From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Oct 1 18:57:17 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 1 Oct 2009 18:57:17 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__PELO_DIREITO_DE_SER_BONSAI_DE_?= =?windows-1252?q?CL=C1UDIO_GUERRA_-_=22Para_os_que_lutam_para_ter_?= =?windows-1252?q?v=F3z=22?= Message-ID: <00d601ca42e2$24d2b030$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Recebemos do companheiro Cláudio Guerra este livro "PELO DIREITO DE SER BONSAI", textualizando o julgamento e condenação da Rádio Oficina Comunitária FM 93,5 - Solidariedade, de Macau, Rio Grande do Norte. Trata-se de um libelo importante para conhecer a política discriminatória, envolvendo por trás as grandes empresas de rádio e televisão e os políticos da elite que monopolizam esse importante instrumento de comunicação: as rádios comunitárias. O livro está dividido em 5 partes: 1 - Notas: 2 - Pelo direito de ser bonsai (considerações importantíssimas sobre esse confronto das elites para cercear o direito das comunidades terem vóz.E considerações da legislação ainda da ditadura sobre esses meios de comunicações); 3 - O Processo ( o absurdo poder de um juíz comprometido e, interpretador da lei); 4 - Entrevista do autor ao Instituto Humanitas ; e 5 - Outras considerações sobre o assunto; Todos os que lutam pela democratização da informação devem ler este livro. Como diz Cláudio na dedicatória : "Para os que lutam para ter vóz". Contatos com o autor pelo e-mail clanguerra at gmail.com Um abraço. Vanderley -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091001/fd0faec8/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 47553 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091001/fd0faec8/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Oct 1 18:57:24 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 1 Oct 2009 18:57:24 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_Guerra_no_S=E9culo_XXI_ou_A_t?= =?windows-1252?q?erceiriza=E7=E3o_da_guerra?= Message-ID: <00da01ca42e2$28a8e580$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Jacob Blinder A Guerra no Século XXI ou A terceirização da guerra Entrevista a Dario Azzelini, pesquisador italiano das ?novas guerras? ?A guerra não é mais para instalar outro modelo econômico: ela é o modelo? Natália Aruguete e Walter Isaía A idéia do conflito permanente cria condições para o surgimento de um modelo econômico que seria impossível de instalar em condições de paz. Ao mesmo tempo, é cada vez mais importante a intervenção de Companhias Militares Privadas (CMPs) em todo o mundo, do Iraque até a Colômbia. - Que significa a denominação de ?novas guerras? que o senhor usa no livro O Negócio da Guerra? - No debate acadêmico e - em parte - o político, a expressão ?novas guerras? foi introduzida para denominar o fato que mais e mais guerras não se dão entre países mas no interior dos países ou, pelo menos, entre um exército regular e um irregular. A expressão, porém poderia se ampliada porque com as modificações de estratégias de sua condução, vemos que até os países com exércitos regulares estão transferindo a violência para empresas privadas ou estruturas paramilitares: atores que não são os tradicionais nas guerras ?comuns?. - Acabaram as guerras entre Estados? - Não é que tenham acabado. Pelo contrário, na última década também houve um aumento das guerras entre países, mas se apresentaram de outra maneira. Os ataques ao Afeganistão ou Iraque foram guerras entre países, mas a porcentagem das guerras irregulares em comparação com as regulares está aumentando. - Isso obedece à lógica neoliberal? - Dizemos que obedece a certas lógicas do neoliberalismo no sentido de aumentar lucros. O sentido da guerra mudou. Tradicionalmente era para trocar as elites e o controle das economias, ou introduzir outro modelo de domínio econômico ou político. Agora, em muitos casos as guerras são permanentes. Não se faz a guerra para implementar outro modelo econômico, mas a guerra mesmo é o mecanismo de lucros. - Por exemplo? - Por exemplo, Colômbia. Muito dos lucros nesse país são porque - praticamente - é um país em guerra. Durante os últimos 20 anos, a passagem da pequena e média agricultura para a agroindústria se fez com uma guerra. Se não fosse assim, não teria sido possível expropriar as terras de milhões de camponeses e fazer uma reforma agrária ao contrário, na qual os latifundiários e paramilitares se apropriaram de 6 milhões de hectares de terra. - Neste cenário, como fica o lugar do Estado? - Em todo o discurso liberal se diz que o Estado está supostamente perdendo o controle desses atores armados. Fundamentalmente, no caso da Colômbia. Creio que os Estados não perdem o controle e, se o perdem, é em pequenos pontos. Simplesmente estão terceirizando as funções repressivas ou de guerra, criando mais confusão. Os grupos paramilitares colombianos foram criados pelas dificuldades do Estado em conseguir financiamento internacional nos anos 80, pela responsabilidade do exército ou da polícia em delitos contra os direitos humanos. Logo se montou o show da suposta desmobilização dos paramilitares, mas já no final dos 90 era de conhecimento público que o paramilitarismo estava coordenado, fomentado e controlado pelo exército e as autoridades colombianas. Em 2000, a Human Right Watch publicou uma análise da Colômbia cujo título era Paramilitarismo, a sexta divisão do exército colombiano (o exército colombiano tinha cinco divisões). Nesse informe esclarecem que o paramilitarismo é parte integral da situação do exército colombiano e que o processo de desarmamento é uma farsa. Os supostos paramilitares desmobilizados aparecem em outras zonas da Colômbia onde ainda se necessita o paramilitarismo como estratégia ou como supostos grupos rearmados. - Como e quando nascem as Companhias Militares Privadas (CMPs)? - As primeiras nascem imediatamente depois da II Guerra Mundial, porque o exército dos Estados Unidos tinha grande capacidade de transporte que já não necessita manter e começou a privatizar parte do transporte. Porém o verdadeiro boom dessas empresas começou em fins dos anos 80 e foi reforçado de forma maciça nos 90. Na primeira guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, a relação entre os empregados das CMPs e os soldados era de 1 para 100. No Afeganistão, de 1 para 50/40. Agora, no Iraque há 180 mil empregados das CMPs, segundo dados do próprio exército norte-americano. Quantidade maior do que a dos soldados do exército. - Que atividades exercem estas companhias? - Todas as que alguém possa imaginar. O emprego de armas sofisticadas (como aviões não tripulados, radares ou mísseis de navios estadunidenses) na primeira onda de ataques ao Iraque foi realizado por especialistas de empresas privadas. Além disso distribuem a correspondência, cozinham ou lavam a roupa dos soldados, montam os acampamentos militares, as prisões. No caso da prisão de Abu Ghraib houve julgamentos e investigações contra menos de 10 soldados dos Estados Unidos, quando deveria haver muitos mais implicados. A verdade é que a prisão era administrada em todas as suas funções por duas empresas privadas: CACI e Titan. - Quais são as vantagens de terceirizar esse tipo de tarefas para as CMPs? - Como formalmente são civis, não podem, portanto, ser julgados pela Justiça militar. Ao mesmo tempo, em seus contratos lhes é assegurado que não podem ser submetidos à Justiça civil dos países em que eles atuam. Praticamente se criou um campo de impunidade. E a única via para fazer algo contra esses crimes é iniciar processos nos Estados Unidos contra essas empresas. Quantas vítimas têm a possibilidade de fazer isso. Quase ninguém. - Cria-se uma espécie de marco normativo para acionar estas empresas? - Sim. Legaliza-se todo o negócio dos mercenários com esse marco de impunidade. Além disso, terceiriza-se a responsabilidade. Milles Frechette, ex-embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, disse que é muito cômodo trabalhar com essas empresas porque se morrem, não são soldados dos Estados Unidos e, se fazem algo errado, a responsabilidade tampouco recai sobre os Estados Unidos. No caso da DinCorp que faz as fumigações de supostas culturas de amapola e coca, na Colômbia há um processo internacional porque fumigaram parte do Equador. Mas a empresa alega que eles não podem dizer nada porque parte de seu contrato é não dar informação a terceiros. O contrato vem do Pentágono. Então, se um congressista lhe solicita prestação de contas, o Pentágono apresenta o contrato e diz: eles fazem estas tarefas. Se faz algo mais não podemos controlá-la porque é uma empresa privada. - Estas empresas, geralmente estadunidenses, são contratadas pelo Pentágono? - A maioria. De fato, a maior parte do financiamento vem dos Estados Unidos. Do gasto militar no âmbito mundial os Estados Unidos executa a metade. Há empresas também na Europa, empresas russas, na Ásia. Mas as dos Estados Unidos só trabalham sob o consenso do Pentágono. Pode ser que treinem o exército da Coréia do Sul, mas com o de acordo do Pentágono. As empresas russas ou outras de países do Leste, contrata-as quem tem dinheiro. - Como convive o exército norte-americano com as CMPs? - Depende de que setores do exército falemos. No campo concreto provavelmente haja conflitos, já que os empregados dessas empresas de segurança costumam ganhar mais do que os soldados. Trabalham em assuntos de maior risco com menos segurança. Porém trabalhar juntos funciona muito bem porque as empresas de segurança são fundadas e organizadas por ex-membros do exército dos Estados Unidos. Também muitos políticos são donos ou copartícipes dessas empresas. Há empresas como a MPRI, fundada por generais dos Estados Unidos da primeira guerra contra o Iraque, que estiveram durante um tempo nas reuniões do Pentágono. Há ligações pessoais muito estreitas. A Eagle Aviation Services and Technology (EAST), que prestou serviços à CIA nos anos 80, é a encarregada do transporte de maquinaria no marco do Plano Colômbia e do Plano anti-drogas na América do Sul. - Quanto dinheiro movimentam estas empresas? - É um negócio que deve estar movimentando ao redor de 150 a 200 bilhões de dólares por ano no mundo. As pequenas foram compradas pelas maiores, movimentam muito dinheiro, várias têm cotação na Bolsa. Tornou-se um mega negócio no qual participam empresas que trabalham em outros campos. Mas também há ligações entre empresas transnacionais de recursos naturais como petrolíferas e mineradoras. - Pode nos dar um exemplo? - Na guerra no Congo, antes que Laurent Cabila ganhasse, havia mineradoras transnacionais que pagavam a mercenários ou a empresas militares privadas para acompanhar as diferentes facções. Uma vez liberado um território mineiro, já havia engenheiros e as CMPs com as mineradoras tinham o controle do território e faziam um acordo com a facção ganhadora para explorar a jazida. - Como é a contratação das CMPs? - São contratadas para fazer trabalhos. E esse também é outro assunto para escapar do controle. A lei norte-americana estabelece que todos os contratos que superem 50 milhões de dólares têm que ser aprovados pelo Congresso. Normalmente fracionam-se os contratos para que sejam inferiores e o Congresso nem se intera desses contratos ou do que estejam fazendo essas missões. É a possibilidade de os Estados Unidos fazer intervenções militares em outros países sem que apareçam como tais, porque não são seus soldados que atuam. Todos sabemos o impacto público que causa a imagem dos soldados mortos com a bandeira yankee que regressam aos Estados Unidos. Isso não acontece se morre um empregado de uma empresa privada: não causa indignação pública porque é como se morresse um empregado da IBM em Cingapura. Ninguém se importa com isso. No Iraque pode-se estimar que haja morrido, no mínimo, 2 mil empregados das CMPs. Isso ajuda a manter o número de baixas num nível baixo. - Contratam empregados na América Latina? - O recrutamento na América Latina cresceu muito nos últimos quatro anos. Antes recrutavam muito nas Filipinas, Nepal, Fiji, Estados Unidos, Inglaterra, França. Mais acostumados a trabalhar com certa modalidade. No Nepal, os gurkas têm uma tradição de 150 anos de mercenários e os de Fiji obtiveram muita formação em missões da ONU. - Como essas empresas aparecem nos meios de comunicação? - Um caso que passou muito pela imprensa foi em 2004 em Falluja, onde houve imagens fortes de uns supostos civis - como explicou em princípio a imprensa - que foram cercados pela população iraquiana , assassinados e seus corpos queimados e pendurados em uma ponte. A imprensa disse que esse pessoal acompanhava um comboio. Formalmente eram civis, mas eram empregados da Blackwater, uma das maiores empresas no campo militar. Estavam protegendo um comboio de soldados norte-americanos, uma tarefa militar. O problema é qual informação é obtida e é apresentada pela imprensa. Toda a informação que se tem do conflito do Iraque passa pelo departamento de relações de imprensa do exército dos Estados Unidos. São repórteres de imprensa militares. Eles só relatam ações nas quais participam os soldados do exército norte-americano, porém, como há mais empregados das empresas militares do que soldados, não temos nenhuma informação sobre muitas ações. Houve empregados de empresas privadas que repeliram o ataque das forças rebeldes iraquianas quando a cidade de Falluja esteve tomada pela resistência. As forças da empresa Blackwater se infiltraram para fazer atentados e pôr bombas. - Os empregados das CMPs são os contratistas que a cadeia CNN menciona, por exemplo? - Sim. São os empregados destas empresas. O exército contrata as empresas e a as empresas a estas pessoas. Porém não apenas o exército. No Iraque todas as embaixadas e empresas contratam CMPs para custódia e segurança. Na Colômbia, a colombiana Ecopetrol, que explora campos petrolíferos junto com a OXI dos Estados Unidos, contrata a CMP AirScan da Flórida para fazer sobrevôos e obter informação de tropas insurgentes que estejam perto dos campos e o oleoduto desde Caño Limon até o porto onde se exporta petróleo para os Estados Unidos. Em 1998, a vila de Santo Domingo foi bombardeada por helicópteros do exército colombiano e causaram quase 20 mortos. Fez-se uma investigação, julgaram os pilotos do exército colombiano que disseram que bombardearam, mas somente seguindo ordens. A AirScan passou informação ao exército de que nessa vila havia uma coluna guerrilheira , por isso a bombardearam. - Então cuidam dos negócios das empresas e brindam serviços ao exército. - É parte do trabalho. No caso do campo petrolífero de Cano Limon é uma cooperação bem organizada e partilhada. A empresa de segurança é paga pelas empresas e apoiada pelo exército colombiano e pelos Estados Unidos com tecnologia. É um conjunto de empresas públicas e privadas, exércitos, CMPs e polícias que formam uma rede que garante a saída do petróleo da Colômbia para os Estados Unidos. - Nessa trama, as CMPs têm relação direta com os Estados e os exércitos? - A operacionalização é a seguinte: os Estados Unidos faz o Plano Colômbia e grande parte do dinheiro nunca chega à Colômbia, só atravessa a rua do Pentágono, já que em frente estão as sedes de muitas das empresas militares privadas que vão ?trabalhar? na Colômbia. Há que destacar que enquanto nas guerras clássicas os soldados tinham o interesse de terminar a guerra, estas empresas não, porque só ganham se há conflito. Provavelmente não agem com o espírito de terminar com esses conflitos porque perderiam seu ganha-pão. - Há vínculos comprovados com o narcotráfico na Colômbia? - Houve casos de vários empregados de empresas que estiveram implicados em casos de narcotráfico. É muito difícil averiguar, mas pode-se supor que haja alguns contatos entre algumas empresas e o narcotráfico. - Dentro das tarefas das CMPs na Colômbia, inclui-se agir contra dirigentes sindicais? - Sim. A British Petróleo contratou uma empresa que fazia trabalhos de inteligência com movimentos sociais e indígenas que estavam na zona. Os paramilitares assassinaram líderes sociais e se sabe que as CMPs passavam informação ao exército. Os militares dizem que não os mataram, que foram os paramilitares, mas a ligação fica clara. - Como atuam estas companhias no México? - Há alguns mercenários israelenses que apoiaram o treinamento para a formação de grupos paramilitares em Chiapas. Mas é pouco claro. A construção do paramilitarismo no México é diferente do colombiano. Na Colômbia organizaram-se tropas irregulares que se apropriaram das terras, casas, etc. No México criaram-se comunidades paramilitares. Elas são infiltradas, preparadas e se tornam comunidades paramilitares. - Como se vincula a ação destas companhias com a violência sexual na Guatemala? - O caso da Guatemala é anterior ao das construções paramilitares como as autodefesas civis, pagas para apoiar o exército em seu trabalho genocida. A violência sexual se encaixa porque é parte integral da guerra desde sempre. Assassinavam os homens e violavam e ficavam com as mulheres. Isso rompe o tecido social de toda a comunidade. - Estas estruturas paramilitares, com as CMPs e os Estados, formam modos de controle social e paraestatalidades? - Sim, paraestatalidades porque têm território ou representam o Estado. Salvador Mancuso, ex-chefe paramilitar colombiano ? que foi extraditado em 15 de maio último para ser julgado nos Estados Unidos - disse em uma entrevista à RCN que controlavam congressistas e que, para chegar ao cargo, tinham que concordar com eles, se não, não recebiam votos. A Colômbia é claramente um narco-Estado paramilitar. Não controlam zonas senão as que estejam no Estado. Isso também explica as ligações com as empresas privadas. No norte da Colômbia, empresas bananicultoras pagavam uma porcentagem por cacho de bananas aos paramilitares para a segurança. - Há empregados das CMPs reféns das FARC? - Há três (*), mas é um caso complicado. Um avião pequeno, emprestado pelo Pentágono a uma empresa, sobrevoava as zonas guerrilheiras para transmitir informação sobre as colunas e os chefes guerrilheiros e foi abatida. Supunha-se que os estadunidenses em mãos das FARC eram da empresa, mas logo se soube que eram da CIA e que se usava a empresa como véu. [(*) Devem ser os três americanos libertados junto com Ingrid Betencourt] - Existe alguma estratégia dos Estados Unidos para a América Latina na qual participem as CMPs em médio ou longo prazo? - Há dois elementos, um é a grande base de dados de ex-militares formados que participaram de ditaduras e foram adaptados às novas formas de atuação do exército dos Estados Unidos para trabalhar no Iraque. Há milhares de empregados latino-americanos trabalhando para as CMPs: ex-militares da Argentina, Chile, Honduras, El Salvador e polícias especiais do Brasil e Peru. Neskowin tinha sua sede em Montevidéu e recrutava ex-militares argentinos e uruguaios para a Blackwater no Iraque. A segunda é a ampliação maciça do paramilitarismo em alguns países da América Latina. Na Venezuela começa a haver contatos com grupos da oposição. Na Bolívia também com os autonomistas de Santa Cruz. E no Equador, para formar como uma espécie de contra (revolução) reserva (stand by) a médio prazo. Na Venezuela pode-se traduzir em uma combinação entre as estruturas paramilitares e o pessoal contratado que monte algo similar a contra (revolução) como foi na Nicarágua. ....................................................................................................................................................... 1.. Organização Paramilitar = Milícia 2.. A Companhia das Letras editou Blackwater, a ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, de Jeremy Scahill (R$ 41,00), com a história da CMP que, em menos de dez anos, tem contratos oficiais de US$ 600 milhões só com o governo dos EUA. 3.. A Blackwater comprou da Embraer um Super Tucano, avião para treinamento militar avançado, e que foi entregue em 22 de fevereiro de 2008. Segundo a revista ASAS de abril/maio de 2008, a empresa norte-americana é a primeira operadora ?civil? do Super Tucano. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091001/c719fe54/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Oct 2 19:39:50 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 2 Oct 2009 19:39:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Virgilio_Gomes_da_Silva_de_ret?= =?windows-1252?q?irante_a_guerrilheiro_-_Lan=E7amento_em_S=E3o_Pau?= =?windows-1252?q?lo=3A_dia_3_de_outubro_2009_=96_Memorial_da_Resis?= =?windows-1252?q?t=EAncia_-_Largo_General_Os=F3rio=2C_66_=96_Luz__?= =?windows-1252?q?-_a_partir_das_14_horas?= Message-ID: <019401ca43b1$40ab21f0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Virgilio Gomes da Silva de retirante a guerrilheiro autores: Edileuza Pimenta e Edson Teixeira 112 páginas ? Plena Editorial / Núcleo Memória Largo General Osório, 66 ? Luz - a partir das 14 horas Será exibido o filme Hercules 56 do diretor Sílvio Da-rin, seguido por um debate com Manoel Cyrillo de Oliveira Netto um dos participantes do sequestro do embaixador americano. Este livro dedica-se a recuperar a trajetória pessoal e política de Virgilio Gomes da Silva, cuja biografia transcende sua morte porque sua história faz parte das lutas históricas do povo brasileiro contra a miséria e a opressão. Virgilio começou vencendo a miséria. Retirante, saiu do sertão do Rio Grande do Norte nos anos 50 para tentar a vida em São Paulo, onde, por meio das lutas sindicais, adquiriu consciência política e tomou contato com as idéias do Partido Comunista Brasileiro. Após a institucionalização da ditadura, processo iniciado a partir do golpe civil-militar de 1964, Virgilio passou a assumir posição destacada na luta contra a opressão, tornando-se um guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional, organização cujos fundadores e líderes foram Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira. Menos de um mês após ter comandado uma das ações mais espetaculares da luta de resistência contra a ditadura, o seqüestro do embaixador americano, Virgilio, o "Jonas" da ALN, foi brutalmente assassinado sob torturas na sede da famigerada Operação Bandeirantes, em 29 de setembro de 1969, e se tornou o primeiro desaparecido político brasileiro Apresentação feita por Manoel Cyrillo de Oliveira Netto Soube da morte do Jonas de cabeça pra baixo, pendurado em um pau-de-arara, na Operação Bandeirantes.Diante de paredes e pisos manchados pelo seu sangue, entre dezenas e dezenas de perguntas e afirmações simultâneas, em meio a muita pancada, chutes e choques, registrei a triste notícia: - Tá vendo este sangue, é do Jonas, é o sangue de um brasileiro, o filho da puta tá morto! Na véspera de minha prisão, no dia 29 de setembro de 69, o Estado brasileiro havia assassinado o companheiro Virgílio naquela mesma câmera de tortura. Hoje, o Virgílio está mais vivo do que nunca. Cresceu. Perpetuou-se. Fez história. Diferentemente, os seus algozes, os vivos e os mortos, estão encurralados em uma câmera do inferno, sofrem, torturam-se ? são uns pobres-diabos. Parabéns à Edileuza e ao Edson, historiadores de ótima cepa, que fizeram uma pesquisa e um trabalho maravilhosos. Virgílio Gomes da Silva: De retirante a guerrilheiro passa a ser uma referência. É um livro que, praticamente, nasce como um clássico, de leitura obrigatória. E, o melhor, o trabalho também é uma mostra de que está em andamento o fim do reinado do revisionismo subserviente na historiografia do período. Virgílio Gomes da Silva: De retirante a guerrilheiro revela-nos o seu personagem central, o nosso Jonas, como um homem, como gente e, nunca, como o anti-herói ou o vilão, como retratado no filme O que é isso, companheiro? Ao longo da narrativa, descobriremos a bela trajetória pessoal e política do Virgílio, um cidadão que não desceu de pára-quedas para comandar a ação de captura do embaixador Elbrick. Também nos depararemos com capítulos e episódios duros e cruéis, retratos do que era a vida do país naquela época. E, no final, o resultado será gratificante e saberemos melhor prezar o esforço e a resistência do Virgílio, um brasileiro. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091002/b556f8c2/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 77897 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091002/b556f8c2/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Oct 2 19:39:55 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 2 Oct 2009 19:39:55 -0300 Subject: [Carta O BERRO] O CONSELHEIRO LARANJA E O MINISTRO por Laerte Braga Message-ID: <019801ca43b1$4407e180$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. O CONSELHEIRO LARANJA E O MINISTRO Laerte Braga O presidente nacional do PPS - Partido Popular Socialista (?) - Roberto Freire fez declarações a jornalistas em São Paulo pedindo o afastamento do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e alegando como razão para seu pedido, de seu "partido", o fato de Amorim ter se filiado ao PT. Segundo Roberto Freire a política externa do Brasil está acima de partidos e ao se filiar a um partido Celso Amorim compromete o País num momento delicado. Referia-se ao abrigo dado pelo Brasil ao presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Roberto Freire foi deputado federal pelo MDB eleito a partir de 1970 e até 1994, quando foi eleito senador. Em 2002 voltou à Câmara por falta de votos para reeleger-se senador (por pouco não perde as eleições para deputado federal em seu estado original, Pernambuco). Hoje, cidadão paulista (parte do território brasileiro seccionada por organizações estrangeiras como PSDB, DEM. FIESP/DASLU), garante a sobrevivência com a aposentadoria integral do Instituto de Pensão e Aposentadoria do Congresso Nacional e um jabá de doze mil reais numa estatal paulista para funcionar como laranja do governador José Serra em seus projetos presidenciais. Freire é a pior espécie de político que se pode conhecer. Quando eleito deputado federal pela primeira vez, em 1970, no MDB, integrava os quadros do Partido Comunista Brasileiro (PCB). O caráter de frente política que caracterizava o MDB permanece em linhas gerais no PMDB, hoje. Em 1989 Roberto Freire candidatou-se a presidente da República e empolgou determinada parcela da opinião pública, classe média inclusive, já no Partido Comunista Brasileiro. Todas as vezes que era perguntado sobre o processo de privatizações que começava a ser montado no Brasil a partir de interesses estrangeiros e do neoliberalismo, respondia que a primeira coisa a se fazer "é desprivatizar o Estado". Ou seja, não se podia privatizar o que já era privado, o Estado brasileiro. Perdeu, mas conseguiu projeção nacional. Foi líder do governo Itamar Franco na Câmara e senador em Pernambuco por conta de uma aliança partidária quase imbatível que elegeu Miguel Arraes governador daquele Estado. Nesse meio de caminho e antes de virar senador, Roberto Freire convocou um congresso do PCB e propôs a transformação do partido em PPS. Por via das dúvidas, já que manobrava atendendo a interesses pessoais e dos grupos pelos quais fora cooptado (os tucanos, particularmente FHC), tentou segurar na Justiça a "propriedade" da sigla PCB. Não conseguiu. Verdadeiros comunistas infensos ao canto da sereia de tucanos, recobraram a sigla e retomaram aos caminhos da luta no que hoje é o que sempre foi, o Partido Comunista Brasileiro. Um partido identificado com os princípios marxistas, voltado para a luta popular e distante desse mundo podre da política institucional tal e qual se pratica no Brasil, pratica Roberto Freire. As declarações de Roberto Freire não foram produto de sua vontade, ou do seu entendimento, ou do entendimento do seu partido (até porque ele decide sozinho, é dono do partido). Foram decididas no núcleo que sustenta e comanda a campanha de José Serra à presidência em 2010. Parênteses, para explicar que Roberto Freire, como senador, foi um dos principais articuladores do governo FHC na condução das privatizações, das reformas determinadas pelo FMI e Banco Mundial, aquele negócio de "desprivatizar o Estado" era boutade de campanha. O que Roberto Freire ignorou ao falar como laranja de um esquema, muito bem remunerado, não se esquecendo doze mil por mês, foi que ao longo da história dos vários governos brasileiros, boa parte dos ministros das relações exteriores tinha filiação partidária. No governo de Getúlio, Osvaldo Aranha era filiado ao PTB (antigo, não esse arremedo de hoje) e chegou a ser presidente nacional do partido. Com JK os ministros Macedo Soares, Negrão de Lima, Sette Câmara eram todos filiados ao ex-PSD. Afonso Arinos Mello Franco, ministro de Jânio Quadros e de um gabinete parlamentarista de João Goulart, era filiado a antiga UDN e, o pior de todos os esquecimentos. Fernando Henrique Cardoso, ministro das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco era e é filiado ao PSDB (tucanos). A exceção de FHC, todos os outros chanceleres citados acima eram homens dignos, de caráter, íntegros no trato da coisa pública e a filiação partidária não os impediu de colocar os interesses nacionais acima de interesses partidários ou pessoais, ao contrário de FHC, que usou o governo de Itamar como plataforma para o projeto neoliberal no Brasil a partir de agências e governos estrangeiros, caso da vinculação de FHC à Fundação Ford. Esse sim, canalha, vendeu o Brasil. E com o voto de Roberto Freire, inclusive a favor da reeleição comprada a peso de ouro. O ministro Luís Felipe Lampreia do governo FHC, por quase sete anos no Itamaraty, ou mais de sete anos, ao sair do cargo virou consultor de empresas privadas e o recente escândalo envolvendo a embaixatriz Lúcia Flecha de Lima em um caso de negócios com o senador ACM, mostrou como atuava o lobby de empresas privadas no governo do tucano e em muitos casos no Itamaraty. Foram vários os contratos obtidos pela OAS (Obras do Amigo Sogro), de um ex-genro de ACM nos países onde o marido de Lúcia era embaixador e com a participação direta do chanceler Lampreia. Hoje, consultor, se vale das ligações e contatos que construiu no governo para continuar fazendo a mesma coisa. Lampreia não tinha filiação partidária, é de carreira do Itamaraty. Como se vê, a questão da filiação partidária de um ministro, qualquer que seja ele, não implica em ter mais ou menos caráter. Lampreia não tem nenhum, é agente de interesses estrangeiros no Brasil. Celso Amorim resgatou a política externa brasileira e conferiu ao País um respeito que não tinha no governo FHC. É só lembrar o chanceler que substituiu Lampreia, Celso Láfer. Submeteu-se a uma revista no aeroporto de New York, inclusive tirando os sapatos no período de paranóia de Bush com atentados. Ou seja, caiu de quatro. O problema de Roberto Freire é que o ex-senador, ex-deputado e agora conselheiro laranja de Serra, numa estatal paulista qualquer, esqueceu-se da História. Rompeu seu compromisso com a História et por cause com qualquer princípio de dignidade ou respeito que chegou a merecer num determinado momento. Jogou fora a História e continua jogando fora sua história. Declarações mesquinhas, pequenas, típicas de menino de recado. Há uma diferença sem tamanho entre o ministro Celso Amorim, Chanceler com letra maiúscula e aqueles aos quais Roberto Freire está acostumado. Amorim nem cai de quatro e nem tira o sapato. E nem é laranja de ninguém por conta de doze mil reais por mês. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091002/d0f3c0dd/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Oct 3 15:34:36 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 3 Oct 2009 15:34:36 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Festival_de_Esquetes_do_Centro_?= =?windows-1252?q?de_Artes_N=F3s_da_Dan=E7a_-_com_Maria_Ana_Caixe?= =?windows-1252?q?=2C_Elaine_Dias_e_Pedro_Log=E4n__-__dia_13_de_out?= =?windows-1252?q?ubro_=28ter=E7a-feira=29=2C=E0s_20h=2C_-_Teatro_C?= =?windows-1252?q?acilda_Becker_=28Rua_do_Catete=2C_338_=96_Largo_d?= =?windows-1252?q?o_Machado=29=2ERJ?= Message-ID: <04f901ca4458$28e900d0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Queridos, no próximo dia 13 de outubro (terça-feira),às 20h, Eu e meus colegas,Elaine Dias e Pedro Logän, estaremos concorrendo no Festival de Esquetes do Centro de Artes Nós da Dança, com a montagem de "O MENTIROSO" de Jean Cocteau (esquete selecionada e apresentada na Mostra de Esquetes d'O Tablado). O Festival será no Teatro Cacilda Becker (Rua do Catete, 338 ? Largo do Machado). Os ingressos custam R$ 15, a filipeta do festival impressa e Lista Amiga dá 50% de desconto (R$ 7,50). Nos vemos lá. Maria Ana Rocha Caixe -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091003/016357eb/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 30045 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091003/016357eb/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 40894 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091003/016357eb/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Oct 3 15:34:50 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 3 Oct 2009 15:34:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_PARA_QUE_N=C3O_SE_ESQUE=C7A_E_N?= =?windows-1252?q?UNCA_MAIS_ACONTE=C7A___-____Colabore__-_DIA_MUNDI?= =?windows-1252?q?AL_DA_ANISTIA?= Message-ID: <050001ca4458$317a7440$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. (clique) http://www.youtube.com/confiancabrasil?gl=BR&hl=pt ----- Original Message ----- From: Paulo Abrão Pires Junior -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091003/ee99d5a6/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091003/ee99d5a6/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 40429 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091003/ee99d5a6/attachment-0001.obj From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Oct 4 12:36:27 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 4 Oct 2009 12:36:27 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Site_de_Orquestras=2E_Para_lembr?= =?iso-8859-1?q?ar_os_bons_tempos_das_grandes_orquestras=3A_Andre_K?= =?iso-8859-1?q?ostelanetz=2C_Andre_Rieu=2C_Bert_Kaempfert=2C_Billy?= =?iso-8859-1?q?_Vaughn=2C_Burt_Bacharach=2C_CasaBlanca_Orchestra?= =?iso-8859-1?q?=2CFrank_Pourcel=2C_Glenn_Miller_e_outras=2E_____HO?= =?iso-8859-1?q?JE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <083901ca4508$707d8690$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...................................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Zuca Ribeiro . _ Vale a pena ligar o som, repousar a cabeça, fechar os olhos, meditar! Para ouvir e copiar. Clica no link abaixo e escolha: http://www.letrasazuis.com/letras/orquestradas_internacionais.htm _,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091004/8e630e92/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091004/8e630e92/attachment-0001.obj -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 24442 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091004/8e630e92/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Oct 4 12:36:33 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 4 Oct 2009 12:36:33 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Adeus__MERCEDES_SOSA_n=E3o_serem?= =?iso-8859-1?q?os_indiferentes=2E?= Message-ID: <084001ca4508$74266a50$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Anuar Ide Adeus Mercedes Sosa, não seremos indiferentes. Morre a cantora argentina Mercedes Sosa Cantora de 74 anos estava internada em Buenos Aires. Sosa foi uma das intérpretes mais conhecidas da música regional latino-americana, e, a mais famosa artista argentina depois de Carlos Gardel e Astor Piazzolla. Veja abaixo clips de Mercedes Sosa. E não seja indiferente. Uma música para construir a sua vida. Bom domingo. Vanderley TeleSUR _ Hace: 02 horas - www.telesurtv.net La cantante argentina, Mercedes Sosa faleceu "con mayor deterioro de sus funciones vitales", según un informe médico emitido por la Dirección Médica del Sanatorio La Trinidad, donde se encuentrava internada desde el pasado mes de septiembre por disfunción renal. Clips de Mercedes Sosa: (clique) http://www.youtube.com/watch?v=J7TcdJB7LRM&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=cTZSmuiIHPs&feature=related -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091004/0a9b5d9d/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Sabra y Chatila: a 27 años de la tragedia O EXÉRCITO DE ISRAEL, DEPOIS DE CONVERTER OS CAMPOS DE REFUGIADOS PALESTINOS DE SABRA E CHATILA EM GUETOS, CERCANDO A POPULAÇÃO E IMPEDINDO-A DE ESCAPAR, PERMITIRAM QUE SE LEVASSEM A CABO HORRENDOS CRIMES DE GUERRA. El ejército israelí, tras convertir los campos de refugiados palestinos de Sabra y Chatila en ghettos, encerrando a la población civil e impidiéndoles escapar, permitieron que se llevaran a cabo horrendos crímenes de guerra. El 16 de septiembre, se conmemoran 27 años de la masacre perpetrada por el ejército israelí en los campos de refugiados de Sabra y Chatila en el Líbano, dónde cerca de 6.000 refugiados palestinos desarmados fueron masacrados por la potencia ocupante israelí concertada con el gobierno cristiano del Líbano. En junio de 1982 Ariel Sharon invadió el Libano con 80.000 hombres, 1.200 tanques, 1.400 vehículos y 600 aviones en el contexto de una operación denominada "Paz de Galilea", con el propósito declarado de eliminar a la Organización para la Liberación de Palestina (OLP) y dividir el país instalando un gobierno cristiano títere de Israel en el Líbano. Afortunadamente fracasaron en ambas empresas. El 14 de septiembre fue asesinado el Presidente libanés Gemayel por el servicio de inteligencia israelí Mossad, que culpó del atentado a supuestos terroristas palestinos. En respuesta, las falanges libanesas cristianas coludidos con el ejército israelí invadieron los campos de refugiados de Sabra y Chatila en busca de venganza. Israel señaló a los medios de comunicación que allí se encontraban ?2.000 terroristas árabes? y después de convertir a los campos de Sabra y Chatila en verdaderos ghettos, encerrando a los civiles e impidiéndoles salir, permitieron que se llevara a cabo uno de los crímenes de guerra más horrendos y cobardes que recuerde la historia. Los objetivos no eran ?guerrilleros?, sino niños a los que se les cortaron los genitales, mujeres embarazadas a las que se les rasgaron los vientres y familias enteras que fueron ametralladas en sus propias casas. El informe de Cruz Roja Internacional fue revelador. El criminal de guerra Ariel Sharon, elegido posteriormente por los ciudadanos israelíes como Primer Ministro, fue el responsable de esta barbarie, sin embargo, y a pesar de todas las pruebas en su contra fue imposible condenarlo en los tribunales belgas debido a su calidad de Primer Ministro. Esta tragedia fue contemplada pacientemente por las ?naciones cristianas civilizadas? involucradas, como EE.UU. Francia e Italia que cerraron cobardemente sus ojos y taparon sus oídos en complicidad con los genocidas sionistas. A 27 años de la tragedia el escenario no es más alentador para el pueblo palestino ni para el mundo, que fue testigo de los 22 días de ataques deliberados contra la población civil de la Franja de Gaza en la que fueron asesinados cerca de 1.440 personas a comienzos de este año. Más de 400 de ellos eran niños. A raíz de estos brutales ataques, Israel se encuentra siendo investigado en la Corte Penal Internacional por Crímenes de Guerra, Lesa Humanidad y Genocidio. De condenarse a los responsables sería un fallo histórico y uno de los triunfos más grande de la mecánica jurisdiccional internacional. No obstante al ser Israel la cuarta potencia militar del mundo, apoyada por los países más poderosos como EE.UU. y poseedor de más de 300 ojivas nucleares, la voluntad de los palestinos por ejercer firmes su legítimo derecho a la resistencia contra ocupación ilegal de sus territorios y luchar por su libertad, no ha podido ser doblegada por Israel en más de 60 años. Los viejos han muerto pero los jóvenes no han olvidado -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091005/393c205a/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 302 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091005/393c205a/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 18115 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091005/393c205a/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Oct 5 19:33:52 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 5 Oct 2009 19:33:52 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Carlos Drummond de Andrade ganha site oficial Message-ID: <018901ca460b$ead71830$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Zuca Ribeiro Carlos Drummond de Andrade ganha site oficial - 21.09.2009 - Um dos maiores poetas e escritores da língua portuguesa, Carlos Drummond de Andrade completa 25 anos no catálogo da Editora Record em 2009. Para homenagear o homem que libertou o verso de suas amarras, mas cujo maior talento era a humildade diante da palavra, a editora acaba de lançar o site oficial do autor, com informações sobre sua vida e obra. Com uma ampla obra que transita entre a poesia e o conto, Drummond escreveu incansavelmente até o fim de sua vida. Uma mente tão criativa e produtiva que, mesmo depois de sua morte, ainda foram lançados diversos materiais inéditos de sua autoria. O site traz uma lista completa de livros do autor publicados pela Editora Record, além de fotos e vídeos de Drummond em momentos de cotidiana beleza ou apaixonadas homenagens, feitas por aqueles que admiram sua obra. Atualizado semanalmente, o site contará ainda com poesias, contos e algumas curiosidades, como fotos pessoais e manuscritos, fornecidos por Pedro Drummond, neto do autor. Outra novidade é a Rádio Drummond, que apresenta alguns de seus principais poemas musicados. Em breve, entrarão no ar também entrevistas e trechos de poesias declamados pelo próprio Drummond. Os leitores podem baixar no site papéis de parede com imagens do autor e participar de promoções quinzenais, nas quais serão premiados com livros do escritor. Site oficial: http://www.carlosdrummonddeandrade.com.br/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091005/2574ab81/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 62326 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091005/2574ab81/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091005/2574ab81/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Oct 6 19:39:30 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 6 Oct 2009 19:39:30 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?__QUEM_PRODUZ_E_QUEM_EMPREGA_MAIS_M?= =?utf-8?q?=C3=83O-DE-OBRA_NO_BRASIL_-__Agricultura_familiar_empreg?= =?utf-8?q?a_75=25_da_m=C3=A3o-de-obra_no_campo=2C_aponta_censo_do_?= =?utf-8?q?IBGE?= Message-ID: <07d801ca46d5$deadf040$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: valerio SANTIAGO To: beatrice listas Agricultura familiar emprega 75% da mão-de-obra no campo, aponta censo do IBGE O Censo Agropecuário 2009 traz uma novidade: pela primeira vez, a agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE). O setor emprega quase 75% da mão-de-obra no campo e é responsável pela segurança alimentar dos brasileiros, produzindo 70% do feijão, 87% da mandioca, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo consumidos no país. Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar que representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos), mas ocupam apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. O estudo do IBGE traça uma radiografia do setor, analisando características dos 5,2 milhões de propriedades rurais do país e ainda dados dos produtores. Os resultados do levantamento permitem uma comparação com o último censo do tipo, referente aos anos de 1995 e 1996. Entre as informações estão dados sobre a estrutura fundiária, a produção, as técnicas utilizadas, o pessoal ocupado e as finanças desses estabelecimentos. Na avaliação do deputado Pedro Wilson (PT-GO), o censo foi fundamental para confirmar a importância da agricultura familiar na produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros. ?Ficou comprovado que, com eficiência pode se produzir muito em pequenas áreas?, afirmou Pedro Wilson, enfatizando a produção do feijão, da mandioca e leite. Ele comentou ainda sobre os empregos que o setor gera no campo. ?Ficou confirmado também, pela pesquisa,que a agricultura familiar gera 75% dos postos de trabalho no campo. Um número expressivo e decisivo para manter a produção em pleno vapor?, acrescentou. Para o deputado Luiz Couto (PT-PB) aproveitou os resultados da pesquisa para desmontar os argumentos do agronegócio de que são eles os responsáveis pela geração de emprego no campo. ?O censo agropecuário 2009 revela exatamente o contrário. É a agricultura familiar que emprega 75% da mão de obra do setor?, ressaltou Luiz Couto. Segurança alimentar - Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo cultivando uma região menor, a agricultura familiar é responsável por garantir a segurança alimentar do país gerando os produtos da cesta básica consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção é de R$ 677 por hectare/ano. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção anual foi de R$ 13,99 mil. Outro resultado positivo apontado pelo Censo é o número de pessoas ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão nesta atividade que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091006/4fbff23c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 948 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091006/4fbff23c/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Oct 6 19:39:36 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 6 Oct 2009 19:39:36 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_NOTA_-MST_-__Esclarecimento_sobre?= =?iso-8859-1?q?_a_ocupa=E7=E3o_do_MST_em_Iaras_=28SP=29__-_CUTRALE?= =?iso-8859-1?q?__=E9_a_invasora_de_terras_de_posse_legal_da_Uni=E3?= =?iso-8859-1?q?o=2E?= Message-ID: <07de01ca46d5$e2524020$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. . NOTA Esclarecimento sobre a ocupação do MST em Iaras (SP) Cutrale usa terras griladas em São Paulo Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja, que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou o censo agropecuário do IBGE. A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas. A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras. Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS) entre outras. Nossa ação não é contra as laranjas, mas contra a Cutrale. Infelizmente, as influencias da empresa na imprensa nacional, manipulou o protesto dos ocupantes, para esconder a verdadeira situaçao. A mesma imprensa esqueceu de comentar que usando os metodos mais escusos possiveis a CUTRALE se transformou numa empresa que monopoliza todo comercio de laranjas do estado de são paulo. E que superexplora os agricultores dela dependentes. O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A Cutrale também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão. Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São Paulo, 1.600 famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias. Direção Estadual do MST-SP ------------------------------ Igor Felippe Santos Assessoria de Comunicação do MST Secretaria Nacional - SP Tel/fax: (11) 3361-3866 Correio - imprensa at mst.org.br Página - www.mst.org.br -------------------------------------------------------------------------------- _______________________________________________ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091006/a81d1d48/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 8267 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091006/a81d1d48/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Oct 7 20:40:15 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 7 Oct 2009 20:40:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Homenagem_a_Olavo_Hansen_EM_MA?= =?windows-1252?q?UA_-_SP___-_Dia_17_de_outubro_=28s=E1bado=29__in?= =?windows-1252?q?=EDcio_=E0s_8=2C00_horas?= Message-ID: <00e401ca47a7$853760f0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Homenagem ao mártir Olavo Hansen (clique) Tortura e assassinato no Brasil da ditadura militar: o caso de Olavo Hansen Autor: Pádua Fernandes e Diego Marques Galindo Olavo Hansen (1937 -1970), personagem importante da história de Mauá ? SP e do Brasil, era operário metalúrgico, sindicalista (Sindicato dos Químicos do ABC) e militante político trotskista (PORT ? Partido Operário Revolucionário Trotskista), foi preso, torturado e morto no período da ditadura militar. No dia 17 de outubro de 2009, sábado, toda a comunidade escolar da E.E. Olavo Hansen, localizada à Av. Benedita Franco da Veiga, 155, no bairro Miranda Aviz, em Mauá - SP, prestará uma homenagem ao seu patrono e contará, em visita à escola, com a presença de Aybirê de Sá, ex-preso político e amigo de Olavo Hansen. Durante a semana, que antecederá o dia 17 de outubro, haverá ações educativas na escola com diversas atividades direcionadas aos alunos em homenagem ao mártir Olavo Hansen. A organização do evento está a cargo da equipe de direção da E.E. Olavo Hansen em parceria com a ONG Instituto Barão de Mauá ? de Responsabilidade Socioambiental e Cultural. Programação Sábado - 17/10/2009 8h00 - 12h00 Homenagem à Olavo Hansen Exposições dos trabalhos dos alunos e dos professores em homenagem à Olavo Hansen. 12h00 - 14h00 - Intervalo para Almoço. 14h00 - 17h00 Apresentação do Projeto de Criação do Centro de Referências Olavo Hansen - parte integrante da Biblioteca Escolar, projeto pioneiro no Brasil que funcionará como centro de estudos e pesquisas sobre o período da ditadura militar no Brasil, com diversos tipos materiais que estarão disponíveis para consultas. Mesa Redonda: participação de algumas personalidades importantes da cidade de Mauá - SP no período da ditadura militar, amigos e familiares de Olavo Hansen. * Presença de Aybirê de Sá. 17h00 - 18h00 - Intervalo para Café 18h00 - 22h00 Tributo à Olavo Hansen: apresentações musicais de bandas e músicos importantes da região do ABC paulista e São Paulo-SP. -------------------------------------------------------------------------------- No virus found in this incoming message. Checked by AVG - www.avg.com Version: 8.5.420 / Virus Database: 270.14.4/2417 - Release Date: 10/06/09 06:50:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091007/9abfde77/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091007/9abfde77/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Oct 8 19:44:54 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 8 Oct 2009 19:44:54 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__MST_e_laranjas__/__O_mst_e_os_?= =?windows-1252?q?laranjas__/__O_lado_do_Bar=E3o_/__S=E3o_tr=EAs_te?= =?windows-1252?q?xtos_com_dados_e_an=E1lises_sobre_os_aconteciment?= =?windows-1252?q?os_e_o_que_envolve_o_MST_e_o_bar=E3o_das_laranjas?= =?windows-1252?q?=2E_Quem_n=E3o_entender_agora_desista=2E?= Message-ID: <00e101ca4868$f4b0b320$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.................................................................................repassem ----- Original Message ----- Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Mercedes Sosa canta para "CHÊ" http://www.youtube.com/watch?v=k4LJDTlviKw "Quien aspire a ser dirigente tiene que poder enfrentarse, o mejor dicho exponerse al veredicto de las masas? Che Ernesto Guevara de la Serna EL CHE Y EL -ELN El Che dijo un día a las guerrillas en Bolivia: Este tipo de lucha nos da la oportunidad de convertirnos en revolucionarios, el escalón más alto de la especie humana, pero también nos permite graduarnos de hombres; los que no puedan alcanzar ninguno de estos dos estadios deben decirlo y dejar la lucha. Los que con él lucharon hasta el final se hicieron acreedores de estos honrosos calificativos. Ellos simbolizan el tipo de revolucionarios y de hombres a quienes la historia en esta hora convoca para una tarea verdaderamente dura y difícil: la transformación revolucionaria de América Latina. El enemigo que enfrentaron los próceres de la primera lucha por la independencia era un poder colonial decadente. Los revolucionarios de hoy tienen por enemigo al baluarte más poderoso del campo imperialista, equipado con la técnica y la industria más moderna. Ese enemigo no solo organizó y equipó de nuevo un ejército en Bolivia, donde el pueblo había destruido la anterior fuerza militar represiva, y el brindó inmediatamente el auxilio de sus armas y asistentes militares y técnico en la misma medida a todas las fuerzas represivas de este continente. Y cuando no bastan esas medidas, interviene directamente con sus tropas como lo hizo en Santo Domingo. Para luchar contra ese enemigo se requiere el tipo de revolucionarios y de hombres de que hablo el Che. Sin ese tipo de revolucionarios y de hombres, dispuestos a hacer lo que ellos hicieron; sin el ánimo de enfrentarse a enormes obstáculos que ellos tuvieron; sin la decisión de morir que ellos los acompaño en todo instante; sin la convicción profunda de la de la justicia de su causa y la fe inconmovible en la fuerza invencible de los pueblos que ellos albergaron frente a un poder como el imperialismo yanqui, cuyos recursos militares, técnicos y económicos se hacen sentir en todo el mundo, la liberación de los pueblos de este continente no sería alcanzada. El propio pueblo norteamericano, que empieza a tomar conciencia de que la monstruosa superestructura política que rige su país no es ya hace mucho rato la idílica república burguesa que sus fundadores establecieron hace casi doscientos años, está sufriendo en un grado cada vez más alto la barbarie moral de un sistema irracional, enajenante, deshumanizado y brutal, que cobra en el pueblo norteamericano cada vez más victimas de sus guerras agresivas, sus crímenes políticos, sus aberraciones raciales, su mezquina jerarquización del ser humano y el repugnante derroche de recursos económicos, científicos y humanos de sus desmesurado aparato militar, reaccionario y represivo, en medio de un mundo en sus tres cuartas partes subdesarrollado y hambriento. Pero solo la transformación revolucionaria de América Latina permitiría al pueblo de Estados Unidos ajustar sus propias cuentas con ese mismo imperialismo, a la vez que en la misma medida la lucha creciente del pueblo norteamericano contra la política imperialista podría convertirlo en aliado decisivo del movimiento revolucionario en América Latina. Y si esta parte del hemisferio no sufre una profunda transformación revolucionaria, la enorme diferencia y desequilibrio que se produjo a principios de este siglo entre la pujante nación que se industrializaba rápidamente, al mismo paso que marchaba por la propia ley de su dinámica social y económica hacia cumbres imperialistas, y el haz de países débiles y estancados, sometidos a la coyunda de oligarquías feudales y sus ejércitos reaccionarios, en el balcanizado resto del continente americano, será apenas un pálido reflejo no ya del enorme desnivel actual en la economía, en la ciencia y la técnica, sino del espantoso desequilibrio que, a pasos cada vez acelerados, en veinte años más, la superestructura imperialista impondrá a los pueblos de América Latina. El 08 de octubre de 1967, se libro en la Higuera, localidad de Vallegrande, en la zona oriental de Bolivia, un combate entre rangers del ejército boliviano, adiestrados por veteranos yanquis de Vietnam, y el último destacamento guerrillero del Ejercito de Liberación Nacional ( ELN). Al frente de la guerrilla estaba su jefe Ernesto Che Guevara, un patriota latinoamericano nacido en Argentina. La victoria del ejército quedó históricamente manchada por el asesinato del Che, ordenado por la CIA. El Comandante Guevara, herido en una pierna, fue rematado en el interior de una escuelita de Vallegrande, que le sirvió de prisión durante algunas horas. El combate de la higuera cerró de modo trágico la primera etapa de un plan revolucionario calculado para diez o quince años. Diez combatientes del ELN sobrevivieron, entre ellos tres cubanos: Harry Villegas Tamayo, Pombo; Daniel Alarcón Ramírez, Benigno; Y Leonardo Tamayo Núñez, Urbano. Ellos y dos bolivianos: Guido, Inti Peredo Leigue, Y David Adriazola, Dario, además de un tercer boliviano al que solo se conoce por su seudónimo de ÑATO, y que más tarde murió, formaron una escuadra y se alejaron del lugar. Los otros cuatro sobrevivientes del ELN, a su vez, tomaron diferente rumbo y finalmente cayeron en una emboscada del ejército, que los masacró. Cuatro mese y medio más tarde, Pombo, Urbano y Benigno aparecieron a 1750 km de distancia de la Higuera, cerca de la localidad de Camiña, en el desierto de la provincia de Tarapacá, Chile. Los acompañaban dos bolivianos: Efraín Quiñones Aguilar (treinta y ocho años) y Estanislao Vilca Colque (veintinueve años). Los cinco iban desarmados y los encontró un periodista chileno, Luis Berenguela, corresponsal de las Últimas Noticias, de Santiago, a quien expresaron su deseo de ponerse en contacto con las autoridades chilenas y solicitar facilidades parea retornar a Cuba. La hazaña de los tres guerrilleros del ELN boliviano- cuyas cabezas fueron puestas a precio por la dictadura del general René Barrientos- conmovió a Chile y a la opinión pública internacional. cc. Edu -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091009/e18d4554/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9160 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091009/e18d4554/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091009/e18d4554/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 20671 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091009/e18d4554/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Oct 10 17:10:26 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 10 Oct 2009 17:10:26 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Onde_foi_que_voc=EAs_enterraram?= =?windows-1252?q?_nossos_mortos=3F?= Message-ID: <037901ca49e5$b50829f0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. .txt Livro elucida paradeiro de desaparecidos políticos Onde foi que vocês enterraram nossos mortos? é o primeiro livro do jornalista Aluízio Palmar, ex-líder da VPR e MR-8. Agência Carta Maior Após três décadas de mistério, chega às livrarias a revelação dos últimos passos de seis guerrilheiros que estavam na Argentina e desapareceram ao ingressar no Brasil para promover ações armadas no Sul do país. O paradeiro do grupo está elucidado em Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?, do jornalista Aluízio Palmar. A obra é o resultado de 26 anos de investigação jornalística e verdadeira obstinação em busca das circunstâncias das mortes e da localização da cova onde foram enterrados cinco brasileiros e um argentino que insistiram em continuar a luta armada contra a ditadura militar mesmo após a derrota das organizações guerrilheiras em meados de 1974. O livro expõe detalhes inéditos da cilada armada pela repressão para atrair os remanescentes. A denúncia traz nova versão sobre o emblemático ex-sargento Alberi Vieira dos Santos, cuja participação na emboscada está evidenciada em documentos pesquisados pelo autor em arquivos empoeirados e em entrevistas com pessoas contemporâneas do agente. O jornalista traz ao público como prova cabal o depoimento de uma testemunha ocular do crime encontrada depois do cruzamento das linhas de investigação. Buscar Onofre Pinto, os irmãos Daniel José de Carvalho e Joel José de Carvalho, José Lavéchia, Víctor Carlos Ramos e o argentino Enrique Ernesto Ruggia virou obsessão do jornalista desde seu retorno do exílio em 1979. ?Às vezes, penso que essa idéia fixa era movida pela curiosidade de saber como teria sido minha morte caso eu tivesse aceitado o convite do ex-sargento Alberi Vieira dos Santos para me integrar àquele grupo?, descreve Palmar. O livro não está limitado a elucidar o destino dos remanescentes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Ele amplia o debate sobre o mais obscuro capítulo da história recente do Brasil e da América ao lançar novas informações em torno da formação de focos da guerrilha armada na Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), ao comprovar a participação da Itaipu Binacional na Operação Condor, apontar o destino de parte dos US$ 2,6 milhões expropriados do cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros enriquecido por anos e anos de corrupção. Palmar também conta com riqueza de detalhes parte da sua trajetória como ex-líder da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Ele leva o leitor para o tenso ambiente vivido pela VPR até sua dissolução. O título reconstrói o clima de suspeita em relação a possíveis agentes infiltrados, a angústia quanto aos companheiros que caíram nas mãos dos militares e o tom de despedida da luta armada nos últimos comunicados da organização. Em seu primeiro livro, ele conta a história do Brasil mesclando com suas memórias das noites horrores no cárcere, tortura nas mãos de militares, da sua libertação no grupo de setenta políticos presos trocados pelo embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher e os tropeços com a morte, entre outros momentos conturbados desde o início da sua militância política no Rio de Janeiro. Onde foi que vocês enterraram nossos mortos? apresenta-se como um livro fundamental para a reconstituição da história dos movimentos armados no país durante o regime militar, escreve o jornalista Fábio Campana no texto de apresentação da obra: ?As sociedades não podem prescindir de sua história para evitar a repetição de seus erros e desvarios. Palmar nos ajuda nessa tarefa angustiante, ao fazer história e ao mesmo tempo buscar os lugares onde enterraram nossos mortos?. Aluízio Ferreira Palmar nasceu em 1943 em São Fidélis, no Rio de Janeiro. Em sua juventude, estudou Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária, foi preso e banido do país. Com a anistia voltou ao Brasil e se radicou em Foz do Iguaçu (PR), onde começou suas atividades como jornalista profissional trabalhando no semanário Hoje Foz. Em 1980, criou o semanário , conhecido por sua linha editorial rebelde e alternativa. Atuou ainda em outros meios de comunicação do Paraná e exerceu cargos de secretário de Comunicação e de Meio Ambiente na Prefeitura de Foz do Iguaçu. Atualmente, ocupa cargo de chefe de gabinete da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. Onde foi que vocês enterraram nossos mortos? Travessa dos Editores 366 páginas Valor: R$ 30,00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091010/bc7fcd28/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4040 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091010/bc7fcd28/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Oct 10 17:10:32 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 10 Oct 2009 17:10:32 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_NOTA_da_ANCREB_=96_JM_/_Associa?= =?windows-1252?q?=E7=E3o_Cubana_de_Cubanos_Residentes_em_Brasil_?= =?windows-1252?q?=93Jos=E9_Mart=ED=94=2C_Cap=EDtulo_de_Bras=EDlia?= Message-ID: <037d01ca49e5$b89dfae0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. NOTA da ANCREB ? JM / Associação Cubana de Cubanos Residentes em Brasil ?José Martí?, Capítulo de Brasília A ANCREB ? JM / Associação Cubana de Cubanos Residentes em Brasil ?José Martí?, Capítulo de Brasília, repudia energicamente as infâmias e mentiras expressadas em entrevistas recentes a médios de comunicação brasileiros, pela cubana Yoani Sánchez, quem edita um blog em Cuba,. Fazemos patente nossa firme convicção de que em qualquer lugar do mundo em que exista um cubano digno, seguidor do pensamento de José Martí e amante de nossas conquistas, sempre haverá um bastião inconquistável de nossa Revolução. É preciso lembrar-lhe à Sra. Yoani Sánchez que Cuba, seu país, sofre desde há 50 anos um terrível e brutal bloqueio econômico, social e político imposto pelos Estados Unidos de Norte América, o mesmo pais que lhe paga pelas super-dimensionadas informações que ela fornece e que tem impedido receber, entre muitas coisas necessárias, até os mais simples medicamentos, alimentos e equipamentos médicos para ajudar à população da qual ela e a sua família formam parte. Poderíamos dizer com estrita veracidade a Yoani, que o indicador de desemprego de Cuba antes da Revolução era um dos maiores da América latina, que o analfabetismo era de 23%, que a mortalidade infantil era de 62,3 por cada mil nascidos vivos, que a mortalidade materna era altamente significativa e que a metade dos perto de 6 mil médicos que havia em Cuba abandonou o país estimulado pelos Estados Unidos. Essa é a mais pura verdade. Quantos dados falsos manipulados pela Yoani! Ela conhece perfeitamente os excelentes resultados alcançados por Cuba na saúde. Como é possível negar que o indicador de mortalidade infantil foi reduzido a valores do Primeiro Mundo: 5,3 por mil nascidos vivos? Como negar que 100% das crianças quando nascem recebem 13 vacinas e que, como conseqüência disso, doenças mortais, como a meningite B, foram erradicadas? Que seu filho de 14 anos é testemunha disso? Como minimizar o esforço de milhares e milhares de jovens que eliminaram o analfabetismo em Cuba em 1961? Que 100% das crianças entre 5 e 13 anos estão escolarizados? Que quase 17% da força laboral cubana é universitária? Que a educação publica é completamente gratuita a todos os níveis de ensino? Como ocultar que as obras de José Martí, Gabriel García Márquez, Cintio Vitier,Eduardo Galeano, Mario Benedetti, entre outros, são conhecidas pelo nosso povo? Como desconhecer a importante Féria Internacional do Livro da Havana, o Prêmio Casa das Américas, a Bienal de Artes Plásticas, os Festivais de Cine Latino americano, do Balé Nacional de Cuba e de Teatro? Eles são acontecimentos culturais que reúne o melhor da literatura, o cinema, a dança, as artes cênicas e plásticas mundiais. Será que ela não conhece esses dados e eventos? Devemos lembra à Yoani que em Cuba não há Esquadrões da Morte, que não há pessoas desaparecidas, que não se tortura nas prisões e que muitos ex-detidos quando liberados, têm obtido até diplomas universitários; que Cuba compensou o êxodo dos médicos desenvolvendo uma das mais conceituadas Faculdades de medicina do mundo e hoje conta com um contingente de mais de 70 mil destes abnegados profissionais, que permitem um indicador de um médico por cada 155 habitantes e que a saúde é pública e completamente gratuita. Ela esqueceu também dizer aos jornalistas que Cuba colabora com os países menos desenvolvidos do Terceiro Mundo levando seus médicos, cientistas e profissionais e técnicos da saúde a lugares apartados, aonde eles chegam com a mesma alegria com que trabalhariam nos hospitais das grandes cidades e tudo a cambio do reconhecimento ao internacionalismo que professam. São 51 mil profissionais da saúde trabalhando em 98 países do mundo. Parece que à Yoani esqueceu que Cuba tem compartilhado suas experiências e conquistas com outros países. Em Cuba tem-se formado durante mais de quatro décadas mais de 50 mil jovens de 130 países, dos quais 32 mil são africanos. Mais de 32 mil jovens de 118 países, principalmente do Terceiro Mundo, estudam gratuitamente, mediante bolsas em nossos centros de educação; um 78% deles na especialidade de Medicina. O humanismo da Revolução Cubana se manifesta entre outros aspectos, no programa cubano de alfabetização ?Yo si Puedo? (Eu posso, sim) que se desenvolve em mais de 15 países, somando já mais de 2 milhões de alfabetizados, pelo qual o programa recebeu um prêmio da UNESCO pela sua efetividade qualidade. Também na chamada ?Operação Milagre? consistente na realização de cirurgias oftalmológicas gratuitas a pessoa afetadas, principalmente de cataratas. Perto de 90 mil pacientes de 13 países.foram opoerados. Finalmente queremos expressar às revistas VEJA e EPOCA, assim como à ?blogueira? Yoani, que Cuba é Revolução e que, graças a ela, temos ante tudo um bem ganhado prestígio que tem sido reconhecido até por muitas pessoas conservadoras do planeta; que continuaremos avançando com o processo revolucionário e que sempre estaremos junto às causas mais nobres de todo o mundo. ASOCIACION DE CUBANOS RESIDENTES EN BRASIL CAPITULO DE BRASILIA. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Mercedes Sosa Videos - Mercedes Sosa International Shops search for music by Mercedes Sosa at amazon search for rare music in our shop search for rare music at Music Stack Links: pesquisa Mercedes Sosa Lojas Brasileiras busca CDs e livros de Mercedes Sosa busca DVD de Mercedes Sosa busca CD de Mercedes Sosa Search-Busca Mercedes Sosa - Nasceu - Discografia, Videos & Livros Participações especias MILTON NASCIMENTO - SUA VIDA, SUA MÚSICA (Milton Nascimento) BETH (Beth Carvalho) CORAZÓN AMERICANO - MERCEDES SOSA/LEÓN GIECO/MILTON NASCIMENTO (Milton Nascimento) SENTINELA (Milton Nascimento) GERAES (Milton Nascimento) Volta a Artistas ------ Copyright © 1998-2008 MusicaPopular.org ----- contato webmaster videos letras discografia biografia article musica mp3 galeria imagens pictures -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 5837 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091011/efb2f976/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Oct 11 12:17:34 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 11 Oct 2009 12:17:34 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_O_LATIF=DANDIO_QUE_MATA_E_MALTR?= =?windows-1252?q?ATA_/_e_veja_o_v=EDdeo?= Message-ID: <00e101ca4a85$f6e8acf0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...........................................................................................repassem O LATIFÚNDIO QUE MATA E MALTRATA Joãozinho Ribeiro(*) Praga encravada no solo brasileiro conseguiu atravessar quase intocável a totalidade dos regimes políticos que já experimentamos, do império à federação republicana, chegando ao século XXI com um rastro de cruéis conseqüências, que até os dias de hoje enlutam milhares de famílias em todas as regiões do país ? a praga do latifúndio. A incontestável melhoria nos índices de qualidade de vida da população brasileira, usufruída nos anos da gestão do presidente Lula, ainda contrastam com o aumento da concentração da propriedade da terra e com a ampliação do financiamento público para o agronegócio voltado única e exclusivamente para a exportação, em detrimento do crédito de mesma natureza dirigido à agricultura familiar, responsável pela produção de mais de 80 % dos alimentos que chegam diariamente às nossas mesas. O Censo Agropecuário, divulgado recentemente pelo IBGE, abrangendo um ciclo iniciado em 1995 e encerrado em 2006, revela números que atestam graves distorções na concentração da propriedade e da produção no Brasil. Os pobres do campo, neste conjunto incluídos aqueles que possuem propriedades inferiores a 10 hectares, tiveram a propriedade de suas áreas reduzidas de 9,9 milhões para 7,7 milhões de hectares, representando apenas 2,7% de todas as propriedades agrícolas do país. Por outro lado, 31.889 fazendeiros, possuidores de propriedades com extensões acima de mil hectares, respondem pela titularidade de 98 milhões de hectares. Voltados exclusivamente para o agronegócio, temos ainda 15.012 proprietários (1% do total dos estabelecimentos), com propriedades acima de 2.500 hectares, representando 46% do total de todas as terras. Saindo da concentração da propriedade e entrando na concentração da produção, as distorções são ainda mais alarmantes. Para um Valor Bruto de Produção Agrícola equivalente a R$ 141 bilhões em 2006, o Estado disponibilizou em créditos para o agronegócio, através de diversificadas linhas de financiamento, um total de R$ 80 bilhões, que resultou numa produção avaliada em R$ 91 bilhões, utilizando para tanto uma área de 32 milhões de hectares, ocupada pelo plantio de soja, milho, cana de açúcar e pecuária. Na contramão desta história, para a agricultura familiar, responsável pela produção de mais de 80% dos alimentos que chegam às nossas mesas diariamente, foram destinados apenas R$ 6 bilhões de crédito, que ainda assim produziram 50 dos R$ 141 bilhões do Valor Bruto da Produção Agrícola de 2006, ocupando uma reduzida área de 7 milhões de hectares, com o plantio de arroz, feijão, mandioca, trigo etc. Se não levarmos em conta para uma análise menos apaixonada este elenco de dados, o terrorismo jornalístico perpetrado pelos maiores veículos de comunicação do país, representados pelas vozes de profissionais do ramo como Alexandre Garcia e Miriam Leitão, diante das imagens de um trator dirigido por um membro do MST derrubando alguns pés de laranja em plantação da Crutale, passam para a população que a única cultura dos assentamentos de trabalhadores rurais sem terra no país é a da violência sem justa causa; coisa de criminosos, que deve ser punida com todos os propalados rigores da lei. Os mesmos rigores da lei não são invocados por estes ilustres arautos do latifúndio para pedir a punição dos mandantes dos homicídios das centenas de trabalhadores rurais que lutam com suas famílias por um pedaço de terra. Pior ainda, dos 1.521 casos de homicídios levados a julgamento entre 1985 e 2008, somente 7,5% foram concluídos. Este levantamento foi apresentado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça no I Encontro do Fórum Nacional para monitoramento e Resolução dos Conflitos Fundiários Rurais e Urbanos, na semana passada, em Campo Grande ? MS. Região Casos Vítimas Casos julgados Mandantes condenados Mandantes absolvidos Executores condenados Executores resolvidos Norte 504 760 25 16 1 22 15 Nordeste 336 377 18 1 1 12 11 Centro-Oeste 114 165 11 1 2 11 2 Sul 113 144 27 1 4 23 19 Sudeste 62 75 4 0 0 3 2 Total 1.129 1.521 85 19 8 71 49 Fonte: Comissão Pastoral da Terra A criminalização dos movimentos sociais hoje se tornou objeto de várias iniciativas da direita reacionária, visando a abertura de CPIs nas duas casas do Congresso Nacional. Se contrapondo a estas iniciativas, a presidência do Senado recebeu um manifesto em apoio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), contendo assinaturas de renomadas personalidades do mundo intelectual, do quilate do jurista Fábio Konder Comparato, do fotógrafo Sebastião Salgado, incluindo o escritor uruguaio Eduardo Galeano e o ensaísta norte-americano Noam Chomsky. Se as cenas de ?vandalismo? na plantação da Crutale repetidas exaustivamente pelos principais canais de televisão são objeto de comoção nacional, igualmente deveriam ser considerados estarrecedores os dados apresentados pelo IBGE sobre a concentração da propriedade e da produção agropecuária e os dados apresentados pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ acerca da impunidade dos mandantes dos assassinatos de trabalhadores rurais. As insinuações televisivas chegam a produzir afirmações caluniosas do tipo ?recebem subsídio para praticar crimes? (Ministro Gilmar Mendes), ou ?crimes cometidos pelos movimentos sociais? (Alexandre Garcia), taxando de mero eufemismo o termo ?movimentos sociais?. Em conjunto questionam e reprovam o ?orçamento destinado aos assentamentos em 2010?. O País mudou, mas estes senhores feudais permanecem com os seus valores vinculados aos tempos do Brasil - Colônia. Caso a chibata ainda fosse permitida, com certeza seria utilizada sem dó, nem piedade no couro dos assentados. (*) poeta/compositor, ex-Secretário de Estado da Cultura do Maranhão. ======================================================================================================== ? ? ? ? ? ? ? VEJA O VIDEO ABAIXO E SINTA COMO POUCO MUDOU EM TERMOS DE REFORMA AGRARIA... CarrminaRodrigues Trivial de João Cabral Do Portal Luís Nassif 10 anos da partida de João Cabral de Mello Neto * Publicado por Luiza O poeta e diplomata que escreveu a obra até hoje mais lembrada quando se fala da vida sofrida do povo brasileiro, de Reforma Agrária, era também um homem que acreditava mais na inteligência do que no instinto. Os versos continuam atuais em toda a América Latina? A pedido de Roberto Freire, o psiquiatra, Chico Buarque de Holanda musicou seus versos para a montagem da peça. (clique) http://www.youtube.com/watch?v=BnVbz6dtgg0 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091011/009dc057/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091011/009dc057/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Oct 12 13:27:46 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 12 Oct 2009 13:27:46 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__RESIST=CANCIA_ATR=C1S_DAS_GRAD?= =?windows-1252?q?ES___-_livro_de_Maurice_Politi_=2C_ex-preso_pol?= =?windows-1252?q?=EDtico_=2E__Lan=E7amento_em_S=E3o_Paulo_dia_24_d?= =?windows-1252?q?e_outubro_a_partir_das_11=2C00_-_no_Memorial_da_R?= =?windows-1252?q?esist=EAncia_-_Largo_General_Os=F3rio=2C_66_-_Luz?= =?windows-1252?q?_______________________=281=BA_envio-_convite=29?= Message-ID: <007801ca4b58$eeee2470$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Resistência atrás das grades de Maurice Politi.- Plena Editorial / Núcleo Memória 208 páginas Lançamento em São Paulo: 24 de outubro de 2009 ? a partir das 11 horas Memorial da Resistência ? Largo General Osório. 66 - Luz Resumo da obra: Trata-se de uma obra que contém um diário escrito por ocasião da Greve de Fome que um grupo de presos políticos em São Paulo levou a efeito entre 9 de Junho e 11 de Julho de 1972 que muito pouca gente conhece e da qual quase que não há registro. Esta greve de fome foi realizada como uma forma de resistir aos planos que tinham as autoridades da época de dividir os presos políticos em vários pequenos grupos levando-os para diversas cadeias do Estado. Ela teve duas fases. A primeira foi de 5 dias (entre os dias 12 e 17 de maio) na cidade de São Paulo com a participação de 34 homens e 13 mulheres nos presídios Tiradentes , Casa de Detenção e Penitenciaria do Carandiru . A segunda com a participação de 32 homens somente se realizou em dois Presídios: a Penitenciaria do Carandiru e a penitenciaria de Presidente Venceslau aonde o autor estava, transferido de São Paulo em conjunto com os três freis dominicanos e mais dois companheiros , sendo que o diário foi escrito lá, acompanhando dia a dia, o que acontecia . Esta segunda fase durou 33 dias e não foi vitoriosa, já que os presos em São Paulo continuaram separados até o ano de 1976. Após intensa pesquisa sobre o assunto, basicamente nos Arquivos de SP (DEOPS) e também no Arquivo Nacional (Rio e Brasília), foram encontrados vários documentos que enriquecem o diário, pois mostrará também a opinião e os documentos das autoridades da época a respeito da política carcerária sobre presos políticos que se ?atreviam? a resistir mesmo estando presos. O livro também revela pela primeira vez o papel que teve um grupo de religiosos denominado ?O Grupo das Sextas Feiras? nas discussões internas da Igreja que caracterizaram este período. Finalmente a obra traz à luz as posições existentes dentro dos presídios politicos a respeito da resistência dos presos às arbitrariedades cometidas por aquelas autoridades que comandavam a política carcerária da época. A obra contém 5 capítulos, sendo que o ?miolo? é naturalmente o diário em si. Como capítulos adicionais o livro contem além de uma introdução pessoal , uma resenha histórica que explica o desenrolar dos acontecimentos até a eclosão da greve , comentários adicionais sobre o papel da Igreja e finalmente um epílogo que trata de analisar esta greve do ponto de vista político hoje. O prefacio foi escrito pelo Dr. Mario Simas, ativo advogado militante na área de Direitos Humanos e defensor de vários presos políticos na época da ditadura militar. O posfácio , escrito por Manoel Cyrillo, ex guerrilheiro e preso político, também faz uma analise pessoal do livro . A obra traz como anexos transcrição de documentos oficiais encontrados nos arquivos e fruto de arquivo pessoal assim como uma importante iconografia, alem da bibliografia. Apresentação ? 4ª de capa Este livro conta parte importante da história da ditadura militar sob o ponto de vista dos presos políticos, homens e mulheres, que continuaram sua luta dentro das prisões políticas sem se render ao inimigo. A partir de um diário de greve de fome, escrito numa cela da enfermaria da Penitenciária Regional de Presidente Venceslau, extremo oeste de São Paulo, em 1972, feita para impedir a separação e a repressão dos combatentes encarcerados, é contado o cotidiano das pessoas presas por um Estado que sequer admitia a existência de presos políticos. Resgatado 37 anos depois e transcrito na íntegra, tal qual foi escrito na época, somam-se a esse diário vários documentos importantíssimos, nunca antes publicados ou que nunca foram analisados adequadamente, para entender o que movia os repressores na sua sanha e quem eram os militantes contra a ditadura. A lógica da repressão e as muitas tentativas de quebrar a determinação de continuar o combate, mesmo presos, contra um regime ilegal e ilegítimo surgem nitidamente neste livro, que desnuda as diferenças políticas daquelas pessoas nas mãos do inimigo. Resistência atrás das grades é um retrato fiel de uma época cruel. Acima de tudo, este livro mostra que a generosidade de uma geração de brasileiros foi maior do que a barbárie do terrorismo de Estado, implantado com o golpe de Estado em 1964. O Autor Maurice Politi, nascido no Egito e orgulhoso de ser brasileiro, filho de judeus fugidos da intolerância do Oriente Médio, militante esquerdista com claro senso de justiça e direitos, preso, torturado, mantido preso por quatro anos seguidos e expulso do país pela ditadura militar, tem em sua história a síntese de tudo o que foi nosso país durante os tempos sombrios de repressão política. Obrigado a viver fora de seu país e longe de seu povo, rodou o mundo para retomar sua vida normal e voltou ao Brasil. Nunca deixou o passado ser esquecido ou tornado insignificante. O jovem Maurice participou da greve de fome de alguns dos presos políticos de São Paulo, em 1972, e fez um detalhado diário de todo o processo que levou a um protesto inicial de seis dias sem ingerir alimentos, seguido de outro de 33 dias de luta contra a repressão nas prisões políticas. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091012/afe105a0/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 27330 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091012/afe105a0/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 51909 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091012/afe105a0/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Oct 12 13:28:01 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 12 Oct 2009 13:28:01 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?ELZITA_SANTA_CRUZ=2C_no_seu_96?= =?windows-1252?q?=BA_anivers=E1rio=2E_Ser=E1_um_ato_pol=EDtico_pel?= =?windows-1252?q?a_abertura_dos_arquivos_da_ditadura_-_Quarta-feir?= =?windows-1252?q?a_em_Olinda-PE=2E?= Message-ID: <007e01ca4b58$f78defc0$0200a8c0@vcaixe> CARTA O BERRO. ..........repassem. (clique) http://www.youtube.com/confiancabrasil?gl=BR&hl=pt Companheiros (as) segue materia com ELZITA SANTA CRUZ, veiculada no Jornal do Commercio, referente ao seu 96º aniversário, que será um ato político pela abertura dos arquivos da ditadura conforme a própria Elzita noticiou na entrevista Marcelo Santa Cruz http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350332.php -------------------------------------------------------------------------------- MEMÓRIA POLÍTICA O presente que Elzita espera Publicado em 11.10.2009 Sem perder o humor, Dona Elzita Santa Cruz completa 96 anos na próxima quarta. Homenagens devem virar ato pela abertura dos arquivos da ditadura Gilvan Oliveira goliveira at jc.com.br Na próxima quarta-feira (14), Elzita Santa Cruz Oliveira comemora seu 96º aniversário, mas seu maior desejo não será atendido: a abertura de todos os arquivos militares do período da ditadura (1964/1985). Nada que tire seu habitual bom humor. ?Vou aproveitar e pedir ao presidente Lula de novo. Queria que ele abrisse os arquivos, senão eu não vou ver. Não é possível que eu vá fazer 100 anos, né??, brinca. Ela já havia feito o pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva há dois anos, no Palácio do Planalto, numa cerimônia em homenagem às vítimas de violência durante a repressão. Dona Elzita ficou conhecida por ser mãe do funcionário público Fernando Santa Cruz, ex-militante da Ação Popular Marxista-Leninista (APML), vítima de um dos mais intrigantes desaparecimentos operados pela repressão, em 1973, então com 26 anos. Depois disso, ela se acostumou a ser um símbolo e viver uma vida sem fronteiras entre a vida privada e a política. A comemoração pelo seu aniversário que o diga. Na quarta, em Olinda, a festa pelo aniversário de Dona Elzita vai além das homenagens de parentes, amigos e admiradores. Ganhará feições de ato político. Será celebrada uma missa, às 19h, na capela de São Joaquim, no bairro de Jardim Atlântico. Logo em seguida, será servido um coquetel. Vítimas e parentes de vítimas da repressão e militantes de direitos humanos devem aproveitar o evento e reforçar o coro pela abertura total dos arquivos da ditadura. Uma das presenças mais significativas será a da viúva do fundador da Aliança Libertadora Nacional (ALN), Carlos Marighella, Clara Charf, de 85 anos. A secretária de Direitos Humanos do Recife, Amparo Araújo, viúva de Luiz José da Cunha, o comandante Crioulo, militante da ALN, confirmou presença. O ministro da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foi convidado, mas não tinha confirmado sua vinda até a última sexta-feira. O pedido de abertura sem restrições vem em contraposição à postura adotada pelo governo brasileiro. Em maio, o presidente Lula enviou ao Congresso projeto de lei para regular a divulgação de documentos públicos. Ele mantém o sigilo para os documentos que tratam de informações que coloquem em risco a defesa à soberania ou à integridade do território nacional, que tratem de negociações ou relações internacionais, planos e operações estratégicas das Forças Armadas, autoridades nacionais, estrangeiras e familiares e atividades de inteligência. Nesse bojo, a família Santa Cruz acredita que podem permenecer secretos dados sobre o que aconteceu a Fernando. No próprio governo, há divergências. O ministro Paulo Vannuchi já se pronunciou a favor da divulgação de documentos que tratem de desaparecidos políticos, seja qual for sua condição. Em 1973, dona Elzita morava em Olinda e seu filho Fernando, em São Paulo (SP). Ele, a esposa, Ana Lúcia Valente, e o filho de dois anos de idade, Felipe, foram passar o Carnaval no Rio de Janeiro. O casal militava na APML e lá iria se reunir com outros integrantes do grupo. Em 23 de fevereiro daquele ano, Fernando junto com o amigo e companheiro da APML, Eduardo Collier, foram detidos por agentes do DOI/Codi e nunca mais vistos. Em 14 de março de 1974, buscando saber do paradeiro de Fernando e Eduardo, as duas famílias foram ao DOI-Codi em São Paulo. O carcereiro de plantão, conhecido como Marechal, confirmou que eles estavam presos ali, só podendo receber visitas no domingo, dia 17. Foram deixados, então, para eles, objetos de uso pessoal. Mas, no domingo, esses objetos foram devolvidos e as famílias foram informadas que se tratava de um engano: os dois não estavam lá detidos. E nesses 35 anos, não há qualquer indício do paradeiro da dupla nem dos seus corpos, o que transformou Fernando Santa Cruz em um dos principais símbolos de vítima da violência na ditadura. Dona Elzita escreveu cartas ao então ministro da Justiça, Armando Falcão, noticiando o ocorrido com o filho. Sem respostas. Levou o caso então à Organização dos Estados Americanos (OEA). O governo respondeu à OEA, em 1975, que não havia registros oficiais da detenção de Fernando. Tudo que lhe chegou de informação do filho até hoje foi o comentário que um médico do Exército ? ela não disse o nome ? fez ao seu marido, o médico-sanitarista Lincoln de Santa Cruz Oliveira, pai de Fernando, falecido em 1986. ?Ele era amigo de (Lincoln) Santa Cruz e disse o seguinte: ?tu não tens esperança na volta do teu filho porque eles (agentes da repressão) estão colocando os presos num avião e jogando no mar...? E eu acho que é a verdade mesmo?, se resigna. Por esse motivo, Dona Elzita diz, sem amargura, não crer que encontrem o corpo do filho. Mas afirma, com esperança, acreditar que vai encontrar em documentos oficiais a verdade do que foi feito com Fernando naquele sábado de Carnaval, 23 de fevereiro de 1973. -------------------------------------------------------------------------------- Quando ela mentiu para tirar o título Publicado em 11.10.2009 Elzita Santa Cruz ganhou notoriedade com o desaparecimento do filho Fernando Santa Cruz. E se orgulha disso. Mas sua inserção na política não pode ser creditada só a esse fato. Dona Elzita revela que sempre gostou da militância. Só não imaginava que ela iria ganhar tamanha repercussão. ?Não imaginava tanta política na minha vida. Mas toda a vida eu gostei dela?, afirma. É tanto que ela fala com orgulho de suas façanhas e precocidade. Nascida em Palmares (Mata Sul), Dona Elzita, filha de um senhor de engenho, lembra que na adolescência admirava o líder comunista Luís Carlos Prestes. Lia os jornais da época com especial interesse por política. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde tirou o primeiro título de eleitor. ?Foi através da Igreja. Na época, o padre falou que iria ajudar a quem quisesse tirar o título. Mas, antes, ele perguntava em quem a gente ia votar, porque ele não iria tirar título de quem votasse em comunista. Eu menti só para tirar o documento?, conta. Além de se orgulhar da façanha, Dona Elzita também se orgulha de ter sido a primeira mulher de sua família a votar, em 1945. Com a ditadura, dona Elzita experimentou o lado amargo da repressão. Apesar de ficar conhecida pela morte do filho Fernando, seu primeiro revés veio pela militância estudantil do filho Marcelo Santa Cruz, hoje vereador de Olinda pelo PT. Ele teve o diploma de Direito cassado em 1969 e chegou a ser detido. Em seguida, veio um revés maior: a filha Rosalina Santa Cruz, hoje assistente social em São Paulo. Em 1972, ela foi presa por militar na Val-Palmares, grupo armado que lutava contra a ditadura. ?Não tive notícias dela por quatro meses. Quando foi visitá-la na prisão, estava com 38 quilos e tinha sofrido um aborto?, afirma dona Elzita, que teve 10 filhos do casamento com o médico Lincoln Santa Cruz. Com a redemocratização, dona Elzita passou ela mesma a militar. Foi uma das fundadoras do PT no Estado, em 1984. Ainda hoje coordena as campanhas do filho Marcelo em Olinda. Pelo conjunto da obra dela e dos filhos, foi uma das três personagens das inserções na TV do programa Memórias Reveladas, do governo federal, exibidas desde o último dia 27. O objetivo é estimular pessoas a repassarem informações ao governo sobre militantes políticos desaparecidos na ditadura. http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350333.php -------------------------------------------------------------------------------- Homenageada como símbolo da luta pela Paz Publicado em 11.10.2009 Na mesma semana em que Elzita Santa Cruz comemora 96 anos de vida, o Ministério da Cultura (Minc) lança, no Recife, uma exposição fotográfica que vem como uma homenagem a ela. Intitulada 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, a exposição traz fotos das mulheres de 150 países que serviram como personagens do livro homônimo lançado em 2005 para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz. Estão presentes no grupo 52 brasileiras, sendo cinco pernambucanas. E entre elas, dona Elzita. A obra foi organizada pela associação suíça Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, com o apoio da Unesco. O objetivo era agraciar as 1000 mulheres em um único ano por suas lutas contra a violência e a discriminação, a opressão e a miséria. O comitê do Nobel não as premiou. Mas o projeto ganhou desdobramentos. Entre eles o da exposição de fotos, que acontecerá de 15 a 25 de outubro na representação regional Nordeste do Minc, na Rua Bom Jesus, no Recife Antigo. As outras pernambucanas fotografadas na exposição são: Givânia Maria da Silva, líder quilombola em Conceição das Crioulas, em Salgueiro, Lenira Maria de Carvalho, presidente de honra do sindicato estadual das trabalhadoras domésticas, Zenilda Maria de Araújo, viúva do cacique Chicão, assassinado em 1998 em Pesqueira, e Vanete Almeida, coordenadora da Rede de Mulheres Rurais. Outra homenagem à dona Elzita está sendo preparada pela família, coordenada pelo vereador Marcelo Santa Cruz. Ele tenta reeditar o livro Onde Está Meu Filho? Escrita pela jornalista e ex-deputada Cristina Tavares, pelos jornalistas Gilvandro Filho e Jodeval Duarte, Glória Brandão e pelo sociólogo e ex-preso político Francisco de Assis, com colaboração do jornalista Nagib Jorge Neto, a obra foi lançado em 1984 pela editora Paz e Terra em edição única, que rapidamente se esgotou. A editora encerrou suas atividades. Marcelo informou que negocia junto à Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), do governo do Estado, uma publicação da obra ampliada e revisada. O livro relata o drama dos familiares e amigos com o desaparecimento de Fernando Santa Cruz. Marcelo acredita que até o fim do ano terá uma definição sobre esse projeto. http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350334.php MATÉRIAS VINCULADAS Quando ela mentiu para tirar o título Homenageada como símbolo da luta pela Paz -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091012/760bd145/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091012/760bd145/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Oct 13 19:57:57 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 13 Oct 2009 19:57:57 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Ao_meu_irm=E3o_Frei_Tito__=28p?= =?windows-1252?q?e=E7a_de_teatro=29?= Message-ID: <010601ca4c58$9b460210$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Ao meu irmão Frei Tito Colaboração de amigos PEÇA DE TEATRO "TITO", de Solange Dias Dezembro de 2005/Janeiro de 2006 [ DOWNLOAD DA PEÇA COMPLETA EM ARQUIVO PDF ] PERSONAGENS a.. Tito b.. Fleury c.. Coro de Fleurys d.. Dr. Rolland e.. Rabotti f.. Companheiros do Presídio g.. Carcereiro h.. Anjo da Morte i.. Médico ? Hospital Militar j.. Dominicano k.. Frei Oswaldo l.. Passageiros do Metrô e Passantes nas ruas de Paris m.. Xavier n.. Enfermeira o.. Médico ? Paris p.. Nildes Cena 1 ? O Início no Fim Tito ao pé de uma árvore. Parece lúcido. Ao seu lado está Dr. Rolland, seu médico. TITO ? Quando cheguei a São Paulo, chovia, chovia. O mundo parecia que estava desabando. Imagina, um cearense como eu... sabia o quanto a chuva é abençoada. A chuva... coisa rara na minha terra.. Não vivi na seca, mas aprendi a amar a chuva. Não me deixei molhar nela de vergonha. Bobo! Perdi a oportunidade de ficar com alma lavada e o coração em paz na minha chegada. Seria uma espécie de batismo. Pensei... é um sinal de que estou no caminho certo. A chuva ia limpar meu chão para começar a semear. Semear a justiça e a paz que faltavam no meu país. Vim pra São Paulo por que o preceito dos dominicanos é dar abrigo, é ajudar ao próximo, é sair dos conventos e ir à rua ajudar o irmão. A cidade fervilhava. Em 67, a ditadura militar endurecia cada vez mais, e eu um dominicano, estudante de Filosofia, no meio daquela multidão, passeatas, correria, palavras de ordem. Ah! Liberdade! Liberdade! Liberdade! Era o lugar onde eu precisava estar! Precisavam de mim! Eu adorava aquilo, eu fervilhava também. Cada grito de luta, cada brado exigindo liberdade e justiça, era envolto de uma energia, de uma luz. Me sentia inteiro, íntegro, completo. Sabia o que dizer, sabia o que ser, sabia procurar pessoas que me ajudassem a ajudar outras pessoas. O sítio para reunião clandestina da UNE? Eu fui atrás e consegui. Quando todos fomos presos, íamos de cabeça erguida. Íamos seguros de que estávamos certos. Aquela era minha vida, era aquilo o que eu queria... A cidade de São Paulo era tão grande, tão vasta. Assim como esse campo em Villefranchesur-Saône... A diferença é que quando cheguei a São Paulo, eu ainda não estava preso dentro de mim... [ DOWNLOAD DA PEÇA COMPLETA EM ARQUIVO PDF ] -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091013/b18bf215/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2633 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091013/b18bf215/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Oct 14 19:53:15 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 14 Oct 2009 19:53:15 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Lan=E7amento_e_noite_de_aut=F3g?= =?windows-1252?q?rafos=3A__=22Aquarela_Em_Poesia=22_-_V=E2nia_Dini?= =?windows-1252?q?z_e_Vania_Serra___dia=3A_22_de_outubro_/_hora=3A_?= =?windows-1252?q?19=3A30_horas___-_em_Bras=EDlia_=2C_na_Livraria_C?= =?windows-1252?q?ultura_-_Casa_Park_Shopping_Center?= Message-ID: <009a01ca4d21$1e2437b0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Lançamento e noite de autógrafos: "Aquarela Em Poesia" - Vânia Diniz e Vania Serra Lançamento e noite de autógrafos do livro "Aquarela Em Poesia", de duas autoras. : Vânia Diniz e Vania Serra dia: 22 de outubro / hora: 19:30 horas Editora Ottoni - 2009 Lançamento: Livraria Cultura Resenha O que poderia ter surgido a partir de uma brincadeira de pingue-pongue ficou sério, ganhou corpo, cérebro, coração e tornou-se um ser pulsante. Duas mulheres passam sentimentos em revista, trocam confidências, admitem fraquezas e assim fortalecem sua identidade. Assumem culpas, permitem-se desejos, gozo, prazer e buscam verdades na nudez de seus sentimentos e instintos. Aceitei o desafio de prefaciar poemas de minha mãe (Vania) como se fosse missão simples. Quisera fosse! Ao percorrer seus versos, deparei-me com a delicadeza, a fragilidade, a extrema sensibilidade e com sentimentos de contemplação, nostalgia e tristeza pulsante, a tal ponto que confesso não ter conseguido conter as lágrimas, ainda persistentes ao escrever esta apresentação. Mas não só a tristeza é digna de atenção neste livro. Prevalece, em ambas as Vanias, a essência do amor, da troca, do dar-se ? algumas vezes mais constante e forte do que o receber -, e o sonhar, tão importante na vida dos poetas e de todos os que se dão ao luxo de falar do que sentem. O ser, a Aquarela criada a partir do diálogo proposto pelas poetas, reflete a paleta de cores por que se passa no decorrer da existência humana. As fases da vida, as estações do ano, o tempo, os momentos marcantes, desde o despertar do amor, o irromper e o amadurecimento da sexualidade, a passagem pela separação, a decepção ou a desilusão, ao momento em que se prepara para a grande despedida. Impossível não se identificar com alguma das passagens. Vânia e Vania, uma com acento, outra sem. Trajetórias de vidas distintas, com alguns pontos em comum ? o viver longe de sua terra, o olhar lírico, o coração que não cabe em si, o brilho no olhar, o amor pulsando nas veias, generosidade, em suma, doce ou ousada sensibilidade à flor da pele. Por mais que se tente interpretar, a poesia é como um quadro: pode-se descrevê-lo a partir do que se sente ao mirá-lo, observar suas cores, sombras, estilo, mas toda forma de arte é única e reflete traços da alma de quem o cria. Poucos conseguem descrever os sentimentos da mesma forma com que os vivem. Vânia e Vania o fazem de modo especial e as felicito e agradeço pelas emoções que suscitaram em mim. Marília Serra, jornalista. Informações sobre as autoras: Vânia Moreira Diniz Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e radicou-se em Brasília-DF. Formou-se em Letras com pós-graduação em Educação. Escritora, poeta, humanista e pesquisadora. Autora de romances, crônicas e poesias, escreve para diversos sites e algumas revistas. Owner do Portal: http://www.vaniadiniz.pro.br/ fundadora e moderadora dos grupo virtuais Literatura e Pessoas Especiais. Membro da Academia de Letras do Brasil e de diversas entidades literárias, foi agraciada com inúmeros prêmios e títulos. Participou de trinta antologias e publicou doze livros, entre eles: ?Laura? (2000) Cia. Projeto Editorial, ?Ciganinha?, ?Pelos Caminhos da Alma?, ?Pelos Caminhos da Vida? (2005) Ottoni Editora ? Itu/SP. Vania Serra Nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, plantou raízes em Brasília e reside, atualmente, na Alemanha. Formou-se em Direito, foi advogada e servidora pública. Participou de algumas antologias e é colunista do Portal: http://www.vaniadiniz.pro.br/ Livros publicados: ?Côncavo e Convexo? ? poesia em duas línguas (2001). Co-autora Katrin Nissel - RH Verlag Bremerhaven/Alemanha, ?Cheiro de Café? - Contos satíricos em duas línguas (2006) Ottoni Editora ? Itu/SP -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091014/2003f923/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 5526 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091014/2003f923/attachment-0004.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4709 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091014/2003f923/attachment-0005.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 950 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091014/2003f923/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7459 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091014/2003f923/attachment-0006.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 15186 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091014/2003f923/attachment-0007.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Oct 14 19:53:54 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 14 Oct 2009 19:53:54 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Convite_para_o_lan=E7amento_do_li?= =?iso-8859-1?q?vro_=22_FOME_DE_LIBERDADE=22_=2E__Dia_15_de_outubro?= =?iso-8859-1?q?_=E0s_19=2C00_hs=2E_no_Restaurante_Carpe_Diem_-_em_?= =?iso-8859-1?q?Bras=EDlia?= Message-ID: <00a401ca4d21$34b9ece0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Margot 68 Pessoal, Lançamento do livro do Perly , no Carpe Diem, em Brasilia -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 77808 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091014/472b76c9/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Oct 15 18:49:25 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 15 Oct 2009 18:49:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_=22O_Que_Ser=E1=3F=22=2C_nos_di?= =?windows-1252?q?as_20_e_21_de_Outubro=2C_=E0s_20h_no_Teatro_Funar?= =?windows-1252?q?te_Cacilda_Becker=2ERio_de_Janeiro=2E__Al=E9m_de_?= =?windows-1252?q?dan=E7a_e_muita_m=FAsica_Buarquiana=2C_mergulhare?= =?windows-1252?q?mos_com_a_dramaturgia_nas_3_Obras_do_Chico_Buarqu?= =?windows-1252?q?e=3A_=22_A_=D3pera_do_Malandro=22=2C_=22Calabar?= =?windows-1252?q?=22_e_=22Gota_d=27=C1gu?= Message-ID: <003f01ca4de1$5d2f4600$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Queridos amigos, Estrearei no teatro com meu primeiro musical, "O Que Será?", nos dias 20 e 21 de Outubro, às 20h no Teatro Funarte Cacilda Becker, R$20,00 (inteira) Além de dança e muita música Buarquiana, mergulharemos com a dramaturgia nas 3 Obras do Chico Buarque: " A Ópera do Malandro", "Calabar" e "Gota d'Água". A minha personagem na dramaturgia - propriamente dita - é a Bárbara de "Calabar". Mas não se resume neste papel, apenas. Teremos uma interação muito curiosa entre os atores-personagens, finalizando com unidade cênica bastante interessante. É preciso "ver para crer"! Risos... Até ,mesmo para criticar... **Gostaria muitíssimo de tê-los nestes dias, prestigiando a nossa arte, e também, do carinho dos amigos para tornar mais intimista a minha apresentação. Seguem o programa, cartaz e filipeta do espetáculo. A apresentação desta (filipeta), dá direito a 50% de desconto no valor integral do ingresso. Um beijo muito carinhosos a todos, Maria Ana Caixe PS: Aguardem, que em Novembro terei mais novidades!! Uma peça política, combativa, memorável para aqueles que viveram, se engajaram nos idos anos de 68, com a famosa Revolução de 68 - com reflexos no mundo inteiro - bem como a truculência e barbárie da Ditadura Brasileira...Mas, principalmente para as novas gerações que não viveram, mas gostariam de entender e se aproximar de um período rico, forte e corajoso da juventude daquela época. E, quicá, revoltar-se com a passividade que a ditadura e o neoliberalismo amorteceram a nova juventude. Vem aí, "À Prova de Fogo"! Em breve, maiores detalhes. "Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nosso sentimento. Sem ela, não somos nada." LUIZ BUÑUEL -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 72660 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091015/14607df3/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Oct 16 18:30:51 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 16 Oct 2009 18:30:51 -0300 Subject: [Carta O BERRO] ADITAL de 16 de outubro : Frente contra o Golpe pressiona pelo retorno de Zelaya e outras Message-ID: <035601ca4ea7$f01ae5c0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Sexta-Feira, 16 de outubro de 2009 Honduras - Frente contra o Golpe pressiona pelo retorno de Zelaya Brasil - Direitos reprodutivos e sexuais serão priorizados pela Relatoria de Saúde Mundo - Mobilização pede compromisso de líderes mundiais no combate à pobreza Guatemala - Mulheres rurais são aliadas do desenvolvimento dos países América Latina - Alba vota criação de moeda que pode substituir dólar no câmbio regional Mundo - Camponeses do mundo se levantam contra Monsanto e os transgênicos Países Andinos - Mudanças climáticas vitimam povos indígenas andinos Brasil - Governo elabora Agenda Nacional de Trabalho Decente para a Juventude Brasil - Movimento quer tipificar tráfico de órgãos como crime de tráfico de pessoas Brasil - Campanha Nacional discute qualidade dos programas televisivos Brasil - Fortaleza recebe pesquisadores e militantes na I Conferência de Comunicação Brasil - Edital de Meio Ambiente da Cese selecionou vinte iniciativas em todo o Brasil Brasil - Carpina (PE) realizou seminário sobre Assistência Técnica em Economia Solidária Paraguai - Organizações negociam para melhorar o pressuposto para crianças e adolescentes Brasil - Conferência internacional debateem São PauloDireito à Verdade Brasil - Afetados pela transposição do São Francisco iniciam Campanha Popular Honduras - Regime de fato condenado por 170 milhões de sindicalistas no mundo Brasil - PEC da Moradia Digna é aprovada pela Comissão Especial América Latina e Caribe - ALBA: Proposta Política das Mulheres América Latina e Caribe - Declaração de Quito: Conclusões da Assembleia sobre projetos de energia e dívida ecológica (Jubileo Sur Américas) Brasil - Brasil, país de velhos (Frei Betto) América do Sul - Brasil, Peru e Colômbia: Indígenas e ribeirinhos resistem às pressões nas fronteiras amazônicas (J. Rosha) Brasil - Belo Monte e o Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas (ISA) Brasil - O Pará mineral: marcando passo (Lúcio Flávio Pinto) Brasil - O crime da era do Estado mínimo com nossos idosos (Geraldo Serathiuk) Brasil - PAC pode aprofundar genocídio dos Mbya se não há demarcação (CIMI) Mundo - Mensagem de M. Moore a Obama: Se não sai do Afeganistão, devolva o prêmio (Michael Moore) Brasil - Para incriminar MST, imprensa corporativa ignora grilo da Cutrale (Brasil de Fato) Mundo - Caminhos da Missão (Dom Demétrio Valentini) Mundo - Reunião de Cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas (Ir. Delci Maria Franzen) -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091016/66e9867f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 766 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091016/66e9867f/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2829 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091016/66e9867f/attachment-0007.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Oct 17 16:26:38 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 17 Oct 2009 16:26:38 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Dois_livros_importantes_=3A_POEM?= =?windows-1252?q?AS_DO_POVO_DA_NOITE__de_Pedro_Tierra__e___RESIST?= =?windows-1252?q?=CANCIA_ATR=C1S_DAS_GRADES___de_Maurice_Politi=2E?= =?windows-1252?q?___Dia_24_de_outubro_a_partir_das_11=2C00_horas_n?= =?windows-1252?q?o_Memorial_da_Resist=EAncia_=2E_Largo_General_Os?= =?windows-1252?q?=F3rio_66_-_Luz_-_SP-SP?= Message-ID: <059901ca4f5f$bfcad930$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Lançamento em São Paulo: 24 de outubro de 2009 ? a partir das 11 horas Memorial da Resistência ? Largo General Osório. 66 - Luz -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091017/02dae6ec/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 97215 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091017/02dae6ec/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Oct 18 12:35:28 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 18 Oct 2009 13:35:28 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Gonzaguinha_=2E=2E=2E____________?= =?iso-8859-1?q?_______________________________m=FAsicas___________?= =?iso-8859-1?q?___________________________________________________?= =?iso-8859-1?q?_______HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <016101ca5008$9f084440$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Um site epetacular que o companheiro Nelson Breanza selecionou para o nosso domingo. O site oficial do Gonzaguinha: suas histórias, suas músicas em vídeo, entrevistas, etc. Vanderley, Veja o que eu encontrei ... (clique) http://www.gonzaguinha.com.br/ Abração. Nelson -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091018/fe74727e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091018/fe74727e/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Oct 18 12:35:48 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 18 Oct 2009 13:35:48 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Manifesta=E7=F5es_recentes_de_a?= =?windows-1252?q?poio_ao_MST=2C_de_CESE=2C_parlamentgares=2C_consu?= =?windows-1252?q?ltor_sindical=2Crelator_da_ONU=2E=2E=2E-_divulgue?= Message-ID: <016801ca5008$aabd17c0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. CESE apóia MST e condena criminalização 16 de outubro de 2009 A Coordenadoria Ecumênica de Serviço ? CESE, organização não-governamental sediada em Salvador, que congrega várias igrejas evangélicas e também a Igreja Católica, divulgou nota de apoio ao MST, em defesa da revisão dos índices de produtividade e contra a criminalização dos movimentos sociais. Leia a nota: APOIO AO MST Em defesa da revisão dos índices de produtividade e contra a criminalização dos movimentos sociais "Recentemente, comemoramos uma importante vitória dos movimentos sociais. Graças à adesão de entidades de defesa de direitos, intelectuais, professores, juristas, escritores, artistas e cidadãos do país e exterior, foram reunidas mais de quatro mil assinaturas para o Manifesto em Defesa da Democracia e do MST. O documento mobilizou a sociedade para apoiar o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e conseguiu impedir a instalação de uma CPI proposta pela bancada ruralista, com apoio da grande mídia, que tentava criminalizar o Movimento. Para o MST, a CPI seria uma represália à pressão que a entidade vem fazendo para a revisão dos índices de produtividade, defasados desde 1975. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito contra o MST foi arquivada por número insuficiente de assinaturas. Ao todo, 45 deputados federais desistiram de assinar a proposta protocolada por três políticos do DEM: a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e os deputados federais Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS), líderes da bancada ruralista no Congresso Nacional. A CESE assinou o Manifesto e continua apoiando os trabalhadores rurais na campanha pela revisão dos índices de produtividade. Principalmente num momento como este, em que foram divulgados dados do Censo Agropecuário pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprovando o que o Movimento vinha denunciando: a concentração de terras aumentou no Brasil nos últimos 10 anos!" GRILAGEM DO LARANJAL Segundo Eliana Rolemberg, Diretora Executiva da CESE, é impressionante como a justiça, o congresso e a mídia tratam de maneira absolutamente diferente as questões que envolvem o conflito de terras. ?De um lado, vemos uma impunidade absurda no caso de assassinatos de trabalhadores rurais, de defensores dos direitos humanos e até de religiosos que defendem a reforma agrária e a posse de terras por agricultores e populações tradicionais. Por outro, é imediato o julgamento das ações do MST, numa atitude quase generalizada de criminalizar o Movimento, sem antes descobrir as causas, apurar os fatos?, afirma Eliana, que cita o caso ocorrido na fazenda Cutrale, em São Paulo, uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro, que planta laranjas para exportação em terreno ocupado irregularmente, grilando terras públicas. Relator da ONU defende ação do MST no Brasil AE - Agencia Estado, 17 de outubro de 2009 SÃO PAULO - O advogado belga Olivier De Schutter, relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação, defendeu ontem em Brasília a estratégia do Movimento dos Sem-Terra (MST) de ocupar terras e exigir sua destinação para a reforma agrária. "É uma forma de chamar a atenção para o problema", disse De Schutter em entrevista coletiva, segundo informações da Agência Brasil. O relator também fez referências à concentração fundiária no País, que, além de ser alta na comparação com outros países, aumentou nos últimos anos, conforme levantamento estatístico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro. "A concentração fundiária é um problema no Brasil", apontou De Schutter. O relator da ONU veio ao Brasil para participar de um seminário internacional sobre direito à alimentação, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, e para coletar dados para um estudo sobre problemas relacionados à alimentação ao redor do mundo. Segundo suas declarações, o acesso à terra é uma das questões centrais no debate sobre a produção de alimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. DISCURSO DA DEPUTADA IRINY LOPES (pt-es) Na CAMARA DOS DEPUTADOS 15 de outubro de 2009 A tentativa de criminalização do MST por parte de ruralistas não é recente. Uma liderança sem terra do Espírito Santo costuma dizer que para os latifundiários ?pior do que pobre é pobre organizado?. Essa é a história do escravismo reprisada num moto-contínuo desde o Brasil colonial. Os sem terra de hoje são os negros do passado (e do presente também). Os assentamentos são os quilombos que os senhores de engenho da atualidade pretendem dizimar, usando, como outrora, forças policiais, políticas, judiciárias, além do aparato midiático. Só isso justifica a última investida da CNA contra o MST, ao encomendar ao Ibope uma pesquisa deliberadamente direcionada e com amostragem frágil, para demonstrar o fracasso da reforma agrária. Nenhum pesquisador mais atento consideraria significativo generalizar a realidade de mais de oito mil assentamentos, onde vivem 870 mil famílias, em uma pesquisa feita em apenas nove assentamentos, envolvendo mil famílias. Isso significa 0,1% do total. Um dos locais escolhidos pela CNA/Ibope para o levantamento é um assentamento da década de 70, dentro do Projeto Integrado de Colonização, portanto, da ditadura militar, e que já está incorporado à região metropolitana de Recife. É curioso que tenha sido escolhido um exemplo que não pode sequer se considerado assentamento. Esse é apenas um dos fatos questionáveis nesse trabalho. É no mínimo desonesto querer analisar a Reforma Agrária sob a ótica do capitalismo e colocar como parâmetro de produtividade o agronegócio que a CNA defende. Reforma Agrária para os sem terra, assim como para quilombolas e índios, igualmente vítimas da invasão de terras, da grilagem desmedida dos grandes negócios, não é apenas ocupação territorial. É questão de vida, de cidadania, de segurança alimentar, de cultura e história de um povo. Em 1988, a sociedade brasileira, calada e oprimida por um regime militar que durou duas décadas, foi às ruas e exigiu que os parlamentares constituintes garantissem na lei máxima do país direitos negados há mais de 500 anos por uma elite que continua, como antes, voraz, violenta e, para ser redundante, antidemocrática. A Constituição de 88 é o retrato do que nós brasileiros consideramos o mínimo de reparação. Terras devolutas, griladas, improdutivas devem ser, necessariamente, destinadas à Reforma Agrária. Comunidades quilombolas e indígenas têm direito ao reconhecimento de suas áreas. Em qualquer lugar do mundo lei é para ser cumprida. No Brasil, desde a invasão portuguesa, existe para ser ?interpretada? e aplicada conforme o interesse de latifundiários, dos grandes projetos, da elite, com anuência do Judiciário. Um exemplo claríssimo é o da transnacional de sucos Cutrale, em São Paulo, que a TV repetiu exaustivamente imagens de sem terra destruindo pés de laranja. A Comissão Pastoral da Terra lembra que a área faz parte de um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União. ?A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale? há quase cinco anos, sabendo que se tratava de invasão de terra pública. Diz a CPT: ?a ação dos sem terra tinha intenção de chamar a atenção para o fato de uma terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o Judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União. As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos?. Quem foi criminoso nessa história: a multinacional que invadiu deliberadamente uma área pública, contando que terá uma regularização fundiária a seu favor, ou 450 famílias que aguardam há mais de 10 anos, acampadas em lonas na beira de estrada, debaixo de sol e chuva, que o governo e o Judiciário cumpram a Constituição e destinem as terras para reforma agrária? Temos no Espírito Santo situação semelhante com a Fazenda Ipiranga, em Ponto Belo. Há nove anos, as famílias esperam acampadas pela resolução do caso. O processo já concluiu pela destinação da área para fins de reforma agrária, faltando apenas uma assinatura para conclusão. Reconhecer direitos significa efetivá-los na prática. Os ataques do que o MST tem sido vítima nos últimos anos não é gratuito. A criminalização faz parte de uma estratégia para dizimar resistências. O que é crime neste país, cuja lei existe para ser ignorada pelo próprio Judiciário: é 1% de todos os proprietários controlarem 46% das terras (cerca de 98 milhões de hectares), ou mantermos durante décadas 130 mil famílias brasileiras acampadas à beira da estrada, à espera de um pedaço de terra para plantar e sobreviver? Esse parâmetro cruel e desigual faz com que o país, a despeito dos avanços sociais do governo Lula, não consiga reverter sua sina, a hereditariedade, as sesmarias de antigamente e suas violências diárias contra os pobres desse lugar. Não são esses poucos latifundiários que colocam alimento na mesa do brasileiro. Isso, o Censo agropecuário de 2006, divulgado recentemente, revelou. A agricultura familiar (na qual se inclui assentamentos), embora ocupe apenas 24,3% da área total dos estabelecimentos agropecuários, é responsável por 40% do Valor Bruto da Produção gerado. E é ela também quem mais emprega: é responsável por 75% da mão-de-obra no campo. O Censo nos diz ainda algo que devemos analisar com a responsabilidade que a nossa função pública exige: o Brasil é o país com maior concentração de terras do planeta. Tanta desigualdade é, por si mesma, uma violência que nós parlamentares não podemos assistir passivamente. E aqui, evoco a memória do amigo, companheiro camponês Adão Pretto, que como deputado federal defendeu durante anos os sem terra dos ataques da imensa bancada ruralista, que queria, inclusive, classificar o MST como entidade terrorista, na CPMI da Terra. Adão era um, mas quando defendia seu povo parecia um exército. Como se centenas de ancestrais estivessem a lhe dar força necessária para encarar a maior bancada do Congresso. Meu querido companheiro se foi nesse início de ano. Adão não está mais aqui, mas a sua luta não morreu. E é em nome dela que conclamo todos os companheiros de esquerda do Legislativo, àqueles que não toleram a injustiça, a desigualdade, que não conseguem assistir indiferentes a fome e a miséria de um povo construída pelos lucros das grandes empresas, dos latifundiários, que levantem a voz contra a criminalização dos movimentos sociais. Porque eles são maioria de direito e de fato nesse país. E é em nome deles e em memória de Adão Pretto que eu respondo aos que nos julgam distantes da luta: ?presente?. Colunas 16 de Outubro de 2009 - 0h31 Viva o MST! João Guilherme Vargas Netto * Vocês podem não concordar comigo, mas admiro, apoio e defendo o MST. Ou, como eles dizem, sou amigo do MST. Em seus 25 anos de lutas, o movimento conseguiu fazer de sua plataforma- a reforma agrária e a posse da terra pelo trabalhador- um tema essencial da vida brasileira. Na dureza das condições em que vivem milhões de camponeses, mesmo os recém-chegados nas cidades e os assentados, o MST tem conseguido desempenhar um papel civilizador que emociona quem deseja o progresso social, a democracia e o fortalecimento da sociedade brasileira como um todo. Seus inimigos, os reacionários, os latifundiários e a grande imprensa, são cruéis e bem articulados. Por dá cá aquela palha, tentam incendiar o ambiente e isolar, derrotar, desmoralizar e destruir o MST. Às vezes apóiam-se em erros cometidos; mas na maioria dos casos escondem-se atrás dos assassinatos, das provocações e da repressão brutal. O movimento sindical dos trabalhadores tem muito a aprender com o MST. Destaco três aspectos: 1) A constância dos objetivos- uma vez estabelecida sua pauta, o MST persegue a sua realização com várias táticas- ocupar, resistir, produzir- que se desdobram no tempo e se adaptam às condições em todas as regiões do Brasil; 2) A qualificação dos dirigentes e ativistas- o esforço permanente é o da formação, desde as crianças até famílias inteiras. As escolas do MST são exemplares e o seu sistema de ensino, baseado na mística e educação de qualidade, ultrapassa com folga as necessidades imediatas do movimento; 3) O espírito de militância- as bandeiras do MST, as mais amplas ou as mais restritas, são ardorosamente levantadas, junto com as foices, em todas as manifestações realizadas, com constância e consciência. O movimento sindical dos trabalhadores, com sua experiência unitária e respeitando as diferenças, deveria fazer um esforço urgente de aproximação com o MST e escutá-lo com mais atenção e assiduidade. * É consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo 16.10.2009 MST X CUTRALE O que é mais chocante? Hamilton Octavio de Souza Na última semana, primeiro a TV Globo, depois os demais veículos da grande imprensa neoliberal, exploraram ao máximo ? com sensacionalismo e forte dose de criminalização ? a imagem de trabalhadores sem terra arrancando pés de laranja numa área grilada da empresa multinacional Cutrale, no município de Iaras, interior de São Paulo. Evidentemente o assunto teve grande repercussão pública e foi alvo de manifestações precipitadas e raivosas de setores da direita ? muito mais por afirmação ideológica do que pela relevância dos fatos. Pouco se falou que a terra invadida pela empresa Cutrale pertence à União, é terra pública, e que deveria ter sido usada para assentamento da reforma agrária há muitos anos, conforme projeto do INCRA, mas que foi grilada e vendida para particulares de forma ilegal. Tanto é que a área é ainda hoje objeto de inúmeras ações e pendências judiciais. O crime original ? grilagem ? foi ignorado pela mídia. Portanto, a ocupação feita pelas famílias e trabalhadores rurais sem terra foi legítima e estratégica, na medida em que reafirmou a defesa do patrimônio da União e chamou a atenção das autoridades para a destinação inicial da área, que é o projeto de assentamento de famílias empenhadas em viver, trabalhar e produzir no campo. Chamou a atenção da sociedade também para a necessária e urgente plantação de alimentos, já que o Brasil tem sido obrigado a importar arroz, feijão e trigo ? enquanto o agronegócio só se preocupa com produtos de exportação. Lá mesmo em Iaras, mais de 400 famílias estão acampadas e aguardam, há anos, uma decisão da Justiça sobre aquelas terras. Se tivessem sido regularizadas pela reforma agrária, com certeza estariam rendendo alimentos mais baratos para o povo brasileiro. O que é mais chocante: pés de laranja arrancados em protesto ou mais de 400 famílias ?mulheres, velhos e crianças ? vivendo em acampamentos precários? Na pressa para criminalizar os trabalhadores sem terra pela ocupação em Iaras, a grande imprensa corporativa não fez qualquer associação com a destruição dos laranjais ocorrida nos últimos dois anos, pelos próprios produtores, especialmente no Estado de São Paulo, porque os preços impostos pelas indústrias do suco eram insuficientes para a manutenção dessas plantações. A área total de plantio da laranja foi reduzida em milhares de hectares por obra dos próprios produtores, em especial dos pequenos produtores, que preferiram migrar para outras lavouras ao invés de trabalhar de graça para o oligopólio industrial do suco de laranja. O que é mais chocante: pés de laranja arrancados pelo protesto dos sem terra ou laranjais inteiros destruídos porque o cartel do suco inviabilizou a atividade dos produtores, desempregou os trabalhadores e provocou a elevação no preço da fruta vendida no mercado consumidor brasileiro? Antes mesmo de investigar e apurar corretamente o que aconteceu em Iaras, antes mesmo de ouvir todos os lados envolvidos no caso da área grilada da Cutrale, como mandam as regras básicas do bom jornalismo, a imprensa corporativa deu grande destaque ao vídeo e à versão da policia estadual, a qual, todo mundo sabe, tem posição partidária, atua sempre contra os movimentos sociais (urbanos e rurais) e é conhecida por difundir versões mentirosas e distorcidas sobre os fatos, como nos episódios da Escola Base, nos assassinatos de maio de 2006 no Estado de São Paulo e, mais recentemente, no assassinato de uma jovem na favela de Heliópolis, na capital paulista. Agora no caso de Iaras, mais uma vez a grande imprensa neoliberal conservadora aceitou sem vacilar a versão de ?vandalismo? dada pela polícia e não se preocupou em checar, in loco, com as famílias de sem terra e com os trabalhadores rurais da Cutrale, a verdadeira história sobre o ocorrido. Entre fazer jornalismo e comprometer-se com a verdade, a grande imprensa corporativa preferiu ficar com a versão mais adequada aos seus interesses ideológicos. Mais uma vez essa mídia deu guarida e projeção para as posições mais atrasadas e reacionárias da sociedade brasileira, que são reconhecidamente contra a reforma agrária e contra as lutas dos movimentos sociais do campo e da cidade. O que é mais chocante: pés de laranja arrancados pelo protesto dos sem terra, em área pública grilada por empresa multinacional ou a existência de uma imprensa e de uma polícia que mentem para defender os interesses das elites econômicas e políticas, as mesmas que impedem o Brasil de ser um país mais justo e mais igualitário, que está em 75º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU? Você decide. Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor da PUC-SP. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091018/50434cab/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 18766 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091018/50434cab/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Oct 19 18:42:57 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 19 Oct 2009 19:42:57 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Artigos e entrevistas do final de semana, sobre a conjuntura agraria e ambiental. 19 de outubro Leiam. divulguem Message-ID: <004201ca5105$1f568290$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro........................................................................................repassem O ESTADO DE S. PAULO, domingo, 18 de outubro de 2009 Um sinal verde para o campo Políticas fundiárias que atravessem o séc. 21 terão de plantar e semear o tema da sustentabilidade Marcelo Pedroso Goulart* - promotor publico, em Ribeirao preto, SP O padrão de produção agrícola hegemônico no Brasil descende da 2ª Revolução Agrícola e baseia-se no tripé latifúndio, monocultura e agroquímica. Causa graves impactos socioambientais: a redução da biodiversidade pelo desflorestamento para a implantação da monocultura, a contaminação das águas e do solo por meio do uso excessivo de agrotóxicos, o uso intensivo de água, a compactação do solo em razão do tráfego de máquinas pesadas, o assoreamento dos corpos d"água devido à erosão do solo em áreas de renovação de lavoura, o lançamento de gases tóxicos e materiais particulados na atmosfera durante a queima de pastos, de florestas e da palha da cana-de-açúcar, a pressão sobre os cerrados e as florestas tropicais decorrentes da expansão forçada da fronteira agrícola para a produção de alimentos, a superexploração do trabalho, desemprego, intensa migração nos períodos de safra, êxodo rural, aumento dos conflitos fundiários e uma urbanização caótica. Concentra a propriedade da terra, com a incorporação dos pequenos e médios imóveis rurais pela grande empresa agrícola monocultora. E, ao concentrar propriedade, também concentra renda, riqueza e poder político. Os beneficiários desse modelo predatório de agricultura determinam a pauta dos centros de difusão ideológica, produzindo uma espécie de pensamento único para o campo. É um modelo que não se coaduna com as sociedades democráticas: por isso é preciso mudá-lo. As forças sociais progressistas exigem uma agricultura sustentável que seja ecologicamente equilibrada, economicamente viável, socialmente justa e culturalmente apropriada. O novo modelo pressupõe a diversificação de culturas, a utilização racional dos recursos naturais e a mínima produção de impactos prejudiciais ao ambiente. Deve proporcionar retornos econômicos ao produtor, amoldar-se às características históricas e culturais do povo e garantir soberania e segurança alimentar, contribuindo para a erradicação da pobreza. A implementação desse padrão de produção agrícola passa necessariamente pela mudança da estrutura fundiária, com a desapropriação dos grandes imóveis rurais que não cumprem sua função social. Impõe, portanto, a execução de uma política de reforma agrária séria e consequente. A base jurídica dessa política está na Constituição Federal, que proclamou o direito fundamental à propriedade, a garantir a universalização do acesso à terra. Mais: nossa Lei Maior condiciona a proteção jurídica da relação de propriedade e da posse ao cumprimento da função social. Isso quer dizer que sobre a relação de propriedade incide o interesse de proteção do sujeito-proprietário, mas também incide o interesse difuso da sociedade em obter benefícios sociais decorrentes do cumprimento da função social. A função social do imóvel rural é constituída por elementos de natureza econômica (aproveitamento racional e adequado), ambiental (utilização adequada dos recursos naturais e preservação do meio ambiente) e social (observância das normas que regulam as relações de trabalho e exploração que favoreça o bem-estar dos trabalhadores). A relação de propriedade que tenha por objeto o imóvel rural deve garantir, no seu desenvolvimento, a observância simultânea de todos os seus elementos, sob pena de, desatendendo a um deles, descumprir a função social, deslegitimar-se politicamente e perder a proteção jurídica. Por isso, o grande imóvel rural que não está cumprindo a função social é suscetível de desapropriação para fins de reforma agrária. Ainda que a produtividade, do ponto de vista estritamente econômico, esteja presente, o imóvel rural poderá ser desapropriado se descumprido um dos demais requisitos caracterizadores da função social. Em tempos de aquecimento global e de riscos concretos de destruição do planeta, a temática ecológica apresenta-se como fator determinante das políticas agrícola e agrária e, portanto, deve orientar com primazia a avaliação do cumprimento da função social do imóvel rural. A degradação ambiental - seja ela provocada pelo mau uso dos recursos naturais ou pela não preservação do meio ambiente - produz evidentes prejuízos ao aproveitamento racional e adequado da terra. Há, portanto, vinculação entre os elementos econômico e ambiental da função social, sendo impossível dissociá-los. Inicia-se neste país um movimento promissor que busca as desapropriações para fins de reforma agrária dos imóveis rurais que apresentam elevado passivo ambiental. Partindo dessa premissa e no diálogo entre a luta social e atuação institucional, estão em fase de implantação, em áreas desapropriadas da região de Ribeirão Preto, SP, assentamentos de novo tipo cujas bases são construídas democraticamente entre assentados, Incra e Ministério Público e consolidadas em planos de desenvolvimento sustentável e compromissos de ajustamento de conduta que, entre outras coisas, preveem: o tratamento conjunto dos fatores econômico, sociocultural e ambiental, a organização coletiva e cooperada da produção em sistemas agroecológicos, o controle biológico de pragas e doenças, a produção orgânica de alimentos, a destinação de 35% da área total do imóvel para reserva legal, a recomposição arbórea das áreas ambientalmente protegidas e medidas protetivas da área de afloramento e recarga do Aquífero Guarani. Uma reforma agrária determinada pelo fator ambiental é o paradigma que se apresenta para o século 21. É preciso que o governo cumpra sua parte, destinando recursos para sua efetiva implementação. *Promotor de Justiça no Estado de São Paulo e ex-presidente do Movimento do Ministério Público Democrático ============================================================================================================================================ Entrevista - Carta Capital - João Pedro Stedile/MST - 17/10 Entrevista concedida por correio eletrônico por João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, à repórter Cynara Menezes, da Revista Carta Capital. A entrevista foi publicada editada na edição desta semana da revista. Abaixo, a versão integral das respostas. 1. Como o sr. avalia a ação do MST na fazenda Cutrale? Foi um desastre ou um sucesso? A Cutrale comprou de um grileiro uma área que pertence à União. Havia um processo do Incra de reintegração de posse na Justiça, que ainda está em julgamento. Há na região mais de 200 mil hectares grilados por empresas, algumas das elites paulistanas. O Incra já recuperou cerca de 20 mil hectares fez assentamentos. Os companheiros de São Paulo ocuparam a fazenda para denunciar e acelerar a resolução dessa situação. A destruição dos pés de laranja foi um erro. Porque isso deu margem para que o serviço de inteligência da PM, articulado com a Globo, se demonizasse o MST. Depois que a Cutrale começou a monopolizar o comércio de laranjas em São Paulo, milhares de pequenos e médios agricultores tiveram que destruir de 1996 a 2006 cerca de 280 mil hectares de laranjais no estado. Mas a Globo e o helicóptero da PM não se importaram. Quanto às imagens de depredação e furto, é mentira! As famílias não fizeram nada daquilo. Foi uma armação entre a Policia e Cutrale depois da saída das famílias. Em seguida, chamaram a imprensa. Desafiamos organizarem uma comissão independente para investigar quem desmontou os tratores e quem entrou nas casas dos empregados. 2..O MST fala que não faz parte dos procedimentos do movimento a depredação de patrimônio, mas há três semanas depredou o prédio do INCRA em Porto Alegre... Como isso se explica? Somos contra esse tipo de prática. E só ocorre quando tem infiltração ou é feito pelos serviços de inteligência. Ou por desespero. Lá em Porto Alegre aconteceu a mesma coisa. Os ocupantes saíram do prédio e limparam as instalações. Concentraram-se no pátio para fazer uma Assembléia. Nesse período, o serviço de inteligência da Brigada Militar fez o serviço de depredar as salas. Aí chamaram a imprensa. Chegaram a roubar um caderno de um militante, com anotações pessoais e depois entregaram para Zero Hora. A Brigada militar tem uma tradição de infiltração no movimento, que vem desde a Encruzilhada Natalino, reconhecido pelo próprio coronel Cerutti, hoje aposentado, que se orgulha de ter se infiltrado naquele acampamento. 3. O sr. não acha que, após enterrar uma tentativa de CPI há poucos dias, a ação na Cutrale não aconteceu em um momento no mínimo inconveniente para o movimento? Os ruralistas e os que são contra a Reforma Agrária manipulariam qualquer atividade que o MST fizesse para tentar ressuscitar a CPI. Tanto é que as imagens foram gravadas pela PM uma semana antes de ir para o ar. Somente utilizaram quando havia um clima político. A CPI está na verdade no centro da disputa entre dois modelos para agricultura. E está sendo utilizada pelos reacionários ruralistas para conturbar o cenário eleitoral. Eles esperam com a CPI constranger o governo e condicionar as próximas candidaturas a não apoiar a Reforma Agrária. O deputado Caiado foi claro quando disse que o objetivo da CPI era impedir que o governo repassasse dinheiro para o MST fazer campanha para Dilma. Essa afirmação seria ridícula se não partisse de mente tão insana, que durante anos organizou a UDR para esparramar a violência no campo, em nome da defesa da propriedade e da tradição. 4. O Sr. não acha que ações como essa desfavorecem a imagem do MST? As manipulações que são feitas pelas televisões e grandes jornais claro que afetam a imagem do Movimento. E é justamente esse o objetivo deles: tentar desmoralizar os que lutam por mudanças sociais e pela Reforma Agrária. Eles usam a imprensa para manter seus privilégios, manter a concentração da propriedade e o atual status quo. Não é por nada que, embora o Brasil seja a 9ª economia do mundo em produção de riquezas, está em 75º lugar em indicadores de condições de vida da população. É a 7ª pior sociedade em desigualdade social. Esse é o papel de uma imprensa também concentrada em sete grupos. Eles sabem que, para uma sociedade ser democrática, é necessário democratizar a terra, os meios de comunicação e o Poder Judiciário. Por isso, nos atacam tanto, assim como atacam todos que fizeram e fazem luta social no Brasil. 5. Quem apóia o MST hoje? Me parece que o movimento está com pouco suporte na sociedade atualmente, não? O MST tem um amplo apoio dos trabalhadores e da imensa maioria da população brasileira. Tem apoio da intelectualidade esclarecida e das igrejas. Acabam de fazer um manifesto com mais de 3 mil personalidades, juristas e intelectuais em nosso apoio. A mídia e os 5% mais ricos nos odeiam. Mas isso é natural, faz parte do seu poder. 6; Quantas famílias de acampados ainda há no país? Há em torno de 100 mil famílias acampadas em todo o país. Algumas há mais de seis anos, como essas que ocuparam a Cutrale. 7. O MST teme uma CPI ou não há o que esconder? O MST não teme a CPI. Mas estranhamos tanta perseguição contra nós. Depois que o Lula chegou ao governo, já fizeram duas CPIs que nos investigaram. E nada comprovaram. Por que não fazem uma CPI para analisar os mais de R$ 200 milhões recebidos, por exemplo, pela entidade Alfabetização Solidária dos tucanos? Por que não fazem uma CPI para ver aonde foi R$ 1 bilhão que as entidades patronais dos latifundiários receberam nos últimos anos. Por que não analisam como são gastas as verbas publicitárias dos governos estaduais? Por que não fazem CPI para analisar as causas dos verdadeiros problemas do povo, como a violência nas cidades, a falta de escola, o baixo nível do ensino, o déficit de 10 milhões de moradias, a falta de emprego, as contas em paraísos fiscais das empresas. Por que não analisam os efeitos perversos da Lei Kandir para os estados produtores primários? Destruir pé de laranja é crime, atirar em índio, não Por Leonardo Sakamoto Sempre defendi neste espaço a ocupação de terras improdutivas, irregulares ou que são usadas para a exploração da dignidade alheia como instrumento de pressão popular. Quem acha que a propriedade privada está acima de qualquer coisa, procure outro blog. Mas em um momento em que coiotes no Congresso Nacional tentam criar uma CPI contra o MST para, entre outros objetivos, barrar a atualização dos índices de produtividade (o que faria com que as terras usadas para especulação fossem desapropriadas, tendo uma melhor destinação) dar munição aos conservadores da imprensa e aos caninos-congressistas soa fora de hora e desnecessário. Porque quem tem acesso à opinião pública não vai ficar preocupado em se debruçar sobre os crimes cometidos pela empresa em questão e sim em colocar na mesa mais uma justificativa, ainda que infundada, para criticar a luta pela reforma agrária. As imagens dos pés de laranja derrubados têm ecoado na mídia da mesma forma que as mudas de eucalipto retiradas em uma ação do MST, anos atrás, no Rio Grande do Sul. Por mais que as presenças de ambas as plantações sejam irregulares, é difícil explicar para a maioria da população que a laranja, que é comida, teve culpa na história. Agora, considerado isso, o ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e o presidente do Incra, Rolf Hackbart, se disseram chocados com a "grotesca" e "injustificável" ação. Não me lembro dos dois funcionários públicos usarem os mesmos termos para tratar da situação dos guaranis kaiowás no Mato Grosso do Sul, que no último mês sofreram ataques, tiveram acampamentos incendiados e foram baleados por proprietários rurais e seus capangas na região - mais um capítulo de uma longa história de negação de direitos. O mais interessante é que o próprio Incra considera a terra grilada, luta na justiça para recuperá-la e ninguém fala nada. Dois pesos, duas medidas. Comportamento este também compartilhado por parte da imprensa. Destruir pés de laranja é crime inafiançavel, atirar em índio, não. De repente dá até medalha. JORNAL DO BRASIL ENTREVISTA CONCEDIDA POR JOAO PEDRO STEDILE, COORDENAÇÃO NACIONAL DO MST Publicada em 18/10/2009 - veja em http://www.linearclipping.com.br/conab/m_stca_detalhe_noticia.asp?cd_sistema=26&cd_noticia=911664 1- O governo deve tomar uma decisão em breve sobre os novos índices de produtividade para as grandes propriedades rurais. Que impacto a mudança pode provocar na estrutura fundiária? O impacto é pequeno. Mesmo assim, os latifundiários, o agronegócio e a mídia conservadora não admitem que se cumpra a Lei agrária, que determina a atualização regular dos índices de produtividade. Os dados utilizados atualmente são de 1975. Por que eles têm tanto medo? Fora isso, não basta apenas atualização dos índices para fazer a Reforma Agrária. É preciso mudar o modelo agrícola e cumprir a Constituição, que determina que sejam desapropriadas as grandes áreas que não tem função social e não cumprem a lei trabalhista, agridam o ambiente e estejam abaixo da média da produtividade. O censo do IBGE concluiu que temos menos de 15 mil latifundiários com áreas maiores de 2.500 hectares, com um total de 98 milhões de hectares. É muita terra nas mãos de pouca gente, que nem mora no campo. 2- O MST está confiante numa decisão favorável à revisão dos índices, ou há o receio de que o governo recue do compromisso assumido? Como o senhor imagina que o governo vai administrar a resistência do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes? Quando o governo fez o anúncio da atualização dos índices, já sabia da reação dos setores conservadores e da posição do ministro do agronegócio. Não é uma surpresa. Quem ganhou a eleição foi o Lula, não o ministro. Não acreditamos que o governo volte atrás. A mudança dos índices é uma reivindicação dos camponeses e dos setores progressistas da sociedade. Somente com a força do apoio popular ao governo Lula poderão ser modificados. E estamos atentos e vamos voltar às ruas para denunciar a ofensiva do latifúndio e garantir a atualização dos índices. 3- De que maneira o fato do governo oscilar politicamente entre o agronegócio e a agricultura familiar afeta as ações do MST? E como o senhor resumiria a visão que o MST tem hoje do que foram esses sete anos de governo Lula? Qual é o aspecto mais positivo e qual o mais negativo? Infelizmente, o governo não fez a Reforma Agrária e perdemos mais uma oportunidade histórica. O censo agropecuário demonstra que aumentou a concentração de terras no Brasil, que é líder nesse vergonhoso ranking mundial. Temos famílias acampadas há seis anos. O governo é de composição de interesses, sob hegemonia dos bancos, das transnacionais e do agronegócio. A agricultura familiar e camponesa é mais eficiente, produz alimentos em menor área, gera mais empregos, embora receba menos recursos do que o agronegócio. A repercussão da destruição de parte do lar anjal na área ocupada pela Cutrale e a conjuntura podem impor alguma mudança de tática do MST? O movimento repetiria ou manteria a decisão as ações nas mãos de quem está no local? A repercussão foi negativa. Foi uma manipulação midiática e ideológica, a partir de uma atitude desesperada das famílias acampadas. Viver em um acampamento por anos e anos leva a uma situação limite. Há muitos vandalismos que o agronegócio e o latifúndio cometem que são consentidos pela mídia. Não podemos aceitar o vandalismo do agronegócio de usar 713 milhões de litros de venenos agrícolas por ano, que degradam o ambiente, envenenam as águas e os alimentos. Depois de diversas ocupações na fazenda da Cutrale, conseguimos denunciar que a maior empresa do setor de suco de laranja do mundo usa um artifício arcaico da grilagem de terras. Por conta do monopólio da Cutrale no comércio de suco e da imposição dos preços, agricultores que plantam laranjas foram obrigados a destruir entre 1996 a 2006 cerca de 280 mil hectares de laranjais. A ação contribuiu para aumentar o apoio de parlamentares à CPI do MST? Como o movimento reagirá à sua possível instalação? O senhor teria algum problema para comparecer ao Congresso e prestar esclarecimentos? Essa CPI é contra o MST. A Rede Globo forjou um escândalo contra a Reforma Agrária. As imagens foram utilizadas pela direta, pela bancada ruralista e pela mídia para desgastar o MST e forçar uma CPI que já tinha sido derrotada. Já foram criadas as CPI da Terra e das Ongs contra o nosso movimento, com investigações exaustivas sobre os temas requentados atualmente. Podemos prestar todo e qualquer esclarecimento. Já existem instituições que fazem o controle dos convênios do governo com entidades da Reforma Agrária, como o CGU, TCU e o MP. Esses parlamentares não confiam nesses órgãos? O tanto de CPI instaladas no último período levaram esse instrumento importante a uma banalização. A CPI contra o MST, por exemplo, tem motivação eleitoral. O demo Roberto Caiado, que é fundador da UDR, confessou que o verdadeiro o objetivo da CPI é comprovar que o governo repassa dinheiro para o MST fazer campanha para a Dilma. Essa afirmação é no mínimo ridícula para qualquer sujeito bem informado, se não viesse de uma mente improdutiva e reacionária como todo latifúndio. Qual a relação que o MST mantém com as ONGs que receberam verbas do governo e são apontadas como entidades de fachada do movimento? As entidades da Reforma Agrária atuam em assentamentos do MST e de outros movimentos sociais e sindicais, prestam serviços nas áreas de produção agrícola, assistência técnica e educação. Contratam professores e agrônomos para atuar nos assentamentos. Fazem o papel que deveria ser do Estado. O Estado foi dilapidado pelo governo FHC, que inventou essa história de convênios com Ongs. Nós sempre defendemos que o Estado retome os serviços de natureza pública, tanto nos assentamentos como em todo país. Nunca utilizamos dinheiro público para fazer ocupação de terra. Os inimigos da reforma agrária atacam essas entidades porque querem que os assentamentos dêem errado. Se estão preocupados com o dinheiro público, por que não fazem investigações sobre os recursos destinados aos empresários do sistema S, do SENAR e SESCOOP? E essas feiras de agroexposição para fazer propaganda e tantos outros utilizados sempre em beneficio do latifúndio e dos ricos? Você tem idéia de quanto o Tesouro Nacional paga por ano das diferenças de juros das renegociações de dívidas dos ruralistas? São mais de 2 bilhões de reais! Como o senhor avalia a reação de autoridades do governo, especialmente do presidente Lula condenando e classificando o ato de "vandalismo"? Surpreendeu a maneira veemente como figuras que trabalham pela reforma agrária dentro do governo, a exemplo do ministro Guilherme Cassel e do presidente do Incra, Rolf Hackbart, criticaram a ação? Nós também condenamos vandalismo. O presidente Lula e os ministros não tinham conhecimento da versão das famílias acampadas e do ministro de Segurança Institucional general Félix. As famílias nos disseram que não roubaram nem depredaram nada. Da saída das famílias até a entrada da imprensa, o espaço da fazenda foi preparado para produzir imagens de impacto. A direita utilizou repetidamente por meio da mídia as imagens contra a Reforma Agrária. Não vimos nunca a imprensa denunciar a grilagem nem a super-exploração que a Cutrale impõe aos agricultores. O vandalismo da violência social nas grandes cidades provocadas pelo êxodo rural parece não escandalizar a mídia. Vocês do Rio não assistem os vandalismos provocados pelas forças de repressão em despejos de famílias sem teto. A polícia de São Paulo usou trator de esteira para destruir barracos em uma favela. Isso sim é vandalismo contra o povo brasileiro. Que análise o senhor faz do censo agropecuário do IBGE? É um retrato da realidade agrária brasileira, uma vez que os pesquisadores vão pessoalmente a todos os estabelecimentos agrários. Os dados demonstram o que já estávamos denunciando e sentindo no dia a dia: nos últimos dez anos, houve uma brutal concentração da propriedade da terra no Brasil. As propriedades acima de mil hectares controlam nada menos que 43% de todas as terras do país. Já as propriedades com menos de 10 hectares detêm apenas 2,7% das terras. Por outro lado, comprovou que a agricultura familiar e camponesa emprega 75% da mão-de-obra e produz 75% de todos os alimentos, embora receba menos financiamento público. Demonstrou que o agronegócio é um modelo para produzir commodities, às custa da concentração de terras, do êxodo rural, do aumento da pobreza e do envenenamento dos alimentos e da nossa natureza. É um escândalo! E da pesquisa da CNA/Ibop e sobre os assentamentos? Foi uma pesquisinha de opinião em nove assentamentos, que não tem relevância nenhuma. É uma perda de tempo. Nos surpreende o Ibope e a imprensa gastar tempo com isso. Um estudo relevante e necessário faria a comparação da situação de uma área antes e depois da criação do assentamento, mesmo nesse quadro desfavorável para a pequena agricultura e para os assentamentos. Qual é a realidade dos assentamentos rurais em geral, em especial daqueles que resultaram da luta organizada pelo MST? Qual a maior dificuldade enfrentada hoje pelas famílias assentadas? Muitos assentamentos ainda enfrentam muitas dificuldades nas áreas de infra-estrutura pública e crédito para produção. No entanto, os assentados deixam de ser explorados, têm trabalho, comida e escola para os filhos. A maioria já tem uma casa própria melhor de quando eram sem-terra. A maior dificuldade é que os assentamentos sozinhos não se viabilizam, sem que haja uma prioridade para um novo modelo agrícola. Precisamos de um programa para a implantação de agroindústrias, na forma de cooperativas, para que se agregue valor e os trabalhadores aumentem a renda e dêem emprego aos jovens. É preciso construir escolas e capacitar professores em todos os níveis, para os jovens não irem para a cidade. É necessário um programa para o desenvolvimento de técnicas agroecológicas, que permitem aumentar a produtividade sem usar veneno, produzindo assim alimentos sadios e baratos para a cidade. Entre os "presidenciáveis", quem mais agrada ao MST e seus militantes? Mais especificamente, a ministra Dilma Rousseff pode contar com o apoio do movimento em 2010? E a conjuntura política pós-Lula pode forçar alguma mudança tática do movimento? Sempre preservamos a nossa autonomia. Os nossos militantes participam das eleições como cidadãos brasileiros. Claro que sempre votam em candidatos que sejam a favor da reforma agrária e de mudanças sociais. Nossa vontade política é impedir a volta do neoliberalismo e discutir um projeto popular de desenvolvimento para o país, que faça mudanças estruturais para resolver os problemas do povo. Infelizmente, cada vez que chega o período eleitoral, a direita se assanha e passa usar todos expedientes para tentar impedir qualquer mudança. ------------------------------ Igor Felippe Santos Assessoria de Comunicação do MST Secretaria Nacional - SP Tel/fax: (11) 3361-3866 Correio - imprensa at mst.org.br Página - www.mst.org.br -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091019/6dcb5ac1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Oct 20 17:18:31 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 20 Oct 2009 18:18:31 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Lan=E7amento_da_Latino-american?= =?windows-1252?q?a_mundial_2010_=93SALVEMO-NOS_COM_O_PLANETA=94_co?= =?windows-1252?q?m_Dom_Jos=E9_Maria_Pires=2C_Dom_Marcelo_Barros=2C?= =?windows-1252?q?_Promotor_Marcelo_Goulart=2C?= Message-ID: <01cd01ca51c2$7e88a4b0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.........................................................................................repassem Convite Latino Americana 2010. O Grupo Solidário São Domingos e a Editora Ave-Maria convidam para a Celebração anual com Dom José Maria Pires, Dom Marcelo Barros, Promotor Marcelo Goulart, Campanha por um Brasil Livre dos Transgênicos, Escola Latino-Americana de Agroecologia, Associação dos Quilombos do Vale do Ribeira, a cineasta Sara Vitória... e você! Dia 24 de outubro, sábado, às 10 horas, no SESC Vila Mariana Rua Pelotas, 141 ? SP (próximo à estação Ana Rosa do Metrô). Retirada de ingressos a partir das 9 horas do dia 24 de outubro na Central de Atendimento do SESC Vila Mariana. Será permitida a entrada até a lotação de 608 lugares. Lançamento da Latino-americana mundial 2010 ?SALVEMO-NOS COM O PLANETA? 18a celebração anual Dia 24 de outubro, sábado, às 10 horas, no SESC Vila Mariana Rua Pelotas, 141 ? SP (próximo à estação Ana Rosa do Metrô). Retirada de ingressos a partir das 9 horas do dia 24 de outubro na Central de Atendimento do SESC Vila Mariana. Peça a Latino-americana 2010 pelo telefone 0800 7730 456 ou acesse o site www.avemaria.com.br Apresentação Cultural: Sucatas Ambulantes Convite Latino Americana 2010.indd 2 19/9/2009 10:35:17 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091020/ac8decff/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 39702 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091020/ac8decff/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Oct 20 17:19:03 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 20 Oct 2009 18:19:03 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_SHERLOCKS_ON_THE_ROCKS_NAS_DIRE?= =?windows-1252?q?TAS_J=C1_-_Jos=E9_Arrabal_e_Reinaldo_Seriacopi?= Message-ID: <01d801ca51c2$9134eab0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.......................................repassem Conto com sua presença na agitada festa de lançamento do divertido livro SHERLOCKS ON THE ROCKS NAS DIRETAS JÁ [ José Arrabal e Reinaldo Seriacopi ], publicação da Editora Manole ? Selo Amarilys. Será sábado à tarde, dia 24, desde as 15 horas, na galeria da Avenida Paulista, 509, Livraria Martins Fontes, pertinho da Estação Brigadeiro do Metrô! Traga seus amigos, mais toda a familia. Avise a toda gente! Espalhe esta notícia! Será festa de arromba! Depende de você e de quem vem contigo! MAS... QUE SHERLOCK É ESSE QUE CHEGA NESSE LIVRO ? VALE AQUI CONTAR UM POUCO DA AVENTURA... ...eis que de repente os mafiosos de sempre decidem transferir a outros mafiosos um falso trio elétrico com pedras preciosas contrabandeadas. Foi o que aconteceu no dia, hora e vez do grande comício pelas Diretas-Já, na Praça da Sé, centro de São Paulo. Faz tempo, com certeza: nos lembra a ficção, confirma a realidade. Estava armado o circo do vasto pandemônio! Mas... nem tudo é tão simples na sátira da história, essa parafernália cheia de mistérios, enigmas, suspeitas, investigação plena de suspense, humor, crime e bandidos da vida nacional de onde não escapa nem mesmo o cineasta Alfred Hitchcock: Sherlocks on the rocks! -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091020/586c5eee/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 47609 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091020/586c5eee/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Oct 20 17:19:28 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 20 Oct 2009 18:19:28 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Perdemos_a_no=E7=E3o_do_tempo__?= =?windows-1252?q?_por_Pedro_Tierra__=22POEMAS_DO_POVO_DA_NOITE=22_?= =?windows-1252?q?__e__=22RESIST=CANCIA_ATR=C0S_DAS_GRADES=22__por_?= =?windows-1252?q?Maurice_Politi__-_di9a_24_de_outubro__a_partir_da?= =?windows-1252?q?s_11=2C00_horas?= Message-ID: <01e301ca51c2$a0467dc0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Lançamento em São Paulo: 24 de outubro de 2009 ? a partir das 11 horas Memorial da Resistência ? Largo General Osório. 66 - Luz´ - SP - SP Este livro conta parte importante da história da ditadura militar sob o ponto de vista dos presos políticos, homens e mulheres, que continuaram sua luta dentro das prisões políticas sem se render ao inimigo. A partir de um diário de greve de fome, escrito numa cela da enfermaria da Penitenciária Regional de Presidente Venceslau, extremo oeste de São Paulo, em 1972, feita para impedir a separação e a repressão dos combatentes encarcerados, é contado o cotidiano das pessoas presas por um Estado que sequer admitia a existência de presos políticos. Resgatado 37 anos depois e transcrito na íntegra, tal qual foi escrito na época, somam-se a esse diário vários documentos importantíssimos, nunca antes publicados ou que nunca foram analisados adequadamente, para entender o que movia os repressores na sua sanha e quem eram os militantes contra a ditadura. A lógica da repressão e as muitas tentativas de quebrar a determinação de continuar o combate, mesmo presos, contra um regime ilegal e ilegítimo surgem nitidamente neste livro, que desnuda as diferenças políticas daquelas pessoas nas mãos do inimigo. Resistência atrás das grades é um retrato fiel de uma época cruel. Acima de tudo, este livro mostra que a generosidade de uma geração de brasileiros foi maior do que a barbárie do terrorismo de Estado, implantado com o golpe de Estado em 1964. ================================================================================= Perdemos a noção do tempo Escrito por Pedro Tierra Out-2009 "Perdemos a noção do tempo". Esse é o primeiro verso dos: "Poemas do Povo da Noite". A versão definitiva do poema foi escrita em outubro de 1974, na Penitenciária do Carandiru, quando eu já cumprira o segundo ano de prisão. Antes fora rabiscada em pedaços de papel de cigarro, em letra miúda, ou memorizada para escapar das revistas constantes nas celas do 10º. Batalhão de Caçadores ? 10º. BC, Goiânia; do Pelotão de Investigações Criminais ? PIC, no Setor Militar Urbano, em Brasília; da OBAN/DOI-CODI do II Exército; do DOPS; do Presídio Tiradentes; do Presídio do Hipódromo; ou da Casa de Detenção e da Penitenciária do Estado de São Paulo, no complexo Carandiru e do Presídio Romão Gomes, em São Paulo. Não exatamente porque os carcereiros dessas instituições cultivassem especial interesse pela poesia... "Perdemos a noção do tempo" Cabe uma breve reflexão sobre ele. É possível perceber o tempo de várias formas. Quinze anos depois dos acontecimentos que o livro narra, um general confortavelmente instalado em sua poltrona de reformado diria numa entrevista em que contava reminiscências sobre sua participação em interrogatórios de prisioneiros políticos, durante a vigência do AI ? 5, a seguinte frase: "O primeiro objetivo do interrogador é fazer com que o interrogado perca a noção do tempo." Impressionou-me a coincidência dos termos. Assim começam a ruir as defesas dos prisioneiros. O método consistia, além da brutalidade dos espancamentos, dos choques elétricos, do pau-de-arara, da cadeira-do-dragão, em oferecer a comida em horários diferentes, sem nunca repetir o mesmo ciclo; despertar altas horas da madrugada quem passara os últimos dias sem saber distinguir o dia da noite, encerrado numa cela sem luz; enfiar a cabeça do preso num capuz para que não fosse capaz de compor uma idéia clara sobre os espaços por onde era conduzido; chamá-lo para o interrogatório e devolvê-lo para a cela sem nenhuma pergunta; destruir metodicamente todas as referências, todos os laços com a realidade que antes o cercava para deixá-lo inteiramente vulnerável. No século XX em que, mais do que em qualquer outra época da história, a ciência foi posta, de forma monstruosa, a serviço da dor e da morte, é necessário registrar que o general tinha razão, e mais, que alcançou, em parte, seu objetivo. "Há um amontoado de corpos no vagão, esta dor lancinante no joelho direito. Os dias e as noites. Faço um esforço e tento contar os dias, contar as noites. Isso talvez me ajudará a ver claro. Quatro dias, cinco noites. Mas talvez eu tenha contado mal ou então há dias que se transformam em noites. Tenho noites a mais, noites a revender. Uma manhã, é seguro, foi numa manhã que esta viagem começou. Toda aquela jornada. Em seguida uma noite. E depois uma outra jornada. Estávamos ainda na França e o trem apenas tinha se mexido. Ouvíamos vozes, às vezes ferroviários além do ruído das botas dos sentinelas. Esqueça esta jornada, isto foi o desespero. Uma outra noite. Levanto um outro dedo na penumbra. Um terceiro dia. Uma outra noite. Três dedos da mão esquerda. É nesse dia que estamos. Quatro dias, então, e três noites. Avançamos rumo à quarta noite, ao quinto dia. Rumo à quinta noite, ao sexto dia. Mas somos nós que avançamos? Estamos imóveis, amontoados uns sobre os outros, é a noite que avança, a quarta noite rumo a nossos futuros cadáveres imóveis".** Reproduzo aqui a íntegra do parágrafo de onde extraí as linhas que me serviram de epígrafe. Com ele, o espanhol, Jorge Semprún abre sua pequena obra-prima de denúncia: "A grande viagem". Por que essa obsessão em contar os dias e as noites? Por que a desesperada determinação de não deixar escapar o comboio das horas? De alimentar a patética ilusão de sobre ele exercer algum controle? Ainda que a visão só antecipe os futuros "cadáveres imóveis"? Talvez porque naqueles primeiros dias, o prisioneiro perceba o tempo como arrimo, amparo, um muro, enfim, que o protege na batalha em que é lançado nu diante do desconhecido. Cada instante que passa será um tijolo no abrigo construído para defender o que resta de sua remota humanidade, devorada pela tortura e pelo medo. Contudo, se o tempo é um muro que o protege, também será o lobo que o sitia. Pelas artes do medo, vaza para dentro e morde a medula. O medo desumaniza. Impõe a cegueira do reflexo e do instinto. Cava até chegar aos ossos. Liberta o animal que pulsa sob o verniz da razão. Coragem não é precisamente ausência de medo. É quando a razão, ao medo se sobrepõe pela porta do delírio e devolve ao prisioneiro, num lampejo brusco, aquela esperança contra toda esperança: o torturador pode me matar, mas não pode me vencer. Porque a minha morte é a minha vitória sobre sua força. O tempo então se converte no fio que mede os limites de sua resistência à dor. Os limites da lealdade às suas convicções e aos seus companheiros que, por uma palavra que lhe escape, podem perder a liberdade e, naquelas circunstâncias, freqüentemente, a vida. Essas foram, em parte, as circunstâncias em que foram escritos e remetidos para fora das prisões, os Poemas do Povo da Noite. Durante cinco anos de pena eles iludiram a censura e cegaram os olhos dos carcereiros. Pelas mãos e pelo desassombro de pessoas que perceberam na poesia uma sutil e misteriosa habilidade para resistir à brutalidade dos tiranos. E acender, ainda que tênue, um lume de esperança no coração dos que lutam. Talvez elas, as circunstâncias, de algum modo, contribuam para que o leitor compreenda os tempos subterrâneos que esses versos denunciam. E, com Bertolt Brecht, esta geração que declina possa pedir "Aos que vão nascer": (...)"Vós que vireis na crista da onda em que nos afundamos, pensem quando falarem de nossas fraquezas também nos tempos de treva que haveis escapado. Andávamos então, trocando de países como de sandálias envolvidos em lutas de classes, desesperados quando havia só injustiça e nenhuma revolta. Entretanto, sabemos: também o ódio à baixeza deforma as feições. Também a ira pela injustiça torna rouca a voz. Ah, e nós que queríamos preparar o chão para o amor, não pudemos, nós mesmos, ser amigos ." Mas, vós, quando chegar o tempo do homem ser parceiro do homem pensai em nós com simpatia." A indagação que permanece para a sociedade brasileira hoje e para os que virão é essa: "Mas somos nós que avançamos? Ou "(...) é a noite que avança", sobre nós como afirma Semprún? *Pedro Tierra é poeta. Cumpriu cinco anos de cárcere durante a vigência do AI-5. É Conselheiro da Fundação Perseu Abramo. **Jorge Semprún, romancista, roteirista de cinema e militante espanhol. Sobreviveu ao Campo de Concentração de Buchenwald. Autor, entre outras obras, de "A grande viagem", "A segunda morte de Ramón Mercader", "Autobiografia de Federico Sánchez", "Um belo domingo". Ficha técnica Editora: Editora Fundação Perseu Abramo em co-edição com a Publisher Brasil Editora Título: Poemas do povo da noite Autor: Pedro Tierra ISBN: 978-85-76430-73-5 (Perseu Abramo) ISBN: 978-85-85938-58-1 (Publisher Brasil) Número de páginas: 248pp Valor: R$ 35,00 Mais informações nos sites da editora http://www.efpa.com.br/ ou da Fundação Perseu Abramo http://www.fpabramo.org.br/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091020/6ef90b2d/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 27330 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091020/6ef90b2d/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 17634 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091020/6ef90b2d/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Oct 21 17:44:50 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 21 Oct 2009 18:44:50 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Em_mem=F3ria_de_Carlos_Mariguel?= =?windows-1252?q?la?= Message-ID: <003801ca528f$55ea9b80$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Manifesto em homenagem ao grande revolucionário Carlos Marighella, assassinado há 40 anos, em 4 de novembro de 69. Para a adesão, basta responder para marialmeid at uol.com.br colocando nome e profissão. O manifesto será divulgado com a lista de assinaturas, no ato que vai acontecer na Alameda Casabranca no dia 4 de novembro. EM MEMÓRIA DE CARLOS MARIGHELLA Carlos Marighella tombou na noite de 4 de novembro de 1969, em São Paulo, numa emboscada chefiada pelo mais notório torturador do regime militar. Revolucionário destemido, morreu lutando pela democracia, pela soberania nacional e pela justiça social. Da juventude rebelde, como estudante de Engenharia, em Salvador, às brutais torturas sofridas nos cárceres do Estado Novo; da militância partidária disciplinada, às poesias exaltando a liberdade; da firme intervenção parlamentar como deputado comunista na Constituinte de 1946, à convocação para a resistência armada, toda a sua vida esteve pautada por um compromisso inabalável com as lutas do nosso povo. Decorridos quarenta anos, deixamos para trás o período do medo e do terror. A Constituição Cidadã de 1988 garantiu a plenitude do sistema representativo, concluindo uma longa luta de resistência ao regime ditatorial. Nesta caminhada histórica, os mais diferentes credos, partidos, movimentos e instituições somaram forças. O Brasil rompeu o século 21 assumindo novos desafios. Prepara-se para realizar sua vocação histórica para a soberania, para a liberdade e para a superação das inúmeras iniqüidades ainda existentes. Por outros caminhos e novos calendários, abre-se a possibilidade real do nosso País realizar o sonho que custou a vida de Marighella e de inúmeros outros heróis da resistência. Garantida a nossa liberdade institucional, agora precisamos conquistar a igualdade econômica e social, verdadeiros pilares da democracia. A América Latina está superando um longo e penoso ciclo histórico onde ocupou o lugar de quintal da superpotência imperial. Mais uma vez, estratégias distintas se combinam e se complementam para conquistar um mesmo anseio histórico: independência, soberania, distribuição das riquezas, crescimento econômico, respeito aos direitos indígenas, reforma agrária, ampla participação política da cidadania. Os velhos coronéis do mandonismo, responsáveis pelas chacinas e pelos massacres impunes em cada canto do nosso continente, estão sendo varridos pela história e seu lugar está sendo ocupado por representantes da liberdade, como Bolívar, Martí, Sandino, Guevara e Salvador Allende. E o nome de Carlos Marighella está inscrito nessa honrosa galeria de libertadores. A passagem dos quarenta anos do seu assassinato coincide com um momento inteiramente novo da vida nacional. A secular submissão está sendo substituída pelos sentimentos revolucionários de esperança, confiança no futuro, determinação para enfrentar todos os privilégios e erradicar todas as formas de dominação. O novo está emergindo, mas ainda enfrenta tenaz resistência das forças reacionárias e conservadoras que não se deixam alijar do poder. Presentes em todos os níveis dos três poderes da República, estas forças conspiram contra os avanços democráticos. Votam contra os direitos sociais. Criminalizam movimentos populares e garantem impunidade aos criminosos de colarinho branco. Continuam chacinando lideranças indígenas e militantes da luta pela terra. Desqualificam qualquer agenda ambiental. Atacam com virulência os programas de combate à fome. Proferem sentenças eivadas de preconceito contra segmentos sociais vulneráveis. Ressuscitam teses racistas para combater as ações afirmativas. Usam os seus jornais, televisões e rádios para pregar o enfraquecimento do Estado. Querem o retorno dos tempos em que o deus mercado era adorado como o organizador supremo da Nação. Não admitimos retrocessos. Nem ao passado recente do neoliberalismo e do alinhamento com a política externa norte-americana, nem aos sombrios tempos da ditadura, que a duras penas conseguimos superar. A homenagem que prestamos a Carlos Marighella soma-se à nossa reivindicação de que sejam apuradas, com rigor, todas as violações dos Direitos Humanos ocorridas nos vinte e um anos de ditadura. Já não é mais possível interditar o debate retardando o necessário ajuste dos brasileiros com a sua história. Exigimos a abertura de todos os arquivos e a divulgação pública de todas as informações sobre os crimes, bem como sobre a identidade dos torturadores e assassinos, seus mandantes e seus financiadores. Precisamos enfrentar as forças reacionárias e conservadoras que defendem como legítima uma lei de auto-anistia que a ditadura impôs, em 1979, sob chantagens e ameaças. Sustentando a legalidade de leis que foram impostas pela força das baionetas, ignoram que um regime nascido da violação frontal da Constituição padece, desde o nascimento, de qualquer legitimidade. E procuram encobrir que eram ilegais todas as leis de um regime ilegal. Sentindo-se ameaçadas, estas forças renegam as serenas formulações e sentenças da ONU e da OEA indicando que as torturas constituem crime contra a própria humanidade, não sendo passíveis de anistia, indulto ou prescrição. E se esforçam para encobrir que, no preâmbulo da Declaração Universal que a ONU formulou, em 10 de dezembro de 1948, está reafirmado com todas as letras o direito dos povos recorrerem à rebelião contra a tirania e a opressão. Por tudo isso, celebrar a memória de Carlos Marighella, nestes quarenta anos que nos separam da sua covarde execução, é reafirmar o compromisso com a marcha do Brasil e da Nuestra America rumo à realização da nossa vocação histórica para a liberdade, para a igualdade social e para a solidariedade entre os povos. Celebrando a memória de Carlos Marighella, abrimos o diálogo com as novas gerações garantindo-lhes o resgate da verdade histórica. Reverenciando seu nome e sua luta, afirmamos nosso desejo de que nunca mais a violência dos opressores possa se realimentar da impunidade. Carlos Marighella está vivo na nossa memória e nas nossas lutas. Brasil, 4 de novembro de 2009. Antonio Candido Fabio konder Comparato, jurista, USP Fernando Morais, escritor João Capibaribe, ex- governador do Amapá, e senador Emir Sader, sociólogo, presidente da Clacso João Pedro Stedile, ativista do MST Heloisa Fernandes, socióloga, professora da ENFF, e USP Frei Betto, escritor Leonardo Boff, teólogo, escritor Clara Charf Silvio Tendler, cineasta Fabiana Ferreira, poeta Ana De Holanda, cantora e compositora Paulo Vanucchi, cientista político. Eliana Rolemberg, socióloga Sérgio Muniz - cineasta Jair Krischke, militante dos direitos humanos. José Joffily. cineasta Jorge Durán, cineasta Manfredo Caldas - Documentarista Carlos Marés - Procurador Geral do Estado do Paraná, Professor PUCPR Marcio Curi - cineasta e produtor DF Ronaldo Duque - cineasta Luiz Carlos Lacerda ? cineasta Maria Victoria Benevides , sociologa, professora da USP Janete Capiberibe, deputada federal PSB- Amapa Marcelo de Barros Souza, benedetino, teólogo e assessor de movimentos populares. Ivan Pinheiro, secretario geral do PCB Beth Carvalho, cantora e compositora José Sérgio Gabrielle de Azevedo, presidente da Petrobras Artur Henrique da Silva, presidente nacional da CUT Paulo Betti, ator Hildegard Angel, jornalista José Dirceu, advogado, ex Ministro-Chefe da Casa Civil do governo Lula Vera de Fátima Vieira - Jornalista Wagner Tiso, musico Eliseu Gabriel - vereador PSB-SP Samuel Mac Dowell de Figueiredo, advogado Marco Antônio Rodrigues Barbosa, advogado Pedro Casaldaliga, bispo emerito, e poeta Chico de Oliveira, sociologo Rebeca de Souza e Silva, professora dra.da UNIFESP, campus Vila Clementino Antonio Cechin, irmão marista, catequista Nilcéa Freire - professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres João Miguel, ator Jackson Lago , governador cassado do maranhao, e PDT-MA Italo Cardoso, vereador PT-SP Maria Matilde Leone - Jornalista Jun Nakabayashi - Sociólogo Paulo Cannabrava - Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais Margarida Genevois - Socióloga Paulo Abrão , presidente da Comissão de Anistia Elza Ferreia Lobo, educadora e jornalista Idibal de Almeida Pivetta, advogado de presos politico Graciela Rodrigues, artista plástica Ausonia Favorido Donato - Educadora Heleieth Iara Bongiovani Saffioti - Socióloga Vanderley caixe - advogado - FALN - Ribeirão Preto -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091021/21f854a7/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Oct 27 17:52:16 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 27 Oct 2009 18:52:16 -0200 Subject: [Carta O BERRO] comunicado da Carta O Berro Message-ID: <6DAFB71102F54DA49027AD005946438F@vcaixe> Carta O Berro Caras (os) amigas (os), desde quinta-feira deixamos de fazer circular a carta o berro. Nossos equipamentospassaram por uma atualização de placas, memória, fonte , etc. Felismente, hoje, estamos com o equipamento pronto. Voltaremos amanhã com a Carta O Berro. Os que nos enviaram e-mails nesse período podem repetir o envio. Grande abraço. Vanderley -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.423 / Banco de dados de vírus: 270.14.34/2463 - Data de Lançamento: 10/27/09 15:50:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091027/45bb3ab1/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Oct 28 19:39:00 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 28 Oct 2009 20:39:00 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Marighella_Vive_-manifesto_de_ad?= =?iso-8859-1?q?es=E3o_e__convite_para_o_ato_dia_4_e_dia_7_de_novem?= =?iso-8859-1?q?bro?= Message-ID: Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Companheiros e amigos No dia 4 de novembro se completam 40 anos do assassinato de Carlos Marighella. Frente a essa efeméride um grupo de companheiros relembra seu significado e o legado da luta histórica de Carlos Marighella. Se você quiser aderir a essa manifestação, assine,através da Internet neste site : http://www.PetitionOnline.com/19692009/petition.html Programe atividades em sua comunidade e local de atuação para debater essas ideias Saudações Comissão Organizadora 1969 2009 - 40 anos - Marighella Vive -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ------------------------------------------------------------------------------ No virus found in this incoming message. Checked by AVG - www.avg.com Version: 8.5.423 / Virus Database: 270.14.27/2453 - Release Date: 10/23/09 06:56:00 .34/2463 - Data de Lançamento: 10/27/09 15:50:00 -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091028/a63a1909/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091028/a63a1909/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 80087 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091028/a63a1909/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Oct 29 18:29:10 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 29 Oct 2009 19:29:10 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Livro_=22Marxismo=2C_Hist=F3ria_e?= =?iso-8859-1?q?_Revolu=E7=E3o_Brasileira=22__por_Augusto_Buonicore?= Message-ID: Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. A Editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabóis lançam: No início da década de 1990 parecia que a revolução estava ameaçada de se transformar em peça de acervo de algum museu das "ideologias perdidas". A própria história esteve por um fio. Chegaram mesmo a anunciar que ela havia chegado ao fim. No entanto, felizmente, parece que ambas - história e revolução - venceram seus inimigos. Hoje já se ouve o toque de finados da pós-modernidade, subproduto de um tempo de desesperança. É certo que, neste caso, a morta recusa-se baixar tranqüilamente à sepultura. Precisa ainda que seja empurrada - a pontapés - para dentro. Como as classes proprietárias não abandonam pacificamente as suas posições dominantes, assim fazem também as ideologias por elas engendradas. Esse livro é uma coletânea de diversos artigos que abordam o processo de formação da nossa sociedade, sob a ótica do marxismo. Em outras palavras, é a retomada do velho debate sobre as peculiaridades da Revolução Brasileira. Título: Marxismo, História e Revolução Brasileira: Encontros e desencontros Autor: Augusto Buonicore 320 Páginas Preço: R$ 35,00 www.anitagaribaldi.com.br Editora e Livraria Anita Ltda. Rua Amaral Gurgel, 447 3º andar cj. 31 - Vila Buarque CEP 01221-001 - São Paulo - SP - Brasil Fone: (11) 3129-3438 livraria at anitagaribaldi.com.br -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.423 / Banco de dados de vírus: 270.14.34/2463 - Data de Lançamento: 10/27/09 15:50:00 -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.423 / Banco de dados de vírus: 270.14.38/2467 - Data de Lançamento: 10/29/09 07:38:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091029/f934210f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/gif Size: 1747 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091029/f934210f/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Oct 30 18:12:15 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 30 Oct 2009 19:12:15 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Lula coloca Gilmar no seu devido lugar: ventriloquo de FHC Message-ID: <9E00423EF1394BA08A8AECE2CFE33CC0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=21131 Lula peita Gilmar sobre MST. 28/outubro/2009 9:09 Lula coloca Gilmar no seu devido lugar: ventriloquo de FHC O presidente Lula resolveu, finalmente, enfrentar o auto-nomeado líder da oposição, o Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas(*) Gilmar Dantas(*) na 898º entrevista desta semana desafiou o governo a suspender as transferências legais de recursos a movimentos sociais, como o MST O governo, como se sabe, não dá dinheiro ao MST. Leia aqui trecho da reportagem na Folha Online: Não precisa de dinheiro para cometer barbáries, diz Lula sobre MST O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com irritação nesta terça-feira à declaração do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, que ontem defendeu punição para atos criminosos cometidos por movimentos sociais. "Eu não acho nada. Não acho absolutamente nada", afirmou o presidente ao ser perguntado sobre as declarações de Mendes. Depois, ressaltou que as entidades que pedem dinheiro a algum órgão do governo precisam apresentar documentos e proposta que passam "por um crivo" que libera ou não o dinheiro. Como se sabe, o MST recebe recursos de instituições, como a Emater, que, segundo critérios previstos em Lei, financia projetos agrícolas. Numa entrevista, o presidente Lula disse, primeiro, que as transferências para o MST continuarão e, o que deve significar um tiro no peito dos seguidores da senadora Kátia Abreu, afirmou que dará curso à atualização dos índices de produtividade da terra, como pré-condição para realizar a reforma agrária. Quando um repórter perguntou o que achava das opiniões do Supremo Presidente do Supremo, Lula disse "não acho absolutamente nada". Essa técnica de desqualificar o interlocutor evidentemente desqualificado, o presidente Lula utilizou recentemente numa entrevista em que massacrou - clique aqui para ler - um repórter do PiG(**). O repórter da Folha (***), suposto órgão de imprensa da reduzida base de apoio a Zé Pedágio, quis saber o que o presidente Lula achava da opinião de Zé Pedágio sobre o imposto na entrada de capital estrangeiro. O objetivo secreto do repórter da Folha(***) era elevar o Zé Pedágio à condição de interlocutor privilegiado para contestar uma política do Governo Federal. Ou seja, fazer escada para o Zé Pedágio. O presidente Lula observou que a opinião do Zé Pedágio sobre o câmbio ou sobre qualquer outra coisa "não interessa" a ninguém. Agora, sobre o MST, o presidente Lula faz o mesmo e coloca o Supremo Presidente do Supremo no seu devido lugar: o de um megalomaníaco, que dá palpite sobre tudo, na tentativa de ocupar o espaço que a oposição lhe concedeu. Clique aqui para ler "Lula dizimou a oposição e só sobrou o Gilmar". Conversei com amigos que o conhecem de longa data para tentar diagnosticar a patologia do Supremo Presidente do Supremo. Defendi a tese de que ele foi acometido de hubris - clique aqui para ler. O meu amigo tem uma tese menos elaborada. Considera que o Supremo Presidente cumpre apenas o dever de defender os interesses políticos que sempre defendeu e que culminou com a sua nomeação para o Supremo, a maior das heranças malditas de Fernando Henrique Cardoso. Diz o meu amigo, que conhece a matéria como a palma da mão, que Gilmar Dantas (*) defende os mesmo tipos de interesses desde que na AGU, Advocacia Geral da União, cuidou com empenho e zelo dos precatórios do Ministério dos Transportes nos bons tempos de Elizeu Padilha e o Farol de Alexandria. Segundo essa interpretação, Gilmar Dantas(*) não é um ministro do Supremo nem presidente do Supremo. Ele continua a ser o advogado geral do governo Fernando Henrique. E por isso deu dois HCs em 48 horas a Daniel Dantas, o passador de bola condenado por passar bola. Porque ele, Gilmar, e a torcida do Flamengo sabem que Daniel Dantas detem a caixa preta do governo FHC. O presidente Lula vai pendurar Fernando Henrique no pescoço do Serra. O Serra vai tentar jogar Fernando Henrique no mar como fez em 2002 e como anuncia seu aliado Roberto Freire - clique aqui para ler a reveladora entrevista a um jornal do Ceará deste presidente de partido que não se elege vereador em Recife. Quem vai defender Fernando Henrique e seus esqueletos até a morte será Gilmar Dantas(*). Paulo Henrique Amorim Em tempo: O Conversa Afiada reproduz nota veiculada no portal do MST Quatro deputados federais que assinaram o requerimento favorável à criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST receberam doações da Sucocítrico Cutrale, empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça. De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda da Cutrale ocupada neste mês por trabalhadores rurais Sem Terra em Iaras (SP), é uma área pública grilada. Arnaldo Madeira (PSDB/SP) recebeu, em setembro de 2006, R$ 50.000,00 em doações da empresa. Carlos Henrique Focesi Sampaio, também do PSDB paulista, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB/BA), obtiveram cada um R$ 25.000,00 para suas respectivas campanhas. Nelson Marquezelli (PTB/SP) foi beneficiado com R$ 40.000,00 no mesmo período. Os quatro parlamentares que votaram favoravelmente à CPI integram a lista dos 55 candidatos beneficiados pela empresa em 2006. Clique aqui para ler na íntegra ___________________________________________________________________________________ (*)Acompanhe aqui, amigo navegante, como um ilustre jornalista do Globo, do Globo !, se refere a Ele (**)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político - o PiG, Partido da Imprensa Golpista. (***)Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da "ditabranda", do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores. ------------------------------ Igor Felippe Santos Assessoria de Comunicação do MST Secretaria Nacional - SP Tel/fax: (11) 3361-3866 Correio - imprensa at mst.org.br Página - www.mst.org.br -------------------------------------------------------------------------------- _______________________________________________ -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091030/76de5c79/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Message-ID: <85A645EE55CC423ABB5BCDE139FC02A1@vcaixe> Carta O Berro........................................................................repassem -------------------------------------------------------------------------------- Publicada a entrevista no site do Zé: www.zedirceu.com.br e republicadana página em: http://www.mst.org.br/node/8502 abaixo, a íntegra. "Querem desmoralizar quem faz luta social nesse país" A conclusão é do ativista e economista João Pedro Stedile, um dos fundadores e uma das mais representativas vozes, hoje, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao analisar a campanha difamatória perpetrada pela mídia e oposição brasileiras que colocou o MST no centro das discussões nacionais, e conseguiu a instalação de uma CPI contra a organização. Segundo Stedile, "o principal objetivo da CPI do MST é provar que o governo vai destinar dinheiro para o MST para fazer campanha para a (ministra) Dilma Rousseff", o que, na realidade, constitui-se na construção de mais um factóide pela mídia e oposição. A Comissão é também, na avaliação de Stedile, uma resposta dos setores retrógrados da sociedade brasileira à vitória dos movimentos do campo que, junto ao governo , conquistaram a alteração dos índices de produtividade utilizados pelo INCRA. Quanto ao episódio da ocupação da fazenda do grupo Cutrale e a derrubada de laranjais, Stedile reconhece que houve erro, mas aponta a superexposição do episódio na mídia. Denuncia, inclusive, que a invasão da casa de funcionários e a quebra dos tratores por ocupantes da fazenda é uma mentira. De acordo com o relato de Stedile, as imagens exploradas pela mídia foram feitas muitos dias antes que começassem a ser apresentadas e que aqueles que as fizeram aguardaram o momento que julgaram mais oportuno para exibi-las e criar o sentimento que levou ao recolhimento e obtenção das assinaturas parlamentares para a CPI. Membro da direção nacional do MST - e também da Via Campesina - Stedile faz um diagnóstico da situação agrária no país. Fala sobre a importância da agroindústria e critica a ausência de uma política clara e focada na agricultura familiar em detr imento do agronegócio. Este, segundo o economista, está hoje monopolizado nas mãos de 20 empresas, 70% delas, transnacionais. Nesta entrevista, o ativista também analisa a contexto americano após a vitória e posse de Barack Obama e o próximo ano eleitoral. Mais urgente do que declinar apoio a um candidato, observa, é a discussão de um projeto de desenvolvimento nacional que inclua, de vez, a reforma agrária na agenda. Zé Dirceu - Qual a avaliação que você faz da reforma agrária no governo Lula? Stedile - É difícil fazer esse balanço isolado do contexto maior da disputa na sociedade brasileira, hoje, entre dois modelos de produção agrícola, o agronegócio e a agricultura familiar. O agronegócio, na nossa avaliação, é hoje uma aliança de classes entre os fazendeiros capitalistas, as empresas transnacionais e os bancos. Sua produção depende cada vez mais do crédito financeiro. Tanto é que para produzirem R$ 90 bi, eles tiram no Banco do Brasil, R$ 85. Se não tiver esse dinheiro, não produzem porque não têm capital próprio. Por outro lado, há o modelo da agricultura familiar, diversificado e com base na mão de obra familiar, no uso intensivo da terra e voltado para o mercado interno. A reforma agrária só tem sentido se for para fortalecer esse segundo modelo. Na realidade, o que houve no governo Lula, foi um embate permanente entre esses dois modelos, com ministros dos dois lados. Por mais que se diga ?é possível a convivência dos dois?, o governo precisava ter uma orientação política clara: ?a minha prioridade é a agricultura familiar e o agronegócio que vá para o mercado." Isso ele não fez. Deixou que as forças do capital agissem por conta própria na agricultura, o que construiu barreiras, porque o capital foi se fortalecendo com esse modelo do agronegócio. O resultado disso veio agora no Censo Agrícola do IBGE. Nos últimos dez anos - parte do governo Fernando Henrique e todo o governo Lula - houve uma incontestável concentração na propriedade da terra e no controle da produção agrícola. A produção do agronegócio é concentrada por 20 empresas O MST utiliza um dado econômico revelador: o agronegócio conta com 300 mil fazendas com mais de 200 hectares e com 15 mil latifundiários que detém fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Esse é o conjunto do agronegócio que produz R$ 90 bi do PIB agrícola no país. Se você olhar para quem eles vendem, descobrirá que 20 empresas, hoje, controlam todo o comércio agrícola brasileiro, tanto o de insumos (para financiar a produção), quanto o de commodities. Dessas 20 empresas, 70% são transnacionais e o PIB delas ? segundo dados do Valor Econômico - atinge R$ 112 bi a R$ 115 bi. Claro que tem a margem de lucro. Mas podemos perceber o movimento do capital. Toda a produção do agronegócio é concentrada por 20 empresas que acumulam essa riqueza que vem da natureza. Nisso destaca-se, também, o movimento do capital que levou a uma maior oligopolização da agricultura. Há vários segmentos que se constituem em oligopólios, um nos fertilizantes, outro nos venenos agrícolas, outro nas máquinas, no comércio etc. Por exemplo, nós somos os maiores produtores de soja mundial enquanto território, mas vai ver quem exporta. Quem controla a soja no Brasil, hoje? Cinco ou seis empresas a Bunge, a Monsanto, a Cargill, a Dreyfus e a ADM do Brasil. Elas ficam com a maior parte da margem de lucro. É por isso que nós até damos risada, porque a burguesia agrária - essa que se diz representante do agronegócio - não tem consciência de classe para si. Se tivesse, teria que se unir com os camponeses e os trabalhador es agrícolas, para juntos, enfrentarmos essa espoliação feita pelas transnacionais. Mas não, ela prefere se unir exatamente com as transnacionais e dar pau em nós e na reforma agrária. Esse é o contexto e o governo Lula, como é um governo de composição de classes e de uma correlação de forças muito equilibrada, é o reflexo dele. Pensando em uma proposta de desenvolvimento nacional, qual o papel de cada setor no campo, considerando o agronegócio, a agricultura familiar e a reforma agrária, processos em andamento, nos próximos anos? Num governo que tivesse condições de fazer mais políticas... O grande desafio que temos nesse período histórico - nem é conjuntural ? é que o Brasil precisa de um projeto que reorganize a economia para resolver o problema do povo brasileiro. Um projeto que, do ponto de vista político, recupere as massas como atores políticos. E a reforma agrária está emperrada justamente porque só fazer assentamentos nos moldes tradicionais do INCRA não tem futuro, porque está descolado de um projeto. A reforma agrária só tem futuro se for parte de um projeto de desenvolvimento econômico, social e político de todo o país. Se fizermos a reforma agrária com a agricultura popular dentro desse projeto, precisaremos de uma nova concepção que parta de alguns princípios e vontade política. Por exemplo, (por esse projeto) nós vamos fixar o homem no interior, combater o êxodo rural. As cidades brasileiras não agüentam mais esse inchaço. Nós faremos um processo de distribuição de renda para que os trabalhadores tenham mais dinheiro e comprem mais produtos da indústria, ativem o mercado interno. Dentro desses parâmetros - parte de um projeto diferente e prioritário - qual seria o nosso papel enquanto agricultura familiar? Primeiro: evidentemente que em algumas regiões do Brasil, você tem que priorizar o processo de distribuiç ão de terras. Não precisa ser em todo o país. Nós temos terra para todos, mas em algumas regiões, é preciso uma intervenção do Estado, uma intervenção clara que combata o latifúndio e garanta uma democratização do acesso à terra. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, há terras férteis, todos os climas, mas precisamos da intervenção do Estado para fazer uma grande reestruturação fundiária. Na Zona da Mata no Nordeste, a mesma coisa. É um absurdo continuarmos com a cana de açúcar, há 500 anos espoliando aquele povo. Aquilo é semiescravidão. Portanto, é preciso regionalizar, o que aliás está em todos os processos de reforma agrária. Segundo: é inviável distribuir terras sem combinar com a agroindústria. Ela é a única maneira de o camponês aumentar sua renda, porque se continuar produzindo apenas matéria-prima, ele não sairá da pobreza. Então tem que haver um grande programa que leve a agroindústria para o interior. Este sim Í ? e deve ser um componente do projeto nacional. Ao invés do BNDES dar dinheiro para grandes multinacionais como a Nestlé, Parmalat, por que não fazer um grande programa de pequenas agroindústrias? Não há problema de escala na agroindústria. Não é como uma fábrica de automóvel que exige 30 mil automóveis/dia. Pode ser uma usina de 5 a 30 mil litros, por exemplo. É para isso que precisamos dos milhões dados à Nestlé. Então, que se faça um programa para a agroindústria. E como ela é pequena, de pequeno agricultor, tem que ser sob a forma da cooperativa. Com isso, já elevaríamos o nível de consciência, porque quando o cidadão participa de uma cooperativa ele se transforma em outro cidadão. Participa de assembléia... E tem emprego para o jovem - porque o jovem, filho de camponês, não quer pegar na enxada. E ele tem razão, tem que estudar. Se houver uma política de agroindústria no interior, ele terá emprego como tratorista, analista, tr abalhador de informática. Você leva profissões escolarizadas para o meio rural, ao invés de trazer a população do meio rural para as cidades. Quarto componente do nosso projeto: a educação. Nós temos que democratizar a educação. O dado do censo agropecuário é uma porrada na nossa cara: 30% dos trabalhadores rurais brasileiros são analfabetos; 80% não terminou o ensino fundamental. Isso é inaceitável. A reforma agrária é inviável se junto você não entrar com a escola. É isso que vai libertar as pessoas, politizá-las e transformá-las em cidadãs. Qual é a política atual? Por exemplo, financiar peruas e vãs para tirar o jovens do interior e trazer para a cidade. Isso é uma loucura, uma agressão cultural, econômica e um desperdício de dinheiro. O menino fica duas horas para ir e mais duas para voltar. Quinto aspecto: mudar a matriz tecnológica do campo. Ao invés de utilizar a matriz atual do agronegócio - já condenada porque baseada só em mecanização intensiva e agrotóxico que não tem futuro (eles mesmos dizem isso) ? temos que mudar para uma matriz que consiga aumentar a produtividade do trabalho e também a física, dos hectares, sem agredir a natureza. Genericamente, nós utilizamos o conceito de agroecologia. As pessoas a concebem através de técnicas agrícolas para aumentar a produção do trabalho e física, sem agredir o meio ambiente. A vantagem do Brasil é que nós temos já um suporte científico acumulado, nas universidades, inclusive, que nos dá base científica para fazer a agroecologia. Recentemente visitei o sítio Catavento, uma área recomendada pela querida Ana Maria Primavesi, uma das grandes cientistas e agrônomas brasileiras a meia hora do aeroporto de Viracopos (Campinas-SP). Lá, 36 hectares produzem hortigranjeiros sem nenhum grama de agrotóxico. É uma maravilha. Todos os dias eles enchem um caminhãozinho com três toneladas de produtos. Portanto, está mais do que provado, nós temos conhecimento científico para esse tipo de produção. Aproveito, inclusive, para fazer uma denúncia. Em relação aos produtos orgânicos, os supermercados já perceberam que classe média está cada vez mais consciente de que a saúde vem em primeiro lugar. Aí vem a colocação clássica: ?produzir orgânico é muito caro?. Isso é mentira. Muito pelo contrário! Produzir orgânico é mais barato. O problema é que como as redes de supermercados estão monopolizadas e já sacaram que o produto orgânico é um nicho de alta renda, colocam a taxa de lucro lá em cima. Fui lá em julho e esse companheiro do sítio Catavento me mostrou: estava produzindo tomate em pleno inverno com uma estufa. Ele estava vendendo para o Pão de Açúcar a R$ 3,70 o quilo de tomate e a dona Maria estava comprando a R$ 17 o mesmo tomate em São Paulo. O supermercado sacou o nicho e colocou sua taxa de lucro lá em cima. Não é mai s caro. Nós podemos produzir em escala, já temos tecnologia. Um dos especialistas que diz isso é o prof. Luis Carlos Pinheiro, ex-presidente da EMBRAPA. Inclusive, ele está nos assessorado no Paraná para produzirmos em áreas 500 a mil hectares leite orgânico sem nenhum tratamento químico de medicamento para as vacas. Nesse quadro que você descreve, como fazemos reforma agrária, na base da pressão e da luta, é completamente irracional. Assentar 300 pessoas aqui e mais 300, duzentos km lá na frente, é inviável. E quanto à assistência técnica, estrada, educação na zona rural, melhorou alguma coisa além do crédito para a agricultura familiar? Afinal, a questão da assistência técnica é fundamental na agroindústria. Há dois aspectos, o primeiro foi o desmonte que o Fernando Henrique fez. No caso da política agrícola foi mais sério, porque eles acabaram com todo o serviço público agrícola. Portanto, pegamos essa herança maldida. No caso da assistência técnica, o governo Lula ampliou os convênios para que ONGs e cooperativas dessem essa assistência. Resultado: o público atendido aumentou, mas o método continua um atraso. Nós defendemos que só é possível universalizar e ter uma direção política para a assistência técnica se for estatal. Um órgão nacional? Um órgão nacional, que faça convênios com as EMATERs (empresas estaduais agrícolas de assistência, tecnologia e extensão rural). Contrate os funcionários para esse serviço público pela CLT. Não precisa de concursos públicos, nem de estabilidade. Pode até colocar alguns condicionantes, por exemplo, o sujeito para ser agrônomo da assistência técnica tem que morar no interior, ou não pode morar em cidades com mais de 50 mil habitantes. Hoje, temos mais de 400 entidades conveniadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) voltadas à assistência técnica. Isso a direitona não vê, fica procurando apenas as que são do MST. Porém, isso não resolve o problema, apenas amplia o público. O problema só se resolve com uma assistência técnica pública. No que houve melhorias? Na Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) que voltou a ser uma empresa de abastecimento. A CONAB tinha sido sucateada completamente e sua recuperação é o melhor legado que a gestão Lula deixará, porque ela conseguiu formatar novos programas voltados exclusivamente para a agricultura familiar. Aí, nota-se a diferença. Quando você tem uma empresa pública que atua com uma orientação e quando não tem. Não é para todo mundo, mas para o pequeno agricultor. Então, a CONAB está desenvolvendo vários programas de compra, seja antecipada, seja direta do agricultor. Isso é tudo o que o camponês precisa para trabalhar, produzir e saber que tem gente que irá comprar. O camponês é produtor, não é vendedor. Quando tem que ir para o mercado está ferrado. Repito, uma empresa estatal com um sistema econômico montado dá certo. Aí tem que ampliar, botar dinheiro em cima, porque todo o dinheiro que você botar na CONAB vira alimento e vai impulsionar esse ciclo. Combinado com a revigoração da CONAB, temos a lei dos 30% - ou seja, 30% da merenda escolar tem que ser de origem da agricultura familiar. Essas duas medidas, CONAB e os 30%, foram avanços muito grandes. Em terceiro lugar, sem dúvida, o programa Luz para Todos, e espero que até o fim do governo seja praticamente universalizado o acesso à energia elétrica. Nós também apresentamos dois programas complementares à política agrícola que tiveram pouca ressonância. O primeiro foi o programa de habitação - muito difícil - em que procuramos misturar o INCRA com a Caixa Econômica Federal (CEF). Veja que nem há problemas de recursos. Com 15 mil nossos companheiros constroem casas de dar inveja à classe média urbana. Mas falta desenvolver uma metodologia. Nós precisamos construí-la nos próximos meses para universalizar. Começamos brigando, já no primeiro mandato (do presidente Lula), conseguimos avanços no segundo e acredito que teremos construído umas 40 mil casas. Mas, isso não é nada perto do que significa um programa como esses. A primeira coisa que uma pessoa quer é uma casa com luz elétrica. Isso fixa o homem no campo. Se eu sei que meu primo está pagando aluguel para morar numa favela na cidade, por que vou largar minha casa? Essa é uma condicionante também para os filhos e envolve uma série de questões, auto-estima, saúde etc. O segundo, também apresentamos um grande programa de reflorestamento. É barato. Nós poderíamos fazer um programa de dois hectares por pequeno agricultor e você refloresta esse país, melhora a qualidade de vida, combate as mudanças climáticas, inclusive, caminhando na contr amão do agronegócio que quer acabar com as reservas para desmatar ainda mais. (O reflorestamento) evita essa estupidez que fizeram em Santa Catarina, onde não aceitam mais os 20 metros em cada margem de rio. Se 2 milhões de pequenos agricultores plantarem 2 hectares, serão 4 milhões hectares só aí. Por ano. Aí o cara começa a perceber a mudança da qualidade e diz: ?os outros dois, mais outros dois, eu vou plantar?. O ensino superior no meio rural tem que ser diferenciado João Pedro, em relação à educação, não teve nenhum programa novo, pedagogia nova para a educação rural e no campo nesses seis anos e meio (governo Lula)? Do ponto de vista de concepção, nós tivemos sorte. Os dois mandatos do governo Lula contaram com ministros que tem uma visão diferenciada. Do ponto de vista de filosofia da educação mudou. É outro papo. Estamos negociando com um governo que tem percepção, mas você não consegue universalizar as políticas para o meio rural. Talvez agora com o novo padrão salarial dos professores, nós tenhamos uma mudança, que ainda não é perceptível. Há professores do Piauí que ganham R$ 75 reais/mês Então, a lei (piso nacional de R$ 950,00 para professor instituído pelo presidente Lula) dará um salto na qualificação dos professores. Também contamos com a metodologia em programas pontuais do Programa Nacional de Educação para Reforma Ag rária (PRONERA), mas que não conseguiu universalizar. Qual o grande contribuição do PRONERA? Ele tem uma metodologia, a da alternância - uma conquista nossa - para os jovens do meio rural, seja para filho de assentado, seja para o do pequeno agricultor que ainda não tem acesso, ou para professores do meio rural. Você tem que criar cursos superiores na forma de alternância porque o cidadão não pode entrar no vestibular comum e vir para a cidade todas as noites na escola. O ensino superior no meio rural tem que ser diferenciado. Primeiro, porque o jovem terá de ir para a cidade todos os dias; segundo, os melhores cursos estão nos municípios acima de 300 mil habitantes; terceiro, se ele resolver todos esses impasses, ao terminar o curso, não volta mais. Então, o que é a alternância? Você tem dois meses de férias, depois concentra um período com aula, daí volta a ter o trabalho normal como professor ou militante e daqui a três meses volta de novo. Com esse programa ? conquistado ainda no final do governo FHC, sob muita crítica, porque diziam que era ?picaretagem? ? durante a gestão Lula, nós consolidamos uma experiência. Hoje, podemos provar que a alternância não altera a qualidade. Muito pelo contrário, ao concentrar o conhecimento em períodos, você pode trazer especialistas daquela área. A alternância consumou-se como um método. Agora, o PRONERA hoje é um departamento com só três funcionários dentro do INCRA. Administra recursos alocados para universidades públicas e depende, evidentemente, da boa vontade da universidade. Nós temos que conquistar cada curso. Sem falar que se um promotor elitista entrar na justiça alegando que aquele curso é discricionário, dependendo do juiz federal que está no plantão, o cara dá uma laminar e o curso é suspendido. Por exemplo, o único curso de direito que temos na universidade de Goiás Velho ? f eito com vestibular e inclusive com a presença do ministro Eros Grau, na inauguração, público e notório que se trata de uma universidade de qualidade, federal - os alunos fizeram vestibular, submeteram-se ao método da alternância e o promotor resolveu entrar na Justiça. Esse tipo de coisa gera um problemão! Você tem que recorrer, o INCRA tem que entrar. Então, qual é a nossa reivindicação? O PRONERA tem que ser um programa do MEC que consiga universalizar. Aí ninguém precisa ir lá convencer a universidade. Ela já deveria oferecer dentro do seu plano de trabalho, esses cursos na forma de alternância. Isso nós estamos corrigindo. Quero também citar como um lado positivo, as três universidades que estamos criando agora uma com o MERCOSUL, a Fronteira Sul e a Universidade Federal do São Francisco em Petrolina (PE). A Fronteira Sul, se fosse pela nossa vontade, daríamos o nome de Universidade Federal Guarani, porque o território é o mesmo (das missões indígenas jesuíticas, no Rio Grande do Sul). Seria uma bela homenagem aos nossos antepassados que habitaram aquele território. E ela vai ser a primeira universidade federal com campus em três estados. As três universidades têm uma vocação rural e estão mais em diálogo com os movimentos sociais. Nós, portanto, estamos insistindo para que na grade delas, em seus cursos, já se incorpore a experiência da alternância - na forma de freqüentar, no tipo de curso. Não pode ser engenheiro agrônomo apenas, mas tem que ser um engenheiro formado em agronomia agroecológica. Na área de educação o que precisaremos fazer é isso. E precisamos de uma campanha séria para erradicar o analfabetismo no meio rural. A oposição conseguiu o número de assinaturas necessário para que fosse instalada a CPI do MST. Como vocês estão avaliando isso? Nós vemos de duas formas: primeiramente, ela está dentro do contexto maior da luta de classes no Brasil. Parte daquela parcela da direita parlamentar brasileira, encrustrada lá no parlamento, que vive querendo criar factóides para antecipar a disputa eleitoral. Como o próprio deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) revelou, o principal objetivo da CPI do MST é provar que o governo vai destinar dinheiro para o MST para fazer campanha para a (ministra) Dilma Rousseff. Isso é ridículo! Mas, ele falou isso na tribuna. Revela, então, as motivações ideológicas dele, ou seja, criar factóides para fazer uma disputa eleitoral e política besta. Um segundo aspec to na análise dessa CPI, aqui mais da luta de classes, é que eles quiseram peitar o governo quando nós fizemos essa parceria na portaria para mudar os índices de produtividade. Estes precisam ser atualizados por força de lei. A lei agrária determina ? a de 1993 ? que os índices tinham que ser atualizados a cada dez anos. E os índices atuais que o INCRA usa são de 1975. Uma piada. Então eles quiseram dar o troco. E contra o governo, não contra nós, para criar um constrangimento, um jogo de troca aí. Tudo contra a possibilidade de atualizar o índice de produtividade. Então se começa a CPI num palanque ideológico contra nós. Evidentemente, sempre que instalam uma CPI fazem o que querem. Todas as entidades que estão eles estão dizendo que tem problemas já foram investigadas pela CPI da s ONGs e tiveram sigilo quebrado. É como se diz no interior, eles estão vendo chifres em cabeça de mula. Mas, esse é o papel da direitona que quer prote ger os seus privilégios. Como vocês estão vendo a pesquisa da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) sobre assentamento rural? Isso não merece nem comentário. É uma fraude que não tem pé, nem cabeça. Não é nem uma amostra representativa. Entre oito mil assentamentos que há no país, eles (a CNA) escolheram só nove e ao seu bel prazer. Um deles, em Pernambuco, era da época da ditadura, emancipado em 1975. A única explicação que me vem é que a CNA fez algum jogo de aliança política com o IBOPE, talvez pagando dívidas do serviço que o IBOPE fez na época da campanha da Katia Abreu (senadora do DEM do Tocantins). É a única explicação que nos ocorre para tamanho absurdo. A isso (à pesquisa) todos os pesquisadores sérios reagiram. Isso depõe contra o IBOPE. O que ficou claro é que ele perdeu sua credibilidade. Como ele pode ter se prestado a esse tipo de jogo rasteiro? Pior ainda, divulgara m a pesquisa deles uma semana depois do Censo Agropecuário que não é uma simples pesquisa ? no censo, os pesquisadores do IBGE vão em todos os estabelecimentos agropecuários desse país. A pesquisa da CNA, repito, não tem pé, nem cabeça. De 8 mil assentamentos, pegaram nove. Um total de mil famílias de nove assentamentos, num universo de 1 milhão de famílias em oito mil assentamentos. Sobre o episódio em São Paulo, na fazenda do Grupo Cutrale, qual a avaliação que você está fazendo? A mídia conservadora o transformou em escândalo, durante quase uma semana, ou mais, isso ocupou os principais noticiários. Qual a sua avaliação, houve erros na ocupação da fazenda? A CUTRALE que tem mais de 30 fazendas em São Paulo, somando mais de 50 mil hectares, está em dívida com a Justiça Federal. Aquela área foi comprada de um grilo e eles sabiam. Eles partiram para o risco de comprar uma área grilada, contando com as influências políticas que tem na República do Brasil. Como estão acostumados com o monopólio da laranja, encheram de laranja para consolidar que a área era produtiva etc. Mas toda aquela área onde houve a ocupação - nem é só da Cutrale - é o chamado grande grilo (terras griladas) do Monção. A origem desse grilo é de terras que a União comprou em 1910 - portanto houve dinheiro público na compra da área original ? para um projeto de colonização para famílias japonesas que não deu certo. Então, as terras foram ficando e houve esse grilo. A ocupação feita agora pelos sem-terra tinha a vontade política, o objetivo de fazer essa denúncia. Nisso a ocupação foi eficaz. Agora, o fato de terem derrubado laranjais foi um erro dos companheiros que estavam lá. Nós que estamos no meio da briga, entendemos o desespero das famílias que estão há cinco anos querendo ter a terra e sabem que essa terra é grilada. O INCRA mesmo disse: ?essa terra é da União?. Então o cara, o sem-terra chega na fazenda e quer plantar feijão. Evidentemente, a direita soube explorar muito bem esse fato, a partir de um erro nosso. Mais dia, menos dia, iriam pegar qualquer erro nosso e exponenciar ao máximo. É o caso das imagens (exibidas na mídia). Elas foram feitas no dia 28/09, eles pensaram "quando vamos usar?" E esperaram, dias e dias, para fazer essa superexposição. Aquilo não foi uma reportagem sobre a ocupação, apresentada no dia em que ela ocorreu. Fora o fato de aquilo ter sido filmado pelo serviço secreto da PM. Não foi nenhuma reportagem da Globo que estava lá. Um segundo aspecto: todas as outras i magens de depredação de trator, invasão das casas dos funcionários são mentira. Aquilo é manipulação. Nós os desafiamos publicamente a constituirem uma comissão independente - e com o Ministério Público, se quiser - e a irem lá e fazer a perícia para descobrir desde quando esses tratores estão desmontados. Isso é muito fácil de verificar. Que a comissão pergunte para as famílias (de empregados do grupo Cutrale) se algum sem-terra entrou na casa deles. Mas, houve o erro, evidentemente, e com esse erro, a burguesia da elite econômica, que tem o monopólio da comunicação, está explorando. E nós estamos pagando caro, porque com isso, criaram o sentimento que levou ao recolhimento e obtenção das assinaturas para a CPI. O ex-ministro da Fazenda tucano, Luiz Carlos Bresser-Pereira e o ex-presidente da República, José Sarney, hoje presidente do Senado, apontaram tanto no caso da CPI, quanto na pesquisa dos assentamentos fei ta pelo IBOPE, por encomenda da CNA , a tentativa de criminalizar o MST. Qual a a avaliação que vocês fazem? Esse tema da criminalização nós temos que entender direito como é usado. Não é uma coisa que houve, ou que há, numa época de ditadura. Nós já estávamos na democracia quando o latifúndio, para se proteger, iniciou um processo de assassinato e de violência física contra quem lutava pela reforma agrária. Esse período nós já passamos. A violência física diminuiu, até por conta da nossa forma de organização. A criminalização agora é muito mais no sentido ideológico e político. É com o objetivo de desmoralizar quem faz luta social. Esse é o sentido da criminalização do MST e dos demais movimentos sociais. Daí porque a Rede Globo, o Estadão e a VEJA se transformaram no principal instrumento dessa fase de criminalização. Na fase anterior, eram as armas; agora, o método de tentar nos desmoralizar é através da imprensa. Nós temos tido o cuidado de não criar uma paranóia. Mas, o objetivo desses ve ículos e daqueles cujos interesses eles representam é muito mais no sentido de deslegitimar e desmoralizar quem faz a luta social. Independente de quem a fizer. Eles também fazem o mesmo quando tem ocupação de sem teto e outras coisas. A tentativa não é de criminalizar só o MST, é criminalizar todos os movimentos sociais. É, agora, nas manifestações das favelas em São Paulo, nas dos bairros na periferia, contra a PM. Dizem que tudo é baderna. É a maneira de desqualificarem o caráter social e político da manifestação contra a violência da polícia e contra a falta de atuação do Estado. Os jornais só dizem que é baderna e que tem que ser reprimido. Para eles, está tudo certo (a repressão) e ainda registram ?infelizmente morreu uma criança?. O que eles fizeram em relação a áreas em que há despejo, por exemplo, o naquela área em Embu. Aqu ilo foi articulado para ter apoio dos meios de comunicação. É um exemplo da polícia para ser aplicado no país depois. Vão calcar no eleitorado de direita, conservador. Dizer que o bom é aquele exemplo do Serra em São Paulo. Da governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul também. A dona Yeda já começou (a governar, em 2007) sem base social. E como ela se posicionou? Transformou a Brigada Militar (PM gaúcha) em cão de guarda do capital. Chamou os setores do Ministério Publico fascistas, claramente afinados com sua proposta ideológica e, financiada por grandes grupos econômicos, tentou impor um governo ditadorial. Ela se desmoralizou porque ficou evidente. No governo dela ficou tudo tão centralizado, que ao ultrapassar o limite da corrupção, veio a público e ela não pode controlar. Controla a parte do ministério público estadual, mas não o federal que, inclusive, fez as denúncias (de improbidade administrativa e manipulação de concorrência e licitações) contra ela. Acho, então, que tanto o artigo do Sarney quanto o do Bresser Pereira foram duas manifestações das mais lúcidas desse campo da elite intelectualizada brasileira, porqu e eles comentaram a razão dos fatos e não simplesmente a questão ideológica. Apoio ou oposição é para partidos, movimento social deve ser autônomo Qual a avaliação política que você faz da atuação do MST nesse período do governo Lula? Houve fortalecimento? O movimento está mais ou menos forte, mais ou menos organizado, com mais ou menos bases e apoio da sociedade? Nos últimos anos o MST consolidou um acúmulo de forças própria. E foi correta a nossa política em relação ao governo Lula, de manter autonomia política para resguardar a saúde que deve ter um movimento social. Ou seja, nem caímos num adesismo de "agora, como elegemos o Lula..." ? toda a base dos sem-terra votou no Lula ? nem nos transformamos em puxa-sacos, ou chapas-branca como se diz. Ao mesmo tempo, não caímos no que certos setores da esquerda caíram de ?ah, o governo Lula não conseguiu mudar a política econômica, então vamos para a oposição e tudo o que vier do governo Lula é ruim?. Alguns movimentos sociais fizeram essa inflexão. Foram para a oposição. O que nós dizemos é que o papel de apoio ou oposição é para partidos políticos. Movimento social tem que ser autônomo. Seja qual for o governo ou o Estado, temos que ter autonomia. Nós pagamos caro por essa política. Amigos que queriam que fossemos adesistas, nos chamaram de esquerdistas. E os esquerdistas disseram ?não, vocês são muito adesistas?. E difícil, mas nós estamos convencidos de que essa foi a política que, inclusive, nos salvou, porque senão, provavelmente, o movimento teria tido sérios problemas de crescimento. Essa foi a situação. Agora, em relação à reforma agrária, penso que ela não depende mais do MST. No começo do governo Lula, havia aquela euforia. No início de 2003, em torno de 200 mil famílias foram para acampamentos, porque havia uma vontade política da nossa parte e achamos, "agora com o Lula", que haveria o reacenso da massa. E não houve. Então, a reforma agrária não depende mais do MST, mas de uma nova correlação de forças na sociedade. Depende de um reacenso do movimento de massas porque a classe trabalhadora que vive no campo é minoritária. Nós não alteramos mais a correlação de forças. Ela só irá ser alterada se h ouver movimentação social na cidade. Essa é a nossa tragédia. Nós somos um movimento com unidade, temos clareza política, sabemos onde queremos ir, mas não temos força própria suficiente para alterar a correlação. Temos que esperar que a turma da cidade também faça um movimento que reative o movimento de massas e que aí sim, altere a correlação de forças para pressionarmos a realização de uma reforma agrária mais rápida. Assim, os avanços da reforma agrária não dependem nem do MST, nem só da luta social no campo. Dependem da luta social no Brasil inteiro. Como vocês estão vendo a eleição de 2010, na medida em que apoiaram direta ou indiretamente a candidatura Lula, e levando em consideração as conseqüências para a América Latina, se o projeto político que o Lula representa for derrotado no Brasil? Não temos feito um debate mais eleitoral. Estamos tendo cuidado com isso. O nosso debate interno ainda é sobre a política geral, a luta de classes e a correlação de forças. Em termos gerais, te respondo pelo que é da tradição da nossa política: primeiro, manter nossa autonomia; segundo, continuar nosso trabalho político e ideológico de estimular ? e é assim que nossa militância se comporta ? o eleitor a sempre votar tanto em nível federal, quanto estadual, quanto municpal, nos candidatos mais progressistas e que defendem a reforma agrária; terceiro, há uma vontade e decisão política de barrar a volta do neoliberalismo. Luta contra a restauração do neoliberalismo Estamos e somos contra os projetos de restauração do neoliberalismo. Sem dúvida, o MST estará nas primeiras trincheiras da batalha. Fazemos questão de ajudar a contribuir para que o neoliberalismo não se restaure aqui no Brasil. Os jornalistas perguntam: ?vocês são da Marina, da Dilma, do Ciro etc?, o que respondemos é que não nos cabe discutir nomes agora. O que temos que estimular na sociedade brasileira é a discussão de um projeto para que ao redor dele as pessoas votem com consciência. Nós não caímos nos simplismo de vontades eleitorais, ou partidárias, ou por afinidades pessoais. Tem gente que diz: "pessoalmente a Dilma é muito parecida com o Ciro... " Isso não explica nada! Então, até para não cair nesse tipo de reducionismo, nós achamos que o debate político a ser feito daqui a até outubro do ano que vem tem que ser sobre a necessidade de um projeto para o país, para que as pessoas saibam o que está em jogo e que tipo de projeto nós temos que fazer avançar daqui para a frente. Esse é o debate que estamos fazendo entre nós. Evidentemente, que no caso do Rio Grande do Sul, a batalha será mais dura, porque por todo o uso que fez da Brigada Militar e do ministério publico estadual, o projeto da Yeda (Crusius) foi não só o da restauração do neoliberalismo, mas dos fascistas. Depende de cada Estado, o maior ou menor engajamento da militância. E isso se dará, também, em função das candidatu ras estaduais. Os governadores tem muito peso nas lutas sóciais do campo, já que quem nos reprime são as polícias estaduais. Como o MST é um movimento com grande inserção internacional, inclusive pela Via Campesina, como vocês avaliam o cenário internacional após dez meses da eleição de Barack Obama e um pouco também sobre a América Latina e a relação com as eleições do ano que vem? Nós estamos muito preocupados. Estamos vindo de dez anos de avanços das forças progressistas, mas esse avanço registrado a partir de 1999 com a subida do presidente Hugo Chávez (Venezuela) até hoje, não veio acompanhado com o reacenso do movimento de massas. Talvez, na Bolívia aconteceu, mas nos demais países não. Isso criou uma dificuldade maior. Ao se dar conta de que as massas não vieram para o reacenso, para participar mais da atividade, evidentemente, o império está tentando reestaurar o seu projeto para a América Latina . Os EUA tinham sido derrotados nesses dez anos. Foram derrotados na ALCA e agora tentam recompor esse projeto, que inclusive, independe da postura pessoal do Obama. O projeto do império é o do capital imperialista, do Estado belicista norte-americano. Há alguns dias, ouvi uma palestra na qual o orador dizia que toda a tentativa da economia norteamericana de sair da crise é aumentando a indústria bélica. Nem é pela saúde, nem por um Bolsa Família, eles poderiam criar uma bolsa família para os pobres norte-americanos e incentivar o mercado interno ou frear as importações da China. Não. A alternativa principal que o capital americano está tomando para sair da crise é o aumento da sua produção bélica e com isso, ter mais armas e munição. Isso é um perigo, porque eles vão estimular conflitos até para reativar sua economia. Nesse cenário, nós vemos os EUA acelerando, mudando o passo. O caso de Honduras, por exemplo, todos sabemos qu e a base americana se envolveu, o embaixador se envolveu. No Panamá, idem. Essas bases da Colômbia (seis norte-americanas) são uma ofensa a todo o continente, um caso inadmissível. Nessa questão concordamos com a avaliação do Chávez, de que é uma tentativa de transformar a Colômbia numa Israel na América do Sul. Sobretudo uma tentativa de levar a uma guerra fria entre a Colômbia e a Venezuela. É o pior dos mundos porque obriga a Venezuela a gastar dinheiro público em armamento, tanque e helicóptero ao invés de comprar casa e construir metrô. Então, estimula-se uma guerra fria regional para barrar o processo venezuelano. Pelo que se vê pelo Chile e o Peru, trata-se de reativar as direitonas locais para tentar retomar o controle. Não se sabe até que ponto essa mesma direita americana vai insuflar nossas eleições. É possível que aqui no Brasil também. Com isso, o tom ideológico aumenta. -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. 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