From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 1 21:43:40 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 1 Jul 2010 20:43:40 -0300 Subject: [Carta O BERRO] SOMOS TODOS PALESTINOS Message-ID: <10792009419A43548EDCC9CC5912250D@vcaixe> Carta O Berro......................................................repassem Informe-se e atualize-se sobre tudo o que acontece no mundo Àrabe. Conheça os problemas da Palestina, o papel dos invasores sionistas e dos EE.UU. Lista de blogs a.. JUSTIÇA E LIBERDADE AO POVO PALESTINO Navios de guerra americano e israelense seguem em direção ao Irã 21 horas atrás b.. Viva a Palestina ÚLTIMA FABRICA DE KEFFIYAH E A LENTA ELIMINAÇÃO DESTA TRADIÇÃO PALESTINA 2 dias atrás c.. LIBERDADE PALESTINA Poema escrito por um palestino em situação de refúgio em Mogi das Cruzes 6 dias atrás d.. REFUGEES IN BRAZIL LOOKING FOR RESPECT - REFUGIADOS EM BUSCA DE DIGNIDADE Morre o segundo palestino da leva de refugiados que chegou ao Brasil em 2007 8 meses atrás Sites a.. Aljazeera ( Ingles ) b.. arabesq ( portuguese ) c.. Blog Bourdoukan ( portuguese) d.. FDLP ( Espanhol ) e.. FPLP ( Ingles) f.. Free Saadat ( espanhol, portuguese) g.. Icarbe ( portuguese) h.. Imagens de Gaza ( 10 idiomas ) i.. Oficina de informacao Chilena-Palestina ( espanhol) j.. Oriente medio vivo ( portuguese) k.. Palestina Libre ( Chile - espanhol) l.. Palestina livre (portuguese) m.. Resistir ( portuguese ) n.. Slides de Holocausto palestino Colaboradores a.. SOMOS TODOS PALESTINOS b.. Luana Schabib -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100701/f93a87f7/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 475 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100701/f93a87f7/attachment-0001.png From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 1 21:43:47 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 1 Jul 2010 20:43:47 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__=22_Doc_TV_-_A_luz_que_surgiu_po?= =?iso-8859-1?q?r_tr=E1s_da_colina=22_-_Segue_abaixo_os_hor=E1rios_?= =?iso-8859-1?q?de_estr=E9ia_por_Estado?= Message-ID: Carta O Berro......................................................................repassem -----Mensagem Original----- De: Afonso Lana Leite Companheiros Conforme eu avisei antes hoje entre no ar na TV Cultura e Brasil o documentário sobre a minha experiência de vida que vai desde a minha vida política no Brasil, a minha prisão e meu exílio no Chile e na Alemanha Oriental. Quem puder dê uma olhada nesta programação: Observação: O documentário é um resumo do documentário apresentado no cinema Direção: Carlos Segundo Fotografia: Alderico Lucas Produtor: Clóvis Cunha Arte: Chico de Assis Fotos: Paulo Brasil Trilha original: Moita Mattos, Ricardim Trilha Musical: Eu [Porcas Borboletas], musica de Arnaldo Antunes e Enzo Banzo Segue abaixo os horários de estréia por Estado. Ajudem a divulgar. abraço. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100701/0fef0be4/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 50322 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100701/0fef0be4/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 2 20:36:56 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 2 Jul 2010 19:36:56 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Carta_de_una_abuela=28av=F3=29_?= =?windows-1252?q?argentina_a_su_nieta_secuestrada?= Message-ID: <13671260F18D4B6D92EDED5491CE3B2B@vcaixe> Carta O Berro...................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn From: Suzana Lisbôa Chicha Mariani, fundadora de Abuelas de Plaza de Mayo, ya está muy viejita. Quiere alcanzar a reencontrarse con su nieta. Ayudémosla a que su carta recorra el mundo y, en una de esas, genere dudas en alguien... Chicha Mariani, fundadora das Avós da Praça de Maio, já está muito velhinha. Quer ter a possibilidade de encontrar-se com sua neta. Ajudemo-la para que sua carta (abaixo) recorra ao mundo e, que uma dessas, gere duvidas em alguém... Reenviemos la carta hasta al menos pensado. Que su llamado pueda recorrer nuevos circuitos, que no quede restringido solo a personas vinculadas a organizaciones de derechos humanos, que pueda llegar hasta Clara Anahí !!!! Gracias Reenviemos a carta até ao menos pensado. Que seu chamado possa percorrer novos circuitos, que não fique restrito somente a pessoas vinculadas a organizações de direitos humanos. Que possa chegar até a Clara Anahi. Grato. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100702/a5bf6852/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 2 20:37:06 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 2 Jul 2010 19:37:06 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Convite_=3A__lan=E7amento_e_de?= =?windows-1252?q?bate_=2E_O_livro_=22O_que_resta_da_Ditadura=2E=2E?= =?windows-1252?q?=2E=2E=22/_dia_5_de_julho_=E0s_18h=2C_no_Audit=F3?= =?windows-1252?q?rio_Manoel_Maur=EDcio_de_Albuquerque=2C_no_Campus?= =?windows-1252?q?_da_UFRJ=2C_na_Praia_Vermelha_-_Av=2E_Pasteur=2C?= Message-ID: Carta O Berro................................................................repassem O que resta da ditadura a exceção brasileira Quem controla o passado, controla o futuro. (George Orwell, 1984) Bem lembrada na frase que serve de epígrafe ao livro, a importância do passado no processo histórico que determinará o porvir de uma nação é justamente o que torna fundamental esta obra. Organizada por Edson Teles e Vladimir Safatle, O que resta da ditadura reúne uma série de ensaios que esquadrinham o legado deixado pelo regime militar na estrutura jurídica, nas práticas políticas, na literatura, na violência institucionalizada e em outras esferas da vida social brasileira. Fruto de um seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, o livro reúne textos de escritores e intelectuais como Maria Rita Kehl, Jaime Ginzburg, Paulo Arantes, Ricardo Lísias e Jeanne Marie Gagnebin, que buscam analisar o que permanece de mais perverso da ditadura no país hoje. Assim, o livro possui também um caráter de resistência à lógica de negação difundida por aqueles que buscam hoje ocultar o passado recente, seja ao abrandar, amenizar ou simplesmente esquecer este período da história brasileira. Segundo Edson Teles e Vladimir Safatle, a palavra que melhor descreve esta herança indesejada é ?violência? - medida não pela contagem de mortos deixados para trás, mas por meio das marcas encravadas no presente. Para os organizadores, ?neste sentido, podemos dizer com toda a segurança: a ditadura brasileira foi a mais violenta que o ciclo negro latino-americano conheceu. Quando estudos demonstram que, ao contrário do que aconteceu em outros países da América Latina, as práticas de tortura em prisões brasileiras aumentaram em relação aos casos de tortura na ditadura militar; quando vemos o Brasil como o único país sul-americano onde torturadores nunca foram julgados, onde não houve justiça de transição, onde o Exército não fez um mea culpa de seus pendores golpistas; quando ouvimos sistematicamente oficiais na ativa e na reserva fazerem elogios inacreditáveis à ditadura militar; quando lembramos que 25 anos depois do fim da ditadura convivemos com o ocultamento de cadáveres daqueles que morreram nas mãos das Forças Armadas; então começamos a ver, de maneira um pouco mais clara, o que significa exatamente ?violência?.? Ficha técnica organizadores: Edson Teles e Vladimir Safatle (orgs.) autores: Beatriz Vieira, Flávia Piovesan, Gilberto Bercovici, Jeanne Marie Gagnebin, Maria Rita Kehl e Paulo Eduardo Arantes, entre outros editora: Boitempo páginas: 352 ano de publicação: 2010 ISBN: 978-85-7559-155-0 preço: R$ 52,00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100702/4f673a65/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 56175 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100702/4f673a65/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 3 17:00:10 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 3 Jul 2010 16:00:10 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Receba_gratuitamente_um_exemplar_d?= =?iso-8859-1?q?o_livro_Direitos_Humanos_percep=E7=F5es_da_opini=E3?= =?iso-8859-1?q?o_p=FAblica?= Message-ID: <25034EC64EAD405CA79F3310E1265578@vcaixe> Carta O Berro........................................................repassem PROMOÇÃO Envie seu endereço completo para IMPRENSA at SEDH.GOV.BR e receba um exemplar do livro Direitos Humanos percepções da opinião pública http://twitter.com/DHumanos/status/17496233433 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100703/575a3cbe/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 3 17:00:22 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 3 Jul 2010 16:00:22 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Brasil_-_ADITAL_lan=E7ar=E1_livro?= =?iso-8859-1?q?_=22Boas_ideias_em_Economia_Solid=E1ria=22_na_pr=F3?= =?iso-8859-1?q?xima_ter=E7a_6_de_julho=2E_Gratuitamente_+_relat=F3?= =?iso-8859-1?q?rio_da_CNBB?= Message-ID: ADITAL Carta O Berro.....................................................................repassem Sexta-Feira, 02 de julho de 2010 Brasil - ADITAL lançará livro "Boas ideias em Economia Solidária" na próxima terça 6 de julho CAMPANHA DE AUTOSSUSTENTAÇÃO "Só em ADITAL encontramos esse tipo de informação!" É fato: só em poucos meios da mídia independente encontramos informações e artigos que você lê nesse site. Por exemplo, quem noticiou... .: LEIA MAIS :. Brasil - ADITAL lançará livro "Boas ideias em Economia Solidária" na próxima terça6 Europa - Relatórios revelam númerosorigem e destino do Tráfico de Pessoas na Europa Honduras - Movimento fala sobre a importância do trabalho cristão em repúdio ao Golpe Argentina - Após cinco anostaxas de mortalidade infantil voltam a crescer Brasil - TJ do Paraná mantém absolvição de acusado de matar agricultor sem terra Brasil - Observatório monitora violência contra a mulher no Ceará El Salvador - Estudo confirma violação aos direitos trabalhistas das pessoas com HIV/Aids Brasil - De jovem para jovem: Agência dinamiza comunicação no interior do Ceará Brasil - ADITAL lançará livro 'Boas ideias em Economia Solidária' na próxima terça6 Brasil - XXXII Congresso Nacional de Advogados Trabalhistas acontecerá em setembro Mundo - Encontro intercontinental na Colômbia reunirá mulheres contra militarização Brasil - Concurso 'Aprender e Ensinar Tecnologia Social' tem inscrições prorrogadas Paraguai - Estudo revela: mulheres com HIV são as mais discriminadas Guatemala - Camponses tentam recuperar suas terras diante de interesse de empresas América Latina - Trabalho doméstico limita desenvolvimento econômico na região México - 26 de Junho: Dia Internacional contra a Tortura. 'Em Oaxaca continuam criminaliz (Sergio Ferrari) Honduras - Entrevista com Frei Betto: 'Honduras é só o começo, alerta Nossa América!' (Ida Garberi) Mundo - Futebol é arte e religião (Frei Betto) América Latina e Caribe - 'Loucos de raiva com a fome' (Selvino Heck) México - Uma proposta nova de intercâmbio Sul-Norte-Sul. O café RebelDía... (Sergio Ferrari) Brasil - Estigma Eletrônico (Pastoral Carcerária) Brasil - Tragédia e resistência Guarani (Egon Dionísio Heck) Brasil - Elogio à sesta (Leonardo Boff) Mundo - A contribuição de alguns nobres espíritos à história (Marcus Eduardo de Oliveira) Brasil - O voto do brasileiro: uma análise da cartografia eleitoral. Entrevista com Cesar (IHU - Unisinos) Brasil - Quando o 'menor' não é meu (Elaine Tavares) Brasil - Nota Pública: Catástrofes nem tanto Naturais (Várias organizações) -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100703/32dfcc1f/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 4 13:41:30 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 4 Jul 2010 12:41:30 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_BONS_MOMENTOS_DE_M=DASICA=2E___R?= =?iso-8859-1?q?=E1dio_FM_on_line=2E_______________________________?= =?iso-8859-1?q?______________________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: Carta O Berro...................................................repassem FM de excelênte qualidade enviado pela amiga Malvina Lirman. Escolha no channel o tipo de música que quiser ouvir (piano solo, jazz, classica, bossa nova,etc). Selecione e passe a ouvir em seqüência. Para você que fica horas e horas trabalhando em seu computador e gostaria de ter um fundo musical agradável, relaxante, de qualidade e grátis, aqui vai uma solução. 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Ou seja, 78% de tudo que se produzia no planeta; Desde 2007 até hoje houve um aumento de 7 vezes no déficit das nações pelo repasse de amplos recursos públicos, em grande parte, ao Sistema Financeiro Privado; Os membros do Mercado Comum Europeu tiveram seus limites financeiros fixados pelo Tratado de Maastricht para que as dividas públicas não ultrapassassem 60% de seus respectivos PIBs. E seus déficits não ultrapassassem a 3% do PIBs. DIVIDAS DE PAÍSES EUROPEUS - 2009/2010 PAÍS DIVIDA PUBLICA EM RELAÇÃO AO PIB DEFICIT PUBLICO IRLANDA 64,0% 14,3% PORTUGAL 78,8% 9,4% GRÉCIA 115,1% 13,6% ESPANHA 53,2% 11,2% ITÁLIA 115,8% 5,3% REINO UNIDO 68,1% 12,8% FRANÇA 77,6% 8,4% ALEMANHA 76,7% * 5,6% *Última atualização (maio de 2010) O Vice-Presidente do Banco Central Europeu (BCE). Lucas Papademos declarou: "Estamos passando no momento por uma segunda onda de baixas contábeis relacionadas ao desempenho dos empréstimos". Para a autoridade monetária, as perdas são decorrentes da pressão negativa dos mercados e maior controle da alavancagem. O prejuízo estimado em 2010 e de 90 bilhões de euros (R$ 203 bilhões) e em 2011 e de 105 bilhões de euros (R$ 234 bilhões). No ano de 2009, a divida publica do Brasil corresponde a 43% do PIB brasileiro, e a dos EUA corresponde a 94% do PIB americano. A divida publica do Japão correspondia a 227% do PIB japonês; O déficit do Brasil previsto é de 1,5% do PIB nacional, o dos EUA é de 11,0% e do Japão 7,9%. O déficit brasileiro é o menor dos membros do G-20; PAÍS DIVIDA PUBLICA EM RELAÇÃO AO PIB DEFICIT PUBLICO USA 94,0% 11,0% JAPÃO 227,0% 7,9% BRASIL 43,0% 1,5% Déficit Publico - Excesso das despesas sobre receitas. O ideal e o déficit seja igual à zero ou que sua receita seja maior que a despesa. No déficit estão inclusos os efeitos da correção monetária, juros e variação cambial (nas receitas e despesas). Divida Publica - Conjunto de dividas que um Estado Nacional mantém com particulares ou outros Estados. A expressão monetária (expresso em moeda do pais) da Divida Publica não e importante por si só para a analise da economia de um pais se não tiver relacionamento com outra variável o PIB. A relação da Divida Publica e o PIB e um indicador econômico que permite uma analise mais profunda da situação de um Estado. Evidente que podemos acrescentar outros indicadores econômicos como nível de vida, nível de emprego, qualificação profissional, saúde, meio ambiente, reservas cambiais, etc. No Mercado Comum Europeu o limite desejado, de acordo com o Tratado de Maastricht, e de que nenhum pais membro do MCE tenha uma divida publica superior a 60% do PIB. Raros são os países europeus que alcançam este índice. A divida brasileira hoje se encontra em movimento decrescente tendo atingido menos de 43% em relação ao PIB. Em 2003 era de 52% do PIB. O Brasil se destaca e apresenta altos índices de confiabilidade internacionais graça aos seus indicadores econômicos. A mídia televisa escrita e radiofônica, tem sido leviana em seus comentários e analises. Ela aborda somente o "quantum" da divida sem acrescentar qualquer outra variável econômica. Importante é colocar para a população a incidência de juros (Selic) que limita a capacidade investimentos do governo e acelera o crescimento nominal da dívida interna. A Divida Externa - iniciada em 1824, durante 182 anos, condicionou a atuação das autoridades financeiras nacionais aos interesses de nossos credores externos. A libertação da nação desta divida só se deu na medida em que nossas reservas em moeda estrangeira superaram os débitos que tínhamos com os credores externos. Em 1998 quando da crise cambial (real com valor fixo em relação ao dólar) o FMI foi solicitado por 3 vezes a socorrer o país. A primeira vez com o empréstimo com o de US$ 43,5 bilhões de dólares ( Agosto de 1998) e a segunda e a terceira respectivamente de US 15 bilhões (Agosto de 2001) e US$ 30 bilhões ( Agosto de 2002), totalizando US$ 86,5 bilhões. Na gestão posterior (2003/2010) estes débitos foram totalmente pagos. O Brasil passou, com recursos próprios que alocou no FMI, de devedor para credor da instituição. O Brasil, enquanto devedor foi solicitado e assinou o Tratado da Não Proliferação Nuclear em Dezembro de 1998. Em Maio de 2010 as autoridades financeiras do Brasil declaram que seu nível de reservas cambiais chegara a US$ 250 bilhões. Em termos de credito e debito externo a situação do Brasil é muito boa. Não se aplica mais ao país a expressão pejorativa usada no passado: "o rabo abana o cachorro!". O que ocasionou esta situação privilegiada do Brasil num quadro internacional de crise. A economia brasileira nos últimos 50 anos esteve, fundamentalmente, ligada ao mercado interno. As exportações representaram em 2008, 13,8% do PIB e, em 2009, 11,3% do PIB. A criação de 11 milhões de novos empregos; o ingresso de 22 milhões de pessoas que mudaram de classe social (D para C) e passaram a consumir mais produtos; os aumentos reais do salário mínimo (mais que o dobro da cesta básica); fontes de financiamento para consumo e investimentos com juros reduzidos e de fácil acesso BNDES, BB, Caixa Econômica); garantia de mercado ao pequeno produtor rural; intervenção do Estado na economia; desempenho lucrativo e expansionista das empresas estatais; etc; ocasionaram um impulso muito grande ao mercado interno diminuindo consideravelmente as influências externas em nossa economia. Não poderíamos deixar especialmente de destacar os dividendos pagos pelas estatais ao Tesouro Nacional. Elas pagaram no ano de 2009 a importância de R$ 26,0 bilhões, além dos impostos inerentes a sua atuação no mercado. Este valor equivale a 2 anos de bolsas-famílias, e é superior ao valor do Imposto de Importação mais o Imposto do Cide-Combustível -. Houve em ocasiões anteriores (1991/2002) a privatização de varias estatais (CSN, Telebrás, Vale do Rio Doce, Bancos Estaduais, Companhias de Energia Elétrica, Estradas de Ferro, etc, etc, etc). Este processo foi interrompido em 2003. O que fica provado com dados concretos é que as empresas privadas ou públicas tem sucesso ou vão à falência em função da atuação dos seus gestores eleitos ou nomeados. Se a pessoa que assumir a gestão for incompetente ou desonesta a empresa fica insolvente ou vai à falência. Basta ir a qualquer Tribunal de Justiça e verificar. No caso da pública quem nomeia ou demite os gestores, são o Presidente, Governadores e Prefeitos sendo responsáveis perante o contribuinte pela privatização (insolvência ou (pré) falência alegada). Eduardo Chuahy -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100704/3016e52f/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 4 13:41:52 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 4 Jul 2010 12:41:52 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Agradeceria_anunciar_que_por_moti?= =?iso-8859-1?q?vos_de_for=E7a_maior=2C_este_evento_foi_transferido?= =?iso-8859-1?q?_para_o_dia_8/7_=2C_onde_estaremos_inaugurando_a_ex?= =?iso-8859-1?q?posi=E7=E3o_=22A_Ditadura_no_Brasil_-_1964/1985=22_?= =?iso-8859-1?q?na_sede_da_OAB_em_Bauru?= Message-ID: Vanderley Agradeceria anunciar que por motivos de força maior, este evento foi transferido para o dia 8/7 , dentro de uma semana Obrigadão, M.Politi -------------------------------------------------------------------------------- Carta O Berro.....................................................................repassem Companheir at s, Na proxima quinta-feira dia 8 de julho, estaremos inaugurando a exposição "A Ditadura no Brasil - 1964/1985" na sede da OAB em Bauru quando o ministro Paulo Vannuchi deverá fazer uma palestra sobre o PNDH-3 Quem puder comparecer será bemvindo. Senão conto com a ajuda de voces para a divulgação do evento Obrigado, M.Politi -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100704/8a995d77/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 5 20:30:16 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 5 Jul 2010 19:30:16 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Conhe=E7a_as_suas_doen=E7as_e_com?= =?iso-8859-1?q?o_cuidar=2E________________________________________?= =?iso-8859-1?q?_____________________________________HOJE_=C9_2=BA_?= =?iso-8859-1?q?FEIRA_!__MEDICINA=2C_SA=DADE_E_ALIMENTA=C7=C3O=2E?= Message-ID: Carta O Berro..........................................repassem a.. Cuide do seu fígado b.. Herpes simples e suas manifestações c.. Verrugas genitais d.. Duvidas sobre dor de ouvido e.. Como devo limpar os ouvidos? Posso usar cotonetes? f.. 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URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100705/40e8085c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 46841 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100705/40e8085c/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 5 20:30:27 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 5 Jul 2010 19:30:27 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Vamos_tirar_o_nome_do_ditador_M?= =?iso-8859-1?q?=E9dici_da_placa_da_PUC-_Campinas=2E_ASSINE_A_PETI?= =?iso-8859-1?q?=C7=C3O=2E?= Message-ID: <6D17576FB11B4243B00B0D86BACDD5C2@vcaixe> Carta O Berro.............................................repassem Vamos tirar o nome do ditador Médici da placa da PUC- Campinas. ASSINE A PETIÇÃO. Assine o manifesto em http://www.petition online.com/ medici1/petition .html e divulgue para seus contatos Abraços Marcelo Zelic Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo Coordenador do Projeto Armazém Memória (11) 3052-2141 (11) 9206-9284 www.armazemmemoria.com.br mzelic at uol.com.br PRAÇA "EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI" NUNCA MAIS! Em 1964 ocorreu no Brasil um golpe militar que instarou a mais longa ditadura que já vivenciamos. Foram vinte e um anos de repressão. Muitas pessoas foram presas e barbaramente torturadas; peças de teatro, jornais, revistas e livros foram censurados; órgãos como a UNE (União Nacional de Estudantes) postos na ilegalidade; os partidos políticos foram fechados, sendo permitida a existência somente de dois partidos; opositores foram exilados; civis julgados em tribunais militares; e até hoje temos desaparecidos políticos no Brasil: pessoas que foram presas, torturadas e desapareceram, não sendo esclarecido à família e à sociedade as circunstâncias desses desaparecimentos. Para que possamos superar todos estes fatos faz-se necessário implementar os mecanismos da chamada Justiça de Transição. Estes mecanismos devem ser utilizados em países que passaram por regimes ditatoriais ou totalitários para que a democracia possa ser reconstruída. Há três preceitos básicos a serem implementados: verdade, justiça e reparação. A verdade, se relaciona com a abertura dos arquivos públicos, com a construção de monumentos e memoriais em homenagem às vítimas da ditadura. A justiça, com a punição dos culpados, sejam torturadores, mandantes ou financiadores. A reparação, se refere não somente a uma reparação econômica, mas também moral e política, ou seja, o amplo esclarecimento dos fatos. A universidade, como espaço de livre pensamento, sempre foi um foco de construção democrática e de fomento de uma nova realidade, pautada na liberdade e na justiça. Através da ação de diversos de seus atores - e nem sempre institucionalmente - tem cumprido ao longo da história um importante papel na defesa das liberdades civis e dos Direitos Humanos, em sua resistência contra a opressão e à violência. Dentro disso, é absurdo constatar que uma praça no principal campus da Pontifícia Universidade Católica de Campinas eternize a memória do general Emilio Garrastazu Medici, o general dos anos de chumbo da ditadura militar, responsável pelo endurecimento das perseguições políticas e pela efetiva implementação do nefasto Ato Institucional n°5 (AI 5), responsável por mortes, desaparecimentos forçados e torturas de presos políticos. Curioso, ainda, que tal homenagem se refere à constante preocupação do ditador com "a educação e cultura do povo brasileiro", apesar das prisões e exílios de intelectuais, da censura à músicas, peças teatrais e à imprensa e, especialmente, pelo ceifeamento do salutar debate acadêmico, então vigiado e sob forte controle dos agentes da repressão. Em tais termos, a cumplicidade desta universidade com o regime foi, além de imoral, escandalosa, cuja reparação é medida de rigor. Para tanto, não basta a simples exclusão desta odiosa homenagem. Isso significa esquecimento, e o que necessitamos é de memória. Memória àqueles que lutaram e resistiram contra a ditadura, a fim de que esta não mais se repita. Assim, dentro dos preceitos da Justiça de Transição, e em reconhecimento à resistência de diversos integrantes da Igreja que esta universidade representa, entendemos ser de plena justiça a homenagem à Frei Tito de Alencar Lima, histórico lutador e consequente vítima do regime ditatorial, cujas torturas o levaram ao suicídio. Manter a homenagem aos algozes do povo brasileiro significa uma violência permanente. Este reconhecimento por parte da PUC-Campinas cumprirá um papel de reparação e uma oportunidade de remissão desta universidade, sedimentando um compromisso com o futuro e não mais com um passado sangrento. PELO DIREITO A MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA. PELO RESPEITO À MEMÓRIA DOS QUE MORRERAM E DESAPARECERAM LUTANDO POR UM BRASIL JUSTO E DEMOCRÁTICO. PELA REPONSABILIZAÇÃO DOS TORTURADORES DO REGIME MILITAR. As entidades que subcrevem este manifesto, junto com a solidariedade das demais entidades civis, pessoas físicas e jurídicas que o apoiam, exigem que a PUC-Campinas remova a homenagem à Ditadura Militar em sua praça "Emilio Garrastazu Médici", ostentando no local a "PRAÇA FREI TITO DE ALENCAR LIMA (1945 - 1974)" em memória dos que lutaram e que ainda aguardam justiça. Campinas, 05 de julho de 2010 Centro Acadêmico XVI de Abril Núcleo de Preservação da Memória Política Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE) Fórum de Direitos Humanos de Campinas CARTA O BERRO -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100705/7e14b077/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 6 21:06:19 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 6 Jul 2010 20:06:19 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Enviem_carta_a_Reitoria_da_Pontif?= =?iso-8859-1?q?=EDcia_Universidade_de_Campinas_-_solicitem_a_retor?= =?iso-8859-1?q?ada_do_nome_do_ex_ditador_Garrastazu_M=E9dici_da_pl?= =?iso-8859-1?q?aca_em_suas_depend=EAncias=2E_=28copiem_e_envie_com?= =?iso-8859-1?q?_seu_nome_e_profiss=E3o=29?= Message-ID: Carta O Berro..................................................repassem À Magnífica Reitora reitoria at puc-campinas.edu.br Prof. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht Pontifícia Universidade de Campinas Campinas, SP Como deve ser de seu conhecimento, uma meritória iniciativa "Pelo Direito à Memória, à Verdade e à Justiça" - envolvendo diretamente a Pontifícia Universidade Católica de Campinas - acha-se em curso nos meios acadêmicos e políticos comprometidos com o aprofundamento da democracia política no Brasil. Por meio desta iniciativa, várias entidades da sociedade civil brasileira solicitam que a "odiosa homenagem" feita pela PUC de Campinas ao general Emilio Garrastazu Médici, em pleno regime militar (15/3/1973), seja definitivamente cancelada. Tendo em vista o relevante papel que as Universidades católicas brasileiras (com destaque especial à PUC de Campinas e a PUC-SP) desempenharam na luta pela redemocratização do Brasil é uma profunda indignidade e uma visível incongruência a homenagem que a PUC de Campinas ainda presta ao militar que foi um dos maiores responsáveis "pelo endurecimento das perseguições políticas e pela efetiva implementação do nefasto Ato Institucional 5" que implicou mortes, desaparecimentos forçados e torturas de presos políticos. Concordando integralmente com o documento que o Centro Acadêmico XVI de Abril, do Núcleo de Preservação da Memória Política, do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do estado de São Paulo, do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE) e do Fórum de Direitos Humanos de Campinas (cf. abaixo) fazem hoje circular pela internet, APELO à essa Reitoria - comprometida com os valores da verdade, da justiça e da democracia - para que atenda as justas reivindicações das entidades acima signatárias. Ribeirão Preto, 06 de julho de 2010 Respeitosamente, Vanderley Caixe - advogado OAB 152676 jornalista e editor da Carta O Berro ====================================================================== PRAÇA "EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI" NUNCA MAIS! Em 1964 ocorreu no Brasil um golpe militar que instarou a mais longa ditadura que já vivenciamos. Foram vinte e um anos de repressão. Muitas pessoas foram presas e barbaramente torturadas; peças de teatro, jornais, revistas e livros foram censurados; órgãos como a UNE (União Nacional de Estudantes) postos na ilegalidade; os partidos políticos foram fechados, sendo permitida a existência somente de dois partidos; opositores foram exilados; civis julgados em tribunais militares; e até hoje temos desaparecidos políticos no Brasil: pessoas que foram presas, torturadas e desapareceram, não sendo esclarecido à família e à sociedade as circunstâncias desses desaparecimentos. Para que possamos superar todos estes fatos faz-se necessário implementar os mecanismos da chamada Justiça de Transição. Estes mecanismos devem ser utilizados em países que passaram por regimes ditatoriais ou totalitários para que a democracia possa ser reconstruída. Há três preceitos básicos a serem implementados: verdade, justiça e reparação. A verdade, se relaciona com a abertura dos arquivos públicos, com a construção de monumentos e memoriais em homenagem às vítimas da ditadura. A justiça, com a punição dos culpados, sejam torturadores, mandantes ou financiadores. A reparação, se refere não somente a uma reparação econômica, mas também moral e política, ou seja, o amplo esclarecimento dos fatos. A universidade, como espaço de livre pensamento, sempre foi um foco de construção democrática e de fomento de uma nova realidade, pautada na liberdade e na justiça. Através da ação de diversos de seus atores - e nem sempre institucionalmente - tem cumprido ao longo da história um importante papel na defesa das liberdades civis e dos Direitos Humanos, em sua resistência contra a opressão e à violência. Dentro disso, é absurdo constatar que uma praça no principal campus da Pontifícia Universidade Católica de Campinas eternize a memória do general Emilio Garrastazu Medici, o general dos anos de chumbo da ditadura militar, responsável pelo endurecimento das perseguições políticas e pela efetiva implementação do nefasto Ato Institucional n°5 (AI 5), responsável por mortes, desaparecimentos forçados e torturas de presos políticos. Curioso, ainda, que tal homenagem se refere à constante preocupação do ditador com "a educação e cultura do povo brasileiro", apesar das prisões e exílios de intelectuais, da censura à músicas, peças teatrais e à imprensa e, especialmente, pelo ceifeamento do salutar debate acadêmico, então vigiado e sob forte controle dos agentes da repressão. Em tais termos, a cumplicidade desta universidade com o regime foi, além de imoral, escandalosa, cuja reparação é medida de rigor. Para tanto, não basta a simples exclusão desta odiosa homenagem. Isso significa esquecimento, e o que necessitamos é de memória. Memória àqueles que lutaram e resistiram contra a ditadura, a fim de que esta não mais se repita. Assim, dentro dos preceitos da Justiça de Transição, e em reconhecimento à resistência de diversos integrantes da Igreja que esta universidade representa, entendemos ser de plena justiça a homenagem à Frei Tito de Alencar Lima, histórico lutador e consequente vítima do regime ditatorial, cujas torturas o levaram ao suicídio. Manter a homenagem aos algozes do povo brasileiro significa uma violência permanente. Este reconhecimento por parte da PUC-Campinas cumprirá um papel de reparação e uma oportunidade de remissão desta universidade, sedimentando um compromisso com o futuro e não mais com um passado sangrento. PELO DIREITO A MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA. PELO RESPEITO À MEMÓRIA DOS QUE MORRERAM E DESAPARECERAM LUTANDO POR UM BRASIL JUSTO E DEMOCRÁTICO. PELA REPONSABILIZAÇÃO DOS TORTURADORES DO REGIME MILITAR -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100706/ebc77bad/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 7 20:54:59 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 7 Jul 2010 19:54:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Boletim Carta Maior - 07/07/2010 Message-ID: Visualização do Boletim Eletrônico - Agência Carta Maior Carta O Berro....................................................................repassem Acesse o link se o seu programa de e-mail tem problema para mostrar essa mensagem. Boletim Carta Maior - 7 de Julho de 2010 Ir para o site -------------------------------------------------------------------------- Galeano fala sobre a Copa do Mundo Em entrevista ao jornalista Gerhard Dilger, Eduardo Galeano fala sobre o Mundial de Futebol da África do Sul, o desempenho sulamericanos frente aos europeus e as chances de seu Uruguai. "Não sei se chegará á final, mas volta a ser milagrosamente certo que um país com menos habitantes que um bairro de Buenos Aires pode ser capaz de conquistar o troféu mundial. Festejamos isso, os poucos que somos, porque o Uruguai é um país muito futebolizado e aqui todos os bebês nascem gritando goooooool!!! A camiseta celeste tem muita energia dentro" > LEIA MAIS | Arte & Cultura | 06/07/2010 Pilhagem injusta Não se trata de uma mera coincidência. Quando a maior parte dos ganhos do crescimento econômico fica com uma pequena fatia de cidadãos da elite, o resto não não tem o poder de compra para adquirir o que a economia é capaz de produzir. O salário médio dos EUA, ajustado à inflação, quase não mudou por décadas. Entre 2000 e 2007 ele na verdade despencou. Nessas circunstâncias, a única maneira da classe média manter seu poder de compra foi se endividando. A razão estrutural da Grande Depressão que ainda assombra os EUA é a explosão da desigualdade social. O artigo é de Robert Reich. > LEIA MAIS | Economia | 05/07/2010 . Paul Krugman alerta para sinais de uma terceira depressão . Stiglitz: "Os governos deveriam criar seus próprios bancos" . G-20: Reduzir gasto público sem afetar crescimento. Como? . José Luís Fiori: O círculo quadrado da moeda européia EUA: a receita certa para uma economia doente O aumento da desigualdade está no centro da atual crise econômica nos EUA. E como esse aumento na desigualdade não é um processo natural, mas o resultado de uma política consciente, pode ser revertido. Alguns dos remédios são bem conhecidos. Restaurar alguma disciplina aos pagamentos dos executivos seria um grande passo inicial. Os pacotes do FED e do Tesouro foram vendidos como necessários para salvar a economia, mas foram majoritariamente destinados ao resgate do Goldmann Sachs, Citigroup e de outras grandes instituições financeiras. O artigo é de Dean Baker. > LEIA MAIS | Economia | 05/07/2010 SOS Palmares: pedido de ajuda para vítimas de "tsunami fluvial" Professor sobrevôa cidade de Palmares, localizada na Zona da Mata Sul, em Pernambuco, e descreve com texto e fotos a tragédia que atingiu milhares de pessoas. "Fiquei muito triste com o que vi, não foi só uma enchente onde a água chega e inunda as casas e ruas, foi uma "tsunami fluvial", onde uma enxurrada de mais de 15 metros de altura de água destruiu casas, quarteirões, bairros. A situação aqui é muito difícil de descrever, faltam remédios, produtos de higiene pessoal, colchões, água mineral", relata Beto Gesteira que pede ajuda para as vítimas. > LEIA MAIS | Direitos Humanos | 05/07/2010 . MST faz ação de solidariedade em cidades atingidas pelas chuvas O que Dilma deve fazer se for eleita? Apresentamos aqui mais uma consulta para vocês opinarem: o que Dilma deve fazer se for eleita presidente da República? - 04/07/2010 -------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------- Colunistas Maurício Thuswohl Serra e o calendário Maia De acordo com o calendário político traçado pelos Maia, tudo irá bem até 2014 com ou sem Serra na presidência. Cesar no Senado e Rodrigo na Câmara e na presidência do DEM indicarão ministros num eventual governo demotucano. Em caso de vitória de Dilma, pai e filho permanecerão atuantes na oposição. Para Serra, no entanto, o calendário Maia pode prever o fim do mundo já em 2010. - 05/07/2010 Laurindo Lalo Leal Filho O Globo cria fantasmas Com sua histórica tradição golpista o jornal carioca oferece de bandeja à oposição os elementos necessários para que, nos programas eleitorais, ela possa assustar os eleitores, como tentou, sem sucesso, a atriz global em 2002. - 04/07/2010 Antonio Lassance A velha mídia está derretendo Pesquisa aponta que quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa brasileira são tendenciosas. Oito em cada dez brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro, maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula. - 04/07/2010 -------------------------------------------------------------- Análise & Opinião Paulo Kliass O país, o povo e os bancos O País tem crescido nos últimos anos a taxas razoáveis e as condições da maioria da população têm, igualmente, experimentado melhoria. Mas nada que se compare com a evolução observada com os indicadores do setor bancário. - 05/07/2010 -------------------------------------------------------------------------- Acesse o link caso você não queira receber mais esse tipo de mensagem. Acesse o link se você deseja cancelar seu cadastro. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100707/a8b1cecd/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 8 21:21:18 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 8 Jul 2010 20:21:18 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Conhe=E7a_o_Memorial_FREI_TITO?= Message-ID: <0C0311B55F3B4ACD99E123D0B894623B@vcaixe> Carta O Berro.......................................................repassem (repeteco) Conheça o Memorial FREI TITO http://www.adital.com.br/freitito/por -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100708/5a2813ac/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100708/5a2813ac/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 9 18:32:56 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 9 Jul 2010 17:32:56 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__A_Opera=E7=E3o_Condor=2E=28texto?= =?iso-8859-1?q?_da_Revista_ADUSP=29_/___A_Escola_das_Am=E9ricas__/?= =?iso-8859-1?q?_e_um_Depoimento_sobre_o_golpe_de_1964_=28in=E9dito?= =?iso-8859-1?q?_enviado_para_Urariano=29?= Message-ID: <95C4EE9CABAD4A899BD43B1B50BCBFA7@vcaixe> Carta O Berro.................................................repassem Texto da Revista da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo, sobre a Operação Condor. Responsável pela tortura e assassinato de opositores no cone sul.No período das ditaduras civis-militares. http://www.adusp.org.br/revista/45/r45_a09.pdf =================================================================================================================== Documentário com os comentários de Noam Chomsky, Eduardo Galeano, Michael Parenti e outros , sobre a política externa americana na América do Sul e América Latina. http://blog.controversia.com.br/a-escola-das-americas/ ========================================================================================================== ----- Original Message ----- From: urarianoms Entre as mensagens que recebi, depois daqueles 3 artigos sobre "A falsa história nas escolas militares", está o depoimento que copio a seguir. Considero-o de importância histórica por revelar dados que até então não eram conhecidos. Como o assassinato de pessoas desarmadas pelas costas, por exemplo. O autor me autorizou a divulgar como desejasse este depoimento. Depoimento sobre o golpe de 1964 José Emílio Gomes Considerando que: a- diante da retórica dos opositores ao atual governo - note-se, não votei no Lula -, notadamente alguns oficiais reformados das forças armadas, saudosistas do golpe de 64, que, em pleno 2010, voltam com mesmo blá-blá-blá de que quem pensa diferente deles e do establishment anglo-americano é comunista, terrorista, subversivo, etc...; b- diante da forma distorcida como a grande mídia brasileira, logo após o golpe de 64, relatou os acontecimentos de março e do dia 1o. de abril de 1964, e alguns ainda o fazem hoje; c- diante da forma como o período de 1961 a 1964 foi passado para a história do Brasil, sendo transmitido aos jovens das escolas civis e, mais acentuadamente aos alunos das escolas militares, somente sob a ótica dos "vencedores", tratados como heróis, enquanto aos perdedores (talvez os verdadeiros brasileiros) restou as denominações de subversivos, terroristas, assassinos, covardes, comunistas, criminosos de lesa-pátria, etc...; optei por, pela primeira vez em minha vida, expor por escrito como vi e convivi naquele conturbado período, quando, simultaneamente, era empregado de uma multinacional, era vestibulando de engenharia, era aluno do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército e participava das atividades estudantis UNE no Rio de Janeiro - nos dias de hoje, isso seria considerado um contra-censo, mas era a realidade. Por isso, passo a expor alguns fatos e acontecimentos que marcaram a minha vida na juventude e que me provocam revolta ao ver como foram passadas para os mais jovens a história do Brasil naquele período e modo como tratam de heróis os adeptos do golpe e de "traíras" (e outros adjetivos já citados) os que se opuseram ao mesmo, quando a verdade pode muito bem ser o oposto. Em dezembro de 1962 ingressei no CPOR do RJ e, logo no início de 1963, eu, minha mãe e irmãs, nos mudamos para um apartamento maior no bairro da Glória, onde conheci e me tornei amigo de um vizinho que era Capitão do Exército (Cap. Collares), com o qual conversava praticamente só sobre política, nos sábados e domingos, na Praia do Calabouço. Igualmente, no quartel, muito se conversava sobre política nacional e mundial. Tanto que o Coronel Comandante do CPOR (não recordo o nome), na parada matinal, sempre aduzia aos seus pronunciamentos assuntos da política nacional, com constantes elogios ao Governador do Estado de Pernambuco, Miguel Arraes, e ao próprio Presidente da República, João Goula rt. Observava-se um clima altamente democrático no meio militar, pelo menos no que tange ao respeito às autoridades democraticamente constituídas. Nos últimos meses de 1963, o Capitão Collares me confidenciou que membros do Alto Comando das Forças Armadas estariam preparando um golpe para depor o Presidente João Goulart e que, por isso, estariam sendo criados grupos de combate (os famosos grupos dos 11) para reação contra o suposto golpe. Esses grupos estariam sendo coordenados pelo então Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. O Capitão Collares era o comandante de um desses grupos e me convidou para integrá-los. Embora concordasse com essa ação para a defesa das instituições constituídas, me esquivei de participar em razão de ser arrimo de f amília e ter que trabalhar para manter minha mãe e irmãs. Mas atuei na retaguarda desses grupos mediante um trabalho de conscientização da situação junto aos colegas de trabalho (na multinacional), juntos aos colegas do vestibular e junto a alguns colegas do quartel, grande parte dos quais eram filhos da elite e, declaradamente, contra as políticas sociais e de autodeterminação do Governo Goulart. De fato, as coisas começaram a ficar complicadas, e, no 13 de março de 1964, tive a primeira experiência de que havia uma forte cisão nas Forças Armadas, pois, para evitar que o Comício da Central tivesse repercussão, o Exército deslocou uma tropa para a Central do Brasil com o objetivo de, na base da porrada, dissipar a multidão que se deslocava pela Av. Presidente Vargas para assistir ao comício. Eu, que fora dispensado do trabalho mais cedo, me dirigia à casa, quando, ao ver tão imensa multidão, não resisti e me dirigi à Central do Brasil também. Foi o primeiro ato de covardia, por parte do Exército, que assisti. Centenas de soldados, comandados por um Sargento, espancavam com enormes cassetetes os trabalhadores e estudantes que seguiam em direção à Central do Brasil, tentando esvaziar o Comício. Me revoltei com a atitude daquela tropa e, usando a minha identidade militar, convoquei o Sargento e ordenei que toda a tropa tomasse "posição de sentido", solicitando ao Sargento que me colocasse à frente do oficial que ordenou aquele ato covarde contra o seu povo (ou seu inimigo ?). A multidão se postou em frente à tropa perfilada, demonstrando espanto pela atitude por mim tomada. Foi quando voltou o Sargento acompanhado de um Capitão que, sem permitir qualquer ação de minha parte, me aplicou uma gravata e me levou, junto com o Sargento, arrastado para dentro do então Ministério da Guerra. Inaugurei uma cela que, em poucas horas, estava completamente lotada por aqueles que protestavam da ação covarde do Exército na Av. Presidente Vargas. Fiquei detido por dois dias até que, numa das trocas de guarda do Ministério do Exército, o Oficial de Dia ao me perguntar por que eu estava preso, ao ouvir minha explicação, ordenou que abrissem a cela e me liberou. Devia ser um Oficial dos "nossos", que reconhecia as autoridades democraticamente constituídas ! O segundo ato de covardia do Exército, que assisti, se deu exatamente no dia 1o. de abril de 1964. Eram, mais ou menos, 13 horas da tarde quando eu almoçava no restaurante dos estudantes (Calabouço), próximo ao Aeroporto Santos Dumont. Em dado momento, um estudante que ouvia seu rádio de pilha subiu em uma mesa e gritou: Está havendo um golpe no País! O Exército está fazendo deslocamento de tropas em Minas e em São Paulo ! Todos pararam de almoçar, discursos foram feitos, informações truncadas eram ouvidas nas estações de rádio e os estudantes resolveram fazer uma caminhada até a Cinelândia, para lá convocar a população para um comício relâmpago. Cerca de 500 estudantes se deslocaram pela Av. Beira Mar e Rua Santa Luzia convocando a população que se postava nas janelas do prédios para se juntarem a nós. Reunimos alguns milhares de pessoas na Cinelândia, onde diversos discursos contra o "suposto" golpe foram realizados. Em menos de uma hora de discursos, apareceram vários veículos da Polícia Militar cujos soldados passaram a nos atacar com cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo, as quais eram por nós devolvidas contra os PMs. E assim ficou a "batalha" por mais de uma hora. Nem um tiro, sequer, foi feito pelos soldados da PM. Um grande número de Oficiais do Exército a tudo assistiam, das janelas do prédio do Clube Militar, na esquina da Rua Santa Luzia com Av. Rio Branco, sem nada fazerem. As notícias que vinham de algumas emissoras de rádio diziam que o Exército, no Rio de Janeiro, estava ao lado da legalidade, do Presidente da República. Foi quando, com base nessas informações, por volta das 16 horas, os estudantes em avistando carros de combate do Exército se deslocando pela Rio Branco em direção à Cinelândia, deixaram a "batalha" com os PMs e correram para receber o Exército com ovação e palmas. Que decepção ! Os soldados desciam dos carros de combate e, com seu mosquetões e metralhadoras portáteis, dispararam, covardemente, contra nós, estudantes e trabalhadores. Passamos a correr à procura de abrigo. Eu e um grupo de estudantes subimos as escadarias da Biblioteca Nacional para procurar abrigo em seu interior sob uma saraivada de bal as pelas costas. Quatro colegas meus foram atingidos e morreram na escadaria da Biblioteca Nacional. Permaneci escondido em algum local no 2o. andar até altas horas da noite. De uma das janelas da Biblioteca, vi quando uns Soldados e Oficiais do Exército se dirigiram às escadarias e recolheram os corpos dos quatro estudantes mortos. Quando tudo já estava calmo, a Cinelândia deserta, desci e fui para casa. Devia ser em torno de 23 ou 24 horas da noite. Cheguei em casa, há menos de 3 km da Cinelândia, e não encontrei minha mãe. Só as minhas irmãs, todas menores, chorando. Fiquei extremamente preocupado e sem saber o que fazer: dar suporte às minhas irmãs menores ou procurar por minha mãe na rua ? Optei, momentaneamente, pela primeira hipótese. Felizmente, pois, cerca de meia hora depois, minha mãe apareceu, porém toda ensanguentada! O que houve, mãe ?! A terceira covardia do Exército, agora praticada pelos grandes "heróis", aqueles altos Oficiais do Exército que a tudo assistiam das janelas do Clube Militar, sem nada fazerem. Pois é, segundo minha mãe, que também se encontrava na Cinelândia participando dos comícios populares, tão logo os carros de combate do Exército apareceram na Rio Branco, os tais "heróis" passaram, covardemente, a disparar suas pistolas contra a população. Não sei quantos mataram ou feriram, mas pelo menos uma morte se deu: uma senhora morreu nos braços de minha mãe, com tiro partido de uma das janelas do Clube Militar e que atingiu a senhora pelas costas. O golpe era realidade! A mídia covarde e controlada pelos interesses das oligarquias nada publicaram sobre esses fatos no dia seguinte. Nem falaram da multidão reunida no comício popular, nem falaram dos mortos e feridos resultantes do ato "heróico" praticado por membros do Exército Brasileiro. Só saíram notícias enaltecendo a "coragem" das Forças Armadas em defesa do Brasil que iria ser entregue aos comunistas, etc...... Vide as notícias do O Globo, Jornal do Brasil, O Dia, etc.., no dia 02/04/64 e seguintes. Situação normalizada (?) no País, volto às minhas atividades de Aluno do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva e tenho uma surpresa: nosso Comandante não era mais o mesmo: desapareceu! Outra surpresa: no primeiro fim de semana após o golpe, vou à praia e não encontro o Capitão Collares. Passam algumas semanas e os parentes do mesmo vão a sua residência e encontram o apartamento todo revirado. Vão ao Exército e nenhuma notícia é dada a seu respeito. Desapareceu mesmo! No final de 1964 formo-me Aspirante a Oficial da Reserva do Exército e sou designado para estagiar no Regimento Escola de Infantaria (REI), na Vila Militar. Como em 1965 o Brasil mandou parte das Forças Armadas para São Domingos, e a maioria dos Oficiais do Exército eram do REI, eu, que fui estagiar como Aspirante, virei Sub-Comandante da Companhia de Petrechos Pesados do Regimento e, como tal, passei a participar de vários cursos e atividades um tanto quanto sigilosas, sendo que algumas me causavam grande constrangimento e revolta, falando como brasileiro e nacionalista de fato. Ouvi muita besteira doutrinária falada por altas patentes, nitidamente adestrados pelo eixo anglo-americano. Numa manhã, como Oficial de Dia, tive que recepcionar um grupo de Coronéis do Exército Americano que veio ao Brasil para registrar em seus livros contábeis as armas e munições existentes em nosso quartel. Senti vergonha de ser um Oficial do Exército Brasileiro e de ser brasileiro! País submisso! É esse o patriotismo daqueles militares da década de 60? Concluí meu estágio e minha vida militar em 1965. Com tanta raiva e vergonha que senti, nem fui receber minha Carta Patente de Tenente do Exército. Voltei à minha vida civil e, um dia, em 1967, saindo da faculdade, tarde da noite, me deparei com um sujeito esquelético e de olhos arregalados numa rua deserta do bairro da Lapa. Fiquei meio com medo, meio assustado. Quando cheguei perto do sujeito, que surpresa! Era o Capitão Collares. Me dirigi a ele e perguntei: Collares, o que houve com você, por onde você andava ? E ele me respondeu, todo maltrapilho, olhando para o além com aqueles olhos arregalados: eu fiz 6 cestas, eu fiz 6 cestas, eu fiz 6 cestas........ Não me respondia nada além disso. Não tive como conversar com ele. Estava louco, destruído. Fui para casa e comentei com minha mãe que ficou de fazer contato com a família dele em São Luis-MA. Pois bem, 3 dias depois, o corpo do Capitão Collares apareceu no Aterro do Flamengo, todo crivado de balas. E o que é o pior que o seu assassinato: em 2005, após a Parada de 7 de setembro, nós, Oficiais da Reserva, nos reunimos no Bar Amarelinho para uma confraternização e recordar casos do nosso tempo de caserna, quando um colega, que é Delegado, fazendo alusão ao Capitão Collares, alegou que o mesmo tinha sido morto no Aterro do Flamengo, junto com outros elementos, em atos de pederastia. Ou seja, além das torturas a que foi submetido no Exército, ainda levou a fama de pederasta. Protestei, veementemente, pois o conhecia também na vida civil. Mais uma covardia do Exército! -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x- Esses foram alguns dos atos heróicos, justiceiros e democráticos do nosso Exército em 1964, e essa foi, e às vezes ainda o é, a nossa Mídia democrática, isenta e comprometida com a verdade ! José Emílio Gomes 07/07/10 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100709/ec3acbf2/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100709/ec3acbf2/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100709/ec3acbf2/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 10 17:52:05 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 10 Jul 2010 16:52:05 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__O_del=EDrio_de_Gabriel_de_Fochem?= =?iso-8859-1?q?_por_Jos=E9-Augusto_Carvalho=2E?= Message-ID: <61CA150545CE4EDD8946185F9A37743D@vcaixe> Carta O Berro............................................................................repassem Um textoprosapoema de José-Augusto Carvalho, nosso amigo e companheiro, sobretudo, para refletir, desalienar e enxergar que o mundo globalizado nos leva a Guernica de hoje: vender e comprar a consciência. Um viver sem vida. Vidas em destruição como o horror refletido na tela de picasso. O DELÍRIO DE GABRIEL DE FOCHEM Cada dia que passa, o mundo é mais pequeno. As notícias que chegam, desnudam as misérias paridas pelo incensado avanço duma civilização que se reclama, aos quatro ventos, dos direitos humanos. A civilização que, num frenético leilão, compra e vende consciências. A civilização que avilta a dignidade em chás de caridade e em paradas de pompa e circunstância. Ah, e como as pantalhas de todas as latitudes disputam, como as feras, a presa indefesa, em acções concertadas de eficaz e paciente anestesia! Ah, e como a presa indefesa e quase inerme voga na corrente dum recuperado Hades, donde foi banido Caronte e a sua barca!... É preciso vender! É urgente vender! É inadiável vender, cada vez a preços mais acessíveis, as manhãs sem sol, o mar sem vida nem aventura, a desgraça sem fim da desesperança! É preciso vender! É urgente vender! É inadiável vender o elixir da alienação, para, mais e mais, ser garantida a ostentação dos poderosos! É preciso vender! É urgente vender! É inadiável vender as lotarias que fazem um rico e desesperam milhões de pobres! É preciso vender! É urgente vender! É inadiável vender balelas coloridas que distraiam o dia sem fim e torturam de sonhos a noite da vida! É preciso lamentar! É urgente lamentar! É inadiável lamentar o luto dos sobreviventes da catástrofe! É preciso chorar! É urgente chorar! É inadiável chorar o pranto continuado das carpideiras que, por trinta dinheiros, elegem heróis os mortos, os mortos que já nada podem reclamar aos vendedores de ilusões e mentiras e aos carcereiros desta penitenciária de segurança provada, que pretende a fuga impossível e a morte o alívio que resta! É preciso calar! É urgente calar! É inadiável calar os gritos lancinantes dos condenados! É preciso calar! É urgente calar! É inadiável calar as verdades alucinadas da loucura que ainda grita que o rei vai nu na força da vontade que recusa render-se! É preciso incensar o Poder! É urgente incensar o Poder! É inadiável incensar o Poder que legitima as cruzes intemporais de todos os calvários! É preciso regressar a Roma! É urgente regressar a Roma! É inadiável regressar a Roma e recrucificar todos os perigosos malvados que sabem conjugar o verbo em todos os tempos. Viana de Fochem Julho de 2010 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100710/9d31272c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 34552 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100710/9d31272c/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 10 17:52:15 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 10 Jul 2010 16:52:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_TV_C=E2mara_lan=E7a_o_cat=E1logo_?= =?iso-8859-1?q?Baixe_e_Use_/_Este_cat=E1logo_re=FAne_170_produ=E7?= =?iso-8859-1?q?=F5es_originais_da_TV_C=E2mara=2E?= Message-ID: Carta O Berro..................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos R. S. Moreira ( Beto ) TV Câmara lança o catálogo Baixe e Use A TV Câmara e a Comissão de Educação e Cultura lançaram, no dia 9 de Junho, o catálogo de vídeos Baixe e Use. Ele oferece material didático de boa qualidade para baixar gratuitamente. São mais de 170 documentários e reportagens especiais divididos por temas, disponíveis na página da TV Câmara. As produções abordam assuntos como cidadania, direitos humanos e história política brasileira, sempre relacionados com os conteúdos programáticos dos ensinos médio e fundamental. O Baixe e Use foi criado para suprir as demandas da comunidade escolar e acadêmica, que solicita cópias dos programas da TV Câmara para uso em sala de aula. Saiba mais em http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/?lnk=BAIXE-E-USE&selecao=BAIXEUSE Catálogo de vídeos em alta resolução Este catálogo reúne 170 produções originais da TV Câmara. São documentários, séries de reportagens, interprogramas informativos e matérias jornalísticas que podem ser usados como material audiovisual de apoio na sala de aula e em reuniões temáticas. Os vídeos podem ser copiados e armazenados em qualquer computador ou pen-drive. Estão codificados em um formato que permite a reprodução em qualquer programa de execução de mídia como VLC, QuickTime Player, Windows Media Player, Media Player Classic, Real Video, etc. As produções estão divididas por eixo temático e categoria de programas. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100710/53d010e5/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100710/53d010e5/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 11 13:31:57 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 11 Jul 2010 12:31:57 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_M=DASICAS_PARA_A_SUA_ALMA_COLET?= =?iso-8859-1?q?=C2NIA_MUSICA_MP3_GREGORIAN_CHANTS_!!!_____________?= =?iso-8859-1?q?________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: Carta O Berro.................................................................repassem MÚSICAS PARA A SUA ALMA COLETÂNIA MUSICA MP3 GREGORIAN CHANTS !!! *DIVERSAS:* *2GregorianChantMusicaSacraCantoGregorianoDisc1ChristusFactusEstProN... * * 003NewAgeGregoriamchanteithSarahBrigthman.mp3 * * 00208GregorianWishYouWereHere.mp3 * * 200604GregorianAmazingGrace.mp3 * *GregorianChantsDapacemDomine (1).mp3 * * GregorianEvanescenceMyImmortalClassical2.mp3 * * TheGregoriansMomentofPeace.mp3 * *GREGORIAN LOVE CHANTS;* *01imagine.mp3 * 02ladyinred.mp3 03whenyousaynothingatal.mp3 04againstallodds.mp3 05nightsinwhitesatin.mp3 06beautyandthebeast.mp3 07canyoufeelthelovetonight.mp3 08angels.mp3 09howdeepisyourlove.mp3 10whenineedyou.mp3 11perhapslove.mp3 12hardtosayimsorry.mp3 *GREGORIAN CHANT OF THE QUEEN:* 01GregorianChantsWhoWantsToLiveForeverQueenCover.mp3 02GregorianChantsTheShowMustGoOnQueenCover.mp3 03GregorianChantsBicycleRaceQueenCover.mp3 04GregorianChantsKillerQueenQueenCover.mp3 05GregorianChantsYoureMyBestFriendQueenCover.mp3 06GregorianChantsSomebodyToLoveQueenCover.mp3 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100711/bdb895e1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 11 13:32:06 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 11 Jul 2010 12:32:06 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_O_MARECHAL_LOTT=2C_J=C3=82NIO_QUADROS_?= =?utf-8?q?E_AS_ELEI=C3=87=C3=95ES_DE_2010_por__Laerte_Braga?= Message-ID: <83E10D04B1EA413BB8ACD864D998EE86@vcaixe> Carta O Berro......................................................................repassem O MARECHAL LOTT, JÂNIO QUADROS E AS ELEIÇÕES DE 2010 Laerte Braga Henrique Dufles Baptista Teixeira Lott foi um dos grandes vultos das forças armadas brasileiras. Entre outras coisas não se subordinava a Washington como boa parte dos nossos militares e tampouco tinha aversão ao processo democrático, pelo contrário. Impediu em 11 de novembro de 1955 um golpe dos ?patriotas? contra a legalidade. Ministro da Guerra, era como se chamava o Ministério do Exército, hoje abrigado como Secretaria dentro do Ministério da Defesa, evitou duas tentativas de golpe contra o governo de JK e acabou candidato da coligação PSD/PTB à presidência da República em 1960. Disputou as eleições contra Jânio Quadros, ex-governador de São Paulo e um terceiro candidato, Ademar de Barros, uma espécie de Paulo Maluf da pré-história, também ex-governador de São Paulo. Perdeu-as. Jânio foi eleito presidente até por larga maioria de votos. Lott não tinha boa oratória, as campanhas àquela época se sustentavam principalmente em comícios e aliado a esse fato, boa oratória, Lott tinha a mania da franqueza. Da honestidade em suas palavras. Em suas propostas. Jânio era um produto da demagogia, mero projeto pessoal de ditador (renunciou numa manobra tragicômica esperando que o povo o reconduzisse ao governo com plenos poderes, tudo sob efeito da ?mardita pinga). Candidato da UDN sem nunca ter sido udenista e de Carlos Lacerda, a quem usou até espremer e terminar espremido, não era necessariamente louco como diziam. Demagogo, de interromper comícios para tomar uma injeção de glicose (vivia bêbado) alegando que o cansaço na ?luta pelo povo? o obrigava a ?sacrifícios? que prejudicavam sua saúde. Tinha o hábito de assistir filmes de western ao contrário, ou seja, do fim para o princípio. Achava interessante o bandido levantar-se e tomar um soco de John Wayne do que a ordem natural da cena, tomar o soco e cair. O marechal Lott passou a campanha inteira advertindo aos brasileiros que Jânio levaria o País ao caos. Num dado momento, talvez consciente das dificuldades para sua eleição (tradicionalmente militares foram sempre derrotados em eleições livres para presidente, a exceção de Dutra, mesmo assim porque disputou com outro militar, o brigadeiro Eduardo Gomes), chegou a propor um pacto de unidade nacional em torno de uma candidatura única, no caso o general Juracy Magalhães, governador da Bahia e que havia sido derrotado por Jânio na convenção da UDN. Para que se possa ter uma idéia da personalidade do marechal Lott, em visita a uma cidade no interior de Minas, descia num automóvel para o centro da cidade, saindo do aeroporto, quando um eleitor de Jânio enfiou uma vassoura dentro do carro, pela janela e tentou atingi-lo. Mandou o carro parar e em meio a lotistas de um lado e janistas de outro, foi até o cidadão, tomou-lhe a vassoura, jogou-a no chão e disse com o dedo em riste ??o senhor pode votar em quem quiser, é um direito que eu assegurei quando garanti a posse do presidente Juscelino, mas o senhor respeite a mim e a democracia, proceda como homem de caráter? -. Voltou ao automóvel sob aplausos de seus correligionários e silêncio dos janistas que, por sinal, perdeu, Jânio, as eleições nessa cidade. Em muitas cidades que visitava, pouco antes de subir ao palanque, Jânio dirigia-se a um botequim estrategicamente escolhido, pedia um sanduíche de pão com mortadela, alegava falta de tempo para jantar, uma pinga e uma cerveja quente, assentava-se à mesa com alguém que lá estivesse, chegou a assentar-se no meio fio e com gestos teatrais ia comendo, bebendo e conversando com as pessoas. Já ex-presidente, escreveu com Afonso Arinos (que redimiu-se depois, era um homem inteligente e um político íntegro) uma enciclopédia da língua portuguesa. No lançamento no Rio de Janeiro, em 1967, almoçava no Clube Ginástico, no centro da cidade, presentes o próprio Arinos (fora seu ministro das Relações Exteriores), outras figuras do antigo udenismo, quando surpreendeu a todos, inclusive jornalistas, com seu pedido. Uma omelete simples, uma pinga especial e uma cerveja quente. A surpresa maior veio depois. Foi recortando a omelete até dar-lhe a forma de uma suástica e sequer engoliu uma garfada. O que sobrou amassou com as mãos, formou um bolo e colocou fora do prato. Bebeu a pinga, duas ou três cervejas quentes e foi-se. Segundo Foucault, ?não há exclusão entre loucura e crime, mas sim uma implicação que os une. O indivíduo pode ser um pouco mais insano, ou um pouco mais criminoso, mas até o fim a loucura mais extremada será assombrada pela maldade?. Referia-se, embora seja um conceito amplo, a Doucelin, conde D?Albuterree, que avocava a si a condição de herdeiro da coroa de Castela e que dizia falar com Deus todos os dias, além de receber a visita de Maria algumas vezes por semana. O problema é que Jânio não rasgava nota de cem, pelo contrário, cultivou a fama de honesto e implacável na defesa do dinheiro público, enquanto ia guardando o ?seu? em bancos suíços. As advertências do marechal Lott se confirmaram e foram além. Com a renúncia de Jânio, em 25 de agosto de 1961, depois de ter proibido desfile de miss com biquíni, briga de galo e imposto o slack como uniforme para os servidores públicos, militares brasileiros comandados por Washington se levantaram contra a posse do vice, João Goulart que se encontrava em missão na China, a pedido de Jânio. Queria-o longe à hora do ?golpe? e uma das primeiras prisões feitas foi a do marechal Lott que logo se pronunciou pela legalidade. Jânio mandara Jango à China exatamente por ser aquele país governado pelo Partido Comunista, Mao Tse Tung e Chou em Lai e assim criar um complicador maior para uma eventual posse de Jango tornando mais fácil seu retorno triunfal. Jango acabou tomando posse, foi decisiva a reação de Brizola, mas os mesmos militares golpistas, complementando o que Lott dissera em 1960, deram um golpe em 1964 e impuseram ao Brasil uma sombria e cruel ditadura sob controle dos EUA. Inclusive comando militar de general norte-americano. Outra vez, um ano após o golpe, impediram a candidatura do marechal ao governo do antigo estado da Guanabara, temerosos que sua liderança acabasse por despertar a reação popular e de militares íntegros e brasileiros à quartelada. Como Lott fosse eleitor em Teresópolis, criaram a figura do domicílio eleitoral. José Arruda Serra é uma versão abstêmia de Jânio Quadros. O que às vezes costuma ser pior. Quando secretário de Franco Montoro tinha mania de dar batida nos órgãos públicos do governo do estado de São Paulo para verificar se estava havendo desperdício de clips, elásticos e aparas de papel. Jânio, quando candidato a prefeito de São Paulo pela primeira vez chegou a colocar um boné de motorneiro e tentar dirigir um bonde. Nesse dia estava numa água só. E dava incertas (mas avisava a imprensa) em repartições públicas. O curioso é que morto politicamente Jânio foi ressuscitado por FHC, em 1985, derrotando-o numa eleição para a mesma prefeitura de São Paulo. No dia da posse pendurou um par de chuteiras à entrada de seu gabinete para comunicar que estava encerrando sua vida pública. A insistência com que setores das forças armadas brasileiras tentam a todo custo impedir que os documentos da ditadura venham à tona é simples. Não pode passar pela cabeça de um torturador como o coronel Brilhante Ulstra, que os brasileiros tomem conhecimento de tortura, assassinatos, estupros praticados em prisões da ditadura por ?bravos patriotas?. Uma laia de canalhas sintetizada na frase de Samuel Johnson sobre patriotismo. E tampouco de velhos generais que encobriram esses crimes, tanto quanto promoveram um expurgo nas forças armadas, afastando militares do porte de Rui Moreira Lima, Ladário Pereira Teles, major Cerveira e outros. Foram milhares. Voltando à vaca fria José Arruda Serra é só uma versão abstêmia de Jânio Quadros. Demagogo, corrupto, sem qualquer escrúpulo ou respeito pelo que quer que seja. É evidente que sendo abstêmio, ou seja o oposto, tenha manias do tipo desinfetar as mãos com álcool ao fim de uma sessão de cumprimento a eleitores, como não se assenta ao meio fio e nem come sanduíche de mortadela. Mas usa o tal desinfetante bucal que protege por doze horas já que em campanha tem que beijar crianças. Vale-se da sofisticação que as campanhas políticas ganharam nos dias atuais e que permite a demagogos, corruptos e trapaceiros como ele Arruda Serra vender um peixe que não existe. É a velha alma udenista/golpista assombrando o Brasil (e olha que na UDN, creio que por equívoco, havia figuras como Afonso Arinos, Adauto Lúcio Cardoso, Milton Campos e outros, de caráter e integridade indiscutíveis). A simples hipótese de um sujeito como Arruda Serra presidente da República (está cada dia mais difícil, mas todo cuidado é pouco) aterroriza. É só olhar o governo de FHC e multiplicar por um fator que podemos chamar de muitas vezes pior e teremos o resultado. Pior ainda que um bêbado como Jânio, projeto mambembe de ditador, é um abstêmio doentio e sem escrúpulos como Arruda Serra. Tucanos são a UDN repetida como farsa e por isso mesmo, revestidos de cinismo, amoralidade, se tornam muito mais nocivos e perigosos que a de outrora, se é que isso é possível. No fundo seria um passo gigantesco atrás. Um retrocesso sem tamanho. Lott continua tendo razão absoluta sobre os ?jânios? que volta e meia aparecem. Reside aí a grandeza do velho marechal. O ser brasileiro, ter tido em toda a sua vida compromisso com a democracia sem adjetivos. Ao contrário de seu antigo adversário Jânio Quadros, que levou o País ao caos e da versão seca, José Arruda Serra, que intenta o mesmo, o caos. A solução é simples. Ou percebemos isso, ou nos lascamos. E não adianta a GLOBO, VEJA, ou FOLHA DE SÃO PAULO culpar o Irã, Chávez, fabricar pesquisas o que seja. José Arruda Serra não é um candidato a presidente do Brasil. É uma ameaça ao Brasil e aos brasileiros. E para não dizer que não falei de flores, nas eleições de 1960 as organizações GLOBO se limitavam ao jornal THE GLOBE, editado em português como O GLOBO, algumas emissoras de rádio e a família Marinho, dona do complexo da mentira, apoiou Jânio Quadros. Roberto Marinho ainda era o ?comandante?. Quem disse que o marechal Lott não tem a ver com as eleições de 2010? A História não morreu não, está mais que viva. E a propósito de bêbados, nem todos são Jânio, ou como dizia o poeta Sílvio Machado, ?nunca vi uma boa idéia nascer em leiteria?. Por isso mesmo Arruda Serra é uma versão Drácula da barbárie patriótica udenista. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100711/9e352b57/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 12 21:08:27 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 12 Jul 2010 20:08:27 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_RECEITA_DA_RA=C7=C3O_HUMANA=2E___?= =?iso-8859-1?q?___________________________________________________?= =?iso-8859-1?q?___________________HOJE_=C9_2=BAfeira!_____MEDICINA?= =?iso-8859-1?q?=2C_SA=DADE_E_ALIMENTA=C7=C3O=2E?= Message-ID: Carta O Berro............................................................repassem Receita da ração humana A ração humana (original) foi criada por uma terapeuta natural chamada Lica Takagui Dias, que 'vendeu' sua fórmula para a Takinutri, que comercializa a ração humana original a preços elevados. A Ração Humana é um suplemento nutricional à base de cereais integrais, criado para ser adicionado diariamente às refeições e garantir uma rica quantidade e variedade de vitaminas, proteínas e fibras, que nem sempre são encontradas nas refeições habituais. É recomendado o consumo diário de 40mg (2 colheres de sopa). Ingredientes: RECEITA 1 (Mais indicada e completa) 500g de soja em pó 500g de farelo de trigo 500g de farelo de aveia 100g de gergelim 100g de linhaça dourada 100g de guaraná em pó * 100g de levedo de cerveja 100g de gérmen de trigo 100g de açúcar mascavo * 100g de gelatina sem sabor 100g de quinua 100g de cacau em pó * 100g de farinha de maracujá RECEITA 2 (Mais comum e barata) 250 g de fibra de trigo 125 g de leite desnatado em pó 125 g de linhaça marrom 100 g de açúcar mascavo * 100 g de aveia em flocos 100 g de gergelim com casca 75 g de gérmen de trigo 50 g de gelatina sem sabor 25 g de guaraná em pó * 25 g de levedo de cerveja 25 g de cacau em pó * *não recomendado para diabéticos e grávidas. Efeitos já atribuídos aos ingredientes : Aveia em flocos: suas proteínas, fibras, vitaminas e minerais saciam a fome, melhoram o trânsito intestinal e inibem a absorção de gordura pelo organismo. Linhaça: rica em ácidos graxos essenciais (gorduras boas), principalmente Ômega 3, baixa os níveis de colesterol ruim do sangue. Gérmem de trigo: fonte natural de sais minerais, proteínas e vitaminas E, B e K, desintoxica o organismo e deixa o corpo mais disposto. Açúcar mascavo: obtido por meio de evaporação do caldo de cana, sem processo de refino, contém cálcio, ferro, potássio, vitaminas e sais minerais. Gergelim com casca: poderosa fonte de cálcio, ameniza os efeitos do estresse e melhora o raciocínio. Melhora o desempenho sexual. Fibra de trigo: o processo de moagem da película externa do trigo mantém as proteínas, fibras e ferro que aceleram o metabolismo. Gelatina: ajuda a manter a sensação de saciedade por mais tempo. Cacau: com pouco açúcar e rico em sais minerais, como ferro, magnésio, potássio e fósforo, estimula a produção de serotonina, hormônio do bem-estar. Levedo de cerveja: composto de vitamina B, manganês, cromo e fósforo, repõem sais minerais e vitaminas, fortalecendo o sistema imunológico. Guaraná em pó: a cafeína estimula o sistema nervoso central, melhora a capacidade de raciocínio e combate o cansaço físico e mental. Leite de soja em pó: pouco calórico, não contém colesterol e possui menos gordura que o leite de vaca. Farinha da casca de maracujá: controle da taxa de açúcar no sangue por ser rica em pectina. Quinua: Possui um excepcional balanço de 20 aminiácidos, entre eles a metionina e a lisina, responsáveis pela formação da proteína completa. Seu valor nutritivo só é comparável ao leite materno. Deve-se tomar alguns cuidados : - Não comprar a ração humana sem rótulo, sem marca e sem a composição nutricional. - Não comprar a ração humana com os ingredientes já misturados e em pó (caso a marca não seja conhecida também). - Armazenar ao abrigo da luz. - Ingerir mais líquido que o habitual. - Não substituir refeições principais (principalmente almoço). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100712/a62ffcb8/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 12 21:08:37 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 12 Jul 2010 20:08:37 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Nobel_da_paz_para_as_av=F3s_da_Pr?= =?iso-8859-1?q?a=E7a_de_Maio=2E__Assinem?= Message-ID: Carta O Berro.................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Antonio Morales Está em curso um movimento para que as Avós da Praça de Maio recebam o Nobel da Paz. Se quiserem apoiar a iniciativa, aqui vai o link para assinatura de apoio: http://www.abuelasdelapaz.com.ar/ Saiba mais sobre as Abuelas (avós) da Praça de Maio no link abaixo. http://www.abuelas.org.ar/institucional.php?institucional=historia.htm&der1=der1_hist.php&der2=der2_inst.php -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100712/a03cdcf2/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100712/a03cdcf2/attachment.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100712/a03cdcf2/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 13 20:35:40 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 13 Jul 2010 19:35:40 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Faleceu, domingo, dia 11 de julho de 2010, Um patriota, um lutador do povo. O Companheiro Francisco Luciano Lepera. texto por Vanderley Caixe Message-ID: <0E07471452B042A8BC7A516A03BF1556@vcaixe> Carta O Berro....................................................................repassem O jornalista Francisco Luciano Lepera morreu aos 86 anos de idade na manhã deste domingo (11), em sua residência, em Ribeirão Preto, após lutar por quase dois anos contra o Mal de Alzheimer. O corpo de Lepera foi enterrado hoje (12) no Cemitério da Saudade. Além de jornalista, Lepera também foi vereador e deputado estadual pelo Partido Comunista, entre as décadas de 50 e 60. Lepera teve os direitos políticos cassados por 10 anos e impedido, inclusive, de trabalhar em qualquer veículo de comunicação. Ele deixa um filho, uma neta e dois bisnetos. ================================================================================================ Texto sobre Francisco Luciano Lepera, por Vanderley Caixe Luciano Lepera Vanderley Caixe * -------------------------------------------------------------------------- Um patriota, um lutador do povo Conheci Luciano Lepera quando tinha 15 anos. Foi num comício nas confluências da rua Minas com a rua Paraíba. Estava ele em cima de um caminhão velho, com o microfone na mão e o som do alto-falante vindo da capota do veículo. Luciano era candidato pela primeira vez à Assembléia Legislativa de São Paulo. Vinha de vários mandatos como vereador, em Ribeirão Preto. Fora um dos vereadores mais atuantes na defesa dos trabalhadores e dos interesses nacionais. Autor de mais de 700 projetos nessa linha. A fala de Luciano Lepera, em cima daquele caminhão, não era um discurso de comício, era a palavra segura, emocionante em defesa do nosso povo e da soberania nacional. Era didático. Comício que não se faz mais. Luciano era o professor: explicava a origem da carestia, nominava os grupos que exploravam a nossa gente e o nosso país. Fazia do palanque a sala de aula. Não fabricava eleitores, mas produzia em cada comício homens conscientes, cidadãos indignados com a rapina de nosso país. Naquela noite, recordo-me ainda, falava da luta : o "petróleo é nosso", da árdua luta para manter essa riqueza em nosso solo e aproveitá-la somente em prol do Brasil. Foto: Fernando Sousa Lembro-me dos nomes de nacionalistas, como Euzébio Rocha, o autor do substitutivo que deu origem à Lei 2004 , instituindo o monopólio estatal do petróleo, para a tristeza dos imperialistas da Esso, Shell, Texaco e outras componentes das sete irmãs : as responsáveis pelas guerras e invasões e tantos horrores cometidos nos países do terceiro mundo. Luciano Lepera nominava os nossos patriotas como o general Estilac Leal, Gondim da Fonseca, Maria Augusta Tibiriçá Miranda, entre tantos outros valorosos defensores da nossa nacionalidade; estimulava a nossa virtude e o orgulho de ser brasileiro. Fui conscientizado nesse comício-aula. Relembro, ainda, a sua simplicidade no vestir, como aliás é até hoje, revela o seu total desapego aos bens materiais. Sempre ofereceu tudo o que ganhava às lutas populares, aos sindicatos, ajudando os companheiros em dificuldades. Era a imagem do lutador , do conscientizador, do agitador que entregou a sua vida pela causa do nosso povo e do nosso país. Lepera, eleito deputado estadual, dedicou o seu mandato inteiramente a serviço do povo e da nação: ora estava na Assembléia Legislativa denunciando os esbirros da polícia e o massacre da população, que lutava pelos seus direitos; ora estava nas portas das fábricas ajudando a garantir o direito de greve; ora estava nos palanques na luta pela paz e contra as invasões imperialistas nos países do nosso continente ; ora ainda preocupava-se em elaborar projetos em defesa do trabalhador rural e urbano, dos professores, dos menos favorecidos e dos excluídos. Não foram poucas as viagens que fez para o interior do Estado de São Paulo, ajudando a criar sindicatos, interferindo junto às delegacias de polícia nos casos de prisões de trabalhadores. Uma luta incansável, diuturna, popular e patriótica. Esse não era o deputado que interessava à classe dominante, exploradora e entreguista. Era preciso calar a boca do líder Luciano Lepera. Esse deputado era um "perigo para os privilegiados do sistema, das empresas estrangeiras sediadas no Brasil". Em 1962, eu ingressava na Faculdade de Ciências Econômicas, da qual fui presidente do Centro Acadêmico e expulso, no golpe militar de 1964. Nesse período, continuei acompanhando a luta pela reeleição de Luciano Lepera. Alguns meses depois, surpreso, soube que o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo havia cassado o registro da candidatura de Luciano Lepera, com base num extenso relatório do Departamento de Ordem Política e Social - o famigerado DOPS. Luciano Lepera recorreu e concorreu às eleições. Foi eleito, mas não lhe deram posse. Um ano depois, veio o golpe da direita, dos grandes grupos econômicos, do imperialismo e dos traidores da pátria. E Luciano foi preso, perseguido e silenciado durante todo o tempo da ditadura. Resistiu sempre, sem perder a dignidade alimentada pelos seus ideais, de uma sociedade justa, de um povo livre e um país soberano. Hoje, apesar da idade, continua a lutar. Leio todos os dias os seus magníficos artigos, nas páginas do jornal A Verdade e me inteiro da admiração, respeito e carinho que essa geração mais nova, de jornalistas e idealistas, têm pelo nosso Luciano Lepera. Entre eles o Zé Fernando Chiavenatto, de quem o Luciano sempre me fala. Mesmo essa geração que o admira e o respeita, talvez conheça pouco da dimensão dessa figura e das causas (arbitrariedades) apontadas para a cassação do seu registro. Há dias, procurando nos arquivos do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo, localizamos parte dessas arbitrariedades, praticadas contra o Luciano Lepera. Encontramos, nos porões daquele famigerado órgão, os arquivos deste processo e o relatório do DOPS, que serviu de base para a cassação do registro desse nosso grande patriota. Lendo-os, seria preciso não ser brasileiro para não nos revoltarmos com as indignidades, o servilismo aos grandes grupos alienígenas tanto de belengüins de polícia como de juízes, procuradores e desembargadores dessa nossa "justiça". O objetivo de fazer conhecer esse "dossiê" (relatório) político-policial é o de revelar a magnitude da grandeza e a história política, popular e patriótica de Luciano Lepera; enquanto para o DOPS, para os exploradores do povo, para o imperialismo, Luciano era "criminoso" e deveria ser cassado. Essa é a verdade dos dominadores e exploradores do povo. A luta de Luciano Lepera é a luta dos justos, pelos excluídos da grande sociedade, a luta em defesa da nossa pátria e das nossas riquezas. Para os vendilhões da pátria e exploradores do nosso povo, era preciso negar-lhe o registro e os votos de quantos votaram na continuidade da sua luta. Vou citar apenas alguns trechos desse relatório do Dops e da denúncia oferecida pela procuradoria contra Luciano Lepera: "....segundo informação prestada pela autoridade policial de Ribeirão Preto em 17 de novembro de 1948, a pedido deste DOPS, o epigrafado era componente do comitê do "Centro de Estudos do Petróleo" daquela cidade, pertencendo ao "Departamento de Imprensa" desse comitê ". Em outro trecho (do relatório do DOPS)... ".....(Luciano Lepera e outros) realizaram, no dia 24 de março de 1956, nos salões do "C. Paulista", uma reunião de apoio a Campanha Nacional Pró-Anistia aos Presos e Processados Políticos". Outro "crime" de Luciano Lepera, anunciado pelo DOPS a serviço do imperialismo: ".....que no dia 3 de novembro de 1957, realizou-se na sede da União Geral dos Trabalhadores - UGT - de Ribeirão Preto, a primeira reunião do "Núcleo Nacionalista" daquela cidade que, como as demais congêneres do País, se propõe a "defender as riquezas nacionais, preservando-as da conquista estrangeira." Nessa oportunidade, procedeu-se a eleição da comissão provisória e, na sua constituição, consta o nome do vereador e jornalista Lepera." Eis o "crime" de Luciano Lepera: "defender o povo e as riquezas nacionais... Por isso e, por toda a história de Luciano Lepera, tenho a honra de partilhar dessas justas homenagens, para perpetuar esse exemplo de dignidade e perseverança aos ideais de defesa do nosso povo e da nossa Pátria. Parabéns, Luciano! Do companheiro, sempre, Vanderley Caixe. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100713/4de4b516/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 8040 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100713/4de4b516/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 29522 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100713/4de4b516/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 14 20:38:20 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 14 Jul 2010 19:38:20 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Dois_artigos_de_Miguel_Urbano_Rod?= =?iso-8859-1?q?rigues_=3A_A_mentira_na_Hist=F3ria_e_a_compreens=E3?= =?iso-8859-1?q?o_da_crise__/O_capitalismo_atravessa_uma_crise_estr?= =?iso-8859-1?q?utural_para_a_qual_n=E3o_encontra_solu=E7=F5es=2E?= Message-ID: <21B01A22F13A41908EFAA1F090B886A8@vcaixe> Julho de 2010 Carta O Berro..........................................................................repassem A mentira na História e a compreensão da crise por Miguel Urbano Rodrigues O capitalismo atravessa uma crise estrutural para a qual não encontra soluções. Para que os povos se mobilizem na luta contra o sistema que os oprime e ameaça já a própria continuidade da vida na Terra, é indispensável a compreensão do funcionamento da monstruosa engrenagem que deforma o real, impondo à humanidade uma História deformada, forjada pelo capitalismo para lhe servir os interesses. Essa compreensão é extraordinariamente dificultada pela máquina de desinformação mediática controlada pelas grandes transnacionais. Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação, mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea, as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo. A lógica das crises No esforço para enganar e confundir os povos, a primeira mentira é inseparável da afirmação categórica, difundida através de um bombardeamento mediático, de que nos EUA irrompera uma grave crise, definida como financeira, resultante de especulações fraudulentas no imobiliário. Obama e os sacerdotes de Wall Street reconheceram a cumplicidade da banca e das seguradoras quando surgiram falências em cadeia, mas garantiram que o tsunami financeiro seria superado através de medidas adequadas. Trataram de ocultar que se estava perante uma crise profunda do capitalismo, de âmbito mundial. A simulação da surpresa fez parte do jogo. O Presidente dos EUA e os senhores da finança mentiram conscientemente. As grandes crises mundiais raramente são previstas e anunciadas com antecedência. Mas quando se produzem não surpreendem. Inserem-se na lógica da Historia. Isso aconteceu, por exemplo, após a II Guerra Mundial. A Aliança que fora decisiva para a derrota do III Reich não poderia prolongar-se. Era incompatível com as ambições e o projeto de dominação do capitalismo. A dimensão da vitoria, ao eliminar a Alemanha como grande potência militar e econômica, gerou uma situação potencialmente conflitiva. A partilha dessa dramática herança foi feita, numa atmosfera de aparente cordialidade, nas Conferências de Teerã e Yalta. Mas, quando os canhões deixaram de disparar, Washington e Londres logo se entenderam para criar tensões incompatíveis com o respeito dos compromissos assumidos. A Guerra Fria foi uma criação dos EUA e do Reino Unido. Derrotado um inimigo, o fascismo, o imperialismo precisava inventar outro. A tarefa não exigiu muita imaginação. Os slogans que nas duas décadas anteriores apresentavam o comunismo como ameaça letal à democracia foram rapidamente retomados. Como os povos estavam sedentos de paz, uma gigantesca campanha de falsificação da História foi desencadeada para persuadir, no Ocidente, centenas de milhões de pessoas de que a União Soviética configurava um perigo para a humanidade democrática. Essa ofensiva contribuiu decisivamente para dissipar as esperanças geradas pelas Nações Unidas e o discurso humanista sobre uma paz perpétua. A chamada Guerra Fria nasceu dessa mentira. O famoso discurso de Fulton, quando Churchill carimbou a expressão Cortina de Ferro para caracterizar a imaginária ameaça soviética, foi previamente discutido com a Casa Branca. O medo da «barbárie russa» abriu o caminho à Doutrina Truman e à OTAN. Não foi a URSS quem tomou a iniciativa de romper os acordos assinados pelos vencedores da guerra. Cabe recordar que, somente após o afastamento dos comunistas dos governos da França e da Itália, os ministros anticomunistas deixaram de integrar governos de países do Leste europeu. É também significativo que os historiadores norte-americanos e ingleses, com raríssimas excepções, omitam que a implantação de regimes alinhados com a União Soviética se concretizou na Europa sem recurso à força armada enquanto na Grécia - país situado na zona de influência inglesa - o exército de ocupação britânico desencadeou uma violenta repressão quando os trabalhadores revolucionários estavam prestes a tomar o poder. Foram então abatidos milhares de comunistas gregos para garantir a sobrevivência de uma monarquia apodrecida, mas os media ocidentais ignoraram esses massacres. O tema era incômodo. O tão comentado plano russo de «conquista e dominação mundiais» não passa de um mito forjado em Washington e Londres para criar o alarme e o medo propícios à criação da OTAN como «aliança defensiva» capaz de se opor «à subversão comunista». E a arma atômica passou a ser usada como instrumento de chantagem. Na realidade, a URSS, a quem a guerra custara mais de 20 milhões de mortos (a maioria homens de menos de 30 anos), precisava desesperadamente de paz para se reconstruir. As hordas nazis tinham devastado as zonas mais desenvolvidas e industrializadas do país. Como poderia desejar a guerra e promover o «expansionismo comunista» uma sociedade nessas condições? A agressividade vinha toda dos EUA que tinham sido enriquecidos por uma guerra que não atingiu o seu território e na qual as suas forças armadas sofreram perdas muito inferiores às do seu aliado britânico. A Grã Bretanha, cujo império principiava a desfazer-se, ligou, porém, o seu destino ao colosso americano. Os elogios ao aliado russo, antes frequentes, foram substituídos por insultos e calúnias. Aos jovens de hoje parece quase inacreditável que Churchill, o inventor da Cortina de Ferro, meses antes do final da guerra, tenha afirmado «não conheço outro governo que cumpra os seus compromissos (.) mais solidamente do que o governo soviético russo. Recuso-me absolutamente a travar aqui uma discussão sobre a boa fé russa» (Citado por Isaac Deutscher em Ironias da História, pag. 184, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1968). Assim falava o primeiro ministro do Reino Unido pouco antes de transformar o aliado que tanto admirava em ogre que ameaçava o mundo. Mesma hipocrisia numa crise muito diferente Desagregada a União Soviética e implantado o capitalismo na Rússia, o imperialismo sentiu a necessidade de reinventar inimigos para justificar novas guerras. E eles foram rapidamente fabricados. Surgiu assim «o eixo do mal». Pequenos países como Cuba, o Iraque e a Coréia do Norte, metamorfoseados em potências agressoras, foram apresentados como «ameaça à segurança» dos EUA e dos seus aliados. Um homem, Osama Bin Laden, foi guindado a «inimigo número um» dos EUA. O Afeganistão, onde supostamente se encontrava, foi invadido, vandalizado e ocupado. Bin Laden, aliás, não foi sequer localizado. Permanece vivo, em lugar desconhecido. Mas a sua organização, a fantasmática Al Qaeda, é responsabilizada como a fonte do terrorismo mundial. Seguiu-se o Iraque. Durante meses, a máquina mediática dos EUA inundou o mundo com noticias sobre «as armas de extinção massiva» que Sadam Hussein teria acumulado para agredir a humanidade. O secretário de Estado Colin Powell declarou perante o Conselho de Segurança da ONU que Washington tinha provas da existência desse arsenal de terror. O britânico Tony Blair garantiu que também dispunha dessas provas. O Iraque foi invadido, destruído, saqueado e, tal como o Afeganistão, permanece ocupado. Mas Bush e Blair acabaram por reconhecer que, afinal, as tais armas de extinção massiva não existiam. Entretanto, o complexo militar industrial dos EUA agigantou-se. O orçamento de Defesa do país é o maior da História. Agora chegou a vez do Irã. O berço de uma das mais importantes civilizações criadas pela Humanidade é a mais recente ameaça à «segurança dos EUA». A Agência Internacional de Energia Atômica não conseguiu encontrar qualquer prova de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com o objectivo de produzir armas atômicas. Com o aval do Brasil e da Turquia, o governo de Ahmadinejad comprometeu-se a que o seu urânio seja enriquecido no exterior com fins pacíficos. Mas Washington acaba de impor, através do Conselho de Segurança da ONU, novas sanções a Teerã. Mais: o presidente dos EUA ameaçou já utilizar armas atômicas tácticas contra o país se ele não se submeter a todas as suas exigências. Isto acontece quando Obama se viu forçado a demitir o comandante chefe norte-americano no Afeganistão na sequência de uma entrevista na qual o general Mc Chrystal - aliás um criminoso de guerra (ver artigo de John Catalinotto em www.odiario.info, 12.7.2010) - criticou duramente o Presidente e esboçou um panorama desastroso da política da Casa Branca na região. Entre a farsa e a tragédia Diariamente, os grandes media norte-americanos repetem que a crise foi praticamente superada nos EUA graças às medidas tomadas pela administração Obama. É outra grande mentira. A taxa de desemprego mantém-se inalterada e a situação de dezenas de milhões de famílias é critica. É suficiente ler os artigos sobre o tema de Prêmios Nobel da Economia, empenhados na salvação do capitalismo - Joseph Stiglitz e Paul Krugman, por exemplo - para se compreender que a situação, longe de melhorar, pode eventualmente agravar-se. Não é a taxa do PIB que lhe define o rumo, porque a crise, global, é do sistema e não apenas financeira. Os discursos do Presidente contribuem para confundir os cidadãos em vez de os esclarecer. Persistem contradições entre a Casa Branca e a finança. Mas elas resultam de os senhores de Wall Street e os chairman das grandes transnacionais considerarem insuficientes as medidas da Administração que os beneficiaram. Pretendem voltar a ter as mãos totalmente livres. A retórica presidencial não pode esconder que a estratégia de Obama visou no fundamental salvar e não punir os responsáveis por uma crise que adquiriu rapidamente proporções mundiais. As empresas acumulam novamente lucros fabulosos enquanto os trabalhadores apertam o cinto. A desigualdade social aumenta e os banqueiros, driblando decisões do Congresso, continuam a atribuir-se prêmios principescos. O grande capital resiste, aliás, com o apoio firme do Partido Republicano, a todas as medidas de carácter social, na maioria tímidas - como a reforma do sistema de saúde - que a administração adota (ver artigo de John Bellamy Forster, www.odiario.info, 13.7.2010). É cada vez mais transparente que estamos perante uma crise do capitalismo, sem solução previsível, embora a esmagadora maioria da humanidade não tenha tomado consciência dessa realidade. A tentação de ampliar a escalada militar na Ásia como saída «salvadora» é muito forte, mas no próprio Pentágono generais influentes temem as consequências de um ataque ao Irã. A invasão terrestre está excluída e o bombardeamento com armas convencionais de alvos estratégicos não produziria outro efeito que não fosse uma gigantesca vaga de antiamericanisno no mundo muçulmano. O recurso a armas nucleares tácticas é a opção de uma minoria. Essa hipótese tem sido admitida por destacadas personalidades internacionais, mas não se me afigura que possa concretizar-se. Não obstante a vassalagem dos governos da União Europeia e do Japão, os povos condenariam massivamente uma repetição do genocídio de Hiroshima. Seria o prólogo de uma tragédia cujo desfecho poderia ser a extinção da humanidade. Retomo assim a afirmação do início, tema desta reflexão. A mentira na História dificulta extraordinariamente a compreensão da crise de civilização que o homem enfrenta. ====================================================================================================== O capitalismo atravessa uma crise estrutural para a qual não encontra soluções. por Miguel Urbano Rodrigues Para que os povos se mobilizem na luta contra o sistema que os oprime e ameaça já a própria continuidade da vida na Terra, é indispensável a compreensão do funcionamento da monstruosa engrenagem que deforma o real, impondo à humanidade uma Historia deformada , forjada pelo capitalismo para lhe servir os interesses. Essa compreensão é extraordinariamente dificultada pela maquina de desinformação mediática controlada pelas grandes transnacionais. Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação; mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea , as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo. A lógica das crises No esforço para enganar e confundir os povos, a primeira mentira é inseparável da afirmação categórica , difundida através de um bombardeamento mediático, de que nos EUA irrompera uma grave crise ,definida como financeira, resultante de especulações fraudulentas no imobiliário. Obama e os sacerdotes de Wall Street reconheceram a cumplicidade da banca e das seguradoras quando surgiram falências em cadeia, mas garantiram que o tsunami financeiro seria superado através de medidas adequadas. Trataram de ocultar que se estava perante uma crise profunda do capitalismo, de âmbito mundial. A simulação da surpresa fez parte do jogo. O Presidente dos EUA e os senhores da finança mentiram conscientemente. As grandes crises mundiais raramente são previstas e anunciadas com antecedência. Mas quando se produzem não surpreendem. Inserem-se na lógica da Historia. Isso aconteceu ,por exemplo, após a II Guerra Mundial. A Aliança que fora decisiva para a derrota do III Reich não poderia prolongar-se . Era incompatível com as ambições e o projecto de dominação do capitalismo. A dimensão da vitoria ,ao eliminar a Alemanha como grande potencia militar e económica, gerou uma situação potencialmente conflitiva. A partilha dessa dramática herança foi feita, numa atmosfera de aparente cordialidade, nas Conferencias de Teerão e Yalta. Mas, quando os canhões deixaram de disparar, Washington e Londres logo se entenderam para criar tensões incompatíveis com o respeito dos compromissos assumidos. A Guerra Fria foi uma criação dos EUA e do Reino Unido. Derrotado um inimigo ,o fascismo , o imperialismo precisava de inventar outro. A tarefa não exigiu muita imaginação. Os slogans que nas duas décadas anteriores apresentavam o comunismo como ameaça letal à democracia foram rapidamente retomados. Como os povos estavam sedentos de paz, uma gigantesca campanha de falsificação da História foi desencadeada para persuadir no Ocidente centenas de milhões de pessoas de que a União Soviética configurava um perigo para a humanidade democrática. Essa ofensiva contribuiu decisivamente para dissipar as esperanças geradas pelas Nações Unidas e o discurso humanista sobre uma paz perpétua. A chamada Guerra Fria nasceu dessa mentira. O famoso discurso de Fulton, quando Churchill carimbou a expressão Cortina de Ferro para caracterizar a imaginaria ameaça soviética, foi previamente discutido com a Casa Branca. O medo da «barbárie russa» abriu o caminho à Doutrina Truman e à NATO. Não foi a URSS quem tomou a iniciativa de romper os acordos assinados pelos vencedores da guerra. Cabe recordar que, somente após o afastamento dos comunistas dos governos da França e da Itália , os ministros anticomunistas deixaram de integrar governos de países do Leste europeu. É também significativo que os historiadores norte-americanos e ingleses -com raríssimas excepções omitam que a implantação de regimes alinhados com a União Soviética se concretizou na Europa sem recurso à força armada enquanto na Grécia - pais situado na zona de influencia inglesa - o exercito de ocupação britânico desencadeou uma violenta repressão quando os trabalhadores revolucionários estavam prestes a tomar o poder. Foram então abatidos milhares de comunistas gregos para garantir a sobrevivência de uma monarquia apodrecida ,mas os media ocidentais ignoraram esses massacres. O tema era incomodo. O tão comentado plano russo de «conquista e dominação mundiais» não passa de um mito forjado em Washington e Londres para criar o alarme e o medo propícios à criação da NATO como «aliança defensiva» capaz de se opor «à subversão comunista».E a arma atómica passou a ser usada como instrumento de chantagem. Na realidade, a URSS , a quem a guerra custara mais de 20 milhões de mortos(a maioria homens de menos de 30 anos) , precisava desesperadamente de paz para se reconstruir. As hordas nazis tinham devastado as zonas mais desenvolvidas e industrializadas do pais. Como poderia desejar a guerra e promover o «expansionismo comunista» uma sociedade nessas condições? A agressividade vinha toda dos EUA que tinham sido enriquecidos por uma guerra que não atingiu o seu território e na qual as suas forças armadas sofreram perdas muito inferiores às do seu aliado britânico. A Grã Bretanha, cujo império principiava a desfazer-se , ligou, porem, o seu destino ao colosso americano. Os elogios ao aliado russo , antes frequentes, foram substituídos por insultos e calunias. Aos jovens de hoje parece quase inacreditável que Churchill, o inventor da Cortina de Ferro, meses antes do final da guerra, tenha afirmado « não conheço outro governo que cumpra os seus compromissos (.) mais solidamente do que o governo soviético russo. Recuso-me absolutamente a travar aqui uma discussão sobre a boa fé russa» (Citado por Isaac Deutscher em Ironias da História ,pag 184, Civilização Brasileira ,Rio de Janeiro 1968). Assim falava o primeiro ministro do Reino Unido pouco antes de transformar o aliado que tanto admirava em ogre que ameaçava o mundo. Mesma hipocrisia numa crise muito diferente Desagregada a União Soviética e implantado o capitalismo na Rússia , o imperialismo sentiu a necessidade de reinventar inimigos para justificar novas guerras . E eles foram rapidamente fabricados. Surgiu assim «o eixo do mal ». Pequenos países como Cuba, o Iraque e a Coreia do Norte , metamorfoseados em potencias agressoras , foram apresentados como «ameaça à segurança» dos EUA e dos seus aliados. Um homem, Osama Bin Laden, foi guindado a «inimigo numero um» dos EUA. O Afeganistão ,onde supostamente se encontrava, foi invadido, vandalizado e ocupado. Bin Laden ,aliás, não foi sequer localizado. Permanece vivo, em lugar desconhecido. Mas a sua organização, a fantasmática Al Qaeda, é responsabilizada como a fonte do terrorismo mundial. Seguiu-se o Iraque. Durante meses , a maquina mediática dos EUA inundou o mundo com noticias sobre «as armas de extinção massiva» que Sadam Hussein teria acumulado para agredir a humanidade. O secretario de Estado Colin Powell declarou perante o Conselho de Segurança da ONU que Washington tinha provas da existência desse arsenal de terror. O britânico Tony Blair garantiu que também dispunha dessas provas. O Iraque foi invadido, destruído, saqueado e, tal como o Afeganistão, permanece ocupado. Mas Bush e Blair acabaram por reconhecer que, afinal, as tais armas de extinção massiva não existiam. Entretanto, o complexo militar industrial dos EUA agigantou-se. O Orçamento de Defesa do país é o maior da Historia. Agora chegou a vez do Irão. O berço de uma das mais importantes civilizações criadas pela Humanidade é a mais recente ameaça à «segurança dos EUA». A Agencia Internacional de Segurança Atómica não conseguiu encontrar qualquer prova de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com o objectivo de produzir armas atómicas. Com o aval do Brasil e da Turquia ,o governo de Ahmanidejah comprometeu-se a que o seu urânio seja enriquecido no exterior com fins pacíficos. Mas Washington acaba de impor, através do Conselho de Segurança da ONU, novas sanções a Teerão . Mais: o presidente dos EUA ameaçou já utilizar armas atómicas tácticas contra o país se ele não se submeter a todas as suas exigências. Isto acontece quando Obama se viu forçado a demitir o comandante chefe norte-americano no Afeganistão na sequencia de uma entrevista na qual o general Mc Chrystal alias um criminoso de guerra (v.artigo de John Catalinotto em odiario.info, 12.7.2010)criticou duramente o Presidente e esboçou um panorama desastroso da politica da Casa Branca na Região. Entre a farsa e a tragédia Diariamente, os grandes media norte-americanos repetem que a crise foi praticamente superada nos EUA graças às medidas tomadas pela Administração Obama. É outra grande mentira. A taxa de desemprego mantém-se inalterada e a situação de dezenas de milhões de famílias é critica. É suficiente ler os artigos sobre o tema de Prémios Nobel da Economia, alias empenhados na salvação do capitalismo - Joseph Stiglitz e Paul Krugman, por exemplo- para se compreender que a situação, longe de melhorar, pode eventualmente agravar-se. Não é a taxa do PIB que lhe define o rumo, porque a crise ,global,é do sistema e não apenas financeira. Os discursos do Presidente contribuem para confundir os cidadãos em vez de os esclarecer. Persistem contradições entre a Casa Branca e a finança . Mas elas resultam de os senhores de Wall Street e os chairman das grandes transnacionais considerarem insuficientes as medidas da Administração que os beneficiaram . Pretendem voltar a ter as mãos totalmente livres. A retórica presidencial não pode esconder que a estratégia de Obama visou no fundamental salvar e não punir os responsáveis por uma crise que adquiriu rapidamente proporções mundiais. As empresas acumulam novamente lucros fabulosos enquanto os trabalhadores apertam o cinto. A desigualdade social aumenta e os banqueiros, driblando decisões do Congresso, continuam a atribuir-se prémios principescos. O grande capital resiste alias, com o apoio firme do Partido Republicano, a todas as medidas de carácter social ,na maioria tímidas -como a reforma do sistema de saúde - que a Administração adopta (ver artigo de John Bellamy Forster,odiario.info,13.7.2º10). É cada vez mais transparente que estamos perante uma crise do capitalismo ,sem solução previsível, embora a esmagadora maioria da humanidade não tenho tomado consciência dessa realidade. A tentação de ampliar a escalada militar na Ásia como saída «salvadora» é muito forte, mas no próprio Pentágono generais influentes temem as consequências de um ataque ao Irão. A invasão terrestre está excluída e o bombardeamento com armas convencionais de alvos estratégicos não produziria outro efeito que não fosse uma gigantesca vaga de antiamericanisno no mundo muçulmano. O recurso a armas nucleares tácticas é a opção de uma minoria. Essa hipótese tem sido admitida por destacadas personalidades internacionais, mas não se me afigura que possa concretizar-se. Não obstante a vassalagem dos governos da União Europeia e do Japão , os povos condenariam massivamente uma repetição do genocídio de Hiroshima. Seria o prólogo de uma tragedia cujo desfecho poderia ser a extinção da humanidade. Retomo assim a afirmação do inicio , tema desta reflexão. A mentira na História dificulta extraordinariamente a compreensão da crise de civilização que o homem enfrenta. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100714/d40317c7/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 15 21:00:31 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 15 Jul 2010 20:00:31 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Faluja: Anatomia de uma atrocidade Message-ID: Carta O Berro...............................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice.lista at elo.com.br From: Ana Santanna Os jornalistas que se proclamam "de referência" não falam disto Faluja: Anatomia de uma atrocidade por David Rothscum [*] Hoje, 6 de julho de 2010, Chris Busby, Malak Hamdan e Entesar Ariabi publicaram seu estudo epidemiológico sobre os problemas de saúde sofridos pelo povo de Faluja. O estudo completo pode ser descarregado aqui , gratuitamente. Vocês podem ainda não ter ouvido falar desses homens, mas estou certo que seus nomes serão citados nos livros de história. A razão para isso é que coletaram evidências cientificas do genocídio que a população de Faluja está sofrendo nas mãos dos imperialistas que invadiram o Iraque. Infelizmente, ainda não despertaram muita atenção pelas suas descobertas, e por isso sinto-me pessoalmente obrigado a ajudar com isso. Poucos dias atrás, em 2 de julho, aqueles cientistas emitiram um comunicado de imprensa no Uruknet apresentando algumas das suas descobertas. Foi intitulado "Danos genético e de saúde em Faluja, Iraque, piores do que em Hiroshima". Em abril, anunciaram descobertas preliminares no Global Research , um site com o qual creio que a maioria de vocês está familiarizado. Por favor, entendam que quando alguém descobre horrendas atrocidades, nas quais a mídia principal se recusa a tocar, eles vêem a vocês, o movimento da Verdade, e vocês são responsáveis por divulgar essa informação junto ao público. Antes de 2003, antes da invasão e da guerra do Iraque, da carnificina de Faluja e muitas mais, vocês estavam tentando despertar consciências para a Síndrome da Guerra do Golfo, a epidemia de câncer e defeitos congênitos no sul do Iraque devido ao urânio empobrecido (Depleted Uranium) , e geralmente deparavam-se com o ridiculo e a descrença. Agora que os horrores sobre os quais vocês avisaram estão sendo lentamente revelados ao mundo, todos vocês têm razões para se orgulhar de seu árduo trabalho. Não apenas os ativistas principais (Leuren Moret, Doug Rokke, e muitos outros) mas todos vocês que contribuíram de sua própria maneira reproduzindo suas histórias em blogues, fóruns, escrevendo a políticos, e tudo o mais que fizeram para alertar sobre esta atrocidade. Se o povo os ouvisse, muito disso poderia ter sido evitado. Acho importante que compreendam que devem sentir orgulho de si mesmos pelo esforço que fizeram, enquanto a maior parte das pessoas em torno de vocês nada fizeram. Tenho também muito respeito pela equipe de 11 pessoas que foram de casa em casa em Faluja para coletar informações. As pessoas em Faluja desconfiam das autoridades (têm todas as razões para isso), e suspeitaram que era parte de uma operação do serviço secreto. Em um caso foram infelizmente recebidos com violência física. A equipe mesmo assim completou a pesquisa, apesar do risco que enfrentaram tanto da ameaça de violência física quanto naturalmente por simplesmente estar num ambiente insalubre. Dito isso, passo ao estudo propriamente dito. Por mais chocantes que tenham sido as informações anunciadas à imprensa e as descobertas preliminares, os resultados completos do que eles mostraram no seu estudo é pior. O comunicado à imprensa menciona: "descobriu-se que a mortalidade infantil era de 80 por 1000 nascimentos, que se compara a 19 no Egito, 17 na Jordânia e 9,7 no Kuwait". O que o comunicado de imprensa não mencionou é que este é o período de total de 2006 a 2010. Infelizmente, entre 2006 e 2010 a mortalidade infantil manteve-se a subir (136 no período 2009-2010). Como o estudo completo menciona, ao olharmos apenas para 2009 e os primeiros dois meses de 2010, descobrimos que a taxa de mortalidade infantil hoje não está no nível de 80 crianças entre mil, que morrem em um ano, mas numa taxa horrorosa de 136 a cada 1000 nascimentos. Quando olhamos a tabela no estudo, descobrimos que em 2008 morreram 6 crianças (de 0 a 1 anos), comparadas a 0 em 2005 e somente 1 em 2004. Em 2009, 10 crianças morreram. Entretanto, nos primeiros dois meses de 2010 que os cientistas estudaram, descobriram que 6 crianças haviam morrido. Portanto, só nos primeiros dois meses de 2010 morreram tantas crianças quanto em todo o ano de 2008. Se a taxa para 2010 se mantiver (e isso não é garantido, poderia ser mais baixa, mas devido à tendência de elevação é mais provável que aumente ainda mais), em 2010 36 crianças morrerão, em comparação com apenas um em 2004. Ainda que já devesse saber, esperava que a situação melhorasse em Faluja, ou pelo menos não piorasse, porque não vi muitas notícias recentemente, mas ao invés disso a situação só piora à medida em que falamos. Uma descoberta posterior feita pelos cientistas foi que na categoria de crianças entre 0 e 4 anos há somente 860 meninos para cada 1000 meninas. A proporção normal é de 1050 meninos para cada 1000 meninas. Isto é evidência de mutações genéticas. A razão para isso é que meninas têm dois cromossomas X, enquanto os meninos têm apenas um. Assim, se um dos cromossomos X de uma menina sofre mutação genética, ela ainda tem outra cópia funcional. Entretanto, se o cromossoma X de um menino sofre mutação genética, ele não tem cópia funcional do mesmo gene, e isso pode causar a morte do menino. Todavia, a taxa de nascimentos distorcida por também ser (parcialmente ) causada por outro efeito que os cientistas não mencionaram em seu estudo: o efeito de paralisação endócrina do urânio. Aos níveis baixos dos padrões do EPA (Environmental Protection Agency, Agência de Proteção Ambiental), o urânio é um potente interruptor endócrino . Interruptores endócrinos são agentes químicos que têm efeito hormonal em seres humanos, e o urânio funciona como um estrogênio (hormônio feminino) no corpo humano. Isso faz com que nasça um número menor de bebês do sexo masculino . Assim, a taxa de nascimentos distorcida poderia ser também resultante do efeito hormonal do urânio empobrecido, além de ter sido causada por um aumento das mutações genéticas. Ainda outro fato descoberto pelos pesquisadores deve ser mencionado. Seu estudo descobriu que houve um declínio abrupto nas taxas de nascimento. Como eles mencionam: "É claro que a população de 0 a 4 anos, nascida no período 2004 a 2008, após a guerra, é significativamente 30% menor que nas populações nas faixas de 5-9, 10-14 e 15-19 anos". Isso é o que eu chamo de despovoamento em ação. Infelizmente também há uma epidemia de câncer em Faluja. Isso era esperado, mas não recebeu até agora atenção suficiente. Há 4,2 mais vezes casos de câncer do que se esperaria para a região. Para o câncer infantil, há um risco relativo de 12,6 vezes. Câncer cerebral, câncer mamário e linfoma são todos particularmente mais altos do que se esperaria, mas o pior de tudo é a epidemia de leucemia, num risco relativo de 22,2 vezes, e de 38,5 na categoria etária entre 0 e 25 anos. Esses são exatamente os tipos de câncer que esperaríamos como causa de exposição à radiação. Veteranos expostos ao urânio empobrecido também sofrem de epidemias de leucemia, por exemplo. Crianças são mais sensíveis aos efeitos da radiação devido a suas células estarem em rápida divisão. Todas as evidências mostram que o desastre é causado pelo urânio empobrecido. Não se pode detê-lo, e ele apenas piora, e continuará a piorar. Estamos agora em 2010, e o combate mais intenso ocorreu em 2004. Em Bassorá, o combate intenso ocorreu em 1991. Em 1998, o aumento nos defeitos congênitos tornou-se seriamente notável, e em 2001, dez anos depois, tinha-se tornado alarmante. Em 2005, a taxa de câncer estava ainda em elevação em Bassorá . Desta forma há pouca razão para acreditar que a situação melhorará num futuro próximo, infelizmente. Eu não desejaria isso ao meu pior inimigo. Então certamente não o desejo para o grande povo do Iraque, que conseguiu construir um país do primeiro mundo no deserto, onde pessoas de crenças diferentes se casavam entre si, e muçulmanos e cristãos geriam juntos o governo secular. Mulheres frequentavam as universidades e não precisavam esconder sua beleza. Hoje elas cobrem seus corpos para esconder as feridas do câncer e de defeitos congênitos que ainda serão a praga do Iraque nas próximas décadas. Durante os próximos 50 anos, aqueles que tiverem câncer ainda se perguntarão se o urânio empobrecido teria sido o responsável. Eles sofrem da mesma forma que eu e você se isso nos tivesse acontecido. Portanto, não vejo os sobreviventes deste genocídio nos perdoando tão cedo. Não acho que perdoaríamos e quereríamos a amizade de povos que mandaram seus soldados invadir nossos países, destruíram nosso DNA com suas armas radioativas, e não mostraram um grama de arrependimento ou culpa. Quando víssemos o que fizeram às nossas crianças, que nasceram deformadas e tiveram câncer, lutaríamos com os invasores até que estivessem todos mortos, ou tivessem todos deixado o nosso país. Não interpretem isso como um chamado à violência, estou apenas afirmando o óbvio: se você fere os filhos de alguém, eles lutarão contra si até a morte, sem um momento sequer de dúvida. Quando você chora os 4.400 veteranos americanos mortos, ou as centenas de outros países, pense nisso. Eles não podem apontar para seus comandantes, eles têm sua própria responsabilidade em não causar dano a outros, e eles falharam em viver de acordo com isso. A qualquer momento, diga a algum militar que você conhece para desertar quando ele tiver oportunidade. Nunca é tarde demais para abandonar o mal. E esse mal infelizmente está solto por aí. Quando Israel bombardeou Gaza, chamaram a isso "Operação Chumbo Derretido", uma descrição poética do urânio empobrecido (o urânio é geralmente descrito como mais denso que o chumbo, e é supostamente por isso que é usado). Quando os americanos tomaram Faluja, denominaram a sua carnificina de Operação Fúria Fantasma. Eu novamente chamaria isso de descrição poética do que fizeram ao povo de Faluja. Os militares americanos estavam furiosos com a morte de quatro dos seus guerreiros de elite, os contratados da Blackwater cujos corpos foram pendurados numa ponte. Assim, desencadearam sua "fúria fantasma". A radiação invisível que os sentidos humanos não podem detectar, que destrói toda vida em que toca. Se o envenenamento de uma cidade inteira com radiação não é uma forma de "Fúria Fantasma", então eu não sei o que é. Qualquer possibilidade de reconciliação não é favorecida pela reação que eu vejo das pessoas na Internet a essas histórias. "Uau, tudo isso por terem pendurado os corpos queimados de contratados americanos nas pontes e os terem profanado. Não sinto muito por eles". Foi o que uma pessoa respondeu. Quando foram reveladas as notícias sobre uma epidemia de câncer no sangue na Faixa de Gaza durante a Operação Chumbo Derretido, alguém respondeu com: "Com um pouco de sorte eles param de se reproduzir na faixa". O Dr. Daud Miraki postou algumas imagens de crianças nascidas no Afeganistão e escreveu em um email para Jeff Rense sobre a resposta que conseguiu: "Nos últimos dias, vivi no inferno recebendo emails podres e cheios de ódio de algumas pessoas doentes e estúpidas na América. Elas caçoam das crianças... e amaldiçoam o Islão, a mim e à minha família." Não sei que tipo de indivíduo doente diria coisas assim. Parecem ser predominantemente aqueles no meio do espectro político, as pessoas que acreditam que os Democratas e Republicanos lhes dão uma escolha, e que acreditam no que vêem na TV. Comunistas, anarquistas, nacionalistas brancos, nacionalistas negros, islamitas, todos estão chocados com o uso de urânio empobrecido e se opõem a isso. Essas são as pessoas a quem a imprensa chama de extremistas, porque não se enquadram na oposição controlada, e de quem somos ensinados a ter medo. Ao contrário, as pessoas que encontro que ignoram ou, pior ainda, encorajam esse genocídio são aquelas da corrente política majoritária. Se existe alguém que eu tema, são aqueles na corrente política majoritária, composta de pessoas assustadas demais para pensar por si mesmas e que acham que nada lhes acontecerá se aplaudirem os que estão no poder. São tais pessoas que tornam possível este genocídio. Ver também: a.. Urânio empobrecido: Bombas sujas, mísseis sujos e balas sujas, Leuren Moret a.. Guerra do Iraque: Urânio empobrecido contamina a Europa, Leuren Moret a.. Urânio empobrecido, arma de extermínio da humanidade, Leuren Moret a.. As armas utilizadas e os alvos atingidos pelos bombardeamentos israelenses, Leuren Moret a.. Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa, William Bowles a.. Afeganistão: O pesadelo nuclear principia, Davey Garland a.. Uma questão de integridade, Doug Rokke, Ph.D. a.. Os bárbaros e os civilizados, Chandra Muzaffar a.. O urânio empobrecido retorna aos EUA, Eli a.. Forças israelenses utilizam armas mortais novas e desconhecidas, Prof. Paola Manduca a.. Gaza, campo de extermínio lento, Thabet El Masri a.. DU, o horror que o imperialismo espalha por todo o planeta, David Randall a.. O urânio e a guerra, John Williams a.. Queixa-crime contra o general Franks, Jan Fermon e Nuri Albala a.. A ciência ao serviço da guerra?, Rui Namorado Rosa a.. "Sangue nas suas mãos", John Pilger [*] David.Rothscum at dse.nl O original encontra-se em: Fallujah: Anatomy Of An Atrocity Tradução de RMP. Este artigo, traduzido para o português, encontra-se em; Faluja: Anatomia de uma atrocidade http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/07/faluja-anatomia-de-uma-atrocidade.html -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100715/4ac53ac4/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 16 21:02:24 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 16 Jul 2010 20:02:24 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_S=C1BADO_RESISTENTE_=2817/07=29?= =?iso-8859-1?q?=3A_DIVERSIDADE_SEXUAL_E_A_RESIST=CANCIA_LGBT_NO_BR?= =?iso-8859-1?q?ASIL?= Message-ID: Carta O Berro....................................................................repassem Sábado Resistente 17 de Julho de 2010, das 14h às 17h30 Memorial da Resistência de São Paulo - Largo General Osório, 66 - Luz DIVERSIDADE SEXUAL E A RESISTÊNCIA LGBT NO BRASIL A luta contra a discriminação sexual e pela defesa dos direitos das populações LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros) é histórica, e teve importantes capítulos, no Brasil e no mundo, a partir dos anos 1960 e 1970. Dentre os episódios marcantes em nível mundial, podemos citar justamente esta virada de décadas, quando em 1970 marchas e mobilizações em alguns países assinalaram o primeiro aniversário dos «motins do Stonewall» - levante espontâneo contra a violência policial discriminatória, desencadeado por mulheres lésbicas freqüentadoras do bar gay Stonewall Inn, de Nova Iorque, em junho de 1969. Durante os anos 70 e 80, o movimento LGBT brasileiro foi construindo sua trajetória própria, em parte dialogando alguns setores da esquerda, em parte afirmando todas suas especificidades e, muitas vezes, fazendo questão de destacá-las e acentuá-las frente às pautas clássicas dos partidos, sindicatos e demais movimentos da classe trabalhadora. Setores que ganhariam importante força a partir dos anos 1980 sem, no entanto, incorporar com o devido peso a questão da diversidade sexual e dos direitos das populações LGBT. A partir de 1988, algumas conquistas foram incorporadas à Constituição Federal, no reconhecimento e na elaboração de políticas públicas voltadas para o enfrentamento e superação das discriminações e opressões vivenciadas pelas populações LGBT. Muitas questões e muitos desafios fundamentais, no entanto, ainda permanecem por serem enfrentados - como a questão da Violência contra LGBTs, a União Civil de Homossexuais, o Direito à Adoção etc -, e a cada ano se atualizam. Este Sábado Resistente buscará refletir sobre tais questões e os nossos atuais desafios. 14h - Boas-Vindas - KATIA FELIPPINI - Museóloga - Memorial da Resistência de São Paulo 14h15 - Apresentação/Coordenação - IVAN SEIXAS - Jornalista - Presidente do Núcleo de Preservação da Memória Política 14h30 - DEBATE: "DIVERSIDADE SEXUAL E A RESISTÊNCIA LGBT NO BRASIL" DIMITRI SALES - Mestre em Direito Constitucional pela PUC/SP - Gestor em Direitos Humanos pela SEDH - Coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo LIGIA ALMEIDA CONTI - Advogada Pós-Graduada especializada em Direito Homoafetivo, Direito de Família e Sucessões e Direito Civil - Coordenadora do Grupo para criação da Comissão de Diversidade Sexual na OAB-SP MARISA FERNANDES - Professora Mestre em História Social - integrante do Coletivo de Feministas Lésbica Os Sábados Resistentes são promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo. Trata-se de um espaço de discussão entre militantes de diversas causas, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados em geral no debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados têm como objetivo central estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100716/28241c15/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7535 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100716/28241c15/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 16 21:02:55 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 16 Jul 2010 20:02:55 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__A_tirania_dos_t=EDtulos=2E_=22?= =?windows-1252?q?=2E=2E=2Esob_as_condi=E7=F5es_gerais_da_produ=E7?= =?windows-1252?q?=E3o_de_mercadorias_e_da_propriedade_privada=2C_a?= =?windows-1252?q?_=27domina=E7=E3o=27_dos_monop=F3lios_capitalista?= =?windows-1252?q?s_torna-se_inevitavelmente_a_domina=E7=E3o_de_uma?= =?windows-1252?q?_oligarquia_financeira?= Message-ID: Carta O Berro.....................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice.lista at elo.com.br From: Ana Santanna A tirania dos títulos por Zoltan Zigedy Noventa anos atrás Lenine afirmou que "sob as condições gerais da produção de mercadorias e da propriedade privada, a 'dominação' dos monopólios capitalistas torna-se inevitavelmente a dominação de uma oligarquia financeira". Ele desenvolveu a ideia de que "A supremacia do capital financeiro sobre todas as outras formas de capital significa a predominância do rentista e da oligarquia financeira". Deixarei ao leitor curioso o exame de Imperialismo: A etapa superior do capitalismo para verificar a argumentação convincente que está por trás desta afirmação presciente. Mas seguramente ela decorre de um entendimento profundo da exposição de Marx da lógica do capitalismo e da evidência disponível no tempo de Lenine. Ironicamente, esta projecção agora antiga ? esta previsão da dominância do capital financeiro ? diz mais da crise económica que agora devasta o planeta do que a multidão de laureados com o Prémio Nobel que pontificam acerca da causa da retracção começada em 2008. A dominância de uma "oligarquia financeira", como prevista por Lenine, atingiu o seu zénite durante os últimos vinte anos com o sector financeiro a duplicar a sua fatia dos lucros corporativos nos EUA. Mas "dominância" não é meramente uma matéria de supremacia no lucro; ela inclui também a ascendência do poder político, social e ideológico. A viragem neoliberal introduzida solenemente no fim da administração Carter e vigorosamente alimentada por Reagan principiou um processo de desregulamentação que acabou por remover as algemas nas finanças estabelecidas pelo New Deal. O sector financeiro desencadeou a dívida como o mecanismo para escravizar consumidores, cidades, municípios, estados e países soberanos. Fundos de pensão foram ou privatizados ou atraídos para grupos de investimento especulativo. Cartões de crédito, hipotecas e títulos tornaram-se as ferramentas de dominação da oligarquia financeira. Ao mesmo tempo, os enormes lucros acumulados permitiram ao sector financeiro comprar uma influência decisiva no circo dos dois partidos, através de lobbies, contribuições de campanha e corrupção desenfreada. Com a notável excepção da descrição do perverso Gordon Gekko no filme de Oliver Stone, os banqueiros de investimento foram encarados como as figuras mais brilhantes, mais dinâmicas e mais invejadas da imaginação popular. Dominância inevitavelmente convida à tirania e o sector financeiro avidamente aproveitou a oportunidade. Hoje, a expressão desta tirania é a noção louca de que bancos são "demasiado grandes para falirem". Vemos esta tirania na arrogância da Goldman Sachs, a operar sem nenhum respeito pelos interesses nacionais ou a opinião pública e sem qualquer travão efectivo do governo. Analogamente, a timidez de legisladores em conceber regulação bancária efectiva destaca esta tirania. Mas nada sublinha mais esta tirania do que a actual crise da dívida europeia. CRISE EUROPEIA A Europa, hoje, é uma refém do mercado de títulos. Porque a União Europeia é um projecto comum incompleto com desigualdades, desequilíbrios e contradições histórica, ela é presa fácil para a oligarquia financeira. Estas condições de fraqueza abandonam as economias menos desenvolvidas aos abutres do capital financeiro. Mas o jogo não era a solvência porque nunca houve realmente qualquer questão ? como as coisas estavam no fim de 2009 ? de que a Grécia, Portugal, Itália, Irlanda, Espanha ou mesmo Roménia e Hungria pudessem cumprir suas obrigações de dívida ou assegurar novos empréstimos. Mais exactamente, a crise foi tramada pelos predadores financeiros. O ataque especulativo em grande escala por parte do sector financeiro estrangulou estas economias até à submissão, forçando-as, no momento em que a recuperação estava no equilíbrio, a abandonar quaisquer programas de estímulo e a abraçar uma extrema austeridade do sector público. Nove meses depois, este pânico da dívida propagou-se através do mundo, com governos a correrem para cortar empregos no sector público, benefícios e salários, eliminando programas sociais e privatizando obras públicas. Como carneiros, políticos, sabichões e comentadores acrescentaram suas vozes reverenciais aos mercados de títulos. O governo do PASOK na Grécia prosternou-se à oligarquia financeira, seguido pelos governos espanhol, português e irlandês. O novo governo do Reino Unido garantiu cortes profundos nas despesas do governo. Preocupações com dívida empurraram para o lado todas as outras questões nas eleições holandesas. O governo francês está a pressionar por um aumento na idade de reforma. E o novo governo da Hungria quase entrou em colapso ao sugerir que podia desviar-se do plano de jogo imposto pelo FMI de miserabilismo fiscal. Os EUA, embora não afectados pela agressão financeira, também sucumbiram à extorsão da oligarquia financeira. O presidente Obama pretende cortar a Segurança Social e o Medicare através da sua discreta Comissão sobre Responsabilidade e Reforma Fiscal. Para aqueles que se recusam a desafiar a dominância dos mercados financeiros e a tirania dos títulos, não há nenhum outro caminho senão aceitar e impor cortes profundos nos gastos públicos. O ataque à Grécia foi uma demonstração do poder do sector financeiro e a sua brutalidade ao utilizá-lo. Exactamente quando os cortes de despesas começam a sentir-se, a Grécia experimenta inflação explosiva, um desenvolvimento fatal nos seus efeitos sobre os padrões de vida da classe trabalhadora grega. Mas há uma resposta à tirania dos títulos, uma resposta que apela à mobilização em massa do povo trabalhador contra a oligarquia financeira. Essa resposta recusa-se a acatar um sistema que promete atrasar durante décadas a segurança e os padrões de vida do povo trabalhador e oferece-lhe um futuro negro. Os omnipresentes porta-vozes da oligarquia financeira apelam a sacrifícios para restaurar a ordem no sistema económico. Isto é um logro calculado. Não há qualquer nobre sacrifício em capitular à extorsão ou aceitar que há a inevitabilidade da dominação dos mercados financeiros. Trabalhadores na Grécia, liderados pelos comunistas gregos e o agrupamento de todos os sindicatos, PAME, estão na vanguarda da organização de greves e manifestações contra a oligarquia financeira. A sua determinação e apelos à unidade estabeleceram um exemplo para todos os trabalhadores europeus. Nos calcanhares das acções gregas, trabalhadores portugueses foram às ruas. A maior central sindical da Espanha, Comisiones Obreras, foi à greve em 8 de Junho, com 75% dos 2,6 milhões de trabalhadores da organização aderindo à acção e com uma greve geral prevista. Trabalhadores do sector público na Roménia organizaram várias acções militantes. Quando o combate se intensifica, a unidade é essencial ? mas não a expensas da militância. Os resmungos das lideranças de muitos sindicatos europeus são bem vindos, mas devem ser apoiados por organização efectiva e mobilização de massa. Recentemente, vários líderes sindicais do Reino Unidos falaram iradamente dos cortes draconianos prometidos pelo novo governo, mas falharam em apresentar mais do que retórica estridente e futuras ameaças eleitorais. Nos EUA, uns poucos líderes têm falado contra o assalto encoberto da administração Obama a programas sociais, mas um movimento de massa ainda está por emergir. Uma confrontação de base classista com a oligarquia financeira enfrenta muitos obstáculos, o não menor dos quais é a quase total dominação do trabalho organizado no pós Guerra-Fria pelos colaboracionistas de classe, a liderança social-democrata. E os oligarcas financeiros estão plenamente conscientes desta fraqueza. Recentemente, o chefe da Comissão Europeia, presidente José Manuel Barroso, reuniu muitos dos líderes sindicais social-democratas para instruí-los sobre os perigos de resistir ao assalto aos padrões de vida provocados pela "crise" predatória da dívida. Conforme relatado pelo Daily Mail britânico: "Numa palestra extraordinária a responsáveis sindicais na semana passada, o presidente da Comissão José Manuel Barroso expôs uma visão "apocalíptica" na qual países atingidos pela crise no Sul da Europa poderiam tornar-se vítimas de golpes militares ou levantamentos populares quando taxas de juro subirem e serviços públicos entrarem em colapso porque acaba o dinheiro dos seus governos". São os "levantamentos populares" que Barroso teme, um temor que é partilhado pelos líderes sindicais social-democratas. Além disso, ele quer alistar estes líderes na tarefa de empurrar o programa de austeridade goela abaixo dos trabalhadores. John Monks, responsável do European Trades Union Congress, comentou: "Tive uma discussão com Barroso sexta-feira passada acerca do que pode ser feito para a Grécia, Espanha, Portugal e o resto e a sua mensagem foi brusca: "Olhe, se eles não executarem estes pacotes de austeridade, estes países poderiam virtualmente desaparecer do modo que os conhecemos como democracias. Eles não têm nenhuma escolha, é isto". Ao mesmo tempo, "o sr. Monks advertiu ontem que as novas medidas de austeridade poderiam por si próprias levar o continente 'de volta à década de 1930' ", segundo o Daily Mail. Claramente, sociais-democratas como o sr. Monks estão desejosos de remeter a classe trabalhadora europeia "de volta aos anos 1930" ao invés de arriscar levantamentos populares que desafiariam a oligarquia financeira. A Federação Sindical Mundial apelou a um dia internacional de acção do movimento sindical em 7 de Setembro de 2010. Devem ser feitos todos os esforços para preparar esta acção ao longo do Verão. Devem ser feitos todos os esforços para mobilizar o povo trabalhador contra a oligarquia financeira. Levantamentos populares é o que precisamos. O original, em inglês, encontra-se em: The Tyranny of Bonds Este artigo, em português foi copiado de: Resistir. Info . -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100716/0b35fcbd/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 17 15:53:47 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 17 Jul 2010 14:53:47 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Viol=EAncias_contra_a_mulher__por?= =?iso-8859-1?q?__Frei_Betto?= Message-ID: Carta O Berro......................................................repassem Sexta-Feira, 16 de julho de 2010 Violências contra a mulher Frei Betto * O hediondo crime que envolve o goleiro Bruno -a mulher, após ser assassinada, teve o corpo destroçado e devorado por cães, segundo denúncia- é a ponta do iceberg de um problema recorrente: a agressão masculina à mulher. Entre 1997 e 2007, segundo o Mapa da Violência no Brasil/2010, 41.532 mulheres foram assassinadas no país. Um índice de 4,2 vítimas por cada grupo de 100 mil habitantes, bem acima da média internacional. O Espírito Santo apresenta o quadro mais grave: 10,3 assassinatos de mulheres/100 mil. O Núcleo de Violência da Universidade de São Paulo identifica como assassinos maridos, ex-maridos e namorados inconformados com o fim da relação. Ao forte componente de misoginia (aversão à mulher), acresce-se a prepotência machista de quem se julga dono da parceira e, portanto, senhor absoluto sobre o destino dela. A Central de Atendimento à Mulher (telefone 180) recebeu, nos primeiros cinco meses deste ano, 95% mais denúncias do que no mesmo período do ano passado. Mais de 50 mil mulheres denunciaram agressões verbais e físicas. A maioria é de mulheres negras, casadas, com idade entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. Os agressores são, em maioria, homens com idade entre 20 e 55 anos e nível médio de escolaridade. Acredita-se que o aumento de denúncias se deve à Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 pelo presidente Lula, e que aumenta o rigor da punição aos agressores. Apesar desse avanço, tudo indica que muitos lares brasileiros são verdadeiras casas dos horrores. A mulher é humilhada, destratada, surrada, por vezes vive em regime de encarceramento virtual e de semiescravidão no trabalho doméstico. Sem contar os casos de pedofilia e agressão sexual de crianças e adolescentes por parte do próprio pai. A violência contra a mulher decorre de vários fatores, a começar pela omissão das próprias vítimas que, dependentes emocional e financeiramente do agressor, ou em nome da preservação do núcleo familiar, ficam caladas ou dominadas pelo pavor frente aos efeitos de uma denúncia. Soma-se a isso a impunidade. Eliza Zamudio, ex-namorada do goleiro Bruno, teria recorrido à Delegacia de Defesa da Mulher, sem que sua queixa tivesse sido levada a sério. Raramente o poder público assegura proteção à vítima e é ágil na punição ao agressor. A violência contra a mulher não ocorre apenas nas relações interpessoais. Ela é generalizada pela cultura mercantilizada em que vivemos. Basta observar a multiplicidade de anúncios televisivos que fazem da mulher isca pornográfica de consumo. Pare diante de uma banca de revistas e confira a diversidade do "açougue" fotográfico! Preste atenção no papéis femininos em programas humorísticos. Ora, se a mulher é reduzida às suas nádegas e atributos físicos, tratada como "gata" ou "avião", exposta como mero objeto de uso masculino, como esperar que seja respeitada? Nossas escolas, de uns anos para cá, introduziram no currículo aulas que abordam o tema da sexualidade. Em geral se restringem a noções de higiene corporal para se evitar doenças sexualmente transmissíveis. Não tratam do afeto, do amor, da alteridade entre parceiros, da família como projeto de vida, da irredutível dignidade do outro, incluídos os/as homossexuais. Nas famílias, ainda há pais que conservam o tabu de não falar de sexo e afeto com os filhos ou julgam melhor o extremo oposto, o "liberou geral", a total falta de limites, o que favorece a erotização precoce de crianças e a promiscuidade de adolescentes, agravada pelos casos de gravidez inesperada e indesejada. Onde andam os movimentos de mulheres? Onde a indignação frente às várias formas de violência contra elas? Os clubes esportivos deveriam impor a seus atletas, como fazem empresas e denominações religiosas, um código de ética. Talvez assim a fama repentina e o dinheiro excessivo não virassem a cabeça de ídolos de pés de barro... [Autor de "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org - twitter:@freibetto Copyright 2010 - FREI BETTO - Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato - MHPAL - Agência Literária (mhpal at terra.com.br)]. * Escritor e assessor de movimentos sociais -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100717/38f8ad0f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100717/38f8ad0f/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 17 15:53:57 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 17 Jul 2010 14:53:57 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Dois_destaques_=3A_A_volta_dos_ca?= =?iso-8859-1?q?ngaceiros__e/__O_Estado_capitalista_no_centro_-_cr?= =?iso-8859-1?q?=EDtica_ao_conceito_de_poder?= Message-ID: <9D65E38A21284A6A8951B6394BCFA0F4@vcaixe> Carta O Berro..............................................................repassem Camaradas Indico a leitura desses dois textos publicados no Portal da Fundação Maurício Grabois. A volta dos cangaceiros - entrevista exclusiva com Luiz Bernardo Pericás http://grabois.org.br/portal/cdm/noticia.php?id_sessao=30&id_noticia=2727 O Estado capitalista no centro - crítica ao conceito de poder de Michel Foucault - artigo de Armando Boito Jr http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=8&id_noticia=2729 Um grande abraço Augusto Buonicore -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100717/2c08b1fa/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100717/2c08b1fa/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 18 12:51:42 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 18 Jul 2010 11:51:42 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Jango_-_Free_Music_-_Internet_Rad?= =?iso-8859-1?q?io_that_Plays_What_You_Want!_Listen_to_Music_Online?= =?iso-8859-1?q?_Radio_Stations__________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: Carta O Berro.........................................................................repassem Faça a sua Rádio : 1º Faça o seu login de inscrição: 2º Depois indique um(a) cantor(a) e faça o seu canal: clique http://www.jango.com/music?l=0 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100718/576ad64f/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 19 20:25:35 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 19 Jul 2010 19:25:35 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__MEDICINA=3A_Os_segredos_do_azeit?= =?iso-8859-1?q?e=2E_______________________________________________?= =?iso-8859-1?q?________________________________HOJE_=C9_2=BA_FEIRA?= =?iso-8859-1?q?!__MEDICINA=2C_SA=DADE_E_ALIMENTA=C7=C3O=2E?= Message-ID: Carta O Berro...............................................................repassem ----- Original Message ----- From: KIDINHO Os segredos do azeite O azeite dá sabor, aroma e cor. Melhora as texturas. Versátil como poucos ingredientes culinários, ele integra os alimentos, personaliza e identifica um prato. O bom e velho azeite de oliva faz parte dos hábitos das regiões mediterrâneas e está presente em boa parte de nossa história. Você conhece aquele ditado popular que diz: "A melhor cozinha é a azeiteira", Não? Pois bem, o azeite de oliva produto tradicional que confere gosto e aroma únicos à alimentação, é a gordura mais saudável de que se tem notícia se não alterada sua temperatura. O azeite de oliva virgem e extra virgem deve ser consumido cru. Para alterar a temperatura utilize o azeite de oliva refinado ou um óleo como o de canola. O óleo que aguenta maiores temperaturas ainda é o óleo de soja. A palavra azeite vem do árabe Az + zait e quer dizer sumo de azeitona. Ele está presente em inúmeros mitos e lendas, principalmente das eras Egípcia, Grega e Romana. O azeite de oliva é um óleo vegetal extraído da azeitona, fruto de uma árvore de porte médio de várias ramas e troncos retorcidos muito resistente e com raízes que podem atingir seis metros, conhecida como oliveira (olea europea). Também chamada de "árvore da eternidade", pois pode viver mais de 500 anos, foi introduzida nas regiões do mediterrâneo por fenícios e sírios, nos primórdios da civilização. Ela foi cultivada pela primeira vez há mais de 5.000 anos, na região onde se encontram atualmente a Síria, o Líbano, a Palestina e Israel. Foram achadas em camadas que correspondem ao início da Idade do Bronze - com vestígios de instalações que serviam para a produção de azeite, além de inúmeros fragmentos de grandes potes destinados a guardar este precioso líquido. Porém, há indícios que os egípcios usavam o azeite há 6.000 anos! A seleção das azeitonas, a separação de ramos e impurezas são tarefas importantes. Os demais azeites são extraídos de um grão, uma semente ou noz. Desde a Síria, o cultivo dos campos de oliva se estendeu e com decorrer dos tempos os gregos foram os primeiros a exportar o azeite. A bacia do Mediterrâneo apresenta os níveis mais elevados de produção e consumo de azeite. Não é à toa que no ano passado, o Brasil importou cerca de 30 mil toneladas. A Grécia é o maior consumidor per capita (19 litros) e os espanhóis lideram a produção com mais de 600 mil toneladas anuais. Dieta mediterrânea Quer numa cozinha tradicional, quer na mais sofisticada, o fundamental é escolher um azeite de qualidade. Utilizado em cru (como tempero), em cozinhados (como ingrediente), bem quente (como meio de cozedura) ou a frio (como agente conservador de enchidos e queijos), o azeite marca presença na cozinha, não conhecendo limites nos doces e salgados. Ele pode acompanhar tanto saladas quanto massas, além de integrar no preparo de maioneses, frituras, pães, torradas...hum. O resultado de pesquisas realizadas em todo o mundo tem apontado para os benefícios do azeite de oliva na dieta que se convencionou chamar de Dieta mediterrânea constituída ainda por peixes, frutas, legumes, massas e vinho. Rico em vitamina E, ácidos gordos monoinsaturados, o azeite favorece a mineralização óssea, combate o envelhecimento dos tecidos e órgãos em geral, contribui para o bom funcionamento da vesícula biliar e o restante do aparelho digestivo. Ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e diabetes. Na pele tem efeito protetor da epiderme. Quando o azeite é extravirgem, os seus benefícios para a saúde são imensos: pode-se prevenir doenças coronarianas, câncer, principalmente de intestino e mama e o envelhecimento. Acidez Os melhores azeites são aqueles que têm no máximo 1% de acidez. Já aqueles com mais de 3,3% precisam ser refinados e submetidos a tratamentos químicos, antes de ser comercializados. O Azeite de oliva virgem é o azeite de baixa acidez, extraído da azeitona madura, somente por processos mecânicos, isto é, para sua obtenção não é usado nenhum processo térmico ou químico. Podendo ser submetido apenas aos tratamentos de lavagem, decantação, centrifugação e filtração. O fator mais importante na determinação da qualidade do azeite de oliva virgem é a baixa acidez. Para garantir o sabor, aroma e qualidade do azeite, é necessário mantê-lo em temperatura constante. Evite que a lata ou a garrafa fique aberta em ambiente claro e de alta temperatura. Guarde o azeite usado em frituras em recipiente esmaltado ou inoxidável, pois assim você estará protegendo da oxidação. Lembre-se de proteger o azeite da luz, principalmente se a embalagem for de vidro. O melhor local para guardá-lo é em armários fechados. Dica: Ao comprar o azeite, lembre-se também de fazer a escolha de acordo com a utilização pretendida. Do mesmo modo que se escolhe um bom vinho para cada prato, também o azeite será diferente no alimento e o cozinhado a preparar. Bom apetite! Tipos de Azeite a.. Azeite de Oliva extravirgem Este tipo tem sabor e aroma excelentes! Acidez máxima de 1g/100g. Ideal para temperar pratos crus, saladas, molhos e carpaccios. b.. Azeite de Oliva virgem fino É o azeite obtido nas mesmas condições que o extravirgem. A diferença é a acidez, em torno de 1,5g/100g. c.. Azeite de Oliva virgem semifino Possui bom aroma e sabor. A acidez chega a 3g/100g. d.. Azeite de Oliva refinado É o azeite obtido da refinação do tipo virgem, processo que não altera a estrutura glicerídica original do azeite e nem os seus aspectos nutricionais. Entretanto, o sabor e aroma são inferiores aos do azeite virgem. Possui mais de 3g/100g de acidez. e.. Azeite de Oliva puro É conhecido como azeite de oliva. Ele é oriundo da mistura de dois tipos: virgem e refinado. Possui abaixo de 2g/100g de acidez. f.. Azeite de Oliva orujo É o azeite obtido dos resíduos (pasta) de prensagens das azeitonas com solventes. Para ser consumido necessita ser refinado. g.. Cozinhando com azeite Além das suas qualidades dietéticas, o azeite ocupa um lugar insubstituível no plano gastronômico. Atualmente, faz parte de uma certa "arte de viver" e o seu consumo não se restringe às zonas de origem do cultivo da oliveira. É um dos sinais de uma culinária de qualidade, que atribui a cada alimento o lugar que lhe compete numa alimentação inteligente e equilibrada. Em cru O azeite conserva todas as suas propriedades como condimento de saladas, peixes ou legumes cozidos, ou quando é utilizado em molhos, como por exemplo a maionese. Em sopas, acabadas de cozer, o azeite mantém igualmente as suas propriedades gustativas e dietéticas, ainda que perca um pouco do seu aroma. Por isso é aconselhável juntar à sopa um segundo fio de azeite, quando a sua temperatura tenha já baixado um pouco. Em guisados e estufados Em fogo brando, a cozedura faz-se com o suco das carnes ou legumes que se desprende destes alimentos e do líquido que se lhes junta. Mantêm-se sabores e os aromas concentram-se, sobretudo se o cozinhado se processar num recipiente fechado. Em assados As temperaturas para assar, especialmente carnes, são inevitavelmente altas. Dada a sua estabilidade, o azeite não é a gordura mais indicada para assados. Utilize óleo de canola. Em grelhados Na brasa, o azeite ajuda a cozinhar, protegendo o alimento perfumado, ou não, de ervas, para que este, à mistura com a própria gordura do alimento, lhe empreste um sabor e aroma irresistíveis. Em frituras Para uso em frituras o azeite é considerado frágil e inapropriado, pois contém gordura saturada em pequena quantidade e altera o aroma dos alimentos quando exposto ao calor EXCESSIVO das frigideiras e fritadeiras. Utilize óleo de soja ou de canola. Azeite e Saúde: uma combinação que dá certo Você sabia que o azeite, além de dar um toque especial na sua comida, ainda pode ajudar a manter sua saúde em ótimas condições? Pois é, ao estudar os hábitos alimentares das diferentes populações, a comunidade médica internacional verificou que a alimentação, rica em azeite, dos países costeiros do Mediterrâneo podia explicar os níveis reduzidos de colesterol no sangue e uma baixa incidência de doenças cardiovasculares, em comparação com os habitantes da América do Norte e da Europa Central. Surgiu, assim, a expressão "dieta mediterrânica", na tentativa de recuperar as tradições alimentares dos habitantes da bacia do Mediterrâneo (Portugal, Itália, França, Grécia e Espanha, entre outros). Essa dieta é caracterizada por a.. Abundância de alimentos vegetais, pão, produtos cerealíferos, vegetais e legumes; b.. Fruta; c.. Quantidades baixas a moderadas de produtos animais; d.. Azeite como principal fonte de gordura; e.. Escassez de ácidos gordos saturados; f.. Abundância de hidratos de carbono e fibras. Os resultados deste estudo revelaram que países como Itália, Grécia, Jugoslávia e Japão, onde a dieta é tradicionalmente rica em gorduras vegetais (como o azeite), registam uma incidência muito menor do enfarte do miocárdio, enquanto nos EUA, Finlândia e Holanda, onde se verifica um consumo elevado de gorduras de origem animal, há uma alta incidência de doença coronária. O azeite virgem é um sumo de fruta 100% natural, que conserva o sabor, aroma, vitaminas, antioxidantes e todas as propriedades da azeitona. É rico num tipo de gordura saudável ("gordura monoinsaturada"), que reduz o "mau" colesterol (LDL) no sangue, mantendo o nível do "bom" colesterol (HDL). Deste modo permite um equilíbrio saudável entre estes dois tipos de colesterol. O "mau" colesterol deposita-se nas paredes internas das artérias, estreitando-as e causando aterosclerose, que pode conduzir a um enfarte do coração e a paragem cardíaca. O "bom" colesterol (HDL), pelo contrário, protege-nos do enfarte do coração. Pelos seus efeitos saudáveis sobre a gordura do sangue, o azeite diminui o risco de enfarte cardíaco. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100719/c9f479ba/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 19 20:25:45 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 19 Jul 2010 19:25:45 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Memorial em homenagem a estudantes mortos e desaparecidos na ditadura Message-ID: <957306C02EE34FAB84C1E3FE0720253D@vcaixe> Carta O Berro...............................................................repassem Memorial em homenagem a estudantes mortos e desaparecidos na ditadura Estudantes de Arquitetura, Belas Artes ou áreas afins de todo o Estado do Rio de Janeiro podem participar do processo seletivo que vai escolher o projeto de construção de um memorial em homenagem aos estudantes mortos e desaparecidos durante a Ditadura Militar. As inscrições vão até o dia 30 de julho. O ato de lançamento do concurso ocorreu na última quarta-feira (14/7), no auditório Archimedes Memória da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-UFRJ), no prédio da Reitoria da UFRJ. O memorial ficará localizado na praça central do Restaurante Universitário Edson Luiz de Lima Souto, no campus da Cidade Universitária. A inauguração é prevista para dezembro deste ano, coincidindo com as comemorações pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos. O concurso é promovido pela FAU e pela Escola de Belas Artes (EBA-UFRJ), com patrocínio do Comitê Técnico do Plano Diretor (CTPD) da UFRJ e apoio da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. A apresentação do concurso contou com a presença de Pablo Benetti, professor da FAU e presidente do CTPD, Carlos Gonçalves Terra, professor da EBA, e Carlos Vainer, professor titular do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippur-UFRJ). Benetti explicou que há uma área disponível para a construção do memorial em torno de 300m2 em frente ao restaurante universitário, local de grande circulação de estudantes e servidores na Cidade Universitária. O espaço para implantação do marco já estava contemplado no Plano Diretor da universidade. A iluminação, os aspectos paisagísticos e a viabilidade econômica do projeto serão avaliados pelo júri do concurso, formado por experientes profissionais da área. Há recursos disponíveis da ordem de R$ 250 mil para a obra. Homenagem à vida Para Carlos Vainer, que sofreu perseguição política no período do regime militar quando estudava na UFRJ, a criação do memorial em homenagem aos estudantes mortos e desaparecidos na ditadura não apenas objetiva olhar para o passado. Ele ressalta o significado que a iniciativa assume no presente e para as futuras gerações. "O silêncio dos horrores cometidos no passado permite que esses horrores voltem a acontecer. É por isso que o memorial faz sentido. Faz sentido porque não é apenas uma homenagem. Aqueles que morreram merecem ser homenageados, mas serve como ação presente que diz respeito ao futuro", afirma Vainer. O professor do Ippur salienta que, ao contrário de países vizinhos, como a Argentina e o Chile, onde torturadores estão presos, o Brasil nem sequer conseguiu abrir os arquivos da ditadura. Segundo ele, as famílias brasileiras têm o direito de saber onde estão seus filhos e netos desaparecidos na época do regime militar. O memorial, nesse sentido, vem reforçar a campanha pelo Direito à Verdade e à Memória, lançada por segmentos da sociedade civil. "Isso aqui é um ato político e também um ato cultural, histórico e um projeto de futuro. Queremos homenagear aqueles que morreram nessa época, mas queremos homenagear a vida, homenagear aqueles que lutaram para construir uma sociedade diferente", destaca Vainer. Os interessados podem fazer as inscrições pelo email extensãofauufrj at gmail.com. Mais informações diretamente na Diretoria Adjunta de Extensão da FAU-UFRJ. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100719/8f60b2dc/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 79442 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100719/8f60b2dc/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 20 20:25:37 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 20 Jul 2010 19:25:37 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Mem=F3ria_Comunista_-_Divulguem!?= Message-ID: <6177674236D74472A5BAD85D842429A9@vcaixe> Carta o Berro...................................................................repassem Camaradas Leiam e divulguem a última atualização da página do Centro de Documentação e Memória da Fundação Maurício Grabois (CDM). Ela traz com destaque os seguintes artigos: "Os bandoleiros vermelhos: as guerrilhas do PCB nos anos 1930" no qual a historiadora Marly Vianna conta as estripulias dos guerrilheiros comunistas no sertão nordestino antes e depois do levante de 1935. "1935: É assim que se conta a história". Nele o histórico dirigente comunista brasileiro, João Amazonas, faz uma crítica ao livro de William Waack sobre o levante da Aliança Nacional Libertadora (ANL). "Minervino Oliveira: um operário comunista e negro para presidência do Brasil" de Augusto Buonicore. Ele trata da campanha eleitoral do Bloco Operário e Camponês (BOC) em 1930, quando foi lançado o primeiro candidato operário, negro e comunista para presidência da República. Cliquem: http://grabois.org.br/portal/cdm/ Um abraço Augusto Buonicore -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100720/369dc5a9/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14475 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100720/369dc5a9/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 20 20:25:42 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 20 Jul 2010 19:25:42 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Levantado_do_ch=E3o_Ou_a_hist=F3?= =?iso-8859-1?q?ria_da_epopeia_do_operariado_agr=EDcola_Alentejano_?= =?iso-8859-1?q?contada_ao_mundo=2E_Artigo_comenta=2C_analisa_o_sig?= =?iso-8859-1?q?nificado_do_livro_classico_de_Jos=E9_Saramago?= Message-ID: <2FC2374A4C4848AA9BAA74D442C34F28@vcaixe> Carta O Berro................................................................repassem DIÁRIO.INFO. Eu chamo-me João Aguiar e estou a escrever-te por intermédio do Miguel Urbano Rodrigues, nosso amigo comum. Se puderes agradecia que divulgasses o seguinte texto da minha autoria sobre a obra Levantado do Chão do escritor português José Saramago recentemente falecido. O livro de Saramago (publicado em Portugal pela primeira vez em 1980) aborda as lutas dos operários agrícolas portugueses ao longo de várias gerações e é um exemplo de como o autor se solidarizava com as lutas dos expropriados dos campos e das terras, algo que mais tarde ele tb manifestou com o MST. Levantado do chão Ou a história da epopeia do operariado agrícola Alentejano contada ao mundo João Aguiar* Este estudo de João Aguiar vem comprovar como o talento do escritor se sobrepõe á identificação com esta ou aqueloutra escola ou estilo literário quando ele desce com segurança e criatividade "às raízes da condição humana e transmit(e), a grandeza e as misérias, a angústia, a alegria e o medo que acompanham a aventura absurda da vida". «Eu sou um trabalhador Eu sou um trabalhador rural Que semeia e colhe o pão Sustento de Portugal Sustento de Portugal Que trabalhador sou eu Que semeia e colhe o pão Mas esse pão nunca foi meu Eu sou um trabalhador Que o trabalho sempre honrou Mas que em paga apenas come O pão que o diabo amassou. Poema de Vicente Rodrigues (1910-1982) José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998 e recentemente falecido, escreveu e publicou o essencial da sua obra nos 20 anos anteriores à conquista desse prémio. O primeiro dos romances em que se revela o seu estilo próprio de escrita é precisamente Levantado do Chão. Publicado em 1980, representa para o autor «o último romance do Neo-Realismo, fora já do tempo neo-realista» (Reis, 1998, p.118). De facto, não sendo estritamente um romance neo-realista, Levantado do Chão pode ser visto como um entroncamento para onde confluiu toda uma forma de fazer literatura em Portugal no século XX. Nesta obra de ficção Saramago aborda, por um lado, a história da vida e morte do latifúndio, com efeito, desde a Idade Média até finais dos anos 70 e, por outro lado, num espaço histórico mais curto, a saga da família Mau-Tempo «que, em três gerações (Domingos Mau-Tempo, seu filho João e seus netos António e Gracinda, esta casada com outra personagem central, António Espada), vai conquistar a terra para as capacidades do seu trabalho, vai arrancar-se à vergonha das humilhações, vai preencher a fome de uma falta total. O romance é, assim, a história de um fatalismo desenganado, constantemente combatido pelo apontar da esperança feita luta» (Seixo, 1987, p.39). As duas ondas históricas entrelaçam-se num período de tempo que vai do final do século XIX até aos anos seguintes à Revolução de 25 de Abril de 1974. Esta articulação entre dois planos tem a vantagem de oferecer uma problematização assaz instigante do papel e do lugar do(s) indivíduo(s) no desenvolvimento histórico mais vasto. Não obstante a narrativa atravessar diferentes regimes políticos (anos finais da monarquia, a I República, a ditadura fascista do Estado Novo, o regime democrático), nota-se um corte de grande significado na e para a vida das personagens: o antes e o pós 25 de Abril. Por outras palavras, no que toca à melhoria das condições de vida do operariado agrícola alentejano e da possibilidade de este surgir como sujeito colectivo portador de uma história própria e de dinâmicas de profunda democratização da sociedade, nenhum dos regimes anteriores à democracia foi capaz de admitir tal processo. «Entre o latifúndio monárquico e o latifúndio republicano não se viam diferenças e as parecenças eram todas, porque os salários, pelo pouco que podiam comprar, só serviam para acordar a fome» (Saramago, 2000, p.34). Nesse sentido, a situação económica e social dos trabalhadores até 1974 era assim descrita por António Gervásio, operário agrícola e actor participante nas lutas contra o fascismo na região a partir dos anos 40, «os assalariados agrícolas eram trabalhadores privados dos direitos mais elementares. Não havia emprego certo. Não tinham subsídio de desemprego, de férias, de baixa, nem reforma, nem direitos sindicais. Eram trabalhadores sem direitos nas mãos dos grandes proprietários» (Gervásio, 2004, p.182) [itálicos nossos]. Neste cenário, o proletariado alentejano assumiu-se como um actor social de primeira importância na resistência ao regime fascista e na reivindicação por melhores condições de vida e de trabalho. A conquista das oito horas diárias de trabalho, acabando com o sistema do trabalho de sol a sol (que chegava às catorze e dezasseis horas diárias de trabalho), em Abril e Maio de 1962 é, nesse aspecto, elucidativo da relevância inapagável da luta da classe trabalhadora agrícola alentejana na contestação à ditadura e nas aspirações a uma outra sociedade. No contexto do latifúndio - com o cortejo de miséria, opressão e vulnerabilidade das vidas das famílias operárias - a luta pela posse da terra evidenciava-se como um pilar central e como um objectivo primordial para esses trabalhadores. Com o processo revolucionário e democrático subsequente à revolução de 1974, a Reforma Agrária surgiu como uma necessidade e uma exigência imperiosa das populações laboriosas dos campos do Sul (margem esquerda do Ribatejo, Alto e Baixo Alentejo). É o próprio José Saramago que numa crónica em 1977 manifesta a naturalidade com que os trabalhadores alentejanos e ribatejanos tomaram e ocuparam herdades agrícolas: «se a terra está aí e daí não pode sair, são vossos os pés que caminham nela, são vossas as mãos que a trabalham, são dos vossos pais e avós os ossos que estão debaixo dessa terra, depois de terem trabalhado e sofrido o que os filhos ainda hoje trabalham, mas, sofrido, basta» (Saramago, 1999, p.39). O impacto das ocupações de terras, o número de trabalhadores envolvidos, a convicção com que defendiam o que consideravam ser justo era tal, que a Reforma Agrária foi consagrada legalmente, inclusive na Constituição de 1976. Com a Reforma Agrária formaram-se cooperativas e UCP's (unidades colectivas de produção) com administração económica e política dos trabalhadores sob supervisão do Estado democrático. A gestão operária com a Reforma Agrária era, então, uma realidade. No fundo, as UCP's tinham como características fundamentais «a exploração comum da terra» e a «gestão democrática» (Barros, 1981, p.117) das mesmas. Explicitando, o controlo democrático e popular de base consubstanciava-se no «poder dos colectivos de trabalhadores de eleger e demitir as direcções e de decidir sobre os diversos aspectos das novas unidade e/ou de controlar todos os actos de gestão» (idem, p.119). Contudo, logo em 1976 a Reforma Agrária começou a enfrentar fortes adversidades externas para além das dificuldades herdadas do latifúndio (terras abandonadas, baixa aplicação de maquinaria à produção agrícola). Com a aprovação da chamada Lei Barreto (lei 77/77 - lei de Bases da Reforma Agrária) os trabalhadores tiveram de começar a entregar herdades que não atingissem um novo patamar legal de pontuação das áreas a expropriar. O cerco pelos sucessivos governos e dos antigos grandes latifundiários à Reforma Agrária iria apertar-se nos anos imediatamente seguintes, com os ataques aos trabalhadores e às UCP's a atingirem níveis quase impensáveis de repressão. A ênfase aqui colocada na repressão e na contra-ofensiva sobre a Reforma Agrária deve-se ao facto de esse ter sido o factor principal, e em última análise decisivo, da derrota do processo de transformação da propriedade fundiária nos campos do Sul. Numa frase, a Reforma Agrária não se desmoronou mas foi derrotada. Muito mais do que algumas ineficácias económicas e erros na condução do processo - inevitáveis em qualquer acção humana, mais ainda quando o processo é executado por indivíduos de uma classe trabalhadora que pela primeira vez na sua história de centenas de anos tinham a gestão económica, social e política das suas vidas nas suas mãos - foi a reacção de classe das classes dominantes e do aparelho de Estado que colocaram um ponto final na Reforma Agrária. Aliás, a Reforma Agrária atingiu patamares de viabilidade e desenvolvimento económico só postos em causa precisamente pela repressão que foi alvo. Lembre-se, a título meramente ilustrativo, alguns dos aspectos bem-sucedidos economicamente com o processo da Reforma Agrária: a) os postos de trabalho antes da Reforma Agrária que rondavam os 21.700 e que em 1976 se cifravam em 71.900 e que até 1982 inclusive tiveram sempre um efectivo de trabalhadores superior à base de partida. A área total das UCP chega aos 1.130.000 de hectares de 1975 a 77. A produção de bovinos passou de 55.000 cabeças, antes da Revolução de Abril e das ocupações de terra, para 84.000 em 1976 e 103.000 em 1977. A produção de ovinos e caprinos, respectivamente, de 272.000 cabeças para 401.000 e 437.000. A produção de cereais passou de 90.000 toneladas para as 240.000 toneladas em 1976. O arroz passou de 23.550 toneladas para 38.000 toneladas em 1977. Os tractores antes da Reforma Agrária eram apenas 2.690, quase dobrando em 3 anos (4.560) (Leal, 2005, p.255-256). Portanto, o povo operário como sujeito conseguiu conquistas sociais e económicas jamais vistas na região. Por conseguinte, a tese burguesa de que as massas operárias e populares não saberiam administrar colectivamente a produção cai por terra perante a evidência empírica das conquistas extraordinárias da Reforma Agrária alentejana. Perante o sucesso económico, político e social da Reforma Agrária só a repressão furiosa e o cerco económico e financeiro poderiam destruir a mais bonita das conquistas de Abril. Até 1980, data de publicação de Levantado do Chão, podemos registar alguns dados da repressão contra o proletariado agrícola alentejano, precisamente um período de forte contra-ofensiva dos ex-latifundiários e respectivos governos contra a Reforma Agrária e a administração colectiva dos trabalhadores: «Foi a prolongada desocupação da herdade da Lobata, em Serpa, ainda em Novembro de 1976; foram os brutais espancamentos realizados na UCP S. Bartolomeu do Outeiro, em Portel, em 28 de Outubro de 1978; o cerco e a prática ocupação de Pias, no concelho de Serpa, em Julho de 1979, com mais de uma centena de pessoas espancadas e perseguidas ao longo das ruas; foi a utilização de balas de borracha maciça na UCP Fonte Boa da Vinha, em Évora, em Julho de 1979; foi o fogo aberto contra os trabalhadores na Cooperativa de Casebres em Agosto seguinte, que atingiram inclusive os ocupantes da carrinha que se deslocava para o Hospital Distrital de Évora transportando os feridos desta operação; foi a brutal entrega de reservas na herdade das Testas, na UCP 6 de Agosto em São Pedro da Gafanhoeira, Arraiolos, com um aparato nunca visto de metralhadoras, cavalos e cães e de que também resultaram vários feridos e presos; foi, em Julho de 1980, o tiroteio desencadeado contra os trabalhadores presentes na entrega de uma reserva na UCP Estrela da Manhã, em Vendas Novas; prisões arbitrárias e sem qualquer mandato judicial de alguns dos dirigentes mais destacados dos Sindicatos dos Trabalhadores Agrícolas, dos Secretariados das UCP/Cooperativas Agrícolas e dos dirigentes destas, atraídos ou levados sob coacção aos postos da GNR, onde durante horas eram alvo de autênticos sequestros e, em muitos casos, espancados» (Carvalho, 2004, p.84-85); Ao mesmo tempo, foi nesta altura que ocorreu «O assassinato de dois trabalhadores da Reforma Agrária, António Casquinha e José Geraldo, o primeiro dos quais tinha somente 17 anos de idade e o segundo 57 anos, sucedeu em 27 de Setembro de 1979, em pleno Governo dirigido por Maria de Lurdes Pintassilgo, na herdade Vale de Nobre na UCP Bento Gonçalves em Montemor-o-Novo (.). Consumada a entrega do monte, a força da GNR destacada para a operação, em conjunto com os técnicos do Ministério da Agricultura e com grupos de agrários armados, apoderaram-se de múltiplas cabeças de gado bovino, propriedade dos trabalhadores. Junto o rebanho, deslocaram-se para o monte que tinha acabado de ser entregue, onde enfrentaram o legítimo protesto dos trabalhadores. Nesse momento vários tiros foram disparados por alguém do único grupo que possuía armas, GNR e agrários. Resultado: dois trabalhadores cairiam por terra para não mais se levantarem, perante a insensibilidade e as ameaças de repetição proferidas pelos comandos da GNR presentes. Até hoje nunca foram apuradas as responsabilidades materiais e directas destas mortes» (idem, p.87). As razões e motivações para esta sucessão de acontecimentos contra a Reforma Agrária devem-se ao facto de que as classes dominantes não podiam aceitar que os trabalhadores assumissem com êxito a gestão e produção de cinco centenas de modernas empresas agrícolas que eram as UCP's. Portanto, é neste quadro histórico que surge a obra Levantado do Chão de José Saramago. Até às duas machadadas finais na Reforma Agrária - as revisões constitucionais de 1982 e de 1989 - o seu potencial de viabilidade económica ainda era real. Assim, Levantado do Chão é uma obra estética de elevado valor mas com uma componente militante rara, expressa num comovente incentivo do autor aos trabalhadores alentejanos para que prosseguissem com a sua luta. O painel de elementos sociais presentes em Levantado do Chão é notavelmente profícuo, com particular incidência no inventariar dos efeitos mais perversos da forma de organização da produção nos campos do Sul de Portugal durante a Primeira República e, sobretudo, durante o fascismo. a) A cumplicidade entre a polícia e os patrões, «diz o sargento, Por falar em patrão, estou precisado de um bocado de lenha. Diz o feitor, Lá lhe irá uma carrada. Diz o sargento, E umas poucas telhas. Diz o feitor, Não será por causa disso que dormirá ao relento. Diz o sargento, A vida está cara. Diz o feitor, Mando-lhe uns chouriços» (Saramago, 2000, p.38); b) a miséria que «empoeirava o rosto a esta gente» (idem, p.43) trabalhadora; c) o trabalho infantil, «mas esta criança, palavra só por comodidade usada, pois no latifúndio não se ordenam assim as populações em modo de prever-se e respeitar-se tal categoria, tudo são vivos e basta, (.) esta criança é apenas uma entre milheiros, todas iguais, todas sofredoras, todas ignorantes do mal que fizeram para merecer tal castigo» (idem, p.56); d) o desemprego e os baixos salários, «vão caravanas pelos caminhos à procura de um salário miserável» (idem, p.56); e) o desprezo pelos indivíduos das classes populares, vistos como sub-humanos, «o povo fez-se para viver sujo e esfomeado. Um povo que se lava é um povo que não trabalha, talvez nas cidades, enfim, não digo que não, mas aqui, no latifúndio, vai contratado por três ou quatro semanas para longe de casa, e meses até, e é ponto de honra e de homem que durante todo o tempo do contrato se não lave nem cara nem mãos, nem a barba se corte (.). É preciso que este bicho da terra seja bicho mesmo, que de manhã some a remela da noite à remela das noites, que o sujo das mãos, da cara, dos sovacos, das virilhas, dos pés, do buraco do corpo, seja o halo glorioso do trabalho no latifúndio, é preciso que o homem esteja abaixo do animal, que esse, para se limpar, lambe-se, é preciso que o homem se degrade para que não se respeite a si próprio nem aos seus próximos» (idem, p.73) [itálicos nossos]; f) as desigualdades sociais gritantes logo a partir da mais tenra idade e o fatalismo inscrito na condição social de pertença dos indivíduos, «aí está esse infinito estendal de sexos abertos, dilatados, vulcânicos, por onde rompem sujos de sangue e mucos os novos homens e as novas mulheres, tão iguaizinhos naquela miséria, tão diferentes logo nesse minuto, consoante os braços que os recebem, os bafos que os aquecem, as roupas que os envolvem» (idem, p.294) [itálicos nossos]. Estas são algumas exemplificações do vendaval de fenómenos que pintam a paisagem alentejana do período histórico anterior a 1974, com particular incidência nas circunstâncias em que o operariado agrícola vivia no decurso do regime fascista. Conquanto estes sejam indicadores com um elevado interesse sociológico, do nosso ponto de vista, o elemento de maior valor substantivo no romance aqui em mãos prende-se com o processo de formação da classe trabalhadora (Thompson, 1991). Evidentemente, Saramago não desenvolve nenhuma teoria nem sistematiza cientificamente dados empíricos e proposições analíticas. Tal não é o seu objectivo nem a criação artística propugna esse tipo de exercícios e operações. Assim, a riqueza de uma obra de arte avalia-se não apenas pela inovação formal - no caso a escrita fluente e poderosamente confluente de múltiplas vozes de Saramago - mas também pelos implícitos qualitativos e pelas marcas da sociedade que nela se plasmam. Em Levantado do Chão, como nó de (inter)mediação entre a linha histórica de longa duração da vida do latifúndio e a vida pessoal e colectiva da família Mau-Tempo, surge o já referido processo de formação da classe trabalhadora. Nas suas linhas mestras, uma classe social é um «fenómeno histórico, unificando um número de eventos distintos e aparentemente desconexos» (Thompson, 1991, p.8) em que nunca é vista como algo «definitivo, definido e como um facto consumado» (idem, p.937). Por conseguinte, uma classe é a corporização colectiva de práticas sociais, económicas, culturais e políticas e que é apreendida sob uma perspectiva relacional, ou seja, uma classe social não age de forma isolada mas em relação às dinâmicas e interesses objectivos e subjectivos das outras classes. Com efeito, o desenvolvimento histórico de uma classe social, em Levantado do Chão a classe trabalhadora, é uma constante, se bem que evolua a velocidades e ritmos heterogéneos, apesar das diferentes formas em que esta se manifesta na luta (económica, política e ideológica) de classes. De referir que a evolução política e ideológica de uma classe social, ainda mais quando estamos a tratar de classes dominadas, não é evolucionista. Se uma classe tem limites mínimos e limites máximos - gizados e ajustados pelas estruturas económica, política e ideológica/cultural que as enquadram e envolvem - para o desenvolvimento e maturação da sua consciência de classe, de formas de organização política e social, de bandeiras de luta, etc., a passagem entre esses vários níveis nunca é inelutável nem apriorística, mas releva sempre dos resultados políticos, sociais e económicos da conjuntura em que as várias classes se relacionam e confrontam. Começando pelo início, passe a redundância, encontramos Domingos Mau-Tempo, um operário/artesão que deambula e vagueia com a sua família de aldeia em aldeia no concelho de Montemor-o-Novo em busca de emprego. As formas que Domingos Mau-Tempo encontra para se "revoltar" com o "estado de coisas", com a miséria, a fome e o desemprego reinantes são a bebida, as fugas persistentes de casa e da família para outras aldeias vizinhas e, no fim, no limite do desespero, o suicídio. Reportando-se aos anos 10-30 do século XX, fica-se com a ideia que a significação subjectiva dominante que os trabalhadores de então tinham da pobreza e da condição social em que viviam era de resignação e aceitação de uma ordem ou desígnio (quase) divino e inexplicável. «Também está [o filho] à mão direita do Pai, decerto em boa conversa com Domingos Mau-Tempo, a tentarem saber os dois porque é a desgraça tanta e o prémio tão pequeno» (Saramago, 2000, p.53). Nesta fase, a modalidade mais "avançada" de luta dos trabalhadores alentejanos espelhava-se na figura do maltês, portanto, pequenos bandos de operários desempregados que assaltavam na estrada e depois entregavam parte da colecta pelos trabalhadores mais pobres. Sobrevêm aqui semelhanças com os "bandidos sociais" descritos por Hobsbawm na sua obra Primitive Rebels (Hobsbawm, 1965). As lutas colectivas e espontâneas de trabalhadores alentejanos já ocorriam no tempo da Primeira República e no início do fascismo. Ao mesmo tempo, existiam formas de luta de indivíduos que isoladamente enfrentavam o poder dominante dos latifundiários. Relembre-se o caso de António Dias Matos (1890-1932), assassinado no Cantinho da Ribeira, concelho de Beja. Para mais informações sugere-se a leitura de (Lima, 2006, p.85-102; 133-145) e o posfácio de Manuel da Fonseca ao seu romance Seara de Vento (Fonseca, 2001, p.175-212). Portanto, a análise do processo de formação da classe trabalhadora em Levantado do Chão refere-se apenas ao sucedido no romance, logo sem extensões à restante realidade histórica alentejana. Sobre um desses malteses, José Gato, «nunca roubou nada aos pobres, a orientação dele era só roubar onde o havia, aos ricos» (Saramago, 2000, p.133). Deste estado em que o desespero, a inacção e a desorientação e onde a acção de grupos dispersos e sem objectivos políticos de luta (os malteses) eram as notas dominantes, passa-se para uma fase de crescente revolta e consciencialização dos trabalhadores. Primeiro, a acumulação de castigos físicos e de humilhações atinge um grau quase insuportável, aliado ao agravamento das dificuldades para se garantir emprego e um salário que permita a sobrevivência económica. Pavimentam-se aí os germes da revolta, até ver individual, dos operários. Aqui surge João Mau-Tempo, filho mais velho de Domingos Mau-Tempo e de Sara Conceição que «um dia, moído de pancada e de trabalho excessivo, desafiou a ameaça de ser esfolado e desossado [pelo capataz], e abriu-se com a mãe estupefacta» (idem, p.55). A insatisfação com a sua condição é cada vez mais visível - «tu és um homem, és o parceiro enganado de uma grande batota universal, brinca, que mais queres, o salário não dá para comer» (idem, p.76). O questionamento da sua situação e a verbalização (o que implica uma reflexão) da mesma, demonstra a passagem para um degrau superior de consciencialização social. Todavia, não há aqui ainda luta colectiva organizada. No romance, o atingir de um novo patamar surgirá durante e no final da Segunda Guerra Mundial. É neste período que uma onda popular de exigência de democratização percorre o país. Também é neste momento que o Partido Comunista Português se torna a força política hegemónica nos campos alentejanos. Nos anos posteriores à derrota do nazi-fascismo na Segunda Guerra ocorre também um ligeiro incremento na industrialização no país. A aplicação de maquinaria à produção agrícola resultaria, nas condições de um capitalismo atrasado, de um lado, na expulsão de mais operários do trabalho agrícola, elevando assim a taxa de desemprego nos campos e, de outro lado, na imposição de ritmos de trabalho (quase) insuportáveis. «Vai o moço para a moinha, recebe-a na cara como um castigo, e o corpo começa de mansinho a protestar, para não mais lhe sobram as forças, mas depois, só não o sabe quem isto não tenha vivido, o desespero alimenta-se da extenuação do corpo, torna-se forte e a sua força regressa violenta ao corpo, e então, de dois feito, o rapaz, que se chama Manuel Espada, deixa a moinha, chama os companheiro e diz, Vou-me embora, que isto não é trabalhar, é morrer» (idem, p.101). Temos aqui um primeiro exemplo de greve espontânea. As consequências para os trabalhadores não tardam em chegar, «no domingo foram os quatro [grevistas] à praça e não arranjaram patrão. E no outro, e no outro também. O latifúndio tem boa memória e fácil comunicação, nada lhe escapa, vai passando palavra, e só quando muito bem lhe parecer dará o feito por perdoado, mas esquecido nunca» (idem, p.107-108). Esta espontaneidade tende a ser superada pela difusão de reuniões de trabalhadores, «encontram-se aos três e aos quatro em sítios escondidos, e mantêm grandes conversações. Fala sempre um de cada vez e todos os mais ouvem. E quando acabam dispersam-se na paisagem, quando possa ser por caminhos desviados, levando papéis e decisões. A tudo isto chamam organização» (idem, p.120-121) - e conjuntamente com a forte presença de uma cultura popular baseada em ideias de solidariedade e unidade supra-individuais, forjam-se laços de identificação colectiva de classe. Resumindo, a existência de uma liderança política revolucionária e ligada aos interesses dos trabalhadores (o PCP), o carácter colectivo da cultura popular e a ruptura com a inércia e o conformismo contribuem para que a classe trabalhadora se constitua como uma classe com interesses assumidamente tomados como distintos e opostos aos das classes dominantes. Em paralelo, a burguesia, os capatazes e a polícia respondem com o aumento da exploração e o recrudescimento da repressão. Contudo, esta reacção, não no imediato mas a prazo, tem como contra-resposta o fortalecimento da unidade dos trabalhadores e permite que estes compreendam e identifiquem mais objectivamente quem são os seus antagonistas e de onde vem a causa da sua condição de classe. A reacção das classes dominantes passa a ser um factor de politização da classe trabalhadora, na medida em que esta já tinha atingido um estádio de desenvolvimento político, ideológico e organizativo - que a não ser destruído pela violência física - se fortalecia no médio-longo prazo. Ou seja, o fosso entre universos (crescentemente) distintos - entre o mundo das vivências, das visões do mundo, das percepções dos vários grupos e classes sociais, das identidades colectivas, das práticas políticas dos operários agrícolas e das classes dominantes - era de uma tal magnitude, que apenas uma recomposição completa da estrutura económica da produção agrícola ou uma repressão que pudesse desarticular completamente a organização política da classe trabalhadora poderia eventualmente ter revertido tal processo. Sustente-se, todavia, que a prossecução deste processo repressivo exigiria uma intervenção do Estado incompatível com as suas forças e recursos de então. Em paralelo, uma recomposição da estrutura produtiva do latifúndio era igualmente incompatível com os interesses de classe de uma das fracções de classe politicamente mais poderosas e mais influentes do bloco no poder que se condensava no Estado fascista: o grande capital agrário e latifundiário. Por conseguinte, a tendência mais provável de desenvolvimento da luta de classes nos campos passaria pelo aprofundamento do antagonismo classista. Pelo seguinte trecho visualizam-se as características que sustentavam o estado de desenvolvimento da classe trabalhadora naquele período (a solidariedade , a identificação dos "patrões" como uma classe antagónica, de onde percebiam a migração dos frutos do seu trabalho para o lado da outra classe): «Camaradas, não se deixem enganar, é preciso que haja união entre os trabalhadores, não queremos ser explorados, aquilo que pedimos nem sequer chegava para encher a cova dum dente ao patrão. E avança o Manuel Espada, Nós não podemos ser menos que os camaradas das outras terras, que a esta hora reclamam um salário mais certo. E há um Carlos, outro Manuel, um Afonso, um Damião, um custódio, e um Diogo, e também um Filipe, todos a dizerem o mesmo, a repetir as palavras que acabaram de ouvir, só a repeti-las porque ainda não tiveram tempo de inventar outras suas próprias, e agora adianta-se João Mau-Tempo, (.) juntemo-nos todos para exigir o nosso salário, porque já vai sendo tempo de termos voz para dizer o valor do trabalho que fazemos, não podem ser sempre os patrões a resolver o que nos pagam» (idem, p.144). «Não há justiça se uns têm tudo e os outros nada, e eu só queria dizer que têm tudo e os outros nada, e eu só queria dizer que os camaradas podem contar comigo, é só isto e nada mais» (idem, p.212). Em Levantado do Chão saliente-se ainda que a existência de luta organizada, correlativa da elevação dos níveis de consciencialização dos trabalhadores aparece como o maior receio da classe dominante. Registe-se o seguinte diálogo entre o pároco e a esposa de um latifundiário «é o pior defeito que têm, o orgulho, Tem razão, senhor padre Agamedes, e o orgulho é um pecado mortal, O pior de todos, senhora dona Clemência, porque é ele que levanta o homem contra o seu patrão e o seu deus» (idem, p.243) [itálicos nossos]. O "orgulho" mencionado mais não é do que a assunção individual e colectiva que os trabalhadores adquirem da sua situação na sociedade e da aspiração e necessidade que encontram para se constituírem como uma classe politicamente independente dos interesses económicos, políticos e ideológico-culturais de outras classe sociais. Por outro lado, um factor que ao mesmo tempo contribui para incrementar a consciência de classe e que com a maturação desta se eleva a novos níveis é a luta colectiva operária. Isto é, a compreensão subjectiva da classe operária como uma classe diferente, oposta e antagónica ao grande capital (agrário, industrial, financeiro) espelha-se igualmente na extensão da luta reivindicativa no tempo. Portanto, a persistência temporal da luta, com avanços e recuos, em torno de exigências económicas e/ou políticas, é um aspecto capital na evolução qualitativa da formação da classe trabalhadora. Em paralelo, a compreensão de que a luta numa determinada conjuntura faz parte de um devir histórico, de um todo histórico, é igualmente importante, «a Montemor vamos segunda-feira, reclamar o pão dos filhos e dos pais que os devem criar, Mas isso é o que sempre fizemos, e os resultados, Fizemos, fazemos e faremos, enquanto não puder ser diferente, Canseira que não acaba nunca, Um dia acabará, Quando já estivermos todos mortos e ao de cima vierem os nossos ossos, se houver cães que os desenterrem, Vivos haverá bastantes quando chegar esse dia» (idem, p.308) [itálicos nossos]. Em simultâneo, a coragem em afrontar um inimigo com recursos - financeiros, militares e ideológicos - muito superiores e em que as suas reivindicações e bandeiras de luta prevalecem à repressão subsequente é uma prova do avanço progressivo da capacidade organizativa e da consciência de classe do proletariado alentejano. A isto acrescente-se também a transformação da luta económica (por salários, por melhores condições de trabalho, por horários de trabalho mais reduzidos, etc.) como catalisador da luta política. A acima referida luta pelas oito horas nos campos em 1962 foi complementada com a assunção do dia Primeiro de Maio como feriado dos trabalhadores em plena ditadura. Daí em diante, o dia da resistência antifascista passou a ser exactamente o dia 1 de Maio. Essas lutas da década de 60 - expressas no romance no envolvimento militante de Sigismundo Canastra, João Mau-Tempo, António Mau-Tempo e Manuel Espada (cunhado de João) - funcionaram, desse modo, como factor de: unidade operária, de confiança e ligação dos trabalhadores à única força política antifascista com implantação nas massas populares aí existente (o PCP); consciencialização e organização política; formação de quadros operários; abaixamento do volume de mais-valia apropriado pela burguesia; rachamento da legitimidade do regime fascista e da própria burguesia como classe dominante. Com a Revolução dos Cravos, chegam, entre outros, a liberdade política e a liberdade de manifestação, «está aqui escrito que o primeiro de Maio será festejado livremente, é dia feriado em todo o país, E então a guarda, insistem os de boa memória, A guarda desta vez fica a ver-nos passar, quem havia de dizer que uma coisa assim nos viria a acontecer um dia, a guarda quieta e calada enquanto tu gritas viva o primeiro de Maio» (idem, p.355). Parafraseando Ary dos Santos, com «as portas que Abril abriu» (Santos, 2004, p.309-330) os trabalhadores alentejanos finalmente consumaram as suas aspirações pela posse e trabalho da terra por si mesmos sem necessidade constrangimentos externos e em que os produtos do trabalho eram apropriados e distribuídos colectivamente. «E então num sítio qualquer do latifúndio, a história lembrar-se-á de dizer qual, os trabalhadores ocuparam uma terra. Para terem trabalho, nada mais, cubra-se de lepra a minha mão direita se não é verdade. E depois numa outra herdade os trabalhadores entraram e disseram, Vimos trabalhar. E isto que aconteceu aqui, aconteceu além, é como na Primavera, abre-se um malmequer do campo, e se não vai logo Maria Adelaide colhê-lo, milhares de seus iguais nascem em um dia só, onde estará o primeiro, todos brancos e todos voltados ao sol, é assim o noivado desta terra» (idem, p.361). Por conseguinte, é com a Reforma Agrária que o proletariado alentejano atinge o cume da sua capacidade organizativa e da sua consciencialização social e política. Isto para não falar da melhoria material e económica da sua vida quotidiana. Atentemos nas palavras de um operário agrícola que viveu esse processo. Palavras enunciadas no mesmo ano em que Levantado do Chão foi publicado. «Os trabalhadores alentejanos e ribatejanos nunca pensaram na terra para si e não continuam a pensar na terra para si, nunca foram gananciosos por terem um bocadinho de terra. Isto em falando numa maneira muito alentejana, os trabalhadores o que querem é pôr a terra a produzir para todo o povo português e a terra dos alentejanos e dos ribatejanos é de todo o povo português. Portanto, não queremos de facto um bocadinho de terra cada um, mas queremos de facto que a terra seja posta ao serviço da economia nacional e de todo o povo em geral. Não queremos, de facto, ficar com um bocadinho [de terra], outro ficar com outro, que a terra nos seja posta, como se costuma dizer, em nosso nome. A terra é do nosso país, a terra hoje é de quem volta a trabalhar. Esta é a ideia dos alentejanos, é aquilo que os alentejanos trabalhadores rurais sempre viram da terra» (Arraiolos, 1980, p.209). É todo este movimento histórico de transformação das práticas colectivas e políticas de classe do operariado agrícola alentejano que vibra e pulsa nas páginas de Levantado do Chão. Um romance onde se pode afirmar que os trabalhadores não são descritos externamente ao contexto histórico, mas onde a sua experiência histórica e humana é contada pela sua própria voz colectiva. Em 1980, pela voz individual de um dos seus. Bibliografia . ARRAIOLOS, Rogério (1980) - A Reforma Agrária acusa. Lisboa: Caminho. . BARROS, Afonso de (1981) - A Reforma Agrária em Portugal: das ocupações de terras à formação de novas unidades de produção. 2ªed. Oeiras: Fundação Calouste Gulbenkian. . CARVALHO, Lino de (2004) - Reforma Agrária: da Utopia à Realidade. Porto: Campo das Letras. . FONSECA, Manuel da (2001 [1958]) - Seara de Vento. 17ªed. Lisboa: Caminho. . GERVÁSIO, António (2004) - A luta do proletariado agrícola: de sol a sol até à Reforma Agrária. In MURTEIRA, António (org.) - Uma Revolução na Revolução: Reforma Agrária no Sul de Portugal. Montemor-o-Novo. Câmara Municipal de Montemor-o-Novo. p.181-187. . HOBSBAWM, Eric (1965 [1959]) - Primitive Rebels: studies in archaic forms of social movimente in the 19th and 20th centuries. 2ªed. New York, London: Norton. . LEAL, Américo (2005) - O Rosto da Reforma Agrária. Lisboa: Edições Avante. . LIMA, Paulo e CORREIA, Susana (2006) - Vida, fome e morte nos campos de Beja durante o salazarismo. Beja: Câmara Municipal de Beja - Arquivo de História Oral; Cooperativa Cultural Alentejana. . REIS, Carlos (1999) - Diálogos com José Saramago. Lisboa: Caminho. . SANTOS, José Carlos Ary dos (2004) - Obra Poética. 4ªed. Lisboa: Edições Avante. . SARAMAGO, José (2000 [1980]) - Levantado do Chão. 15ªed. Lisboa: Caminho. . SARAMAGO, José (1999) - Folhas Políticas 1976-1998. Lisboa: Caminho . SEIXO, Maria Alzira (1987) - O essencial sobre José Saramago. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda. . THOMPSON, E. P. (1991 [1963]) - The Making of the English Working Class. London: Penguin. * Sociólogo -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100720/01f59a82/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100720/01f59a82/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3551 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100720/01f59a82/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 59 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100720/01f59a82/attachment-0003.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 21 20:47:43 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 21 Jul 2010 19:47:43 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Todo_arquivo_do_programa_Roda_Viv?= =?iso-8859-1?q?a_dispon=EDvel_para_pesquisa=2E_Os_usu=E1rios_t=EAm?= =?iso-8859-1?q?_acesso_=E0s_transcri=E7=F5es_integrais_das_entrevi?= =?iso-8859-1?q?stas_realizadas_nos_=FAltimos_24_anos=2E?= Message-ID: <25145AC9BAA84E71BA21BC1F5346BB42@vcaixe> Carta O Berro.............................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Moreira Fonte: NPC Arquivo do programa Roda Viva disponível para pesquisa Memória Roda Viva é um novo canal de pesquisa na internet, voltado para estudantes, professores e público em geral. Este canal oferece aos internautas um espaço para pesquisa de grandes temas nacionais e internacionais, a partir dos debates exibidos no programa Roda Viva, exibido pela TV Brasil. Os usuários têm acesso às transcrições integrais das entrevistas realizadas nos últimos 24 anos, além de um trecho de vídeo do programa e verbetes informativos. Mais de quinhentas das principais entrevistas estão disponíveis para consulta e pesquisa. Semanalmente são inseridos outros programas, até que todos estejam na página. Esse é o resultado de uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para conhecer, acesse: http://www.rodaviva.fapesp.br __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100721/2f3d1b92/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100721/2f3d1b92/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 21 20:47:52 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 21 Jul 2010 19:47:52 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__A_brutalidade_n=E3o_=E9_constitu?= =?iso-8859-1?q?tiva_da_natureza_masculina=2Cmas_um_dispositivo_de_?= =?iso-8859-1?q?uma_sociedade_que_reduz_as_mulheres_a_objetos_de_pr?= =?iso-8859-1?q?azer_e_consumo_dos_homens=2E?= Message-ID: <3103F9EE3B334F87A292665EC88641FF@vcaixe> Carta O Berro......................................................................repassem A brutalidade não é constitutiva da natureza masculina, mas um dispositivo de uma sociedade que reduz as mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens Por Débora Diniz original publicado na UNESC Eliza Samudio está morta. Ela foi sequestrada, torturada e assassinada. Seu corpo foi esquartejado para servir de alimento para uma matilha de cães famintos. A polícia ainda procura vestígios de sangue no sítio em que ela foi morta ou pistas do que restou do seu corpo para fechar esse enredo macabro. As investigações policiais indicam que os algozes de Eliza agiram a pedido de seu ex-namorado, o goleiro do Flamengo, Bruno. Ele nega ter encomendado o crime, mas a confissão veio de um adolescente que teria participado do sequestro de Eliza. Desde então, de herói e "patrimônio do Flamengo", nas palavras de seu ex-advogado, Bruno tornou-se um ser abjeto. Ele não é mais aclamado por uma multidão de torcedores gritando em uníssono o seu nome após uma partida de futebol. O urro agora é de "assassino". O que motiva um homem a matar sua ex-namorada? O crime passional não é um ato de amor, mas de ódio. Em algum momento do encontro afetivo entre duas pessoas, o desejo de posse se converte em um impulso de aniquilamento: só a morte é capaz de silenciar o incômodo pela existência do outro. Não há como sair à procura de razoabilidade para esse desejo de morte entre ex-casais, pois seu sentido não está apenas nos indivíduos e em suas histórias passionais, mas em uma matriz cultural que tolera a desigualdade entre homens e mulheres. Tentar explicar o crime passional por particularidades dos conflitos é simplesmente dar sentido a algo que se recusa à razão. Não foi o aborto não realizado por Eliza, não foi o anúncio de que o filho de Eliza era de Bruno, nem foi o vídeo distribuído no YouTube o que provocou a ira de Bruno. O ódio é latente como um atributo dos homens violentos em seus encontros afetivos e sexuais. Como em outras histórias de crimes passionais, o final trágico de Eliza estava anunciado como uma profecia autorrealizadora. Em um vídeo disponível na internet, Eliza descreve os comportamentos violentos de Bruno, anuncia seus temores, repete a frase que centenas de mulheres em relacionamentos violentos já pronunciaram: "Eu não sei do que ele é capaz". Elas temem seus companheiros, mas não conseguem escapar desse enredo perverso de sedução. A pergunta óbvia é: por que elas se mantêm nos relacionamentos se temem a violência? Por que, jovem e bonita, Eliza não foi capaz de escapar de suas investidas amorosas? Por que centenas de mulheres anônimas vítimas de violência, antes da Lei Maria da Penha, procuravam as delegacias para retirar a queixa contra seus companheiros? Que compaixão feminina é essa que toleraria viver sob a ameaça de agressão e violência? Haveria mulheres que teriam prazer nesse jogo violento? Não se trata de compaixão nem de masoquismo das mulheres. A resposta é muito mais complexa do que qualquer estudo de sociologia de gênero ou de psicologia das práticas afetivas poderia demonstrar. Bruno e outros homens violentos são indivíduos comuns, trabalhadores, esportistas, pais de família, bons filhos e cidadãos cumpridores de seus deveres. Esporadicamente, eles agridem suas mulheres. Como Eliza, outras mulheres vítimas de violência lidam com essa complexidade de seus companheiros: homens que ora são amantes, cuidadores e provedores, ora são violentos e aterrorizantes. O difícil para todas elas é discernir que a violência não é parte necessária da complexidade humana, e muito menos dos pactos afetivos e sexuais. É possível haver relacionamentos amorosos sem passionalidade e violência. É possível viver com homens amantes, cuidadores e provedores, porém pacíficos. A violência não é constitutiva da natureza masculina, mas sim um dispositivo cultural de uma sociedade patriarcal que reduz os corpos das mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens. A violência conjugal é muito mais comum do que se imagina. Não foi por acaso que, quando interpelado sobre um caso de violência de outro jogador de seu clube de futebol, Bruno rebateu: "Qual de vocês que é casado não discutiu, que não saiu na mão com a mulher, né cara? Não tem jeito. Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". Há pelo menos dois equívocos nessa compreensão estreita sobre a ordem social. O primeiro é que nem todos os homens agridem suas companheiras. Embora a violência de gênero seja um fenômeno universal, não é uma prática de todos os homens. O segundo, e mais importante, é que a vida privada não é um espaço sacralizado e distante das regras de civilidade e justiça. O Estado tem o direito e o dever de atuar para garantir a igualdade entre homens e mulheres, seja na casa ou na rua. A Lei Maria da Penha é a resposta mais sistemática e eficiente que o Estado brasileiro já deu para romper com essa complexidade da violência de gênero. Infelizmente, Eliza Samudio está morta. Morreu torturada e certamente consciente de quem eram seus algozes. O sofrimento de Eliza nos provoca espanto. A surpresa pelo absurdo dessa dor tem que ser capaz de nos mover para a mudança de padrões sociais injustos. O modelo patriarcal é uma das explicações para o fenômeno da violência contra a mulher, pois a reduz a objeto de posse e prazer dos homens. Bruno não é louco, apenas corporifica essa ordem social perversa. Outra hipótese de compreensão do fenômeno é a persistência da impunidade à violência de gênero. A impunidade facilita o surgimento das redes de proteção aos agressores e enfraquece nossa sensibilidade à dor das vítimas. A aplicação do castigo aos agressores não é suficiente para modificar os padrões culturais de opressão, mas indica que modelo de sociedade queremos para garantir a vida das mulheres. DEBORA DINIZ É ANTROPÓLOGA E PROFESSORA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100721/bc2169b1/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 22 21:13:10 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 22 Jul 2010 20:13:10 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__EUA_=96_TERRORISMO=2C_TR=C1FIC?= =?windows-1252?q?O_DE_DROGAS_E_DE_MULHERES__por__Laerte_Braga?= Message-ID: <021A63CA096D4E2FA2896B14E6D8FD48@vcaixe> Carta O Berro............................repassem EUA ? TERRORISMO, TRÁFICO DE DROGAS E DE MULHERES AS GUERRAS IMUNDAS PELO MUNDO AFORA Laerte Braga O jornal italiano LA REPUBBLICA, edição de 19 de julho, publica trabalho do jornalista Angelo Aquaro, sobre o tráfico de mulheres conduzido por ?soldados? norte-americanos nas guerras de libertação mundo afora. Desde o governo Bush a política de terceirização das guerras e dos serviços secretos na organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, colocou a empresa privada nesse rentável negócio. Guerras? Guerras e toda a sorte de subnegócios gerados a partir do espírito democrático, cristão e ocidental dos norte-americanos. Tráfico de drogas e de mulheres. Há um relatório da CIA ? AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA ? fartamente divulgado por toda a mídia não comprada, corroborado pela DEA - AGÊNCIA DE COMBATE ÀS DROGAS, que acusa, explicitamente, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de ligações íntimas com o tráfico de drogas; mais especificamente, cocaína. A carreira política de Uribe iniciou-se com financiamento direto de Pablo Escobar, mega traficante. Mas Uribe é aliado... Segundo o WASHINGTON POST, edição de terça-feira, dia 20 de julho de 2010, o governo do presidente Obama tem uma batata quente nas mãos. Mais de 30% dos serviços secretos estão em mãos de funcionários de empresas privadas contratadas no governo Bush para facilitar as ações supostamente de antiterrorismo. Os motivos alegados, custos mais baixos, caíram por terra e o atual governo quer reduzir gradativamente essa privatização. Um porta-voz da Secretaria de Defesa disse ao jornal que há uma diferença entre o agente recrutado por empresas privadas e o agente do próprio governo. ?Um preocupa-se, a empresa, com os seus acionistas, outro tem comprometimento com o país?. Nem o jornal italiano e muito menos o WASHINGTON POST são suspeitos, ou seja, não podem ser acusados de ?terroristas?. Uma menina iraquiana de doze anos prostitui-se em Bagdá diante de uma fila de soldados privados dos EUA. Fazem uma coleta de uns poucos dólares para pagar o custo do sexo. Desde crianças e adolescentes iraquianas, a moças recrutadas em países do Leste da Europa, com promessa de trabalho em Dubai. A viagem para o paraíso é desviada e terminam no Iraque onde perdem os passaportes e têm que juntar mais de mil dólares para pagar e sair do submundo da prostituição. Em Cabul, capital do Afeganistão, garçonetes chinesas nos bares da cidade disfarçam a prostituição e o tráfico de mulheres para servir aos militares recrutados para combater o ?terrorismo?. Junto a essa atividade democrática, cristã, ocidental e promotora de liberdade, o tráfico de drogas. Uma prática é conseqüência da outra. Martina Vendenberg, da HRW - HUMAN RIGHTS WACTH afirma que a despeito das denúncias ?não há nenhum processo aberto?. O tráfico de mulheres foi descoberto pelo CPI - CENTER FOR PUBLIC INTEGRITY e revelado pelo WASHINTON POST na edição de domingo, 18 de julho de 2010. A empresa responsável por combater os ?terroristas? é a BLACKWATER. Para continuar operando impunemente depois de reveladas suas verdadeiras ações ?libertadoras?, mudou de nome, passou a chamar-se XE SERVICE. A Marina Venderberg afirma também que: ?... enfim, não há vontade de fazer com que se respeite a lei?. Como sempre acontece em se tratando de empresa privada, o porta-voz da quadrilha declarou que ?nego com força essas acusações anônimas e sem provas, a política da empresa proíbe o tráfico humano?. O nome é irrelevante, mas o cara chama-se Stacy De Luke. As mulheres ?contratadas? no Leste Europeu (países onde a ?liberdade? derrubou os governos comunistas) o tráfico é organizado pela EXCHANGE SERVICE, contratada pelo Exército dos EUA, para espalhar liberdade mundo afora. A empresa deveria ocupar-se de organizar os restaurantes militares, mas cuida também de fornecer carne diferenciada aos clientes. Já os lucros... Que o digam os acionistas... No Afeganistão, onde os EUA também distribui ?liberdade? e ?reconstrói? o país, cerca de mil mulheres chinesas foram libertadas após blitz em bares e boates. Não indica que o tráfico acabou. Um empresário da ARMOR GROUP, empresa contratada para as guerras imundas, afirmou que a ?aquisição de uma mulher por 20 mil dólares é um negócio rentável?. No caso dos serviços secretos, o jornal WASHINGTON POST afirma que o governo aceita que o setor privado cresceu e está ?fora de controle?. Washington não sabe nem mais quantos são e quanto custam, ou quantas empresas estão envolvidas. Há cerca de um mês agentes de Israel, principal parceira dos EUA nos ?negócios?, mataram, com passaportes oficiais, um líder do Hamás, em Dubai. Passaportes britânicos, italianos e alemães. E ainda, segundo o mesmo jornal, 265 mil dos 854 mil agentes secretos nos EUA, são de empresas privadas contratadas para o setor. O caos chegou a tal ponto que o secretário de Defesa Robert Gates e o diretor da CIA, Leon Panetta, já externaram publicamente preocupação com o assunto. Foi Panetta quem disse que os agentes privados têm preocupações com acionistas e não com o país e Gates, publicamente, concordou. A tarefa desses agentes da ?democracia ocidental cristã? é recrutar espiões em outros países, subornar governantes, funcionários públicos para atender a interesses da organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Interferem em outros países do mundo, como a Itália, ou qualquer país europeu (a Europa é um continente falido cercado de bases norte-americanas por todos os lados) e mantêm prisões no exterior, onde colocam os supostos terroristas seqüestrados, interrogam e assassinam também. Sem forças para reverter o quadro o presidente Obama optou por reduzir de forma gradativa a presença de empresas privadas nos serviços secretos e nas forças armadas. Um terço da CIA é formado por empresas privadas. Eram, até o último domingo, 114 firmas. Esse tipo de fato, ou esses fatos comprovam que os EUA são apenas um grande conglomerado de empresas e bancos com o objetivo de manter de pé um império que se sustenta num arsenal nuclear, por si só, terrorista em cada minuto. Fatos como esses, regra geral, explicam porque o cidadão comum norte-americano ou destrambelha e sai matando a porta de escolas, em escritórios, ou os mais pacatos inventam carros com dois vasos sanitários e capacidade para seis rolos de papel higiênico. Não contam os milhares de desabrigados por conta da quebra de bancos, imobiliárias, etc. São meros detalhes nesse processo. Uma das bases operacionais dos ?libertadores? é a antiga Alemanha, hoje colônia dos EUA. É o modo de ser capitalista neoliberal. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100722/afa434b6/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 22 21:13:18 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 22 Jul 2010 20:13:18 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_CINE_BIJOU_-_Cinema_e_Mem=F3ria?= =?iso-8859-1?q?=2E_Resgatar_e_atualizar_a_mem=F3ria_de_um_antigo_e?= =?iso-8859-1?q?spa=E7o_cultural_de_resist=EAncia_de_nossa_cidade_c?= =?iso-8859-1?q?ontra_a_ditadura_civil-militar?= Message-ID: <6AAD1B197F794C40AB56ACB1983F560E@vcaixe> Carta O Berro......................................................................repassem CINE BIJOU - Cinema e Memória ESTRÉIA SÁBADO (24/07/2010), às 14hs no Teatro Studio 184 (Pça Roosevelt, 184 - antiga Sala Sérgio Cardoso do CINE BIJOU) O Cine Bijou, para quem não o conheceu, foi um dos mais importantes cinemas da cidade de São Paulo. Ficava na Praça Roosevelt e, durante quase todo o período da Ditadura Civil-Militar Brasileira (1964-1989) cumpriu um inesquecível papel de resistência simbólica e artística: ali foram exibidos inúmeros filmes críticos e independentes. Fechado no final dos anos 1980 e correndo o risco de ter sua história esquecida ou pouco discutida, seu espaço, no entanto, não deixou de abrigar a arte de resistência, tendo uma de suas salas (a antiga Sérgio Cardoso) se tornado a sede do grupo de teatro dirigido pela militante socialista Dulce Muniz. Foi juntando a força do significado histórico do Cine Bijou com a garra de militantes que resistiram contra a ditadura (como a Dulce e os companheiros do Núcleo Memória), e de jovens militantes de hoje, que nasceu a idéia de "reativar" o Cine Bijou. A partir do próximo Sábado (24/07) daremos início a um projeto (que entendemos importante) de preservação crítica da memória: CINE BIJOU - Cinema e Memória. A idéia é resgatar e reocupar, quinzenalmente, sua antiga Sala Sérgio Cardoso por meio do próprio Cinema, do Teatro e de Debates, buscando refletir sobre o Passado e o Presente. Nossa proposta será, por meio de alguns destes filmes - casados a produções atuais, refletir e discutir sobre as tarefas indispensáveis para a construção e aprofundamento democrático em nosso país. A nossa democracia ainda é extremamente frágil e restrita, e o grande desafio que enfrentamos é a sua consolidação e ampliação. O Cine Bijou realizará quinzenalmente - sempre aos sábados, às 14hs - atividades gratuitas na antiga Sala Sérgio Cardoso (atual Teatro Studio 184). Tendo como eixo o Cinema e sua discussão, apresentaremos também pequenas intervenções em outras linguagens: teatro, música, artes plásticas, etc. Assim, entendemos que possamos enfrentar o que consideramos dois importantes aspectos da construção democrática ora em curso: por um lado, fortalecer a preservação e difusão da nossa Memória Cultural e Política da resistência; por outro, ampliar o acesso a essa memória e aos bens culturais atraindo, sobretudo, a participação de adolescentes e de jovens trabalhadores pobres que moram ou freqüentam a região do Centro Velho da cidade de São Paulo. Vale destacar, dentre estes grupos, a importância que damos a coletivos periféricos das mais variadas formas de resistência, dentre os quais está o pessoal do Sarau da Ademar - coletivo de jovens poetas e artistas da Cidade Ademar -, que já começou a somar no projeto. Paralelamente - e até para que possamos cumprir com êxito as tarefas que nos propomos - faz parte do nosso projeto a construção de um espaço capaz de atrair e aglutinar jovens artistas, pesquisadores, historiadores e estudiosos das várias áreas do saber, lado a lado com as gerações que viveram e resistiram nesses diversos campos, durante a ditadura. Deste modo, o Cine Bijou, que desempenhou um importante papel na formação dessas gerações que resistiram nos anos 1960, 1970 e 1980, retoma o seu papel junto às novas gerações que, neste início do século 21 estejam interessadas na consolidação e ampliação da democracia em nosso país. CINE BIJOU - CINEMA E MEMÓRIA LOCAL: Teatro Studio 184, Pça Roosevelt, 184 - Centro PRINCIPAIS AÇÕES: Resgatar e atualizar a memória de um antigo espaço cultural de resistência de nossa cidade (o Cine Bijou), extremamente importante durante a ditadura civil-militar, realizando, em uma de suas antigas salas (a sala Sérgio Cardoso), exibições de filmes, intervenções teatrais e debates entre militantes do período e jovens ativistas sociais de hoje em dia, de modo a fortalecer a discussão em torno do direito à Memória, à Verdade e à Justiça, bem como a reflexão acerca da Cidade e da Sociedade em que vivemos. REALIZAÇÃO: a Ponte, Núcleo Memória, Teatro Studio 184 e Sarau da Ademar APOIO: Programa VAI CONTATOS: bijoucinememoria at gmail.com / 6991-9699 (c/ Danilo) BLOG: www.bijoucinememoria.blogspot.com -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100722/73349715/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 23 20:53:17 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 23 Jul 2010 19:53:17 -0300 Subject: [Carta O BERRO] GEHB ** Revista do IHGB na internet Message-ID: <2E5CA7DE465F4CC89394FCDDF4891F55@vcaixe> Carta O Berro........................................................repassem ----- Original Message ----- From: GRUPO DE ESTUDOS DA HISTORIA DO BRASIL Revista do IHGB na internet O I.H.G.B. disponibilizou as suas revistas integralmente em seu site. O endereço para visualizar as revistas do instituto é o seguinte: www.ihgb.org.br/rihgb.php __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100723/a2783334/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 23 20:53:27 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 23 Jul 2010 19:53:27 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_Semin=C3=A1rio_Internacional_Gramsci_e?= =?utf-8?q?_os_Movimentos_Populares_-_na_Universidade_Federal_Flumi?= =?utf-8?q?nense_-_veja_a_programa=C3=A7=C3=A3o_abaixo=2E?= Message-ID: <2E964AAA04144251BFD78B66606740BD@vcaixe> Carta O Berro.............................................repassem SEMINÁRIO NA UFF: GRAMSCI E OS MOVIMENTOS Seminário Internacional Gramsci e os Movimentos Populares Apresentação Seminários e eventos para abordar os mais diversos temas e questões do pensamento de Gramsci têm sido numerosos no mundo e no próprio Brasil. Mas, são praticamente inexistentes os estudos dedicados a focalizar o diálogo fecundo que vem ocorrendo entre as perspectivas abertas por A. Gramsci e os movimentos populares. Na variedade das suas formas e manifestações, os movimentos populares latino-americanos apresentam profundas sintonias com a visão de mundo delineada por Gramsci. Desde final dos anos 60, quando os escritos de Gramsci começaram a ser divulgados no Brasil e na América Latina, observa-se uma crescente referência às suas idéias e categorias. O seminário que queremos realizar, portanto, se propõe a analisar e debater como, ao longo dos últimos 40 anos, as ferramentas teóricas de Gramsci foram assimiladas pelos movimentos populares. Mas, também, como estes conseguiram re-processar as idéias do pensador sardo amalgamando-as com uma inovadora práxis latino-americana, de modo a elaborar uma visão própria de sociedade e delinear um projeto alternativo de mundo. A estrutura, os componentes e a dinâmica do seminário foram pensados de modo a investigar, de um lado, a relação entre o pensamento de Gramsci e os movimentos populares no recente contexto h istórico brasileiro e latino-americano, e, por outro lado, a focalizar as atenções sobre algumas questões que atualmente vêm sendo particularmente debatidas, como o processo de democratização no Brasil e na América Latina, a construção de um ?Estado-ético? popular, a busca de um novo significado de hegemonia, a concepção de uma educação e de uma ?escola unitária? alternativa. Além de articular os aspectos históricos, filosóficos e pedagógicos e destacar a singularidade dos movimentos populares brasileiros e latino-americanos, o seminário pretende debater também contradições e debilidades, levantar questões críticas e apontar desdobramentos, de modo a contribuir para renovar práticas político-pedagógicas vigentes e aprofundar o desenvolvimento dos estudos e da pesquisa. Neste sentido, é de se considerar que a realização desse seminário é uma iniciativa originada no Núcleo de Estudos e Pesquisas em Filosofia Pol? ?tica e Educação (Nufipe), vinculado ao Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense e parceiro de movimentos populares. Desde sua criação, em 2002, de fato, Gramsci e os movimentos populares têm sido ?a mente e o coração? do nosso Núcleo, a partir dos quais temos organizado diversas atividades de extensão, cursos, pesquisas, orientação de monografia, de dissertação, de teses e diversas publicações, como pode ser observado pelos registros no Diretório de Grupos de Pesquisa certificado pelo Conselho Nacional de Pesquisas, CNPq. Em Gramsci, e autores sintonizados com o seu pensamento, o Nufipe encontra seus referencias teóricos fundamentais. E, nos movimentos populares, os interlocutores principais que lhe inspiram a pesquisa e a práxis político-pedagógica. Além de regional e nacional, o seminário tem um alcance internacional, não apenas pelas diversas relações e parcerias que o Nufipe vem estabelecendo dentro e fora do Brasil, mas porque ?Gramsci e os Movimentos Populares? só podem ser compreendidos plenamente nesse grande circuito. Esperamos, com isso, aprofundar os vínculos entre o mundo acadêmico e a dinâmica dos movimentos populares, entre o pensamento de Gramsci e a práxis político-pedagógica latino-americana. Prof. Dr. Giovanni Semeraro Programação Auditório Florestan Fernandes ? Campus do Gragoatá, bloco D Dia 13/9 ?18h - Solenidade de abertura ?18h30 - Conferência de abertura: Prof. Dr. Atilio Boron (Argentina) e Prof. Dr. Carlos Nelson Coutinho (UFRJ). Coordenador: Prof. Dr. Giovanni Semeraro (Nufipe/UFF) -------------------------------------------------------------------------------- Dia 14/9 ?8h às 10h - Comunicações orais (apresentação de trabalhos inscritos) ?10h30 às 12h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Marcos Del Royo (Unesp), Profª Drª Rosemar y Dore (UFMG), Prof. Dr. Luiz Augusto Passos (GPMSE/UFMT). Coordenador: Prof. Sérgio Turcatto (Nufipe/UFF) ?15h às 17h - Comunicações orais (apresentação dos trabalhos inscritos) ?18h às 20h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Fabio Frosini (Itália), Prof. Dr. Luis Tapia (Bolívia), Prof. Dr. Carlos Walter Porto-Gonçalves (UFF). Coordenador: Vitor Fraga (Nufipe/UFF) ?20h30 - Atividade cultural -------------------------------------------------------------------------------- Dia 15/9 ?8h às 10h - Comunicações orais (apresentação de trabalhos inscritos) ?10h30 às 12h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Marcos Marques (Nufipe/UFF), Profª Drª Artemis Torres (GPMSE/UFMT), Profª Drª Roberta Lobo (UFRRJ), Profª Drª Valéria Correia (UFAL). Coordenador: Rodrigo Lima (Nufipe/UFF) ?15h às 17h - Comunicações orais (apresentação dos trabalhos inscritos) ?18h às 20h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Joseph Buttigi eg (EUA), Prof. Dr. Alvaro Bianchi (Unicamp), Prof. Dr. Luiz Alberto Gómez de Sousa (UCAM). Coordenador: Néliton Azevedo (Nufipe/UFF) ?20h30 - Atividade cultural -------------------------------------------------------------------------------- Dia 16/9 ?8h às 10h - Comunicações orais (apresentação de trabalhos inscritos) ?10h30 às 12h30 - Mesa-redonda: Prof. Dr. Antonio Brand (UCDB), Profª Drª Adonia Prado (UFF), Prof. Dr. Percival Tavares (Nufipe/UFF), Profª Drª Lia Tiriba (UFF). Coordenador: Diego Chabalgoity (Nufipe/UFF) ?15h às 17h - Comunicações orais (apresentação dos trabalhos inscritos) ?18h às 20h30 - Conferência de encerramento: Prof. Dr. Guido Liguori (Itália), Prof. Dr. Alvaro Oviedo (Col??mbia), Prof. Dr. Giovanni Semeraro (Nufipe/UFF). Coordenador: Prof. Drª Martha D??Ângelo (Nufipe/UFF) ?18h às 20h30 - Atividade Cultural __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100723/47bca3db/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 24 15:27:58 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 24 Jul 2010 14:27:58 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_Grupo_=22O_Berro=22_em_=22O_Mentiroso?= =?utf-8?q?=22=2C_no_Festival_de_Esquetes_deNiter=C3=B3i!!___Elenco?= =?utf-8?q?=3A_Maria_Ana_Caixe=2C_Elaine_Dias=2C_Ray_Cenna_-_Dia_29?= =?utf-8?q?/07=2C_quinta-feira=2C_=C3=A0_partir_das_19h?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................................repassem Dia 29/07, quinta-feira, à partir das 19h, no Teatro Municipal de Niterói, "O Mentiroso", adaptação do clássico de Jean Cocteau para esquete. Venha nos prestigiar! Grupo "O Berro"! Elenco: Maria Ana Caixe, Elaine Dias, Ray Cenna. Direção: Virgínia Castellões. Adaptação e Concepção Cênica: Maria Ana Caixe Sinopse: O Esquete, na verdade, é um monólogo adaptado da obra ?O Mentiroso? ou Le menteur de Jean Cocteau. A história, transformada em esquete, é a síntese da essência desta obra genial que perpassa pela própria metalinguagem do teatro, através dos paradoxos e semelhanças entre a verdade e a mentira, segundo o conflito de consci?ncia do personagem, o Mentiroso, a respeito destas questões. Ou seja, a história expressa os conflitos e as dissimulações de alguém que mente, por qualquer motivo, e alega não ter controle, em tese, sobre este impulso, como se uma força externa o fizesse mentir. No meio do palco, ao fundo e perpendicularmente uma moldura de um espelho fictício, separa dois personagens: ?Boneco? e o ?Reflexo? caracterizados de marionetes, presos a elásticos, em plano anterior, representando a dualidade e os paradoxos existentes nos pensamentos do personagem ?central?, o Mentiroso, que, por sua vez, está em primeiro plano, à frente das marionetes, isto é, do ?Boneco? e do ?Reflexo?., manipulando um genuíno boneco de marionetes idêntico àqueles personagens, o que demonstra a separação e proximidade do plano consiente/realístico ao inconsciente/surreal. O texto é conduzido de maneira a desafiar o público, colocando em cheque a veracidade das nossas estórias e versões cotidianas. ?O Mentiroso? argumenta sobre as possíveis mentiras contadas por todos nós e espectadores, com a intenção de justificar as suas ?mentiras?. No momento final do espetáculo, os três personagens se deparam, finalmente, com o conflito e as sutilezas reais existente entre a verdade e a mentira, questionando tal ambivalência e, por conseguinte, uma possível conscientização deste paradoxo. É isto aí, Pessoal!! Esperamos vocês. Beijos, Maria Ana. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100724/f846eead/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 90338 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100724/f846eead/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 25 14:02:43 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 25 Jul 2010 13:02:43 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?___Ernesto_Cortazar_-_Relaxante_M?= =?iso-8859-1?q?=FAsica_de_Piano_-_Site_Oficial_Ou=E7a_toda_Discogr?= =?iso-8859-1?q?afia=2E________________________________________HOJE?= =?iso-8859-1?q?_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: Carta O Berro.........................................................repassem Ernesto Cortazar - Relaxante Música de Piano - Site Oficial (VÁ AO SITE, FAÇA O SEU LOGUIN, INSCREVENDO-SE, E AGUARDE A RESPOSTA NA SUA CAIXA POSTAL. EM SEGUIDA. APÓS VOLTE AO SITE, IDENTIFIQUE-SE E CLIQUE NA DISCOGRAFIA E VAI OUVINDO ESSAS MÚSICAS DELICIOSAS) BOM DOMINGO! VANDERLEY http://www.ernestocortazar.net/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100725/e455b0e7/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100725/e455b0e7/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 25 14:02:51 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 25 Jul 2010 13:02:51 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__=22Israel=3A_um_monstro_nasceu?= =?windows-1252?q?_entre_n=F3s=22_=5BURI_AVNERY=2C_Gush_Shalom=2C_T?= =?windows-1252?q?elavive=2C_24/7/2010_=28traduzido=29=5D?= Message-ID: Carta O Berro..................................................................repassem Israel: um monstro nasceu entre nós 24/7/2010, Uri Avnery, Gush Shalom [Bloco da Paz], Telavive http://zope.gush-shalom.org/home/en/channels/avnery/1279969692/ Desde que testemunhei a ascensão dos nazistas na minha infância na Alemanha, meu nariz avisa quando há fascismo no ar, desde o primeiro sinal. Quando começou o debate sobre a ?solução Um Estado?, meu nariz coçou. ?Calma, nariz?, disse eu. ?Dessa vez, você errou. A ?solução Um Estado? é ideia da esquerda. É ideia de gente credenciada, de grandes nomes de Israel e de todo o mundo, há entre eles até importantes marxistas.? Mas meu nariz não parava de coçar. Agora, afinal, parece que meu nariz não errou. Não é a primeira vez que um plano de judeus ?puros? e de esquerda -- a esquerda kosher --, leva a conseqüências de extrema direita. Já aconteceu antes, por exemplo, no mais horrendo símbolo da ocupação da Palestina: o muro do apartheid. Foi ideia de judeus ?puros?, de esquerda. Quando se multiplicaram os ataques ?terroristas?, políticos da esquerda israelense chefiados por Haim Ramon apareceram com uma solução milagrosa que tudo resolveria: construir obstáculo intransponível entre Israel e os Territórios Ocupados. Diziam que bastaria um muro para conter os ataques, sem ser preciso recorrer a ações brutais na Cisjordânia. A Direita opôs-se veementemente. Para a Direita, seria golpe-conspiração para demarcar fronteiras fixas, que contribuiria para promover a Solução Dois Estados, a qual, para a Direita, seria (como ainda é) ameaça existencial aos planos da mesma Direita. Mas, de repente, a Direita mudou de tom. Perceberam que o muro seria excelente oportunidade para anexar grandes porções de terras da Cisjordânia e entregá-las a colonos judeus. E aconteceu: o muro não foi construído ao longo da Linha Verde, mas bem dentro de território da Cisjordânia. E, sim, roubou grandes porções de terra de vilas palestinas. Hoje, há manifestações da esquerda, todas as semanas, de protestos contra o muro; a direita manda soldados; os soldados atiram contra os manifestantes; e a Solução de Dois Estados permanece esquecida. E a Direita ?descobriu? a Solução Um Estado. Meu nariz não para de coçar. Um dos primeiros direitistas a falar sobre ?um Estado? foi Moshe Arens, ex-ministro da Defesa. Arens é direitista extremista, membro fanático do partido Likud. Pôs-se a falar sobre ?um Estado?, do mar Mediterrâneo ao rio Jordão, no qual seriam garantidos plenos direitos aos palestinos, inclusive direitos de cidadania e de voto. Esfreguei os olhos. Seria o mesmo Arens? O que teria acontecido? Mas o mistério logo encontrou solução, solução simples. Arens e seu grupo então ante um problema matemático que parece insolúvel: têm de converter o triângulo em círculo. O projeto deles tem três lados: (a) querem um Estado judeu; (b) querem toda a ?grande Israel?; e isso tem de ser (c) Estado democrático. Como fazer desses três lados bicudos, um círculo harmonioso? Entre o mar e o rio vivem hoje cerca de 6,5 milhões de judeus e 3,9 milhões de palestinos ? proporção de 59% judeus, para 41% palestinos (incluídos os habitantes da Cisjordânia, da Faixa de Gaza, de Jerusalém Leste e os cidadãos árabes-israelenses. E sem incluir, é claro, os milhões de refugiados palestinos que vivem fora de Israel). Vários ?especialistas? têm tentado desmentir esses números, mas estatísticos respeitados, dentre os quais vários israelenses, aceitam-nos, com pequenas correções para um lado e o outro. A proporção, aliás, está mudando rapidamente a favor dos palestinos. A população de palestinos em Israel duplica a cada 18 anos. Mesmo que se considere o aumento vegetativo da população de judeus em Israel e a imigração previsível no futuro imediato, pode-se facilmente prever com precisão matemática o momento em que os palestinos serão maioria na população entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo. É tempo que se calcula em anos, não em décadas. A conclusão é uma só e inevitável. É possível atender duas, nunca as três aspirações abaixo, simultaneamente: (a) se se pensar em implantar Estado judeu em todo o país, esse Estado não será democrático; (b) se se pensar em implantar Estado democrático em toda a Israel, esse Estado não poderá ser judeu; e (c) se se pensar em Estado judeu e democrático, o Estado de Israel jamais corresponderá à ?Grande Israel? dos sionistas. É simples e é lógico. Ninguém precisaria ser um Moshe Arens, engenheiro de profissão, para entender. Assim sendo, a Direita procura hoje outra lógica, qualquer lógica, que lhes permita fantasiar um Estado judeu e democrático em toda a Israel. Semana passada, o jornal Haaretz publicou notícia realmente surpreendente: personalidades destacadas da extrema direita israelense ? de fato, da mais extrema extrema direita ?, de repente, falavam da Solução Um Estado do mar ao rio. Falavam de um Estado no qual os palestinos seriam cidadãos plenos, com plenos direitos. Aqueles direitistas citados na matéria de Noam Sheizaf[1] não escondiam seus motivos: seu único interesse é impedir a criação de um Estado palestino ao lado de Israel, o que implicaria o fim da empreitada de colonização da Palestina e a evacuação de colônias e postos avançados de ocupação da Cisjordânia. Visavam também a calar a crescente pressão internacional a favor da Solução de Dois Estados. Entre os esquerdistas do mundo que defendem a Solução Um Estado, a notícia foi recebida com aclamações de júbilo. E não faltaram ironias contra o campo da paz israelense (por que será que a esquerda tanto gosta de inventar discussões dentro da própria esquerda?), acompanhados de elogios à ?visão? da direita israelense. Que inteligência! Que generosidade! Com que facilidade adotaram ideias opostas! Só a Direita israelense entende de paz! Pois se esses bons companheiros lessem os artigos e declarações, descobririam que não, não é nada disso. A verdade é exatamente o contrário. Todos os seis líderes da direita israelense citados naquele artigo têm várias ideias em comum, que merecem consideração atenta. Primeira: todos excluem a Faixa de Gaza do ?um Estado? proposto. Só nesse detalhe, já desaparecem 1,5 milhão de palestinos, o que diminui o risco de desequilíbrio demográfico. (Esquecem que, pelo acordo de Oslo, Israel reconheceu a Cisjordânia e a Faixa de Gaza como território contínuo. Mas a direita, afinal, sempre entendeu que o Acordo de Oslo teria sido obra de esquerdistas traidores.) Segunda: o ?um Estado? será, é claro, Estado judeu. Terceira: a anexação da Cisjordânia será total e imediata, o que garantirá que a construção de novas colônias exclusivas para judeus possa continuar sem qualquer dificuldade. Na ?Grande Israel? dos sionistas a empreitada colonial não pode ser limitada ou contida. Quarta: Não há como garantir cidadania ?antecipada? aos palestinos. O autor do artigo acima citado resume assim a posição daquela direita israelense: ?um processo a ser completado num período estimado entre dez anos e uma geração, e, ao final do processo, os palestinos gozarão de plenos direitos individuais, mas o Estado será, nos símbolos e no espírito, Estado judeu (...). Não se fala de ?Estado que pertencerá a todos os cidadãos?, nem em alguma ?Isratina?, com bandeira na qual se unam a lua crescente e a estrela de Davi. O ?um Estado? significa soberania para judeus.? Vale a pena conhecer os argumentos dos próprios interessados: Uri Elitsur, ex-diretor geral do Conselho para Judeia e Samaria [ing. Judea and Samaria Council], organização dos colonos judeus conhecida como ?Yesha?]: ?Falo de um Estado judeu, Estado para os judeus, no qual existirá uma minoria árabe?. Hanan Porat, um dos fundadores de Gush Emunim (dos colonos judeus religiosos; Porat é o homem que festejou e conclamou os judeus a festejarem o massacre de Baruch Goldstein em Hebron): ?Sou contra a cidadania automática [para os palestinos] proposta por Uri Elitsur, que é ideia ingênua e levará a terríveis conseqüências. Proponho que se aplique a lei israelense nos territórios por etapas, primeiro nas áreas onde (já) há maioria de judeus. Depois, em etapas de uma década a uma geração, em todos os territórios.? Porat propõe dividir a Palestina em três categorias de pessoas: (a) os que querem Estado árabe e estão dispostos a consegui-lo mediante terrorismo e luta contra o Estado (esses não terão lugar na ?Grande Israel?). O que significa, é claro, que serão expulsos. (b) Os que aceitem seu lugar e submetam-se à soberania dos judeus, mas ainda não estejam dispostos a participar do Estado e cumprir todas as suas obrigações para com o Estado judeu (esses terão garantidos plenos direitos humanos, mas não terão representação no Estado judeu). E (c) os que declarem lealdade ao Estado judeu e jurem fidelidade a ele (esses receberão cidadania plena. E, claro, serão minoria). Tzipi Hutubeli, deputada da extrema direita do partido Likud: ?No horizonte político deve haver cidadania também para os palestinos da Cisjordânia e de Gaza (?) Acontecerá gradualmente (...). O processo acontecerá ao longo do tempo, talvez uma geração. Nesse período, a situação em campo será estabilizada e os símbolos e características do Estado judeu estarão ancorados na lei (...) Removeremos o ponto de interrogação que paira sobre a Cisjordânia e Gaza. Antes de tudo, prevalece a fé profunda que tenho no direito dos judeus à ?Grande Israel?. Shiloh e Bet-El [na Cisjordânia] são para mim a terra dos nossos ancestrais no mais pleno sentido da palavra (...). Nesse momento falamos em dar cidadania aos que vivem na Judeia e em Samaria, não em Gaza. Sejamos claros: não reconheço qualquer direito político a qualquer palestinos, sobre a ?Grande Israel? (...) Entre o mar e o rio Jordão só há espaço para um Estado: um Estado judeu.? Moshe Arens: ?A integração da população árabe (dentro de Israel) numa sociedade israelense é precondição, e só depois poderemos falar sobre cidadania para os palestinos dos territórios.? Isso significa que Arens pensa na integração dos árabes-israelenses em Israel ? o que jamais aconteceu nos 62 anos de história de Israel. ? Só depois de esses árabes-israelenses estarem ?integrados? é que pensarão sobre a questão da cidadania dos palestinos que vivem na Cisjordânia. Emily Amrussi, colono que organiza reuniões entre palestinos e colonos judeus nas vilas limítrofes: ?Não digam que pressiono para que se implante a solução ?Um Estado?. No fim, talvez cheguemos lá, mas ainda estamos muito distantes. Falemos, primeiro, sobre um só país (...). Não falamos sobre cidadania, mas de relações de convivência entre vizinhos (...). Primeiro, eles têm de aprender a ser nossos bons vizinhos. Depois, lhes daremos direitos (...). No futuro, algum dia, será necessário que todos tenham cidadania.? Reuven Rivlin, presidente do Parlamento: ?O país não pode ser dividido (...) Sou contrário à ideia de um Estado para todos os cidadãos, e também sou contrário à ideia de um Estado binacional. Estou pensando sobre o que fazer para que haja soberania na Cisjordânia sob Estado judeu, talvez um regime com dois Parlamentos, um judeu, outro árabe (...) A Cisjordânia talvez venha a ser um condomínio (...). Mas tudo isso exige tempo. Parem de tentar me assustar com a demografia.? O regime acima descrito não é estado de apartheid, é pior que isso. É Estado judeu no qual os judeus decidirão se e quando, ?doar? alguma cidadania a alguns árabes. As palavras ?talvez numa geração? voltam e voltam ?, palavras muito vagas, e não por acaso. Mas o mais importante: há estrondoso silêncio em torno da mãe de todas as perguntas: o que acontecerá quando os palestinos forem maioria nesse ?Um Estado? judeu? Não é questão de ?se?; é questão de ?quando?. Não há nem sombra de dúvida que acontecerá, não ?no período de uma geração?, mas muito antes. Esse estrondoso silêncio fala por ele mesmo. Quem não conheça Israel talvez creia que os direitistas israelenses estejam dispostos a aceitar tal situação. Só a mais absurda ingenuidade permitirá sonhar com repetição do que houve na África do Sul, quando uma pequena maioria branca entregou o poder a uma grande maioria de negros sem banho de sangue. Já se sabe que é impossível fazer de um triângulo bicudo um círculo harmonioso. Mas é claro que se pode tentar fazê-lo. Pelo genocídio. Pela limpeza étnica. O Estado judeu pode ser Estado democrático e, simultaneamente, ser ?um Estado? e judeu: basta que nenhum palestino sobreviva entre o mar e o rio Jordão. Há limpeza étnica dramática (como se viu em Israel em 1948 e no Kosovo em 1998) e há limpeza étnica silenciosa e sistemática, por dúzias de métodos sofisticados, como se vê acontecendo hoje em Jerusalém Leste. Mas não há qualquer dúvida de que alguma limpeza étnica é a solução final prevista no ?um Estado? judeu com que sonha a direita israelense. No primeiro estágio, Israel tentará cobrir o território com colônias exclusivas para judeus e, assim, demolir qualquer possibilidade de que se implementem dois Estados. Sem dois Estados, jamais haverá paz. No filme ?O bebê de Rosemary?, de Roman Polanski, uma linda jovem dá à luz um bebê, o filho de Satã. O que a esquerda israelense vê hoje como atraente solução de um Estado é filho do mesmo monstro direitista de sempre. -------------------------------------------------------------------------------- [1] ?Endgame?, Noan Sheizaf, Haaretz, 16/7/2010, em http://www.haaretz.com/magazine/friday-supplement/endgame-1.302128. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100725/1a921db3/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 26 20:25:50 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 26 Jul 2010 19:25:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_20_Conselhos_saud=E1veis_para_mel?= =?iso-8859-1?q?horar_a_qualidade_de_vida_de_forma_pr=E1tica_e_habi?= =?iso-8859-1?q?tual_=2E_____________________________HOJE_=C9_2=BA_?= =?iso-8859-1?q?FEIRA_-_MEDICINA=2C_SA=DADE_E_ALIMENTA=C7=C3O=2E?= Message-ID: <4043C37BB4184134AE6AB0498462602F@vcaixe> Carta O Berro................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Eli Eliete 21 conselhos das Universidades de Medicina: Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 20 Conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual : 1- Um copo de suco de laranja Diariamente para aumentar o Ferro e repor a vitamina C. 2- Salpicar canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue). 3- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais Ferro que tem o pão branco. 4- Mastigar os vegetais por mais tempo. Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham OS vegetais, melhor efeito preventivo têm. 5- Adotar a regra dos 80%: Servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração. 6- LARANJA o futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão. 7- Fazer refeições coloridas como o arco-íris . Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, Verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais. 8- Comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate. Mas escolha as pizzas de massa fininha. O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando OS tomates estão em molhos para massas ou para pizza . 9- Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente . As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.. 10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória... Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude, aprenda. Sua mente agradece e seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto. 11- Usar fio dental e não mastigar chicletes . Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo. 12- Rir. Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e OS anticorpos. 13- Não descascar com antecipação. Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados. 14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã . 15- Desfrutar de uma xícara de chá. O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá Verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração. 16- Ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir-se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são OS melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado. 17- Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche.. Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School; vantagens outras são conseguidas atráves de verduras frescas. 18- Reorganizar a geladeira . As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso, é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo ou guardar em um tape ware escuro e bem fechado. 19- Comer como um passarinho. A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes. 20- Uma banana por dia quase dispensa o médico, vejamos: " Pesquisa da Universidade de Bekeley". A banana previne a anemia, a tensão arterial alta, melhora a capacidade mental, cura ressacas, alivia azia, acalma o sistema nervoso, alivia TPM, reduz risco de infarto, e tantas outras coisas mais, então, é ou não é um remédio natural contra várias doenças? 21- e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida: -comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.. - pensar positivamente . Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menos queridos e mais amargos. - ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família. - conhecer a si mesmo . Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida... 'Não parece tão sacrificante, não é verdade? Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos... É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca: 'Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'! "Crie bons hábitos e torne-se escravo deles, como costumamos ser dos maus hábitos". -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100726/f147baf0/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 26 20:26:02 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 26 Jul 2010 19:26:02 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Odeio os indiferentes. de Gramsci Message-ID: Carta O Berro.........................................................repassem Odeio os indiferentes. 11 de Fevereiro de 1917 Texto retirado do livro Convite à Leitura de Gramsci" a.. Publicado por Paulo Kautscher em 22 julho 2010 às 13:23 em EDUCAÇÃO Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes. A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica. A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam. A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero. Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento. Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes. Primeira Edição: La Città Futura, 11-2-1917 Origem da presente Transcrição: Texto retirado do livro Convite à Leitura de Gramsci" Tradução: Pedro Celso Uchôa Cavalcanti. Transcrição de: Alexandre Linares para o Marxists Internet Archive HTML de: Fernando A. S. Araújo Direitos de Reprodução: Marxists Internet Archive (marxists.org), 2005. A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100726/16008052/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7809 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100726/16008052/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 20782 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100726/16008052/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 27 20:56:53 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 27 Jul 2010 19:56:53 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_privatiza=E7=E3o_da_seguran=E7a?= =?iso-8859-1?q?_e_a_democracia_nos_EUA?= Message-ID: Carta O Berro...............................................................repassem Agência Carta Maior A privatização da segurança e a democracia nos EUA Empresas privadas estão atuando em todos os setores que cuidam da segurança nacional dos serviços de inteligência dos EUA (cerca 70% do orçamento). Com o fim da Guerra Fria, as companhias militares privadas passaram a converter-se em soluções do mercado frente às novas tendências à privatização de várias funções governamentais. Crescimento do mercado privado de segurança anda de mãos dadas com a também crescente avaliação nos EUA de que as democracias não conseguem vencer as "pequenas guerras", principalmente porque as exigências morais e políticas vão muito além do que a oposição doméstica está disposta a aceitar. O artigo é de Reginaldo Nasser. Reginaldo Nasser (*) Durante essa semana os jornais noticiaram a morte de três seguranças da embaixada dos EUA em Bagdá, sendo que dois deles eram de Uganda e o outro do Peru, todos contratados por uma empresa privada de segurança. De certa forma a presença desses agentes de segurança não é um fenômeno novo, mas o que é novo é a dimensão desses fornecedores internacionais de segurança privada, cujo tamanho e especialização são equivalentes, e por vezes superiores, às forças armadas de vários Estados. De acordo com o Departamento de Estado as forças armadas dos EUA devem se retirar do Iraque até o final de 2011, entretanto, o próprio departamento tratou de solicitar ao Congresso aumento substantivo do número de empresas de segurança privada no país, além de solicitar a compra de dezenas de helicópteros Black Hawk, veículos à prova de minas, sistemas de vigilância de alta tecnologia e outros equipamentos militares. "Depois da partida das forças militares dos EUA - disse um alto funcionário do departamento - continuaremos a ter uma necessidade crítica para apoio logístico de uma escala de magnitude e complexidade sem precedentes na história." No dia 22 de Julho o Washington Post divulgou produto de uma investigação de dois anos, realizada pelos jornalistas Dana Priest e William Arkin, mostrando em detalhes como as empresas privadas atuam em todos os setores que cuidam da segurança nacional dos serviços de inteligência dos EUA (cerca 70% do orçamento). Com o fim da Guerra Fria, as Companhias Militares Privadas passaram a converter-se em soluções do mercado frente às novas tendências à privatização de várias funções governamentais, além disso, há que se considerar a diminuição significativa do patrocínio político-militar das grandes potências de que muitos países do terceiro mundo beneficiavam-se. A progressiva deterioração do perfil de segurança desses Estados e a redução dos exércitos são fatores que confluem para a consolidação de um verdadeiro mercado para a presença das forças privadas. Estima-se que o mercado dessas atividades inclua várias centenas de empresas, que geram receita anual global de mais de 100 bilhões de dólares e são frequentemente utilizadas pelos mais diferentes atores em conflitos: grandes potências, ditadores em países da periferia, paramilitares, cartéis de drogas e até mesmo as missões de paz. Essas novas modalidades têm substituído, em certa medida, a utilização de mercenários tradicionais, preenchendo o vazio deixado em situações de instabilidade em que seus empregados são contratados como civis armados e, diferentemente dos militares, operam em "zonas cinzentas" como combatentes sem supervisão ou qualquer tipo de responsabilidade perante o direito internacional. Assim podem atuar livremente promovendo assassinatos, tortura, sabotagem etc (desenvolvi esse tema no livro Reginaldo Mattar Nasser. (Org.). Novas perspectivas sobre os conflitos internacionais. 1a ed. São Paulo: Unesp, 2010) Nesse sentido, especialistas militares e funcionários do governo passaram a valorizar cada vez mais as experiências históricas em que os EUA exercitaram um tipo de operação militar freqüentemente ignorada pela maioria dos lideres políticos que preferem "glamourisar" as grandes guerras (1ª e 2ª guerras mundiais). Argumentam que foram, justamente, as experiências adquiridas nas pequenas guerras (small wars) em que insurgentes e guerrilheiros derrotaram foram derrotados é que lhe permitem tirar lições para o momento presente no Iraque e Afeganistão. A grande maioria dessas pequenas guerras foi empreendida pelas mais diferentes razões (morais, estratégicas ou econômicas) - e não foi necessário ter um significativo apoio popular. Na verdade a opinião pública, freqüentemente, simplesmente nunca soube o que estava acontecendo a respeito, e as tropas fizeram seu trabalho mesmo quando havia oposição. Outra característica desse tipo de guerra é que não há, necessariamente, uma declaração de guerra por parte do governo dos EUA, que podem enviar força militar ao exterior, sem qualquer tipo de declaração e, portanto sem necessidade de autorização do congresso. Vem crescendo uma avaliação nos EUA de que as democracias não conseguem vencer as "pequenas guerras", principalmente porque as exigências morais e políticas vão muito além do que a oposição doméstica está disposta a aceitar. Nestas guerras as elites estabelecem uma oposição muito clara entre o que o governo entende que tem que fazer para vencer e aquilo que se considera politicamente aceitável dentro das regras democráticas e da avaliação da opinião pública de outro. As democracias têm problemas em convencer a sociedade da necessidade das vítimas na luta da contra-insurgência e, assim, uma parte da sociedade exerce forte pressão sobre o Estado com criticas sobre os custos morais e políticos a respeito da conduta das forças militares estabelecendo uma competição entre a sociedade e o estado. De outro lado, o Estado responde com manipulação e censura ameaçando as regras democráticas, a oposição nega ao Estado a sustentação popular e o consenso nacional necessários para estabelecer metas uniformes nos conflitos em que sua superioridade militar é inconteste. Ora, se as democracias não podem vencer as pequenas guerras, dane-se a democracia e para isso nada mais conveniente do que a "privatização da segurança". (*) Professor de Relações Internacionais da PUC/SP -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100727/b9aca5a5/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 27 20:57:03 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 27 Jul 2010 19:57:03 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Como_os_EUA_financiaram_mais_de_?= =?iso-8859-1?q?150_jornalistas_contra_Ch=E1vez?= Message-ID: <0A728442AAA74A7DB98C133A5798DA27@vcaixe> Carta O Berro.........................................................repassem julho/2010| Como os EUA financiaram mais de 150 jornalistas contra Chávez Documentos recentemente desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos através da Lei de Acesso à Informação (FOIA, por suas siglas em inglês) evidenciam mais de US$ 4 milhões em financiamento a meios e jornalistas venezuelanos durante os últimos anos. O financiamento tem sido canalizado diretamente do Departamento de Estado através de três entidades públicas estadunidenses: a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento (PADF, por suas siglas em inglês), Freedom House e pela Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid). Em uma tosca tentativa de esconder suas ações, o Departamento de Estado censurou a maioria dos nomes das organizações e dos jornalistas recebendo esses fundos multimilionários. No entanto, um documento datado de julho de 2008 deixou sem censura os nomes das principais organizações venezuelanas recebendo os fundos: Espaço Público e Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS). Espaço Público e IPYS são as entidades que figuram como as encarregadas de coordenar a distribuição dos fundos e os projetos do Departamento de Estado com os meios de comunicação privados e jornalistas venezuelanos. Os documentos evidenciam que a PADF, o FUPAD, em espanhol, implementou programas na Venezuela dedicados à "promoção da liberdade dos meios e das instituições democráticas", além de cursos de formação para jornalistas e o desenvolvimento de novos meios na Internet devido ao que considera as "constantes ameaças contra a liberdade de expressão" e "o clima de intimidação e censura contra os jornalistas e meios". Financiamento a páginas web anti-Chávez Um dos programas da Fupad, pelo qual recebeu US$ 699.996 do Departamento de Estado, em 2007, foi dedicado ao "desenvolvimento dos meios independentes na Venezuela" e para o jornalismo "via tecnologias inovadoras". Os documentos evidenciam que mais de 150 jornalistas foram capacitados e treinados pelas agências estadunidenses e 25 páginas web foram financiadas na Venezuela com dinheiro estrangeiro. Espaço Público e IPYS foram os principais executores desse projeto em âmbito nacional, que também incluiu a outorga de "prêmios" de 25 mil dólares a vários jornalistas. Durante os últimos dois anos, aconteceu uma verdadeira proliferação de páginas web, blogs e membros do Twitter e do Facebook na Venezuela que utilizam esses meios para promover mensagens contra o governo venezuelano e o presidente Chávez e que tentam distorcer e manipular a realidade sobre o que acontece no país. Outros programas manejados pelo Departamento de Estado selecionaram jovens venezuelanos para receber treinamento e capacitação no uso dessas tecnologias e para criar o que chamam uma "rede de ciberdissidentes" na Venezuela. Por exemplo, em abril deste ano, o Instituto George W. Bush, juntamente com a organização estadunidense Freedom House, convocou um encontro de "ativistas pela liberdade e pelos direitos humanos" e "especialistas em Internet" para analisar o "movimento global de ciberdissidentes". Ao encontro, que foi realizado em Dallas, Texas, foi convidado Rodrigo Diamanti, da organização Futuro Presente da Venezuela. No ano passado, durante os dias 15 e 16 de outubro, a Cidade do México foi a sede da 2ª Cúpula da Aliança de Movimentos Juvenis ("AYM", por suas siglas em inglês). Patrocinado pelo Departamento de Estado, o evento contou com a participação da Secretária De Estado Hillary Clinton e vários "delegados" convidados pela diplomacia estadunidense, incluindo aos venezuelanos Yon Goicochea (da organização venezuelana Primero Justicia); o dirigente da organização Venezuela de Primera, Rafael Delgado; e a ex-dirigente estudantil Geraldine Álvarez, agora membro da Fundação Futuro Presente, organização criada por Yon Goicochea com financiamento do Instituto Cato, dos EUA. Junto a representantes das agências de Washington, como Freedom House, o Instituto Republicano Internacional, o Banco Mundial e o Departamento de Estado, os jovens convidados receberam cursos de "capacitação e formação" dos funcionários estadunidenses e dos criadores de tecnologias como Twitter, Facebook, MySpace, Flicker e Youtube. Financiamento a universidades Os documentos desclassificados também revelam um financiamento de US$ 716.346 via organização estadunidense Freedom House, em 2008, para um projeto de 18 meses dedicado a "fortalecer os meios independentes na Venezuela". Esse financiamento através da Freedom House também resultou na criação de "um centro de recursos para jornalistas" em uma universidade venezuelana não especificada no relatório. Segundo o documento oficial, "O centro desenvolverá uma rádio comunitária, uma página web e cursos de formação", todos financiados pelas agências de Washington. Outros US$ 706.998 canalizados pela Fupad foram destinados para "promover a liberdade de expressão na Venezuela", através de um projeto de dois anos orientado ao jornalismo investigativo e "às novas tecnologias", como Twitter, Internet, Facebook e Youtube, entre outras. "Especificamente, a Fupad e seu sócio local capacitarão e apoiarão [a jornalistas, meios e ONGs] no uso das novas tecnologias midiáticas em várias regiões da Venezuela". "A Fupad conduzirá cursos de formação sobre os conceitos do jornalismo investigativo e os métodos para fortalecer a qualidade da informação independente disponível na Venezuela. Esses cursos serão desenvolvidos e incorporados no currículo universitário". Outro documento evidencia que três universidades venezuelanas, a Universidade Central da Venezuela, a Universidade Metropolitana e a Universidade Santa Maria, incorporaram cursos sobre jornalismo de pós-graduação e em nível universitário em seus planos de estudos, financiados pela Fupad e pelo Departamento de Estado. Essas três universidades têm sido os focos principais dos movimentos estudantis antichavistas durante os últimos três anos. Sendo o principal canal dos fundos do Departamento de Estado aos meios privados e jornais na Venezuela, a Fupad também recebeu US$ 545.804 para um programa intitulado "Venezuela: As vozes do futuro". Esse projeto, que durou um ano, foi dedicado a "desenvolver uma nova geração de jornalistas independentes através do uso das novas tecnologias". Também a Fupad financiou vários blogs, jornais, rádios e televisões em regiões por todo o país para assegurar a publicação dos artigos e transmissões dos "participantes" do programa. A Usaid e a Fupad Mais fundos foram distribuídos através do escritório da Usaid em Caracas, que maneja um orçamento anual entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões. Esses milhões fazem parte dos 40 a US$ 50 milhões que anualmente as agências estadunidenses, europeias e canadenses estão dando aos setores antichavistas na Venezuela. A Fundação Panamericana para o Desenvolvimento está ativa na Venezuela desde 2005, sendo uma das principais contratistas da Usaid no país sulamericano. A Fupad é uma entidade criada pelo Departamento de Estado em 1962, e é "filiada" à organização de Estados Americanos (OEA). A Fupad implementou programas financiados pela Usaid, pelo Departamento de Estado e outros financiadores internacionais para "promover a democracia" e "fortalecer a sociedade civil" na América Latina e Caribe. Atualmente, a Fupad maneja programas através da Usaid com fundos acima de US$ 100 milhões na Colômbia, como parte do Plano Colômbia, financiando "iniciativas" na zona indígena em El Alto; e leva dez anos trabalhando em Cuba, de forma "clandestina", para fomentar uma "sociedade civil independente" para "acelerar uma transição à democracia". Na Venezuela, a Fupad tem trabalhado para "fortalecer os grupos locais da sociedade civil". Segundo um dos documentos desclassificados, a Fupad "tem sido um dos poucos grupos internacionais que tem podido outorgar financiamento significativo e assistência técnica a ONGs venezuelanas". Os "sócios" venezuelanos Espaço Público é uma associação civil venezuelana dirigida pelo jornalista venezuelano Carlos Correa. Apesar de sua página web (www.espaciopublic.org) destacar que a organização é "independente e autônoma de organizações internacionais ou de governos", os documentos do Departamento de Estado evidenciam que recebe um financiamento multimilionário do governo dos Estados Unidos. E tal como esses documentos revelam, as agências estadunidenses, como a Fupad, não somente financiam grupos como o Espaço Público, mas os consideram como seus "sócios" e desde Washington lhes enviam materiais, linhas de ação e diretrizes que são aplicadas na Venezuela, e exercem um controle sobre suas operações para assegurar que cumprem com a agenda dos Estados Unidos. O Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS) é nada mais do que um porta-voz de Washington, criado e financiado pelo National Endowment for Democracy (NED) e por outras entidades conectadas com o Departamento de Estado. Seu diretor na Venezuela é o jornalista Ewald Sharfenberg, conhecido opositor do governo de Hugo Chávez. IPYS é membro da agrupação Intercâmbio Internacional de Livre Expressão (IFEX), financiado pelo Departamento de Estado e é parte da Rede de Repórteres Sem Fronteiras (RSF), organização francesa financiada pela NED, pelo Instituto Republicano Internacional (IRI) e pelo Comitê para a Assistência para uma Cuba Livre. Fonte: Diário Liberdade -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100727/5bc691cf/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 28 21:15:55 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 28 Jul 2010 20:15:55 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Afeganist=E3o=3A_a_guerra_dos_doc?= =?iso-8859-1?q?umentos?= Message-ID: <05E5C744B4294F53972E88B2B5359E7A@vcaixe> Carta O Berro...............................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice.lista at elo.com.br Afeganistão: a guerra dos documentos Por: Flavio Aguiar Publicado em 27/07/2010 Permalink Tags: Daniel Ellsberg, Talebãs, Guerra do Afeganistão, The Afeghanistan Protocol, WikiLeaks, Julian Assange, The Pentagon Papers Oficial monitora área da ONU perto de Herat; documentos das Forças Armadas dos Estados Unidos revelados (Foto: Morteza Nikoubazl/Reuters) O site Wikileaks, a revista alemã Der Spiegel, o jornal britânico The Guardian e o norte-americano The New York Times divulgaram, simultaneamente no domingo que passou, o conteúdo de um conjunto impressionante de documentos até então secretos sobre a Guerra no Afeganistão. Os documentos, elaborados de 2004 a 2010, vem sendo chamados de "O Diário da Guerra no Afeganistão" ou o "Protocolo Afeganistão". Na maior parte são relatos diretos das frentes de batalha onde soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) - liderada pelos Estados Unidos, com a participação de países como o Reino Unido e a Alemanha - enfrentam os guerrilheiros talebãs. Na Rádio Brasil Atual, Flavio Aguiar fala também sobre a tragédia da Love Parade na Alemanha Na maior parte dos casos, o conteúdo das revelações não é surpreendente. O que surpreende é o volume de informações, e sua autenticidade, transformando suposições em certezas. Entre as principais revelações estão: 1.. O papel de uma força-tarefa secreta, a 373, que recebe ordens diretamente do Pentágono, encarregada de perseguir, prender ou matar líderes dos talebãs e da organização terrorista Al Qaeda. E também relato sobre suas falhas - como de terem bombardeado uma escola, matando sete crianças, quando pensavam atacar um grupo de inimigos. 2.. Casos extremos de corrupção e extorsão por parte da polícia e autoridades afegãs. 3.. O papel ambíguo do Serviço Secreto do vizinho Paquistão, que em alguns casos ajuda os talebãs, numa espécie de "jogo duplo". Autoridades paquistanesas negaram esse envolvimento, mas as denúncias contidas no "Protocolo Afeganistão" vem sendo apontadas na mídia como consistentes. 4.. O completo despreparo de vários órgãos militares em avaliar o real perigo das situações. Esse foi o caso constrangedor do Exército Alemão, que, não desejando se envolver demasiadamente em confrontos diretos, escolheu a área de Kunduz, ao norte do Afeganistão, por considerá-la mais segura. Na verdade, a região revelou ser uma das mais perigosas. 5.. O armamento dos talebãs é muito maior e melhor do que se pensava. Eles têm inclusive lançadores de mísseis que usam contra os aviões que voam sem pilotos para efetuar bombardeios. A posse desses lançadores foi essencial para derrotar o Exército Vermelho no passado, quando os talebãs eram vistos como aliados do Ocidente contra os comunistas, durante a Guerra Fria. Tudo aponta para uma dura realidade: é possível que o Afeganistão seja um túnel sem saída para os EUA, assim como já foi para a antiga União Soviética. E as manifestações de oposição à guerra, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, vão crescer. A revelação dos documentos provocou uma série de reações. A Casa Branca lamentou a divulgação, bem como boa parte da mídia conservadora. Entretanto, até agora não houve nenhuma contestação séria da autenticidade dos documentos. Além da WikiLeaks, as três publicações que divulgaram o conteúdos dos documentos declararam que, depois de semanas examinando-os, concluíram pela sua autenticidade. O caso despertou comparações com os famosos "Pentagon Papers", de começo dos anos 70, no século passado. Um funcionário da RAND Corporation, Daniel Ellsberg, que prestava serviços ao governo norte-americano, xerocopiou um montante de 7.000 páginas de documentos secretos que historiavam as decisões dos EUA com respeito à região e à Guerra do Vietnã, de 1945 a 1967. A série de documentos, reunidos por iniciativa do secretário de estado Robert McNamara, demonstrava (segundo o New York Times) que o governo norte-americano ocultara fatos e divulgara informações falsas para justificar a Guerra. Ellsberg teve acesso aos documentos a partir de 1969, e em 1971 repassou as cópias para o NYT e outros jornais. Depois de uma curta querela na justiça, o jornal foi autorizado a divulgar os documentos. Ellsberg foi a juízo, acusado de espionagem. Mas seu processo foi alvo de inúmeras irregularidades, desde quebra de sigilo e invasão do escritório do juiz, até escutas ilegais (sem autorização judicial) promovidas pelo FBI e por outros agentes, alguns também envolvidos no escândalo de Watergate - o caso das escutas e espionagem na convenção dos Democratas, que levou o presidente Nixon à renúncia. Ellsberg acabou inocentado em 1973. Outro caso que veio à tela foi o da recente divulgação no Youtube de uma gravação em vídeo, também mantida em segredo, de cenas em que soldados norte-americanos (alguns rindo), atiram (parece que por engano) num grupo de pessoas no Iraque, matando várias delas, inclusive dois repórteres da agência Reuters, confundindo as suas câmeras com armas pesadas. O caso da divulgação dos "Documentos do Pentágono" foi, por assim dizer, possível graças ao aperfeiçoamento da xerocopiadora. Os outros dois casos aqui referidos tornaram-se possíveis graças à ampliação do alcance da internet. Essa última observação levou o jornal Süddeutschezeitung (que é tido como de centro-esquerda, uma espécie de Carta Capital germânica) a dizer que, seja-se contra ou a favor da divulgação dos documentos secretos, essa (a internet) é uma realidade que um país em guerra não pode deixar de levar em conta. Por sua vez, Julian Assange, o criador do site WikiLeaks, declarou à revista Der Spiegel de fato esperar que a divulgação desses documentos ajude a pôr fim à guerra. Indagado se essa divulgação poderia ser perigosa, ele respondeu que "perigosos são os que fazem a guerra". http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-do-velho-mundo/afeganistao-a-guerra-dos-documentos ... -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100728/6b201dd2/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 25827 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100728/6b201dd2/attachment-0001.obj From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 28 21:16:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 28 Jul 2010 20:16:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Anistia_e_repara=E7=E3o_-_Paulo_?= =?iso-8859-1?q?Abr=E3o_-_23_jul_2010_=5B1_Anexo=5D?= Message-ID: <23B8A7BD3B89447F82D6777713278852@vcaixe> Carta O Berro.............................................................repassem ----- Original Message ----- From: Eli Eliete Anistia e reparação Paulo Abrão O Globo - 23/07/2010 Os direitos humanos importam em responsabilidades para os Estados que os violam. Uma delas é o dever de instituir programas de reparação material e simbólica, individual e coletiva, para as vítimas. As reparações materiais podem incluir restituições de direitos, compensações financeiras e disponibilização de serviços de educação, saúde e moradia, entre outros. As reparações simbólicas incluem desculpas oficiais do Estado, mudança de nome de espaços públicos, estabelecimento de dias de comemoração e a construção de museus, parques e locais de memória. O relevante é que elas estejam inseridas no projeto político de uma sociedade que investe na diminuição dos efeitos transgeracionais do legado de violência do regime autoritário, estabelece um processo pedagógico de (re)conhecimento das violações e valoriza o direito à resistência dos povos contra a opressão. É por tudo isso que a ONU e o direito comparado são unânimes em afirmar que o dever de reparação é política de Estado, e não de governo. O caso brasileiro não é diferente. Com implantação gradativa, sua gênese ocorre no processo constituinte, que garantiu o direito à reparação na Carta de 1988. Coube ao governo FHC implantar as comissões de reparação. A primeira, limitada ao reconhecimento da responsabilidade do Estado por mortes e desaparecimentos (Lei 9.140/95). A segunda, por todos os atos de exceção, incluindo as torturas, prisões arbitrárias, demissões e transferências por razões políticas, sequestros, compelimento à clandestinidade e ao exílio, banimentos, expurgos estudantis e monitoramentos ilícitos (Lei 10.559/02). Para a fixação das indenizações, a Constituição utilizou-se de um critério compatível com a prática persecutória mais recorrente: a imposição de perdas de vínculos laborais, impulsionadas quando a luta contra a ditadura uniuse aos movimentos grevistas, gerando a derrocada final do autoritarismo. Ocorre que o nosso programa de reparação não se limita à dimensão econômica. As leis prevêem também direitos como a contagem de tempo para fins de aposentadoria, a garantia de retorno a curso em escola pública, a reintegração ao trabalho, a localização dos restos mortais dos desaparecidos políticos e outros. Pode-se discordar dos critérios e direitos definidos pelo legislador democrático, mas não se pode querer ignorá-los, sob pena de retrocedermos historicamente a um tempo onde vigia a vontade dos homens e não a vontade das leis. A partir disso, o governo Lula inovou nesta política de Estado agregando uma gama de mecanismos de reparação simbólica: implantou o projeto Direito à Memória e à Verdade, com o registro oficial das mortes e desaparecimentos, e as Caravanas da Anistia, com julgamentos públicos da história e pedidos oficiais de desculpas às vítimas. Criou ainda o projeto Memórias Reveladas, com a disponibilização dos arquivos do período e propôs os projetos de lei da Comissão da Verdade, da nova lei de acesso à informação, além de preparar o Memorial da Anistia, para que reparação e memória sigam integradas. A anistia é um ato político onde reparação, verdade e justiça são indissociáveis. No Brasil o processo de reparação tem sido o eixo estruturante da agenda ainda pendente da transição política. O processo de reparação tem possibilitado a revelação da verdade histórica, o acesso aos documentos e testemunhos dos perseguidos políticos e a realização dos debates públicos sobre o tema. É imperativo avançar com a localização e abertura dos arquivos das Forças Armadas; com a proteção judicial das vítimas e o julgamento dos crimes cometidos pelo Estado; com uma reforma ampla dos órgãos de segurança; com a localização dos restos mortais dos desaparecidos políticos, entre outras tantas medidas já dadas pelo exemplo dos países que viveram experiências similares à nossa e pelo que está disposto nos tratados internacionais sobre a matéria. Cabe ao Brasil debruçar-se sobre os arquivos das vítimas junto à Comissão de Anistia, não para querer rever os critérios criados pelo legislador diante do incomensurável custo-ditadura, mas sim para encontrar-se com os milhares de relatos das atrocidades impostas aos anônimos que os meios de comunicação ainda não se interessaram em propalar. E, a partir daí, buscar os subsídios cruciais para impulsionar uma agenda vasta de reformas necessárias para a diminuição da violência policial e militar, para uma mais efetiva proteção aos direitos e liberdades fundamentais e para a difusão e defesa dos valores democráticos. *Paulo Abrão é presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça Artigo publicado no jornal O Globo, 23 de julho de 2010. http://oab-rj.org.br/index.jsp?conteudo=12882 From: Paulo Abrão Pires Junior To: Eli Sent: Tue, 27 Jul 2010 21:05:26 -0300 Subject: artigo O GLOBO Envio para conhecimento o artigo publicado no jornal O GLOBO da última sexta feira. PAULO ABRÃO PIRES JUNIOR Presidente da Comissão de Anistia Ministério da Justiça Matéria.pdf __._,_.___ Anexo(s) de Eli Eliete 1 de 1 arquivo(s) Anistia e reparação - Paulo Abrão - 23 jun 2010.pdf -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100728/81d18b72/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 29 20:47:59 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 29 Jul 2010 19:47:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Afeganist=E3o=3A_Gigantesca_fug?= =?windows-1252?q?a_de_informa=E7=E3o_do_ex=E9rcito_dos_EUA_+_Afega?= =?windows-1252?q?nist=E3o=3A_quadro_sem_retoques__1=2C_2=2C_3=2E?= Message-ID: <17BA4CC7B7734489A791BDE8E00D368F@vcaixe> Carta O Berro...................................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice.lista at elo.com.br Afeganistão: Gigantesca fuga de informação do exército dos EUA Ficheiros secretos norte-americanos provam que centenas de civis foram mortos pelas tropas da NATO e revelam, pela primeira vez, que os EUA criaram uma força especial para ?matar ou capturar? líderes taliban. Artigo | 26 Julho, 2010 - 03:08 Tropas da NATO em Kandahar, 7 de Junho de 2010 Foto de Humayoun Shiab/Epa/Lusa Numa das maiores fugas de informação, de sempre, do exército norte-americano, foram disponibilizados aos jornais Guardian, New York Times e Der Spiegel mais de 90.000 documentos colocados online no site wikileaks.org. Os documentos são relatórios de incidentes e de segurança no período de Janeiro de 2004 a Dezembro de 2009. Os documentos revelam que centenas de civis foram mortos em mais de 140 incidentes, que as tropas da NATO têm negado. Segundo o Guardian, têm também aumentado constantemente os ataques com aviões não tripulados (drones), a partir de uma base norte-americana instalada no Estado do Nevada. Pela primeira vez, é conhecido que o exército norte-americano constituíu uma força especial (Task Force 373), cujas unidades de ?caçadores? têm como missão prender ou matar líderes da insurreição afegã sem julgamento. Os relatórios também deixam claro que os ataques bombistas dos taliban às tropas de ocupação têm vindo a aumentar. Os jornais revelam ainda que os EUA encobriram que os taliban adquiriram mísseis aéreos e que os comandos norte-americanos desconfiam de que a polícia secreta do Paquistão tem ajudado os taliban. Confrontada com esta enorme fuga de informações e com a situação no Afeganistão, a Casa Branca salienta que a situação reflectida nos relatórios agora conhecidos é o resultado da gestão anterior a Obama: ?É importante notar que o período de tempo refletido nos documentos é de Janeiro de 2004 a Dezembro de 2009?, diz uma nota do governo dos EUA. A nota também condena a divulgação dos documentos: ?Condenamos fortemente a revelação de informação confidencial por indivíduos e organizações, que põe a vida de membros norte-americanos e parceiros de serviço em risco, e ameaça a nossa segurança nacional". A nota sublinha ainda que a Wikileaks ?não fez esforço para contactar o governo dos EUA sobre esses documentos, que podem conter informações que colocam em risco a vida de americanos, de nossos parceiros, e de populações locais que cooperam connosco." As notícias dos três jornais em inglês podem ser acedidas aqui: Guardian, New York Timese Der Spiegel ================================================================================================ Afeganistão: quadro sem retoques (1) 25/7/2010, Guardian, UK (editorial) http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/jul/25/Afeganistão-war-logs-guardian-editorial A névoa da guerra é excepcionalmente densa no Afeganistão. No momento em que se dissipa, como hoje, com a publicação, peloGuardian, de excertos de relatos secretos de militares dos EUA, revela-se paisagem muito diferente daquela a que nos habituamos. São relatos de guerra escritos no calor da hora e mostram um conflito no qual reinam a mais brutal confusão e todos os desacertos, sem qualquer plano ou projeto. Há muitas diferenças entre o que mostram esses documentos e a guerra organizada, bem embalada, da versão ?pública? dos comunicados oficiais e dos flashes necessariamente resumidos de jornalistas incorporados à tropa. No material agora publicado há mais de 92 mil relatórios de ações dos militares norte-americanos no Afeganistão entre janeiro de 2004 e dezembro de 2009. Os arquivos foram distribuídos por Wikileaks, website que publica material não rastreável de várias fontes. Em colaboração com o New York Times e Der Spiegel, o Guardian trabalhou durante semanas nesse oceano e dados, até extrair deles a textura oculta e as histórias de horror humano que são o dia a dia da guerra. Esse material teve de ser tratado como o que é: um relato contemporâneo ao conflito. Alguns dos relatórios de inteligência não têm fonte confirmada: alguns dos aspectos da contagem do número de mortes entre civis não parecem confiáveis. São relatos ? classificados como secretos ? enciclopédicos, mas incompletos. Foram removidas do que adiante se lê todas as informações que ponham em risco a segurança dos soldados, de informantes locais e de agentes colaboradores. O quadro geral que emerge é extremamente perturbador. Há relatos de cerca de 150 incidentes nos quais as forças da coalizão, inclusive soldados britânicos, mataram e feriram civis, a maioria dos quais jamais divulgados; de centenas de confrontos de fronteira entre soldados afegãos e paquistaneses, de dois exércitos supostamente aliados; da existência de uma unidade de forças especiais cuja única missão é assassinar líderes Talibã e da al-Qaeda; do massacre de civis apanhados em locais onde aconteçam explosões das bombas de fabricação caseira dos Talibã; e uma longa lista de incidentes nos quais os soldados da coalizão atiraram uns contra os outros, também envolvendo soldados afegãos, com mortos e feridos. Ao ler esses relatos, é fácil suspeitar de que reine por lá o mais absoluto descaso pela vida de inocentes. Um ônibus que não para para uma patrulha a pé é metralhado (4 passageiros mortos e 11 feridos). Os documentos contam como, na caça a um guerrilheiro local, uma unidade das Forças Especiais executou sete crianças. As crianças não eram prioridade. Relato assinalado ?Noforn? (ing. not for foreign elements of the coalition, ?proibido para elementos estrangeiros [não da coalizão, locais, portanto]?) sugere que a prioridade daquela unidade foi esconder, o mais rapidamente possível, o sistema de mísseis móveis que haviam usado na ação. Nesses documentos, as agências de inteligência do Irã e do Paquistão organizam manifestações e tumultos. O Serviço Secreto do Paquistão (Inter-Services Intelligence, ISI) tem ligações com os mais conhecidos senhores-da-guerra. Diz-se que o ISI teria entregue 1.000 motocicletas a Jalaluddin Haqqani, um desses senhor-da-guerra, para serem usadas em ataques suicidas nas províncias de Khost e Logar, e que estariam implicados em sequência impressionante de ações, desde atentados contra a vida do presidente Hamid Karzai até o envenenamento dos carregamentos de cerveja para os soldados ocidentais. São relatos que não há como comprovar e é possível que sejam parte de uma barreira de falsa informação distribuída pelo serviço secreto afegão. Mas a resposta da Casa Branca ontem ? que negou que o exército paquistanês seja tão direta e especificamente ligado aos guerrilheiros locais ? basta, para que se tenha de definir como inaceitável o status quo na guerra do Afeganistão. Para a Casa Branca, os ?paraísos seguros? para ?terroristas? em território paquistanês continuam a ser ?ameaça intolerável? às forças dos EUA. Sejam ou não, esse não é um Afeganistão que EUA ou Grã-Bretanha estejam a alguns meses de entregar, embrulhado em papel de presente e fitas cor-de-rosa, a um governo nacional soberano em Cabul. Antes, exatamente o contrário. Depois de nove anos de guerra, o caos, sim, ameaça tornar-se incontrolável. Guerra ostensivamente feita para conquistar corações e mentes afegãs não será vencida do modo como as coisas parecem estar, por lá. Leia também a.. 2. Afeganistão: quadro sem retoques 25/7/2010, Guardian, UK ? http://www.guardian.co.uk/world/2010/jul/25/wikileaks-war-logs-back-story -- Como os documentos chegaram aos ativistas online contra a guerra do Afeganistão b.. 3. Afeganistão: quadro sem retoques 25/7/2010, Guardian, UK ? início em http://www.guardian.co.uk, com links para outras páginas -- Os dados, o mapa, o tutorial para navegar nos dados e um glossário (indispensável), início em http://www.guardian.co.uk , com links para outras páginas. ===================================================================================================== Afeganistão: quadro sem retoques (2) 25/7/2010, Guardian, UK ? http://www.guardian.co.uk/world/2010/jul/25/wikileaks-war-logs-back-story Como os documentos chegaram aos ativistas online contra a guerra do Afeganistão As autoridades dos EUA já sabiam, há semanas, que haviam sofrido uma hemorragia de informações secretas, numa escala que, comparativamente, faz os ?Pentagon Papers? parecerem pouca coisa. O material chamado em inglês ?The Afghan war logs? [aprox. ?os postados da guerra do Afeganistão?], que o Guardian publica hoje, consiste de 92.201 relatórios internos de ações dos militares dos EUA no Afeganistão entre janeiro de 2004 e dezembro de 2009 ? relatórios de agências de inteligência, planos e relatórios das operações da coalizão, descrições de ataques inimigos e explosões em acostamentos de estradas, atas de reuniões com políticos locais; a maioria, documentos secretos. A fonte do Guardian para esses papéis é o website Wikileaks [http://wikileaks.org/wiki/WikiLeaks:About], especializado em publicar material não rastreável que alguém deseje divulgar, e que está publicando simultaneamente o material bruto que recebeu. (Como se lê no site, ?WikiLeaks é serviço público multijurisdicional concebido para proteger fontes, jornalistas e ativistas que tenham material sensível a divulgar para o grande público? [NT].) Washington teme ter perdido ainda maior quantidade de material muito sensível, inclusive um arquigo de milhares de telegramas enviados pelas embaixadas dos EUA em todo o mundo, nos quais se trata de comércio de armas, encontros secretos e opiniões não censuradas de outros governos. O fundador de Wikileaks, Julian Assange, diz que, nos últimos dois meses receberam outra enorme quantidade de material ?de primeira qualidade? de fontes militares, e que investigadores do departamento de investigações criminais do Pentágono pediram para encontrá-lo em território neutro, para que os ajude a determinar a sequência dos vazamentos. Assange não concordou.[1] Por trás das revelações de hoje há duas histórias diferentes: primeiro, as tentativas do Pentágono de determinar a sequência de vazamentos, que teve resultados trágicos para um jovem soldado; segunda, um raro trabalho de investigação jornalística entre o Guardian, o New York Times e Der Spiegel, na Alemanha, para analisar e classificar a quantidade imensa de dados, para divulgação global desse relato secreto das entranhas do maior exército em guerra do mundo. O Pentágono movimentou-se muito devagar. As provas que agora tem reunidas sugerem que alguém trabalhava desde novembro numa instalação de alta segurança dentro de uma base militar dos EUA no Iraque, onde começou a copiar material secreto. Dia 18 de fevereiro, Wikileaks postou um único documento ? um telegrama secreto da embaixada dos EUA em Reykjavik, dirigido a Washington, em que se registram os protestos de políticos islandeses que se sentiam acossados por britânicos e holandeses, por causa do colapso do banco Icesave; e uma frase de um diplomata islandês, que se referia ao presidente da Islândia como ?imprevisível?. Empregados de Wikileaks na Islândia denunciaram que passaram a ser seguidos, depois dessa publicação. Os americanos, evidentemente, estavam longe de descobrir a fonte quando, dia 5 de abril, Assange organizou conferência de imprensa em Washington na qual exibiu um vídeo militar dos EUA em que se via um grupo de civis em Bagdá, inclusive dois jornalistas da Reuters, sendo atacados a tiros na rua, em 2007, por helicópteros Apache: e ouviam-se os soldados autoelogiando a própria boa pontaria, antes de destruir uma ambulância que lá estava para resgatar um homem ferido e que, como depois se viu, conduzia duas crianças no assento dianteiro[2]. Só no final de maio o Pentágono fechou o cerco a um suspeito e, mesmo isso, só depois de uma muito estranha sequência de eventos. Dia 21 de maio, um hacker californiano, Adrian Lamo, foi procurado online por alguém que se identificava como Bradass87 que pôs-se a enviar-lhe mensagens. Mostrou-se extraordinariamente aberto: "oi... como vai?? sou analista de inteligência do exército, servindo em bagdad ? se você tivesse livre acesso a redes secretas, 7 dias por semana durante mais de oito meses, o que você faria?" Dali em diante, durante cinco dias, Bradass87 abriu o coração para Lamo. Contou que seu trabalho lhe dava acesso a duas redes secretas: a [rede] Secret Internet Protocol Router Network, SIPRNET, via pela qual circulam os documentos da inteligência militar e diplomática dos EUA classificados como ?secretos?; e o [sistema] Joint Worldwide Intelligence Communications System que usa sistema diferente de segurança para transportar material classificado como ?super secretos?. Disse que seu trabalho lhe permitira descobrir ?coisas inacreditáveis, muito feias (...) que deveriam ser de conhecimento público, em vez de mofarem num servidor escondido numa sala escura em Washington DC (...) negócios de bastidor da política, quase criminosos (...) a versão não-Relações Públicas de eventos e cris es mundiais?. Bradass87 sugeriu que ?alguém que conheço intimamente? estava baixando, compactando e codificando todos esses dados e transmitindo para alguém que [a mesma pessoa] identificara como Julian Assange. Depois, disse que ele mesmo vazara o material, sugerindo que gravara CDs que etiquetara como música de Lady Gaga e os armazenara em seu laptop de alta segurança simulando que baixara músicas: ?quero que as pessoas vejam a verdade?, disse ele. Enfatizou a quantidade de material vazado: ?é diplomacia às claras (...) é um Climategate de alcance global e incrivelmente profundo (...) é lindo e horrível (...) São dados públicos, têm de ser de domínio público.? A certa altura, Bradass87 dá-se conta do que está fazendo e diz: ?nem acredito no que estou ?abrindo? para você?. Era tarde demais. Sem que ele soubesse, no segundo dia de mensagens, dia 23 de maio, Lamo fizera contato com os militares norte-americanos. Dia 25 de maio, encontrou-se com investigadores do departamento de investigações criminais do Pentágono numa loja Starbucks e entregou-lhes cópia impressa das mensagens de Bradass87. Dia 26 de maio, na Base Hammer [US Forward Operating Base Hammer], a cerca de 30 km de Bagdá, um analista de inteligência de 22 anos, de nome Bradley Manning, foi preso, transferido por barco para o Kwait e trancafiado numa prisão militar. A notícia dessa prisão vazou lentamente, sobretudo pelo site Wired News, cujo editor sênior, Kevin Poulsen, é amigo de Lamo[3] e publicara excertos editados das mensagens de Bradass87. A pressão começou a crescer sobre Assange: o Pentágono declarou formalmente que estava à procura dele. Daniel Ellsberg, que vazou os ?Pentagon Papers? da guerra do Vietnã, disse que temia que Assange estivesse correndo algum tipo de risco físico; Ellsberg e duas outras fontes de casos anteriores de vazamento de material secreto dos EUA alertaram para a possibilidade de as agências norte-americanas tentarem usar o fundador do website Wikileaks ?como exemplo?. Assange cancelou viagem prevista para Las Vegas e desapareceu. Depois de vários dias tentando fazer contato por intermediários, o Guardian finalmente encontrou Assange num café em Bruxelas, onde ele aparecera para falar no Parlamento Europeu. Assange contou que Wikileaks recebera vários milhões de arquivos, praticamente uma história não-contada da atividade do governo dos EUA em todo o mundo, com dados sobre inúmeras e importantes atividades, todas controversas. Estavam dando os últimos retoques numa versão compreensível daqueles dados e os divulgariam pela internet imediatamente, para impedir qualquer tentativa de censura. Mas Assange também temia que a importância das informações e algumas das histórias que lá havia acabassem enterradas em algum nicho de internet, se o conteúdo dos arquivos fosse publicado só na internet, e como matéria bruta, sem qualquer edição. Por isso concordou com que uma pequena equipe de repórteres especialistas do Guardian trabalhassem o material durante algumas semanas, antes da publicação no website Wikileaks; seria uma espécie de edição, sobretudo para fixar o que os dados realmente mostravam sobre o andamento da guerra. Para reduzir o risco de o material ser confiscado pelas autoridades, banco de dados foi aberto para o New York Times e a revista semanal alemã Der Spiegel que, com o Guardian, publicariam simultaneamente em três diferentes jurisdições. Assim feito, Assange não influiria nas matérias que seriam escritas por jornalistas, mas seria consultado para definir o momento da divulgação. Assange abriu o acesso a um primeiro grupo de dados ainda codificados, num website secreto, ao qual o Guardian teria acesso, com nome de usuário e senha inventados a partir do logotipo do café, que havia num guardanapo. Tudo o que o Guardian publica é resultado dessa pesquisa, naqueles dados. Wikileaks publicou muito do mesmo material, mas não organizado e só dados brutos. Pelo que se sabe, também peneiraram cuidadosamente os arquigos, para evitar qualquer risco de indentificar fontes. Desde a divulgação do vídeo do helicóptero Apache, houve algumas tentativas de baixo nível de infiltração na página de Wikileaks. Histórias online acusam Assange de gastar dinheiro da Wikileaks em hotéis caros (numa de nossas reuniões de acompanhamento em Estocolmo, ele dormiu no chão do escritório); de vender dados para a mídia de jornalões (nos contatos com o Guardian jamais se falou de dinheiro); ou de cobrar por entrevistas à grande mídia (nos contatos com o Guardian jamais se falou de dinheiro). No início desse ano, Wikileaks publicou documento militar dos EUA que revelou um plano para ?destruir o centro de gravidade? de Wikileaks, atacando a credibilidade do website. Enquanto isso, em local ignorado, mas em território do Kwait, Manning foi acusado em tribunal militar de ter baixado de forma irregular e de ter divulgado informação, inclusive o telegrama sobre a Islância e o vídeo em que se viam helicópteros Apache atirando sobre civis em Bagdá. Enfrentará corte marcial, sob ameaça, desde já de longa sentença de prisão. Para Ellsberg, ?Manning é meu mais novo herói?. Em mensagem pessoal e em chat online, Bradass87 perscrutou o futuro: ?sabe deus o que acontecerá agora (...) Espero que aconteça discussão em todo o mundo, debates e reformas. Se não... estamos ferrados.? Leia também: · (1) Afeganistão: quadro sem retoques, 25/7/2010, Guardian, UK (editorial) http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/jul/25/Afeganistão-war-logs-guardian-editorial · (3) Os dados, o mapa, o tutorial para navegar nos dados e um glossário (indispensável), início em http://www.guardian.co.uk , com links para outras páginas. ================================================================================================== Afeganistão: quadro sem retoques (3) 25/7/2010, Guardian, UK (início em http://www.guardian.co.uk, com links para outras páginas) · 25/7/2010, Guardian, UK (editorial) Como ler os Afeganistão Papers (tutorial em vídeo, em inglês). David Leigh, editor de investigações do Guardian, explica as ferramentas online que o jornal criou para auxiliar a navegação entre os arquivos agora divulgados (em http://www.guardian.co.uk/world/datablog/video/2010/jul/25/ afghanistan-war-logs-video-tutorial) · Para baixar os principais documentos selecionados pelo Guardian - os documentos: http://www.guardian.co.uk/world/datablog/2010/jul/25/wikileaks-afghanistan-data#data - o mapa: http://www.guardian.co.uk/world/datablog/interactive/2010/jul/25/afghanistan-war-logs-events - um glossário de termos militares (sensacional, para tradutores): http://www.guardian.co.uk/world/datablog/2010/jul/25/wikileaks-afghanistan-war-logs-glossary · Os documentos selecionados pelo Guardian O banco de dados sobre a guerra do Afeganistão contém 92.201 registros de eventos ou de relatórios de inteligência. O Guardian selecionou 300 arquivos, considerados principais (em http://www.guardian.co.uk/world/datablog/interactive/2010/jul/25/afghanistan-war-logs-events. Excluíram-se informações que identifiquem fontes ou que ponham em risco tropas da OTAN. Os documentos são planilhas interativas organizadas por colunas nas quais se pode navegar online. Diz o editor: ?o Guardian trabalhou nessas planilhas para torná-las mais compreensíveis e manobráveis. Antes de chegar a essas planilhas é preciso compreender como estão organizadas; cada entrada está dividida em várias colunas, abaixo listadas e descritas: Col A: Chave Nessa coluna aparece o CÓDIGO que identifica cada evento. Com esse número, podem-se localizar outras referências ao mesmo evento Col G: Data e Hora Aparecem no formato britânico (dd/mm/aa) usado pela OTAN, não no formato dos EUA (mm/dd/aa). Esse conjunto de documentos cobre o período de 2004 ao final de 2009. Col H: Tipo Há vários tipos de incidentes. ?Fogo Amigo? [ing. "Friendly fire"], por exemplo, indica tropas da coalizão atacadas por tropas da coalizão, por erro de alvo. Mas ?Ação amiga? [ing. "Friendly action"] significa o oposto; significa ?fogo iniciado pelo nosso lado? (não é ataque inimigo). Col I: Categoria Reúne informação semelhante ? mas mais detalhada. ?Blue-blue?, por exemplo, também significa ?nossos soldados estão atirando uns nos outros?) Col L: Título Quase sempre oferece um número de pessoas ?KIA? [ing. killed in action = ?mortos em ação?] ou pessoa ?WIA? [ing. wounded in action = ?feridos em ação?]. Col M: RESUMO Essa é a entrada realmente importante. Vê-se aí um resumo do que aconteceu, ? embora muitas vezes, mas não sempre, redigido num quase totalmente impenetrável jargão militar. (Veja em http://www.guardian.co.uk/world/datablog/2010/jul/25/wikileaks-afghanistan-war-logs-glossary um GLOSSÁRIO PREPARADO PELO GUARDIAN). Cols TA AA: Estatísticas Seguem-se algumas colunas de estatísticas ? número de soldados amigos, nação de origem, civis 'KIA' ou 'WIA' [ = mortos em ação ou feridos em ação]. Infelizmente, não são números confirmáveis e os autores dos relatos ? em muitos casos, em combate ? simplesmente não preenchem todas as colunas requisitadas nos relatórios. Col AH: CCIR É coluna importante. Pode-se dizer que aí se anotam os eventos ?que podem vir a gerar mídia negativa? ou eventos nos quais haja muitas provas de que civis tenham sido mortos. · O Guardian construiu um mapa interativo de 16 mil eventos de explosão de IEDs [ing. Improvised Explosive Device = bombas improvisadas que os Talibã plantam nas estradas e acostamentos] -- no qual se vê que o número dessas explosões cresceu muito de 2004 a 2009 (em http://www.guardian.co.uk/world/datablog/interactive/2010/jul/25/afghanistan-war-logs-events. Todas as planilhas podem ser baixadas de http://www.guardian.co.uk/world/datablog/2010/jul/25/wikileaks-afghanistan-data _______________________________________ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100729/61614b18/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 29 20:48:09 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 29 Jul 2010 19:48:09 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_CHOMSKY_E_AS_10_ESTRAT=C3=89GIAS_DE_MA?= =?utf-8?b?TklQVUxBw4fDg08gTUlEScOBVElDQQ==?= Message-ID: <8F3DC68C741440E4A2F72ABCE53898F9@vcaixe> Carta O Berro...........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Caridade ----- Original Message ----- From: "Maria do Rosario Caetano" marosario at uol.com.br ? CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das ?10 estratégias de manipulação? através da mídia: 1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. ?Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')?. 2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. Este método também é chamado ?problema-reação-solução?. Cria-se um problema, uma ?situação? prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. 3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez. 4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO. Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo ?dolorosa e necessária?, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que ?tudo irá melhorar amanhã? e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento. 5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê??Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver ?Armas silenciosas para guerras tranqüilas?)?. 6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos? 7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. ?A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ?Armas silenciosas para guerras tranqüilas?)?. 8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE. Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto? 9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE. Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução! 10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM. No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o ?sistema? tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100729/19ef697e/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 30 20:35:05 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 30 Jul 2010 19:35:05 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Convite . . . Message-ID: Carta O Berro.....................................................................repassem Nesta sexta feira, às 19:00 horas, na Rua Monsenhor Claro, 10-23, Altos da Cidade, Bauru, estaremos inaugurando o comitê eleitoral do candidato a deputado Federal Sargento Darcy, pelo PDT, número 1203. Estará presente o companheiro Raphael Martinelli, presidente do Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de Sao Paulo. Contamos com sua presença. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100730/5fbddac6/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 30 20:35:25 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 30 Jul 2010 19:35:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Papai=2E=2E=2E=2E=2Ed=F3i_=2E___?= =?iso-8859-1?q?_________________Repassem?= Message-ID: Carta O Berro......................................................repassem ---------- Forwarded message ---------- From: Malvina Lirman Papai...... dói " Esta é uma história verdadeira Meu nome é Chris, Estou com três anos, Meus olhos estão inchados .. Eu não posso ver. Eu devo ser estúpida, Eu devo ser má, O que eu poderia ter feito para Meu pai ficar tão bravo? Eu gostaria de ser melhor, Eu desejo não estar tão feia, Então, talvez a minha mãe, Será que ainda querem me abraçar. Eu não posso fazer algo errado, Eu não posso falar nada, Ou então eu fico presa, Durante todo o dia. Quando estou acordada, Eu estou sozinha, A casa está escura, Meus pais não estão em casa. Quando minha mãe vier para casa, Vou tentar ser agradável, Então, talvez eu consiga, Uma noite só com chicotadas. Acabei de ouvir um carro, Meu pai está de volta Do Charlie's bar Eu já ouvi êle amaldiçoando Meu nome é chamado, Eu me aperto, Contra a parede. Eu tento me esconder, De seus olhos Tenho tanto medo agora, Eu estou começando a chorar. Ele encontra-me a chorar, Chama-me por um monte de palavras feias, Ele diz que tudo é culpa minha, Ele sofre muito no trabalho. Ele bate e bate E grita comigo ainda mais, Eu finalmente me vejo livre, E corro para a porta. Ele já fez o bloqueio, E eu começo a gritar, Ele me leva e me joga, Contra a parede. Eu caio no chão, Com os meus ossos quase partidos, E meu pai continua, Com mais palavrões. "Sinto muito!", Eu grito, Mas agora é tarde demais, Seu rosto fica retorcido, Em uma forma inimaginável. E mágôa e chuta, Novamente e novamente Por favor, Ó Deus, tem misericórdia! O por favor, faça isso acabar! E finalmente ele pára, E se dirige para a porta, Enquanto eu estava ali, imóvel, Esparramada no chão. Meu nome é Chris, Estou com três anos, Esta noite meu pai, Me matou. E você pode ajudar, Enjoa-me a alma, Se você ler isso, E não transmitir. Eu rezo para o seu perdão, Você teria que ser, Uma pessoa sem coração, Não ser afetado, Por este poema. E porque você é afetado, Faça algo sobre isso! Então tudo que eu lhe peço para fazer, É passar esta mensagem! Se você é contra pederastia, pedofilia e violencia infantil! Escreva isso como "Papai ... Dói ' No começo eu achava que isso era apenas uma corrente E eu não estava certo se ia encaminhar! Mas agora percebo que esta é uma situação importante. Pelo menos cinco crianças a cada dia ao redor do mundo morrem por algum tipo de abuso !! -- Plante uma arvore enquanto é tempo __._,_.___ | através de email | Responder através da web | Adicionar um novo tópico Mensagens neste tópico (2) Atividade nos últimos dias: a.. Novos usuários 1 Visite seu Grupo Este grupo é adulto e de livre pensamento, sem censuras. Mas não permite mensagens de mau gosto, principalmente as com referência à sexo explícito (não confundimos com a beleza do erotismo). Publique seu texto gratuitamente no I Love: http://rabiscos.terra.com.br/ Trocar para: Só Texto, Resenha Diária . Sair do grupo . Termos de uso. __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100730/6d63feda/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 30 20:35:34 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 30 Jul 2010 19:35:34 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Foro_de_S=E3o_Paulo_realiza_XVI?= =?windows-1252?q?_Encontro=3B_confira_entrevista_com_Valter_Pomar?= Message-ID: <04EDB85242ED4C03B080ECE4D56EA3A6@vcaixe> Carta O Berro..........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Yuri http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/internacional-1/foro-de-sao-paulo-realiza-xvi-encontro;-confira-entrevista-com-valter-pomar-12851.html http://pagina13.org.br/?p=3381 Foro de São Paulo realiza XVI Encontro; confira entrevista com Valter Pomar O XVI Encontro do Foro de São Paulo, em comemoração aos 20 anos de fundação desta organização de partidos latino-americanos, será realizado de 17 a 20 de agosto, em Buenos Aires (Argentina).A esse respeito, o Portal do PT entrevistou Valter Pomar, da direção nacional do PT e responsável pela secretaria executiva do Foro de São Paulo. Confira a íntegra da entrevista: Quais os principais objetivos do XVI Encontro do Foro de São Paulo? Primeiro, comemorar os 20 anos de uma iniciativa exitosa. O Foro de São Paulo tem sua parcela de responsabilidade no fato de estarmos vivendo, hoje, um momento diferente na história da América Latina, com mais democracia, com mais igualdade, com mais soberania e com mais integração. Segundo, para traçar planos para o próximo período. A esse respeito, o documento-base do XVI encontro (leia aqui a versão preliminar do documento base. A versão definitiva será divulgada no dia 8 de agosto) enumera quatro tarefas políticas: ampliar la unidad de los partidos progresistas, populares y de izquierda, profundizar los cambios, derrotar la contraofensiva de la derecha y consolidar la integración regional Quem organiza o XVI Encontro? O XVI encontro do Foro de São Paulo será em Buenos Aires. Logo, quem organiza são os partidos argentinos que integram o Foro. Quem representará o Brasil na atividade? Vários partidos brasileiros integram o Foro de São Paulo, por exemplo o Partido Comunista Brasileiro, o Partido Comunista do Brasil, o Partido Socialista Brasileiro, o Partido Democrático Trabalhista, o Partido Popular Socialista e o Partido dos Trabalhadores. No caso do PT, enviaremos uma delegação, como fizemos nos últimos 15 encontros. A delegação foi escolhida pela Comissão Executiva Nacional e será composta, entre outros, por José Eduardo Martins Cardozo, Iriny Lopes, Romenio Pereira, Severine Macedo, Morgana Eneile, Laisy Moriere, Marcel Frison, Maria Ivonete Tamboril, Mariene Pantoja, Gleber Naime, Maria Aparecida Abreu, Eduardo Valdoski, Tássia Pinho, Bruno Elias e Ronaldo Pinto. Além de mim mesmo e outros da secretaria de relações internacionais do Partido. Vários integrantes da delegação são da Juventude do PT? Sim. Simultaneamente ao XVI Encontro, acontecerá o II Encontro das Juventudes do Foro de São Paulo. A delegação é ampla, porque além da plenária propriamente dita do Foro, que ocorre nos dias 19 e 20, teremos nos dias 17 e 18 de agosto muitas outras atividades (leia aqui a programação do XVI Encontro), entre as quais reuniões de parlamentares; autoridades locais e regionais; autoridades nacionais; fundações, escolas e centro de capacitação; movimentos sociais; trabalhadores de arte e cultura. Ocorrerão, também, debates sobre políticas de Defesa regional e continental; meio ambiente e mudança climática; democratização dos meios de comunicação; soberania nacional e descolonização; migrações. Uma curiosidade: quem tem medo do Foro de São Paulo? Parte importante da direita européia, estadounidense e latinoamericana, inclusive os demotucanos. Esse pessoal acha que o Foro de São Paulo é uma espécie de comitê central continental, que estaria por trás da onda de governos progressistas e de esquerda na região. Se eles tivessem uma visão menos conspirativa da história, perceberiam que o Foro até deu uma mãozinha, mas o principal responsável pela existência dos atuais governos de esquerda é o neoliberalismo, contra o qual o povo de vários paises reagiu elegendo presidentes e partidos contrários ao neoliberalismo. Se o PSDB e o Dem quisessem, eles poderiam participar do XVI Encontro? Olha, nossos Encontros são abertos à imprensa. A revista Veja, por exemplo, acompanhou integralmente o XIV Encontro, mentindo a respeito porque quis, não porque não tivesse acesso aos fatos. Além disso, eu já mencionei que o Partido Popular Socialista, que faz parte da coligação que apóia Serra, integra o Foro e poderá participar de tudo. Vi que na programação do Foro, haverá um debate sobre Defesa. Isto está relacionado ao conflito entre Colômbia e Venezuela? Não, este debate já estava planejado antes. A verdade é que a esquerda latino-americana tem uma estratégia baseada na disputa de eleições, na mobilização social e no debate de idéias. Quem aposta numa estratégia de guerra e subversão são os Estados Unidos e os setores mais reacionários da região. O XVI Encontro do Foro de São Paulo será um grande ato em favor da paz, no mundo e na América Latina. E fazer a paz implica construir uma política unificada de Defesa entre todos os países da América Latina. Quanto ao conflito entre Venezuela e Colômbia, recomendamos ler a nota divulgada hoje, dia 28 de julho, pelo Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo (ver aqui a nota). A nota do Foro critica o presidente colombiano Álvaro Uribe. Já Uribe, assim como José Serra e seu vice, atacam as Farc. O que o Foro de São Paulo vai dizer a respeito disto? O Foro de São Paulo é integrado por partidos de distintas orientações políticas e ideológicas. Cada partido tem sua opinião. O que nos une é a defesa de uma solução pacífica negociada para o conflito existente na Colômbia. Acredito que vamos aprovar uma resolução conclamando todos os envolvidos a tomar medidas imediatas em favor da paz. E, com isso, acabar com este pretexto utilizado pelos Estados Unidos para intervir na Colômbia e ameaçar a região. Então não existe, no Foro de São Paulo, uma opinião única sobre as Farc? Olha, opinião única é coisa de pensamento único. O que eu posso dizer é que a esquerda latino-americana está nas lutas sociais, participa das disputas eleitorais e governa importantes países da região. Em muitos casos, partidos que hoje estão no governo, ontem estavam na luta armada. A transição se deu nos anos 80 e 90, geralmente através de processos de paz negociada. Na Colômbia, houve dois momentos em que se tentou isto. No primeiro destes momentos, a direita colombiana assassinou milhares de militantes de esquerda que decidiram abandonar a luta armada e participar da vida eleitoral. Ainda hoje, a Colômbia é um país onde ocorre assassinato sistemático de sindicalistas. Esta atitude da direita colombiana e do Estado colombiano cria uma enorme desconfiança entre os que estão na guerrilha, acerca do que pode acontecer caso deixem as armas e optem pela luta social e eleitoral. Entretanto, hoje, o fato de existir uma maioria de governos progressistas e de esquerda na América do Sul cria as condições internacionais para um acordo de paz que seja confiável. Hoje, o conflito militar interessa aos Estados Unidos, que quer manter presença militar na região; e interessa à direita colombiana, que usa o medo como argumento eleitoral e também para receber recursos dos EUA. Quem é realmente de esquerda, precisa perceber isto e agir de acordo com isto, não fazendo o jogo dos EUA e da direita. A partir de que momento as Farc passaram a ser relacionadas ao narcotráfico? Acho que a acusação surgiu quando o governo Clinton reforçou a presença militar dos EUA na Colômbia, usando como argumento o combate ao narcotráfico, mas na verdade tendo como objetivo combater a guerrilha. O governo Uribe reforçou este tipo de acusação. Vale citar que as Farc negam ter vínculos com o narcotráfico. Após as acusações do candidato a vice na chapa de Serra e dele próprio, que inclusive foram motivos de ações judiciais movidas pelo PT, sobre supostas ligações do partido com as Farc, veículos da grande mídia ainda insistem em abordar o assunto de forma tendenciosa. O PT tem ou teve algum tipo de ligação política com a guerrilha colombiana? Não, nenhuma. O PT e os partidos de esquerda latino-americanos estão implementando estratégias que combinam luta eleitoral e luta social. A maioria destes partidos apóia, na Colômbia, o Pólo Democrático Alternativo, que já disputou duas eleições presidenciais. O PT tem um protocolo de cooperação com o Pólo Democrático Alternativo. O PT e o Pólo Democrático defendemos uma saída pacífica e justa para o conflito militar existente na Colômbia. Ao que voce atribuiu o uso deste tema pela campanha do PSDB? Uma campanha em dificuldades, apela para mentiras. Uma campanha de direita usa argumentos de direita. No caso, Serra olha o mundo e a região a partir do ponto de vista dos Estados Unidos. O discurso internacional da campanha demotucana está a serviço destes interesses estrangeiros, interesses imperialistas como diríamos noutros tempos. Alguns meios de comunicação também insinuaram que existe uma ligação da guerrilha com o Foro de São Paulo. O senhor tem sido procurado por veículos da grande imprensa para falar sobre o assunto? Como tem sido esta repercussão? Olha, eu fui procurado pelo Portal R7, pelo jornal O Globo e pelo Portal Ig. Tenho tomado o cuidado de pedir que eles enviem as perguntas por escrito, para limitar distorções na edição. As perguntas que recebi geralmente têm como objetivo arrancar uma declaração que lhes permita dizer que existem vínculos que não existem, seja entre o Foro e a guerrilha, seja entre o PT e a guerrilha. Pois bem, eu respondo tudo o que perguntam, mas como minha negativa é taxativa, a mídia ?democrática? geralmente não publica. Deve ser o exercício do controle social da mídia pelos seus proprietários... Mas o Ig publicou uma declaração sua... Publicou, mas veja só como. Eles me perguntaram o seguinte: ?o PT não acha que, devido a essa polêmica envolvendo as Farc e o vice do adversário José Serra, ir ao encontro não criaria especulação negativa para a campanha presidencial??. Eu respondi o seguinte: ?Näo achamos isto. A oposição vai especular e criticar de qualquer forma: se decidissemos não ir, provavelmente diriam que estamos tentando disfarçar nossas verdadeiras intenções. Estas especulações são pura invencionice?. Pois bem, sabe qual foi a manchete da matéria do Ig? Não, qual foi? A manchete foi ?Polêmica das Farcs (sic): PT manda dirigentes ao Foro de São Paulo?. Ou seja, aquilo que a realidade não vincula, eles tentam vincular forçando a barra na edição, nos títulos, nas chamadas. Como diria um reacionário: é uma vergonha!!! -- Yuri Soares Franco Estudante de História da UnB Chapa "Amanhã vai ser maior" para o Diretório Central dos Estudantes www.twitter.com/vaiserMAIOR (61) 8122-8335 www.twitter.com/yurisoares Em 2010 é Dilma presidente - 13, Agnelo governador - 13, Rollemberg senador - 400, Cristovam senador - 123, Érika Kokay deputada federal - 1331 e Mauro Martinelli deputado distrital - 13020 __._,_.___ Suas configurações de e-mail: E-mail individual |Tradicional Alterar configurações via web (Requer Yahoo! ID) Alterar configurações via e-mail: Alterar recebimento para lista diária de mensagens | Alterar para completo Visite seu grupo | Termos de Uso do Yahoo! 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Falou com exclusividade para Luis Angel Murcia, do jornal Semana.com, em 21 de Julho de 2010. O morro El Bosque, um pedaço de vida natural ameaçado pela riqueza aurífera que se esconde em suas entranhas, desde a semana passada tem uma importância de ordem internacional. Essa reserva, localizada no centro da cidade de Cauca, muito próxima ao Maciço colombiano, é o cordão umbilical que hoje mantêm aos indígenas da região conectados com um dos intelectuais e ativistas da esquerda democrática mais prestigiados do planeta. Noam Abraham Chomsky. Quem o conhece assegura que é o ser humano vivo cujas obras, livros ou reflexões, são as mais lidas depois da Bíblia. Sem duvida, Chomsky, com 81 anos de idade, é uma autoridade em geopolítica e Direitos Humanos. Sua condição de cidadão estadunidense lhe dá autoridade moral para ser considerado um dos mais recalcitrantes críticos da política expansionista e militar que os EUA aplica no hemisfério. No seu país e na Europa é ouvido e lido com muito respeito, já ganhou todos os prêmios e reconhecimentos como ativista político e suas obras, tanto em linguística como em análise política, foram premiadas. Sua passagem discreta pela Colômbia não era para proferir as laureadas palestras, mas para receber uma homenagem especial da comunidade indígena que vive no Departamento de Cauca. O morro El Bosque foi rebatizado como Carolina, que é o mesmo nome de sua esposa, a mulher que durante quase toda sua vida o acompanhou. Ela faleceu em dezembro de 2008. Em sua agenda, coordenada pela CUT e pela Defensoria do Povo do Vale, o Senhor Chomsky dedicou alguns minutos para responder exclusivamente a Semana.com e conversar sobre tudo. Quê significado tem para o senhor esta homenagem? Estou muito emocionado; principalmente por ver que pessoas pobres que não possuem riquezas se prestem a fazer esse tipo de elogios, enquanto que pessoas mais ricas não dão atenção para esse tipo de coisa. Seus três filhos sabem da homenagem? Todos sabem disso e de El Bosque. Uma filha que trabalha na Colômbia contra as companhias internacionais de mineração também está sabendo. Nesta etapa da sua vida o que o apaixona mais: a linguística ou seu ativismo político? Tenho estado completamente esquizofrênico desde que eu era jovem e continuo assim. É por isso que temos dois hemisférios no cérebro. Por conta desse ativismo teve problemas com alguns governos, um deles e o mais recente foi com Israel, que o impediu de entrar nas terras da palestina para dar uma palestra. É verdade, não pude viajar, apesar de ter sido convidado por uma universidade palestina, mas me deparei com um bloqueio em toda a fronteira. Se a palestra fosse para Israel, teriam me deixado passar. Essa censura tem a ver com um de seus livros intitulado ?Guerra ou Paz no Oriente Médio? É por causa dos meus 60 anos de trabalho pela paz entre Israel e a Palestina. Na verdade, eu vivi em Israel. Como qualifica o que se passa no Oriente Médio? Desde 1967, o território palestino foi ocupado e isso fez da Faixa de Gaza a maior prisão ao ar livre do mundo, onde a única coisa que resta a fazer é morrer. Chegou a se iludir com as novas posturas do presidente Barack Obama? Eu já tinha escrito que é muito semelhante a George Bush. Ele fez mais do que esperávamos em termos de expansionismo militar. A única coisa que mudou com Obama foi a retórica. Quando Obama foi galardoado com o prêmio Nobel de Paz, o quê o senhor pensou? Meia hora após a nomeação, a imprensa norueguesa me perguntou o que eu pensava do assunto e respondi: ?Levando em conta o seu recorde, este não foi a pior nomeação?. O Nobel da Paz é uma piada. Os EUA continuam a repetir seus erros de intervencionismo? Eles tem tido muito êxito. Por exemplo, a Colômbia tem o pior histórico de violação dos Direitos Humanos desde o intervencionismo militar dos EUA. Qual é a sua opinião sobre o conceito de guerra preventiva que os Estados Unidos apregoam? Não existe esse conceito, é simplesmente uma forma de agressão. A guerra no Iraque foi tão agressiva e terrível que se assemelha ao que os nazistas fizeram. Se aplicarmos essa mesma regra, Bush, Blair e Aznar teriam de ser enforcados, mas a força é aplicada aos mais fracos. O que acontecerá com o Irã? Hoje existe uma grande força naval e aérea ameaçando o Irã e, somente a Europa e os EUA pensam que isso está certo. O resto do mundo acredita que o Irã tem o direito de enriquecer urânio. No Oriente Médio três países (Israel, Paquistão e Índia) desenvolveram armas nucleares com a ajuda dos EUA e não assinaram nenhum tratado. O senhor acredita na guerra contra o terrorismo? Os EUA são os maiores terroristas do mundo. Não consigo pensar em qualquer país que tenha feito mais mal do que eles. Para os EUA, terrorismo é o que você faz contra nós e não o que nós fazemos a você. Há alguma guerra justa dos Estados Unidos? A participação na Segunda Guerra Mundial foi legítima, entretanto eles entraram na guerra muito tarde. Essa guerra por recursos naturais no Oriente Médio pode vir a se repetir na América Latina? É diferente. O que os EUA tem feito na América Latina é, tradicionalmente, impor brutais ditaduras militares que não são contestados pelo poder da propaganda. A América Latina é realmente importante para os Estados Unidos? Nixon afirmou: ?Se não podemos controlar a América Latina, como poderemos controlar o mundo?. A Colômbia tem algum papel nessa geopolítica ianque? Parte da Colômbia foi roubada por Theodore Roosevelt com o Canal do Panamá. A partir de 1990, este país tem sido o principal destinatário da ajuda militar estadunidense e, desde essa mesma data tem os maiores registros de violação dos Direitos Humanos no hemisfério. Antes o recorde pertencia a El Salvador que, curiosamente também recebia ajuda militar. O senhor sugere que essas violações têm alguma relação com os Estados Unidos? No mundo acadêmico, concluiu-se que existe uma correlação entre a ajuda militar dada pelos EUA e violência nos países que a recebem. Qual é sua opinião sobre as bases militares gringas que há na Colômbia? Não são nenhuma surpresa. Depois de El Salvador, é o único país da região disposto a permitir a sua instalação. Enquanto a Colômbia continuar fazendo o que os EUA pedir que faça, eles nunca vão derrubar o governo. Está dizendo que os EUA derruba governos na América Latina? Nesta década, eles apoiaram dois golpes. No fracassado golpe militar da Venezuela em 2002 e, em 2004, seqüestraram o presidente eleito do Haiti e o enviaram para a África. Mas agora é mais difícil fazê-lo porque o mundo mudou. A Colômbia é o único país latinoamericano que apoiou o golpe em Honduras. Tem algo a dizer sobre as tensões atuais entre Colômbia, Venezuela e Equador? A Colômbia invadiu o Equador e não conheço nenhum país que tenha apoiado isso, salvo os EUA. E sobre as relações com a Venezuela, são muito complicadas, mas espero que melhorem. A América Latina continua sendo uma região de caudilhos? Tem sido uma tradição muito ruim, mas, nesse sentido, a América Latina progrediu e, pela primeira vez, o cone sul do continente está a avançando rumo a uma integração para superar seus paradoxos, como, por exemplo, ser uma região muito rica, mas com uma grande pobreza. O narcotráfico é um problema exclusivo da Colômbia? É um problema dos Estados Unidos. Imagine que a Colômbia decida fumigar a Carolina do Norte e o Kentucky, onde se cultiva tabaco, o qual provoca mais mortes do que a cocaína. Fonte: Agência de Notícias Nova Colômbia. Original em http://www.semana.com/noticias-mundo/parte-colombia-robada-roosevelt/142043.aspx -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100731/49140389/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 31 17:39:58 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 31 Jul 2010 16:39:58 -0300 Subject: [Carta O BERRO] DILMA 39% SERRRRRRRRA 34% Message-ID: - O Ibope divulgou nesta sexta-feira (30) pesquisa encomendada pela TV Globo e jornal O Estado de S. Paulo para a Presidência da República. A candidata Dilma Rousseff (PT) aparece em primeiro lugar com 39%. José Serra, do PSDB, vem em segundo, com 34%, seguido de Marina Silva (PV), com 7%. __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100731/54906e13/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: audio/wav Size: 480056 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100731/54906e13/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 31 17:40:09 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 31 Jul 2010 16:40:09 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__=22Crise_=E9_sist=EAmica_e_epi?= =?windows-1252?q?centro_est=E1_nos_EUA=22=2C_entrevista_de_Moniz_B?= =?windows-1252?q?andeira?= Message-ID: <5949028A4BF7469E9F1AD4D44DF061F2@vcaixe> Carta O Berro...................................................................repassem Meus amigos, vejam esta entrevista do escritor e cientista política Moniz Bandeira, ao jornal Brasil de Fato, de São Paulo. Moniz Bandeira é sobrinho do meu querido amigo Edmundo Moniz, que tive o orgulho e honra de ter sido seu assessor de imprensa na Secretaria Estadual de Cultura, no segundo governo do Leonel Brizola. Bandeira escreveu uns 30 livros, mora há 20 anos, em Heidelberg, na Alemanha, onde é consul honorário do Brasil. Seus livros são recomendados aos alunos dos cursos do Instituto Rio Branco, para quem quer seguir a carreira diplomática no Ministério das Relações Diplomáticas do Brasil. Abração do Sergio Caldieri Brasil de Fato 30 de Julho de 2010 ?Crise é sistêmica e epicentro está nos EUA?, diz Moniz Bandeira ?Crise é sistêmica e epicentro está nos EUA?, diz Moniz Bandeira Segundo o cientista político, a situação da moeda estadunidense é pior do que a do euro 28/07/2010 Renato Godoy de Toledo da Redação O cientista político e historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira concedeu uma entrevista ao Brasil de Fato acerca da crise na Europa. Moniz Bandeira aponta que a crise europeia tem origem no sistema financeiro dos EUA e os reflexos têm aparecido mais na Europa, até por conta de as agências de avaliação de risco terem sede em Wall Street. Confira a entrevista abaixo. Brasil de Fato - A atual crise na Europa faz repensar se "valeu a pena" a constituição da União Europeia? Dá para avaliar se a UE ainda promove mais ganhos do que perdas para os cidadãos europeus? Luiz Alberto Moniz Bandeira - Não se pode discutir se ?valeu ou não? a constituição da União Europeia. Constituiu uma consequência natural do desenvolvimento do capitalismo, decorrente de uma necessidade histórica, tal como, na segunda metade do século XIX, processou-se formação dos Estados nacionais, com a superação dos Estados pequenos, das formas débeis de Estado, geradas na época da economia natural e da economia simples de mercado, pelo Estado unitário. Essa questão eu exponho detalhadamente em dois dos meus livros: ?Brasil, Argentina e Estados Unidos (Da Tríplice Aliança ao Mercosul)?, cuja 3ª edição a Editora Civilização Brasileira acaba de lançar, e ?Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque)?, no qual demonstro que, conforme Kautsky previra, a guerra mundial compeliu as potências imperialistas a formar uma federação, e o capitalismo entrou em nova fase, marcada pela transferência dos métodos dos cartéis, para a política internacional, a fase do ultra-imperialismo, e a transferência das guerras para a periferia do sistema. A crise da União Europeia é uma crise global, cujo epicentro está nos Estados Unidos. Na sua opinião, quais são os principais motivos para a crise mundial ter impactos mais duradouros na UE do que em países como o Brasil e até mesmo os EUA? A economia capitalista mundial é um todo e não uma soma de economias nacionais. Ela envolve não só as potências industriais, como também os países em desenvolvimentos e os mais atrasados. Porém os impactos agora são mais visíveis na União Europeia em larga medida devido à especulação das agências de classificação de risco, quase todas ou todas sediadas em Wall Street e sob o controle dos bancos de investimentos dos Estados Unidos. A crise na Grécia e em outros países da eurozona refletiu a sobrevalorização do euro, devido exatamente à elevada desvalorização do dólar, e isto dificultou as exportações dos países mais débeis como Grécia, Irlanda e Portugal, em meio a outros fatores como irresponsabilidade fiscal, descontrole dos gastos públicos, elevados déficits orçamentários, déficit comercial, corrupção, inflação e estancamento econômico. Daí que é difícil prever, devido aos seus múltiplos aspectos, inclusive sociais e políticos. É uma crise sistêmica e, como disse, o epicentro está nos Estados Unidos. O Brasil naturalmente tem problemas. Mas a rigorosa política econômica e financeira do governo Lula, mantendo regidamente a responsabilidade fiscal e contendo a inflação, concorreu para evitar que sofresse maiores consequências da crise financeira global. Ademais o Brasil somente exporta cerca de 13% de sua produção e diversificou, com a sua política externa, os mercados no exterior. Atualmente exporta mais para os países em desenvolvimento do que para a Europa e os Estados Unidos, regiões mais diretamente afetadas pela crise. Esta crise é a mesma crise de 2008? Em outras palavras, a origem da crise está na EU ou no mercado financeiro internacional? A erupção da crise, que abala toda a eurozona (16 dos 27 Estados-membros da União Europeia e outros nove não-membros da UE que adotam o euro), constituiu um desdobramento, a terceira etapa da crise econômica e financeira deflagrada nos Estados Unidos, com a explosão do mercado imobiliário, no primeiro semestre de 2007, quando grandes corretoras, como Merrill Lynch e Lehman Brothers, suspenderam a venda de colaterais, e em julho do mesmo ano, bancos europeus registraram prejuízos com contratos baseados em hipotecas sub-prime. Em seguida, setembro de 2008, a crise atingiu o setor bancário, com a bancarrota e a dissolução do Lehman Brothers, o quarto banco de investimento dos Estados Unidos. E comprometeu e envolveu, finalmente, os próprios Estados nacionais. Levou a Islândia, cujos bancos mantinham negócios num valor três vezes maior do que o PIB do país, a uma virtual bancarrota, com reflexo sobre o Reino Unido, seu principal credor. E, em fins de 2009, manifestou-se na Grécia, ameaçando a estabilidade de toda a Eurozona, dado que vários países não cumpriram as metas do Tratado de Maastricht para a unificação monetária, entre as quais controle do déficit orçamentário (até 3% do PIB),do endividamento público (até 60% do PIB). O fim do euro está em debate na UE? Não está em debate o fim do euro. Sua instituição, como moeda única, resultou da crise de câmbio estrangeiro que atingiu a Europa nos primeiros anos da década de 1990, quando fluxos especulativos quase destruíram o mecanismo anterior de taxas de câmbio "fixas mas adaptáveis". Há problemas, naturalmente, que decorrem da moeda única adotadas por 16 países, cujas práticas políticas, leis, necessidades, dimensões econômicas e governos são diferentes. Se cada um desses países ainda tivesse a sua própria moeda nacional, poderia desvalorizá-la, se sua economia fosse mal administrada, sem responsabilidade fiscal, e sofresse um ataque especulativo. Porém, com a substituição das moedas nacionais, que os próprios Estados nacionais podiam emitir, pela moeda única, o euro, a desvalorização tornou-se impossível. É difícil, portanto, administrar uma moeda única, sem um poder central, dado que a existência de assimetrias, sobretudo econômica, e os governos nacionais podem tomar decisões financeiras, em virtude de pressões sociais e políticas domésticas ou de outros fatores. A perspectiva mais viável é a submissão dos Estados de economia mais débil, como Grécia e Portugal, às políticas fiscais da Alemanha e França, com a adoção de critérios rígidos de convergência, para monitorar, sobretudo, as taxas de inflação, as finanças públicas e a estabilidade monetária. E é preciso observar que o euro, instituído pelo Tratado de Maastricht (1992), embora vítima dos especuladores, ainda está mais valorizada que o dólar, moeda sem qualquer lastro, cuja tendência é declinar cada vez mais. Enquanto o aumento das reservas oficiais em euros cresceu 27% do total mundial em 2008, uma elevação de 18% em uma década, no mesmo período, a parcela dessas reservas em dólares caiu de 71% para 63%. E o dólar, após desvalorizar-se 40% entre 2002 e 2008 e fortalecer-se 20% em relação ao euro, entre março e dezembro de 2008, durante a crise financeira, voltou a cair 20%, entre março e dezembro de 2009, devido à preocupação no mercado com a dívida externa dos Estados Unidos. A revalorização do dólar apenas refletiu a crise da Eurozona. Foi conjuntural. O dólar está estruturalmente debilitado pelos déficits fiscal e cambial e pela elevada dívida externa líquida dos Estados Unidos. A perspectiva é de que, mais dias menos dias, deixe a condição de única moeda internacional de reserva, apesar da China e de serem os Estados Unidos o centro do sistema capitalista mundial. Qual tem sido o papel de partidos de esquerda na Europa diante dessa crise? Conforme o grande historiador Eric Hobsbawm disse entrevista à agência de notícias Telam, da Argentina, ?já não existe esquerda tal como era?, seja social-democrata ou comunista. Ou está fragmentada ou desapareceu. Não há contraste, não há virtualmente oposição. As diferenças consistem somente no matiz dos partidos. Diversos fatores econômicos e sociais produziram, sobretudo nas potências industriais, certo esmaecimento das contradições políticas e ideológicas entre os partidos políticos, cujas iniciativas, no governo, não muito discrepam, na Alemanha, França, Inglaterra, muito menos nos Estados Unidos, onde os Partido Democrata e o Partido Republicano, essencialmente, pouco se diferenciam. O Estado de Bem-estar social corre o risco de deixar de existir depois da crise, diante dos pacotes econômicos de caráter neoliberal? A existência de poderoso exército industrial de reserva debilitou o poder de negociação dos sindicatos, cuja articulação política, restrita aos limites de seus respectivos Estados nacionais, não acompanhou o desenvolvimento da organização transnacional capitalista, que permite às grandes corporações, com subsidiárias nos novos países industrializados, contar com amplos recursos para resistir às pressões e minimizar os efeitos de qualquer paralisação do trabalho. O deslocamento da produção para os países com níveis salariais mais baixos, as diferenças de condições sociais e políticas, bem como dos níveis de organização obstaculizam, por exemplo, o êxito da coordenação internacional de uma greve, com o objetivo de paralisar, simultaneamente, todas as unidades de produção da mesma empresa espalhadas por diversos países. E o poder dos sindicatos foi ainda mais enfraquecido pela expansão do mercado global de trabalho, com o aparecimento de 1,2 bilhão de novos trabalhadores e de outros milhões dispostos a trabalhar por qualquer salário, para ter um meio de subsistência. Porém, é muito pouco provável, difícil mesmo, acabar totalmente com o Estado de bem-estar, em virtude de suas terríveis consequências políticas, com a desestabilização dos regimes na União Europeia e na Europa em geral. Luiz AlbertoMoniz Bandeira é cientista político e historiador -------------------------------------------------------------------------------- SOCIEDADE EDITORIAL BRASIL DE FATO CNPJ 05.522.565/0001-52 Alameda Eduardo Prado, 676 ? Campos Elíseos ? São Paulo ? SP ? CEP. 01218-010 TEL: 0xx11 2131-0800 ? FAX: 0xx11 3666-0753 Resolução mínima de 1024x768.©2006 Brasil de Fato. Todos os direitos reservados. 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