From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 1 20:07:21 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 1 Apr 2010 19:07:21 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__=22Memoriais_das_Pessoas_Impresc?= =?iso-8859-1?q?ind=EDveis=22_pr=F3xima_segunda_feira_dia_5/04_na_s?= =?iso-8859-1?q?ede_do_Sindicato_dos_Metalurgicos_de_Diadema?= Message-ID: Carta O Berro...........................................................................repassem Companheir at s Convidamos para o proximo evento do projeto "Memoriais das Pessoas Imprescindíveis" da Secretaria de Direitos Humanos, a ser realizado na próxima segunda feira dia 5/04 na sede do Sindicato dos Metalurgicos de Diadema com a presença do Ministro Paulo Vannuchi , do Prefeito de Diadema, do Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e do companheiro Aloysio Palmar . Na ocasiao, serão homenageados os companheiros, - os irmãos Carvalho ( Devanir, Daniel e Joel) assim como o Aderval Alves Coqueiro- todos operários da região do ABC, assim como seus familiares Esperamos o comparecimento de todo at s. E divulguem em suas listas!! Maurice Politi Coordenador do Projeto de Promoção de Direito à Memória e à Verdade Secretaria de Direitos Humanos -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100401/b28eac8f/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 1 20:07:30 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 1 Apr 2010 19:07:30 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__1=C2=BA_de_abril_de_1964=3A_dia_da_in?= =?utf-8?q?f=C3=A2mia_e_da_trai=C3=A7=C3=A3o_nacional_-_Livro_de_Ru?= =?utf-8?q?bim_Aquino_relembra_os_anos_de_chumbo_=3A=22UM_TEMPO_PAR?= =?utf-8?q?A_N=C3=83O_ESQUECER=22?= Message-ID: <76BB69A6BC7B4297979B97AE91A0399F@vcaixe> Carta O Berro..........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: aarouge at terra.com.br Livro de Rubim Aquino relembra os anos de chumbo O historiador e professor Rubim Aquino acaba de lançar o livro Um tempo para não esquecer (1964-1985). A publicação mantém viva a memória em relação ao nosso passado recente de torturas e violência praticadas no período da ditadura militar. A partir de pesquisa de mais de 20 anos, o autor traz à tona histórias do período sobre o aparato repressivo do Estado brasileiro. Ele mostra como a ditadura se identificou ao completo terrorismo de Estado, e os sistemas de informação e vigilância foram institucionalizados em nosso país. O historiador fala sobre os principais centros oficiais e clandestinos de tortura e assassinatos, além de apresentar lista de centenas de torturadores. Este livro consiste em ?alerta contra as mais variadas formas de tortura, tão banalizadas e, mesmo, aplaudidas por vários segmentos sociais nos dias de hoje. Livro que é um brado contra a prática da tortura, ainda defendida por alguns como um ?mal menor? e por vezes, necessário?, diz a psicóloga Cecília Coimbra, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, na apresentação do livro. Data para os brasileiros nunca esquecerem, data da ditadura, data mais vergonhosa da história do Brasil: 1 de abril de 1964: dia da infâmia e da traição nacional. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100401/55e7a6f8/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 2 14:38:02 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 2 Apr 2010 13:38:02 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?-_LIGAS_CAMPONESAS_EM_SAP=C9_-Jo?= =?windows-1252?q?=E3o_Pedro_Teixeira_ser=E1_homenageado_nos_48_ano?= =?windows-1252?q?s_de_sua_morte?= Message-ID: Carta O Berro...........................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Wilma Martins de Mendonça -------------------------------------------------------------------------------- - LIGAS CAMPONESAS EM SAPÉ - João Pedro Teixeira será homenageado nos 48 anos de sua morte Foto Anexa: João Pedro Teixeira e família A Ong - Memorial das Ligas Camponesas está promovendo no próximo dia 02 de abril uma homenagem ao líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado durante o regime militar no município de Sapé (PB). O evento denominado ?Caminhada em Memória de João Pedro Teixeira? acontece no dia em que completa 48 anos de sua morte. A caminhada terá início às 15h com uma celebração ecumênica e política em frente à Escola Municipal Cândida Emília, às margens da Rodovia PB 073, no município de Sobrado, seguindo até o crucifixo que marca o local do assassinato do líder camponês, com direção ao povoado de Barra de Antas, município de Sapé, onde haverá uma visita à casa onde morou o líder camponês, local onde será encenada uma peça teatral. O evento será encerrado na sede do povoado. Já foram confirmadas as presenças de Elizabet Teixeira (esposa de João Pedro Teixeira), do prefeito de Sapé, João Clemente Neto (João da Utilar), do padre Hermínio Cânova, do ex-deputado Frei Anastácio e do chefe do gabinete pessoal do presidente da república, Paulo Roberto Martins Maldos, que vêm exclusivamente para o evento, a pedido da Ong, quando fará visitas às famílias acampadas em Barra de Antas e tratará de assuntos relacionados ao tombamento do imóvel onde morou João Pedro Teixeira. Também está agendada uma audiência com o prefeito João Clemente Neto, com a diretoria da Ong e com Paulo Maldos, quando serão tratados detalhes de um projeto de preservação e recuperação de pontos históricos relacionados às ligas camponesas no município de Sapé. ?Vamos fazer parcerias para que a casa de João Pedro faça parte de um contexto do turismo histórico de nosso município e o papel da Ong e do representante do Governo Federal nesse processo é fundamental nesse momento?, disse João da Utilar. A Ong - Memorial das Ligas Camponesas é uma entidade sem fins lucrativos que tem dentre seus objetivos a preservação, disseminação e recuperação da história das Ligas Camponesas na região de Sapé, formando assim um amplo acervo de informações, evidências, objetos, fotos, documentos e tudo o que for relevante para que tão importante fato histórico não seja esquecido. ?A desapropriação e o tombamento da casa onde morou João Pedro Teixeira é nosso primeiro grande passo para o resgate dessa história pouco conhecida pelas novas gerações. Pretendemos transformar o imóvel em um museu, onde colocaremos todo o acervo histórico que estamos levantando a respeito das Ligas Camponesas?, finalizou Jorge Galdino, diretor de comunicação da Ong. FONTE: Direção de Comunicação da Ong ? Memorial das Ligas Camponesas - em 29/03/2010 Contatos: ligascamponesas at hotmail.com -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100402/aa0854d1/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 19261 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100402/aa0854d1/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 2 14:38:10 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 2 Apr 2010 13:38:10 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_PRESERVA=C7=C3O_DOS_S=CDTIOS_HIST?= =?iso-8859-1?q?=D3RICOS_S=EDmbolos_da_Repress=E3o_Pol=EDtica_duran?= =?iso-8859-1?q?te_os_regimes_civis-militares_-_10_de_Abril_de_2010?= =?iso-8859-1?q?=2C_das_14h_=E0s_17h30?= Message-ID: Carta O Berro........................................................................................repassem De: Ivan Seixas iseixas at uol.com.br From: Arthur Goncalves Filho Sábado Resistente 10 de Abril de 2010, das 14h às 17h30 Memorial da Resistência de São Paulo - Largo General Osório, 66 - Luz A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DOS SÍTIOS HISTÓRICOS Símbolos da Repressão Política durante os regimes civis-militares Qual a importância da preservação dos sítios históricos, onde importantes fatos políticos e culturais ocorreram, para a elaboração crítica do passado? Como se pode e se deve fazer esta preservação sem recair num simples "memorialismo" ou numa batida ode aos "heróis e monumentos", mas, ao contrário, contribuir para o fortalecimento de uma memória crítica do passado que reconheça o papel dos protagonistas e dos respectivos espaços onde importantes processos históricos ocorreram, simbolizando estes processos e ajudando a projetar criticamente o presente e o futuro? Diversos países da América Latina, com destaque especial para a Argentina, têm avançado no trabalho de preservação da memória política de forma coletiva e crítica. Nos últimos dias, inclusive, se noticiou que a ESMA - Escola Superior de Mecânica da Armada, famigerada por sediar sessões de torturas e assassinatos em massa durante a ditadura daquele país, enfim se transformou em monumento histórico crítico da barbárie ocorrida em seus porões. No Brasil, o próprio espaço do Memorial da Resistência e o recente trabalho feito pela Comissão de Anistia, em particular as "Caravanas da Anistia", têm dado importantes contribuições neste mesmo sentido. Colocar estas diversas experiências latino-americanas em debate é um dos objetivos deste Sábado Resistente, forma de avançar ainda mais na luta pela Memória, pela Verdade e por Justiça. A atividade deverá também será transmitida ao vivo pela internet, com o apoio da VIATV (www.viatv.com.br). 14h - Boas-Vindas Ivan Seixas - Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política e do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo 14h15 - Apresentação/Coordenação - Maurice Politi - Coordenador do Projeto de Promoção de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Especial de Direitos Humanos 14h30 - DEBATE: "A NECESSIDADE E PRESERVAÇÃO DOS SÍTIOS HISTÓRICOS - Símbolos da Repressão Política durante os regimes civis-militares" Gonzalo Conte MacDonnel - Coordenador do Programa "Topografia de La Memória - Memória Abierta" da Argentina. Paulo Abrão Pires Junior - Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça do Brasil Katia Felipini - Museóloga do Memorial da Resistência de São Paulo Os Sábados Resistentes são promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo em parceria com o Memorial da Resistência de São Paulo. Trata-se de um espaço de discussão entre militantes de diversas causas, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados em geral no debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo central estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100402/b673e339/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 3 17:25:47 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 3 Apr 2010 16:25:47 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_FILHA_DA_ANISTIA_-_Em_cartaz_no?= =?iso-8859-1?q?_Teatro_da_Mem=F3ria_do_Instituto_Capobianco_at=E9_?= =?iso-8859-1?q?18_de_abril_de_2010_-_sp-?= Message-ID: <3EF09872E05943FAA4842358A94363FF@vcaixe> Carta O Berro....................................................................................repassem Filha da Anistia Trailer do espetáculo "Filha da Anistia", de Carolina Rodrigues, direção de Helio Cicero Jovem advogada retorna ao país em busca do pai, que nunca conheceu. Na sua procura, a história de dois irmãos desaparecidos durante a ditadura militar. Dramaturgia de Carolina Rodrigues. Direção de Hélio Cícero. Com Alexandre Piccini. Em cartaz no Teatro da Memória do Instituto Capobianco até 18 de abril de 2010 www.filhadaanistia.blogspot.com http://www.youtube.com/watch?v=aXX_qHttD1o&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=hlxvhSmrQgs&feature=related Na quinta-feira, 25/03, a VIATV gravou cenas a peça FILHA DA ANISTIA, entrevistando atores e convidados. O material editado será visto em breve no YouTube e outros canais de divulgação. A peça emociona fortemente ao abordar a questão dos desaparecidos durante a ditadura no Brasil. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100403/87a9a455/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 61 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100403/87a9a455/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 3 17:25:54 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 3 Apr 2010 16:25:54 -0300 Subject: [Carta O BERRO] ESMA: sobre um passado que espera seu futuro na Argentina Message-ID: Nota de Rodapé Carta O Berro.......................................................................repassem ESMA: sobre um passado que espera seu futuro na Argentina Posted: 28 Mar 2010 05:52 PM PDT A ditadura argentina causou a morte de 30 mil pessoas, uma das mais sangrentas da América Latina. A Escola da Marinha (ESMA), um dos principais centros de detenção clandestina do país daquele período, aprisionou, torturou e assassinou 5 mil pessoas. Não é pouco.Por tudo isso, em 2004, o então presidente Nestor Kirchner, tomou uma das decisões mais simbólicas em relação a este assunto: transformar You are subscribed to email updates from Nota de Rodapé To stop receiving these emails, you may unsubscribe now. Email delivery powered by Google Google Inc., 20 West Kinzie, Chicago IL USA 60610 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100403/cd44daa6/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7349 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100403/cd44daa6/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100403/cd44daa6/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 4 13:58:36 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 4 Apr 2010 12:58:36 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_FELIZ_P=C1SCOA!?= Message-ID: <6EF1969921A24E14AAE8D5159AB516F9@vcaixe> Carta O Berro FELIZ PÁSCOA. Que seja a reafirmação do sonho para sonharmos juntos. E fazer concreta essa utopia de justiça e igualdade. Agradecendo à todos que nos desejaram feliz Páscoa e, à todos que nos lêem e repassam (ou não). Grande abraço. Vanderley -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100404/e83df606/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 4 13:58:43 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 4 Apr 2010 12:58:43 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?___m=FAsicas_raridades____________?= =?iso-8859-1?q?____________________________________________HOJE_?= =?iso-8859-1?q?=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <86D1AD26C7844EE18B321B0E4B7AA3B3@vcaixe> Carta O Berro...............................................................repassem Subject: músicas raridades Elis Regina, Águas de Março Geraldo Vandré - Disparada Pra Não Dizer Que Nao Falei Das Flores 1968/Geraldo Vandré - Pra não dizer que não fal... Jair Rodrigues - Disparada - Festival de 1966 Geraldo Vandré - Ladainha Geraldo Vandré - Porta Estandarte Roda Viva - Chico Buarque Geraldo Vandré - Canto Geral Gilberto Gil e Os Mutantes - Domingo no Parque Tributo a Geraldo Vandré PARA NÃO DIZER QUE EU NÃO FALEI DAS FLORES - GE... Censuramusical Parte 1 4:01 III Festival Internacional da Canção de 1968 6:45 Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei da... Jair Rodrigues - Disparada Quarteto Novo, Geraldo Vandré - Hermeto Heraldo... -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100404/aa3b739e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 3043 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100404/aa3b739e/attachment-0031.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 4 13:58:50 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 4 Apr 2010 12:58:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__1964_-_46_ANOS_DEPOIS_-_Contri?= =?windows-1252?q?buindo_para_nossa_reflex=E3o?= Message-ID: <78E360CA5BA34AA5AF51520949783501@vcaixe> Carta O Berro....................................................................................................repassem São Paulo, 31 de março de 2010 Sete Poemas do meu livro ?Rapsódia ? De Ordem Política e Social? a ser lançado em 31 de agosto de 2010 Hoje aqui divulgados, apenas para uma reflexão sobre os 46 anos do golpe civil-militar de 31 de março de 1964. Putabraço, Alipio Freire 31 de março de 1964 Dos diálogos com Walnice Nogueira Galvão Aquela noite fez-se treva. Roubaram-lhe todas as estrelas para com decorar dragonas alamares e peitos dos marechais generais almirantes e brigadeiros golpistas. A grande burguesia considerou essa saída a mais segura para a reprodução ampliada do capital e garantia de seus privilégios. Eu tinha dezoito anos a minha namorada vinte e até a véspera imaginávamos todo um futuro pela frente PS Nossa primeira tarefa depois do golpe foi rondar à noite a casa dos camaradas João Carlos e Marisa (em Guarulhos) para ver se havia sido invadida. O ano de 64 efetuou a ruptura de nossos destinos. Perdas e danos 1 No Brasil da ditadura fomos (entre civis e militares) 308 mil investigados 30 mil torturados milhares de cassados 500 assassinados (dos quais 100 dados como desaparecidos.) Incontáveis os que tiveram de viver clandestinos ou se exilar. Isto para não falarmos Da concentração da riqueza e da propriedade Do aprofundamento das desigualdades Do arrocho salarial Da perda de direitos dos trabalhadores Do êxodo rural Do crescimento das favelas e submoradias Da ampliação da miséria Do crescimento vertiginoso da dívida externa Da extinção de todos os direitos públicos e dos milhões de homens e mulheres que viveram sob terror permanente. Foi também a ditadura que forjou e divulgou a palavra-de-ordem O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil. NB As perseguições violências e crimes foram apenas meios para concretizar o programa do grande capital. Da luta armada ou Da violência justa No Brasil o ordenamento jurídico do escravismo considerava: Todo senhor que matar seu escravo o fará sempre em legítima defesa. O abolicionista Luiz Gama retrucou: Todo escravo que matar o seu senhor o fará sempre em legítima defesa. NB Assim reza o mais legítimo proceder contra todo tirano (ainda que devamos estar sempre atentos à correlação de forças). Tesouro da Juventude Do Livro das Belas Ações 1 Uma garrafa Uma rolha Gasolina Óleo 30 Pólvora e ácido nítrico Ou uma mecha em chamas... ...e aquela busca insana de uma radiopatrulha. Chorinho Eu tenho uma casinha lá na Marambaia fica na beira praia onde helicópteros da Aeronáutica jogavam os corpos de opositores do regime. Alguns ainda com vida Outros esquartejados. NB O terror de Estado contaminou tudo. Até o nosso mais lírico cancioneiro. Da tragédia Dos Diálogos com Peter Weiss Para as Mães de Maio que, mais que ninguém, sabem da tragédia na própria carne. Nós sobrevivemos ao pau-de-arara. Mas o pau-de-arara também sobreviveu. Idade da Razão Nunca me senti tão livre como durante a ocupação nazista ? escreveu Sartre. Durante a luta clandestina contra a ditadura fomos igualmente livres não respeitávamos qualquer norma do Sistema do Estado ou do Regime (Apenas cuidávamos da nossa segurança). PS O que é a literatura?! Hoje vivemos em soursis e muitos Com a morte na alma. Merde à vous Dos diálogos com Gonzaguinha. A vida é assim mesmo. Entramos no palco sem roteiro e quando o personagem está construído já é hora de sair de cena. PS Da minha parte continuo resistindo a toda fatalidade: Somos nós que fazemos a vida. Como der e puder e quiser. . __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100404/e32ed227/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2538 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100404/e32ed227/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 5 19:25:49 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 5 Apr 2010 18:25:49 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_A_Servid=C3=A3o_Moderna?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: MBarreto Caros/as Quando sobrar um tempinho, peço que assistam este pequeno filme: A Servidão moderna. Apenas a conclusão , na quinta parte, pode ser questionada. Todo o filme é muito bem articulado e didático. http://www.youtube.com/watch?v=nJCW6AbCoWQ 1ª parte http://www.youtube.com/watch?v=9qydMGV-4Pk&feature=related 2ª parte http://www.youtube.com/watch?v=8ZYAR3XbWso&feature=related 3ª parte http://www.youtube.com/watch?v=tg0qBJjrpLM&feature=related 4ª parte http://www.youtube.com/wat ch?v=_1IIClyDCA0&feature=fvw 5ª parte -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100405/6c820ed6/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 5 19:25:56 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 5 Apr 2010 18:25:56 -0300 Subject: [Carta O BERRO] 40 Videos de Filosofia eTeoria Revolucionaria Message-ID: Untitled DocumentCarta O Berro..........................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: - Eduardo - VIDEOTECA Material de excelente nivel académico 40 videos con duraciones de entre 25 y 40 minutos. Material sumamente didáctico. Platón, Rousseau, Montesquieu, Marx, Mandel, Lenin, Comte, Mao Tse Tung, Luxemburgo, Teología de la Liberación, Althusser, Poulantzas, Gramsci, Simón Rodriguez, Bolivar, Franz Fanon, Louise Michel, Martí, Miranda, Sucre, Che Guevara, Mariátegui y Sandino. El Problema fundamental de la filosofía; El Idealismo; El Materialismo; Metafísica; Dialéctica; El Materialismo histórico; ¿De dónde provienen las clases y las condiciones económicas?; El Materialismo Dialéctico y las Ideologías INGRESAR A VIDEOTECA http://pensamientovivo.wordpress.com Reenviar por favor Esto no es Spam. Si no desea recibir más correos "Videoteca" responda este mensaje con asunto "Remover". 03/04/201023:42:2803/04/2010 23:42:28vanderleycaixe at revistaoberro.com.brfriend09/03/2010 11:47:2130/03/2010 9:42:5430/03/2010 9:42:5430/03/2010 9:42:54 g -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100405/e3dfb3c4/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 6 20:26:28 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 6 Apr 2010 19:26:28 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_=27N=F3s_estamos_emergindo_e_vamo?= =?iso-8859-1?q?s_continuar_a_emergir=27_=2C_A_avalia=E7=E3o_=E9_de?= =?iso-8859-1?q?_Marco_Aur=E9lio_Garcia?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................................repassem Terça-Feira, 06 de Abril de 2010 'Nós estamos emergindo e vamos continuar a emergir' "O Brasil deixou de ser o eterno país do futuro, acho que o futuro chegou, um pouco. Por que nós éramos o eterno país do futuro? Porque éramos um país rico e profundamente desigual. E essa desigualdade não era simplesmente de renda. Era uma desigualdade de gênero, étnica, que se dava em termos regionais, em termos educacionais, assimetrias culturais etc. Nós começamos a resolver a desigualdade social em termos de renda. E demos alguns passos importantes para resolver os temas das desigualdades regionais". A avaliação é de Marco Aurélio Garcia, Assessor da Presidência República para Assuntos Internacionais, em entrevista para a revista Desafios do Desenvolvimento, do IPEA Desafios do Desenvolvimento (IPEA) "Nós estamos emergindo e vamos continuar a emergir. Há outros países que já são desenvolvidos que estão imergindo, estão afundando. O grande problema que nós temos aqui é o seguinte: nós começamos, a meu juízo, a enfrentar a questão chave que o País tinha que, de uma certa forma, abriu espaço para resolver as demais, que era questão social. Por que nós éramos o eterno país do futuro? Porque nós éramos um país rico e profundamente desigual". A opinião é de Marco Aurélio Garcia, assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais em entrevista à Andréa Vieira e publicada revista Desafios do Desenvolvimento, janeiro-fevereiro/2010, do Ipea. Eis a entrevista. Em palestra no Ipea, o senhor afirmou que instituições internacionais estão caducas. Gostaria que o senhor explicasse essa posição. Acho que tem três tipos de caducidade. Primeiro do ponto de vista dos pressupostos com os quais FMI e o Banco Mundial, mais particularmente o Fundo, trabalharam durante esses últimos anos. Eles foram muito lenientes no que diz respeito à desordem econômica internacional que estava se armando, estimulavam as ideias de desregulamentação, foram extremamente ortodoxos na cobrança de políticas austeras por parte dos países, sobretudo os pobres e emergentes, o que significou em grande medida que esses países se viram inviabilizados. E parece que algumas dessas questões persistem hoje. Se nós verificarmos os conselhos que foram dados, segundo o noticiário, pelo FMI para a Europa, agora nós vamos ver que uma das principais recomendações parece ser o corte de salários. Ora, a tendência em momentos de crise é impulsionar políticas heterodoxas, políticas anticíclicas! Então eu acho que esse problema que parecia superado depois da eleição do Dominique Strauss-Kahn para o FMI, ainda não está perfeitamente equacionado. O segundo aspecto está ligado à operacionalidade dessas entidades muito burocratizadas. O atraso na rodada de Doha é um caso típico, em circunstâncias que num determinado momento as coisas estavam praticamente para ser resolvidas. Na última hora, no final da gestão Bush nos EUA e no limiar de uma eleição na Índia, as negociações fracassaram. O terceiro aspecto, também mais ligado à direção, porém mais tangível, é a questão da representatividade. Salvo a OMC, onde cada país tem um voto, nas outras entidades nós temos uma distribuição muito perversa das organizações de poder que não corresponde mais à correlação de forças internacionais, que ainda é acompanhada de uma prática habitual, uma espécie de um condomínio Europa-EUA. É possível estruturar uma instituição multilateral realmente eficiente e representativa de todas as nações ou reorganizar as já existentes? Como seria? Eu acho que isso deve ser tentado. Se nós praticarmos de forma mais intensa uma concepção multilateral das organizações internacionais, isso é factível. Agora, se nós acharmos que o mundo tem que ser regido por um grupo restrito de potências, não vai ser possível. A grande verdade é que essa alternativa da hegemonia de um grupo pequeno de potências também conduz a um impasse. Acho que o exemplo mais claro disso foi a reunião de Copenhague, onde tudo ficou bloqueado em grande medida por causa da decisão dos Estados Unidos no que diz respeito às metas de controle de emissão (de gases). Isso fez com que a Europa retrocedesse naquilo que ela havia proposto e deixou os outros países olhando o céu. O grande problema, se não houver essa democratização das organizações internacionais, é uma paralisação das relações internacionais. Isso não é bom. A crise internacional expôs uma série de falhas do sistema financeiro mundial. Falou-se em regulação e fiscalização dos mercados, mas até agora nada foi feito. Por que isso é tão difícil? É difícil porque fere interesses nacionais importantes e porque nós hoje enfrentamos uma crise de liderança mundial muito grande. Lembramos que o antecedente que nós tivemos foi a crise de 1929. No que diz respeito aos Estados Unidos, ela começou a ser enfrentada num primeiro momento com medidas extremamente corajosas, muito mais radicais, mas a grande resolução da crise de 1929 foi a guerra. Então esse é um risco real. Quando os países se reuniram em 1944, em Bretton Woods, para tentar definir uma nova arquitetura financeira internacional, eles estavam fazendo uma autocrítica da sua inação no que diz respeito a evitar os desdobramentos da crise. Quer dizer, antes que a guerra tivesse ocorrido e, como causa dessa guerra, inclusive, nós tivemos a ascensão do fascismo na Itália, a ascensão do nacional-socialismo na Alemanha, de uma certa forma a guerra civil espanhola, o êxito e depois o fracasso da experiência da frente popular na França, enfim, uma série de fenômenos que, sem dúvida nenhuma, qualquer historiador vai localizar nas origens da Segunda Guerra Mundial. Caso nada seja feito nesse momento para estabelecer uma ordem econômica mais organizada e sustentável, o que pode acontecer? O mundo pode se transformar num grande paiol de pólvora. E quando há um paiol de pólvora, qualquer fósforo produz uma explosão. O senhor fala em guerra mesmo? Por que não? Não quero ser catastrofista, mas eu acho que essa é uma das razões pelas quais, talvez, todos os esforços de neutralização dos pontos de tensão internacional são de fundamental importância. Isso justifica a preocupação em aumentar a defesa do Brasil? Eu não diria aumentar, mas adequá-la. Nós estávamos com um sistema de defesa que não correspondia mais às necessidades do País, entende? Nós precisamos ter adequação. Nós não precisamos ter forças armadas para desfile militar. Nós precisamos ter forças armadas para proteger o País. Acho que esse tema, grosso modo, está sendo colocado em quase todos os países da América Latina. Então, por essa razão, eu não vejo que a América Latina, em particular a América do Sul, seja uma região que possa ser capitulada como uma região de tensão internacional. Mas há outras regiões com focos de tensão que todos os dias estão se manifestando. O crescimento da economia chinesa será acompanhado ou não de uma estratégia de consolidação da China como potência militar? Não sei. É bem possível. As tensões que estão se produzindo agora entre China e Estados Unidos em função do refortalecimento dos armamentos de Taiwan? Há regiões de enorme tensão no mundo hoje como Paquistão, Afeganistão, Palestina... Voltando a falar da economia mundial, ao que tudo indica, o Brasil adotou as medidas corretas para mitigar os efeitos da crise, tanto que foi um dos primeiros países a sair dela. No cenário financeiro internacional pós-crise, a imagem do Brasil mudou? Eu acho que já vinha mudando anteriormente. Quando a crise eclodiu, o Brasil foi consultado imediatamente sobre que tipo de instância deveria ser criado. Eu lembro que eu estava com o presidente Lula quando o presidente Bush telefonou para ele e disse: "eu preciso fazer uma reunião aqui em Washington para organizar uma resposta à crise. Quem você acha que nós devemos convidar?" Ele nos consultou. Foi quando o presidente (Lula) disse: "eu acho que deveria ser o G 20 financeiro". Portanto, nesse momento, a imagem do Brasil já era fortalecida. Em que proporção a crise na Europa preocupa o Brasil? Olha, isso preocupa o Brasil por várias razões. Primeiro lugar porque isso afeta o equilíbrio da economia internacional como um todo. Se há uma retração da economia europeia, isso, sem dúvida nenhuma, afetará o conjunto da economia mundial. Os chineses serão afetados porque a China tem no espaço europeu um de seus mercados importantes. Falando em China, o que o Brasil pode fazer para melhorar o comércio com a China, tendo em vista que essa relação comercial acaba sendo desfavorável ao Brasil, que exporta apenas commodities para o gigantesco mercado chinês? Primeiramente, eu acho que nós não devemos ter vergonha de exportar commodities. O ruim é quando a gente não exporta nada. O problema brasileiro é que nós estamos fazendo, nos últimos anos, uma certa reconversão da economia brasileira, fazendo com que o processo de industrialização seja um processo não só de crescimento quantitativo, mas de sofisticação qualitativa. Isso implica agregar mais valor. E é claro que no caso da China, salvo em alguns nichos muito particulares, nós vamos enfrentar dificuldades em aumentar nossas exportações por uma razão muito simples: a China realiza aquilo que nós também realizamos em escalas muitas vezes superiores: eles produzem automóveis, eletrodomésticos e eletrônicos em escala muito maior do que a nossa. Nós temos algumas formas de entrada na China da indústria de alto valor agregado como é o caso da nossa indústria aeronáutica. Mas a produção agrícola, por exemplo, é um trunfo extraordinário que o Brasil tem. Não quero dizer com isso que não vamos melhorar nossa indústria, que não vamos adotar uma política industrial mais agressiva, que não vamos enfrentar a questão da inovação tecnológica, que é fundamental. O Brasil, que já liderava a missão de paz no Haiti, está tendo uma atuação muito efetiva na ajuda ao país depois da tragédia causada pelo terremoto. Que efeitos essa atuação produzirá para o Brasil no cenário internacional? Nós estamos fazendo isso, em primeiro lugar, porque nós incorporamos a solidariedade como valor a ser defendido na nossa política externa. Da mesma forma que nós buscamos a defesa da paz, defesa dos direitos humanos, relações internacionais menos assimétricas, menos desequilibradas, temos também como um dos valores a solidariedade. O Haiti é um país com o qual nós temos grande afinidade, é um país de população negra, como é o caso do Brasil. Por que é tão importante para o Brasil ter um assento permanente no conselho? Por uma razão muito simples: nesse conselho é que se resolvem as questões da segurança global. Nós não estávamos discutindo no começo que o mundo pode correr um risco de uma conflagração regional ou mais global, seja pela incapacidade dos governos se porem de acordo, seja pelo progresso abusivo de uma situação conflitiva? Quem coopera nessas circunstâncias? Só pode ser o Conselho de Segurança. Nós, inclusive, temos uma visão hoje crítica ao funcionamento das Nações Unidas. Nós achamos que as Nações Unidas deveriam assumir concretamente a condição de organismo regulador da paz mundial. Por que isso não acontece? Isso não está acontecendo porque as Nações Unidas foram enfraquecidas, porque durante um certo período predominou uma orientação estritamente unilateralista da política norte-americana. Então nós precisamos de organismos mais legitimados. Em muitas das crises mundiais recentes, o Conselho de Segurança ficou sobrepassado. O caso do Iraque é um caso claro. Ele não apoiou a invasão, mas saiu debilitado porque a invasão se deu sem a opinião dele. Nós precisamos de um conselho de segurança mais amplo, mais representativo. Vai ser rápido? Não, não vai. Até que caia a ficha de alguns países que o mundo não é mais propriedade exclusiva deles, vai levar algum tempo. É fato que o Brasil está se aproximando cada vez mais e ganhando respeito das grandes economias. Por outro lado, há a sensação de que o Brasil está se distanciando da América Latina. Não está? O Brasil não está alheio. Nós temos instâncias de participação. A primeira instância que é o Mercosul, que atravessa, a meu juízo, dificuldades hoje, não tantas quanto se diz. Acho que nós deveríamos pensar seriamente no fortalecimento institucional do Mercosul. Não há possibilidade de um processo de integração avançar se nós não temos instituições fortes. As instituições hoje de Montevidéu são muito frágeis, muito pequenas. Depois nós temos uma outra instância de intervenção sul-americana que é a Unasul. Eu diria que hoje, talvez, nós estejamos avançando com o ritmo que se impõe. O processo de integração energética, a constituição do Banco do Sul, que está decidida mas ainda tem uma certa tardança na implementação, os processos de integração física, tudo isso tem sido muito mais resultado de ações unilaterais, bilaterais, às vezes trilaterais, do que efetivamente uma política. Então há uma crise de governança tanto do Mercosul quanto da Unasul que é preciso resolver. Agora eu não acho que nós temos nos afastado da região. Pelo contrário. Nós temos uma relação muito solidária. O bloco corre o risco de acabar? Em primeiro lugar não vai acabar porque, entre outras coisas, do ponto de vista econômico, a integração da região produz resultados muito fortes. Do ponto de vista político, a presença, a intervenção de forças regionais em crises políticas internas, a meu juízo, só se justifica quando essas crises se transformam em crises agudas. Eu vou dar dois exemplos. Quando houve um forte processo de desestabilização na Venezuela em 2002/2003, foi criado aquele grupo de amigos da Venezuela, que ajudou muitíssimo e conduziu o processo de estabilização do país. Quando a Bolívia esteve à beira de uma guerra civil, a Unasul fez aquela reunião em Santiago do Chile e interveio no sentido de respaldar o governo. A expansão de bases norte-americanas na América Latina foi criticada pelo governo brasileiro. As relações entre Brasil e EUA ficaram abaladas por essa razão? Não. Acho negativa a existência de bases norte-americanas na região. É algo que cria tensões aqui. Isso nós dissemos de forma muito franca, muito clara ao presidente Uribe quando ele esteve aqui, depois em reunião na Argentina. Nós gostaríamos que os problemas da região fossem resolvidos no âmbito da região. No caso da Colômbia, um país que vive uma situação de crise interna pela existência das Farc e outras guerrilhas, nós não temos condições de participar de um esforço militar lá. Mas nós sim, temos condições de participar, já deixamos claro isso, num esforço de paz. Tudo que nós pudermos fazer para lograr a paz lá, nós faremos. Como ficam outros países da região? Eu tenho a impressão de que outros países se sintam incomodados. E nós mesmos, inclusive a partir da leitura de alguns documentos oficiais, ficamos preocupados. Há documentos oficiais dos Estados Unidos que falam das bases como tendo a possibilidade de uma projeção militar no resto do continente. Isso nos inquieta. Mudando de região. Além de muitas críticas, que benefício o Brasil teve com a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad? Você poderia me perguntar por que nós recebemos o Shimon Peres e outros... Eu ia chegar lá. Primeiro lugar porque nós temos relações muito amplas, com muitos países. O Brasil ampliou consideravelmente as suas embaixadas pelo mundo e o mundo ampliou consideravelmente as suas embaixadas aqui. Segundo lugar, tanto o Irã quanto Israel, quanto a Palestina, são regiões que eu incluiria nessas regiões problemáticas do mundo. Quando nós começamos o governo, com a ameaça do desencadeamento da guerra no Iraque, não se tinha a ideia do que poderia acontecer. Como o Saddam Hussein era muito falastrão e ameaçava mundos e fundos, uma hipótese de trabalho que nós operamos aqui foi de que uma guerra desse tipo pudesse implicar ameaças das mais variadas. Desencadeamento de terror mundial... Criou-se aqui um trabalho na Presidência que estudava todas essas hipóteses e, inclusive, as medidas que deveriam ser adotadas. Eu tenho absoluta certeza de que o agravamento do conflito na Palestina ou o eventual desencadeamento de uma situação mais grave com o Irã seria algo de consequências terríveis. Realmente vale a pena o Brasil se aproximar de uma questão tão complexa e tumultuada como são as relações existentes no Oriente Médio? Não é um desgaste inútil? Não. Pelo contrário. Eu acho que um desgaste seria não participar. Dizer que essa é uma situação que não nos interessa... Não nos interessa até o dia em que isso nos cair em cima. E se nós queremos ser, como se diz, um global player, se nós queremos abandonar o eterno complexo de vira-lata, de ficar preocupados só com o nosso mundinho, nós temos que ter uma atenção para isso. Eu acho engraçado o seguinte: esses mesmos setores que criticam que nós estamos discutindo com o Ahmadinejad ou que estamos recebendo o presidente Mahmoud Abbas (Palestina), ou o presidente Shimon Peres (Israel), este em geral menos criticado, são aqueles que dizem: "vocês ficaram indiferentes ao genocídio na África e em tal país". Nós não ficamos indiferentes. Nós votamos medidas nos fóruns internacionais. Eu estou convencido de que se não se chegar a uma solução da crise do Irã, nós corremos um grave risco para a paz mundial. Essa não é só a minha opinião. Essa é a opinião de grandes dirigentes mundiais com os quais eu tive a oportunidade de estar. Como o senhor avalia a posição dos Estados Unidos? Eu tenho certeza de uma coisa: ajudar não está ajudando porque essas coisas estão se alastrando há muito tempo. E o que é interessante observar é o seguinte: é justo, do ponto de vista de uma ordem internacional que nós queremos multilateral, que um país se ocupe de resolver todas crises do mundo? Que esteja presente em Honduras, no Paquistão, no Afeganistão, no Iêmen, na Palestina, no extremo oriente... É justo isso? Ou a melhor coisa é efetivamente criar um espaço de negociação mais plural? Nós não estamos pedindo isso para nós. A nossa presença tem esse sentido de incorporar outros, tem o sentido de fortalecer o multilateralismo. O presidente Lula sempre defendeu mais ajuda e aproximação com a África, mas quem acabou assumindo esse papel foi a China, que está investindo de fato no continente. Como fica o Brasil agora? Mas nós não estamos competindo com a China na África. A China está fazendo o que considera mais adequado. Eu sei que muitos países não gostam desse tipo de presença. Não gostam, por exemplo, que uma represa que está sendo construída pela China seja construída por cinco mil operários chineses que ficam em barcos ao largo e que vão sendo transportados todos os dias. Nós não fazemos isso. As obras que as empresas brasileiras estão construindo no continente africano são obras construídas mais de 95% por africanos. Nós estamos criando empregos na África. E também nós não temos necessidades que a China tem. A China vai buscar petróleo na África. Nós não precisamos buscar petróleo fora do Brasil. Mas até temos explorações em Angola, na Nigéria, e em outros lugares. A China vai buscar minérios. Nós não precisamos buscar minérios lá. Nós temos minérios. Na reunião de cúpula de Copenhague, os países não chegaram a nenhum acordo sobre as questões climáticas. Qual a probabilidade de o próximo encontro ser bem sucedido? Eu diria que obviamente os Estados Unidos terão uma responsabilidade muito grande nisso, porque, sendo o país responsável pelo maior número de emissões, cabe a ele chegar com metas concretas. As metas que os Estados Unidos estabeleceram até agora são ridículas. Elas tiveram reflexo também no próprio comportamento da União Europeia, como já mencionei. A União Europeia tinha metas mais ambiciosas, mas como viu que os Estados Unidos estavam na retranca, de certa maneira diminuiu as metas dela, encolheu a proposta. Eu acho que se todo mundo subir a sua missão no que diz respeito à redução, nós teremos efetivamente mais possibilidade de chegar a um acordo. Inclusive a própria China ficou evidente que tem flexibilidade nesse particular. Parece que o único país que não tem flexibilidade são os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos nunca tiveram essa flexibilidade. O que faz o mundo acreditar que possa vir a ter? Bom, o problema é o seguinte: haverá, em um determinado momento, um constrangimento internacional muito forte sobre os Estados Unidos. Esperar que isso ocorra para só então começar a pensar nas questões climáticas e ambientais não pode ficar tarde demais? Pode ficar tarde para a humanidade, mas isso não exime os países de tomarem as suas iniciativas e com isso criar um constrangimento político e moral muito forte, que foi o que o Brasil fez. O Brasil fixou exigências, transformou-as em lei, e chegou lá com a agenda mais radical de todas. Nós vamos aplicar isso? Vamos. Se os outros não aplicarem, bom, paciência. Mau para a humanidade. A nossa parte nós estamos fazendo O que falta para o Brasil deixar de ser a eterna potência emergente, o eterno país do futuro que nunca chega, para se tornar de fato uma potência mundial? Em primeiro lugar eu não gosto muito da expressão potência mundial. Acho que o Brasil deixou de ser o eterno país do futuro, acho que o futuro chegou, um pouco. O futuro é uma construção. Nós estamos emergindo e vamos continuar a emergir. Há outros países que já são desenvolvidos que estão imergindo, estão afundando. O grande problema que nós temos aqui é o seguinte: nós começamos, a meu juízo, a enfrentar a questão chave que o País tinha que, de uma certa forma, abriu espaço para resolver as demais, que era questão social. Por que nós éramos o eterno país do futuro? Porque nós éramos um país rico e profundamente desigual. E essa desigualdade não era simplesmente de renda. Era uma desigualdade de gênero, étnica, era uma desigualdade que se dava em termos regionais, em termos educacionais, assimetrias culturais e etc. Nós começamos a resolver de forma importante a desigualdade social em termos de renda. E nós demos alguns passos importantes para resolver os temas das desigualdades regionais. Agora, isso é um processo que toma muito tempo e que dificilmente se cristaliza, porque esses 22 milhões que, segundo se diz, entraram para a classe média, eles não vão se contentar com os benefícios dessa suposta condição de classe média. Eles vão querer mais. É normal que assim seja. O País hoje tem mobilidade social. As pessoas não querem mais só entrar na universidade, elas querem entrar numa universidade de qualidade, elas querem uma escola secundária de qualidade, uma escola técnica de qualidade. O próximo passo não seria o combate à corrupção? Eu acho que o combate à corrupção aumentou e muito. Se a corrupção aparece mais hoje é porque mais tem sido combatida. Se você fizer um levantamento das iniciativas da Controladoria Geral da União e da Polícia Federal você vai ver o volume. Agora, eu quero sempre fazer uma diferença. Uma coisa é o combate à corrupção. Outra coisa é uma certa leitura que se faz desse combate hoje em dia, que eu acho que tem como função, não sei se explícita, em alguns casos sim, que é desacreditar a política. Há um esforço muito grande de desacreditar a política, que passa a ser uma área ardida, os políticos são as piores pessoas que existem no mundo... De quem é esse esforço? Você encontra na imprensa. Mas veja o que acontece com o governo do Distrito Federal, por exemplo, e tantos outros casos espalhados pelo País. O senhor não acha que esse esforço vem dos próprios políticos? O volume que esses temas ocupam no noticiário e a abordagem deles denotam concretamente uma incriminação da política como atividade humana. E ela é muitas vezes substituída por uma ideia de que ao invés da política nós devemos privilegiar a gestão. Uma gestão do tipo tecnocrática, apolítica e etc. Eu me preocupo muito com isso. Esse é um fenômeno mundial: uma tentativa de desacreditar a atividade política mundialmente. Claro que a corrupção tem que ser considerada como um problema grave, porque é antirrepublicana, tem que ser combatida. Mas que ela venha a ocupar um lugar que não ocupou nunca o tema da desigualdade social? Eu nunca vi nas manchetes dos jornais temas da desigualdade social, os temas da nossa dependência econômica, os temas da fragilidade da nossa soberania nacional, os temas da violência no campo, enfim, uma quantidade de outras questões que não têm a mesma incidência que os temas da corrupção têm. Acho que muitas vezes o risco é de que você, ao jogar a água suja do banho, jogue a criança também. Eu tenho a impressão de que hoje em dia, se você tomar as pesquisas, você vai ver que uma das instituições mais desacreditadas do País é o Parlamento. Por quê? Com isso você obscurece totalmente a função de dezenas, centenas de parlamentares que estão lá trabalhando. Qual a avaliação que se faz do funcionamento do Parlamento? É se os deputados estão lá. Eu não sou parlamentar nem quero ser, mas acho que há uma enorme incompreensão. Ou então quando se fala dos salários dos funcionários. Os salários que nós ganhamos no serviço público brasileiro são absolutamente ridículos se comparados com os salários daqueles que escrevem sobre os nossos salários e que não são assalariados. Encontraram formas muito claras de ludibriar os impostos criando essas microempresas e coisas desse tipo. Eu acho que o jornalista tem que ganhar muito bem mesmo. Agora, não me venha falar dos nossos salários porque eles não são compatíveis com o tipo de trabalho que nós fazemos. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100406/d1ac5700/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Esta foi uma importante entidade juvenil criada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no auge da ditadura militar, em 1970. Ela congregou centenas de jovens em dezenas de organizações de base nas escolas, faculdades e bairros populares cariocas. Uma façanha quase desconhecida. O primeiro desaparecido político do PCdoB, o secundarista negro Joel de Vasconcelos, era um ativo militante dessa organização. Seu principal dirigente Lincoln Bicalho Roque foi brutalmente assassinado em 1972. Outros, como Adriano Fonseca, morreriam lutando nas selvas do Araguaia. Para destruí-la a repressão precisou prender e torturar centenas de jovens e assassinar alguns outros. Para relembrar esses acontecimentos, o Centro de Documentação e Memória (CDM) da Fundação Maurício Grabóis disponibiliza a integra das entrevistas realizadas com Ronald Rocha, dirigente da UNE clandestina, Myriam Costa e Carlos Henrique Tibiriça (o Caique), membros da direção da UJP. E também um trecho do documentário "O protagonismo da juventude brasileira", produzido pelo CEMJ. Para ver esse rico material clique no link abaixo. http://www.fmauriciograbois.org.br/portal/cdm/ Veja, também, trecho do documentário "Ou viver a pátria livre, ou morrer pelo Brasil", de Silvio Tendler, que mostra imagens de Lincoln Bicalho Roque e sua compannheira Tânia em 1967. (clique aqui). Um também grande abraço Augusto Buonicore -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100407/f25a42de/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 7 20:29:45 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 7 Apr 2010 19:29:45 -0300 Subject: [Carta O BERRO] CCI -NOVOS ARTIGOS PUBLICADOS Message-ID: <09AD6928E45B4E23816497C751095F46@vcaixe> Carta O Berro........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Júlio Rodrigues CCI - Corrente Comunista Internacional *LEIA NO NOSSO SITE: Só há um futuro: A luta de classes! Segunda, Abril 5, 2010 - 17:51 Nunca anteriormente tinha sido tão evidente a falência desse sistema. Como também nunca antes tinha se planejado tal quantidade de planos de ataques massivos contra a classe trabalhadora. Mas, que desenvolvimento pode-se esperar da luta de classes? Leia mais... Homenagem a nosso camarada Jerry Grevin Leia o texto O período de transição do capitalismo ao comunismo § Texto adicionado: O estado no período de transição § § Problemas do período de transição · Estado e ditadura do proletariado § O estado no período de transição e-mail: brasil at internationalism.org Outros Idiomas: Inglês Francês Alemão Italiano Suíço Espanhol Bengalês Neozelandês Russo Indiano Farsi Coreano Japonês Filipino Chinês Turco Filandês -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100407/accb5cc0/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 8 17:39:41 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 8 Apr 2010 16:39:41 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Plena_Editorial_-_Boletim_n=BA1?= Message-ID: <4156429AC7614031A4D28BE513CF9BF7@vcaixe> Carta O Berro..........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Edileuza Pimenta de Lima -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100408/952487c1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 8 17:39:49 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 8 Apr 2010 16:39:49 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Armaz=E9m_Mem=F3ria_-_Visualizar_?= =?iso-8859-1?q?p=E1gina_e_ver_=22FILMES=22?= Message-ID: Carta O Berro..................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Eli Eliete "Marcelo Zelic" É o endereço abaixo não é um filme; é uma videoteca que estou organizando, que já tem vários filmes para acesso. http://videotecavirtualbnm.blip.tv/ Armazém Memória - Videoteca Virtual Brasil Nunca Mais. O Armazém Memória através da Videoteca Virtual busca agregar ao Centro de Referência Virtual Brasil Nunca Mais a memória dos registros em vídeo dispersas em nosso país, como parte importante nos processos de educação para a cidadania e para a cultura do NUNCA MAIS no Brasil. Um dos eixos da formação da sociedade se dá pela troca de experiência entre as gerações e os documentários reunidos cumprem o papel de facilitar este diálogo. Estamos desenvolendo um projeto que será realizado na 2ª etapa do Memórias Reveladas para incorporar à Videoteca Virtual um volume significativo de filmes produzidos sobre o período da ditadura militar, já mapeados e reunidos em inúmeros catálogos produzidos por centros de documentação populares espalhados pelo Brasil. Buscamos junto aos diretores e produtores a adesão ao projeto para que suas produções estejam acessíveis de forma universal, livre e gratuita através deste canal, fazendo com que o material disponível entre nas salas de aula das escolas públicas e privadas, dos ensinos fundamental e médio, para que efetivamente possamos ter os valores dos direitos humanos e da democracia presentes na formação dos brasileiros. Participe conosco desta construção pedagógica, divulgue a Videoteca Virtual Brasil Nunca Mais em suas redes e fundamentalmente, leve-a às salas de aula. Marcelo Zelic Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo Coordenador do Projeto Armazém Memória (11) 3052-2141 (11) 9206-9284 www.armazemmemoria.com.br __._,_.___ | através de email | Responder através da web | Adicionar um novo tópico Mensagens neste tópico (1) Atividade nos últimos dias: __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100408/0bf7b38f/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 9 20:48:18 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 9 Apr 2010 19:48:18 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Uma_hist=F3ria_Comunista_-_presen?= =?iso-8859-1?q?=E7a_do_Partido_Comunista_do_Brasil_na_hist=F3ria_b?= =?iso-8859-1?q?rasileira=2E?= Message-ID: <012CC01D21244DBA9870FFF0F8601A71@vcaixe> Carta O Berro..........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Camaradas A Fundação Maurício Grabóis e a Editora Anita Garibaldi acabam de lançar o livro "Contribuição à história do Partido Comunista do Brasil". Vejam, abaixo, um trecho da apresentação feita por Adalberto Monteiro. Uma legenda querida pelo povo Organizadores: José Carlos Ruy e Augusto Buonicore 320 páginas Valor: R$ 35,00 "Este livro enfrenta esse conjunto de perguntas e oferece aos leitores a sistematização de fatos, dados, informações; interpretações de episódios históricos; e opiniões acerca da marcante presença do Partido Comunista do Brasil na história brasileira. Seus autores: Augusto Buonicore, Diorge Konrad, Raul Carrion, Romualdo Pessoa Campos Filho, quatro historiadores; Loreta Valadares (in memoriam), professora de Ciência Política; José Carlos Ruy e Osvaldo Bertolino, dois jornalistas; Aldo Arantes, advogado, ex-deputado federal. Todos eles são comunistas. Há, ainda, um depoimento de João Amazonas, no qual discorre sobre sua vida (algo raro) e traça um painel vivo da trajetória da legenda que liderou por décadas. Esta obra remonta a 1997 quando a direção nacional do Partido, por proposição de João Amazonas, constituiu uma Comissão especial para redigir a história do Partido, com a seguinte composição: José Carlos Ruy (coordenador), Augusto Buonicore, Pedro de Oliveira, Raul Carrion, Diorge Konrad, Edvar Bonotto (in memoriam), João Amazonas (in memoriam). Não pense o leitor que, por ser um livro escrito por comunistas a redigir a história de seu próprio Partido, irá encontrar textos acríticos. Amazonas, à época, apresentou a diretriz que regeria o trabalho. Nada de interpretações triunfalistas que alardeassem tão somente os acertos, mas uma análise viva, crítica, multilateral, alicerçada em fontes históricas sólidas. Uma legenda que beira os 90 anos e já vislumbra o centenário, num país em que os partidos, em sua maioria, tem vida efêmera e precária, possui uma importância que transcende seus militantes. Sua intensa convivência democrática com as demais legendas e seu legado à Nação e aos trabalhadores fizeram do PCdoB uma legenda querida pelo povo, admirada pelos demais partidos do campo democrático, patriótico e popular, e respeitada pelos adversários" O livro tem uma apresentação especial de Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, e é acompanhado de um album de fotos com os momentos mais importantes na história dos comunistas brasileiros. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100409/2d3ad649/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9846 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100409/2d3ad649/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 9 20:48:24 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 9 Apr 2010 19:48:24 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?OS_DONOS_DA_M=CDDIA_NO_BRASIL?= Message-ID: <733163E2B03045128B094552846CC33F@vcaixe> Carta O Berro......................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice elo OS DONOS DA MÍDIA NO BRASIL - Informações complementares OS DONOS DA MÍDIA NO BRASIL GRUPO 1 O primeiro grupo ? os ?cabeças-de-rede? ? são as famílias que controlam as redes de nacionais de comunicação, de TVs, rádios, e jornais de circulação nacional. - Organizações Globo ? família Marinho - Rede Record ? Igreja Universal - Edir Macedo - Sistema Bandeirantes de Comunicação ? família Saad - Sistema Brasileiro de Televisão?SBT ? Silvio Santos - Grupo O Estado de São Paulo (Estadão)? família Mesquita - Grupo Folha de São Paulo ? família Frias - Grupo Abril ? família Civita (responsável por 70% do mercado de revistas do país, incuindo a Veja). É importante ressaltar que alguns desses grupos possuem também portais na internet e agências de notícias (ex. UOL, da folha; globo.com; agência Estado; agência globo). GRUPO 2 O segundo grupo de ?donos da mídia? é composto por grupos nacionais e regionais com presença econômica expressiva e alguns fortes grupos regionais. Entre estes grupos estão: o Grupo RBS da família Sirostski no RS as Organizações Jaime Câmara em Goiás e Tocantins o Jornal do Brasil, no DF a Gazeta Mercantil, em SP GRUPO 3 O terceiro grupo é composto por grupos regionais de afiliados às redes nacionais de TV. Neste grupo estão presentes as oligarquias regionais que, obviamente, controlam tanto o poder econômico, quanto o político. Outra questão importante a ressaltar é que, embora vinculados às redes nacionais de TV, esses grupo locais controlam todo o sistema de comunicação regional por meio de inúmeras rádios e jornais. Exemplos em alguns estados: Ceará família Jereissati (do Senador Tasso Jereissati - PSDB) Rio Grande do Norte família Maia (do Senador Jose Agripino Maia - DEM) e família Alves (do Senador Garibaldi Alves Filho - PMDB) Bahia família Magalhães (do deputado ACM Neto - DEM) Maranhão família Sarney (do Senador José Sarney - PMDB) Alagoas família Collor (do Senador Fernando Collor de Mello - PRTB) Sergipe família Franco (do Senador Albano Franco - PSDB) Pará família Pires (do Deputado Vic Pires - DEM) Mais detalhes no quadro 5 do arquivo anexo. GRUPO 4 O quarto grupo é composto por pequenos grupos regionais de TV, rádio e jornais ou ainda por veículos de pequena participação no mercado de mídia, mas que muitas vezes são apêndices de fortes grupos que atuam em outros ramos da economia. Um bom exemplo dessa situação é a TV Brasília, que durante um bom tempo foi propriedade do Grupo Paulo Octávio. Ou seja, os pequenos grupos de mídia estão também, em sua maioria, sob controle do poder local. É por isso que nos municípios do interior do país, o dono da rádio local é também o chefe político municipal. Jornal do Brasil O Jornal do Brasil é publicado na cidade do Rio de Janeiro e atualmente pertence ao empresário Nelson Tanure, do grupo Docas Investimentos, que também administra a revista Forbes no Brasil e agência de notícias InvestNews. É tradicionalmente voltado para uma elite diminuta da classe alta que se concentra na Zona Sul do Rio de Janeiro e que se pretende formadora de opinião, a nível nacional. Gazeta Mercantil Apesar de haver fechado em maio de 2009, o jornal Gazeta Mercantil continua sob o controle acionário do grupo Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure, e conta com uma redação unificada com os demais produtos jornalísticos da empresa (JB, a Forbes e a agência de notícias InvestNews). Histórico A crise que deflagrou na transferência do controle acionário da família Levy para Nelson Tanure ocorreu no final da década de 90 e início dos anos 2000. Após anos de liderança absoluta no mercado, as contas da empresa se deterioraram e, ao mesmo tempo, a direção do jornal decidiu ampliar as áreas de atuação, com investimentos em internet e televisão. As novas áreas contaram com parceiros que foram a Portugal Telecom, antiga controladora da Telesp Celular - atualmente Vivo, na web e a TV Bandeirantes e a TV Gazeta, controlada pela Fundação Cásper Líbero, na televisão. O jornal passou pela crise e uma drástica reestruturação nos últimos anos. Tinha uma tiragem de 70 mil exemplares de acordo com levantamento do IVC de julho/2007. Em 25 de maio de 2009, Nelson Tanure anunciou que devolveria a administração do jornal aos proprietários anteriores, não se responsabilizando mais pela publicação a partir de 1 de junho. Alegou que herdou dívidas de mais de 200 milhões de reais em processos trabalhistas. Dessa forma, a última edição do jornal foi a de 29 de maio de 2009. O grupo português Ongoing negou interesse em comprar o jornal "porque o título tem uma dívida muito grande", mas animou-se com a possibilidade de ingressar na imprensa econômica brasileira, aproveitando o vácuo deixado pela interrupção. O grupo Ongoing estreou o jornal Brasil Econômico em 8 de outubro de 2009. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100409/ed442b90/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 10 17:00:16 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 10 Apr 2010 16:00:16 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Romance_do_Vaqueiro_Voador_no_Can?= =?iso-8859-1?q?al_Brasil_para_o_dia_20/04_=E0s_22=3A00hs?= Message-ID: <26F68842A68043CCA74357FDE8D8763F@vcaixe> Carta O Berro.............................................repassem Confirmada a 1ª exibição do Romance do Vaqueiro Voador no Canal Brasil para o dia 20/04 às 22:00hs. Este mês de aniversário da cidade, estão pogramadas várias exibições pelo Planp Pioto, praça pública, CCBB-DF, UNB e escolas nas cidades satélites. Abraços, Manfredo Caldas Romance do Vaqueiro Voador Documentário de Manfredo Caldas, adaptação livre do poema homônimo de João Bosco Bezerra Bonfim, inspirado no filme Brasília, Segundo Feldman, de Vladimir Carvalho. Duração: 73 minutos. Prêmio Signis de Melhor Documentário no 20º Rencontres Cinemas D'Amerique Latine de Toulouse - France - 2008 Seleção Oficial da Mostra Informativa no 10º Festival Internacional de Documental "Santiago Alvares in memorian" Santiago de Cuba - 2009 Finalista no Grande Prêmio VIVO do Cinema Brasileiro - 2009, na categoria Melhor Montagem de Documentário - Ricardo Miranda Abertura Oficial do FESTIDOC - Festival y Seminário Internacional de Cine Documental Asunción / Paraguay - 2009 Abertura Oficial do 39º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro - 2006 Com Luiz Carlos Vasconcelos Roteiro: Manfredo Caldas e Sergio Moricone Fotografia: Waldir de Pina Montagem: Ricardo Miranda Som Direto: Chico Borôro Música: Marcus Vinícius Produção Executiva: Marcio Curi Direção: Manfredo Caldas Produção: Folkino Produções Audiovisuais Ltda. Sinopse Documentário poético que constrói uma teia narrativa em que todos os personagens/interlocutores são ao mesmo tempo indivíduos e coletivos. Trata-se da recriação do universo mítico do nordestino, ao vivenciar a nova diáspora no papel de candango, protagonizando o lado trágico da epopoéia da construção da Nova Capital do Brasil. Comentários "Um ensaio poético a ser descoberto". Luiz Carlos Merten - crítico de cinema. Estado de São Paulo, 29/04/2008 "O que mais me impressiona no Romance do Vaqueiro Voador é o arrojo da linguagem do documentarista Manfredo Caldas em fundir a brutal beleza da cidade com o sacrifício humano da sua fundação. Em cada alicerce podemos imaginar uma gota de sangue. E essa sensação nos traz de volta os grande monumentos, da muralha da China às pirâmides do Egito e suas histórias jamais contadas." Maurice Capovilla - Cineasta "Nunca antes Manfredo foi tão obsessivo no encalço de sua expressão. Diferente de seu primeiro filme de longa duração, Uma Questão de Terra, como de seus outros filmes, Romance do Vaqueiro Voador está longe de ser um registro puramente documental, radicalmente fiel à tradição do gênero que procurava no real a sua razão de ser e quando, mais do que tudo, era ao chamado conteúdo que se dava mais atenção. No caso em tela, não. É a busca obstinada de um modo particular de "dizer", de expressar-se na língua do cinema que importa. E aqui ele faz a corte à forma como se ela existisse por si só, e em si, separada do seu conteúdo, como se dirigindo a uma musa difícil de conquistar. Nesse sentido, o Vaqueiro Voador é um salto em sua carreira, quase uma ruptura drástica." Vladimir Carvalho - Documentarista "O filme é uma metáfora tão forte e importante que torna-se impossível dissociar o documento de sua representação. Instigante e fundamental na construção de uma nova linguagem para o cinema contemporâneo." Silvio Tendler - Documentarista "O filme de Manfredo Caldas descobre na atemporalidade radical que domina suas imagens e seu discurso, a chave para explicar porque o preço de construir uma utopia no meio do Cerrado foi tão alto e tantas mortes foram morridas anonimamente, sem explicação, missa ou velório." Carlos Augusto Brandão - Pesquisador e crítico de cinema "Depois que vi este filme, não consigo mais ver a paisagem do Congresso Nacional, em noite de lua cheia, sem me lembrar do fantasma do Vaqueiro Voador. Este aboio misterioso e dolorido, lembrando o sacrifício de todos os candangos anônimos, vindos dos mais profundos brasis, é quase um fogo que queima e que ilumina a Capital da República. O filme inaugura assim uma mitologia do assombro sobre a cidade, num vôo rasante sobre a nossa imaginação." Rosemberg Cariry - Cineasta "Há algo de mágico, que extrapola a emoção, no mais recente filme de Manfredo Caldas: Romance do Vaqueiro Voador não é uma obra qualquer. Entre a poesia e o documentário, entre a ficção e a realidade, o filme nos atinge em vários níveis: ora pela poesia de suas imagens e por seu aboio cantante, ora pela narrativa metalingüística que o forma e o dimensiona enquanto discurso cinematográfico, ora pela construção de um personagem mitológico (magistralmente vivido por Luiz Carlos Vasconcelos), ora pela crueza dos depoimentos daqueles que sobreviveram à construção de Brasília. Moacy Cirne - Poeta e professor "Romance do Vaqueiro Voador, o filme de Manfredo Caldas, veio para engrossar o rio de memórias "candangas" da construção de Brasília, no limiar de seus 50 anos." Dácia Ibiapina - Documentarista e professora de cinema da UNB "Sob o signo do cinema o Romance do Vaqueiro Voador propõe uma reflexão sobre a construção de Brasília a partir de personagens fundamentais para a cidade: seus primeiros trabalhadores. O filme nos propõe um novo olhar, um novo vôo sobre esse drama, intenção revelada em sues planos de abertura. Alternando denúncias sobre as duras condições de trabalho enfrentadas por esses verdadeiros heróis anônimos com a busca de um vaqueiro quase místico, Manfredo dá uma nova dimensão à Brasília e aos seus pioneiro. Fernando Trevas Falcone - Jornalista, pesquisador de cinema e professor. Leia os textos na íntegra acessando: www.vaqueirovoador.com.br Contatos: POLIFILMES (Distribuidora) - Luiz Câmara (11) 2291.3990 / 2697.3002 rlpolifilmes at uol.com.br Folkino Produções Audiovisusais Ltda. Manfredo Caldas (61) 3326.0979 (61) 8185.0519 folkino at terra.com.br -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100410/7f4ac6bb/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 10 17:00:23 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 10 Apr 2010 16:00:23 -0300 Subject: [Carta O BERRO] DEBATE com o Ministro de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi - dia 22 de abril Message-ID: <2AFF684D1EE44DC18B9EE39C9EF58D94@vcaixe> Carta O Berro.....................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100410/6d86f568/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 85564 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100410/6d86f568/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 11 13:28:09 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 11 Apr 2010 12:28:09 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?=2EBossa_Nova_com=3A_Jo=E3o_Gilber?= =?iso-8859-1?q?to=2C_Nara_Le=E3o=2C_Toquinho=2C_Chico_Buarque=2C_V?= =?iso-8859-1?q?inicius_de_Moraes=2C=2C=2C=2C_Maria_Beth=E2nia_e=2E?= =?iso-8859-1?q?=2E=2E________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: Carta O Berro.............................................................repassem Bossa Nova com: João Gilberto, Nara Leão, Toquinho, Chico Buarque, Vinicius de Moraes,,,, Maria Bethânia, Fiorella Mannoia, Adriana Godoy e outras....em vídeoS (clique) em http://migre.me/tAyN -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100411/f30d7320/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100411/f30d7320/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 11 13:28:25 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 11 Apr 2010 12:28:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Reflex=F5es_de_FIDEL_CASTRO=3A_?= =?windows-1252?q?O_IX_CONGRESSO_DA_UNI=C3O_DE_JOVENS_COMUNISTAS_DE?= =?windows-1252?q?_CUBA?= Message-ID: <4D8FC363B1AB49BEBE978EE5AAF33107@vcaixe> Carta O Berro.................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Urda Alice Klueger From: Ana Santanna FIDEL CASTRO: O IX CONGRESSO DA UNIÃO DE JOVENS COMUNISTAS DE CUBA Reflexões do companheiro Fidel Tive o privilégio de acompanhar direitamente a voz, as imagens, os argumentos, os rostos, as reações e os aplausos dos delegados participantes na sessão final do IX Congresso da União de Jovens Comunistas de Cuba, que foi realizado no Palácio das Convenções no domingo passado dia 4 de abril. As câmaras da televisão captam detalhes desde as proximidades e desde ângulos muito melhores do que os olhos das pessoas presentes em qualquer desses eventos. -------------------------------------------------------------------------- Não exagero ao dizer que foi um dos momentos mais emocionantes de minha longa e agitada vida. Não podia estar lá, mas eu o vivi dentro de mim mesmo, como quem percorre o mundo das idéias pelas quais tem lutado as três quartas partes de sua existência. No entanto, de nada valeriam idéias e valores para um revolucionário, sem o dever de lutar cada minuto de sua vida para vencer a ignorância com a qual todos nascemos. Embora poucos o admitam, o acaso e as circunstâncias desempenham um papel decisivo nos frutos de qualquer obra humana. Entristece pensar em tantos revolucionários, com muitos mais méritos, que não puderam nem sequer conhecer o dia da vitória da causa pela qual lutaram e morreram, fosse a independência ou uma profunda revolução social em Cuba. No fim, ambas inseparavelmente unidas. Desde meados de 1950, ano no qual findei meus estudos universitários, me considerava um revolucionário radical e avançado, graças às idéias que recebi de Martí, Marx e, junto deles, uma legião incontável de pensadores e de heróis desejosos de um mundo mais justo. Tinha transcorrido então quase um século desde que nossos compatriotas iniciaram no dia 10 de outubro de 1868 a primeira guerra pela independência de nosso país contra o que restava na América de um império colonial e escravista. O poderoso vizinho do Norte decidiu a anexação de nosso país como fruta amadurecida de uma árvore podre. Na Europa tinham surgido já com força a luta e as idéias socialistas do proletariado contra a sociedade burguesa que tomou o poder por lei histórica durante a Revolução Francesa que estalou em julho de 1789, inspirada nas idéias de Juan Jacobo Rousseau e dos enciclopedistas do século XVIII, as quais também constituíram as bases da Declaração de Filadélfia em 4 de julho de 1776, portadora das idéias revolucionárias daquela época. Com crescente freqüência na história humana, os acontecimentos se misturam e sobrepõem. O espírito autocrítico, a incessante necessidade de estudar, observar e refletir, são, na minha opinião, características das quais nenhum quadro revolucionário pode prescindir. Minhas idéias, desde muito cedo, eram já irreconciliáveis com a odiosa exploração do homem pelo homem, conceito brutal no qual estava baseada a sociedade cubana sob a égide do país imperialista mais poderoso que tenha existido. A questão era fundamental, em meio à Guerra Fria, era a busca de uma estratégia que se ajustasse às condições concretas e peculiares de nosso pequeno país, submetido ao abjeto sistema econômico imposto a um povo semi-analfabeto, embora de singular tradição heróica através da força militar, o engano e o monopólio dos meios de informação, que tornavam em atos reflexos as opiniões políticas da imensa maioria dos cidadãos. Apesar dessa triste realidade, no entanto, não podiam impedir o profundo mal-estar que semeavam na imensa maioria da população a exploração e os abusos desse sistema. Após a Segunda Guerra Mundial pela repartição do planeta, que foi a causa da segunda chacina ? separada da anterior por apenas 20 anos, provocada esta vez pela extrema direita fascista, que custou a vida a mais de 50 milhões de pessoas, entre elas aproximadamente 27 milhões de soviéticos -, no mundo prevaleceram durante um tempo os sentimentos democráticos, as simpatias pela URSS, a China e outros Estados aliados naquela guerra que findou mediante o emprego desnecessário de duas bombas atômicas, que provocaram a morte de centenas de milhares de pessoas em duas cidades indefesas de uma potência derrotada pelo avanço imparável das forças aliadas, incluídas as tropas do Exército Vermelho, que em poucos dias tinham aniquilado o poderoso exército japonês da Manchúria. A Guerra Fria foi iniciada pelo novo Presidente dos Estados Unidos da América quase logo depois da vitória. O anterior, Franklin D. Roosevelt, que gozava de prestígio e simpatia internacional por sua posição antifascista, morreu depois de sua terceira reeleição, antes do fim daquela guerra. Substituído então por seu vice-presidente Harry Truman, um homem descolorido e medíocre, foi ele o responsável por aquela política funesta. Os Estados Unidos da América, único país desenvolvido que não sofreu nenhuma destruição devido a sua posição geográfica, possuía quase todo o ouro do planeta e os excedentes da produção industrial e agrícola, e impôs condições onerosas à economia mundial através do famoso acordo de Bretton Woods, de funestas conseqüências que ainda perduram. Antes de se iniciar a Guerra Fria, na própria Cuba existia uma Constituição bastante progressista, a esperança e as possibilidades de mudanças democráticas, embora nunca fossem, é claro, as de uma revolução social. A liquidação dessa Constituição mediante um golpe reacionário em meio à Guerra Fria, abriu as portas à revolução socialista em nossa Pátria, que foi o contributo fundamental de nossa geração. O mérito da Revolução Cubana pode ser medido pelo fato de que um país tão pequeno tenha podido resistir durante tanto tempo a política hostil e as medidas criminosas aplicadas contra o nosso povo pelo império mais poderoso surgido na história da humanidade, o qual, costumado a manipular a seu bel-prazer os países do hemisfério, subestimou a uma nação pequena, dependente e pobre a poucas milhas de suas costas. Isto não teria sido possível nunca sem a dignidade e a ética que sempre caracterizaram as ações da política de Cuba, assediada por repugnantes mentiras e calúnias. Junto da ética, forjaram-se a cultura e a consciência que tornaram possível a proeza de resistir durante mais de 50 anos. Não foi um mérito particular de seus líderes, senão fundamentalmente de seu povo. A enorme diferença entre o passado ? em que apenas podia proferir-se a palavra socialismo ? e o presente, foi possível enxergar no dia da sessão final do IX Congresso da União de Jovens Comunistas de Cuba, nos discursos dos delegados e nas palavras do Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros. Seria muito conveniente que o que lá foi dito seja reproduzido e conhecido dentro e fora do país, através dos mais variados meios de divulgação, não tanto no que se refere aos nossos compatriotas, experientes nesta luta durante longo tempo, senão porque aos povos do mundo convêm conhecer a verdade e as gravíssimas conseqüências para onde o império e seus aliados conduzem à humanidade. Nas suas palavras durante o encerramento, breves, profundas e precisas, Raúl pôs os pontos nos is em vários temas de muita importância. O discurso foi uma estocada profunda nas entranhas do império e de seus cínicos aliados, ao exprimir críticas e autocríticas que tornam mais fortes e incomovivéis a moral e a força da Revolução Cubana, se somos conseqüentes com o que cada dia nos ensina um processo tão dialético e profundo nas condições concretas de Cuba. Tão costumado estava o império a impor sua vontade, que menosprezou a resistência de que é capaz um pequeno país latino-americano do Caribe, a 90 milhas de suas costas, no qual era proprietário de suas principais riquezas, monopolizava o controle de suas relações comerciais e políticas e impôs pela força uma base militar contra a vontade da nação, sob o disfarce de um acordo legal ao qual lhe outorgaram caráter constitucional. Menosprezaram o valor das idéias perante o seu imenso poder. Raúl lhes lembrou como as forças mercenárias foram derrotadas em Baia dos Porcos antes das 72 horas do desembarque, perante os olhos da frota naval ianque; a firmeza com a que nosso povo se manteve incomovível durante a Crise de Outubro de 1962, ao não aceitar a inspeção de nosso território pelos Estados Unidos da América ? após a fórmula inconsulta do acordo entre a URSS e esse país, que ignorava a soberania nacional ? apesar do incalculável número de armas nucleares que apontavam contra a ilha. Tampouco faltou a referência sobre as conseqüências da desintegração da URSS, que significou a queda de 35% de nosso PIB e de 85% do comércio exterior de Cuba, ao qual se acrescentou a intensificação do criminoso bloqueio comercial, econômico e financeiro contra nossa Pátria. Já quase transcorreram 20 anos daquele triste e funesto acontecimento, no entanto, Cuba permanece de pé decidida a resistir. Por isso, tem especial importância a necessidade de ultrapassar e vencer tudo o que conspire contra o sadio desenvolvimento de nossa economia. Raúl não deixou de lembrar que hoje o sistema imperialista imposto ao mundo ameaça seriamente a sobrevivência da espécie humana. Temos atualmente um povo que passou do analfabetismo para um dos mais altos níveis de educação do mundo, que é o dono da mídia, e pode ser capaz de criar a consciência necessária para ultrapassar dificuldades velhas e novas. Independentemente da necessidade de promover os conhecimentos, seria absurdo ignorar que, em um mundo cada vez mais complexo e que muda constantemente, a necessidade de trabalhar e de criar os bens materiais que a sociedade precisa é o dever fundamental de um cidadão. A Revolução proclamou a universalização dos conhecimentos, ciente de que enquanto mais conheça mais útil será o ser humano em sua vida; mas nunca se deixou de exaltar o dever sagrado do trabalho que a sociedade requer. O trabalho físico é, pelo contrário, uma necessidade da educação e da saúde humana, por isso, seguindo um princípio martiano, proclamou-se desde muito cedo o conceito de estudo e trabalho. Nossa educação avançou consideravelmente quando foi proclamado o dever de ser professores e dezenas de milhares de jovens optaram pelo ensino - ou por aquilo que fosse mais necessário para a sociedade. O esquecimento de qualquer destes princípios entraria em conflito com a construção do socialismo. Exatamente igual que todos os povos do Terceiro Mundo, Cuba é vítima do roubo descarado de cérebros e de força de trabalho jovem; não se pode cooperar jamais com esse saqueio de nossos recursos humanos. A tarefa à qual cada um consagre sua vida, não só pode ser fruto do desejo pessoal senão também da educação. A requalificação é uma necessidade irrenunciável de qualquer sociedade humana. Os quadros do Partido e do Estado deverão encarar problemas cada vez mais complexos. Dos responsáveis da educação política demandar-se-ão maiores conhecimentos do que nunca sobre a história e a economia, precisamente pela complexidade de seu trabalho. Chega ler as notícias recebidas todos os dias desde todas partes para compreender que a ignorância e a superficialidade são absolutamente incompatíveis com as responsabilidades políticas. Os reacionários, os mercenários, os que desejam consumismo e esquivam o trabalho e o estudo, terão cada vez menos espaço na vida pública. Não faltarão nunca na sociedade humana os demagogos, os oportunistas, os que desejam soluções fáceis na procura de popularidade, mas os que traem a ética terão cada vez menos possibilidades de enganar. A luta nos ensinou o dano que podem provocar o oportunismo e a traição. A educação dos quadros será a tarefa mais importante que os partidos revolucionários deverão dominar. Não haverá jamais soluções fáceis, o rigor e a exigência terão que prevalecer. Cuidemo-nos especialmente também daqueles que junto da água suja vertem os princípios e os sonhos dos povos. Há dias desejava falar sobre o Congresso da Juventude, mas preferi esperar sua divulgação e não lhe roubar nenhum espaço na imprensa. Ontem, sete de abril foi o aniversário de Vilma. Escutei com emoção, através da televisão, sua própria voz acompanhada pelas finas notas de um piano. Cada dia valoro mais seu trabalho e tudo o que fez pela Revolução e pela mulher cubana. As razões para lutar e vencer multiplicam-se a cada dia. Fidel Castro Ruz 8 de abril de 2010 15h40 http://www.cubanoticias.ain.cu/2010/0409reflexionesfidelavb.htm -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100411/5a8afa48/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 12 20:22:17 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 12 Apr 2010 19:22:17 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Contra a Anistia aos Torturadores - Julgamento 14.04.2010 - no STF - ASSINE O MANIFESTO Message-ID: <3156030A3A6E42BC974770982B947D8F@vcaixe> Carta O Berro............................................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: AJD ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA Rua Maria Paula, 36 - 11º andar - conj. 11-B - tel./ FAX (11) 3105-3611 - tel. (11) 3242-8018 CEP 01319-904 - São Paulo-SP - Brasil www.ajd.org.br - juizes at ajd.org.br Olá Subscritores(as) do Manifesto Contra a Anistia aos Torturadores! Informamos que o Supremo Tribunal Federal marcou o julgamento do processo (ADPF 153) que requer que o STF declare que a Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar. O Manifesto já recebeu 15.800 assinaturas Se você conhece alguém que possa aderir, encaminhe link para possibilitar o conhecimento do apelo, os subscritores e outras informações http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php Os crimes praticados durante a ditadura, como tortura, assassinato, desaparecimento forçado, são crimes contra a humanidade e nesta medida não podem ser anistiados . A decisão do STF estabelecerá um novo marco de democracia para o Brasil. O julgamento será: Dia: 14.10.2010 Local: Supremo Tribunal Federal, em Brasília, O julgamento é público. Compareça!!! Comitê Contra a Anistia aos Torturadores. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100412/673a64a1/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 1894 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100412/673a64a1/attachment-0001.png From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 12 20:22:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 12 Apr 2010 19:22:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Carta_aberta_de_Brizola_Neto_a_Jo?= =?iso-8859-1?q?s=E9_Serra?= Message-ID: Carta O Berro..................................................repassem ----- Original Message ----- From: Pedro Castilho Abril de 2010 - 0h01 Carta aberta de Brizola Neto a José Serra: o Brasil não pode mais Li boa parte de seu discurso, senhor José Serra. Talvez eu seja hoje o que o senhor foi, na minha idade, quando era um jovem, que presidia a União Nacional dos Estudantes e apoiava o governo João Goulart no Comício da Central. Quando o senhor defendia o socialismo que hoje condena, o patriotismo que hoje trai, o desenvolvimento autônomo do Brasil do qual hoje o senhor debocha. Por Brizola Neto, no blog Tijolaço O senhor, como Fernando Henrique, é útil aos donos do Brasil ­ sim, Serra, o Brasil tem donos, porque 1% dos brasileiros mais ricos tem o mesmo que todos os 50% mais pobres ­ porque foi diferente no passado e, hoje, cobre-se do que foi para que não lhe vejam o que é. O símbolo do Brasil que não pode mais, que não pode ser mais como o fizeram. Não pode mais o Brasil ser das elites, porque nossas elites, salvo exceções, desprezam nosso povo, acham-no chinfrim, malandro, preguiçoso, sujo, desonesto, marginal. Têm nojo dele, fecham-lhe os vidros com película para nem serem vistos. Não pode mais ser o país das elites, porque nossas elites, em geral, não hesitam em vender tudo o que este país possui ­ como o senhor, aliás, incentivou fazer ­ para que a "raça superior" venha aqui e explore nossas riquezas de maneira "eficiente" e "lucrativa". Para eles, é claro, e para os que vivem de suas migalhas. Não pode mais ser o Brasil dos governantes arrogantes, como o senhor, que falam de cima ­ quando falam ­ que empolam o discurso para que, numa língua sofisticada, que o povo não entende, negociem o que pertence a todos em benefício de alguns. Não pode mais ser o país dos sábios que, de tão sabidos, fizeram ajoelhar este gigante perante o mundo e nos tornaram servos de uma ordem econômica e políticas injustas. O país dos governantes "cultos", que sabem miar em francês e dizer "sim, senhor" em inglês. Não pode mais ser o país do desenvolvimento a conta-gotas, do superávit acima de tudo, dos juros mais acima de tudo ainda, dos lucros acima do povo, do mercado acima da felicidade, do dinheiro acima do ser humano. O Brasil pode hoje mais do que pôde no governo do que o senhor fez parte. Pôde enfrentar a mais devastadora crise econômica mundial aumentando salário, renda, consumo, produção, emprego quando passamos décadas ouvindo, diante numa crise na Malásia ou na Tailândia que era preciso arrochar mais o povo. Pôde falar de igual para igual no mundo, pôde retomar seu petróleo, pôde parar de demitir, pôde retomar investimentos públicos, pôde voltar a investir em moradia, em saneamento, em hidrelétricas, em portos, em ferrovias, em gasodutos. Pôde ampliar o acesso à educação, ainda que abaixo do que mereça o povo, pôde fazer imensas massas de excluídos ingressarem no mundo do consumo e terem direito a sonhar. Pôde, sim, assumir o papel que cabe no mundo a um grande país, líder de seus irmãos latino-americanos. O Brasil pôde ser, finalmente, o país em que seu povo não se sente um pária. Um país onde o progresso não é mais sinônimo de infelicidade. É por isso, Serra, que o Brasil não pode mais andar para trás. Não pode voltar para as mãos de gente tão arrogante com seu povo e tão dócil aos graúdos. Não pode mais ser governado por gente fria, que não sente a dor alheia e não é ansiosa e aflita por mudar. Não pode mais, Serra, não pode mais ser governado por gente que renegou seus anos mais generosos, mais valentes, mais decididos e que entregou seus sonhos ao pragmatismo, que disfarça de si mesmo sua capitulação ao inimigo em nome do discurso moderno, como se pudesse ser moderno aquilo que é apoiado pelo Brasil mais retrógrado, elitista, escravocrata, reacionário. Há gente assim no apoio a Lula e a Dilma, por razões de conveniência-político eleitoral, sim. Mas há duzentas vezes mais a seu lado, sem qualquer razão senão a de ver que sua candidatura e sua eleição são a forma de barrar a ascensão da "ralé". Onde houver um brasileiro empedernidamente reacionário, haverá um eleitor seu, José Serra. Normalmente não falaria assim a um homem mais velho, não cometeria tal ousadia. Mas sinto esta necessidade, além de mim, além de minha timidez natural, além de minha própria insuficiência. Sinto-me na obrigação de ser a voz do teu passado, José Serra. É um jovem que a Deus só pede que suas convicções não lhes caiam como o tempo faz cair aos cabelos, que suas causas não fraquejem como o tempo faz fraquejar o corpo, que seu amor ao povo brasileiro sobreviva como a paixão da vida inteira. Que o conhecimento, que o tempo há de trazer, não seja o capital de meu sucesso, mas ferramenta do futuro. Vi um homem, já idoso, enfrentar derrotas eleitorais e morrer como um vitorioso, por jamais ter traído as ideias que defendeu. Erros, todo humano os comete. Traição, porém, é o assassinato de nós mesmos. Matamos quem fomos em troca de um novo papel. Talvez venha daí sua dificuldade de dormir. Na remota hipótese de vencer as eleições, José Serra, o senhor será o derrotado. O senhor é o algoz dos seus melhores sonhos. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100412/ddfe93fe/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 13 19:45:46 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 13 Apr 2010 18:45:46 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_OAB-RJ_lan=E7a_campanha_pela_mem?= =?iso-8859-1?q?=F3ria_e_pela_verdade?= Message-ID: <018C7D01455A4C6A83A7B6603A45E5DC@vcaixe> Carta O Berro..................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Henrique Tibiriçá Miranda OAB/RJ lança Campanha pela Memória na próxima semana Da redação da Tribuna do Advogado 07/04/2010 - A Seccional fará o lançamento da Campanha pela Memória e pela Verdade, em defesa da abertura dos arquivos da repressão política na ditadura militar no dia 16 de abril, sexta da próxima semana, às 10h, no 9º andar de sua sede. Já confirmaram no evento de lançamento presença importantes personalidades da sociedade civil - como ministros de Estado, parlamentares e intelectuais. Artistas de expressão nacional como Fernanda Montenegro, Osmar Prado, José Mayer, Eliane Giardini e Mauro Mendonça gravaram gratuitamente - ou gravarão nos próximos dias - depoimentos para veiculação na TV, em apoio à campanha. Várias emissoras - como a TV Brasil, a TV Senado e a MTV - já se prontificaram a veicular, também gratuitamente, os depoimentos. Da mesma forma, a rede de cinemas do grupo Estação. Outras emissoras de TV e redes de cinema ainda darão a resposta. A campanha organizará ainda um abaixo-assinado, que posteriormente será encaminhado a autoridades do Executivo e do Legislativo, em apoio à abertura dos arquivos. A OAB/RJ considera que o desenvolvimento de campanhas como esta é um dever seu, na luta pela democracia e pelo Estado de Direito. O conhecimento pleno do que aconteceu no País nos chamados anos de chumbo é não só uma aspiração das famílias dos desaparecidos políticos - que tem o legítimo desejo de dar-lhes uma sepultura digna -, como um direito inalienável da sociedade. Afinal, quem não conhece a História está condenado a repetir os erros cometidos. Clique aqui para assistir a entrevista do presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, sobre o assunto -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100413/4df5eaeb/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 13 19:45:53 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 13 Apr 2010 18:45:53 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_CINEMA_E_TEATRO_NESTE_FINAL_DE_?= =?windows-1252?q?SEMANA_NO_ESPA=C7O_RIBCENA/em_Ribeir=E3o_Preto_-_?= =?windows-1252?q?SP?= Message-ID: Carta O Berro....................................................................repassem TEATRO RIBCENA RECEBE TEATRO DA USP E CIA. NÚCLEO NUVEM DA NOITE NESTE FINAL DE SEMANA Dois espetáculos já consagrados pelo público, vão a cena neste final de semana em Ribeirão Preto. Sexta feira o Espaço Ribcena recebe o Teatro da Universidade de São Paulo para uma única apresentação, às 21hs, de Madrid 360. O espetáculo trata da guerra Civil Espanhola a partir da trajetória de dois irmãos que se deparam com o ideário da revolução social na Catalunha, quando Madrid resiste mesmo cercada pelos generais fascistas e pelas tropas de Franco, após derrota da república. Antecedendo a apresentação do TUSP, a Ribcena exibe às 10hs, o filme ?Terra e Liberdade? do diretor Ken Loach, que conta a vida de um trabalhador comunista inglês vai para a Espanha lutar ao lado dos republicanos na Guerra Civil Espanhola. Após a exibição, diálogo com participantes do grupo de criadores do espetáculo Madrid 36, formandos em Artes cênicas da USP- SP e com o professor Antonio Carlos Roque da Silva Filho do Departamento de Física e Matemática . No sábado(17) e domingo(18) sobe ao palco do Ribcena, ?A Maldição do Vale Negro?,espetáculo apresentado recentemente no XIX Festival Internacional de Curitiba. Prêmio Molière para dramaturgia nacional em 1988, ?A Maldição do Vale Negro?, é um dos mais excitantes textos do consagrado Caio Fernando Abreu. Nele o autor comprova que nada pode ser mais engraçado que um dramalhão levado às últimas conseqüências. E é justamente por não ter medo de parecer melodramático ou ridículo que ?A Maldição do Vale Negro?, configura-se em uma surpresa para a dramaturgia. Comédia inspirada no estilo francês do final do século 18, é uma paródia do melodrama clássico e nesta versão é ?vivida? por bonecos híbridos, ou seja, técnica onde os títeres são colados aos corpos dos atores. SERVIÇO Madrid 360. Com o Teatro da Universidade de São Paulo Sexta-feira,16 de abril, às 21h. Ingressos gratuítos retirados na bilheteria do teatro à partir das 14hs do dia 16. A Maldição do Vale Negro. Com Núcleo Nuvem da Noite. Sábado (17) às 21hs e Domingo (18) às 20hs Ingressos R$ 20 e R$ 10 para estudantes, professores e terceira idade. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100413/09d54386/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 13 19:50:42 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 13 Apr 2010 18:50:42 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_V=EDdeo_=22Apesar_de_voc=EA=22?= =?windows-1252?q?=2C_que_os_ministros_do_STF_deveriam_assistir?= Message-ID: <7C00386547D2485D9E7F9F879A45407A@vcaixe> Carta O Berro........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Associação 64/68 Anistia O vídeo a que os ministros do STF deveriam assistir: ?Apesar de você?, sobre a tortura Publicado em 12/04/2010 Ministros do STF - assistam ao documentário antesde votar O Conversa Afiada reproduz o email do amigo navegante Marcelo Zelik: Caro Paulo Henrique Amorim, o Supremo Tribunal Federal irá julgar na 4ª feira 14/04/2010 a ADPF 153, que é uma solicitação da OAB sobre a Lei de Anistia, pedindo uma definição dos ministros da corte suprema, no sentido de que a anistia não vale para os crimes de tortura, assassinatos, estupro de prisioneiras e desaparecimentos forçados, (crimes de lesa humanidade) cometidos pelos agentes públicos a serviço do estado brasileiro durante a ditadura militar de 1964-1985, ou seja, que os militares, policiais militares, policiais civis e civis que praticaram estes crimes contra os opositores do regime, não são beneficiários da lei ede anistia, através da interpretação errada de que tais barbaridades estariam contidas na definição de crimes conexos. A impunidade vigente estes anos todos, sob o manto do esquecimento e de um falso acordo nacional representado pela Lei de Anistia, fere os tratados internacionais aos quais o Brasil é signatário, a consciência nacional, os direitos humanos e a própria democracia em que vivemos, no sentido que sinaliza com a impunidade, para que os crimes de tortura continuem acontecendo, como acontecem de forma indiscriminada país afora. Envio a você o documentário Apesar de Você - Os caminhos da justiça, para fazermos o lançamento em seu sitio de modo a expor para a população brasileira o significado deste julgamento que será realizado no STF, sua importância para o futuro do país, para a defesa da cidadania e para o combate à pratica da tortura, tratamentos cruéis e degradantes. É inadmissível que tenhamos outro resultado que não a decisão dos ministros da Suprema Corte, em favor da legalidade, do ordenamento jurídico internacional dos direitos humanos aos quais o Brasil aderiu, do combate à tortura e da apuração judicial dos crimes praticados pelos torturadores do regime militar, porém estamos receosos; pois pelas declarações de Gilmar Mendes, uma grande maracutaia parece estar a caminho e o STF poderá se tornar mais uma filial da pizzaria nacional. Os ataques contra o Programa Nacional de Direitos Humanos, especificamente à criação da Comissão Nacional da Verdade e as pressões sofridas pelo Ministério Público Federal no sentido de emitir relatório contrario à consciencia nacional, defendendo a não apuração dos crimes deste período de nossa história (com a aceitação destas pressões pelo procurador geral da república, um calaboca foi dado em um instrumento importante da democracia brasileira como é o MPF ? ver posição do sub-procurador geral da república Wagner Gonçalves); mostram o tamanho do embate que enfentamos na luta contra a impunidade em nosso país e para o estabelecimento da verdade e da justiça. Ao lançar no Conversa Afiada este documentário, esperamos que os Ministros do STF o assistam antes de julgar a ADPF 153 e também que os seus leitores ao assisti-lo, participassem de uma campanha relâmpago, enviando com urgência email aos Ministros do Supremo Tribunal posicionando-se sobre o assunto e pedindo a responsabilização dos torturadores da ditadura militar. PELO ACOLHIMENTO DAS POSIÇÕES DA OAB EXPRESSAS NA ADPF-153 SOBRE A LEI DA ANISTIA. PELO RESPEITO À MEMÓRIA DOS QUE MORRERAM E DESAPARECERAM LUTANDO POR UM BRASIL JUSTO E DEMOCRÁTICO. PELA FEDERALIZAÇÃO DOS CRIMES DE TORTURA PARA QUE SEJAM APURADOS PELO MPF. PELO DIREITO A MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA. PELA REPONSABILIZAÇÃO DOS TORTURADORES DO REGIME MILITAR. Acabei de ligar no STF e a ADPF 153 saiu de pauta. A informação é que além dos impedimentos, outros ministros estariam ausentes e não terei quorum para realizar a votação. Assim está tudo adiado e não foi remarcada nova data. O que rola de fato? Abraços Marcelo Zelic Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo Coordenador do Projeto Armazém Memória PS ? Assinaram o documentário Apesar de Você ? os caminhos da justiça: a Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Juízes para a Democracia, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Grupo Tortura Nunca Mais -SP, Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Associação dos Magistrados do Brasil, União Nacional dos Estudantes e o Projeto Memórias Reveladas do Arquivo Nacional. http://www.conversaafiada.com.br/video/2010/04/12/o-video-a-que-os-ministros-do-stf-deveriam-assistir-%e2%80%9capesar-de-voce%e2%80%9d-sobre-a-tortura/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100413/b218f0ec/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 23356 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100413/b218f0ec/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 14 20:32:41 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 14 Apr 2010 19:32:41 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Luta, substantivo feminino - Leia o texto e salve o livro completo no seu computador ou em CD Message-ID: <111AAA5DD6B146C98022C9F0294E0A90@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................repassem Luta, substantivo feminino ABONG * Livro: Desde que a ditadura militar brasileira acabou (1985), grupos de direitos humanos e entidades que reúnem ex-presos(as) políticos(as) e familiares de mortos(as) e desaparecidos(as) se esforçam por reconstruir a história deste triste período. Este esforço é muitas vezes prejudicado pela falta de informações oficiais sobre o funcionamento e ações dos órgãos de repressão, já que o Brasil, diferente de outros países que passaram por situações políticas semelhantes, não abriu os arquivos da ditadura. Ainda hoje, as famílias e amigos(as) de 159 desaparecidos(as) políticos buscam informações que reconstituam os episódios em que essas pessoas foram mortas e levem a seus restos mortais. Algumas iniciativas de setores do governo, sendo a mais recente delas o texto do Plano Nacional de Direitos Humanos III, procuram instituir comissões de apuração e busca de documentos e vestígios dos(as) desaparecidos(as), mas ainda enfrentam reações dos setores militares e conservadores em geral. Lançado em 25 de março deste ano, em um debate na PUC-SP, o livro "Luta, substantivo feminino: Mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura", parceria entre a Secretaria Especial de Direitos Humanos e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, é uma dessas iniciativas. Coordenada por Tatiana Merlino e Igor Ojeda, jornalistas, a publicação traz 45 perfis de mulheres assassinadas ou desaparecidas durante a ditadura militar, além de 27 depoimentos de sobreviventes que, por pertencerem à organizações de oposição ao regime, foram presas e torturadas. O livro é a terceira publicação derivada do relatório: Direito à memória e à verdade, que traz as histórias de vida, militância e morte das 436 pessoas que assassinadas e desaparecidas por questões políticas entre 1964 e 1985. A primeira reúne perfis dos(as) quarenta afrodescendentes mortos(as) pela ditadura e a segunda foca nas violações cometidas pelo regime militar contra crianças e adolescentes. Disponível integralmente para leitura no endereço: http://portal.mj.gov.br/sedh/livromulheres.pdf, Luta, substantivo feminino é, nas palavras do ministro Paulo Vanucchi, uma forma de jogar "luzes sobre uma história que o Brasil não deve apagar da memória". Leia abaixo alguns dos depoimentos presentes no livro: "Muitos deles vinham assistir para aprender a torturar. E lá estava eu, uma mulher franzina no meio daqueles homens alucinados, que quase babavam. Hoje, eu ainda vejo a cara dessas pessoas, são lembranças muito fortes. Eu vejo a cara do estuprador. Era uma cara redonda. Era um homem gordo, que me dava choques na vagina e dizia: 'Você vai parir eletricidade'. Depois disso, me estuprou ali mesmo. Levei muitos murros, pontapés, passei por um corredor polonês. Fiquei um tempão amarrada num banco, com a cabeça solta e levando choques nos dedos dos pés e das mãos. Para aumentar a carga dos choques, eles usavam uma televisão, mudando de canal, 'telefone', velas acesas, agulhas e pingos de água no nariz, que é o único trauma que permaneceu até hoje. Em todas as vezes em que eu era pendurada, eu ficava nua, amarrada pelos pés, de cabeça para baixo, enquanto davam choques na minha vagina, boca, língua, olhos, narinas. Tinha um bastão com dois pontinhos que eles punham muito nos seios. E jogavam água para o choque ficar mais forte, além de muita porrada. O estupro foi nos primeiros dias, o que foi terrível para mim. Eu tinha de lutar muito para continuar resistindo. Felizmente, eu consegui. Só que eu não perco a imagem do homem. É uma cena ainda muito presente. Depois do estupro, houve uma pequena trégua, porque eu estava desfalecida. Eles tinham aplicado uma injeção de pentotal, que chamavam de 'soro da verdade', e eu estava muito zonza. Eles tiveram muito ódio de mim porque diziam que eu era macho de aguentar. Perguntavam quem era meu professor de ioga, porque, como eu estava agüentando muito a tortura, na cabeça deles eu devia fazer ioga. Me tratavam de 'puta', 'ordinária'. Me tratavam como uma pessoa completamente desumana. Eu também os enfrentei muito. Com certa tranquilidade, eu dizia que eles eram seres anormais, que faziam parte de uma engrenagem podre. Eu me sentia fortalecida com isso, me achava com a moral mais alta. [DULCE MAIA, ex-militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), era produtora cultural quando foi presa na madrugada de 26 de janeiro de 1969, em São Paulo (SP). Hoje, vive em Cunha (SP), é ambientalista, dirige a ONG Econsenso e é cogestora do Parque Nacional da Serra da Bocaina]. "Quando fui presa, minha barriga de cinco meses de gravidez já estava bem visível. Fui levada à delegacia da Polícia Federal, onde, diante da minha recusa em dar informações a respeito de meu marido, Paulo Fontelles, comecei a ouvir, sob socos e pontapés: 'Filho dessa raça não deve nascer'. Depois, fui levada ao Pelotão de Investigação Criminal (PIC), onde houve ameaças de tortura no pau de arara e choques. Dias depois, soube que Paulo também estava lá. Sofremos a tortura dos 'refletores'. Eles nos mantinham acordados a noite inteira com uma luz forte no rosto. Fomos levados para o Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro, onde, além de me colocarem na cadeira do dragão, bateram em meu rosto, pescoço, pernas, e fui submetida à 'tortura cientifica', numa sala profusamente iluminada. A pessoa que interrogava ficava num lugar mais alto, parecido com um púlpito. Da cadeira em que sentávamos saíam uns fios, que subiam pelas pernas e eram amarrados nos seios. As sensações que aquilo provocava eram indescritíveis: calor, frio, asfixia. De lá, fui levada para o Hospital do Exército e, depois, de volta à Brasília, onde fui colocada numa cela cheia de baratas. Eu estava muito fraca e não conseguia ficar nem em pé nem sentada. Como não tinha colchão, deitei-me no chão. As baratas, de todos os tamanhos, começaram a me roer. Eu só pude tirar o sutiã e tapar a boca e os ouvidos. Aí, levaram-me ao hospital da Guarnição em Brasília, onde fiquei até o nascimento do Paulo. Nesse dia, para apressar as coisas, o médico, irritadíssimo, induziu o parto e fez o corte sem anestesia. Foi uma experiência muito difícil, mas fiquei firme e não chorei. Depois disso, fi cavam dizendo que eu era fria, sem emoção, sem sentimentos. Todos queriam ver quem era a 'fera' que estava ali". [HECILDA FONTELLES VEIGA, ex-militante da Ação Popular (AP), era estudante de Ciências Sociais quando foi presa, em 6 de outubro de 1971, em Brasília (DF). Hoje, vive em Belém (PA), onde é professora do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará (UFPA)]. * Associação Brasileira de Organ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100414/64cf8714/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100414/64cf8714/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 14 20:32:49 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 14 Apr 2010 19:32:49 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__ENT=C3O_SOU_ESQUERDA_/por_Emir_S?= =?iso-8859-1?q?ader?= Message-ID: <058D473727064ED1B81777D78915F6B9@vcaixe> Carta O Berro............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: tereza terça-feira, 13 de abril de 2010 Emir Sader Diante de alguns argumentos que ainda subsistem sobre o suposto fim da divisão entre direita e esquerda, aqui vão algumas diferenças. Acrescentem outras, se acharem que a diferença ainda faz sentido. Direita: A desigualdade sempre existiu e sempre existirá. Ela é produto da maior capacidade e disposição de uns e da menor capacidade e menor disposição de outros. Como se diz nos EUA, "não há pobres, há fracassados". Esquerda: A desigualdade é um produto social de economias - como a de mercado - em que as condições de competição são absolutamente desiguais. Direita: É preferível a injustiça, do que a desordem. Esquerda: A luta contra as injustiças é a luta mais importante, nem que sejas preciso construir uma ordem diferente da atual. Direita: É melhor ser aliado secundário dos ricos do mundo, do que ser aliado dos pobres. Esquerda: Temos um destino comum com os países do Sul do mundo, vitimas do colonialismo e do imperialismo, temos que lutar com eles por uma ordem mundial distinta. Direita: O Brasil não deve ser mais do que sempre foi. Esquerda: O Brasil pode ser um país com presença no Sul do mundo e um agente de paz em conflitos mundiais em outras regiões do mundo. Direita: O Estado deve ser mínimo. Os bancos públicos devem ser privatizados, assim como as outras empresas estatais. Esquerda: O Estado tem responsabilidades essenciais, na indução do crescimento econômico, nas políticas de direitos sociais, em investimentos estratégicos como infra-estrutura, estradas, habitação, saneamento básico, entre outros. Os bancos públicos têm um papel essencial nesses projetos. Direita: O crescimento econômico é incompatível com controle da inflação. A economia não pode crescer mais do que 3% a ano, para não se correr o risco de inflação. Direita: Os gastos com pobres não têm retorno, são inúteis socialmente, ineficientes economicamente. Esquerda: Os gastos com políticos sociais dirigidas aos mais pobres afirmam direitos essenciais de cidadania para todos. Direita: O Bolsa Família e outras políticas desse tipo são "assistencialismo", que acostumam as pessoas a depender do Estado, a não ser auto suficientes. Esquerda: O Bolsa Família e outras políticas desse tipo são essenciais, para construir uma sociedade de integração de todos aos direitos essenciais. Direita: A reforma tributária deve ser feita para desonerar aos setores empresariais e facilitar a produção e a exportação. Esquerda: A reforma tributária deve obedecer o principio segundo o qual "quem tem mais, paga mais", para redistribuir renda, com o Estado atuando mediante políticas sociais para diminuir as desigualdades produzidas pelo mercado. Direita: Quanto menos impostos as pessoas pagarem, melhor. O Estado expropria recursos dos indivíduos e das empresas, que estariam melhor nas mãos destes. O Estado sustenta a burocratas ineficientes com esses recursos. Esquerda: A tributação serva para afirmar direitos fundamentais das pessoas - como educação e saúde publica, habitação popular, saneamento básico, infra-estrutura, direitos culturais, transporte publico, estradas, etc. A grande maioria dos servidores públicos são professores, pessoal médico e outros, que atendem diretamente às pessoas que necessitam dos serviços públicos. Direita: A liberdade de imprensa é essencial, ela consiste no direito dos órgãos de imprensa de publicar informações e opiniões, conforme seu livre arbítrio. Qualquer controle viola uma liberdade essencial da democracia. Esquerda: A imprensa deve servir para formar democraticamente a opinao pública, em que todos tenham direitos iguais de expressar seus pontos de vista. Uma imprensa fundada em empresas privadas, financiadas pela publicidade das grandes empresas privadas, atende aos interesses delas, ainda mais se são empresas baseadas na propriedade de algumas famílias. Direita: A Lei Pelé trouxe profissionalismo ao futebol e libertou os jogadores do poder dos clubes. Esquerda: A Lei Pelé mercantilizou definitivamente o futebol, que agora está nas mãos dos grandes empresários privados, enquanto os clubes, que podem formar jogadores, que tem suas diretorias eleitas pelos sócios, estão quebrados financeiramente. A Lei Pelé representa o neoliberalismo no esporte. Direita: O capitalismo é o sistema mais avançado que a humanidade construiu, todos os outros são retrocessos, estamos destinados a viver no capitalismo. Esquerda: O capitalismo, como todo tipo de sociedade, é um sistema histórico, que teve começo e pode ter fim, como todos os outros. Está baseado na apropriação do trabalho alheio, promove o enriquecimento de uns às custas dos outros, tende à concentração de riqueza por um lado, à exclusão social por outro, e deve ser substituído por um tipo de sociedade que atenda às necessidades de todos. Direita: Os blogs são irresponsáveis, a internet deve ser controlada, para garantir o monopólio da empresas de mídia já existentes. As chamadas rádios comunitárias são rádios piratas, que ferem as leis vigentes. Esquerda: A democracia requer que se incentivo aos mais diferentes tipos de espaço de expressão da diversidade cultural e de opinião de todos, rompendo com os monopólios privados, que impedem a democratização da sociedade. Por Emir Sader. Editado(a) por Jussara Seixas em 13.4.10 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100414/ce1ceab6/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 13612 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100414/ce1ceab6/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 15 20:43:42 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 15 Apr 2010 19:43:42 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Campanha Escola Nacional Florestna Fermandes Message-ID: <75419E4780BD44C186A82582F87C8718@vcaixe> Carta O Berro.........................................................................repassem Caro companheiro Vanderley Caixe, estou enviando um material sobre a ENFF, mais especificamente da Associação dos Amigos da ENFF. Em síntese: um projeto que todos devemos abraçar, pois envolve a própria continuidade do funcionamento da Escola Nacional Florestan Fernandes. Além do nosso envolvimento pessoal, peço que dê uma força para divulgar ao máximo esse projeto. Pode ser? Saudações. Geraldo (Editora Expressão Popular) Vamos manter viva a universidade dos trabalhadores! Caros(as) amigos(as): A Escola Nacional Florestan Fernandes pede a sua ajuda urgente para se manter em funcionamento (veja como contribuir, no final deste texto). Situada em Guararema (a 70 km de São Paulo), a escola foi construída, entre os anos 2000 e 2005, graças ao trabalho voluntário de pelo menos mil trabalhadores sem terra e simpatizantes. Nos cinco primeiros anos de sua existência, passaram pela escola 16 mil militantes e quadros dos movimentos sociais do Brasil, da América Latina e da África. Não se trata, portanto, de uma "escola do MST", mas de um patrimônio de todos os trabalhadores comprometidos com um projeto de transformação social. Entretanto, no momento em que o MST é obrigado a mobilizar as suas energias para resistir aos ataques implacáveis dos donos do capital, a escola torna-se carente de recursos. Nós não podemos permitir, sequer tolerar a ideia de que ela interrompa ou sequer diminua o ritmo de suas atividades. A escola oferece cursos de nível superior, ministrados por mais de 500 professores, nas áreas de Filosofia Política, Teoria do Conhecimento, Sociologia Rural, Economia Política da Agricultura, História Social do Brasil, Conjuntura Internacional, Administração e Gestão Social, Educação do Campo e Estudos Latino-americanos. Além disso, cursos de especialização, em convênio com outras universidades (por exemplo, Direito e Comunicação no campo). O acervo de sua biblioteca, formado com base em doações, conta hoje com mais de 40 mil volumes impressos, além de conteúdos com suporte em outros tipos de mídia. Para assegurar a possibilidade de participação das mulheres, foram construídas creches (as cirandas), onde os filhos permanecem enquanto as mães estudam. A escola foi erguida sobre um terreno de 30 mil metros quadrados, com instalações de tijolos fabricados pelos próprios voluntários. Ao todo, são três salas de aula, que comportam juntas até 200 pessoas, um auditório e dois anfiteatros, além de dormitórios, refeitórios e instalações sanitárias. Os recursos para a construção foram obtidos com a venda do livro Terra (textos de José Saramago, músicas de Chico Buarque e fotos de Sebastião Salgado), contribuições de ONGs europeias e doações. Claro que esse processo provocou a ira da burguesia e de seus porta-vozes "ilustrados". Não faltaram aqueles que procuraram, desde o início, desqualificar a qualidade do ensino ali ministrado, nem as "reportagens" sobre o suposto caráter ideológico das aulas (como se o ensino oferecido pelas instituições oficiais fosse ideologicamente "neutro"), ou ainda as inevitáveis acusações caluniosas referentes às "misteriosas origens" dos fundos para a sustentação das atividades. As elites, simplesmente, não suportam a ideia que os trabalhadores possam assumir para si a tarefa de construir um sistema avançado, democrático, pluralista e não alienado de ensino. Maldito Paulo Freire! Os donos do capital têm mesmo razões para se sentir ameaçados. Um dos pilares de sustentação da desigualdade social é, precisamente, o abismo que separa os intelectuais das camadas populares. O "povão" é mantido à distância dos centros produtores do saber. A elite brasileira sempre foi muito eficaz e inteligente a esse respeito. Conseguiu até a proeza de criar no país uma universidade pública (apenas em 1934, isto é, 434 anos após a chegada de Cabral) destinada a excluir os pobres. Carlos Nelson Coutinho e outros autores já demonstraram que, no Brasil, os intelectuais que assumem a perspectiva da transformação social sempre encontraram dois destinos: ou foram cooptados (mediante o "apadrinhamento", a incorporação domesticada nas universidades e órgãos de serviços públicos, ou sendo regiamente pagos por seus escritos, ou recendo bolsas e privilégios etc.), ou os poucos que resistiram foram destruídos (presos, perseguidos, torturados, assassinados). Apenas a existência de movimentos sociais fortes, nacionalmente organizados e estruturados poderiam fornecer aos intelectuais oriundos das classes trabalhadoras ou com elas identificados a oportunidade de resistir, produzir e manter uma vida decente, sem depender dos "favores" das elites. Ora, historicamente, tais movimentos foram exterminados antes mesmo de ter tido tempo de construir laços mais amplos e fortes com outros setores sociais. A ENFF coloca em cheque, esse mecanismo histórico. A construção da escola só foi possibilitada pela prolongada sobrevivência relativa do MST (completou 25 anos 2009, um feito inédito para um movimento popular de dimensão nacional), bem como o método por ele empregado, de diálogo e interlocução com o conjunto da nação oprimida. Esse método permitiu o desenvolvimento de uma relação genuína de colaboração entre a elaboração teórica e a prática transformadora. É uma oportunidade histórica muito maior do que a oferecida ao próprio Florestan Fernandes, Milton Santos, Paulo Freire e tantos outros grandes intelectuais que, apesar de todos os ataques dos donos do capital, souberam apoiar-se no pouquíssimo que havia de público na universidade brasileira para elaborar suas obras. Veja como você pode participar da Associação dos Amigos da Escola Florestan Fernandes Em dezembro, um grupo de intelectuais, professores, militantes e colaboradores resolveu criar a Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes, com três objetivos bem definidos: 1 - divulgar as atividades da escola, por todos os meios possíveis, incluindo sites, newsletter e blogs; 2 - iniciar uma campanha nacional pela adesão de novos sócios; 3 - promover uma série intensa de atividades, em São Paulo e outros estados, para angariar fundos, com privilégios especiais concedidos aos membros da associação. O seu Conselho de Coordenação é formado por José Arbex Junior, Maria Orlanda Pinassi e Carlos Duarte. Participam do Conselho Fiscal: Caio Boucinhas, Delmar Mattes e Carlos de Figueiredo. A sede situa-se na Rua da Abolição n° 167 - Bela Vista - São Paulo - SP - Brasil - CEP 01319-030 Para ficar sócio pleno, você deverá pagar a quantia de R$ 20,00 (vinte reais) mensais, ou poderá tornar-se sócio solidário, caso queira contribuir com uma quantia diferente (maior ou menor do que os R$ 20,00 mensais). Esses recursos serão diretamente destinados às atividades da escola ou, eventualmente, empregados na organização de atividades para coleta de fundos (por exemplo: seminários, mostras de arte e fotografia, festivais de música e cinema). Para obter mais informações sobre como participar e contribuir, procure a secretaria executiva Magali Godoi através dos telefones: 3105-0918; 9572-0185; 6517-4780, ou do correio eletrônico: associacaoamigos at enff.org.br. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100415/10508cb1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 16 20:15:40 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 16 Apr 2010 19:15:40 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_1968_-_O_tempo_das_escolhas_lan?= =?iso-8859-1?q?=E7a_um_novo_olhar_sobre_a_hist=F3ria_de_uma_juvent?= =?iso-8859-1?q?ude_que_buscou_um_Brasil_melhor=2E?= Message-ID: <89FCD0AB6E564B9889AB740A8650C246@vcaixe> 1968 - O tempo das escolhas lança um novo olhar sobre a história de uma juventude que buscou um Brasil melhorCarta O Berro.....................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Baccega To: izaias almada 1968 - O tempo das escolhas lança um novo olhar sobre a história de uma juventude que buscou um Brasil melhor. A Nova Alexandria abre 2010 com o lançamento 1968 - O tempo das escolhas, de Catarina Meloni. O livro registra a trajetória da jovem vinda do interior que, ao ingressar no movimento estudantil e lutar por seus ideais, viu-se perseguida pela ditadura militar. Existem vários livros e filmes sobre 1968 e os terríveis anos que se seguiram à decretação do Ato institucional nº 5. Faltava, entretanto, esse olhar sensível e feminino sobre os sonhos e os planos daquela juventude que apostou tudo na conquista de um País mais digno. É essa história que Catarina Meloni, testemunha ocular e protagonista do período, nos conta agora. Longe de assemelhar-se aos almanaques que cheios de datas e personalidades, intelectuais e adornos ideológicos, O tempo das escolhas é sim uma reflexão sincera sobre este ano tão determinante. Ou, nas palavras da própria autora: "Estou tentando escrever sem avaliar. Quero que minhas mãos sejam a extensão da mente, apenas reproduzindo a memória. Não quero pesquisar arquivos daquele tempo. Este não é um trabalho jornalístico. O que trago aqui são coisas vividas, sobretudo sentimentos. Procuro evitar os sentimentos atuais, mas nem sempre sou capaz. Quero transmitir a imagem que tive naquele período, com todas as minhas limitações, e ser sincera ao retratar o que vi e vivi, deixando de lado conceitos e criatividades literárias. Não quero, da mesma forma, fazer o retrato de uma época, o que exigiria um trabalho de pesquisa que desfiguraria este escrito." Catarina Meloni especializou-se em Literatura Brasileira pela Universidade Católica de Pernambuco e fez mestrado no mesmo assunto na Universidade de Brasília. Doutorou-se em Letras pela Universidade de São Paulo, USP, com a tese As mulheres e o mundo do sertão em Grande Sertão: Veredas, sob orientação de Zenir Campos Reis. 1968 - O tempo das escolhas Catarina Meloni ISBN 978-85-7492-187-7 - 136 páginas - R$35,00 Assessoria de imprensa: Imprensa at novaalexandria.com.br Janaina Gomes e Deborah Di -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100416/0829c0c1/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 8130 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100416/0829c0c1/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 16 20:15:47 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 16 Apr 2010 19:15:47 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__Lula_O_Filho_do_Brasil_-_Nacional__-_?= =?utf-8?q?Baixe_o_filme_no_seu_computador_e_o_coloque_em_DVD_pelo_?= =?utf-8?q?Uploading_ou_pelos_outros=2E_=28excl=C3=AAnte_qualidade_?= =?utf-8?q?de_imagem_=29?= Message-ID: <93C6D354B760433EB92AB2F3F80F074F@vcaixe> Sempre Download FullCarta O Berro...........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Sempre Download Full Sempre Download Full - O melhor Conteudo da Net pra Voce -------------------------------------------------------------------------------- Lula O Filho do Brasil - Nacional Posted: 10 Apr 2010 03:44 PM PDT 1945, sertão de Pernambuco. Menos de um mês depois de seu marido, Aristides, partir para tentar a vida em São Paulo, com uma moça bem mais nova, Dona Lindú dá a luz ao seu sexto filho, Luiz Inácio da Silva, que logo ganha o apelido de ?Lula?. ?Lula, o filho do Brasil? é a saga de uma familia Silva igual à odisséia de tantas outras familias Silva deste Brasil. Um filme sobre uma mãe e um filho, um menino, um sobrevivente, um homem que tomou as rédeass da sua vida. Estilo: Filme - Biografia / Drama Tamanho: 898 mb Formato: Rar Idioma: Português Hospedagem: Uploading / Bitroad / Filebase / Megaupload Uploading: Download | Bitroad: Download | Filebase: Download | Megaupload: Download . You are subscribed to email updates from Sempre Download Full To stop receiving these emails, you may unsubscribe now. Email delivery powered by Google Google Inc., 20 West Kinzie, Chicago IL USA 60610 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100416/0966a4ab/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 17 16:18:10 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 17 Apr 2010 15:18:10 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Militares_pedem_ao_STF_a_puni?= =?windows-1252?q?=E7=E3o_dos_torturadores?= Message-ID: Carta O Berro................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Alipio Freire From: ROSE NOGUEIRA http://www.abdic.org.br/militares_pedem_stf.htm Militares pedem ao STF a punição dos torturadores Sobre a alegação de que a anistia foi um pacto político, escrevem os militares: *?Não se pode justificar o Estado Democrático de Direito atual sob o esquecimento e negação da violação de direitos perpetrada pelo regime militar. Não há acordo, pacificação, reconciliação, perdão e/ou reconstrução se a uma das partes é vedada o conhecimento do que efetivamente se passou e quem foram os responsáveis?.* Por : Vera Rotta e Paula Nogueira O Major Brigadeiro Rui Moreira Lima - um dos três heróis de guerra remanescentes da Força Expedicionária Brasileira combatente do nazi-fascismo, durante a II Guerra Mundial - protocolou nesta segunda-feira (12/04), no Supremo Tribunal Federal um pedido para que a lei de Anistia não abarque os crimes de tortura. Conforme o documento, assinado pelo Brigadeiro como presidente da Associação Democrática e Nacionalista de Militares ? ADNAM: ? Pede-se a este Pretório Excelso uma interpretação da Lei 6.683/79 conforme a Constituição de tal modo que a anistia concedida pela referida lei aos crimes políticos e conexos não abarque os crimes comuns praticados pelos agentes repressores da oposição ao regime militar à época vigente (1964/1985), devendo, assim, a presente ADPF ser julgada integralmente procedente .? A petição, protocolada pelos militares, requer ingresso, como amicus curiae na ação de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil. A ação da OAB questiona quais tipos de violação podem ser classificadas como crimes comuns e quais continuam a ser entendidas como ações políticas, - o que as enquadra dentro da Lei de Anistia. A lei concede perdão a todos os envolvidos com crimes políticos entre 1961 e 1979. Com quase dois anos de atraso, foi marcado, de forma repentina, para a próxima quarta-feira (14/04), o julgamento da referida ação pelo STF. Segundo a petição assinada por Moreira Lima, ? anistia não pode significar que atos de terror cometidos pelo Estado através de seus agentes e que ensejaram verdadeiros crimes contra a humanidade não possam ser revistos ?. A Associação Democrática e Nacionalista de Militares congrega militares das três forças armadas, policiais militares e corpos de bombeiros que se comprometem com a manutenção da democracia no país e lutam pela preservação do patrimônio nacional. A ADNAM visa também a promoção e a defesa dos direitos dos seus associados nas esferas executiva, legislativa e judiciária e dos militares punidos com fundamento nos Atos Institucionais e complementares ou outros diplomas legais emitidos durante o período de 1964-1985, sob o qual o país foi governado por sucessivos governos militares. Na peça jurídica de 26 páginas (em anexo) os militares que não apoiaram o golpe de 1964, e por isso foram punidos, consideram que ? os crimes comuns e de tortura praticados pelos agentes do Estado e da Repressão durante o regime militar brasileiro são atos absolutamente nulos e impassíveis também de anistia ?. Os postulantes usam argumentos com base na legislação nacional e internacional para afirmar que: ? Anistia não é esquecimento. (...) A Lei de Anistia não pode provocar um esquecimento artificial dos fatos ocorridos. (...) Anistia não é perdão. (...) A questão que se coloca, é se a Lei da Anistia significa o auto-perdão, ou seja, o Estado na condição de perpetrador da violência deve ser por ele mesmo perdoado? Se anistia não se confunde com perdão, muito menos pode significar auto-perdão?. Sobre a alegação de que a anistia foi um pacto político, escrevem os militares: ?Não se pode justificar o Estado Democrático de Direito atual sob o esquecimento e negação da violação de direitos perpetrada pelo regime militar. Não há acordo, pacificação, reconciliação, perdão e/ou reconstrução se a uma das partes é vedada o conhecimento do que efetivamente se passou e quem foram os responsáveis? . Mais informações: Assessoria de Comunicação da Comissão de Anistia com Vera Rotta e Paula Nogueira, 61 20259990 e 61 92268037. Postado por: vera.rotta at mj.gov.br __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100417/c7791bdb/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 17 16:18:18 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 17 Apr 2010 15:18:18 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Marx=2C_Crist=F3v=E3o_Colombo_e_a?= =?iso-8859-1?q?_revolu=E7=E3o_de_Outubro_-_Materialismo_hist=F3ric?= =?iso-8859-1?q?o_e_an=E1lise_das_revolu=E7=F5es?= Message-ID: <95361349C7BC40E199AD782D018E12B7@vcaixe> Carta O Berro.................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Camaradas O professor marxista italiano Domenico Losurdo, neste denso ensaio, analisa o impacto da Revolução Russa no século XX, revisita a elaboração teórica de Marx e Engels e polemiza com autores que criticaram o legado dessa revolução a partir de parâmetros idealista-utópicos. Marx, Cristóvão Colombo e a revolução de Outubro - Materialismo histórico e análise das revoluções http://fmauriciograbois.org.br/portal/revista.int.php?id_sessao=50&id_publicacao=208&id_indice=1741 Um abraço Augusto Buonicore -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100417/756912bc/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 17 16:18:28 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 17 Apr 2010 15:18:28 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Qual dos dois? Message-ID: Carta O Berro....................................................................................................................repassem Qual dos dois? -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100417/b00f6938/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100417/b00f6938/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 32869 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100417/b00f6938/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 18 13:46:30 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 18 Apr 2010 12:46:30 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__BOLERO_ROMANTICO_Y_LATINO_=2835_?= =?iso-8859-1?q?VOLUMES=29__muitos_boleros_para_ouvir_e_baixar_____?= =?iso-8859-1?q?____________________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <33B330A672D64776A89547B9C270075D@vcaixe> Carta O Berro............................................repassem BOLERO ROMANTICO Y LATINO (35 VOLUMES) clique http://www.mediafire.com/?sharekey=a9c4ed9be84c6cabab1eab3e9fa335ca08f22720b1aae174 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100418/59f41108/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100418/59f41108/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 18 13:48:37 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 18 Apr 2010 12:48:37 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_OAB/RJ_Campanha_pela_Mem=F3ria_e_?= =?iso-8859-1?q?pela_Verdade_-_V=EDdeos_com_os_artistas_pela_campan?= =?iso-8859-1?q?ha_e_abaixo-assinado_=28assine=29?= Message-ID: <3D630CF1186548529208E1CE87AA16E7@vcaixe> Carta o Berro.....................................................................repassem Carta O Berro........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Eli Eliete Nós, abaixo assinados, apoiamos a Campanha pela Memória e pela Verdade, desenvolvida pela OAB/RJ, em defesa da abertura dos arquivos da repressão política no período da ditadura militar. Nós, abaixo assinados, consideramos que é direito das famílias dos desaparecidos conhecerem o destino de seus entes queridos. Nós, abaixo assinados, estamos convictos de que o conhecimento pleno do que ocorreu nos porões da ditadura durante os chamados anos de chumbo é importante para se evitar a repetição da barbárie. Um país que não conhece sua História está fadado a repetir os erros. Por fim, esperamos que as autoridades do Executivo e do Legislativo, a quem se destina este documento, determinem as providências necessárias para que seja dada publicidade aos arquivos, criando assim as condições para uma verdadeira reconciliação nacional. http://www.oab-rj.org.br/forms/assinaturas.jsp http://www.youtube.com/watch?v=Bs2dRZgXzd0 http://www.youtube.com/watch?v=b_lrjkAWAZk http://www.youtube.com/watch?v=8iuME1ahNX4 http://www.youtube.com/watch?v=T3rlDbradgc http://www.youtube.com/watch?v=9FRxpGvx7Mc http://www.youtube.com/watch?v=BDLU3NOk4Rc http://www.youtube.com/user/oabriodejaneiro http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp oabriodejaneiro a.. 0:31 a.. Adicionar à fila Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ -...305 exibiçõesoabriodejaneiro a.. a.. 0:32 a.. Adicionar à fila OAB/RJ lança campanha pela abertura dos arquivo...96 exibiçõesfisengevideos a.. a.. 0:31 a.. Adicionar à fila Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ -...189 exibiçõesoabriodejaneiro a.. a.. 0:31 a.. Adicionar à fila Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ -...304 exibiçõesoabriodejaneiro a.. a.. 0:31 a.. Adicionar à fila Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ -...322 exibiçõesoabriodejaneiro a.. a.. 0:31 a.. Adicionar à fila Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ -...271 exibiçõesoabriodejaneiro a.. 0:31 a.. Adicionar à fila Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ -...139 exibiçõesoabriodejaneiro http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp -------------------------------------------------------------------------- . __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100418/848c4bb3/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 19 19:37:18 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 19 Apr 2010 18:37:18 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__=C9TICA_NA_POL=CDTICA_E_O_ESTADO?= =?iso-8859-1?q?_BRASILEIRO_Expositor_PROT=D3GENES_QUEIROZ_-__dia_2?= =?iso-8859-1?q?2_de_abril_=28quinta-feira=29_-_19h30_na_Casa_do_Ad?= =?iso-8859-1?q?vogado_de_Ribeir=E3o_Preto?= Message-ID: <5E95B559225742738291C074C793DA24@vcaixe> Carta O Berro.............................................................................repassem ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO DE SÃO PAULO 12ª SUBSEÇÃO - RIBEIRÃO PRETO PALESTRA ÉTICA NA POLÍTICA E O ESTADO BRASILEIRO Expositor PROTÓGENES QUEIROZ Delegado da Polícia Federal. Data / horário 22 de abril (quinta-feira) - 19h30 Local Casa do Advogado de Ribeirão Preto Rua Cavalheiro Torquato Rizzi, 215 - Jd. São Luiz Inscrições / Informações Fones: (16) 3623-0370/0879/7990 ou pelo site: www.oabrp.org.br INSCRIÇÕES GRATUITAS INSCRIÇÕES PELA INTERNET, CLIQUE AQUI Subseções convidadas 5ª Subseção - Araraquara Presidente: Dra. Sandra Maria Galhardo Esteves 6ª Subseção - Jaboticabal Presidente: Dr. Sérgio Aparecido Campi 7ª Subseção - Barretos Presidente: Dr. Júlio Eduardo Addad Samara 9ª Subseção - Pirassununga Presidente: Dr. Edvaldo dos Santos Leal 13ª Subseção - Franca Presidente: Dr. Mansur Jorge Said Filho 15ª Subseção - Orlândia Presidente: Dr. Luiz Eugênio Marques de Souza 30ª Subseção - SÃo Carlos Presidente: Dr. Glaudecir José Passador 51ª Subseção - Batatais Presidente: Dr. Gilberto Braga Dalla Vecchia 70ª Subseção - Ituverava Presidente: Dr. Luiz Inácio Borges 80ª Subseção - Sertãozinho Presidente: Dr. João Pereira da Silva 87ª Subseção - Bebedouro Presidente: Dr. Cássio Benedicto 106ª Subseção - Santa Rita do Passa Quatro Presidente: Dr. Darcy Adalberto Leone 127ª Subseção - São Joaquim da Barra Presidente: Dr. Hélber Ferreira de Magalhães 135ª Subseção - Porto Ferreira Presidente: Dr. Luiz Augusto Braga Ramos 158ª Subseção - Monte Alto Presidente: Dr. Paulo Eduardo Carnacchioni 159ª Subseção - Cajuru Presidente: Dra. Sônia da Graça Corrêa de Carvalho 172ª Subseção - Altinópolis Presidente: Dr. Alexandre Trancho 203ª Subseção - Pedregulho Presidente: Dr. José Carlos Ferreira 217ª Subseção - Igarapava Presidente: Dr. José Ricardo Rodrigues Mattar Promoção 12ª SUBSEÇÃO - RIBEIRÃO PRETO Presidente: Dr. Ricardo Rui Giuntini Coordenação ASSESSORIA ESPECIAL DA PRESIDÊNCIA DA OAB - RIBEIRÃO PRETO Assessor Especial da Presidência: Dr. Flávio Perboni Apoio DEPARTAMENTO CULTURAL DA OAB - RIBEIRÃO PRETO Coordenador: Dr. Henrique Furquim Paiva ***Serão conferidas declarações de participação - vagas limitadas*** -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100419/ecb71b45/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3893 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100419/ecb71b45/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14404 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100419/ecb71b45/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 19 21:15:41 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 19 Apr 2010 20:15:41 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_esperan=E7a_e_o_preconceito=3A_?= =?iso-8859-1?q?as_tr=EAs_batalhas_de_2010?= Message-ID: Carta O Berro...................................................repassem A esperança e o preconceito: as três batalhas de 2010 Simone de Beauvoir disse que "a ideologia da direita é o medo". O medo foi o grande adversário de todas as campanhas de Lula. Desta vez, o fato de Lula ser governo desfaz grande parte das ameaças que antes insuflavam o temor entre os setores populares. O grande adversário dessa campanha não é mais o medo; tampouco é Serra, candidato de poucas alianças, sem programa e que esconde seu oposicionismo no armário. O grande adversário são os que estão por trás do tucanato e o utilizam como recurso político de uma guerra elitista, preconceituosa, autoritária e desigual. O artigo é de Arlete Sampaio. Arlete Sampaio A campanha de 2010 não é apenas uma, mas pelo menos três grandes batalhas combinadas. Uma disputa política, dos que apóiam as conquistas do governo Lula contra aqueles que sempre as atacaram e agora se esquivam de dizer o que pensam e o que representam. Uma disputa econômica, dos que defendem o protagonismo brasileiro e sabem da importância central do estado na sustentação do crescimento, contra os que querem eletrocutar nossas chances de desenvolvimento com a proposta de "choque de gestão" e de esvaziamento do papel do estado. Finalmente, uma disputa ideológica entre, de um lado, a esperança de um país mais justo, igualitário e sem medo de ser feliz, contra, do outro lado, a indústria da disseminação de preconceitos. Na disputa política, a popularidade do presidente Lula criou uma barreira que a oposição prefere contornar do que confrontar. Serra não quer aparecer como aquilo que ele realmente é: o anti-Lula. O mesmo anti-Lula que ele próprio foi em 2002 e que Alckmin fez as vezes, em 2006. Daí a tentativa de posar como "pós-Lula". A oposição irá para a campanha na vergonhosa condição de fingir que não é oposição, que concorda com o que sempre atacou, que quer melhorar o que tentou, a todo o custo, destruir. Os eternos adeptos da ideia de que o Brasil não pode, não dá conta e não consegue, agora, empunham o discurso de que o Brasil pode mais. Diante do fato de que alguém precisa assumir o impopular ataque ao governo e ao presidente, para alvejar a candidatura governista, surgiram duas frentes. A mais aberta e declarada é realizada pela imprensa mais tradicional, a que tem relações orgânicas com o grande empresariado brasileiro e com uma elite política que a ela é comercialmente afiliada. Na ânsia de conseguir, contra Dilma, o que não conseguiu em 2006 contra Lula, esta imprensa tomou para si a tarefa de tentar derrotar ambos. Para tanto, tem enveredado em um padrão autoritário que significa um retrocesso claro até se comparado a seu comportamento na época da ditadura. Naquela época, a ditadura era a justificativa de suas manchetes. Hoje, não. Se não fosse pela democracia e pela mídia regional e alternativa, a situação seria igual à vivida quando era mais fácil ter notícias fidedignas a partir da imprensa internacional do que pela grande imprensa brasileira. Um exemplo: o tratamento dado à participação do presidente Lula na cúpula nuclear em Washington. Dois dos mais tradicionais jornais brasileiros (Estadão e Folha) deram manchetes idênticas ("Obama ignora Lula..."), numa prova não de telepatia, mas de antipatia. Um editorial ("O Globo", 14/4) chegou a dizer que "Lula isola Brasil na questão nuclear". Se contássemos apenas com esses jornais, teríamos que apelar à Reuters, ao Wall Street Journal, ao Financial Times ou à Foreign Policy para sabermos que a China mudou de posição por influência do Brasil e declarou oficialmente sua opção pelo diálogo com Teerã. Seria demais pedir que se reproduzisse, por exemplo, o destaque dado à cúpula dos BRICs, que no jornal Financial Times e na revista Economist foram bem maiores do que o conferido à cúpula de Washington. Até hoje, porém, o fato de nosso país estar galgando a posição de polo dinâmico da economia mundial, de modo acelerado, é visto com desdém pelos que não acreditam que o Brasil pode mais. A questão nuclear teve a preferência porque cai como uma luva à tentativa de trazer para 2010 a questão do terrorismo, além de demonstrar a relação que existe entre as campanhas anti-Dilma, declaradas e mascaradas. A questão do terrorismo é um curioso espantalho invocado pelos próprios corvos (para usar uma imagem apropriada ao lacerdismo que continua vivo na direita brasileira e em parte de sua imprensa). A diferença sobejamente conhecida e reconhecida entre guerrilha e terrorismo e o fato de que os grupos armados brasileiros sempre se posicionaram contra o terrorismo como forma de luta política são esquecidos. Durante a ditadura, os grupos armados eram acusados de terroristas pela mesma linha dura que arquitetava explodir um gasoduto no Rio e bombas no Riocentro para inventar terroristas que, de fato, não existiam. A parte da imprensa que, por conta própria, reedita o autoritarismo faz jus ao título de "jornalismo linha dura". No campo da política econômica, a batalha será igualmente ferrenha e desigual, apesar dos feitos extraordinários de Lula. Seu governo é de fato o primeiro na história do País a conseguir combinar crescimento econômico, estabilidade (política e econômica) e redução das desigualdades. Segundo estudos, o Brasil conseguiu avançar em termos sociais em ritmo mais acelerado do que o alcançado pelo estado de bem-estar social europeu em seus anos dourados. Mesmo isso não tem sido suficiente para abalar a aposta de alguns setores da elite econômica de que a principal tarefa a ser cumprida é a de tornar o Brasil o país com o estado mais acanhado dentre os BRICs. São os que querem o Brasil mirando o Chile, e não a China, em termos econômicos. Para alguns, que sempre trataram o Brasil como um custo em sua planilha, não importa o tamanho do país, e sim o tamanho de suas empresas. O que se vê até o momento não é nada diante do que ainda está por vir, dado o espírito de "é agora ou nunca" da direita em sua crise de abstinência. Os ataques declarados são amenos diante da guerra suja que tem sido travada via internet, por mercenários apócrifos que disseminam mensagens preconceituosas. Dilma é "acusada" de não ter marido, de não ter mestrado, de não ter sido parlamentar. As piores acusações não são sobre o que ela fez, mas sobre o que ela não fez. As mais sórdidas são comprovadas mentiras, como a de ter sido terrorista. Simone de Beauvoir disse que "a ideologia da direita é o medo". O medo foi o grande adversário de todas as campanhas de Lula, e ele foi vencido em duas, dentre cinco. Desta vez, o fato de Lula ser governo desfaz grande parte das ameaças que antes insuflavam o temor entre os setores populares. O grande adversário dessa campanha não é mais o medo; tampouco é Serra, candidato de poucas alianças, sem programa e que esconde seu oposicionismo no armário. O grande adversário são os que estão por trás do tucanato e o utilizam como recurso político de uma guerra elitista, preconceituosa, autoritária e desigual. A oposição cometeu o ato falho de declarar que "o país não tem dono", mostrando que ainda raciocina como na época em que vendeu grande parte do patrimônio público e tratou o Brasil como terra de ninguém. Mas, por sorte, o país tem dono, sim. É o povo brasileiro. E, mais uma vez, é apenas com ele que contaremos quando outubro vier. Arlete Sampaio é médica, foi vice-governadora do DF (1995-1998), deputada distrital (2003-2006) e secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, na gestão de Patrus Ananias (2007-2009). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100419/e7226746/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100419/e7226746/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 6569 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100419/e7226746/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 20 18:20:15 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 20 Apr 2010 17:20:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Princ=EDpios_no_Portal_da_Maur?= =?iso-8859-1?q?=EDcio_Grab=F3is__e_acesse_as_revistas_Princ=EDpios?= Message-ID: Carta O Berro........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Camaradas Príncípios é uma revista de teoria, política e informações. O Portal da Fundação maurício Grabois está dispolibilizando seu arquivo na íntegra. Percorrer mais de sete mil e quinhentas páginas de sua coleção é fazer uma viagem ao itinerário da elaboração teórica e política de uma destacada corrente do movimento marxista brasileiro. http://fmauriciograbois.org.br/portal/cdm/revistas.capa.php?id_sessao=50 Princípios número 100! Um feito do movimento marxista e progressista Por Adalberto Monteiro 1981. Um alvoroço. A anistia fora conquistada dois anos antes e, embora a ditadura militar ainda vigorasse, o cheiro forte de liberdade já irrompia. As ruas eram retomadas por trabalhadores e estudantes. A frente oposicionista começava a preparar a "ofensiva final" pela democracia. Havia uma gestação de novos partidos, e o histórico Partido Comunista do Brasil (PCdoB), semiclandestino, logo ganharia as praças pela sua legalidade. Nesse ambiente entrava também, em ebulição, a vida intelectual do país. Florescia o debate de ideias. E afloravam as divergências sobre os caminhos... João Amazonas, ex-deputado constituinte de 1946, destacado líder do PCdoB, estava no olho desse redemoinho. Entremeio a essa azáfama - quando já eram tantas as tarefas - ele diz a seus companheiros: a jornada do movimento revolucionário é de longo curso. É preciso uma revista que à luz do marxismo perscrute os dilemas da luta presente, investigue a realidade brasileira e internacional e fundamente o futuro de nosso movimento. Assim, sob essas circunstâncias e com esses propósitos, em março de 1981, nasce a revista Princípios. Hoje, comemoramos o seu número 100 e 28 anos de circulação ininterrupta. Essa longevidade de Princípios vem de sua fidelidade àqueles propósitos que a fizeram nascer e, obviamente, da fertilidade das ideias que propaga. Seu índice remissivo demonstra o precioso rol de intelectuais, jornalistas, cientistas, artistas, lideranças políticas e sociais que, ao longo do tempo, voluntariamente ofereceram suas contribuições. Seu êxito vem, ainda, do fato de ser uma obra coletiva à qual, ao longo do tempo, se dedicaram várias equipes de trabalho. Percorrer mais de sete mil e quinhentas páginas de sua coleção é fazer uma viagem ao itinerário da elaboração teórica e política de uma destacada corrente do movimento marxista brasileiro. Sua evolução registra os aportes analíticos e teóricos que ofereceu ao movimento transformador e, obviamente, os dilemas, equívocos e crises por que passou. Este rico acervo, agora, é disponibilizado, na sua coleção de 100 edições, disponível em DVD e no website da Fundação Maurício Grabois, com 1584 textos, produzidos por 455 colaboradores, abordando os mais diversos temas. 100% em defesa do Brasil e do socialismo! Em seu percurso, a revista buscou interpretar o Brasil. Sua história, pujança e desigualdades. Deformações e potencialidades. Seu povo, sua cultura. A luta pela afirmação de sua soberania e vida democrática. O combate às desigualdades sociais. Nos anos 1980 empenhou-se pela consolidação da redemocratização do país. Procurou influenciar os debates da Assembleia Constituinte. No início da década de 1990, diante da crise do socialismo, enfrentou o vendaval anticomunista e participou ativamente do labor que sublinhou o legado da União Soviética à humanidade e, simultaneamente, examinou os erros e os condicionantes que levaram à sua derrocada. Nesta luta de ideias, contribuiu para reafirmar o socialismo em bases novas. Neste mesmo período, também se dedicou a desvendar do ponto de vista teórico e político o caráter nefasto do neoliberalismo, bem como os caminhos para seu enfrentamento e superação. A revista, hoje, participa da elaboração de um novo projeto nacional de desenvolvimento cuja realização passa pelo êxito do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse sentido, critica a corrente "continuísta" que freia o ritmo da concretização do programa com o qual o presidente foi eleito e apresenta ideias, propostas que contribuam para o avanço das mudanças. Defende a soberania nacional e a integração solidária da América Latina. Ante a guerra imperialista suas páginas têm publicado libelos em defesa da paz e dos direitos dos países ao desenvolvimento e à soberania. Princípios se dedica, com especial interesse, a debater e divulgar a nova luta pelo socialismo que brota dos paradoxos do capitalismo contemporâneo e da consciência e luta dos povos. Os artigos, entrevistas, resenhas, estudos, pesquisas que publica se vinculam ao seu objetivo de enriquecer e desenvolver o marxismo, sem o que não se vai ao longe. A cultura e a ciência também comparecem às suas páginas. Sobretudo agora quando as contradições do capitalismo trazem a barbárie à cena da história, realça-se o papel da cultura e da arte na jornada libertária dos trabalhadores e dos povos. Por outro lado, o pensamento marxista sempre que se conectou com a evolução das ciências conheceu avanços, além de seu papel e da inovação tecnológica no projeto nacional. A temática ecológica e a concepção de um projeto de desenvolvimento que harmoniza o crescimento econômico com a preservação ambiental - em contraposição à lógica do lucro máximo que destrói o meio ambiente - fazem parte de sua linha editorial. Princípios número 100, uma conquista da corrente marxista e progressista do nosso país! Homenageamos a todos os que contribuíram para este feito, destacando o legado de seu fundador, João Amazonas. Com este número 100, aumenta a responsabilidade de Princípios de oferecer à sua comunidade de leitores uma revista cada vez mais à altura dos desafios teóricos e políticos de nosso tempo. Nossos agradecimentos a todos os que contribuíram com esta jornada e que nos incentivam a seguir adiante. Adalberto Monteiro Editor -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100420/a4340b0d/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 20 18:20:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 20 Apr 2010 17:20:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Sobre a crise captialista mundial. entrevista com Francois hourtart 19 abr 10 Message-ID: <699F9CAC5DA3476F9560FB0FDFD30645@vcaixe> Carta O Berro.....................................................repassem ''Uma nova regulação do capitalismo não resolverá a crise do sistema mundial'' Os movimentos "altermundialistas", diz François Houtart, foram os que, com maior realismo, advertiram sobre o caráter dos desequilíbriosecológicos globais. A reportagem é de Fabián Bosoer, publicada no jornal Clarín, 18-04-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Os movimentos de resistência à globalização, "globalifóbicos" ou "altermundialistas", apesar de sua heterogeneidade e seu caráter contestador, tiveram a virtude de advertir sobre a necessidade de respostas e mudanças mais radicais aos desequilíbrios gerados por um predomínio dos mercados financeiros internacionais. Apelidados de "utópicos", acabaram sendo os mais realistas, mesmo que algumas vozes continuam sem ser devidamente atendidas. Essa opinião é de François Houtart, sacerdote católico e intelectual marxista, fundador e diretor do Centro Tricontinental da Universidade Católica de Louvain, Bélgica. É um dos principais referenciais intelectuais do chamado "altermundialismo". Houtart teve também a oportunidade de participar da formação de uma geração de sociólogos latino-americanos que estudaram em Louvain entre os anos 60 e 80, sentando as bases dos estudos de sociologia da religião no nosso continente. Mais recentemente, integrou a comissão de notáveis presidida no ano passado por Joseph Stiglitz e encarregada pelo secretário-geral da ONU para elaborar recomendações sobre como enfrentar a crise econômica global. Ele esteve em Buenos Aires, convidado para falar na Conferência Internacional "Direitos Humanos e democratização: entre público e privado, entre local e global", organizada pela Universidade Nacional de San Martín e várias ONGs internacionais. Eis a entrevista. Passou-se mais de uma década desde o surgimento do chamado "movimento antiglobalização". Como o senhor, um de seus inspiradores, lembra de seus momentos principais? Podemos situar um momento das origens do que nós passamos a chamar de "altermundialismo" em 1999, quando, a partir da iniciativa de um grupo de movimentos sociais de diferentes continentes organizamos uma contra-conferência ao Fórum de Davos, na Suíça. Isso teve uma grande repercussão. Estavam ali o Movimento dos Sem Terra do Brasil, os sindicatos operários da Coreia do Sul, cooperativas agrícolas de Burkina Faso, movimentos de mulheres do Canadá e o movimento de desempregados da França, junto com um grupo de intelectuais e acadêmicos como Susan George, Samir Amin e Ricardo Petrella. Podemos ir ali e brindar nossa palavra, enquanto estavam reunidos os representantes e líderes das economias mais ricas e as instituições financeiras mundiais. Fizemos um grande barulho, e, desde então, se começou a falar de "o outro Davos". Que resultados obtiveram? O que propuseram então foi antecipação às crises que viriam anos mais tarde? Naquela coletiva de imprensa, dissemos que não podíamos continuar assim, que era preciso reorientar a economia mundial. E como os brasileiros estavam ali conosco, deles veio a ideia do Fórum Social Mundial, frente ao Fórum Econômico Mundial de Davos, que foi organizado dois anos depois. Desde então, já foram organizados nove Fóruns Sociais Mundiais e outros também continentais, nacionais, temáticos, e são centenas de milhares de pessoas que se mobilizaram durante esses anos. Dois fóruns foram organizados fora da América Latina, um em Mumbai, na Índia, e outro em Nairóbi, na África, mas a maioria aconteceu na América Latina, o que teve um impacto positivo, segundo acredito, também sobre a evolução política do continente. A conquista principal foi desenvolver uma consciência coletiva mundial nova e, por outro lado, ser um lugar onde se constituíram ou se reforçaram muitas redes de movimentos e de temáticas sobre a água, sobre a Amazônia, a vida campesina etc. O senhor propôs verdadeiras alternativas ou ficou no meramente contestador? Fazer conhecer determinadas situações é fundamental. Não estamos falando de de sistemas ideológicos contrapostos ou confrontados, mas sim de uma experiência histórica que também está se esgotando, e precisamos de alternativas de futuro. Há uma lógica que está destruindo o planeta. Um exemplo concreto? Um exemplo é a agroenergia, que se propõe como uma solução à crise ambiental e energética, e não é. De fato, a combustão dos motores ou a produção de dióxido de carbono é menor quando se utilizar etanol ou agrodiesel, mas quando se toma todo o processo de produção, de transformação, de distribuição dessa energia, a conclusão é que, em geral, não é melhor, porque destroem-se as selvas, destrói-se a biodiversidade, contaminam-se os solos, a água. Por outro lado, é uma solução muito marginal para a energia. Por exemplo, na Europa, que decidiu utilizar 20% de energia de origem agrícola para o ano 2020, nos transportes, com toda a produção de agroenergia, neste momento, daqui até 2020, podemos esperar só responder ao aumento da demanda, não à demanda total. Nesse aspecto também não é uma solução. E, por outro lado, se se quer que a agroenergia tenha uma certa contribuição para enfrentar a crise energética, devem-se utilizar milhões de hectares de terras na Ásia, na África e na América Latina, porque não existem terras suficientes na Europa, e isso pode levar à expulsão de pelo menos 60 milhões de agricultores de suas terras. Isso já está acontecendo na África, na América Latina e em certas regiões da Ásia também. No entanto, existe um fenômeno de profunda reconversão produtiva, revolução tecnológica e dos alimentos e vivemos um ciclo de crescimento que parece inclusive recobrar sua dinâmica depois da crise financeira de 2008. Como se compatibiliza isso com a crise do capitalismo que o senhor descreve? Vamos à análise dessa última grande crise. Naquele momento, se reuniu no marco da Assembleia Geral da ONU uma comissão de notáveis presidida pelo prêmio Nobel Joseph Stiglitz. Eu tive a oportunidade de participar nela como representante pessoal do presidente da Assembleia Geral, que era Miguel D'Escoto, ex-chanceler nicaraguense. Ali ficaram fixadas grandes posições diante da crise e se concordou sobre a proposta de estabelecer novas regulações ao sistema econômico internacional, que havia saído do seu leito normal. Nessa orientação, coincidiam tanto os que queriam poucas regulações e transitórias, como o G-20, e uma posição mais neokeynesiana, a favor de regulações mais fortes e permanentes. Por exemplo: abolir os paraísos fiscais, o segredo bancário, instituir uma nova instituição de controle global da economia etc. Evidentemente, a maioria dessas propostas não foram aceitas pelas Nações Unidas. O senhor acha que essas respostas, o ajuste ou a reforma do sistema, são suficientes? Sim. Mas fora desse consenso mais amplo, surgem no entanto outras duas propostas. A primeira é a do próprio capitalismo liberado de ataduras, uma posição quase naturalista ? se poderia dizer "darwinista" ? que consiste em dizer que as grandes crises são saudáveis para o próprio sistema, porque permitem eliminar os elementos "fracos" ou "enfermos", e assim retomar o processo de reacodomodação de maneira mais sadia, e a economia sairá assim fortalecida e pujante. Mas há uma terceira opção e é a de dizer: estamos em uma situação tal, não apenas de uma crise financeira ou econômica, mas sim de uma combinação de crises, alimentar, energética, climática e finalmente uma crise social profunda, entendendo que uma nova regulação do capitalismo não resolverá a crise do sistema mundial. O que isso significa concretamente? Significa retomar o que poderíamos chamar de "os fundamentos da vida coletiva" da humanidade na Terra, começando pela nossa relação com a natureza. Significa passar da exploração ilimitada dos recursos ao respeito como fonte de vida. Significa, evidentemente, uma nova filosofia e, de maneira muito concreta, que não é aceitável a propriedade privada irrestrita dos recursos naturais não renováveis e particularmente dos recursos energéticos e que não se pode aceitar que coisas tão essenciais para a vida como a água sejam regidas exclusivamente pela lógica do mercado. Isso questiona também as posturas do socialismo do século XX que estava dentro da mesma filosofia de um progresso sem fim e de uma natureza inesgotável. Se não fizermos isso, vamos continuar destruindo a natureza e autodestruindo as nossas sociedades humanas, levando-as a um ponto de saturação e de catástrofes sem retorno. Calculou-se que a cada ano o período de recuperação da natureza termina mais cedo. Embora seja um cálculo um pouco abstrato, vale a pena levá-lo em consideração: no ano passado, esse tempo de recuperação terminou no dia 23 de setembro. Isto é, no dia 23 de setembro de 2009, esgotamos, pela atividade humana, toda possibilidade de recuperação do planeta. E a cada ano essa data se adianta. Significa que esse tipo de modelo, subsumido pela economia e desprovido de valores éticos, deve ser repensado no curto, médio e longo prazo. Como dizemos: outro mundo é possível. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100420/c4b96956/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1252 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100420/c4b96956/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 13308 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100420/c4b96956/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 21 18:13:25 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 21 Apr 2010 17:13:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__Caros_Amigos_comemora_13_anos_com_deb?= =?utf-8?q?ate_-_dia_22_de_abril_-_das_14_h_=C3=A0s_18_h_-_Teatro_A?= =?utf-8?q?lian=C3=A7a_Francesa_-_em_SP?= Message-ID: <5B6A283512DB45BC950C0A0845AD273F@vcaixe> Carta O Berro.................................................repassem Caros Amigos comemora 13 anos com debate Ao comemorar 13 anos de jornalismo democrático e solidário, a revista Caros Amigos vai reunir personalidades e intelectuais de várias áreas para debater o tema ?Que desenvolvimento queremos para o país?. O evento acontece no dia 22 de abril, das 14 às 18 horas, no Teatro da Aliança Francesa, em São Paulo. Participam do debate os professores Raquel Rolnik (Questões Urbanas e Meio Ambiente), Ladislau Dowbor (Conjuntura e Política), Sérgio Haddad (Educação e Cidadania) e Jorge Abrahão de Castro, do IPEA (Economia e Emprego), além de Severine Macedo, que falará sobre Movimentos Sociais e Juventude. O encontro será mediado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim. Além do apoio da Aliança Francesa e da parceria da Escola da Cidade - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, o evento conta com o patrocínio da Petrobras. A intenção do encontro, que é gratuito e aberto ao público, é proporcionar uma reflexão de alto nível sobre o processo democrático e o desenvolvimento brasileiro nos seus vários aspectos ? político, econômico, cultural e social. Quem não puder comparecer pessoalmente ao encontro, a revista Caros Amigos fará a cobertura ao vivo pelo Twitter no endereço http://twitter.com/DebateCA . Local: Teatro Aliança Francesa Rua General Jardim 182 ? Centro - São Paulo ? SP Quando: 22 de abril Horário: 14h às 18 h Quanto: gratuito Informações: (11) 2594-0355 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100421/744b4e9f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 11814 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100421/744b4e9f/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 21 18:13:37 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 21 Apr 2010 17:13:37 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_CDM-_Maur=EDcio_Grab=F3is_dispo?= =?windows-1252?q?nibiliza_o_=93Relat=F3rio_Arroyo=94=2E_Descri=E7?= =?windows-1252?q?=E3o_das_atividades_dos_comunistas_durante_a_Guer?= =?windows-1252?q?rilha_do_Araguaia_feita_por_um_dos_seus_comandant?= =?windows-1252?q?es_e_outros_docs?= Message-ID: <9093CF59A507498CA8D153BAAD8F2971@vcaixe> Carta O Berro.............................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Camaradas Nesta semana o Centro de Documentação e Memória (CDM) da Fundação Maurício Grabois disponibiliza o ?Relatório Arroyo?. Descrição das atividades dos comunistas durante a Guerrilha do Araguaia feita por um dos seus comandantes. Assista a entrevista com Renato Rabelo na qual comenta a incorporação da Ação Popular (AP) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sua atuação clandestina na região de Trombas e Formoso. Fala sobre a Guerra Popular e da participação juvenil na resistência à ditadura militar e na Guerrilha do Araguaia. Veja, também, os vídeos da campanha pela memória e a pela verdade da OAB/RJ onde atores interpretam militantes que desapareceram durante o regime militar, entre eles se encontra Maurício Grabois. Neles pede-se o fim da tortura que ainda sofrem amigos e familiares diante da falta de informação sobre o paradeiro dos seus entes queridos. Equipe do CDM -------------------------------------------------------------------------------- No virus found in this incoming message. Checked by AVG - www.avg.com Version: 8.5.437 / Virus Database: 271.1.1/2825 - Release Date: 04/21/10 06:31:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100421/ceac03a5/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 22 20:52:38 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 22 Apr 2010 19:52:38 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Sala_de_Imprensa=3A_Luta_Armada_?= =?iso-8859-1?q?-_Amanh=E3=2C_sexta-feira_23/04_de_2010=2C_=E0s_20?= =?iso-8859-1?q?=3A00?= Message-ID: <9C7A5C8CE87A4EC3BFCFEEC022B8E698@vcaixe> Carta O Berro...........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Eugênio Companheiros e companheiras, Amanhã, sexta-feira 23/04 de 2010, às 20:00, irá ao ar na TV Alerj, canal 12 da NET e também no site - www.tvalerj.tv , ao vivo (ficará disponível para ver depois também), o programa "Sala de Imprensa: Luta Armada", no qual fui entrevistado sobre a luta armada de resistência à ditadura. Participam também o entrevistador, Edgar Carvalho, o jornalista Continentino Porto e o jornalista Mário Augusto Jakobskind. Não vi o resultado final, mas gostei muito do tratamento das questões. Um grande abraço, Carlos Eugênio Clemente -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100422/c3748741/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 22 20:53:00 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 22 Apr 2010 19:53:00 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Os_110_anos_de_Greg=F3rio_Bezer?= =?windows-1252?q?ra_em_Gramsci_e_o_Brasil__-_Dia_29_de_abril=2C_a_?= =?windows-1252?q?partir_das_10h=2C_no_Sal=E3o_Nobre_do_Instituto_d?= =?windows-1252?q?e_Filosofia_e_Ci=EAncias_Sociais_da_UFRJ?= Message-ID: <3836D833DB614623896426579D3C02EE@vcaixe> Carta O Berro.........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Luiz Ragon www.gramsci.org Os 110 anos de Gregório Bezerra Marcos César de Oliveira Pinheiro - Abril 2010 O Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro (Amorj) e o Instituto Luiz Carlos Prestes (ILCP) promovem mesa-redonda e outras atividades em torno de ?Gregório Bezerra ? 110 anos?. A mesa-redonda conta com os seguintes debatedores: Anita Prestes (Programa de Pós-graduação em História Comparada ? PPGHC/UFRJ), Beatriz Heredia (Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia ? PPGSA/UFRJ) e Jaime Amorim (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ? MST); na coordenação da mesa, a professora Elina Pessanha (PPGSA). Após o debate será exibido um filme sobre a vida de Gregório; ao mesmo tempo, estarão expostas diversas fotografias que registram variados momentos na vida deste importante militante do antigo PCB. Dia 29 de abril, a partir das 10h, no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (Largo de São Francisco de Paula, s/n, Centro ? Rio de Janeiro) Nota de Gramsci e o Brasil De Gregório Bezerra (1900-1983), é sempre útil ler as suas Memórias (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979, 2 v.), precioso documento das lutas sociais e democráticas do Brasil. ?Homem de ferro e flor?, Gregório tornou-se também um símbolo: arrastado de modo desumano pelas ruas do Recife em seguida ao golpe de 1964, passou 23 anos da sua vida nos mais diferentes cárceres, desde a repressão do Estado Novo. A sua atividade nos anos imediatamente anteriores a 1964 vinculou-se, sobretudo, à implantação e extensão do sindicalismo rural e dos direitos trabalhistas dos assalariados agrícolas, pisoteados por uma oligarquia tradicionalmente conservadora e até reacionária. No final de 1969, foi trocado por Charles Elbrick, o embaixador norte-americano sequestrado por um grupo de extrema-esquerda. No calor da hora, Gregório lançou uma notável e clarividente ?Declaração ao Povo Brasileiro?. Nas palavras de Enio Silveira, esta declaração é ?exemplo de dignidade e de coerência política, pois aceita sua libertação como um episódio de luta, mas publicamente repudia ações isoladas, que não geram transformações duradouras?. Ao velho Gregório, constituinte de 1946, campeão da democracia social e da democracia política, ficam depositadas as homenagens dos que fazem este sítio. Fonte: Especial para Gramsci e o Brasil. http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=1230 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100422/8dfc3b01/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 22 21:29:13 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 22 Apr 2010 20:29:13 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?UTOPIA_E_BARB=C1RIE__dia_23_nos_ci?= =?iso-8859-1?q?nemas-_filme_de_Silvio_Tendler?= Message-ID: triller http://www.youtube.com/user/utopiaebarbarie#p/a/u/1/kcWucAUWQOA -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100422/32b6c0b8/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100422/32b6c0b8/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 23 20:26:38 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 23 Apr 2010 19:26:38 -0300 Subject: [Carta O BERRO] VIVA O 25 DE ABRIL, DIA DA LIBERDADE!!! Message-ID: Carta O Berro...................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Alberto Coutinho Rego VIVA O 25 DE ABRIL, DIA DA LIBERDADE!!! Em fevereiro/1961: inicia-se a insurreição do povo de Angola, sob a direção do MPLA. Em dezembro/1961: " O maior facínora Portugues de Sempre"- Salazar , é derrotado em GOA, DAMÃO e DIU. Onde bastou um simples "grito" das tropas Indianas, para os prepostos Salazaristas covardes e amendrontados se retirarem apressadamente desses territórios , com o "rabinho entre as pernas". Em janeiro/1963: O PAIGC inicia a luta armada na Guiné. Em setembro/1964: A FRELIMO inicia a luta armada em Moçambique. Pretendendo retardar o irreversível movimento de libertação nacional em África. A besta-fera fascista lança Portugal nas criminosas guerras coloniais. Durante 13 anos, jovens Portugueses ficam com a vida interrompida por longos anos de guerra colonial. Mais de 10.000 jovens perdem a vida. Outros 30.000 ficam mutilados ou feridos. A dor e o luto enchem os lares portugueses. Este delirio de "grandeza" fascista arruina ainda mais Portugal. O Governo do facínora fascista não tinha condições de manter dominação sobre vastos territórios e prosseguir em sua criminosa guerra colonial, se não fosse o apoio das grandes potências da OTAN(NATO). Países esses a qual o governo fascista Portugues era completamente dependente e servil. O demônio de Sta Comba-Salazar, paga o apoio dos países aos quais está subordinado, com novos e cada vez maiores concessões ao capital estrangeiro. As guerras coloniais desencadeiam uma grande onde de lutas no País. O RI de Évora, BC5, RE2, RI17, RI nos Açores, EPE, os soldados protestam e lutam contra o embarque para Àfrica. Há manifestações e lutas no cais de embarque. É uma nova frente de luta contra a ditadura fascista que se abre: a luta nas forças armadas. Que mais tarde irá derrubar a podre e corrupta ditadura Salazarista. O inicio da luta armada nas colônias marcam a derrocada do regime criminoso fascista. As contradições internas agudizam-se, na ânsia da procura de uma saída para o descalabro. A situação econômica degrada-se dia a dia. "Aguentar, aguentar" é a palavra de ordem proferida pelo senil e criminoso Salazar, que intensifica a repressão dentro do país. Milhares são presos e alguns assassinados, outros exilados, a diáspora é desencadeada por opressão política,econômica e social. Mas o regime fascista abalado e podre jamais conseguirá recompor-se. O amanhecer do dia 25 de abril de 1974, foi glorioso e lindo. A malta de criminosos e ladrões fascistas que levaram o terror, o exílio, a falta de esperança e a morte ao grande povo Português, estavam presos ou em fuga. O regime fascista aquela altura era como um cadáver putrefato e insepulto e foi enterrado neste dia em cova profunda, para abafar o fedor pestilento e insuportável do fascismo Portugues. Hoje em dia, certos Portugueses, tentam desenterrar este cadáver pestilento do facínora Salazar. Mas não vão conseguir. Sua alma arde no inferno e lá como aqui, não passa de um diabo de quinta categoria que jamais conseguirá reencarnar novamente. VIVA O 25 DE ABRIL, DIA DA LIBERDADE!!! PARA QUE OS PORTUGUESES E PORTUGUESAS NÃO TENHAM MEMÓRIA CURTA E AS VELHAS E NOVAS GERAÇÕES SE RECONHEÇAM NESTE GRANDE DIA DE LIBERDADE!!! 25 DE ABRIL SEMPRE!!! Carlos Alberto Coutinho do Rêgo (Beto) __._,_.___ | através de email | Responder através da web | Adicionar um novo tópico Mensagens neste tópico (1) Atividade nos últimos dias: Visite seu Grupo ######## http://br.groups.yahoo.com/group/eskuerra A Eskuerra rege-se pelas normas costumeiras e universais da netiquette e pela mssg da Comissão Provisória de Moderação cuja localização é: http://br.groups. yahoo.com/ group/eskuerra/ message/46941 Máximo de mssg diárias: 5 e redação de subjects,ver: http://br.groups.yahoo.com/group/eskuerra/message/47253 SUBSCREVER // SUSCRIBIRSE AUTOMATICAMENTE: pulsar opção "Entre neste grupo" na página inicial OU ENVIAR MSSG TOTALMENTE EM BRANCO na linha do assunto E TAMBÉM no seu corpo para eskuerra-subscribe at yahoogroups.com e CONFIRMAR MEDIANTE REPLY (função de resposta de seu programa de e-mail) na mssg que o sistema AUTOMATICAMENTE enviará. SOLAMENTE EL // SOMENTE O INTERESSADO PODE SUBSCREVER-SE, pois o // pues el Yahoo cassou este poder das administrações. SAIR // SALIR AUTOMATICAMENTE: exatamente o mesmo, porém // lo mismo, pero unsubscribe em vez de subscribe. O duplo registro EXIGIDO AUTOMATICAMENTE pelo Yahoo assegura que o próprio interessado subscreveu ou saiu // se ha suscrito o salido, já que o e-mail pode ser CLONADO em qualquer ponto da WWW, mas não a caixa postal // no la casilla de correo. LEITURA SÓ NA WEB OU para somente enviar e não receber mssgs: eskuerra-nomail at yahoogroups.com Para reverter para mssgs individuais: eskuerra-normal at yahoogroups.com EVITAR ANEXOS // attachments pois o sistema não os arquiva. Copie-os na mssg ou informe local WWW. Querendo vender seu imóvel? Não perca tempo, acesse agora Y!Imóveis! -------------------------------------------------------------------------------- Mais de 180.000 Vagas de Emprego! 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(11) 3242-8018 CEP 01319-904 - São Paulo-SP - Brasil www.ajd.org.br - juizes at ajd.org.br Olá Subscritores(as) do Manifesto Contra a Anistia aos Torturadores! Aproxima-se a data, cuja espera é de longos anos. Enfim, o Estado brasileiro deverá julgar a ADPF 153 e queremos que diga: A Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar, assim como já fizeram outros países . Os crimes paraticados durante a ditadura, como tortura, assassinato e desaparecimentos forçados, são crimes contra a humanidade e nesta medida não podem ser anistiados. O Supremo Tribunal Federal marcou o julgamento do processo e é o único na pauta, neste dia. Se você conhece alguém que ainda não aderiu e possa fazê-lo, encaminhe o link para possibilitar o conhecimento do apelo, os subscritores e outras informações Se você tem twitter, d iga que assinou o Manifesto Contra a Anistia aos Torturadores, convide os seguidores para que façam o mesmo e indique o endereço para que eles possam assinar. http://www.ajd.org.br/anistia_port.php A decisão do STF estabelecerá um novo marco de democracia para o Brasil. O julgamento será: Dia: 28/04/2010 Hora: 14 horas Local: Supremo Tribunal Federal - Brasília O julgamento é público e este é o único processo marcado para a data. Compareça!!! Comitê Contra a Anistia aos Torturadores -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100423/61d412de/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 23 20:27:01 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 23 Apr 2010 19:27:01 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__Um_depoimento_de_um_militar_=2CWalter?= =?utf-8?q?_Moreno_e_o_texto__=22_UM_FILHO_TEU_FUGIU_=C3=80_LUTA=22?= =?utf-8?q?_por_Jos=C3=A9_Ribamar_Bessa_Freire_professor_universit?= =?utf-8?b?w6FyaW8=?= Message-ID: Carta O Berro..................................................repassem ----- Original Message ----- From: valter gomes da conceição neto To: Flavio Abelha ; CAROS AMIGOS Eu fui militar durante certo período que ainda vigorava a Ditadura e considero o depoimento do Gal. Leônidas autêntico. Ele irá morrer militar, pois nasceu militar. Nunca mudará o discurso. A lavagem cerebral que é feita nos jovens quando ingressam na carreira tem justamente esse propósito: formar robôs à serviço da ideologia militar em voga. Para os milicos de então, todo civil era um despreparado, tanto é verdade que éramos orientado a jamais aceitar provocação de um civil, pois sendo um despreparado não merecia crédito e estava claro no Regulamento Disciplinar que em caso de conflito, o militar estaria sempre errado, fosse ele praça ou oficial, pois se mostraria mais despreparado que um civil. É disso que fala o nosso Gal. quando se refere ao caso Herzog. O Militar era formado para se tornar uma besta humana à serviço do regime, como o é, nosso, quase nonagenário Leônidas. Outra coisa que me chamou a atenção é quanto ao fato dele levantar suspeita sobre bolsa à falsos torturados. uma pergunta ao general e para você que lê essas linhas: o que é tortura, num regime ditatorial? Será que abrange "apenas" estupros sem distinção de sexo, inclusive a mulheres grávidas? Ou ainda, o pau-de-arara, choque nas partes íntimas, porradas por todo o corpo e afogamento? Ou podemos considerar que é tortura ficar confinado em um local totalmente escuro (ou não), com sons estranhos ao fundo e depois ser liberado, sem sequer prestar depoimento? Quem deseja passar por isso? Como você rotularia o fato de pais e familiares que estão ao telefone esperando notícias sobre seus filhos desaparecidos e enquanto isso fazem "visitas" a hospitais e necrotérios, na "esperança" de encontrar seu ente querido, ainda que morto; posto que passado tanto tempo, um corpo é tudo que se espera encontrar? E se depois de todo esse sofrimento eis que o filho, (pode ser marido, pai, avó o tudo ao mesmo tempo), retorna ao lar, todo arrebentado ou só assustado? Todos sabem onde eu quero chegar: tortura atinge à todos os envolvidos e a própria sociedade e não apenas o torturado; ou seja, em maior ou menor grau, todos fomos torturados física ou psicologicamente durante a ditadural. Mais um vez digo sim à Comissão da Verdade! Walter Moreno ******************************************************************************************************************************************** De: Flavio Abelha Assaz Atroz Domingo, 18 de abril de 2010 UM FILHO TEU FUGIU À LUTA A gente não sabe se chora ou se ri com as declarações ameaçadoras feitas por dois generais octogenários que hoje, na reserva, vestem pijama e usam dentadura, mas já pertenceram ao alto escalão da ditadura militar brasileira (1964-1985), quando tinham dentes bem afiados. A velhice arrancou-lhes os dentes do siso, mas conservou-lhes a vontade de morder. Entrevistados recentemente pelo jornalista Geneton Moraes para a Globo News, eles desembainharam a espada e feriram de morte a memória nacional. Um deles, o general Leônidas Pires Gonçalves, 89 anos, foi chefe do DOI-CODI do Rio de Janeiro, comandante militar da Amazônia e ministro do Exército do Governo Sarney. O outro, o general Newton Cruz, 85 anos, chefiou o SNI ? Serviço Nacional de Informações, e comandou a repressão às manifestações realizadas em Brasília na época do movimento ?Diretas Já?. Com o dedão de proctologista sempre em riste, o general Leônidas nos ofereceu essa pérola: ?Não tivemos exilados no Brasil. Tivemos fugitivos. A palavra ?exilado? não serve para eles. Exilado é alguém que recebe um documento do governo exigindo que se afaste. Tal documento nunca houve. A minha sugestão é: fugitivos". O general alega que ninguém foi obrigado a sair do país, e a prova disso é que não existe qualquer papel com o carimbo: ?Vai-te embora?, assinado: ?Ditadura?, com firma reconhecida. Então, quem saiu, o fez por livre e espontânea vontade. Ele insinua que quem saiu é covarde e fujão, ao contrário dele, que é macho pacas. Dessa forma, o general, que nunca cantarolou ?o bêbado e o equilibrista?, debochou do ?choro das Marias e Clarisses? e de ?tanta gente que partiu num rabo de foguete?. Exilado ou fujão? A bravata do general coloca duas questões: uma de forma e outra de conteúdo. Formalista, o ex-chefe do Doi-Codi confunde cinto com bunda e cipó com jerimum. Para ele, todo bebê não registrado em Cartório é non nato. É isso aí: não nascido. A criança pode chorar e berrar, mamar, molhar as fraldas: não nasceu. As lágrimas e os berros não constituem prova cabal de sua existência. A única prova aceitável é uma certidão afirmando que ela existe. Da mesma forma que, sem papel, exilados não existem, só fugitivos. Enquanto o general, dedão em riste, nos chamava de fujões, eu ouvia a voz bêbada da cantora Vanusa entoando: ?verás que um filho teu não foge à lu-uta!?. Acontece ? e aqui vem a segunda questão ? que quem foge, foge de alguém ou de alguma coisa. Nós, exilados, fugimos de quê? Da repressão e da tortura? Ora, o Diário Oficial não publicou portaria nomeando torturadores, portanto eles não existiram. Houve apenas ?pequenos excessos?, como justifica o general Leônidas: - ?Guerra é guerra. Guerra não tem nada de bonito ? só a vitória. E nós tivemos. A vitória foi nossa. As torturas lamentavelmente aconteceram, mas para ser uma mancha ela foi aumentada. Hoje todo mundo diz que foi torturado pra receber a bolsa-ditadura?. O general Leônidas, fanfarrão que não sabe nem ganhar porque tripudia sobre os vencidos, coloca em dúvida até o assassinato na prisão do jornalista Wladimir Herzog: - ?Eu não tenho convicção que Herzog tenha sido morto. Porque sei o que é uma pessoa assustada e não preparada (...). Nitidamente, Herzog não era preparado para isso. Às vezes, estive pensando, um homem não preparado e assustado faz qualquer coisa, até se mata. Até se mata?. Deixando de lado esse insulto à memória ? um escárnio - cabe perguntar: quem matou dona Lyda Monteiro, secretária da OAB, vítima dos atentados à bomba contra alvos civis que aterrorizaram o Rio de Janeiro em 1980-1981? Na época, o governo militar culpou os radicais de esquerda, negando aquilo que logo ficou provado e hoje o general Newton Cruz confessa: militares radicais da ativa promoveram atentados para impedir o processo de abertura política em andamento. O ataque frustrado ao Riocentro ? Deus castiga! - matou um dos terroristas, quando uma das bombas explodiu no colo do sargento Guilherme, dentro do carro do capitão Wilson Machado. Com os olhos esbugalhados durante toda a entrevista, Newton Cruz confessou que tinha prévio conhecimento de que alguns militares preparavam o atentado e ? esse é um dado novo ? que ele próprio transmitiu ao seu superior general Octávio Medeiros. O entrevistado contou ainda que ele, por conta própria, impediu novo atentado que havia sido preparado por militares do Doi-Codi do Rio. Tortura e anistia Um terceiro militar, não entrevistado, mostrou o lado íntegro das Forças Armadas. Trata-se do major brigadeiro Rui Moreira Lima, 91 anos, piloto de combate da esquadrilha verde da Força Aérea Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial, quando executou 94 missões. Ele é um dos três heróis brasileiros da guerra que combateu o nazi-fascismo. Nesta segunda-feira (12/04), o nonagenário general protocolou no STF um pedido para que a lei de Anistia não beneficie os crimes de tortura. Na petição assinada, o brigadeiro Lima, que também preside a Associação Democrática e Nacionalista de Militares (ADNAM), diz com extrema lucidez: ?a anistia não pode significar que atos de terror cometidos pelo Estado através de seus agentes e que ensejaram verdadeiros crimes contra a humanidade não possam ser revistos?. Nas próximas semanas, o STF decidirá sobre essa questão. De qualquer forma, o brigadeiro mostrou, corajosamente, qual é o discurso que representa a Pátria Mãe Gentil, protetora, que nos faz sentir filhos deste solo. Esse sim é um herói que continua honrando a farda que veste. Fez com o discurso aquilo que já havia feito com os aviões de caça: lutar pela liberdade. A Lei de Anistia aprovada há trinta anos pelo Congresso Nacional concede o perdão a quem cometeu crimes políticos entre 1961 e 1979. O que é um crime político? O STF já decidiu que crimes políticos são os delitos praticados contra a ordem estabelecida com finalidade ideológica. Ou seja, os militares que pegaram em armas e deram um golpe em 1964 estão anistiados, bem como os militantes de esquerda que combateram a ditadura com armas na mão. No entanto, os delitos praticados pelos torturadores nos porões da ditadura não se enquadram nessa situação. Não se trata de buscar vingança ou revanche, como sinaliza o jurista Dalmo Dallari, mas de dizer claramente que o Brasil é contra o crime hediondo da tortura. A identificação e julgamento dos torturadores é uma demonstração de que historicamente ?a sociedade brasileira jamais compactuou com as práticas de um regime que limitou criminosamente a oposição e a liberdade de expressão, mesmo que tais práticas não possam mais ser punidas pela prescrição?. P.S. Se o general Leônidas conhece algum espertalhão sem escrúpulo que se aproveitou da chamada bolsa-ditadura tem o dever de denunciá-lo, prestando um serviço à memória da nação. Aliás, a apuração dos crimes de tortura colocaria isso em pratos limpos. De qualquer forma, esse suposto fato não apaga o crime dos torturadores que pagos pelo contribuinte atuavam fora da legalidade da própria ditadura. Só para não pensar que estou legislando em causa própria, aproveito para informar que embora tenha legalmente direito, não requeri o que o general está chamando de ?bolsa ditadura?. José Ribamar Bessa Freire professor universitário (Uerj), reside no Rio há mais de 20 anos, assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e mantém o blog Taqui Pra Ti Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz Ilustração: AIPC ? Atrocious International Piracy of Cartoons PressAA http://assazatroz.blogspot.com/ http://santanadoipanema.blogspot.com/ http://pressaa.blogspot.com/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100423/ccfdf72f/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 24 17:45:29 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 24 Apr 2010 16:45:29 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_ministro_Paulo_Vannuchi=2C_vai_?= =?iso-8859-1?q?ao_Teatro_Casa_Grande_debater_a_Comiss=E3o_da_Verda?= =?iso-8859-1?q?de=2C_dia_27/4_=28ter=E7a-feira=29=2C_=E0s_18h30=2E?= =?iso-8859-1?q?_-_Rio_de_Janeiro?= Message-ID: Carta O Berro.....................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Moreira O ministro Paulo Vannuchi, vai ao Teatro Casa Grande debater a Comissão da Verdade, dia 27/4 (terça-feira), às 18h30. Essa Comissão é uma das propostas que constam do III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). O local é o foyer do Teatro Oi Casa Grande (www.oicasagrande.com.br), que fica na Rua Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon (tels.: 2511-0800 / 3114-3716 / 3114-3712). A criação da Comissão da Verdade para investigar crimes comuns e contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar sofreu forte criticas de setores da forças armadas. O que se pretende é apurar o que aconteceu naqueles anos de chumbo. Entre outras consequências, isso pode fazer com que se descubra o paradeiro dos corpos dos desaparecidos políticos e se ponha um fim ao sofrimento de seus familiares. O evento é organizado pelo Instituto Casa Grande http://institutocasagrande.wordpress.com/) e pela Associação Scholem Aleichem (http://www.asa.org.br) e conta com o apoio da OAB-RJ (www.oab-rj.org.br), do Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro (http://www.sindadvogados-rj.com.br) e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI â?" http://www.abi.org.br/). Além do ministro estarão presentes os presidentes das entidades organizadoras o ex-senador Saturnino Braga, pelo ICG, e Jacques Gruman, pela ASA e os presidentes da OAB-RJ, Wadih Damous, e da ABI, Maurício Azêdo. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100424/f4b8867f/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 24 17:45:37 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 24 Apr 2010 16:45:37 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__A_atualidade_do_pensamento_de_L?= =?iso-8859-1?q?=EAnin=2Cem_homenagem_aos_140_anos_de_nascimento_de?= =?iso-8859-1?q?sse_grande_te=F3rico_e_revolucion=E1rio_do_s=E9culo?= =?iso-8859-1?q?_XX=2E?= Message-ID: <166AC3BBF32D4DF0850DE7EC4BAAB8B1@vcaixe> Carta O Berro...........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Camaradas O portal da Fundação Maurício publica o especial A Atualidade do Pensamento de Lênin, em homenagem aos 140 anos de nascimento desse grande teórico e revolucionário do século XX. Se interessar, cliquem no link abaixo: http://fmauriciograbois.org.br/portal/revista.php?id_sessao=9&id_publicacao=220 Um grande abraço Augusto Buonicore -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100424/4032dd4c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4077 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100424/4032dd4c/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100424/4032dd4c/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 24 17:45:45 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sat, 24 Apr 2010 16:45:45 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_mis=E9ria_moral_de_ex-esquerdis?= =?iso-8859-1?q?tas__por__Emir_Sader?= Message-ID: Carta O Berro........................................................repassem A miséria moral de ex-esquerdistas Emir Sader Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita - como se dissessem: "Eu sabia, você nunca me enganou", etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade - em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão. O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais - e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais. O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam - às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele "veneno" que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem "conheceu o monstro por dentro", sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda. Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a "dialética", a "luta de classes", a promessa de uma "sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado". Denunciar, denunciar qualquer indício de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do "socialismo", do "totalitarismo", do "stalinismo". ESPETÁCULO Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente. Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula, o PT, como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o "totalitarismo", em cada política social a "mão corruptora do Estado", do "chavismo", do "populismo". Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a "democracia" contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o "perigo comunista" - sem o qual não seriam nada - está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha Casa, Minha Vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma - "uma vez terrorista, sempre terrorista". Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem - e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras - e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura. Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100424/61e8657b/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 25 15:59:49 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 25 Apr 2010 14:59:49 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Bossa_nova=3A_Vinicius=2C_Jobim/?= =?iso-8859-1?q?Sinatra=2C_Caetano_=2E=2E=2E_______________________?= =?iso-8859-1?q?____HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: Carta O Berro..................................................................repassem clique Bossa nova em http://migre.me/tAyN -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100425/27506709/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100425/27506709/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 25 16:00:01 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Sun, 25 Apr 2010 15:00:01 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__A_Revolu=E7=E3o_dos_Cravos-_REVO?= =?iso-8859-1?q?LU=C7=C3O_E_CONTRA-REVOLU=C7=C3O_EM_PORTUGAL_=28197?= =?iso-8859-1?q?4-1976=29_por_Augusto_Buonicore_=28a_melhor_pesquis?= =?iso-8859-1?q?a_e_considera=E7=E3o_dos_fatos_realizado_por_um_his?= =?iso-8859-1?q?toriador=29?= Message-ID: Carta O Berro...............................................................................repassem REVOLUÇÃO E CONTRA-REVOLUÇÃO EM PORTUGAL (1974-1976) (veja, ainda,ao final, o vídeo real dos acontecimentos) Por Augusto C. Buonicore* A revolução dos cravos e o Brasil No Brasil, as notícias dos acontecimentos ocorridos em Portugal desde o 25 de abril de 1974 encheram de alegria e de esperança os corações dos militantes que combatiam uma ditadura sanguinária que acabava de completar os seus dez primeiros anos. A experiência da opressão nestes dois paises havia se articulado, de algum modo, no texto de uma peça escrita por Chico Buarque e Ruy Guerra intitulada Calabar: o elogio da traição. A peça foi escrita justamente entre os anos de 1972 e 1973, no auge da ditadura militar brasileira e as vésperas do abril florido da revolução portuguesa. A polícia federal, inadvertidamente, ou propositalmente, liberou-a para maiores de 18 anos. No entanto, quando já estava montada e pronta para estrear, em janeiro de 1974, um general proibiu sua encenação e mais: proibiu que a própria proibição fosse divulgada na imprensa. Uma das músicas censuradas era justamente Fado tropical na qual Mathias de Albuquerque, comandante das tropas luso-brasileiras na luta contra os holandeses, cantarolava o seu triste refrão: "Ai, está terra ainda vai cumprir seu ideal/ Ainda vai tornar-se um imenso Portugal. /Ai, está terra ainda vai cumprir seu ideal/ Ainda vai tornar-se um império colonial". O tema - império colonial - era, naquele momento, bastante incômodo para as autoridades militares brasileiras que mantinham relações cordiais - quase carnais - com o governo fascista português dirigido inicialmente por Salazar e depois por Marcelo Caetano. Ainda em 1965 o governo do general Castello Branco se calou diante do brutal assassinato do general português Humberto Delgado e de sua companheira brasileira, Arajaryr Moreira Campos. O crime foi cometido por agentes da PIDE (polícia política portuguesa) numa pequena aldeia espanhola, próximo da fronteira de Portugal. Em 1958 o prestigiado general havia sido o candidato presidencial pela oposição e, após a derrota, fundou a Frente Patriótica de Libertação Nacional. Por isto, foi obrigado a viver exilado algum tempo no Brasil. Naqueles anos de ditadura, a polícia política portuguesa agia livremente em nosso país e a Forças Armadas portuguesas chegaram a oferecer estágios em estratégia antiinsurrecional para oficiais brasileiros. A nossa indústria bélica, por sua vez, realizou várias remessas ilegais para as tropas coloniais portuguesas. Existia uma forte simpatia da "linha dura" do regime brasileiro com os propósitos do colonialismo português e, especialmente, com seu anticomunismo visceral. Esta situação só começaria mudar no final de 1973, graças ao completo isolamento da política portuguesa na África e a ameaça de retaliação árabe - em plena crise do petróleo. Assim, finalmente, o Brasil decidiu-se por votar favoravelmente as moções condenando Portugal. No entanto, a decisão seria tardia e este voto não teria mais oportunidade de se expressar nos fóruns internacionais. O colonialismo português iria se desintegrar pouco tempo depois. A música de Chico Buarque e Ruy Guerra não deixava de ser uma lembrança incômoda. O Fado tropical era, também, uma crítica a certa ideologia que edulcorava a colonização portuguesa no Brasil e na África, e que tinha no sociólogo conservador Pernambucano Gilberto Freire o seu maior divulgador: era o luso-tropicalismo. Não casualmente Freire manteve boas relações com o salazarismo e com a ditadura militar brasileira. E o luso-tropical Mathias de Albuquerque, o mesmo que aprisionou, enforcou e esquartejou Calabar, continuava o seu lamento tristemente justificador: "Sabe, no fundo eu sou um sentimental/Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose/ de lirismo ... além da sífilis. É claro/ Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em/ torturar, esganar, trucidar/ Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora". Não era possível deixar de ver neste discurso a ideologia dominante no aparelho de estado brasileiro e português, pelo qual os atos mais bárbaros dos carrascos se articulavam com um remorso sentimental. Afinal, a tortura era um ato indesejado, mas necessário para garantir a ordem contra a anarquia plebéia. Sob a fachada sinistra do torturador existiria um coração cristão e amoroso, que padeceria por suas vítimas. Ouça Fado Tropical - Chico Buarque de Holanda - trecho do filme Fados de Carlos Saura http://www.youtube.com/watch?v=HiN5AqGaSM8 Logo após a "Revolução dos cravos", Chico Buarque lhe dedicaria uma canção. Agora se tratava de cantar um outro Portugal. Um país que não era mais um império colonial e sim, justamente, o seu oposto: um país solidário, que alimentava o sonho de liberdade de outros povos martirizados por ditaduras e oprimidos por outros impérios. Por isto, novamente, a censura proibiria a letra de Chico Buarque. A primeira versão de Tanto mar permaneceu, por vários anos, desconhecida do público brasileiro. A gravação seria editada apenas em Portugal. Ela ficaria como um testemunho da solidariedade do povo brasileiro com o processo revolucionário português. O poema de Chico dizia: "Sei que está em festa, pá/ Fico contente/ E enquanto estou ausente/ Guarda um cravo para mim// Eu queria estar na festa, pá/ Com a tua gente/ E colher pessoalmente/ Uma flor do teu jardim// Seu que há léguas a nos separar/ Tanto mar, tanto mar/ Sei também quanto é preciso, pá/ Navegar, navegar./ /Lá faz primavera, pá/ Cá estou doente/ Manda urgentemente/ Algum cheirinho de Alecrim". Tanto Mar - versão original, cantada por Chico Buarque na TV portuguesa (1975) http://www.youtube.com/watch?v=hdvheuHhF2U&feature=related Quando, finalmente, a letra foi liberada ela já havia perdido a sua razão de ser. Então, o poeta a refez para que correspondesse melhor ao novo tempo que vivia Portugal. Em 1978 a revolução dos cravos já tinha refluído - e murchado sua festa, pá - e havia, portanto, de se cantar, agora, a esperança no desabrochar de uma nova primavera, que nasceria de uma semente esquecida n'algum canto de jardim. O general Ernesto Geisel assumiu a presidência do Brasil em 15 de março de 1974. No mesmo dia eclodiu o levante do regimento de Caldas da Rainha. Em Portugal já se anunciava um novo tempo. Aqui o regime também prometia uma primavera democrática que se traduziria numa abertura "lenta, gradual e segura". No entanto, foi sob este manto roto que se arquitetou um dos mais nefandos crimes da ditadura militar brasileira contra as forças oposicionistas. Um dia após a posse do general foram presos na fronteira do Uruguai o dirigente comunista David Capistrano e seu camarada José Roman. Começava aí a operação de cerco e aniquilamento dos remanescentes da esquerda marxista brasileira - no caso do comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Cerca de uma dezena de dirigentes deste Partido foi friamente assassinada. O PCB não só não havia participado da luta armada contra o regime como a havia condenado injusta e duramente. Por isto mesmo havia sido poupado do extermínio físico. Esmagadas as organizações da esquerda armada, ele passou a ser o novo alvo privilegiado da ditadura. O extermínio da esquerda socialista e marxista era a condição para a liberalização do regime. Haveria de se construir a nova casa sobre uma terra arrasada. O último ato da tragédia "abridista" foi a Chacina da Lapa em dezembro de 1976, na qual caiu parte Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e tombaram assassinados Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Batista Drummond. Estava-se tentando garantir que, no Brasil, não teríamos um 25 de abril. Aqui não seria um grande Portugal. O 25 de Abril florido ... e armado Poucos minutos após a meia-noite do dia 25 de abril, o locutor da rádio Renascença leu a primeira estrofe e colocou no ar a canção Grândola, Vila Morena, de José Afonso. Uma bela letra que dizia: "Grândola, vila morena/ Terra da fraternidade, / O povo é quem mais ordena/ Dentro de ti, ó cidade". Clipe da bela canção Grândola, Vila Morena: http://www.youtube.com/watch?v=RhDXm9fu1P0&feature=related Esta era a senha para o início das operações militares que poriam abaixo o governo de Marcelo Caetano e, com ele, 48 anos de ditadura salazarista. Carros blindados marcharam sobre Lisboa e as principais rádios foram tomadas. Os jovens capitães do Movimento das Forças Armadas (MFA) passaram a anunciar os objetivos da rebelião: por fim ao regime fascista. Os poucos quartéis ainda leais ao antigo regime renderam-se e seus soldados confraternizaram-se e aderiram ao movimento revolucionário. As ruas, pouco a pouco, foram tomadas por uma multidão alegre, composta principalmente de trabalhadores. Cravos vermelhos eram distribuídos para os soldados e passavam a enfeitar os canos de seus fuzis. A revolução já tinha o seu símbolo. O regime caiu como um castelo de cartas. Nenhuma resistência partiu dos temidos agentes da repressão, que fugiam assustados ou eram presos atônitos. Diz a lenda que um único oficial tomou o aeroporto de Lisboa - pois sua tropa havia se atrasado devido ao trânsito. O povo tomou o Largo do Carmo e cercou o quartel onde se refugiava o odiado Marcelo Caetano, ainda protegido pelo que lhe restava da Guarda Republicana. O ditador aceitou renunciar, mas impôs uma condição: "Gostaria de entregar o poder a algum general para que ele não caísse nas mãos da plebe". Até no seu último ato fazia questão de demonstrar o desprezo que tinha pelo bom povo português. Uma solicitação inaceitável e que acabou sendo acatada pelo oficias rebelados. O general Spínola foi retirado da sua casa e depois de uma longa e amistosa conversa, recebeu a rendição de seu ex-chefe. Talvez, neste momento, já tivesse acertado o seu exílio no Brasil, sem julgamento e contra a vontade do povo. Assistam a tomada do quartel do Carmo onde se refugiava Marcelo Caetano: http://www.youtube.com/watch?v=ti8AsJZdbDU&feature=PlayList&p=13742401ED9380D5&playnext_from=PL&playnext=1&index=4 Este foi o primeiro deslize da revolução vitoriosa e revelava certa insegurança de sua vanguarda militar. Outros erros seriam cometidos na mesma direção. Diante da vacilação do comando do Movimento das Forças Armadas (MFA) e da Junta de Salvação Nacional (JSN), que se formava, os trabalhadores saíram às ruas e foram conquistando o direito de reunião, de manifestação, de imprensa, de greve e mesmo partidário. O povo cercou as prisões, exigiu a libertação de todos os presos políticos e foi, prontamente, atendido. Afinal, como dizia a canção, "é o povo quem mais ordena dentro de ti, ó cidade". Um raio em céu sereno? O processo de liquidação do regime fascista não foi um raio em céu sereno, como pensam alguns. O 25 de abril foi conseqüência de um longo e tortuoso processo de luta e de amadurecimento político das massas populares na metrópole portuguesa e nas colônias africanas. Em 1970, vencendo a repressão, os trabalhadores organizaram a Intersindical. Várias greves importantes eclodiram entre o final de 1973 e o início de 1974. Calculou-se a participação de mais de 100 mil pessoas nesses movimentos. Paralisaram também os estudantes da Universidade de Lisboa. O movimento sindical e popular já anunciava um grande primeiro de maio vermelho para 1974. A queda do regime foi impulsionada pela crise terminal do colonialismo e o início das guerras de libertação nacional na África na década de 1960 (Angola - 1961; Guiné-Bissau - 1963 e Moçambique - 1964). Lutas dirigidas pelo MPLA de Agostinho Netto, Frelimo de Samora Machel e PAIGC de Amílcar Cabral - assassinado pela PIDE em 1973. Mais de oito mil portugueses morreram nessas guerras. Estimou-se que ocorreram mais de 100 mil deserções durante todo o período dos conflitos. Nos últimos anos do regime multiplicavam-se as insubordinações das tropas. Portugal necessitava manter um efetivo de 120 mil homens e utilizar 40% de suas receitas para manter seu esforço bélico além mar. Por esses motivos, cresceram geometricamente o descontentamento e os movimentos de resistência no interior do país, inclusive no meio da própria oficialidade. Era visível que a guerra era uma sangria injustificada aos recursos do pobre Portugal. O 25 de abril, portanto, foi preparado por anos de acirrada luta popular pela democracia e pelo movimento nacional libertador das colônias africanas. A crise se agravou ainda mais quando o governo, visando aumentar rapidamente o número de oficiais, criou facilidades de promoção para os conscritos - decretos de julho e agosto de 1973. A resposta foi uma série de reuniões de capitães descontentes e a elaboração de manifestos e de abaixo-assinados. Em nove de setembro de 1973 foi formado o "Movimento dos Capitães". Nele se destacariam os oficiais Vasco Gonçalves e Otelo de Saraiva. Em dezembro seria formada uma coordenação daquilo que passou a ser denominado Movimentos das Forças Armadas (MFA). Aparentemente, o movimento da baixa oficialidade nasceu com o objetivo modesto - e nada revolucionário - de resgatar o prestígio das Forças Armadas, abalado pelas guerras coloniais e pelo salazarismo. Mas, era mais do que isto. Muitos de seus participantes tinham contatos com idéias avançadas, inclusive socialistas. Vasco Gonçalves era um deles. Por isto, foram acusados, pelas correntes direitistas, de serem instrumentos dóceis nas mãos do Partido Comunista Português (PCP). O desconhecimento internacional sobre a real situação de Portugal estava ligado ao silêncio criminoso que grande parte da imprensa ocidental - pró-capitalista - submeteu o país durante décadas. Algo amplamente favorável ao regime ditatorial de Salazar e de Marcelo Caetano, fiéis aliados do "mundo livre" contra a "barbárie comunista", representada pela URSS. Portugal, afinal, fazia parte da OTAN. Este silêncio contrastaria com o alarde feito depois de 25 de abril. Muita tinta foi gasta para expor o possível processo de comunização de Portugal. Nunca se falou tanto sobre os perigos que rondavam a jovem democracia portuguesa. O alarmismo liberal se dava, justamente, quando o país vivia um processo de ampliação da democracia - vivia-se um clima de liberdade jamais conhecido pelos portugueses e, ouso dizer, nem pelos demais povos dos países capitalistas europeus. Spínola e o governo provisório No dia 26 de abril apareceu triunfante a Junta de Salvação Nacional (JSN), presidida pelo general Antônio Spínola. Nas sombras permaneceram os principais comandantes do levante de 25 de abril: os capitães do MFA. As conseqüências de mais esse erro logo se fariam sentir. Para o povo de Portugal parecia que Spínola havia sido o principal comandante da libertação e ele procurou se utilizar amplamente desta ilusão para se fortalecer, isolar o MFA e preparar um golpe de Estado. Quem era o general Spínola? Ele havia sido vice-chefe do estado-maior e comandara o exército português na guerra colonial africana. Num passado não muito distante combateu ao lado dos franquistas na Guerra Civil espanhola e participou do cerco nazista a heróica cidade soviética de Leningrado. Credenciais nada recomendáveis para quem comandaria um governo que se propunha ser democrático e popular. Contudo, nos momentos finais do regime, providencialmente, publicou Portugal e o futuro no qual fez críticas a condução da guerra colonial e defendeu uma saída política para o conflito. Advogou uma independência gradual, controlada e, até mesmo, uma integração das colônias numa grande confederação lusitana. O livro vendeu 50 mil exemplares apenas num dia, esgotando toda a primeira edição. Marcelo Caetano se sentiu traído pelo seu antigo colaborador e, em 15 de março de 1974, o destitui das funções de comando. No dia seguinte, eclodiu o levante do regimento de Caldas da Rainha, comandado por oficiais ligados a Spínola. A revolta foi derrotada e 33 oficiais foram presos e processados. Este fato criou as condições políticas para o estabelecimento de uma aliança entre os jovens capitães revolucionários e o velho general recém ingresso na oposição. Mais tarde, muitos defenderiam que o livro e a rebelião precipitada foram tentativas de se antecipar aos fatos e de se criar as condições para que o velho general pudesse assumir a direção de qualquer movimento oposicionista que surgisse no interior das Forças Armadas. Por trás deste plano maquiavélico estariam a grande burguesia e o imperialismo. Nesse sentido podemos dizer que eles conseguiriam uma vitória parcial com sua indicação para presidência da Junta de Salvação Nacional. Segundo os "capitães de abril", a inclusão dos generais Spínola e Costa Gomes daria mais confiabilidade ao Movimento das Forças Armadas diante do conjunto da oficialidade. Seria a garantia da manutenção da disciplina e da hierarquia no interior da instituição militar. Era preciso debelar o fantasma da anarquia do qual se utilizava os setores mais reacionários da sociedade. Nos dias que se seguiram ao levante chegaram os dois principais líderes da oposição: o socialista Mário Soares e o comunista Álvaro Cunhal. Este último era um verdadeiro mito da esquerda portuguesa. Aprisionado em 1949, realizou uma fuga espetacular da inexpugnável fortaleza de Peniche em 1960. Conta a lenda que teria sido resgatado por um submarino soviético no litoral português. Foi ele que, em nome do PCP, apresentou o que seria um programa mínimo para a revolução em curso: legalização de todos os partidos democráticos antifascistas, fim da guerra colonial, a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte entre outros. O seu partido era considerado a esquerda do movimento comunista vinculado a URSS. Após aderir por um breve período as teses reformistas do XX Congresso do PCUS, realizado em 1956, passou - particularmente após o seu VI Congresso em 1965 - advogar uma saída revolucionária para situação portuguesa. Chegou a criar em 1970 um braço armado: a Ação Revolucionária Armada (ARA), que realizou inúmeras ações de sabotagens contra o esforço bélico português na África. Suas ações apenas foram suspensas em maio de 1973. O PCP havia definido a revolução portuguesa como democrática e nacional, cujos objetivos essenciais eram: a derrubada da ditadura fascista, a liquidação dos monopólios e dos latifundiários, a liquidação da guerra colonial, o fim da dominação imperialista estadunidense e a melhoria das condições de vida do povo. Ou seja, era preciso não somente eliminar o governo fascista, mas também as bases econômicas e sociais deste regime. Após o 25 de abril de o PCP cresceu rapidamente. De 14.593 membros passou, em março de 1975, para cem mil filiados. O Partido Socialista Português (PSP) foi criado em 1973 na Alemanha Ocidental e logo se compôs com a ala direita da Internacional Socialista. Ele teria como base teórica e política o programa do Partido Social Democrata Alemão aprovado em Bad Godesberg (1959), o mesmo eliminou toda referência ao marxismo. O PCP e o PSP passaram a compor o primeiro governo provisório. Álvaro Cunhal, foi indicado ministro sem pasta e seu camarada Avelino Pacheco Gonçalves, líder bancário, escolhido ministro do trabalho. Mário Soares, por sua vez, assumiu o ministério das relações exteriores. O Partido Popular Democrático (PPD), de centro-direita, também participou do governo e se ligou a Spínola. Naqueles dias, todos se diziam socialistas. Até os mais conservadores eram obrigados a se cobrir com um leve verniz de esquerda. O PPD incluiu o socialismo no seu programa e chegou a solicitar seu ingresso na Internacional Socialista, mas não seria aceito. Posteriormente, mudaria seu nome para Partido Social Democrata. Eram lobos procurando se cobrir com as peles de cordeiros. Não foi à toa que a Junta de Salvação Nacional, rapidamente, se viu dividida entre os setores conservadores, encabeçados por Spínola, com apoio do PPD, e os membros mais ativos do MFA, com apoio dos comunistas. O PSP adotou de inicio uma posição centrista. As polêmicas se davam em torno do ritmo e do próprio sentido da revolução. O problema da descolonização acarretou duras discussões e foi responsável pela primeira grande cisão no interior do governo provisório. Spínola resistia ao processo de descolonização e insistia numa saída confederativa. A esquerda defendia a independência imediata das colônias e a entrega do poder às forças revolucionárias africanas. O primeiro-ministro Adelino da Palma Carlos, homem da confiança de Spínola, procurou a todo custo travar o desenvolvimento do processo revolucionário. Contraditoriamente, o poder nascido de uma revolução estava nas mãos de dois conservadores: Spínola e Palma Carlos. Este último estaria no centro da primeira grande crise que levaria a queda do primeiro governo provisório e a ascensão dos capitães do MFA ao centro do poder político. A crise começou quando Palma Carlos exigiu a antecipação da eleição presidencial para setembro de 1974 - um ato que o objetivo de homologar o velho general no poder e afastar a esquerda Afinal, Spínola era a figura mais conhecida e mais prestigiada em Portugal naquele momento, até pela condição que o colocaram os capitães. Segundo o programa do MFA, aceito por todos, primeiro deveria se realizar as eleições para a Assembléia Nacional Constituinte, em março de 1975, e somente depois para a presidência da República. A proposta de antecipara a eleição presidencial era uma nítida tentativa de dar um golpe branco contra os capitães e a própria revolução portuguesa. O MFA entendendo o perigo que corria, e com o apoio do PCP, exigiu a destituição do primeiro-ministro e indicou para seu lugar um homem de sua inteira confiança: Vasco Gonçalves, principal dirigente do MFA e membro de sua ala esquerda. O segundo governo provisório contaria com uma maior participação da esquerda militar e do PCP. Sobre estes primeiros dias cabe, novamente, destacar a participação do povo. Foi este que impulsionou os capitães para o cumprimento integral do seu programa e mesmo sua radicalização. Ele não se submeteu ao ritmo e a direção impostos pelo general Spínola. Enquanto o velho general falava em corrigir os excessos do PIDE - chegando mesmo a indicar um novo diretor para ela - buscando dificultar a libertação dos presos políticos, a massa popular invadiu as sedes da polícia e os quartéis, libertou os prisioneiros e caçou pelas ruas os detestados agentes da repressão. Não havia porque corrigir os excessos de algo que já não mais existia pela ação insurgente do povo português. Spínola, entre outras coisas, tentou impedir que o Partido Comunista aparecesse com fisionomia própria. Solicitou que não se publicasse o Avante! como órgão oficial do PCP, nem se ostentassem bandeiras com a foice e o martelo nas manifestações. Que os comunistas não aparecessem publicamente enquanto não fossem oficialmente legalizados. No entanto, as bandeiras comunistas já haviam tomado às ruas. A massa não precisou de autorização oficial para legalizar, na prática, os seus partidos. O crescimento da luta de classes e a reação patronal No dia primeiro de maio de 1974 realizou-se a maior manifestação de massas que Portugal havia visto. Reuniram-se cerca de 500 mil pessoas. Os dirigentes dos dois principais partidos de esquerda ocuparam a tribuna de honra. Lado a lado estavam Álvaro Cunhal e Mário Soares. Este foi o último ato unitário da esquerda portuguesa daqueles anos. A quebra das algemas do salazarismo e a criação de um ambiente de maior liberdade fizeram com que as demandas sociais viessem à luz e com elas o acirramento do movimento popular e operário. Eclodiram centenas de greves. A principal delas foi a dos estaleiros Lisnave, que envolveu mais de 8 mil trabalhadores e durou 14 dias. Os comunistas, agora no governo, adotaram uma política de conter as greves denominadas de "selvagens". Segundo eles, "as greves injustificadas punham a revolução em perigo". Mas, logo o governo buscou atender as demandas dos trabalhadores e aprovou uma série de medidas importantes. Estabeleceu-se um salário mínimo nacional de 3.300 escudos - o que representava para 60% dos trabalhadores um reajuste de 24% nos salários. Dobrou-se o valor das pensões de velhice. Congelou os preços dos aluguéis e de alguns produtos de primeira necessidade. Reduziu-se a jornada de trabalho, estendeu as férias para 30 dias e criou-se o adicional para elas, foi estabelecida a licença maternidade de 90 dias. Os grandes beneficiados desta política social foram as mulheres e os trabalhadores menos qualificados. A democracia avançou também dentro das fábricas, com a garantia de liberdade de organização sindical. Formaram-se centenas de comissões operárias de base. Afrouxou-se, assim, a ditadura patronal no interior do local de trabalho. O governo provisório tomaria outra decisão visando aumentar a força dos sindicatos: estabeleceu a unicidade sindical em torno da intersindical e depois da CGTP. Os patrões responderam com demissões em massa. Várias empresas estrangeiras fecharam suas portas. Eram alegados como motivos o aumento dos salários, a ampliação dos direitos dos trabalhadores, a instabilidade política, a ameaça à rentabilidade das empresas e a própria insegurança quanto à manutenção do estatuto da propriedade privada em Portugal. A produção não podia ir bem enquanto a livre empresa estivesse ameaçada, diziam os burgueses. Nesta luta tudo era permitido. Divulgavam boatos sobre uma possível contaminação dos vinhos produzidos em Portugal, o que ocasionava a suspensão das compras por muitos países. O capitalismo mundial tentava sufocar a revolução de todas as maneiras: suspendia os investimentos, retirava ilegalmente seus capitais, boicotava as exportações portuguesas. A resposta dos trabalhadores foi ocupação das empresas e o estabelecimento do controle operário. As tentativas de golpes de Spínola e a radicalização do regime Em setembro de 1974 Spínola percorreu o país concitando a "maioria silenciosa" a se posicionar contra o perigo do novo totalitarismo de esquerda que ameaçava o país. Era início de mais uma tentativa de golpe de Estado. No dia 26 armou-se uma armadilha para Vasco Gonçalves, que foi convidado, juntamente com Spínola, para assistir uma tourada no Campo Pequeno. Após a execução do hino nacional uma multidão iniciou uma sonora vaia contra o primeiro-ministro e aplaudiu o presidente. Ouviram-se palavras de ordem contra o MFA e pela manutenção das colônias. Na saída do evento grupos fascistas tentaram atacar a sede do Partido Comunista Português, sendo rechaçados. A direita convocou uma grande manifestação da denominada "maioria silenciosa" para Lisboa no dia 28 de setembro. Caravanas foram organizadas por agrupamentos direitistas que pretendiam realizar uma marcha sobre Lisboa - nos moldes da realizada por Mussolini. Na madrugada do dia 27 tropas fiéis a Spínola tomaram de assalto emissoras de TV. Os jornais foram impedidos de circular. O clima era de golpe iminente. As rádios governistas transmitiam marchas militares. O cenário parecia muito o do 11 de setembro chileno. As lembranças estavam ainda muito vivas. Nos sindicatos, nos bairros populares, nas universidades começaram a se ouvir os gritos: "A revolução corre Perigo!" e "Não Passarão!". Milhares de pessoas tomaram as principais vias de acessos ao centro de Lisboa. Sob direção dos partidos de esquerda, especialmente o comunista, formaram-se cordões de isolamento. Agora era a vez dos tanques do MFA se juntarem aos operários para defenderem a revolução ameaçada pela reação fascista. Corriam boatos de que Spínola tentaria prender Vasco Gonçalves e Otelo Saraiva de Carvalho. Tropas revolucionárias cercaram o palácio do governo. Os capitães de abril retomaram as rádios e proibiram a manifestação golpista. Centenas de contra-revolucionários foram presos. Um poderoso arsenal foi encontrado nas sedes dos partidos para-fascistas, como o Partido do Progresso e o Partido Liberal. Acharam-se listas com os nomes das pessoas que deveriam ser presas e executadas. Portanto, o Chile não era apenas uma miragem naquele 28 de setembro português. O resultado foi bastante adverso para Spínola, que foi obrigado a se demitir. Os elementos direitistas também deixaram o governo. Os partidos fascistas envolvidos no golpe foram dissolvidos. O novo governo chefiado pelo general Costa Gomes reafirmou o compromisso com o programa do MFA e o seu projeto socialista. A partir desse momento aumentou a pressão do imperialismo sobre Portugal. Em janeiro de 1975 grupos esquerdistas procuraram impedir o congresso do Centro Democrático Social (CDS) na cidade do Porto. No início de março foi impedido um comício do PPD em Setúbal. O PCP criticou duramente essas ações aparentemente radicais que apenas favoreciam a propaganda contra-revolucionária. Mais uma vez ecoou por todo mundo o grito de que Portugal caminhava rapidamente para uma ditadura de esquerda e todos procuravam responsabilizar os comunistas. Este era o álibi que a extrema-direita precisava para iniciar uma nova onda de violência e de terrorismo contra os trabalhadores e as organizações comunistas. Muitas sedes do PCP no norte do país foram atacadas e destruídas por hordas incentivadas pelo clero conservador. Neste clima de intranqüilidade, a direita portuguesa planejou e tentou executar um novo golpe de mão. Em 11 de março de 1975, a OTAN realizou manobras provocativas nas costas de Portugal. Entre as embarcações estava o porta-aviões norte-americano Saratoga. Uma frota estrangeira chegou a entrar no estuário do rio Tejo e ancorar próximo do palácio presidencial. Correu boato de uma tentativa de derrubar o governo de Costa Gomes e Vasco Gonçalves e de se recolocar Spínola no poder. O povo, apoiado pelos homens do MFA, saiu às ruas em gigantescas manifestações. Novamente, não era possível deixar de lembrar a estrofe de José Afonso: Terra da fraternidade/ O povo é quem mais ordena/ Dentro de ti, ó cidade. No rastro destas manobras militares do imperialismo se seguiu mais uma tentativa de golpe militar spinolista. O estopim foi o boato que o general havia sido vítima de um atentado promovido pela esquerda. No dia 12 de março os pára-quedistas da base militar de Tancos se sublevaram. Em poucas horas a rebelião foi debelada e os seus comandantes foram presos ou fugiram do país. No final do dia, uma grande manifestação popular tomou conta das ruas de Lisboa. O golpista Spínola, mentor dessa nova intentona, refugiou-se na Espanha e depois, fazendo o caminho de Marcelo Caetano, seguiu para o Brasil. Diante dos constantes ataques dos setores conservadores, o processo revolucionário se radicalizou. Foi criado o Conselho da Revolução e uma das medidas tomadas foi a nacionalização dos bancos. Motivo: os banqueiros haviam sido os principais financiadores dos sucessivos golpes frustrados. O Sindicato dos Bancários teve um papel destacado. Foi ele que denunciou o financiamento dos banqueiros aos grupos contra-revolucionários e as remessas ilegais para o exterior. O sindicato, na prática, passou a controlar os bancos. No dia 3 de janeiro de 1975, 5 mil bancários haviam exigido a nacionalização da banca. Após o 12 de março impediram que os gerentes e administradores voltassem aos seus postos e, simbolicamente, expropriaram as chaves dos cofres. Realizaram uma ampla auditoria e enviaram o resultado para o Conselho da Revolução que se decidiu imediatamente pelas nacionalizações. Em seguida, nacionalizaram-se as empresas de energia elétrica, de comercialização de petróleo, as estradas de ferro, as companhias de navegação, a companhia de aviação TAP, a Siderurgia Nacional. Várias empresas de propriedade de contra-revolucionários também foram expropriadas. Muitas passaram para o controle direto dos seus trabalhadores. Do inicio da revolução até meados de 1976, foram nacionalizados 245 estabelecimentos; ou seja, todos os setores básicos da economia portuguesa. Avançou também o ritmo do processo de descolonização. No dia 5 de junho foi criada a República de Moçambique; no dia 12 de julho a de São Tomé e Príncipe. A declaração de independência de Angola deveria esperar até o dia 11 de novembro, pouco antes da derrota definitiva da esquerda do MFA. Implementou-se o primeiro grande projeto de reforma agrária antilatifundiária, especialmente no sul do país. Ali se expropriaram mais de 179 latifúndios. Até então a lei de reforma agrária estava sendo obstaculizada pelo governo Spinola. A reforma agrária também foi uma obra da ação ousada dos trabalhadores rurais. Estes foram duros golpes na dominação política e econômica dos grupos monopolistas e dos latifundiários portugueses, aliados ao imperialismo norte-americano e europeu. Foram respostas à ofensiva fascista, patrocinada por estes mesmos setores sociais, e frutos da pressão das massas populares que exigiam que o MFA avançasse no seu programa de reformas estruturais. Estas propostas não constavam do programa inicial dos capitães de abril e só foi possível serem conquistadas quando foi rompida a conciliação com os setores conservadores, existente no primeiro governo provisório, quando se estabeleceu com maior vigor a união entre a esquerda do MFA e as forças democráticas e populares. O Partido Socialista e a contra-revolução No entanto, um acontecimento iria desestabilizar este quadro político que apontava para um avanço da esquerda no poder. Foi a eleição da Assembléia Nacional Constituinte, ocorrida em 25 de abril de 1975. Ela deu uma maioria parlamentar aos setores reformistas e conservadores. O PSP saiu como o grande vitorioso com 37,87% dos votos, seguido pelo PPD de Sá Carneiro com 26,38% e pelo PCP com 12,53%. Em breve entraria em choque o poder nascido das eleições e o poder revolucionário, representado pelo governo do MFA e apoiado pelos comunistas. A dinâmica da revolução se chocava com a dinâmica eleitoral. Poucos dias depois das eleições, no primeiro de maio, eclodiu o primeiro grande conflito entre socialistas e comunistas. Depois de uma série de atos provocativos por parte do PSP, Mário Soares foi impedido de falar no ato público do dia do trabalho. No dia seguinte organizou-se uma grande manifestação de desagravo ao líder socialista, na qual os alvos principais foram os comunistas e o governo de Vasco Gonçalves. Era um claro sinal de que o PSP e Mário Soares começavam guinar perigosamente para o caminho da contra-revolução. A situação se agravou ainda mais com a tomada do jornal socialista República pelos seus trabalhadores, comandados por grupos de extrema-esquerda. O governo não interviu e, na prática, colaborou com os ocupantes. A mesma coisa aconteceu com a Rádio Renascensa, pertencente a Igreja Católica. Estes foram os pivôs de uma grande campanha internacional, orquestrada pela Internacional Socialista e o Vaticano, contra o perigo da implantação de uma ditadura comunista em Portugal. No dia 11 de julho o PSP abandonou o governo e foi seguido pelo PPD. Os dois partidos passaram então a organizar grandes manifestações contra o governo e o Partido Comunista. Em perfeita sintonia com a atuação dos líderes socialistas nas grandes cidades, se desencadeou uma grande onda anticomunista no interior do país com ataques as sedes do PCP. Apenas no mês julho 33 delas foram destruídas, em agosto foram 55. A reação se concentrava principalmente no norte do país e tinha o seu centro na cidade de Braga. Ali era forte a influência do clero conservador e predominava a pequena propriedade rural. Sob ela se instalava uma população analfabeta e despolitizada que não participou do 25 de abril e, até então, não sentira seus efeitos positivos. Pelo contrário, ouvia apenas falar do perigo que corria sua propriedade, caso os comunistas tomassem o poder em Lisboa. Era a Vendéia portuguesa que se unia agora aos girondinos de Mário Soares. O PSP e o PSDA seriam os porta-vozes dos interesses norte-americanos no interior da social-democracia européia. O próprio jornal L' Monde advertiu Mário Soares que, ao encabeçar a oposição ao regime, "arriscava-se em converter-se no 'cavalo de Tróia' da reação'". Apesar da legislação proibir financiamento externo, o PSP recebeu milhões de dólares de seus irmãos da social-democracia européia e de outras organizações "democráticas", em geral, financiadas pela CIA. Naquele momento, inclusive, se estabeleceu uma divergência no seio do bloco revolucionário entre o PCP e a esquerda militar, encabeçada por Vasco Gonçalves. Este último estava convencido que o principal inimigo do processo revolucionário deixava de ser os grupos fascistas e passava ser o PSP de Mário Soares. Esta era uma posição contrária a dos comunistas. Mais tarde, no início da década de 1980, Mário Soares surpreenderia a Internacional Socialista ao tentar aproximá-la de Éden Pastora, o Comandante Zero, líder dos contra-revolucionários na Nicarágua e apoiado pela CIA. Naquele instante a IS fazia um grande esforço para atrair os partidos de esquerda não-comunistas da América Latina. Em outra reunião, quando ouviu de um dirigente do Partido Trabalhista inglês que se ele ganhasse as eleições britânicas defenderia o desarmamento nuclear unilateral de seu país, Mário Soares retrucou: "espero, então, que vocês percam". Eles, de fato, perderiam a eleição para a arqui-reacionária Margaret Thatcher. Em 30 de agosto o presidente da República exonerou Vasco Gonçalves. No dia 2 de setembro uma Assembléia do MFA em Tancos o afastou de suas funções nas Forças Armadas e no MFA. Começava o saneamento da esquerda das Forças Armadas. A resposta foi a ampliação - e radicalização - da ação dos trabalhadores. Iniciou-se uma luta tenaz pela manutenção das conquistas ameaçadas pelo novo governo, agora encabeçado pelo PSP e PPD. Organizou-se uma jornada de lutas em defesa da reforma agrária. A intersindical realizou uma grande manifestação de cerca de 100 mil pessoas na frente do Ministério do Trabalho. Greves paralisaram as empresas metalúrgicas, construção civil e atingiram os assalariados rurais e camponeses do Alentejo. Os trabalhadores de Lisboa ficaram de prontidão à espera da contra-revolução. No dia 16 de novembro se reuniu uma manifestação de 200 mil pessoas no centro de Lisboa. A cisão no MFA e o fim do processo revolucionário A polarização política, finalmente, conduziu a uma cisão grave no interior do próprio MFA. Surgiram três grupos: um comandado por Vasco Gonçalves, representando a esquerda; o "grupo dos nove", encabeçado por Vasco Lourenço, de tendência reformista e conservadora e, por fim, um grupo de extrema-esquerda, comandado por Otelo Saraiva. Após a queda do governo Vasco Gonçalves, assumiu o do almirante Pinheiro de Azevedo. As potências ocidentais condicionaram qualquer ajuda econômica ao abandono do projeto revolucionário defendido pelo MFA. Em 25 de novembro de 1975 eclodiu uma nova rebelião militar. Desta vez ela foi encabeçada pela extrema-esquerda do MFA. A alta oficialidade, com apoio do "grupo dos nove", esmagou rapidamente a rebelião. Seguiu-se uma nova onda anticomunista. A direita pediu que os comunistas abandonassem o governo. Os mais radicais clamavam pela prisão de Cunhal e o fechamento do PCP. No norte, novamente, ocorreram destruições de sedes do PCP e ele teve que passar para a clandestinidade em várias regiões do país. O medo de perder o controle sobre a situação e o poder acabasse caindo nas mãos das organizações para-fascistas, levou que o próprio governo e as forças reformistas fizessem cessar aqueles ataques, defendessem a manutenção da legalidade do PCP e sua manutenção no governo. Assim, os comunistas permaneceram no governo, mas perderam a capacidade de intervir em suas decisões. A direita militar, em aliança com os socialistas de Mário Soares, aproveitou-se do ocorrido para impor sua hegemonia no seio das Forças Armadas. Portugal não sairia do campo ocidental, cristão e capitalista. Os oficiais ligados à esquerda começaram a ser afastados dos seus postos de comandos e expulsos das corporações. Alguns, como Otelo de Saraiva, foram presos. As Forças Armadas se institucionalizaram e passaram a cumprir seu verdadeiro papel num Estado burguês: manter a ordem ao serviço do capital. Era o termidor português. Mesmo derrotada a revolução deixaria suas marcas. A constituição, aprovada em abril de 1976 quando a esquerda já havia sido afastada do centro do poder, estamparia no seu primeiro artigo: "Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação em uma sociedade sem classes". No seu artigo segundo incluiria como um dos objetivos do Estado democrático "assegurar a transição para o socialismo, mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras". Mesmo depois do golpe de 25 de novembro os vencedores ainda eram obrigados a prestar homenagens aos vencidos e se esconder sob o manto do socialismo democrático. Contudo, nos anos seguintes, a aliança PSP-PPD iria se esforçar para se desfazer das conquistas mais importantes trazidas pela Revolução dos Cravos. Conclusão inconclusa Durante o processo revolucionário ocorreu uma efetiva democratização das Forças Armadas - chegou-se ao limite do possível numa democracia burguesa. "Não se pretende restaurar uma instituição militar ultrapassada, mas sim criar uma nova, no sentido de se caminhar para um exército competente, democrático e revolucionário, posto a serviço do povo e capaz de corresponder à sociedade socialista que se quer construir", dizia um documento do MFA. Otelo de Saraiva, um dos mais importantes comandantes do MFA afirmou: "Fui fiel ao princípio que desde logo enunciei: 'em princípio, os trabalhadores têm sempre razão', fiz uso da parcela de poder político e militar que me havia sido conferida para apoiar, clara e decididamente, as lutas dos trabalhadores e estratos da população mais desfavorecidos socialmente". Um dos documentos da esquerda militar afirmava: "Mas o poder popular nunca será verdadeiramente poder se não for armado. Os trabalhadores só serão capazes de conquistar o poder e de o agüentarem nas mãos se estiverem armados, se tiverem a força organizada do seu lado. E é a conjugação dos trabalhadores armados com os soldados que estão nos quartéis que nascerá o largo movimento e a vanguarda que poderá fazer frente à burguesia e ao imperialismo". Após novembro, muitos oficiais foram presos sob acusação de tentar armar o povo. Por outro lado, os oficiais que distribuíram armas para as milícias de direita e prepararam o golpe militar e a guerra civil contra o governo do MFA não foram punidos e sim promovidos. Isto levou que um autor afirmasse que "isso constitui um dos exemplos mais flagrantes de como o mesmo ato, cometido por indivíduos de ideologias diferentes, pode, num caso, ser considerado como crime, e, no outro caso, como ato de patriotismo e amor à democracia". De fato, não se constituiu uma estrutura de poder verdadeiramente revolucionário, um aparelho estatal de novo tipo. O MFA era um partido militar que, por um curto período, teve hegemonia no aparato de Estado burguês e procurou controlá-lo e colocá-lo a serviço de seu projeto político democrático e popular. Nem mesmo a hierarquia militar foi substancialmente abalada - precisaram, inclusive, de dois generais para legitimá-los no poder. O MFA estava no poder, mas não era o poder. A vida, rapidamente, tratou de demonstrar esse fato. Isto explica porque foram afastados tão facilmente de seus postos e viram seu generoso movimento ruir sob os golpes sucessivos da alta oficialidade, em aliança com a burguesia e o imperialismo. Ao contrário do que muitos apressadamente concluíram, a Revolução dos Cravos demonstrou a justeza de duas teses marxistas e leninistas. Primeira: é impossível transitar para o socialismo de maneira pacífica - sem rupturas - simplesmente respeitando a legalidade burguesa. A dinâmica das revoluções populares não pode se subordinar à mesma dinâmica das instituições liberal-burguesas, embora sempre tenha que tê-las em conta. Segunda tese: uma revolução se quiser avançar no sentido do socialismo precisa começar quebrar a máquina do Estado burguês, principalmente o seu aparato de repressão: polícia e exército. Ela precisa construir uma outra institucionalidade e uma outra aparelhagem estatal, essencialmente democrática e popular. No caso português, como o peruano, a revolução acabou sendo tragada pelas estruturas conservadoras, ainda que sob uma fachada democrática, que ela foi incapaz de abolir ou mesmo reformar radicalmente. Por isto, a revolução permaneceu incompleta. Os limites citados acima não nos devem fazer subestimar ou desprezar a importância daquele movimento que mudou a cara de Portugal, que o projetou para o mundo contemporâneo. O 25 de abril trouxe mais desenvolvimento, mais liberdade, mais direitos e melhores condições de vida para o povo. E, principalmente, libertou Portugal da condição de um país colonialista e algoz dos povos africanos. No entanto, os trabalhadores portugueses ainda esperam e trabalham para o florescimento de uma nova primavera, através da qual revolução possa, finalmente, ser completada e o socialismo conquistado definitivamente. *historiador, mestre em Ciências Sociais pela Unicamp, secretário-geral da Fundação Maurício Grabóis e membro do Comitê Central do PCdoB. http://www.youtube.com/watch?v=ti8AsJZdbDU -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100425/8157e4bc/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2605 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100425/8157e4bc/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 26 20:31:09 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Mon, 26 Apr 2010 19:31:09 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Da_servid=E3o_moderna_ou_o_total?= =?iso-8859-1?q?itarismo_mercantil?= Message-ID: <6D8269111C7A4144AE66242981A13585@vcaixe> de la servidumbre moderna Carta O Berro.....................................................................repassem ----- Original Message ----- From: vera vassouras De la servidumbre moderna " Toda verdad atraviesa tres estadios: en primer lugar se le ridiculiza; en segundo lugar se le oponen violentamente; finalmente se le acepta como si fuese una evidencia." Schopenhauer De la servidumbre moderna es un libro y un documental de 52 minutos producidos de manera totalmente independiente; el libro (y el DVD que contiene) es distribuido gratuitamente en algunos sitios alternativos de Francia y de América Latina. El texto fue creado en Jamaica en octubre de 2007 y el documental fue terminado en Colombia en Mayo de 2009. Existe de él una versión en francés, en inglés y en español. La película ha sido elaborada a partir de fragmentos malversados de películas de ficción y de documentales. El objetivo central de esta película es poner al día la condición del esclavo moderno en el marco del sistema totalitario mercantil y dar a conocer las formas de mistificación que ocultan esta condición servil. Fue concebida bajo la única intención de atacar de frente la organización dominante del mundo. En el inmenso campo de batalla de la guerra civil mundial, el lenguaje constituye una de nuestras armas. La intención es llamar las cosas por su nombre y revelar la esencia escondida de la realidad a través de la manera como es llamada. La democracia liberal, por ejemplo, es un mito ya que la organización dominante del mundo no tiene nada de democrático ni de liberal. Es, entonces, urgente sustituir el mito de la democracia liberal por su realidad concreta de sistema totalitario mercantil; se trata de divulgar esta nueva expresión a modo de una línea de pólvora dispuesta a incendiar las mentes con el desenmascaramiento de la naturaleza profunda de la dominación presente. Algunos querrán encontrar aquí soluciones o respuestas preconcebidas del género "¿Cómo hacer la revolución?". Este no es el propósito de esta película. Se trata más bien de hacer la crítica precisa de la sociedad a la que debemos combatir. Esta película es ante todo una herramienta militante cuyo propósito es hacer que la mayoría se cuestione y que la crítica se propague allí donde no tiene acceso. Las soluciones y los elementos del programa debemos construirlos juntos a través de la práctica. No necesitamos un gurú que venga a explicarnos cómo debemos actuar: la libertad de acción debe ser nuestro rasgo característico. Quienes desean continuar siendo esclavos esperan su mesías o la obra que bastaría seguir al pie de la letra para lograr ser libre. Ya hemos visto muchas de esas obras o de esos hombres en la historia del siglo XX que se propusieron constituir la vanguardia revolucionaria y conducir al proletariado hacia la liberación de su condición; los resultados de esa pesadilla hablan por sí mismos. Por otro lado, condenamos todas las religiones ya que son generadoras de ilusiones que nos invitan a aceptar nuestra sórdida condición de dominados y nos mienten o des-racionalizan casi todo. Pero también condenamos toda estigmatización de cualquier religión en particular. Los adeptos del complot sionista o del peligro islamista son mentes mistificadas que confunden la crítica radical con el odio y el desdén. Solo son capaces de producir lodo. Si algunos de ellos se llaman revolucionarios es más con respecto a las revoluciones nacionales de los años 1930 - 1940 que con respecto a la verdadera revolución liberadora a la que aspiramos. La búsqueda de un chivo expiatorio, en función de su religión o de su pertenencia étnica, es vieja como la civilización y no es más que el producto de las frustraciones de aquellos que buscan respuestas rápidas y simples para el mal que nos agobia. No puede haber ambigüedad en la naturaleza de nuestra lucha. Estamos de parte de la emancipación de la humanidad entera, y en contra de toda forma de discriminación. Todo para todos es la esencia del programa revolucionario al que nosotros adherimos. Las referencias que inspiraron este trabajo, y en general mi vida, están explícitas en esta película: Diógenes de Sinope, Etienne de la Boétie, Karl Marx y Guy Debord. No las escondo ni pretendo haber descubierto que el agua moja. Se me reconocerá simplemente el mérito de haberme servido de ella para limpiarme de la propaganda del sistema. Aquellos que dirán que esta obra no es lo suficientemente revolucionaria o realmente radical o incluso una incitación a la violencia, que propongan su propia visión del mundo en el que vivimos. Entre más difundamos estas ideas, más podrá surgir la posibilidad de un cambio radical. La crisis económica, social y política ha revelado el fracaso patente del sistema totalitario mercantil. Una brecha se ha abierto. Ahora se trata de atreverse (lanzarse) sin miedo pero de manera estratégica. Sin embargo hay que reaccionar rápidamente ya que el poder, perfectamente informado sobre el estado de la radicalización de las contestaciones, prepara un ataque preventivo sin precedentes. La urgencia de los tiempos nos impone la unidad más que la división ya que lo que nos une es más profundo que lo que nos separa. Es siempre muy cómodo criticar lo que hacen las organizaciones, los individuos o los diferentes grupos inspirados por la revolución social, pero, en realidad, estas críticas provienen de la voluntad inmovilista que intenta convencernos de que nada es posible. No hay que equivocarse de enemigo. Las viejas discusiones bizantinas en el campo revolucionario deben dar lugar a la unidad de acción de todas nuestras fuerzas. Hay que dudar de todo, incluso de la duda. El texto y la película están libres de derechos, y pueden ser copiados, difundidos y proyectados sin la menor duda. Son además gratuitos y no pueden ser vendidos ni comercializados bajo ninguna circunstancia. Sería incoherente proponer una crítica de la omnipresencia de las mercancías con otra mercancía. La lucha contra la propiedad privada, intelectual u otra, es nuestra fuerza de ataque contra la dominación presente. Esta película, difundida por fuera de cualquier circuito legal o comercial, no puede existir sin el apoyo de las personas que organizan la difusión o la proyección. No nos pertenece, pertenece a quienes quieran tomarlo para lanzarlo a la línea de fuego. Jean-François Brient y Victor León Fuentes arriba contacto : tempsbouleverses at gmail.com -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100426/56290b41/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1233 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100426/56290b41/attachment-0008.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1506 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100426/56290b41/attachment-0009.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1454 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100426/56290b41/attachment-0010.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 1243 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100426/56290b41/attachment-0014.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1521 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100426/56290b41/attachment-0015.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 27 19:44:26 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 27 Apr 2010 18:44:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Quem controla midia? patria latina 27 de abril 2010 Message-ID: <6354EC34F957403CABAE9F75E34F8E72@vcaixe> Carta O Berro.....................................................................................repassem Brasília - Terça , 27 de Abril de 2010 Mídia Quem "controla" a mídia? Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a ?fazer de conta? que as amaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários. Venício Lima Carta Maior Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, Alexander Pugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já ?controlam? boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a). Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a ?fazer de conta? que as ameaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários. Na verdade, uma das conseqüências da crise internacional que atinge, sobretudo, a mídia impressa, tem sido a compra de títulos tradicionais por investidores ? russos, árabes, australianos, latino-americanos, portugueses ? cujo compromisso maior é exclusivamente o sucesso de seus negócios. Aparentemente, não há espaço para o interesse público. Na Europa e nos Estados Unidos Já aconteceu com os britânicos The Independent e The Evening Standard e com o France-Soir na França. Na Itália, rola uma briga de gigantes no mercado de televisão envolvendo o primeiro ministro e proprietário de mídia Silvio Berlusconi (Mediaset) e o australiano naturalizado americano Ropert Murdoch (Sky Itália). O mesmo acontece no leste europeu. Na Polônia, tanto o Fakt (o diário de maior tiragem), quanto o Polska (300 mil exemplares/dia) são controlados por grupos alemães. Nos Estados Unidos, a News Corporation de Murdoch avança a passos largos: depois do New York Post, o principal tablóide do país, veio a Fox News, canal de notícias 24h na TV a cabo; o tradicionalíssimo The Wall Street Journal; o estúdio Fox Films e a editora Harper Collins. E o mexicano Carlos Slim é um dos novos acionistas do The New York Times. E no Brasil? Entre nós, anunciou-se recentemente que o Ongoing Media Group ? apesar do nome, um grupo português ? que edita o ?Brasil Econômico? desde outubro, comprou o grupo ?O Dia?, incluindo o ?Meia Hora? e o jornal esportivo ?Campeão?. O Ongoing detem 20% do grupo Impressa (português), é acionista da Portugal Telecom e controla o maior operador de TV a cabo de Portugal, o Zon Multimídia. Aqui sempre tivemos concentração no controle da mídia, até porque , ao contrário do que acontece no resto do mundo, nunca houve preocupação do nosso legislador com a propriedade cruzada dos meios. Historicamente são poucos os grupos que controlam os principais veículos de comunicação, sejam eles impressos ou concessões do serviço público de radio e televisão. Além disso, ainda padecemos do mal histórico do coronelismo eletrônico que vincula a mídia às oligarquias políticas regionais e locais desde pelo menos a metade do século passado. Desde que a Emenda Constitucional n. 36, de 2002, permitiu a participação de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de mídia, investidores globais no campo do informação e do entretenimento, atuam aqui. Considerada a convergência tecnológica, pode-se afirmar que eles, na verdade, chegaram antes, isto é, desde a privatização das telecomunicações. Apesar da dificuldade de se obter informações confiáveis nesse setor, são conhecidas as ligações do Grupo Abril com a sul-africana Naspers; da NET/Globo com a Telmex (do grupo controlado por Carlos Slim) e da Globo com a News Corporation/Sky. Tudo indica, portanto, que, aos nossos problemas históricos, se acrescenta mais um, este contemporâneo. Quem ameaça a liberdade de expressão? Diante dessa tendência, aparentemente mundial, de onde partiria a verdadeira ameaça à liberdade de expressão? Em matéria sobre o assunto publicada na revista Carta Capital n. 591 o conhecido professor da New York University, Crispin Miller, afirma em relação ao que vem ocorrendo nos Estados Unidos: ?O grande perigo para a democracia norte-americana não é a virtual morte dos jornais diários. É a concentração de donos da mídia no país. Ironicamente, há 15 anos, se dizia que era prematuro falar em uma crise cívica, com os conglomerados exercendo poder de censura sobre a imensidão de notícias disponíveis no mundo pós-internet (...)?. Todas estas questões deveriam servir de contrapeso para equilibrar a pauta imposta pela grande mídia brasileira em torno das ?ameaças? a liberdade de expressão. Afinal, diante das tendências mundiais, quem, de fato, ?controla? a mídia e representa perigo para as liberdades democráticas? *Venício Lima é Pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - NEMP ? UNB -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100427/a9e4d8bb/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9120 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100427/a9e4d8bb/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 27 19:44:34 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Tue, 27 Apr 2010 18:44:34 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_MANIFESTE-SE_NO_STF_CONTRA_A_TORT?= =?iso-8859-1?q?URA_-_AMANH=C3=2C_4=AA_feira_dia_28/04/2010_o_Supre?= =?iso-8859-1?q?mo_Tribunal_Federal_julgar=E1_a_ADPF-153_sobre_a_Le?= =?iso-8859-1?q?i_da_Anistia?= Message-ID: <73DB8298C649452783B0C4E83B94FE93@vcaixe> Grupos.com.brCarta O Berro................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Marcelo Zelic -------------------------------------------------------------------------------- TOME UMA ATITUDE CONTRA A IMPUNIDADE DA TORTURA NO BRASIL DIVULGUE EM SUAS LISTAS E NÃO DEIXE SUA OPINIÃO DE FORA! -------------------------------------------------------------------------------- MANIFESTE-SE Envie sua carta aos Ministros do STF 4ª feira dia 28/04/2010 o Supremo Tribunal Federal julgará a ADPF-153 sobre a Lei da Anistia. Os Ministros irão decidir sobre um tema grave nos dias de hoje: a IMPUNIDADE DA TORTURA em nosso país. Esta decisão é importante pois uma derrota representará a não apuração dos crimes de lesa-humanidade praticados no Brasil, entre os anos 1964-1985, ocorridos durante o regime militar. Caracterizará também o descumprimento dos tratados internacionais RATIFICADOS PELO BRASIL sobre Direitos Humanos junto à ONU e será um retrocesso que contribuirá para a banalização da tortura no país. CLIQUE AQUI PARA PARTICIPAR DA CAMPANHA -------------------------------------------------------------------------------- "Nós estamos num momento crucial, acho eu, da história contemporãnea do Brasil. Trata-se de saber se a Corte Suprema vai ou não, defender a dignidade do estado brasileiro. Se o Supremo Tribunal Federal, que Deus não permita, julgar que a ADPF-153 em relação à Lei de Anistia, não é procedente. Só nos resta denunciar o Brasil perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos e outras instâncias internacionais. É preciso então que o estado brasileiro, assuma a sua posição repugnante de réu, de crimes contra a humanidade." Fábio Konder Comparato -------------------------------------------------------------------------------- NÃO VAMOS DEIXAR QUE ISSO ACONTEÇA! SEIS ATITUDES QUE VOCÊ PODE TER CONTRA A IMPUNIDADE DA TORTURA NO BRASIL 1- Coloque o banner anexo em sua página da internet ou Blog com o link: http://docs.google.com/View?id=dgn2gh6p_176hngc4jxn para multiplicar o acesso à página da campanha. 2- Encaminhe este email às suas listas para a difusão da campanha e potencialização do envio de cartas aos Ministros do STF. 3- Envie sua carta aos Ministros do STF posicionando-se a favor da OAB e da reinterpretação da Lei da Anistia, bem como pela responsabilização dos torturadores. 4- Assine o Manifesto que será entregue aos Ministros do STF. (Até 23/04 - temos 17.944 assinaturas) 5- Assista o Documentário "Apesar de Você - os caminhos da justiça" e recomende aos seus amigos, alunos e etc... 6- Reforce a presença em Brasília para o julgamento da ADPF-153 no STF dia 28/04/2010 às 14 horas. Podendo compareça ao julgamento! DIGA NÃO À BARBÁRIE! -------------------------------------------------------------------------------- Entidades que convocam esta campanha -------------------------------------------------------------------------------- AJD - ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA AMB - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS CEJIL - CENTRO PELA JUSTIÇA E DITREITO INTERNACIONAL ASSOCIAÇÃO AÇÃO SOLIDÁRIA MADRE CRISTINA - SP ANIGO - ASSOCIAÇÃO DOS ANISTIADOS PELA CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS DO ESTADO DE GOIÁS APAP - ASSOCIAÇÃO DOS ANISTIADOS POLÍTICOS DE PERNAMBUCO ACAT - ASSOCIAÇÃO DOS CRISTÃOS PARA A ABOLIÇÃO DA TORTURA ASSOCIAÇÃO DOS METROVIÁRIOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO RJ ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE ANISTIADOS POLÍTICOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO RJ CUT - CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES COMISSÃO DE FAMLIARES DE MORTOS E DESAPARECIDOS POLÍTICOS CJP-SP - COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO DHNET - REDE DE DIREITOS HUMANOS E CULTURA - RN FORÚM DE REPARAÇÃO E MEMÓRIA DO RIO DE JANEIRO FORÚM DOS EX-PRESOS E PERSEGUIDOS POLÍTICOS DO ESTADO DE SP GRUPO TORTURA NUNCA MAIS - BA GRUPO TORTURA NUNCA MAIS - SP INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA INSTITUTO SEDES SAPIENTIAE MPD - MINISTÉRIO PÚBLICO DEMOCRÁTICO MJDH - MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS - RS MNDH - MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS MOVIMENTO TORTURA NUNCA MAIS - PE NÚCLEO DE PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA POLÍTICA DE SP OBSERVATÓRIO DAS VIOLÊNCIAS POLICIAIS - SP SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC SINDICATO DOS METROVIÁRIOS DO RJ UNE - UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES UNIDADE NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO PELA ANISTIA - RJ -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100427/3939c866/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 28 20:35:13 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 28 Apr 2010 19:35:13 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_salva=E7=E3o_de_Battisti_ser=E1?= =?iso-8859-1?q?_a_coroa=E7=E3o_de_OITO_anos_de_luta_pela_preserva?= =?iso-8859-1?q?=E7=E3o_da_dignidade=2C_independ=EAncia_e_generosid?= =?iso-8859-1?q?ade_de_nosso_povo=2E__ASSINE_ABAIXO=2E?= Message-ID: <7ED808B50246459DB04C6DA216719D1F@vcaixe> Carta O Berro........................................................................................repassem ASSINE NO LINK ABAIXO.AO FINAL. (teor do texto) Exmo. Sr. Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva Os abaixo assinados vimos, muito respeitosamente, oferecer a V. Exa. toda a força e apoio para o vosso governo REJEITAR as intensas e arrogantes pressões que tentam impor a extradição do literato e perseguido político Cesare Battisti. Pedimos a V. Exa., que chefia o governo mais popular da história do Brasil, que, no momento adequado, CONCEDA ASILO POLÍTICO SOB RESPONSABILIDADE PRESIDENCIAL a Battisti, garantindo-lhe, em seguida, uma fórmula migratória permanente, para que possa trazer a família a este país e nele trabalhar em paz. Como V. Exa. sabe, Cesare Battisti foi condenado à prisão perpétua sem luz solar (um castigo que já não existe em nenhum país civilizado!) por quatro crimes DOS QUAIS NÃO EXISTE NENHUMA PROVA NEM TESTEMUNHA OCULAR, tendo sido todo seu processo forjado a partir de DELAÇÕES PREMIADAS. Além de levar os promotores italianos a, ridiculamente, atribuírem a Battisti dois homicídios ocorridos num intervalo de tempo insuficiente para ele transpor a distância entre ambas as cidades, de forma que a acusação teve de ser reescrita quando tal impossibilidade material ficou demonstrada, seu principal delator chegou a ser repreendido pelo magistrado de outro processo pela contumácia com que proferia falsas acusações. Vossa decisão, Senhor Presidente, será também uma atitude de PROTEÇÃO AO INSTITUTO DO REFÚGIO/ASILO, seriamente ameaçado pela invasão do STF na área do Executivo. Também se constituirá numa demonstração de afeto para com nosso povo, humilhado, insultado e injuriado obscenamente pelas autoridades italianas, com o apoio das colonizadas e subservientes elites brasileiras (especialmente a mídia). Battisti escreveu 17 livros, fundou duas revistas virtuais, organizou numerosos congressos culturais e a 1ª Bienal de Artes Gráficas do México. Ele será tão útil para nossa cultura quanto o foi, quando se refugiou no México, o também escritor Gabriel Garcia Márquez (signatário, por sinal, de uma mensagem de apoio a Battisti). A salvação de Battisti será a coroação de OITO anos de luta pela preservação da dignidade, independência e generosidade de nosso povo. Atenciosamente, OS ABAIXO ASSINADOS clique e assine http://www.petitiononline.com/btstlng/petition.html Você receberá uma msg do sistema, pedindo sua confirmação de adesão ao abaixo assinado. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100428/0f19bc56/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1768 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100428/0f19bc56/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 28 20:35:20 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Wed, 28 Apr 2010 19:35:20 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_S=C1BADO_RESISTENTE_=2808/05=29?= =?iso-8859-1?q?=3A_A_LUTA_DOS_NEGROS=2C_RESIST=CANCIA_E_DEMOCRACIA?= Message-ID: Carta O Berro...........................................................................repassem Sábado Resistente 8 de maio 2010, das 14h às 17h30 Memorial da Resistência de São Paulo - Largo General Osório, 66 - Luz A LUTA DOS NEGROS, RESISTÊNCIA E DEMOCRACIA O povo brasileiro tem uma história cheia de heróis e mártires. No entanto, a história oficial sempre destrói e omite a participação popular. Os homens e mulheres negras que fizeram a história de nosso país nunca tiveram reconhecidos seu papel e importância. Para piorar, são criadas lendas para esconder personagens e fatos relevantes. A luta anti-racismo, de resistência cultural e por direitos plenos são grandes marcas da população pobre e negra do Brasil, que se confundem constantemente. As classes dominantes oprimem e não permitem que se conte a verdade histórica. Não por acaso, o Almirante Negro João Cândido até hoje não é reverenciado como herói de nosso povo e de nosso país. Muitos outros são escondidos como coadjuvantes quando tiveram importância fundamental para o Brasil. Durante os anos de luta contra a ditadura civil-militar não foi diferente e vários homens e mulheres de ascendência africana se destacaram por sua bravura, determinação política e coerência ideológica. Para analisar e discutir esse papel de protagonista da história do povo brasileiro, o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e o Memorial da Resistência de São Paulo convidam para mais um "Sábado Resistente". Programa: 14h - Boas-Vindas - KATIA FELIPPINI - Museóloga - Memorial da Resistência de São Paulo 14h15 - Apresentação/Coordenação - ALÍPIO FREIRE - Jornalista, Escritor, ex-preso político - Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política 14h30 - DEBATE: "A LUTA DOS NEGROS, RESISTÊNCIA E DEMOCRACIA" DOJIVAL VIEIRA - Advogado, Jornalista e Editor de Afropress - Agência Afroétnica de Notícias (www.afropress.com), presidente da ONG ABC SEM RACISMO LUIZ CARLOS DOS SANTOS - Jornalista, Professor Universitário, Consultor do Museu Afro-Brasil e militante do Movimento Negro. Os Sábados Resistentes são promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo. Trata-se de um espaço de discussão entre militantes de diversas causas, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados em geral no debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados têm como objetivo central estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100428/d845754f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 5110 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100428/d845754f/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 29 18:37:15 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 29 Apr 2010 17:37:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_1=B0_de_Maio__-_CUT-SP_lan=E7a_ho?= =?iso-8859-1?q?tsite_sobre_o_dia_primeiro_de_maio_Latino-Americano?= =?iso-8859-1?q?__=28clique_abaixo=29?= Message-ID: <5936C74706544070B582A052E858DA5E@vcaixe> Carta O Berro......................................................repassem ----- Original Message ----- From: Eli Eliete Caros amigos, Segue release sobre o 1º de maio latino-americano promovido pela CUT-SP no Memorial da América Latina. Nesse evento, vários autores estarão relançando seus livros e fomos convidados para divulgar a biografia de Virgilio Gomes da Silva. Um forte abraço, Edileuza CUT-SP lança hotsite sobre o Dia 1º de maio Latino-Americano O site é um guia prático que mostra toda a grade cultural do evento. Os interessados em conhecer e participar das atividades culturais que serão promovidas no 1º de Maio Latino-americano da CUT 2010 podem acessar a programação completa no hosite www.1demaiocut2010.com.br. O Dia Internacional dos Trabalhadores da CUT acontecerá no Memorial da América Latina e valorizará a cultura e a integração de 20 países do Cone Sul, que representam cerca de 100 milhões de trabalhadores. A bandeira principal de luta deste ano é "Todos unidos pela integração regional, trabalho decente, contra o neoliberalismo e xenofobia" O presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, destacou que o 1º de Maio também fará um resgate da data histórica e também dos valores culturais destes países. No hotsite, os internautas conhecerão as autoridades estrangeiras e nacionais da América Latina que participarão do Seminário Sindical Internacional, no dia 30 de abril. O evento fará uma reflexão sobre os avanços e perspectivas da AL nos próximos anos. As delícias da culinária de 11 países, como Guacamole (México), Saltenha (Bolívia), Arepas (Venezuela), quebra queixo, tapioca (ambos do Brasil) e também uma linda mostra de artesanato, são outras atrações. Grandes autores Também no hotsite os internautas terão uma breve apresentação dos autores que divulgarão as suas obras no Dia 1º de Maio Latino-americano da CUT. Emir Sader (" A Nova Toupeira - os caminhos da esquerda latino americana"); Mino Carta (Crônicas da Mooca); Aloizio Mercadante (Brasil a construção retomada); Edileuza Pimenta e Edson Teixeira "(Virgílio Gomes da Silva: de retirante a guerrilheiro"); Jefferson José da Conceição ("O abc da Crise"), Denise Motta Dau, Iram Jácome Rodrigues e Jefferson da Conceição ("Terceirização no Brasil: do discurso da inovação à precarização do trabalho"); Leonardo Severo ("Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo); Ana Cláudia Moreira Cardoso ("Tempos de trabalho, tempos de não trabalho: disputas em torno da jornada de trabalho") e Jamatis Jacino ("O branqueamento do trabalho") são os autores que abrilhantarão o evento. Um olhar sobre o mundo do trabalho Outra novidade é a exposição de fotografias sobre o "Mundo do Trabalho". No hotsite, os internautas conhecerão alguns dos trabalhos dos fotógrafos premiados no 16º Concurso de Fotografia da Escola Nacional Sindical da Colômbia (ENS) -- acervo que foi gentilmente cedido à CUT. Lembrando que a exposição é aberta ao público e faz parte das principais atividades que celebrarão o dia 1º de Maio da CUT Latino-Americano, que acontecerá no Memorial da América Latina. Milton Nascimento e Carlinhos Brown são algumas das principais atrações A grade de shows reunirá talentos e artistas renomados como Milton Nascimento, que prestará uma homenagem à cantora argentina Mercedes Sosa, Carlinhos Brown, Raíces de America e Fernando Ferrer. Os fãs vão conferir no hotsite um pouco mais do talentoso trabalho destes grandes artistas da música popular brasileira e latino-americana. Evento: 1º de Maio Latino-americano da CUT 2010 Data: 30 de abril (Seminário Sindical Internacional) e 1º de Maio Local: Memorial da América Latina - situado à Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda. Hotsite: www.1demaiocut2010.com.br Viviane Barbosa - Assessora de Imprensa do 1º de Maio da CUT 2010 Alessandra da Conceição e Angela Souza - Assistentes de Comunicação --------------------------------------------------------------------------- Visite seu Grupo . __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100429/02a0361e/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 29 18:37:38 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 29 Apr 2010 17:37:38 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_1=BA_DE_MAIO_CLASSISTA=2C_NA_S=C9?= =?iso-8859-1?q?_-_PROGRAMA=C7=C3O?= Message-ID: <72E9DBE2FC7D4C99B758B464BD086F19@vcaixe> Carta O Berro...................................................repassem ----- Original Message ----- From: Waldemar 1º DE MAIO EM DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES PRAÇA DA SÉ 1º de Maio è dia dos trabalhadores em luta pelos seus direitos. PROGRAMAÇÃO: 09,00 HORAS: MISSA EM MEMÓRIA DOS NOSSOS MÁRTIRES - CELEBRAÇÃO DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO; (D. Odilo Scherer) 10,30 HORAS: ATO NA PRAÇA DA SÉ - MEMÓRIA DOS NOSSOS MARTIRES EM DEFESA DOS NOSSOS DIREITOS PROGRAMA: Música - Grupo Radiola Abertura do ato; Música - Grupo Radiola Primeiros recados das entidades organizadoras Apresentação (música encenação) Espaço Cultural C. Marighella Segundo grupo de recados Encenação: Operário em Construção - Brigada de Teatro da Juventude Grupo Hap do MTST Últimos recados 13,00 Hs: Encerramento - A INTERNACIONAL (Obs: Para os recados foi estabelecido o tempo de 5 minutos - no máximo - cada um) PARTICIPE! CONVIDE AMIGOS/AS, FAMILIARES, COMPANHEIROS/AS DE TRABALHO -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100429/1ffa7559/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 29 18:37:59 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Thu, 29 Apr 2010 17:37:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Lula_=E9_eleito_o_l=EDder_mais_in?= =?iso-8859-1?q?fluente_do_mundo_pela_revista_Time?= Message-ID: Carta O Berro..............................................................repassem Lula é eleito o líder mais influente do mundo pela revista Time O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito nesta quinta-feira (29) pela edição norte-americana da revista "Time" como o líder mais influente do mundo. Segundo empresas especializadas em comunicação, a Time é hoje a revista semanal de maior circulação do planeta. Lula encabeça o ranking de 25 nomes e é seguido por J.T Wang, presidente da empresa de computadores pessoais Acer, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o presidente americano Barack Obama e Ron Bloom, assessor sênior do secretário do Tesouro dos Estados Unidos. No perfil escrito pelo cineasta Michael Moore, o programa Fome Zero é citado como destaque no governo do PT como uma das conquistas para levar o Brasil ao "primeiro mundo". A história de vida de Lula também é ressaltada por Moore, que chama o presidente brasileiro de "verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina". A revista lembra quando Lula, aos 25 anos, perdeu sua primeira esposa, Maria, grávida de oito meses, pelo fato dos dois não terem acesso a um plano de saúde decente. Ironizando, Moore dá um recado aos bilionários do mundo: "deixem os povos terem bons cuidados de saúde e eles causarão muito menos problemas para vocês". A lista da "Times" é dividida em quatro categorias: líderes, heróis, artistas e pensadores. Lula lidera o ranking dos 25 líderes mais influentes do mundo. Veja abaixo a lista dos 25 líderes mais influentes de 2010, segundo a "Time": 1. Luiz Inácio Lula da Silva 2. J.T. Wang 3. Mike Mullen 4. Barack Obama 5. Ron Bloom 6. Yukio Hatoyama 7. Dominique Strauss-Kahn 8. Nancy Pelosi 9. Sarah Palin 10. Salam Fayyad 11. Jon Kyl 12. Glenn Beck 13. Annise Parker 14. Tidjane Thiam 15. Jenny Beth Martin 16. Christine Lagarde 17. Tayyip Erdogan 18. Stanley McChrystal 19. Manmohan Singh 20. Bo Xilai 21. Mark Carney 22. Carol Keehan 23. Khalifa bin Zayed al-Nahyan 24. Robin Li 25. Scott Brown Leia abaixo a tradução do perfil escrito por Michael Moore sobre Lula: Quando os brasileiros elegeram pela primeira vez Luiz Inácio Lula da Silva Presidente, em 2002, os barões larápios do país checaram nervosamente os indicadores de combustível dos seus jatinhos. Eles tinham transformado o Brasil num dos lugares mais desiguais da Terra, e parecia que havia chegado a hora da retaliação. Lula, 64 anos, era um filho genuíno da classe operária da América Latina- de fato, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores-, que já tinha sido preso por liderar uma greve. Ao tempo em que Lula finalmente conquistou a Presidência, depois de três tentativas fracassadas, ele já era uma figura conhecida na vida nacional brasileira. Mas o que o havia levado à vida política? Teria sido o seu conhecimento pessoal do quão duro muitos brasileiros precisam trabalhar só para conseguir sobreviver? Ter sido forçado a abandonar a escola na quinta série para ajudar no sustento da família? Ter trabalhado na infância como engraxate? Ter perdido parte de um dedo num acidente de trabalho? Não, foi quando, na idade de 25 anos, ele viu sua mulher, Maria, morrer aos oito meses de gravidez, junto com seu bebê, porque eles não podiam pagar um tratamento médico decente. Há aí uma lição para bilionários do mundo: permitam que as pessoas tenham acesso a um bom tratamento de saúde e elas não causarão muitos problemas no futuro. E aqui vai uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula- ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e ainda vai completá-lo este ano-é que, ao mesmo tempo em que ele conduz o Brasil rumo ao Primeiro Mundo com programas como o Fome Zero, destinado a eliminar a inanição, e projetos para melhorar a educação dos membros da classe trabalhadora do Brasil, os EUA parecem mais, a cada dia que passa, com o antigo Terceiro Mundo. O que Lula quer para o Brasil é aquilo que costumávamos chamar de "O Sonho Americano". Em contraste, nós, nos EUA, onde o 1% mais rico da população tem agora mais riqueza financeira que os 95% mais pobres, estamos vivendo numa sociedade que está rapidamente se tornando parecida com o Brasil. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100429/d9aabec9/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4657 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100429/d9aabec9/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 30 20:41:12 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 30 Apr 2010 19:41:12 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Vermelho=3A_Uma_afronta_=E0_mem?= =?iso-8859-1?q?=F3ria=2E_OAB=2C_ONGs_e_at=E9_a_ONU_condenam_decis?= =?iso-8859-1?q?=E3o_do_STF_sobre_anistia?= Message-ID: <1B6CB7BD846A4CE3AD945152730D234C@vcaixe> Carta O Berro........................................................................repassem Como disse o presidente da OAB, não foram pareceres de juízes mas " discursos do mêdo." ----- Original Message ----- From: beatrice elo Vermelho: Uma afronta à memória 30 de Abril de 2010 - 16h18 OAB, ONGs e até a ONU condenam decisão do STF sobre anistia do Vermelho O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional condenou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei da Anistia, que perdoa crimes cometidos tanto por agentes do Estado durante o regime militar assim como por opositores do regime punidos pela legislação da época. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também condenou a decisão do STF. Para a OAB, o STF adotou o "discurso do medo" para tomar sua decisão. Até a ONU criticou a decisão e pediu o fim da impunidade no Brasil. "A decisão coloca um selo judicial de aprovação aos perdões estendidos àqueles no governo militar que cometeram crimes contra a humanidade", afirmou o pesquisador da Anistia Internacional para o Brasil, Tim Cahill, em comunicado. "Isto é uma afronta à memória dos milhares que foram mortos, torturados e estuprados pelo Estado que deveria protegê-los. Às vítimas e a seus familiares foi novamente negado o acesso à verdade, à justiça e à reparação." Em seu comunicado, a Anistia Internacional também criticou o Brasil por não seguir o exemplo de países vizinhos como Argentina, Chile, Bolívia e Uruguai que, de acordo com o grupo, levaram à Justiça acusados de crimes contra os direitos humanos durante os regimes militares nessas nações. Na avaliação da Anistia Internacional, a decisão do STF, tomada na quinta-feira, deixa o Brasil em desacordo com leis internacionais que não permitem exceções para crimes de tortura e execuções extrajudiciais. O Supremo decidiu, por 7 votos a 2, rejeitar uma ação impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil que pedia uma revisão da lei de 1979. Na ação, a OAB questionou se a Lei da Anistia se aplicava aos torturadores, pois considera que o crime de tortura não se inscreve entre os "crimes políticos e conexos" previstos naquele texto e, por conseqüência, não poderia ficar impune. O entendimento do relator do caso no STF, ministro Eros Grau, foi de que não cabia ao STF legislar sobre uma revisão da Lei da Anistia, tarefa que, segundo ele, caberia ao Legislativo. Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Victória Grabois classificou de "lamentável" o voto do relator pelo arquivamento do processo, que foi seguido pela maioria dos integrantes da Corte. "Tínhamos esperança. Eros Grau foi preso na ditadura", disse Victória. Para OAB, STF perdeu o bonde da história O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou em nota que o STF "perdeu o bonde da história'' ao não revisar a legislação para que torturadores fossem punidos. "Lamentavelmente, o STF entendeu que a Lei de Anistia (6.683/79) anistiou os torturadores, o que, ao nosso ver, é um retrocesso em relação aos preceitos fundamentais da Constituição e às Convenções Internacionais, que indicam, de forma muito clara, que tortura não é crime político, mas crime comum e de lesa-humanidade, sendo portanto imprescritível", disse o presidente nacional da OAB, criticando duramente a decisão. Ele reconheceu, contudo, que não houve surpresa na decisão, já que pessoas ligadas ao Judiciário já teriam adiantado a derrota. "Isso demonstra o conservadorismo do Supremo. Isso demonstra o conservadorismo da sociedade", disse Cavalcante. Ophir entende que a "OAB fez a sua parte, ao exercer a cidadania na sua plenitude, interpretando o sentimento da sociedade, que queria que essa questão, fosse debatida". E acrescentou: "A decisão do Supremo reproduz o discurso daquela época sombria em que se vivia sob o medo e sem liberdade. Caberá a história julgar a decisão do Supremo". ONU pede fim da impunidade A principal autoridade das Nações Unidas para direitos humanos, a sul-africana Navi Pillay, também criticou nesta sexta-feira (30) a decisão do Supremo e pediu o fim da impunidade no Brasil. "Essa decisão é muito ruim. Não queremos impunidade e sempre lutaremos contra leis que proibem investigações e punições", disse a alta comissária da ONU para Direitos Humanos. No ano passado, durante sua primeira visita ao Brasil, Pillay já havia alertado que o País precisava "lidar com seu passado". Há dois meses, em um encontro com o ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, voltou a falar do assunto em Genebra, dando apoio a iniciativas que levassem a um fortalecimento da idéia de interpretar a Lei de Anistia à luz das leis internacionais de direitos humanos. Pillay, que foi também quem julgou os casos de crime de guerra no Tribunal da ONU para Ruanda, confirmou que havia sido informada da decisão do Supremo e não disfarçava que a decisão não havia sido bem recebida na ONU. "Fiquei sabendo sobre isso hoje pela manhã", disse, em tom de desagrado. Ela se diz surpresa com o fato de o Brasil estar seguindo uma direção diferente ao que ocorre na Argentina e outros países latino-americanos em termos de investigações contra os responsáveis por torturas durante os regimes militares. No Comitê contra a Tortura da ONU, os peritos independentes também não pouparam críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal. O Comitê é formado por juristas de reconhecimento internacional, vindos de todo o mundo. "Isso é incrível e uma afronta. Leis de anistia foram tradicionalmente formuladas por aqueles que cometeram crimes, seja qual for o lado. É um auto-perdão que o século XXI não pode mais aceitar", afirmou o jurista espanhol do Comitê da ONU, Fernando Mariño Menendez. "O Brasil está ficando isolado. Parece que, como na Espanha, as forças que rejeitam olhar para o passado estão prevalescendo", disse, insinuando uma crítica também à situação em seu país onde o juiz Baltazar Garzon pode perder seu posto diante da tentativa de abrir os arquivos da Guerra Civil, há mais de 70 anos. "Há um consenso entre os órgãos da ONU de que não se deve apoiar ou mesmo proteger leis de anistia. Com a decisão tomada pelo Supremo brasileiro, o País está indo na direção contrária à tendência latino-americana de julgar seus torturadores e o consenso na ONU de lutar contra a impunidade", afirmou o perito contra a tortura da ONU, o equatoriano Luis Gallegos Chiriboga. Ele lembra ainda que não há prescrição para os crimes de tortura. "Sociedades que decidem manter essas leis de anistia, seja o Brasil ou a Espanha, estão deixando torturadores imunes à Justiça que tanto se necessidade para superar traumas passados", disse. Outro perito do Comitê contra a Tortura, o senegales Abdoulaye Gaye, também mostrou ontem sua indignação. "Não há justificativa para manter uma lei de anistia. Se uma Justiça decide mante-la, isso é um sinal de que não quer lidar com o problema da impunidade", afirmou. Na ONU, cresce a pressão para que leis de anistia sejam abolidas em todo o mundo. Há poucos meses, a entidade recomendou à Espanha que julgasse finalmente os crimes cometidos na Guerra Civil. Sobre o Brasil, o tema da anistia está na agenda da ONU há uma década. Em 2001, um comitê da ONU sugeriu pela primeira vez ao governo brasileiro que reavaliasse sua lei de anistia. Os peritos já deixaram claro que o Brasil não conseguiria esclarecer seus problemas em relação à tortura e superar a impunidade se não lidasse com seu passado. Da redação, com agências http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/vermelho-uma-afronta-a-memoria.html -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100430/f9c5c70a/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 30 20:41:58 2010 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley - Revista) Date: Fri, 30 Apr 2010 19:41:58 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Reportagem_1_sobre_Vietn=E3_no_op?= =?iso-8859-1?q?eramundi__por_Breno_Altman_=2E_35_anos_da_vit=F3ria?= =?iso-8859-1?q?_sobre_os_EUA?= Message-ID: Carta O Berro.................................................repassem Veja em OPERA MUNDI, um site com muitas informações em texto e vídeos raros. Hoje inicia com um texto e vídeo sobre o Vietnã, especialmente ao completar os 35 anos da vitória sobre os EUA. Aproveitem. Vanderley ----- Original Message ----- From: Breno Altman Caros amigos A partir de hoje Opera Mundi (www.operamundi.com.br) começa a publicação de uma série de reportagens que estou fazendo no Vietnã, a propósito dos 35 anos do final da guerra. Tomo a liberdade de mandar para a caixa postal de vocês e pedirem que divulguem. Não pela qualidade do trabalho, provavelmente sofrível, mas pelo heróico valor do povo vietnamita. Saudações B. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100430/79013c81/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3836 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20100430/79013c81/attachment.jpe