From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 1 19:18:40 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 1 Dec 2009 19:18:40 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_FOLHA_ENSANDECEU_DE_VEZ_-_por?= =?windows-1252?q?_H=C9LIO_FERNANDES_-Sem_controle=2C_abusou_da_lib?= =?windows-1252?q?erdade_de_imprensa=2C_envergonhou_o_pa=EDs_intern?= =?windows-1252?q?a_e_externamente_com_um_artigo_libertino=2C_cuja_?= =?windows-1252?q?leitura_provoca_v=F4mitos_intermitentes?= Message-ID: Nova pagina 1 ----- Original Message ----- From: Vanderley Caixe To: vanderleycaixe at revistaoberro.com.br Sent: Tuesday, December 01, 2009 7:10 PM Subject: A FOLHA ENSANDECEU DE VEZ - por HÉLIO FERNANDES -Sem controle, abusou da liberdade de imprensa, envergonhou o país interna e externamente com um artigo libertino, cuja leitura provoca vômitos intermitentes CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: dalva oliveira From: Ana Santanna A FOLHA ENSANDECEU DE VEZ Sem controle, abusou da liberdade de imprensa, envergonhou o país interna e externamente com um artigo libertino, cuja leitura provoca vômitos intermitentes A ?Folha de S. Paulo?, que comeu o pão que o diabo amassou para sobreviver, crescer e dizer a que veio, tem história bastante controvertida. Vende cerca de 350 mil exemplares diariamente e cerca de 450mil aos domingos e, inexplicavelmente, como um carro desgovernado, abriu um de seus mais nobres espaços para que, num artigo de página inteira, seu colunista César Benjamin, narrasse o passado de militante contra a ditadura e, finalmente, pudesse contar um suposto fato duvidoso da vida do atual presidente. Segundo ele, durante a campanha presidencial de 1994 (na qual César trabalhou como petista e assessor), Lula, em reunião descontraída, teria afirmado que, quando preso no distante 1980, teria assediado um outro prisioneiro. Sua investida foi infrutífera porque a possível vítima resistiu. A curiosa situação foi negada por todos os participantes do mencionado encontro. Irresponsavelmente, talvez com intenção ao que parece dolosa (destruir a imagem de outrem), a ?Folha de S. Paulo? ofereceu uma página inteira para que o colunista, cuja existência é ignorada por 99,99% dos brasileiros, pudesse ressuscitar uma confidência-brincalhona feita por amigo, em conversa sem compromisso e assim, quem sabe, mostrar ao mundo, que o presidente Lula, que está sendo festejado e bem recebido em muitos países, não merece toda essa reverência, respeito e homenagem. Isso porque teria assediado um companheiro de prisão em momento de descontrole emocional ou de quase delírio há TRINTA ANOS. Por essa razão, o articulista aproveitou para dizer que não pretendia assistir ao filme ?O filho do Brasil?, que tenta reviver a trajetória seguida pelo atual presidente, desde seu nascimento até sua chegada à Presidência da República. Ele assegurou que quando preso, no Rio de Janeiro, não sofreu ameaças por parte de nenhum dos mais famosos e temidos criminosos e com os quais chegou a ter relacionamento cordial. Estaria insinuando que sua sorte poderia ter sido diferente, se tivesse sido preso também em 1980, no DOPS de São Paulo? Sem dúvida, este foi o MAIS INDECENTE ?FURO JORNALÍSTICO? dos últimos tempos, que diminui a imprensa, a grandeza do Estado Democrático de Direito e que, desgraçadamente, põe novamente em discussão os limites do direito de os veículos de imprensa informarem, de destruírem honras alheias, famílias inteiras, atentarem contra a dignidade alheia e a auto-estima de um povo, que se imagina governado por gente honesta, equilibrada. A desastrada e encomendada matéria, com espaço tão farto e privilegiado, exala um mau cheiro insuportável, forçando a mudança do slogan da ?Folha de S. Paulo?, de ?UM JORNAL A SERVIÇO DO BRASIL? para ?UM JORNAL QUE NÃO RESPEITA O LEITOR?. Votei no Lula em 2002 e logo depois passei a criticá-lo por discordar de caminhos que adotou, traindo seu passado de lutas e o próprio programa de governo que prometeu e nem chegou a montar. Meu jornal, Tribuna da Imprensa, com 60 anos, foi uma das maiores vítimas dos truculentos governantes revolucionários e por não transigir, foi também ?castigado? pelos governantes ditos democratas, inclusive o Lula, que proibiram as estatais de nele anunciar, assim, afastando também os anunciantes privados. A ?Folha de S. Paulo?, diferentemente, foi ?um jornal a serviço da ditadura? e que cresceu à sua sombra. Sua covardia e colaboracionismo com os mandantes militares eram tão acentuados que as edições do jornal saíram vários anos sem editorial. O jornal nem tinha opinião. Economicamente deficitário, sobreviveu, entre meados de 1960 e início de 1980, graças à utilização irregular de um valorizadíssimo espaço público no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo, onde montou a sua Rodoviária e para onde todos os ônibus que chegavam a São Paulo tinham que se dirigir. Essa centralização provocou durante décadas prejuízos incomensuráveis à cidade de São Paulo, que tinha seu trânsito totalmente congestionado, e à população, que tinha sua saúde afetada pelo excesso de poluição despejada no entorno da Rodoviária, uma gigantesca armação de ferro empastilhada e de um mau gosto ímpar. No governo de Abreu Sodré, o coronel Fontenelle, diretor de trânsito de São Paulo, ameaçou deslocar a Rodoviária, descentralizando-a. A ?Folha? ameaçou não dar sossego às autoridades de então se isto fosse efetivado. Nada aconteceu a não ser a morte do desautorizado coronel. Isto, sem falar na famosa história das ?ASSINATURAS PERPÉTUAS?. (O senhor Otávio Frias exigiu a saída de Fontenelle. Demitido, no mesmo dia quando dava entrevista, morreu em frente às câmeras de televisão). Como mostram alguns informes inseridos em diversos sites, se os inimigos da combativa ?Folha de S. Paulo? dispusessem de uma página inteira para contar pormenores de seu surgimento, crescimento e consolidação como empresa jornalística, certamente, muitos casos inconvenientes poderiam surgir e que não deveriam assim mesmo ser publicados porque nada acrescentam ao dia-a-dia do leitor, como a absurda história, inescrupulosamente, publicada com a assinatura do colunista Benjamin, com o pleno conhecimento dos editores da mesma ?Folha?. Não dá para acreditar que a ?Folha de S. Paulo?, que, competentemente, produz artigos e comentários fundamentados sobre os mais variados temas (jornal de maior circulação), tenha permitido que tamanho e tão comprometedor disparate tenha sido inserido em suas páginas. Somente uma mente doentia e abominável poderia concordar com tal maldade, pois, goste-se ou não de Lula, a criminosa e intempestiva história atinge um cidadão que preside a República Federativa do Brasil há 7 anos e com aprovação de 70% de sua população, sem falar no prestígio que vem desfrutando no Exterior. A matéria não é jornalística, não se justifica e foi mal montada. Seus escusos objetivos não foram bem dissimulados, o que só agrava a responsabilidade de quem autorizou sua edição e veiculação. Por muito menos, o conceituado jornal ?O Estado de S. Paulo? vem sofrendo inaceitável censura prévia. O irresponsável artigo só faz crescer a convicção dos inimigos da liberdade de imprensa e que clamam por censura prévia mais ampla, indistintamente. O comando editorial da ?Folha de S. Paulo? tem a obrigação de, em primeira página, desculpar-se junto aos seus leitores, aos brasileiros em geral e aos eleitores de Lula e aos seus familiares por terem prestado tão sórdido desserviço ao país. Isso não é e nunca foi exercício democrático e nem uso responsável da liberdade de imprensa. Otávio Frias, o pai de tudo, deve estar decepcionado com a falta de critério e de rumo de seus descendentes no comando do jornal ?Folha de S. Paulo?. A mente que produz e a que acolhe tão medonha ?criação? não pode estar à frente de uma empresa de comunicação, que se quer responsável, criteriosa e comprometida com os interesses dos cidadãos brasileiros e do País. Basta. Meu estômago não é de ferro. Nem o dos 300 mil leitores que a própria Folha apregoa. No mais, é pacífica a responsabilidade civil da empresa jornalística quando o autor da publicação tenha desejado ou assumido o risco de produzir o resultado lesivo, ou ainda, embora não o desejando, TENHA LHE DADO CAUSA POR IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA OU IMPERÍCIA. O fato de a ?Folha? estar amparada pelo direito de liberdade de expressão não a isenta da responsabilidade pela prática de ato ilícito e, no caso, repugnante contra a figura de um Chefe de Estado e de Governo. Assim, o direito da liberdade de informar não deve ser tolhido, mas exercido com responsabilidade sem lesionar os direitos individuais dos cidadãos. Em síntese, sem tirar nem por, com a extemporânea ?revelação?, a ?Folha de S. Paulo? abusou de seu direito de liberdade de expressão, o que resultou na violação da honra objetiva do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil, em âmbito nacional e internacional. * * * PS- Essa Folha de hoje que agride a si mesma e a seus leitores, tentando agredir o presidente da República de forma repugnante, é a mesma que servia de forma subserviente à ditadura. E que usava os carros (kombis) de transporte do jornal, e levava prisioneiros para as sessões amaldiçoadas nos porões da OBAN. (O correspondente ao Doi-Codi no Rio). Além do mais, não há nem comprovação do fato noticiado e que teria SUPOSTAMENTE ocorrido em 1980, portanto há 29 anos. Lula realmente esteve preso, e nesse período sua mãe morreu, permitiram que ele fosse ao enterro. Era o mínimo que poderiam conceder. PS2- A Folha nunca se mostrou o melhor exemplo da LIBERDADE DE IMPRENSA. Mas agora, vergonhosa e traumaticamente, o jornal mostra que é capaz de ser sempre e cada vez mais, saudosista da ditadura. E pode ser o jornal-arauto do regime que já identificam em alguns ?paísecos? da América Central, (e não apenas aí) como DEMOCRACIA AUTORITÁRIA. http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=5001 . -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091201/935745b0/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 18437 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091201/935745b0/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 1 19:19:15 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 1 Dec 2009 19:19:15 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Beatriz_Bandeira_Ryff_=2C_um_s=E9c?= =?iso-8859-1?q?ulo_de_luta=2E=2E?= Message-ID: <17E965018ABB4ACC8C4A90FC1CA936F1@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. UM SÉCULO DE LUTA, DIGNIDADE E POESIA Beatriz Vicência Bandeira Ryff Meus amigos, a Beatriz Bandeira Ryff completou 100 anos em 8/11/2009. Foi presa na ditadura Vargas, com mais de 70 anos de lutas contra as desigualdades sociais. Viveu exilada na outra ditadura dos golpistas de 1964, com seu grande companheiro Raul Ryff, que foi assessor de imprensa do ex-presidente Jango Goulart. Favor repassar este convite aos amigos. Abraço do Sergio Caldieri CONVITE Companheiros e admiradores de BEATRIZ BANDEIRA RYFF, ativista política, professora e poetisa, mobilizados por seu aniversário, no dia 08 de novembro - data em que completou 100 anos e, por sua dedicação à causa da transformação social e política em nosso país, vão homenageá-la, em ato público, na Associação Brasileira de Imprensa - A.B.I. BEATRIZ participou de distintos momentos históricos pela luta em favor das liberdades democráticas, dos direitos humanos e, por mais de oitenta anos, o fez a cada dia. Esteve nos cárceres da ditadura Vargas. É a única sobrevivente da Sala Quatro, compartilhada com Nise da Silveira, Maria Werneck e outras corajosas companheiras. A mesma cela que Olga Benário ocupou na Casa de Detenção, no Rio de Janeiro. Por sua trajetória, militantes e companheiros das lutas democráticas, personalidades de nosso meio cultural e artístico e a A.B.I., entidade que é símbolo da resistência democrática, convidam para essa homenagem. LOCAL: Associação Brasileira de Imprensa - ABI Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro Data: 8 de dezembro de 2009. Terça-feira. Hora: 18 horas 7º. Andar -Sala Belizário de Sousa -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.426 / Banco de dados de vírus: 270.14.88/2538 - Data de Lançamento: 12/01/09 07:59:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091201/64ae3677/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 331 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091201/64ae3677/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 2 19:57:40 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 2 Dec 2009 19:57:40 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Convite_-_Sabados_resistentes_-_d?= =?iso-8859-1?q?ia_5/12_-_=2EMemorial_da_Resist=EAncia_de_S=E3o_Pau?= =?iso-8859-1?q?lo=2C__vem_convid=E1-los_para_o_lan=E7amento_do_liv?= =?iso-8859-1?q?ro_=22A_luta_pela_Anistia=22_e_a_homenagem_a_Eduard?= =?iso-8859-1?q?o_Collen_Leite?= Message-ID: <1AE4C5AEF2FB4DF0950A18BFDCC305EB@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Maurice Politi Companheir at s, O Fórum dos Ex Presos e perseguidos políticos de São Paulo e o Nùcleo de Preservação da Memória Politica , em conjunto com o Memorial da Resistência de São Paulo, vem convidá-los para o lançamento do livro "A luta pela Anistia" e a homenagem a Eduardo Collen Leite, no dia 05 de dezembro conforme programação abaixo. Sábados Resistentes Memorial da Resistência de São Paulo - Largo General Osório, 66 - Luz LANÇAMENTO DE LIVRO E ATO POLÍTICO- CULTURAL 05 de dezembro de 2009, no Café da Estação PInacoteca a partir das 11 horas PROGRAMAÇÂO: - Lançamento do livro "A luta pela Anistia" Anais completos do seminário organizado em maio 2009 pelo Arquivo Público do Estado em conjunto com o Ministério Público Federal e varias outras entidades. (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Arquivo Público do Estado, Editora UNESP). - Homenagem a Eduardo Collen Leite (Comandante Bacuri) pelos 39 anos de seu assassinato. Apresentação: Ivan Seixas · Momento Musical com o Grupo União e Olho Vivo · Depoimentos de companheiros do Bacuri · Leitura de poesias · Pronunciamento do Ministro Paulo Vannuchi e homenagens aos familiares de Eduardo Collen Leite · Entrega do painel alusivo à figura do Bacuri elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República · Palavras finais de familiares · Encerramento Musical -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091202/4eed98a3/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1646 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091202/4eed98a3/attachment-0004.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 15361 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091202/4eed98a3/attachment-0005.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1546 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091202/4eed98a3/attachment-0006.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 6920 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091202/4eed98a3/attachment-0007.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 2 19:57:49 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 2 Dec 2009 19:57:49 -0200 Subject: [Carta O BERRO] CAMPANHA DE 100.000 ASSINATURAS (ou mais) . . . Message-ID: <6A80A0D644B544CDA888AD07BB4702F4@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: ARTHUR GONCALVES FILHO Queridos amigos: Esta carta vai dirigida aos que são favoráveis a Cesare Battisti e se opõem à sua extradição. EU TENHO CERTEZA DE QUE PODEMOS CONSEGUIR, até 1.º de fevereiro, quando se voltará a colocar na mesa o caso Battisti, cerca de 100.000 assinaturas. (clique) http://www.petitiononline.com/create_petition.html PETITION Cesare Battisti foi condenado na Itália em 1988, por 4 crimes sobre os quais não existe NENHUMA PROVA. Há 30 anos que vive entre México, França e Brasil e em todos esses lugares fez enormes quantidade de amigos, formou uma linda família, e escreveu 17 livros, enriquecendo a cultura de México organizando vários congressos de escritores e artes gráficas. Ele é perseguido pela máfia política italiana, e por seus cúmplices e carrascos, por parte do STF, da mídia brasileira, da classe política e das altas elites, e de numerosos mercenários e linchadores. Os abaixo assinados prometemos dar todo o apóio e a força ao presidente LULA, para que resista as infames pressões e SE RECUSE A EXTRADITAR A BATTISTI. Pedimos que o presidente Lula, o primeiro chefe de estado popular que teve este país, dê ASILO POLÍTICO a Battisti, e le garanta sua condição de residente permanente. Por este escrito, elevamos também nossa homenagem ao Ministro Tarso Genro, os 4 Ministros do STF que votaram contra a extradição e ao grupo de Parlamentares que apóia Battisti, que foram sujamente injuriados por bandos de linchadores doentios. Assim mesmo, REPUDIAMOS AS PRESSÕES, os insultos contra nosso povo, as sabotagens e as canalhices da máfia neofascista italiana e seus aliados. Lembramos a todos eles que o Brasil acolheu milhões de seus ancestrais quando, por causa das guerras em que se envolveu Itália, passaram miséria e fome. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091202/ad844c39/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 3 19:26:30 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 3 Dec 2009 19:26:30 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Ditadura=3A_Estado_e_Uni=E3o_tem_?= =?iso-8859-1?q?72_horas_para_se_manifestarem_sobre_ossadas_sem_ide?= =?iso-8859-1?q?ntifica=E7=E3o?= Message-ID: <495940DECEE8454191BB6E8946250334@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Ministério Público Federal - Procuradoria Geral da República Ditadura: Estado e União tem 72 horas para se manifestarem sobre ossadas sem identificação 2/12/2009 17h56 A ação que pede a responsabilização de autoridades civis do período também foi aberta pela Justiça Federal, que mandou citar os réus Tuma, Maluf, Shibata, Colasuonno e Bueno A Justiça Federal recebeu a ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, na última quinta-feira, 26 de novembro, visando a responsabilização civil da União, do Estado de São Paulo, de três universidades e de mais seis pessoas pela demora indevida na identificação dos restos mortais de militantes políticos mortos pela ditadura militar e enterrados no cemitério de Perus (na zona norte de São Paulo). No último dia 30, o juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Cível de São Paulo, deu prazo de 72 horas para que a União e o Estado de São Paulo se manifestem sobre o caso. Somente após o posicionamento do Poder Executivo, a Justiça decidirá sobre os pedidos liminares da ação do MPF. Na ação, além da responsabilização de legistas e peritos, o MPF pede liminar para que a União reestruture, em 60 dias, a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos e a dote de orçamento, pessoal e de um Núcleo de Pesquisas e Diligências e um laboratório para se responsabilizar pelo Banco de DNA de familiares, iniciado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, e que contrate, em até 90 dias, um laboratório especializado na realização de exames de DNA em ossos. Já quanto ao Estado de São Paulo, o MPF pediu liminar que o obrigue a, no prazo de 60 dias, constituir uma equipe de profissionais do Instituto Médico Legal para atuar com exclusividade no exame das ossadas oriundas da vala comum de Perus e atualmente depositadas no columbário do Cemitério do Araçá. Aberto o columbário, o MPF pede que a União e o Estado sejam obrigados a examinar, em seis meses, as ossadas que estão no Araçá e descartem aquelas que sejam flagrantemente incompatíveis com casos de desaparecidos e extraia DNA das ossadas selecionadas. Ação Civil Pública nº 2009.61.00.025169-4. Ocultação - A ação que visa a declaração de responsabilidades pessoais de autoridades e agentes públicos civis e da União, Estado e Município de São Paulo por ocultações de cadáveres de opositores da ditadura militar (1964-1985), ocorridas na capital, nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, também foi recepcionada pela Justiça Federal. A juíza Tânia Lika Takeuchi, da 4ª Vara Federal Cível, determinou a citação dos réus Romeu Tuma, atualmente senador por São Paulo, que foi chefe do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o Dops, entre 1966 e 1983; do médico legista Harry Shibata, ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal de São Paulo; dos ex-prefeitos de São Paulo, Paulo Maluf (gestão 1969-1971), atualmente deputado federal e Miguel Colasuonno (gestão 1973-1975); e de Fábio Pereira Bueno, diretor do Serviço Funerário Municipal entre 1970 e 1974, para que todos apresentem suas defesas dentro do prazo legal. A juíza também determinou que União, Estado e Município de São Paulo, também demandados na ação, se manifestem. A ação do MPF pede que os cinco sejam condenados à perda de suas funções públicas e/ou aposentadorias ao final do processo. Caso sentenciados, os mandatos atuais de Tuma e Maluf não seriam afetados, pois a Constituição impede a perda de mandato em ações civis públicas. Além da cassação das aposentadorias, o MPF pede que as pessoas físicas sejam condenadas a reparar danos morais coletivos, mediante indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um, revertidos em medidas de memória sobre as violações aos direitos humanos ocorridos na ditadura. O MPF sugere na ação civil pública a possibilidade de o juiz diminuir eventual pena em dinheiro se os réus, antes da sentença, declararem publicamente, em depoimento escrito e audiovisual, os fatos que souberem ou de que participaram durante a repressão política no período de 1964 a 1985, mas que ainda não sejam de domínio público. Ação nº 2009.61.00.025168-2. Fiel Filho - Na última sexta-feira, o MPF tomou ciência de decisão da juíza Gisele Bueno da Cruz, da 11ª Vara Federal Cível, que recebeu ação civil pública contra sete ex-agentes do Destacamento de Operações de Informações (DOI), do 2º Exército, visando responsabilizá-los pela morte do operário Manoel Fiel Filho, em 17 de janeiro de 1976. Ela adiou a análise de um pedido liminar para depois da chegada das contestações. O MPF ajuizou a ação em março deste ano, mas ela havia sido rejeitada sem a análise do mérito pela juíza Regilena Emy Fukui Bolognesi, entretanto a procuradoria recorreu da decisão e a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região determinou que não era caso de arquivamento. Na nova decisão da 11ª Vara foi determinada a citação dos réus e solicitada a manifestação da União e do Estado de São Paulo. "Após a juntada de todas as contestações, retornem os autos para apreciação do pedido liminar", assinalou a juíza. Na liminar, o MPF pede o afastamento do perito criminal Ernesto Eleutério, que até hoje exerce atividades no Instituto de Criminalística. Ação nº 2009.61.00.005503-0. Nas três ações, o MPF pede que a União e o Estado e o Município de São Paulo, este último apenas no caso da ação de ocultação de cadáver, decidam qual posicionamento tomar diante das ações, se junto com o MPF ou em defesa dos réus. Assessoria de Comunicação Procuradoria da República em São Paulo 11-3269-5068 ascom at prsp.mpf.gov.br www.twitter.com/mpf_sp Conteúdo relacionado a.. MPF/SP recorre de decisão que extinguiu ação sobre morte de Fiel Filho b.. Ação do MPF/SP quer responsabilizar autores da morte de Manoel Fiel Filho c.. Ditadura: MPF/SP move ação civil contra Tuma, Maluf e legista por ocultação de cadáver -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091203/d5a0ff10/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 3 19:26:36 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 3 Dec 2009 19:26:36 -0200 Subject: [Carta O BERRO] CAMPANHA DE 100.000 ASSINATURAS (ou mais) . . .(corrigindo) Message-ID: <8039E9D2E7BF49ACA154BDF51DC79975@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Este é o site correto aos que são favoráveis a Cesare Battisti e se opõem à sua extradição. EU TENHO CERTEZA DE QUE PODEMOS CONSEGUIR, até 1.º de fevereiro, quando se voltará a colocar na mesa o caso Battisti, cerca de 100.000 assinaturas Abra o site, clicando neste link http://www.petitiononline.com/mod_perl/petition-sign.cgi?btstlng Cepis - Celeste Fon -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091203/698254c6/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091203/698254c6/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Dec 4 16:15:43 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 4 Dec 2009 16:15:43 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_CHILE_=3A_Mem=F3ria_Hist=F3rica_d?= =?iso-8859-1?q?a_Revista_Ponto_Final__-_de_1965__-__1973___=28arqu?= =?iso-8859-1?q?ivos=29?= Message-ID: <940B99D5E60240A6B758AD2A1AB9F225@vcaixe> Carta O Berro.................................................repassem CHILE: Memória Histórica da Revista Ponto Final - de 1965 - 1973 www.pf-memoriahistorica.org Dedicatoria Nosotros queremos dedicar este proyecto en homenaje a los compañeros y compañeras de la Punto Final que ya no están con nosotros: A los compañeros y compañeras: Augusto Carmona Acevedo, asesinado por agentes de la DINA en diciembre de 1977. a Jaime Faivovich Waisbluth, que murió exiliado en México. a Alejandro Pérez Arancibia, exiliado varios años en Cuba y que murió en Santiago. a Jane Vanini, revolucionaria brasileña que murió enfrentando a una patrulla de la infantería Marina en Concepción en diciembre de 1974. a Máximo Gedda Ortiz, detenido desaparecido desde julio de 1974. a Jaime Barrios Meza, capturado en a La Moneda el 11 de septiembre y torturado en el Regimiento Tacna. Se cree que fue asesinado en Peldehue. a José Carrasco Tapia asesinado por la CNI en septiembre de 1986. a Mario Díaz Barrientos que murió en el exilio en 1984. a Julio Huasi poeta argentino que se quitó la vida en Buenos Aires en Marzo 1987. a Augusto Olivares Becerra que se quitó la vida en la Moneda el 11 de Septiembre de 1973. a ellos, pero también a todos los que hicieron y hacen de la Punto Final, una revista emblemática por su aporte al desarrollo de los movimientos y organizaciones sociales y políticas de la izquierda chilena. -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.426 / Banco de dados de vírus: 270.14.93/2544 - Data de Lançamento: 12/04/09 07:32:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091204/a3e23ad2/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091204/a3e23ad2/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 35361 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091204/a3e23ad2/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 53388 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091204/a3e23ad2/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 5 16:51:59 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 5 Dec 2009 16:51:59 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Quatro_frases_que_fazem_o_nariz?= =?windows-1252?q?_do_Pin=F3quio_crescer_=2E_=2E_=2E?= Message-ID: Carta O Berro....................................................repassem ----- Original Message ----- From: ARTHUR GONCALVES FILHO De: virtin at redvirtin.com Eduardo Galeano ? Quatro frases que fazem o nariz do Pinóquio crescer 1 ? Somos todos culpados pela ruína do planeta. A saúde do mundo está feito um caco. ?Somos todos responsáveis?, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade. Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao ?sacrifício de todos? nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras ? inundação que ameaça se converter em uma catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio ? não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial asfixia a realidade para outorgar impunidade à sociedade de consumo, que é imposta como modelo em nome do desenvolvimento, e às grandes empresas que tiram proveito dele. Mas, as estatísticas confessam. Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20 por cento da humanidade cometem 80 por cento das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam de suicídio, e é a humanidade inteira que paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não-renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que, se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, ?faltariam 10 planetas como o nosso para satisfazerem todas as suas necessidades.? Uma experiência impossível. Mas, os governantes dos países do Sul que prometem o ingresso no Primeiro Mundo, mágico passaporte que nos fará, a todos, ricos e felizes, não deveriam ser só processados por calote. Não estão só pegando em nosso pé, não: esses governantes estão, além disso, cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo, está envenenando nossa alma e está deixando-nos sem mundo. 2 ? É verde aquilo que se pinta de verde. Agora, os gigantes da indústria química fazem sua publicidade na cor verde, e o Banco Mundial lava sua imagem, repetindo a palavra ecologia em cada página de seus informes e tingindo de verde seus empréstimos. ?Nas condições de nossos empréstimos há normas ambientais estritas?, esclarece o presidente da suprema instituição bancária do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação. Quando se aprovou, no Parlamento do Uruguai, uma tímida lei de defesa do meio-ambiente, as empresas que lançam veneno no ar e poluem as águas sacaram, subitamente, da recém-comprada máscara verde e gritaram sua verdade em termos que poderiam ser resumidos assim: ?os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotarem o desenvolvimento econômico e a espantarem o investimento estrangeiro.? O Banco Mundial, ao contrário, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez, por reunir tantas virtudes, o Banco manipulará, junto à ONU, o recém-criado Fundo para o Meio-Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência disporá de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza. Intenção inatacável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está admitindo, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio-ambiente. O Banco se chama Mundial, da mesma forma que o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato em que come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos escravizados países que, a título de serviço da dívida, pagam a seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe sua política econômica, em função do dinheiro que concede ou promete. A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite abarrotar de mágicas bugigangas as grandes cidades do sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, poluem-se as águas que os alimentam, e uma crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques. 3 ? Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra. Poder-se-á dizer qualquer coisa de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bondoso Al sempre enviava flores aos velórios de suas vítimas... As empresas gigantes da indústria química, petroleira e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco 92: a conferência internacional que se ocupou, no Rio de Janeiro, da agonia do planeta. E essa conferência, chamada de Reunião de Cúpula da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e vivem dela, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno. No grande baile-de-máscaras do fim do milênio, até a indústria química se veste de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo que, para ajudarem a natureza, estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas, esses desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, mas sim buscam novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas do mundo produtoras de sementes, seis fabricam pesticidas (Sandoz-Ciba-Geigy, Dekalb, Pfizer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas. A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que mais se parece com a jardinagem, torna-se cúmplice da injustiça de um mundo, onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que podem pagar por eles. Chico Mendes, trabalhador da borracha, tombou assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não pode divorciar-se da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não será salva enquanto não se fizer uma reforma agrária no Brasil. Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados, a cada ano, na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão às cidades deixando as plantações do interior. Adaptando as cifras de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentarem pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem alterar dentro dos limites da ecologia, surda ante o clamor social e cega ante o compromisso político. 4 ? A natureza está fora de nós. Em seus 10 mandamentos, Deus esqueceu-se de mencionar a natureza. Entre as órdens que nos enviou do Monte Sinai, o Senhor poderia ter acrescentado, por exemplo: ?Honrarás a natureza, da qual tu és parte.? Mas, isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi aprisionada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu ecologia com idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestirem jamais esfolavam o tronco inteiro, para não aniquilarem a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansarem a terra. A civilização, que vinha impor os devastadores monocultivos de exportação, não podia entender as culturas integradas à natureza, e as confundiu com a vocação demoníaca ou com a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que tinha que ser domada e castigada para que funcionasse como uma máquina, posta a nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, nos devia escravidão. Muito recentemente, inteiramo-nos de que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e sabemos que, tal como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala de submeter a natureza. Agora, até os seus verdugos dizem que é necessário protegê-la. Mas, num ou noutro caso, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós. A civilização, que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento, e o grandalhão com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper seu próprio céu. Freely-translated from Spanish by Arthur Goncalves Filho on December 5, 2009 -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091205/2a7bc99c/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 6 12:40:30 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 6 Dec 2009 12:40:30 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_V=EDctor_Jara=2E__Semana_de_cel?= =?windows-1252?q?ebra=E7=E3o_em_sua_mem=F3ria_no_Chile=2E__Ou=E7a_?= =?windows-1252?q?tamb=E9m_as_suas_m=FAsicas=2E________________HOJE?= =?windows-1252?q?_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <33340EF0A14443AB817CB7F1431A855F@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Marco Antonio -------------------------------------------------------------------------------- (Comienza homenaje masivo a cantautor chileno Víctor Jara VIDEO: http://www.youtube.com/watch?v=en8yqVxuT-U&feature=player_embedded# *** Escrito por Tribuna Popular http://www.pcv-venezuela.org/index.php?option=com_content&task=view&id=6097&Itemid=1 Friday, 04 de December de 2009 Victor Jara, asesinado por mas de 40 balazos en todo su cuerpo En Venezuela, este viernes desde la Plaza de los Museos a las 4 pm. (VIDEO) Comenzó homenaje masivo al cantautor chileno Víctor Jara Santiago de Chile, 03 dic. 2009, Tribuna Popular TP.- Jorge Arrate, candidato presidencial del izquierdista "Juntos Podemos", describió hoy al asesinado cantautor Víctor Jara como "un gran músico, un gran hombre, corazón de izquierda y, sobre todo, de memoria". Así lo escribió en uno de los libros de condolencias dispuestos frente a la Fundación Víctor Jara, donde son velados los restos del autor, entre otras, de Te recuerdo Amanda, Canto libre y Cuando voy al trabajo. Entre otras personalidades, Arrate desfiló junto a cientos de chilenos ante el féretro que guarda los restos del popular cantante asesinado hace 36 años tras el golpe militar de Augusto Pinochet. También concurrieron al homenaje, previsto que dure tres días, hasta el sábado, que será enterrado en el Cementerio General, la ministra de Cultura, Paulina Urrutia, el presidente del Partido Comunista, Guillermo Teillier, y diplomáticos de Cuba y Venezuela, entre otros. Frente a la Fundación, en un parque, numerosos artistas alternan canciones en tributo a Jara y a todos los detenidos-desaparecidos y ejecutados políticos de Chile. Los restos del cantautor fueron exhumados en junio para practicarle peritajes y esclarecer su asesinato y, ahora, serán enterrados con el funeral masivo que se merece, recordó Gloria Konig, directora de la Fundación. Similares actividades, llamadas aquí "velatones", se efectúan también en otras partes de Santiago y del interior del país, afirmaron los organizadores. En las primeras guardias en torno al féretro estuvieron su viuda, la coreógrafa británica Joan Turner, y sus hijas, entre otros allegados, mientras se transmitían canciones del cantautor. En Venezuela este viernes 4 de dicembre, organizaciones sociales y políticas populares, desarrollaran desde la Plaza de los Museos, a partir de las 4 pm, un homenaje al cantautor chileno, con canto, poesía y música. Fuente: Prensa Latina ? Tribuna Popular -------------------------------------------------------------------------------- ----- Original Message ----- From: Braga Chile: Funeral público para Victor Jara Durante três dias de celebrações ininterruptas, chilenos vão evocar a memória do cantor e dramaturgo Victor Jara, o símbolo da resistência contra Pinochet. Trinta e seis anos depois de ter sido assassinado no estádio Chile, onde foi submetido a cinco dias consecutivos de tortura, o cantautor chileno Victor Jara terá desde hoje até as dez horas do próximo sábado um velório simbólico na sede da fundação com o seu nome, na Praça Brasil, em Santiago do Chile. Sábado, depois de um vasto conjunto de iniciativas culturais com música e poesia, será feito o funeral para o cemitério Geral, onde os seus restos mortais foram exumados. Vítor Jara foi detido a 11 de Setembro de 1973, horas depois de iniciado o golpe de Estado desencadeado por Augusto Pinochet contra o governo de unidade popular de Salvador Allende. Levado para o estádio onde passaram a ser concentrados os prisioneiros por falta de espaço nas prisões, o também dramaturgo foi submetido a várias sessões de tortura e acabou por ser assassinado. O coronel chileno Mario Manríquez, já na reforma, foi formalmente acusado em maio do ano passado pela justiça do seu país de ser o responsável pelo assassínio daquele que ainda hoje é considerado um dos grandes representantes da "nova canção" latino-americana dos anos 60 e 70. Há, no entanto, outros participantes no assassínio não identificados pelo tribunal, como um oficial apelidado de "El Príncipe". Grupos de direitos humanos têm referido que a sua identidade não é nenhum mistério. Tratar-se-ia, segundo a organização não governamental Comisión Fura, do ex-tenente do exército Edwin Dimter Bianchi, que agora desempenha um cargo nas Associações dos Fundos de Pensões. Destacado militante comunista, Jara era um conhecido apoiante do presidente socialista Salvador Allende. A documentação revelada o ano passado pela justiça chilena demonstra que o cantor foi torturado, as suas mãos - com que tocava viola - esmagadas à coronhada e, finalmente, abatido a tiro. A investigação ao brutal assassínio deste símbolo internacional da resistência contra o regime de Pinochet decorria desde 2005. Funeral clandestino A 18 de Setembro de 1973, Joan Jara, companheira de Victor, sepultou-o clandestinamente, acompanhada de apenas duas pessoas. A 4 de Junho deste ano, Victor Jara foi exumado na presença de Joan e das suas filhas Amanda e Manuela. O objectivo era trasladá-lo para o Instituto de Medicina Legal de modo a poderem ser realizadas as peritagens necessárias à investigação em curso. Os relatórios dos peritos foram concludentes e confirmaram tudo quanto se tinha dito sobre os tormentos a que fora submetido Victor Jara. Os especialistas do Serviço Médico-legal recolheram amostras de ADN, também de familiares do músico, e enviaram-nas ao Instituto Genético de Innsbruck. Esta instituição austríaca confirmou que os restos são de facto do autor de "El derecho de vivir en paz" e concluiu que a morte resultou de múltiplas feridas na cabeça, tórax, abdómen, pernas e braços. Victor Jara terá agora, por fim, direito a um funeral à vista de todos, segundo as tradições que compartia com a sua mãe, Amanda Martínez, a quem acompanhava a cantar em velórios. A família pretende transformar este ritual numa celebração de três dias ininterruptos, com canto, música, dança e poesia. Será o último adeus a um homem cuja voz nunca partiu. *Do Jornal Expresso de Portugal. Sobre ele: http://fundacionvictorjara.cl/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091206/ca4cfb2f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091206/ca4cfb2f/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 19759 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091206/ca4cfb2f/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 6 12:40:44 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 6 Dec 2009 12:40:44 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Escola_das_Am=E9ricas_=3A_centro_d?= =?iso-8859-1?q?e_forma=E7=E3o_de_torturadores=2C_golpistas_e?= Message-ID: Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Escola das Américas : centro de formação de torturadores, golpistas e seqüestradores , promovido pelos EE.UU. Depois de assistir o vídeo, veja a relação dos tortutadores brasileiros formados naquela escola. http://historiaemprojetos.blogspot.com/2009/02/documentario-escola-das-americas.html -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091206/db7f1c6c/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Dec 7 18:53:11 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 7 Dec 2009 18:53:11 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_=22Pedro_e_os_Lobos=2C_os_Anos_de?= =?iso-8859-1?q?_Chumbo=22_do_jornalista_e_escritor_Jo=E3o_Roberto_?= =?iso-8859-1?q?Laque_-_S=E1bado=2C_12_de_dezembro_=E0s_14=2C00_hor?= =?iso-8859-1?q?as_-_no_Memorial_da_Resist=EAncia_-_SP?= Message-ID: Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.426 / Banco de dados de vírus: 270.14.97/2550 - Data de Lançamento: 12/07/09 07:33:00 -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.426 / Banco de dados de vírus: 270.14.97/2550 - Data de Lançamento: 12/07/09 07:33:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091207/15c9dc5a/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 108482 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091207/15c9dc5a/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 8 18:41:49 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 8 Dec 2009 18:41:49 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Livro_resgata_hist=F3rias_de_cri?= =?iso-8859-1?q?an=E7as_presas_com_os_pais_durante_a_ditadura?= Message-ID: Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Ações do documento Livro resgata histórias de crianças presas com os pais durante a ditadura Autor(es): FERNANDA ODILLA Folha de S. Paulo - 08/12/2009 DA SUCURSAL DE BRASÍLIA André, 3, e Priscila, 2, foram parar atrás das grades com a mãe no dia da promulgação do AI-5, sigla que entrou para a história como o ato institucional que escancarou a ditadura no Brasil, em 13 de dezembro de 1968. Depois, viveram clandestinos até 1976, sem saber ao certo o que estava acontecendo no país -e na família- ou mesmo o nome verdadeiro dos pais. Os dois, 41 anos depois, se transformaram em personagens do livro "História de Meninas e Meninos Marcados pela Ditadura", que será lançado hoje pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência. O livro traz a história de oito militantes presos com os filhos, dois adolescentes ativistas presos e torturados, quatro crianças sequestradas por militares, uma órfã criada por esquerdistas e dez jovens assassinados a sangue frio ou após sessão de tortura durante a ditadura (1964-1985). Ao menos três deles integram o governo Lula. Um deles é André Arantes, 44, diretor de esportes de base e alto rendimento do Ministério do Esporte, preso com a irmã Priscila e a mãe, Maria Auxiliadora. Apesar de não ter lembranças dos quatro meses que ficou encarcerado, ele se recorda do dia em que descobriu que o pai, Aldo, usava o nome falso de Roberto. Foi só a partir daí, e da prisão do pai um ano depois, que Arantes começou a entender que os pais militavam na resistência. "Tudo esclarecido, você começa a lidar com a história de ser filho de um preso político", diz. Outro personagem é Laerte Meliga (subsecretário de Planejamento do Ministério da Fazenda), que completou 18 anos na clandestinidade e, pouco depois, foi preso. As marcas da violência na prisão e dos três anos e nove meses de encarceramento permaneceram. "Tortura é um processo absolutamente traumático, mas também marcou muito a solidariedade da cadeia", afirma. -------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.426 / Banco de dados de vírus: 270.14.98/2552 - Data de Lançamento: 12/08/09 07:34:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091208/282443b8/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 8 18:41:57 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 8 Dec 2009 18:41:57 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_DIGA_N=C3O_=C0_ANISTIA_PARA_OS_TO?= =?iso-8859-1?q?RTURADORES=2C_SEQUESTRADORES_E_ASSASSINOS_DOS_OPOSI?= =?iso-8859-1?q?TORES_=C0_DITADURA_MILITAR=2E?= Message-ID: <376B2CCF2BA043F1B4AF8A4DC81AFE9C@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. DIGA NÃO À ANISTIA PARA OS TORTURADORES, SEQUESTRADORES E ASSASSINOS DOS OPOSITORES À DITADURA MILITAR. Se você concorda conosco, complete o formulário assinando a petição que é enviada para os ministros do Supremo Tribunal Federal e para o Procurador Geral da República. (clique e assine) http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php APELO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO ANISTIE OS TORTURADORES! Exmo. Sr. Dr. Presidente do Supremo Tribunal Federal Ministro Gilmar Mendes Eminentes Ministros do STF: está nas mãos dos senhores um julgamento de importância histórica para o futuro do Brasil como Estado Democrático de Direito, tendo em vista o julgamento da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que requer que a Corte Suprema interprete o artigo 1º da Lei da Anistia e declare que ela não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar, pois eles não cometeram crimes políticos e nem conexos. Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente os carrascos da ditadura militar e é de rigor que seja realizada a interpretação do referido artigo para que possamos instituir o primado da dignidade humana em nosso país. A banalização da tortura é uma triste herança da ditadura civil militar que tem incidência direta na sociedade brasileira atual. Estudos científicos e nossa observação demonstram que a impunidade desses crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra as populações pobres. Afastando a incidência da anistia aos torturadores, o Supremo Tribunal Federal fará cessar a degradação social, de parte considerável da população brasileira, que não tem acesso aos direitos essenciais da democracia e nesta medida, o Brasil deixará de ser o país da América Latina que ainda aceita que a prática dos atos inumanos durante a ditadura militar possa ser beneficiada por anistia política. Estamos certos que o Supremo Tribunal Federal dará a interpretação que fortalecerá a democracia no Brasil, pois Verdade e Justiça são imperativos éticos com os quais o Brasil tem compromissos, na ordem interna, regional e internacional. Os Ministros do STF têm a nobre missão de fortalecer a democracia e dar aos familiares, vítimas e ao povo brasileiro a resposta necessária para a construção da paz. Não à anistia para os torturadores, sequestradores e assassinos dos opositores à ditadura militar. Comitê Contra a Anistia aos Torturadores Com cópia para: Ministro Cezar Peluso Ministro Celso de Mello Ministro Marco Aurélio Ministra Ellen Gracie Ministro Carlos Britto Ministro Joaquim Barbosa Ministro Eros Grau Ministro Ricardo Lewandowski Ministra Cármen Lúcia Ministro Dias Toffoli Procurador Geral da República, Dr.Roberto Gurgel AJD (Associação Juízes para a Democracia) Rua Maria Paula, 36 11º andar, Conj. B Centro - São Paulo - SP CEP: 01319-904 Tel: ©2005 Associação Juízes para a Democracia Site desenvolvido por Entrelinhas Comunicação -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.426 / Banco de dados de vírus: 270.14.98/2552 - Data de Lançamento: 12/08/09 07:34:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091208/49b88833/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 70083 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091208/49b88833/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091208/49b88833/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 9 18:43:17 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 9 Dec 2009 18:43:17 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_que_est=E1_em_jogo_em_Copenhagu?= =?iso-8859-1?q?e___po___Leonardo_Boff?= Message-ID: <84DB92480CE84A75A78C78DF61F50A5B@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. O que está em jogo em Copenhague Leonardo Boff * Adital - Em Copenhague os 192 representantes dos povos vão se confrontar com uma irreversibilidade: a Terra já se aqueceu, em grande, por causa de nosso estilo de produzir, de consumir e de tratar a natureza. Só nos cabe adaptamo-nos às mudanças e mitigar seus efeitos perversos. O normal seria que a humanidade se pergunta, tal como um médico faz ao seu paciente: por que chegamos a esta situação? Importa considerar os sintomas e identificar a causa. Errôneo seria tratar dos sintomas deixando a causa intocada continuando a ameaçar a saúde do paciente. É exatamente o que parece estar ocorrendo em Copenhague. Procuram-se meios para tratar os sintomas, mas não se vai à causa fundamental. A mudança climática com eventos extremos é um sintoma produzido por gases de efeito estufa que tem a digital humana. As soluções sugeridas são: diminuir as porcentagens dos gases, mais altas para os países industrializados; e mais baixas para os em desenvolvimento; criar fundos financeiros para socorrer os países pobres e transferir tecnologias para os retardatários. Tudo isso no quadro de infindáveis discussões que emperram os consensos mínimos. Estas medidas atacam apenas os sintomas. Há que se ir mais fundo, às causas que produzem tais gases prejudiciais à saúde de todos os viventes e da própria Terra. Copenhague dar-se-ia a ocasião de se fazer com coragem um balanço de nossas práticas em relação com a natureza, com humildade reconhecer nossa responsabilidade e com sabedoria receitar o remédio adequado. Mas, não é isto que está previsto. A estratégia dominante é receitar aspirina para quem tem uma grave doença cardíaca ao invés de fazer um transplante. Tem razão a Carta da Terra quando reza: "Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo... Isto requer uma mudança na mente e no coração". É isso mesmo: não bastam remendos; precisamos recomeçar, quer dizer, encontrar uma forma diferente de habitar a Terra, de produzir e de consumir com uma mente cooperativa e um coração compassivo. De saída, urge reconhecer: o problema em si não é a Terra, mas nossa relação para com ela. Ela viveu mais de quatro bilhões de anos sem nós e pode continuar tranquilamente sem nós. Nós não podemos viver sem a Terra, sem seus recursos e serviços. Temos que mudar. A alternativa à mudança é aceitar o risco de nossa própria destruição e de uma terrível devastação da biodiversidade. Qual é a causa? É o sonho de buscar a felicidade que se alcança pela acumulação de riqueza material e pelo progresso sem fim, usando para isso a ciência e a técnica com as quais se pode explorar de forma ilimitada todos os recursos da Terra. Essa felicidade é buscada individualmente, entrando em competição uns com os outros, favorecendo assim o egoísmo, a ambição e a falta de solidariedade. Nesta competição os fracos são vitimas daquilo que Darwin chama de seleção natural. Só os que melhor se adaptam, merecem sobreviver, os demais são, naturalmente, selecionados e condenados a desaparecer. Durante séculos predominou este sonho ilusório, fazendo poucos ricos de um lado e muitos pobres do outro à custa de uma espantosa devastação da natureza. Raramente se colocou a questão: pode uma Terra finita suportar um projeto infinito? A resposta nos vem sendo dada pela própria Terra. Ela não consegue, sozinha, repor o que se extraiu dela; perdeu seu equilíbrio interno por causa do caos que criamos em sua base físico-química e pela poluição atmosférica que a fez mudar de estado. A continuar por esse caminho, comprometeremos nosso futuro. Que se poderia esperar de Copenhague? Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo. Ao invés da competição, a cooperação. Ao invés de progresso sem fim, a harmonia com os ritmos da Terra. No lugar do individualismo, a solidariedade generacional. Utopia? Sim, mas uma utopia necessária para garantir um porvir. [Autor de Homem: Satã ou Anjo bom?, Record 2008]. * Teólogo, filósofo e escritor -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091209/be9e6fb8/attachment.html From revistaoberro em revistaoberro.com.br Thu Dec 10 19:07:22 2009 From: revistaoberro em revistaoberro.com.br (Revista O Berro) Date: Thu, 10 Dec 2009 19:07:22 -0200 Subject: [Carta O BERRO] TORTURA NO REGIME MILITAR Message-ID: <4CC8696D6087455BBA2E926113067FA4@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. (clique) http://virtualiaomanifesto.blogspot.com/2009/01/tortura-no-regime-militar.html TORTURA NO REGIME MILITAR -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091210/1a77163b/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091210/1a77163b/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2538 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091210/1a77163b/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 10 19:11:47 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 10 Dec 2009 19:11:47 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_PROGRAMA=C7=C3O_DO_50=BA_ANIVER?= =?windows-1252?q?SARIO__DA_REVOLU=C3O_CUBANA_EM_RECIFE?= Message-ID: Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. -------------------------------------------------------------------------------- ------------------------------------------------------------------------------ COMEMORAÇÃO DO 50º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CUBANA Teatro do Parque - Recife, 12 de dezembro de 2009 PROGRAMAÇÃO 18h30: Recepção com música ambiente (música cubana); 19h00: Início: A Internacional ? Hino dos Trabalhadores (SUBVERSIVOS); 19h10: Fala de abertura: Edival Nunes Cajá, Presidente do Centro Cultural Manoel Lisboa em nome do Comitê Organizador; 19h15: Mostra de Imagens da Revolução Cubana - Data-Show, produzido pela Embaixada de Cuba; 19h30: Canções da América Latina ? Guazapa; 19h40: Saudações das entidades, que construíram o evento; 20h10: Canções da América Latina ? Guazapa; 20h20: Saudações dos Partidos Políticos, que construíram o evento; 20h35: Representante dos estudantes e médicos pernambucanos formados na ELAM - Cuba 20h38: Saudação de Coromoto Godoi, cônsul Geral da República Bolivariana da Venezuela em Recife 20h50: Canções da América Latina ? Guazapa; 21h00: Palestra: 50 anos da Revolução Cubana - Maria Antônia, Conselheira Política da Embaixada de Cuba no Brasil; 21h30: Encerramento:?Concerto para o Socialismo? - Camerata de Olinda, sob a regência do maestro Geraldo Menucci. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091210/62273dbe/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Dec 11 18:35:29 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 11 Dec 2009 18:35:29 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__La_vuelta_de_la_vida=2E_Nunca_de?= =?iso-8859-1?q?ixe_de_luchar_por_tus_sue=F1os=2E=2E=2E=2E=2E=2E?= Message-ID: <3F960B6E227C4A27A510CA3455FDE130@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Alipio Freire Viva el Hermano Pueblo Uruguayo! -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091211/7aab5f2f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 53159 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091211/7aab5f2f/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 12 15:38:47 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 12 Dec 2009 15:38:47 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_A_VERDADE_SOBRE_LULA_e_UM_PEQUENO_BALA?= =?utf-8?q?N=C3=87O_COMPARATIVO=2E______Guarde_esses_dados_para_rel?= =?utf-8?q?embrar_os_alienados_do_lado_de_l=C3=A1=2E?= Message-ID: <450FA5CBB22C4CBC92CAA462618BF607@vcaixe> CARTA O BERRO. ..............................................repassem. ----- Original Message ----- Nelson José Lins Pedro R. Lima, professor UERJ Enonomia FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos. Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade. Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC. Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não. Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis. Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8. Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos. Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora. Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis. Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise. Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre. Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual. Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama. Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States". Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas. Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal. Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil. Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel. Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros. Pedro R. Lima, professor UERJ Enonomia ========================================================================= Em: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=22979 __._,_.___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091212/502dbddb/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 51420 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091212/502dbddb/attachment-0003.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 59521 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091212/502dbddb/attachment-0004.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 36638 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091212/502dbddb/attachment-0005.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 13 12:18:58 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 13 Dec 2009 12:18:58 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?MUITAS_P=C1GINAS_COM_M=DASICAS_CUB?= =?iso-8859-1?q?ANAS_DE_RECUERDOS_E_ATUAIS=2E______________________?= =?iso-8859-1?q?____________________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <3664959A1BCC4CFAA6D3430404909D06@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. MUITAS PÁGINAS COM MÚSICAS CUBANAS DE RECUERDOS E ATUAIS. E MUITO MAIS. clique http://www.cubadebate.cu/etiqueta/musica/ -------------------------------------------------------------------------------- CARTA O BERRO. ..........repassem. MUITAS PÁGINAS COM MÚSICAS CUBANAS DE RECUERDOS E ATUAIS. E MUITO MAIS. clique http://www.cubadebate.cu/etiqueta/musica/ -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.105/2562 - Data de Lançamento: 12/13/09 07:39:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091213/6fbd68ca/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 24442 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091213/6fbd68ca/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 13 12:19:09 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 13 Dec 2009 12:19:09 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?A_CPI_DO_MST_=E2=80=93_OS_ESCRAVAGISTAS?= =?utf-8?q?__________por_______________Laerte_Braga?= Message-ID: <5FCB099FE10447358C9AB031E6394589@vcaixe> Carta O Berro...........................................................repassem A CPI DO MST ? OS ESCRAVAGISTAS Laerte Braga Quem quer que se dirija ao GOOGLE, pesquisa, digitar o nome do deputado Ronaldo Caiado do DEM (partido de José Roberto Arruda) vai encontrar, entre outras coisas, seu vínculo com o trabalho escravo. O deputado é contrário à emenda constitucional que pune com a perda das terras para fim de reforma agrária, o proprietário ou empresa que fizer uso de trabalho escravo. Ele próprio o faz. Quem for procurar informações sobre a senadora Kátia Abreu (DEM, partido de José Roberto Arruda) vai encontrar que a senhora em questão encalhou no Senado Federal às custas de dinheiro da Confederação Nacional da Agricultura da qual era presidente e repassado àquela entidade para ser utilizado em financiamentos de projetos agrícolas. Não são necessariamente corruptos por corrupção. São corruptos pelo que representam. Interesses do mais atrasado e boçal latifúndio brasileiro (se bem que não existe latifúndio não atrasado e não boçal). Kátia Abreu responde a processo por desvio de recursos da Confederação Nacional da Agricultura, tanto quanto por ter lesado um lavrador em sua região, tomando-lhe a terra num típico conto do vigário. Nem a senadora e nem o deputado descobriram ainda a existência de garfo e faca, por exemplo, para se possa comer. Conhecem chicote, pelourinho, senzala e toda a sorte de boçalidades possíveis em termos de se tratar escravos. Ronaldo Caiado e Kátia Abreu associaram-se a empresas estrangeiras, a MONSANTO principalmente, entupindo a mesa do brasileiro e lá fora também, de produtos transgênicos, sabidamente nocivos à saúde e que para muito além disso transformam num curto prazo qualquer terra em imprestável ao plantio do quer que seja, mas aí, suas contas bancárias já estarão aptas a lhes garantir futuro tranqüilo e risonho. A CPI do MST tem dois vieses que se casam. O primeiro deles assegurar a permanência do regime de escravidão mantido pelo latifúndio brasileiro e o segundo assegurar a posse da terra a empresas estrangeiras, logo, ferindo de morte a soberania nacional, tal a extensão de terras em poder desse tipo de gente. Se a agricultura brasileira, sustentada na prática pelo pequeno e médio produtor rurais, vai se lascar e o ?celeiro do mundo? virar um grande deserto dentro de alguns anos, gerando fome e doenças, isso não é problema deles, pois não são humanos, são figuras desprezíveis e abjetas em todos os sentidos. O patriotismo deles é aquela forma canalha a que se refere o pensador inglês Samuel Johnson. A CPI é simples. Estigmatizar o MST com apoio da mídia (a grande mídia GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, BANDEIRANTES, etc) venal e serve aos mesmos patrões, assegurar os privilégios dos latifundiários entre eles o de não pagar suas dívidas com o Banco do Brasil e outras agências de fomento do governo (nunca pagaram e nem pensam em pagar, são caloteiros por natureza), garantindo que permanecerão senhores de escravos e a serviço de potência estrangeira. São bandidos, bandoleiros lato senso. Não têm escrúpulos e nem têm nada além da capacidade de urrar e rosnar asneiras. Que tenham recebido apoio expresso e público do deputado Ônix Lorenzoni, também do DEM (partido do governador José Roberto Arruda) não é novidade. O Rio Grande do Sul embora seja um dos estados mais próspero do País, terra de Mário Quintana entre outros, tem o latifundiário mais brutal e estúpido do Brasil. Ainda desconhecem a existência da roda, mas conhecem a da pólvora com que seus pistoleiros assassinam trabalhadores rurais e pequenos produtores. E todos eles são financiados tanto por recursos desviados da Agricultura, como por empresas estrangeiras. A senadora Kátia Abreu, uma espécie de pré-ornitorrinco, tal e qual Ronaldo Caiado. Lorenzoni não. É só um sem vergonha querendo aumentar o por fora. Foi eleita ?miss desmatamento.? Por que não levantar os débitos dessa gente com as agências de fomento à agricultura do governo federal? Os assassinatos cometidos por seus pistoleiros? Será que o brasileiro comum faz idéia de quanto um pilantra como Agripino Maia deve aos cofres públicos de financiamentos para a agricultura e usado em especulação financeira, mas que a GLOBO não informa, pois chega ali boa parte da grana? A turma de abóboras que gosta de bom dia e escolher a gravata do Bonner? O que está por trás da CPI do MST? Num primeiro momento garantir privilégios de bandidos como Kátia Abreu, Ronaldo Caiado. Num segundo atender a interesses de grupos econômicos estrangeiros e num terceiro, finalmente, inscrever o Brasil no rol de colônias da corte de Washington, à qual servem com devoção e altos salários. Isolar um movimento popular que luta por algo que até um general fascista como Douglas MacArthur fez ao final da guerra, no Japão, a reforma agrária. Quando a fome bater em ?grandes plantações?, como afirma Vandré em sua canção ?pra não dizer que não falei de flores?, não adianta mandar o xerife atrás desses bandidos. Já estarão longe e o Brasil já será BRAZIL. A propósito, mesmo o ministro do Meio-ambiente, Carlos Minc, sendo um bobalhão, atrapalha interesses dessa gente e Kátia Abreu usou o recurso mais comum entre os seus. Ameaçou-o de morte por não aceitar assentar-se de quatro no colo do latifúndio. A CPI do MST é isso. Uma traulitada no interesse nacional. O tal ?terrorismo? do MST é uma luta legítima em favor do BRASIL, ao contrário dos que lutam pelo BRAZIL. Há uma diferença fundamental entre um e outro. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091213/91dbb3f4/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Dec 14 20:04:23 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 14 Dec 2009 20:04:23 -0200 Subject: [Carta O BERRO] " Apocalipse agora." por Frei Betto Message-ID: <5B6713A41BCB436E8DBD008798450422@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Apocalipse agora (correio da cidadania) Escrito por Frei Betto O fim do mundo sempre me pareceu algo muito longínquo. Até um contra-senso. Deus haveria de destruir sua Criação? Hoje me convenço de que Deus nem precisa mais pensar em novo dilúvio. O próprio ser humano começou a provocá-lo, através da degradação da natureza. Os bens da Terra tornaram-se posse privada de empresas e oligopólios. A causa de 4 bilhões de seres humanos viverem abaixo da linha da pobreza, e 1,2 bilhão padecerem fome, é uma só: toda essa gente foi impedida de acesso à terra, à água, à semente, às novas técnicas de cultivo e aos ?sistemas de comercialização de produtos. A decisão dos EUA e da China de ignorarem a Conferência de Copenhague sobre Mudanças Climáticas torna mais agônico o grito da Terra. Os dois países são os principais emissores de CO2 na atmosfera. São os grandes culpados pelo aquecimento global. Ao decidirem boicotar Copenhague e adiar o compromisso de reduzirem suas emissões, eles abreviam a agonia do planeta. Felizmente, a 25 de novembro o presidente Obama, sob forte pressão, voltou atrás e desdisse o que falara em Pequim. Os EUA, responsáveis por 23% das emissões mundiais de CO2, prometerão em Copenhague reduzir, até 2020, 17% das emissões de gases de efeito?estufa; 30% até 2025; e 42% até 2030. Por que o recuo? Além da pressão dos ecologistas, Obama deu-se conta de que ficaria mal na foto ignorar Copenhague e comparecer em Oslo, dia 10 de dezembro - quando se comemora o 61º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos - para receber o prêmio Nobel da Paz. Portanto, na véspera estará na capital da Dinamarca. Curioso, todos os prêmios Nobel são entregues em Estocolmo, exceto o da Paz. Por uma simples e cínica razão: a fortuna da Fundação Nobel, sediada na Suécia, resulta da herança do inventor da dinamite, Alfred Nobel (1833-1896), utilizada como explosivo em guerras. Como não teve filhos, Nobel destinou os lucros obtidos por sua patente a quem se destacar em determinadas áreas do saber. Há uma lógica atrás da posição 'ecocida' dos EUA e da China. São dois países capitalistas. O primeiro abraça o capitalismo de mercado; o segundo o de Estado. Ambos coincidem no objetivo maior: a lucratividade, não a sustentabilidade. O capitalismo, como sistema, não tem solução para a crise ecológica. Sabe que medidas de efeito haverão de redundar inevitavelmente na redução dos lucros, do crescimento do PIB, da acumulação de riquezas. Se vivesse hoje, Marx haveria de admitir que a crise do capitalismo já não resulta das contradições das forças produtivas. Resulta do projeto tecnocientífico que?beneficia quase que exclusivamente apenas 20% da população mundial. Esse projeto respalda-se numa visão de qualidade de vida que coincide com a opulência e o luxo. Sua lógica se resume a "consumo, logo existo". Como dizia Gandhi, "a Terra satisfaz as necessidades de todos, menos a voracidade dos consumistas". Exemplo disso é a recente crise financeira. Diante da ameaça de quebra dos bancos, como reagiram os governos das nações ricas? Abasteceram de recursos as famílias inadimplentes, possibilitando-as de conservar suas casas? Nada disso. Canalizaram fortunas - um total de US$ 18 trilhões - para os bancos responsáveis pela crise. Eduardo Galeano chegou a pensar em lançar a campanha "Adote um banqueiro", tal o desespero no?setor. O planeta em que vivemos já atingiu os seus limites físicos. Por enquanto não há como buscar recursos fora dele. O jeito é preservar o que ainda não foi totalmente destruído pela ganância humana, como as fontes de água potável, e tentar recuperar o que for possível através da despoluição de rios e mares e do reflorestamento de áreas desmatadas. Ecologia vem do grego "oikos", significa casa, e "logos", conhecimento. Portanto, é a ciência que estuda as condições da natureza e as relações entre tudo que existe - pois tudo que existe co-existe, pré-existe e subsiste. A ecologia trata, pois, das conexões entre os organismos vivos, como plantas e animais (incluindo homens e mulheres), e o seu meio ambiente. Essa visão de interdependência entre todos os seres da natureza foi perdida pelo capitalismo. Nisso ajudou uma interpretação equivocada da Bíblia - a idéia de que Deus criou tudo e, por fim, entregou aos seres humanos para que "dominassem" a Terra. Esse domínio virou sinônimo de espoliação, estupro, exploração. Os rios foram poluídos; os mares, contaminados; o ar que respiramos, envenenado. Agora, corremos contra o relógio do tempo. O Apocalipse desponta no horizonte e só há uma maneira de evitá-lo: passar do paradigma de lucratividade para o da sustentabilidade. Frei Betto é escritor, autor do romance "Um homem chamado Jesus", lançamento da editora Rocco para o Natal 2009. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091214/980da167/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 15 19:06:13 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 15 Dec 2009 19:06:13 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Fiscaliza=E7=E3o_constata_alto_?= =?iso-8859-1?q?=EDndice_de_trabalho_escravo_tamb=E9m_no_Sudeste?= Message-ID: <2C2A43524C2240C89D369B1AD750F5F0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Fiscalização constata alto índice de trabalho escravo também no Sudeste Robson Braga * As fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para identificação de trabalho escravo no Brasil foram, em 2009, além das regiões Norte e Nordeste e possibilitaram perceber que essa forma de exploração humana está diluída por toda a nação. Dos 4.051 trabalhadores/as libertados da condição de escravo em todo o país de janeiro a novembro deste ano, 39% eram explorados no Sudeste, sendo que, em 2008, esse percentual foi de 10%. Os dados foram compilados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Em 2009, 20% das pessoas libertadas da escravidão estavam no Nordeste; 18%, no Norte; 15%, no Centro Oeste; e 8%, no Sul. Por Estado, 749 trabalhadores foram libertados no Rio de Janeiro (Sudeste), 388 em Tocantins (Norte), 386 no Espírito Santo (Sudeste), 379 em Pernambuco (Nordeste), 364 em Minas Gerais (Sudeste) e 288 no Pará (Norte). Esses valores não significam, entretanto, que o número de casos aumentou ou diminuiu nas regiões brasileiras, e sim, que as fiscalizações focaram mais a região Sudeste, para a qual menos se atentava antes. Esses valores "não são novidades, o que tivemos de diferente este ano foi o holofote da fiscalização, que se voltou mais para [a região] Sudeste, [os Estados do] Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso", considerou o frei Xavier Plassat, coordenador da campanha de erradicação do trabalho escravo, da CPT. Um fator que vem permitindo, desde 2007, uma maior atuação do governo federal nas investigações é a participação das superintendências estaduais do Ministério do Trabalho nas investigações. De 2003 - quando foi lançado o Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo - até 2007, o país contava apenas com a fiscalização do grupo móvel do MTE. "Este ano, metade das investigações foi feita pelas superintendências e a outra, pelo grupo móvel. Essa divisão de trabalho permitiu que mais ações pudessem ser desenvolvidas simultaneamente", explicou Xavier. Para o frei, a fiscalização do governo federal para erradicar o trabalho escravo não dá conta do problema, "que é estrutural". "Libertar escravos não elimina a escravidão, porque devolve o libertado para a mesma condição", afirmou. Apesar da crítica, Plassat destacou a iniciativa da superintendência do MTE em Mato Grosso, que tem oferecido capacitação profissional às vítimas retiradas do trabalho escravo. Na avaliação dele, entretanto, o problema da escravidão só será sanado "quando o campo tiver um campesinato consciente, uma agricultura familiar forte e uma reforma agrária de verdade", disse. Mesmo as fiscalizações - principal ponto da estratégia governamental - "são insuficientes", enfrentam um déficit de equipes, de grupos policiais e "impasses nas concepções do trabalho", acrescentou Xavier. Dos 74 casos verificados no Pará em 2009, por exemplo, apenas 34 foram fiscalizados. Dos 28 no Maranhão, somente dez foram vistoriados. Os dados também mostram que, dos 4.051 libertados, 47% eram explorados na cana-de-açúcar, 18% em outras lavouras, 14% na pecuária e 6% no carvão. Dos 207 empreendimentos onde se constatou mão-de-obra escrava no país em 2009, 50% compunham o setor pecuarista; 11%, ligados ao carvão; 7%, canaviais; e 14%, outras lavouras. Condenações As punições criminais de exploradores de mão-de-obra escrava, que antes eram pontuais, podem ser ampliadas, devido à condenação penal de 28 fazendeiros pela Justiça Federal em Marabá, no Pará. A avaliação foi feita pelo frei Xavier Plassat. "A condenação é muito emblemática, porque antes não se sabia ao certo de quem era a competência para julgar esses crimes, se a Justiça Federal ou a Estadual. A decisão do STF [Supremo Tribunal Federal] em 2007 atribuiu a competência à Justiça Federal", explicou o frei. Para Plassat, a "queda de braço" entre os que lutam contra o trabalho escravo e os que o promovem se acentuou em 2009. "O agronegócio faz uma pressão enorme, tentando desqualificar a fiscalização do Ministério do Trabalho. Eles dizem que a política devia ser educativa, e não punitiva, pra deixar o setor em paz", criticou. * Jornalista da Adital -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.108/2566 - Data de Lançamento: 12/15/09 07:52:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091215/09833d68/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7923 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091215/09833d68/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091215/09833d68/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 16 20:00:39 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 16 Dec 2009 20:00:39 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_contrarrevolu=E7=E3o_jur=EDdica?= =?iso-8859-1?q?__por_Boaventura_de_Sousa_Santos?= Message-ID: <6DDF4B6EDAB64D41B37CC4260FED8AAC@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Flavio Abelha FONTE:http://leituraglobal.com A contrarrevolução jurídica por Boaventura de Sousa Santos Está em curso uma contrarrevolução jurídica em vários países latino-americanos. É possível que o Brasil venha a ser um deles. Entendo por contrarrevolução jurídica uma forma de ativismo judiciário conservador que consiste em neutralizar, por via judicial, muito dos avanços democráticos que foram conquistados ao longo das duas últimas décadas pela via política, quase sempre a partir de novas Constituições. Como o sistema judicial é reativo, é necessário que alguma entidade, individual ou coletiva, decida mobilizá-lo. E assim tem vindo a acontecer porque consideram, não sem razão, que o Poder Judiciário tende a ser conservador. Essa mobilização pressupõe a existência de um sistema judicial com perfil técnico-burocrático, capaz de zelar pela sua independência e aplicar a Justiça com alguma eficiência. A contrarrevolução jurídica não abrange todo o sistema judicial, sendo contrariada, quando possível, por setores progressistas. Não é um movimento concertado, muito menos uma conspiração. É um entendimento tácito entre elites político-econômicas e judiciais, criado a partir de decisões judiciais concretas, em que as primeiras entendem ler sinais de que as segundas as encorajam a ser mais ativas, sinais que, por sua vez, colocam os setores judiciais progressistas em posição defensiva. Cobre um vasto leque de temas que têm em comum referirem-se a conflitos individuais diretamente vinculados a conflitos coletivos sobre distribuição de poder e de recursos na sociedade, sobre concepções de democracia e visões de país e de identidade nacional. Exige uma efetiva convergência entre elites, e não é claro que esteja plenamente consolidada no Brasil. Há apenas sinais nalguns casos perturbadores, noutros que revelam que está tudo em aberto. Vejamos alguns. - Ações afirmativas no acesso à educação de negros e índios. Estão pendentes nos tribunais ações requerendo a anulação de políticas que visam garantir a educação superior a grupos sociais até agora dela excluídos. Com o mesmo objetivo, está a ser pedida (nalguns casos, concedida) a anulação de turmas especiais para os filhos de assentados da reforma agrária (convênios entre universidades e Incra), de escolas itinerantes nos acampamentos do MST, de programas de educação indígena e de educação no campo. - Terras indígenas e quilombolas. A ratificação do território indígena da Raposa/Serra do Sol e a certificação dos territórios remanescentes de quilombos constituem atos políticos de justiça social e de justiça histórica de grande alcance. Inconformados, setores oligárquicos estão a conduzir, por meio dos seus braços políticos (DEM, bancada ruralista) uma vasta luta que inclui medidas legislativas e judiciais. Quanto a estas últimas, podem ser citadas as "cautelas" para dificultar a ratificação de novas reservas e o pedido de súmula vinculante relativo aos "aldeamentos extintos", ambos a ferir de morte as pretensões dos índios guarani, e uma ação proposta no STF que busca restringir drasticamente o conceito de quilombo. - Criminalização do MST. Considerado um dos movimentos sociais mais importantes do continente, o MST tem vindo a ser alvo de tentativas judiciais no sentido de criminalizar as suas atividades e mesmo de o dissolver com o argumento de ser uma organização terrorista. E, ao anúncio de alteração dos índices de produtividade para fins de reforma agrária, que ainda são baseados em censo de 1975, seguiu-se a criação de CPI específica para investigar as fontes de financiamento. - A anistia dos torturadores na ditadura. Está pendente no STF arguição de descumprimento de preceito fundamental proposta pela OAB requerendo que se interprete o artigo 1º da Lei da Anistia como inaplicável a crimes de tortura, assassinato e desaparecimento de corpos praticados por agentes da repressão contra opositores políticos durante o regime militar. Essa questão tem diretamente a ver com o tipo de democracia que se pretende construir no Brasil: a decisão do STF pode dar a segurança de que a democracia é para defender a todo custo ou, pelo contrário, trivializar a tortura e execuções extrajudiciais que continuam a ser exercidas contra as populações pobres e também a atingir advogados populares e de movimentos sociais. Há bons argumentos de direito ordinário, constitucional e internacional para bloquear a contrarrevolução jurídica. Mas os democratas brasileiros e os movimentos sociais também sabem que o cemitério judicial está juncado de bons argumentos. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091216/a1b7b359/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 16 20:01:06 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 16 Dec 2009 20:01:06 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__INVAS=D5ES_AMERICANAS_NO_MUNDO?= Message-ID: <222ED77DD59C4AF8905C7F3068A18DA4@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. INVASÕES AMERICANAS NO MUNDO Organizado por Alberto da Silva Jones (professor da UFSC): Entre as várias INVASÕES das forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar: 1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas 1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos. 1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas. 1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA. 1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA. 1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês. 1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa. 1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra. 1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana. 1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer. 1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas 11/15/1913) - 600.000 filipinos mortos. 1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana. 1898 - Presente - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos. 1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje. 1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial. 1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur. 1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa. 1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez). 1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção. 1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho. 1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução. 1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa. 1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições. 1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua. 1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua. 1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições. 1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua. 1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras. 1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas. 1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana. 1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais. 1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano. 1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos. 1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução. 1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários. 1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens. 1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo. 1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas. 1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos. 1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos. 1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos. 1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles. 1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço. 1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia. 1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala. 1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna. 1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista. 1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional. 1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos. 1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês. 1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por Marti. 1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki. 1946 - IRà - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã. 1946 - IUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos. 1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego. 1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder. 1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista. 1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce. 1951 - 1953 - CORÉIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul. 1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária. 1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal. 1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil. 1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos. 1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas. 1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao. 1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país. 1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924. 1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano. 1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja. 1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana. 1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez. 1980 - IRà - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.* 1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas. 1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha. 1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras 1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína. 1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano. 1989 - PANAMÁ - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos. 1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil. 1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo. 1990 - 1991 - ARÁBIA** SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque. 1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país. 1993 - IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait. 1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos. 1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa ?Marines evacuam civis? iniciou. 1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes. 1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros. 2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde"). 2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje. 2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca. Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia" (deles). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091216/34454ecd/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 17 19:33:44 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 17 Dec 2009 19:33:44 -0200 Subject: [Carta O BERRO] O "garoto" da ditadura.Torturador e assassino em julgamento na Argentina. Message-ID: <64543A56AF324480B67C3EEBFA863056@vcaixe> Carta O Berro.......................................repassem ----- Original Message ----- From: urarianoms Leitura, infelizmente, necessária. Do blog Os Hermanos, do Estadão, http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios/ 12.09 Julgamento de Astiz, O anjo loiro da morte. Retrato do sequestrador quando jovem O ?garoto mimado? da última Ditadura Militar argentina (1976-83), o ex-capitão Alfredo Astiz, está sendo julgado desde a sexta-feira passada por sequestros, torturas e assassinatos de civis durante o regime militar. Conhecido entre suas vítimas como ?O anjo loiro da morte? ? e também como ?O Corvo? - Astiz está sendo acompanhado no banco dos réus por outros 18 ex-integrantes da ditadura ? também acusados de crimes durante a ditadura - que operavam com ele no Grupo de Tarefas 3.3.2. A base do grupo era a Escola de Mecânica da Armada (ESMA), o maior centro clandestino de torturas do regime militar, situado no bairro portenho de Núñez. Astiz era uma das estrelas da ESMA, já que as missões mais complexas eram encomendadas ao jovem oficial pelos integrantes da alta hierarquia militar. As estimativas indicam que 5.000 prisioneiros civis passaram pela ESMA, dos quais sobreviveram menos de 170. Um total de 280 testemunhas comparecerão perante o tribunal, incluindo vários sobreviventes da ESMA. Fontes dos tribunais indicaram que o julgamento de Astiz e seus companheiros poderia prolongar-se por um período de seis meses a um ano. No primeiro dia de julgamento oral e público Astiz provocou o público levantando um livro que levava consigo. O título: "Voltar a matar". Entre os outros ex-militares que também estão sendo julgados estão Alfredo Donda Tigel - que sequestrou seu próprio irmão e a cunhada, os assassinou e ficou com suas filhas - além Jorge ?El Tigre? Acosta, famoso por estuprar as prisioneiras. Astiz é considerado o ex-integrante da ditadura com o perfil psicológico mais intrincado. ?Ele tinha absoluta certeza que estava destinado a grandes missões em sua vida...ele achava que era um cavaleiro nas Cruzadas!?, disse ao Estado Miriam Lewin, uma das sobreviventes da ESMA, ex-prisioneira de Astiz e autora do livro ?Esse inferno?, sobre a passagem de várias prisioneiras mulheres nesse centro de torturas. Outra sobrevivente, Sara Osatinsky relatou que o centro da vida do loiro oficial era a ESMA: ?em uma ocasião Astiz saiu de férias, mas voltou quatro dias depois, pois havia descoberto que não podia compartilhar suas atividades com os amigos. Por isso passou o resto de suas férias na ESMA, conosco?. Astiz apreciava reunir os prisioneiros para que estes ouvissem suas longas dissertações nas quais argumentava que os africanos eram ?racialmente inferiores?. Diversas testemunhas indicam que, enquanto outros repressores somente ficavam na ESMA o tempo suficiente para o ?trabalho?, Astiz desfrutava do cheiro de urina e fezes que emanava das celas, além dos gritos dos torturados. Protegido pela cúpula militar, Astiz foi recompensado por seus serviços durante o período mais intenso de repressão com o cargo de governador das ilhas Geórgias durante a Guerra das Malvinas, em 1982. No entanto, essas ilhas foram o primeiro ponto recuperado pelos britânicos durante o conflito bélico. Após um único tiro de bazuca disparado pelos britânicos, Astiz desistiu de resistir. Com com um copo cheio de whisky em uma das mãos, assinou a rendição incondicional. Astiz rende-se rapidamente aos britânicos durante a Guerra das Malvinas Astiz foi beneficiado em 1986 e 1987 com as leis de perdão aos militares (leis de ponto final e de obediência devida). Solteiro, ao longo dos anos 90 era visto com frequência em discotecas. Mas, por ser reconhecido facilmente, Astiz também foi alvo de freqüentes socos e cusparadas dos jovens que dançavam nesses lugares. Em 1998 Astiz concedeu sua primeira e última entrevista à imprensa, gerando intensa polêmica. Em declarações à revista ?Trespuntos?, o ex-capitão definiu-se como ?o melhor homem para matar um presidente?. FREIRAS E GARGALHADA Astiz foi responsável pelo assassinato de três fundadoras das Mães da Praça de Mayo, entre elas, Azucena Villaflor. Ele também é requerido por vários tribunais na Europa. Na Itália, ele foi acusado de ter sido o autor do desaparecimento de três cidadãos italianos em território argentino durante o regime militar.Em 1990 a Justiça francesa condenou o ex-capitão - à revelia - à prisão perpétua pela morte das freiras francesas Alice Domon e Leonie Duquet. As duas freiras foram sequestradas em uma operação planejada por Astiz, que com suas suas feições de ?menino bem-comportado? infiltrou-se na organização de defesa dos Direitos Humanos das Mães da Praça de Maio, fazendo-se passar pelo irmão de um desaparecido. A cara ingênua de Astiz convenceu as Mães, que somente perceberam quem ele era tempos depois. Sob este disfarce, Astiz recolheu informações e decidiu que as duas religiosas idosas deveriam ser eliminadas. Astiz também é procurado pela Justiça da Suécia, já que durante uma operação para sequestrar militantes de esquerda, ele e seu grupo entraram na casa de uma estudante na Grande Buenos Aires. Ali estava Dagmar Hagelin, uma jovem sueca, amiga da estudante procurada pelos militares. A adolescente fugiu dos repressores e foi derrubada com um tiro certeiro de Astiz na nuca. O oficial, ao comprovar sua pontaria ? segundo testemunhas - soltou uma gargalhada. Pátio da Esma, com a presença de cadetes e oficiais, nos anos 70 ESMA FOI O MAIOR CENTRO DE TORTURAS DA AMÉRICA DO SUL Dos 651 campos de concentração da Ditadura, a ESMA tornou-se o mais emblemático. Dentro da cidade de Buenos Aires, a poucos quarteirões do estádio Monumental de Núñez, foi o cenário das torturas mais cruéis do regime militar. A ESMA, segundo o jornalista e analista político Eduardo Aliverti, era ?um clube de perversão?. Enquanto que nos outros campos de concentração os militares recorriam a métodos ?clássicos? como o fuzilamento, na ESMA os oficiais da Marinha, ?eliminavam? os prisioneiros por meio dos ?vôos da morte?. Esta era a denominação da modalidade de jogar os prisioneiros dos aviões em pleno voô sobre o rio da Prata ou o Oceano Atlântico. A ESMA também contava com um armazém onde eram acumulados os objetos saqueados dos prisioneiros e suas famílias. Roupas, sapatos, eletrodomésticos, quadros e antiguidades eram alguns dos frutos do saque realizado pelos militares da ESMA. A Marinha também organizou uma imobiliária clandestina que vendia as casas e apartamentos dos ?desaparecidos?. O dinheiro era embolsado pelos oficiais. ?Viva Hitler?, ?Nós somos deuses? eram algumas das frases que os oficiais haviam pintado nas paredes das salas de tortura, onde também violentavam as prisioneiras que minutos depois levavam ? ainda em estado de choque e sangrando ? para jantar em uma churrascaria de luxo em pleno centro portenho. A jornalista Miriam Lewin, uma das sobreviventes da ESMA, relatou ao Estado o modus operandi dos militares: ?eles tinham métodos muito refinados. Vários prisioneiros viram como torturavam seus bebês, na sua frente, ameaçando esmagar a cabeça das crianças?. Assinatura, em uma viga de uma das celas da Esma, do prisioneiro Horacio Maggio, posteriormente assassinado Espalhados em 17 hectares, os diversos edifícios da ESMA que compõem o antigo centro de torturas possuem nomes que indicam o humor negro dos oficiais: ?Avenida da Felicidade?, ?Eldorado?, ?O Capuz? e ?O Pequeno Capuz? (estes dois últimos, em alusão aos capuzes que os militares colocavam sobre a cabeça dos prisioneiros, que freqüentemente ficavam semanas ou meses sem ver a luz do dia). A Escola de Mecânica da Armada está a poucos quarteirões do estádio Monumental, do time River Plate. Durante a Copa do Mundo de 1978, os prisioneiros podiam escutar desde suas celas as torcidas no estádio gritando ?gol?. Nos dias de jogo os oficiais detinham as sessões de tortura para dedicar-se a ver pela TV os embates futebolísticos. Quando os jogos concluíam, dedicavam-se novamente a aplicar choques elétricos ou arrancar as unhas dos prisioneiros. ESQUIZOFRENIA ?O comportamento desses militares era uma coisa esquizofrênica?, disse ao Estado Graciela Daleo, uma ex-prisioneira que no dia em que a Argentina venceu a Copa, foi levada pelos oficiais para um ?passeio? de celebração pelas avenidas da cidade. Daleo, que havia sido torturada com requintes de crueldade, olhava a multidão dançando pelas ruas. ?Eu olhava pela janela do carro, rodeadas de oficiais da Marinha, e pensava que se começasse a gritar às pessoas na rua que eu era uma prisioneira política, ninguém daria bola para mim?. Após o passeio, Daleo foi levada novamente à cela. Grande parte dos prisioneiros ficavam encapuçados até seis meses ininterruptos. Esta era uma forma dos carcereiros eliminarem qualquer noção de tempo e espaço dos detidos. Quase todos, antes de serem torturados recebiam uma refeição de boa qualidade. Essa a ?última ceia?, servida pelos oficiais com um sorriso de sarcasmo. Depois, eram levados pela ?Avenida da Felicidade?, tal como denominavam o corredor que conectava os alojamentos dos prisioneiros com as salas de torturas. Logo, a longa seqüência de padecimentos começava com choques elétricos sobre um colchão. As fortes descargas causavam pequenos ?apagões? no resto das instalações da Esma. Para que a condução elétrica fosse melhor, os oficiais de Massera molhavam os corpos dos torturados. Nos pavilhões onde amontoavam-se os prisoneiros, havia uma mistura de alívio e desespero. ?Você implorava que o companheiro fosse deixado em paz...mas, ao mesmo tempo, sabia que quando isso acontecesse, você era o seguinte?, explica Victor Basterra, um dos sobreviventes. Parte da frente da Esma, atualmente AMPLO LEQUE DE TORTURAS Depois dos choques, os prisioneiros eram as vítimas do ?submarino úmido?, que consistia em colocar suas cabeças em baldes d?água cheios de urina, fezes e outros dejetos. Os oficiais também aplicavam o ?submarino seco?, ou seja, a asfixia com uma bolsa de plástico. Uma das mais temidas era o ?saca-rolhas?, que consistia na introdução de um aparelho pela via anal, que ao ser puxado para fora, arrastava junto as vísceras. Algumas torturas eram inesperadas. Os homens de Massera dedicavam várias horas para imaginar novas formas de atormentar os prisioneiros. Uma manhã, os detidos ficaram perplexos ao ver que os oficiais levavam uma motocicleta até o porão onde estavam. Nas horas seguintes, os militares, montados na moto, divertiram-se circulando pelo salão passando por cima dos prisioneiros, deitados no chão a modo de paralelepípedos. Teresa, uma das prisioneiras que morreu na Esma e cujo sobrenome é desconhecido, era violada cada vez que ia ao banheiro. ?Se ela ia uma vez, a estupravam nessa ocasião. Mas, se, horas depois, ia de novo, era novamente violada. Todas as vezes que ia ao banheiro, era impreterivelmente estuprada. Todas?, relata Enrique Fuckman, ex-detido das masmorras da Esma. Dagmar Hagelin, a adolescente estudante sueca vítima de Astiz ?ASTIZ DAVA UM PRESENTE DE ANIVERSÁRIO PARA UM PRISIONEIRO...E DEPOIS O LEVAVA À SALA DE TORTURA? ?O Verdugo ? Astiz, um soldado do terrorismo de Estado? é a mais recente biografia não-autorizada de Alfredo Astiz. Seu autor, o jornalista Jorge Camarasa, famoso nos anos 90 por seus livros sobre nazista na Argentina, em entrevista ao Estado, conversou sobre a intrincada personalidade de Astiz, a quem define de ?sinistro paradigma do terrorismo de Estado?. Estado: Como definiria a relação de Astiz com suas vítimas e seu trabalho? Camarasa: Astiz possuía uma série de patologias. Ele costumava recordar os aniversários de alguns prisioneiros, aos quais levava presentes na ESMA! Era uma relação de amor-ódio muito complexa. Astiz era capaz de realizar coisas estranhas como levar um prisioneiro a um restaurante, e depois transportá-lo para o lugar onde seria torturado...e ele pretendia que fosse uma espécie de relação na qual todos seriam amigos! Estado: Astiz pertence aquele grupo de ex-torturadores e ex-sequestradores que consideram que seus atos durante a ditadura foram uma ?missão divina?? Ou o enquadraria como um ?aproveitador? das circunstâncias? Camarasa: Era um aproveitador. Ele limitava-se a cumprir as ordens que recebia, sem jamais questionar se elas estavam bem ou mal. Se o patrão de Astiz tivesse sido outro governo, outro regime, com certeza ele teria agido da mesma forma. Estado: Astiz foi um garoto mimado da ditadura? O almirante Massera o encarregou de realizar complexas tarefas de espionagem, apesar de ser muito jovem...o ditador e general Leopoldo Galtieri, durante a Guerra das Malvinas, o colocou como comandante das ilhas Geórgias do Sul.... Camarasa: Foi mais do que um garoto mimado. Isso tem a ver com a formação de Astiz. Ele foi um oficial treinado nos Estados Unidos, além da Escola das Américas. Era um cara com instrução militar acima de seu camaradas. Estado: Qual foi o destino de Dagmar Hagelin? Camarasa: Sabemos detalhes da operação na qual Dagmar foi pega. Mas não sabemos se morreu na hora, se foi levada viva e posteriormente torturada. E depois morta. ................................................................... -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.111/2570 - Data de Lançamento: 12/17/09 08:30:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091217/3e25a06a/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 17 19:34:21 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 17 Dec 2009 19:34:21 -0200 Subject: [Carta O BERRO] A guerra contra a democracia Message-ID: <7756E3EF4C924CD18ABD9109D1CF5479@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: SilvioBPinheiro Em espanhol: legendas em português. clique http://video.google.com.br/videoplay?docid=-803717900315922061&ei=C1EoS9e0H4LIqQLriaz8Aw&q=war+on+democracy&hl=pt-BR# -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091217/21882249/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 24442 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091217/21882249/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Dec 18 19:30:34 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 18 Dec 2009 19:30:34 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Lista_de_ag=EAncia=2C_funda=E7?= =?windows-1252?q?=F5es_e_empresas_que_recebem_dinheiro_e_trabalham?= =?windows-1252?q?_para_a_Ag=EAncia_Central_de_Intelig=EAncia_dos_E?= =?windows-1252?q?stados_Unidos_da_Am=E9rica_do_Norte_=2E?= Message-ID: . Carta O Berro......................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Ivan Pinheiro Los tentáculos de la Central Intelligence Agency?s Lista de agencias en el mundo que trabajan con la CIA dezembro de 2009, Tribuna Popular TP.- Publicamos el listado de más de 500 agencias, fundaciones y empresas que son parte de la Central Intelligence Agency?s (CIA) y trabajan con ella en el área de la información y acción contra los pueblos y sus organizaciones políticas y sociales. LISTADO DE AGENCIAS DE LA CIA * A * AALC, see Afro-American Labor Center Acrus Technology ADEP, see Popular Democratic Action Advertising Center, Inc. Aerojet General Corporation Aero Service Corp. of Philadelphia AFME, see American Friends of the Middle East "African Report" African-American Institute Afro-American Labor Center (AALC) of American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization (AFL/CIO) Agencia Orbe Latinoamericano Agency for International Development (AID) Agribusiness Development, Inc. AIFLD, see American Institute for Free Labor Development Air America Air Asia Co., Ltd. Air Proprietary Company All Ceylon Youth Council Movement Alliance for Anti-totalitarian Education America Fore Insurance Group American Academy for Girls American Association of the Middle East American Chamber of Commerce American Committee for Liberation from Bolshevism, Inc. American Committee for the Liberation of the People of Russia American Committee for the International Commission of Jurists American Economic Foundation American Federation for Fundemental Research American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization (AFL/CIO) American Federation of State, County and Municipal Employees (AFSCME) American Foundation for the Middle East American Friends of the Middle East American Friends of the Russian Freedom American Friends Service Committee American Fund for Czechoslovak Refugees American Fund For Free Jurists American Geographic Society American Historical Society American Institute for Free Labor Development (AIFLD) American Machine & Foundry American Mutual Insurance Company American Newspaper Guild American Newspaper Publishers Association American Oriental Society American Political Science Association American Red Cross American Research Center in Egypt, Inc. American Society of African Culture American Institute of Cairo American University - Special Operations Research Office Ames Research Center M.D. Anderson Foundation ANSA (Italian Wire Service) Antell, Wright & Nagel Anti-Communist Christian Front Anti-Communist Liberation Movement Anti-Totalitarian Board of Solidarity with the People of Vietnam Anti-Totalitarian Youth movement Appalachian Fund Arabian-American Oil Company Area Tourist Association Ashland Oil and Refining Company Asia Foundation Association of American Geographers Association of Computing Machinery Association of Friends of Venezuela Association of Preparatory Students Assoziation ungarischer Studenten in Nordamerika "Atlantic Journals and Constitution" Atomics, Physics & Science Fund, Inc. Atwater Research Program in North Africa * B * David, Josephine & Winfield Baird Foundation, Inc. Bank of America Bank of California Bank of Lisle Bankers Trust Company Baylor University Beacon Fund (West) Berliner Verein (West) Berliner Verein zur Forderung der Bildungshilfe in Entwicklungslandern (West) Berliner Verein zur Forderung der Publizistik in Entwicklungslandern Blythe & Company, Inc. Boeing Company Boni, Watkins, Jason & Company Borden Trust Bories Trust Boy Scouts of America Brazilian Institute for Democratic Action (IBAD) Broad and High Foundation Brook Club Brotherhood of Railway, Airline and Steamship Clerks, Freight Handlers, Express and Station Employees J. Frederick Brown Foundation Burgerkomitee fur Au Benpolitik (SS) Bulgarisches Nationales Zentrum Burndy Corporation Butte Pipe Line Company * C * Cahill, Gordon, Reindel & Ohl Cahill & Wilinski California Shipbuilding Corporation Campfire Girls CARE, see Committee for American Relief Everywhere Caribean Marine Area Corporation (Caramar) James Carlisle Trust Carnegie Foundation John Carroll University Catherwood Foundation Catholic Labor Foundation Catholic University Youth Organization CBS Television Network CEDOC, see Catholic Labor Center (CRESS) Center for Strategic Studies Center of Studies and Social Action (CEAS) CEOSL, see Ecuadorean Confederation of Free Trade Union Organizations Chesapeake Foundation Chicago College of Arts and Sciences Citizens State Bank of Wausau Civil Air Transport (CAT) Clothing and Textiles Workers Union COG, see Guayana Workers Confederation Colt's Patent Fire Arms Company Columbia Broadcasting System (CBS) Columbia University Columbian Financial Development Company Combate "EL Commercio" Com. Suisse d'Aide aux Patrgrols Committee for American Relief (CARE) Committee for Correspondance Committee for Free Albania Committee for Liberty of Peoples Communications Workers of America (CWA) Confederation for an Independent Poland Conference of the Atlantic Community Congress for Cultural Freedom Continental Airlines Corporation Continental Press Cooperative League of America Coordinating Committee of Free Trade Unionists of Ecuador Coordinating Secretariat of National Unions of Students (cosec), see International Student Conference (ISC) Cornell University Cosden Petroleum Corporation Council on Economic and Cultural Affairs, Inc. Council of Foreign Relations Cox, Langford, Stoddard & Cutler CRC, see Cuban Revolutionary Council CROCLE, see Regional Confederation of Ecuadorean Coastal Trade Unions Cross, Murphy and Smith Crossroads of Africa Crusade for Freedom CSU, see Urugayan Labor Conference CTM, see Mexican Worker Confederation Cuban Portland Cement Company Cuban Revolutionary Council (CRC, Cuban Exile) Cummings and Seller Curtis Publishing Company CUT, see Uruguayan Confederation of Workers * D * Daddario & Burns Debevoise, Plimpton, Lyons & Gates (West) Deutscher Kunstlerbund Dominion Rubber Company Double Chek Corporation DRE, see Revolutionary Student Directorate in Exile * E * Eagleton Institute of Politics - Princeton University East Asian Institute East-West Center Ecuadorean Anti-Communist Action Ecuadorean Anti-Communist Front Ecuadorean Confederation of Free Trade Union Organizations (CEOSL) Ecuadorean Federation of Telecommunications Workers (FENETEL) Editors Press Service Edsel Fund Electric Storage Battery Company El Gheden Mining Corporation Encounter End Kadhmir Dispute Committee Ensayos Entertainment Workers Union ERC International, Inc. Enstnischer Nationalrat Enstnischer Weltzentralrat Europe Assembly of Captive Nations Exeter Banking Company * F * Farfield Foundation, Inc. Federal League for Ruralist Action (Ruralistas) Federation for a Democratic Germany in Free Europe Fed. Inte. des Journalistes de Tourisme FENETEL, see Ecuadorean Federation of Telecommunications Workers First Florida Resource Corporation First National Bank of Dallas First National City Bank Florence Walsh Fashions, Inc. Fodor's Travel Guides (Publishers) Food, Drink and Plantation Workers Union Ford Foundation Foreign News Service Foreign Press Association B.C. Forest Products, Ltd. Fortune "Forum" (Wein) Foundation for International and Social Behavior Foundation for Student Affairs Franklin Broadcasting Company Free Africa Organization of Colored People Free Europe Committee, Inc. Free Europe Exile Relations Free Europe Press Division Freie Universitat (FU) Frente Departmental de Compensinos de Puno Fund for International, Social and Economic Development * G * Gambia National Youth Council General Electric Company General Foods Corporation General Motors Geological Society of America Georgia Council on Human Relations Gilbraltar Steamship Corporation Girl Scouts -- U.S.A. Glore, Forgan & Company Goldstein, Judd & Gurfein Gotham Foundation Government Affairs Institute W.R. Grace and Company Granary Fund Grey Advertising Agency Guyana Workers Confederation (COG) Gulf Oil Corporation * H * Andrew Hamilton Fund Harvard University Heights Fund Joshua Hendy Iron Works Himalayan Convention Histadrut - The Federation of Labor in Isreal Hiwar Hobby Foundation Hoblitzelle Foundation Hodson Corporation Hogan & Hartson Holmes Foundation, Inc. Hoover Institute on War, Revolution and Peace Houston Post Hughes Aircraft Corporation Hutchins Advertising Company of Canada Huyck Corporation * I * IBAD, see Brazilian Institute for Democratic Action Independence Foundation Independent Press Telegram Independent Research Service Indiana University Industrial Research Service Institut zur Erforschung der USSR e.V. Institute Battelle Memorial Institute of Contemporary Art Institute of Danubian Inquiry Institute of Garbology Institute of International Education Institute of International Labor Research Education Institute of Political Education Institute of Public Administration International-American Center of Economic and Social Studies International-American Federation of Journalists International-American Federation of Working Newspapermen (IFWN) International-American Labor College International-American Police Academy, see International Police Academy International-American Regional Labor Organization (ORIT) Intercontinental Finance Corporation Intercontinental Research Corporation Intermountain Aviation International Armament Corporation (INTERARMCO) International Catholic Youth Federation International Commission of Jurists (ICJ) International Confederation of Free Trade Unions (IFCTU) International Cooperation Administration (ICA) International Development Foundation, Inc. International Fact Finding Institute International Federation of Christian Trade Unions IFCTU, see World Confederation of Labor International Federation of Journalists International Federation of Newspaper Publishers International Federation of Petroleum and Chemical Workers (IFPCW) International Federation of Plantation, Agriculture and Allied Workers (IFPAAW) International Federation of Women Lawyers (IFWL) International Geographical Union International Journalists Conference International Labor Research Institute International Packers, Ltd. International Polaroid Corporation International Police Academy International Police Services School International Press Institute International Rescue Committee International Secretatiate of the Pax Romana International Student Conference (ISC) International Telephone and Telegraph Corporation (ITT) International Trade Services International Trade Secretariats International Transport Workers Federation (ITF) International Union Officials Trade Organizations International Union of Young Christian Democrats International Youth Center Internationale Federation der Mittel- und Osteuropas Internationale Organization zur Erforschung kommunistischer Nethoden Internationaler Bund freier Journalisten Internationales Hilfskomitee Ivy League Colleges * J * Jacksonville University Japan Cultural Forum Junior Chamber of Commerce (Jaycees) * K * KAMI Kentfield Fund J.M. Kaplan Fund, Inc. Keats, Allen & Keats Kennecott Copper Corporation Kennedy & Sinclaire, Inc. Kenya Federation of Labour Khmer Airlines Kimberly-Clark Corporation Komittee fur internationale Beziehungen Komittee fur Selbstbestimmung Komittee fur die Unabhangigkeit des Kaukasus Korean C.I.A. Korean Freedom and Cultural Foundation, Inc. * L * Labor Committee for Democratic Action Land Tenure Institute Sarah Lawrence College Lawyer's Constitutional Defense Committee League for Industrial Democracy League for International Social and Cooperative Development Life Ligue de la Liberte Litton Industrial Company Lockheed Aircraft Corporation London American Lone Star Cement Corporation Lurgi-Gesellschaff mhB (Tochtergesellschaff der Metallgesellschaff AG) * M * Manhatten Coffee Company Manistugue Pulp & Paper Copany March of Dimes Marconi Telegraph-Cable Company Martin Marietta Company Marshall Foundation Massachusettes Institute of Technology, Center for International Studies (MIT-CIS) Mathieson Chemical Corporation McCann-Erikson, Inc. McDonald, Alford & Roszell McKesson & Robbins, Inc. Megadyne Electronics Charles E. Merrill Trust Metropolitan-Club Mexican Workers Confederation (CTM) Miami District Fund Michigan Fund Michigan State University Miner & Associates Mobil Oil Company Molden-Verlag Der Monat Monroe Fund Moore-McCormack Lines, Inc. Moral Majority Moral Rearmament Movement Mosler Safe Company Mount Pleasant Trust Movement for Integrated University Action "Ms" Magazine Robert Mullen Company * N * Narodno Trudouoj Sojus (NTS) National Association for the Advancement of Colored People (NAACP) National Academy of Sciences National Research Council National Aeronautics and Space Administration (NASA) National Board for Defense of Sovereignty and Continental Solidarity National Catholic Action Board National Council of Churches National Defense Front National Educational Films, Inc. National Education Association National Federation of Petroleum and Chemical Workers of Ecuador National Feminist Movement for the Defense of Uruguay National Student Press Council of India National Students Association (NSA) National Rubber Bureau National Union of Journalists of Ecuador NBC Television Newspaper Guild of America Newsweek New York Corporation New York Daily News New York Times New York University Norman Fund North American Rockwell Corporation North American Uranium, Inc. Norwich Pharmaceutical Company Norwich University * O * Oil Workers International Union Operations and Policy Research, Inc. Organix. Ukrainischer Nationalisten (OUN) ORIT, see International-American Regional Labor Organization Organization of American States (OAS) Overseas New Agency * P * Pacific Corporation Pacific Life Insurance Paderewski Foundation Panama Cooperative Fisheries, Inc. Pan-American Foundation Pappss Charitable Trust Parker Pen Company Jere Patterson & Associates Pax Romana Peace Corps Peace and Freedom Penobscot Land & Investment Company Penobscot Purchasing Company Phoenix Gazette Plant Protection, Inc. Plenary of Democratic Civil Organizations of Uruguay Polaroid Corporation Polnisches national demokratisches Zentrum Pope & Ballard Popular Democratic Action (ADEP) Possev-Verlag Frederick A. Praeger, Inc. Pratt & Whitney Press Institute of India PREUVES Price Fund Princeton University Public Service International (PSI) Publisher's Council * R * Rabb Charitable Foundation Radio Corporation of America (RCA Corporation) Radio Free Asia Radio Free Europe Radio Liberation Radio Liberty Committee, Inc. Radio Swan Raleigh Times Rand Corporation Reconstruction Finance Corporation Regional Confederation of Ecuadorean Coastal Trade Unions (CROCLE) Research Foundation for Foreign Affairs Retail Clerk's International Association Revolutionary Democratic Front (RFD, Cuban exile) Reynolds Metal Company Rockefeller Brothers Fund Rockefeller Foundation Rockefeller University Rubicon Foundation Rumanisches Nationalkomitee Russian and East European Institute Russian Institute Russian Research Center Rutgers University * S * Saman San Jacinto Foundation San Miguel Fund St. Paul Dispatch and Pioneer Press St. Petersburg Times Saturday Evening Post SBONR Schenley Industries, Inc. School of Foreign Affairs School of Foreign Service Scott Paper Company Sentinels of Liberty Shell Oil Company H.L. Sith & Company Social Christian Movement of Ecuador Sociedade Anomima de Radio Retransmissao (RARETSA) Society for Defense of Freedom in Asia SODIMAC Southern Air Transport Southern Regional Conference Scripps Howard Newspaper Standard Electronics, Inc. Standard Oil Company Standish Ayer & McKay, Inc. Stanford University Steuben Glass, Inc. Stiftelsen fur Noralisk Upprustning Victoria Strauss Fund Student Movement for Democratic Action Sullivan & Cromwell Sullivan & Gregg Sylvania Electric Products, Inc. Synod of Bishops of the Russian Church Outside of Russia Systems Development Corporation * T * Tarantel Press Thai-Pacific Services Company J. Walter Thompson John G. Thornton Trust Tibet Convention Time, Inc. Tower Fund Twentieth Century Fund * U * Unabhangiger Forschugsdienst Ungarischer Nationalrat Unification Church (the "Moonies") United Fund United Methodist Church United Lutheran Relief Fund of America, Inc. U.S. Arms Control and Disarmament Agency U.S. News and World Report U.S. Rubber Company U.S. Steel Company United States Youth Council United Ukranian American Relief Committee United Way Universal Service Corporation University of California University of Chicago University of Cincinnati University of Houston University of Illinois University of Kentucky University of Maryland University of Miami University of Michigan University of Oklahoma University of Pennsylvania University of Utah University of Vermont University of Washington University of Wichita University of Wisconsin Untersuchungsausschub freiheitlicher Juristen (UfJ) Uruguayan Committee for Free Detention of Peoples Uruguayan Committee for the Liberation of Cuba Uruguayan Confederation of Workers (CUT) Uruguayan Institute of Trade Union Education (IEUS) Uruguayan Labor Confederation (CSU) Uruguayan Portland Cement Company U.S., see United States * V * Vangard Service Company Vos Universitaria * W * Wainwright and Matthews Joseph Walter & Sons Warden Trust Warner-Lamber Pharmaceutical Company Erwim Wasey, Ruthrauff & Ryan, Inc. Watch Tower Movement Weltvereinigung der Organization des Lehrberufs Wexton Advertising Agency Whitney Trust Charles Price Whitten Trust Williams College Williford-Telford Corporation World Assembly of Youth (WAY) World Book-Childcraft of Canada World Confederation of Labour Wynnewood Fund * Y * Yale University York Research Corporation Young Men's Christian Association (YMCA) Young Women's Christian Association (YWCA) * Z * Zenith Technical Enterprises University Zen Nihon Gakusei Jichikai Sorengo (Zangakuren) Zentrale for Studien und Dokumentation ZOPE ------------------------------------------------------------------------------ Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.113/2573 - Data de Lançamento: 12/18/09 07:35:00 ------------------------------------------------------------------------------ Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.113/2573 - Data de Lançamento: 12/18/09 07:35:00 -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.113/2573 - Data de Lançamento: 12/18/09 07:35:00 -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.113/2573 - Data de Lançamento: 12/18/09 07:35:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091218/b9be0131/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9073 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091218/b9be0131/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 19 17:36:56 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 19 Dec 2009 17:36:56 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Duas_vis=F5es_de_mundo_se_confron?= =?iso-8859-1?q?tam_em_Copenhague?= Message-ID: <8EFC79E2D5C349DFA48FAD463C41B3D5@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Duas visões de mundo se confrontam em Copenhague Tanto o aquecimento global quanto as perturbações da natureza e a injustiça social mundial são tidas como externalidades, vale dizer, realidades não intencionadas e que por isso não entram na contabilidade geral dos estados e das empresas. Finalmente o que conta mesmo é o lucro e um PIB positivo. Mas estas externalidades se tornaram tão ameaçadoras que estão desestabilizando o sistema-Terra, mostrando a falência do modelo econômico neoliberal e expondo em grave risco o futuro da espécie humana. O artigo é de Leonardo Boff. Leonardo Boff Em Copenhague nas discussões sobre as taxas de redução dos gases produtores de mudanças climáticas, duas visões de mundo se confrontam: a da maioria dos que estão fora da Assembléia, vindo de todas as partes do mundo e a dos poucos que estão dentro dela, representando os 192 estados. Estas visões diferentes são prenhes de conseqüências, significando, no seu termo, a garantia ou a destruição de um futuro comum. Os que estão dentro, fundamentalmente, reafirmam o sistema atual de produção e de consumo mesmo sabendo que implica sacrificação da natureza e criação de desigualdades sociais. Crêem que com algumas regulações e controles a máquina pode continuar produzindo crescimento material e ganhos como ocorria antes da crise. Mas importa denunciar que exatamente este sistema se constitui no principal causador do aquecimento global emitindo 40 bilhões de toneladas anuais de gases poluentes. Tanto o aquecimento global quanto as perturbações da natureza e a injustiça social mundial são tidas como externalidades, vale dizer, realidades não intencionadas e que por isso não entram na contabilidade geral dos estados e das empresas. Finalmente o que conta mesmo é o lucro e um PIB positivo. Ocorre que estas externalidades se tornaram tão ameaçadoras que estão desestabilizando o sistema-Terra, mostrando a falência do modelo econômico neoliberal e expondo em grave risco o futuro da espécie humana. Não passa pela cabeça dos representantes dos povos que a alternativa é a troca de modo de produção que implica uma relação de sinergia com a natureza. Reduzir apenas as emissões de carbono mas mantendo a mesma vontade de pilhagem dos recursos é como se colocássemos um pé no pescoço de alguém e lhe dissésemos: quero sua liberdade mas à condição de continuar com o meu pé em seu pescoço. Precisamos impugnar a filosofia subjacente a esta cosmovisão. Ela desconhece os limites da Terra, afirma que o ser humano é essencialmente egoista e que por isso não pode ser mudado e que pode dispor da natureza como quiser, que a competição é natural e que pela seleção natural os fracos são engolidos pelos mais fortes e que o mercado é o regulador de toda a vida econômica e social. Em contraposição reafirmamos que o ser humano é essencialmente cooperativo porque é um ser social. Mas faz-se egoísta quando rompe com sua própria essência. Dando centralidade ao egoísmo, como o faz o sistema do capital, torna impossível uma sociedade de rosto humano. Um fato recente o mostra: em 50 anos os pobres receberam de ajuda dois trilhões de dólares enquanto os bancos em um ano receberam 18 trilhões. Não é a competição que constitui a dinâmica central do universo e da vida mas a cooperação de todos com todos. Depois que se descobriram os genes, as bactérias e os vírus, como principais fatores da evolução, não se pode mais sustentar a seleção natural como se fazia antes. Esta serviu de base para o darwinismo social. O mercado entregue à sua lógica interna, opõe todos contra todos e assim dilacera o tecido social. Postulamos uma sociedade com mercado mas não de mercado. A outra visão dos representantes da sociedade civil mundial sustenta: a situação da Terra e da humanidade é tão grave que somente o princípio de cooperação e uma nova relação de sinergia e de respeito para com a natureza nos poderão salvar. Sem isso vamos para o abismo que cavamos. Essa cooperação não é uma virtude qualquer. É aquela que outrora nos permitiu deixar para trás o mundo animal e inaugurar o mundo humano. Somos essencialmente seres cooperativos e solidários sem o que nos entredevoramos. Por isso a economia deve dar lugar à ecologia. Ou fazemos esta virada ou Gaia poderá continuar sem nós. A forma mais imediata de nos salvar é voltar à ética do cuidado, buscando o trabalho sem exploração, a produção sem contaminação, a competência sem arrogância e a solidariedade a partir dos mais fracos. Este é o grande salto que se impõe neste momento. A partir dele Terra e Humanidade podem entrar num acordo que salvará a ambos Leonardo Boff é teólogo e escritor. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091219/50383d7e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091219/50383d7e/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7292 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091219/50383d7e/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 19 19:26:20 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 19 Dec 2009 19:26:20 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_DALLARI=3A_EXTRADI=C7=C3O_INCONST?= =?iso-8859-1?q?ITUCIONAL?= Message-ID: <23638E36B918417D9590CCBB25ECD773@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. DALLARI: EXTRADIÇÃO INCONSTITUCIONAL Atualizado em 19 de dezembro de 2009 às 12:26 | Publicado em 19 de dezembro de 2009 às 12:24 Dalmo Dallari*, no Jornal do Brasil RIO - No Estado democrático de direito, como é o Brasil, a Constituição é o conjunto normativo superior, que rege todos os atos jurídicos que forem praticados por qualquer autoridade ou qualquer órgão público brasileiro. Isso tem aplicação tanto para atos que sejam praticados e produzam efeitos no âmbito nacional, quanto os atos de qualquer natureza praticados num foro internacional ou para produzirem efeitos além das fronteiras nacionais. A Constituição brasileira é superior aos acordos e tratados que forem celebrados por qualquer membro do governo brasileiro, pois nenhuma autoridade pode celebrar validamente um acordo ou assinar um tratado que seja contrário a alguma disposição da Constituição brasileira. É oportuno lembrar e ressaltar a superioridade da Constituição brasileira, neste momento em que membros do governo italiano e alguns brasileiros a eles submissos pretendem que ao decidir sobre o pedido de extradição do italiano Cesare Battisti o tratado de extradição assinado pelos governos do Brasil e da Itália prevaleça sobre a Constituição brasileira. Essa tentativa de fazer prevalecer a vontade do governo italiano sobre a vontade do povo brasileiro, consagrada na Constituição, já foi externada e repelida várias vezes e agora tomou novo alento porque o ministro Eros Grau, dando maior precisão ao voto proferido no julgamento do pedido de extradição de Battisti, esclareceu o que quis dizer quando falou em decisão discricionária do presidente. Externando o que, para as pessoas bem informadas e de boa-fé, era óbvio, disse agora o eminente ministro que jamais teve a intenção de afirmar que o presidente da República poderá decidir arbitrariamente, mas deverá fundar-se na Constituição. Assim, pois, o ministro Eros Grau não modificou o seu voto, mas apenas explicitou o óbvio: na decisão sobre o pedido de extradição, que é de sua competência privativa, como diz a Constituição e foi reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente da República deverá ter em conta o que determina a Constituição brasileira. O exame de todos os elementos jurídicos envolvidos nas circunstâncias de fato e nos processos judiciais relativos ao caso Battisti e ao pedido de sua extradição leva necessariamente à conclusão de que o pedido de extradição não poderá ser atendido pelo governo brasileiro, devendo, portanto, ser recusado pelo presidente da República, pela existência de claros obstáculos constitucionais ao atendimento do pedido. Com efeito, está expresso nos autos do processo em que Cesare Battisti foi condenado na Itália que ele foi acusado de ter praticado atos que configuram, ao mesmo tempo, "homicídio e subversão". Não se diz, no processo, que esses crimes foram praticados autonomamente, mas, ao contrário disso, afirma-se que os mesmos atos configuraram os dois crimes. Ora, se os atos foram praticados na Itália e as autoridades italianas os qualificaram como crime político, a eventual opinião divergente dos tribunais brasileiros não tem força jurídica para modificar a qualificação dada pela Justiça italiana. Deixando de lado, neste momento, o fato de que jamais se comprovou que Battisti tenha, efetivamente, cometido qualquer homicídio e que a acusação baseou-se exclusivamente numa delação premiada, o dado essencial é que as próprias autoridades italianas afirmam o caráter político das ações de que Battisti foi acusado, pois subversão é crime político, na Itália e no Brasil. Ora, a Constituição brasileira diz expressamente, no artigo 5º, inciso LII, que "não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião". Só isso já torna inconstitucional a extradição de Cesare Battisti. Outro obstáculo constitucional intransponível é o fato de que a Constituição brasileira, pelo mesmo artigo 5º, no inciso XLVII, dispõe que "não haverá pena de caráter perpétuo". Ora, o tribunal italiano que julgou Battisti condenou-o à pena de prisão perpétua. Essa decisão transitou em julgado, e o governo italiano não tem competência jurídica para alterá-la, para impor uma pena mais branda, como vem sendo sugerido por membros daquele governo. A Constituição da Itália consagra a separação dos Poderes e assim como o presidente da República do Brasil está obrigado a obedecer a Constituição brasileira o mesmo se aplica ao governo da Itália, em relação à Constituição italiana. Em conclusão, no desempenho de sua atribuição constitucional privativa o presidente Lula deverá decidir sobre o pedido de extradição de Cesare Battisti. E respeitando as disposições da Constituição brasileira, como é seu dever, deverá negar o atendimento do pedido, pela existência de impedimento constitucional. *Dalmo Dallari é professor e jurista. http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/dallari-extradicao-inconstitucional/ -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.114/2575 - Data de Lançamento: 12/19/09 08:33:00 -------------------------------------------------------------------------------- CARTA O BERRO. ..........repassem. DALLARI: EXTRADIÇÃO INCONSTITUCIONAL Atualizado em 19 de dezembro de 2009 às 12:26 | Publicado em 19 de dezembro de 2009 às 12:24 Dalmo Dallari*, no Jornal do Brasil RIO - No Estado democrático de direito, como é o Brasil, a Constituição é o conjunto normativo superior, que rege todos os atos jurídicos que forem praticados por qualquer autoridade ou qualquer órgão público brasileiro. Isso tem aplicação tanto para atos que sejam praticados e produzam efeitos no âmbito nacional, quanto os atos de qualquer natureza praticados num foro internacional ou para produzirem efeitos além das fronteiras nacionais. A Constituição brasileira é superior aos acordos e tratados que forem celebrados por qualquer membro do governo brasileiro, pois nenhuma autoridade pode celebrar validamente um acordo ou assinar um tratado que seja contrário a alguma disposição da Constituição brasileira. É oportuno lembrar e ressaltar a superioridade da Constituição brasileira, neste momento em que membros do governo italiano e alguns brasileiros a eles submissos pretendem que ao decidir sobre o pedido de extradição do italiano Cesare Battisti o tratado de extradição assinado pelos governos do Brasil e da Itália prevaleça sobre a Constituição brasileira. Essa tentativa de fazer prevalecer a vontade do governo italiano sobre a vontade do povo brasileiro, consagrada na Constituição, já foi externada e repelida várias vezes e agora tomou novo alento porque o ministro Eros Grau, dando maior precisão ao voto proferido no julgamento do pedido de extradição de Battisti, esclareceu o que quis dizer quando falou em decisão discricionária do presidente. Externando o que, para as pessoas bem informadas e de boa-fé, era óbvio, disse agora o eminente ministro que jamais teve a intenção de afirmar que o presidente da República poderá decidir arbitrariamente, mas deverá fundar-se na Constituição. Assim, pois, o ministro Eros Grau não modificou o seu voto, mas apenas explicitou o óbvio: na decisão sobre o pedido de extradição, que é de sua competência privativa, como diz a Constituição e foi reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente da República deverá ter em conta o que determina a Constituição brasileira. O exame de todos os elementos jurídicos envolvidos nas circunstâncias de fato e nos processos judiciais relativos ao caso Battisti e ao pedido de sua extradição leva necessariamente à conclusão de que o pedido de extradição não poderá ser atendido pelo governo brasileiro, devendo, portanto, ser recusado pelo presidente da República, pela existência de claros obstáculos constitucionais ao atendimento do pedido. Com efeito, está expresso nos autos do processo em que Cesare Battisti foi condenado na Itália que ele foi acusado de ter praticado atos que configuram, ao mesmo tempo, "homicídio e subversão". Não se diz, no processo, que esses crimes foram praticados autonomamente, mas, ao contrário disso, afirma-se que os mesmos atos configuraram os dois crimes. Ora, se os atos foram praticados na Itália e as autoridades italianas os qualificaram como crime político, a eventual opinião divergente dos tribunais brasileiros não tem força jurídica para modificar a qualificação dada pela Justiça italiana. Deixando de lado, neste momento, o fato de que jamais se comprovou que Battisti tenha, efetivamente, cometido qualquer homicídio e que a acusação baseou-se exclusivamente numa delação premiada, o dado essencial é que as próprias autoridades italianas afirmam o caráter político das ações de que Battisti foi acusado, pois subversão é crime político, na Itália e no Brasil. Ora, a Constituição brasileira diz expressamente, no artigo 5º, inciso LII, que "não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião". Só isso já torna inconstitucional a extradição de Cesare Battisti. Outro obstáculo constitucional intransponível é o fato de que a Constituição brasileira, pelo mesmo artigo 5º, no inciso XLVII, dispõe que "não haverá pena de caráter perpétuo". Ora, o tribunal italiano que julgou Battisti condenou-o à pena de prisão perpétua. Essa decisão transitou em julgado, e o governo italiano não tem competência jurídica para alterá-la, para impor uma pena mais branda, como vem sendo sugerido por membros daquele governo. A Constituição da Itália consagra a separação dos Poderes e assim como o presidente da República do Brasil está obrigado a obedecer a Constituição brasileira o mesmo se aplica ao governo da Itália, em relação à Constituição italiana. Em conclusão, no desempenho de sua atribuição constitucional privativa o presidente Lula deverá decidir sobre o pedido de extradição de Cesare Battisti. E respeitando as disposições da Constituição brasileira, como é seu dever, deverá negar o atendimento do pedido, pela existência de impedimento constitucional. *Dalmo Dallari é professor e jurista. http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/dallari-extradicao-inconstitucional/ -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.427 / Banco de dados de vírus: 270.14.114/2575 - Data de Lançamento: 12/19/09 08:33:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091219/05832c2e/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 20 15:15:51 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 20 Dec 2009 15:15:51 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_Todas_as_m=C3=BAsicas_=28em_dvd=29_dos?= =?utf-8?q?_Beatles=2C_dos_Rolling_Stones=2C_Elvis_Presley=2C_Queen?= =?utf-8?q?_e_dos_U2_____________________________________HOJE_?= =?utf-8?q?=C3=89_DOMINGO!?= Message-ID: The Beatles videos (A-Z) | BeatlesTube Carta O Berro.....................................................................................repassem Todas as músicas (em dvd) dos Beatles, dos Rolling Stones, Elvis Presley, Queen e dos U2 (clique nas abas) BeatlesTube The Beatles Videos on Youtube a.. Home b.. Beatles videos (A-Z) c.. Albums d.. Beatles radio e.. LyricsTube f.. Suggest a video g.. Rolling Stones h.. Elvis i.. Queen j.. U2 -------------------------------------------------------------------------------- The Beatles videos (A-Z) The Beatles songs on Youtube: A Day in the Life A Hard Day?s Night A Taste of Honey Across The Universe Act Naturally All I?ve got to Do All My Loving All Together Now All You Need Is Love And I Love Her And Your Bird Can Sing Anna (Go To Him) Another Girl Any Time At All Ask Me Why Baby It?s You Baby You?re A Rich Man Baby?s in Black Back In The USSR Bad Boy Because Being for the Benefit of Mr. Kite! Birthday Blackbird Blue Jay Way Boys Can?t Buy Me Love Carry That Weight Chains Come Together Cry Baby Cry Day Tripper Dear Prudence Devil In Her Heart Dig A Pony Dig It Dizzy Miss Lizzie Do You Want to Know a Secret Doctor Robert Don?t Bother Me Don?t Let Me Down Don?t Pass Me By Drive My Car Eight Days a Week Eleanor Rigby Every Little Thing Everybody?s Got Something to Hide Except For Me and My Monkey Everybody?s Trying to be My Baby Fixing a Hole Flying For No One For You Blue Free As A Bird >From Me To You Get Back Getting Better Girl Glass Onion Golden Slumbers Good Day Sunshine Good Morning, Good Morning Good Night Got To Get You Into My Life Happiness is a Warm Gun Hello, Goodbye Help Helter Skelter Her Majesty Here Comes The Sun Here, There And Everywhere Hey Bulldog Hey Jude Hold Me Tight Honey Don?t Honey Pie I Am the Walrus I Call Your Name I Don?t Want to Spoil the Party I Feel Fine I Me Mine I Need You I Saw Her Standing There I Should Have Known Better I Wanna Be Your Man I Want To Hold Your Hand I Want To Tell You I Want You I Will I?ll Be Back I?ll Cry Instead I?ll Follow the Sun I?ll Get You I?m a Loser I?m Down I?m Happy Just to Dance with You I?m Looking Through You I?m Only Sleeping I?m so tired I?ve Got A Feeling I?ve Just Seen a Face If I Fell If I Needed Someone In My Life It Won?t Be Long It?s All Too Much It?s Only Love Julia Kansas City/Hey, Hey, Hey, Hey Komm Gib Mir Deine Hand Lady Madonna Let it Be Little Child Long Tall Sally Long, Long, Long Love Me Do Love You To Lovely Rita Lucy in the Sky with Diamonds Maggie Mae Magical Mystery Tour Martha My Dear Matchbox Maxwell?s Silver Hammer Mean Mr. Mustard Michelle Misery Money (That?s What I Want) Mother Nature?s Son Mr. Moonlight No Reply Norwegian Wood Not a Second Time Nowhere Man Ob-La-Di, Ob-La-Da Octopus?s Garden Oh! Darling Old Brown Shoe One After 909 Only A Northern Song P.S. I Love You Paperback Writer Penny Lane Piggies Please Mister Postman Please Please Me Polythene Pam Rain Real Love Revolution 1 Revolution 9 Rock and Roll Music Rocky Raccoon Roll Over Beethoven Run For Your Life Savoy Truffle Sexy Sadie Sgt. Pepper?s Lonely Hearts Club Band Sgt. Pepper?s Lonely Hearts Club Band (Reprise) She Came In Through The Bathroom Window She Loves You She Said, She Said She?s A Woman She?s Leaving Home Sie Liebt Dich Slow Down Something Strawberry Fields Forever Sun King Taxman Tell Me What You See Tell Me Why Thank You Girl The Ballad of John And Yoko The Continuing Story of Bungalow Bill The End The Fool On The Hill The Inner Light The Long And Winding Road The Night Before The Word There?s A Place Things We Said Today Think For Yourself This Boy Ticket to Ride Till There was You Tomorrow Never Knows Twist and Shout Two of Us Wait We Can Work It Out What Goes On What You?re Doing When I Get Home When I?m Sixty-Four While My Guitar Gently Weeps Why don?t we do it in the road Wild Honey Pie With a Little Help From My Friends Within You Without You Words of Love Yellow Submarine Yer Blues Yes It Is Yesterday You Can?t Do That You Know My Name You Like Me Too Much You Never Give Me Your Money You Really Got a Hold on Me You Won?t See Me You?re Going to Lose That Girl You?ve Got to Hide Your Love Away Your Mother Should Know a.. b.. Categories a.. "Across The Universe" (The Movie) (6) b.. Bass covers (10) c.. Early Beatles (14) d.. Fans playing The Beatles (52) e.. Fans voice (3) f.. Home-made cartoons (46) g.. Home-made video (1) h.. How to play The Beatles (19) i.. Humor (2) j.. Instrumental Beatles covers (23) k.. Jazz covers (17) l.. Latin (2) m.. News (10) n.. Rarities (30) o.. Stars cover The Beatles (40) p.. Tribute (6) q.. Tribute Bands (19) c.. Music-tube sites a.. Elvis Presley b.. Queen c.. Rolling Stones d.. U2 d.. Other-tube sites a.. Martial Arts e.. Tags Abbey Road Bass covers Beatles animation Beatles cover Beatles fan video Beatles home-made cartoon Beatles Jazz Beatles Toon Because blackbird classic guitar Come Together Early Beatles Eduardo Zudaire fan playing Fan singing Beatles Fargenbastich George Harrison Help! Here Comes The Sun home made animation How to play Beatles If I Fell If I Needed Someone Instrumental Beatles covers I saw her standing there Joe Cocker John Lennon Lady Madonna Let It Be Live at the BBC Lucy in the Sky with Diamonds Michelle Paul McCartney penny lane rangzen Rarities Revolver Rubber Soul Sgt. Pepper's Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band tribute band Tribute Bands White Album Yesterdaya.. b.. Recent Entries a.. ?Michelle? on classic guitar by Eduardo Zudaire b.. ?Come Together? Joe Cocker c.. Keith Moon Sings ?When I?m Sixty-Four? d.. The animated Worms singing ?Because? e.. ?We Can Work It Out? by Deep Purple f.. ?And Your Bird Can Sing? by The Jam g.. ?Honey Pie? by Kris Rowley h.. ?Across The Universe? by Roger Waters (Pink Floyd) i.. ?In My Life? by Johnny Cash j.. ?Here Comes the Sun? Sheryl Crow c.. Pages a.. The Beatles videos (A-Z) b.. The Beatles Albums a.. Please Please Me b.. With The Beatles c.. A Hard Day?s Night d.. Beatles For Sale e.. Help! f.. Rubber Soul g.. Revolver h.. Sgt. Pepper?s Lonely Hearts Club Band i.. Magical Mystery Tour j.. White Album k.. Yellow Submarine l.. Abbey Road m.. Let It Be n.. Past Masters 1 o.. Past Masters 2 c.. Beatles Radio d.. Suggest a video e.. Some (few) posting rules f.. Site map d.. Archives a.. December 2009 b.. November 2009 c.. October 2009 d.. September 2009 e.. August 2009 f.. July 2009 g.. June 2009 e.. Meta a.. Log in All time spent developing this site was done in my own freetime, with my own resources and with $$$ out of my own pocket. I find it cliché to ask for donations, but in order to keep this site going I'd ask you to donate. -------------------------------------------------------------------------------- Copyleft BeatlesTube 2008 - 2009 All text is available under the terms of the GNU Free Documentation License.Site map | Privacy Policy -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091220/48485359/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 4030 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091220/48485359/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 2323 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091220/48485359/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 18791 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091220/48485359/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091220/48485359/attachment-0005.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 20 15:15:54 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 20 Dec 2009 15:15:54 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_A_tapetada_da_ignor=E2ncia_ou_os_?= =?iso-8859-1?q?novos_ovos_da_serpente?= Message-ID: <448FA24026C442EAA711E3E23ACB959B@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. A tapetada da ignorância ou os novos ovos da serpente As mídias vêm divulgando uma nova moda, que contaria com muitos adeptos. Ela consiste em enrolar tapetes dos automóveis, transformando-os em cassetetes improvisados. Estes são manejados por jovens, que se divertem com os efeitos dos golpes desferidos no corpo de desavisados, pedestres ou ciclistas. Estes jovens são os novos ovos da serpente. Luís Carlos Lopes As mídias vêm divulgando a nova moda, que contaria com muitos adeptos e admiradores. Ela consiste em enrolar os tapetes dos automóveis, transformando-os em cassetetes improvisados. Estes são manejados por jovens, que se divertem com os efeitos dos golpes desferidos no corpo de desavisados, pedestres ou ciclistas que circulam no espaço público. A 'brincadeira', fortemente ofensiva, consiste em fazer o outro sentir uma dor intensa. Pelo menos em um caso, a tapetada foi acompanhada de outras agressões racistas feitas a um homem negro. Os alvos são os passantes, aqueles que ousam dividir o espaço das cidades com os demais membros da população. Os eventos são filmados e depois divulgados na Internet, com muito orgulho e sensação do dever cumprido. Os tapeteiros têm muitos fãs, como se pode ver nas redes de relacionamento. Ao que parece, eles se acham o máximo e desconhecem qualquer regra de convivência e respeito social. Existem os que fazem, os que ajudam e os que aprovam tal barbaridade. Eles batem em moças - Será que existe algum teor sexual no comportamento deles? -, rapazes e em qualquer outro alvo que lhes pareça 'merecedor' de uma tapetada. Estes novos agressores criptofascistas nada tem a ver com a sapatada iraquiana em Bush e com o doido que agrediu o Berlusconi. Não são atos cometidos por pessoas insatisfeitas com a ordem. Ao contrário, os tapeteiros têm mais a ver com os que agridem verbalmente ou fisicamente mulheres, negros, índios, mendigos e homossexuais. São filhos de um certo humor televisivo baseado no preconceito e no sofrimento do outro. Acreditam que estão acima de todos e podem fazer o que bem entendem. Divertem-se com a dor alheia, tal como todos que conseguem achar graça das diferenças, das tragédias e das misérias humanas. Certamente, eles têm automóveis e alguns recursos. Há provas que vários são estudantes de nível superior de escolas privadas. Alguns freqüentam cursos que lhes darão diplomas impossíveis de serem acessados pela maioria dos estudantes brasileiros. Moram, comem e bebem sem nenhum problema. Eles têm tempo livre à vontade para vadiar por aí, buscando encontrar um sentido, mesmo que negativo, para suas vidas. Vão da ação violenta à sua divulgação na Internet em minutos. Eles não conhecem o real significado da expressão direitos humanos e têm raiva de quem lembra da mesma. Acham que são mais brasileiros do que os que agridem, não demonstrando qualquer culpa ou remorso. Mesmo assim, como são, em sua maioria, brancos e socialmente bem situados, conseguem ter um tratamento diferencial quando são pegos. Não há registro que suas famílias deixem de apoiá-los ou exerçam qualquer tipo de controle de seus comportamentos violentos. Flutuam na atmosfera de uma sociedade baseada na diferença extrema, na baixa cultura e na falta de inteligência e de compaixão. Estes jovens são os novos ovos da serpente. Representam o que há de pior na sociedade brasileira. Aqueles que, dependendo da evolução da história do país, estarão prontos para tentar impedir qualquer mudança e para garantir seus privilégios de classe. Estão sendo chocados e se preparando para um possível embate no futuro. O que fazem hoje, talvez seja uma pequena amostra do que poderão fazer em outro contexto. Só é possível evitar isto, se desde hoje a vigilância democrática esteja atenta para as manifestações ainda líquidas de um fascismo que poderá se solidificar, dependendo de quem estiver no poder central. O estímulo à leitura e ao consumo da obra de arte de qualidade - popular e erudita - são antídotos a ser considerados. A Internet, por exemplo, é um meio de comunicação, onde há de tudo um pouco. Eles trafegam no lixo, mas poderiam usar o mesmo meio para acessar as conquistas da filosofia, das artes e das ciências. É tecnofobia demonizar o meio. O problema está no modo que eles são capturados para usá-lo. Na verdade, eles vieram do consumo de uma televisão de baixíssima qualidade e de outras mídias também pouco edificantes. Hoje, estes jovens encontram na Internet os mesmos vícios e problemas, potencializados pela interatividade. Não é difícil que eles acreditem que o mundo é só o que eles e suas redes intersubjetivas imaginam como o único e possível. Eles pouco ou nada ouvem, vêem ou lêem comunicando o combate aos preconceitos tradicionais da sociedade brasileira. Não sabem o que são exatamente o racismo, o sexismo, a homofobia, o idadismo e o terrível e secreto preconceito contra a inteligência. Certamente, não compreendem que a pobreza não é um destino e sim um problema político. Há razões de sobra para desconfiarem de tudo que cheire a política e para imaginarem que qualquer um interessado nisto é um ladrão. Em suma, estão apartados de um instrumental básico para compreender o mundo em que vivem. São alienados, manipulados pelos mais fortes e manipuladores dos mais fracos que conseguem alcançar. Luís Carlos Lopes é professor e autor do livro "Tv, poder e substância: a espiral da intriga", dentre outros -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091220/8eebc732/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091220/8eebc732/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Dec 21 19:06:22 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 21 Dec 2009 19:06:22 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Entrevista=2C_do_Dr=2E_Marcelo_G?= =?iso-8859-1?q?oulart=2C_promotor_publico_em_Ribeirao_Preto-SP_=3A?= =?iso-8859-1?q?=22Temos_que_fazer_a_reforma_agr=E1ria_que_o_govern?= =?iso-8859-1?q?o_n=E3o_faz=2E=22?= Message-ID: Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Temos que fazer a reforma agrária que o governo não faz ENTREVISTA DA 2ª - MARCELO GOULART Folha de S. Paulo - 21/12/2009 Adversário do agronegócio, promotor ataca ruralistas e álcool e prega "horizonte utópico" sem grande propriedade Edson Silva/Folha Imagem O promotor de Justiça do Meio Ambiente Marcelo Goulart em Ribeirão Preto MARCIO AITH ENVIADO ESPECIAL A RIBEIRÃO PRETO MARCELO Goulart é símbolo da corrente mais polêmica surgida no Ministério Público após a Constituição de 1988: a dos promotores que acreditam ser "agentes políticos", relevam a "letra fria" da lei e atuam ao lado do MST e de ONGs contra o que definem como a elite do país. Aos 52 anos, Goulart atua desde 1985 na região de Ribeirão Preto, onde se notabilizou por disputas contra usineiros. Agora à frente do grupo responsável por processos ligados ao ambiente, ele moveu, só em 2009, 55 ações civis públicas, inclusive contra grupos que produzem orgânicos. Seu próximo desejo é assegurar o "direito difuso" dos brasileiros à reforma agrária. FOLHA - O senhor é conhecido por atuar ao lado do MST e de entidades ambientais. Esse é o papel de um promotor? MARCELO GOULART - A visão do Ministério Público como mero agente processual está superada desde a promulgação da Constituição de 1988. O membro do Ministério Público é agente político e, hoje, tem a incumbência constitucional de defender o regime democrático e implementar a estratégia institucional de construir uma sociedade livre, justa e solidária. FOLHA - Não há o risco de se aproximar demais de entidades das quais deveria manter distância? GOULART - Os membros do Ministério Público têm clareza do seu papel social, dos limites de suas funções e do uso do instrumental jurídico de que dispõem. Assim, a aproximação entre Ministério Público e as forças progressistas da sociedade torna-se inevitável e necessária. É um bem, não é um mal. FOLHA - Como o sr. distingue as entidades progressistas das outras? GOULART - As forças sociais democráticas são aquelas que assumem o compromisso de implementar o projeto democrático da Constituição de 1988. A Constituição definiu para o país um modelo de Estado social e de democracia participativa. Os sujeitos políticos que atuam na defesa desse projeto são aliados naturais do Ministério Público na luta pela construção da hegemonia democrática. Não é difícil identificá-los. FOLHA - Por que os produtores rurais não seriam progressistas? GOULART - Aqueles grupos que defendem um modelo de agricultura social e ambientalmente sustentáveis estão no campo democrático. Aqueles que, ao contrário, defendem um modelo que leva ao descumprimento da função social do imóvel rural estão no campo dos adversários do projeto democrático da Constituição da República. Esses defendem o padrão de produção agrícola hoje prevalecente no Brasil. FOLHA - Que padrão é esse? GOULART - O padrão que gera a concentração fundiária, que utiliza de forma inadequada os recursos naturais e que degrada o ambiente por ser baseado na monocultura e na agroquímica. É um padrão concentrador da propriedade, da renda, da riqueza e do poder político. Por isso, contraria o projeto da Constituição. FOLHA - Entre as empresas processadas pelo senhor, estão algumas conhecidas pela produção de açúcar orgânico, sem agrotóxico. GOULART - Não vamos nos enganar. Algumas usinas fazem açúcar de ótima qualidade, orgânico, sem agrotóxico. Mas se negam a fazer acordos conosco na questão da reserva legal. E a lei é clara: as propriedades rurais devem manter ao menos 20% da área com floresta permanente. FOLHA - E se o desflorestamento ocorreu antes, por outros proprietários e sob o respaldo de outras leis? GOULART - Não existe direito adquirido contra o ambiente. As normas de ordem pública, como as ambientais, aplicam-se não somente aos fatos ocorridos sob sua vigência, mas também aos efeitos dos fatos ocorridos anteriormente à sua edição. Não permitir, hoje, a reparação com o reflorestamento das reservas florestais legais é castigar o planeta e a sociedade à sanha do mercado. FOLHA - O que o senhor acha do álcool combustível? GOULART - A queima do combustível álcool também polui, e o processo de produção do álcool é sujo. Temos a queima da cana, o desmatamento, o uso incontrolado de insumos químicos. Além da superexploração do trabalho. Mais: a produção do álcool exige economia de escala, que somente se viabiliza nesse padrão de produção baseado na monocultura e na concentração fundiária. São Paulo está se tornando um grande canavial. O futuro não está no álcool, mas em outras alternativas, como o hidrogênio e a eletricidade. Diria que o álcool é um combustível de transição. Não terá vida longa. FOLHA - A monocultura mecanizada não é uma tendência inexorável da agricultura mundial? GOULART - Claro que não. Não é assim na Europa. Precisamos discutir outros modelos. Temos um pensamento único por parte da elite dirigente nacional em relação à agricultura. FOLHA - Segundo estudo do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), os assentamentos concentraram metade do desmatamento na Amazônia. O que o sr. acha disso? GOULART - Não há sentido em desapropriar grandes imóveis rurais que descumprem a função social para, no mesmo local, implantar assentamentos antiambientais. Daí a importância da participação do Ministério Público no acompanhamento do desenvolvimento dos assentamentos. FOLHA - O senhor foi muito criticado no episódio da desapropriação da fazenda da Barra, dentro de Ribeirão Preto. Como foi isso? GOULART - É. Fizemos reforma agrária nas barbas da capital do agronegócio. Havia grandes passivos ambientais e a suspeita de improdutividade. Instaurei um inquérito ainda no governo FHC. Chamei o superintendente do Incra e disse: precisa abrir processo administrativo de desapropriação. Ele abriu. Chamaram-me de Robespierre, de promotor maluco. A desapropriação acabou saindo, já no governo Lula. FOLHA - A área da fazenda da Barra parece inóspita, incipiente. A experiência deu errado? GOULART - Inóspito, não. Incipiente, sim. Ali será implantado assentamento agroforestal cujas bases são objeto de discussão no âmbito de inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça. O que está faltando é maior agilidade do Incra na implantação da infraestrutura básica a viabilizar a produção e o reflorestamento. Dinheiro do BNDES para grandes usinas, tem. Outro dia saiu um empréstimo de R$ 80 milhões para uma delas. FOLHA - Por que a promoção da reforma agrária deveria ficar a cargo de promotores? GOULART - O papel do Ministério Público é claro: defender a função social da terra e o direito difuso à reforma agrária, utilizando os instrumentos jurídicos que a Constituição e as leis lhe conferem, firmando aliança com os setores da sociedade civil que tenham o mesmo objetivo. A atuação radicalmente contrária a essa está presente na história desse país desde as capitanias hereditárias. Seus agentes são por demais conhecidos; com eles o Ministério Público da Constituição de 1988 não se alinhará. FOLHA - Como o sr. definiria uma propriedade rural que não cumpre sua função social? GOULART - A improdutiva, a que utiliza de forma inadequada os recursos naturais, degrada o ambiente ou impõe condições sub-humanas de trabalho. FOLHA - Uma área produtiva que não se curve à sua definição de função social pode ser desapropriada? GOULART - Minha definição, não. A da Constituição. Juridicamente, pode. Agora, tem muita propriedade antes dessa para ser desapropriada. Tem que começar pelos casos mais graves. FOLHA - O senhor parece não gostar de grandes propriedades rurais. GOULART - No meu horizonte utópico não está presente um grande número de usinas de açúcar e álcool, por exemplo. No meu horizonte utópico estão a policultura, a geração de postos de trabalho no campo e a agricultura orgânica. Está o acesso do povo à terra, que é um direito fundamental negado desde o descobrimento. A estrutura fundiária brasileira é uma das principais razões de nosso subdesenvolvimento. FOLHA - O senhor é socialista? GOULART - Como promotor de Justiça, sou defensor da Constituição, do projeto democrático. Essa é a minha missão. Minhas convicções pessoais são só isso: minhas convicções pessoais. FOLHA - Quais convicções? GOULART - Utopicamente? Acredito na possibilidade de construir uma sociedade socialista. Sob um ponto de vista gramsciano, se avançarmos na linha da Constituição, vamos dar grandes passos para, no futuro, caminhar para uma sociedade socialista. FOLHA - Como é que isso ocorreria? GOULART - A partir do momento em que os princípios sociais da Constituição forem sendo efetivamente conquistados, não só no papel, mas na realidade, haverá um choque lá na frente. Teremos de discutir, por exemplo, como é que a dignidade da pessoa humana pode conviver com o direito de propriedade. E assim por diante. FOLHA - Mas a Constituição não protege o direito à propriedade? GOULART - A propriedade tem que cumprir a função social. O direito de propriedade não é absoluto. O imóvel que não cumpre a função social deve ser desapropriado. Não é uma opção. Está lá na Constituição. Temos que construir uma sociedade livre, justa e solidária. Isso só vai acontecer quando desconcentrarmos a terra. FOLHA - O senhor já teve alguma experiência política? GOULART - Em 1991, afastei-me do Ministério Público para ser candidato a prefeito de Jardinópolis pelo PT. De quatro candidatos, consegui a façanha de não ficar em último. Fiquei em terceiro. Desfiliei-me e voltei à instituição. FOLHA - [Antonio] Gramsci [pensador marxista italiano], a quem o sr. admira, atribui a força unificadora da sociedade, que Maquiavel atribuía ao Príncipe, a um partido. Por isso ele chamava o partido -no caso, o comunista- de "Moderno Príncipe". Que partido, na sua opinião, ocupa a função de Moderno Príncipe no Brasil? GOULART - Hoje não faz sentido pensar em partido político. São as forças democráticas que cumprem uma função hegemônica e que, articuladas, logo avançam a batalha das ideias, na imprensa, no Ministério Público, nas instituições. E criam a base cultural para as mudanças políticas e econômicas. Esse é o caminho democrático da construção de uma sociedade livre, justa e solidária. FOLHA - O senhor tem chefe? GOULART - Não existe hierarquia funcional no Ministério Público. Um de nossos princípios é o da independência funcional, que ganhou força com a Constituição de 1988. Esse princípio serve para proteger o membro do Ministério Público das pressões do poder político, econômico e interno. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091221/914b5d14/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 13542 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091221/914b5d14/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 858 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091221/914b5d14/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 22 19:19:23 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 22 Dec 2009 19:19:23 -0200 Subject: [Carta O BERRO] DEMOCRATAS - 25 Message-ID: <97ED2EE2032A4E6E8F6624D0C16344B0@vcaixe> Carta O Berro............................................................repassem ----- Original Message ----- From: beatrice elo DEMOCRATAS - 25 !!!(Clique na "meia" para ampliar o butim) -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091222/df359673/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 34410 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091222/df359673/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 22 19:19:33 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 22 Dec 2009 19:19:33 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_CHICO_MENDES=2E_Em_22_de_dezembro?= =?iso-8859-1?q?_de_1988_=C0s_21_horas_-_ou_19_horas=2C_no_Acre_-?= =?iso-8859-1?q?=2C_um_tiro_de_pistola_acertou_Francisco_Alves_Mend?= =?iso-8859-1?q?es_Filho=2E?= Message-ID: Carta O Berro............................................................repassem O HERÓI DA FLORESTA-CHICO MENDES BLOG http://educomambiental.blogspot.com/ Nesta 3a feira dis 22 de dezembro de 2009,completam-se 21 anos do assassinato de CHICO MENDES.Acompanhe nossa postagem e assista os videos documentários. Abraços Odila terça-feira, 22 de dezembro de 2009 CHICO MENDES:POR QUE HERÓI DA FLORESTA? Ele defendia a sustentabilidade quando a palavra nada significava para a maioria. Tachado de inimigo do Brasil por maldizer o "progresso" da Amazônia, fez ecoar seu grito em defesa dos povos da floresta. Enfrentou multinacionais, latifundiários, pistoleiros. Antes de ser assassinado, declarou: "Se descesse um enviado dos céus e garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena". Em 22 de dezembro de 1988 o Brasil se preparou para ver o assassinato de Odete Roitman na novela das oito. A vilã de Vale Tudo, exibida na Rede Globo, ainda sobreviveria dois capítulos, mas outra morte anunciada realmente aconteceu naquela noite. Às 21 horas - ou 19 horas, no Acre -, um tiro de pistola acertou Francisco Alves Mendes Filho. "Nunca um tiro dado no Brasil ecoou tão longe", escreveu o jornalista Zuenir Ventura, que investigou o crime.Chico já era líder entre os seringueiros e tinha o respeito de lideranças internacionais. Ao perder a vida, tornou-se definitivamente símbolo mundial. Representa a luta - pacífica, mas ativa - dos povos da floresta pelo seu sustento. Ao defender a Amazônia, foi pioneiro em levantar a bandeira do meio ambiente, numa época em que dizer que a vida humana dependia da preservação ambiental soava uma abstração. O herói da floresta nasceu e morreu na mesma Xapuri. Nunca teve casa própria. Alegre e afetuoso, conquistava as pessoas antes mesmo de expor suas ideias. Gostava de jogar dominó, comer paca e macaco. Tirou leite de seringueira desde os nove anos, seguindo a profissão do pai e do avô nordestino. Aos 17 anos, perdeu a mãe e o irmão mais velho.Não frequentou escola - os seringalistas não as permitiam em suas terras -, mas lia jornais desde menino. Um fugitivo da Coluna Prestes, escondido na mata, foi seu mestre em lições sobre Lenin e Marx. A exploração sofrida por seu povo ganhava novos contornos. Com eles, tinha início sua militância política.Mais tarde, Chico alfabetizou outros jovens, sempre antes de o sol raiar. Se casaria com uma das alunas, 20 anos mais nova. Ilzimar, morena de cabelos negros, foi sua segunda esposa, mãe de dois de seus três filhos Palavra maldita "O progresso está virando uma palavra maldita", dizia Chico. "Ele trouxe os conflitos de terra, trabalho escravo, poluição do meio ambiente, destruição dos recursos naturais e a ideia de que a Amazônia era uma imensa área de terras devolutas que qualquer pessoa podia meter a mão." Nos anos 1970, "progresso" era a palavra de ordem do governo militar. Fazendeiros, grandes grupos econômicos e multinacionais foram impulsionados a ocupar o Norte do País. Abriam clareiras na selva para criar gado e simplesmente expulsavam as famílias que ali viviam, usando jagunços ou fogo. Com outros colegas que tiravam seu sustento das matas e conheciam sua riqueza, Chico fundou o movimento sindical no Acre. Defendiam o meio ambiente e a máxima: "A terra é de quem nela trabalha". Sem nenhum dólar no bolso, Chico foi aos Estados Unidos. Apenas discursando num comitê e nos corredores, conseguiu revogar uma decisão do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Empates: vitórias e derrotasComo lutar contra tratores e pistolas? O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Basileia criou o "empate", espécie tupiniquim de Satyagraha - resistência pacífica liderada por Gandhi. Eram cordões humanos de 100, 200, 300 pessoas. Cantando, homens, mulheres e crianças paravam motosserras e tratores. E convenciam os funcionários a aderir à causa.Não demorou até que o diretor do sindicato fosse "eliminado" pelos fazendeiros. Chico Mendes, primeiro-secretário, corria riscos por "incitar contra a paz". Depois de discursos e protestos pelo assassinato, alguns seringueiros se exaltaram e mataram o fazendeiro mandante do crime. Chico foi torturado pela polícia e enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Só em 2008 seria anistiado.Em vez de se inibir, Chico Mendes ia cada vez mais longe. Logo o movimento foi novamente articulado. O Primeiro Encontro Nacional dos Seringueiros aconteceu em Brasília, depois de mobilização intensa. O principal objetivo: mostrar na capital do País que a Amazônia não era uma terra desabitada. Ali Chico Mendes articulou o Conselho Nacional dos Seringueiros e falou da "união dos povos da floresta". Era o ponto de partida para a criação de reservas extrativistas em prol de índios, seringueiros, quebradeiras de coco, castanheiros, quilombolas e, claro, do meio ambiente. O ambientalista ajudou na implementação das reservas, mas a oficialização da maior delas com seu nome foi homenagem póstuma. Uma voz que ecoa Sem nenhum dólar no bolso, Chico viajou até os Estados Unidos, apoiado por órgãos internacionais. Revogou uma decisão do Banco Internacional de Desenvolvimento apenas discursando no comitê e nos corredores. O banco deixou de financiar uma rodovia na Amazônia e outros projetos que incentivavam o desmatamento, para desespero do governo brasileiro e, principalmente, dos ruralistas acreanos.Chico sabia que estava jurado de morte. Declarou isso algumas vezes e até divulgou os nomes dos possíveis mandantes no 3° Congresso da CUT, em que foi ovacionado. "Se descesse um enviado dos céus e garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver", declarou, sem saber como suas ideias continuariam a ecoar até hoje na Amazônia, no Brasil e no mundo. Saiba Mais:"Chico Mendes Crime e Castigo", de Zuenir Ventura (Companhia das Letras, 2003). ESCREVEU:Natália Pesciotta MEMÓRIAS DO BLOG_ASSISTA AOS DOCUMENTÁRIOS SOBRE CHICO MENDES http://www.youtube.com/watch?v=q5ejS7fBzV4&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=ereyxiaRvOQ http://www.youtube.com/watch?v=uAD_1JaBrv4&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=ereyxiaRvOQ&feature=player_embedded# HERÓI DA FLORESTA Chico Mendes foi assassinado em 22 de dezembro de 1988-Clic na imagem e veja videos documentários sobre sua vida -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091222/d015747e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3716 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091222/d015747e/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 91556 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091222/d015747e/attachment-0001.png From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 23 19:01:00 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 23 Dec 2009 19:01:00 -0200 Subject: [Carta O BERRO] ENTREVISTA: Leonardo Boff fala sobre os rumos do planeta terra e do ser humano Message-ID: <5A78F0D40BD24AB4B3443E191579CAD3@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Leonardo Boff fala sobre os rumos do planeta terra e do ser humano Rogéria Araújo * As mobilizações sociais e os alardes sobre os prejuízos que a ação humana vem causando ao meio ambiente não foram suficientes para garantir o fechamento de acordos eficazes durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), concluída sexta-feira (18) em Copenhague, na Dinamarca. Os líderes mundiais demonstraram mais uma vez preferência pelo desenvolvimento do capital em detrimento da vida. Ainda assim, a postura de desdém para com os problemas climáticos do planeta não está engessando as ações da população na luta por pequenas mudanças. A evidência dada à causa ambiental tem servido para gerar consciência e, aos poucos, mudar maus hábitos de consumo. "O lugar mais imediato é começar com cada um", acredita Leonardo Boff. Em entrevista à ADITAL, o teólogo, filósofo e escritor fala sobre a necessidade de começarmos as mudanças que irão beneficiar a Terra por nós. "Cada um em seu lugar, cada comunidade, cada entidade, enfim, todos devem começar a fazer alguma coisa para dar um outro rumo à nossa presença neste planeta". Para Boff, não devemos depositar nossas esperanças nas decisões que vêm de cima. Adital - O senhor acredita na vontade política dos grandes líderes mundiais em reverter a situação climática em que se encontra nosso planeta? Leonardo Boff - Não acredito. Os grandes não possuem nenhuma preocupação que vá além de seus interesses materiais. Todas as políticas até agora pensadas e projetadas pelo G-20 visam salvar o sistema econômico-financeiro, com correções e regulações (que até agora não foram feitas) para que tudo volte ao que era antes. Antes reinava a especulação a mais desbragada que se possa imaginar. Basta pensar que o capital produtivo, aquele que se encontra nas fábricas e no processo de geração de bens soma 60 trilhões de dólares. O capital especulativo, baseado em papéis, alcançava a cifra de 500 trilhões. Ele circulava nas bolsas especulativas do mundo inteiro, gerenciado por verdadeiros ladrões e falsários. A verdadeira alternativa só pode ser: salvar a vida e a Terra e colocar a economia a serviço destas duas prioridades. Há uma tendência autosuicidária do capitalismo: prefere morrer ou fazer morrer do que renunciar aos seus benefícios. Adital - Muito esperada a COP 15, que acontece em Copenhague, Dinamarca, parece não apontar para resultados eficazes e em comprometimentos mais sérios. Qual deve ser o papel da sociedade civil caso os resultados não sejam os esperados? Leonardo Boff - Chegamos a um ponto em que todos seremos afetados pelas mudanças climáticas. Todos corremos riscos, inclusive de grande parte da humanidade ter que desaparecer por não conseguir se adaptar nem mitigar os efeitos maléficos do aquecimento global. Não podemos confiar nosso destino a representantes políticos que, na verdade, não representam seus povos mas os capitais com seus interesses presentes em seus povos. Precisamos nós mesmos assumir uma tarefa salvadora. Cada um em seu lugar, cada comunidade, cada entidade, enfim, todos devem começar a fazer alguma coisa para dar um outro rumo à nossa presença neste planeta. Se não podemos mudar o mundo, podemos mudar este pedaço do mundo que somos cada um de nós. Sabemos pela nova biologia e pela física das energias que toda atividade positiva, que vai na direção da lógica da vida, produz uma ressonância morfogenética, como se diz. Em outras palavras, o bem que fazemos não fica reduzido ao nosso espaço pessoal. Ele se ressoa longe, irradia e entra nas redes de energia que ligam todos com todos e reforçam o sentido profundo da vida. Daí podem ocorrer emergências surpreendentes que apontam para um novo modo de habitar o planeta e novas relações pessoais e sociais mais inclusivas, solidárias e compassivas. Efetivamente, se nota por todas as partes que a humanidade não está parada nem enrijecida pelas perplexidades. Milhares de movimentos estão buscando formas novas de produção e alternativas que respondem aos desafios. Somente em ONG existem mais de um milhão no mundo inteiro. É da base e não da cúpula que sempre irrompem as mudanças. Adital - Nunca as questões ambientais estiveram tão em evidência como nos últimos anos. Termos como aquecimento global, mudanças climáticas apesar de vários alertas feitos há bem mais tempo, hoje fazem parte do cotidiano de muita gente em todo o planeta. Nessa "crise civilizatória" ainda há tempo para se fazer algo? De onde poderá vir essa "salvação"? Leonardo Boff - Se trabalharmos com os parâmetros da física clássica, aquela inaugurada por Newton, Galileo Galilei e Francis Bacon, orientada pela relação causa-efeito, estamos perdidos. Não temos tempo suficiente para introduzir mudanças, nem sabedoria para aplicá-las. Iríamos fatalmente ao encontro do pior. Mas se trocarmos de registro e pensarmos em termos do processo evolucionário, cuja lógica vem descrita pela física quântica que já não trabalha com matéria mas com energia (a matéria, pela fórmula de Einstein, é energia altamente condensada) aí o cenário muda de figura. Do caos nasce uma nova ordem. As turbulências atuais prenunciam uma emergência nova, vinda daquele transfundo de Energia que subjaz ao universo e a cada ser (chamada também de Vazio Quântico ou Fonte Originária de todo ser). As emergências introduzem uma ruptura e inauguram algo novo ainda não ensaiado. Assim não seria de se admirar se, de repente, os seres humanos caiam em si e pensem numa articulação central da humanidade para atender as demandas de todos com os recursos da Terra que, quando racionalmente gerenciados, são suficientes para nós humanos e para toda a comunidade de vida (animais,plantas e outros seres vivos). Possivelmente, chegaríamos a isso face um perigo iminente ou após um desastre de grandes proporções. Bem dizia Hegel: o ser humano aprende da história que não aprende nada da história, mas aprende tudo do sofrimento. Prefiro Santo Agostinho que nas Confissões ponderava: o ser humano aprende a partir de duas fontes de experiência: o sofrimento e o amor. O sofrimento pela Mãe Terra e por seus filhos e filhas e o amor por nossa própria vida e sobrevivência irão ainda nos salvar. Então não estaríamos face a um cenário de tragédia cujo fim é fatal mas de uma crise que nos acrisola e purifica e nos cria a chance de um salto rumo a um novo ensaio civilizatório, este sim, caracterizado pelo cuidado e pela responsabilidade coletiva pela única Casa Comum e por todos os seus habitantes. Adital - Há varias demandas para que a Corte Penal Internacional reconheça os crimes ambientais como crime de lesa humanidade. O senhor acha que seria uma alternativa? Leonardo Boff - As leis somente têm sentido e funcionam quando previamente se tenha criado uma nova consciência com os valores ligados ao respeito e ao cuidado pela vida e pela Terra, tida como nossa Mãe, pois nos fornece tudo o que precisamos para viver. Havendo essa consciência, ela pode se materializar em leis, tribunais e cortes que fazem justiça à vida, à Humanidade e à Terra com punições exemplares. Caso contrário, os tribunais possuem um caráter legalista, de difícil aplicação, sem sua necessária aura moral que lhe confere legitimidade e reconhecimento por todos. Então devemos primeiro trabalhar na criação dessa nova consciência. Eu mesmo estou trabalhando com um pequeno grupo, a pedido da Presidência da Assembléia da ONU, numa Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade. Ela deverá entrar por todos os meios de comunicação, especialmente, pela Internet para favorecer a criação desta nova consciência da humanidade. A nova centralidade não é mais o desenvolvimento sustentável, mas a vida, a humanidade e a Terra, entendida como Gaia, um superorganismo vivo. Adital - Por outro lado não se cogita nada do tipo voltado para o consumo, por exemplo, que tem interferência direta no caos em que se tornou a Terra. Poderia falar um pouco sobre isso? Leonardo Boff - O propósito de todo o projeto da modernidade, nascido já no século XVI, está assentado sobre a vontade de poder que se traduz pela vontade de enriquecimento que pressupõe a dominação e exploração ilimitada dos recursos e serviços da Terra. Em nome desta intenção se construiu o projeto-mundo, primeiro pelas potências ibéricas, depois pelas centro-europeias e por fim pela hegemonia norte-americana. No início não havia condições de se perceber as consequências funestas desta empreitada, pois incluía entender a Terra como um simples baú de recursos, algo sem espírito que poderia ser tratada como quiséssemos. Surgiu o grande instrumento da tecno-ciência que facilitou a concretização deste projeto. Transformou o mundo, surgiu a sociedade industrial e hoje a sociedade da informação e da automação. Toda esta civilização oferece aos seres humanos, como felicidade, a capacidade de consumo sem entraves, seja dos bens naturais seja dos bens industriais. Chegamos a um ponto em que consumimos 30% a mais do que aquilo que a Terra pode reproduzir. Ela está perdendo mais e mais sustentabilidade e sua biocapacidade. Ela simplesmente não aguenta mais o nível excessivo de consumo por parte dos donos do poder e dos controladores do processo da modernidade. Os 20% mais ricos consomem 82,4% de toda a riqueza da Terra, enquanto os 20% mais pobres têm que se contentar com apenas 1,6% da riqueza total. Agora nos damos conta de que uma Terra limitada não suporta um projeto ilimitado. Se quiséssemos universalizar o nível de consumo dos países ricos para toda a Humanidade, cálculos já foram feitos - precisaríamos de pelo menos 3 Terras iguais a esta, o que se revela como uma impossibilidade. Temos que mudar, caso quisermos superar esta injustiça social e ecológica universal e termos um mínimo de equidade entre todos. Adital - Até que ponto o senhor acredita que a sociedade civil organizada pode ser agente de uma nova prática de consumo? Leonardo Boff - Deve-se começar em algum lugar. O lugar mais imediato é começar com cada um. O desafio, face ao problema universal, é convencer-se de que podemos ser mais com menos. Importa fazer uma opção por uma simplicidade voluntária e por um consumo compassivo e solidário pensando em todos os demais irmãos e irmãs e demais seres vivos da natureza que passam fome e estão sofrendo todo tipo de carência. Mas para isso, devemos realizar a experiência radicalmente humana de que de fato somos todos irmãos e irmãs e que somos ecointerdependentes e que formamos a comunidade de vida. A economia se orientará para produzir o que realmente precisamos para a vida e não para a acumulação e para o supérfluo, uma economia do suficiente e do decente para todos, respeitando os limites ecológicos de cada ecossistema e obedecendo aos ritmos da natureza. Isso é possível. Mas precisamos de uma "metanoia" bíblica, de uma transformação de nossos hábitos, de nossa mente e de nossos corações. Essa transformação constitui a espiritualidade. Ela não é facultativa, é necessária. Cada um é como a gota de chuva. Uma molha pouco. Mas milhões e milhões de gotas fazem uma tempestade, agora um tsunami do bem. Adital - O Brasil, por conta da Floresta Amazônica e outra matas nativas, deveria ter um papel fundamental na questão ambiental. Como o senhor avalia a postura do governo brasileiro em relação ao tema? Leonardo Boff - O governo brasileiro não acumulou ainda suficiente massa crítica nem consciência da importância da floresta amazônica para os equilíbrios climáticos da Terra inteira. Se o problema é o excesso de dióxido de carbono na atmosfera, então são as florestas as grandes sequestradoras deste gás que produz o efeito estufa e, em conseqüência, o aquecimento global. Elas absorvem os gases poluentes pela fotossíntese e os transforma em biomassa, liberando oxigênio. Ao invés de estabelecer a meta de desmatamento 0 e ai ser rígido e implacável, por amor à humanidade e à Terra, o governo estabelece que até 2020 vai reduzir o desmatamento até 15%. E há políticas contraditórias, pois de um lado o Ministério do Meio Ambiente combate o desmatamento, por outro o BNDS financia projetos de expansão da soja e da pecuária que avançam sobre a floresta. Por detrás estão grandes interesses do agronegócio que pressionam o governo a manter uma política flexível e danosa para o equilíbrio da Terra. Adital - Todavia percebe-se grande atuação de movimentos sociais e entidades em defesa da natureza e cobrando mais de seus governos em âmbitos internacionais. Acredita que haja, no momento, mais empoderamento? Leonardo Boff - Acredito que a Cúpula de Copenhague terá função semelhante que teve a Eco-92 no Rio de Janeiro. Depois da Eco-92 surgiu no mundo inteiro a questão da sustentabilidade e da crítica ao sistema do capital visto como essencialmente anti-ecológico, pois ele implica uma produção ilimitada à custa da extração ilimitada dos recursos e serviços da natureza. Creio que a partir de agora a Humanidade tomará consciência de que ou ela, a partir da sociedade civil mundial, dos movimentos, organizações, instituições, religiões e igrejas, muda de rumo ou então terá que aceitar a dizimação da biodiversidade e o risco do extermínio de milhões e milhões de seres humanos, não excluída a eventualidade do desaparecimento da própria espécie humana. Essa consciência vai encontrar os meios para pressionar as empresas, os grandes empreendimentos e os Estados para encontrarem uma nova relação para com a Terra. O problema não é a Terra, mas nossa relação para com ela, relação de agressão e de exploração implacável. Precisamos estabelecer um acordo Terra e Humanidade para que ambos possam conviver interdependentes, com sinergia e espírito de reciprocidade. Sem isso não teremos futuro. O futuro virá a partir da força da semente, quer dizer, das práticas humanas pessoais e comunitárias que criam redes, ganham força e conseguem impor um novo arranjo que garantirá um novo tipo de história. * Jornalista da Adital -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091223/929e4be9/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091223/929e4be9/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 23355 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091223/929e4be9/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 23 19:01:14 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 23 Dec 2009 19:01:14 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Hitler Ganhou a Guerra Message-ID: <34BE550B51F647A0BAFBC4B3DF2C8E64@vcaixe> Carta O Berro...............................................................repassem ----- Original Message ----- From: Pedro Castilho Caros colegas, Este livro é muito bom e conta quem manda no mundo e como o faz. Mostra como Hitler foi financiado por capitalistas norte-americanos para subir ao poder em 1932, segundo o autor. Os lucros com a guerra é que contavam!!!!! Agora recebí este livro pela internet onde pode ser lido ou imprimido para posterior leitura. Recomendo a impressão para ter melhor leitura e peço também a redistribuição para seus conhecidos. Um abraço, Castilho. NOTA; Tendo em vista o "peso" do texto do livro (885kb), não suportado pela Carta O Berro. Solicitamos que as pessoas que queiram recebê-lo por email, solicitem para vanderleycaixe at revistaoberro.com.br .Que será enviado. ________________________________________________ Subject: sugestao de leitura - Hitler ganhou a guerra To: (preparado para impressão no formato livreto, tipo de tamanho grande) Hitler ganhou a guerra Walter Graziano Quem acha que muitos dos enormes problemas do mundo começariam a ser solucionados se se substituísse o presidente dos Estados Unidos se equivoca grave­mente. O presidente atual não é nada mais do que a "ponta do iceberg" de uma complicada estrutura de poder, urdida cuidadosamente e durante muito tempo por uma reduzida elite de clãs familiares muito ricos, os verdadeiros proprietários à sombra do petróleo, dos bancos, dos laboratórios, das empresas de armas, das universidades e dos meios de comunicação do mundo, entre outros setores. Trata-se nada menos daqueles que, antes que se iniciasse e durante a Segunda Guerra Mundial, financiaram Hitler para que este tomasse o poder e se armasse, daqueles que forneceram as matérias básicas ao Terceiro Reich, fomentaram o ideário racista do Fuhrer e levantaram o aparato nazista na Alemanha. Neste livro, o leitor poderá com­preender como essa poderosa elite, em cujo núcleo se escondem antigas sociedades secretas, faz, há muitíssimos anos, verdadeiras marionetes dos presidentes dos Estados Unidos e cor­rompe, até os alicerces, a própria base do partido republicano e do partido democrata. Também verá como manipu­la as democracias do mundo, utiliza as principais universidades norte-americanas e seus intelectuais, gerando a ilusão de progresso científico através de pura ideologia falsa, e manipula os meios de comunicação para que as massas e as classes médias não se dêem conta do que realmente está acontecendo. Sob esta nova luz, inclu­sive os atentados de 11 de setembro de 2001 adquirem uma leitura diferente. Walter Graziano nasceu em 1960 na Argentina. Graduou-se em Economia na Universidade de Buenos Aires. Até 1988 foi fun­cionário do Banco Central do seu país e recebeu bolsas de estudo do governo italiano e do Fundo Monetário Internacional para estudar em Nápoles e em Washington DC. Desde 1988 colaborou com meios impressos e audiovisuais argentinos de forma simultânea à sua profissão de consultor económico. Em 1990, publicou a História de duas hiperinflações e, em 2001, As sete pragas da Argentina, livro que prenunciou a derrocada econômica e política do seu país. Desde 2001, Graziano tem-se dedicado em tempo integral aos assuntos desta obra, aos seus antecedentes históricos e às suas questões colaterais. -------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.430 / Banco de dados de vírus: 270.14.117/2583 - Data de Lançamento: 12/23/09 08:28:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091223/0b490a20/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 57825 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091223/0b490a20/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 24 15:05:59 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 24 Dec 2009 15:05:59 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__FELIZ_NATAL_=2E_NATAL_=E9_o_si?= =?windows-1252?q?mb=F3lico=2C_no_nascimento=2C_um_tempo_de_renovar?= =?windows-1252?q?_a_esperan=E7a_na_certeza_e_luta_por_um_mundo_nov?= =?windows-1252?q?o=2E?= Message-ID: <81CEA5128FAD4422B055C66E60FFF615@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. NATAL é o simbólico, no nascimento, um tempo de renovar a esperança, na certeza e luta por um mundo novo. Ele nos mostra a cada ano que é o novo de novo: o renascimento das convicções que não foram alcançadas. E pede no seu simbolismo, sem desesperança, o caminho a seguir, de novo. Portanto, você que sonhou um sonho de solidariedade e extrapolou esse sonho; que acreditou que é preciso mais que acreditar; que soube dar a mão e caminhar junto; que soube ser mais que amigo e irmão. Mais, ainda, ser cúmplice e companheiro; que teve olhos para olhar os oprimidos sem a piedade. Mas capáz de reuní-los como companheiros de jornada; que sabe enxergar os opressores da humanidade. Confronta-los e denunciá-los; que almeja e luta por um mundo melhor, justo, fraterno e de oportunidades iguais; que elege as estrelas como objetivo; que constroi um sendeiro de beleza onde todos possam caminhar dando as mãos; que acredita que todos os Natais trazem a mensagem de um renascimento em busca de lúz e esperança; À você que nos recebe à cada dia,; que nos lê; que nos repassa; (ou não) que amplia os espaços e o tempo da consciência do caminho; desejando, agradecendo e retribuindo. Um FELIZ NATAL! CARTA O BERRO Vanderley Caixe -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091224/2bf7d88e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 73115 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091224/2bf7d88e/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: audio/mid Size: 19275 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091224/2bf7d88e/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 27 12:20:06 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 27 Dec 2009 12:20:06 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_H=E1_aqui_a_m=FAsica_chamada_er?= =?windows-1252?q?udita=2C_ou_m=FAsica_de_concerto=2C_misturada_=E0?= =?windows-1252?q?s_Ra=EDzes_do__folclore=2EEtc=2E_________________?= =?windows-1252?q?__________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................................repassem Fantástico site musical com albuns inteiros de Coelho de Moraes e de muitos outros compositores de vários paises. Tudo para você ouvir (sistema junkbox, as músicas se sucedem) e para fazer cópias. Explore o site e encontrará muito mais. Linha-Direta.com De Mococa para o mundo Coelho de Moraes - MTB 45.365 SP coelhodemoraes at terra.com.br A OBRA MUSICAL DE COELHO DE MORAES Marcando a atuação em música entre regência e composição, apresento uma série de álbuns dos últimos anos. São obras abertas para download gratuito. Há aqui a música chamada erudita, ou música de concerto, misturada às Raízes do folclore. Há também a invenção eletroacústica e as vertentes de serigrafia e dodecafonismo. Basta acessar o saite com endereço: http://www.jamendo.com/en/artist/coelho.de.moraes e sintonizar cada um desses álbuns como se uma rádio fora, pessoa e transferível. O trabalho de composição vem desde as aulas no Conservatório Dramático de Musical de São Paulo, na sala do professor Pezzela (clarinete da sinfônica municipal), mas, tomou força e sensibilidade nos anos 80 com arranjos para coros e pequenos grupos. Mº COELHO DE MORAES MOCOCA EM CONSTRUÇÃO ( instrumental) Trata-se de música moderna de várias tendências com orquestrações experimentais, sofrendo várias influências (Satie, Debussy, Mignone). Pretende musicar imagens e lembranças da cidade de Mococa. SINFONIA GLASS ORCHESTRAL Obra sob inspiração do compositor Philip Glass, traz em seu nt´piuitulo o nnome do músico americano, arraigado ao minimalismo. A Sinfonia Glass não é minimalista mas se apóia em elementos estruturais PG. CONTEMPORÃNEA I instrumental de concerto Série de peças modernas e contemporâneas com variado formato na orquestração, desde quinteto de cordas e música de concerto sintetizado. COCOS sinphonic dança eletroacústico neofolclórico Inspirada nos COCOS nordestinos - sendo coco um tipo de ritmo e estrutura musical da região - esta obra tem esboços sinfônicos precisos e eu ampla liberdade na construção do COCO sinfônico. EDIPO TIRANO instrumental soundtrack ambient contemporary Música incidental para peça de teatro. ZODÍACO world profesional excelso acusmatic ballet bailado sinfônico eletrosinfonic dança orquestra Música para dança ponde se apresentam os 12 signos e mais um prelúdio, interlúdio e finale. Peças para grupos de câmara com formato diferenciado. 500, um musical - ao vivo world percussive synphonic lirico erudito cibernetico indigena etnico sinfonico classical Estreou no ano 2000 no Teatro Municipal de Mococa junto a coro, grupo de ballet e solistas do canto mais solistas atores. A música veio dos índios KDIWEUS sobre livro/coleta de Darcy Ribeiro e Roquete Pinto. BUGRE operapop classical coral classic sinfonico indio bugre orquestral Estreou em 1993, no Espaço DCE, teatro MPB4 em Nictheroy, também com coros, solistas, atores do TEU ? Teatro Experimental Universitário. Na época Universo Coral, Coral da Apcef Caixa Federal do Rio de janeiro e Coro José Maurício Nunes Garcia, mais a Orkestra Livre. Esta é, até agora, a contribuição musical que Coelho De Moraes oferece a todos os interessados e sensíveis a esse tipo de música. A discografia completa de Coelho de Moraes é: - MÚSICA BRASILEIRA VOLUME 2 ? Orquestra Sinfônica da Escola de Música do Rio de Janeiro. Coros APCEFcoroRIO e UNIVERSO CORAL. Abril de 94. Ensaia o Coro e Canta. - BUGRE - ORKESTRA LIVRE, UNIVERSO CORAL e solistas. Composição e Regência de Coelho De Moraes ? Dez.95 e jan.96. Compõe, Rege a gravação e Solo em uma faixa. - HITS DE NATAL ? Canções de Natal ? Dezembro de 98 ? Rege a gravação e Canta no Coro. - NATAL no ROSÁRIO ? Músicas Tradicionais de Natal com a Associação Coral de Mococa. Gravado na Igreja do Rosário (Museu de Arte Sacra). Dezembro 99. Rege. - 500, UM MUSICAL , gravado em novembro de 2000. Composição. - NATAL na CAPELA MARIA IMACULADA ? Músicas Tradicionais de Natal com a Associação Coral de Mococa, Coro Infanto-Juvenil do Colégio Maria Imaculada, Grupo de Canto KINDER-SARGEL. Gravado No Lar Maria Imaculada. Lançamento Dezembro de 2001. - AMAZONÍACO, com o grupo LABORATÓRIO, teclado, gravação ao vivo, novembro 2005 - NATALemMOCOCA, direção geral: O MADRIGAL, UNIVERSO CORAL e EGO SUM ? Dez 2006 - ZODÍACO, música para Dança, orquestra virtual ORKESTRA LIVRE? abril 2007. Composição. - ÉDIPO TIRANO, música para teatro, orquestra virtual ORKESTRA LIVRE ? Maio 2007. Composição. - COCOS, música moderna sobre temas do Norte-Nordeste, orquestra virtual ORKESTRA LIVRE ? Abril 2008. Composição. - CONTEMPORÂNEA I ? Obras soltas com base na modernidade e contemporaneidade ? novembro 2008. - SINFONIA GLASS - Obra sinfônica para grupo de câmara ? dezembro 2008. - MOCOCA EM CONSTRUÇÃO ? Obra contemporânea e experimental ? janeiro 2009 acesse e ouça outras obras: http://www.jamendo.com/en/artist/coelho.de.moraes Boa audição e bons downloads. Voltar | Todos os Direitos Reservados © 2009 LINHA-DIRETA -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091227/1c21e951/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 146 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091227/1c21e951/attachment-0001.obj From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 27 12:20:23 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 27 Dec 2009 12:20:23 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Asombroso discurso de un veterano de la guerra en Iraq Message-ID: <3BEF3636B8BA4B37B51C14ABB9867BAC@vcaixe> Carta O Berro.................................................................repassem Asombroso discurso de un veterano de la guerra en Iraq Diciembre 2009 Está circulando pela Internet o video do discurso do soldado estadunidense Mike Prysner, onde relata quem são os verdaderos inemigos de su país, a partir de suas vivências na guerra do Iraque. ice en este discurso, subtitulado por EmpoweredByKnowledge y que usted puede ver en Cubadebate: ?Nuestro verdadero enemigo no es el que vive en una tierra lejana, cuyos nombres o políticas no entendemos, el verdadero enemigo es un sistema que hace la guerra cuando es rentable, los gerentes que nos echan de nuestros puestos de trabajo cuando es rentable, las Compañías de Seguros que nos niegan la atención de la salud cuando es rentable, los bancos que nos quitan nuestros hogares cuando es rentable. Nuestros enemigos no están a cientos de millas de distancia. Ellos están aquí, en frente de nosotros. ?El racismo dentro de lo militar ha sido durante largo tiempo una herramienta para justificar la destrucción y ocupacion de otro país. Durante mucho tiempo se ha usado para justificar las matanzas, la subyugación y torturas de otras gentes. El recismo es un arma fundamental utilizada por este gobierno.? Vejam logo abaixo esse supreendente vídeo onde o veterano da guerra do Iraque diz as verdades que muitos sabem que existem mas temem dizer publicamente. http://www.youtube.com/watch?v=hPxTtvr5N58&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=hPxTtvr5N58&feature=player_embedded -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.430 / Banco de dados de vírus: 270.14.120/2588 - Data de Lançamento: 12/26/09 19:02:00 -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.430 / Banco de dados de vírus: 270.14.120/2588 - Data de Lançamento: 12/26/09 19:02:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091227/723fa2c5/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Dec 28 19:37:26 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 28 Dec 2009 19:37:26 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_O_legado_de_1989_nos_dois_hemis?= =?windows-1252?q?f=E9rios_-_por_Noam_Chomsky?= Message-ID: Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: beatrice elo ----- Original Message ----- From: Castor Filho O legado de 1989 nos dois hemisférios 27-Dez-2009 O contraste entre a libertação dos satélites da União Soviética e o esmagamento da esperança nos estados clientes dos EUA é impressionante e instrutivo ? ainda mais quando ampliamos a perspectiva. Por Noam Chomsky Novembro marcou o aniversário de grandes eventos em 1989: «o maior ano da história do mundo desde 1945», como o historiador britânico Timothy Garton Ash o descreve. Naquele ano, «tudo mudou», escreve Garton Ash. As reformas de Mikhail Gorbachev na Rússia e a sua «impressionante renúncia do uso da força» levaram à queda do Muro de Berlim, em 9 de Novembro ? e à libertação da Europa Oriental da tirania russa. Os elogios são merecidos, os eventos, memoráveis. Mas perspectivas alternativas podem ser reveladoras. A chanceler alemã, Angela Merkel, forneceu ? sem querer ? uma tal perspectiva, quando apelou a todos nós para «usar este dom inestimável da liberdade para ultrapassar os muros do nosso tempo». Uma forma de seguir o seu bom conselho seria desmantelar o muro maciço, superando o muro de Berlim em escala e comprimento, que serpenteia actualmente através do território da Palestina, em violação do direito internacional. O ?muro de anexação?, como deveria ser chamado, é justificado em termos de ?segurança? ? a racionalização por defeito para muitas das acções do Estado. Se a segurança fosse a preocupação, o muro teria sido construído ao longo da fronteira e tornado inexpugnável. O propósito desta monstruosidade, construído com o apoio dos EUA e a cumplicidade europeia, é permitir que Israel se aposse de valiosa terra palestiniana e dos principais recursos hídricos da região, negando assim qualquer existência nacional viável à população autóctone da antiga Palestina. Outra perspectiva sobre 1989 vem de Thomas Carothers, um académico que trabalhou em programas de ?reforço da democracia? na administração do antigo presidente Ronald Reagan. Depois de rever o registo, Carothers concluiu que todos os líderes dos EUA foram «esquizofrénicos» ? apoiando a democracia quando se conforma aos objectivos estratégicos e económicos dos EUA, como nos satélites soviéticos, mas não nos estados clientes dos EUA. Esta perspectiva é dramaticamente confirmada pela recente comemoração dos acontecimentos de Novembro de 1989. A queda do muro de Berlim foi comemorada com razão, mas houve pouca atenção ao que aconteceu uma semana mais tarde: em 16 de Novembro, em El Salvador, o assassinato de seis importantes intelectuais latino-americanos, padres jesuítas, juntamente com a sua cozinheira e sua filha, pelo batalhão de elite Atlacatl, armado pelos EUA, fresco do treino renovado na Escola de Guerra Especial JFK, em Fort Bragg, Carolina do Norte. O batalhão e seus esbirros já tinham compilado um registoo sangrento ao longo da terrível década que começou em 1980 em El Salvador com o assassinato, praticamente às mesmas mãos, de Dom Oscar Romero, conhecido como ?a voz dos sem voz?. Durante a década da ?guerra contra o terrorismo? declarada pelo governo Reagan, o horror foi semelhante em toda a América Central. O reinado de tortura, assassinato e destruição na região deixou centenas de milhares de mortos. O contraste entre a libertação dos satélites da União Soviética e o esmagamento da esperança nos estados clientes dos EUA é impressionante e instrutivo ? ainda mais quando ampliamos a perspectiva. O assassinato dos intelectuais jesuítas trouxe praticamente o fim à ?teologia da libertação?, o renascimento do cristianismo que tinha as suas raízes modernas nas iniciativas do Papa João XXIII e do Vaticano II, que ele inaugurou em 1962. O Vaticano II «deu início a uma nova era na história da Igreja Católica», escreveu o teólogo Hans Kung. Os bispos latino-americanos adoptaram a «opção preferencial pelos pobres». Assim, os bispos renovaram o pacifismo radical do Evangelho que tinha sido posto de lado quando o imperador Constantino estabeleceu o cristianismo como a religião do Império Romano ? «uma revolução» que, em menos de um século, transformou «a igreja perseguida numa «Igreja perseguidora», de acordo com Kung. No renascimento pós-Vaticano II, os sacerdotes latino-americanos, freiras e leigos levaram a mensagem do Evangelho aos pobres e perseguidos, reuniram-nos em comunidades, e encorajaram-nos a tomar o destino nas suas próprias mãos. A reacção a essa heresia foi a repressão violenta. No decurso do terror e do massacre, os praticantes da Teologia da Libertação foram o alvo principal. Entre eles estão os seis mártires da Igreja, cuja execução há 20 anos é agora comemorada com um silêncio retumbante, praticamente não quebrado. No mês passado, em Berlim, os três presidentes mais envolvidos na queda do Muro ? George H. W. Bush, Mikhail Gorbachev e Helmut Kohl ? discutiram quem merece crédito. «Eu sei agora como o céu nos ajudou», disse Kohl. George H. W. Bush elogiou o povo da Alemanha Oriental, que «por muito tempo foi privado dos seus direitos dados por Deus». Gorbachev sugeriu que os Estados Unidos precisam da sua própria Perestroika. Não existem dúvidas sobre a responsabilidade pela demolição da tentativa de reavivar a igreja do Evangelho na América Latina durante a década de 1980. A Escola das Américas (desde então renomeada Instituto do Hemisfério Ocidental para Cooperação de Segurança) em Fort Benning, na Geórgia, que treina oficiais latino-americanos, anuncia orgulhosamente que o Exército dos EUA ajudou a «derrotar a teologia da libertação» ? assistida, com certeza, pelo Vaticano, utilizando a mão suave da expulsão e da supressão. A sinistra campanha para reverter a heresia posta em movimento pelo Concílio Vaticano II recebeu uma incomparável expressão literária na parábola do Grande Inquisidor em Os Irmãos Karamazov de Dostoievski. Nessa história, situada em Sevilha no «momento mais terrível da Inquisição», Jesus Cristo aparece subitamente nas ruas, «de mansinho, sem ser observado, e contudo, por estranho que pareça, toda a gente o reconheceu» e foi «irresistivelmente atraída para ele». O Grande Inquisidor «ordena aos guardas: Prendam-No e levem-No» para a prisão. Lá, ele acusa Cristo de vir «prejudicar-nos» na grande obra de destruir as ideias subversivas de liberdade e comunidade. Nós não Te seguimos, o Inquisidor admoesta Jesus, mas sim a Roma e à «espada de César». Procuramos ser os únicos governantes da Terra para que possamos ensinar à «fraca e vil» multidão que «só será livre quando renunciar à sua liberdade para nós e se submeter a nós». Então, eles serão tímidos e assustados e felizes. Assim, amanhã, diz o inquisidor: «Devo queimar-Te». Por fim, no entanto, o Inquisidor abranda e liberta-«O nos becos escuros da cidade». Os alunos da Escola das Américas não praticaram tal misericórdia. Fonte: In These Times Artigo traduzido por Infoalternativa.org. http://www.esquerda.net/content/view/14759/1/ -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.430 / Banco de dados de vírus: 270.14.122/2590 - Data de Lançamento: 12/28/09 07:16:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091228/d864c16b/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 59911 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091228/d864c16b/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 29 18:35:44 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 29 Dec 2009 18:35:44 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Mercosul_ter=E1_fundo_para_mem=F3?= =?iso-8859-1?q?ria_de_v=EDtimas_de_ditaduras?= Message-ID: Carta O Berro......................................................................repassem Publicado no blog MercadoGlobal. Mercosul terá fundo para memória de vítimas de ditaduras Objetivo é promover, financiar e divulgar estudos, pesquisas e trabalhos acadêmicos, artísticos e jornalísticos sobre as ditaduras e as perseguições que milhares de pessoas sofreram por governos militares que dominaram a América do Sul até os anos 80 Da agência EFE O Mercosul - Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, agora com participação da nações associadas Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela - deverá criar fundo econômico para financiar projetos destinados a preservar a memória das vítimas das últimas ditaduras militares que dominaram a região, sobretudo a partir dos anos 50 e 60. A decisão foi tomada, a partir de sugestão do Brasil, no primeiro dia do 13º Encontro de Altas Autoridades em Direitos Humanos e Chancelarias do Mercosul e Estados Associados, em agosto, em Porto Alegre. Cada país deverá estudar quanto dinheiro pode arrecadar para esse projeto, que deverá ser apresentado aos chefes de Estado do bloco na próxima cúpula semestral, marcada para dezembro, em Salvador. A intenção é financiar trabalhos artísticos ou jornalísticos sobre as ditaduras e as perseguições que milhares de pessoas sofreram ao até os anos 80, quando os governos militares foram banidos da região. Decidiu-se ainda pela criação de Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul e a interligação dos bancos de dados sobre direitos humanos existentes nos nove países, a fim de que possam ser usados por tribunais em eventuais processos de punição a torturadores e assassinos, que continuam impunes. Pretende-se que o acesso a esses bancos de dados seja realmente universal, de modo que todos os cidadãos da região tenham direito a conhecer a história verdadeira sul-americana. Postado por Mensagem ao editor: ac.cunha at globo.com às 7:45 AM -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091229/75060796/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 10700 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091229/75060796/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 164 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091229/75060796/attachment-0003.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 29 18:35:47 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 29 Dec 2009 18:35:47 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Continuam investimentos estrangeiros no campo brasileiro. Jornal valor economico 24 a 29 dez 09 Message-ID: <6839B9A57523446D94D114DF80F1770E@vcaixe> Carta O Berro..............................................................repassem Jornal valor economico 24 dez 09 BUNGUE ADQUIRE CINCO USINAS DO GRUPO MOEMA A multinacional Bungue fechou ontem , em São paulo, um dos maiores acordos do setor sucroalcooleiro do país, ao adquirir cinco das seis usinas do Grupo Moema, com sede em Orinduva-SP. O negocio calculado em 1,5 bilhões de dolares nem sequer envolveu dinheiro, apenas foi entregue açoes da empresa da bolsa de Nova Iorque aos vendedores brasileiros. As cinco usinas vem processando ao redor de 13,5 milhões de toneladas de cana por ano. As Usinas estao localizadas em Orindiuva-SP; Frutal-MG; Ourooeste-SP; Pontes Gestal-SP e Itagagipe-MG. O grupo paulista era controlado pelas tradicionais familias Maurilio Biaggi e Eduardo Diniz Junqueira que agora saem do ramo. Ja a empresa transnacional norte-americana amplia seus negocios na cana, pois ela ja controlava a Usina Santa Juliana, no Triangulo mineiro aonde processava 2,5 milhões de toneladas de cana. E estão em construção outros dois projetos de Usinas de etanol, a Usina Pedro afonso, no estado do Tocantins, que vai começar a operar em 2010, e a Usina mote Verde, em Ponta Porã, Mato grosso do sul, fornteira seca com Paraguai. Essa ultima tera capacidade de 1,4 milhões de toneladas de cana e deve entrar em operação em 2012. CAMPO ATRAI UM TERÇO DO INVESTIMENTO ESTRANGEIRO ESTRANGEIROS ACELERAM APORTES NO CAMPO Autor(es): Mauro Zanatta Valor Econômico - 29/12/2009 O agronegócio brasileiro tem passado por um profundo processo de "estrangeirização" nos últimos sete anos. De 2002 a 2008, as atividades ligadas ao campo receberam US$ 46,9 bilhões em investimentos diretos estrangeiros (IED), revela um estudo inédito do Banco Central. O valor equivale a 29,5% do IED total líquido ingressado no país no período, e a maior parte foi empregada na ampliação das operações da agroindústria fornecedora de insumos agropecuários. O movimento de "internacionalização" das cadeias produtivas nacionais tem respaldo no avanço da concentração da posse da terra em mãos de poucos brasileiros e a atração cada vez maior de estrangeiros para esse tipo de investimento. Nos 11 Estados responsáveis por 90% desses registros, há 1.396 municípios com comunicado oficial de terras compradas por estrangeiros, segundo cadastro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) - 124 desses municípios têm metade das áreas de médias e grandes propriedades em nome de estrangeiros. No total, há 3,6 milhões de hectares em mãos estrangeiras nas regiões Sul e Centro-Oeste, além de São Paulo, Minas, Bahia, Pará, Tocantins e Amazonas. O capital internacional tem buscado, no Brasil, o alto potencial das terras locais para produzir commodities e matérias-primas para biocombustíveis. Mas o dinheiro estrangeiro também mira a valorização dessas terras. As recentes incorporações das usinas da Santelisa Vale pela francesa Louis Dreyfus e do grupo Moema pela americana Bunge reforçam a tendência de consolidação da presença estrangeira (ver matérias abaixo). No ano passado, mesmo com a crise financeira global e a queda dos preços das commodities em relação às máximas pré-debacle, o agronegócio recebeu 20% de todos os IEDs no Brasil. Em 2009, o BC projeta US$ 25 bilhões de investimentos estrangeiros no país - e o campo deverá absorver entre US$ 5 bilhões e US$ 7,5 bilhões do total. O Incra, responsável pelo controle das informações da posse da terra no país, está preocupado com o avanço estrangeiro. "A terra é um meio de produção finito. Há uma forte disputa pela terra, que foi acirrada pelas crises mundiais de energia e de alimentos", avalia o presidente do Incra, Rolf Hackbart. O estudo do BC aponta que o movimento de "internacionalização" ajudou a elevar a produção doméstica no curto prazo, mas aumentou a concentração agroindustrial e reduziu o valor da produção agrícola no período. "A concentração elevada está associada aos investimentos estrangeiros", diz Hackbart. A solução, segundo ele, seria aprovar regras mais duras de controle sobre a posse dessas terras. "É preciso corrigir a legislação para termos regras para aquisição de terras por estrangeiros. Não é xenofobia, mas a defesa da nossa soberania sobre o uso dessas terras". O Palácio do Planalto avalia, desde 1997, alterar as regras para restringir o capital estrangeiro na compra de terras. A Advocacia-Geral da União (AGU) deve apresentar nova norma para equiparar empresas nacionais com capital estrangeiro às companhias controladas por acionistas não-residentes no país ou com sede no exterior. Em áreas situadas ao longo da faixa de 150 quilômetros das fronteiras continuará necessária autorização do Conselho de Defesa Nacional para aquisição e arrendamento. O estudo do Banco Central alerta, ainda, que o processo de concentração da produção e das exportações do agronegócio tem contribuído para elevar as diferenças regionais na geração de riqueza. Além disso, o BC afirma que a indústria de insumos tem pressionado para baixo os preços ao produtor. Quanto maior o IED na agroindústria, menor o valor da produção agropecuária. A cada aumento de 1% no IED no segmento, haveria redução de 0,22% na produção, diz o estudo. Isso porque, explica o BC, a concentração agroindustrial, via fusões ou aquisições, eleva o poder das empresas e reduz os ganhos dos produtores. Na análise do setor, o BC constata que os IEDs direcionam aportes para um grupo reduzido de produtos, como algodão, carnes, soja, óleo, etanol, açúcar e sucos de frutas, cuja participação no comércio internacional é relevante. A avaliação do BC também aponta que o setor ainda é bastante dependente da importação de insumos, como matérias-primas para adubos. Fatores como abundância de terras, competitividade e produtividade do agronegócio nacional têm atraído cada vez mais investimentos estrangeiros ao país. Um impacto positivo desse movimento é o desempenho das exportações. O BC calcula que a cada 1% de aumento nas exportações do setor, a produção agrícola cresceria 0,35%. A cada dólar investido na agropecuária, a produção aumenta R$ 18,90. E a cada dólar exportado, esse valor quase dobra para R$ 1,80. "Mas isso fortalece a dependência dos produtores brasileiros da produção de commodities para exportação e as estratégias das empresas globais", diz o estudo. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091229/36929e1c/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 30 18:51:43 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 30 Dec 2009 18:51:43 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Balan=E7o_e_desafios_para_um_novo?= =?iso-8859-1?q?_ano?= Message-ID: <58A6BD22A3EC4965B93E4A2214A0E2D9@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Ano VII - nº 178 quarta-feira, 30/12/2009 Balanço e desafios para um novo ano Final de ano é momento de fazer balanço das atividades do período que passou, avaliar os avanços e as dificuldades encontradas e começar a planejar o ano que vem chegando. 2009 vai ficar marcado na história como o ano da grande crise capitalista que assolou os mercados financeiros de todo mundo. Crise que se iniciou nos EUA, mas varreu vários países, ricos e pobres, quebrando bolsas, bancos, empresas e, sobretudo, desmoronou a hegemonia ideológica das certezas dos grandes capitalistas no seu deus Mercado, o chamado neoliberalismo. Tivemos a triste notícia que, segundo a ONU, o número de famintos já passa de 1 bilhão de pessoas, ou seja, a cada seis pessoas uma passa fome em alguma parte do mundo. Houve ainda um aumento da concentração da riqueza e renda em todo planeta, globalizado pelo jeito capitalista de funcionar. A derrubada das florestas pelo agronegócio e a grande quantidade de carros produzidos no último período para salvar a crise têm agravado ainda mais os problemas ambientais, obrigando o mundo a debater o aquecimento global e suas consequências para a humanidade. Além disso, a pecuária intensiva e o modelo produtivo do agronegócio, - que se baseia no uso abusivo de máquinas e venenos agrícolas - aumentaram o desequilíbrio ambiental no meio rural. Todos esperávamos que os chefes de Estado compreendessem a gravidade da situação e que em Copenhague assinassem um compromisso de recuperação da Terra. Triste engano. Os governos dos países responsáveis pelos maiores desequilíbrios continuam iguais, cada vez mais insensatos e irresponsáveis. Afinal não querem mudar seu padrão de consumo, nem seus privilégios, pagos por toda humanidade. Como bem avaliaram a Via Campesina internacional e os movimentos ambientalistas: só a mobilização popular pode agora salvar a vida no planeta. No Brasil, o ano foi marcado por debates importantes, como a questão das reservas do petróleo no pré-sal, que pode mudar o rumo da economia e dos problemas sociais; a atualização dos índices de produtividade, promessa assumida pelo governo Lula desde maio de 2005, que poderia acelerar a Reforma Agrária; e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, pauta antiga dos trabalhadores, agora assumida por todas as centrais sindicais. Também tivemos um ano marcado pela criminalização da pobreza e dos movimentos sociais. Temos visto em diversos governos estaduais, que o Estado continua com posições reacionárias, judicializando os problemas sociais e criminalizando os movimentos que organizam as lutas e batalhas de resistência nas comunidades pobres das grandes cidades e do campo. O MST pagou caro, perdemos o companheiro Elton Brum, assassinado pela Brigada Militar gaúcha. E tivemos vários mandatos de prisões contra nossas lideranças. Na luta política, a direita brasileira ampliou sua presença nos espaços que detêm hegemonia, como o Poder Judiciário, transformando o presidente do STF em mero porta-voz de seus interesses. No Congresso Nacional, além dos inúmeros casos de corrupção, a direita aumentou a ofensiva com projetos de lei que caminham na contra-mão da história, como tentativas de apropriação da Amazônia, mudanças no Código Florestal e a intenção de liberar completamente o uso e comercialização de venenos agrícolas e sementes transgênicas. Na Reforma Agrária Fizemos grandes jornadas de lutas cobrando o cumprimento da Reforma Agrária, em abril e agosto, mas mais uma vez fechamos o ano com poucos avanços para a Reforma Agrária. Estima-se que foram assentadas menos de 20 mil famílias, ou seja, apenas 20% da meta proposta pelo proprio Incra, de 100 mil famílias por ano. Mais de 96 mil famílias continuam acampadas, em sua maioria há mais de três anos debaixo de um barraco de lona. Tivemos algumas melhorias nos assentamentos, como a expansão da energia elétrica, água encanada, moradia e infra-estrutura. No entanto, não houve avanços em uma questão central para o desenvolvimento dos assentamentos: a implementação de agroindústrias cooperativadas, a universalização do atendimento público de assistência técnica e uma política de crédito rural adequada aos assentados. O Pronaf tem se mostrado insuficiente para resolver os problemas dos assentados, mesmo aumentando o volume do crédito. Essa situação dificulta o aumento da renda das famílias. Diante desse balanço, nosso papel prioritário é seguir organizando os trabalhadores para garantir o assentamento das famílias acampadas e melhorar as condições de vida das famílias já assentadas, avançando no debate e na implementação de uma Reforma Agrária popular. Desafios para 2010 2010 nos exige o enfrentamento de muitos desafios, desde a luta geral por mudanças na politica até na luta por Reforma Agrária. Precisamos consolidar alianças com setores do movimento social e sindical do meio urbano, já que os desafios são grandes, e exigem a mobilização de toda classe. Os temas agrários também se resolvem com a mobilização de toda classe, para alterar a atual correlação de forças politicas. Precisamos contribuir na organização, junto com as pastorais sociais, Assembléia Popular e Coordenação de Movimentos Sociais, para realização de um plebiscito pelo limite máximo da propriedade da terra no Brasil. Buscaremos também fortalecer a luta pela redução da jornada de trabalho e seguir pautando, denunciando e enfrentando a criminalização dos movimentos sociais, além de lutar para garantir que o petróleo do pré-sal pertença de fato ao povo e seus recursos sejam destinados para o combate à pobreza e investimento na educação e na saúde da população brasileira. O próximo ano terá o desafio das eleições e, mesmo sabendo das limitações da democracia representativa burguesa, entendemos que é importante aproveitar esse momento, em que a população se envolve no pleito, para fazer um grande debate. É momento oportuno para discutir os problemas sociais e estruturais do país e pautar a necessidade da construção de um projeto popular para o Brasil. Precisamos votar nos candidatos socialistas e progressistas, comprometidos com a Reforma Agrária, e não deixar que candidaturas de direita se elejam com votos dos trabalhadores. O Brasil precisa mostrar ao mundo no próximo período que, mais do que ser o país das Olimpíadas ou da Copa, precisa ser um país de justiça social, para todos os seus cidadãos. Um país sem analfabetos e símbolo da produção agroecológica. Um país onde não haja mais concentração de terra, nem de renda. É esse o país que desejamos a todas e todos em 2010. Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para letraviva at mst.org.br com assunto "cadastro letraviva", para continuarmos a difundir e colocar para a sociedade as análises e posições do MST. MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio eletrônico. Sugestões de temas, artigos, formato: letraviva at mst.org.br. Incluir ou remover correios eletrônicos no cadastro do MST Informa. O MST não modera ou coordena nenhuma comunidade no Orkut e ninguém está autorizado a fazê-lo em seu nome. Opine www.mst.org.br Recibe en Español English Svenska -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091230/76522cb6/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14843 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091230/76522cb6/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 31 11:42:14 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 31 Dec 2009 11:42:14 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Feliz Ano Novo! da Carta O Berro; de Vanderley Caixe; aos companheiros, amigos e colaboradores Message-ID: <59A06251DCCB430DB4A27282DC90AE42@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Já que o ano foi fatiado, como disse Carlos Drummond de Andrade "............ Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. ................................................... Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente." Feliz Ano Novo! Eu desejo para todos vocês a Paz que desejo ao sofrido povo palestino, hoje, neste novo ano, esmagado, destroçado pelos nazi-sionista-israelenses que ocupam o poder no estado norte-americano-israelita; Eu desejo para todos vocês a fartura e a saciedade de comida e de viver , que desejo ao povo africano do Quênia, Zimbawe, Etiópia e outros, hoje, neste ano novo, novamente esmagado pela cobiça dos EEUU. França Alemanha e Inglaterra, no roubo de suas riquezas naturais; Eu desejo a vocês a liberdade e a segurança de vida em uma pátria livre, que desejo ao povo do Afeganistão e Iraque, hoje, neste ano novo, mais uma vez , destruído e encarcerado pelas tropas norte-americanas, inglesas e dos seus aliados; Eu tenho a certeza de que ninguém pode viver feliz enquanto outros seres humanos sofrem. Por isso, neste novo ano, eu lhes desejo a renovação da esperança de dias melhores para todos os povos; de janelas abertas para a luz do sol para todos;a alegria de poder ajudar, solidarizar, amar o outro, desde que você se ame; Faça do ano novo o novo. Faça da utopia os votos de realidade; do egoísmo a doação; do acanhado a generosidade; da escuridão a claridade para os olhos, hoje, cegos (a cegueira da nossa alienação); do preconceito apenas o conceito; abrace a vida que está em você e no outro. Não se envergonhe de demonstrar carinho; não tema sonhar. Construa caminhos neste Novo Ano. São os votos da Carta O Berro para todas (os) amigas (os), listeiras (os), companheiras (os), nessa literatura diferencial que os grandes "jornalões" não publicam. Quisemos ser uma oportuna espectativa para a reflexão do contraditório, seja na política, na poesia, na prosa, na informação, na reprodução de dados e fatos, para que você tenha sempre um parâmetro , evitando os comuns da repetição dos jornais nacionais, abrindo espaço para que a verdade seja a sua consciência; que estejamos unidos pela justiça, pela igualdade de oportunidades, pelo respeito ao próximo, na solidariedade, na luta pela páz, soberânia, no Brasil, na América Latina e no Mundo.. Feliz Ano Novo, De Novo. Vanderley Caixe. Que em 2010 nos ajudem a chegar em 1.000.000 de leitores da Carta O Berro. -------------------------------------------------------------------------------- Todo o apoio ao Ministro Paulo Vannuchi . Queremos ter direito à verdade. Nossos filhos precisam ter conhecimento do que aconteceu no Brasil e na América Latina. Os torturadores, agentes públicos, têm que ser denunciados e processados. -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.431 / Banco de dados de vírus: 270.14.123/2595 - Data de Lançamento: 12/31/09 08:52:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091231/af7eefef/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 3537 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091231/af7eefef/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 2280 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091231/af7eefef/attachment-0005.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 2280 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091231/af7eefef/attachment-0006.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 2280 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091231/af7eefef/attachment-0007.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 13427 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091231/af7eefef/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 31 11:43:04 2009 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 31 Dec 2009 11:43:04 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?_CARTA_ABERTA_A_PAULO_VANNUCHI_por_Al?= =?utf-8?q?=C3=ADpio_Freire__________________________/__SOLIDARIEDA?= =?utf-8?q?DE_AO_COMPANHEIRO_MINISTRO_PAULO_VANNUCHI?= Message-ID: Carta O Berro.......................................................................................repassem................................manifeste o apoio Carta aberta a Paulo Vannuchi, Ministro, Cidadão Brasileiro, Companheiro e Amigo Alipio Freire Caro Paulo, acabo de tomar conhecimento da notícia (abaixo) sobre a ameaça de pedido de demissão do ministro da Defesa Nelson Jobim, e dos seus patronos, os comandantes das Três Armas, e da negociação encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A indignidade e o golpismo desses setores representados pelo ministro Jobim e os três comandantes não nos surpreende. Não nos surpreende sequer a escolha dos momentos de maior desmobilização (como as festas de final de ano) para que façam suas chantagens e gerem crises: entre outras medidas, o Ato Institucional Número 5 também foi anunciado na noite de uma sexta-feira, às vésperas das festas de final de ano de 1968 (13 de dezembro). Gostaria sinceramente de me orgulhar das nossas Forças Armadas, que nos deram homens da envergadura de João Cândido, Luiz Carlos Prestes, Apolônio de Carvalho, Henrique Dufles Teixeira Lott, Alfeu D'Alcântara Monteiro, Carlos Lamarca - para ficarmos apenas no universo dos nomes mais conhecidos publicamente, sem citar os milhares de Marco Antônio da Silva Lima, José Raimundo da Costa, Otacílio Pereira da Silva, José Mariane Alves Ferreira, Onofre Pinto e tantos outros, alguns dos quais constam da lista daqueles que foram assassinados e outros que, além de assassinados, tiveram seus cadáveres ocultados - os "desaparecidos", por ordem de seus antigos companheiros de farda. A verdade, porém, é que a cúpula atual das nossas Armas, em sua grande maioria, pouco difere daqueles energúmenos que rasgaram a nossa Constituição com o golpe de 1964, e instalaram o Terror de Estado, para garantir os privilégios da elite econômica, o esbulho da classe trabalhadora e do nosso povo, e instituir consignas aviltantes, do tipo "O que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil". Assim, por maior que sejam a minha boa vontade e meu esforço nesse sentido, não há como nos orgulharmos de instituições comandadas por políticas desse tipo. Mas, um dia as mudaremos, também. Sim, senhor Ministro; sim, Cidadão Paulo Vannuchi; sim meu amigo e companheiro de todas as lutas e jornadas pela democratização e aprofundamento da democracia em nosso país: esses senhores de hoje são os mesmos de sempre. São aqueles mesmos que, com base na truculenta Doutrina de Segurança Nacional forjada no War College de Washington no imediato pós Guerra, forjaram a Lei de Segurança Nacional ? LSN, que vigorou durante a ditadura, até ser derrubada pelas nossas jornadas democráticas da segunda metade dos anos 1970 e início dos 1980. A mesma torpe e sinistra LSN que o senhor ministro da Defesa Nelson Jobim tenta hoje restaurar, a mando dos seus superiores (os comandantes das Três Armas), a serviço dos interesses que em 1964 empolgaram grande parte da cúpula militar de então. Uma Doutrina e uma Lei de Segurança Nacional que transforma a nossa classe trabalhadora, nosso povo e todos os democratas e homens e mulheres de bem deste País, em "inimigos internos", e achincalha nosso Exército, Marinha e Aeronáutica, conferindo-lhes o papel de polícias, de forças repressivas contra os nossos melhores cidadãos e cidadãs. Uma Doutrina e Lei de Segurança Nacional que transformam, enfim, nossas Forças Armadas, em Forças de Ocupação Interna, para a defesa dos interesses dos grandes centros econômicos internacionais, retirando-lhes e invertendo, assim, o papel mais digno, honrado e decente que deveriam cumprir: o de defensores da nossa soberania, e fiadores da nossa Constituição. A impostura que eles e seus representados têm utilizado, é a questão do "revanchismo", cada vez que falamos responsabilização judicial e punição nos termos das leis da Nossa República, que devem ser aperfeiçoadas nesse sentido. E isto, ainda que, a rigor, sequer necessitemos mudanças na atual Lei da Anistia, para levarmos aos nossos tribunais de hoje, os celerados de antanho. A leitura e argumentos do professor e jurista Fábio Konder Comparato sobre o texto da Lei de Anistia em vigor, especialmente no que diz respeito aos "crimes conexos", são suficientes para levarmos em frente os processos - e esses generais, brigadeiros e almirantes que ora se insubordinam, sabem disto. E sabem também que "revanchismo" seria pretender que os acusados (diretos ou indiretos) de crimes de tortura fossem seqüestrados, levados para cárceres clandestinos onde permaneceriam desaparecidos durante o tempo que melhor aprouvesse aos seus seqüestradores; onde seriam interrogados sob as mais aviltantes torturas; e, depois, aqueles que sobrevivessem aos meses de incomunicabilidade e sevícias, que sobrevivessem ao chamado "terror dos porões", fossem submetidos à farsa burlesca do julgamento nos tribunais de guerra. Esses senhores sabem muito bem que não nos propomos a isto a que fomos submetidos; que não nos propomos a qualquer terror que lembre, sequer aparentemente, os métodos por eles utilizados, e que agora tentam acobertar. Sabem muito bem que somos homens e mulheres formados em outros princípios, e que jamais nos utilizaríamos de qualquer dos seus métodos, ou com eles seríamos coniventes. O que pretendemos pura e simplesmente é apenas responsabilização judicial e punição nos termos das leis da nossa República, dos responsáveis diretos pelas torturas e de seus mandantes, garantindo-lhes todo o direito de assistência jurídica e de defesa. Exercer e/ou aperfeiçoar os mecanismos legais que constituem a República, é praticar a democracia - pois, para nós, a democracia é o exercício permanente de direitos isonômicos, e não um palavreado ambíguo e balofo, um florilégio para ornamentar discursos autoritários de lobos travestidos de cordeiros, como as recentes chantagens de pedido de demissão e criação de uma crise militar, num momento em que os chamados movimentos e organizações da sociedade civil estão desmobilizados, o Congresso Nacional e demais esferas legislativas em recesso e, no que diz respeito ao Judiciário, o País está à mercê do arbítrio pessoal de um trânsfuga que ocupará a Presidência do Supremo Tribunal Federal até o próximo dia 31 de dezembro, o doutor Gilmar Mendes. Obviamente, num quadro como o descrito acima, o armistício foi a saída imediata possível ? até por que, uma guerra não se perde e não se ganha numa única batalha. Além disto, nenhuma vitória (bem como nenhuma derrota) é definitiva. O certo é que nessa medição de forças experimentada ? cujo desfecho esperado pelo ministro Jobim e seus patrões, seria a queda do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos ? Paulo Vannuchi, tal não aconteceu e, se depender dos setores democráticos e mais bem informados do nosso povo, ao contrário do que pretendem os três comandantes militares (os homens fortes do Ministério da Defesa), quem poderá cair será o próprio senhor Nelson Jobim ? o que entendemos, seria um grande avanço para a nossa ainda frágil democracia. E não se trata de triunfalismo, ou efeito retórico: apesar da desmobilização de final de ano, lançado há apenas duas semanas, o Manifesto Contra Anistia a Torturadores, da Associação Juízes para a Democracia e dirigido aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Procurador Geral da República e que circula na internet (acesse http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php), já reuniu cerca de 10 mil assinaturas. Iremos reforça-lo. Sem dúvida, o respaldo do senhor Jobim ? além dos tanques e baionetas, que encarnam apenas o braço armado de um conjunto de interesses econômicos e eleitorais ? são aquelas mesmas forças que tramaram e organizaram há cerca de dois anos a crise dos aeroportos, cuja culminância foi um dos maiores desastres aéreos dos últimos tempos, com mais de duas centenas de mortos, no aeroporto de Congonhas. Mas, que importância têm vidas humanas para ambições políticas, econômicas e pessoais de homens como o doutor Jobim e seus pares? O importante para eles é que toda a armação tramada resultou na queda do então ministro da Defesa, senhor Valdir Pires, e na ascensão do senhor Nelson Jobim. Apenas para refrescar as nossas memórias, lembramos que, a primeira visita feita em São Paulo pelo ministro Jobim, depois de se deixar fotografar fantasiado de bombeiro entre os escombros do avião acidentado, foi ao seu amigo de longa data, o governador José Serra. Entre outros, os interesses eleitoreiros da crise inaugurada neste 22 de dezembro de 2009 são tão óbvios, que nem merecem que os analisemos ? sobretudo depois das sucessivas investidas neste sentido, ao longo deste ano (2009). Sobre o que eles prometem para o próximo ano, basta acessarmos "Reparação", no link http://www.youtube.com/watch?v=8d61_1u1s2o ? três minutos do trailer oficial do documentário longa-metragem que a direita lançará em 2010. Verdadeiro primor: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lado a lado com outros coristas da dimensão do jornalista Demétrio Magnoli e do acadêmico Marco Antônio Villa ? sim, amigo Vannuchi, uma verdadeira quadrilha naturalista (talvez não tão naturalista...). Mas, continuaremos as nossas batalhas ? que não começaram ontem, nem acabarão amanhã. E temos ainda toda energia necessária para as enfrentar e vencer. A mesma energia que nos garantiu poder chegar aos dias de hoje, de cabeça erguida, podendo olhar nos olhos de qualquer cidadão, pois jamais fomos reféns de quem quer que fosse, menos ainda, de canalhas. A esse respeito, é muito interessante lermos e relermos cuidadosamente o depoimento (ver no pé desta mensagem) do coronel e torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o DOI-COD e que está sendo processado por familiares de algumas das suas vítimas: uma obra prima de ameaças e chantagens contra seus superiores hierárquicos nos tempos da ditadura. Lá estão todos os nomes. É como se o senhor Ustra dissesse: ?Não senhores, não cairei sozinho. Tratem de livrar a minha barra, pois, do contrário, arrasto todos comigo?. Imagine, caro ministro Vannuchi, o pânico desses quatro senhores que ameaçaram criar uma crise militar... como se dizia em gíria de cadeia, ?o maior sapo-seco?, ?uma p... sugesta!?. Pois é, meu Companheiro Vannucchi, seguimos mais uma vez juntos, e até o fim, nesta nova trincheira onde, mais uma vez ainda, o que está em jogo é a classe trabalhadora, o povo e todos os/as democratas e homens e mulheres de bem deste País. Com o mais forte e fraternal abraço, ao Ministro, ao Cidadão Brasileiro, ao Companheiro e ao Amigo, de Alipio Freire ======================================================================================================= Mensagem original De: Marcelo Zelic < mzelic at uol.com.br > CORRENTE EM SOLIDARIEDADE AO COMPANHEIRO MINISTRO PAULO VANNUCHI OAB critica Jobim e comando militar e afirma que País não pode se acovardar Brasília, 30/12/2009 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, em declarações feitas hoje (30), criticou duramente as pressões do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e de comandantes militares contra a criação da Comissão da Verdade, dentro do Plano Nacional de Direitos Humanos, para investigar a tortura e os arquivos do período da ditadura militar (1964-1985). "Um País que se acovarda diante de sua própria história não pode ser levado a sério: o direito à verdade e à memória garantido pela Constituição não pode ser revogado por pressões ocultas ou daqueles que estão comprometidos com o passado que não se quer ver revelado", afirmou Britto em resposta às pressões dos chefes militares contra investigações de torturas e desaparecimentos no período da ditadura. "O Brasil que está no Haiti defendendo a democracia naquele país não pode ser o país que aqui se acovarda", sustentou o presidente nacional da OAB - entidade que defende no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal Militar (STM) ações reivindicando a abertura dos arquivos da ditadura e a punição aos torturadores, e uma das primeiras a apoiar a criação da Comissão da Verdade. "O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade; anistia não á amnésia. É preciso conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos: o povo que não conhece seu passado, a sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória, como os tempos idos e não muito distantes". Para Cezar Britto, "negar simplesmente a história, ou tentar escondê-la a todo custo, é querer contá-la de novo, especialmente nas suas páginas mais obscuras, excludentes e nefastas". Ele lembrou, nesse sentido, episódios recentes vividos pelos estudantes que protestaram em Brasília contra escândalos de corrupção denunciados, envolvendo os poderes públicos locais."A violência policial cometida contra os estudantes de Brasília em data recente não foi diferente durante a ditadura militar. É preciso revogar o medo, fazendo escrever nas páginas da história do Brasil que este é um País livre, democrático e protegido por uma Constituição que Ulysses Guimarães batizou de coragem", concluiu. FAVOR DIVULGAR E COLOCAR NOS SITIOS 1- TAPETÃO DO JOBIM - O GOLPE DO MINISTÉRIO DA DEFESA CONTRA A COMISSÃO DA VERDADE E JUSTIÇA PARA GARANTIR A IMPUNIDADE AOS TORTURADORES DA DITADURA MILITAR 1964-1985. (6 minutos) - http://tvbrasildefato.blip.tv/ Para colocar em seu sitio ou BLOG copie a fórmula: 2- Manifesto Contra Anistia a Torturadores, da Associação Juízes para a Democracia e dirigido aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Procurador Geral da República acesse http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php, já reuniu cerca de 10 mil assinaturas. ENCAMINHE CARTA AOS SEUS CONTATOS NA IMPRENSA PARA QUE ELES VEJAM QUE 94% DOS DELEGADOS APROVARAM A CRIAÇÃO DA COMISSÃO DE VERDADE E JUSTIÇA. Vamos desmascarar o golpista do Jobim que não aceita a decisão democrática da XIII Conferência Nacional de Direitos Humanos. Em breve estaremos lançando o documentário - APESAR DE VOCÊ - OS CAMINHOS DA JUSTIÇA - produzido pelo Armazém Memória, que retrata a luta pela responsabilização dos torturadores da ditadura militar na justiça brasileira e na Corte Interamericana de Direitos Humanos, discutindo a necessidade do STF acolher a posição da OAB sobre a Lei de Anistia expressa na ADPF 153. Atenciosamente; Marcelo Zelic Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo Coordenador do Projeto Armazém Memória (11) 3052-2141 (11) 9206-9284 www.armazemmemoria.com.br mzelic at uol.com.br =========================================================================================================== Jobim faz carta de demissão após ameaça de mudar a Lei de Anistia http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091230/not_imp488515,0.php Lula fecha acordo com ministro, que seria seguido por comandantes das Forças e vê 'revanchismo' em Vannuchi Christiane Samarco e Eugênia Lopes, BRASÍLIA A terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que propõe a criação de uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar na véspera do Natal e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a escrever uma carta de demissão e a procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, na Base Aérea de Brasília, para entregar o cargo. Solidários a Jobim, os três comandantes das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) decidiram que também deixariam os cargos, se a saída de Jobim fosse consumada. Na avaliação dos militares e do ministro Jobim, o PNDH-3, proposto pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos, e lançado no dia 21 passado, tem trechos "revanchistas e provocativos". Ao final de três dias de tensão, o presidente da República e o ministro da Defesa fizeram um acordo político: não se reescreve o texto do programa, mas as propostas da lei a serem enviadas ao Congresso não afrontarão as Forças Armadas e, se for preciso, a base governista será mobilizada para não aprovar textos de caráter revanchista. Os comandantes militares transformaram Jobim em fiador desse acordo, mas disseram que a manutenção da Lei de Anistia é "ponto de honra". As Forças Armadas tratam com "naturalidade institucional" o fato de os benefícios da lei e sua amplitude estarem hoje sob análise do Supremo Tribunal Federal - isso é decorrente de um processo legal que foi aberto na Justiça Federal de São Paulo contra os ex-coronéis e torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel. Além da proposta para revogar a Lei de Anistia, que está na diretriz que fala em acabar com "as leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos", outro ponto irritou os militares e, em especial, o ministro Jobim. Ele reclamou com Lula da quebra do "acordo tácito" para que os textos do PNDH-3 citassem as Forças Armadas e os movimentos civis da esquerda armada de oposição ao regime militar como alvos de possíveis processos "para examinar as violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política no período 1964-1985". Jobim foi surpreendido com um texto sem referências aos grupos da esquerda armada. Os militares dizem que se essas investigações vão ficar a cargo de uma Comissão da Verdade, todos os fatos referentes ao regime militar devem ser investigados. "Se querem por coronel e general no banco dos réus, então também vamos botar a Dilma e o Franklin Martins", disse um general da ativa ao Estado, referindo-se à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ao ministro de Comunicação Social, que participaram da luta armada. "Não me venham falar em processo para militar pois a maioria nem está mais nos quartéis de hoje", acrescentou o general. Os militares também consideram "picuinha" e "provocação" a proposta de Vannuchi de uma lei "proibindo que logradouros, atos e próprios nacionais e prédios públicos recebam nomes de pessoas que praticaram crimes de lesa-humanidade". "Estamos engolindo sapo atrás de sapo", resumiu o general, que pediu anonimato por não poder se manifestar. SOLIDARIEDADE A decisão de Jobim entregar o cargo foi tomada no dia 21 e teve, inicialmente, o apoio dos comandantes Juniti Saito (Aeronáutica) e Enzo Peri (Exército). Consultado por telefone, porque estava no Rio, o comandante da Marinha, almirante Moura Neto, também aderiu. Diante da tensão, Lula acertou que se encontraria com Jobim em Brasília, na volta da viagem que havia feito ao Rio, para inaugurar casas populares no complexo do Alemão e visitar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na conversa, Lula rejeitou a entrega da carta de demissão e disse que contornaria politicamente o problema. Pediu que o ministro garantisse aos comandantes militares que o Planalto não seria porta-voz de medidas que revogassem a Lei de Anistia. Os militares acataram a decisão, mas reclamaram da posição "vacilante" do Planalto e do "ambiente de constantes provocações" criado pela secretaria de Vannuchi e o ministro da Justiça, Tarso Genro. Incomodaram-se também com o que avaliaram como "empenho eleitoral excessivo" da ministra Dilma no apoio a Vannuchi. "Lula age assim: empurra a crise com a barriga e a gente nunca sai desse ambiente de ameaça", protestou um brigadeiro em entrevista ao Estado. Para as Forças Armadas, a cerimônia de premiação de vítimas da ditadura, no dia 21, foi "uma armação" para constranger militares, tendo Dilma como figura central, não só por ter sido torturada, mas por ter chorado e escolhido a ocasião para exibir o novo visual de cabelos curtíssimos, depois da quimioterapia para tratamento de um câncer linfático. COLABOROU RUI NOGUEIRA ENTENDA O CASO As divergências entre os ministros em torno da Comissão da Verdade arrastam-se há um ano Dezembro/2008: A 11.ª Conferência Nacional de Direitos Humanos encaminha ao governo orientação para que seja criada a Comissão da Verdade e Justiça. No encontro, os enviados do Ministério da Defesa votam contra Janeiro/2009: Vannuchi estimula a sociedade a discutir a comissão e começa a redigir uma proposta. Acreditava-se que seria criada por decreto presidencial Julho: Começa o debate com a Defesa. Jobim quer uma comissão de reconciliação Outubro: Vannuchi deixa de lado o tom judiciário, mas insiste na abertura de arquivos que estariam poder dos militares Novembro: O impasse leva o Planalto a adiar o anúncio do Programa de Direitos Humanos Dezembro: O termo reconciliação é incluído na proposta e anuncia-se que o governo encaminhará ao Congresso um projeto de lei propondo a criação da comissão · COMENTÁRIOS 30/11 - Ministério Público Militar ouve o coronel Ustra sobre seu comando no DOI/CODI/II Exército A procuradora de Justiça Militar em São Paulo Hevelize Jourdan Covas Pereira esteve em Brasília para ouvir um dos ex-comandantes do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna - DOI-CODI, coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. O militar reformado esteve dia 15 de outubro do corrente ano na Corregedoria da Justiça Militar em Brasília, onde foi ouvido pela procuradora sobre o o período em que que comandava o DOI/CODI/II Exército. No depoimento o coronel Ustral declarou que quando chegou em São Paulo, na primeira quinzena de 1970, o terrorismo aumentava cada vez mais, principalmemte no estado de São Paulo e no Rio de Janeiro ; que os Órgãos Policiais foram, assim, surpeendidos pois estavam despreparados para enfrentar as aà ?ões terroristas, até mesmo em São Paulo com a atuação da Operação Bandeirante (OBAN ), órgão subordinado ao II Exército, que atuou no combate ao terrorismo no período de 27/06/1969 a 28/09/1970. Que, em face disso, o Presidente da República elaborou a Diretriz de Segurança Interna, que deu poderes aos Generais de Exército, Comandantes Militares de Área, para o combate ao terrorismo. Que em cada Comando de Área foi criado um Conselho de Defesa Interna (CONDI), um Centro de Operações de Defesa Interna (CODI) e um Destacamento de Operações de Informações (DOI), sendo este um órgão de informações e combate às organizações terroristas, subordinado ao General de Exército Comandante Militar da Área. Que a sua atuação no DOI/CODI/II Ex abrangeu o período de 29/09/1970 a 23/01/1974. Que, no dia 28 de setembro de 1970, foi chamado ao gabinete do Comandante do II Exército, General José Canavarro Pere ira, que lhe disse: "Major, amanhã o senhor assumirá o comando do DOI/CODI/II Ex. Estamos numa guerra. Vá assuma e comande com dignidade"; que seria, assim, o primeiro comandante do DOI/CODI/II Ex. Que o DOI/CODI/II Ex substituiu a Operação Bandeirante (OBAN ). Que, a partir desse dia, a sua vida, a de sua esposa e a de sua filha passaram a estar sob risco, com ameaças constantes; que a vida dos seus familiares era de sacrifícios e de privações, assim como a vida de seus subordinados. Que, quando chegou tranferido para São Paulo, no início de 1970, os terroristas já haviam assaltado mais de trezentos bancos e carros fortes; encaminharam mais de trezentos militantes para cursos em Cuba e na China; atacaram quartéis e roubaram armas; incendiaram várias radiopatrulhas; explodiram dezenas de bombas, sendo a mais significativa a colocada no Aeroporto de Guararapes, Recife, que ocasionou duas mortes e treze feridos graves; destacou-s e também o atentado ao Quartel General do II Exército , onde morreu o soldado Mario Kosel Filho e ficaram feridos 5 soldados e um coronel, além de causar grandes danos às instalações militares; assassinaram 66 pessoas, sendo 20 policiais militares, 7 militares, 7 policiais civis, 10 guardas de segurança e 22 civis e sequestrados três diplomatas. Que o trabalho de informação era muito grande; que o DOI/CODI era constituído de várias seções; que realizava trabalho de escuta telefônica permitido pela Justiça Militar; que baseavam-se na infiltração e na cooptação de informantes. Que o terrorista preso era conduzido ao DOI/CODI/II Ex; que o interrogatório era feito em uma sala por um interrogador; que, quando o terrorista chegava, normalmente, já dispunham de informações preliminares. Que o interregatório culminava com depoimento escrito de próprio punho, que, depois de analisado, já servia de novas fontes para futuros in terrogatórios; informações estas que se encontram registradas nos autos dos inquéritos. Que concluído o Interrogatório Preliminar, o preso era encaminhado ao DOPS/SP mediante ofício do General Chefe do Estado Maior do II Exército, que também era o chefe do CODI, onde era aberto o Inquérito Policial, que uma vez concluído era encaminhado à uma das duas Auditorias da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, para julgamento. Que junto com o preso seguiam para o DOPS, além da Declaração de Próprio Punho, uma síntese do seu envolvimento com as organizações terroristas que atuavam no país. Que estão, portanto, registrados nos processos elaborados pelas Auditorias Militares de São Paulo, os nomes de todas as pessoas presas pelo DOI/II Ex, as circunstâncias de sua prisão, os motivos porque foram a julgamento. Que o conhecimento prévio era obtido algumas vezes pela colaboração de presos arrependidos, pelo intenso trabalho de informações e infiltrações. Que os terroristas eram colocados, inicialmente, em celas, e, após isso, ocorria o interrogatório. Que não existia violência; o que pode ter ocorrido, seria algum excesso, como forma de defesa a alguma reação violenta no ato da prisão. Que a alegação de uso de violência durante interrotório visa ao recebimento de indenizações, mas crê que o principal propósito dos opositores é de revanchismo, vingança, citando a declaração de Ivan Seixas, filho de Joaquim Alencar Seixas - que, o pai de Ivan Seixas, com o concurso de cinco pessoas integrantes de organizações terroristas, às vésperas de sua prisão, em 16/04/1971, assassinaram o industrial Henning Albert Boilesen -, que em entrevista de Ivan Seixas, publicada no O Nacional em 01/04/1987, ele afima que `prendi, torturei e matei o seu pai a pauladas`; que, neste dia, encontrava-se baixado ao Hospital Geral de São Paulo. Sobre o caso Herzog, disse que passou o comando do DOI/II Ex em 23/01/1974 e que o caso Herzog aconteceu posteriormente, portanto, não durante o seu comando; que conversou com o encarregado do inquérito, que afirmou ter sido realmente suicídio; que soube que Vladimir Herzog fazia tratamento psiquiátrico; que o mesmo não apresentou marcas de tortura; que o interrogador não o liberou após o depoimento, talvez, por achar que tivesse de questionar mais alguma coisa; que, durante o intervalo do almoço, houve o suicídio. Que o interrogatório era feito de forma normal e que os terroristas eram pessoas preparadas para negarem a verdade dos fatos , orientados a jamais delatarem seus companheiros e preparados para o suicídio. Que nunca prendeu um inocente; que o único caso ocorrido foi a prisão, por engano, por panfletagem armada, de um jovem, que foi imediatamente liberado. Reafirmou que os terroristas eram pessoas preparada s para morrer ou matar sem piedade; que, entre outros objetivos, buscava-se obter do preso informações acerca do seu próximo encontro com militantes. Que se afirma que 37 pessoas foram mortas no DOI/CODI/II Ex, durante seu comando, apresentando relação com dados completos das pessoas citadas;. Que estes 37 militantes não morreram no DOI/CODI/II EX, morreram nas ruas em combate com os seus subordinados, ou, então, quando reagiam ou tentavam a fuga em ?Pontos Normais?, ?Pontos de Polícia? ou em ?Pontos Frios. Que quando morriam em uma destas situações, não era possível solicitar perícia local, pois os terroristas agiam com cobertura armada, havendo risco de ataque aos agentes que preservavam o local; que o corpo era levado ao DOI, sendo feito contato com o DOPS, para encaminhamento ao IML, para autópsia e abertura de inquérito. Que para cada um dos 37 mortos foi aberto um Inquérito Policial, que esses inqu éritos, com os nomes completos dos presos, as causas de suas mortes, as circuntâncias em que vieram a falecer, o laudo do IML e as ações criminosas que praticaram podem ser encontrados na 1ª ou na 2ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, em São Paulo ou no STM. Quanto ao paradeiro dos desaparecidos, disse que os 10 desaparecidos a ele atribuídos, no período que comandou o DOI/II Ex, nenhum deles esteve sob a sua guarda ou responsabilidade, que os desconhece, nunca os viu. Que o número de desaparecidos é maldosamente explorado, sempre aumentado por seus opositores, citando o exemplo de Hiroaki Torigoe, cuja morte em combate na rua, foi publicada em jornal, com o nome falso que usava o seu nome verdadeiro e sua fotografia.. Que muitos dos que eles relacionam como desaparecidos. na realidade eram mortos, que usavam documentação falsa. Que uma pessoa que obtivesse uma identidade falsa, caso desej asse voltar a usar o seu nome verdadeiro, só poderia fazê-lo com autorização da Justiça, como foi o caso de Carlos Augusto Lima Paz , que recebeu, em 1972, do PC do B, uma identidade falsa com o nome de Raimundo Cardoso de Freitas, que em 1985 entrou na justiça para retomar sua real identidade, mas não teve sucesso. Que, quando um terrorista usando uma identidade obtida de modo criminoso, morria em combate, após os procedimentos para proceder à identificação, era enterrado com o nome falso, sendo a situação de dupla identidade declarada no inquérito policial. Que passado o prazo legal de cinco anos, se a família não se manifestasse, a própria administração do cemitério, como é usual, transferia os ossos para uma vala comum. Quanto à cadeia de comando a que se submetia à frente do DOI, disse que legalmente e fielmente, cumpriu as ordens do Presidente da República, General Emílio Garrastazu Médici, que assinou a Diretriz que criou os DOI; do Ministro do Exército, General Orlando Geisel; dos comandantes do II Exército, Generais José Canavarro Pereira e Humberto de Souza Mello; dos chefes do EM II Exército, Generais Ernani Ayrosa da Silva, Enéas Martins Nogueira e Mário de Souza Pinto; e do Chefe do Centro de Informações do Exército (CIE), General Milton Tavares de Souza.. Que no DOI cumpriu, rigorosamente, as ordens emanadas de seus superiores; que nunca recebeu uma ordem absurda, nem emitiu nenhuma determinação desse tipo; que jamais fez prisões ilegais, permitiu torturas, abusos sexuais, homicídios, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres. Que jamais foi chamado à atenção por qualquer dos chefes citados; que foi agraciado pelo Ministro do Exército com a mais alta condecoração, por ter cumprido o dever, sob risco de vida; que o Exército Brasileiro é uma Instituição Nacional Permanente e que crê ser ele quem deve dar a devida resposta a esses detratores, dentro da lei e no interesse da Justiça; que omissão nunca foi característica das suas tradições em nenhuma época; que não faz parte de sua História perder os anéis para salvar os dedos; que certamente, será assim neste momento. Que desejando que a História não seja deturpada e que os fatos narrados pelo declarante sejam comprovados como verdadeiros, arrola como suas testemunhas: o Senador da República Romeu Tuma, que acompanhou e viveu a situação de violência da época e o trabalho do DOI/II Ex, já que, como delegado da Polícia Civil, era o elemento de ligação entre o Comando do II Exército e o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), órgão no qual estava lotado; os oficiais do Exército Brasileiro ocupantes, no momento de sua oitiva neste processo, das funções de Comandante do Exército Brasileiro, Comandante Militar do Sudeste, Chefe do Estado Maior do Sudeste e Chefe do Centro de Inteligê ncia do Exército (CIE), que hoje são os substitutos legais dos chefes, que, na época de seu comando do DOI/II Ex, deram-lhe as ordens cumpridas, rigorosamente. -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br Versão: 8.5.431 / Banco de dados de vírus: 270.14.123/2594 - Data de Lançamento: 12/30/09 07:27:00 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20091231/f66ce26d/attachment-0001.html