From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jan 1 12:43:44 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 1 Jan 2009 12:43:44 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Exija_o_cessar-fogo_em_GAZA=2E__Vo?= =?iso-8859-1?q?c=EA_poder=E1_salvar_milhares_de_vidas_ora_sob_o_ma?= =?iso-8859-1?q?ssacre_de_Israel=2E_Comece_o_Ano_Novo_fazendo_a_sua?= =?iso-8859-1?q?_parte_=28a_diferen=E7a=29?= Message-ID: <008c01c96c1f$5a294590$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Gaza: exija o cessar-fogo Tipo de conteúdo: Notícias Autoria: Brett Solomon - Avaaz.org - AVAAZ - 30/12/08 - Por: Raquel Moraes ( Guará-DF ) Visitas a este conteúdo: 2 Caros amigos, Inclua seu nome no abaixo-assinado emergencial exigindo o cessar-fogo em Gaza. Nós o entregaremos imediatamente ao Conselho de Segurança da ONU, à Liga Árabe e aos líderes dos EUA e de outros países! Mobilize-se agora! Ao observarmos o massacre de Gaza com horror e assustados com a rápida e descontrolada espiral da crise, uma coisa é certa: essa violência só causará mais sofrimento entre os civis e uma escalada do conflito. É preciso encontrar outra solução. Até agora, mais de 370 pessoas já morreram e outras centenas foram feridas. Pela primeira vez, os mísseis estão atingindo a cidade de Ashdod, no interior de Israel, e ambos os lados do conflito estão se mobilizando para uma invasão. Começou uma reação mundial, mas será preciso mais do que palavras: não haverá o fim da violência imediata, nem a garantia de paz geral sem uma firme mobilização da comunidade internacional. Estamos lançando hoje uma campanha emergencial que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, pedindo medidas para garantir o cessar-fogo imediato, atenção à escalada dessa crise humanitária e providências para que se possa chegar à paz real e duradoura na região.1 Siga o link abaixo agora mesmo para assinar o abaixo-assinado emergencial e enviá-lo a todas as pessoas que você conhece: http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace Após oito ou mais anos de diplomacia americana e internacional sem resultados, que levaram ao dia mais sangrento de Gaza já registrado pela memória recente, precisamos levantar um protesto mundial exigindo que os líderes mundiais façam mais do que emitir declarações, para que possam garantir a paz nessa região. A ONU, a União Européia, a Liga Árabe e os EUA devem agir juntos para garantir um cessar-fogo, inclusive dando fim aos ataques de mísseis em Israel e abrindo os pontos de travessia de fronteiras para obtenção de combustíveis, alimentos, medicamentos e outras remessas de ajuda humanitária. Com a posse do novo presidente americano em menos de um mês, surge uma oportunidade real de reviver os esforços de paz. As recentes hostilidades exigem não apenas um cessar-fogo imediato, como também um compromisso de Obama e outros líderes mundiais de que a resolução do conflito entre Israel e Palestina terá prioridade máxima em suas agendas. Diante do impacto desse conflito contínuo em todo o mundo, isso é o mínimo que devemos exigir. Em 2006, fizemos uma mobilização pelo cessar-fogo no Líbano. Durante anos, temos trabalhado por uma paz justa e duradoura, publicando outdoors e anúncios em Israel e na Palestina. Agora, entrando no novo ano de 2009, precisamos nos mobilizar novamente para exigir a resolução pacífica e duradoura do conflito, em vez da escalada da violência. Siga este link para incluir seu nome do pedido de paz: http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace Todos os lados do conflito continuarão a agir assim como antes se acreditarem que o mundo vai permitir que eles continuem com essa postura sem fazer nada para detê-los. Dois mil e nove será um ano em que as coisas poderão ser diferentes. Diante dessa crise e das possibilidades de um novo ano, é hora de exigir o cessar-fogo e trabalharmos juntos para finalmente dar fim a esse ciclo de violência. Com esperança e determinação, Brett, Ricken, Alice, Ben, Pascal, Paul, Graziela, Paula, Luis, Iain e toda a equipe da Avaaz 1 Entre as medidas adicionais possíveis estão: uma resolução formal do Conselho de Segurança em vez da emissão de uma declaração à imprensa, como a de 28 de dezembro de 2008; pressão internacional explícita nas esferas pública e privada para que as partes conflitantes acabem com as hostilidades, inclusive elaborando termos claros para a retomada das negociações (ver também este artigo em inglês: http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1230456497503&pagename=JPost/JPArticle/ShowFull); supervisão internacional da fronteira em Rafah; e, com o tempo, uma resolução detalhada do Conselho de Segurança estabelecendo os termos do direito internacional para a paz permanente entre Israel e a Palestina. ------------------------- SOBRE A AVAAZ Avaaz.org é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos. Avaaz não recebe dinheiro de governos ou empresas e é composta por uma equipe global sediada em Londres, Nova York, Paris, Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro. Avaaz significa "voz" em várias línguas européias e asiáticas. Telefone: +1 888 922 8229 Por favor adicione avaaz at avaaz.org para sua lista de endereços para garantir que você continue recebendo os nossos alertas. Ou se você prefeir deixar de receber nossos alertasclique aqui Para entrar em contato com a Avaaz não responda para esse email, escreva para info at avaaz.org, ou envie correspondência para 857 Broadway, 3rd floor, New York, NY 10003 U.S.A. Avaaz.org está presente também em Washington, Londres, Rio de Janeiro e ao redor do mundo. Fazer um comentário sobre este material Ninguém acessou este material Conteúdos relacionados CIÊNCIAS HUMANAS > EDUCAÇÃO > TÓPICOS ESPECÍFICOS DE EDUCAÇÃO > AULA VIRTUAL E DEMOCRACIA If Gaza falls . . . Se Gaza cair, Cisjordânia cairá depois Autoria: Sara Roy - London Review of Books -12/08 - Carta Maior, 29/12/08 - Por: Raquel Moraes - Atualizado em: 29/12/08 10:06 ¿La Unión Soviética, estado sin partido? Autoria: Reseña crítica de Alex Miller - International Journal of Socialist Renewal - 29/12/08 - Por: Raquel Moraes - Atualizado em: 29/12/08 09:51 Palestinians, solidarity activists condemn Israel Autoria: International Journal of Socialist Renewal - 29/12/2008 - Por: Raquel Moraes - Atualizado em: 29/12/08 09:36 Terrorismo israelense em Gaza deve ser condenado e derrotado Autoria: Editorial - 28 DE DEZEMBRO DE 2008 - Por: Raquel Moraes - Atualizado em: 29/12/08 09:05 http://www.mundoacademico.unb.br/conteudos/?cod=1230721284170274111214170418 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090101/ba091989/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1069 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090101/ba091989/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090101/ba091989/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090101/ba091989/attachment-0005.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jan 2 19:10:18 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 2 Jan 2009 19:10:18 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Comunicado_a_los_poetas_del_mun?= =?windows-1252?q?do_y_a_toda_persona_de_coraz=F3n_sensible=2E_URGE?= =?windows-1252?q?NTE!?= Message-ID: <019301c96d1e$86bf4be0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................................................repassem Español Francés Inglés Portugués Italiano Deutsch EUSKARA Arabe SRPSKI Hrvatshi Catalá Urgente comunicado a los poetas del mundo y a toda persona de corazón sensible. Por Luis Arias Manzo CHILE [Español - Français]. Los acontecimientos que están ocurriendo en Palestina, y especialmente en la Banda de Gaza, no pueden dejar indiferentes a los Poetas del Mundo, porque somos poetas comprometidos con la VIDA y con el Proyecto Humano. Lo que está sucediendo en ese lugar del planeta es una fragante masacre encubierta, y cuenta con la complicidad del Imperio y de las naciones aliadas al país más poderoso del planeta. El silencio es complicidad, por eso llamo a los Poetas del Mundo a manifestarse con la fuerza de la palabra, de manera poética y repudiar ese atentado contra la vida. Llamo a poner en práctica nuestro manifiesto universal de poetas del mundo, por eso les recuerdo algunos párrafos: ?Ser poeta no significa sólo escribir bella poesía, sino que VIVIRLA, y vivirla no significa sólo sentirla, sino que practicarla, y practicarla es una cosa de todos los días, de siempre mientras tenemos cabeza para pensar y corazón para sentir.? [Artículo 3] ?Ser Poeta del Mundo es ser un guerrero, o una guerrera, que cabalga por las llanuras de la existencia humana, como lo hizo desde la noche de los tiempos, en busca de la perfección y del crecimiento lícito de la vida, mientras se vive con los ropajes y las condiciones que tenemos para hacerlo. Es por eso que no seremos pasivos ante los crímenes que se cometen día a día en nombre de la libertad, levantaremos nuestra voz como un rayo de luz y haremos temblar al cobarde, porque la palabra la convertiremos en la mejor arma que el asesino haya conocido a lo largo y ancho de la historia.? [Artículo 5] El mensaje de fin de año que debía ser de augurios felices, [anunciar por ejemplo que ya estamos alcanzando los 5.000 poetas miembros], de pronto se transforma en grito de protesta, y de impotencia ante la barbarie y la crueldad. Que el bullicio de los fuegos artificiales que ya se están escuchando por el planeta, que no sirva para opacar el llanto de los hermanos que sufren. Luis Arias Manzo Fundador y Secretario General Movimiento Poetas del Mundo Santiago de Chile, 31 de Diciembre 2008 [17:34] -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090102/c5c383fc/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 414 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090102/c5c383fc/attachment-0029.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 402 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090102/c5c383fc/attachment-0030.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 6566 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090102/c5c383fc/attachment-0057.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jan 3 14:31:44 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 3 Jan 2009 14:31:44 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_=22Para_quando_falarmos_das_gue?= =?windows-1252?q?rras=22___poema_de_Al=EDpio_Freire?= Message-ID: <03d001c96dc0$c449d050$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Para quando falarmos das guerras Alipio Freire São Paulo, 3 de janeiro de 2009 Quando falarmos das guerras sejamos contidos A simples emoção só ampliará os conflitos. Quando falarmos das guerras baixemos o tom milhões de filhos de trabalhadores e do povo morrem nas trincheiras por causas que não são suas. Quando falarmos das guerras falemos com recato Para não acordarmos os meninos que dormem nas frentes de batalha. Respeitemos seu último sono. Quando falarmos das guerras falemos com todo respeito Para transformamos o desespero de mães, viúvas e órfãos em gritos de paz. Quando falarmos das guerras não esqueçamos que o inimigo é a guerra Os nossos únicos companheiros são os povos. Quando falarmos das guerras falemos da igualdade entre os homens Comecemos por apagar as fronteiras nacionais. Quando falarmos das guerras Lembremos que o inimigo alimenta os dois lados É o capital. Quando falarmos das guerras Lembremos que só há uma trincheira legítima A de nos negarmos a combater. Quando falarmos das guerras saquemos nossa melhor arma A bandeira da paz e do socialismo. Falar das guerras é o avesso de falarmos da Revolução Embora nossos companheiros e palavras-de-ordem sejam sempre os mesmos. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090103/f8bf283d/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 13106 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090103/f8bf283d/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jan 3 14:31:59 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 3 Jan 2009 14:31:59 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_REPETI=C7=C3O_DE_UM_ERRO___Is?= =?windows-1252?q?rael_n=E3o_aprende!?= Message-ID: <03d601c96dc0$cd16ed30$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. A REPETIÇÃO DE UM ERRO Israel não aprende! A história tem mostrado que o colonialismo só sobreviveu intacto, quando a maioria dos nativos usurpados foram exterminados. Algumas vezes, como na Argélia ocupada, os colonizadores tiveram de fugir. A prosseguir a violência de Israel sem que nada a detenha, os palestinos não aceitarão nem a solução de um Estado igualitário, e os colonialistas de Israel serão forçados a sair. Nir Rosen - Al-Jazeera Quando George Bush, presidente dos EUA, pisou pela primeira vez na Casa Branca como comandante-em-chefe, em 2001, os palestinos estavam sendo mortos na intifada de al-Aqsa. Oito anos depois, quando Bush prepara-se para sair de lá, Israel realiza um dos maiores massacres dos seus 60 anos como potência ocupante, na Palestina. Antes, como hoje, os EUA decididamente apóiam a ofensiva israelense, e dizem, até, que seria defensiva. Recentemente, um general israelense ameaçou usar força militar para obrigar Gaza a "retroceder décadas", a mesma linguagem usada antes de Israel invadir o Líbano, em 2006. Mas, apesar de Israel ter devastado o Líbano, o Hizbóllah emergiu vitorioso, e o movimento social e de resistência dos xiitas emergiu como herói do mundo árabe. Hoje, Israel está próximo de cometer erro idêntico, na luta contra o Hamás. Israel, para assinar uma trégua com o Hamás, exige que os palestinos aceitem, mudos e imóveis, qualquer tipo de bloqueio ou sítio. Israel negou-lhes até os meios mais básicos para a sobrevivência e, isso, sem falar que sempre lhes negou qualquer chance de construírem uma sociedade funcional. E a cada movimento de resistência, Israel tentou esmagá-los. Já no Líbano, há anos, Israel deveria ter aprendido, de uma vez por todas, que a força militar não basta, para destruir a resistência dos palestinos. O papel da mídia O exército israelense chacina, depois de ter aprisionado, a população de 1,5 milhão de seres humanos que vive em Gaza, e o Ocidente assiste ao sacrifício dos palestinos. A mídia opera para explicar, quando não para justificar, a carnificina em cores. Até no mundo árabe houve noticiários e comentaristas para informar que o poder de fogo da resistência palestina - praticamente rojões, todos de fabricação caseira - seria grave ameaça à portentosa máquina militar que Israel é, mais do que comanda ou possui. Pois nada disso é surpresa; os israelenses montaram uma campanha global de propaganda para obter apoio para o assalto, e até conseguiram, sim, a colaboração de alguns Estados árabes. Um jornal norte-americano convidou-me certa vez para uma discussão sobre se haveria caso ou circunstância em que se justificasse o terrorismo ou o ataque militar a populações civis. Respondi que nenhum jornal norte-americano deveria perguntar a mim sobre justificativas para ataques a civis desarmados. Que essa pergunta só poderia ser respondida por, e portanto só poderia ser feita a, civis que algum dia tivessem sofrido ataque militar: pelos índios nos EUA, há 150 anos; pelos judeus, na Alemanha Nazista; pelos palestinos, hoje. Terrorismo é termo que se usa hoje, doentiamente, para descrever o que 'outros' fazem, não para descrever o que 'nós' fazemos. Nações poderosas, como Israel, os EUA, a Rússia ou a China, sempre descrevem como "terrorismo" a luta de resistência que seja feita, contra as nações poderosas, pelas suas vítimas. Estranhamente, não dizem que seria ato de terrorismo a destruição da Chechênia, o massacre lento do que resta dos palestinos, a repressão aos tibetanos e a ocupação, pelos EUA, do Iraque e do Afeganistão. As mesmas nações, porque são potências militares, definem o que seja legal e permitido, no que tange a matar em grande escala. As mesmas nações formulam o conceito de terrorismo, criam leis terroristas, e fazem parecer que alguma corte neutra houvesse definido alguma espécie de lei do opressor, do ocupante, do invasor, do assassino. Assim se torna ilegal, por definição, que o oprimido, o ocupado, o invadido, o mais fraco resista. O uso excessivo do jargão judiciário e legalista de fato mina os fundamentos do que é legítima e verdadeiramente legal e diminui a credibilidade das instituições internacionais como a ONU. A lei passa a ser inimiga dos que resistam. Já é visível que os poderosos - os que escrevem as leis - insistem na legalidade apenas para preservar relações de poder que lhes sirvam ou para criar ou para manter relações de ocupação e de colonialismo. Resistência desesperada Os poderes coloniais sempre usam estrategicamente as populações civis. Sempre cabe a civis ocupar terras e deslocar as populações nativas, sejam as populações indígenas nos EUA, sejam palestinos no que hoje são Israel e os Territórios Ocupados. Assim surgem os grupos civis armados, em movimento desesperado de resistência, porque a resistência local grupal passa a ser o único modo de enfrentar a ameaça sempre iminente da erradicação. Os palestinos não atacam civis israelenses porque esperem que aquela violência derrote ou destrua Israel. Eles recorreram à resistência armada quando perceberam que há uma dinâmica poderosíssima, quase irreversível, que os quer extrair da própria terra e da própria identidade, apoiada num poder que parece ser incomensuravelmente maior do que qualquer resistência. Então, sim, recorreram às armas, como qualquer um recorreriam a qualquer meio que encontrasse. OLP, depois Hamás Em 1948, quando Israel implantou-se como um novo Estado, houve um processo de 'limpeza étnica' de 750 mil palestinos, deliberadamente arrancados de suas casas; centenas de vilas foram destruídas até serem reduzidas a pó. A terra que ali havia foi entregue a colonos judeus que até hoje negam que ali existissem palestinos e fazem guerra, há 60 anos, contra as populações nativas e contra todos os movimentos de libertação nacional que os palestinos organizaram por todo o mundo. Israel, seus aliados no Ocidente e vários países árabes na região conseguiram corromper as lideranças da OLP, com promessas de poder, ao preço da liberdade da Palestina. Assim, Israel neutralizou o poder legítimo da OLP de Arafat e surgiu a OLP que passou a colaborar com a Israel ocupante. Dos restos da OLP de Arafat nasceu então o Hamás. Imediatamente, Israel mudou seu foco: o alvo, então, passou a ser o Hamás. E o Hamás passou a ser obsessão, para Israel quando, há três anos, venceu as eleições legislativas. Ao apoiar o boicote e o sítio de Gaza, para atacar o Hamás, o Ocidente, de fato, declara os palestinos 'não preparados' para a democracia. Todas as ditaduras do mundo, até hoje, fizeram, sempre, igual 'avaliação'. Isolamento e radicalização Ao declarar aos palestinos que não são livres para votar e escolher seus líderes, líderes nos quais confiam, e têm de curvar-se e aceitar líderes que lhes sejam impostos, a comunidade internacional aprofunda o isolamento ? e portanto os leva a radicalização cada vez maior dos palestinos. Essa radicalização já é hoje maior do que jamais foi, porque Israel continua a bombardear a já precaríssima estrutura de sobrevivência na Palestina ocupada, sob o pretexto falso, como se vê, de estar atacando estruturas do Hamás. É mentira sobre mentira; as forças de Israel bombardearam instalações da Polícia palestina. Já assassinaram, dentre outros, Tawfiq Jaber, Chefe da Polícia, ex-oficial da OLP de Arafat, que permaneceu no cargo depois que o Hamás foi eleito. Com o fim dos últimos vestígios de ordem e segurança debilitados ainda mais por sucessivos ataques militares israelenses, haverá caos, em Gaza. Com o Hamás muito enfraquecido, não haverá grupo moderador. Então, assumirá o poder, não alguma Fatah debilitada, corrompida e impopular, mas um grupo extremista, persuadido pela violência do bloqueio e pela brutalidade dos ataques israelenses, de que nenhuma negociação se pode esperar, que não se pode confiar, porque todo e qualquer acordo sempre será rompido por Israel. Políticas fracassadas Nos últimos 60 anos, os políticos israelenses têm incansavelmente repetido que "a violência é a única linguagem que os árabes entendem." Mas Israel, muito mais que os árabes, tem feito da violência, rotina. Na Cúpula Árabe em Beirute, em 2002, a Liga Árabe, coletivamente, ofereceu meios a Israel para pôr fim ao banho de sangue e evoluiu para um acordo de paz regional amplo. Em resposta, Israel invadiu Jenin e matou centenas. Mês passado, a Fatah lançou campanha, pelos jornais, para reviver a Iniciativa de Paz de 2002. Israel, outra vez, respondeu com brutalidade. Uma Israel sionista já não é projeto viável. E as colônias armadas, a expropriação violenta de terras e os muros de separação já tornaram impossível qualquer Solução dos Dois Estados. Só pode haver um Estado, na Palestina histórica. Mais dia, menos dia, os israelenses terão de enfrentar a questão que decidirá seu destino: como construir uma transição pacífica e construir, afinal, uma sociedade de palestinos e israelenses, sociedade igualitária, na qual os palestinos tenham os mesmos direitos que os israelenses. Mais alguns anos de violência desmedida, nem essa alternativa será possível. A história tem mostrado que o colonialismo só sobreviveu intacto, quando a maioria dos nativos usurpados foram exterminados. Algumas vezes, como na Argélia ocupada, os colonizadores tiveram de fugir. A prosseguir a violência de Israel sem que nada a detenha, os palestinos não aceitarão nem a solução de um Estado igualitário, e os colonialistas de Israel serão forçados a sair. Restaurar a Palestina Apesar de nada fazer na direção de qualquer processo de paz para o Oriente Médio, a Casa Branca, nos anos recentes tem-se mostrado incapaz de resolver o nó da ocupação da Palestina por Israel, principal causa que põe em armas todos os militantes anti-americanos no mundo árabe e fora do mundo árabe. O anti-americanismo é o denominador comum que modula todos os discursos populistas, no Oriente Médio. Invadir o Iraque ou oferecer vantagens a Estados aliados, não ajudará a resolver o problema em que os EUA converteram em problema quase insolúvel para todo o mundo. Nas minhas viagens e pesquisas, tenho falado com jihadistas no Iraque, no Líbano, no Afeganistão, na Somália e em outros lugares: todos falam da luta dos palestinos como sua de suas principais motivações. O apoio a Israel custará muito caro aos EUA. Em breve, as ditaduras árabes, que os EUA consideram moderadas e que contribuem para manter a hegemonia dos EUA na região perceberão que, elas mesmas, estão em posição insustentável. Perda de prestígio Já se vêem aparecer novas tensões na região. Damasco retirou-se das conversações tripartites com Telavive. Muitos árabes já temem, não só Israel ou os EUA ou ambos, mas, mais, a própria instabilidade interna de seus governos e regimes, enfraquecidos por décadas de colaboração com Washington. Também em Israel, a opinião pública começa a apresentar tendências novas. Embora 81% dos israelenses estejam hoje apoiando a guerra, pesquisa recente mostrava que apenas 39% dos israelenses acreditam que o atual governo, com guerra ou sem, conseguirá enfraquecer o Hamás ou reduzir a violência. Em editorial, há poucos dias, o jornalista Gideon Levy escreveu, no Haaretz, de Telaviv, editorial intitulado "The neighborhood bully strikes again" ("O delinquente do quarteirão ataca novamente" (28/12/2008). Barack Obama, presidente eleito dos EUA permanece mudo, enquanto Israel assassina palestinos. A mudez é manifestação de cumplicidade. (*) Nir Rosen é jornalista, professor do New York University Center on Law and Security, autor de "The Triumph of the Martyrs: A Reporter's Journey in to Occupied Iraq" (escrevendo de Beirute). Publicado originalmente na Al-Jazeera, em 31/12/2008. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090103/be767974/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 35398 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090103/be767974/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jan 4 13:10:33 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 4 Jan 2009 13:10:33 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_MAIS_MIDI_=C1RABE_com_Fairouz=2C_?= =?iso-8859-1?q?Abed_Al_Halim=2C_Chap_Khaled=2CAssi_El_Hillani=2CAb?= =?iso-8859-1?q?ed_Al_Halim=2CWarda=2C_Shakira=2C_Rageb_Alami=2CAmr?= =?iso-8859-1?q?o_Diab=2CNawal__Zoghbi=2CKaled=2CRageb_Alame=2CWadi?= =?iso-8859-1?q?h_Saf=3Bi_e_Diana_Hadad____________________________?= =?iso-8859-1?q?______________/HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <07c501c96e7e$9792ba40$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ____________________________________________________________ Addaysh Kan Fi Nas Fairouz Laih Amro Diab Habbaytak Bil Sayff Fairouz Aayza Lrad Nawal Zoghbi Biktoub Ismak Ya Habibi Fairouz Abed El Kader Kaled Sawwah Abed Al Halim Ahwak Abed Al Halim Di Di Chap Khaled El Arbi Kaled Ahebak Jiddan Assi El Hillani Baladi Wana Koli Ma Gool Toba Abed Al Halim Al Helm Hayati Batwannis Bik Warda Fark Kbir Rageb Alame Foug Al Nahal Gana El Hawa Abed Al Halim Haramt Ahibak Warda Hino do Líbano Ojasis Shakira Remch I´unha Wadih Safi Ya M´safer Saken Diana Hadad Ya Taeb El Galbi Wani Mareg Maret Assi El Hillani Tawamer Rageb Alami Shlonak Eni Shlonak Ala Hesb Wadad Abed Al Halim Malek -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090104/5dd1c585/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090104/5dd1c585/attachment-0001.obj -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 2767 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090104/5dd1c585/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: audio/mid Size: 48372 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090104/5dd1c585/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jan 4 13:11:47 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 4 Jan 2009 13:11:47 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Que_venham_as_c=E2maras_de_g?= =?windows-1252?q?=E1s_e_os_cremat=F3rios____/http=3A//blogdobourdo?= =?windows-1252?q?ukan=2Eblogspot=2Ecom/_____e__A_BESTA_NAZI/SIONIS?= =?windows-1252?q?TA_=96_=93POR_ONDE_PASSA_N=C3O_MEDRA_GRAMA=94_=96?= =?windows-1252?q?_E_NEM_VIDA___por_Laerte_Braga?= Message-ID: <07d001c96e7e$c380e9b0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Blog do Bourdoukan http://blogdobourdoukan.blogspot.com/ Enquanto houver um explorado e um oprimido não haverá paz Domingo, 4 de Janeiro de 2009 Que venham as câmaras de gás e os crematórios O que a mídia esconde sobre a trégua. Ela duraria seis meses. E nesse meio tempo tanto o Hamas quanto Israel honrariam o compromisso. E o que aconteceu? O Hamas honrou o compromisso apesar das inúmeras invasões das tropas de Israel para assassinar os ?líderes? daquela organização palestina. Todos esses assassinatos ocorreram com o beneplácito da mídia, que em nenhum momento se preocupou em alertar a opinião pública sobre os crimes praticados e o conseqüente rompimento da trégua. Os dirigentes israelenses entenderam isso como uma carta branca para agir a seu bel prazer. Nenhum dirigente europeu protestou contra esse rompimento da trégua por Israel. E o delinqüente Bush não só não protestou como sempre apoiou tais assassinatos. É evidente que os dirigentes do Hamas perceberam que não podiam ficar de braços cruzados. Precisavam responder para alertar a humanidade. E qual foi a reação do Ocidente? Acusar os dirigentes do Hamas de terrorismo. É importante ressaltar que os dirigentes do Hamas jamais invadiram Israel, apesar das tropas israelenses fazerem de Gaza o seu campo de teste de novas armas. E Israel não se contentou em assassinar palestinos. Precisava matá-los de fome e sede. Sempre com o silêncio do Ocidente. Só para se ter uma idéia da situação em Gaza. Israel cercou toda a região e confinou um milhão e meio de palestinos no maior campo de concentração de que se tem notícia. E mais: proibiu a entrada de víveres, água, cortou a energia elétrica, destruiu hospitais, proibiu a entrada de medicamentos. Tudo isso durante a trégua... E ainda: Os palestinos não podiam receber qualquer tipo de ajuda humanitária. Aos palestinos restaram duas alternativas: morrer à míngua ou defendendo-se. Eles morrerão às centenas e milhares. Serão massacrados. E como todo palestino assassinado pelos israelenses, seja ele criança, mulher ou idoso, é considerado liderança, aos israelenses só restará aplicar a solução final. Fornos crematórios e câmaras de gás. Até quando? ====================================================================================== A BESTA NAZI/SIONISTA ? ?POR ONDE PASSA NÃO MEDRA GRAMA? ? E NEM VIDA Laerte Braga O primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert enfrenta eleições em fevereiro próximo. Até o início do genocídio contra palestinos estava em desvantagem nas pesquisas. Não que o líder do partido adversário seja diferente. São ambos nazi/sionistas. Mas os ?negócios? são lucrativos e se espalham por todo o mundo. Manter o poder numa região estratégica para os sócios, os norte-americanos é o melhor de todos os ?negócios?. Vidas humanas? Olmert não tem preocupação com esse tipo de ?coisa?. Israelenses e norte-americanos são povos ?superiores?, ?ungidos e guiados por Deus?, logo, o resto é inferior. O que é preciso ter em mente para qualquer análise, sem levar em conta os interesses das grandes potências associadas a grupos sionistas que levaram à criação do estado terrorista de Israel sob o falso pretexto de mea culpa pelo holocausto (foram vítimas de Hitler desde judeus, a negros e minorias de um modo geral), é o acordo de paz assinado entre Yasser Arafat e Ithzak Rabin, respectivamente, palestino e israelense. Rabin foi assassinado num evento onde se comemorava a paz por um fanático fundamentalista judeu. Não querem e nunca quiseram a paz, já se criaram na violência e no nazi/sionismo. A partir daí, dentro do cronograma do golpe o general nazi/sionista Ariel Goering Sharon iniciou sua escalada totalitária e sanguinária. E corrupta para variar. Desafiou palestinos no bairro palestino de Jerusalém (cidade ocupada por Israel), impôs-se como líder de um partido de extrema-direita, esmagou as lideranças favoráveis à paz, simulou situações e pretextos para justificar ações violentas contra os palestinos (algo assim como as bombas químicas e biológicas que Bush inventou para invadir e ocupar o Iraque) e virou primeiro-ministro ditador de Israel. De lá para cá o próprio povo de Israel passou a ser adereço nesse processo, os negócios cresceram, a família prosperou, a barbárie e a violência ganharam status oficial (existem desde a implantação de Israel) e os seus sucessores não largaram e nem querem largar o osso. A disputa eleitoral em fevereiro é entre dois líderes do nazi/sionismo. No melhor estilo de George Bush, criminoso internacional que preside os EUA, Ehud Olmert fez um discurso pela televisão dizendo que as mães de Israel devem estar preparadas para a perda de muitos dos ?nossos garotos que foram garantir a vida de seus pais, irmãos, vizinhos e de Israel?. Não fala dos grandes bancos controlados por nazi/sionistas, das empresas que se espalham pelo mundo, ou do terrorismo vendido em forma de consultoria pelas antigas SS hoje chamadas de MOSSAD. A morte de palestinos, entre eles crianças e mulheres, isso não tem a menor importância. Ehud e suas forças ?divinas? são escolhidos para ?libertar o povo judeu do jogo dos bárbaros?, ou coisa que valha. Quem liberta os palestinos donos das terras saqueadas por nazi/sionistas? São apenas assassinos impiedosos, criminosos sem escrúpulos ou entranhas, torturadores, saqueadores e estupradores. Olmert determinou que os celulares dos soldados de Israel fossem confiscados para evitar conversas com familiares e assim distrações durante os combates. Outra mentira. O número de soldados que tem se recusado a cumprir ordens de execuções sumárias de palestinos aumenta e Olmert não quer que nem os israelenses saibam, muito menos o resto do mundo. E muito menos das perdas sofridas em combate. Quem não se lembra dos aviões trazendo corpos de americanos do Iraque e que chegavam à noite, em bases secretas, para que os cidadãos não tomassem conhecimento do fracasso? Nem todos têm bestas assassinas em seus corações. Ao contrário do que se supõe o povo judeu vai ser o grande perdedor nessa história por conta de lideranças que lideram apenas ?negócios.? A história não se faz num dia e nem numa batalha. Observadores internacionais, muitos dos quais judeus, começam a perceber a armadilha dos nazi/sionistas. Não têm preocupação alguma com Israel. Preocupam-se com ?negócios?, com os açougues recheados de corpos de palestinos exterminados na violência calculada e deliberada do nazi/sionismo. E com o discurso terrorista de ?democracia?, de ?liberdade? e incrível, de ?paz?. De Átila se dizia que ?por onde o cavalo de Átila passa não medra grama?. Dos nazi/sionistas se pode dizer que ?por onde a besta nazi/sionista passa não medra grama e nem vida?. A ofensiva terrestre contra Gaza completa um crime contra a humanidade. Genocídio. Barbárie em curso desde a criação artificial do estado de Israel, numa decisão de ?negócios? das grandes potências. Nada mais que isso. Aos poucos e ao longo desses anos, ao custo de muito sangue, Israel vai se revelando como estado terrorista e criado com esse único objetivo. O povo judeu não tem culpa, mas a omissão é cumplicidade. O nazi/sionismo nasceu de um gene de Hitler e seus sequazes e Olmert, tanto quanto Sharon são produtos do laboratório do Reich orientado a partir da organização terrorista Casa Branca. Não imaginem que Obama vai ser diferente e vai buscar a paz. Já está de quatro para o terrorismo nazi/sionista. Muda só o discurso. Ao invés da boçalidade bêbada de Bush o bom mocismo cínico de um negro que virou branco. E a besta nazi/sionista vai prosseguir no genocídio. É uma luta que não se restringe a Gaza ou ao Oriente Médio. É para ser lutada no mundo inteiro, até que se extermine o último nazi/sionista. Sem quartel e sem tréguas, pois essa gente só tem ?negócios? e a vida não vale para eles. A dos outros. É hora de boicote a produtos e empresas, bancos, de Israel ou controlados por nazi/sionistas. Cada produto dessas empresas, ou desses ?negócios? está marcado com a suástica que virou estrela de Davi e tem sangue de gente inocente. É hora de lembrar a História. No embuste da mentira transformada em verdade o povo alemão aceitou a ditadura de Hitler. A lição tem que servir. Reagirmos à ditadura de Washington e de Tel Aviv. E atentarmos que entre nós, entre todos, muitos já se converteram aos ?negócios?. Não é difícil identificá-los. Os bancos, os latifundiários, as grandes empresas, os principais veículos de comunicação e partidos políticos braços desse terrorismo. O presidente da VALE, companhia doada por FHC a grupos estrangeiros disse outro dia que ?em momentos de crise como a que vivemos é necessário tomar medidas de exceção para superar as dificuldades?. As dificuldades são dele, as medidas de exceção significam a flexibilização dos direitos trabalhistas. Isso é simples. Aumentar o poder de exploração dos exploradores em relação aos explorados. Como Israel faz com os palestinos. O sobrenome do presidente da VALE é Agnelli. A família foi cúmplice, parceira de Mussolini, como o é de Berlusconi. Não mudaram nada. É genético. Sharon, Ben Gurion, Olmert, Bush, Obama, Blair, são todos descendentes desse gênesis terrorista e assassino. A besta nazi/sionista. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090104/f7d1dc44/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jan 5 20:20:07 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 5 Jan 2009 20:20:07 -0200 Subject: [Carta O BERRO] O mito do judeu errante (texto longo mas vale a leitura) Message-ID: <0c8d01c96f83$c40f3660$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro........................................................repassem ----- Original Message ----- From: Marco Aurelio O mito do judeu errante Sugestão de Wilson Cunha Junior(Movimento dos Sem Midia) http://www.alquimidia.org/desacato/index.php?mod=noticia&id=1984 Uma nação é um grupo unido por um erro comum. Por Gilad Atzmon. Inglaterra O historiador Shlomo Sand, professor da Universidade de Tel Aviv, inicia seu brilhante estudo do nacionalismo judeu citando a Karl W. Deutsch: "Uma nação é um grupo unido por um erro comum sobre sua origem e uma hostilidade coletiva para com seus vizinhos" [1]. Por muito simples ou inclusive simplista que pareça, essa cita resume com eloqüência o produto da imaginação que se encontra emaranhado no nacionalismo judeu moderno e, sobretudo, no conceito de identidade judia. É óbvio que assinala com o dedo o erro coletivo que os judeus tendem a cometer cada vez que se referem a seu "ilusório passado coletivo" e a sua "origem coletiva". De uma mesma tacada, a leitura que Deutsch faz do nacionalismo lança luz sobre a hostilidade que, desgraçadamente, corre paralela em quase todos grupos judeus com respeito à realidade que os rodeia, já seja humana ou adote a forma de território. Enquanto que a brutalidade com que os israelenses tratam os palestinos é algo já fartamente conhecido, o áspero tratamento que os israelenses reservam para sua "terra prometida" e sua paisagem só agora começa a se revelar. O desastre ecológico que os atuais israelenses vão deixar será a causa do sofrimento de muitas gerações futuras. Deixando de lado o muro megalomaníaco que divide a terra santa em enclaves de depravação e fome, Israel conseguiu contaminar seus principais rios e riachos com resíduos nucleares e químicos. When And How the Jewish People Was Invented [Quando e como foi inventado o povo judeu] é um estudo escrito pelo professor Shlomo Sand, um historiador israelense. Trata-se do estudo mais sério já publicado sobre o nacionalismo judeu e, de longe, a análise mais corajosa do discurso histórico judeu. Em seu livro, Sand consegue provar fora de toda dúvida razoável que o povo judeu nunca existiu como "raça-nação" e nunca compartilhou uma origem comum. Muito ao contrário, trata-se de uma colorida mistura de grupos que em várias etapas da história adotaram a religião judia. No caso de que o leitor acompanhe a linha de pensamento de Sand e chegue a se perguntar "Quando foi inventado o povo judeu?", a resposta de Sand é bastante simples: "Em algum momento do século XIX, alguns intelectuais de origem judia na Alemanha, influenciados pelo caráter folclórico do nacionalismo alemão, se impuseram a tarefa de inventar "retrospectivamente" um povo, ansiosos por criar um povo judeu moderno" [2] De acordo com isto, o "povo judeu" é uma noção artificial formada por um passado fictício e imaginário com muito pouca substância que o respalde desde os pontos de vista legista, histórico ou textual. Além disso, Sand ? que utilizou fontes iniciais da antiguidade ? chega à conclusão de que o exílio judeu é também um mito e de que é muito mais provável que os palestinos atuais sejam os descendentes do antigo povo semita de Judéia/Canaã, em vez da multidão de asquenazes de origem kazária á qual ele reconhece pertencer. O surpreendente é que, apesar de que Sand tenha conseguido desmantelar a noção de "povo judeu", de que destrói a noção de "passado coletivo judeu" e ridiculariza o ímpeto chovinista nacional judeu, seu livro é um best-seller em Israel. Este fato, por si mesmo, pode sugerir que aqueles que se chamam a si próprios "povo do livro" estão agora começando a se dar conta das posturas enganosas e devastadoras e ideologias que os converteram nisso que Khalid Amayreh e muitos outros consideram como os "nazistas de nosso tempo". Hitler triunfou Com muita freqüência, quando se pergunta a um judeu laico e cosmopolita o que é que o converte em judeu, este costuma replicar mastigando uma resposta vazia: "Foi Hitler que me fez judeu". Mesmo se o judeu cosmopolita, que é internacionalista, critica as inclinações nacionalistas de outros povos, insiste em seguir mantendo seu próprio direito à "autodeterminação". Entretanto, não é ele que dirige esta exigência de orientação nacional, senão que o diabo, esse monstro anti-semita chamado Hitler. Conforme parece, o judeu cosmopolita celebra seu direito ao nacionalismo sempre que puder transferir a culpa a Hitler. No que toca ao judeu laico cosmopolita, Hitler triunfou. Sand consegue pôr de relevo este paradoxo. Com muita perspicácia sugere que "enquanto que no século XIX, referir-se aos judeus como ´uma identidade racial diferente` era um sinal de anti-semitismo, no Estado judeu isto está mental e intelectualmente enraizado [3]. Em Israel, os judeus celebram sua diferença e suas condições únicas. Além do mais, diz Sand, "houve momentos na Europa em que era possível ser tachado de anti-semita por dizer que todos os judeus pertencem a uma nação diferente. Hoje em dia, o fato de dizer que os judeus não foram nunca e continuam sem ser um povo ou uma nação faz com que uma pessoa possa ser qualificada como odiador de judeus." [4] Não deixa de ser surpreendente que o único povo que conseguiu manter uma identidade nacional racialmente orientada, expansionista e genocida, a qual não se diferencia em nada da ideologia étnica nazista, sejam os judeus, que foram, entre outros, as principais vítimas da ideologia e da prática nazistas. Nacionalismo em geral e nacionalismo judeu em particular Louis-Ferdinand Celine mencionou que durante a Idade Média, entre as guerras, os cavaleiros cobravam um alto preço por estar dispostos a morrer em nome de seus reinos, enquanto que no século XX os jovens não hesitam em morrer em massa, mas sem pedir nada como recompensa. Para poder compreender esta mudança na consciência de massas é necessário um modelo metodológico eloqüente que nos permita decifrar em que consiste o nacionalismo. Da mesma forma que Karl Deutsch, Sand considera a nacionalidade como um discurso fantasmático. É um fato estabelecido que os estudos antropológicos e históricos das origens de diferentes "povos" e "nações" conduzem à embaraçosa desintegração de qualquer etnia ou identidade étnica. Daí que é interessante constatar que os judeus tendem a levar muito a sério seu próprio mito étnico. A explicação pode ser simples, tal como Benjamin Beit Halachmi assinalou faz anos. O sionismo estava aí para transformar a Bíblia, que de texto espiritual passou a ser um "ato cartorial". Por isso, a verdade da Bíblia ou de qualquer outro elemento do discurso histórico judeu tem pouca importância, sempre que não interfira com a causa ou com a prática política nacional dos judeus. Pode-se supor que a ausência de uma clara origem étnica não impede que se tenha o sentimento de pertinência étnica ou nacional. O fato de que os judeus estejam longe de ser um povo e de que a Bíblia seja um texto muito limitado em ralação à verdade histórica não impede que gerações de israelitas e judeus se identifiquem com o rei David ou com o gigante Sansão. Está claro que a ausência de uma origem étnica inequívoca não impede que as pessoas se considerem parte de um povo. De maneira similar, também não impede que o judeu nacionalista tenha o sentimento de pertinência a uma grande coletividade abstrata. Nos anos setenta, Shlomo Artzi, que então era um jovem cantor israelense a ponto de se converter na maior estrela de rock de Israel, gravou uma canção que alcançou um êxito multitudinário em questão de horas. Eis aqui os primeiros versos: De repente Um homem se desperta Pela manhã Sente que é povo E se põe a caminhar E a todo mundo com quem se cruza Lhe diz shalom Até certo ponto Artzi expressou inocentemente em seus versos a brusquedade e a quase eventualidade da transformação dos judeus em um povo. No entanto, de forma simultânea, Artzi contribuiu para a ilusão do mito nacional da nação que busca a paz. Àquelas alturas, Artzi já deveria saber que o nacionalismo judeu era um ato colonialista a custas do povo autóctone palestino. Ao que parece, o nacionalismo, a pertinência nacional e o nacionalismo judeu em particular são objeto de uma importante tarefa intelectual. É interessante observar que os primeiros a analisar teórica e metodicamente os assuntos relativos ao nacionalismo foram ideólogos marxistas. Embora o próprio Marx não tenha conseguido encontrar uma resposta adequada , o auge das exigências nacionalistas durante o século XX na Europa oriental e central pegou desprevenidos a Lenin e a Stalin. A contribuição marxista ao estudo do nacionalismo pode ser considerada como o foco que ilumina a profunda relação existente entre o auge da livre economia e o desenvolvimento do Estado nacional [5]. De fato, Stalin resumiu a posição marxista: "A nação", disse, "é uma sólida colaboração entre seres, historicamente criada e formada de acordo com quatro fenômenos compartilhados: a língua, o território, a economia e a significação psíquica..." [6]. Como era de esperar, a tentativa marxista de compreender o nacionalismo carece de uma visão histórica adequada. Na ausência desta se baseia na luta de classes. Por razões óbvias, esta visão foi muito popular entre aqueles que crêem no "socialismo de uma nação", entre os quais podemos incluir aos proponentes de uma rama esquerdista do sionismo. Para Sand, o nacionalismo evolucionou a causa do "êxtase criado pela modernidade que separa as pessoas de seu passado imediato" [7]. A mobilidade criada pela urbanização e a industrialização pulverizou o sistema hierárquico social, assim como a continuidade entre passado, presente e futuro. Sand assinala que antes da industrialização o camponês feudal não sentia obrigatoriamente a necessidade de um discurso histórico de impérios e reinos. O sujeito feudal não necessitava de um abstrato discurso histórico de amplas coletividades, que tinham muito pouca importância para sua necessidade existencial imediata e concreta. "Sem uma percepção de progressão social, se saia bem com um relato religioso imaginário que continha um mosaico de memória sem dimensão real de um tempo que avança. O ´fim' era o princípio e a eternidade fazia o papel de ponte entre a vida e a morte" [8]. No mundo urbano moderno e laico, o "tempo" se havia convertido no principal navio da vida que ilustra um sentido simbólico imaginário. O tempo histórico coletivo se havia convertido no ingrediente elementar do pessoal e do íntimo. O discurso coletivo da forma à significação pessoal e ao que parece ser "real". Por mais que pessoas banais sigam insistindo que "o pessoal é político", seria muito mais inteligível afirmar que na prática ocorre o contrário. Na condição posmoderna, o político é pessoal e o sujeito é falado, em vez de falar por si mesmo. A autenticidade é um mito que se reproduz a si mesmo sob a forma de um identificante simbólico. A leitura feita por Sand do nacionalismo como produto da industrialização, da urbanização e da laicidade tem muito sentido se consideramos a sugestão de Uri Slezkin, segundo a qual os judeus são os "apóstolos da modernidade", da laicidade e da urbanização. Se os judeus encontraram a si mesmos no centro da organização e da laicidade, não deveria surpreender-nos que os sionistas fossem bastante criativos, como qualquer outro, na hora de inventar seu próprio relato imaginário coletivo e fantasmático. Porém, ao insistir em seu direito a ser "como qualquer outro povo", os sionistas conseguiram transformar seu passado coletivo imaginário num programa global, expansionista e despiedoso e na maior ameaça para a paz do mundo. Não existe uma história judia É um fato estabelecido que entre o século I e princípios do XIX não se escreveu nenhum texto histórico judeu. O fato de que o judaísmo se baseie em um mito histórico religioso pode ter algo a ver com isto. A tradição rabínica não se preocupou nunca de investigar adequadamente o passado judeu. É provável que uma das razões seja a ausência de necessidade de proceder a um esforço metódico. Para os judeus que viviam em tempos antigos e na Idade Média, a Bíblia estava aí para responder as perguntas mais relevantes relacionadas com a vida diária, a significação e o destino judeus. Tal como assinala Shlomo Sand, "o tempo cronológico laico era alheio ao ´tempo da diáspora', determinado pela espera da chegada do Messias". Entretanto, à luz da laicidade, a urbanização e a emancipação alemãs e a causa da menor autoridade dos líderes rabínicos, surgiu a necessidade de uma causa alternativa entre os nascentes intelectuais judeus. O judeu emancipado se perguntava quem era, de onde vinha. Também começou a especular que sua função poderia estar no interior de uma sociedade européia cada vez mais aberta. Em 1820, o historiador judeu alemão Isaak Markus Jost (1793 ? 1860) publicou a primeira obra histórica séria sobre os judeus, intitulada The History of the Israelites. Jost evitou os tempos bíblicos, preferiu iniciar sua viagem com o reino de Judea e também compilou um discurso histórico das diferentes comunidades judias do mundo. Jost se deu conta de que os judeus de seu tempo não formavam uma continuidade étnica. Intuiu que os israelitas de distintos lugares eram diferentes. Daí que pensasse que não havia nada no mundo que pudesse impedir a total assimilação dos judeus. Jost acreditava que no interior do espírito ilustrado, tanto os alemães como os judeus dariam as costas à opressiva instituição religiosa e formariam uma saudável nação baseada num crescente sentido de pertinência geograficamente orientado. Embora Jost fosse consciente do desenvolvimento do nacionalismo europeu, seus seguidores judeus estavam bastante descontentes com sua otimista leitura liberal do futuro judeu. "A partir do historiador Henrich Graetz, los historiadores judeus começaram a desenhar a história do judaísmo como a de uma nação que havia sido um ´reino', que foi expulsa ao ´exílio' e que se converteu em um povo errante que terminaria por regressar a sua terra natal" [9]. Para o falecido Moses Hess o que definiria a forma de Europa seria mais uma luta racial que uma luta de classes. Em consonância, sugeriu, valeria mais que os judeus refletissem sobre sua herança cultural e sua origem étnica. Para Hess, o conflito entre judeus e gentis era o produto da diferenciação racial, ou seja, algo inevitável. O caminho ideológico que vai da orientação racista pseudo-científica de Hess até o historicismo sionista é bastante óbvio. Se os judeus formam uma entidade racial diferente (tal como diziam Hess, Jabotinsky e outros), o melhor que podem fazer é dirigirem-se a sua pátria natural, e esta não é outra que Yeretz Yisrael. Esta claro que o raciocínio de Hess com respeito a uma continuidade racial carecia de base científica. Com vistas a manter o emergente discurso fantasmático, era necessário erguer um mecanismo orquestrado de negação para assegurar-se de que alguns fatos embaraçosos não interferissem com a emergente criação nacional. Sand sugere que o mecanismo de negação foi algo orquestrado e muito bem planejado. A decisão da Universidade Hebréia nos anos trinta de separar a História Judia e a História Geral em dois departamentos diferentes foi algo mais que um assunto de conveniência. O propósito que está na base desta divisão é realçar a auto-realização judia. Para os universitários judeus, a condição e a psique judias eram algo único que deveria ser estudado por separado. Ao parecer, inclusive no interior do entorno acadêmico hebreu, os judeus, sua história e a percepção de si mesmos têm reservado um status supremo. Tal como Sand perspicazmente assinala, nos departamentos de Estudos Judeus o investigador está disperso entre o mitológico e o científico, enquanto que o mito mantém sua primazia, o que faz que frequentemente se trave em um dilema provocado por "pequenos fatos tortuosos". O novo israelense, a Bíblia e a arqueologia Na Palestina, os novos judeus, mais tarde israelenses, estavam determinados a recrutar o Antigo Testamento e transformá-lo no código amalgamado do futuro judeu. A "nacionalização" da Bíblia estava aí para implantar nos jovens judeus a idéia de que são os descendentes diretos de seus grandes antepassados antigos. Levando-se em conta que a nacionalização era um movimento amplamente laico, se extirpou o significado espiritual e religioso da Bíblia, que passou a ser considerada como um texto histórico que descrevia uma cadeia real de acontecimentos no passado. Os judeus que haviam conseguido matar a seu Deus aprenderam a crer em si mesmos. Massada, Sansão e Bar Kochva se converteram em discursos suicidas. À luz de seus heróicos antepassados, os judeus aprenderam a amar a si mesmos tanto como odiar aos demais, exceto que desta vez possuíam a capacidade militar de infligir uma dor real a seus vizinhos. Mais preocupante era o fato de que em vez de uma entidade sobrenatural ? ou seja, Deus ? que lhes ordenava invadir um território, levar a cabo um genocídio e roubar a "Terra Prometida" a seus habitantes autóctones, em seu renascido projeto nacional eram eles mesmos, Herzl, Jabotinsky, Weitzman, Ben Gurion, Sharon, Peres, Barak, os que decidiram expulsar, destruir e matar. Em vez de Deus, eram os judeus que matavam em nome do povo judeu. Fizeram-no com símbolos judeus decorando seus aviões e seus tanques. Seguiram as ordens que lhes davam na língua de seus antepassados recentemente restaurada. O surpreendente é que Sand, que é sem dúvida alguma um lúcido historiador, não mencione que o seqüestro sionista da Bíblia foi de fato uma desesperada resposta judia ao jovem romanticismo alemão. No entanto, por mais ideológica e esteticamente excitados que estivessem os filósofos, poetas, arquitetos e artistas alemães pela Grécia pré-socrática, sabiam muito bem que eles não eram exatamente filhos e filhas do helenismo. O nacionalista judeu deu passo mais longe, integrou-se numa cadeia sangüínea fantasmática com seus míticos antepassados ao pouco tempo de haver restaurado sua língua antiga. De ser uma língua sagrada, o hebreu se havia convertido em uma língua falada. O jovem romanticismo alemão nunca chegou tão longe. Os intelectuais alemães durante o séculoXIX eram também perfeitamente conscientes da distinção entre Atenas e Jerusalém. Para eles, Atenas era o universal, o capítulo épico da humanidade e o humanismo. Jerusalém era, pelo contrário, o grande capítulo da barbárie tribal. Jerusalém era uma representação de um Deus despiedado, banal, não universal e monoteísta, capaz de matar a anciões e a lactantes. A era romântica alemã inicial nos legou Hegel, Nietzche, Fichte y Heidegger e a uns quantos judeus que se odiavam a si mesmos, entre os quais o mais importante foi Otto Weininger. Os jerusalenistas não nos legaram nem um só pensador ideológico. Alguns acadêmicos judeus alemães de segunda categoria trataram de predicar Jerusalém na êxedra germânica, entre eles Herman Cohen, Franz Rosenzveig e Ernst Bloch. Obviamente, não chegaram a se dar conta de que os românticos alemães iniciais desprezavam as marcas de Jerusalém na cristandade. Em seu esforço por ressuscitar "Jerusalém", acudiu-se à arqueologia para que proporcionasse uma base "científica" necessária ao epos sionista. A arqueologia estava aí para unificar o tempo bíblico com o momento da reinstauração. É provável que o momento mais surpreendente dessa estranha tendência ocorresse em 1982 com a "cerimônia do enterro militar" dos ossos de Shimon Bar Kochva, um rebelde judeu que havia morrido 2000 anos antes. Dirigido pelo rabino militar em chefe, procedeu-se ao enterro militar de uns quantos ossos encontrados numa cova perto do Mar Morto. Na prática, os supostos restos de um rebelde judeu do século I foram tratados como se fosse uma baixa do exército israelense. Estava claro que a arqueologia tinha uma função nacional, havia sido recrutada para consolidar o passado e o presente, deixando fora o Galut, o exílio judeu. O surpreendente é que não passou muito tempo antes de que as coisas dessem um giro completo. Conforme a investigação arqueológica se foi independizando do dogma sionista, a embaraçosa verdade saiu à luz. Era impossível demonstrar a veracidade do relato bíblico com fatos forenses. Na verdade, a arqueologia refuta a historicidade do argumento bíblico. As escavações revelaram este incômodo fato. A Bíblia é um compêndio de inovadora literatura de ficção. Tal como Sand assinala, a história bíblica primigênia está impregnada de filisteus, arameus e camelos. O embaraçoso é que as escavações demostram que os filisteus não apareceram na região antes do século XII a.C.; os arameus, um século depois e os camelos não mostraram suas caras joviais antes do século VIII. Estes fatos científicos colocaram os investigadores sionistas numa grave confusão. Não obstante, para alguns acadêmicos não judeus, como Thomas Thompson, estava bastante claro que a Bíblia é "um compêndio tardio de literatura inovadora escrita por um talentoso teólogo" [10]. A Bíblia parece ser um texto ideológico que estava aí para servir a uma causa social e política. O pior é que no Sinai não foi possível encontrar muitas provas que confirmassem a história do lendário êxodo egípcio, em que uns três milhões de homens, mulheres e crianças hebreus vagaram no deserto durante 40 anos sem deixar o menor rasto. Nem sequer uma mísera Matzá, o pão ácimo judeu. A história do novo reassentamento bíblico e do genocídio dos cananeus, que os israelitas contemporâneos imitam com tanto êxito, é outro mito. Jericó, a cidade fortificada que foi destruída a toque de trompetas com a intervenção sobrenatural do altíssimo, era só um pequeno povoado durante o século XII a.C. Por mais que Israel considere a si mesmo como a reativação do monumental reino de David e Salomão, a escavação feita na velha cidade de Jerusalém durante os anos setenta revelou que o reino de David não era mais que um pequeno assentamento tribal. As provas que Yigal Yadim havia apresentado com respeito ao rei Salomão foram refutadas mais tarde com estudos forenses realizados com carbono 14. Estes incômodos fatos estão cientificamente estabelecidos. A Bíblia é um relato de ficção e não existe base alguma sobre a qual se possa basear qualquer gloriosa existência do povo hebreu na Palestina em nenhum momento. Quem inventou os judeus? Já desde o início de seu texto, Sand faz perguntas cruciais muito relevantes: Quem são os judeus? De onde vieram? Como é que em períodos históricos diferentes aparecem em lugares muito diferentes e remotos? Embora a maioria dos judeus contemporâneos esteja totalmente convencida de que seus antepassados são os israelitas bíblicos, que foram brutalmente exilados pelos romanos, é preciso dizer a verdade. Os judeus contemporâneos não têm nada a ver com os aantigos israelitas, que nunca foram enviados ao exílio porque tal expulsão nunca ocorreu. O exílio romano é outro mito judeu. "Comecei a procurar estudos de investigação sobre o exílio", disse Sand numa entrevista concedida ao Haaretz [11], "mas descobri com assombro que não existe nenhuma literatura a respeito. A razão é que ninguém exilou o povo deste país. Os romanos não exilaram gente e não poderiam tê-lo feito, mesmo se tivessem desejado faze-lo. Careciam de trens e caminhões para deportar populações inteiras. Este tipo de logística não existiu antes do século XX. Meu livro nasceu, efetivamente, de uma constatação: da certeza de que a sociedade judaica não foi dispersada nem exilada". Outrossim, à luz da simples introspecção de Sand, a idéia do exílio judeu chega a ser engraçada. Pode ser que o fato de pensar que a armada imperial romana se dedicasse vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, a transportar dificultosamente Moishe'le e Yanka'le até Córdoba e Toledo sirva para que os judeus se sintam importantes e transportáveis, porém o sentido comum sugere que os romanos tinham coisas mais importantes que fazer. Entretanto, muito mais interessante é o resultado lógico: se o povo de Israel não foi expulso, então os verdadeiros descendentes dos habitantes do reino de Judá devem ser os palestinos. "Nenhuma população permanece pura durante um período de milhares de anos", diz Sand [12]. "Porém as possibilidades de que os palestinos sejam descendentes do antigo povo judaico são muito maiores que as de que você ou eu sejamos seus descendentes. Os primeiros sionistas, até a Sublevação Árabe (1936 ? 1939) sabiam que não tinha havido exílio e que os palestinos eram os descendentes dos habitantes do território. Sabiam que os camponeses não se vão até que os expulsem. Inclusive Yitzhak Ben-Zvi, o segundo presidente do Estado de Israel, escreveu em 1929 que "a maioria dos camponeses não descendem dos conquistadores árabes, senão que dos camponeses judeus, que eram numerosos e majoritários na construção do território". Em seu livro, Sand vai ainda mais longe e sugere que até o Primeiro Levantamento Árabe (1929), os denominados líderes sionistas esquerdistas tinham tendência a crer que os camponeses palestinos, que são em realidade "judeus por sua origem", se assimilariam no interior da emergente cultura hebréia e terminariam por se unir ao movimento sionista. Ben Borochov acreditava que "um falach (camponês palestino) se vestir-se como um judeu e comportar-se como um judeu da classe trabalhadora, não se diferenciará em nada dos judeus". Esta mesma idéia reapareceu no texto de Ben Gurion e Ben-Zvi em 1918. Ambos líderes sionistas se deram conta de que a cultura palestina está impregnada de marcas bíblicas, tanto do ponto de vista lingüístico como geográfico (nomes de aldeias, povoados, rios e montanhas). Ben Gurion e Ben-Zvi, pelo menos ao princípio, consideravam os palestinos nativos como parentes étnicos que parmaneciam apegados à terra e eram irmãos potenciais. Também consideravam o islã como uma amistosa "religião democrática". Claramente, depois de 1936, tanto Ben Gurion como Ben-Zvi diluíram seu entusiasmo "multicultural". No que diz respeito a Ben Gurion, a limpeza étnica dos palestinos lhe pareceu muito mais atrativa. Vale a pena fazer a pergunta: se os palestinos são os autênticos judeus, quem são esses que insistem em chamar-se a si mesmos judeus? A resposta de Sand é bastante simples, mas está cheia de sentido. "O povo não se disseminou, foi a religião judia a que se disseminou. O judaísmo era uma religião de conversos. Contrariamente ao sentir popular, o judaísmo inicial adorava converter aos demais." [13] É evidente que as religiões monoteístas, ao serem menos tolerantes que as politeístas, têm um ímpeto de expansão. O expansionismo judaico em seus primeiros dias não só era similar ao cristianismo, senão que foi o expansionismo judaico que plantou as sementes da disseminação no pensamento e na prática cristãs iniciais. "Os hasmoneus", diz Sand [14], "foram os primeiros a contribuir com um grande número de conversos à massa judia, e isso sob a influência do helenismo. Foi esta tradição das conversões o que preparou o terreno para a posterior disseminação da cristandade. Após a vitória da cristandade no século IV, a tendência à conversão ao judaísmo se deteve no mundo cristão e houve uma diminuição importante no número de judeus. É provável que muitos dos judeus do entorno mediterrâneo se converteram em cristãos. Mas então o judaísmo começou a penetrar outras regiões pagãs, tais como o Yemen e a África do Norte. Se o judaísmo não houvesse continuado seu avance naquele momento convertendo povos do mundo pagão, teria continuado a ser uma religião completamente marginal, no caso da haver sobrevivido." Os judeus da Espanha, que cremos estar relacionados mediante laços de sangue com os israelitas iniciais, parecem ser berberes convertidos. "Perguntei a mim mesmo", diz Sand, "como foi que apareceram na Espanha umas comunidades judias tão numerosas. Então vi que Tariq ibn Ziyad, o comandante supremo dos muçulmanos que conquistaram a Espanha, era berbere, e que a maior parte de seus soldados eram berberes. O reino berbere judeu de Dahlia al-Kahima havia sido derrotado só 15 anos antes. E a verdade é que um certo número de fontes cristãs dizem que muitos dos conquistadores da Espanha eram judeus conversos. A fonte mais profunda da grande comunidade judia da Espanha eram aqueles soldados berberes que se converteram ao judaísmo." Como era de esperar, Sand aprova a assunção amplamente aceita de que os kazários judaizados constituíram as principais origens das comunidades judias da Europa do Leste, que ele denomina a Nação Yiddish. Quando lhe perguntaram como foi que chegaram a falar o yiddish, que é considerado como um dialeto medieval alemão, ele respondeu: "Os judeus eram um povo que dependia da burguesia alemã no Leste, assim que adotaram palavras alemãs." Em seu livro, Sand oferece uma enumeração detalhada da saga kazária na história judia. Explica o que foi que levou o reino kazário à conversão. Levando em conta que o nacionalismo judeu está liderado em sua maior parte por uma elite kazária, pode ser que devamos expandir nosso conhecimento íntimo deste grupo político tão único e influente. A tradução da obra de Sand a outras línguas é uma necessidade imediata (a tradução francesa está a ponto de aparecer, tal como de siz em Are the Jews na invented people?, de Eric Rouleau. O que vem a continuação? O professor Sand nos deixa com a inevitável conclusão: os judeus contemporâneos não têm uma origem comum e sua origem semita é um mito. Os judeus não se originam na Palestina de nenhum modo e, por tanto, seu denominado "retorno" à "terra prometida" deve ser considerado como uma invasão executada por um clã ideológico tribal. No entanto, apesar de que os judeus não constituem uma raça, por alguma razão parecem ter uma orientação racial. Deve-se assinalar que muitos judeus ainda consideram o casamento misto como a maior ameaça. Além disso, apesar da modernização e laicidade, a maioria dos que se identificam como judeus laicos continuam sucumbindo ao ritual do sangue, a circuncisão, um procedimento religioso único no qual um Mohel, o executor, chupa o sangue do circuncidado. No que diz respeito a Sand, Israel deve converter-se em "um Estado de seus cidadãos". Assim como Sand, eu também compartilho a mesma visão utópica futurista. Não obstante, contrariamente a Sand, considero que o Estado judeu e os grupos de pressão que o apóiam devem ser ideologicamente derrotados. A irmandade e a reconciliação são alheias à visão do mundo tribal dos judeus e não cabem no conceito de ressurgimento nacional judeu. Por mais terrível que soe, antes de que os israelitas possam adotar uma noção moderna e universal da vida civil, será necessário um processo de desjudeização. Não há dúvida de que Sand é um extraordinário intelectual, provavelmente o pensador esquerdista israelense mais avançado. Representa a forma mais elevada de pensamento que um israelense laico pode alcançar antes de retroceder ou incluso de desertar ao lado palestino (o que é algo que ocorreu com uns poucos, incluindo a mim). Ofri Ilani, o entrevistador de Haaretz, disse de Sand que, contrariamente a outros "novos historiadores" que têm tratado socavar as assunções da historiografia sionista, "Sand não se contenta com retroceder a 1948 ou aos princípios do sionismo, senão que retrocede milhares de anos". É assim, contrariamente aos "novos historiadores", que "revelam" uma verdade que qualquer criança palestina conhece, ou seja, a verdade de que estão sendo objeto de uma limpeza étnica, Sand erige um corpus de obra e pensamento que busca a compreensão do significado do nacionalismo judeu e da identidade judia. Essa é a essência verdadeira da erudição. Mais que reunir fragmentos históricos esporádicos, Sand busca o significado da história. Mais que um "novo historiador" que busca um novo fragmento, é um autêntico historiador motivado por uma tarefa humanista. Contrariamente a alguns dos historiadores judeus que contribuem ao denominado discurso de esquerda, a credibilidade e o êxito de Sand se baseiam mais em seus argumentos do que em seus antecedentes familiares. Evita adornar seus argumentos com seus parentes que sobreviveram ao holocausto. Ao ler os ferozes argumentos de Sand, deve-se admitir que o sionismo, com todos os seus defeitos, conseguiu erigir no interior de si mesmo um discurso orgulhoso e autônomo que é muito mais eloqüente e brutal que a totalidade do movimento anti-sionista no mundo inteiro. Se Sand tiver razão, e estou convencido de que tem, os judeus não são uma raça e sim um coletivo de muita gente amplamente seqüestrada por um movimento nacional fantasmático tardio. Se os judeus não são uma raça, não forma um grupo racial e não têm nada a ver com o semitismo, o anti-semitismo é, categoricamente, um significante vazio. Claramente se refere a um significante que não existe. Em outras palavras, nossa crítica do nacionalismo judeu, dos grupos de pressão judeus e do poder judeu só se podem conceber como uma crítica legítima de ideologia e de prática. Repito novamente, não estamos e nunca estivemos contra os judeus (o povo), nem contra o judaísmo (a religião); estamos contra uma filosofia coletiva de claros interesses globais. Alguns podem preferir chamar-la sionismo, mas eu prefiro não fazê-lo. O sionismo é um significante demasiado estreito para compreender a complexidade do nacionalismo judeu, sua brutalidade, sua ideologia e sua prática. O nacionalismo judeu é um espírito e os espíritos não têm fronteiras bem delimitadas. De fato, nenhum de nós sabe exatamente onde termina a judeidade e onde começa o sionismo, da mesma maneira que não sabemos onde terminam os interesses israelenses e onde começam os interesses dos neocons. No que diz respeito à causa Palestina, a mensagem é devastadora. Nossos irmãos e irmãs palestinos estão na vanguarda de uma luta contra uma filosofia devastadora. Mas está claro que não só os israelenses, aos quais se enfrentam com valente pragmatismo, os que iniciam conflitos globais de escala gigantesca. Se trata de uma prática tribal que busca a influência nos corredores do poder e de superpoder. O American Jewish Committee busca uma guerra contra o Irã. Só para situar-se no lado seguro, David Abrahams, um "amigo laborista de Israel", doa dinheiro por delegação ao Partido Laborista. Mais ou menos ao mesmo tempo, dois milhões de iraquianos morrem numa guerra ilegal desenhada por alguém chamado Wolfowitz. Enquanto tudo isto ocorre, milhões de palestinos passam fome em campos de concentração e Gaza está à beira de uma crise humanitária. Enquanto isso ocorre, judeus "anti-sionistas" e judeus de esquerda (incluindo Chomsky) insistem em neutralizar as críticas contra o AIPAC, o grupo de pressão judeu e o poder judeu de Mearcheimer y Walt [15]. É só Israel? É realmente sionismo? Ou devemos admitir que é algo muito maior do que podemos contemplar dentro das fronteiras intelectuais que impomos a nós mesmos? Tal como andam as coisas, carecemos da coragem intelectual para nos enfrentarmos ao projeto nacional judeu e a seus muitos mensageiros em todo o mundo. Entretanto, como tudo é questão de inverter consciências, as coisas vão mudar logo. De fato, este texto foi escrito para provar que já estão mudando. Defender os palestinos é salvar o mundo, mas para fazê-lo temos de ter suficiente coragem como para admitir que não se trata meramente de uma batalha política. Não é só Israel, seu exército ou sua dirigência; também não são Dershowitz, Foxman e suas ligas silenciadoras. Trata-se de uma guerra contra um espírito canceroso que seqüestrou o Ocidente e, ao menos no momento, o desviou de sua inclinação humanista e de suas aspirações atenienses. Lutar contra um espírito é muito mais difícil que lutar contra gente, precisamente porque talvez seja necessário lutar primeiro contra suas marcas dentro de nós mesmos. Se quisermos lutar contra Jerusalém, primeiro teremos que confrontar a Jerusalém que levamos dentro. Pode ser que tenhamos que nos situar diante do espelho e olhar ao redor. Pode ser que tenhamos que buscar rastos de empatia em nosso interior, se é que ainda permanece algum. Notas [1] When And How The Jewish People Was Invented?, Shlomo Sand, Resling 2008, p. 11. [2] http://www.haaretz.com/hasen/spages/966952.html [3] When And How The Jewish People Was Invented?, Shlomo Sand, Resling 2008, p. 31. [4] Ibid, p. 31. [5] Ibid, p. 42. [6] Ibid. [7] Ibid, p. 62. [8] Ibid. [9] http://www.haaretz.com/hasen/spages/966952.html [10] When And How The Jewish People Was Invented?, Shlomo Sand, Resling 2008, p. 117. [11] http://www.haaretz.com/hasen/spages/966952.html [12] Ibid. [13] Ibid. [14] Ibid. [15] http://www.lrb.co.uk/v28/n06/mear01_.html Fuente: http://palestinethinktank.com/2008/09/02/gilad-atzmon-the-wandering-who/ O ex-judeu Gilad Atzmon é músico, escritor e ativista pró-palestino. Versão em português: Jair de Souza, Brasil. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090105/13067bec/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jan 6 12:00:20 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 6 Jan 2009 12:00:20 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Um blog de Gaza Message-ID: <0e5001c97007$1cadbd40$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Beatrice ----- Original Message ----- From: Credibilidade Etica fonte:http://www.idelberavelar.com/ Um blog de Gaza Vittorio me disse ontem ... quando lhe perguntei como ele responde à morte ... ele me disse que já não tem lágrimas para chorar ... que suas lágrimas secaram ... olho para ele sentado diante de mim ... um homem bonito de um metro e oitenta ... trinta e três anos ... sua maior preocupação no mundo: salvá-lo e "permanecer humano", que é como ele termina [Bomba!] cada artigo que escreve ... É o relato ao vivo dos horrores perpetrados pelo exército israelense na maior prisão ao ar livre do mundo: Moments of Gaza. (valeu, Frank). Escrito por Idelber às 21:32 | link para este post "Estão bombardeando 1,5 milhão de pessoas enjauladas" (Criança em Gaza. Crédito da foto) Bombardearam o mercado central de frutas de Gaza ... ao mesmo tempo, bombardearam um prédio de apartamentos ... é tipo o inferno aqui agora ... já são mais de 500 mortos e 2500 feridos, dos quais 50% são crianças ... há feridas que você não gostaria de ver ... crianças chegando com o abdômen aberto ... Entre as centenas que vimos entrando no hospital, um era militar do Hamas .. qualquer um que queira apresentar isso como uma guerra contra outro exército está mentindo ... é uma guerra total contra a população civil ... eles estão bombardeando 1 milhão e meio de pessoas que estão enjauladas. ============================================================================ A paz não passa pelo massacre, por Milton Hatoum O exército de Israel é suficientemente poderoso para destruir todo o Oriente Médio (e, de fato, também para destruir parte importante do ocidente). O único problema é que, até hoje, jamais conseguiu mandar, sequer, no território em que lhe caberia mandar. O mais poderoso exército do mundo está detido, ainda, pela resistência palestina. Como entender essa contradição? Bem, para começar, Israel jamais trabalhou para construir qualquer paz com os palestinos; jamais usou outro meio que não fossem os meios do extermínio, da limpeza étnica, do holocausto, para matar as populações nativas e residentes históricas na Palestina, desde a fundação do Estado de Israel, em maio de 1948. Israel expulsou 750 mil palestinos, converteu-os em refugiados e, em seguida, passou a impedir sistematicamente o retorno deles e de seus filhos (hoje, também, já, dos netos deles), apesar das Resoluções da ONU, ao mesmo tempo em que continuou a destruir cidades e vilas, ou - o que é o mesmo - passou a construir colônias de ocupação sobre as ruínas das cidades e vilas palestinas. Desde 1967, Israel fez tudo que algum Estado poderia fazer para tornar impossível qualquer solução política: colonizou por vias ilegais territórios ocupados por via ilegal e recusou-se a acatar os limites de antes das invasões de 1967; construiu um muro de apartheid; e tornou a vida impossível para a maioria dos palestinos. Nada, aí, faz pensar em esforço de paz. Antes, é operação continuada e sistemática para a limpeza étnica dos territórios palestinos ocupados ilegalmente. Assim sendo, se a paz implicar - como implica necessariamente - o fim do mini-império construído por Israel, Israel continuará a fazer o que estiver ao seu alcance para que não haja paz, mesmo que a paz lhe seja oferecida numa bandeja, como a Iniciativa de Paz dos sauditas, recentemente, por exemplo. Outra vez, não se entende: se os israelenses só tinham a esperar esse tipo de oferta, se desejassem alguma paz, porque a rejeitaram, praticamente sem nem a considerar? Faz tanto tempo que Israel rejeita toda e qualquer possibilidade de paz, que a maioria dos israelenses já nem são capazes de ver que rejeitar a paz converteu-se, para Israel, numa espécie de segunda natureza. Mas o motivo mais aterrorizante pelo qual nenhuma iniciativa de paz jamais teve qualquer chance de prosperar tem a ver, de fato, conosco, com o ocidente. Israel continua a ser apoiada pelas democracias ocidentais como uma espécie de força delegada, como batalhão ocidental avançado, implantado na entrada do mundo árabe, mais indispensável, tanto quanto mais dependente do ocidente, que regimes-clientes, como os sauditas e como o Iraque de Saddam até 1990. Como uma espécie de 'encarnação' da tese do "choque de civilizações" de Huntington, Israel é, como sempre foi, mais exposta ou mais veladamente, um bastião do mundo judeu-cristão, contra os árabes e o Islam. Isso já era verdade há décadas, mas jamais foi mais verdade do que na última década, quando a Ordem do Novo Mundo entrou em crise terminal, e começou-se a ouvir falar da "Doutrina do Choque", de "Choque e Horror", de várias 'operações' tempestade contra os desertos da Ásia e sempre contra os islâmicos. Israel, não o Iran, possui armas nucleares e é capaz de usá-las - e várias vezes já ameaçou usá-las. Mas fala-se como se o perigo viesse do Iran, não se Israel. Os que propõem a destruição do Iran são os mesmos mercadores de tragédias que impingiram aos EUA e à Inglaterra o custo altíssimo da guerra do Iraque. Quem escreve é Haim Bresheeth, professor titular de Estudos sobre Mídia na Universidade de East London, citado pelo mais premiado escritor brasileiro contemporâneo, Milton Hatoum. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090106/44d66dc1/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 17947 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090106/44d66dc1/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 51 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090106/44d66dc1/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 42760 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090106/44d66dc1/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jan 7 18:32:15 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 7 Jan 2009 18:32:15 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-15?q?_ROBERT_FISK=3A_=22Por_que_nos_od?= =?iso-8859-15?q?eiam_tanto=3F_Que=2C_pelo_menos=2C_ningu=E9m_minta?= =?iso-8859-15?q?_que_n=E3o_sabe_por_qu=EA=2E=22_=5B7/1/2009_=28tra?= =?iso-8859-15?q?duzido=29=5D?= Message-ID: <004201c97107$0770c2f0$0200a8c0@vcaixe> Indy News Carta O Berro......................................................repassem ----- Original Message ----- From: Beatrice "Por que nos odeiam tanto?!" Que, pelo menos, ninguém minta que não sabe por quê. Robert Fisk - 7/1/2009 The Independent, 7/1/2009 http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk- why-do-they-hate-the-west-so-much-we-will-ask-1230046.html Assim, mais uma vez, Israel abriu as portas do inferno sobre os palestinenses. 40 refugiados civis mortos numa escola da ONU, mais três noutra. Nada mau, para uma noite de trabalho do exército que acredita na "pureza das armas". Não pode ser surpresa para ninguém. Esquecemos os 17.500 mortos - quase todos civis, a maioria mulheres e crianças - de quando Israel invadiu o Líbano, em 1982? E os 1.700 civis palestinos mortos no massacre de Sabra-Chatila? E o massacre, em 1996, em Qana, de 106 refugiados libaneses civis, mais da metade dos quais crianças, numa base da ONU? E o massacre dos refugiados de Marwahin, que receberam ordens de Israel para sair de suas casas, em 2006, e foram assassinados na rua pela tripulação de um helicóptero israelense? E os 1.000 mortos no mesmo bombardeio de 2006, na mesma invasão do Líbano, praticamente todos civis? O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e, temo, tantos editores e jornalistas tenham acreditado na mesma velha mentira: que os israelenses algum dia tenham-se preocupado com poupar civis. "Israel toma todo o cuidado possível para evitar atingir civis", disse mais um embaixador de Israel, apenas horas antes do massacre de Gaza. Todos os presidentes e primeiros-ministros que repetiram a mesma mentira, como pretexto para não impor o cessar-fogo, têm as mãos sujas do sangue da carnificina de ontem. Se George Bush tivesse tido coragem para exigir imediato cessar-fogo 48 horas antes, todos aqueles 40 civis, velhos, mulheres e crianças, estariam vivos. O que aconteceu não foi apenas vergonhoso. O que aconteceu foi uma desgraça. "Atrocidade" é pouco, para descrever o que aconteceu. Falaríamos de "atrocidade" se o que Israel fez aos palestinenses tivesse sido feito pelo Hamás. Israel fez muito pior. Temos de falar de "crime de guerra", de matança, de assassinato em massa. Depois de cobrir tantos assassinatos em massa, pelos exércitos do Oriente Médio - por sírios, iraqueanos, iranianos e israelenses - seria de supor que eu já estivesse calejado, que reagisse com cinismo. Mas Israel diz que está lutando em nosso nome, contra "o terror internacional". Israel diz que está lutando em Gaza por nós, pelos ideais ocidentais, pela nossa segurança, pelos nossos padrões ocidentais. Então também somos criminosos, cúmplices da selvageria que desabou sobre Gaza. Reportei as desculpas que o exército de Israel tem oferecido ao mundo, já várias vezes, depois de cada chacina. Dado que provavelmente serão requentadas nas próximas horas, adianto algumas delas: que os palestinenses mataram refugiados palestinenses; que os palestinenses desenterram cadáveres para pô-los nas ruínas e serem fotografados; que a culpa é dos palestinenses, por terem apoiado um grupo terrorista; ou porque os palestinenses usam refugiados inocentes como escudos humanos. O massacre de Sabra e Chatila foi cometido pela Falange Libanesa aliada à direita israelense; os soldados israelenses assistiram a tudo por 48 horas, sem nada fazer para deter o morticínio; são conclusões de uma comissão de inquérito de Israel. Quando o exército de Israel foi responsabilizado, o governo de Menachem Begin acusou o mundo de preconceito contra Israel. Depois que o exército de Israel atacou com mísseis a base da ONU em Qana, em 1996, os israelenses disseram que a base servia de esconderijo para o Hizbóllah. Mentira. Os mais de 1.000 mortos de 2006 - uma guerra deflagrada porque o Hizbóllah capturou dois soldados israelenses na fronteira - não foram crimes do Hizbóllah; foram crimes de Israel. Israel insinuou que os corpos das crianças assassinadas num segundo massacre em Qana teriam sido desenterrados e expostos para fotografias. Mentira. Sobre o massacre de Marwahin, nenhuma explicação. As pessoas receberam ordens, de um grupo de soldados israelenses, para evacuar as casas. Obedeceram. Em seguida, foram assassinadas por matadores israelenses. Os refugiados reuniram os filhos e puseram-se à volta dos caminhões nos quais viajavam, para que os pilotos dos helicópteros vissem quem eram, que estavam desarmados. O helicóptero varreu-os a tiros, de curta distância. Houve dois sobreviventes, que se salvaram porque fingiram estar mortos. Israel não tentou nenhuma explicação. 12 anos depois, outro helicóptero israelense atacou uma ambulância que conduzia civis de uma vila próxima - outra vez, soldados israelenses ordenaram que saíssem da ambulância - e assassinaram três crianças e duas mulheres. Israel alegou que a ambulância conduzia um ferido do Hizbóllah. Mentira. Cobri, como jornalista, todas essas atrocidades, investiguei-as uma a uma, entrevistei sobreviventes. Muitos jornalistas sabem o que eu sei. Nosso destino foi, é claro, o mais grave dos estigmas: fomos acusados de anti-semitismo. Por tudo isso, escrevo aqui, sem medo de errar: agora recomeçarão as mais escandalosas mentiras. Primeiro, virá a mentira do "culpem o Hamás" - como se o Hamás já não fosse culpado dos próprios crimes! Depois, talvez requentem a mentira dos cadáveres desenterrados para fotografias. E com certeza haverá a mentira do "homem do Hamás na escola da ONU". E com absoluta certeza virá também a mentira do anti-semitismo. Os líderes ocidentais cacarejarão, lembrando ao mundo que o Hamás rompeu o cessar-fogo. É mentira. O cessar-fogo foi rompido por Israel, primeiro dia 4/11; quando bombardeou e matou seis palestinenses em Gaza e, depois, outra vez, dia 17/11, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinenses. Sim, os israelenses merecem segurança. 20 israelenses mortos nos arredores de Gaza é número escandaloso. Mas 600 palestinenses mortos em uma semana, além dos milhares assassinados desde 1948 - quando a chacina de Deir Yassin ajudou a mandar para o espaço os habitantes autóctones dessa parte do mundo que viria a chamar-se Israel - é outro assunto e é outra escala. Dessa vez, temos de pensar não nos banhos de sangue normais no Oriente Médio. Dessa vez é preciso pensar em massacres na escala das guerras dos Bálcãs, dos anos 90. Ah, sim. Quando os árabes enlouquecerem de fúria e virmos crescer seu ódio incendiário, cego, contra o Ocidente, sempre poderemos dizer que "não é conosco". Sempre haverá quem pergunte "Por que nos odeiam tanto?" Que, pelo menos, ninguém minta que não sabe por quê. ______________________________ __________ Informação do ESET NOD32 Antivirus, versão da vacina 3742 (20090106) __________ A mensagem foi verificada pelo ESET NOD32 Antivirus. http://www.eset.com -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090107/61cdfbd1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jan 7 18:32:46 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 7 Jan 2009 18:32:46 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Teu_sil=EAncio_me_doi=2E_Tanto_c?= =?windows-1252?q?omo_a_vida=2ETanto_como_o_tempo=2E?= Message-ID: <004d01c97107$19eafc70$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Tu silencio me duele. Tanto como la vida. Tanto como el tiempo. Mahmud Darwish, poeta palestino PENSAR, ESCRIBIR, DIBUJAR, REENVIAR, OPINAR, PARTICIPAR?GRITAR PARA QUE EL SILENCIO NO NOS CONVIERTA EN CÓMPLICES NO AL GENOCIDIO, NO AL HOLOCAUSTO PALESTINO, NO A LA INVASIÓN SIONISTA POR LA LIBERTAD DE PALESTINA NO AL BLOQUEO PALESTINA LIBRE RESPETO AL TRATADO DE 1967 TUS ENVIOS LOS PUBLICAREMOS EN http://arterevolucionyutopia.blogspot.com -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090107/bcc80822/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 28123 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090107/bcc80822/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jan 7 18:33:20 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 7 Jan 2009 18:33:20 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_servi=E7os_secretos_israelenses__?= =?iso-8859-1?q?e_outros?= Message-ID: <005801c97107$2e4b8220$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: inteligenciabrasileira001 . __ serviços secretos israelenses http://inteligenciabrasileira.blogspot.com ,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090107/838f563a/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090107/838f563a/attachment.obj -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090107/838f563a/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jan 12 11:39:36 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 12 Jan 2009 11:39:36 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_STF_E_A_VERDADE_HIST=D3RICA__po?= =?iso-8859-1?q?r__Frei_Betto?= Message-ID: <007b01c974bb$363725e0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Companheir at s, Repasso artigo interessante do Frei Betto sobre a punição dos torturadores que está na revista CAROS AMIGOS que chegou às bancas este mês. Abraço, M.Politi O STF E A VERDADE HISTÓRICA Frei Betto Os ministros do STF se encontram perante duas alternativas: reiterar a Lei de Anistia e isentar de punição os responsáveis por crimes da ditadura militar ou declarar que suas atrocidades são imprescritíveis e, portanto, passíveis de penalidades. Escolhida a primeira alternativa, descansarão em paz com os setores militares que mancharam 21 anos de história do Brasil. E terão seus nomes incluídos, pelos historiadores do futuro, entre os que foram coniventes com os graves crimes praticados. Se prevalecer a segunda alternativa, haverão de reafirmar a independência da corte suprema e terão seus nomes registrados na história por terem ouvido o clamor de justiça das vítimas. O direito de justiça às vítimas é acentuado pela tradição bíblica. Javé não permite que o sangue de Abel se cristalize em lacre de silêncio, e os apóstolos identificam na ressurreição de Jesus a "volta por cima" daquele que, preso, torturado e assassinado por dois poderes políticos, tem a sua memória perpetuada pelos evangelistas. É o que faz da Igreja primitiva memorial dos mártires, elevados aos altares para que jamais se esqueça o valor de seu sacrifício. A tese de que "é melhor não reabrir as feridas" é típica de quem se beneficiou de golpes e ditaduras, afirma o espanhol Prudêncio García, representante da ONU na apuração dos crimes da ditadura guatemalteca. O argumento do ministro Gilmar Mendes, de que reabrir o debate traria instabilidade ao país, carece de precedente histórico. Chile, Argentina, Uruguai, Guatemala e El Salvador investigaram os crimes de suas respectivas ditaduras e, ao punir culpados, reforçaram ainda mais o Estado de Direito, pilar do regime democrático. Na Argentina, a Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (1984), presidida pelo escritor Ernesto Sábato, extirpou das Forças Armadas os resquícios da ditadura, fez justiça às vítimas, puniu os responsáveis e ainda tornou um dos denunciantes, Adolfo Perez Esquivel, merecedor o Prêmio Nobel da Paz. A Marinha argentina admitiu que utilizaram suas instalações (ESMA) para seqüestrar, torturar e assassinar cidadãos. Nem por isso a democracia se viu ameaçada. No Chile, a Comissão de Verdade e Reconciliação (1990) passou a limpo a ditadura Pinochet. O Exército reconheceu que, na Villa Grimaldi, presos políticos sofreram torturas até a morte. A Marinha admitiu que o mesmo ocorreu a bordo do navio-escola Esmeralda. Nem por isso a democracia se viu ameaçada. Em El Salvador, a Comissão da Verdade (1992) teve o patrocínio da ONU. O Exército assumiu sua responsabilidade nos massacres de El Mozote (1981) e dos seis jesuítas da Universidade Centro-Americana (1989), bem como no assassinato do arcebispo Oscar Romero (1980). Nem por isso a democracia se viu ameaçada. Na Guatemala, a Comissão de Esclarecimento Histórico (1997) fez a filha de uma das vítimas, assassinada pela ditadura, também merecer o Nobel da Paz: Rigoberta Menchu. Os militares daquele país reconheceram que uma ala do Exército cometeu brutal genocídio contra as comunidades indígenas de El Quiché e Petén. Segundo Prudêncio García, todas essas investigações tiveram em comum o fato de terem sido posteriores a períodos de terríveis conflitos internos; todas trouxeram luz à verdade histórica; todas reiteraram a supremacia da força do Direito sobre o "direito" da força. Em todos os casos, a única parcela da sociedade contrária às apurações foi exatamente a que se beneficiou das graves violações dos direitos humanos. Walter Benjamin, ao assinar sua filosofia com o próprio sangue, nos adverte que a memória das vítimas jamais se apaga. Não se passa borracha na história. Toda tentativa de fazê-lo resulta em atrocidade intelectual: maculá-la de falsidade e mentira. Na Alemanha pós-nazista, terminado o julgamento de Nuremberg, iniciou-se um movimento de ocultação da verdade histórica. Hannah Arendt, após 13 anos de exílio na França e nos EUA, reagiu indignada ao regressar: "Os alemães vivem da mentira e da estupidez!" Israel jamais permitiu que a memória das vítimas do nazismo fosse apagada, esquecida ou suprimida da história. O anjo de Paul Klee continua a voar para frente e olhar para trás... "Portar máscara durante longo tempo estraga a pele", exclama a escritora tcheca Monika Zgustova. "Algo parecido ocorre à sociedade que oculta sua própria culpa com a intenção de livrar-se dela, esquecendo-a. Sociedades e cidadãos devem assumir coletiva e individualmente a responsabilidade do que fazem ou fizeram nossos governos. Este é um dos mais importantes atos da dignidade humana". O caráter da história do Brasil repousa em mãos dos ministros do STF. Frei Betto é escritor, autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090112/5995d9d8/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jan 12 11:39:42 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 12 Jan 2009 11:39:42 -0200 Subject: [Carta O BERRO] O Imortal Mahmoud Darwish Message-ID: <007f01c974bb$396693e0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Fernando Rossas Freire "Os alemães mataram seis milhões de judeus, e apenas seis anos depois os judeus fizeram a paz com a Alemanha. Conosco, os judeus não querem a paz." (Rachid Hussein, poeta palestino) -------------------------------------------------------------------------------- "Vão! E levem daqui a morte de vocês!' Mahmoud Darwish (1941-2008) - Poeta palestino, testemunhou a destruição de sua aldeia, Al Birweh, durante a implantação do Estado de Israel em 1948. Confissão de um terrorista! Mahmoud Darwich Ocuparam minha pátria Expulsaram meu povo Anularam minha identidade E me chamaram de terrorista Confiscaram minha propriedade Arrancaram meu pomar Demoliram minha casa E me chamaram de terrorista Legislaram leis fascistas Praticaram odiada apartheid Destruíram, dividiram, humilharam E me chamaram de terrorista Assassinaram minhas alegrias, Seqüestraram minhas esperanças, Algemaram meus sonhos, Quando recusei todas as barbáries Eles... mataram um terrorista! -------------------------------------------------------------------------------- Chamada da Tumba Mahmoud Darwich Em memória do massacre de Kafr Kassem* I Minha morte aconteceu há oito anos Tenho a mesma idade de meu pai Chamamos a todos os viventes A todos os que querem viver por muito tempo Sobre a terra Não debaixo dela A todos os que querem Que a trigo madure em seu campo Semear e colher Que a massa fermente em seus lares Fazer o pão e comê-lo Nós lhes pedimos: não durmam Se querem viver por muito tempo Sobre a terra Não debaixo dela Montem guarda... aqui o sol é de barro e miséria Nossa idade se conta em anos de morte Minha morte aconteceu há oito anos Tenho a mesma idade de meu pai II Dizemo-lhes Não queremos sobre nossas tumbas Nem água nem flores Nada está vivo aqui Apenas os casulos de víbora e os vermes Dizemo-lhes Não queremos roupas de luto Não há na tumba outra cor Que a preta Dizemo-lhes Não queremos canções tristes Intermináveis Dormimos aqui E nosso retorno é impossível Dizemo-lhes Cantem pela terra que permanece Rebelem-se Ensinem nossa história sombria Aos filhos A fim de que nosso sangue Permaneça na bandeira dos criminosos Como sinal de catástrofe Pedimos-lhes Protejam os fracos das balas Para que os que vivam fiquem salvos E os que nascerão no futuro Ainda goteja a fonte do crime Obstruam-na E permanecem vigilantes Prontos para o combate *Cidade convertida em santa após o massacre de 29 de Outubro de 1956. -------------------------------------------------------------------------------- Carteira de identidade Mahmoud Darwich Registra-me! sou árabe número de minha identidade é cinqüenta mil tenho oito filhos e o nono... virá logo depois do verão! vais te irritar por acaso? Registra-me! sou árabe trabalho com meus companheiros de luta em uma pedreira tenho oito filhos arranco pedras o pão, as roupas, os cadernos e não venho mendigar em tua porta e não me dobro diante das lajes de teu umbral vais te irritar por acaso? Registra-me! sou árabe meu nome é muito comum e sou paciente em um país que ferve de cólera minhas raízes... fixadas antes do nascimento dos tempos antes da eclosão dos séculos antes dos ciprestes e oliveiras antes do crescimento vegetal meu pai... da família do arado e não dos senhores do Nujub¹ e meu avô era camponês sem árvore genealógica minha casa uma cabana de guarda de canas e ramagens satisfeito com minha condição meu nome é muito comum Registra-me sou árabe sou árabe cabelos... negros olhos... castanhos sinais particulares um kuffiah² e uma faixa na cabeça as palmas ásperas como rochas arranharam as mãos que estreitam e amo acima de tudo o azeite de oliva e o tomilho meu endereço sou de um povoado perdido... esquecido de ruas sem nome e todos os seus homens... no campo e na pedreira amam o comunismo vais te irritar por acaso? Registra-me sou árabe tu me despojaste dos vinhedos de meus antepassados e da terra que cultivava com meus filhos e não os deixastes nem a nossos descendentes mais que estes seixos que nosso governo tomará também como se diz vamos! escreve bem no alto da primeira página que não odeio os homens que eu não agrido ninguém mas... se me esfomeiam como a carne de quem me despoja e cuidado... cuida-te de minha fome e minha cólera. 1 Célebre tribo da Arábia 2 Lenço com desenhos quadriculados, usado para cobrir a cabeça e que tornou-se símbolo nacional palestino pela liberdade e independência. Originariamente, esse lenço é usado pelos camponeses para protegerem a cabeça durante o trabalho no campo. -------------------------------------------------------------------------------- Árvore dos salmos Mahmoud Darwich No dia em que minhas palavras forem terra. Serei um amigo para o perfilhamento do trigo No dia em que minhas palavras forem ira Serei amigo das correntes No dia em que minhas palavras forem pedras Serei um amigo para represar No dia em que minhas palavras forem uma rebelião Serei um amigo para terremotos No dia em que minhas palavras forem maçãs de sabor amargo Serei um amigo para o otimismo Mas quando minhas palavras se transformarem em mel. Moscas cobrirão Meus lábios!. -------------------------------------------------------------------------------- EU SOU DE LÁ Mahmoud Darwich Eu venho de lá e recordo que nasci como todo mundo nasce, tenho uma mãe e uma casa com muitas janelas, tenho irmãos, amigos e uma prisão. Tenho uma onda marinha que a gaivota arrebatou tenho uma visão de mim mesmo e uma folha de capim tenho uma lua passada no auge das palavras tenho uma comida divina de pássaros e uma oliveira além da quilha do tempo atravessei a terra antes que espadas tornassem os corpos banquetes. Eu venho dali. Eu faço o céu retornar à sua mãe quando por sua mãe o céu chorar, e eu choro querendo o retorno de uma nuvem para me conhecer. Eu aprendi as palavras de tribunais manchados de sangue de forma a quebrar as regras. Eu aprendi e desmantelei todas as palavras para construir uma única: Lar. -------------------------------------------------------------------------------- A oliveira foi uma vez. Mahmoud Darwich A oliveira foi uma vez um bosque verde. Foi, amado, e o ceio um bosque azul. Que os fizera mudar esta tarde? Detiveram a camioneta dos obreiros no meio do caminho. (Tranquilamente) Em algum tempo, o meu coração fora um passarinho azul. Ó ninho do meu amado! Comigo, brancos de todo os teus panos foram, meu queridinho... Que pude lavá-los esta tarde? Porque eu nada entendo. Retiveram o caminhão dos operários no meio do caminho. (Tranquilamente) E puseram-nos mirando para o Oriente. (Tranquilamente) Todas as minhas coisas tens: a claridade, a sombra, o anel de casamento, o que desejar, o vale de oliveiras e figueiras. Pula janela, penetrando no teu sonho, achegar-me-ei junto a ti como todas as noites e arremessar-te-ei um cravo. Mas, não me repreendas se demoro um bocado, pois me detiveram... O olival estava sempre verde (Estava, meu amado) Mas, cinquenta vítimas tornaram-no uma poça vermelha à tardinha. Cinquenta, meu amado... Mas, não me repreendas: Assassinara-me... Assassinaram-me... Assassinaram-me... -------------------------------------------------------------------------------- Canto Livre em Louvor da Palestina (Luis José Bassoli é Presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB de Taquaritinga/SP) I A cada criança Soterrada A cada casa em ruína Ouço teu clamor Teu torpor Palestina II A cada família Dilacerada A cada explosão de mina Sinto teu pavor Tua dor Palestina III A cada mãe Desesperada A cada morte como sina Vejo teu horror Teu rancor Palestina IV A cada início de Intifada A cada mártir suicida Entendo teu amor Teu fervor Palestina! -------------------------------------------------------------------------------- Mahmoud Darwish: a ira, a saudade, a esperança Uri Avnery, 85 anos, ex-deputado do Knesset (parlamento israelense), soldado que ajudou a fundar Israel em 1948 e que há décadas milita pela paz. Uma das frases mais sábias que jamais ouvi em minha vida ouvi-a de um general egípcio, poucos dias depois da visita histórica de Anuar Sadat - a visita da vitória -, a Jerusalém. Fomos os primeiros israelenses a chegar ao Cairo, e, dentre outras curiosidades, queríamos muito saber: como os egípcios haviam conseguido nos surpreender, no início da guerra de outubro de 1973? O general respondeu: "Em vez de ler relatórios dos serviços de inteligência, vocês deveriam ler nossos poetas." Pensei nestas palavras na quarta-feira passada, no funeral de Máhmoud Darwísh. Durante a cerimônia em Ramállah, vários se referiram a ele como "o Poeta Nacional da Palestina". Aquele morto foi muito mais do que isto. Foi a encarnação do destino dos palestinos. Seu destino pessoal coincidiu com o destino de seu povo da Palestina. Darwísh nasceu em al-Birwa, vila na estrada Acra-Safad. Há 900 anos, um viajante persa contou que visitou esta vila e ajoelhou-se nos túmulos de "Esaú e Simeão, que descansem em paz." Em 1931, dez anos antes de Mahmoud nascer, viviam na mesma vila 996 habitantes, dos quais 92 cristãos; os demais, muçulmanos sunitas. Dia 11 de junho de 1948, a cidade foi ocupada pelo exército de Israel. Suas 224 casas foram derrubadas logo depois da guerra, exatamente como em outras 650 vilas da Palestina. Só alguns cactos e poucas ruínas ainda testemunham que aquelas vilas um dia existiram. A família Darwísh fugira pouco antes da chegada das tropas; e o pequeno Mahmoud, de sete anos, partiu com os parentes. Não se sabe como, a família conseguiu voltar - para onde então já era território israelense. Receberam documentos de "ausentados presentes [1]" - espantosíssima invenção israelense. Significava que eles seriam residentes legais em Israel, mas que suas terras lhes haviam sido roubadas, nos termos de uma lei que dizia que qualquer árabe perderia a propriedade de suas terras se não estivesse fisicamente presente na vila quando fosse ocupada. Nas terras da família Darwísh foi construído o kibbutz Yasur (do movimento de esquerda israelense) e implantou-se a vila-cooperativa Ahihud. O pai de Mahmoud instalou-se na vila árabe mais próxima, Jadeidi, de onde podia ver de longe as suas terras. Aí Mahmoud cresceu e sua família ainda vive, até hoje. Durante os 15 primeiros anos do Estado de Israel, os cidadãos árabes viveram sob um "regime militar" - sistema de repressão severa que controlava todos os aspectos da vida, inclusive todos os movimentos. Nenhum árabe podia viajar para fora de sua vila sem permissão especial. O jovem Mahmoud várias vezes violou esta proibição; e sempre que foi apanhado foi encarcerado. Quando começou a escrever poesia, foi acusado de incitar a sublevação e posto sob "detenção administrativa", sem julgamento. Na prisão, então, escreveu um de seus poemas mais conhecidos, "Carteira de Identidade", poema em que se manifesta a ira de um jovem que cresceu em condições de humilhação. O primeiro verso troveja para o mundo: "Lembrem: sou árabe!" Neste período encontrei Darwísh pela primeira vez. Procurou-me e trouxe outro jovem árabe, nascido em outra vila árabe, e com forte compromisso político nacional, o poeta Rachid Hussein. Lembro do que Hussein disse-me, naquele dia: "Os alemães mataram seis milhões de judeus, e apenas seis anos depois os judeus fizeram a paz com a Alemanha. Conosco, os judeus não querem a paz." Darwísh alistou-se no Partido Comunista, o único partido, político, então, em que um nacionalista árabe poderia atuar politicamente. Editou jornais. O partido mandou-o estudar em Moscou, mas o expulsou quando ele decidiu não voltar a Israel. Em vez de voltar, alistou-se na OLP e foi para os quartéis de Yásser Arafat em Beirute. Lá o reencontrei outra vez, num dos eventos mais emocionantes de minha vida, quando cruzei a fronteira em julho de 1982, no auge do sítio de Beirute, e tive uma reunião com Árafat. O líder palestino insistiu em que Máhmud Darwísh assistisse àquele encontro simbólico: era a primeira vez que Árafat encontrava-se com um israelense. Mandou chamar Darwish. A descrição do sítio de Beirute é um dos trabalhos mais impressionantes de Darwísh. Naqueles dias, converteu-se em poeta nacional da Palestina. Acompanhou a luta dos palestinos; nas sessões do Conselho Nacional Palestino - instituição que uniu todo o povo da Palestina, eletrizava multidões com seus versos, que ele mesmo declamava. Naqueles anos, Darwísh viveu muito próximo de Arafat. Arafat foi o líder político do movimento nacional na Palestina; Darwích foi seu líder espiritual. Darwísh escreveu a Declaração de Independência da Palestina, adotada na sessão de 1988 do Conselho Nacional por iniciativa de Arafat. É muito semelhante à Declaração de Independência de Israel, que Darwísh aprendera na escola primária. Ele claramente entendeu a significação de seu discurso: ao adotar este documento, o parlamento palestino no exílio aceitava, na prática, a idéia de estabelecer-se um Estado palestino lado a lado com o Estado israelense, apenas numa parte da Palestina, como Arafat propusera. A aliança entre os dois rompeu-se quando foram assinados os acordos de Oslo. Para Árafat, tratava-se de "o melhor acordo possível, na pior situação possível". Darwísh entendeu que Arafat concedera demais. O coração nacional impôs-se à mentalidade nacional. (Este debate histórico ainda não está concluído hoje, embora os dois já estejam mortos.) Desde aquela época, Daruích viveu em Paris, Aman e Ramállah - o palestino errante, que substituiu o judeu errante. Nunca quis ser o poeta nacional. Não queria fazer poesia política; queria ser lírico, poeta do amor. Mas para qualquer lado para o qual se virasse, o longo braço do destino dos palestinos o alcançava e o arrastava de volta. Não tenho capacidade para avaliar seus poemas ou a grandeza artística de Deruíche. Reconhecidos especialistas em língua árabe ainda discutem furiosamente entre eles o significado de seus versos, nuances, camadas, imagens e metáforas. Foi mestre em árabe clássico, e também vivia à vontade entre poetas ocidentais e israelenses. Para muitos, Deruíche foi o maior poeta da língua árabe e dos maiores de nosso tempo. Pela poesia, conseguiu o que não conseguira fazer por outros meios: unificar todas as fraturas e fragmentos que dividem ainda o povo palestino - na Cisjordânia, na Faixa de Gaza, em Israel, nos campos de refugiados e em toda a Diáspora. Pertenceu a todos os palestinos. Os refugiados identificavam-se com Daruích porque era um deles; os cidadãos palestinos-israelenses também, porque também era um deles; e os que vivem nos territórios palestinos ocupados, porque foi um guerreiro incansável contra a ocupação. Esta semana, alguns cabeças da Autoridade Palestina tentaram explorá-lo, na luta contra o Hamas. Duvido muito que Daruích concordasse com isto. Embora fosse palestino absolutamente secular e muito distante do mundo religioso do Hamás, ele manifestava os sentimentos de todos os palestinos. Também falava à alma dos membros do Hamás em Gaza. DARWISH foi o poeta da ira, da saudade, da esperança e da paz. Estas foram as cordas de seu violino. Ira, pela injustiça cometida contra o povo palestino e contra cada filho da Palestina, individualmente. Saudade, do "café de minha mãe", das oliveiras de sua aldeia, da terra dos antepassados. Esperança de que a guerra chegue ao fim. Apoio à paz entre israelenses e palestinos, baseada em justiça e respeito mútuo. No documentário da francesa-israelense Simone Bitton, Darwísh apontou o burrico como símbolo do povo palestino; o burrico é inteligente, paciente e sempre encontra meios para sobreviver. Entendia a natureza do conflito mais claramente que a maioria dos israelenses e dos palestinos. Dizia que aquele conflito era "uma luta entre duas memórias". A memória histórica da Palestina colide contra a memória histórica dos judeus. Só haverá paz quando um lado entender a memória do outro lado - seus mitos, suas saudades secretas, as esperanças, os medos. Este o significado do que disse o general egípcios: a poesia manifesta os sentimentos mais profundos dos povos. E só onde se compreendam estes sentimentos pode haver verdadeira paz. A paz costurada pelos políticos não vale grande coisa, se não houver alguma paz entre os poetas e a emoção dos muitos que a poesia manifesta. Por isto Oslo foi um fracasso. Por isto também o "acordo de prateleira" que está sendo negociado será também completamente inútil: nada tem a ver com as emoções e os sentimentos de palestinos e israelenses, os povos. Há oito anos, o então ministro da Educação de Israel, Yossi Sarid tentou incluir dois poemas de Deruíche no currículo das escolas em Israel. Houve escândalo, e o primeiro-ministro, Ehud Barak, decidiu que "o público israelense não está preparado para isto". É o mesmo que Barak ter decidido que o público israelense não está preparado para a paz. Talvez ainda seja verdade. A verdadeira paz entre dois povos, paz entre as crianças que nasceram na semana corrente, no dia do funeral de Deruíche, em Telaviv e em Ramállah, só será viável quando os alunos árabes puderem ler os versos imortais de Chaim Nachman Bialik "O vale da morte", sobre o pogrom de Kishinev, e quando os alunos israelenses puderem ler os versos de Daruích sobre a Naqba [a Catástrofe]. E, sim, também os poemas da ira, inclusive o verso "Vão! E levem daqui a morte de vocês!" Sem entender e encarar com coragem a ira flamejante contra a Catástrofe e suas conseqüências, jamais entenderemos as raízes da guerra e não saberemos construir a paz. Como escreveu outro grande intelectual da Palestina, Edward Said: sem entender o impacto do Holocausto na alma dos judeus, os palestinos nunca entenderão os israelenses. Poetas são os generais na luta entre duas memórias, entre os mitos, entre os traumas. Precisamos muito de poetas na estrada que levará à paz entre israelenses e palestinos, entre dois Estados, para construirmos um futuro comum. Não estive presente às cerimônias funerais organizadas pela Autoridade Palestina na Mukata, tão organizadas, tão encenadas. Cheguei duas horas depois, quando o corpo de Daruích foi enterrado numa bela colina, pairando sobre o cenário. Impressionou-me o povo, reunido sob sol escaldante à volta do túmulo, ouvindo uma gravação da voz de Deruíche declamando seus versos. Gente simples, gente menos simples, unidos com o homem morto, numa comunhão privada. Apesar de serem milhares, abriram alas para nos deixar passar; nós, israelenses, que ali estávamos para reverenciar Máhmoud Daruísh. Nos despedimos silenciosamente de um grande filho da Palestina, um grande poeta, um grande ser humano. -------------------------------------------------------------------------------- Mahmoud: imortal! Por Elaine Tavares - jornalista. "Venham companheiros de correntes e tristezas Caminhemos para a mais bela margem Nós não nos submeteremos Só podemos perder O ataúde". Ele era assim. Essa voz poderosa chamando para a revolução. Queria ver seu povo livre, soberano, feliz. Queria de volta a sua Palestina, não como concessão de algum político bonzinho, mas porque esse é o direito do povo, usurpado em 1948 pela criação do Estado de Israel. Mahmoud Darwish, poeta, guerreiro, anjo, criança, renitente, insistente. Encantou no último sábado (dia 9) quando seu coração, pesado de tanta dor, deixou de bater. Mas, enganam-se aqueles que pensam que Mahmoud vivia por conta de seu coração. Não. Ele vivia pelas palavras que criava, pelas construções poéticas que erguia e, estas, nunca haverão de morrer. Ninguém disse nada, mas quando os olhos de Mahmoud apagaram para este mundo, abriram-se para a velha aldeia onde nasceu, Al Barwua, de onde sua família foi expulsa pelas armas de Israel. Um lugar que não existe mais, a não ser nos sonhos do menino que nunca a esqueceu. Encravado no coração da Galiléia, o povoado é hoje um acampamento judeu. Mas, para Mahmoud sempre foi seu torrão natal, seu ninho. E é possivelmente lá que agora ele passeia, entre as oliveiras. "Registra-me Sou árabe O número de minha identidade é cinqüenta mil Tenho oito filhos E o nono... virá logo depois do verão Vais te irritar por acaso?" Mahmoud foi o poeta palestino que de forma mais radical imortalizou a dor e a luta de seu povo. Até porque nunca se limitou a ser apenas um escrevinhador. Era um animal político, absolutamente conectado com as ações e com a vida real. Seu canto poético brotava das vísceras à mostra, do homem pé-no-chão, do palestino encarcerado, do humano grávido de esperanças. Suas palavras nunca foram criações estéticas. Eram o gume cortante de uma vida real, expressa em sangue e lágrimas. Seu poema nos arranca da apatia e nos convida a lutar, concretamente. "Ainda verte a fonte do crime. Obstruam-na! E permaneçam vigilantes Prontos para o combate" Pois agora a mão que rasgava em fogo o papel com o grito da Palestina ocupada já não escreverá mais. Mas precisa? Seu canto de liberdade está cravado na terra fértil dos corações que sonham com o ainda-não, e dali nunca fugirão. Mahmoud passeia em Al Barwa. Mahmoud passeia nas terras antigas, onde vivia uma gente livre. Mahmoud passeia nas cabeças das gentes e grita, com elas. Mahmoud imortal, imenso, menino, homem, pura vontade de ser aquilo que sempre foi: palestino, livre, soberano. Porque a liberdade, afinal, vive lá dentro, no profundo do humano. Mahmoud! Presente! Sua alma imortal dançará no dia da vitória! "selvagens... árabes" sim! Árabes e estamos orgulhosos e sabemos como empunhar a foice como resistir inclusive sem armas e sabemos como construir a fábrica moderna a casa o hospital a escola a bomba" Por fim, brindamos nossos leitores com a, talvez, mais bela de todas as poesias da resistência palestina, desse magnífico e grande poeta Mahmoud Darwish, que honra todos os povos, patriotas e comunistas de todo o mundo, onde ele fala com orgulho de sua identidade árabe e palestina. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090112/9fe7bb6b/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jan 13 19:43:18 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 13 Jan 2009 19:43:18 -0200 Subject: [Carta O BERRO] O DISCO ARRANHADO - MAS CONTINUA TOCANDO Message-ID: <00c101c975c7$fe1fd310$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro................................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: J.Flávio Abelha REPASSANDO----- Original Message ----- From: Laerte Braga O DISCO ARRANHADO - MAS CONTINUA "TOCANDO" Laerte Braga Quem quer que se disponha a ouvir explicações de autoridades de Israel e porta-vozes espalhados pelo mundo, ou dos grandes veículos de comunicação, em sua esmagadora maioria pró Israel, vai ouvir sempre a mesma cantilena. Como um velho long play arranhado. O "legítimo direito de defesa". "Os ataques terroristas do Hamas". "Os civis israelenses vítimas do foguete do Hamas". O "direito do povo de Israel existir" e vai por aí afora. Sobre os fatos denunciados como barbárie nazi/sionista contra civis palestinos, crianças. Os estupros de mulheres palestinas. Os saques. A tortura. O roubo das reservas de água em território palestino. A destruição da economia palestina e a implantação de colônias de israelenses em terras palestinas, nem uma palavra. O "povo superior" considera-se acima dos mortais comuns e certamente não acha que deve dar explicações sobre mais de duzentas e vinte crianças mortas. Ou sobre centenas de mulheres estupradas por soldados de Israel. Nada disso. Passa de três mil o número de feridos, chega a mil o número de mortos. O Conselho de Direito Humanos da ONU, por trinta e três votos deliberou investigar os crimes de guerra cometidos por Israel. Votou contra o delegado norte-americanos, óbvio e se abstiveram os países da Europa, óbvio também. Sobre o número elevado de jovens israelenses presos por se recusarem a prestar serviço militar para não participar de um genocídio, isso também fica fora do noticiário da chamada grande mídia. Sobre a disputa eleitoral em fevereiro também nem uma palavra. Os líderes do braço do IV Reich no Oriente Médio têm contato direto com "deus" e não precisam explicar coisa alguma ao resto do mundo, para o qual, aliás, não ligam a mínima. São "superiores" e pronto. Peça a um dos SS de Israel explicações sobre esses mapas, essas ocupações e você corre o risco de ser chamado de "terrorista". Rotular é a melhor forma de não debater o que de fato acontece. O racismo em Israel tem amparo legal. Se um/a árabe/israelense casar-se com alguém de fora do país ou vai morar noutro país, ou abre mão da convivência no casamento. Não pode trazer o cônjuge para dentro de Israel. Lá só os "eleitos" e aqueles que "piedosamente" os eleitos deixam ficar, afinal alguém precisa sustentar a corte nazi/sionista. Trabalhar para o fausto e o gáudio dos césares israelenses. O médico Nicolas Doussis-Rassias, grego, ao lado de vários outros médicos voluntários, está acampado em Rafah, porta de entrada para Gaza. Querem chegar à região do conflito para atender e ajudar no socorro a mais de três mil feridos. A Wermacht sionista não permite. Palestinos são "inferiores" e israelenses são "superiores". A decisão de atacar um comboio da ONU na semana passada e que matou um motorista de um dos caminhões, não foi "acaso". Os nazi/sionistas temiam que abastecidos os palestinos pudessem resistir melhor aos ataques de suas tropas e seus tacões de bombas de armas químicas e biológicas. Na cabeça dessa gente não existe vida inteligente fora do nazi/sionismo. São loucos como Hitler. Repetem Hitler na presunção de seres divinos. O que o resto pensa ou deixa de pensar é irrelevante. O ator Marlon Brando disse um ou dois anos antes de sua morte que filmar em Hollywood dependia de aprovação do lobbie judeu que controlava os grandes estúdios. Foi obrigado a desculpar-se publicamente para conseguir qualquer trabalho. Ou seja, disse a verdade. O papa Bento XVI fez um pronunciamento esquivo, mas ainda assim, garimpando se percebe que o pontífice condena nas entrelinhas o estado nazi/sionista de Israel. O papa falou diante do corpo diplomático acreditado no Vaticano. E a condenação um tanto implícita à violência vem quando Bento XVI afirma esperar que as "novas eleições tragam a paz". Eleições vão acontecer em Israel. Em Gaza, em pleito livre, direto e supervisionado pelas Nações Unidas, como parte dos acordos de paz firmados pelo governo terrorista de Israel em Oslo - Noruega - o Hamas venceu as eleições. Organizações internacionais de direitos humanos condenam o uso de fósforo branco (provoca incêndios, assim prolonga o efeito) usado em bombas despejadas pela aviação e artilharia nazi/sionista contra palestinos. Há tungstênio e urânio empobrecido (o enriquecido é usado nas armas nucleares e Israel as tem) na "legítima defesa" nazi/sionista. Os médicos que ainda conseguem atender aos feridos afirmam que aumentou o número de queimaduras desde o início da ofensiva terrestre, pois aumento o emprego de armas químicas e biológicas pelos "enviados divinos". Segundo relatório de observadores da ONU está claro o emprego dessas armas. É outra das considerações do "povo eleito", "vítima de perseguições" sobre os povos "inferiores", os "perseguidores". A estúpida agressão nazi/sionista não tem nem limites e nem se preocupa com isso. Por serem "superiores", "puros", acham-se no direito de tratar os "inferiores" como bem entender. Tungstênio, fósforo branco e urânio empobrecido são componentes proibidos as célebres armas químicas e biológicas que Israel tem. Saddam não tinha. Foi invenção de Bush, como o caráter "terrorista" do Hamas é invenção de Israel para justificar a barbárie e a violência contra um povo indefeso diante de hordas de assassinos, os nazi/sionistas. A GLOBO tem como correspondente em Israel uma cidadã de Israel, ex-militar naquele país e que editava um blog onde chamou árabes de "burros e estúpidos". Os principais jornais e revistas do Brasil insistem no discurso de "terrorismo palestino", ainda que o número de vítimas e as imagens das crianças mortas atenuem, ou disfarcem. Israel percebeu que a guerra se ganha também na mídia e embaixadores, líderes sionistas espalhados pelo mundo, se esmeram em explicar a estupidez e a boçalidade do holocausto palestino, tanto quanto omitir a realidade. É que perceberam que o caráter de espetáculo da sociedade, associado à constante vigilância sobre eventuais seres humanos ainda existentes - boa parte virou objeto - funciona. Há mais preocupação com a dieta determinada pelo personal trainer que com a realidade imediata, como se a realidade de dor e sofrimento do povo palestino não fosse a de cada um de nós, à medida que os interesses dos "enviados divinos" se cristalizam aqui e ali, Aí bombas. Superiores são só eles, os comedores de hambúrgueres nos EUA e os nazi/sionistas em Israel. E eventualmente um ou outro povo da Europa, títere dos donos. A bem da verdade a Europa hoje é só um bibelô que os EUA mantêm em cima da estante da sala. O fascínio por reis e rainhas. Não deixe de acompanhar com muita atenção as explicações - sempre as mesmas, sempre a cantilena histórica do saque transformado em "legítima defesa" - dos porta-vozes limpos e bem vestidos do nazi/sionismo, com cara de atores de Hollywood e de ficar atento, pois começa o BBB-9 e termina a novela das oito. Importante é isso. É estar no mundo. Mesmo que tudo seja só uma foto montagem de uma realidade sórdida. O mundo deles. Peça um só debate só as questões reais da guerra e são capazes de dizer que Einstein, que advertiu junto com outros intelectuais judeus, em 1948 para a natureza perversa e nazista que tomava conta de Israel, era "terrorista" e fazia parte do Hamas. Não debatem nada, só despejam bombas e mentiras pela mídia. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090113/4df904d7/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 8987 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090113/4df904d7/attachment-0003.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 26241 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090113/4df904d7/attachment-0004.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 24640 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090113/4df904d7/attachment-0005.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jan 14 19:07:20 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 14 Jan 2009 19:07:20 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_=22A_chacina_de_Gaza=2E_A_posi=E7?= =?iso-8859-1?q?=E3o_do_Hizb=F3llah=22_=5BAmal_Saad-Ghorayeb=2C?= Message-ID: <006101c9768c$16ec1740$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Beatrice A chacina de Gaza. A posição do Hizbóllah Amal Saad-Ghorayeb, The Electronic Intifada, 11/1/2009 - http://electronicintifada.net/v2/article10163.shtml Amal Saad-Ghorayeb, cientista social e analista político, é professor da American University, em Beirute. É autor de Hizbullah: Politics and Religion. Trabalha atualmente na pesquisa para outro livro sobre as alianças regionais entre Iran, o Hizbóllah, o Hamás e a Síria (IB Taurus), a ser publicado em 2010. Enquanto Israel consome-se no esforço para aterrorizar os palestinenses, na tentativa de reduzi-los à total submissão, observadores da política na Região começam a perguntar-se por que o Hizbóllah ainda não interveio militarmente no socorro ao Hamás. Para responder essas perguntas é preciso conhecer os impedimentos que cercam o Hizbóllah, tanto quanto as circunstâncias nas quais esses impedimentos não impedirão que o Hizbóllah intervenha. A pergunta que se tem de fazer não é se o Hizbóllah agirá. A pergunta é: quando agirá? No pé em que estão as coisas hoje, o Hizbóllah não está em posição de poder auxiliar militarmente o Hamás, por exemplo, abrindo uma outra frente de combate com Israel. Em primeiro lugar, o Hizbóllah e seus apoiadores ainda não se recuperaram completamente do impacto devastador da resistência contra Israel, que atacou o Líbano em julho de 2006. Uma ofensiva do Hizbóllah contra o norte de Israel seguramente enfrentaria força "desproporcional" e seria como cair numa armadilha para a qual Israel tenta atrair o grupo há meses. À parte a destruição e a devastação, outra vez o Hizbóllah enfrentaria forte pressão interna no sentido do desarmamento, e, possivelmente, enfrentaria também outra onda de conspirações e agressões e atentados, organizadas fora da Região, que arrastaria o movimento para outra espécie de guerra civil, como aquela em que o movimento viu-se envolvido em maio de 2008. Qualquer ação armada do Hizbóllah, agora, não apenas seria internamente contraproducente para o próprio Hizbóllah quanto seria contraproducente também para o Hamás, que luta também para legitimar-se como força política de manifestação dos interesses legítimos dos palestinenses, e não tem interesse em mostrar-se aliado um grupo tão marcadamente apresentado no ocidente como "fundamentalista" e "terrorista". O apoio militar, nesse caso, é politicamente pouco interessante também para o Hamás. Além do mais, até agora o Hamás tem conseguido resistir ao massacre imposto por Israel, sem ter sofrido qualquer abalo na hierarquia organizacional ou em sua infra-estrutura militar. Nessas circunstância, o Hizbóllah ainda não viu como indispensável ou urgente qualquer tipo de intervenção direta. São duas as precondições para que o Hizbóllah engaje-se diretamente na luta contra Israel. Primeiro, o Hizbóllah intervirá, em socorro ao Hamás, se o Hamás for realmente ameaçado de destruição, em situação que os analistas regionais considerem além de qualquer possibilidade de reestruturação a curto prazo. Esse tipo de situação pode configurar-se, por exemplo, se a infra-estrutura militar rizomática do grupo sofrer abalo significativo, de modo que realmente reduza sua capacidade militar - o que ainda não aconteceu; ou se a rede de comando do grupo for abalada; o que também ainda não aconteceu. Segundo, o Hizbóllah intervirá, também, se o Hamás ficar em posição tão enfraquecida a ponto de ter de aceitar qualquer cessar-fogo incondicional, na linha da proposta de França-Egito, o que enfraquecerá o Hamás (politicamente e militarmente), na medida em que significará aceitar todas as exigências de Israel. Nesse caso, o Hizbóllah sentir-se-á obrigado a intervir. Nessas específicas circunstâncias, do ponto de vista do Hizbóllah, a necessidade de intervir em socorro ao Hamás superará qualquer custo político que a ação implique, interno ou externo. Para esse cálculo estratégico, o Hizbóllah considera (i) a responsabilidade moral que o grupo tem em relação aos palestinenses chacinados por Israel e (ii) a consciência de que Hizbóllah e Hamás partilham um mesmo destino estratégico, como movimentos de resistência à ocupação da Palestina e à ação predatória de Israel em todo o Oriente Médio. Nas palavras do secretário geral do Hizbóllah, Hassan Nasrállah, em 16/7/2008: "[a resistência] é projeto de ação e o movimento de resistência a Israel são um mesmo movimento, seguem um mesmo curso, têm um mesmo destino, um mesmo objetivo, apesar de haver várias linhas, partidos, grupos, crenças, seitas e tendências intelectuais e políticas. Os movimentos da resistência nessa região, especialmente no Líbano e na Palestina, são movimentos complementares; são movimentos contíguos e complementares; complementam-se um, o outro." Como o Hizbóllah vê o conflito em Gaza O imperativo moral e estratégico para agir contra Israel e a favor do Hamás é corolário do modo como o Hizbóllah analisa a guerra em Gaza: como mais um episódio da guerra inclusiva movida pela coalizão em que se reúnem os países árabes "moderados" e EUA-Israel, contra a jabhit al-mumana'a ( = "Frente de resistência militar e política") formada por Iran, Síria, Hizbóllah e Hamás. Por essa análise e conforme essa narrativa, os eventos a que se assiste hoje em Gaza são continuação da guerra de julho de 2006 - o que (i) Israel já admitiu e (ii) explica a violência selvagem dos ataques contra Gaza. Israel já disse que um dos motivos do atual massacre de Gaza seria restaurar o poder de contenção e recuperar a imagem do exército, muito seriamente abalados em julho de 2006. Para confirmar o acerto de sua análise, o Hizbóllah observa que a posição que os regimes árabes ditos "moderados" assumiram em relação a Gaza é quase idêntica à posição que assumiram em julho de 2006. De fato, o papel dos regimes árabes "moderados" mudou, apenas, de um "silêncio" e de uma "colaboração" ocultados com Israel, na guerra de julho, para abertas e declaradas "cooperação" e "parceria" com o Estado sionista, agora, na guerra contra Gaza. Essa análise parece acertada. O apoio de alguns governos árabes, sobretudo de Mubarak, do Egito, às campanhas militares de Israel tornou-se tão flagrante, que até o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (conhecido por suas simpatias por EUA e Israel) reclamou, dia 29/12, depois de iniciada a agressão militar contra Gaza, de os governos árabes "não estarem fazendo o necessário" para auxiliar os palestinenses de Gaza; ao mesmo tempo, diplomatas israelenses e grande parte da imprensa continuaram a criar embaraços para os aliados árabes de Israel, tantos foram os elogios por os árabes, afinal, terem claramente assumido publicamente "um relacionamento" com Israel. Considerada a extensão da colaboração entre alguns regimes árabes e Israel, nas recentes (des)aventuras militares de Israel, e considerada a horrenda selvageria do ataque a Gaza, o episódio em curso - a chacina de Gaza - está sendo avaliada como particularmente significativa, em termos de avaliação estratégica, e muito grave, no contexto do conflito em todo o Oriente Médio, na medida em que (i) é ataque militar contra um governo eleito (do Hamás); e (ii) é ataque militar direto aos que defendem a criação de um Estado da Palestina (nas palavras de Nasrállah, dia 29/12: "é ataque militar direto contra o destino da Palestina"). Dado que o Hamás manifesta a causa da defesa de um Estado da Palestina e, assim, define a identidade política de seus aliados regionais, o conflito em curso, em Gaza, põe em disputa e sob ataque não só essa causa mas a causa de todos os grupos que trabalham nos movimentos de resistência a Israel. Nasrallah foi muito claro quanto a isso, em sua fala de 28/12: "O que está acontecendo em Gaza terá repercussões não só sobre Gaza e a Palestina, mas para toda a umma [termo usado para fazer referência a uma "nação árabe" em contexto nacionalista e secular e, também, a toda a comunidade muçulmana em todo o planeta]. Temos de continuar a trabalhar. Não basta uma manifestação aqui, um comício ali. Todos temos de lutar para nos defender e defender os pobres." A estratégia regional do Hizbóllah, no conflito de Gaza Para o Hizbóllah, o ataque de Israel a Gaza era previsível e estava sendo esperado desde que Israel passou a violar repetidamente o acordo de cessar-fogo que assinara com o Hamás, acordo que, um mês antes de que expirasse, o Hamás anunciou que não renovaria. Parece muito evidente que o Hizbóllah já previa que Israel atacaria Gaza; parece muito evidente também que já operava associado ao Hamás, já há algum tempo. Sinal de que houve essa coordenação de movimentos, Nasrállah falou pela televisão no dia 15/12, com o claro objetivo de começar a mobilizar apoio popular para uma campanha "sem prazo para terminar" para pôr fim ao bloqueio de Gaza e que seria lançada dia 19/12, vários dias antes de começar o assalto israelense contra Gaza. Não há como pensar em coincidência: dia 14/12, cinco dias antes, Khaled Meshall, líder político do Hamás, declarou formalmente o fim do pacto de cessar-fogo, que Israel, como se sabe, sempre violou e jamais respeitou. Além dessa coordenação política, o Hizbóllah muito provavelmente ajudou o Hamás a preparar-se para enfrentar o ataque de Israel, seja por fornecer armas e treinamento, seja por contribuir no trabalho de planejamento militar estratégico. Os especialistas do Hizbóllah confiam muito na competência organizacional e estratégica do Hamás, o que não deriva de qualquer tipo de 'solidariedade' política e deriva, exclusivamente, de profundo conhecimento sobre o modo como o Hamás organizou-se, desde o início. Também aí, nada há de adivinhação. É conclusão a que se pode chegar facilmente, a partir do que disse à imprensa Muhammad Raad, líder do bloco parlamentar do Hizbóllah em Beirute, dia 2/1/2009: "Israel se surpreenderá com o alcance dos Qassams que estão sendo fabricados em Gaza." O mesmo argumento já transparecia nas declarações de Nasrállah, em março de 2002, quando confirmou que os três combatentes capturados na Jordânia, quando contrabandeavam armas para a Cisjordânia, eram, sim, militantes do Hizbóllah. Na mesma ocasião, Nasrállah disse também que "é dever de todos contribuir como for possível para a defesa dos palestinenses, também com armas. Se houver crime aí, mais crime sempre haverá em os EUA armarem Israel, como sempre armaram, até os dentes." A luta de resistência do Hamás também parece exibir a 'marca registrada' das táticas militares que o Hizbóllah usou na guerra de julho (abrigos subterrâneos interligados por túneis, e os foguetes, usados mais como instrumentos táticos e de propaganda, do que por algum poder de ataque, que os foguetes não têm). Tudo isso sugere que as forças militares do Hamás tenham sido longa e atentamente treinadas pelo Hizbóllah. Nasrállah chegou bem perto de admiti-lo, dia 31/12, quando disse que "a resistência em Gaza aproveitou, muito melhor do que o governo de Israel, essas lições [da guerra de julho]." Mais do que apenas receber treinamento militar, as estratégias militares do Hamás parecem considerar todas as lições da "nova escola" criada por Imad Mughniyeh, estrategista militar do Hizbóllah, assassinado em atentado (e que, pessoalmente, disse várias vezes que treinara e equipara vários grupos da resistência palestinense, ao longo dos anos). Essas estratégias combinam táticas convencionais e não-convencionais da tradicional guerra de guerrilhas, concebidas tanto para libertar territórios ocupados quanto para protegê-los contra agressão. A estratégia do Hizbóllah, em relação ao Egito O Hizbóllah não coordenou sua atividade no conflito de Gaza apenas com o Hamás; coordenou-a também com o Iran. Indicação clara dessa coordenação foi o fato de a campanha iraniana contra o Egito, por ter fechado a passagem de Rafah, ter sido lançada poucos dias antes de Nasrállah ter sugerido que o Cairo chamasse de volta o seu representante diplomático em Teeran. Dia 12/12, o aiatolá Ahmad Khatami, membro do 'conselho de aiatolás', muito fortemente ligado ao supremo líder religioso do Iran, Imam Khamenei, esbravejou contra os governos árabes, em linguagem e tom que fazem lembrar o revolucionário discurso de Khomeini dos anos 80s: "Esqueçam o silêncio. São colaboracionistas. Colaboram com Israel." Referindo-se nominalmente ao Egito, e à colaboração com Israel no bloqueio de Gaza, Khatami perguntou: "que fim levou seu islamismo? Que fim levou sua idéia de humanidade?" Na mesma linha, na fala de 28/12, mas mais incisivo, Nasrállah rejeitou que houvesse algum "silêncio" dos governos árabes; para ele, não se tratava de "silêncio", mas de declarada "parceria" com Israel. Como Khatami, Nasrállah também se referiu direta e nominalmente ao Egito, dizendo que, se mantiver fechada a passagem de Rafah, "também será parceiro do crime, parceiro de assassinatos e de assassinos, parceiro dos carrascos da tragédia de Gaza." Nesse ponto, o líder do Hizbóllah convocou "os milhões" de cidadãos egípcios a tomar as ruas e manifestar sua vergonha, seu ultraje, para pressionar o governo de Mubarak; ao mesmo tempo, conclamou o exército egípcio a pressionar o governo no sentido de abrir a passagem de Rafah - operação que, na prática, 'fura' o bloqueio que Israel impôs a Gaza. Há quem veja a catarata verbal de Nasrállah contra o governo de Mubarak como pouco mais que tática diversionista ou compensatória, para desviar a atenção ou compensar o que, para esses analistas, seria apenas inação do Hizbóllah. Esse tipo de análise, contudo, não avalia adequadamente a evidência de que esse tipo de ataque direto a um governo árabe é muito raro nas falas de Nasrállah. Desde os anos 80, já há quase trinta anos portanto, o Hizbóllah não atacava de forma tão explícita um governo árabe, nem identificava algum governo árabe como inimigo. Nem durante a guerra de julho, quando foi muito clara e muito extensa a cumplicidade entre Israel e governos árabes, Nasrállah jamais conclamou massas árabes a pressionar governos árabes; e, desde então, as relações entre o Hizbóllah e aqueles regimes manteve-se estável. Naquele momento, o Hizbóllah claramente não desejava queimar pontes com os regimes árabes nem dar-lhes munição para os discursos anti-xiitas, que fariam crescer as tensões entre xiitas e sunitas. Dada a situação que se configurou em Gaza, de chacina e massacre, tudo leva a crer que o Hizbóllah entendeu que não é hora para luvas e procedimentos diplomáticos. Em fala do dia 7/1/2009, Nasrállah disse que, embora o Hizbóllah não visse como inimigos os governos que o traíram na guerra de julho "consideraremos como inimigos os que colaborem para o massacre de Gaze e dos palestinenses." A política do Hizbóllah mudou; e a ação coordenada com o Iran é, quanto a isso, sinal de que está em curso uma estratégia comum, Iran-Hisbóllah, para expor a cumplicidade entre Israel e o governo de Mubarak, com vistas a obter a abertura da passagem de Rafah e o fim do bloqueio de Gaza. Esses objetivos servem também ao objetivo maior de abalar os alicerces da aliança Egito-Israel, objetivo que, por sua vez, visa a enfraquecer a posição regional de Israel. Pelo que se pode observar, esse tipo de estratégia foi considerada necessária, dado o "abraço público" entre Egito e Israel, nos termos usados por um jornalista israelense (Haaretz, 9/1). Diferente do que houve na guerra de julho, quando Egito e outros governos árabes "moderados" limitaram-se a culpar o Hizbóllah por agressões cometidas por Israel, dessa vez o Egito sequer se deu o trabalho de fingir neutralidade, ao mesmo tempo em que buscava auferir alguma vantagem da campanha de Israel contra o Hamás. Na guerra de Gaza, o Egito não pode nem desempenhar o papel de mediador-conspirador, porque, de fato, é parte do conflito. É sabido de todos que o Egito teve conhecimento antecipado do ataque de Israel a Gaza - e também há quem diga que 'encomendou' o ataque. A indicação mais palpável de que há objetivos comuns, entre Egito e Israel, na guerra de Gaza, é a insistente recusa, do Egito, de abrir a passagem de Rafah, recusa que, de fato, é o movimento que, hoje, mantém o bloqueio a Gaza. O Hizbóllah e seus aliados consideram que a abertura de Rafah é a questão crucial para avaliar o futuro da guerra de Gaza. Como Nasrállah explicou, dia 28/12: "Hoje, o Egito é o xis da questão do que acontecerá em Gaza. Se a passagem for aberta, e a população de Gaza puder receber água, alimentos, remédios, dinheiro e eventualmente armas, Israel será novamente derrotada, como já foi derrotada no Líbano." A importante experiência histórica do Hizbóllah comprova que o grupo não erra, nesse tipo de avaliação estratégica. Quando a Síria abriu uma passagem de fronteira para o Líbano, permitindo o movimento de alimento, armas e refugiados, o Hizbóllah desencadeou as ações que determinaram seu sucesso militar naquela operação, em 2006. No caso de Rafah, a abertura da fronteira é considerada ainda mais crucialmente importante, não só porque criará uma linha de suprimento para o Hamás mas, sobretudo, porque criará uma linha de sobrevivência para toda a população de Gaza, que enfrenta sítio que já está sendo comparado, sem exagero, aos mais cruéis sítios das mais cruéis guerras de todos os tempos. Embora a estratégia de Nasrállah não tenha sido suficiente para persuadir Mubarak a abrir a passagem de Rafah, serviu para criar-lhe enormes problemas domésticos e regionais, e reduziu o papel do Egito, que deixou de poder continuar atacando e passou a ter de defender-se, superocupado com produzir contra-argumentos, todos insatisfatórios até agora, para responder às principais acusações do Hizbóllah, além de ter de ocupar-se, também, com mobilizar outros aliados "moderados", os quais tiveram também de passar a defender o Egito. Além disso, para encobrir os muitos escândalos de corrupção que ameaçam sua estabilidade, o governo egípcio formulou agora uma iniciativa de cessar-fogo, na vã esperança de, assim, restaurar sua já perdida posição de prestígio na Região. Para os palestinenses (e para a muito ampla maioria de árabes e egípcios) nenhuma ação restaurará o prestígio do Egito, enquanto mantiver fechada a passagem de Rafah. Além do mais, a própria iniciativa de cessar-fogo apresentada pelo Egito serve sobretudo aos interesses de Israel e aos seus objetivos militares, tanto quanto serve aos interesses de Máhmude Abbas, na medida em que visa a restaurar o acordo Fatah-Israel, de 2005, que entregava a supervisão da fronteira de Rafah às forças de segurança do Fatah e a forças européias de supervisão. Embora o Hizbóllah ainda não se tenha manifestado sobre a proposta encaminhada por França e Egito, o Hamás já manifestou "graves reservas" sobre o mesmo tema; e o Iran rejeitou-a completamente, imediatamente. Pode-se supor, portanto, que o passo seguinte, na estratégia Hisbóllah-Iran, será garantir que o Hamás não seja encurralado até ser obrigado a aceitar a proposta do Egito, o que implicaria enfraquecimento político e militar do Hamás. O Hizbóllah e seus aliados apóiam integralmente o movimento pelo qual o partido Hamás recusa-se a se converter em equivalente islâmico do partido Fatah. A prontidão do Hizbóllah, para intervir militarmente Alguns analistas sugeriram que haveria divisões internas no Hizbóllah, relativas às circunstâncias sob as quais o Hizbóllah daria ajuda militar ao Hamás. Essas análises não parecem plausíveis. Como já se disse aqui, não cabe supor que o Hizbóllah tenha sido surpreendido pelo ataque israelense e é altamente implausível que os estrategistas do Hizbóllah e as lideranças políticas tenham sido apanhadas no contrapé e, de repente, tenham sido colhidas por divisões internas que as pressionassem a tomar qualquer tipo de iniciativa não planejada. A concepção estratégica fundamental da ideologia do Hizbóllah, de defender o Hamás e a população palestinense contra agressões israelenses é, necessariamente, questão de fundo, sobre a qual jamais houve qualquer divisão e é perfeitamente consensual dentro do partido. Além disso, as lideranças políticas do partido não se comprometeram publicamente com qualquer política de contenção, nem é provável que o tivessem feito nos bastidores, como tentaram argumentar alguns funcionários do Líbano no campo adversário de 14 de março. Quando Saad Hariri, líder da maioria parlamentar no parlamento libanês, anunciou, no início de janeiro, que Saeed Jalili, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Iran, lhe garantira que o Hizbóllah não reagiria ao ataque de Israel a Gaza, Nasrállah imediatamente o ridicularizou, por estar oferecendo "garantias grátis" a Israel. De fato, eu mesmo, que aqui escrevo, em contato com fonte confiável na embaixada do Iran no Líbano, soube que Jalili jamais deu qualquer tipo de "garantia" a Hariri. A razão, então, para essa ambiguidade construtiva do Hizbóllah, e venha ou não a intervir militarmente na guerra de Gaza, parece bem clara: embora até aqui o Hizbóllah tenha-se mantido à margem do conflito direto, é altamente improvável que continue assim no caso de haver risco real de o Hamás entrar em colapso. Se se sabe que a causa dos palestinenses é central na estratégia do Hizbóllah, considerada, por sua vez, como crucialmente decisiva na resistência contra o projeto EUA-Israel na Região, o Hizbóllah em nenhum caso permitirá que o Hamás seja esmagado, seja militarmente seja politicamente - o que seria resultado inevitável, no caso de o Hamás ser encurralado para uma posição em que seja obrigado a assinar algum acordo humilhante de cessar-fogo, que enfraqueceria muito e eventualmente destruiria o movimento. Nesse contexto é que se devem interpretar os discursos mais recentes do Hizbóllah, de que "jamais abandonará a defesa dos palestinenses". Outra indicação de que o Hizbóllah está pronto para oferecer apoio militar ao Hamás apareceu também na fala de Nasrállah do dia 29/12, dia santificado para os Muçulmanos, o Dia da Ashura ("Décimo Dia"), fala que ainda não foi suficientemente analisada no ocidente, dentre outros motivos porque não foi sequer divulgada no ocidente: "Espero que todos os aqui reunidos hoje (...) estejam sempre prontos a responder a qualquer chamado, convocação, decisão." Embora se possa ler aí que os seguidores do Hizbóllah's estivessem sendo convocados para defender o próprio direito de defender-se em caso de agressão de Israel ao Líbano, também se pode argumentar que o Hizbóllah não precisa convocar seus partidários, que já tantas vezes demonstraram prontidão e rapidez de resposta, em casos em que se tratou de defender o próprio direito de defesa. Além do mais, o Hizbóllah não tem qualquer tradição de formular estratégias e posições de autodefesa; a autodefesa é entendida como direito não-negociável nem discutível e, muito mais importante, como dever do Hizbóllah. Cenários de intervenção Embora qualquer ação armada do Hizbullah atraia sobre o movimento a ira mais cega de Israel, não se pode dizer que haja qualquer dificuldade radical em o Hizbóllah atrair para essa estratégia o apoio popular dos xiitas; bastaria, para tanto, que, além de apresentar alguma ação armada contra Israel como estrategicamente interessante (porque abriria outra frente de combate que Israel teria de enfrentar), o Hizbóllah a apresente como movimento de legítima autodefesa. Israel tem fornecidos inúmeros pretextos ao Hizbóllah, na forma de provocações, das quais o Hizbóllah poder-se-á servir, para iniciar guerra, também ele, contra o Estado sionista. Além de Israel ainda continuar ocupando as fazendas de Shebaa e Ghajar, das quais o governo libanês, usando só as vias diplomáticas, ainda não conseguiu retirar as tropas israelenses de ocupação, Israel continua, quase rotineiramente, a sequestrar civis libaneses no setor libanês da Linha Azul. O mais recente desses sequestros aconteceu em dezembro de 2008. Ainda mais frequentemente, aviões israelenses invadem o espaço aéreo do Líbano, em atos diários e repetidos de violação que contrariam o que determina a Resolução n. 1701, da ONU. Em julho de 2008, o Hizbóllah protestou abertamente contra essas violações, declaradas "provocativas, inaceitáveis, proibidas e condenáveis", e exigindo que o governo do Líbano e os corpos responsáveis da ONU tomassem as medidas necessárias para pôr fim àquela prática ilegal. Em 31/7/2008, o jornal libanês Al-Akhbar, considerado simpático ao movimento, noticiou que o Hizbóllah planejava tomar "medidas práticas" em resposta àquelas violações. Pela mesma época, vários jornais, em todo o mundo árabe, noticiaram a instalação de bases de lançamento de mísseis anti-aéreos nas montanhas do Líbano, para o objetivo explícito de impedir qualquer violação de seu espaço aéreo por aviões de Israel. Verdadeiras os falsas essas notícias, a verdade é que o Hizbóllah nem precisaria derrubar jatos para protestar contra os atos ilegais de Israel; bastaria pôr-se a disparar foguetes ou mísseis anti-aéreos (ou não) que "acidentalmente" cairiam nas colônias de ocupação do norte de Israel, como já aconteceu no passado. Alguma resposta ao atentado no qual Israel assassinou Mughniyeh também seria fagulha suficiente para que o Hizbóllah se declarasse em guerra contra Israel. De fato, não pode haver dúvida de que o Hizbóllah responderá àquele atentado, mais dia menos dia, considerando-se o significado político e militar que teve para todo o movimento e lembrando-se que, na fala do dia 14/2/2008, Nasrállah falou sobre "uma guerra aberta" contra Israel. Além disso, uma semana depois, na fala de 22/2/2008, jurou vingança: "Oh, Hajj Imad, juro em nome de Deus que seu sangue não correu em vão." É muito provável que o Hizbóllah tenha reservado o direito de responder àquele atentado em momento em que a resposta sirva a objetivo estratégico e político mais amplo do que reação de 'olho por olho'. Que melhor objetivo político e estratégico poderiam supor que haja, do que quando os palestinenses enfrentam a carnificina selvagem a que o mundo assiste hoje e para salvar o Hamás de algum colapso que esteja iminente? Em qualquer dos cenários possíveis, o Hizbóllah sempre terá de explicar o timing de qualquer medida defensiva que venha a adotar. Qualquer ataque sempre estará plenamente justificado como "preemptive attack", argumento cuja legitimidade o governo Bush encarregou-se de construir e ensinar ao mundo, no caso de o Hizbóllah definir-se (como os EUA definiram-se) como "os próximos" da linha de fogo de um exército de ataque. No caso de Israel, dificilmente alguém convenceria alguém de que, tendo destruído política e militarmente o Hamás, o Hizbóllah não seria "o próximo" na linha de fogo do exército de Israel. De fato, Nasrállah já alertou duas vezes (nas falas de 28/12 e de 7/1) sobre o risco de que Israel ataque novamente o Líbano a qualquer momento. Nas duas falas, disse que o Hizbóllah estaria "mais do que preparado" para reagir. Fato é que as ameaças de Israel ao Líbano não começaram com a guerra de Gaza; já há mais de um ano, não há discurso oficial do governo de Israel que não inclua ameaças ao Líbano. O Hizbóllah, como exército em prontidão O Hizbóllah começou a responder àquelas ameaças não só com contra-ameaças mas, também, com um novo tipo de discurso em que dá destaque ao objetivo de erradicar Israel da Região, se Israel insistir em definir-se como Estado sionistas. Nesse novo discurso, há clara referência a "destruir o exército israelense". A associação direta entre a sobrevivência de Israel como Estado e a capacidade de contenção do exército israelense não é nova, nos discursos políticos do Hizbóllah, mas, como Nasrállah explicou detalhadamente na fala de 22/2/2008, a novidade está em atacar diretamente o exército e sua "capacidade remanescente de contenção", como meio para mudar radicalmente a posição estratégica de Israel na Região. No primeiro aniversário da guerra de julho, dia 14/8/2007, Nasrállah surpreendeu simultaneamente, tanto seus apoiadores quanto Israel, ao "prometer" uma "grande surpresa" em qualquer eventual próximo confronto militar com Israel, que "poderá mudar o rumo da guerra e todo o destino da Região" e que poderia levar o Hizbóllah a "uma vitória histórica e decisiva". O Hizbóllah não apenas conseguiria destruir toda a "capacidade remanescente de contenção" do exército israelense como, além disso, seria vitória rápida em guerra rápida: "Qualquer nova guerra será fácil e a vitória virá rápida" - disse Nasrállah, dia 24/8/2008. Ao mesmo tempo em que vários analistas conjecturaram que as ameaças de Nasrállah sugeririam que o Hizbóllah teria comprado armas avançadas (mísseis anti-aéreos, por exemplo), nada impede que se conjecture (idéia que não invalida a conjectura acima) que o Hizbóllah tenha desenvolvido outros métodos e estratégias que impliquem número muito maior de combatentes do que antes. Dia 14/2/2008, Nasrállah disse que "Em qualquer guerra futura não haverá apenas um Imad Mughniyeh à espera de Israel, nem haverá apenas algum poucos milhares de combatentes. O Imad Mughniyeh deixou-nos a herança de dezenas de milhares de combatentes-mártires treinados, equipados e prontos." Dez dias depois, dia 24/8/2008, Nasrállah disse que esses combatentes lutariam "por método de luta sem precedentes", o qual, disse, "Israel jamais viu desde que aqui se implantou". Independente de o quanto o Hizbóllah esteja preparado ou pronto para a guerra, e de qual seja seu real potencial para destruir a capacidade de contenção do exército israelense, fato indiscutível é que, para o movimento e para seus apoiadores e aliados, o objetivo de destruir o regime sionista em Israel deixou de estar confinado no plano exclusivamente ideológico e passou a incluir o plano muito objetivo dos interesses e movimentos estratégicos. A segurança de todos os regimes exige que a perpétua ameaça que Israel representa para todos, na Região, seja neutralizada de uma vez por todas. Embora essa lógica possa parecer retrocesso aos anos 50 e 60, o novo pensamento do Hizbóllah é em tudo muito semelhante à noção de "troca de regime" e à proposta conhecida como "Solução de Um Estado", que integra as propostas que os EUA têm elaborado e que, na Região, já deslocaram e substituíram as idéias de "atirar os judeus (ou os árabes, conforme o lado) no mar" - presentes, no passado, tanto no fanatismo sionista, quanto no fanatismo anti-sionista quanto, também, no fanatismo árabe e no fanatismo anti-árabe. Se a guerra de Gaza serviu para alguma coisa, ela serviu para levar essa lógica até a consciência política do mundo árabe e muçulmano. E, quanto a isso, o Hamás e o Hizbóllah estão vários passos à frente do exército de Israel e seus comandantes políticos que, no massacre de Gaza, já deram provas suficientes de que são ou completamente incompetentes ou completamente amorais ou completamente loucos. ________________________________________ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090114/8369c447/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jan 15 20:23:34 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 15 Jan 2009 20:23:34 -0200 Subject: [Carta O BERRO] CARTA AOS JUDEUS por Frei Betto Message-ID: <012101c9775f$ebaa1300$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: raul passos Carta aos judeus Há mais de 60 anos seu povo clamou ao mundo por solidariedade. Chegou o momento de retribuir, de mostrar que a solidariedade é um sentimento universal *13/01/2009* *Frei Betto* "*Por mais que o governo de Israel e todos os que o apóiam tentem, não irei odiar a vocês, irmãos judeus. Ainda que as tropas israelenses matem centenas de crianças e pessoas inocentes, não irei desejar a morte de suas crianças nem jogar a culpa na totalidade de seu povo.* *Mesmo que manchem a Faixa de Gaza com o sangue de um povo, que também corre em minhas veias, metade árabe, não irei revoltar-me contra nenhuma etnia nem julgar que há raças melhores ou com mais direitos que outras, como quer nos fazer acreditar o governo israelense.* *Embora eu também queira ouvir as vozes judaicas de protesto contra o massacre dos palestinos, não deixarei de condenar os que se calaram diante do holocausto judeu. E mesmo que tomem à força a terra do povo árabe, não irei jamais apoiar o confisco dos bens do povo judaico, praticado há tempos pelo governo nazista.* *Por mais que o governo de Israel e todos que o apóiam traiam a tradição hebraica dos grandes profetas que clamaram por justiça e paz, ainda quero manter viva a esperança que eles anunciaram. Mesmo que joguem sua memória na lata de lixo, faço dos profetas do antigo Israel os meus profetas, pois o anúncio da justiça não distingue credos, nações ou etnias.* *Sei que muitos de vocês condenam a violência, não apóiam o massacre dos árabes palestinos, e gostariam que o governo de Israel respeitasse as decisões da ONU e o clamor da comunidade internacional pelo cessar-fogo imediato. Mas, gritem! Se sua voz não for ouvida, acreditar-se-ã o com razão aqueles que ainda falam mal de seu povo.* *Mesmo que sejam deploráveis todos os anti-semitas, o silêncio dos judeus diante do massacre perpetrado pelo país que ostenta a estrela de Davi na bandeira pode ser usado como reforço para os argumentos torpes da superioridade racial.* *Há mais de 60 anos seu povo clamou ao mundo por solidariedade. Chegou o momento de retribuir, de mostrar que a solidariedade é um sentimento universal e não restrito a uma etnia. Não deixem o governo de Israel fazer esquecer o quanto vocês sofreram como vítimas, só porque agora ele é algoz e está protegido pela maior potência mundial, os EUA.* *Não permitam que a ação de Israel faça parecer que, apesar das manifestações mundiais de condenação, seu Estado se acredita o único que possui razão, pois era assim que o governo alemão pensava no tempo do nazismo.* *Estejam certos de uma coisa: independentemente do resultado da absurda campanha israelense ou qualquer que seja a posição de seu povo diante da violência e injustiça cometida por aquele país, não irei ceder à tentação do pensamento racista; não irei apagar da minha memória a catástrofe do nazismo e o sofrimento do povo judeu; não irei pensar que há povos que não merecem nação e que devem ser eliminados; não deixarei de condenar o anti-semitismo ou qualquer tipo de preconceito étnico. * *Continuarei defendendo a idéia de que todos, sem distinção, somos iguais, e temos os mesmos direitos: judeus, negros, árabes, índios, asiáticos etc. Manter-me-ei firme em minhas convicções, pois jamais quero me igualar aos governantes de Israel e àqueles que o apóiam".* Faço minhas as palavras de meu querido amigo Maurício Abdalla, companheiro no Movimento Fé e Política, professor de filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo e autor de reconhecida qualidade, como o comprova o texto acima, que tão bem traduz a indignação e a dor de tantos que testemunhamos a guerra do Oriente Médio. Vários intelectuais judeus têm manifestado indignação frente às operações do Estado de Israel. Tom Segev, historiador e cientista político, escreveu no "Haaretz" que "Israel sempre acreditou que causar sofrimento a civis palestinos os faria rebelarem-se contra seus líderes nacionais, o que se mostrou errado várias vezes". O escritor Amos Oz sublinhou: "chegou o tempo de buscar um cessar-fogo" , com o que concorda o escritor David Grossman e o ex-chanceler israelense Shlomo Ben-Ami. *Frei Betto é autor de "A mosca azul - reflexão sobre o poder" (Rocco), entre outros livros.* -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090115/f0e2f010/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jan 16 12:40:59 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 16 Jan 2009 12:40:59 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_ATO_P=DABLICO_NESTA_SEXTA-FEIRA?= =?windows-1252?q?_PELO_FIM_DO_MASSACRE_DO_POVO_PALESTINO_NO_CENTRO?= =?windows-1252?q?_DE_S=C3O_PAULO?= Message-ID: <041001c977e8$7301b6e0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...............................................................................repassem -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090116/4f61c5af/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 77079 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090116/4f61c5af/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jan 16 20:18:25 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 16 Jan 2009 20:18:25 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__RUI_MARTINS_RESPONDE_AO_EDITOR?= =?windows-1252?q?IAL_DA_FOLHA_DE_S=2E_PAULO__=28livre_publica=E7?= =?windows-1252?q?=E3o=29___/_e_Cesare_Battisti_e_os_boxeadores_cub?= =?windows-1252?q?anos_/__e_O_CASO_CESARE_BATTISTI_-_GILMAR_QUER_OS?= =?windows-1252?q?_HOLOFOTES_SOBRE_ELE_por_Laerte_Braga?= Message-ID: <063c01c97828$59982d20$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. NOSSA JUSTIÇA É SOBERANA Rui Martins (*) Será que houve uma boa reflexão por parte do autor do texto editorial Assunto da Itália (Folha de S. Paulo, 15/01), ao defender que o julgamento de Cesare Battisti feito no Exterior seria melhor que a decisão do nosso ministro Tarso Genro e que não devemos mexer no que a Justiça italiana já julgou? Não lhe teria passado pela cabeça que isso corresponde a um atestado de sujeição ao mecanismo judiciário de outro país, a um absurdo autoreconhecimento de uma incapacidade de bem julgar, a uma nova formulação de Direito Internacional que mereceria nota zero na Faculdade do Largo de São Francisco? Na questão do expatriamento ou não de Cesare Battisti cada um de nós pode ser contra ou a favor, mas a decência deveria impedir que se usasse como argumento denegrir nossa Justiça, e se lançar uma nova teoria jurídica ? a do entreguismo do Judiciário. Depois da privatização de nossas empresas no governo FHC, cedidas a multinacionais estrangeiras, querem agora nos forçar a adotar, como se fôssemos um subserviente país do quarto mundo, as normas decididas pela Itália ou pela União Européia? Essa visão pseudo-jurídica do caso Battisti é de envergonhar todos os nossos grandes juristas que foram lá no Exteirior defender nossa soberania e nossas instituições. Perguntem aos membros da OAB, versados em relações internacionais, o que acham dessa teoria da aceitação passiva de uma intromissão italiana ou européia nas decisões judiciárias nacionais. Pode haver divisões políticas dentro de um país, porém, por mais agudas que sejam, os contendores não podem recorrer ao argumento de uma superioridde jurídica de um julgamento estrangeiro. Só aparentemente se poderia comparar com um decisão neutra à moda de Pilatos, extraditar Battisti por já ter sido julgado na Itália, quando na verdade, esse ato de sobrepor as leis italianas às nossas seria uma afronta à nossa soberania. Com que facilidade se faz referência a uma superior Justiça italiana, onde as leis são feitas ao prazer dos governantes, onde os juízes mani puliti já saíram de cena ou foram assassinados. Com certeza, nosso presidente Lula tem razão ao ter falado em julgamento de Battisti à revelia, e, mais que issom houve utilização de leis da época de Mussolini e, na época de Cossica, usaram-se leis restroativas, ao arrepio do Direito, sem se falar em vícios processuais e numa procuração utilizada indevidamente por seu advogado de officio. Mas nada disso interessa, o importante é se fazer côro com a imprensa italiana, quase num ato de traição nacional, para se chumbar o ministro da Justiça Tarso Genro e assim se atingir o presidente Lula. Com que leviandade se passa uma esponja na doutrina Mitterrand, como se devêssemos encampar a vergonhosa maneira como o governo francês de Jacques Chirac ignorou o compromisso de honra de Estado assumido por Mitterrand com relação aos antigos extremistas italianos, reintegrados na sociedade francesa. Pior ainda, quando se tenta justificar a acolhida no Brasil de ditadores ou traidores como Stroessner, Marcelo Caetano e Georges Bidaut, mas excluindo-se desse benefício um ex-extremista que se declara inocente dos crimes de que lhe acusam. Na verdade tudo é pretexto para se atacar o governo, nem que para isso se precise ferir nossa soberania, trair nossas instituições, querer obrigar nosso presidente a rever um ato justo, digno, corajoso do ministro da Justiça, para agradar um governo italiano que altera as leis em seu favor e domina a opinião pública com o contrôle da informação. É uma vergonha e quase uma traição querer sujeitar nosso ministro e nosso presidente às exigências de um governo italiano que nada nos tem a ensinar em matéria de Direito e de democracia. Deixemos espernearem e praguejarem, é um direito deles, mas não façamos côro com eles porque isso é um ato de desrespeito ao nosso País. * Rui Martins é jornalista, autor de O Dinheiro sujo da corrupção (Geração Editorial). ======================================================================================================================== Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009 Cesare Battisti e os boxeadores cubanos Mais uma vez nossa ?grande imprensa? manipula, falseia, distorce, apostando na ignorância ou falta de memória das pessoas. Agora é o caso do italiano Cesare Battisti, que teve seu pedido de extradição negado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Na falta de argumentos para desqualificar a ação do ministro tentam comparar o caso Battisti a outro, ocorrido na época do PAN do Rio, envolvendo dois boxeadores cubanos, que, segundo essa imprensa farsesca, teriam sido extraditados para Cuba, a pedido do ?ditador Fidel?, e não do ?democrata? (cheio de aspas) Berlusconi. A comparação não resiste a uma nota da Ordem dos Advogados do Brasil do RJ da época, que reproduzo a seguir (e que por falta de repórteres interessados na verdade foi publicada apenas na seção de Cartas dos Leitores de O Globo), onde se lê que os cubanos (ao contrário de Battisti) queriam voltar para seu país: OAB esclarece Diante das notícias desencontradas sobre os dois boxeadores cubanos que abandonaram sua delegação durante os Jogos PanAmericanos, esclareço: a) na qualidade de presidente da OAB/RJ, estive na Polícia Federal em Niterói, sexta-feira à noite, para conhecer a situação dos dois atletas e oferecer-lhes assistência jurídica, caso a desejassem; b) quando cheguei à PF, os boxeadores não estavam mais lá, mas num hotel, em liberdade vigiada; c) na PF pude conversar não só com o delegado federal responsável pelo caso, como também com o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, representante do Ministério Público Federal, órgão independente do governo. O procurador me informou que entrevistara os atletas a sós, sem a presença de agentes policiais, e ofereceu-lhes a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para que permanecessem no Brasil, mas ambos lhe informaram que, por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba. WADIH DAMOUS, presidente da seção Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (por e-mail, 8/8), Rio Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail ================================================================================================================================================= O CASO CESARE BATTISTI - GILMAR QUER OS HOLOFOTES SOBRE ELE Laerte Braga Não faço a menor idéia de como os ministros do supremo tribunal federal sentem-se ao contemplar, digamos assim, a série de decisões do - vá lá - ministro gilmar mendes, presidente da antiga suprema corte. Em julho e agora em janeiro, períodos de recesso, gilmar se vale da condição de presidente para "ajeitar" a situação de amigos e cúmplices colocando-os a todos na rua. A mais recente decisão de sua excelência excelentíssima foi devolver o mandato de deputados estaduais cassados por corrupção no estado de Alagoas. Soltou Marcos Valério, soltou vários outros implicados em bandidagem da grosssa e todos, extrínseca ou intrinsecamente ligados a Daniel Dantas, um dos principais operadores do crime organizado no Brasil e também ligado a gilmar desde os tempos que ambos participavam do governo de fernando henrique cardoso. gilmar mendes quer um parecer do Ministério Público sobre o pedido da defesa de Cesare Battisti para que o refugiado seja solto já que inexistem mais razões para mantê-lo preso após o decreto do ministro da Justiça Tarso Genro. O pedido de extradição contra alguém, feito por um governo estrangeiro, qualquer que seja, tem mais ou menos o seguinte trâmite. O supremo decreta a prisão do suposto criminoso e julga se cabe ou não, se está legal ou não, à luz da legislação brasileira, a extradição solicitada. Uma das condições, por exemplo, para que o pedido seja considerado legal é a garantia que o extraditado, se for o caso, não cumpra em seu país de origem, ou aquele que deseja a extradição, pena superior à pena máxima vigente no Brasil e isso inclui pena de morte. Em determinados casos há necessidade de se olhar eventuais tratados de extradição firmado entre o Brasil e outros países. Não cabe, isso é de suma importância, ao stf determinar a extradição. Cabe dizer se o processo atende às exigências legais. Se for o caso, determinar ou não a extradição é competência do presidente da República. O supremo não diz que deva ser extraditado. Diz que o pedido atende aos requisitos legais. Só isso. O que o ministro da Justiça fez foi conceder a condição de refugiado humanitário a Cesare Battisti. Está previsto em lei esse tipo de procedimento. A defesa de Battisti foi ao conselho nacional que julga esses casos. Por três votos a dois o conselho, que não tem poder deliberativo, negou e o processo nessa esfera, Poder Executivo, foi encaminhado ao ministro para conceder ou não a condição de refugiado político. Tarso entendeu que deveria fazê-lo, emitiu decreto nesse sentido e fundamentou sua decisão em princípios jurídicos universais, um dos quais, o de que existindo dúvidas o réu deve ser o beneficiado. Os supostos crimes cometidos por Battisti já estão prescritos. O julgamento de Battisti não atendeu a princípios jurídicos que asseguram ampla defesa. Organizações internacionais e vários setores da opinião pública se manifestaram em campanha pela libertação de Cesare, como outros se manifestaram pela extradição. A Itália se valeu de leis já derrogadas para tentar fazer retroagir a prescrição, o que é descabido em qualquer país minimanente organizado. O governo brasileiro, Lula respaldou a decisão de Tarso, entendeu que não deveria extraditá-lo e um decreto concedendo a Battisti a condição de refugiado foi assinado pelo ministro. O que cabe ao stf? Mandar soltar Cesare já que o mérito da decisão do ministro da Justiça não é passível de julgamento pelo stf. O que faz gilmar? Quer um parecer do Ministério Público sobre o assunto. Ou seja, diante dos setores que representa naquela dita suprema corte, quer complicar o assunto, fazer o jogo do governo italiano (que pretendeu e pretende intervir descaradamente nos assuntos internos do Brasil) e permitir que se abram espaços para uma tentativa de reverter a decisão de Tarso. Esse rigor com a lei, na cabeça dele, não é o mesmo em relação a bandidos como Marcos Valério. Ou como Daniel Dantas. Tenho certeza que ministros sérios do stf sentem-se desconfortáveis com tantas peraltices, vamos usar essa expressão, daquele que quando advogado geral da união no governo FHC recomendou que o governo não cumprisse as decisões judiciais que fossem contrárias aos seus interesses. O ministro, que seja, quer apenas os holofotes sobre si. Apagar a impressão negativa que deixa em todos os brasileiros desde os dois hábeas corpus que concedeu a Daniel Dantas. Ou agora a libertação de corruptos notórios, a devolução de mandatos de deputados corruptos. Todos os ajustes feitos no "esquema". E tem cúmplice nesse pax de deux. O governador de São Paulo, o tucano josé serra. serra disse que não viu o processo, quando perguntado sobre o assunto, mas achou "exagerada" a concessão de refúgio humanitário a Cesare Battisti. josé serra, antes de ser cooptado pelo esquema, foi presidente da UNE, refugiado político e no dia do golpe contra Allende, no Chile, foi levado preso para o estádio nacional de Santiago. Lá estavam os vários partidários de Allende, alguns exilados e boa parte foi executada sumariamente, sem julgamento. O governador foi salvo por interferência de seu amigo FHC através de canais tais como a Mercedes Benz (empresa sobrevivente do nazismo e que empregava o ex-presidente no exílio, como financiou a repressão no Brasil). FHC à época já estava não bolso da turma. serra entrou depois. E serra recebeu a condição de refugiado sem a qual não teria sobrevivido até que pudesse voltar ao Brasil quando da anistia. É típico de tucano. Amoralidade plena e absoluta. Imagino se esse cara conseguir chegar à presidência da República. Passa a escritura de tudo, Amazônia, Petrobras, tudo o que ainda resta e viramos, definitivamente, colônia ou estado norte-americano. Os caras não têm um pingo de escrúpulo, nem respeito por si próprios. O que gilmar mendes tem que fazer de acordo com a legislação vigente é mandar soltar Cesare Battisti e pronto. E ou os ministros sérios do stf reagem a todos esses destrambelhamentos ou a corte cai definitivamente no descrédito. E por extensão o judiciário, já que gilmar deitou rede para todas as instãncias, vide a juíza que denunciou De Sanctis no caso Dantas. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090116/7950075c/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jan 17 15:08:34 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 17 Jan 2009 15:08:34 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Dia_24_de_janeiro_ser=E1_inaugu?= =?windows-1252?q?rado_o_Memorial_da_Resist=EAncia__=28sede_do_anti?= =?windows-1252?q?go_DEOPS=29?= Message-ID: <00ef01c978c6$3b3422a0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Car at s amig at s e companheir at s No próximo dia 24 de janeiro será inaugurado o Memorial da Resistência, objeto de muita luta e insistência dos ex-presos políticos de São Paulo. Não será uma simples reinauguração do mesmo espaço, mas a instalação pública de um projeto museólogo criativo e marcante do período de ditaduras em nosso país. O velho prédio do Largo General Osório, que foi sede de estação ferroviária e do antigo DEOPS/SP, passou por uma cruel descaracterização. Foram destruídas duas celas e o Fundão (antigas celas fortes solitárias), todo o espaço recebeu pinturas modernosas, foram destruídos os infectos banheiros e rasparam as paredes onde estavam inscrições feitas por gerações de presos políticos das várias ditaduras e períodos de repressão do movimento operário e popular do Brasil. Com um toque de ironia, o lugar maquiado recebeu o nome de Memorial da Liberdade como forma de apagar a Resistência e a determinação de milhares de combatentes, que nunca aceitaram a opressão das classes dominantes e seus instrumentos ditatoriais. Vários ex-presos políticos e pessoas sensíveis à História lutaram pela reconstituição daquele lugar como marco de lutas contra as ditaduras e começaram por exigir a mudança de nome para Memorial da Resistência, pois ali havia Resistência e nenhuma Liberdade. O atual governo estadual aceitou a visão dos militantes do Fórum Permanente dos ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo e fez a mudança do nome e uma significativa reforma para devolver um aspecto semelhante ao que era originalmente. Foram instalados vários equipamentos audio-visuais que permitem ao visitante saber o que foi aquele lugar e as tantas barbaridades cometidas contra nosso povo e seus mais destacados militantes. Uma das celas foi reconstituída para mostrar as condições de vida dos presos e, para não esconder as torturas e assassinatos cometidos pelos carrascos, os equipamentos mostram depoimentos de pessoas que por lá passaram. Desde o ano passado o Fórum dos ex-Presos Políticos realiza no auditório daquele prédio palestras e debates para jovens e todas as pessoas interessadas. São os Sábados Resistentes, que reuniu uma média de 70 pessoas por evento. A inauguração do novo Memorial da Resistência, marca o início de várias atividades que, ao longo do ano o Fórum vai desenvolver para marcar, entre outras datas: - Os 30 anos da Lei da Anistia; - Os 40 anos sem Marighella; - Os 30 anos sem Santo Dias da Silva; - Os 40 anos da morte do Almirante Negro, João Candido; - Os 45 anos do Golpe de 1964; - Os 40 anos da criação da infame OBAN. Durante o ano todo vamos continuar lutando pela Memória, Justiça e Verdade, para que nunca mais se repitam os horrores da ditadura. Ajude a divulgar esta mensagem e vamos todos nos encontrar para continuar nossa luta pela Verdade e relembrar que somos Pela Vida, Pela Paz: Tortura, Nunca Mais! Data: dia 24 de janeiro de 2009 Hora: 11 horas Local: Memorial da Resistência (Estação Pinacoteca - Largo General Osório, 66) Estacionamento no local O novo Memorial da Resistência quer mostrar que a Humanidade foi mais forte, derrotou a opressão, a tortura e a barbárie. Mais importante que tudo é passar para as novas gerações a certeza de que vale a pena lutar por Liberdade, Justiça e por uma Sociedade Justa e Igualitária. Contamos com sua presença e participação! Raphael Martinelli, Maurice Politi e Ivan Seixas Fórum Permanente dos ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090117/746d41e7/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jan 17 15:09:24 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 17 Jan 2009 15:09:24 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Operaci=F3n_Plomo_Impune_por_Ed?= =?windows-1252?q?uardo_Galeano__/_e_COMO_OS_NAZISTAS_=28v=EDdeo_hi?= =?windows-1252?q?st=F3rico=29?= Message-ID: <00f801c978c6$58bc6850$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro........................................................................................repassem Eduardo Galeano Operación Plomo Impune Para justificarse, el terrorismo de estado fabrica terroristas: siembra odio y cosecha coartadas. Todo indica que esta carnicería de Gaza, que según sus autores quiere acabar con los terroristas, logrará multiplicarlos. *** Desde 1948, los palestinos viven condenados a humillación perpetua. No pueden ni respirar sin permiso. Han perdido su patria, sus tierras, su agua, su libertad, su todo. Ni siquiera tienen derecho a elegir sus gobernantes. Cuando votan a quien no deben votar, son castigados. Gaza está siendo castigada. Se convirtió en una ratonera sin salida, desde que Hamas ganó limpiamente las elecciones en el año 2006. Algo parecido había ocurrido en 1932, cuando el Partido Comunista triunfó en las elecciones de El Salvador. Bañados en sangre, los salvadoreños expiaron su mala conducta y desde entonces vivieron sometidos a dictaduras militares. La democracia es un lujo que no todos merecen. *** Son hijos de la impotencia los cohetes caseros que los militantes de Hamas, acorralados en Gaza, disparan con chambona puntería sobre las tierras que habían sido palestinas y que la ocupación israelita usurpó. Y la desesperación, a la orilla de la locura suicida, es la madre de las bravatas que niegan el derecho a la existencia de Israel, gritos sin ninguna eficacia, mientras la muy eficaz guerra de exterminio está negando, desde hace años, el derecho a la existencia de Palestina. Ya poca Palestina queda. Paso a paso, Israel la está borrando del mapa. Los colonos invaden, y tras ellos los soldados van corrigiendo la frontera. Las balas sacralizan el despojo, en legítima defensa. No hay guerra agresiva que no diga ser guerra defensiva. Hitler invadió Polonia para evitar que Polonia invadiera Alemania. Bush invadió Irak para evitar que Irak invadiera el mundo. En cada una de sus guerras defensivas, Israel se ha tragado otro pedazo de Palestina, y los almuerzos siguen. La devoración se justifica por los títulos de propiedad que la Biblia otorgó, por los dos mil años de persecución que el pueblo judío sufrió, y por el pánico que generan los palestinos al acecho. *** Israel es el país que jamás cumple las recomendaciones ni las resoluciones de las Naciones Unidas, el que nunca acata las sentencias de los tribunales internacionales, el que se burla de las leyes internacionales, y es también el único país que ha legalizado la tortura de prisioneros. ¿Quién le regaló el derecho de negar todos los derechos? ¿De dónde viene la impunidad con que Israel está ejecutando la matanza de Gaza? El gobierno español no hubiera podido bombardear impunemente al País Vasco para acabar con ETA, ni el gobierno británico hubiera podido arrasar Irlanda para liquidar a IRA. ¿Acaso la tragedia del Holocausto implica una póliza de eterna impunidad? ¿O esa luz verde proviene de la potencia mandamás que tiene en Israel al más incondicional de sus vasallos? *** El ejército israelí, el más moderno y sofisticado del mundo, sabe a quien mata. No mata por error. Mata por horror. Las víctimas civiles se llaman daños colaterales, según el diccionario de otras guerras imperiales. En Gaza, de cada diez daños colaterales, tres son niños. Y suman miles los mutilados, víctimas de la tecnología del descuartizamiento humano, que la industria militar está ensayando exitosamente en esta operación de limpieza étnica. Y como siempre, siempre lo mismo: en Gaza, cien a uno. Por cada cien palestinos muertos, un israelí. Gente peligrosa, advierte el otro bombardeo, a cargo de los medios masivos de manipulación, que nos invitan a creer que una vida israelí vale tanto como cien vidas palestinas Y esos medios también nos invitan a creer que son humanitarias las doscientas bombas atómicas de Israel, y que una potencia nuclear llamada Irán fue la que aniquiló Hiroshima y Nagasaki. *** La llamada comunidad internacional , ¿existe? ¿Es algo más que un club de mercaderes, banqueros y guerreros? ¿Es algo más que el nombre artístico que los Estados Unidos se ponen cuando hacen teatro? Ante la tragedia de Gaza, la hipocresía mundial se luce una vez más. Como siempre, la indiferencia, los discursos vacíos, las declaraciones huecas, las declamaciones altisonantes, las posturas ambiguas, rinden tributo a la sagrada impunidad. Ante la tragedia de Gaza, los países árabes se lavan las manos. Como siempre. Y como siempre, los países europeos se frotan las manos. La vieja Europa, tan capaz de belleza y de perversidad, derrama alguna que otra lágrima, mientras secretamente celebra esta jugada maestra. Porque la cacería de judíos fue siempre una costumbre europea, pero desde hace medio siglo esa deuda histórica está siendo cobrada a los palestinos, que también son semitas y que nunca fueron, ni son, antisemitas. Ellos están pagando, en sangre contante y sonante, una cuenta ajena. (Este artículo está dedicado a mis amigos judíos asesinados por las dictaduras latinoamericanas que Israel asesoró) =================================================================================================== ----- Original Message ----- From: alicia ester VIDEO Como a los nazis/Just like the Nazi Para ver el video hacer click en http://www.youtube.com/watch?v=n6LJKaymlQs ************************************************************************ Si desea puede detener el video para leer las notas en la pantalla presionando la tecla de pausa (pause) en la esquina inferior izquierda (II) Para continuar, oprima la tecla "play". Al presionar la tecla que aparece en la esquina inferior derecha pasa a modo pantalla completa, después basta con ir a la tecla Esc para volver a pantalla normal. ********************************************************************* Hay que seguir andando, nomás Monseñor Enrique Angelelli-Obispo y mártir Lo más atroz de las cosas malas de la gente mala es el silencio de la gente buena. Mahatma Gandhi Israel se construye a través de la mentira y la limpieza étnica del pueblo palestino. Ilan Pappe -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090117/55a1551a/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jan 18 13:54:36 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 18 Jan 2009 13:54:36 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Cem_shows_musicais_em_DVDs_com_o?= =?windows-1252?q?s_melhores_destaques_dos_=FAltimos_anos____/_Hoje?= =?windows-1252?q?_=E9_Domingo__=2E=2E=2E=2E=2Emas_os_nazi-sionista?= =?windows-1252?q?s_continuam_assassinando__o_povo_palestino?= Message-ID: <04c101c97985$103b68f0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Cem shows musicais em DVDs com os melhores destaques dos últimos anos ----- Original Message ----- From: DaniloN 200 Janis Joplin - Me and Bobby mcGee 201 Air - All I need 202 Alan Parsons Project - The turn of a friendly card 203 Creedence Clearwater Revival - Have you ever seen the rain 204 Cats - One way wind 205 Frank Boeijen Groep - Zeg me dat het niet zo is 206 Tom Waits - Tom Traubert's Blues (Waltzing Mathilde) 207 Falco - Jeanny 208 BAP - Kristallnach 209 Alice Cooper - School's out 210 Herman Brood & His wild romance - Saturday night 211 Led Zeppelin - Whole lotta love 212 Marvin Gaye - What's going on 213 Rowwen Hèze - Bestel mar 214 10CC - The Wall street shuffle 215 U2 - New Years day 216 4 Non Blondes - What's up 217 Katie Melua - The closest thing to crazy 218 Doors - Light my fire 219 Boston - More than a feeling 220 Jimi Hendrix Experience - Hey Joe 221 Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts club band 222 Chicago - If you leave me now 223 Ike & Tina Turner - Proud Mary 224 Rolling Stones - Gimme shelter 225 ABBA - Happy New Year 226 Adamo - Tombe la neige 227 Creedence Clearwater Revival - Bad moon rising 228 Neil Young - Heart of gold 229 Bryan Adams - (Everything I do) I do it for you 230 Bee Gees - Massachusetts 231 Acda & De Munnik - Ren Lenny ren 232 Genesis - Mama 233 Barry White - You're the first, the last, my everything 234 Alanis Morissette - Ironic 235 Neet oet Lottum - Hald mich 's vas 236 Bruce Springsteen - Dancing in the dark 237 Bob Dylan - Knocking on heaven's door 238 Kate Bush & Peter Gabriel - Don't give up 239 Elvis Costello - I want you 240 Golden Earring - Twilight zone 241 Richard Harris - MacArthur park 242 ZZ Top - Gimme all your lovin' 243 Herbert Gronemeyer - Der Weg 244 Dire Straits - Walk of life 245 Cranberries - Zombie 246 Creedence Clearwater Revival - Who'll stop the rain 247 Cat Stevens - Father and Son 248 Keane - Somewhere only we know 249 Krezip - I would stay 250 Bruce Springsteen - Thunder road 251 Bløf - Aanzoek zonder ringen 252 Beatles - The long and winding road 253 Clouseau - Daar gaat ze 254 Kansas - Dust in the wind 255 ABBA - Chiquitita 256 Kate Bush - The man with the child in his eyes 257 Santana - Samba pa ti 258 Bruce Springsteen - Born in the USA 259 Aretha Franklin - Think 260 Boudewijn de Groot - Jimmy 261 Beatles - Norwegian wood 262 U2 - Beautiful day 263 Elvis Presley - Always on my mind 264 Ramses Shaffy - Laat me 265 Jefferson Airplane - White rabbit 266 Sting - Fields of gold 267 Ramses Shaffy - Zing vecht huil bid lach werk en bewonder 268 Sinead O'Connor - Troy 269 Boudewijn de Groot - Land van Maas en Waal 270 Mama's & Papa's - California dreamin' 271 Guns n' Roses - Knocking on heaven's door 272 Frans Halsema & Jenny Arean - Vluchten kan niet meer 273 Who - Baba O'Riley 274 Eric Clapton - Layla 275 De Kast - In nije dei 276 Elvis Costello - She 277 Crosby, Stills, Nash & Young - Almost cut my hair 278 David Bowie - Space oddity 279 Beatles - Michelle 280 Aphrodite's Child - Rain and tears 281 Bruce Springsteen - My home town 282 Abel - Onderweg 283 Bob Seger & the Silver Bullet Band - Against the wind 284 Bløf - Omarm 285 Don McLean - Vincent 286 Paul Simon - Graceland 287 Golden Earring - Another 45 miles 288 Rolling Stones - You can't always get what you want 289 Herman van Veen - Suzanne 290 5th Dimension - Aquarius/ Let the sunshine in 291 Andre Hazes - Zij gelooft in mij 292 Beatles - Eleanor Rigby 293 Paul de Leeuw & Simone Kleinsma - Zonder jou 294 Cuby & the Blizzards - Somebody will know someday 295 Bee Gees - Words 296 De Dijk - Bloedend hart 297 Otis Redding - The dock of the bay 298 Queen - The show must go on 299 Skik - Op fietse -- Danilo__._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090118/d24ccee7/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: audio/mid Size: 5348 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090118/d24ccee7/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jan 19 20:06:30 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 19 Jan 2009 20:06:30 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_=22TR=C9GUA=22_EM_GAZA_-_S=C3?= =?windows-1252?q?O_OS_=22NEG=D3CIOS=22?= Message-ID: <00d001c97a82$3215dac0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Laerte Braga A "TRÉGUA" EM GAZA - SÃO OS "NEGÓCIOS" Laerte Braga Três fatores foram determinantes para a decisão do governo nazi/sionista de Israel decretar unilateralmente uma "trégua" no genocídio contra palestinos de Gaza. O primeiro deles a reação de parte da opinião pública israelense com atos de protesto dentro do país, diariamente, além do aumento do número de jovens que se recusam a prestar serviço militar em repúdio aos crimes nazi/sionistas. A maioria dos israelenses apóia a ofensiva, mas essa maioria é menor que em ações terroristas anteriores. O segundo é praticamente uma extensão do primeiro ao resto do mundo. A indignação em todos os cantos com as barbáries e atrocidades praticadas pelas hordas nazi/sionistas contra palestinos. Ficou evidente ao mundo inteiro que os palestinos desejam construir uma nação e os israelenses têm apenas negócios na região. São assassinos impiedosos como conseqüência disso. O terceiro é de suma importância para o "povo eleito". O contribuinte/cidadão norte-americano às voltas com desemprego, crise, falências, ajuda a bancos, montadoras de automóveis, percebeu que nesse processo todo o custo Israel é dos mais altos e é ele quem financia a carnificina nazi/sionista em Gaza, como foi ele quem financiou todo o processo de construção do estado terrorista de Israel. E pior, do ponto de vista dos terroristas nazi/sionistas, o cidadão/contribuinte começa a perceber que os grandes escroques do país, banqueiros, empresários, são em absoluta maioria controlados por grupos sionistas. Logo... "O massacre não somente se justificou como o Estado de Israel não existiria sem essa vitoria". Menahim Beguin, terrorista e ex-primeiro ministro de Israel, após o massacre de velhos, mulheres e crianças na aldeia palestina de Deir Yassin. A invenção de Israel está intrinsecamente ligada ao terrorismo. A massacres. O duce de Tel Aviv Ehmut Olmert, numa reunião com seu gabinete, concluiu que os "negócios" poderão ser afetados a curto prazo e a médio e longo prazos manter essa máquina genocida deve encontrar oposição de boa parte dos contribuintes/cidadãos norte-americanos, pelo menos neste momento. Foi alertado pela quadrilha nos Estados Unidos. A turma está começando a não poder mais tomar Coca Cola todo dia, comer sanduíches do McDonalds no almoço e no jantar e em vários pontos da maior potência terrorista do mundo muitos estão dormindo nas ruas perdendo suas casas financiadas por bancos de nazi/sionistas. Nesse jogo complicado o terrorista Dick Chaney padrinho do nazi/sionismo vai deixar de ser vice-presidente (controla as cordinhas que movimentam Bush) e isso é ruim também. O desejo de atacar o Irã ficou só na vontade, ou para mais tarde se conseguirem recuperar o prestígio perdido e condições materiais para tanto. Agora, como diria aquele técnico de futebol tomando uma goleada de dez a zero, é hora de "arrecua os harfies pra evitar a catastre". Vai ficar difícil sustentar o epíteto de terrorista imputado ao Hamas quando se despeja armas químicas e biológicas sobre crianças, mulheres, um povo inteiro em sua própria terra, em suas casas. E se apropria da água e das reservas de gás natural desse povo em roubo escondido pela mídia pró nazi/sionismo. "A coisa mais trágica da vida humana é um povo infligir ao outro sofrimentos semelhantes aos que sofreu." (Arnold Toynbee, 1961) Surge pela primeira vez desde a ocupação da Palestina em 1948 por israelenses garantidos por britânicos e norte-americanos, a grande contradição do que um dia chamaram de sonho do povo judeu. E surge dentro de Israel a partir de cidadãos e organizações não governamentais israelenses. Começa a ser rediscutida a morte de Rabin, assassinado por um sionista, por ter assinado um acordo de paz que assegurava o direito real da nação Palestina. O papel de terroristas como Ariel Sharon e a desintegração de forças políticas interessadas em negociar a paz - dentro de Israel - com a ocupação completa do aparelho estatal por nazi/sionistas. "A opinião pro-sionistas nos Estados Unidos e nos outros paises é orientada e dirigida do exterior. As investigações sobre a estrutura sionista dos Estados Unidos, levadas a efeito pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, em 1963, deixou este fato estabelecido. A Agencia Judaica pro Israel, a Organização Sionista Mundial e os grupos sionistas locais, inclusive os da Inglaterra e da América, são todos, na realidade, de fato e de direito, uma e a mesma coisa; e todos eles são, juridicamente parte do próprio governo israelense. Os grandes Estados democráticos do Ocidente nada trarão de construtivo para a solução do problema da Palestina e falharão, portanto, na proteção do que lhes restar dos seus interesses no Oriente Médio e, muito menos, seguirão restaurar seu prestigio, até que seja posto fim a esta exploração da tolerância democrática pela propaganda sionista/israelense e com imparcial aplicação da lei. Naturalmente, para tomar as providencias necessárias à regularização das relações entre o Estado de Israel e os cidadão de origem judaica de quaisquer desses Estado democráticos, os governos e o povo terão de compreender e fazer uma distinção fundamental entre a legítima tradição espiritual do judaísmo e substancia exclusivista, discriminatória e anti-democrática do nacionalismo contemporâneo do Israel sionista. RABINO ELMER BERGER (Presidente do Conselho Mundial para o Judaísmo) É a constatação de um rabino de prestígio mundial. Pode ser corroborada por outra, a de um terrorista nazi/sionista, o general Moshe Dayan. "CONFISSÃO DE MOSHE DAYAN "Foram construídas aldeias judias no lugar de aldeias árabes. Você talvez nem mesmo saiba os nomes destas aldeias árabes, e eu não o culpo porque livros de geografia já não existem, não só os livros não existem, as aldeias árabes não estão lá. Nahlal surgiu no lugar de Mahlul; Kibutz Gvat no lugar de Jibta; Kibutz Sarid no lugar de Huneifis; e Kefar Yehushu'a no lugar de Tal al-Shuman. Não há nenhum único lugar onde se estabeleceu este país que não teve uma população árabe anterior." Moshe Dayan, terrorista de guerra israelense, Se dirigindo ao Technion, Haifa, (como citado em Ha'aretz, 4 de abril de 1969) Por trás de todas as declarações do duce de Israel ou dos muitos "goering" de seu governo, está a preocupação com os "negócios". A "trégua" foi decidida em Washington. Padrinho Dick Chaney mandou avisar que está saindo e a pressão popular ficando cada vez mais forte e quem vem, Barak ex-Hussein Obama vai ter primeiro que cuidar de devolver empregos, Coca Cola, casas, sanduíches do McDonalds, do contrário vai ser difícil financiar a rede terrorista nazi/sionista. É hora de tentar tirar lucro do que já foi conquistado. Preocupação humanitária? Zelo e disposição de paz? Isso não existe para o nazi/sionismo. Só "negócios" e neste momento os "negócios" correm risco. A trégua é isso. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090119/b18b17e8/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jan 20 19:47:59 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 20 Jan 2009 19:47:59 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Refugiados=2C_uma_decis=E3o_sob?= =?windows-1252?q?erana_do_Brasil__por_Dalmo_Dallari_/_e_It=E1lia_e?= =?windows-1252?q?_entreguistas_passam_das_medidas?= Message-ID: <022501c97b48$c318bd50$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Refugiados, uma decisão soberana do Brasil por DALMO DALLARI Uma decisão recente do ministro da Justiça do Brasil, concedendo o estatuto de refugiado ao cidadão italiano Cesare Battisti, merece especial atenção por sua importância dos pontos de vista ético, jurídico e político. É oportuno lembrar que toda a história brasileira, desde 1500, é uma constante de concessão de abrigo e proteção a pessoas perseguidas por intolerância política, discriminação racial ou social e outros motivos injustos, como o uso arbitrário da força. Assim, na segunda metade do século 20, pessoas perseguidas por se oporem aos regimes comunistas estabelecidos na Europa oriental, assim como outras que sofriam perseguição em países vizinhos do Brasil, por se oporem a governos fortes de extrema direita, procuraram e obtiveram no Brasil a condição de refugiados. Deixando de lado as conveniências políticas e dando a devida prioridade aos valores do humanismo, o Brasil decidiu soberanamente, com independência, e concedeu aos perseguidos a proteção de sua ordem jurídica. No caso de Cesare Battisti estão presentes os requisitos fundamentais para a concessão do estatuto de refugiado, como fica evidente pela análise dos antecedentes do caso e pelo exame sereno dos dados do processo, minuciosamente expostos pelo ministro da Justiça. Há pouco mais de 30 anos, Battisti foi militante de um grupo político armado, de orientação esquerdista. O governo italiano da época, de extrema direita, estabeleceu o sistema de delação premiada, pelo qual os militantes que desistissem da luta armada e delatassem seus companheiros ficariam livres de punição. Com base numa delação premiada, Battisti foi acusado da prática de quatro homicídios, sendo condenado à prisão perpétua. Além de só haver como prova as palavras do delator, dois desses crimes foram cometidos no mesmo dia, em horários muito próximos e em lugares muito distantes um do outro, de tal modo que seria impossível que Battisti tivesse participado efetivamente de ambos os crimes. Dispõe expressamente a lei nº 9.474, de 1997, que trata do Estatuto dos Refugiados no Brasil, que será reconhecido como refugiado o indivíduo que, devido a fundados temores de perseguição por motivo de opinião política, encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não queira acolher-se à proteção de tal país. Além daquela contradição no julgamento de Battisti, outro dado revelador é a enxurrada de ofensas e agressões de ministros do governo italiano ao governo e ao povo do Brasil pela decisão do ministro Tarso Genro. Reagindo com extrema violência, o ministro do Exterior convocou o embaixador brasileiro na Itália para exigir a mudança da decisão, ao mesmo tempo em que outros ministros fizeram ameaças de represália, inclusive de boicote da participação do Brasil em reuniões internacionais. Entretanto, muito recentemente o governo da França negou atendimento a pedido italiano de extradição de Marina Petrella, que, como Battisti e na mesma época, foi militante de um movimento político armado, as Brigadas Vermelhas. O governo italiano acatou civilizadamente a decisão francesa, reconhecendo tratar-se de um ato de soberania. Qual o motivo da diferença de reações? O governo e o povo do Brasil não merecem o mesmo respeito que os franceses? Essa diferença de comportamento dos ministros italianos deixa mais do que evidente que é plenamente justificado o temor de Battisti de sofrer perseguição por motivo político. A reação raivosa dos ministros italianos não dignifica a Itália e elimina qualquer dúvida. Por tudo quanto foi exposto, a decisão de Tarso Genro merece todo o acatamento. Expressa em linguagem clara e objetiva, deixando evidente sua inspiração humanista, livre de preconceitos ou parcialidade de qualquer espécie, a decisão tem sólido fundamento em dados concretos e faz aplicação correta e precisa dos preceitos jurídicos que regem a matéria. A concessão do estatuto de refugiado a Cesare Battisti é um ato de soberania do Estado brasileiro e não ofende nenhum direito do Estado italiano nem implica desrespeito ao governo daquele país, não tendo cabimento pretender que as autoridades brasileiras decidam coagidas pelas ofensas e ameaças de autoridades italianas ou façam concessões que configurem uma indigna subserviência do Estado brasileiro. -------------------------------------------------------------------------------- Itália e entreguistas passam das medidas Por Rui Martins - de Berna Editorialistas brasileiros caucionam as ameaças italianas e presidente italiano passa das medidas ao interpelar Lula. Enquanto não vivermos num país planeta, enquanto continuarmos divididos em países e nações é importante que os outros países nos respeitem e, ainda mais importante, não aceitar que nos desrespeitem. O Brasil está chegando no seu futuro. É uma nação feita com imigrantes forçados africanos, com imigrantes voluntários desde a colonização, e com seus primeiros habitantes. O sentimento de ser brasileiro é vivo nos quatro milhões de emigrantes espalhados pelos mundo. Chegou, portanto, a hora de nos unirmos em torno dos nossos valores, cultura e diferenças, acumulados nestes 500 anos, para sermos brasileiros orgulhosos desse grande país,. Sem um grande sentimento nacional, que preserve nossa diversidade, não poderemos criar junto com nossos vizinhos uma grande federação latina. Os estadunidenses, os franceses, os ingleses têm uma profunda consciência nacional, mesmo se estes últimos fazem agora parte de uma pátria maior, a União Européia. Logo depois da proclamação da nossa República, como houvesse estrangeiros insatisfeitos com o fim da monarquia, uma enorme frota de navios chegou ao Rio para, a pretexto de repatriar seus nacionais, dar um golpe no presidente alagoano Floriano Peixoto. Os embaixadores da Inglaterra, Alemanha e França pediram uma audiência com nosso presidente, para tratar da questão, e o nosso presidente mandou-lhes dizer que os receberia à bala. Conta-se também que um embaixador estadunidense Adolp Augustus Berle Jr. foi se encontrar com Janio Quadros, em Brasília, e lhe pediu que desse uma ajuda numa invasão de Cuba para derrubar Fidel Castro. "Não tenho essa prerrogativa, disse nosso presidente, e nem vou pedir". O embaixador ao ver que o punham para fora se atrapalhou de porta e até entrou no banheiro. Ao contrário desses comportamentos, Jango Goulart dava trela para outro embaixador estadunidense, o Lincoln Gordon, que vivia viajando pelo Brasil, fazendo conchavos e acabou por ser um dos articuladores do golpe militar de 1964. A carta do presidente italiano Giorgio Napolitano ao presidente Lula, criticando a concessão do refúgio ao italiano Cesare Battiti pelo ministro da Justiça, constitui uma ousadia que deve receber uma resposta à altura. O governo italiano passou das medidas, tem de respeitar nossas decisões, e merece uma bela e sonora bronca. Rememoro esses fatos, porque fiquei aturdido ao ler a reação de alguns jornais, editores e mesmo colegas querendo utilizar contra nosso ministro da Justiça Tarso Genro e contra nosso presidente Lula as ameaças feitas por um ministro italiano contra o Brasil por não ter sido extraditado o italiano Cesare Battisti. Ameaças de que a Itália não irá mais apoiar o Brasil no G-8 ou 11 e provavelmente na candidatura ao Conselho de Segurança. O ministro italiano tem o direito de bronquear lá na casa dele, mas é inaceitável que alguns órgãos de nossa imprensa tomem as dores italianas e mesmo editoriais sejam escritos lamentando o descontentamento italiano. Podemos divergir e até mesmo brigar entre nós brasileiros por questões de opinião, mas não podemos fazer coro com um membro de um governo estrangeiro. Nosso governo, por ter sido democraticamente eleito, representa com seus ministros toda nossa nação. O Brasil hoje é uma respeitável país emergente, líder do G20, adversário ferrenho dos EUA na OMC, não é nenhuma republiqueta. Quando um governo estrangeiro ameaça o Brasil, o mínimo que se espera da nossa imprensa é uma reação de união nacional. Quem não gostou do ato do ministro Tarso Genro pode escrever, berrar, bronquear, mas não pode caucionar ameaça estrangeira. Pega mal, é desrespeito ao nosso país, às suas instituições, é agir como um entreguista, como um quinta coluna. É verdade, já se faz e já se fez muita traição em termos econômicos ? venderam nossas riquezas básicas e mesmo estratégicas para multinacionais pensando só nas comissões. Mas está na hora de formarmos uma nova geração respeitadora e orgulhosa de nossas instituições. Vamos reagir contra Carta Capital, pretensa revista de centro-esquerda e que publicou o pior texto da semana sobre o caso Cesare Battisti, enquanto Época e Isto É publicaram texto corretos e a própria Veja foi comedida. Vamos protestar contra os editoriais da Folha e do Estadão e contra os textos em blogs e sites na Internet que caucionaram as ameaças italianas, enquecendo-se do brio de brasileiros. Outra coisa ? fiquei impressionado com a desumanidade de muitos comentaristas e mesmo leitores nos diversos textos circulando depois do gesto digno e justo do nosso ministro da Justiça. A questão Cesare Battisti não é só política, tem o lado humano. Como certas pessoas podem defender, em sã consciência, que se devolva à Itália um homem que vive fugindo há mais de trinta anos, que foi condenado num julgamento cheio de erros e que, por isso mesmo, pode ser inocente? Que suas filhas sejam privadas definitivamente do pai, sofrendo igualmente com essa condenação. Eu não poderia dormir e foi por isso que defendi Cesare Battisti e louvo o gesto do ministro Tarso Genro já respaldado pelo presidente Lula. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090120/608a62a1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jan 20 19:48:15 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 20 Jan 2009 19:48:15 -0200 Subject: [Carta O BERRO] "PAPAI, EU ESTOU MORRENDO?" Message-ID: <022b01c97b48$cce018b0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. "PAPAI, EU ESTOU MORRENDO?" Laerte Braga A maior parte das pessoas permanece indiferente ao ataque terrorista e genocida contra Gaza por forças nazi/sionistas de Israel. Um comentário ou outro sobre "o horror" a propósito das mortes de crianças, dos estupros contra palestinas e vez por outra a sentença de quem não quer ver, não quer ouvir, por não entender que tudo o que acontece em Gaza diz respeito diretamente a cada um de nós, à medida que é a barbárie transformada em legítima defesa. "Está lá longe, não sei quem tem razão". "Papai, eu estou morrendo?" A pergunta foi feita pelo menino Ibrahim Awaga, nove anos, no hospital al Shifa em Gaza. Foi atingido por disparos de "legítima defesa" das hordas de bárbaros nazi/sionistas. Os depoimentos são chocantes e Ibrahim morreu. Era uma "ameaça" ao povo superior". "Eles mataram meu filho a sangue frio. Primeiro atacaram, depois chegaram perto de nós. O Ibrahim já estava morto e um dos soldados chegou perto, puxou Ibrahim pela perna e dando gargalhadas jogou-o para o alto, enquanto outro soldado atirava no corpo de Ibrahim". "Papai, eu estou morrendo?" Foram as últimas palavras de Ibrahim, um perigoso "terrorista" que ameaçava os "negócios" da suástica transformada em estrela de davi. O nome do pai do menino é Kamal Awaga e a notícia pode ser encontrada neste endereço - http://blogdobourdoukan.blogspot.com/ -. A barbárie desta feita atingiu níveis tão violentos e estúpidos, além de ter sido gratuita, o fim de festa de George Bush, que o número de indiferentes caiu. A organização terrorista Israel está contratando jornalistas blogueiros para defender o indefensável em blogs em todo o mundo. Segundo pude ler, ainda existem vagas para quem queira fazê-lo em português. Basta mostrar "terroristas" como Ibrahim, justificar estupros contra mulheres palestinas, explicar o porque de armas químicas e biológicas para garantir o exercício da legítima defesa e convencer as pessoas que "deus" elegeu o povo de Israel como o dono das terras palestinas, principalmente onde existe água e gás e assim os "negócios" podem deslanchar gerando prosperidade. O discurso de posse do presidente dos EUA Barak Obama sinalizou dois momentos que à primeira vista parecem importantes. Uma convocação aos muçulmanos para que se integrem à luta por um "novo mundo" - "o mundo mudou" - e a afirmação que vai começar a deixar o Iraque gradativamente. Obama foi eleito para isso. A maioria dos norte-americanos quer a saída das tropas de seu país do Iraque. Mas quer que o mundo mudado permaneça sustentando o poderio dos EUA e circunscrevendo-se às determinações dos EUA. Se esse poder e essas determinações chegam de outra forma, noutro estilo, isso é outra coisa. Ele disse isso também, nas entrelinhas e nas linhas. Chamou-se responsável pelo país "guardião". E uma coisa é a posse de um presidente negro, o primeiro. Outra coisa é o governo, o dia a dia. Nem que Obama num ataque suicida pretendesse mudar o conceito dos EUA sobre si e sobre o resto do mundo. Não quer, já se sujeitou ao lobby sionista no país. Obama e os norte-americanos sabem, as elites inclusive, que é preciso ajustar a economia e devolver equilíbrio a bolsa de valores socorrer os pobres bancos e as pobres empresas em vias de falência para que um novo ciclo de boçalidade comece. Tem sido assim historicamente. Vale dizer que elites tolerarão uma ou outra concessão, desde que ao final os balanços sejam positivos. Que alguns anéis serão perdidos, já foram, tudo bem, mas os dedos haverão de se manter para apertar os gatilhos que matam crianças como Ibrahim. Do contrário Obama dança. Carter tentou desafiar e dançou. Um general nazi/sionista declarou que tomou conhecimento do uso de armas químicas e biológicas contra palestinos, alegou que não houve determinação para isso, disse que as "autoridades" vão investigar, mas frisou e deixou claro que "fósforo branco é legal". O fato foi noticiado na edição eletrônica do MAARIV e está lá a notícia da investigação conjunta de militares e promotoria militar. Para fechar com chave de ouro a era Bush, uma bomba de fragmentação (proibida pela convenção de Genebra), explodiu em Gaza hoje, 20 de janeiro, matando duas crianças. Com toda a certeza vão investigar e provavelmente concluir que as duas crianças foram culpadas pois estavam indo assistir aulas de "terrorismo" do Hamas. São uns assassinos impiedosos. Falo dos soldados de Israel. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090120/046bfbfb/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 16637 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090120/046bfbfb/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jan 21 20:21:45 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 21 Jan 2009 20:21:45 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Os_limites_do_capital_s=E3o_os_?= =?windows-1252?q?limites_da_Terra__por_Leonardo_Boff?= Message-ID: <016101c97c16$a541fde0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................................................................repassem Os limites do capital são os limites da Terra Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. A análise é de Leornado Boff, em seu artigo de estréia como colunista da Carta Maior. Leonardo Boff Uma semana após o estouro da bolha econômico-financeira, no dia 23 de setembro, ocorreu o assim chamado Earth Overshoot Day , quer dizer, "o dia da ultrapassagem da Terra". Grandes institutos que acompanham sistematicamente o estado da Terra anunciaram: a partir deste dia o consumo da humanidade ultrapassou em 40% a capacidade de suporte e regeneração do sistema-Terra. Traduzindo: a humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. O resultado é a manifestação insofismável da insustentabilidade global da Terra e do sistema de produção e consumo imperante. Entramos no vermelho e assim não poderemos continuar porque não temos mais fundos para cobrir nossas dívidas ecológicas. Esta notícia, alarmante e ameaçadora, ganhou apenas algumas linhas na parte internacional dos jornais, ao contrário da outra que até hoje ocupa as manchetes dos meios de comunicação e os principais noticiários de televisão. Lógico, nem poderia ser diferente. O que estrutura as sociedades mundiais, como há muitos anos o analisou Polaniy em seu famoso livro A Grande Transformação, não é nem a política nem a ética e muito menos a ecologia, mas unicamente a economia. Tudo virou mercadoria, inclusive a própria Terra. E a economia submeteu a si a política e mandou para o limbo a ética. Até hoje somos castigados dia a dia a ler mais e mais relatórios e análises da crise econômico-financeira como se somente ela constituisse a realidade realmente existente. Tudo o mais é secundarizado ou silenciado. A discussão dominante se restringe a esta questão: que correções importa fazer para salvar o capitalismo e regular os mercados? Assim poderíamos continuar as usual a fazer nossos negócios dentro da lógica própria do capital que é: quanto posso ganhar com o menor investimento possível, no lapso de tempo mais curto e com mais chances de aumentar o meu poder de competição e de acumulação? Tudo isso tem um preço: a delapidação da natureza e o esquecimento da solidariedade generacional para com os que virão depois de nós. Eles precisam também satisfazer suas necessidades e habitar um planeta minimamente saudável. Mas esta não é a preocupação nem o discurso dos principais atores econômicos mundiais mesmo da maioria dos Estados, como o brasileiro que, nesta questão, é administrado por analfabetos ecológicos. Poucos são os que colocam a questão axial: afinal se trata de salvar o sistema ou resolver os problemas da humanidade? Esta é constituída em grande parte por sobreviventes de uma tribulação que não conhece pausa nem fim, provocada exatamente por um sistema econômico e por políticas que beneficiam apenas 20% da humanidade, deixando os demais 80% a comer migualhas ou entregues à sua própria sorte. Curiosamente, as vitimas que são a maioria sequer estão presentes ou representadas nos foros em que se discute o caos econômico atual. E pour cause, para o mercado são tidos como zeros econômicos, pois o que produzem e o que consomem é irrelevante para contabilidade geral do sistema. A crise atual constitui uma oportunidade única de a humanidade parar, pensar, ver onde se cometeram erros, como evitá-los e que rumos novos devemos conjuntamente construir para sair da crise, preservar a natureza e projetar um horizonte de esperança, promissor para toda a comunidade de vida, incluídas as pessoas humanas. Trata-se sem mais nem menos de articular um novo padrão de produção e de consumo com uma repartição mais equânime dos benefícios naturais e tecnológicos, respeitando a capacidade de suporte de cada ecosistema, do conjunto do sistema-Terra e vivendo em harmonia com a natureza. Milkahil Gorbachev, presidente da Cruz Verde Internacional e um dos principais animadores da Carta da Terra, grupo o qual pertenço, advertiu recentemente: Precisamos de um novo paradigma de civilização porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades. Temos que chegar a um consenso sobre novos valores. Em 30 ou 40 anos a Terra poderá existir sem nós. A busca de um novo paradigma civilizatório é condição de nossa sobrevivência como espécie. Assim como está não podemos continuar. Na última página de seu livro A era dos extremos diz enfaticamente Eric Hobsbawm: Nosso mundo corre o risco de explosão e de implosão. Tem de mudar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade é a escuridão. Importa entender que estamos enredados em quatro grandes crises: duas conjunturais ? a econômica e a alimentar ? e duas estruturais ? a energética e a climática. Todas elas estão interligadas e a solução deve ser includente. Não dá para se ater apenas à questão econômica, como é predominante nos dabates atuais. Deve-se começar pelas crises estruturais pois que se não forem bem encaminhadas, tornarão insustentáveis todas as demais. As crises estruturais, portanto, são as que mais atenção merecem. A crise energética revela que a matriz baseada na energia fóssil que movimenta 80% da máquina produtiva mundial tem dias contados. Ou inventamos energias alternativas ou entraremos em poucos anos num incomensurável colapso. A crise climática possui traços de tragédia. Não estamos indo ao encontro dela. Já estamos dentro dela. A Terra já começou a se aquecer. A roda começou a girar e nao há mais como pará-la, apenas diminuir sua velocidade ao minimizar seus efeitos catastróficos e ao adaptar-se a ela. Bilhões e bilhões de dólares devem ser investidos anualmente para estabilzar o clima entorno de 2 a 3 graus Celsius já que seu aquecimento poderá ficar entre 1,6 a 6 graus, o que poderia configurar uma devastação gigantesca da biodiversidade e o holocausto de milhões de seres humanos. De todas as formas, mesmo mitigado, este aquecimento vai produzir transtornos significativos no equilíbrio climático da Terra e provocar nos próximos anos cerca de 150-200 milhões de refugiados climáticos segundo dados fornecidos pelo atual Presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel d'Escoto, em seu discurso inaugural em meados de outubro de 2008. E estes dificilmente aceitarão o veredito de morte sobre suas vidas. Romperão fronteiras nacionais, desestabilizando politicamente muitas nações. Estas duas crises estruturais vão inviabilizar o projeto do capital. Ele partia do falso pressuposto de que a Terra é uma espécie de baú do qual podemos tirar recursos indefinidamente. Hoje ficou claro que a Terra é um planeta pequeno, velho e limitado que não suporta um projeto de exploração ilimitada.. Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. Mas não chegaremos lá. Resta ainda lembrar que entre 1900 quando a humanidade tinha 1,6 bilhões de habitantes e 2008 com 6,7 bilhões, o consumo aumentou 16 vezes. Se os paises ricos quissessem generalizar para toda a humanidade o seu bem-estar - cálculos já foram feitos - iríamos precisar de duas Terras iguais a nossa. A crise de 1929 dava por descontada a sustentabilidade da Terra. A nossa não pode mais contar com este fato e com a abundancia dos recursos naturais. Nenhuma solução meramente econômica da crise pode suprir este déficit da Terra. Não considerar este dado torna a análise manca naquilo que é a determinação fundamental e a nova centralidade. Tudo isso nos convence de que a crise do capital não é crise cíclica. É crise terminal. Em 300 anos de hegemonia praticamente mundial, esse modo de produção com sua expressão política, o liberalismo, destruiu com sua voracidade desenfreada, as bases que o sustentam: a força de trabalho, substituindo-a pela máquina e a natureza devastando-a a ponto de ela não conseguir, sozinha, se auto-regenerar. Por mais estragemas que seus ideólogos vindos da tradição marxiana, keneysiana ou outras tentem inventar saídas para este corpo moribundo, elas não seráo capazes de reanimáa-lo. Suas dores não são de parto de um novo ser mas dores de um moribundo. Ele não morrerá nem hoje nem amanhã. Possui capacidade de prolongar sua agonia mas esgotou sua virtualidadae de nos oferecer um futuro dicernível. Quem o está matando não somos nós, já que não nos cabe matá-lo mas superá-lo, na boa tradição marxiana bem lembrada por Chico Oliveria em sua lúcida entrevista, mas a própria natureza e a Terra. Repetimos: os limites do capitalismo são os limites da Terra. Já encostamos nestes limites tanto da Terra quanto do capitalismo. A continuar seremos destruídos por Gaia pois ela, no processo evolucionário, sempre elimina aquelas espécies que de forma persistente e continuada ameaçam a todas as demais. Nós, homo sapiens e demens, nos fizemos, na dura expressão do grande biólogo E. Wilson, o Satã da Terra, quando nossa vocação era o de sermos seu cuidador, guardião e anjo bom. Para onde iremos? Nem o Papa nem o Dalai Lama, nem Barack Obama nem muito menos os economistas nos poderão apontar uma solução. Mas pelo menos podemos indicar uma direção. Se esta estiver certa, o caminho poderá fazer curvas, subir e descer e até conhecer atalhos, esta direção nos levará a uma terra na qual os seres humanos podem ainda viver humananente e tratar com cuidado, com compaixão e com amor a Terra, Pacha Mama, Nana e nossa Grande Mãe. Esta direção, como tantos outros já o assinalaram, se assenta nestes cinco eixos: (1) um uso sustentável, responsável e solidário dos limitados recursos e serviços da natureza; (2) o valor de uso dos bens deve ter prioridade sobre seu valor de troca; (3) um controle democrático deve ser construído nas relações sociais, especialmente sobre os mercados e os capitais especulativos; (4) o ethos mínimo mundial deve nascer do intercâmbio multicultural, dando ênfase à ética do cuidado, da compaixão, da cooperação e da responsabilidade universal; (5) a espiritualidade, como expressão da singularidade humana e não como monopólio das religiões, deve ser incentivada como uma espécie de aura benfazeja que acompanha a trajetória humana, pois ancora o ser humano e a história numa dimensão para além do espaço e do tempo, conferindo sentido à nossa curta passagem por este pequeno planeta. Devemos crer, como nos ensinam os cosmólogos contemporâneos, nas virtualidades escondidas naquela Energia de fundo da qual tudo provém, que sustenta o universo, que atua por detrás de cada ser e que subjaz a todos os eventos históricos e que permite emergências surpreendentes. É do caos que nasce a nova ordem. Devemos fazer de tudo para que o atual caos não seja destrutivo mas criativo. Então sobrevivemos com o mesmo destino da Terra, a única casa comum que temos para morar. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20090121/618cafc4/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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