gás, o
elemento de uma unidade nacional que vem se constituindo a partir do
indígena<BR><BR></TD></TR>
<TR>
<TD bgColor=#8c0408> <B><FONT
color=#ffffff>CHARGE</FONT></B></TD></TR>
<TR>
<TD>
<TR>
<TD><B><A href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia"
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src="http://www3.brasildefato.com.br/v01/conf/charges/Bolivia-midiabrasileira.gif/image_preview"
align=center border=0></A></B></TD></TR></TD></TR>
<TR>
<TD bgColor=#8c0408> <B><FONT face=verdana color=#ffffff
size=2>ASSINATURAS</FONT></B> </TD></TR>
<TR>
<TD><FONT face=verdana size=2><BR><A
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