[Carta O BERRO] Hitler ganhou a guerra de Walter Graziano - "orelhas" e Prólogo

Vanderley Caixe vanderleycaixe em revistaoberro.com.br
Quarta Janeiro 20 19:30:10 FNT 2010


Carta O Berro.....................................................................................................repassem


Caras (os) Companheiras (os),

tendo em vista a enorme procura e pedidos por este livro "Hitler ganhou a guerra.", a Carta O Berro decidiu dividi-lo em 7 capítulos (conforme o livro) + as considerações finais, além dessas"orelhas" e o prólogo, deste e-mail.

Assim, todas as quartas e sextas-feiras, vocês estarão recebendo um capitulo, sucessivamente.

Os que preferirem recebê-lo em um único envio devem solicitar para o e-mail de vanderleycaixe at revistaoberro.com.br .

Um abraço.

Vanderley Caixe




 


Orelha Esquerda do livro

 

Quem acha que muitos dos enormes problemas do mundo começariam a ser solucionados se se substituísse o presidente dos Estados Unidos se equivoca grave­mente. O presidente atual não é nada mais do que a "ponta do iceberg" de uma complicada estrutura de poder, urdida cuidadosamente e durante muito tempo por uma reduzida elite de clãs familiares muito ricos, os verdadeiros proprietários à sombra do petróleo, dos bancos, dos laboratórios, das empresas de armas, das universidades e dos meios de comunicação do mundo, entre outros setores.

Trata-se nada menos daqueles que, antes que se iniciasse e durante a Segunda Guerra Mundial, financiaram Hitler para que este tomasse o poder e se armasse, daqueles que forneceram as matérias básicas ao Terceiro Reich, fomentaram o ideário racista do Fuhrer e levantaram o aparato nazista na Alemanha.

Neste livro, o leitor poderá com­preender como essa poderosa elite, em cujo núcleo se escondem antigas sociedades secretas, faz, há muitíssimos anos, verdadeiras marionetes dos presidentes dos Estados Unidos e cor­rompe, até os alicerces, a própria base do partido republicano e do partido democrata. Também verá como manipu­la as democracias do mundo, utiliza as principais universidades norte-americanas e seus intelectuais, gerando a ilusão de progresso científico através de pura ideologia falsa, e manipula os meios de comunicação para que as massas e as classes médias não se dêem conta do que realmente está acontecendo. Sob esta nova luz, inclu­sive os atentados de 11 de setembro de 2001 adquirem uma leitura diferente.

 

Orelha Direita do livro

 

Walter Graziano nasceu em 1960 na Argentina. Graduou-se em Economia na Universidade de Buenos Aires. Até 1988 foi fun­cionário do Banco Central do seu país e recebeu bolsas de estudo do governo italiano e do Fundo Monetário Internacional para estudar em Nápoles e em Washington DC. Desde 1988 colaborou com meios impressos e audiovisuais argentinos de forma simultânea à sua profissão de consultor económico. Em 1990, publicou a História de duas hiperinflações e, em 2001, As sete pragas da Argentina, livro que prenunciou a derrocada econômica e política do seu país. Desde 2001, Graziano tem-se dedicado em tempo integral aos assuntos desta obra, aos seus antecedentes históricos e às suas questões colaterais.

 

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Hitler ganhou a guerra

 

 

Walter Graziano

 

 

 

 

Tradução: Eduardo Fava Rubio

 

 São Paulo - 2005

 

51a edição

 

 

 

 

 

 

 

 

Hitler ganó la guerra Walter Graziano

 

©WALTER GRAZIANO, 2004

 

©EDITORIAL SUD AMERICANA S.A., 2004

 

 

 

 

 

Preparação: Carlos Donato Petrolini Júnior

Revisão: Maria Renata de Seixas Brito

Capa: Victory Design - victory at victorydesign.com.brFicha 

 

Catalográfica

Graziano, Walter

G785h      Hitler ganhou a guerra.  / Walter Graziano; tradução de Eduardo 

Fava Rubio. -- São Paulo: Editora Palíndromo, 2005

Tradução de: Hitler ganó la guerra. ISBN: 85-98817-05-8

1.                 Estados Unidos: Relações exteriores: Século XX  2. Estados Unidos: 

Política externa: Século XX    1. Título.   II. Rubio, Eduardo Fava.

 

CDD  973.09

Índices para catálogo sistemático

1. Estados Unidos : Relações exteriores : Século XX 973.09

2. Estados Unidos : Política externa : Século XX 973.09

3. Estados Unidos : Política externa : Ciência política 327.973

4. Estados Unidos : Relações exteriores : Ciência política 327.973

5.Estados Unidos : Relações internacionais : Ciência política : 327.973

 

 

 

 

 

 Aos que acordarem

 Não importa que nos odeiem,

desde que na mesma medida nos temam.

 

CALÍGULA

 

 

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PRÓLOGO

 

 

 

Nem bem comecei a realizar as pesquisas preliminares para escrever este livro, já me dei conta de que a vastidão do tema me impunha a necessidade de encontrar colaboradores. Portanto, decidi contratar estudantes e graduados da área de humanidades.

Uma das primeiras pessoas que apareceram para as entrevis­tas de trabalho era uma bacharela em História, recém-graduada, com excelentes qualificações. Através do diálogo inicial, pude entrever a sólida formação acadêmica e cultural que possuía para o trabalho. Tratava-se, além disso, de uma pessoa com outras qualidades: inteli­gência e sagacidade.

Resolvi, então, fazer com ela a verdadeira prova de fogo: dei-lhe uma informação das muitas que o leitor vai encontrar neste livro. A recém-graduada começou a lê-la em silêncio. Enquanto isso, eu a observava e via como ia ficando vermelha e como seus olhos iam se revirando, não sei se de fúria ou de incredulidade. Quando terminou a leitura do texto, ela olhou para mim. Com a voz entrecortada, um pouco enjoada, defendeu o que até aquele momento considerava um saber pouco menos do que inexpugnável: "A história não deve ser escrita senão muito tempo depois de que tenham ocorrido os fatos", disse com o tom de uma lição aprendida de memória.

Optei, então, por dar-lhe mais informação, mais abundante em dados. Dessa vez, ela ficou pálida. Ensaiou uma resposta menos es­truturada, mas ainda se defendia do que bem podia considerar tão horroroso como incongruente com respeito ao que lhe haviam ensina­do por anos e anos. Diante de tal defesa frágil, decidi apresentar-lhe mais material. Rendeu-se e só disse: "Se isso é verdade, já não sei o que pensar".

Expliquei-lhe, então, que o conceito de que era necessário dei­xar passar bastante tempo antes de escrever a História era aplicável à época em que a tecnologia tornava impossível escrevê-la com uma boa dose de rapidez e exatidão. Obviamente, Heródoto teve que levar muito tempo para juntar o material para a sua obra. E não é de se esperar que Suetônio tivesse ao alcance da mão as informações para escrever a vida de doze césares. Mas, já em nossos dias, algo tinha começado a mudar: Arnold Toynbee e Paul Johnson estavam escre­vendo História (possivelmente muito enviesada, mas uma versão da História, em todo o caso) de forma quase simultânea aos aconteci­mentos. É compreensível: os meios de comunicação e o rápido acesso ao tipo de informação que eles fornecem tornam isso possível.

Com o rápido desenvolvimento da rede global, talvez em pou­co tempo mais surjam os primeiros historiadores que possam escrever a História de forma simultânea à própria sucessão dos fatos conside­rados como históricos. E é até mesmo provável que apareçam os pri­meiros futurólogos realmente sérios. Através da rede, pode-se acessar com baixo custo e sem demora qualquer tipo de informação - de toda índole - que qualquer indivíduo do mundo tenha desejado conseguir. Seja verdadeira ou falsa, trata-se de informação sem nenhum tipo de censura direta ou indireta. Esta última é pior ainda que a primeira, já que passa despercebida e é exercida pelas linhas editoriais e estraté­gicas dos mega-meios de comunicação.

A rede não só possibilitou o livre acesso à informação. Tam­bém permite comprar à distância qualquer livro editado em qualquer lugar do mundo, novo ou usado, e tê-lo em casa em menos de uma semana, sem desnecessárias demoras em perguntas por edições esgo­tadas em livrarias fisicamente distantes entre si. Também permite o acesso a variados resumos de textos, de todas as tendências, e inclu­sive a comentários de leitores anteriores, que em boa medida podem ajudar a ganhar tempo. Como gosto sempre de repetir: o tempo é um bem ainda muito mais escasso que o dinheiro. O dinheiro pode ir e vir. O tempo, por outro lado, só vai...

Graças à rede, já estão aparecendo os primeiros historiadores on-line. Ainda que muito da informação que surge possa ser falsa ou inexata, com freqüência é menos assim que a que se publicou em muitíssimos livros, ou que a que aparece diariamente nos mega-meios de comunicação. A vantagem que nos oferece a rede - seja porque nos provê informação diretamente, seja porque nos permite um rápido acesso para localizar e comprar em poucos segundos livros que nos poderiam custar anos para conseguir - é a possibilidade de escrever sobre o presente e conhecê-lo, com incontáveis elementos adicionais de informação.

É possível que isso provoque efeitos muito benéficos dentro de pouco tempo mais. É provável ainda que as populações de muitos países se dêem conta muito antes, enquanto estão em condições de fazer algo a respeito, de farsas de enganação coletiva, de psicopatas nos mais altos cargos do poder, de ambiciosos planos de domínio global etc.

Este livro não poderia ter sido realizado há cinqüenta anos. Nem sequer há dez anos. A garota graduada em História mencionada acima teria tido, nesse caso, razão. Mas hoje as coisas mudaram. Te­mos acesso a infinitos elementos adicionais de informação. Se não os usássemos por preconceitos ou devido a frases feitas do tipo "a histó­ria necessita de muito tempo para ser escrita", estaríamos fazendo o jogo dos personagens mais obscuros: os que desejam que a realidade seja escrita da maneira que mais lhes convém. Muitas vezes, trata-se dos personagens com mais recursos para tentar "apagar" da memória coletiva as informações que possam chegar a comprometê-los. Esse é um velho costume utilizado por tiranos de todas as épocas. Conta-se que os mais sanguinários imperadores romanos tinham historiadores oficiais. Estes escreviam loas a atrozes imperadores e à sua ação de governo. Só muitas décadas mais tarde, quando todos os protagonis­tas já estavam mortos, Tácito e Suetônio puderam pôr as coisas em seu lugar e colocar personagens como Tibério, Calígula e Nero na posição que mereciam: no panteão dos mais sinistros e perversos im­peradores de todos os tempos. No entanto, muitos dos cidadãos roma­nos contemporâneos ao período morreram sem saber quanto de seus males, de suas misérias e até mesmo de suas próprias mortes diárias era devido aos próprios imperadores e ao seu sistema de censura e de manipulação da imprensa e da História. No próprio Império Romano, tardou-se mais de sessenta anos para que se conhecesse cabalmente quem esses três imperadores tinham sido.

Que o mesmo não aconteça conosco. Graças à rede, isso agora é possível. Mas, para que nos livremos do problema, depende de nós, de uma participação ativa. Nas próximas páginas, começará a ficar claro por quê.

 

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