<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<TD vAlign=top align=left>
<P><FONT face=Georgia color=#cc3300 size=6><B>11 de setembro: sete anos
depois</B><BR></FONT><STRONG><EM><BR>por</EM><EM> José
Farhat</EM></STRONG><FONT color=#000000><BR></FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif" size=2>A
opinião corrente, no Mundo Árabe, é que o atentado contra as Torres
Gêmeas, o Pentágono e um terceiro possível que se fracassou, em 11 de
Setembro de 2001, foi cometido por estadunidenses e israelenses. Todos os
árabes com os quais conversei durante minhas passagens por lá ou através
de contatos à distância, e falo com muitos, têm plena convicção disto.
Também de que o atentado contra o falecido ex-presidente do Conselho de
Ministros libanês, Rafiq Al-Hariri (1944-2005), foi obra deles. A respeito
deste último, discutindo com um interlocutor israelense, concluímos que a
CIA seria muito incompetente e confiou ao Mossad a tarefa de eliminar o
reconstrutor de Beirute, num atentado perfeito.</FONT><FONT face=Georgia
color=#000000 size=2><BR></FONT></P>
<P align=left><FONT size=2>J<FONT
face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">á lá se vão sete
anos desde os atentados em New York e Washington e, apesar de não
existirem provas concludentes, uma enquete entre árabes que estiverem
jogando gamão ou papeando em cafés de qualquer cidade ou vilarejo das
arábias, ansiosamente aguardando a hora do desjejum deste Ramadã,
resultará na resposta de sempre: “Foram eles, do início ao fim”!
</FONT></FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"
size=2>Pensando bem, a suspeita é possível de ser real, pois a camarilha
que cercava o recém-eleito presidente da República George W. Bush já havia
decidido invadir o Iraque, faltando-lhe apenas uma justificativa, ou
arremedo desta, se possível estrondosa, como foi o atentado, exibido para
que fosse testemunhado pelo mundo inteiro. Dizer “invadir o Iraque”
significa se apoderar de seu petróleo e, para o império estadunidense
ávido do combustível fóssil, os fins justificam os meios.</FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif" size=2>A
incompetência da CIA é pública, notória e mais de uma vez comprovada e
este é o tipo de serviço que não precisa ser solicitado a Israel, este até
mesmo o oferece. Alguém tem dúvidas de que, se a oportunidade
se apresentar, será Israel quem atacará as instalações nucleares
iranianas? </FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"
size=2>Nesta mesma linha de pensamento, ninguém também deve duvidar que os
atentados contra a Embaixada de Israel (em 1992) e contra o imóvel
pertencente à comunidade judaica AMIA (em 1994), ambas em Buenos Aires,
não teriam também sido um conluio desta associação gringo-sionista, para
criar uma justificativa para o estabelecimento de uma base militar
estadunidense na tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e
Paraguai. Esta hipótese é mais crível do que a de ter sido instigada
pelo Irã, governo e inteligência, encarregando o Hizbullah de
executá-los. </FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"
size=2>E, no Líbano, o assassinato de Hariri valeu a pena para os
associados, pois acusou-se a Síria, forçando-a a retirar suas forças
militares do território libanês, abrindo caminho para o ataque israelense
do verão de 2006. Só não se contava com o eficiente revide do Hizbullah
encabeçando a resistência libanesa. </FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif" size=2>É
tudo carta de um baralho só. Tratando deste mesmo assunto, em artigo
recente que publicou no <EM>The New York Times,</EM> o jornalista Michael
Slackman, que também andou pesquisando o assunto no Oriente Médio, faz uma
colocação digna de nota quando diz: “É fácil para os americanos tratar com
desprezo, mas isto seria não levar em consideração um elemento que as
pessoas aqui [no Oriente Médio] pensam que os líderes ocidentais,
notadamente em Washington, deveriam compreender: o fato de estas idéias
[de o atentado ter sido cometido por Estados Unidos e Israel] terem vida
longa representa o primeiro fracasso na luta contra o terrorismo, a
incapacidade de convencer as populações árabes que os Estados Unidos
empreendem verdadeiramente uma guerra contra o terrorismo e não uma
cruzada contra os muçulmanos”. </FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"
size=2>Os árabes estarem convencidos de que os atentados de 11 de Setembro
constituem uma armação contra os muçulmanos não se deve somente à política
dos países ocidentais, a favor de Israel e contra eles, mas também pela
falta de capacidade de qualquer grupo árabe de executar uma operação de
tal envergadura. Podem até ter ficado a cargo da execução, porém a
organização e tudo o mais só pode ter vindo de outros e a unanimidade
entre os árabes recai sempre sobre a associação Estados Unidos e
Israel.</FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"
size=2>Os Estados Unidos e seus aliados, dois meses após o atentado de 11
de Setembro, atacaram o Afeganistão e desalojaram os Talibãs do poder por
não conseguirem convencê-los a entregar Osama Bin-Laden. Eles também, com
todo seu poderio e com o estabelecimento de um estado títere, não chegaram
nunca perto de Bin-Laden. Muito pelo contrário, o governo que lá
colocaram não manda além da porta do palácio presidencial e os Talibãs já
estão adiantados em sua reconquista dos territórios perdidos e no
estabelecimento de alianças com as tribos afegãs, descontentes com a falta
de cumprimento das promessas estadunidenses. Não demorará muito e
reconquistarão o poder. Se Bin-Laden não lhes foi entregue pelo
Afeganistão, também não o foi por seus aliados paquistaneses, encabeçados
pelo lacaio Pervez Musharraf, recém-apeado do poder para não ser
preso.</FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"
size=2>No Iraque, alvo principal da política estadunidense de dominação
das terras produtoras de petróleo, é evidente que tudo fracassou e estão
sendo abandonados por seus aliados desiludidos e desdenhados por todos as
facções que constituem o Iraque. Os problemas do Iraque terminarão quando
for posto um fim à ocupação. Não há outra saída. </FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"
size=2>Junte-se a este fracasso o malogro da tentativa de colocar o Líbano
a serviço de Estados Unidos e Israel e teremos mais uma prova de que neste
sétimo aniversário dos ataques de 11 de Setembro, independentemente de
quem tenha organizado ou executado o ato, não há o que comemorar no lado
de lá.</FONT></P>
<P align=left><FONT face="Georgia, Times New Roman, Times, serif"
size=2>Do lado de cá, no entanto, há muito que comemorar: o povo árabe se
conscientizou de quem está a favor e quem está contra ele e, fato mais
importante ainda, despertou para a verdade de que a maioria de seus
governantes, alinhados direta ou indiretamente a Estados Unidos e Israel,
“subiram no telhado” como a avó da historinha que por aí se
conta.</FONT></P>
<P><FONT size=1><STRONG><EM><FONT
face="Georgia, Times New Roman, Times, serif">José Farhat,
cientista político</FONT></EM></STRONG></FONT></P></TD>
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background=http://institutoarabe.ecomm.com.br/images/verde2.gif>
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<TBODY>
<TR>
<TD vAlign=top align=left>
<H4 align=center><FONT color=#cc3300>AGENDA</FONT></H4>
<H4 align=center><IMG height=108
src="http://institutoarabe.ecomm.com.br/images/olhar_arabe.jpg"
width=155></H4>
<H4 align=center><STRONG><EM><FONT
face="Times New Roman, Times, serif" color=#cc3300 size=4>Fim de
semana de encerramento da Mostra</FONT></EM></STRONG><FONT
size=2><FONT face="Times New Roman, Times, serif"
color=#cc3333><EM><BR></EM></FONT><FONT
face="Times New Roman, Times, serif"><EM><BR></EM><STRONG>Até
14 de setembro, domingo</STRONG></FONT></FONT></H4>
<P align=left><FONT face="Times New Roman, Times, serif" size=2>A 3ª
Mostra Mundo Árabe tem o seu encerramento no domingo, mas ainda tem
programação recheada com filmes que retratam a riqueza e as
contradições das sociedades árabes. Entre os destaques, “Caramel”,
“Barakat!”, “Littoral” e “Filmes Ruins, Árabes Malvados”. Na sexta,
Otávio Cury, um dos diretores do documentário “Cosmópolis”,
participa de conversa com a platéia após a exibição do filme, às
20h.<BR><STRONG><A
href="http://ecmailing.ecomm.com.br/link.php?M=8676&N=19&L=19&F=H"><FONT
color=#000000>Confira <EM>a programação da Mostra, com locais de
exibição e horários no site especial da
Mostra.</EM></FONT><EM></EM></A></STRONG></FONT></P>
<P align=center><FONT face="Times New Roman, Times, serif"
size=3><STRONG><EM><FONT color=#cc0000 size=4>Dança, música e
poesia</FONT></EM></STRONG></FONT></P>
<P align=center><B><FONT size=2><EM><FONT
face="Times New Roman, Times, serif" color=#cc3300
size=4>Espetáculo Estrela D´Água</FONT></EM></FONT></B></P>
<P align=center><FONT face="Times New Roman, Times, serif"
size=2><STRONG>Dia 21 de setembro, domingo, às
17h</STRONG></FONT></P>
<P align=left><FONT face="Times New Roman, Times, serif" size=2>O
espetáculo tem como tema a água e mescla dança e poesia de
inspiração em diversas culturas do Oriente Médio, explorando a
diferença entre as abordagens tradicionais da dança do ventre
desenvolvidas pelo grupo Âmar em contraste e combinação com a
proposta contemporânea do Entreventres. O repertório varia de
músicas raras gravadas que serão dançadas no primeiro bloco da
apresentação, e no segundo execuções ao vivo por reconhecidos
talentos da música árabe em São Paulo. <STRONG><EM><A
href="http://ecmailing.ecomm.com.br/link.php?M=8676&N=19&L=18&F=H"><FONT
color=#000000>Clique aqui e veja o programa completo do espetáculo
Estrela D´Água.</FONT></A></EM></STRONG></FONT></P>
<P align=center><STRONG><EM><FONT color=#cc0000>Cultura
Árabe</FONT></EM></STRONG></P>
<P align=center><FONT face="Times New Roman, Times, serif"
size=3><EM><B><FONT color=#cc3300>Semana de Estudos Árabes do
Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura
Árabe</FONT></B></EM></FONT></P>
<P align=center><FONT face="Times New Roman, Times, serif"
size=2><STRONG>De 22 a 26 de setembro</STRONG></FONT></P>
<P align=left><FONT face="Times New Roman, Times, serif" size=2>O
Departamento de Letras Orientais da Universidade de São Paulo
promove no final de setembro a Semana de Estudos Árabes, com sessões
de comunicação dos pós-graduandos do departamento. Além disso,
ocorrerão palestras abordando assuntos como a língua, a literatura e
a filosofia árabe. <STRONG><EM><BR><A
href="http://ecmailing.ecomm.com.br/link.php?M=8676&N=19&L=20&F=H"><FONT
color=#000000>Veja a programação completa no site do Departamento de
Letras Orientais da USP.</FONT>
</A></EM></STRONG></FONT></P></TD></TR></TBODY></TABLE></TD>
<TD><IMG height=1
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<TR>
<TD> </TD>
<TD align=left> </TD></TR></TBODY></TABLE></DIV></BODY></HTML>