From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 1 20:21:27 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 1 Jul 2009 20:21:27 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Os camponeses, o Partido e a Guerrilha do Araguaia texto de Augusto Buonicore (e veja os links dos arquivos) Message-ID: <00b301c9faa2$a9152130$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 1 DE JULHO DE 2009 - 16h34 Os camponeses, o Partido e a Guerrilha do Araguaia por Augusto Buonicore* À Edite, Pedro Carretel, Alfredo, Luís Vieira, Juarez, Jair, Levy, Batista, Luíz Viola, Joaquim e Lourival ? camponeses guerrilheiros mortos no Araguaia. Mártires do povo brasileiro. O povo do Araguaia reunido dia 18 de junho deste Nestas últimas semanas dois acontecimentos ajudaram a jogar mais luzes sobre o movimento guerrilheiro ocorrido na região do Araguaia entre 1972 e 1974. Um deles foi o julgamento do processo de anistia para os camponeses vitimados pela repressão policial-militar no período. O outro foi a abertura dos arquivos do famigerado major Curió, matéria publicada em ?O Estado de São Paulo?. Pelo menos duas novas informações vieram à tona sob fatos que já tínhamos fortes indícios que teriam ocorrido. A primeira delas diz respeito às execuções dos combatentes aprisionados. Agora temos um número mais exato delas. Foram revelados os nomes de mais 16 guerrilheiros friamente executados depois de terem sido presos e interrogados. Isso elevou o número para 41 pessoas assassinadas daquela maneira. O que não significa que outros tantos guerrilheiros não tenham sido imediatamente executados depois de presos em combate. Através do Dossiê Curió tivemos maiores detalhes das atrocidades cometidas pelas Forças Armadas, como a cabeça decepada do líder estudantil Antônio Guilherme Ribas. No Araguaia ocorreu uma política de extermínio que lembrou muito o massacre ocorrido na guerra de Canudos. O fato de as informações terem sido dadas por um oficial do exército, diretamente envolvido na repressão, dá a eles um valor especial. Afinal, Curió é agora um réu confesso. Que a justiça brasileira faça a sua parte. A segunda informação, trazida pelo julgamento e pelo dossiê Curió, se refere ao grau de participação dos camponeses na guerrilha. Desde a divulgação do Relatório de Ângelo Arroyo, sub-comandante da guerrilha que havia escapado do cerco do exército no início de 1974, ficamos sabendo da adesão de onze camponeses à luta armada e o apoio de 90% da população. A visita dos familiares dos guerrilheiros mortos à região em 1979 - e depois as inúmeras matérias jornalísticas e pesquisas acadêmicas ? confirmaram a simpatia da população pelos jovens guerrilheiros. Muitos deles, como Osvaldão e Diná, viraram verdadeiras lendas populares. Contudo, o temor de represálias por parte das Forças Armadas ? recém saídas do poder ? dificultou muito o desvendamento completo da relação estabelecida entre os camponeses e os guerrilheiros. Somente agora o medo parece se dissipar e a verdade surge com maior vigor. Os últimos acontecimentos confirmaram o relatório Arroyo. Mais do que isso, eles nos dizem que a adesão dos camponeses foi maior do que se sabia até então. Segundo os documentos de Curió, o PCdoB teria recrutado para guerrilha 20 habitantes locais ? e não 11 como se pensava. Segundo o ?Estadão? o número de combatentes teria chegado a 98, que contavam com o apoio logístico de outros 158 moradores. Estes recebiam os guerrilheiros em suas casas, alimentava-os, avisava-os sobre a presença de tropas na região, recusavam-se a prestar informações ao Exército e defendiam a guerrilha em locais públicos. Um número menor chegou a fazer trabalho de espionagem, transmitir recados e até mesmo participar de pequenas ações militares. A maioria desses apoiadores foi presa e barbaramente torturada. Cerca de dez camponeses morreram lutando ao lado da guerrilha ? uma grande parte deles aprisionada e executada friamente. Por sinal, o primeiro prisioneiro assassinado pela repressão foi o barqueiro Lourival Paulino e Moura. Ele pertencia, segundo Curió, ao grupo de apoiadores fortes da guerrilha. Araguaia: um foco? No final da década de 1970 era predominante a opinião de que a Guerrilha do Araguaia havia sido mais uma tentativa ? a última ? de se implantar o foquismo no país. Mudava-se apenas o terreno principal no qual se daria a luta. Em vez de ser nas grandes cidades - onde haviam combatido o pessoal da VPR, ALN, MR-8 - a ação passaria a se desenvolver no campo. A principal argumentação utilizada era que os guerrilheiros no Araguaia não teriam realizado um trabalho político prévio entre os camponeses e, assim, subestimado a necessidade da participação popular no processo revolucionário. Portanto, na prática, não teriam sido as ideias da Guerra Popular, defendidas pelos documentos oficiais do PCdoB, que teriam prevalecido e sim a ?teoria? do foco, desenvolvida por Regis Debray. Recentes investigações demonstraram que esses críticos estavam errados. Quer no plano do esquema teórico quer do ponto de vista da prática, o que se tentou realizar no Araguaia foi algo bastante diferente das experiências tipicamente foquistas, como as realizadas pelos grupos armados urbanos e por Che Guevara na Bolívia entre 1966 e 1967. Talvez uma breve comparação entre a estratégia do Araguaia e a da guerrilha boliviana, um paradigma do método foquista numa área rural, possam elucidar as diferenças entre as duas concepções e métodos. Aqui não vai nenhum juízo de valor até porque os dois movimentos revolucionários, apesar de todo o heroísmo de seus participantes, foram derrotados. O agrupamento guerrilheiro comandado por Che, por exemplo, era composto de muitas pessoas que não conheciam bem o terreno e a população onde atuavam ? várias delas nem ao menos eram bolivianas. Uma de suas grandes preocupações era de não serem avistadas pelos moradores locais. Não houve qualquer trabalho social ou político antes - ou mesmo depois - de iniciada a luta armada. Esta começou apenas quatro meses após a sua chegada na área. Por fim, não tinham ligações sólidas com o Partido Comunista ou outra organização política revolucionária que pudesse expandir ou dar repercussão nacional ao movimento. Em certo sentido, a guerrilha substituía o partido. O PCdoB, dentro da esquerda revolucionária brasileira, foi o maior crítico das teorias e métodos foquistas. No principal documento sobre o problema da luta armada ? ?Guerra Popular: Caminho da Luta Armada no Brasil? ? afirmou: ?A teoria do foco conduz à renúncia do trabalho entre as massas e não confia na capacidade desta de assimilar as ideias revolucionárias e de se lançarem à luta (...). A concepção do foco nega a necessidade do Partido e defende que o grupo armado é vanguarda política da revolução?. Pelo contrário, a teoria da Guerra Popular exigiria ?que os combatentes tivessem forjado sólidos vínculos com as massas da região e soubessem formular suas reivindicações, conhecessem perfeitamente o terreno em que fossem atuar e que este, por suas condições geográficas, fosse favorável às forças revolucionárias e desfavorável às do inimigo?. Foi essa ? e não outra - concepção que norteou a montagem e o desenvolvimento da Guerrilha do Araguaia. Os militantes do PCdoB começaram a chegar na região em 1966 ? cerca de seis anos antes da eclosão do conflito. Imediatamente foram se integrando à população local, como posseiros, pequenos comerciantes etc. Não procuraram construir uma vida apartada da comunidade onde atuavam. Diante da impossibilidade de desenvolver uma ação abertamente política, realizaram inúmeros trabalhos sociais. Constituíram-se em verdadeiros exemplos para aquele povo. Somente isso explica o carinho depositado neles. Depois de atacados pelo exército e iniciada a resistência armada ? foi disso que se tratou ? os guerrilheiros iniciaram um amplo trabalho político. Criaram uma organização de massa e de frente-única: a União pela Liberdade e Democracia do Povo (ULDP). Os seus vinte e sete pontos programáticos tinham em conta as reivindicações mais sentidas da população local. Chegaram a ser constituídos treze núcleos da ULDP com dezenas de participantes. Tentou-se, ainda que com pequeno sucesso, incorporar esses moradores à guerrilha. Portanto, nada estava mais distante de uma política tipicamente foquista que a experiência desenvolvida no Araguaia. Naqueles anos, a maior influência no interior do PCdoB era o maoismo. A própria opção pelo esquema da Guerra Popular prolongada demonstra isso. Contudo, mesmo em relação às teses chinesas a concepção que norteou a construção da Guerrilha do Araguaia tem uma importante nuance: apesar de afirmar que o terreno principal da revolução brasileira era o interior do país, não apregoou o cerco das cidades pelo campo. Também não houve o abandono do trabalho político nos principais centros urbanos. Nesse período, por exemplo, o Partido passou a ser majoritário no interior da UNE clandestina e organizou a União da Juventude Patriótica (UJP), que chegou a ter cerca de 300 integrantes no Rio de Janeiro. A grande maioria dos militantes do Partido permaneceu nas cidades. Apenas um pequeno número de pessoas ? não superior a 20% dos seus efetivos - foi deslocado para o trabalho de preparação da luta armada no campo. Guerrilhas em tempos sombrios Por outro lado, não quero dizer que a teoria da Guerra Popular Prolongada, ainda que mitigada, tenha sido a concepção e a forma de luta mais adequadas às condições do Brasil no início da década de 1970. Com toda certeza não foram. O principal erro, talvez, tenha sido absolutizar um modelo de revolução e tentar aplicá-lo em condições muito diferentes de onde havia sido originalmente formulado: China e Vietnã. Estes eram países marcadamente agrários, coloniais (ou semi-coloniais) e tinham parte de seus territórios ocupados militarmente por potências imperialistas. Pelo contrário, na segunda metade da década de 1960, o Brasil já era um país capitalista de médio porte e com uma classe operária numerosa. Chegamos a ser a 8ª potência do mundo e, embora dependentes, estávamos longe da condição de colônia. Existia, também, uma visão imprecisa sobre a correlação de forças existente no país no início dos anos 1970. Acreditava-se que a ditadura militar era um regime em desagregação e que estávamos às vésperas de uma nova ascensão do movimento democrático e popular. Não se captava as consequências sociais e políticas do chamado Milagre Econômico (1969-1974) e sua capacidade de ganhar amplos setores das camadas médias urbanas ? um dos pivôs da crise do regime ocorrida em 1968 ? e neutralizar parcelas importantes da própria classe operária. Lula, recentemente, chegou a afirmar que se tivesse havido eleições diretas em 1970, Médici possivelmente teria ganhado com folga. Tese questionável, mas que reflete o espírito de um operário médio paulista naquela época. A dura repressão política e o rápido crescimento econômico (ainda que excludente) criaram uma situação extremamente desfavorável para as forças oposicionistas e, principalmente, para o desenvolvimento da ?guerra de guerrilhas?. Entre 1974 e 1975, com o início da crise econômica, a ?abertura política?, o crescimento das forças democráticas e populares, especialmente do movimento operário, os comunistas foram obrigados a mudar sua estratégia revolucionária. O PCdoB, por exemplo, abandonou muitas das ideia presentes no documento ?Guerra Popular: caminho da luta armada no Brasil?, rompendo com os modelos rígidos de revolução. A partir de então indicaria a necessidade da combinação dialética entre múltiplas formas de luta (pacíficas e não-pacíficas), que poderiam se dar em diferentes cenários (campo e cidade) dependendo das correlações de forças existentes e das experiências acumuladas pelo povo brasileiro. A revolução, como diria Mariátegui, não seria ?decalque nem cópia e sim criação heróica das massas?. A Guerrilha do Araguaia, com seus acertos e erros, decididamente, contribuiu nesse longo processo de aprendizagem. Veja a matéria sobre o Dossiê do Curió http://www.aleac.ac.gov.br/aleac/edvaldomagalhaes/index.php?option=com_content&task=view&id=1305&Itemid=2 http://www.estadao.com.br:80/especiais/com-arquivo-curio-araguaia-ganha-nova-versao,63173.htm Sobre o julgamento dos camponeses do Araguaia http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58577 Leia outros artigos do autor: Em Defesa do Araguaia http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=17243 A Guerrilha do Araguaia renasce a cada dia http://www.rebelion.org/hemeroteca/brasil/040415buonicore.htm -------------------------------------------------------------------------------- *Augusto Buonicore, Historiador, mestre em ciência política pela Unicamp -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090701/043a7933/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 1877 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090701/043a7933/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 2 19:40:00 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 2 Jul 2009 19:40:00 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Para entender o golpe em Honduras por Elaine Tavares Message-ID: <040501c9fb66$3bee9fe0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 02.07.09 - Para entender o golpe em Honduras Elaine Tavares * Adital - De repente, um pequeno país da América Central, cuja capital poucos conseguem pronunciar o nome, Tegucigalpa, virou notícia mundial. Uma velha e conhecida história ali se repetia, quando mais ninguém acreditava que isso pudesse ser possível. Um golpe de estado contra um presidente que não é nenhum revolucionário de esquerda, pelo contrário, é um bem comportado político do partido liberal. O motivo do golpe é pueril: a decisão do presidente de fazer uma consulta popular sobre a possibilidade de uma Constituinte. Em Honduras, ouvir o povo é considerado um ato de lesa pátria. Nada poderia ser mais anacrônico nestes tempos de participação protagônica das gentes. A história Honduras é um pequeno país da América Central cuja história é muito peculiar. Primeiro, porque foi o berço de uma das mais incríveis civilizações desta parte do mundo: os maias. E segundo, porque durante as guerras de independência que tomaram conta da América espanhola, foi ali que se criou a República Federal das Províncias Unidas da América Central, um ensaio da pátria grande, tão sonhada por Bolívar. Os maias foram dizimados e a proposta de federação não resistiu ao sonhos de grandeza de alguns e, em 1838, a região da América Central também balcanizou. Honduras virou um estado independente e acabou entrando no diapasão das demais repúblicas da região: dominada por caudilhos e fiel serviçal das grandes potências da época, tais como a Inglaterra, a Alemanha e a nascente nação dos Estados Unidos. As ligações perigosas Como era comum naqueles dias, a elite governante se digladiava entre liberais e conservadores. Com o fim da idéia de federação e a morte do liberal Francisco Morazón, considerado o mártir de Tegucigalpa, que morreu em 1842 ainda lutando pela unificação da América Central, os conservadores assumiram o comando e o país virou prisioneiros da dívida externa, conforme conta o historiador James Cockcroft, no livro América Latina e Estados Unidos. Os liberais só voltaram ao poder no final do século XIX, mas já totalmente catequizados para viverem de maneira dependente dos países centrais. No início do século XX chegaram as bananeiras estadunidenses e com elas o processo de super-exploração. A United Fruit Company, a Standart Fruit e a Zemurray´s Cuyamel Fruit passaram a comandar os destinos das gentes. E quando estas tentaram se rebelar, foi a marinha estadunidense quem desembarcou no país para reprimir as mobilizações. Honduras virou, desde então, um país ocupado. Os camponeses trabalhavam nas piores condições e as bananeiras ditavam as leis, financiando os dois partidos políticos locais. Nos anos 30, quando uma grande depressão agitou o país, o governante de plantão, General Carías, submeteu o país, com a ajuda armada estadunidense, a 16 anos de lei marcial. E, como é comum, quando ficou obsoleto, foi retirado do poder por um golpe. Em 1950, depois da segunda guerra, as bananeiras exigiram mudanças e o Banco Mundial foi chamado para promover a "modernização" de Honduras. Gigantescas greves de trabalhadores - como a dos plantadores de banana que parou o país por 69 dias - e de estudantes foram reprimidas em nome do desenvolvimento. E tudo o que eles queriam era o direito de ter um sindicato. Havia eleições mas, na verdade, com uma elite claudicante eram os militares quem davam as cartas e foram eles, apavorados com os avanços dos trabalhadores, que assinaram um acordo com os Estados Unidos para que este país pudesse ter bases militares no território hondurenho. O medo de mais revoltas populares fez com que o governo realizasse uma espécie de reforma agrária nos anos 60 e 70 que acabou freando as mobilizações no campo, embora o benefício não tenha chegado a um décimo dos camponeses. Ao longo dos anos 70 os escândalos envolvendo generais no governo e as bananeiras se sucederam, causando mais mobilização nas cidades e nos campos, onde os trabalhadores já se organizavam de modo mais sistemático. Mas, os anos 80 trarão uma nova ocupação estadunidense que acabou subordinando a vida das gentes outra vez. Os sandinistas e os EUA Os anos 80 são tempos de guerra fria. Os Estados Unidos insistem na luta contra Cuba e também contra a Nicarágua que busca sua autonomia através da revolução sandinista. E, assim, com o mesmo velho discurso de combater o comunismo, Jimmy Carter manda para Honduras os seus "boinas verdes", para ajudar na defesa das fronteiras, uma vez que o país faz limite com a Nicarágua. Além disso, os EUA abocanham mais de três milhões de dólares pela venda de armas e aluguel de helicópteros. Na verdade, lucram e ainda usam o exército hondurenho para realizar numerosas matanças de refugiados salvadorenhos e nicaraguenses. É ali, em Honduras, que, com o apoio da CIA, se leva a cabo o treinamento dos contras que, por anos, assolaram a revolução sandinista e o próprio governo revolucionário. Era o tempo em que um batalhão especial liderado por um general hondurenho anti-comunista, promoveu massacres contra lideranças da esquerda de toda a região.. E assim, durante toda a década, apesar dos escândalos políticos e mudanças de mando, a "ajuda" estadunidense aos generais de plantão sempre se manteve impávida com milhões de dólares sendo investidos nos acampamentos dos contras, que somavam mais de 15 mil soldados. Nos anos 90, a situação em Honduras era tão crítica que até a conservadora igreja católica passou a apoiar os militantes dos direitos humanos que denunciavam estar o país a beira de uma guerra. A derrota dos sandinistas na Nicarágua refreou os ânimos, mas ainda assim, seguiram as denúncias de assassinatos e violações.. No final da década, os governos neoliberais já haviam destruído as cooperativas de trabalhadores e devolvido terras às companhias estadunidenses. Nada mudava no país. Zelaya Manuel Zelaya foi eleito presidente em 2005, pelo Partido Liberal, mas esteve em cargos importantes durantes os últimos governos. Era, portanto, um homem do sistema. Seus problemas com os Estados Unidos começaram em 2006, quando decidiu reduzir o custo do petróleo, passando a discutir com Hugo Chávez, da Venezuela, a possibilidade de negócios conjuntos, o que acabou culminando, em janeiro de 2008, com a entrada de Honduras na órbita da Petrocaribe, um acordo de cooperação energética que busca resolver as assimetrias no acesso aos recursos energéticos. Este acordo incluiu Honduras na lógica da ALBA, a Alternativa Bolivariana para as Américas, projeto de Chávez em contraposição à ALCA, que tentava se impor a partir dos Estados Unidos. A proposta de Chávez foi a de vender o petróleo a Honduras, com pagamento de apenas 50%, sendo a outra metade paga em 25 anos, com um juro pífio, permitindo assim que Honduras investisse em áreas sociais. O plano, apesar de bom para o país, foi duramente criticado pela classe política. E os Estados Unidos perderam um parceiro de TLC (os mal fadados acordos de livre comércio), o que provocou tremendo mal estar em Washington. Assim, quando o presidente Zelaya decidiu fazer um plebiscito, consultando a população sobre a possibilidade de uma Assembléia Nacional Constituinte, e não apenas de uma mudança para um novo mandato como dizem alguns veículos de informação, o mundo veio abaixo. Entre os direitistas de plantão e amigos da política estadunidense, isso era influência de Chávez. O próprio partido Liberal reagiu contra a medida, considerada "progressista" demais. Afinal, uma nova Constituinte colocaria o país num rumo bastante diferente do que vinha sendo trilhado nas últimas décadas. Mesmo assim o presidente levou adiante a proposta de ouvir a população e acabou exonerando o chefe do Estado Maior, general Romeo Vásquez Velásquez, quando este se recusou a distribuir as cédulas para a votação. A Corte Suprema votou contra a consulta popular e exigiu que o presidente reconduzisse o general ao seu posto, o que foi negado. Por conta disso, no dia da votação, domingo, dia 28, os militares prenderam Zelaya, o sequestraram e o levaram para Costa Rica, coincidentemente seguindo os mesmos trâmites do golpe perpetrado contra Chávez em 2001. O Congresso hondurenho chegou a discutir até a sanidade mental do presidente e, no dia do golpe, se prestou a ler uma fictícia carta de renúncia, imediatamente desmentida pelo próprio presidente desterrado. Ainda assim, o Congresso decidiu instituir o presidente da casa, Roberto Micheletti, como presidente da nação. Este, nega que esteja assumindo num momento de golpe. "Foi perfeitamente legal a ação do Congresso", dizia, e, enquanto isso, mandava suspender os sinais de televisão e os telefones. Reação Popular Agora estão jogados os dados. O presidente Zelaya disse que volta a Honduras e vai acompanhado de presidentes de nações livres e amigas, tais como Equador e Argentina. O mundo inteiro repudiou o golpe e nenhum país reconheceu o governo golpista. A população deflagrou greve geral no país e, aos poucos, as grandes cidades estão parando. A proposta de Zelaya é reassumir e terminar o seu mandato. Não se sabe se ele vai insistir na consulta popular para uma nova Constituição, tudo vai depender da correlação de forças. Se a sua volta se der a partir da mobilização popular, haverá condições objetivas de apresentar esta proposta aos hondurenhos, além de purgar toda a camarilha que buscou reavivar um passado que as gentes de Honduras não querem mais. Há rumores de que políticos da direita estejam alinhavando um acordo, permitindo a volta do presidente, mas exigindo que ninguém seja punido. Se assim for, a volta será derrota. O cenário mais provável é que, configurado o apoio popular e também o apoio da comunidade internacional, o presidente Zelaya coloque para correr os golpistas e inaugure um novo tempo em Honduras. Caso seja assim, enfraquece o domínio dos Estados Unidos na região e cresce o fortalecimento da Aliança Bolivariana dos Povos de Nuestra América. * Jornalista -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090702/e6948738/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090702/e6948738/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 3 19:55:17 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 3 Jul 2009 19:55:17 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Convite_Caravana_da_Anistia_-_Para?= =?iso-8859-1?q?=EDba__e_/_Memorial_da_Anistia_=3A_Cear=E1_presente?= =?iso-8859-1?q?_=E0_Audi=EAncia_P=FAblica_em_Belo_Horizonte?= Message-ID: <082a01c9fc31$575ab810$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn 2009/7/3 Sueli Bellato para que se sintam convidados(as) e também divulguem. Caro usuário, informamos que esta mensagem contém elementos que podem identificá-lo para fins estatísticos. Lembramos que nenhuma informação pessoal é reportada. Clique aqui se deseja não receber mensagens da caixa postal "Ministério da Justiça" ================================================================================================== ----- Original Message ----- From: Associação 64/68 Anistia Memorial da Anistia Ceará presente à Audiência Pública em Belo Horizonte Prezado amigo Colocamos-lhe a par do importante evento relativo ao Memorial da Anistia Política, abaixo. Gratos e abraços, Mário Albuquerque O Ministério da Justiça, através da Comissão de Anistia, realizará no próximo sábado, dia 4 de julho, em Belo Horizonte-MG, Audiência Pública de apresentação do projeto Memorial da Anistia Política. A capital mineira será a sede do projeto, que funcionará no antigo prédio da Faculdade de Filosofia, da Universidade Federal de Minas Gerais, e reunirá a memória documental, audiovisual e oral dos perseguidos políticos brasileiros dos períodos ditatoriais que vigoraram no país, especialmente o mais recente, de 1964 a 1985. O Memorial contará ainda com sub-sedes regionais e o Ceará consta da relação das cinco primeiras a serem implantadas ainda nesse ano. Entidade executora do projeto no Ceará, a Associação 64 / 68 - Anistia se fará presente à Audiência Pública, por intermédio do seu presidente, Mário Albuquerque. Programação abaixo: ======================================================================================================================================================= 10h00 * Apresentação do Vídeo Institucional da Comissão de Anistia 10h15 * Boas Vindas MARCIO LACERDA Prefeito de Belo Horizonte HELOISA STARLING Vice Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais Curada do Memorial da Anistia EDSON PISTORI Conselheiro da Comissão de Anistia Coordenador Executivo do Memorial da Anistia ROGERIO ARANHA Gerente Regional de Minas Gerais Gerência de Secretaria do Patrimônio da União ARNALDO GODOY Vereador do Município de Belo Horizonte Presidente da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores MAURÍCIO AZÊDO Presidente da Associação Brasileira de Impresa GERALDO ANGELINO Vice Presidente da Associação de Moradores do Bairro Santo Antônio 11h00 * Apresentação do Projeto do Memorial da Anistia EDSON PISTORI Conselheiro da Comissão de Anistia Coordenador Executivo do Memorial da Anistia 11h30 * Testemunhos de ex-perseguidos políticos MARIA DALCE RICAS Superintendente Executiva da Associação Mineira de Meio Ambiente GILNEY VIANA Ex-deputado Federal PERLY CIPRIANO Subsecretario de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da SEDH 12h30 * Apresentação da metodologia de trabalho EDUARDO ROSENBAUER 12h45 * Debates Facilitador EDUARDO ROSENBAUER 16h00 * Encerramento *** Sabemos que democracia em que vivemos hoje é conquista de muitas gerações de brasileiros que optaram pelo inconformismo e investiram suas vidas na luta pelo direito ao voto, à participação política e pelo direito ao controverso, ao debate de idéias. A democracia é construída, aperfeiçoada e reafirmada diariamente. A conquista da cidadania passa pelo direito à informação. Esta é uma das principais motivações do Memorial da Anistia Política no Brasil. 4 DE JULHO DE 2009 - SÁBADO AUDITÓRIO DA COPASA - RUA MAR DE ESPANHA, 525 - BAIRRO SANTO -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090703/486208ee/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 59980 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090703/486208ee/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 4 15:45:13 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 4 Jul 2009 15:45:13 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Carta_a_un_amigo_hondure=F1o_que?= =?windows-1252?q?_est=E1_lejos?= Message-ID: <0a8e01c9fcd7$91076940$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................repassem Honduras Carta a un amigo hondureño que está lejos Miguel Cáceres Rivera -------------------------------------------------------------------------------- Ya debés saber del golpe militar contra Mel Zelaya. Lo acusan de querer reelegirse. Lo derrocaron porque, mediante una encuesta nacional que se iba a celebrar el 28 de junio, se le preguntaría a la población si quería o no que en las elecciones de presidente, diputados y alcaldes de finales de noviembre se colocara una cuarta urna en la que la ciudadanía dijera si deseaba o no la celebración de una Asamblea Constituyente que abriera en la constitución un espacio de participación, consulta y decisión ciudadana sobre aspectos cruciales de la vida del país, de los que en la actualidad está excluida la población. La Asamblea Constituyente se realizaría cuando Mel Zelaya ya hubiera entregado el poder. No había, entonces, posibilidad alguna de reelección. De lo que sí Mel es culpable es de haber incitado la participación ciudadana y haber desbocado ese deseo entre la gente común. Para sólo mencionar dos puntos críticos, las modificaciones constitucionales habrían posibilitado replantear los leoninos términos de los contratos de generación de energía térmica con el empresariado élite del país o de las concesiones telefónicas y habrían permitido la representación democrática a través de otros sectores sociales más allá de los partidos políticos tradicionales, votados por menos de la mitad de la población electoral y, por consiguiente, con baja legitimidad social. ¿En qué se basa la confianza que aparentemente de pronto se vuelca sobre la propuesta de Zelaya y hace de él un inesperado líder con amplísimo apoyo, confianza que muchos de nosotros, dentro o fuera del país, no le otorgábamos en lo más mínimo? Hoy, compadre, en retrospectiva, me doy cuenta que esa confianza y apoyo no brotaron de improviso, sino que se fueron gestando como resultado de su gestión económica gubernamental, que no supimos entender tempranamente. Fijate que Mel hizo dos cosas. Puso en práctica medidas económicas orientadas a estabilizar, reducir o impedir que aumentara el costo de vida de la gente y llevó a cabo otras que buscaban mejorar el ingreso de las personas. Entre las primeras, recordá que desde inicios de su gobierno se dio a la tarea de reducir el margen de intermediación de la cadena de distribución de los combustibles a favor de un ahorro en el precio de la gasolina y los otros derivados del petróleo. Esto molestó mucho a las petroleras y su molestia aumentó cuando se concretó el contrato concesionario de abastecimiento de petróleo con Venezuela. El acuerdo, además, permitió pagar una porción del costo en un plazo dilatado y significó menor presión de la factura petrolera sobre la disponibilidad nacional de divisas. La otra gran medida fue el subsidio al precio de los combustibles, duramente criticado por la ortodoxia antisubsidio. El ahorro y el subsidio abarataron el precio de los combustibles y evitaron el aumento del costo del transporte de las personas y de todos los productos que se movilizan en el territorio nacional. Sin el ahorro y el subsidio habría sido más caro el transporte y más caro todo lo que se transporta y consume en el país y habría sido mayor la inflación y el costo de vida. ¿Estamos de acuerdo, amigo Rodolfo, con este encadenamiento lógico y real que ha sido escamoteado por los analistas nacionales? La tercera medida fue la reducción de la tasa de interés de los créditos para vivienda ¿Vos sabés, hermano, la diferencia entre pagar intereses entre el 24 y el 32 por ciento anual (como en el caso de La Vivienda, desaparecida por incapacidad competitiva y gerencial) y luego tener la posibilidad de pagar la mitad o un tercio de eso? A Mel le gustaba decir en privado, ?le torcí el brazo a los bancos para que bajarán los intereses?. Tampoco esta medida fue del gusto de los banqueros. La medida fue efectiva sobre todo porque nuevos entes financieros de origen extranjero de reciente inserción en el sistema nacional y con afán competitivo por ganar un espacio en el país jugaron un papel muy dinámico (Credomatic-General Electric, por ejemplo). No sólo financiaron muy ágilmente nuevos préstamos de vivienda, sino que compraron la deuda de aquellas personas que habían adquirido créditos con los bancos tradicionales del país. Y lo hicieron a tasas entre el 10.7 y el 12.7 por ciento. Todo esto, amigo Rodolfo, ha abaratado el costo de adquisición de las viviendas y contribuido a un costo de vida más bajo. La misma reducción de la tasa de interés para vivienda mejoró el ingreso de las familias. Motivó una mayor construcción de casas, estimuló la compra de más cemento y otros materiales de construcción, aumentó la venta de las ferreterías, incrementó la demanda de transporte de materiales y, sobre todo, dio lugar a mayor empleo para los trabajadores de la construcción. Mayor actividad económica y más empleo significó más ingresos para las familias pobres, para los pequeños y medianos empresarios y hasta para los grandes importadores (Los Larach, por ejemplo) y dueños de las cementeras (Rosenthal, entre ellos). Inclusive, los bancos que estuvieron a la cabeza de este proceso ampliaron sus ganancias, porque el impresionante aumento del volumen de los préstamos más que compensó la baja inducida de la tasa de interés. Los bancos de la zaga pudieron ser los afectados con la medida. (Mire, compadre Rodolfo, fueron muchos los que se beneficiaron y quizás los perjudicados hayan sido los menos, pero eso sí, los más jurásicos del parque y con el mayor poder económico. ¿Entiende, amigo, cómo se ha ido formando la urdimbre de apoyos y oposiciones ciudadanas a la gestión gubernamental de Zelaya? Pero no crea que porque a algunos grandes les haya ido bien estuvieron al margen del golpe). Este período ha sido calificado como el boom de la construcción. El otro gran hito del mejoramiento del ingreso fue el aumento del salario mínimo. Esta fue una medida en cierta forma reactiva. Recordarás seguramente el aumento de los precios internacionales del trigo, petróleo, maíz, aceite de palma, etc., del año pasado. Se transmitieron obviamente al mercado nacional y afectaron la capacidad de consumo de la población. Los precios internacionales bajaron pero aquí el alza se mantuvo. Zelaya estuvo reiteradamente pidiendo a los empresarios que bajaran los precios. Se lo solicitó a los empresarios de la harina, el pollo, los huevos, el aceite (los de complejo agroalimentario del país: Banco e Inversiones Atlántida, por ejemplo) y a todos aquellos que al amparo del alza del petróleo justificaron los aumentos de sus productos y de algunos servicios como el transporte. En general los que lo hicieron bajaron los precios en una proporción nanométrica de lo que los habían incrementado. Zelaya respondió entonces elevando el salario mínimo en alrededor de un 60 por ciento. (Esto significó otro reacomodo en la correlación de apoyos y oposiciones). Hermano, si Ud. ahora me acompaña en un esfuerzo de abstracción yo le diría que la gestión de Mel Zelaya constituye un punto de quiebre en la tendencia de los gobiernos desde 1990. Y fíjese que ya nos salimos del período de Zelaya y nos situamos en un plazo más amplio que nos permita una perspectiva más amplia. La diferencia estriba en cómo se costea el crecimiento económico y qué sectores se priorizan como receptores de los beneficios de ese crecimiento. El boom de la construcción es un buen ejemplo. Fue la actividad cuya dinámica imprimió a la economía nacional una de las más altas tasas de crecimiento de la presente década, se costeó con la baja de la tasa de interés para la construcción de viviendas y los beneficios del crecimiento de la actividad se distribuyeron en una amplia gama de sectores sociales, incluyendo a los propios bancos de vanguardia. En cambio, desde 1990 y durante unos 16 años la devaluación ha sido quizás el principal medio por el que se ha costeado el crecimiento económico del país. Amigo Rodolfo, ambos sabemos cómo eso sucede, pero recordémonoslo por un momento. Imaginemos que yo produzco y vendo camisetas en el exterior a un dólar cada una y que ese dólar vale dos lempiras. Imaginemos que hoy devaluaron y por un dólar ahora me entregan cuatro lempiras. Significa que por la misma camiseta y por el mismo dólar ahora, en virtud de la devaluación, yo gano dos lempiras más. Pero, ¿de dónde salen esos dos lempiras? Bueno, ahora imaginemos que Ud. vive en Honduras y es importador de derivados de petróleo y un galón de combustible lo importa a un dólar. Ayer, antes de la devaluación, Ud. lo vendía a dos lempiras, hoy lo va a tener que vender a dos lempiras más, es decir, a cuatro (estamos suponiendo que Ud. sólo traslada el aumento del costo en lempiras, un supuesto poco realista en la lógica empresarial). Entonces, al consumidor el galón de combustible le costará dos lempiras más que es la ganancia adicional que yo estoy obteniendo por exportar la misma camiseta al mismo dólar de siempre. Este es, compadre, un juego suma cero, porque lo que uno gana es lo que el otro pierde, lo que es ganancia por devaluación para mí es inflación para todos los consumidores. El caso de los bancos es mucho más interesante. Imagínese, ahora, compadre, que Ud. es un banquero que ayer tenía una reserva de diez millones de dólares o sea veinte millones de lempiras. Después de la devaluación esa reserva será siempre de diez millones de dólares, pero en lempiras equivaldrá a cuarenta millones. Esos veinte millones de más es inflación para los consumidores y como a mayor inflación mayor será la tasa de interés que aplique a los préstamos que Ud. hace, habrá pegado patada y mordida. Ud. cree, amigo Rodolfo, que es gratuito que la actividad bancaria sea una de las que más ha crecido desde 1990 cuando Rafael Leonardo Callejas devaluó la moneda nacional. Tampoco es gratuita la notable expansión de la industria maquiladora de ropa. ¿Por qué cree, compadre, que el ex presidente Ricardo Maduro, propietario de una de las principales exportadoras de café, es adicto a la devaluación? ¿Me entiende, entonces, cómo opera la devaluación y quienes hemos estado costeando el crecimiento de todas estas actividades bancarias y de exportación y quienes han sido los beneficiarios? Aunque, le voy a decir, que no son todos los consumidores sobre los que ha recaído el costo, sino sobre los consumidores de ingresos fijos y aquellos otros que por el tipo de actividad que desarrollan no le pueden pasar la factura de costos a otros. En todo caso, una importante mayoría. Pero, debo decirle algo más. No sólo hemos costeado el crecimiento de esas actividades sino el aumento del consumo importado de esa élite empresarial gobernante. Cree que es gratuito que en esa década de los noventa las importaciones se hayan disparado lo mismo que el déficit comercial del país. Como no ha vivido aquí, Ud. no ha visto la proliferación de autos europeos de lujo y de mansiones del mismo orden. Si Ud. hubiera vivido aquí en todos estos años también tendría el cuero curtido de costear ese crecimiento y ese consumo. Y, además, estoy seguro que tendría caldeado su ánimo o, quizás, tendría rabia contenida. ¿Quiere saber qué ha significado, del otro lado, el financiamiento de esas actividades y el aumento del consumo de esa cúpula empresarial? Pues bien, en 1989, antes de la entrada de Callejas, el salario agrícola, según cifras oficiales, era de 9.12 lempiras que a la relación oficial de 2 lempiras por dólar equivale a 4.56 dólares. En el 2007 ese salario baja a 3.97 dólares (Lps. 75.48/19.03), o sea el 87 por ciento de lo que fue 18 años antes. Y este cálculo, como bien lo sabe colega Rodolfo, peca por subestimación porque se estima en relación a la devaluación y no a la inflación, que siempre es mayor. Esta depreciación de los ingresos y de la capacidad de compra ha sido igual en otros estratos sociales, por eso es que Ud. va a ver cómo la compra de ropa usada, de zapatos usados, de electrodomésticos usados y de todo usado, ha venido a ser la común práctica antípoda del consumo exquisito de la élite aludida. Vea, entonces, que el aumento del salario mínimo que en el corto plazo aparece como una acción reactiva del Presidente Zelaya, desde esta perspectiva más amplia viene a ser un imperativo de subsistencia de una población a la que le han ido vaciando los bolsillos con la sutileza abstracta de la devaluación. Zelaya contribuyó a reducir ese gran déficit social. Con este panorama de deterioro de vida cree Ud., amigo mío, que ha sido pura casualidad el que un millón y medio de jóvenes haya decidido irse del país, como espaldas mojadas la mayoría. Si los ochenta fue la década de los desterrados políticos, los noventa y la presente han sido las décadas de los desterrados económicos, de los sin empleo. En Honduras, como en otros países, Ud. bien lo sabe, compadre, son la micro, la pequeña y la mediana empresa las principales fuentes de empleo. Pero su potencial de crecimiento ha estado limitado por una devaluación que ha incrementado constantemente el costo de la materia prima, herramientas, maquinaria y repuestos importados que requieren para sus operaciones. Este gran bloque de empresas está orientada básicamente a la producción de alimentos procesados (micro y pequeñas panaderías, comedores, restaurantes), al comercio micro, pequeño y de mediana escala y a la prestación de servicios de transporte de personas y de carga, entre otras actividades. Orientado al consumo nacional, sus ventas no le generan dólares que compensen el aumento del costo importado. Para un segmento de este bloque, el abastecimiento de harina (de trigo y maíz), azúcar, aceite, huevos, leche y otras materias primas básicas alimentarias depende del gran complejo agroalimentario nacional que maneja con carácter monopólico los precios. El financiamiento bancario de todo el bloque está sujeto a las tasas de interés más elevadas de Centroamérica y el costo de la electricidad, telefonía y los combustibles son críticos en su funcionamiento. Como Ud., amigo Rodolfo, hace muchos años no ha estado aquí quizás no sepa que además de este bloque existe otro formado por ese gran complejo monopólico agroalimentario, por las grandes casas exportadoras e importadoras, por la banca, por las grandes corporaciones comerciales e inmobiliarias, por las compañías importadoras y refinadoras de petróleo, por las grandes redes de medios de comunicación, por las cadenas de comida rápida, etc., bloque al que se han incorporado las compañías generadoras de energía térmica y de telefonía. Se trata de un breve número de familias y empresas extranjeras para las cuales no hay sector económico alguno en el que no hayan hecho inversiones y no ha habido integración vertical y horizontal alguna que no hayan puesto en práctica. Para adaptar y acuñar una frase, es el vivo e ideal ejemplo de un ?modelo de desarrollo urbano sostenible con enfoque territorial?. ¿Usted me entiende, compadre, verdad? Este bloque élite además de manejar monopólicamente los precios de las materias primas nacionales y de ofrecer las más altas tasas de interés, también opera con uno de los precios más elevados de la electricidad, telefonía y combustibles del istmo centroamericano. ¿Comprende ahora, amigo, por qué el bloque de la micro, pequeña y mediana empresa ha tenido limitado su crecimiento (además de lo que ha significado la devaluación), por qué ese potencial de generación de empleo no ha podido desplegarse en toda su extensión, por qué millón y medio de jóvenes (casi un tercio de la población trabajadora del país) ha tenido que ir a buscar empleo fuera de aquí, por qué se puede afirmar que ese crecimiento económico basado en la devaluación y en el manejo monopólico e irrestricto de los precios de insumos críticos para la producción ha sido un crecimiento para las familias del bloque élite, por qué se puede afirmar que los gobiernos han venido manejando una política económica que impulsa un crecimiento cuyos costos recaen sobre la mayoría y los beneficios fundamentalmente sobre el bloque élite? ¿Entiende ahora, compadre, que el andamiaje político y la forma de gestión gubernamental es muy compatible con la manera en que el bloque élite tiene organizada y maneja la economía de este país? ¿Entiende que esta compatibilidad hace del funcionamiento del país una cajita que produce constantemente pobres en serie y a gran escala? ¿Comprende ahora que si a esa cajita no se hacen los ajustes económicos y políticos necesarios la polarización económica y social va a ser cada vez mayor? ¿Entiende que sin esos ajustes por más estrategias para reducción de la pobreza, por más ayuda internacional bien intencionada, por más enfoques territoriales de desarrollo rural sostenible que hayan, los esfuerzos para abatir la pobreza van a ser la perenne proeza de Sísifo? Ahora volvamos al inicio de todo esto. Comencé hablándole del golpe y le he relatado todo esto porque considero que lo económico es marco de referencia obligado para el análisis político y porque creo que la nariz, por más grande que la tengamos, no puede ser el horizonte de nuestras reflexiones; por eso me remití a los hechos ocurridos desde 1990, cuando se inicia en el país esa sesgada política económica y peculiar forma de gestión gubernamental. Entiende, entonces, amigo Rodolfo, qué significa hacer una gestión gubernamental diferente queriendo que el crecimiento del bloque de la micro, pequeña y mediana empresa se costee con la reducción del precio de los combustibles al revisar el margen de intermediación y abrir una fuente alternativa de abastecimiento concesionario (Petrocaribe), subsidiando el precio de los derivados del petróleo, obligando a bajar la tasa de interés de los préstamos para construcción e intentando el pecado capital de querer reducir los precios de la energía eléctrica en los contratos del Estado con las empresas térmicas (Miguel Facussé, Callejas y otros más)? Son los contratos que han tenido al punto del colapso financiero a la empresa estatal de energía eléctrica en uno de los más rentables negocios junto con el de la telefonía, beneficiaria de concesiones que el buró político otorgó al bloque élite, por decirlo así, por diez centavos cuando costaba un millón de lempiras? ¿Comprende que haber tocado el interés de las transnacionales del petróleo es haber movilizado la animadversión de la embajada de EUA y de todos los recursos y fines a su alcance para restaurarles sus beneficios? ¿Usted cree que es gratuito que una de las primeras medidas tomadas por Micheletti haya sido devolverles el control monopólico del abastecimiento del petróleo a esas compañías? Y como el sentido de propiedad del bloque élite no se reduce a las inversiones empresariales sino que se extiende a sus inversiones políticas, si Ud. estuviera aquí sabría a qué familia o corporación le pertenece la Corte Suprema de Justicia, el Ministerio Público o entre quienes está repartido el Congreso Nacional, obviamente con todos sus magistrados, fiscales y diputados. Y por tanto se daría cuenta también que ese bloque élite no necesita meter directamente sus manos en un golpe, porque esa élite ?democrática? puede permitir que se juegue con el Santos pero no con la limosna. Mire, amigo, esa cajita que arriba le mencioné no sólo es una cajita económica sino también política y jurídica. De manera que no sólo es su parte económica sino también su andamiaje político y jurídico el que produce pobres a granel. Y ese andamiaje son todas las leyes primarias y secundarias, las normas, regulaciones, estructuras, instituciones y las personas que las operan como representantes de la ciudadanía. Así que, en la idea y propósito de Zelaya, una apertura participativa y representativa más amplia (incorporando a sectores que han estado excluidos), la introducción de mecanismos de democracia directa como el plebiscito que implica la cuarta urna y la inserción de nuevas normas y reglas del juego democrático son requisitos y cambios ineludibles sin los que se volvería imposible combatir la pobreza y la exclusión. Pero, a la vez, son atentatorias contra el estilo de conducción política del Congreso y sobre todo contra los beneficios personales y políticos que el puesto y ese estilo les han venido reportando. Fíjese, compadre, que apenas se hicieron pequeños cambios en los procedimientos de votación y ya no salieron electos diputados pétreos como Ramos Soto y otros del mismo género. Esa experiencia les enseñó mucho. Entiende Ud. que perseverar en el estatus quo es un asunto de supervivencia para esta prole y la propuesta de cambios es equivalente a que les muevan el petate. Ve Ud. entonces que ampliado el contexto y el horizonte, esa polarización de la sociedad hondureña que mira desde aquellos lares no es un asunto promovido por Mel Zelaya, sino un trabajo tesonero y esforzado que el bloque élite y el estamento político han venido construyendo desde hace dieciocho años, para sólo hablar de lo más reciente de esta construcción. El común de la gente mira que trabaja y trabaja y no ve avance. Mire, compadre, esa polarización está tan metida en el tuétano social y la lleva la gente a flor de piel que la más nanométrica propuesta de justicia y participación dispara instintivamente las ilusiones y los anhelos. Seguramente a Zelaya y su rol lo construyeron también las circunstancias, y como pudo ser él podría haber sido otro. Mel sólo es parte de la ecuación. La participación de los militares en el golpe merece sólo un breve comentario. Cuando se requirió su participación en la consulta popular, como llamado de la población, el proceso era ilegal. Cuando el bloque élite le designó el papel golpista muy solícitamente lo hizo respaldándose en un argumento de legalidad. Esos militares son eso, obedientes y no deliberantes. Yo te agradezco, hermano Rodolfo, que me hayas motivado a hacer estos apuntes para darte una vista panorámica y de amplio horizonte de lo que aquí pasa. Un abrazo fraterno Tu amigo http://alainet.org/active/31451 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090704/bd9f658d/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Disco 01 Páginas 1 2 3 99 luftballoons - Nena A hard day's night - Beatles Abacab - Génesis Abracadabra - Steve Miller Band Ahora te puedes marchar - Luis Miguel All shook up - Elvis Presley Altered state - Mike Oldfield Another brick in the wall - Pink Floyd Ave María - David Bisbal Azul - Cristian Castro Believe - Cher Besa mi piel - Natalia Bienvenidos - Miguel Ríos Big Spender - Shirley Bassey Bitch - Meredith Brooks Black is black - Belle Epoque Black or white - Michael Jackson Black velvet - Alanah Miles Blade runner - Vangelis Blinded by the light - Bruce Springsteen Boda en Londres - Mecano Bohemian rapsody - Queen Breathless - Corrs Bring me to life - Evanescence Brother Louie - Modern Talking Build me up buttercup - Alan Wave Call me - Blondie Call me Al - Simon y Garfunkel Can't get you out of my head - Kylie Minogue Candy by the pound - Elton John Celebration - Kool and the Gang Chapel of love - Elton John Children - Robert Miles Clavado en un bar - Maná Close to me - The Cure Cuando tú vas - Chenoa Cuéntame - Fórmula V D.I.S.C.O. - Ottawan Dance into the light - Phil Collins Dancing in the dark - Bruce Springsteen Dancing queen - Abba De do do do de da da da - The Police De tu boca - Orquesta Los Melódicos Desert rose - Sting Desiree - Neil Diamond Devil in disguise - Elvis Presley Disco rock mix Does your mother know - Abba Dolce vita - Ryan Paris Don't go breaking my heart - Elton John Don't leave me this way - Harold Melvin Don't speak - No Doubt Don't stop - Fleetwood Mac Don't turn around - Ace of base Don't worry be happy - Bob Marley Don't you forget about me - Simple Minds Don't you want me - Human League Dragostea din tei - Haiducii Dream within a dream - Alan Parsons Project El aire que me das - David Bustamante Eva María - Fórmula V Eve of the war - Jeff Wayne Everybody needs somebody - Blues Brothers Eye in the sky - Alan Parsons Project Eye of the tiger - Survivor Faith - George Michael Fame - Irene Cara Fever - Peggy Lee Final countdown - Starship Flaca - Andrés Calamaro Footloose - Kenny Loggins For what it's worth - Buffalo Springfield Free falling - Tom Petty Fresh - Kool and the Gang Disco 01 Páginas 1 2 3 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: audio/mid Size: 20903 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090705/f0135d71/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 5 12:47:46 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 5 Jul 2009 12:47:46 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Solidariedade_com_Honduras_-_Ades?= =?iso-8859-1?q?=E3o_ao_email_de_Oscar_Niemeyer?= Message-ID: <0cf801c9fd87$f161caa0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Urda Alice Klueger From: oscar.niemeyer at cdhrio.com.br Todos com Honduras Amigos, Honduras necessita de nossa solidariedade. Nos, latinos americanos não podemos permitir nenhuma violência contra a nossa soberania. Aprendemos muito nestes últimos anos. Aprendemos a ler os signos da dominação estrangeira. Estamos alertas e empenhados na busca incessante pela Paz mundial. Condenamos o Golpe de Estado e apoiamos ao Presidente Manuel Zelaya e seu povo. No site, www.cdhrio.com.br, você pode encontrar informações, analises, bem como manifestações de apoio ao Presidente Manuel Zalaya. Todos que desejam reafirmar sua solidariedade podem aderir a Campanha encabeçada por Adolfo Perez Esquivel - Premio Nobel da Paz, endossados por Dany Glover - ator e ativista social estadunidense, por Thiago de Mello- poeta -pelo escritor cubano Roberto Fernandez Retamar, presidente da Casa de las Américas, entre outros muitos companheiros de todas as nacionalidades. Favor enviar sua adesão através do email:oscar.niemeyer at cdhrio.com.br Marilia Guimarães Copyright © 1990-2009, Cdhrio. All rights reserved. Cadastre-se no www.bcyou.com/cdhrio a sua rede de comunicação com vídeo. (*) Celular compatível com html 2.0. Plano de dados e GSM. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Convidamos você a participar da atividade de lançamento de ?Para Entender os Sindicatos no Brasil: Uma Visão Classista?, que acontecerá na Sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - APEOESP - Praça da República, 282, no dia 15 de julho de 2009 (quarta-feira), a partir das 19 horas. Muitos de nós dedicaram as suas vidas para a mobilização e a organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse período pós-ditadura militar, construímos um novo quadro político no Brasil. Tivemos importantes vitórias, mas as decepções, também, não foram pequenas. Temos, agora, que retomar o avanço das lutas. Só que, dessa vez, precisamos aproveitar a experiência acumulada. Nada melhor, portanto, do que começarmos esse esforço pela informação da sociedade e pela formação mais consistente de militantes sindicais e políticos. Por isso, o Waldemar Rossi, o William Jorge Gerab e a Editora Expressão Popular laçam essa contribuição para reascendermos o debate sobre o que são os sindicatos, qual o papel, como devem atuar e se organizar. VOCÊ, QUE ACREDITA NA POSSIBILIDADE OU GOSTARIA DA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR, MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO, VOCÊ NÃO PODE FALTAR NO ? DIA 15 DE JULHO/09, QUARTA-FEIRA, ÀS 19 horas, ? NA APEOESP, PRAÇA DA REPÚBLICA, 282. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090706/634c8b69/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 11410 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090706/634c8b69/attachment-0001.obj From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 7 19:54:00 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 7 Jul 2009 19:54:00 -0300 Subject: [Carta O BERRO] BRASIL DE FATO de 07 de julho de 2009 Message-ID: <021901c9ff55$d1b47f20$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro............................................................repassem DESTAQUES Golpe em Honduras Zelaya pede resistência pacífica de hondurenhos Pedido foi feito pelo presidente constitucional do país antes de viajar para os Estados Unidos. Nesta terça (07), Manuel Zelaya deve se reunir com a secretária de Estado, Hillary Clinton da Redação -> Após tentativa de retorno de Zelaya, tensão continua no país -> Mobilizações de apoio a Zelaya continuam Violência no campo Mais trabalhadores rurais são assassinados em Pernambuco A luta pela terra fez mais vítimas no campo brasileiro. Na segunda-feira (06), cinco trabalhadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram executados enquanto construíam casas em um assentamento no agreste permanbucano Aline Scarso NACIONAL Movimento estudantil ANEL surge para se contrapor à UNE Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre foi criada no Congresso de Estudantes do PSTU, em junho, e defende ações mais radicais na luta estudantil Michelle Amaral Educação Incra e UFG questionam fechamento de curso para assentados Desirèe Luíse Entrevista A verdadeira face do fumo IHU On-Line Amazônia MP da Grilagem beneficia poucos posseiros com muita terra Aline Scarso INTERNACIONAL Oriente Médio Conjuntura exige defesa da soberania do povo iraniano Defender o Irã contra o imperialismo não significa apoio irrestrito ao regime, dizem analistas Renato Godoy de Toledo Itália Imigração ilegal vira crime Desirèe Luíse ANÁLISE Bairro Camargos José Luiz Quadros de Magalhães Sobre o direito constitucional à saúde e ao bem-estar do povo do bairro pobre de Belo Horizonte, e de todas as pessoas em qualquer outro bairro ou cidade A cumplicidade informativa do CB com o golpismo em Honduras Iraê Sassi O Lazer e a criatividade Marcelo Barros Michael Jackson: um ser de faz de conta Maria Clara Lucchetti Bingemer EDIÇÃO 331 ASSINATURAS Assine o BRASIL DE FATO impresso e receba todas as semanas, em sua casa, um jornal comprometido com uma visão popular dos fatos do Brasil e do mundo. Você pode pagar com cartão de crédito, cheque ou boleto bancário. Clique aqui e veja como é fácil assinar o Brasil de Fato agora mesmo, pela internet, ou então ligue para (0xx11) 2131-0800. Esse é o boletim informativo do jornal Brasil de Fato, enviado eletronicamente. Se você não quer mais recebê-lo, envie um e-mail para o endereço agencia at brasildefato.com.br e coloque no assunto: descadastramento. Para passar a receber e acompanhar as atualização da página de nosso jornal, escreva para agencia at brasildefato.com.br e coloque no assunto: cadastramento -------------------------------------------------------------------------------- _______________________________________________ Boletim Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br Para sair da lista acesse: http://www.listasbrasil.org/mailman/options/boletimbdf -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090707/84ad7a1a/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 8 19:22:50 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 8 Jul 2009 19:22:50 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_3_Opini=F5es_sobre_o_Golpe_em_H?= =?windows-1252?q?onduras=2C_suas_raizes=2C_bases_e_conseq=FC=EAnci?= =?windows-1252?q?as_=3A_de_Franklin_Trein_=3B_Roberto_Leher_e_Laer?= =?windows-1252?q?te_Braga?= Message-ID: <06ff01ca001a$a19385f0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.................................................................................repassem Olhar Virtual -edição 257 de 7 de julho de 2009- http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=257&codigo=4 Por dentro do golpe Aline Durães e Fernanda Turino Foi no domingo, 28 de junho, que a democracia latino-americana se viu mais uma vez ameaçada pelo braço da repressão. O golpe militar que prendeu e exilou Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras, e conduziu ao cargo o então chefe do Congresso, Roberto Micheletti, colocou o país da América Central em destaque no cenário mundial e reacendeu a discussão acerca da fragilidade das instituições democráticas na região. A reação foi imediata: Hugo Chávez, presidente da Venezuela vítima de uma tentativa de golpe em 2002, manifestou apoio a Zelaya. Outros chefes de Estado da América Latina, entre eles o presidente Luís Inácio Lula da Silva, também se mostraram preocupados com a situação hondurenha. A Organização dos Estados Americanos (OEA) repudiou o golpe militar e, depois de uma sessão convocada em caráter de emergência, suspendeu Honduras. Também a Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a prisão de Zelaya e pediu sua restituição ao antigo cargo. O golpe militar aconteceu como reação ao plebiscito, a ser realizado no próprio dia 28, no qual a população decidiria ou não pela convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte em 2010, cujo objetivo principal seria a elaboração de uma nova Constituição para Honduras. Entre outras coisas, a nova Carta Magna permitiria a terceira candidatura de Zelaya à Presidência do país e ampliaria a democracia participativa do povo hondurenho. Mas que outros motivos podem explicar a atual situação política de Honduras? A atuação dos militares hondurenhos abre precedentes para novos golpes na América Latina? A pressão internacional para que Zelaya seja reempossado pode surtir efeito? Para responder a essas e outras questões, o Olhar Virtual conversou com Franklin Trein, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), e Roberto Leher, professor da Faculdade de Educação (FE) e 1º vice-presidente da Seção Sindical de Docentes da UFRJ (Adufrj), que, na última semana, organizou uma moção de apoio ao povo hondurenho. Confira! ?Talvez o melhor desfecho de toda esta crise venha a ser o desmascaramento dos verdadeiros interesses, econômicos e políticos, por trás do golpe? Franklin Trein Professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) ?No meu entender a única novidade nos fatos ocorridos recentemente em Honduras é, até agora, a aparente não-participação direta do governo dos Estados Unidos, que, ao não atribuir legitimidade aos militares golpistas e declarar que considera Manuel Zelaya ainda o presidente do país, rompe com uma tradição de intervenção nos assuntos internos hondurenhos que começou no final do século XIX. Em outras palavras, há mais de um século os capitais norte-americanos, liderados pela então United Fruit Co., se apossaram de enormes extensões de terra, monopolizaram a produção de frutas, tomaram conta dos transportes ferroviários, da navegação de cabotagem e de longo curso, ocuparam os portos, e por fim governaram o país impondo governos ditatoriais, militares ou civis, promovendo eleições sempre fraudadas, dando golpes para destituir governos que deixavam de ser serviçais. As Forças Armadas norte-americanas e agentes civis dos Estados Unidos agiram diretamente em território de Honduras ou treinaram e apoiaram militares e civis hondurenhos na prática de assassinatos, torturas, desaparecimentos, expulsão do país de todo aquele que se opusesse aos seus interesses. Foi assim durante décadas e principalmente no período em que forças revolucionárias lutavam para derrubar a ditadura de Somoza na vizinha Nicarágua. Perdida a Nicarágua para os Sandinistas, Honduras, que já cumpria um papel importante, se tornou o principal centro de irradiação das operações político-militares dos Estados Unidos na América Central e no Caribe, onde os seus interesses econômicos são defendidos por todos os meios e, quando necessário, com intervenção militar direta. O presidente Manuel Zelaya, que assumiu a presidência de Honduras em 27 de janeiro de 2006, foi eleito com o apoio de seu partido, o Partido Liberal, e de outras agremiações de centro e centro-direita. O fato de portar o nome Zelaya, que lembra o movimento dos camponeses liderados por Lorenzo Zelaya, assassinado em 1965, talvez tenha contribuído para que Manuel Zelaya, pouco a pouco, começasse a olhar para o povo sofrido de seu país. O diálogo com o presidente Chávez e com outros líderes mais à esquerda na América Latina certamente desagradou a classe dominante hondurenha, um grupo social muito reduzido ? 230 proprietários detêm 75% das terras agricultáveis ?, sempre intimamente ligado às Forças Armadas e às Forças de Segurança nacionais. O fato novo, neste momento, é a declaração do presidente Obama (presidente dos EUA) de que não reconhece o governo que se instalou em Tegucigalpa. Isto, no entanto, não é sinônimo de que os Estados Unidos, através de seus agentes tradicionais, tenham deixado de intervir na região e não estejam envolvidos em mais um golpe contra a frágil democracia hondurenha. Não vejo hipótese de o presidente Zelaya voltar ao poder por simples pressão da comunidade internacional. Qualquer solução, que não seja a permanência dos golpistas no poder, terá que ser negociada. Talvez o melhor desfecho de toda esta crise venha a ser o desmascaramento dos verdadeiros interesses, econômicos e políticos, por trás do golpe. Assim, enquanto o presidente Obama ocupar a Casa Branca, com o apoio de lideranças progressistas na América Latina e também de outras regiões, as forças políticas mais à esquerda em Honduras poderão ter espaço para ganhar alguma coesão social e política, que permita, no futuro próximo, dar ao país um destino de mais justiça, liberdade e desenvolvimento. Honduras, um país pobre, saqueado todos os dias ao longo de sua história, permanentemente desrespeitado em sua soberania, com seus pouco menos de seis milhões de habitantes, tem um déficit de alimentos, de habitação, de escolas, de saneamento e uma dívida pública que fazem dele portador de um dos mais baixos índices de desenvolvimento humano de todo o Continente.? É crucial que os movimentos possam defender o direito a plebiscitos democráticos e à democracia participativa, para que as reformas possam seguir avançando contra a mercantilização de todas as esferas da vida? Roberto Leher Professor da Faculdade de Educação (FE) ?Todo golpe militar é um duro golpe na débil democracia latino-americana, uma democracia que está baseada na separação radical das esferas política e econômica. Toda tentativa de alteração da ordem econômica abortada por golpes é, nesse sentido, um severo golpe contra a democracia. Não creio que o golpe militar em Honduras abra precedente de novos golpes em curto prazo, mas em médio e longo sim. Não podemos nos esquecer de que este golpe não é um raio em céu azul, pois antes houve tentativas de golpes na Venezuela, contra Chávez, e na Bolívia, contra Morales. Enquanto as contradições da crise e do padrão de acumulação puderem ser manejadas pelo social-liberalismo, Obama dificilmente apoiará abertamente qualquer intento golpista. Mas caso a crise leve de roldão a popularidade dos governos social-liberais (como Lula da Silva, Tabaré Vásquez, Bachelet, Kirchner, entre outros) e, ainda, caso os países da Aliança Bolivariana das Américas (ALBA) ? Venezuela e Bolívia, especialmente ? aprofundem as transformações antimercantis, todas as possibilidades estarão abertas. Não é ocioso lembrar que a Crise de 1929 conduziu ao fascismo e à Segunda Guerra Mundial. Saídas pela direita e com a força não podem ser descartadas. A situação em Honduras não é, entretanto, uma resposta da direita ao movimento esquerdista verificado em alguns países da América Latina nos últimos anos. Os atores que impulsionaram o golpe e a natureza do conflito corroboram a leitura de que se trata de um conflito intraburguês. A esquerda socialista hondurenha é pequena e sua representação parlamentar é diminuta. Não se trata de um confronto direita e esquerda no sentido forte da palavra, mas de um confronto que mostra que os limites para as reformas dentro da ordem estão cada vez mais estreitos, exigindo estratégias que avancem para reformas contra a (e fora da) ordem, visto que as frações burguesas dominantes não estão dispostas a ceder nem um milímetro. O afastamento dos setores dominantes do governo de Zelaya passou a assumir um caráter beligerante após a aprovação da elevação modesta do salário mínimo. A repressão está duríssima, lideranças estão sendo presas, não há liberdade de imprensa com as corporações no controle das mesmas. Preocupa-nos o antecedente de um golpe, no momento em que o processo de crise do capitalismo mostra toda a sua profundidade. Em suma, temos compromisso com a democracia na América Latina e no mundo, e não podemos nos silenciar diante de um acontecimento tão grave. Precisamos dar visibilidade ao acontecimento, enfrentar as inverdades dos meios de comunicação que insistem em associar o golpe a um suposto levante de Zelaya em prol de um novo mandato, sustentando a legitimidade de uma aproximação do país com o projeto da ALBA, caso seja essa a vontade popular. É crucial que os movimentos possam defender o direito a plebiscitos democráticos e à democracia participativa, para que as reformas possam seguir avançando contra a mercantilização de todas as esferas da vida e, não menos importante, que os movimentos acompanhem a integridade física de cada militante social hondurenho, denunciando veementemente prisões e perseguições. É importante repudiar a quebra do princípio constitucional de que as forças armadas não podem se imiscuir nos conflitos políticos internos dos países. Os movimentos podem ter um importante protagonismo na exigência de que o governo Obama e a OEA, mais do que declarações abstratas, empreendam ações efetivas contra os golpistas.? ========================================================================================================= MR. PRESIDENT JOHN MCCAIN ? O OFICIAL E O PARALELO Laerte Braga Não é só Honduras que tem um governo constitucional e um governo paralelo por força de realidades golpistas. Os Estados Unidos também. Barak Obama venceu o senador John McCain nas eleições do ano passado. Venceu no voto popular e no Colégio Eleitoral. Diferente de George Bush, que perdeu em 2000 no voto popular e venceu no Colégio Eleitoral numa fraude bisonha, mas que norte-americanos engoliram goela abaixo para não ?fraturar? a democracia do país. Onde fraude impede fratura não sei, mas lá ficou assim. Obama tomou posse, anunciou ao mundo uma nova era e transformou o governo do seu país num espetáculo itinerante. Primeiro presidente supostamente negro, de origem humilde, criado por muçulmanos e com uma estrela de primeira grandeza em seu ministério, a secretária de Estado Hilary Clinton, sua adversária no partido Democrata. É o governo oficial. McCain voltou ao Senado e juntou os cacos do governo Bush, principalmente Dick Chaney, o ex-vice-presidente, figura principal dos anos de terror republicano e montou o governo paralelo. É que comanda os EUA. O golpe militar em Honduras foi pensado, planejado e desfechado por militares hondurenhos a soldo de empresários de seu país associados a empresários norte-americanos, tudo por baixo dos panos da CIA e das articulações de Chaney e McCain. Chamam isso de patriotismo. De defesa da democracia. São os ?negócios?. O governo oficial condenou o golpe, Obama falou em volta do presidente deposto Manuel Zelaya e tudo ficou do mesmo tamanho. O governo paralelo de McCain convidou os golpistas a enviarem uma delegação a seu país, promoveu encontro com políticos, empresários e na prática, no paralelo, legitimou o golpe. Não importa que Obama tenha se recusado a receber os ?patriotas?. O golpe já estava consumado. Hilary Clinton, mais na real, percebeu toda a movimentação, a impotência do governo oficial para enfrentar os golpistas sem ?fraturar? a tal democracia norte-americana e foi logo propondo um acordo em que parece que a legalidade fica salva, mas a prática golpista permanece. O governo paralelo está governando os EUA. O governo oficial ainda não achou o caminho ou a chave da porta do país. E conta de quebra com o vice-presidente Joe Binden para o meio de campo, coisa assim do tipo ?os caras não vão engolir isso, é melhor assim ou assado?. Nessa confusão toda vão assando Obama. A solução de acordo agradaria a generais hondurenhos que não admitem o ?desprestígio? de voltar atrás no golpe e contam com generais norte-americanos como aliados. Honduras já foi conhecida como ?porta aviões? dos EUA. Há uma base com 500 soldados norte-americanos e forte armamento. Obama não tem controle sobre os generais de seu país. McCain sabe como trata-los é considerado herói da guerra do Vietnã, exatamente a que perderam de forma clara e definitiva. As ofensas racistas do ?chanceler? do governo golpista ao presidente oficial dos EUA e que valeram hoje protestos oficias do governo de Obama, refletem o pensamento das elites de ambos os países. O mesmo embaixador que encaminhou o protesto, foi o artífice do golpe. A primeira decisão de Obama ainda não foi tomada. Se é negro de fato, ou só de cor da pele e se assim o for, aí é branco. ?El negrito? não é da lavra do ?chanceler.? É a forma como o governo paralelo de McCain enxerga e trata Obama. É como se referem ao presidente oficial os que detêm o poder real nos EUA. Toda a virulência da linguagem do presidente golpista de Honduras Roberto Michelletti deriva daí. Ele e seu grupo, empresários hondurenhos ligados a empresários norte-americanos, enfrentam Barak Obama sem qualquer receio ou constrangimento, pois sabem que têm o apoio, mais que isso, o estímulo do governo paralelo de McCain. Dick Chaney continua sendo o principal formulador das reais políticas dos EUA. O golpe militar em Honduras é só um teste para aventuras maiores. Venezuela, Nicarágua, Bolívia, Paraguai, El Salvador, Cuba, Equador, todas as antigas colônias latino-americanas. Não há exagero em dizer que o governo paralelo de McCain é como um esquadrão da morte em dimensão mundial. Aviões não tripulados atacaram um acampamento no Paquistão e mataram 45 pessoas. Segundo eles ?insurgentes?. Segundo o governo do Paquistão ? que é aliado dos norte-americanos ? um ataque desnecessário, que revolta a população, viola a soberania do país e inflama o povo contra o governo e o leva a proteger ?insurgentes?. O grande problema de Barak Obama é que eles quebraram o país, mas deixaram a bomba em suas mãos. Se explodir a culpa é dele. Eles voltam, saem do paralelo (diferente de clandestinidade, pois agem à luz do dia). E muito pior que isso. O que parecia ser uma nova era, volta a ser um túnel tenebroso e sem perspectivas de saídas. Tem quem acredite nessas histórias de mocinho acabando com bandido versão Hollywood. Nunca se sabe quem é bandido ou qual é o mocinho em se tratando dos EUA. Para os latino-americanos a alternativa é a luta. A organização popular. A resistência. Sabendo de antemão que o grosso de seus militares ? que em tese seriam a garantia da soberania e da integridade territorial ? são controlados à distância por Washington, pelos porões de Washington. Vide o caso do general brasileiro Augusto Heleno, ex-comandante militar da Amazônia e hoje garoto propaganda da VALE. Cumpre o ofício em palestras ?patrióticas? Brasil afora. O que está acontecendo em Honduras é bem mais que Honduras. Permanece intocada, muito bem guardada, a grande teia golpista que comandou as ditaduras militares na América Latina no século passado. E levam de lambuja a mídia dominada, comprada e vendendo a idéia do colonizador. Yes, Barra da Tijuca. Yes, FIESP/DASLU. Yes, José Serra. Essa estranha cunha criada pelo capitalismo e que chamam de classe média achando que New York e a Broadway estão ali, é só virar a esquina. Ou apertar o controle remoto e ligar o aparelho de tevê. Yes Tegucigalpa. Tudo termina em Hollywood, ou, se for no Brasil, acaba no programa do Faustão. E congêneres. Não deixe de tomar o remédio mágico do grande irmão, a pílula que nos transforma em consumidores desvairados no estrito cumprimento do dever. É servida diariamente em doses maciças no JORNAL NACIONAL. Ou qualquer veículo da grande mídia. No mais, já está à disposição de todos na rede mundial de computadores o encontro de Elvis Presley e Michael Jackson no céu. O governo paralelo de McCain é capaz de prodígios inimagináveis. O governo oficial de Obama é de brincadeira. Para inglês ver. Se é que inglês enxerga alguma coisa desde Margareth Teatcher. Ou na versão de um tucano brasileiro, de plantão no assalto aos cofres públicos na cidade mineira de Juiz de Fora, prefeito, ?a Inglaterra acabou depois que acabaram com o fog. Perdeu a graça?. De tudo fica a lição da luta popular. De lutadores invencíveis. Em qualquer circunstância. Como naqueles filmes de ficção (nem tanto), em que humanos lutam com andróides. Navegar é isso. Acaba sendo viver. E assim a luta não pára. Eles também aprenderam isso e vão aprender mais, bem mais. Vão aprender que não têm a liberdade na palma da mão, não podem fechar os punhos e prendê-la. O povo de Honduras está mostrando isso. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090708/744cf294/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 18683 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090708/744cf294/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 9 15:32:38 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 9 Jul 2009 15:32:38 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Michael_Jackson_-_m=EDsica_do_fune?= =?iso-8859-1?q?ral_e_outras_dos_albuns_-_clique_no_nome_da_m=FAsic?= =?iso-8859-1?q?a-?= Message-ID: <0a8701ca00c3$a4d95650$0200a8c0@vcaixe> Vounessa Música - Sua música online - Michael Jackson Adeus - Músicas do Funeral(2009) Carta O Berro..............................................................................................................................................repassem Busca Música: . Michael Jackson Adeus - Músicas do Funeral (2009) Ganhe uma camiseta do nosso site! Michael Jackson Adeus - Músicas do Funeral (2009) 1. I Never Dreamed You´d Leave In Summer (Funeral) - Stevie Wonder 1. I Never Dreamed You´d Leave In Summer - Stevie Wonder 2. Will You Be There (Funeral) - Jennifer Hudson 2. Will You Be There - Michael Jackson 3. Human Nature (Funeral) - John Mayer 3. Human Nature - Michael Jackson 4. Come Together - Michael Jackson 5. Smile (Funeral) - Brooke Shields 5. Smile (Funeral) - Jermaine Jackson 5. Smile - Michael Jackson 6. Gone Too Soon (Funeral) - Usher 6. Gone Too Soon - Michael Jackson 7. Who`s Loving You - Jackson 5 7. Who`s Loving You (Funeral) - Shaheen Jafargholi 7. Who`s Loving You (Live India) - Michael Jackson 8. We Are The World (Funeral) - Michael Jackson´s Tribute 8. We Are The World - USA for Africa 9. Heal The World (Complete) - Michael Jackson 9. Heal The World (Superbowl) - Michael Jackson 9. Heal The World (Funeral) - Michael Jackson´s Tribute As Músicas Mais Ouvidas deste álbum 1. Heal The World (Superbowl) - Michael Jackson 2. Will You Be There - Michael Jackson 3. 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Smile (Funeral) - Jermaine Jackson Ouça mais CD(s) deste artista/tema Michael Jackson - Dangerous The Short Films Michael Jackson - Bad Michael Jackson - King of Pop: Brazilian Collection Michael Jackson - Thriller - Edição História - 25 Anos e-mail: fale at vounessa.com.br -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090709/59ffd5dc/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 47756 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090709/59ffd5dc/attachment-0006.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Felizmente para a oposição, FHC não se contêm, não consegue recolher-se ao fim de carreira intelectual e política melancólicos que ele merece. E cada vez que fala, o apoio ao governo e a Lula aumentam. Agora reaparece para reclamar que não se lhe dá os reconhecimentos que ele julga merecer. Carente de apoio popular, ele vai receber aqui os reconhecimentos que conquistou. Em primeiro lugar, o reconhecimento das elites dominantes brasileiras por ter usado sua imagem para implementar o neoliberalismo no Brasil. Por ter afirmado que ia ?virar a página do getulismo?. Por ter, do alto da sua suposta sapiência, dito a milhões de brasileiros que eles são ?inimpregáveis?, que ele assim não governava para eles, que não tinham lugar no país que o tinha elegido e para quem ele governava. O reconhecimento por ter dito que ?A globalização é o novo Renascimento da humanidade?, embasbacado, deslumbrado com o neoliberalismo. O reconhecimento por ter quebrado o país por três vezes, elevado a taxa de juros a 48%, assinado cartas de intenção com o FMI, que consolidaram a subordinação do Brasil ao capital financeiro internacional. O reconhecimento dos EUA por ter feito o Brasil ser completado subordinado às políticas de Washington, por ter preparado o caminho para a Alca, para o grande Tratado de Livre Comércio, que queria reduzir o continente a um imenso shopping Center. O reconhecimento a FHC por ter promovido a mais prolongada recessão que o Brasil enfrentou. O reconhecimento a FHC por ter desmontado o Estado brasileiro, tanto quanto ele pôde. Privatizou tudo o que pôde. Entregou para os grandes capitais privados a Vale do Rio Doce e outros grandes patrimônios do povo brasileiro. Por isso ele é adorado pelas elites antinacionais, por isso montaram uma fundação para ele exercer seu narcisismo, nos jardins de São Paulo, chiquérrimo, com o dinheiro que puderam ganhar das negociatas propiciadas pelo governo FHC. FHC será sempre reconhecido pelo povo brasileiro, que tem nele a melhor expressão do anti-Brasil, de tudo o que o povo detesta, ele serve para que se tome consciência clara do que o povo não quer, do que o Brasil não deve ser. Vá à Carta Maior. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090709/2de6a3e7/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 10 20:21:55 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 10 Jul 2009 20:21:55 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?1932=3A_a_revanche_olig=E1rquica?= Message-ID: <0ee801ca01b5$37573190$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................repassem 1932: a revanche oligárquica Por Augusto Buonicore "O nosso movimento é do Brasil católico, disciplinado e forte, contra a anarquia em que queriam que vivêssemos. Uma luta de Jesus contra Lenine". (Ibrahim Nobre. "Tribuno do Movimento Constitucionalista", em 12 de julho de 1932) Os antecedentes da revolta A revolução de 1930 foi um dos acontecimentos mais importantes da nossa história recente. A derrubada das velhas oligarquias, ligadas ao financiamento, produção e exportação do café, e do regime que lhes dava sustentação, criou melhores condições para o desenvolvimento do capitalismo brasileiro. Abriu caminho para a diversificação da economia e o impulsionamento da indústria moderna. Embora esse desenvolvimento mantivesse intacta e estrutura fundiária baseada no latifúndio e não rompesse substancialmente com a dependência externa, apenas recolocando-a sob novos termos. O novo governo revolucionário, dirigido por Vargas, procurou, desde o início, construir uma base social que lhe permitisse resistir aos setores das oligarquias desalojadas do poder. Implantou-se assim uma política bifronte assentada, de um lado, na concessão de direitos sociais e, de outro, na repressão às organizações operárias autônomas. A política de concessões receberia duras críticas do conjunto das classes proprietárias brasileiras. O movimento armado de 1930 foi recebido com euforia pelo povo paulista, especialmente pelas classes médias e o proletariado. Uma multidão eufórica depredou as redações dos jornais governistas, como o São Paulo Jornal e o Correio Paulistano. Existia uma forte oposição ao Partido Republicano Paulista no Estado. Esta oposição era encabeçada pelo Partido Democrático (PD), uma dissidência oligárquica, que tinha influência sobre as classes médias e que até então tinha tido seu acesso ao poder interditado pelas fraudes eleitorais típicas da República Velha. O PD apoiou a revolução e chegou a tomar o poder na capital paulista, permanecendo ali por 40 dias. Mas Vargas e os tenentes revolucionários desconfiavam das elites políticas paulistas, inclusive do PD. Por isso, para a interventoria foi indicado o tenente João Alberto, que não era paulista. O novo interventor, sob forte oposição dos grupos oligárquicos, buscou apoio junto ao proletariado paulista, agravando a desconfiança dos setores conservadores. Num ato inusitado, chegou a autorizar o funcionamento do Partido Comunista do Brasil. Embora as três pessoas autorizadas não fossem mais militantes do referido partido por haverem composto uma dissidência de caráter trotskista. O objetivo dos tenentes não era, como acusavam seus críticos conservadores, incentivar a luta de classes. Pelo contrário, eles pretendiam, sim, através de medidas sociais e de melhorias salariais, "conciliar patrões e operários, harmonizando-os para uma obra de paz e prosperidade nacional". Excluído do poder, em abril de 1931, o Partido Democrático (PD) rompeu com o governo e lançou a denúncia de que São Paulo era um território militarmente ocupado e exigiu a indicação de interventor civil e paulista (e preferencialmente do PD). A resposta governista foi o fechamento da sede do Partido, do Diário Nacional e a prisão do chefe da polícia ligado ao PD, Vicente Rao. No final do mês, os "democráticos" tentaram organizar um levante armado que foi desmantelado. Mais de 200 revoltosos foram presos. A situação se agravou. A chefia da Força Pública foi assumida pelo tenente Miguel Costa - ex-comandante da Coluna e chefe da Legião Revolucionária de São Paulo - e a da II Região Militar, pelo General Góes Monteiro. Tentando evitar novos confrontos, Vargas cedeu à pressão e substituiu Miguel Costa por Plínio Barreto, com aval dos "democráticos". Os tenentes se agitaram, pois o indicado havia caluniado a revolta de 1922, acusando os revoltosos de "bandidos". O tenente Miguel Costa organizou então um levante na Força Pública que impediu a posse do novo interventor. Vargas indicou um outro interventor paulista e civil, Lauro Camargo. Este, como os anteriores, ficou pouco tempo no cargo. Renunciou em poucos meses devido a desavenças com os tenentes. Em seu lugar assumiu um aliado dos tenentes, o comandante da II Região Militar, general Manuel Rabelo. Dia 25 de janeiro de 1932 realizou-se um grande comício na Praça de Sé no qual foi lançada a palavra de ordem "Luta pela Constituinte". Um novo comício monstro realizou-se em 24 de fevereiro. As oligarquias iniciaram um processo de unificação em nível nacional. Em São Paulo o Partido Republicano e o Democrático, inimigos históricos, se unificaram na "Frente Única Paulista". Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul formaram-se frentes únicas contra o governo federal. As bandeiras que os unificavam foram a volta do federalismo e a necessidade de se convocar uma Assembléia Nacional Constituinte. No dia 23 de fevereiro de 1932, visando tirar a bandeira de "constitucionalização" das mãos das oposições oligárquicas, Vargas promulgou o novo código eleitoral, estabelecendo o voto feminino e secreto, e anunciou a convocação de uma Assembléia Constituinte. Em 13 de maio nomeou uma comissão de "notáveis" para elaborar um anteprojeto de Constituição e marcou a eleição para 3 de maio de 1933. Foi decretado também o fim da censura à imprensa. Em 2 de março o presidente já havia feito uma outra concessão importante e nomeado um interventor civil, paulista e ligado aos grupos políticos regionais, Pedro de Toledo. Pensou, assim, deter a maré contra-revolucionária, mas cada concessão presidencial aumentava ainda mais a ousadia de seus adversários. A Frente Única exigia agora a renúncia do governo Vargas e a volta do antigo regime. O movimento operário e o levante constitucionalista Apesar da sua ausência na história oficial o movimento operário teve um importante papel na configuração do conflito que opôs as elites de São Paulo e o governo central. Entre janeiro e maio de 1932 a cidade de São Paulo foi atingida por uma onda grevista não vista desde 1917. O movimento de contestação operária atingiu seu clímax em maio. No dia 2 paralisaram os ferroviários, seguiu-se a greve dos sapateiros, vidreiros. No dia 11, a greve atingiu as indústrias têxteis, e depois se estendeu para os padeiros, empregados de hotéis e da indústria de fumo, além de inúmeras outras fábricas isoladas. Mais de 100 mil operários paralisaram suas atividades naqueles dias. O conflito durou mais de um mês. Visando neutralizar esse movimento, e a crescente influência anarquista e comunista, o governo federal sancionou várias leis trabalhistas. Em 4 de maio instituiu a lei das oito horas para a indústria; no dia 12, criou as Comissões Mistas de Conciliação; no dia 17, regulamentou o trabalho de mulheres na indústria e no comércio. Os empresários de São Paulo consideraram estas medidas como concessões inaceitáveis aos grevistas e exigiram a sua revogação. A Fiesp solicitou que se "sustasse provisoriamente em São Paulo a execução das leis sociais desse Ministério [do Trabalho] (...). Modificações dessa ordem podem ser feitas com sucesso em quadras normais, mas apresentam perigos cuja extensão V. Exa. poderá imaginar em quadras como a atual, de inquietações e desconfianças. Acedendo ao nosso pedido, haverá V. Exa. contribuído fortemente para a debelação da crise política e social". Em resposta afirmou o ministro: "Assegurando-se esses direitos desaparecerá o mal-estar reinante". Não conseguindo os seus objetivos os industriais paulistas passaram a reforçar a frente oposicionista oligárquica. O discurso anticomunista foi marca da oposição liberal paulista. Ela procurou sempre vincular o novo regime, instaurado no pós-30, com o crescimento do movimento operário e comunista. No inicio do conflito armado, o presidente do Instituto do Café afirmou: "Lavradores! Os desmandos da ditadura (...) são as melhores armas de que se servem os aventureiros internacionais, desejosos de implantar na terra acolhedora de Santa Cruz os horrores do comunismo". (Diário Nacional, 12/7/1932) O arcebispo de São Paulo, D. Duarte Leopoldo e Silva, não ficou atrás, afirmando: "A erva daninha do comunismo, trouxe-a para São Paulo a mochila de certos próceres de 1930". A própria greve se de um lado aguçou o espírito oposicionista das oligarquias, por outro, retardou os preparativos bélicos, como podemos notar nesta carta do líder democrático paulista, J. A Marrey, a Francisco Morato: "Devemos evitar a luta armada por todos os meios, sobretudo agora que se encontram em greve dezenas de milhares de operários. Pressinto a queda de nosso Partido. (...) ele deverá saber mover-se habilmente dentro da situação". No auge da greve, em 14 de maio de 1932, o jornal O Estado de S. Paulo, que havia sido oposição ao Partido Republicano Paulista, estampou em suas páginas: "O Brasil só se salvará se houver união entre seus filhos, entre os vencedores e vencidos da Revolução que ainda não se transviaram para a loucura bolchevique. Pouco importa, ao menos para nós, que, passada a tormenta e salvo o Brasil, o poder vá para as mãos dos políticos de antanho. O que cumpre, do mais humilde cidadão ao chefe do Governo, é salvar o Brasil da anarquia". A volta ao passado era melhor do que a insegurança criada pelo avanço da luta social. A revolução constitucionalista Nos dias 22 e 23 de maio uma multidão, insuflada pela imprensa e por políticos paulistas, depredou a sede do Partido Popular Progressista e o jornal A Razão, ligados aos tenentes. Em seguida um grupo de estudantes tentou depredar a sede da Legião Revolucionária de Miguel Costa. No conflito morreram quatro manifestantes: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo. Com as iniciais dos quatro nomes (MMDC) formou-se um movimento radical anti-Vargas, defensor da luta armada contra o novo regime. Em 23 de maio, aproveitando-se da comoção popular a Frente Única Paulista deu um golpe e assumiu o poder no Estado, mantendo Pedro de Toledo no governo. Todo secretariado passou a ser composto pelos grupos oposicionistas. As oligarquias haviam retomado o poder em São Paulo. Vargas novamente recuou e não tomou nenhuma providência pensando assim reduzir a crise e evitar o conflito armado. De nada adiantou. Após a tomada do poder pela Frente Única paulista, aumentou a repressão ao movimento grevista em curso. No mesmo dia a polícia invadiu o Sindicato dos padeiros e prendeu duzentos grevistas. A assembléia do Comitê de Greve foi invadida e a maioria dos seus dirigentes presa. Entre eles estavam Leôncio Basbaum, Roberto Morena, Grazini e Caetano Machado, todos dirigentes do PCB; e Righetti, líder dos trabalhadores gráficos ligado aos tenentes. A greve de maio seria esmagada pela repressão. A repressão que se seguiria enfraqueceu bastante o PCB no Estado. O Diário Nacional, ligado aos "democráticos" regozijou-se do papel repressivo do novo governo paulista. Afirmou o jornal: "São Paulo inteiro não ignora que foi à sombra da Ditadura que as doutrinas extremistas encontraram campo de expansão (...). Em 23 de maio, depois que o povo paulista conquistou na praça pública (...) o seu próprio governo, essa situação modificou-se. Uma das principais providências tomadas (...) foi a organização de turma especializada para a repressão ao bolchevismo (...). Iniciou-se dali a campanha contra os estipendiados de Moscou. Que a colheita foi boa, prova-o a relação que abaixo publicamos, das prisões desde os últimos dias de maio" (em 14/9/1932). As elites paulistas buscaram então forjar uma aliança político-militar com os dirigentes de Minas e Rio Grande do Sul com o objetivo de derrubar o governo. Formou-se um comando militar paulista da revolta tendo à frente os generais Isidoro Dias Lopes, Bertoldo Klinger e Euclides de Figueiredo. No dia 9 de julho, confiantes na vitória, os generais paulistas iniciaram o movimento armado. No entanto, o interventor gaúcho recuou de sua posição e deu o seu apoio ao governo. Diante de um convite dos revoltosos os comandantes da Força Pública mineira afirmaram: "A vossa palavra tocou-nos profundamente o coração", mas "o que nós queremos acima de tudo é a ordem". Minas escolheu o caminho da negociação e abandonou seus aliados paulistas. As oligarquias de São Paulo ficaram isoladas num combate contra o poder central. No início os paulistas acreditavam que o movimento seria "uma simples parada militar, mera marcha triunfal até o Rio de Janeiro". Miguel Costa e seus aliados foram presos e iniciou-se uma dura repressão contra todos os grupos partidários de Vargas e de esquerda, como comunistas e anarquistas. Mais de 1400 pessoas são presas durante o movimento. O afastamento das classes populares, especialmente da classe operária, foi visível. No manifesto de apoio, lançado no dia seguinte do levante, das 28 entidades que assinaram apenas 4 eram de trabalhadores. Os grandes sindicatos operários não foram solidários com o levante de 1932, o instinto de classe lhes dizia que aquele movimento era contra os seus interesses. O esmagamento da greve geral de maio havia sido um bom exemplo disso. A derrota militar das oligarquias A luta durou três meses e foi bastante desfavorável aos paulistas, inferiorizados em armamento e em efetivos militares. As sucessivas derrotas e frustrações levaram a que ocorressem deserções nas tropas paulistas. Na retaguarda cresceu o descontentamento das classes populares submetidas a todo tipo de privações e bombardeios governistas, ocorrendo casos de saques. Em 2 de outubro o comandante da Força Pública de São Paulo, sem autorização dos demais comandantes, assinou o armistício e destituiu Pedro de Toledo. Justificando a rendição o seu comandante, Coronel Herculano de Carvalho, afirmou: "Aquilo já não era humano, já não era desprendimento; raiava à loucura. Um crime continuar a luta daquele modo". Fracassava assim a tentativa das oligarquias paulistas de reconquistar o poder político no Estado nacional brasileiro. Vários combatentes de 1932 deram-se conta de que haviam sido utilizados pelas oligarquias. Um ano após o fim do conflito um Manifesto de ex-combatentes denunciava "os privilégios e regalias que galardoavam desigualmente os filhos da fortuna, guerreiros brancos da retaguarda, vistosos e luzidios, ostentando galões e proclamando bravuras imaginárias" e, concluía: "Nós somos aqueles que hoje estão convictos do embuste e da mistificação a que foram atirados pelo manobradores da política profissional, promotores de revoluções com o intuito de reconquista do poder perdido". Apesar da desorganização do Partido Comunista e das entidades sindicais, existia ainda um medo insano da insurreição comunista em São Paulo. Uma das justificativas da rendição foi a de que "a ordem pública em São Paulo estava seriamente ameaçada por um grande surto comunista". Por sua vez, o general vitorioso, Góis Monteiro, afirmou: "Ordenei ao General Daltro Filho entrar, à frente de suas forças, na capital paulista, a fim de garantir a ordem pois havia ali muita confusão e grande desapontamento, além de levantes de caráter comunista". Naqueles dias tumultuados, o fantasma do comunismo parece que atormentava vencidos e vencedores e contra ele não tardaram a se unificar em 1935 e em 1937. -------------------------------------------------------------------------- Augusto César Buonicore, Historiador, mestre em ciência política pela Unicamp, secretário-geral do Instituto Maurício Grabóis (IMG), membro do conselho editorial das revistas Princípios, Debate Sindical e Crítica Marxista e membro do Comitê Central do PCdoB. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090710/d34bc814/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1877 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090710/d34bc814/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jul 11 14:51:12 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 11 Jul 2009 14:51:12 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_VIVA_HONDURAS_LIBRE!_-_=A1VIVA_LA?= =?iso-8859-1?q?TINOAM=C9RICA_UNIDA!_Por_Sonia_Figueras*__Falam_os_?= =?iso-8859-1?q?Poetas_do_Mundo__e_Alejandro_Mujica_Olea_do_Proyect?= =?iso-8859-1?q?oCulturalSur?= Message-ID: <007c01ca0250$2e9730a0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Movimiento Poetas del Mundo ¡VIVA HONDURAS LIBRE! - ¡VIVA LATINOAMÉRICA UNIDA! 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Los sucesos y el atropello que nuestro pueblo vive producto del Golpe de Estado fraguado por los grupos de poder y la fuerza militar hacen que nos pronunciemos a favor del orden constitucional. Una vez más, hemos sido someditos bajo anocrónicas prácticas heredadas de guerras civiles y la oscura guerra fría. Mirad Soldado Hondureño (Alejandro Mujica Olea) do Proyecto CulturalSur Mirad militar, como mis porotos con sus manos verde amarillo las levantan al cielo y saludan al sol. Mirad aviador, como mis tomates, con sus hojas de manos verdes oscuro las levantan y saludan al sol. Mirad marino, en ti no hay gloria. ¿Porque tú no levantas tus manos ensangrentadas? y saludan al sol de la Democracia. Mirad militar, al pueblo con sus puños hinchados los que caerán en sus caras de payazos, y esas manos destrozaran sus uniformes que traicionaron. Mirad aviador, el pueblo vencerá y con sus propias manos te arrancara el corazón de traidor y sobre tu pecho plantara maíz. De Alejandro Mujica Olea (Leer Más) Inscribirse) (S'inscrire) (Sign Up) (Inscreverse) Per Registrare (sich einschreiben) Per Registrare (Inskribatu) (?????) (Uclani se) (inscriur-es) (Skriv pâ) (??????????) ??? ??? ????????? ?????????? ?????: GGEZ! info at poetasdelmundo.com Este mensaje se envia a su correo en base al Art. 28b de la ley 19.955 que reforma la ley de derechos del consumidor,y los articulos 2 y 4 de la ley 19.628 sobre proteccion de la vida privada o datos de caracter personal, todo esto en conformidad a los numerales 4 y 12 de la constitucion politica. Su direccion ha sido extraida manualmente por personal de nuestra compania desde su sitio Web en Internet, o ha sido introducida por usted al aceptar el envio de mensajes publicitarios al inscribirse en alguno de los sitios o foros de nuestra Red de trabajo. Para ser removido escriba aqui: info at poetasdelmundo.com -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090711/70cfed06/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: audio/mid Size: 18175 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090711/70cfed06/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 12 12:59:53 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 12 Jul 2009 12:59:53 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_M=FAsicas_Nacionais_e_Internaci?= =?windows-1252?q?onais_=2E=2E=2Ee_muito_mais=2E_Site_enviado_pela_?= =?windows-1252?q?amiga_Neide_Pessoa=2E?= Message-ID: <02f901ca0309$cc9b01a0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: neide_pessoa Legal, e são muitas as paginas, é só megulhar e ouvir. Veja o site das músicas. Neide http://solonmagno.com/portal/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090712/59c80a2b/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 24442 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090712/59c80a2b/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 12 12:59:59 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 12 Jul 2009 12:59:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?O_Blog_Semlivro_vai_publicar_art?= =?windows-1252?q?igos=2C_livros_e_a_produ=E7=E3o_liter=E1ria_de_Ca?= =?windows-1252?q?rlos_Marighella_nesse_ano_que_se_completa_40_anos?= =?windows-1252?q?_de_seu_assassinato=2E?= Message-ID: <02fe01ca0309$cf748770$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: rui dos santos santana santana To: adelino13 at hotmail.com From: sem_livros at hotmail.com clique no endereço abaixo: http://semlivros.blogspot.com -------------------------------------------------------------------------------- O Blog Semlivro vai publicar artigos, livros e a produção literária de Carlos Marighella nesse ano que se completa 40 anos de seu assassinato. Em seu enterro não havia velas: Como acendê-las, sem a luz do dia? Em seu enterro não havia flores: Onde colhê-las, nessa manhã fria? Em seu enterro não havia povo? Como encontrá-lo, nesta rua vazia? Em seu enterro não havia gestos: Para e inerte a minha mão jazia Em seu enterro não havia vozes: Sobre censura estava a salmodias Mas a luz e flor e povo e gesto e canto Responderão ?presente?, chegada a primavera Mesmo que tardia! Aninha Montenegro (amiga de Marighella) "Seu nome, como muitos outros da história recente brasileira, ainda não saíram das sombras, a que a elite insiste em relegar a nossa história. Carlos Marighella não ambicionava o poder, mas um Brasil soberano, livre da submissão ao capital estrangeiro. O momento exigia como ainda hoje, mudanças radicais na estrutura social brasileira. Defensor da guerrilha urbana como forma de revolução social, passou a ser o principal orientador da oposição armada no Brasil, ao lado de outro companheiro, Carlos Lamarca, morto no sertão baiano em 17 de setembro de 1971. Perseguido pelo regime militar e finalmente assassinado em 4 de novembro de 1969, em São Paulo, Marighella foi vítima do terrorismo estatal, sua morte exige muitas explicações das reais circunstâncias em que foi emboscado e morto, inclusive dos frades dominicanos." O mulato Carlos Marighella Era filho de um imigrante italiano, o operário Augusto Marighella e Maria Rita do Nascimento, negra e filha de escravos. Teve sete irmãos e irmãs.Fez os estudos iniciais no Ginásio da Bahia, hoje Colégio Central. Contrariando as expectativas reservadas a famílias de poucas posses, em 1929, Carlos começou a cursar engenharia civil na Escola Politécnica da Bahia.Já nessa época, com 18 anos, Carlos despertou para as lutas sociais e entrou no Partido Comunista. Aos 21 anos, em 1932, foi preso pela primeira vez, por escrever e divulgar um poema com críticas ao interventor da Bahia, Juracy Magalhães.Em 1936, abandonou o curso de engenharia e mudou-se para São Paulo, com a tarefa da direção partidária de reorganizar o Partido Comunista, que se encontrava esfacelado, após as lutas de 1935, na chamada . Foi novamente preso.No ano de 1937 aconteceu a anistia, assinada pelo então ministro da Justiça, Macedo Soares e Marighella foi libertado, mas as perseguições não cessaram, pois nesse mesmo ano deu o golpe instaurando o que colocou o Partido Comunista na clandestinidade. A militância de Carlos Marighella incomodava o governo e é novamente preso em 1939, e desta vez, confinado em Fernando de Noronha. Consta que neste presídio foi estabelecida, pelos próprios prisioneiros, uma divisão igualitária de tarefas, independente do peso político que o indivíduo tivesse fora da prisão. Criaram uma Universidade Popular e ensinavam uns aos outros filosofia, história, matemática. Marighella deu aulas de filosofia.Após três anos em Fernando de Noronha, Carlos e os companheiros presos foram transferidos para o presídio da Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro. Fernando de Noronha, nessa época do conflito da Segunda Guerra Mundial, passou a ser base de apoio das operações militares dos aliados no Atlântico Sul. O início das divergênciasNo ano de 1943 aconteceu o polêmico apoio do Partido Comunista ao governo ditatorial de Vargas, em razão da entrada do Brasil na guerra. Marighella discordava dessa posição, mas mesmo preso é eleito para o Comitê Central do partido.Com a vitória dos , no ano de 1945, aconteceu nova anistia no Brasil. O Partido Comunista voltou à legalidade e Marighella foi eleito deputado constituinte.Com o fim do Estado Novo, venceu as eleições o general , empossado em 31 de janeiro de 1946, que, aproximando-se dos setores conservadores, desencadeou ferrenha perseguição ao Partido Comunista, que foi posto novamente na ilegalidade, em 1947. Nessa época Marighella dirigia a revista teórica do partido chamada Problemas. No início de 1948 foram caçados os mandato dos parlamentares comunistas e Marighella voltou à clandestinidade. Ainda nesse ano nasceu o seu filho Carlos, fruto do relacionamento que teve com Elza Sento Sé. Conheceu Clara Charf, que será sua companheira até o fim da vida. Na clandestinidade, de 1949 a 1954, em São Paulo, Marighella atuou na área sindical do partido, mas incomodava a direção partidária, pois era considerado excessivamente esquerdista. Sua atuação aproximou o partido da classe operária e juntos promoveram uma greve geral, conhecida como a "Greve dos Cem Mil", em 1953. Também participou da campanha "O petróleo é nosso". Ainda em 1953, foi à China e à União Soviética, retornando em 1954.No ano de 1954, depois da morte de Getúlio Vargas e no início do governo de , os comunistas, ainda na ilegalidade, começaram a atuar com mais visibilidade. Na política internacional fatos relevantes marcaram esse período: em 1956, o XX Congresso do PC da União Soviética denunciou os crimes de Stálin; em 1959, aconteceu a revolução cubana. Vivia-se o auge da chamada "guerra fria", mas o Partido Comunista Brasileiro adotou a "coexistência pacífica" pregada pela União Soviética.Com o fim do governo de Juscelino Kubistchek, assumiu a presidência, para renunciar sete meses depois. , depois de uma crise política, tomou posse e o Partido Comunista voltou à legalidade aproximando-se do governo. Carlos Marighella passou a divergir da linha adotada pelo partido, divergências que em 1962, deram origem ao Partido Comunista do Brasil - PC do B.Em 1964, o golpe de estado, que estabeleceu a ditadura militar, proporcionou uma nova perseguição aos comunistas. Marighella foi baleado e preso num cinema da Tijuca, no Rio de Janeiro. C onseguiu sobreviver e ficou encarcerado por 80 dias, e em seguida, foi solto pela atuação do advogado Sobral Pinto.Publicou Por que resisti à prisão, em 1965 e em 1966, A Crise Brasileira onde discorreu sobre sua opção por organizar os trabalhadores brasileiros contra a ditadura e a luta pelo socialismo. Nesse livro pregava a luta armada, com base numa aliança entre operários e camponeses. Fundando a brasil/ult1689u70.jhtm">Carlos Marighella continuou divergindo da linha oficial adotada pelo PCB e, em 1967, suas posições saíram vitoriosas na Conferência Estadual de São Paulo, em confronto com Luiz Carlos Prestes. Nessa época, preparava-se o VI Congresso do partido e aconteceu uma intervenção da direção partidária nos diretórios dos estados, visando impedir o crescimento das idéias defendidas por Marighella, que, rompeu com o partido logo após uma viagem à Cuba, onde foi participar de uma reunião da Organização Latino-Americana de Solidariedade-OLAS. Sua participação foi desautorizada pela cúpula partidária. Retornando ao Brasil foi expulso do PCB e, em seguida, fundou a Ação Libertadora Nacional-ALN, que preconizava a luta armada.1968 foi um ano de atos radicais da ALN. Marighella participou de diversas ações armadas visando adquirir fundos para a construção do partido, com diversos assaltos a bancos que foram reinvidicados pela ALN. A organização também teve fortes influências no meio estudantil. Nesse período a ditadura aumentou a repressão aos grupos de esquerda, entre eles, a Vanguarda Popular Revolucionária, comandada pelo capitão Carlos Lamarca, que desviou um carregamento de armas para a guerrilha que se instalava no Vale do Ribeira, em São Paulo. Em setembro desse ano, o embaixador norte-americano foi feito prisioneiro por integrantes da ALN e do MR-8, e foi trocado por quinze presos políticos.Marighella era apontado como inimigo público número um. Cartazes de "Procurados" foram espalhados por todo o Brasil e a sua perseguição envolveu toda a estrutura da polícia política. Para orientar as ações da ALN, Marighella escreveu o Mini-manual do Guerrilheiro Urbano.A Aliança Libertadora Nacional tinha aproximações com os frades dominicanos e alguns deles estavam presos. Montou-se uma emboscada, através do contato desses frades, que agendaram, sobre tortura, um encontro na alameda Casa Branca, em São Paulo. No dia 4 de novembro de 1969, às oito horas da noite, Carlos Marighella caiu na emboscada armada pelo extinto DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social) de São Paulo. Cercado por 30 policiais, com o delegado Sérgio Paranhos Fleury, à frente, foi assassinado. A ALN existiu até 1974.Sua situação de combatente contra a ditadura foi reconhecida pelo governo brasileiro, em 1996 e sua esposa Clara Charf passou a ser indenizada, a partir de 2008. *Antônio do Amaral Rocha é jornalista, com estudos de pós-graduação em Literatura Brasileira e Cinema. Trabalha como editor, artista gráfico e resenhista, colaborador free-lance de diversas publicações em São Paulo -- Postado por Rui Baiano Santana no SEMLIVROS em 7/11/2009 10:33:00 AM -------------------------------------------------------------------------------- Conheça os novos produtos Windows Live. 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 2225 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090712/1b04c5d3/attachment-0007.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2109 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090712/1b04c5d3/attachment-0008.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3276 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090712/1b04c5d3/attachment-0009.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 13 20:20:35 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 13 Jul 2009 20:20:35 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_SOLIDARIEDADE_FRENTE_=C0_PERSEG?= =?windows-1252?q?UI=C7=C3O_CONTRA_O_SECRET=C1RIO_GERAL_DO_PARTIDO_?= =?windows-1252?q?COMUNISTA_COLOMBIANO?= Message-ID: <014c01ca0410$8691f260$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Pedro Martnez Pirez From: Urda Alice Klueger SOLIDARIEDADE FRENTE À PERSEGUIÇÃO CONTRA O SECRETÁRIO GERAL DO PARTIDO COMUNISTA COLOMBIANO Como parte da escalada de perseguições aos líderes de oposição que manifestam abertamente suas divergências com o regime do presidente colombiano Álvaro Uribe Vélez, surge a injusta e mentirosa acusação feita contra a pessoa de Jaime Caicedo Turriago, professor universitário de larga trajetória, acadêmico e pesquisador social, vereador da cidade de Bogotá, atual secretário geral do Partido Comunista Colombiano e dirigente nacional do Polo Democrático Alternativo. Tal acusação trata de apresentá-lo como ?colaborador? político à margem da lei, quando todos conhecemos de larga data o seu comportamento civilista, sua postura ética, suas contribuições constantes e firmes à luta pela conquista de uma paz democrática para a Colômbia, e sua incansável e intransigente denúncia frente aos enormes desequilíbrios sociais, políticos, culturais e econômicos que assolam a sociedade colombiana. Não apenas rechaçamos esta grosseira montagem política que pretende cobrar contas à intransigente ação pública de Jaime Caicedo, como também respaldamos plenamente o seu direito à divergência e à formulação de saídas distintas à terrível encruzilhada colombiana. Esta parece ser uma nova ameaça contra ele e contra as liberdades públicas, como tantas outras ocorridas contra inumeráveis dirigentes políticos e populares, artistas, sindicalistas, jornalistas e intelectuais que se mostram contrários às lesivas decisões governamentais de Uribe e seus palacianos. No caso específico de Jaime Caicedo, esta situação representa uma nova escalada vergonhosa mas decidida de perseguição que já conta com vários atentados contra a sua vida, com a interceptação ilegal de suas chamadas telefônicas por parte do DAS [Departamento Administrativo de Segurança], com o clandestino acompanhamento de suas atividades e movimentos por parte de organismos de segurança do Estado, e com todo o tipo de manobras físicas e políticas que ao fim visam tentar apagar sua presença e sua capacidade crítica, tudo isso sem que as autoridades colombianas tenham alguma vez encontrado responsáveis destas arbitrariedades e delitos cometidos contra ele. Por isso, chamamos a solidariedade com Jaime Caicedo e com o que ele representa em termos de espaços democráticos para o exercício pleno dos direitos e liberdades civis na Colômbia. Sua voz não pode ser calada mediante fraudes revestidas de processos armados convenientemente para a ocasião, nem a sua ação política legal pode ser interrompida com incomprovadas acusações sem fundamento algum. Por favor, faça chegar a sua assinatura ou carta de solidariedade ao seguinte endereço eletrônico. solidaridadconjaimecaicedo at gmail.com -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.375 / Banco de dados de vírus: 270.13.9/2229 - Data de Lançamento: 07/10/09 07:05:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090713/6d7d5df4/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 36893 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090713/6d7d5df4/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090713/6d7d5df4/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 14 19:50:35 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 14 Jul 2009 19:50:35 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?MPF_no_Par=E1_vai_pedir_suspens?= =?windows-1252?q?=E3o_das_buscas_no_Araguaia_/_e_veja_a_carta_das_?= =?windows-1252?q?entidades_e_familiares?= Message-ID: <00ea01ca04d5$8047ba50$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. REPRESSÃO À GUERRILHA MPF no Pará vai pedir suspensão das buscas no Araguaia Agência Brasil - 18h42 O MPF-PA (Ministério Público Federal no Pará) anunciou nesta segunda-feira (13/7) que vai pedir a suspensão das buscas no Araguaia devido à falta de participação dos parentes dos desaparecidos. (*) Veja carta abaixo Os procuradores da República em Marabá também exigem que os militares que combateram os guerrilheiros sejam ouvidos. O pedido de suspensão será encaminhado por meio de ofício da PGR (Procuradoria Geral da República) ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. De acordo com nota divulgada pelo MPF, o ofício a ser encaminhado a Jobim é a segunda tentativa do MPF de paralisar as buscas e garantir o depoimento de militares ainda vivos, que tenham participado da repressão à guerrilha. No final de junho, uma petição da procuradora da República Luciana Loureiro, de Brasília, solicitou à Justiça Federal que ordenasse essas providências, mas até agora não houve resposta. ?A falta de informações sobre as operações e as declarações do ministro Nelson Jobim à imprensa, negando a participação de parentes e do próprio MPF no acompanhamento das buscas, vem causando preocupação nas famílias dos desaparecidos e nos procuradores da República, que atuam no Pará?, destacou a nota divulgada hoje. Na semana passada, Jobim alegou que os parentes não poderiam ser inseridos no grupo que supervisionará os trabalhos, por eles representarem parte na ação que condenou a União a realizar as buscas em um prazo de 120 dias. De acordo com o documento, assinado pelos procuradores Tiago Rabelo e André Raupp, ?toda e qualquer medida efetiva de campo, se não articulada de forma absolutamente cautelosa e transparente pelo Exército, implicaria déficit democrático das medidas e poderia acarretar receios e suspeitas por parte dos representantes das famílias dos guerrilheiros, entidades de defesa de direitos humanos e, enfim, de toda a sociedade civil". O documento a ser encaminhado ao ministro defende que, na ação, seja garantida a participação de todos os interessados e que as buscas sejam acompanhadas de ampla divulgação de motivos, organograma de atividades, relação de integrantes e suas respectivas atribuições. Os procuradores ainda avaliaram que a sentença, transitada em julgado, que deve ser executada pela União, determina que as buscas sejam conduzidas de maneira totalmente diferente do que vem acontecendo. De acordo com o MPF a sentença determinou que ?fosse feita rigorosa investigação, para construir um quadro preciso detalhado das operações realizadas na guerrilha, devendo para tanto intimar a prestar depoimentos todos os agentes militares ainda vivos que tenham participado de quaisquer operações?, diz a nota. ================================================================= (*) Carta Aberta Em resposta ao Governo Federal Nós, familiares e companheiros dos mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura militar, e entidades comprometidas com a luta pela Verdade e por Justiça, manifestamos nossa indignação e repúdio às atividades ora desenvolvidas pelo governo federal na região onde ocorreu a Guerrilha do Araguaia. Assistimos, estarrecidos, a ida de uma caravana essencialmente militar, sem a presença dos familiares, sem a participação da Comissão Especial para Mortos e Desaparecidos, sem a presença da Secretaria Especial de Direitos Humanos. Acompanhamos também estarrecidos, as informações divulgadas pela imprensa de que o comandante da operação buscou afastar a presença dos jornalistas. Há um mês, no Rio de Janeiro, já manifestamos pessoalmente nossa posição ao Exmo. Senhor Presidente da República, entregando-lhe uma nota de repúdio à Portaria nº 567/MD de 29/04/2009 que, se sobrepondo à Lei 9140/95, criou um grupo de trabalho com a finalidade de coordenar ?as atividades necessárias para a localização, recolhimento e identificação dos corpos dos guerrilheiros e militares mortos no episódio conhecido como Guerrilha do Araguaia?. Esperávamos - como esperamos já há mais de trinta anos - que medidas fossem tomadas pelo Exmo. Senhor Presidente para atender as nossas reivindicações. Esperávamos também que o representante do PCdoB, partido que conduziu a guerrilha, ouvisse nosso clamor. Esperávamos não ser convidados como meros ?observadores ativos? das ?ações de âmbito militar? dentro de uma árdua luta que nós encabeçamos há tantos anos. Pelo contrário, esperávamos do Governo Federal e do Exmo. Senhor Presidente da República respeito por nossa luta, por nossa dor, por nosso luto inacabado, por nossos corpos insepultos. Destacamos, com veemência: · que somente agora a ação ora orquestrada pelo Governo Federal responde à sentença judicial da ação interposta pelos familiares de desaparecidos da Guerrilha do Araguaia, já pronunciada há mais de seis anos e transitada e julgada em dezembro de 2007 e o faz de maneira inepta e inaceitável; · que o Exército, que ora coordena as buscas, levou anos para reconhecer oficialmente a existência da Guerrilha do Araguaia e a participação de seus integrantes nos combates, sem nunca ter assumido as prisões, torturas, assassinatos e desaparecimentos. · que o Exército e muitas das instituições vinculadas à União sempre afirmaram que a guerrilha não existiu e negam até hoje a existência de arquivos, sem ter a decência e qualquer sentimento de humanidade para apontar onde foram parar as informações de que dispunham as três forças em 1993, conforme atestaram Exército, Marinha e Aeronáutica em relatórios militares referentes aos nossos desaparecidos, encaminhados à Câmara Federal e ao então Ministro da Justiça, Maurício Correa. É desesperador, depois de tantos anos, assistirmos passivamente o que ocorre, e ainda mais angustiante, saber que informações e pistas importantes acerca de nossos familiares podem estar sendo destruídas, já que na coordenação do grupo de trabalho está um general de brigada, que declarou ao ?O Norte de Minas? sua defesa do golpe militar de 31 de março de 1964, data em que, segundo o general, ?o exército brasileiro atendendo a um clamor popular foi às ruas contribuindo substancialmente e de maneira positiva, impedindo que o Brasil se tornasse um país comunista.? Continuamos a defender que todas as iniciativas de localização, recolhimento e identificação dos corpos dos guerrilheiros mortos e desaparecidos sejam conduzidas pela Comissão Especial, constituída e em funcionamento sob o escopo da Lei nº 9.140 de 1995, cuja competência política, legal e ética é inquestionável. Não aceitamos as declarações do Ministro da Defesa, que afirma que a CEMDP não poderia participar por ser parte, pois a mesma é constituída de familiar, representante das forças armadas, do Ministério Público Federal e do Ministério das Relações Exteriores, demonstrando com isto o legislador que as partes envolvidas deveriam ser representadas na dita comissão. Estamos tratando da vida e da morte dos nossos familiares e companheiros, mortos na luta contra a ditadura militar. Exigimos a presença do Ministério Público, que garantirá, com total isenção, as investigações possíveis e necessárias. Manifestamos nosso respeito e solidariedade à população do território em que se desenrolaram os combates e a repressão à Guerrilha do Araguaia, pois o caráter militar da expedição novamente os atemorizará e reabrirá feridas que até hoje não foram cicatrizadas. Continuaremos nossa luta. Verdade e Justiça! Em 9 de julho de 2009. In memorian Agrícola Maranhão do Vale Alice Pereira Fortes Alzira Grabois Anita Lima Piahuy Dourado Arnaldo Xavier Cardoso Rocha Benigno Girão Barroso Berel Reicher Blima Reicher Clélia Tejera Lisbôa Consueto Ferreira Callado Cristovam Sanches Massa Cyrene Moroni Barroso Davi Capistrano Filho Dilma Alves Edgar Corrêa Edmundo Dias de Oliveira Edwin Costa Elza Joana dos Santos Ermelinda Mazzafero Bronca Eunice Santos Delgado Euthália Rezende de Souza Nazareth Fanny Akselrud de Seixas Guilhermina Bezerra da Rocha Helena Pereira dos Santos Ilma Linck Haas Iracema Merlino Irene Guedes Corrêa Izabel Gomes da Silva James Wright João Baptista Xavier Pereira João Luiz de Moraes Julieta Petit da Silva Lais Maria Botelho Massa Lulita Silveira e Silva Majer Kucinski Manoel Porfírio de Souza Márcia Santa Cruz Márcio Araújo Maria de Lourdes Oliveira Maria Madalena Cunha Maria Mendes Freire Odete Afonso Costa Paulina da Silva Rosalvo Cypriano Souza Walter Pinto Ribas Zuleika Angel Jones Centro Cultural Manoel Lisboa Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos Comitê Catarinense Pró-memória dos Mortos e Desaparecidos Fórum dos ex-presos e perseguidos políticos de São Paulo Grupo Tortura Nunca Mais ? Rio de Janeiro Grupo Tortura Nunca Mais - São Paulo Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado - IEVE Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania Movimento Tortura Nunca Mais - Pernambuco Aluizio Palmar Ana Maria Eustáquio Fonseca Ana Maria Muller Ângela Mendes de Almeida Carmem Lúcia Lapoente Silveira Cecília Maria Bouças Coimbra Celso Carvalho Molina Cesar Augusto Teles Clarice Herzog Claudio Carvalho Molina Claudio Antonio Weyne Gutierrez Clélia de Mello Clóvis Petit de Oliveira Criméia Alice Schmidt de Almeida Cristina Capistrano Denise Peres Crispim Derlei Catarina De Luca Dower Rios Freitas Alvim Dulce Maia Edgardo Binstock Edival Nunes Cajá Edson Luiz de Almeida Teles Elza Ferreira Lobo Elizabeth Silveira e Silva Elzita Santa Cruz Enzo Luis Nico Jr. Gertrud Mayr Gilberto de Carvalho Molina Helena Greco Helenalda Resende de Souza Nazareth Heloisa Greco Iara Xavier Pereira Ivan Akselrud Seixas Igor Grabois Ivanilda da Silva Veloso Jayr Alberto de Nazareth Costa Janaína de Almeida Teles Jane Quintanilha Nobre de Mello Joana D?Arc Ferraz João Carlos Schmidt de Almeida Grabois Juliana Guimarães Lopes Laura Petit da Silva Lillian Ruggia Lorena Moroni Girão Barroso Lucia Vieira Caldas Marcelo da Costa Nicolau Marcelo Santa Cruz Maria Amélia de Almeida Teles Maria Augusta Oliveira Maria do Amparo Araújo Maria Eliana de Castro Pinheiro Maurício Grabois Silva Miriam Marreiro Malina Mônica Eustáquio Fonseca Nei Tejera Lisboa Orlando Bonfim Ricardo Eustáquio Fonseca Suzana Keniger Lisbôa Togo Meirelles Netto Valéria Couto Victória Lavínia Grabois Olimpio Zilda Paula Xavier Pereira -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090714/f7c47da4/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 15 18:18:30 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 15 Jul 2009 18:18:30 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Olho por olho do jornalista Lucas Figueiredo Message-ID: <005901ca0591$cda52730$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Olho por olho Postado por Leandro Fortes Imprensa De volta aos quartéis, em 1985, os militares golpistas de 1964, com o apoio das gerações seguintes da caserna, decidiram silenciar sobre os crimes perpetrados durante a ditadura militar. Tratava-se de um plano de esquecimento calcado na Lei da Anistia, de 1979, mas surpreendentemente desconstruído logo nos primeiros meses da redemocratização. Sem estardalhaço, no dia 15 de julho de 1985, o livro ?Brasil: Nunca Mais? apareceu nas principais livrarias do país e provocou um terremoto nas pretensões de amnésia coletiva alimentadas pela turma fardada que havia mandado e desmandado, por 21 anos, na República. O BNM era uma obra de 312 páginas, resultado de seis anos de trabalho clandestino de voluntários sob o manto protetor do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, ex-arcebispo de São Paulo, e do falecido reverendo Jaime Wright, pastor presbiteriano defensor da causa dos direitos humanos no Brasil. O livro era um resumo sucinto, mas devastador, da rotina de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados de presos políticos durante a ditadura. Mestre em fazer autopsias em defuntos quentes da crônica política nacional, o jornalista Lucas Figueiredo faz do processo de construção do ?Brasil: Nunca Mais? o ponto de partida para, então, desnudar outro livro, fruto de uma reação das sombras, o Projeto Orvil, idealizado nos quartéis para ser o contraponto dos saudosistas da ditadura aos fatos e nomes relacionados pelo BNM. Essa duelo entre opostos que se atraem, como observa Figueiredo, paira sobre a narrativa do livro ?Olho por olho?, editado pela Record. A sequência de informações baseia-se numa impressionante incursão pela doutrina militar brasileira forjada pelo anticomunismo e pelas paranóias ideológicas estimuladas e difundida pelas forças armadas durante a Guerra Fria. O ?Orvil? (isso mesmo, livro ao contrário), longe (na verdade, incapaz) de ser uma obra literária, é uma compilação das muitas apostilas sobre guerra revolucionária, até pouco tempo em voga nas escolas e academias militares do país. Lucas Figueiredo é especialista em investigação jornalística e autor de livros-reportagens fundamentais para se entender a história política nacional, em tempos distintos. Foi durante a apuração de um deles, ?Ministério do Silêncio? (Record, 2005), sobre a formação dos serviços secretos brasileiros, que Figueiredo se bateu com a informação sobre a existência do ?Orvil?, projeto ordenado pelo ex-ministro do Exército Leônidas Pires, durante o governo José Sarney, para reduzir o dano provocado pelas revelações do ?Brasil: Nunca Mais?. Ao conseguir botar as mãos, em 2007, em um dos 15 exemplares do ?Orvil? ainda existentes, Lucas tornou pública a primariedade das orientações políticas que transformaram o Exército brasileiro, por duas décadas, numa máquina de perseguir opositores e, eventualmente, triturar seres humanos. Ao longo de quase mil páginas ? mal escritas, militarmente hierarquizadas -, os autores se deram ao trabalho de rebater as acusações com trechos de doutrina de segurança nacional e versões fajutas sobre mortes de prisioneiros em combates inexistentes. Dá mil voltas, sem nunca sequer chegar perto do único assunto sobre o qual valeria a pena ler um livro dessa natureza: a verdade sobre a tortura e os torturadores. José Sarney vetou a publicação do livro, em 1988, depois de avisar ao general Leônidas Pires que não iria iniciar uma crise à toa. O militar acatou a idéia e a tomou como ordem. Agiram bem, os dois. Mas o destino do ?Orvil? foi o de virar uma espécie de bíblia secreta dos adoradores dos porões. Parte do texto, 40 páginas, começou a vazar, em 2000, justamente, por sites de conteúdo de extrema-direita mantidos e apoiado por ex-militares oriundos dos órgãos de repressão da ditadura. Foi a partir de muitas informações retiradas do ?Orvil? que o mais conhecido torturador do regime, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI de São Paulo, produziu duas pérolas do anti-revanchismo deflagrado pelas Forças Armadas, nos últimos vinte anos: ?Rompendo o silêncio?, de 1987; e ?A verdade desnudada?, de 2006. Lucas Figueiredo colocou as mãos em um exemplar encapado do ?Orvil? e o dissecou com afinco. Teve o cuidado de cruzar informações em bases de dados distintas. É a visão do repórter que norteia o encadeamento dos capítulos de ?Olho por olho?, o título a sugerir a óbvia vingança. A estrutura de jornalismo literário torna simples e didática, quando não divertida, a compreensão dessa passagem assustadoramente recente da história nacional. Mostra, por exemplo, que no afã de recontar a história da ditadura, os militares do Projeto Orvil acabaram por revelar o destino de presos políticos desaparecidos. A principal revelação de Figueiredo, no entanto, não é exatamente o conteúdo do ?Orvil?, embora isso já valha a leitura, mas a bizarra salada ideológica do livro secreto da ditadura, para não falar da infinita capacidade de seus guardiões de reinventarem a verdade. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090715/01fec25b/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 18666 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090715/01fec25b/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 19 13:26:12 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 19 Jul 2009 13:26:12 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__R=E1dio_Collector=27s_MPB_____?= =?windows-1252?q?__=28m=FAsicas=29_____________enviado_pela_amiga_?= =?windows-1252?q?Neide___________=22Para_os_saudosistas_curtirem_o?= =?windows-1252?q?_Domingo=22______________________________________?= =?windows-1252?q?_________________________________________________?= =?windows-1252?q?_________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <06d101ca088d$a1c9d350$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Saudades,... Lembranças de um tempo que passou na janela.... Para os saudosistas curtirem o Domingo. Meu abraço. Neide Ouça pelo MEDIA PLAYER O MEDIA PLAYER é o player mais popular pois já vem incluso no sistema operacional Windows. Embora pertença à Microsoft não apresenta o mesmo desempenho que o WINAMP. A defasagem na transmissão do áudio em tempo real é maior. Não apresenta em seu visor as músicas que estão sendo executadas fazendo-se necessário o uso de um playlist a parte. Querendo ver o nosso playlist clique AQUI Ouça pelo WINAMP O WINAMP é o player mais adequado. Pertence ao mesmo grupo que criou o programa gerador da rádio e sendo assim consegue o melhor desempenho, inclusive dando menos problemas de buffer que os seus concorrentes. Outro benefício é o de apresentar em seu visor informações sobre as músicas que estão sendo executadas em tempo real. Baixe pelo link: http://www.winamp.com/player LINKS -------------------------------------------------------------------------------- a.. As 20 últimas executadas na programação a.. Busque outras rádios no ShoutCast a.. Busque outras rádios no PeerCast a.. Perguntas e sugestões -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090719/b5209d11/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 14443 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090719/b5209d11/attachment-0002.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 19508 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090719/b5209d11/attachment-0003.png From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 19 13:26:19 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 19 Jul 2009 13:26:19 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_O_=FAltimo_clandestino_=2E_O_ex?= =?windows-1252?q?-marinheiro_Ant=F4nio_Geraldo_da_Costa=2C_que_viv?= =?windows-1252?q?eu_com_identidade_falsa_na_Su=E9cia_por_quase_40_?= =?windows-1252?q?anos=2C_desembarca_no_Gale=E3o_na_ter=E7a-feira?= Message-ID: <06d601ca088d$a7ef4fd0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 19/07/2009 FOLHA DE SÃO PAULO O último clandestino O ex-marinheiro Antônio Geraldo da Costa, que viveu com identidade falsa na Suécia por quase 40 anos, desembarca no Galeão na terça-feira Reprodução VOLTA LIBERADA Passaporte de Antônio Geraldo da Costa, o Neguinho, emitido há quatro semanas após autorização obtida no Itamaraty pelo vice-cônsul em Estocolmo, José Ulisses Ribeiro ELVIRA LOBATO DA SUCURSAL DO RIO Após viver por quase 40 anos, na Suécia, com identidade falsa, o ex-marinheiro Antônio Geraldo da Costa, o Neguinho, entrará no país, pela primeira vez, com seu nome verdadeiro. Ele desembarca no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, na terça-feira. Neguinho viveu seis anos na clandestinidade, depois do golpe militar, quando participou de assaltos a banco no Rio e em São Paulo para financiar a luta armada. Fugiu do Brasil em 1970. Está com 75 anos. Os crimes políticos foram anistiados por lei, em 1979, mas o ex-marinheiro continuou em exílio voluntário na Suécia, com medo de retornar e ser punido pelos atos que praticou. Fragilizado emocionalmente, teme ser preso ao passar pela imigração. Um grupo de companheiros de militância vai recebê-lo no aeroporto para confortá-lo e tentar evitar uma suposta e, segundo a Polícia Federal, improvável detenção. Ele obteve o passaporte brasileiro em seu verdadeiro nome há apenas quatro semanas. Uma anotação do consulado, em Estocolmo, de que o documento foi emitido por autorização, via despacho, do Ministério das Relações Exteriores, aguçou o medo de que a Polícia Federal estaria à sua espera. ""Ele não acredita que o Brasil se redemocratizou. Acha que a situação pode virar a qualquer momento", diz seu amigo Antônio Duarte dos Santos, também ex-marinheiro, que foi exilado na Suécia de 1971 a 1980, quando foi anistiado. Outro companheiro de exílio, o ex-marinheiro Guilem Rodrigues da Silva, que se tornou vereador, professor e juiz na Suécia, compara Neguinho ao oficial japonês Hiroo Onoda, que viveu escondido na selva das Filipinas por 29 anos, sem saber que a Segunda Guerra havia acabado. Onoda só saiu da selva quando seu superior no Exército lhe mandou depor as armas. ""Neguinho viveu, praticamente clandestino, na Suécia. Nunca modificou seu pensamento político. ", diz Guilem. Golpe e tortura Neguinho foi vice-presidente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais. Cinco dias antes do golpe militar que derrubou em 1964 o presidente João Goulart, o Ministério da Marinha proibiu um ato público em comemoração de dois anos da associação. O ato foi então transferido para o Sindicato dos Metalúrgicos. Ele foi preso e, segundo colegas, brutalmente torturado. Foi citado na reportagem ""Tortura homogênea", do "Correio da Manhã", de outubro de 64, sobre os maus-tratos nas prisões. Avelino Capitani, ex-dirigente da associação, atribui a fragilidade emocional de Neguinho às torturas no Cenimar (Centro de Informações da Marinha) e ao estresse da clandestinidade e das ações armadas. No prontuário de Neguinho existente no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro consta que ficou preso de setembro a dezembro de 64, e que fugiu dias antes de seu alvará de soltura ter sido assinado. Fuga Sua ação de maior repercussão foi o resgate de presos políticos da Penitenciária Lemos de Brito, no Rio, em 1969. Também fez quatro assaltos a bancos para levantar dinheiro para os fugitivos. Atuou em ações armadas da ALN (Aliança Libertadora Nacional, de Carlos Marighela) e se aproximou de outras organizações clandestinas. Para fugir para o exterior, obteve uma certidão de nascimento em nome de Carlos Juarez de Melo, no interior de São Paulo, e tirou carteira de identidade e passaporte -assim que recebeu a cidadania sueca, casou-se e registrou os dois filhos. Na Suécia, foi cozinheiro de frades e funcionário de casa de repouso. Como na nova documentação sua idade foi reduzida em cinco anos, aposentou-se mais tarde do que poderia. Só em 2005, por pressão dos amigos, pediu anistia no Brasil. Entrou no país e saiu dele com a documentação falsa, e fez o pedido por procuração. Segundo o Ministério da Justiça, a anistia foi dada em dezembro de 2006. Mesmo assim, ele seguiu usando a identidade falsa. Há menos de um ano, atormentado pelo desejo de voltar, procurou autoridades suecas, desfez o imbróglio e obteve a regularização, há cinco meses. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090719/743237d6/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 23411 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090719/743237d6/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 20 19:57:57 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 20 Jul 2009 19:57:57 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_=22De_Arbenz_a_Zelaya=3A_a_Chiq?= =?windows-1252?q?uita_Inc=2E_na_Am=E9rica_Latina=22_=28Nikolas_Koz?= =?windows-1252?q?loff=2C_Counterpunch=2C_17-19/7/2009=29_-_traduzi?= =?windows-1252?q?do_para_o_portugu=EAs_____=22/ZELAYA_EST=C1_EM_HO?= =?windows-1252?q?NDURAS_EM_DEFINITIVO_COME=C7A_A_GRANDE_MARCHA_PAR?= =?windows-1252?q?A_A_RETOMADA_DA_DEMOCRACIA=22__por_Laerte_Braga?= Message-ID: <0cd001ca098d$8639e3e0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Castor Filho Em Honduras, a influência das empresas plantadoras de frutas alcança todas as áreas da vida política e militar do país. Por isso, são chamadas "los pulpos" [os polvos] tantos são os seus longos tentáculos. Não raro, os que não aceitam as imposições das corporações são encontrados mortos nas plantações. Em 1904, O. Henry cunhou a expressão "Banana Republic", para designar a tristemente famosa United Fruit Company e suas ações em Honduras. -------------------------------------------------------------------------------- traduzido pelo coletivo Política para Todos De Arbenz a Zelaya: a Chiquita Inc.[1] na América Latina 17-19/7/2009, Nikolas Kozloff, Counterpunch Nikolas Kozloff é autor de Revolution! South America and the Rise of the New Left (Palgrave-Macmillan, 2008). Mantém um blog em senorchichero.blogspot.com Quando os militares de Honduras derrubaram o governo eleito de Manuel Zelaya há duas semanas, ouviu-se um suspiro de alívio nas salas da Chiquita Inc., grande corporação da plantação e distribuição de frutas. No início de 2009, a empresa, que tem sede em Cincinnati, fez eco às críticas de Dole contra o governo em Tegucigalpa, que aumentara o salário mínimo nacional em 60%. A Chiquita reclamou que as novas leis afetariam seus lucros; que a empresa passaria a gastar em Honduras mais do que na Costa Rica: 20 cents a mais para produzir um engradado de abacaxis e 10 cents a mais, para ser exato, para produzir um engradado de bananas. No total a Chiquita alegou que perderia milhões de dólares por efeito das reformas trabalhistas de Zelaya, dado que a corporação produzia cerca de 8 milhões de engradados de abacaxi e 22 milhões de engradados de bananas por ano. Imediatamente depois de o novo salário mínimo ser aprovado, a Chiquita procurou apoio junto ao Honduran National Business Council, conhecido pela sigla em espanhol COHEP. Como a Chiquita, o COHEP também estava muito infeliz com o novo salário mínimo aprovado por Zelaya. Amílcar Bulnes, presidente do grupo, imediatamente ameaçou que, se o governo mantivesse o novo salário mínimo, as empresas seriam obrigadas a demitir, o que aumentaria o desemprego no país. Principal organização de empresários de Honduras, o COHEP reúne 60 associações comerciais e câmaras de comércio nas quais estão representados todos os setores da economia de Honduras. (...) Hoje, a opinião do COHEP é que a ONU e a OEA devem enviar observadores a Honduras para que comprovem que o país não suportará sanções. A COHEP apoia o golpe de Estado e o governo de Roberto Micheletti e argumenta que Zelaya não deve voltar ao país, em nome de manter-se a tranquilidade e a paz. Chiquita: De Arbenz ao "Bananagate" Não surpreende que a empresa Chiquita procure aliados entre as forças mais retrógradas de Honduras. A Coordinadora Latinoamericana de Sindicatos Bananeros (Colsiba, em http://www.colsiba.org/), que reúne os trabalhadores das plantações de banana na América Latina, tem denunciado que a Chiquita não oferece equipamento de segurança aos empregados e tem-se recusado a assinar acordos trabalhistas coletivos na Nicarágua, Guatemala e em Honduras. A Colsiba compara as condições de trabalho nas plantações da empresa Chiquita a campos de concentração. É comparação explosiva, à qual não falta boa dose de verdade. As mulheres empregadas nas plantações da Chiquita em toda a América Central trabalham das 6h da manhã às 19h, com grossas luvas de borracha que lhes queimam as mãos. Há trabalho infantil. Os trabalhadores latino-americanos têm tentado denunciar as condições de trabalho impostas pela empresa Chiquita, inclusive a exposição a produtos tóxicos, como o DBCP, pesticida que provoca esterilidade, câncer e defeitos congênitos em bebês. A Chiquita, sucessora da United Fruit Company and United Brands, tem longa e terrível história política em toda a América Latina. Presidida por Sam ?O homem-banana" Zemurray, a United Fruit entrou no negócio de plantar bananas no início do século 20. Zemurray declarou certa vez, em frase que se tornou famosa, que "Em Honduras, gasta-se mais para comprar uma mula, que um deputado do Parlamento." Na década dos 1920s, a United Fruit controlava 650 mil acres da melhor terra de Honduras, praticamente um quarto de toda a terra agricultável. E, ainda mais grave que isso, controlava todas as estradas e vias férreas. Em Honduras, a influência das empresas plantadoras de frutas alcança todas as áreas da vida política e militar do país. Por isso, são chamadas "los pulpos" [os polvos] tantos são os seus longos tentáculos. Não raro, os que não aceitam as imposições das corporações são encontrados mortos nas plantações. Em 1904, O. Henry cunhou a expressão "Banana Republic", para designar a tristemente famosa United Fruit Company e suas ações em Honduras. Na Guatemala, a United Fruit financiou e apoiou o golpe militar, feito com participação da CIA, em 1954, contra o presidente Jacobo Arbenz, reformista que havia iniciado um projeto de longo prazo de reforma agrária. A derrubada do governo de Arbenz levou a 30 anos de agitação e guerra civil na Guatemala. Depois, em 1961, a United Fruit emprestou seus barcos para exilados cubanos apoiados pela CIA que tentaram derrubar o governo de Fidel Castro, no que ficou conhecido como "ataque à Baía dos Porcos". Em 1972, a United Fruit (já sob o novo nome de United Brands) impôs, em Honduras, o governo do general Oswaldo López Arellano. O ditador foi depois substituído, em função de um escândalo de propinas que a United Brands dava a Arellano, que ficou conhecido como "Bananagate". A Corte Suprema acusou a United Brands de subornar Arellano com 1,25 milhão de dólares, suborno acrescido de outro 1,25 milhão, quando o governo reduziu as taxas de exportação de frutas. Durante o Bananagate, o presidente da United Brands morreu, no que se suspeita que tenha sido suicídio, ao cair de um arranha-céu em Nova York. O "go-go" nos anos Clinton e a Colômbia A United Fruits também tem negócios na Colômbia, onde age com igual violência há praticamente o mesmo tempo. Em 1928, 3.000 trabalhadores entraram em greve, exigindo da empresa melhor salário e melhores condições de trabalho. A empresa, inicialmente, se recusou a negociar; mais tarde, cedeu a algumas reivindicações secundárias e declarou que as demais seriam "ilegais" ou "impossíveis". Quando os trabalhadores recusaram-se a abandonar a praça onde estavam reunidos, os militares atiraram e mataram centenas. A Chiquita jamais alterou profundamente qualquer de suas políticas trabalhistas. Mas as coisas tornaram-se ainda mais difíceis no final dos anos 90s, quando a empresa aliou-se a grupos paramilitares de direita. Sabe-se que essas milícias receberam da Chiquita mais de um milhão de dólares. Em sua defesa, a empresa declarou que pagava para receber proteção, aos paramilitares. Em 2007, a Chiquita pagou 25 milhões de dólares como multa, condenada em processo investigado pelo Departamento de Justiça dos EUA, relacionado àqueles pagamentos a milícias e paramilitares. A Chiquita é a única empresa, em toda a história dos EUA, que foi condenada por manter negócios e relações financeiras com organização identificada como "organização terrorista". Em processo movido contra a Chiquita, vítimas da violência dos paramilitares declararam que a empresa continua a patrocinar todo o tipo de atrocidades, inclusive o terrorismo, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. O advogado das vítimas declarou que o relacionamento entre a empresa Chiquita e os paramilitares "já mostrava sinais claros de produção, distribuição e venda de banana sob regime de terror." Em Washington, Charles Lindner, presidente da Chiquita, jamais deixou de cortejar a Casa Branca. Lindner sempre foi dos maiores doadores para as campanhas eleitorais dos Republicanos; em certo momento, passou a doar prodigamente também para os Democratas, então empenhados em eleger Bill Clinton. Clinton agradeceu-lhe fazendo de Lindner principal assessor militar do governo de Andrés Pastrana, que presidia então uma Colômbia em que proliferavam os esquadrões da morte. Ao mesmo tempo, os EUA dedicavam-se à implementação de sua agenda neoliberal, de governo pelas corporações econômicas, estratégia que sempre fora defendida por Thomas ?Mack? McLarty, amigo de infância de Clinton. McLarty já servira como Enviado Especial para a América Latina. É figura intrigante, à qual voltaremos nos parágrafos seguintes. A conexão Holder-Chiquita Considerado o passado da Chiquita na América Central e na Colômbia, não surpreende que a empresa tenha-se aliado à COHEP em Honduras. Além, contudo de unir-se às associações de empresários lobistas hondurenhos, a Chiquita também mantém relações com os mais poderosos escritórios de advocacia de Washington. Segundo o Centro de Defesa da Política com Responsabilidade, a Chiquita pagou 70 mil dólares por serviços de lobby ao escritório Covington & Burling nos últimos três anos. O escritório Covington & Burling é conhecido por prestar serviços de assessoria a multinacionais. Eric Holder, atual Procurador Geral, que foi co-coordenador geral da campanha de Obama e foi representante do Procurador Geral no Congresso no governo de Bill Clinton foi sócio do escritório até há pouco tempo. O mesmo Holder, quando ainda sócio de C & B, cuidou da defesa da Chiquita quando a empresa foi processada pelo Departamento de Justiça. Em sua sala luxuosa, na nova sede de C & B, a alguns metros do prédio do New York Times em Manhattan, Holder preparou Fernando Aguirre, presidente da Chiquita, para uma entrevista ao programa "60 Minutos" sobre os esquadrões da morte colombianos. Holder aconselhou o presidente da Chiquita a reconhecer que a empresa foi culpada do crime de "envolver-se em transações com uma específica organização terrorista". Ao mesmo tempo, o advogado, que recebeu mais de dois milhões de dólares como honorários, conseguiu montar com a Corte um acordo 'de irmãos', pelo qual a Chiquita pagaria uma multa de 25 milhões de dólares, parcelados em cinco anos. E nenhum dos executivos acusados que aprovaram todos os pagamentos ao grupo terrorista seria condenado a prisão. O estranho 'Caso Covington' Se se examina um pouco mais a fundo essas relações, logo se descobre que o escritório C & B representa a Chiquita e, além disso, opera como uma espécie de elo de conexão pelo qual passam vários movimentos que, todos, visam a impor uma política de direita 'linha dura' na América Latina. É aliança antiga, que já existia no tempo de Kissinger (e de sua ação no Chile, em 1973) e inclui outro escritório, McLarty Associates (sim, do mesmo Mack McLarty dos governos Clinton), empresa que também vendo serviços de consultoria estratégica internacional. De 1974 a 1981, John Bolton também trabalhou no escritório C & B. Como Embaixador dos EUA na ONU durante o governo Bush (pai), Bolton foi inimigo feroz dos movimentos de esquerda na América Latina, por exemplo na Venezuela. E recentemente, John Negroponte assumiu como vice-presidente do escritório Covington & Burling. Negroponte é ex-representante do Secretário de Estado no Congresso, foi diretor do Serviço Nacional de Inteligência e representante dos EUA na ONU. De 1981 a 1985, Negroponte foi embaixador dos EUA em Honduras; e teve papel de destaque no apoio aos "Contra" que conspiravam para derrubar o governo sandinista na Nicarágua. Grupos defensores de direitos humanos várias vezes denunciaram Negroponte por ignorar crimes cometidos pelos esquadrões da morte hondurenhos, os quais, como depois se descobriu, eram treinados pela CIA. De fato, no período em que Negroponte serviu como embaixador em Honduras, a embaixada em Tegucigalpa tornou-se uma das maiores bases da CIA na América Latina (o número de funcionários decuplicou). Até o presente, ainda não há provas que liguem a Chiquita Inc. e seus executivos ao golpe de Estado em Honduras. Mas aí estão, reunidos, vários peso-pesados dos negócios-e-política, todos muito suspeitos, em quantidade suficiente para justificar que as investigações prossigam. Seja o COHEP, seja o escritório Covington & Burling, seja Holder ou Negroponte ou McLarty, a Chiquita Inc. sempre teve amigos poderosos que jamais apreciaram as políticas trabalhistas progressistas do governo Zelaya em Honduras. -------------------------------------------------------------------------------- [1] "Chiquita Brands International Inc.", nova denominação da "United Fruit Company". Sobre o conglomerado ? maior distribuidor de frutas para os EUA ?, ver http://en.wikipedia.org/wiki/ Chiquita_Brands_International ou o website de propaganda, em http://www.chiquita.com/ O artigo origimal, em inglês, pode ser lido em: http://www.counterpunch.org/kozloff07172009.html ======================================================================================================================================================================================= 20/07/2009 ZELAYA ESTÁ EM HONDURAS EM DEFINITIVO COMEÇA A GRANDE MARCHA PARA A RETOMADA DA DEMOCRACIA (13h05m) Laerte Braga O presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya está em território de seu país e em caráter definitivo. Até agora Zelaya tinha feito algumas incursões a regiões da fronteira onde falou por duas ou três vezes ao povo. Neste momento o presidente entrou em Honduras e vai permanecer. A greve geral está afetando diversos setores da economia do país. São visíveis os sinais de descontrole dos golpistas. A repressão aumenta, mas já não há unanimidade entre os militares que depuseram o presidente há quase vinte dias. Uma grande marcha com voluntários de diversos países principalmente da América Latina começa a dirigir-se a Tegucigalpa. Muitos norte-americanos de organizações pela democracia e direitos humanos estão se associando a marcha. Outros chegam de países da Comunidade Européia. O presidente não pretende mais retirar-se do território de Honduras. Sua mulher e sua ?filha? lideram mobilizações em vários pontos principalmente na capital. As manifestações em toda Honduras estão provocando ondas de grande emoção no país. Levas de trabalhadores na cidade e no campo saem às ruas para manifestar seu apoio ao retorno do país à legalidade constitucional. O próprio Zelaya que entrou em Honduras às sete horas da manhã solicitou a este jornalista através de amigos comuns que corrigisse a informação ? ?é minha ?filha? e não filho, que ao lado da minha mulher lidera manifestações por todos os cantos? ?. A política norte-americana de ganhar tempo através de negociações envolvendo o presidente da Costa Rica Oscar Árias e assim consolidar o golpe ou encontrar solução intermediária que favorecesse interesses dos EUA começa a fazer água. O presidente da Disneylândia Barak Obama, neste momento, está acuado dentro de seu próprio país, já que setores do complexo empresarial e militar querem manter a todo custo o governo golpista. O clima em Honduras é de comoção nacional. Todos os protestos são pacíficos. É importante manter a mobilização na rede mundial de computadores, que acaba forçando a mídia golpista (no Brasil, GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, ÉPOCA, RECORDE e todo o conjunto chamado grande mídia) a noticiar fatos próximos dos reais e diminuir o nível de distorções diante das realidades que começam a brotar de forma absoluta em Honduras. Há protestos em frente à embaixada dos EUA. O embaixador norte-americano em Honduras é um dos principais suportes do golpe e ignora a posição oficial do presidente da Disneylândia, suposto ocupante da Casa Branca, Barak Obama. Grupos de militares encarregados da repressão começam a questionar o papel das forças armadas hondurenhas a despeito da pressão dos comandantes golpistas e da presença de 500 soldados dos EUA que fornecem apoio logístico ao golpe. A chegada de Zelaya cria um fato consumado e coloca os golpistas diante de um impasse. Falta-lhes, neste momento, forças morais para enfrentar a reação popular. E se o fizerem o custo em vida será dramático, ultrapassando qualquer limite de sanidade. O presidente deposto disse que vai permanecer em Honduras até o restabelecimento do seu governo e repetiu que ?não existem mudanças sociais sem luta?. À tarde novos comunicados da resistência serão divulgados dando conta das ações do movimento. A professora Neuzah Cerveira, filha de uma dos assassinados pela ditadura militar de 1964, o major Joaquim Cerveira, acaba de distribuir o seguinte comunicado conclamando à marcha em Honduras. Conclamo a todos os latino americanos a participarem da marcha pacífica que se dirige a Honduras para reconduzir Mel Zelaya a seu cargo legitimo, usurpado por narco traficantes golpistas. A quadrilha de Pinochelletti. Com apoio dos EEUU. Zelaya está em solo pátrio. Companheiros, defender a democracia de Honduras é defender a democracia e a soberania de toda Latino America. Todos a Honduras! Bolivar nos acompanha, Viva a PÁTRIA GRANDE y soberana! Viva la dignidad del pueblo de HONDURAS! ALERTA! ALERTA! QUE CAMIÑA LA ESPADA DE BOLIVAR POR AMÉRICA LATINA! GOLPES EN NUESTRA AMÉRICA, NUNCA MÁS! Com muito orgulho assino, Profª Drª Neusah Cerveira (Nina) (periodista) -CCB - Brasil Integrante do movimento brasileiro JUNTOS SOMOS FORTES! Filha do desaparecido político pela Operação Condor ,Joaquim Pires Cerveira TODOS EM SILÊNCIO PARA DEVOLVER HONDURAS A SEU POVO! LULA CONTAMOS COM SEU APOIO! ADELANTE COMPAÑEROS! VENCEREMOS! -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090720/a9dc950e/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 21 19:48:42 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 21 Jul 2009 19:48:42 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_SOLEDAD_NO_RECIFE____livro_de_U?= =?windows-1252?q?rariano_Mota___-_em_S=E3o_Paulo_dia_23_de_julho_?= =?windows-1252?q?=28quarta-feira=29_na_Livraria_Cultura-_no_Conjun?= =?windows-1252?q?to_Nacional___/_e_dia_14_de_agosto_=28sexta-feira?= =?windows-1252?q?=29_na_Livraria_Cultura_-_no_Pa=E7o_Alfandega?= Message-ID: <10fb01ca0a55$65c72b90$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Autógrafos Quarta-feira, 29 de julho às 18h30 Livro: SOLEDAD NO RECIFE Autor: Urariano Mota Editora: Boitempo Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - Loja 151 - Artes - São Paulo/SP Sobre o título: Nesta quarta-feira, a Livraria Cultura receberá Urariano Mota para uma sessão de autógrafos do livro 'Soledad no Recife'. Com um texto poético que percorre as veredas dos testemunhos e das confissões, o escritor Urariano Mota revive neste romance a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e a traição que culminou em sua tortura e assassinato pela ditadura militar. Delatada pelo próprio companheiro Daniel, conhecido depois como Cabo Anselmo, Soledad morre com um grupo de militantes socialistas, na capital pernambucana, pelas mãos da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. O episódio, conhecido como 'O massacre da chácara São Bento', revelou-se um extermínio calculado, bem diferente do confronto armado que a mídia, censurada, divulgou. Com caderno fotográfico, o livro traz ainda outras homenagens à Soledad, como o poema de Mario Benedetti, 'Muerte de Soledad Barret' (veja mais no blog) http://urarianoms.blog.uol.com.br/index.html -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090721/f0194c9d/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/bmp Size: 87094 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090721/f0194c9d/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 22 20:00:47 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 22 Jul 2009 20:00:47 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Caso Battisti : Vergonha Nacional Message-ID: <148d01ca0b20$4239be60$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Alexandre Magalhães Caso Battisti: Vergonha internacional . Por Rui Martins, de Berna, Suíça Fonte: CulturaeBarbarie Vai fazer oito meses que o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu o asilo político ao italiano Cesare Battisti, preso no Rio e depois transferido para Brasília. A decisão do ministro da Justiça não foi cumprida porque o presidente do Supremo Tribunal Federal considerou de sua competência libertar ou não Battisti e praticamente invalidou a decisão do ministro Genro, submetendo-a uma decisão posterior do STF, deixando claro sua intenção de extraditar Battisti. Nesse meio tempo, o governo Berlusconi envolveu-se em diversos escândalos, instaurou uma política anti-imigrantes de extrema-direita, propôs a criação de milícias de cidadãos para ajudarem na repressão aos imigrantes semelhantes às milícias fascistas, e Roma passou a ter um prefeito neo-fascista. É esse governo, cujo mandatário é mesmo acusado de se envolver com menores, que fez pressão sobre o Brasil para obter a extradição de Battisti, utilizando mentiras e distorcendo fatos. Ora, enquanto o STF contesta a decisão de um ministro, no limite de uma crise institucional, um homem continua preso. Entretanto, essa privação de liberdade de um homem por decisão do presidente do STF, quando seu alvará de soltura deveria ter sido concedido no dia seguinte à decisão do ministro Genro, já ultrapassou as medidas do tolerável por um Estado de direito. A prisão de Cesare Battisti ao arrepio dos direitos humanos é hoje uma vergonha internacional. É toda estrutura de nossa justiça que é posta em cheque e vivemos, neste momento, uma situação digna de uma ditadura, de um país sem respeito às suas próprias leis, e que ignora as garantias individuais baseadas em preceitos internacionais. Que país é este onde a decisão de um ministro é ridicularizada pelo supremo juiz, que decide, por sua própria vontade, como se não existissem leis brasileiras ou internacionais, manter um homem preso para agradar um governo estrangeiro? É preciso que a OAB, que as associações de direitos humanos, que a Secretaria dos Direitos Humanos denunciem o STF por abuso de poder, por manter no cárcere um homem que já recebeu do Ministério de Justiça o estatuto de refugiado político. O Brasil está desrespeitando direitos básicos de um refugiado político concedido pela ONU através do Alto Comissariado pelos Refugiados e, ao mesmo tempo, mostrando ao mundo um desequilíbrio na sua estrutura institucional. É necessária uma rápida correção e se as associações brasileiras de direitos humanos enviarem uma representação ao Alto Comissariado da ONU, em Genebra, denunciando a manutenção de um refugiado político na prisão, sem outra justificativa senão o desejo do presidente do STF de extraditá-lo, esperando o melhor momento para isso, esse escândalo assumirá as proporções necessárias para que o STF autorize sua liberdade. 19/7/2009 Fonte: ViaPolítica/Direto da Redação Ex-correspondente de O Estado de S. Paulo e da CBN, após exílio na França. Rui Martins é autor de O Dinheiro Sujo da Corrupção, sobre a Suíça e Maluf. Vive na Suíça, colabora com os jornais europeus Público e Expresso, e com o site Direto da Redação no Brasil. -- . __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090722/1503fec7/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9600 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090722/1503fec7/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 22 20:01:17 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 22 Jul 2009 20:01:17 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Resumen de Noticias Telesur / e o blog das companheiras por Honduras. Message-ID: <149301ca0b20$539a98a0$0200a8c0@vcaixe> TeleSURtv.net - Correo Masivo Carta O Berro.................................................................................repassem atualize clicando no título abaixo : Nuestro Norte es el Sur. 21 de Julio de 2009 TITULARES DEL DIA Xiomara de Zelaya: ''Me siento culpable por haber confiado en Romeo Vásquez'' Refiriéndose al general Vásquez, Xiomara de Zelaya expresó: ''Así como como él en su momento reconoció a Manuel como su comandante, que de la misma forma se acepte, que el Ejército vea en él al Presidente Constitucional de la República y que si su actuación va en base a la Constitución, asuma el puesto que le toca y permita que la situación del país vuelva a la normalidad''. * Venezuela ha duplicado su nivel de incautación de narcóticos y avanza en la lucha antidrogas * Régimen de facto expulsa delegación diplomática venezolana en Honduras * Chávez: Golpe de Estado hondureño "indudablemente" contó con el apoyo de EE.UU. * Córdoba: FARC enviarán pruebas de supervivencia de retenidos * Ecuador confirma que hay una ''versión editada'' del video de Jojoy * Paro transportista en Perú recibe mayor apoyo del interior * Zelaya anuncia que prepara su regreso para este miércoles * Periodista español declarará ante Ministerio Público boliviano sobre terroristas * Chávez desestima vídeo que refleja supuesto financiamiento de FARC a Correa * Venezuela considera absurda vinculación con fuerzas político-militares hecha por Israel * Venezuela rechaza ''enérgicamente'' informe de EE.UU. sobre antinarcóticos * OMS registra más de 700 muertes por gripe AH1N1 en el mundo Entrevista exclusiva Xiomara Castro de Zelaya 21/07/09 teleSUR Noticias Meridiana 21/07/09 Deportes teleSUR Meridiana 21-07 21/07/09 En Vivo desde el SUR 20-07 20/07/09 ¿Apoya usted el retorno inmediato a Honduras de Manuel Zelaya como presidente constitucional?. Todo va sobre la Constitución Nikolas Kozzloff Honduras: Desenmascarando al poder tras el trono Guido Eguigure ¿Quién le cree todavía a Obama? Fernando Sánchez Cuadros TeleSUR © La Nueva Televisión del Sur C.A. RIF: GL20032-3332-112 ----- Original Message ----- From: Neusah Cerveira Amigos, Fizemos um BLOG por HONDURAS. Organizamos uma Marcha Virtual a caminho de HONDURAS para ajudar seu povo a recuperar a democracia. Nos acompanhem e divulguem para suas listas. Nina http://hondurasurgente.blogspot.com/ Spamminator fue aplicado a este correo que llega de manera segura y certificada gracias a ZENKIU, un producto de IMOLKO C.A. Para: vanderleycaixe at revistaoberro.com.br; Registrado el: 2009-07-06; En la lista: resumentelesur; Del remitente: TeleSUR; Remover de la lista - Bloquear remitente - Términos y condiciones Por el Buen Uso de las Redes. Imolko C.A. ©2006. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090722/78d600d3/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 998 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090722/78d600d3/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 23 20:06:21 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 23 Jul 2009 20:06:21 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Lei_Maria_da_Penha_!__Vamos_mob?= =?windows-1252?q?ilizar_para_tornar_efetiva_essa_prote=E7=E3o_as_m?= =?windows-1252?q?ulheres_v=EDtimas_de_viol=EAncia=2E__Assine_o_aba?= =?windows-1252?q?ixo-assinado=2E?= Message-ID: <03dd01ca0bea$321b1950$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro................................................................................repassem Veja o link do abaixo-assinado ao final. Clique e assine. É muito importante corrigir essa prática do judiciário que desvirtua o objetivo e a eficácia da Lei Maria da Penha. Grato. Vanderley ----- Original Message ----- From: Alipio Freire Camaradas, já assinei (número 1921). Peço a quem estiver de acordo, peço que assine e divulgue. Alipio Freire From: artionka Repasso esse abaixo assinado, porque considero a lei Maria da Penha uma grande conquista para os direitos humanos. Por favor, entrem nessa campanha. Um abraço, Artionka Companheiras e companheiros, Atingimos a marca de 1695 assinaturas da nossa petição. Queremos atingir no minimo 5 mil assinaturas. Vamos continuar mobilizando assinaturas? Precisamos da mobilização de todas e todos. A Lei Maria da Penha esta realmente correndo riscos e estamos nos mobilizando para que isto nao aconteça. Enviem para as suas listas, chamem seus amigos e amigas e familiares para assinar...vamos mobilizar! Precisamos atingir esta marca de 5 mil, se ultrapassarmos, melhor será! No inicio de agosto estaremos fazendo uma incidencia em Brasilia e iremos entregar aos ministros do STF e STJ esta petição, como forma de pressão e sensibilização. Contamos com vocês. Um abraço a todas, Analba Brazão Teixeira Secretaria Executiva da Articulação de Mulheres Brasileiras Data: Segunda-feira, 22 de Junho de 2009, 10:32 Companheiras, Uma das grandes conquistas do movimento feminista brasileiro nos últimos anos encontra-se ameaçada. A Lei Maria da Penha segue enfrentando dificuldades sérias para a sua implementação efetiva, apos quase três anos em vigor. Além de encontrarmos a barreira de que a criação dos juizados específicos para os julgamentos dos crimes, desconsiderados como prioridade política na distribuição orçamentária dos estados nos deparamos também agora com a intolerância institucional da justiça criminal, por meio de diversos processos encaminhados ao STF que passam ao largo do texto da Lei 11.340 ao exigirem a representação condicionada das vítimas. A exigência da representação nos casos de violência física contra as mulheres (lesão corporal qualificada pela violência doméstica), nega eficácia e desvirtua os propósitos da nova Lei, que considera as relações hierárquicas de gênero, o ciclo da violência e os motivos pelos quais as mulheres são obrigadas a ?retirar? a queixa: medo de novas agressões, falta de apoio social, dependência econômica, descrédito na Justiça, entre muitos. Isto significa um enorme retrocesso e pode, paulatinamente, representar a perda destes direitos e um retorno á Lei 9.099, que consagrou a banalização da violência doméstica como crime de menor potencial ofensivo. Vamos assinar e divulgar, basta clicar no link abaixo: http://gopetition. com/online/ 28830.html Não podemos permitir que nos destituam esta conquista! Analba Brazão Teixeira Secretaria Executiva Colegiada Articulação de Mulheres Brasileiras -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090723/d2c859d1/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090723/d2c859d1/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 23 20:06:25 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 23 Jul 2009 20:06:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] O TERRORISTA LIEBERMAN NO BRASIL Message-ID: <03e301ca0bea$34312810$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Marucia cabral Sent: Thursday, July 23, 2009 10:51 AM Subject: Do blog Abunda Canalha. Na quase visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, nossa mídia só faltou convocar seus leitores a irem às ruas protestar contra sua presença. Manifestações aconteceram, com amplo destaque na mídia. Editoriais e colunistas amestrados não economizaram palavras contra o "representante do atraso", que não respeita os direitos humanos, que defende a destruição do Estado de Israel etc. Agora, no Brasil, temos a visita do ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, que tem tanto respeito aos direitos humanos como tinha Gengis Kahn, e nossa mídia não tem um único editorialzinho para lembrar de quem se trata. Nenhuma indignação, apenas seu jeito de fofocar e fazer intriga contra o governo, criticando declarações do secretário de assuntos internacionais do PT, Valter Pomar, que o chamou de racista e fascista. Exagerou? Nem um pouco. Vejamos um pouco de sua biografia, reproduzida do jornal Água Verde, de Londrina, por Altamiro Borges: . Em 1998, ele defendeu a inundação do Egito através do bombardeio da Represa de Assuã; . Em 2001, como ministro da Infraestrutura Nacional de Israel, propôs que a Cisjordânia fosse dividida em quatro cantões sem governo palestino central e sem a possibilidade dos palestinos transitarem na região; . Em 2002 o jornal israelense Yedioth Ahronoth publicou a seguinte declaração de Liberman: "As 8 da manhã nós vamos bombardear todos os seus centros comerciais, à meia-noite as estações de gás, e às duas horas vamos bombardear seus bancos". . Em 2003 o diário israelense Haaretz informou que Liberman defendeu que os milhares de prisioneiros palestinos detidos em Israel fossem afogados no Mar Morto, oferecendo, cinicamente, ônibus para o transporte; . Em maio de 2004, ele propôs um plano de transferência de territórios palestinos, anexando os territórios palestinos e expulsando a população nativa; . Em maio de 2004, afirmou que 90% dos 1,2 milhão de cidadãos palestinos de Israel "tinham de encontrar uma nova entidade árabe para viver", fora das fronteiras de Israel. "Aqui não é o lugar deles. Eles podem pegar suas trouxas e dar no pé!" . Em maio de 2006, ele defendeu o assassinato dos membros árabes do Knesset (Parlamento israelense) que haviam se encontrado com os membros do Hamas integrantes da Autoridade Palestina para discutir acordos de paz na região; . Em dezembro de 2008, defendeu o uso de armas químicas e nucleares contra a Faixa de Gaza, afirmando que seria "perda de tempo usar armas convencionais. Devemos jogar uma bomba atômica em Gaza para reduzir o tempo de conflito, assim como os EUA atacaram em Hiroshima na Segunda Guerra", afirmou em entrevista em jornal israelense Haaretz; . Em junho de 2009, discursou no Knesset israelense ameaçando "transformar o Irã num aterro", através do bombardeio do país com armas nucleares. ========================================================================================================================================================================== O TERRORISTA LIEBERMAN NO BRASIL Laerte Braga A visita do ministro das relações exteriores do governo terrorista de Israel ao Brasil é só uma tentativa de neutralizar posições políticas do Itamaraty em defesa do estado palestino e se insere na estratégia dos grupos sionistas norte-americanos e de Israel para isolar o Irã, manter intocada a política expansionista de Tel Aviv e colocar as patas e coturnos sionistas no processo político/terrorista em curso em todo o mundo. Seja no governo paralelo dos EUA, seja no show de Obama. No fundo são paralelas que se encontram bem antes do infinito. Avignor Lieberman em condições normais deveria ter sido preso ao desembarcar em território brasileiro por crimes contra a humanidade. Não difere em nada de Von Ribentropp, ministro das relações exteriores do Reich de Hitler. O primeiro contato do terrorista foi com o governador de São Paulo, José Serra e em seguida com "empresários" da quadrilha FIESP/DASLU. "Negócios", no melhor estilo das máfias, mas máfias são aprendizes diante da perversidade de criminosos como Lieberman. O governo de Israel decidiu voltar suas atenções para o Brasil logo após a decisão do presidente do Irã, Mahamoud Ahmadinejad de cancelar a visita ao País por conta das eleições iranianas. O fato do presidente Lula ter reconhecido a reeleição de Ahmadnejad como legítima só fez apressar a visita do terrorista. No Brasil existem centenas de milhares de refugiados palestinos concentrados na região de Foz do Iguaçu, onde os norte-americanos quiseram instalar uma base militar e onde, segundo a CIA, Osama bin Laden teria estado por uns tempos. Como a história das armas químicas e biológicas que Saddam Hussein não tinha. Agentes do serviço secreto de Israel, MOSSAD, trabalham abertamente em território brasileiro, exatamente naquela região. Não se escute uma única palavra do general Augusto Heleno, nacionalista e patriota preocupado com a soberania da VALE sobre o assunto. Esses são conquistadores bem vindos, pois trazem apitos e medalhas de lata e cobre. A visita a Serra e a quadrilha FIESP/DASLU não foi fortuita. Foi planejada e deliberada dentro da estratégia de cooptação do governo brasileiro e de apostas na futura eleição do governador paulista para a presidência da República. A importância estratégica do Brasil na América Latina diz respeito aos interesses imperiais dos EUA e seu principal parceiro no terrorismo neoliberal, Israel. A presença de Lieberman no País é um escárnio e uma ofensa aos brasileiros. Por trás dos "alertas" sobre o programa nuclear iraniano existe também o interesse de norte-americanos e israelenses no programa nuclear brasileiro. Isso passa batido na grande mídia, lógico, a grande mídia é braço de interesses estrangeiros em nosso País. Israel além do genocídio contra palestinos, da ocupação de áreas palestinas, não acata uma única deliberação da ONU, não sofre qualquer tipo de punição por terrorismo de estado e é o único país no Oriente Médio a dispor de armas nucleares. Lieberman vem tentar vender a barbárie em forma de "negócios" e com linguagem de cordeiro. Há uma clara preocupação de norte-americanos e israelenses com as eleições presidenciais de 2010 no Brasil. Temem que a continuidade do governo Lula através de sua candidata Dilma Roussef mantenha políticas independentes no plano externo e dentro da lógica do governo Lula, um "capitalismo a brasileira" (magistral definição de Ivan Pinheiro) o pais se afaste cada vez mais do centro do neoliberalismo, ganhando mais peso e força e adotando políticas que não interessam aos donos. A ofensiva do terrorista na América Latina vai se estender a outros países, inclusive Argentina. Neste momento o Brasil é a principal jóia da coroa neoliberal e nem os dois governos norte-americanos, o dos porões e o oficial, o do show, admitem que essa "jóia" seja perdida. Apostam numa nova versão de Jânio Quadros, o governador de São Paulo José Serra e pretendem transformar o Brasil na principal base terrorista contra governos populares na América Latina, ao lado da Colômbia. De quebra levam "negócios" fabulosos a partir de acordos com as elites empresariais (quadrilhas) brasileiras, concentradas no esquema FIESP/DASLU. O carrasco Lieberman não está no Brasil por iniciativa só de seu governo, mas dentro de todo esse processo. É por aí, inclusive, que se insere o golpe militar em Honduras. Os EUA decidiram recolonizar a América Latina e não aceitam mais governos que busquem a ALBA - ALIANÇA BOLIVARIANA - como alternativa de soberania dessa parte do mundo. Por trás de Lieberman existem prisões, torturas, assassinatos a sangue frio de palestinos, estupros de mulheres palestinas, toda a sorte de barbáries que é a marca registrada do estado terrorista de Israel desde a sua criação. É bem mais que uma figura desprezível, repugnante. É um criminoso e seus crimes são contra a humanidade. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090723/1f2f9923/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 37043 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090723/1f2f9923/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 24 19:40:39 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 24 Jul 2009 19:40:39 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Os chacais de guarda por Emir Sader Message-ID: <08e201ca0caf$c5bdc980$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................repassem 23/07/2009 Os chacais de guarda O que seria dos interesses das elites dominantes, se não contassem com escribas, pagos pelas empresas de mídia privada, para tentar fazer passar esses interesses com se fossem os interesses do país? Para isso eles contam com equipes de ?cães de guarda?, que defendem, com unhas e dentes, os interesses das elites dominantes, especialmente concentrados na mídia. Tentam, por exemplo, identificar a liberdade com a liberdade do capital, condenando qualquer forma de limitação à sua livre circulação. Tentar identificar liberdade com a existência da grande propriedade privada, opondo-se a qualquer definição de critérios sociais para a propriedade, especialmente a monopólica e a propriedade não produtiva no campo, opondo-se a qualquer tipo de ação de socialização da propriedade. Porque essas próprias empresas são monopolistas. O filósofo francês Paul Nizan escreveu um livro, em 1932, a que deu o nome de ?Cães de guarda? para se referir aos intelectuais que prestam serviço de promover legitimidade e dar razões de sobrevivência ao poder das elites dominantes. ?Eles adorariam ser Zola, mas para acusar as vítimas...?, escreve Serge Halimi, no prefácio da edição mais recente do livro, mencionando como esses guardiães da ordem estabelecida adoram estar de acordo com seus patrões, acusando os pobres, os marginalizados, as vítimas do sistema, como se fossem verdugos. ?Quanto à sua obra, ela se autodestrói um quarto de segundo depois do tiro de morteiro midiático...?, acrescenta Halimi. Na introdução do livro de Halimi, ?Os novos cães de guarda? ? publicado no Brasil pela Jorge Zahar -, Pierre Bourdieu recorda como trabalhos de denuncia desse tipo contribui a ?arruinar um dos suportes invisíveis da prática jornalística, a amnésia...? E se pergunta: ?por que, de fato, os jornalistas não deveriam responder por suas palavras, dado que eles exercem um tal poder sobre o mundo social e sobre o próprio mundo do poder?? Mas, entrando já diretamente nos chacais de guarda daqui ? para não ofender aos cães -, se tiverem paciência, olhem alguns dos livros que decretaram o fim do governo Lula em 2005. Uma jornalista que insiste em fazer comentários sem voltar sobre o que disse ontem, sustentava seu livro oportunista para ganhar dinheiro e agradar seus patrões com a crise de 2005, apoiada por outro colunista que come nas mesmas mãos, que reiterava essa morte do governo na contracapa do livro. Como não tem compromisso algum com o que escrevem, que só se justifica pelos serviços prestados a seus empregadores, fontes e outros representantes das elites dominantes, seguem em frente como se não tivessem dito nada ontem, como seguirão amanhã fingindo que não disseram nada hoje. Não são mais do que ventríloquos dessas elites. Indo mais longe: a imprensa que convocou os militares a dar golpe militar, apoiou a derrubada do governo legalmente constituído de Jango e sustentou o golpe militar, inclusive reproduzindo as versões mentirosas que escondiam os seqüestros, as torturas e os fuzilamentos dos opositores, segue de acordo com as posições que tiveram. Um dos jornais, que emprestou seus carros, para que os órgãos repressivos da ditadura atuassem disfarçados de jornalistas, nem sequer tentou se defender das gravíssimas acusações, que faz com que a empresa, os jornais que publicam e os membros dos comitês editoriais, tenham as mãos sujas de sangue pelos seqüestros, torturas e execuções da ditadura. Ao não fazerem autocrítica, automaticamente aceitam ter cometido esses crimes de lesa democracia e jornalismo minimamente objetivo. Essa mesma mídia vive acusando o povo de ?não ter memória?. Talvez seja essa a razão pela qual elegem e reelegem os lideres políticos execrados diariamente pela mídia, porque hoje não obedecem a seus desígnios. Mas são eles os primeiros a cultuarem a falta de memória, a amnésia, de todos, ao esquecer o que disseram ontem. Estiveram a favor da ditadura, com que moral acusam governos e partidos de não ser democráticos? O que dizem os empregados de uma empresa que praticamente nasceu durante a ditadura, foi o órgão oficial da ditadura? Que legitimidade acreditam que podem ter órgãos dessa empresa? Um dos colunistas de um dos jornais da imprensa de propriedade de uma das poucas famílias que dominam de forma monopolista o ramo, se orgulha de nunca ter ido aos Forúns Sociais Mundiais, por ter ido a todos os Foruns de Davos ? onde manifestamente ele se sente no seu mundo. Seria bom ele ouvir agora os arautos da globalização ? incluído seu prócer FHC ? para saber o que pensam da crise atual, provocada por suas políticas. Teria que se deslocar não a Davos, mas algumas prisões, onde alguns deles foram encarcerados, depois de reveladas suas trapaças ? alias, nenhuma delas revelada pela imprensa, conivente e complacente com o ricaços de Davos. Um outro jornalista disse, em outro momento da sua carreira, em conferência pública, que quando um jornalista senta para escrever uma matéria, pensa, em primeiro lugar, no dono da empresa; em segundo, nas fontes do que vai publicar; em terceiro na enorme quantidade de desempregados do lado de fora da empresa. A esse filtro haveria que acrescentar as agências de publicidade e os grandes grupos econômicos que financiam os órgãos de imprensa e acabam pagando os seus salários. Foi se criando uma verdadeira casta de jornalistas, empregados dos maiores meios de imprensa no Brasil, promíscuos com o poder, que renunciam a qualquer ataque aos interesses do poder que dominou o país durante séculos: capital financeiro, grandes monopólios, latifundiários, as próprias grandes empresas monopólicas da mídia, o imperialismo norteamericano, o FMI, o Banco Mundial, a OMC, a direita política ? Tucanos, DEM, FHC, Serra, Tasso Jereissatti, Jarbas Vasconcellos. Preferem, para conveniência de seus empregos e dos interesses dos seus patrões, atacar o que incomoda à direita ? sindicatos, o MST, o pensamento critico, as universidades publicas, os partidos de esquerda. Além dos casos mencionados, há os pobres diabos que querem adquirir certo verniz ?intelectual? ? não agüentam a inveja do pensamento crítico ? e citam autores, viajam pelo mundo em eventos sem nenhuma importância, escrevem em jornais e falam em rádios e TVs, sem nenhum prestigio, colunas que ninguém leva a sério ou mesmo lê. Um deles foi chefe de gabinete de um dos ditadores, depois foi demitido, fotografado na cama para a Playboy, tentando mostrar méritos que não conseguiu na política e que circulava nos governos anteriores com toda promiscuidade pelos ministérios e Palácio do Planalto ? de que esse tipo de gente sentem uma falta danada. A ideologia do ??quarto poder? se tornou antiquada, porque o monopólio da mídia privada detém muito mais poder do que isso, termina dando direção ideológica e política aos fracos partidos opositores. Claro que o que realmente não são é ?contra-poder?, porque na verdade fazem parte intrínseca dos poderes constituídos, como força conservadora. Como a noticia se transformou definitivamente em uma mercadoria na mão dessa casta, perdeu toda credibilidade. Conhece-se o caso de colunistas econômicos que fingem estar preocupados com a situação de um setor do empresariado, ao vendem reunião e assessoria com eles, em troca de defender mais explicitamente seus interesses. Se devem às suas fontes, a tal ponto que a editoria econômica passou a ser a mais comprometida com os interesses criados, de forma similar a como certa cobertura policial se deve às fontes nas delegacias e nas policias, sem as quais ficam sem seus ?furos?. ?Quem paga, comanda?, recorda Halimi. E a mídia, como sabemos é financiada não pelos leitores com as compras na banca e as assinaturas, mas pelas agencias de publicidade. E vejam quem são os grandes anunciantes, com os quais a mídia tem o rabo preso ? bancos, telefonias, fabricas de automóveis, etc. Não pelas organizações populares, sindicatos, centros culturais, nada disso. Quem paga, comanda. Já vieram jornais, rádiosm televisões, colunistas, fazem campanha de denuncia ? com um pouquinho da sanha que tem contra o governo e a esquerda ? contra os bancos, suas falcatruas, contra as grandes corporações mutlinacionais, contra a lavagem de dinheiro nos paraísos fiscais? Nâo, porque seria tiro no pé, atentado contra os que financiam a essa mídia. Perguntado sobre como a elite controla a mídia, Chomsky respondeu: ?Como ela controla a General Motors? A questão nem se coloca. A elite não tem que controlar a General Motors. Ela lhe pertence. Albert Camus disse que a mídia francesa se tornou ?a vergonha do país.? E a nossa? O Brasil e seu povo têm orgulho ou vergonha dessa mídia que anda por ai? A lei apresentada pelo governo argentino para regulamentar o audiovisual ? umas das razões da brutal ofensiva da imprensa de lá contra seu governo ? determina que as empresas da mídia tem que declarar publicamente suas fontes de financiamento ? quem as financia, com que quantidades de dinheiro. Poderiam aproveitar e declarar publicamente quanto ganham os magnatas dessa casta midiática, enquanto a massa dos jornalistas ganha uma miséria, é terceirizado e passível a qualquer momento de serem mandado embora, se não cumprem à risca as orientações que os chacais lhes impõem. Um jornalista norteamericano citado por Halimi, disse: ?Sobre as questões econômicas (impostos, ajuda social, política comercial, luta contra o déficit, atitude em relação aos sindicatos), a opinião dos jornalistas de renome tornou-se muito mais conservadora à medida que suas rendas foram aumentando?. Quem discorda dos consensos que tentam impor nos seus desagradabilíssimos e redundantes programas de entrevistas ou suas colunas de merchandising , como se sabe, é chamado de ?populista?, de ?demagogo?, de ?aventureiro?. Que são, como também se sabe, os governantes que fazem políticas sociais e têm alto nível de apoio da população. Por isso chamam sempre os mesmos, seus amigos, operadores das bolsas de valores, empresários que passam a lhes dever favores, para dizer as mesmas baboseiras que a realidade não se cansa de desmentir. ?Mídias cada vez mais concentradas, jornalistas cada vez mais dóceis, uma informação cada vez mais medíocre? ?conclui Halimi. E cita um político de direita francês, Claude Allègre, sobre as possibilidades do meio midiático se reformar: ?Eu vou lhes dar uma resposta estritamente marxista, eu que jamais fui marxista: porque não há interesse... Por que vocês queriam que os beneficiários dessa situação sintam necessidade de mudá-la?? E, para concluir, conforme se aproxima a Conferencia Nacional de Comunicação, declaração do também conservador jornalista Frances Jacques Julliard: ?Uma das reformas mais urgentes neste país, seria aquela que pudesse dar às mídias um mínimo de seriedade e de dignidade. Sobretudo de dignidade!? -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090724/6700b15f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090724/6700b15f/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 35896 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090724/6700b15f/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 24 19:40:47 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 24 Jul 2009 19:40:47 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Not=EDcias_em_tempo_real_=28_por?= =?windows-1252?q?_TV_=29_sobre_o_ingresso_de_Zelaya_em_Honduras?= Message-ID: <08e801ca0caf$cadf6a90$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.......................................................repassem HONDURAS: DUROS ENFRENTAMIENTOS ANTE EL INTENTO DE REGRESAR DE ZELAYA AGENCIA DE NOTICIAS John Reed Periodismo Revolucionario agenciadenoticasjohnreed.blogspot.com Alejandro Benedetti- Mora Nin msn: inventario_1917 at yahoo.com.ar Cel: (0341) 156838170 Rosario, Santa Fe. Argentina -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090724/75600857/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090724/75600857/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 26 13:37:42 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 26 Jul 2009 13:37:42 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_V=E1rios_Discos_com_hist=F3rico?= =?iso-8859-1?q?=2C_m=FAsica_para_ouvir_e_gravar=2E________________?= =?iso-8859-1?q?__________________________________________HOJE_=C9_?= =?iso-8859-1?q?DOMINGO!?= Message-ID: <00dd01ca0e0f$65e56070$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Disco 01 Páginas 1 2 3 99 luftballoons - Nena A hard day's night - Beatles Abacab - Génesis Abracadabra - Steve Miller Band Ahora te puedes marchar - Luis Miguel All shook up - Elvis Presley Altered state - Mike Oldfield Another brick in the wall - Pink Floyd Ave María - David Bisbal Azul - Cristian Castro Believe - Cher Besa mi piel - Natalia Bienvenidos - Miguel Ríos Big Spender - Shirley Bassey Bitch - Meredith Brooks Black is black - Belle Epoque Black or white - Michael Jackson Black velvet - Alanah Miles Blade runner - Vangelis Blinded by the light - Bruce Springsteen Boda en Londres - Mecano Bohemian rapsody - Queen Breathless - Corrs Bring me to life - Evanescence Brother Louie - Modern Talking Build me up buttercup - Alan Wave Call me - Blondie Call me Al - Simon y Garfunkel Can't get you out of my head - Kylie Minogue Candy by the pound - Elton John Celebration - Kool and the Gang Chapel of love - Elton John Children - Robert Miles Clavado en un bar - Maná Close to me - The Cure Cuando tú vas - Chenoa Cuéntame - Fórmula V D.I.S.C.O. - Ottawan Dance into the light - Phil Collins Dancing in the dark - Bruce Springsteen Dancing queen - Abba De do do do de da da da - The Police De tu boca - Orquesta Los Melódicos Desert rose - Sting Desiree - Neil Diamond Devil in disguise - Elvis Presley Disco rock mix Does your mother know - Abba Dolce vita - Ryan Paris Don't go breaking my heart - Elton John Don't leave me this way - Harold Melvin Don't speak - No Doubt Don't stop - Fleetwood Mac Don't turn around - Ace of base Don't worry be happy - Bob Marley Don't you forget about me - Simple Minds Don't you want me - Human League Dragostea din tei - Haiducii Dream within a dream - Alan Parsons Project El aire que me das - David Bustamante Eva María - Fórmula V Eve of the war - Jeff Wayne Everybody needs somebody - Blues Brothers Eye in the sky - Alan Parsons Project Eye of the tiger - Survivor Faith - George Michael Fame - Irene Cara Fever - Peggy Lee Final countdown - Starship Flaca - Andrés Calamaro Footloose - Kenny Loggins For what it's worth - Buffalo Springfield Free falling - Tom Petty Fresh - Kool and the Gang Disco 01 Páginas 1 2 3 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: audio/mid Size: 7189 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090726/ef0c9c16/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jul 26 13:37:51 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 26 Jul 2009 13:37:51 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Maracarthu_Virg=EDlio_-_um_cordel?= =?iso-8859-1?q?_esclarecedor=2E?= Message-ID: <00e101ca0e0f$6b4e91d0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: beatrice.lista Maracarthu Virgílio 01 O Brasil vem se sentindo Agredido e ultrajado Em função da pajelança Que se instalou no Senado, Com mil escândalos profundos Onde se vê sugismundos Criticando o mal lavado. 02 Já está passando de um mês De trocas de acusações. Cretinos criticam crápulas, Capos pré-julgam ladrões... Cafajestes e canalhas Vão se enroscando nas malhas Das suas próprias prisões. 03 Longe de mim, defender Sarney, destes Catilinas, Que extirpam os ventres das Suas próprias 'agripinas', Já que engatam as próprias rés, E atiram nos próprios pés Pisando as próprias propinas! 04 É o caso de Virgílio, Esse espírito de urubu, Vaca louca de presépio, Bibelô, "Maraca(r)tú" Cadente estrela sem brilho Que, igual ao próprio filho, É um reizinho que anda nu. 05 Esse príncipe do apito, Corneta, chocalho e bombo Quanto mais atira em outros Mais provoca o próprio tombo; Quanto mais fala besteira Mais o cipó de aroeira Volta-se pra o próprio lombo. 06 Ultimamente, por que Não conseguiu um emprego Para a esposa do amigo Fez grande desassossego... 'Rebucetê' temerário Fazendo em pleno plenário Mil sessões de descarrego... 07 Ele saiu atirando Contra tudo e contra todos E quanto mais ele expôs Dos outros, lamas e lodos, Mais apareceram as suas Trambiqueiras falcatruas E os seus pecados e engodos. 08 E ninguém venha dizer Que o bizarro senador Faz esse salseiro todo Com fim moralizador, Mas porque Agaciel Tirou a taça de mel Do seu lábio usurpador 09 Na verdade, na verdade Já prevalece outra tese Que diz que todo este 'auê' É bom que se meça e pese Que é só porque sua Aspone De nome Vânia Maione Viajou na maionese... 10 Maione, pra quem não sabe, É a esposa de Homero Aquele que Arthur Virgílio Quando solta o lero-lero Diz nas conversas mais tontas Que é ele quem paga as contas Do seu cartão saldo zero! 11 Vânia era quem dirigia Um tal de ILB Instituto Legislativo Brasileiro (não sei quê)... Uma dessas sinecuras Que sempre abrigam figuras Do tal PSDEMB. 12 Como aquela que engordava A Luciana Cardoso, A filha de FHC Que tinha um cheque pomposo Na sombra de Heráclito Fortes Só para cuidar dos cortes Do seu cabelo charmoso. 13 Esse mesmo Arthur que diz Que quer o Brasil nos trilhos Emprega em seu gabinete O maridão e três filhos De Vânia Maione que No tal do ILB Engordava os seus novilhos. 14 E como se não bastasse Ter essa "Grande Família" Mamando nas tetas públicas, Nem todos vivem em Brasília... Um deles vive em Paris Pois pra os dele, já se diz: Virgílio não quer vigília! 15 Carlos Alberto de Andrade Nina Neto é o rapaz Que o senador moralista Liberou tempos atrás Para estudar em Paris E esse crápula infeliz Diz que é direito demais. 16 Nina Neto ficou lá Entre estudo e curtição Quatro mil euros por mês Engordando seu saldão; O pimpolho se formando E a sua conta pesando No erário da nação! 17 E ainda tem outra turma Em Manaus sem trabalhar, Um professor de Jiu-Jitsu Para ao Virgílio ensinar Tudo quanto é golpe baixo Pra ele pensar que é macho E a Lula ameaçar. 18 Pois bem, esse Arthur 'Vigia' Que usa estilo trator Condenando o Caixa 02 Que ao PT deu dissabor Recebeu, não se ignora, 40 milhas por fora Pra se eleger senador. 19 Esse mesmo "Errei Arthur" De maneira endiabrada Defendeu lá no Senado, Do seu filho a presepada Que em Euzébio, Ceará, Andou mostrando por lá, O Bumbum pra delegada! 20 Esse filho mal criado Que o paizão joga confete Na praça pública de Euzébio Com arrogância e topete Para um casal virou fera Por não dizer-lhe onde era O Cabaré da Tia Bete. 21 Quando a notícia espalhou-se Como de pólvora um rastilho, Na tribuna do Senado Arthur Rinchou num estribilho: Eu dou uma surra urgente No homem que é presidente Se mexerem com meu filho... 22 Foi o mesmo Arthur Virgílio, Que adora CPIs Que agiu como carrasco, Da dos Pedófilos, pois diz A Wikipédia, e eu li Que arrancou da CPI Seu amigo Omar Aziz. 23 Esse Omar, é seu colega, Foi vice-governador, Prostituía menores Em Manaus, sem ter pudor. E Arthur também fez mutretas Presenteando ninfetas Com jóias de alto valor. 24 Até pra cuidar da mãe Praticou atos nojentos Na conta de trinta mil Deu pra mais de vinte aumentos. Não quer que ninguém estranhe Que pra tratar sua mãe Gastou mais de setecentos! 25 E quando foi o prefeito De Manaus, o senador Foi forçado a devolver À União, o valor De cento e cinqüenta mil... Verba que tomou Doril Segundo o Corregedor! 26 E quando foi Secretário Geral de FHC Em camarotes privados Do Sambódromo fez "auê" Foi pra Comissão de Ética E soltou desculpa patética Mentindo de A a Z. 27 E quanto à grana emprestada Em Paris, tem-se a suspeita De que jamais foi quitada Nem declarada à Receita Com Agaciel foi grosso Mas a grana do seu bolso Foi por Arthur bem aceita. 28 Deu calote em Agaciel Sonegou tributação Parece até o provérbio: Ladrão que rouba ladrão... E foi descoberto agora Que nem a casa onde mora Foi declarada ao Leão! 29 Este falso paladino Continua impunemente Brigando contra a verdade Agredindo a nossa mente Massacrando a própria ética Com ameaça patética De bater no presidente. 30 É por isso que nas urnas Já se tornou rejeitado Só tirou cinco por cento Pra o Governo do Estado. Jamais será reeleito E o filho nu, pra prefeito, Foi o quinto colocado... 31 O engraçado é que a mídia Dá espaço ao que ele diz Não denuncia os trambiques Notórios deste infeliz Nem dessa corja que grassa, Que degrada e que desgraça A moral deste País. 32 Mas na lixeira da História No futuro hei de encontrar Virgílio junto a Gilmar, Agripino e toda a escória Do MaracARTHÚ atômico Esse time tragicômico, Essa carrada de antas Que o PIG pauta e escuta Regidos pela batuta Do capo Daniel Dantas! Crispiniano Neto é poeta http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=79315&Itemid=201 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090726/29d3bb37/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jul 27 20:23:44 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 27 Jul 2009 20:23:44 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_natureza_da_crise_e_suas_circ?= =?windows-1252?q?unst=E2ncias_para_o_Brasil______por_Jo=E3o_Pedro_?= =?windows-1252?q?Stedile____________-_PARTE_I_-?= Message-ID: <023601ca0f11$4952bc20$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro................................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Henrique Tibiriçá Miranda A natureza da crise e suas circunstâncias para o Brasil[1] João Pedro Stedile Boa noite companheiros e companheiras. Agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês, porque sei que se formou, um coletivo de muitos militantes e dirigentes que atuam em diversas esferas da sociedade brasileira e dos movimentos da classe trabalhadora que estão deveras preocupados em debater a situação de nosso país, ainda mais agora diante desse contexto histórico que é marcado por uma situação de crise. E, portanto, acho que a minha obrigação é compartilhar com vocês ? os que não estão nessas esferas ? para que tenham uma compreensão de qual é o nível do debate que está acontecendo nos movimentos sociais. Vou dividir a minha exposição em vários capítulos. 1. Leitura dos movimentos sociais sobre a natureza da crise. Os economistas em geral fazem muitas avaliações, levantando hipóteses, tentando interpretar a natureza da crise. E na imprensa todos os dias há comentários desse tipo e na literatura especializada também há muitos artigos e ensaios. Eu acho que a polêmica maior que ainda pode ter entre aqueles economistas que eu acho que estão em maior número (entre os economistas neoclássicos) e que procuram fazer uma leitura do capitalismo a partir das necessidades do capital, portanto, ideologicamente, se somam aos interesses da burguesia. E esses economistas ? acho que já está meio a meio ? mas um grande número deles ainda defendem a idéia de que nós estamos vivendo uma crise cíclica, apenas. E há um outro grupo de economistas, que nós achamos já é majoritário, que defendem que a crise não é cíclica, mas é sistêmica. Qual é a diferença entre as duas, na nossa leitura, mais militante, digamos assim? É que as crises cíclicas, que fazem parte da lógica de funcionamento do capitalismo industrial, portanto nos últimos duzentos anos, de maneira geral, têm ocorrido a cada 10, 15 anos e são de curta duração (em geral, de 3 a 4 anos) e todas essas crises cíclicas eclodem num setor da produção ou apenas em algum país. Essas seriam as características básicas do que se pode chamar de ?crise cíclica?. E já andaram fazendo um levantamento, talvez tendo por base os livros do Giovanni Arrighi, que já teriam acontecido mais de 300 crises cíclicas do capitalismo desde a Revolução Industrial pra cá, somadas todas essas que vão acontecendo em cada pais. E portanto eles usam essa estatística pra dizer: ?não precisamos nos afobar, isso já aconteceu tantas vezes que nós vamos sair dessa também!?. Aqui no Brasil, podemos classificar, no período mais recente, como crises cíclicas, as que aconteceram na década de 60 - 64, em que houve uma crise do modelo de industrialização dependente; depois nós tivemos outra crise cíclica na década de 80 - 84, que resultou na derrota da ditadura militar com conseqüência; depois no segundo governo do Fernando Henrique, 1998 a 2001, nós enfrentamos uma crise cíclica. Então essas seriam as três crises mais recentes que a economia brasileira enfrentou. Bem, e há os outros economistas que dizem que estamos diante de uma crise sistêmica, que nesse caso seria uma crise que afeta todo o sistema capitalista, e, em geral, tem sido internacional, ou seja, ela não afeta somente um país ou um setor da economia, mas afeta os pólos centrais da economia capitalista no mundo. E como ilustração dessa crise sistêmica, são citados como exemplos: a crise que ocorreu no final do século XIX (de 1870 a mais 1896), que pra lembrar os mais jovens (que não estavam lá, evidentemente), uma das contradições daquela primeira grande crise sistêmica foi a eclosão da primeira revolta popular-operária ? a Comuna de Paris. Depois nós tivemos a crise de 1929 a 1945, que também todos já conhecem, que teve conseqüências muito importantes no capitalismo, na correlação de forças mundial e só se resolveu com a guerra mundial. Então, nós dos movimentos sociais estamos dizendo que essa crise que estamos entrando agora provavelmente se trata de uma crise sistêmica, e não apenas cíclica. E se é certa essa hipótese (que ainda é uma hipótese, pois estamos ainda no começo dela e podemos estar errados), então seguramente será uma crise prolongada, de no mínimo 5 anos, como José Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia argumenta. E, em média, nós não nos escaparemos de no mínimo 10 anos. Mesmo que o capitalismo queira se rejuvenescer e ingressar num novo ciclo de acumulação, se a crise for de fato sistêmica, eles não conseguem fazer o reajuste em menos de 10 anos. E também, vários de nossos intelectuais orgânicos têm nos advertido que, além de ser uma crise sistêmica, ela ainda tem algumas características ainda mais preocupantes se comparada com as outras duas. Pela primeira vez estamos diante de uma crise que não é só internacional, que antes pegava o pólo do capitalismo (EUA e Europa), mas agora é uma crise mundial, que afeta todos os países do mundo. Mesmo a solidária Cuba, se defendendo, resistindo, tentando construir o socialismo, evidentemente está sendo afetada por essa crise. Mesmo o modelo econômico alternativo que o Chávez tenta construir na Venezuela está sendo afetado pela crise. Então ela tem essa natureza que as outras não tiveram, que vai ser uma crise mundial, já está sendo mundial. Uma característica que vários pensadores agregam é de que ninguém sabe das conseqüências sociais que essa crise terá, porque quando eclodiram as outras crises prolongadas, a maioria da população mundial vivia no meio rural, e como todos aqui ? acredito ? dominam essa terminologia, o modo de produção dos camponeses não é capitalista, ou seja, o camponês trabalha com mão de obra familiar e ele tem uma outra lógica de produção; a lógica dele não é o lucro, mas primeiro produzir para a sobrevivência e depois vender o excedente no mercado. Portanto, o próprio Marx já tinha chamado a forma camponesa como pré-capitalista, que é verdade, porque essa forma camponesa de produzir bens agrícolas já vem gestada no feudalismo. Então, os camponeses conseguem se proteger mais das crises capitalistas, porque o jeito de produzir não é tipicamente capitalista. Nas outras duas crises, a maior parte da população vivia no campo, e, portanto, conseguia amaciar os efeitos sociais da crise. Agora, pela primeira vez na história, 51% da humanidade mora na cidade, e se tirarmos a Índia e a China, vai pra 70% da população que mora na cidade. Então ninguém sabe mensurar a gravidade dos problemas sociais que uma crise dessa magnitude pode trazer pra essa população, que estando nas grandes cidades, está completamente à mercê da sorte. A outra característica que todos nos advertem, que também é nova, é que o capital se internacionalizou, se globalizou. Hoje as 500 maiores corporações é que dominam a economia mundial. As 50 maiores corporações têm um PIB, como empresa, maior que os 100 países menores. A sucursal da Petrobrás na Bolívia tem um PIB equivalente a 15% de toda economia nacional da Bolívia. A Vale do Rio Doce tem um PIB uma vez e meia ao PIB do Pará: quem manda mais no Pará, a Dona Ana Júlia ou o Seu Roger Agnelli? Se o Marx tem razão, marquemos nossas próximas audiências com o Roger Agnelli, presidente da Vale, porque ele tem muito mais poder econômico e influência no estado do Pará que a governadora. Então, voltando à lógica da política, qual é a contradição que está formada? O capital está sendo gerido por forças das grandes corporações. E quais são as medidas políticas que podem enfrentar esse capital a nível internacional? Só um sistema de governança internacional, pra poder botar ordem nesse capitalismo, nessa lógica do capitalismo que circular em nível internacional. E quais são os organismos de governança internacional que nós temos hoje? Todos eles, como dizemos lá no Rio Grande, ?mais sujos que pau de galinheiro?, porque todos eles são responsáveis por essa crise. Alguém respeita o Fundo Monetário Internacional? Alguém respeita o Banco Mundial? Francamente, alguém respeita as Nações Unidas? Tem 300 resoluções da ONU sobre a Palestina, Iraque, etc e ninguém respeita. Então, vai ser a ONU que vai regular o capital? É ilusão. Aliás, agora o presidente da Assembléia Geral da ONU, é um antigo militante da esquerda, o padre Miguel D?Escoto, da Nicarágua, está convocando um seminário pelas Nações Unidas para debater a crise e os governos não aceitam. Ou seja, as Nações Unidas não têm cacife para chamar um seminário com os governos para debater a crise, imagine para regular a crise. Então, qual é a contradição que está posta aí? É que o capital é internacional, mas falta um poder político que o regule. Nas outras crises, esse poder político vinha da vitória militar, da guerra. Como agora eles não podem mais fazer guerra mundial (adiante trataremos disso), há uma ausência de poder político que possa regular o capital. Portanto, essa contradição entre o poder econômico e a ausência de poder político pode levar inclusive que a crise se prolongue, ou que a saída seja apenas pelo lado do poder econômico e não das sociedades que estão envolvidas. A outra característica que eu queria chamar a atenção é de que, durante o século XX, o pólo de acumulação capitalista, do capitalismo industrial, esteve baseado na indústria automobilística. Tudo era em função do automóvel, o automóvel foi a locomotiva da acumulação de capital. Ao redor deles ao formarem as siderúrgicas, as metalúrgicas e os consumidores. E as cidades funcionando apenas para o automóvel. Eu, cada vez que tenho que caminhar a pé em São Paulo fico puto da cara, e quem mora nesse bairro aqui mais ainda, pois até as calçadas não são feitas para o pedestre, são feitas pro automóvel entrar na garagem. Então, eu vivo dizendo pra provocar os paulistanos: amanhã ou depois as funerárias vão oferecer mais esse serviço ? o paulistano terá direito de ser enterrado no seu automóvel, com o seu automóvel, porque a paixão que a sociedade industrial criou em torno do automóvel é impressionante! Virou objetivo da vida social, o que é uma ilusão! Bem, então voltemos a raciocinar juntos. Nas crises cíclicas, por exemplo na indústria automobilística, cai a produção, a taxa de lucro, mas eles dão um jeito de sair da crise e na etapa seguinte de acumulação ? o que é normal ? volta a indústria automobilística a produzir mais veículos. E volta o lucro e a taxa de acumulação. Muito bem, então eu lhes pergunto: que tal sair da atual crise produzindo ainda mais automóveis? Será a saída? Não tem saída! São Paulo vocês estão vendo: São Paulo tem 6 milhões de veículos; os físicos já calcularam: se todos os automóveis saírem para a rua, não cabem. Tem que vir a cegonha junto pra ir um em cima do outro. Não cabem todos os veículos em São Paulo se todos eles forem pra rua! Ou seja, é inviável esse modelo de capitalismo industrial baseado no transporte individual. Assim como é inviável, nós termos um novo ?boom? de crescimento baseado na indústria automobilística: e o combustível vamos pegar da onde? ?Ah, mas o petróleo está estabilizado!? ?Tá bom, não dá mais o petróleo vamos para o agrocombustível!? E quanta área agricultável nós vamos ter que plantar de cana? Se aqui em São Paulo já está insuportável com 4 milhões de hectares pra botar 30% do álcool na gasolina, imagine se houver a necessidade de botar 100%? Não há terra! Até o Fidel já fez esse cálculo, não há terra suficiente, pra produzir a cana necessária no mundo, no planeta! Portanto, isso nos leva pra uma reflexão positiva pra classe trabalhadora: que mesmo que o capitalismo saía da crise num novo ciclo de crescimento, certamente, não poderá ser pelo automóvel, pela indústria automobilística. Eles vão ter que inventar outra coisa. E, portanto, as mudanças que virão no novo ciclo, podem afetar os parâmetros atuais de consumo da sociedade. Bem, e há outros companheiros que também nos chamam atenção sobre as conseqüências climáticas. Porque esse modelo de industrialização, esse padrão de consumo a todo custo pra acumular dinheiro chegou a seus limites da disponibilidade de recursos naturais. Limites não só agrícolas, limites de minério de ferro, limites de transporte, disso tudo. E essa forma industrial de produção está na base das alterações climáticas do nosso planeta, basta ligar a televisão, todos os dias nós temos uma notícia nova. Pra dar um depoimento da minha terra, o Rio Grande do Sul, nos últimos 10 anos, nós já enfrentamos 5 secas. Mas qual é a novidade? As secas no Rio Grande vêm acontecendo no inverno. Todo aquele clima chuvoso que vocês estão acostumados a ver no Rio Grande não existe mais, nós estamos em seca agora em pleno inverno. Cento e dez municípios não têm água pra beber no interior, no interior! As populações estão apavoradas. E, lembra os cientistas não conseguem provar cientificamente, é evidente que isso tem relação com o monocultivo industrial da agricultura, com a forma de produzir voltada mais para a indústria, de acumulação de capital, do que do bem-estar das populações. Bem, ainda sobre a natureza da crise, um pitaco. Tem havido muito a polêmica aqui no Brasil, sobretudo defendido pelo governo, de que o Brasil não estaria sofrendo essa crise, porque vai crescer 1%, 2% e tal. Qual é a leitura que nós fazemos? É que, se é verdade que é uma crise mundial, no entanto, como é da própria natureza do desenvolvimento desigual do capitalismo e das formas de acumular, evidentemente que os efeitos da crise serão diferentes de país a país, de acordo com o seu tamanho, com o tipo de produção que tem, etc. E evidentemente que o Brasil tem características que o protegem mais da crise, em relação a outros países que são mais dependentes. Me atrevo inclusive a dizer: a Venezuela está muito mais vulnerável à crise, em função de sua dependência ao petróleo, que a economia brasileira. Mas isso não significa que a população da Venezuela vai sofrer mais que a população brasileira. Porque em geral os economistas só se referem a estatísticas econômicas: se a taxa de lucro é menor ou maior, se cresceu ou não cresceu, mas se esquecem das taxas sociais, de como essa crise ta afetando a população. Então, me atento ainda aos termos econômicos, a maioria das avaliações dizem que alguns países vão sofrer recessão. O que é a recessão? É quando a produção vai caindo paulatinamente, é sucessiva. Imagino que o Pochmann, que gosta desse tema, tenha tratado. É como se fosse uma escada: você a cada degrau vai descer mais um. Isso é a recessão na economia, no PIB nacional. Outros países vão sofrer depressão. Depressão é como se a economia descesse de elevador então. De um ano pra outro, ?boof?, caiu 5 andares. Isso é depressão, a quebradeira. Quais foram os países que já tão em depressão no mundo? A Islândia quebrou, está em depressão, caiu do 10º andar, não sabe o que fazer; há outros países lá na África que tão em depressão, mas não são todos. Recessão, pelo que tudo está indicando, a economia dos EUA e as várias economias da Europa. E há um terceiro tipo de comportamento da crise nos países, que nós poderíamos chamar estagnação. Quando há crescimento menor e pois queda. Então a economia cresce 1%, cai 2% e assim vai. A ondulação. Eu acho que a economia do Brasil vai sofrer esse movimento, não da recessão e nem da depressão. Mas, mesmo assim, a tendência é que ao longo dos próximos 5 a 10 anos, no geral, a economia não vai crescer, ela pode crescer 2% um ano, depois desce 1%, e o crescimento demográfico da população ao longo dos 10 anos vai ser maior, como aconteceu na crise de 80, que foi chamada a década perdida. Bem, então esses são alguns elementos sobre a natureza da crise, da leitura que nós fazemos. 2. Quais são as saídas clássicas que o capital costuma tomar pra sair da crise. E isso é muito importante os movimentos da classe trabalhadora entenderem, porque é preciso entender como é os capitalistas vão agir. E esses jeitos do capitalista enfrentar a crise são clássicos, eles fazem isso nas crises cíclicas, fazem isso nas crises sistêmicas. Então, se nós da classe trabalhadora queremos proteger nossos interesses, como classe, nós devemos estar atentos, porque a tendência é os capitalistas repetirem as mesmas fórmulas que eles já experimentaram em outros períodos da história. Quais são essas saídas clássicas do capital? Primeiro, eles precisam, durante a crise, destruir o capital acumulado. Porque a natureza fundamental (espero que isso os outros professores tenham explicado) é que a crise é gerada também por uma super-acumulação, que faz com que a classe trabalhadora não tenha dinheiro (que a renda foi lá concentrada com eles) pra continuar comprando os bens que ela mesma produz. Então o capital pra sair da crise e entrar num novo ciclo de acumulação, ele precisa destruir esse capital sobrante. E ele destrói de mil e umas formas. Nos noticiários atuais, vocês devem ter acompanhado, já foram destruídos nos EUA 4 trilhões de dólares. Alguém perdeu. Muito mais gente perdeu porque foram destruídos 4 trilhões que estão na forma de dinheiro, na forma de papel. Aí alguém de vocês pode dizer: ?Mas foi nos Estados Unidos?. Tá bem vamos pro Brasil aqui. O Fundo de Previdência dos Bancários, espero que não tenha nenhum bancário aí o Fundo de Previdência dos Bancários que aplica o seu dinheiro em ações perdeu nessa crise, em 6 meses, 28 bilhões de reais. Perdeu! E daqui a 10-15 anos quando parte da categoria precisar desses fundos pra complementar a aposentadoria, vão se dar conta da crise lá de 2009. Segunda forma do capital agir é que eles sempre, em época de crise, aumentam a exploração dos trabalhadores. É lógico! Se a taxa de lucro na crise cai, pra eles se recomporem e voltarem para um novo ciclo, eles precisam recompor a taxa de lucro; pra aumentar a taxa de lucro, eles têm que aumentar a exploração sobre os trabalhadores. Como fazem isso? Baixando o salário médio, aumentando as horas extras, aumentando a produtividade do trabalho, enfim, eles têm 300 mecanismos pra arrochar a classe. E com isso eles recompõem a taxa média de lucro e com essa acumulação então vão pra frente. Terceiro mecanismo deles. Nesses períodos, aumenta a transferência de capital da periferia do sistema para o centro. Esses dias eu li nos jornais por aí de que no período anterior os capitalistas tinham aplicado na periferia 1,5 trilhões de dólares, como capital financeiro aplicado em ações, em especulação geral. E que com a crise, eles tiveram que refluir, esse capital todo voltou, e que hoje nós teríamos aplicado na periferia apenas 180 bilhões. Quarto mecanismo deles, a guerra. Em todas as crises eles apelam pra guerra, porque a guerra, como Marx já tinha explicado, é o mecanismo mais rápido de você destruir o capital. Destrói o capital quando você joga uma bomba num colégio como esse (que Deus me livre e a Madre Cristina nos proteja). Mas ao destruir um prédio como este, tem que depois reconstruir. Todo esse capital aqui vai pra fumaça. Quando tu solta a bomba aquela bomba custou trabalho, tem dias de trabalho pra construir a bomba; quando ela explode, explodiu os dias de trabalho. E quando ela mata pessoas, ela não mata qualquer pessoa, ela mata seres humanos que iriam produzir riqueza. Então, é também na linguagem deles, a forma de destruir capital-recursos humanos, capital-força de trabalho. Então a guerra sempre foi um mecanismo que eles usam. Agora nós estamos salvos, em parte, porque é impossível ter guerra mundial, por causa das armas atômicas. Mas isso não nos livra da saída: não é por acaso que eles têm aumentado o estímulo desses conflitos bélico-regionais. Seja na África, lá no Sudão. Esses dias li na internet que inclusive essas quadrilhas de piratas da Somália não têm nada a ver de beduínos doidos que resolvem atacar um transatlântico, por trás deles tem toda uma indústria bélica, que fornece a eles, de míssil, e outras coisas. Assim foi o ataque a Gaza, que, claro, se somou aos interesses da direita israelense que queria ganhar as eleições e dar uma lição aos palestinos, mas se somou o componente econômico. Tanto é que imediatamente depois das eleições a Hillary Clinton chamou uma reunião no Cairo, onde se reuniram as empresas capitalistas e disse: ?tá bom, desculpa viu palestinos, nós vamos reconstruir as casas de vocês. Tá aqui 4 bilhões de dólares, mas as empresas que vão construir são nossas. Nenhuma empresa palestina vai reconstruir casa...?. Então Gaza pagou o preço pela crise. E todo esse tensionamento que eles tão fazendo agora com o Paquistão, o Irã e com a Coréia do Norte, é claro que eles não vão fazer uma guerra com o Irã, mas isso estimula a corrida armamentista. Isso estimula as compras de armas. Um companheiro nosso, da esquerda israelense, tava lá no Fórum Social Mundial em Belém e deu um depoimento que deixou todos nós emocionados, porque ele falou que lá em Israel, o exército de Israel bombardeava uma comunidade, um prédio palestino, filmava tudo, registrava os mortos e a destruição. E 24 horas depois tava na página da internet do exército como propaganda: ?Olha o nosso míssil aqui. ?Ele fez essa trajetória de 50 km em tantos segundos?, ?não permitiu defesa?, ?ele destruiu um prédio de 10 andares, matou 10 pessoas, se tiver interesse em comprá-lo, tá aqui o endereço eletrônico?. Ou seja, eles usaram inclusive a guerra de Gaza ? não foi guerra, foi massacre de Gaza ? como propaganda das armas, que evidentemente não são empresas israelenses, é tudo conjugado com o capital internacional. Então, o mecanismo da guerra está presente sim, embora de uma maneira mais dissimulada. Quinto mecanismo que eles usam é o Estado. O Estado é usado agora, mais do que tudo, como o grande agente que pode, de uma maneira compulsória, recolher a mais-valia, ou a poupança individualizada, pequena, de cada um dos habitantes, amontoa num canto só e repassam pro capital. E isso eles têm feito aqui no Brasil, e em vários países do mundo, com a chamada política do superávit primário. O que é o superávit primário, que nem o Willian Bonner sabe explicar lá no jornal nacional? Porque eles não querem explicar para a população. O superávit primário, o governo recolhe, através dos impostos, na Receita Federal, o dinheiro de todo mundo, amontoa lá no Tesouro e na hora de gastar, ele separa 30% de toda receita de impostos no Brasil, que são transferidos pra bancos privados, na forma de pagamento de juros de títulos da dívida pública. Isso é o papel do Estado. Segundo exemplo. Nisso o governo Lula tem sido didático em nos ajudar a compreender o papel do Estado. Que quando nós estávamos discutindo lá em Belém a saída da crise, o Meirelles tava em Davos acalmando os bancos internacionais dizendo: ?ó, já assinei uma portaria autorizando que 40 bilhões das reservas em dólar que o Brasil tem depositadas em Nova Iorque, as empresas que são devedoras com vocês, podem acessar esses recursos públicos e pagar vocês?. Todo mundo bateu palma: ?isso que é presidente de Banco Central, nós queria ter um assim aqui no Estados Unidos?. Então isso é um mecanismo concreto, 40 bilhões de dólares, façam a conta aí, 40 bilhões em nossa reserva, uma portaria do Banco Central passa pras empresas. Depois da reunião do G-20, outro exemplo ilustrativo: quando, emocionado pela frase: ?esse é o cara?, o governo autorizou repassar pro FMI, 10 bilhões de dólares. E a imprensa brasileira noticiou como se fosse um empréstimo, ?olha como nós tamo ban-ban-ban, estamos emprestando...? Ilusão! Aquilo não foi empréstimo, foi complemento de cotas, portanto nunca mais vai voltar. A única coisa que o Brasil teve de vantagem naquilo é que os seus votos no FMI (que o FMI funciona como um banco privado que os governos são sócios, então os votos é pela quantia de capital) passaram de 05 pra 06% com esse aporte a mais de capital. Grande mudança na correlação de forças!... Mas agora some 10 bilhões de dólares, se fossem aplicados aqui no Brasil, o quanto representaria de casa, de Reforma Agrária, se quiserem. Então esse é o papel do Estado: recolher dinheiro de todo mundo, que a gente nem percebe, porque é via impostos, via outros mecanismos, e canaliza isso pro capital. Sexto mecanismo do capitalismo sair da crise é mudar o padrão tecnológico de produção. É o momento que eles, mesmo tendo lucro, usam a crise pra botar na rua o operário e reformular o processo produtivo de modo que aumente a produtividade do trabalho. Olhe a reunião do Conselho de Administração da Vale. A Vale, como a maioria das empresas, reúne seu Conselho de Administração uma vez por mês. A reunião do Conselho de Administração da Vale de fevereiro, final de janeiro, que coincidiu também com o Fórum, por isso eu guardei bem. A reunião teve 2 pontos de pauta. 1º ponto de pauta: prezados colegas capitalistas, acionistas da Vale, nós estamos com um problemão aqui, o lucro líquido do último trimestre foi de 2 bilhões e meio de reais. Então, nós temos que decidir, vamos reinvestir, ou vamos dividir entre os acionistas? Diante da crise, é um problemão né! Como nós vamos dividir 2 bilhões e meio de lucro do TRIMESTRE da Vale? Ta bom, decidiram (nem sei qual foi a decisão), que isso eles não dizem... Segundo ponto de pauta: a demissão de 2.500 trabalhadores. Até o número era meio parecido, só mudava o zero, né... Bem, então, que isso revela? As empresas, mesmo não estando em crise contábil aproveitam o período da crise pra fazer seus reajustes na matriz tecnológica. Que isso quer dizer? No jeito de fazer mais rápido os produtos com menos trabalhadores. Todos ? e fiquem atentos ? todos os dias têm exemplos desse nos cadernos de economia, em especial no Estadão e no jornal Valor Econômico. São os únicos dois jornais que eu leio pra saber o que a direita pensa, porque o resto são fofoqueiros... Por último, entre os métodos do capital pra sair da crise, é a apropriação privada dos recursos naturais. O que está acontecendo e nós no Brasil estamos sendo vítimas? A Rosa Luxemburgo, num brilhante trabalho sobre a acumulação originária, ou primitiva, dependendo da tradução, ela tinha explicado esse mecanismo. Os bens da natureza quando tão lá, parados, seja o minério de ferro, o petróleo, as árvores, a água, que depois vai virar energia elétrica, lá na natureza, eles não tem valor. Acredito que aqui todo mundo domina essa terminologia. Os bens só tem valor, do ponto de vista econômico, quando é fruto do trabalho, ou seja, o valor é medido pelos dias de trabalho que você bota neles. Então ta lá a árvore, fruto da natureza, quieta. Qual o valor da árvore quieta? Nada. Não tem valor nenhum, ela é fruto da natureza, não do trabalho. Qual é o valor de uma mina de minério, lá embaixo? Nada. Não tem valor nenhum, mas quando você se apropriar dela, botar um pouquinho de trabalho humano e a transforma numa mercadoria, adquirem um alto preço e se transforma as mercadorias que dão a mais alta taxa de lucro. Quanto mais o capitalismo se desenvolve, maior é a diferença entre a taxa de lucro da apropriação daquele bem da natureza (que ainda não tem valor) com poucos dias de trabalho, e preço pago pela sociedade. Porque em geral, aqueles bens da natureza são finitos e limitados. Minério não é pra vida inteira. Então, só pra vocês terem uma idéia, que nó viemos agora de nossa escola sobre o seminário de monocultivo de eucalipto. Os companheiros que atuam por lá, os operários da Aracruz nos explicaram. Sabe qual é o custo de produção pra plantar eucalipto e transformar em pasta de celulose (ainda não é o papel)? O custo de produção é 70 dólares a tonelada. Sabe quanto ela vendia a tonelada da pasta de celulose antes da crise? A 850 dólares. Isso dava uma taxa de lucro de 700%. Segundo nosso amigo, saudoso Celso Furtado, nem na escravidão. Na época da escravidão, a taxa média de lucro da exportação de açúcar era ao redor de 400%. A Aracruz, em pleno século XXI, está tendo um lucro de 700%! Aí veio a crise, eles tão vendendo a 550 dólares. Coitadinhos! E o custo de produção continua 70 dólares. Por quê? Por causa dessa apropriação de recurso da natureza que deveria ser pra todos. As árvores são de todos, o minério de ferro são de todos, o petróleo que está aí no pré-sal é de todos nós. Então deveria ser distribuído socialmente. Então, o que acontece na crise? As empresas procuram no período de crise se apropriar juridicamente desses bens. Elas não tem capital ainda pra explorar, porque tão em crise, não têm capital sobrante pra fazer isso, mas elas procuram juridicamente, digamos assim, tornar aquilo propriedade privada, dos bens parados na natureza. Para se preparar pro próximo ciclo. Aí quando vier um novo ciclo de crescimento econômico, de acumulação, vai ter capital, e aí eles vão explorar, e aí eles vão ter essas altas taxas de lucro que, como dei o exemplo da celulose, vocês podem ter uma idéia. Então, o que nós estamos assistindo no Brasil? É uma verdadeira ofensiva, da qual os deputados são meramente marionetes do capital internacional, porque tão tentando mudar a legislação ambiental, mudar a legislação da Amazônia, faz parte desse movimento do capital de se apropriar. A semente transgênica é outro mecanismo jurídico de privatizar a propriedade da semente que, ao longo da humanidade, foi um patrimônio da humanidade. Alguém pode dizer: ?Eu sou dono da semente de milho?? Ninguém! Milho é de todo mundo. Qualquer um pode pegar o milho e plantar. Pois bem, mas pela lei de patentes, se você fizer uma variedade de milho transgênico, você fizer uma mutação genética, você vai lá, registra, e vai aparecer lá: esse milho é da Bayer, esse milho é propriedade privada da Monsanto, e daí pra diante, todo mundo que se atrever a plantar aquele milho, tem que pagar royalties pra Monsanto, pra Bayer, pra Basf. Então, semente transgênica, não tem nada de aumento de produtividade, num tem nada de ciência, é a maior picaretagem que tem, maior enganação. No fundo, o que tem por trás da semente transgênica é essa apropriação, essa propriedade privada, que a lei de patentes garante . Se não houvesse lei de patentes, ninguém se preocupava, em ficar disseminando semente transgênica. Aliás, foi a primeira mudança que o Fernando Henrique fez no seu governo. Primeira Lei que ele mudou no Brasil foi a lei de patentes, em maio de 1995. E a lei de patentes circulou no Congresso em inglês, distribuída pela embaixada norte-americana. Se alguém tem alguma dúvida a que interesses representava, porque o senador, lá da Paraíba, recebeu da embaixada e não se deu ao trabalho de traduzir qual era a lei que a embaixada americana queria. E evidentemente que o Fernando Henrique aprovou depois com uma canetada. Vou mais rápido agora que ainda não entrei no tema. Isso tudo é introdução. Pra vocês se lembrarem dos outros professores. -------------------------------------------------------------------------------- [1] Palestra no Curso de Especialização sobre a Crise. Promovido pelo curso jornalismo da PUC-SP/CEPIS/ENFF. João Pedro Stedile ? 27 de maio de 2009 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090727/46583c8d/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 28 19:18:42 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 28 Jul 2009 19:18:42 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?A_NATUREZA_DA_CRISE_E_SUAS_CIRCU?= =?windows-1252?q?NST=C2NCIAS_PARA_O_BRASIL___por_Jo=E3o_Pedro_St?= =?windows-1252?q?=E9dile_____-_PARTE_II_-_FINAL?= Message-ID: <06c601ca0fd1$5df1a720$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Carlos Henrique Tibiriçá Miranda A NATUREZA DA CRISE E SUAS CIRCUNSTÂNCIAS PARA O BRASIL por João Pedro Stédile - PARTE II - FINAL 3 . Como a direita trata o tema da crise na imprensa: Qual é o discurso da direita brasileira hoje nos meios de comunicação? Primeiro, de que a crise é de todos. Segundo, que não se sabe por que, de repente, caiu de pára-quedas. A crise não tem culpado. Ela apareceu no jornal nacional: ?Estamos em crise?. Poderia ter sido anunciada pela menina do meteriológico lá: ?pessoal, vai ter chuva no nordeste, seca no sul e para todos, crise!? Uma obra assim... Bem se a crise é todos e não tem culpados, o governo tem que fazer alguma coisa, né, pra eles. Pra salvar as empresas brasileiras. Então, tudo se justifica. Alguém fez alguma crítica aos 4 bilhões que o Banco do Brasil pegou do nosso dinheiro pra salvar o banco Votorantim? Quatro bilhões num cheque só do presidente do Banco do Brasil! Pra salvar o banco Votorantim. Coitado do Antonio Ermírio né! O sujeito é trabalhador, ele levanta mais cedo, e as 5 horas já está trabalhando. Quarta falácia da imprensa burguesa sobre a crise. ?Pessoal, é grave, mais vai passar rápido?. Parece aquelas vacinas em criança: ?dói, mas vai passar rápido, viu!?. É isso que eles ficam dizendo pra população. No entanto, se alguém resolver criticar, ou se levantar, que a burguesia está exigindo? Criminalização! O MST está apanhando por antecipação. Nós estamos sendo reprimidos toda semana. Ontem mesmo, tô aqui puto da cara, porque despejaram uma área em Minas Gerais, com cento e poucas famílias, que estavam há doze anos, já com casa de material, chiqueiro, aí vem a polícia militar com a tropa de choque, com aqueles tratores... destruíram tudo! Porque um juizinho de primeira instância deu uma liminar, sendo que o proprietário da terra deve ao Banco do Brasil 70 milhões! Mas ninguém analisa. Mas por que tanta repressão? Nós estamos analisando que estamos apanhando por antecipação. Ou seja, ?vamos bater nos que reclamam pros outros ficarem quietos?. Então, faz parte dessa ideologia dos meios de comunicação. Todo dia falam mal do MST. Mas não vai ser só do MST. Deixa os petroleiros continuarem a fazer mais uma grevinha que eles pegam os petroleiros também. Se alguém lutar, eles reagem, repressão!. 4.Perspectivas para a classe trabalhadora brasileira Bem, agora, nos últimos 10 minutinhos, as perspectivas para a classe trabalhadora. Primeiro, vocês já sabe, nós estamos ferrados. Grande novidade! Então, o primeiro aspecto que eu queria comentar, é que o contexto histórico da luta de classes no Brasil é adverso para a classe trabalhadora. Ou seja, a crise, embora gere contradições que depois nós vamos ver, mas ela veio num momento muito ruim, porque justamente desde a derrota política que nós tivemos de 1989 até agora, na nossa opinião nós vivemos num descenso do movimento de massas. Uma derrota política da classe trabalhadora. Qual foi a última greve geral que nós fizemos? Qual foi a grande última manifestação? Até pros comícios políticos! Se os políticos não levarem Chitãozinho e Chororó, ?Frique-frique e Frique-Fró? e as saias cada vez mais levantadas, o povo não vai nem pra 1º. De maio. Isso reflete o descenso do movimento de massas, a situação adversa que a classe trabalhadora está vivendo. Então nós estamos vivendo um momento muito difícil pelo descenso do movimento de massas, pela derrota ideológica que nós sofremos. A vitória hegemônica do neoliberalismo que agora nós estamos vendo. Sei que muitos aqui são estudantes universitários: o que a universidade está produzindo nos últimos 10 anos? Um monte de cabeça vazia que dá dó. Agora que nós estamos percebendo o desastre que foi o neoliberalismo dentro da Universidade. No período anterior, a PUC foi um dos pólos da resistência contra a ditadura, e agora é pólo de resistência a quê? Não vou botar a culpa nos estudantes. Dizer que o mundo acadêmico, o mundo estudantil é reflexo dessa correlação de forças adversa que a classe trabalhadora tá vivendo. E reflexo da derrota ideológica que a classe trabalhadora sofreu com o neoliberalismo que afetou todos os setores. Quem fala em socialismo hoje? Deus me livre! Já tem que acrescentar outros adjetivos: democrático, plural, num sei o quê... Socialismo é socialismo! Socialização da propriedade dos meios de produção, ponto! Democracia é o que se refere ao regime político, como é que você vai organizar o poder político da sociedade. Socialismo como modo de produção, não tem subterfúgio! Mas é difícil, viu! Então, desse contexto que vem desses últimos anos, é infelizmente o baixo nível político e cultural de nosso povo. Claro que o povo é a única força capaz de fazer mudança. E precisamente, por ser o único que pode mudar, olhando pra ele, você percebe. Porque é um povo que tá sendo muito ludibriado pela televisão, pelos políticos, e por tudo quanto é porcaria. Quer dizer, falta uma tradição ideológica e cultural. Olha os níveis de leitura! Não é brincadeira, nossa sociedade ainda é herdeira de 400 anos de escravidão. Não é brincadeira que Buenos Aires tenha mais livraria que todo o Brasil junto. É isso que é o reflexo. Não é brincadeira que a Folha de São Paulo, desde 89 venha diminuindo o número de seus leitores! (isso é uma notícia boa)! É uma pena que seja só na classe média, mas é reflexo. Aqui não tem tradição de leitura. Nós somos uma classe trabalhadora empobrecida culturalmente, politicamente. E isso afeta a reação. Bem, sigo. Diante desse cenário tão complexo, as forças que procuram se organizar e lutar contra a crise, hoje, no meu modo de entender, se aglutinam em torno de 3 alternativas, que, ao longo do seminário, devem ter estado presente aqui. a) A primeira alternativa, é um grupo de forças populares que dizem, bom: ?frente à crise, socialismo já!?. ?Não há mais saída para o capitalismo, ?bá-bá-bá?, socialismo!?. É fácil de identificar, não é nenhuma avaliação, só estou procurando compartilhar. Mas, os setores populares mais identificados com o PSTU, e com algumas correntes do PSOL, a Causa Operária, algumas correntes trotskistas defendem essa alternativa: socialismo já! b) Num segundo grupo, defendem propostas que nós podemos classificar como neo-keynesianas. Baixa a taxa de juros, aumenta as políticas públicas para os pobres, aumenta os programas de compensação social, uma espécie de New Deal do Roosevelt rebaixado. Vou usar um professor, o Chico de Oliveira, como meu advogado. Ele diz: ?vocês são maldosos, o Stedile, dizer que esse grupo defende o neo-keynesiano, isso é uma ofensa ao Keynes, o Keynes era mais radical !?. E fecho parênteses, mas evidentemente há forças populares, há correntes sindicais, movimentos sociais que defendem plataformas inseridas nesse contexto. c) E há um terceiro grupo, na qual nós da Via Campesina nos inserimos, que defendemos uma espécie de Projeto Popular. Ou seja, não temos a ilusão de que o socialismo virá na esquina. Não temos força nem pra tirar o Meirelles, que todo mundo sabe que ele representa os interesses dos bancos. Foi presidente mundial do Banco de Boston! Está lá no seu currículum, não precisa ninguém falar mal. Pô, não temos força pra trocar o Meirelles! Imaginar que temos correlação de forças pra fazer mudanças socialistas?? E também o neo-keynesianismo não é uma alternativa popular. Ele pode até recompor a taxa de lucro, ele pode amenizar o sofrimento da classe trabalhadora, evidentemente. Mas ele não é uma alternativa pra nós aproveitarmos as contradições da crise e, pelo menos, entrar pra próxima etapa com um acúmulo de forças maior. 5. Elementos de um Projeto Popular para sair da crise Quais seriam os parâmetros, os indicativos do que seria um Projeto Popular, que nós estamos, inclusive, tentando convencer outras forças a aderirem ao que poderia ser uma plataforma mais unitária. E, por isso também, colocamos nessa plataforma alguns elementos mais keynesianos, mas na essência seria uma tentativa de resistência ao capitalismo para acumular força para uma próxima etapa. De maneira muito rápida, quais seriam os pontos de uma plataforma do Projeto Popular pra enfrentar a crise: a) Garantia de emprego pra todos. Então não se trata só do Estado fazer políticas de compensação social, o Estado tem que pegar o dinheiro e tentar investir em áreas da produção que gerem empregos pra todo mundo. E estabelecer uma espécie de moratória. Todo brasileiro que quiser trabalhar, o Estado garante emprego pra todos. Aonde? Se cria, na construção civil, no serviço público, em mil e uma formas. b) Redução da jornada sem redução do salário. E, colado a esse, valorização do salário mínimo, que, ta comprovado por um monte de análises, é o principal mecanismo de distribuição de renda no Brasil. O salário mínimo, porque pega justamente os mais pobres. Não só os que ganham de empresa o salário mínimo, mas, sobretudo lembrem-se, que entre os mais pobres dos brasileiros, estão os 14 milhões que recebem o benefício do INSS, e o grau de referência do benefício do INSS é o salário mínimo. Então, automaticamente, você aumenta o salário mínimo, você faz uma transferência daquele dinheiro público, e dos trabalhadores pra essa camada mais pobre que ta lá dependente dos benefícios da Previdência. c) É estabelecer um pacto de resistência: não aceitar nenhum direito social a menos. d) Zerar o superávit primário. Esse é o principal mecanismo econômico de espoliar a sociedade brasileira. Como eu disse antes, superávit primário hoje representa que o governo transfere todos os anos, 200 bilhões de nosso dinheiro, da Receita Federal pros bancos. Tem que acabar com isso. E com esses 200 bilhões, nós conseguiríamos então aplicar nessas políticas por parte do Estado, que poderiam gerar emprego pra todos e ter outra política de distribuição de renda. Chamo a atenção de vocês: os países da América Latina são os únicos países que aplicam o superávit primário. Com exceção, inclusive, de Cuba e Venezuela. São os únicos. Na Ásia ninguém tem superávit primário. Na Europa e Estados Unidos é déficit cada vez maior. Então, por que só o Brasil vai seguir nessa política de superávit primário? Pra ser justo, nos últimos meses com a crise, o superávit primário vem diminuindo, mas não por vontade do governo, por política. É que como baixou a taxa SELIC, automaticamente baixa a transferência pros bancos. e) Evidentemente, puxando a brasa pra nossa sardinha, é aplicar esses recursos num amplo programa de reforma agrária, também pra garantir emprego, trabalho e condições pra população que tá no meio rural, pra eles não virem pra cidade. f) Reduzir as taxas de juros ao padrões internacionais. Poderia estar inserido nesse contexto de políticas neo-keynesianas, mas é muito importante. Não só a taxa SELIC, que hoje eles estão fantasiando: a taxa SELIC está em 11, tem 6 de inflação, então a taxa real é 5. Tudo bem, do governo pros bancos, mas os bancos continuam cobrando dos consumidores da indústria e do comércio taxas médias de 48%. Então a sociedade inteira está transferindo aos bancos praticamente todo o seu esforço de acumulação. Então, reduzir a taxa de juros não é só a taxa SELIC, tem que ter uma intervenção do Estado pra impedir que os bancos continuem cobrando esse verdadeiro assalto que os bancos estão fazendo pra sociedade em geral, pro comércio (quando tu for comprar uma geladeira, um carro...) e pra indústria, etc. g) Estatizar o sistema financeiro. Porque, nessa etapa do capital financeiro, o pólo central de acumulação, ou seja, aonde fica a riqueza apropriada pelos capitalistas, não é mais na indústria e no comércio: é nos bancos, é no capital financeiro. Portanto, se o Estado, em nome da sociedade, não controlar isso, não tem como tu sair. Não tem como tu sair da crise em benefício da sociedade. E por isso o Sarkozy defende, e imagino que ele esteja mais ligado aos setores da indústria francesa. Mas é evidente, que mesmo numa lógica capitalista, se não houver uma intervenção estatal, ou seja, uma força maior que controle o sistema financeiro dos países, não tem volta. h) Um amplo programa de defesa do meio ambiente e da vida das pessoas. O que é isso? Isso é genérico, pode ser apenas doutrinário... Não! Nós temos que impedir a mudança no Código Florestal, porque é isso que vai fazer com que os ruralistas acabem com o que ainda tem de recursos naturais. Vocês sabem que eles querem baixar a reserva legal: de 80 e 50 pra 20. Está lá no Congresso, já passou pela Câmara, está no Senado agora, ou seja, um negócio concreto, pra amanhã. Impedir as mudanças de regularização fundiária na Amazônia, eles querem privatizar a Amazônia até 1.500 hectares, por pessoa e não precisa mais comprovar posse. Tô aqui em São Paulo e posso pedir pra algum preposto registrar 1.500 hectares em meu nome. E depois eu me lembrei: ?Ah, tem minha filha também, mais 1.500 pra minha filha?, ?Ah, pra Olívia, que é boa menina, mais 1.500?. Isso é mais atrasado que a Lei 601 de 1850. Não precisa nem comprovar posse. Nem comprovar residência. Bom, isso é a volúpia do capital total, nós temos que impedir isso, pra garantir o mínimo de reserva dos recursos naturais pro povo brasileiro. Nós temos que controlar a qualidade dos alimentos. O agronegócio está produzindo veneno, não comida. E todos os cientistas que tão cuidando da área estão nos alertando, está proliferando os câncer, 80% deles são originários dos venenos que a população está comendo. E esse veneno vai pra onde? É veneno químico, originário do petróleo que é usado sobretudo. Destrói as bactérias do solo, ou vai pra água, ou vai pro seu estômago. Então continue comprando da Bünge, da Cargill, e feliz enterro! Que certamente vai morrer 10 anos antes daqueles que se alimentam com alimentos saudáveis. Então, o Estado tem que botar um jeito nisso, francamente, isso aqui já virou casa da mãe Joana, né. A Anvisa, (saiu na manchete da Folha e num caderno do Brasil de Fato). A Anvisa fez as pesquisas aqui na Ceagesp, e disse: ?tem 20 produtos que não se recomendam para os seres humanos?. Manchete! E continuam vendendo! Como? Se a conclusão fosse: ?esses 20 produtos não servem para a alimentação animal?, é capaz que eles teriam tirado do mercado. Porque pode dar febre suína, pode dar não sei o quê. Então continue comendo maça, moranguinho, tomate, tudo isso só veneno! Por isso que num tem mais nem gosto. Batata, só veneno! Soja, só veneno! Para um Programa Popular pra enfrentar a crise é preciso fazermos essas mudanças reais pra preservar a vida das pessoas e pra preservar a natureza, porque se não esses loucos do capitalismo... Não pensem que eles têm alguma responsabilidade. i) Recuperação da soberania brasileira sobre as empresas estratégicas de energia, minério. Não sei se vocês sabem, a Eletrobrás que pinta aí como estatal, já tem suas ações vendidas na Bolsa de NY. Esse é o maior problema que nós temos com lá Itaipu se acertar com os paraguaios. Porque a Eletrobrás é gestora de Itaipu, e ela não é só uma empresa pública, tem interesses das privadas que alegam os direitos. Bem, o caso da Petrobrás, patético né, vocês sabem: 58% das ações são privadas. E o caso da Vale, que é uma luta histórica. j) E, por último, na nossa plataforma, nós precisamos fazer um movimento aqui no Brasil, pra pressionar o nosso governo para ter uma outra postura em relação aos organismos internacionais. Em vez de valorizar FMI, Banco Mundial, G-20, isso aí tem que fechar. Evidentemente que nós temos que criar um outro marco internacional, uma outra governança internacional. E vemos com bons olhos essa iniciativa que os países da Alba estão fazendo, já criaram uma moeda alternativa que é o Sucre. Que é uma sigla, embora homônimo do General Sucre, que foi um lutador anticolonialista. Mas na verdade ela é uma sigla né, o Sistema Unitário de Câmbio, não sei o quê... E nós temos defendido isso nos movimentos sociais, os governos tem que caminhar rapidamente para fugir da área do dólar, porque o dólar é o principal mecanismo de espoliação dos outros países. Desde 1971 quando o Nixon tirou a paridade com o tesouro e com o ouro. Então, todas as guerras deles eles botam a maquininha pra funcionar. E distribui os dólares para o mundo. Então, se é pra ter uma saída razoável diante dessa crise, é aproveitar a crise pra nós construir uma moeda que seja internacional e sem o controle dos EUA. Segundo o professor Chico de Oliveira, isso ainda não aconteceu na história da humanidade, todas as moedas internacionais foram sempre fruto de vitórias militares. Bom, mas ele pode estar errado também e nós conseguirmos implantar, pela primeira vez na história, uma moeda que não seja só fruto de vitória militar. 6. O que fazer com a plataforma popular? A proposta dos 10 pontos que eu mencionei aqui como sendo o Projeto Popular, não é uma proposta do MST, é uma proposta que nós estamos construindo nessas plenárias onde a última delas lá em março tinha 88 movimentos. Isso expressa um conjunto dessas forças. Claro que um gostaria de dar mais ênfase num ou outro ponto, mas esses 10 pontos procuram recolher o que poderia ser uma plataforma unitária, porque todos de certa forma se sentem representados aqui. Eu acho também que seria exagero pensar que essa plataforma seria a proposta de socialismo XXI. Não é uma plataforma socialista, evidentemente. Mas nós achamos que, com essa plataforma, nós podemos acumular forças. E de novo, alguém perguntou no intervalo, veio-me dizer: ?Evidentemente, essa plataforma é inviável por ir lá e apresentar?, né, ela não cai do céu assim, então ?ah, vamos sair da crise, basta aplicar essa plataforma?. Então, qual é o sentido dessa plataforma? O sentido dessa plataforma é debater com a sociedade, ou seja, é conscientizar. É fazer um verdadeiro mutirão entre as pessoas e organizações, de dizer: ?a crise é grave, se nós não segurar, os capitalistas vão tomar as saídas clássicas deles, que já relatei, mas nós da classe trabalhadora podemos ter outras saídas?. Agora, essas saídas só são viáveis se nós fizermos luta política. Que significa fazer luta política? Significa fazer mobilização de massas, grandes manifestações, grandes lutas de massas que possam, então, acumular força social. Isso que é luta política, é ter força. Quando você não tem força acumulada de gente organizada, não é política, é apenas doutrina. ?Eu acredito nisso...? Então, evidentemente que os companheiros que comentaram isso têm toda razão. Isso aqui é apenas uma plataforma de fazer trabalho de conscientização. Agora, sua viabilidade não é se o argumento está bem escrito, sua viabilidade só vai ser dada se houver um processo de mobilização e organização de massas. Bom, é impossível no Brasil? Na atual situação, agora, final de maio de 2009, claro que nós estamos no descenso, mas as massas aprendem muito rápido. E nós podemos chegar a uma situação de que em curto prazo haja um reascenso do movimento de massas. Ninguém pode dizer que vai continuar 5 anos em descenso e que vai ter mais 5 meses. Isso faz parte da psicologia social, da capacidade que nós tivermos de indignar nosso povo. O lado bom dessa conjuntura é que a burguesia brasileira não tem projeto para o país. Ao contrário da crise de 29, vocês devem ter comentado nas outras sessões. Na crise de 29, a burguesia brasileira se unificou em torno do Getúlio Vargas, e ele teve que construir uma unidade a ?manu-militar?: deu um pau nos paulistas, deu um pau nos comunistas, e deu um pau nos fascistas. Aí unificou a burguesia, inclusive subjugou a força parcelas da burguesia industrial paulista ignorante, centralizou eles e a partir de 37 implementou o modelo que durou até 1980. A rigor, esse é o modelo do Getúlio Vargas. Bem, é um projeto da burguesia brasileira, de desenvolvimento do capitalismo nacional subordinado, dependente. Agora, a vantagem. Que diante da nova crise, que esperamos que seja prolongada mesmo, qual é o projeto da burguesia brasileira? Não tem! E isso é bom pra nós, nos livramos deles, pelo menos. E isso abre espaço pra que a classe trabalhadora construa um projeto, uma plataforma que seja nosso, pra enfrentar a crise. Para a burguesia brasileira, o único projeto dela é ter ainda maior dependência do capital internacional. Não só de dependência, ou seja, de aprofundar nossa subordinação. Exemplo: na nova re-divisão internacional do trabalho e do capital, no projeto do capital, ao Brasil cabe apenas o papel de ser exportador de matéria prima. Eu fico horrorizado com essas viagens aí pra China, em que o governo e empresários se orgulham de vender mais soja, mais minério e agora petróleo cru. Como se fosse uma vantagem, mas isso é um desastre! É o Brasil voltar à colônia, e é isso que os capitalistas internacionais querem. Que o Brasil cumpra apenas o papel de exportador de matéria prima. Esse seria o nosso papel. E a burguesia brasileira aceita. ?Tá bom, desde que você dê um pedaço do teu lucro, então tô satisfeito? Mas isso não é projeto de desenvolvimento nacional! Porque nenhum país do mundo se desenvolveu exportando matéria prima. Quero compartilhar, como ilustração, uma informação que circulou essa semana de um estudioso ligado à Via Campesina sobre a economia dos Estados Unidos e freqüente aqui no Brasil, o agronegócio usar como argumento de justificação que os EUA é o maior exportador mundial. ?Tá vendo, os EUA é a maior potência e maior exportador de matéria prima, esse é o nosso caminho!? Santa ignorância, estatisticamente está comprovado: o agronegócio deles, dos EUA, de todo PIB agrícola, 88% é pro mercado interno, eles exportam apenas 12% do que produzem na agricultura. Ou seja, o centro da riqueza produzida na agricultura nos EUA é pro mercado interno, pro povo americano comer mais, eles só exportam 12%. E aqui, no Brasil, é o contrário, só querem exportar, exportar, exportar... como se fosse a solução. E mais do que isso. Há setores da burguesia brasileira que além de aceitar esse papel subalterno, ainda mais aprofundado com a crise, aceitam a reconversão das empresas brasileiras como subimperialistas. Então, vão lá ler de novo a teoria da dependência do Ruy Mauro Marini, ele foi um profeta nisso. Agora está cada vez mais claro, que também nesse marco de aprofundar nossa subordinação, eles vão entregar às empresas brasileiras o papel de subexplorar os mercados e as riquezas dos outros países da América Latina. Esse é o papel que a Eletrobrás está fazendo com Itaipu, papel que a Petrobrás está fazendo na Bolívia, no Equador, que a Odebrecht, a Andrade Gutiérrez fazem com outros países. O tema do pré-sal. Claro, me passei aqui correndo, porque de certa forma ele está subentendido. Primeiro naquela política dos EUA de se apoderar dos recursos naturais. Então, o pré-sal é nossa principal riqueza agora que ta lá debaixo do oceano. E é por isso a CPI da Petrobrás. É por isso todos esses movimentos que o PMDB está fazendo. Porque eles estão se mexendo? É pra se apoderarem do pré-sal. E é o que as empresas já estão fazendo. Vocês sabem que nós temos já várias empresas transnacionais, como a Shell, até uma portuguesa, e outras empresas que já ganharam os leilões da parte de cima. É só eles furarem mais 7 mil metros que eles chegam no pré-sal. E algumas delas já estão furando. Então as multinacionais já têm até o direito, se nós não alterarmos a legislação, eles vão acessar o pré-sal. E o que os geólogos estão dizendo pra nós é de que no caso do pré-sal é ainda mais grave porque tudo leva a crer que ele é uma imensa lagoa lá embaixo, que vai do Espírito Santo até Santa Catarina. Então quem acessar a lagoa, vai ter acesso a todo petróleo. Bem, evidentemente que nós temos que incluir em nossa luta a defesa do petróleo como parte dessa luta pra sair da crise, porque justamente os capitalistas internacionais, e seus aliados aqui no Brasil, eles vão fazer de tudo para que eles tenham o direito de se apropriar dessa, que está sendo classificada, como a principal reserva de riqueza natural do planeta. Então você imagina com que ganância eles vão vir pra cá disputar conosco. Vai ser uma verdadeira guerra. Não pensa que vai ser com abaixo-assinado que nós vamos salvar o pré-sal, claro que não. Nós vamos fazer o abaixo-assinado pra provocar o debate. Mas nós só vamos salvar o pré-sal de novo se vier o reacenso de massas, se nós fizermos grandes mobilizações, porque o inimigo vai ser daquele tamanhão. Então, me desculpem por passar do tempo, essas são as idéias gerais que nós estamos debatendo sobre a crise nos movimentos sociais. Muito obrigado pela atenção. [1] Palestra no Curso de Especialização sobre a Crise. Promovido pelo curso jornalismo da PUC-SP/CEPIS/ENFF. João Pedro Stedile ? -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090728/7a30eba1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jul 28 19:18:45 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 28 Jul 2009 19:18:45 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_=22Soledad_no_Recife=22_Convite__?= =?iso-8859-1?q?_-_amanh=E3_na_Livraria_Cultura_do_Conjunto_Naciona?= =?iso-8859-1?q?l_-_SP__=E0s_18=2C30_hs=2E?= Message-ID: <06ca01ca0fd1$5fc04ca0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro....................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Trilhas Literárias (repeteco para não esquecer o dia e a hora) Caso não visualize adequadamente esta edição, clique aqui! Dois Momentos de SOLEDAD NO RECIFE (Primeira vez em que Urariano fala de Soledad no livro) Eu a vi primeiro numa noite de sexta-feira de carnaval. Fossem outras circunstâncias, diria que a visão de Soledad, naquela sexta-feira de 1972, dava na gente a vontade de cantar. Mas eu a vi, como se fosse a primeira vez, quando saíamos do Coliseu, o cinema de arte daqueles tempos no Recife. Vi-a, olhei-a e voltei a olhá-la por impulso, porque a sua pessoa assim exigia, mas logo depois tornei a mim mesmo, tonto que eu estava ainda com as imagens do filme. Num lago que já não estava tranquilo, perturbado a sua visão me deixou. Assim como muitos anos depois, quando saí de uma exposição de gravuras de Goya, quando saí daqueles desenhos, daquele homem metade tronco de árvore, metade gente, eu me encontrava com dificuldade de voltar ao cotidiano, ao mundo normal, "alienado", como dizíamos então. Saíamos do cinema eu e Ivan, ao fim do mal digerido O anjo exterminador. Imagens estranhas e invasoras assaltavam a gente. A vontade que dava de cantar retornou adiante, naquela mesma noite. No Bar de Aroeira, no pátio de São Pedro, naquela sexta-feira gorda. Como são pequenas as cidades para os que têm convicções semelhantes! Estávamos eu e Ivan sentados em bancos rústicos de madeira, na segunda batida de limão, quando irromperam Júlio, ela e um terceiro, que eu não conhecia. Ela veio, Júlio veio, o terceiro veio, mas foi como se ela se distanciasse à frente - diria mesmo, como se existisse só ela, e de tal modo que eu baixei os olhos. "Como é bela", eu me disse, quando na verdade eu traduzi para beleza o que era graça, graça e terna feminilidade. Saiba mais sobre esse lançamento. Visite o blog do escritor: http://urarianoms.blog.uol.com.br/ -------------------------------------------------------------------------------- Clique aqui, se desejar remover seu e-mail desta lista -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090728/487bf15a/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 29 19:33:02 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 29 Jul 2009 19:33:02 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_=2240_ANOS_DA_CRIA=C7=C3O_DA_OPER?= =?iso-8859-1?q?AC=C3O_BANDEIRANTE-_A_REPRESSAO_CLANDESTINA_TRANSFO?= =?iso-8859-1?q?RMADA_EM__ROTINA=22=2E__8_de__Agosto_de_2009?= Message-ID: <0d5c01ca109c$88959f10$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Maurice Politi Companheir at s, Retomando as atividades daquilo que será um segundo semestre bastante ativo, o Núcleo Memoria, o Fórum dos ex presos e perseguidos politicos de SP , o Memorial da Resistência, o Arquivo Publico do Estado de SP e os demais parceiros mencionados no(s) convite(s) anexos, gostariam de contar com a presença de todos no próximo dia 8 de Agosto no Memorial da Resistencia: 1- Às 11 horas quando da abertura da exposição (curadoria Alipio Freire) denominada "A Luta pela Anistia" 2- Às 14 horas no Auditório (5º. Andar) para o debate sobre "40 ANOS DA CRIAÇÃO DA OPERACÃO BANDEIRANTE- A REPRESSAO CLANDESTINA TRANSFORMADA EM ROTINA". Abraço, M.Politi ============================================================================================================= Sábado Resistente 08 de agosto de 2009, das 14h às 17h30 Memorial da Resistência de São Paulo - Largo General Osório, 66 - Luz 40 ANOS DA CRIAÇÃO DA OPERACÃO BANDEIRANTE A REPRESSAO CLANDESTINA TRANSFORMADA EM ROTINA Um dos órgãos de repressão mais violentos da Ditadura Militar no Brasil foi a chamada Operação Bandeirante (OBAN), criada pelo II Exército em São Paulo, no mês de julho de 1969. Foi um centro integrador das forças que reprimiram os que resistiam ao regime ilegal e ilegítimo dos militares que deram o Golpe em 1964, instalado na Rua Tutóia, onde atualmente funciona o 36° Distrito Policial da cidade. Para debater sobre esta sinistra organização, sua história e influência durante "os anos de chumbo", o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e o Memorial da Resistência de São Paulo convidam para as palestras de três eminentes estudiosos sobre o legado da OBAN nos dias de hoje. Programa: 14h - 14h15: Apresentação/Coordenação: Marcelo Mattos Araújo - Memorial da Resistência de São Paulo Ivan Seixas - Jornalista, ex-preso político - Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política e do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo 14h15 -15h45: Palestras Moderador: Maurice Politi Presidente do Núcleo de Preservação da Memória Política e Diretor do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo. Ex-preso político. Debatedores: Dr. José Henrique Rodrigues Torres Juiz de Direito da Vara do Júri de Campinas e professor de Direito Penal da PUC-Campinas. Secretário-Executivo da AJD (Associação dos Juízes para a Democracia). Profa. Dra. Mariana Joffily Mestre em História pela Sorbonne (Paris IV), doutora em História Social pela USP e pós-doutoranda em História pela UFSC. Autora da Tese "No centro da engrenagem: os interrogatórios da Operação Bandeirante e do DOI-CODI de São Paulo (1969-1975)" Dr. Marlon Weichert Procurador Regional da República, Mestre em Direito Constitucional (PUC) e Professor de Direito Constitucional, Tributário e Sanitário. Autor, conjuntamente com a Dra. Eugenia Favero, da Ação Civil Pública que pede a responsabilização civil dos comandantes do DOI-CODI por tortura e mortes ocorridas durante o regime militar. 15h45 -16h40: debate 16h45 -17h30: visita ao Memorial da Resistência de São Paulo Sobre a OBAN Inicialmente, foi um centro clandestino de detenção e tortura que reuniu integrantes das três forças armadas, assim como um pequeno contingente "selecionado" de soldados da Força Pública e da Policia Civil do Estado de São Paulo. A partir de meados de 1970, a Operação Bandeirante tornou-se uma estrutura oficial das forças do Exército, passando a ter o nome de DOI-CODI (Destacamento de Operações e Informações ligado ao Centro de Operações de Defesa Interna). Na década de 80, os DOI foram renomeados SOP - Setor de Operações. Calcula-se que passaram pela OBAN mais de 10.000 prisioneiros. Os seus comandantes, hoje processados pelo Ministério Público Federal, foram os responsáveis por inúmeras mortes de combatentes sob torturas e execuções nas dependências deste organismo ou em vias públicas. O Sábado Resistente é promovido pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo. É o espaço de discussão entre companheiros combatentes de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados para o debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime militar, implantado com o golpe de Estado de 1964. Nossa preocupação é estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090729/5ff25a81/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1796 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090729/5ff25a81/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jul 29 19:33:38 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 29 Jul 2009 19:33:38 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Entrevista_com_Manuel_Zelaya?= =?windows-1252?q?=3A=22hondurenhos_t=EAm_direito_a_pegar_em_armas?= =?windows-1252?q?=22?= Message-ID: <0d6101ca109c$9e060e20$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. DESTAQUE Golpe em Honduras Entrevista com Manuel Zelaya: "hondurenhos têm direito a pegar em armas" Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, advertiu que ?se as armas voltaram às mãos da direita para derrocar presidentes reformistas, então os povos também têm direito de voltar a buscar soluções nesse caminho? Claudia Jardim NACIONAL Crimes de Maio Tribunal Popular da Baixada Santista sob lema ?Pela vida, por outra segurança? Nos olhares dos familiares a revolta, a dor enjaulada pelo tempo. No Tribunal, a sensação de que a justiça só será feita com a organização popular Renato Santana Movimento Indígena No Paraná, Campanha Guarani recebe apoio Cimi/MS Progresso? Município do Tocantins lidera ranking de soja e de pobreza Maurício Hashizume Entrevista Boff: PAC vai na contramão da história Adital TV Justiça condena programa ?Superpop? por ofensas e danos morais a lésbicas Católicas pelo Direito de Decidir Saúde Gripe A: 95% dos pacientes evolui favoravelmente IHU On-Line Pará Estudo de Impacto Ambiental do Porto da Cargill em Santarém está incompleto Desirèe Luíse INTERNACIONAL Cobertura Cúpula do Mercosul Paraguai conquista empate histórico Se fosse futebol, poderia se dizer que o Paraguai garantiu um empate com sabor de vitória. No sábado (25), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo chegaram a um acordo sobre a energia produzida por Itaipu Daniel Cassol Como ficaram as 6 reivindicações do Paraguai Os principais pontos da declaração Conflito Diplomático Chávez ordena saída de embaixador e congela relação com Colômbia Opera Mundi Oriente Médio Refugiados no Líbano: palestinos de pés e mãos atados Mona Alami ANÁLISE O interino Elaine Tavares Diz o Rubem Alves que as pessoas engravidam é pelo ouvido. E creio nisso, afinal, somos um país oral O crime e a mídia: santa normalidade José Cristian Góes A revolução do educar Marcelo Barros Em meio à ressaca do neoliberalismo, a primeira resistência na América Central Pedro Carrano As ditaduras podem voltar Frei Betto ASSINATURAS Assine o BRASIL DE FATO impresso e receba todas as semanas, em sua casa, um jornal comprometido com uma visão popular dos fatos do Brasil e do mundo. Você pode pagar com cartão de crédito, cheque ou boleto bancário. 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 9702 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090729/2e7ec3c8/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 30 20:11:33 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 30 Jul 2009 20:11:33 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_P=E1gina_en_apoyo_al_Presidente_Z?= =?iso-8859-1?q?elaya?= Message-ID: <129a01ca116b$1492ac50$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Comité de Enlace Latinoamericano y Caribeño Amig at s, *Se acaba de abrir una página en apoyo al Presidente Zelaya, depositemos nuestra firma * http://www.petitiononline.com/romluelt/petition.html * * *Enviemos este correo a nuestros contactos!* -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090730/2a11f910/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090730/2a11f910/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jul 30 20:11:46 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 30 Jul 2009 20:11:46 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_ESPECTROS_EM_RETROSPECTOS_=3A_O?= =?windows-1252?q?_cinema_como_mem=F3ria_de_regimes_autorit=E1rios_?= =?windows-1252?q?_em_S=E3o_Paulo___de__3_a_9_de_ag=F4sto?= Message-ID: <12a101ca116b$1c2c2b30$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Segue convite para a Mostra de Cinema que acontecerá no Cine Olido e Cinusp. Abraços, Janaina Teles. Mostra de Cinema Espectros em Retrospecto: O cinema como memória de regimes autoritários De 03 a 09 de Agosto CINUSP "Paulo Emílio" e Galeria Olido Confira a programação completa de filmes e debates em www.nevusp.org/mostra __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090730/3c72086f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 47281 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090730/3c72086f/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090730/3c72086f/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 31 19:43:21 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 31 Jul 2009 19:43:21 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Sempre_o_dinheiro=3A_a_ofensiva?= =?windows-1252?q?_imperial_na_Am=E9rica_Latina_se_evidencia_em_d?= =?windows-1252?q?=F3lares?= Message-ID: <00ca01ca1230$4ec84b80$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 31.07.09 - AMÉRICA LATINA E CARIBE Sempre o dinheiro: a ofensiva imperial na América Latina se evidencia em dólares Eva Golinger * * El Presupuesto de la USAID y el Departamento de Estado aumenta el 12% para el año 2010, con 2,2 mil millones de dólares destinados a América Latina * 447,7 millones de dólares son para "promover la democracia" en América Latina * 13 millones de dólares para "promover la democracia" en Venezuela * 101 millones de dólares para "promover la democracia" en Bolivia * 3 millones de dólares para un fondo especial para la OEA para "consolidar la democracia representativa en Bolivia, Ecuador, Nicaragua y Venezuela" * 20 millones de dólares para la "transición hacia la democracia" en Cuba * El Presupuesto del Comando Sur aumenta en un 2% para llegar a los 200 millones de dólares para el 2010 más 46 millones de dólares adicionales para mejorar la base militar de Palanquero, Colombia, para el uso estadounidense * No existe duda ninguna sobre la escalada de agresión imperial en América Latina durante los últimos años. Desde el golpe de Estado contra Venezuela en 2002, el secuestro del presidente Aristide de Haití en 2004, las intervenciones en los distintos procesos electorales en la región, la reactivación de la cuarta flota de la armada estadounidense en 2008, los intentos de generar un conflicto regional entre Colombia, Venezuela y Ecuador, el separatismo en Bolivia, y hasta el golpe de Estado contra Honduras en 2009 y el alarmante aumento en presencia militar de Estados Unidos en la región - todo evidencia que el imperio está a la ofensiva de nuevo en América Latina. Pero más allá de la manifestación visible de esta agresión, que busca neutralizar los procesos de cambio revolucionario en la región, existen pruebas contundentes -innegables- de que hoy en día, Washington está apuntando hacia el Sur con su gran poder militar, diplomático, económico y comunicacional. Sigue el dinero y encontrarás la verdad La evidencia sobre el aumento en financiamiento durante los últimos años de las agencias de Washington a los sectores de la oposición en Venezuela, Bolivia, Ecuador y otros países que están construyendo modelos alternativos al capitalismo estadounidense, se han presentado, se han denunciado y no se ha desmentido. Que existe una tendencia de financiar y apoyar a la desestabilización regional por parte del imperio, desde la llegada de la Revolución Bolivariana hace diez años, es un hecho. Pero no tenemos que examinar la evidencia desde los diez años hasta hoy, podemos simplemente mirar de hoy al futuro para comprobar que Washington financia no solamente a la desestabilización regional, sino que también está aumentando esa financiación e intensificando sus planes militares para los próximos meses. La USAID, Agencia de Desestabilización Internacional La agencia que comenzó como el brazo financiero del Departamento de Estado en el año 1962 para atender a los asuntos "humanitarios", se ha convertido durante el siglo XXI en uno de los actores principales de la contrainsurgencia bajo la nueva doctrina de Guerra Irregular de Washington. A principios del año 2009 fue firmada ésta doctrina por el recién llegado presidente de Estados Unidos, Barack Obama, como parte de su nueva política de "smart power", el poder inteligente, una política que emplea el uso del poder militar junto con la diplomacia, la cultura, la comunicación, el poder económico y la política. Hay dos grandes puntos de diferencia entre la Guerra Irregular y la Guerra Tradicional: el objetivo y la táctica. La Guerra Tradicional ve como objetivo la derrota de las fuerzas armadas del adversario, y su táctica principal es el uso del poder militar en su forma más tradicional - el combate y el bombardeo. La Guerra Irregular tiene como objetivo el control sobre la población civil y la neutralización del estado, y su táctica principal es la contrainsurgencia, que es uso de técnicas indirectas y asimétricas, como la subversión, la infiltración, las operaciones psicológicas, la penetración cultural y la decepción militar (el intento de engañar a las fuerzas armadas del adversario para que reaccionen a amenazas que no existen en la realidad, así distrayendo y desgastando sus capacidades y recursos). Durante el siglo XXI, la USAID ha desarrollado divisiones dentro de la agencia que funcionan juntos con el Pentágono, como las oficinas de Gerencia de Conflictos, Transición y Reconstrucción, Democracia y Gobernabilidad, e Iniciativas hacia una Transición, que están reorientando su trabajo hacia los esfuerzos de contrainsurgencia. Así, la USAID se ha convertido en el actor principal financiero de la desestabilización y la penetración en la "sociedad civil" en países estratégicamente importantes para los intereses estadounidenses. En el caso de América Latina, las cifras de inversión financiera de la USAID en los grupos políticos y en la "promoción de la democracia", que se traduce en términos reales como una invasión silenciosa, son abrumadoras. A través de una Oficina para las iniciativas hacia una transición (OTI, por sus siglas en inglés), que fue establecida en Venezuela en agosto 2002, la USAID ha invertido 15 millones de dólares en el conflicto político en Venezuela solamente durante el último año y medio. Y tiene previsto una financiación de 13 millones de dólares para el año 2010, un incremento notable del año pasado. Estos millones de dólares alimentan el conflicto en el país, manteniendo vivo a diferentes grupos de oposición y ayudando crear nuevas organizaciones para seguir con sus planes desestabilizadores. Los beneficiarios son conocidos: Súmate, Sinergia, CEDICE, Red de los Barrios, Primero Justicia, Consorcio Justicia, Universidad Metropolitana, Liderazgo y Visión, CESAP, y cientos de otros grupos políticos, ONG y partidos políticos que viven del dinero y el apoyo que vienen desde Washington. Por toda América Latina va aumentando el presupuesto de la USAID y el Departamento de Estado (DOS) para promover la agenda y los intereses de Washington. Vemos algunos ejemplos: Bolivia: Presupuesto de la USAID/DOS para 2009 = 86 millones de dólares; Presupuesto para el 2010 = 101 millones de dólares; Ecuador: Presupuesto de la USAID/DOS para 2009 = 35 millones de dólares; Presupuesto para 2010 = 38 millones de dólares; Honduras: Presupuesto de la USAID/DOS para 2009 = 43 millones de dólares; Presupuesto para el 2010 = 68 millones de dólares; Nicaragua: Presupuesto de la USAID/DOS para 2009 = 27 millones de dólares; Presupuesto para 2010 = 65 millones de dólares. También hay un fondo especial en 2010 de 3 millones de dólares para el Fondo para Fortalecer la Democracia de la Organización de Estados Americanos (OEA), para "defender y consolidar la democracia representativa en Nicaragua, Venezuela, Ecuador y Bolivia" No es casualidad que el fondo va dirigido a promover la "democracia representativa" en cuatro países donde se están implementando un modelo de democracia participativa. Tampoco es coincidencia que son países del ALBA, y que Honduras no está incluida en la lista, ya que con el golpe de Estado contra el Presidente Zelaya se daba por resuelto la "amenaza" de la democracia participativa en ese país. Adicionalmente, el presupuesto del Departamento de Estado para el año 2010 incluye 447,7 millones de dólares para "mejorar la seguridad, fortalecer las instituciones democráticas, promover la prosperidad e invertir en la gente" en América Latina. Dentro de ese monto hay 200,7 millones de dólares destinados a Colombia para "consolidar los logros del gobierno de Colombia en la lucha contra los grupos ilegales y armados y el narcotráfico", y 20 millones de dólares para "promover la democracia" en Cuba, "ayudar a los presos políticos y otras víctimas de represión" y "promover la competición política dentro de Cuba. Ese presupuesto incluye también a 6 millones de dólares para "fortalecer y promover la sociedad civil, la participación ciudadana, los medios independientes, las organizaciones de derechos humanos y los partidos políticos democráticos" en Venezuela, y un fondo de 91.1 millones de dólares para el uso discrecional del Presidente Obama para "promover los intereses" de Estados Unidos en la región. El año pasado, éste fondo sólo llegaba a 23 millones de dólares. En total, son 2,2 mil millones de dólares que utilizarán el Departamento de Estado y la USAID en América Latina durante el año 2010. Este es un aumento del 12% del presupuesto del año 2009, último año de la administración de George W. Bush, que apartaba unos 1,9 mil millones de dólares para América Latina. Todas estas grandes cifras evidencian el énfasis que pone el gobierno de Obama en su trabajo político en América Latina y la intención de retomar la dominación e influencia de Estados Unidos en el hemisferio. El Comando Sur se potencia de nuevo Pero no solamente es el Departamento de Estado y la USAID que han recibido un salto financiero para intensificar sus operaciones en América Latina, sino que la Guerra Irregular y el "smart power" (poder inteligente) de la administración de Obama también emplean el uso del poder y fuerza militar. En este sentido, el presupuesto que ha solicitado Obama para el Pentágono para el año 2010, sobrepasa el último presupuesto de Bush - considerado en su momento el más alto de la historia - por casi 25 mil millones de dólares. Son más de 533 mil millones de dólares solicitados y aprobados por el gobierno de Obama para sus operaciones en materia de defensa para el año que viene (el presupuesto del Pentágono del año pasado fue 515.4 mil millones de dólares). Esta cifra no incluye a los 80 mil millones de dólares adicionales para las guerras en Iraq y Afganistán, y tampoco incluye al presupuesto de la comunidad de inteligencia de Washington, lo cual se mantiene en secreto. Pero dentro de esta inmensa cifra - sobre la cual las Naciones Unidas han dicho que con sólo una cuarta parte del presupuesto de defensa de Estados Unidos de un año, se podría dar comida, casa, atención médica y educación a todos los niños y las niñas del planeta - hay aportes interesantes para América Latina. El aumento del Comando Sur para 2010 es de 2% para llegar a 200 millones de dólares, más 46 millones de dólares adicionales para mejorar las instalaciones de la base militar en Palanquero, Colombia. También, el presupuesto del Pentágono indica que una de las prioridades presupuestarias es la implementación de la Doctrina de Guerra Irregular, incluyendo en la zona de operaciones del Comando Sur. Específicamente destaca que, "El presupuesto del 2010 para el Comando Sur completará su transformación y reorganización para ser una organización "inter-agencias", que posiciona a Estados Unidos como el socio más atractivo en las Américas. El Comando está marcando el estándar para asegurar que la organización opera de manera eficaz en un ambiente del siglo XXI, y que promueve la democracia, los derechos y las libertades individuales, el libre comercio, la diplomacia, el desarrollo y la seguridad para las Américas." En esencia, el "smart power" como táctica de la Guerra Irregular, que emplea el uso del poder militar. La Privatización de la Guerra en Colombia Y adicional a estas cifras multimillonarias están los más de 550 millones de dólares destinados anualmente para el Plan Colombia. Casi la mitad de esos millones llegan a manos de contratistas privados que operan como mercenarios de un ejército privado dentro del país suramericano. Algunos datos de un documento desclasificado del Departamento de Estado del año 2007, revelan las operaciones, nombres y cantidades otorgadas a 31 contratistas estadounidenses trabajando en Colombia. La información evidencia que la Policía Nacional de Colombia, las fuerzas armadas colombianas y hasta los cuerpos de inteligencia son manejados por contratistas privadas de Estados Unidos, que son pagadas por el Departamento de Estado y el Pentágono. Aquí hay algunos de ellos: * - 52.868.553 dólares para Lockheed Martin, gran empresa del complejo militar industrial, encargada de suministrar apoyo logístico y recursos humanos para ayudar a la Policía Nacional de Colombia. * - 164.260.877 dólares para DynCorp International, para la provisión de pilotos, técnicos y apoyo logístico para el Ejército colombiano y el programa de erradicación aérea de la Policía Nacional de Colombia. * - 7.875.000 dólares para ARINC, Inc., para el apoyo logístico, ingenieros, mantenimiento de sensores y formación a la Policía Nacional de Colombia en el uso de aviones C-26 equipados con equipos de monitoreo, espionaje y colección de señales. * - 20.953.000 dólares para ARINC, Inc., para formar personal y suministrar apoyo logístico para los aviones que utilizarán en el Programa Colombiano de Puentes Aéreos y la supervisión aérea de las fuerzas estadounidenses. * - 5.000.000 dólares para Oakley Networks para suministrar un software de monitoreo de Internet y para ayudar los programas conducidos por la Policía Nacional de Colombia de monitoreo en Internet. * - 6.533.502 dólares para ITT para operar y mantener un Sistema de Radares Hemisféricos en Colombia. También suministrar los recursos humanos para operar cinco radares en Colombia y un nodo de comunicación satelital en Bogotá. * - 2.345.442 dólares para Lockheed Martin para operar un sistema de inteligencia y espionaje aérea, que incluye a la conducción de misiones de inteligencia comunicacional y la colección de sensores e imágenes. * - 3.394.768 dólares para el Grupo Rendon (a través de Lockheed Martin) para dar talleres de formación sobre operaciones psicológicas en apoyo al Plan Colombia. Esto incluye al uso de una plataforma del programa Echelon de la Agencia de Seguridad Nacional (NSA) de Estados Unidos, que es el programa de espionaje y comunicaciones más grande del mundo. * En una próxima entrega, detallaré más sobre los contratistas privadas operando desde Colombia, y también, divulgaré una lista creciente de organizaciones políticas en América Latina financiadas por la National Endowment for Democracy (NED) para promover la agenda imperial. El dinero revela todo, y de descubrirlo y denunciarlo, destapamos la conspiración. * Advogada venezuelano-estadunidense -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090731/ae53dd75/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090731/ae53dd75/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jul 31 19:43:48 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 31 Jul 2009 19:43:48 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_NEGOCIAR_O_QUE=3F_A_REFUNDA=C7?= =?windows-1252?q?=C3O_DE_HONDURAS____por_____Laerte_Braga?= Message-ID: <00ce01ca1230$5e8cdae0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. NEGOCIAR O QUE? A REFUNDAÇÃO DE HONDURAS Laerte Braga A notícia que Roberto Michelletti, presidente golpista de Honduras, teria dito ao presidente da Costa Rica, Oscar Árias, que não é ele o intransigente quanto a cumprir a decisão da OEA (Organização dos Estados Americanos) de restituir o governo do país ao presidente constitucional Manuel Zelaya, mas das elites e dos militares, é só um jogo de empurrar o problema com a barriga, não chegar a acordo algum (não há o que negociar) e criar uma situação de fato, o fim do mandato atual de Zelaya. E eleições farsa. É como um condenado à morte que vai recorrendo a todas as instâncias e perdendo em todas elas, mas luta no sentido de ganhar tempo, ganhar vida. Na prisão de San Quentin, nos EUA, vários foram os casos assim. A prisão não existe mais. A pena de morte sim. Não há o que negociar em Honduras. A afirmação sobre a ?intransigência das elites e dos militares? mostra que Michelletti é apenas um pau mandado e não vai resolver coisa alguma, até porque não tem legitimidade. É produto de um golpe de estado. Que militares e elites são mandatários do golpe e o golpe visou apenas manter os ?negócios? e os privilégios dos donos, ninguém tem dúvidas disso. É histórico, funciona assim faz tempo. Michelleti teria dito também que a condição imposta pelos militares e pelas elites (banqueiros, empresários, latifundiários, EUA, tráfico de drogas e nas mais diversas modalidades, esquadrões da morte, o cardeal, etc, etc) é que Zelaya não ?enfraqueça a democracia?. Putz! Quadrilhas se associam, derrubam o presidente constitucional de um país, eleito pelo voto direto do povo, que num dado momento manifesta o desejo de ouvir o povo na forma de um referendo sobre reformas políticas e econômicas. Quadrilhas que se mantêm no poder usando a barbárie e a boçalidade típica de militares golpistas e elites, ou seja, prendem, torturam, seqüestram, estupram mulheres, matam inocentes, toda a sorte de estupidez característica desse tipo de gente e Zelaya é que ?enfraquece a democracia"? A leitura das declarações de Michelletti é simples, não há o que pensar ou analisar, nada. Quer ganhar tempo, empurrar o problema com a barriga, não resolver coisa alguma e manter o atual estado de barbárie no país. O grande problema dessas quadrilhas é que não contavam com a reação popular ao golpe. Aí a história de outros quinhentos. Nem de longe podiam imaginar que o povo hondurenho estava pronto a se manifestar sobre as reformas propostas pelo presidente Zelaya e dar ao país os rumos que desejava. E lógico, rumos diferentes dos rumos desejados por banqueiros, empresários, latifundiários, traficantes, esquadrões da morte, militares, o cardeal, etc, etc, sempre, o usual na história da América Latina, da América Central e de Honduras então... A reação, as manifestações dos mais diversos setores da população hondurenha, o nível de organização espontânea e o destemor de trabalhadores da cidade e do campo, todo esse conjunto de determinação e resistência mais que assustou os golpistas. Trouxe a tona o caráter perverso, criminoso, a insânia da violência organizada e travestida de ?democracia?. A repressão na sua crueza despótica e absoluta. O desprezo das classes dominantes por trabalhadores. Desprezo e desrespeito. Os próprios aliados norte-americanos, que cozinham o golpe em banho maria para fingir que se opõem à quebra da ordem constitucional em Honduras, começam a perceber que vai ser preciso sacrificar os anéis para que não percam os dedos. A não ser que queiram cometer crime de genocídio contra o povo hondurenho. Permitir que militares hondurenhos repitam as tragédias cruéis e sanguinárias das ditaduras que implantaram nas décadas de 60, 70 e até 80 do século passado em toda a América Latina. E, para variar, disfarçadas de ?defesa da democracia e das liberdades?. É a cantilena de sempre. A repercussão negativa do golpe e os movimentos de apoio à resistência em toda a América Latina, a despeito da mídia venal e corrupta (atua a serviço das elites), assustou, além dos golpistas e bem mais, ao governo show do presidente Barak Obama e sua primeira dançarina, a secretária Hillary Clinton, como começa a causar problemas ao governo de fato, real dos EUA, os chamados porões. Não há o que negociar. O povo hondurenho quer refundar o seu país e construí-lo segundo a sua vontade. E a vontade do povo hondurenho não está representada pelos golpistas e nem pelos seus aliados norte-americanos. É a vocação bolivariana que se manifesta no ideal revolucionário de nação livre, soberana, justa socialmente, sem privilégios, portanto, democrática em sua essência. Em seu sentido e em sua direção. O próprio Zelaya é apenas o símbolo dessa luta que se mantém desde o primeiro momento do golpe. Percebeu isso e abraçou a causa do seu povo. Não pode traí-lo e isso implica em não negociar a soberania maior de todas, a do povo hondurenho. São as centenas de mortos, os milhares de presos e desaparecidos, de mulheres estupradas por militares e policiais que se manifestam em cada ato de resistência e tudo isso transcende a Zelaya, tem uma dimensão bem maior. E os milhões de trabalhadores resistentes. Que não aceitam a borduna e o tacão nazista das elites, impostos pelos militares, na verdade, esbirros dos senhores do país. Bem mais que isso. O alcance latino-americano da resistência do povo de Honduras. A luta pelo retorno do presidente legítimo do país tem o caráter de refundação de Honduras. E a partir da vontade popular. Não há que se falar em anistia a golpistas assassinos, corruptos. Nem ceder em acordos feitos em gabinetes fechados à revelia do povo. Há que ser tudo à luz do dia. Com a transparência cristalina da democracia em seu sentido pleno, popular. O que se vê é tão somente o processo histórico em curso. O reencontro de hondurenhos, de todos os latino-americanos, com a sua própria história. Com sua identidade. Não é forjada em Miami, tampouco nos salões ou quartéis de ?patriotas? lambe botas dos senhores do mundo. Se a primeira dançarina quer que a orquestra toque num ritmo mais lento para não permitir tombos ou encontrões entre eles, os donos, o povo hondurenho quer que a primeira dançarina saia do palco. É um palco popular e é dos trabalhadores do campo e da cidade. Do povo hondurenho. Um circo mambembe. Com lonas furadas, mas passos precisos e determinados para reencontrar a Honduras perdida desde a colonização espanhola e os massacres da população indígena ? Maias, 1523/1539 ?. Os furos da lona são as páginas da história escrita na luta que não se esgota na volta de Zelaya. Pelo contrário, renasce ali o que os hondurenhos iam dizer nas urnas no dia do golpe. E numa proporção bem mais ampla. Numa vontade e numa determinação que não serão abaladas com a covardia e a crueldade dos tais ?defensores da pátria?. Confundem pátria com negócios. O povo hondurenho não. Sabe o caminho. E está lutando por ele. E os povos latino-americanos também. Começam a acordar. É só olhar cada governo bolivariano da América Latina. Cada organização camponesa. Operária. Refundar Honduras. É a determinação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090731/30417f20/attachment.html