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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message ----- 
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A 
title=beatrice13@oi.com.br href="mailto:beatrice13@oi.com.br">Beatrice</A> 
</DIV>
<DIV>&nbsp;</DIV></DIV>
<DIV><FONT face=Arial><FONT color=#ff0000 size=5><STRONG>Os senhores reais da 
droga</STRONG></FONT></DIV>
<P><STRONG>Notas sobre o envolvimento da CIA no comércio de 
estupefacientes</STRONG> </P>
<P>Por William Blum* </P><B>
<P>1947 a 1951, França </P></B>
<P>Segundo Alfred W. McCoy, autor de <I>The Politics of Heroin: CIA Complicity 
in the Global Drug Trade e The Politics of Heroin: CIA Complicity in the Global 
Drug Trade</I>, as armas, o dinheiro e a desinformação da CIA permitiram aos 
sindicatos do crime corsos em Marselha arrebataram o controle de sindicatos de 
trabalhadores ao Partido Comunista. </P>
<P>Os corsos ganharam influência política e controle sobre as docas - condições 
ideais para consolidarem uma parceria a longo prazo com distribuidores da máfia 
da droga, os quais transformaram Marselha na capital da heroína do mundo 
ocidental. Os primeiros laboratórios de heroína de Marselha foram abertos em 
1951, poucos meses depois de os corsos tomarem conta da zona portuária. </P><B>
<P>Início da década de 50, sudeste asiático</P></B>
<P>O exército nacionalista chinês, organizado pela CIA para travar guerra conta 
a China Comunista, tornou-se o barão do ópio do Triângulo Dourado (partes da 
Birmânia, Tailândia e Laos), a maior forte de ópio e heroína do mundo. A Air 
America, a principal companhia aérea de propriedade da CIA, transportava as 
drogas para toda a parte do Sudeste Asiático. (Ver Christopher Robbins, Air 
America , 1985, capítulo 9) </P><B>
<P>Da década de 50 ao início da década de 70, Indochina</P></B>
<P>Durante o envolvimento militar dos EUA no Laos e em outras partes da 
Indochina, a Air America transportava ópio e heroína por toda a parte. Muitos 
soldados americanos (GIs) no Vietname ficaram viciados. Era utilizado um 
laboratório construído no centro de comando da CIA no Laos para refinar heroína. 
Após uma década de intervenção militar americana, o Sudeste da Ásia tornou-se a 
fonte de 70 por cento do ópio ilícito do mundo e o principal fornecedor de 
matérias-primas para o mercado de heroína em explosão dos EUA. </P><B>
<P>1973-80, Austrália</P></B>
<P>O Nugan Hand Bank de Sydney era um banco da CIA em tudo, excepto no nome. 
Entre os seus responsáveis estava uma rede de generais e almirantes dos EUA e 
homens da CIA, incluindo o antigo director ciático William Colby, que era também 
um dos seus advogados. Com agências na Arábia Saudita, Europa, Sudeste da Ásia, 
América do Sul e nos EUA, o Nugan Hand Bank financiou o tráfico de droga, 
lavagem de dinheiro e negócios internacionais de armas. Em 1980, em meio a 
várias mortes misteriosas, o banco entrou em colapso com uma dívida de US$50 
milhoes. (Ver Jonathan Kwitny, The Crimes of Patriots: A True Tale of Dope, 
Dirty Money, and the CIA ) </P><B>
<P>Décadas de 70 e 80, Panamá</P></B>
<P>Durante mais de uma década, o homem forte do Panamá, Manuel Noriega, foi um 
ativo e colaborador da CIA muito bem pago, apesar de as autoridades 
estado-unidenses da droga saberem desde 1971 que o general estava pesadamente 
envolvido no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Noriega facilitou voos 
"armas-por-drogas" para os contras, proporcionando protecção e pilotos, bem como 
abrigos seguros para responsáveis pelo cartel da droga, e discretas facilidades 
bancárias.</P>
<P>Responsáveis dos EUA, incluindo o então director da CIA William Webster e 
vários responsáveis do DEA, enviaram a Noriega cartas de agradecimento pelos 
esforços para impedir o tráfico de droga (embora só contra competidores do seus 
patrões do Cartel de Medellin). O governo dos EUA só se voltou contra Noriega, 
invadindo o Panamá em Dezembro de 1989 e sequestrando o general depois de 
descobrir que ele fornecia informações e serviços aos cubanos e sandinistas. 
Ironicamente, o tráfico de droga através do Panamá aumentou após a invasão dos 
EUA. (John Dinges, Our Man in Panama ; National Security Archive Documentation 
Packet The Contras, Cocaine, and Covert Operations.) </P><B>
<P>Década de 80, América Central</P></B>
<P>Séries de artigos no San Jose Mercury News documentam um aspecto das 
operações entremeadas que ligam a CIA, os contras e os carteis da cocaína. 
Obcecada em derrubar o governo sandinista na Nicarágua, responsáveis da 
administração Reagan toleraram o tráfico de droga desde que os traficantes 
dessem apoio aos contras. Em 1989, o Subcomité do Senado sobre Terrorismo, 
Narcóticos e Operações Internacionais (o comité Kerry) concluiu uma investigação 
de três anos com declarando: </P>
<P>"Houve prova substancial de contrabando de droga através de zonas de guerra 
da parte de contras individuais, fornecedores dos contra, pilotos mercenários 
que trabalhavam com os contras, e apoiantes dos contra por toda a região... 
Responsáveis dos EUA envolvidos na América Central deixaram de tratar da questão 
da droga por receio de por em risco os esforços de guerra contra a Nicarágua... 
Em cada caso, um ou outra agência do governo dos EUA tinha informação 
respeitante ao envolvimento enquanto o mesmo se verificava, ou imediatamente 
depois... Decisores políticos sénior dos EUA não foram imunes à ideia de que o 
dinheiro da droga era uma solução perfeita para os problemas de financiamento 
dos contra". (Drugs, Law Enforcement and Foreign Policy, a Report of the Senate 
Committee on Foreign Relations, Subcommittee on Terrorism, Narcotics and 
Intemational Operations, 1989) </P>
<P>Na Costa Rica, que serviu como "Frente Sul" para os contras (Honduras sendo a 
Frente Norte), havia várias diferentes redes CIA-contra envolvidas no tráfico de 
droga. Além daqueles que prestavam serviço à operação Meneses-Blandon 
pormenorizada pelo Mercury News, e da operação de Noriega, houve o operacional 
da CIA John Hull, cujas fazendas ao longo da fronteira da Costa Rica com a 
Nicarágua foram a principal área de treino para os contras. Hull e outros 
apoiantes dos contra conectados com a CIA trabalhavam em conjunto com George 
Morales, um grande traficante de droga colombiano com base em Miami que 
posteriormente admitiu dar US$3 milhões em cash e vários aviões aos líderes 
contra. Em 1989, depois de o governo da Costa Rica processar Hull por tráfico de 
droga, a DEA contratou, clandestinamente e ilegalmente, um avião para 
transportar o operacional da CIA para Miami, via Haiti. </P>
<P>Os EUA repetidamente obstruíram os esforços da Costa Rica para extraditar 
Hull de volta ao país a fim de ser julgado. Um outro grupo com base na Costa 
Rica envolvia um grupo de cubano-americanos a quem a CIA havia contratado como 
treinadores militares para os contras. Muitos deles estavam há muito envolvidos 
com a CIA e o tráfico de droga. Eles utilizaram aviões contra e um companhia com 
sede na Costa Rica, a qual lavava dinheiro para a CIA, para transportar cocaína 
para os EUA. A Costa Rica não era a única rota. A Guatemala, cujo serviço de 
inteligência militar -- estreitamente associado com a CIA -- abrigava muitos 
traficantes de droga, segundo a DEA era outra estação ao longo da rota da 
cocaína. </P>
<P>Além disso, o contabilista de Miami do Cartel de Medellin, Ramon Milian 
Rodriguez, testemunhou ter canalizado cerca de US$10 milhões para os contras da 
Nicarágua através do antigo operacional da CIA Felix Rodriguez, o qual actuava 
na Base da Força Aérea de Ilopango, em El Salvador. Os contras proporcionavam 
tanto protecção como infraestrutura (aviões, pilotos, pistas de decolagem, 
companhias de fachada e bancos) a estas redes de droga ligadas à CIA. Pelo menos 
quatro companhias de transporte sob investigação para tráfico de droga receberam 
contratos do governo dos EUA para transportarem abastecimentos não letais para 
os contras. </P>
<P>A Southern Air Transport, "antigamente" de propriedade da CIA, e depois sob 
contrato do Pentágono, também estava envolvida no transporte de droga. Aviões 
carregados de cocaína voaram para a Flórida, Texas, Lousiana e outros locais, 
incluindo várias bases militares designadas como "Contra Craft". Estes 
carregamentos não eram inspeccionados. Quando alguma autoridade não estava 
ciente e fazia uma prisão, influências poderosas eram postas em marcha a fim de 
abafar o caso, libertar, reduzir a sentença ou a deportação. </P><B>
<P>Da década de 80 ao princípio da década de 90, Afeganistão</P></B>
<P>A CIA apoiou os Moujahedeen pesadamente ligados ao tráfico de droga enquanto 
combatiam o governo apoiado pelos soviéticos e os seus planos para reformar a 
muito atrasada sociedade afegã. O principal cliente da agência era Gulbuddin 
Hekmatyar, um dos principais senhores da droga e o principal refinador de 
heroína. A CIA forneceu camiões e mulas, as quais tendo carregdo armas para 
dentro do Afeganistão, eram utilizadas para transportar ópio para laboratórios 
ao longo da fronteira afegã-paquistanesa. </P>
<P>A produção abastecia a metade da heroína usada anualmente nos Estados Unidos 
e três quartos daquela usada na Europa Ocidental. Responsáveis dos EUA admitiram 
em 1990 que não haviam investigado ou actuado contra a operação da droga pelo 
desejo de não ofenderem seus aliados paquistaneses e afegãos. Em 1993, um 
responsável da DEA denominou o Afeganistão como a nova Colômbia do mundo da 
droga. </P><B>
<P>De meados da década de 80 ao princípio da década de 80, Haiti</P></B>
<P>Enquanto trabalhava para manter no poder líderes políticos e militares 
haitianos, a CIA fechava os olhos ao tráfico de droga dos seus clientes. Em 
1986, a agência acrescentou mais alguns nomes à sua folha de pagamentos ao criar 
uma nova organização haitiana, o National Intelligence Service (SIN). O SIN foi 
criado alegadamente para combater o comércio de cocaína, embora os próprios 
responsáveis do SIN empenharem-se no tráfico, um comércio com a cumplicidade de 
alguns dos líderes militares e políticos haitianos. </P>
<P>*Autor de <I>Killing Hope: U.S. Military and CIA Interventions Since World 
War II , Les Guerres scélérates e L'Etat voyou </P></I>
<P>O original encontra-se em 
http://revolutionradio.org/2008/08/30/the-real-drug-lords/ </P>
<P>Este artigo foi copiado do http://resistir.info</P>
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src="http://blog.i.uol.com.br/mdl/4dot_s7.gif"><FONT face=Verdana size=1> 
Escrito por Osvaldo Bertolino</FONT></SPAN></DIV>
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href="http://osvaldo-bertolino.zip.net/index.html">http://osvaldo-bertolino.zip.net/index.html</A></SPAN></DIV>
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