From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Mar 1 20:03:51 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 1 Mar 2010 19:03:51 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Homenagem da Carta O Berro ao Rio de Janeiro Message-ID: Grupos.com.br Homenagem da Carta O Berro ao Rio de Janeiro RIO DE JANEIRO 445 Anos -------------------------------------------------------------------------------- Rio de Janeiro Panorâmico Site em russo - clique no mapa em caixa de diálogo e escolha os locais e .... (clique) http://www.zubetzblitz.narod.ru/GALARY/tour_brasil/rio/rio.html -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100301/a2eca5d8/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100301/a2eca5d8/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Mar 1 20:03:56 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 1 Mar 2010 19:03:56 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Aeron=E1utica_entrega_documentos_?= =?iso-8859-1?q?=22perdidos=22?= Message-ID: <12CBDDBFAADC46FE869CF07DB58B5B46@vcaixe> Carta O Berro....................................................................................................................repassem São Paulo, segunda-feira, 01 de março de 2010 Aeronáutica entrega documentos "perdidos" Mais de 50 mil papéis da ditadura, que a FAB afirmava terem sido destruídos, foram para o Arquivo Nacional DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O Comando da Aeronáutica entregou ao Arquivo Nacional documentos secretos que produziu durante a ditadura e que antes afirmava terem sido destruídos. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", foram 189 caixas com mais de 50 mil documentos acumulados entre 1964 e 1985. O acervo contém fichas pessoais, relatórios de monitoramento, instruções a militares e papéis referentes à guerrilha do Araguaia. Também constam informações sobre Fidel Castro, Ernesto Che Guevara (1928-1967) e Carlos Lamarca, morto em 1971. Até o início da noite de ontem, a assessoria de comunicação da Aeronáutica se preparava para divulgar uma nota sobre o assunto, mas até a conclusão desta edição o texto não havia sido publicado. O arquivo entregue faz parte do acervo do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica. A transferência dos documentos foi realizada por oficiais de alta patente, sob a proteção de soldados. O acervo está em fase de catalogação e ainda não está disponível para consulta. Em 2006, a Aeronáutica chegou a comunicar à Casa Civil a existência de um acervo com "documentação genérica", mas negou que houvesse documentação sobre monitoramento, infiltração de agentes e perseguição política. De acordo com a reportagem, a análise de alguns dos informes do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica indica que documentos importantes podem ter sido retirados antes da entrega. Texto Anterior: Acesso a dados deve ser lei, diz especialista -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100301/b3d858d7/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1088 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100301/b3d858d7/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 828 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100301/b3d858d7/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Mar 2 17:42:07 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 2 Mar 2010 16:42:07 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Para_onde_vai_a_Arg=E9lia=3F_por_?= =?iso-8859-1?q?Miguel_Urbano_Rodrigues?= Message-ID: <837A71CF274547CF8097FB79430C3157@vcaixe> Carta O Berro..........................................................................................................repassem Para onde vai a Argélia? Miguel Urbano Rodrigues conheceu Argel em 1953 quando era a capital de uma colónia mascarada de parcela da França. Neste artigo, após uma breve visita, escreve sobre a Argélia do início do século XXI, um país atormentado mas fascinante cujo presente não corresponde à esperança suscitada por uma luta heróica pela independência. Miguel Urbano Rodrigues - 02.03.10 O fascínio que Argel exerce há séculos sobre os estrangeiros que ali chegam é inseparável do cenário. O casario, predominantemente branco, sobe pelas encostas que a encerram em gigantesca taça, moldura de uma baía deslumbrante, apenas superada em grandeza pela Guabanara e Nápoles. O Colóquio Internacional de Homenagem a Georges Labica proporcionou-me em Fevereiro o reencontro com a cidade, por onde tinha passado em 1953 quando a Argélia era ainda uma colónia mascarada de parcela da França. Dessa breve visita guardava na memória imagens de uma cidade onde a grande maioria dos moradores era de origem francesa. Recordo ter percorrido então a Casbah, o núcleo urbano anterior à conquista onde residiam muitas dezenas de milhares de muçulmanos, definidos como indígenas pela administração colonial. Achei a Casbah actual quase irreconhecível. Agora Argel é uma cidade muçulmana onde os europeus são uma minoria insignificante. Na Casbah não há gendarmes nem bandeiras francesas, o árabe substituiu a língua de Voltaire como idioma nacional, mas a modernidade aparente da era da globalização impõe-se nos ruídos das ruas, nas cores de cartazes publicitários, e no desaparecimento do vestuário tradicional. Declarada património da humanidade, a cidade velha não se assemelha a qualquer outra do Islão. Nos 45 hectares que restam da antiga capital amuralhada da época da conquista, concentram-se 1.200 casas, labirinto de ruelas, becos, escadas tortuosas, numa malha urbana onde se destacam mesquitas e palácios do período da dominação turca, santuários, museus, um medersa (universidade corânica) e minúsculas lojas. Com alguma surpresa, recordando cidades asiáticas do Islão como a antiga Cabul, achei a Casbah limpa. Percorrendo o dédalo das suas ruas, a minha imaginação viajou pelo tempo. Revivi a gesta da resistência de 18 anos do emir Abdel Kader à invasão francesa de 1830 e, com emoção, a luta travada na Casbah pelos patriotas da FLN contra os paraquedistas de Massu, imortalizada em «A Batalha de Argel», o filme de Pontecorvo. Pisando aquele solo milenar, com o olhar descendo para o mar azul das escarpas nuas que fecham o horizonte, subiu em mim naquela tarde fria um sentimento de respeito e admiração pelos povos da Argélia que ao longo de 20 séculos se bateram com heroísmo contra todos os invasores desde Roma à ocupação francesa. UM PAÍS MILITARIZADO As Forças Armadas Argelinas, avaliadas em 180.000 homens (as mulheres são escassas no exército), constituem hoje talvez o corpo militar mais numeroso no Continente africano, superando as do Egipto. Esse gigantismo não resulta de qualquer ameaça externa previsível. O exército cresceu como resposta do Estado à onda de violência desencadeada na sociedade argelina pela Frente Islâmica de Salvação - FIS. Não cabe neste artigo comentar a situação criada pelo desafio do radicalismo islamista ao Poder detido pelos herdeiros do movimento que dirigira a luta pela independência nacional. Registo somente que a mensagem do FIS encontrou de início receptividade entre as camadas mais desfavorecidas de uma população misérrima, que perdera a esperança suscitada pela independência e as promessas do «socialismo argelino». Enquanto a população do país quadruplicou desde meados do século passado - hoje supera os 30 milhões - a anunciada revolução não se concretizou e o êxodo total da população europeia provocou o desmoronamento do sistema económico preexistente. A anulação das eleições ganhas pelo FIS, que beneficiava do descontentamento geral, traduziu-se numa vaga de violência irracional (150.000 mortos e centenas de milhares de exilados). O Grande Medo contribuiu decisivamente para a perda de popularidade da organização. A resposta do Estado foi a militarização do país. Argel é hoje uma cidade muito mais «segura» do que a maioria das capitais da América Latina. A FIS foi militarmente esmagada. Mas o preço social da derrota infligida à organização islamista foi muito alto. A densidade do policiamento e a visibilidade do dispositivo militar impressionam o forasteiro. Às seis da tarde não se encontra uma mulher nas praças e ruas do centro; às oito, a cidade, deserta, parece adormecida. A vida nocturna é praticamente inexistente. O contraste com o dia perturba o visitante porque a grande metrópole (talvez uns três milhões com os subúrbios, mas as estatísticas argelinas não inspiram muita confiança) é um formigueiro de gente desde a manhã ao pôr-do-sol. Na própria Residência oficial onde se realizou o Colóquio Labica, reservada aos participantes e convidados, não se podia entrar sem passagem por um detector de metais similar ao dos aeroportos. Um cordão de militares cerca a capital à noite. Mas nas três vezes que saímos para jantar em restaurantes do centro, distante meia dúzia de quilómetros dos bairros altos, os carros oficiais em que seguíamos foram submetidos a numerosos controlos em postos militares. Com os táxis, a inspecção é mais rigorosa. UMA ECONOMIA FRÁGIL Durante a nossa breve permanência em Argel, a minha companheira e eu tivemos a oportunidade de manter prolongados encontros com velhos combatentes da guerra de independência. Essas conversas proporcionaram-me uma informação importante, embora superficial sobre a conjuntura argelina, tal como a sentem e vivem intelectuais revolucionários distanciados do Poder. Falei também com jornalistas que esboçaram um panorama da comunicação social. Uma realidade indesmentível: a dependência da Argélia dos combustíveis é preocupante. O petróleo e o gás fornecem, segundo as estatísticas oficiais, quase 98% das exportações do país e representam 40% do Produto Interno Bruto. As reservas comprovadas garantem a extracção no nível actual até 2030, o que suscita inquietação quanto ao futuro de uma sociedade na qual o sector produtivo é de uma insuficiência transparente. A agricultura atravessa uma crise profunda, agravada pela política neoliberal ortodoxa imposta no início dos anos 90. Um punhado de multimilionários monopoliza as importações de cereais, leite e carne, com a cumplicidade de personalidades destacadas do Exército. A consequência dessa estratégia foi desastrosa para os produtores nacionais, incapazes de suportar a concorrência dos preços internacionais. Aliás, as cooperativas estatais formadas após a independência não puderam corresponder às esperanças nelas depositadas por falta de apoio do Poder central. Essa grande burguesia, que acumulou fortunas colossais, possui casas no estrangeiro, onde passa largas temporadas. Não se conhece o nível das suas contas em bancos suíços, mas é certamente elevadíssimo. Num patamar inferior, formou-se uma burguesia próspera, enriquecida também através de negócios escuros. Mas muitos milhões de argelinos vivem abaixo do nível da pobreza. A crise económica e social assumiu tamanhas proporções que o governo sentiu a necessidade de reconhecer o fracasso da chamada economia de mercado cuja apologia fizera durante anos. No seu discurso de Junho de 2008, o Presidente Bouteflika anunciou uma viragem de estratégia. Mas a condenação da política neoliberal não foi acompanhada da formulação de uma alternativa. Não basta reconhecer que as transnacionais que tinham prometido realizar investimentos grandiosos trataram de saquear o país, tripudiando sobre os compromissos assumidos. A nova lei de finanças suprimiu os privilégios de que gozava o capital estrangeiro; mas o Poder não elaborou um projecto nacional. O Presidente Boumedienne, após o golpe que derrubou Ben Bella, ainda utilizou durante algum tempo a expressão «socialismo argelino». Mas a fórmula, retórica, não travou a marcha do país rumo a um capitalismo dependente. A indústria metalúrgica, que gerou esperanças graças a uma siderurgia nacional que viabilizou a produção de tractores e a montagem de veículos de transporte, é hoje pouco mais do que uma recordação. O PIB per capita não excede 2.300 dólares. A Argélia é territorialmente um gigante com mais de 2.350.000 quilómetros quadrados (grande parte no Deserto do Sahara, onde se concentram o petróleo e o gás). Mas enormes extensões de terras férteis permanecem incultas. TEMOR DO FUTURO Uma implantação débil da Internet facilita a compreensão de um absurdo aparente: as grandes tiragens dos jornais argelinos num Continente onde se lê pouquíssimo. O maior diário do país, em língua árabe, tem uma tiragem que ronda os 400.000 exemplares. O principal dos diários de língua francesa atinge os 80.000. Oficialmente não existe censura. Mas jornalistas com quem falei disseram-me que a auto-censura é rotineira na maioria das redacções. Como a corrupção é considerada um flagelo nacional, os editoriais e reportagens sobre grandes escândalos são tolerados e por vezes incentivados. Mas desde que neles não seja transparente o envolvimento de altas personalidades das Forças Armadas. Oficialmente, estas apresentam-se unidas no apoio ao regime. Mas a realidade desmente a imagem difundida. No corpo de oficiais, mesmo nos escalões superiores, manifestam-se tendências contraditórias quanto ao rumo do país. Na área internacional a imprensa é anti-sionista e, com o apoio oficial, solidária com a luta dos povos da Palestina e do Líbano. O Hamas e o Hezbollah não são satanizados, ao contrário do que ocorre noutros países muçulmanos. As críticas às guerras de agressão dos EUA no Iraque e no Afeganistão e às campanhas contra o Irão são aliás frequentes. Mas no tocante às relações internacionais do governo Bouteflika as surpresas são muitas para o visitante desconhecedor dos meandros sinuosos da estratégia do Poder. A economia está orientada para a União Europeia (aproximadamente 60% do comércio externo), mas o alto comando do Exército aprofunda a cooperação militar com a China e mantêm relações cordiais com Washington. É inquietante que a CIA tenha sido autorizada a funcionar discretamente em Argel. O governo Obama, invocando a necessidade de «combater o terrorismo» no Continente iniciou negociações - segundo a revista web de Michel Collon - tendentes à utilização pelos EUA da nova base militar instalada em Tamanrasset, no extremo sul. Com o governo de Sarkozy as relações são hoje marcadas por uma tensão inocultável. A França foi forçada pela luta do povo argelino a aceitar a independência do país. Mas os seus sucessivos governos nunca assumiram uma atitude responsável no relacionamento com a República da Argélia. Não somente recusaram sempre debater a legitimidade de reparações materiais ao povo da sua antiga colónia (centenas de milhares de argelinos foram mortos durante os oito anos da guerra que provocou enormes destruições materiais) como, sobretudo desde que Sarkozy chegou à Presidência, insistem em reescrever a História, apresentando a colonização como globalmente positiva. UM GOVERNO DESPRESTIGIADO A FLN, o partido do governo, é hoje uma caricatura do movimento de libertação que dirigiu a luta pela independência numa guerra de oito anos. Como não dispõe de uma base eleitoral que lhe garanta maioria no Parlamento montou uma heterogénea coligação, a Aliança Presidencial. Os seus parceiros são a União Nacional Democrática (RND), um partido de tecnocratas cuja bandeira é a modernização do país, e o Movimento Social Popular (ex-Hamas), organização populista. A ideologia está ausente da teoria e da prática da Aliança e do governo por ela apoiado. O Presidente Bouteflika mantém-se no poder pela inexistência de uma alternativa a curto prazo. Mas perdeu o escasso prestígio que tinha ao ser eleito em 1999. Na opinião de observadores internacionais o FIS, não obstante inspirar hoje mais temor e repulsa do que simpatia, venceria as próximas eleições se elas fossem normais. Seria essa uma forma de castigar Bouteflika e os seus aliados. Para se avaliar a complexidade da reacção popular perante o Poder e aqueles que para o enfrentar optaram por uma orgia de violência é útil esclarecer que o analfabetismo real na Argélia deve rondar os 50%, o que desmente as estatísticas oficiais. O fosso que separa uma intelectualidade brilhante (na Universidade o francês predomina sobre o árabe) e as massas é muito profundo. Mas é importante registar que houve um enorme progresso no campo da Educação. Antes da independência apenas umas centenas de argelinos tinham acesso ao ensino universitário, reservado quase exclusivamente a europeus. Hoje, o total de estudantes nas numerosas universidades existentes ultrapassa os 250.000. Lamentavelmente, o diploma, concluídos os cursos, não assegura trabalho a dezenas de milhares, cuja frustração é legítima. Os sindicatos são hoje de pura fachada, e o desemprego, elevadíssimo, dificulta a luta dos trabalhadores cuja combatividade é escassa pela ausência de uma organização revolucionária com implantação entre a classe operária, capaz de a mobilizar em defesa dos seus direitos, uma organização que pudesse desempenhar o papel assumido durante a guerra pelo Partido Comunista Argelino. Num país onde o salário mínimo equivale a 150 euros, e o médio oscila entre os 250 e os 300, o custo de vida é comparável ao de Portugal com a peculiaridade de os hotéis e os restaurantes serem caríssimos. Para onde caminha a Argélia? Não me sinto em condições de esboçar uma resposta. Nos meus breves dias de Argel encontrei-me me num país desconhecido que perdeu a grande esperança que mobilizou a nação numa guerra de libertação épica. A juventude actual nasceu após a guerra da independência, tal como a geração anterior. Sente uma enorme frustração pela ausência de perspectivas. Um veterano do combate dos anos 50 dizia-me, com tristeza: «Milhares de jovens emigram todos os anos, principalmente para a França e o Quebec, no Canadá. Acredito que se não fosse a extrema dificuldade de obtenção de vistos para entrar na Europa e na América, nove entre cada dez jovens argelinos, deixaria o país». O futuro próximo parece sombrio. Mas a história heróica dos povos da Argélia demarca-me de uma atitude pessimista. Conheci ali neste reencontro homens cuja lucidez e firmeza reforçaram a minha confiança no amanhã da terra milenarmente martirizada da Argélia, berço de grandes pensadores e sábios e de revolucionários que se impuseram ao respeito da humanidade. Serpa, Fevereiro de 2010 -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100302/b0c8b6fc/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1319 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100302/b0c8b6fc/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7965 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100302/b0c8b6fc/attachment-0003.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 9601 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100302/b0c8b6fc/attachment-0005.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Mar 2 21:19:03 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 2 Mar 2010 20:19:03 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Audi=EAncia_p=FAblica_-_amanh=E3_?= =?iso-8859-1?q?-do_o_r=E9u_confesso_dos_assassinatos_de_Andr=E9_Gr?= =?iso-8859-1?q?abois=2C_Jo=E3o_Gualberto=2C_Divino_Ferreira_de_Sou?= =?iso-8859-1?q?sa_e_o_campon=EAs_Ant=F4nio_=22Alfaiate=22?= Message-ID: <603B2F1D78FD42B28715D4992C4B076F@vcaixe> Carta O Berro...............................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Eli Eliete From: Victória Grabois Amanhã 03/03/2010 às 14:30h, na 29ª Vara da Justiça Federal, na av. Rio Branco (ao lado do Centro da Justiça Federal) acontecerá a audiência do Tenente Coronel Lício Maciel, o réu confesso dos assassinatos de André Grabois, João Gualberto, Divino Ferreira de Sousa e o camponês Antônio "Alfaiate". Esperamos o comparecimento de tod at s é muito importante a pressão da sociedade. Vamos levar faixas e cartazes. Saudações fraternais, Victória Grabois __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100302/2b6ad3f0/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Mar 3 19:58:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 3 Mar 2010 18:58:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?video_da_reuni=E3o_da_diretoria_da?= =?iso-8859-1?q?_Veja=2C_em_1_de_fevererio_de_2010=2C_diante_da_que?= =?iso-8859-1?q?da_das_vendas=2E?= Message-ID: <57ACD35EF4CB4403ABE89948A917330D@vcaixe> Carta O Berro........................................................................................repassem Cliquem no link abaixo. É genial! Uma das melhores sátiras sobre a "Veja"! e sua reuniao de diretoria em fevereiro. http://www.youtube.com/watch?v=i3yUqFvlsT4 -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100303/9d673c79/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1768 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100303/9d673c79/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Mar 3 19:58:34 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 3 Mar 2010 18:58:34 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_HOMENAGENS_PARA_LUIZ_CARLOS_PREST?= =?iso-8859-1?q?ES____Dia_7_de_mar=E7o_=28DOMINGO=29_10_horas_da_ma?= =?iso-8859-1?q?nh=E3__-_RJ?= Message-ID: <8A3A9C8F4DE74AFFAC0BDEBBAD3D2FB7@vcaixe> Carta O Berro......................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Luiz Ragon Caros Amigos: No próximo de 7 de março, cumprem-se 20 anos do falecimento de LUIZ CARLOS PRESTES. Vamos homenagear sua memória junto à sua sepultura no Cemitério São João Batista, entrada principal, rua General Polidoro (BOTAFOGO). Dia 7 de março (DOMINGO) 10 horas da manhã ANITA L. PRESTES -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100303/695e2f2c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 18348 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100303/695e2f2c/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Mar 3 19:58:52 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 3 Mar 2010 18:58:52 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_JAGUN=C7OS_E_COR=D3NEIS_DA_M=CDDI?= =?iso-8859-1?q?A_FAZEM_CONVESCOTE_EM_S=C3O_PAULO_-_Instituto_Mille?= =?iso-8859-1?q?nium_=3A_A_confer=EAncia_de_comunica=E7=E3o_particu?= =?iso-8859-1?q?lar_da_direita?= Message-ID: Carta O Berro...............................................................................repassej From: beatrice elo ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________ JAGUNÇOS E CORÓNEIS DA MÍDIA FAZEM CONVESCOTE EM SÃO PAULO Instituto Millenium: A Conferência de Comunicação particular da Direita Fórum Democracia e Liberdade de Expressão exibe preocupação da mídia com avanços democráticos. Ataques a governos de centroesquerda e aos movimentos sociais dão o tom. por Gilberto Maringoni, em Opera Mundi "O Plano Nacional de Direitos Humanos [PNDH] é um totalitário", "o stalinismo predomina no PT", "temos de ir para a ofensiva", "Vamos acabar com essa história de ouvir o outro lado na imprensa", "governo cínico, cínico, cínico!", "democracia não é só eleição". Frases assim, proclamadas com ênfase quase raivosa, deram o tom no Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado na segunda (1), em São Paulo. O evento, promovido pelo Instituto Millenium, foi uma espécie de Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) particular da direita brasileira, facção grande mídia. Revezaram-se nos microfones, convidados internacionais, donos de conglomerados e seus funcionários de confiança. Fala-se aqui da Editora Abril, da Rede Globo, da Rede Brasil Sul (RBS), da Folha de S. Paulo, do Estado de S. Paulo e agregados. Como se sabe, tais setores resolveram boicotar a I Confecom, um processo democrático ocorrido em todos os estados da Federação, que culminou em uma etapa nacional, realizada em dezembro último. Presentes nesta, cerca de 1,3 mil delegados, entre empresários, movimentos sociais e governo. O total de pessoas envolvidas em suas fases regionais envolveu cerca de 12 mil participantes. Terceirizando a bílis Pois o Instituto Millenium fez seu convescote para cerca de 180 participantes. Eram empresários, jornalistas e interessados, que desembolsaram R$ 500 cada um, por um dia de atividades. Na mira dos palestrantes, os governos de centro esquerda da América Latina, os movimentos sociais, o governo Lula e o PNDH. As intervenções mais moderadas foram as de Roberto Civita (Abril) e de Otávio Frias Filho (Folha), que buscaram, de certa forma, situar seus interesses na cena política. Externam o que se espera de proprietários de monopólios. Defendem a livre iniciativa de "investidas antidemocráticas como o controle social da mídia" e "menos legislação para o setor", no dizer de Civita. Roberto Irineu Marinho (Globo) foi ainda mais discreto. Ficou na platéia e f ez uma única pergunta por escrito ao longo de todo o dia. Mantêm uma certa linha. Os três resolveram terceirizar a artilharia pesada para seus empregados, que fizeram uma verdadeira competição para ver quem seria o Carlos Lacerda (1914-1977) da Nova Era. O ex-governador da Guanabara, como se sabe, se notabilizou entre o final dos anos 1950 e início da década seguinte como o mais notável agitador, na TV e no rádio, em favor do golpe de 1964. Dono de uma retórica incendiária, Lacerda intimidava adversários e aglutinava seguidores para a derrubada do presidente João Goulart. Nessa toada, os conferencistas tiveram a inusitada ajuda do Ministro das Comunicações Helio Costa,e do deputado Antonio Palocci (PT), como se verá adiante. Visão particular da História A primeira mesa trouxe três convidados externos, o argentino Adrian Ventura (La Nación), o âncora da televisão equatoriana Carlos Vera (Ecuavisa) e o venezuelano Marcel Granier (dono da RCTV, cuja concessão não foi renovada em 2007). Arrogante e inflamado, Vera afirmou que em seu país "não existe liberdade de expressão". Reclamou que seu canal de TV não recebe mais publicidade estatal e acusou o presidente Rafael Correa - "um ditador" - de ter sido eleito "por prostitutas". Já Marcel Granier foi saudado como uma espécie de símbolo da luta pela liberdade de imprensa pelo apresentador Marcelo Rech, diretor da RBS. O proprietário da rede venezuelana denuncia "o autoritarismo do governo Hugo Chávez". Desfia o que diz serem provocações, intimidações e a certa altura, de passagem, fala da "renúncia" de Chávez. Em nenhum momento menciona o golpe de Estado de 2002 e ao papel da grande mídia de seu país. Parece que toda a tensão em seu país nasceu por geração espontânea. Uma visão particular da História, sem dúvida. Granier e seus colegas de mesa não deixam de deplorar a existência de aliados dos tais governos ditatoriais entre os empresários da mídia. Aliados, não. "Cúmplices", sublinha o mediador Rech, com anuência dos convidados. De costas para o governo Logo após a mesa inicial, chega o convidado mais aguardado da manhã chuvosa, o Ministro das Comunicações Hélio Costa. Com seu inimitável penteado, o membro do governo falou o que a "seleta platéia", conforme sua expressão, queria ouvir. Buscou esvaziar a Confecom de qualquer significado maior. "Através de três ministros, Luís Dulci, Franklin Martins e eu, o governo foi unânime em decidir que em hipótese alguma se aceitará algum tipo de controle social da mídia". E enfatizou: "Isso não foi, não é e não será discutido", enfatiza para gáudio da maioria dos presentes. Genial. O membro do primeiro escalão confraterniza-se com os que deploram seu governo como marcado por tendências discricionárias. Libelu e Rolando Lero A terceira mesa, intitulada "Ameaças á democracia no Brasil" foi a mais trepidante de todas. Contou com Demétrio Magnoli, o Gustavo Corção da Libelu, Denis Rosenfeld, o Rolando Lero na filosofia gaúcha, e Amauri de Souza, sociólogo. Na mediação, Tonico Ferreira (Globo). Ferreira é mais um daqueles que um dia foram de esquerda e transitaram alegremente para a outra ponta do espectro político sem culpas. Chefe de redação do semanário Movimento, no final dos anos 1970, Ferreira, de saída, denuncia o caráter autoritário da lei eleitoral. "É censura", diz ele, antes de passar a palavra a Magnoli. Este não perde tempo. Logo faz um apanhado da história do PT e dispara: "A relação do partido com a democracia é ambígua. Juntamente com o PSOL, apoiou o fechamento da RCTV". Acusa a agremiação de Lula de fazer uma volta atrás em seu ideário democrático. "Retomaram a idéia autoritária de partido dirigente e de democracia burguesa", sentencia. E logo completa "Este movimento, de restauração stalinista, é reforçado pela emergência do chavismo e do apoio a Cuba". Na platéia uma senhora murmura: "Que vergonha, nosso governo apoiar isso". O risco, para Magnoli é um possível governo Dilma, supostamente mais subordinado ao PT do que a gestão Lula. O fim das ameaças, para ele, só acontecerá "com a vitória da oposição". Bingo! E culmina: "Não somos Venezuela e Cuba! Temos de falar que nós somos diferentes!". Aplausos entusiasmados. Rosenfeld vai pela mesma toada, mas busca elaborar uma "pensata" sobre o "corpo e o espírito do capitalismo". Segundo ele, o corpo vai muito bem. "Os grupos econômicos ganharam muito dinheiro nesses oito anos". O problema é o espírito, "os bens intangíveis", revela o filósofo. A base material é garantida pelo governo, nas palavras de Rosenfeld, "As metas de inflação, a autonomia operacional do Banco Central e o superávit fiscal" mostrariam um rumo seguro. Mas o espírito está sendo minado, alerta. Esse ectoplasma é "a liberdade de expressão" que estaria ameaçada. E enumera os problemas, numa tediosa repetição: "O PNDH, o MST, a questão dos quilombolas" etc. etc. etc. A sutileza do sr. Basile O seminário foi sumamente repetitivo, diga-se de passagem. No período da tarde, os previsíveis Arnaldo Jabor, Carlos Alberto di Franco (Opus Dei) e Sidnei Basile (diretor da Abril) tentaram dar novas roupagens ao samba de uma nota só do evento. Basile, sob o olhar atento de Roberto Civita, seu patrão, defende um regime de autorregulação para a imprensa. "Algo semelhante ao Conar" (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), formado pelas próprias agências, ao invés de uma lei para o setor. A proposta é ensandecida. Se aplicada a toda a sociedade, com cada um supervisionando seu próprio setor, o mundo seria uma graça. Um exemplo. Não haveria mais leis de trânsito, sinais, placas, mão e contramão. Os motoristas se reuniriam e fazem um código de autorregulação. Se os pedestres reclamarem, basta acusá-los de tentar bloquear um dos mais sagrados direitos, o de ir e vir dos motorizados. Todos se atorregulariam e chegaríamos ao reino encantado de Basile. No meio de seu delírio anarquista, o executivo, sempre observado pelo patrão, acusou a convocação da Confecom por parte do Presidente da República como um ato "cínico e hipócrita". Adendou: "Um conto do vigário". Basile é de uma sutileza a toda prova. Jabor, que aparentemente não preparou intervenção alguma, repetiu jaborices pelos cotovelos. Populismo autoritário, jacobinos, bolcheviques e quejandos formam o mundo a ser vencido. Homem experiente que é, contou mais uma vez já ter sido comunista. E disparou diatribes à granel. Impossível não lembrar de uma impagável frase do escritor paulistano Marcos Rey (1925-1999). Este dizia não gostar de dois tipos de gente, ex-comunistas e ex-fumantes, "porque ambos são metidos a dar conselhos". Reinaldos Azevedos às mancheias A quarta mesa - "Liberdade de expressão e Estado democrático de direito" - contou com a participação de três luminares: Reinaldo Azevedo (Veja), Marcelo Madureira (Casseta) e o Dr. Roberto Romano (Unicamp), os dois últimos tentando ver quem era mais Reinaldo Azevedo que o próprio Reinaldo Azevedo. O citado é um fenômeno da Natureza. Um criador de personagens. É uma espécie de Walt Disney de si próprio. Disney inventou o Mickey, o Pato Donald, o Pateta e uma plêiade de figuras inesquecíveis. Reinaldo Azevedo criou Reinaldo Azevedo. "Sou de direita!", avisa de saída. "A imprensa tem que acabar com o isentismo e o outroladismo, essa história de dar o mesmo espaço a todos". Madureira foi mais um alardear sua condição de ex-comunista. Fez piadinhas, embora não se saiba se seu cachê incluía chistes e gags. Atacou tendências autoritárias e "recadinhos" oficiais. "O governo pressiona os editores com os anúncios da Petrobras e do Banco do Brasil. Isso é censura!" Com a presença do patrão na platéia, logo sublinhou: "A Globo não nos censura". Mas o humorista da tarde foi o Dr. Roberto Romano. Este revelou ao mundo uma nova teoria, que vai pegar. É sobre a militância. Atenção: "O partido de militantes causa a corrosão do caráter". Guardem essa! Depois de A corrosão do caráter, de Richard Sennet, que fala dos vínculos trabalhistas e sociais tênues e sua influência no comportamento humano, um livro sério, o Dr. Romano vem com sua versão pândega. E explica: "No partido de militância não tem mais jornalista, médico e nem nada. Tem o militante que se reporta ao chefe". Isso, para as muitas luzes do Dr. Romano, corrói o caráter. Olha lá, Brasil! A partir de agora, só se falará em outra coisa! As pesquisas científicas do Dr. Romano o levaram a constatar, além de tudo, que "90% das ONGs são totalitárias". Como o mediador William Wack prometeu publicar a fala original do Dr. Romano no site do Instituto Millenium, o mundo aguarda ansioso as fontes empíricas de tão bombástica revelação. No fim de tudo, na última palestra, o deputado Antonio Pallocci veio confraternizar com aqueles que malharam sem dó seu partido e o governo que integrou até há poucos anos. Para agradar, também criticou o PNDH, no que foi cumprimentado ao final. Tendências não democráticas O Fórum do Instituto Millenium, apesar de seu tom folclórico, não é engraçado. Embora seja um direito democrático a organização de toda e qualquer facção política, é forçoso reconhecer que estas nada têm de democráticas ou plurais. Buscam se articular justamente para evitar reformas democratizantes no país e no setor de comunicação. Um ponto positivo é dado pela seguinte constatação: os monopólios de mídia se desgastaram com o boicote à Confecom. O tema da democratização da comunicação entrou na agenda nacional com força. O seminário é uma gritaria da direita. Sem problemas. O duro é buscarem, afirmar seus interesses contra a vontade e as necessidades da maioria da população. Agradecimento Este obscuro jornalista agradece sinceramente ao Dr. Roberto Romano pela menção ao texto "Instituto Millenium: toda a democracia que o dinheiro pode comprar!" , feita no calor de suas vibrantes intervenções. Apesar de ele ter recomendado às pessoas taparem o nariz para lê-lo, só posso ficar envaidecido com tão ilustre recomendação. http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/maringoni-forum-do-millenium-a-confecom-da-direita/ ... A JAGUNÇADA Adrián Ventura Jornalista argentino. Colunista do jornal "La Nación" Amaury de Souza Cientista político, sócio-diretor da Techne e da MCM Consultores Associados e autor de "A agenda Internacional do Brasil: A política externa brasileira de FHC a Lula" (Campus, 2009). Arnaldo Jabor Cineasta e comentarista da TV Globo e da rádio CBN. Autor de "Amor é prosa, sexo é poesia: crônicas afetivas" (Objetiva, 2004) e "Amigos ouvintes" (Globo, 2009). Carlos Alberto Di Franco Doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, professor de Ética, diretor do Master em Jornalismo e da Di Franco-Consultoria em Estratégia de Mídia. Carlos Alberto Sardenberg Jornalista, comentarista econômico da TV Globo e âncora da rádio CBN. Carlos Vera Jornalista equatoriano. Autor do livro "¡Nunca mordaza!" (Paradiso Editores) Demétrio Magnoli Sociólogo, doutor em Geografia Humana pela USP e colunista dos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". É autor dos livros "O mundo contemporâneo" (Saraiva, 2004), "História das guerras" (Contexto, 2006) e "Uma gota de sangue" (Contexto, 2009). Denis Rosenfield Filósofo, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutor em Estado pela Universidade de Paris. É articulista do jornal "O Estado de S. Paulo" e editor da revista "Filosofia Política". Fernando Gabeira Escritor, jornalista e deputado federal Luis Erlanger Jornalista e diretor da Central Globo de Comunicação. Marcel Granier Presidente da emissora venezuelana RCTV (Rádio Caracas Televisão). Marcelo Madureira Humorista e integrante do grupo "Casseta & Planeta". Miro Teixeira Advogado, jornalista, ex-ministro das Comunicações e deputado federal Reinaldo Azevedo Jornalista e articulista da "Veja". É autor dos livros "O país dos petralhas" (Record, 2008) e "Máximas de um país mínimo" (Record, 2009). Roberto Romano Professor de Ética e Filosofia Política da Unicamp. Autor dos livros "O caldeirão de Medéia" (Perspectiva, 2001), "Moral e Ciência - a monstruosidade no século XVIII" (Senac, 2002) e "O desafio do Islã e outros desafios" (Perspectiva, 2005). Sidnei Basile Jornalista e vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Abril. É autor de "A ética e o caminho das pedras - elementos de jornalismo econômico" (Negócio Editora/Campus, 2002). Tonico Ferreira É jornalista da TV Globo. Postado por RIZOMA BEATRICE às 9:16 AM http://www.grupobeatrice.blogspot.com/ -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100303/065ae976/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 164 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100303/065ae976/attachment-0035.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Mar 4 21:18:59 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 4 Mar 2010 20:18:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Clara_Anah=ED_Mariani_=2E__Estamo?= =?iso-8859-1?q?s_divulgando_essa_carta_para_que_possa_percorrer_o_?= =?iso-8859-1?q?mundo_e_ajud=E1-la_nessa_busca=2E?= Message-ID: <777AF4519CE8424D9CA2E16B71529ADD@vcaixe> Carta O Berro.............................................................repassem ----- Original Message ----- From: izaias almada ----- Original Message ----- From: Luiz Carlos Cintra Chicha Mariani, fundadora das "Abuelas de Plaza de Mayo" (Avós da Praca de Maio), já está bastante velhinha e quer reencontrar-se com a sua neta. Estamos divulgando essa carta para que possa percorrer o mundo e ajudá-la nessa busca. Clara Anahí Mariani nació el 12 de agosto de 1976. Tenía, desde un primer momento, un cuerpo y un nombre. Y padres. Su mamá se llamaba Diana Teruggi y estudiaba Letras. Su papá, Daniel Mariani, era economista. Ambos vivían en Plata, la ciudad donde se conocieron, donde compraron una casa modesta -ubicada en la calle 30 entre 55 y 56-, donde tuvieron una hija, donde fueron asesinados y donde Clara Anahí Mariani desapareció. Ocurrió el 24 de noviembre de 1976. Clara tenía tres meses. Esa mañana Diana se preparaba para llevarla, como todos los lunes y los miércoles, a la casa de su suegra. Pero nadie llegó a ninguna parte. En algún momento, la casa fue rodeada por tanques de guerra, helicópteros, patrulleros y doscientos miembros del Ejército. Todos estaban al mando de Ramón Camps -entonces jefe de la policía bonaerense- y querían sangre. No queda claro si alguien dijo "ahora". Sólo se sabe que la balacera reventó hasta el alma de las cosas. Y que Diana pudo, tras la primera descarga, esconder a Clara en una bañera, bajo una pila de almohadones. En la casa de Diana, Daniel y Clara funcionaba una imprenta de Montoneros, a la que se accedía de un modo solapado. Allí se editaba la revista Evita y una serie de publicaciones que echaban algo de luz sobre las muertes, las torturas y las desapariciones que eran fantasmas innombrables por buena parte de los medios de comunicación. Se sabe que al gobierno militar cierta prensa le molestaba mucho, entre tantas otras cosas que también le molestaban mucho. Diana fue acribillada bajo un limonero. En la unión de dos paredes -un rincón donde hoy se concentran decenas de agujeros de bala- fue asesinado Daniel Mendiburu Eliçabe, el marido de Feli, el papá de Pablito, el hermano de Fideo y Cali (Feli, Pablito, Fideo, Cali: los nombres de una parte de mi infancia; los compañeros de exilio de mi padre). También mataron a Roberto César Porfirio, Juan Carlos Peiris y Alberto Oscar Bossio, y volaron ventanas a punta de bazucas porque, en fin, a los militares les gustaba el tema de llegar de a cientos y en tanque, aunque "el enemigo" consistiera en cuatro personas y un bebé. Los únicos que no murieron esa tarde fueron Daniel Mariani -no estaba ahí, aunque sería asesinado ocho meses después- y Clara. Su llanto se escuchó cuando llegó el silencio. Y después no se escuchó otra cosa. Clara fue entregada a Ramón Camps y desde entonces crece en otra familia. Tiene mi misma edad: 34 años. Y un nombre que no es el suyo. Como todo lo demás, que tampoco es suyo. No tener nombre es no tener nada. La abuela de Clara se llama María Isabel "Chicha" Chorobik de Mariani, es fundadora de Abuelas de Plaza de Mayo y está viejita. Así lo dice el mail que recorre las casillas de muchísima gente estos días: a los 87 años, Chicha Mariani está viejita y, como todos los viejos, tiene la urgencia de los asuntos pendientes. Chicha busca a su nieta desde que encontró sus ropas mínimas entre los escombros de la calle 30. Un comisario le confirmó, en ese momento, que su nieta estaba viva y que había sido colocada "muy alto". Lo mismo le dijeron un monseñor y un capellán de La Plata. Chicha, entonces, llegó lo más alto que pudo. Tiene varios motivos para sospechar que su nieta podría ser Marcela Noble, la hija apropiada de Ernestina Herrera de Noble. No es fácil. No va a ser fácil. Chicha tiene 87 años y está viejita. Quizás algún día yo también sea abuela. Pero por ahora la cuestión del afecto es sólo esta suposición: cuando veo a mi madre querer a mi hijo, intuyo que el amor por un nieto es muy superior al mito alcanforado de la "tercera edad". Lo más preciado de lo más preciado: eso será un nieto. Un número elevado a su propia potencia, un último y desesperado aprendizaje. Hoy hay 400 Abuelas de Plaza de Mayo -nacidas en 1977 como Abuelas Argentinas con Nietitos Desaparecidos- buscando el único eslabón que las tiene atadas a los días. Morir sin encontrarlo, en el fondo, es haber vivido en una especie de inframundo. ¿Entonces es posible morir más de una vez? Claro que sí. Ellas saben que sí. Está comprobado que sobreviviste y estás en poder de alguien. Ya tienes 34 años y tu número de documento probablemente sea cercano al 25.476.305 con el que te anotamos. Yo quisiera pedirte que busques fotos de cuando eras bebé y las compares con las que acompañan este texto (.). A mis más de 80 años mi aspiración es abrazarte y reconocerme en tu mirada, me gustaría que vinieras hacia mí para que esta larga búsqueda se concretara en el mayor anhelo que me mantiene en pie, el que nos encontremos". Eso, en síntesis, dice la carta que hoy circula por la web. Dice, además, que el tiempo es poco, que hay que difundirla pronto y que todas las vías valen la pena. Ésta incluida. -- "Detras del miedo está la liberta Graffiti ========================================================================== Clara Anahí Mariani, seguimos te buscando. Por DESAPARECIDOS/AS 13/10/2008 às 13:14 Chicha Mariani, fundadora das "Abuelas de Plaza de Mayo" (Avós da Praca de Maio), já está bastante velhinha e quer reencontrar-se com a sua neta. Estamos divulgando essa carta para que possa percorrer o mundo e ajudá-la nessa busca. Fazemos isso pensando que se essa carta percorrer por novos caminhos, possa algum dia chegar a Clara Anahí. "Querida Anahí, Sou tua avó "Chicha" Chorobik de Mariani, te busco desde o momento em que Etchecolatz, Camps e suas tropas mataram a sua mãe e te sequestraram de tua casa na rua 30 número 1134 em La Plata, República Argentina. Era o dia 24 de novembro de 1976 e você tinha 3 meses de idade. Desde este momento comecamos a te buscar junto com o seu pai que também foi assassinado. Apesar de tentarem me convencer que você havia sido morta por um tiro, eu sabia que estava viva. Hoje esta comprovado que você sobreviveu e está sobre o poder de alguém. Já tem 31 anos e o teu número de documento provavelmente será algo perto do número que te registramos, 25.476.305. Eu queria te pedir que busque por fotos de quando era um bebe e que a compare com as que acompaham este texto. Lei a matéria completa. Abuelas de Plaza de Mayo | Madres de Plaza de Mayo | H.I.J.O.S | Quero dizer-te que teu avô paterno se dedicou a música e eu as artes plásticas; que os seus avós maternos se dedicaram as ciências, que tua mãe amava a literatura e teu pai era licensiado em economia. Ambos tinham um grande sentido de solidariedade e compromisso com a sociedade. Alguma coisa de tudo isso, com o tempo também será parte de tua vida, mesmo que tenha sido criada em um lugar diferente, sempre guardamos internamente os gens de nossos antepassados. Com certeza há muitas perguntas sem respostas dentro de ti. Aos meus mais de 80 anos de vida, a aspiracão que tenho é abraca-la e ser reconhecida por seus olhos, gostaria que viesse em minha direcão para que esta longa busca se concretize e esta saudade grande que possuo e me mantém de pé, que nos encontramos. Clara Anahí, enquanto te espero seguirei te buscando. Te abraca, sua avó "Chicha Mariani" -------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100304/9cc0cd83/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 21147 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100304/9cc0cd83/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 5 20:07:10 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 5 Mar 2010 19:07:10 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Os_fornos_cremat=F3rios_das_=22s?= =?iso-8859-1?q?obras_da_popula=E7=E3o=22?= Message-ID: <201F48C8BBB041B397CC5FE37E1B2342@vcaixe> Carta O Berro...............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: vera vassouras Laboratórios experimentais Incluídos e excluídos: Os fornos crematórios das "sobras da população". (IAR Noticias) 05-Marzo-2010 Vítimas dos bombardeiros de civis no Siri Lanka, em maio de 2009. Os novos fornos crematórios das "sobras da população" operam e estão ativados 24 horas por dia. São completamente invisíveis porque o sistema (os governos, a imprensa e a população mundial) são indiferentes a sua execução e não os registram em suas estatísticas. Não se trata de Hitler, senão de novos laboratórios militares experimentais de "solução final". Por Manuel Freytas (*) manuefreytas at iarnoticias.com O humano, um animal supostamente racional, hoje formado mental e psicologicamente pelos programas e os pensamentos de ação do sistema capitalista que governa o planeta, é o único espécime que desenvolveu uma estratégia e plano de ação para dominar, controlar e explorar seus semelhantes, executando políticas de extermínio social e de rapina meio ambiental muito além de suas necessidades individuais. Na perspectiva científica, o humano (do sistema capitalista) é um depredador em grande escala que, diferente das outras espécies, já não mata pela sobrevivência, senão para a construção do domínio econômico, político e social. Dentro dos parâmetros funcionais do sistema capitalista (estabelecido como "civilização única") as "sobras da população" são as massas expulsas do circuito do consumo como emergente histórico da dinâmica de concentração de riquezas em poucas mãos. Essas massas, que se multiplicam pelas periferias da Ásia, África e América Latina, não reúnem os Standards do consumo básico (sobrevivência mínima) que requer a estrutura funcional do sistema para gerar rentabilidade e novos ciclos de concentração de ativos empresariais e fortunas pessoais. Ademais, essas massas expulsas do círculo de consumo, requerem (para dar-lhe uma tela "compassiva" ao sistema) de uma estrutura "assistencialista" composta pela ONU e as organizações internacionais nos balanços dos governos e empresas transnacionais em escala global. Dentro do mercado e da sociedade de consumo capitalista, a lógica de produção não se mede pela satisfação das necessidades básicas da sociedade (comida, casa, saúde, educação, etc.) senão por outros parâmetros de otimização da rentabilidade privada. A produção de bens e serviços (essenciais para a sobrevivência) controlada pelo capitalismo está socializada, porém, sua utilização está privatizada. Não responde aos fins sociais de distribuição equitativa da riqueza produzida pelo trabalho social, senão objetivos de busca de rentabilidade capitalista privada. O objetivo estratégico central do sistema (sua lógica e essência funcional) está motorizado, em primeiro termo pela busca de rentabilidade para suas empresas e bancos transnacionais, sua coluna vertebral executora do sistema econômico dominante em escala planetária. Esta dinâmica - historicamente provada - gera uma resultante contraditória: Diminuição do consumo, concentração de riquezas em poucas mãos, e expulsão do circuito de consumo e da sobrevivência de milhões de pessoas. A população do mundo já supera os 6.500 bilhões de pessoas, das quais somente ao redor de 500 mil, as "classes altas" (ricos e super ricos) estão colocadas no l status de "nível ótimo" de consumo que requerem as necessidades operativas de rentabilidade dos bancos e empresas que hegemonizam a indústria, o comércio e as finanças do sistema capitalista imposto em escala global. Fora deste triângulo de "consumo ótimo", composto em seu vértice pelo segmento dos ricos e "super ricos", alimentado pelo setor concentrador de riqueza em escala global, se encontram outras 2.500 milhões de pessoas, as que (sem chegar ao "consumo ótimo" dos "super ricos") desenvolvem um "consumo regular" dos bens e serviços produzidos e oferecidos (para quem pague por eles) pela estrutura produtiva capitalista Este setor está formado pelos setores chamados "classes médias" (em estratos de "alta" a "baixa") que se alojam no meio da pirâmide da sociedade de consumo capitalista, tanto nos países centrais como nas áreas periféricas, emergentes ou subdesenvolvidas, da Ásia, África e América Latina. Debajo de estos segmentos, hay una franja de población de aproximadamente 3.500 millones de personas que oscilan entre l Debaixo destes segmentos, há uma faixa da população de aproximadamente 3.500 milhões de pessoas que oscilam entre a "pobreza estrutural" (não cobrem suas necessidades básicas) e a "indigência" (carentes de meios de sobrevivência), que formam uma "massa crítica" de expulsos do circuito do mercado de consumo de massas. "Pobres estruturais" e "indigentes" marcam as fronteiras da exclusão social, e são o produto histórico mais representativo, o emergente social de um sistema econômico que não produz com fins sociais senão com fins de rentabilidade individual conseguida com a exploração do trabalho social Como o sistema dominante só produz para quem possa pagar pelos bens e serviços, esta massa expulsa do circuito de consumo (pela dinâmica concentradora de riqueza em poucas mãos) é "sobra" do sistema capitalista, e só uma quantidade reduzida (a massa integrada que vai ficando atrás das expulsões periódicas) produz as ganâncias para as grandes empresas e bancos transnacionais que controlam todos os anéis da cadeia do mercado e da produção mundial. E esta expulsão sistemática dos parâmetros de sobrevivência humana arroja um resultado: Segundo a ONU, no mundo há mais de 3.500 milhões de pessoas que padecem de fome, pobreza ou desnutrição, a cifra mais alta da história, cerca da metade da população mundial, que hoje se estima ao redor de 7 milhões de pessoas. Segundo a ONU, com "menos de 1%" dos fundos econômicos que tem utilizado os governos capitalistas centrais para salvar o sistema financeiro global (bancos e empresas que desataram a crise econômica), se poderia resolver a calamidade e o sofrimento de milhões de vítimas da fome em escala mundial. E porquê não se faz? Por uma razão de fundo. Os pobres, os desamparados, as "sobras da população", não são um "produto rentável" para o sistema capitalista. Não consomem, ou o pouco que podem consumir para sobreviver em escalas marginas, não alcança para manter os Standards de rentabilidade que requer o aparato produtivo e a sociedade de consumo capitalista. Por tanto, a fábrica das "sobras de população" do sistema capitalista, gera como emergente mais imediato, bolsões de rebelião e estalidos sociais que se potencializam a níveis impensáveis dentro do colapso econômico financeiro desatado em escala mundial A "solução malthusiana" Que fazer com as "sobras da população", com os pobres, com os desintegrados expulsos do mercado de consumo capitalista? Podem voltar a ser incluídos dentro do mercado como consumidores regulares? Para os expertos, na atual configuração do sistema produtivo mundial (só orientado ao segmento dos que podem pagar) é logicamente improvável (senão impossível) reincorporar a massa das "sobras da população" que somente poderia realizar-se por meio da "socialização" da produção da riqueza mundial. Algo impossível de realizar dentro dos parâmetros de rentabilidade privada que rege a estrutura capitalista privada nivelada para todo o planeta E o que acontecerá quando os pobres e os famintos comecem a surgir como uma massa de rebelião violenta pelas áreas emergentes e subdesenvolvidas do sistema em escala global? O sistema, muito além de um assistencialismo superficial, não está desenhado nem preparado para cobrir contingências alimentarias em grande escala como já se verificou com a crise alimentaria produzida pela alto dos alimentos em 2008. Na Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentaria que se celebrou em Roma, em novembro passado, o diretor geral da Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO) das Nações Unidas, Jacques Diouf, diante da ausência dos líderes políticos dos países ricos, assinalou que "o problema da fome não é uma prioridade para os países mais ricos" O fracasso reiterado das cúpulas pela solução da pobreza e da fome revela por si só que os pobres e famintos do mundo (por uma estrita valoração da equação "custo-benefício" capitalista) já foram abandonados a sua sorte e condenados a morte sem juízo prévio. O capitalismo (está provado) carece de uma saída inclusiva e também de uma saída assistencialista para a massa das sobras da população que se incrementa aceleradamente com a crise econômica. Pague ou faça dieta: Parece ser a receita final do sistema capitalista para a massa mundial de sobras da população, empobrecida e faminta, que permanece fora do mercado de consumo. Que fazer com os pobres e famintos que possam marchar em uma rebelião sangrenta e desesperada à conquista de comida pela força, nas grandes cidades? Se o sistema não os pode incluir, qual é a solução? Aqui chegamos ao ponto de "solução malthusiana" mais descarada. Se o sistema capitalista não os pode incluir e quer sobreviver, evitando uma rebelião massiva dos pobres atacando suas metrópoles, por lógica, tem que buscar e concretizar uma nova forma cirúrgica de exterminá-los sem deixar rastro. Novos fornos crematórios de "solução final" em grande escala Laboratórios experimentais Como princípio experimental, os novos fornos crematórios das "sobras da população" agora mudaram de denominação. Já não se chamam fornos crematórios, senão "guerra contra-terrorista". Sob essa denominação, desde 2001, funcionam operações militares de extermínio massivo que abarcam áreas estratégicas das "sobras da população" da Ásia, África e Meio Oriente. Os novos fornos crematórios são os bombardeios massivos a supostos búnkeres de "terroristas" situados em áreas densamente povoadas por populações civis, habitadas por pobres e marginais, conformados como novos laboratórios experimentais de "solução final" (incorporada) para conter as futuras rebeliões de famintos. No Iraque, distintas organizações internacionais estimam em mais de um milhão de mortos desde a ocupação, no Afeganistão, as vítimas se contam por centenas de milhares nas frentes imperiais da Ásia e África, as vítimas se somam pro dezenas de milhares. Os extermínios militares continuados de Israel em Gaza e no Líbano, são apenas a ponta de um iceberg de um genocídio em alta escala das "sobras da população" que desde 2001, e em nome da "guerra contra-terrorista" tem massacrado milhões de seres humanos nas áreas subdesenvolvidas e pobres da Ásia, África e Meio Oriente. As matanças são diárias, sistemáticas e contínuas e ninguém as contabiliza em uma estatística gera que seguramente surpreenderia e chocaria pela intensidade numérica dos massacres que se somam à indiferença mundial de governos e das sociedades idiotizadas e alienadas pela estrutura midiática. Enquanto a população "incluída" goza de espetáculos, consome produtos e depressão individualista, e vive seus problemas como o fim da história, há uma maquinaria militar legitimada que executa as "sobras da população" durante 24 horas por dia. Esta nova "solução final" maltushiana aplicada militarmente, que do simples ao complexo, tem uma clara linha de execução e continuidade nos processos de ocupação militar (Iraque e Afeganistão) e em distintos cenários de "guerra contra o terrorismo" na Ásia, África e Meio Oriente. Líbano, Iraque, Gaza, Afeganistão, Paquistão, Sudão, Somália, entre outros (a margem dos objetivos geopolíticos e militares que representam dentro do tabuleiro da guerra inter-capitalista para apoderar-se do petróleo e dos recursos estratégicos), são teatros experimentais de extermínio militar em massa das "sobras da população" que funcionam sob a caricatura operativa da "guerra contra o terrorismo" Sob a total indiferença da população mundial "incluída" quase diariamente, e em nome da "guerra contra-terrorista", se registram matanças militares de "sobras da população" que são tomadas como "fato natural" pela imprensa do sistema. Gaza, Líbano, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Sudão, Somália, Nigéria e Yemen, são exemplos mais sobressalentes desses ensaios experimentais de supressão militar diária das "sobras da população" que se sucedem diante da total indiferença da sociedade mundial dos incluídos no mercado de consumo. Nesse cenário, após o Líbano e Gaza, a última experiência mais sobressalente de extermínio militar relâmpago das "sobras da população" em massa foi o Siri Lanka, em maio do ano passado. No Siri Lanka (ex Ceilão), o que os EEUU e as potências ocidentais qualificaram como "fase final contra o terrorismo tamil" foram assassinadas, em somente quatro semanas, mais de 20.000 civis, segundo uma investigação do diário britânico The Times. A cifra triplicou a informação oficial pela ONU e o governo títere ceilandês. Por sua vez, a operação extermínio militar deixou mais de 300.000 civis com suas casas destruídas e submetidas a uma catástrofe humanitária sem precedentes. O massacre, realizado mediante bombardeios aéreos e terrestres ininterruptos sobre populações civis, legitimou um precedente de "prática de genocídio impune", um procedimento de extermínio militar aceito e tolerado sobre a base da cumplicidade do "silêncio" dos governos mundiais e das organizações internacionais, aos que se somaram (na qualidade de grandes ocultadores e manipuladores) as grandes cadeias midiáticas e suas repetidoras locais a nível dos cinco continentes. Porém o laboratório nunca se deteve. Mais além de seus cíclicos "massacres relâmpago", os massacres funcionam durante 24 horas por dia como uma maquinaria aceita de extermínio massivo que não se detém nunca. No Afeganistão, Iraque, Paquistão, África e Meio Oriente, as operações de massacre das "sobras da população" são sistemáticas, e as cifras de mortos (que se somam diariamente) não são registradas pelas estatísticas oficiais nem pela imprensa do sistema. São os novos fornos crematórios para exterminar aos excluídos "as sobras" do sistema, que passam despercebidos pela má cumplicidade existente entre os meios de comunicação, os governos e a sociedade dos "incluídos" em escala global.. Como diria Bush a Obama. Trata-se da "guerra contra-terrorista", estúpido. ________________________________________ (*) Manuel Freytas es periodista, investigador, analista de estructuras del poder, especialista en inteligencia y comunicación estratégica. Es uno de los autores más difundidos y referenciados en la Web. Ver sus trabajos en Google y en IAR Noticias Trad. Vera Vassouras Nota - Observe-se, por exemplo, no que se refere ao direito humano de uso da energia elétrica. As privatizadas e seus conglomerados têm, na inadimplência, um ótimo investimento. Se o cidadão não paga sua conta de luz, na qual estão incluídos todos os impostos da pessoa jurídica, a ele transferidos (legalmente), é sancionado com uma multa de 10% (índice de ganhos acima de qualquer investimento no mercado de capitais). Tem seu nome inserido como "mal pagador" nos registros do sistema de comércio e sua energia será cortada na forma da lei. Se o cidadão não possuir conta bancária que o permita requerer a religação em 24 horas, a promessa de religação só será cumprida após seu bebê morrer de fome. Tudo, na forma da lei. Com um detalhe diabólico: se a mãe, após cansar de esperar a religação (após pedir empréstimo ao vizinho para pagar o débito) decidir fazê-la por sua conta, será processada e multada em quase um salário mínimo. Nota 2 - Todos têm conhecimento dos laboratórios experimentais na América Latina. No Brasil, a desculpa é a "guerra contra o narcotráfico" nos morros do Rio de Janeiro e suas matanças diárias, sempre apoiadas pelas ideologias de segurança.. Tudo apoiado ostensivamente ou pelo silêncio cúmplice. Inundações, queima de favelas, perseguições judiciais. Século XXI: e os militares, em nome do poder capitalista continuam assassinando em Honduras. Imunes e impunes. Nota 3 - Não seremos nós, as sobras da população, humanos que deveriam ser protegidos em nome do meio-ambiente? Matar golfinhos não pode. Matar seres humanos pode. Assim como é permitido contaminar a terra e o ar com os agrotóxicos e a monocultura. A segurança alimentar é a falácia que destrói toneladas de alimentos em nome de seu "equilíbrio de mercado". Somos assassinados paulatinamente. Eles consomem alimentos orgânicos. Enquanto as massas são aniquiladas pela ausência de alimentos, pelo fornecimento de alimentos envenenados e, pelas vacinas que farão o trabalho final no interesse dos assassinos das indústrias farmacêuticas. Defendemos o meio-ambiente? Quem defende o ser humano? Ou os humanos constituídos pelos não incluídos no mercado de consumo não fazem parte da humanidade? -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/65e7be25/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 28573 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/65e7be25/attachment-0004.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 15998 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/65e7be25/attachment-0005.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14032 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/65e7be25/attachment-0006.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14989 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/65e7be25/attachment-0007.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 5 20:07:15 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 5 Mar 2010 19:07:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Comiss=E3o_de_Anistia_homenageia_?= =?iso-8859-1?q?mulheres_brasileiras?= Message-ID: Carta O Berro..............................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Ministério da Justiça To: vanderleycaixe at revistaoberro.com.br Comissão de Anistia homenageia mulheres brasileiras Brasília, (MJ) 05/03/2010 - Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Comissão de Anistia realiza na próxima segunda-feira (8) uma sessão especial de julgamento. Serão apreciados os processos de 15 mulheres que foram perseguidas politicamente durante o regime militar (1964-1985). O julgamento acontecerá a partir das 10 horas, na sala 304 do Ministério da Justiça. Será a terceira vez que a comissão promoverá sessão de homenagem às mulheres na data. Em 2007 e 2008, 24 brasileiras vítimas da ditadura tiveram seus requerimentos analisados pelo órgão em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. As homenagens fazem parte de uma sessão especial de julgamento da Comissão de Anistia que, desde 2007, tem como propósito democratizar o acesso às informações e contribuir para a formação cultural, humana e política da sociedade brasileira. A sessão da próxima segunda-feira será presidida pela vice-presidente da Comissão, Sueli Belato. Confira os processos que serão julgados no próximo dia 8: Maria Cândida Raizer Cardinalli Perez - Ex-esposa de Luiz Henrique Perez (militante estudantil e ex-preso político), é engenheira agrônoma formada pela USP. Foi demitida da Fundação IPARDES, no Paraná, no final em 1977 em função do nome de seu ex-esposo constar de lista do Serviço Nacional de Informações (SNI) como um dos 97 comunistas ocupantes de cargos público em esfera federal ou estadual. Isa Mariano Macedo - Estudante e militante junto ao Diretório Acadêmico da Faculdade de Belas Artes da UFRJ, foi presa em fevereiro de 1970. Ficou detida 50 dias no DOI-CODI, onde sofreu tortura física e psicológica. Transferida para o Presídio São Judas Tadeu, também no Rio, foi solta tempos depois em função das torturas que sofreu. Maria Beatriz de Albuquerque David - Militante ativa, foi presa, pela primeira vez, em 1968, em sua residência, em XXX, enquanto dormia. Atingida pelo decreto 477/69, foi impedida de estudar no Brasil e compelida ao afastamento da atividade que desempenhava junto ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Refugiada no Chile, foi presa no Estádio Nacional do Chile, após o golpe que destitui o presidente, Salvador Allende, em 1973. Asilou-se na Suécia, onde permaneceu até fevereiro de 1979, quando retornou ao Brasil - foi presa pela Polícia Federal após desembarcar com seu filho, de 11 meses. Somente depois de prestar longo depoimento foi liberada. Maria da Glória Lung - Estudante de psicologia na UFRJ e professora, era militante estudantil e integrante da organização política clandestina Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Detida em 1970, foi denunciada em processo da 2ª Auditoria da Aeronáutica. A anistianda afirma que diante da situação, e após muita pressão e ameaças, foi aconselhada a pedir exoneração para que não tivesse sua vida profissional "maculada por uma demissão por justa causa". Denise Fraenkel Kose - Foi detida em setembro de 1969, quando era professora estadual em São Paulo e casada com Renato Hermann Fraenkel, militante da ALN - ele havia sido preso no XXX Congresso da UNE, em 1968, em Ibiúna. Denise viveu fora do país nos anos 1970 em função das perseguições políticas. Seu nome constava de lista do governo que citava os brasileiros exilados, refugiados, foragidos ou banidos do país. É filha de Joaquim Câmara Ferreira, que pertenceu ao Comando Nacional da ALN e foi preso em São Paulo em 23 de outubro de 1970 e morto sob torturas no mesmo dia. Vera Lúcia Marão Sandroni - Presa em 1968, quando era estudante da Escola de Comunicações Sociais da USP, por também ter participado do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna. Foi indiciada em inquérito policial militar. Também teve que sair do país. Era monitorada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e pela Polícia Federal. Elizabel Maria da Paixão Couto - É filha de Francisco Raimundo da Paixão, anistiado pela Comissão de Anistia, e de Edna Maria da Paixão. Ambos militavam junto ao PCB em Governador Valadares (MG). Com o golpe militar de 1964, houve um cerco à entidade de representantes de classe da cidade, onde foram disparados vários tiros pela polícia. Os disparos atingiram Elizabel, com apenas cinco anos na época. Seu pai foi compelido ao exílio, deixando os filhos e a esposa desamparados no interior de Minas Gerais. Maria Alice Albuquerque Saboya - Estudante da UFRJ, foi presa em 1970 pelo DOPS, quando foi compelida a deixar o estágio que fazia no Centro de Reeducação de Ipanema. Após ser indiciada pela polícia, ficou sob liberdade vigiada. Refugiou-se no Chile, Argentina e Alemanha. Vera Lucia Carneiro Vital Brazil - Estudante, militante de movimento estudantil universitário, integrante do PCBR, foi presa e torturada no DOI-CODI do Rio de Janeiro. Também foi indiciada em inquérito-policial militar. Vitória Lúcia Martins Pamplona Monteiro - Psicóloga, trabalhava com recrutamento de pessoal na Infraero quando foi presa no DOI-CODI do Rio de Janeiro. Foi torturada, indiciada em inquérito-policial militar e demitida por razões políticas. Maria Inêz da Silva - Era estudante quando foi obrigada a exilar-se no Chile em 1973, em função de perseguição política. Logo após o golpe no Chile, refugiou-se na Argentina e posteriormente na Bélgica, só retornando ao Brasil em 1980 por causa da Lei de Anistia. Maria Albertina Gomes Bernaccio - Era estudante de arquitetura da USP quando começou a militar ativamente nos movimentos estudantis e na ALN. Presa em abril de 1974, foi posta em liberdade quase um mês depois após pressões da imprensa, da Câmara dos Deputados e do então arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns. Helena Sumiko Hirata - Estudante da USP, militava no Partido Operário Comunista (POC). Também foi presa durante o XXX Congresso de Ibiúna. Indiciada em inquérito-policial militar, exilou-se na França, onde permaneceu até a extinção da punibilidade da sentença que lhe havia condenado a quatro anos de reclusão. Celeste Fon - Após ter o apartamento de sua família invadido em setembro de 1969, foi presa por agentes da Operação Bandeirantes (OBAN). Nos anos 1970, desenvolveu trabalho político ativo junto à Comissão de Familiares de Presos Políticos de São Paulo, participando em diversas atividades pela Campanha da Anistia. Atuou também junto ao Sindicato dos Bancários. Ana Lima Carmo Montenegro (post mortem) - Ingressou no Partido Comunista ainda na década de 1940, época em que cursava Direito na UFRJ. Fundou diversas entidades de luta femininas e participou da Frente Nacionalista Feminina entre 1950 e 1964, além de uma série de outras atividades. Foi a primeira mulher exilada após o golpe. Morou no México e na Europa. Voltou ao Brasil com a anistia de 1979. Mais tarde atuou na Comissão de Direitos Humanos da OAB da Bahia. Faleceu em 30 de março de 2006 aos 91 anos. Serviço Anistia Cultural em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Data: 08/03/2010 Horário: 10 horas Local: sala 304, Ministério da Justiça, Brasília A Agência MJ mantém um serviço de Ouvidoria à disposição de todos os meios de comunicação e instituições que recebem nossos informes. Dúvidas, solicitações, críticas e sugestões serão recebidas por meio de nosso correio eletrônico:agenciamj at mj.gov.br . Essa interação é fundamental para o aperfeiçoamento do nosso trabalho. Fones: (61) 2025 3315 ou 2025 3135 Caro usuário, informamos que esta mensagem contém elementos que podem identificá-lo para fins estatísticos. Lembramos que nenhuma informação pessoal é reportada. Clique aqui se deseja não receber mensagens da caixa postal "Ministério da Justiça" -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/19ccdf9a/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 5 20:07:21 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 5 Mar 2010 19:07:21 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__A_mis=E9ria_moral_de_ex-esquerdi?= =?iso-8859-1?q?stas__por_Emir_Sader?= Message-ID: Carta O Berro.............................................................................repassem Sexta-Feira, 05 de Março de 2010 05/03/2010 A miséria moral de ex-esquerdistas Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita - como se dissessem: "Eu sabia, você nunca me enganou", etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade - em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão. O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais - e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais. O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam - às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele "veneno" que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem "conheceu o monstro por dentro", sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda. Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a "dialética", a "luta de classes", a promessa de uma "sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado". Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do "socialismo", do "totalitarismo", do "stalinismo". Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente. Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula, o PT, como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o "totalitarismo", em cada política social a "mão corruptora do Estado", do "chavismo", do "populismo". Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a "democracia" contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o "perigo comunista" - sem o qual não seriam nada - está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma - "uma vez terrorista, sempre terrorista". Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem - e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras - e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura. Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro. Postado por Emir Sader às 02:11 -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/3675c2eb/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/3675c2eb/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 35896 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100305/3675c2eb/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Mar 7 13:42:57 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 7 Mar 2010 12:42:57 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?___As_mais_belas_m=FAsicas_italian?= =?iso-8859-1?q?as_do_passado______________________________________?= =?iso-8859-1?q?___________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <6FF34A2686BE48E58DB4BAB17BD29EE4@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................................................................repassem (repeteco) ----- Original Message ----- From: Malvina Lirman Algumas entre as mais belas músicas do passado Clic no link abaixo: http://italiasempre.com/vers2/mp32.htm -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. 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URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100307/5e7bc011/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Mar 7 13:43:25 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 7 Mar 2010 12:43:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?M=C3=81RIO_ALVES_a_dignidade_de_um_revo?= =?utf-8?b?bHVjaW9uw6FyaW8uICAgQ29taXNzw6NvIGRhIFZlcmRhZGUgasOhLiBU?= =?utf-8?q?er=C3=A3o_coragem_de_revelar_qu=C3=A9m_o_torturou_e_onde?= =?utf-8?q?_est=C3=A1_o_seu_corpo=3F_Ou_as_For=C3=A7as_Armadas_cont?= =?utf-8?q?inuar=C3=A3o_encobrindo_esses_esbirros_da_ditadura=3F?= Message-ID: Grupos.com.brCarta O Berro..................................................................repassem ----- Original Message ----- From: vilemarfc at gmail.com MÁRIO ALVES As praias do Rio de Janeiro encheram-se de velas no dia 3l de dezembro de 1969. O sol rompeu forte no ano novo e avisou que até o calor seria de amargar. Às 20 horas do dia 14 de janeiro, Bruno Maranhão esperava na rua Brás Pina, conforme o combinado. Lá adiante, avistou Mário Alves. O jornalista explicou que não comparecera ninguém no ponto dele às 18 horas. Mário faria parte da primeira turma a entrar no local da reunião e sabia do ponto de Bruno porque fora ele que passara a outro companheiro e estava ali para trocar opiniões sobre o desencontro. Bruno cismou, mas Vila ponderou que o pessoal deveria estar com dificuldade para arranjar o aparelho onde seria realizada a reunião do Comitê Central. Por medida de segurança saíram do local e caminharam trocando idéias sobre a prisão do militante na fuga do assalto no Souto Maior e posteriormente de alguns simpatizantes. Eram necessárias medidas para estancar o problema e garantir a compartimentação da estrutura organizativa do partido. Mário Alves lembrou que havia a alternativa de pontos para os dois. No outro dia, Bruno estava lá e nada dos companheiros chegarem. Mário Alves surgiu do meio do povo e disse mais uma vez que também não aparecera ninguém no ponto marcado com ele. A cisma no pernambucano aumentou. Ainda assim, o jornalista lembrou que ele tinha uma última alternativa, um ponto de recuperação que era acionado quando todos os outros furavam. Seria no outro dia, 16 de janeiro, e entregou a Bruno Maranhão um documento que denunciava aulas práticas de tortura uma prisão de Linhares, em Minas Gerais. A denúncia era muito importante e grave: os irmãos Pezzuti relatavam que um oficial das forças armadas norte-americanas estava ensinando a policiais brasileiros novos métodos de interrogatório em aulas práticas com tortura em prisioneiros políticos. Segundo Bruno Maranhão, o tal oficial foi identificado mais tarde como sendo Dan Mitrione, seqüestrado posteriormente pelos Tupamaros, no Uruguai. Na época, a ditadura militar uruguaia recusou-se a negociar com o grupo guerrilheiro e Dan Mitrione foi justiçado. Bruno ficou com a tarefa de encaminhar a denúncia a um companheiro que ia viajar à Paris para que fosse amplamente divulgada. Saíram caminhando e retomaram a conversa da noite anterior. Mário pediu para entrar numa lanchonete porque precisava beber leite, dieta para consolidar o tratamento da úlcera que tinha curado com a alimentação macrobiótica receitada por Dilma. Conversaram mais algum tempo e Bruno combinou de reencontrar Mário Alves, dois dias depois, em 17 de janeiro. Despediram-se na estação de Cascadura. Mais tarde, quando Mário Alves voltou para casa, Dilma também cismou. Afinal, pela segunda vez consecutiva o marido saía avisando que ficaria fora por alguns dias e retornava horas depois porque o encontro não se realizara. A mulher não era militante do PCBR e o marido, por medida de segurança, não conversava os assuntos internos do partido. Neste dia, no entanto, ele falou sobre as divergências no partido. Por isso insistia em cobrir todas as alternativas de ponto, inclusive a última, no dia seguinte. A reunião do Comitê Central era muito mportante e ele, o principal dirigente, não poderia faltar. Aquela noite de espera também foi a última que Dilma e Mário ficaram juntos. O dia amanheceu e permaneceu calorento naquele 16 de janeiro de 1970. Mário Alves vestia camisa de mangas curtas quando saiu de casa para cobrir o derradeiro ponto de sua vida. Como em ?Alegria, Alegria? de Caetano Veloso estava sem lenço, sem documento, nada nos bolsos ou nas mãos. No local e hora marcada a fúria do inimigo, na tocaia, o alcançou. No quartel do Exército, na rua Barão de Mesquita, na Tijuca, os torturadores agitaram-se, comemoraram e disseram uns aos outros que era preciso avisar ao coronel Alcyone Portela, na época comandante do DOI-CODI que acabara de ser inaugurado no Rio de Janeiro e funcionava naquele quartel. ?O preso é calado, franzino e não agüentará muito tempo?, imaginavam os militares. ?Não se enganem?, avisou o chefe de todos eles: ?trata-se de comunista convicto, o mais perigoso e bem preparado dos intelectuais subversivos do antigo partidão, aquele que enfrentou Prestes, fundou um partido revolucionário e é um dos líderes da rebelião que quer derrubar o governo pelas armas. Será preciso dobrálo, desmoralizá-lo?. Não conseguiram. Na sala de interrogatório, Mário enfrentou o inimigo. Durante oito horas seguidas foi espancado com cassetetes de borracha, pendurado que nem morcego no pau-dearara recebeu choques elétricos em todas as partes do corpo e foi afogado na masmorra da brutalidade. Aquele homem de físico débil, que começou suas andanças ainda menino e escolheu seu próprio destino, não cedia e conseguia dominar até seu instinto animal de conservação. Embora amarrado, completamente imobilizado e a mercê de seus carrascos, Mário aceitava o combate e desafiava a morte que se anunciava. Naquela noite, que varou pela madrugada do dia seguinte, os presos da cela que ficava ao lado da câmara de tortura ouviram tudo no espaço vazio deixado pela meia parede. Estavam ali, sem conseguir dormir, o advogado Raimundo José Barros Teixeira Mendes, o tenente da Revolução de 1930 Augusto Henrique Maria D?Aurrelli, o líder operário Manoel João da Silva e Antônio Carlos Carvalho, eleito posteriormente vereador pelo MDB carioca. Também torturados, eram testemunhas, para o futuro, do horror que Mário Alves passava. Raimundo Teixeira Mendes não se conteve: subiu na cama de beliche que ficava junto ao teto e pela fresta viu o jornalista pendurado no pau-de-arara. O torturado recusava-se a dar qualquer informação aos inquisidores. Mesmo quando o inquiriam afirmativamente sobre seu verdadeiro nome e a função que exercia de secretário-geral, dirigente máximo do PCBR, ário confirmava sarcástico: ?vocês já sabem?. Naquele dia daquela noite o guerreiro aplicou ele mesmo as regras que havia escrito no segundo semestre de 1969 sobre o comportamento que o militante deve ter diante da polícia, dos torturadores e dos juizes: ?Quando um revolucionário se acha em poder do inimigo enfrenta uma das situações mais duras de sua vida. É o momento que põe à prova sua firmeza ideológica, suas qualidades morais, sua dignidade pessoal... É preciso ter profunda convicção revolucionária, confiança na causa que defende e disposição para enfrentar todos os sacrifícios... O medo surge quando o prisioneiro se sente sozinho, isolado e impotente diante do inimigo... Mas o revolucionário consciente nunca se sente só... Sabe que além dos muros do cárcere estão seus companheiros, está o povo que luta... Ele se sente parte dessa grande força que há de vencer o regime de exploração e opressão. Dessa compreensão retira energia para enfrentar com coragem seus algozes?. Mário Alves nunca foi levado diante do juiz. Não houve tempo para isso. Naquele dia daquela noite de horror o guerreiro do sem medo, humano, sentiu dor e um gemido ecoou pelas celas do quartel da rua Barão de Mesquita. Mas de nada adiantaram todos os métodos de tortura aplicados. Negava-se a responder as perguntas sobre seus companheiros e sua organização. Tentaram pressioná-lo pelo lado familiar e falavam no paradeiro da menina Lúcia: ?Nós já sabemos que ela está em Minas Gerais?, disse o interrogador. ?Então vão buscá-la?, respondeu Mário Alves em tom de desafio. Os ratos de porrete e pêlo cor de oliva queriam, sobretudo que ele revelasse o endereço de seu aparelho, de sua residência, onde estava Dilma. Nesse instante Vila silenciou. O segredo era só seu, lhe pertencia. Naquele final de noite e início de seu derradeiro dia, Mário Alves de Souza Vieira foi sentenciado na câmara do horror. Impotentes para quebrar a vontade daquele homem franzino, mas determinado, os carrascos pegaram o cassetete de madeira dentado com estrias de aço e sangraram por dentro o revolucionário. Mário Alves foi empalado e teve os intestinos perfurados. No suplício medieval do empalamento, Eduardo II, da Inglaterra, urrou como um animal. Mário lutou quando os ratos roeram as entranhas dele. Gritou, gemeu e depois calou para sempre. O dia 17 de janeiro de 1970 amanheceu mais cedo para os presos da cela ao lado. Três deles - Manoel João, Augusto Henrique e Antônio Carlos ? foram escolhidos para limpar a sala de tortura. No chão banhado em sangue, e também em coragem, restava o corpo de Mário Alves. Ainda vivia moribundo, cheio de hematomas, sangrando pelo nariz e pela boca. Arquejava e não se mexia. Balbuciou pedindo água que não conseguiu beber. Antes dos policiais retirarem o jornalista da sala, Manuel e Augusto o reconheceram. Outro preso, José Carlos Brandão Monteiro, posteriormente deputado do PDT, foi levado por engano à cela naquela manhã do dia 17 de janeiro e também viu Mário Alves caído no chão, ensangüentado. Depois, os soldados rasos que serviam no quartel comentaram que Mário Alves havia morrido. A reunião do Comitê Central do PCBR nunca se realizou. Entre os dias 12 a 20 de janeiro daquele ano, a maior parte da direção do partido foi presa. As quedas começaram depois que Salatiel Teixeira Rolim, ex-dirigente nacional e um dos fundadores do PCBR foi preso dentro de um cinema da Baixada Fluminense durante uma batida policial e entregue ao quartel do Exército, na rua Barão de Mesquita. Fazia meses que Salatiel não mantinha contato com o partido. No livro ?Combate nas Trevas?, Jacob Gorender relata o que aconteceu: ?Por norma de segurança clandestina, os aparelhos que ele conhecia precisavam ser desativados, o que não se fez devido à evidente negligência. Depois de muito torturado, Salatiel abriu a localização de aparelhos do PCBR e também dos dois sítios comprados no Paraná. A partir de 12 de janeiro começaram as prisões que arrastaram Apolônio, Miguel Batista e outros membros da direção?...) ?Nas semanas seguintes, novas quedas no Rio. Prisões de René de Carvalho (também da direção nacional) e de Álvaro Caldas. Crivado de balas num apartamento de Copacabana, morte do marujo Marco Antônio. Salatiel conhecia ligações em São Paulo e aí as prisões começaram no dia 16?. Entre outras pessoas, foram presos na capital paulista Aytan, Helenita, Valdizar, Sônia, Sérgio Sister e finalmente Gorender, no dia 20 de janeiro. Bruno Maranhão acrescenta outra informação: no aparelho onde aconteceria a reunião do Comitê Central, no Rio de Janeiro, também foi preso o motorista do partido que usava o nome de Jurandir e era uma das pessoas que conheciam o local, dia e horário do tal ponto de recuperação onde Mário Alves foi feito prisioneiro. Sob tortura Jurandir abriu o local. Bruno foi um dos poucos que escapou: cobriu o ponto que havia marcado com Mário Alves no dia 17 de janeiro, repetiu seis vezes, mas Vila nunca apareceu, mas também não entregou o encontro. Oito anos depois, quando Suzana, a mulher de Bruno deu à luz um menino, os pais decidiram chamá-lo de Mário, em homenagem a Vila. Depois que Vila foi trucidado, Dilma assumiu a luta, percorreu as prisões da ditadura, bateu em todas as portas dos comandantes militares, que negavam a morte e até a prisão de Mário. Dilma e a filha Lúcia souberam logo que o tinham matado. Choraram. Enxugaram as lágrimas e continuaram valentes. Dilma escreveu para deputados, senadores, ministros de estado, juizes e diversas outras autoridades constituídas e denunciou o desaparecimento e assassinato do marido. Processou o governo e com base nos depoimentos daqueles presos que estavam na cela ao lado da sala de tortura onde Mário foi empalado, a mulher conseguiu provar em juízo sua prisão e assassinato. Em 21 de outubro de 1981, a juíza Tânia de Melo Heine, da Primeira Vara Federal, responsabilizou a União pelo seqüestro, tortura, morte e ocultação do cadáver do jornalista: ?Mário Alves de Souza Vieira faleceu em conseqüência de maus tratos sofridos nas dependências do DOICODI?. Foi o primeiro e único caso de reconhecimento na Justiça da prisão e morte de um ?desaparecido político?. O corpo não foi localizado. Por conta disso, Dilma e Lúcia insistiram no direito de enterrar Mário Alves. Todos os anos, no dia 16 de janeiro, depositavam uma palma de flores na estátua de Tiradentes, em frente à Assembléia Legislativa do Rio Janeiro. Os herdeiros da determinação de Mário Alves continuam buscando os restos mortais do jornalista. Em dezembro de 1987, o Tribunal Federal de Recursos confirmou a sentença da juíza Tânia Heine e responsabilizou a União pelo assassinato de Mário Alves nas dependências do DOICODI, no quartel da rua Barão de Mesquita. Mas não foi um carimbo final no seu dossiê. Em setembro de 1995, o então presidente da República Fernando Henrique Cardoso enviou e aprovou no Congresso Nacional um projeto que reconhece a morte de 136 presos políticos desaparecidos durante o governo militar e estabelece uma indenização para os familiares. Mário Alves está na lista. Mas o governo não esclarece as circunstâncias das mortes, não diz nada sobre onde estão os restos mortais desses brasileiros e deixou de fora do projeto os nomes de outras pessoas reconhecidamente assassinadas nos tempos da ditadura. Até hoje, os arquivos do CENIMAR, CIEX E CISA continuam secretos . Mas nós insistimos e repetimos o que escreveu Pablo Neruda no seu poema ?Os inimigos?: Por esses mortos, os nossos mortos, peço castigo. Para os que salpicaram a pátria de sangue, peço castigo. Para o verdugo que ordenou esta morte, peço castigo. Para o traidor que ascendeu sobre o crime, peço castigo. Para o que deu a ordem de agonia, peço castigo. Para os que defenderam este crime, peço castigo. Não quero que me dêem a mão empapada de nosso sangue, peço castigo. Não vos quero como embaixadores, tampouco em casa tranqüilos. Quero ver-vos aqui julgados nesta praça, neste lugar. Quero castigo! ? Quando isso finalmente acontecer, ouviremos emocionados os sinos da catedral em ?Reqüiem?, a missa para os mortos, derradeira e inacabada composição de Amadeus Mozart e nos lembraremos da história contada em versos por outro guerreiro de outro tempo: ?Cheguei às cidades num período de desordens, quando aqui a fome reinava. Vim para o meio do povo quando imperava a revolta, e cresci com ela. Assim passou-se o tempo que me foi concedido nesta Terra (...) Mas vós, que renascereis do dilúvio no qual nós nos afogamos, pensai também, quando falardes de nossa fraqueza, na sombria época de que haveis escapado. Nós caminhamos, mudando de país mais do que de sapatos, através da luta de classes, confundidos, quando havia apenas injustiça e não protesto. E ainda assim sabemos: o ódio, mesmo contra a degradação, contorce as feições. A ira, mesmo contra a injustiça, torna a voz áspera. Ah, nós que queríamos preparar o chão da amizade, não pudemos, nós mesmos, ser amigos. Mas, vós quando tudo estiver tão perfeito que o homem ajude o homem, lembrai-vos de tudo isto, quando pensardes em nós? (Bertold Brecht, ?Aos que virão depois de nós?). * OTTO FILGUEIRAS - jornalista e está preparando um livro sobre a organização de esquerda Ação Popular. -- ----------------------------------- A POLITICA CRIA A CIVILIZAÇÃO. A AÇÃO CRIA A HISTÓRIA. *********************************************************** -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.435 / Banco de dados de vírus: 271.1.1/2728 - Data de Lançamento: 03/07/10 07:34:00 -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 10222 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100307/7cdd4174/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Mar 8 17:13:25 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 8 Mar 2010 16:13:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Dia_8_de_mar=E7o_-_dia_das_mulher?= =?iso-8859-1?q?es=2E_Devem_ser_todos_os_dias=2E_Textos_e_v=EDdeos_?= =?iso-8859-1?q?______________________Viva_os_100_anos_do_8_de_mar?= =?iso-8859-1?q?=E7o!?= Message-ID: <73FF0FDAB41D4E84A43EDA7613B3C61C@vcaixe> Carta O Berro..................................................................................................repassem À todas as companheiras que nos leem, repassam. À todas as mulheres. Nas suas jornadas diárias, nas suas lutas para a conquista de espaços e direitos. E para que não percam jamais a beleza e a graciosidade de ser mulher, o nosso reconhecimento e da Carta O Berro, nesse dia 8 de março e em todos os dias. Parabéns companheiras! Vanderley Ps. Vejam abaixo o ensaio enviado pelo camarada Augusto Buonicore, em vários capítulos sobre a história da luta das mulheres/ e o vídeo do Chico "Mulheres de Atenas. Ainda, enviado pela companheira Fernanda Tardin, dois vídeos espetaculares das mulheres em circunstâncias diferentes, na luta, sem perder a sua condição de mulher " Pq. é importante destacar a luta em conjunta de companheiros para avanços de genero é preciso! " Camaradas Leiam o ensaio "A luta de libertação da mulher e o socialismo" no novo portal da Fundação Maurício Grabóis. http://fmauriciograbois.org.br/portalNEW/revista.int.php?id_sessao=9&id_publicacao=102&id_indice=339 Ouçam e vejam Chico Buarque em Mulheres de Atenas http://fmauriciograbois.org.br/portalNEW/revista.int.php?id_sessao=9&id_publicacao=102&id_indice=277 Viva os 100 anos do 8 de março! Augusto Buonicore -------------------------------------------------------------------------------- Pq. é importante destacar a luta em conjunta de companheiros para avanços de genero é preciso! http://www.youtube.com/watch?v=HlShJ2u72lc e http://www.youtube.com/watch?v=8Zo9BT4XaoM No dia Internacional das Mulheres, um video conta de mulheres, de lutas e do fracasso de empresarios norte americanos, 100 anos atras , no dia 08 de março. Aos camaradas e companheiros, agradeceremos a solidariedade e companheirismo nas tantas lutas de vida e ideais. Juntos Somos Fortes ou como falou CHE : Unidos Venceremos, Hasta La Vitória JUNTOS SOMOS FORTES. Somos a base da piramide, 180 milhoes de brasileiro, só falta fazermos uso dessa força e assim evitar que o topo nos manipule. bjs Fernanda Tardin -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.435 / Banco de dados de vírus: 271.1.1/2730 - Data de Lançamento: 03/08/10 07:34:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100308/4dcf57f0/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2579 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100308/4dcf57f0/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Mar 9 20:41:34 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 9 Mar 2010 19:41:34 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_CENTRO_DE_DOCUMENTA=C7=C3O_E_MEM?= =?iso-8859-1?q?=D3RIA_na_internet?= Message-ID: ----- Original Message ----- From: Vanderley Caixe To: vanderleycaixe at revistaoberro.com.br Sent: Tuesday, March 09, 2010 5:56 PM Subject: CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E MEMÓRIA na internet -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100309/a2dd0b5c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: logo_cdm.jpg Type: image/jpeg Size: 14475 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100309/a2dd0b5c/attachment-0001.jpg From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Mar 10 20:36:39 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 10 Mar 2010 19:36:39 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_Centro_de_Documenta=E7=E3o_e_Me?= =?iso-8859-1?q?m=F3ria_da_Funda=E7=E3o_Maur=EDcio_Grab=F3is_chega_?= =?iso-8859-1?q?=E0_internet_com_o_objetivo_de_democratizar_o_acess?= =?iso-8859-1?q?o_a_uma_documenta=E7=E3o_pouco_conhecida_pelo_p=FAb?= =?iso-8859-1?q?lico=2E=2E?= Message-ID: Carta O Berro.........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Notícias Você está aqui: Home > Centro de Documentação e Memória > Notícias > O CDM na internet Publicado em 07.03.2010 O CDM na internet Bem vindo (a) Internauta O Centro de Documentação e Memória da Fundação Maurício Grabóis chega à internet com o objetivo de democratizar o acesso a uma documentação pouco conhecida pelo público, vestígios das atividades e das lutas travadas pelos comunistas brasileiros ao longo de oito décadas. Hoje o Partido Comunista do Brasil vive um momento privilegiado. Possui uma expressiva participação institucional, com uma expressiva bancada parlamentar no congresso, assembléias legislativas e câmara municipais. Possui prefeitos, secretários e até ministro de Estado. Principalmente, o PCdoB dirige e influencia importantes entidades de massa: estudantis, sindicais e comunitárias. É força destacada no movimento negro, de juventude e de mulheres. Mas, nem sempre foi assim. Inúmeras vezes, as forças conservadoras anunciaram sua extinção. Isso aconteceu durante o Estado Novo e na Ditadura Militar. No auge do neoliberalismo, também, muitos foram aqueles que anunciaram sua morte. Mas, teimosamente, os comunistas insistem em ressurgir das cinzas. Nesse período, a maior parte vivido na clandestinidade, o Partido Comunista e seus militantes produziram imensa coleção de documentos. Neles estão registrados suas opiniões sobre os principais acontecimentos, suas propostas, seus programas e atividades visando transformar a realidade. Através desses documentos podemos acompanhar a própria história do Brasil e do mundo no século 20. *** A partir de hoje, começaremos a disponibilizar aos militantes e pesquisadores parte do rico material que, atualmente, está alocado nos arquivos do CDM. Iniciamos divulgando uma coleção de A Classe Operária entre os anos 1972 e 1976. Período marcado pela dura repressão aos militantes do PCdoB, iniciada após a eclosão da luta armada no Araguaia. Iniciamos a publicação dos principais documentos produzidos pelo Partido Comunista do Brasil desde a sua fundação em março de 1922. Em breve, esperamos colocar na pagina do CDM a coleção da Tribuna da Luta Operária (1979-1986) e d'A Classe Operária (1967-1979) além da revista Problemas - principal órgão teórico do partido nas décadas de 1940 e 1950. Nessa edição já estão dispojníveis alguns exemplares da Tribuna Operária e o primeiro número da revista Problemas Visando ajudar os pesquisadores e militantes que se interessam em estudar a história do PCdoB criamos a sessão "O que se deve ler para conhecer o PC do Brasil", dirigida pelo veterano dirigente comunista Dynéas Aguiar. Ela trará um roteiro pesquisa que articula módulos temáticos com uma bibliografia básica. Publicaremos artigos autorais tratando da história dos comunistas brasileiros, entrevistas com antigos militantes e com pesquisadores tratando do tema, resenhas de livros, comentários de filmes etc. Será montado um banco de imagens com os principais momentos da vida partidária. Os internautas terão acesso a fotos e vídeos raros, como o do primeiro programa televisivo do PCdoB (1986). Por fim, através da página, o visitante poderá consultar a biblioteca do CDM que está sendo montada e será voltada, especificamente, para a história do movimento comunista internacional e nacional. Tenha uma ótima navegação! Nosso acervo Atualmente temos uma coleção d'A Classe Operária, especialmente desde 1967, e um arquivo em meio digital desse jornal de 1962 a 1964, os primeiros anos do Partido reorganizado. Possuímos a coleção completa da revista Princípios, do jornal Tribuna da Luta Operária. Do período anterior a reorganização, temos a coleção da revista Problemas. Nessas publicações podemos encontrar os principais documentos que regeram a vida do Partido. Possuímos uma biblioteca que vem se especializando em publicações que tratam da historia do PC do Brasil e da esquerda em geral. Ela está aberta para consulta de militantes e pesquisadores, a condição é que a visita seja agendada com antecedência. Para os interessados na história dos comunistas brasileiros está sendo constituído um guia de fontes (O que se deve ler para conhecer o PC do Brasil) A partir de milhares de fotos que estão armazenadas nos arquivos do CDM construiremos álbuns temáticos que ilustrarão as lutas dos comunistas brasileiros. Acervo em grande medida único, já que foi herdado dos acervos dos jornais A Classe Operária e Tribuna da Luta Operária desde o início da década de 1980. As fotos do período anterior foram destruídas nos atentados terroristas contra a sede da nossa imprensa ou roubadas pelos órgãos de repressão, como aconteceu em 1984. Uma das principais atividades do CDM será o resgate da memória partidária. Para isso estamos coletando depoimentos de antigos militantes partidários. Esse material, em breve, estará sendo disponibilizado ao público e parte dele irá para a página do CDM. Apesar de toda essa riqueza, parte dos documentos produzidos nessa trajetória de 88 anos, ainda nos é desconhecida. Muitos foram destruídos pelos próprios militantes, obrigados a viver na clandestinidade; outros foram roubados pela polícia nos vários momentos de repressão que atravessou a nossa pátria. Por fim, vários documentos foram perdidos pela falta de uma cultura de preservação da memória. Dessa forma, há hiatos em nosso acervo e o nosso desafio é preencher ao máximo as lacunas existentes, garimpando os acervos pessoais e os arquivos públicos de todo país. O que queremos expor dessa trajetória é o exemplo de luta daqueles que procuraram resistir às intempéries da vida política brasileira e que, até, deram suas vidas por um país melhor e mais justo para seu povo. Aqueles que não deixaram cair de suas mãos as bandeiras da democracia, da soberania nacional e do socialismo. Homens e mulheres anônimos que, tijolo a tijolo, com suar e sangue, construíram esse magnífico edifício chamado Partido Comunista do Brasil. A Equipe do CDM cdm at fmauriciograbois.org.br -------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.436 / Banco de dados de vírus: 271.1.1/2735 - Data de Lançamento: 03/10/10 19:33:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100310/44d767dc/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14475 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100310/44d767dc/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Mar 11 19:42:12 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 11 Mar 2010 18:42:12 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__S=C3=81BADO_RESISTENTE__dia_13_de_mar?= =?utf-8?q?=C3=A7o_=C3=A0s_14=2C00_horas_-_-_As_Reformas_de_Base_do?= =?utf-8?q?__pr=C3=A9-1964_e_a_sua_Atualidade?= Message-ID: <1C6952AFE7F54C129CB9471720E66269@vcaixe> Carta O Berro..........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Ivan Seixas Sábado Resistente 13 de Março 2010, das 14h às 17h30 Memorial da Resistência de São Paulo ? Largo General Osório, 66 ? Luz AS REFORMAS DE BASE DO PRÉ-1964 E A SUA ATUALIDADE Às vésperas do golpe de Estado de 1964, o Brasil vivia um processo de importantes transformações sociais modernizadoras e democratizantes. Durante a curta existência do governo João Goulart (de setembro de 1961 a março de 1964), um novo contexto político tinha se aprofundado no país, sendo marcado por propostas governamentais de cunho popular, as quais acirraram ainda mais a luta social, política e ideológica já movimentada do período. De um lado uma crescente mobilização das classes populares (com destaque para a ampliação do movimento sindical operário e dos trabalhadores do campo), que se confrontava cada vez mais, de outra parte, com uma organização e ofensiva política dos setores empresariais e militares alinhados com os interesses do imperialismo norte-americano. Sabe-se quem levou a melhor na história... Um dos eixos centrais daquela polarização, ainda que pouco debatido atualmente, foram as chamadas ?Reformas de Base? propostas pelo presidente Jango, as quais de certa forma sintetizavam algumas das principais reivindicações dos setores populares e se transformaram num dos estopins utilizados para a direita civil-militar consumar o seu golpe. Um dos episódios-marco deste contexto foi o ?Comício da Central do Brasil?, realizado por Jango justamente em 13 de março de 1964, no Rio de Janeiro, durante o qual o presidente anunciou importantes avanços das Reformas, incluindo a desapropriação de grandes latifúndios, re-nacionalização de refinarias em favor da Petrobrás, e importantes medidas para a reforma urbana. O comício viria a acelerar, por parte das elites civis-militares, a consumação do golpe. Para debater este importante momento da história brasileira, os projetos políticos ali em jogo, seus desdobramentos e sua atualidade, o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e o Memorial da Resistência de São Paulo convidam para um debate dentro da programação do ?Sábado Resistente?. A atividade deverá também ser transmitida ao vivo pela internet, com o apoio da VIATV (www.viatv.com.br). Programa: 14h - Boas-Vindas Katia Felippini ? Museóloga - Memorial da Resistência de São Paulo 14h15 - Apresentação/Coordenação Ivan Seixas ? Jornalista, ex-preso político ? Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política e do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo 14h30 ? DEBATE: ?AS REFORMAS DE BASE DO PRÉ-1964 E A SUA ATUALIDADE? João Vicente Goulart ? Filósofo, filho do ex-presidente deposto João Goulart (Jango) ? Presidente do Instituto Presidente João Goulart. Maria Aparecida Aquino ? Historiadora ? Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e Professora Adjunta da Universidade Presbiteriana Mackenzie Rafael Martinelli ? Ferroviário, ex-preso político ? Presidente do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo Os Sábados Resistentes são promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo. Trata-se de um espaço de discussão entre militantes de diversas causas, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados em geral no debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados têm como objetivo central estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100311/273911dd/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 5120 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100311/273911dd/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Mar 11 19:42:21 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 11 Mar 2010 18:42:21 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Caiu_a_casa_do_jornalismo_pol?= =?windows-1252?q?=EDtico?= Message-ID: Carta O Berro.............................................................................repassem Caiu a casa do jornalismo político Por Gustavo Barreto em 11/03/2010 É no mínimo curioso que o promotor de JustiçaJosé Carlos Blat, fonte primária da ?reportagem? da VEJA contra o PT no último domingo (edição de 10/03/2010), já tenha pedido à própria VEJA ressarcimento por danos morais no valor de R$ 20 mil, alegando que a revista extrapolou o direito de liberdade de informação e violou a sua honra, ao qualificá-lo como ?pioneiro da era dos promotores heróis?. A matéria que causou o litígio entre Blat e VEJA é de 5 de fevereiro de 2006, sob o título ?Intocável sob suspeita?, e sustento ser importante começar por este relato para chegar ao caso atual da BANCOOP. Abordava processos administrativos aos quais o promotor respondia no Ministério Público de São Paulo. Blat perdeu: ?(?) Duarte Camacho [juiz da 4ª Vara Cível de São Paulo] entendeu que a revista apenas noticiou um inquérito verídico que envolvia uma figura pública?. Cabia recurso. Relatou o juiz na sentença de dezembro de 2008: ?Os procedimentos administrativos narrados na reportagem são verdadeiros. A reportagem divulgou a notícia dos procedimentos administrativos respondidos pelo autor porque o autor é um profissional que, freqüentemente, está na mídia em razão do seu trabalho?. E ainda: ?O magistrado ressaltou que, assim como os grupos criminosos que o promotor combate estão expostos aos holofotes da mídia, Blat também deveria estar acostumado a ser notícia?. (Última Instância, viaJusBrasil, dez/2008) ACUSAÇÕES CONTRA BLAT [Revista VEJA, "Intocável sob suspeita", edição 1943, de 15/02/2006] Na edição citada, os ?procedimentos administrativos respondidos pelo autor?, segundo o juiz, são os seguintes: ACUSAÇÃO 1: ?(?) Em 1998, entrou para o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do qual foi afastado em 2004, em circunstâncias confusas. A Corregedoria o investigava por uma tentativa de livrar-se de multas no Detran e por um episódio estranho em que um carro oficial do Gaeco foi apreendido fora da cidade de São Paulo ? com um criminoso ao volante. No fim de 2004, a Corregedoria do Ministério Público decidiu levar essas investigações a fundo. Ouviu o depoimento de onze pessoas, entre elas quatro promotores. Com base nesses depoimentos e em documentos levantados, a Corregedoria disse ter encontrado indícios de crimes mais graves.? ACUSAÇÃO 2: ?(?) As primeiras investigações contra Blat colocaram em xeque suas ações contra desmanches de veículos roubados. Promotores afirmaram que uma seguradora de veículos indicava quais locais deveriam ser invadidos e quem deveria ser preso. Nessas ações três funcionários dessa seguradora apresentavam-se como peritos. Todo o estoque era apreendido e, em vez de seguir para a polícia, a maior parte das peças era desviada para um depósito de terceiros.? ACUSAÇÃO 3: ?(?) Blat também foi acusado de proteger o contrabandista chinês Law Kin Chong, preso em São Paulo. Em 2002, quando participou de uma força-tarefa antipirataria, ele teria dirigido o foco da investigação somente contra os pequenos contrabandistas, deixando Law livre para atuar. Uma advogada que trabalhava para o contrabandista visitava Blat periodicamente no Gaeco.? ACUSAÇÃO 4: ?(?) As investigações descobriram ainda que Blat mora num apartamento de Alfredo Parisi, que já foi condenado por bancar o jogo do bicho. Blat admite que, antes de se tornar promotor, foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência ? o que não é crime.? ACUSAÇÃO 5: ?(?) Os bens do promotor também entraram na mira da Corregedoria. Segundo os depoimentos, Blat comprou de uma só tacada dois carros importados e blindados. A Corregedoria recebeu uma denúncia de que um apartamento no Guarujá também seria de Blat. Mais tarde, descobriu-se que, na verdade, estava em nome do ex-sogro do promotor, René Pereira de Carvalho, um procurador de Justiça. Carvalho tentou pagar 200 000 reais em dinheiro vivo, mas, diante da recusa da vendedora, usou cheques administrativos. A origem dos recursos não foi esclarecida. Por isso foi aberto um inquérito específico sobre seu patrimônio.? A Revista VEJA conclui: ?(?) Sobre Blat pesam também as seguintes suspeitas: usar veículos e pessoal do Gaeco para interesses pessoais, negociar com um delegado a liberação de seu pai, que teria sido preso em flagrante por armazenar bens roubados, abuso de autoridade, truculência e suspeita de enriquecimento ilícito. É possível que Pinho esteja correto, e que nenhum crime tenha sido cometido. No entanto, por muito menos, políticos e empresários são duramente investigados pelo Ministério Público paulista ? é o caso do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Enquanto seu destino no Ministério Público não é definido, Blat já traça outros planos. Disse a VEJA: ?Eu me desiludi com o Ministério Público. Estou pensando em me candidatar a deputado federal?. Isso foi em 2006. Blat estava pensando em virar político, oficialmente. Agora, em 2010, Blat diz outra coisa, conforme nota no site Consultor Jurídico: ?Estou fazendo meu trabalho. Um trabalho técnico. E não tenho nenhuma simpatia por partido algum. Não sou tucano nem petista, nem nada (?) É sempre a mesma coisa. O que acontece é que quando você investiga um caso envolvendo um partido A, eles te acusam de trabalhar para o partido B. Na verdade, eu só trabalho para o Ministério Público?. Resta saber por qual partido o promotor estava ?pensando? em se candidatar. Ou então precisa avisar urgentemente que, para se candidatar, é preciso ter partido. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100311/5be49dbf/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 12 20:21:39 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 12 Mar 2010 19:21:39 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Excelente entrevista com a grande companheira Jessie Jane ao Jornal A Verdade Message-ID: <277BB623A904441288B658BCF6EFD449@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Edival Caja Excelente entrevista com a grande companheira Jessie Jane exclusiva ao Jornal A Verdade em fevereiro de 2010, nº 113. Logo em seguida enviarei a fantástica entrevista com Abelardo da Hora, do mês de março (nº 114) do Jornal A Verdade. Encontrado nas principais bancas de revista de Belém a Porto Alegre. www.averdade.org.br Jessie Jane: ?A raiz da corrupção que está aí é o golpe militar de 1964?, A Verdade Jessie Jane Vieira de Sousa é professora do departamento de história do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e foi diretora do Instituto de janeiro de 2006 a janeiro de 2010. Possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas e doutorado em História Social pela UFRJ. Filha de um trabalhador mineiro, Jessie Jane se filiou à Ação Libertadora Nacional (ALN) em 1969. Na ALN conheceu Colombo e com ele viveu na clandestinidade até 1970. Ambos foram presos no dia 1º de julho de 1970, quando executavam a ação de seqüestro do Caravelle PP-PDX da Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro. Estava com 21 anos quando foi presa e barbaramente torturada. Permaneceu nove anos na penitenciária de Bangu (Presídio Talavera Bruce). Em 1972, obteve autorização judicial para se casar e em setembro de 1976, nasceu Leta, sua filha. Depois que saiu da cadeia foi morar em Volta Redonda, onde trabalhou construindo arquivo do movimento operário. De 1999 a 2002, exerceu o posto de diretora do Arquivo Público do Rio de Janeiro, onde estão arquivados todos os documentos do antigo DOPS. Como pesquisadora, publicou oito artigos para periódicos, escreveu dois livros, além de dez textos para jornais e revistas e o mesmo número de trabalhos para congressos. Nessa entrevista, a professora Jessie Jane fala sobre a situação atual do país e da universidade brasileira. A Verdade ? Qual a sua avaliação sobre o golpe militar de 1964 e suas consequências para o povo brasileiro? Jessie Jane ? Foi uma das coisas mais dramáticas da história do Brasil. A sociedade brasileira vivia um momento de ascensão dos movimentos sociais, avanço da esquerda, dos movimentos sociais ? e o golpe interrompeu isso. Não só do ponto de vista dos processos políticos que estavam sendo gestados e que foram ceifados. As consequências aí estão colocadas: corrupção, violência, tudo isso tem a raiz ali. A Verdade ? Para a universidade, em particular, o que representou a ditadura? Jessie ? Eu não estava na universidade quando houve o golpe, mas a UFRJ viveu isso de forma grave. Por exemplo: no curso em que eu dou aula, História, vários professores foram expulsos da universidade, houve intervenção, criou-se um vazio na universidade, do ponto de vista docente, e depois veio o amordaçamento da discussão. Acho que a universidade é hoje muito mais distanciada das questões nacionais. A universidade não tem uma interlocução com a sociedade, sua presença na sociedade é quase nenhuma. Não há projetos nacionais sendo gestados, isso tudo consequência desse esvaziamento causado pelo golpe. A universidade que existia no Brasil pré-64 tinha menos jovens. Era, digamos assim, mais elitista do que é hoje. No entanto, era um espaço de disputa política muito mais ativo. Hoje, ela vive um marasmo político absoluto. Eu diria até que é um espaço do conservadorismo, principalmente na área das humanas. A Verdade ? Por que até hoje os torturadores não foram punidos no Brasil? Jessie ? Por vários motivos. Primeiro por que há uma cultura política no Brasil que é de sempre as transições virem de cima; tem um conchavo entre as elites e chega-se a um acordo; e aí tudo o que passou pertence ao passado, e o passado fica petrificado. Isso foi feito na história do Brasil inteira, e a tal da transição democrática que foi feita, foi feita com isso. Tanto é que se diz: ?Quem foram os personagens da transição??. Tancredo, até Sarney é o personagem. E aí teve um acordo sinistro na verdade, de silêncio entre os golpistas, aqueles que eram parte do golpe, a tal da oposição democrática e até setores da esquerda foram parte desse silêncio. O movimento social não conseguiu avançar, e aí já estou me referindo ao movimento de defesa dos direitos humanos. Não consegui construir forças para produzir uma nova memória, porque a memória que se produziu é uma memória de que houve uma anistia, de que todo mundo foi anistiado, o que não é verdade. Quando Lula assumiu o governo, vários setores acharam que, com ele, iríamos avançar nessa questão, mas Lula não tem nenhum compromisso com isso. Acho até que, nos últimos dois anos, até avançou um pouquinho com Tarso Genro no Ministério da Justiça e com Paulo Vannuchi na Secretaria de Direitos Humanos, mas estamos muito longe disso. Eu tenho dúvidas de se ainda vamos conseguir punir os torturadores, mas tenho esperança. A Verdade ? O que fica de lição, para o povo, da luta contra a ditadura? Jessie ? Acho que há uma coisa que é importante, principalmente para minha geração: é um pouco da questão da democracia, entendeu? A gente tinha uma ideia um pouco diferenciada sobre a discussão democrática, porque a gente sempre pensava na democracia como uma democracia literal do século 19, aquela democracia do voto que a gente chamava de democracia burguesa, e que é mesmo, né? Faz parte da revolução burguesa, essa coisa. Só que, quando você vive num regime ditatorial, quando você não tem nenhum espaço de expressão, essa democracia burguesa é importante, e conseguir isso foi importante. Porque ela amplia a possibilidade de você construir uma democracia real. Quando todos os segmentos da sociedade conseguem espaço para se organizar, para se expressar, você vai alargando, pode alargar ou não, não é um resultado inevitável. Acho que é um pouco o que o Brasil tem tentado fazer ao longo desses anos, mas nós estamos muito aquém daquilo que deveria ser uma democracia real, em que todos tivessem acesso a tudo. Mas de qualquer forma acho que a luta contra a ditadura deu algumas lições para a gente, principalmente a ideia de quanto pior, é pior mesmo, não é ?quanto pior, melhor?. A Verdade ? Qual o papel da luta armada para a derrota da ditadura militar? Jessie ? Analisar a luta armada é supercomplexo, até porque você tem uma interdição da história política brasileira em discutir essas coisas, e aí um discurso pacifista sempre tenta obstruir essas possibilidades. Do ponto de vista histórico, você não tem nenhuma mudança de regime, de modelo, que não tenha sido pela luta armada. Nenhuma classe entrega o poder a outra sem haver uma revolução ou qualquer tipo de rebelião. Nunca aconteceu e provavelmente não acontecerá. O Chile tentou isso e deu no que deu. Isso é uma experiência histórica que os povos viveram e de que, até hoje, não conheço outro modelo. Se alguém conhecer, me conte, porque eu não conheço. No caso do Brasil, é preciso contextualizar a opção da luta armada naquele momento histórico. Alguém assim falando hoje parece fazer parte de um bando de lunáticos que resolveram... Bem, mas penso que a luta armada tem, teve um papel na luta contra a ditadura, mesmo que seja um papel de exemplo. A Verdade ? Este ano foi divulgado um encontro em que o general Médici, à época presidente do Brasil, e o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, discutiram a derrubada do governo [do presidente chileno Salvador] Allende, em 1973. Em junho do ano passado, houve um golpe militar em Honduras e muitos acreditam na participação dos Estados Unidos nesse episódio. Como vê a participação dos EUA nos golpes militares na América Latina? Jessie ? Bom, isso tudo está documentado. É documentação do Departamento de Estado, não sou eu que estou dizendo. Hoje se conhece toda a intervenção de fato dos Estados Unidos. Inclusive um colega meu da [cadeira de] História, o Carlos Fico, acabou de lançar um livro que se chama O grande irmão: da Operação Brother Sam aos anos de chumbo, que contém documentação do Departamento de Estado que mostra a presença dos Estados Unidos na articulação do golpe no Brasil, no Chile. Está mais do que documentado. Então esses golpes todos, na América Latina, desde os anos 1950, e as intervenções na América Central, a presença do governo americano... O problema dos Estados Unidos é que, quando está falando de governo norte-americano, você está falando de empresas, porque aquilo é um Estado empresarial, de interesses econômicos, políticos e ideológicos, e, naquele momento, no contexto da Guerra Fria. Hoje também há a presença dos Estados Unidos, porque se sabe que o governo Obama é um governo dividido. Há grandes personagens do Departamento de Estado que têm empresas em Honduras. Há um artigo muito interessante que saiu no Le Monde Diplomatique falando sobre isso. Que as empresas, essas empresas bananeiras todas são de americanos, gente do Departamento de Estado. E tem mais um outro detalhe, que é o seguinte: há hoje na América Latina um desequilíbrio, digamos assim, na correlação de forças, porque há governos, não vou dizer governos de esquerda, mas governos mais populares ou mesmo que ficam do centro para esquerda em quase todos os países. Na América Central você tem agora El Salvador, a Guatemala... tem esse Zelaya, que não é nenhuma flor que se cheire, mas pelo menos é um dissidente da oligarquia. E o Le Monde Diplomatique fazia uma análise muito interessante, mostrando que o golpe militar em Honduras era um balão de ensaio desses setores dos falcões americanos com setores conservadores latino-americanos, dizendo ?olha, se der certo quem sabe poderemos fazer isso em outros lugares?. Por isso eu acho que a reação do Hugo Chávez é importante porque ele sabe disso: está a Venezuela ali, a Colômbia que os americanos apoiam estão ali... Na verdade, é a questão da geopolítica. As pessoas são muito ingênuas nisso. Esses setores empresariais americanos têm uma estratégia ao lado dos setores conservadores, e não é à toa que se vê como os jornais burgueses tratam isso. Está havendo um rearranjo da direita latino-americana. E daqui a pouco começam as eleições, e eles estão se rearranjando, Essa gente tem projeto, tem estratégia, e essa é sempre uma estratégia continental. A Verdade ? Que papel pode cumprir a universidade na conquista de uma nova sociedade? Jessie ? Hoje? Nenhum. Os estudantes discutem questões muito pontuais. Mesmo esses estudantes da chamada extrema-esquerda são muito míopes, não têm uma plataforma de discussão de Brasil. É tudo muito primário, se resume em lutas quase que intestinas, eles não têm uma representação na massa estudantil. A maioria dos estudantes, hoje, chega aqui, estuda e vai para casa, e quer seu diploma para poder subir na vida. Não se tem um movimento de professores que tenha discussão além do corporativo ? ou então cada um com seu projeto de pesquisa. Os funcionários são só corporação, só discussão de direitos. Deveres? Nenhum. Acho que nesse momento a única coisa que você pode fazer é formar bem seu aluno para ele ser um bom professor. A Verdade ? Como vê a atual situação do Brasil? Jessie ? De forma muito pessimista. Acho que os movimentos sociais estão quase todos cooptados pelo governo federal, uma central sindical absolutamente chapa-branca; uma coisa que o governo Lula fez, a despeito de todas as coisas boas que foram feitas ? e reconheço que o governo Lula é muito melhor do que o governo Fernando Henrique, evidente. Mas houve no governo Lula um esvaziamento enorme dos movimentos sociais. Hoje existe uma cooptação clara e evidente de lideranças de movimentos. Não vejo nenhuma autonomia nos movimentos sociais. Quem ainda tenta fazer algum discurso autônomo, mesmo assim muito fraco, é o MST, que está sendo criminalizado. Também o MST me parece que está, um pouco, vivendo assim sem rumo. Do ponto de vista sindical, o que vejo é uma coisa corporativa, esvaziada de conteúdos políticos mais relevantes, cooptação das centrais. A CUT é uma central chapa-branca. O resto já era mesmo. Um movimento estudantil também chapa-branca. Essas organizações que se opõem à UNE também não conseguem ter um discurso que pegue. Eu vejo aqui, os meninos vêm aqui dizer um monte de abobrinhas, é uma coisa monocórdia, uma coisa que não tem consequência porque, para poder atingir o conjunto dos estudantes, é preciso uma fala que tenha a ver com a vida das pessoas, não adianta querer... Então, eu vejo o Brasil, hoje, com muitos problemas. Diferente, por exemplo, de um país como a Bolívia, que tem uma tradição de participação, de demandas, nós somos uma sociedade hoje muito acomodada nos nossos índices de país em desenvolvimento. Gabriela Gonçalves Cardoso, Rio de Janeiro www.averdade.org.br -------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.436 / Banco de dados de vírus: 271.1.1/2741 - Data de Lançamento: 03/12/10 09:42:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100312/1dcf5fca/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 12 20:21:50 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 12 Mar 2010 19:21:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_PEL=CDCULA_DOCUMENTAL=3A_A_Guerra?= =?iso-8859-1?q?_contra_a_Democracia_-_The_war_on_democracy_=28subt?= =?iso-8859-1?q?itulado_al_espanol=29?= Message-ID: <612C0E191EAE44EEBED7C66256BC756D@vcaixe> Carta O Berro...........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: "Charlotte Neira" Carta O Berro.......................................................................repassem GREGÓRIO BEZERRA Gregório Bezerra - Uma entrevista histórica 14/11/2008 - 30:43 Esta entrevista foi realizada quando Gregório Bezerra completara 76 anos no exílio. Documentário de Luiz Alberto Sanz, Lars Safstrom, Leonardo Cespedes e Staffan Lindqvist Postagem: Maria do Carmo Andrade Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco pesquisaescolar at fundaj.gov.br Gregório Bezerra, político, líder comunista e ex-sargento do Exército brasileiro, nasceu no dia 13 de março de 1900, no sítio Mocós, município de Panelas de Miranda, estado de Pernambuco. Filho de camponês paupérrimo e analfabeto, passou muita fome desde o ventre materno, porque sua mãe também passava fome. Nasceu num ano de grande seca, quando centenas de retirantes morriam pelas estradas afora, em busca de comida e água para beber. Não havia leite, nem materno nem de gado. Seus pais e seus irmãos mais velhos, que haviam perdido a safra anterior, perambulavam nas estradas da caatinga, em busca de trabalho para amenizar a situação crítica da família. Gregório começou a trabalhar na agricultura, preparando roçados, na idade em que deveria ter ido para a escola. Não teve, portanto, oportunidade de ser alfabetizado. Em 1917, depois de muitas andanças, já no Recife, trabalhando como ajudante de pedreiro, participou de uma passeata por melhores salários e em solidariedade ao movimento bolchevique na União Soviética. Foi preso, julgado e condenado a sete anos de prisão. Depois de um novo julgamento foi libertado em 1922. Como para conseguir emprego, precisava do certificado do serviço militar, resolveu entrar para o Exército no Recife. Em 1923, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde completou o serviço militar. Em 1925, decide se alfabetizar para fazer o curso de Sargento de Infantaria. Já segundo-sargento, é designado Instrutor da Companhia de metralhadoras pesadas na Vila Militar, tendo sido também instrutor de esportes. Em seguida, solicitou transferência para a Sétima Região Militar, no Recife. Durante o período em que esteve no Exército, depois de alfabetizado, Gregório descobriu o comunismo, ideologia que abraçou durante toda sua vida, porque acreditava que só assim poderia haver uma sociedade mais justa e melhor. Em 1930, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em 1935, era um dos líderes do movimento armado, Aliança Nacional Libertadora (ANL). Participou, como militar rebelde, da luta armada que tentou implantar o regime comunista no Brasil. Com a derrota do movimento, foi preso durante três anos, no Recife, e condenado a 28 anos de prisão, pelo Tribunal de Segurança Nacional. Foi transferido para a Ilha de Fernando de Noronha e posteriormente para o presídio da Ilha Grande no Rio de Janeiro, sendo enviado por fim ao presídio Frei Caneca, onde ficou na mesma cela que Luiz Carlos Prestes. Anistiado em 1945, e com a legalização do PCB, Gregório volta a Pernambuco e é eleito Deputado Federal pelo Partido, sendo o segundo mais votado de Pernambuco. Em 1948, o comunismo volta à ilegalidade e Gregório teve seu mandado cassado. Pouco depois, um incêndio no 15º Regimento de Infantaria do Exército em João Pessoa, Paraíba, é atribuído aos comunistas e Gregório é preso no Rio de Janeiro, conduzido a um presídio na Paraíba, onde permaneceu durante 91 dias, sendo levado depois para o Recife, onde ficou mais dois anos na prisão. Novo julgamento libertou Gregório, que passou a percorrer várias regiões brasileiras pregando a Reforma Agrária e organizando sindicatos de trabalhadores rurais. Em 1963, participou da organização de uma greve de 200 mil trabalhadores da zona canavieira de Pernambuco. Em 1964, quando o governador Miguel Arraes é deposto e preso, sai em busca de armas para os camponeses na tentativa de enfrentar o Golpe Militar, mas é preso na Usina Pedrosa, no município de Ribeirão-PE. Conduzido para o Recife, é torturado em praça pública, arrastado pelas ruas do bairro de Casa Forte, com uma corda amarrada ao pescoço. Incentivado por Paulo Cavalcanti, que estava com ele na mesma prisão, acusados no mesmo processo, Gregório começou a escrever suas memórias. Os manuscritos eram inicialmente entregues a Jurandir Bezerra, filho de Gregório, durante as visitas nos finais de semana. Depois ficaram sob a guarda do próprio Paulo Cavalcanti, que estudava a melhor oportunidade para publicá-los, pois acreditava que seria um "livro de grande interesse social e político, pelo estilo corrente, fácil de ler". Em 1969, foi libertado juntamente com outros companheiros em troca do embaixador norte-americano, Charles B. Elbrick, que havia sido seqüestrado pela resistência à ditadura militar. Segue para o México e depois para a União Soviética, onde viveu durante dez anos. Quando Gregório foi exilado do Brasil, ficou sem notícia de seus manuscritos, pensando que tivessem sido apreendidos pelo Exército ou pela Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS). Resolveu, então, reescrever suas memórias, em Moscou, que foram publicadas com sucesso por Ênio Silveira. Beneficiado pela anistia em 1979, retorna ao Brasil. Deixa o Comitê Central do PCB, por divergências internas, e, em 1982, foi candidato a deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Pernambuco, ficando apenas como suplente. Morreu na cidade de São Paulo, no dia 23 de outubro de 1983. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, tendo reunindo milhares de pessoas. Do alto de uma galeria da Assembléia Legislativa, uma faixa pintada de vermelho, reproduzia os versos da música cantada por Elis Regina: choram Marias e Clarices no solo do Brasil. Recife, 3 de novembro de 2005. (Atualizado em 9 de setembro de 2009). FONTES CONSULTADAS: BEZERRA, Gregório. Memórias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. 2v. CAVALCANTI, Paulo. A luta clandestina: o caso eu conto como o caso foi. Recife: Ed. Guararapes, 1985. GREGÓRIO BEZERRA. In: Pernambuco de A/Z. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2005. GREGÓRIO BEZERRA. In: Portal dos Municípios. Disponível em: . Acesso em: 13 out. 2005. COMO CITAR ESTE TEXTO: Fonte: ANDRADE, Maria do Carmo. Gregório Bezerra. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009. -------------------------------------------------------------------------------- Bezerra, Gregório (1900-1983): Nasceu na cidade de Panelas de Miranda, Pernambuco; Desde os 4 anos de idade já trabalhava na lavoura e, quando ficou órfão de pai e mãe, aos oito anos de idade, passou a ser escravo doméstico. Fugiu depois de dois anos de maus-tratos. Entre as várias atividades que exerceu, uma delas foi a de jornaleiro. Embora não soubesse ler os jornais que ele mesmo vendia, seu interesse pela política pôde ser despertado na medida em que conhecia a realidade brasileira de uma forma mais ampla na medida em que os seus colegas liam as notícias de jornais para ele. Em importante greve ocorrida em 1917, Gregório começa a atuar ativamente, lutando pela jornada de 8 horas e em favor da Revolução Bolchevique. Neste episódio foi preso, acusado de perturbar ordem pública e cumpriu 5 anos de prisão. No ano de 1922 ele alista-se no Exército e decide se alfabetizar para entrar na Escola de Sargentos. Já a partir de 1927 passou a ler diversas obras marxistas e no ano de 1929 consegue entrar para a Escola de Sargentos. No ano seguinte ele filia-se ao Partido Comunista Brasileiro e passa a proteger militantes perseguidos pelo movimento integralista da época. Em 1932 Gregório recebeu a missão de comandar um exército de analfabetos e flagelados da seca, que combateu os Paulistas na Revolução Constitucionalista. Participante da Aliança Nacional Libertadora (ANL), sua principal tarefa foi filiar o maior número de militares à frente. Gregório obteve sucesso nesta tarefa, além de conseguir centenas de fuzis e munições para a frente. Teve a incumbência, ainda, de deflagrar o movimento revolucionário em Recife. Liderou a tomada do Quartel General e vários pontos importantes da cidade. Com o movimento derrotado, Gregório foi preso, espancado e barbaramente torturado. Por participar dos eventos ligados à insurreição comunista, Gregório foi condenado a 27 anos de prisão. Em 1942 foi transferido para a Ilha Grande. No ano seguinte, quando passou para o presídio Frei Caneca, conheceu Prestes. Saiu da prisão em 1945. Recebeu do PCB a tarefa de reorganizar o partido em Pernambuco. Nas eleições de dezembro do mesmo ano, Gregório é o Deputado Federal mais votado para a Constituinte, aonde defendeu o direito de greve e a autonomia sindical; direito de votos aos analfabetos e aos militares; denúncia da exploração do trabalho, principalmente infantil; defesa da construção de creches para as mães solteiras e trabalhadoras, assim como sua obrigatoriedade em escolas, postos médicos, favelas e locais de trabalho. Foi defensor incondicional da Reforma Agrária Radical. Em setembro de 1947 o PCB volta novamente à ilegalidade e o mandato de seus deputados são cassados, inclusive o de Gregório Bezerra. Em 1948 foi seqüestrado e preso por ordem do então presidente Dutra. Foi falsamente acusado de incendiar o quartel 15 R.I., em João Pessoa, na Paraíba. Sofreu várias tentativas de assassinato. Depois de dois anos de prisão foi absolvido por unanimidade pelo STM. Mesmo solto, continuou sendo perseguido. Entrou para a clandestinidade e continuou atuando na organização do PCB. Atuou em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Paraná. Em 1957 foi novamente preso por sua militância, principalmente formando Ligas Camponesas e sindicatos rurais. Foi liberto por habeas corpus. No V Congresso do partido, no ano de 1960, é eleito para o Comitê Central. Com o Golpe Militar de 1964, Gregório foi novamente cassado, espancado e barbaramente torturado pelos militares. Durante o período em que esteve preso, foi levado às ruas de Recife, amarrado com cordas pelo pescoço e arrastado. Foi processado e condenado por crime de lesa Pátria e por subversão a 19 anos de prisão e sua saúde e integridade física foram totalmente abalados. Foi libertado, somente, no ano de 1969, trocado, junto com 13 presos políticos, pela vida do embaixador americano seqüestrado no Brasil. Foi enviado ao México, Cuba e URSS, onde recebeu assistência médica para tratar de sua saúde. Recuperado, passou a integrar o Movimento Internacional da Classe Operária no exílio. Retornou ao Brasil no ano de 1979, com a Anistia. Em 1980 desliga-se do PC, solidarizando-se com Prestes, afirmando que continuaria fiel ao Marxismo-Leninismo e lutando pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita. Em 1982, candidata-se à Deputado Federal por Pernambuco, conseguindo a suplência. Pouco antes de morrer Gregório declarou: "Gostaria de ser lembrado como o homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos; amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas; odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das Ditaduras Fascistas". Fonte: Associação Política-Cultural Brasil/Cuba - Casa Gregório Bezerr -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100313/cf09134f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: application/octet-stream Size: 10595 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100313/cf09134f/attachment-0001.obj From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Mar 14 12:35:48 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 14 Mar 2010 11:35:48 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_M=FAsicas_Revolucion=E1rias_no_mu?= =?iso-8859-1?q?ndo=2E?= Message-ID: Músicas Revolucionárias Carta O Berro...................................................................repassem -------------------------------------------------------------------------- Canções: A Internacional letra | mp3(pt) | mp3(ru) | mp3(fr) | ram | midi | partitura (pdf) Letra: Eugène Pottier (1816-1887), Paris, Junho 1871; música: Pierre Degeyter (1848-1932), 1888. A Internacional foi composta para celebrar a Comuna de Paris (Março - Maio 1871). Música Soviética Música Internacional The Red Flag Jim Connell, 1889 mp3; mp3 Labour's Call Peadar Kearney, 1918 rm; mp3 Casey Jones - The Union Scab Joe Hill, 1911 ram Where The Fraser River Flows Joe Hill, 1912 ram Talk to me of freedom Martin Whelan rm; mp3 Bread and Roses Martin Whelan rm; mp3 Arbetets söner (Filhos dos Trabalhadores) Hino da Social-Democracia Suiça, letra: Henrik Menander, música: Nils P. Möller midi La Varsovienne / ?????????? Canção polonesa, composta no fim do século XIX; muito popular na Rússia durante as Revoluções de 1905 e de 1917. mp3[fr] mp3[ru] mp3[ru] L'appel du Komintern Canção escrita para o 10º aniversário da Internacional Comunista, letra: Franz Jahnke, música: Hans Eisler, 1929 mp3 ?? ??????? ? ?? ???????? / Les partisans T. Aturov / S. Alimov mp3[ru] mp3[fr] Bandiera rossa Cançao Revolucionária Italiana, letra: Carlo Tuzzi mp3 Bella ciao Canção dos Partisans italianos, 1943 mp3 Fischia il vento Canção dos Partisans italianos, música: M. Blanter ("Katyusha"), letra: Felice Cascione, 1944 mp3 A las barricadas Canção da Revolução Espanhola, música de "Varshavianka", letra: Valeriano Orobón Fernández, 1936 mp3 Die Einheitsfront Hans Eisler / Bertold Brecht mp3 Joe Hill Joe Hill, organizador do Industrial Workers of the World, executada em Utah, USA, em 1915; música: Earl Robinson mp3 Avante Camarada Luís Cília, 1967, Portugal mp3 El pueblo unido jamás será vencido Quilapayún / Sergio Ortega, 1970, Chile mp3 Venceremos Letra: Claudio Iturra, música: Sergio Ortega, 1970, Chile mp3 ??????? (Navear os Mares depende do Timoneiro) Canção Revolucionária Chinesa mp3 ?? (A Longa Marcha) Canção Revolucionária Chinesa au Músicas sobre Che Guevara Hasta siempre Comandante Carlos Puebla, 1965 (Cuba) mp3; rm Lo eterno Carlos Puebla (Cuba) mp3 Que pare el son Carlos Puebla (Cuba) mp3 Un nombre Carlos Puebla (Cuba) mp3 Guitarra en duelo mayor Ángel Parra (Chile), Nicolás Guillen (letra) (Cuba) mp3 Fusil contra fusil Silvio Rodríguez, 1968 (Cuba) mp3 América, te habló de Ernesto Silvio Rodríguez, 1972 (Cuba) mp3 Ay, Che camino Matio (France) mp3 Zamba al "Che" Víctor Jara (Chile), Rubén Ortiz mp3 Andes lo que andes Sara González; Amaury Pérez (letra/música) (Cuba) mp3 Nada más Atahualpa Yupanqui (Argentina) mp3 Su nombre ardió como un pajar Patricio Manns, 1969 (Chile) mp3 Cancion del hombre nuevo Daniel Viglietti, 1965 (Uruguay) mp3 Che esperanza Egon y Los Arachanes mp3 Una canción necesaria Vicente Feliú (Cuba) mp3 Canción fúnebre para el Che Guevara Quilapayún (Chile), Juan Capra mp3 Alma Morena Miguel Ángel Filipini (Argentina) mp3 Siembra tu luz Miguel Ángel Filipini (Argentina) mp3 Carta al Che Inti-Illimani (Chile); Carlos Puebla (letra/música) (Cuba), 1969 mp3 El Aparecido Inti-Illimani (Chile); Víctor Jara (letra/música) (Chile), 1971 mp3 -------------------------------------------------------------------------- Veja também: Música Chinesa Música Romana Música Iugoslava Sítios Relacionados: The Red Flag (letra, audio) Union Songs (letra) SovMusic (letra, audio) Chants révolutionnaires (letra, audio) Altavoz del Frente - Canciones (letra, audio) COMAC (audio) Drapeau rouge (letra) Chants de luttes (letra) La Merle Rouge (letra) Cantilotta (letra) Canciones y poesías (letra, audio) -------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Message-ID: <4739BABA2DD245C5913A68C86760948C@vcaixe> Carta O Berro....................................................................rpassem ----- Original Message ----- From: ARTHUR GONCALVES FILHO ----- Mensagem encaminhada ---- De: Wilson Este site e uma das maiores bibliotecas de literatura marxista (livros completos) + dicionario+Album de Imagens+Documentos Historicos+Imprensa Proletaria+ Informacoes sobre a Resistencia Armada+Novidades com dezenas de textos. clique O site www.marxists.org Basta selecionar o idioma desejado e dar o download dos livros desejados. ps.a ausencia de sinal deve-se a erro de configuracao. Quanto ao link acesse com um clique. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100314/7f8a2b23/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Mar 15 20:31:15 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 15 Mar 2010 19:31:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_BRASIL_PERDEU_A_GUERRA_FRIA_EM_?= =?iso-8859-1?q?1964__por__Jo=E3o_Vicente_Goulart?= Message-ID: Carta O Berro..............................................................repassem O BRASIL PERDEU A GUERRA FRIA EM 1964 http://www.pagina64.com.br/ publicada em 15 de março de 2010 Nesta solenidade sobre a resistência, a contribuição que a família Goulart pode oferecer - é suscitar o debate de que está na hora de admitir que o BRASIL perdeu a Guerra Fria. Após 40 anos da perda da nossa soberania, podemos encerrar a controvérsia, pois com a desclassificação dos documentos secretos norte-americanos estão definitivamente comprovados o patrocínio estrangeiro do golpe militar e o tamanho da farsa orquestrada em 01 de abril de 1964. Quantas calúnias, injúrias e difamações sofreu a memória de meu pai, João Belchior Marques Goulart? Hoje, uma compreensão mais exata do processo de perda de nossa soberania demonstra de forma inequívoca que Jango foi sábio o suficiente para recusar uma guerra civil sangrenta planeada para quebrar a unidade nacional. Jango não teve como evitar a derrota de nosso país, mas é o maior responsável pela integridade nacional que ainda perdura! Sim, o objetivo estratégico do golpe de 01 de abril de 1964 era uma guerra civil que inviabilizasse o nascimento de uma nova potência mundial no hemisfério Sul do planeta. Esta era a previsão da CIA e mais uma etapa da guerra fechada promovida contra o nosso país desde 1945. Ora, as dívidas de sangue não se apagam. Onde existem dívidas de sangue morre o bom senso, ninguém perdoa ninguém. Uma guerra civil sangrenta teria por resultado o separatismo ou o Brasil se transformaria num Líbano. Era a morte certa da 4ª. potência mundial. Talvez poucos brasileiros tenham registro na memória que a popularidade de João Goulart na época do golpe militar alcançava a cifra de 80% (oitenta por cento) do eleitorado. O apoio de grande parte das forças armadas pode ser medido pelo fato dos golpistas precisarem afastar mais de 4.000 militares legalistas para consolidar a ditadura. A CIA contava com a resistência legalista! A proibição de pegar em armas para resistir dada por João Goulart aos legalistas, pegou os mentores do golpe militar desprevenidos, pois do mesmo modo que Getúlio Vargas fez em outubro de 1945 diante do golpe apoiado pelo embaixador Adolfo Eberle, o exílio voluntário de Jango anunciava seu retorno quando o processo democrático fosse restabelecido. Tal como Vargas em 1950! Daí somos obrigados a rever a morte do Marechal Castelo Branco, um marionete que não conseguiu nem ganhar a eleição para o Clube Militar em 1962, mas tinha assumido o compromisso público e moral de promover eleições democráticas em 1965. Como poderiam deixar o marechal promover eleições e restabelecer a democracia, se sob a legalidade Jango era imbatível? Este é o legado político de Jango! A integridade Nacional. Ele sabia que por detrás dos traidores da pátria estava a maior potência militar do planeta e que não havia vitória pelo caminho das armas. Jango renunciou ao maniqueísmo estrangeiro que já tinha articulado o separatismo, conforme mostram os documentos desclassificados com a possibilidade de declaração de independência do Estado de Minas Gerais e o desembarque de tropas estrangeiras, caso houvesse resistência dos legalistas contra a insurreição militar! Jango diminui o tamanho da derrota do Brasil com seu exílio voluntário em 01 de abril de 1964, mas o que precisamos entender é que a queda do governo de João Goulart representou um dos ápices da guerra fechada promovida contra a América Latina. O Brasil era um dos principais baluartes da democracia, da Autodeterminação e Independência dos povos. A queda do Brasil teve um efeito dominó sobre as demais democracias latino-americanas. O Brasil de hoje precisa entender a extensão da derrota que sofremos. Como aconteceu a perda de nossa autodeterminação e de nossa vontade soberana? Precisa entender que nossa submissão à potência hegemônica foi resultante de uma estratégia de Guerra... Ora, o que é uma guerra? Clausewitz dizia que "a guerra é mais que um duelo em grande escala. A guerra é um ato de violência que visa compelir o adversário a submeter-se à nossa vontade." Outro estudioso, Hans Del Bruck teria sido o primeiro a assinalar que como havia duas formas de guerra, limitada ou ilimitada; deduz-se que deve haver duas modalidades de estratégia : a da aniquilação e a da exaustão. Enquanto na primeira a meta buscada é a uma batalha decisiva na forma convencional; na segunda estratégia da exaustão, a batalha representa apenas um dos vários meios utilizáveis, que incluem o ataque econômico, persuasão política e a propaganda para que o fim político seja alcançado. A estratégia de exaustão não foi concebida por Del Bruck, pois Frederico o Grande já a chamava de Estratégia dos Acessórios e na verdade, o emprego dela tem sido glorificado por séculos. A estratégia da exaustão era chamada de tática da Espada embainhada pelo chinês Sun Tzu que afirmava em seu livro sobre a Arte da Guerra: "Lutar e vencer em todas as batalhas não é a glória suprema; a glória suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar". Especialistas afirmam que o advento das armas nucleares e que o uso da bomba atômica sobre a cidade de Hiroxima praticamente tornou obsoleta a guerra convencional. A estratégia da exaustão passou a preponderar na guerra moderna depois de 1945, sendo realizada por meio de ações indiretas ou espoliativas. Em que consistem as ações indiretas da estratégia da exaustão? Podemos citar o general romano Flavius Vegetius: "É melhor dominar o inimigo, impondo-lhe a fome, surpresa ou terror do que por uma ação geral, pois nesta a sorte tem amiúde preponderado mais que o valor!". Do ponto de vista dos especialistas podemos consideramos a guerra fechada uma doença do organismo social e podemos afirmar que os sinais sintomáticos que nos permitem diagnosticar sua existência são: a Miséria, a Ignorância, a Violência, a Insegurança e a Quebra da Autoridade Moral. A Miséria resulta num quadro de injustiça que impossibilita o crescimento do organismo social, pois estabelece um conflito interno que retira energias da sociedade. Como promover a miséria de outro estado? No Brasil, historicamente, vem se adiando a Reforma Agrária desde a abolição da escravatura. Uma redistribuição de riquezas que era necessária para nossa pacificação social e um desafio que o Governo de João Goulart resolveu enfrentar porque tinha uma agenda de interesses nacionais a cumprir! A principal arma utilizada para promover a miséria tem sido a usura. O sistema financeiro nada produz e a cobrança de altas taxas de juros retira todo o excedente de riqueza da sociedade, estanca o crescimento econômico, a criação de empregos e a conseqüente melhora de vida do trabalhador! Principalmente, depois do Golpe de 01 de abril de 1964, o Brasil vem mantém uma das mais altas taxas de juros do mundo. Mesmo assim, continuamos crescendo, porque o governo de Jango, ao criar meios de financiar do sistema Eletrobrás em 1962, estabeleceu a expansão da matriz energética que sustentou o "Milagre Econômico"! O bem estar criado pelo "milagre econômico teve pouca duração diante do processo hiperinflacionário da década de 80." Outro exemplo de usura que exauriu recursos e fez cair o padrão de vida obtido pela classe média na década de setenta. Todo nosso excedente de riqueza é drenado pelo sistema financeiro e pelo endividamento do Estado. A manutenção das altas taxas de juros de hoje não encontra justificativa na atual economia do planeta e é sintoma de que permanecêssemos sob tutela alheia. O Brasil já perdeu tanta riqueza! Em termos econômicos o Brasil perdeu o "negócio da China". A leitura da crise de 1961 sob o ponto de vista da guerra fechada nos mostra que o objetivo principal da intervenção externa era impedir a consolidação do acordo de Pequim. Vejamos qual foi a meta econômica visada pela guerra fechada: nós éramos 60 milhões de brasileiros e iríamos exportar para 800 milhões de chineses todo tipo de produto de alfinete à navio - o maior negócio da História da Humanidade! O assunto era tão sério que o plano de invasão norte-americano do território do Brasil data do ano de 1961. A solução da crise pela implantação do parlamentarismo atendeu os interesses externos, pois entre os poderes do primeiro ministro estava a decisão de ratificar ou não os acordos internacionais... Alguém quer calcular o tamanho do prejuízo que tivemos ao perder o "negócio da China"? Basta pensar que o segundo país a procurar a China foram os Estados Unidos, quando o dólar deixou de ter lastro em ouro e desvalorizou 70 % gerando uma crise econômica que nunca foi causada pelo preço do petróleo. Nixon foi à China, a guerra do Vietnam acabou e nós perdemos os frutos de um comércio bilateral explorado intensamente pelos norte-americanos desde 1971. Na verdade, o capitalismo brasileiro também foi derrotado a partir da década de 60 mediante uma estratégia de espoliação para gerar miséria no Brasil... A estratégia da Ignorância também foi utilizada contra o Brasil primeiramente pelo uso da propaganda e da desinformação. Os documentos da CPI do IBADE mostram como a imprensa e os meios de comunicação sofreram uma investida irresistível. A imprensa nacional foi definitivamente contaminada, pois a mesma já vinha sendo utilizada para atacar o trabalhismo de Vargas. No Governo João Goulart, a propaganda e a desinformação foram intensificadas! Além de derramar recursos em todo território nacional arrendando redações, contratando e demitindo jornalistas fornecendo recursos ao IBADE, a CIA por meio do IPES presidido pelo Golbery enviava um "informativo" semanal para a maioria dos oficiais da ativa das forças armadas, promovendo um recrutamento ideológico e buscando desestabilizar o governo por meio da difamação e da calúnia. O levantamento da pesquisadora Denise Assis, mostra que entre 16 e 1964, foram produzidos 200 filmes de propaganda pró-golpe de 1964. Um filme a cada três dias... É óbvio que o desmantelamento da Universidade brasileira também pode ser creditado à estratégia da exaustão pelo fator da ignorância, mas o maior exemplo que podemos citar é o fim do programa de alfabetização de adultos criado por Jango em 1963 com o apoio do educador Paulo Freire. Em 1969, os analistas da CIA chegaram à conclusão que o programa de alfabetização precisa ser desativado porque estava levantando o nível de consciência política dos brasileiros... Dá raiva saber disso, mas é preciso ter consciência de que ele usa o fator da Violência na Estratégia de exaustão para criar a insegurança pública. A insegurança contamina toda sociedade e drena energias que poderiam ser usadas para o bem estar social. Existe um estudo de uma pesquisadora norte-americana que explica que o súbito desmantelamento da polícia comunitária criada por Getúlio Vargas em 1933, a famosa dupla Cosme e Damião, tinha por objetivo desestabilizar a sociedade e favorecer o golpe de Estado com a quebra do aparato. A retirada do policiamento das zonas pobres e periféricas teria ocorrido nos anos de 1957 e 1958 por influência do FBI e da CIA. Realmente, no ano de 1958, o Morro de São Carlos no Rio de Janeiro desceu para o asfalto para protestar contra a retirada do policiamento comunitário ali instalado há 25 anos: "Se retirar a polícia, a bandidagem vai crescer, seu doutor!". Uma pesquisa mais atenta dos acontecimentos próximos das eleições de 1960 vai apontar a promoção de diversos atentados à bomba sem autoria e sem explicação! Os documentos secretos em posse do Instituto João Goulart mostram que havia um atentado à bomba planejado para acontecer no comício da Central do Brasil em 13 de março de 1964 do qual os traidores desistiram para não criar um mártir. Todos estes fatores da estratégia de exaustão trabalham para a divisão e a desintegração do organismo social, mas uma das piores feridas é provocada pela quebra da autoridade moral, pela traição e pela corrupção. A contaminação das forças armadas brasileiras tem início na Itália e têm entre seus personagens a pessoa de Vernon Walters conhecido pela capacidade de interrogar, quebrar a resistência e converter os soldados alemães em colaboradores. Em 1942, os norte-americanos tinham 11 (onze) centros de inteligência militar instalados no Brasil. Toda rede nazista de espionagem no Brasil foi herdada pelos Serviços de Inteligência norte-americana e monitorada pelo futuro diretor da CIA Allen Dulles. Em 1942, Golbery freqüentava uma academia militar nos Estados Unidos. Em 1943, 03 geólogos norte-americanos foram enviados ao Brasil para fazer um levantamento das jazidas minerais que os Estados Unidos classificaram como reserva estratégica... A quebra da autoridade moral se dá pelo uso da calúnia. A calúnia tem a natureza do carvão quando não queima suja. Foi intensamente usada contra Getúlio Vargas, pois era preciso desmistificar o "Pai dos Pobres". E para isso se criou uma mentira fortíssima, acusaram Getúlio de mandar uma mulher grávida para os fornos nazistas, quando Olga Benário foi extraditada por ordem do Supremo Tribunal Federal em 1936, antes do Estado Novo. O delegado Pastor que presidiu o inquérito do atentado da Toneleros está vivo e pode confirmar que o Major Vaz tinha dois tiros cruzados no coração, pelo que existiam dois atiradores de elite, e por conseqüência, podemos deduzir que Carlos Lacerda, o tal que engessou o pé ferido por bala, nunca foi o alvo real... Golbery esteve presente em todas as insurreições militares desde o golpe de outubro de 1945 até o golpe de 01 de abril de 1964! Golbery escreveu o manifesto dos ministros militares contra a posse de Jango e presidiu o IPES sendo assalariado pela CIA. O corpo de espionagem norte-americano no Brasil inclui o embaixador brasileiro e sua esposa em Cuba em 1961 que recrutaram a irmã de Fidel para trabalhar para a CIA. O embaixador Pio Correa antes de criar o Serviço de Informações do Itamaraty, fez trabalho de campo como espião para a CIA no México, recebendo elogios da Agência norte-americana em 1964, antes de ser nomeado embaixador no Uruguai para vigiar o presidente no exílio. Jango foi alvo de uma intensa campanha de difamação. Antes durante e depois do governo foi acusado de comunista. Jango nunca foi comunista, mas como de fato ficou registrado pelo próprio Kennedy em gravações na Casa Branca, admitia que o presidente brasileiro não fosse, mas que esta difamação seria uma das armas usadas contra ele. Jango foi alvo de mais de 200 processos promovidos para manchar sua reputação e honra, mas se defendeu em todos e provou sua inocência. Jango foi acusado de presidir um governo fraco, mas na verdade a história demonstra que reuniu um ministério de notáveis e desenvolveu um projeto de nação capaz de gerar o desenvolvimento nacional. A quebra da autoridade moral não está circunscrita a pessoa do presidente João Goulart, foi extendida a todos os homens comprometidos com o nacionalismo e dois anos antes do golpe um relatório do setor de informações já apresentava a lista de todos os homens do governo Jango que seriam caçados e perseguidos em 1964. Diversas "covers actions" forma promovidas contra o Brasil e a diversificação, o número e os recursos envolvidos são espantosamente altos. O pesquisador Carlos Fico da UFRJ lista dezenas de tipos de ações encobertas no seu livro o Grande Irmão cuja conclusão é pobre, pois responsabiliza os brasileiros pelos resultados de uma irresistível Guerra Fechada promovida por meio de ações indiretas. A CIA patrocinou a campanha de deputados e senadores que fizeram e/ou permitiram a fraude da declaração de vacância da presidência. A CIA também patrocinou passeatas e usou o manto sagrado de Deus e da Família para recrutar colaboradores em todas as camadas de nossa sociedade. Hoje, estas pessoas, autoridades, senadores, deputados, generais, empresários, funcionários públicos e muitos outros só podem ser considerados inocentes úteis ou traidores na História do Brasil. O departamento de Estado norte americano e a CIA tiveram de cumprir leis e divulgaram provas suficientes de que Jango é o mártir da causa republicana no século XX. Perdemos nossa soberania em 01 de abril de 1964! A difícil decisão de Jango de combater o golpe sem fazer uso das armas, preservou nossa integridade territorial. O que fazer? Ficar em silêncio quando finalmente existem documentos que desautorizam a continuidade da Mentira e desnudam a verdadeira face dos golpistas como traidores do Brasil! A maior autoridade diplomática norte-americana no Brasil de 1964, o embaixador Lincoln Gordon veio ao nosso país em 2002 vender a confissão de que a CIA tinha patrocinado o golpe e a eleição de membros do congresso nacional! O que fazer? A família Goulart decidiu processar o governo norte-americano que descumpriu sua própria carta constitucional e todos os compromissos de Estado assumidos pelos Estados Unidos da América mediante a subscrição da Carta da OEA. O Brasil precisa conhecer o valor do Estadista que preservou a unidade nacional, quando a tirania tomou conta do Brasil. Jango precisa receber o desagravo devido ao líder legítimo desta nação que foi alijado da presidência por forças e interesses estrangeiros e de traidores. O verdadeiro resgate da soberania nacional começa com o desagravo e o reconhecimento públicos do valor da resistência pacífica de Jango contra a insurreição militar dos traidores de nossa pátria que preservou a integridade nacional. Acreditar que não podemos mudar nosso país e que precisamos nos conformar com a situação é obedecer à psicologia de massa usada como amortecedor pelas forças que atuam para impedir o exercício de nossa soberania! Acreditamos que, neste momento, a defesa da soberania do Brasil precisa obedecer aos princípios consagrados pela política de Estado de Jango: Resistência Pacífica, Legalidade, Diálogo, Democracia e Justiça Social! João Vicente Goulart -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100315/1e5d8f53/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3489 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100315/1e5d8f53/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Mar 16 20:35:52 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 16 Mar 2010 19:35:52 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Opera=E7=E3o_=22Tempestade_no_Cerr?= =?iso-8859-1?q?ado=22=3A_o_que_fazer=3F?= Message-ID: Carta O Berro.................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Glaucio Operação "Tempestade no Cerrado": o que fazer? O PT é um partido sem mídia... O PSDB é uma mídia com partido... Mauro Carrara "Tempestade no Cerrado": é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium. A expressão é inspirada na operação "Tempestade no Deserto", realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo. Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva. A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores. A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações. As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque. 1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet. 2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata. 3) Ressuscitar o caso "Mensalão", de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã. 4) Elevar o tom de voz nos editoriais. 5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de "censura". 6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto. 7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias. 8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas. Quem está por trás Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral. É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado. A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo "cientista político" Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo. Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones. O conteúdo As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda. Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e "vetada" pelo TCU. Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009. Criam deturpações numéricas. A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto "Minha Casa, Minha Vida" está fadado ao fracasso. Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas. O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis. Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada. A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses. A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%. Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena. É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90. Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia. É o caso da "bomba" requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai "admitir" (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão. Crimes anônimos na Internet Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores. Três deles merecem destaque... 1) O "Bolsa Bandido". Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício. 2) Dilma "terrorista". Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: "Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas". 3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil. O que fazer Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo. Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos. Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade. São cinco as tarefas imediatas... 1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos. 2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil. 3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos. 4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca. 5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu. A guerra começou. Não seja um desertor. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100316/c2fd48b2/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Mar 16 20:36:00 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 16 Mar 2010 19:36:00 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_=22Utopia_e_barb=E1rie=22_chega_a?= =?iso-8859-1?q?os_cinemas_em_abril?= Message-ID: <07DEBB10B9C94E32A9BF770119C4D348@vcaixe> Carta O Berro....................................................repassem 16 de março de 2010 "Utopia e barbárie" chega aos cinemas em abril Documentário de Silvio Tendler reconstrói o mundo a partir da II Guerra Mundial. O filme, que percorreu 15 países, faz uma revisão nos eventos políticos e econômicos, que desde a metade do século XX elevaram ao risco e até ao desaparecimento dos sonhos de igualdade, de justiça e harmonia, em busca de entender as questões que mobilizam esses dias tumultuados: a utopia e a barbárie. Ao longo de quase duas décadas de trabalho, Silvio Tendler fez uma minuciosa pesquisa e reconstruiu parte da história mundial, através do olhar de diferentes personagens. Redação No dia 23 de abril, chega aos cinemas de todo o país o filme "Utopia e Barbárie", mais novo trabalho do cineasta Silvio Tendler, que se debruçou nos últimos 20 anos sobre o projeto. Partindo da II Guerra Mundial, o filme faz uma revisão nos eventos políticos e econômicos, que desde a metade do século XX elevaram ao risco e até ao desaparecimento dos sonhos de igualdade, de justiça e harmonia, em busca de entender as questões que mobilizam esses dias tumultuados: a utopia e a barbárie. "Utopia e Barbárie" é um road movie histórico que percorreu ao todo 15 países: França, Itália, Espanha, Canadá, EUA, Cuba, Vietnã, Israel, Palestina, Argentina, Chile, México, Uruguai, Venezuela e Brasil. Em cada um desses lugares, Tendler documentou os protagonistas e testemunhas da história, os apresentando de forma apartidária, mas sem deixar de trazer um pouco do olhar do cineasta, que completa 60 anos em 12 de março de 2010. Nas telas, Silvio Tendler trafega por alguns dos episódios mais polêmicos dos últimos séculos, como as bombas de Hiroshima e Nagasaki, o Holocausto, a Revolução de Outubro, o ano de 1968 no mundo (Brasil, França, Chile, Argentina, Uruguai, dentre outros), a Operação Condor, a queda do Muro de Berlim e a explosão do neoliberalismo mais canibal que a História já conheceu. O cineasta foi à procura dos sonhos que balizaram o século XX e inauguram o século XXI. Ao longo de quase duas décadas de trabalho, Silvio Tendler fez uma minuciosa pesquisa e reconstruiu parte da história mundial, através do olhar de personagens com abordagens e trajetórias distintas, que ajudaram a compor um rico painel de nossa época. O diretor entrevistou inúmeros intelectuais, como filósofos, teatrólogos, cineastas, escritores, jornalistas, militantes, historiadores, economistas, além de testemunhas e vítimas desses episódios históricos. Os dramaturgos Amir Haddad, Augusto Boal e Zé Celso Martinez, a economista Dilma Rousseff, o escritor e jornalista Eduardo Galeano, o poeta Ferreira Gullar e o jornalista Franklin Martins foram alguns dos nomes que concederam ao filme emocionantes depoimentos. Diversas vítimas, testemunhas e sobreviventes também narraram suas trajetórias, como a argentina Macarena Gelman e a brasileira nascida em Havana, Naisandy Barret, ambas filhas de desaparecidos políticos, além do estrategista do exército vietnamita, General Giap. Cineastas de vários países também contribuíram com suas visões, como Denys Arcand (Canadá), Amos Gitai (Israel), Gillo Pontecorvo (Itália), Fernando Solanas (Argentina), Hugo Arévalo (Chile), Marceline Loridan (França), Mohamed Alatar (Palestina), Shin Pei (Japão), além dos cineastas brasileiros Cacá Diegues, Sérgio Santeiro e Marlene França. Orçado em R$ 1 milhão, o longa-metragem conta com a narração de Letícia Spiller, Chico Diaz e Amir Haddad. A trilha sonora, especialmente composta para o filme, é assinada por Caíque Botkay, BNegão, Marcelo Yuka e pelo grupo Cabruêra. Sobre o diretor Silvio Tendler é diretor de O Mundo Mágico dos Trapalhões, que fez um milhão e oitocentos mil espectadores; Jango, fez um milhão e Os Anos JK, oitocentos mil espectadores. Seu último longa-metragem, Encontro com Milton Santos, ficou entre os dez documentários mais vistos de 2007. Com seus filmes Silvio ganhou quatro Margaridas de Prata (prêmio dado pela CNBB), seis kikitos (Festival de Gramado) e dois candangos (Festival de Brasília). -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100316/a997ecfa/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100316/a997ecfa/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Mar 17 20:18:20 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 17 Mar 2010 19:18:20 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Governo_brasileiro_n=E3o_se_alinha?= =?iso-8859-1?q?_=E0_hip=F3crita_campanha_anticubana?= Message-ID: <973E880B9A6E4179AD140D403C1026CD@vcaixe> Carta O Berro...................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: izaias almada Aos que ainda não leram, sugiro que leiam. Muitos desses fatos não chegam ao nosso conhecimento. Por que será, hein? Governo brasileiro não se alinha à hipócrita campanha anticubana O governo brasileiro foi irrepreensível ao se recusar a figurar nessa (má) companhia, apesar das pressões. A esclarecedora declaração do chanceler Celso Amorim sobre a posição brasileira ficou quase perdida em meio à histeria oposicionista. Hideyo Saito Em vez de pressionar para que o governo brasileiro se some à atual campanha anticubana, como sempre capitaneada pelas agências oligopólicas de notícias, as boas almas que se manifestaram pela democratização de Cuba têm o dever moral de exigir o fim da política de agressão dos EUA contra Cuba. Do contrário, sua posição, apresentada como democrática, se revelará escandalosamente desonesta e hipócrita. Cessada a agressão e desanuviado o ambiente internacional, o próprio povo cubano poderá decidir, sem pressões externas, como será o seu modelo de democracia, conforme parecem indicar os debates já em curso no país, com grande participação popular. Os chamados dissidentes cubanos receberam forte apoio da oposição brasileira e da mídia dominante local, em seu empenho para constranger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a se manifestar publicamente contra o governo de Havana. Na famosa entrevista à Associated Press, usada como pretexto para a pancadaria, o presidente brasileiro trouxe à baila um episódio de morte em uma greve de fome coletiva de prisioneiros do Exército Republicano Irlandês (IRA), durante o governo de Margareth Thatcher, em março de 1981. "Eu vejo muita gente que hoje critica o governo cubano por causa da morte, [e que] não falava nada da morte do IRA", cobrou Lula. Esse trecho foi convenientemente omitido pela mídia dominante, para deixar o caminho livre para a atual campanha. Na compacta barreira de desinformação que se orquestrou, as palavras-chave usadas têm sido: luta pela liberdade, dissidentes heróicos, masmorras cubanas, presos de consciência, tirania insensível, cumplicidade de Lula. Os atores brasileiros do drama (jornalistas locais, enviados especiais, colunistas, comentaristas convidados, políticos) repetem em uníssono o noticiário difundido por agências oligopólicas de notícias, como a citada AP, a France Press e a Efe, e por órgãos como a Voz da América, do governo dos Estados Unidos. No jornal O Estado de S. Paulo, a sanha tem sido tamanha, que até colunista de assuntos econômicos, caso de Rolf Kuntz, e articulista convidado, como Eugenio Bucci, reforçaram o festival de acusações em termos praticamente idênticos aos do famoso extremista de direita Carlos Alberto Montaner. O Senado brasileiro aprovou moção de solidariedade aos "presos políticos", em que também não faltaram críticas ao presidente Lula. Nenhuma dessas boas almas, contudo, se preocupou em "checar" a notícia original ou qualquer de seus pormenores, cotejando-os com dados de outras fontes, ainda que fosse para complementar alguma informação. Se alguém o fizesse, poderia ter sabido que nenhum dos dois grevistas (Orlando Zapata Tamayo, que faleceu em 23 de fevereiro, e Guillermo Fariñas Hernández, que estava em estado crítico em um hospital cubano no final da segunda semana de março) foi condenado por atividades políticas, mas por delitos como furto, invasão de domicílio e agressões físicas, conforme registros judiciais cubanos. Ficaria informado também de que os presos por atividades políticas, cuja libertação é reivindicada por Fariñas, são os remanescentes do processo de 2003, quando 75 opositores foram condenados por receberem dinheiro do Escritório de Representação dos Estados Unidos em Havana para participar de atividades contra o governo revolucionário (e não, como diz a campanha-padrão contra Cuba, por se oporem ao regime). Poderia confirmar ainda que o julgamento dos 75 foi realizado em tribunais regulares, em sessões públicas, com base em leis pré-existentes e assegurado o pleno direito de defesa e de apelação. O governo cubano divulgou, na ocasião, provas documentais sobre a relação que os acusados mantinham com representantes do governo estadunidense. É uma relação passível de incriminação penal em qualquer país do mundo. Em todo caso, cerca de 20 deles foram, desde então, libertados pelo governo por problema de saúde, obedecendo às 95 regras de tratamento carcerário humanitário, estabelecidas pela ONU. Preso duas vezes por agressão De acordo com a ficha corrida de Guillermo Fariñas Hernández, em 1995 ele espancou uma mulher na instituição de saúde onde trabalhava como psicólogo, causando-lhe ferimentos múltiplos no rosto e nos braços. Sofreu pena de três anos de prisão sem internamento (por sua primariedade), além de multa de 600 pesos. Em 2002, atacou um ancião com um bastão na cidade de Santa Clara, onde reside. A vítima teve de ser operada para extirpação do baçoe o agressor foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão (Causa 569/2002, do Tribunal Popular Provincial de Villa Clara). Por essa época, ele começou a utilizar o recurso da greve de fome para obter vantagens, como televisor em sua cela, tendo dessa forma atraído a atenção dos grupos contrarrevolucionários, aos quais aderiu em seguida. Em dezembro de 2003, devido à sua saúde fragilizada pela sucessão de greves, recebeu uma licença extra-penal com base no código cubano. Fora da cadeia, passou a colaborar com a Rádio Martí e a receber dinheiro regularmente da já mencionada representação dos EUA em Havana. Em 2006, voltou a se declarar em greve de fome, para reivindicar acesso domiciliar à internet. Na atual greve, Fariñas Hernández recusou toda oferta oficial para tratamento de sua saúde, obstinando-se em dizer que irá até o fim. Da mesma forma, rejeitou oferta de asilo na Espanha, feita com a anuência de Havana. Por isso, a intervenção médica cubana só pôde acontecer quando o manifestante entrou em estado de choque, na noite de quinta-feira, 11 de março, em estado gravíssimo, como no caso de Orlando Zapata Tamayo, que viria a falecer. Eis o que divulgaram as agências France Press, Efe e Reuters sobre esse momento, conforme publicado no Estado de S. Paulo : "Momentos antes de Fariñas desmaiar, um grupo de médicos do sistema de saúde pública de Cuba visitou o dissidente e pediu que ele concordasse em ir, de ambulância, até uma clínica para que fizesse um check-up profissional. O opositor, porém, agradeceu 'o profissionalismo e a humanidade' dos médicos, mas insistiu em fazer os exames em sua casa. Os médicos aceitaram as condições e coletaram amostras no local, mas saíram antes de Fariñas desmaiar". As vantagens de ser dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo também jamais havia sido seguidamente condenado por atividade política, embora esteja sendo apresentado agora como mártir da luta pela liberdade. Ele só começou a adotar um "perfil político" quando percebeu que, na situação particularíssima de Cuba, isso poderia ser vantajoso por causa do farto dinheiro distribuído pelos Estados Unidos aos que se declaram dissidentes no país. Antes havia cumprido pena por "violação de domicílio" (1993), "furto e agressão com arma branca" (2000) e "perturbação da ordem pública" (2002). Em 2003, chegou a ser solto, mas voltou à cadeia por reincidência. Por isso, não figurou na relação de "prisioneiros políticos" elaborada em 2003 pela antiga Comissão de Direitos Humanos da ONU, com a intenção de condenar Cuba por violação aos direitos humanos. Aquela mesma boa alma curiosa poderia igualmente notar, na campanha em curso, que apesar da insistência na denúncia de que os "presos de consciência" cubanos foram encarcerados simplesmente por serem contra o governo, o noticiário correspondente é abundante em declarações de opositores que vivem em Cuba, como Manuel Cuesta Morúa, René Gómez Manzano, Elizárdo Sánchez, Osvaldo Payá Sardinãs e outros. Eles são contra o governo, dão entrevistas para a imprensa internacional recheadas de críticas, mas não estão presos! Há algo errado nessa denúncia, portanto. O próprio Fariñas, aliás, estava em casa antes de ser internado e lá recebia diariamente jornalistas estrangeiros. Anistia Internacional: as situações em Cuba, nos EUA e na Europa Sobre o suposto caráter ditatorial do regime vigente em Cuba, é interessante ainda comparar o que diz o relatório "O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2008", da Anistia Internacional (entidade nada amistosa com o governo cubano), sobre a situação naquele país, nos Estados Unidos e na Europa. O documento acusa o governo cubano de restringir as liberdades de expressão, de associação e de circulação, fala nos "presos de consciência" remanescentes do grupo dos 75 e registra incidentes em que teria havido "fustigamento e intimidação" de dissidentes. Mas não menciona um só caso de sequestro ou desaparecimento de opositores, nem tortura ou morte de prisioneiros em dependências carcerárias. Da mesma forma, não fala em repressão policial, nem em execução extrajudicial em Cuba. Esse mesmo documento da Anistia Internacional, em contrapartida, denuncia os EUA por prática sistemática da tortura conhecida como waterboarding (simulação de asfixia), detenções e interrogatórios secretos e desaparecimento de suspeitos. Acusa ainda Washington de manter milhares de detidos, muitos "há mais de seis anos", em Guantánamo, em Bagram e no Iraque, sem acusação nem julgamento. Sobre os governos europeus, o relatório da Anistia declara: "Em 2007 surgiram novas evidências de que diversos Estados-membros da União Europeia foram coniventes com a CIA no sequestro, na detenção secreta e na transferência ilegal de prisioneiros para países em que foram torturados ou sofreram maus tratos". Ora, a atual campanha contra o governo cubano se origina de forças políticas que admiram as democracias vigentes na União Europeia e nos Estados Unidos, considerando-as modelos a serem copiados por todo o mundo (inclusive Cuba). Deveriam, portanto, preocupar-se também com o estado dessa própria democracia e dos direitos humanos nesses países, em vez de gastarem todo o gás em sua fúria contra Cuba. Que tal uma campanhazinha para combater a pouca vergonha denunciada pela Anistia Internacional nos EUA e na União Europeia? As múltiplas e insistentes agressões contra Cuba O governo brasileiro foi irrepreensível ao se recusar a figurar nessa (má) companhia, apesar das pressões. A esclarecedora declaração do chanceler Celso Amorim sobre a posição brasileira ficou quase perdida em meio à histeria oposicionista. "Uma coisa é defender a democracia, os direitos humanos e à livre expressão, como fazemos. Outra coisa é sair dando apoio a tudo quanto é dissidente no mundo. Quando você tem de falar alguma coisa [a um governo estrangeiro], você fala de outra forma, discretamente, não pela mídia", declarou. O chanceler brasileiro disse, em outras palavras, o que Lula já havia declarado em sua primeira visita a Cuba como presidente, em setembro de 2003: que não se somaria às pressões permanentes de setores direitistas contra o governo de Havana, falando publicamente sobre assuntos internos de um país amigo. Mas a frase mais significativa de Amorim, nessa questão, foi a seguinte: "Se alguém está interessado em uma evolução política em Cuba, eu tenho a receita rápida: acabe com o embargo. Isso vai trazer grandes mudanças em Cuba". Ele se referia ao bloqueio unilateral que os Estados Unidos mantêm contra o país desde 1962, como parte de uma ampla política de hostilidade, que inclui ainda a transmissão, a território cubano, de propaganda contra a revolução cubana através da Rádio e TV Martí (ao arrepio do código da União Internacional de Telecomunicações), o fornecimento de recursos financeiros à oposição interna, o incentivo à emigração de cubanos para os EUA e outras medidas intervencionistas. O próprio bloqueio não se resume a impedir Cuba de comprar e vender no mercado estadunidense. Compreende ainda a proibição de comerciar com filiais de companhias estadunidenses no mundo todo, assim como com empresas que tenham capital acionário ou usem tecnologia e componentes daquele país em sua produção. Significa igualmente o fechamento do mercado dos EUA a qualquer parceiro comercial de Cuba, de qualquer país, inclusive a bancos e a navios mercantes. Por força dessa mesma política, aplicada apesar da condenação de praticamente todos os países representados na ONU, cientistas cubanos costumam ser excluídos de congressos internacionais e de pesquisas conjuntas e o próprio país não consegue se filiar a algumas organizações internacionais. Essa política, por mais inacreditável que pareça, é respaldada pela lei Helms-Burton, aprovada pelo Congresso dos EUA em 1996. Arrogantemente intitulada Lei para a Liberdade e a Solidariedade Democrática em Cuba, ela autoriza o presidente dos EUA a "proporcionar assistência e a oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para apoiar esforços com o objetivo de construir uma democracia em Cuba". Estabelece ainda como devem ser as eleições sob um governo "democrático e independente", chegando a vetar a participação dos atuais líderes cubanos, especialmente Fidel e Raúl Castro! Os tão ardorosos defensores da democracia em Cuba, que se revelaram de corpo inteiro nessa campanha, têm o dever moral de denunciar essa política imperialista de agressão e exigir o seu fim, como tem feito o governo brasileiro. Do contrário, sua posição, que apresentam como democrática, se mostrará escandalosamente desonesta e hipócrita. Cessada a agressão e desanuviado o ambiente internacional, o próprio povo cubano poderá decidir, sem pressões externas, como será o seu modelo de democracia, conforme parecem indicar os debates já em curso no país, com grande participação popular. Hideyo Saito é jornalista. -------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.436 / Banco de dados de vírus: 271.1.1/2753 - Data de Lançamento: 03/17/10 19:33:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100317/72d9389b/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Mar 17 20:18:33 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 17 Mar 2010 19:18:33 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_NOTA_da_ASOCIACI=D3N_NACIONAL_DE_?= =?iso-8859-1?q?CUBANOS_RESIDENTES_EN_BRASIL_-_JOS=C9_MART=CD_=28AN?= =?iso-8859-1?q?CREB-JM=29?= Message-ID: <5DD9BD5C6D7143FBBB0C169A69E16CEE@vcaixe> Carta O Berro.................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Tirso W Sanches ASOCIACIÓN NACIONAL DE CUBANOS RESIDENTES EN BRASIL - JOSÉ MARTÍ (ANCREB-JM) DECLARACION RECHAZAMOS LA INFAME CAMPAÑA CONTRA CUBA. Los cubanos agrupados en la Asociación Nacional de Cubanos Residentes en Brasil rechazamos la actual campaña que medios de importantes empresas de comunicación realizan injustamente contra nuestro país, con motivo de la muerte del preso común, Orlando Zapata. La muerte de cualquier persona es lamentable. Sin embargo, resulta inaceptable la manipulación de los hechos, al repetir incesantemente que este ciudadano es un preso de conciencia o político cuando realmente fue confinado por delitos comunes como el robo, hurto, agresión con arma blanca, exhibicionismo físico, alteración del orden público, daños a la propiedad y cargos de estafa. En el cumplimiento de estas condenas fue sancionado varias veces por desorden en el establecimiento penitenciario. La situación de Zapata, durante su prisión por los motivos anteriormente mencionados, fue manipulada en la prisión por intereses contrarrevolucionarios al servicio de los Estados Unidos. Es increíble, que a pesar de lo informado por las autoridades cubanas, los medios internacionales y brasileños no lo mencionen como un preso común. Igualmente se silencian los esfuerzos realizados por salvar su vida, a pesar de él haber rechazado estos servicios en varias oportunidades. La atención médica fue reconocida por la propia familia, según consta en las imágenes registradas en el diálogo de su señora madre con los médicos en el hospital. Evidentemente, la contrarrevolución estaba necesitada de un mártir aunque este no fuera tal. Por eso transformaron a Orlando Zapata un preso común de largo historial delictivo, en un llamado "preso de conciencia". Esto le resultaba muy conveniente a sus fines anticubanos. El cadáver de Zapata es ahora exhibido como trofeo colectivo. Estos medios de prensa no han condenado los suicidios de varios presos, que durante años no han sido procesados judicialmente, que han sido sometidos a torturas y alojados en condiciones infrahumanas en la Base Naval de Guantánamo. Ni las torturas de Abu Grahbi, ni los numerosos suicidios que se cometen en diferentes prisiones europeas, por solo mencionar algunos casos. También ignoraron los vuelos secretos de prisioneros de la CIA a cárceles clandestinas en diversos países de Europa, donde se torturó y asesinó a personas sin procesos y sin protección alguna. Detrás de esta campaña está el interés de los EEUU de legitimar y obtener impunidad para que sus agentes internos en Cuba puedan cumplir su misión desestabilizadora quinta-columnista. Otro personaje de la contrarrevolución, en libertad por motivos de salud, comenzó desde su casa, una huelga de hambre para que se liberen algunos mercenarios pagados por los EEUU presos en Cuba. Este personaje se había negado, hasta hace algunos días a recibir atención médica. En estos momentos está ingresado en un centro hospitalario donde recibe la atención necesaria y adecuada. Como cubanos, que vivimos y laboramos honradamente en este hermoso país nos duele e indigna esta infame campaña de calumnias, la cual rechazamos. Estamos seguros que Cuba continuará firme construyendo un futuro mejor y continuará con el apoyo solidario del pueblo brasileño. marzo de 2010. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100317/1e5fa498/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Mar 18 19:27:32 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 18 Mar 2010 18:27:32 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__Convite_-_lan=C3=A7amento_de_=22O_que?= =?utf-8?q?_resta_da_ditadura=22=2C__de_Edson_Teles_e_Vladimir_Safa?= =?utf-8?q?tle_=28orgs=2E=29_e_debates_dias_18_e_19_de_mar=C3=A7o?= Message-ID: <1AFD19238D504E6FAC0E14E61D0ECB4D@vcaixe> Carta O Berro...........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: janateles Convite - lançamento -------------------------------------------------------------------- O que resta da ditadura a exceção brasileira de Edson Teles e Vladimir Safatle (orgs.) Debates Quinta-feira, dia 18 de março 17h - Mesa 1: Por que a verdade precisa de uma comissão? Com Edson Teles, Fábio Konder Comparato e Glenda Mezarobba 19h30 - Mesa 2: Políticas da verdade e da memória Com Paulo Arantes, Paulo Vanucchi e Vladimir Safatle USP Auditório da História (FFLCH) Rua do Lago, 717 São Paulo - SP Noite de autógrafos Sexta-feira, 19 de março Entre 19h e 22h Livraria da Vila Alameda Lorena, 1731 (piso superior) São Paulo - SP 'Quem controla o passado, controla o futuro.' (George Orwell, 1984) Bem lembrada pelo escritor inglês, na frase que serve de epígrafe ao livro, a importância do passado no processo histórico que determinará o porvir de uma nação. É justamente o que torna fundamental esta obra. Organizada por Edson Teles e Vladimir Safatle, O que resta da ditadura reúne uma série de ensaios que esquadrinham o legado deixado pelo regime militar na estrutura jurídica, nas práticas políticas, na literatura, na violência institucionalizada e em outras esferas da vida social brasileira. Fruto de um seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, o livro reúne textos de escritores e intelectuais como Maria Rita Kehl, Jaime Ginzburg, Paulo Arantes e Ricardo Lísias, que buscam analisar o que permanece de mais perverso da ditadura no país hoje. Assim, o livro possui também um caráter de resistência à lógica de negação difundida por aqueles que buscam hoje ocultar o passado recente, seja ao abrandar, amenizar ou simplesmente esquecer este período da história brasileira. Segundo Edson Teles e Vladimir Safatle, a palavra que melhor descreve esta herança indesejada é ?violência? - medida não pela contagem de mortos deixados para trás, mas por meio das marcas encravadas no presente. Para os organizadores, ?neste sentido, podemos dizer com toda a segurança: a ditadura brasileira foi a mais violenta que o ciclo negro latino-americano conheceu. Leia mais -------------------------------------------------------------------- Boitempo Editorial Débora Prado Assessoria de Imprensa + 55 11 2305 1641 + 55 11 8382 4978 imprensa at boitempoeditorial.com.br www.boitempoeditorial.com.br Blog - http://boitempoeditorial.wordpress.com -------------------------------------------------------------------- Ensaios e autores Militares e anistia no Brasil: um dueto desarmônico Paulo Ribeiro da Cunha Relações civil-militares: o legado autoritário da Constituição brasileira de 1988 Jorge Zaverucha O direito constitucional passa, o direito administrativo permanece?: a persistência da estrutura administrativa de 1967 Gilberto Bercovici Direito internacional dos direitos humanos e lei de anistia: o caso brasileiro Flávia Piovesan O processo de acerto de contas e a lógica do arbítrio Glenda Mezarobba Tortura e sintoma social Maria Rita Kehl Escritas da tortura Jaime Ginzburg As ciladas do trauma: considerações sobre história e poesia nos anos 1970 Beatriz de Moraes Vieira O preço de uma reconciliação extorquida Jeanne Marie Gagnebin Brasil, a ausência significante política Tales AbSáber 1964, o ano que não terminou Paulo Eduardo Arantes Do uso da violência contra o Estado ilegal Vladimir Safatle Os familiares de mortos e desaparecidos políticos e a luta por verdade e justiça? no Brasil Janaína de Almeida Teles Entre justiça e violência: estado de exceção nas democracias do Brasil e da África do Sul Edson Teles Dez fragmentos sobre a literatura contemporânea no Brasil e na Argentina ou de como os patetas sempre adoram o discurso do poder Ricardo Lísias PELA VIDA, PELA PAZ TORTURA NUNCA MAIS ---------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100318/65a4d6ad/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Mar 18 19:27:40 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 18 Mar 2010 18:27:40 -0300 Subject: [Carta O BERRO] O rosnar golpista do Instituto Millenium por Gilberto Maringoni Message-ID: <5BAD8B59F490433BBF096E90A7E5B9CD@vcaixe> Carta O Berro...................................................................repassem O rosnar golpista do Instituto Millenium Não é bom subestimar os pitbulls da imprensa brasileira. A direita não costuma se unir apenas para tomar chá com torradas. Só não articulam um golpe por sua legitimidade social ser reduzida. Gilberto Maringoni Vale a pena refletir mais um pouco sobre os significados e conseqüências do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado pelo Instituto Millenium em São Paulo, na segunda-feira, 1º. de março. A grande questão é: por que os barões da mídia resolveram convocar um evento público para discutir suas idéias? Ta bom, vamos combinar. A R$ 500 por cabeça não é bem um evento público. Mas era aberto a quem se dispusesse a pagar. No subsolo do luxuoso hotel Golden Tulip estavam o que se poderia chamar de agregados da Casa Grande dos monopólios da informação, como intelectuais de programa e jornalistas de vida fácil. Todos expuseram suas vísceras, em um strip-tease político e moral inigualável. Um espetáculo digno de nota. Nauseabundo, mas revelador. Uma observação preliminar: os donos, os patrões, os proprietários enfim, tiveram um comportamento discreto e comedido ao microfone. Não xingaram e não partiram para a baixaria. Quem desempenhou esse papel foram os seus funcionários. Nisso seguem de perto um ensinamento de Nelson Rockfeller (1908-1979), relatado em suas memórias. Quando resolveu disputar as eleições para governador de Nova York, em 1958, falou de seus planos à mãe, Abby Aldrich Rockefeller. Na lata, ela lhe perguntou: "Meu filho, isso não é coisa para nossos empregados"? Os patrões deixaram o serviço sujo para os serviçais. Estes cumpriram o papel com entusiasmo. Objetivos do convescote Os propósitos do Fórum não são claros. Formalmente é a defesa da liberdade de expressão, sob o ponto de vista empresarial. Quem assistiu aos debates não deixou de ficar preocupado. Aos arranques, os pitbulls da grande mídia atacaram toda e qualquer tentativa de se jogar luz no comportamento dos meios de comunicação. Talvez o maior significado do encontro esteja em sua própria realização. Não é todo dia que os donos da Folha, da Globo e da Abril se juntam, deixando de lado arestas concorrenciais, para pensarem em táticas comuns na cena política nacional. Um alerta sobre articulações desse tipo foi feita por Cláudio Abramo (1923-1987), em seu livro "A regra do jogo", publicado em 1988. A certa altura, ele relata uma conversa mantida com Darcy Ribeiro (1922-1997), no início de março de 1964. "Alertei-o de que dias antes, o dr. Julinho [Mesquita, dono de O Estado de S. Paulo] havia visitado Assis Chateubriand [dos Diários Associados], e que aquilo era sinal seguro de que o golpe estava na rua. Porque a burguesia é muito atilada nessas coisas, não tem os preconceitos pueris da esquerda. Na hora H ela se une". Pois no Instituto Millenium estavam unidos Roberto Civita [Abril], Otávio Frias Filho [Folha] e Roberto Irineu Marinho [Globo]. Sem mais nem porquê. Não se pode dizer que a turma resolveu botar o golpe na rua. Mas é sintomática a realização do evento quase no mesmo dia em que a candidatura de Dilma Roussef empatou com a de José Serra, de acordo com o Datafolha. Ou que ele aconteça quando os partidos conservadores - PSDB e DEM - estejam às voltas com crises sérias. O que isso quer dizer? Quer dizer que as representações institucionais da direita brasileira estão se esfarelando. Seu candidato não sabe se vai ou se não vai. Apesar de o governo Lula garantir altos ganhos ao capital financeiro, deixando intocada a política econômica neoliberal, este não é o governo dos sonhos da plutocracia pátria. Elas não suportam conviver com a ala popular, minoritária na gestão do ex-metalúrgico. Deploram a política externa, a não criminalização dos movimentos sociais e a possibilidade de um governo Dilma acatar indicações das várias conferências temáticas realizadas nos últimos anos, como a de Direitos Humanos e a de Comunicação (Confecom). Incômodo com a Confecom Falar nisso, há um nítido incômodo com os resultados da Confecom. A grande mídia não tolera que o tema da democratização das comunicações tenha entrado na agenda nacional. A reação a tais movimentações sociais tem mudado substancialmente a imprensa brasileira. Para pior, vale sublinhar. Para perceber isso, vale a pena fazer uma brevíssima recuperação histórica. Nos anos anteriores a 1964, a grande mídia - O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, O Globo, Folha de S. Paulo e Diários Associados, entre outros - tornou-se propagandista e operadora do golpe militar. Colheu desgaste e sofreu censura, anos depois. O primeiro órgão a notar que, para viabilizar seus propósitos empresariais, necessitava mudar de comportamento foi a Folha de S. Paulo. Com um jornal sem importância antes até o inícios dos anos 1970 e acusado de auxiliar o aparato repressivo da ditadura, seus proprietários perceberam que para mudar sua inserção no mercado valeria a pena abrir páginas para a oposição democrática. Apostando na democratização O projeto editorial de 1984 do jornal (http://www1.folha.uol.com.br/folha/conheca/projetos-1984-3.shtml) dizia o seguinte: "A Folha é o meio de comunicação menos conservador de toda a grande imprensa brasileira. (...) É com certeza o que encontra maior repercussão entre os jovens. Foi o que primeiro compreendeu as possibilidades da abertura política e o que mais se beneficiou com ela, beneficiando a democratização. É o jornal pelo que a maioria dos intelectuais optou. É o mais discutido nas escolas de comunicação e nos debates sobre a imprensa brasileira". Ou seja, percebendo que a democratização lhe granjeava dividendos comerciais, o jornal deu espaço para lideranças, intelectuais e temas identificados com a mudança, em tempos finais da ditadura. Topo da pirâmide Vinte e três anos depois, em 11 de novembro de 2007, a Folha publicaria uma pesquisa sobre seu público, intitulada "Leitor da Folha está no topo da pirâmide social brasileira" (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1111200715.htm). Logo na abertura, a matéria destaca: "O leitor da Folha está no topo da pirâmide da população brasileira: 68% têm nível superior (no país, só 11% passaram pela universidade) e 90% pertencem às classes A e B (contra 18% dos brasileiros). A maioria é branca, católica, casada, tem filhos e um bicho de estimação". Saem de cena os "os intelectuais", "os debates sobre imprensa brasileira" e entram os endinheirados. Do ponto de vista empresarial é isso mesmo. Jornal tem de vender e veicular anúncios a quem tem alta capacidade de consumo. Mas para atender a essa lógica, movimentações editoriais são feitas. Ao invés de se priorizar um limitado pluralismo anterior, passam-se a criar cadernos e atrações voltados para os novos desígnios do público. E a linha editorial e os colunistas passam a ser cada vez mais conservadores. A Folha beneficiou-se e soube utilizar em proveito próprio do formidável impulso democrático da sociedade brasileira dos anos 1980. Quase três décadas depois, percebe que a continuidade desse movimento não lhe interessa. E se insurge contra ele, com seus pares empresariais, entrando de cabeça nos fóruns do Instituto Millenium. Golpe em marcha? Articulações desse tipo são geralmente danosas à democracia. Sempre que ficam carentes de representações, as classes dominantes (chamemos as "elites" por seu nome real) entram no jogo institucional de forma truculenta e atabalhoada. Buscam impor sua vontade a ferro e fogo, uma vez que as regras do convívio político não lhes interessam mais. Seus impulsos são sempre pela ruptura dessas regras. Pelo golpe. Foi o que aconteceu na Venezuela, em 2002. Com a falência dos partidos de direita e com a avassaladora legitimidade do governo Hugo Chávez, as oligarquias locais - em associação com a Casa Branca, com a cúpula das forças armadas e com a grande mídia - partiram para a ignorância. E se deram mal. Não é pouca coisa a afirmação do ex-filósofo Roberto Romano, durante o Fórum do Instituto Millenium: "O aspecto ditatorial do Plano Nacional dos Direitos Humanos passaria em branco, não fosse o descontentamento manifestado pelos militares". Logo quem o professor de Ética (!) invoca como paladinos da democracia... A tática golpista vingará por aqui? Pouco provável, pois seus defensores encontram-se isolados. O destempero exibido por alguns palestrantes durante o evento - notadamente Romano, Jabor, Reinaldo Azevedo, Marcelo Madureira, Sidnei Basile, Denis Rosenfield e Demetrio Magnoli - é uma patente demonstração de seu reduzido apoio social. No entanto, não se pode subestimar essa turma. Como interpretar a delirante intervenção de Arnaldo Jabor, ao dizer que "A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo"? Como chegar a tal objetivo se não pela quebra da democracia? Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de "A Venezuela que se inventa - poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez" (Editora Fundação Perseu Abramo). -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100318/0ffde4a9/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100318/0ffde4a9/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 19 20:12:02 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 19 Mar 2010 19:12:02 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Homenagem_a_Maur=EDcio_Grabois=2C?= =?iso-8859-1?q?_Dinaelza_Coqueiro_e_Angelo_Arrouo_-_dia_25_de_mar?= =?iso-8859-1?q?=E7o_=E0s_9=2C30_hs=2Ena_C=2EMunicipal_de_S=E3o_Pau?= =?iso-8859-1?q?lo?= Message-ID: <56AF04C06AC948A089F0DF69C3EF8ED6@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................repassem -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100319/3ce1b502/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 55332 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100319/3ce1b502/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 19 20:12:11 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 19 Mar 2010 19:12:11 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Conhe=E7a_e_participe_do_blog_em_?= =?iso-8859-1?q?defesa_da_Reforma_Agr=E1ria?= Message-ID: <6077068DA9654909B4842CF44CC6CAA9@vcaixe> Carta O Berro.............................................repassem Conheça o blog em defesa da Reforma Agrária Por Rodrigo Vianna De O Escrevinhador A Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária - formada a partir da iniciativa de um grupo de jornalistas, que assinaram manifesto para denunciar a ofensiva dos setores conservadoresque defendem o latifúndio - lança um blog para acompanhar a chamada CPMI do MST e o processo de criminalização dos movimentos sociais. O blog pretende também apresentar experiências que demonstram como os assentamentos têm um papel fundamental para o desenvolvimento do país, além de um raio-x da situação do campo, dos impactos do agronegócio para os trabalhadores rurais e para a produção de alimentos. O endereço do blog é http://www.reformaagraria.blog.br/ Para aderir à rede de comunicadores, entre no blog e faça o seu cadastro. Contribua mandando textos, informações e denúncias do seu estado. Abaixo, leia o manifesto e saiba quem faz parte da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária MANIFESTO Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo que o MST faz para compreender o que está em jogo. Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada "grande imprensa brasileira" - associados a interesses de latifundiários, grileiros - e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de constranger aqueles que lutam pela reforma agrária. A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano passado, numa ofensiva organizada. Agricultores miseráveis foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo "grave atentado". A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que foi parar nas telas da TV e nas páginas dos jornais. O recado parece ser: quem defende reforma agrária é "bandido", é "marginal". Exemplo claro de "criminalização" dos movimentos sociais. Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de três décadas, o governo planeja rever os "índices de produtividade" que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e "provar" que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela "violência no campo". Trata-se de grave distorção. Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a pedra. No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor sentido... A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você dificilmente vai ver na TV. A violência e a impunidade no campo podem ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram assassinados nos últimos 25 anos. Detalhe: levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que dois terços dos homicídios no campo nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem impunes. Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos trabalhadores rurais e ao MST. A reforma agrária interessa também aos que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para plantar - nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo latifúndio. A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência urbana se explica - em parte - pelo deslocamento desorganizado de populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições medievais, nas periferias das grandes cidades. Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e precisamos defender a reforma agrária. Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques coordenados contra o MST fazem parte de uma ofensiva maior contra qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil mais justo. Venha refletir com a gente: - por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja dividida? - como reagir a essa campanha infame no Congresso e na mídia? - como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma agrária no Brasil? É o convite que fazemos a você. Assinam: - Alcimir do Carmo. - Altamiro Borges. - Ana Facundes. - André de Oliveira. - André Freire. - Antonio Biondi. - Antonio Martins. - Bia Barbosa. - Breno Altman. - Conceição Lemes. - Cristina Charão. - Cristovão Feil. - Danilo Cerqueira César. - Dênis de Moraes. - Emiliano José. - Emir Sader. - Flávio Aguiar. - Gilberto Maringoni. - Giuseppe Cocco. - Hamilton Octavio de Souza. - Henrique Cortez. - Igor Fuser. - Jerry Alexandre de Oliveira. - Joaquim Palhares. - João Brant. - João Franzin. - Jonas Valente. - Jorge Pereira Filho. - José Arbex Jr. - José Augusto Camargo. - José Carlos Torves. - José Reinaldo de Carvalho. - José Roberto Mello. - Ladislau Dowbor. - Laurindo Lalo Leal Filho. - Leonardo Sakamoto. - Lilian Parise. - Lúcia Rodrigues. - Luiz Carlos Azenha. - Márcia Nestardo. - Marcia Quintanilha. - Maria Luisa Franco Busse. - Mario Augusto Jacobskind. - Miriyám Hess. - Nilza Iraci. - Otávio Nagoya. - Paulo Lima. - Paulo Zocchi. - Pedro Pomar. - Rachel Moreno. - Raul Pont. - Renata Mielli. - Renato Rovai. - Rita Casaro. - Rita Freire. - Rodrigo Savazoni. - Rodrigo Vianna. - Rose Nogueira. - Rubens Corvetto. - Sandra Mariano. - Sérgio Caldieri. - Sérgio Gomes. - Sérgio Murilo de Andrade. - Soraya Misleh. - Tatiana Merlino. - Terezinha Vicente. -Vanderley Caixe - Carta O Berro - Vânia Alves. - Venício A. de Lima. - Verena Glass. - Vito Giannotti. - Wagner Nabuco. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100319/5f5b72de/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Mar 20 15:03:31 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 20 Mar 2010 14:03:31 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Correio Caros Amigos Message-ID: <627D5E5A2DC748BDB060660770AB7964@vcaixe> Carta O Berro................................................................repassem Clique aqui para visualizar esse e-mail no seu navegador! Economia e meio ambiente ?Que tempos são esses, em que falar de árvores é quase um crime, pois implica silenciar sobre tantas barbaridades?? Bertold Brecht , Aos que vão nascer. No intuito de se entender a relação entre economia e meio ambiente, é necessário e importante se esclarecer, ainda que de forma breve, o significado da relação entre o homem e a natureza através do trabalho. A relação homem/natureza sempre existiu, pois ?nem a natureza objetivamente nem a natureza subjetivamente existem de modo imediatamente adequado ao ser humano? (Karl Marx). Sendo assim, a natureza há que ser transformada pela ação humana, pelo trabalho humano que a submete e a ajusta às suas necessidades essenciais. Portanto, como afirma Vázquez, ?o homem só existe na relação prática com a natureza. Na medida em que está ? e não pode deixar de estar ? nessa relação ativa, produtiva, com ela, a natureza se lhe oferece como objeto de matéria de sua atividade, ou como resultado desta, isto é, como natureza humanizada...?. Com o advento do capitalismo, esta relação fundamental entre o homem e a natureza sofre uma profunda transformação. A lógica do lucro, inerente a esse regime de propriedade privada dos meios de produção, faz do homem e da natureza fontes de seu contínuo e crescente crescimento e reprodução. Os rudimentares instrumentos de trabalho são substituídos por novos e permanentemente aperfeiçoados métodos e implementos de produção, aumentando a capacidade produtiva do trabalho e, portanto, a forma de apropriação da natureza, de maneira jamais experimentada em outras épocas. Transformados em forças produtivas do e para o capital, os meios de produção modernos não mais servem apenas de meios para retirar da natureza os meios de subsistência humana, antes passam a ser utilizados intensivamente para produzir os excedentes apropriados, na forma de lucro, pelo capital. É sob essa conformação estrutural que aparece a relação entre economia e meio ambiente, uma relação que denota o efeito predatório da produção capitalista sobre a natureza e/ou sobre o meio ambiente. Tanto a agricultura explorada sob a forma capitalista como a indústria, em seu processo de crescimento e de concentração, participam da busca incessante de lucros, desencadeando e intensificando, para tanto, métodos deletérios à natureza onde atuam. A mecanização acelerada, os agrotóxicos e outros elementos químicos utilizados no manejo da terra e no trato dos animais são exemplos de métodos nocivos ? ao homem e ao meio ambiente ? predominantes na agricultura capitalista. Na indústria, as tecnologias empregadas ao longo dos duzentos anos do sistema fabril já causaram danos irreparáveis à natureza e à existência humana. As condições degradantes a que o meio ambiente foi e ainda é submetido resultam dessa exploração predatória empreendida pelo capital em sua interação com a natureza, constituindo uma ameaça permanente ao equilíbrio ecológico. A questão do meio ambiente ? a ecologia -, portanto, não pode ser abordada e/ou compreendida independentemente de sua vinculação com a estrutura do regime capitalista de produção. Se não for assim, as análises e proposições decorrentes serão inúteis e ineficazes, pois que não partem dos alicerces do modo de produção do capital que engendra, na sua busca obstinada de lucro, os efeitos destrutivos sobre o meio ambiente. Tratar o meio ambiente isoladamente, fora de sua íntima conexão com a economia de base capitalista, é o mesmo que navegar na superfície dos fenômenos sem atingir a sua essência, ou seja, as particularidades inerentes e distintivas do modo de produção capitalista. É sob essa ótica da relação intrínseca entre a economia (capitalista) e o meio ambiente que devem ser tratadas questões fartamente divulgadas, mas não enfocadas em suas raízes. Entre tantas outras questões, podem-se nominar: o aquecimento global; a camada de ozônio; o lixo nuclear; os transgênicos; a devastação das florestas; a poluição ambiental; o uso intensivo e indiscriminado de inseticidas; a emissão de monóxido de carbono; os resíduos industriais e hospitalares; o esgotamento acelerado de matérias-primas não renováveis; os constantes desastres ecológicos provocados por resíduos químicos; a monocultura intensiva; as mudanças climáticas; a pesca predatória; o extermínio da fauna e flora; a ocupação desordenada do campo e das cidades; o surgimento de megalópoles e a crescente favelização mundo afora; o aquecimento dos oceanos; e o comprometimento da biodiversidade. Ao contrário da relação entre o homem e a natureza descrita inicialmente, onde a natureza é humanizada pela ação do trabalho humano ou, ainda, transformada para a humanidade ao se objetivar em produtos para a satisfação das necessidades do homem, tem-se agora uma relação totalmente desvirtualizada. No capitalismo, a ligação entre o homem e a natureza se estabelece de forma desumanizadora. Ao invés de objetos de uso para a humanidade, o capital extrai implacavelmente tudo da natureza que possibilita a obtenção de produtos vendáveis e/ou lucrativos para si, de forma crescente e avassaladora, dado o extraordinário desenvolvimento das forças produtivas que ele próprio promove. A natureza se torna, para o capital, um meio de satisfação e realização da ganância de poucos, em detrimento da imensa população de agora e por vir. Concessa Vaz de Macedo é professora da UFMG e economista Ari de Oliveira Zenha é economista Para comentar, clique aqui Não quer receber mais? 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CHAMADO BRASIL Laerte Braga O que a grossa e esmagadora maioria dos jornalistas da grande mídia não enxergou nas críticas que fez, ou até nas ironias à viagem do presidente Lula a países do Oriente Médio, é que Lula não foi fazer mágica, solucionar um conflito milenar, tampouco assumir responsabilidades pela paz naquela região do mundo. Foi deixar claro, sobretudo ao governo de Israel, que existe um país chamado Brasil, com cerca de oito milhões de quilômetros quadrados, o maior país da América Latina, que emerge como potência política e econômica na configuração da chamada nova ordem econômica mundial e entende que o povo palestino está sendo lesado em seus direitos legítimos de um Estado (reconhecido pela ONU). Por tabela, mostrar a esse mesmo estado de Israel e aos EUA, que o Irã, como qualquer país do mundo, tem direito a buscar seu desenvolvimento na forma determinada pelo seu povo. O presidente do Irã foi eleito e reeleito pelo voto direto dos iranianos, ao contrário dos aliados árabes dos norte-americanos no Egito, na Arábia Saudita, na Jordânia, ditaduras sustentadas por Washington. A intolerância no Irã parte dos vencidos. Só vale a democracia quando vencem. Ao não colocar flores no túmulo do fundador do sionismo, doutrina nazi/fascista (muitos colaboraram com o regime de Hitler contra o próprio povo judeu) procedeu como o fizeram o presidente da França e outros, que não reconhecem em Israel o poder de determinar como deve ser o Oriente Médio. Ou suas políticas terroristas e expansionistas. A violência e a barbárie do sionismo montado nas armas nucleares que não querem que o Irã tenha. Mas têm. Ao deixar a região Lula deixou também registrado, que ali está presente um país de oito milhões de quilômetros quadrados, com quase 200 milhões de habitantes, que, na avaliação dos próprios ?donos do mundo? em quatro anos estará ultrapassando economias mais poderosas e em vinte anos, mantidos os rumos do atual governo, ampliadas as conquistas populares, será uma das quatro grandes potências do mundo. Isso desagrada profundamente à grande mídia brasileira. É venal, é instrumento de ação de governos e empresas estrangeiros, com cumplicidade de nossas elites econômicas, notadamente os EUA. O embaixador Sérgio Amaral, ex-ministro de FHC, foi a um programa de televisão para com sua linguagem untuosa, servil, dizer que o Brasil está muito aquém de poder participar de processos políticos mais intrincados de negociações, quaisquer que sejam elas, que o presidente estava apenas procurando palco. Refletiu sua característica submissa, medíocre de pau mandado. Sérgio Amaral é um dos implicados no primeiro escândalo do governo FHC, o da concorrência para o SIVAM (SISTEMA DE VIGILÂNCIA E MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA). A concorrência fora vencida por uma empresa francesa e subornados pelo governo e empresa dos EUA, FHC, Sérgio Amaral e o embaixador Júlio César Gomes, o projeto foi parar em mãos da concorrente americana. É o Brasil que essa gente concebe, o BRAZIL, o deles e dos EUA. Existem gravações das conversas para a marmelada e o ato de submissão. FHC foi chantageado pelos que gravaram. Nomeou para a chefia da Polícia Federal, num acordo, nem a grande mídia conseguiu esconder quando dos fatos, o irmão do autor das gravações. Mas comprou jornais, redes de tevê e revistas com uma verba extra, para ficar no silêncio, até porque, já havia entrado nessas organizações o dinheiro dos EUA. O mesmo procedimento crítico teve o governador José Collor Arruda Serra, aproveitando-se da discussão dos royalties do petróleo. Como tem o controle da mídia (?o PT é um partido sem mídia e o PSDB é uma mídia com partido?), deu apoio ao governador do Rio Sérgio Cabral, sabendo que a maioria dos seus deputados, os deputados federais paulistas do seu partido, não votaria, como não votou, no projeto que publicamente ele defende. De catorze deputados federais tucanos, apenas quatro votaram como Serra disse que pensa, os outros dez votaram contra o que Serra pensa. O controle é dele, se tivesse determinado os deputados votariam como ele gostaria, ou diz gostar. Mentiroso, cínico, só de olho nas eleições. Fala uma coisa e faz outra. Não tem caráter e nem tem dignidade ou compostura. É venal e as investigações do caso Arruda mostram as ligações de Arruda Serra e o caixa dois de sua campanha com o ex-governador de Brasília, por isso a frase ?vote num careca e leve dois?. Para essa gente não importa que o Brasil seja um país livre e soberano, senhor do seu destino e segundo a vontade de seu povo. Não querem isso, são subordinados aos EUA. À época dos fatos até a FOLHA DE SÃO PAULO, em matéria assinada por Roberto Candelori, fala da inauguração do SIVAM, conta rapidamente a história da corrupção (pode ser vista na íntegra no blog de Paulo Henrique Amorim) e ao final escreve textualmente assim ? ?Documentos oficiais levantados pela Folha confirmam que, para os EUA, o Sivam significou uma vitória geopolítica. Suspeita-se de que, por ser um instrumento útil ao seu programa de combate ao tráfico, o sistema venha a tornar-se extensão do Plano Colômbia. Nesse caso, a "lei do abate", que permite a derrubada de aeronaves, sugere, no mínimo, cautela?. E essa a característica dos críticos da diplomacia brasileira. Outro funcionário norte-americano nos quadros da diplomacia brasileira, o embaixador Júlio Cesar Gomes, segundo a mesma FOLHA DE SÃO PAULO, à época do governo FHC, produziu o seguinte fato. ?O embaixador do Brasil na Itália, Paulo Tarso Flecha de Lima, foi informado na noite da quinta-feira de que será substituído. O mais cotado para assumir seu lugar é o ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, diplomata de carreira. O presidente Fernando Henrique Cardoso planeja, ainda, transferir Júlio César Gomes para o consulado de Nova York. Embaixador na FAO, organismo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, com sede em Roma, Júlio César Gomes foi assessor de FH até a divulgação de grampos telefônicos em que ele se mostrava atuante nos bastidores da concorrência do projeto Sivam. A temporada de trocas nos postos mais cobiçados no Exterior terá seqüência com a definição do embaixador na Inglaterra, em substituição a Sérgio Amaral, convocado para assumir o ministério do Desenvolvimento?. A presença de Lula no Oriente Médio cria um fato político de suma importância para todo o processo de paz naquela parte do mundo, desloca o eixo das negociações trazendo-o de volta as Nações Unidas e assim contraria interesses norte-americanos no petróleo, no controle da região, levando-se em conta que, quando derrotados na ONU os norte-americanos agem unilateralmente, como fez Bush no Iraque, desprezando solenemente a opinião de outros governos. Esse concerto de nações, como se costuma dizer, só vale quando diz amém, ou aleluia. Se não disser tem sempre um Sérgio Amaral subalterno e a serviço de potência estrangeira, para ir a um veiculo de comunicação ? GLOBO ? controlado por grupos estrangeiros e a serviço deles, dizer besteiras e vender mentiras. O ?boicote? do chanceler Von Ribentrop de Israel à presença de Lula no parlamento daquele país foi exatamente o temor da presença do Brasil, do peso do Brasil e das conseqüências que o fato gera. A imprensa norte-americana tem dito que se o Irã fabricar artefatos nucleares a aviação de Israel ou a própria aviação dos EUA, vão lá e bombardeiam as instalações e usinas nucleares daquele país. E quem vai explodir as de Israel e dos EUA? É preciso remontar ao acordo de paz assinado entre Yasser Arafat e o primeiro ministro de Israel Itzak Rabin, mediado por Bil Clinton. Rabin foi assassinado por um fundamentalista judeu no dia da comemoração da paz. A paz foi por água abaixo. Ali surge a figura do carrasco de Auschiwtz Ariel Sharon, extrema-direita, dando início a escalada da violência e da barbárie sionista contra palestinos em função dos ?negócios?. A paz não interessa aos sionistas. O próprio povo judeu ao aplaudir Lula, segundo os jornais de Israel ?ovacioná-lo?, mostra o que todo mundo sabe. Quer a paz. Quem não quer são os ?donos do poder?. O IV Reich. Tem sede em Tel Aviv, em Washington e em New York (Wall Street). A bandeira dessa gente traz ao meio a suástica e as torres de petróleo. O que Lula fez foi azedar o leite do terrorismo sionista. A propósito, nem Obama agüenta mais o governo de Israel, é o que dizem jornais norte-americanos. Exagerou na estupidez e na boçalidade. Quando da visita do presidente do Irã ao Brasil, uma ou duas semanas antes e sem ser convidado, veio aqui o presidente de Israel, Shimon Peres. Desceu em São Paulo, reuniu-se com o esquema FIESP/DASLU (controlado por sionistas) e foi visitar José Collor Arruda Serra. Só depois de conferenciar com os funcionários de potência estrangeira e empresas estrangeiras é que foi a Brasília visitar o ministro Celso Amorim e o presidente Lula. Ou seja depois de deixar as ordens aos subalternos. E convidou Lula a visitar Israel. Ao contrário do que disse o meloso e asqueroso embaixador Sérgio Amaral. O ponto culminante da diplomacia desses caras foi quando o ministro das relações exteriores do Brasil, no governo FHC, Celso Láfer, retirou os sapatos, para ser revistado, no aeroporto de New York, obedecendo a ordens de agentes da imigração dos EUA, mesmo depois de ter se identificado. É essa a diferença. O Brasil não era nada àquela época e agora é. Isso diminui o lucro desses caras, correm o risco de ficar ?desempregados?. Apostam tudo na eleição de Serra para voltar a ser como dantes. De quatro e descalços. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100320/e4df8676/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Mar 21 20:09:47 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 21 Mar 2010 19:09:47 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?___NUEVO_LIBRO_=E2=80=93_SOBRE_BOLIVIA_?= =?utf-8?q?por_Marta_Harnecker_y_Federico_Fuentes?= Message-ID: <3D5190485E334296AA04EABCDC320C53@vcaixe> Carta O Berro.....................................................repassem ----- Original Message ----- From: Felipe Stuart C NUEVO LIBRO ? SOBRE BOLIVIA, por Marta Harnecker y Federico Fuentes Disponible en la Internet (Haga clic en MAS-IPSP de Bolivia: Instrumento político que surge de los movimientos sociales http://boliviarising.blogspot.com/ MAS-IPSP DE BOLIVIA INSTRUMENTO POLÍTICO QUE SURGE DE LOS MOVIMIENTOS SOCIALES Entrevista colectiva con Santos Ramírez, Lino Villca, Isabel Ortega y Alejandro Colanzi. Entrevistas individuales a Leonilda Zurita, Antonio Peredo, Ramiro Llanos y Rafael Puente. Por MARTA HARNECKER FEDERICO FUENTES INTRODUCCIÓN No fue un partido, sino un instrumento político, una organización política sui géneris que surgió en Bolivia a partir de los movimientos campesinos indígenas, lo que condujo a Evo Morales a la victoria en las elecciones presidenciales de diciembre del 2005, convirtiéndose en el primer presidente indígena de nuestro continente. Como producto de su decepción de los partidos tradicionales, que hasta entonces sólo se habían acercado a ellos para manipularlos, y de las experiencias fracasadas de varios frentes de izquierda en los que habían estado involucrados: el Frente del Pueblo Unido, la Izquierda Unida y Eje Pachakutik, los movimientos campesinos indígenas más importantes de Bolivia deciden conformar, en 1995, su propio instrumento político para poder pasar de las luchas meramente reivindicativas a la lucha por el poder político. Durante sus años iniciales [1995 a 2002], el MAS estuvo compuesto sólo por movimientos campesinos indígenas. La clase media intelectual lo miraba como un partido de indios, de campesinos y, por eso, avanzó muy poco en las ciudades. Los partidos de izquierda, a su vez, no comprendían la conciencia y el potencial de lucha que se estaba generando en el campo y que permitiría, en un plazo relativamente corto, cambiar la historia de Bolivia. Fue sólo a partir del 2002, como fruto de la energía acumulada por el pueblo, el resquebrajamiento del modelo neoliberal y los desaciertos de los malos gobiernos, cuando empieza a construirse una agenda nacional de lucha. En ese momento, los sectores medios intelectuales empiezan a sentirse atraídos por el MAS. A ello contribuyó también la estrategia desplegada por Evo Morales hacia dichos sectores promoviendo reuniones, encuentros y eventos de análisis, además de incluyendo en su lista candidatos de estos sectores, como el periodista y antiguo militante de la izquierda, Antonio Peredo, al candidato para vicepresidente. Las luchas populares del 2003 que paralizaron importantes zonas del país y conmovieron la conciencia nacional, aumentaron la simpatía por dicha organización política. Fue el liderazgo de Evo Morales, el que hizo también posible que una organización de este tipo atrajese a militantes de muy diferentes grupos políticos de izquierda. "No vamos a unirnos porque hay un candidato, no vamos a unirnos porque hay que acomodar a alguien en algún cargo ?sostenía el líder campesino indígena? nos vamos a unir por objetivos estratégicos de carácter programáticos y vamos a someternos a la conducción de los movimientos sociales.? Pero el MAS, que empieza rechazando la forma de partido y reclamándose como un mero instrumento de las organizaciones sociales y pueblos indígenas, a medida que asume tareas de gobierno acaba comportándose muchas veces como un partido más y debido a su 8 vertiginoso crecimiento se ha visto penetrado por toda suerte de oportunistas, muchos de los cuales provienen de los partidos tradicionales. Por eso hay algunos intelectuales que piensan que se debe evitar cometer dos errores: el primero sería estar contra el MAS y, el segundo, adherir al MAS. No se puede estar contra el MAS porque es la organización que, a pesar de todas sus debilidades, está conduciendo el proceso y aglutinando en torno a sí a la mayor parte de la gente que quiere cambiar el país; es lo único real que hay en este sentido. ¿Por qué entonces no adherir?, porque se teme que el hacerlo signifique desgastarse en peleas interna contra seudos compañeros del campo popular. A diferencia de los partidos tradicionales cuyas directrices surgen desde sus cúpulas, el nuevo instrumento político, tomando de los zapatistas la consigna ?mandar obedeciendo?, ha obedecido desde sus inicios los lineamientos provenientes de sus bases sociales organizadas y ha estado dispuesto a no separarse nunca de ellas. Se ha establecido así un singular matrimonio entre la base social y su instrumento político. Esta peculiar organización política integrada por diversos componentes del movimiento social produce indudablemente problemas, por ejemplo, que la toma de decisiones suele realizarse en forma dispersa. Para superar estas debilidades hay quienes piensan que debería conformarse un pequeño núcleo dirigente que permita superar estas debilidades, no necesariamente compuesto por representantes de las organizaciones sociales, pero que sea muy respetado por éstas; que se mantenga en permanente contacto con ellas y no se degenere en una dirección cupular; un grupo que, a partir de un análisis colectivo, elabore orientaciones y respuestas ágiles; que actúe en forma coordinada y eficiente a nivel nacional. Sin embargo, lograr esto no parece ser nada fácil en estos momentos, dada la escasez de cuadros existentes y el hecho de que la mayor parte de éstos ha debido asumir tareas de gobierno. Cuál es la diferencia entre un partido y un instrumento político; cómo surge el MAS; cuál es su nexo con el resto de la izquierda; qué relación existe entre el instrumento político y los movimientos sociales; cómo se eligen los candidatos a cargos públicos y cómo rinden cuentas ante sus electores; cómo se financia la organización; cómo gobernar teniendo en cuenta a los movimientos sociales; qué papel juega Evo Morales en el MAS y en el proceso boliviano; por qué en el programa del instrumento político se habla de vivir bien y no de vivir mejor; cómo se ve el proceso de la Asamblea Constituyente; cuáles son los principales errores y debilidades del MAS, estos son algunos de los temas abordados en este libro que reúne informaciones y reflexiones de varios de sus dirigentes: Santos Ramírez, ex senador, actual presidente de YPFB, la empresa petrolera estatal y educador; Isabel Ortega, senadora y presidenta del Parlamento Indígena de América; Lino Villca, senador y dirigente cocalero; y el diputado Alejandro Colanzi, una de las voces más importantes a favor de la paz en Santa Cruz, el departamento más conflictivo de Bolivia, y diputado por el partido Unidad Nacional (partido de la oposición). Estos testimonios fueron recogidos en Caracas, en una entrevista colectiva realizada en agosto del 2007, en 9 el marco del programa ?El Instrumento Político para el Siglo XXI? que dirijo en el Centro Internacional Miranda. Luego fueron enriquecidos con los testimonios de Antonio Peredo, senador del MAS; Leonilda Zurita, dirigente nacional del MAS, y de los intelectuales cercanos a esta organización política: Ramiro Llanos, ex director general de Régimen Penitenciario, y Rafael Puente, ex viceministro de Régimen Interior recogidos por Federico Fuentes en Bolivia durante el mes de octubre del 2007 Como todo proceso revolucionario, el proceso político boliviano es muy dinámico y, por lo tanto, no puede sorprender que iniciativas que se mencionan en este libro hayan sufrido modificaciones en los meses transcurridos luego de haber realizado las entrevistas. Es probable también que algunos de los planteamientos que se han recogido todavía sean más sueño que realidad, pero aunque así sea, creo que esos sueños alimentan el alma y contribuyen a la búsqueda de nuevos caminos. Marta Harnecker La Paz, 1 de mayo, 2008 <Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç><Ç> INDICE INTRODUCCIÓN............................................................................................................................................8 PRIMERA PARTE : ANTECEDENTES HISTÓRICOS I. UN NUEVO PROYECTO DE LIBERACIÓN NACIONAL..............................................................................12 II. LA MEMORIA LARGA DE LA RESISTENCIA INDÍGENA EN CONTRA DEL COLONIALISMO................14 1. EL COLONIALISMO Y LA RESISTENCIA INDÍGENA...........................................................................14 2. LA CONFORMACIÓN DE BOLIVIA (1825)............................................................................................15 3. LA GUERRA FEDERAL DE 1899..........................................................................................................17 4. RESISTENCIA FRAGMENTADA EN EL SIGLO XX..............................................................................18 5. OPRESIÓN A LOS PUEBLOS INDÍGENAS..........................................................................................18 6. POTENCIAL REVOLUCIONARIO Y LA LUCHA INDÍGENA.................................................................19 III. LA MEMORIA CORTA DE LOS MOVIMIENTOS REVOLUCIONARIOS NACIONALES...........................19 1. LA CRECIENTE CRISIS DEL RÉGIMEN OLIGÁRQUICO Y LA GUERRA DEL CHACO (1932-36).....19 2. SOCIALISMO MILITAR (1936-39)..........................................................................................................20 3. ESTALINISMO, TROTSKISMO Y NACIONALISMO..............................................................................22 1) El PIR y el estalinismo.....................................................................................................................22 2) El POR y el trotskismo.....................................................................................................................22 3) El MNR y el nacionalismo..................................................................................................................23 4. EL GOBIERNO NACIONALISTA DE GENERAL VILLARROEL (1943-46)............................................23 5. LA REVOLUCIÓN NACIONAL (1952-64)...............................................................................................24 1) Medidas progresistas implementadas...............................................................................................25 2) Washington opta por la estrategia de penetración............................................................................25 3) La revolución empieza a retroceder..................................................................................................26 4) Se incrementa influencia imperialista................................................................................................26 5) Se reconstruye el aparato militar institucional...................................................................................27 IV. EL CRECIMIENTO Y DECLIVE DEL SINDICALISMO CAMPESINO........................................................28 1. DEL SINDICALISMO CAMPESINO AL PACTO MILITAR CAMPESINO...............................................28 2. EL GENERAL BARRIENTOS Y EL PACTO MILITAR CAMPESINO.....................................................29 3. EL GOLPE MILITAR DE BARRIENTOS (1964).....................................................................................30 4. EL RÉGIMEN OVANDO-TORRES (1969-71)........................................................................................30 5. EL GOBIERNO DE TORRES Y LA ASAMBLEA POPULAR..................................................................32 V. ?COMO INDIOS NOS EXPLOTARON, COMO INDIOS NOS LIBERAREMOS?.........................................33 1. EL SURGIMIENTO DEL KATARISMO...................................................................................................33 2. CONFORMACIÓN DE LA CSUTCB.......................................................................................................35 3. LA CAÍDA DE LA UDP Y EL LEVANTAMIENTO DEL NEOLIBERALISMO..........................................36 4. LA CAÍDA DEL KATARISMO.................................................................................................................37 VI. UN NUEVO NACIONALISMO INDIGENA..................................................................................................37 SEGUNDA PARTE: UN INSTRUMENTO POLÍTICO QUE SURGE DE LOS MOVIMIENTOS SOCIALES I. EXPLOSIONES SOCIALES Y CICLOS DE LUCHAS..................................................................................40 1. RESISTENCIA INDÍGENA CAMPESINA AL MODELO NEOLIBERAL..................................................40 - 2 - 2. EXPLOSIÓN SOCIAL RELACIONADA CON EL AGUA, LA HOJA DE COCA Y POR REIVINDICACIONES INDÍGENAS [2000]..................................................................................................41 1) La guerra del agua en Cochabamba.................................................................................................41 2) Levantamiento en el altiplano y el Chapare......................................................................................41 3) El profundo significado de la hoja de coca........................................................................................42 4) El movimiento cocalero.....................................................................................................................42 5) Las marchas a La Paz: comienza a nacer una conciencia nacional.................................................43 6) De movimiento social hacia un movimiento político..........................................................................43 7) Expulsión de Evo Morales del parlamento........................................................................................44 8) Elecciones de 2002: salto prodigioso de votación hacia el MAS......................................................44 9) Discriminación a los indígenas en parlamento..................................................................................45 3. LOS LEVANTAMIENTOS DEL 2003 Y LA GUERRA DEL GAS............................................................46 1) Levantamiento de enero 2003...........................................................................................................46 2) Levantamiento de la policía y campesinos indígenas en febrero 2003.............................................47 3) Estado Mayor del Pueblo..................................................................................................................47 4) La COB reproduce mecánicamente un postulado marxista..............................................................48 5) Expulsión de Evo Morales de la COB...............................................................................................49 6) Pacto de Unidad..............................................................................................................................50 7) La guerra del gas en octubre 2003....................................................................................................50 a) El Alto se paraliza.......................................................................................................................51 b) Se pide la renuncia de Sánchez de Lozada.................................................................................51 c) Abandonado por su propia clase..................................................................................................51 d) Papel del alto mando militar.........................................................................................................52 8) Posición del MAS frente a la renuncia...............................................................................................52 4. EL GOBIERNO DE MESA (2003-2005) Y LA POSICIÓN DEL MAS.....................................................53 1) Mesa y la ?agenda de octubre?..........................................................................................................53 2) Posición frente el referéndum del gas...............................................................................................54 3) La ?agenda de octubre? y la ?agenda de junio? contra Mesa.............................................................55 4) Protesta contra alzamiento de precio del diesel................................................................................56 5) Arremetida contra Evo y el MAS.......................................................................................................56 6) Consultando las leyes con el movimiento popular............................................................................57 7) Posiciones diferentes dentro del MAS frente al tema del gas...........................................................58 8) Caída de Mesa................................................................................................................................59 9) Buscando un nuevo presidente.........................................................................................................60 5. LEY DE PARTICIPACIÓN: DE ARMA CONTRA EL MOVIMIENTO POPULAR A INSTRUMENTO ÚTIL...............................................................................................................................60 1) Aumenta la participación popular......................................................................................................60 2) Un arma contra el movimiento popular..............................................................................................61 3) Algunos avances a pesar de todo.....................................................................................................61 4) Comités de vigilancia para anular a todos los secretarios de los sindicatos.....................................63 5) La Ley de participación popular fue atacada por la derecha.............................................................64 6) Obreros desplazados ayudan a crear conciencia política.................................................................65 7) Qué buscaba Sánchez de Lozada con dicha ley..............................................................................66 8) Un salto cualitativo en el terreno municipal.......................................................................................66 II. EL INSTRUMENTO POLÍTICO...................................................................................................................67 1. ORIGEN DE LA IDEA DEL INSTRUMENTO POLÍTICO........................................................................67 1) Una minoría nos dominaba políticamente.........................................................................................67 2) Decepción de los partidos tradicionales............................................................................................68 - 3 - 3) Dirección corporativista de la COB no valoraba al campesinado.....................................................69 4) El paso de la lucha social a la lucha política.....................................................................................69 5) Primero pasos en la conformación de instrumento político...............................................................69 6) El instrumento político nace en el oriente..........................................................................................70 2. DE LA ASAMBLEA POR LA SOBERANÍA DE LOS PUEBLOS AL MOVIMIENTO AL SOCIALISMO...........................................................................................................................................71 1) Se crea el instrumento político en 1995............................................................................................71 2) De la ASP al IPSP...........................................................................................................................71 3) Del IPSP al MAS.............................................................................................................................72 4) El MAS ofrece su sigla......................................................................................................................72 5) Reacciones de la base social ante la sigla MAS...............................................................................74 6) MAS-IPSP logra inscribirse (2007)....................................................................................................74 7) Felipe Quispe y el Movimiento Indígena Pachakutik.........................................................................75 3. MOVIMIENTOS SOCIALES Y EL MAS..................................................................................................76 1) No un partido, un instrumento político...............................................................................................76 2) El sostén directo del MAS es el movimiento social...........................................................................77 3) La estructura política esta casada con la estructura social...............................................................78 4) Los movimientos sociales: dueños del instrumento político..............................................................78 4. PERSONAS QUE INFLUYEN EN LA CONFORMACION DEL MAS.....................................................79 1) Organización horizontal, no vertical..................................................................................................80 2) Influencia de Evo en lo ideológico.....................................................................................................81 3) El Che Guevara y el MAS..................................................................................................................81 5. LIDERAZGO DE EVO MORALES..........................................................................................................82 1) ¿Cuándo surge este liderazgo?........................................................................................................82 2) Evo va en avión, el resto va a pie......................................................................................................83 6. LA IZQUIERDA Y EL MAS.....................................................................................................................84 1) La izquierda vuelve a sus bases.......................................................................................................84 2) Una nueva definición de izquierda....................................................................................................85 3) Intelectuales atraídos por bandera de la reivindicación nacional......................................................85 7. FORMACIÓN IDEOLÓGICA..................................................................................................................86 1) Necesidad de formación....................................................................................................................86 2) Muchas luchas sociales pero siempre se terminaba votando por la derecha...................................86 3) Politizar, pero no ser politiquero........................................................................................................87 4) El neoliberalismo más bien ideologiza..............................................................................................87 5) Formación de cuadros.......................................................................................................................88 6) Gran necesidad de formación de cuadros........................................................................................89 7) El esfuerzo más serio: la Fundacion para la Democracia.................................................................90 8) Los dirigentes no se interesan en formarse......................................................................................90 9) Formación que llegue al corazón para el militante del siglo XXI.......................................................92 10) Gran improvisación: no se trabaja en el programa.........................................................................93 8. PROGRAMA.........................................................................................................................................94 1) Programa del MAS: ?Para vivir bien, no para vivir mejor?.................................................................94 9. CARACTERÍSTICAS DEL INSTRUMENTO POLÍTICO.........................................................................95 1) Una herramienta de los movimientos sociales..................................................................................95 2) ¿Una federación de movimientos sociales?......................................................................................96 3) La toma de decisiones está en muchas partes.................................................................................96 4) Espacios para el debate....................................................................................................................96 5) Unidad dentro del pluralismo.............................................................................................................97 6) Este proceso de cambio es donde coincidimos todas las concepciones..........................................98 7) Respecto a las opiniones minoritarias...............................................................................................98 - 4 - 8) Aspectos positivos y negativos de la diversidad...............................................................................98 9) Militantes de izquierda que se asimilan al MAS................................................................................99 10) Unión en base a objetivos estratégicos programáticos...................................................................99 11) No hay absorción: nos movemos por el mismo camino..................................................................99 10. IMPORTANCIA ESTRATÉGICA DE LA APERTURA A SECTORES MEDIOS INTELECTUALES...100 1) Buscando una mayoría clara...........................................................................................................101 2) El nombramiento de Álvaro García Linera como vicepresidente: un paso estratégico clave.........102 3) Aumenta prestigio del MAS en sectores medios.............................................................................102 4) El movimiento indígena está venciendo su aprehensión frente a la clase media y a los profesionales.....................................................................................................................................103 5) ¿Perdiendo el apoyo de la clase media?........................................................................................103 6) Papel de los intelectuales en el MAS..............................................................................................105 11. ESTRUCTURA DEL INSTRUMENTO POLÍTICO..............................................................................106 1) Miembros de la dirección.................................................................................................................106 a) Organizaciones sociales............................................................................................................106 b) Mujeres.....................................................................................................................................107 c) Profesionales e intelectuales......................................................................................................107 2) El MAS en las ciudades...................................................................................................................107 3) Necesidad de consolidar la estructura orgánica y formación ideológica.........................................109 12. EL FINANCIAMIENTO DEL INSTRUMENTO POLÍTICO..................................................................110 1) Un gran problema que hay que resolver.........................................................................................110 2) Salario de diputados se emplea en resolver problemas de las comunidades................................110 3) Subvención del estado....................................................................................................................111 4) El autosostenimiento.....................................................................................................................111 5) Corte Nacional Electoral manejará los recursos para los partidos..................................................112 6) Reducción del salario de los diputados...........................................................................................113 III. EL MAS Y LAS ELECCIONES.................................................................................................................114 1. PAPEL QUE OTORGA EL MAS A LA LUCHA ELECTORAL..............................................................114 2. SELECCIÓN Y ELECCIÓN DE CANDIDATOS....................................................................................115 1) Las bases sociales son las que legitiman las candidaturas............................................................115 2) Más motivación en las campañas...................................................................................................116 3) Cómo se selecciona entre varios candidatos..................................................................................116 4) Cómo se eligen los candidatos de la clase media..........................................................................117 3. CONTROL DE LAS BASES SOBRE LOS ELEGIDOS........................................................................117 1) Bajar a informar.............................................................................................................................117 2) Responsabilidades de los candidatos electos.................................................................................118 3) Sanciones a los indisciplinados.......................................................................................................118 4) Una vez electo no se abandona el cargo en el movimiento............................................................119 5) Comparto el ideal, pero ésta es sólo una inspiración......................................................................120 6) No sólo son propuestas, son realidades.........................................................................................121 a) Elegir desde la base permite que surjan nuevos cuadros..........................................................121 b) Presencia de la mujer en el parlamento.....................................................................................121 c) Un principio interno: no ser electo para otro cargo si ya se está en uno....................................121 4. APRENDIZAJE DE LA LUCHA ELECTORAL......................................................................................122 1) Varias contiendas electorales a través de varios movimientos y partidos......................................122 a) Elecciones de diciembre 1995...................................................................................................122 b) Elecciones de junio 1997...........................................................................................................123 c) Elecciones de diciembre 1999....................................................................................................123 d) Elecciones de junio 2002...........................................................................................................123 e) Referéndum de julio 2004..........................................................................................................123 - 5 - f) Elecciones de diciembre 2004....................................................................................................123 g) Elecciones de diciembre 2005...................................................................................................124 2) Balance de las elecciones generales del 2005: un gran brinco adelante.......................................124 3) Elecciones para la Asamblea Constituyente y referéndum sobre las autonomías departamentales (julio 2006)...............................................................................................................126 4) Contenido de las campañas electorales..........................................................................................126 5) La gran fortaleza electoral del MAS: elegir a los candidatos por la base........................................127 6) Una diferencia cualitativa: lo que se promete se cumple................................................................127 5. LA POLÍTICA DE ALIANZAS................................................................................................................128 1) Estrategia de alianzas con los movimientos sociales y los partidos políticos.................................128 a) La situación frente al Movimiento Sin Miedo y los cooperativistas mineros...............................128 2) Todas las fuerzas del cambio en un mismo camino........................................................................130 3) Unidad en el papel, pero divisiones cuando había que elegir candidato........................................130 4) El instrumento político materializa la unidad del movimiento indígena...........................................131 5) La política de alianzas no puede ser la misma en el occidente que en el oriente del país.............131 a) El MAS claudica en el tema del autonomismo...........................................................................132 b) Necesidad de que se haga otra lectura del oriente boliviano contemplando contradicciones de la oligarquía cruceña.......................................................................................132 c) La incoherencia de los autonomistas.........................................................................................134 d) El MAS pierde puntos en oriente................................................................................................134 e) Mal manejo del tema de la educación........................................................................................135 IV. REVOLUCIÓN DEMOCRÁTICA Y CULTURAL.......................................................................................136 V. LA ASAMBLEA CONSTITUYENTE..........................................................................................................137 1) Por qué una nueva constitución......................................................................................................137 2) Una conquista del movimiento popular...........................................................................................138 3) La convocatoria.............................................................................................................................139 4) Errores en la convocatoria...............................................................................................................139 5) Naciones o grupos étnicos..............................................................................................................140 6) No era el mejor momento................................................................................................................141 7) Todo aquello que no se defina por dos tercios va a ser definido en mayoría absoluta..................142 8) La principal enseñanza es la inclusión............................................................................................143 VI. EL MOVIMIENTO SE HACE GOBIERNO................................................................................................143 1. SIGNIFICADO DE SER GOBIERNO....................................................................................................143 1) Recuperar la dignidad, la soberanía del país, el orgullo de ser bolivianos.....................................143 2. LA TOMA DE DECISIONES.................................................................................................................144 1) El primer gabinete: un gabinete donde tienen que entrar todos.....................................................144 2) Sectores medios en el gobierno......................................................................................................145 3) Reacción de indígenas ante profesionales en el gobierno..............................................................148 4) El problema del oportunismo...........................................................................................................150 5) Relación instrumento político y bancada.........................................................................................151 6) ¿Conflictos en la bancada del MAS?..............................................................................................151 3. RELACIÓN GOBIERNO-MOVIMIENTO SOCIAL................................................................................152 1) El movimiento se hace gobierno, pero no tenemos todavía el poder.............................................152 2) Reuniones bimensuales plana mayor del gobierno, instrumento político y movimientos sociales..............................................................................................................................................152 a) La Coordinadora Nacional para el Cambio................................................................................152 b) Se escucha la crítica de los distintos sectores...........................................................................154 c) Una pauta de recomendaciones.................................................................................................154 d) La gran ventaja: tener juntas las diferentes visiones.................................................................154 e) Se elabora previamente una agenda.........................................................................................155 - 6 - 3) Reuniones de la bancada parlamentaria y de los movimientos sociales........................................155 4) Un espacio para hacer propuestas e interpelar a los ministros......................................................155 5) ¿Concentra Evo demasiadas decisiones en sus manos?...............................................................156 6) Consolidándose el liderazgo colectivo bajo la conducción del liderazgo individual........................156 4. EL GOBIERNO Y LAS FUERZAS ARMADAS.....................................................................................157 1) Recuperar la dignidad de los cuerpos uniformados........................................................................157 2) Trato a los policías........................................................................................................................157 3) Presentes en los programas sociales..............................................................................................158 4) Formación técnica en el servicio militar obligatorio.........................................................................159 5) Fuerzas armadas como sujetos del cambio revolucionario............................................................159 6) Militares defienden riquezas naturales de Bolivia...........................................................................159 7) Posibilidad de un golpe de estado...................................................................................................160 5. PRINCIPALES DEBILIDADES.............................................................................................................161 1) El principal peligro está dentro........................................................................................................161 2) La cultura de aprovecharse del estado...........................................................................................161 3) No hay claridad sobre el objetivo principal de la lucha...................................................................162 a) Más participación que nunca, pero falta de formación...............................................................162 b) Se sabe lo que no se quiere, pero no hacia donde ir.................................................................162 4) Falta de cuadros y experiencia en el gobierno................................................................................163 5) Ministros y viceministros que no defienden al Presidente y el proceso..........................................164 6) Política frente a Santa Cruz.............................................................................................................164 7) El MAS no tiene un discurso homogéneo.......................................................................................165 8) ¿Se puede acusar al MAS de corrupción?......................................................................................166 9) Política comunicacional.................................................................................................................169 10) Revolucionarios de palabra, poco cambio en la vida personal.....................................................169 VII. ENSEÑANZAS Y REFLEXIONES FINALES...........................................................................................170 - 7 - -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100321/c527f1c3/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100321/c527f1c3/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Mar 22 20:17:57 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 22 Mar 2010 19:17:57 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Convite_para_lan=E7amento_do_livr?= =?iso-8859-1?q?o_Luta=2CSubstantivo_Feminino_-_dia_25_/_3__-_Compa?= =?iso-8859-1?q?re=E7am_e_divulguem!_na_PUC_=E0s_9=2C00_hs=2E?= Message-ID: <4F6AC32FC7854508AB5D5286325F9EA3@vcaixe> Carta O Berro...........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Maurice Politi Companheir at s, "Luta , Substantivo Feminino - mulheres torturadas , desparecidas e mortas na resistencia à ditadura" a ocorrer na proxima quinta-feira, dia 25 , a partir das 9 horas na P.U. C - Rua Monte Alegre 984 - Predio novo- sala 239 Este ato, organizado pela Secretaria Especial de Politicas para as Mulheres conjuntamente com a Secretaria Especial de Direitos Humanos e da Editora Caros Amigos , contará com a presença das seguintes pessoas: a.. Ministro Paulo Vannuchi b.. Ministra Nilcéia Freire c.. Prof. Dirceu de Mello - Reitor PUC d.. Prof. Marcelo Figuereido - Diretor da Faculdade de Direito PUC e.. Profa. Silvia Pimentel- Vice-presidente do comite da ONU para a eliminação de discriminação contra a mulher f.. Profa. Flavia Piovesan g.. Profa. Rosalina Santa Cruz h.. Prof. Desembargador Antonio Malheiros Esperamos a presença de tod at s!! Maurice Politi Secretaria Especial dos Direitos Humanos Fone: (61) 2025 3820 / 3484 Fax: (61) 9196 9972 E-mail: maurice.politi at sedh.gov. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 4794 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100324/4533a7bc/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 26 21:19:15 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 26 Mar 2010 20:19:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Guerrilheiros_e_familiares_s=E3o_?= =?iso-8859-1?q?anistiados?= Message-ID: Carta O Berro..............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Guerrilheiros do Araguaia e seus familiares são anistiados A 34ª Caravana da Anistia, organizada pelo Ministério da Justiça, julgou na quinta-feira (25), na Câmara Municipal de São Paulo, requerimentos de anistia política - entre eles os de Maurício Grabois, Dinaelza Coqueiro e Ângelo Arroyo, mortos pela repressão imposta durante o regime militar. Os três lutaram na Guerrilha do Araguaia, resistência armada à ditadura organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Foram anistiados também parentes dos guerrilheiros. O evento começou às 10h e se estendeu até à tarde, organizado pela Comissão de Anistia, que aprecia pedidos de anistia política entre 1946 e 1988, e pelos vereadores Netinho de Paula e Jamil Murad, do PCdoB. Dos 66 mil processos protocolados na Comissão desde 2001, cerca de 54 mil já foram apreciados. Desde abril de 2008, as Caravanas já passaram por 17 Estados, julgando mais de 800 pedidos de anistia nos locais onde ocorreram as supostas perseguições. O ato do dia 25 também foi uma forma de homenagear os 88 anos do Partido. "Comunistas como esses são o cimento construtor do PCdoB", disse Renato Rabelo, presidente do Partido. Na solenidade, Dolores Arroyo - viúva de Angelo, fuzilado durante a Chacina da Lapa em 16 de dezembro de 1976 - e Victória Grabois - filha de Maurício, assassinado durante a Guerrilha do Araguaia em 25 de dezembro de 1973 e ainda hoje desaparecido - receberam as portarias de anistiados políticos dos dois dirigentes comunistas. Depois da sessão especial, o julgamento de cinco requerimentos anistiou, em caráter post mortem, Dinaelza Santanta Coqueiro e, cuja reparação econômica será transferida para sua mãe, Junilia Soares Santana, 90 anos, que na época fora diretamente prejudicada pela morte da filha, reconhecida como arrimo da família. Em sua fala durante a solenidade de homenagem, o presidente do PCdoB destacou que "muitos se indagam como o partido conseguiu atravessar períodos de tantas adversidades e lutas, empunhando sempre a bandeira da democracia, da justiça social, do comunismo; e se perguntam, ao mesmo tempo, como consegue manter-se vivo e contemporâneo". E o próprio Renato Rabelo responde: "tudo isso é possível não apenas pela força das ideias que o partido defende, mas porque a realidade mostra - e a crise atual prova - que é possível superar o capitalismo. Mas nada disso teria força se não houvesse homens e mulheres capazes de lutar por estes ideais, contra este sistema". Lembrando da trajetória dos três lutadores, disse que a homenagem era fundamental para o resgate da história brasileira, para a construção de uma nação mais democrática e justa e também para a construção do PCdoB. "É importante que nossa juventude saiba quem eles foram, conheça seus exemplos de vida porque se chegamos até aqui é graças a pessoas como eles". Histórias que se confundem Presidindo a Comissão na ausência de seu titular Paulo Abrão Pires Jr. - em missão no Chile - Sueli Bellato agradeceu ao "apoio que o PCdoB sempre deu ao nosso trabalho. Estamos aqui para homenagear a todos que há 88 anos lutam por uma sociedade melhor, pelo socialismo". A conselheira leu carta em que o presidente da Comissão salienta que a história do Partido Comunista "confunde-se com a história das lutas do povo brasileiro por condições dignas de vida, e em favor de uma sociedade justa e igualitária". Segundo Paulo Abrão, "é importante ressaltar que, do ponto de vista da história política do Brasil, os comunistas foram os mais perseguidos. Desde a formação do Partido Comunista, durante a Velha República, sua trajetória foi marcada por violenta repressão policial. Estigmatizado durante o Estado Novo, ressurge na Constituinte de 1946 para cair novamente na ilegalidade em 1947". Ele lembrou ainda que no período da ditadura, entre 1964 e 1985, "o governo militar não poupou os comunistas - já divididos em dois grandes blocos, o PCB e o PCdoB". "Mais da metade dos desaparecidos políticos brasileiros fazem parte dos quadros do PCdoB, entre eles Maurício e Dinaelza, mortos na repressão à Guerrilha do Araguaia. O massacre da Lapa, em 1976, onde foram assassinados Ângelo Arroyo e Pedro Pomar, desferiu outro duro golpe na direção do partido", completou. O presidente ainda colocou que hoje, publicamente, "o Estado brasileiro pede desculpas a esses homens e mulheres, grandes comunistas". Orgulho comunista Durante o ato, antigas e novas lideranças do PCdoB que lutaram na ditadura ou que herdaram o legado dos antigos dirigentes e militantes usaram a tribuna da Câmara para render suas homenagens. O ministro Orlando Silva, do Esporte, disse que "os comunistas ofereceram suas próprias vidas para que hoje possamos usufruir do período democrático e de prestígio internacional que o Brasil vive". O vereador Jamil Murad colocou que "um partido temperado na luta de heróis como esses tem o compromisso de levar adiante a luta pela soberania, pela democracia, pela liberdade e pelo socialismo". Netinho de Paula, vereador que figura na nova geração de militantes do PCdoB, disse que "inspirado por exemplos assim sigo lutando pelos que são exilados em seu próprio país nas periferias do Brasil". E finalizou dizendo: "obrigado, PCdoB, por ter me recebido". O secretário de Formação do partido e presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro também expressou sua admiração. "Homenageá-los é também dar seguimento às batalhas pela ampliação da democracia, pela afirmação da soberania do nosso país e pela grande causa do socialismo. É dar seguimento à luta pelos direitos humanos. É exigir a abertura dos arquivos da ditadura militar e o direito humanitário até hoje negado de os familiares enterrarem em túmulo honroso os restos mortais de seus entes queridos. É em alto e bom som bradar pelo fim da tortura e pela punição daqueles que a praticaram e a praticam. Os exemplos de Dina, Arroyo e Grabois nos inspiram. Eles estão aí para nos lembrar de que, sem muita luta, sem renúncia e abnegação, não será possível atingir o desenvolvimento pleno pelo qual anseiam nosso povo e nosso país". Pedido de perdão Após sessão em homenagem aos 88 anos do PCdoB na Câmara de São Paulo, a Comissão de Anistia julgou cinco pedidos. Entre eles os dos comunistas Dinaelza Coqueiro e Maurício Grabois, o do ex-militante da ALN, Vanderley Caixe e de outros três requerimentos de familiares de Angelo Arroyo. A todos, o Estado brasileiro - através da vice-presidente da Comissão, Suelli Bellato - pediu perdão pelos males causados aos perseguidos pela ditadura. O primeiro caso julgado foi o de Maurício Grabois. Sua família pleiteou apenas a declaração de anistiado, abrindo mão da reparação econômica. Vitória Lavínia, filha do dirigente comunista morto pelos militares em 1973 durante a Guerrilha do Araguaia, disse que "nossa família foi especialmente atingida. Perdi meu pai, meu irmão André e meu marido Gilberto Olímpio Maria". Para ela, "a ditadura foi devastadora porque matou os melhores filhos de nosso povo". Vitória também protestou, defendendo a abertura dos arquivos e a busca dos restos mortais dos desaparecidos. "Também queremos justiça e que os assassinos da ditadura sejam julgados e condenados por seus crimes". Dirigente do PCdoB, Maurício Grabois exerceu intensa militância política junto ao partido e em prol das liberdades democráticas. Assumiu papel de destaque na Guerrilha do Araguaia e, segundo relatos, morreu em novembro de 1973 pelas mãos do regime militar. Consta do rol dos mortos e desaparecidos políticos e até a presente data, seu corpo não foi encontrado. Famílias mutiladas Em seguida, Dolores Arroyo emocionada, viúva de Ângelo, morto em 1976 na Chacina da Lapa, Lenine e Camila Arroyo, filhos, foram anistiados. Os três tiveram de mudar sua identidade devido à perseguição política. Dolores - hoje com 80 anos - e Ângelo - que completaria 82 -, eram operários e militantes comunistas que se casaram em São Paulo em 1953. Por sua atuação, Dolores foi presa em 1950 por "atentado contra a liberdade do trabalho" e "paralisação de trabalho seguida de violência ou perturbação da ordem". Com o golpe de 1964, a família passa a viver na clandestinidade e muda-se para Anápolis (GO), onde adota o nome de Maria Cordona. Seu marido passou a ser Agenor Cardoso e os filhos Antonio Cardoso e Encarnação Cardoso. Camila e Lenine foram afastados do convívio familiar com seu pai diante do acirramento das perseguições ao dirigente. Ambos ficaram sabendo de sua morte pelos jornais e não puderam acompanhar seu enterro. Dinaelza Coqueiro, guerrilheira morta no Araguaia em abril de 1974, também foi anistiada em caráter post mortem. Sua mãe, Junilia Soares Santana, hoje com 90 anos, receberá a indenização paga pelo Estado devido ao fato de ter ficado comprovado que sua filha era arrimo de família quando passou a ser perseguida. "Mariadina", como era conhecida, era uma das guerrilheiras mais temidas pelos militares, conforme depoimentos de camponeses da região do Bico do Papagaio - que engloba partes dos estados do Pará e de Goiás, atualmente Tocantins - onde aconteceram os confrontos da Guerrilha do Araguaia. Conforme o livro "Direito à Memória e à Verdade", da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, ela teria sido capturada pelos militares e morta quando já não oferecia resistência. Antes, ela teria enfrentado seus algozes, cuspindo a cara de um deles e xingando o Major Curió. Para Diva Santana , sua irmã, que representava a mãe na sessão, "a concessão da anistia é um resgate da história de Mariadina. Quero manifestar o meu reconhecimento à Comissão, que pela primeira vez, representando o Estado, pediu perdão a esses brasileiros. É uma contribuição à nossa história e ao nosso futuro". O último caso analisado foi o de Vanderley Caixe (foto) . Membro e militante da Frente Aliança Libertadora Nacional, foi punido pela Ditadura. Indiciado em inquérito policial e denunciado como incurso nas penas da Lei de Segurança Nacional, ficou preso por cinco anos. Após ser libertado foi atuar como advogado, em defesa dos camponêses e trabalhadores rurais na Paraíba. Ainda no ramo do Direito, tem trabalhado em prol de presos políticos latino-americanos com atuação junto à Corte Interamericana e da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Emocionado, Caixe reafirmou seus princípios socialistas e se disse agradecido pelo reconhecimento. "Sempre lutei e continuarei lutando pelo socialismo, pela liberdade". Assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=yKuqYkJbdhs&feature=player_embedded# Com informações e textoS de Priscila Lobregatte, do Partido Vivo _____________________________________________________ Mensagem do presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão Homenagem Pública do Estado Brasileiro A história do Partido Comunista, fundado, no Brasil, em 25 de março de 1922, confunde-se com a história das lutas do povo brasileiro por condições dignas de vida, e em favor de uma sociedade justa e igualitária. Hoje, na data em que os comunistas comemoram os 88 anos de sua organização, a nossa homenagem a esses heróis brasileiros, nas pessoas de Dinaelza Santana Coqueiro, Maurício Grabois e Ângelo Arroyo que deram a vida pela construção da democracia no Brasil. É importante ressaltar que, do ponto de vista da história política do Brasil, os comunistas foram os mais perseguidos. Desde a formação do PCB, durante a Velha República, sua trajetória foi marcada por violenta repressão policial. Estigmatizado durante o estado novo, ressurge na Constituinte de 1946 para cair novamente na ilegalidade em 1947. No período da ditadura, entre 1964 e 1985, o governo militar não poupou os comunistas - já divididos em dois grandes blocos, o PCB e o PCdoB. Inúmeros dirigentes do PCB são presos e torturados, entre eles, Mario Alves, Câmara Ferreira e Apolônio de Carvalho. Mais da metade dos desaparecidos políticos brasileiros fazem parte dos quadros do PCdoB, entre eles Maurício e Dinaelza, mortos na repressão a Guerrilha do Araguaia. O massacre da Lapa, em 1976, onde foram assassinados Ângelo Arroyo e Pedro Pomar desferiu outro duro golpe na direção do partido. Hoje, publicamente, o estado brasileiro pede desculpas a esses homens e mulheres, grandes comunistas, aqui também representados por Victória Grabois, Junilia Soares Santana, Camila Arroyo, Dolores Cardona Arroyo, Lenine Arroyo e Vanderley Caixe. Encerro tomando emprestada uma frase de Antônio Candido referindo-se a Apolônio de Carvalho, com a qual homenageio a todos: "Um timbre especial de elevação, porque não se empenhavam na solução de seu destino pessoal, mas na busca de soluções coletivas, para que todos pudessem realizar-se um dia numa sociedade transformada". O Estado brasileiro tem o dever de promover reparação e satisfação pública para todos os que tiveram seus projetos de vida interrompidos pelas ações do autoritarismo conservador do século XX que promoveu perseguições ideológicas para que elas não se repitam. É sintomático que hoje o Brasil está sendo refundado sob as bases de políticas sociais inspiradas nas idéias dos que caíram. Hoje, os avanços e a justiça social são construídos com a participação ativa e oficial dos comunistas ocupando postos-chave do governo, tal qual aspiravam os que lutaram no passado. Que se diga em alto e bom tom: o Brasil reconhece que devemos as conquistas do presente a Mauricio, Dinaelza e a Angelo Arroyo! Paulo Abrão Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça ________________________________________________ Intervenção de Adalberto Monteiro, presidente da Fundação Maurício Grabois São Paulo, 25 de março de 2010. Sessão solene em homenagem a Dinaelza Coqueiro, Ângelo Arroyo e Maurício Grabois A história da República é marcada longos períodos ditatoriais ou de governos retrógados. A democracia sempre foi uma dura conquista do povo e das forças políticas democráticas. A ditadura militar imposta pelo golpe de 64 e que durou 21 anos foi um ciclo de tirania e violência política. Para que a democracia que hoje a Nação respira ressurgisse e a liberdade florescesse foi necessário coragem política para enfrentar o regime de exceção e terror. Pela liberdade, pela democracia, na galeria dos heróis e mártires do nosso país, é grande o número de comunistas. Militantes padeceram vasto tempo em prisões. Na carne e na alma foram vítimas de torturas atrozes. Neste 25 de março de 2010, quando se comemoram os 88 anos do Partido Comunista do Brasil, nos reunimos para homenagear a memória de lutadores e lutadoras, intrépidos combatentes do povo brasileiro. Maurício Grabois, Ângelo Arroyo, Dinaelza Soares Santana Coqueiro ao preço da própria vida lutaram pelo triunfo da democracia. Com sua participação marcante na luta contra o Estado de exceção, deixaram como legado seus exemplos de vida militante em prol de um Brasil democrático, soberano, de justiça social como parte do processo de conquista do socialismo. Naquele período, milhares de pessoas e inúmeras organizações aderiram à luta contra a ditadura militar. Luta que teve gradações e formas distintas. Destaca-se entre elas a Guerrilha do Araguaia, a mais importante resistência armada contra a tirania daquele Regime. Uma verdadeira epopeia de nosso povo em defesa da liberdade - teve entre seus protagonistas Grabois, Arroyo, Dinaelza. Esses heróis de nosso povo deixaram para a história um registro de bravura. Forjaram-se como os combatentes destemidos que lutaram até o fim, transformando em última trincheira o momento dramático do confronto com os algozes da repressão. Baiana de Vitória da Conquista, Dinaelza Soares Santana Coqueiro teve participação destacada no movimento estudantil, tendo sido eleita diretora executiva do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Católica de Salvador. Decidida a lutar contra a ditadura e a defender os ideais de justiça e liberdade, ingressou - ao lado do marido, Vandick Reidner Pereira Coqueiro, também desaparecido político - no movimento guerrilheiro do Araguaia. Atuando sob os codinomes Dinorá e Maria Dina, teve presença marcante na Guerrilha. Neste mês de março quando se comemora o centenário do Dia Internacional da Mulher, homenagear a memória de Dinaelza é reconhecer simbolicamente pelo seu nome o legado quase sempre ocultado da mulher brasileira nas grandes jornadas democráticas de nosso país. Quero saudar a presença neste evento da irmã de Dinaelza, a incansável batalhadora pelos direitos humanos, pelos direitos dos familiares dos mortos e desaparecidos políticos, a camarada Diva Santana, do movimento Tortura Nunca Mais, da Bahia. Operário metalúrgico, Ângelo Arroyo ingressou no Partido Comunista do Brasil em 1945, com apenas 17 anos. Foi ativista do movimento sindical paulista e um dos líderes do Sindicato dos Metalúrgicos na década de 1950, tendo participado das históricas greves ocorridas nos anos de 1952-1953 em São Paulo. Perseguido pela ditadura militar, foi para o Araguaia como um dos comandantes da Guerrilha. Foi, também, um dos poucos sobreviventes daquele episódio. Em fins de janeiro de 1974 conseguiu furar o cerco dos militares e reencontrar os companheiros do Partido em São Paulo, aos quais entregou um detalhado relatório sobre as atividades no Araguaia. Arroyo foi fuzilado em 16 de dezembro de 1976, durante uma reunião da direção do PCdoB, no episódio que passou à história como a "Chacina da Lapa". Nosso carinho, nossa homenagem a viúva de Ângelo Arroio, Dolores Cardona Arroyo e seus filhos Lenine Arroyo e Camila Arroyo aqui presentes e, também, de outros membros de sua família. A família de Arroyo, a exemplo de outras, sofreu perseguições e privações de toda ordem, por isso a Comissão de Anistia julgará na manhã de hoje os processos da senhora Dolores e dos seus filhos, Lenine e Camila. Maurício Grabois nasceu em 2 de outubro de 1912. Homem de larga cultura, jornalista, polemista arguto e político de rara sensibilidade, por sua ação e por seu pensamento foi um dos mais destacados dirigentes do Partido Comunista do Brasil. Em 1934-1935, participou das jornadas gloriosas que resultaram na formação da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Preso em 1941, ao sair do cárcere integrou a Comissão Nacional de Organização Provisória (Cnop), que tinha como principal objetivo a rearticulação do Partido - então destroçado pelo Estado Novo. Eleito deputado constituinte em 1945, liderou a bancada comunista no Congresso Nacional até janeiro de 1948. Em 1962, juntamente com João Amazonas e outros, protagonizou a reorganização do Partido Comunista do Brasil. Grabois foi, ainda, o principal comandante da Guerrilha do Araguaia. No natal de 1973, em algum ponto das selvas da Amazônia, morreu em combate num confronto com os agentes da ditadura. O Partido Comunista do Brasil em reconhecimento ao seu legado decidiu associar o seu nome à sua instituição de pesquisas, estudos e formação política, primeiramente, denominado, Instituto Maurício Grabois e, hoje, Fundação Maurício Grabois. Nossa homenagem e nossa saudação a Victória Grabois, filha de Maurício Grabois, que acaba de receber a portaria de Anistiado Político. No presente, Vitória tem se dedicado com ardor pelo resgate da verdade, pelos direitos dos familiares dos mortos e desaparecidos políticos. Nesse sentido, realizou e realiza importante trabalho no grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro. Devotada a esses personagens do povo brasileiro, esta sessão se realiza por iniciativa da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, em parceria com a Fundação Maurício Grabois. Não poderíamos deixar de agradecer, pelo inestimável apoio concedido, à Câmara Municipal de São Paulo, na pessoa do vereador Jamil Murad - autor do requerimento para a realização deste evento e, também, na pessoa do vereador Netinho de Paula. A Comissão de Anistia realiza, assim, mais um importante trabalho, de grande significado para a democracia e o avanço de nosso país. Instalada pelo Ministério da Justiça em agosto de 2001, a Comissão ganhou dinamismo e atuação resoluta nos últimos anos, sob a presidência de Paulo Abrão e mesmo antes no período presidido por Marcelo Lavenère. Apresentamos à senhora Sueli Bellato, vice-presidente da Comissão, dirigente deste Ato, também nosso reconhecimento, extensivo ao conjunto de Conselheiros e Conselheiras, aos profissionais da Comissão, pela abnegação com que se dedicam a esse trabalho de alcance histórico. A Comissão tem analisado pedidos de reparação econômica formulados por pessoas que tiveram suas vidas e suas atividades profissionais vilipendiadas pelo regime de exceção que grassou em nosso país a partir de 1964. Esse trabalho de reparação não deve ser jamais subestimado, tamanhos foram os sofrimentos e os danos trazidos a um sem-número de pessoas pela ditadura militar. Contudo, outra dimensão importante do trabalho da Comissão de Anistia merece ser por nós destacada. Essa dimensão diz respeito ao resgate da memória. É preciso esclarecer o que de fato ocorreu em momentos obscuros de nossa história, apurando, com rigor e isenção, informações de fundamental importância para a promoção dos direitos humanos em nosso país. A relevância desse trabalho fica ainda mais clara quando atentamos para a necessidade de informar e educar o povo brasileiro sobre episódios sombrios de seu passado recente, contribuindo assim para evitar que fatos de triste memória jamais se repitam em nosso cotidiano. Além disso, resgatar a trajetória de importantes heróis da nação brasileira, como Dinaelza, Grabois e Arroyo, é também uma forma de criar referências de luta junto às novas gerações. Homenageá-los e também dar seguimento às batalhas pela ampliação da democracia, pela afirmação da soberania do nosso país e pela grande causa do socialismo. É dar seguimento a luta pelos os direitos humanos. É exigir abertura dos arquivos da ditadura militar, é exigir o direito humanitário até hoje negado dos familiares enterrarem em túmulo honroso os restos mortais de seus entes queridos. É em alto e bom som bradar pelo fim da tortura e pela punição daqueles que a praticaram e a praticam. Em suas atividades de estudo, pesquisa e resgate da história dos comunistas brasileiros, a Fundação Maurício Grabois tem destacado que um país sem memória é um país sem identidade. Por conta disso, a memória pode e deve ser vista como uma poderosa ferramenta, capaz de criar referências, reforçar vínculos e embasar projetos de sociedade. Assim, no momento em que o país discute a necessidade de um novo projeto nacional de desenvolvimento, é de fundamental importância revisitar o passado, embora com os olhos no futuro. Como bem diz a sabedoria popular de nossa gente, "recordar é viver". É por isso que nossos três heróis permanecem hoje vivos, seu testemunho de luta e de sangue a iluminar os caminhos das novas gerações. Os exemplos de Dina, Arroyo e Grabois nos inspiram. Eles estão aí para nos lembrar de que, sem muita luta, sem renúncia e abnegação, não será possível atingir o desenvolvimento pleno pelo qual anseiam nosso povo e nosso país. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100326/6a7341a3/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 49895 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100326/6a7341a3/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9911 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100326/6a7341a3/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Mar 26 21:19:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 26 Mar 2010 20:19:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Mulheres relatam em livro torturas durante a ditadura Message-ID: <271CD61367564FE4ABFFA6ED5E758C85@vcaixe> Carta O Berro..................................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Mulheres relatam em livro torturas durante a ditadura Maria Inês Nassif, de São Paulo 26/03/2010 Jornal Valor Economico Maria Inês Nassif, de São Paulo "Paulo, Paulo, deixe eu falar que nem os sem-terra", disse a ex-presa política, ex-militante das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN) Áurea Moretti, interrompendo um discurso do ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi. Magra, com cabelos brancos e muitas falhas nos dentes, a enfermeira de Ribeirão Preto levantou os braços frágeis e esclareceu como era falar como um sem-terra: "Pau de arara, nunca mais!" Era uma palavra de ordem que propunha às cerca de 500 pessoas que se acotovelaram no auditório do segundo andar do prédio novo da PUC de São Paulo, para o lançamento do livro "Luta, substantivo feminino: mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura". O livro contém a história da vida e da morte de 45 mulheres brasileiras no período da ditadura, por responsabilidade do Estado, e o relato de 27 outras que sofreram as brutalidades do regime e sobreviveram. Foi editado pela SEDH e pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Áurea foi presa em outubro de 1969 e barbaramente torturada. Cumpriu três anos e três meses de uma pena de 4,5 anos de cadeia e saiu sob condicional - e, como as demais mulheres que estavam lá e deram seu relato para o livro, acha que, de sua parte, a anistia foi inócua: afinal, ela cumpriu pena; seu torturador nem foi processado pelos crimes que cometeu. "Uma vez eu vi um deles na rua, estava de óculos escuros e olhava o mundo por cima", disse, depois da solenidade. "Eu estava com a minha filha e tremi." A intervenção da senhora de jeito humilde e sotaque interiorano foi um dos pontos altos de emoção do lançamento do livro. Na plateia, estudantes da universidade que foi palco de momentos de resistência à ditadura militar de 1964-1985 - a invasão da PUC, em 1977, pela polícia do coronel Erasmo Dias, não ocorreu sem uma firme oposição da reitora Nadir Kfouri -, junto com militantes de direitos humanos e de movimentos feministas, aplaudiram intensamente os participantes. O ministro Paulo Vannuchi esclareceu que não era "revanchismo" o livro, como também não o é o atacado 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos, que propõe a criação de uma Comissão da Memória e Verdade. "Ninguém propõe a tortura" contra os torturadores, afirmou, mas a "construção do futuro" a partir do conhecimento do passado. Sugeriu que, se cada membro do oficialato das Forças Armadas - que se opõe de forma dura à constituição da comissão - ler o livro, todos eles verão que "não tem cabimento essa violência [a tortura] seguir sendo atribuída à toda Arma, à toda instituição militar". O lançamento do livro foi o primeiro evento da SEDH ligado diretamente à questão da memória dos atos da ditadura após o lançamento do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, em dezembro, que provocou reação do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos comandantes militares, além de resistências de produtores rurais, setores da imprensa e da igreja - devido à defesa de mediação de conflitos agrários, a afirmação de "controle social" da imprensa e defesa do aborto. Vannuchi disse que o programa defende uma completa liberdade de imprensa e ele, ministro, também, e afirmou que, mesmo com os "muitíssimos problemas" da imprensa brasileira, "eles seriam agravados" se houvesse uma única imprensa, estatal. Afirmou, no entanto, que a SEDH não recuou das reivindicações feministas, nem da defesa de mediação de conflitos no campo - "para evitar mais sangue" -, mas fez alterações no texto original mantendo as propostas definidas pelas diversas plenárias que desaguaram no 3º PNDH. "Agradeço a Jobim por ter tornado pública essa discussão", afirmou a representante de familiares de desaparecidos políticos, Rosalina Santa Cruz. "Sua iniciativa de dar munição aos conservadores deu para nós um novo ânimo para a luta". Na defesa do resgate do passado para a construção do presente, Rosalina lembrou que a tortura ainda é um dado da realidade brasileira e, nas delegacias, pune o jovem, o negro, o pobre e a mulher. "Tortura é castigo, é vingança, se arrebenta o indivíduo para que ele nunca mais possa retomar o que estava fazendo. Hoje a tortura é feita para evitar novas transgressões", disse Rosalina, ela própria vítima da tortura na época da ditadura, junto com seu marido. Seu irmão, Fernando Santa Cruz, é desaparecido político. E ela considera que, de sua parte, pagou o preço. "Nós fomos presos, cumprimos prisão; eles (os torturadores) sequer foram processados". Para Flávia Piovesan, professora da pós-graduação da PUC-SP e procuradora do Estado de São Paulo, é "inconcebível tratar a tortura como crime político". Ela lembrou que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos consideram que as leis de anistia "perpetuam a impunidade". -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100326/c6361d15/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Mar 27 16:29:03 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 27 Mar 2010 15:29:03 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?b?ICJNRU3Dk1JJQSBWRVJEQURFIEUgTcONRElB?= =?utf-8?q?=22__por___S=C3=A9rgio_Muylaert*?= Message-ID: <8C247FA0C06B458CA2B2F7DDECDBE8A5@vcaixe> Carta O Berro....................................................................................repassem Estimados amigos leitores, desejo lembrar o meu texto adiante agora deverá circular entre os segmentos de DDHH por iniciativa da Comissão de DDHH e das Minorias da Câmara dos Deputados,a partir de hoje, cuja rede integra mais de 300 entidades cadastradas. Estimo que seja do seu aprovo. Afetuosamente, Muylaert. MEMÓRIA VERDADE E MÍDIA: 7 PONTOS PARA EFLEXÃO Sérgio Muylaert* Não será preciso lembrar a trajetória funesta dos fatos que abalaram a Nação brasileira quando se completarem os 46 anos neste final de março/abril. O país assistiu no início daquele ano de 1964, sob a força das armas, a derrubada de um governo eleito pelo povo e, para a consumação do golpe, houve o expurgo de políticos, intelectuais, cientistas, professores e trabalhadores em geral, estudantes, religiosos. Entre episódios conhecidos e seus prolongamentos existe a obscuridade e o conluio da grande mídia a aplaudir o movimento de barbárie. O significado deste apoio, emprestado por grandes órgãos e veículos de comunicação, segundo pesquisadores da história recente, terá sido substancial e induvidoso, desde que se postaram nos limites da traição aos interesses nacionais muitas dessas empresas de jornais e os lobbies das editoras de revistas, movidos por discutível espírito cívico. 2- Mas, ao lado destas questões, os seqüestros de pessoas para aprisionamento no interior dos prédios públicos e privados e nos demais centros clandestinos de tortura puderam contar com a permissividade indivisa e a condescendência nas operações, cujo desfecho veio a ser tragicamente desvendado, debaixo da invulgar quietude da imprensa em geral. Tudo quanto se sabe, a violência deliberada e sistemática vitimou inúmeros profissionais, não apenas do jornalismo. No estado de coisas que se reflete pesadamente ainda nos dias atuais estes fatos deveriam provocar extrema indignação da cidadania. Por serem contrárias aos preceitos como são regidos os Direitos humanos, desde os juízos mais elementares, estas práticas estão sendo pontualmente colocadas, a partir de então, por iniciativa da OAB, com expressivo suporte de outras entidades representativas de categorias profissionais inclusive do IAB, no limiar da urgência para sua interpretação pelo Judiciário. 3- Por outro lado, conforme dispõe o direito vigente, a destituição de qualquer governo democraticamente eleito, mediante a usurpação do poder político, não se convalida com o tempo por resultar estritamente de ilegalidade e implantar-se o regime de força. Sob o manto da exclusiva legalidade formal, o regime auto-referencial, de 1964, contudo, formulou e impôs a expedição de atos institucionais e complementares, no equívoco de assegurar suficiente força normativa. Seriam ordens para vulnerar o próprio estado liberal cujos preceitos incorporados integram a tradição cultural jurídica. Tanto mais o compromisso se amplia e se aplica no caso da República Federativa do Brasil se os Tratados e Convenções de direito internacional foram por ela subscritos. Deste visor preliminar sobressai para o direito a memória e a verdade um dos bons motivos de reflexão, conforme recomendam as mais altas Cortes internacionais, a partir da necessidade de traduzir antiga regra instituidora do devido processo legal a assegurar integral proteção dos direitos da pessoa humana. 4- Atos de terrorismo de Estado, contudo, resultam crimes de lesa-humanidade e, no dever fundamental, o Estado brasileiro não se compadece diante dos delinqüentes por violações praticadas. Da mesma forma se sabe das prerrogativas para evitar, impedir ou ocultar a apuração da verdade, no propósito de tornar inimputáveis os mandantes e executores daquelas mesmas violações de direitos humanos, tendem a constituir crime autônomo, em tese, sob modalidade de obstrução da justiça. A doutrina ensina e a lei ordena a reparação a ser conferida em benefício das vítimas da perseguição política e jamais ela compreende o gesto de conferir auto-anistia aos praticantes da usurpação. Atribuídas a contumácia dos agentes da causa pública, em cujas missões oficiais culminaram por vilipendiar o nome e a imagem nacional perante o mundo, estas ações de serviço se excluem da possibilidade teórica que as configure sob motivação política, ou, conexa a esta motivação. Portanto, no que respeita a doutrina do instituto da anistia política, a ciência se tem orientado com rigor e o momento é chegado para demonstrar a eficácia da norma jurídica. Isentas de serem denominadas revanchistas as iniciativas para elucidar a verdade dos fatos devem prestar-se firmemente de alavanca para o regate da dignidade nacional, por tratarem de justiça. 5- Certo tipo de diversionismo ensaiado entre as entidades representativas da grande mídia não auxilia a apuração da verdade sobre os fatos e tenta burlar a atenção para outro mote. A partir do dia 13/01/2010 surge curioso intento de desacreditar o decreto Presidencial que aprova o III Programa Nacional de Direitos Humanos nos seus itens de avanços mais categóricos. A tratativa do poder midiático, bem adiante do que representa o interesse público, exibe a controvérsia para beneficiar interesses exclusivamente privados, deste segmento, e não desperta senão estes interesses aquinhoados. A partir dos novos encontros de meados de março o tema retoma o clima sensacionalista e oneroso antes mesmo de acender ao debate com a sobriedade exigida. 6- É intuitiva a lógica que se sustenta nos valiosos interesses privados e seus respectivos lucros, não só, para mantê-los intactos, mas, para sonegar, vulnerar ao extremo o ideário dos direitos humanos e represá-los no interior das cercas de arame farpado, juntamente com o tema da verdade histórica que é nuclear. Em afronta ao real conteúdo proposto pelo referido III PNDH, não obstante o aval e fiador para deplorável e antidemocrático regime de exceção de 1964 o segmento organizado da grande mídia reitera os mesmos enunciados em torno do direito de expressão e de informação. Com o alinhamento de ontem desenhado pretende-se incriminar os movimentos sociais de hoje e, assim, desacreditar as iniciativas para construção da memória e da verdade sobre os direitos humanos. Diversamente dos regimes fechados, em que chefiam os mandarins, a alternativa reinante e segura que se estima desejável, sob a forma representativa democrática por excelência, vem no rumo do estado democrático de direito. 7- Sem embargo de reiterar legitimidade plena aos meios de comunicação, quanto ao direito de manifestação, expressão e informação, há princípios e normas descritos no artigo 3º da Constituição Federal da República que são de interesse público porquanto atendem a urgência da efetivação das metas e ações programáticas e não devem, por isso, ser mitigados sob o risco da perda de eficácia dessas mesmas metas e ações. Faz-se inadiável solução para os conflitos sociais em que a razão histórica deve unicamente consultar o interesse público e, se o papel dos meios de comunicação aponta para o texto constitucional, cumpre lembrar os artigos 220 a 224, acerca do aclaramento desta verdade e, portanto, qualquer iniciativa que se contraponha a tais disposições constitucionais tende a desfigurar os rumos para o crescimento de uma democracia participativa, conforme se expressa no termo ?controle social? avistado no III PNDH. Sérgio Muylaert ? Advogado; Membro Efetivo e integrante da Comissão Permanente de Direito Constitucional do IAB; vice-presidente da Comissão de Anistia MJ (2004-2008); presidente da Asociación Americana de Juristas (ala fundadora no DF). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100327/70562ff5/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Mar 27 16:29:12 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 27 Mar 2010 15:29:12 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_TV_BRASIL=3A_Revolta_da_Chibata?= =?windows-1252?q?_-_Domingo=2C_dia_28_de_mar=E7o_=E0s_18_hs?= Message-ID: Carta O Berro..........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice elo Assaz Atroz TV BRASIL: Revolta da Chibata A Revolta da Chibata O De Lá Pra Cá comemora o centenário de um dos mais importantes conflitos do Brasil Republicano: a Revolta da Chibata. O motim, que ocorreu entre 22 e 27 de novembro de 1910, foi uma reação aos tratamentos impostos pela Marinha a seus marujos. Na época, a grande parte do corpo de marinheiros era composta por negros e mulatos. E eles eram submetidos a castigos físicos semelhantes ao tempo da escravidão. Inspirados pela Revolta da Armada Imperial Russa, no Encouraçado Potemkin, um grupo de marinheiros se organizou, sob a liderança de João Cândido Felisberto, o ?Almirante Negro?. O estopim da rebelião foi a punição imposta ao marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes: 250 chibatadas, dez vezes mais do que o máximo permitido no regulamento. O fato ocorreu uma semana após da posse do presidente Hermes da Fonseca, que declarou que aceitaria as revindicações dos amotinados. No entanto, dias após a entrega das armas e das embarcações, a Marinha expulsou parte dos marinheiros. A anistia para João Cândido só veio em 2008. Participam desta edição, o historiador Marco Morel, o cineasta Marcos Manhães que, em 2006 dirigiu o curta Memórias da Chibata; e o compositor João Bosco que, ao lado de Aldir Blanc, imortalizou a história de João Cândido Felisberto no samba-enredo Mestre-sala dos Mares. Também estarão no programa, o Almirante Bittencourt, oficial reformado pela Marinha Brasileira, e o jornalista Fernando Granato, autor do livro Negro da Chibata. Revolta da Chibata - Depoimento de João Cândido ao jornalista Edmar Morel, primeiro livro a abordar este tema. Trecho: "Pensamos no dia 15 de novembro. Acontece que caiu forte temporal sobre a parada militar e o desfile naval. A marujada ficou cansada e muitos rapazes tiveram permissão para ir à terra. Ficou combinado, então, que a revolta seria entre 24 e 25. Mas o castigo de 250 chibatadas no Marcelino Rodrigues precipitou tudo. O Comitê Geral resolveu, por unanimidade, deflagrar o movimento no dia 22. O sinal seria a chamada da corneta das 22 horas. O "Minas Gerais", por ser muito grande, tinha todos os toques de comando repetidos na proa e popa. Naquela noite o clarim não pediria silêncio e sim combate. Cada um assumiu o seu posto e os oficiais de há muito já estavam presos em seus camarotes. Não houve afobação. Cada canhão ficou guarnecido por cinco marujos, com ordem de atirar para matar contra todo aquele que tentasse impedir o levante. Às 22h 50m, quando cessou a luta no convés, mandei disparar um tiro de canhão, sinal combinado para chamar à fala os navios comprometidos. Quem primeiro respondeu foi o "São Paulo", seguido do "Bahia". O "Deodoro", a princípio, ficou mudo. Ordenei que todos os holofotes iluminassem o Arsenal da Marinha, as praias e as fortalezas. Expedi um rádio para o Catete, informando que a Esquadra estava levantada para acabar com os castigos corporais". A REVOLTA DA CHIBATA, do grande jornalista e pesquisador Edmar Morel (1912 ? 1989), publicado em 1959. O Marco Morel aí envolvido [no programa da TV Brasil] deve ser filho ou neto do Edmar. Esse livro é execrado pelos MILICANALHAS da Marinha e foi colocado no "index" dos golpistas de 64. (Castor Filho, amigo do Edmar Morel nos áureos tempos do restaurante Lamas) O De Lá pra Cá está em novo horário: domingo, às 18h. Reprise às segundas, 23h. http://www.tvbrasil.org.br/delapraca/ http://www.youtube.com/watch?v=vqSiCuRhVCg Elis Regina Composição: João Bosco/Aldir Blanc Há muito tempo nas águas da Guanabara O dragão do mar reapareceu Na figura de um bravo feiticeiro A quem a história não esqueceu Conhecido como o navegante negro Tinha a dignidade de um mestre-sala E ao acenar pelo mar na alegria das regatas Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas Jovens polacas e por batalhões de mulatas Rubras cascatas Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas Inundando o coração do pessoal do porão Que, a exemplo do feiticeiro, gritava então Glória aos piratas Às mulatas, às sereias Glória à farofa à cachaça, às baleias Glória a todas as lutas inglórias Que através da nossa história não esquecemos jamais Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas salve Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas faz muito tempo Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons . PressAA . -- http://assazatroz.blogspot.com/ http://santanadoipanema.blogspot.com/ http://pressaa.blogspot.com/ . -------------------------------------------------------------------------------- -- [A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 33.000 correspondentes no Brasil e no exterior. Estão divididos em 20 operadores/repetidores e 170 distribuidores; não está vinculada a nenhum portal nem a nenhum blog ou sítio. Os operadores recolhem ou recebem material de diversos blogs, sítios, agências, jornais e revistas eletrônicos, articulistas e outras fontes no Brasil e no exterior para distribuição na rede] Caso não queira mais receber nossas mensagens clique em RESPONDER e escreva REMOVER na barra ASSUNTO -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100327/9a085618/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 5502 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100327/9a085618/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Mar 28 14:36:59 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 28 Mar 2010 13:36:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_M=FAsicas_=3A_ZIMBO_TRIO__+=5F_?= =?iso-8859-1?q?=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E=2E?= =?iso-8859-1?q?___________________________________________________?= =?iso-8859-1?q?_______HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <09B43FDAEA82460CBA1E9D069255F93A@vcaixe> Carta O Berro..........................................................repassem Zimbo Trio, o conjunto paulista da bossa nova, completa 46 anos , + Chico Buarque, + Tom Jobim, + Vinicius e Toquinho, + Stan Getz, + João Gilberrto, + Edu Lobo - veja algumas de suas interpretações em: minhabossanova.blogspot.com -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100328/f09f9a26/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100328/f09f9a26/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Mar 28 14:37:04 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 28 Mar 2010 13:37:04 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Fragmentos do Exilio Message-ID: <8C6D3DB7309340BDA6F3FFA52A52FAB0@vcaixe> Carta O Berro....................................................................repassem Mensagem original De: Silvio Tendler < Prezados/ Prezadas; A gente vai ficando velho vai ficando sentimenta, com saudades dos amigos. Em 2003 fiz um clipe para a Abertura da Jornada da Bahia para marcar os 30 anos do Golpe que democraticida que derrubou Allende. Ao invés de mostrar a Barbérie resolvi mostrar a Utopia que aquele momento representou em minha vida. Com Isabela Thiago, de Mello, Daniel Tendler, e Manduka fizemos o video que é ilusrado com fotografias e cantado por manduka e Macia Kern que interpretam uma música muito pouco tocada e conhecida, parceria de Manduka e e Gerlado Vandré. Quem tiver interesse em conhecer, é só acessar o endereço abaixo Beijos Silvio http://www.youtube.com/watch?v=mc8Uu-tVxws -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100328/15c48ab3/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100328/15c48ab3/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Mar 28 14:37:09 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 28 Mar 2010 13:37:09 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_Miguel_Carter=3A_K=C3=A1tia_Abreu_rece?= =?utf-8?q?be_25_vezes_mais_dinheiro_do_Governo_do_que_o_MST=3A_ent?= =?utf-8?q?revista_de_Paulo_Henrioque_amorim=2C_com_pesquisa_da_Uni?= =?utf-8?q?versidade_dos_Estados_Unidos=2E?= Message-ID: <9499BEFBA1F8429E841724778A8D4548@vcaixe> Carta O Berro.................................................................................repassem Carter: Kátia Abreu recebe 25 vezes mais dinheiro do Governo do que o MST Por Paulo Henrique Amorim Em dezembro de 2009, Miguel Carter concluiu o trabalho de organizar o livro ?Combatendo a Desigualdade Social ? O MST e a Reforma Agrária no Brasil.?. É um lançamento da Editora UNESP, que reúne colaborações de especialistas sobre a questão agrária e o papel do MST pela luta pela Reforma Agrária no Brasil. Esta semana, ele conversou com Paulo Henrique Amorim, por telefone. PHA ? Professor Miguel, o senhor é professor de onde? MC ? Eu sou professor da American University, em Washington D.C. PHA ? Há quanto tempo o senhor estuda o problema agrário no Brasil e o MST? MC- Quase duas décadas já. Comecei com as primeiras pesquisas no ano de 91. PHA ? Eu gostaria de tocar agora em alguns pontos específicos da sua introdução ?Desigualdade Social Democracia no Brasil?. O senhor descreve, por exemplo, a manifestação de 2 de maio de 2005, em que, por 16 dias, 12 mil membros do MST cruzaram o serrado para chegar a Brasília. O senhor diz que, provavelmente, esse é um dos maiores eventos de larga escala do tipo marcha na história contemporânea. Que comparações o senhor faria ? MC ? Não achei outra marcha na história contemporânea mundial que fosse desse tamanho. A gente tem exemplo de outras mobilizações importantes, em outros momentos, mas não se comparam na duração e no numero de pessoas a essa marcha de 12 mil pessoas. Houve depois, como eu relatei no rodapé, uma mobilização ainda maior na Índia, também de camponeses sem terra. Mas a de 2005 era a maior marcha. PHA ? O senhor compara esse evento, que foi no dia 2 de maio de 2005, com outro do dia 4 de junho de 2005 ? apenas 18 dias após a marcha do MST ? com uma solenidade extremamente importante aqui em São Paulo que contou com Governador Geraldo Alckmin, sua esposa, Dona Lu Alckmin, e nada mais nada menos do que um possível candidato do PSDB a Presidência da República, José Serra, que naquela altura era prefeito de São Paulo. Também esteve presente Antônio Carlos Magalhães, então influente senador da Bahia. Trata-se da inauguração da Daslu. Por que o senhor resolver confrontar um assunto com o outro ? MC ? Porque eu achei que começar o livro com simples estatísticas de desigualdades sociais seria um começo muito frio. Eu acho que um assunto como esse precisa de uma introdução que também suscite emoções de fato e (chame a atenção para) a complexidade do fenômeno da desigualdade no Brasil. A coincidência de essa marcha ter acontecido quase ao mesmo tempo em que se inaugurava a maior loja de artigos de luxo do planeta refletia uma imagem, um contraste muito forte dessa realidade gravíssima da desigualdade social no Brasil. E mostra nos detalhes como as coisas aconteciam, como os políticos se posicionavam de um lado e de outro, como é que a grande imprensa retratava os fenômenos de um lado e de outro. PHA ? O senhor sabe muito bem que a grande imprensa brasileira ? que no nosso site nós chamamos esse pessoal de PiG (Partido da Imprensa Golpista) - a propósito da grande marcha do MST, a imprensa ficou muito preocupada como foi financiada a marcha. O senhor sabe que agora está em curso uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, que reúne o Senado e a Câmara, para discutir, entre outras coisas, a fonte de financiamento do MST. Como o senhor trata essa questão ? De onde vem o dinheiro do MST ? MC _ Tem um capítulo 9 de minha autoria feito em conjunto com o Horácio Marques de Carvalho que tem um segmento que trata de mostrar o amplo leque de apoio que o MST tem, inclusive e apoio financeiro. PHA ? O capítulo se chama ?Luta na terra, o MST e os assentamentos? - é esse ? MC ? Exatamente. Há uma parte onde eu considero sete recursos internos que o MST desenvolveu para fortalecer sua atuação, nesse processo de fazer a luta na terra, de fortalecer as suas comunidades, seus assentamentos. E aí tem alguns detalhes, alguns números interessantes. Porque eu apresento dados do volume de recursos que são repassados para entidades parceiras por parte do Governo Federal. Eu sublinho no rodapé dessa mesma página o fato de que as principais entidades ruralistas do Brasil têm recebido 25 vezes mais subsídios do Governo Federal (do que o MST). E o curioso de tudo isso é que só fiscalizado como pobre recebe recurso público. Mas, sobre os ricos, que recebem um volume de recursos 25 vezes maior que o dos pobres, (sobre isso) ninguém faz nenhuma pergunta, ninguém fiscaliza nada. Parece que ninguém tem interesse nisso. E aí o Governo Federal subsidia advogados, secretárias, férias, todo tipo de atividade dos ruralistas. Então chama a atenção que propriedade agrária no Brasil, ainda que modernizada e renovada, continua ter laços fortes com o poder e recebe grande fatia de recursos públicos. Isso são dados do próprio Ministério da Agricultura, mencionados também nesse capítulo. Ainda no Governo Lula, a agricultura empresarial recebeu sete vezes mais recursos públicos do que a agricultura familiar. Sendo que a agricultura familiar emprega 80% ou mais dos trabalhadores rurais. PHA ? Qual é a responsabilidade da agricultura familiar na produção de alimentos na economia brasileira ? MC ? Na página 69 há muitos dados a esse respeito. PHA- Aqui: a mandioca, 92% saem da agricultura familiar. Carne de frango e ovos, 88%. Banana, 85%.. Feijão, 78%. Batata, 77%. Leite, 71%. E café, 70%. É o que diz o senhor na página 69 sobre o papel da agricultura familiar. Agora, o senhor falava de financiamentos públicos. Confederação Nacional da Agricultura, presidida pela senadora Kátia Abreu, que talvez seja candidata a vice-presidente de José Serra, a Confederação Nacional da Agricultura recebe do Governo Federal mais dinheiro do que o MST ? MC ? Muito mais. Essas entidades ruralistas em conjunto, a CNA, a SRB, aquela entidade das grandes cooperativas, em conjunto elas recebem 25 vezes do valor que recebem as entidades parceiras do MST. Esses dados, pelo menos no período 1995 e 2005, fizeram parte do relatório da primeira CPI do MST. O relatório foi preparado pelo deputado João Alfredo, do Ceará. PHA ? O senhor acredita que o MST conseguirá realizar uma reforma agrária efetiva ? A sua introdução mostra que a reforma agrária no Brasil é a mais atrasada de todos os países que fazem ou fizeram reforma agrária. Que o Brasil é o lanterninha da reforma agrária. Eu pergunto: por que o MST não consegue empreender um ritmo mais eficaz ? MC ? Em primeiro lugar, a reforma agrária é feita pelo Estado. O que os movimentos sociais como o MST e os setenta e tantos outros que existem em todo o Brasil fazem é pressionar o Estado para que o Estado cumpra o determinado na Constituição. É a cláusula que favorece a reforma agrária. O MST não é responsável por fazer. É responsável por pressionar o Governo. Acontece que nesse país de tamanha desigualdade, a história da desigualdade está fundamentalmente ligada à questão agrária. Claro que, no século 20, o Brasil, se modernizou, virou muito mais complexo, surgiu todo um setor industrial, um setor financeiro, um comercial. E a (economia) agrária já não é mais aquela, com tanta presença no Brasil. Mas, ainda sim, ficou muito forte pelo fato de o desenvolvimento capitalista moderno no campo, nas últimas décadas, ligar a propriedade agrária ao setor financeiro do país. É o que prova, por exemplo, de um banqueiro (condenado há dez anos por subornar um agente federal ? PHA) como o Dantas acabar tendo enormes fazendas no estado do Pará e em outras regiões do Brasil. Houve então uma imbricação muito forte entre a elite agrária e a elite financeira. E agora nessa última década ela se acentuou num terceiro ponto em termos de poder econômico que são os transacionais, o agronegócio. Cargill, a Syngenta? Antes, o que sustentava a elite agrária era uma forte aliança patrimonialista com o Estado. Agora, essa aliança se sustenta em com setor transacional e o setor financeiro. PHA ? Um dos sustos que o MST provoca na sociedade brasileira, sobretudo a partir da imprensa, que eu chamo de PiG, é que o MST pode ser uma organização revolucionária ? revolucionária no sentido da Revolução Russa de 1917 ou da Revolução Cubana de 1959. Até empregam aqui no Brasil, como economista Xico Graziano, que hoje é secretário de José Serra, que num artigo que o senhor fala em ?terrorismo agrário?. E ali Graziano compara o MST ao Primeiro Comando da Capital. O Primeiro Comando da Capital, o PCC, que, como se sabe ocupou por dois dias a cidade de São Paulo, numa rebelião histórica. Eu pergunto: o MST é uma instituição revolucionária ? MC ? No sentido de fazer uma revolução russa, cubana, isso uma grande fantasia. E uma fantasia às vezes alardeada com maldade, porque eu duvido que uma pessoa como o Xico Graziano, que já andou bastante pelo campo no Brasil, não saiba melhor. Ele sabe melhor. Mas eu acho que (o papel do) MST é (promover) uma redistribuição da propriedade. E não só isso, (distribuição) de recursos públicos, que sempre privilegiou os setores mais ricos e poderosos do país. Há, às vezes, malícia mesmo de certos jornalistas, do Xico Graziano, Zander Navarro, dizendo que o MST está fazendo uma tomada do Palácio da Alvorada. Eles nunca pisaram em um acampamento antes. Então, tem muito intelectual que critica sem saber nada. O importante desse (?Combatendo a desigualdade social?) é que todos os autores têm longos anos de experiência (na questão agrária). A grande maioria tem 20, 30 anos de experiência e todos eles têm vivência em acampamento e assentamentos. Então conhecem a realidade por perto e na pele. O Zander Navarro, por exemplo, se alguma vez acompanhou de perto o MST, foi há mais de 15 anos. Tem que ter acompanhamento porque o MST é de fato um movimento. PHA ? Ou seja, na sua opinião há uma hipertrofia do que seja o MST ? Há um exagero exatamente para criar uma situação política ? MC ? Exatamente. Eu acho que há interesse por detrás desse exagero. O exagero às vezes é inocente por gente que não sabe do assunto. Mas às vezes é malicioso e procura com isso criar um clima de opinião para reprimir, criminalizar o MST ou cortar qualquer verba que possa ir para o setor mais pobre da sociedade brasileira. Há muito preconceito de classe por trás (desse exagero). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100328/4eeaac55/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Mar 29 20:54:11 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 29 Mar 2010 19:54:11 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_Mulheres_e_Ditadura_/_Lembran=C3=A7a_d?= =?utf-8?q?os_crimes_da_ditadura_militar=3A_fazei_isso_em_mem=C3=B3?= =?utf-8?q?ria_delas?= Message-ID: <9A2A491F02D1416A82BD9911C060B685@vcaixe> Carta O Berro..............................................................................repassem Lembrança dos crimes da ditadura militar: fazei isso em memória delas POR JOSÉ BESSA FREIRE São mulheres de diferentes cidades do Brasil. Algumas amamentavam. Outras, grávidas, pariram na prisão ou, com a violência sofrida, abortaram. Não mereciam o inferno pelo qual passaram, ainda que fossem bandidas e pistoleiras. Não eram. Eram estudantes, professoras, jornalistas, médicas, assistentes sociais, bancárias, donas de casa. Quase todas militantes, inconformadas com a ditadura militar que em 1964 derrubou o presidente eleito. Foram presas, torturadas, violentadas. Muitas morreram ou desapareceram lutando para que hoje nós vivêssemos numa democracia. As histórias de 45 dessas mulheres mortas ou desaparecidas estão contadas no livro ?Luta, Substantivo Feminino?, lançado quinta-feira passada, na PUC de São Paulo, na presença de mais de 500 pessoas. O livro contém ainda o testemunho de 27 sobreviventes e muitas fotos. Se um poste ouvir os depoimentos dilacerantes delas, o poste vai chorar diante da covardia dos seus algozes. Dá vergonha viver num mundo que não foi capaz de impedir crimes hediondos contra mulheres indefesas, cometidos por agentes do Estado pagos com o dinheiro do contribuinte. Rose Nogueira - jornalista, presa em 1969, em São Paulo, onde vive hoje. ?Sobe depressa, Miss Brasil?, dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os ?40 dias? do parto. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Segurei os seios, o leite escorreu. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele (delegado Fleury) ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com um olhar de louco. O torturador zombava: ?Esse leitinho o nenê não vai ter mais??. Izabel Fávero - professora, presa em 1970, em Nova Aurora (PR). Hoje, vive no Recife, onde é docente universitária: ?Eu, meu companheiro e os pais dele fomos torturados a noite toda ali, um na frente do outro. Era muito choque elétrico. Fomos literalmente saqueados. Levaram tudo o que tínhamos: as economias do meu sogro, a roupa de cama e até o meu enxoval. No dia seguinte, eu e meu companheiro fomos torturados pelo capitão Júlio Cerdá Mendes e pelo tenente Mário Expedito Ostrovski. Foi pau de arara, choques elétricos, jogo de empurrar e ameaças de estupro. Eu estava grávida de dois meses, e eles estavam sabendo. No quinto dia, depois de muito choque, pau de arara, ameaça de estupro e insultos, eu abortei. Quando melhorei, voltaram a me torturar?. Hecilda Fontelles Veiga - estudante de Ciências Sociais, presa em 1971, em Brasília. Hoje, vive em Belém, onde é professora da Universidade Federal do Pará. ?Quando fui presa, minha barriga de cinco meses de gravidez já estava bem visível. Fui levada à delegacia da Polícia Federal, onde, diante da minha recusa em dar informações a respeito de meu marido, Paulo Fontelles, comecei a ouvir, sob socos e pontapés: ?Filho dessa raça não deve nascer?. (?) me colocaram na cadeira do dragão, bateram em meu rosto, pescoço, pernas, e fui submetida à ?tortura cientifica?. Da cadeira em que sentávamos saíam uns fios, que subiam pelas pernas e eram amarrados nos seios. As sensações que aquilo provocava eram indescritíveis: calor, frio, asfixia. Aí, levaram-me ao hospital da Guarnição de Brasília, onde fiquei até o nascimento do Paulo. Nesse dia, para apressar as coisas, o médico, irritadíssimo, induziu o parto e fez o corte sem anestesia?. Yara Spadini - assistente social presa em 1971, em São Paulo. Hoje, vive na mesma cidade, onde é professora aposentada da PUC. ?Era muita gente em volta de mim. Um deles me deu pontapés e disse: ?Você, com essa cara de filha de Maria, é uma filha da puta?. E me dava chutes. Depois, me levaram para a sala de tortura. Aí, começaram a me dar choques direto da tomada no tornozelo. Eram choques seguidos no mesmo lugar?. Inês Etienne Romeu - bancária, presa em São Paulo, em 1971. Hoje, vive em Belo Horizonte. ?Fui conduzida para uma casa em Petrópolis. O dr. Roberto, um dos mais brutais torturadores, arrastou-me pelo chão, segurando-me pelos cabelos. Depois, tentou me estrangular e só me largou quando perdi os sentidos. Esbofetearam-me e deram-me pancadas na cabeça. Fui espancada várias vezes e levava choques elétricos na cabeça, nos pés, nas mãos e nos seios. O ?Márcio? invadia minha cela para ?examinar? meu ânus e verificar se o ?Camarão? havia praticado sodomia comigo. Esse mesmo ?Márcio? obrigou-me a segurar seu pênis, enquanto se contorcia obscenamente. Durante esse período fui estuprada duas vezes pelo ?Camarão? e era obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidades, os mais grosseiros?. Ignez Maria Raminger - estudante de Medicina Veterinária presa em 1970, em Porto Alegre, onde trabalha atualmente como técnica da Secretaria de Saúde. ?Fui levada para o Dops, onde me submeteram a torturas como cadeira do dragão e pau de arara. Davam choques em várias partes do corpo, inclusive nos genitais. De violência sexual, só não houve cópula, mas metiam os dedos na minha vagina, enfiavam cassetete no ânus. Isso, além das obscenidades que falavam. Havia muita humilhação. E eu fui muito torturada, juntamente com o Gustavo [Buarque Schiller], porque descobriram que era meu companheiro?. Dilea Frate - estudante de Jornalismo presa em 1975, em São Paulo. Hoje, vive no Rio de Janeiro, onde é jornalista e escritora. ?Dois homens entraram em casa e me sequestraram, juntamente com meu marido, o jornalista Paulo Markun. No DOI-Codi de São Paulo, levei choques nas mãos, nos pés e nas orelhas, alguns tapas e socos. Num determinado momento, eles extrapolaram e, rindo, puseram fogo nos meus cabelos, que passavam da cintura?. Cecília Coimbra - estudante de Psicologia presa em 1970, no Rio. Hoje, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais e professora de Psicologia da Universidade Federal Fluminense: ?Os guardas que me levavam, frequentemente encapuzada, percebiam minha fragilidade e constantemente praticavam vários abusos sexuais contra mim. Os choques elétricos no meu corpo nu e molhado eram cada vez mais intensos. Me senti desintegrar: a bexiga e os esfíncteres sem nenhum controle. ?Isso não pode estar acontecendo: é um pesadelo? Eu não estou aqui??, pensei. Vi meus três irmãos no DOI-Codi/RJ. Sem nenhuma militância política, foram sequestrados em suas casas, presos e torturados?. Maria Amélia de Almeida Teles - professora de educação artística presa em 1972, em São Paulo. Hoje é diretora da União de Mulheres de São Paulo. ?Fomos levados diretamente para a Oban. Eu vi que quem comandava a operação do alto da escada era o coronel Ustra. Subi dois degraus e disse: ?Isso que vocês estão fazendo é um absurdo?. Ele disse: ?Foda-se, sua terrorista?, e bateu no meu rosto. Eu rolei no pátio. Aí, fui agarrada e arrastada para dentro. Me amarraram na cadeira do dragão, nua, e me deram choque no ânus, na vagina, no umbigo, no seio, na boca, no ouvido. Fiquei nessa cadeira, nua, e os caras se esfregavam em mim, se masturbavam em cima de mim. Mas com certeza a pior tortura foi ver meus filhos entrando na sala quando eu estava na cadeira do dragão. Eu estava nua, toda urinada por conta dos choques?. São muitos os depoimentos, que nos deixam envergonhados, indignados, estarrecidos, duvidando da natureza humana, especialmente porque sabemos que não foi uma aberração, um desvio de conduta de alguns indivíduos criminosos, mas uma política de Estado, que estimulou a tortura, a ponto de garantir a não punição a seus autores, com a concordância e a conivência de muita gente boa ?em nome da conciliação nacional?. No lançamento do livro na PUC, a enfermeira Áurea Moretti, torturada em 1969, pediu a palavra para dizer que a anistia foi inócua, porque ela cumpriu pena de mais de quatro anos de cadeia, mas seus torturadores nem sequer foram processados pelos crimes que cometeram: ?Uma vez eu vi um deles na rua, estava de óculos escuros e olhava o mundo por cima. Eu estava com minha filha e tremi?. Os fantasmas que ainda assombram nossa história recente precisam ser exorcizados, como uma garantia de que nunca mais possam ser ressuscitados - escreve a ministra Nilcea Freire, ex-reitora da UERJ, na apresentação do livro, que para ela significa o ?reconhecimento do papel feminino fundamental nas lutas de resistência à ditadura?. Este é o terceiro livro da série ?Direito à Memória e à Verdade?, editado pela Secretaria de Direitos Humanos (SEDH) em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O primeiro tratou de 40 afrodescendentes que morreram na luta contra o regime militar. O segundo contou a ?História dos meninos e meninas marcados pela ditadura?. Eles podem ser baixados no site da SEDH. O golpe militar de 1964 que envelhece, mas não morre, completa 46 anos nos próximos dias. Essa é uma ocasião oportuna para lançar o livro em todas as capitais brasileiras. No Amazonas, as duas reitoras - Marilene Correa da UEA e Márcia Perales da UFAM - podiam muito bem organizar o evento em Manaus e convidar a sua colega Nilcea Freire para abri-lo. Afinal, preservar a memória é um dos deveres da universidade. As novas gerações precisam saber o que aconteceu. A lembrança de crimes tão monstruosos contra a maternidade, contra a mulher, contra a dignidade feminina, contra a vida, é dolorosa também para quem escreve e para quem lê. É como o sacrifício da missa para quem nele crê. A gente tem de lembrar diariamente para não ser condenado a repeti-lo: fazei isso em memória delas. O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti . To unsubscribe from this group, send email to idejust+unsubscribegooglegroups.com or reply to this email with the words "REMOVE ME" as the subject. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100329/fceab187/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Mar 29 20:54:19 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 29 Mar 2010 19:54:19 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Convite_para_o_lan=E7amento_do_Li?= =?iso-8859-1?q?vro_do_Prof=2E_Aquino_-Dia_31_de_mar=E7o_de_2010=2C?= =?iso-8859-1?q?_=E0s_18_horas_no_Clube_de_Engenharia_-RJ?= Message-ID: <685646C4EBEB494492DDBB2ED2B9FCA8@vcaixe> Carta O Berro..........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: carlos eduardo de alencastro De: estherkuperman at gmail.com Convite para o lançamento do Livro do Prof. Aquino Um tempo para não esquecer Rubim Aquino O levantamento mais completo sobre os atos praticados pelos órgãos de repressão durante os chamados anos de chumbo e sobre os personagens envolvidos com a tortura no Brasil. Dia 31 de março de 2010, às 18 horas no Clube de Engenharia Av. Rio Branco, 124 Centro - Rio de Janeiro -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100329/ffcbdb54/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Mar 30 20:56:58 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 30 Mar 2010 19:56:58 -0300 Subject: [Carta O BERRO] EVA GOLINGER _ ENTREVISTA AO VIVO _ LIGUE O SOM Message-ID: <104178887852436C9433A30A0D5DBBEE@vcaixe> Carta O Berro............................................................repassem ----- Original Message ----- From: Anuar Ide VALE A PENA OUVI-LA - ELA FALARÁ, DENTRE OUTROS ASSUNTOS INTERESSANTES, SOBRE O "golpe de estado indolor" Veja e ouça clicando no link abaixo: http://actualidad.rt.com/programas/a_solas/184 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100330/668d93bf/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Mar 30 20:57:07 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 30 Mar 2010 19:57:07 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Convite_-_CineGramsci_-_Cidad=E3?= =?iso-8859-1?q?o_Boilesen_-_31=2E3=2E2010_-_19h00_-_em_Ribeir=E3o_?= =?iso-8859-1?q?Preto-SP?= Message-ID: Carta O Berro....................................................................................repassem -------------------------------------------------------------------------------- CineGramsci - especial -------------------------------------------------------------------------------- 31 de março de 2010 19 horas -------------------------------------------------------------------------------- Dando continuidade a uma tradição que se constrói a partir da retomada da antiga sede da UGT, em 2004, pelas forças democráticas, o Seminário Gramsci, a Associação Cultural e Ecológica Pau-brasil e a Associação Amigos do Memorial da Classe Operária promoverão, mais uma vez, evento no dia 31 de março. Esse evento anual marca: a.. nossa permanente indignação com os regimes de força, como aquele instaurado em nosso país em 1º de abril de 1964; b.. nossa preocupação com a preservação da memória como forma de construção de um futuro baseado no respeito à dignidade da pessoa humana e na justiça social; c.. nossa convicção na possibilidade do aprofundamento da democracia e da construção do socialismo por meio da ação articulada das forças de esquerda. Este ano, exibiremos o documentário Cidadão Boilesen, do diretor Chaim Litewski (Brasil/ 2009, 92 min.). A exibição ocorrerá nas dependências do Memorial da Classe Operária-UGT, rua José Bonifácio, nº 59, às 19h00, seguida de debate com os presentes. A entrada é franca. Divulgue o evento e venha participar conosco. Leia o comentário de Luiz Zanin sobre o documentário no texto que segue abaixo. Veja o trailer, clicando o endereço eletrônico www.youtube.com/watch?v=9TrocKiappo -------------------------------------------------------------------------------- Cidadão Boilesen: um personagem da ditadura por Luiz Zanin Bastante explosivo o conteúdo de Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski, que está no É Tudo Verdade deste ano. Fui vê-lo na sessão de imprensa e recomendo, em especial a quem se interessa pelo período da ditadura militar brasileira. O filme aborda um tema-tabu do período: a participação de empresários paulistas na repressão aos grupos de esquerda. Henning Albert Boilensen foi uma figura exemplar desse tipo de colaboração. Dinamarquês, imigrou para o Brasil e aqui fez fortuna. Tornou-se presidente do grupo Ultragás, no auge da carreira. Anticomunista ferrenho, organizou e participou ativamente na "caixinha" dos empresários para arrecadar fundos para a Oban - a famigerada Operação Bandeirantes. Amigo pessoal do delegado Fleury, Boilesen ficou famoso por acompanhar pessoalmente as sessões de tortura. Dizem que sentia imenso prazer em ver presos pendurados no pau de arara, apanhando e tomando choques elétricos. Em 1971, Boilesen foi executado por um grupo de esquerda, por estranha coincidência na mesma Alameda Casa Branca onde havia morrido Carlos Marighella dois anos antes. O filme traz depoimentos importantes de ex-guerrilheiros, historiadores do período, políticos como Fernando Henrique Cardoso e religiosos como Dom Paulo Evaristo Arns, policiais e até de um dos filhos do empresário. Quem o conheceu, diz que Boilesen era boa gente, afável, alegre e mulherengo. Mas houve também quem tivesse testemunhado seu lado obscuro e este nada tinha de agradável. Enfim, um personagem-símbolo de um período triste, ainda por ser devidamente esclarecido. Com frequência se fala em golpe militar mas se esquece de que houve participação de setores civis tanto no golpe como na manutenção do regime, inclusive financiando a repressão e o desrespeito aos direitos humanos. O filme fala de duas notáveis exceções, a serem registradas: Antonio Ermírio de Morais e José Mindlin foram dois empresários que se recusaram a contribuir para a "caixinha da tortura". Engrandeceram suas biografias. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100330/04956e21/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9734 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100330/04956e21/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Mar 30 20:57:16 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 30 Mar 2010 19:57:16 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Prefeitura_de_Ibi=FAna_faz_homen?= =?iso-8859-1?q?agem_a_ex-presos_pol=EDticos?= Message-ID: NewsLetterCarta O Berro.........................................................................repassem Prefeitura de Ibiúna faz homenagem a ex-presos políticos O monumento, da artista plástica Cristina Pozobon, possui painéis com as fotos de estudantes mortos na época da ditadura e a lista com os nomes dos estudantes presos durante o Congresso. O Sábado ensolarado do último 20 de Março nada se assemelhava com a manhã do dia 12 de outubro de 1968. Naquela ocasião, amanhecia a "pequena e pacata Ibiúna", uma cidade com menos de 5000 habitantes, que presenciou dezenas de caminhões, ônibus e um contingente armado invadir o Sítio Murundu, a 18 Km do centro da cidade, para prender 720 estudantes que realizavam o 30o Congresso da União Nacional do Estudantes (UNE). Colocada na ilegalidade desde o golpe que implantou a tirania da ditadura militar, o congresso clandestino foi o caminho encontrado pelos estudantes, que lutavam por liberdade, por um regime democrático e por um ensino de qualidade no nosso país, para discutir ações e elegera diretoria da UNE para aquela gestão. Quase 42 anos separam a prisão dos estudantes da justa homenagem que a Prefeitura de Ibiúna decidiu realizar para deixar a história viva. "Este monumento é um compromisso com a História, daqui a lembrança jamais sairá" declarou o Prefeito Coiti Muramatsu. A iniciativa da Prefeitura contou o apoio daa Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. O monumento, da artista plástica Cristina Pozobon, possui painéis com as fotos de estudantes mortos na época da ditadura e a lista com os nomes dos estudantes presos durante o Congresso. Entre alguns nomes dessa relação estão: José Dirceu, Jean Marc, Luis Travassos e Leopoldo Paulino. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100330/12f9566c/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Mar 31 19:58:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 31 Mar 2010 18:58:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] TORTURA NO REGIME MILITAR - e veja a listas dos mortos e desaparecidos . Message-ID: Carta O Berro........................................................................................................repassem Veja ao final o site do Grupo Tortura Nunca Mais. Há a lista completa dos mortos e desaparecidos (torturados e assassinados pela Ditadura Civil-Militar);mortes no exílio e outras perversidades que precisam ser apuradas. TORTURA NO REGIME MILITAR O século XX ficou marcado como o século dos genocídios. A presença de regimes opressivos e totalitários, que se mantiveram através da força bruta, originaram os métodos científicos de tortura, disseminados por todas as nações do planeta. Quem pensa que a tortura é fruto do século que passou engana-se, desde os primórdios da história universal que o homem convive com ela. Dos antigos egípcios aos mesopotâmios, da inquisição medieval aos regimes totalitaristas nazistas, fascistas e stalinistas; a tortura foi uma forma que se desenvolveu para extrair depoimentos de oposicionistas, intimidar a população e consolidar os governos ilegítimos, construídos sem a participação ou o consentimento popular. No Brasil do século XX, a tortura foi praxe nos dois maiores períodos ditatoriais que o país viveu, na época do Estado Novo (1937-1945) e do regime militar (1964-1985), sendo institucionalizada neste último período, banalizando-se e revelando-se como um método eficaz de garantir um Estado de ilegalidade. Foi durante a ditadura militar que as maiores atrocidades foram cometidas contra os que se opunham ao regime. Neste período os estudantes, os intelectuais, os engajados políticos, foram as principais vítimas do sistema que contestavam. Em plena Guerra Fria, a elite brasileira posicionou-se do lado dos Estados Unidos e da direita ideológica. Ser comunista passou a ser terrorista. Combatê-los era, segundo a visão do regime, defender a pátria de homens que comiam criancinhas, pregavam o ateísmo e destruíam as igrejas e os conceitos familiares. No engodo de proteger o Brasil da ameaça comunista, instalou-se uma ditadura, que para manter os princípios da caserna ortodoxa, calou, torturou e matou sem o menor constrangimento, centenas de brasileiros. A tortura durante o período do regime militar não livrou o Brasil dos militantes de esquerda, tão pouco destituiu da mente das pessoas o direito à liberdade de expressão que todos sonhavam. Se na sua propaganda o regime salvou o Brasil de terroristas comunistas, nos seus porões ela garantiu a sobrevivência de 20 anos de um Estado ilegítimo, feito sob a força bruta e o silêncio dos seus cidadãos. Identificação dos Torturados Para que se perceba os princípios que regeram a tortura na época do regime militar, é preciso que se perceba também quem eram os torturados, ou os que se enquadravam nesse perfil de sórdida arbitrariedade. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Europa e o mundo foram divididos pelos aliados vencedores e por suas ideologias. Objetivamente, Estados Unidos e União Soviética formaram duas forças antagônicas que ao encerrarem uma guerra, construíram uma outra, a chamada Guerra Fria. Antes de entrar no turbilhão da Guerra Fria e posicionar-se em um dos lados, o Brasil encerrou a ditadura do Estado Novo, em 1945. Em 1946 o país promulgou uma nova Constituição, entrando numa nova fase democrática. Graças à nova Constituição, o Partido Comunista do Brasil, que se iria tornar Partido Comunista Brasileiro em 1960, o PCB, existente desde 1922, pôde finalmente ser legalizado. Quando da legalização, o PCB era o quarto partido do país, com dezessete deputados, um senador e a maioria dos vereadores da Câmara do Distrito Federal, na época o Rio de Janeiro. Em 1947 os princípios da Guerra Fria foram estabelecidos, espalhando-se pelo mundo. Neste ano realiza-se a Conferência Interamericana de Manutenção da Paz e Segurança, em Petrópolis; dela participou o então presidente argentino Juan Perón. Na conferência foi assinado o Tratado de Assistência Recíproca, que permitia a intervenção norte-americana onde quer que a paz e a segurança estivessem ameaçadas. O Brasil entrava para a gestação da Guerra Fria, posicionando-se ao lado dos EUA. Já integrado nos princípios da Guerra Fria, neste 1947, deputados do PTB propuseram a cassação do PCB baseado no texto da Constituição, que vedava qualquer partido que contrariasse em seu programa o regime democrático, e os comunistas, contrários às posições difundidas por Washington, passaram a ser vistos como inimigos do regime vigente. Em outubro o Brasil rompe relações diplomáticas com a União Soviética. O PCB, que obtivera o terceiro lugar do total de votos nas eleições estaduais, tem a legenda cassada numa decisão tomada pela diferença de um voto. No começo de 1948 os deputados, senadores e vereadores eleitos pela legenda tiveram seus mandatos cassados e o PCB entrou definitivamente na clandestinidade. Desde então o partido escondeu-se por trás de outras legendas. No princípio da Guerra Fria, a doutrina francesa do "inimigo interno" é adotada pelos norte-americanos. O inimigo não era mais uma nação expansionista, como na época da Segunda Guerra Mundial, mas o cidadão invisível, que habitava o seu país, mas era contra o regime nele estabelecido. O inimigo era todo aquele cidadão que se opunha aos princípios da democracia desenhada pelos americanos, da sua visão de mundo livre, posicionando-se favorável ao mundo socialista. Estabelecido o conceito de "inimigo interno" (no caso os comunistas), a ele juntou-se a doutrina da "segurança nacional". As Forças Armadas do Brasil e da América Latina, formadas por uma elite histórica e de forte conotação de direita, deixaram-se seduzir por estes conceitos. Dentro da caserna, os princípios que identificavam os "inimigos internos" eram passados hierarquicamente, e esses inimigos ganhavam identidades ideológicas: eram os próprios compatriotas comunistas, os de esquerda e todos aqueles que se opunham ao lado ocidental da Guerra Fria, ou seja, ao regime estabelecido pelos norte-americanos. Os "inimigos internos" do Brasil, especificamente os comunistas, quando estabelecida a ditadura militar em 1964, paradoxalmente eram considerados traidores dos princípios "democráticos" e tornar-se-iam o principal alvo da tortura, os comunistas seriam os torturados. Atos Institucionais e Órgãos de Informação Moldam a Ditadura e os Princípios da Tortura Uma vez estabelecida a ditadura militar no Brasil, em 1 de abril de 1964, era preciso sustentá-la e legitimá-la. Apoiada logisticamente pelos EUA, baseando-se principalmente nos princípios anticomunistas da Guerra Fria, será dentro da Escola Superior de Guerra que se formulará os princípios da doutrina da segurança nacional, tendo como alvo o combate à esquerda, à eliminação dos "inimigos internos". Para que se estabeleçam tais princípios, atos institucionais e leis repressivas dão legitimidade ao regime, e órgãos de informação são criados para que possam vigiar, identificar e eliminar o inimigo. Em 9 de abril de 1964 é editado o primeiro Ato Institucional, que passaria para a história como AI-1, que legitimava o governo, estabelecendo 60 dias para que se acabasse o regime de exceção. O AI-1 dava poderes ao regime militar para cassar mandatos, suspendendo os direitos políticos por dez anos. João Goulart, Luiz Carlos Prestes, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e Leonel Brizola são os primeiros cassados. O expurgo atingiu governadores, 50 deputados, 49 juízes, 1200 militares e 1400 civis. Em 27 de outubro de 1965 foi editado o AI-2, estabelecia-se que as eleições para presidente seriam de forma indireta e sem possibilidades de reeleição; dissolvia os partidos existentes desde 1945, criando o bipartidarismo, formado pela Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido de base de apoio ao regime, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), a oposição consentida. Para garantir a maioria do governo no STF (Supremo Tribunal Federal), o AI-2 aumentava o número de ministros de 11 para 16. O AI-3 é editado em 5 de fevereiro de 1966, reafirmando o regime militar estabelecido em 1964, definindo as eleições indiretas para os governadores dos estados, com votação nominal nas Assembléias Legislativas estaduais. Estabelecia ainda, que os prefeitos de capitais seriam nomeados pelos governadores. Com este último ato, o governo militar, estabelecido na figura do presidente general Humberto de Alencar Castelo Branco, consolida a ditadura no Brasil. Legitimada através de atos institucionais, ao mesmo tempo a ditadura criava órgãos para vigiar e manter sob controle o pensamento em todos os setores da população. Sob as perspectivas mencionadas, surgiu, em 13 de junho de 1964, o Serviço Nacional de Informações (SNI), com a finalidade de coordenar por todo o território nacional as atividades de informação e contra-informação, assegurando assim, os conceitos estabelecidos pela doutrina da Segurança Nacional. Criado pelo general Golbery do Couto e Silva, o SNI veio à tona com um acervo de três mil dossiês e cem mil fichas com informações sobre as principais lideranças políticas, sindicais, estudantis e empresariais do Brasil. O SNI espalhou os seus tentáculos por toda a parte, funcionando durante a ditadura como uma polícia secreta comparável às SS de Hitler. Seus agentes infiltrados acompanhavam os considerados subversivos, doutrinavam colaboradores, arrebanhando voluntários por todas as partes, vigiando desde as igrejas aos meios de comunicação. A partir do SNI, um eficiente mecanismo repressivo foi montado, com métodos eficazes de vigilância e controle sobre o cotidiano dos brasileiros, obedecendo a uma hierarquia. O SNI assessorava diretamente ao presidente do Brasil; os ministérios eram atendidos pelas DSIs (Divisões de Segurança e Informação); sendo os ministérios civis, autarquias, empresas e órgãos públicos atendidos pelas ASIs (Assessorias de Segurança e Informações). Órgãos de Informação Militares e das Polícias Federais e Civis Exercem a Tortura Subordinados ao SNI, órgãos de repressão e tortura foram estabelecidos. Dentro das Forças Armadas, as três armas montaram individualmente os seus centros de informação. No governo de Castelo Branco o Exército quis criar o seu centro de informações, mas com as restrições do presidente, o CIEX (Centro de Informações do Exército) só teve o seu projeto implementado no governo Costa e Silva. O CIEX teria grande alcance nacional, tornando-se um dos principais órgãos de tortura e repressão. A Marinha tinha o seu órgão de informações, o CENIMAR (Centro de Informações da Marinha), desde 1955, para tratar das questões fronteiriças e da diplomacia. Aos poucos o órgão foi perdendo as suas reais funções, enredando-se cada vez mais na política repressiva, especializando-se em combater a luta armada. Em 1968 a aeronáutica toma a iniciativa de criar o seu órgão de informações, CISA (Centro de Informações da Aeronáutica), sendo os seus mentores treinados no exterior. Mas a sua montagem só ocorreu já no governo Médici, adotando em 1970, a estrutura de combate e repressão à luta armada, tendo grande atuação na repressão aos guerrilheiros. Ainda subordinados ao SNI estavam a polícia federal e as polícias estaduais e o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A partir de 1969, surgiu em São Paulo a Operação Bandeirantes (Oban), organização clandestina, formada por militares, agentes e delegados civis e federais, que torturavam e desapareciam com militantes comunistas. A Oban agia à margem da lei, tornando-se poderosa, financiada por grandes empresas como a General Motors, Ford e Ultragaz. A experiência da Oban serviu para unir todos os órgãos repressivos, desde então passaram a atuar em conjunto os órgãos de informação da polícia federal, polícia militar e DOPS. Em janeiro de 1970 foram criados os DOI (Departamento de Operações e Informações) e os CODI (Centro de Operação e Defesa Interna). O DOI-CODI na prática integrava todos os órgãos repressores e legalizava a Oban. O DOI-CODI transformar-se-ia numa máquina de repressão e tortura, estendendo os seus tentáculos além das fronteiras do país, infiltrando-se no Chile, Uruguai, Bolívia e Argentina. O DOI-CODI, assim como a antiga Oban, recebia grandes recursos financeiros, sendo dotado de tecnologia, tendo as suas atividades orientadas pela lógica da disciplina militar. Todos estes órgãos institucionalizaram a tortura, constituindo um grande aparelho repressivo que agiria de forma brutal e sanguinária sobre aqueles que contestavam o regime militar. Agentes especiais eram formados na ESNI (Escola Nacional de Informações), criada em 1971. Os melhores alunos eram enviados para o Panamá, cursando a Escola das Américas, mantida pela CIA, lugar onde formaram grandes ditadores militares, que depois de um golpe, assumiram o poder em vários países da América Latina. Em dezembro de 1968 Costa e Silva fechou o Congresso, o AI-5 foi decretado, dando plenos poderes ao presidente e, entre outras coisas, abolindo o hábeas corpus aos presos políticos, legalizando a tortura. Nos ventos do AI-5, foi promulgado em 1969 o AI-14, que estabelecia a pena de morte, a prisão perpétua e o banimento do país dos que eram considerados terroristas e atentavam contra a nova Lei de Segurança Nacional. A Tortura Propriamente Dita A tortura do regime militar instalou-se no Brasil desde o primeiro dia que foi dado o golpe, em 1 de abril de 1964. A primeira vítima de tortura foi o líder camponês e comunista Gregório Bezerra. No dia do golpe, o coronel Vilocq amarrou Gregório Bezerra com cordas, ordenando que soldados o arrastasse pelas ruas de Recife, humilhando-o com vitupérios verbais, espancando-o com uma vareta de ferro. O coronel incitava o povo para ver o "enforcamento do comunista". Diante do horror, religiosos telefonaram para o general Justino Alves Bastos, que pressionado, impediu um martírio. Gregório Bezerra levou coronhadas pelo corpo, além de ter os pés queimados com soda cáustica. No dia do golpe, Recife foi um dos lugares que mais sofreu atrocidades dos golpistas, tendo civis agredidos e mortos em passeatas que protestavam a favor da democracia. Um mês depois do golpe, presos políticos eram conduzidos para o navio Raul Soares, rebocado do Rio de Janeiro até o estuário de Santos, litoral paulista. A prisão flutuante era dividida em três calabouços, batizados com nomes de boates famosas da época: El Moroco, salão metálico, sem ventilação, ao lado da caldeira, ali os prisioneiros eram expostos a uma temperatura que passava dos 50 graus; Night in Day, uma pequena sala onde os presos ficavam com água gelada pelos joelhos; Casablanca, lugar que se despejava as fezes do navio. Os três calabouços eram usados para quebrar a resistência dos presos. Sindicalistas e políticos da Baixada Santista passaram pela prisão flutuante do Raul Soares, que foi desativada no dia 23 de outubro de 1964. Mesmo diante de tantas evidências, o governo militar jamais admitiu que havia tortura no Brasil, o presidente Castelo Branco chegou a negar publicamente a existência de truculência em seu governo. Mas contrariamente às palavras do presidente, no dia 24 de agosto de 1966, foi encontrado boiando no rio Jacuí, afluente do rio Guaíba, em Porto Alegre, o corpo do sargento Manoel Raimundo Soares, já em estado de putrefação, com as mãos amarradas para trás. O sargento fazia parte dos militares expurgados do exército por causa do seu envolvimento com a militância política no governo João Goulart. O seu corpo trazia marcas de tortura, causando grande comoção e revolta da população na época. Este foi o primeiro caso de tortura e morte que causou grande repercussão, ficando conhecido popularmente como o "caso das mãos atadas". Os militares prometeram investigar as circunstâncias da morte do sargento e punir culpados, mas arquivaram o caso e jamais tiveram o trabalho de investigá-lo. Os Métodos de Tortura nos Porões Militares Quanto mais tempo durava o regime militar, mais pessoas faziam oposição às atrocidades por ele cometidas. Estudantes, padres, intelectuais e vários setores da sociedade passaram a contestar o regime. Aumentava a contestação, a resposta era a intensificação da tortura, conseqüentemente, a sofisticação dos métodos ocasionava um grande número de mortos. Métodos científicos de tortura foram desenvolvidos. Monstros torturadores escreveriam o seu nome em letras gigantes nas páginas pungentes da história do Brasil. Nomes como o de Sérgio Fleury, uma espécie de Torqueimada da ditadura militar. Fleury levou a tortura para as celas do DOPS de São Paulo, situado na Luz, no prédio que é hoje a Pinacoteca do Estado. Outro lugar de tortura em São Paulo era o DOI-CODI do Paraíso, conhecido como a Casa da Vovó. Os prisioneiros chegavam às mãos de Fleury e dos seus homens já espancados e feridos, sangrando e muitos vezes, já agonizantes. Ali eram pendurados no pau-de-arara, recebendo descargas elétricas. Furadeiras elétricas eram usadas para perfurar corpos, navalhas rasgavam a carne, cigarros queimavam órgãos genitais, mulheres sofriam abusos sexuais. Socos, pontapés, afogamentos, eram complementos às torturas, que ficavam cada vez mais elaboradas. Os métodos de tortura engendrados recebiam diversos nomes simbólicos, entre eles, os mais comuns registrados e confirmados por aqueles que os sofreu, são: Pau-de-Arara - O preso era posto nu, abraçando os joelhos e com os pés e as mãos amarradas. Uma barra de ferro era atravessada entre os punhos e os joelhos. Nesta posição a vítima era pendurada entre dois cavaletes, ficando a alguns centímetros do chão. A posição causava dores e atrozes no corpo. O preso ainda sofria choques elétricos, pancadas e queimaduras com cigarro. Este método de tortura já existia na época da escravidão, sendo utilizado em várias fases sombrias da história do Brasil. Cadeira do Dragão - Os presos eram sentados nus em uma cadeira elétrica, revestida de zinco, ligada a terminais elétricos. Uma vez ligado, o zinco do aparelho transmitia choques a todo o corpo do supliciado. Os torturadores complementavam o mecanismo sinistro enfiando um balde de metal na cabeça da vítima, aplicando-lhe choques mais intensos. Choques Elétricos - O torturador usava um magneto de telefone, acionado por uma manivela, conforme a velocidade imprimida, a descarga elétrica podia ser de maior ou menor intensidade. Os choques elétricos eram deferidos na cabeça, nos membros superiores e inferiores e nos órgãos genitais, causando queimaduras e convulsões, fazendo muitas vezes, o preso morder a própria língua. As máquinas usadas nesse método de tortura eram chamadas de "maricota" ou "pimentinha". Balé no Pedregulho - O preso era posto nu e descalço em local com temperatura abaixo de zero, sob um chuveiro gelado, tendo no piso pedregulhos com pontas agudas, que perfuravam os pés da vítima. A tendência do torturado era pular sobre os pedregulhos, como se dançasse, tentando aliviar a dor. Quando ele "bailava", os torturadores usavam da palmatória para ferir as partes mais sensíveis do seu corpo. Telefone - Entre as várias formas de agressões que eram usadas, uma das mais cruéis era o vulgarmente conhecido como "telefone". Com as duas mãos em posição côncava, o torturador, a um só tempo, aplicava um golpe violento nos ouvidos da vítima. O impacto era tão violento, que rompia os tímpanos do torturado, fazendo-o perder a audição. Afogamento na Calda da Verdade - A cabeça do torturado era mergulhada em um tambor, balde ou tanque cheio de água, urina, fezes e outros detritos. A nuca do preso era forçada para baixo, até o limite do afogamento na "calda da verdade". Após o mergulho, a vítima ficava sem tomar banho vários dias, até que o seu cheiro ficasse insuportável. O método consistia em destruir toda a auto-estima do torturado. Afogamento com Capuz - A cabeça do preso era encapuzada e afundada em córregos ou tambores de águas paradas e apodrecidas. O prisioneiro ao tentar respirar, tinha o capuz molhado a introduzir-se nas suas narinas, levando-o a perder o fôlego, produzindo um terrível mal-estar. Outra forma de afogamento consistia nos torturadores fecharem as narinas do preso, pondo-lhe, ao mesmo tempo, uma mangueira ou um tubo de borracha dentro da boca, obrigando-o a engolir água. Mamadeira de Subversivo - Era introduzido na boca do preso um gargalo de garrafa, cheia de urina quente, normalmente quando o preso estava pendurado no pau-de-arara. Usando uma estopa, os torturadores comprimiam a boca do preso, obrigando-o a engolir a urina. Soro da Verdade - Era injetado no preso pentotal sódico, uma droga que produz sonolência e reduz as inibições. Sob os efeitos do "soro da verdade", o preso contava coisas que sóbrio não falaria. De efeito duvidoso, a droga pode matar. Massagem - O preso era encapuzado e algemado, o torturador fazia-lhe uma violenta massagem nos nervos mais sensíveis do corpo, deixando-o totalmente paralisado por alguns minutos. Violentas dores levavam o preso ao desespero. Geladeira - O preso era posto nu em cela pequena e baixa, sendo impedidos de ficar de pé. Os torturadores alternavam o sistema de refrigeração, que ia do frio extremo ao calor exacerbado, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. A tortura na "geladeira" prolongava-se por vários dias, ficando ali o preso sem água ou comida. As mulheres, além de sofrer as mesmas torturas, eram estupradas e submetidas a realizar as fantasias sexuais dos torturadores. Poucos relatos apontaram para os estupros em homens, se houveram, muitos por vergonha, esconderam esta terrível verdade. O Que Fazer aos Corpos dos Mortos Pela Tortura Para que se desenvolvessem métodos tão sofisticados de tortura, praticados com grandes requintes, era preciso que o governo militar desenvolvesse a propaganda do culpado, cada torturado era culpado, era o temível comunista que assaltava bancos, o terrorista que comia criancinhas, que ameaçava a família, assim, era criado o preconceito contra os torturados, que eram culpados e merecedores de todos os suplícios que se lhe eram impostos em uma sala de tortura. Os recrutados para exercer a tortura eram indivíduos que recebiam favorecimentos dos seus superiores, gratificações e reconhecimento de heróis, pois ajudavam a livrar o país dos terroristas comunistas. Eram pessoas intimamente agressivas, com desvio de personalidade, que legitimadas em seus atos sem limites, tornavam-se incapazes de ter sentimentos por quem torturava. Se por um lado a tortura coibia, causava medo e terror em quem se deixara apanhar e, principalmente, em quem ainda estava livre, militando na clandestinidade, por outro lado ela causava um grande problema, como esconder os torturados mortos. O que fazer com os corpos, uma vez que o regime militar negava veementemente a existência da tortura nos seus calabouços? Para resolver o problema dos torturados mortos, médicos legistas passaram a fornecer laudos falsos, que escondiam as marcas da tortura, justificando a morte da vítima como sendo de causas naturais. Muitos dos mortos pela repressão tinham no laudo médico o suicídio como a causa mais comum, vários foram os "suicidas" da ditadura. Outras causas que ocultavam a tortura nos laudos eram a dissimulação de atropelamentos, acidentes automobilísticos ou que tinham sido mortos em tiroteios com a polícia, jamais eram reveladas as torturas. Muitos legistas chegavam a apresentar laudos de torturados mortos como se desfrutassem da mais perfeita saúde. Quando não se podia ocultar as evidências da tortura, muitos cadáveres eram enterrados como anônimos, sem que os familiares jamais soubessem o que aconteceu aos corpos dos seus mortos. As valas clandestinas dos mortos da ditadura ocultavam dos familiares a marca das torturas neles praticadas. Entre os médicos legistas que assinaram laudos falsos para encobrir a tortura, tornaram-se notórios Harry Shibata, Isaac Abramovitch e Paulo Augusto Queiroz Rocha. Mas nem sempre os falsos laudos conseguiram esconder a tortura. Em novembro de 1969, Chael Charles Schreier, militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), foi preso, torturado e morto. O seu corpo foi enviado para um hospital, portanto ele já estava morto quando lá deu entrada. No relatório do exército, foi dito que Chael Charles Schreier ao ser preso com dois outros companheiros, reagira violentamente com disparos de revólver. Na troca de tiros, os três terroristas saíram feridos, sendo Chael o que estava em estado mais grave, sendo medicado no hospital, entretanto Chael sofreu um ataque cardíaco, vindo a falecer. O que os militares não sabiam é que Chael era judeu, e que para ser sepultado nas tradições da sua família, era realizado o ritual da lavagem do corpo. Durante o ritual, constatou-se que Chael não tinha morrido por um ataque cardíaco, muito menos por ferimentos de balas, mas sim por tortura. O caso veio à tona, tornando-se matéria da revista "Veja" em dezembro daquele ano, a revista trazia na capa o título "Tortura". Esta exposição constrangeu profundamente o governo do presidente Médici, apesar da reportagem da "Veja" isentá-lo da culpa da tortura e da morte de Chael, responsabilizando os que cercavam o presidente, sem citar nomes ou culpados. Outro laudo falso, assinado por Harry Shibata, foi o que dizia que a causa da morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida nos porões da ditadura, em 1975, tinha sido suicídio. Desmascarada a farsa, o assassínio de Herzog por tortura teve grande repercussão, fazendo com que o então presidente, general Ernesto Geisel, admitisse que havia tortura nos porões da ditadura, iniciando um processo para desmantelar a máquina científica da institucionalização de tão vergonhosa e sanguinária prática. Também o caso da morte do operário Manoel Fiel Filho alcançou repercussão nacional, provando que a ditadura torturava e matava os seus opositores. Conseqüências da Tortura no Brasil do Regime Militar A tortura na ditadura militar tornou-se um instrumento fundamental para assegurar, através do medo e da repressão, a ideologia da caserna, amparada pela Guerra Fria e justificada pelos militares como necessária numa época de perigo à segurança nacional, ameaçada por terroristas comunistas. Durante o período da ditadura militar, o povo brasileiro foi excluído do direito de participar da vida nacional. Através da força bruta, refletida na tortura, criou-se o medo na população, que por algumas décadas inibiu-se até mesmo dos direitos civis e de consumidor, formando um pacifismo involuntário que se tornou uma característica manipulada do brasileiro. O governo instalado no dia 1 de abril de 1964, manteve-se contrariando todos os princípios que regem os direitos humanos, traduzidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948. Estes direitos foram negligenciados pelos Estados Unidos, que para manter a sua ideologia e democracia interna, apoiou e financiou sangrentas ditaduras militares em toda a América Latina, exportando para esses países, seus sofisticados métodos de tortura e combate ao perigo da ideologia soviética. Na violação dos direitos humanos, americanos ensinavam aos policiais brasileiros a seqüestrarem mendigos, e neles desenvolverem métodos eficazes de tortura, que seriam usados nos inimigos do regime. No período mais intenso da tortura militar, no início da década de setenta, os brasileiros foram ideologicamente divididos pelo governo em dois grupos: o grupo dos "verdadeiros cidadãos" e o grupo dos "inimigos internos", tornando o princípio arbitrário a principal arma de propaganda difundida pelo regime. Oficialmente, os inimigos internos do regime militar no período de intensificação total da tortura, de 1969 a 1974, eram os guerrilheiros e revolucionários de esquerda, vistos como terroristas, e que militavam principalmente, no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8); Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares); Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Partido Comunista do Brasil (Pc do B), que promoveu a Guerrilha do Araguaia; Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), liderada por Carlos Lamarca, que se tornou ao lado de Carlos Marighella, os principais inimigos do regime; a Ação Libertadora Nacional (ALN), que de destacou na guerrilha urbana; e, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), combalido por sucessivas divisões que deram origem à maioria dos grupos de resistência à ditadura mencionados. Das organizações citadas, cinco a seis mil pessoas participou da luta armada, um número insignificante quando o país chegava a 100 milhões de habitantes, não justificando a máquina mortífera que as polícias brasileiras e as Forças Armadas criaram, sustentadas na aplicação da tortura como método de repressão. Além dos mortos e desaparecidos (também mortos, mas jamais tendo sido encontrados os seus corpos), a tortura deixou danos indeléveis aos que sobreviveram a ela, levando alguns ao suicídio, como aconteceu ao dominicano Frei Tito de Alencar Lima. Os que sobreviviam à tortura, eram permanentemente ameaçadas e vigiadas pelo regime opressivo. Até hoje, os torturados têm dificuldade na sua maioria, em falar dos horrores que sofreram nos porões da ditadura. Os que ousaram a contestar a ditadura eram na sua maioria, jovens idealistas, muitos politizados e engajados, outros em processo de politização, que se atiravam aos ideais, dispostos até mesmo a morrer por eles. A maioria dos torturados que morreram eram jovens. Mas a ditadura não matou somente os opositores engajados, os chamados comunistas, guerrilheiros e revolucionários, vários foram os inocentes apanhados nas malhas da delação, que pereceram sob tortura sem jamais descobrirem porque estavam a ter tão nefasto destino. Aos inocentes a tortura poderia ser mais intensa, já que nada sabiam, nada podiam revelar. Findo o regime militar, a tortura foi justificada pelos ex-presidentes ditadores como um mal necessário, como arma de defesa diante de uma guerra que se vivia. Nenhum torturador foi preso ou punido por seus atos, todos foram beneficiados pela lei da Anistia, que em 1979 anistiou os presos políticos, os exilados e os torturadores da ditadura militar. A tortura continua a ser a maior página negra da recente história do Brasil. Mortos e Desaparecidos O modelo de tortura empregado pelos órgãos de informação da ditadura militar chegou a ser exportado para alguins países asiáticos, onde governos repressivos assumiram o poder. Curiosamente, países que adotaram regimes socialistas, como o Camboja, foram os que "importaram" os métodos da direita brasileira. Uma lista oficial dos mortos e desaparecidos no período da ditadura militar (1964-1985), foi divulgada pelo Grupo Tortura Nunca Mais. São considerados desaparecidos casos que se tem dados da tortura cometida contra o militante e da sua eventual morte, mas que o seu corpo jamais foi encontrado ou identificado. Entre os casos está o do Stuart Edgard Angel Jones, que apesar das evidências do seu assassínio, é oficialmente um desaparecido, uma vez que não apareceu um cadáver para oficializar a sua morte. Os mortos foram divididos na lista como militantes políticos e outros, é o caso de Zuleika Angel Jones, mãe de Stuart, cuja morte jamais foi esclarecida. Segue a lista dos mortos e desaparecidos da ditadura militar. Esta lista pode ser encontrada no site do Grupo Tortura Nunca Mais, onde a ficha de cada morto ou desaparecido é divulgada, podendo ser pesquisada. http://www.torturanuncamais-rj.org.br/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100331/d62b4ecf/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 42527 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100331/d62b4ecf/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Mar 31 19:58:33 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 31 Mar 2010 18:58:33 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Uma infausta data: 46 ANOS DEPOIS. Message-ID: Carta O Berro.....................................................................................repassem From: Augusto Buonicore Uma infausta data: 46 ANOS DEPOIS. Por Caio Navarro de Toledo * Àquele/as que partiram sem poder dizer adeus. Há 46 anos - na data em que o imaginário popular consagra como o "dia da mentira" - era rompida a legalidade democrática instituída no país com a Constituição de 1946. Nestes dias, apenas os falcões da ultradireita brasileira talvez se atreverão a lembrar ou comemorar publicamente o 1º. de abril de 1964; civis e militares que o fizerem, em bizarros cenários, serão uma inexpressiva minoria. Hoje, a quase totalidade das entidades que conspirou, apoiou e promoveu a derrubada do governo democrático de João Goulart (1961-1964), não festejará o golpe civil-militar de 1964. A este respeito, tome-se o exemplo dos grandes meios de comunicação; nesta semana, ao contrário do que fizeram durante quase duas décadas, deixarão eles de publicar editoriais e artigos que exaltarão as "realizações" do regime militar.* A explicação é uma só: no Brasil contemporâneo, todos se afirmam "amigos" ou amantes da democracia... Diante da recorrente questão "Golpe" ou "Revolução", deveríamos lembrar as palavras de um ativo protagonista do movimento de abril. Em celebrado depoimento (1981), Ernesto Geisel declarou: "o que houve em 1964 não foi uma revolução. As revoluções se fazem por uma ideia, em favor de uma doutrina". Para o vitorioso de 1964, o movimento se fez "contra Goulart", "contra a corrupção", "contra a baderna e a anarquia que destruíam o país". As palavras do militar golpista - pertinentes, pois rejeitam a noção de "Revolução" para caracterizar o 1º. de abril de 1964 -, no entanto, podem ser objeto de uma outra leitura. Neste sentido, é possível - a partir de uma outra perspectiva teórica - ressignificar todos os "contras" presentes no depoimento do ex-ditador. Mais correto é então afirmar que 1964 representou: (a) um golpe contra a incipiente democracia política brasileira; (b) um movimento contra as reformas sociais e políticas e (c) uma ação repressiva contra a politização dos trabalhadores e o promissor debate de idéias que, de norte a sul, ocorria do país. Em síntese, no pré-1964, as classes dominantes e seus aparelhos ideológicos e repressivos - diante das iniciativas e reivindicações dos trabalhadores no campo e na cidade e de setores das camadas médias - apenas vislumbravam "crise de autoridade", "subversão da lei e da ordem", "quebra da disciplina e hierarquia" dentro das Forças Armadas e a "comunização" do país que, no limite, implicariam a "dissolução da pátria e da família" e o "fim propriedade privada". Embora, por vezes, expressas numa retórica "radical" - reformas na "lei ou na marra", "forca aos gorilas!" etc. -, as demandas por reformas sociais e as consignas políticas da época visavam, fundamentalmente, o alargamento da democracia política e a realização de mudanças no capitalismo brasileiro. Contra algumas formulações "revisionistas" - presentes no atual debate político e ideológico (inclusive nos campos da literatura política e historiografia progressistas) - que insinuam "tendências golpistas" por parte do governo Goulart, deve-se enfatizar que quem planejou, articulou e desencadeou o golpe contra a democracia política foi a alta hierarquia das Forças Armadas, incentivada e respaldada pelo empresariado (industrial, rural, financeiro e investidores estrangeiros) bem como por setores das classe médias brasileiras (as chamadas "vivandeiras de quartel"). Sabe-se que desde 1961 - bem antes da chamada "agitação" ou "subversão" das esquerdas" -, alguns desses setores começaram a se organizar para inviabilizar o governo Goulart; a mobilização pelas reformas sociais e políticas - apoiada pelo executivo - incentivou a conspiração e amadureceu a decisão dos golpistas de decretar o fim do regime democrático de 1946. Destruindo as organizações políticas e reprimindo os movimentos sociais de esquerda e progressistas, o golpe foi saudado pelas associações representativas do conjunto das classes dominantes, pela alta cúpula da Igreja católica, pelos grandes meios de comunicação etc. como uma autêntica "Revolução redentora". Por sua vez, a administração norte-americana de Lyndon Johnson (1963-1969) - que deixou de concretizar o apoio material aos golpistas, como está comprovado documentalmente -, congratulou-se com os militares e civis brasileiros pela rapidez e eficácia da "ação revolucionária". Para alívio do Pentágono, da CIA, da Embaixada norte-americana etc, uma grandiosa e "nova Cuba" ao sul do Equador tinha sido evitada! Embora tivesse uma simpática acolhida junto aos trabalhadores, às classes médias baixas e aos meios sindicais, o governo João Goulart ruiu como um "castelo de areia". Dois de seus principais pilares de apoio - como apregoavam os setores nacionalistas - mostraram ser autênticas "peças de ficção". De um lado, o propalado "dispositivo militar" que seria comandado pelos chamados "generais do povo"; de outro, o chamado "quarto poder" que estaria representado pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). A rigor, ambos assistiram - sem qualquer reação significativa ou eficaz - a queda inglória de um governo a quem juravam fidelidade; inclusive, diziam os mais "radicais", com o preço da própria vida. Desorganizadas e fragmentadas, as entidades progressistas e de esquerda - muitas delas subordinadas ou tuteladas pelo governo Goulart - não ofereceram qualquer resistência à ação dos militares. Sabe-se que, às vésperas de abril, algumas lideranças de esquerda afirmavam que os golpistas, caso atrevessem quebrar a ordem constitucional, teriam as "cabeças cortadas". Mostraram os duros fatos que se tratava de uma cortante metáfora. Com a ação dos "vitoriosos de abril", a retórica, no entanto, tornou-se uma aguda e cruel realidade para muitos homens e mulheres durante os longos e sombrios 20 anos da ditadura militar. 46 anos depois, nada há, pois, a comemorar. O golpe de 1964 foi um infausto acontecimento pois teve conseqüências perversas e nefastas no processo de desenvolvimento econômico, político e cultural do Brasil - que ainda se refletem nos tempos presentes. Decorridos 46 anos do golpe, o conjunto da sociedade brasileira repudia a data, mas os progressistas e socialistas não podem se satisfazer com a derrota sofrida pelos golpistas no plano ideológico. Se os valores da democracia atualmente são diuturnamente exaltado no debate político e cultural, os progressistas e os socialistas não podem se calar diante do fato de que o regime democrático vigente nos pós-1985 ainda não fez plena justiça às vítimas da ditadura militar e ainda todos aguardamos que a verdade sobre os fatos ocorridos entre 1964 e 1985 seja plenamente conhecida. Sendo o "direito à justiça" e o "direito à verdade" condições e dimensões relevantes de um regime democrático, não se pode senão concluir que a democracia política no Brasil contemporâneo não é ainda uma realidade sólida e consistente. * Caio N. de Toledo é professor colaborador da Unicamp. Autor de O governo Goulart e o golpe de 1964, Editora Brasiliense e 1964: visões críticas do golpe (org.), Editora UnicampCaio N. de Toledo é professor colaborador da Unicamp. Autor de O governo Goulart e o golpe de 1964, Editora Brasiliense e 1964: visões críticas do golpe (org.), Editora Unicamp -------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------- * Após a combativa e intensa campanha que sofreu dos setores democráticos e progressistas, por ter utilizado, em editorial no ano anterior, a noção de "ditabranda", acredito que a Folha de S. Paulo não mais ousará praticar o estelionato semântico que visou atenuar os efeitos da ditadura militar pós-1964. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100331/d74ac269/attachment.html