[Carta O BERRO] Conheça e participe do blog em defesa da Reforma Agrária

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Sexta Março 19 20:12:11 FNT 2010


Carta O Berro.............................................repassem



Conheça o blog em defesa da Reforma Agrária

 

Por Rodrigo Vianna

De O Escrevinhador

 

A Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária -  formada a partir da iniciativa de um grupo de jornalistas, que assinaram manifesto para denunciar a ofensiva dos setores conservadoresque defendem o latifúndio -  lança um blog para acompanhar a chamada CPMI do MST e o processo de criminalização dos movimentos sociais.

 

O blog pretende também apresentar experiências que demonstram como os assentamentos têm um papel fundamental para o desenvolvimento do país, além de um raio-x da situação do campo, dos impactos do agronegócio para os trabalhadores rurais e para a produção de alimentos.

 

O endereço do blog é http://www.reformaagraria.blog.br/

 

Para aderir à rede de comunicadores, entre no blog e faça o seu cadastro. Contribua mandando textos, informações e denúncias do seu estado.

 

Abaixo, leia o manifesto e saiba quem faz parte da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária

 

MANIFESTO

 

Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo que o MST faz para compreender o que está em jogo.

 

Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada "grande imprensa brasileira" - associados a interesses de latifundiários, grileiros - e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de constranger aqueles que lutam pela reforma agrária.

 

A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano passado, numa ofensiva organizada. Agricultores miseráveis foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo "grave atentado". A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que foi parar nas telas da TV e nas páginas dos jornais. O recado parece ser: quem defende reforma agrária é "bandido", é "marginal". Exemplo claro de "criminalização" dos movimentos sociais.

 

Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de três décadas, o governo planeja rever os "índices de produtividade" que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e "provar" que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela "violência no campo".

 

Trata-se de grave distorção.

 

Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a pedra.

 

No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor sentido...

 

A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você dificilmente vai ver na TV. A violência e a impunidade no campo podem ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram assassinados nos últimos 25 anos. Detalhe: levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que dois terços dos homicídios no campo nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem impunes.

 

Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos trabalhadores rurais e ao MST. A reforma agrária interessa também aos que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para plantar - nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo latifúndio.

 

A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência urbana se explica - em parte - pelo deslocamento desorganizado de populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições medievais, nas periferias das grandes cidades.

 

Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e precisamos defender a reforma agrária.

 

Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques coordenados contra o MST fazem parte de uma ofensiva maior contra qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil mais justo.

 

Venha refletir com a gente:

 

- por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja dividida?

 

- como reagir a essa campanha infame no Congresso e na mídia?

 

- como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma agrária no Brasil?

 

É o convite que fazemos a você.

 

Assinam:

 

- Alcimir do Carmo.

 

- Altamiro Borges.

 

- Ana Facundes.

 

- André de Oliveira.

 

- André Freire.

 

- Antonio Biondi.

 

- Antonio Martins.

 

- Bia Barbosa.

 

- Breno Altman.

 

- Conceição Lemes.

 

- Cristina Charão.

 

- Cristovão Feil.

 

- Danilo Cerqueira César.

 

- Dênis de Moraes.

 

- Emiliano José.

 

- Emir Sader.

 

- Flávio Aguiar.

 

- Gilberto Maringoni.

 

- Giuseppe Cocco.

 

- Hamilton Octavio de Souza.

 

- Henrique Cortez.

 

- Igor Fuser.

 

- Jerry Alexandre de Oliveira.

 

- Joaquim Palhares.

 

- João Brant.

 

- João Franzin.

 

- Jonas Valente.

 

- Jorge Pereira Filho.

 

- José Arbex Jr.

 

- José Augusto Camargo.

 

- José Carlos Torves.

 

- José Reinaldo de Carvalho.

 

- José Roberto Mello.

 

- Ladislau Dowbor.

 

- Laurindo Lalo Leal Filho.

 

- Leonardo Sakamoto.

 

- Lilian Parise.

 

- Lúcia Rodrigues.

 

- Luiz Carlos Azenha.

 

- Márcia Nestardo.

 

- Marcia Quintanilha.

 

- Maria Luisa Franco Busse.

 

- Mario Augusto Jacobskind.

 

- Miriyám Hess.

 

- Nilza Iraci.

 

- Otávio Nagoya.

 

- Paulo Lima.

 

- Paulo Zocchi.

 

- Pedro Pomar.

 

- Rachel Moreno.

 

- Raul Pont.

 

- Renata Mielli.

 

- Renato Rovai.

 

- Rita Casaro.

 

- Rita Freire.

 

- Rodrigo Savazoni.

 

- Rodrigo Vianna.

 

- Rose Nogueira.

 

- Rubens Corvetto.

 

- Sandra Mariano.

 

- Sérgio Caldieri.

 

- Sérgio Gomes.

 

- Sérgio Murilo de Andrade.

 

- Soraya Misleh.

 

- Tatiana Merlino.

 

- Terezinha Vicente.



-Vanderley Caixe - Carta O Berro

 

- Vânia Alves.

 

- Venício A. de Lima.

 

- Verena Glass.

 

- Vito Giannotti.

 

- Wagner Nabuco.

 



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