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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Times New Roman"
size=4><B><SPAN
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
face="Times New Roman"><B><SPAN
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
face="Times New Roman"><B><SPAN style="FONT-SIZE: 18pt; COLOR: black">A morte
cansada</SPAN></B><SPAN style="COLOR: black"><FONT size=3>
<o:p></o:p></FONT></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><B><SPAN style="COLOR: black">Com produção
em alta e salários em queda, excesso de trabalho ronda canaviais</SPAN></B><SPAN
style="COLOR: black"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></FONT></P>
<TABLE class=MsoNormalTable style="WIDTH: 285pt; mso-cellspacing: 1.5pt"
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<TBODY>
<TR style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes">
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 7.5pt; COLOR: black"><FONT face="Times New Roman">Joel
Silva/Folha Imagem</FONT></SPAN><SPAN style="COLOR: black"><BR><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN></P></TD>
<TD
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
face="Times New Roman"><I><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">Cortador de cana trabalha em
canavial em Charqueada</SPAN></I><SPAN
style="COLOR: black"><o:p></o:p></SPAN></FONT></P></TD></TR></TBODY></TABLE>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><SPAN
style="COLOR: black"><IMG alt="" hspace=0
src="cid:0bdd01c906fe$b1a96ba0$0200a8c0@vcaixe" align=baseline
border=0><BR><BR></SPAN><FONT face="Times New Roman"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">DOS ENVIADOS AO INTERIOR DE SP</SPAN><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3> <o:p></o:p></FONT></SPAN></FONT></P>
<DIV
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<P class=MsoNormal
style="BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-RIGHT: 0cm; BORDER-TOP: medium none; PADDING-LEFT: 0cm; PADDING-BOTTOM: 0cm; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-TOP: 0cm; BORDER-BOTTOM: medium none; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-border-bottom-alt: double windowtext 2.25pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 1.0pt 0cm"><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">S e dinheiro
chama dinheiro, como dizem, então pobreza chama pobreza -e tragédia agoura
tragédia. Procurada em Guariba para conversar sobre o marido, morto após passar
mal no canavial em 2005, Maildes de Araújo se põe a falar do morto de duas
semanas antes: o cunhado, também cortador de cana.<BR>José Pindobeira Santos
tinha 65 anos. Colheu cana até o ano retrasado. "Ele reclamava da barriga, de
cólicas", diz a filha Ivanir, faxineira. Voltava da lavoura com dor na virilha.
Nunca se tratou ou foi tratado.<BR>Pindobeira morreu de obstrução intestinal e
broncoaspiração. Não se sabe até que ponto a lida na roça baqueou sua saúde. Nos
anos 1960 já cortava cana nos arredores de Guariba.<BR>Seu concunhado Antonio
Ribeiro Lopes, o marido da baiana Maildes, veio ao mundo em julho de 1950, três
dias antes do fracasso supremo do futebol pátrio, a final da Copa. Migrou de
Berilo (MG), município da paupérrima região do <st1:PersonName
w:st="on">Val</st1:PersonName>e do Jequitinhonha.<BR>Em acidentes registrados -a
subnotificação é considerável-, o facão rasgou-lhe perna e joelho. Dores no
ombro direito o afastaram da roça. Penava com dor de cabeça. O empenho no
trabalho desencadeava cãibras na barriga, nas pernas e nos braços. Sofria da
doença de Chagas, mas não o licenciaram.<BR>Era funcionário da usina Moreno.
Sucumbiu no campo e o levaram para o hospital. Causa da morte: "cardiopatia
chagásica descompensada".<BR>Lopes integra a relação de duas dezenas de
canavieiros mortos no interior paulista de <st1:metricconverter w:st="on"
ProductID="2004 a">2004 a</st1:metricconverter> 2007, o caçula com 20 anos. A
lista foi elaborada pela Pastoral do Migrante -há mais mortes, não
contabilizadas.<BR>Dela não constam acidentes de trabalho -em 2005, de cada mil
trabalhadores no cultivo da cana, 48 sofreram acidente ocupacional, registraram
as pesquisadoras da USP Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes e Andrea R.
Ferro.<BR>Naquele ano, segundo o Ministério do Trabalho, morreram de acidentes
84 pessoas no setor sucroalcooleiro, incluindo lavoura e indústria (3,1% das
mortes por acidentes de trabalho no Brasil). O Ministério Público do Trabalho
investiga a razão dos óbitos e sua associação com o caráter exaustivo do corte
manual.<BR>Relatório de 2006 da Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho
enumera dezenas de irregularidades em empresas nas quais trabalhavam os
lavradores que morreram.<BR>Uma é o não-cumprimento do descanso de uma hora para
o almoço. Os cortadores comem em dez, 20 minutos, para logo empunhar de novo o
facão. Eles ganham por produção. Nenhum laudo atesta que a atividade foi
decisiva para os óbitos. Seria difícil: dos oito esquadrinhados pelo ministério,
só em dois houve necropsia.<BR>O texto da Secretaria de Inspeção afirma: "As
causas de mal súbito, parada cardiorrespiratória e AVC [acidente vascular
cerebral], descritas nas certidões de óbito, não são elementos de convicção que
justifiquem a morte natural, como alegam as empresas".<BR>Há indícios sobre por
que morrem os canavieiros.<BR>Em 1985, os cortadores do Estado produziam em
média 5 toneladas diárias de cana. Em 2008, são 9,3 toneladas, 86% a mais. Há 23
anos, um lavrador recebia R$ 6,55 por tonelada e R$ 32,70 por jornada. Em 2007,
<st1:metricconverter w:st="on" ProductID="1.000 kg">1.000
kg</st1:metricconverter> valeram R$ 3,29. A remuneração por dia, R$ 28,90 (menos
12%).<BR>A produtividade disparou e o salário caiu. Com a mecanização acelerada
do corte e a expansão do desemprego, ficam os mais eficientes. O homem compete
com a colheitadeira.<BR>Os números de 1985 e 2007 são do Instituto de Economia
Agrícola. Atualizados para reais de agosto de 2007, encontram-se em artigo dos
pesquisadores Rodolfo Hoffmann (Unicamp) e Fabíola C.R. de Oliveira
(USP).<BR><BR><B>"Penoso" e "desumano"</B><BR>José Mário Gomes morreu em 2005
aos 44 anos. Era empregado da usina Santa Helena, do grupo Cosan, líder da
produção de cana no planeta. "O óbito ocorreu nos períodos de maior
produtividade, com picos alternados", informa o Ministério do
Trabalho.<BR><st1:PersonName w:st="on">Val</st1:PersonName>decy de Lima
trabalhava na usina Moreno, como Antonio Ribeiro Lopes. Em 7 de julho de 2005,
desabou na roça. Morreu aos 38 anos, de acidente vascular cerebral. Em 17 de
junho, decepara 16,5 toneladas.<BR>A Moreno alega que as mortes de Antonio e
<st1:PersonName w:st="on">Val</st1:PersonName>decy "não ocorreram em decorrência
do esforço do trabalho". A Cosan diz que as causas do óbito de José Mário "ainda
estão sendo investigadas pelos órgãos competentes. A empresa prestou todos os
atendimentos necessários e colocou seu departamento de serviço social à
disposição da família do colaborador. A Cosan cumpre rigorosamente a legislação
trabalhista".<BR>O Ministério Público do Trabalho relaciona as mortes à rotina
"penosa" e "desumana" e prepara ação contra o pagamento por produção, quando o
grosso da remuneração depende do desempenho. É preciso acumular em oito meses, a
duração da safra, o suficiente para 12 -a maioria é dispensada na
entressafra.<BR>Usineiros e segmento expressivo dos trabalhadores desejam manter
o sistema.<BR>O afinco para cortar mais e mais provoca situações como uma
acontecida em 2007. Sob o sol, em dia de temperatura máxima de 37ºC à sombra,
nove trabalhadores foram hospitalizados após se sentirem mal em uma fazenda de
Ibirarema.<BR>Reclamavam de cãibras e vomitavam. Algumas usinas fornecem no
campo bebidas reidratantes para a mão-de-obra suportar o desgaste.<BR>Em áreas
de corte manual, os canaviais costumam ser queimados antes da colheita. O fogo
queima a palha da cana, e restam apenas as varas, o que facilita o trabalho.
Quando o facão golpeia as varas com fuligem, o pó se espalha, entra pelo nariz e
gruda na pele. A plantação recebe agrotóxicos. O lavrador não costuma receber
máscara.<BR>Em tese de doutorado na Unesp, a bióloga Rosa Bosso constatou que o
nível de HPAs, substâncias cancerígenas, expelidos na urina de quatro dezenas de
trabalhadores era nove vezes maior na safra do que na entressafra.<BR>Em
temporada sem colheita, Antonio Lopes sobreviveu como carregador de sacas de
açúcar. Maildes o conheceu na lavoura da cana, onde o namoro engatou. Ainda hoje
a viúva se orgulha: "Ele não era de enjeitar
serviço".<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P></DIV>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
face="Times New Roman"><B><SPAN style="FONT-SIZE: 18pt; COLOR: black">O submundo
da cana</SPAN></B><SPAN style="COLOR: black"><FONT size=3>
<o:p></o:p></FONT></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><B><SPAN style="COLOR: black">Estado que
detém 60% da produção nacional de cana-de-açúcar, São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName> não divide a riqueza derivada do boom de etanol
com seus 135 mil cortadores, que vivem muitas vezes em situações
precárias</SPAN></B><SPAN style="COLOR: black">
<o:p></o:p></SPAN></FONT></FONT></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><st1:PersonName
w:st="on"><B><SPAN style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"
size=3>MÁRIO</FONT></SPAN></B></st1:PersonName><B><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman" size=3> MAGALHÃES <BR>JOEL
SILVA </FONT></SPAN></B><SPAN style="COLOR: black"><BR></SPAN><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black">ENVIADOS
ESPECIAIS AO INTERIOR DE SP</SPAN><SPAN style="COLOR: black"><FONT size=3>
<o:p></o:p></FONT></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">P ontualmente às
4h42, a canavieira Ilma Francisca de Souza parte para o trabalho com sua marmita
fornida de arroz coberto por uma lingüiça cortadinha. Em outro bairro de
Serrana, ainda antes de o sol nascer, Rosimira Lopes sai para o canavial levando
arroz com um só acompanhamento: feijão.<BR>Durante o dia, elas vão dar conta da
comida, que já terá esfriado. A despeito do notável progresso que ergue usinas
de etanol com tecnologia assombrosa, <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="o Brasil">o Brasil</st1:PersonName> segue sem servir refeições
quentes aos lavradores da cana-de-açúcar.<BR>A bóia continua fria.<BR>Durante
dois meses, a Folha investigou as condições de vida e trabalho dos cortadores de
cana no Estado que detém 60% da produção do país que é o principal produtor do
planeta.<BR>Gente como Ilma e Rosimira.<BR>Em uma das etapas de apuração da
reportagem, por 15 dias percorreram-se <st1:metricconverter w:st="on"
ProductID="3.810 quilômetros">3.810 quilômetros</st1:metricconverter> de carro,
o equivalente a nove trajetos São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName>-Rio de Janeiro. Um mapa [veja na pág. 6] mostra
onde ficam as cidades visitadas.<BR>Pela primeira vez em cinco séculos, desde
que as mudas pioneiras foram trazidas pelos portugueses, em 2008 ao menos metade
da cana de São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName> não será colhida
por mãos, mas por máquinas. É o que anunciam os usineiros.<BR>Como na virada do
século 16 para o 17, quando o país era o líder do fabrico de açúcar, a cana
oferece imensas oportunidades ao Brasil, em torno do álcool combustível do qual
ela é matéria-prima. O etanol pode se transformar em commodity, com cotação no
mercado internacional. As usinas geram energia elétrica.<BR>A riqueza do setor
sucroalcooleiro, que movimentará neste ano R$ 40 bilhões, não atingiu os
lavradores. Em 1985, um cortador em São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName> ganhava em média R$ 32,70 por dia (valor
atualizado). Em 2007, recebeu R$ 28,90. A remuneração caiu, mas as exigências no
trabalho aumentaram. Em 1985, o trabalhador cortava 5 toneladas diárias de cana.
Na safra atual, 9,3.<BR>Em 19 cidades do interior -na capital foi ouvido um
representante dos empresários- , os repórteres procuraram entender por que,
entre nove culturas agrícolas, a da cana reúne os trabalhadores mais
jovens.<BR>Exige alto esforço físico uma atividade em que é preciso dar 3.792
golpes com o facão e fazer 3.994 flexões de coluna para colher 11,5 toneladas no
dia. Nos últimos anos, mortes de canavieiros foram associadas ao excesso de
trabalho.<BR>Conta-se a seguir o caso de um bóia-fria que morreu semanas após
colher 16,5 toneladas. Não há paralelo em qualquer região com tamanho
rendimento.<BR>Na estrada, flagraram-se ônibus deteriorados, ausência de
equipamentos de segurança no campo, moradias sem higiene e pagamento de salário
inferior ao mínimo.<BR>Conheceram-se comunidades de canavieiros que dependem do
Bolsa Família, migrantes que tentam a sorte e lavradores que querem se livrar do
crack e de outras drogas.<BR>Descobriram-se documentos que comprovam a
existência de fraudes no peso da cana, lesando os
lavradores.<BR><BR><B>Escravidão</B><BR>No auge e na decadência do ciclo da
cana-de-açúcar, os escravos cuidaram da lavoura e puseram os engenhos para
funcionar. A arrancada do etanol brasileiro foi dada por lavradores na maioria
negros.<BR>Assim como os escravos sumiram de certa historiografia, os cortadores
são uma espécie invisível nas publicações do setor. Exibem-se usinas high-tech,
mas oculta-se a mão-de-obra da roça.<BR>Impressiona na viagem ao mundo e ao
submundo da cana a semelhança de símbolos da lavoura atual com a era
pré-Abolição. O fiscal das usinas é chamado de feitor.<BR>Acumulam-se denúncias
de trabalho escravo. É um erro supor que as acusações de degradação passem longe
do Estado mais rico do país e se limitem ao "Brasil profundo". Uma delas é
narrada adiante. Em São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>,
localiza-se Ribeirão Preto, centro canavieiro tratado como a nossa
"Califórnia".<BR>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem minimizado os
relatos sobre trabalho penoso nos canaviais. No ano passado, ele disse que os
usineiros "estão virando heróis nacionais e mundiais porque todo mundo está de
olho no álcool".<BR>O medo de retaliações é grande entre os canavieiros. Nenhum
nome foi mudado nos textos, mas algumas pessoas, a pedido, são identificadas
apenas pelo prenome ou nem isso. As entrevistas foram gravadas com
consentimento.<BR>São muitos esses anti-heróis: segundo os usineiros, há 335 mil
cortadores de cana no Brasil, incluindo os 135 mil de São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName>. No Estado, prevê-se a extinção do corte manual
para 2015, junto com as queimadas que facilitam a colheita.<BR>Ilma e Rosimira
compõem uma espécie em extinção. Por meio milênio, os cortadores, escravos ou
assalariados, viveram tempos difíceis. Nos próximos anos, não será diferente:
com baixa qualificação, eles terão de procurar outros meios de
sobrevivência.<BR>Não há sindicato que não constate queda nas contratações.<BR>O
canavial não está tão longe quanto parece: ao encher o tanque com
<st1:metricconverter w:st="on" ProductID="49 litros">49
litros</st1:metricconverter> de álcool, consome-se uma tonelada de cana; quando
se adoça com açúcar o café da manhã, milhares de brasileiros já estão na lavoura
de facão na mão.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
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style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">=============================================================================================<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Times New Roman"
size=3> <FONT face=Arial size=2>FSP
25/8/2008</FONT></FONT></o:p></P></FONT></DIV></BODY></HTML>