From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Sep 1 17:59:19 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 1 Sep 2009 17:59:19 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Miniss=E9rie_sobre_a_ditadura_?= =?windows-1252?q?na_TV_Cultura_=2C_estreia_em_1=BA_de_setembro=2C_?= =?windows-1252?q?=E0s_23h10=2C_-__a_miniss=E9rie_Trago_Comigo=2C_d?= =?windows-1252?q?e_quatro_cap=EDtulos__HOJE!?= Message-ID: <038901ca2b47$13465810$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro........................................................................................repassem Tata Amaral estreia minissérie sobre a ditadura na TV Cultura Trago Comigo Dirigido por Tata Amaral Um encontro entre os descendentes de ex-companheiros de guerrilha 31/08/2009 13h31m Trago Comigo, que tem no elenco Carlos Alberto Riccelli , Emílio Di Biasi, Ligia Cortez, e Selma Egrei, traz depoimentos reais de ex-militantes contrários ao regime militar O projeto Direções, uma parceria da TV Cultura com o SescTV, estreia em 1º de setembro, às 23h10, a minissérie Trago Comigo, de quatro capítulos, dirigida pela cineasta Tata Amaral. O telefilme será reapresentado também todos os domingos de setembro (6, 13, 20 e 27), às 22h. Com um enredo emocionante, denso e dramático, a trama mistura ficção e realidade para falar de um tema espinhoso que ainda hoje causa dor e revolta em muita gente, a ditadura militar no Brasil. A obra traça um rico painel do ambiente social e político da época: o impacto do AI-5, as perseguições, as ações das guerrilhas, a vida clandestina dos jovens militantes, a realidade na prisão, as torturas, os traumas, e as mortes. Tata participa pela primeira vez do Direções, que está em sua terceira temporada na TV Cultura, e conta que todo o conteúdo de Trago Comigo é inédito e exclusivo para a minissérie. ?O material é totalmente original. No entanto, desenvolvemos uma história a partir de um dos temas de meu próximo filme Hoje,? conta. O fio condutor de Trago Comigo é a história de Telmo Marinicov ? interpretado de forma arrebatadora por Carlos Alberto Riccelli -, um supervisor de teatros que leva uma vida simples e pacata ao lado de sua jovem namorada, a atriz Mônica (Georgina Castro), mas que durante o período da ditadura foi membro da luta armada, exilado político e, na volta do exílio, nos anos 80, diretor teatral de sucesso. Logo na primeira cena da minissérie, Telmo aparece dando entrevista para um documentário sobre luta armada e se dá conta de que não se lembra exatamente de tudo o que aconteceu com ele durante os meses que passou na clandestinidade e na prisão. A partir daí, ele começa a busca pela sua verdadeira história na luta contra a ditadura. Dialogam diretamente com a ação da trama depoimentos reais e marcantes de ex-militantes contrários ao regime como o de Criméia Alice Schmidt de Almeida, guerrilheira do Araguaia: ?Eu apanhei muito e apanhei do comandante?, diz ela. ?Ele foi o primeiro a me torturar e me espancou até eu perder a consciência, sendo que eu era uma gestante bem barriguda. Eu tava no sétimo mês de gravidez?. Ivan Seixas, jornalista, membro da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos relembra que colocaram sua mãe embaixo da sala de tortura. ?Ela ouviu a noite inteira, o dia inteiro, o meu pai sendo torturado até morrer.? Os depoimentos revelam ainda a angústia dos ex-militantes torturados pela ditadura militar em busca da verdade. ?O direito à memória e à verdade é um princípio da democracia?, comenta o deputado federal José Genoíno, que também aparece em Trago Comigo. No elenco afinado, a minissérie de Tata Amaral reúne atores já conhecidos do grande público e também da nova safra da dramaturgia brasileira: Emílio Di Biasi (Lopes), Selma Egrei (Madalena), participação especial de Ligia Cortez (crítica de teatro), Felipe Rocha (Miguel), Georgina Castro (Mônica), Julio Machado (Marcelo), Maria Helena Chira (Julia), Pedro Lemos (Pedro), Paula Pretta (Nina), e Gustavo Brandão (Betão). A Diretora Uma das mais bem sucedidas cineastas brasileiras surgidas na década de 80, Tata dirigiu o premiado Um Céu de Estrelas (1996), considerado pela crítica um dos filmes brasileiros mais importantes da década. O longa foi vencedor nos festivais de Brasília, Boston, Trieste, Créteil e Havana. A cineasta é também diretora de Antônia (2006), que gerou a série de mesmo nome produzida pela Rede Globo, exibida em 2006 e indicada ao Prêmio Emmy em 2007. Encontro de linguagens Com boa receptividade do público e reconhecimento da crítica em suas duas fases anteriores, Direções ? projeto da TV Cultura em parceira com o SescTV, dá um novo passo, reunindo cineastas e encenadores para experimentar novas abordagens em teledramaturgia. Nesta terceira temporada foram convidados três premiados cineastas ? Beto Brant, Eliane Caffé e Tata Amaral ? e três diretores de teatro que mais se destacaram nas edições anteriores: Rodolfo García Vázques, Maucir Campanholi, e André Garolli. Cada diretor teve total liberdade e participou integralmente do projeto, desde a criação, adaptação do texto até a sua finalização na edição. Ao todo, o público vai poder conferir seis belíssimas séries inéditas ? com gêneros e estilos diferentes ?, divididas em 24 episódios. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090901/43e79615/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 31694 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090901/43e79615/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Sep 2 19:40:59 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 2 Sep 2009 19:40:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] http://videos.band.com.br/v_33385_brasil_cabo_anselmo_reaparece_apos_40_anos.htm - no programa Canal Livre da TV Bandeirantes Message-ID: <07ce01ca2c1e$71c1d590$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Tendo em conta as centenas de emails enviados para a Carta O Berro. de pessoas que se esqueceram do nosso aviso feito com antecedência, ou outras que não puderam assistir no horário previsto, estamos enviando por partes, os vídeos da entrevista realizada pela TB Bandeirantes, no Canal Livre, com esse inescrupuloso agente triplo (*), da Marinha, do DOPS e da CIA, infiltrado entre os marinheiros e nas organizações dos combatentes a ditadura no Brasil. CANAL LIVRE São seis vídeos com toda a entrevista do agente triplo, cabo Anselmo, desde 1963 infiltrado nos movimentos sociais da marinha e depois nas organizações que combatiam a ditadura no Brasil. Responsável por torturas, mortes e desaparecimentos dos resistentes ao regime militar. Não poupou sequer a sua companheira Soledad Barret , gravida de um filho seu. (clique nos links abaixo que estão pela ordem de apresentação) http://videos.band.com.br/v_33385_brasil_cabo_anselmo_reaparece_apos_40_anos.htm http://videos.band.com.br/v_33458_canal_livre_programa_deste_domingo_recebeu_o_cabo_anselmo.htm http://videos.band.com.br/v_33469_participantes_do_golpe_militar_dao_declaracoes_?_2.htm http://videos.band.com.br/v_33479_cabo_anselmo_fala_sobre_a_relacao_das_guerrilhas_mundiais_3.htm http://videos.band.com.br/v_33473_cabo_anselmo_fala_sobre_a_estrutura_politica_durante_o_golpe_4.htm http://videos.band.com.br/v_33475_cabo_anselmo_fala_sobre_o_mst__5.htm (*)-Diretor do Dops carioca à época do golpe afirma que antes agente duplo da ditadura já era informante De acordo com Cecil Borer, Cabo Anselmo colaborava com o Dops, o Cenimar e "americanos'; -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090902/92ad16ae/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 7309 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090902/92ad16ae/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Sep 4 19:31:02 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 4 Sep 2009 19:31:02 -0300 Subject: [Carta O BERRO] 40 anos sem Ho Chi Minh - HO CHI MINH - O TIGRE E O POETA* Message-ID: <002501ca2daf$625b0760$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 ----- Original Message ----- From: Vanderley Caixe To: vanderleycaixe at revistaoberro.com.br Sent: Friday, September 04, 2009 7:24 PM Subject: 40 anos sem Ho Chi Minh - HO CHI MINH - O TIGRE E O POETA* CARTA O BERRO. ..........repassem. HO CHI MINH - O TIGRE E O POETA* Por Augusto C. Buonicore "É preciso armar de aço os versos do nosso tempo". Ho Chi Minh Há 40 anos, no dia 3 de setembro de 1969, em plena ofensiva revolucionária, morreu o presidente Ho Chi Minh. A dor causada pela morte do velho líder derrubou as fronteiras impostas pelo imperialismo e, naqueles dias de luto e luta, o Vietnã passou a ser um só povo, um só país. Antes de morrer Ho havia escrito: "Após a minha morte é preciso evitar a organização de grandes funerais para não desperdiçar o dinheiro e nem o tempo do povo". Mas, desta vez, o povo não atendeu seu pedido e lhe prestou uma grande homenagem. Em Hanói centenas de milhares de pessoas acompanharam seu funeral. E o poema que um dia dedicara a Lênin poderia muito bem lhe servir de epitáfio: "Agora ele converteu na brilhante estrela que nos ilumina o caminho da revolução socialista". A Indochina tem sido há milênios palco de lutas encarniçadas entre colonizadores e colonizados. No século XVI a Europa descobriu suas potencialidades econômicas. Primeiro vieram os portugueses e espanhóis, depois os franceses. Diante da resistência crescente dos povos da região, Napoleão III adotou uma política mais agressiva. Em 1897, a Indochina já estava "pacificada", se transformando num protetorado francês além-mar. A opressão colonial, no entanto, aguçava o espírito nacionalista e revolucionário do povo vietnamita. Neste período o centro da resistência aos colonizadores estava localizado na província de Nghe Thim. Seria ali que nasceria, no dia 19 de maio de 1890, Nguyen Sinh Cung, que mais tarde seria mundialmente conhecido como Ho Chi Minh. A juventude de Nguyen foi marcada pela aventura. Aos vinte anos de idade matriculou-se numa escola de marinheiros e viajou pelo mundo afora. Esteve, inclusive, no Brasil. No ano da Revolução Russa, 1917, instalou-se em Paris, alterou seu nome para Nguyen Ali Quoc (o patriota) e entrou em contato com o movimento socialista. Após ler as teses de Lênin sobre a questão colonial e nacional passou a nutrir uma profunda admiração pelo líder revolucionário russo. "Queridos compatriotas, escreveu ele, era disso que necessitávamos, este é o caminho da nossa libertação". Três anos depois participou como delegado no Congresso do Partido Socialista Francês em Tours, no qual defendeu intransigentemente posições internacionalistas e criticou as posições vacilantes dos socialistas diante da questão colonial, apontando para a necessidade de unificar a luta dos operários pelo socialismo e a luta dos povos colonizados pela sua libertação nacional. Neste congresso nasceu o Partido Comunista da França e o jovem Nguyen se tornou um dos primeiros comunistas da Indochina. Em fins de 1923 dirigiu-se a URSS, chegando em Moscou poucos dias após a morte de Lênin, que aprendera a respeitar ainda que de tão longe. Pelas páginas do Pravda demonstraria toda sua tristeza: "Lênin morreu! A notícia golpeou cada um de nós, como um raio ela se espalhou pelas ricas planícies da África e pelos verdes arrozais da Ásia. Os negros e os amarelos, é verdade, não sabem ainda com exatidão quem é Lênin nem onde fica a Rússia. Tudo fizeram para os impedir de saber. No entanto, foi passando de boca em boca que numa longínqua região do mundo, existe um povo que soube derrotar seus exploradores e que agora dirige ele mesmo seus assuntos sem precisar de patrões nem de governos gerais." Na Rússia participou ativamente do V Congresso da Internacional Comunista e foi logo após foi enviado à China para assessorar o Kuomitang - frente política-revolucionária composta de nacionalistas e comunistas. Ali organizou o Thanh Nien (Associação da Juventude Revolucionária do Vietnã), embrião do futuro Partido Comunista da Indochina. Durante a repressão desencadeada pelas tropas de Chiang Kai-shek contra os comunistas chineses, a direção do Thanh Nien se transferiu para Hong-Kong e Nguyen retornou a Europa. No ano de 1929 delegados do Thanh Nien de todo o Vietnã se reuniram para discutir o futuro da organização e sua possível transformação em um partido de tipo leninista. Mas, divergências de ordem regionais levaram a uma cisão do Congresso e ao surgimento de dois partidos comunistas. Nguyen foi destacado para mediar o conflito e tentar a unificação destas diversas organizações em um único partido. Em fevereiro de 1930 realizou-se, sob sua coordenação, uma reunião na qual se decidiu pela unificação e criação de um Partido Comunista da Indochina unitário. O avanço da esquerda na França, que culminou com a vitória da Frente Popular, trouxe novas esperanças para luta revolucionária no sudeste asiático. O governo francês decretou anistia e a legalizou do PC da Indonésia. Reascendeu-se, assim, o movimento de massas pela independência no qual os comunistas eram vanguarda. Mas, o período democrático durou pouco, pois com a queda do governo da Frente Popular, em 1939, uma violenta repressão desceu sobre o povo do Vietnã e o Partido Comunista foi colocado novamente na legalidade. A China foi ocupada pelo Império japonês, aliado da Alemanha e Itália fascistas. Ho foi enviado novamente para assessorar as tropas nacionalistas e comunistas. Em 1940, quando seu próprio país foi ocupado, retornou para comandar a resistência armada e criou a Liga pela Independência do Vietnã, o Viet Minh - uma ampla frente antiimperialista. No ano seguinte, quando retornou a China para estabelecer uma estratégia comum de luta contra a intervenção do Japão na região, acabou sendo preso pelas tropas de Chiang Kai-shek e passou quinze meses na prisão. Segundo ele: "os piores anos da sua vida". Para não morrer escrevia poemas, que mais tarde seriam organizados sob o título Poemas do cárcere. Escreveu: "Se não houvesse o luto, a morte, o frio do inverno, / quem reconheceria o sol da primavera? / O acaso conduziu-me aos fornos da desgraça/ para fazer-me forte e de consciência rija". Naqueles anos muitos acreditaram que ele estivesse morto, mas eis que reapareceu à frente do Viet Nihn. Nguyen - Seu nome agora era Ho Chi Mihn, que significava: "aquele que ilumina". Em 1945 a situação militar mais favorável permitiu a unificação dos diversos agrupamentos guerrilheiros do Vietnã num Exército de Libertação Nacional. No dia 23 de agosto os revolucionários tomaram Saigon e dois dias depois todo o país estava nas mãos do povo em armas. A revolução triunfara e Ho Chi Minh foi proclamado presidente. Na prisão havia escrito: "Aqueles que saem da prisão podem reconstruir um país ... / O verdadeiro dragão voará para fora". O imperialismo não permitiria que o Vietnã escapasse facilmente de suas mãos. Por isso fez de tudo para recuperá-lo. Em novembro de 1946 o exército francês assassinou cerca de seis mil vietnamitas e se reiniciou a guerra pela independência. Naqueles anos os ventos sopravam a favor da revolução asiática. No final de 1949 a revolução antiimperialista na China saiu vitoriosa e os países sob hegemonia socialistas, encabeçados pela URSS, passaram a reconhecer oficialmente o governo de Ho Chi Minh. Estes fatos dão grande impulso à luta de libertação do povo do Vietnã e, em 1954, já havia sido retomado mais da metade do país. Neste mesmo ano ocorreu a maior batalha da guerra de independência em Dien Bien Phu, quando as tropas francesas foram definitivamente derrotadas. A revolução, novamente, vencia seus algozes. Afirmou Ho Chi Minh: "Para resistir aos aviões canhões de inimigos, tínhamos somente lanças de bambus. Mas nosso Partido era um Partido marxista-leninista, não enxergávamos apenas o presente, mas também o futuro e depositávamos confiança nas forças do nosso povo". Uma conferência, realizada em Genebra, aprovou um acordo de paz que estabeleceu a divisão do Vietnã e marcou eleições gerais, visando a unificação do país. Embora o presidente Ho soubesse que a resolução não era boa para o Vietnã ela, pelo menos, permitia uma trégua que seria benéfica para as forças revolucionárias e a reconstrução do Vietnã do Norte, destruído pelos longos anos de guerra. O presidente Ho era um homem simples, sempre trajava seu velho uniforme caqui, sem divisas, e sandálias de camponês. Seu corpo, talhado nas grutas e florestas do seu Vietnã, não se adaptava facilmente ao palácio presidencial e preferia passar seus dias numa cabana de jardineiro. Todos queriam conhecer o presidente camponês e ele passava horas conversando com delegações de trabalhadores e, pacientemente, lhes explicava os objetivos da revolução. A tão esperada eleição para a unificação do país não se realizou e logo se reiniciaram as provocações nas fronteiras do Vietnã do Norte. Em 1960 nacionalistas e comunistas do sul fundaram a Frente de Libertação Nacional, seus membros passariam a ser chamado pejorativamente de Viet Kongs. Cresceu o movimento democrático e nacional pela unificação do país, a situação do Vietnã do Sul se tornou insustentável e os EUA tiveram que aumentar seu envolvimento militar. Assim teve início um dos conflitos mais sangrentos da segunda metade do século XX e ao mesmo tempo uma das páginas mais belas da história da resistência dos povos por sua libertação. Em 1968 o movimento contra a intervenção norte-americana do Vietnã atingiu seu auge. Nas manifestações que a juventude rebelada realizou nas ruas da França, Alemanha e Brasil podiam ser vistas fotos do velho líder revolucionário vietnamita. A partir de então o governo norte-americano, isolado politicamente, começou a realizar uma lenta e gradual retirada de tropas do Vietnã. No dia 3 de setembro de 1969, em plena ofensiva revolucionária, morreu o presidente Ho Chi Minh. A dor causada pela morte do velho líder derrubou as fronteiras impostas pelo imperialismo e, naqueles dias de luto e luta, o Vietnã passou a ser um só povo, um só país. Antes de morrer Ho havia escrito: "Após a minha morte é preciso evitar a organização de grandes funerais para não desperdiçar o dinheiro e nem o tempo do povo". Mas, desta vez, o povo não atendeu seu pedido e lhe prestou uma grande homenagem. Em Hanói centenas de milhares de pessoas acompanharam seu funeral. E o poema que um dia dedicara a Lênin poderia muito bem lhe servir de epitáfio: "Agora ele converteu na brilhante estrela que nos ilumina o caminho da revolução socialista". No dia 30 de abril de 1975 as tropas da Frente Nacional de Libertação irromperam vitoriosas em Saigon. No dia seguinte, 1º de maio, milhões de pessoas saíram às ruas do Vietnã para comemorar o dia internacional do trabalho e a libertação definitiva do país. No alto dos edifícios, sobre as selvas e grutas passou a tremular a bandeira vermelha com uma estrela dourada de cinco pontas, a bandeira da revolução, a bandeira de Ho Chi Minh. Numa prisão chinesa havia escrito: "Uma noite sem dormir. Duas noites. Três noites/ Impossível dormir! Agito-me, angustiado. / Quarta noite, quinta noite. Será sonho? Vigília? / Cinco pontas de uma estrela enrolam em meus pensamentos". Naqueles dias da libertação os sonhos do velho líder se transformaram em História. * Esse artigo foi publicado originalmente no Sítio Vermelho quando dos 115 anos do nascimento de Ho Chi-minh -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090904/6a18ff48/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 19133 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090904/6a18ff48/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Sep 5 16:40:44 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 5 Sep 2009 16:40:44 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__O_dia_em_que_Jango_prendeu_o_c?= =?windows-1252?q?abo_Anselmo___=2E_Informante_infiltrado_na_Associ?= =?windows-1252?q?a=E7=E3o_dos_Marinheiros=2E?= Message-ID: <034301ca2e60$c30233c0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...................................................................................repassem Caros amigos, estou , hoje, repassando pela Carta O Berro, as palavras de dois amigos e, que reputo da maior responsabilidade demonstrada no tempo. Sem dúvida o cabo Anselmo foi informante do Cenimar, do DOPS e da CIA. Desde 1963 ele vinha atuando como informante e agente provocador para desestabilizar o governo de Jango Goulart. Usou a Associação dos Marinheiros com esse objetivo, o que sem dúvida, tirando os aspéctos de manipulação, a associação foi um importante papel organizador da marujada mesmo antes desse inescrupuloso agente. A TV Bandeirantes com a colaboração do ex-CCC (comando caça comunista) Boris Casoy deve ter programado e agendado estratégicamente a entrevista com o objetivo de descaracterizá-lo como informante antes de 1964. Para quem assistiu o programa deve ter percebido as patetices dos entrevistadores, evitando inclusive que ele falasse a mais do que estava previsto. Boris quase se "borrou" quando foi revelado os encontros anteriores do o delator-assassino de sua própria companheira Soledad.Mas a produção soube desvirtuar o assunto. Bem, leiam abaixo o que falam os amigos Chuahy e Argemiro e, ao final o texto que me enviou o historiador , dos mais respeitados, Moniz Bandeira. Estou repassando para + de 700.000 leitores da Carta O Berro. Abraço. Vanderley ========================================================================================================== Caro Vanderley acompanhei o texto desde o começo. O Argemiro me procurou e eu falei c/ o Juarez que lhe deu informações mais detalhadas. E tudo verdade. Pode encaminha-lo ao Ministro e a Comissao de Anistia que o Cel Juarez Motta e eu depoeremos se necessario. No incio dde Novembro de 1963 o Cmt Corseuil me ralatou quem era o Ancelmo e seu grupo. Eu imediatamente falei ao Raul Riff. Acho interessante transcrever so seu site - Carta O Berro - o artigo do Argemiro. E tudo verdade. Abracos Chuahy ====================================================================================================================== Caro Vanderley, Estou certo de que vai interessar a você o post que coloquei hoje no meu blog com algumas revelações sobre o cabo Anselmo. O título é "O dia em que Jango prendeu o cabo Anselmo". O endereço do blog é argemiroferreira.wordpress.com Se achar interessante, peço que repasse ao pessoal da sua lista. Um abraço do Argemiro =================================================================================================================== Blog do Argemiro Ferreira Mídia, jornalismo, política internacional & mais O dia em que Jango prendeu o cabo Anselmo A veemência com que, na entrevista ao Canal Livre da Rede Bandeirantes, o notório cabo Anselmo (José Anselmo dos Santos), de olho numa indenização como ?perseguido político?, tentou negar que já era agente infiltrado (e provocador) da direita ANTES do golpe de 1964, não consegue contestar o depoimento enfático do delegado Cecil Borer em 2001 ? conforme o texto (talvez definitivo) assinado por Mário Magalhães na Folha de S.Paulo, a 31 de agosto de 2009 (leia AQUI). Estou me metendo nessa discussão por ser assunto que me apaixona desde que participei, há pouco mais de três décadas, de uma reportagem de investigação da revista Playboy, conduzida pelo jornalista Marco Aurélio Borba, meu amigo (e editor nacional de Opinião no período em que dirigi sua redação, 1975-76), que morreria poucos anos depois, num acidente em Brasília. Ouvi depoimentos para a revista no Rio, enquanto mais jornalistas faziam o mesmo em outros estados (não tenho aquele número da revista, mas seria bom se alguém pudesse informar ao menos o mês e o ano, entre 1977 e 1979, pois ainda acho que existem ali dados relevantes). Na época entrevistei vários militantes de partidos clandestinos e ex-presos políticos que tiveram contato com Anselmo (alguns insistem ainda hoje no detalhe de que seria apenas marinheiro de 1ª classe e não cabo). Eles relataram fatos e dúvidas. Ouvi ainda pessoas que tinham servido no coração do governo João Goulart. A começar por meu amigo pessoal Raul Ryff, ex-colega de trabalho no Departamento de Pesquisa do Jornal do Brasil, que tinha sido secretário de imprensa de Jango. Com a ajuda de Ryff, cheguei a outros nomes de pessoas que tinham servido no Palácio durante o governo Jango. Eduardo Chuahy, amigo dele, capitão do Exército até ser cassado em 1964, servira como ajudante de ordens no gabinete militar da presidência, então chefiado pelo general Assis Brasil, reconstituiu com riqueza de detalhes o clima existente no setor militar do Palácio e as muitas trapalhadas de Assis Brasil, que garantia existir o célebre ? e ilusório ? ?dispositivo militar? capaz de impedir um golpe. O aviso de Corseuil: ?ele é espião? Eu estava particularmente interessado em falar com o comandante Ivo Acioly Corseuil, o que foi possível na época graças ao aval de Ryff e Chuahy, que o conheciam bem. De fato, Corseuil contou muita coisa, aprofundando relatos já conhecidos. Mas o núcleo central do depoimento dele a mim foi a ratificação do que já dissera a Moniz Bandeira e estava no livro (publicado em 1977) O Governo João Goulart ? as lutas sociais no Brasil, 1961-1964 (capa na parte inferior deste texto), sobre o qual escrevi minuciosa resenha para IstoÉ, infelizmente publicada na época com alguns cortes. Ele explicou que no governo de Jango o chefe da Casa Militar (Assis Brasil) era também secretário do Conselho de Segurança Nacional. Segundo a entrevista que Corseuil me deu, em 1962 ele era chefe de gabinete do CSN e em 1963 passou a sub-chefe da Casa Militar. Entendi então que era de 1962, no tempo em que estava no CSN, o informe (ele não lembrava a data precisa) avisando que Anselmo era agente infiltrado, provocador e trabalhava para a CIA. Corseuil me disse que tinha informações de várias fontes, segundo as quais havia gente infiltrada entre os marinheiros. Até pessoas vestidas de marinheiros que, na verdade, não eram marinheiros. Uma das fontes que lhe passaram tais informações era ?um rapaz da turma de Carlos Lacerda?, então governador da Guanabara. Julgou confiável o dado porque o rapaz, que conhecia há algum tempo, ex-funcionário do ministério da Marinha, trabalhava para Lacerda junto aos marinheiros (lacerdista, tinha saído do emprego para trabalhar no Palácio Guanabara). A informação de que Anselmo (que aparece acima, à direita, numa foto de 1964, e aqui ao lado, à esquerda, em foto recente, de óculos escuros e sob o logotipo da Globo) era agente da CIA não viera desse agente (identificado apenas como ?Tanahy?) e sim de um correspondente de jornal norte-americano ? ?pessoa com muitos contatos, que falava com muita gente?. Ele sempre telefonava para dar informações. Por exemplo, tinha passado imediatamente a informação sobre uma reunião de Lacerda com correspondentes norte-americanos para conclamar os EUA a derrubar Jango. Para a CIA, ?útil por liderar? Para Corseuil, Anselmo não era o único agente infiltrado, mas pode ter sido escolhido pela CIA onde era visto como capaz de liderar. Perguntado por que nada foi feito pelo governo de Jango, apesar das muitas informações e avisos feitos, respondeu que as providências não cabiam ao CSN. A Marinha é que teria de se aprofundar no caso, por estar na sua área. A tarefa teria de ser especificamente do Cenimar, que era sempre avisado. Corseuil enfatizou que também tomara a iniciativa de avisar pessoalmente o Cenimar. ?Aquela gente do Cenimar era toda do Lacerda. E o Lacerda fomentava a rebelião?, disse-me ele. Corseuil também explicou que nenhuma providência foi tomada desde 1962, apesar de tantos avisos e informes, em parte por causa do próprio temperamento de Jango, que ?tinha um coração grande demais?. Lembrou o episódio da revolta dos marinheiros, no Sindicato dos Metalúrgicos, quando o presidente foi especificamente alertado para o papel de Anselmo e nada fez ? embora outras pessoas do governo também tenham alertado na época para a necessidade de ação vigorosa para deter a conspiração. Mas pelo menos dois oficiais que serviam no Palácio recordam ainda hoje um episódio no qual Jango, pessoalmente, agiu com firmeza, mostrando estar consciente do papel de Anselmo como provocador e agente infiltrado. Chuahy, então capitão, pediu que Ryff alertasse Jango e mostrasse ao presidente como a mídia, desde que começara o problema dos sargentos, superdimensionava a questão (em busca de reações contra a indisciplina), apostando ainda numa ação potencial de Anselmo que agravasse o quadro e empurrasse até os moderados das Forças Armadas para o lado do complô golpista em marcha. O episódio citado foi o da prisão de Anselmo em março de 1964, quando tentava penetrar ? e falar ? na reunião do Automóvel Clube. Tem sido praticamente ignorado até hoje, pois nunca interessou à mídia, cúmplice do processo golpista desde o início. Quem me reviveu o episódio agora, com detalhes preciosos que expõem o repúdio de Jango à indisiciplina que enfraquecia o governo na área militar e encantava os golpistas e a mídia, foi o coronel Juarez Mota ? à época capitão e ajudante de ordens (além de amigo) do presidente, hoje aposentado, com 75 anos, e vivendo em Porto Alegre. ?Preso por ordem do presidente? Estava em andamento, claro, a operação destinada a desestabilizar o governo, como parte do esforço para superdimensionar os movimentos dos sargentos e dos marinheiros (ainda que muitos, obviamente, tenham deles participado por desinformação ou ingenuidade). Conforme o relato do coronel Juarez, o presidente não sabia que Anselmo planejava falar no Automóvel Clube, mas tinha consciência de que ele era agente infiltrado na esquerda. ?Quem o viu chegar foi o coronel Carlos Vilela, da Casa Militar?, conta o militar aposentado. ?Como eu estava mais à frente, acompanhando o presidente, ele me chamou: ?Está chegando o cabo Anselmo, o que faço?? O próprio Jango antecipou-se e deu a ordem: ?Prende!? Quando Anselmo começava a entrar, voltei com Vilela, que o segurou pelo ombro, enquanto eu punha a mão no pescoço. Os dois desviamos o cabo à força para outra sala, onde havia um sofá de dois lugares. Vilela mandou que ele sentasse e comunicou: ?Por ordem do presidente, o senhor está preso?. Em seguida Vilela foi chamar o coronel (Domingos) Ventura, comandante da Polícia do Exército. Ventura veio com a escolta e levou Anselmo preso para o quartel da PE.? Para Juarez, aquela ordem firme de Jango deixou claro que não tinha dúvida sobre quem era Anselmo. Podemos concluir que a avaliação coincidia com a descrição de Cecil Borer, delegado e torturador que o usava no DOPS como informante (conforme contou à Folha em 2001) juntamente com ?a Marinha e os americanos?. O relato de Juarez é reforçado por Chuahy, que à época já era veemente também na crítica aos movimentos de sargentos e marinheiros, devido á manipulação oculta da oposição direitista com apoio da mídia. Vilela morreu no ano passado (2008). Tinha sido ajudante de ordens do general Zenóbio da Costa na II Guerra Mundial. Juarez Mota continuou no Exército (aposentou-se como tenente-coronel) e nunca deixou de ser amigo de Jango, que conhecia praticamente desde criança. Natural de São Borja, também era parente do presidente Getúlio Vargas: seu avô era primo-irmão de Getúlio e a bisavó Zulmira Dorneles Mota era irmã de dona Cândida Dorneles Mota, mãe do presidente que se matou em 1954. No papel de ajudante de ordens do presidente, o capitão Juarez aparece na capa do livro de Moniz Bandeira, do lado direito da foto. É o militar uniformizado, em destaque logo atrás de Jango. Ele próprio me confirmou essa identificação. E creio que é também o que aparece na primeira foto, na abertura deste post, entre o presidente e a primeira dama Maria Tereza Goulart. ============================================================================================================== Prezado, Pode repassar a informação para o pessoal que quer evitar a anistia do Anselmo. A entrevista de Borer, publicada na Folha, confirma o que demonstrei em meu livro O Governo João Goulart ? As lutas sociais no Brasil (1961-1967), que foi best seller, lançado no Brasil, em 1977, quando eu estava em Paris e muitas vezes nos encontramos. A primeira edição esgotou em 48 e a obra ficou seis meses no primeiro lugar na lista de best sellers da Veja. Mais de 40.000 exemplares foram vendidos e a 8ª edição revista e ampliada pretendo lançar em março de 2010. Nessa obra, demonstrei, com base em diversas informações de militares, e outras evidências, que o Cabo Anselmo era um agente provocador, infiltrado pelo CENIMAR/CIA. Isto tudo me foi contado pelos comandantes Paulo Werneck e Ivo Acioly Corseuil, assim como coronel Pinto Guedes. Eram todos do serviço de inteligencia - Serviço de Informações e Contra-Informações (SFICI), então dirigido por oficiais nacionalistas, que rechaçaram a colaboração da CIA, aceita pelo CENIMAR. Aí está o que escrevi no livro, documentadamente. i. e., citando as respectivas fontes, como faço em todos os meus livros.. ?O drama estava preparado. Naturalmente, com a exaltação da marujada e a intransigência do Almirantado, a radicaalização política propiciava a eclosão de atos de rebeldia daaquele tipo, insuflados, em grande parte, por agentes provocadores, com o objetivo de polarizar a oficialidade das Forças Armadas contra o governo. O comandante Ivo Acioly Corseuil, subchefe da Casa Militar da presidência da República avisou a Goulart e ao almirante Sílvio Mota que o líder do movimento José Anselmo dos Santos, marinheiro de 1a classe e não cabo como se celebrizou, era agente do serviço secreto, provocador, trabalhando para a CIA. Não se tratava de conjectura e sim de informação, oriunda da própria Marinha. E Goulart, ao receber essa denúncia, preveniu as lideranças sindicais contra a infiltração de elementos da direita e provocadores existente na Associação dos Marinheiros . Os acontecimentos posteriores iriam confirmá-la. Não era de estranhar, aliás, que Anselmo estivesse a promover uma provocação contra o governo. A CIA, já àquele tempo, dava assistência ao Centro de Informações da Marinha (CENIMAR) e à policia de Carlos Lacerda, cujos elementos também se infiltraram entre os marinheiros, usando uniformes, para fazer badernas, conforme o SFICI comprovara. Por outro lado, muitos almirantes, em franca agitação contra o governo, desejavam alimentar um motivo para o golpe de estado. O almirante Sílvio Mota, deliberadamente ou não, contribuiu para que isto ocorresse, ao criar o caso com a Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais, e exonerou-se do cargo em meio da crise?. Talvez, encomendando em uma livraria, você possa encontrar um exemplar da 7ª edição. Ou solicitar a Renato Guimarães, diretor da Revan, que lançou a 7ª edição. Mas há muitos fatos que talvez você desconheça. Paulo Schilling, assessor de Brizola, tinha uma secretária, Marlene, muito ligada ao sargento Prestes de Paula, que liderou a revolta dos sargentos em 1963 (e ninguém ouviu falar nele), confessou à revista Veja, faz alguns passados, que trabalhava para o Centro de Informações do Exército (CIE) e o SNI. Chama-se Marlene. Sempre desconfiei dessa mulher, que depois do golpe apareceu no Uruguai, que me procurou em S. Paulo em 1974, quando em saí da prisão, e posteriormente a vi em Portugal. Aliás, nos documentos da CIA desclassificados e que pesquisei para meu livro, aparecem informes sobre conversas reservadas de Paulo Schilling, que podiam ser transmitidas por quem estava ao seu lado. O sargento Guerra, muito radical antes do golpe de 1964, depois apareceu no Uruguai, quando lá estávamos exilados, e por volta de 1972 procurou entrar em contacto com o ALN. Foi morto a tiros e o militante que o matou disse-me que encontrou em seu bolso carteiras do SNI e do CIE. Abaixo você pode ver o que Argemiro publicou no blog que ele mantém. É mais amplo que o texto publicado no blog de Nassif. Com um abraço, Moniz -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090905/3624ab7c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 17698 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090905/3624ab7c/attachment-0004.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 15877 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090905/3624ab7c/attachment-0005.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10378 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090905/3624ab7c/attachment-0006.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 27511 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090905/3624ab7c/attachment-0007.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Sep 6 13:16:03 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 6 Sep 2009 13:16:03 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Anthologie_de_la_chanson_fran?= =?windows-1252?q?=E7aise_-_15_CDs_=2E_____________________________?= =?windows-1252?q?______________________________________HOJE_=C9_DO?= =?windows-1252?q?MINGO!?= Message-ID: <013701ca2f0d$54e9cfd0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.................................................................................repassem São 15 CDs reunindo a Antologia da música francesa. Cada CD está representado por um link abaixo, do rapidshare. Clique no link e aparecerá dois programas para baixar o Cd.Clique no free que é gratuito. Talvez tenha que esperar uns poucos segundos para aparecer o Downloud . Clique nele e escolha em que pasta do computador que baixar. E, aguarde. É uma coleção valiosa e que vale a pena fazer esse processo. Bom Domingo! ? ----- Original Message ----- From: AntonioC Anthologie de la chanson française Mp3 @ 160 to 224 kb/s (vbr) | Front Covers | 15 CDs | 1,13 Gb French/Retro/Pop/Folk/Patrimoine populaire français | Label: Epm/Believe Digital | Source : Internet ? C?est une série d?albums de chansons populaires françaises que j?ai trouvée sur le net : chansons de métiers, à danser, d?amour, de femmes, de marins, de soldats, de marins, pour enfants, rituelles, de tradition, paillardes, de cabaret et de la rue... Par ailleurs, l?album chansons pour enfants est incomplet, il ne comporte que 17/26 chansons. Vous trouverez des posts dits "Anthologie de la chanson française", box set de 17 CDs. Ne vous y fiez pas : il comporte ceux que je poste ici plus deux albums d?une anthologie de 1900 à 1920, c-a-d qu?il ne s?agit nullement d?un box set, mais 2 séries différentes d?albums d?anthologie de la chanson française. ? 01 - Chansons De Métiers (1 janvier 1996) 01. Avoine - La Chifonnie 02. Le Petit Mercelot - Emmanuel Pariselle 03. Les Trois Macons Jolis - Gabriel Yacoub 04. Le Tailleur De Pierre - Marc Robine 05. Par Ou You - Gilbert Bourdin 06. C'est Un Picard C'est Un Normand - Jacky Bardot 07. Christophe - Michèle Bernard 08. Le Chaudronnier - Dany Benhaim 09. Le Rémouleur (version angevine) - Ben 10. Le Rémouleur (version vaudoise) - Le Corou de Berra 11. La Barbière - Yvon Guilcher 12. Compagnons Dauphinois - Jacky Bardot 13. Les Scieurs De Long - La Kinkerne 14. La Ceinture D'argent - La Chifonnie 15. Beau Garçon Jardinier - Ben 16. La Chanson De L'aiguille - Chantal Grimm 17. Voici Demain Saint Blaise - Jacky Bardot 18. Briolages - Mic Baudimant 19. Les Trimardeurs - Le Corou de Berra 20. Prends Pas Un Serrurier - Ben 21. Les Canuts - Marc Robine 22. Le Vieux Modèle - Chantal Grimm 23. Les Calfats - Christian Desnos 24. Les Marchands Des Quatre Saisons - Mireille Ben 02 - L'histoire en chansons (14 janvier 1997) 01. Le Carillon De Vendome - Michel Hindenoch 02. La Mort De La Palice - Gilles Elbaz 03. Le Prince D'orange - Marc Ogeret 04. Le Printemps Retourné - Chantal Grimm 05. Vive Henry IV - Jacky Bardot 06. Mazarinades - Gilles Elbaz 07. Gironfla - Marc Robine 08. Les Adieux De La Tulipe - Jean Blanchard 09. Comprenez-Vous - Gabriel Yacoub 10. Le Grand Projet - Chantal Grimm 11. La Complainte Des émigrés - Catherine Perrier 12. La Bataille De Waterloo - Gilles Elbaz 13. Les Souvenirs Du Peuple - Serge Hureau 14. Quand Viendra T Elle - Catherine Perrier 15. Le Temps Des Cerises - Marc Robine 16. La Semaine Sanglante - Michèle Bernard 17. Elle N'est Pas Morte - Catherine Perrier 18. En Revenant De La Revue - Alain Charrié 19. On Est En République - Marc Robine 20. Le Fils De L'allemand - Michèle Bernard 21. Gloire Au XVII ème - Alain Charrié 22. Le Clairon - Gilles Elbaz 23. La Chanson De Craonne - Gérard Pierron 03 ? Ballades & Complaintes (18 février 1997) 01. Les Enfants De Pontoise - Marc Robine 02. C'est A La Foire à Saint Thuriau - Roland Brou 03. Le Revenant - Patrick Desaunay 04. Perrine était Servante - Anne Sylvestre 05. La Complainte De Cartouche - Hal Collomb 06. La Complainte De Mandrin - François Hadji Lazaro 07. La Fille De Parmi Ces Bois - Jean Baron 08. Les Trois Roses - Ben 09. La Fille Du Géolier - Yannick Guilloux 10. Saint Martin D'auray - Michel Hindenoch 11. Trois Garçons Maréchaux - Roland Brou 12. Le Puits - Le Corou De Berra 13. La Légende De Saint Nicolas - Anne Sylvestre 14. La Belle Qui Fait La Morte - Jean-François Dutertre 15. La Fille Du Maréchal De France - Benhaïm Michel 16. Le Petit écolier - Jean Blanchard 17. La Fille De Lyon - Marc Robine 18. Dame Lombarde - Mireille Ben 04 - Chansons à Danser (17 janvier 2000) 01. La Caille - Bernard Indeau 02. La Rose Et Le Rosier - Jean Blanchard 03. Ecoutez Bien Jeunes Garçons - Jean Baron 04. En Avant Deux - Denis Le Vraux 05. La Rose Blanche - Yannick Guilloux 06. D'où Venez Vous Promenez Vous - Jean-Loup Baly 07. La Petite Jeannette - Michel Benhaim 08. Le Pauvre Jean La La - Gilbert Bourdin 09. Les Filles De Saint Martin - Michel Favre 10. Bonjour Maître Médecin - Jean-Luc Madier 11. À L'entour Du Moulin - Jean-Michel Saint Cricq 12. Le Deuil D'amour - Yannick Guilloux 13. Par Un Beau Clair De Lune - Michel Hindenoch 14. J'ai Un Oiseau Qui Vole - Yvon Guilcher 15. Baise Moi Si M'en Irai - Yvon Guilcher 16. Ma Mère Malhabile - Yvon Guilcher 17. C'est un plaisir que d'aimer - Jacky Bardot 18. Y'a Neuf Ans Cette Nuit - Dany Benhaim 19. Reviens T'en Yaum - Gilbert Bourdin 20. Les Filles De Saint Chely - Bernard Indeau 21.Pour Aller Voir Les Filles - Yannick Guilloux 22. Derrière Chez Nous Le Rossignol Y Chante - Yannick Guilloux 23. Pauvre Gramuse - Michel Favre 24. À Bordeaux Il Vient D'arriver - Michèle Bernard 25. Jean Petit - Jean-Luc Madier 05 - Chansons d'amour (17 janvier 2000) 01. Nous Irons En Flandres - Patrick Desaunay 02. La Jolie Flamande - Jean-Luc Madier 03. Un Beau Soir De Dimanche - Evelyne Girardon 04. Beau Rossignolet Sauvage - Roland Brou 05. Dans La Ville De Paris - La Chifonnie 06. Les Trois Fendeurs - Ben 07. Derrière Chez Nous - Gabriel Yacoub 08. La Belle Est Au Jardin D'amour - Emmanuelle Parrenin 09. J'ai Fait Un Rêve - Michel Hindenoch 10. Deux Heures Avant Le Jour - Marie-Noële Lemapihan 11. Grand Dieu Que Je Suis à Mon Aise - Jacky Bardot 12. Par Un Lundi - Jean-Michel Saint Cricq 13. Les Tristes Noces - Michèle Bernard 14. Ah Dis Moi Marguerite - Jean-Michel Saint Cricq 15. Le Roi A Fait Battre Tambour - Anne Sylvestre 16. Le Jeune Trimardeur - Marie-Noële Lemapihan 17. Rossignolet Tu Chanteras - Jean-Michel Saint Cricq 18. À La Claire Fontaine - Michèle Bernard 19. M'amour La Caille - Ben 20. C'est Mon Ami - Lionel Rocheman 21. Plaisir D'amour - Gabriel Yacoub 06 - Chansons de Femmes (17 janvier 2000) 01. Filles Qui êtes à Marier - Francis Lemarque 02. Déjà Mal Mariée Déjà - Emmanuelle Parrenin 03. Je Voudrais être Mariée - Sylvie Berger 04. Je Croyais Que Le Mariage - Marie-Noële Lemapihan 05. Les Douze Amoureux - Michèle Bernard 06. Je Regrette Nom De Nom - Bénedicte Le Croart 07. La Vieille Fille - Marie Sauvet 08. Les Trois Jolis Mineurs - Gabriel Yacoub 09. Amusez Vous Les Filles - Roland Brou 10. Et Moi Je Reste à Regarder - Catherine Perrier 11. Une Fillette à Quatorze Ans - Bernard Indeau 12. La Nonne Par Contrainte - Anne Sylvestre 13. Do Do Nanette - Michel Benhaim 14. Ou Est Allé Le Temps - Marie-noële Lemapihan 15. Les Soucis Du Ménage - Robert Amyot 16. La Femme D'un Libertin - Marc Robine 17. La Jalousie Est Cause - Jean-françois Dutertre 18. J'ai Une Méchante Mère - Michel Hindenoch 19. J'ai Fait Faire Un Bateau Sur Mer - Michel Benhaim 20. La Femme Libre - Chantal Grimm 21. Filles D'ouvriers - Michèle Bernard 22. La Fille à Maman - Chantal Grimm 23. J'ai Battu Mon Homme - Arlette Mirapeu 24. Ma Grand-mère - Michèle Bernard 07 - Chansons de marins (17 janvier 2000) 01. Saint Nazaire - La Chifonnie 02. Brassons Bien Partout Carré - Christian Desnos 03. Ceux Qui Ont Nommé Les Bancs - Gérard Pierron 04. Chantons Pour Passer Le Temps - Anne Sylvestre 05. Les Filles De Lorient - Marc Robine 06. Pique La Baleine - Francis Lemarque 07. Le Navire De Bayonne - Gabriel Yacoub 08. La Batelière - Marie-Noële Lemapihan 09. Quand Je Suis Parti De La Rochelle - Christian Desnos 10. Le Retour Du Marin - Tonio Gémème 11. Le Corsaire - Jean-Yvon Cornic 12. Les Trois Marins De Groix - La Chifonnie 13. Le Brick - Christian Dautel 14. Chant Des Tilholiers De L'Adour - Emmanuel Pariselle 15. Chant Des Mariniers De La Loire - Gabriel Yacoub 16. Devant Bordeaux - Michèle Bernard 17. Marcherot - Hal Collomb 18. Filles Du Hameau - La Kinkerne 19. Le Forban - Marc Robine 20. Le Père Winslow - Jean-Yvon Cornic 21. Hourra Les Filles à Dix Deniers - Christian Desnos 22. Chantons La Loire Et Les Mariniers - Denis Le Vraux 08 - La tradition paillarde (17 janvier 2000) 01. Commençons La Semaine - Florence Dionneau 02. Ah Que Nos Pères étaient Heureux - Christian Desnos 03. Amis Buvons - Hal Collomb 04. Sans Soucis - Michel Hindenoch 05. Gaillardise - Lionel Rocheman 06. Un Satyre Cornu - Gilles Elbaz 07. L'abbé De Confiance - Jean-Luc Madier 08. L'anguille - Marc Robine 09. M'en Allais à La Foire - Bernard Indeau 10. L'oiseau Volage - Ben 11. La Godinette - Jean Baron 12. Trinquons Nos Verres - Christian Desnos 13. Chez Le Boucher - Jacky Bardot 14. La Charcutière Brune De Langoelan - Laurent Jouin 15. Mon Bon Ami - La Kinkerne 16. Qu'il Fait Bon être à Table - Patrice Gabet 17. Colin Et Colinette - Lionel Rocheman 18. Jeanneton Prend Sa Faucille - Marc Robine 19. Les Trois Drôles - Mireille Ben 20. Toujours Buvant - Christian Desnos 21. Dessus Le Pont Du Havre - Jean-Loup Baly 22. Le Plaisir D'être à Table - André Ricros 23. La Raclette - La Kinkerne 24. Camarade Qu'apportes Tu - Jacky Bardot 25. Le Curé du Village - Jean-Luc Madier 26. La Puce - Gilles Elbaz 27. J'ai Besoin De Baisers - Florence Dionneau 09 - L'air du temps (17 janvier 2000) 01. Le Marchand De Chansons - Francis Lemarque 02. Le Bout De Monsieur D'argenson - Michèle Bernard 03. Il Pleut Bergère - Jean-Loup Baly 04. Ma Frangine - Evelyne Girardon 05. Le Départ Du Roi Pour La Conquête Du Milanais - Jacky Bardot 06. Garcon Mathurin - Jean-Luc Madier 07.La Purge - La Chifonnie 08. Madame Grégoire - Florence Dionneau 09. Tableau De Paris à Cinq Heures Du Matin - Francis Lemarque 10. Les Vaches Noires - Lionel Rocheman 11. La Vieille Servante - Chantal Grimm 12. La Chaîne - La Chifonnie 13. C'est Sur Le Pont De Lyon - Marc Robine 14. Tu N'as Plus D'amitié Pour Moi - Michel Hindenoch 15. Tout En M'y Promenant - Marie-Noële Lemapihan 16. Le Forgeron De La Paix - Gilles Elbaz 17. La Dynamite - La Chifonnie 18. Le Galérien - Lionel Rocheman 19. Le Réveillon à Faire - Florence Dionneau 20. Par un matin je me lève - Michel Hindenoch 21. M'en Revenant De Noces - Marc Robine 22. L'épervier Farouche - Catherine Perrier 23. Une Noce à La Cascade - Arlette Mirapeu 24. La Foire Aux Nichons - Gilles Elbaz 10 - Chansons de soldats (21 juin 2007) 01. La Tempête - Marc Robine 02. La Milice - Gabriel Yacoub 03. Le Conscrit De 1810 - Alain Charrié 04. Conscrits égayons Nos Vingt Ans - Jean-Loup Baly 05. La Partance - Claude Lefèbvre 06. Soldat Par Chagrin - Jean Blanchard 07. Le Conseil De Guerre - Marc Robine 08. Ce Sont Trois Jeunes Garçons - Marie-Noële Lemapihan 09. Villa De Chambéry - Jacky Bardot 10. Adieu Marie - Denis Le Vraux 11. Auprès De Ma Blonde - Hal Collomb 12. La Lettre De Pelot De Betton - Marc Robine 13. Réveillez vous Picards - Michel Hindenoch 14. L'homme Armé - Denis Gasser 15. Trois Jeunes Tambours - Marc Ogeret 16. Le Soldat Mécontent - Marc Robine 17. À Biribi - Tonio Gémème 18. Quand Madelon - Alain Charrié 19. Dans Les Tranchées De Lagny - Francis Lemarque 20. Non Non Plus De Combats - Le Corou de Berra 11 - Chansons pour Enfants (21 juin 2007) 01. Bonjour Ma Cousine - Chantal Grimm 02. Nous N'irons Plus Au Bois - Anne Sylvestre 03. Jean De La Lune - Gabriel Yacoub 04. Le Petit Bossu - Sophie Pariselle 05. Les Mensonges - Michel Hindenoch 06. Les dents - Gilbert Bourdin 07. La Tricotée - Sylvie Berger 08. Sainte Marguerite - Jacky Bardot 09. Ah Tu Sortiras Biquette - Mélody Pariselle 10. Alphabet - Coline Yacoub 11. Le Petit Homme - Le Corou de Berra 12. Berceuse Berrichonne - Catherine Perrier 13. Les Compagnons De La Marjolaine - Marc Robine 14. Elle A Demandé à Sa Mère - Jean-Loup Baly 15. Mes Burons Sont Morts - Sylvie Berger 16. Sardine Et Crocodile - La Chifonnie 17. Le Furet - Sophie Pariselle Manquent : 18. Lundi matin - Sophie Pariselle 19. La Plus Belle De Céans - Hal Collomb 20. La Rose Au Boué - Anne Sylvestre 21. Une Souris Verte - Mélody Pariselle 22. Frère Jacques - Marc Robine 23. Les Menteries - Bernard Indeau 24. Les Noces Des Gueux - Dany Benhaim 25. Savez Vous Planter Les Choux - Kevin Robine 26. Fais Dodo Colas Mon P'tit Frère - Marc Ogeret 12 - Chansons rituelles (21 juin 2007) 01. La Passion De Jésus Christ - Marie Sauvet 02. Le Mai De Clérieux - Ben 03. Bon Anniversaire - Chantal Grimm 04. Dessus La Mer Il Y A Un Pré - René Zosso 05. Mardi Gras - Marc Robine 06. Conseils à La Mariée - Marie-Noële Lemapihan 07. Voici Le Mois De Mai - Fréderic Paris 08. La Digne Journée - Sylvie Berger 09. Jesus Christ S'habille En Pauvre - Gabriel Yacoub 10. L'enterrement De La Vie De Garçon - Gilbert Bourdin 11. Les Douze Mois De L'année - Emmanuelle Parrenin 12. La Saint Jean Qui S'approche - Bernard Indeau 13. La Chanson Des Mouillotins - Denis Le Vraux 14. Il Est Né Le Divin Enfant - Anne-Claire Marin 15. Ma Mie M'a Donné - Ben 16. La Veille De La Chandeleur - Sylvie Berger 17. Trimazot - Benhaïm dany 18. Marie Madeleine - Fréderic Paris 19. Nous Mènerons La Pauvre Mariée - Bernard Indeau 20. Le voyage à Bethleem - Sylvie Berger 21. Le Guignolot De Saint Lazot - Marc Robine 13 - De la rue au cabaret (21 juin 2007) 01. Belleville Ménilmontant - Tonio Gémème 02. Paillasse - Serge Hureau 03. Le larron - La Chifonnie 04. Pauvre Pierreuse - Michèle Bernard 05. La Grève Des Mères - Montéhus 06. Les Berceaux - Jean-Loup Baly 07. Le Gâs Qu'a Perdu L'esprit - Claude Antonini 08. Le Couteau - Mélaine Favennec 09. Le Soldat De Marsala - Gilles Elbaz 10. Les Cinq étages - Michèle Bernard 11. La Glu - Tonio Gémème 12. Les Mangeux D'terre - Marc Robine 13. À La Goutte D'or - François Hadji Lazaro 14. Le Pendu - Chantal Grimm 15. Le Pape Musulman - Serge Hureau 16. Les Petits Pavés - Mélaine Favennec 17. Jeanne La Rousse - Michèle Bernard 18. Berceuse - Tonio Gémème 19. De Place En Place - La Chifonnie 20. La Chanson Des Corbeaux - Claude Antonini 21. Le Roi Boiteux - Gilles Elbaz 22. Le Grand Métingue Du Métropolitain - Pierre Perret 14 - Des trouvères à la Pléiade (21 juin 2007) 01. Seigneurs Sachiez Qui Or Ne S'en Ira - René Zosso 02. J'aime Bien Celui Qui S'en Va - Sylvie Berger 03. Adieu Mes Amours - Gilles Elbaz 04. Trop Penser - Benhaim lily 05. De Moi Doloreus - René Zosso 06. La Blanche Biche - Emmanuelle Parrenin 07. Mignonne Allons Voir Si La Rose - Denis Gasser 08. D'où Vient Cela - Gabriel Yacoub 09. Plus Ne Suis Ce Que J'ai été - Chantal Grimm 10. Contre Le Tems Qui Devise - René Zosso 11. Le Roy Englois - Gilles Elbaz 12. Dieu Garde Celle De Déshonneur - Jean-François Dutertre 13. Au Renouvel Du Temps - René Zosso 14. Le Plaisir D'elle - Jean-Loup Baly 15. La Chanson Du Roi De Navarre - Chantal Grimm 16. Comment Vouloir Qu'une Personne Chante - Gabriel Yacoub 17. Du Trez Douz Nom - René Zosso 18. Gentil Prince De Renom - Denis Gasser 19. Aimez-Moi Ma Mignonne - Michel Hindenoch 20. Je Demande Ma Bien Venue - Emmanuelle Parrenin 21. L'amour De Moy - Jean-Loup Baly 22. Loyauté - René Zosso 23. Le Roi Renaud - Mélaine Favennec 24. Quand Au Temple Nous Serons - Pierre Perret 15 - La tradition (21 juin 2007) 01. Rossignolet Sauvage - Michel Benhaim 02. À Saint Nazaire Y'a T'une Brune - Roland Brou 03. Sur Le Pont Du Nord - Tonio Gémème 04. Les Agréments Du Mariage - Jacky Bardot 05. Vive La Rose - Michèle Bernard 06. Ninon - La Kinkerne 07. La Belle De Saint Martin De L'ile - Jean-Loup Baly 08. Aux Marches Du Palais - Marc Robine 09. La Ville De Sarlat - Jean-Michel Saint Cricq 10. L'autre Jour En M'y Promenant - Jean Baron 11. V'la L'bon Vent - La Chifonnie 12. Pauvre Jacques - Lionel Rocheman 13. Fleur D'épine - Michèle Bernard 14. Sandrine - Gildas Arzel 15. Pierre Mon Aimant Pierre - Roland Brou 16. Le Roi A Une Nourrice - Bernard Indeau 17. Marienson - René Zosso http://rapidshare.com/files/273760758/1_Chansons_de_m_tiers.rar.html http://rapidshare.com/files/273768580/2_L_histoire_en_chansons.rar.html http://rapidshare.com/files/273776818/3_Ballades___Complaintes.rar.html http://rapidshare.com/files/273785247/4_Chansons___danser.rar.html http://rapidshare.com/files/273803102/5_Chansons_d_amour.rar.html http://rapidshare.com/files/273803134/6_Chansons_de_Femmes.rar.html http://rapidshare.com/files/273803157/7_Chansons_de_marins.rar.html http://rapidshare.com/files/273803158/8_La_tradition_paillarde.rar.html http://rapidshare.com/files/273803167/9_L_air_du_temps.rar.html http://rapidshare.com/files/273842784/10_Chansons_de_soldats.rar.html http://rapidshare.com/files/273848719/11_Chansons_pour_Enfants.rar.html http://rapidshare.com/files/273906720/12_Chansons_rituelles.rar.html http://rapidshare.com/files/273917718/13_De_la_rue_au_cabaret.rar.html http://rapidshare.com/files/273936692/14_Des_trouv_res___la_Pl_iade.rar.html http://rapidshare.com/files/273936704/15_La_tradition.rar.html . __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090906/823f9395/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090906/823f9395/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Sep 6 13:16:24 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 6 Sep 2009 13:16:24 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Convite_para_o_Sabado_Resistente_?= =?iso-8859-1?q?do_dia_12/09__-___ENCONTRO_DE_GERA=C7=D5ES_AS_EXPER?= =?iso-8859-1?q?I=CANCIAS_DO_ESTUDANTE_MILITANTE_ONTEM_E_HOJE?= Message-ID: <013b01ca2f0d$613e8cd0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Companheir at s, Participe de nosso próximo Sábado Resistente! E divulgue para as suas listas Obrigado, M.Politi Sábado Resistente 12 de Setembro de 2009, das 14h às 17h30 Memorial da Resistência de São Paulo - Largo General Osório, 66 - Luz ENCONTRO DE GERAÇÕES AS EXPERIÊNCIAS DO ESTUDANTE MILITANTE ONTEM E HOJE O encontro de gerações foi planejado para ser um ciclo de debates entre as gerações dos resistentes de ontem com os resistentes de hoje. Esta série de debates começará no sábado, dia 12 de setembro, com a reunião daqueles que, a partir dos bancos escolares e universitários, se prepararam para lutar contra a ditadura militar e seu diálogo com a geração atual que, num contexto de realidade distinta, também resiste. Através da discussão e da troca de experiências, a proposta tem como objetivo enriquecer o debate a respeito do tipo de organização social que almejamos e principalmente que valores e princípios devem ser preservados e incentivados. Para debater sobre o papel dos jovens de ontem e os de hoje, sua história e perspectivas, o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e o Memorial da Resistência de São Paulo convidam para o encontro com três representantes dos estudantes militantes. Programa: 14h - 14h15: Apresentação: Katia Felipini - Memorial da Resistência de São Paulo 14h15 -15h45: Palestras Moderador: Ivan Seixas Jornalista, ex-preso político - Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política e do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo Debatedores: Professor Leonel Itaussu de A. Melo Líder estudantil, presidente do Diretório Central dos Estudantes - DCE/USP nos anos de 1968 e 1969. Atualmente é Professor Doutor de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - FFLCH/USP Carlos Eduardo Pinheiro Líder estudantil, presidente da União Estadual de Estudantes -UEE Maria Gorete Coordenadora Pedagógica e Política da Escola Nacional Florestan Fernandes 15h45 -16h40: debate 16h45 -17h30: visita ao Memorial da Resistência de São Paulo O Sábado Resistente é promovido pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo. É o espaço de discussão entre companheiros combatentes de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados para o debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime militar, implantado com o golpe de Estado de 1964. Nossa preocupação é estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090906/1a2abbdd/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Sep 7 15:27:09 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 7 Sep 2009 15:27:09 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Discurso_do_Lula=3A_demo-tucanos_?= =?iso-8859-1?q?se_enforcaram_com_a_CPI_da_Petrobr=E1s_e_o_pr=E9-sa?= =?iso-8859-1?q?l?= Message-ID: <04c201ca2fe8$cfccbce0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.................................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice.lista Discurso do Lula: demo-tucanos se enforcaram com a CPI da Petrobrás e o pré-sal 7/setembro/2009 11:46 A referência a Drummond - "a independência não é um quadro na parede" - no discurso do Presidente do Brasil, na véspera do Dia da Independência, me lembrou as aulas de Português do Colégio de Aplicação, no Rio, onde também estudou o Ministro Franklin Martins, e onde uma severa e inesquecível D. Suely nos obrigava a ler "tenho duas mãos e o sentimento do mundo". Clique aqui para ler a íntegra do discurso do Presidente da República do Brasil, já que o PiG (*) o ignorou E aqui para ver como Fernando Henrique Cardoso, o Supremo demo-tucano se refere ao Sete de Setembro: como "uma palhaçada" O discurso do presidente Lula é a forma mais inteligente de conduzir a campanha presidencial de 2010. Inteligente, porque explora a burrice da oposição. Os demo-tucanos e o PiG (*) - um se nutre nas vísceras do outro (aqui já foi a aula sobre Augusto dos Anjos (**) .) - fizeram ao Presidente da República do Brasil o grande favor de instalar na calada da noite uma CPI da Petrobrás. E agora se dedicam a transformar o pré-sal numa desgraça que só os clientes do Davizinho podem enfrentar. Os clientes do Davizinho e os clientes do Farol de Alexandria, que pagam US$ 50 mil por palestra, fora o jatinho. Com o discurso na véspera do Dia da Pátria, o Presidente da República jogou os demo-tucanos no precipício. Ele mandou o povo às ruas para reviver a campanha "O Petróleo é Nosso" - clique para ler a entrevista com Maria Augusta Tibiriçá E avisou à oposição. Nós vamos comparar o meu governo com o do Fernando Henrique. Ou seja, vai pendurar o Fernando Henrique no pescoço do Zé Pedágio - clique aqui para ler Disse o Presidente da República, ontem na televisão: "De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas. Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia. O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito." O Presidente da República desafiou os demo-tucanos a ir para a rua (e para o PiG*) fazer oposição ao regime de partilha e à destinação do pré-sal ao povo brasileiro. "O pré-sal é nosso !" - é o tema da campanha que o candidato (ou os candidatos) de Lula vai levar para a campanha. E o que vão fazer os demo-tucanos ? Correr pela porta dos fundos da CPI da Petrobrás ? Essa Petrobrás que, segundo o Presidente da República, é a cara do novo Brasil: "A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo. A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis. O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros" O Conversa Afiada quer ver o senador Álvaro Dias, o gênio que inventou a CPI da Petrobrás, balançar a farta cabeleira ao vento do Paraná e se reeleger contra Petrobrás. Cuidado, senador, tem petróleo no litoral do Paraná . Quero ver o Agripino Maia se reeleger senador no Rio Grade do Norte contra a Petrobrás. Cuidado, senador, Mossoró tem petróleo - e muito. Quero ver o Arthur Virgílio Cardoso, aquele que tirou o remédio das crianças com o fim da CPMF, se reeleger senador pelo Amazonas contra a Petrobrás. Tem petróleo e gás no Amazonas, senador. Quero ver o Zé Pedágio ir para a campanha (inútil) contra a Petrobrás. Ou ele vai fazer como o Alckmin. Que privatizou tudo. Não teve a coragem de defender a privatização que realizou como governador de São Paulo. E no segundo turno saiu às pressas para o camarim e vestiu a camiseta que o Luiz Gonzalez arrumou para ele com o símbolo da Petrobrás. Lula ontem repetiu Getúlio (a quem poderia ter citado no discurso .). Jogou a bomba da Petrobrás no colo dos udenistas. Paulo Henrique Amorim (*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político - o PiG, Partido da Imprensa Golpista (**) Augusto dos Anjos previu como serão as exéquias do PiG (*) ? "Velho caixão a carregar destroços - Levando apenas na tumbal carcaça O pergaminho singular da pele E o chocalho fatídico dos ossos !" Clique aqui para ir mais fundo em Augusto dos Anjos Publicado por admin · Canal: Bigpost http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=17699 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090907/b90832e6/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 11885 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090907/b90832e6/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Sep 7 15:27:26 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 7 Sep 2009 15:27:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Livros_de_Luiz_Alberto_Moniz_B?= =?windows-1252?q?andeira_=3A_=22PO=C9TICA=22__e__=22DE_MARTI_A_FID?= =?windows-1252?q?EL=22___-_dia_17_de_setembro_=28quinta=29_=E0s_19?= =?windows-1252?q?_horas__na_Academia_de_Letras_da_Bhaia?= Message-ID: <04c801ca2fe8$da4e1970$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090907/a9309831/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 110484 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090907/a9309831/attachment-0001.png From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Sep 8 18:28:31 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 8 Sep 2009 18:28:31 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Livro bomba acusa FHC de ter servido a CIA. Message-ID: <03e301ca30cb$50cd5a10$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Livro bomba acusa FHC de ter servido a CIA. Mal chegou às livrarias e ?Quem pagou a conta?? já se transformou na mote que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002. O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. "Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times). Dinheiro da CIA para FHC "Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69. (este é outro livro que deve ser lido!) Fundação Ford Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares. Agente da CIA Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos. Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA. Milhões de dólares 1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153). 2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443). 3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147). FHC facinho 4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123). 5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119). 6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090908/1b247621/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 12089 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090908/1b247621/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 13410 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090908/1b247621/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Sep 9 20:09:25 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 9 Sep 2009 20:09:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_Hist=F3ria_do_MST__=28em_v=ED?= =?windows-1252?q?deo=29?= Message-ID: <019001ca31a2$93431330$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. -mensagem original- Carlos R. S. Moreira ( Beto ) -------------------------------------------- Historia del MST (em vídeo) http://vimeo.com/271732 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090909/ee0c50ca/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090909/ee0c50ca/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Sep 9 20:09:43 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 9 Sep 2009 20:09:43 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_27=BA_Caravana_da_Anistia_-_Ses?= =?windows-1252?q?s=E3o_especial_de_Julgamento_de_processos_de_anis?= =?windows-1252?q?tia_pol=EDtica_de_ex-presos_e_perseguidos_pol=EDt?= =?windows-1252?q?icos_do_estado_de_S=E3o_Paulo__-__Dia_11_de_setem?= =?windows-1252?q?bro_no_Memorial_da_Resist=EAncia_-_e_homenagem_a_?= =?windows-1252?q?Salvador_Alende=2E?= Message-ID: <019401ca31a2$9dbad2d0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Programação Neste final de semana, reservem suas agendas para as programações que terão lugar no Memorial da Resistência de São Paulo Largo General Osório, 66 ? Luz Sexta-feira - 11 de setembro 1. Pela manhã Homenagem ao presidente Salvador Allende e à Resistência chilena. Apresentação de vídeo e debate. 2. À Tarde Sessão Especial de Julgamento de Processos de Anistia Política de ex-presos e perseguidos políticos do Estado de São Paulo. ======================================================================= -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090909/88181a52/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Sep 10 19:36:17 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 10 Sep 2009 19:36:17 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Para_lembrar_a_barb=E1rie_do_go?= =?windows-1252?q?lpe_militar_no_Chile=2Cem_11_de_setembro=2C__este?= =?windows-1252?q?_belo_poema_de_Benedetti=3A_=22ALLENDE=22?= Message-ID: <05b701ca3267$1c8551c0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Para lembrar a barbárie do golpe militar no Chile,em 11 de setembro de 1973, este belo poema de Benedetti: "ALLENDE" "ALLENDE" Para matar al hombre de la paz para golpear su frente limpia de pesadillas tuvieron que convertirse en pesadilla, para vencer al hombre de la paz tuvieron que congregar todos los odios y además los aviones y los tanques, para batir al hombre de la paz tuvieron que bombardearlo hacerlo llama, porque el hombre de la paz era una fortaleza Para matar al hombre de la paz tuvieron que desatar la guerra turbia, para vencer al hombre de la paz y acallar su voz modesta y taladrante tuvieron que empujar el terror hasta el abismo y matar mas para seguir matando, para batir al hombre de la paz tuvieron que asesinarlo muchas veces porque el hombre de la paz era una fortaleza, Para matar al hombre de la paz tuvieron que imaginar que era una tropa, una armada, una hueste, una brigada, tuvieron que creer que era otro ejercito, pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo y tenia en sus manos un fusil y un mandato y eran necesarios mas tanques mas rencores mas bombas mas aviones mas oprobios porque el hombre de la paz era una fortaleza Para matar al hombre de la paz para golpear su frente limpia de pesadillas tuvieron que convertirse en pesadilla, para vencer al hombre de la paz tuvieron que afiliarse siempre a la muerte matar y matar mas para seguir matando y condenarse a la blindada soledad, para matar al hombre que era un pueblo tuvieron que quedarse sin el pueblo. Mario Benedetti -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090910/78a70aff/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4398 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090910/78a70aff/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Sep 11 19:27:51 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 11 Sep 2009 19:27:51 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Os_mil_dias_da_Unidade_Popular_por?= =?iso-8859-1?q?_Augusto_Buonicore__/__e_veja_mais_can=E7=F5es_da_c?= =?iso-8859-1?q?ampanha_da_UP__+_=FAltimos_dias_de_Allende_+_discur?= =?iso-8859-1?q?so_de_Allende?= Message-ID: <033001ca332f$19807950$0200a8c0@vcaixe> Os mil dias da Unidade PopularCarta O Berro........................................................................................................repassem (clique sobre a foto) Último discurso de Salvador Allende CHILE: OS MIL DIAS DA UNIDADE POPULAR (1970-1973) Por Augusto Buonicore A Vitória de Allende Em janeiro de 1970 a Unidade Popular ainda não tinha decidido quem seria o seu candidato à presidência da República. Existia certa resistência ao nome do socialista Salvador Allende que havia sido derrotado por três vezes consecutivas. Enquanto se desenvolviam as negociações, o Partido Comunista lançou o seu próprio candidato: o poeta Pablo Neruda. No entanto, a situação exigia a unidade das forças de esquerda e, finalmente, chegou-se a um acordo em torno do nome do candidato socialista. A Unidade Popular (UP) foi composta pelos partidos socialista, comunista, radical, social-democrata, Movimento de Ação Popular Unitário (Mapu) e Ação Popular. As duas principais forças eram a socialista e a comunista. O Partido Socialista podia ser considerado a extrema-esquerda da Internacional Socialista. Muitos de seus dirigentes se diziam marxista-leninistas e defendiam Cuba socialista. O Partido Comunista do Chile, por sua vez, era o maior partido da esquerda e, nas últimas eleições, tinha conseguido aproximadamente 17% dos votos e eleito 21 deputados e 5 senadores. A campanha da UP ganhou o país e mobilizou centenas de milhares de trabalhadores. Todos pressentiam que chegara a hora da esquerda chilena. Mais de 400 mil pessoas se reuniram no último comício realizado na capital. Em 4 de setembro de 1970 Allende venceu por uma margem bastante apertada. Ele obteve 36,6% dos votos, Jorge Alessandri do Partido Nacional (direita) 34,8% e Radomiro Tomic da Democracia Cristã 27%. Uma multidão tomou as ruas de Santiago. Contudo, a guerra ainda não havia sido ganha. Como nenhum dos candidatos obteve maioria absoluta dos votos cabia ao Congresso Nacional, no qual a UP era minoria, confirmar o candidato vencedor. Começou, assim, uma intensa pressão da burguesia sobre os parlamentares democrata-cristãos para que não aceitassem o resultado das urnas. A CIA trama contra a posse de Allende Num discurso pronunciado em 14 de setembro de 1970, o secretário de Estado estadunidense Henry Kissinger afirmou: "É muito fácil prever que a vitória de Allende possibilitará o estabelecimento de um governo comunista. Nesse caso, não se trata de um governo desse tipo numa ilha sem tradição e nem impacto na América Latina (...). A evolução da política chilena é muito séria para os interesses da segurança nacional dos Estados Unidos". Em 21 de setembro a CIA enviou um telegrama aos seus agentes em Santiago: "O propósito da operação é evitar que Allende assuma o poder. O suborno do Parlamento foi descartado. O objetivo é a solução militar". Um relatório da embaixada norte-americana enviado à Kissinger afirmava: "o general Schneider tem que ser neutralizado, tirado da frente se por preciso". O comandante-em-chefe do Exército, general René Schneider, era um legalista e se opunha aos projetos golpistas da direita militar. Por isto, segundo a CIA, ele precisava ser eliminado. No começo de outubro outra mensagem chegou à capital chilena: "Criar um clima de golpe mediante propaganda, desinformação e atividades terroristas destinadas a provocar a esquerda para ter um pretexto para um golpe". Alguns dias depois um agente da CIA em Santiago informou sua sede em Washington que o "general Viaux propôs seqüestrar os generais Schneider e Prats dentro das próximas 48 horas". A resposta foi: "Informar a esses oficiais golpistas que o governo dos EUA lhes dará apoio total no golpe." Os americanos não só sabiam do plano terrorista de matar o comandante do Exército chileno como o apoiavam. O próprio adido militar dos Estados Unidos entregou três metralhadoras aos oficiais golpistas, liderados por Viaux e Valenzuela, que assassinariam o general Schneider no dia 25 de outubro. O fato ocorreu poucas horas antes da votação no Congresso que deveria homologar o nome de Allende. A CIA exultou: "24 horas da reunião do Parlamento, um clima de golpe existe no Chile (...) o atentado contra o general Schneider produziu conseqüências muito próximas das previstas no plano de Velenzuela (...). Em conseqüência, a posição dos conspiradores foi reforçada". Ledo engano. O país ficou consternado e o resultado acabou sendo desfavorável às forças de direita. A ala democrática da Democracia Cristã venceu e, em 24 de outubro, o congresso acabou reconhecendo a vitória de Allende. Em troca exigiu a aprovação do Estatuto de Garantias Constitucionais pelo qual o novo governo socialista ficava proibido de mexer nos meios de comunicação privados, na educação e nas Forças Armadas. Um acordo que o novo governo cumpriu religiosamente nos seus mil dias conturbados. O primeiro ministério refletiu a nova correlação de forças existente no Chile. Dele participavam cinco ministros socialistas, três comunistas, três radicais, um do MAPU, um da AP e um da esquerda independente. A esquerda havia conquistado o governo e não o poder. Os poderes legislativo e judiciário continuavam firmes nas mãos de representantes da burguesia. A subestimação deste dado da realidade criou perigosas ilusões no seio das forças socialistas chilenas. As medidas econômicas e sociais do governo Allende Uma das principais bandeiras da UP foi a nacionalização das minas de cobre. O cobre representava cerca de 80% das exportações chilenas e estava nas mãos de três grandes monopólios estrangeiros: a Anaconda, a Kennecott Cooper e a Serro. A lei de nacionalização foi aprovada em 11 de julho de 1971 com o voto unânime do congresso nacional - nem a direita entreguista teve coragem de votar contra um anseio tão profundo da nação chilena. O governo também nacionalizou as indústrias do ferro e do salitre. Interveio na Companhia de Telefones do Chile, que era filial da poderosa ITT norte-americana e estatizou o sistema bancário, nele se incluía o City Bank. As nacionalizações feriram profundamente os interesses privados das companhias estadunidenses. Após a estatização dos bancos o governo orientou o crédito para os pequenos e médios produtores e para projetos de desenvolvimento industrial e social. Houve uma significativa redução dos juros. Reativou-se o setor de construção civil, adotando uma ousada política de construção de casas populares. Foram estabelecidas relações diplomáticas e comerciais com Cuba, China, Vietnã e Coréia do Norte. Realizou-se uma reforma agrária abrangente que resultou na quase extinção do latifúndio improdutivo. Neste período expropriaram-se cinco milhões de hectares em benefício de mais de 40 mil famílias. As medidas econômicas e sociais adotadas levaram que no primeiro ano de governo a produção industrial aumentasse em 12% e o PIB crescesse 8,3%, índice inédito até então. Reduziu o nível de desemprego e ocorreu um processo rápido de recuperação salarial. A participação dos assalariados na renda nacional subiu de 53% para 61%. A CUT foi legalizada e passou de 700 mil para 1 milhão de filiados. Todas as crianças chilenas passaram a ter o direito a meio litro de leite por dia. O governo Allende ampliou drasticamente os serviços médicos e escolares. Estas medidas levaram a uma redução significativa da mortalidade infantil e dos níveis de analfabetismo. A previdência foi estendida para 330 mil pequenos comerciantes e feirantes e 130 mil pequenos industriais, artesãos, desportistas profissionais etc. Em abril de 1971, a UP teve mais uma estrondosa vitória nas eleições municipais. Ela conseguiu 50,2% dos votos enquanto a DC atingiu 27% e o PN apenas 20%. A votação refletiu a rápida mudança de espírito das massas populares - um deslocamento para esquerda - e reforçou a tese sobre a possibilidade de um "via chilena para o socialismo". Esta se daria pela articulação do avanço institucional da esquerda, através das eleições, e a mobilização e organização das massas populares. A ofensiva conservadora contra o governo popular Desde a posse de Allende o imperialismo norte-americano, em conluio com setores da grande burguesia, implementou um plano metódico de destruição da economia chilena. De repente, os créditos externos desapareceram, houve uma corrida aos bancos e os capitais foram enviados ilegalmente para o exterior. No mês de outubro de 1972 eclodiu a greve dos caminhoneiros que foi seguida por uma greve no comércio, nos transportes urbanos, nos hospitais particulares etc. Era uma greve insurrecional da burguesia. Neste período mais de trezentas mil cabeças de gado foram contrabandeadas e dez milhões de litros de leite atirados nos rios para que não chegassem nas mesas das crianças pobres. A terra não foi semeada e a produção de alimentos caiu catastroficamente. Em pouco tempo começou a faltar alimentos nas grandes cidades. Proliferou o mercado negro e incentivou-se o processo inflacionário. O governo só não caiu graças a mobilização e a auto-organização popular. Diante da tentativa da burguesia em parar a nação, os trabalhadores ocuparam as fábricas fechadas e as mantiveram produzindo num ritmo superior a média anterior. Os camponeses ocuparam as fazendas paralisadas. Nas cidades, as comunas organizaram o abastecimento e montaram brigadas para ir ao campo ajudar na colheita e no transporte. Realizaram-se tentativas heróicas de furar o cerco imposto pela greve dos caminhoneiros. Diante da ameaça de golpe formaram-se os "cordões industriais", como instrumento de autodefesa proletária. O povo chileno tomou em suas mãos desarmadas a defesa da revolução. O resultado desta ofensiva golpista foi a redução do nível de crescimento e o PIB caiu para 5% em 1972. Mesmo assim, esse índice não foi tão catastrófico como poderia ter sido sem a mobilização dos trabalhadores para vencer a sabotagem do imperialismo e dos monopólios. A situação econômica se tornou mais grave em 1973. A Democracia Cristã: entre a cruz e a espada A eleição de Allende só foi possível graças aos votos dos deputados da DC - liderados por Tomic. Durante mais de seis meses existiu um relativo entendimento entre congresso e o executivo. No entanto, vários acontecimentos minaram esta relação e colocaram a maioria da DC no colo do Partido Nacional. Em 8 de junho de 1971 um agrupamento de extrema-esquerda assassinou o ex-ministro democrata-cristão Edmundo Zukovic. Existia uma forte suspeita que por trás das mãos dos terroristas estava a CIA. A ala direita da DC aproveitou-se da oportunidade para neutralizar a ala democrática do partido e exigiu o rompimento de todos os acordos com o governo. Ainda em julho ocorreu, em Valparaíso, uma eleição complementar para a vaga de um deputado da DC que tinha falecido. Ali a UP havia conseguido 49% dos votos em março. Allende, então, propôs que ela apoiasse o candidato da DC e colocasse como condição que ele não fosse contra o governo. A UP recusou e lançou candidato próprio. O Partido Nacional retirou sua candidatura e apoiou, pela primeira vez, o candidato democrata-cristão - a condição agora é que ele fosse da oposição. A campanha foi dura e houve troca de acusações. O resultado da disputa foi a derrota da UP e o fortalecimento da ala direita da DC. No mesmo mês a ala esquerda daquele partido se desligou e formou o Movimento de Esquerda Cristã, que solicitou ingresso na UP. A CIA compreendeu a importância desta eleição e destinou 150 mil dólares para o candidato oposicionista. Rompeu-se assim o equilíbrio partidário que permitiu a vitória de Allende em 1970 e foi se constituindo uma ampla frente de oposição que adquiriu um caráter golpista. O governo começou a ficar isolado no parlamento. Dias mais difíceis viriam. No dia 10 de novembro de 1971 Fidel Castro chegou ao Chile para uma visita. Ele ficou no país por três semanas. Antes que partisse, milhares de mulheres da burguesia e das classes médias realizaram uma grande manifestação denominada "Marcha da Panela Vazia". A manifestação "pacífica" era acompanhada por grupos paramilitares de direita que tentavam provocar os carabineiros e criar distúrbios nas ruas. O resultado das provocações direitistas foi um grave confronto que deixou vários feridos. Pela primeira vez na história chilena a polícia desbaratava, com firmeza, uma manifestação provocadora da burguesia. Indignado o presidente da Federação dos Estudantes da Universidade Católica afirmou: "acusamos o governo de transformar o corpo de carabineiro em um aliado impudico das forças marxistas". Formou-se uma cadeia nacional contra o governo Allende. Todo este movimento de "guerra psicológica" era patrocinado pelo governo norte-americano. Foi decretado o Estado de Emergência na capital para conter novas manifestações da direita. Consolidou-se, assim, o rompimento da DC com a UP e sua aproximação definitiva com o Partido Nacional. O Congresso passou a exigir a demissão do ministro do interior, José Toha. A Câmara de Deputados votou a destituição do ministro. A decisão inconstitucional foi confirmada pelo Senado. Os três comandantes em chefe das Forças Armadas reconheceram o direito de Allende de nomear e demitir ministros. A Corte Suprema também confirmou a prerrogativa constitucional do presidente da República. No final de 1971, a legalidade ainda jogava do lado da UP. Esta foi uma clara manobra da direita parlamentar no sentido de alterar o regime político, passando poderes do presidente progressista para um congresso conservador. Tentativa que, naquele momento, não obteve o resultado esperado. Estabeleceu-se, assim, uma clara ruptura entre os poderes da República. O parlamento se constituiu num obstáculo permanente para a ação do governo legítimo. O congresso não aprovava mais nenhum projeto do executivo e, ao mesmo tempo, não tinha quorum suficiente para destituí-lo. Abriu-se uma crise institucional de grande proporção. As Classes Médias e o Governo Allende. As vacilações da Democracia Cristã estavam ligadas às vacilações das próprias classes médias urbanas que constituíam a sua principal base social. O governo Allende, nos seus primeiros anos, fez um grande esforço para atrair esses setores médios da sociedade. Entre as medidas adotadas se encontravam a redução dos juros, reorientação dos créditos bancários, diminuição de impostos e a extensão da previdência para pequenos e médios industriais, comerciantes e profissionais liberais. Apesar disto, um setor importante das classes médias veio a engrossar o movimento oposicionista ao governo Allende. Por trás desta posição estavam certas predisposições ideológicas provenientes de sua posição social particular no modo de produção capitalista. Um das principais características da ideologia da classe média é o medo da proletarização. No caso dos países capitalistas dependentes existia um agravante, como afirmou Altamirano: "as classes médias dos países de capitalismo dependente (...) gozam de um quadro de privilégios relativos. Seu padrão de vida é significativamente superior ao das grandes massas empobrecidas da cidade e do campo. Aqui existe um desnível de vida consideravelmente maior que nos países capitalistas avançados, entre as massas populares, de um lado, e grande parte dos intelectuais, dos empregados e da pequena burguesia ligada ao comércio, aos transportes, de outro. Essa particularidade dificulta uma aliança objetiva com o proletariado; como o processo revolucionário deve forçosamente impor uma distribuição de renda eqüitativa para as grandes massas, a deterioração relativa dos setores médios é quase inevitável". Para entender a essência do discurso da direita para as classes médias, utilizando de seus preconceitos arraigados, o autor utilizou uma imagem bastante interessante: "Foi como se a burguesia lhes tivesse sussurrado ao ouvido: 'Cuidado! Nós somos os primeiros, mas depois virão vocês (...). Hoje expropriam as grandes empresas, mas terminarão por estatizar até os pequenos negócios (...). Foi sempre assim em todos os países socialistas (...). De modo que a gente precisa se defender juntos'". E assim foi feito. Quando do golpe militar a propaganda terrorista anticomunista já tinha realizado o seu trabalho e uma parte da classe média estava plenamente convencida que "comunista bom é comunista morto!" e quem ainda apoiava Allende só podia ser comunista. Terrorismo e Golpe de Estado O clima de guerra civil e as dificuldades econômicas, impostos pela grande burguesia e o imperialismo, não haviam conseguido diminuir o prestígio do governo diante das classes populares. Nas eleições parlamentares de março de 1973, a UP conquistou 44% dos votos e se consolidou como principal organização política do Chile. O aumento do número de parlamentares progressistas inviabilizou a idéia do golpe branco, parlamentar, visando destituir Allende. Agora só havia um caminho para a oposição rebelada: o golpe militar. Apesar da relativa redução dos votos, em relação às eleições municipais de 1971, o que podia ser constatado era um aumento constante do número absoluto de eleitores da UP: um milhão em 1970, um milhão e quatrocentos mil em 1971 e um milhão e seiscentos mil em 1973. A maioria dos trabalhadores assalariados ainda estava com Allende. Acompanhando o crescimento da UP ocorreu o crescimento da violência promovida pela extrema-direita. Em fevereiro de 1972 o alto comando militar já havia desbaratado um plano para assassinar Allende. Foram presos vários oficiais e civis ligados ao grupo fascista "Pátria e Liberdade". Por trás do complô estavam alguns generais. Neste mesmo período, dezenas de militantes de esquerda foram assassinados. Em 26 de julho de 1973 o próprio comandante Arturo Araya, adido naval do presidente, foi morto num atentado. Nos últimos meses do governo Allende a direita cometeu, em média, 21 atos terroristas por dia. Sob a alegação de combater a violência crescente, o Congresso aprovou a Lei de Controle de Armas. O controle voltou-se, exclusivamente, contra o movimento popular. As Forças Armadas realizaram centenas de incursões nos bairros operários, nas fábricas, nas universidades em busca de armas. Os grupos para-militares de direita não foram molestados. Era uma medição de forças para o combate que se aproximava. Os acontecimentos se sucederam num ritmo que atropelou a própria esquerda. Em maio de 1973, setores militares ujá haviam decidido dar o golpe de Estado. Para ajudar no clima de desestabilização, os empresários patrocinaram uma greve no transporte urbano. Em resposta, em 21 de junho, a Central Única dos Trabalhadores chilena realizou uma greve geral contra o golpismo e em apoio ao governo. Um milhão de trabalhadores desfilou pelas ruas de Santiago. Poucos dias depois, no dia 29, ocorreu uma primeira tentativa golpista. Um regimento de blindados tentou atacar o Palácio presidencial. O próprio general Prats, numa ação corajosa, se dirigiu pessoalmente para as tropas insurretas e deu ordem de prisão aos seus comandantes. Ele pagaria caro pelo seu ato. Prats era então o comandante-em-chefe do Exército e havia sido indicado para o Ministério do Interior após a greve patronal de outubro de 1972. Era um legalista fervoroso e um obstáculo aos intentos golpistas. Isto levantou contra ele o ódio dos setores direitistas da sociedade e das Forças Armadas. Em 21 de agosto centenas de mulheres realizaram um ato na frente de sua residência exigindo sua renúncia e dirigindo insultos contra sua honra. Eram as esposas e filhas da alta oficialidade. Os generais, como era o esperado, não se solidarizaram com seu comandante. Prats foi obrigado a renunciar e com ele saíram vários generais legalistas. Estavam abertas as portas para o golpe militar. Aproveitando o clima existente, a Democracia Cristã fez aprovar na Câmara dos Deputados uma resolução declarando a "ilegitimidade" do governo. Novamente os trabalhadores tiveram que responder as manobras de direita e realizaram uma gigantesca manifestação na qual cerca de 800 mil pessoas saíram às ruas gritando: "Allende, Allende, o povo te defende!". Sem o saber, esta seria a última homenagem que o povo chileno prestaria ao seu valoroso presidente. Era 3 de setembro. O Golpe de 11 de Setembro Nas primeiras horas da madrugada do dia 11 de setembro a marinha se sublevou em Valparaíso, depois de participar de uma manobra conjunta com a marinha norte-americana. As primeiras notícias eram confusas. Pouco a pouco foi ficando claro que se tratava de um golpe militar dirigido pela cúpula das Forças Armadas. A frente de todas as operações golpistas estava o novo comandante-em-chefe do Exército, um dos homens de confiança de Prats e do próprio presidente. Ele se chamava Augusto Pinochet. Ao receber as notícias das operações militares, Allende se dirigiu ao Palácio da Moneda. Com este pequeno grupo de homens e mulheres o presidente enfrentou por horas os ataques de tropas de infantaria, blindados e os temidos bombardeiros Hawker Hunter. Às 9 horas da manhã ainda pensou em distribuir armas para os trabalhadores. Convocou o comandante-em-chefe dos Carabineiros, general Sepulveda, e perguntou-lhe: - General, só resta distribuir armas ao povo. O senhor pode fazê-lo? - Distribuir armas, eu? Como quer que eu distribua armas? Naquele momento as últimas tropas leais dos carabineiros se retiravam. O comando já não estava mais nas mãos do estupefato general. Depois de mais de dois anos de governo não havia sido construída nenhuma estratégia para responder a um possível golpe militar, apesar das inúmeras ameaças e do crescimento da violência fascista. Confiou-se integralmente nos dispositivos militares legalistas de Allende. Quando este falhou, o governo e o povo ficaram sem uma alternativa viável. Os poucos agrupamentos armados de estudantes e de operários foram prontamente massacrados numa luta desigual. Milhares morreram esperando os regimentos leais ao governo. Uma página heróica e trágica da história dos trabalhadores latino-americanos. Uma proposta de constituição de uma comissão militar integrada por oficiais leais e dirigentes ligados a Unidade Popular foi rejeitada. Apenas no final de agosto de 1973 começou a ser aventada a possibilidade de aplicação da lei de Defesa Civil que permitiria articular os carabineiros, ainda leais ao governo, e as organizações populares e sindicais. Esta era uma lei de 1945 e visava defender o país quando ele estivesse em perigo iminente. O plano não conseguiu sair do papel diante da oposição. Na verdade, como afirmou Altamirano, "faltou à Unidade Popular a capacidade de prever a alterar as formas de luta quando isto se tornou necessário". Agarrou-se às instituições do Estado burguês quando a burguesia já as havia abandonado e caminhava abertamente no sentido da insurreição armada. Continuou: "Mas não era viável nem possível a manutenção de uma linha política institucional até iniciar a 'construção do socialismo', sem provocar rupturas. Por exclusiva vontade das classes dominantes, a confrontação devia produzir-se nalgum momento desse itinerário. E, por isto, o processo devia obrigatoriamente, contar com uma estrutura defensiva militar." Recuar, fazendo novas concessões à Democracia Cristã, ou avançar, rompendo a legalidade burguesa. Uma decisão nem sempre fácil de ser tomada. Este, talvez, tenha sido o grande dilema e uma das limitações da experiência de "via chilena para o socialismo". Mas, os possíveis erros não devem encobrir o heroísmo da esquerda chilena e de seu valente presidente. As últimas palavras de Allende ainda repercutem na alma do seu povo: "Diante desses fatos, só me cabe dizer aos trabalhadores: não vou renunciar (...) pagarei com minha vida a lealdade do povo (...). Outros chilenos superarão esse momento amargo em que a traição pretende se impor; continuem sabendo que muito mais cedo que tarde novamente se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Viva o Chile! Viva o povo! Vivam os trabalhadores!". Em poucos minutos cairia morto o companheiro presidente e o povo nas barricadas e nas ruas responderia: "Allende, presente! Agora e sempre!". BIBLIOGRAFIA: · Altamirano, Carlos - Dialética de uma derrota, Ed. Brasiliense, S.P, 1979 · Alegria, Fernando - Allende, a paz pelo socialismo, Ed. Brasiliense, S.P., 1983 · Debray, Régis - Conversación com Allende, Ed. Siglo Veintiuno, México, 1973 · Garcés, Joan - Allende e as armas da política, Ed. Scritta, S.P, 1993 · Harnecker, Marta - Tornar possível o impossível, Ed. Paz e Terra, S.P., 2000 · Jara, Joan - Canção inacabada - a vida de Victor Jara, Ed. Record, R.J.., 2002 · Marín, Gladys - "Salvador Allende en el centro da la conciencia de los pueblos" in La Insignia, Chile, janeiro de 2003 · Moraes, João Quartim de - Liberalismo e Ditadura no Cone Sul, IFCH-Unicamp, 2003 * Augusto César Buonicore é historiador e membro do Comitê Central do PCdoB ========================================================================================================================== (Clique sobre os links) http://www.youtube.com/watch?v=zqvmWveMS4w As últimas horas de Salvador Allende parte 1 http://www.youtube.com/watch?v=jLZ0LnSqRrQ As últimas horas de Salvador Allende parte 2 http://www.youtube.com/watch?v=w6gxBGkcTN4 O Golpe de Estado no Chile e músicas da campanha de Allende http://www.youtube.com/watch?v=BVlNB_7HqbI http://www.youtube.com/watch?v=i2MD75pnbgw -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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EXÉRCITO BRASILEIRO SUSPENDE A PENSÃO DA VIÚVA DO MAJOR CERVEIRA Pois é, em função da não punição por seus crimes de lesa humanidade os golpistas de 64 e seus filhotes continuam perseguindo suas vítimas. Quero denunciar que o Exército suspendeu a pensão da minha mãe de 77 anos. Pensão que ela tem direito, não é um favor, meu pai descontou para que ela tivesse esse benefício durante toda sua carreira militar. Mesmo assim suspenderam a pensão fazendo com que minha mãe passe por constrangimentos, como cheques devolvidos e o não pagamento do seu seguro saúde. Num momento bem difícil quando ela está com uma grave peneumonia. Ela não utiliza o HCE (Hospital Central do Exército) mas, desconta todos os meses por esse benefício. Mas nunca utilizou, porque lá encontra filhos e até alguns de seus torturadores e assassinos de seu marido. A última vez que estive lá com ela, tive que falar com o Diretor (Coronel Melo) e mesmo assim de nada adiantou. O tratamento foi quase um deboche. Minha mãe continua sendo punida de forma violenta pelo crime de ser a viúva do meu pai. E, também por ser minha mãe. Porque tenho uma atividade política que se intensificou com o golpe de Honduras, quando passei a prestar toda minha solidariedade e ajuda a RESISTÊNCIA hondurenha contra o golpe. E, também porque defendi uma tese de doutorado na USP sobre a Operação Condor. Isso é uma covardia sem tamanho. Ela não tem sequer um túmulo para chorar por seu marido, nunca devolveram o corpo do meu pai. Ela não pediu nenhuma indenização milionária e ainda sempre ajudou alguns familiares de desaparecidos que ficaram sem nada. Com essa pensão ela ajuda alguns ex-companheiros. Eu Acuso a Omissão da sociedade brasileira contra os crimes cometidos contra as viúvas do Major Cerveira e do Capitão Lamarca pelo simples fato de seus maridos terem cumprido o juramento de honra de todo militar que é o de defender a Constituição e a Democracia. Se todo esse transtorno levar minha mãe a morte quem pagará por mais esse crime contra nossa família? Isso não acaba nunca não é porque somos revanchistas é porque eles, os criminosos é que são revanchistas. está havendo uma inversão de valores, TRAIDORES foram os que deram o golpe, mataram, torturaram mulheres e crianças. Mas, quem continua sofrendo punição são as vítimas. Drª Neusah Cerveira -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090912/c8ca04af/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Sep 13 13:24:26 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 13 Sep 2009 13:24:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?CLIQUE_NOS_NOMES_DOS_ARTISTAS_E_?= =?windows-1252?q?VER=C1_DIVERSAS_M=DASICAS_DE_CADA_UM_DELES_PARA_O?= =?windows-1252?q?UVIR_E_COPIAR____-____PARTE_I__-_________________?= =?windows-1252?q?__________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <016301ca348e$a9738100$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro............................................................................................repassem PARTE I (CLIQUE NOS NOMES DOS ARTISTAS E VERÁ DIVERSAS MÚSICAS DE CADA UM DELES PARA OUVIR E COPIAR) Beach Boys Anne Murray Annette Funichello Aretha Franklin Barbara Streisand Beatles Billy Joel Bobby Bare Bobby Darin Bobby Vee Bobby Vinton Booker T & The MG's Bobby Goldsboro Brenda Lee Brian Hyland Buckinghams -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090913/ec730386/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Sep 13 13:24:33 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 13 Sep 2009 13:24:33 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_FESTA__ITALIANA_DE_BERLUSCONI_N?= =?iso-8859-1?q?A_CASA_DA_M=C3E_JOANA_-_O_BRASIL?= Message-ID: <016701ca348e$ad93b7a0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.....................................................................................................................repassem A FESTA ITALIANA DE BERLUSCONI NA CASA DA MÃE JOANA - O BRASIL Laerte Braga Os rumos tomados no julgamento do pedido de extradição do refugiado político Cesare Battisti sugerem que o representante do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi dessa vez não contratou garotas de programa para a festa do chefe, mas ministros da STF DANTAS INCORPORATION LTD. Empresa cujo controle acionário é detido, em sua maioria, pelo banqueiro Daniel Dantas. O voto do ministro italiano César Peluzo foi um primor de um exercício de contorcionismo e pusilanimidade. Deve ter estado no gabinete de Gilmar Mendes, presidente da outrora chamada Suprema Corte, naturalmente pela porta dos fundos e visto os fundos necessários para cair de quatro e proclamar "Ave Berlusconi". Peluzo foi o relator da matéria. Foi seguido em seu parecer pelos ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Brito e Ellen Gracie. Eros Graus, Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia, minoritários na empresa e contrários à transformação da corte em departamento dos negócios de Dantas, agora também de Berlusconi (Dantas e Berlusconi têm negócios em comum), rejeitaram o papel que Peluzo desenhou em seu relatório e continuam de pé e bípedes. Não caíram de quatro. O ministro da Justiça Tarso Genro disse em conversa com jornalistas estar estranhando a interferência italiana nos negócios internos do Brasil, as pressões sobre o governo brasileiro e a cooptação de ministros da STF DANTAS INCORPORATION LTD - os cooptáveis evidente -. Não percebeu que desmoralizado em seu país, a Itália, Berlusconi precisa apresentar a cabeça de Battisti como troféu para não perder o cargo de primeiro-ministro. Isso no firme propósito de transformar a Itália num grande bordel, já que não conseguiu emplacar as candidaturas de suas "garotas" para o Parlamento europeu. O projeto inicial era mais ambicioso, mas algumas das moças abriram a boca e frustraram esse objetivo, vai ter que ficar restrito à Itália mesmo. Gilmar Mendes, nessa história toda, não fez nada diferente, desde o princípio, que não mentir, tripudiar sobre a lei, os direitos humanos, o direito internacional e agir como se fosse - e tem sido - o real detentor da palavra final no Brasil. O pedido de vista feito pelo ministro Marco Aurélio Mello, que deve votar contra a extradição não muda o resultado final, pelo menos aparentemente, já que Gilmar é o porta-voz do embaixador de Berlusconi, o tal que entrou pela porta dos fundos. Esse tipo de decisão, se concretizada, deixa um dilema para os brasileiros. Somos colônia italiana, colônia norte-americana, ou não somos nada? Quem sabe casa da mãe Joana? A Constituição e a jurisprudência consagra isso, determina que cabe ao poder Executivo conceder ou não refúgio político. O ato do ministro Tarso Genro concede esse status a Cesare Battisti. A alegação do funcionário de Dantas Cesar Peluzo que os crimes cometidos por Battisti não têm caráter político e os fundamentos utilizados para justificar essa conclusão, ou são de alguém que não tem a menor idéia de nada, ou de alguém comprado, literalmente. Battisti ficou na França durante todo o governo de François Mitterrand sob esse epíteto, refugiado político. Se Peluzo não sabe disso não tem além da reputação ilibada - não tem - o tal notável saber jurídico. Os outros ministros que votaram a favor da extradição são marionetes de Gilmar Mendes. A Procuradoria Geral da República entendeu que o ato do ministro da Justiça é lícito, válido do ponto de vista do direito e não caberia ao STF DANTAS INCORPORATION LTD julgar esse assunto. Letra morta desde o decreto assinado por Tarso. Só o governo da Itália, o embaixador italiano e o tucano (sinônimo de corrupto) Gilmar Mendes entenderam que a coisa não é assim. O entendimento desse tipo de gente é lucro. Constituição para eles é percentual, chave do cofre, coisa assim. As comemorações são nos palácios de Berlusconi com direito a moças e etc e tal. No caso de Gilmar as maracutaias com a Prefeitura de sua cidade, o governo nos contratos de prestação de serviços e o silêncio da mídia com o convite a jornalistas da GLOBO para ministrarem aulas. Conhecimento de pilantragem no jornalismo é o caso. Pretender que o Senado investigue toda essas trapaças, todos os reais motivos que transformam o Brasil, nesse episódio, numa nação de segunda categoria, é sonhar o impossível. O presidente da Casa é José Sarney, boa parte dos senadores se guiam por Tasso Jereissati, Artur Virgílio, Sérgio Guerra, Jarbas Vasconcelos sem falar num tonto perdido em meio a cartões vermelhos, amarelos, etc, chamado Eduardo Suplicy. Não fala e anda ao mesmo tempo, enrola a língua, engole o apito e acaba se auto expulsando. Os fatos não significam que Cesare Battisti vá ser entregue à sanha de um fascista movido a pornografia barata, falo de Sílvio Berlusconi, doublê de primeiro-ministro e banqueiro. Nem todos no Brasil se chamam Gilmar Mendes e operam na lógica criminosa de Daniel Dantas. Cesar Peluzo é só uma figura menor nesse episódio. Como os ministros que votaram a favor da extradição. O que é importante perceber nesse episódio é que por trás do pedido de extradição de Battisti há todo um aparato destinado a encurralar o governo de Lula, debilitá-lo ao ponto da desmoralização e os olhos dessa gente estão postos em 2010. E 2010 não vai ser apenas um ano eleitoral. Vai estar em jogo a opção de buscarmos um reencontro com a independência real, a soberania efetiva do Brasil, ou a capitulação. Gilmar Mendes é parte do processo. Mas é como um gangster que acompanha os chefes, ou o chefe. Aqueles que ficam atrás de Capone, prontos a rir das piadas sem graça do chefe. Cumpre um papel e sua absoluta falta de escrúpulos o credenciou para ser indicado por FHC para o STF. Num dado momento torna-se incômodo e desnecessário. Aí recebe uma aposentadoria, um prêmio. O que está em jogo é bem mais que o ato criminoso de romper com as tradições históricas do País e entregar Battisti a um líder fascista e desmoralizado em seu próprio país. Para que possa ser apresentado como troféu em campanhas eleitorais. E nesse dilema os brasileiros têm a opção de optar por manter a dignidade nacional, ou como FHC, patrão de Gilmar, ceder a governos e interesses estrangeiros. Um livro recente de uma pesquisadora inglesa, todo ele baseado em documentos oficiais mostra que o ex-presidente é tão somente um desses canalhas refugiados no patriotismo canhestro e traidor que costuma ornar o caráter, ou a falta de, dessa gente. Para eles conta o saldo em conta. Ou as meninas de Berlusconi. Esse tipo de situação só se tornou possível como conseqüência dos exercícios de malabarismo político de Lula. Superestimou sua força e subestimou a dos bandidos. Esqueceu-se que para além da figura Luís Inácio Lula da Silva existe uma luta e uma caminhada que não são nem individuais e nem de um só partido, ou só um grupo. É muito maior. A grande mídia, toda ela a serviço de países e grupos estrangeiros, sem o menor compromisso com o Brasil chama Battisti de "terrorista". Tenta alienar o cidadão, mais ou menos confundir fauna com flora como fez dia desses a veneranda senhora Ana Maria Braga. Não é uma ação isolada. É parte de um processo muito maior que a simples ocupação e controle do governo e de uma nação como o Brasil. Lula acreditou ser possível governar em alianças com esse tipo de gente. Paga o preço de ter-se enrolado em seu próprio novelo. Para Gilmar Mendes pouco importa o destino de Cesare Battisti. É só um a peça, alguém que estava no lugar errado, na hora errada e virou moeda de troca, peão num jogo sórdido de um mundo institucional podre e sem sentido. Por extensão pouco importa o Brasil, sua história, muito menos o direito, pouco importam os brasileiros. Uma eventual entrega de Battisti ao governo fascista de Berlusconi (não é extradição, criminosos são extraditados, Battisti é refugiado político) transforma o Brasil em Casa da Mãe Joana. E esses caras, Gilmar, FHC, Sarney, Jereissati, Virgílio, ministros de fancaria como Cesar Peluzo nem se preocupam ou estão aí para isso. São figuras repulsivas. Ou o Brasil vai ser maior que eles, depende dos brasileiros, mas depende muito mais de Lula perceber que é preciso mostrar a cara real desse bando. Só o discurso, vai acabar sendo feito num deserto. O espetáculo ainda não acabou. Mas Berlusconi já está encomendando meninas e champanhe para a festa em homenagem a Gilmar Mendes. Peluzo é adereço, entra por força das circunstâncias. Uma taça e olhe lá. Um Pastinha um pouco maior. Cabe a Lula mostrar agora que é grande. Ou ficar pequeno de vez. Vale dizer entender que para além de se acreditar o cara na baba escorregadia de Obama, corre o risco de virar porteiro na festa de Berlusconi. E com chapéu de bobo. Não desanime. Você pode exercer o seu direito de escolha. É que querem que seja democrático o nome da cobra píton encontrada no estado do Rio. Ela está em Niterói, e uma píton albina, rara na espécie. Você pode ir no twitter e escolher entre Michael, Bil, Rafael ou Sivuca. E a democracia e a pátria amada estão salvas. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090913/d2c45279/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Sep 14 19:58:59 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 14 Sep 2009 19:58:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_TRF_reabre_caso_Manoel_Fiel_Filho?= =?iso-8859-1?q?=2E_O_assassinato_ocorreu_no_Destacamento_de_Opera?= =?iso-8859-1?q?=E7=F5es_de_Informa=E7=F5es_do_Centro_de_Opera=E7?= =?iso-8859-1?q?=F5es_de_Defesa_Interna_=28Doi-Codi=29_do_II_Ex=E9r?= =?iso-8859-1?q?cito=2C_em_S=E3o_Paulo=2C_em_17_de_janeiro_de_1976?= =?iso-8859-1?q?=2E?= Message-ID: <030201ca358e$f26369b0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Anuar Ide Segunda, 14 de setembro de 2009, 16h11 Atualizada às 17h02 Ditadura: TRF reabre caso Manoel Fiel Filho Marcelo Oliveira A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (São Paulo) decidiu nesta tarde, por unanimidade, determinar a reabertura da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal em São Paulo para que sete servidores públicos estaduais que participaram da "prisão ilícita, torturas, morte e da ocultação das reais causas da morte do operário Manoel Fiel Filho" sejam declarados civilmente responsáveis pelo caso. O assassinato ocorreu no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) do II Exército, em São Paulo, em 17 de janeiro de 1976. A ação foi proposta em março. No mesmo mês, num despacho de poucas linhas, a juíza Regilena Emy Fukui Bolognesi, da 11ª Vara Federal Cível, arquivou a ação sem analisar o mérito da questão. Para arquivar o caso, a juíza apontou que a morte ocorreu "há muito passado", o que "por si só não originaria a alegada violação aos direitos humanos suficiente a ser reparada à toda a coletividade". O MPF recorreu da decisão em março e hoje o relator André Nekatschalow acolheu os argumentos da manifestação do procurador regional da República Sérgio Medeiros e votou pela reabertura da ação. Segundo o desembargador federal, que foi acompanhado em seu voto pelo desembargador Luiz Stefanini e pelo juiz convocado Hélio Nogueira, a decisão de primeira instância foi "prematura" e o caso requer mais apreciação. A ação do MPF pede a declaração judicial da responsabilidade pessoal dos réus pela perpetração dessa seqüência de violações aos direitos humanos e a condenação à reparação aos gastos da União com indenizações aos parentes da vítima, estimados em R$ 438 mil, além da perda das funções e cargos públicos e a cassação dos benefícios de aposentadoria dos acusados. O MPF também requer a declaração de responsabilidade em face da União Federal e do Estado de São Paulo pela omissão no caso, com a exigência da adoção de medidas de preservação da memória. A ação é baseada em dados do livro "Direito à Memória e a Verdade", publicado pela Presidência da República, nos fatos reconhecidos pela Justiça Federal de São Paulo durante a ação indenizatória movida pela família da vítima contra a União em 1979 e nos elementos de prova colhidos no Inquérito Policial Militar conduzido pelo Exército na época. Manoel Fiel Filho era metalúrgico e foi preso na fábrica em que trabalhava, em São Paulo, em 16 de janeiro de 1976. Os agentes que o detiveram não possuíam mandado de prisão. Sua casa foi alvo de buscas e apreensões, também sem autorização legal. Levado à sede do Doi-Codi, no Paraíso, testemunhos apontam que foi torturado, vindo a morrer em virtude da violência sofrida. Foi identificado que seus interrogatórios foram realizados pela "equipe B" do Doi. Seu homicídio foi acobertado pela Polícia Civil, inclusive pelos peritos e médicos-legistas que realizaram a necropsia. Na versão oficial da época Fiel Filho teria se autoestrangulado com um par de meias. Terra Magazine Veja também: » Brasil planejou invadir Uruguai nos anos 70, diz pesquisador » Brasil indenizou quase mil vítimas da ditadura » Major da Operação Condor motiva nova investigação -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090914/6551dc61/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090914/6551dc61/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 76 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090914/6551dc61/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Sep 14 20:17:27 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 14 Sep 2009 20:17:27 -0300 Subject: [Carta O BERRO] EEP faz 10 anos e homenageia Leandro Konder Message-ID: <035001ca3591$86980440$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro............................................................................................................................repassem Caso não visualize esse email adequadamente acesse este link A Editora Expressão Popular comemora 10 anos homenageando Leandro Konder, com a edição de quatro textos clássicos do autor: A derrota da dialética, Introdução ao fascismo, Marxismo e alienação e O marxismo na batalha das idéias. A homenagem, com a presença do autor, será dia 8 de outubro de 2009, às 18:30hs, no Auditório Pedro Calmon da UFRJ. Além deste ato, serão realizados eventos em diversos Estados do Brasil durante os meses de setembro a novembro. Acompanhe as notícias e confira a programação pelo blog: http://blog.expressaopopular.com.br/2009/09/14/53/ ou no twitter: http://twitter.com/expressaopop Ajude-nos a divulgar esta mensagem, repassando para seus amigos. Editora Expressão Popular -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090914/a75c16ef/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Sep 15 20:25:08 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 15 Sep 2009 20:25:08 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Estados_Unidos_fascistas=3A_J?= =?windows-1252?q?=E1_chegamos_l=E1=3F?= Message-ID: <096d01ca365b$c3b5b5f0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................................................repassem Matéria da Editoria: Internacional 15/09/2009 Estados Unidos fascistas: Já chegamos lá? As elites conservadoras dos Estados Unidos jogaram abertamente seu futuro com o das legiões de descontentes da extrema-direita. Elas deram apoio explícito e poder às legiões para que ajam como um braço político nas ruas americanas, apoiando ameaças físicas e a intimidação de trabalhadores, liberais e autoridades que se neguem a defender seus [das elites] interesses políticos e econômicos. Chegamos. Estamos estacionados exatamente no lugar onde nossos melhores especialistas dizem que o fascismo nasce. O artigo é de Sara Robinson, do blog For Our Future. Sara Robinson - Blog For Our Future Data: 09/09/2009 Artigo publicado em português no site Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha. Clique aqui para conhecer o blog For our Future Através da escuridão dos anos do governo Bush, os progressistas assistiram horrorizados ao sumiço das proteções constitucionais, à retórica nativista, ao uso do discurso de ódio transformado em intimidação e violência e a um presidente dos Estados Unidos que assumiu poderes só exigidos pelos piores ditadores da história. Com cada novo ultraje, o punhado de nós que tinha se tornado expert na cultura e na política da extrema-direita ouvia de novos leitores preocupados: Chegamos lá? Já nos tornamos um estado fascista? Quando vamos chegar lá? E cada vez que essa pergunta era feita, gente como Chip Berlet e Dave Neiwert e Fred Clarkson e eu mesma olhava para o mapa como o pai que faz uma longa viagem e respondia com um sorriso confortador. "Bem... estamos numa estrada ruim, se não mudarmos de caminho poderíamos acabar lá em breve. Mas há muito tempo e oportunidades para voltar. Fique de olho, mas não se preocupe. Pode parecer ruim, mas não, ainda não chegamos lá". Ao investigar a quilometragem nesse caminho para a perdição, muitos de nós nos baseávamos no trabalho do historiador Robert Paxton, que é provavelmente o estudioso mais importante na questão de como os países adotam o fascismo. Em um trabalho publicado em 1998 no Jornal da História Moderna, Paxton argumentou que a melhor forma de reconhecer a emergência de movimentos fascistas não é pela retórica, pela política ou pela estética. Em vez disso, ele afirmou, as democracias se tornam fascistas por um processo reconhecível, um grupo de cinco estágios que identificam toda a família de "fascismos" do século 20. De acordo com nossa leitura de Paxton, ainda não estávamos lá. Havia certos sinais -- um, em particular -- em que estávamos de olho, e ainda não o reconhecíamos. E agora o reconhecemos. Na verdade, se você sabe o que procura, repentinamente vê isso em todo lugar. É estranho que eu não tenha ouvido a pergunta por um bom tempo; mas se você me fizer a pergunta hoje, eu diria que ainda não chegamos, mas que já entramos no estacionamento e estamos procurando uma vaga. De qualquer forma, o futuro fascista dos Estados Unidos aparece bem grande diante do vidro do automóvel -- e os que dão valor à democracia dos Estados Unidos precisam entender como chegamos aqui, o que está mudando e o que está em jogo no futuro próximo se permitirmos a essa gente vencer -- ou mesmo manter o território. O que é fascismo? A palavra tem sido usada por tanta gente, tão erroneamente, por tanto tempo que, como disse Paxton, "todo mundo é o fascista de alguém". Dado isso, sempre gosto de começar a conversa revisitando a definição essencial de Paxton: "Fascismo é um sistema de autoridade política e ordem social que tem o objetivo de reforçar a unidade, a energia e a pureza de comunidades nas quais a democracia liberal é acusada de produzir divisão e declínio". Em outro lugar, ele refina o termo como "uma forma de comportamento político marcado pela preocupação obsessiva com o declínio da comunidade, com a humilhação e a vitimização e pelo culto compensatório da unidade, energia e pureza, na qual um partido de massas de militantes nacionalistas, trabalhando em colaboração desconfortável mas efetiva com as elites tradicionais, abandona as liberdades democráticas e busca através de violência redentora e sem controles éticos ou legais objetivos de limpeza interna e expansão externa". Não considerando Jonah Goldberg, é uma definição básica com a qual a maioria dos estudiosos concorda e é a que usarei como referência Do proto-fascismo ao momento-chave De acordo com Paxton, o fascismo surge em cinco estágios. Os dois primeiros estão solidamente atrás de nós - e o terceiro deveria ser de particular interesse para os progressistas nesse momento. No primeiro estágio, um movimento rural emerge em busca de algum tipo de renovação nacionalista (o que Roger Griffin chama de palingenesis, o renascimento das cinzas, como a de fênix). Eles se reúnem para restaurar uma ordem social rompida, como sempre usando temas como unidade, ordem e pureza. A razão é rejeitada em favor da emoção passional. A maneira como a história é contada muda de país para país; mas ela sempre tem raiz na restauração do orgulho nacional perdido pela ressureição dos mitos e valores tradicionais da cultura e na purificação da sociedade das influências tóxicas de estrangeiros e de intelectuais, aos quais cabe o papel de culpados pela miséria atual. O fascismo somente cresce no solo revolto de uma democracia madura em crise. Paxton sugere que a Ku Klux Klan, que se formou em reação à Restauração pós-Guerra Civil, pode ser o primeiro movimento autenticamente fascista dos tempos modernos. Quase todo país da Europa teve um movimento proto-fascista nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial (quando o Klan experimentou um ressurgimento nos Estados Unidos), mas a maior parte deles empacou no primeiro estágio -- ou no próximo. Como Rick Perlstein documentou em seus dois livros sobre Barry Goldwater e Richard Nixon, o conservadorismo moderno dos Estados Unidos foi construído sobre esses mesmos temas. Do "Despertar nos Estados Unidos" [tema de campanha de Ronald Reagan] aos grupos religiosos prontos para a Ruptura [os milenaristas], ao nacionalismo branco promovido pelo Partido Republicano através de grupos racistas de vários graus, é fácil identificar como o proto-fascismo americano ofereceu a redenção dos turbulentos anos 60 ao promover a restauração da inocência dos Estados Unidos tradicionais, brancos, cristãos e patriarcais. Essa visão foi abraçada tão completamente que todo o Partido Republicano agora se define nessa linha. Nesse estágio, é abertamente racista, sexista, repressor, excludente e permanentemente viciado na política do medo e do ódio. Pior: não se envergonha disso. Não se desculpa para ninguém. Essas linhas se teceram em todo movimento fascista da História. Em um segundo estágio, os movimentos fascistas ganham raízes, se tornam partidos políticos reais e ganham um lugar na mesa do poder. Interessantemente, em todo caso citado por Paxton a base política veio do mundo rural, das partes menos educadas do país; e quase todos chegaram ao poder se oferecendo especificamente como esquadrões informais organizados para intimidar pequenos proprietários em nome dos latifundiários. A KKK lutava contra os pequenos agricultores negros [do sul dos Estados Unidos] e se organizou como o braço armado de Jim Crow. Os "squadristi" italianos e os camisas-marrom da Alemanha reprimiam greves rurais. E nos dias de hoje os grupos anti-imigração apoiados pelo Partido Republicano tornam a vida dos trabalhadores rurais hispânicos nos Estados Unidos um inferno. Enquanto a violência contra hispânicos aumenta (cidadãos americanos ou não), os esquadrões da direita estão obtendo treinamento básico que, se o padrão se confirmar, poderão eventualmente usar para nos intimidar. Paxton escreveu que o sucesso no segundo estágio "depende de certas condições relativamente precisas: a fraqueza do estado liberal, cujas inadequações condenam a nação à desordem, declínio ou humilhação; e a falta de consenso político, quando a direita, herdeira do poder mas incapaz de usá-lo sozinha, se nega a aceitar a esquerda como parceira legítima". Paxton notou que Hitler e Mussolini assumiram o poder sob essas mesmas circunstâncias: "Paralisia do governo constitucional (produzida em parte pela polarização promovida pelos fascistas); líderes conservadores que se sentiram ameaçados pela perda de capacidade para manter a população sob controle num momento de mobilização popular maciça; o avanço da esquerda; e líderes conservadores que se negaram a trabalhar com a esquerda e que se sentiram incapazes de continuar no governo contra a esquerda sem um reforço de seus poderes". E, mais perigosamente: "A variável mais importante é aceitação, pela elite conservadora, de trabalhar com os fascistas (com uma flexibilidade recríproca dos líderes fascistas) e a profundidade da crise que os induz a cooperar". Essa descrição parece muito com a situação difícil em que os congressistas republicanos estão nesse momento. Apesar do partido ter sido humilhado, rejeitado e reduzido a um status terminal por uma série de catástrofes nacionais, a maior parte produzida pelo próprio partido, sua liderança não pode nem imaginar governar cooperativamente com os democratas em ascensão. Sem rotas legítimas para voltar ao poder, sua última esperança é investir no que restou de sua "base dura", dando a ela uma legitimidade que não tem, recrutá-la como tropa de choque e derrubar a democracia americana pela força. Se eles não podem vencer eleições, estão dispostos a levar a disputa política para as ruas e assumir o poder intimidando os americanos a se manterem silenciosos e cúmplices. Quanto esta aliança "não santa" é feita, o terceiro estágio -- a transição para um governo abertamente fascista -- começa. O terceiro estágio: chegando lá Durante os anos do governo Bush, os analistas progressistas da direita se negaram a chamar o que viam de "fascismo" porque, apesar de estarmos de olho, nunca vimos sinais claros e deliberados de uma parceria institucional comprometida entre as elites conservadoras dos Estados Unidos e a horda nacional de camisas-marrom. Vimos sinais de flertes breves - algumas alianças políticas, apoio financeiro, palavras-de-ordem doidas da direita na boca de líderes conservadores tradicionais. Mas era tudo circunstancial e transitório. Os dois lados mantiveram uma distância discreta um do outro, pelo menos em público. O que acontecia por trás das portas, só dá para imaginar. Eles com certeza não agiam como um casal. Agora, o jogo de advinhação acabou. Nós sabemos sem qualquer dúvida que o movimento do Teabag foi criado por grupos como o FreedomWorks do Dick Armey e o Americans for Prosperity do Tim Phillips, com ajuda maciça de mídia da Fox News [a TV de Rupert Murdoch, o magnata da mídia, é porta-voz da extrema-direita dos Estados Unidos]. Site da FreedomWorks Site do Americans For Prosperity [Nota do Viomundo: O movimento do Teabag foi um protesto em escala nacional, organizado pelos republicanos, com ampla cobertura da Fox, em que eleitores protestaram contra a cobrança de impostos e o tamanho do governo federal. Uma tentativa de trazer de volta a rebelião contra a cobrança de impostos que esteve na origem do movimento de independência dos Estados Unidos. Ver Boston Tea Party] Vimos a questão dos birther [aqueles que acreditam que Barack Obama não nasceu nos Estados Unidos, mas no Quênia] -- o tipo de lenda urbana que nunca deveria ter saído da capa do [jornal sensacionalista] National Enquirer -- sendo ratificada por congressistas republicanos. Vimos os manuais produzidos profissionalmente por Armey que instruem grupos de eleitores republicanos na arte de causar distúrbios no processo de governo democrático - e as imagens de autoridades públicas aterrorizadas e ameaçadas a ponto de requererem guarda-costas armados para sair de prédios [os protestos aconteceram durante audiências públicas para debater o novo sistema de saúde]. Um dos protestos aparece aqui Vimos o líder da minoria republicana John Boehner aplaudindo e promovendo um vídeo de manifestantes e esperando por "um longo e quente agosto para os democratas no Congresso". Este é o sinal pelo qual estávamos esperando -- o que nos diria que sim, crianças, chegamos. As elites conservadoras dos Estados Unidos jogaram abertamente seu futuro com o das legiões de descontentes da extrema-direita. Elas deram apoio explícito e poder às legiões para que ajam como um braço político nas ruas americanas, apoiando ameaças físicas e a intimidação de trabalhadores, liberais e autoridades que se neguem a defender seus [das elites] interesses políticos e econômicos. Este é o momento catalisador em que o fascismo honesto, de Hitler, começa. É nossa última chance de brecá-lo. O ponto decisivo De acordo com Paxton, esse momento da aliança do terceiro estágio é decisivo - e o pior é que quando se chega a esse ponto, é provavelmente tarde para pará-lo. Daqui, há uma escalada, quando pequenos protestos se tornam espancamentos, mortes e a aplicação de rótulos em certos grupos para eliminação, tudo dirigido por pessoas no topo da estrutura de poder. Depois do Dia do Trabalho [Labor Day], quando senadores e deputados democratas voltarem a Washington, grupos organizados para intimidá-los vão permanecer na cidade e usar a mesma tática - aumentada e aperfeiçoada a cada uso - contra qualquer pessoa cuja cor, religião ou inclinação política eles não aceitem. Em alguns lugares, eles já estão tomando nota e preparando listas de nomes. Qual é a linha do perigo? Paxton oferece três rápidas perguntas que nos ajudam a identificar: 1. Estão os neo ou proto-fascistas se tornando arraigados em partidos que representam grandes interesses e sentimentos e conseguem ampla influência na cena política? 2. O sistema econômico ou constitucional está congestionado, de forma aparentemente insuperável, pelas autoridades atuais? 3. A mobilização política rápida está ameaçando sair do controle das elites tradicionais, ao ponto que elas poderiam buscar ajuda para manter o controle? Pela minha avaliação, a resposta é sim. Estamos muito perto. Muito perto. O caminho adiante A História nos diz que uma vez essa aliança [entre a elite e a tropa de choque] é formada, catalisada e tem sucesso em busca do poder, não há mais como pará-la. Como Dave Neiwert escreveu em seu livro recente, The Eliminationists, "se apenas podemos identificar o fascismo em sua forma madura - os camisas-marrom com passos de ganso, o uso de táticas de intimidação e violência, os comícios de massa - então será muito tarde para enfrentá-lo". Paxton (que anteviu que "um autêntico fascismo popular nos Estados Unidos será crente e anti-negros") concorda que se uma aliança entre as corporações e os camisas-marrom tiver uma conquista - como a nossa aliança tenta agora [barrando a reforma do sistema de saúde proposta por Barack Obama] - pode rapidamente ascender ao poder e destruir os últimos vestígios de um governo democrático. Assim que ela conseguir algumas vitórias, o país estará condenado a fazer a feia viagem através dos dois últimos estágios, sem saída ou paradas entre agora e o fim. O que nos espera? No estágio quatro, quando o dueto assumir o controle completo do país, lutas políticas vão emergir entre os crentes do partido - os camisas-marrom e as instituições da elite conservadora - igreja, militares, profissionais e empresários. O caráter do regime será determinado por quem vencer a disputa. Se os membros do partido (que chegaram ao poder através da força bruta) vencerem, um estado policial autoritário seguirá. Se os conservadores conseguirem controlá-los, um teocracia tradicional, uma corporocracia ou um regime militar podem emergir com o tempo. Mas em nenhum caso o resultado lembrará a democracia que a aliança derrubou. Paxton caracteriza o estágio cinco como "radicalização ou entropia". Radicalização é provável se o novo regime conseguir um grande vitória militar [Nota do Azenha: sobre a Venezuela, por exemplo], o que consolida seu poder e dá apetite para expansão e uma reengenharia social em grande escala (Veja a Alemanha). Na ausência do evento radicalizador, podemos ter a entropia, com a perda pelo estado de seus objetivos, o que degenera em incoerência política (Ver a Itália). É fácil neste momento olhar para a confusão na direita e dizer que é puro teatro político do tipo mais absurdamente ridículo. Que é um show patético de marionetes. Que esse povo não pode ser levado a sério. Com certeza, eles estão com raiva -- mas eles são minoria, fora do poder e reduzida a ataques de nervos. Os crescidos devem se preocupar com eles tanto quanto se preocupam com uma menina de cinco anos, furiosa, que ameaça segurar a respiração até ficar azul. Infelizmente, todo o barulho e as ameaças obscurecem o perigo. Essa gente é tão séria quanto uma multidão linchadora e eles já deram os primeiros passos para se tornar uma. Eles vão se sentir mais altos e mais orgulhosos agora que suas tentativas de desobediência civil estão contando com apoio integral das pessoas mais poderosas do país, que cinicamente os usam numa última tentativa de garantir suas posições de lucro e prestígio. Chegamos. Estamos estacionados exatamente no lugar onde nossos melhores especialistas dizem que o fascismo nasce. Todos os dias que os conservadores no Congresso, os comentaristas de extrema-direita e seus barulhentos seguidores conseguem segurar nossa capacidade de governar o país, é mais um dia em que caminhamos em direção à linha final, da qual nenhum país, mostra a História, conseguiu retornar. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090915/2f262caf/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090915/2f262caf/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Sep 16 20:04:48 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 16 Sep 2009 20:04:48 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Pela_privatiza=E7=E3o_da_Veja?= =?windows-1252?q?=2C_a_=FAltima_flor_do_F=E1scio_!?= Message-ID: <006c01ca3722$1777bfa0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro............................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Pela privatização da Veja, a última flor do Fáscio ! 10/setembro/2009 11:46 E por falar nisso, cadê o áudio do grampo ? O Conversa Afiada re-publica post do blog do Miro, o Altamiro Borges Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009 Pela imediata privatização da revista Veja Numa conversa descontraída no aeroporto de Brasília, o irreverente Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Libero e uma das maiores autoridades brasileiras em internet, deu uma idéia brilhante. Propôs o início imediato de uma campanha nacional pela privatização da Veja. Afinal, a poderosa Editora Abril, que publica a revista semanal preferida das elites colonizadas, sempre pregou a redução do papel do Estado, mas vive surrupiando os cofres públicos. ?Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência?, prognosticou Serginho. As ?generosidades? do governo Lula Pesquisas recentes confirmam a sua tese. Carlos Lopes, editor do jornal Hora do Povo, descobriu no Portal da Transparência que ?nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139,55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país? Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos?. Indignado, Carlos Lopes criticou. ?O MEC, infelizmente, está adotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente seu panfleto ? a revista Veja?. Realmente, é um baita absurdo que o governo Lula ajude a ?alimentar cobras?, financiando o Grupo Abril com compras milionárias de publicações questionáveis, isenção fiscal em papel e publicidade oficial. Não há o que justifique tamanha bondade com inimigos tão ferrenhos da democracia e da ética jornalística. Ou é muita ingenuidade, ou muito pragmatismo, ou muita tibieza. Ou as três ?virtudes? juntas. A relação promiscua com os tucanos Já da parte de governos demos-tucanos, o apoio à famíglia Civita é perfeitamente compreensível. Afinal, a Editora Abril é hoje o principal quartel-general da oposição golpista no país e a revista Veja é o mais atuante e corrosivo partido da direita brasileira. Não é de se estranhar suas relações promiscuas com o presidenciável José Serra e outros expoentes do PSDB-DEM. Recentemente, o Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola. A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ?barão da mídia? Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao grupo direitista. José Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ?Guia do Estudante?, outra publicação da Abril. Como observa do deputado Ivan Valente, ?cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008?. O mensalão da mídia golpista Segundo o blog NaMariaNews, que monitora a deterioração da educação em São Paulo, o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico ?mensalão? pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras, como Globo e Folha. Os dados são impressionantes e reforçam a sugestão de Sérgio Amadeu da deflagração imediata da campanha pela ?privatização? da revista Veja. Chega de sugar os cofres públicos! Reproduzo abaixo algumas mamatas do Grupo Civita: - DO de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual de ensino. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ?inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola. - DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008. - DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008. - DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008. - DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008. - DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008. - DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009. - DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009. - DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009. - DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades ? Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009. Para não parecer perseguição à asquerosa revista Veja, cito alguns dados do blog sobre a compra de outras publicações. O Diário Oficial de 12 de maio passado informa que o governo José Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a ?ditabranda? viu desabar sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60. Depois estes veículos criticam o ?mensalão? no parlamento. --~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090916/83cb8c5e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 15910 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090916/83cb8c5e/attachment-0001.obj From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Sep 16 20:04:57 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 16 Sep 2009 20:04:57 -0300 Subject: [Carta O BERRO] TV Vermelho estreia e quer sua ajuda Message-ID: <007201ca3722$1c5b6d50$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore TV Vermelho estreia e quer sua ajuda A partir desta terça-feira, 15 de setembro, o www.vermelho.org.br passa a ter sua televisão. O que antes era um apêndice do conteúdo escrito, agora ganha espaço próprio, autonomia e permanência. Visite. Aproveite. Comente. Elogie. Critique. E ajude a TV Vermelho a ser maior ainda que o conteúdo escrito do portal. A TV Vermelho estreia para responder a uma realidade que se impôs na internet: o conteúdo multimídia. Para o portal do galo, ele não é um modismo passageiro, mas uma tendência que veio para ficar. A força da multimídia, e da imagem em especial, tem a ver com o que os especialistas chamam de convergência digital. Mas é igualmente uma exigência de um público cada vez mais informado e inconformista, decidido a fazer a sua própria escolha e a não deixar que decidam por ele. No Brasil, isso é ainda mais verdadeiro, porque uma secular opressão intelectual impede que a maior parte dos cidadãos tenha familiaridade com a linguagem escrita. Como reação e resistência a essa opressão, criou-se aqui uma rica escola de comunicação popular, oral, visual, gestual, que a indústria da TV e a indústria da web-TV apenas palidamente refletem. A TV Vermelho estreia filiada a esta escola e empenhada em desenvolvê-la, na medida das nossas forças. Visa em especial - mas não exclusivamente - uma audiência mais jovem, de trabalhadores e estudantes recém incluídos digitalmente, que preferem ver a ler e que são alvo de uma acirrada disputa ideológica. Nossas forças não são grandes. Por isso a TV segue o caminho provado do Manifesto Vermelho, ao anunciar em 2002 o surgimento de um portal que "nasce como uma oficina de si próprio" e "irá se fabricando no ar, abrindo seu caminho ao andar", porque os recursos são poucos, mas, sobretudo, porque "um portal militante confia seu êxito à contribuição militante". Portanto, este editorial é em primeiro lugar um apelo. Visualizadores de vídeo na web, produtores independentes de vídeo, interneutas em geral do Brasil inteiro e de fora, uní-vos e ajudai a fazer a TV Vermelho tal como ela precisa ser: ágil, inteligente, leve e bonita. A revolução comunicacional democratiza a produção da imagem, antes restrita a uns poucos. A célebre frase de Glauber Rocha que virou lema do Cinema Novo - "Uma câmara na mão e uma ideia na cabeça" - hoje está ao alcance de qualquer um que tenha um celular, embora ter ideias permaneça indispensável como nunca. Este portal conta com a contribuição militante de toda uma comunidade de entusiastas e colaboradores que dia a dia irá formando a rede social da TV Vermelho. É assim que funcionam as coisas que realmente dão certo na internet - não com mão única, mas onde o público também produz e distribui conteúdos. Enxergamos também como conteúdo precioso os comentários, as opiniões e sugestões sobre o que já está produzido, assim como a divulgação da estreia. A TV Vermelho vem se somar a outras Inovações do portal, desde a conquista do software livre, em 10 de agosto. Agrega-se ao recurso de "comente esta matéria", à busca e busca avançada eficientes, à Rádio Vermelho, aos blogs. Outras novidades virão. Na internet é assim, como andar de bicicleta: quem para, cai. E o Vermelho está decidido a avançar. Para assistir acesse www.vermelho.org.br/tvvermelho -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090916/5eb4f3ce/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1310 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090916/5eb4f3ce/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090916/5eb4f3ce/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Sep 17 20:10:43 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 17 Sep 2009 20:10:43 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Aconteceu em 17 de setembro Message-ID: <050e01ca37ec$15567e80$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Aconteceu em 17 de setembro Os corpos de Lamarca (acima) e barreto, exibidos p ela ditadura 1971 - Dia do Lamarca Após dias de caçada humana no sertão baiano, a repressão encurrala e executa a sangue-frio em Ipupiara o capitão-guerrilheiro Carlos Lamarca. Abatido na mesma ocasião José Campos Barreto, também militante do MR-8. 1824: Derrota da Confederação do Equador. O exército imperial toma o último reduto republicano no Recife. 1976: A censura apreeende o sempre irreverente semanário O Pasquim. 1978: Conclui-se em Camp David conferência de paz Egito-Israel-EUA. 1979: Golpe no Afeganistão. 1980: Comando argentino executa no Paraguai Anastacio Somoza, ex-ditador da Nicarágua. 1984: 2 pistoleiros matam o líder sindical Nonatinho, de Sta Luzia, MA. No sepultamento (19/9), 5 mil camponeses exigem reforma agrária e justiça Faixas no enterro 1984: 11 mil metalúrgicos da Cosipa ocupam a usina, em Cubatão, São Paulo. 1985: Pistoleiros matam o sindicalista Salvador Alves dos Santos, de Paragominas, PA. 1998: 2 mil ex-garimpeiros de Serra Pelada bloqueiam a CEF de Marabá, PA. Exigem que a Caixa pague o paládio que comprou. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090917/04f5e01d/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1100 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090917/04f5e01d/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090917/04f5e01d/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 13254 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090917/04f5e01d/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 119 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090917/04f5e01d/attachment-0005.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7377 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090917/04f5e01d/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Sep 17 20:15:28 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 17 Sep 2009 20:15:28 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_CONVITE_PARA_INAUGURA=C7=C3O_DE?= =?windows-1252?q?_MEMORIAL_E__HOMENAGEM__NA_PUC_SP_AQUELES_QUE_FOR?= =?windows-1252?q?AM_ASSASINADOS_NA_LUTA_CONTRA_A_DITADURA__-_dia_2?= =?windows-1252?q?2_de_setembro__=E0s_19=2C00_horas?= Message-ID: <052401ca37ec$beddd8e0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. À TODOS OS COMPANHEIROS CONVITE PARA INAUGURAÇÃO DE MEMORIAL E HOMENAGEM NA PUC SP AQUELES QUE FORAM ASSASINADOS NA LUTA CONTRA A DITADURA DIA 22/09/2009 19 HORAS -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090917/15ed22bd/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 126546 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090917/15ed22bd/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Sep 18 20:01:54 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 18 Sep 2009 20:01:54 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_TV_Vermelho_lan=E7a_Manifesto_C?= =?windows-1252?q?omunista_dublado_em_portugu=EAs?= Message-ID: <01b801ca38b4$04607720$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro......................................................................................repassem 18 de Setembro de 2009 - 0h00 TV Vermelho lança Manifesto Comunista dublado em português Depois de ser didaticamente traduzido em vídeo pelo cineasta independente Jesse Drew ? especialista em multimídia e diretor de estudos tecnoculturais da Universidade da Califórnia (EUA) ? o Manifesto Comunista agora também ganhou voz brasileira. Dublado por Priscila Lobreggatte, com edição de Toni C., a iniciativa da TV Vermelho pretende facilitar o acesso ao texto que, desde o século 19, marca a história da humanidade. TV Vermelho lança Manifesto Comunista dublado em português - Veja também o vídeo legendado. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090918/f3a7f987/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090918/f3a7f987/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Sep 18 20:02:00 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 18 Sep 2009 20:02:00 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Exposi=E7=E3o_no_antigo_Deops_mo?= =?iso-8859-1?q?stra_luta_pol=EDtica_na_ditadura_=2E__At=E9_18_de_o?= =?iso-8859-1?q?utubro?= Message-ID: <01bc01ca38b4$078fe520$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: beatrice.lista ----- Original Message ----- From: dalva oliveira Exposição no antigo Deops mostra luta política na ditadura No ano em que se comemora os 30 anos da Lei da Anistia, Memorial da Resistência relembra anos de chumbo Carolina Spillari, do estadão.com.br SÃO PAULO - Até 18 de outubro, o Memorial da Resistência, no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Deops), na região central de São Paulo, expõe a mostra "A luta pela Anistia - 1964 - ?". A interrogação representa três lacunas que ainda persistem, passados 30 anos da anistia política: os arquivos da ditadura ainda não foram abertos, os corpos de ex-presos e perseguidos políticos continuam na obscuridade, sem identificação e sem serem devolvidos às famílias e, ao contrário de Argentina e Chile, não houve punição dos responsáveis por torturas, prisões não autorizadas, sequestros, assassinatos, ocultação de cadáveres, entre outros crimes. As reflexões, com fotografias, textos e até celas (na exposição permanente do Memorial da Resistência) reconstituídas tal como eram no período, relembram a anistia, marcada por um acordo que pôs fim às perseguições políticas e ao cerceamento da liberdade. Na mostra, podem ser vistos materiais de imprensa como jornais, folhetos, cartazes, cartilhas, livros, fotos e documentos gerados pelos órgãos de repressão política que mostram como se deu a perseguição a todo cidadão que insinuasse algum tipo de ameaça àquele regime. A seleção dos materiais foi feita pelo curador da mostra, o jornalista e ex-preso político, Alipio Freire. De acordo com ele, apesar de passados 24 anos que a ditadura acabou, com a eleição do primeiro presidente civil, o Brasil ainda hoje não conta com uma democracia legítima, já que sem a abertura de todos os arquivos da ditadura, a entrega de todos os corpos de desaparecidos e a punição dos responsáveis, a sociedade ainda continua respaldando uma era em que o uso da força foi a prática mais comum. Durante os cinco anos em que esteve preso em presídios como o Tiradentes e o Carandiru, ambos extintos, o próprio Deops, e DOI-Codi na Rua Tutóia, Freire sofreu todo o tipo de tortura. Além disso, havia aqueles torturadores que sentiam prazer e eram estimulados pelos superiores a usar técnicas de tortura. "As atrocidades continuam sendo praticadas, só nos resta lutar por um mundo mais justo e humano", diz, em referência ao fato de os presos comuns continuarem sendo torturados nas prisões brasileiras. O poder dado a cada militar, irrestritamente, pode ter ocasionado o enfraquecimento do regime, afirma o professor de Ética da USP, Renato Janine Ribeiro. "O Jornalista Elio Gaspari, autor de uma série de livros sobre o regime, defende a tese da anarquia militar, na qual cada torturador, sargento ou coronel fazia o que queria", diz. Com isso, o controle do poder central sobre esses grupos ficava fragilizado. "Cada um interpretava do seu jeito. Ninguém prestava contas dos seus atos", reforça. Desaparecer com um desafeto era o mais comum. Celas reconstituídas O período militar também pode ser conhecido ou relembrado na mostra permanente do Memorial da Resistência. O prédio, hoje reformado, que foi construído por Ramos de Azevedo, inaugurado em 1914, abrigou o antigo Deops, reformado na década de 90. Com as modificações na construção, as condições em que os presos eram mantidos não podem ser conhecidas em sua totalidade. Para aproximar o visitante à realidade do período militar, uma das celas reproduz o espaço físico tal como foi na época. O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) e ex-preso político, Ivan Seixas, conta que a peça foi reformada para retratar ao máximo o cárcere original, já que as condições originais do edifício não foram preservadas, a fim de manter a história do local. Uma maquete do antigo prédio no Memorial mostra como os espaços foram modificados. Ivan foi preso aos 16 anos e permaneceu 6 anos detido, sem existir legalmente na relação dos presos. O pai, Joaquim Seixas, operário e membro do Movimento Revolucionário Tiradentes, foi morto ao ser torturado. "Vivíamos um período que vigoravam três leis em que qualquer cidadão podia ser enquadrado: a de greve, de imprensa e a eleitoral", relembra. Na linha do tempo - um espaço do Memorial que já abrigou celas - constam os principais acontecimentos do século XX e começo do XXI. Lá é possível observar as datas e as propostas dos Atos Institucionais que começaram a ditar o tom militar, a começar pelo primeiro - que previa eleições indiretas, suspensão de funcionamento de estabelecimentos públicos e imunidade parlamentar - e culminou com o número cinco - o AI-5, de 1968, que suspendeu as garantias constitucionais e foi considerado o maior ato repressivo do governo da época, dirigido pelo general Garrastazu Médici. Recursos audiovisuais também são utilizados para reavivar a memória dos que viveram à época, e mostrar aos que não viveram um pouco da coerção pela força praticada pelo regime. A exposição custa R$ 6 e R$ 3 para estudantes. A entrada é gratuita a grupos escolares. O agendamento de visita é feito pelo (011) 3324-0943 e 3324-0944. Para aproximar os alunos daquela realidade os monitores criam hipóteses e situações para os estudantes entenderem como se dava a limitação de ação e comunicação dos perseguidos. De sábado a entrada é gratuita para todos. O horário de funcionamento é das (10h às 17h30), de terça-feira a domingo. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090918/8dac4ccb/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Sep 20 23:44:08 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 20 Sep 2009 23:44:08 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_V=CDDEOS_DE_MARCOS_VALLE__-m=FA?= =?windows-1252?q?sica-v=EDdeos____________________________________?= =?windows-1252?q?_____________________________________HOJE_=C9_DOM?= =?windows-1252?q?INGO!?= Message-ID: <017901ca3a65$647a1230$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Marcos e Paulo Valle. os maiores compositores sobre temas sociais: viola enluarada, etc. São dezenas de vídeos para a sua semana. Bom domingo. Vanderley ps clique no you tube abaixo Marcos Valle Videos - Marcos Valle -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090920/3912f8d0/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 3344 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090920/3912f8d0/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1776 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090920/3912f8d0/attachment-0003.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Sep 20 23:44:44 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 20 Sep 2009 23:44:44 -0300 Subject: [Carta O BERRO] ANISTIA E CRIMES DE LESA HUMANIDADE Message-ID: <017f01ca3a65$7c7c76c0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...........................................................................repassem de: sue.coe at hotmail.com Subject: lesa humanidade Date: Sun, 20 Sep 2009 23:40:34 +0300 VIDEOTECA DIGITAL DOSSIÊS VIRTUAIS ANISTIA E CRIMES DE LESA HUMANIDADE Pelo Direito à Memória e à Verdade! Pela punição dos torturadores no regime militar! Pela Abertura dos Arquivos! Pela localização dos corpos dos desaparecidos políticos! Depoimento Amélia Telles ACESSE O BLOG COM ARTIGOS, DOCUMENTOS, MATÉRIAS DE JORNAIS, EVENTOS QUE NOS CHEGAM PELA INTERNET VIA EMAILS CENTRO DE REFERÊNCIA VIRTUAL BRASIL NUNCA MAIS FILME DO MÊS O Apito da Panela de Pressão -------------------------------------------------------------------------------- Novo Internet Explorer 8: faça tudo com menos cliques. Baixe agora, é gratis! -------------------------------------------------------------------------------- Você sabia que pode utilizar o Messenger de qualquer tipo de celular? Saiba mais. __._,_.___ Suas configurações de e-mail: E-mail individual |Tradicional Alterar configurações via web (Requer Yahoo! ID) Alterar configurações via e-mail: Alterar recebimento para lista diária de mensagens | Alterar para completo Visite seu grupo | Termos de Uso do Yahoo! Grupos | Descadastrado __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090920/fe4f0454/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Sep 22 20:37:02 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 22 Sep 2009 20:37:02 -0300 Subject: [Carta O BERRO] .Aloysio Biondi. todos os seus textos. Message-ID: <02ab01ca3bdd$9672d640$0200a8c0@vcaixe> Obra - O Brasil de Aloysio Biondi NOTA: FICAMOS DESDE DOMINGO A NOITE ATÉ TERÇA FEIRA SEM SPEEDY . QUEM ENVIOU MENSAGEM PESSOAL AO VANDERLEY FAVOR REPETIR. Carta O Berro...............................................................................................................................................................................................repassem Todos - 56-60 - 61-70 - 71-80 - 81-90 - 91-00 - Nova palavra-chave - Nova palavra-chave Todos - Jornal Correio Braziliense - Jornal Folha de S.Paulo - Revista Caros Amigos - Jornal Gazeta Mercantil - Jornal Correio da Manhã - Jornal da República - Jornal DCI - Jornal Diário da Manhã - Jornal Diário Popular - Jornal do Comércio - Jornal Opinião - Jornal Shopping News - Revista Visão - Revista Bundas - Revista da Fenae - Revista dos Bancários - Revista Fator - Revista Isto É - Revista Nova - Revista Veja - Site My Web - Revista Educação - Revista Doçura - Jornal O Globo - Revista Dados e Idéias Todos - Energia - Economia - Política - Agricultura - Bancos - Cidades - Comércio Exterior - Dívida, Juros e FMI - Jornalismo - Economia Internacional - Educação - Emprego e Renda - Energia - Impostos e Orçamento - Indústria e Multinacionais - Infra-estrutura e Transportes - Meio Ambiente - Mercado Financeiro - País do Futuro - Petróleo e ÿlcool - Privatização e Estado Filtro Multimídia - Áudio - Vídeo a.. 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Name: not available Type: image/png Size: 688 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090922/3cea97d3/attachment-0005.png From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Sep 23 20:30:14 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 23 Sep 2009 20:30:14 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Convidamos_todos_e_todas_para_p?= =?windows-1252?q?articipar_dos_2_Atos_em_Mem=F3ria_de_Virg=EDlio_G?= =?windows-1252?q?omes_da_Silva_=28Jonas=29_n_dias_28_e_29_de_setem?= =?windows-1252?q?bro?= Message-ID: <006a01ca3ca5$cd559990$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Convidamos todos e todas para participar dos 2 Atos em Memória de Virgílio Gomes da Silva (Jonas). VEJA CARTAZ ABAIXO . Dia 28/09 às 16hs, será um ato em sua memória no Sindicato dos Químicos e dia 29/09 às 10hs um ATO POR JUSTIÇA no Ministério Público Federal, onde a família de Virgílio Gomes da Silva, o Sindicato dos Químicos e o Grupo Tortura Nunca Mais-SP protocolarão Ação Cível e Ação Criminal em respeito à luta da família e dos companheiros e companheiras, que neste 40 anos de assassinato e desaparecimento forçado, nunca deixaram de busca-lo e de exigir justiça para seus torturadores. Nos manifestarmos em memória do Jonas é sinalizar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a sociedade não aceita outra atitude em relação à Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que o Conselho Federal da OAB protocolou sobre a Lei de Anistia, senão a de reconhecer que a Lei de Anistia não se aplica aos agentes públicos que praticaram prisões ilegais, torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados. VAMOS EXERCER O DIREITO A MEMÓRIA E A VERDADE E EXIGIR JUSTIÇA CONTRA A IMPUNIDADE DE TORTURADORES, pois a impunidade do passado é uma das raízes, das arbitrariedades que acontecem hoje no Rio Grande do Sul, onde o movimento social tem sido perseguido, reprimido com violência, processado, cerceado em sua liberdade de manifestação com inúmeros militantes torturados pela Brigada Militar e outros assassinados, o último com um tiro pelas costas e procuradores que buscam apurar as denúncias são intimidados, chegando até ter caso de ameaça de morte para garantir a impunidade e a truculência de um governo estadual, que recorre às mesmas práticas da ditadura militar de 1964-1985. Compareça, divulgue o ato em suas redes, convidando as pessoas de sua relação a virem manifestar-se também. Enterrar Jonas e processar seus algozes é um direito do povo brasileiro. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090923/5af6235e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 58149 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090923/5af6235e/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Sep 23 20:30:23 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 23 Sep 2009 20:30:23 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Merecida_homenagem_prestada_ao_C?= =?windows-1252?q?mdt=2E_Apol=F4nio_de_Carvalho?= Message-ID: <006e01ca3ca5$d293c350$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. AOS AMIGOS, esta merecida homenagem prestada ao Cmdt. Apolônio de Carvalho após a cerimônia de Anistia Política, do Ministério da Justiça, com a mesma emoção a celebrar o dia de sua partida. Afetuosamente, Muylaert O HOMEM DOS TRÊS DÓLMÃS a Apolônio Pinto de Carvalho Eram refúgios de marés, os mexilhões, A exalar cheiro podre, Vento tenebroso varria cidades. Nos campos sem húmus Dentro da noite empedernida Era impossível ter amigos. Liberdade? Versos imperfeitos, Ainda ressoam, no horizonte. Eram tempos implacáveis, Combatentes, duros, silenciosos, No chão do homem, Fraternidade? Caminhava, livre, um dólmã, Pronto, em riste, estranha sina, Contra a dor dos cemitérios, Guardião de estrelas, O homem, dentro de seu dólmã, Revolto, comutava nomes, Corrigia senhas, replantava sonhos. Trocou apelidos, desfez mistérios, Sem retoques de solidário se vestiu, Inteiro: Forjar a espessura do amor. O dólmã ganhou asas para o mundo. Em sua outra face, avistou Guernica, A legendária, Desgarrou-se das obras feitas e das sombras. Sob o canto das sirenes, outras vozes ecoavam, Em Lyon. Oh, distante Igualdade. Versos imperfeitos, ainda ressoam, no horizonte. Sérgio Muylaert 3 de outubro de 2005 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090923/df56bcb9/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Sep 24 19:25:15 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 24 Sep 2009 19:25:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_HONDURAS_=96_O_POVO_NAS_RUAS__d?= =?windows-1252?q?e_Laerte_Braga_____e___O_Brasil_e_a_crise_pol=EDt?= =?windows-1252?q?ica_em_Honduras__de_Carol_Proerner?= Message-ID: <030a01ca3d65$e430b8f0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.............................................................................................................................................................................................repassem HONDURAS ? O POVO NAS RUAS ? EXÉRCITO (COM AGENTES NORTE-AMERICANOS E DE ISRAEL) SEQUESTRA, TORTURA, ESTUPRA E MATA ? EMBAIXADA DO BRASIL GUARDADA POR HONDURENHOS Laerte Braga Sob ameaça de demissão servidores públicos hondurenhos foram obrigados pelo gangster Roberto Michelleti a sair às ruas para apoiar o governo golpista. Um tiro no pé. Mais de 150 mil pessoas, neste momento, marcham pelas ruas da capital Tegucigalpa em apoio à volta do presidente legítimo do país. Os manifestantes estão se dirigindo à embaixada do Brasil, onde está Manuel Zelaya e lá pretendem ficar até a volta do presidente constitucional. Tropas do exército hondurenho assessoradas por agentes norte-americanos e de Israel estão seqüestrando, torturando, estuprando e matando pessoas. Os feridos são arrastados pelas ruas pelos militares. Nada disso arrefece o ânimo e a disposição dos manifestantes. A RÁDIO GLOBO de Honduras, que não tem nada a ver com a quadrilha GLOBO do Brasil, transmite enquanto consegue (há forte censura imposta pelos golpistas). A manifestação do povo hondurenho pode ser acompanhada ao vivo nos seguintes endereços: http://www.youtube.com/watch?v=YartPc2UBjI e http://radioprogresohn.com/ http://www.radiomundoreal.fm/Honduras-libre?lang=es http://www.radioglobohonduras.com/ http://www.telesurtv.net/ Organizações populares estão denunciando o uso de armas químicas e biológicas fornecidas pelos EUA e Israel para os golpistas. A chamada grande mídia em países latino-americanos como o Brasil está sendo convocada por grupos empresariais que apóiam o golpe a não noticiar fatos favoráveis ao presidente legítimo de Honduras e a criticar a posição do governo brasileiro. Foi o caso do jornal/quadrilha de Minas Gerais ESTADO DE MINAS. Matéria tentando distorcer e confundir os fatos e objeto de repúdio dos movimentos populares no estado. A bestialidade dos militares hondurenhos só encontra paralelo nas forças repressivas do nazi/fascismo e das ditaduras militares das décadas de 60 e 70 na América Latina, inclusive no Brasil. Ou das práticas sionistas contra palestinos. O secretário geral da OEA ? ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS - declarou a jornalistas que o governo do Brasil tem total apoio da organização para garantir a integridade de sua embaixada e qualquer tentativa de violação do direito internacional que assegura o caráter de inviolabilidade de embaixadas estrangeiras seria desastrosa para o governo de militares assassinos, a soldo de interesses de banqueiros, empresários e latifundiários do país e dos EUA. O presidente Barack Obama até o momento tenta passar batido sobre o assunto. Como o expediente na Cervejaria Casa Branca termina mais tarde, quando sai o último bêbado (nada contra bêbados), Obama deve estar atarefado no serviço de atender às várias mesas próximas ao salão oval. A dos grandes latifundiários, dos banqueiros, das empresas de armas, das petrolíferas, do esquema WALL STREET, aqui no Brasil conhecido como FIESP/DASLU. Ou tucano/DEMocrata. O jornalista Alexandre Garcia, modelo da revista ELE E ELA nos tempos do governo Figueiredo não se pronunciou até agora, mas William Bonner já deve estar dando um jeito para ludibriar o que chama de Homer Simpson na edição de hoje do JORNAL NACIONAL. Há mais de cem mortos desde a volta de Zelaya, ao contrário do que divulgam as bestas fardadas de Honduras e a grande mídia podre e corrompida em países como o Brasil. Tudo indica que Obama, em nome da democracia deve mandar mais tropas ao Afeganistão. A resistência hondurenha é símbolo da luta pela integração latino-americana. ======================================================================================================== (da Carta Capital) O Brasil e a crise política em Honduras O Brasil vive um momento de respeitabilidade internacional sem precedentes e que tem contribuído para sedimentar novos consensos junto a organismos internacionais. Diante da imprevisibilidade com que atuam os golpistas em Honduras, a gestão da crise dependerá fundamentalmente da perícia diplomática brasileira e do cuidado técnico em não contribuir para o aprofundamento da violência militar. O artigo é de Carol Proner. Carol Proner (*) A atual crise vivida por Honduras constitui um caso importante a ser estudado pelo direito internacional do nosso país. Primeiro porque se trata de um conflito que repercute mundialmente e que implica de modo amplo a América Latina e particular o Brasil. Também porque a análise requer a ponderação de diversos aspectos que incluem a legalidade do governo hondurenho e a aplicação de medidas e normas por uma autoridade que não é reconhecida internacionalmente como legítima e, ao mesmo tempo, um amplo espectro geopolítico que vem determinando as ações adotadas por outros países. O Brasil atualmente está no centro da crise por haver recebido José Manuel Zelaya Rosales em sua Embaixada na condição de convidado por ser o presidente legítimo de Honduras. Zelaya não foi recebido na condição de asilado político, mas de Presidente legítimo. Essa condição de autoridade constitucional já havia sido confirmada por outros 192 países nas Nações Unidas que, por unanimidade, votaram uma resolução de repúdio ao Golpe de Estado exigindo a restauração imediata e incondicional do Presidente Zelaya. No âmbito interamericano a decisão unânime foi no sentido da suspensão de Honduras da Organização dos Estados Americanos com base na ruptura da ordem democrática e no fracasso de iniciativas diplomáticas (Carta Democrática Interamericana). Outros Estados também adotaram medidas concretas como forma de pressionar o governo golpista a restabelecer a legitimidade. A Comissão Européia anunciou o congelamento de um fundo de ajuda orçamentária ao governo de Honduras e, após haver chamado para consultas todos os embaixadores de seus países-membros com representatividade no país, ratificou a suspensão das negociações de um acordo comercial com os países da América Central até que o presidente deposto retorne ao poder. França, Espanha e Itália tomaram medidas de repúdio ao golpe e o embaixador da Alemanha deixou o país. A Espanha comunicou a expulsão do embaixador hondurenho em Madri depois de sua destituição pelo presidente Zelaya e destacando ser um ato de coerência com o compromisso da comunidade internacional de manter a interlocução oficial com o governo constitucional de Honduras. O Departamento de Estado norte-americano, embora pressionado por setores ultraconservadores, anunciou a suspensão da concessão de vistos não emergenciais a cidadãos hondurenhos e planejam cortar mais US$ 25 milhões em assistência caso Zelaya não seja restituído à Presidência. O caso de Honduras já seria interessante pelo ineditismo de canalizar o amplo repúdio da comunidade internacional a golpes militares e a interrupções bruscas e ditatoriais da normalidade democrática. Mas outros elementos o fazem especialmente chamativo, como o posicionamento do Departamento de Estado norte-americano até o momento e a expectativa pelos gestos futuros, a mudança de postura da OEA que também responde a uma renovação trazida pelo governo de Obama e a coordenação latino-americana em torno de causas comuns. O Brasil vive um momento de respeitabilidade internacional sem precedentes e que tem contribuído para sedimentar novos consensos junto a organismos internacionais, mas diante da imprevisibilidade com que atuam os golpistas, a gestão da crise dependerá fundamentalmente da perícia diplomática brasileira e do cuidado técnico em não contribuir para o aprofundamento da violência militar. Não há razões para suspeitar que o Itamaraty seja incapaz de enfrentar o ineditismo desse desafio, apesar da resposta covarde dos golpistas e dos saudosistas de regimes militares. Estes não apenas em Honduras. (*) Carol Proner é doutora em Direito, Professora de Direito Internacional da UniBrasil e Pesquisadora da l'École des hautes études en sciences sociales em Paris, Professora do Programa de Direitos Humanos e Desenvolvimento da Universidade Pablo de Olavide, Sevilha. carolproner at uol.com.br. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090924/fbe24b1d/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Sep 25 20:32:22 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 25 Sep 2009 20:32:22 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Proyecto_Mem=F3ria_de_la_Resis?= =?windows-1252?q?t=EAncia__-_do_Uruguay?= Message-ID: <009201ca3e38$6e9241d0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn From: Suzana Lisbôa en octubre voto si anular le ley de caducidad APRENDIZAJE Y MEMORIA, ESO ES CONOCER!!! PARA NO FOMENTAR EL OLVIDO DE QUIENES YA LO SABEN! PARA QUE LAS NUEVAS GENERACIONES LO SEPAN.... Proyecto Memoria de la Resistencia - 27 de junio de 1973 - 1 de marzo de 1985 Convocatoria a.. Memoria para armar a.. A las cinco en punto a.. Memoria Abierta a.. Coalición Internacional de Museos de Conciencia en Sitios Históricos a.. Parque de la Memoria Entre el 27 de junio de 1973 y el 1º de marzo de 1985 el país padeció una dictadura cívico-militar cuyo poder despótico cercenó las libertades democráticas. Durante todo ese período los uruguayos asistimos en forma cotidiana a niveles de represión, violencia y negación de nuestras tradiciones democráticas y republicanas, nunca antes conocidos. Con el recurso del terrorismo de estado y la imposición de la lógica del miedo y la delación se intentó acallar toda expresión opositora y democrática. Pero, en forma paralela y de modo igualmente perseverante, se desarrolló, en diversas formas, la resistencia democrática y la defensa de las libertades y los derechos humanos. La resistencia comprendió desde las reacciones espontáneas surgidas de la idiosincrasia nacional hasta las formas organizadas de lucha clandestina. Se desarrolló en el plano político, social, cultural, sindical y estudiantil. Se expresó en diversas formas de comunicación: pintadas callejeras, boletines artesanales, canciones prohibidas siempre cantadas, libros censurados que circulaban de mano en mano, y llegó a latir -más o menos explícita- en medios masivos impresos, radiales y televisivos. La resistencia fue una expresión crudamente individual de la mujer o el hombre encapuchados soportando la vejación y el dolor físico, pero también determinación colectiva y torrente anónimo, en hitos como el plebiscito de noviembre de 1980. Estuvo presente en la intimidad de las familias, en los gestos de solidaridad de los vecinos, en los actos de la vida cotidiana: creó nuevos lenguajes verbales y gestuales, estimuló la ironía y la imaginación popular y hasta impuso una nueva forma de entonar el Himno Nacional. Así como la dictadura uruguaya optó por la práctica sistemática y masiva de la violencia, la detención, tortura y condena a largos años de cárcel a sus enemigos, desde su inicio -con la Huelga General- la resistencia se desarrolló por caminos no violentos y de la acción política capaz de involucrar a las mayorías, como en el "río de libertad" de noviembre de 1983. La ética, la estética y la política de la resistencia se impusieron a la ética, la estética y la política de la dictadura. Pero, significativamente, este período de la vida nacional no ha recibido la suficiente y necesaria atención. La historia de la recuperación democrática no es una sucesión de silencios ni la crónica de la negociación entre los elencos dirigentes en la agonía dictatorial. De hecho, una buena parte de esa singular gesta colectiva permanece confinada al recuerdo de los propios protagonistas, o al copioso pero demasiado disperso y semioculto material impreso, grabado o filmado. Los detalles y las anécdotas de las variadas formas de la resistencia, las circunstancias de la persecución, los nombres de los personeros de la dictadura, esperan ser revelados. Ni siquiera la identidad de las uruguayas y uruguayos asesinados por la dictadura son todavía suficientemente conocidos. Es necesario un esfuerzo ciudadano de rescate de memoria y de difusión de ese período singular como una contribución a la mejor identidad nacional, a la construcción de la democracia, homenaje a todos los protagonistas de la lucha democrática y tributo a las nuevas generaciones. Todos estamos convocados a participar de este esfuerzo colectivo, abierto y en construcción: Proyecto Memoria de la Resistencia. 27 de junio de 1973 - 1º de marzo de 1985. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090925/5dce66da/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090925/5dce66da/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Sep 25 20:32:29 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 25 Sep 2009 20:32:29 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_VIRGILIO_-_lan=E7amento_de_livro_?= =?iso-8859-1?q?e_atos_=5B2_Anexos=5D____-No_dia_28/9=2C_no_ato_em_?= =?iso-8859-1?q?homenagem_ao_comandante_Jonas=2C_da_ALN_haver=E1_o_?= =?iso-8859-1?q?lan=E7amento_do_livro_VIRG=CDLIO_GOMES_DA_SILVA_-_D?= =?iso-8859-1?q?E_RETIRANTE_A_GUERRILHEIRO=2C_da_historiadora_Edile?= =?iso-8859-1?q?uza_Pimenta_de_Lima?= Message-ID: <009701ca3e38$729aaab0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Rose [Anexos de Rose incluídos abaixo] Amigos e companheiros, No dia 28/9, no ato em homenagem ao comandante Jonas, da ALN, no Sindicato dos Químicos de São Paulo, haverá o lançamento do livro VIRGÍLIO GOMES DA SILVA - DE RETIRANTE A GUERRILHEIRO, da historiadora Edileuza Pimenta de Lima. Segue a capa do livro no anexo, feita pelo companheiro Manoel Cyrillo, que é um grande artista. Estão programados lançamentos do livro na Grande São Paulo e no Rio. Se alguém de outros estados se dispuser a nos ajudar em lançamentos futuros será muito bom. Um beijo a todos. Rose. Anexo(s) de Rose 1 de 1 foto(s) Ato Virgilio.jpg1 de 1 arquivo(s) Capa Biografia Virgilio.pdf __._,_.___ __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090925/fa66b2a9/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 3525 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090925/fa66b2a9/attachment-0002.obj -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: application/octet-stream Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090925/fa66b2a9/attachment-0003.obj From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Sep 25 20:32:34 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 25 Sep 2009 20:32:34 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?HONDURAS_=3A__Zelaya_denuncia_at?= =?windows-1252?q?aque_com_g=E1s_t=F3xico_na_embaixada=3B__e_outras?= =?windows-1252?q?_not=EDcias_da_noite?= Message-ID: <009c01ca3e38$75932a30$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 25/09/2009 - 16h10 Zelaya denuncia ataque com gás tóxico na embaixada; O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu nesta sexta-feira a intervenção da Cruz Vermelha Internacional para impedir os supostos ataques com um gás tóxico nos arredores da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado desde segunda-feira (21), quando voltou em segredo ao país. A informação foi negada pelo governo interino de Roberto Micheletti, que havia garantido a integridade da sede diplomática ao governo brasileiro. Brasil pressiona ONU por papel ativo em crise Veja a cronologia da crise política em Honduras Veja galeria de imagens do conflito hondurenho "Pedimos a intervenção imediata dos órgãos de proteção como a Cruz Vermelha Internacional", declarou Zelaya por telefone à agência de notícias France Presse. Edgard Garrido/Reuters Presidente deposto Manuel Zelaya (com o celular) e seus apoiadores usam máscaras para se proteger "Um gás tóxico utilizado pelos militares para disperar as pessoas está sendo pulverizado. Há 60 pessoas aqui, e todas elas estão tentando respirar no pátio", disse Zelaya. O presidente deposto disse que, apesar de estar usando uma máscara, ficou com a garganta ressecada. A mulher de Zelaya, Xiomara Castro, citada pela agência Ansa, também confirmou o ataque com gases tóxicos. "Estou aqui, sobre uma escada, vendo como estão protegidos, com máscaras", afirmou. Castro informou que os gases provocaram "taquicardia, enjoo, náuseas, dor de cabeça e boca seca'. "Muitos estão com o nariz sangrando", complementou. Segundo ela, os militares têm agido como "criminosos". Segundo médicos presentes na embaixada, também citados pela Ansa, o gás poderia ser de pimenta ou lacrimogêneo. O sacerdote católico Andrés Tamayo, um dos apoiadores de Zelaya que estão na embaixada, confirmouresse o uso do gás tóxico, que estaria sendo lançado de casas vizinhas. "Há pessoas cuspindo sangue, outros têm dificuldade de respirar, sofrem dores no estômago, Há sintomas de pânico em algumas pessoas", disse Tamayo, que pediu um exame toxicólogico. A France Presse cita ainda um de seus fotográfos que está na embaixada. Ele diz tervisto inúmeras pessoas vomitando sangue. Gás lacrimogêneo O assessor de Zelaya Hugo Suazo afirmou ao canal de TV Telesur que militares e policiais hondurenhos lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra a embaixada do Brasil e que o gás fez com que as pessoas que estão dentro da embaixada começassem a sangrar pelo nariz e a urinar. Segundo Suazo, citado pela agência de notícias Ansa, eles estão sendo atendidos por médicos que se encontram no local. Suazo afirmou ainda que as autoridades locais bloquearam a entrada de mantimentos na sede da diplomacia brasileira em Tegucigalpa. ================================================================================================================================== 25/09/2009 - 18h49 Após suposto ataque com gás, médicos vão a embaixada atender Zelaya da Folha Online Dois médicos hondurenhos entraram nesta sexta-feira na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa para examinar o presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, e outras pessoas abrigadas no prédio que supostamente foram afetadas por um gás tóxico. Carlos Aguilar, Ministro da Saúde do governo de Zelaya, e Mark Rhodes, médico do presidente deposto, foram autorizados a entrar pelos militares que cercam a embaixada. Os médicos atenderam Zelaya, que mostrou sinais de irritação na garganta, e outras pessoas abrigadas na embaixada que disseram ter sido atingidas por um gás, que, segundo o presidente deposto, foi lançada por soldados nesta sexta-feira. Os soldados negaram a acusação. Zelaya disse que o gás tóxico levou muitas pessoas a vomitar sangue e apresentar outros problemas respiratórios, tonturas e problemas digestivos. Dois funcionários da embaixada que permanecem no prédio com o presidente deposto informaram à estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que há cheiro de gás e pessoas passando mal na sede diplomática. Representantes da ONU (Organização das Nações Unidas) também foram ao prédio, mas os militares permitiram a entrada deles. O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta sexta-feira que o governo interino de Roberto Micheletti encerrasse o cerco à embaixada brasileira, onde Zelaya permanece desde segunda-feira (21), quando retornou clandestinamente ao país, três meses depois de ter sido expulso do país. O Conselho também exigiu que se libere a entrada de suprimentos básicos como água, eletricidade e alimentos e que se encerre a interrupção nas comunicações. O assessor de Zelaya Hugo Suazo afirmou ao canal de TV Telesur que militares e policiais hondurenhos lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra a embaixada do Brasil e que o gás fez com que as pessoas que estão dentro da embaixada começassem a sangrar pelo nariz e a urinar. Segundo Suazo, citado pela agência de notícias Ansa, eles estão sendo atendidos por médicos que se encontram no local. Suazo afirmou ainda que as autoridades locais bloquearam a entrada de mantimentos na sede da diplomacia brasileira em Tegucigalpa. O governo interino de Honduras negou como "totalmente falso" o ataque, segundo fonte citada pela agência Efe. Um porta-voz da polícia, citado pela France Presse, também negou os ataques e diz que são mensagens falsas para incitar a comunidade internacional contra o governo interino --principalmente no momento em que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) reúne-se para discutir a crise. No âmbito das negociações, o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), o chileno José Miguel Insulza, confirmou nesta sexta-feira que mantém "para os próximos dias" a missão de mediação para a crise política em Honduras, apesar da resistência do governo interino de Micheletti, que o acusa de ser parcial. Já o mediador designado para a crise, o presidente costa-riquenho, Oscar Arias, afirmou nesta sexta-feira que não vai viajar ao país "por enquanto", como proposto pelo ex-presidente americano Jimmy Carter e aceito pelo governo Micheletti. Com France Presse Efe e Agência Brasil =================================================================================================================== 25/09/2009 - 18h49 Chanceler Amorim defende embaixada na ONU; leia íntegra da Folha Online O chanceler Celso Amorim pediu o fim do cerco militar à embaixada brasileira em Tegucigalpa (Honduras) nesta sexta-feira, em seu pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU, na sede de Nova York. "A embaixada está virtualmente sitiada", disse Amorim. O chanceler chamou de "acossamento" os cortes de luz e água realizados segunda-feira (21) e a restrição à circulação feita por integrantes das forças de segurança hondurenhas e pelos próprios toques de recolher impostos no país. Mais tarde, a instituição reconheceria a queixa do chanceler e pediria ao governo interno de Honduras o fim do cerco à embaixada. O chanceler Celso Amorim concede entrevista após pedir condenação da ONU para cerco em Honduras Leia a íntegra do discurso de Amorim: "Senhora Presidente, Eu gostaria de agradecer a pronta decisão do Conselho de Segurança de aceitar o pedido do governo brasileiro para que essa reunião fosse convocada urgentemente. Como sabem os membros do Conselho de Segurança, o Presidente José Manuel Zelaya abriga-se, juntamente com familiares e colaboradores mais próximos, na chancelaria da embaixada brasileira em Tegucigalpa desde segunda-feira, 21 de setembro de 2009. O Presidente Zelaya chegou à embaixada de maneira pacífica e por seus próprios meios. Foi recebido em sua legítima qualidade de presidente constitucional de Honduras e permanece sob a proteção da embaixada. Tão logo soube da chegada do presidente Zelaya à embaixada, telefonei para ele. Ele me disse que retornou ao seu país com o objetivo de voltar ao poder por meios pacíficos, através do diálogo. Não tenho motivo para colocar em dúvida as suas palavras. Desde o dia em que abrigou o Presidente Zelaya em suas instalações, a embaixada brasileira tem estado cercada. Tem sido submetida a atos de assédio e intimidação pelas autoridades de facto. O fornecimento de água e eletricidade foi interrompido e as linhas de telefone foram cortadas. As comunicações por meio de telefones celulares foram bloqueadas. Equipamentos que emitem sons perturbadores foram instalados em frente à embaixada. O acesso a alimentos foi severamente restringido. A circulação de veículos oficiais da embaixada foi impedida. O encarregado de negócios do Brasil tem estado, na prática, proibido de deslocar-se da Chancelaria para sua residência, uma vez que a polícia informou que qualquer pessoa que deixar as instalações da embaixada a ela não poderá retornar. Foi o que aconteceu com a esposa do encarregado de negócios do Brasil, que deixou o prédio da embaixada e não foi autorizada a voltar. Essas medidas tomadas pelas autoridades de facto claramente violam as obrigações decorrentes da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. Recordo que a Corte Internacional de Justiça estabeleceu a inviolabilidade das missões diplomáticas como princípio basilar das relações internacionais, a ser respeitado em todas as circunstâncias, mesmo em caso de rompimento de relações diplomáticas ou de guerra. Eu gostaria de agradecer os governos, organismos e grupos que contribuíram para aliviar o cerco à embaixada, ou que condenaram as ações tomadas contra a embaixada. Senhora Presidente, O governo brasileiro está profundamente preocupado com a possibilidade de que os mesmos indivíduos que perpetraram o golpe de Estado em Honduras venham a ameaçar a inviolabilidade da embaixada para prender o presidente Zelaya a força. Isso não é uma mera suspeita. Recebemos indícios concretos sobre essa possibilidade. Primeiro a decisão de enviar à embaixada um oficial de justiça munido de um mandado de busca. Evidentemente, os funcionários brasileiros recusaram-se a receber o mandado e não permitiram a entrada do oficial de justiça na embaixada. O regime também mudou o tratamento formal concedido à embaixada, o qual parece implicar que esta teria deixado de gozar do status diplomático. Além de declarações públicas de igual teor, o Governo de facto enviou uma comunicação diretamente ao Ministério das Relações Exteriores na qual se refere à embaixada como "uma das instalações que o Governo brasileiro ainda mantém em Tegucigalpa". Tudo isso parece um prelúdio para outras ações. Num comunicado público, tentam até negar a responsabilidade pela segurança do presidente Zelaya e por danos a propriedades no bairro em que se encontra a embaixada. Tais atos violam totalmente a Convenção de Viena e, mais imediatamente, a recente decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos pela qual o governo de facto de Honduras não poderá ameaçar a segurança do Presidente Zelaya e de todos aqueles abrigados na embaixada do Brasil. Senhora Presidente, É imperativo que o governo de facto de Honduras respeite e cumpra plenamente a Convenção de Viena no que se refere à embaixada do Brasil, em particular sua inviolabilidade e a segurança de seu pessoal e das pessoas que se encontrem nas instalações daquela embaixada. O Brasil rejeita categoricamente todas as ameaças contra nossa embaixada e a segurança do presidente Zelaya e aqueles sob sua proteção. Entendo que, ao convocar esta sessão, o Conselho de Segurança reconhece que a situação da embaixada do Brasil em Honduras constitui uma ameaça à paz e à segurança de nossa região. Qualquer ação contra a embaixada do Brasil, seu pessoal ou as pessoas sob sua proteção será considerada uma violação flagrante da segurança. Senhora Presidente, Meu país apoia o diálogo baseado na Resolução pertinente da OEA e nos esforços conduzidos pelo Presidente Oscar Arias da Costa Rica. O Brasil apoia firmemente a Carta das Nações Unidas. Apoia firmemente também a democracia e a solução pacífica das controvérsias. Como tal, não poderia negar proteção a um presidente democraticamente eleito e reconhecido por toda a comunidade internacional como o único Governante legítimo de Honduras. Um pronunciamento claro deste Conselho servirá certamente como um fator de dissuasão contra o agravamento dessa crise. Também constituirá sinal de apoio aos esforços diplomáticos da comunidade internacional em favor da restauração pronta e pacífica do Presidente Zelaya ao poder. Esperamos sinceramente que a sessão de hoje seja devidamente entendida em Honduras como um sinal de que atos de desrespeito contra a embaixada do Brasil devem cessar imediatamente. O Brasil entende que o Conselho deve manter-se ocupado do assunto até que isso não aconteça. Obrigado." -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090925/d6478fd0/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 45767 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090925/d6478fd0/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Sep 26 17:43:03 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 26 Sep 2009 17:43:03 -0300 Subject: [Carta O BERRO] 1964 - A Luta dos Marinheiros - dia 28 de setembro no Rio de Janeiro Message-ID: <039d01ca3ee9$f1bae560$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Eli 1964 - A Luta dos Marinheiros dia 28 de setembro, 2ª-feira, às 19h Espaço Cultural Bandeira Rua do Riachelo, 191 ( esquina com André Cavalcante) Bairro de Fátima / RJ -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Alceu Valença Videos - Alceu Valença Links: Alceu Valença NordesteWeb A canção de Alceu Valença Alceu Valença at IMDB pesquisa Alceu Valença Alceu Valença - Nasceu - 1/7/1946 em Pernambuco. Alceu Valença (born July 1, 1946 in São Bento do Una) is an accomplished Brazilian composer, writer, performer, actor, and poet. Alceu de Paiva Valença (São Bento do Una, 1 de julho de 1946) é um cantor e compositor. Seu disco de estréia foi gravado em parceria com Geraldo Azevedo. Nasceu no interior de Pernambuco, nos limites do sertão com o agreste. É considerado um artista que atingiu maior equilíbrio estético entre as bases musicais nordestinas com o universo dos sons elétricos da música pop. Influenciado pelosnegros maracatus, cocos e repentes de viola, Alceu conseguiu utilizar a guitarra, - que chegou a galope montada nas costas do rock and roll de Elvis - com baixo elétrico e, mais tarde, com o sintetizador eletrônico nas suas músicas. Por conta disso, conseguiu dar nova vida a uma gama de ritmos regionais, como o baião, coco, toada, maracatu, frevo, caboclinhos e embolada e repentes cantados com bases rock'n'roll. Sua música e seu universo temático são universais, mas a sua base estética está fincada na nordestinidade. O envolvimento de Alceu com a música começa na infância, através dos cantadores de feira da sua cidade natal.Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Marinês , três dos principais irradiadores da cultura musical nordestina, foram captados por ele pelos nostálgicos serviços de alto-falante da cidade. Em casa, a formação ficou por conta do avô, Orestes Alves Valença, que era poeta e violeiro. Aos 10 anos vai paraRecife, onde mantém contato com a cultura urbana, e ouve a música de Orlando Silva e Dalva de Oliveira, alternando com o emergente e rebelde ritmo de Little Richard, Ray Charles e outros ícones da chamada primeira geração do rock'n'roll. Recém-formado em Direito no Recife, em 1969, desiste das carreiras de advogado e jornalista - trabalhou como correspondente do Jornal do Brasil - e resolve apostar no talento e na sensibilidade artística. Em Recife, a profusão de folguedos vindos de todas as regiões do estado, notadamente no carnaval, onde até hoje os grupos se confraternizam, seria decisiva na solidificação de uma das mais febris personalidades da música brasileira. Inerente a sua obra, o sentido cosmopolita de fazer arte, de forma direta e que refletisse a sua vivência e bagagem cultural de homem nordestino, sua história, seu povo e as novidades da música. A partir daí, o mago de Pernambuco amadurece a idéia de colocar aguitarra e o teclado nessas vertentes da música da sua região. A atitude em si não é novidade visto que os tropicalistas já tinham fundido o baião de Luiz Gonzaga com as guitarras. Alceu, entretanto foi mais fundo: pesquisou duplas de emboladores como Beija Flor e Treme Terra, Geraldo Mouzinho e Caximbinho, embolou-se com os maracatus de Pernambuco, bebeu na fonte dos aboios mouriscos, dos pífanos, rabecas e pandeiros, cozinhou tudo na panela do rock, e o resultado é uma obra atemporal, de qualidade. Em 1971, vai para o Rio de Janeiro com o amigo e incentivador Geraldo Azevedo. Começa a participar de festivais universitários, como o da TV Tupi com a faixa Planetário. Nada acontece. Nenhuma classificação, pois a orquestra do evento não conseguiu tocar o arranjo da música. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090927/a98f4d28/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 559 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090927/a98f4d28/attachment-0011.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Sep 27 13:15:39 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 27 Sep 2009 13:15:39 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_CONVITE_=3A_Sess=E3o_Solene_de_?= =?windows-1252?q?entrega_da_Medalha_Anchieta_e_Diploma_de_Gratid?= =?windows-1252?q?=E3o_da_Cidade_de_S=E3o_Paulo_a_Sra=2E_Maria_Am?= =?windows-1252?q?=E9lia_de_Almeida_Teles=2C_no_dia_28_de_setembro_?= =?windows-1252?q?de_2009=2C_=E0s_19=3A30_horas=2C?= Message-ID: <024d01ca3f8d$c16a7ac0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO O Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Vereador Antonio Carlos Rodrigues, tem a honra de convidar para a Sessão Solene de entrega da Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo a Sra. Maria Amélia de Almeida Teles, de acordo com Decreto Legislativo do então Vereador Walter Feldman e por iniciativa do Vereador Ítalo Cardoso, no dia 28 de setembro de 2009, às 19:30 horas, no Salão Nobre Palácio Anchieta Viaduto Jacareí, 100 - 8o. andar - Bela Vista São Paulo - SP -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090927/d66b7e09/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Sep 27 13:15:45 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 27 Sep 2009 13:15:45 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_AM=C9RICA_LATINA=3A_ROMPENDO_O_?= =?windows-1252?q?CERCO__por_Noam_Chomsky?= Message-ID: <025301ca3f8d$c4aa8a90$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Luiz Salvador ROMPENDO O CERCO Noam Chomsky entusiasmado com as possibilidades de mudanças com as perspectivas de resisência da América Latina (*) Luiz Salvador Noam Chomsky, o festejado guru do movimento anticapitalista, professor de linguística e filosofia no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e conhecido ativista político incansável pelas propostas da construção de uma cidadania planeária de inclusão, em entrevista ao La Jornada faz uma análise das ilusões por mudanças apregoadas pelo marketing Barack Obama, cuja eleição gerou grandes expectativas de mudança para a América Latina,mas não passando tudo de meras ilusões, já que as transformações não são feitas por indivíduos, mas provém das instituições, que estão cada vez mais fortalecidas, pela política Obama.Tem a aparência do bom moço e uma boa companhia para o jantar, mas sua política na prática tem favorecido os interesses dos grupos econômicos que financiaram sua campanha, das companhias petrolíferas, às seguradoras que conseguiram manter a saúde dependente do interesse privado, ou seja a lucratividade e não a defesa da saúde de sua população. Todavia, está esperançoso com a América Latina, numa visão de que se trata de uma das únicas regiões do mundo onde há uma resistência real ao poder do império, sendo que pela primeira vez em 500 anos constata a existência de movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência. Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não podem fazê-lo, esclarecendo que havia duas formas tradicionais pelas quais os EUA controlavam a América Latina. Uma era o uso da violência; a outra, o estrangulamento econômico. Ambas foram debilitadas. Mas apesar da mera aparência de mudanças, os EUA apóiam a ditadura honrurenha e que para compensar a redução de ajuda econômica a Honduras, o FMI acaba de aprovar substancioso e enorme empréstimo aos ditadores hondurenhos. Tira com uma mão, mas dá com outra, na sua política de dominação. E os Estados Unidos continuam reagindo na sua poítica de militarização para mantença dos seus interesses no seu considerado "quintal" que é a América-Latina. Veja-se o caso da Quarta Frota, dedicada à América Latina, que tinha sido desmantelada nos anos 1950, sendo de novo retomada. As bases militares negociadas na Colômbia, são exemplo disso. Leia mais. Foto:Noam Chomsky "América Latina é hoje o lugar mais estimulante do mundo" Em entrevista ao La Jornada, Noam Chomsky fala sobre a América Latina, definindo-a como uma das únicas regiões do mundo onde há uma resistência real ao poder do império. "Pela primeira vez em 500 anos há movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência. Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não podem fazê-lo", diz Chomsky. La Jornada A América Latina é hoje o lugar mais estimulante do mundo, diz Noam Chomsky. Há aqui uma resistência real ao império; não existem muitas regiões das quais se possa dizer o mesmo. Entrevistado pelo La Jornada, um dos intelectuais dissidentes mais relevantes de nossos tempos assinala que a esperança e a mudança anunciada por Barack Obama é uma ilusão, já que são as instituições e não os indivíduos que determinam o rumo da política. Em última instância, o que Obama representa, para Chomsky, é um giro da extrema direita rumo ao centro da política tradicional dos Estados Unidos. Presente no México para celebrar os 25 anos de La Jornada, o autor de mais de cem livros, lingüista, crítico antiimperialista, analista do papel desempenhado pelos meios de comunicação na fabricação do consenso, explica como a guerra às drogas iniciou nos EUA como parte de uma ofensiva conservadora contra a revolução cultural e a oposição à invasão do Vietnã. Apresentamos a seguir a íntegra das declarações de Chomsky ao La Jornada: A América Latina é hoje o lugar mais estimulante do mundo. Pela primeira vez em 500 anos há movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência. Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não podem fazê-lo. O Brasil é um exemplo interessante. No princípio dos anos 60, os programas de (João) Goulart não eram tão diferentes dos de Lula. Naquele caso, o governo de Kennedy organizou um golpe de Estado militar. Assim, o estado de segurança nacional se propagou por toda a região como uma praga. Hoje em dia, Lula é o cara bom, ao qual procuram tratar bem, em reação aos governos mais militantes na região. Nos EUA, não se publicam os comentários favoráveis de Lula a Chavez ou a Evo Morales. Eles silenciados porque não são o modelo. Há um movimento em direção à unificação regional. Começam a se formar instituições que, se ainda não funcionam plenamente, começam a existir, como é o caso do Mercosul e da Unasul. Outro caso notável na região é o da Bolívia. Depois do referendo, houve uma grande vitória e também uma sublevação bastante violenta nas províncias da Meia Lua, onde estão os governadores tradicionais, brancos. Dezenas de pessoas morreram. Houve uma reunião regional em Santiago do Chile, onde se expressou um grande apoio a Morales e uma firme condenação à violência, o que foi respondido pelo presidente boliviano com uma declaração importante. Ele disse que era a primeira vez na história da América Latina, desde a conquista européia, que os povos tomaram o destino de seus países em suas próprias mãos sem o controle de um poder estrangeiro, ou seja, Washington. Essa declaração não foi publicada nos EUA. A América Central está traumatizada pelo terror da era Reagan. Não é muito o que ocorre nesta região. Os EUA seguem tolerando o golpe militar em Honduras, ainda que seja significativo que não possa apoiá-lo abertamente. Outra mudança, ainda que acidentada, é a superação da patologia na América Latina, provavelmente a região mais desigual do mundo. É uma região muito rica, sempre governada por uma pequena elite europeizada, que não assume nenhuma responsabilidade com o resto de seus respectivos países. Isso pode ser visto em coisas muito simples, como o fluxo internacional de bens e capitais. Na América Latina a fuga de capitais é quase igual à dívida. O contraste com a Ásia oriental é muito impactante. Aquela região, muito mais pobre, teve um desenvolvimento econômico muito mais substantivo e os ricos estão submetidos a mecanismos de controle. Não há fuga de capitais; na Coréia do Sul, por exemplo, ele é castigado com a pena de morte. O desenvolvimento econômico lá é relativamente igualitário. O enfraquecimento do controle dos EUA Havia duas formas tradicionais pelas quais os EUA controlavam a América Latina. Uma era o uso da violência; a outra, o estrangulamento econômico. Ambas foram debilitadas. Os controles econômicos são agora mais fracos. Vários países se liberaram do Fundo Monetário Internacional através da colaboração. Também foram diversificadas as ações entre os países do Sul, processo no qual a relação do Brasil com a África do Sul e a China desempenhou um fator importante. Esses países passaram a enfrentar alguns problemas internos sem a poderosa intervenção dos Estados Unidos. A violência não terminou. Ocorreram três golpes de Estado neste início de século XXI. O venezuelano, abertamente apoiado pelos EUA, foi revertido, e agora Washington tem que recorrer a outros meios para subverter o governo, entre eles, ataques midiáticos e apoio a grupos dissidentes. O segundo foi no Haiti, onde a França e os EUA depuseram o governo e enviaram o presidente para a África do Sul. O terceiro, em Honduras, foi de um tipo misto. A Organização dos Estados Americanos (OEA) assumiu uma postura firme e a Casa Branca teve que segui-la e proceder com muita cautela e lentidão. O FMI acaba de aprovar um enorme empréstimo a Honduras, que substitui a redução da ajuda do governo dos EUA. No passado, estes eram assuntos rotineiros. Agora, essas medidas (a violência e o estrangulamento econômico) ficaram debilitadas. Os Estados Unidos estão reagindo e dando passos para remilitarizar a região. A Quarta Frota, dedicada à América Latina, que tinha sido desmantelada nos anos 1950, foi retomada, e as bases militares na Colômbia são um tema importante. A ilusão de Obama A eleição de Barack Obama gerou grandes expectativas de mudança para a América Latina. Mas são ilusões. Sim, há uma mudança, mas o giro é porque o governo de Bush foi tão ao extremo do espectro político estadunidense que qualquer coisa que se movesse iria para o centro. De fato, o próprio Bush, em seu segundo período, foi menos extremista. Desfez-se de alguns de seus colaboradores mais arrogantes e suas políticas foram mais moderadamente centristas. E Obama, de maneira previsível, continua com esta tendência. Tivemos um giro rumo à posição tradicional. Mas qual é essa tradição? Kennedy, por exemplo, foi um dos presidentes mais violentos do pós-guerra. Woodrow Wilson foi o maior intervencionista do século XX. O centro não é pacifista nem tolerante. De fato, Wilson foi quem se apoderou da Venezuela, tirando os ingleses de lá, em função da descoberta de petróleo. Apoiou um ditador brutal. E dali seguiu rumo ao Haiti e à República Dominicana. Enviou os ?marines? e praticamente destruiu o Haiti. Deixou nestes países guardas nacionais e ditadores brutais. Kennedy fez o mesmo. Obama é um regresso ao centro. A história se repete com o tema de Cuba, onde, por mais de meio século, os EUA se envolveram em uma guerra, desde que a ilha ganhou sua independência. No princípio, esta guerra foi bastante violenta, especialmente com Kennedy, quando houve terrorismo e estrangulamento econômico, ao qual a maioria da população estadunidense se opõe. Durante décadas, quase dois terços da população tem estado a favor da normalização das relações, mas isso não está na agenda política. As manobras de Obama rumaram em direção ao centro; suspendeu algumas das medidas mais extremas do modelo de Bush, o que até foi apoiado por boa parte da comunidade cubano-estadunidense. Moveu-se um pouco em direção ao centro, mas deixou muito claro que não haverá maiores mudanças. As ?reformas? de Obama O mesmo ocorre na política interna. Os assessores de Obama durante a campanha foram muito cuidadosos em não deixá-lo comprometer-se com nada. As consignas foram ?a esperança? e ?a mudança, uma mudança na qual acreditar?. Qualquer agência de publicidade teria feito com que essas fossem as consignas, pois 80% do país pensavam que este andava por trilhos equivocados. McCain dizia coisas parecidas, mas Obama era mais agradável, mais fácil de vender como produto. As campanhas são só assuntos de técnica de mercado; assim entendem a si mesmas. Estavam vendendo a ?marca Obama? em oposição à ?marca McCain?. É dramático ver essas ilusões, tanto fora como dentro dos EUA. Nos Estados Unidos, quase todas as promessas feitas no âmbito de reforma trabalhista, de saúde e energia ficaram quase anuladas. Por exemplo, o sistema de saúde é uma catástrofe. É provavelmente o único país no mundo onde não há uma garantia básica de atenção médica. Os custos são astronômicos, quase o dobro de qualquer outro país industrializado. Qualquer pessoa que tenha a cabeça no lugar sabe qual é a consequência de um sistema de saúde privado. As empresas não procuram saúde, mas sim lucro. É um sistema altamente burocratizado, com muita supervisão, altíssimos custos administrativos, onde as companhias de seguros têm formas sofisticadas de evitar o pagamento de apólices, mas não há nada na agenda de Obama para fazer algo a respeito. Houve algumas propostas ?light?, como, por exemplo, ?a opção pública?, que acabou anulada. Se alguém ler a imprensa de negócios, encontrará que a capa da Business Week reportava que as seguradoras estavam celebrando a sua vitória. Foram realizadas campanhas muito exitosas contra esta reforma, organizadas pelos meios de comunicação e pela indústria para mobilizar segmentos extremistas da população. É um país onde é fácil mobilizar as pessoas com o medo e colocar na cabeça delas todo tipo de idéias loucas, como a de que Obama vai matar as suas avós. Assim, conseguiram reverter propostas legislativas já por si débeis. Se, de fato, tivesse ocorrido um compromisso real no Congresso e na Casa Branca, isso não teria prosperado, mas os políticos estavam mais ou menos de acordo. Obama acaba de fazer um acordo secreto com as companhias farmacêuticas para assegurar-lhes que não fará esforços governamentais para regular o preço dos medicamentos. Os EUA são o único país no mundo ocidental onde não se permite que o governo use seu poder de compra para negociar o preço dos medicamentos. Cerca de 85% da população se opõem, mas isso não significa diferença alguma, até que todos vejam que não são os únicos que se opõem a estas medidas. A indústria petroleira anunciou que vai utilizar as mesmas táticas para derrotar qualquer projeto legislativo de reforma energética. Se os Estados Unidos não implantarem controles firmes sobre as emissões de dióxido de carbono, o aquecimento global destruirá a civilização moderna. O jornal Financial Times assinalou com razão que se houvesse uma esperança de que Obama pudesse ter mudado as coisas, agora seria surpreendente que cumprisse minimamente suas promessas. A razão é que ele não queria mudar tanto assim as coisas. É uma criatura daqueles que financiaram sua campanha: as instituições financeiras, instituições de energia, empresas. Tem a aparência do bom moço, seria uma boa companhia para o jantar, mas isso é insuficiente para mudar a política; afeta-a muito pouco, na verdade. Sim, há mudança, mas é de um tipo um pouco mais suave. A política provém das instituições, não é feita por indivíduos. E as instituições são muito estáveis e muito poderosas. Certamente, encontram a melhor maneira de enfrentar os acontecimentos. Mais do mesmo Os meios de comunicação estão um pouco surpresos de que esteja regressando para o ponto onde sempre esteve. Reportam, é difícil não fazê-lo, mas o fato é que as instituições financeiras se pavoneiam de que tudo está ficando igual a antes. Ganharam. Goldman Sachs nem sequer tenta esconder que depois de ter arruinado a economia está entregando generosos bônus a seus executivos. Creio que no trimestre passado reportou os lucros mais altos de sua história. Se fossem um pouquinho mais inteligentes tentariam esconder isso. Isso se deve ao fato de que Obama está respondendo aqueles que apoiaram sua campanha: o setor financeiro. Basta olhar quem ele escolheu para sua equipe econômica. Seu primeiro assessor foi Robert Rubin, responsável pela derrogação de uma lei que regulava o setor financeiro, o que beneficiou muito a Goldman Sachs; assim mesmo, ele se converteu em diretor do Citigroup, fez uma fortuna e saiu justo a tempo, antes do desastre. Larry Summers, a principal figura responsável pelo bloqueio de toda regulação dos instrumentos financeiros exóticos, agora é o principal assessor econômico da Casa Branca. E Timothy Geithner, que como presidente do Federal Reserve de Nova York, supervisionava o que ocorre, é o secretário de Tesouro. Uma reportagem recente examinou alguns dos principais assessores econômicos de Obama. Concluiu-se que grande parte deles não deveria estar na equipe de assessoria do presidente, mas sim enfrentando demandas legais, pois estiveram envolvidos em manejos irregulares de contabilidade e em outros assuntos que detonaram a crise. Por quanto tempo podem se manter as ilusões? Os bancos estão agora melhor do que antes. Primeiro receberam um enorme resgate do governo e dos contribuintes e utilizaram esses recursos para se fortalecerem. São maiores do que nunca, pois absorveram os mais fracos. Ou seja, está se assentando a base para a próxima crise. Os grandes bancos estão se beneficiando com uma apólice de seguros do governo que se chama ?demasiado grande para quebrar?. Caso você seja um banco enorme ou uma grande casa de investimentos, é demasiado importante para fracassar. Se você é o Goldman Sachs ou o Citigroup, não pode fracassar porque isso derrubaria toda a economia. Por isso podem fazer empréstimos de risco, para ganhar muito dinheiro, e se algo dá errado, o governo se encarregará do resgate. A guerra contra o narcotráfico A guerra contra a droga, que se espalha por vários países da América Latina, entre eles o México, tem velhos antecedentes. Revitalizada por Nixon, foi um esforço para superar os efeitos da guerra do Vietnã, nos EUA. A guerra foi um fator que levou a uma importante revolução cultural nos anos 60, a qual civilizou o país: direitos da mulher, direitos civis. Ou seja, democratizou o território, aterrorizando as elites. A última coisa que desejavam era a democracia, os direitos da população, etc., razão pela qual lançaram uma enorme contraofensiva. Parte dela foi a guerra contra as drogas. Ela foi desenhada para transportar a concepção da guerra do Vietnã: do que nós estávamos fazendo aos vietnamitas ao que eles não estavam fazendo a nós. O grande tema no final dos anos 60 nos meios de comunicação, inclusive os liberais, foi que a guerra do Vietnã foi uma guerra contra os EUA. Os vietnamitas estavam destruindo nosso país com drogas. Foi um mito fabricado pelos meios de comunicação nos filmes e na imprensa. Inventou-se a história de um exército cheio de soldados viciados em drogas que, ao regressar para casa, converteram-se em delinquentes, aterrorizando nossas cidades. Sim, havia uso de drogas entre os militares, mas não era muito diferente do que existia em outros setores da sociedade. Foi um mito fabricado. É disso que se tratava a guerra contra as drogas. Assim se mudou a concepção da guerra do Vietnã, transformando-a em uma guerra na qual nós éramos as vítimas. Isso se encaixou muito bem com as campanhas em favor da lei e da ordem. Dizia-se que nossas cidades se desgarravam por causa do movimento anti-guerra e dos rebeldes culturais, e que por isso era preciso impor a lei e a ordem. Ali cabia a guerra contra a droga. Reagan ampliou-a de maneira significativa. Nos primeiros anos de sua administração intensificou-se a campanha, acusando os comunistas de promover o consumo de drogas. No início dos anos 80, os funcionários que levavam a sério a guerra contra as drogas descobriram um incremento significativo e inexplicável de fundos em bancos do sul da Flórida. Lançaram uma campanha para detê-lo. A Casa Branca interveio e suspendeu a campanha. Quem o fez? George Bush pai, neste período o encarregado da guerra contra as drogas. Foi quando a taxa de prisões aumentou de maneira significativa, principalmente a prisão de negros. Agora o número de prisioneiros per capita é o mais alto do mundo. No entanto, a taxa de criminalidade é quase igual a dos outros países. É um controle sobre parte da população. É um assunto de classe. A guerra contra as drogas, como outras políticas, promovidas tanto por liberais como por conservadores, é uma tentativa para controlar a democratização das forças sociais. Há alguns dias, o Departamento de Estado emitiu sua certificação de cooperação na luta contra as drogas. Os três países que foram ?descertificados? são Myamar, uma ditadura militar ? não importa, está apoiada por empresas petroleiras ocidentais -, Venezuela e Bolívia, que são inimigos dos EUA. Nem México, nem Colômbia, nem Estados Unidos, em todos os quais há narcotráfico. Um lugar interessante O elemento central do neoliberalismo é a liberalização dos mercados financeiros, que torna vulneráveis os países que têm investimentos estrangeiros. Se um país não pode controlar sua moeda e a fuga de capitais, está sob o controle dos investidores estrangeiros. Eles podem destruir uma economia se não gostarem de algo que esse país faz. Essa é outra forma de controlar povos e forças sociais, como os movimentos operários. São reações naturais de um empresariado muito concentrado, com grande consciência de classe. Claro que há resistência, mas fragmentada e pouco organizada e por isso podem seguir promovendo políticas às quais a maioria da população se opõe. Às vezes isso chega ao extremo. O setor financeiro está o mesmo que antes; as seguradoras de saúde ganharam com a reforma de saúde, as empresas de energia ganharam com a reforma do setor, os sindicatos perderam com a reforma trabalhista e, certamente, a população dos EUA e do mundo perde porque a destruição da economia é grave por si mesma. Se o meio ambiente é destruído, os que mais sofrerão serão os pobres. Os ricos sobreviverão aos efeitos do aquecimento global. Por isso a América Latina é um dos lugares no mundo hoje verdadeiramente interessantes. É um dos lugares onde há uma verdadeira resistência a tudo isso. Até onde chegará? Não se sabe. Não me surpreenderia com um giro à direita nas próximas eleições na América Latina. Mesmo assim, terá se conseguido um avanço que assenta as bases para algo mais. Não há muitos lugares no mundo dos quais se possa dizer o mesmo. Tradução: Katarina Peixoto Link:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16160 (*) Luiz Salvador é Presidente da ABRAT (www.abrat.adv.br), Vice-Presidente da ALAL (www.alal.la), Representante Brasileiro no Depto. de Saúde do Trabalhador da JUTRA (www.jutra.org), assessor jurídico da AEPETRO e da ATIVA, membro integrante do corpo técnico do Diap e Secretário Geral da CNDS do Conselho Federal da OAB, e-mail: luizsalv at terra.com.br, site: www.defesadotrabalhador.com.br ABRAT - Sempre ao lado do Advogado Trabalhista! 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Name: not available Type: image/gif Size: 136 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090928/2650f3ca/attachment-0023.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 509 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090928/2650f3ca/attachment-0024.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090928/2650f3ca/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 5078 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090928/2650f3ca/attachment-0025.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Sep 29 20:02:03 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 29 Sep 2009 20:02:03 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Comunicado_de_la_Di=F3cesis_de_?= =?windows-1252?q?Cop=E1n=2C_Honduras__/COMUNICADO_DE_LOS_DOMINICOS?= =?windows-1252?q?_HONDURE=D1OS=2C__/Grito_dos_Exclu=EDdos_Continen?= =?windows-1252?q?tal_vai_pressionar_pelo_fim_da_crise?= Message-ID: <00eb01ca4158$dbec1490$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. DIRECCIONES DE LA WEB DONDE SE PUEDE ESCUCHAR LA TRANSMISIÓN EN VIVO DE RADIOEMISORAS DE LA RESISTENCIA: http://radioprogresohn.com/ http://radioeslodemenos.blogspot.com/ Comunicado de la Diócesis de Copán, Honduras Amigos y amigas: El obispo Santos de Santa Rosa definitivamente se desmarca del cardenal y los demás obispos hondureños, y con este comunicado de su presbiterio nos dice que está al lado del pueblo hondureño que resiste a los golpistas. Hagámoslo circular. Un abrazo, y no aflojemos en nuestra solidaridad con el ?pobretariado? hondureño que resiste en las calles. Guillermo Meléndez Comunicado de la Diócesis de Santa Rosa de Copán (Honduras) / Jueves 24 de septiembre de 2009 1. El presbiterio de la Diócesis de Santa Rosa de Copán, siempre fiel a los valores del Reino de Dios y al pueblo que se nos ha encomendado apacentar, iluminados por la Palabra de Dios y el Magisterio eclesiástico, hemos analizado el fenómeno del Golpe de Estado y después de maduro examen , queremos compartir nuestras reflexiones al respecto. 2. Rechazamos el golpe de Estado porque viola la constitución de la República, principalmente los art. 3, 71, 72, 84 y 102, coarta las garantías constitucionales, enfrenta las Fuerzas Armadas y la Policía Nacional con el pueblo humilde, obliga al pueblo a la insurrección ( cfr. Const. Art 3 ) causa inestabilidad e intranquilidad en la ciudadanía y ha enlutado muchas familias con los homicidios, heridos y golpeados cuyo número aumenta cada día. 3. El grupo de familias, sumamente enriquecidas, con empresas que viven de los proyectos que el Estado financia, con los impuestos que paga la ciudadanía y el dinero que viene de países amigos, debería decir al pueblo hondureño, las causas y razones que las indujeron a dar el golpe de Estado al Gobierno de José Manuel Zelaya Rosales o que desautoricen al Gobierno usurpador( Cfr. Const. Art 3). 4. Creemos que ningún bien material vale la vida de tantas personas que por órdenes de Roberto Michelletti Baín, del Jefe de Estado Mayor Conjunto, General Romeo Vásquez Velásquez, el ministro de Seguridad Jorge Alberto Rodas Gamero, del asesor Billy Joya y ejecutadas por malos agentes de la Policía Nacional, se han producido en el intento de impedir manifestaciones del pueblo. 5. Recordamos a todos los ciudadanos, que nadie debe obediencia a un gobierno usurpador y que nadie debe obedecer a una orden de matar personas.(cfr. Const. Art 3..) 6. Responsabilizamos al Señor Roberto Michelletti Baín, al actual Congreso Nacional y a los Magistrados de la Corte Suprema de Justicia por todos los daños que sobrevengan a personas y bienes después de este Golpe de Estado. 7. Como ordenados presbíteros, nos solidarizamos con nuestro hermano en el sacerdocio ministerial, el Padre Andrés Tamayo, defensor de nuestros bosques y profeta de estos tiempos, reclamando que la Iglesia Católica no debe amparar al grupo económicamente rico sino a los pobres. 8. El Golpe de Estado es fruto de la injusta distribución de la riqueza, que genera en Honduras profundas desigualdades, en la alimentación, en el trabajo, la educación, la salud, la posibilidad de expresión y la participación ciudadana, ya que el 80% de nuestro pueblo empobrecido, es nuevamente víctima de un juegos de poderes, donde quiere imponerse, la soberbia de los más adinerados. 9. Interpelados por el clamor de muchos hermanos católicos y no católicos, que esperan de nosotros una palabra profética, en defensa de la verdad y la justicia, iluminando desde la fe, la circunstancias actuales y acompañando al pueblo en el sufrimiento de su lucha reivindicadora citamos las palabras de nuestro querido Papa Benedicto XVI: ? Desear el bien común y esforzarse por el, es exigencia de justicia y caridad. Trabajar por el bien común es cuidar, por un lado y utilizar, el conjunto de instituciones que estructuran jurídica civil, política y culturalmente la vida social?.. (cf Caritas in veritate n. 7) Las palabras de Nuestro Señor Jesucristo consuelan al sufrido pueblo. ?Bienaventurados los pobres por que de ellos es el Reino de los cielos. Bienaventurados los que tienen hambre y sed de justicia porque ellos serán saciados..?(Cfr Mt 5,6). 10.Este Golpe de Estado ha sido la oportunidad para solicitar la ayuda de todos los países de la Organización de las Naciones Unidas; porque todos los países del mundo se han dado cuenta de la manera como se administraba y gobernaba Honduras y de cómo se usaban las ayudas económicas que ellos aportaban para el desarrollo social y humano de nuestro país. Lanzamos un S.O..S. a todos los hombres y mujeres de buena voluntad. No abandonen a cinco millones de pobres y a dos millones y medio de hondureños indigentes, oprimidos hoy, por una dictadura militar con la cual han cerrado filas los traidores a la patria. 11. Agradecemos al Brasil, por asilar diplomáticamente al presidente de Honduras José Manuel Zelaya Rosales. 12. Tratándose de nuestra patria, no descansaremos hasta que se restablezca el orden constitucional interrumpido por el Golpe de Estado. Con la Palabra de Dios,la enseñanza, la convivencia, la oración y sobre todo con la celebración de la Santa Misa, esperamos vencer (cfr. Hech. 2,42-47). 13. No tenemos enemigos, si alguien nos adversa, es por odio a la religión católica, a la cual pertenece la inmensa mayoría del occidente de Honduras. 14. La pertenencia a un partido político, no debe estar por encima de la pertenencia a la Iglesia, siempre que se trate de defender a la gente pobre en contra de la injusticia social. 15. Les Comunicamos lo que nos dice el papa Benedicto XVI, sobre la teología que debemos profesar en lo socio económico-polí tico ? La doctrina social de la Iglesia, responde a esta dinámica de caridad, recibida y ofrecida. Es ?CARITAS IN VERITATE IN RE SOCIALI?, anuncio de la verdad del amor de Cristo en la sociedad. Dicha doctrina es servicio de la caridad, pero en la verdad. La verdad preserva y expresa la fuerza liberadora de la caridad en los acontecimientos siempre nuevos de la historia. Es al mismo tiempo verdad de la fe y de la razón en la distinción y la sinergia a la vez de los dos ámbitos congnitivos. El dasarrollo, el bienestar social, una solución adecuada de los grandes problemas socioeconómicos que afligen a la humanidad, necesitan esta verdad. Y necesitan aún más que se estime y de testimonio de esta verdad. Sin verdad, sin confianza y amor por lo verdadero, no hay conciencia y responsabilidad social, y la actuación social se deja a merced de intereses privados y de lógicas de poder, con efectos disgregadores sobre la sociedad tanto más en una sociedad en vías de globalización, en momentos difíciles como los actuales.? (Caritas in veritate n. 5). 16. Los exhortamos, a perseverar, en las comunidades eclesiales de base, para llevar a cabo la pastoral popular, que hemos emprendido en todas las parroquias. 17. Con el amparo poderoso de Nuestra Señora de Suyapa, Auxiliadora de los cristianos, estamos seguros, que ustedes vivirán libres de toda debilidad del cuerpo y alma. 18. Con la bendición de Dios Padre, Hijo y Espíritu Santo, reciban también la nuestra. Sus hermanos y amigos del presbiterio de la diócesis de Santa Rosa de Copán, Honduras Centro América. Mons. Luis Alfonso Santos Obispo Diocesis de Santa Rosa de Copan 24 de Septiembre de 2009. Mensajes con este tema Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 30.09.09 - HONDURAS Missão denuncia 17 mortos e quatro mil detidos em confrontos Adital - Desde o golpe de Estado de 28 de junho, os confrontos entre civis e as Forças Armadas de Honduras já ocasionaram 17 mortes e mais de quatro mil detenções, além de deixaram 300 feridos em todo o país. Os dados foram divulgados na última sexta (25), em Madrid, pela Missão Internacional de Observação sobre a situação de Direitos Humanos em Honduras. Dentre os 17 mortos, dez foram assassinados por compassas, quatro em manifestações de ruas, além de dois dirigentes campesinos e um professor. O comunicado da missão, composta por 17 representantes de vários países, cita detenções em estádios esportivos, feridos retirados de hospitais e levados a presídios e de vistorias em ambulâncias. A missão registrou mais de quatro mil detenções arbitrárias até o final de agosto. Desse total, 156 menores de 18 anos foram detidos por violarem o toque de recolher. De acordo com o documento, os homens são punidos com fogo sob os testículos; e as mulheres, com bastões da polícia nos órgãos sexuais. Segundo a missão internacional, o governo provisório de Roberto Micheletti está detendo, arbitrariamente, líderes das manifestações favoráveis a Zelaya. Os militantes estão sendo torturados e intimidados e o movimento feminista está sofrendo as piores consequências. De acordo com o informe, a repressão se intensificou desde que Zelaya ingressou no país, no último dia 21, e se abrigou na embaixada brasileira, na capital Tegucigalpa. O documento ainda contabiliza 300 feridos em todo o país. O governo provisório e as empresas favoráveis ao golpe também estão demitindo trabalhadores que atuam em manifestações de rua. Cerca de 300 pessoas já foram demitidas somente na cidade industrial de San Pedro Sula. Os mais prejudicados são os sindicalistas. Dentre os últimos detidos, estavam duas crianças, de oito e 12 anos de idade, acompanhadas de seus pais. O Estado está aproveitando o grande número de manifestantes para realizar detenções seletivas e julgamentos coletivos. A justificativa seriam as manifestações populares supostamente ilícitas. Com informações do Periódico Diagonal Forças Armadas desalojam camponeses O governo provisório de Honduras desalojou violentamente, na manhã de hoje (30), um grupo de campesinos que se mantinha na sede do Instituto Nacional Agrário (INA), na capital Tegucigalpa. A estimativa é de que haja 53 campesinos detidos, sendo seis mulheres e dois guardas que auxiliavam na segurança dos ocupantes. O prédio foi ocupado na semana seguinte ao golpe de Estado, impetrado em 28 de junho. Os campesinos não reconhecem Eduardo Villanueva como diretor do INA, já que foi indicado pelo governo provisório do país. O grupo se mantinha no local como forma de proteger a documentação arquivada pelo instituto, responsável pelo programa nacional de reforma agrária. A expulsão dos campesinos foi possibilitada pelo estado de sítio anunciado no último sábado (26) pelo presidente provisório, Roberto Micheletti. A medida suspendeu, por 45 dias, direitos constitucionais como liberdade de expressão, de circulação e de reunião. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090930/f78db55e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090930/f78db55e/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Sep 30 19:55:09 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 30 Sep 2009 19:55:09 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Venha_celebrar_o_centen=E1rio_d?= =?windows-1252?q?os_militantes_F=FAlvio_Abramo_e_Herm=EDnio_Sacche?= =?windows-1252?q?tta_e_o_75=BA_anivers=E1rio_da_Batalha_da_Pra=E7a?= =?windows-1252?q?_da_S=E9____-__Dia_19_de_outubro?= Message-ID: <04ee01ca4221$111bd0b0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Venha celebrar o centenário dos militantes Fúlvio Abramo e Hermínio Sacchetta e o 75º aniversário da Batalha da Praça da Sé em um ato-homenagem à sua memória e história de dedicação à luta revolucionária internacionalista. SEGUNDA-FEIRA, DIA 19 DE OUTUBRO A PARTIR DAS 19H30 Auditório Vladimir Herzog, Sindicato dos Jornalistas Rua Rego Freitas, 530, sobreloja com Antonio Candido e Dainis Karepovs FÚLVIO ABRAMO (1909-1993) foi jornalista, agrônomo e militante trotskista. Interessou-se pela luta social a partir da relação com o avô Bôrtolo Scarmagnan, que permitiu-lhe o primeiro contato com o pensamento anarquista. Antes de cumprir vinte anos (1928) conformou, com a irmã, Lélia, e o Azis Simão, um grupo marxista independente do PCB. Pouco tempo depois, fundou, junto com Mário Pedrosa, Lívio Xavier, Aristides Lobo, Hilcar Leite, Rodoldo Coutinho, Rudolf Josip Lauff e João da Costa Pimenta, a Liga Comunista Internacionalista, seção brasileira da Oposição de Esquerda trotskista, chegando a formar parte da sua Comissão Executiva. Fúlvio haveria de permanecer fiel ao trotskismo até o momento da sua morte. Em 1933-34, quando a LCI empenhou-se na luta antifascista, foi diretor do jornal O Homem Livre, porta-voz do antintegralismo, e, depois, foi eleito diretor da Coligação das Organizações Operárias que conformavam a base da Frente Única Antifascista, que conseguiu dispersar os integralistas na histórica "Batalha da Praça da Sé," contra-manifestação armada na Praça da Sé, em São Paulo, no dia 7 de outubro de 1934. Preso em duas ocasiões (1934 e 1935) pelo Estado Novo, viu-se obrigado a fugir para a Bolívia junto com mais três camaradas. Permaneceu na Bolívia até 1946, trabalhando como motorista, cobrador de impostos e professor de Botânica Aplicada. A militância não se deteve no exílio. Com o nome de Marcelo de Abiamo, participou na fundação do Partido Obrero Revolucionario na Bolívia. Em 1961 liderou a greve do Sindicato dos Jornalistas, que conseguiu histórica vitória. Após o golpe, trabalhou provisóriamente como agrônomo numa fazenda de Barretos, SP. Em 1965 conseguiu finalmente voltar à imprensa, com um emprego de redator e repórter na revista Realidade, da Editora Abril; anos depois, trabalhou como redator no Diário do Commércio e na Gazeta de Pinheiros. Nos anos 1980 esteve junto ao movimento de construção do PT e retoma sua militância trotskista participando da Direção Nacional da Corrente O Trabalho do PT, seção brasileira da 4ª Internacional. Dedica seus últimos anos de militância no trabalho de preservação da memória da classe operária como impulsionador do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (CEMAP), hoje sob guarda do CEDEM-Unesp. HERMÍNIO SACCHETTA (1909 ? 1982) foi jornalista e militante trotskysta. Iniciou sua carreria profissional em 1928, como revisor do Correio Paulistano, passando depois por importantes jornais daquela época como a Folha da Manhã, a Folha da Noite, os Diários Associados e O Tempo. Para a militância política entrou em 1932, no Partido Comunista onde se tornou editor do Jornal A Classe Operária, secretário do Comitê Regional São Paulo e membro do Bureau Político. Foi um dos articuladores da greve dos Correios e Telégrafos em dezembro de 1934, caindo a partir daí na clandestinidade. Nesse mesmo ano sob pressão da juventude comunista, entra conflito com a linha do PCB, que não participa da Frente Única Antifascista, e orienta os militantes a participarem da "Batalha da Praça da Sé". Em novembro de 1937, Hermínio, codinome Paulo, em meio a uma luta interna no partido, é acusado de fracionismo trotskista e expulso do PCB. Constitui com o Comitê Regional de São Paulo a Dissidência Pró-Reagrupamento da Vanguarda Revolucionária. É delatado pelo stalinismo ao vivo pela rádio Moscou e preso e quase dois anos depois, quando sai da cadeia torna-se dirigente do recém-fundado Partido Socialista Revolucionário (PSR), então seção brasileira da 4ª Internacional junto com inúmeros camaradas como Febus Gikovate, Alberto da Rocha Barros, Vítor Azevedo, Patricia Galvão (Pagu), Florestan Fernandes, Maurício Tragtenberg entre outros. Ao longo de toda sua vida dedicou-se à militância e ao jornalismo. Cláudio Abramo, seu companheiro de redação no Jornal de São Paulo, recordaria: ?Sacchetta foi durante muitos e muitos anos um dos melhores e mais importantes chefes de redação que o jornalismo de São Paulo produziu. Homem de princípios rígidos, (...) travou sempre com a profissão de jornalista uma batalha árdua e difícil, enfrentando ao mesmo tempo os empregadores e a redação, que ele tentou incansavelmente moldar e domar? A BATALHA DA PRAÇA DA SÉ - FRENTE ÙNICA ANTIFASCISTA (7 DE OUTUBRO DE 1934) - Também conhecida como "Revoada dos galinhas-verdes" foi o confronto que teve lugar na Praça da Sé, em São Paulo, em 7 de Outubro de 1934. Nesse confronto trotskistas, anarquistas, socialistas, comunistas, sindicalistas organizados na Frente Única Antifascista, se posicionaram contra a realização de uma marcha organizada pela Ação Integralista, organização que congregava correntes reacionárias e fascistas, dirigida por Plínio Salgado. Nesse confronto armado morreu o militante da juventude comunista, Décio Pinto de Oliveira, estudante da Faculdade de Direito de São Paulo, Largo de São Francisco. Décio foi alvejado na cabeça enquanto discursava. Ele passou a ser o símbolo do movimento antifascista brasileiro daqueles anos. Também ferido foi o militante trotskista Mário Pedrosa, enquanto tentava socorrer o jovem militante comunista atingido. Como narrou Lélia Abramo "Enfrentamos, com armas nas mãos ou sem elas, a organização fascista integralista, comandada por Plínio Salgado. Os integralistas estavam todos fardados, bem armados, enquadrados e prontos para uma demonstração de força, protegidos pelas instituições político-militares getulistas e dispostos a tomar o poder. Nós, espalhados ao longo da praça e nas ruas adjacentes, esperamos pacientemente que desfilassem primeiro as crianças, também fardadas, e as mulheres integralistas. Depois disso, quando os asseclas de Plínio iniciaram seu desfile, nós todos avançamos e começou a luta aberta." -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090930/d5a85ea2/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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