From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 2 20:40:50 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 2 Jun 2010 19:40:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Ocupa=E7=E3o_da_Palestina_V=EDdeo?= =?iso-8859-1?q?_que_tra=E7a_a_hist=F3ria_e_o_drama_do_povo_palesti?= =?iso-8859-1?q?no_desde_a_ocupa=E7=E3o_israelita_em_1947?= Message-ID: Carta O Berro......................................................repassem ----- Original Message ----- From: "MVM<==>News" Ocupação da Palestina Vídeo que traça a história e o drama do povo palestino desde a ocupação israelita em 1947 Assista o Documentário legendado sobre a ocupação da Palestina. http://video.google.com.br/videoplay?docid=2066052082397073571&hl=pt-BR# Occupation_101.avi Assista também: Palestine Pre-1947 http://www.youtube.com/watch?v=vjEBQ_bE7uA&feature=player_embedded -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100602/c3c94f97/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4434 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100602/c3c94f97/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100602/c3c94f97/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 2 20:40:59 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 2 Jun 2010 19:40:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_Assine_a_peti=C3=A7=C3=A3o_para_exigir?= =?utf-8?q?_uma_investiga=C3=A7=C3=A3o_independente_sobre_o_ataque_?= =?utf-8?q?_=C3=A0_frota_humanit=C3=A1ria=2C_a_responsabiliza=C3=A7?= =?utf-8?q?=C3=A3o_dos_culpados_e_o_fim_imediato_do_bloqueio_=C3=A0?= =?utf-8?q?_Gaza?= Message-ID: Avaaz.org - The World in ActionCarta O Berro............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Urda Alice Klueger Caros amigos, O mundo está abalado com o ataque de Israel a uma flotilha que tentava chegar a Gaza com ajuda. Chegou a hora de investigação profunda e de acabar com o bloqueio Gaza. Assine a petição mundial, depois repasse essa mensagem: : O ataque mortal de Israel à frota de barcos humanitários que iam em direção a Gaza chocou o mundo. Israel, como qualquer outro Estado, tem o direito de se defender, mas isso foi um uso abusivo de força letal para defender o bloqueio vergonhoso de Israel a Gaza, onde dois terços das famílias não sabem onde encontrarão sua próxima refeição. As Nações Unidas, a União Européia e quase todos os outros governos e organizações multilaterais têm pedido a Israel para acabar com o bloqueio, e para lançar uma profunda investigação sobre o ataque à frota. Mas sem pressão maciça dos seus cidadãos, os líderes mundiais vão limitar sua resposta a meras palavras ? como eles já fizeram tantas vezes. Vamos gerar um clamor global tão alto, que não possa ser ignorado. Assine a petição para exigir uma investigação independente sobre o ataque, a responsabilização dos culpados e o fim imediato do bloqueio à Gaza ? clique para assinar a petição, e depois repasse essa mensagem a todos os que você conhece: http://cdn.avaaz.org/po/gaza_flotilla/?vl A petição será entregue às Nações Unidas e aos líderes mundiais, assim que alcançarmos 200.000 nomes ? e novamente a cada oportunidade à medida que a lista for crescendo e que os líderes forem reagindo à situação. Uma petição massiva em um momento de crise como esse pode demonstrar aos que estão no poder que declarações e notas à imprensa não são suficientes ? que os cidadãos estão prestando atenção e demandam ações concretas. Enquanto a União Européia decide se irá expandir suas relações comerciais com Israel, e o Obama e o Congresso Americano definem o orçamento para ajuda militar a Israel para o ano que vem, e vizinhos como a Turquia e o Egito decidem seus próximos passos diplomáticos ? vamos fazer com que a voz do mundo não seja ignorada: é tempo de verdade e de responsabilizar os culpados pelos ataques aos navios, e é tempo de Israel respeitar o direito internacional e acabar com o bloqueio a Gaza. Assine agora e passe essa mensagem adiante: http://cdn.avaaz.org/po/gaza_flotilla/?vl A maior parte das pessoas em qualquer lugar ainda compartilha o mesmo sonho: que haja dois Estados livres e viáveis, Israel e Palestina, que possam viver em paz lado a lado. Mas o bloqueio e a violência usada para defendê-lo, envenenam este sonho. Como um colunista israelense escreveu para os seus compatriotas no jornal Ha?aretz hoje, ?Nós não estamos mais defendendo Israel. Nós estamos agora defendendo o bloqueio (a Gaza). O bloqueio por si só está se tornando o Vietnam de Israel.? Milhares de ativistas pela paz em Israel protestaram hoje contra o ataque e o bloqueio, em passeatas desde Haifa até Tel Aviv e Jerusalém ? se unindo a protestos ao redor do mundo. Independente de que lado atacou primeiro ou deu o primeiro tiro (o exército Israelense insiste em dizer que não foram eles que iniciaram a violência), os líderes de Israel mandaram helicópteros armados de tropas pesadas para atacar uma frota de navios em águas internacionais, que levava remédios e ajuda humanitária para Gaza, gerando mortes desnecessárias como conseqüência. Não podemos trazê-los de volta. Mas talvez, juntos, nós possamos fazer deste momento trágico, um ponto de virada ? se nós nos unirmos em um chamado de justiça inabalável e um sonho de paz inviolável. Com esperança, Ricken, Alice, Raluca, Rewan, Paul, Iain, Graziela e toda a equipe Avaaz Saiba mais: Entenda como funciona o bloqueio à Faixa de Gaza: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100531_entendabloqueiogaza_ji.shtml Israel ataca barcos que tentavam furar bloqueio de Gaza e mata ativistas: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/05/31/israel-ataca-barcos-que-tentavam-furar-bloqueio-faixa-de-gaza-mata-ativistas-916736797.asp Israel admite erros em abordagem militar em ataque a frota humanitária: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,israel-admite-erros-em-abordagem-militar-em-ataque-a-frota-humanitaria,559979,0.htm Comunidade internacional condena ataque de Israel à frota humanitária: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/743257-comunidade-internacional-condena-ataque-de-israel-a-frota-humanitaria.shtml Conselho de Segurança da ONU condena ataque de Israel a frota humanitária: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/06/01/conselho-de-seguranca-da-onu-condena-ataque-de-israel-frota-humanitaria-916750622.asp ------------------- -------------------------------------------------------------------------------- A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 4,9 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter. Esta mensagem foi enviada para msaleteg at terra.com.br. Para mudar o seu email, língua ou outras informações clique aqui. Não quer mais receber nossos alertas? Clique aqui para remover o seu email. Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100602/16a39e9b/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 2 20:41:08 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 2 Jun 2010 19:41:08 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Comunicado_aos_leitores_da_Carta?= =?iso-8859-1?q?_o_Berro=3A_Uma__nova_Carta_sobre_Medicina=2C_Sa=FA?= =?iso-8859-1?q?de_e_Alimenta=E7=E3o_todas_as_2=BA_feiras?= Message-ID: <98A9A970CEE74681A64C31BDAA51105F@vcaixe> Comunicado aos leitores da Carta o Berro Tendo em vista inúmeras solicitações de amigas e amigos leitores da CARTA O BERRO, estaremos circulando todas 2º feiras uma matéria sobre Medicina, saúde e alimentação. Através dos emails que receberemos iremos verificar a conveniência da continuidade ou não dos envios. Portanto, gostaríamos de saber a opinião de vocês no curso dos envios. Grande abraço. Vanderley -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100602/0182c818/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jun 3 16:17:30 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 3 Jun 2010 15:17:30 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_colabora=E7=E3o_sionista_dos_fu?= =?iso-8859-1?q?ndadores_de_Israel_com_o_Nazismo_e_com_o_fascismo_i?= =?iso-8859-1?q?taliano=2E_Esses_s=E3o_os_grupos_que_dirigem_Israel?= =?iso-8859-1?q?_com_apoio_norte-americano=2E_NAZIJUDEU?= Message-ID: <421338AE8050430D9D4DB7964B58E4BD@vcaixe> Carta O Berro............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Marcos Del Roio (LEIA A MATÉRIA HISTÓRICA, FRUTO DE INTENSA PESQUISA, NO PASSA PALAVRA. LINK ABAIXO. A colaboração sionista dos fundadores de Israel com o Nazismo e com o fascismo italiano. Esses são os grupos que governam Israel com apoio norte-americano. As medidas cada vez mais drásticas e generalizadas que as autoridades nazis tomaram contra os judeus, e mesmo a decisão última do genocídio, só puderam ser aplicadas na prática porque os judeus foram sucessivamente divididos em dois grupos, um poupado e o outro sacrificado, e os que por uma vez haviam sido beneficiados eram depois cindidos em dois grupos, e assim de novo, até que nenhum restasse. Mas a principal destas divisões, a única constante, sem a qual as outras teriam sido improcedentes e que as sustentou a todas, foi a divisão entre a massa dos judeus e uma elite sionista que colaborou com as autoridades nazis, em todos os estádios do processo, até ao fim. Para divulgação - uma extraordinária análise historiográfica de João Bernardo sobre as práticas fascistas-nazistas do movimento sionista no período 1920 - 1940 e de como elementos políticos fundamentais na organização do Estado de Israel, elementos que ainda configuram a atual agenda do nacionalismo israelense frente ao nacionalismo palestino, estiveram associados àquelas práticas colaboracionistas com o nazismo e o fascismo italiano. Leiam o artigo publicado no jornal Passapalavra.info - não há nada similar em rigor de análise na historiografia de língua portuguesa e duvido que possa existir algo similar em alcance e profundidade de argumentos em francês, alemão ou inglês. Se quiserem ampliar a perspectiva que João Bernardo desenvolve neste artigo que aqui lhes indico, leiam dele esse que é um dos maiores estudos mundiais do fascismo já elaborados pela cultura historiografia contemporânea, refiro-me ao livro: Labirintos do Fascismo. Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta. Porto: Afrontamento, 2003 (959 páginas). O link do artigo no jornal Passapalavra é: http://passapalavra.info/?p=24723 E leiam o jornal Passapalavra... Abraço a todos. João Alberto. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100603/8d4a6436/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100603/8d4a6436/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jun 3 16:17:41 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 3 Jun 2010 15:17:41 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__A_BARB=C3=81RIE_DE_ISRAEL_CONTRA_PACI?= =?utf-8?q?FISTAS_-_ONDE_ENTRA_O_BRASIL_NISSO_por_Laerte_Braga?= Message-ID: <2CCC4737A0224D1194C76F5F7DF59123@vcaixe> Carta O Berro........................................................................repassem e assistam também os vídeos. Sobre o ataque israelita contra a frota solidaria - 31/05/2010http://www.youtube.com/watch?v=EMPNhvdVzVQ SIONISTAS ISRAELITAS ATACAM ATIVISTAS HUMANITARIOS 31/05/2010http://www.youtube.com/watch?v=GXJtyI20Nxk&NR=1 Dossier (31-05-10) 1-2 - Información muy completa http://www.youtube.com/watch?v=vmilts37Vq4&feature=related (VIDEO) Vea "Dossier" con Walter Martínez (01.06.10) A BARBÁRIE DE ISRAEL CONTRA PACIFISTAS ? ONDE ENTRA O BRASIL NISSO Laerte Braga Uma das mais covardes ações terroristas do governo sionista de Israel foi o ataque a uma flotilha de nove navios, com 800 passageiros de diversas partes do mundo, todos pacifistas, que levavam alimentos, medicamentos e toda a sorte de auxílio a palestinos da Faixa de Gaza, submetida a um bloqueio que revela o caráter terrorista do governo de Tel Aviv, tanto quanto, as pretensões bélicas ao contrário do discurso de negociações que Israel faz de público ao mundo. São terroristas covardes, desumanos e repulsivos. Cerca de quinze pessoas morreram nos ataques, feitos em águas internacionais e o governo turco, um dos aliados de Israel ameaça romper relações com o governo nazista de Tel Aviv. As manifestações de repúdio a esse ato de boçalidade do governo sionista ocorrem em todo o mundo e nem Obama pode dizer neste momento que Israel agiu em legítima defesa, como costumam fazer os presidentes norte-americanos. O ataque vem em seguida a uma decisão do governo de Israel de não discutir a questão das armas nucleares, já que é um dos países que detém esse tipo de arma. Em todo o Oriente Médio, mesmo em governos favoráveis a negociações de paz, há temores de um conflito de maior proporção e grandes manifestações, como no Egito e na Jordânia ? que têm tratado de paz com Israel ? de protesto contra a boçalidade das SS navais de Israel. O presidente do Irã, freqüentemente acusado de terrorista, na sórdida política de mentiras da organização ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A disse que ?essa violência apressará o fim do regime sionista, regime sinistro e de simulacro?. Notem que ao contrário do que costuma dizer a GLOBO por aqui, Ahmadinejad não disse que o ataque terrorista significa o fim de Israel, mas do regime sionista. É completamente diferente. O secretário geral da Liga Árabe, que busca formas de paz através de negociações, disse que o ato do governo terrorista de Israel mostra que ?Israel não está preparada para a paz?. Amr Moussa convocou uma reunião de emergência para discutir o ato de terrorismo sionista em Qatar e a reação dos países árabes deve ser a de exigir que os EUA, parceiro e sócios de Israel em ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A, tomem atitudes que ponham fim a violência deliberada e genocida imposta ao povo palestino pelos sionistas. A estupidez e a boçalidade do governo de Israel podem ser vistos em http://gazafreedommarch.org/cms/en/home.aspx O número de mortos pode aumentar já existem cinqüenta feridos, das mais diversas nacionalidades e todos integrantes de grupos pacifistas. Pretendiam levar ajuda humanitária aos habitantes da Faixa de Gaza. Em mensagem no twitter, um dos mais importantes canais de comunicação da rede mundial de computadores, há um alerta ? ?se Israel faz isso de público diante do mundo, o que não faz por trás do muro que construiu em terras palestinas?? O cerco a Gaza começou depois que um fanático sionista assassinou o primeiro-ministro israelense Itzak Rabin, logo após a assinatura de um tratado de paz com Yasser Arafat, que previa o fim da guerra e a fundação do Estado Palestino como determinam resoluções da ONU. O grupo nazi de Israel assumiu o poder com a vitória do Hamas nas eleições em Gaza e rompeu todos os acordos. De Ariel Sharon para o governo atual a escalada do terrorismo sionista aumentou em todos os sentidos e a política de extermínio de palestinos é prática do governo israelense. Homens são assassinados, mulheres são estupradas, crianças são mortas, isso diariamente, tudo com o aval de Washington. Não há uma única decisão da ONU que censure Israel que tenha sido cumprida, ou que tenha gerado sanções e tampouco os EUA falam nas armas nucleares de Israel (chegou a oferecê-las ao governo branco da África do Sul para eliminar populações negras). O mundo odeia Israel foi a conclusão a que chegou uma pesquisa sobre a forma como aquele estado terrorista conduz suas ações contra os palestinos. Não há diferenças entre o holocausto contra o povo judeu nos campos de concentração nazistas, e o que fazem a palestinos, pois Hitler vive em Israel e governa Israel. O acordo firmado pelo Brasil, Turquia e Irã para controle e inspeção do programa nuclear iraniano frustrou planos de ações militares de Israel e dos EUA contra aquele país, já que não desejam a paz, mas vivem da guerra e das atrocidades que cometem contra palestinos. Sustentam interesses econômicos de empresas petrolíferas na região, governos ditatoriais no Egito, na Arábia Saudita, na Jordânia, com amplo respaldo do governo dos EUA e dos grupos sionistas, principais acionistas de ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A. Osama Bin Laden é fichinha perto dessa gente. O anúncio que o Brasil dominou o chamado ciclo do urânio aumentou o apetite bélico da empresa terrorista ? ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A ?. A perspectiva de novos atores no cenário internacional e em posições contrárias ao terrorismo desses grupos reforça a posição genocida no Oriente Médio e se volta para ofensiva contra o Brasil através da candidatura de José Arruda Serra, funcionário brasileiro da ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A. É um jogo complexo, brutal, estúpido e é praticado por essa junção de duas nações dominadas por terroristas, sejam eles Bush, Obama, ou qualquer SS de Tel Aviv. Há cerca de um mês agentes da GESTAPO de Israel assassinaram um líder do Hamas em Dubai com passaportes originais ingleses e nomes falsos. É visível a cumplicidade dos britânicos com isso. O que está em disputa é a hegemonia do terrorismo capitalista no mundo e os grupos sionistas, aliados a grupos norte-americanos formam hoje a mais estúpida e perversa organização terrorista do mundo, ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A, sucessora de SPECTRE. Não há palavras que possam descrever a covardia nazi-fascista do governo de Israel contra a flotilha de navios que levava ajuda humanitária para palestinos. O silêncio e a falta de atitudes de outros países significarão cumplicidade, omissão e isso é inaceitável, pois descaracteriza o ser humano como tal. São monstros, monstros em todos os sentidos. Repugnantes, sórdidos. Abjetos. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100603/f5e51f5d/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 4 21:04:04 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 4 Jun 2010 20:04:04 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Porque_Israel_atacou_civis_no_Me?= =?iso-8859-1?q?diterr=E2neo=3F?= Message-ID: <8B018DC5A7344C8AB0080A8784792457@vcaixe> Carta O Berro....................................................................repassem ----- Original Message ----- From: vera vassouras Porque Israel atacou civis no Mediterrâneo? por Thierry Meyssan* Israel pesou antecipadamente as consequências do ataque que lançou contra a frota humanitária. Quais são os seus objectivos ao desencadear uma crise diplomática mundial e porque desafiou o seu aliado turco e o seu protector os EUA? -------------------------------------------------------------------------- 2 de Junho de 2010 Depuis Beyrouth (Liban) Outils Imprimer Envoyer Todas as versões deste artigo : français italiano English Español País Palestina/Israel Turquia O ataque conduzido por Israel através de patrulhas equipadas com lança-mísseis de categoria Saar no dia 31 de Maio de 2010, contra a frota da Liberdade, em águas internacionais, ilustra a corrida precipitada de Tel-Aviv. A frota da Liberdade é uma iniciativa iniciada por militantes dos direitos humanos [1] [2], apoiados pelo governo turco. Os seus objectivos são de conduzir ajuda humanitária até Gaza e, ao mesmo tempo, quebrar o bloqueio imposto de forma ilegal pelo exército israelita e que afecta mais de 1,5 milhão de habitantes. A decisão de abordar navios civis em águas internacionais constitui, sob o direito internacional, um «acto de guerra». Legalmente falando, houve roubo de navios e do seu carregamento, sequestro de passageiros e homicídios. Estes podem ser considerados assassinatos se considerarmos o facto de que a informação prestada pela televisão turca revela a existência de uma lista, em posse dos soldados, com nomes de personalidades a liquidar durante o assalto. Este acto de guerra, contra navios hasteando bandeiras gregas e turcas, foi realizado com o objectivo de consolidar o bloqueio existente, o qual constitui em si uma violação do direito internacional. Escolhendo o argumento da «legítima defesa», as autoridades israelitas reivindicaram explicitamente a sua soberania em águas internacionais a 69 milhas náuticas do largo da Palestina. Esta anexação - temporária ou de duração longa - seria necessária para prosseguir com o bloqueio, sendo este essencial para a segurança do Estado de Israel. Abordando um navio turco e matando passageiros, Tel-Aviv escolheu responder á crise diplomática que a opõe a Ankara desde Janeiro de 2009 primeiramente de forma militar. Esta iniciativa provocará uma crise no seio do Estado-maior turco e entre este e o governo turco. Entretanto, e embora a Turquia tivesse sido durante meio século o melhor aliado de Israel na região, o resultado será uma ruptura completa de relações militares entre os dois países. De agora em diante, as manobras conjuntas turco-israelitas serão canceladas por tempo indeterminado. Além disso, apesar da Turquia ter sido um parceiro vital para a economia israelita esta crise poderá igualmente ter consequências nas relações comerciais entre os dois países. No entanto, Tel-Aviv tinha de anular a credibilidade da Turquia numa altura em que esta se aproxima da Síria e do Irão e ambiciona a criação de uma nova parceria de autoridade regional. [3]. Num futuro próximo, Israel deveria sancionar o papel de Ankara nas negociações do Protocolo de Teerão sobre a indústria nuclear iraniana. Do lado turco, onde já se esperava uma demonstração de força mas não letal, segundo a doutrina neo-otomana teorizada pelo professor Ahmet Davutoglu, ministro dos negócios estrangeiros, chegou o momento da Turquia se colocar na posição de defensor do povo palestiniano. Sem esperar pelo retorno do primeiro-ministro Recep Erdogan, de viagem na América central, o embaixador turco em Tel-Aviv foi chamado de volta a Ankara para se juntar á célula de crise criada e liderada pelo vice primeiro-ministro, Bülent Arinç. Esta entrou de imediato em contacto com os 32 governos representados pela nacionalidade dos passageiros da frota. Todo o pessoal diplomático turco foi mobilizado no sentido de contactar e sensibilizar o máximo número possível de países e organizações internacionais. Numa conferência de imprensa o Sr. Arinç exigiu a restituição imediata dos três barcos furtados e do seu carregamento, bem como a libertação das centenas de cidadãos turcos sequestrados. Escolheu referir-se ao ataque como sendo um acto de «pirataria» (e não de guerra), de forma a dar possibilidade ao governo de Netanyahu de apresentar o assunto como sendo uma «mancha» e não um acto político. Nesta lógica, o presidente Abdullah Gül exigiu que os tribunais israelitas julgassem os responsáveis desta matança. No Chile, o Sr. Erdogan declarou: «Esta acção é totalmente contrária aos princípio do direito internacional, isto é terrorismo que vem de um Estado desumano. Falo a todos os que apoiaram este acto: vocês apoiam o derramamento de sangue, mas nós apoiamos os direitos humanos e a paz». A Turquia faz parte da NATO. Se não obtiver uma resposta da parte de Israel que satisfaça poderá classificar o ataque como acto de guerra e recorrer a ajuda militar dos Estados membros da Aliança, conforme artigo 5 do tratado. O governo de Netanyahu convidou todos os emigrantes presentes na Turquia a saírem do país. Enquanto isso, têm-se multiplicadas manifestações espontâneas frente á embaixada israelita onde se reclama vingança. A 26 Maio de 2010, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recebe em Tel-Aviv o secretário-geral da Casa Branca, Rahm Emanuel. Este lhe faz um convite da parte de Barack Obama, que Israel recusará cinco dias mais tarde. Do lado dos EUA, este assunto faz lembrar o USS Liberty (8 Junho 1967). Durante a guerra dos Seis dias, os israelitas atacaram um navio militar americano, o USS Liberty, causando 34 mortos e 171 feridos. Tel-Aviv apresentou as suas desculpas pelo mal-entendido no campo de batalha. Washington aceitou oficialmente as desculpas, no entanto viu naquele acto uma acção propositada. Naquela época, os israelitas queriam sancionar as críticas lançadas pelos EUA. Desta vez, o ataque á frota da Liberdade pode ser considerado uma sanção depois de Washington ter votado a favor de uma resolução, dos Estados signatários do Tratado de não-proliferação, que inclui Israel em declarar as suas armas nucleares e a aceitar os controlos da Agência Internacional da Energia Atómica. A decisão israelita de atacar navios civis em águas internacionais é tomada depois do assassinato de um dirigente palestiniano, nos Emirados, pela Mossad; depois da descoberta de um vasto sistema de falsificações de passaportes em detrimento de países ocidentais; e depois da recusa de comparência na conferência internacional sobre o Tratado de não-proliferação. Este conjunto de acontecimentos pode ser interpretado como uma sucessão de golpes perpetrados por um Estado certo de sua impunidade - e neste caso, poderia tratar-se de mais um golpe ou até de um golpe a mais - ou, considerando a fricção pública entre Israel e a administração EUA - poderia tratar-se de uma reivindicação do leadership do movimento sionista mostrando que Tel-Aviv decide e Washington consente-. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de viagem á América do Norte, decidiu cancelar a sua visita ao Canadá e anular o encontro na Casa-Branca. Foi contactado por telefone pelo presidente Obama que lhe pediu explicações pelo sucedido. A Alta Comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay, declarou que a operação israelita não tem qualquer justificação jurídica. O Rapporteur especial dos direitos humanos nos territórios ocupados palestinianos, Richard Falk, destacou que para além do atentado á liberdade de circulação nas águas, o problema central continua a ser o bloqueio. Afirmou que: «A menos que acções decisivas sejam tomadas prontamente para desafiar a aproximação de Israel a Gaza, seremos todos cúmplices de uma política criminosa que ameaça a sobrevivência de uma comunidade cercada». O Conselho de segurança foi convocado de urgência, neste dia (31/05/2010) ás 18h TU. O ministro turco dos negócios estrangeiros partiu para New York. ShareThis Thierry Meyssan Analista político, fundador do Réseau Voltaire. Último livro publicado: L'Effroyable imposture 2 (a remodelação do Oriente Próximo e a guerra israelense contra o Líbano). Traduction David Lopes Os artigos deste autor -------------------------------------------------------------------------- [1] « Dr. Arafat Shoukri : "Les conditions sont réunies pour faire de cette flottille un point de rupture" », entretien avec Silvia Cattori, Silviacattori.net, 23 avril 2010. [2] Les principaux organisateurs de la flottille de la liberté sont : Mouvement Free Gaza, Campagne Européenne pour Arrêter le Siège de Gaza (ECESG), Fondation turque d'Aide Humanitaire (IHH), Fondation malaisienne Perdana et Comité International pour Lever le Siège de Gaza. [3] « Basculement stratégique au Proche-Orient », par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 15 mai 2010. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100604/a96379df/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 1079 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100604/a96379df/attachment-0023.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 4 21:04:15 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 4 Jun 2010 20:04:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] PEPE ESCOBAR: "Agora, estamos todos sitiados em Gaza" [2/6/2010, Asia Times Online (traduzido)] Message-ID: <192461B6DF9E40F48040D82EFC72ACA3@vcaixe> Carta O Berro............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Luiz Carlos Cintra Agora, estamos todos sitiados em Gaza 2/6/2010, Pepe Escobar, Asia Times Online ? traduzido por Caia Fittipaldi Imaginem se fossem comandos mascarados iranianos, atacando uma frota multinacional de seis barcos carregados com materiais de ajuda humanitária, em águas internacionais. EUA, União Europeia e Israel, fariam desabar uma avalanche apocalíptica de ?choque e horror? sobre o Irã. Em vez disso, foram israelenses mascarados; e perpetraram um golpe de diplomacia-de-assalto e assassinato na calada da noite ? de ?autodefesa? ?, em águas internacionais, a cerca de 130 km do litoral de Gaza. E se fossem piratas da Somália? Não, não. São piratas israelenses, combatendo nebulosos ?terroristas? muçulmanos. E pouco importa que a opinião pública no mundo árabe, os turcos, a Europa e todos os países em desenvolvimento estejam furiosos. E daí, que estejam furiosos? Israel sempre se safa, mesmo quando comete ? como os turcos estão dizendo ? ?assassinatos? (e também quando pratica atos de ?terrorismo de Estado?, nas palavras do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan da Turquia). Cenas filmadas no convés do barco turco ?Mavi Marmara? ? que estão rodando o mundo, mas são quase invisíveis nas redes norte-americanas ? não permitem qualquer dúvida sobre o que aconteceu. Comandos vestidos de negro, em trajes à prova de bala, armados até os dentes, israelenses, claro, abordaram o comboio de barcos em infláveis de alta velocidade, detonaram granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo e atiraram a esmo, munição real, contra tudo o que viam ?, e um helicóptero militar sobrevoava os barcos. A certa altura, ouve-se o comandante turco do Marmara dizer, em inglês: ?Ninguém tente qualquer resistência. Estão armados com munição [real].? Ah, a ?resistência?... A agência Debka, de fato, agência-máquina de distribuir falsas notícias, comandada pelo centro de inteligência digital do governo de Israel, descreveu os ativistas que viajavam como ?armados com bombas, granadas de efeito moral, vidro quebrado, estilingues, barras de ferro, machadinhas e facas.? E para os comandos israelenses? Sobrou o quê? Pistolinhas de paintball? E aí está ? Monty Python mais um vez, tragicamente remixed para o século 21. As mais bem treinadas ?forças especiais? do planeta, assaltam um barco no meio do mar, no meio da noite; e só queriam ?conversar?. Mas foram atacados por um bando de terroristas armados com machadinhas e facas, num barco turco, abarrotado de remédios, sacos de cimento, material escolar, comida, purificadores de água, brinquedos ? para 1,5 milhões de gazenses que estão morrendo morte lenta sob bloqueio de Israel já há três anos... porque elegeram democraticamente um governo do Hamás. A agência Debka lamenta, só, que o exército de Israel [ing. Israel Defense Forces (IDF)] ? ?famoso pela capacidade no campo da eletrônica militar de inovação? ? não tenha conseguido impedir a distribuição de sinais eletrônicos, de forma que continuaram a jorrar, dos barcos, texto e imagens enviadas de dentro. Melhor seria, comenta a Debka, que o mundo nada visse. A Debka também lamentou que o ataque tenha ocorrido em águas internacionais: ?a zona de bloqueio começa a 20 milhas náuticas de Gaza. Acontecesse ali, seria mais fácil justificar a abordagem.? Obviamente, sabem que Israel não tem qualquer direito, pela lei internacional, nem dentro das tais 20 milhas náuticas, que são território de Gaza, sob ocupação ilegal de Israel. ?Estamos sofrendo muito...? Ninguém suplanta Israel, em matéria de duplifalar a língua orwelliana do ?guerra-é-paz?. Não só os comandos terroristas israelenses foram apresentados como vítimas. Todo o mundo está sendo alvo, hoje, de um black-out de notícias, orquestrado por Israel. Ninguém sabe com certeza quantos civis morreram (nove, 19 ou 20? A maioria turcos? Talvez dois argelinos? Algum norte-americano ou europeu?) Ninguém sabe se tinham ou não tinham ?armas?. Ninguém sabe em que momento os comandos israelenses perderam a cabeça, enlouqueceram e puseram-se a atirar contra tudo e todos (há testemunhas que falam de pessoas assassinadas nas próprias camas, dormindo). Todos os passageiros, várias centenas, que viajavam nos barcos ? muçulmanos, cristãos, diplomatas, funcionários de organizações não-governamentais, jornalistas ? foram, de fato, sequestrados pelos comandos israelenses. Ninguém sabe exatamente onde estão. No rádio, só estática. Hoje, só alguns milhares de ?porta-vozes? de Israel controlam toda a informação, em todo o mundo. Nas palavras de Avital Liebovitch, porta-voz do exército de Israel, chamando a atenção para a felicidade que foi os comandos estarem lá ?com aquelas armas? para se defenderem! (Em Israel, hoje, estão sendo saudados como ?bravos heróis?). E por aí vai, a novilíngua de Israel. ?Terroristas? do Hamás vestidos como pessoas comuns, ocuparam aqueles barcos e acorreram às praças no mundo, só para aparecerem na televisão como ?manifestantes? em ?manifestações? internacionais. Nos barcos, usaram outros manifestantes como escudos humanos. E abriram fogo contra os comandos mascarados israelenses. Assessor do ministro dos Negócios Exteriores Daniel Ayalon, por exemplo, disse que o comboio é ?uma armada movida a ódio e violência, a serviço da al-Qaeda?. Como se o Hamás e a al-Qaeda tivessem mudado de ramo e, agora, ganhassem a vida no contrabando de cimento, suco de laranja e brinquedos chineses. Absolutamente não importa, em nenhuma das versões israelenses, que a Organização Mundial da Saúde, em relatório recente, tenha insistido em que Gaza, hoje ? por causa do bloqueio israelense e ilegal que a frotilha tentava romper ? está a caminho da pobreza absoluta, desemprego absoluto, absoluta falta de remédios e equipamentos médicos e está, literalmente, sendo assassinada, morta por fome; não menos de 10% dos gazenses, a maioria crianças, estão fisicamente condenadas a não crescer normalmente, por efeito da desnutrição. Os comandos mascarados israelenses que assaltaram os barcos estavam, ali, defendendo o bloqueio ilegal de Gaza. Trata-se disso. Judeus progressistas, vivam onde viverem, são os primeiros a admitir que a Israel de hoje vive sob governo de extrema-direita, paranoicos, convencidos de que são vítimas de uma guerra global de propaganda. Por isso a eterna sempre mesma mensagem dirigida ao mundo ? convenientemente envelopada em dólares dos contribuintes norte-americanos. Calem a boca! Shut up. As vítimas somos nós! Nós sempre somos as vítimas. E quem não concorda é antissemita. O bobo na Colina Para felicidade de Israel, sempre há a terra pátria original da liberdade, terra de bravos. Só grandes fatias da população dos EUA, hoje, estão clamando por sanções contra o Irã e a RPDC, ao mesmo tempo em que fecham os olhos para o genocídio em que Israel trabalha, metodicamente, dia após dia, no Gulag israelense. E só há um local, em todo o planeta, onde ainda há quem creia na narrativa vitimária de Israel (?somos as vítimas! Os judeus sempre são as vítimas!?) ? vítimas, os israelenses, de uma frota de ativistas desarmados. Esse único local do mundo onde essa mentira ?cola? é o Congresso dos EUA. O Departamento de Estado dos EUA, em nota oficial, praticamente já processou, julgou e condenou os militantes pacifistas. Quanto ao presidente Barack Obama dos EUA, até aqui se manteve tão mudo e invisível (imobilizado? Embaraçado? Assustado?) quanto nas primeiras semanas do vazamento do petróleo da BP no Golfo do México. A Casa Branca, de produção própria, só conseguiu ?lamentar muito as mortes?. E nada disse contra Israel. O israelense-em-chefe dentro da Casa Branca, Rahm Emanuel, em visita a Israel semana passada, convidara o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a visitar Obama, para fazer as pazes com Obama. O convescote estava previsto para essa 4ª-feira. Ontem, 2ª-feira, Netanyahu cancelou a viagem. Diz-se em Washington que Obama, agora, esquecerá a questão das novas construções exclusivas para judeus na Cisjordânia e as abomináveis condições em que vivem os palestinos no Gulag de Gaza, tudo esquecido para sempre, em troca de um dinheiro extra, crucialmente necessário para que os Democratas vençam as eleições legislativas de novembro próximo. Obama esquece, e os doadores judeus metem a mão no bolso. Depois do massacre da madrugada da 2ª-feira, não há dúvidas de que o dinheiro aparecerá: basta que Obama não ultrapasse o limite da lamentação de mortes, e pronto. Mais uma vez, Obama ? pobre Obama, infeliz Obama! ? é emasculado, tratado como satrapa de República de Bananas; e Netanyahu canta-de-galo, patético travesti da música Macho-macho-man, do [grupo] The Village People. Dado que os barcos da frota humanitária viajavam sob bandeiras turca, grega e irlandesa, os comandos israelenses, de fato, atacaram um microcosmo-amostra da verdadeira ?comunidade internacional? de carne e osso e sangue. ? Netanyahu está sossegado, certo de que, mais uma vez, Israel se safará. Presidente, presidente... Como é fazer o papel de bobo da Colina em Washington E quanto a nós, o resto do mundo, como é, fazermos também nós o papel de bobos da Colina ? exceto países que, como Brasil, Rússia, Índia e China, mais Turquia, França e Espanha, podem manifestar-se livre e claramente, com horror, sobre o assalto israelense? Há algo que podemos fazer ? possibilidade que já se discute em algumas poucas latitudes: boicotar produtos israelenses, ou impor sanções a Israel. Ferir a economia deles. Isolá-los diplomaticamente. Se, para a maioria dos israelenses, todo o mundo é seu inimigo ? governos, organizações, ONGs, agências de socorro humanitário, opinião pública ? porque não os fazer experimentar o próprio remédio? Original in: THE ROVING EYE We are all Gazans now Pepe Escobar is the author of Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War (Nimble Books, 2007) and Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge. His new book, just out, is Obama does Globalistan (Nimble Books, 2009). He may be reached at pepeasia at yahoo.com . -- ATENÇÃO - IMPORTANTE: Se você for repassar esta mensagem, não deixe de: 1o. apagar o meu e-mail e o meu nome. 2o. mandar como cópia oculta (Cco ou Bcc) aos seus destinatários. (Agindo assim, você ajuda a evitar a disseminação de vírus, spams e banners) -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100604/0f77c803/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 5 20:09:16 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 5 Jun 2010 19:09:16 -0300 Subject: [Carta O BERRO] quem atira a primeira pedra? por Frei Betto Message-ID: <23C9FE28ADDC4CE4991A84F815A6CB52@vcaixe> Carta O Berro.................................................................................repassem Irã: quem atira a primeira pedra? Escrito por Frei Betto 02-Jun-2010 O presidente Lula empreendeu uma delicada operação diplomática para evitar que o Irã utilize a energia nuclear para fins bélicos. As nações mais poderosas do mundo, capitaneadas pelos EUA, logo expressaram sua indignação e discordância: como um "paiseco" como o Brasil ousa querer ditar regras na política internacional? Marx, Reich e Erich Fromm já nos haviam prevenido que preconceito de classe costuma ser um tabu arraigado. Como alguém que nasceu na cozinha tem o direito de ocupar a sala de jantar? Pelo critério de George Bush, lamentavelmente preservado por Obama, o Irã faz parte das nações que integram o "eixo do mal". Não morro de amores pela terra dos aiatolás, considero o governo iraniano uma autocracia fundamentalista e discordo do modo patriarcal que o Irã trata as suas mulheres, como seres de segunda classe. Diga-se de passagem, assim também faz o Vaticano, razão pela qual as mulheres são impedidas de acesso ao sacerdócio. Mas não custa questionar o cinismo dos senhores do mundo com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU: por que Israel tem o direito de possuir arsenal nuclear e o Irã não? Ele jogaria uma bomba nuclear sobre outras nações? Ora, isso os EUA já fizeram, em 1945, sacrificando milhares de vidas inocentes em Hiroshima e Nagasaki. O Irã desencadearia uma guerra mundial? Ora, o Ocidente civilizado já promoveu duas, a segunda vitimando 50 milhões de pessoas. O nazismo e o fascismo surgiram no Oriente? Todos sabemos: foram criação diabólica de dois países considerados altamente civilizados, Alemanha e Itália. Os árabes, ao longo de 800 anos, ocuparam a Península Ibérica. Deixaram um lastro de cultura e arte. A Europa ocupou e saqueou a África e a Ásia, e o lastro é de miséria, mortandade e extorsão. O Irã é uma ditadura? Quantas não foram implantadas na América Latina pela Casa Branca? Inclusive a do Brasil, que durou 21 anos (1964-1985). Há pouco, a Casa Branca apoiou o golpe militar que derrubou o governo democrático de Honduras. Fortalecido belicamente o Irã poderia ocupar países vizinhos? E o que dizer da ocupação usamericana de Porto Rico, desde 1898, e agora do Iraque e do Afeganistão? E com que direito os EUA mantêm uma base naval, transformada em cárcere clandestino de supostos terroristas, em Guantánamo, território cubano? Respaldado em que lei internacional os EUA implantaram 700 bases militares em países estrangeiros? Só na Itália existem 14. Na Colômbia, 5. E quantas bases militares estrangeiras há nos EUA? Há que se admitir: o Irã não está preparado para se integrar ao seio das nações civilizadas... Nações que financiam, pelo consumo, os cartéis das drogas, tratam imigrantes estrangeiros como escória da humanidade, fazem do consumismo o ideal de vida. E convém lembrar: fundamentalismo não é apenas uma síndrome religiosa. É, sobretudo, uma enfermidade ideológica, que nos induz a acreditar que o capitalismo é eterno, fora do mercado não há salvação e que a desigualdade social é tão natural quanto o inverno e o verão. Lula candidato era discriminado pelo elitismo brasileiro por não dominar idiomas estrangeiros. Surpreendeu a todos por falar a linguagem dos pobres e revelar-se exímio negociador em questões internacionais. Sem o apoio do Brasil não avançaria essa primavera democrática que, hoje, semeia esperança de tempos melhores em toda a América Latina. Os eleitores dão as costas às velhas oligarquias políticas e escolhem governantes progressistas. Essa nova geopolítica latino-americana, que oficializará em 2011 a União das Nações Latino-Americanas e Caribenhas, certamente preocupa Washington. A crise financeira bate as portas das nações mais poderosas do mundo e a Europa entra num período de recessão. O livre mercado, o Estado mínimo, a moeda única (euro), a ciranda especulativa, mergulham numa crise sem precedentes. Tudo indica que, daqui pra frente, o mundo será diferente. Se melhor ou pior, depende do resultado do embate entre duas forças contrárias: os que pensam a partir do próprio umbigo, interessados apenas em obter fortunas, e os que buscam um projeto alternativo de sociedade, menos desigual e mais humano. É a antiética em confronto com a ética. Frei Betto é escritor, autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100605/fbb4c50e/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 5 20:09:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 5 Jun 2010 19:09:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Saiba_o_que_=E9_o_capitalismo_por?= =?iso-8859-1?q?_Atilio_A=2E_Boron?= Message-ID: <30E9270AEA374CBFBF748D80C0682E4B@vcaixe> Carta O Berro................................................................repassem Saiba o que é o capitalismo Atilio A. Boron [*] O capitalismo tem legiões de apologistas. Muitos o são de boa fé, produto de sua ignorância e pelo fato de que, como dizia Marx, o sistema é opaco e sua natureza exploradora e predatória não é evidente aos olhos de mulheres e homens. Outros o defendem porque são seus grandes beneficiários e amealham enormes fortunas graças às suas injustiças e iniquidades. Há ainda outros ('gurus' financeiros, 'opinólogos' e 'jornalistas especializados', acadêmicos 'pensantes' e os diversos expoentes desse "pensamento único") que conhecem perfeitamente bem os custos sociais que o sistema impõe em termos de degradação humana e ambiental. Mas esses são muito bem pagos para enganar as pessoas e prosseguem incansavelmente com seu trabalho. Eles sabem muito bem, aprenderam muito bem, que a "batalha de ideias" para a qual nos convocou Fidel é absolutamente estratégica para a preservação do sistema, e não aplacam seus esforços. Para contra-atacar a proliferação de versões idílicas acerca do capitalismo e sua capacidade de promover o bem-estar geral, examinemos alguns dados obtidos de documentos oficiais do sistema das Nações Unidas. Isso é extremamente didático quando se escuta, ainda mais no contexto da crise atual, que a solução dos problemas do capitalismo se consegue com mais capitalismo; ou que o G-20, o FMI, a Organização Mundial do Comércio e o Banco Mundial, arrependidos de seus erros passados, poderão resolver os problemas que asfixiam a humanidade. Todas essas instituições são incorrigíveis e irreformáveis, e qualquer esperança de mudança não é nada mais que ilusão. Seguem propondo o mesmo, mas com um discurso diferente e uma estratégia de "relações públicas" desenhada para ocultar suas verdadeiras intenções. Quem tiver duvidas, olhe o que estão propondo para "solucionar" a crise na Grécia: as mesmas receitas que aplicaram e continuam aplicando na América Latina e na África desde os anos 80! A seguir, alguns dados (com suas respectivas fontes) recentemente sistematizados pelo CROP, o Programa Internacional de Estudos Comparativos sobre a Pobreza, radicado na Universidade de Bergen, Noruega. O CROP está fazendo um grande esforço para, desde uma perspectiva crítica, combater o discurso oficial sobre a pobreza, elaborado há mais de 30 anos pelo Banco Mundial e reproduzido incansavelmente pelos grandes meios de comunicação, autoridades governamentais, acadêmicos e "especialistas" vários. População mundial: 6.800 bilhões, dos quais... . 1,020 bilhão são desnutridos crônicos (FAO, 2009) . 2 bilhões não possuem acesso a medicamentos (www.fic.nih.gov) . 884 milhões não têm acesso à água potável (OMS/UNICEF, 2008) . 924 milhões estão "sem teto" ou em moradias precárias (UN Habitat, 2003) . 1,6 bilhão não têm eletricidade (UN HABITAT, "Urban Energy") . 2,5 bilhões não têm sistemas de drenagens ou saneamento (OMS/UNICEF, 2008) . 774 milhões de adultos são analfabetos (www.uis.unesco.org) . 18 milhões de mortes por ano devido à pobreza, a maioria de crianças menores de 5 anos (OMS). . 218 milhões de crianças, entre 5 e 17 anos, trabalham precariamente em condições de escravidão e em tarefas perigosas ou humilhantes, como soldados, prostitutas, serventes, na agricultura, na construção ou indústria têxtil (OIT: A eliminação do trabalho infantil: um objetivo ao nosso alcance, 2006). Entre 1988 e 2002, os 25% mais pobres da população mundial reduziram sua participação na renda global de 1,16% para 0,92%, enquanto os opulentos 10% mais ricos acrescentaram mais às suas fortunas, passando de dispor de 64,7% para 71,1% da riqueza mundial. O enriquecimento de uns poucos tem como seu reverso o empobrecimento de muitos. Somente esse 6,4% de aumento da riqueza dos mais ricos seria suficiente para duplicar a renda de 70% da população mundial, salvando inumeráveis vidas e reduzindo as penúrias e sofrimentos dos mais pobres. Entenda-se bem: tal coisa se conseguiria se simplesmente fosse possível redistribuir o enriquecimento adicional produzido entre 1988 e 2002 dos 10% mais ricos. Mas nem sequer algo tão elementar como isso é aceitável para as classes dominantes do capitalismo mundial. Conclusão: se não se combate a pobreza (que nem se fale de erradicá-la sob o capitalismo) é porque o sistema obedece a uma lógica implacável centrada na obtenção do lucro, o que concentra riqueza e aumenta incessantemente a pobreza e a desigualdade socioeconômica. Depois de cinco séculos de existência eis o que o capitalismo tem a oferecer. O que estamos esperando para mudar o sistema? Se a humanidade tem futuro, será claramente socialista. Com o capitalismo, em compensação, não haverá futuro para ninguém. Nem para os ricos e nem para os pobres. A frase de Friedrich Engels e também de Rosa Luxemburgo, "socialismo ou barbárie", é hoje mais atual e vigente do que nunca. Nenhuma sociedade sobrevive quando seu impulso vital reside na busca incessante do lucro e seu motor é a ganância. Mas cedo que tarde provoca a desintegração da vida social, a destruição do meio ambiente, a decadência política e uma crise moral. Ainda temos tempo, mas já não tanto. 12 de Maio de 2010 [*] Atilio A. Boron é diretor do PLED, Programa Latinoamericano de Educación a Distancia em Ciências Sociais, Buenos Aires, Argentina Sítio: www.atilioboron.com/ Traduzido por Gabriel Brito, jornalista Reproduzido de Correio da Cidadania Esta página encontra-se em www.cecac.org.br -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100605/c8dc0065/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 6 16:34:32 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 6 Jun 2010 15:34:32 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Em_homenagem_aos_tripulantes_dos_?= =?iso-8859-1?q?barcos_com_ajuda_humanit=E1ria_aos_palestinos_sauda?= =?iso-8859-1?q?mo-os_com_esse_hino_por_=22Um_mundo_bem_melhor=22__?= =?iso-8859-1?q?___________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <9EB16EF82FB34708BD6FB026529E002F@vcaixe> Carta O Berro...........................................repassem Em homenagem aos tripulantes dos barcos com ajuda humanitária aos palestinos saudamo-os com esse hino por "Um mundo bem melhor" (We are the World). Música,pensamento e sentimento que os criminosos sionistas israelenses desconhecem. Por um mundo bem melhor . (veja a versão brasileira e a original) Bom Domingo! Vanderley (clique na música abaixo e assista em tela cheia) ----- Original Message ----- From: DELTA-Jc Macluf Foi lançado aqui em Brasília o clipe da primeira versão brasileira da música "We are the World", em comemoração aos seus 50 anos. O projeto brasileiro chama-se "Um Mundo Bem Melhor". O vídeo oficial foi lançado dia 01/06 no youtube, mas todas as novidades podem ser vistas no site www.ummundobemmelhor.com.br, que já tem um pequeno trailer e todas as informações. É muito importante que o projeto seja conhecido pelo maior número de pessoas possível! Quem sabe a nossa versão brasileira não faz sucesso tb, né? O trabalho está lindo! Vale muito a pena conferir e ajudar a divulgar! Leva só uns minutinhos para encaminhar esse e-mail para a sua lista. E, com certeza, já ajudará bastante! Quem quiser também pode divulgar pelo orkut, facebook e twiter, colocando a frase: VERSÃO BRASILEIRA DE WE ARE THE WORLD: www.ummundobemmelhor.com.br AUMENTE O SOM E CURTA ! ! assista em tela cheia. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100606/faa62103/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 12955 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100606/faa62103/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 6 16:34:43 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 6 Jun 2010 15:34:43 -0300 Subject: [Carta O BERRO] GLOBO - A CENTRAL DE MENTIRAS Message-ID: <870B9B5D053F4710AD9F1ED504A7EE7B@vcaixe> Carta O Berro...........................................................repassem GLOBO ? A CENTRAL DE MENTIRAS Laerte Braga A edição de sábado do JORNAL NACIONAL ? O DA MENTIRA ? foi um primor de desinformação, distorção de notícias e fatos para atender a interesses do grupo e àqueles a que representa. É prática rotineira na emissora. Num dado momento da edição, com o ar de sério, seriedade que não tem, o jornalista Alexandre Garcia, começou a falar do dossiê ?supostamente? atribuído a setores da campanha de Dilma Roussef e contra o candidato tucano José Arruda Serra. Para não enfiar a emissora no bolo e aparentar inocência na história, repercutiu a matéria de capa da revista VEJA sobre o assunto. VEJA é aquela que pegou mais de 400 milhões de reais em contratos com o governo de São Paulo ? José Arruda Serra ? sem licitação e num favorecimento escandaloso, com, lógico, um percentual para o caixa de campanha do tucano. É aquela também que quando não conseguiram culpar o governo Lula pela queda do avião da TAM (os defeitos eram no reverso e numa das turbinas por falta de manutenção da empresa), estampou numa capa que ?a culpa foi do piloto?. O plano para privatização de aeroportos começou a dar com os burros n?água por ali. Que acha que a flotilha que foi levar ajuda humanitária a palestinos sitiados em Gaza pelo governo terrorista de Israel foi provocação. Posição também da GLOBO. Quando Alexandre Garcia, ex-funcionário do Banco do Brasil, do antigo SNI e do Gabinete Militar da presidência da República, demitido por assédio sexual, governo Figueiredo, mostrou os ?fatos? relacionados ao dossiê, esqueceu-se de dizer que o jornalista do ESTADO DE MINAS é ligado ao ex-governador Aécio Neves e que a imensa e esmagadora maioria da mídia já havia ligado o dossiê a Aécio. Toda a trajetória totalitária, corrupta e venal de José Arruda Serra foi levantada a pedido do governador de Minas, então disputando a indicação presidencial com o tucano paulista, quando tomou conhecimento que Arruda Serra havia preparado um dossiê contra ele. Uma espécie de legítima defesa, digamos assim, num ambiente fétido, o tucanato. Disputa pela chefia da quadrilha. Para não perder a viagem, envolveram um delegado corrupto e aposentado da Polícia Federal, que fala qualquer coisa por dinheiro, atribuindo a responsabilidade a Dilma Roussef e ao seu partido. É prática corriqueira da GLOBO, vem desde os tempos de Collor de Mello quando editaram o último debate entre o alagoano e Lula. Ou ainda, nos tempos da ditadura, quando omitiu a campanha para as diretas já, quando encobriu a tortura e foi parte dela na cumplicidade ativa de vender um Brasil maravilhoso quando o País estava à matroca em mãos de militares irresponsáveis e criminosos. Ou quando foi fundada, há 45 anos, como braço de Washington com o propósito de vender a ideologia disneylândia que hoje, se sabe, chega até a prostituição (Operação Harém da Polícia Federal), seja no BBB, seja nas ?moças? contratadas por laranjas para dançarem literalmente, em todos os sentidos, com direito a cachê/michê de 20 mil reais, depende da estatura dentro da emissora e do cliente. Toda a farsa do dossiê já havia sido contada de ?a? a ?z? pelo jornalista Luís Nassif em seu portal. Todo o esquema de disputa entre Arruda Serra e Aécio é público e notório desde que o funcionário de Arruda Serra, Juka Kfoury, pegou Aécio no contrapé. A GLOBO ignorou, deliberadamente, todos os fatos. Um pouco antes de dar um trato mentiroso no tal dossiê foi divulgada uma pesquisa do antigo IBOPE (hoje GLOBOPE), onde Dilma e Serra aparecem empatados na magia de fabricar números, sabe-se que a realidade é diferente, Arruda Serra está em queda e Dilma em ascensão e nem tocaram no fato que dentre os candidatos o tucano é o mais rejeitado pelos eleitores ouvidos. Mostraram na telinha, mas não comentaram. Quando pegos na mentira e na farsa, práticas comuns e corriqueiras ali, sacam da pasta de canalhice a tal liberdade de expressão. Deve ter outro sentido para eles. Liberdade de mentir, de falsear, de enganar, de ludibriar e de contratar dançarinas para ?ajudar? nos ?negócios? com clientes promissores. Tipo sabão OMO, lavou está pronto para outra. Canalhice pura. A legislação brasileira propicia a esse tipo de imprensa marrom, venal, que o direito de resposta seja um fato raro, por conta da lentidão do poder Judiciário, sem falar que a GLOBO tem em mãos muitos dos ministros de tribunais regionais e superiores e nada contra ela anda. Praticam o crime, a rigor, de forma impune. A GLOBO é isso e até as eleições de outubro fatos assim serão comuns, todos revestidos de preocupação democrática da rede em todos os seus tentáculos. Jornais, rádios e tevês. Existe para isso e por isso. Daí porque abriga gente tipo Alexandre Garcia, William Bonner, Lúcia Hipólito, Miriam Leitão, paladinos da sem vergonhice jornalística. E traveste-se de defensora da democracia e dos valores cristãos e ocidentais, desde que as faturas sejam pagas em dia e os favores e ilicitudes permaneçam encobertos e protegidos às vezes, muitas vezes, pelos encarregados de zelar pela lei. A edição de sábado foi um primor de mentira, de desrespeito ao telespectador, por isso o rotulam de idiota, apostam nessa característica e contam que enquanto a turma está ali para esperar a novela das oito, de quebra, levam a informação mentirosa. A GLOBO é outro câncer, como VEJA, não há nada de liberdade de expressão em seu caminho. Só mentira e empulhação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100606/394d1f69/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 6 16:34:53 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 6 Jun 2010 15:34:53 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__O_pre=E7o_=28caro=29_da_solida?= =?windows-1252?q?riedade_dos_ricos?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................repassem ----- Original Message ----- From: Marco Aurelio http://www.tijolaco.com/?p=16160 O preço (caro) da solidariedade dos ricos domingo, 6 junho, 2010 às 9:45 O fim de semana às vezes nos permite uma leitura mais profunda do que a dos jornais do dia a dia. Chegou às minhas mãos um estudo publicado no site Global Issues, do inglês ? de avós indianos - Anup Shah, que mostra como a ajuda internacional no combate à pobreza e na promoção ao desenvolvimento tem seu preço. E que, de forma alguma, este preço é justo. Frequentemente associada à compra de bens e produtos dos países doadores, a ajuda oficial acaba ajudando mais a estes do que aos países que a recebem, envolvidos numa série de armadilhas. Anup Shah detalha como essa ?ajuda? se processa e como acaba servindo a interesses econômicos e políticos dos países doadores. Em suma, a ajuda internacional ?oficial? se transformou em mais uma ferramenta de dominação com um valor geopolítico estratégico para os países mais ricos. Clique para ampliar Para quem tiver tempo, vale a leitura detalhada. Assinalei alguns pontos que me chamaram a atenção e que gostaria de compartilhar com vocês, como os do gráfico aí ao lado. Em 1970, os países mais ricos concordaram com a meta de doar 0,7% de seu PIB anualmente em ajuda internacional até a metade da década. A meta não foi atingida até hoje, passados 40 anos, e a ajuda internacional tem variado entre 0,2% e 0,4% do PIB dos países mais ricos. Os EUA são sempre os maiores doadores em valores absolutos, mas estão entre os piores em relação à meta. A utilização estratégica da ajuda internacional é comum entre vários países ricos. Os EUA direcionam sua ajuda a regiões onde têm preocupações relacionadas a sua própria segurança. A França, por sua vez, destina seus recursos para preservar e disseminar a cultura e o idioma franceses, especialmente na África oriental. Ou seja, ninguém dá ponto sem nó. O condicionamento à ajuda reduz o seu valor em 25% a 40%, porque geralmente obriga os países em desenvolvimento a comprarem produtos de nações ricas. O estudo cita um caso exemplar sobre a Eritréia, que concluiu que seria mais barato construir com seus próprios recursos e técnicos uma rede de ferrovias do que ser forçada a gastar o dinheiro da ajuda para a obra em consultores estrangeiros impostos como contrapartida. A ação dos países ricos é explícita assim. Há caso de ajuda americana em que se tornava obrigatória a compra de tratores Caterpillar e John Deere, dois dos maiores fabricantes norte-americanos. A ativista queniana Njoki Njoroge Njuhu, diretora da rede de solidariedade à África e da campanha ?50 anos é o suficiente? pela justiça econômica global, cita o dinheiro doado para combater a AIDS na África, que Washington condicionava à compra de remédios dos EUA em detrimento de produtos genéricos mais baratos da África do Sul, Índia e Brasil. Clique para ampliar Caso mais sórdido ainda é o ?African Growth and Opportunity Act?, assinado pelos EUA em 2000, que estabelece como condição para um país desfrutar de seus benefícios evitar qualquer ação que possa conflitar com os ?interesses estratégicos? norte-americanos. Por conta disso, países africanos que integravam o Conselho de Segurança da ONU sentiram-se pressionados quando os EUA buscaram apoio para a guerra contra o Iraque, em 2003. Ou votavam com os EUA ou perdiam os ?privilégios? do comércio bilateral. Como os EUA perceberam que perderiam a votação no plenário, acabaram retirando a questão do Conselho de Segurança, mas invadiram o Iraque assim mesmo. O interesse geopolítico das ajudas internacionais é bem claro no caso dos EUA. Dois terços da ajuda americana vai para apenas dois países, Israel e Egito, seus principais aliados no Oriente Médio. E grande parte do terço restante é usada para promover suas exportações ou para o combate às drogas sem a redução do consumo em seu próprio território. O que o estudo conclui é que os recursos que se destinariam ao desenvolvimento dos países mais pobres voltam para os mais ricos por meio de pagamento de dívidas, desequilíbrios no comércio internacional e medidas inapropriadas, para os pobres, de liberalização e privatização. Ou seja, quando a gente ouvir que os EUA ou qualquer outro país rico liberou tantos milhões de dólares em ajuda a outro país é bom ficar com o pé atrás. Embutidos na ?generosidade? geralmente estão interesses inconfessos. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100606/3ce305dd/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 7 20:55:41 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 7 Jun 2010 19:55:41 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?____=22Por_que_comemos__o_que_come?= =?iso-8859-1?q?mos=3F=2E=22_______________________________________?= =?iso-8859-1?q?________________________________HOJE_=C9_2=BA_FEIRA?= =?iso-8859-1?q?!____DIA_DE_MEDICINA=2C_SA=DADE_E_ALIMENTA=C7=C3O?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................repassem Em nossa primeira Carta O Berro sobre Medicina, saúde e alimentação, gostaríamos de apresentar o excelente livro (livreto pelo tamanho), do professor e biólogo do Departamento de Biologia da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, FERNANDO ZUCOLOTO. (*) O Título já diz a obra: "Por que comemos o que comemos?." Em referência ao livro diz o professor Melhem Adas :"...Aborda a alimentação do ser humano pela perspectiva socioevolutiva.Partindo da pré- história até chegar aos dias atuais, defende a idéia de que a alimentação de nossos antepassados era mais saudavel que a da atualidad. Assunto controvertido, mas que sinaliza pistas para uma reflexão e, principalmente, para se repensarem os habitos alimentares do mundo globalizado e seus impactos na saúde humana. Utilizando-se da força persuasiva da publicidade, grandes corporações de alimentos, com seus interesses comerciais, têm tido papel decisivo não só na alteração dos hábitos alimentícios tradicionais, como também no que deve ser cutivado e qual a semente deve ser utilizada. O autor discute entre outros assuntos, a questão dos transgênicos e a falsa idéia de que os organismos geneticamente modificados são a soução para a desnutrição ou fome do mundo. É sem dúvida, um livro que abre horizontes para discussões em várias frentes, desde a relacionadas aos aspéctos nutricionais até aos sociopolíticos e ambientais." Algumas observações da contra-capa nos diz: "A cada dia surge uma inusitada pesquisa e a cada dia é eleito um novo produto altamente benéfico para a saúde. Mas como acreditar, se o mesmo produto que, dias antes, estava na lista dos mais prejudiciais ao organismo humano?" ..."Qual alimentação é melhor: a da pré-história ou a de hoje? O que a espécie humana come hoje deveria ser substituido?.... ".....ao mesmo tempo que encara a questão dos transgênicos, a persistência da fome no mundo e, no sentido inverso, os milhões de obesos da atualidade." O o livro pode ser encontrado na Saraiva (RibeirãoShopping) e na Cultura de Ribeirão, na Marcondes Salgado no Boulevard de Ribeirão Preto ou na livraria Cultura - SP. Veja o link abaixo. http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=por+que+comemos+o+que+comemos%3F&tipo_pesq=titulo&sid=0017157411266478299034853&k5=280B46BA&uid=&limpa=0&parceiro=OPPTOI&x=10&y=9 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100607/19b905db/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 20262 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100607/19b905db/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 7 20:55:53 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 7 Jun 2010 19:55:53 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Os_por=F5es_da_privataria=3AQue?= =?windows-1252?q?m_recebeu_e_quem_pagou_propina=2E_Quem_enriqueceu?= =?windows-1252?q?_na_fun=E7=E3o_p=FAblica=2E_Quem_usou_o_poder_par?= =?windows-1252?q?a_jogar_dinheiro_p=FAblico_na_ciranda_da_privatar?= =?windows-1252?q?ia=2E=2E?= Message-ID: Carta O Berro........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Silvio Pinheiro Os porões da privataria Amaury Ribeiro Jr. Introdução Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do País, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil. Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O ?Espanhol?, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha ? e sócia ? do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil? Atrás da máxima ?siga o dinheiro!?, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção. A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do ?estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m??, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol ? PHA) Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico(2). O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio. A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais ? 1998 e 2002 ? e em outro pré-eleitoral ? 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão. O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde. O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei. Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC. Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de ?empresas-camaleão?. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação. Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. ?São empresas-ônibus?, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro. De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas? Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País. Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações ? que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, ?no limite da irresponsabilidade?, conforme foi gravado no famoso ?Grampo do BNDES? ?, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenci Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio. (1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar. (2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100607/37d4e254/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 8 21:12:04 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 8 Jun 2010 20:12:04 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_CR=C1PULA_REDIMIDO=2E_Temporada?= =?iso-8859-1?q?_de_11_de_junho_a_16_de_julho=2C_6=AAs_feiras=2C_?= =?iso-8859-1?q?=E0_meia-noite=2E_Espa=E7o_Parlapat=F5es_P=E7a_Fran?= =?iso-8859-1?q?klin_Roosevelt=2C_158_-_Consola=E7=E3o?= Message-ID: <696EB1D4CF8C419BA2B9DC1402EF0E22@vcaixe> Carta O Berro...........................................................repassem O CRÁPULA REDIMIDO Texto e Direção: Leonardo Cortez Elenco: Glaucia Libertini, Leonardo Cortez, Claudia Tordatto, Kiko Bertholini, Clarissa Kiste, Rinaldo Aranha, Ricardo Corte Real e Daniel Canalha. Temporada de 11 de junho a 16 de julho, 6ªs feiras, à meia-noite. Espaço Parlapatões Pça Franklin Roosevelt, 158 - Consolação Tel: 3258-4449 Ingressos R$ 30,00 (meia-netrada R$ 15,00) Espero vocês! Um beijão, Claudia Tordatto Tel (11) 7109-1903 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100608/e3da17bd/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 50738 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100608/e3da17bd/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 8 21:12:15 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 8 Jun 2010 20:12:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Convite_16_de_junho=2E_lan=E7amen?= =?iso-8859-1?q?to_do_livro_e_debate_=E0_partir_das18=2C00_horas_no?= =?iso-8859-1?q?_Largo_S=E3o_Francisco_-_SP?= Message-ID: <0CBBA0D4972C417797249B0A8E5E5167@vcaixe> Carta O Berro........................................................repassem ----- Original Message ----- From: MArco Antonio da Silva ----- Original Message ----- From: Paulo Abrão Pires Junior -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100608/a3c46b46/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: convite 16 de junho.jpg Type: image/jpeg Size: 69383 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100608/a3c46b46/attachment-0001.jpg From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 8 21:12:24 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 8 Jun 2010 20:12:24 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__O_ovo_da_serpente=2E__M=E9dicos_?= =?iso-8859-1?q?acusam_CIA_de_realizar_experimentos_com_suspeitos_d?= =?iso-8859-1?q?e_terrorismo?= Message-ID: Carta O Berro.................................................repassem ----- Original Message ----- From: Braga Vanderley, você assistiu o filme O ovo da serpente, de ingmar Bergman, no qual os nazistas começavam a fazer experimentos com humanos... Veja a história se repetindo: Folha de S. Paulo 07/06/2010-19h16 Médicos acusam CIA de realizar experimentos com suspeitos de terrorismo DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS Uma organização direitos humanos acusou nesta segunda-feira (7) médicos americanos de fazer experimentos com prisioneiros suspeitos de terrorismo e interrogados pela CIA (Agência Central de Inteligência). O relatório publicado pela Physician for Human Rights (PHR), que já ganhou um prêmio Nobel da Paz em 1997, pede a abertura de uma investigação. A organização de médicos em defesa dos direitos humanos, que se apoia em documentos públicos, afirma que profissionais da saúde empregados pela CIA não se contentavam em "acompanhar" os interrogatórios de "detidos de maior importância". Também "extraíam conhecimentos gerais com o objetivo de aperfeiçoar os métodos" de obter informação dos suspeitos. "Há provas de que os médicos avaliavam a dor causada pelas técnicas de interrogatórios e buscavam melhorar seus conhecimentos a respeito", explicou Nathaniel Raymond, dirigente da PHR, em uma entrevista à imprensa. Os médicos da CIA serviam também como testemunhas, caso fosse necessário atestar que os interrogadores agiam de boa fé, sob instruções e na presença de um profissional de saúde. Pelo menos 14 detidos desapareceram das prisões secretas da CIA entre o final de 2001 e setembro de 2006 e reapareceram no centro de detenção da base naval americana de Guantánamo, na ilha de Cuba. Entre eles, pelo menos dois foram submetidos a simulações de afogamento (submarino) e todos foram submetidos a programas de privação de sono, nudez forçada e exposição a temperaturas extremas, segundo os documentos publicados em agosto de 2007 e nos quais se apoia a PHR. Ainda que a utilização de tratamentos cruéis e subumanos tenha sido documentada anteriormente, a PHR afirma que os novos dados evidenciam uma participação ativa dos médicos em investigação e experimentação efetuadas com detidos sob custódia americana. Como exemplo, em seu relatório, a ONG explica que os médicos observaram que a simulação de afogamento, se repetida muitas vezes com água simples poderia causar pneumonia. Eles recomendaram, portanto, que fosse utilizada uma solução salina. A diferença entre a simulação de afogamento praticada no início, a partir de experiências pontuais com soldados voluntários, e depois da intervenção dos médicos "indica que os médicos da CIA participaram da modificação da técnica", afirma a ONG. "Esses atos (...) violariam os padrões da ética médica, assim como da lei nacional e internacional", explica o documento, acrescentando que "em alguns casos, essas práticas podem constituir crimes de guerra e contra os direitos humanos". Segundo o relatório, os Estados Unidos elaboraram, após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra Washington e Nova York, uma lista de "técnicas de interrogatório aprimoradas", que depois foram amparadas legamente pelo departamento de Justiça, algumas delas até o final da gestão de George W. Bush, em janeiro de 2009. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100608/cedb8686/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 9 20:55:39 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 9 Jun 2010 19:55:39 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?___Lan=E7amento_do_livro_cinematog?= =?iso-8859-1?q?r=E1fico_=3A_=22Um_vento_me_leva=22_-_a_vida_de_Jir?= =?iso-8859-1?q?ges_Ristum_-_Na_Feira_do_Livro_de_RP_dia_12_de_junh?= =?iso-8859-1?q?o_-_d=E1s_16_=E0s_19_horas?= Message-ID: Carta O Berro............................................................................repassem Lançamento do livro "Um vento me leva". A história da vida de Jirges Ristum "o Turco", nascido em Ribeirão Preto, renascido na Itália, França, EEUU e em dezenas de vidas e lugares. Advogado, economista, cineasta e o "escambáu", contada nos seus guardanapos e no carinho de seus amigos: Glauber Rocha, Gianni Amico, Bernardo Bertolucci,Tezzy Jemma, Vanderley Caixe, Feres Sabino, Edgar Castro e outros muito mais...... Um livro cinematográfico, fotográfico de uma vida vivida. Organização de Ivan Negro Isola. Colaboração de André Ristum. Lançamento: Sábado, 12 de junho, dás 16 às 19 horas Local: Feira do Livro de Ribeirão Preto. Estande 25 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100609/745a262b/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 70848 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100609/745a262b/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 9 20:56:06 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 9 Jun 2010 19:56:06 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__FEIRA_DO_LIVRO_DE_RIBEIR=C3O_PRE?= =?iso-8859-1?q?TO____=28DATAS=2C_PESSOAS=2C_PROGRAMA=C7=C3O=2C_MAP?= =?iso-8859-1?q?A=2C_EVENTOS_GERAIS=3Ateatro=2C_m=FAsica=2Cpal=E9st?= =?iso-8859-1?q?ras=2Cconferencias_e_muito_mais=2E=29?= Message-ID: Carta O Berro.................................................................repassem www.feiradolivroribeirao.com.br -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100609/cb151f4b/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jun 10 20:39:23 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 10 Jun 2010 19:39:23 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Especial_completo_sobre_Jo=E3o_Am?= =?iso-8859-1?q?azonas_que_saiu_no_Portal_da_Maur=EDcio_Grab=F3is_e?= =?iso-8859-1?q?_a_entrevista_com_Ed=EDria_Carneiro=2C_companheira_?= =?iso-8859-1?q?de_Amazonas=2E?= Message-ID: Carta O Berro....................................................................repassem Camaradas Envio o especial completo sobre João Amazonas que saiu no Portal da Maurício Grabóis e a entrevista com Edíria Carneiro, companheira de Amazonas. http://fmauriciograbois.org.br/portal/cdm/noticia.php?id_sessao=32&id_noticia=2322 Entrevista com Edíria Carneiro Amazonas http://fmauriciograbois.org.br/portal/cdm/noticia.php?id_sessao=30&id_noticia=2327 Um abraço Augusto Buonicore -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100610/15ec5370/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 11 19:45:19 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 11 Jun 2010 18:45:19 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Os_donos_do_sistema____________?= =?iso-8859-1?q?=28conhe=E7a_melhor_o_sionismo=29?= Message-ID: <252DBE57F80E4329B5F479CACA6E2309@vcaixe> Carta O Berro.....................................................repassem ----- Original Message ----- From: vera vassouras "Não resta outra solução além da nossa!", erigindo-se basicamente em um milagre da contradição oclofóbica. Trata-se de uma poderosa rede excludente: um sistema de elite capaz de se perpetuar no poder por meio de múltiplas pseudotransformações ideológicas e/ou deformações midiático-sistêmicas. Economiza-se em favor das minorias, governa-se para monopolizar, criam-se novas religiões para desespiritualizar, educa-se para excluir, civiliza-se hipnopedicamente para subjugar e constrói-se todo um mundo repleto de leis vazias de justiça". (Pablo Allegritti - As Redes Secretas do Poder, ed. Planeta) Viernes 4 de Junio de 2010 Os donos do sistema O poder oculto: De onde nasce a impunidade de Israel (IAR Noticias) Junio-2010 A grande cumplicidade internacional com os massacres periódicos israelenses não se gesta por medo de Israel, senão por medo do que representa o Estado judeu. Israel é o símbolo mais emblemático, a pátria territorial do sionismo capitalista que controla o mundo sem fronteiras desde os diretórios dos bancos e corporações transnacionais. Israel, basicamente, é a representação nacional de um poder mundial sionista que é o dono do Estado de Israel tanto como do Estado norte-americano, e do resto dos Estados com seus recursos naturais e sistemas econômico-produtivos. O que controla o planeta desde os bancos centrais, as grandes cadeias midiáticas e os arsenais nucleares militares. Por Manuel Freytas (*) manuefreytas at iarnoticias.com A) O poder oculto Israel é a mais clara referência geográfica do sistema capitalista transnacionalizado que controle desde governos até sistemas econômicos produtivos e grandes meios de comunicação, tanto nos países centrais como no mundo subdesenvolvido e periférico. O Estado judeu, mais além de sua incidência como Nação, é o símbolo mais representativo de um poder mundial controlado em seus resortes decisivos por grupos minoritários de origem judia e conformado por uma estrutura de estrategistas e tecnocratas que operam as redes industriais, tecnológicas, militares, financeiras e midiáticas do capitalismo transnacional estendido pelos quatro pontos cardeais do planeta. Com uma população ao redor de 7,35 milhões de habitantes, Israel é o único estado judeu do mundo. Porém, quando falamos de Israel, falamos (por extensão) da referência mais significante de um sistema capitalista globalizado que controla governos, países, sistemas econômicos produtivos, bancos centrais, centros financeiros, arsenais nucleares e complexos militares industriais. Quando falamos de Israel, falamos antes de mais nada de um desenho estratégico de poder mundial que o protege, interativo e totalizado, que se concretiza mediante uma rede infinita de associações e vasos comunicantes entre o capital financeiro, industrial e de serviços que converte aos países e governos em gerências de enclave. O lobby sionista que sustenta e legitima a existência de Israel, não é um Estado no distante Oriente Médio, senão um sistema de poder econômico planetário (o sistema capitalista) de bancos e corporações transnacionais com judeus dominando a maioria dos pacotes acionários ou hegemonizando as decisões gerenciais desde postos diretivos e executivos. Quem se der ao trabalho de investigar o nome dos integrantes dos diretórios ou dos acionistas das grandes corporações e bancos transnacionais estadunidenses e europeus que controlam desde o comércio exterior e interior até os sistemas econômicos produtivos dos países, tanto centrais como "subdesenvolvidos" ou "emergentes", poderá facilmente comprovar que (em uma importante maioria) são de origem judia. As direções e acionistas das primeiras trinta megaempresas transnacionais e bancos (as maiores do mundo) que cotizam o índice Dow Jones de Wall Street, são em sua maioria de origem judia. Megacorporações do capitalismo sem fronteiras como: Wal-Mart Stores, Walt Disney, Microsoft, Pfizer Inc, General Motors, Hewlett Packard, Home Depot, Honeywell, IBM, Intel Corporation, Johnson & Johnson, JP Morgan Chase, American International Group, American Express, AT & T, Boeing Co (armamentista), Caterpillar, Citigroup, Coca Cola, Dupont, Exxon Mobil (petroleira), General Electric, McDonalds, Merck & Co, Procter & Gamble, United Technologies, Verizon, são controladas e/ou gerenciadas por capitais e pessoas de origem judia. Estas corporações representam o creme do creme dos grandes consórcios transnacional judeu sionista que, através do lobby exercido pelas embaixadas estadunidenses e européias, ditam e condicionam a política mundial e o comportamento dos governos, exércitos, ou instituições mundiais oficiais ou privadas. São os amos invisíveis do planeta: os que manejam os países e presidentes por controle remoto, como se fossem títeres de última geração. Quem investigue com este mesmo critério, ademais, os meios de comunicação, a indústria cultural ou artística, câmaras empresariais, organizações sociais, fundações, organizações profissionais, ONGs, tanto nos países centrais como periféricos, vai se surpreender com a notável incidência de pessoas de origem judia em seus mais altos níveis de decisão. As três principais cadeias televisivas dos EEUU (CNN, ABC, NBC y Fox), os três principais diários (The Wall Street Journal, The New York Times y The Washington Post) estão controlados e gerenciados (através de pacotes acionistas ou de famílias) por grupos do lobby judeu, principalmente novayorquino. Da mesma forma as três mais influentes revistas (Newsweek, Time y The New Yorker), e consórcios hegemônicos da Internet como Time-Warner (fundidos com América on Line) o Yahoo, estão controlados por gerenciamento e capital judeu que opera a nível de redes e conglomerados entrelaçados com outras empresas. Colossos do cinema como Hollywood e do espetáculo como The Walt Disney Company, Warner Brothers, Columbia Pictures, Paramount, 20th Century Fox, entre outros, formam parte desta rede interativa do capital sionista imperialista. A concentração do capital mundial em mega-grupos ou mega-companhias controladas pelo capital sionista, em uma proporção aplastante, possibilita decisões planetárias de todo o tipo, na economia, na sociedade, na vida política, na cultura, etc., e representa o aspecto mais definido da globalização imposta pelo poder mundial do sistema capitalista imperial. O objetivo central expansivo deste capitalismo sionista transnacionalizado é o controle e o domínio (por meio de guerras de conquista ou de "sistemas democráticos") de recursos naturais e sistemas econômico-produtivos, em um sistema que seus defensores e teóricos chamam "políticas de mercado". O capitalismo transnacional, em escala global, é o dono dos estados e de seus recursos e sistemas econômico-produtivos, não somente do mundo dependente, senão também dos países capitalistas centrais. Portanto, os governos dependentes e centrais são gerencias de enclave (pela esquerda ou direita) que, com variantes discursivas executam o mesmo programa econômico e as mesmas linhas estratégicas de controle político e social. Este capitalismo transnacional "sem fronteiras" do lobby sionista que sustenta o Estado de Israel se assenta em dois pilares fundamentais: a especulação financeira informatizada (com assento territorial em Wall Street) e a tecnologia militar-industrial de última geração (cuja máxima de desenvolvimento se concentra no Complexo Militar Industrial dos EEUU). O lobby sionista internacional, sobre o qual se assentam os pilares existenciais do Estado de Israel, controle desde governos, exércitos, polícias, estruturas econômicos produtivas, sistemas financeiros, sistemas políticos, estruturas tecnológicas e científicas, estruturas socioculturais, estruturas midiáticas internacionais, até o poder de polícia mundial assentado sobre os arsenais nucleares, os complexos militares industriais e os aparatos de deslocamento militar dos EEUU e das potências centrais. A esse poder, e não ao Estado de Israel, é o que temem os presidentes, políticos, jornalistas e intelectuais que calam ou deformam diariamente os genocídios de Israel no Meio Oriente temerosos de ficarem sepultados em vida, sob a lápide do "anti-semitismo". B) O lobby imperial O lobby sionista pró-israelense, a rede de poder oculto que controla a Casa Branca, o Pentágono e a Reserva Federal não rezam nas sinagogas senão na Catedral de Wall Street. Um detalhe a ter em conta, para não confundir a religião com o mito e com o negócio. Quando se referem ao lobby sionista (ao que denominam de lobby pró-israel) a maioria dos expertos e analistas falam de um grupo de funcionários e tecnocratas, em cujas mãos está o desenho e a execução da política militar norte-americana. A este lobby de pressão se atribui o objetivo estratégico permanente de impor a agenda militar e os interesses políticos e geopolíticos do governo e do Estado de Israel na política exterior dos EEUU. Como definição, o lobby pró-israel é uma gigantesca maquinaria de pressão econômica e política que opera simultaneamente em todos os estamentos do poder institucional estadunidense: Casa Branca, Congresso, Pentágono, Departamento de Estado, CIA e agências da comunidade de inteligência, entre os mais importantes. Por meio da utilização de seu poder financeiro, de sua estratégica posição nos centros de decisão, os grupos financeiros do lobby exercem influência decisiva na política interna e externa dos EEUU, a primeira potência imperial, além de seu papel dominante no financiamento dos partidos políticos, dos candidatos presidenciais e dos congressistas. A nível imperial, o poder financeiro do lobby se expressa principalmente por mio da Reserva Federal dos EEUU, um organismo chave para a concentração e reprodução do capital especulativo a nível planetário. O coração do lobby sionista estadunidense é o poderoso setor financeiro de Wall Street que tem direta implicação e participação na nomeação de funcionários chaves do governo dos EEUU e dos órgãos de controle da política monetária e instituições creditícias (nacional e internacional) com sede em Washington e Nova York. Os organismos econômicos financeiros internacionais como a OCDE, o Banco Mundial, o FMI, estão sob o controle direto dos bancos centrais e dos governos dos EEUU e das potências controladas pelo lobby sionista internacional (Grã Bretanha, Alemanha, França, Japão, entre as mais relevantes). Organizações e alianças internacionais como a ONU, o Conselho de Segurança e a OTAN estão controladas pelo eixo sionista USA-União Européia, cujas potências centrais são as que garantem a impunidade dos extermínios militares de Israel no Meio Oriente, como sucedeu com o último massacre de ativistas solidários com o povo de Gaza. As principais instituições do lobby (Goldman Sachs, Morgan Stanley, Lehman Brother, etc.) e os principais bancos (Citigroup, JP Morgan e Merrill Lynch, etc.) influem decisivamente para a nomeação dos titulares da Reserva Federal, o Tesouro, e a secretaria de Comércio, ademais dos diretores do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. C) O mito do "anti-semitismo" É este fenômeno de "poder capitalista mundial judeu", e não a Israel, que temem os presidentes, políticos, jornalistas e intelectuais que evitam tremulamente condenar ou nomear os periódicos genocídios militares de Israel em Gaza, repetindo o que já fizeram durante o massacre israelense no Líbano em 2006. A grande cumplicidade internacional com os massacres periódicos israelenses não se gesta por medo do Estado de Israel, senão por medo do que representa o Estado de Israel. Não se trata de Israel, um Estado sionista a mais, senão do "Grande Israel", a pátria do judaísmo mundial (com território roubado dos palestinos), da qual todos os judeus do mundo s sentem seus filhos pródigos dispersos pelo mundo. Não se trata de Israel, senão das poderosas organizações e comunidades judias mundiais que apoiaram em bloco o genocídio militar de Israel em Gaza, que utilizam seu poder e "escala de prestígio" (construída mediante sua vitimização histórica com o Holocausto) para converter em um leproso social aquele que se atreva a criticar ou levantar a voz contra o extermínio militar israelense em Gaza. Os governos do mundo capitalista, os jornalistas, intelectuais, organizações sindicais e sociais não tem Israel, senão a sua lapidação social como "antizímica" (mote que se lhe outorga ao que enfrenta /ou denuncia o sionismo judeu. Não temem o Estado de Israel, senão aos filhos de Israel camuflados nos grandes centros de decisão do poder mundial, sobretudo econômico-financeiros e midiático-culturais. Os políticos, intelectuais e jornalistas do sistema não temem Israel, senão que temem aos meios de comunicação, organizações e empresas judias, e sua influência sobre os governos e processos econômico-culturais do sistema capitalista sionista apoiados por todos os países em escala planetária. Definitivamente, temem que as empresas, as universidades, as organizações e as fundações internacionais sionistas que financiam e/ou promovem suas ascensões e postos na maquinaria do sistema os declarem "antisemíticas" e os deixem sem trabalho, sem férias e sem aposentadorias. Essa é a causa principal que explica porque os intelectuais, acadêmicos e jornalistas do sistema vivem elucubrando sérias análises da "realidade" política, econômica e social sem a presença da palavra judeu o do sistema capitalista que paga por seus serviços. Se bem que há um grupo de intelectuais e de militantes judeus de esquerda (dentre eles Chomsky e Gelamn, entre outros) que condenarão e protestaram contra o genocídio israelense em Gaza, a maioria considerável das comunidades e organizações judias em escala planetária apoiou explicitamente o massacre de civis em Gaza argumentando que se tratava de uma "guerra contra o terrorismo". Apesar de que Israel não invadiu nem perpetrou um genocídio militar em Gaza com a religião judia, senão com aviões F-16, bombas de racimo, helicópteros Apache, tanques, artilharia pesada, barcos, sistemas informatizados, e uma estratégia e um plano de extermínio militar em grande escala, quem questione esse massacre é condenado por "anti-semita" pelo poder judeu mundial distribuído pelo mundo. Apesar de que o lobby judeu sionista que controla Israel, tanto como a Casa Branca, o Tesouro e a Reserva Federal dos EEUU não rezam nas sinagogas senão na Catedral de Wall Street, aquele que critique é alcunhado de imediato como "anti-semita" ou "nazi" pelas estruturas midiáticas e culturais controladas pelo poder judeu mundial. As campanhas de denúncia de anti-semitismo com as quais Israel e as organizações judias buscam neutralizar as críticas contra o massacre, abordam a questão como se o sionismo judeu (sustentáculo do Estado de Israel) fosse uma questão "racial" ou religiosa, e não um sistema de domínio imperial que abarca interativamente o plano econômico, político, social e cultural, superando a questão da raça ou das crenças religiosas. O lobby sionista não controla o mundo com a religião: o maneja com bancos, transnacionais, hegemonia sobre os sistemas econômico-produtivos, controle sobre os recursos naturais, controle da rede informativa e de manipulação mundial, o manejo dos valores sociais através da publicidade, a cultura e o consumo estandardizado e globalizado pelos meios de comunicação En definitiva, el lobby judío no representa a ninguna sinagoga ni expresión racial, sino que es la estructura que maneja el poder mundial a través del control sobre los centros económicos-financieros y de decisión estratégica del sistema capitalista expandido como civilización "única". Antes que por sua religião e raça, o lobby sionista e suas redes se movem por uma ideologia política funcional: o sionismo capitalista-imperial que antepõe o mercado, a concentração de riqueza, a "política de negócios", a qualquer filosofia que roce nas noções do "bem" ou do "mal" entendidos dentro de parâmetros sociais. Então: De que falam quando falam de "anti-semitismo" ou de "anti-judaísmo religioso? Em que parâmetros referenciais se baseiam a condição de "anti-semita"? Quem é anti-semita? Quem critica os judeus por sua religião ou por sua raça nas sociedades do mundo? Em síntese, aos judeus, como está provado na realidade social de qualquer país, não se os critica pro sua religião ou condição racial, senão pelo seu apego excessivo ao status do dinheiro (também cultivado por outras coletividades) e por integrar estruturas ou hierarquias de poder dentro de um sistema injusto de opressão e de exploração do homem pelo homem, como é o sistema capitalista. Exceto os grupos minoritários de fanáticos e racistas que só representam a si mesmo, nas sociedades (salvo o nazismo alemão e algumas exceções) quase nunca houve "perseguição religiosa ou racial" do judeu, senão que houve uma associação do judeu com a "pior cara do capitalismo", representada no sistema econômico-financeiro especulativo. Em resumo: O lobby sionista que protege o Estado de Israel (pela "direita" e pela "esquerda") está conformado por uma estrutura de estrategistas e tecnocratas que operam as redes industriais, tecnológicas, militares, financeiras e midiáticas do capitalismo transnacional estendido pelos quatro pontos cardeais do planeta. Suas redes se expressam através de uma multiplicidade de organizações dedicadas a promover o atual modelo global, entre as quais se encontram principalmente: The Hudson Institute, The RAND Corporation, The Brookings Institution, The Trilateral Commission, The World Economic Forum, Aspen Institute, American Enterprise Institute, Deutsche Gesellschaft für Auswärtigen Politik, Bilderberg Group, Cato Institute, Tavestock institute, e a Carnegie Endowment for International Peace, entre outras. Todos estes think tanks ou "bancos de cérebros" reúnem os melhores tecnocratas, cientistas e estudiosos em seus respectivos campos, egressos das universidades dos EEUU, Europa e todo o resto do mundo. O lobby não responde somente ao Estado de Israel (como afirmam os analistas da "cara direitista" dos neocons) senão a um poder mundial sionista que é o dono do Estado de Israel tanto como do Estado norte-americano, e do resto dos Estados com seus recursos naturais e sistemas econômico- produtivos. O lobby não somente está na Casa Branca, senão que abarca todos os níveis das operações do capitalismo em escala transnacional, cujo desenho estratégico está na cabeça dos grandes charmans e executivos de bancos e consórcios multinacionais que se sentam no Consenso de Washington e repartem o planeta como se fosse um pastel. Nem a esquerda, nem a direita partidária falam deste poder "totalizado" pela sensível razão de que ambas estão fundidas (a modo de alternativas falsamente enfrentadas) aos programas e estratégias do capitalismo transnacional que controla o planeta. Portanto, e enquanto não se articule um novo sistema de compreensão estratégica (uma "terceira posição" revolucionária do saber e do conhecimento) o poder mundial que controla o planeta seguirá perpetuando-se nas falsas opções de "esquerda" e "direita". E o lobby judeu de "direita" dos republicanos conservadores seguirá sucedendo ao lobby judeu "de esquerda" dos democratas liberais em uma continuidade estratégica com as mesmas linhas reatoras do Império sionista mundial. E os massacres do Estado de Israel seguirão, como até agora, impunes e protegidos pelas estruturas do sistema de poder mundial sionista capitalista que o considera como sua "pátria territorial". Y las masacres del Estado de Israel seguirán, como hasta ahora, impunes y protegidas por las estructuras del sistema de poder mundial sionista capitalista que lo considera como su "patria territorial". --------------------------------------------------------------------- (*) Manuel Freytas es periodista, investigador, analista de estructuras del poder, especialista en inteligencia y comunicación estratégica. Es uno de los autores más difundidos y referenciados en la Web. Ver sus trabajos en Google y en IAR Noticias Trad. Vera Vassouras Nota: Há, no entanto, um terceiro pilar de sustentação no plano místico/psicológico e religioso: a falsa ruptura entre os assassinos de cristo e os que dizem falar em seu nome, com apoio explícito dos últimos e a institucionalização do judaísmo como propaganda da tortura e do assassinato. Crucifixos, evangelização e roubo de dinheiro e da sanidade dos povos submetidos à hegemonia pseudo-religiosa. Além disso, a permissiva imbecilização dos povos, como cordeiros imolados nos altares dos holocaustos diários, uma aberração chamado estado constitucionalmente organizado em nome do "deus" judaico-cristão, de direito. E de fato. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100611/49968f6f/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 12 18:25:50 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 12 Jun 2010 17:25:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Proposta_de_Rebelo-_desmatamento_?= =?iso-8859-1?q?total_em_90=25_dos_im=F3veis-MINC_CRITICA_PROPOSTA?= Message-ID: <120D2D89C2434465B4B7779580EB8233@vcaixe> Carta O Berro.....................................................................................repassem Desmate será livre em 90% dos imóveis Pela proposta do novo Código Florestal, esse é o total de propriedades rurais do País que ficará isento de proteger parte de sua mata nativa. Marta Salomon - O Estado de S.Paulo A proposta de mudança no Código Florestal em discussão na Câmara isentará 90% das propriedades rurais do País da obrigação de preservar a vegetação nativa em uma parcela das terras, mostra levantamento feito pelo Estado com base no cadastro de propriedades rurais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O projeto apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nesta semana suspende a exigência de reserva legal nos imóveis de até 4 módulos fiscais. O tamanho do módulo varia de município para município - pode ter de 5 a 110 hectares. O cadastro do Incra mostra que propriedades de até 4 módulos representam 90% dos 5,2 milhões de imóveis rurais registrados no País. Essas pequenas propriedades somam 135 milhões de hectares, o equivalente a mais de cinco vezes o território do Estado de São Paulo ou 25% da área total dos imóveis rurais registrados no Brasil. E elas ficariam completamente livres da exigência de proteger parte das terras. O porcentual de pequenas propriedades é mais expressivo nas Regiões Nordeste e Sul. Mas o efeito dessa mudança na legislação pode ser mais relevante na Amazônia, onde o tamanho dos módulos fiscais é maior. Na região, uma pequena propriedade pode medir mais de 400 hectares. Pela legislação atual, os produtores são obrigados a manter a vegetação nativa, a título de reserva legal, em um porcentual mínimo de 20% de suas terras. Na Floresta Amazônica, esse índice chega a 80%. A medida exata do potencial de estímulo ao desmatamento contido no projeto de Aldo Rebelo é difícil de ser calculada porque teria de levar em conta o tamanho dos módulos em cada município e a parcela das grandes propriedades. O projeto só prevê necessidade de proteção na parcela de terra dos demais imóveis que superar 4 módulos. Propõe ainda que caberá aos Estados definir, em até cinco anos, a recomposição de áreas desmatadas. Os Estados poderão, eventualmente, reduzir o porcentual de reserva legal nas propriedades maiores. Estimativa feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indica que 90% dos produtores não têm área de reserva legal. Estudo coordenado pelo professor da USP Gerd Sparovek calcula que o País já desmatou 430 mil km2 do que deveria ser mantido como reserva legal - uma área 70% maior que o Estado de São Paulo. O estudo reconhece que a recomposição da reserva legal onde ela desapareceu teria custo altíssimo. Outro estudo, feito pela comissão que debate o Código Florestal, estima que a legislação em vigor obrigaria a redução de 960 mil km2 atualmente destinados à produção. PARA ENTENDER As propriedades com até 4 módulos somam 1,35 milhão de km2 de terras no País ou 25% da área total. O Nordeste é a região com maior porcentual de propriedades com até 4 módulos (93,5%), seguido pelo Norte (86,9%), Sudeste (89,3%), Centro-Oeste (71,7%) e Sul (9,4%). ========= http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ex-ministro-critica-proposta-do-novo-codigo-florestal,564608,0.htm Ex-ministro critica proposta do novo Código Florestal manifestação da Assembleia Legislativa do RJ condena projeto do deputado federal Aldo Rebelo O ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc afirmou que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), autor de relatório que propõe mudanças no Código Florestal, migrou do comunismo para o ruralismo. "Acho que fizeram uma manipulação genética no DNA dele, de comunista para ruralista", disse Minc, que deixou o Ministério há pouco mais de dois meses para retomar a vaga de deputado estadual no Rio de Janeiro, pelo PT, e tentar a reeleição em outubro. Rebelo foi o principal alvo de manifestação realizada pela manhã na escadaria do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa fluminense, no centro. Idealizado pelo ex-ministro, o ato teve o apoio de ONGs ambientalistas como o Greenpeace e entidades ligadas à agricultura familiar. Reuniu cerca de 100 pessoas. Para Minc, se for aprovado do jeito que está, o relatório inviabiliza o cumprimento da meta voluntária - estabelecida pelo governo no fim do ano passado - de redução das emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. "Inviabiliza porque permite aumentar o desmatamento, que no caso do Brasil é o principal responsável pela emissão de CO2", disse ele. "Esse relatório vai quebrar a biodiversidade. Permite aumentar em até 80 milhões de hectares o desmatamento com a diminuição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais", completou. O mote da manifestação era "mais alimento sem desmatamento, contra o esquartejamento do Código Florestal". Minc defende que o Código seja "aperfeiçoado", para tornar sua aplicação mais ágil, mas sem descaracterização. Segundo ele, os ruralistas estão "aproveitando pontos que precisam ser aperfeiçoados para provocar pânico no setor, como se a lei atual inviabilizasse a produção agrícola". "Estudos científicos mostram que é possível dobrar a produção no Brasil sem se avançar sobre novas áreas verdes", disse. Ele aproveitou a manifestação para cobrar a efetivação de "propostas de aperfeiçoamento" definidas quando ocupava o Ministério, como o decreto que define o que é intervenção de baixo impacto em reservas legais e APPs. Um dos formuladores do Código Florestal, o geógrafo Alceo Magnanini participou da manifestação. "Temos que combater o não-cumprimento do Código Florestal, e não combater o Código", disse. Durante o ato, foram espalhadas abóboras, berinjelas e abobrinhas na escadaria da Alerj. O ex-ministro Carlos Minc e ambientalistas protestam contra o projeto do novo Código. Paulo Vitor/AE ============================================================================= Mudança na lei florestal permite ao agronegócio desmatar ainda mais "Aldo Rebelo cria falsa polarização entre progresso nacional e intervencionismo estrangeiro", critica Frei Sérgio 09/06/2010 Eduardo Sales de Lima da Redação Leia mais: Impactos ambientais e humanos Áreas protegidas O deputado federal Aldo Rebelo (PC do B) entregou, no dia 8, o relatório final com propostas de mudanças no Código Florestal Brasileiro. ONGs ambientalistas e organizações sociais camponesas, entretanto, criticam-no por ter encampado as pautas do setor ruralista do Congresso Nacional. A visão de grande parte dos movimentos, dentre eles a Via Campesina, é a de que, com a aprovação do novo código, o agronegócio consolidará áreas já desmatadas em reservas legais e áreas de proteção permanente (APPs) e, assim, ficarão perdoados grandes produtores rurais que cometeram infrações ambientais. O engenheiro florestal Luiz Zarref, ligado à Via Campesina, afirma que o novo código é resultado de mais um forte lobby no parlamento, sobretudo dos grandes produtores de óleo de palma (dendê), que devastam as florestas tropicais da Indonésia e da Malásia, além dos já conhecidos produtores de celulose (eucalipto). "O objetivo é de que as reservas legais, principalmente na região amazônica, possam ser recompostas por espécies exóticas, como a palma e o eucalipto", explica. "A proposta que o Rebelo está encampando é a proposta do agronegócio", adverte Frei Sérgio Görgen, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). O que reforça tal afirmação é que o relatório com as mudanças no código foi elaborado com a participação de uma consultora jurídica oficial da frente ruralista do Congresso Nacional. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, de 8 de junho, a advogada Samanta Piñeda recebeu R$ 10 mil pela "consultoria", pagos com dinheiro da verba indenizatória de Rebelo e do presidente da comissão especial, Moacir Micheletto (PMDB-PR). Há denúncias de que os ruralistas teriam impedido a participação plena de inúmeras organizações sociais, além de terem apressado o processo de consulta pública. Todas as dezenove audiências públicas comandadas pela comissão especial da Câmara dos Deputados foram realizadas em "capitais" do agronegócios. Raquel Izidoro, membro da Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal (Abeef), esteve na audiência do dia 3 de fevereiro em Ribeirão Preto (SP) e reclama da falta de democracia que presenciou na ocasião. "O código de 1965 veio de uma época de muitas lutas sociais, o que não está acontecendo agora. Na audiência em Ribeirão Preto, o tempo das organizações sociais era bem controlado, ao contrário do tempo daqueles que se pronunciavam defendendo os interesses do agronegócio", recorda. Equívocos De acordo com Luiz Zarref, o deputado Aldo Rebelo, ao assumir os anseios de expansão espacial do setor ruralista e rebater veementemente as críticas de ONGs ambientalistas estrangeiras contra ele, sobretudo o Greenpeace, incorre em "erro de leitura política". "Ele está considerando o debate público de criação de novo código florestal como uma disputa entre nacionalismo e intervenção estrangeira. Ora, ele está esquecendo que o agronegócio é, justamente, uma grande injeção de capital estrangeiro dentro do país". Zarref denuncia que "o interesse do capital externo é destruir toda a nossa floresta, transformar ela em carvão para a extração de minérios, substituir por cana, gado e algodão para exportar, transformando tudo em commodities". Relacionados a isso ou não, cifras da última campanha eleitoral podem elucidar certas atitudes. De acordo com a página na internet da ONG Transparência Brasil, a campanha de Aldo para as eleições de 2006 recebeu R$ 300 mil da Caemi-Mineração e Metalúrgica, R$ 50 mil da Bolsa de Mercadorias e Futuros e mais R$ 50 mil da Votorantim Celulose e Papel. Segundo Frei Sérgio, a polarização que o deputado Aldo Rebelo engendra, a de que existe uma intervenção de ONGs internacionais que não querem que o país progrida é falsa. "Não é proteção da nação que ele está fazendo, é justamente entregar nossos rios, nossas florestas para meia dúzia de transnacionais", conclui. Manejo Entre os argumentos do deputado federal e da frente ruralista para a implementação de um novo Código Florestal Brasileiro, está o de que a agropecuária precisa de mais espaço. Em recente estudo coordenado por Gerd Sparovek, professor do departamento de solos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), que ainda será publicado, o atual código já permite que 104 milhões de hectares sejam desnecessariamente, mas legalmente, desmatados. Sparovek destaca, por outro lado, que a agricultura pode se desenvolver pela expansão territorial sobre áreas ocupadas com pecuária extensiva. O estudo aponta que a pecuária brasileira para o corte ocupa 211 milhões de hectares. A conclusão de seu estudo é de que a integração da agricultura com a pecuária, o manejo mais intensivo das pastagens através da correção do solo e sua adubação ainda são práticas pouco aplicadas pelos pecuaristas no Brasil. Noves fora o espaço mal utilizado pelo agronegócio, mais um "erro" do deputado Aldo Rebelo, segundo Zarref, é enxergar a incompatibilidade entre o respeito à natureza e produção agropecuária. "Quando se fala do sistema convencional de produção agropecuária, baseado em monocultura, mecanização pesada e produtos químicos, aí, de fato, isso é totalmente incompatível com a natureza. Agora, quando se fala de sistemas complexos e agroecológicos de produção de alimentos saudáveis, não há essa incompatibilidade entre natureza e produção", explica Zarref. O engenheiro florestal defende que o agronegócio não dá conta de produzir e preservar o meio ambiente, e a agricultura camponesa, sim. "Estamos falando que a reserva legal é um espaço privilegiado para desenvolver alimentos saudáveis com conservação da natureza; e ele [Aldo Rebelo] só consegue enxergar a produção convencional, baseada na revolução verde", pondera. De acordo com Luiz Zarref, o código atual permite um manejo de reservas legais, mas é necessária uma regulamentação para este manejo e assistência técnica qualificada. Ele defende que a viabilidade econômica do manejo poderia ser potencializada com recursos financeiros voltados à implementação de projetos de recuperação e garantia de comercialização para os produtos oriundos do manejo da reserva legal e APP. A intenção da frente ruralista é levar a proposta ao plenário da Câmara antes das eleições. A assessoria de imprensa do deputado federal Aldo Rebelo informou à reportagem que, por estar concluindo o relatório, o parlamentar estaria momentaneamente impossibilitado de conceder entrevistas. =========================================================================================== -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100612/6fa29e45/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 12 18:26:01 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 12 Jun 2010 17:26:01 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Solidariedade e Terrorismo Message-ID: <318B325BEC984269A8C24E14A3F7E53F@vcaixe> Carta O Berro...................................................................repassem Solidariedade e Terrorismo Carlos Alberto Lungarzo Anistia Internacional (USA) ? 2152711 Fui educada na história judia, uma história de opressão, de carência, de sofrer faxina étnica, de sermos expulsos de uma comunidade após outra. Poderíamos nós estar fazendo estas coisas a outra gente? Neta Golan, fundadora do Movimento Internacional de Solidariedade A autora da frase acima não é original, mas é penetrante. De fato, são milhares os judeus de todo o mundo que se preocupam pela transformação da dor e o sofrimento de sua comunidade num instrumento de retribuição e vingança. Dona Hedy Epstein, de 85 anos, sobrevivente do genocídio antijudio dos nazistas, foi impedida em Chipre de embarcar no MV Rachel Corrie, um navio irlandês que, no momento de escrever este artigo, está desacelerando sua marcha rumo a Gaza, para evitar ser pego por surpresa durante a noite. Apesar de todos os riscos, o cargueiro continua de encontro ao bloqueio contra o qual pode esbarrar no dia sábado 5 de junho. É importante observar que a frotilha da solidariedade continha alguns judeus. Se seu número é pequeno, isso acontece porque também é pequena a coletividade (13 milhões no mundo todo), e porque o terrorismo de estado israelense criou uma ?peste emocional? análoga a do nazismo. Mas essa história de solidariedade poucas vezes é narrada. O Sionismo e o Terrorismo de Estado O fundador do sionismo moderno, Theodor Herzl (1860-1904) era um civil pacifista. Ele faleceu antes da Declaração Balfour (1917) e, na sua época, cogitavam-se várias soluções diferentes para o povo judeu. Os sionistas do século 19 pertenciam a diversas correntes e, apesar de influentes, as tendências religiosas não eram hegemônicas. O principal objetivo da reunião da diáspora era a proteção dos judeus contra a perseguição implacável dos países católicos e ortodoxos. O antisemitismo atingiu o clímax nas partes mais modernas do mundo com o escandaloso ?caso Dreyfus?, na França de 1894. Durante décadas, setores diversos do sionismo, incluídos alguns religiosos radicais, repudiaram a ideia de reocupar a região Palestina. Os seculares entendiam a ocupação como uma manifestação de saudosismo e melancolia reacionária, e alguns religiosos a consideravam uma profanação, pois a ?Terra Prometida? não poderia ser habitada até a chegada do Messiah. Os mais esclarecidos compreendiam que seria também um ato de violência contra seus habitantes. Mas, a procura de um território para um povo (um processo que não acontecia desde o fim das migrações indo-europeias) seguiu várias rotas divergentes. Os judeus progressistas não sionistas aconselhavam a assimilação aos locais em que viviam, e a transformação da luta contra o antisemitismo numa luta internacional e pan-étnica pela emancipação humana. Esse ponto de vista aparece nos primeiros socialistas, notadamente na chamada ?esquerda hegeliana?, com a básica obra de Bruno Bauer A Questão Judia (Die Judenfrage, 1843), e no comunismo, com a réplica a Bauer por Karl Marx, na universalmente famosa Sobre a Questão Judia (Zur Judenfrage, 1844). Bauer propunha a renúncia do judeu a sua religião, como um caminho para a secularização do estado e sua emancipação, não como judeu, mas como cidadão. Marx considerava isso insuficiente, pois, por exemplo, os Estados Unidos eram um estado secular e não teocrático como a Prússia, mas também aí as pessoas eram discriminadas por sua religião. Como é bem conhecido, Marx afirmava que os judeus não poderiam emancipar-se apenas como cidadãos, mas como membros da Humanidade. Para tanto, o problema não era afastar-se da religião, mas substituir toda a estrutura social capitalista. Este documento é um dos maiores expoentes do internacionalismo, do antiracismo e do comunismo, como única possibilidade da libertação humana (seja ou não judaica). Marxistas e anarquistas influíram massivamente no deslocamento de judeus para a esquerda. Os menos radicais propuseram uma forma de sionismo socialista, que construísse vários estados nos países em que os judeus viviam em ghettos. Aliás, outros cogitaram alternativas fora da Palestina, como o Congo e a Argentina. O trabalhismo sionista enfatizou os traços leigos e proletários da comunidade judia, entrando em conflito com religiosos e classes abastadas, mas também aprofundou o toque nacionalista. Muito antes de 1977, quando perderam o governo de Israel, os trabalhistas já apoiavam à burguesia israelense em sua política de ?terra queimada? com os árabes, mas seria exagerado dizer que eles já eram terroristas de estado. A situação mudou após a invasão ao Líbano, e hoje praticamente todo o establishment político israelense apoia as práticas semi-genocidas, embora haja uma minoria crescente de defensores dos DH na sociedade civil. Terrorismo de Estado Nuclear Há um fato que não é totalmente certo, mas é muito provável: talvez o Oriente Médio tivesse sido arrasado por uma ação nuclear israelense, se um homem não tivesse revelado ao mundo, em 1986, os secretos da indústria bélica nuclear em Israel: Mordechai Vanunu (n. 1954), judeu marroquino, filho de um rabino, emigrado a Israel com toda sua família quando estava com 9 anos. Vanunu foi sempre alvo dos serviços de inteligência por seu espírito independente, por sua participação em manifestações e por sua oposição ao militarismo. Deveu abandonar a universidade, mas, entre 1976 e 1985, esteve empregado como técnico no Centro de Pesquisas Nucleares. Foi dispensado em 1985, quando seus chefes acharam que parecia impressionado pelo programa nuclear. Em setembro de 1986 viajou a Londres, onde informou The Sunday Times dos planos nucleares agressivos do Estado de Israel, e até forneceu fotos por ele tiradas da planta na qual tinha trabalhado. Apesar da cumplicidade de Israel com a falconete britânica Margareth Thatcher, o Reino Unido estragaria sua reputação se permitisse um sequestro em seu território. O Serviço Secreto britânico ?se lavou as mãos?, guardou silêncio, e deixou que os israelenses esperassem uma viagem de Mordechai para Roma, onde foi sequestrado e retornado a Israel. A União Europeia protestou, mas Itália se mostrou condescendente. Afinal, era apenas um negócio entre fascistas de credos diferentes. Em 05/10/1986, The Sunday Times dedicou sua principal manchete às informações de Vanunu sobre o arsenal nuclear de Israel. Como Israel não aplica a pena de morte (a única foi a do arquigenocida nazista Adolf Eichmann em 1962), o diretor da Mossad, Shabtai Shavit, cogitou, junto com outros, a possibilidade do assassinato extrajudicial de Vanunu. Entretanto, o próprio racismo israelense salvou a vida de Mordechai: os que tinham o poder de decisão concluíram que não era permitido matar um judeu por aquele procedimento clandestino reservado aos ?gentis?. Foi sentenciado a 18 anos de prisão em 1988, após um julgamento secreto, cujas irregularidades (embora menos gritantes) lembram o caso Battisti. Durante a prisão, esteve 11 anos em total isolamento, mas assim mesmo rejeitou tratamento psiquiátrico. Deu muitas amostras de alta moral, como a de declarar à polícia que o povo judeu não precisava ter um estado próprio, e a de recusar-se a falar em hebraico. Antes disso, quando ainda estava livre, Mordechai mudou seu nome para um nome inglês, deixou o judaísmo pelo anglicanismo, e afastou-se de sua família, que tinha uma bem definida identidade judaica, salvo de um de seus irmãos, progressista como ele. Seus valores éticos estavam acima de qualquer contingência involuntária baseada em sangue ou tradição. Teoricamente, Vanunu foi liberto em 2004, mas continua sofrendo grandes restrições que o tornam um preso em regime aberto. Sua única liberdade é a de morar fora da prisão e deslocar-se pela cidade, mas não pode mudar de domicílio, nem falar com estrangeiros, nem manter contatos por telefone ou e-mail, nem se aproximar de embaixadas. Aliás, continuamente é hostilizado pelo judiciário e a polícia israelense, que aduzem qualquer motivo para novos cargos. Anistia Internacional protestou pelo tratamento a que foi e é submetido, mas Israel acusou sempre nossa organização de antisemitismo, e dessa vez não foi diferente. Entre 1988 e 2004, foi indicado todos os anos para o prêmio Nobel da Paz. Difícil imaginar alguém que mereça mais um prêmio à Paz, mas a Fundação Nobel se faz de distraída. Afinal, esse prêmio está bastante deturpado e foi dado a grandes genocidas como Henry Kissinger. Mas, em 1987, ele já tinha recebido o prêmio Nobel alternativo, que foi inventado na Suécia para compensar a parcialidade do prêmio oficial. Além disso, foi nomeado Doutor Honoris Causa pela universidade Norueguesa de Tromsø. Também, em 2005 recebeu o Prêmio da Paz do Povo Norueguês, uma distinção substitutiva para os que são discriminados pela imprevisível fundação. A solidariedade mais forte recebida por Mordechai vem da Escócia, onde foi nomeado (em ausência) reitor da universidade de Glasgow. O apoio que Mordechai Vanunu recebe é ínfimo, se comparado com o serviço prestado à humanidade. Com efeito, apesar da empáfia dos terroristas israelenses, eles teriam dificuldades atualmente para realizar um ataque nuclear surpresa de baixo impacto. É claro que a divulgação da existência do arsenal nuclear israelense não pode proteger de um bombardeio aberto e sistemático, mas esse tipo de ação teria um preço político mais alto. O Movimento Internacional de Solidariedade O Movimento Internacional de Solidariedade (International Solidarity Movement, ISM) foi fundado em 2001 por cinco pessoas entre as quais há palestinos e judeus, com o objetivo de luta contra o terrorismo israelense por meio da pressão pacífica. Estas pessoas são: 1. Ghassan Andoni (n. 1956), um ativista palestino cristão e professor de física, indicado para o prêmio Nobel da Paz em 2006. 2. Neta Golan, uma ativista israelense, que mora em Ramallah e tem dois filhos pequenos com um palestino. 3. Huwaida Arraf, militante pró-palestina, filha de mãe palestina católica, nascida em Detroit (EEUU). É formada em estudos Árabes e Judaicos, e jurista especializada em crimes de guerra. Está casada com Adam Shapiro. Ela estava no Challenger 1, o maior navio da frota de solidariedade a Gaza. 4. George N. Rishmawi, ativista palestinos, fundador de vários movimentos pacifistas e de integração entre os povos. 5. Adam Shapiro, nascido numa família judia de New York em 1972, formado em ciência política e mestre em estudos árabes. Ele disse que não se considera judeu, porque o judaísmo é mais próximo de ser religião que de ser etnia. E acrescenta: ?Eu não tenho religião nenhuma?. Ficou célebre por sua incrível coragem ao visitar Yasser Arafat em seu edifício (2002), quando estava cercando pelas tropas israelenses. É o marido de Huwaida. O ISM convoca civis de todo o planeta, para participar de atos não violentos de protestas contra agressão militar israelense na Faixa de gaza e na Cisjordânia, e tem publicitado sua ação nos países ocidentais, especialmente nos Estados Unidos, ganhando o apoio de setores progressistas ou independentes da comunidade judia. O grupo é um caso relevante de militância dinâmica em DH, uma variedade menos comum que a denúncia e o trabalho jurídico. Entretanto, nunca utiliza a violência, se limitando a repelir ataques com resistência ativa ou passiva, sem uso de armas, o que coloca em risco permanente a integridade física e as vidas dos ativistas. O ISM foi um dos movimentos organizadores da Frotilha da Liberdade, agredida em 31 de maio pelo ato de assalto, agressão e sequestro marítimo israelense em águas internacionais. [Não se apresse: a palavra frotilha não está em portunhol; é um termo técnico marítimo tomado do espanhol ?flotilla?, porém legitimamente incorporado ao português.] A metodologia do ISM combina tácticas de resistência pacífica (ativa e passiva), apoio pessoal e fornecimento de bens aos palestinos, desacato às leis terroristas, incluído o desafio aos uniformados, e propaganda, agitação e vigilância. Por exemplo: 1. Proteção Corporal. Alguns dos membros do ISM preferem não utilizar o termo mais comum ?uso de escudos humanos?, porque esta expressão foi cunhada para se referir aos palestinos que os israelenses capturam como proteção e obrigam a marchar na frente quando atacam bairros de Gaza e Cisjordânia. 2. Acompanhamento de Palestinos. O objetivo é dividir com eles as agressões dos colonos, militares e policiais israelenses; ajudá-los a ordenar-se de maneira eficiente para evitar maltrato e humilhações nas filas de controle; arrumar testemunhas e colaboradores nos casos de ataque violento de colonos contra camponeses que realizam a safra, e atividades do gênero. 3. Remoção de obstáculos. As tropas israelenses e seus colaboradores obstruem ao máximo as passagens pela Cisjordânia, para transformar vilas e pequenas cidades em núcleos isolados, que possam ser atacados facilmente. O ISM trabalha constantemente removendo esses obstáculos à medida que os israelenses os colocam. 4. Bloqueios Defensivos. O ISM coloca obstáculos que impeçam ou dificultem a passagem de tanques, carriers e máquinas de terraplanagem. 5. Desobediência Sistemática de Regras Repressivas. Os ativistas do ISM ignoram o toque de recolher nas áreas palestinas. Movendo-se através dessas áreas, podem tomar conhecimento das ações militares dos israelenses, que durante a duração do toque extrema a repressão contra cidadãos palestinos. Também, aproveitam esse período para levar ajuda humanitária aos lares palestinos, e oferecem custódia ao pessoal sanitário que é frequentemente interceptado por israelenses. 6. Interferência nas Atividades Repressivas. O ISM cria empecilhos, quando possível, às tarefas de construção do muro da Cisjordânia. Também executam atos de vulneração das obras realizadas, tentando tornar menos eficientes o sistema de ?apartheid? israelense. 7. Violação da ?Sacralidade? de Zonas Militares. Uma prática típica de militares (não apenas de governos terroristas, mas em geral) é a de transformar zonas civis pacíficas em zonas militarizadas, submetendo seus habitantes a tratamento discricionário, bem no estilo militar. De fato, esta ?dessacralização? não é um fim em si mesmo do ISM, mas um processo prévio que permite executar todas as tarefas. De fato, todas as zonas ocupadas podem ser militarizadas a qualquer momento, e fazer ativismo humanitário nessas regiões exige confronto com os militares. As ações do ISM supõem riscos, mas as tropas israelenses evitam aplicar-lhes os métodos sumários usados com os Palestinos. Vários dos militantes (não conheço a proporção exata) são judeus, e a ideia de matar outros judeus é sempre constrangedora para as tropas israelenses. Isto é uma peculiaridade do estado de Israel, e tem a ver com a unidade étnica que, supostamente, mantém a integridade do estado. Outro motivo é que os membros do ISM, embora ignorados pela mídia, são bem conhecidos na comunidade humanitária e uma ?faxina? contra eles poderia produzir uma reação. Apesar disso, houve uma exceção: uma jovem americana de 23 anos, Rachel Corrie, em cuja homenagem foi dado seu nome ao MV irlandês da Frota da Liberdade. O Assassinato de Rachel Corrie Rachel Corrie (1979 ?2003) foi uma estudante americana, filiada ao ISM que, no ano 2003, durante a Segunda Onda de Resistência da Faixa de Gaza (Intifada), utilizou defesa corporal contra uma esquadra de operários israelenses comandados por militares, para deter a demolição da moradia de palestinos. Rachel se interpôs entre a casa e uma máquina de terraplanagem que não deteve sua marcha e acabou a matando por esmagamento. Apesar do desprezo e mal-estar contra o ISM, os israelenses fizeram uma rápida perícia, com o resultado imaginável: atribuíram a morte a um acidente. Por sua vez, várias testemunhas afirmaram que o motorista percebeu claramente a presença de Rachel, e até gritou ela para sair de seu caminho. Afirmam, também, que quando a menina se recusou, o motorista reiniciou a marcha acelerando o motor, e não parou até atravessar o corpo. A seção dos EEUU de Anistia Internacional, junto com a família, numerosos amigos, e a opinião pública progressista, exigiu de Israel uma investigação rápida, objetiva e independente, mas houve apenas uma repetição dos resultados da ?investigação? oficial. AIUSA, através de Christine Bustany, diretora jurídica de nossa ONG para Oriente Médio, exigiu também que as máquinas de terraplanagem [bulldozers] sejam consideradas armas de guerra, pois, de fato, estão sendo usadas como tais, e que os EEUU suspendam sua transferência ao Estado de Israel. Por sinal, um dos navios da Flotilha da Liberdade foi batizado MV Rachel Corrie, (V) e, no momento de escrever este texto, avança a uma velocidade entre 8 e 9 nós, com uma pequena passagem de malaios e irlandeses na rota de Gaza, decidido a furar o bloqueio. Sua desaceleração foi calculada para não chegar ao local de abordagem israelense durante a noite ?Estamos mais firmes em nossos esforços, em homenagem aos nossos amigos assassinados e feridos? -dizem os tripulantes. A Marinha Israelense promete atacar este navio, mas os ativistas se propõem não apresentar resistência ativa, e confrontar as tropas invasoras, se houver, ficando sentados no convés. Mairead Maguire, vencedora do Nobel da Paz, em 1976, e Denis Halliday, um ex-funcionário graduado da ONU, um dos diretores mais influentes no passado, também viajam no navio. Um vídeo sobre Rachel Corrie e o cargo que leva seu nome pode ser visto em meu site. Conclusões Depois do assalta e chacina do dia 31 de maio, o bloqueio de Gaza deverá sofrer alguma modificação. Até os falcões do governo racista e militarista estão considerando alguns subterfúgios para tornar o lento genocídio palestino menos visível. Obviamente, isso deverá conduzir também a uma menor crueldade no tratamento dos habitantes de Gaza. Entretanto, novas iniciativas como esta devem ser adotadas. Os ativistas humanitários não querem ser heróis nem mártires, mas apenas pessoas solidárias que sabem que morrer é um risco de qualquer forma de vida animal, e que, já que a morte é inevitável, devemos ser sensatos no momento de avaliar quando é o momento de se arriscar a vida. E este momento é um desses, como o foi a luta dos pacifistas indianos, a resistência antinazista e a colaboração das Brigadas Internacionais contra o criminoso levantamento espanhol de 1936. Não temos a mentalidade militar de que as vidas humanas são como munição ou vitualha: não importa perder 20 vidas se ganhamos uma batalha política. Isso é repulsivo e arrepia nossa condição, não apenas humana, mas também biológica. Os membros de missões humanitárias não querem morrer nem matar. Repudiam os valores infames do militarismo, o nacionalismo, o racismo e o providencialismo. Querem viver o mais possível, mas que nossas vida sejam preservadas não depende apenas de nós. Era esperável a reação tímida dos governos, salvo o da Turquia, porque as relações internacionais nada têm a ver com os proclamados valores de paz, justiça e Direitos Humanos, mas têm tudo a ver com negócios e trocas de favores. Entretanto, o pouco que está sendo feito é melhor que nada. O governo brasileiro, segundo pude inferir de informações ainda não muito claras, chamou seu embaixador em Tel Aviv. Mas essa atitude deveria ser completada pela quebra definitiva de relações com Israel. Países pequenos e com maiores problemas que o Brasil, como Venezuela e Bolívia, já fizeram isso durante o massacre aéreo de 2008-2009. Essa medida, pacífica e moralizante, será melhor que ajudar a desenvolver sua energia nuclear ao governo dos Aiatolás, cujo fundamentalismo antisemita está alicerçado na mesma crença na superioridade nacional que o fundamentalismo cristão ou judeu. Aliás, o projeto de destruição do Estado de Israel é absurdo, porque, após várias décadas, existe uma identidade israelense em gerações que não tem nenhuma responsabilidade na partilha dos anos 40. Acreditar isso é aplicar punição coletiva, na mesma forma em que o partido Likud a aplica contra os palestinos. Nosso MRE tem as boas (e proveitosas) intenções de sermos ?amigos de todos?, como diz o ministro Amorim, com sua habitual elegância. Mas nem sempre isso é possível. -- Você está recebendo este e-mail, porque consta em nossa lista de contatos. Se você entender que foi incluído nessa lista por engano, por favor, enviar um reply com a palavra RETIRAR. Seu nome será imediatamente retirado da lista. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100612/3f640b31/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 43620 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100612/3f640b31/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 13 14:02:35 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 13 Jun 2010 13:02:35 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_M=FAsica_Francesa_-_Os_grandes_da?= =?iso-8859-1?q?_can=E7=F5es_para_recordar=2E---=28=285*****=29=29_?= =?iso-8859-1?q?___________________________________________________?= =?iso-8859-1?q?HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <89A2D19234F14FA18FF032A6192C3558@vcaixe> Carta O Berro.................................................................repassem Colaboração da amiga Lú Maria para o nosso Domingo com música da Carta O Berro. Ola Van! bom feriadão, aproveite e desfrutes com essa deliciosa música francesa. Lú Maria É só clicar na música para ouvir... Charles Aznavour Et Pourtant La mamma La bohéme (actualizado) (vídeo) Mourir d'aimer (actualizado) Hier encore (actualizado) Il faut savoir Que c'est triste Venise For me formidable Isabelle Je m'voyais déja Les deux guitares Jacques Brel Ne me quitte pas Ne me quitte pas (vídeo) La valse à mille temps Edith Piaf Non, je ne regrette rien Christophe Aline (video) Je ne t'aime plus Maman Les marionettes J'ai endendu la mer Mireille Mathieu Une femme amoureuse Une histoire d'amour La dernière valse Paris en colère Les Chats Sauvages Derniers baisairs Twist à St Tropez C'est pas sérieux Oh! Lady Hervé Vilard Capri c'est fine Fais la rire Georges Moustaki Le métèque (vídeo) Zorba the Greek Joseph Juliette Gréco Sous le ciel de Paris Jolie Mome (vídeo) Françoise Hardy Comment te dire adieu Tous les garçons et les filles (vídeo) Michel Polnareff Love me please love me Jean Gabin Maintenant je sais Johnny Hallyday Noir c'est noir Julien Clerc Une vie de rien Double enfance Marc Lavoine Toi mon amour J'ai tout oublié Même si Chère amie Je ne veux qu'elle J'espère (vídeo) Art Sullivan Petite Demoiselle Danyel Gérard Petit Gonzales Jean Ferrat Cést beau la vie Dalida Paroles, paroles (Alain Delon) Helwa ya baladi Je suis malade (Serge Lama) Salma ya salama (vídeo) Gilbert Montagné On va s'aimer Michel Fugain Je n'aurai pas le temps Jane Birkin/Serge Gainsbourg Je t'aime, moi nom plus (vídeo) Patricia Kaas Il me dit que je suis belle Isabelle Boulay Jamais assez loin Gérard Lenorman Michèle Le bleu des regrets Charles Trenet La mer (vídeo) Michel Delpech Chez laurette Le chasseur Pour un flirt -------------------------------------------------------------------------------- TRANSFORME SUAS FOTOS EM EMOTICONS PARA O MESSENGER. 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Name: not available Type: image/gif Size: 43252 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100613/0e8fb5ae/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 13 14:02:45 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 13 Jun 2010 13:02:45 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__a_li=E7=E3o_do_sionismo?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................................repassem a lição do sionismo Junho de 2010 Não é exclusivo dos judeus o facto de entre os perseguidos se ter gerado uma reacção nacionalista que se converteu em imperialismo. Esta é a armadilha que o nacionalismo coloca às pessoas de esquerda. Por João Bernardo Pensando um pouco sobre a recente agressão de Israel ao navio Mavi Marmara e o à-vontade e a impunidade com que esse país tem espalhado o terror em seu redor, parece-me que a maior parte dos comentadores se limita ao óbvio para evitar a conclusão mais importante. É do conhecimento geral que os judeus foram vítimas de grandes perseguições e que o nazismo fez do anti-semitismo um dos seus eixos principais. Desde o primeiro dia o regime de Hitler perseguiu os judeus e durante a segunda guerra mundial pretendeu exterminá-los. É também amplamente conhecido o tratamento que o Estado de Israel inflige aos palestinianos, espoliando-os e impondo-lhes um sistema de terror que ultrapassa tudo o que os racistas sul-africanos conseguiram fazer no tempo do apartheid. Ora, entre estes dois factos, os judeus como vítimas e Israel como agressor, não existe uma contradição mas, pelo contrário, um nexo lógico, e é para ele que procurarei chamar a atenção neste artigo. Oposição entre assimilacionistas e sionistas Antes de mais, convém distinguir judeus e movimento sionista. Os judeus são um povo, definido por um conjunto de tradições e hábitos culturais em que a religião é uma parte componente, embora não indispensável. O sionismo é um movimento político que se propôs formar uma nação a partir do povo judaico, disperso desde há muitos séculos no seio de outras sociedades; o objectivo do sionismo era separar os judeus das sociedades onde viviam e conduzir uma corrente migratória para a Palestina, acabando por fundar o Estado de Israel. Theodor Herzl Quando Theodor Herzl fundou o movimento sionista na passagem do século XIX para o século XX, ele só conseguiu interessar uma pequena minoria de judeus e praticamente não contou com o apoio de intelectuais judeus de prestígio [1]. A esmagadora maioria dos judeus era composta por assimilacionistas, que, embora defendessem o direito a manter a sua especificidade cultural, defendiam também a sua plena integração nas sociedades onde viviam. Na Alemanha imperial a grande maioria dos judeus exibia um patriotismo nas raias do chauvinismo, e os judeus austríacos, em vez de se apresentarem como uma das nacionalidades do império, consideravam-se parte integrante da população alemã [2]. Nas vésperas da primeira guerra mundial os sionistas estavam marginalizados no interior das suas próprias comunidades, mesmo no leste da Europa, apesar de serem aí especialmente violentos os sentimentos anti-semitas de uma parte da população [3], e o isolamento dos sionistas continuou, de um e outro lado do Atlântico, ao longo da década de 1920 [4]. Na Alemanha posterior à primeira guerra mundial, durante a república de Weimar, os assimilacionistas contaram pelo menos com 95% dos membros das organizações judaicas [5], e na primeira metade da década de 1920 mais de 40% dos casamentos em que um dos noivos era judeu tinham como outro participante um não-judeu [6]. Na Polónia, apesar de ter sido o país europeu onde o sionismo mais se desenvolveu, até à segunda guerra mundial a maior organização política judaica foi a Bund (Algemeyner Yidisher Arbeter Bund in Lite, Poylin und Russland, União Geral dos Trabalhadores Judaicos da Lituânia, Polónia e Rússia), partidária da igualdade de direitos, socialista e activamente oposta aos sionistas [7]. Comentando o facto de em 1942 ser cada vez mais frequente o emprego do polaco em vez do yiddish nas ruas do ghetto de Varsóvia, o historiador judeu Emmanuel Ringelblum observou que o movimento de assimilação linguística fora já muito forte antes da guerra [8]. Na verdade, Ringelblum estava especialmente bem colocado para apreciar a situação, porque ele conseguiu organizar clandestinamente uma rede de testemunhas e de informadores que lhe permitiu, com sacrifício da vida, deixar para a posteridade a narrativa das atrocidades praticadas pelos nazis na Polónia. Emmanuel Ringelblum Mesmo as vitórias eleitorais alcançadas pelos nacionais-socialistas não impediram que nas vésperas da nomeação de Hitler para o posto de chanceler os sionistas estivessem reduzidos na Alemanha, como nos demais países, a uma fracção diminuta da população judaica, 1% ou 2% segundo os seus próprios cálculos [9], e um relatório interno dos SS elaborado na Primavera de 1934 constatou que a maioria dos judeus alemães se mantinha favorável ao assimilacionismo [10]. A partir de Junho e Julho de 1934, quando Röhm e as SA foram liquidadas e o fascismo estritamente racial de Hitler e Himmler triunfou sobre o fascismo de carácter social proposto pelos seus rivais na extrema-direita, uma das principais preocupações do nazismo foi excluir os judeus da sociedade alemã. Os assimilacionistas foram ilegalizados e perseguidos e os sionistas foram promovidos; mas, apesar disso, os judeus alemães não se mostraram entusiasmados pela Palestina. As autoridades britânicas na Palestina fixavam anualmente o número máximo de imigrantes permitido, e era a Agência Judaica, suprema autoridade sionista na região, quem repartia os certificados de imigração entre os judeus dos vários países. Ora, durante a década de 1930 só 22% dos certificados foram concedidos a judeus alemães [11]. Na Alemanha o sionismo só triunfou sobre o assimilacionismo porque o regime nazi perseguiu os assimilacionistas. O sionismo considerava os assimilacionistas como o principal inimigo e via com bons olhos tudo - perseguições e mesmo ocasionais massacres - o que afastasse os judeus das sociedades onde viviam. Por isso, desde muito cedo os dirigentes sionistas procuraram estabelecer acordos com governos hostis aos judeus e convencê-los de que ambos tinham o mesmo objectivo imediato [12]. Se os anti-semitas queriam desembaraçar-se dos compatriotas judaicos e se os sionistas pretendiam aumentar o número de judeus na Palestina, por que não unirem os esforços? Colaboração do sionismo com o nazismo Durante a república de Weimar os sionistas alemães haviam mantido uma atitude passiva perante a ascensão do nazismo, considerando a hostilidade aos judeus tão lógica como a sua própria recusa em se integrarem na sociedade germânica [13]. Para eles a solução do problema consistia na emigração para a Palestina e não no combate ao anti-semitismo no país onde tinham nascido, e desde a instauração do regime nazi em 1933 até ao começo da segunda guerra mundial foram muito poucos os sionistas a participar na resistência clandestina [14]. Aliás, figuras eminentes do sionismo germânico expressaram publicamente a opinião de que a chegada de Hitler ao poder era proveitosa para os judeus porque comprometia definitivamente os assimilacionistas, obrigava todos os judeus a juntarem-se numa entidade única e reforçava a noção de identidade racial do judaísmo [15]. A célebre intelectual judia Hannah Arendt recordou que «naquele tempo era um facto da vida corrente que só os sionistas tinham possibilidade de negociar com as autoridades alemãs, pela simples razão de que a sua principal rival, a Associação Central dos Cidadãos Alemães de Confissão Judaica (Central-Verein deutscher Staatsbürger jüdischen Glaubens), à qual pertenciam então noventa e cinco por cento dos membros de organizações judaicas na Alemanha, especificava nos estatutos que o seu primeiro objectivo era a "luta contra o anti-semitismo". De um dia para o outro, ela havia-se convertido, por definição, numa organização "inimiga do Estado" [.] Nos primeiros anos, a subida de Hitler ao poder foi vista pelos sionistas principalmente como "a derrota decisiva do assimilacionismo"» [16]. Ilegalizados os ideais de integração, calcula-se que a tiragem do semanário sionista alemão, que oscilara entre os 5.000 e os 7.000 exemplares, tivesse subido para cerca de 40.000 nos primeiros meses do novo regime, e as colectas de fundos realizadas pelo movimento sionista renderam o triplo em 1935-1936 do que haviam rendido em 1931-1932 [17]. A Organização Sionista alemã via no anti-semitismo activo dos nazis uma oportunidade de aumentar o fluxo da emigração para a Palestina; e os dirigentes do sionismo mundial aprovaram esta orientação, muitas vezes contra os protestos de activistas de base, como sucedeu na própria Palestina [18]. Logo nos primeiros dias de Abril de 1933, mais de oito anos antes de as autoridades do Reich terem tornado obrigatório o porte da estrela amarela pela população judaica, já um artigo assinado pelo chefe de redacção do semanário sionista alemão apelara para que os judeus tomassem eles próprios esta iniciativa, mostrando a vontade de se excluírem da sociedade germânica [19]. Para que progredisse o estabelecimento na Palestina era indispensável que os judeus da diáspora se sentissem renegados pelos países onde haviam nascido, e assim o mesmo processo que permitiu aos hitlerianos a destruição gradual dos judeus possibilitou que os sionistas derrotassem os seus rivais assimilacionistas. «Desde o início que a direcção sionista se recusara de facto a opor-se à ideologia de expulsão defendida pelos nazis», escreveu um historiador judaico, acrescentando que esta atitude fornecia «uma indicação aos nazis de que os próprios judeus se dispunham a organizar a expulsão deles mesmos». A conclusão só podia ser uma. «Os dirigentes nazis [.] constataram com alegria o facto de os sionistas aceitarem a expulsão dos judeus» [20]. E não se tratava de uma expulsão qualquer, mas unicamente da concentração dos fugitivos na Palestina. A lógica da implantação de uma soberania judaica na Palestina apresentava-se como o reverso da lógica nacional-socialista de perseguição dos judeus. Milícias da Betar em Berlim, 1936 Aquele historiador judeu resumiu lapidarmente a situação: «O sionismo havia-se tornado um instrumento dos anti-semitas» [21]. Os discursos e as publicações nazis continuaram a obedecer aos rancores de sempre, atacando todos os judeus sem distinção, mas na prática os procedimentos foram subtis e criou-se uma curiosa situação de que os sionistas saíram privilegiados, mesmo em termos legais. O facto de a esmagadora maioria dos judeus alemães estar integrada socialmente no país, dificultando a aplicação das medidas anti-semitas [22], converteu os assimilacionistas nos principais inimigos; e os sionistas, que pretendiam destacar os judeus do resto da população, apareceram como um auxiliar precioso e receberam os cargos dirigentes na nova instituição destinada a enquadrar os judeus do Reich [23]. A maior parte das medidas anti-semitas concentrou-se nos assimilacionistas, enquanto o movimento sionista pôde manter a sede aberta até Novembro de 1938 e, apesar das restrições impostas à sua actividade, recebeu em 1935 autorização para vestir com uniformes próprios os membros da organização juvenil, assim como a imprensa sionista, apesar das proibições que várias vezes a atingiram, foi a única em todo o Reich a ficar isenta da obrigação de conformidade com a doutrina nacional-socialista [24]. Além de estimularem as comunidades judaicas existentes nas principais cidades a usar a língua hebraica, os dirigentes nazis, durante os primeiros anos do novo regime, incentivaram-nas a realizar festivais religiosos, culturais e desportivos, sob a égide do movimento sionista e contando com a presença benévola de funcionários da Gestapo [25]. Victor Klemperer Esta convergência de interesses foi clara para alguns contemporâneos e encontramo-la estigmatizada ao longo do diário mantido por Victor Klemperer, um professor universitário alemão de origem judaica, linguista e especialista em literatura francesa. Ele não poupava os sarcasmos ao mencionar a colonização sionista da Palestina e numa página de Outubro de 1933 exprimiu simpatia pela revolta dos árabes palestinianos, equiparando o seu destino aos dos índios americanos [26]. «Em que é que os sionistas se distinguem dos nazis?», exclamou Klemperer em 1936, e abriu o ano de 1939 com a afirmação de que o sionismo é «puro nazismo» [27]. «Não existe qualquer questão judaica na Alemanha ou na Europa ocidental», escreveu ele passados poucos dias. «Quem quer que diga o contrário está só a aceitar e reforçar as teses falsas do NSDAP [o partido nazi] e a servir a sua causa». Klemperer invocou o elevado número de casamentos entre judeus e não judeus como prova de que os judeus haviam sido inteiramente assimilados pela sociedade alemã e acrescentou que o ambiente de fricções no qual os judeus puderam ver-se envolvidos antes da chegada de Hitler à chancelaria não fora mais grave do que as hostilidades que opunham protestantes e católicos ou prussianos e bávaros. «Existe uma única solução para a questão judaica na Alemanha e na Europa ocidental: a derrota daqueles que a inventaram. [.] A causa sionista, tanto a pura como a religiosa, interessa apenas a fanáticos e não diz respeito à maioria [.]» [28]. Em meados de 1940, Klemperer voltou a estabelecer a igualdade entre sionismo e hitlerismo [29]. «Hitler é o mais importante promotor do sionismo [.]», denunciou ele nos últimos dias de 1941 [30]. No ano seguinte, além de ter novamente equiparado os sionistas aos nacionais-socialistas [31], Klemperer observou a afinidade dos escritos políticos de Theodor Herzl, o fundador do sionismo, com a doutrina hitleriana [32]. «Só podemos resolver a questão judaica se nos libertarmos daqueles que a inventaram», havia ele declarado no início de 1939 [33]. Mas isso sucedeu tarde demais. Antes de encetarem a «solução final» e chacinarem sistematicamente os judeus, os dirigentes nazis prosseguiram uma política dupla, por um lado, reduzindo progressivamente os direitos cívicos e profissionais dos judeus e confinando-os depois em campos de concentração e, por outro lado, estimulando a sua fixação na Palestina. Da estreita colaboração entre os dirigentes sionistas e o departamento SS especializado nestes assuntos resultou a criação de uma rede de emigração, que continuou a funcionar mesmo depois do início da guerra [34]. As autoridades judaicas da Palestina destacavam regularmente emissários para contactar os SS ou directamente a Gestapo, de maneira a aumentar o fluxo de emigrantes [35]. Estes agentes de recrutamento sionistas foram por vezes autorizados a visitar os campos de concentração e a escolher entre os detidos aqueles que preferiam expedir para a Palestina, homens de negócios e jovens vigorosos [36]. Nas palavras de Hannah Arendt, «a maioria dos judeus, que não havia sido seleccionada, ficou inevitavelmente confrontada com dois inimigos - as autoridades nazis e as autoridades judaicas» [37]. O aparente empenho dos nacionais-socialistas no êxito dos colonatos judaicos chegou ao ponto de os SS criarem algumas fazendas experimentais, onde os candidatos à emigração aprenderam técnicas agrícolas modernas que lhes permitiram depois cultivar com eficácia e produtividade as terras tomadas aos árabes [38]. Medalha comemorativa da visita de von Mildenstein à Palestina As relações eram tão íntimas que em Abril de 1933 o barão von Mildenstein, perito SS para as questões judaicas, partiu para a Palestina a convite da Organização Sionista Mundial e com expressa autorização do partido nazi. Passeando-se por Tel Aviv e visitando os colonatos, von Mildenstein ficou a tal ponto interessado que no ano seguinte publicou uma série de reportagens sobre a sua viagem. Chegou mesmo a ser cunhada uma medalha em comemoração do acontecimento, com a cruz suástica gravada numa face e mostrando na outra a estrela de David [39]. A visita de von Mildenstein teve uma segunda versão quatro anos depois, quando o seu antigo subordinado Adolf Eichmann, promovido entretanto a especialista SS das questões judaicas e encarregado de organizar a emigração de judeus - e mais tarde o seu extermínio - foi convidado pelos dirigentes sionistas a visitar a Palestina e a conhecer os colonatos. Mas, chegados a Haifa, Eichmann e o seu superior hierárquico não conseguiram obter um visto de entrada das autoridades britânicas e viram-se obrigados a retroceder para o Egipto, onde tiveram várias reuniões com um representante sionista. De acordo com o relatório apresentado pelos dois membros dos SS, o agente sionista comunicara-lhes o apreço dos nacionalistas judeus pela política nacional-socialista, que favorecia a emigração para a Palestina, e decerto em sinal de gratidão prestara-lhes informações acerca da actividade clandestina dos comunistas, incluindo os comunistas alemães [40]. Fila de espera de judeus aguardando autorização de partida para a Palestina (Berlim 1939) Esta política de cooperação atingiu desde cedo uma expressão muitíssimo elaborada na Ha'avara, que significa Transferência, nome dado correntemente a um conjunto de instituições, próximo dos sistemas de clearing, resultante do acordo comercial e financeiro que as autoridades sionistas estabeleceram em Agosto de 1933 com o Ministério da Economia do Reich e com o Ministério dos Negócios Estrangeiros para permitir a transferência de fundos pelos judeus alemães que desejassem fixar-se na Palestina. Este acordo manteve-se em vigor até ao começo da guerra mundial e, simplificando muito os seus termos, o emigrante potencial podia depositar uma soma em marcos (a moeda alemã) num banco na Alemanha, em conta bloqueada; em seguida, ele assinava um contrato com um exportador alemão para enviar mercadorias para o estrangeiro, geralmente para a Palestina, embora pudessem também ter outros destinos; o exportador alemão era pago em marcos, com o dinheiro existente na conta bloqueada; a Agência Judaica da Palestina encarregava-se da venda das mercadorias exportadas; e uma vez desembarcado na Palestina, o recém-chegado recebia em libras esterlinas o produto dessa venda, que lhe era entregue pela Agência Judaica. As autoridades nazis impunham condições especialmente desfavoráveis aos emigrantes e a economia germânica beneficiava com o fluxo das exportações. Mas, por seu lado, aqueles judeus que tinham fortuna suficiente para participar na Ha'avara reduziam as perdas acarretadas pelo abandono do país, que eram três vezes mais elevadas, ou cinco vezes mais elevadas, quando a emigração ocorria fora deste sistema. Ao mesmo tempo, os imigrantes viam-se detentores de investimentos bastante apreciáveis no novo lugar de residência. É certo que quanto aos haveres da comunidade judaica alemã, globalmente considerados, os efeitos da Ha'avara não foram muito significativos, mas foram muitíssimo consideráveis sob o ponto de vista da economia judaica na Palestina. Cerca de 60% dos investimentos totais realizados na Palestina entre Agosto de 1933 e Setembro de 1939 resultaram de transferências executadas no âmbito do acordo, sendo estes capitais aplicados sobretudo nos ramos da metalurgia, do têxtil e da indústria química, mas também em fábricas de cimento, de fertilizantes e de instrumentos agrícolas. Foi assim que nasceram algumas das maiores empresas industriais do futuro Estado de Israel. Estas somas asseguraram grande prosperidade à Palestina num período em que todo o mundo, excepto a União Soviética, sofria uma gravíssima e prolongada depressão económica. Convertida numa importante instituição bancária e comercial, no auge da actividade a Ha'avara empregava um pessoal técnico de 137 pessoas nos seus escritórios de Jerusalém [41]. Depois de analisar detalhadamente esta questão, um historiador judeu concluiu que a Ha'avara foi indispensável para a constituição do futuro Estado de Israel [42]. A hábil conversão das perseguições aos judeus do Reich em investimentos na Palestina adquiriu ainda maior amplitude com a criação da Agência Internacional de Comércio e Investimentos. Todas as somas enviadas a partir do estrangeiro com o objectivo de ajudar judeus residentes no Reich deixaram de ser entregues directamente aos destinatários e, através daquela Agência, passaram a ser creditadas a um departamento da Organização Sionista na Palestina, entrando no quadro dos mecanismos estabelecidos pela Ha'avara. Deste modo, mais de 70.000 doações, correspondentes a uma soma total de quase 900.000 dólares, em vez de serem empregues para aliviar os sofrimentos dos judeus perseguidos foram usadas para o desenvolvimento económico da Palestina judaica [43]. Chegara-se a uma situação paradoxal, pois ao mesmo tempo que judeus de vários países procuravam a todo o custo organizar o boicote dos produtos do Reich, a Organização Sionista Mundial violava as barreiras e a Palestina encontrava-se inundada de artigos alemães [44]. «Aparentemente, as relações económicas entre a Alemanha nazi e a comunidade judaica da Palestina eram excelentes», escreveu um historiador judeu, a maior autoridade sobre o genocídio [45], e outro historiador judeu, depois de analisar detalhadamente as conversações que levaram ao estabelecimento da Ha'avara, resumiu a situação: «Em breve os dirigentes sionistas compreenderam que o êxito económico da futura Palestina judaica estaria indissociavelmente ligado à sobrevivência da economia nazi» [46]. Mas a simpatia de que o fascismo beneficiava entre os dirigentes sionistas não se limitou ao caso do Reich. Colaboração do sionismo com o fascismo italiano Inicialmente Mussolini considerara que o estabelecimento dos judeus na Palestina reforçaria politicamente a Grã-Bretanha e, portanto, colocaria em risco as pretensões imperiais da Itália no Mediterrâneo. Na primeira audiência que concedeu a representantes do sionismo, em Dezembro de 1922, pouco depois de ter alcançado o poder, Mussolini declarou-lhes que considerava aquele movimento como um instrumento da política de Londres [47]. Chaim Weizmann, presidente da Organização Sionista Mundial, visitou Mussolini pela primeira vez em Janeiro de 1923, sem conseguir alterar-lhe a posição relativamente ao estabelecimento judaico da Palestina [48]. Chaim Weizmann No entanto, a atitude do Duce mudou, e em 1926, ao receber de novo Weizmann, deixou-o convencido de que já não se opunha ao projecto sionista e que ajudaria a implantar uma soberania judaica na Palestina desde que ela não se mostrasse dependente da influência britânica [49]. Em 1926 Mussolini descobrira que podia utilizar o sionismo para criar dificuldades à Grã-Bretanha [50]. A partir de então os principais dirigentes sionistas mantiveram contactos regulares com Roma e a imprensa sionista mundial expressou o seu apreço pelo regime fascista [51]. Recebendo Chaim Weizmann em 1934, Mussolini prometeu-lhe apoio, afirmou que Jerusalém não podia tornar-se uma capital árabe e declarou-se favorável à criação de um Estado judeu na Palestina, com a condição de não estar na dependência da Grã-Bretanha. Em contrapartida, Weizmann, que era um universitário e um investigador na área da química orgânica, parece que de muito mérito, ofereceu a Mussolini os seus préstimos para desenvolver uma indústria química e farmacêutica na Itália, tornando o país independente da Alemanha nestes ramos. Mas embora ele prometesse recrutar pessoal especializado e mobilizar investimentos, na prática nada resultou [52]. Um fascismo sionista Vladimir Jabotinsky No Executivo Sionista foi Vladimir Jabotinsky quem encabeçou a oposição da direita radical à presidência de Chaim Weizmann, moderado e conciliador. Jabotinsky foi-se autonomizando progressivamente do Executivo, demitindo-se em 1923, dois anos depois de ter sido eleito para esse órgão, e lançou em 1925 a Organização Revisionista Sionista, que converteu mais tarde em União Mundial do Movimento Revisionista, enquanto tendência interna do sionismo. No Congresso Sionista Mundial de 1931 os revisionistas contaram com 25% dos delegados, constituindo a terceira maior tendência, o que mostra que de modo algum podiam ser subestimados e possuíam uma efectiva capacidade de pressão. No congresso seguinte, em 1933, apesar de divididos internamente eles obtiveram cerca de 20% dos delegados e continuaram a formar a terceira maior tendência. Na sequência deste congresso, abandonaram a Organização Sionista e fundaram em 1935 a Nova Organização Sionista, continuando no entanto a ser correntemente designados como «revisionistas» [53]. A convicção de que o revisionismo era um fascismo foi muito corrente na época [54] e parece-me inútil investigar se no seu íntimo Jabotinsky era fascista ou se procurava apenas usar o fascismo em benefício próprio, porque os efeitos seriam os mesmos e não há dúvida de que os seus seguidores eram fascistas confirmados [55]. Wolfgang von Weisl, director financeiro da Nova Organização Sionista, declarou numa entrevista em 1936 que, «ainda que houvesse diversas opiniões entre os revisionistas, em geral eles simpatizavam com o fascismo» e que «ele pessoalmente era um apoiante do fascismo» [56]. E Mussolini, especialista na matéria, classificou Jabotinsky como «fascista» durante uma conversa que teve em 1935 com alguém que seria em breve o mais alto dignitário da sinagoga romana [57]. Milícias da Betar na Polónia, 1938 Opondo-se à luta de classes, ao socialismo e à planificação da economia, Jabotinsky defendia a instauração de uma ordem económica e social assente numa câmara corporativa e na arbitragem dos conflitos laborais pelo Estado [58]. Os seus adeptos jovens estavam enquadrados numa milícia, a Betar (Brit Trumpeldor, Liga de Trumpeldor), inaugurada em 1923 e profundamente militarizada tanto na estrutura como na ideologia [59]. A partir do momento em que Jabotinsky se separou da Organização Sionista, foram estes jovens a constituir o seu principal apoio político [60]. Quanto ao apoio social, o revisionismo encontrou-o nos pequenos e médios patrões que começavam então a emergir entre os judeus estabelecidos na Palestina [61], e decerto lhes serviu os interesses, pois a Betar pôs-se várias vezes à disposição dos capitalistas judaicos para furar as greves convocadas pelos sindicatos sionistas. Como todas as suas congéneres, esta milícia especializara-se no espancamento de sindicalistas de esquerda e socialistas, até que em Outubro de 1934 1.500 militantes trabalhistas atacaram a sua sede e deixaram várias dezenas feridos, dando-lhe uma definitiva lição de prudência [62]. Entretanto, no início da década de 1930 os revisionistas haviam fundado uma Federação Nacional do Trabalho, com a qual pretendiam aplicar os princípios de um sindicalismo anti-socialista e partidário da colaboração entre classes, mas os seus 7.000 membros, comparados com os 60.000 filiados da central sindical socialista, mostram a reduzida simpatia que um tal programa encontrava junto dos trabalhadores [63]. Dois membros da Irgun Jabotinsky propunha uma versão extrema do sionismo, e o que acima de tudo lhe interessava era que a maioria da população da Palestina e da Transjordânia fosse composta por judeus. Os seus seguidores mais violentos e ousados criaram em 1931 uma organização terrorista clandestina, dedicada às acções armadas contra os árabes e os britânicos, que adoptou depois o nome de Irgun (Irgun Z'vai Le'umi, Organização Nacional Militar) e cujos membros provinham na maior parte da Betar [64]. E como uma estratégia que acarretava inevitavelmente a guerra com os árabes nunca contaria com o aval da Grã-Bretanha, porque destruía o equilíbrio em que se sustentava o imperialismo britânico na região [65], era necessário buscar a tutela de outra potência. Tanto na ordem interna como no quadro internacional Jabotinsky e os seus adeptos tinham todas as razões para olhar com simpatia Mussolini [66]. Embora os partidários italianos de Jabotinsky tivessem começado a organizar-se autonomamente em 1925-1926, só em 1930 eles passaram a dispor de um órgão de imprensa próprio e só em 1934 estabeleceram relações significativas com as autoridades fascistas [67]. Mas recuperaram o tempo perdido, e a partir do final desse ano a academia naval dirigida pelo Partido Nacional Fascista em Civitavecchia, não longe de Roma, passou a habilitar dezenas de membros da Betar, que participaram nos mesmos cursos dos seus colegas italianos e alcançaram até o que para eles era sem dúvida a honra de desfilar perante o Duce. Ao todo foram formados 134 cadetes judeus, e esta colaboração só terminou quando Mussolini, em 1938, promulgou as novas leis raciais [68]. Jabotinsky procurara levar a experiência mais longe e pedira autorização para constituir em Itália uma escola de instrutores onde os jovens revisionistas recebessem preparação militar [69]. Apesar de não o ter conseguido, é impossível subestimar a importância da formação dos cadetes, que integraram as primeiras unidades do que viria a ser a marinha de guerra israelita, fundada afinal graças a Mussolini [70]. Colaboração do sionismo com o nazismo durante o genocídio dos judeus As medidas cada vez mais drásticas e generalizadas que as autoridades nazis tomaram contra os judeus, e mesmo a decisão última do genocídio, só puderam ser aplicadas na prática porque os judeus foram sucessivamente divididos em dois grupos, um poupado e o outro sacrificado, e os que por uma vez haviam sido beneficiados eram depois cindidos em dois grupos, e assim de novo, até que nenhum restasse. Mas a principal destas divisões, a única constante, sem a qual as outras teriam sido improcedentes e que as sustentou a todas, foi a divisão entre a massa dos judeus e uma elite sionista que colaborou com as autoridades nazis, em todos os estádios do processo, até ao fim [71]. É desta maneira, e apenas desta maneira, que se explica a facilidade com que o nacional-socialismo foi progressivamente excluindo os judeus da vida profissional e os foi aprisionando sempre em maior número, os obrigou a formar brigadas de trabalho em que morriam de exaustão e finalmente encetou o seu extermínio sistemático. Logo nos primeiros dias do regime nazi, os sionistas tomaram a iniciativa de concentrar numa instituição única, a Representação do Reich dos Judeus na Alemanha (Reichsvertretung der Juden in Deutschland), as organizações das comunidades judaicas, que até então haviam mantido em cada cidade uma existência autónoma. A justificação apresentada para esta medida foi a conveniência de iniciar um «debate aberto» e uma «polémica digna» com as novas autoridades acerca da questão judaica [72]. A obsessão sionista de chegar a um entendimento com os anti-semitas criou a armadilha que serviu para aprisionar todos os judeus, e quando a polícia, em Julho de 1939, tomou o controlo da Representação, convertendo-a numa Associação (Reichsvereinigung), os nazis passaram a ter ao seu dispor o mecanismo burocrático que lhes permitiria implementar algum tempo depois a «solução final». Em 1941, quando começou a deportação maciça para os campos de concentração, os funcionários judeus da Associação que até então haviam tratado da emigração dos seus correligionários encarregaram-se de estabelecer as listas dos que seriam deportados e de notificá-los desta decisão, enquanto os funcionários judeus da secção de estatística da Associação mantinham a Gestapo ao corrente de todas as alterações demográficas das comunidades judaicas. Polícia judaica no ghetto de Varsóvia Uma ordem administrativa emanada em Outubro de 1939 determinou que tanto no Reich como nos territórios ocupados militarmente as comunidades judaicas estabelecessem Conselhos Judaicos (Judenräte) [73], cujos chefes receberam poderes cada vez mais absolutos, passando com frequência a comportar-se como verdadeiros autocratas. «O Führerprinzip [princípio do Führer, segundo o qual em todas as instituições devia existir uma cadeia de comando emanada de um chefe único] atrai alguns judeus», comentou em Outubro de 1940 Emmanuel Ringelblum, que lidou com este tipo de gente, e seis meses depois ele acusou o Conselho do ghetto de Varsóvia de ter procedido à «adopção integral do Führerprinzip» [74]. As autoridades nacionais-socialistas estipulavam os números globais dos judeus que deviam formar as brigadas de trabalho gratuito e dos que se destinavam a ser enviados para os campos de concentração, assim como, mais tarde, determinavam quantos deviam ser incluídos em cada etapa sucessiva do programa de extermínio. Mas eram os Conselhos Judaicos quem distribuía aos seus correligionários a estrela amarela, a partir do momento em que se tornou obrigatório o porte deste símbolo; eram eles quem organizava o recrutamento para o trabalho forçado; eram eles quem detalhava as listas nominais dos judeus que deviam ser internados nos campos e que, posteriormente, seguiam para a morte colectiva; eram eles quem registava com minúcia os haveres das vítimas, facilitando aos serviços competentes do Reich o sequestro e a expropriação; e eram eles quem dispunha de uma poderosíssima e tentacular Polícia Judaica, criada expressamente para o efeito, que ajudou a deter muitas centenas de milhares de judeus e a encaminhá-los ordeiramente para as estações ferroviárias, de onde partiam para os locais de aprisionamento e para o destino fatal. Depois de observar que teria sido possível aos Conselhos Judaicos, em vez de consentirem numa colaboração infame, deixarem as autoridades nacionais-socialistas seleccionar as vítimas, Simon Wiesenthal, um judeu que dedicou a vida à perseguição dos responsáveis pelo genocídio, concluiu desoladamente: «No entanto, só em casos excepcionais os Conselhos Judaicos preferiram o suicídio à colaboração» [75]. Prisão de um combatente do ghetto de Varsóvia Por algum motivo o cântico do ghetto de Varsóvia, um hino composto no final de 1940, estigmatizava os membros do Conselho, acusando-os de serem piores do que os nazis [76]. Em Abril de 1943, quando os sobreviventes mais radicais, ou simplesmente mais corajosos, decidiram pôr termo à maneira submissa como 85% dos habitantes do ghetto haviam morrido de fome e de doença ou sido entregues aos seus carrascos, eles começaram por isolar politicamente a direcção sionista do Conselho. Em seguida, ao passarem à acção, o alvo inicial foram os colaboracionistas, especialmente os membros da Polícia Judaica, o que comprometeu ainda mais o poder do Conselho [77]. Só depois de destruída a rede de repressão e de clientelismo que havia assegurado aos chefes sionistas o controlo do ghetto de Varsóvia é que a insurreição pôde deflagrar. Não se pense que os Conselhos Judaicos se sustentavam apenas graças às matracas da sua polícia e à força indiscutível que lhes emprestavam as autoridades nacionais-socialistas, porque se apoiavam também, ou sobretudo, na influência e nas clientelas. Os seus membros eram geralmente escolhidos entre pessoas que ocupavam já naquele meio étnico uma situação proeminente quer pela profissão quer pela fortuna quer pelas funções religiosas, rabis e outros personagens tradicionalmente dotados de grande prestígio, e sem o conservadorismo político e social de um bom número de judeus não teria sido possível dominar tão facilmente a totalidade da população judaica nem chaciná-la numa proporção tão elevada. Uma célebre romancista francesa explicou a questão de modo muito claro. «O conluio dos notáveis que constituíam os Judenräte [Conselhos Judaicos] com os alemães é um facto conhecido, que se compreende facilmente. Em todos os tempos e em todos os países, com raras excepções, os notáveis colaboraram sempre com os vencedores: é um caso de classe» [78]. A táctica hitleriana consistiu em usar uma elite de judeus para prosseguir um plano que visava, afinal, exterminá-los todos. «Em qualquer lado onde vivessem judeus», observou friamente Hannah Arendt, «existiam dirigentes judaicos de reconhecido prestígio; e estes dirigentes, praticamente sem excepção, cooperaram de variadas maneiras e por variadas razões com os nazis. Para dizer toda a verdade, se o povo judaico tivesse estado então desprovido de organizações e de dirigentes a situação teria sido caótica e não faltariam os motivos de sofrimento, mas dificilmente o número total de vítimas se contaria entre quatro milhões e meio e seis milhões» [79]. E esta autora aceitou como um cálculo muito verosímil que, enquanto morreram 99% daqueles que se deixaram persuadir pelos Conselhos Judaicos e seguiram para os campos de concentração, entre os fugitivos só cerca de metade teria sido capturada e liquidada [80]. O fascismo sionista na Palestina durante a segunda guerra mundial Em 1939 Jabotinsky incitou os seus partidários a formar um exército que apoiasse o esforço militar britânico, considerando que a vitória de Hitler constituiria o perigo mais grave para a Palestina judaica [81]. Mas em que situação ficava este fascista que, na prova decisiva, renegava o campo do fascismo? Quando morreu, em 1940, nos Estados Unidos, Jabotinsky encontrava-se num considerável isolamento. Avraham Stern Nestas circunstâncias, a maioria dos membros da Irgun colocou-se sob a chefia de Avraham Stern, ou Yair, um fascista radical adepto de uma orientação estritamente pró-mussoliniana e antibritânica, treinado em técnicas de sabotagem e de insurreição [82]. Em 1940 Stern fundou uma nova Irgun, e se ela mal se diferenciava da anterior quanto à sigla, distinguia-se pelo recrudescimento dos atentados e assassinatos dirigidos contra a presença britânica. Levando esta estratégia ao extremo, Stern propôs ao Reich uma aliança de guerra. Mesmo numa história de paradoxos, a missiva que um representante de Stern entregou em Janeiro de 1941 a um membro dos serviços de espionagem do exército germânico e a um alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reich pode ser classificada como a expressão mais aberrante do sionismo. No entanto, ou por isto mesmo, ela era absolutamente lógica, pois se os sionistas haviam sempre depositado esperanças no anti-semitismo enquanto elemento motor das migrações para a Palestina, Hitler, o maior dos anti-semitas, podia agora ser apresentado como um recurso potencial da Palestina judaica. Lê-se nessa missiva: «A ONM [neste caso, a facção maioritária da Irgun dirigida por Stern], que não ignora a boa vontade demonstrada pelo governo do Reich alemão e pelas suas autoridades para com a actividade sionista no interior da Alemanha e para com os planos de emigração sionistas, considera que: 1) Poderão existir interesses comuns entre o estabelecimento de uma Nova Ordem na Europa, em conformidade com as concepções germânicas, e as verdadeiras aspirações nacionais do povo judaico, tal como elas são encarnadas pela ONM. 2) Poderá ser possível a cooperação entre a nova Alemanha e um renovado judaísmo racial e nacional, e 3) A manutenção e o reforço de uma futura posição de poder germânica no Próximo-Oriente serão favorecidos pela fundação numa base nacional e totalitária do Estado judaico histórico, ligado por um tratado ao Reich alemão». A missiva continua com a afirmação de que a organização chefiada por Stern «propõe-se tomar uma parte activa na guerra do lado germânico» e conclui: «Tanto na sua ideologia como na sua estrutura, a ONM está muito próxima dos movimentos totalitários europeus. A capacidade de combate da ONM jamais poderá ser paralisada ou seriamente comprometida quer por medidas defensivas tomadas pela administração inglesa e pelos árabes quer por medidas tomadas pelos socialistas judaicos» [83]. Os nacionais-socialistas desprezaram esta proposta [84] e Stern foi morto pela polícia britânica no começo de 1942, mas a história não terminou ali. A génese das actuais forças políticas no Estado de Israel Menachem Begin, numa ficha policial de 1940 Passado mais de meio século, a clivagem que separa os dois grandes campos políticos israelitas prossegue a antiga oposição entre as duas alas do sionismo. Os trabalhistas continuam a tendência maioritária, com uma orientação interna de carácter social-democrata, e o Likud é o herdeiro da organização fascista. O primeiro chefe de governo do Likud, Menachem Begin, que exerceu funções desde 1977 até 1983, fora na sua juventude um dos dirigentes das milícias revisionistas e, embora se mantivesse fiel a Jabotinsky, ele ultrapassara muito as propensões terroristas do mestre e apoiara ideologicamente a ala mais radical. Jabotinsky nomeara-o em 1939 para comandar a Betar na Polónia, e com estas credenciais Begin assumiu no final de 1943 a chefia da Irgun, lançando-a em acções violentas contra os britânicos. Em 1948, juntamente com os representantes da ala caracterizadamente fascista do revisionismo, Begin fundou o Partido da Liberdade, que assegurou à velha extrema-direita sionista um novo alento na vida política do Estado de Israel [85]. Pouco depois várias figuras proeminentes do judaísmo, incluindo Einstein e Hannah Arendt, publicaram num importante jornal norte-americano uma carta onde se lê: «Um dos mais perturbadores fenómenos políticos do nosso tempo é o aparecimento do Partido da Liberdade no recém-criado Estado de Israel, um partido político que nas suas formas de organização, nos seus métodos, na sua filosofia política e na sua audiência social tem um parentesco muito estreito com os partidos nazis e fascistas. Ele deveu a sua formação aos membros e seguidores da antiga Irgun Z'vai Le'umi, uma organização terrorista, de direita e xenófoba [.]» [86]. Mas nem este protesto nem muitos outros impediram a ascensão dos antigos revisionistas. Documento de identidade Shamir na clandestinidade, década de 1940. O sucessor de Begin à frente do governo israelita, Yitzhak Shamir, contara-se entre os membros da Irgun que se haviam colocado sob o comando de Stern, em protesto contra a decisão de Jabotinsky de instaurar tréguas com os britânicos durante a segunda guerra mundial. E é pouco verosímil que Shamir não estivesse ao corrente dos sinistros contactos de Stern com os nazis, porque ocupava uma posição suficientemente elevada para pertencer ao triunvirato que reconstruiu a organização alguns meses após o assassinato do seu chefe [87]. Mas se as actuais divisões políticas do Estado de Israel se radicam no período anterior à segunda guerra mundial, os acordos entre os principais partidos têm também a mesma origem. Sem o filofascismo demonstrado pela corrente sionista maioritária seria difícil compreender que os trabalhistas tivessem adoptado a estratégia proposta por Jabotinsky no relacionamento com os árabes. A convergência que os dois grandes campos políticos revelam nesta questão fundamental está no seguimento de uma época em que Mussolini recebia Weizmann e ao mesmo tempo subsidiava Jabotinsky. Afinal, os trabalhistas executaram o projecto dos fascistas. A recente agressão à flotilha internacional que procurava furar o bloqueio imposto à faixa de Gaza é apenas mais um caso numa longa série, de que pretendi traçar aqui os antecedentes históricos. Mas esta não é a lição mais importante. Será que o leitor não vê onde eu pretendo chegar? Não é exclusivo dos judeus o facto de entre os perseguidos se ter gerado uma reacção nacionalista que, encontrando oportunidades de desenvolvimento favoráveis, se converteu em imperialismo. Esta é a armadilha que todo o nacionalismo coloca às pessoas de esquerda, que apoiam o nacionalismo quando ele aparece como uma defesa de povos oprimidos, sem verem que, se conseguir efectivar-se na prática, esse nacionalismo inevitavelmente se desvendará como um imperialismo. O meu receio é que aquelas mesmas correntes ideológicas que ontem apoiavam o nacionalismo sionista dos judeus, com o argumento de que eles eram perseguidos pelos nazis, apoiem hoje o nacionalismo árabe, com o argumento de que os palestinianos são perseguidos por Israel ? para apoiarem quem amanhã e com que argumento? A grande lição que se extrai da génese e do desenvolvimento do sionismo não deve limitar-se a sustentar a crítica ao Estado de Israel. Essa lição deve ajudar-nos a fazer a crítica a todos os nacionalismos que, ascendendo com argumentos progressistas, se convertem em imperialismos logo que podem. O sionismo, enquanto via de passagem da perseguição sofrida pelos judeus às agressões praticadas pelo Estado de Israel, mostra que a luta contra a opressão sofrida por um povo deve ser inseparável da luta contra a exploração sofrida pela classe trabalhadora desse povo. O povo palestiniano tem de se defender da agressão israelita, mas isto não significa que os trabalhadores palestinianos não tenham de se defender dos seus patrões, sejam eles israelitas ou árabes, e que as mulheres palestinianas não tenham de se defender da opressão masculina, tão imbuída na tradição islâmica. Notas [1] E. Black (1999) 168; H. M. Sachar (1976) 52. [2] N. Cohn (1992) 171, 173. [3] H. M. Sachar (1976) 96. [4] L. Brenner (1984) 84; H. L. Feingold (1995) 217. Henry Feingold observou em op. cit., 244-245 que, embora em termos relativos os judeus norte-americanos tivessem tido uma participação muitíssimo considerável nas Brigadas Internacionais na guerra civil espanhola, tal como eram muito activos no movimento operário e nos movimentos pela paz, não encontrara qualquer eco o apelo de Jabotinsky para a formação de um exército judaico destinado a combater ao lado dos britânicos na guerra mundial. Isto revela, concluiu Feingold, que os judeus dos Estados Unidos se interessavam mais pelos problemas políticos gerais do que por aqueles que diziam respeito ao sionismo. [5] H. Arendt (1994) 59; L. Brenner (1983) 31. Segundo E. Black (1999) 177, 97% dos judeus alemães rejeitavam o sionismo e reivindicavam a integração na sociedade onde viviam. [6] A. Pichot (2000) 402. [7] G. Aly et al. (2006) 345 n. 31. [8] E. Ringelblum (1964) 311. [9] E. Black (1999) 35; H. M. Sachar (1976) 193. [10] L. Brenner (1983) 86. [11] Id., ibid., 87. Segundo E. Black (1999) 373, da mão-de-obra judaica emigrada para a Palestina em 1934 e 1935 só cerca de 20% veio da Alemanha. [12] E. Black (1999) 226. [13] L. Brenner (1983) 29-32. [14] Id., ibid., 54. [15] E. Black (1999) 72-73; L. Brenner (1983) 59-61. [16] H. Arendt (1994) 59. [17] Id., ibid., 59; E. Black (1999) 174. [18] E. Black (1999) 78-82, 122, 177-178, 201, 289; L. Brenner (1983) 53-55; id. (1984) 91. [19] Ver numerosas passagens deste artigo em E. Black (1999) 176-177. Ver igualmente H. Arendt (1994) 59. [20] E. Black (1999) 78. E Edwin Black acrescentou (pág. 166) que «as aspirações nacionais tanto dos nazis como dos sionistas dependiam do êxito na remoção dos judeus da Alemanha para a Palestina». [21] Id., ibid., 173. [22] R. Hilberg (1961) 32. [23] H. Arendt (1994) 60. [24] E. Black (1999) 174-175; L. Brenner (1983) 84-85, 88-89, 136. [25] E. Black (1999) 373. [26] Ver a entrada de 30 de Outubro de 1933 em M. Chalmers (org. 2006 a) 47. [27] As entradas de 18 de Outubro de 1936 e 1 de Janeiro de 1939 encontram-se em id., ibid., 231 e 337. Acerca da similitude entre sionismo e nazismo ver ainda as págs. 78 e 135, referentes a 13 de Junho de 1934 e 22 de Abril de 1935. [28] Esta entrada, correspondente a 10 de Janeiro de 1939, encontra-se em id., ibid., 338-339. Em 27 de Junho de 1942, Klemperer manifestou o desejo de escrever um ensaio «a favor da Germânia e contra Sion, sob o ponto de vista contemporâneo do judeu alemão». Ver id. (org. 2006 b) 102. [29] Ver esta passagem da entrada de 26 de Maio de 1940 em id. (org. 2006 a) 396. [30] Na entrada de 17 de Dezembro de 1941 em id., ibid., 521. [31] Na entrada de 3 de Maio de 1942 em id. (org. 2006 b) 53. [32] Nas entradas de 23 e 25 de Junho e 1 de Julho de 1942 em id., ibid., 99, 100 e 104. Em 10 de Dezembro de 1940 Klemperer citara a opinião de outro judeu alemão, segundo o qual não fora o sionismo a inspirar-se no nazismo mas, em sentido inverso, as doutrinas raciais de Herzl a servirem de fonte ao nazismo. Ver id. (org. 2006 a) 423. E em 24 de Julho de 1942, Klemperer referiu «o prejuízo tremendo causado por Herzl» aos judeus alemães. Ver id. (org. 2006 b) 124. [33] A entrada, correspondente a 10 de Janeiro de 1939, encontra-se em id. (org. 2006 a) 338-339. [34] H. Arendt (1994) 63; E. Black (1999) 378. [35] H. Arendt (1994) 60-61; L. Brenner (1983) 94; H. M. Sachar (1976) 197. [36] H. Arendt (1994) 60, 61. [37] Id., ibid., 61. [38] Id., ibid., 60-61; H. M. Sachar (1976) 197. [39] E. Black (1999) 174; L. Brenner (1984) 93. [40] H. Arendt (1994) 62; L. Brenner (1983) 98-99. Quanto ao facto de Eichmann ter exercido funções nos SS sob as ordens de von Mildenstein, ver E. Black (1999) 174. [41] Acerca do sistema comercial e financeiro que sustentava a emigração de judeus do Reich para a Palestina ver: H. Arendt (1994) 60; E. Black (1999) 197, 249, 373, 379; L. Brenner (1983) 64-65; R. Hilberg (1961) 95; L. Hirszowicz (1966) 26; H. M. Sachar (1976) 190, 197. [42] E. Black (1999) xxiii, 380. [43] Id., ibid., 377. [44] L. Brenner (1983) 66-67, 70-74; R. Hilberg (1961) 95. [45] R. Hilberg (1961) 95. [46] E. Black (1999) 253. «Durante a década de 1930», escreveu H. L. Feingold (1995) 219, «o movimento sionista deu a prioridade ao desenvolvimento económico da Palestina relativamente ao boicote das mercadorias alemãs». [47] L. Brenner (1983) 39. [48] Id., ibid., 39-40. [49] Id., ibid. 40; R. De Felice (1977) 112-113; P. Milza (1999) 751. [50] R. De Felice (1977) 194-196. Para a definição de 1926 como a data desta mudança ver a pág. 198. [51] L. Brenner (1983) 40-41; R. De Felice (1977) 113-114, 166, 170. [52] L. Brenner (1983) 154; R. De Felice (1977) 167; P. Milza (1999) 622, 643, 751. [53] B. Avishai (1985) 124, 128, 138; L. Brenner (1983) 132; id. (1984) 72, 97, 98; H. M. Sachar (1976) 184-186. A dimensão do apoio aos revisionistas no congresso de 1931 encontra-se em L. Brenner (1984) 86, e no congresso de 1933 em E. Black (1999) 288 e 293. [54] R. De Felice (1977) 207. [55] Id., ibid., 142 n. 2 informou que em Julho de 1922, portanto antes da Marcha dos fascistas sobre Roma e antes mesmo de se ter demitido do Executivo Sionista, Jabotinsky enviara a Mussolini uma carta propondo-lhe o estreitamento das relações da Itália com a Palestina judaica. Treze anos depois, segundo Renzo De Felice em op. cit., 206, Jabotinsky declarou a um representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano que os revisionistas estavam em relação ao sionismo maioritário numa posição idêntica àquela que o fascismo italiano ocupava perante a democracia liberal e socialista. Por seu turno, B. Avishai (1985) 126 enumerou as analogias entre a forma de organização dos revisionistas e a dos fascistas europeus. Também E. Black (1999) 143 considerou que os revisionistas eram fascistas, profundamente influenciados por Mussolini. Todavia, L. Brenner (1983) 112-113 pretendeu que, apesar de ter adoptado para o seu movimento uma estrutura semelhante à do fascismo, Jabotinsky não estimava o fascismo. Do mesmo modo, H. M. Sachar (1976) 187 sustentou que ele não era fascista, embora os seus seguidores mais jovens estivessem muito perto do ideal fascista. Mas ao elucidar que os modelos políticos de Jabotinsky eram Mazzini e Garibaldi, este autor esqueceu que aqueles dois personagens serviam igualmente de inspiração a Mussolini, tal como, segundo J. Ploncard d'Assac (1971) 100, foram invocados por Corradini. Também Bernard Avishai em op. cit., 120 e L. Brenner (1984) 5 chamaram a atenção para a admiração que Jabotinsky sentia por Garibaldi, e L. Brenner (1983) 112 citou ainda Mazzini e Cavour como modelos de Jabotinsky. Acrescentou Avishai (pág. 121) que Jabotinsky simpatizava com o futurismo, precisamente outra das componentes do fascismo italiano. Depois de afirmar que Jabotinsky estava mais próximo do liberalismo conservador do que do fascismo, L. Brenner (1983) 113, 118 e (1984) 87 concluiu que, como os seus seguidores queriam fundar uma versão judaica do fascismo, o revisionismo acabou por se situar na órbita do fascismo. Aliás, continuou id. (1984) 90-91, quando as autoridades britânicas proibiram Jabotinsky de regressar à Palestina, quem tomou aí o controlo ideológico do revisionismo foram pessoas que se declaravam publicamente fascistas. E pelo menos na Alemanha, na Áustria, na Itália, na Letónia, na Manchúria, na Palestina e na Polónia, enumerou id. (1983) 118, a direcção do movimento revisionista não cabia a Jabotinsky mas a elementos declaradamente fascistas. Sobrava pouco. [56] Citado em L. Brenner (1983) 118 e (1984) 98. [57] Citado em id. (1983) 117, id. (1984) 98 e H. M. Sachar (1976) 187. Informou R. De Felice (1977) 205-206 que os relatórios oficiais italianos consideravam o revisionismo como uma imitação do fascismo. [58] B. Avishai (1985) 128, 137; L. Brenner (1983) 115; H. M. Sachar (1976) 187-188. [59] B. Avishai (1985) 124; L. Brenner (1983) 114; id. (1984) 78, 89-90; H. M. Sachar (1976) 187. [60] L. Brenner (1983) 114; id. (1984) 87. [61] B. Avishai (1985) 126, 137; L. Brenner (1983) 114; id. (1984) 89; H. M. Sachar (1976) 187-188. [62] B. Avishai (1985) 136; L. Brenner (1983) 116; H. M. Sachar (1976) 188. [63] B. Avishai (1985) 136; H. M. Sachar (1976) 188. Afirmou L. Brenner (1984) 89 que Jabotinsky nunca se interessara pelo recrutamento de operários. [64] L. Brenner (1984) 99-100; H. M. Sachar (1976) 265-266. [65] L. Brenner (1983) 112; id. (1984) 86; H. M. Sachar (1976) 185-186. [66] R. De Felice (1977) 76, 142-143 n. 2, 196. [67] Id., ibid., 139, 204, 267 e segs. [68] L. Brenner (1983) 116-117, 119; id. (1984) 93, 97; R. De Felice (1977) 205-206, 208-211. [69] R. De Felice (1977) 206. [70] L. Brenner (1983) 122; R. De Felice (1977) 211. [71] A análise crítica que se segue, sobre a colaboração das autoridades judaicas com o programa anti-semita do nacional-socialismo, baseia-se exclusivamente nos seguintes historiadores judeus: H. Arendt (1994) 117-119, 158, 169, 214; R. Hilberg (1961) 122-125, 128, 145-146, 155, 163, 279 e segs., 310, 315, 668; E. Ringelblum (1964) 39, 41, 48, 51, 53, 54, 56-57, 66, 69, 72-73, 75, 92-93, 127, 132, 184-190, 230, 251-252, 292, 323, 331, 335, 347, 348-354; S. Wiesenthal (1989) 238-240. [72] As citações encontram-se em R. Hilberg (1961) 122. [73] H. L. Feingold (1995) 45. [74] E. Ringelblum (1964) 92, 190. Ver ainda a pág. 134. [75] S. Wiesenthal (1989) 231. Segundo H. L. Feingold (1995) 46, decorridos seis meses depois da data da criação dos Conselhos Judaicos, haviam-se suicidado apenas 1,2% dos seus membros. [76] E. Ringelblum (1964) 142. Numa página relativa a Março de 1941 Emmanuel Ringelblum acrescentou (pág. 166) que no interior do ghetto «a produção literária dirigida contra o Conselho Judaico intensifica-se». [77] R. Hilberg (1961) 318, 322; E. Kogon (2002) 251. Segundo Raul Hilberg em op. cit., 145, o presidente do Conselho Judaico de Varsóvia era sionista. Já nos últimos meses de 1942, segundo narrou E. Ringelblum (1964) 329, ocorrera uma tentativa de assassinato do chefe da Polícia Judaica, e se esta intenção ficara frustrada, pelo menos conseguira-se executar um dos seus mais importantes subordinados e os membros da Polícia Judaica haviam passado a ser alvo de um ódio generalizado e de numerosas agressões (págs. 352-353). Registe-se, no entanto, que «a alma do movimento de resistência» responsável pela insurreição do ghetto foi o «chefe dos sionistas da Polónia», segundo um testemunho reproduzido em Eugen Kogon, op.cit., 251. [78] S. Beauvoir [s. d.] 14. [79] H. Arendt (1994) 125. Segundo R. Hilberg (1961) 630, Eichmann, num relatório dirigido a Himmler em Agosto de 1944, calculou que havia sido liquidado um total de seis milhões de judeus, mas o Reichsführer SS mostrou-se insatisfeito com a estimativa, pretendendo que o montante total era mais elevado. Pelo contrário, Raul Hilberg considerou (págs. 3, 639, 728) que Eichmann exagerara e que a «solução final» teria deixado cinco milhões de judeus mortos. N. Cohn (1992) 17 n.1, 186 e 207 oscilou entre os cinco e os seis milhões e M. Gilbert, «Final Solution», em I. C. B. Dear et al. (orgs. 1995) 364 e 371 optou por seis milhões. [80] H. Arendt (1994) 124, 125, 169-170. [81] L. Brenner (1984) 106; H. L. Feingold (1995) 245. [82] Acerca de Stern e da sua rede terrorista ver: B. Avishai (1985) 144, 165; L. Brenner (1983) 265-266, 268-269; id. (1984) 103, 106, 117, 193-194, 199; H. M. Sachar (1976) 247-248, 265. [83] Este documento, intitulado Aspectos Fundamentais da Proposta da Organização Nacional Militar na Palestina (Irgun Zvai Leumi) a respeito da Solução do Problema Judaico na Europa e da Participação da ONM na Guerra ao lado da Alemanha, encontra-se integralmente transcrito em L. Brenner (1984) 195-197. As passagens citadas vêm nas págs. 195 e 197. Ver também id. (1983) 267-268. Traduzi por «renovado judaísmo racial e nacional» o que na versão em língua inglesa se apresenta como «renewed folkish-national Hebraium». [84] L. Brenner (1983) 268; id. (1984) 197. [85] Acerca da carreira política de Begin ver: B. Avishai (1985) 166-167; L. Brenner (1984) 117, 129-130, 146; «Irgun», em I. C. B. Dear et al. (orgs. 1995) 571; H. M. Sachar (1976) 266. [86] A carta assinada por Hannah Arendt, Einstein, Sidney Hook, Seymour Melmen e outros foi publicada em The New York Times de 4 de Dezembro de 1948 e encontra-se citada em L. Brenner (1983) 123 e (1984) 146-147. [87] Id. (1983) 269; id. (1984) 129, 193, 199. Referências Götz ALY e Susanne HEIM (2006) Les Architectes de l'Extermination. Auschwitz et la Logique de l'Anéantissement, Paris: Calmann-Lévy. Hannah ARENDT (1994) Eichmann in Jerusalem. A Report on the Banality of Evil (ed. rev. e ampl.), Harmondsworth: Penguin. Bernard AVISHAI (1985) The Tragedy of Zionism. Revolution and Democracy in the Land of Israel, Nova Iorque: Farrar, Straus and Giroux. Simone de BEAUVOIR [s. d.] «Prefácio», em Jean-François Steiner, Treblinka. A Revolta de um Campo de Extermínio, Lisboa: Bertrand. Edwin BLACK (1999) The Transfer Agreement. The Dramatic Story of the Pact between the Third Reich and Jewish Palestine (ed. rev. e ampl.), Washington: Dialog. 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URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100613/fd248272/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 23587 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100613/fd248272/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 20095 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100613/fd248272/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 14 20:02:54 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 14 Jun 2010 19:02:54 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Tabela_alimentar________________?= =?iso-8859-1?q?___________________________________Hoje_=E9_2=BA_fe?= =?iso-8859-1?q?ira_-_Sa=FAde=2C_medicina_e_Alimenta=E7=E3o?= Message-ID: <96ABF328E18549D49CF976BFD85E74E6@vcaixe> Carta O Berro..............................................................repassem Hoje é 2º feira- Sáude, medicina e Alimentação, Maçã Protege o seu coração Evita constipação Bloqueia a diarreia Melhora capacidade dos pulmões Amortece as articulações Damasco Previne o câncer Controla a pressão arterial Protege a sua visão Protege contra a doença de Alzheimer Retarda o envelhecimento Alcachofra Ajuda na digestão Baixa o colesterol Protege o seu coração Estabiliza o açúcar no sangue Protege contra doenças do fígado Abacate Combate as diabetes Baixa o colesterol Previne as tromboses AVC Controla pressão arterial Suaviza a pele Banana Protege o seu coração Atenua a tosse Fortalece os ossos Controla a pressão arterial Bloqueia a diarreia Feijão Evita constipações Atenua a hemorroida Baixa o colesterol Previne o câncer Estabiliza o açúcar no sangue Beterraba Controla a pressão arterial Previne o câncer Fortalece os ossos Protege o seu coração Ajuda a perder peso Mirtilo Previne o câncer Protege o seu coração Estabiliza o açucar no sangue Estimula a memória Evita a Constipação Brócolos Fortalece os Ossos Protege a Visão Previne o câncer Protege o seu coração Controla a pressão arterial Couve Previne o câncer Evita a prisão ventre Ajuda a perder peso Protege o seu coração Atenua a hemorroida Melão Protege a Visão Controla a pressão arterial Baixa o colesterol Previne o câncer Fortalece o sistema imunológico Cenoura Protege a Visão Protege o seu coração Evita a prisão de ventre Previne o câncer Ajuda a perder peso Couve-Flor Previne o câncer da Próstata Previne o câncer da Mama Fortalece os ossos Elimina escoreações Previne a doença do coração Cereja Protege o seu Coração Previne o câncer Acaba com as insônias Tarda o envelhecimento Protege contra a doença de Alzheimer Castanha Ajuda a perder peso Protege o seu coração Baixa o colesterol Previne o câncer Controla a pressão arterial Pimentão picante Ajuda na digestão Suaviza as dores da garganta Remove abcessos Previne o câncer Fortalece o sistema imunológico Figo Ajuda a perder peso Previne as tromboses AVC Baixa o colesterol Previne o câncer Controla a pressão arterial Peixe Protege o seu coração Estimula a memória Protege o seu coração Previne o câncer Fortalece o sistema imunológico Linho Ajuda a digestão Combate as diabetes Protege o seu coração Fortalece o cérebro Fortalece o sistema imunológico Alho Baixa o colesterol Controla a pressão arterial Previne o câncer Mata bactérias Combate Fungos Toranja Protege contra ataques cardíacos Promove a perda de peso Previne as tromboses AVC Previne o câncer da Próstata Baixa o colesterol Uva Protege a Visão Previne pedra nos rins Previne o câncer Aumenta o fluxo de sangue Protege o seu coração Chá Verde Previne o câncer Protege o seu coração Previne as tromboses AVC Ajuda a perder peso Mata bactérias Mel Cura Feridas Ajuda a digestão Previne contra Úlceras Aumenta a energia Combate alergias Limão Previne o câncer Protege o seu coração Controla a pressão arterial Suaviza a pele Elimina o escorbuto Lima Previne o câncer Protege o seu coração Controla a pressão arterial Suaviza a pele Elimina o escorbuto Manga Previne o câncer Estimula a memória Regula a tiroíde Ajuda na digestão Protege contra a doença de Alzheimer Cogumelo Controla a pressão arterial Baixa o colesterol Mata bactérias Previne o câncer Fortalece os ossos Aveia Baixa o colesterol Previne o câncer Combate a diabetes Evita constipação Suaviza a pele Azeite doce Protege o seu coração Ajuda a perder peso Previne o câncer Combate a diabetes Suaviza a pele Cebola Reduz risco de ataque cardíaco Previne o câncer Mata bactérias Baixa o colesterol Combate Fungos Laranjas Fortalece o sistema imunológico Previne o câncer Protege o seu coração Favorece a respiração Elimina o escorbuto Peras Evita a Constipação Previne o câncer Previne as tromboses AVC Ajuda a digestão Ananás Fortalece os ossos Alivia a febre Ajuda a disgestão Bloqueia a diarreia Ameixas Tarda o envelhecimento Evita Constipação Estimula a memória Baixa o colesterol Protege contra doença do coração Arroz Protege o seu coração Combate a diabetes Previne pedra nos rins Previne o câncer Previne as tromboses AVC Morango Previne o câncer Protege o seu coração Estimula a memória Acalma o stress Batata doce Protege a sua Visão Levanta a disposição Combate o câncer Fortalece os ossos Tomate Previne o câncer na próstata Previne o câncer Baixa o colesterol Protege o seu Coração Nozes Baixa o colesterol Previne o câncer Estimula a memória Melhora a disposição Protege contra doenças do coração Água Ajuda a perder peso Previne o câncer Previne pedra nos rins Suaviza a pele Melancia Previne o câncer na próstata Promove a perda de peso Baixa o colesterol -------------------------------------------------------------------------------- __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100614/1c69bb57/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 15 21:30:23 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 15 Jun 2010 20:30:23 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_S=C1BADO_RESISTENTE_-_=22A_LUTA?= =?windows-1252?q?_DAS_MULHERES_POR_DEMOCRACIA_E_LIBERDADE=22_dia_1?= =?windows-1252?q?9_de_Junho_de_2010=2C_das_14h_=E0s_17h30_no_Memor?= =?windows-1252?q?ial_da_Resist=EAncia_de_S=E3o_Paulo_=96_Largo_Gen?= =?windows-1252?q?eral_Os=F3rio=2C_66_=96_Luz?= Message-ID: Carta O Berro......................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Sábado Resistente 19 de Junho de 2010, das 14h às 17h30 Memorial da Resistência de São Paulo ? Largo General Osório, 66 ? Luz A LUTA DAS MULHERES POR DEMOCRACIA E LIBERDADE As décadas de 1960 e 1970, no mundo inteiro, foram marcadas por importantes avanços na luta por direitos e pela libertação das mulheres de todas as opressões que historicamente elas foram (e ainda são) submetidas. No Brasil, durante tal período, além de terem também que se defrontarem com a Ditadura Civil-Militar ? contra a qual muitas, de diversas origens e idades, se engajaram ativamente -, por todas estas razões o período constituiu um marco para o movimento de mulheres, com suas vertentes de movimento feminista, grupos de mulheres pela redemocratização do país e pela melhoria nas condições de vida e de trabalho da população brasileira. Em 1975, por exemplo, comemorou-se, em todo o planeta, o Ano Internacional da Mulher e realizou-se a I Conferência Mundial da Mulher, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), instituindo-se a Década da Mulher. Na segunda metade desta década, no Brasil, formou-se o Centro de Informação da Mulher (CIM), importante iniciativa para o fortalecimento da formação crítica do ativismo das mulheres. Em fins dos anos setenta e durante a década de oitenta, o movimento se ampliou e se diversificou, participando da formação dos partidos políticos, sindicatos e associações comunitárias por todo o país. Com a acumulação de discussões, formações e de lutas diretas, o Estado Brasileiro e os governos estaduais e federal passaram a reconhecer a especificidade da condição feminina, acolhendo propostas do movimento na Constituição Federal e na elaboração de políticas públicas voltadas para o enfrentamento e superação das privações, discriminações e opressões vivenciadas pelas mulheres. Muitas questões e muitos desafios, no entanto, ainda permanecem por serem enfrentados, e a cada ano se atualizam. Este Sábado Resistente buscará refletir e discutir sobre estas questões. Durante a atividade será distribuído o livro ?LUTA: SUBSTANTIVO FEMININO? (SEDH, Brasília, 2010). Haverá ainda uma Homenagem Especial à Madre Cristina, fundadora do Instituto Sedes Sapientiae 14h - Boas-Vindas - KATIA FELIPPINI ? Museóloga - Memorial da Resistência de São Paulo 14h15 ? Apresentação/Coordenação ? RITA SIPAHI ? Advogada, militante social desde a resistência contra a Ditadura Civil-Militar brasileira, atualmente é Conselheira da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça 14h30 ? DEBATE: ?A LUTA DAS MULHERES POR DEMOCRACIA E LIBERDADE? NALU FARIA ? Psicóloga, militante feminista, é coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e integrante da Secretaria Nacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil VERA SOARES ? Física, pós-graduada em Educação e Economia; pesquisadora e militante feminista, Conselheira do Conselho Científico do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero - NEMGE da USP 17h? HOMENAGEM PÓSTUMA À MADRE CRISTINA pelo seu papel na resistência à Ditadura Os Sábados Resistentes são promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo. Trata-se de um espaço de discussão entre militantes de diversas causas, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados em geral no debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados têm como objetivo central estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100615/ac31cc4e/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 16 21:29:41 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 16 Jun 2010 20:29:41 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?b?IE9QRVJBw4fDg08gSEFSw4lNIC0gQSBGw4FC?= =?utf-8?q?RICA_DE_DOSSI=C3=8AS__por__Laerte_Braga?= Message-ID: Carta O Berro...........................................................repassem OPERAÇÃO HARÉM ? A FÁBRICA DE DOSSIÊS Laerte Braga Detalhes de uma operação da Polícia Federal revelando um esquema de prostituição entre dançarinas, atrizes e aliciadores no meio televisivo foram divulgados nesta semana por alguns veículos da mídia. A notícia fala em ?programas? que chegam a custar 20 mil reais, mais as despesas em caso de viagens. A FOLHA DE SÃO PAULO chegou a publicar extensa matéria sobre o assunto em sua edição de domingo, 30 de maio. Sem qualquer ironia, Geraldo Jonk, no interior do Mato Grosso ouviu um barulho estranho durante uma pescaria em família e não pensou duas vezes. Pegou sua espingarda e disparou. Matou Edersila Jonk, sua mulher. A explicação foi singela. Pensou que o barulho fosse de onça. O esquema desmontado pela Polícia Federal envolve modelos, dançarinas e atrizes. A operação envolve dois aliciadores, até agora os nomes públicos, foi descoberta através de escutas e tinha o nome de ?FAMOSAS DA TEVÊ?. Muitas delas capas de revistas. A PF dispõe dos nomes dos clientes. Políticos, empresários e jogadores de futebol. Uma famosa assistente de palco de uma emissora de tevê, numa das conversas, relata que ganhou 10 mil reais num programa. Uma das ligações mostra um governador interessado numa das ?mercadorias?, uma dançarina de um programa. Não foi atendido, pois a moça, naquele momento estava namorando um ?playboyzinho?. Outras opções lhe foram oferecidas. As investigações indicam que as mulheres mais famosas exigem programas em hotéis de alto luxo, determinam a posição da relação sexual para o ?negócio.? Um resort na República Dominicana chegou a criar um manual de conduta para as brasileiras que freqüentam o local. Collor de Mello, quando presidente, fez saber a um figurão da GLOBO que tinha interesse em um ?programa? com determinada atriz, à época em voga, estrelando novelas e outras coisas mais. A moça a princípio resistiu, depois aceitou. Encontraram-se num helicóptero da FAB em Brasília. Sérgio Naya era um dos clientes mais assíduos das ?meninas da GLOBO?. Como tinha um hotel em Miami o custo para ele era mais baixo. Num desentendimento de outros ?negócios? com a rede, entrou em desgraça e quando da queda de edifícios de sua empreiteira foi fustigado pela rede todos os dias durante algum tempo. É que deixara umas faturas em aberto. Não fora isso era bem capaz do JORNAL NACIONAL atribuir a culpa ao vento e VEJA sair com capa dizendo que ?os pedreiros foram os culpados?. De um modo geral a GLOBO coloca nas primeiras filas dos programas de auditórios candidatas a atrizes ou a dançarinas. Quando se negam a aceitar intermediar um ?negócio? qualquer com um cliente em potencial não voltam mais. É claro que isso não está escrito em nenhum contrato, mas qualquer empresário FIESP/DASLU sabe disso. Ascensões rápidas na rede costumam ser sinal de aquiescência ao esquema. Claro e óbvio que a rede usa laranjas. Mas um negócio que rende 20 mil reais a uma dançarina, ou a uma modelo, ou a uma ex BBB (uma delas estava com cachê de liquidação, dois mil reais), pode resultar num contrato publicitário com a rede de milhões. Depende de deixar o cliente potencial em estado de graça. Quando a GLOBO foi buscar Xuxa na extinta MANCHETE, a apresentadora declarou a jornalistas que deixava a antiga emissora com pesar. Tinha, segundo ela, um carinho muito grande por Adolfo Bloch, que a colocava no colo todas as vezes que iam renovar o contrato. Xuxa foi uma espécie de ministra da educação de uma pelo menos geração de crianças brasileiras. Ana Maria Braga deve fazer um esforço tremendo para conseguir andar em duas pernas, a tendência é cair de quatro e vende a donas de casa da ideologia da cozinha todas as manhãs. É desnecessário falar do Big Brother Brasil. Só o registro que é um programa mundial, apresentado em vários países e que na Colômbia, por exemplo, numa de suas edições, teve participação do presidente/traficante Álvaro Uribe. Inventaram a profissão de ex-BBB. A queda na circulação dos chamados grandes jornais, das revistas nacionais ensejou o aparecimento de jornais de segunda categoria onde a capa é sempre um ?objeto? mulher e os títulos retratam o modelo, como há dias num desses, na primeira página ? ?Poliça invade a Coréia e deixa nove na horizontal?. A glorificação do BOPE, a estupidez oficializada, qualquer que seja o nome que tenha, nos vários estados brasileiros, a violência somada a baixaria. Simone de Beuvoir não falou da condição da mulher imaginando que o capitalismo fosse se apropriar desse espírito de liberdade que é inerente ao sujeito, ao ser e se atira na percepção do outro à idéia de um mundo construído no amor e no respeito primeiro por si, para que se possa conhecer o outro. Huxley fala nisso também. Nem Celso Furtado diagnosticou e definiu a chamada revolução feminista como ?a mais importante revolução do século XX?, supondo que tudo poderia vir a terminar em mulher melancia, mulher melão, miss laje, vai por aí afora. O preço do segundo no horário nobre é dos mais altos. Imagino que os ?negócios? da GLOBO e outras incluam caixas de sabão OMO, o que lava mais branco. E daquele que tira todas as manchas e de quebra perfuma o ambiente. É mais inteligente que você. Capaz de tirar a moça do caixa do pedágio e transformá-la em mercadoria do perfume da natureza destruída na sanha insana do capitalismo. Para quem opera assim, distorcer fatos, mentir, inventar histórias, criar notícias segundo as conveniências dos seus clientes, de permeio as moças, é o de menos. Atribuir dossiês falsos a adversários políticos então é barbada. É prática da rede. Tem especialistas no assunto e quando precisa compra no mercado os melhores do ramo. Foi dessa forma que arrancaram, em 2002, 250 milhões de dólares do governo FHC e jogaram Roseana Sarney na arena dos leões depois de incensar a moça como candidata presidencial e fabricar pesquisas no IBOPE. Foi esse e a emenda que permite a participação de capital estrangeiro em redes de rádios e tevês o preço do apoio, àquela época, a José Arruda Serra. O portal GLOBO.COM é um dos exemplos mais precisos dessa maneira predadora de tratar o ser humano, sobretudo o ser mulher. Vende como manchete situações de novelas em que importante é o sucesso, os caminhos pouco importam, não deixam marcas, existe OMO. Vende alienação São quadrilhas sofisticadas e não diferem dos traficantes comuns que aliciam meninas pobres para vendê-las em capitais européias. Só na hipocrisia. É a ?sociedade do espetáculo? em que o ser é mercadoria. Um desvario de Susana Vieira reclamando das condições do hotel numa determinada cidade do Nordeste vira manchete. ?Não estou acostumada a isso, gosto de conforto?. O jornalista Luís Nassif mostrou em artigo em seu portal que o tal dossiê atribuído a Dilma Roussef e que mostra Arruda Serra imerso em corrupção familiar foi feito por um jornalista do ESTADO DE MINAS, a pedido do ex-governador Aécio Neves, na troca de chumbo que precedeu a indicação de Arruda Serra como candidato tucano. Aécio tomou conhecimento que Arruda Serra estava levantando fatos de sua vida pessoal e providenciou a contra ofensiva. Um jornal diz até que o dossiê montado pelo jornalista mineiro vai virar livro. Nassif pulou fora do barco corrupto e venal da mídia prostituta e prostituída, prostituidora. Resta como um personagem do filme de François Truffault, no célebre romance de Ray Bradbury, FARENHEIT 451. Migrou para a floresta onde guarda em sua alma o jornalismo decente e inteligente da coragem e da dignidade que por algum tempo habitou a mídia deste e de outros países. A nota na coluna do jornalista Juca Kfoury sobre um tapa que Aécio teria dado em sua namorada num hotel no Rio, foi encomendada e serviu de alerta para o mineiro. Kfoury nas horas que não está atazanando Ricardo Teixeira (um santo perto dele) está a serviço de Arruda Serra. Arruda Serra leu a nota antes de sua publicação, tudo combinadinho, acertadinho e pago, lógico. VEJA e GLOBO fazem parte do esquema, isso é fora de qualquer dúvida. A GLOBO é antes de mais nada o grande bordel tecnológico do País. É só lembrar que o JORNAL NACIONAL, o da mentira, nas eleições de 2006 deixou de noticiar o acidente com um avião da GOL e centenas de mortos (que já fora noticiado por seus concorrentes), para não distrair o telespectador do dossiê fabricado contra Lula e cujo objetivo era levar as eleições para o segundo turno e tentar derrotar o petista. A caravana da cidadania do mesmo JORNAL NACIONAL cumpria esse papel também. Como aquele anúncio dos 45 anos da rede. Roberto Requião chamou Bial de mentiroso, Miriam Leitão de leviana e ambos assentaram em cima. Retrucar como? O governador estava falando a verdade. Quase meio século de bandalheiras. Esse esquema que a Polícia Federal chama de Operação Harém existe desde os primórdios da GLOBO. Está incorporado ao espírito da rede, é bem o retrato do caráter do grupo que a controla. Ou da falta de caráter. A ex-ministra já exigiu de José Arruda Serra provas que teria partido dela o dossiê e Nassif já mostrou que tudo não passou de troca de amabilidades entre tucanos, o próprio Arruda Serra e Aécio Neves. E Arruda Serra quer Aécio para vice. Isso é só o começo. Vem mais por aí. Quadrilhas como GLOBO, PSDB, DEM, PPS, VEJA, não são de jogar a toalha por um motivo simples. Vivem de extorsão, vivem de chantagens, vivem de iludir e enganar as pessoas (ouvintes, leitores, telespectadores). O programa SEM FRONTEIRAS, da GLOBONEWS na manhã de sexta-feira, apresentado por Sílio Boccanera (nome de pirata, bem de acordo) critica a decisão de grupos pacifistas de protestar contra o cerco a Gaza (crianças morrem de fome diariamente), perguntando por que os pacifistas não entregaram os alimentos, os medicamentos e o material escolar ao governo terrorista de Israel para que ele fizesse a doação aos palestinos? Ora, Gaza é terra palestina, os sionistas teriam roubado as doações, como roubam terras, água, saqueiam propriedades, destroem, prendem, torturam, estupram, matam, constroem muros. Em nenhum momento o jornalista (ou pirata israelense, a soldo de Israel?) falou em violência, nos assassinados pelos soldados terroristas de Israel. Para ele houve uma provocação, só isso. Com certeza o produto desse negócio é bem maior que um programa com atriz, dançarina ou modelo. Muito mais que 20 mil. E o manual de condutas é elaborado em Washington ou Tel Aviv, pela organização EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Ah! Um detalhe final. A atriz que esteve com Collor vivendo emoções num helicóptero disse depois que o ?cara é estranhésimo, tem cada gosto?. É o modelo ou a nova ordem econômica como chamam. A globalização. A sociedade democrática, cristã e tudo em nome da liberdade de expressão. E William Bonner faz aquela cara de sério, dramático, porta-voz da verdade. E tripudia sobre o Homer Simpson, como chama de forma depreciativa ?idiotas ? os telespectadores do JORNAL NACIONAL, o da mentira. Pergunta quem quer um bom dia, ou deixa que a turma decida a cor da gravata que vai usar. Bem que Aldous Huxley diz que a cor tem uma transcendência bem maior, que a percepção ?reguladora? do cérebro. Mas a de Bonner é para ludibriar. A culpa? Ora, alguém tem dúvida? É do Irã. Ou de Chávez. Dos que desejam a paz e denunciam a barbárie, como agora, no ataque sionista/terrorista a navios de paz e na suposta ingenuidade do repórter da GLOBONEWS, como se sionistas fossem entregar alguma coisa. A expressão ?assassinos? usada pela brasileira Iara Lee para retratar os soldados de Israel se aplica aos donos desses haréns. Não se mata só com tiros. ?E as pessoa se curvaram e rezaram para o Deus de neon que elas criaram?. Verso de Paul Simon em THE SOUND OF SILENCE. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100616/1a73c774/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 16 21:29:50 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 16 Jun 2010 20:29:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Cubanos_residentes_no_Brasil_-_co?= =?iso-8859-1?q?nvite_Conven=E7=E3o_em_defesa_de_Cuba_-_18_de_junho?= =?iso-8859-1?q?_de_2010=2C_no_Sindicato_dos_M=E9dicos_-_RJ?= Message-ID: <448CC03A9BAC481E88D5363A134BC5DB@vcaixe> Carta O Berro.....................................................repassem A Associação Nacional dos Cubanos Residentes no Brasil CONVIDA Em 18 de junho de 2010, no Sindicato dos Médicos - RJ (Av. Churchill, 97. Castelo (11º andar). "Em defesa de Cuba" 19h - Abertura Solene da II Convenção Nacional dos Cubanos Residentes no Brasil com a presença do Embaixador da República de Cuba no Brasil, Dr. Carlos Zamora Rodríguez. 20h - Colóquio "A ofensiva mediática contra Cuba" com a participação especial de Edmundo García, cubano residente no Miami e apresentador do programa radial alternativo "A Tarde se Mexe" e os convidados Maura Juampere, Tirso Sáenz, Mario Jakobskind e Marilia Guimarães. Co-Promoção: Comitê de Apoio à II Convenção: Associação Cultural José Martí-Rj / Sindicato dos Médicos-RJ/ Casa da América Latina / MST (Movimento dos Sem - Terra) Direção Nacional da ANCREB-JM porcuba at porcuba.com.br __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100616/7bca3f1c/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jun 17 21:06:51 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 17 Jun 2010 20:06:51 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_CALEND=C1RIO_PARA_O_MUNDIAL=2E_?= =?iso-8859-1?q?=28completo_e_sempre_atualizado=29?= Message-ID: Carta O Berro.................................................repassem Movam o cursor sobre as sedes e nos outros dados e vejam como aparece no circulo do meio todos os detalhes, . O melhor calendário para o mundial Calendario para o Mundial nesta página: http://www.marca.com/deporte/futbol/mundial/sudafrica-2010/calendario.html __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100617/489f2656/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jun 17 21:07:00 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 17 Jun 2010 20:07:00 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Entrevista_com_Frei_Betto=3A_=27H?= =?iso-8859-1?q?onduras_=E9_s=F3_o_come=E7o=2C_alerta_Nossa_Am=E9ri?= =?iso-8859-1?q?ca!=27?= Message-ID: <035125509492463F81D5657B6E72E242@vcaixe> Carta O Berro............................................repassem Entrevista com Frei Betto: 'Honduras é só o começo, alerta Nossa América!' Ida Garberi Adital - Tradução: ADITAL "Buscamos a solidariedade não como um fim; mas como um meio para alcançar que Nossa América cumpra sua missão universal" José Martí "Creio que hoje, por primeira vez na história da América Latina, podemos reconhecer os sinais tangíveis de que Nossa América de José Martí é um mundo melhor possível... Porém, isso não pode ser do gosto dos 'yanquis...". Quem faz essa afirmação, com expressão séria e preocupada, é o frei dominicano brasileiro, também teólogo da libertação, Frei Betto. No lindo salão da Aula Magna da Universidade de Havana, encontrei esse homem extraordinário, tão grande em suas ideias catolicamente revolucionárias, quanto simples e humano. Frei Betto está em Cuba; foi convidado ao II Colóquio "José Martí: Por uma cultura da natureza", que se realiza na capital cubana de 9 a 11 de junho de 2010, com 300 delegados de 21 países. "Sou mais feliz porque as raízes da Revolução Cubana se encontram em Martí, por seu compromisso com a humanidade e com o meio ambiente: sempre me sinto orgulhosos de voltar a essa ilha, onde o capitalismo foi derrotado no longínquo 1959", me confessa o frei brasileiro. Continua explicando-me sua opinião e enumerando todas as calamidades criadas pela economia de mercado, isto é, a fome, a desnutrição, a falta de água potável, o trabalho sob condições de escravidão que atinge a maioria das populações, enquanto a riqueza se agrupa em poucas famílias. "E tudo isso nos levou à crise mundial atual, que demonstra o fracasso do capitalismo como sistema", me diz fervorosamente e com uma luz decidida que demonstra sua grande paixão pelos mais despossuídos. Enquanto conversamos, estamos protegidos pela urna das cinzas de outro sacerdote revolucionário, Félix Varela, que é considerado o primeiro a ensinar seus compatriotas cubanos a pensar; e nesse marco Frei Betto chama minha atenção para o fato de que a América Latina inteira está vivendo uma importante etapa de sua história. Nos últimos 50 anos, sucederam-se três fases: a primeira foi terrivelmente caracterizada pelas ditaduras militares; a segunda, pelo neoliberalismo (ambos derrotados pelas forças populares) e agora é a etapa onde existe uma maioria de governos progressistas, a mais luminosa de todos os tempos. "Nos últimos 10 anos, após a vitória de Chávez, na Venezuela, governos inovadores, que estão a favor dos mais débeis, começaram a vencer as eleições. Todas essas revoluções das urnas têm levado a uma força econômica e social muito grande, que têm à sua disposição associações regionais que incomodam o inimigo do Norte, os Estados unidos, porque tiram-lhe hegemonia e o golpeiam do ponto de vista econômico". "O exemplo preocupante desse momento histórico, que para mim é somente uma prova, isto é, o princípio do que poderia ser uma série, é o golpe de Estado em Honduras", me confessa alarmado e, sem dúvida, está recordando e revivendo dentro de si mesmo aqueles dias tristes que teve que viver no Brasil, torturado e acossado como prisioneiro político de uma ditadura militar. "O que mais me preocupa é que Obama, que não é absolutamente diferente de Bush, somente é mais inteligentemente sutil e mais astuto, com o golpe de Estado em Honduras quis infundir esperança e força à direita política na região, tacitamente empurrando-a a realizar outros golpes de Estado. Como se esses 50 anos não houvessem passado; tudo isso para demonstrar a força do império, sua brutalidade e total falta de respeito aos direitos humanos". "É por essa razão que a comunidade internacional tem que intervir isolando completamente o governo de fato de Honduras e continuar exigindo o regresso da democracia, a restituição do presidente Zelaya e, sobretudo, o castigo aos brutais assassinos do povo. É duro admitir que estão fazendo de tudo para levar um movimento maravilhosamente pacífico à violência, um povo atrevido e com uma grande dignidade que tem contestado tão forte e contundentemente os horrores da morte e da violência, apesar de sua luta pacífica". E somente para recordar os últimos fatos brutais quero sublinhar os que estão agora na mira dos verdugos enviados pelos 'gorilas' são os familiares dos líderes da Resistência hondurenha: depois do terrível homicídio do irmão e do cunhado de Arcadia Gómez, ex0ministra de Manuel Zelaya, esta vez mataram sem escrúpulos o irmão e o cunhado de Porfirio Ponche, vice-secretário do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria das Bebidas e Similares (STIBYS). "Para salvar a humanidade da catástrofe de uma guerra, aonde parece que os senhores dos EUA querem conduzir-nos, posto que eles só pensam em armas, bens materiais; estão acostumados a roubar os povos mais pobres e não conhecem a palavra solidariedade, temos que criar uma nova sociedade onde todo o conjunto de coletividades se transforme em um modelo pedagógico que privilegie suas raízes e, assim, busquem os mesmos projetos". "Eu creio em Deus; porém, não no mesmo Deus em que Bush crê; sinto vergonha quando os países mais imperialistas e colonialistas têm o ânimo de definir-se hegemonicamente cristãos". "Hoje em dia, para tentar salvar a humanidade temos que considerar as ideias de José Martí, que pensou na libertação de todo o continente em duas dimensões: a emancipação política e a espiritual"; expressou a necessidade de darmos muita importância à educação ética das atuais e das novas gerações. Frei Betto termina a conversa com um chamado de amor pelo povo cubano e sua Revolução, com uma preocupação que temos todos os povos revolucionários internacionalistas, que sabemos perfeitamente que o socialismo em um só país, isolado de outros, não pode prosperar: "Vocês, os cubanos, não têm direito de decepcionar a humanidade; não têm direito a voltar atrás nesse esforço de construir um povo solidário, um povo feliz". E eu agrego: por favor, não nos esqueçamos do Movimento de Resistência Hondurenha! -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100617/f8790bfc/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 22180 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100617/f8790bfc/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100617/f8790bfc/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 19 15:50:34 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 19 Jun 2010 14:50:34 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__Comunista_Saramago_morre_aos_87_anos_?= =?utf-8?q?-_poema_homenagem_de_S=C3=A9rgio_Muylaert_/_e_historiogr?= =?utf-8?q?afia?= Message-ID: Carta O Berro...........................................................repassem TODAS AS ILHAS para o escritor José Saramago - Prêmio Nobel de Literatura Ilhas, ou, não, Tordesilhas me fascinam. Cabo Verde, Açores, Madagascar, Canárias, Ilha da Madeira, ilha Grande, Noronha, Itamaracá, Itaparica, Ou, apenas, resquícios de outras ilhas? São espécies afluentes, Sem cobro e nem pertences, Des-ilhas e desditas, Entre algas e peixes de prata, Alucinadamente cálidas, Não suplantam a Bastilha. O eternal silêncio de seus frutos apodrecidos Ainda reina soberano Mazelas, bem antigas, Ilhas de miséria rasa, Obituários, sem escusas, Saramago. A enxovia, o poço, o fundo calabouço, Em meio ao sepulcral silêncio, A sempiterna fome, não se aclara, Autógama sustenta-se... Ah, o relógio do ventre, Ah, o tempo das espumas, O mar sereno, por dentro, O estribilho ainda soa e especula. Da série ?Poesias do Plano? Sérgio Muylaert 18-06-2010 ----- Original Message ----- From: Sidinei Roberto Nobre Junior 18 Junho, 2010 Comunista Saramago morre aos 87 anos Morre aos 87 anos o comunista português José Saramago, Nobel de Literatura em 1998 Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa. A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na residência dele em Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila". Nos últimos anos, o escritor foi hospitalizado várias vezes, principalmente devido a problemas respiratórios. Saramago publicou no final de 2009 seu último romance, "Caim", obra com um olhar irônico sobre o Velho Testamento e, por isso, muito criticada pela Igreja. Ateu e integrante do Partido Comunista Português, o escritor nasceu em 1922, em Azinhaga, uma aldeia ao sul de Portugal, numa família de camponeses. Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora. Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no Diário de Lisboa. Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal "Diário de Notícias". A partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor. José Saramago: ?Sou um comunista hormonal? "Um romance autobiográfico seria a coisa mais chata do mundo" "Israelenses aprenderam bem as lições recebidas dos nazistas" Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, considerado por críticos como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois. Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português -- o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje. Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7). Ajuda ao Haiti Saramago relançou em janeiro deste ano nova edição do livro A Jangada de Pedra, que tem toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O relançamento da obra foi resultado da campanha "Uma balsa de pedra a caminho do Haiti", que do integralmente os 15 euros que custará o livro (na União Europeia) ao fundo de emergência da Cruz Vermelha para ajudar o Haiti. Em nota, Saramago havia explicado que a iniciativa é da sua fundação e só foi possível graças à "pronta generosidade das entidades envolvidas na edição do livro". Obras publicadas: Poesias - Os poemas possíveis, 1966 - Provavelmente alegria, 1970 - O ano de 1993, 1975 Crônicas - Deste mundo e do outro, 1971 - A bagagem do viajante, 1973 - As opiniões que o DL teve, 1974 - Os apontamentos, 1976 Relato de Viagens - Viagem a Portugal, 1981 Teatro - A noite, 1979 - Que farei com este livro?, 1980 - A segunda vida de Francisco de Assis, 1987 - In Nomine Dei, 1993 - Don Giovanni ou O dissoluto absolvido, 2005 Contos - Objecto quase, 1978 - Poética dos cinco sentidos - O ouvido, 1979 - O conto da ilha desconhecida, 1997 Romance - Terra do pecado, 1947 - Manual de pintura e caligrafia, 1977 - Levantado do chão, 1980 - Memorial do convento, 1982 - O ano da morte de Ricardo Reis, 1984 - A jangada de pedra, 1986 - História do cerco de Lisboa, 1989 - O Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991 - Ensaio sobre a cegueira, 1995 - A bagagem do viajante, 1996 - Cadernos de Lanzarote, 1997 - Todos os nomes, 1997 - A caverna, 2001 - O homem duplicado, 2002 - Ensaio sobre a lucidez, 2004 - As intermitências da morte, 2005 - As pequenas memórias, 2006 - A Viagem do Elefante, 2008 - O Caderno, 2009 - Caim, 2009 =================================================== ?Breve meditação sobre um retrato de Che Guevara? Por José Saramago* Não importa que retrato. Qualquer um: sério, sorrindo, arma em punho, com Fidel ou sem Fidel, dizendo um discurso nas Nações Unidas, ou morto, com o dorso nú e olhos entreabertos, como se do outro lado da vida ainda quisera acompanhar o rastro do mundo que teve que deixar, como se não se resignasse a ignorar para sempre os caminhos das infinitas criaturas que estavam por nascer. Sobre cada uma dessas imagens se poderia reflexionar profundamente, de um modo lírico ou de um modo dramático, com a objetividade prosaica do historiador ou simplesmente de alguém que se dispõe a falar do amigo que descobre haver perdido porque não o chegou a conhecer. Ao Portugal infeliz e amordaçado de Salazar e de Caetano chegou um dia o retrato clandestino de Ernesto Che Guevara, o mais célebre de todos, aquele feito com manchas fortes de negro e vermelho, que se converteu na imagem universal dos sonhos revolucionários do mundo, promessa de vitórias a tal ponto férteis que nunca poderiam se degenerar em rotinas nem em exepcismos, antes dariam lugar a outros muitos triunfos, o do bem sobre o mal, o do justo sobre o inícuo, o da liberdade sobre a necessidade. Emoldurado ou fixo na parede por meios precários, esse retrato esteve presente em debates políticos apaixonados na terra portuguesa, exaltou argumentos, atenuou desânimos, namorou esperanças. Foi visto como um Cristo que havia descido da cruz para descrucificar a humanidade, como um ser dotado de poderes absolutos que fosse capaz de extrair de uma pedra a água na qual se mataria toda a sede, e de transformar essa mesma água no vinho com que se beberia o esplendor da vida. E tudo isto era certo porque o retrato de Che Guevara foi, aos olhos de milhões de pessoas, o retrato da dignidade suprema do ser humano. Mas foi também usado como adorno incongruente em muitas casas da pequena e da média burguesia intelectual portuguesa, para cujos integrantes as ideologias políticas de afirmação socialista não passavam de um mero capricho conjuntural, forma supostamente arriscada de ocupar ócios mentais, frivolidade mundana que não pôde resistir ao primeiro choque da realidade, quando os fatos vieram exigir o cumprimento das palavras. Então, o retrato do Che Guevara, testemunha, primeiro, de tantos inflamados anúncios de compromisso e ação futura, juiz, agora, do medo encoberto, da renúncia covarde ou da traição aberta, foi retirado das paredes, escondido, na melhor da hipóteses, no fundo de um armário, ou radicalmente destruído, como se fosse motivo de vergonha. Uma das lições políticas mais instrutivas, nos tempos de hoje, seria saber o que pensavam de si mesmos esses milhares e milhares de homens e mulheres que em todo o mundo tiveram algum dia o retrato de Che Guevara na cabeceira da cama, ou na frente da mesa de trabalho, ou na sala onde recebiam os amigos, e que agora sorriem por haver acreditado ou fingido crer. Alguns diriam que a vida mudou, que Che Guevara, ao perder sua guerra, fez perder a nossa, e portanto era inútil chorar, como uma criança que chora pelo leite derramado. Outros confessariam que se deixaram envolver por uma moda da época, a mesma que fez crescer barbas e cabelos, como se a revolução fosse uma questão de barbeiros. Os mais honestos reconheceriam que lhes dói o coração, que sentem em um movimento perpétuo de um remordimento, como se sua verdadeira vida houvesse suspendida o curso e agora lhes perguntasse, obsessivamente, aonde pensam que vão sem ideais nem esperança, sem uma idéia de futuro que dê algum sentido ao presente. Che Guevara, se assim pode dizer, já existia antes de ter nascido. Che Guevara, se assim pode afirmar, continua existindo depois de morto. Porque Che Guevara é somente o outro nome do que há de mais justo e digno no espírito humano. O que devemos despertar para conhecer e conhecemos, para agregar o passo humilde de cada um ao caminho de todos. * José Saramago, escritor e Premio Nobel de Literatura. __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100619/14e83455/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 19 15:50:44 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 19 Jun 2010 14:50:44 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_FALSA_HIST=D3RIA_NAS_ESCOLAS_MI?= =?iso-8859-1?q?LITARES?= Message-ID: <9246E03B28214CACA817CA2EA93FC341@vcaixe> Carta O Berro..................................................repassem Publicada em:16/06/2010 A FALSA HISTÓRIA NAS ESCOLAS MILITARES Recife (PE) - A reportagem "Livro do Exército ensina a louvar ditadura", publicada na Folha no último domingo, desperta uma necessidade que vai além desta coluna, porque exige um aprofundamento que misture o jornalismo, a literatura, a história e a vida de quem um dia foi professor. Penso nos jovens dos Colégios Militares, nos rapazes e mocinhas ardorosos obrigados a decorar algo como uma História vazia e violentadora, a que chamam História do Brasil - Império e República, de uma Coleção Marechal Trompowsky. Da Biblioteca do Exército. O nome, a origem, o Marechal, por si, já não garantiriam um bom resultado. Estariam mais para pólvora que para a História. Mas não sejamos preconceituosos, ilustremos com o que os estudantes são obrigados a aprender, como aqui, por exemplo: "Nos governos militares, em particular na gestão do presidente Médici, houve a censura dos meios de comunicação e o combate e eliminação das guerrilhas, urbana e rural, porque a preservação da ordem pública era condição necessária ao progresso do país." Uma breve pesquisa aponta que esses livros servem a um ensino orientado pela Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial (DEPA), criado em ...1973, sim, naquele inesquecível ano da ditadura Médici. Ou naquele tempo do gestor democrático, segundo a orientação dada aos futuros militares. E não se pense que tal ensino está à margem da lei, não. Ele se apoia em um certo Art 4º do R-69. Percebem? A caserna legisla. Mas não é assim, sem nada, pois a DEPA organiza a proposta pedagógica "de orientar o processo educacional e o ensino-aprendizagem na formação de cidadãos intelectualmente preparados e cônscios do seu papel na sociedade segundo os valores e as tradições do Exército Brasileiro" (Grifo do seu documento). Que valores seriam esses, além das idéias anticomunistas do tempo da ditadura? Penso agora nesses jovens dos colégios militares mantidos com os olhos vendados, pois deles se oculta a violência e o terror sofridos por outros jovens, tão brasileiros, generosos e heróicos quanto eles hoje: "Eremias se tornou um cadáver aos 18 anos: perfurado de balas, o rosto irreconhecível porque uma só ferida, os cabelos, tão úmidos, tão grossos por coágulos de sangue, davam a impressão de flutuar no chão seco. Nada havia naquele cadáver que lembrasse o jovem que eu conhecera. O menino que eu vira em 1968 não anunciava aquele fim. Eremias não era aqueles olhos apertados, a boca aberta à procura de ar, a lembrar um afogamento. Um estranho peixe, com os cabelos a flutuar no seco. Eremias morreu como um herói, permitam-nos dizer. O aparelho onde estava caíra. Fora entregue por um outro jovem preso, que não suportara as torturas. Cercado por forças do Exército, Eremias sozinho resistiu. Resistiu à bala, sem nenhuma esperança". Ou aqui, neste depoimento da advogada Mércia Albuquerque, que assim viu e viveu no tempo da gestão do presidente Médici: "Soledad estava com os olhos muito abertos com expressão muito grande de terror, a boca estava entreaberta e o que mais me impressionou foi o sangue coagulado em grande quantidade que estava, eu tenho a impressão que ela foi morta e ficou algum tempo deitada e a trouxeram, e o sangue quando coagulou ficou preso nas pernas porque era uma quantidade grande e o feto estava lá nos pés dela, não posso saber como foi parar ali ou se foi ali mesmo no necrotério que ele caiu, que ele nasceu, naquele horror". E também aqui, nesta personagem oculta aos estudantes: "Maria Auxiliadora Lara Barcellos atirou-se nos trilhos de um trem na estação de metrô Charlottenburg, em Berlim... tinha sido presa 7 anos antes, em 1969, no Brasil. Nunca mais conseguiu se recuperar plenamente das profundas marcas psíquicas deixadas pelas sevícias e violências de todo tipo a que foi submetida. Durante o exílio registrou num texto... 'Foram intermináveis dias de Sodoma. Me pisaram, cuspiram, me despedaçaram em mil cacos. Me violentaram nos cantos mais íntimos. Foi um tempo sem sorrisos. Um tempo de esgares, de gritos sufocados, de grito no escuro". Essa história trágica, mas ainda assim fecundante, o papel destruidor de vidas pela Ordem da ditadura militar não pode nem deve ser ocultado. Há um clamor cidadão contra. Os colégios militares não podem mais continuar independentes do Brasil, como se fossem ilhas inexpugnáveis à civilização. A continuar assim, assistiremos todos a uma nova tragédia, que não será mais civil, de paisanos, como antes. Pois os fósseis já não cabem mais na pele dos estudantes militares do novo tempo. Ainda que os fósseis atendam pelo nome de livros de História da Coleção Marechal Trompowsky. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100619/958b715f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 17676 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100619/958b715f/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 138 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100619/958b715f/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 10115 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100619/958b715f/attachment-0003.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 20 13:33:54 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 20 Jun 2010 12:33:54 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Crie_sua_lista_de_m=FAsica=2E____?= =?iso-8859-1?q?___________________________________________________?= =?iso-8859-1?q?______________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <7F6EDBFF1CE24C96AF55B055EBEBA5E9@vcaixe> Carta O Berro.......................repassem Crie sua playlist com a(o)s cantoras(es), orquestras, etc. que queira. São centenas de músicas de cada um.. Ao aparecer o espaço coloque o nome que queira e nos botões + vai clicando e adicionando. Depois elas se sucederão tocando como em junkbox. clique Create a playlist at MixPod.com -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100620/cd6aa6b9/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100620/cd6aa6b9/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 20 13:34:04 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 20 Jun 2010 12:34:04 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Debate_P=FAblico_sobre_a_N=E3o_R?= =?iso-8859-1?q?evis=E3o_pelo_STF_da_LEI_DE_ANISTIA__-_dia_22_de_ju?= =?iso-8859-1?q?nho_=E0s_19=2C00_horas_na_Ordem_dos_Advogados_de_Mi?= =?iso-8859-1?q?nas_Gerais?= Message-ID: <49689902341E4F0A892C991E91983A49@vcaixe> Carta O Berro...........................................................repassem -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 99446 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100620/f4b893f9/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 21 19:30:40 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 21 Jun 2010 18:30:40 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__OUTRA_SA=DADE=3A__A_experi=EAnci?= =?iso-8859-1?q?a_aut=F4noma_zapatista_____________________________?= =?iso-8859-1?q?_________________________________2=BA_feira_-_dia_d?= =?iso-8859-1?q?e_Medicina=2C_Sa=FAde_e_Alimenta=E7=E3o?= Message-ID: <72950D54AE744688934CBEB000AAB949@vcaixe> Carta O Berro......................................................repassem ----- Original Message ----- From: Alex Hilsenbeck Caro Vanderley, Reparei, positivamente, que a Revista O Berro agora tem uma seção (às segundas) dedicada à alimentação e saúde. Envio para você o link de um artigo que escrevi sobre a construção da saúde nas comunidades zapatistas em Chiapas, e que, como pode reparar nos comentários, houve uma participação importante, tanto quantitiativamente como qualitativamente, de pessoas ligadas à área da saúde. "A experiência zapatista demonstra a potencialidade da construção de outra saúde, ao tomarem em suas mãos os aspectos primordiais de suas vidas, superando o modelo atual que mercantiliza a doença e a saúde. " Outra Saúde: a experiência autônoma zapatista :".....ao criticar o modelo positivista imperante - seja pela sua ineficácia global, pela perda da capacidade da população de adaptar-se ao meio social, pela idéia mítica de que a medicina trará a imortalidade, a juventude eterna e acabará com a dor, o sofrimento e a doença, ou pelo caráter dominador da medicina sobre o corpo, ciclos biológicos e sobre a própria vida social - os fenomenologistas influenciaram uma reforma no sistema de saúde pautada em perspectivas holísticas que compreendiam a saúde e a doença integralmente; em que os indivíduos deviam assumir responsabilidade sobre as questões de sua saúde; através de práticas que promoveriam seu bem-estar integral; o sistema de saúde deveria tratar das causas ambientais, comportamentais e sociais que poderiam provocar as doenças; e o ser humano deveria harmonizar-se com a natureza, com o intuito de também utilizar práticas e meios naturais de tratamento, além de ter uma concepção de saúde e doença mais antropológica, que levasse em conta religiões e crenças de grupos específicos. clique no link http://passapalavra.info/?p=18399 Abraços e saudações, Alex Hilsenbeck -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100621/a4a739a0/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100621/a4a739a0/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 21 19:30:49 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 21 Jun 2010 18:30:49 -0300 Subject: [Carta O BERRO] 180 anos de Luiz Gama Message-ID: Carta O Berro..........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore 180 ANOS DO NASCIMENTO DE LUIZ GAMA - O PRECURSOR DO ABOLICIONISMO NO BRASIL Em 21 de junho de 1830 nascia o grande líder abolicionista Luiz Gama. Apesar da importante contribuição que deu à causa da libertação dos escravos, o que faria dele um dos principais heróis do povo brasileiro, seu nome e feitos continuam praticamente desconhecidos. (leiam ao final desse artigo a carta-biográfica escrita por Luiz Gama em 1880) Por Augusto Buonicore Filho de Luiza Mahin, uma africana nagô que era líder do seu povo, e de um fidalgo português. Nasceu livre, mas foi vendido como escravo pelo próprio pai quando tinha apenas 10 anos de idade. Fugiu do cativeiro e ganhou o mundo. Mesmo sem ter diploma universitário, se destacou como grande defensor da causa da liberdade. Sua ação abnegada nos tribunais garantiu a libertação de mais de quinhentos escravos. Utilizava-se das brechas existentes nas próprias leis escravistas, que não eram respeitadas pelos fazendeiros. A principal delas era a de 1831, pela qual foram declarados livres todos os escravos que ingressassem no país após aquela data. Na verdade, esta havia sido uma lei "para inglês ver" e jamais foi aplicada pelas autoridades brasileiras. No entanto, como não foi revogada, continuava em vigor. Gama conseguiu provar que muitos dos negros escravizados deveriam, legalmente, ser considerados homens e mulheres livres. Calcula-se que existiam cerca de 500 mil pessoas nessa infame situação. Se tais ações fossem vitoriosas e se generalizassem poderiam representar um golpe de morte ao sistema escravista brasileiro. O próprio Ministério da Justiça imperial passou a pressionar os juizes para que não concedessem o pleito dos advogados abolicionistas. Luiz Gama escreveu: "Sou detestado pelos figurões da terra, que já me puseram a vida em risco; mas sou estimado em muito pela plebe. Quando fui ameaçado pelos grandes, que hoje encaram-me com respeito, e admiram minha tenacidade, tive a casa rondada e guardada pela gentalha". Ele era um político radical e estaria à frente daqueles que fundariam o Partido Republicano. Mas, rapidamente, se desentendeu com a maioria conservadora da nova organização. A principal divergência deu-se, justamente, em torno das propostas de abolição dos escravos. Os republicanos ligados aos grandes fazendeiros pregavam uma abolição gradual, com clausulas de permanência do trabalhador no município e indenização aos proprietários. Gama, pelo contrário, defendia a libertação imediata, sem condições e sem indenização. Escreveu ele: "Aos positivistas da macia escravidão, eu anteponho o das revoluções da liberdade; quero ser louco como John Brown, como Espártacus, como Lincoln, como Jesus; detesto, porém, a calma farisaica de Pilatos". Certa vez, quatro escravos mataram um fazendeiro e se entregaram à polícia. Logo em seguida, foram linchados por "populares" incitados por escravocratas, com a complacência das autoridades locais. Luís Gama, indignado com a chacina, afirmou: "Eu, que invejo, com profundo sentimento, esses quatro apóstolos do dever, morreria de nojo, de vergonha, se tivesse a desgraça de achar-me entre essa horda inqualificável de assassinos (...) Miseráveis: ignoram que mais glorioso é morrer livre, em uma forca, ou dilacerado pelos cães na praça pública, do que banquetear-se como os Neros na escravidão". Esta foi mais uma prova do seu profundo compromisso com a causa dos escravos. Vários abolicionistas menos radicais, como Joaquim Nabuco, se chocavam com afirmações belicosas como essas. Suas posições em defesa da abolição imediata, sem indenização, e da república trouxeram-lhe grandes infortúnios pessoais. Ele e sua família viviam à beira da miséria. As dificuldades, no entanto, não abalaram seus ideais nem o levaram a fazer concessões de princípios. Numa carta dirigida ao filho afirmou, com certa ponta de orgulho: "não se aterrorize com a extrema pobreza que lhe lego, porque a miséria é o mais brilhante apanágio da virtude". (Veja a carta ao final do texto) No dia 24 de agosto de 1882 morreu Luís Gama. São Paulo parou. Milhares de pessoas seguiram silenciosamente seu cortejo pelas ruas da cidade. Um jornal afirmou: "jamais esta capital (...) viu mais imponente e espontânea manifestação de dor para por um cidadão". E continuou descrevendo a cena: "No meio do caminho, grande número de pretos, que tomavam parte no acompanhamento, não consentiu que ninguém mais conduzisse o corpo. E eles revezando-se entre si, conduziram-no pelo resto do caminho". E pelas mãos dos negros paulistas seu corpo desceu ao túmulo. Sob inspiração das idéias de Luis Gama, na segunda metade da década de 1880, formou-se uma ampla frente abolicionista - envolvendo escravos, a pequena-burguesia urbana, a jovem burguesia industrial, o proletariado e setores da burocracia de Estado. Um dos catalizadores desse movimento emancipador foi a ação dos próprios homens e mulheres escravizados. Naquele período houve um aumento astronômico no número de rebeliões e de fugas. Estima-se que 1/3 dos 173 mil escravos tenha se evadido das fazendas paulistas apenas nos dois últimos anos que antecederam a abolição. Leia, abaixo, a pungente carta autobiográfica escrita por Luiz Gama e endereçada ao seu amigo Lúcio de Mendonça. Ela deveria servir de subsídio para elaboração de um verbete que comporia um Almanaque Literário, editado em 1881. São Paulo, 25 de julho de 1880 Meu caro Lúcio Recebi o teu cartão com a data de 28 do pretérito. Não me posso negar ao teu pedido, porque antes quero ser acoimado de ridículo, em razão de referir verdades pueris que me dizem respeito, do que vaidoso e fátuo, pelas ocultar, de envergonhado: aí tens os apontamentos que me pedes e que sempre eu os trouxe de memória. Nasci na cidade de S. Salvador, capital da província da Bahia, em um sobrado da rua do Bângala, formando ângulo interno, em a quebrada, lado direito de quem parte do adro da Palma, na Freguezia de Sant'Ana, a 21 de junho de 1830, por as 7 horas da manhã, e fui batizado, 8 anos depois, na igreja matriz do Sacramento, da cidade de Itaparica. Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa Mina (Nagô de Nação), de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida e vingativa. Dava-se ao comércio - era quitandeira, muito laboriosa, e mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreições de escravos, que não tiveram efeito. Era dotada de atividade. Em 1837, depois da Revolução do dr. Sabino, na Bahia, veio ela ao Rio de Janeiro, e nunca mais voltou. Procurei-a em 1847, em 1856 e em 1861, na Corte, sem que a pudesse encontrar. Em 1862, soube, por uns pretos minas que conheciam-na e que deram-me sinais certos, que ela, acompanhada com malungos desordeiros, em uma "casa de dar fortuna", em 1838, fora posta em prisão; e que tanto ela como os seus companheiros desapareceram. Era opinião dos meus informantes que esses "amotinados" fossem mandados por fora pelo governo, que, nesse tempo, tratava rigorosamente os africanos livres, tidos como provocadores. Nada mais pude alcançar a respeito dela. Nesse ano, 1861, voltando a São Paulo, e estando em comissão do governo, na vila de Caçapava, dediquei-lhe os versos que com esta carta envio-te. Meu pai, não ouso afirmar que fosse branco, porque tais afirmativas neste país, constituem grave perigo perante a verdade, no que concerne à melindrosa presunção das cores humanas: era fidalgo; e pertencia a uma das principais famílias da Bahia, de origem portuguesa. Devo poupar à sua infeliz memória uma injúria dolorosa, e o faço ocultando o seu nome. Ele foi rico; e, nesse tempo, muito extremoso para mim: criou-me em seus braços. Foi revolucionário em 1837. Era apaixonado pela diversão da pesca e da caça; muito apreciador de bons cavalos; jogava bem as armas, e muito melhor de baralho, amava as súcias e os divertimentos: esbanjou uma boa herança, obtida de uma tia em 1836; e, reduzido à pobreza extrema, a 10 de novembro de 1840, em companhia de Luiz Cândido Quintela, seu amigo inseparável e hospedeiro, que vivia dos proventos de uma casa de tavolagem na cidade da Bahia, estabelecida em um sobrado de quina, ao largo da praça, vendeu-me, como seu escravo, a bordo do patacho "Saraiva". Remetido para o Rio de Janeiro, nesse mesmo navio, dias depois, que partiu carregado de escravos, fui, com muitos outros, para a casa de um cerieiro português, de nome Vieira, dono de uma loja de velas, à rua da Candelária, canto da do Sabão. Era um negociante de estatura baixa, circunspeto e enérgico, que recebia escravos da Bahia, à comissão. Tinha um filho aperaltado, que estudava em colégio; e creio que três filhas já crescidas, muito bondosas, muito meigas e muito compassivas, principal-mente a mais velha. A senhora Vieira era uma perfeita matrona: exemplo de candura e piedade. Tinha eu 10 anos. Ela e as filhas afeiçoaram-se de mim imediatamente. Eram cinco horas da tarde quando entrei em sua casa. Mandaram lavar-me; vestiram-me uma camisa e uma saia da filha mais nova, deram-me de cear e mandaram-me dormir com uma mulata de nome Felícia, que era mucama da casa. Sempre que me lembro desta boa senhora e de suas filhas, vêm-me as lágrimas aos olhos, porque tenho saudades do amor e dos cuidados com que me afagaram por alguns dias. Dali saí derramando copioso pranto, e também todas elas, sentidas de me verem partir.Oh! eu tenho lances doridos em minha vida, que valem mais do que as lendas sentidas da vida amargurada dos mártires. Nesta casa, em dezembro de 1840, fui vendido ao negociante e contrabandista alferes Antônio Pereira Cardoso, o mesmo que, há 8 ou 10 anos, sendo fazendeiro no município de Lorena, nesta Província, no ato de o prenderem por ter morto alguns escravos a fome, em cárcere privado, e já com idade maior de 60 a 70 anos, suicidou-se com um tiro de pistola, cuja bala atravessou-lhe o crânio. Este alferes Antônio Pereira Cardoso comprou-me em um lote de cento e tantos escravos; e trouxe-nos a todos, pois era este o seu negócio, para vender nesta Província. Como já disse, tinha eu apenas 10 anos; e, a pé, fiz toda viagem de Santos até Campinas. Fui escolhido por muitos compradores, nesta cidade, em Jundiaí e Campinas; e, por todos repelido, como se repelem cousas ruins, pelo simples fato de ser eu "baiano". Valeu-me a pecha! O último recusante foi o venerando e simpático ancião Francisco Egidio de Souza Aranha, pai do exmo. Conde de Três Rios, meu respeitável amigo. Este, depois de haver-me escolhido, afagando-me disse: "- Hás de ser um bom pajem para os meus meninos; dize-me: onde nasceste? - Na Bahia, respondi eu. - Baiano? - exclamou admirado o excelente velho. - Nem de graça o quero. Já não foi por bom que o venderam tão pequeno". Repelido como "refugo", com outro escravo da Bahia, de nome José, sapateiro, voltei para a casa do sr. Cardoso, nesta cidade, à rua do Comércio nº 2, sobrado, perto da igreja da Misericórdia. Aí aprendi a copeiro, a sapateiro, a lavar e a engomar roupa e a costurar. Em 1847, contava eu 17 anos, quando para a casa do sr. Cardoso, veio morar, como hóspede, para estudar humanidades, tendo deixado a cidade de Campinas, onde morava, o menino Antônio Rodrigues do Prado Júnior, hoje doutor em direito, ex-magistrado de elevados méritos, e residente em Mogi-Guassu, onde é fazendeiro. Fizemos amizade íntima, de irmãos diletos, e ele começou a ensinar-me as primeiras letras. Em 1848, sabendo eu ler e contar alguma cousa, e tendo obtido ardilosa e secretamente provas inconcussas de minha liberdade, retirei-me, fugindo, da casa do alferes Antônio Pereira Cardoso, que aliás votava-me a maior estima, e fui assentar praça. Servi até 1854, seis anos; cheguei a cabo de esquadra graduado, e tive baixa de serviço, depois de responder a conselho, por ato de suposta insubordinação, quando tinha-me limitado a ameaçar um oficial insolente, que me havia insultado e que soube conter-se. Estive, então, preso 39 dias, de 1º de julho a 9 de agosto. Passava os dias lendo e às noites, sofria de insônias; e, de contínuo, tinha diante dos olhos a imagem de minha querida mãe. Uma noite, eram mais de duas horas, eu dormitava; e, em sonho vi que a levavam presa. Pareceu-me ouvi-la distintamente que chamava por mim. Dei um grito, espavorido saltei da tarimba; os companheiros alvorotaram-se; corri à grade, enfiei a cabeça pelo xadrez. Era solitário e silencioso e longo e lôbrego o corredor da prisão, mal alumiado pela luz amarelenta de enfumarada lanterna. Voltei para a minha tarimba, narrei a ocorrência aos curiosos colegas; eles narraram-me também fatos semelhantes; eu caí em nostalgia, chorei e dormi. Durante o meu tempo de praça, nas horas vagas, fiz-me copista; escrevia para o escritório do escrivão major Benedito Antônio Coelho Neto, que tornou-se meu amigo; e que hoje, pelo seu merecimento, desempenha o cargo de oficial-maior da Secretaria do Governo; e, como amanuense, no gabinete do exmo. sr. conselheiro Francisco Maria de Souza Furtado de Mendonça, que aqui exerceu, por muitos anos, com aplausos e admiração do público em geral, altos cargos na administração, polícia e judicatura, e que é catedrático da Faculdade de Direito, fui eu seu ordenança; por meu caráter, por minha atividade e por meu comportamento, conquistei a sua estima e a sua proteção; e as boas lições de letras e de civismo, que conservo com orgulho. Em 1856, depois de haver servido como escrivão perante diversas autoridades policiais, fui nomeado amanuense da Secretaria de Polícia, onde servi até 1868, época em que "por turbulento e sedicioso" fui demitido a "bem do serviço público", pelos conservadores, que então haviam subido ao poder. A portaria de demissão foi lavrada pelo dr. Antônio Manuel dos Reis, meu particular amigo, então secretário de polícia, e assinada pelo exmo. dr. Vicente Ferreira da Silva Bueno, que, por este e outros atos semelhantes, foi nomeado desembargador da relação da Corte. A turbulência consistia em fazer eu parte do Partido Liberal; e, pela imprensa e pelas urnas, pugnar pela vitória de minhas e suas idéias; e promover processos em favor de pessoas livres criminosamente escravizadas; e auxiliar licitamente, na medida de meus esforços, alforrias de escravos, porque detesto o cativeiro e todos os senhores, principalmente os Reis. Desde que fiz-me soldado, comecei a ser homem; porque até os 10 anos fui criança; dos 10 aos 18, fui soldado. Fiz versos; escrevi para muitos jornais; colaborei em outros literários e políticos, e redigi alguns. Agora chego ao período em que, meu caro Lúcio, nos encontramos no "Ipiranga", à rua do Carmo, tu, como tipógrafo, poeta, tradutor e folhetinista principiante; eu, como simples aprendiz-compositor, de onde saí para o foro e para a tribuna, onde ganho o pão para mim e para os meus, que são todos os pobres, todos os infelizes; e para os míseros escravos, que, em número superior a 500, tenho arrancado às garras do crime. Eis o que te posso dizer, às pressas, sem importância e sem valor; menos para ti, que me estimas deveras. Teu Luiz. -------------------------------------------------------------------------------- Carta-testamento escrita por Luiz Gama para seu filho Meu filho, Dize a tua mãe que a ela cabe o rigoroso dever de conservar-se honesta e honrada; que não se atemorize da extrema pobreza que lego-lhe, porque a miséria é o mais brilhante apanágio da virtude. Tu evitas a amizade e as relações dos grandes homens; eles são como o oceano que aproxima-se das costas para corroer os penedos. Sê republicano, como o foi o Homem-Cristo. Faze-te artista; crê, porém, que o estudo é o melhor entretenimento, e o livro o melhor amigo. Faze-te o apóstolo do ensino, desde já. Combate com ardor o trono, a indigência e a ignorância. Trabalha por ti e com esforço inquebrantável para que este país em que nascemos, sem rei e sem escravos, se chame Estados Unidos do Brasil. Sê cristão e filósofo; crê unicamente na autoridade da razão, e não te alies jamais a seita alguma religiosa. Deus revela-se tão somente na razão do homem, não existe em Igreja alguma do mundo. Há dois livros cuja leitura recomendo-te: a Bíblia Sagrada e a Vida de Jesus por Ernesto Renan. Trabalha, e sê perseverante. Lembra-te que escrevi estas linhas em momento supremo, sob a ameaça de assassinato. Tem compaixão de teus inimigos, como eu compadeço-me da sorte dos meus. Teu pai Luiz Gama -------------------------------------------------------------------------------- No virus found in this incoming message. Checked by AVG - www.avg.com Version: 8.5.437 / Virus Database: 271.1.1/2951 - Release Date: 06/20/10 06:37:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100621/4cb1d2c5/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10419 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100621/4cb1d2c5/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 22 19:41:28 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 22 Jun 2010 18:41:28 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Schopenhauer=2C_Plat=E3o_e_Karl_M?= =?iso-8859-1?q?arx_em_foco_=28textos_integrais=29?= Message-ID: <15490B73A39C45C1B995182BD040AA33@vcaixe> Carta O Berro.......................................................repassem ----- Original Message ----- From: thiago maia Schopenhauer Platão http://www.odialetico.hd1.com.br/filosofos.htm Introdução a alguns conceitos marxistas Teoria marxista do conhecimento e método dialético materialista , por Caio Prado Jr. Considerações acerca do Freudo-Marxismo, por Damares de Castro Biografia e idéias de Karl Marx A Dialética Marxiana Dicionário Marxista http://www.odialetico.hd1.com.br/filosofia/karlmarx.htm Revista Dissertatio http://www.odialetico.hd1.com.br/revistas/revistas.htm -- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100622/5563ef80/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 22 19:52:30 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 22 Jun 2010 18:52:30 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Duas_entrevistas_/Domenico_Losur?= =?iso-8859-1?q?do=3A_os_Estados_Unidos_e_o_terrorismo_de_massa_e/D?= =?iso-8859-1?q?ermeval_Saviani=3A_compreens=E3o_cr=EDtica_da_reali?= =?iso-8859-1?q?dade_brasileira_exige_referencial_marxista?= Message-ID: <3B30430F96C24DD4B08D2F20DE1AC71E@vcaixe> Carta O Berro.....................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Camaradas Leiam as entrevistas de Domenico Losurdo e Dermeval Saviani no Portal da Fundação Maurício Grabóis Domenico Losurdo: os Estados Unidos e o terrorismo de massa http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=10&id_noticia=2488 Dermeval Saviani: compreensão crítica da realidade brasileira exige referencial marxista http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=10&id_noticia=2491 Um abraço Augusto Buonicore -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100622/f73c4d0c/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 23 20:53:52 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 23 Jun 2010 19:53:52 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_O_bonito_texto_de_Saramago_sobre_a_ref?= =?utf-8?q?orma_agr=C3=A1ria?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................repassem ----- Original Message ----- From: Maria Luiza Tonelli O bonito texto de Saramago sobre a reforma agrária Leia prefácio do livro ?Terra? escrito por José Saramago junho de 2010 do site do MST O massacre de Eldorado dos Carajás completava um ano. Dezenove integrantes do MST haviam sido brutalmente assassinados pela polícia. Em abril de 1997, o fotógrafo Sebastião Salgado, o escritor português José Saramago e o compositor Chico Buarque lançam um livro/cd para relembrar o fato e marcar a importância da luta pelo chão: Terra (Companhia das Letras, 1999). As fotos de Salgado retratam de forma realista os assentamentos e a vida dos trabalhadores rurais. A introdução, a cargo de Saramago, é dura. Lembra das promessas não-cumpridas do governo brasileiro pela reforma agrária. Entre as canções de Chico, duas exclusivas: Levantados do Chão (com Milton Nascimento) e Assentamento, que narra o sentimento de um migrante ao perceber que a cidade grande ?não mora? mais nele. (informações de Brasil Almanaque da Cultura Popular) Abaixo, leia o prefácio do livro, escrito por José Saramago: É difícil defender só com palavras a vida (ainda mais quando ela é esta que vê, severina). João Cabral de Melo Neto Oxalá não venha nunca à sublime cabeça de Deus a idéia de viajar um dia a estas paragens para certificar-se de que as pessoas que por aqui mal vivem, e pior vão morrendo, estão a cumprir de modo satisfatório o castigo que por ele foi aplicado, no começo do mundo, ao nosso primeiro pai e à nossa primeira mãe, os quais, pela simples e honesta curiosidade de quererem saber a razão por que tinham sido feitos, foram sentenciados, ela, a parir com esforço e dor, ele, a ganhar o pão da família com o suor do seu rosto, tendo como destino final a mesma terra donde, por um capricho divino, haviam sido tirados, pó que foi pó, e pó tornará a ser. Dos dois criminosos, digamo-lo já, quem veio a suportar a carga pior foi ela e as que depois dela vieram, pois tendo de sofrer e suar tanto para parir, conforme havia sido determinado pela sempre misericordiosa vontade de Deus, tiveram também de suar e sofrer trabalhando ao lado dos seus homens, tiveram também de esforçar-se o mesmo ou mais do que eles, que a vida, durante muitos milénios, não estava para a senhora ficar em casa, de perna estendida, qual rainha das abelhas, sem outra obrigação que a de desovar de tempos a tempos, não fosse ficar o mundo deserto e depois não ter Deus em quem mandar. Se, porém, o dito Deus, não fazendo caso de recomendações e conselhos, persistisse no propósito de vir até aqui, sem dúvida acabaria por reconhecer como, afinal, é tão pouca coisa ser-se um Deus, quando, apesar dos famosos atributos de omnisciência e omnipotência, mil vezes exaltados em todas as línguas e dialectos, foram cometidos, no projecto da criação da humanidade, tantos e tão grosseiros erros de previsão, como foi aquele, a todas as luzes imperdoável, de apetrechar as pessoas com glândulas sudoríparas, para depois lhes recusar o trabalho que as faria funcionar - as glândulas e as pessoas. Ao pé disto, cabe perguntar se não teria merecido mais prémio que castigo a puríssima inocência que levou a nossa primeira mãe e o nosso primeiro pai a provarem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A verdade, digam o que disserem autoridades, tanto as teológicas como as outras, civis e militares, é que, propriamente falando, não o chegaram a comer, só o morderam, por isso estamos nós como estamos, sabendo tanto do mal, e do bem tão pouco. Envergonhar-se e arrepender-se dos erros cometidos é o que se espera de qualquer pessoa bem nascida e de sólida formação moral, e Deus, tendo indiscutivelmente nascido de Si mesmo, está claro que nasceu do melhor que havia no seu tempo. Por estas razões, as de origem e as adquiridas, após ter visto e percebido o que aqui se passa, não teve mais remédio que clamar mea culpa, mea maxima culpa, e reconhecer a excessiva dimensão dos enganos em que tinha caído. É certo que, a seu crédito, e para que isto não seja só um contínuo dizer mal do Criador, subsiste o facto irrespondível de que, quando Deus se decidiu a expulsar do paraíso terreal, por desobediência, o nosso primeiro pai e a nossa primeira mãe, eles, apesar da imprudente falta, iriam ter ao seu dispor a terra toda, para nela suarem e trabalharem à vontade. Contudo, e por desgraça, um outro erro nas previsões divinas não demoraria a manifestar-se, e esse muito mais grave do que tudo quanto até aí havia acontecido. Foi o caso que estando já a terra assaz povoada de filhos, filhos de filhos e filhos de netos da nossa primeira mãe e do nosso primeiro pai, uns quantos desses, esquecidos de que sendo a morte de todos, a vida também o deveria ser, puseram-se a traçar uns riscos no chão, a espetar umas estacas, a levantar uns muros de pedra, depois do que anunciaram que, a partir desse momento, estava proibida (palavra nova) a entrada nos terrenos que assim ficavam delimitados, sob pena de um castigo, que segundo os tempos e os costumes, poderia vir a ser de morte, ou de prisão, ou de multa, ou novamente de morte. Sem que até hoje se tivesse sabido porquê, e não falta quem afirme que disto não poderão ser atiradas as responsabilidades para as costas de Deus, aqueles nossos antigos parentes que por ali andavam, tendo presenciado a espoliação e escutado o inaudito aviso, não só não protestaram contra o abuso com que fora tornado particular o que até então havia sido de todos, como acreditaram que era essa a irrefragável ordem natural das coisas de que se tinha começado a falar por aquelas alturas. Diziam eles que se o cordeiro veio ao mundo para ser comido pelo lobo, conforme se podia concluir da simples verificação dos factos da vida pastoril, então é porque a natureza quer que haja servos e haja senhores, que estes mandem e aqueles obedeçam, e que tudo quanto assim não for será chamado subversão. Posto diante de todos estes homens reunidos, de todas estas mulheres, de todas estas crianças (sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra, assim lhes fora mandado), cujo suor não nascia do trabalho que não tinham, mas da agonia insuportável de não o ter, Deus arrependeu-se dos males que havia feito e permitido, a um ponto tal que, num arrebato de contrição, quis mudar o seu nome para um outro mais humano. Falando à multidão, anunciou: ?A partir de hoje chamar-me-eis Justiça.? E a multidão respondeu-lhe: ?Justiça, já nós a temos, e não nos atende. Disse Deus: ?Sendo assim, tomarei o nome de Direito.? E a multidão tornou a responder-lhe: ?Direito, já nós o temos, e não nos conhece.? E Deus: ?Nesse caso, ficarei com o nome de Caridade, que é um nome bonito.? Disse a multidão: ?Não necessitamos caridade, o que queremos é uma Justiça que se cumpra e um Direito que nos respeite.? Então, Deus compreendeu que nunca tivera, verdadeiramente, no mundo que julgara ser seu, o lugar de majestade que havia imaginado, que tudo fora, afinal, uma ilusão, que também ele tinha sido vítima de enganos, como aqueles de que se estavam queixando as mulheres, os homens e as crianças, e, humilhado, retirou-se para a eternidade. A penúltima imagem que ainda viu foi a de espingardas apontadas à multidão, o penúltimo som que ainda ouviu foi o dos disparos, mas na última imagem já havia corpos caídos sangrando, e o último som estava cheio de gritos e de lágrimas. No dia 17 de Abril de 1996, no estado brasileiro do Pará, perto de uma povoação chamada Eldorado dos Carajás (Eldorado: como pode ser sarcástico o destino de certas palavras?), 155 soldados da polícia militarizada, armados de espingardas e metralhadoras, abriram fogo contra uma manifestação de camponeses que bloqueavam a estrada em acção de protesto pelo atraso dos procedimentos legais de expropriação de terras, como parte do esboço ou simulacro de uma suposta reforma agrária na qual, entre avanços mínimos e dramáticos recuos, se gastaram já cinqüenta anos, sem que alguma vez tivesse sido dada suficiente satisfação aos gravíssimos problemas de subsistência (seria mais rigoroso dizer sobrevivência) dos trabalhadores do campo. Naquele dia, no chão de Eldorado dos Carajás ficaram 19 mortos, além de umas quantas dezenas de pessoas feridas. Passados três meses sobre este sangrento acontecimento, a polícia do estado do Pará, arvorando-se a si mesma em juiz numa causa em que, obviamente, só poderia ser a parte acusada, veio a público declarar inocentes de qualquer culpa os seus 155 soldados, alegando que tinham agido em legítima defesa, e, como se isto lhe parecesse pouco, reclamou processamento judicial contra três dos camponeses, por desacato, lesões e detenção ilegal de armas. O arsenal bélico dos manifestantes era constituído por três pistolas, pedras e instrumentos de lavoura mais ou menos manejáveis. Demasiado sabemos que, muito antes da invenção das primeiras armas de fogo, já as pedras, as foices e os chuços haviam sido considerados ilegais nas mãos daqueles que, obrigados pela necessidade a reclamar pão para comer e terra para trabalhar, encontraram pela frente a polícia militarizada do tempo, armada de espadas, lanças e alabardas. Ao contrário do que geralmente se pretende fazer acreditar, não há nada mais fácil de compreender que a história do mundo, que muita gente ilustrada ainda teima em afirmar ser complicada demais para o entendimento rude do povo. Pelas três horas da madrugada do dia 9 de Agosto de 1995, em Corumbiara, no estado de Rondônia, 600 famílias de camponeses sem terra, que se encontravam acampadas na Fazenda Santa Elina, foram atacadas por tropas da polícia militarizada. Durante o cerco, que durou todo o resto da noite, os camponeses resistiram com espingardas de caça. Quando amanheceu, a polícia, fardada e encapuçada, de cara pintada de preto, e com o apoio de grupos de assassinos profissionais a soldo de um latifundiário da região, invadiu o acampamento. varrendo-o a tiro, derrubando e incendiando as barracas onde os sem-terra viviam. Foram mortos 10 camponeses, entre eles uma menina de 7 anos, atingida pelas costas quando fugia. Dois polícias morreram também na luta. A superfície do Brasil, incluindo lagos, rios e montanhas, é de 850 milhões de hectares. Mais ou menos metade desta superfície, uns 400 milhões de hectares, é geralmente considerada apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícolas. Ora, actualmente, apenas 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. O restante, salvo as áreas que têm vindo a ser ocupadas por explorações de pecuária extensiva (que, ao contrário do que um primeiro e apressado exame possa levar a pensar, significam, na realidade, um aproveitamento insuficiente da terra), encontra-se em estado de improdutividade, de abandono, sem fruto. Povoando dramaticamente esta paisagem e esta realidade social e económica, vagando entre o sonho e o desespero, existem 4 800 000 famílias de rurais sem terras. A terra está ali, diante dos olhos e dos braços, uma imensa metade de um país imenso, mas aquela gente (quantas pessoas ao todo? 15 milhões? mais ainda?) não pode lá entrar para trabalhar, para viver com a dignidade simples que só o trabalho pode conferir, porque os voracíssimos descendentes daqueles homens que primeiro haviam dito: ?Esta terra é minha?, e encontraram semelhantes seus bastante ingénuos para acreditar que era suficiente tê-lo dito, esses rodearam a terra de leis que os protegem, de polícias que os guardam, de governos que os representam e defendem, de pistoleiros pagos para matar. Os 19 mortos de Eldorado dos Carajás e os 10 de Corumbiara foram apenas a última gota de sangue do longo calvário que tem sido a perseguição sofrida pelos trabalhadores do campo, uma perseguição contínua, sistemática, desapiedada, que, só entre 1964 e 1995, causou 1 635 vítimas mortais, cobrindo de luto a miséria dos camponeses de todos os estados do Brasil. com mais evidência para Bahia, Maranhão. Mato Grosso, Pará e Pernambuco, que contam, só eles, mais de mil assassinados. E a Reforma Agrária, a reforma da terra brasileira aproveitável, em laboriosa e acidentada gestação, alternando as esperanças e os desânimos, desde que a Constituição de 1946, na seqüência do movimento de redemocratização que varreu o Brasil depois da Segunda Guerra Mundial, acolheu o preceito do interesse social como fundamento para a desapropriação de terras? Em que ponto se encontra hoje essa maravilha humanitária que haveria de assombrar o mundo, essa obra de taumaturgos tantas vezes prometida, essa bandeira de eleições, essa negaça de votos, esse engano de desesperados? Sem ir mais longe que as quatro últimas presidências da República, será suficiente relembrar que o presidente José Sarney prometeu assentar 1.400.000 famílias de trabalhadores rurais e que, decorridos os cinco anos do seu mandato, nem sequer 140.000 tinham sido instaladas; será suficiente recordar que o presidente Fernando Collor de Mello fez a promessa de assentar 500.000 famílias, e nem uma só o foi; será suficiente lembrar que o presidente Itamar Franco garantiu que faria assentar 100.000 famílias, e só ficou por 20.000; será suficiente dizer, enfim, que o actual presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, estabeleceu que a Reforma Agrária irá contemplar 280.000 famílias em quatro anos, o que significará, se tão modesto objectivo for cumprido e o mesmo programa se repetir no futuro, que irão ser necessários, segundo uma operação aritmética elementar, setenta anos para assentar os quase 5.000.000 de famílias de trabalhadores rurais que precisam de terra e não a têm, terra que para eles é condição de vida, vida que já não poderá esperar mais. Entretanto, a polícia absolve-se a si mesma e condena aqueles a quem assassinou. O Cristo do Corcovado desapareceu, levou-o Deus quando se retirou para a eternidade, porque não tinha servido de nada pô-lo ali. Agora, no lugar dele, fala-se em colocar quatro enormes painéis virados às quatro direcções do Brasil e do mundo, e todos, em grandes letras, dizendo o mesmo: UM DIREITO QUE RESPEITE, UMA JUSTIÇA QUE CUMPRA. JOSÉ SARAMAGO 1997 http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/saramago-e-o-mts.html -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100623/1f1f7bd1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 23 20:54:01 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 23 Jun 2010 19:54:01 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_QUE_EST=C1_EM_JOGO_NAS_ELEI=C7?= =?iso-8859-1?q?=D5ES_DE_2010?= Message-ID: <4378077BA72E43E2A17CBED46A17C379@vcaixe> Carta O Berro..................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice.lista at elo.com.br O que está em jogo nas eleições de 2010 Blog do Emir 21/06/2010 Emir Sader* Em quatro meses o Brasil terá decidido quem será o próximo(a) presidente(a). Destaca-se muitos aspectos da particularidade desta campanha, desde o de que Lula não será candidato, pela primeira vez, desde que o fim da ditadura trouxe as eleições, até o do protagonismo de duas mulheres entre os três principais candidatos. Mas o tema mais importante é o do julgamento de um governo até aqui sui generis na história política do país. Um presidente de origem operária, imigrante do nordeste, chega ao final do seu mandato com a maior popularidade da história do país e submete democraticamente seu governo a uma consulta popular, mediante a apresentação como sua possível sucessora da coordenadora do seu governo. Um governo que começou rompendo o caminho do Área de Livre Comércio das Américas, conduzido pelo governo anterior, que teria levado o Brasil e todo o continente à penosa situação do México: 90% do seu comércio exterior com os EUA, como reflexo disso na crise retrocedeu 7% seu PIB no ano passado, foi ao FMI de novo, assinando a Carta de Intenções (deles). O novo governo promoveu uma reinserção internacional do Brasil, privilegiando os processos de integração regional e as alianças com o Sul do mundo. A China tornou-se o primeiro parceiro comercial do Brasil, o segundo é a América do Sul como um todo, em terceiro os EUA. A crise revelou os efeitos dessa mudança: pudemos superá-la rapidamente pela diversificação do comercio internacional e a menor dependência das relações com os EUA, a Europa e o Japão. (Além do papel importante do mercado interno de consumo populasr.) Esse é um dos temas que está em jogo: o lugar do Brasil no mundo. Seguir aprofundando essa nova inserção ou voltar à aliança subordinada com os EUA e as potências centrais do sistema. O outro tema - em que igualmente houve maior mudança na passagem do governo FHC para o de Lula: as políticas sociais. No governo anterior, a distribuição de renda seria resultado mecânico da estabilidade monetária. Controlada a inflação - "um imposto aos pobres" -, se recuperaria capacidade de compra dos salários. No governo Lula, as políticas sociais tiveram um papel reitor. O modelo econômico não separava o crescimento econômico e a distribuição de renda. A recuperação da capacidade do Estado de promover o desenvolvimento - este um tema abolido no governo FHC - foi também um aspecto novo, junto à extensão do mercado interno de consumo de massas. Mudou a direção do comercio exterior e seu peso, reforçando-se o mercado interno. Esse tema também está em jogo. Os governos neoliberais deram prioridade ao ajuste fiscal, ao controle inflacionário. O governo Lula priorizou a esfera social. Está em jogo também o papel do Estado. Como costuma acontecer, o candidato opositor considera excessiva a presença do Estado, a carga tributária, os gastos estatais, os investimentos e os custos da maquina estatal. As criticas ao supostos "corporativismo" e a comparação com Luis XIV tem como direção o Estado mínimo e a presença maior do mercado. No seu sentido geral, podemos dizer que as eleições deste ano definem se o governo Lula é um parêntese, com o retorno das coalizões tradicionais que governaram o Brasil ao longo do tempo ou se é uma alavanca para definitivamente sair do modelo neoliberal e construir uma sociedade justa, solidária, democrática e soberana. Caso se dê esta última alternativa, os setores conservadores sofrerão uma derrota de proporções, com toda uma geração dos seus representantes políticos praticamente terminando suas carreiras e abrindo espaço para grandes avanços na direção das orientações do governo Lula. *Emir Sader. Sociólogo e cientista politico http://contrapontopig.blogspot.com/2010/06/contraponto-2555-o-que-esta-em-jogo-nas.html -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100623/6128d70c/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2580 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100623/6128d70c/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jun 24 20:34:58 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 24 Jun 2010 19:34:58 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__ARQUIVO_P=DABLICO_=C9_MODERNIZAD?= =?iso-8859-1?q?O?= Message-ID: <9BC5C764C23E4143B8F1D11D65A94EB5@vcaixe> Carta O Berro.....................................................repassem O Arquivo Público do Estado de São Paulo é hoje um dos mais importantes do país e é responsável pelo recolhimento, tratamento e difusão de toda documentação de caráter histórico produzido pelo Poder Executivo, além de ser responsável também pela formulação de políticas estadual de arquivos. O acervo permanente tem uma ampla variedade de documentos oficiais da administração pública estadual, além de fotografias, ilustrações, caricaturas, mapas, jornais e revistas. Esse material está, cada vez mais, disponível no site para consulta on-line. O espaço virtual reúne mais de 200 mil imagens, entre documentos oficiais, jornais, revistas, fotos e filmes, diretamente ligados à memória do País e relacionadas a temas diversos, como, por exemplo, imigração, cotidiano paulista, história da educação, movimento estudantil e futebol. Para se ter acesso ao conteúdo, pode-se optar entre 14 diferentes mecanismos de busca. Serviço Atendimento: De terça-feira a sábado, das 9 às 17 horas (solicitação de material até às 16 horas) Endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 1.777 - Tel. 2089-8100 Site: www.arquivoestado.sp.gov.br Por: Márcio Luiz ACESSEM: http://marcioluizsp.blogspot.com - http://meme.yahoo.com/marcioluizsp - http://twitter.com/marcioluizsp - http://www.hiphopdefato.com.br - http://twitter.com/hiphopdefato - http://br.groups.yahoo.com/group/cultura-hiphop - Obrigado! -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100624/7844a43c/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jun 24 20:35:08 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 24 Jun 2010 19:35:08 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?A_DIREITA_AGRADECE_-___sobre_a_c?= =?windows-1252?q?ontribui=E7ao_do_deputado_Aldo_Rebelo=2C_para_os_?= =?windows-1252?q?ruralistas-_FSP_24_de_jun?= Message-ID: <141E31CBFB5B4199A95F68B0D58BD40A@vcaixe> Carta O Berro..........................................................repassem FSP-24 junho de 2010 A coragem moral de Aldo Rebelo KÁTIA ABREU Há conceitos que não se prestam a manipulações ideológicas: o certo, o lógico, o adequado e o equilibrado não são nem de direita nem de esquerda. Nem são monopólio de grupos ou entidades. São expressões da realidade, acessíveis à percepção humana. Certas circunstâncias, porém, a embotam: o sectarismo ideológico, por exemplo. Nesse caso, em particular, deriva frequentemente para o surrealismo. O agronegócio, responsável pelos sucessivos êxitos do país na balança comercial e um dos segmentos que mais gera emprego e renda, é tratado por alguns como inimigo público número um. Essa distorção se dá atualmente nas discussões em torno do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, em debate na Câmara dos Deputados. Reedita-se um conflito em essência artificial: o de meio ambiente versus produção. Felizmente, seu relator, o deputado Aldo Rebelo (PC do B - SP), colocou-se acima de interesses, dogmas e mesquinharias, munindo-se das ferramentas da lógica, do bom senso e, sobretudo, do interesse público para legislar. Não se trata, pois, de um relatório, como alguns quiseram insinuar, ao feitio dos produtores rurais. Estes terão que se adaptar às novas regras e cortar na própria carne. Mas, sem dúvida, concilia visões antagônicas entre produção e equilíbrio ambiental. A discussão e votação desse projeto não pode se reduzir a uma queda de braço entre tendências ideológicas. A hora é de bom senso, não de paranoia ideológica. Ao analisar a ousada defesa do novo código feita no Congresso pelo deputado comunista Aldo Rebelo, me ocorreu a saga de Heráclito Fontoura Sobral Pinto -que passou à história como Sobral Pinto. Um país que teve um Sobral Pinto não precisa invocar o universal Dom Quixote para qualificar cidadãos que desafiam o estabelecido e, em nome das suas convicções, pouco se importam com a onda de infâmias, deboche e perseguições. Todos conhecem, ao menos por ouvir falar, o advogado, católico fervoroso e, consequentemente, anticomunista (pelo menos nos anos 30 do século 20 era assim), que defendeu Luiz Carlos Prestes e sua mulher Olga Benário, presos sem qualquer respeito aos direitos humanos logo após a chamada Intentona Comunista. Ninguém queria assumir a defesa de Prestes, e a OAB designou o único destemido que se dispunha à ousadia. O deputado Aldo Rebelo, no desafio que lhe foi posto, também lida com a defesa de valores essenciais à atividade humana. Questiona, de peito aberto e sem meias palavras, a barreira de preconceitos, hipocrisias, lugares-comuns e, principalmente, a pusilanimidade antidemocrática e o conformismo. Com sua autoridade moral e sua incorruptibilidade, Aldo Rebelo transformou um desastre anunciado em uma agenda nova na discussão de questões do meio ambiente e da agropecuária. Como nacionalista, posição que os patriotas envergonhados procuram desdenhar; com sua biografia de filho de vaqueiro, quando experimentou a desproteção das populações rurais; com sua carreira política, desde o movimento estudantil, em bases populares, que lhe permitiram conhecer a fome; com os próprios instrumentos da sua formação filosófica, o deputado Aldo Rebelo não é um aliado conquistado pela agropecuária. É um testemunho de coragem e racionalidade, que assume, como árbitro independente, um jogo em que o desenvolvimento nacional estava ameaçado por fantasias generosas e interesses escusos. Aldo Rebelo me lembra Sobral Pinto, defendendo com desassombro os direitos humanos do revolucionário Luiz Carlos Prestes, não por ser comunista, mas pela sua fé e por suas convicções democráticas. KÁTIA ABREU é senadora pelo DEM/TO e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100624/2252ae0e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1431 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100624/2252ae0e/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 25 20:22:23 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 25 Jun 2010 19:22:23 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Melhor video em muitos anos!!!O soldado americano que narra apareceu morto 2 dias depois do discurso... Message-ID: Carta O Berro........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Marcos Arruda From: Peter José Schweizer Discurso de um soldado americano.... Veja este video antes que o retirem da net O soldado americano que narra apareceu morto 2 dias depois do discurso; autopsia revelou ter sido um ataque cardíaco ( já sabemos o que realmente aconteceu - foi assassinado)...vale a pena difundir http://www.youtube.com/watch?v=JFOmnAjk1EQ&feature=PlayList&p=5E876630D2BF325B&playnext_from=PL&playnext=1&index=14 __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100625/f6f04f1e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Senão conto com a ajuda de voces para a divulgação do evento Obrigado, M.Politi -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100625/fbfa0a90/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: convitebauru.jpg Type: image/jpeg Size: 57725 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100625/fbfa0a90/attachment-0001.jpg From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 26 18:02:48 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 26 Jun 2010 17:02:48 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Sites_que_voc=EA_deve_acessar_para?= =?iso-8859-1?q?_estar_bem_informado=2E=281=29?= Message-ID: <0379772DAE9A48728FBD1BE9240CD5BD@vcaixe> Carta O Berro..................................................repassem Sites que você deve acessar para estar bem informado.(1) Clique na revista desejada. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100626/2b480926/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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(2) Clique na revista desejada. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100626/a2a088dd/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2777 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100626/a2a088dd/attachment-0020.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3732 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100626/a2a088dd/attachment-0021.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 7163 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100626/a2a088dd/attachment-0039.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 27 13:57:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 27 Jun 2010 12:57:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_1500_M=DASICAS_ITALIANAS_________?= =?iso-8859-1?q?___________________________________________________?= =?iso-8859-1?q?______________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <12754CACD89C4E44A3137334318B9938@vcaixe> Carta O Berro............................................................repassem (repeteco) enviada pela amiga Lú Maria. ----- Original Message ----- From: lu Maria São 1.500 músicas italiana desde o século 19 até 1976. Agora, novamente disponibilizada por Giuseppe Ulive, inclusive com Junkebox, quando você poderá ouví-las por autor ou aleatóreamente, em seqüência. Bom Domingo! Para ouvir é só clicar no site abaixo. Divirtam-se!Hoje é Domingo! 1500 MÚSICAS ITALIANAS Som estéreo, com traduções de todas as músicas para o português... Esta é imperdível para todos os que viveram o apogeu da música italiana na sua adolescência. Melodias que não ouvimos na rádio há décadas e são espantosamente belas. Para os apreciadores, aqui ficam horas e horas de boa companhia musical e muitas recordações garantidas. clique neste site... http://italiasempre.com/verpor/mp32.htm -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100627/90e63725/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100627/90e63725/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 28 20:38:28 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 28 Jun 2010 19:38:28 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?A_DIETA_DOS_FRANCESES=2E__________?= =?iso-8859-1?q?___________________________________________________?= =?iso-8859-1?q?_____HOJE_=C9_2=BA_FEIRA=3AMedicina=2C_Sa=FAde_e_Al?= =?iso-8859-1?q?imenta=E7=E3o?= Message-ID: <08387607CBA04E80B9E22B8DCEB4F576@vcaixe> Carta O Berro...........................................................repassem A dieta dos franceses. O Dr. Will Clower, médico neurofisiologista desenvolveu, durante sua estada de dois anos no Institute of Cognitive Science, em Lyon, na França, um plano de 10 etapas para nunca mais fazer dieta e, ainda assim, emagrecer com saúde, como os franceses. "Descobri que os franceses violam todas as regras alimentares que estipulamos para nós. E, apesar de seus cremes, queijos, manteigas e pães, a taxa de obesidade na França é de apenas 11,3% da população, segundo pesquisa realizada em 2005 pela Internacional Obesity Task Force. O programa de emagrecimento saudável é baseado em quatro grandes princípios básicos: comer alimentos de verdade, aprender a comer, reduzir a quantidade de comida e ser ativo, sem necessariamente se exercitar". " Em uma volta pelo supermercado fiquei impressionado com os laticínios. Onde estavam os produtos lights? " Segundo o médico, estamos inundados de alimentos artificiais - açúcares sintéticos, gorduras sintéticas e produtos alimentícios artificiais. Falta-nos reaprender o que é comida de verdade, já que é a ingestão dela que proporciona ao corpo a nutrição na forma de que ele necessita. Clower afirma que em vez de estimular a ingestão de novas substâncias químicas para enganar o organismo, o programa mostra porque alimentos de verdade funcionam em favor do corpo. "Temos que reaprender o que é comida de verdade. Alimentos de verdade são os produtos naturais, que podem ser encontrados em um texto de biologia e que normalmente fazem parte da cadeia alimentar. Refrigerantes não dão em árvore, margarina é uma invenção, e os corantes, conservantes e estabilizantes que aumentam a vida do produto não foram feitos parao nosso corpo", defende. Em sua observação dos costumes alimentares franceses, o médico descobriu que os franceses não comem alimentos processados, não evitam gorduras, chocolates e nem carboidratos, não tomam suplementos alimentares, não se abstêm do vinho no almoço e no jantar e não comem com pressa. Ao adotar os hábitos franceses, ele e a mulher emagreceram onze e cinco quilos, respectivamente. - Em uma volta pelo supermercado fiquei impressionado com os laticínios - fileiras e fileiras de queijos, uma geladeira inteira só pra iogurtes e queijos frescos... Onde estavam os produtos lights? Entre outras dicas, Clower prescreve uma limpa na despensa e na geladeira, com o auxílio de que se deve ter em casa , fala sobre os benefícios da cerveja e do vinho, com moderação, é claro, da importância de se passar mais tempo à mesa, usufruindo do sabor da comida e de como isso auxilia a diminuir o tamanho das porções, e da necessidade de se manter ativo. Os resultados, garante ele, surgem em seguida. Plano de 10 etapas para nunca mais fazer dieta 1 - Comer devagar. Comer muito rápido faz comer mais. O estômago demora cerca de 20 minutos para mandar um sinal para o cérebro. Comendo devagar, o cérebro tem tempo de receber a mensagem de que seu corpoestá satisfeito. 2 - Garfadas menores.. O paladar está na superfície da língua. Se a sua boca está cheia de comida, você nem sente o gosto. 3 - Concentre-se na comida. Comer em frente à TV ou no carro faz o momento se tornar irrelevante. A falta de atenção faz com que se coma demais. 4 - Apóie o garfo no prato. Se ainda tem comida na sua boca, coloque o garfo no prato. Não o encha novamente até que tenha engolido. 5 - Sirva a comida em pratos pequenos. Isso resolve dois problemas de uma só vez: o de lavar a louça e o fato de você comer com os olhos. 6 - Comida sem gordura engorda. Comidas sem gordura não satisfazem e contêm mais açúcares. 7 - Se não for comida, não coma. Nosso corpo sabe o que é comida de verdade: carnes, frutas, verduras. Invenções como coca-cola causam problemas de saúde e de sobrepeso. 8 - Coma em etapas. Coma a salada primeiro. Isso ajuda a ganhar tempo à mesa e previne que você coma rápido e em grande quantidade. 9 - Gordura é necessária na dieta. Seu corpo e cérebro necessitam de gordura para serem saudáveis. Você come uma quantidade normal de gordura quando come alimentos de verdade, como manteiga, azeite, ovos, castanhas e queijos. 10 - Alta qualidade da comida leva a comer menos quantidade. ________________________________ Alimentos que se deve ter em casa: Peixes (salmão, sardinha, atum) Grãos (granola, aveia, arroz) Hortaliças (feijões, cebola, batata, abóbora, tomate) Óleos e vinagres (azeite de oliva, óleo 100% vegetal, vinagre) Produtos de padaria (farinha, ervas, temperos, açúcar mascavo, pimenta, sal) Lanches (frutas desidratadas, biscoitos não-hidrogenados, nozes, azeitona) Condimentos (mostarda, maionese de verdade) Lacticínios (manteiga, queijo, ovos, leite, iogurte) Bebidas (café, cerveja, suco de fruta, chá, água, vinho) **O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UM REFRIGERANTE** Base 1 lata padrão Primeiros 10 minutos: 10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto. 20 minutos: O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura. (É muito para este momento em particular.) 40 minutos: A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras. 45 minutos: O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. Fisicamente, funciona como com a heroína. 50 minutos: O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina. 60 minutos: As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo. Pense nisso antes de beber refrigerantes. Se não puder evitá-los, modere sua ingestão! Prefira sucos naturais!!! Em sendo possível, dê preferência por aqueles que se vê as frutas (de boa procedência) sendo preparadas. Seu corpo agradece!* Esta não é uma campanha para prejudicar a venda deste ou daquele refrigerante, mas sim, uma Campanha pela Saúde; sua e do seu bolso, que deixará de comprar muitos remédios.... . -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100628/0c0ff4df/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 28 20:38:37 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 28 Jun 2010 19:38:37 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_TORRE_DAS_DONZELAS_no_Pres=EDdi?= =?iso-8859-1?q?o_Tiradentes-SP?= Message-ID: <4631502FD8394B938D670F70352A6045@vcaixe> Carta O Berro.............................................................repassem ----- Original Message ----- From: "Rose" Não deixem de ler. Cliquem no link abaixo. Comprem a Isto É para ver na íntegra DILMA E COMPANHEIRAS NO PRESÍDIO TIRADENTES - SP (clique) http://www.istoe.com.br/reportagens/83253_A+TORRE+DAS+DONZELAS?sms_ss=email -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100628/bec6aca6/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 29 20:36:57 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 29 Jun 2010 19:36:57 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__A_Mem=F3ria_Hist=F3rica_que_quer?= =?iso-8859-1?q?emos_preservar=2ENo_dia_05_de_julho_as_18_hs=2C_ser?= =?iso-8859-1?q?=E1_inaugurado_na_ABI-RJ_o_memorial_do_MARIO_ALVES?= Message-ID: <13BB580C109D4FE0BA6015E4521E7437@vcaixe> Carta O Berro..................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Mario Alves Amigos tantos e queridos, Foi sob os "desmandos" do ditador Gen. Médici, que meu Pai Mário Alves(*)foi truscidado com requintes de tortura e é até hoje Desaparecido Político. As homenagens que fazemos a cada um dos nossos heróis, são muito importantes e estendem-se a todos os atingidos, seus familiares e amigos que continuam exigindo justiça e a preservação da memória histórica dessas pessoas imprescindíveis. No dia 05 de julho as 18 hs, será inaugurado na ABI-RJ o memorial do MARIO ALVES. Sua presença é muito importante. (*) Mário Alves de Souza Vieira (Sento Sé, 14 de Fevereiro de 1923 - Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 1970) foi um político brasileiro, um dos fundadores do PCBR. Mário Alves destacou-se por ser um dirigente comunista estudioso do marxismo-leninismo, um revolucionário combativo, totalmente dedicado à luta popular, desde a juventude. Ingressou no PCB, aos 15 anos na Bahia, em plena ditadura do Estado Novo. Nesse primeiro período participou das lutas estudantis e das lutas populares contra o fascismo, exigindo a participação do Brasil na guerra ao lado das forças aliadas. Após a guerra, por sua destacada participação nas frentes de batalha, particularmente com a derrota que o povo e o Exército Vermelho da URSS infligiram ao exército de Hitler (com a perda de 25 milhões de soviéticos), os comunistas se fortalecem no Brasil e no mundo. O PCB é legalizado e Mário Alves foi eleito para o comitê estadual do Partido. Pouco depois, o governo Dutra impôs uma dura repressão aos comunistas e o PCB foi colocado na ilegalidade. Mário Alves seguiu para o Rio de Janeiro, já casado com sua companheira Dilma Borges, mas, ainda perseguido, transferiu-se para São Paulo, onde trabalhou na revista Problemas. Viajou para a União Soviética em 1953 a fim de participar de um curso de marxismo-leninismo. Em 1954 foi eleito membro do Comitê Central do PCB. Em 1958, viajou para a República Popular da China e assumiu a direção do jornal Novos Rumos do PCB. Mário Alves dominava vários idiomas e durante o período de clandestinidade trabalhou como tradutor para garantir seu sustento. No início da década de 1960, atuou na secretaria nacional de educação do PCB e começou a polemizar com as posições do Partido. Defendia que a aliança privilegiada que os operários deviam consolidar seria com os camponeses e não com a burguesia "nacional", como era defendida pelo PCB. A partir do golpe militar de 1964, Mário Alves passou a viver novamente na clandestinidade, sendo preso em julho. Foi libertado em 1965, por um habeas corpus. A luta política dentro do partido intensifica-se. A maioria defendia a continuidade da política em relação ao que denominavam "burguesia nacional" e a via pacífica para derrotar a ditadura. Um conjunto de dirigentes e militantes, entre eles Mário Alves e Carlos Marighella, rompem com essa visão e defendem a resistência armada por meio de atos terroristas e de guerrilha ao regime. Mário Alves, defendendo a importância de organizar um novo partido de vanguarda, junto com outros companheiros, como Apolônio de Carvalho e Jacob Gorender, fundou o PCBR em 1968, tornando-se seu secretário-geral. Defendiam uma maior inserção no movimento de massas e a luta armada contra a ditadura. No dia 16 de janeiro de 1970, aos 47 anos, Mário Alves desaparece. Foi preso pelo DOI-CODI e levado ao quartel da Polícia do Exército, na rua Barão de Mesquita, Tijuca, um dos centros de tortura da ditadura. Foi "espancado barbaramente de noite, empalado com um cassetete dentado, o corpo todo esfolado por escova de arame, por se recusar a prestar informações exigidas pelos torturadores do 1° Exército e do DOPS", como denunciou sua companheira Dilma. Alguns presos políticos que ali estavam, entre eles Antônio Carlos Carvalho (Tonico), René Carvalho e Raimundo Teixeira Mendes, presenciaram sua agonia e denunciaram, ainda na ditadura, as condições de sua morte, desmentindo versões oficiais que negavam o ocorrido. Sua companheira e sua filha Lúcia conseguiram, em 1987, que a União reconhecesse a responsabilidade civil por sua prisão, morte e danos morais. Foi, assim, o primeiro caso em que a União reconheceu sua responsabilidade por um desaparecimento político. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100629/1ae5f475/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10886 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100629/1ae5f475/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 29 20:37:07 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 29 Jun 2010 19:37:07 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__O_dossi=EA_e_o_livro_=28F=E1bula?= =?iso-8859-1?q?_brasileira_contempor=E2nea=29_-_por_Iza=EDas_Almad?= =?iso-8859-1?q?a?= Message-ID: <37EFF683EC334CA99FDA3075B49ACE13@vcaixe> Carta O Berro....................................................................repassem 29 de junho de 2010 O dossiê e o livro (Fábula brasileira contemporânea) Um livro, quase acabado de escrever, e um dossiê, de páginas ainda em branco, conviviam numa mesma mesa de escritório. O livro recebia com carinho a revisão de suas páginas, enquanto o dossiê, invejoso, deixava-se ficar no fundo de uma gaveta, à espera que alguém rabiscasse nele qualquer coisa que valesse a pena ser lido. Iam assim convivendo em relativa harmonia. Certo dia o livro foi batizado. Deram-lhe nome: "Os Porões da Privataria". Ficou todo orgulhoso, não só com o nome escolhido, mas com o que ia aprendendo em cada folha escrita, sobretudo com a apresentação que faziam de seu caráter e conteúdo. Não havia se familiarizado ainda com os nomes que lhe imprimiam por frases e parágrafos. Aos poucos, contudo, foi formando um quadro sobre os personagens que abrigava. Por exemplo: "Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil. Lá de cima da mesa, o livro gritou para o compadre dossiê, que dormia em plena tarde de sexta-feira no fundo da gaveta de baixo, sempre à espera que escrevessem alguma coisa nele. O dossiê abriu os olhos, botou uma das folhas vazias para fora da gaveta e perguntou: "O que foi livro? Qual é a novidade?" O livro respondeu: "Escuta só o que está escrito aqui na minha apresentação aos leitores"... "Diga", retrucou o dossiê já com a inveja a transbordar. A voz do livro vibrou orgulhosa mais uma vez: "Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O "Espanhol", como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve 3,2 milhões de dólares para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha - e sócia - do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil." De repente, ouviram-se vozes no escritório. Os dois amigos quedaram-se imóveis, como é da natureza de livros e dossiês. E procuraram ouvir alguma coisa da conversa. Alguém dizia, "Rapaz, esse livro vai cair como uma bomba". Outra voz replicou: "Quando essa turma souber que está tudo documentado, vai ser um Deus nos acuda!". E uma terceira voz: "Precisamos encontrar um jeito de minimizar as repercussões... temos que fazer alguma coisa... detonar alguém..." Sem saber muito bem por que, o dossiê sentiu um arrepio percorrer suas folhas em branco. Vinte minutos depois tudo voltou à calma... Dizem que isso é crime O livro, seguro de que não havia ninguém na sala, gritou para o dossiê: "Olha só isso aqui, cara, é incrível. Ouve só: 'Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes edens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.'" "Ouviu bem isso, dossiê? Heim? Outros livros, colegas meus, dizem que isso é crime, isto é, vendem o patrimônio público por uma merreca e ainda botam dinheiro no próprio bolso. No andar de baixo da mesa, dossiê ouvia tudo aquilo e pensava se não podia dar uma colaboração para a turma da privataria, só para contrariar. Indiferente ao que pensava o colega, o livro continuou: "Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da 410 mil dólares por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio. "A coisa é séria, dossiê, não sei não... É muita informação comprovada por investigações sérias... Sabe o que mais, dossiê? Aqui do meu lado, tem uma carta dizendo que eu vou ser clonado em milhares de outros livros e espalhados pelo Brasil e pelo mundo... Fico feliz, pois o meu destino é informar e dar conhecimento às pessoas sobre muita coisa que se tenta esconder, escamotear... Mas a verdade sempre aparece, você não concorda? O livro não ouviu qualquer resposta. Insistiu: "Dossiê, você não diz nada? Perdeu a fala? Aposto que já está aí pensando besteira". Chateado, o livro gritou numa última tentativa de diálogo: "Dossiêêêê... Aparece, cara, mostra que você existe e pensa... como aquele filósofo francês..." Silêncio. E aí, caro leitor, você tem alguma notícia por onde anda o dossiê? Izaías Almada é escritor e dramaturgo, colunista do Nota de Rodapé -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100629/3b573cab/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 15942 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100629/3b573cab/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 24420 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100629/3b573cab/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 30 20:16:47 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 30 Jun 2010 19:16:47 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__O_dossi=EA_sat=E2nico?= Message-ID: Carta O Berro................................................................repassem ----- Original Message ----- From: HSLiberal charge: Alpino O dossiê satânico O cenário político nacional resgatou um antigo personagem, fruto da criatividade, esperteza e oportunismo de alguns dos nossos políticos: a ameaça do dossiê. Uma encenação que favorece a contenção e blindagem ante os prenúncios de denúncias de envolvimentos, digamos, não republicanos. Nesse ponto, os políticos envolvidos têm contado com valiosa ajuda da imprensa brasileira. A discussão passa a ser apenas sobre a existência ou não do dossiê. Ninguém fica sabendo do que afinal o político ou seu grupo é acusado. O que, quem, quando, onde e por que... nada. Fica-se sabendo apenas que um fantasma ronda o cenário político: um monstro, um demônio, um... dossiê. A satanização do dossiê teve origem na briga explícita entre Antonio Carlos Magalhães, o famoso Toninho Malvadeza, e o não menos famoso Jader Barbalho. Ambos, em seus feudais poderes, aliados do Planalto nos tempos de FHC. No duelo final, as armas eram o dossiê de cada um contra o outro. No entanto, conteúdo desses dossiês poderia transformar a ópera bufa dos contendores em tragédia política para o governo. Em tempos de aprovação de novo mandato presidencial, estava dada a largada para a compra de votos de parlamentares necessários para aprovar a emenda constitucional correspondente. Dentro dos dossiês, sabe-se hoje, estavam provas dessas negociações não republicanas. Pazes feitas por ordens palacianas, os dossiês foram recolhidos como coisa do diabo. E sua aura satânica permanece até hoje. É o caso dos dados levantados pela Casa Civil, dos tempos de Dilma Rousseff, sobre os cartões corporativos durante o governo FHC. Uma espécie de comparação com os gastos correspondentes questionados ao atual governo. O levantamento, logo chamado de "dossiê", substituiu a tapioca ministerial no atual governo por um pênis de borracha para uma organização social dirigida pela primeira-dama no governo anterior. Pênis e tapioca justificados, restou o interesse político-eleitoral na suposta participação da ex-ministra e pré-candidata na feitura do tal "dossiê". Tão somente. Outro caso ruidoso foi o da compra por opositores do candidato a governador de São Paulo, José Serra, do famoso "dossiê das sanguessugas". Pessoas supostamente ligadas ao candidato opositor Aloísio Mercadante teriam comprado um dossiê que ligava políticos do PSDB à Operação Sanguessuga. A operação da Polícia Federal que descobriu uma máfia de superfaturamento de ambulâncias que envolvia políticos e funcionários do Ministério da Saúde. A Comissão Parlamentar de Inquérito recomendou a cassação de 72 parlamentares. O tratamento do caso como "falso dossiê" abafou um exemplar tratamento para o fato. Só importou a exploração eleitoral da suposta compra do dossiê. Nova ameaça, novo "dossiê". Foi o que ocorreu com o preparo do livro do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. O livro promete mostrar os beneficiários das privatizações da era FHC e as atividades contravencionais do candidato Serra e sua filha Verônica. Um outro capítulo deverá mostrar a usina de arapongagem montada no Ministério da Saúde de Serra, ao custo de R$ 1,8 milhão. Objetivo: bisbilhotar opositores à sua futura candidatura presidencial. Os assuntos relacionados pelo jornalista foram imediatamente substituídos pelos aliados do ex-ministro, com ajuda unânime da mídia, por um satânico factóide a que denominaram de "dossiê anti-Serra". O preparo do livro de Amaury representa um grande perigo para o projeto tucano e de outros setores ligados à mídia nacional. Incomoda a todos a continuidade da independência da atual política externa governo em relação ao expansionismo de Washington. Como incomoda a continuação do foco interno do governo na superação do fosso social brasileiro. A encenação do atual "dossiê" falhou por falta de um mínimo de consistência e seriedade, apesar do grande esforço serrista-midiático. No entanto, seu objetivo imediato alcançou pleno êxito: afastar temporariamente a sujeira que prometia detonar de vez a candidatura tucana. ( * ) Em Boletim H S Liberal você terá acesso às fontes desta postagem e poderá comentá-la. Estas informações/opiniões não apareceram - ou não mereceram o devido destaque - nos "jornalões", revistas semanais e blogs mais difundidos. O objetivo é fornecer, ou destacar, contrapontos à tendência ideológica da grande mídia. Assim, estimular o debate democrático do que acontece no mundo e no Brasil. (Favor manifestar-se caso não queira receber as próximas informações). -------------------------------------------------------------------------- Caso você não queira mais receber e-mails desse remetente ou se esse e-mail não foi solicitado, descadastre-se. If you do not wish to receive any more e-mails from this sender or if this is an unsolicited e-mail, unregister here. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100630/a31c5cb9/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 30 20:16:59 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 30 Jun 2010 19:16:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__=22As_ra=C3=ADzes_do_excepcionalismo_?= =?utf-8?q?de_Israel=22?= Message-ID: <15733248DF34403D93C0605FCC49FB82@vcaixe> Carta O Berro............................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice.lista at elo.com.br "As raízes do excepcionalismo de Israel" [28/6/2010, Al-Jazeera (traduzido)] As raízes do excepcionalismo de Israel 28/6/2010, Mohamed El-Moctar El-Shinqiti, Al-Jazeera, Catar http://english.aljazeera.net/focus/2010/06/20106146372913751.html Mohamed El-Moctar El-Shinqiti é pesquisador-coordenador da Qatar Foundation, especialista em história política e história das religiões. Um professor norte-americano disse-me, certa vez, que ?muitos, no mundo islâmico, pensam que os EUA não creem em direitos humanos. Estão errados. Os EUA creem em direitos humanos, sim. O problema é o que os EUA entendem por ?humano?.? Em outras palavras, a definição de ?humano? nos EUA não é a mesma que opera no resto do mundo. Essa não é característica exclusiva dos norte-americanos; cada cultura enfrenta de um determinado modo o desafio de ampliar os próprios limites culturais e universalizar suas normas morais. Mas dentre todas as culturas e ideologias humanas, o caso israelense é único, campeão absoluto de dois pesos e duas medidas. Criminalidade travestida de nobreza moral e agressão travestida de vitimismo são dois traços sempre presentes na realidade e no discurso dos israelenses. A personalidade de Israel O dualidade da ?ênfase insistente que Israel dá ao próprio isolamento e à ambição de ser única, sem similar no mundo; a insistência em mostrar-se ao mesmo tempo como vítima e heroína?, como Tony Judt escreveu no Haaretz há alguns anos, reflete a fragilidade e a autorreferência, o autismo autocentrado na personalidade de Israel. Não é traço, infelizmente, exclusivo da elite política israelense, mas espalha-se pelos sionistas de todo o mundo que apoiam Israel, os mesmos que, como o escritor Elie Wiesel e o filósofo Bernard-Henri Lévy, criaram para eles mesmos imagens humanísticas e estéticas. Sou dos que se emocionaram profundamente ao ver a descrição das atrocidades cometidas durante o Holocausto e que se leem no livro Night de Elie Wiesel. Lá se vê a experiência do autor e de seu pai de processo terrível que viola a vida e degrada a dignidade humana. Mas incomodou-me muito o tom de autoelogio e autojustificação que se lê em Dawn, obra de ficção do mesmo Wiesel, quando escreve: ?O mandamento ?Não matarás? foi entregue no pico de uma das montanhas aqui na Palestina, e fomos os únicos a respeitá-lo. Mas, apesar disso, nos dias, semanas, meses que virão, vocês só terão uma meta a alcançar: matar todos os que nos converteram em matadores.? Quando o juiz sul-africano Richard Goldstone expôs os crimes que os israelenses cometeram em Gaza, Wiesel disse que teria havido ?crime contra o povo judeu?. Aí está: é uso imoral de atrocidades passadas, pra inventar justificativa moral para brutalidades atuais e opressão atual. Além do mais, podem-se propor duas perguntas. Primeira, que direito exclusivo Wiesel reivindica para si, ele que nasceu de pai romeno e mãe húngara e que de nenhum modo estaria racial ou historicamente representado no Monte Sinai, no momento da entrega dos Mandamentos, em pleno coração de um deserto no Oriente Médio? Segunda, por que regra moral ou legal os palestinos de hoje seriam responsáveis por erros de alemães de ontem? Mitos interessados, de autojustificação O pior dessa linguagem de hipocrisia, contudo, apareceu no artigo assinado por Bernard-Henri Lévy sobre a agressão israelense contra a Flotilha da Paz em Gaza, publicado no Haaretz dia 8/6/2010. Lévy apresenta-se em termos autoglorificantes, como ?alguém que se orgulha de ter ajudado a conceber, com outros, esse tipo de ação simbólica (um barco para o Vietnã; a marcha pela sobrevivência do Cambodia, em 1979)...?. No que tenha a ver com o suplício de Gaza, contudo, Lévy descarta a tragédia e simplesmente nega que haja o bloqueio israelense de Gaza e os ataques a alvos sitiados, e refere-se a ?o governo fascislâmico de Ismail Haniya? e ?a gangue islâmica que tomou o poder pela força há três anos.?. Assim, sem se envergolhar, faz sumir o grande esforço de um grupo multiétnico, multinacional e de várias religiões, de líderes humanistas e pacifistas que se reuniram na Flotilha da Paz. Não bastasse, não há qualquer objetividade na crítica e o autor nada diz das gangues fascissionistas ? para recolher a terminologia dele ? que agressivamente invadiram terra palestina há 60 anos, arrancaram de lá a população autóctone e a cercaram em novos Auschwitz e Buchenwald ? os campos de concentração de Gaza e da Cisjordânia. De fato, para quem ponha seus desejos autocentrados e egoístas acima dos princípios da justiça e da compaixão, os seus próprios mitos interesseiros, de autojustificação, são muito melhores, aos olhos deles mesmos, que a feia verdade que aí está. Intelectuais judeus humanistas, como o professor Tony Judt e o músico Gilad Atzmon deploram a autoindulgência e a falta de maturidade dos israelenses. Judt escreve: ?Israel ainda se comporta como adolescente: consumida na autoconfiança delirante de que seria única, certa de que é única no mundo; certa de que ninguém ?a compreende? e de que o mundo está ?contra ela?; plena de autoestima ferida, rápida no ofender-se e rápida no ofender o próximo (...), certa de que pode fazer o que bem entenda, que suas ações não geram consequências e de que é imortal.? Atzmon escreve: ?Lidamos aqui com nação seriamente perturbada, imatura. Lidamos com uma criança narcisicamente autoapaixonada (...). Por mais que os israelenses se amem e amem uma infância ilusional fantasmática, quanto mais firmemente acreditarem na própria inocência, mais temerão que o mundo exterior seja tão sádico quanto os próprios israelenses provaram ser. A esse tipo de comportamento chama-se ?projeção?. Os judeus têm boas razões para viverem apavorados. Seu Estado nacional é entidade genocida.? ?Holocaustianidade? O que mais desaponta, contudo, não é nem o narcisismo nem a empáfia dos sionistas. O que mais desaponta é a aceitação e o apoio que recebem do Ocidente, para sua atitude ? atitude que se compreende melhor se se a põe em contexto histórico. O principal substrato teórico para a aceitação, na cultura ocidental, do excepcionalismo de Israel é uma variante ? sobretudo no ramo protestante da cristandade ?, da encarnação do Deus cristão na pessoa de Jesus, para uma nova encarnação de Deus, dessa vez nos judeus como povo, o ?povo escolhido?. Essa tendência começou com Martim Lutero (1483-1546) que reduziu a cristandade, teologicamente e moralmente, ao fator judeu, na pequena epístola ?De Jesus Cristo nascido Judeu?. Lutero escreveu, nessa epístola: ?Quando nos sentirmos inclinados a nos orgulhar de nossa posição, relembremos que somos gentio, e só os judeus são da linhagem de Cristo. Somos estranhos, não somos parentes de sangue. Os judeus são parentes de sangue, primos e irmãos de nosso Senhor.? Através desse Lutero ? o qual, paradoxalmente, foi aplicado antissemita ? inadevertidamente se abriu uma janela teológica, a qual, séculos mais tarde, permitiria que o ?culto de Israel?, como observou Grace Halsell, escritora norte-americana, substituísse a cristandade em quase todos os ramos da religião protestante, sobretudo entre os Batistas norte-americanos. Afinal, o que fazem hoje não passa de implementação literal da deificação, operada por Lutero, dos judeus. A professora Yvonne Haddad do Centro para o Entendimento entre Muçulmanos e Cristãos da Georgetown University chama essa heresia de ?holocaustianidade?. Nessa nova heresia estão as raízes do excepcionalismo israelense. Trivializar o Holocausto O professor Judt escreve que ?O que Israel perdeu pela ocupação continuada de terras árabes é ganho, por outro lado, mediante a íntima identificação com a memória recuperada de judeus europeus mortos.? Mas o autor sabe muito bem que a memória dos mortos é a pior justificação moral que há, se se matam inocentes: ?Aos olhos do mundo que observa, o fato de que o bisavô de um soldado judeu tenha morrido em Treblinka não obriga ninguém a perdoar o soldado bisneto, se abusa de uma mulher palestina que espera para atravessar um posto de controle de Israel. Não basta dizer ?Lembrem Auschwitz?. Essa não é resposta aceitável.? Pois essa é, precisamente, o tipo de justificação moral que Israel oferece ao mundo, hoje. Quando um conselheiro de Shimon Peres, presidente de Israel, tentou atacar a resposta de Helen Thomas, que dissera que os israelenses deveriam ?ir embora, voltem [para] a Polônia, a Alemanha!?, a única coisa que achou para dizer foi lembrar a ela que seus parentes haviam sido mortos na Polônia e na Alemanha há mais de meio século, como se essa fosse razão suficiente para explicar que os palestinos sejam postos a morrer de fome, ou para matar ativistas humanistas pacifistas em águas internacionais, hoje. Afinal, o conselheiro do presidente de Israel apenas confirmou o que Helen Thomas havia dito: ?Vocês são europeus, não são daqui.? Assim, a memória do Holocausto, a memória de uma tragédia humana gigantesca, sem limites, está sendo trivializada pela criminalidade dos israelenses. Peso moral Analistas políticos e políticos já perceberam que Israel vai-se convertendo em peso e ameaça estratégicos para os EUA. De fato, sempre foi um peso estratégico. Mas o problema é muito mais profundo que isso. Israel está-se tornando também peso moral que já ninguém com consciência ética suporta carregar, inclusive judeus, claro, para os quais a dignidade humana e a justiça social sejam valores a defender. Muitos que dedicaram a vida a promover a causa sionista começam a ver hoje o paradoxo moral que se oculta no projeto sionista. Henry Siegman, escritor alemão-norte-americano que trabalhou como diretor executivo do Congresso Americano-judeu de 1978 a 1994, escreveu no jornal Haaretz de 11/6/2010: ?Um milhão e meio de civis foram forçados a viver numa prisão a céu aberto, em condições desumanas, já faz mais de três anos. Diferente do que aconteceu nos anos de Hitler, hoje não são judeus. Hoje são palestinos. Os carcereiros, inacreditavelmente, são sobreviventes do Holocausto ou descendentes deles.? Todos os seres humanos decentes têm, hoje, de defender os palestinos oprimidos, contra o opressor israelense. Os árabes oprimidos da Palestina (muçulmanos e cristãos) prestam, com seu sofrimento, grande serviço a toda a humanidade: obrigam a ver a ideologia israelense suprematista, a mais autocentrada ideologia que há no planeta ? uma ideologia israelense de violência e terror, exibida ao mundo em manto banhado em sangue. ++++++++++++++++++++++++ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100630/fb1241e4/attachment-0001.html