[Carta O BERRO] ALCANORTE DA FARSA ÁS CINZAS de Claudio Guerra
Vanderley Caixe
vanderleycaixe em revistaoberro.com.br
Quinta Maio 7 18:23:36 BRT 2009
Nova pagina 1
CARTA O BERRO. ..........repassem.
Livro: ALCANORTE, da farsa às cinzas
Autor: Claudio Guerra
Editora: Sebo Vermelho, Natal[RN]
A maioria das pessoas só conhece a barrilha [álcalis] na sua forma mais singular: sua utilização em piscinas. Pouca gente sabe que o produto é matéria prima básica da indústria vidreira e utilizada em grande escala na indústria química, têxtil, metalúrgica e siderúrgica. O produto é tão importante que no Brasil, desde 1917, o governo discutia a implantação de uma fábrica de barrilha, só concretizada na década de 60 [Cia Nacional de Álcalis no RJ], em razão do secular “dumping” que impede o surgimento de outras fábricas no mundo. Hoje, quem domina o mercado é a ANSAC, empresa localizada nos EUA, cuja história o jornalista Luiz Nassif contou na Folha de São Paulo em 1994. A segunda fábrica de barrilha do país, a Alcanorte, no Rio Grande do Norte, ainda não decolou e a CNA fechou suas portas agora em 2006. Hoje a barrilha é totalmente importada.
O livro “ALCANORTE, da farsa às cinzas”, de Claudio Guerra, fala dessa história. Ele mostra como foi gasto cerca de R$500 milhões de reais do dinheiro do povo para não produzir nada. A fábrica, criada em 1974 pelos militares que controlavam a empresa, uma vez que a barrilha era considerada um produto de “segurança nacional” [fabricação de explosivos] deveria funcionar em 1980. Apesar de nunca ter produzido 1 quilo de barrilha, consumiu recursos do erário e serviu como moeda de troca dos militares com os “coronéis” do nordeste, como foi o caso de Tarcísio Maia, pai do senador José Agripino [DEM-RN], presidente da empresa por muitos anos.
Depois veio Collor e a privatização. Essa história da privatização da CNA e Alcanorte foi contada pela jornalista Helio Fernandes da Tribuna da Imprensa, que mostrou como um patrimônio do povo brasileiro foi parar nas mãos do empresário Fragoso Pires {Jóquei Club do Rio], por obra e graça de PC Farias.
Por último, as empresas foram “doadas” aos empregados em troca do passivo trabalhista. A doação é irregular segundo o BNDES, credor do grupo Fragoso Pires. Para completar o enredo trágico, hoje dois grupos de empregados disputam o controle das empresas. O livro fala sobre tudo isso.
O livro da Alcanorte é vendido no Sebo Vermelho aqui em Natal cujo e-mail é sebovermelho at yahoo.com.br.
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