From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 1 16:35:04 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 1 Nov 2008 15:35:04 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_MST_Informa_n=B0_155_-_____5=AA_C?= =?iso-8859-1?q?onfer=EAncia_Internacional_da_Via_Campesina?= Message-ID: <05c501c93c50$a3cb7500$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Ano VI - nº 155 outubro de 2008 5ª Conferência Internacional da Via Campesina Maputo, a capital de Moçambique, foi a sede da 5ª Conferência Internacional da Via Campesina. Mais de 600 camponesas e camponesas de 60 países se reuniram dos dias 16 a 23 de outubro para discutir a situação da agricultura, apontando que a saída para o problema da fome é a Soberania Alimentar. Em contraponto ao modelo do agronegócio, que não garante a sobrevivência digna dos povos do campo, nos articulamos para lutar pela reforma agrária, preservação da biodiversidade, da água, das sementes, da agricultura camponesa. A Via Campesina é uma articulação de movimentos camponeses, e está presente em quatro continentes No Brasil, o MST compõe a Via com o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), PJR (Pastoral da Juventude Rural), CPT (Comissão Pastoral da Terra), Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária), Feab (Federação dos Estudantes de Agronomia), PJR (Pastoral da Juventude Rural), indígenas e quilombolas. Além da conferência, participamos da 3ª Assembléia das Mulheres da Via Campesina, onde lançamos uma Campanha Mundial pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Também nos somamos à 2ª Assembléia de Jovens, e apontamos o grave problema do êxodo rural. As camponesas e os camponeses oferecem saídas concretas para a crise criada pelo modelo do agronegócio, que aumenta a concentração de riquezas e a fome no mundo. Confira abaixo a carta de Maputo. Coordenação Nacional do MST CARTA DE MAPUTO 5ª Conferência Internacional da Via Campesina Maputo, Moçambique, 19-22 de Outubro, 2008 O mundo inteiro está em crise Uma crise multi-dimensional. De alimentos, de energia, de clima e de finanças. As soluções que o poder propõe - mais livre comércio, sementes transgênicas, etc - ignoram que a crise resulta do sistema capitalista e do neoliberalismo. Essas medidas somente aprofundarão seus impactos. Para encontrar soluções reais, temos que olhar para a Soberania Alimentar que propõe a Via Campesina. Como chegamos na crise? Nas últimas décadas, vimos o avanço do capitalismo financeiro e das empresas transnacionais, sobre todos os aspectos da agricultura e do sistema alimentar dos países e do mundo. Desde a privatização das sementes e a venda de agrotóxicos, até a compra da colheita, o processamento dos alimentos, transporte, distribuição e venda ao consumidor, tudo já está em mãos de um número reduzido de empresas. Os alimentos deixaram de ser um direito de todos e todas, e tornaram-se apenas mercadorias. Nossa alimentação está cada vez mais padronizada em todo mundo, com alimentos de má qualidade, preços que as pessoas não podem pagar. As tradições culinárias de nossos povos estão se perdendo. Também vemos uma ofensiva do capital sobre os recursos naturais, como nunca se viu desde os tempos coloniais. A crise da margem de lucro do capital os lança numa guerra de privatização que os leva nos expulsar, camponeses, camponesas, comunidades indígenas, roubando nossa terra, territórios, florestas, biodiversidade, água e minérios. Um roubo privatizador. Os povos rurais e o meio ambiente estão sendo agredidos. A produção de agrocombustíveis em grandes monocultivos industriais também é razão dessa expulsão, falsamente justificada com argumentos sobre crise energética e climática. A realidade atrás das últimas facetas da crise tem muito mais ver com a atual matriz de transporte de longa distância dos bens - e individualizado em automóveis - do que com qualquer outra razão. Com a crise dos alimentos e com a crise financeira, a situação torna-se mais grave. A crise financeira e a crise dos alimentos estão vinculadas à especulação do capital financeiro com os alimentos e a terra, em detrimento das pessoas. Agora, o capital financeiro está desesperado, assaltando os cofres públicos para dominuir seus prejuízos. Os países serão obrigados a fazer ainda mais cortes orçamentários, condenado-os a maior pobreza e maior sofrimento. A fome no mundo segue a passos largos. A exploração e todas as violências, em especial a violência contra a mulher, espalham-se pelo mundo. Com a recessão econômica nos países ricos, aumenta a xenofobia contra os trabalhadores e trabalhadoras migrantes, com o racismo tomando grandes proporções e com o aumento da repressão. Os jovens têm cada vez menos oportunidades no campo. Isso é o que o modelo dominante oferece. Ou seja, tudo vai de mal a pior. Contudo, no seio da crise, as oportunidades se fazem presentes. Oportunidades para o capitalismo, que usa a crise para se reinventar e encontrar novas formas de manter suas taxas de lucro, mas também oportunidades para os movimentos sociais, que defendemos a tese de que o neoliberalismo perde legitimidade entre os povos. As instituições financeiras internacionais (Banco Mundial, FMI, OMC) estão mostrando sua incapacidade de administrar a crise (além de serem parte dos motivos da crise), criando a possibilidade que sejam desarticuladas e que outras instituições reguladoras a economia global surjam e que atendam outros interesses. Está claro que as empresas transnacionais são os verdadeiros inimigos e estão atrás das crises. Está claro que os governos neoliberais não atendem aos interesses dos povos. Também está claro que a produção mundial de alimentos controlada pelas empresas transnacionais, não se faz capaz de alimentar o grande contingente de pessoas neste planeta, enquanto que a Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa local, faz-se mais necessária do que nunca. O que defendemos na Via Campesina frente a esta realidade? - A soberania alimentar: Renacionalizar e tirar o capital especulativo da produção dos alimentos é a única saída para a crise dos alimentos. Somente a agricultura camponesa alimenta os povos, enquanto o agronegócio produz para a exportação e sua produção de agrocombustíveis é para alimentar os automóveis, e não para alimentar gente. A Soberania Alimentar baseada na agricultura camponesa é a solução para a crise. - Frente às crises energéticas e climáticas: a disseminação de um sistema alimentar local, que não se baseia na agricultura industrial nem no transporte a longa distância, eliminaria até 40% das emissões de gases de efeito estufa. A agricultura industrial aquece o planeta, enquanto a agricultura camponesa desaquece. Uma mudança no padrão do transporte humano para um transporte coletivo e outras mudanças no padrão de consumo, são os passos a mais, necessários para enfrentarmos a crise energética e climática. -A Reforma Agrária genuína e integral, e a defesa do território indígena são essenciais para reverter o processo de expulsão do campo, e para disponibilizar a terra para a produção de alimentos, e não para produzir para a exportação e para combustíveis. -A agricultura camponesa sustentável: somente a produção camponesa agroecológica pode desvincular o preço dos alimentos do preço do petróleo, recuperar os solos degradados pela agricultura industrial e produzir alimentos saudáveis e próximos para nossas comunidades. -O avanço das mulheres é o avanço de todos: o fim de todos os tipos de violência para com as mulheres, seja ela, física, social ou outras. A conquista da verdadeira paridade de gênero em todos os espaços internos e instâncias de debates e tomada de decisões são compromissos imprescindíveis para avançar neste momento como movimentos de transformação da sociedade. - O direito à semente e à água: a semente e a água são as verdadeiras fontes da vida, e são patrimônios dos povos. Não podemos permitir sua privatização, nem o plantio de sementes transgênicas ou de tecnologia terminator. - Não à criminalização dos movimentos sociais. Sim à declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas na ONU, proposta pela Via Campesina. Será um instrumento estratégico no sistema legal internacional para fortalecer nossa posição e nossos direitos como camponeses e camponesas. - A juventude do campo: É necessário abrir, cada vez mais, espaços em nossos movimentos para incorporara força e a criatividade da juventude camponesa, com sua luta para contruir seu futuro no campo. - Finalmente, nós produzimos e defendemos os alimentos para todos e todas. Todos e todas participantes da V Conferência da Via Campesina nos comprometemos coma defesa da agricultura camponesa, com a Soberania Alimentar, com a dignidade, com a vida. Nós colocamos à disposição do mundo as soluções reais para a crise global que estamos enfrentando hoje. Temos o direito de continuarmos camponeses e camponesas, e temos a responsabilidade de alimentar nossos povos. Aqui estamos, nós os camponeses e camponesas do mundo, e nos negamos a desaparecer. Soberania Alimentar JÁ! Com a luta e a unidade dos povos! Globalizemos a luta! Globalizemos a esperança! VIA CAMPESINA INTERNACIONAL Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para letraviva at mst.org.br com assunto "cadastro letraviva", para continuarmos a difundir e colocar para a sociedade as análises e posições do MST. MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio eletrônico. Sugestões de temas, artigos, formato: letraviva at mst.org.br Incluir ou remover correios eletrônicos no cadastro do MST Informa. O MST não modera ou coordena nenhuma comunidade no Orkut e ninguém está autorizado a fazê-lo em seu nome. 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 14843 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081101/b2ce5bb0/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Nov 2 14:01:48 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 2 Nov 2008 14:01:48 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Edith_Piaf_mp3_/_Seus_cantos_de_?= =?iso-8859-1?q?1935_at=E9_1963_=2E_E=2E=2E=2Emais_seus_cantos_em_d?= =?iso-8859-1?q?iversos_paises/e=2E=2E=2Em=FAsicas_de_seus_cds=2E__?= =?iso-8859-1?q?_____/____HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <004301c93d04$64eb1020$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Edith Piaf mp3 / Seus cantos de 1935 até 1963 .E...mais seus cantos em diversos paises/e...músicas direto de seus cds. Bom Domingo! (CLIQUE NAS DATAS para abrír as músicas) ----- Original Message ----- From: neide_pessoa -------------------------------------------------------------------------------- 1935 Mon apéro La java de Cézigue -------------------------------------------------------------------------------- 1936 L'étranger Les mômes de la cloche J'suis mordue Fais-moi valser La fille et le chien La Julie jolie Va danser Chand d'habits Reste Les hiboux Quand même La petite boutique Y avait du soleil Il n'est pas distingué Les deux ménétriers -------------------------------------------------------------------------------- 1937 Mon légionnaire Le contrebandier Un jeune homme chantait Tout fout le camp Ne m'écris pas C'est toi le plus fort Le fanion de la légion Partance Dans un bouge du vieux port Paris-Méditerranée Browning Entre Saint-Ouen et Clignancourt J'entends la sirène Mon coeur est au coin d'une rue Le chacal Corrèqu'et réguyer Ding, din, don -------------------------------------------------------------------------------- 1938 Madeleine qui avait du coeur Les marins ça fait des voyages ?'est lui que mon coeur a choisi Le grand voyage du pauvre nègre La java en mineur Le mauvais matelot -------------------------------------------------------------------------------- 1939 Y`en a un de trop Elle frequentait la rue Pigalle Le petit monsieur triste Les deux copains Je n`en connais pas la fin -------------------------------------------------------------------------------- 1940 Embrasse-moi On danse sur ma chanson Sur une colline C`est la moindre des choses Jimmy, c`est lui L`accordeoniste -------------------------------------------------------------------------------- 1941 Ou sont-ils mes petits copains? C`etait un jour de fete C`est un monsieur tres distingue J`ai danse avec l`amour L`homme des bars -------------------------------------------------------------------------------- 1942 Simple comme bonjour Le vagabond Un coin tout bleu C`etait une histoire d`amour Sans y penser -------------------------------------------------------------------------------- 1943 Tu es partout J`ai qu`a l`regarder Le chasseur de l`hotel Le disque use Le brun et le blond Monsieur Saint-Pierre Coup de grisou -------------------------------------------------------------------------------- 1944 Un monsieur me suit dans la rue Les deux rengaines Y a pas d`printemps Les histoires de coeur C`est toujours la meme histoire -------------------------------------------------------------------------------- 1945 Celui qui ne savait pas pleurer Escale Regarde-moi toujours comme ca Les gars qui marchaient Il riait De l`autre cote de la rue -------------------------------------------------------------------------------- 1946 La vie en rose Les trois cloches Dans ma rue J`m`en fous pas mal C`est merveilleux Adieu mon coeur Le chant du pirate Celine Le petit homme Le roi a fait battre tambour Dans les prisons de Nantes Miss Otiss regrets -------------------------------------------------------------------------------- 1947 Un refrain courait dans la rue C'est pour ca Les cloches sonnent Le geste Le rideau tombe avant la fin Mariage Une chanson a trois temps Monsieur Lenoble Un homme comme les autres Qu'as-tu fait John? Sophie Si tu partais Johnny Fedora et Alice blue bonnet Elle avait son sourire Monsieur Ernest a reussi -------------------------------------------------------------------------------- 1948 Les amants de Paris Il a chante Les vieux bateaux Il pleut Cousu de fil blanc Amour du mois de mai Monsieur X -------------------------------------------------------------------------------- 1949 Bal dans ma rue Pour moi tout` seule Pleure pas Le prisonnier de la tour L`orgue des amoureux Dany Paris -------------------------------------------------------------------------------- 1950 Hymne a l`amour Le chevalier de Paris Il fait bon t`aimer La p`tite Marie Tous les amoureux chantent Il y avait C`est d`la faute a tes yeux C`est un gars Hymn to love The three bells Le ciel est ferme La fete continue Simply a waltz Autumn leaves Cause I love you Chante-moi (en anglais) Don`t cry I shouldn`t care My lost melody La vie en rose (en anglais) -------------------------------------------------------------------------------- 1951 Padam Padam Avant l`heure L`homme que j`aimerai Du matin jusqu au soir Demain il fera jour C`est toi Rien de rien Si,si,si,si Demain (il fera jour) A l`enseigne de la fille sans coeur Telegramme Une enfant Plus bleu que tes yeux Le Noel de la rue La valse de l`amour La rue aux chansons Jezebel Chante-moi Chanson de Catherine Chanson bleue -------------------------------------------------------------------------------- 1952 Au bal de la chance Elle a dit Notre-Dame de Paris Mon ami m`a donne Je t`ai dans la peau Monsieur et madame Ca gueule ca, madame (avec Jacques Pills) -------------------------------------------------------------------------------- 1953 Bravo pour le clown Soeur Anne N`y va pas Manuel Les amants de Venise L`effet qu`tu m`fais Johnny, tu n`es pas un ange Jean et Martine Et moi Pour qu`elle soit jolie ma chanson (avec Jacques Pills) Les croix -------------------------------------------------------------------------------- 1954 La Goualante du pauvre Jean Enfin le printemps Retour Mea culpa Heureuse Ca ira Avec ce soleil L`homme au piano Serenade du pave Sous le ciel de Paris Sous le ciel de Paris (l`autre version) -------------------------------------------------------------------------------- 1955 Un grand amour qui s`acheve Misericorde C`est a Hambourg Enfin le Printemps Legende -------------------------------------------------------------------------------- 1956 L`accordeoniste Heaven have mercy One little man Avant nous Et pourtant Marie la Francaise Les amants d`un jour L`homme a la moto Soudain une vallee Une dame Toi qui sais -------------------------------------------------------------------------------- 1957 La foule Les prisons du roy Opinion publique Salle d`attente Les grognards Comme moi -------------------------------------------------------------------------------- 1958 C`est un homme terrible Je me souviens d`une chanson Je sais comment Tatave Les orgues de barbarie Eden blues Le gitan et la fille Fais comme si Le ballet des coeurs Les amants de demain Les neiges de Finlande Tant qu`il y aura des jours Un etranger Mon manege a moi -------------------------------------------------------------------------------- 1959 Milord T`es beau, tu sais -------------------------------------------------------------------------------- 1960 Non, je ne regrette rien La vie, l`amour Rue de Siam Jean l`espagnol La belle histoire d`amour La ville inconnue Non, la vie n`est pas triste Kiosque a journaux Le metro de Paris Cri du coeur Les blouses blanches Les flons flons du bal Les mots d`amour T`es l`homme qu`il me faut Mon Dieu Boulevard du crime C`est l`amour Des histories Ouragan Je suis a toi Les amants merveilleux Les bleuets d`azur Quand tu dors Mon vieux Lucien Je m`imagine Jerusalem Le vieux piano -------------------------------------------------------------------------------- 1961 C`est peut-etre ca Le denicheur J`n`attends plus rien J'en ai passé des nuits Exodus Faut pas qu`il se figure Les amants (avec Charles Dumont) No regrets Le billard electrique Marie-trottoir Qu`il etait triste cet anglais Toujours aimer Mon Dieu (en anglais) Le bruit des villes -------------------------------------------------------------------------------- 1962 Dans leur baiser A quoi ca sert l`amour Le droit d`aimer A quoi ca sert l`amour (avec Theo Sarapo) Fallait-il Une valse Inconnu excepte de Dieu Le droit d`aimer Quatorze Juillet Les amants de Teruel Roulez tambours Musique a tout va Le rendez-vous Toi, tu l`entends pas! Carmen`s story On cherche un Auguste Ca fait drole Emporte-moi Polichinelle Le petit brouillard Le diable de la bastille Elle chantait (avec Theo Sarapo) -------------------------------------------------------------------------------- 1963 C`etait pas moi Le chant d`amour Tiens, v`la un marin J`en ai tant vu Traque Les gens Margo Coeur Gros Monsieur Incognito L`homme de Berlin (son dernier enregistrement) -------------------------------------------------------------------------------- Il etait une voix l`interview, Le bel indifferent -------------------------------------------------------------------------------- Les chansons trouvees en 2003 La fille de joie est triste (la premiere version de l`Accordeoniste) Ses mains Je ne veux plus laver la vaisselle La valse de Paris C`etait si bon Chanson d`amour -------------------------------------------------------------------------------- ????????? ?? ????? ??????? ????????? "???? ????" ? ??????? ???? - ???? ????????? ????? ??. ????????? -------------------------------------------------------------------------------- Edith Piaf : Live At The Copacabana (1949) ??????? ? 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"???????", 1955 ??? -------------------------------------------------------------------------------- Olympia 1958 ??????? ???? ???? ? "???????", 1958 ??? -------------------------------------------------------------------------------- Bobino 1963 ???? ???? ? ??? ??????, ?????? 1963 ??? -------------------------------------------------------------------------------- Les chansons d'Edith Piaf (autres chanteurs) ????? ???? ???? - ???? ?????? ??????? -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida. Verificado por AVG - http://www.avgbrasil.com.br Versão: 8.0.197 / Banco de dados de vírus: 270.8.5/1760 - Data de Lançamento: 11/1/aaaa 09:36 -------------------------------------------------------------------------------- Nenhum vírus encontrado nessa mensagem enviada. 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Name: not available Type: image/gif Size: 3745 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081102/8c9a85d8/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Nov 3 19:20:08 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 3 Nov 2008 19:20:08 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Boletim Carta Maior - 03/11/2008 Message-ID: <007d01c93dfa$0ad85d80$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...................................................................................................repassem Boletim Carta Maior - 3 de Novembro de 2008 Ir para o site Em Manchete ENTREVISTA - MONIZ BANDEIRA O declíno da hegemonia dos EUA e os desafios para um projeto de esquerda A hegemonia dos EUA na América Latina se desvanece como decorrência do fracasso das ditaduras militares e das políticas neoliberais aplicadas por governos democráticos. O neoliberalismo desmoralizou-se, o Estado voltou assumir função de organização do sistema produtivo. Mas a esquerda segue sem uma plataforma. "Grande parte da esquerda, sem conhecer o pensamento de Marx, continua a pensar conforme os parâmetros gerados ao tempo de Stalin", avalia o cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira. > LEIA MAIS | Internacional | 03/11/2008 MIKE DAVIS O liberalismo de esquerda pode renascer nos EUA? "O grande desafio para as pequenas organizações da esquerda é o de serem capazes de antecipar essa decepção previsível das massas e de entender que nossa tarefa não consiste em encontrar a forma de 'trazer Obama para a esquerda', mas em buscar a maneira de resgatar e reorganizar umas esperanças destroçadas". > LEIA MAIS | Internacional | 03/11/2008 DEBATE NA UERJ Daniel Bensaid lança "Os irredutíveis: teoremas da resistência" O filósofo e ativista político francês Daniel Bensaid lança nesta segunda-feira (3), no Rio de Janeiro, o livro "Os irredutíveis: teoremas da resistência para o tempo presente". Bensaid fará uma conferência, com comentários de Emir Sader, no Teatro Noel Rosa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a partir das 19 horas. > LEIA MAIS | Política | 03/11/2008 Colunistas Bernardo Kucinski Um dia na vida da Folha de S. Paulo De como um dos maiores diários do país vem se especializando em inverter o sentido dos fatos. O jornal torce os fatos porque está torcendo pelos mesmos, em vez de tentar retratá-los com a maior precisão e contextualização possível. - 31/10/2008 Gilson Caroni Filho Marx, o consultor que não foi ouvido O terremoto financeiro deixou muitos jornalistas e editorias de economia sem discurso. Tivessem diversificado a leitura e a perplexidade com a crise seria menor. Bastava uma leitura atenta do livro três, do quinto volume de "O Capital". - 31/10/2008 Blog O segundo governo Lula é melhor ou pior que o primeiro? Apresentamos aqui mais uma consulta para nossos leitores e leitoras: o segundo governo Lula é melhor ou pior que o primeiro? - 03/11/2008 Carta Maior Agência de Notícias Av. Paulista, 1439 Conj. 113 CEP 01311-200 - São Paulo - SP Tel/Fax: (11) 3142 8837 Caso deseje cancelar o recebimento, clique aqui. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 24441 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081103/d3e7fadb/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Nov 4 19:45:59 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 4 Nov 2008 19:45:59 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_N=E3o_apenas_em_problema_Americ?= =?windows-1252?q?ano=2Cmas_um_problema_mundial=2E_discurso_proferi?= =?windows-1252?q?do_por_Malcom_X____em_1965__no_Corn_Hill_Methodis?= =?windows-1252?q?t_Church___=28traduzido_por_Paulo_Luiz_Rodrigues?= =?windows-1252?q?=29?= Message-ID: <024c01c93ec6$d180b690$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro 16 de fevereiro de 1965. Corn Hill Methodist Church, Rochester Não apenas em problema Americano, mas um problema mundial. Livro: February 1965 - The Final Speeches Malcolm X Editora: Pathfinder Editado por: Steve Clark Ano: 1992 Páginas: 143-170 Notas: págs. 281-282 Traduzido por Paulo Luiz Rodrigues Entre julho e agosto de 2008. Em 16 de fevereiro, Malcolm X voou para Rochester, Nova York. Durante a tarde, ele manteve uma conversa com a imprensa no Manger Hotel. De acordo com as informações prestadas, ele pediu "uma sociedade na qual todos possam viver como seres humanos," independentemente da cor de suas peles. "Vocês descobrirão que [negros e brancos] eventualmente se encontrarão na parte mais baixa da estrada". Ele chamou a situação dos Negros na América "pior do que era dez anos atrás[79]". Mais tarde nesse dia, ele falou no Colgate Rochester Divinity School. No anoitecer, Malcolm dirigiu-se para a reunião marcada no Corn Hill Methodist Church. O texto desse discurso, impresso abaixo, é transcrito da gravação. Primeiro, irmãos e irmãs, eu quero começar agradecendo a vocês por tirarem um tempo para saírem nesse entardecer e especialmente pelo convite para eu subir a Rochester e participar desta pequena discussão informal neste entardecer sobre problemas que são de interesse comum para todos os membros na comunidade, na comunidade Rochester inteira[80]. E minha razão por estar aqui é discutir a revolução Negra que está acontecendo, que está tomando lugar nesta terra, a maneira pela qual está tomando lugar no continente Africano, e o impacto que está tendo nas comunidades Negras e não apenas aqui na América, mas na Inglaterra e na França e em outros das ex-colônias. Muitos de vocês provavelmente leram na última semana que eu fiz um esforço para ir para Paris e fui mandado embora. E Paris não manda ninguém embora. Vocês sabem, ninguém suposto de ser capaz de ir para a França, lá é suposto ser um lugar muito liberal. Mas a França está tendo problemas hoje que não tinham sido publicizadas grandemente. E a Inglaterra está também tendo problemas que não tinham sido publicizados grandemente, porque os problemas da América tinham sido então publicizados grandemente. Mas todos estes três parceiros, ou aliados, têm problemas em comum hoje que o Negro americano, ou Afro-americano, não está suficientemente fluido nisso. Em ordem para vocês e eu sabermos a natureza da luta em que vocês e eu estamos envolvidos, nós temos não só que conhecer os vários ingredientes envolvidos nos níveis locais e nacionais. E os problemas do homem negro aqui neste país pararam de ser um problema apenas do Negro americano ou um problema americano. Ele tornou-se um problema que é tão complexo e tem tantas implicações nele, que vocês têm que estudá-lo no contexto mundial ou em seu contexto internacional, para vê-lo como atualmente é. Por outro lado vocês não podem mesmo seguir o discurso local, a menos que vocês saibam que porção ele desempenha no contexto internacional inteiro. E quando vocês olharem-no neste contexto, verão com mais claridade. E vocês deveriam perguntar a vocês mesmos por que deveria um país como a França estar tão preocupado com um insignificante Negro Americano que eles proibiram-no de entrar lá, quando quase ninguém mais pode ir àquele país quando deseja. Isso inicialmente porque os três países têm o mesmo problema. E o problema é este: que no Hemisfério Oeste, vocês e eu não compreendemos isto, mas nós somos exatamente uma minoria nesta terra. No Hemisfério Oeste há ? as pessoas no Brasil, dois terços das pessoas no Brasil são pessoas de pele escura, a mesma como vocês e eu. Elas são pessoas de origem Africana, ancestrais africanos, retaguarda africana. E não apenas no Brasil, mas através de toda a América Latina, o Caribe, os Estados Unidos, e o Canadá, vocês têm pessoas que são de origem Africana. Muitos de nós nos enganamos em pensar Afro-americanos apenas quem está aqui nos Estados Unidos. América é América do Norte, América Central, e América do Sul. Qualquer um com ancestral Africano na América do Sul é um Afro-americano. Qualquer um na América Central de sangue Africano é um Afro-americano. Qualquer um aqui na América do Norte, incluindo o Canadá, é um Afro-americano se ele tiver ancestral Africano ? mesmo abaixo no Caribe, ele é um Afro-americano. Então, quando eu falo de Afro-americanos, eu não estou falando apenas dos vinte e dois milhões de nós que estamos aqui nos Estados Unidos. Mas o Afro-americano é este grande número de pessoas no Hemisfério Oeste, das extremidades mais ao sul da América do Sul às extremidades mais ao norte da América do Norte, os quais todos temos uma herança comum e temos uma origem comum quando vocês voltam na história destas pessoas. Agora, há quatro esferas de influência no Hemisfério Oeste, onde pessoas Negras estão envolvidas. Há a influência Espanhola, a qual significa que a Espanha primeiramente colonizou certa área do Hemisfério Oeste. Há a esfera de influência da França, a qual significa aquelas áreas que ela colonizou primeiramente. A área que a Inglaterra colonizou primeiramente. E então estas nossas que são os Estados Unidos. A área que foi inicialmente colonizada pelos espanhóis é comumente referida como América Latina. Lá a maioria das pessoas tem pele escura, de ancestralidade Africana. A área que a França colonizou aqui no Hemisfério Oeste é largamente referida como Índia Oeste Francesa. E a área que a Inglaterra colonizou são estas que são comumente referidas como Índia Oeste Inglesa, e também Canadá. E então novamente, há os Estados Unidos. Então, nós temos estas quatro classificações diferentes de povo Negro, ou povo não-branco, aqui no Hemisfério Oeste. Por causa da economia pobre da Espanha, e porque ela parou de ser uma influência sobre o cenário mundial como era inicialmente, não muitas das pessoas de pele negra da esfera de influência espanhola migraram para a Espanha. Mas por causa do alto padrão de vida na França e Inglaterra, vocês descobrem que muitas das pessoas negras da Índia Oeste Inglesa estão migrando para a Inglaterra, muitas das pessoas negras da Índia Oeste Francesa migram para a frança, e, então, vocês e eu já estamos aqui. Então isto significa que os três maiores aliados, Estados Unidos, Inglaterra e França, têm um problema hoje que é um problema comum. Mas vocês e eu nunca estamos dando informações suficientes para compreender que eles têm um problema comum. E que problema comum é o novo modo como é refletido em qualquer modelo de comportamento das pessoas negras do continente Francês, com a mesma esfera da Inglaterra, e também aqui nos Estados Unidos. E este modo está mudando no mesmo grau que o modo sobre o continente Africano tem mudado. E quando descobrirem que a revolução Africana tomou lugar ? e por revolução Africana eu quero dizer a emergência das nações Africanas para a independência ? isto que está acontecendo por dez ou doze anos atrás, afetou absolutamente o modo das pessoas negras no Hemisfério Oeste. Tanto mais que quando elas migram para a Inglaterra, elas representam um problema para os ingleses. E quando elas migram para a França, elas apresentam um problema para os franceses. E quando elas ? já aqui nos Estados Unidos ? mas quando elas são despertadas, e este mesmo modo é refletido no homem negro nos Estados Unidos, estão apresenta um problema para o homem branco aqui na América. E não pensem vocês que o problema que o homem branco tem na América é único. A França tem o mesmo problema. E a Inglaterra está tendo o mesmo problema. Mas a única diferença entre o problema na França e Inglaterra, e aqui: há muitos líderes negros que têm se rebelado aqui no Hemisfério Oeste, nos Estados Unidos, que têm criado muito mais um espírito de militância que tem assustado os americanos bancos, mas isto tem estado ausente na França e na Inglaterra. E isto tem sido apenas recentemente que a Comunidade Negra Americana e a Comunidade Indiana Francesa Oeste, junto com a Comunidade Africana na França, têm começado a organizar-se entre eles mesmos, e está assustando a França de morte. E as mesmas coisas estão acontecendo na Inglaterra. Até recentemente eles eram desorganizados completamente. Mas recentemente os Indianos Oeste na Inglaterra, juntos co a Comunidade Africana na Inglaterra, juntos com Asiáticos na Inglaterra, começaram a organizar e a trabalhar em coordenação um com o outro, em conjunção um com o outro. E isto tem apresentado um problema muito sério para a Inglaterra. Então, eu tenho que dar a vocês este pano de fundo, para vocês entenderem um pouco sobre os problemas correntes que estão se desenvolvendo aqui nesta terra. E muito depressa vocês podem entender os problemas entre pessoas negras e brancas aqui em Rochester ou pessoas negras e brancas no Mississipi ou pessoas negras e brancas na Califórnia, a menos que vocês entendam o problema básico que existe entre pessoas negras e brancas não limitadas no nível local, mas confinadas no internacional, nível global sobre esta terra hoje. Quando vocês olharem o contexto, vocês entenderão isto. Mas se vocês apenas tentarem e olharem no contexto local, vocês nunca entenderão isto. Vocês têm que ver a tendência que está tomando lugar sobre a terra. E meu propósito ao vir aqui esta noite é tentar e dar a vocês, como atualização, um entendimento de como isso tudo é possível. Como muitos de vocês sabem, eu saí do movimento Muçulmano Negro e durante os meses do verão, eu passei cinco daqueles meses no Meio Oeste e no continente Africano, durante este tempo eu visitei muitos países, o primeiro dos quais foi o Egito, e depois a Arábia, depois Kuwait, Líbano, Sudão, Quênia, Etiópia, Zanzibar, Tanganyika ? que agora é Tanzânia -, Nigéria, Gana, Guiné, Libéria, Algeria. E então nos cinco meses que eu estive fora eu tive oportunidade de manter longas discussões com o Presidente Nasser, no Egito; Presidente Julius Nyerere, na Tanzânia; Jomo Kenyatta, no Quênia; Milton Obote, em Uganda; Azikiwe, na Nigéria; Nkrumak, em Gana; e Sékou Touré, na Guiné. E durante as conversações com estes homens, e outros africanos daquele continente, houve muita troca de informação que ampliaram meu entendimento e, sinto, ampliaram meu alcance. Então, desde que voltei de lá, eu não tive seja que desejo de avançar em qualquer argumento trivial com pessoas de inteligência de passarinho ou memória curta que por acaso pertencem a organizações, baseadas em fatos que estão mal encaminhados e não levam vocês a lugar algum quando vocês têm problemas tão complexos como os nossos que estamos tentando resolver. Então, eu não estou aqui esta noite para falar sobre alguns desses movimentos que estão se chocando uns como outros. Eu estou aqui para falar sobre os problemas que estão em frente de todos nós. E fazer isso de um modo muito informal. Eu nunca gostei de estar preso a método formal ou procedimento quando falo para um auditório, porque eu descobri que normalmente a conversa que eu estou envolvido em refletir em torno de raça, ou coisa racial, que não é minha imperfeição. Eu não criei o problema raça. E eu sei, eu não vim para a América no Mayflower ou por minha própria vontade. Nosso povo foi trazido para cá involuntariamente, contra seu desejo. Então, se nós apresentamos problemas agora, eles não deveriam nos acusar por estarmos aqui. Eles trouxeram-nos para cá. [aplauso]. Uma das razões por que eu sinto que é melhor continuar muito informal quando discutir este tipo de tópico, quando as pessoas estão discutindo coisas baseadas em raça, elas têm a tendência de ser muito limitadas e ficar emocionadas e envolver-se toda ? especialmente pessoas brancas. Eu descobri que pessoas brancas são normalmente muito inteligentes, até que vocês obtenham delas uma fala sobre o problema racial. Então, elas obtêm uma cegueira como um morcego e querem que vocês vejam o que elas sabem que é exatamente o oposto da verdade. [aplauso]. Eu preferiria que nós tentássemos e fizéssemos é sermos muito informais, onde nós poderemos relaxar e mantermos a mente aberta, e tentarmos e concebermos os modelos ou os hábitos a serem vistos por nós mesmos, ouvidos por nós mesmos, pensados por nós mesmos, e então nós poderemos nos aproximar de uma decisão inteligente sobre nós mesmos. Sem rodeios, minha posição, como eu disse hoje na Colgate, eu sou um Muçulmano, o que apenas significa que a minha religião é o Islamismo. Eu acredito em Deus, o ser Supremo, o criador do universo. Que é uma forma muito simples de religião, fácil de entender. Eu acredito em Deus. Se havia um tudo deles, deveria ser uma religião confusa. Mas eu acredito em um Deus, e eu acredito que este Deus tivesse uma religião, tenha uma religião, sempre teremos uma religião. E o que este Deus ensinou a todos os profetas sobre a mesma religião, então não há argumentos sobre quem foi o maior ou quem foi o melhor: Moisés, Jesus, Muhammad, ou algum dos outros. Todos eles eram profetas, eles vieram de um Deus, eles tiveram uma doutrina, e esta doutrina foi designada para dar purificação à humanidade, então isto tudo a humanidade veria que foi religião e teria um tipo de irmandade que seria praticada aqui nesta terra. Eu acredito nisto. E depois de aceitar a religiosidade de Deus, eu acredito na irmandade do homem. Mas apesar do fato que eu acredito na irmandade do homem, eu tenho que ser um realista e ter consciência de que aqui na América nós somos uma sociedade que não pratica a irmandade. Não é praticada como é pregada. Pregamos irmandade, mas não praticamos irmandade. E por causa disso a sociedade não pratica irmandade, aqueles de nós que são Muçulmanos ? aqueles de nós que deixaram o movimento Muçulmano Negro e reagruparam-se como Muçulmanos, em um movimento baseado sobre o Islamismo ortodoxo ? nós acreditamos na irmandade do Islamismo. Mas nós também compreendemos que o problema apresentado às pessoas Negras neste país é complexo e tão complicado e tem sido tão longo aqui, não resolvido, que é absolutamente necessário a nós formarmos outra organização. A qual nós formamos, que é a organização não-religiosa e que é conhecida como a Organização da Unidade Afro-americana, que é tão estruturada organizacionalmente para permitir participação ativa de qualquer Afro-americano, e Americano Negro, em um programa que é planejado para eliminar a política negativa, econômica e social maliciosas que o nosso povo é confrontado nesta sociedade. E nós temos que iniciar porque nós compreendemos que temos que lutar contra o pecado da sociedade que tem falhado em produzir irmandade para todos os membros desta sociedade. Isto de modo algum significa que somos antibranco, antiazul, antiverde ou antiamarelo. Nós somos antierrado. Nós somos antidiscrminação. Nós somos anti-segregação. Nós somos contra qualquer um que queira praticar alguma forma de segregação ou discriminação contra nós porque nós não costumamos ser uma cor que é aceitável por vocês. Nós acreditamos em lutar. [aplauso]. Nós não julgamos um homem pela cor de sua pele. Nós não julgamos vocês porque vocês são brancos. Nós não julgamos vocês porque vocês são negros. Nós não julgamos vocês porque são marrons. Nós não julgamos vocês pelo que vocês fazem, pelo que praticam. E enquanto vocês praticam maldades, nós estamos contra vocês. E para nós, a pior forma de maldade é a maldade que é baseada em julgar um homem pela cor de sua pele. E eu não acho que qualquer um aqui possa negar que nós estamos vivendo em uma sociedade que apenas não julga um homem de acordo com seu talento, de acordo com seu conhecimento, de acordo com sua bagagem acadêmica, ou falta de bagagem acadêmica. Esta sociedade julga um homem apenas pela cor de sua pele. Se você é branco, você pode ir avante, e se você é negro, você tem que brigar a seu jeito a cada passo do seu caminho, e você ainda não consegue ir avante. [aplauso]. Nós estamos vivendo em uma sociedade que está de acordo e largamente controlada por pessoas que acreditam em segregação. Nós estamos vivendo em uma sociedade que está de acordo e largamente controlada por pessoas que acreditam em racismo, e praticam segregação, discriminação e racismo. Nós acreditamos em um ? e eu digo que isto é controlado não pelos brancos bem-intencionados, isto é controlado pelos segregacionistas, pelos racistas. E vocês podem ver pelo modelo que esta sociedade segue por todo o mundo. Justo agora na Ásia vocês têm o Exército Americano jogando bombas sobre pessoas de pele escura. Agora você não pode dizer que ? não há jeito que você possa justificar estar longe de casa, jogando bombas sobre alguém. Se você fosse a próxima porta, eu poderia ver isto, mas você não pode ir para longe de seu país e jogar bombas sobre alguém e justificar sua presença lá, não comigo. [aplauso]. Isto é racismo. Racismo praticado pela América. Racismo que envolve uma guerra contra pessoas de pele escura na Ásia, outra forma de racismo envolve uma guerra contra pessoas de pele escura no Congo, a mesma como esta que envolve uma guerra contra pessoas de pele escura no Mississipi, Alabama, Geórgia, e Rochester, Nova York. [aplauso]. Então nós não somos contra as pessoas porque elas são brancas. Ma porque nós somos contra aqueles que praticam racismo. Nós somos contra aqueles que jogam bombas sobre pessoas porque a cor delas por acaso é de tom diferente do deles. E porque nós somos contra isso, a imprensa diz que nós somos violentos. Nós não somos pela violência. Nós somos pela paz. Mas as pessoas que nós somos totalmente contra são tão violentas, vocês não podem ser pacíficos quando vocês estão tratando com eles. [gargalhada e aplauso]. Eles acusam-nos do que eles mesmos são culpados. Isto é o que o criminoso sempre faz. Ele bombardeará você, então acusará você de bombardear a você mesmo. Ele oprimirá seu crânio, e então acusará você de atacá-lo. Isto é o que os racistas têm sempre feito ? o criminoso, aquele que desenvolveu um processo criminoso para a ciência. Ele praticará sua ação criminosa, e então usará a imprensa para fazer você de vítima ? olhe como vítima é o criminoso e o criminoso é a vítima. Assim eles fazem. [aplauso]. E vocês aqui em Rochester provavelmente sabem mais sobre isso do qualquer pessoa em qualquer outro lugar. Aqui temos um exemplo de como eles fazem isso. Eles absorvem a imprensa, e através dela, eles alimentam estatísticas, [inaudível] chamam de estatísticas seus crimes, para o público branco. Porque o público branco é dividido. Alguns parecem bons, e alguns não parecem bons. Alguns são bem-intencionados, e alguns não são bem-intencionados. Isto é verdade. Vocês encontram alguns que não são bem-intencionados, e alguns que são bem-intencionados. E normalmente aqueles que não são bem-intencionados excedem em números aqueles que são bem intencionados. Vocês precisam de um microscópio para acharem aqueles que são bem-intencionados. [aplauso]. Então, eles não gostam de fazer nada sem o suporte do público branco. Os racistas, aqueles que são normalmente muito influentes na sociedade, não fazem seus movimentos sem primeiro tentar obter a opinião pública do seu lado. Então eles usam a imprensa para obter a opinião pública do seu lado. Quando eles querem abafar ou oprimir a comunidade negra, o que eles fazem? Eles pegam estas estatísticas, e através da imprensa, eles alimentam o público. Eles fazem isto parecer que a taxa de crime na comunidade negra é muito mais alta do que é em qualquer outro lugar. O que isto faz? [aplauso]. Esta mensagem ? esta é uma mensagem muito hábil usada pelos racistas para fazer os brancos que não são racistas pensarem que como a taxa de crime na comunidade negra é tão alta, isso pinta a comunidade negra com a imagem de criminosa. Isso faz parecer que todas as pessoas na comunidade negra são criminosas. E assim que esta impressão é dada, neste caso isto é possível construir, ou pavimentar o caminho para começar uma situação típica de polícia na comunidade negra, obtendo a aprovação total do público branco quando a polícia vem e usa todo o tipo de métodos brutais para oprimir o povo negro, esmagando seus crânios, cachorros sobre eles, e coisas deste tipo. E os brancos cooperam com isso. Porque eles pensam que além de todas as pessoas há um criminoso em algum lugar. Isto é que ? a imprensa faz isto. [aplauso]. Isto é perícia. Esta perícia é chamada ? isto é uma ciência que é chamada fazer imagem. Eles mantêm vocês sob controle através desta ciência de imagens de retórica. Eles até fazem vocês olharem com menosprezo vocês mesmos, dando a vocês uma má imagem de vocês mesmos. Algumas de nossas próprias pessoas negras têm engolido esta imagem delas mesmas e digerido ela rapidamente, até elas próprias não quererem morar na comunidade negra. Elas não querem que estejam ao redor delas pessoas negras. [aplauso]. Isto é uma ciência que eles usam, muito habilidosamente, para fazer o criminoso parecer a vítima, e fazer a vítima parecer o criminoso. Exemplo: nos Estados Unidos durante o verão eles tiveram os distúrbios. Eu estava na África, felizmente. [gargalhada]. Durante estes distúrbios, ou por causa destes distúrbios, ou depois dos distúrbios, mais uma vez a imprensa, muito habilidosamente, descreveu os tumultuadores como assassinos, criminosos, ladrões, porque eles estavam acabando com a propriedade. Agora pensem vocês, se é verdade que a propriedade foi destruída. Mas olhem por outro ângulo. Nesta comunidade negra, a economia da comunidade não está nas mãos do homem negro. O homem negro não é seu próprio senhor. Os edifícios que ele vive são propriedade de alguém diferente. As lojas na comunidade são administradas por alguém diferente. Tudo na comunidade está fora de suas mãos. Ele não tem nenhum direito de decidir nisto ou que quer que seja, senão morar lá e pagar o mais alto aluguel pelo mais degradante lugar para morar. [aplauso]. Ele paga os mais altos preços pela comida, pela comida de mais baixa classificação. Ele é vítima disso, uma vítima da exploração econômica, exploração policial, e muitos outros tipos. Agora, ele é tão frustrado, tão reprimido, tanta energia explosiva nele, que ele gostaria de pegar aquele que o está explorando. Mas quem o está explorando não mora na vizinhança. Ele apenas é dono da casa. Ele apenas é dono da loja. Ele apenas é dono da vizinhança. Quando o homem negro explode, aquele que ele quer pegar não está lá. Então ele destrói a propriedade daquele ? ele não é ladrão. Ele não está tentando roubar sua mobília barata ou sua comida barata. Ele quer pegar você, mas você não está lá. [gargalhada e aplauso]. E em vez de os socialistas analisarem isso como de fato isso é, tentando entender isso como de fato isso é, novamente eles dissimulam o discurso real, e eles usam a imprensa para fazer isso parecer que estas pessoas são ladrões, assassinos. Não! Elas são as vítimas de roubos organizados, proprietários organizados que não são nada, mas ladrões, comerciantes que não são nada, mas ladrões, policiais que sentam na entrada da cidade e que não são nada, mas ladrões em parceria com os proprietários e os comerciantes. [aplauso]. Mas novamente, a imprensa é usada para fazer a vítima parecer o criminoso e fazer o criminoso parecer a vítima. E vocês, que chamam vocês mesmos de brancos bem-intencionados ? ha, ha - vocês engolem isso e apenas ficam tão enjoados quanto os brancos que não têm boas pretensões. Isso é retórica. E apenas quando essa retórica é praticada no nível local, vocês podem entender isso melhor através de um exemplo internacional. O exemplo mais recente no nível internacional para trazer vivacidade para o que eu estou dizendo é o que aconteceu no Congo[81]. Olhem o que aconteceu. Nós tivemos uma situação onde um avião jogava bombas sobre aldeias africanas. Uma aldeia africana não tem defesa contra bombas. E uma aldeia africana não é ameaça suficiente que ela tenha que ser bombardeada. Mas aviões estavam jogando bombas sobre aldeias africanas. Quando estas bombas batiam, elas não distinguiam entre inimigos e amigos. Elas não distinguiam entre homem e mulher. Quando estas bombas eram jogadas sobre aldeias africanas no Congo, elas eram jogadas sobre mulheres negras, homens negros e crianças negras. Estes seres humanos foram soprados para um lugar indefinido. Eu não ouvi gritaria, nenhuma voz de compaixão por estes milhares de pessoas negras que foram trucidadas pelos aviões. [aplauso]. Por que não houve gritaria? Por que não houve inquietação? Porque, novamente, a imprensa muito habilidosamente fez as vítimas parecerem que elas eram as criminosas, e as criminosas parecerem que elas eram as vítimas. [aplauso]. Eles se referem às aldeias como ?rebeldes confinados?, vocês sabem. É como dizer, porque eles são aldeias de confinamento de rebeldes, você pode destruir a população, e está certo. Eles também se referem aos negociantes da morte como ?Americanos-treinados?, ?pilotos Cubanos anti-Castro.? Isso fez isto certo. Porque estes pilotos, estes mercenários ? vocês sabem o que é um mercenário, ele não é um patriota. Um mercenário não é alguém que vai para a guerra sem patriotismo por seu país. Um mercenário é um matador alugado. Uma pessoa que mata, que tira sangue por dinheiro, sangue de qualquer um. Mata um ser humano tão facilmente quanto mata um gato ou um cachorro ou uma galinha. Então estes mercenários, jogando bombas sobre aldeias Africanas, não cuidando de nada, se há ou não inocentes, mulheres, crianças e bebês indefesos sendo destruídos por suas bombas. Mas porque eles são chamados ?mercenários,? dando um nome glorificado, isto não excita vocês. Porque eles são referidos como pilotos ?Americanos-treinados?, porque eles são Americanos-treinados, isto faz eles certos. ?Cubano anti-Castro?, isto faz eles certos. Castro é um monstro, então qualquer um que é contra Castro está muito bem conosco, e qualquer coisa que eles façam por lá, isto está muito bem conosco. Você vê como eles enganam a sua mente? Eles põem sua mente direto em um saco, e levam ela onde quer que queiram tão bem. [aplauso]. Mas isso é algo pelo que vocês têm que olhar e responder. Por que eles são aviões americanos, bombas americanas, escoltadas por pára-quedistas americanos, armados com metralhadoras. Mas, vocês sabem, eles dizem que eles não são soldados, eles estão lá apenas como acompanhantes, como eles começaram com alguns informantes no Vietnan do Sul. Vinte mil deles ? apenas informantes. Há apenas ?acompanhantes.? Eles são capazes de fazer tudo deste grande número de assassinatos e escapar impunemente disso, rotulando isso ?humanitário?, ?um ato de humanistarismo.? Ou ?em nome da liberdade,? ?em nome da independência.? Todo tipo de slogans altamente sonoros, mas eles são feitos tão habilidosamente, que até vocês e eu, que chamo de sofisticados neste vigésimo século, somos capazes de ver isso, e pormos o selo de aprovado sobre isso. Simplesmente porque isto está sendo feito para pessoas com pele negra, por pessoas com pele branca. Eles pegam um homem que é um assassino a sangue-frio, chamado Tshombe. Vocês ouviram dele, Tio Tom Tshombe [gargalhada e aplauso] e assassinou o primeiro ministro, o legítimo primeiro ministro, Lumumba. Ele assassinou-o. [aplauso]. Agora é um homem que é um assassino internacional, selecionado pelo Departamento de Estado e colocado sobre o Congo e apoiado em sua posição pela sua taxa do dólar. Ele é um matador. Ele é alugado pelo nosso governo. Ele é um matador de aluguel. E mostrar o tipo de matador de aluguel que ele é, assim que ele está em serviço, ele aluga mais matadores da África do Sul para derrubarem seu próprio povo. E você admira-se porque sua imagem americana no exterior está tão falida. Note que eu disse, ?sua imagem americana no exterior está tão falida.? Eles fazem este homem aceitável pela astúcia, dizendo na imprensa que ele é o único que pode unir o Congo. Ha. Um assassino. Eles não deixarão a China nas Nações Unidas porque eles dizem que ela declarou guerra às tropas das Nações Unidas na Coréia. Tshombe declarou guerra às tropas das Nações Unidas em Katanga; vocês deram dinheiro a ele e apoiaram-no[82]. Vocês não usam o mesmo critério. Vocês usam o critério aqui e mudam-no aqui. Mas isto são vocês, onde todas as pessoas podem ver vocês hoje. Vocês fazem vocês mesmos parecerem doentes na visão mundial, tentando serem as pessoas bobas que vocês estão pelo menos deste modo com suas fraudes. Mas hoje o saco de truques de vocês absolutamente acabou. O mundo inteiro pode ver o que vocês estão fazendo. A imprensa apronta rapidamente a histeria no público branco. Então ela muda os instrumentos e começa a trabalhar tentando obter a simpatia do público branco. E assim ela muda os instrumentos e obtém o público branco para apoiar qualquer que seja a ação criminal que eles estão deixando pronta para envolver os Estados Unidos. Lembram como eles se referiram aos reféns como ?reféns brancos?. Não ?reféns.? Eles disseram isto ?canibais? no Congo tinham ?reféns brancos.? Oh, e isto deixou vocês todos perturbados. ?Freiras brancas,? ?sacerdotes brancos,? ?missionários brancos?. Qual é a diferença entre um refém branco e um refém negro? Qual a diferença entre uma vida branca e uma vida negra? Vocês devem pensar que há uma diferença, porque a imprensa deles particulariza a brancura. ?Dezenove reféns brancos? causam em vocês abalos em seus corações. [gargalhada e aplauso]. Durante os meses quando bombas estavam sendo jogadas sobre pessoas negras por centenas e milhares, vocês não disseram nada. E vocês não fizeram nada. Mas tão logo quanto um punhado de pessoas brancas que não tinham nenhum envolvimento na obtenção de negócios como estas coisas em primeiro lugar [gargalhada e aplauso] - tão logo quanto suas vidas tornaram-se envolvidas, vocês interessaram-se. Eu estava na África durante o verão quando os mercenários e os pilotos estavam fazendo pessoas negras caírem no chão como se voassem. Mesmo assim, na imprensa do Oeste isto não ganharia menção. Isto não foi mencionado. Se isto fosse mencionado, seria mencionado na seção de classificados do jornal. Em algum lugar onde vocês precisariam de um microscópio para descobri-lo. E nesta época os irmãos Africanos, os primeiros eles não estavam tomando como reféns. Eles apenas começaram a tomar como reféns quando eles descobriram que estes pilotos estavam bombardeando suas aldeias. E então eles tomaram como reféns, carregando-os para dentro da aldeia, e advertiram os pilotos que se vocês jogam bombas sobre as aldeias, vocês atingirão seu próprio povo. Isto era uma guerra de táticas militares. Eles estavam em guerra. Eles apenas mantinham um refém na aldeia para reter os mercenários de assassinatos em massa de pessoas desta aldeia. Eles estavam retendo-os como reféns porque eles eram canibais. Ou porque eles pensavam que suas carnes eram saborosas. Alguns destes missionários estavam lá por quarenta anos e não tinham comido nada. [gargalhada e aplauso]. Se eles fossem comê-los, eles os teriam comido quando eles eram jovens e tenros. [gargalhada e aplauso]. Porque vocês não podem ainda digerir esta carne branca velha sobre um frango velho. [gargalhada]. Então isto é fantástico. Eles usam sua habilidade para criar imagens, e então eles usam estas imagens que eles criaram pra conduzirem as pessoas. Para confundir as pessoas e fazê-las aceitar o errado como certo e rejeitar o certo pelo errado. Fazer as pessoas atualmente pensarem que o criminoso é a vítima e a vítima é o criminoso. Assim como mostrei isto, vocês podem dizer, ?o que tudo isto tem a ver com o homem negro na América? E o que isto tem a ver com as relações entre negros e brancos aqui em Rochester?? Vocês têm que entender isto. Então, até 1959 a imagem do continente Africano foi criada pelos inimigos da África. África era uma terra dominada pelos poderosos de fora. Uma terra dominada pelos Europeus. E como estes Europeus dominaram o continente da África, foram eles que criaram a imagem da África que foi projetada no estrangeiro. E eles projetaram a África e as pessoas da África em uma imagem negativa, uma imagem detestável. Eles fizeram-nos pensar que a África era uma terra de floresta tropical, uma terra de animais, uma terra de canibais e selvagens. Isso era uma imagem detestável. E porque eles foram tão bem sucedidos na projeção dessa imagem negativa da África, aqueles de nós aqui na ancestralidade Africana do Oeste, a Afro-americana, nós consideramos a África como um lugar detestável. Nós consideramos África como pessoa detestável. E se você se referisse a nós como um Africano, isso era como [inaudível], ou falando sobre nós de um modo que nós não queremos ser chamados. Por quê? Porque aqueles que oprimem sabem que você não pode fazer uma pessoa odiar a raiz sem fazê-la odiar a árvore. Você não pode odiar a sua origem e não acabar odiando você mesmo. E desde que nós todos temos origem na África, você não pode fazer-nos odiar a África sem fazer-nos odiar a nós mesmos. E eles fizeram isso muito habilidosamente. E qual foi o resultado? Nós acabamos com vinte e dois milhões de pessoas negras aqui na América que odiamos qualquer coisa sobre nós que seja africano. Nós odiamos as características africanas, as características africanas. Nós odiamos nosso cabelo. Nós odiamos nosso nariz, a forma de nosso nariz, e a forma de nossos lábios, a cor de nossa pele. Sim, nós odiamos. E isso foi você que ensinou-nos a odiar nós mesmos simplesmente pela sagacidade de movimentos táticos para levar-nos a odiar a terra de nossos avós e as pessoas daquele continente. Já que nós detestamos aquelas pessoas, detestamos nós mesmos. Já que odiamos o que nós pensamos que eles parecem, nós odiamos o que nós atualmente parecemos. E você me chama professor odioso? Porque, você ensinou-nos a odiar nós mesmos. Você ensinou o mundo a odiar uma raça inteira de pessoas e tem a coragem agora de reclamar de nós por detestarmos você simplesmente porque nós não gostamos da corda que você pôs ao redor do nosso pescoço. [aplauso]. Quando você ensina um homem a odiar seus lábios, os lábios que Deus deu a ele, a forma do nariz que Deus deu a ele, a textura do cabelo que Deus deu a ele, a cor da pele que Deus deu a ele, você comete o pior dos crimes que uma raça de pessoas pode cometer. E esse é o crime que você cometeu. Nossa cor tornou-se uma prisão, uma prisão psicológica. Nosso sangue ? sangue americano ? tornou-se uma prisão psicológica, uma prisão porque nós fomos humilhados nisso. E mesmo aqueles que dirão isso em seu rosto, e dirão que não foram eles; foram eles! Nós nos sentimos capturados porque nossa pele era negra. Nós nos sentimos capturados porque nós temos sangue africano em nossas veias. Isso é como você nos aprisionou. Não apenas trazendo-nos para cá e fazendo-nos escravos. Mas a imagem que você criou de nossa terra-mãe e a imagem que você criou de nossas pessoas daquele continente foi uma armadilha, era uma prisão, era uma algema, era a pior forma de escravidão que alguma vez foi inventada por uma raça chamada civilizada e uma nação civilizada desde o começo do mundo. E você ainda vê o resultado disso entre nosso povo. Nesse país hoje. Porque nós odiamos o nosso sangue africano, nos sentimos inadequados, nos sentimos inferiores, e nos sentimos abandonados. E em nosso estado de abandono, nós não caminharíamos por nós mesmos, nos inclinamos a vocês por ajuda, e então você não nos ajudaria. Nós não nos sentimos adequados. Inclinamo-nos para você por conselho e você dá-nos um conselho errado. Inclinados a você por direção e você mantém-nos em círculos. Mas a mudança aconteceu. Em nós. E de quê? Voltando a 1955 na Indonésia ? Bandung ? eles tiveram uma conferência de pessoas de peles escuras. As pessoas da África e da Ásia ficaram juntas pela primeira vez em séculos. Elas não tinham armas nucleares, elas não tinham esquadrilha de aviões, nem de navios. Mas elas discutiram a situação angustiante delas e descobriram que havia uma coisa que todos nós tínhamos em comum ? opressão, exploração, sofrimento. E nós tínhamos um opressor comum, um explorador comum. Se um irmão veio do Quênia e chamou seu opressor um homem inglês; outro veio do Congo, ele chamou seu opressor um belga; outro veio da Guiné, ele chamou seu opressor de francês. Mas quando você trouxe os opressores juntos, havia uma coisa que todos eles tinham em comum, eles eram todos da Europa. E estes europeus eram opressores dos povos da África e da Ásia. E já que nós podíamos ver que havia opressão em comum e exploração em comum, tristeza e desolamento e desgosto em comum, nosso povo começou a reunir-se e estabeleceu a Conferência de Bandung, que era hora de esquecermos nossas diferenças. Nós tínhamos diferenças. Alguns eram Budistas, alguns eram Hindus, alguns eram Cristãos, alguns eram Muçulmanos, alguns não tinham nenhuma religião. Alguns eram socialistas, alguns eram capitalistas, alguns eram comunistas, e alguns não tinham nenhuma organização. [gargalhada]. Mas com todas essas diferenças que existiam, eles concordaram em uma coisa, o espírito de Bundung foi, de lá pra frente, desenfatizar as áreas de diferença e enfatizar as áreas que tinham em comum. E este era o espírito de Bandung que alimentou as chamas de nacionalismo e liberdade não apenas na Ásia, mas especialmente no continente africano. De 1955 a 1960 as chamas de nacionalismo, independência no continente africano, tornaram-se tão claras e tão furiosas, que elas eram capazes de queimar e causar sofrimento agudo a qualquer coisa que entrasse em seu caminho. E esse mesmo espírito não parou no continente africano. E de um modo ou de outro, escorregou para dentro do Hemisfério Oeste e entrou no coração e na mente e na alma do homem negro no Hemisfério Oeste que supostamente tinha sido separado do continente africano por quase quatrocentos anos. Mas o mesmo desejo por liberdade que moveu o homem negro no continente africano começou a queimar no coração e na mente e na alma do homem negro aqui, na América do Sul, América Central e América do Norte, mostrando-nos que nós não estávamos separados. Apesar de que havia um oceano entre nós, nós ainda éramos movidos pela mesma pulsação do coração. O espírito de nacionalismo no continente africano começou a destruir os poderes, os poderes coloniais. Eles não podiam estar lá. A Inglaterra entrou em problemas no Quênia, Nigéria, Tanzânia, Zanzibar, e outras áreas do continente. A França entrou em problemas na França Equatorial inteira no Oeste da África, incluindo Algeria, tornou-se um problema reconhecido para a França. O Congo não permitiria por mais tempo nenhum o belga ficar lá. O continente africano inteiro tornou-se explosivo de 1954-1955 até 1959. Por 1959 eles não podiam ficar lá por mais tempo. Isso não era o que eles queriam fazer. Isso não era que todos de repente tornaram-se benevolentes. Isso não era que todos de repente tinham cessado de esperar a exploração do homem negro pelos seus recursos naturais. Mas era o espírito de independência que estava queimando no coração e na mente do homem negro. Ele não por muito tempo permitiria que ele mesmo fosse colonizado, oprimido e explorado. Ele foi prestativo ao pôr sua vida abaixo e tomar as vidas daqueles que tentaram tomar a sua, que era um espírito novo. O poder colonial não saiu. Mas o que eles fizeram? Sempre que uma pessoa está jogando basquete, se você olha para ele, se os jogadores do time oposto cercam-no e ele não quer livrar-se de ou jogar a bola fora, ele tem que passá-la para alguém que está livre, que é do mesmo time como ele. E desde que Bélgica e França e Inglaterra e esses outros poderes coloniais foram cercados ? eles foram exibidos como poderes coloniais ? eles tinham que descobrir alguém que estivesse ainda em lugar limpo, e o único em extensão de área limpa tanto quanto os africanos estavam preocupados eram os Estados Unidos. Então eles passaram a bola para os Estados Unidos. E esta administração pegou-a e correu como um maluco alguma vez já fez. [gargalhada e aplauso]. Já que eles pegaram a bola, eles estavam cientes de que seriam confrontados com um problema novo. O problema era que os africanos tinham acordado. E no seu acordar eles não estavam amedrontados. E porque os africanos não estavam com medo, era impossível para os poderosos Europeus ficar naquele continente pela força. Então nosso Departamento de Estado, pega a bola e na sua nova análise, eles compreendem que eles tinham que usar uma nova estratégia se eles iriam substituir os poderosos coloniais da Europa. Qual era a sua estratégia? A aproximação ?amigável?. Em vez de mover-se lá com os dentes cerrados, eles iniciariam sorrindo para os africanos. ?Nós somos seus amigos?. Mas em ordem para convencer o Africano de que ele era seu amigo ele teve que iniciar fingindo como se eles fossem nossos amigos. Você não ontem o sorriso do homem para você porque você estava brabo, não. Ele estava tentando impressionar o seu irmão do outro lado do mar. Ele sorriu para você para fazer o seu sorriso consistente. Ele iniciou usando uma aproximação amigável lá. Uma aproximação de boa vontade. Uma aproximação filantrópica. Chamo isso de colonialismo beneficente. Imperialismo filantrópico. Humanitarismo apoiado pelo dolarismo. Simbolismo. Essa é a aproximação que eles usaram. Eles não foram para lá com boas intenções. Como você sairia daqui e iria para o continente Africano com Corpos de Paz e Encruzilhadas e esses outros equipamentos quando você está enforcando as pessoas negras no Mississipi? Como poderia você fazer isso? [aplauso]. Como você poderia treinar missionários, supostamente lá para ensinar a eles sobre Cristo, e não deixaria um homem negro na sua igreja de Cristo como aqui em Rochester, muito menos no Sul. [aplauso]. Você sabe, essas são algumas coisas para pensar sobre. Fazem-me ficar furioso quando eu penso nisso. [gargalhada]. De 1954 a 1964 pode facilmente ser considerado como a era dos estados emergentes da África. E como os estados Africanos emergiram de 1954 a 1964, qual o impacto, qual o efeito que teve sobre os Afro-americanos, o americano Negro? Como o homem negro na África obteve independência, isso o pôs em uma posição de ser dono de fazer sua própria imagem. Até 1959 quando você e eu pensávamos em um africano, nós pensávamos em alguém despido, vindo com os ?tom-toms?, com ossos em seu nariz. Oh, sim! [gargalhada]. Essa era a única imagem que você tinha na sua mente de um africano. E de 1959 em diante, quando eles começam a vir para dentro da UN e você vê eles na televisão, você fica chocado. Aqui estava um africano que podia alar inglês melhor do que você. Ele fazia mais senso do que você. Ele tinha mais liberdade do que você. [aplauso]. Porque nos lugares onde você não podia ir, tudo que ele tinha que fazer era vestir suas roupas e caminhar para frente além de você. [gargalhada e aplauso]. Isso tinha que mexer com você. E foi apenas quando você se tornou chocado que você começou a acordar realmente. [gargalhada]. Então como as nações Africanas obtiveram sua independência e a imagem do continente Africano começou a mudar pelo mesmo grau que a imagem da África trocou de negativa para positiva, subconscientemente, o homem negro pelo Hemisfério Oeste inteiro, no subconsciente de sua mente, começou a se identificar com essa imagem Africana positiva que emergia. E quando ele viu o homem negro no continente Africano adquirindo resistência, isso fez ele encher-se de desejo também de adquirir resistência. A mesma imagem, a mesma ? justo como a imagem Africana era negativa, e você obtém esse chapéu velho na mão, compromisso, olhar horrível ? nós estávamos do mesmo jeito. Mas quando nós começamos a ler sobre Jomo Kenyatta e os Mau Mau e outros, então você descobre pessoas negras nesse país começar a pensar ao longo da mesma linha. E mais rigorosamente ao longo da mesma linha de que alguns deles realmente querem admitir. Quando eles viram ? exatamente como eles tinham que mudar sua aproximação com as pessoas no continente Africano, eles também então começaram a mudar sua aproximação com nossas pessoas neste continente. Como eles usavam simbolismos e todas outras aproximações amigáveis, beneficente, filantrópicas no continente Africano, que eram apenas sinal de empenho, eles começaram a fazer a mesma coisa conosco aqui nos Estados Unidos. Simbolismo. Eles surgiram com todos os tipos de programas que não eram realmente designados para resolver os problemas de qualquer pessoa. Cada movimento que eles fizeram foi um movimento de símbolo. Eles nunca fizeram um movimento real de descida na terra por uma vez para realmente resolver problemas. Eles surgiram com uma decisão de dessegregação da Suprema Corte que eles não tinham posto em prática ainda. Nem mesmo em Rochester, muito menos no Mississipi. [aplauso]. Eles trapacearam as pessoas no Mississipi tentando fazer parecer que eles estavam indo integrar a Universidade do Mississipi. Eles trouxeram um Negro para a Universidade auxiliados por cerca de 6.000-15.000 soldados, eu acho que foi isso. E eu acho que isso custou seis milhões de dólares. [gargalhadas]. E três ou quatro pessoas morreram na ação. E isso foi apenas uma ação. Agora, pense você, e depois um deles vem, eles dizem que há integração no Mississipi. [gargalhada]. Eles fincaram dois deles na escola na Geórgia e disseram que havia integração na Geórgia[83]. Porque, você deveria ser humilhado. Realmente, se eu fosse branco, eu seria tão humilhado que eu rastejaria sob um tapete felpudo. [gargalhada e aplauso]. E eu me sentiria tão baixo enquanto eu estivesse sob o tapete que eu não sairia de corcunda. [gargalhada]. Esse simbolismo, esse simbolismo era um programa que foi designado auxiliar apenas um punhado de negros selecionados. E esses negros selecionados eram dados com destaques positivos, e então eles eram usados para abrir suas bocas e dizer ao mundo, ?vejam quanto progresso está sendo feito.? [gargalhada]. Ele deveria dizer, vejam quanto progresso ele está fazendo. [gargalhada]. Por enquanto esses negros selecionados estão comendo o porco, esfregando o cotovelo com pessoas brancas [gargalhada], sentado em Washington D.C., as massas de pessoas negras no país continuam a viver em bairros pobres e em guetos. [aplauso]. Essas massas de pessoas negras nesse país permanecem desempregadas, e as massas de pessoas negras neste país continuam a ir para as piores escolas e a obter a pior educação. Junto durante o mesmo tempo apareceu um movimento conhecido como movimento Negro Muçulmano. O movimento Negro Muçulmano fez isto: até o tempo em que o movimento Negro Muçulmano veio para a cena, o NAACP era considerado como radical. [aplauso]. Eles queriam investigar isso. Eles queriam investigar isso. CORE [Congresso da Igualdade Racial] e todo o resto deles estava sob suspeita, sob suspeição. De King não era ouvido. Quando o movimento Negro Muçulmano progrediu falando que King de falar que eles falaram, [gargalhada] o homem branco disse, ?obrigado, Deus, pela NAACP!? [gargalhada e aplauso]. O movimento Negro Muçulmano fez a NAACP aceitável para as pessoas brancas. Isso fez seus líderes aceitáveis. Eles então começaram a referir a eles como líderes negros responsáveis. [gargalhada]. Que significou que eles eram responsáveis pelas pessoas brancas. [gargalhada e aplauso]. Agora eu não estou aceitando a NAACP. Eu estou apenas dizendo a vocês sobre isso. [gargalhada]. E o que faz isso tão mau: você não pode negar isso. [Malcolm gargalha; gargalhadas na platéia]. Então essa é a contribuição que aquele movimento fez. Isso assustou muitas pessoas. Muitas pessoas que não agiriam certo fora do amor começam a agir certas fora do medo. Porque Roy [Wilkins] e [James] Farmer e alguns dos outros costumavam dizer para as pessoas brancas, ?olhem se vocês não agirem certo por nós, vocês vão ter de ouvir deles.? Eles acostumaram-nos a melhorar a própria posição deles, regatear sua própria posição. Então nenhum problema que você pense da filosofia do movimento Negro Muçulmano, quando você analisar a participação que ele desempenhou na luta das pessoas negras durante os últimos doze anos, você tem que pô-lo no seu próprio contexto e vê-lo na sua própria perspectiva. O movimento ele mesmo atraiu a maioria dos militantes, a maioria insatisfeita, a maioria descompromissada com elementos da comunidade negra. E também os elementos mais jovens da comunidade negra. E como esse movimento cresceu e atraiu tanto um militante, descompromissado, elemento insatisfeito, o movimento ele mesmo era supostamente baseado na religião Islamita e por essa razão supostamente um movimento religioso. Mas porque o mundo do Islamismo ou o mundo ortodoxo muçulmano nunca aceitaria o movimento Negro Muçulmano como uma genuína parte dele, eles põem isso de nós que seríamos nisso uma espécie de vácuo religioso. Isso põem-nos em uma posição de identificar nós mesmos pela religião, enquanto o mundo no qual essa religião foi praticada rejeitou-nos como não sendo praticantes legítimos, praticantes dessa religião. Também o governante tentou manipular-nos e rotular-nos como político do que religioso, então eles poderiam nos cobrar por agitação da ordem pública e subversão. Essa é a única razão. Mas embora nós sejamos rotulados políticos, porque nós nunca fomos permitidos tomar parte na política, nós estamos num vácuo politicamente. Nós fomos num vácuo religioso. Nós fomos num vácuo político. Nós fomos atualmente alienados, tirados de todo tipo de atividade com o mundo que nós estávamos lutando contra. Nós nos tornamos uma espécie de uma híbrida religião-política, tudo de nós mesmos. Não envolvidos em nada, mas apenas resistindo em trabalhos suplementares condenando tudo. Mas sem posição para corrigir nada porque nós não podíamos tomar ação. Ainda no mesmo ritmo, a essência do movimento era tal que atraía os ativistas. Aqueles que queriam agir. Aqueles que queriam fazer alguma coisa a cerca dos maus que confrontavam todas as pessoas negras. Nós não estávamos particularmente preocupados com a religião do homem negro. Porque se ele era um Metodista ou um Batista ou um ateísta ou um agnóstico, ele se encontrava no mesmo inferno. Então nós podíamos ver que nós tínhamos que ter alguma ação, e aqueles de nós que éramos ativistas tornaram-se insatisfeitos, desiludidos. E finalmente a discórdia estabeleceu-se e eventualmente o racha. Aqueles que saíram eram os verdadeiros ativistas do movimento, que eram inteligentes bastantes para quererem algum tipo de programa que nos habilitaria lutar pelos direitos das pessoas negras aqui no Hemisfério Oeste. Mas ao mesmo tempo, nós queríamos nossa religião. Então quando nós saímos, a primeira coisa que nós fizemos, reagrupamo-nos dentro de uma nova organização conhecida como Mesquita Muçulmana, quartel-general em Nova York. E nesta organização nós adotamos a verdadeira, religião ortodoxa do Islamismo, a qual é a religião da irmandade. Então enquanto aceitava essa religião e estabeleciam uma organização em que poderia praticar a religião ? e imediatamente essa Mesquita Muçulmana particular foi reconhecida e aprovada pela religião oficial do mundo muçulmano ? nós compreendemos ao mesmo tempo que nós tínhamos um problema nessa sociedade que ia além de religião. E foi por essa razão que nós estabelecemos a Organização da Unidade Afro-americana, na qual qualquer um na comunidade poderia participar em um programa de ação designado para conduzir sobre o completo reconhecimento e respeito das pessoas negras como seres humanos. E o lema da Organização da Unidade Afro-americana é ?por quaisquer meios necessários.? Nós não acreditamos em combater em uma batalha na qual as regras básicas vão ser declaradas por aqueles que nos suprimiram. Nós não acreditamos que nós podemos executar uma luta tentando vencer a afeição daqueles que por longo tempo nos oprimiram e exploraram. Nós acreditamos que nossa luta é justa. Nós acreditamos que nossos ressentimentos são justos. Nós acreditamos que o mal praticado contra as pessoas negras nesta sociedade é criminoso e que aqueles que contratam serviços tais como práticas criminosas são para ser considerados por eles mesmos como coisa nenhuma, mas criminosos. E nós acreditamos que nós estamos com nossos direitos para lutar com estes criminosos por todos os meios necessários. Isso não significa que nós somos pela violência. Mas nós temos visto que o governo federal tem mostrado sua incapacidade, sua absoluta indisposição, para proteger as vidas e a propriedade das pessoas negras. Nós temos visto onde racistas brancos organizados, homem da Klan, homem do Conselho de Cidadãos, e outros podem vir para dentro da comunidade Negra e pegar um homem negro e fazê-lo desaparecer e nada será feito sobre isso. Nós temos visto que eles podem entrar. [aplauso]. Nós reanalisamos nossa condição. Quando nós voltamos a 1939, pessoas Negras na América estavam usando sapatos. Alguns dos mais educados estavam usando ? no Michigan, de onde eu vim, em Lansing, a capital, o melhor trabalho que você podia obter na cidade era carregando bandejas para fora no country club para as refeições das pessoas brancas. E normalmente o garçom no country club era considerado como o grande carregador da cidade porque ele tinha um bom trabalho ao redor de pessoas brancas ?boas?, você entende. [gargalhada]. Sim. Ele teve a melhor educação, mas ele teria que estar com sapatos brilhando na State House, o Capitólio. Lustrar os sapatos do governador e os sapatos do procurador-geral, e isso fazia dele um conhecedor, você sabe, porque podia lustrar os sapatos das pessoas brancas que estavam em lugares grandes. Quando qualquer pessoa da cidade queria saber o que era feito na comunidade Negra, ele era seu contato. Ele era quem sabia como o ?negro da cidade,? o líder Negro. E aqueles que não estavam lustrando sapatos, os pregadores, também tinham uma grande voz na comunidade. Isso é tudo que eles nos deixavam fazer lustrar sapatos, esperar na mesa, e pregar. [gargalhada e aplauso]. Em 1939, antes de Hitler ter se baseado em violência, ou mais precisamente no tempo ? sim, antes de Hitler ter se baseado na violência, um homem negro não podia mesmo trabalhar em uma fábrica. Nós éramos a vala do campo aurífero na WPA[84]. Alguns de vocês esqueceram bem rápido. Nós éramos a vala do campo aurífero no WPA. Nossa comida veio da prosperidade que estava gravada ?não ser vendida.? Eu obtive muitas coisas do depósito chamado ?não ser vendido,? eu pensava que era um depósito em algum lugar. [gargalhada e aplauso]. Essa é a condição que o homem negro está, e essa era até 1939. Em 1940, quando a guerra ? em 1941, quando a guerra ? Não, Hitler baseou-se na violência, eu acho, em 1939. Até a guerra ter começado, nós estávamos confinados nessas tarefas domésticas. Quando a guerra começou, eles mesmos não nos levariam para o exército. Um homem negro não era destacamento militar. Ele era ou ele não era? [da platéia: ?Não!?] Não! Você não poderia juntar-se à marinha de guerra. E eles não destacariam um negro. Isso foi recentemente em 1939 nos Estados Unidos da América! Eles ensinaram você cantar ?encantada terra da liberdade? e o resto disso recheio. Não! Você poderia juntar-se à marinha de guerra. Você não poderia juntar-se à marinha de guerra. Eles mesmos não destacariam você. Eles apenas levam pessoas brancas. Eles não iniciaram destacando-nos até o líder Negro abrir sua boca grande, [gargalhada] dizendo em torno de ?se pessoas brancas devem morrer, nós devemos morrer também[85].? [gargalhada e aplauso]. O líder Negro obteve todos os negros mortos na segunda guerra mundial que nunca tinham que morrer. Então, quando a América entrou na guerra, imediatamente ela foi enfrentada com a escassez de seres humanos. Até a época da guerra, você não poderia entrar na fábrica. Eu vivi em Lansing, onde era a fábrica da Oldsmobile e da Reo. Havia cerca de três em toda a fábrica e cada um deles tinha uma vassoura. [gargalhada]. Eles tinham educação. Eles tinham ido à escola. Eu acho que um tinha o segundo grau. Mas ele era um ?varredor.? [gargalhada]. Quando o tempo endureceu e havia escassez de seres humanos, então eles permitiram-nos nas fábricas. Não completamente sem nenhum esforço de nós mesmos. Não completamente sem nenhum despertar moral repentino de nossa parte. Eles precisam de nós. Eles precisam de seres humanos, qualquer tipo de ser humano. E quando eles ficaram desesperados e em necessidade, eles abriram as portas das fábricas e nós entramos. Então nós começamos a aprender como operar as máquinas. Então nós começamos a aprender como operar as máquinas, quando eles precisaram de nós. Inseriram nossas mulheres bem como nossos homens. Assim nós aprendemos a operar as máquinas, nós começamos a fazer mais dinheiro. Assim nós começamos a fazer mais dinheiro, nós estávamos aptos a viver em uma pequena vizinhança melhor. Quando nos mudamos para uma pequena vizinhança melhor, nós fomos para uma pequena escola melhor. E quando nós fomos para uma escola melhor, nós obtivemos um pouco de educação melhor e obtivemos uma pequena posição melhor e obtemos um pequeno trabalho melhor. Isso não era mudança de coração em nossa parte. Isso não era o acordar repentino de nossa consciência moral. Isso era Hitler. Isso era tojo[86]. Isso era Stalin. Sim, isso era pressão de fora, a nível mundial, que habilitou você e eu a dar poucos passos à frente. Por que eles não nos destacariam e não nos inseririam no exército em primeiro lugar? Eles tinham nos tratado tão mal, eles estavam com medo que se eles nos inserissem no exército e nos entregassem uma arma e nos mostrassem como atirar com ela ? [gargalhada] eles temiam que eles não teriam que dizer em que atirar. [gargalhada e aplauso]. E provavelmente eles não teriam tido. Era a consciência deles. Então eu aponto isso para mostrar que não era mudança de coração por parte do Tio Sam que permitiu alguns de nós irmos poucos passos para frente. Isso foi pressão mundial. Isso foi ameaça de fora, perigo de fora que fez isso ? que ocupou a mente dele e o forçou a permitir você e eu ficar de pé um pouco mais alto. Não porque ele nos queria em pé. Não porque ele nos queria para frente. Ele foi forçado. E uma vez que você analisar adequadamente os ingredientes que abriram as portas mesmo na etapa que elas estavam abertas quebradas, quando você vê o que era, você entenderá melhor sua posição hoje. E você entenderá melhor a estratégia que você necessita hoje. Qualquer tipo de movimento por liberdade das pessoas negras baseado apenas com a limitação da América está absolutamente condenado a falir. [aplauso]. Já que seu problema é combatido dentro do contexto americano, tudo que você pode obter como aliados são cidadãos americanos. Já que você chamou isso de direitos civis, isso é um problema doméstico dentro da jurisdição do governo dos Estados Unidos. E o governo dos Estados Unidos compõe-se de segregacionistas, racistas. Porque, os homens mais poderosos no governo são racistas. Este governo é controlado por trinta e seis comitês, doze comitês parlamentares e dezesseis comitês setoriais. Treze dos vinte membros do Congresso que acumulavam os comitês parlamentares são do Sul. Dez dos dezesseis Senadores que controlam os comitês do Senado são do Sul. O que significa que dos trinta e seis comitês que controlam as informações externas e domésticas, e a índole do país no qual nós vivemos, dos trinta e seis, vinte e três deles estão nas mãos de racistas. Francamente, pedra-fria, segregacionistas mortos. Isso é o que você e eu temos que lutar contra. Nós estamos em uma sociedade onde o poder está nas mãos daqueles que são a pior espécie da humanidade. Agora como nós vamos tirar vantagem? Como nós vamos obter justiça no Congresso que eles controlam? Ou no Senado que eles controlam? Ou na Casa Branca que eles controlam? Ou da Suprema Corte que eles controlam? Você diz, ?Bem, olhe para a decisão bonita que a Suprema Corte legou.? Irmão, olhe para isso! Você não sabe que esses homens da Suprema Corte são mestres da legalidade ? não apenas de lei, mas de fraseologia lícita. Eles são tão mestres da linguagem lícita que eles poderiam muito facilmente ter legado uma decisão de dessegregação na educação então redigida que ninguém poderia ser enganado. Mas eles surgiram com essas coisas redigidas de tal modo que aqui dez anos passaram, e há todo tipo de brechas nela. Eles sabem o que eles estão fazendo. Eles fingem dar a você alguma coisa enquanto sabem todo o tempo que você não pode utilizar isso. Eles vieram no último ano com um projeto de lei dos direitos civis que eles divulgaram em todo redor do mundo como se isso os levasse para a terra prometida da integração. Oh sim! Recém na última semana, o Reverendo direitista Dr. Martin Luther King saiu da prisão e foi para Washington, D.C., dizendo que ele vai pedir cada dia por uma nova legislação para proteger os direitos de voto para as pessoas negras no Alabama. Por quê? Você recém teve legislação. [gargalhada]. Você recém teve um projeto de lei dos direitos civis. Você tem em mente dizer-me que aquele projeto de lei dos direitos civis altamente anunciado não dá mesmo ao governo federal suficiente poder para proteger as pessoas negras no Alabama que não querem fazer coisa alguma senão registro? Por que, isso é outro truque repugnante, o mesmo que você trapaceou-nos ano a ano. Outro truque repugnante. [aplauso]. Então, desde que nós vimos ? eu não quero que você pense que eu estou ensinando a odiar. Eu amo todos que me amam. [gargalhada]. Mas eu certamente não amo aqueles que não me amam. [gargalhada]. Desde que nós vimos todos esses subterfúgios, essas fraudes, esses movimentos evasivos ? isso não é apenas a nível federal, a nível nacional, a nível local, e todos os níveis. A geração jovem de Negros que surge agora pode ver que enquanto nós esperamos pelo Congresso e o Senado e a Suprema Corte e o presidente para resolver nossos problemas, ter-nos-ão indo em círculos por outros milhares de anos. E não há nenhum dia como esses. Desde que o projeto de lei dos direitos civis ? eu costumo ver diplomatas Africanos na UN (Nações Unidas) bradando contra as injustiças que foram sendo feitas às pessoas Negras em Moçambique, em Angola, no Congo, na África do Sul. E eu me perguntei por que e como eles podiam voltar para seus hotéis e ligar a TV e ver cães mordendo pessoas Negras logo embaixo no quarteirão e policiais esmagando o crânio de pessoas Negras com seus porretes logo embaixo no quarteirão, e colocando água de mangueira nas pessoas Negras com pressão tão alta que arrancava suas roupas fora, logo embaixo no quarteirão. E eu me perguntei como eles podiam falar tudo que falaram sobre o que estava acontecendo em Angola e Moçambique e todas essas outras situações de violência e ver isso acontecer logo embaixo no quarteirão e se levantar na tribuna das Nações Unidas e não dizer nada sobre isso. Então eu fui e discuti isso com alguns deles. E eles disseram que enquanto o homem negro na América chama sua luta uma luta de direitos civis, que no contexto dos direitos civis isso é doméstico e fica na jurisdição dos Estados Unidos. E se algum deles abrir sua boca para dizer qualquer coisa sobre isso, é considerada uma violação das leis e regras do protocolo. E a diferença com as outras pessoas era que eles não chamavam seus ressentimentos de ofensas aos direitos civis, eles as chamavamelas de ofensas aos direitos humanos. ?Direitos civis? são com a jurisdição do governo onde eles estão envolvidos. Mas ?direitos humanos? é parte da Carta das Nações Unidas. Todas as nações que assinaram a Carta das Nações Unidas cresceram com a Declaração dos Direitos Humanos, e qualquer um que classifique suas queixas sob o rótulo de violações dos direitos humanos, essas queixas podem então ser trazidas para as Nações Unidas e serem discutidas por pessoas de todo o mundo. Por enquanto você chama isso ?direitos civis? seus únicos aliados podem ser as pessoas na comunidade próxima, muitas que são responsáveis por suas queixas. Mas quando você chama isso ?direitos humanos,? isso se torna internacional. E então você pode levar seus problemas para a Corte Mundial. Você pode levá-los antes ao mundo. E qualquer pessoa em qualquer lugar nessa terra pode tornar-se seu aliado. Então um dos primeiros passos que nos tornam envolvidos, aqueles de nós que entramos para a Organização da Unidade Afro-americana, foi crescer com um programa que faria nossas queixas internacionais e faria o mundo ver que nosso problema não era um problema negro ou um problema Americano, mas um problema humano. Um problema para a humanidade. E um problema que deveria ser atacado por todos os elementos da humanidade. Um problema que era tão complexo que era impossível para o Tio Sam resolvê-lo por si próprio. E por essa razão nós queremos introduzir um grupo ou consulta a pessoas que estão em tais posições que elas possam ajudar-nos a obter algum tipo de ajustamento para essa situação antes que se torne tão explosiva que ninguém possa segurá-la. Obrigado. [aplauso] -------------------------------------------------------------------------------- [79] Democrata e Crônica Rochester, 17 de fevereiro de 1965. [80] As relações de Malcolm com muitos ativistas da comunidade em Rochester existiam desde o início de 1963. Em resposta ao ataque policial à Mesquita Nacional do Islã, Malcolm foi para Rochester várias vezes para protestar contra a violência policial e organizar suporte para membros NOI acusados falsamente e mais tarde condenados em charges de distúrbios e assaltos. O caso prolongou-se monotonamente até 1966, quando o veredito foi derrubado por recorrer da sentença. [81] Pano de fundo dos eventos no Congo é dado primeiramente na nota introdutória para discursos de Malcolm no Instituto Tuskegee intitulado ?Elijah está disposto a sentar e esperar ? eu não estou.? [82] Washington lutou na guerra de 1950-53 na Coréia sob pretexto de ordem das Nações Unidas. Em 1950, as forças militares dos Estados Unidos chegaram à fronteira da Coréia com a República da China. O governo recentemente assentado em Beijing, informado de que forças poderosas em Washington estavam pressionando para prolongar a ofensiva para reduzir a revolução chinesa, entrou na guerra ao lado do exército de libertação Coreano. Em fevereiro de 1951, Washington obteve uma resolução aprovada na Assembléia Geral das Nações Unidas taxando a China como um ?agressor?, a qual foi usada para bloquear sua admissão às Nações Unidas até 1971. Em 1961 e começo de 1962, tropas na Província Katanga legais a Moise Tshombe chocaram-se com forças militares das Nações Unidas no Congo. Todavia, quando tshombe tornou-se líder do governo central em 1964, ele recebeu suporte político e militar do governo dos Estados Unidos e seus aliados. [83] Em janeiro de 1961 dois estudantes negros matriculados na Universidade da Geórgia em Athens após a Corte Federal ordenar o fim da segregação. Elas foram suspensas, no entanto, por ?seus seguranças pessoais,? quando várias centenas de alunos brancos amotinaram-se. Os estudantes negros retornaram para as aulas após ordem da Corte Federal para sua reintegração. [84] Durante a Grande depressão de 1930, o governo federal organizou a Administração Progresso Trabalho (WPA), a qual empregou mais de dois milhões de pessoas, primeiramente com baixo-salário, sem habilitação, fazer trabalho de planejar. [85] Para uma explanação da luta contra a discriminação racial no emprego, nas forças armadas, e através da sociedade americana durante a segunda guerra mundial, ver C.L.R. James e outros, Fighting Racism in World War II (Nova York: Pathfinder, 1980). [86] Hideki Tojo era primeiro ministro do Japão durante a maior parte da segunda guerra mundial. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081104/0313f343/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Nov 5 20:20:11 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 5 Nov 2008 20:20:11 -0200 Subject: [Carta O BERRO] BARAK HUSSEIN OBAMA -por Laerte Braga / e La Cara Perfecta del Imperio por Por Eva Golinger Message-ID: <003301c93f94$c2fc15a0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..............................................................................................repassem BARAK HUSSEIN OBAMA Laerte Braga É difícil definir no olho do furacão as conseqüências da vitória do Democrata Barak Hussein Obama nas eleições presidenciais norte-americanas. Mas não é difícil interpretar o voto do eleitorado depois de oito anos de governo de George Bush e uma crise do tamanho do Everest. De saída, então, temos que o voto em Obama e a presença maciça de eleitores (o que difere do perfil das últimas eleições) foi um voto anti-Bush. Mas terá sido um voto contra as políticas imperiais dos Estados Unidos? Outro dado relevante foi o comparecimento às urnas surpreendente de eleitores jovens, via de regra arredios ao voto, ainda mais num país onde esse direito é facultativo. É evidente que o eleitorado negro iria votar majoritariamente em Barak Hussein Obama. A eleição de Obama rompe um ciclo que parecia eterno, o de presidentes brancos. É o primeiro negro na Casa Branca e não tenho certeza se é também o primeiro norte-americano não nascido no continente (é havaiano) eleito presidente. Me parece que sim. Os Estados Unidos são uma federação ao contrário do Brasil, por exemplo, que se intitula em sua constituição República Federativa do Brasil, na prática não funciona. O Texas, por exemplo, tem um regime diferenciado dos demais estados norte-americanos. É uma república associada aos EUA sob condições peculiares e, em tese, pode sair da União quando dois terços de sua população assim o entenderem. Uma olhada no mapa daquele país e nos resultados estado a estado mostra que McCain venceu nas regiões conservadoras, não necessariamente as mais atrasadas, mas as dominadas por igrejas fundamentalistas, o que ali tem um peso notável. No início do século XX um professor por pouco não foi condenado à morte por ensinar a teoria de Charles Darwin nas escolas. Não mudou muito de lá para cá. Inspirado em um caso real o professor John Thomas Scopes foi execrado pela população do Tennessee, na cidade de Dayton. Foi em 1925 e registrou a primeira transmissão de rádio ao vivo de um fato assim. Isso foi decisivo para a que Scopes não fosse condenado à morte. Clarence Darrow, um dos maiores advogados da história dos EUA defendeu-o contratado por um jornal de Baltimore. E a acusação teve como assistente um ex-secretário de Estado e candidato duas vezes à presidência da República. McCain venceu no Tennessee e recentemente a Assembléia Legislativa e o Senado Estado de Michigan discutiam uma lei que tornava obrigatório o ensino do criacionismo nas escolas públicas. Acabou rejeitado e ali Barak Hussein Obama venceu. No estado de Utah, no centro oeste do país as leis permitem a poligamia. O estado é predominantemente habitado por mórmons. Quando do furacão que devastou New Orleans o presidente Bush foi duramente criticado por ter se omitido na defesa preventiva da cidade e depois pela demora do auxílio. A mãe de Bush, Bárbara, fez uma declaração que mostra o modo de pensar dos texanos, para onde muitos refugiados e desabrigados pelo furacão foram levados: "aqui eles estão melhor que na cidade deles. Comem três vezes por dia e têm camas e banheiros decentes". A expressão que dá nome ao país "Estados Unidos" reflete uma realidade. Maior ainda se nos reportarmos que em sua história uma guerra civil entre sul e norte devastou a nação e mantém, até hoje, ressentimentos e questões mal resolvidas, digamos assim. A consolidação de um sentido de União veio com a crise de 1929 até o término da IIª Grande Guerra, época em que o país se transformou na superpotência que é hoje e viveu por quase 16 anos sob a presidência de Franklin Delano Roosewelt. Foram quatro mandatos consecutivos e surgiu depois dele a emenda constitucional que limitou o número de mandatos presidenciais a dois. Começa a nascer ali o conglomerado de interesses que John dos Passos havia previsto por volta de 1900 e qualquer coisa, "complexo industrial e militar" e o general Eisenhower, com a autoridade de comandante aliado na guerra contra o nazismo e presidente por dois mandatos, referendou ao deixar a presidência da República, em 1960, exatamente com John Kennedy. Muitos comparam a eleição de Obama à de Kennedy. Que mudança querem os norte-americanos? Nos jogos olímpicos de Los Angeles, em 1984, um cidadão comum entrevistado por um repórter de uma rede brasileira sobre o acontecimento foi enfático: "estou louco para acabar. Ficam esses negros circulando pela cidade, sujando as ruas, esses estrangeiros todos, somos um país civilizado". O fim da guerra do Iraque? O fim da ocupação no Afeganistão? Na cabeça do cidadão comum dos EUA o país paga a conta do mundo. Não têm a menor noção de geografia, a imensa e esmagadora maioria população do país. Os EUA têm a maior dívida pública do mundo e também o maior poder militar dentre todas as nações. Controlam a Europa através da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte), enfrentam o crescimento econômico da China e a maior presença política do país de Mao Tsé Tung, dependem de petróleo e fontes de energia dos países produtores, desenvolvem políticas de globalização que transformam pouco a pouco países como o Brasil em produtores de matérias primas, numa nova etapa do colonialismo, enfim, sustentam-se no resto do mundo. Neste momento assistem ao ressurgimento da Rússia como potência econômica e militar e carregam um aliado incômodo, porque controlado pelos grandes grupos financeiros do mundo, o Estado de Israel, uma espécie de departamento para o trabalho sujo. Mudar tudo isso é inviável. Obama não resistiria um mês. Constatar que, por si só, os Estados Unidos, hoje, são um império em decadência tanto é um sinal do voto, como é um pedido de socorro para que não falte o hambúrguer nosso de cada dia. Foi Bil Clinton quem fez o acertos com o brasileiro Fernando Henrique Cardoso para a privatização do Estado brasileiro. Enrolou FHC com a conversa fiada de tornar o Brasil uma potência mundial, garantir ao país um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e fechou o calendário para a implantação da ALCA (Associação de Livre Comércio das Américas). Se tivesse sido implantada, a ALCA, prevista para 2005, o pré sal que é em boa parte de companhias estrangeiras, não seria nosso na totalidade. E foi o mesmo Clinton que não hesitou em mandar bombardear a antiga Iugoslávia para garantir interesses de países europeus aliados. A diferença entre Democratas e Republicanos está no fato que Democratas conhecem artefatos como garfo, faca, sabem o talher adequado para cada momento e Republicanos ainda acham que se come perna de carneiro tal e qual o faziam os velhos cowboys. E terminada a degustação limpam a boca com as costas da mão. Todo esse espetáculo montado em todo o mundo por conta da eleição de Barak Hussein Obama faz parte do show dos tempos atuais. Todo o projeto de mudanças e todas as expectativas criadas são falsas e vãs. Vai acontecer apenas um estilo diferente e o fato de um negro (o mais importante dentre todos) ter sido eleito presidente da mais poderosa nação do mundo. Barak Hussein Obama vai assumir o governo em 20 de janeiro sabendo que cada passo terá que ser pesado e calculado, pois existem minas espalhadas por todos os cantos em todo o território norte-americano. Mostrou que sabe contornar esses obstáculos desde quando derrotou Hilary Clinton na disputa pela indicação do Partido Democrata. Mostrou durante a campanha e mostrou ontem ao fazer declarações firmes, mas sem conteúdo em se tratando de mudanças. O que o norte-americano que votou em Obama espera é que as aventuras militares que custam caro e custam vidas terminem e que cada consumidor do país possa voltar a comprar no feérico mundo do capitalismo show, onde o ter é bem mais importante que o ser. E se isso depender de políticas imperiais contra governos adversários, os velhos golpes montados em nome da "democracia" se farão presentes. O problema de Bush é que nem o big stick o texano soube usar. Produto de duas fraudes vai para casa com uma rejeição de 75% dos cidadãos de seu país. Posso queimar a língua, mas Obama é apenas um produto novo na vitrine. Se movido a pilha, bateria ou chip não sei. Mas sei que tem um tempo de validade e esse tempo, quatro ou oito anos vai depender de sua capacidade de assegurar o hambúrguer a cada um dos seus compatriotas. William Bonner já pode voltar. Cumpriu com louvor sua missão de diretor do espetáculo para o Brasil e os brasileiros. Criou no cidadão médio a sensação que a eleição de Barak Hussein Obama foi um dos momentos cruciais de nossa história. Agora é esperar o Natal, o Carnaval e depois o BBB-9 com direito a quarto espelhado. Até Lula deu palpite. E já começou a esculhambação. A mídia registra que nas comemorações da vitória o presidente eleito deu um "selinho" na mulher do vice. Com relação a América Latina há, é claro, expectativas que o bom senso prevaleça e o bloqueio econômico contra Cuba seja suspenso. É uma nódoa, dentre muitas, na história dos EUA. E esperanças, remotas, que as constantes tentativas de golpes contra governos contrários às políticas de Washington, especificamente os dos presidentes Chávez, Evo Morales, Rafael Corrêa, Ortega e Fernando Lugo, respectivamente, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua e Paraguai, cessem. Sem falar é lógico, na criminosa ocupação do Haiti, da qual o governo brasileiro é cúmplice. E o famigerado Plano Colômbia. Bush durante esses oito anos de governo usou o narco/presidente Álvaro Uribe para disseminar ações golpistas e criminosas na América do Sul. Como os democratas se recusaram a aprovar um tratado de livre comércio com a Colômbia pelas constantes violações dos direitos humanos, como os democratas são maioria na Câmara e no Senado dos EUA, o que se espera é que a Colômbia deixe de ser base de operações sujas por parte de Washington inclusive usando terroristas do serviço secreto de Israel. Barak Hussein Obama não é "Deus". E mesmo com sua descendência muçulmana não é profeta como Maomé. Logo os desafios são bem maiores do que se imagina. Um outro show vai ter que ser organizado rápido para evitar que se desvaneçam as esperanças geradas pelo espetáculo eleitoral de quatro de novembro. Às vezes, quem sabe, Pastinha consegue reconhecimento internacional e vai fotomontar a nova realidade norte-americana. É o clássico miquinho amestrado pronto a ajoelhar e lamber botas por qualquer quinhentos mil réis. Americanos adoram esse tipo de pilantra, com cabelos untados por brilhantina. ==================================================================================================================================================================== ----- Original Message ----- From: Torres Hector La Cara Perfecta del Imperio Por Eva Golinger 5 Noviembre 2008 Nadie puede negar el momento histórico que viven los Estados Unidos de Norteamérica. Una nación construida con la mano de obra de los esclavos africanos acaba de elegir su primer presidente afro-descendiente. Un país con una constitución que aún mantiene su lenguaje original que define a los negros como "tres quintos de un ser humano" acabo de eligir un hombre negro con una abrumadora mayoría. El voto fue otorgado a los afro-estadounidenses en el año 1870, cinco años después de la abolición de la esclavitud y casí 100 años después de la ratificación de la constitución por 55 hombres blancos terratenientes. Sin embargo, la población afro-estadounidense sigió recibiendo un trato de segundo y el país vivió en segregación durante la mayoría del Siglo XX. Las grandes luchas revolucionarios por los derechos civiles de Martin Luther King Jr., Malcolm X, las Panteras Negras, Angela Davis y otros grandes líderes de la comunidad afro en Estados Unidos durante los años sesenta y setenta lograron un posicionamiento importante para la población negra dentro del país. Sin embargo, el racismo y la segregación continuaron como temas integrales de la sociedad estadounidense. Hubo un Collin Powell por allí, una Condoleezza Rice por allá, pero siempre y cuando se subordinaban a la supremacía blanca y actuaban como los token negros para dar la aparencia de un gran progreso de la nación. Barack Hussein Obama no es ningún Condoleezza Rice ni un Collin Powell, pero tampoco es un Martin Luther King Jr. y menos un Malcolm X. El Presidente Electo Obama es un afro-estadounidense que ha aprovechado de un momento de desesperación dentro del pueblo de Estados Unidos y que ha jugado sus cartas casi a la perfección. De padre africano, ausente de su vida, y madre blanca del corazon de Estados Unidos, el Estado de Kansas, Obama utilizó su ambición para lograr asistir a las mejores universidades del país ­ Columbia en Nueva York y luego Harvard para su doctorado en derecho. Optó por una candidatura al Senado por el Estado Illinois y logró recaudar suficientes fondos para ganar el puesto en 2004, convertiéndose en uno de pocos afro-estadounidenses que ha sido eligido al Senado de Estados Unidos. Escribió dos libros sobre sí mismo, enfocados en la ausencia de su padre en su vida y su lucha por subir la escalera del "éxito" y "oportunidades" que supuestamente ofrece Estados Unidos con sus calles de oro. Se hizo multi-millonario con sus bestsellers y otros trabajos que le llegaron por su carisma y potencial como un próximo líder del país. No fueron sino dos años en el Senado y Obama decidió arrancar una campaña para la presidencia, capitalizando del momento de descontento en el país debido al fracaso de la época Bush-Cheney y el rechazo a nivel nacional al posible regreso de los Clintons al poder. Aunque no era el candidato preferido a comienzos de las primarias del partido demócrata, Obama eligió un equipo de campaña joven y sabio, y conocedor de las nuevas herramientas sociales: el Internet y los medios de comunicación. Entre Hillary Clinton y Obama, las primarias demócratas se convertieron en un concurso de raza contra género. Ganó raza, ya que Hillary representaba más de lo mismo para muchos hartos de más de 20 años de las familias Bush y Clinton en el poder. Obama ofrecía una cara fresca, joven y morena, y un discurso poético, inteligente, reconciliador y sensible a las necesidades de un pueblo abandonado por sus gobernantes. No importaba que no tenía experiencia en la política ni el gobierno, era el outsider que rápidamente se convertió en el insider con más potencial para ganar las elecciones presidenciales. Obama recibió el apoyo de grandes multinacionales, celebridades de peso, multi-millonarios y del partido demócrata, además de captar el voto afro-estadounidense y un sector juvenil que antes no había expresado un interés notable en la política nacional. La campaña de Obama convertió la palabra cambio en una moda nueva. Fue creativa con el uso de internet y páginas como Youtube.com, que fue el verdadero motor de la campaña de Obama, sacando nuevas cuñas y micros a favor de su elección casí todos los días. Apoyar a Obama se transformó en un nuevo estilo, algo chevere para la juventud, la moda del momento, el candidato cool. Y claro, pensar en la posibilidad de elegir un hombre negro que no se idenficaba con la comunidad afro-estadounidense de manera abierta y directa y no empleaba un discurso anti-racista que incomodaba a los blancos, pués era bastante cómoda para la mayoría del país. Obama nunca habló de Black Power, no responsibilizaba a los blancos por la opresión de los negros y menos comentó sobre sus propias experiencias como un hombre de raza mestiza en un país donde frecuentamente golpeaban a los hombres negros que salían mano en mano con mujeres blancas. No, Obama decía que la nación era un sola, que no veía color ni sexo ni afiliación política ­ era un solo gran país los Estados Unidos de Norteamérica. Con este discurso, Obama logró recaudar más dinero que cualquier otro candidato de la historia de Estados Unidos. En su discurso de victoria a la media noche del 4 Noviembre 2008, Obama admitió que su campaña había sido la mejor de la historia del país ­ la campaña perfecta. Vendieron su cara fresca y su color de piel al pueblo estadounidense, envuelto en su discurso de cambio y su tono monótono, pero suave y acariciador. Hasta vendieron su imagen al mundo ­ Obama, el cambio para Estados Unidos, el contrario de Bush-Cheney, un hombre moreno que entiende los dolores de los pueblos y se identifica con ellos. Jamás alguien así podría atacarlos o intentar dominarlos. Pero no se engañan. Obama siempre fue claro con su punto de vista imperial y su reafirmación sobre la necesidad de recuperar la posición de Estados Unidos como un super-poder y el país más grande y dominante del mundo. Al aceptar su victoria, Obama invocó los cliches de Estados Unidos, diciendo que al llegar a la presidencia era una muestra de que su "América" es un país donde todo es posible, donde las oportunidades no tienen límites ­ el sueño americano en vivo. Se le olvidó agregar que eso se hizo posible por los más de 3 mil millones de dólares invertidos en su campaña. Todo es posible en Estados Unidos con unos cuantos millones de dólares ­ nadie lo niega. Obama es la cara perfecta del imperio. ¿Quién mejor puede presentar una imagen simpática de una Washington bien decaida y destruida por los ocho años de Bush-Cheney y sus guerras sin fin? ¿Será igual de facil para Al Qaeda u otros grupos anti-estadounidenses atacar a un jefe de estado moreno con nombre árabe? ¿Podrán los pueblos en revolución apuntar sus dedos a la Casa Blanca de Obama y reclamar sus acciones agresivas, intervencionistas e imperiales? ¿Y qué pasará con el pueblo estadounidense? ¿Bajará su guardia y respirará con alivio pensando que ya la cosa esta en buenas manos y no hay que protestar más ni criticar más ni reclamar cambios reales? Si, el imperio ha conseguido su representante perfecto, el que casi blinda sus acciones con su poesía y color. Es cierto que la elección de Obama se ha hecho historia y ha sido un paso importante para curar los heridos profundos de la esclavitud. Pero el imperio seguirá siendo el imperio, en eso Obama fue muy claro en su discurso de victoria. "A los que están fuera de Estados Unidos que nos quieren destruir, sépanlo con claridad que nosotros los derrotaremos," dijo con convicción. Que dios bendiga América. -- Dra. Eva Golinger Directora General Fundación Centro de Estudios Estratégicos de Seguridad "CESE" -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081105/312c5fa1/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Nov 6 19:09:16 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 6 Nov 2008 19:09:16 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Nossa Carta a Obama - da Carta Maior Message-ID: <007d01c94054$058f7cd0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Nossa Carta a Obama Se os EUA querem reconquistar o respeito dos outros povos do mundo, se querem resgatar a imagem, que se deteriorou, devem se considerar como um país entre outros, e a eles igual, não como uma potência eleita para a missão de impor a ordem imperial e os interesses capitalistas no mundo. Devem permitir que progrida o espaço de um mundo multipolar, em que todos os países participem das decisões fundamentais. Carta Maior (Essa carta está aberta a adesões de veículos da pequena grande imprensa alternativa de todo o mundo.) O seu governo pretende resgatar a imagem dos EUA no mundo e mudar sua relação com a América Latina. É preciso que o sr. saiba que a imagem do seu país no mundo é a imagem da maior potência imperial da história da humanidade. Que à horrível imagem de potência intervencionista no destino de outros países, de exploradora das suas riquezas, ao longo de todo o século passado, se acrescentou no século XXI a política de ?guerras humanitárias?, invasões que mal escondem os interesses de exploração e opressão de outros territórios e povos, de que o Iraque e Afeganistão são os exemplos mais recentes. Não basta retirar as tropas do Iraque imediatamente ? embora isso seja um começo indispensável para o resgate proposto. É necessário fazer o mesmo com o Afeganistão, assim como terminar com o apoio à ocupação israelense dos territórios palestinos, reconhecendo o direito à existência de um estado palestino soberano. No caso da América Latina, é imprescindível terminar com a Operação Colômbia, que militariza os conflitos naquele país, e os que ele provoca, com graves riscos de produção de crises regionais, pela dinâmica belicista do Exército e do governo colombiano. Para demonstrar que mudou de atitude, os EUA devem, sobretudo, terminar definitivamente com o bloqueio a Cuba, desativar sua base de interrogatórios ilegais e torturas na base de Guantanamo e devolver esta incondicionalmente a Cuba, terminando com a prepotente e juridicamente insustentável usurpação de território cubano, que dura já mais de um século. Deve retomar relações normais entre os dois países, respeitando as opções do povo cubano na definição soberana dos seus destinos. Os EUA devem reconhecer publicamente o grave erro de terem apoiado o golpe militar de abril de 2002 contra o presidente Hugo Chavez, legitimamente eleito e reeleito pelo povo venezuelano. Devem terminar definitivamente com articulações golpistas nesse país, na Bolívia e no Equador e comprometer-se, publicamente, a nunca mais desenvolver atividades de ingerência nos assuntos internos de outros países. Se quiserem ter relações cordiais com a América Latina, o novo governo dos EUA devem destruir imediatamente o muro na fronteira com o México, legalizar a situação dos trabalhadores imigrantes nos EUA e favorecer a livre circulação das pessoas, como tem pregado a livre circulação de mercadorias e de capitais. Além disso, os EUA devem deixar de utilizar organismos internacionais como a OMC, o FMI, o Banco Mundial, para propagar e tentar impor suas políticas, as mesmas que levaram ao fracasso dos governos que seguiram as suas receitas, assim como à crise financeira internacional que hoje grassa no planeta. Os países da América Latina e do Sul do mundo devem ter liberdade para encontrar suas próprias alternativas e soluções à crise, gerada nos EUA, que devem assumir suas responsabilidades e não permitir a exportação de seus efeitos negativos. Se quiserem voltar a ser respeitados, os EUA devem deixar de tratar de favorecer ou forçar a exportação de sua mídia, de sua indústria cultural, de sua forma de vida, que pode ser boa para os EUA, mas pode ser nefasta para outros países. Essas fórmulas, muitas vezes impostas, favorecem formas ditatoriais de imprensa, formas estereotipadas de ver o mundo, modos consumistas de viver. Que os EUA deixem cada país escolher suas formas de se pensar a si mesmo, de ver o mundo, de viver e de produzir arte e cultura. Se o sr. quiser fazer um governo diferente, deve abandonar qualquer idéia de querer impor o que os EUA considerem que seja democrático. Que cada país, cada povo, defina seu próprio caminho. Os EUA nem inventaram a democracia, nem são mais democráticos que muitos outros países. Os EUA devem abandonar suas pretensões de ser um império mundial que zele pela ordem imperialista no mundo. Devem dar espaço para que progrida o espaço de um mundo multipolar, em que todos os países participem das decisões fundamentais. Neste sentido, devem apoiar o fim do direito de veto no Conselho de Segurança da ONU, devem dar lugar à democratização desse órgão. Devem obedecer as decisões da ONU de terminar o bloqueio à Cuba, em favor do direito do povo palestino a um estado próprio e independente, entre tantas outras decisões, bloqueadas pelo veto norte-americano. Se vetos de outros países há, isso deve ser combatido pela suspensão universal do direito ao veto. Em suma, se os EUA querem reconquistar o respeito dos outros povos do mundo, se querem resgatar a imagem do seu país que se deteriorou, devem se considerar como um país entre outros, e a eles igual, não como uma potência eleita para a missão de impor a ordem imperial e os interesses capitalistas no mundo. Devem respeitar as decisões que outros povos tomem no sentido de escolher caminhos antiimperialistas e anticapitalistas. Devem assinar o Protocolo de Kyoto, aceitando reduzir suas emissões de gases poluidores, condição básica para iniciar uma nova etapa na luta contra a destruição ambiental no planeta. Devem diminuir seu orçamento militar, revertendo essas verbas para o campo social. Devem combater os monopólios privados da mídia, a indústria tabagista, a da segurança para-militar, devem colocar como seu objetivo principal construir uma sociedade justa, a começar pela de seu próprio país, aquele em que, dentre aquelas do centro do capitalismo, a desigualdade mais cresceu nos últimos anos. Se o sr. fizer tudo isso, ou pelo menos se mover nessa direção, pensamos que poderá contar com o respeito e com relações cordiais por parte dos governos populares e dos povos da América Latina. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081106/a1dbc5cf/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081106/a1dbc5cf/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3364 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081106/a1dbc5cf/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Nov 7 19:51:13 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 7 Nov 2008 19:51:13 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Tortura=3A_Suprema_decis=E3o__p?= =?windows-1252?q?or__Frei_Betto?= Message-ID: <010501c94123$0c564150$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 7 novembro 2008 Tortura: Suprema decisão Frei Betto * Está em mãos do Supremo Tribunal Federal a decisão de uma questão polêmica: a Lei de Anistia - promulgada em 1979, em pleno regime militar - considera inimputáveis os torturadores da ditadura? Um dos juízes que dará resposta é ex-preso político, o ministro Eros Grau, nomeado por outro ex-preso político, o presidente Lula, que usufrui o direito de indenização pecuniária mensal. A tortura é considerada crime hediondo, inafiançável e imprescritível por leis brasileiras e internacionais. O Brasil aprovou o Estatuto de Roma - tratado internacional de proteção aos direitos humanos - através do decreto legislativo n° 112, de 7/6/2002, promulgado pelo decreto n° 4.388, de 25/9/ 2002. Uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, inédita, encaminhada pela OAB, exige do STF decidir se crimes comuns praticados por militares e policiais durante a ditadura estão cobertos pela Lei de Anistia. O presidente da entidade, Cezar Britto, sustenta que a lei de 1979 não isenta militares envolvidos em crimes e deixa em aberto a possibilidade de nova interpretação que permita ao Brasil rever ações praticadas por agentes do Estado. Anistia não é amnésia. Britto alega que a anistia foi elaborada sobre "base falsa", para assegurar impunidade a quem torturou. Segundo ele, se o período militar não for passado a limpo, os erros cometidos podem se repetir: "É preciso abrir os arquivos (da ditadura) e contar nas escolas a verdade", afirma. Países como Argentina, Chile e Uruguai, apuraram os crimes e puniram responsáveis. Não por uma questão de vingança, e sim de justiça, inclusive com o aparato policial e as Forças Armadas. Não se pode confundir essas instituições com aqueles que, no reino do arbítrio, praticaram, em nome do Estado, tudo aquilo que contraria princípios elementares dos direitos humanos: sevícias, assassinatos, juízos sumários, desaparecimentos, e seqüestro de crianças. No Brasil, a Lei de Anistia foi elaborada pela ditadura e promulgada pelo general Figueiredo. Os "juristas" de plantão preferiram ignorar os avanços do Direito em casos semelhantes na Europa da Segunda Guerra Mundial. As Resistências francesa e italiana operaram do mesmo modo que, mais tarde, o fariam os "subversivos" brasileiros: recorreram às armas. Terminada a guerra, nenhum membro das Resistências foi anistiado, foram todos homenageados por suas ações consideradas heróicas - delas resultaram a derrota do nazifascismo, e a libertação daqueles povos, restituídos à democracia. Os nazistas, entretanto, foram presos, julgados e condenados. O Tribunal de Nuremberg constitui um caso jurídico sui generis. Foi um julgamento realizado ex post facto. O princípio do Direito prevaleceu sobre a ilícita legalidade e as conveniências políticas. Ainda hoje, nazistas sobreviventes são passiveis de punição. O Brasil inventou algo inusitado na história: tentar apagar, por um decreto de "anistia recíproca", um de seus períodos mais cruéis, os 21 anos (1964-1985) de ditadura. Como se a memória nacional pudesse eclipsar-se por milagre. Assim, os algozes permanecem impunes. E as vítimas? Estas carregam o doloroso peso de, até hoje, conviverem com danos morais e físicos, verem seus torturadores impunes e seus mortos desaparecidos. Não bastasse isso, a Advocacia Geral da União decidiu, agora, assumir a defesa de torturadores acusados formalmente. O governo do presidente Lula adiantou-se à decisão do STF e colocou o aparato jurídico do Estado (leia-se, do povo brasileiro) a serviço daqueles que violaram o sistema democrático e praticaram crimes hediondos. A União decidiu assumir a defesa dos ex-comandantes do DOI-CODI de São Paulo, Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir dos Santos Maciel, no processo instaurado contra eles pelos procuradores federais Marlon Weichert e Eugênia Fávero. Estes exigem que sejam declarados culpados pelos crimes cometidos sob o comando deles. Na contestação apresentada a 14 de outubro pela AGU à 8ª Vara Federal Cível de São Paulo, a advogada Lucila Garbelini e o procurador-regional da União em São Paulo, Gustavo Henrique Pinheiro Amorim, defendem a tese de que a lei de 1979 protege os coronéis: "A lei, anterior à Constituição de 1988, concedeu anistia a todos quantos, no período entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos (...). Assim, a vedação da concessão da anistia a crimes pela prática de tortura não poderá jamais retroagir". A ação do Ministério Público contra Ustra e Maciel é a primeira a contestar a validade da Lei da Anistia para acusados de tortura. Os procuradores Marlon Weichert e Eugênia Fávero pedem que Ustra e Maciel restituam à União todo o dinheiro pago em indenizações a vítimas de tortura no DOI/CODI, entre 1970 e 1976. Segundo dados das próprias Forças Armadas, divulgados no livro "Direito à Memória e à Verdade", edição da Presidência da República, 6.897 pessoas passaram por aquele antro de sevícias. A maioria, como Frei Tito, sofreu espancamentos, choques elétricos, pau-de-arara, afogamento, asfixia etc. Muitos, como Vladimir Herzog, foram assassinados amarrados na cadeira-do-dragão, revestida de metal para aumentar a potência das descargas elétricas. A União tinha três alternativas: entrar no processo ao lado dos procuradores; permanecer neutra; tomar a defesa dos carrascos. Preferiu a terceira, escolha inconcebível e inaceitável, até porque contradiz frontalmente toda a legislação internacional assinada pelo Brasil, bem como as recomendações da ONU. E ofende a memória nacional e a todos que lutaram pelo restabelecimento do atual Estado Democrático de Direito. [Autor de "Cartas da Prisão" (Agir), entre outros livros]. * Escritor e assessor de movimentos sociais -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081107/61a54b01/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081107/61a54b01/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 8 19:03:08 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 8 Nov 2008 19:03:08 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Rebelion Message-ID: <023101c941e5$7f1a8350$0200a8c0@vcaixe> Rebelión Carta O Berro.......................................................................................repassem Portada Temas Conocimiento Libre Cultura Ecología social Economía Mentiras y medios Opinión Otro mundo es posible Territorios África Argentina Bolivia Brasil Chile Colombia Cuba EE.UU. España Iraq México Mundo Palestina y Oriente Próximo Unión Europea Venezuela Autores TodosAlba, SantiagoAller, JesusAlvarado Godoy, Percy FranciscoAmin, SamirAmorós, MarioAndrade Bone, EduardoAntunes, RicardoAvnery, UriBeinstein, JorgeBorón, AtilioBuen Abad Domínguez, FernandoChomsky, NoamCollon, MichelColussi, MarceloDieterich, HeinzElizalde, Rosa MiriamEngler, MarkFierro, José DanielFisk, RobertFrabetti, CarloGaudichaud, FranckGelman, JuanGil de San Vicente, IñakiGopegui, BelénGuerra, ÁngelHarnecker, MartaJamail, DahrKlein, NaomiKohan, NéstorKoldoLamrani, SalimLandau, SaulLópez Arnal, SalvadorLópez Blanch, HedelbertoLópez-Angulo, BlasMaira, AntonioMalimeMartín Seco, Juan FranciscoMartínez, CarlosMoore, MichaelOrtiz, JavierOtero, LisandroParís, CarlosPetras, JamesPiris, AlbertoPitarch, José LuisPolo, HiginioRamonet, IgnacioRauber, IsabelReig, RamónRoca, LuisRoitman, MarcosRomano, VicenteRoy, ArundhatiRoyo, SimónSader, EmirSerrano, PascualShiva, VandanaSubcomandante MarcosTaibo, CarlosTalens, ManuelToledano, MaríaTorres López, JuanUmpiérrez Sánchez, FranciscoVarea, CarlosWoods, AlanZamora R., Augusto Más... Libros Libres N. Chomsky Vídeos rebeldes Cartas a Rebelión Nosotros Buscar Rss Nosotros Sábado, 08 de Noviembre de 2008 www.kalvellido.net EE.UU. Rahm Israel Emanuel, jefe de gabinete de la Casa Blanca Obama elige a un pro-israelí de la línea dura para un alto cargo Ali Abunimah Opinión Alternativas: el retorno Éric Toussaint Ecología social Explosión urbana y del transporte motorizado, gracias al petróleo Un planeta de metrópolis (en crisis) Ramón Fernández Durán Mundo Paraguay, entre Lula y la soya Raúl Zibechi Economía Business as usual José A. Estévez Araújo Unión Europea Entrevista con el filósofo italiano Gianni Vattimo "Europa está dormida y resignada" Gustavo Santiago Mentiras y medios Las 25 noticias más censuradas en 2007-2008 ¿Por qué destruyeron al gobernador de Nueva York Eliot Spitzer? F. William Engdahl Opinión La sangre de Cristo y la orina de Tyson Reliquias Santiago Alba Rico Conocimiento Libre -Habla Mark Shuttleworth, El señor Ubuntu, ese linux que enamoró al público Ariel Torres Fuente Cultura -7 de noviembre. el pueblo de Madrid y Guerda Taro Ramón Pedregal Casanova. -Manic Street Preachers publican un disco con canciones del desaparecido Richey Edwards Ecología social -Diez ideas para la cumbre Gustavo Duch -¡Más CO2 por favor!, o las verdades a medias del "leñador" Simón Cortés África -De Frantz Fanón para Africa, Con Amor Mumía Abú-Jamal Argentina -La Justicia Federal condena con prisión perpetua a represor Bolivia -Bolivia: rumbos antagónicos de Evo y Obama Andrés Soliz Rada Chile -Amplia solidaridad con los estudiantes juzgados por la Ley Antiterrorista Lucía Sepúlveda Ruiz -Secretaria General de Amnistía se reunirá con Presidenta Bachelet Elías Pailla -Para la Concertación termina el futuro Andrés Figueroa Cornejo Colombia -ONG de Antioquia recuerdan las ejecuciones extrajudiciales que se produjeron entre 2003 y 2006 Denuncian la relación del nuevo comandante del ejército con graves violaciones de los derechos humanos Cuba -La impotencia simbólica y la agenda del Imperio El mismo caldo, con las tres tazas de rigor Jorge Ángel Hernández EE.UU. -Sales y soles El Estado de buena esperanza Gorka Andraka -Obama, ¿qué cambio? Esteban Carella España -Prestige ¿acontecimiento o catástrofe? Beatriz Rivela y Luz Baz -El ERE sobre 1.680 empleados se presentará el próximo día 13 de noviembre El conflicto de Nissan se radicaliza por la negativa de la empresa a frenar los despidos -El PP se apunta a la Doctrina del Shock María del Pilar Barceló -CEAR hace un llamamiento para el respeto a la confidencialidad en las solicitudes de asilo Las declaraciones de Esperanza Aguirre cuestionan derechos constitucionales y refuerzan actitudes xenófobas Iraq -Cavar, para encontrar Eduardo Montes de Oca Unión Europea -En protesta por la política de inmigración belga Trescientos inmigrantes ocupan edificio en Bruselas en protesta por política inmigración -Italia, paralizada por los estudiantes Si el Gobierno frena, la Onda acelera Tragicómix Ediciones anterioresViernes, 07 de Noviembre de 2008Jueves, 06 de Noviembre de 2008Miércoles, 05 de Noviembre de 2008Martes, 04 de Noviembre de 2008Lunes, 03 de Noviembre de 2008Domingo, 02 de Noviembre de 2008 Buscar otras fechas Versión de Rebelión anterior al 1 de junio del 2004 -> búsqueda avanzada Rebelión recomienda Mentiras y medios Perlas informativas del mes de octubre 2008 Pascual Serrano 06-11-2008 Economía Impacto global Ignacio Ramonet 05-11-2008 Economía ¿Qué ocurrió en Islandia? Jack Smart 04-11-2008 N. Chomsky Entrevista a Noam Chomsky "La crisis financiera marca el fin de un modelo cultural cuya doctrina es el fundamentalismo del libre mercado" 04-11-2008 Economía El rescate, saqueo final de Bush Naomi Klein 03-11-2008 Libros Libres (pdf, 1MB) Trece conversaciones político-filosóficas Salvador López Arnal 03-11-2008 (pdf, 2,02MB) Conversaciones filosóficas con mi pareja. El ocaso de los liderazgos Marno Ridao 24-10-2008 (pdf, 530KB) Palestina. Textos antisionistas Agustín Velloso 22-10-2008 (pdf, 4,8MB) Estampas Vicente Romano 20-10-2008 Reedición digital de un panfleto imprescindible "Dejar de pensar" Carlos Fernández Liria y Santiago Alba Rico 14-10-2008 La izquierda a debate Cátedra Che Guevara -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081108/b7b9d5e2/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 920 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081108/b7b9d5e2/attachment-0001.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 25655 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081108/b7b9d5e2/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 35308 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081108/b7b9d5e2/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Nov 9 13:09:11 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 9 Nov 2008 13:09:11 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Cantoras_=28es=29_em_v=EDdeo_=2E?= =?windows-1252?q?__/__HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <045001c9427d$37687e70$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................................................................repassem (Cantoras (es) de vários paises em vídeos) Ao clicar no nome aparecerá o vídeo. Assista-o clicando no centro do vídeo. Após assistir, aparecerão muitas outras músicas do artista . Faça a sua escolha clicando na preferida. Você poderá também copiar - fazer download - levando a seta do mouse até a parte superior do vídeo.) BOM DOMINGO! ----- Original Message ----- From: Acacia Delamare eA Abba AcDc A rosmith Aha Air supply Alain Barri re Alain Souchon Alanis Morissette Alice Cooper Alliage All Jareaut Allman Brothers Al Martino America Amy Grant Andy Williams Anne Murrey Anne Ren Annie Cordy Annie lenox Arretha Franklin Ave Maria B Bachman Turne Overdriver Barbara Streisand Beau Dommage Bee Gees Belle Bette Midler Billy Joel Bing Crosby Bill Haley Bill Idol Black Sabbath Blue Brothers Bobby Darin Bobby Vee Bobby Vinton Bob Dylan Bob Marley Bob Seger Boney M Bon Jovi Boston Bread Brenda Lee Brian Adams Britney Spear Brooks And Dunn Bruce Springteen Bruno Pelletier Buddy Holly C Carly Simon Carole King Carpenters Cat Stevens C. C. R. Celine Dion Cesar et les romains Chantale Pary Charles Aznavour Charles Trenet Chicago Christina Aguilira Christophe Chuck Berry Claire Lepage Claude Barzotti Claude Dubois Claude Francois Clif Richard Compagnie Creole Connie Francis Cranberries Cream D Dalida Daniel Belanger Daniel Lavoie Dany Aube David Bowie Dean Martin Def Leppard Depeche Mod Diane Dufresne Diane Tell Dick Rivers Dinah Shore Dion And The Belmonts Dionne Warwick Dire Straits Dixie Chicks Dolly Parton Dominique Michel Donald Lautrec Doobie Brothers Doris Day Double Talent Dr Hook Duran Duran E Eddy Mitchell Edith Piaf Electric Light Elton John Elvis Story Elvis Presley Engelbert Humperdinck Enrique Eglisias Enya Erasure Eric Clapton Eric Lapointe Eurythmic Everly Brothers F Faith Hill Fats Domino Felix Leclerc Fernand Gignac Fleetwood Mac Florent Pagny France Damour France Gall Francis Cabrel Francoise Hardy Frank Alamo Frank Sinatra Faryl Smith G Garou Genesis Georges Brassens Georges Strait G rard LeNorman Gerry Boulet Gilbert Becaud Gilles Brown Ginette Reno Glen Miller Guns Nroses H Herman Hermits Herve Villard Hugues Aufray I Iron Maiden Isabelle Boulay Irvin Blais J Jacques Brel Jacques Dutronc Jacques Salvail James Taylor Jannis Joplin Jean Ferrat Jean Nichol Jean Pierre Ferland J.F. Michael Jim Reeves Jimi Hendrix Jimmy Buffet Joe Dassin Joel Denis John Denver John Lenon Johnny Cash Johnny Farago Johnny Hallyday Johnny Mathis John Rowles Julie Masse Julien Clerc K Kenny Rogers Kevin Parent Kiss Kool And The Gang L Laurence Jalbert Led Zeppelin Lee Ann Rimes Lenny Kravits Les Aristos Les Bel Cantos Les Classels Les Colocs Les Compagnons Les Houlops Lesley Gore Les Lutins Les Respectables Les Sinners Les Sultans Linda Lemay Linda Ronstadt Lionel Richie Little Richard Luc DeLaRocheliere Luce Dufault Luis Mariano M Mamas Papas MarcHamilton Marie Carmen Marie Denise Pelletier Marie Elaine Thibert Mario Pelchat Marjo Meat Loaf Metallica Michel Delpeche Michele Richard Michele Torr Michel Fugain Michel Louvain Michel Pagliaro Michel Polnareff Michel Sardou Michel Stax Mike Brant Mireille Mathieu Mitsou N Nana Mouskouri Natalie Baillargeon Nat King Cole Nei Diamond Neil Young Nicole Martin Nino Ferrer Nirvana Normand Roussy O Oasis Olivia Newton Jones P Patricia Kaas Patrick Bruel Paul And Paula Paul Anka Paul Piche Peggy Lee Peter Paul Mary PetShop Boys Petula Clark Phil Collins Pierre Lalonde Pink Floyd R Ray Charles Renee Martel Richard Anthony Richard Seguin Righthouse Brothers Robbie Williams Robert Charlebois Rock Voisine Rod Stewart Roger Wittaker Rolling Stones Rosita Salvador Roxette S Sacha Distel Salvatore Adamo Samanta Fox Santana Serge Lama Shania Twain Sheila Simon Garfunkle Sonny And Cher Spice Girls Stephane Steppenwolf Sting Stivie Wonder Supertramp Sylvain Cossette Sylvie Vartan T Tex Lecor The Animals The BeachBoys The Beau Brumels The Byrds The Corrs The Drifters The Eagles The Four Seasons The Hollies The Kings The Platters The Queen The Supremes The Who Tino Rossi Tom Jones Tony Bennet Tony Roman U V Vanessa Paradis Van Morrisson Venga Boys Video special W Willie Lamothe Wilson Picket Withney Houston Y Yes Yves Montand Z Zachary Richard Zz Top . __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081109/78cdcf1c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081109/78cdcf1c/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: audio/mid Size: 27712 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081109/78cdcf1c/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Nov 10 20:05:48 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 10 Nov 2008 20:05:48 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?CRIMES_DA_DITADURA_-_Semin=E1rio?= =?windows-1252?q?_debater=E1_repara=E7=E3o_=E0s_v=EDtimas_da_ditad?= =?windows-1252?q?ura?= Message-ID: <012001c94380$94f88680$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Direitos Humanos| 10/11/2008 | CRIMES DA DITADURA Seminário debaterá reparação às vítimas da ditadura As vítimas da ditadura têm direito à reparação? Aqueles que cometeram crime de tortura devem ser punidos? Os documentos do período devem ser tornados públicos? Essas e outras questões serão debatidas no Rio de Janeiro em um seminário organizado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o Clacso e a Uerj. Maurício Thuswohl RIO DE JANEIRO ? A discussão sobre o direito à reparação financeira para as vítimas da ditadura militar e a pertinência da punição para seus torturadores ganha corpo em todo o Brasil. Reflexo desse momento, será realizado entre os dias 17 e 19 de novembro o Seminário Latino-Americano de Justiça de Transição, que reunirá no Rio de Janeiro diversos especialistas e militantes em direitos humanos, além de representantes do poder público e de organizações não-governamentais. O seminário acontecerá na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e na sede do Arquivo Nacional, e está sendo organizado em parceria pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e pelo Laboratório de Políticas Públicas (LPP) da Uerj. O objetivo do evento, segundo os organizadores, é ?potencializar o diálogo com organizações e militantes de direitos humanos, anistiados e anistiandos políticos, acadêmicos e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento e demais interessados, favorecendo a construção de estratégias comuns de respeito e garantia dos direitos humanos e da democracia?. Presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão Pires Júnior saúda a realização do seminário: ?Ele terá a importância de elevar qualitativamente o debate sobre a nossa transição democrática. Nós tivemos no Brasil uma política de transição, mas não uma justiça de transição. Justiça de transição, enquanto uma diretiva do Conselho de Segurança da ONU, pressupõe a observância da promoção de quatro elementos pós-redemocratização: da verdade, da memória, da justiça e da reparação?, afirma. Esse processo, segundo Paulo Abrão, está inconcluso no país: ?O Brasil somente tem levado adiante a reparação às vítimas. Não possui política pública de memória social, não abriu os arquivos para trazer à tona a história, não responsabilizou judicialmente os algozes da democracia e dos direitos humanos. Por isso, tivemos em nosso país apenas uma política de transição e não uma justiça de transição. E, assim mesmo, uma política de transição capenga, pois, lembremos, o Congresso não aprovou a anistia ampla, geral e irrestrita proposta pela sociedade civil e o MDB no dia 29 de agosto de 1979, e sim uma anistia restrita?. Paulo Abrão afirma que ?o conceito de justiça de transição é pouco disseminado nas práticas jurídicas e acadêmicas brasileiras, mas está assentado em outros países?. Esse deve ser o foco do seminário que, além das conferências, mesas de debate e vídeos, promoverá em seu último dia a inédita reunião de todas as comissões de verdade e reparação da América Latina: ?Dali poderão ser verificados pontos históricos convergentes nas formas de repressão e de resistência nestes países, além da maneira como cada país lidou com a transição. É importante saber também se as informações que estão disponíveis em cada país podem ser complementares na elucidação de fatos?, diz o presidente da Comissão de Anistia. Para Emir Sader, secretário-executivo do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (Clacso), os regimes de terror que se impuseram no nosso sub-continente foram a cara mais abertamente repressiva da nossa história. "Sua memória deixa suas marcas nas democracias que as substituiram. Sem a verdade, nunca poderemos virar a página desse momento terrivel da nossa história. Este seminario pretende contribuir para que o conhecimento nos possa fazer um pouco menos prisioneiros de um passado que teima em não passar". Eixos temáticos O Seminário Latino-Americano de Justiça de Transição terá seis eixos temáticos: 1) Iniciativas Latino-Americanas para o ?Nunca Mais?; 2) Gestão Administrativa, Política e Histórica dos Arquivos da Ditadura Militar; 3) Estado Democrático de Direito, Organizações Internacionais e Sistemas de Reparação; 4) Silêncio, Tempo e Memória ? experiências de participação política e resistência na América Latina; 5) Identidade, Alteridade e Reconhecimento ? o processo de legitimação jurídico-social da anistia política na América Latina; 6) Poder Judiciário e Sistemas de Reparação na América Latina. Participarão do seminário os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, além do ex-ministro Nilmário Miranda, que antecedeu Vannuchi. Também estarão no evento, que terá seis mesas de debate, o representante do Tribunal Penal Internacional de Haia, Xavier Aguirre, o presidente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos do Brasil, Marco Antonio Rodrigues Barbosa, e o ex-presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Hélio Bicudo, entre outros. Os primeiros dois dias do seminário acontecerão no Teatro Noel Rosa (Uerj) e o último, quando se realizarão as reuniões das comissões de verdade e reparação dos países da América Latina, acontecerá na sede do Arquivo Nacional. O evento será aberto ao público, mediante inscrição gratuita que pode ser feita através do site www.lpp-uerj.net/anisitia na internet. Para Paulo Abrão Pires Júnior, ?o debate sobre o alcance da lei de anistia hoje no Brasil é uma questão de princípio?. O presidente da Comissão de Anistia justifica a pertinência do seminário com uma série de indagações: ?A tortura pode ser considerada crime político? Podemos anistiar crimes de tortura? Que conseqüências isso traz para nossa democracia? Como ficam os tratados e convenções internacionais na área de direitos humanos aos quais o país é signatário? Como fica o Brasil diante da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, a qual estamos vinculados e que declara que tortura é crime contra a humanidade, imprescritível e não passível de anistia??. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081110/ff08d99c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081110/ff08d99c/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Nov 10 20:06:39 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 10 Nov 2008 20:06:39 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Arquivo_do_Estado_ir=E1_dispon?= =?windows-1252?q?ibilizar_documentos_da_ditadura_na_internet?= Message-ID: <012d01c94380$b3008380$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Augusto Buonicore Arquivo do Estado irá disponibilizar documentos da ditadura na internet O Arquivo Público do Estado de São Paulo dará início nesta sexta-feira (07 de novembro) a sua participação no projeto ?Memórias Reveladas ? Centro de Referência das Lutas Políticas, 1964-1985?, uma iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, com a coordenação do Arquivo Nacional. O projeto irá catalogar acervos e colocar à disposição do público, pela internet, os registros documentais sobre as lutas políticas no Brasil durante a ditadura militar. O Centro de Referência das Lutas Políticas será criado já com mais de 13.000 páginas de documentos recolhidos pelo Arquivo Nacional. Em 2005, a Casa Civil determinou que as instituições federais transferissem toda a documentação sobre a ditadura militar para o Arquivo Nacional. A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), por exemplo, teve recolhidos todos os arquivos do Conselho de Segurança Nacional (CSN), da Comissão Geral de Investigações (CGI) e do Serviço Nacional de Informações (SNI). Com este grande volume de documentos, o Arquivo Nacional aumentou em mais de dez vezes o seu acervo sobre a ditadura militar. Já em 2008 foi firmado um acordo de cooperação técnica entre 25 instituições e o Arquivo Nacional para a ?implantação de uma política pública de integração em rede de acervos e instituições?. De acordo com o projeto, será criado o banco de dados Memórias Reveladas, alimentado online pelas instituições parceiras com informações dos acervos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEOPS), referentes ao período de 1964-1985. Também fará parte deste banco de dados a documentação do Arquivo Nacional sobre a ditadura militar. O banco de dados estará disponível na internet para a livre consulta e permitirá recuperar e identificar informações sobre a repressão no Brasil. Apenas os documentos sigilosos não serão disponibilizados na internet. A classificação de documentos como ?ultra-secretos? era comum no passado, com sigilo de 10, 15 ou até trinta anos, renováveis pelo mesmo período. Os documentos cujo prazo de sigilo já tenha expirado e aqueles que não possuem qualquer classificação poderão ser livremente consultados. Também está prevista no projeto uma linha de financiamento para organização e tratamento de acervos de diversos fundos documentais sob a guarda de arquivos públicos estaduais e centros de documentação em universidades. Esta é a primeira iniciativa que articula o Governo Federal e os estados da federação para a preservação e difusão de registros documentais. Esta interação irá possibilitar o cruzamento dos dados que estão sob a guarda de cada estado tanto para a pesquisa de pessoas que participaram da luta contra a ditadura quanto para reflexões acadêmicas sobre este momento da história do Brasil. O DEOPS-SP O estado de São Paulo mantém os registros do DEOPS abertos para consulta pública desde o início da década de 90, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pelo pesquisador. Desde então, os arquivos do DEOPS são os mais procurados no Arquivo Público do Estado, principalmente por pesquisadores e por pessoas investigadas durante a ditadura militar. Trata-se do maior acervo do gênero no país, com 150 mil prontuários, 1,1 milhão de fichas e 9 mil pastas com dossiês, 1.500 pastas de Ordem Política e 2.500 pastas de Ordem Social. A participação paulista na primeira fase do projeto terá duração de oito meses. Dentre as atividades previstas está a microfilmagem de 2 mil pastas com dossiês. Para isso, será adquirida uma microfilmadora com a qual o Arquivo Público também irá atender aos pedidos de microfilmagem dos centros de pesquisa de São Paulo. O projeto prevê ainda a digitação de 420 mil fichas temáticas do Arquivo Geral do DEOPS. Nesta fase, apenas estas fichas poderão ser consultadas pelo público. Esta parte do projeto Memórias Reveladas, que tem participação do Arquivo Público do Estado de São Paulo, conta com patrocínio da Petrobrás (Petróleo Brasileiro S. A). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081110/f2ac4eba/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Nov 10 20:07:23 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 10 Nov 2008 20:07:23 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Nota_de_Solidariedade__e_Nota_?= =?windows-1252?q?de_Rep=FAdio_-_Urgente?= Message-ID: <013301c94380$cd6e1bb0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Prezadas e prezados amigos e companheiros Favor divulgar e obter de entidades e personalidades apoio às notas . Favor enviar email para solicitando para incluir o nome nas notas que serão entregues e divulgadas na imprensa. Abraços Carlos Nota de solidariedade As entidades abaixo assinadas manifestam integral e irrestrita solidariedade ao Ministro Paulo Vannuchi, que hoje sofre o constrangimento de ver a Advocacia Geral da União assumir a defesa de torturadores assassinos de presos políticos em frontal oposição à responsabilização e punição de torturadores e seus mandantes. O Ministro Paulo de Tarso Vannuchi é um militante dos Direitos Humanos histórico e nunca vacilou na defesa da Democracia e da Justiça. Sua posição em defesa da responsabilização e punição de torturadores e seus mandantes é baseada na Lei e na visão universal de Justiça. Fazer a defesa de torturadores é defender a tortura, garantir a impunidade, favorecer sua reprodução aos agentes atuais e incentivar sua prática nos dias de hoje. Repudiamos a ação da AGU em defesa dos torturadores e exigimos uma urgente retratação pública de seu responsável. Assinam - Fórum Permanente de ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo - Grupo Tortura Nunca Mais - São Paulo - Associação dos Anistiados e Aposentados do Estado de São Paulo - Grupo Tortura Nunca Mais - Paraná - Comissão de Familiares de Presos Políticos Mortos e Desaparecidos - Fórum de Anistia e Reparação do Estado do Rio de Janeiro - Instituto Sedes Sapientiae - ADNAM - Associação Democrática e Nacionalista dos Militares - Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos - Memorial dos Direitos Humanos ? Santa Catarina - Observatório das Violências Policiais ? São Paulo Nota de repúdio As entidades abaixo-assinadas manifestam seu mais veemente repúdio à posição adotada pelo Advogado Geral da União, José Antônio Dias Tóffoli, em defesa dos agentes torturadores. Tal posição vai em sentido contrário dos anseios da Sociedade Brasileira, que exige apuração, responsabilização e punição de autores e mandantes de torturas contra presos políticos durante a ditadura militar. As alegações da AGU servem de argumentos para a defesa dos torturadores e coloca a sociedade brasileira na condição de refém de criminosos impunes e acima da Lei. Essa impunidade é um convite a novas agressões aos direitos humanos por outros agentes do Estado atual. Exigimos que a Advocacia Geral da União faça uma retratação pública de sua posição equivocada e se coloque ao lado da Justiça e da Verdade, contra a tortura e os torturadores. Assinam: - Fórum Permanente de ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo - Grupo Tortura Nunca Mais - São Paulo - Associação dos Anistiados e Aposentados do Estado de São Paulo - Grupo Tortura Nunca Mais - Paraná - Comissão de Familiares de Presos Políticos Mortos e Desaparecidos - Fórum de Anistia e Reparação do Estado do Rio de Janeiro - Instituto Sedes Sapientiae - ADNAM - Associação Democrática e Nacionalista dos Militares - Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos - Memorial dos Direitos Humanos ? Santa Catarina - Observatório das Violências Policiais ? São Paulo -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081110/20584b5b/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Nov 11 19:49:08 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 11 Nov 2008 19:49:08 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_St=E9dile_fala_s=E9rio?= Message-ID: <076201c94447$6b0f2050$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Beatrice Stédile fala sério Contundente entrevista de João Pedro Stédile, do MST no Globo amazônia. Trata de questões essenciais. Não é preciso concordar com tudo para perceber Stédile faz sérias e profundas denúncias e oferece alternativas, que merecem debate. Contundente entrevista de João Pedro Stédile, do MST, no Globo amazônia. Trata de questões essenciais. Não é preciso concordar com tudo para perceber que Stédile faz sérias e profundas denúncias e oferece alternativas, que merecem debate. Leia aqui. Walter Rodrigues http://www.walter-rodrigues.jor.br/default.asp _______________________________________________________________________ BLOGUE DO COLUNÃO - Walter Rodrigues - 8/11/2008 Entrevista de João Pedro Stédile, coordenador nacional do MST (Movimento dos Sem-Terra), ao portal "Globo Amazônia", http://www.globoamazonia.com Durante esta semana, integrantes do MST estão acampados na sede do Incra de Belém exigindo uma mudança da política de reforma agrária na Amazônia. Qual é a proposta do MST para essa mudança? Não existe uma política de desenvolvimento agrário ou fundiário para a Amazônia. Os governos, seja estadual ou federal, estão aplicando a fórmula tão simples quanto medíocre de apenas distribuir terras públicas em projetos de colonização. Não há uma política efetiva nem planejamento. Os governos federal e estaduais optaram pela distribuição de terras publicas porque não precisam enfrentar o latifúndio e o agronegócio. Dessa forma, não têm desgaste econômico de fazer a Reforma Agrária nem político com o enfrentamento da bancada ruralista. Por outro lado, se transformam em estatísticas boas para propaganda. Ou seja, são iniciativas oportunistas do governo. Um exemplo: apenas a superintendência do Incra em Santarém teria "assentado" para efeito de propaganda mais de 50 mil famílias. Esse número é superior aos seis anos de assentamentos do Governo Lula somando todos os estados da região sul e sudeste É fácil prever que na região de Santarém não tem 50 mil famílias. E mesmo que tenham loteado as áreas, se trata de distribuição de terras públicas, onde deus e o diabo se inscrevem no Incra e acabam recebendo título. Não existe um projeto nem uma política de desenvolvimento para a região da Amazônia. As áreas onde há posseiros não têm estrada, luz, escola ou hospital. Uma parte das famílias mais pobres, sem apoio público e formas de gerar renda, se obriga a desmatar os 20% da área para retirar lenha ou produzir carvão para garantir a sua sobrevivência. Com isso, acabam a mercê dos madeireiros, que se aproveitam dos lotes serem legais e exploram a madeira existente em toda a área sem nenhum controle. Os colonos desses projetos, às vezes, vendem as toras de árvores por preços ridículos; outras vezes, em troca de tábuas para construírem suas casas ou simplesmente para que o madeireiro abra uma estrada para conseguir ir até sua roça. Os colonos pobres são utilizados como massa de manobra para amansar a terra e, atrás deles, vem os madeireiros, os pecuaristas ou latifundiários da soja, que pressionam para comprar suas terras. Com isso, concentra de novo a propriedade da terra, dentro de um círculo vicioso. Está tudo errado. O MST afirma que defende um modelo de assentamento que respeite o meioambiente e ao mesmo tempo não destrua a floresta. Como funciona esse modelo? Em primeiro lugar, o governo precisa acabar com projetos de colonização. Somos contra a distribuição de terras públicas pelo Incra e os institutos estaduais para quem quer que seja. Defendemos com os movimentos sociais da Amazônia a política do Desmatamento Zero, junto com o Greenpeace e entidades da sociedade civil. A área atual que já foi desmatada é suficiente para a produção de alimentos e para o desenvolvimento da região. Portanto, devemos fazer um grande acordo nacional para garantir nenhum desmatamento raso de qualquer área da Amazônia daqui pra frente. Em segundo lugar, o acesso à terra às famílias de trabalhadores rurais pobres que habitam a região deve ser garantido com a desapropriação das grandes fazendas de pecuária que já foram desmatadas. Veja por exemplo o caso do Banco Opportunity: um banco concentra 600 mil hectares de terras no sul do Pará. Daria para assentar 10 mil famílias nessa área! Ou seja, precisamos usar as áreas já degradas e desmatadas para fazer projetos de assentamento, o que é diferente de projeto de colonização sobre áreas públicas. Os projetos de assentamento precisam de um planejamento para produzir alimentos, de acordo com a vocação agrícola da região, mas também para a produção de leite e frutas e para a criação de pequenos animais. Precisamos combinar a criação do assentamento com a instalação de pequenas e médias agroindústrias cooperativadas para gerar mais renda aos assentados. Com isso, será possível dar valor agregado, industrializar e conservar os alimentos, que poderão ser transportados para regiões urbanas como Santarém, Belém, Manaus, Porto Velho, Marabá, onde se concentra o mercado consumidor da região. Além disso, em cada projeto é preciso construir uma agrovila, melhorando as condições de vida dos assentados, com luz elétrica, escolas, hospitais, lazer e estrada com segurança. Assim, termina a burrice do Estado brasileiro de colocar famílias de colonos no meio do mato, como se fossem bichos, inviabilizando seu desenvolvimento social e econômico e, depois de derrubada parte da mata, sem condições de gerar renda e garantir a sobrevivência, elas mudam para a cidade e deixam a terra amansada para grande fazendeiro. Precisamos acabar com esse circulo vicioso na região com uma política efetiva do Estado. O MST dá algum tipo de orientação aos assentados no sentido de evitar que desmatem? Claro. Lutamos por um outro modelo de uso da terra e produção e (como expliquei acima) somos contra qualquer desmatamento. No entanto, infelizmente, em muitas regiões, trabalhadores rurais recebem essas terras em condições totalmente adversas, em locais afastados do mercado consumidor e sem apoio público, e compreendemos que, para não morrerem de fome, acabam desmatando. Por que o MST é contra a criação de um novo órgão para a regularização fundiária na Amazônia, como propõe o ministro Mangabeira Unger? O desafio para a Amazônia foi apresentado pelo próprio ministro: trata-se de ter uma política de desenvolvimento e um re-ordenamento fundiário claro, que permita a todos terem os títulos da propriedade. Mas para isso, não se precisa gastar tempo e dinheiro com um novo órgão, mas ter uma decisão política, coordenar e articular as ações do Incra com os institutos de terra estaduais e com o Ibama. Desconfiamos que a criação de um novo órgão, como foi o GETAT, pode ser apenas uma política centralizadora para facilitar a liberação de latifúndios para grandes grupos econômicos de forma mais rápida, como quer grandes empresas e especuladores. O problema não é de órgão público, mas a ausência projeto para a região a partir de uma reflexão do futuro do nosso país. Infelizmente, até agora, mesmo no governo Lula, predomina para a região amazônica apenas o modelo de dominação do grande capital nacional aliado com as transnacionais, que enxergam na Amazônia apenas uma grande reserva de acumulação de capital. Para isso, empresas nacionais e estrangeiras como a Companhia Vale e grandes bancos estão investindo bilhões em hidrelétricas, siderúrgicas e em empreendimentos de exploração de minerais e extração de madeira. Tudo isso vai enriquecer o capital internacional, enquanto o povo da região seguirá passando necessidades. Basta ver que povoados a 60 km da hidrelétrica de Tucuruí, a 2ª maior do mundo, ainda não têm luz elétrica. Isso acontece porque o objetivo dessa obra é viabilizar a produção de alumínio para exportação, não melhorar de vida do povo local. Há uma reclamação muito forte do setor agropecuário sobre a exigência de manter 80% da mata preservada nas propriedades rurais da Amazônia. Vocês concordam com essa porcentagem? Isso é o mínimo necessário. Os grandes grupos capitalistas brasileiros e internacionais gostariam de desmatar tudo e, infelizmente, tanto fazendeiros como empresas que atuam na Amazônia, se comportam como gigolôs da natureza. Querem a exploração máxima, não importa as gerações futuras nem e a Constituição brasileira, que determina que os recursos naturais pertencem ao povo. Por isso, para impedir esse avanço sobre a floresta, defendemos o Desmatamento Zero. Assentados do norte de Mato Grosso se queixam de terem lotes muito pequenos. Numa região como aquela, qual seria o tamanho adequado dos lotes para que se pudesse garantir a subsistência de uma família e manter a reserva legal? Que tipo de atividade os assentados deveriam desenvolver lá? O problema não é o tamanho do lote. Se conceder 50 hectares, vão querer 100, se der 100 vão querer 200; e os latifundiários acham 5 mil ou 10 mil ainda pouco. O problema - como expliquei acima - é que precisamos de uma política de desenvolvimento, na qual os trabalhadores rurais pobres e assentados possam melhorar de vida e aumentar a renda com seu trabalho. Isso não depende exclusivamente do tamanho do lote. Quem quer mais e mais terra é porque sonha em retirar madeira e ver se tem garimpo... Uma família pode viver muito bem com 15 hectares se tiver apoio público para desenvolver atividades que geram renda, como a combinação do assentamento com uma agroindústria. No ranking das maiores autuações ambientais realizadas pelo Ibama desde 2006, publicada recentemente pelo Ministério do meio Ambiente, o Incra aparece no topo da lista. Se defendendo, o órgão disse que não é 'razoável' comparar assentados a grandes desmatadores. Qual a posição do MST em relação à lista divulgada pelo Ministério do meio Ambiente? A "condenação" do Incra foi uma manipulação vergonhosa de técnicos mal intencionados do Ibama, que entregaram a lista para o Ministro sem nenhum critério. Depois, a imprensa manipulou mais ainda, apenas tentando colocar a culpa nos assentados. Vários grandes jornais, que não entendem nada de Amazônia, como o jornal O Globo do Rio Janeiro, colocaram em manchetes o MST como campeão de desmatamento, apesar de nenhum daqueles projetos serem do nosso movimento e termos esclarecido previamente isso à imprensa. Nenhuma das áreas da lista advém de projeto de reforma agrária, mas de projetos de colonização. Ou seja, dentro de uma política que beneficia latifundiário, madeireiras e grandes empresas, não uma política de reforma agrária. A cobertura da imprensa sobre esse caso demonstra a manipulação dos grandes monopólios da informação, que usam seu poder para lutar contra a Reforma Agrária. Ninguém fez manchete sobre os 600 mil hectares do Banco Opportunity, do sr Daniel Dantas, fazendo desmatamento. Ninguém faz manchete dos desmatamentos da Vale e suas agressões do meio ambiente para retirar mineiros, enviar para a China e depois depositar o lucro na conta de acionistas no exterior. O povo brasileiro e, principalmente, os povos da Amazônia só ficam com a destruição e com o desmatamento. Isso ninguém fala. Infelizmente, o ministro do Meio Ambiente também se prestou a essa manipulação. O senhor concorda com a idéia de que a reforma agrária no arco do desmatamento é uma válvula de escape para a questão fundiária em áreas do Sul/Sudeste do país? A reforma agrária na região é, de fato, viável? O governo Lula repete a política do governo FHC e usa os projetos de colonização, a distribuição de terras públicas na Amazônia para criar estatísticas e "provar" que está fazendo Reforma Agrária. Reforma Agrária é desconcentração da propriedade da terra, com a divisão de grandes propriedades e distribuição aos pobres. Estamos assistindo à maior concentração da propriedade da terra da história, desde o último século. Ou seja, está em curso uma política real de contra-reforma agrária. Isso está acontecendo em todas as regiões agrícolas do país, em especial no centro-oeste e na Amazônia. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081111/cc1b4c87/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Nov 12 19:08:44 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 12 Nov 2008 19:08:44 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Convite ADUSP! Message-ID: <006f01c9450b$11d52d30$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro................................................repassem ----- Original Message ----- From: Adusp Regional Ribeirao Preto C O N V I T E 1968 em Ribeirão Preto e no Campus da USP Debate: dia 27 de novembro de 2008 às 19 horas Local: Anfiteatro da Bioquímica da FMRP-USP Debatedores: Áurea Moretti Pires Antonio Waldo Zuardi Joaquim Alves de Rezende Vanderlei Caixe Wagner Ferraresi De Giovani Na ocasião, será realizada uma homenagem in-memoriam ao Prof. Hélio Lourenço de Oliveira Exposição Fotográfica de 24 a 28 de novembro de 2008 Local: Saguão de Entrada do Prédio Central - FMRP/USP Participe debatendo com os colegas que vivenciaram esse período de nossa história! ___________________________________________________ Promoção e informações: ADUSP-RP - Associação dos Docentes da USP - Ribeirão Preto Fones: (16) 3602 3520 ou 36337878 - regional at rp.adusp.org.br -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081112/3d28eb5f/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Nov 12 19:11:47 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 12 Nov 2008 19:11:47 -0200 Subject: [Carta O BERRO] 1964 NAS SOMBRAS - MAS NEM TANTO Message-ID: <007b01c9450b$aba71360$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 1964 NAS SOMBRAS - MAS NEM TANTO Laerte Braga Quem escuta o deputado jair bolsonaro falando imagina estar diante de um herói disposto a morrer pela "pátria amada" em defesa dos valores da "democracia", da "moral" e dos "bons costumes". E supõe que seja um sujeito corajoso, desses que enfrentam sozinhos uma tribo inteira de índios para defender mulheres e crianças da "barbárie". Não é bem assim, ou não é assim. Essa farsa que índios prendem, torturam, estupram e matam é deliberada, tem raiz em outros tempos e outros países (civilizações como os Incas, os Maias e os Aztecas foram eliminadas pelos "cristãos"). Prender, torturar, estuprar e matar é prática de regimes autoritários como a ditadura militar no Brasil e em vários cantos do mundo. bolsonaro é o típico corajoso cercado de seguranças por todos os lados e que se manifesta ou em palavras destemperadas típicas dessa gente ou nas câmaras de torturas, comuns durante a ditadura militar, principalmente as comandadas pelo seu parceiro brilhante ustra, um dos "símbolos" da verdadeira barbárie. Estiveram juntos em 2007 quando da organização do "Partido Vergonha na Cara", em Brasília. ustra e bolsonaro. Têm orgasmos múltiplos com essas expressões. "Vergonha na cara", "pátria amada" e se comprazem em delírios nazi-fascistas nos choques elétricos, nos paus de arara, nos estupros e nos assassinatos com requintes de perversidade absoluta tipo adulto arrancando asa de passarinho para ver como é que fica. É o tipo mais torpe que se conhece. Doentio, pastinha ao absoluto. A luta pela abertura dos arquivos da ditadura não tem caráter revanchista e nem pretende expor as forças armadas como instituição a um processo que as desmoralize. Esse tipo de argumento é usado exatamente por gente como bolsonaro para impedir que toda a covardia (essa sim é real) dos governos militares venha a público acabando com essa balela de "revolução" que não foi nada além de um golpe de estado. E mostrar que o "nacionalismo" dessa gente é fachada e fabricado em Washington, nos corredores da CIA (Agência Central de Inteligência), obedecendo a conveniências e interesses do IV Reich. Quando do referendo sobre a proibição ou não de venda de armas a população civil bolsonaro foi um dos que atuaram insuflados e remunerados pela CIA para criar a sensação que desarmada a população estaria indefesa. Empresas fabricantes de armas e munições como a Taurus e a CBC assumiram publicamente que financiaram parlamentares durante o referendo. bolsonaro é um deles. Em discurso que fez no Clube Militar no Rio de Janeiro o deputado/capitão/torturador chegou a afirmar que o "grande erro da ditadura militar foi o de não ter matado a todos os terroristas" que prendeu. bolsonaro é só uma ponta, a visível, dos corredores sombrios e tenebrosos que permeiam esse mundo em que o ser humano, nesse espantoso complexo de modelo político/econômico e mídia, vai sendo transformado em ser objeto, o que se resigna e aceita tudo como normal, acreditando piamente na ordem constituída segundo a asquerosa estrutura de dominação e exploração pela violência e pela estupidez, vestidas de "democracia" e "patriotismo". Tanto se apresenta na forma "bolsonaro", como na versão untuosa e imunda padrão Zé Pastinha. A série de crimes cometidos pelos invasores de terras indígenas em Reserva Raposa do Sol não tem limites a começar pela própria invasão. Diferente de ocupação. Não são poucos os registros de violências e atos de boçalidade cometidos por pistoleiros contra indígenas e acima de tudo contra índias naquela região. A fúria desse tipo de gente contra a demarcação das terras indígenas tem só a fachada de defesa da integridade do território nacional e da nossa soberania. Na prática esconde interesses de grandes empresas. Começa a fabricar um "líder nacionalista", o general augusto heleno, comandante militar da Amazônia. Vendem a imagem de um militar íntegro e nacionalista que corre a falar para empresários da FIESP/DASLU (um país vizinho enclavado em São Paulo - que mantém sob controle e apenas fala a mesma língua que a nossa). Na soma dos interesses de quadrilhas que operam a VALE, a ARACRUZ, os grandes bancos, as chamadas grandes empresas, os especuladores e os latifundiários, os que compraram o patrimônio público brasileiro vendido no governo fernando henrique, essa gente infiltra-se em todo o Estado brasileiro e cria a mesma imagem dos "libertadores" de 1964. Escondem os verdadeiros interesses e o que de fato representam. Um dos pontos principais do AI-5, o golpe dentro do golpe, foi quebrar, por exemplo, a resistência do Supremo Tribunal Federal, inclusive cassando ministros independentes e do porte de Evandro Lins e Silva, Hermes Lima e Victor Nunes Leal. Foram sendo substituídos por figuras dóceis e controláveis. Até o ponto em que a Suprema Corte vira stf e vem a ser presidida por gilmar mendes, comprometido até a medula com o processo corrupto de hoje, registrando páginas lamentáveis protagonizadas por ele gilmar, ou por nelson jobim, estranhamente ministro do governo Lula. E por outros, evidente. Chegam ao congresso não só nas figuras repulsivas caso de bolsonaro, mas nos untuosos padrão fernando gabeira. Os que parecem ser, só parecem. Esse tipo de gente anda pelas sombras. Divide mesa com vítimas que muitas vezes sentem-se regozijadas com presenças "ajudadoras". Sorri enquanto esfaqueia ou espuma enquanto tortura (e são várias as formas de tortura). Mas existe e nas sombras produz fatos e constroi "verdades" que precisam ser desmistificadas. Abrir os baús da ditadura, expor as vísceras de um regime brutal e violento em sua gênese é imperativo para que se conheça a história em sua totalidade e realidade, não apenas na versão oficial, ou nas entrelinhas aqui e ali de um ou outro dado. O fato de bolsonaro ser de extrema direita, em si é uma coisa. Mas o fato de ser um torturador, porta-voz da tortura, torna-o incompatível com um congresso que pretenda o mínimo de respeito. bolsonaro já foi chamado de "cavalão" em seus tempos de quartel. De "barão do pau de arara" por suas aptidões e seu prazer no exercício do ofício de torturador. O dilema real e efetivo do governo Lula hoje é aceitar ser um período acidental de um ou outro avanço e mesmo assim sem conseqüências maiores, pois fácil de ser revertido no próximo período (serra está aí esperando a hora de entrar e passar a escritura do país para os donos reais). Ou assumir, ainda que restem só dois anos e seis outros tenham sido perdidos, o compromisso de resgatar a perspectiva da luta e da construção de um Brasil de fato livre e soberano. Do contrário, cedo ou tarde cairemos em mãos de "líderes" monitorados para além da farsa democrática, caso do general augusto heleno. Novembro traz a lembrança de um chefe militar notável, o marechal Henrique Dufles Baptista Teixeira Lott. A verdadeira dimensão do militar comprometido com a democracia sem adjetivos e a virtude do respeito aos contrários. O que se assiste no Brasil hoje, inclusive a reação dos golpistas no caso da Operação Satiagraha, em toda a sua dimensão, mostra que 1964 permanece vivo nas sombras, mas nem tanto. O momento atual do País me lembra uma explicação de Monteiro Lobato, comum, sobre a jibóia engolindo um boi. Num instante da "degustação" a cabeça do boi fica de fora. Lula está com a cabeça de fora e a jibóia que se apresenta sob várias formas, desde um mequetrefe bolsonaro a um mais graduado augusto heleno, ou a um gilmar mendes, um josé serra, começa a engolir a cabeça. É a fase final do golpe que ainda mantém a aparência democrática, deve mantê-la, pois tem tido ganhos esplêndidos em todos os sentidos, mas é um golpe. E engolir Tarso Genro, sem análise de mérito das muitas mancadas do ministro, é um dos objetivos da jibóia. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081112/07d59972/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Nov 13 19:46:47 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 13 Nov 2008 19:46:47 -0200 Subject: [Carta O BERRO] www.homenspelofimdaviolencia.com.br Message-ID: <057701c945d9$6bd6aa60$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. No último dia 31 de outubro, a secretaria especial de políticas para as mulheres (SPM) colocou no ar o site: www.homenspelofimdaviolencia.com.br Esse site faz parte da campanha, nacional e também mundial, chamada "homens unidos pelo fim da violência contra a mulher". a idéia é de que os rapazes acessem o site, deixem por lá as suas assinaturas e engrossem a lista de gente mobilizada em acabar com todas as formas de violência contras as mulheres. assim, estarão fazendo bonito e mostrando pro mundo que essa luta é uma luta de todas e todos, sem restrições. se você é homem, seja um cara legal, assine e divulgue. se você é mulher, divulgue para que um número maior de homens possa assinar. (Clique na caneta abaixo e assine) Enviado por VANDERLEY em 13/11/2008 11:37:52. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081113/d163af44/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 5760 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081113/d163af44/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Nov 13 19:47:14 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 13 Nov 2008 19:47:14 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Os_espelhos_da_hist=F3ria__-_Ed?= =?windows-1252?q?uardo_Galeano?= Message-ID: <057801c945d9$83e03ae0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 13/11/2008 | Os espelhos da história EDUARDO GALEANO O livro mais recente de Eduardo Galeano, "Espelhos - uma história quase universal", é lançado em português durante a Feira do Livro de Porto Alegre. No dia 19 de outubro, Galeano recebeu, em Montevidéu, o prêmio Bartolomé Hidalgo, quando participou de uma conversa pública sobre o tema do livro. Publicamos aqui o resumo desta conversa. Redação - Carta Maior Eduardo Galeano lança nesta quinta-feira (13), em Porto Alegre, a edição brasileira de seu mais recente livro, ?Espejos? (Espelhos), publicada pela Editora L&PM. O escritor uruguaio participa de uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre e depois participa de um debate no auditório Dante Barone, da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. No dia 19 de outubro deste ano, Galeano recebeu, em Montevidéu, o prêmio Bartolomé Hidalgo, na Feira Internacional do Livro. Na ocasião, Galeano fez uma longa conversa pública sobre o tema de ?Espejos?, obra na qual ele se propõe a falar do que não é falado, a contar o que não é contado. O jornal uruguaio La Republica publicou um resumo da fala de Galeano, que reproduzimos aqui. ********************************************************** "Eu queria compartilhar com vocês alguns dos relatos do último livro que cometi, que se chama ?Espelhos? e que está armado sobre seiscentos relatos ? não vou ler os 600, que ninguém entre em pânico, ninguém vá embora, não há perigo. Vou fazer uma seleção de uns poucos textos que considero reveladores do que o livro quis ser ou fazer: (muito modestamente), contar nada mais do que a história do mundo até onde se podia chegar. E isso através de pequenas histórias, não só por sua extensão, mas também porque sempre me ocorre de olhar o universo pelo olho da fechadura, ou seja, redescobrir as grandezas desde o mais pequeno. Viajando desde essas coisas mais pequenas em direção às coisas que, verdadeiramente, têm grandeza (que não são as coisas mais grandes), e recontando a realidade desde o ponto de vista dos que estiveram lá, mas não foram lembrados porque a história oficial os suprimiu. Há um primeiro relato que vou ler agora que, de alguma maneira, sintetiza toda a intenção do livro e que se chama ?O herói?. Diz assim: ?Como teria sido a guerra de Tróia contada desde o ponto de vista de um soldado anônimo; um grego a pé, ignorado pelos deuses e desejado só pelos abutres que sobrevoam as batalhas?. Um camponês metido a guerreiro, cantado por ninguém, esculpido por ninguém. Um homem qualquer obrigado a matar e sem o menor interesse de morrer pelos olhos de Helena. Teria pressentido esse soldado o que Eurípedes confirmou depois? Que Helena nunca esteve em Tróia; que apenas sua sombra esteve ali. Que ocorreram dez anos de matanças por uma túnica vazia. E se esse soldado sobreviveu, o que recordou? Quem sabe! Talvez o cheiro. O cheiro da dor e somente isso. Três mil anos depois da queda de Tróia, os correspondentes de guerra Robert Fisk e Fran Sevilla nos contas que as guerras doem. Eles já estiveram em várias delas, as sofreram por dentro e conhecem esse cheiro de podridão quente, doce, pegajosa, que se mete por todos os poros e se instala no corpo. É uma náusea que jamais nos abandonará. O livro se propõe falar do não falado, contar o não contado. Tenta responder algumas perguntas que zombem na minha cabeça, a maioria delas há anos ? e que provavelmente seguirão zumbindo -, mas que aqui encontraram uma primeira tentativa de resposta como esta pergunta que eu me fiz quando, faz já algum tempo, tive a sorte de ver as pinturas rupestres na caverna de Altamira. As pinturas rupestres mais famosas do mundo em Altamira. Eu as vi estendido em uma mesa de pedra e olhando para o teto ? porque estavam pintadas no texto da caverna ? e então me fiz uma pergunta, que é a pergunta que está aqui no texto, que vou ler agora: ?Estas figuras estão ali pintadas nas paredes e nos tetos das cavernas: bisões, alces, ursos, cavalos, águias, mulheres, homens...não têm idade. Nasceram há milhares e milhares de anos, mas nascem de novo cada vez que alguém as olha. Como puderam eles, nossos remotos avós, pintar de maneira tão delicada? Como puderam eles, esses brutos que lutavam com as mãos contra animais ferozes, criar figuras tão cheias de graça? Como puderam eles rabiscar essas linhas voadoras que escapam da rocha e ganham o ar? Como puderam eles...ou eram elas...ou eram elas? Repeti essas perguntas durante muitos anos. Fui lendo os livros que iam aparecendo sobre o tema e comprovei que a pergunta não era muito freqüente porque a ninguém ocorria a possibilidade de que as pinturas pré-históricas fundadoras da beleza no mundo fossem obra de mulheres. E isso não tem nada de raro, porque as mulheres têm sido transformadas em ninguém pela história oficial e maltratadas pela história real. Estamos acostumados a condenar com toda razão as atrocidades cometidas pelos fundamentalistas islâmicos contra as mulheres, mas não estamos tão acostumados a inteirar-nos, por exemplo, de que a Igreja Católica ? que me formou; eu tive uma infância muito católica ? proibiu durante sete séculos e meio, até bem pouco tempo (até mil novecentos e vinte e pouco), que as mulheres cantassem nos templos. E proibiu porque as vozes das filhas de Eva sujavam a pureza do ar. Tampouco estamos acostumados a inteirar-nos de que a revolução laica por excelência - a Revolução Francesa que chegou para fundar a igualdade de direitos no mundo - proclamou lá por 1793 a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas quando uma militante revolucionária, chamada Olímpia de Gouche, propôs uma Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, a Revolução Francesa cortou-lhe a cabeça na guilhotina. Em outra pergunta que marquei aqui, porque há muitas histórias de mulheres, mas para resolvê-la com uma mais... Quando eu era menino, havia...creio que ainda há uma rua chamada Concepción Arenal e eu queria saber quem era Concepción Arenal. Ninguém me explicava, ninguém sabia quem era ela. Assim, não tive outro remédio que investigar por minha própria conta e escrevi o seguinte sobre ela: ?Passou a vida lutando com alma e vida, contra o inferno das prisões e pela dignidade das mulheres presas nas cadeias, disfarçadas de lares?. Contra o costume de absolver generalizando, ela clamava ?ao pão, pão, ao vinho, vinho?. Quando a culpa é de todos, é de ninguém, dizia. E assim ganhou uns quantos inimigos e, ainda que seu prestígio já fosse indiscutível, seu país custava a acreditar ? e não só em seu país, em sua época também. Por volta de 1840, Concepción Arenal assistiu aos cursos da Faculdade de Direito, disfarçada de homem. Escondia o peito com um duplo corpete. Por volta de mil oitocentos e cinqüenta e poucos seguia disfarçando-se de homem para poder freqüentar as tertúlias madrilenhas onde se debatiam temas impróprios em horas impróprias; Já por volta de 1870, uma famosa organização inglesa, a Sociedade Howard para a reforma das prisões, nomeou-a representante na Espanha e o documento de sua nomeação foi expedido em nome de ?Sir? Concepción Arenal. Quarenta anos depois, outra galega, como Concepción, Emilia Pardo Bazán, foi a primeira mulher catedrática em uma universidade espanhola. Nenhum aluno se dignava a escutá-la. Dava aulas para ninguém... Algum amigo, desses perversos que todos temos (e que nunca faltam), me disse: ?Por que não para de se incomodar com as mulheres se o sistema já te ofereceu em uma bandeja a Margaret Thatcher, a Condoleezza Rice e agora a Sara Paling que parece ser a pior de todas?. A questão não é se as mulheres são melhores que os homens, mas sim que o caminho para a igualdade de direitos tem sido muito duro e ainda está pela metade. Os direitos não se presenteiam, se conquistam, e não me parece demais recordar que a igualdade de direitos que as mulheres ainda não conquistaram, mas que evidentemente já avançaram nesta direção, tem sido o resultado do trabalho de muitas mulheres que se engajaram nesta luta. Tampouco acredito que os negros sejam melhores que os brancos, mas acredito que o mundo está doente de racismo e por isso me parece muito positivo que Obama seja um candidato com boas possibilidades de conquistar a presidência dos Estados Unidos, não porque eu compartilhe tudo o que ele diz, especialmente o que diz quando anuncia que o Irã é o pior inimigo da humanidade, ou quando ameaça invadir o Paquistão, ou quando emprega a linguagem de McCain a tal ponto que causa aborrecimento escutar o mesmo de um lado e de outro. Mas é um fato positivo pela simples razão de que é a primeira vez que isso ocorre. E ocorre em um país muito racista, gravemente enfermo de racismo. Para começar com outra pergunta: Adão e Eva eram negros? A viagem humana pelo mundo começou na África. Foi a partir desta região que nossos avós empreenderam a conquista do planeta. Os diversos caminhos fundaram os diversos destinos e o Sol se ocupou de reparti-los em cores. Agora, as mulheres e os homens arco-íris da terra, temos mais cores que o arco-íris do céu, mas somos todos africanos emigrados...somos todos africanos emigrados. Até os brancos branquíssimos vieram da África. Talvez nos neguemos a recordar nossa origem comum porque o racismo produz amnésia ou que porque nos é impossível acreditar que naqueles tempos remotos o mundo inteiro era nosso reino, um imenso mapa sem fronteiras, e nossas pernas eram o único passaporte exigido. Quando digo que Obama é importante ? sobretudo em um país como os Estados Unidos ? estou me referindo a coisas que ocorreram há, digamos, quinze minutos, porque, em termos históricos, por exemplo em 1943, que é logo ali, o Pentágono proibiu as transfusões de "sangue negro". Os EUA tinham entrado na guerra e não queriam que se fizesse por injeção a mescla de raças proibida na cama. O presidente da Cruz Vermelha era o cientista que tinha tornado possível o desenvolvimento do plasma com suas investigações, tinha tornado possível a conservação do sangue. O homem que salvou milhões de vida disse que ele se negava a cumprir a ordem porque era um disparate, o sangre negro não existia. ?Todo o sangue é vermelho, pelo menos o que eu conheço?. Ele foi demitido. Chamava-se Charles Drew e era negro. Era negro. Passaram-se os anos, pouco tempo depois ele morreu. Agora, há pouco tempo, a Cruz Vermelha dos Estados Unidos resolveu adotar seu nome. Charles Drew não ficou sabendo. Eu não acredito muito nisso, perdão é assim, te peço perdão, sobretudo quando o crime está tão distante, mas quase em nenhum caso também. Palavras para a realidade e sua memória. O século XX que nasceu anunciando ?paz e justiça? morreu banhado em sangue e deixou um mundo muito mais injusto do que aquele que havia encontrado. O século XXI, que também nasceu anunciando ?paz e justiça?, está seguindo os passos do século anterior. Na minha infância, eu estava convencido de que tudo o que se perdia na Terra ia para a Lula, mas...os astronautas não encontraram na Lua sonhos perigosos, nem promessas traídas, nem esperanças frustradas...Se não estão na Lua, onde estão? Será que não se perderam na Terra? Será que se esconderam na Terra e estão esperando...esperando por nós, os humanos. Darwin nos informou que somos primos dos macacos, não dos anjos. Depois soubemos que vínhamos da selva africana e que nenhuma cegonha havia nos trazido no bico desde Paris, e não faz muito ficamos sabendo que nossos genes são quase iguais aos genes dos ratos...já não sabemos se somos obras-primas de Deus ou uma má piada do diabo. Nós, os humanos; os exterminadores de tudo; os caçadores do próximo; os criadores da bomba atômica, da bomba de hidrogênio e da bomba de nêutrons que é a mais saudável de todas porque liquida as pessoas, mas deixa intactas as coisas. Os únicos animais que inventam máquinas, os únicos que vivem a serviço das máquinas que inventam. Os únicos que devoram sua casa; os únicos que envenenam a água que lhes dá de beber e a terra que lhes dá de comer; os únicos capazes de alugar-se ou vender-se ou de alugar ou vender os seus semelhantes. Os únicos que matam por prazer; os únicos que torturam; os únicos que violam e também...e também os únicos que riem. Os únicos que sonham despertos; os únicos que fazem seda da baba da lagarta; os que convertem lixo em formosura; os que descobrem cores que o arco-íris não conhece; os que dão novas músicas às vozes do mundo e criam palavras para que a realidade e sua memória não sejam mudas. OS ÍNDIOS ERAM CEGOS? Quando eu estava na escola, a professor nos explicou que Vasco Núñez de Balboa tinha sido o primeiro homem a ver os dois oceanos, a ver os dois mares de uma só vez, o Pacífico e o Atlântico, desde uma montanha no Panamá; o primeiro homem. Eu levantei e a mão e disse: - Senhorita, senhorita... - Sim? - Os índios eram cegos? - Fora! Foi minha primeira expulsão. Quem foram os primeiros a nomear o milho, a batata, o tomate, o chocolate, as montanhas e os rios da América? Hernán Cortez? Francisco Pizarro? Os que viviam ali eram mudos? Os peregrinos do My Flower escutaram...Deus dizia que a América era a terra prometida. Os que viviam ali eram surdos? Depois, os netos daqueles peregrinos do norte se apoderaram do nome e de todas as demais coisas. Agora, americanos são eles; nós, que vivemos nas outras Américas, o que somos? Os chamados índios ? por um erro geográfico notório de Colombo ? preferem chamar-se a si mesmo de nativos, que é uma maneira muito mais formosa de dizer quem são. Eles foram muito maltratados e seguem sendo por uma conquista que continua, século após século, nas terras da América. Podemos citar ainda um par de exemplos próximos: a maior avenida do Uruguai leva o nome de Fructuoso Rivera que assassinou os últimos charruas, e a estátua mais alta da Argentina é a do general Roca que exterminou os índios da Patagônia. Milhares de mortos sem sepultura perambulam pelo Pampa argentino. São os desaparecidos da última ditadura militar. A ditadura do general Videla aplicou em escala jamais vista o desaparecimento como arma de guerra. Aplicou, mas não inventou... Um século antes, o general Roca havia usado contra os índios esta obra-prima da crueldade que obriga a cada morto morrer várias vezes e que condena seus entes queridos a enlouquecerem perseguindo sua sombra fugitiva. Na Argentina, como em toda América, os índios foram os primeiros desaparecidos. Desapareceram antes de aparecer. O general Roca chamou a invasão das terras indígenas de ?Conquista do deserto?. A Patagônia era um espaço vazio, um reino do nada habitado por ninguém. E os índios seguiram desaparecendo depois. Os que se submeteram e renunciaram à terra e a tudo foram chamados ?índios reduzidos?. Reduzidos até desaparecer. O CIDADÃO JOSÉ ARTIGAS O país teve educação laica e gratuita antes da Inglaterra; voto feminino antes da França; jornada de trabalho de 8 horas antes dos Estados Unidos e Lei do Divórcio antes da Espanha. O presidente José Batlle (don Pepe) nacionalizou os Serviços Públicos, separou a Igreja do Estado; mudou os nomes do calendário. A Semana Santa ainda se chama, entre nós, Semana do Turismo, como se Jesus tivesse tido a má sorte de morrer em uma data assim. A ?arquitetura da morte? é uma especialidade militar. Em 1977, a ditadura uruguaia erigiu um monumento funerário em memória de José Artigas. Este enorme despropósito foi um cárcere de luxo ? foi e segue sendo ? construído na Praça...um cárcere de luxo. Havia fundadas suspeitas de que o herói podia escapar um século e meio depois de sua morte. Para decorar o mausoléu e dissimular a intenção, a ditadura militar buscou frases do prócer, mas o homem que havia feito a primeira Reforma Agrária da Europa, meio século antes que Lincoln, um século antes que Zapata; o general que se fazia chamar ?cidadão Artigas?, tinha dito que ?os mais infelizes devem ser os mais privilegiados?; que jamais iria ?vender nosso rico patrimônio ao baixo preço da necessidade? e que ?sua autoridade emanava do povo e cessava diante do povo?. Os militares não encontraram nenhuma frase que não fosse perigosa. Então, decidiram que Artigas era mudo, e nas paredes de mármore negro não há mais do que datas e nomes. Há mais de meio século, o Uruguai não ganha um Campeonato Mundial de futebol, mas durante a ditadura militar compensou e conquistou outros duvidosos troféus: foi o país que, proporcionalmente, teve o maior número de presos políticos e torturados. A prisão com o maior número de presos foi chamada de ?Liberdade?. Como rendendo homenagem ao seu nome, palavras presas fugiram de suas grades; escorreram por elas os poemas que os presos escreviam em minúsculos papéis de enrolar cigarros...como este. Às vezes chove e te quero. Às vezes sai Sol e te quero. A prisão é às vezes...sempre te quero. Tradução: Katarina Peixoto -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081113/8b5305b5/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081113/8b5305b5/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Nov 14 17:31:37 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 14 Nov 2008 17:31:37 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Sandino=2C_Revolu=E7=F5es_Nicarag?= =?iso-8859-1?q?uense_e_Mexicana_e_Identidade?= Message-ID: <01fd01c9468f$b44ea390$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.............................................................repassem -------------------------------------------------------------------- A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde Omar Cabezas Assuntos: revolução; América Latina; Nicarágua; ISBN: 978-85-7743-089-5 Número de páginas: 216 Preço: R$ 15,00 Este livro é um dos principais relatos - a um só tempo literário e político - da experiência de Omar Cabezas durante a guerrilha nicaragüense contra a ditadura de Somoza. Omar Cabezas nasceu em León (Nicaragua) en 1950 e tornou-se um proeminente membro da FSLN formando parte da Junta de Comandantes da Revolução Sandinista. Seu desenvolvimento como escritor acompanhou sua trajetória política, nesta revolução de "dirigentes poetas, ou poetas dirigentes, como preferirem, pois na Nicaragua a poesia tomou o poder". -------------------------------------------------------------------- Identidade e luta de classes Ademar Bogo Assuntos: ideologia; luta de classes; ISBN: 978-85-7743-053-6 Número de páginas: 264 Preço: R$ 15,00 As lutas populares ou sindicais se constituem na escola primária da luta de classes. Elas, por serem abertas, têm a facilidade de incluir milhares de pessoas que ainda possuem pouca experiência e baixo nível de consciência. Ao lutar, a unidade política ganha forma e em torno das reivindicações imediatas se estabelece a identidade do movimento. A identidade revolucionária virá na medida em que o movimento das contradições gerais apontarem para a revolução. Logo, todos os esforços empreendidos são como pedras lançadas contra os mesmos inimigos. É o momento em que a classe se amplia e o projeto se torna consciente, ao alcance da mão de todos os sujeitos que lutam. -------------------------------------------------------------------- Revolução Mexicana - antecedentes, desenvolvimento, conseqüências Rodolfo Bórquez Bustos, Rafael Alarcón Medina, Marco Antonio Basilio Loza Assuntos: América Latina; Revolução mexicana; ISBN: 978-85-7743-084-0 Número de páginas: 200 Preço: R$ 15,00 Os autores nos apresentam um rico e bem elaborado painel que vai desde os antecedentes pré-colombianos, na formação do Império Asteca, passando pelo tumultuado período revolucionário do início do século 20, chegando às conseqüências e impactos da revolução na formação social mexicana contemporânea. Tendo como principal referência a luta de classes em um processo dialético, a formação social mexicana é analisada, muito além de um mero resgate histórico, mas como forma de compreender os desafios atuais e as contradições profundas que ainda marcam o México. Como disse uma vez o sobcomandante Marcos: "O cavalo de Zapata anda por aí, mas dizem que não anda procurando um cavaleiro que o monte. Não, ele diz que procura que o entenda". -------------------------------------------------------------------- Sandino - vida e obra João Pedro Stedile e Mónica Baltodano (orgs.) Assuntos: biografia; Nicarágua; Sandino; ISBN: 978-85-7743-088-8 Número de páginas: 176 Preço: R$ 15,00 Este livro vem preencher uma grande lacuna na historiografia das revoluções na América Latina, pois aborda a vida de Sandino sob a perspectiva de seu papel crucial para o desenvolvimento posterior da revolução nicaraguense, tema sobre o qual pouco se tem publicado no Brasil. Sandino foi o guerrilheiro que infringiu a primeira derrota militar em solo latino-americano aos militares estadunidenses, em 1933. Desenvolveu com enorme sabedoria os princípios essenciais da guerra de guerrilhas, descobriu a importância do fator político-moral na guerra do povo e, por isso, buscou o respaldo camponês à luta, desenvolvendo um trabalho político dentro do campesinato analfabeto, pobre e abandonado. O nome de Sandino e sua contribuição começam a aparecer em panfletos e comunicações clandestinas, em pinturas de paredes, nos anos de 1960. Porém, sua luta só pode ser conhecida e divulgada para os nicaragüenses após o triunfo da Revolução em 1979. Um dos fatores fundamentais para rearticular o espírito de luta do povo nicaragüense - vital para o triunfo da Revolução de 1979 - foi a recuperação da figura, do ideário e da luta de Augusto César Sandino. De seus aportes à resistência latinoamericana contra a dominação imperialista, do espírito que lhe animava, de sua coragem, de sua pureza ética, e, sobretudo, da atualidade de seus principais ensinamentos. Esta coletânea conta com dois textos referenciais: "Viva Sandino", escrito por Carlos Fonseca, fundador da Frente Sandinista de Libertação Nacional, e uma análise do pensamento de Sandino de Sergio Ramirez "Sandino Classe e ideologia". Completa-se com textos do próprio Sandino. Sergio Ramirez faz uma análise do pensamento, dos motivos de Sandino, buscados no desenvolvimento de sua práxis. Clique aqui se não deseja mais receber boletins da Editora Expressão Popular -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081114/29e51216/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 15 17:34:07 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 15 Nov 2008 17:34:07 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Lista detalhada dos torturadores da DITADURA Message-ID: <001001c94759$f73273b0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................repassem Lista detalhada dos torturadores Nomeado como: Identificado como: - Local da tortura: - Ano: BNM: - No. do denunciante Abílio Alcântara Abílio Alcântara Coronel Rio de Janeiro - CISA 1971 659 53 Alcântara Coronel Rio de Janeiro - CISA - Base do Galeão 1971 103 53 Abílio Pereira Barros Abílio Investigador Delegacia Auxiliar de Recife 1964 114 1347 Acácio Acácio Investigador Recife - DSS 1970 179 574 Acosta Dr. Acosta Capitão do Exército Rio de Janeiro 1970 701 574 Ademar Augusto de Oliveira Fininho Investigador São Paulo - DOPS 1971 529 651 Ademar Lauermann Ademar Agente Brasília 1970 16 1175 Adilson Adilson Guarda Rio de Janeiro - Ilha Grande 1969 93 1154 Aécio Flávio Silveira Coutinho Aécio Capitão da PM de Minas Gerias Belo Horizonte 1969 593 891 Aécio Capitão Belo Horizonte 1969 593 493 Aézio Capitão PM Belo Horizonte 1969 143 891 Afonso Marcondes Marcondes Tenente Lins (SP) 1973 693 1174 Agostinho Dr. Agostinho Delegado de Cáscavel (Paraná) Cáscavel (PR) - Delegacia 1969 93 70 Ailton Joaquim Ailton 1º Tenente Rio de Janeiro - 1ª Cia. de Polícia do Exército 1969 195 1535 Ailton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 195 111 Ailton 1º Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 183 Ailton 1º Tenente Chefe da 2ª Seção Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1624 Ailton n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 797 Ailton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exérc. da Vila Militar 1969 95 1378 Ailton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 56 305 Ailton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1696 Airton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 299 Airton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 577 Airton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1058 Aylton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 158 1378 Aylton Do Exército - Rio de Janeiro Minas Gerais - Secretaria de Segurança Pública 1970 150 230 Ayton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 111 Ayton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1422 Hayton Tenente Rio de Janeiro - Polícia Militar 1969 158 1338 Airton Souto Maior Quaresma Airton Quaresma Tenente Rio de Janeiro - Quartel Central da PM 1970 533 1629 Quaresma Tenente da PM Rio de Janeiro - Quartel General da PM 1970 664 1629 Alan (CE) Alan n/d Ceará - Casa de Campo 1973 696 1035 Alan Policial Fortaleza - Local desconhecido 1973 696 964 Allan n/d Fortaleza - Local desconhecido 1973 696 629 Alan (MG) Alan Investigador Juiz de Fora (MG) 1964 239 1026 Alberto (MG) Alberto Cabo - Polícia do Exército Minas Gerais - Quartel General da 4ªRegião Militar 1971 54 718 Alberto (RJ) Alberto n/d Rio de Janeiro - CENIMAR - Ilha das Flores 1969 93 734 Dr. Alberto n/d Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1330 Dr. Alberto n/d Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1302 Alberto (SP) Alberto Capitão São Paulo - OBAN 1969 7 328 Alberto Amazonas Alberto Amazonas n/d Rio de Janeiro - DOPS 1964 23 661 Alberto da Fonseca de Freitas Freitas Capitão Belo Horizonte 1971 300 1304 Alberto Lopes de Lisboa Lisboa n/d Belo Horizonte - PM 1969 143 896 Alcides Singillo Dr. Singilo Delegado São Paulo - DOPS 1970 530 1146 Dr. Singilo n/d São Paulo - DOPS 1971 55 1076 Aldinor de Oliveira Luz Claudionor Comissário Brasília - Polícia Federal 1971 18 676 Alemão Alemão n/d São Paulo - OBAN 1970 179 43 Almeida (MG) Almeida Capitão Belo Horizonte - 12º RI 1969 158 1422 Almeida (RJ) Almeida Soldado Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1624 Almir (PE) Dr. Almir n/d Pernambuco - DOPS 1970 179 1774 Almir (PR) Dr. Almir n/d Paraná - Polícia Federal 1969 93 1675 Altair Altair Policial Federal São Luís 1972 215 104 Aluísio Figueiredo Gomes Aluisio n/d Fortaleza - Local desconhecido 1973 696 964 Aluízio Aluízio Tenente Paraná - Polícia do Exército 1969 93 1675 1675 Álvaro Álvaro Investigador Riberão Preto (SP) - Delegacia de Polícia 1969 65 1704 Álvaro Barbosa da Silva Álvaro Barbosa da Silva Sargento Rio de Janeiro - Presídio da Ilha Grande 1969 93 1639 Álvaro Gonçalves da Costa Lima Dr. Álvaro n/d Recife - Delegacia Auxiliar 1965 398 875 Americano Americano n/d Paraná - Polícia Federal 1969 93 1675 Américo Américo Tenente São Paulo - OBAN 1969 7 328 Amorim do Valle Amorim do Valle Comandante da Marinha Rio de Janeiro - Casa de São Conrado e 1º Distrito Naval 1970 679 1474 André Luiz dos Santos André Major Paraná - Artilharia Divisionária 5ª R. M. 1967 512 713 Antônio Antônio Agente de Polícia Federal Ceará - Polícia Federal 1971 666 1207 Antônio Arial Antônio Arial n/d Ribeirão Preto (SP) - Delegacia de Polícia 1969 65 975 Antônio Bandeira Antônio Bandeira General comandante da 2ª Brigada de Infantaria Brasília 1972 693 966 Antônio Benedito Balbinotti Balbinoque Sargento Curitiba 1970 282 421 Balbinoque n/d Apucarana (PR) 1970 282 1122 Balbinote Sargento Curitiba - Quartel da Polícia do Exército 1970 179 43 Balbinoti Sargento Curitiba - Quartel da Polícia do Exército 1970 125 1135 Bebenote Sargento Curitiba 1971 96 1465 Bob Not Sargento Curitiba - Polícia do Exército 1971 96 675 Bob Not Sargento da Polícia do Exército Curitiba - DOPS 1971 96 1348 Bobelote Sargento Curitiba - Polícia do Exército 1971 96 1679 Bobiloti Sargento Curitiba - Polícia do Exército 1971 96 1514 Bobinote Sargento da Polícia do Exército Curitiba - Polícia do Exército 1971 96 1651 Bobinote Sargento da Polícia do Exército Curitiba - DOPS 1971 96 763 Bobinote Sargento Curitiba - DOPS 1971 96 1522 Antônio Carlos Monteiro Monteiro Delegado de Polícia Federal Brasília - Polícia Federal 1971 18 676 Antônio de Pádua Alves Ferreira Pádua Policial Militar Belo Horizonte 1969 143 896 Pádua Tenente Minas Gerais - Central de Operações da Polícia Militar 1969 143 1217 Pádua Tenente Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 143 329 Pádua Tenente Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 177 276 Pádua Tenente de Polícia Militar Belo Horizonte - 12º`Regimento de Infantaria 1969 177 893 Pádua Tenente Minas Gerais - G.2/Polícia Militar 1970 150 230 Pádua Tenente Belo Horizonte 1969 593 403 Pádua Tenente da G.2 Belo Horizonte 1969 143 891 Pádua Tenente Minas Gerais - G.2 e B. I. da Polícia Militar 1969 593 891 Antônio Moacir de Pinho Antônio (...) Pinho Cabo Fuzileiro Naval Salvador - Quartel de Fuzileiros Navais 1971 310 936 Antônio Moacir de Pinho Cabo Salvador - Grupamento de Fuzileiros Naviais 1971 310 1579 Araújo Araújo n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Rua Barão de Mesquita 1973 75 390 Ariovaldo da Hora Silva Ariosvaldo Detetive Minas Gerais 1969 158 1422 Ariosvaldo n/d Minas Gerais - DOPS 1969 158 26 Ariovaldo Escrivão Minas Gerais - DOPS 1970 117 319 Ariovaldo Hora Escrivão do DOPS Minas Gerais - DOPS 1969 119 776 Ariovaldo Nora Escrivão Belo Horizonte - 11ª Delegacia, Bairro da Serra 1969 84 776 Armando Onório da Silva Armando sargento Brasília 1969 193 1559 Ary Pereira de Carvalho Ary Tenente-Coronel Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 95 183 Ary Tenente-Coronel Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Vila Militar 1969 158 1378 Ary Coronel Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1422 Ary Tenente-Coronel Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 195 111 Ary Pereira de Carvalho Tenente-Coronel da Cavalaria Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Rua Barão de Mesquita 1969 187 1694 Assunção Assunção Ex-delegado Brasília - Polícia Federal 1965 16 1519 Astorige Corrêa de Paula e Silva Correia Investigador São Paulo - DEIC/DOPS 1969 294 409 Atílio Rossoni Rossone Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 183 Rossone Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 95 183 Azambuja Azambuja Capitão Livramento (RS) - 8º Regimento de Cavalaria 1969 93 1044 Barbosa Barbosa Policial Ceará - Delegacia Regional da Polícia Federal 1972 646 809 Barbosa Policial Ceará - Polícia Federal 1973 696 914 Benedito Benedito Policial Ceará - Delegacia Regional da Polícia Federal 1972 648 809 Benedito Darci Benedito Darci Capitão Rio de Janeiro 1964 23 439 Beroni de Arruda Albernaz Albernais Capitão São Paulo - OBAN 1970 533 90 Albernas Do Exército São Paulo - OBAN 1970 218 287 Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1970 105 818 Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1969 300 1741 Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1970 42 1355 Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1969 7 328 Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1970 95 309 Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1970 392 1577 Benon Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1969 299 416 Benone Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1969 100 328 Benoni Capitão São Paulo - OBAN 1969 27 227 Benoni Albernaci Capitão São Paulo - OBAN 1969 645 1516 Benoni Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1969 7 1516 Benoni de Arruda Albernaz Capitão São Paulo - DOI/CODI 1970 232 1785 Benoni de Arruda Albernaz Capitão São Paulo - OBAN 1969 30 183 Bolinha Bolinha Investigador São Paulo - DEIC 1969 294 780 Breno Dr. Breno n/d Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1302 Brito Brito n/d Pernambuco - DOPS 1971 345 1177 Bruno Goorisch Bruno Sargento Curitiba - Quartel da Polícia do Exército 1970 125 1135 Cabral (RJ, 1969) Cabral Sargento do C. I. E. Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Rua Barão de Mesquita 1969 187 1694 Cabral (RJ, 1971) Cabral n/d Rio de Janeiro - PIC 1971 18 676 Cabral (RS) Cabral Do Rio de Janeiro Rio Grande do Sul - DOPS 1970 94 1510 Caio Dr. Caio n/d São Paulo - DOI/CODI 1972 383 1665 Cairo Dr. Cairo n/d São Paulo - DOI/CODI 1972 383 1832 Calvet Calvet Sargento Três Passos (RS) - Quartel da Brigada Militar 1970 146 262 Galvet Sargento da Brigada Militar Três Passos (RS) - Quartel 1970 146 118 Cardoso Cardoso Sargento da Polícia do Exército Minas Gerais - Quartel General da 4ª Reg. Militar 1971 54 719 Carlos Affonso Dellanora Delanora Brigadeiro Rio de Janeiro - CISA - Base Áerea do Galeão 1971 581 53 Carlos Alberto Alexander Alexander Coronel do C.E.I. Rio de Janeiro - P. Exérc - Rua Barão de Mesquita 1969 187 1694 Carlos Alberto Augusto Carlos Do DOPS São Paulo - DOPS 1969 9 291 Carlos Alberto Bravo Câmara Câmara Coronel da Aeronáutica Pernambuco - Batalhão de Polícia da Aeronáutica 1970 646 274 Carlos Alberto Brilhante Ustra Brilhante Ustra Major São Paulo - DOI 1973 189 1527 Carlos Alberto Brilhante Ulstra Major Comandante do DOI São Paulo - DOI 1972 224 1475 Carlos Alberto Brilhante Ustra Major Comandante do DOI São Paulo - DOI/CODI 1970 232 1785 Carlos Alberto Brilhante Ustra ("Tibiriçá Corrêa") Major São Paulo - DOI 1971 599 1362 Carlos Alberto del Menezzi ((Carlos Alberto del Menezzi)) n/d Belo Horizonte - 12º RI 1969 158 1422 ((Carlos Alberto del Menezzi)) n/d n/d 1969 158 1221 Carlos A. del Menezzi n/d Belo Horizonte 1969 158 26 Carlos Alberto del Menezzi Tenente do Exército Belo Horizonte - DVS 1970 150 1104 Carlos Alberto del Menezzi Tenente do Exército Minas Gerais - Polícia Militar/62 1970 150 230 Del Menezzi Tenente Belo Horizonte 1969 143 891 Del Menezzi n/d Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 111 Del Menezzi Tenente da ID/4 Belo Horizonte - 12º RI 1969 158 1338 Carlos Bandeira Carlos Bandeira n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1624 Carlos de Brito Dr. Carlos de Brito n/d Pernambuco - DOPS 1971 345 1177 Carlos Mendonça Carlos Mendonça n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 183 Carlos Vera Dr. Carlos Vera De Pernambuco Natal 1964 266 924 Carvalho Carvalho Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1422 Casemir Vieira Casemir Major Minas Gerais - DOPS 1971 54 1289 Casemir Vieira Major Minas Gerais - DOI - ID/4 1971 54 1662 Casilo Casilo Policial Ribeirão Preto (SP) 1969 65 1094 Casilo n/d Ribeirão Preto (SP) - Delegacia de Polícia 1969 65 337 Casilo Tenente Ribeirão Preto (SP) - Delegacia de Polícia 1969 65 1162 Casilo Tenente PM Ribeirão Preto (SP) 1969 65 975 Casilo Tenente PM Ribeirão Preto (SP) - Delegacia de Polícia 1969 65 1449 Castelo Branco Castelo Branco Sargento Brasília - Quartel da Polícia do Exército 1967 73 475 Castro Castro Policial Ceará - Polícia Federal 1971 666 1207 Castro n/d Ceará - Polícia Federal 1971 666 1637 Castro ("Sargento Castro") Castro ("Sargento Castro") n/d Rio de Janeiro 1973 701 75 Caveira Caveira n/d Ceará - DOI 1972 92 990 Cecildes Moreira de Faria Cecildes n/d Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 111 Celso Lauria Celso Lauria Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Vila Militar 1969 95 183 Celso Lauria Capitão do Exército Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Vila Militar 1969 30 183 Lauria Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 95 1244 Lauria Capitão Rio de Janeiro - 1ª Companhia de Polícia do Exército 1969 30 186 Celso Pereira de Aquino Celso Pereira Investigador São Paulo - DOPS 1972 525 304 China China Investigador São Paulo - DOPS 1969 294 862 Cláudio Guimarães Cláudio Guimarães n/d Minas Gerais - DOI - ID/4 1971 54 1662 Cleber Luiz de Souza ((Cleber Luiz de Souza)) n/d Belo Horizonte - 12º RI 1969 158 1058 ((Cleber Luiz de Souza)) n/d n/d 1969 158 1221 Kleber Sargento Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 158 1338 Kleber L. De Souza n/d Belo Horizonte 1969 158 26 Clemente José Monteiro Filho Clemente n/d Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1329 Clemente n/d Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1330 Clemente Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR - Ilha das Flores 1969 93 734 Clemente Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1675 Clemente José Monteiro Capitão de Mar e Guerra Rio de Janeiro - Base Naval da Ilha das Flores 1969 93 720 José Clemente Monteiro Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1302 Costa Costa Tenente do Exército Uberlândia (MG) - 3º BC 1967 73 135 Cota Cota Sub-inspetor Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 1058 Cota Inspetor Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 195 1422 Coutinho (RJ) Coutinho Tenente Médico Rio de Janeiro - Base Naval da Ilha das Flores 1969 93 1739 Dr. Coutinho Médico Rio de Janeiro - Ilha das Flores 1969 93 1154 Coutinho (SP) Coutinho Capitão Ribeirão Preto (SP) 1969 65 664 Da Mata Da Mata Tenente PM de Minas Gerais Minas Gerais - Colônia Penal Magalhães Pinto 1970 150 230 Da Silva Da Silva Tenente Rio de Janeiro - 1º Batalhão de Polícia do Exército 1970 33 113 Dalmo Luiz Cirillo Dalmo Capitão do Exército São Paulo - OBAN 1970 105 818 Dalmo Capitão São Paulo - OBAN 1969 7 328 Dalmo Luiz Cirillo Capitão São Paulo - DOI/CODI 1970 232 1785 Damasio Damasio Comandante Rio de Janeiro - Ilhas das Flores 1969 205 730 Damaso Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR/Ministério da Marinha 1969 645 366 Damazio Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1639 Daniel Paulo Issberner Dr. Daniel Delegado subchefe do DOPS Paraná - DOPS 1971 96 1679 Dante Dante n/d Belo Horizonte - DVS (DOPS) 1969 0 1058 Dante Policial Minas Gerais - DOPS 1969 84 776 Dante Inspetor Minas Gerais - DOPS 1969 119 776 Darci Ursmar Villocq Viana Vilock Coronel Pernambuco - DOPS 1970 179 1774 Vilooch tenente-coronel Pernambuco - Parque de Motomecanização 1964 266 658 Darcy Gonzales Darcy Gonzales Investigador Ribeirão Preto (SP) - Delegacia de Polícia 1969 65 1704 Darlan Alves Gouvêa Darlan n/d Belo Horizonte 1971 54 1070 Davi Davi Sargento Minas Gerais - DOPS 1971 260 959 David dos Santos Araújo David de Araújo Santos ("Capitão Lisboa") Delegado São Paulo - DOI 1969 599 1362 David Hazan D. Hazan n/d Belo Horizonte - DVS (DOPS) 1969 158 1422 Davy Hazan n/d Minas Gerais - DOPS 1969 158 1058 Décio Demarco Décio n/d Rio de Janeiro - DOPS 1971 614 1638 Décio Demarco n/d Rio de Janeiro - DOPS 1971 673 1423 Dercy da Silva Pereira 0 0 Dercy Capitão Belo Horizonte 1972 654 1710 Dercy da Silva Pereira Capitão Belo Horizonte 1971 54 718 Derly Barbosa Derly Barbosa Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 23 1455 Deusdedith Deusdedith Agente de Polícia Federal Ceará - Polícia Federal 1970 328 952 Deusdedith Agente Ceará - Polícia Federal 1970 194 976 Deusdedith Agente Policial Ceará - Polícia Federal 1970 176 952 Deusdeti Agente Ceará - Polícia Federal 1970 200 1749 Deusdeth Cruz Sampaio Deusdedith Comissário de Polícia Federal Brasília - Polícia Federal 1971 18 676 Deusdedith Sampaio Agente de Polícia Federal Brasília - DOPS 1970 682 690 Deusdete n/d Brasília - DOPS 1970 682 686 Deusdetih Delegado Brasília - PIC 1971 18 1484 Dirceu Dirceu Cabo Minas Gerais - Polícia do Exército 1969 147 903 Dolabela Dolabela Sargento Belo Horizonte 1969 143 194 Domingos Simão Amaro Santana Domingos Santana n/d Três Passos (RS) - Quartel da Brigada 1970 146 1151 Santana Sargento Três Passos (RS) - Quartel da Brigada 1970 146 1686 Douglas Douglas n/d São Paulo - DOI 1977 700 1249 Dulene Aleixo Garcez dos Reis Dulene Garcez dos Reis Tenente Rio de Janeiro - 1º Batalhão de Polícia do Exército 1970 33 113 Durval Durval n/d Ceará - Polícia Federal 1970 168 958 Dynalmo Domingos de Souza Dynalmo Major Pernambuco - 2ª Companhia de Guardas 1964 114 723 Edmundo Brito de Lima Edmundo Investigador Pernambuco - DOPS 1971 345 1177 Edmundo Investigador Pernambuco - DSS 1970 179 574 Edmundo Brito de Lima n/d Recife 1971 118 274 Edmundo Brito de Lima Da secretaria de segurança pública - Pernanbuco Pernambuco - DOPS 1971 118 364 Edmundo Brito de Lima n/d Pernambuco - DOPS 1971 118 1316 Edsel Magnotti Dr. Edson Marinoti n/d São Paulo - DEIC/DOPS 1969 294 409 Edsel Magnoti Delegado São Paulo - DEIC 1969 294 780 Edsel Munhoti Delegado São Paulo - DOPS 1969 294 862 Edson Magnotti Delegado São Paulo - DOPS 1973 189 1527 Magnoti Delegado do DOPS São Paulo - DOPS 1969 7 328 Magnoti Delegado São Paulo - DOPS 1970 392 423 Edson Antônio Mendonça Mendonça Cabo Rio de Janeiro - 1ª Cia. de Polícia do Exército 1969 195 1535 Mendonça Cabo Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1422 Eduardo Lourival Lourival Investigador Recife - OSS 1970 179 574 Eduardo Rodrigues Eduardo Rodrigues Policial Rio de Janeiro - DOPS 1971 614 1638 Edvaldo Sérgio Maciel Edvaldo Sérgio Maciel Soldado Rio de Janeiro - CENIMAR - Ilha das Flores 1969 205 1551 Eider Nogueira Mendes Eider Coronel Ceará - Polícia Federal 1971 666 1637 Eider Tenente Coronel do Exército Ceará - 10ª Companhia de Guardas 1971 666 1207 Elias dos Santos Baiano Policial Rio de Janeiro - PIC - 1º Batalhão de Polícia do Exército 1970 76 869 Baiano Soldado da Polícia do Exército Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Rua Barão de Mesquita 1969 187 1694 Baiano Soldado Rio de Janeiro - CODI - Rua Barão de Mesquita - Tijuca 1970 112 986 Baiano n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 76 1524 Elias dos Santos ("O Baiano") Soldado Rio de Janeiro - PIC - 1º Batalhão de Polícia do Exército 1969 483 6 Elinot Elinot Agente do DOPS Ceará - Enfermaria do 23º BC 1971 660 1537 Elmo Rodrigues Elmo Policial Fortaleza 1970 176 1723 Elmo n/d Ceará - Polícia Federal 1970 168 958 Emanuel Fortaleza de Araújo Emannuel Fortaleza Coronel Ceará - Instituto Penal Paulo Sarazate 1973 696 629 Emílio Emílio n/d Curitiba - Local secreto à Rua Dr. Pedrosa 1975 551 1842 Ênio de Albuquerque Lacerda Ênio Lacerda Capitão do Exército Natal 1964 266 924 Lacerda Major Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 158 1378 Lacerda Major Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 1138 Lacerda Major, Comandante da Polícia do Exército Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1696 Lacerda Major Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1058 Ernesto Milton Dias Ernesto Milton Dias Delegado São Paulo - DEIC/40ª Delegacia 1968 221 656 Ernesto Milton Dias Delegado São Paulo - DEIC 1968 221 454 Eudésio de Holanda Cavalcanti Holanda Escrivão Pernambuco - DOPS 1969 507 680 Eusébio Eusébio n/d Pernambuco - DOPS 1971 345 1177 Ezequiel Pereira Ezequiel Pereira Chefe de Segurança do Presídio da Ilha Grande Rio de Janeiro - Ilha Grande 1970 533 1629 Fábio Bandeira de Figueiredo Fábio Bandeira b/d Belo Horizonte - DVS (DOPS) 1969 158 1422 Fábio Gutenberg Guthembergue Policial Federal do Paraná Rio de Janeiro - Ilha das Flores 1969 93 1154 Guthembergue Inspetor Paraná - Polícia Federal 1969 93 1675 Guthembergue Policial Paraná - DOPS 1969 93 1228 Fábio Lessa de Souza Camargo Fábio Camargo Delegado São Paulo - DOPS 1969 294 1366 Fábio Lessa Delegado São Paulo 1969 681 119 Fábio Lessa Delegado São Paulo - DOPS 1969 294 1690 Lessa Delegado do DOPS São Paulo - DOPS 1969 7 128 Faixa Branca Faixa Branca n/d São Paulo - OBAN 1969 95 183 Faixa Branca Investigador do DOPS São Paulo - OBAN 1970 95 818 Falquer Falquer Membro do CCC São Paulo - OBAN 1969 299 416 Fausto Venâncio da Silva Filho Fausto Investigador Pernambuco - DSS 1970 179 574 Fausto n/d Pernambuco - DOPS 1971 345 1177 Fausto Venâncio da Silva n/d Recife 1971 118 274 Fausto Venâncio da Silva Policial da Secretaria de Segurança Pública Pernambuco - DOPS 1971 118 1316 Ferdinando de Carvalho Ferdinando Coronel Paraná - Artilharia Divisionária/5ª 1967 512 713 Fernando Fernando Detetive Rio de Janeiro - DOPS 1965 23 1388 Fernando José Vasconcellos Kruger Kriguer Capitão Paraná - Polícia do Exército 1971 96 1514 Kruger Capitão Paraná - Polícia do Exército 1971 96 675 Krugger Capitão Curutiba - Quartel da Polícia do Exército 1970 179 43 Kruguer Capitão Paraná - Quartel da Polícia do Exército - Curitiba 1970 125 1135 Ferreira Ferreira Cabo PM Minas Gerais - DOPS 1971 117 319 Ferronato Ferrareto Sargento Lins (SP) - Quartel 1973 693 1174 Firminiano Pacheco Neto Pacheco Delegado São Paulo - DOPS 1969 100 1405 Fitipaldi Fitipaldi n/d Ceará - CODI 1972 92 990 Floriano Escala Mazzini Floriano Mazzini Escrivão Rio de Janeiro - DOPS 1970 76 986 Mazini Escrivão Rio de Janeiro - DOPS 1970 112 986 Francisco Antônio Coutinho e Silva Coutinho Capitão PM São Paulo - OBAN 1970 105 818 Coutinho Capitão São Paulo - OBAN 1970 95 309 Francisco de Paula Manhães Francisco de Paula Manhães Capitão do C. I. E. Rio de Janeiro 1969 187 1507 Francisco Paulo Manhães Capitão do C. I. E. Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 187 1694 Malhães Do Rio de Janeiro Rio Grande do Sul - DOPS 1970 94 1510 Francisco Eurídice Martins Costa Filho Eurídice Tenente PM Ceará - DOI 1972 92 990 Francisco Ferreira Dr. Francisco Ferreira n/d Paraná - DOPS 1975 551 1311 Francisco Moacyr Meyer Fontenelle Fontenele Major Rio de Janeiro - CODI 1970 76 1126 Fontenele Major Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Rua Barão de Mesquita 1970 76 280 Fontenelle Major Rio de Janeiro 1969 30 1138 Francisco Rosa Francisco Rosa Investigador São Paulo - DOPS 1972 525 304 Franscisco de Paula Borges Fortes Borges Fortes Delegado Rio de Janeiro - DOPS 1977 700 106 Frederico Curio de Carvalho Filho ((Frederico Curio de Carvalho Filho)) n/d Rio de Janeiro 1970 664 1629 Frias Frias Sargento Paraná - Polícia do Exército 1969 93 1675 Friedmann Perdigão Nagib n/d Rio de Janeiro 1970 589 1725 Perdigão Militar Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Rua Barão de Mesquita 1969 187 1694 Gaeta Gaeta Escrivão São Paulo - OBAN 1970 392 1577 Gaeta Delegado São Paulo - OBAN 1969 95 309 Gaeta Delegado São Paulo - DOI 1970 232 1785 Mangabeira n/d São Paulo - DOI/CODI 1972 383 1832 Mangabeira n/d São Paulo - DOI 1973 693 81 Garcez Garcez Tenente Rio de Janeiro - PIC 1970 76 869 Garcez Tenente Rio de Janeiro - CODI 1970 76 1126 Garcez Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Rua Barão de Mesquita 1970 76 280 Garcez Tenente Rio de Janeiro - CODI 1970 112 986 Gaúcho Gaúcho Investigador São Paulo - DEIC 1968 221 1547 Genival Genival Delegado da Delegacia de Investigações n/d 1969 649 11 e Captura - Paraíba Geraldo Cândido Siqueira ((Geraldo Cândido Sequeira)) n/d Vila Velha (ES) - 3º BC 1972 674 1245 Geraldo Magela Geraldo Magela Capitão Curitiba - Quartel da Polícia do Exército 1970 179 43 Geraldo Porci Araújo Geraldo Porcir de Araújo n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 629 Porci Polícia Federal Ceará - Escola de Aprendizes Marinheiros 1973 696 1494 Gil Carlos Mendes ((Gil Carlos Mendes)) n/d Belo Horizonte - 12º RI 1969 158 1058 ((Gil Carlos Mendes)) n/d n/d 1969 158 1427 Gil C. Mendes n/d Belo Horizonte 1969 158 26 Gil Carlos Mendes Sargento do Exército Belo Horizonte - PM 1969 143 896 Mendes Sargento Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 158 1338 Gilberto Gilberto Cabo Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 111 Gildo Ribeiro Gildo Ribeiro Capitão Salvador - Forte Barbalho 1970 91 1503 Gildo Ribeiro Capitão PM Salvador - Polícia Federal 1970 61 499 Goulard Dr. Goulard n/d Ceará - Polícia Federal 1970 200 919 Dr. Goulart n/d Ceará - Polícia Federal 1970 168 958 Dr. Goulart Subdelegado Ceará - Polícia Federal 1970 328 952 Gouveia Gouveia n/d São Paulo - DOI 1977 700 1249 Gravatinha Gravatinha n/d Rio de Janeiro - DOPS 1969 93 1154 Guido de Fongalland Ferrero Quido De Fongaland Ferrero Sargento Goiânia - 10º BC 1969 184 1219 Guilherme (ES) Guilherme Capitão do Exército Vila Velha (ES) - 3º BC 1972 674 1245 Guilherme Capitão Vila Velha (ES) - 3º BC 1972 674 1674 Guilherme (RJ) Dr. Guilherme n/d Rio de Janeiro 1973 701 75 Guimarães (RJ) Guimarães n/d Rio de Janeiro - DOPS 1969 93 1154 Guimarães (RJ, Pol. Exer.) Guimarães Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 95 183 Guimarães Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1696 Guimarães (SP, DOPS) Guimarães n/d São Paulo - OBAN/DOPS 1969 294 1780 Guimarães (SP, OBAN) Guimarães n/d São Paulo - OBAN 1969 584 284 Hamilcar Lobo Hamilcar Lobo Médico Rio de Janeiro - CODI 1972 14 1816 Hamilton Cordeiro Amilton n/d Ceará - Policía Federal 1973 696 629 Hamilton Holanda Teófilo Hamilton Holanda Tenente Coronel do Exército Ceará - 10ª Companhia de Guarda 1971 666 1207 Hamilton Ribeiro S. De Menezes Menezes Capitão Brasília - PIC 1971 18 676 Haydn Prates Saraiva Haidn Prates Saraiva n/d Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 115 26 Haydn Prates Saraiva n/d Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 115 177 Saraiva Detetive Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 1058 Hélio de Miranda Mateus Hélio de Miranda Mateus Soldado Rio de Janeiro 1971 348 917 Hélio Moreira da Costa Lima Costa Lima Tenente Rio de Janeiro - CODI 1970 76 1126 Hélio Régua Barcellos Hélio Régua Barcellos Capitão Barra Mansa (RJ) 1964 116 103 Heraldo Heraldo n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Rua Barão de Mesquita 1973 75 390 Hilton Paulo Cunha Portella Hilton Paula da Cunha Portela Capitão Belo Horizonte 1969 143 891 Hilton Paula Portela Capitão do Exército Minas Gerais - Colônia Penal Magalhães Pinto 1970 150 230 Portela Capitão Belo Horizonte 1969 143 194 Portela Capitão Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 158 741 Portela Capitão Minas Gerais - DOPS 1971 54 1289 Portela Capitão Minas Gerais - Batalhão de Guardas/Polícia Militar 1969 143 1003 Portela Capitão do Exército Minas Gerais 1969 593 896 Portela Capitão Minas Gerais - Colônia Penal Magalhães Pinto 1970 150 1104 Portela Capitão Minas Gerais - DOI-ID/4 1971 54 1662 Portela Capitão Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 143 329 Portela Capitão do Exército Belo Horizonte 1969 177 1087 Portela Capitão Belo Horizonte 1969 593 403 Portela Capitão Minas Gerais - Central de Operações da Polícia Federal 1969 143 1217 Portela Capitão Minas Gerais - G.2/Polícia Militar 1969 143 477 Portela Capitão do Exército Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 177 1290 Portela Capitão do Exército Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 193 407 Portela Capitão Minas Gerais - G.2/Polícia Militar 1970 150 230 Portela ("Dr. Joaquim") Capitão Belo Horizonte 1971 54 1070 Wilton Paula da Cunha Portela Capitão do Exército Belo Horizonte 1969 593 891 Hipólito Hipólito Tenente Rio de Janeiro - CODI 1970 76 1126 Homero Cézar Machado Almero Capitão São Paulo - OBAN 1970 533 90 Homero Capitão São Paulo - OBAN 1969 95 183 Homero Capitão São Paulo - OBAN 1969 7 328 Homero Capitão São Paulo - OBAN 1970 392 1577 Homero Capitão São Paulo - OBAN 1969 300 1741 Homero César Machado Capitão São Paulo - DOI 1970 232 1785 Hugo Dr. Hugo n/d Ceará - Polícia Federal 1971 666 1637 Hugo Policial Federal do Ceará São Luís - Secretaria de Segurança 1972 215 104 Hugo Tenente Santos (SP) 1964 283 122 Hugo Povoa da Silva Dr. Hugo Povoa n/d Ceará - Polícia Federal 1970 200 1749 Dr. Povoa n/d Ceará - Polícia Federal 1970 343 1797 Ibirá Fernando Serpa Serpa Capitão Brasília - Polícia do Exército 1967 73 135 Índio Bugre Machado Índio Bugre Machado n/d Uberlândia (MG) 1967 73 1048 Índio de Brasil Lemes Índio Major do Exército Paraná - Artilharia Divisionária/5 1967 512 202 Índio do Brasil Lemes Major Paraná - Artilharia Divisionária/5 1967 512 713 Inocêncio Fabrício de Mattos Beltrão Beltrão Major São Paulo - OBAN 1969 645 1516 Intérbio Montes Montes Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 158 1378 Montes Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 111 Itamar Fernandes de Souza Itamar Fernandes de Souza Delegado Rio Grande do Sul - DOPS 1966 287 693 Ivair Garcia de Freitas Ivaí Delegado São Paulo - DOPS 1970 11 1755 Ivair Garcia de Freitas Delegado São Paulo - DOPS 1970 11 770 Ivo Ivo Soldado Rio de Janeiro - Ilha Grande 1969 233 164 Jacob Dr. Jacob n/d São Paulo - DOI/CODI 1972 383 1832 Jacob n/d São Paulo - DOI 1973 693 81 Jair Arvelos Rosa Arvelas Rosas Sargento Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 143 194 Jair Gonçalves da Motta Jair n/d Rio de Janeiro - DOPS 1973 685 79 Jair Gonçalves da Mota Detetive Rio de Janeiro - DOPS 1971 587 53 Jair Gonçalves da Mota n/d Rio de Janeiro - Dops 1971 103 53 Jair Gonçalves da Motta Inspetor Rio de Janeiro - DOPS 1971 539 53 Jésu do Nascimento Rocha Jeso n/d Belo Horizonte 1969 30 1244 Jesu n/d n/d 1969 687 400 Jesu Capitão da PM Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 177 276 Jesu do Nascimento Rocha n/d Belo Horizonte 1969 687 869 Jesu do Nascimento Rocha n/d Minas Gerais - DOPS 1969 115 154 Jésu do Nascimento Rocha n/d Belo Horizonte 1969 687 1217 Jesu Nascimento n/d Belo Horizonte 1969 687 891 Jesus Capitão Belo Horizonte 1969 177 497 Jésus Capitão Minas Gerais - 12º RI e Penitenciária de Neves 1969 177 1593 João Alfredo de Castro Pereira Alfredo Major Fortaleza - 23º BC 1971 660 1537 Alfredo Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1639 Alfredo Herick de Oliveira Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1262 Alfredo Herick de Oliveira Capitão de Fragata Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1302 Alfredo Herick de Oliveira ("Dr. Mick") Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR - Ilha das Flores 1969 205 730 Alfredo Herick de Oliveira ("Dr. Micki") Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR - Ilha das Flores 1969 205 1551 Alfredo Herick de Oliveira ("Dr. Mike") n/d Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1329 Alfredo Poec Comanadante Rio de Janeiro - CENIMAR - Ministério da Marinha 1969 645 366 João Alfredo Capitão de Fragata/ Do CENIMAR Curitiba - DOPS 1969 93 734 João Alfredo Major do Exército Fortaleza 1970 548 1495 João Alfredo Major Pernambuco - DOPS 1971 345 1177 João Alfredo Major Ceará - 23º BC 1970 345 1495 João Alfredo ("Comandante Alfredo", Comandante Paulo Roberto e "Comandante Maick") n/d Rio de Janeiro - CENIMAR - Ilha das Flores 1969 93 1330 João Alfredo Poec Comandante Curitiba 1969 93 1247 João Alfredo Poec ("Paulo" ou "Maique") Capitão de Corveta Rio de Janeiro - Base naval da Ilha das Flores 1969 93 720 João Alfredo Poeck Comandante/ Do CENIMAR São Paulo - OBAN 1970 205 1785 João Alfredo Poeck Diretor do CENIMAR Rio de Janeiro - CISA 1971 361 53 João Alfredo Poeck Capitão do CENIMAR Rio de Janeiro - CISA/ Base aérea do Galeão 1971 581 53 João Alfredo Poeck ("Dr. Paulo" ou "Michel") Capitão de Corveta Curitiba - Polícia do Exército 1969 93 1675 João Alfredo Poeck ("Dr. Paulo", "Dr. José" ou "Maique") Comandante Rio de Janeiro - DOPS 1969 93 1154 João Alfredo Poeque n/d Rio de Janeiro - CISA / Base Aérea do Galeão 1971 659 53 João Augusto Poec ("Maique" ou Dr. Paulo") Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR / Ilhas das Flores 1969 93 1650 Maique Policial Federal Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1739 Paulo (João Alfredo Poec) n/d Curitiba 1969 93 1357 João Batista Baére de Araújo João Batista Baére de Araújo n/d n/d 1964 266 520 João Batista Xavier Dr. Juca Xavier n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 1035 Dr. Xavier n/d Ceará - Polícia Federal 1971 547 441 Dr. Xavier n/d Ceará - Polícia Federal 1970 194 527 Xavier Inspetor Ceará - Polícia Federal 1971 666 1176 Xavier Inspetor Ceará - Delegacia Regional de Polícia Federal 1972 646 809 João Boneschi Boneschi Detetive Rio de Janeiro - DOPS/CENIMAR 1964 31 413 Bonesque Inspetor Rio de Janeiro - Batalhão da Polícia do Exército 1970 76 1027 João Câmara Gomes Carneiro Gomes Carneiro Capitão Belo Horizonte 1969 143 891 Gomes Carneiro Major Rio de Janeiro - DOI/CODI 1970 564 1629 Gomes Carneiro n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 76 1524 Gomes Carneiro Major Rio de Janeiro - Polícia do Exército - Rua Barão de Mesquita 1970 76 280 Gomes Carneiro n/d Rio de Janeiro 1969 205 1237 Gomes Carneiro Major Rio de Janeiro - PIC 1970 76 869 Gomes Carneiro Major Rio de Janeiro - CODI 1970 112 986 Gomes Carneiro Major Rio de Janeiro - CODI 1970 76 1126 Gomes Carneiro Capitão Belo Horizonte - Colégio Militar 1969 177 1406 Gomes Carneiro Capitão do Exército Belo Horizonte 1969 593 891 Gomes Carneiro Major Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 664 1501 Gomes Carneiro Capitão Belo Horizonte - DOPS/11ª Delegacia 1969 119 776 João Alcântara Gomes Capitão Minas Gerais - Polícia do Exército 1970 147 903 João Alcântara Gomes Carneiro Capitão do Exército Minas Gerais - G. 2/Polícia do Exército 1970 150 230 João Carlos Tralli Trailer Investigador São Paulo - DOPS 1970 11 29 João César Bertosi Dr. César n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 914 João Lucena Leal João Lucena n/d Polícia Federal - Ceará 1973 696 1595 João Lucena Leal Policial Fortaleza / Local ignorado 1973 696 629 João Lucena Leal n/d Polícia Federal - Ceará 1973 696 914 João Lucena Leal n/d Casa de Campo - Ceará 1973 696 1035 João Lucena Leal n/d Fortaleza 1973 696 982 Lucena Agente Polícia Federal - Ceará 1970 194 976 Lucena Policial Polícia Federal - Ceará 1970 194 527 João Luís João Luís Capitão OBAN - São Paulo 1971 638 1192 João Luís de Souza Fernandes João Luís Capitão Polícia do Exército Militar / Vila Militar - Rio de Janeiro 1969 158 1422 João Luís Capitão Polícia do Exército / Vila Militar - Rio de Janeiro 1969 158 1378 João Luís Capitão Polícia do Exército - Rio de Janeiro 1969 233 1624 João Luís Capitão de Cavalaria Colonia Penal Magalhães Pinto - Minas Gerais 1970 150 1104 João Luiz Capitão Polícia do Exército - Rio de Janeiro 1969 30 183 João Luiz Capitão Polícia do Exército - Rio de Janeiro 1969 158 1058 João Luiz Capitão Polícia do Exército - Rio de Janeiro 1969 233 164 João Luiz Capitão Polícia do Exército - Rio de Janeiro 1969 195 111 João Luíz Capitão do Exército do Rio G.2 / Polícia Militar - Minas Gerais 1970 150 230 João Nolasco de Carvalho Nolasco Capitão Curitiba - Artilharia Divisionária/5 - CPOR 1967 512 713 João Teixeira Vicente João Vicente Teixeira Major Belo Horizonte 1969 143 194 João Vicente Teixeira Major da PM de Minas Gerais Belo Horizonte 1969 593 891 Teixeira Major 12º Regimento de Infantaria - Belo Horizonte 1969 143 329 Teixeira Major da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 593 895 Teixeira Vicente Major da Polícia Militar 12º Regimento de Infantaria - Belo Horizonte 1969 193 407 Vicente Teixeira Major da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 143 896 Joaquim Joaquim Capitão OBAN - São Paulo 1970 392 1577 Joaquim Cândido da Costa Sena Sena Inspetor Rio de Janeiro - DOPS 1969 93 1154 Joaquim Ferreira Gonçalves Joaquim Ferreira Gonçalves secretário de segurança Pública de Minas Gerais Belo Horizonte 1969 143 1125 Joaquim José Gomes Joaquim Gomes Cabo do Exército Belo Horizonte 1971 54 1070 Jofre Fernandes Lacerda Jofre de Lacerda Capitão Belo Horizonte 1969 177 1077 Lacerda n/d DOI - ID / 4 - Minas Gerais 1971 54 1662 Lacerda Capitão do Exército 12º Regimento de Infantaria - Belo Horizonte 1969 177 276 Lacerda Capitão 12º Regimento de Infantaria - Belo Horizonte 1969 177 1290 Lacerda n/d Belo Horizonte 1969 30 1244 Lacerda Capitão do Exército Delegacia - Belo Horizonte 1969 177 497 Jorge Jorge n/d DOPS - Rio de Janeiro 1971 673 553 Jorge José Marques Sobrinho Jorge José Marques Sobrinho Comissário DOPS - Rio de Janeiro 1971 673 1423 Jorge Martins Jorge Martins Encarregado de Disciplina Presídio da Ilha Grande - Rio de Janeiro 1969 93 1154 Jorge Martins Chefe de Disciplina Presídio da Ilha Grande - Rio de Janeiro 1969 93 1418 José Aparecido de Oliveira José Aparecido Agente G.2 - Minas Gerais 1969 593 1125 José Aparecido Agente DOPS - Minas Gerais 1969 593 891 José Armando da Costa Armando Costa n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 1035 Dr. Armando Inspetor da Polícia Federal Ceará - Polícia Federal 1973 696 149 Dr. Armando n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 1090 Dr. Armando Costa n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 1782 Dr. José Armando da Costa n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 629 José Arosa Amado José Arosa Amado n/d Polícia Federal - Ceará 1971 666 1637 José Bartholomeu Lemos Gibson Dr. Bartolomeu Gibson n/d Pernambuco - Secretaria de Segurança Pública 1969 507 1529 Dr. Gibson n/d Pernambuco - DOPS 1970 179 1774 José Carlos Gentil Gentil n/d Paraíba - Polícia Federal 1969 649 504 José Carlos Sant'Anna de Oliveira José Carlos Santana n/d 10º BC - Goiânia 1969 184 1219 José da Cruz Cruz n/d Minas Gerais - DOPS 1971 260 959 Cruz n/d Minas Gerais - DOI - ID/4 1971 54 1662 José de Ribamar Zamith Zamite Major Rio de Janeiro - PIC 1970 76 869 Zamite oficial da Polícia do Exército Rio de Janeiro - Batalhão da polícia do Exército 1970 76 1027 zamith Capitão Rio de Janeiro 1966 316 459 Zamith Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1966 316 1786 José de Senna Pires Pires Policial Ceará - Polícia Federal 1970 194 527 Pires Policial Ceará - Polícia Federal 1971 666 1207 Pires Policial Ceará - Polícia Federal 1971 547 441 Pires Policial Ceará - Delegacia Regional da Polícia Federal 1972 646 809 José de Souza Matos José de Souza Maros Tenente, Delegado de Polícia de Jequié ( Bahia) Jequié - Bahia 1970 363 5 José Eustáquio de Almeida Praxedes José Eustaquio de Almeida Praxedes Sargento Belo Horizonte 1969 143 891 Praxedes Da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 143 896 Praxedes Sargento da Polícia Militar 12º Regimento de Infantaria - Belo Horizonte 1969 193 407 Praxedes Sargento Polícia Militar / Batalhão de Guardas - Minas Gerais 1969 143 1003 Praxedes Sargento da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 593 896 Praxedes Sargento Belo Horizonte 1969 143 194 José Gnecco Dr. Gnecco Delegado São Paulo - DOPS 1964 159 46 Dr. Gnecco n/d São Paulo - DOPS 1964 159 484 José Jorge Jorge Sargento PM Centro de Operações da Polícia Militar - Minas Gerais 1969 143 1217 José Jorges Sargento G.2 - Minas Gerais 1969 593 891 José Leopoldino e Silva José Leopoldino Silva Major, Comandante Forte Barbalho / Quartel de Amaralina - Salvador 1971 310 1579 Leopoldino Major Brasília 1972 676 1563 José Magalhães de Souza Magalhães Tenente Rio de Janeiro 1969 30 402 Magalhães Tenente Rio de Janeiro - 1º Batalhão de Polícia do Exército 1970 33 109 José Manes Leitão Manes (Dr) Promotor Fortaleza - DOPS 1964 257 830 José Maria José Maria n/d Delegacia Furtos e Roubos - Belo Horizonte 1969 158 111 José Maria Alves Pereira José Maria Major do Exército 3º BC - Vila Velha - Espírito Santo 1972 674 1245 José Ney Fernandes Antunes Ney Tenente-Coronel Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 303 109 José Oliveira Silvestre José Silvestre Delegado DSS - Pernambuco 1970 179 574 Silvestre Delegado Dops - Recife 1970 179 43 Silvestre (Dr.) n/d DOPS - Pernambuco 1970 179 1774 Silvestre (Dr.) Diretor do DOPS DOPS - Recife 1971 345 1177 José Paulo Martins José Paulo Martins n/d Polícia Federal - Ceará 1971 666 1207 José Pereira de Vasconcelos José Pereira de Vasconcelos Inspetor DOPS - Rio de Janeiro 1971 361 53 José Pereira de Vasconselos Inspetor DOPS - Rio de Janeiro 1971 539 53 Vasconcelos Inspetor DOPS - Rio de Janeiro 1970 76 986 Vasconcelos Inspetor DOPS - Rio de Janeiro 1971 581 53 Vasconcelos Inspetor DOPS - Rio de Janeiro 1966 316 1598 Wasconcelos (Dr.) n/d DOPS - Rio de Janeiro 1969 95 1244 José Pereira Gonçalves José Pereira Gonçalves n/d Delegacia de Furtos e Roubos - Belo Horizonte 1969 115 26 José Reis de Oliveira José Reis de Oliveira Policial Delegacia Furtos e Roubos - Belo Horizonte 1969 115 506 José Reis de Oliveira n/d Delegacia Furtos e Roubos - Belo Horizonte 1969 115 177 Júlio Roberto Cerdá Mendes Júlio Mendes Capitão Paraná - Unidade Militar de Foz do Iguaçu 1970 125 1135 Juvenal Juvenal da Polícia Civil do Rio de Janeiro Paraná - 1º Batalhão de Fronteira - Foz do Iguaçu 1970 125 351 Juvenal n/d Paraná - Unidade Militar de Foz do Iguaçu 1970 125 1135 Juvenal Antunes Pereira Juvena; Sargento Distrito Federal 1969 16 1175 Juvenal Sargento da Polícia do Exército de Brasília Minas gerais - 1º/4º R.O. 105 - Juiz de Fora 1967 73 790 Laghinester Laghinester Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1330 Lara Rezende (Dr) Lara Rezende n/d Delegacia de Furtos e Roubos 1969 158 1058 Lara Rezende Delegado Belo Horizonte - Delegacia de Furotos e Roubos 1969 158 111 Lara Rezende (Dr) Delegado Belo Horizonte - Delegacia de Furtos e Roubos 1969 115 177 Lara Rezende (Dr) n/d Minas Gerai - G.2 1969 593 891 Laudelino Coelho Laudelino Delegado Ceará - Polícia Federal 1973 98 1782 Laudelino n/d Ceará - Fortaleza 1973 695 1035 Laudelino (Dr) n/d Ceará - Polícia Federal 1973 646 1236 Laudelino (Dr) n/d Ceará - Polícia Federal 1971 3 1036 Laudelino Coelho Delegado Regional da Poliçia do Ceará Ceará - Polícia Federal 1971 668 1207 Laudelino Coelho (Dr) n/d Ceará - Polícia Federal 1973 248 629 Leal Leal Soldado Rio de Janeiro - CODI 1969 30 402 Leão Leão Tenente Rio de Janeiro - CODI 1970 76 1126 Leão (Exército) Leão Capitão Rio de Janeiro - PIC do Batalhão de Polícia do Exército 1969 483 6 Léo Machado Léo Sargento da Polícia Militar Belo Horizonte - Delegacia 1969 177 497 Léo Sargento da Polícia Militar Belo Horizonte - 1wº Regimento de Infantaria 1969 177 488 Léo Sargento da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 177 893 Léo Sargento Minas Gerais - 12º Regimento de Infantaria e Neves 1969 177 1593 Léo Sargento Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 177 276 Léo Machado Sargento Minas Gerais - DOPS 1970 119 323 Léo Machado Sargento Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 143 1284 Léo Machado 1º Sargento Minas Gerais - DOPS 1970 119 495 Machado Sargento da Polícia Militar Minas Gerais - Centro de Operações da Polícia Militar 1969 143 1217 Machado Saregnto da G.2 da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 143 891 Leonidas (Dr) Leonidas (Dr) n/d Fortaleza - local ignorado 1973 696 629 Leonidas (Dr) n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 914 Leonidas (Dr) n/d Ceará - Casa do Campo 1973 696 1035 Lobo Lobo n/d São Paulo - OBAN/DOPS 1969 294 1780 Luciano Luciano Investigador Recife - OSS 1970 179 574 Lúcio Barroso Barroso Capitão Rio de Janeiro - CISA 1971 587 53 Lúcio Barroso Capitão Rio de Janeiro - CISA / Base Áerea do Galeão 1971 103 53 Luís Cláudio Luís Cláudio Delegado Especial, adido ao C.I.E. Rio de Janeiro 1969 187 1507 Luís Fernando de Lisboa Gomes Luís Fernando de Lisboa Gomes Tenente Curitiba 1970 282 421 Luís Fernando Marcondes Paes Leme Paes Leme Capitão Santos (SP) 1966 488 1707 Luís Martins de Miranda Filho Luís Martins de Miranda Investigador Recife - DSS 1970 179 574 Luís Martins de Miranda Filho n/d n/d 1968 251 1598 Luís Miranda n/d Recife 1969 507 579 Luís Miranda Agente Pernambuco - DOPS 1970 617 142 Luiz Martins de Miranda Filho Policial Pernambuco - Secretaria de Segurança pública 1965 398 875 Luiz Martins de Miranda Filho n/d Pernambuco - Secretaria de Segurança Pública 1969 507 98 Miranda Investigador Pernambuco - DOPS 1968 251 1598 Miranda n/d Pernambuco - DOI 1972 156 1714 Miranda Investigador Pernambuco - DOPS 1971 345 1177 Miranda Policial Pernambuco - DOPS 1971 223 1272 Miranda Escrivão Pernambuco - Secretaria de segurança Pública 1965 398 875 Miranda n/d Pernambuco 1969 507 1529 Miranda Policial do DOPs de Recife Pernambuco - DOPS 1970 646 274 Miranda Investigador Pernambuco - DOPS 1970 179 43 Luiz Antonio (Dr) Luís Antonio (Dr) n/d Paraná - Clínica Marumbi 1975 551 1311 Luiz Antonio n/d Curitiba - Quartel da Praça Rui Barbosa 1975 551 1425 Luiz Antonio (Dr) n/d Curitiba - Quartel 1975 551 861 Luiz Coelho de Carvalho Luís Coelho Delegado do DOPS Ceará - DOPS 1970 345 1495 Luís Coelho Delegado do DOPS Fortaleza - Ceará 1970 548 1495 Luiz Gonzaga dos Santos Barbosa Luiz Gonzaga Delegado São Paulo - DOPS 1970 98 1785 Luiz Mário Valle Correia Lima Correa Lima Tenente Rio de Janeiro - DOI/CODI 1970 664 1629 Correia Lima Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 664 1501 Correia Lima Tenente da Polícia do Exército Rio de Janeiro - Batalhão da Polícia do Exército 1970 76 1027 Luiz Pereira Bruce {( Luiz Pereira Bruce)} n/d Rio de Janeiro 1973 526 1336 Luiz Pereira Bruce Coronel Rio de Janeiro 1973 526 1570 Luiz Soares de Souza Rocha Luís Soares da Rocha (Dr). n/d Belo Horizonte - Delegaicia de Furos e Roubos 1969 195 1422 Luiz Soares (Dr) n/d Belo Horizonte - Delegacia de Furtos e Roubos 1969 158 26 Luiz Soares da Rocha Superintendente da Polícia do Estado de Minas Gerais Belo Horizonte 1969 158 111 Luiz Soares da Rocha (Dr) n/d Minas Gerais - G.2 1969 593 891 Luiz Soares da Rocha (Dr) n/d Belo Horizonte - Delegacia de Furtos e Roubos 1969 158 1058 Luiz Timotheo de Lima Luiz Timóteo Agente Federal Rio de Janeiro - 1º Batalhão de Polícia do Exército 1969 483 6 Thimoteo Agente do DOPS Rio de Janeiro - Polícia do exército 1970 679 1474 Thimoteo n/d Rio de Janeiro - CODI 1970 533 1629 Timóteo Oficial do CODI. Rio de Janeiro - Casa dos pais do denunciante 1970 76 1483 Timóteo Informante da Polícia do Exército Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 187 1694 Timóteo n/d Rio de Janeiro 1969 30 402 Timóteo Policial Rio de Janeiro - PIC 1970 76 869 Timóteo Agente do DOPS Rio de Janeiro 1969 30 1138 Timóteo Inspetor do DOPS Rio de Janeiro - CODI 1970 112 985 Timóteo ("Padre") n/d Rio de Janeiro 1970 76 1126 Timóteo Ferreira n/d Rio de janeiro - CENIMAR 1969 205 1237 Timóteo Luiz de Lima Policial Rio de Janeiro - Polícia do Exérciro 1970 303 109 Luizão Luizão Policial Campos (RJ) - Delegacia de Polícia 1964 135 74 Manoel Alfredo Camarão de Albuquerque Alfredo Camarão de Albuquerque Tenente-Coronel Belo Horizonte 1969 593 403 Alfredo Camarão de Albuquerque Coronel Belo Horizonte - PM 1969 143 896 Maranguape Maranguape Policial Fortaleza - Polícia Federal 1971 547 441 Marcelo Paixão Araújo Marcelo Tenente Belo Horizonte 1969 30 1244 Marcelo Tenente Belo Horizonte - DOPS 1968 53 871 Marcelo n/d Belo Horizonte 1969 687 400 Marcelo Tenente Belo Horizonte - Colégio militar 1969 177 1406 Marcelo Tenente do Exército Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 193 407 Marcelo Tenente Minas Gerais - B.I. Da Polícia Militar 1969 593 891 Marcelo Araújo n/d Minas Gerais - Polícia do Exército 1970 147 903 Marcelo Paixão Tenente do Exército Belo Horizonte 1969 593 896 Marcelo Paixão Araújo Tenente do Exército Minas Gerais - DVS 1970 150 1104 Marcelo Paixão de Araújo n/d Belo Horizonte 1969 141 400 Marcelo Paixão de Araújo do Exército Minas Gerais - Polícia Militar/G.2 1970 150 230 Marcelo Paixão de Araújo Tenente Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 143 129 Marcelo Paixão de Araújo n/d Minas Gerais - DOPS 1970 119 495 Marcelo Paixão de Araújo Tenente Minas Gerais - DOPS 1970 119 702 Marcelo Paixão de Araújo Tenente Belo Horizonte 1969 143 891 Marcelo Paixão de Araújo Tenente do Exército Belo Horizonte 1969 143 896 Marcelo Paixão de Araújo n/d Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 143 194 Marcelo Paixão de Araújo Tenente Belo Horizonte 1970 147 1085 Marcelo Paixão de Araújo n/d Belo Horizonte 1969 687 891 Paixão Capitão Belo Horizonte - Colégio Militar 1969 177 276 Paixão Capitão Belo Horizonte 1969 177 893 Marcílio Faria Braga Braga Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1964 23 410 Marcílio Braga Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1964 23 1455 Marcílio Faria Braga n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1964 23 410 Marcolino Marcolino Soldado Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 158 1422 Marcolino Soldado Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 158 1378 Marcolino Soldado Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 111 Marcondes Marcondes Investigador São Paulo - DOPS 1964 159 6 Marcos Marcos n/d São Paulo - DOI/CODI 1976 43 671 Marechal Marechal n/d São Paulo - OBAN 1970 179 43 Mário Antônio Poveiri Polvoreli Cabo Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 195 111 Polvoreli Cabo Rio de Janeiro - 1ª Cia. de Polícia do Exército 1969 195 1535 Polvorelli Cabo Rio de Janeiro - Policía do Exército 1969 158 1058 Polvorelli Cabo Rio de Janeiro - 1ª Cia. de Polícia do Exército 1969 158 111 Mário Borges Mário Borges Detetive Rio de Janeiro - DOPS 1971 587 53 Mário Borges Inspetor Rio de Janeiro - DOPS 1971 103 53 Mário Borges n/d Rio de Janeiro - DOPS 1971 581 53 Mário Borges n/d Rio de Janeiro - DOPS 1970 76 986 Mário Borges n/d Rio de Janeiro - DOPS 1973 685 79 Mário Borges Detetive Rio de Janeiro - DOPS 1971 673 1268 Mário Borges Detetive Rio de Janeiro - DOPS 1966 316 1536 Mário Borges n/d Rio de Janeiro - DOPS 1971 673 653 Mário Borges Inspetor Rio de Janeiro - DOPS 1970 112 986 Mário de Mello Mattos Mário de Mello Mattos Coronel Rio de Janeiro - 1º Reg. Obuses 105 (Reg. Floriano) 1971 638 1192 Mário Espedito Ostrovski Expedito Tenente Foz do Iguaçu (PR) - Unidade Militar 1970 125 1135 Mário Rocha Márcio Rocha n/d Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 1422 Mário Rocha Detetive Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 195 1422 Mário Rocha Delegado Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 111 Marques Marques Sargento do 24º BC São Luís - 24º BC 1972 215 104 Martinelli Dr. Martinelli n/d Ceará - Polícia Federal 1971 666 1637 Mateus Mateus 2º Tenente da Polícia Federal São Luís 1972 215 104 Mauni Antônio Figueiredo Mauni Antônio Figueiredo n/d Pernambuco - 2ª Cia. De Guarda/Polícia do Exército 1970 230 31 Mauri n/d Pernambuco - DOPS 1970 179 1774 Maurício Lopes Lima Maurício Capitão São Paulo - OBAN 1969 65 1704 Maurício Capitão São Paulo - OBAN 1969 7 328 Maurício Capitão São Paulo - OBAN 1970 95 309 Maurício Capitão São Paulo - OBAN 1970 392 1577 Maurício Capitão São Paulo - OBAN 1969 300 1741 Maurício Capitão São Paulo - OBAN 1969 645 1516 Maurício Lopes Lima Capitão São Paulo - OBAN 1969 299 418 Maurício Lopes Lima Capitão do Exército São Paulo - OBAN 1970 95 644 Maurício Lopes Lima n/d São Paulo - OBAN 1970 95 728 Maurício Lopes Lima Capitão São Paulo - DOI/CODI 1970 232 1785 Maurício Lopes Lima Capitão São Paulo - OBAN 1970 95 412 Maurício Lopes Lima n/d São Paulo - OBAN 1969 143 1003 Maurílio Scoralick Escoralics n/d Minas Gerais - DOPS 1969 158 1058 Escorarik n/d Belo Horizonte - DVS (DOPS) 1969 158 1422 Mendes Mendes Cabo da 2ª Seção Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1624 Merecy Flores Merecy Flores ("Adolfo") Capitão Curitiba 1975 551 861 Messias Rufino Faria Júnior Messias Faria Júnior Policial Rio de Janeiro - Polícia Civil 1964 135 581 Miguel Lananno Lanana Delegado Ribeirão Preto (SP) - Delegacia Seccional 1969 65 1704 Lanano Policial São Paulo - Ribeirão Preto 1969 65 1094 Lanano Delegado São Paulo - Delegacia Seccional - Ribeirão Preto 1969 65 337 Miguel Lanano Delegado Ribeirão Preto (SP) 1969 65 975 Miguel Lanano Delegado Ribeirão Preto (SP) - Delegacia Seccional 1969 65 1162 Miguel Lanano Delegado Ribeirão Preto (SP) 1969 229 416 Milburques Alves Ferreira Milburques Alves Ferreira Sargento Goiânia - 10º BC 1969 184 1219 Milton Milton Sargento Brasília 1970 16 1175 Milton Sargento Brasília 1969 193 1559 Mimoso Dr. Mimoso Médico Rio de Janeiro - CENIMAR/Ilha das Flores 1969 205 710 Moacir Sales de Araújo Dr. Moacir n/d Pernambuco - Secretaria de Segurança Pública 1969 507 88 Dr. Moacir Sales n/d Pernambuco - Secretaria de Segurança Pública 1969 507 1529 Moacir Sales n/d Pernambuco - DOPS 1969 251 1598 Monteiro Monteiro Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1973 75 1744 Morais Morais Capitão Rio de Janeiro 1971 18 676 Morgado Morgado Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1973 75 1744 Motta Motta Coronel Minas Gerais - ID/4 1969 119 776 Navalhada Navalhada n/d Apucarana (PR) 1970 282 1122 Navarro Parra Parrinha n/d São Paulo - DOPS 1969 294 1366 Parrinhas Investigador São Paulo - DOPS 1969 7 328 Nélio Achão Archão Capitão Fuzileiro Naval Rio de Janeiro - Base Naval da Ilha das Flores 1969 93 720 Nelson Nelson n/d São Paulo - DOI 1977 700 1249 Nelson da Silva Meira Nelson da Silva Meira n/d Escola de Aprendizes Marinheiros 1973 696 1494 Nelson da Silva Meira n/d Ceará - DOPS/Polícia Federal 1973 696 1782 Nelson Luís da Costa Nelson Luís da Costa n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 1763 Nelson Thompson Nelson Thompson Sargento Goiânia - 10º BC 1969 184 1219 Newton Newton Major Rio de Janeiro - 1ª Cia. de Polícia do Exército 1973 75 1744 Nilson Ferreira Nilson Ferreira Cabo Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 1244 Nilton Nilton ("Cri-cri") Detetive Rio de Janeiro - DOPS 1964 23 1388 Nonato Nonato Sargento Minas Gerais - G.2 1969 593 891 Nonato Sargento da PM Minas Gerais - Central de Operações da Polícia Militar 1969 143 1217 Noronha Airton Noronha Major Rio de Janeiro - Quartel General da PM 1970 664 1629 Altair Noronha Major Rio de Janeiro - Quartel Central da PM 1970 533 1629 Octávio de Aguiar Medeiros Medeiros Coronel Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 158 1422 Odete Dra. Odete n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 1494 Dra. Odete Policial Ceará - Polícia Federal 1973 696 964 Olavo Viana Moog Viana Coronel Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1964 23 661 Oliveira Oliveira Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 158 1378 Oliveira Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1971 345 1177 Oliveira Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1058 Oliviera Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 111 Orestes Blóis Netto Bleus Tenente da Polícia do Exército Rio de Janeiro 1964 23 439 Bleus Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1964 23 231 Blois Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1964 23 1455 Orlando de Souza Rangel Dr. Rangel n/d Rio de Janeiro - DOPS 1971 614 1638 Orlando Delegado Rio de Janeiro - DOPS 1971 614 1638 Orlando Rossanti Orlando Rossanti Delegado São Paulo - DOPS 1969 294 1366 Oscar da Silva Oscar Capitão Campo Grande 1965 132 1052 Oscar de Freitas Câmara Câmara Tenente Rio de Janeiro - CENIMAR 1964 138 1811 Oscar de Freitas Câmara Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR 1964 138 1811 Osman Ramos de Oliveira Osman Tenente do Exército Rio de Janeiro - Quartel do Exército 1967 285 753 Overno Sargento do Exército Belo Horizonte 1969 143 896 Pablo Pablo n/d Foz do Iguaçu (PR) - Unidade Militar 1970 125 1135 Pablo Policial Civil do Rio de Janeiro Foz do Iguaçu (PR) - 1º Batalhão de Fronteiras 1970 125 351 Pacheco Pacheco Membro do CCC São Paulo - OBAN 1969 299 416 Paranhos Paranhos Capitão Rio de Janeiro 1964 23 439 Parisi Parisi Membro do CCC São Paulo - OBAN 1969 299 418 Paulo (CE) Dr. Paulo n/d Ceará - Polícia Federal 1971 666 1637 Paulo (SP) Dr. Paulo n/d São Paulo - DOI 1974 80 1435 Dr. Paulo n/d São Paulo - DOI 1975 26 165 Dr. Paulo n/d São Paulo - DOI 1975 683 1620 Paulo Adelino dos Reis Paulo Avelino dos Reis Tenente Paraná - Polícia do Exército 1971 96 1514 Reis Tenente da Polícia do Exército Paraná - DOPS 1971 96 763 Reis Tenente Paraná - DOPS 1971 96 1679 Reis Tenente Oficial R 2 Curitiba - Quartel da Polícia do Exército 1970 179 43 Reis Tenente Paraná - Polícia do Exército 1971 96 675 Reis Tenente Curitiba 1971 96 1522 Paulo Armando de Albuquerque Maranhão Maranhão Capitão Rio de Janeiro 1969 187 1507 Paulo Bordini Gordine Sargento da Força Pública São Paulo - OBAN 1969 95 818 Gordinho ("763") Subtenente da Força Pública São Paulo - OBAN 1969 30 183 Gordini n/d São Paulo - OBAN 1969 95 309 Gordini Sargento PM São Paulo - OBAN 1970 105 818 Gordini ("763") n/d São Paulo - OBAN 1969 95 183 Paulo ("Americano") Tenente São Paulo - DOI 1970 599 1362 Paulo César Paulo César n/d Ceará - 23º BC 1973 696 914 Paulo César Tenente Ceará - 23º BC 1973 696 964 Paulo César Tenente Ceará - 23º BC 1973 693 1035 Paulo César n/d Ceará - 23º BC 1972 92 990 Paulo Henrique Savaia Júnior Paulo Savaia do SNI São Paulo - DOI 1970 232 1785 Paulo Roberto de Andrade Andrade Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 183 Andrade Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1422 Andrade Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1058 Andrade Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 111 Paulo Roberto de Andrade Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 1576 Pedro Carlos Pires de Camargo Pedro Carlos Pires Camargo Capitão Belo Horizonte 1971 54 718 Pedro Eugênio Mira Grancieri Marinheiro n/d São Paulo - OBAN/DOPS 1969 294 1780 Ramiro Investigador do DOPS São Paulo - DOI/CODI 1970 232 1785 Ramiro Tenente São Paulo - DOI 1972 383 1665 Ramiro Tenente (Tem tatuagem de âncora) São Paulo - DOI/CODI 1972 383 1832 Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos Pedro Ivo Capitão Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 177 1593 Pedro Ivo Capitão Belo Horizonte 1969 143 400 Pedro Ivo Capitão da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 593 896 pedro Ivo Capitão Belo Horizonte 1971 54 1070 Pedro Ivo Capitão Belo Horizonte 1969 593 403 Pedro Ivo Capitão da Polícia Militar Minas Gerais - DOPS 1971 117 319 Pedro Ivo Capitão da Polícia Militar Minas Gerais - Colônia Penal Magalhães Pinto 1970 150 1104 Pedro Ivo Capitão Minas Gerais - DOPS 1969 53 871 Pedro Ivo Capitão Minas Gerais - DOI - ID/4 1971 54 1662 Pedro Ivo Capitão Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 143 329 Pedro ivo Capitão da Polícia Militar Minas Gerais - G.2 da polícia Militar 1970 150 230 Pedro Ivo dos santos Capitão Belo Horizonte 1969 143 1125 Pedro Ivo dos Santos Capitão da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 593 891 Pedro Ivo dos Santos Capitão Minas Gerai - DOPS 1970 119 495 Pedro Ivo dos Santos Capitão da Polícia Militar Belo Horizonte 1969 143 896 Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos Capitão Minas Gerais - DOPS 1970 119 702 Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos Capitão Belo Horizonte 1969 143 891 Pedro Moreira da Silva Moreira Tenente do Exército Rio de Janeiro - Quartel do Exército 1967 285 753 Peninha Peninha n/d São Paulo - DOI 1973 693 81 Pereira Pereira Policial de Delegacia Furtos e Roubos Minas Gerais - Polícia do Exército 1970 147 903 Pereira n/d Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 26 Pereira Detetive Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 1058 Pereira Detetive Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 1422 Pinheiro Pinheiro Agente Ceará - Polícia Federal 1970 200 1749 Pinheiro Agente Ceará - Polícia Federal 1971 666 1207 Pinheiro Policial Ceará - Polícia Federal 1970 194 527 Pinto Pinto Do DOPS Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 664 1501 Plínio Plínio n/d Rio de Janeiro 1970 589 1725 Potengi Potengi Agente Ceará - 23º BC 1971 660 1537 Rafael Cruz Rafael Cruz n/d Belo Horizonte 1971 54 1070 Ralph Brawn Ralph Brawn Tenente-Coronel Minas Gerais - I/10º Regimento de Infantaria 1969 143 1125 Rangel Rangel Sargento Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1422 Rato Rato n/d Ceará - Escola de Aprendizes Marinheiros 1973 696 1494 Raul Ferreira Raul Delegado São Paulo - OBAN 1969 30 183 Raul Ferreira Delegado São Paulo - DOPS 1970 11 1755 Raymundo Victor da Costa Ramos Sharp Sharp Comandante Rio de Janeiro - CENIMAR 1964 31 1371 Reinaldo Robson Honorato Santos Dr. Reinaldo n/d Paraná - DOPS 1975 551 1369 Renato Dr. Renato n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1973 701 1610 Dr. Renato n/d Rio de Janeiro 1973 701 75 Renato Ribeiro Soares Renato Soares Guimarães Delegado de Polícia de Ribeirão Preto Ribeirão Preto (SP) 1969 299 416 Renato Rodrigues Nunes Renato n/d Rio de Janeiro - DOPS 1969 93 1154 Renê Renê Sargento Paraná - Polícia do Exército 1969 93 1675 Ribeiro Ribeiro Sargento Brasília - PIC 1971 417 676 Rivel Gomes da Rocha Rivel Gomes da Rocha n/d Pernambuco - Secretaria de Segurança Pública 1969 507 88 Rivel Rocha Investigador Pernambuco - DSS 1970 179 574 Rocha n/d Pernambuco - DOPS 1971 345 1177 Roberto (MG) Roberto Tenente da Polícia do Exército Minas Gerais - Quartel General da R/4 1971 54 718 Roberto (SP) Roberto n/d São Paulo - OBAN 1970 179 43 Roberto Tenente São Paulo - OBAN 1971 68 107 Roberto Felipe de Araújo Porto Dr. Porto n/d Ceará - Polícia Federal 1972 92 990 Dr. Porto n/d Ceará - Polícia Federal 1970 200 919 Dr. Porto n/d Fortaleza 1970 617 976 Dr. Porto n/d Ceará - Polícia Federal 1970 194 976 Porto Policial Ceará - Delegacia Regional de Polícia Federal 1972 646 809 Porto n/d Ceará - Polícia Federal 1973 696 1763 Roberto Guimarães Guimarães ("Dim") Delegado São Paulo - DOPS 1969 100 1381 Roberto Silva Dr. Roberto n/d Curitiba - DOPS 1975 551 513 Roberto Delegado Paraná - DOPS 1975 551 1842 Roberto n/d Curitiba - em casa 1975 551 1425 Roberto n/d Curitiba - DOPS 1975 551 1160 Roberto Silva n/d Paraná - DOI 1975 551 1778 Rodrigo Rodrigo n/d Minas Gerais - G.2/Polícia Militar 1970 150 230 Rogério Pires Rogério n/d Ceará - Polícia Federal 1971 547 441 Romariz de Moura Romaris Capitão Curitiba e Apucarana (PR) 1975 551 1460 Romariz Capitão do Exército Curitiba - DOI/CODI 1975 551 168 Romariz de Moura Capitão Apucarana (PR) - 30º Bat. Infataria Motorizada 1975 551 861 Romeu Romeu n/d Três Passos (RS) - Quartel da Brigada 1970 146 1757 Romeu Rocha Romeu Rocha n/d Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 1422 Ronaldo Ronaldo Capitão São Paulo - OBAN 1971 68 107 Ronaldo de Souza Ronaldo de Souza 2º Tenente do Exército Belo Horizonte 1969 593 891 Ronaldo de Souza Tenente do Exército Belo Horizonte 1969 143 891 Ronaldo de Souza 2º Tenente Belo Horizonte 1969 143 194 Rosa Rosa Soldado Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1058 Rubens Rubens Major Chefe da Segurança Minas Gerais - G.2 1969 593 891 Rubens Major da Polícia Militar Minas Gerais - D. I. Da Polícia Militar 1969 593 1226 Rubens Major da Polícia Militar Minas Gerais - DOPS 1971 117 319 Rubens de Paula Rubens de Paula n/d São Paulo - DOPS 1971 536 1640 Rubens Pacheco de Souza Pacheco Investigador São Paulo - DOPS 1970 11 1755 Pacheco ("Pachequinho") Investigador São Paulo - DOPS 1970 11 770 Rubens Pacheco Investigador São Paulo - DOPS 1969 100 1381 Rui Dr. Rui n/d Paraná - Clínica Marumbi 1975 551 1311 Rui Prado Franceschini Rui Franceschini n/d São Paulo - 40ª Delegacia Policial/DEIC 1968 221 656 Rui Prado Delegado São Paulo - DOPS 1970 11 770 Rui Prado Franceschini Delegado São Paulo - 40ª Delegacia Distrital 1968 221 175 Salim Nicolau Mina Salim Delegado Ribeirão Preto (SP) - Delegacia Seccional 1969 65 1704 Samuel Samuel Polícia Federal do Paraná Rio de Janeiro - CENIMAR/Ilha das Flores 1969 93 1154 Samuel Policial Paraná - DOPS 1969 93 1228 Samuel Inspetor Paraná - Polícia Federal 1969 93 1675 Samuel Pereira Borba Borba Escrivão São Paulo - DOPS 1969 97 892 Santiago Santiago n/d São Paulo 1969 294 1780 Santiago n/d São Paulo - Polícia do Exército 1969 294 793 Santos Santos Cabo do Exército Minas Gerais - DOPS 1971 260 959 Santos n/d Minas Gerais - DOI-ID/4 1971 54 1662 Saraiva Saraiva n/d Belo Horizonte - Delegacia Furtos e Roubos 1969 158 26 Saulo Saulo Sargento Belo Horizonte 1969 143 194 Saulo Sargento Minas Gerais - Polícia Militar/Batalhão de Guardas 1969 143 1003 Saulo Sargento do Exército Belo Horizonte 1969 143 891 Schubert Gonzaga de Santana Chubert Capitão de Polícia Militar Belo Horizonte 1969 177 1087 Schubert Capitão da Polícia Militar Belo Horizonte - Delegacia 1969 177 497 Sebastião Calheiros Calheiros Major Rio de Janeiro - Ilha Grande 1970 76 1483 Calheiros Capitão PM - Diretor do Presídio Rio de Janeiro - Ilha Grande 1970 664 1501 Calheiros Capitão - Diretor do Presídio Rio de Janeiro - Ilha Grande 1970 76 1027 Sebastião César Carneiro Sebastião César Carneiro Capitão da Polícia Militar Rio de Janeiro - Diretor do Presídio da Ilha Grande 1970 664 1629 Sebastião da Paixão Sebastião da Paixão Capitão do Exército Belo Horizonte 1969 177 1087 Sérgio (RJ) Sérgio Soldado de 1ª Classe Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1330 Sérgio Soldado de 1ª Classe Rio de Janeiro - CENIMAR/Ilha das Flores 1969 93 734 Sérgio (SP) Sérgio n/d São Paulo - DOI 1976 683 598 Sérgio Fernando Paranhos Fleury Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1970 102 1727 Fleury Delegado n/d 1971 582 1788 Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1970 11 1692 Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1971 260 350 Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1969 7 328 Fleury Delegado São Paulo - DEIC 1968 221 454 Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1969 9 1709 Sérgio Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1972 254 1687 Sérgio Fleury Delegado Ribeirão Preto (SP) - Delegacia 1969 65 1339 Sérgio Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1971 529 651 Sérgio Fleury Delegado São Paulo - DEIC 1969 294 780 Sérgio Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1969 294 862 Sérgio Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1969 299 416 Sérgio Fleury Delegado do DOPS de São Paulo Rio de Janeiro - Casa de São Conrado 1970 679 1474 Sérgio Paranhos Fleury Delegado São Paulo - DEIC 1969 294 613 Sérgio Paranhos Fleury Delegado Rio de Janeiro - CENIMAR e São Paulo - DOPS 1969 9 1834 Sérgio Paranhos Fleury n/d São Paulo - DEIC/DOPS 1969 294 409 Sérgio Paranhos Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1970 11 684 Sérgio Paranhos Fleury Delegado São Paulo - DOPS 1969 9 1741 Sérgio Naza Sérgio Naza n/d Rio de Janeiro 1969 187 1507 Silva Silva Sargento da Polícia Militar São Luís 1972 215 104 Sócrates Sócrates n/d Minas Gerias - DOPS 1971 260 959 Solimar Adilson Aragão Cláudio n/d Rio de Janeiro - CENIMAR - Ilha das Flores 1969 93 734 Cláudio n/d Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 93 1639 Dr. Cláudio n/d Brasília - CODI 1971 18 1307 Dr. Cláudio n/d Rio de Janeiro - DOPS 1970 688 1808 Dr. Cláudio Agente Policial Rio de Janeiro - CENIMAR 1972 215 1186 Dr. Cláudio n/d Rio de Janeiro e Brasília - CODI 1971 18 676 Dr. Cláudio n/d Rio de Janeiro 1971 18 1484 Solimar Inspetor Rio de Janeiro - CENIMAR 1970 98 1785 Solimar Inspetor do CENIMAR São Paulo - DOPS 1971 260 350 Solimar Inspetor Rio de Janeiro - CENIMAR/Ministério da Marinha 1969 645 366 Solimar Inspetor Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1302 Solimar Detetive Rio de Janeiro - CENIMAR e DOPS 1964 31 413 Solimar ("Dr. Cláudio") Inspetor Rio de Janeiro - CENIMAR 1969 205 1329 Solimar ("Dr. Cláudio") Inspetor Rio de Janeiro - CENIMAR - Ilha das Flores 1969 205 730 Solimar ("Dr. Cláudio") Inspetor Rio de Janeiro - CENIMAR 1971 663 1413 Tadashi Tadashi Tenente Ribeirão Preto (SP) - Delegacia Seccional 1969 65 1779 Targa Targa Tenente Ribeirão Preto (SP) - Delegacia Seccional 1969 65 1779 Tarso Tarso Agente do DOPS Rio de Janeiro 1969 187 1507 Teixeira (RJ, Major) Teixeira Major do C. I. B. Rio de Janeiro - CODI 1970 533 90 Teixeira (RJ, Sargento) Teixeira Sargento do Exército Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 679 1474 Thacyr Omar Menezes Sia Dr. Thacyr Menezes Sia n/d Minas Gerais - DOPS 1969 143 1125 Tacir Omar Menezes Cier Delegado Minas Gerais - DOPS 1969 84 776 Thacir Sia n/d Minas Gerais - DOPS 1969 158 1058 Thacyr Menezes Sia n/d Minas Gerais - DOPS 1969 158 26 Thacyr Menezes Sia Delegado Minas Gerais - DOPS 1969 593 891 Thacyr Menezes Sia Delegado Belo Horizonte - DVS 1969 158 1378 Thacyr Sia Delegado Minas Gerais - DOPS 1970 119 776 Thacyr Sia Delegado Minas Gerais - DVS 1969 158 1338 Thacyr Sia n/d Belo Horizonte - DVS (DOPS) 1969 158 1422 Theobaldo Lisboa Dr. Teobaldo n/d Rio de Janeiro 1973 701 75 Teobaldo Policial Rio de Janeiro - DOPS 1970 112 986 Thorvald Dalsgard Torval Policial Fortaleza 1970 176 1723 Tomaz Thomaz n/d São Paulo - OBAN 1970 95 309 Tomaz Capitão da Polícia Militar São Paulo - OBAN 1970 392 1577 Tomaz Capitão da Força Pública São Paulo - OBAN 1970 95 818 Tomaz Capitão São Paulo - OBAN 1969 7 1518 Tomaz Capitão da Polícia Militar São Paulo - OBAN 1970 42 1355 Tomaz Capitão da Polícia Miliatar São Paulo - OBAN 1970 95 183 Torres Torres Sargento Rio de Janeiro - PIC do 1º Batalhão de Polícia do Exército 1969 483 6 Ubirajara Ubirajara Investigador São Paulo - DEIC 1968 221 454 Ubirajara Investigador São Paulo 1968 221 1547 Ulisses Gomes da Silva Ulisses Capitão Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1964 23 1754 Umberto Qualio Umberto Qualio Investigador São Paulo 1969 626 949 Valdomiro Valdomiro n/d Três Passos (RS) - Quartel da Brigada 1970 145 1686 Valença Valença Capitão Rio de Janeiro 1964 23 439 Vasconcelos Vasconcelos Sargento Brasília - PIC 1971 18 676 Vetoratto Vetorazo ("Amich", "Cap. João") n/d São Paulo - DOI 1971 599 1362 Vicente Vicente Soldado da Polícia Militar Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantaria 1969 193 407 Vicente dos Santos Nogueira Vicente dos Santos Nogueira n/d Minas Gerais - DOPS 95 154 Vieira Vieira Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1966 316 148 Vietti Vietti n/d Minas Gerais - DOI - ID/4 1971 54 1662 Villas Boas Villas Boas Major Minas Gerais - DOPS 1964 528 587 Vinícios Vinícios Comissário Aposentado Pernambuco - Secretaria de Segurança Pública 1969 507 88 Waldir José de Mello Barbosa (( Waldir José de Melo Barbosa)) n/d Rio de Janeiro - DOI do 1º Batalhão de Polícia do Exército 1973 75 1101 Waldir Major do Exército Rio de Janeiro - CODI 1973 75 786 Waldir Major Rio de Janeiro - Quartel de Vila Militar 1973 75 943 Waldir Teixeira Góes Góes Tenente Coronel do Exército Belo Horizonte - 12º RI 1969 177 488 Góes Tenente Coronel Belo Horizonte - 12º RI 1969 177 315 Gois Coronel Belo Horizonte - PM 1969 143 896 Valdir Góes Tenente-coronel do Exército Belo Horizonte - 12º Regimento de Infantartia 1969 177 276 Waldyr Coelho Waldir Major São Paulo - OBAN 1969 7 328 Waldir Tenente - coronel Comandante do DOI São Paulo - DOI 1970 232 1785 Waldir Coelho Major São Paulo - OBAN 1969 7 1516 Walter Walter Cabo Fuzileiro Naval Pará - Unidade da Marinha 1964 113 1558 Walter Brasileiro Polim Brasileiro Investigador São Paulo - DEIC e DOPS 1969 294 409 Brasileiro Investigador São Paulo - DEIC 1969 294 780 Walter Jacarandá Jacarandá Major Rio de Janeiro - Ilha das Flores - CENIMAR 1969 205 1302 Jacarandá n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 76 1524 Jacarandá Major Rio de Janeiro - CODI 1970 112 985 Walter Jacarandá n/d Rio de Janeiro - 1º Batalhão de Polícia do Exército 1970 33 113 Walter jacarandá Major Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1970 689 498 Wanderley (Dr) Wanderley (Dr) n/d Belo Horizonte 1971 54 1070 Wanderlino Bezerra de Lima ((Vanderlino Bezerra de Lima n/d n/d 1968 251 1598 Washington Washington n/d Ribeirão Preto (SP) - Delegacia Seccional 1969 65 824 Wilson Gomes Wilson Gomes n/d São Paulo - DOPS 1964 159 46 Zambisque Zambisque Major da Polícia do Exército Rio de Janeiro - Batalhão da Polícia do Exército 1970 76 1027 Zambisque n/d Rio de Janeiro - polícia do Exército 1970 76 1524 Zambisqui n/d Rio de Janeiro - CODI 1970 533 1629 Zanbisque n/d Rio de Janeiro - CODI 1970 664 1629 Ziembinski ( "Magarefe") n/d Rio de Janeiro - CODI 1970 75 280 Zimbisque Major Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Rua Barão de Mesquita 1970 76 280 Zemo José Almeida Moura Zemo Major Juiz de Fora - MG - 1º/4º Reg. Obuses 105 1967 73 617 Zemo Major Brasília - Quartel da Polícia do Exército 1967 73 475 Zemo Major Brasília - Polícia do Exército 1967 73 135 Zemo Major da Polícia do Exército Brasília - Quartel da Cavalaria 1967 73 790 Zemo Major Brasília 1967 73 1625 Zemo Major uberlândia - MG - 3º Bc 1967 73 1660 Zemo José de Almeida Moura Major Brasília - Quartel Dragões da Independência 1967 73 295 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081115/2798f83f/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Nov 16 12:32:26 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 16 Nov 2008 12:32:26 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Carta de Natal Message-ID: <004201c947f8$3d66ab50$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Carta de Natal, divulgada hoje (15) pelo presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, ao encerramento da XX Conferência Nacional dos Advogados, que foi realizada desde a última terça-feira no Centro de Convenções de Natal (RN). A carta foi lida pelo ex-presidente nacional da OAB e membro honorário vitalício, Hermann Assis Baeta. Na mesma linha, a OAB defende na carta o empenho do Executivo para a reabertura dos arquivos da ditadura militar e reitera que "anistia não é amnésia", expressando que só por meio do conhecimento dos erros do passado é possível a um país não repeti-los. A carta contendo as principais conclusões dos cinco dias do evento em Natal foi elaborada por uma comissão especialmente designada para este fim, composta por Baeta, os presidentes das Seccionais da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, e de Goiás, Miguel Ângelo Cançado, e os conselheiros federais da entidade Frederico Coelho de Souza (Pará) e Romeu Felipe Bacellar Filho (Paraná). A seguir, a íntegra da Carta de Natal: "No momento em que três datas históricas expressivas são celebradas pela sociedade brasileira - os 20 anos da promulgação da Constituição Federal, os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o cinqüentenário da Conferência Nacional dos Advogados -, a advocacia brasileira reuniu-se em Natal, Rio Grande do Norte, para debater temas que reafirmam a necessidade inadiável de efetivar as normas constitucionais, sob a ótica dos direitos e garantias fundamentais do indivíduo. Mais de cinco mil advogados, estudantes de Direito e cidadãos assim se manifestaram nos diversos painéis da XX Conferência Nacional dos Advogados, marcada por forte sentimento democrático e de defesa intransigente dos direitos humanos. Atenta ao período que vive o país, a Ordem dos Advogados do Brasil, por sua instância máxima de deliberação, reitera seu papel de tribuna da sociedade civil brasileira, proclamando a necessidade de insistir com obstinação na busca de justiça social. Sem ela, não há liberdade, bem supremo que deve ser protegido pelo Estado. Sem ela, o Estado democrático de Direito constitui mera abstração jurídica. Os pilares em que se sustenta um país justo são construídos com sua efetiva constitucionalização, realçando o direito à vida, a dignidade do ser humano, a cidadania, a acessibilidade, a soberania nacional, os valores sociais do trabalho, o meio ambiente - equilibrado e sustentável -, a previdência social, o acesso livre a bens e serviços públicos e à informação. A desfiguração da Constituição por desmedido número de emendas casuísticas, muitas prejudiciais aos interesses do povo brasileiro, coloca em risco a higidez do Estado, pois gera insegurança jurídica, merecendo alerta máximo da advocacia. Essa urgente necessidade de constitucionalização do Brasil recoloca em cena o clamor da sociedade pelas reformas tributária e política, concretizando nesta última, entre tantos outros, o ideal constitucional de ampla e efetiva participação da sociedade na condução de seu destino, estabelecendo novo padrão de relacionamento Cidadão/Estado. Padrão efetivamente democrático. Descumprir a Constituição, jamais. Afrontá-la, nunca. A Constituição Federal de 1988 rompeu a lógica do estado policial. É inadmissível, portanto que, passados 20 anos, profane-se sua essência, sob pena de vê-la rasgada, contrariando a vontade popular. Nesse sentido, é imperativo que o Supremo Tribunal Federal se manifeste em relação à Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental, em que o Conselho Federal da OAB pede que defina se os crimes de tortura, praticados ao tempo da ditadura militar, sendo comuns e de lesa-humanidade, podem ser abrangidos pela Lei da Anistia. Da mesma forma, no empenho de que o país se reencontre com sua história, pede a reabertura dos arquivos da ditadura, reiterando que anistia não é amnésia, e somente conhecendo os erros de seu passado um país terá meios de não os repetir. O Estado deve conduzir suas ações dentro dos limites dos direitos e garantias fundamentais do indivíduo, com rigorosa observância aos princípios a ele inerentes. Em especial, a amplitude do direito de defesa, sustentado na presunção de inocência e no contraditório, corolários do devido processo legal, observando-se o papel e as prerrogativas do advogado na administração da justiça, considerado indispensável pelo artigo 133 da Carta Magna. A atuação sempre firme da advocacia brasileira e de sua entidade de classe - a Ordem dos Advogados do Brasil -, permeia todas essas questões e se fortalece com os desafios cotidianos que a presente conjuntura de crise internacional impõe ao país: de necessidade de aperfeiçoamento da cultura e do ensino jurídico; de manutenção do exame de ordem; de permanente combate à corrupção e de constante fortalecimento da missão constitucional reservada ao Judiciário, sem o qual não há como falar em Estado democrático de Direito. Todas essas demandas resumem-se numa única palavra de ordem: constitucionalizar o Brasil. Dar conteúdo efetivo aos fundamentos que a Constituição estabeleceu há duas décadas, inaugurando uma era de cidadania e liberdade, que ainda clama por realizar-se. Natal-RN, 15 de novembro de 2008" -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081116/d08cb67d/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Nov 16 12:33:05 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 16 Nov 2008 12:33:05 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?UMA_DAS_MAIS_COMPLETAS_P=C1GINAS?= =?windows-1252?q?_COM_M=DASICAS_=28nacionais=2C_italianas=2C_franc?= =?windows-1252?q?esas=2C_orquestradas=2C_sertanejas=2Cinstrumentai?= =?windows-1252?q?s=2C_valsas=2C_carnavais=2C_latinos=2C_etc=29____?= =?windows-1252?q?/______HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <004301c947f8$5574f6c0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. UMA DAS MAIS COMPLETAS PÁGINAS COM MÚSICAS (nacionais, italianas, francesas, orquestradas, sertanejas,instrumentais, valsas, carnavais, latinos, etc) clique abaixo http://www.mauxhomepage.com/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081116/81a45677/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 24442 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081116/81a45677/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Nov 17 19:03:59 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 17 Nov 2008 19:03:59 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Mulheres_Torturadas_em_S=E3o_Pa?= =?windows-1252?q?ulo?= Message-ID: <041d01c948f8$1b545250$0200a8c0@vcaixe> Mulheres - São Paulo (lista geral)Carta O Berro.........................................................................................................repassem Impossível descrever todas as violências praticadas pelos torturadores durante o regime da ditadura civil-militar desd o golpe de 1964 contra homens mulheres e crianças, capturados ou simplesmente considerados subversivos e hostis ao novo regime policialesco. Todos já submetidos ao cárcere e indefesos diante dos carrascos. Desde a invasões de domicílios, maltrato de familiares assustados diante da violência, roubo de objetos de valor das famílias até, finalmente o sequestro nos porões do DOI-CODI, DEOPS, Delegacias, etc. Choques elétricos na partes íntimas (vagina, seios, anus); na cadeira do dragão (semelhante a cadeira elétrica, toda de metal e com o capacete de "Cristo")onde várias(os) morreram com perfuração no cérebro; afogamento ; pau-de-arara; torturas por violência sexual (estupros,, ameaças de violação, etc);tortura psicológica e moral (torturando parentes e filhos na frente do prisioneiro(a);etc.etc, testam a perversidade desse criminosos (crimes de lesa-humanidade, portanto não prescritos e não amparados pela anistia.) A relação abaixo não se esgota nesses nomes, pois haveria de falar em familiares; pessoas que se sentiram intimidadas em falar, etc. Veja abaixo a relação, apenas em SãoPaulo. Mulheres - São Paulo (lista geral) Nome Idade Ano Amélia Império Hamburger 38 1976 Ana Bursztyn 22 1970 Ana Lúcia Berça Hernandes 23 1972 Ana Maria da Cunha Mohor 29 1972 Ana Maria Gomes da Silva 0 1970 Ana Maria Marques da Silva 25 1971 Ana Vilma Oliveira Morais e Vasconcelos 22 1969 Arlete Bendazoli 24 1969 Arlete Lopes Diogo 27 1973 Áurea Moretti 26 1969 Beth Chachamovitch 0 1969 Carmen Calegari Martin 27 1973 Cecília Satiko Kubota Côngora 27 1978 Clementina de Lourdes Teixeira da Costa 23 1973 Cleonice Conceição Ribeiro 24 1974 Cleuzer de Barros 0 1969 Concepcion Martin Peres 23 1973 Criméia Alice Schimidt de Almeida 0 1972 Darci Toshiko Miaki 27 1972 Dilma Vana Roussef Linhares 22 1970 Dilma Vana Roussef Linharez 22 1970 Elena Miranda de Figueiredo 45 1973 Eleni Ferreira Teles Guariba 30 1970 Elenita Matos Sipahi 29 1970 Eleonora de Oliveira Soares 27 1971 Eliana Potiguara Macedo Simões 23 1972 Eliana Tadei Belini 0 1969 Eliane Tejera Lisboa 20 1972 Elza de Lima Monnerat 63 1970 Elza Ferreira Lobo 33 1976 Estrela Dalva Bohadana Bursztyn 22 1972 Fanny Akselrud de Seixas 54 1971 Francisca Eugênia Guimarães Soares 38 1971 Geni de Barros 27 1971 Guiomar Nagela 0 1969 Guiomar Silva Lopes 26 1970 Heloísa da Silva Bernardes 28 1972 Iara Akselruld de Seixas 22 1971 Idinaura Aparecida Marques 26 1970 Idoina de Souza Rangel 24 1970 Inês Miney 23 1972 Izolda Medeiros 24 1972 Joana D'Arc Jansen Ferreira 31 1971 Josebel Rubem de Toledo 25 1969 Kátia Melles Megri 21 1973 Léa Schacher 23 1971 Leane Ferreira de Almeida 24 1971 Leane Ferreira de Almeira 24 1971 Leila Bosqueto 22 1969 Lenira Machado Dantas 30 1970 Leopoldina Braz Duarte 25 1973 Linda Tayah 24 1971 Lúcia Maria Lopes de Miranda Leão 0 1972 Lúcia Maria Salvia Coelho 34 1971 Márcia Aparecida do Amaral 20 1971 Márcia Yajgmovitch Mafra 24 1971 Mari Kamada 20 1971 Maria Amélia de Almeida Telles 28 1972 Maria Aparecida Costa 24 1969 Maria Aparecida dos Santos 23 1969 Maria Aparecida R. G. Serapião 0 1971 Maria Bertha Mendes 27 1971 Maria Cecília Bárbara Wetten 29 1977 Maria Cecília Cortez de Albuquerque 27 1973 Maranhão Maria Cecília de Castro Pena 27 1973 Maria Celeste Martins 28 1971 Maria Ceres Pimenta Spíndola Castro 24 1973 Maria Cristina Lestenghi Rizzi 27 1971 Maria de Lourdes Rego Melo 0 1970 Maria do Carmo Souza 0 1969 Maria do Socorro Cunha Campos 0 1972 Maria Luiza Locateli Garcia Beloque 23 1970 Maria Madalena Prata Soares 26 1973 Maria Rosa Buonfiglio 24 1973 Maria Sampaio Tavarez 31 1971 Maria Sebastiana Fernandes Roxo 29 1978 Maria Sumie Watanabe 22 1972 Maria Tereza Mantovani 22 1973 Maria Trindade 53 1976 Marisa Saenz Leme 25 1975 Maristela Scofield Silva Pimenta 28 1971 Marlene de Souza Soccas 35 1970 Marlene Florio 29 1972 Marli Gomes Carvalheiro 24 1971 Marly Rodrigues Martins Seixas 31 1973 Maurina 0 1969 Miriam Inêz Ibanez 28 1975 Nádia Peres Vilela 20 1973 Nair Benedicto 30 1969 Nair Yumiko Kobaschi 25 1972 Neide Richopo 26 1973 Nilda Maria Quadros de Barros 0 1969 Norma Freire 0 1969 Norma Sá Pereira Torres 25 1974 Olívia Gomes 27 1973 Ozenilda Alice Garcia 0 1969 Rita Maria de Miranda Sipahi Pires 33 1971 Rosa Camargo Artigas 25 1975 Rosária Amado Andrade 39 1971 Rosemeiry Nogueira Clauset 24 1969 Sandra Aparecida Baptista de Souza Cabezas 26 1972 Sarita D'Ávila Melo 24 1975 Sebastiana Correia Bittencourt Guimarães 0 1969 Sônia Hypólito 24 1970 Sônia Maria de Oliveira Mozoretti 29 1975 Suzete Motta Augusto 23 1971 Tânia Rodrigues Mendes 26 1973 Vera Regina Weischeimer Manfredini 22 1971 Walkíria Queiróz 27 1973 Wilma Aparecida Barban 23 1969 Yara Spadini 31 1971 Yone Sano 29 1972 Zélia de Oliveira Passos 30 0 Zilá Prestes Prá Balde 25 1971 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081117/aeb18a6f/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Nov 17 19:04:34 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 17 Nov 2008 19:04:34 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?AGU_est=E1_juridicamente_obrigad?= =?windows-1252?q?a_a_processar_militares_acusados_de_crime?= Message-ID: <041e01c948f8$33650ec0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. (veja mais no http://blogdobourdoukan.blogspot.com AGU está juridicamente obrigada a processar militares acusados de crime Escrito por Gabriel Brito 15-Nov-2008 Ainda à espera de posições firmes e definitivas do Estado brasileiro, as discussões em torno da Lei de Anistia e sua respectiva interpretação ganharam novos ingredientes nos últimos tempos. A AGU (Advocacia Geral da União), em ato contestado por diversos setores do judiciário nacional, resolveu assumir a defesa dos militares Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Costa Maciel, este último já falecido. Além disso, é crescente a pressão de parte da sociedade brasileira no sentido de exigir do governo e do judiciário pareceres sobre a abertura dos arquivos e da interpretação dos crimes cometidos pelos militares. Para analisar tais questões, o Correio da Cidadania conversou com o Procurador do estado de São Paulo Damião Trindade, agraciado em 2008 com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos "João Canuto", entregue pelo Movimento Humanos Direitos. Para sustentar a posição de que os crimes perpetrados pela ditadura são imprescritíveis, Damião enumera as diversas convenções às quais, desde 1914 em Haia, o Brasil tem se submetido, o que por si já impediria o país, nos marcos do direito internacional, de não julgar tais crimes na condição de lesa-humanidade. Quanto à defesa dos militares oferecida pela AGU, Trindade, autor do livro ?História Social dos Direitos Humanos?, considera tal caso "assombroso", pois a "União estaria juridicamente obrigada a ingressar diretamente com ações contra os agentes criminosos identificados, para compeli-los a repor ao erário esses valores que, por culpa deles, está sendo obrigada a desembolsar como indenizações aos sobreviventes e às famílias dos mortos e desaparecidos". Correio da Cidadania: Como você avalia as propostas de revisão da anistia aos agentes do Estado que cometeram crimes, como a tortura e execução a sangue frio de presos e resistentes durante a ditadura militar? Damião Trindade: Não se trata propriamente de rever a anistia desses agentes criminosos do Estado. Tanto a lei 6.683/1979 (lei da anistia), como o artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988 (que ampliou a anistia) e a Lei 10.599/02 (que regulamentou esse dispositivo constitucional) anistiaram apenas crimes políticos, os crimes a eles conexos e crimes eleitorais. Mas, quando agentes do Estado seqüestravam pessoas, torturavam-nas no interior de repartições públicas, matavam-nas, muitas vezes ocultando seus cadáveres, não se trata mais de crimes políticos nem conexos, e muito menos eleitorais, e sim de crimes de lesa-humanidade, cometidos à margem da legalidade criada pela própria ditadura, pois nenhum dos governantes da ditadura jamais emitiu qualquer decreto-lei "autorizando" torturas, homicídios ou desaparecimentos forçados. Mesmo se existisse alguma norma com esse conteúdo, seria completamente ilegal à luz do Direito Internacional Público, ao qual o Brasil se submete. CC: Como o Direito Internacional se aplica nessas situações? DT: No terreno específico da garantia da vida e da incolumidade de pessoas presas, o Brasil aderiu aos comandos emanados do direito internacional já em 1914, quando ratificou a Convenção de Haia sobre o respeito aos princípios humanitários e às chamadas "leis da humanidade" durante as guerras, com a obrigatoriedade de preservação da vida e da integridade de prisioneiros. Depois, em 1945, o Brasil subscreveu carta de criação da ONU, documento fundado na busca da paz e na defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana ? a começar pela vida e pela integridade física. Além disso, naquela mesma época o direito internacional engendrava a figura penal dos "crimes de lesa-humanidade", que foi definida no estatuto do Tribunal de Nuremberg (confirmado pela ONU em 1946). Logo em seguida, essa modalidade criminal foi também acolhida pelas Convenções de Genebra (1949) e pela Convenção contra o Genocídio. Mais tarde, as convenções contra a tortura e contra desaparecimentos forçados, assim como o Estatuto de Roma, pelo qual foi criado o Tribunal Penal Internacional, reiteraram integralmente aqueles conceitos jurídicos desenvolvidos nos pactos celebrados no imediato pós-Segunda Guerra Mundial. Todos os documentos que mencionei até agora foram subscritos pelo Estado brasileiro. Assim, desde 1946, para dizer o mínimo, as figuras dos crimes de lesa-humanidade já ingressaram no ordenamento jurídico brasileiro vindas do direito internacional ? portanto, já eram normas com plena eficácia jurídica quando houve o golpe militar de 1964. Parece que os ditadores "se esqueceram" disso, ou não acreditaram que aqueles documentos pudessem ser levados a sério. Mas firmou-se por completo o entendimento nos tribunais internacionais de que torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados de prisioneiros, cometidos por agentes públicos durante ditaduras, são, sim, crimes de lesa-humanidade. Por fim, a Corte Interamericana de Direitos Humanos já decidiu que tal tipo de crime não é passível de anistia, seja por leis produzidas pelas próprias ditaduras ? a chamada "auto-anistia", como é a nossa lei de 1979 ? seja por leis posteriores a elas, pois se considera que tais crimes afetam não só suas vítimas diretas, mas a própria humanidade em si. Logo, o perdão ou "esquecimento" não pode, juridicamente, ser operado pela legislação interna de nenhum país. Esses crimes, conforme a jurisprudência dos tribunais internacionais, são imprescritíveis, não importa o tempo que passe. Sua punibilidade penal só se extingue com a morte dos agentes que os cometeram. CC: O que pensa a respeito de a AGU, Advocacia Geral da União - ou seja, o Estado brasileiro -, considerar os militares processados por seus atos no antigo regime como beneficiários da lei de anistia e assumir suas defesas? Não é uma flagrante contradição dentro de um Estado que, em tese, repudia e condena tal período da história? DT: Esse caso é espantoso, pois nem se trata de persecução penal de agentes da ditadura. O Congresso Nacional editou a mencionada lei 10.559/02 que, dentre outras matérias, obrigou o Estado a indenizar as vítimas ou seus familiares pelos crimes cometidos por agentes públicos durante a ditadura. Em decorrência, o Estado vem indenizando os sobreviventes e as famílias dos mortos e desaparecidos, isto é, vem reconhecendo, nesses casos bem documentados, que o Estado tolerou condutas criminosas de seus agentes, condutas que estão agora gerando efeitos financeiros contra o próprio Estado. Esse dinheiro das indenizações saiu e continua a sair do erário. A rigor, a União estaria juridicamente obrigada, ela mesma, a ingressar diretamente com ações contra os agentes criminosos identificados, para compeli-los a repor ao erário esses valores que, por culpa deles, está sendo obrigado a desembolsar. Esse tipo de procedimento ocorre todos os dias na administração pública. Por exemplo: uma ambulância pública bate num carro particular. O dono do veículo privado demanda indenização do Estado pelos danos sofridos. Se o acidente ocorreu por culpa do condutor do veículo oficial ? por exemplo, se avançou no cruzamento enquanto o semáforo estava vermelho ?, ele terá de ressarcir as despesas com que o Estado arcou para reparar os danos tanto da viatura oficial, como do carro particular. Se não aceitar ressarcir amigavelmente, a administração pública tem o poder-dever de ajuizar uma ação contra ele para ressarcir-se. Isso, repito, acontece todos os dias. Por que o governo federal não aplicou o mesmo critério no caso das indenizações políticas? Por que a própria União não processou os agentes da ditadura para que ressarcissem ao erário as despesas com as indenizações pagas? Pois foi necessário o Ministério Público Federal tomar tal iniciativa, na defesa do patrimônio público. O MP federal ajuizou uma ação contra dois ex-comandantes do DOI-CODI de São Paulo, para responsabilizá-los financeiramente (não penalmente) por cerca de 60 indenizações pagas pela União relativas a mortos e desaparecidos naquele centro de horrores durante o período em que aqueles dois militares o dirigiram. Ou seja: a ação é em defesa do patrimônio da União. Os réus são os dois militares, não a União. Chamada a pronunciar-se no processo, a União, representada por sua Advocacia Geral, deveria ter endossado a iniciativa do MP. Mas, para assombro e estarrecimento dos próprios meios jurídicos do país, a AGU defendeu os réus! Colocou-se contra o próprio interesse patrimonial da União! Mas, como a AGU deve representar a vontade da União, agora a decisão se desloca para as mãos do presidente da República. Ele deve dizer com todas as letras à nação qual deve ser a vontade que a AGU deverá representar em juízo. Com um simples comunicado interno, ele pode determinar a mudança de posição da AGU. Há inteira base jurídica e processual para isso. A menos que não queira fazê-lo, o que seria horrível, uma capitulação política completa! CC: Membros mais destacados do governo já se posicionaram contra tal posição da AGU. Desta forma, de onde viria a influência para a defesa dos acusados em questão? Fatos como esse não seriam, ademais, o preço a pagar em função de não se ter limpado dos quadros do poder ? nas áreas política, administrativa e jurídica ? pessoas fortemente ligadas ao regime antigo? DT: A vacilação governamental até em determinar que a AGU assuma o pólo da defesa do ressarcimento do erário é algo sério. Não adianta superestimar fantasmas como "pressão militar", claro que ela ainda deve existir. Mas, se for esse o caso, até quando o governo eleito para defender o patrimônio do Estado e a própria democracia postergará o enfrentamento desse problema? CC: Ao lado da falta de vontade política, por que o Brasil, signatário de múltiplas convenções que condenam imprescritivelmente os crimes da ditadura, conforme destacado acima, é vagaroso na solução dessas antigas feridas, incluindo-se nisso a abertura dos arquivos? DT: Porque falta uma decisiva mobilização social para obrigar os governantes a honrarem os compromissos internacionalmente assumidos pelo país e os próprios compromissos que esses governantes assumiram com o povo de defender a ordem democrática. CC: Por que, ademais, o país apresenta uma dificuldade maior que seus vizinhos de passado semelhante em ir além das reparações às famílias afetadas? DT: Nos países vizinhos do Cone Sul, a pressão social foi certamente maior, até porque lá os mortos das ditaduras contaram-se às dezenas de milhares. E também porque nesses países não se desenvolveu, ao menos não com a força socialmente anestesiante que ganhou por aqui, um certo modo de dominação ideológica, historicamente produzido por nossas classes dominantes, que a grande mídia reproduz sistematicamente, que mistura hipocrisia, cinismo e covardia, expressando-se em máximas tais como "é melhor não mexer no passado", "vamos deixar as coisas como estão", "vamos olhar para o futuro"... Essa idolatria do medo, essa postura omissa do "não quero me comprometer", à qual a classe média brasileira tornou-se muito receptiva, cumpre o papel de amortecer a indignação social. E também não se deve subestimar que uma fração imensa dessa classe média é politicamente reacionária mesmo, egoísta e fútil, sem nenhuma sensibilidade em relação ao drama social, apoiou a ditadura e apoiaria qualquer governo, mesmo abertamente fascista, que assegurasse a ela condições para continuar comprando roupas da moda e trocar de carro ano sim, ano não. CC: O momento não pede por uma entrada definitiva, e consequentemente uma solução, por parte do judiciário brasileiro em relação a como tratar os crimes cometidos pela ditadura? DT: Temo pela posição que o Supremo Tribunal Federal possa vir a adotar nesse assunto. A julgar por declarações de seu atual presidente e de alguns outros integrantes daquela corte, há uma vertente interna que quer mesmo "colocar uma pedra sobre o passado", o que conduziria o Estado brasileiro a uma situação de vexame mundial. O Tribunal Interamericano de Direitos Humanos e a Corte Internacional de Haia certamente condenariam o país por essa omissão. Isso já aconteceu com os nossos países vizinhos. Argentina, Chile e Uruguai passaram a julgar mais frequentemente os homicidas e torturadores de suas ditaduras depois que seus militares começaram a ser condenados em cortes internacionais. As entidades brasileiras de Direitos Humanos já estão se preparando para bater às portas dos tribunais internacionais, caso se confirme a omissão/cumplicidade do Estado brasileiro em relação aos agentes criminosos da ditadura. CC: O ministro do Supremo Gilmar Mendes chegou a declarar que também seriam imprescritíveis os crimes de "terrorismo" político, praticados pelos opositores do regime, assim como o são os crimes cometidos pelos agentes de Estado no período. O que você responderia a essa afirmação? DT: Primeiro, "terrorista" foi a ditadura militar, que derrubou um presidente eleito, jogou a Constituição na lata do lixo e perpetrou durante 21 anos crimes bárbaros contra nosso povo. Os agentes da ditadura foram estupradores de mulheres presas, torturadores de pessoas amarradas em cadeiras, assassinos que ocultaram os cadáveres de suas vítimas. Beira o desrespeitoso chamar de "terroristas" os brasileiros e brasileiras que resistiram ao terror praticado pela ditadura. Isso é posicionamento exclusivamente ideológico. Em segundo lugar, os que lutaram contra a ditadura nada têm a temer, nada a esconder, nada a negar. Não negam sua luta, orgulham-se dela, ao contrário dos agentes que operavam nas sombras dos centros de tortura e morte da ditadura e hoje negam covardemente o que fizeram! Não conseguiriam mesmo assumir sua própria vergonha ? imaginem a dor de seus filhos e netos se descobrirem ou confirmarem que foram gerados por torturadores, estupradores, homicidas, ocultadores de cadáveres e escondedores de arquivos! Em terceiro lugar, os que combateram a ditadura e dela escaparam com vida já "pagaram" por sua conduta digna, e pagaram duramente, com tortura e prisão, com ou sem condenações naquelas auditorias militares dos anos de chumbo. Para que as feridas possam efetivamente se fechar, o país precisa oferecer aos criminosos da ditadura exatamente o que eles negaram às suas vítimas: acusações penais justas, isto é, não baseadas em provas extorquidas sob tortura, com garantia de amplo direito de defesa, o devido processo legal assegurado e, por fim, sentenças judiciais com direito a todos os recursos previstos na lei processual. Enquanto isso não acontecer, estaremos "fazendo de conta" que aqueles crimes também não aconteceram, o que, além de por si mesmo abominável, é um estímulo imenso, renovado todos os dias, para que as detenções extrajudiciais, a tortura dos presos pobres e seu assassinato se reproduzam nos dias de hoje. A impunidade dos criminosos da ditadura funciona como uma espécie de "garantia" de impunidade para a violência policial de hoje. Isso já foi até academicamente demonstrado. Mas essa classe média egoísta e infantilizada pelo consumismo nem se dá ao trabalho de buscar entender por que, além dos pobres, também ela própria já começa a ser atingida. CC: As forças armadas, que até hoje não se desculparam por seus atos de então, ao não renegarem o período em discussão, não se revelam ainda dominadas por alguns dos mesmos valores e conceitos de então? DT: Enquanto não abrirem todos os arquivos daquele período vergonhoso, enquanto não localizarem e entregarem as ossadas dos desaparecidos, enquanto não se desvencilharem completamente, por atos e palavras, dos laços antigos com a ditadura militar e de todas as suas simbologias, nossas forças armadas conservarão sobre si a sombra dessa suspeita. Essa suspeita ficará pairando até sobre as cabeças dos democratas que devem existir no seu interior. O país precisa saber definitivamente se suas forças armadas aceitaram tornar-se incondicionalmente fiéis ao Estado de Direito. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081117/5d4636e0/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Nov 18 18:05:01 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 18 Nov 2008 18:05:01 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?N=E3o_tenha_medo=2C_=E9_s=F3_desli?= =?iso-8859-1?q?gar_a_TV?= Message-ID: <098901c949b9$086899a0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Beatrice Não tenha medo, é só desligar a TV fonte: http://www.bluebus.com.br/ Noticia do Blue Bus - 12/11/08 Marinho De fato, a crise nao chegou, mas o medo dela sim16:00 A crise é assunto em toda parte - nas salas de reunioes das empresas, nos botecos, nos saloes de beleza, nas agências de propaganda e principalmente na mídia. Mas, afinal, será que ela já desembarcou de fato no país? Quais as consequências que ela pode trazer? Para responder a essas dúvidas, a McCann e o Datapopular foram a campo na última semana de outubro para entrevistar mais de 600 habitantes de capitais e cidades do interior das regioes Sul, Sudeste e Nordeste, todos pertencentes às classes C e D, ou seja, com renda média familiar entre R$ 600 e R$ 3,000 - nota mais cedo aqui. Os resultados, divulgados agora de manha, mostraram que, apesar de ainda nao terem sido afetadas, as pessoas nao tem duvidas de que nao, nao sairao ilesas dessa crise. 12/11 Luiz Alberto Marinho Para você ter uma idéia do que anda acontecendo, basta dizer que 85% dos brasileiros de baixa renda consideram que sua condiçao econômica atual vai de regular para boa e que apenas 25% acham que a vida ficou pior nos últimos 3 meses. Porém, chega a 43% o percentual dos que acreditam que o país piorou de 6 meses para cá. Além disso, 76% estao preocupados ou muito preocupados com a crise, 90% pensam que o país será afetado por ela e 88% dizem que a própria família sofrerá de alguma maneira as consequências desse problema. O que mais se espera é o aumento do desemprego, reduçao nos salários e aumento da inflaçao. Em outras palavras, o que assusta essa gente é a possibilidade de ter que reduzir o consumo e a nao conseguir pagar suas contas e dívidas. 12/11 Luiz Alberto Marinho O que faz com que as pessoas acreditem que todas essas coisas ruins acontecerao com elas em breve, apesar de haver poucos sinais concretos da crise em suas vidas? É justamente o barulho que se faz em torno do tema, especialmente na mídia, que alimenta com fervor o pessimismo desse pessoal. 12/11 Luiz Alberto Marinho Mesmo sem entender direito o que acontece no mundo, 61% dos brasileiros que habitam a base da pirâmide social cogitam pisar no freio e adiar a realizaçao de sonhos de consumo. Os mais preocupados sao os que moram no interior, as mulheres e os mais velhos. Entre as medidas que poderao ser adotadas, caso a situaçao piore de fato, estao a diminuiçao dos gastos, a reduçao do grau de endividamento, a busca por mais um emprego e o adiamento de compras planejadas para o ano que vem, especialmente a aquisiçao de automóveis, eletrodomésticos e eletrônicos, a reforma da casa e a compra de imóveis. 12/11 Luiz Alberto Marinho Do ponto de vista das marcas e do varejo, o que esse consumidor popular pode fazer é procurar lojas mais baratas, cortar produtos supérfluos, diminuir a frequência de compra e trocar as marcas preferidas por similares mais em conta. Os setores que sofreriam menos, se a crise bater na porta das classes C e D, seriam os relacionados com limpeza, saúde, moradia, alimentaçao e educaçao. Os maiores cortes seriam em lazer, vestuário, cartoes de crédito e celulares. O grande termômetro do pessimismo do consumidor popular brasileiro será este Natal. Nada menos do que 63% dos entrevistados pensam em mudar a forma de presentear. Se eles farao isso realmente ou nao é algo que somente saberemos no início do ano que vem. 12/11 Luiz Alberto Marinho Concluindo, a pesquisa da McCann mostra que as classes C e D já sabem o que fazer se a crise invadir suas casas sem pedir licença. Desemprego de algum parente ou amigo próximo, aumento da inflaçao e incapacidade de pagar contas ou dívidas seriam os principais sinais de que é chegada a hora de agir. Elas estao assustadas e preocupadas, nao com o presente, mas principalmente com as incertezas do futuro e a possibilidade de perder boa parte do que conquistaram a duras penas nos últimos anos. Todas do Marinho no Blue Bus, escolha uma na lista aqui. 12/11 Luiz Alberto Marinho +++ postado por Grupo Beatrice http://grupobeatrice.blogspot.com/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081118/7507ff0f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 42097 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081118/7507ff0f/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 21323 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081118/7507ff0f/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Nov 18 18:05:26 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 18 Nov 2008 18:05:26 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Meu_nome_=E9_crise_____por__Fre?= =?windows-1252?q?i_Betto?= Message-ID: <098a01c949b9$1d859180$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Laercio Meu nome é crise Por Frei Betto - Adital - de São Paulo Frei Betto é escritor Há tempos não se falava tanto de mim como agora. Tudo por causa de uma crise no sistema financeiro. A África anda, também há tempos, em crise crônica - de democracia, de alimentos, de recursos; quem fala disso? Existe ameaça de crise do petróleo; governantes e empresários parecem em pânico frente à possibilidade de não poder alimentar 800 milhões de veículos automotores que rodam sobre a face da Terra. No último ano, devido ao aumento do preço dos alimentos, o número de famintos crônicos subiu de 840 milhões para 950 milhões, segundo a FAO; mas quem se preocupa em alimentar miseráveis? Meu nome deriva do grego krísis, discernir, escolher, distinguir - enfim, ter olhos críticos. Trago também familiaridade com o verbo acrisolar, purificar. Ao contrário do que supõe o senso comum, não sou, em si, negativa. Faço parte da evolução da natureza. Houve uma crise cósmica quando uma velha estrela, paradoxalmente chamada supernova, explodiu há 5 bilhões de anos; seus cacos, arremessados pelo espaço, deram origem ao sistema solar. O sol é um pedaço de supernova dotado de calor próprio. A Terra e os demais planetas, cacos incandescentes que, aos poucos, se resfriaram. Daqui a 5 bilhões de anos o sol, agonizante, também verá sua obesidade dilatada até se esfacelar nos abismos siderais. Todos nós, leitores, passamos pela crise da puberdade. Doeu ver-nos expulsos do reino da fantasia, a infância, para abraçar o da realidade! Nem todos, entretanto, fazem essa travessia sem riscos. Há adolescentes de tal modo submersos na fantasia que, frente aos indícios da idade adulta, que consiste em encarar a realidade, preferem se refugiar nas drogas. E há adultos que, desprovidos do senso de ridículo, vivem em crise de adolescência... Resulto da contradição inerente aos seres humanos. Não há quem não traga em si o seu oposto. Quantas vezes, no trânsito, o mais amável cidadão arremessa o carro sobre a faixa de pedestres; a gentil donzela enfia a mão na buzina; o aplicado estudante acelera além da conveniência! Não é fácil conciliar o modo de pensar com o modo de agir. Estou muito presente nas relações conjugais desprovidas de valores arraigados. Sobretudo quando a nudez de corpos não traduz a de espíritos e o não-dito prevalece sobre o dito. Felizmente muitos casais conseguem me superar através do diálogo, da terapia, da descoberta de que o amor é um exercício cotidiano de doação recíproca. O príncipe e a fada encantados habitam o ilusório castelo da imaginação. Agora, assusto o cassino global da especulação financeira. Acreditou-se que o capitalismo fosse inabalável, sobretudo em sua versão neoliberal religiosamente apoiada em dogmas de fé: o livre mercado, a mão invisível, a capacidade de auto-regulação, a privatização do patrimônio público etc. Dezenove anos após fazer estremecer o socialismo europeu, eis-me a gerar inquietação ao mercado. A lógica do bem-estar não lida com o imprevisto, o fracasso, o inusitado, essas coisas que decorrem de minha presença. Os governantes se apressam em tentar acalmar os ânimos como a tripulação do Titanic, enquanto a água inundava a quilha, ordenou à orquestra prosseguir a música... Tenho duas faces. Uma, traz às minhas vítimas desespero, medo, inquietação. Atinge aquelas pessoas que não acreditavam em minha existência ou me encaravam como se eu fosse uma bruxa - figura mitológica do passado que já não representa nenhuma ameaça. Minha outra face, a positiva, é a que a águia conhece aos 40 anos: as penas estão velhas, as garras desgastadas, o bico trincado. Então ela se isola durante 150 dias e arranca as penas, as garras, e quebra o bico. Espera, pacientemente, a renovação. Em seguida, voa saudável rumo a mais 30 anos de vida. Sou presença frequente na experiência da fé. Muitos, ao passar de uma fé infantil à adulta, confundem o desmoronar da primeira com a inexistência da segunda; tornam-se ateus, indiferentes ou agnósticos. Não fazem a passagem do Deus "lá em cima" para o Deus "aqui dentro" do coração. Associam fé à culpa e não ao amor. Acredito que este abalo na especulação financeira trará novos paradigmas à humanidade: menos consumismo e mais modéstia no padrão de vida; menos competição e mais solidariedade entre pessoas e empreendimentos; menos obsessão por dinheiro e mais por qualidade de vida. Todas as vezes que irrompo na história ou na vida das pessoas, trago um recado: é hora de começar de novo. Quem puder entender, entenda. Frei Betto é escritor, autor de "Cartas da Prisão" (Agir), entre outros livros -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081118/1ea65de4/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 17211 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081118/1ea65de4/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Nov 19 18:50:14 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 19 Nov 2008 18:50:14 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Clovis_Moura=3A_5_anos_sem_o_=22p?= =?iso-8859-1?q?ensador_quilombola=22__por___Diorge_Alceno_____/___?= =?iso-8859-1?q?_=22Eu_aprendi_a_me_conhecer_lendo_Cl=F3vis_Moura?= =?iso-8859-1?q?=2E_Sou_negro_e_me_vi_em_Brasil=3A_ra=EDzes_do_prot?= =?iso-8859-1?q?esto_negro=22=2E_=28A=EDlson_do_Carmo_de_Souza=29?= Message-ID: <0d9801c94a88$8441c400$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 19 DE NOVEMBRO DE 2008 - 20h12 Clovis Moura: 5 anos sem o "pensador quilombola" por Diorge Alceno Konrad* "Eu aprendi a me conhecer lendo Clóvis Moura. Sou negro e me vi em Brasil: raízes do protesto negro". (Aílson do Carmo de Souza) Em 23 de dezembro, faz 5 anos que perdemos Clóvis Moura. De forma antecipada, e como parte das reflexões sobre a Semana da Consciência Negra, nada mais apropriado do que homenageá-lo. Sua obra e sua militância foram a melhor síntese da práxis que uniu a reflexão teórica e a luta por um Brasil de igualdade racial.[1] Clóvis Moura e a Consciência Negra Desde que Zumbi passou a ser reconhecido como símbolo da luta antiescravista brasileira, foi reconsiderada parte de nossa visão de história, não feita por heróis, mas tendo o Quilombo dos Palmares como personificação e síntese da luta dos negros, nos mais de 300 anos de escravidão em nosso País, e nos quase 500 anos de luta pela liberdade e contra o preconceito. Foi justamente isto que os movimentos negros, independente de suas correntes, resgataram, através do 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Como já afirmou Clóvis Moura, no clássico e pioneiro Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas, o quilombo foi a unidade básica de resistência do escravo. Parafraseando-o, poderíamos afirmar que Palmares, como o maior de todos os quilombos, foi e é a unidade básica simbólica desta resistência contra o regime servil. Por outro lado, o quilombola, como afirmou o próprio autor nesta sua obra paradigmática, "era o elemento que, como sujeito do próprio regime escravocrata, negava-o material e socialmente, solapando o tipo de trabalho que existia e dinamizava a estratificação social existente". No quilombo, o agente fundamental do processo histórico passava de escravo a quilombola, pois, "quer no seu sentido econômico quer na sua significação social, o escravo fugido era um elemento da negação da ordem estabelecida".[2] Foi também Clóvis Moura, historiador, sociólogo, jornalista e poeta, um dos que mais no ensinou sobre a relação entre a escravidão em nosso passado histórico e a relação com o racismo contemporâneo. A identidade étnica da comunidade negra brasileira tem sido uma afirmação e uma conquista do movimento negro e de todos os que são comprometidos com suas bandeiras. O 20 de novembro (dia da morte de Zumbi dos Palmares), em substituição ao 13 de maio (Abolição da Escravatura), representa, há mais de 30 anos, o salto da consciência pelo resgate da negritude como um processo de auto-estima e valorização da cultura afro-descendente no Brasil. E a trajetória de resistência de Zumbi e dos quilombolas sempre será um norte para seus pósteros, na batalha atual pela consciência negra de homens e de mulheres em todos os cantos do Brasil. Através de seu estudo, compreendemos a contribuição dos negros por sua liberdade, conquistada na luta contra um modo de produção escravista implantado de fora para dentro, continuada na contraposição a opressão racial, após a abolição até os dias atuais. A aproximação de momentos históricos aparentemente tão distantes, 1695 (a morte de Zumbi) e a atualidade (sua eterna ressurreição histórica e política) têm como significado a luta pela liberdade e contra a discriminação racial, luta absolutamente atemporal. Este significado envolve todos aqueles que buscam, efetivamente, uma sociedade onde a igualdade não seja apenas preceito legal, mas concretude histórica. No processo de luta pela igualdade social e contra a discriminação étnica, os quilombos se constituíram no símbolo dos refúgios criados pelos negros para fugir das desigualdades, da impiedade com que eram tratados pela sociedade. A história, enquanto processo, não existiria se não fosse pela mudança. Mas no Brasil, os processos de mudanças são incompletos. A luta contra a escravidão não resultou na igualdade racial. Pelo contrário, a exploração econômica e social do escravo, justificada e construída pela discriminação cultural e étnica, resultou no racismo passado e presente, como forma de manutenção ideológica da dominação de classe, que o fim da escravidão não extinguiu. O fim da escravidão no Brasil aprofundou a existência dos sem-teto e sem-terra, de maioria negra. O fim da escravidão no Brasil perpetuou a dominação de uma classe dominante de maioria branca, que transformou o trabalho assalariado, um avanço histórico, em novas formas de discriminação, colocando os descendentes de escravos nos salários mais baixos - quando tiveram acesso a ele, no desemprego, no subemprego. Esta é a herança mais perversa do "medo branco" (termo apropriadamente referendado pela historiadora Célia Marinho de Azevedo), em relação à maioria negra do Brasil, a fim de que esta não tivesse, com o fim da escravidão, a igualdade social, econômica, política e cultural. Ainda temos muito a refletir em termos de consciência negra. A consciência é um processo de construção coletiva e social que reflete sob o ponto de vista individual. No Brasil, as idéias dominantes e oficiais ainda são as idéias da classe dominante, hegemonicamente racistas, preconceituosas e excludentes, mesmo que em tese afirmem o contrário. Portanto, resgatar a história de Palmares, de João Cândido e da Revolta da Chibata, do Massacre dos Lanceiros Negros, em Porongos, durante a Revolução Farroupilha, e de tantas outras formas e exemplos de resistência antiescravista e contra o preconceito racial enraizado no Brasil, faz parte desta reflexão. Reflexão para a ampliação da consciência negra, em particular, e da consciência de todos, em geral. No rumo da construção de uma sociedade na qual a discriminação e o preconceito étnico, bem como a exploração social e econômica (também fundada na discriminação e no preconceito), sejam parte do passado de nossa história. Boa parte disso aprendemos com as obras e os estudos de Clóvis Moura.[3] Clóvis Moura: engajamento como parte da práxis Clóvis Steiger de Assis Moura nasceu em 10 de julho de 1925, em Amarante, no Piauí. Jornalista, historiador, poeta, sociólogo, professor e escritor. Membro de uma família de classe média-baixa, filho de mãe branca e pai negro tem, entre seus antepassados, um barão do Império prussiano, seu bisavô Ferdinando Von Steiger; pelo lado paterno, a escrava Carlota, sua avó e escrava de seu avô, senhor de engenho do Nordeste açucareiro. Clóvis, ainda criança, mudou-se com a família para Natal (RN), onde residiu de 1935 a 1941. Ali, a partir da Insurreição Comunista de 1935, passou a simpatizar com as idéias da esquerda. Iniciou seus estudos num colégio de padres maristas, o Colégio Santo Antônio. Ainda muito jovem fundou, à revelia dos irmãos maristas, o Grêmio Cívico-Literário "12 de Outubro", onde eram realizadas reuniões semanais para discussão de literatura e política. Segundo Moura, o grêmio cresceu e prosperou, chegando a possuir quarenta membros, participantes ativos, "cada um com seu patrono à maneira da Academia Brasileira de Letras". Comenta, ainda, que "o Grêmio contou com sócios honoráveis, como Luís da Câmara Cascudo, Elói de Souza, dentre outros autores regionais de renome". Possuiu também um jornal literário de nome O Potiguar, sob sua direção, no qual publicou o primeiro de muitos artigos sobre o Brasil, este versando sobre a Inconfidência Mineira. Quando Clóvis Moura e seu irmão se mudaram para Salvador, em 1942, findou-se o Grêmio, muito conhecido pelos debates e publicações literárias. Na Bahia, Clóvis não chega a graduar-se em Humanidades naquele ano, e ingressou na carreira jornalística por meio do jornal O Momento, diário do Partido Comunista do Brasil - PCB. É quando há o contato com o PCB, em Juazeiro, que se constitui na oportunidade para que ele se aprofundasse nas teorias marxistas e pecebista da III e IV Internacionais. Já em 1945 tornou-se militante e, em 1947, elegeu-se deputado estadual pelo Partido, mas tem sua candidatura cassada pelo Tribunal Eleitoral, devido a uma manobra política proveniente dos partidos de ocasião, em torno de um comício no qual estava em Juazeiro, no dia 1º de maio.[4] Em seguida, transferiu-se para São Paulo, atuando no periódico Notícias de Hoje e na Frente Cultural do PCB, ao lado de Caio Prado Jr., Villanova Artigas e Artur Neves e outros. Na ruptura dos comunistas, em 1962, foi um dos raros intelectuais a acompanhar o PCdoB. A partir dos anos 1970, destacou-se pela militância junto ao movimento negro brasileiro. Participou da criação, em 1975, do Instituto Brasileiro de Estudos Africanistas, uma organização voltada ao estudo do racismo no Brasil e que promovia cursos, debates, seminários, etc., juntamente com o movimento negro, quando este começava a se reorganizar. Ainda na década de 1970, contribuiu para a construção do Movimento Negro Unificado (MNU), escrevendo o programa da entidade. Em 1980, nos estertores da Ditadura Civil-Militar, depois de anos de repressão política, ao analisar os resultados do Censo do IBGE, escreveu que "a identidade e a consciência étnicas são profundamente escamoteada pelos brasileiros". Na ocasião, alertava para o fato de que a negação da identidade negra demonstrava como o brasileiro fugia da sua verdade étnica, procurando, através de "simbolismos de fuga", situar-se "o mais possível próximo do modelo de cor tido como superior". Até a sua morte, nos finais de 2003, no combate à imagem de que os afro-descendentes teriam sido passivos perante aos suplícios a que foram submetidos no País, que Moura obteve o maior reconhecimento. Suas teses foram demonstradas seja pelas revoltas escravas, as quais foram muitas, seja pelo processo de aquilombamento. Pouco antes de morrer, estava muito próximo do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), quando produziu uma história de Canudos, símbolo da luta da resistência pela terra, além de produzir textos para a luta do movimento. Nos últimos anos se considerava um "comunista sem partido", produzindo ensaios e trabalhos para a editora Expressão Popular. Em toda a sua trajetória, foi um importante estudioso dos movimentos sociais brasileiros, particularmente dos movimentos do campo, sem deixar de estender seu principal foco para a questão dos negros no Brasil. Também estudou a Frente Negra Brasileira, criada em 1931 e fechada por Getúlio Vargas, no início do Estado Novo (1937-1945). Para Clóvis Moura, esta frente, que chegou a ter mais de 70 mil membros ainda está a espera de estudos mais consistentes. Tinha aversão aos estudiosos de gabinete, os quais sempre trataram o povo e os movimentos sociais apenas como objeto de suas pesquisas, de forma distante e fria. Ao contrário daqueles, Clóvis Moura fez parte da pesquisa que fazia, sendo um ator do processo que estudava ou herdeiro das tradições de lutas que buscava compreender. Por isso, a militância dos trabalhadores, dos operários, dos negros e dos camponeses o reconhecem como aquele que colocou a sua arte e seu conhecimento a serviço da libertação dos oprimidos, sendo um intelectual indignado e, ao mesmo tempo, generoso, movido pela razão, mas também pela emoção. Escreveu, entre outros, Introdução ao pensamento de Euclides da Cunha (1964), O preconceito de cor na literatura de cordel (1976), O negro: de bom escravo a mau cidadão? (1976), Os quilombos e a rebelião negra (1981), Brasil: raízes do protesto negro (1983), Diário da Guerrilha do Araguaia (Apresentação, de 1985), Quilombos - resistência ao escravismo (1987), Sociologia do negro brasileiro (1988), História do negro brasileiro (1989), As injustiças de Clio: o negro na historiografia brasileira (1990), Dialética radical do Brasil Negro (1994), Sociologia política da guerra camponesa de Canudos: da destruição de Belo Monte ao aparecimento do MST (2000), Os quilombos na dinâmica social do Brasil (2001), Dicionário da escravidão no Brasil (2004)[5] e o clássico Rebeliões de senzala, editado pela primeira vez em 1959, com reedições em 1972, 1981 e 1988. Em seus estudos, como bem observou José Carlos Ruy,[6] destacaram-se a premissa teórica marxista fundamental: a existência da luta de classes na sociedade escravista também existiu luta de classes, abrindo "uma vertente que levaria, nos anos seguintes, a um reconhecimento aprofundado da luta escrava e sua importância para a dinâmica da sociedade brasileira", levando ao "reconhecimento de que a história do negro no Brasil se confunde com a história do povo brasileiro". Sobretudo com Rebeliões, podemos "compreender como, a partir daquelas contradições de nosso passado histórico, o Brasil tornou-se o que é hoje", pois "foi a relevância numérica da escravidão, seu tempo de duração e a forma como foi abolida no Brasil que "determinaram a emergência do modelo do capitalismo dependente em que vivemos até hoje". Para Ruy, Rebeliões da Senzala é, talvez, "o primeiro estudo onde a história do escravo (e do negro) brasileiro é colocada no seu justo lugar de história do povo brasileiro, e não de um segmento populacional à parte, específico e segmentado", pois o livro "reata, assim, a história do povo brasileiro de nossos dias com a história daqueles que, antes de 1888, mourejavam sob o instituto infame e desumano que foi a escravidão".[7] Nesta obra de Clóvis Moura podemos compreender o fundamento da sociedade escravista, não apenas pela dominação dos senhores sobre os escravos, mas a sua essência: de que, como o próprio autor considerou na conclusão de Rebeliões: "as revoltas dos escravos, como apresentamos neste livro, formaram um dos termos de antinomia dessa sociedade". Ou seja, não há como entender a dominação do modo de produção escravista no Brasil sem estudar o seu antônimo, a resistência de classe perpetrada pelos próprios escravos. Para Moura, que alarga esse entendimento mais ainda, as revoltas não foram apenas um dos termos dessa antinomia. Pelo contrário, "foram um dos seus elementos mais dinâmicos, porque contribuíram para solapar as bases econômicas desse tipo de sociedade", criando "as premissas para que, no seu lugar, surgisse outro tipo" de sociedade. Assim, completa o autor, "as lutas dos escravos, ao invés de consolidar, enfraqueceram aquele regime de trabalho, fato que, aliado a outros fatores, levou o mesmo a ser substituído pelo trabalho livre".[8] É justamente esta a inovação central da obra de Clóvis Moura, em contraposição a uma historiografia tradicional que apenas apresenta o escravo como elemento positivo da sociedade escravista, no qual o escravo aceitou passivamente a sujeição que lhe era imposta pelos senhores de escravos. Para Moura, mesmo quando a resistência era passiva, ela contribuía, no geral, para a luta contra a própria escravidão. Para Clóvis Moura, esta resistência veio de várias formas: as formas passivas: a) o suicídio, a depressão psicológica (o banzo); b) o assassínio dos próprios filhos ou de outros elementos escravos; c) a fuga tradicional; d) a fuga coletiva; e e) a organização de quilombos longes das cidades; as formas ativas: 1) as revoltas cotidianas pela tomada do poder; 2) as guerrilhas nas matas e estradas; 3) a participação em movimentos não escravos; 4) a resistência armada dos quilombos às invasões repressoras; e 5) a violência pessoal ou coletiva contra senhores ou feitores.[9] Para José Carlos Ruy, ao aprofundar o conhecimento de nosso passado, e demonstrar que a história da história da escravidão faz parte do fio contínuo da história de nosso povo, a obra de Clóvis Moura aprofundou, também, e inovou o pensamento marxista e contribuiu para aprofundar a consciência socialista e o anti-preconceito das gerações seguintes de historiadores e militantes do movimento revolucionário e anti-racista brasileiro. Para o autor, "uma dessas inovações é a lição fundamental, aprofundada nas obras que vieram depois de Rebeliões da Senzala, de que, em sociedades como as nossas, os conceitos de classe e raça são inseparáveis para a compreensão da situação das classes dominadas", pois. elas "imbricam-se, e conferem características próprias às relações de dominação em nossas sociedades". Por outro lado, continua Ruy, Rebeliões da Senzala "preparou também o rompimento com os esquemas fossilizados do oficialismo marxista e eurocêntrico de então, que impunham uma evolução das sociedades obrigatoriamente em cinco estágios sucessivos - comunidade primitiva, escravismo, feudalismo, capitalismo e socialismo". Na obra foi demonstrado o nosso passado escravista colonial, de onde o modo de produção capitalista emergiu, depois de uma lenta transição, da desagregação do escravismo - e não do feudalismo, como na versão clássica européia. Ruy salienta que Rebeliões da Senzala mostrou que a complexidade da formação social brasileira teve influências externas que interagiram com a dinâmica interna, fazendo com que nossa história resultasse da combinação deste processo colonial e neocolonial (e imperialista, hoje), com os interesses que dominam nossa sociedade até os dias atuais. Finalmente, como enfatiza José Carlos Ruy, o conjunto da obra de Clóvis Moura, se sintetiza "na rebeldia escrava, na consideração da ação dirigida contra a manutenção do escravismo como principal elemento para a compreensão das contradições fundamentais não só daquele modo de produção, como do capitalismo que o sucedeu, e das formas políticas que, sobreviventes do passado, estão ainda baseadas num autoritarismo gerado e nutrido no domínio da senzala pela casa-grande". Este domínio desembocava no conflito, sendo este "parte cotidiana da vida do escravo", podendo "variar de grau e intensidade, de pequenas resistências diárias no trabalho, à morte de feitores e senhores ou à rebelião aberta, e sua eclosão quebrava todos os véus, dilacerava os disfarces que a negociação construía, opondo as duas facetas contraditórias e inconciliáveis daquela relação, o senhor e o escravo". Com esta lógica argumentativa, que explicita o processo real de nossa formação histórica, desfaz-se o mito da negociação para o fim da escravidão. Desfaz-se o mito da democracia racial, construída nos tempos coloniais e escravistas, tão ao gosto das análises freyreanas de nossa classe dominante. Desfaz-se o mito da passividade dos segmentos sociais dominados. Desfaz-se o mito de uma historiografia comprometida com o status quo. O significado da obras de Clóvis Moura nos faz entender melhor, porque o intelectual, jornalista, historiador, poeta, sociólogo, professor e escritor, autor de Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições e guerrilhas, se tornou um marco como intérprete do pensamento social brasileiro, sendo parte da pesquisa que fazia, o que o fez juntar-se aos trabalhadores, aos operários, aos negros e camponeses, colocando seu conhecimento para a libertação de todos os oprimidos, em especial para a continuidade da construção da consciência negra em nosso País. Notas [1] As reflexões apresentadas abaixo contém extratos do seguinte artigo: KONRAD, Diorge Alceno. Na senzala a resistência, no quilombo a liberdade: a obra de Clóvis Moura. In: SANTOS, Júlio Ricardo Quevedo dos; DUTRA, Maria Rita Py (orgs.). Nas trilhas da negritude: consciência e afirmação. 1ª ed. Porto Alegre: Martins Livreiro, 2007, p. 115-133. [2] Estas considerações conclusivas não são apresentadas na primeira edição de Rebeliões de senzala, lançada peal Edições Zumbi, em 1959. Conferi-las em MOURA, Clóvis. Rebeliões de senzala: quilombos, insurreições e guerrilhas. 4 ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988, p. 269 e 271. [3] Tive a honra de conhecer Clóvis Moura em Porto Alegre, em 1994, em lançamento-debate de sua obra Dialética radical do Brasil Negro. Tornei a revê-lo no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, em 1999, no Seminário "40 anos de Rebeliões de senzala", o qual teve a participação também de Soraya Moura, José Carlos Ruy, Octávio Ianni, Robert Slenes, Élide Bastos, Ângela Figueiredo, Sílvia Hunold Lara e Lívio Sansone. [4] Informações mais desenvolvidas sobre a trajetória de Clóvis Moura podem ser encontradas em MESQUITA. Érika. Clóvis Moura (1923-2003). In. Afro-Ásia, n. 31, Salvador, UFBA, p. 337-56. Cf. o texto na íntegra em http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/770/77003111.pdf. Acesso em 6/09/2007. Da mesma autora também pode ser consultado o artigo "Clóvis Moura e a sociologia da práxis". In. Estudos Afro-Asiáticos, vol. 25, n. 3. Rio de Janeiro: Universidade Cândido Mendes, 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-546X2003000300007&script=sci_arttext. Acesso em 2/05/2005. [5] No Dicionário, Clóvis Moura destacou mais de 800 verbetes. Esta obra é o resultado de mais de 30 anos de pesquisa, revelando os aspectos do Brasil escravocrata e do Brasil escravizado, auxiliando a entender parte da luta e da cultura brasileira que dura mais de 4 séculos. [6] Estudioso da obra de Clóvis Moura, José Carlos Ruy foi seu amigo durante longos anos e companheiro de movimentos políticos e sociais desde a época da resistência contra a Ditadura Civil-Militar, até o falecimento do autor, ocorrido no final de 2003, quando tinha 78 anos. [7] Ver as opiniões desenvolvidas por José Carlos Ruy no artigo Clóvis Moura investigava o passado histórico para compreender melhor as lutas do presente, publicada na Revista Espaço Acadêmico, n. 32, jan. 2004. Disponível em http://www.espacoacademico.com.br/032/32cruy.htm. Acesso em 2/05/2005. [8] As considerações acima se encontram em MOURA, Clóvis, op. cit., 1988, p. 269. [9] Idem, p. 273. -------------------------------------------------------------------------------- *Diorge Alceno Konrad, Doutor em História Social do Trabalho pela UNICAMP -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081119/c562dfa4/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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El grupo era comandado por el teniente coronel Cyro Etchegoyen, un experto en contrainteligencia. En Santiago ya estaban operando los oficiales Walter Mesquita de Siqueira y Décio Barbosa, del Centro de Inteligencia del Ejército (CIE), y los sargentos Deoclécio Paulo y José Mileski, pertenecientes al Destacamento de Operaciones e Informaciones (DOI), de Río de Janeiro. Estos antecedentes, hasta ahora desconocidos, son revelados por el historiador brasileño Luiz Alberto Moniz Bandeira, en su libro Fórmula para el caos. La caída de Salvador Allende (1970-1973), una cuidadosa investigación que profundiza en la intromisión del gobierno de Estados Unidos en América del Sur, como promotor de la caída de varios gobiernos democráticos, incluyendo el de la Unidad Popular. El libro será presentado el 11 de septiembre en Sao Paulo y está prologado por el vicecanciller de Brasil, Samuel Pinheiro Guimaraes; el profesor estadounidense Peter Kornbluh, director del Chile's Projecto del National Security Archive, de la Universidad George Washington; y el embajador de Chile en Buenos Aires, Luis Maira. La edición en español ha sido preparada por la división chilena de la editorial Random House, y es prologada por el ex ministro socialista Jorge Arrate. Moniz Bandeira cuenta en su libro que el día 12 de septiembre de 1973, el general Augusto Pinochet envió una caravana de carros de combate para invitar al coronel Walter Mesquita de Siqueira, agregado militar en la embajada brasileña en Santiago, para conversar con él. Pinochet le dijo que le gustaría que Brasil fuese el primer país en reconocer a la Junta Militar. En consecuencia, el embajador Antonio Cándido Da Câmara Canto, fer-viente partidario del golpe militar en Chile, solicitó a Itamaraty (el Ministerio de Relaciones Exteriores de Brasil), una autorización urgente para reconocer al régimen militar de Chile, dado que su posición "estaba internamente consolidada", con la excepción de un "pequeño grupo inexpresivo aún en rebeldía". Câmara Canto, en otro mensaje, argumentó que "sería muy bien visto por la Junta Militar y por el pueblo" que Brasil fuera la primera nación en enviarle auxilios, dado que faltaban medicamentos, plasma, suero, algodón, etc., además de provisiones, sobre todo harina de trigo, para la fabricación de pan, que ni la embajada de Brasil tenía. El profesor Moniz Bandeira tuvo acceso a los archivos clasificados de la cancillería brasileña y pudo examinar cientos de telegramas enviados desde Santiago. Entrevistó a decenas de testigos de aquella época y revisó cientos de libros y documentos sobre los acontecimientos políticos que precedieron al gobierno de Salvador Allende. Cuenta que el embajador de Estados Unidos en Brasilia, John H. Crimmins, el 14 de septiembre, tres días después del derrocamiento de Allende, se reunió con el canciller Mario Gibson Barbosa, para hablar sobre la situación en Chile, manifestándole que el gobierno de Estados Unidos "se inclinaba favorablemente" hacia la Junta Militar, pero que evitaba traducir "esta simpatía en actos públicos y formales". Crimmins le dijo al canciller brasileño que el reconocimiento no debería manifestarse antes de diez días, pues Washington aguardaba que otros países, como Gran Bretaña, lo hiciesen. Recién el 24 de septiembre Estados Unidos reconoció a la Junta Militar de Chile, junto con otros ocho países, después que la Unión Soviética, la República Democrática Alemana y Bulgaria rompieran relaciones diplomáticas con Chile. No obstante, requerido por su embajador en Santiago, el canciller Gibson Barbosa el mismo día 12 lo había instruido para que se reuniese con Pinochet y le expresara que el gobierno brasileño estaba pronto a reconocer a la Junta Militar. Câmara Canto debía señalar a Pinochet que el gobierno brasileño tenía la decisión de "prestar toda la asistencia posible" que fuese solicitada. Esa noche, cuenta Moniz Bandeira, Câmara Canto fue recibido por la Junta Militar y el almirante Ismael Huerta, que estaba al frente del Ministerio de Relaciones Exteriores. "Fui recibido con demostraciones de gran satisfacción y afecto, que aumentaron al ponerlos en conocimiento de mi misión", relató el embajador en telegrama a Itamaraty, agregando que la Junta Militar agradecería si el reconocimiento "fuese hecho de inmediato". El gobierno brasileño, no obstante, pidió que la Junta Militar cumpliese ciertas "formalidades mínimas", sin las cuales la decisión brasileña "sería intempestiva e incluso posible de crítica". Tales formalidades consistían en hacer públicos, con amplia divulgación, los siguientes puntos: a) garantía de control efectivo del territorio; b) constitución del gobierno, esto es, el nombre de cada ministro y de cada cartera, aún interinos o no formalmente nombrados; c) garantía de respeto a los compromisos internacionales. El canciller Mario Gibson Barbosa sugirió al embajador Câmara Canto que recomendara a la Junta Militar que solicitase el reconocimiento de otros países y que las formalidades mínimas fuesen inmediatamente cumplidas, pues quería hacerlo aquel día 12. La petición de Brasil se cumplió de inmediato y los ministros de Pinochet asumieron sus carteras frente a las cámaras de TV, en tanto que la Junta Militar declaró que serían respetados los acuerdos internacionales. También anunció que mantendría relaciones diplomáticas con todos los países, excepto Cuba y algunos otros, cuya situación estaba en estudio. En cuanto al control efectivo del país, a pesar de los bolsones de resistencia, la Junta Militar, con "el estado de sitio en tiempo de guerra" y el toque de queda, ya dominaba la situación. El general Carlos Prats, entretanto, trasladado a la Vicaría General Castrense, tuvo que desmentir, "visiblemente a disgusto" relata el autor, a través de TV Universidad Católica la noticia procedente del exterior de que estaba al frente de tropas, marchando sobre Santiago. Esta fue la condición que la Junta Militar le impuso para concederle el salvoconducto que solicitaba. Abatido y decepcionado, el día 15 el general Prats se asiló en Argentina. Hortensia (Tencha) Bussi, viuda de Allende, viajó a México, junto con su hija Isabel y cuatro nietos, después del entierro de Salvador Allende en el Cementerio Santa Inés de Viña del Mar. No le habían permitido siquiera ver el cuerpo de su marido. Y Beatriz Allende, casada con el cubano Luis Fernández Oña, viajó a La Habana. "(...) La alta burguesía chilena logró satisfacer su ambición de derrocar al gobierno constitucional de Chile, usando a las Fuerzas Armadas como instrumento de destrucción fratricida, las que -desde esas trágicas horas- pasaron a convertirse en guardia pretoriana de la oligarquía", registró el general Carlos Prats en sus memorias, un hombre lúcido y honrado, recuerda Moniz Oliveira. Dinero, medicinas y asesores Escribe el historiador: "Los muertos se multiplicaban, mientras el Estadio Nacional y otros recintos se llenaban de millares de presos, maltratados y torturados cruelmente, y las embajadas acogían a centenares de refugiados, en gran parte extranjeros de diferentes nacionalidades, que estaban siendo capturados implacablemente por los militares. La embajada chilena en Brasilia entregó una nota a Itamaraty, informando que en Chile había trece mil extranjeros, la mayoría en situación irregular, y entre ellos 1.297 brasileños". El gobierno brasileño, luego de reconocer formalmente a la Junta Militar, mandó un avión a Chile con 20 toneladas de medicamentos y productos alimenticios. Y, en una segunda etapa, otro avión, un Hércules C-130, en el cual también se embarcó el coronel Herman Rojas, agregado de la Fach en Brasil, transportando cinco toneladas de arroz y azúcar y 30 toneladas de medicamentos, adrenalina, agua oxigenada, vendas, atropina, etc. (...) -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081120/66882925/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Nov 20 13:12:55 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 20 Nov 2008 13:12:55 -0200 Subject: [Carta O BERRO] "Matar a un hombre es un crimen, acabar con todo un pueblo, es un asunto a discutir..." Ibrahim Tuqam, poeta palestino (CARTA O BERRO) Message-ID: <008001c94b22$a2cc0260$0200a8c0@vcaixe> El Establecimiento del Estado de Israel ----- Original Message ----- From: Vanderley Caixe To: vanderleycaixe at revistaoberro.com.br Sent: Thursday, November 20, 2008 1:03 PM Subject: "Matar a un hombre es un crimen, acabar con todo un pueblo, es un asunto a discutir..." Ibrahim Tuqam, poeta palestino ----- Original Message ----- From: Vanderley Caixe To: vanderleycaixe at revistaoberro.com.br Sent: Thursday, November 20, 2008 12:56 PM Subject: "Matar a un hombre es un crimen, acabar con todo un pueblo, es un asunto a discutir..." Ibrahim Tuqam, poeta palestino Carta O Berro...............................................................................................repassem UN ARTÍCULO DE JOTA ROSLI El Establecimiento del Estado de Israel "Matar a un hombre es un crimen, acabar con todo un pueblo, es un asunto a discutir..." Ibrahim Tuqam, poeta palestino) Desde sus comienzos, el conflicto Israel-Palestino se intentó explicar como fenómeno de dos religiones diferentes e irreconciliables: la judía y la musulmana. El establecimiento del Estado de Israel (más conocido como Al Nakba)fue la máxima expresión del problema, y al mismo tiempo fue el punto culminante donde salieron a flote las verdades ocultas y las causas reales de las diferencias entre las dos naciones: el Estado de Israel no es más que una política imperialista en Medio Oriente. Las principales justificaciones de esta afirmación son el hecho de que Israel se formó colonizando un pueblo y una tierra (Palestina), la relación inmediata y estrecha de los judíos con los Estados Unidos, y los actuales métodos de mantenimiento y sostenimiento del Estado que lleva a cabo el gobierno israelí. Fue una colonización El principal argumento de la ocupación de Palestina por parte de los judíos, pueblo vagante durante toda la historia, es la certeza de que su divinidad (Yahvéh) les prometió mediante el patriarca Abraham una "tierra prometida" y que justamente estaba allí: en tierra palestina. Robert Allen Warrior, compara dicha ocupación con la colonización de América por parte de los europeos, explicando como Yahvéh comanda la aniquilación de la población indígena de la zona: los cananeos, cuyos descendientes son los palestinos. En las narraciones de el Antiguo Testamento, se relata con respecto a las tierras que se les prometieron al pueblo judío :"(...)cuando Yahvéh, tu dios, te las entregue, y tu las derrotes, las destruirás y no harás ningún pacto con ellas y no tendrás piedad con ellas (Deut.7:1-2)". La promesas del dios ya están dichas, lo que queda es entrar a la tierra y expulsar a los que viven allí. Se pretende mediante esta explicación simplista e irracional que toda la gente de los demás países (y religiones) aceptemos esta profecía, aún no siendo pertenecientes al judaísmo. ¿De que forma es admisible reconocer los mandatos de una religión la cual no profesamos y más si estos llaman a invadir una tierra que no le pertenece, que le es ajena? Se pueden hallar similitudes con la misión de los jesuitas durante los siglos XVII y XVIII, que "en nombre de Dios" debían "civilizar" a la población indígena americana bajo la doctrina cristiana. Otra vez más en la historia de la humanidad algunos poderosos deciden lo "mejor" para un pueblo, sin preguntarle al mismo si cree que es lo conveniente para sí. Palestina es una tierra invadida a lo largo de toda su historia. En 1516 fueron los otomanos, en 1914 entra la ocupación británica. En ese momento la población árabe constaba de 604.000 personas, mientras que los judíos solo eran 85.000. Cuando Gran Bretaña decide abandonar Palestina, deja a la comunidad internacional la decisión. El 29 de Noviembre de 1947, sin el consentimiento del pueblo palestino, la Organización de Naciones Unidas (ONU) lanza la resolución 181 con la cual decide partir Palestina en dos, una parte árabe y otra parte judía. De esta manera Europa introduce una cómoda reparación moral por el sufrimiento judío producido por el Holocausto. El Estado judío junto a una conspiración internacional hicieron el recambio de un pueblo por otro, convirtiendo una presunta descolonización inglesa en una nueva colonización cualitativamente diferente, mediante el surgimiento de un Estado basado en la inmigración judía, vieja aspiración de origen sionista. Shimón Peres, líder político israelí afirmó que "cuando Theodor Hertzl, fundador del sionismo, se refería a `un pueblo sin tierra que busca una tierra sin pueblo` no era consiente de la existencia de una población árabe en Palestina". Para mantener la colonización vigente y debido a la poca población judía en tierra Palestina, el Estado de Israel tuvo que establecer en 1950 la "Ley de Retorno" que permite que todos los judíos del mundo pueden obtener la ciudadanía asentándose en el país y el servicio militar obligatorio, creando cuadros combativos que defiendan la tierra invadida, transformando a la sociedad israelí en una sociedad militarizada. Los palestinos desean recuperar su territorio y no van a dar por finalizada su lucha hasta conseguirlo. Israel se convirtió en una zona de peligro inminente, de disputa, donde entre los ciudadanos israelíes lo único que sobrevive es el miedo. ¿El miedo a los conflictos o el miedo a represalias palestinas? Todo el que invade una tierra jamás va a estar tranquilo viviendo en ella y en Israel aquel sentimiento es verdaderamente notorio. Israel y los Estados Unidos: una profunda relación "Estados Unidos y el Estado Sionista "Israel" constituyen las únicas superpotencias, que debido a su poder militar, poseen el control mundial, y ya han implantado una Dictadura Terrorista Militar Mundial destinada a esclavizar el conjunto de los países "normales". El apoyo de los Estados Unidos a Israel nos remite directamente a un doble interés estratégico de los dos países, que desemboca en una cadena de favores que se resumiría en la compleja formula de protección-seguridad israelí, y de aniquilamiento de focos de "conflicto" árabes (mundialmente llamados "terroristas"). No debe tambalear el poderío mundial-imperialista de la potencia del Norte, siendo Israel un "baluarte contra el terrorismo fundamentalista islámico" , neutralizando países árabes vendedores de petróleo y proporcionándole también tecnología de avanzada. A cambió EEUU le ofrece a su aliado ayuda económica para el crecimiento del mismo, esconder sus engaños y ambigüedades; y armarlo de manera militar y bélica, convirtiéndolo en la sexta potencia del mundo en dicha materia, igualada en número y calidad con británicos, franceses y chinos. Washington sigue otorgando 3.000 millones de dólares a Israel en concepto de ayuda, a pesar del Acuerdo Symington, que impide conceder ayudas a países que desarrollan armas nucleares fuera del control y los tratados internacionales. No es difícil entender que tanto EEUU como Israel desean mantener este secreto, con el cual el primero se evita el problema de justificar su ayuda militar y económica a Israel, y este último puede seguir recibiendo cómodamente asistencia norteamericana. Así, en un informe del Pentágono de 2001, Israel no aparecía en la lista de estados con armas nucleares, a pesar de las evidencias y de informes de la Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos (CIA) que afirman lo contrario, como un documento de 1968 que concluye que dicho país había comenzado a producir armas nucleares, pero no critica el descubrimiento, al mismo tiempo que persigue por estas razones a otras naciones del Medio Oriente como Irak, Irán y Siria. El gobierno Israelí no reconoce ni desmiente la existencia de armamento nuclear, y en el parlamento, el Knesset, nunca había debatido el tema en sesión abierta hasta que el 2 de febrero de 2002 un congresista llamado Issam Makhoul rompió el silencio y fue expulsado de la sala. Luego Makhoul declaró: "Hoy la llamada ambigüedad nuclear se aplica solamente a los ciudadanos de Israel. No pueden participar como críticos democráticos de su gobierno porque este les oculta la verdad sobre un tema del que dependen sus vidas". Además, Israel jamás firmó el Tratado de No Proliferación Nuclear (como si lo hicieron Irán y Corea del Norte ), creado para evitar la diseminación de armas nucleares a nivel mundial. Debido a esto, los israelíes no han estado sujetos a inspecciones ni a la amenaza de sanciones por parte del Organismo Internacional de Energía Atómica (OIEA), dependiente de la Organización de las Naciones Unidas. Un ejemplo claro de este secreto de Estado es el caso del científico israelí Mordejai Vanunu, quien estuvo 18 años preso en una celda aislada por haber revelado a un periódico británico numerosos secretos relacionados con el poder nuclear de Israel. Vanunu trabajaba en la ultrasecreta central nuclear de Dimona, en el desierto del Neguev y al ser despedido reveló que Israel es una potencia nuclear con unas 200 bombas atómicas. Los servicios secretos israelíes, el Mossad, le tendieron una trampa al científico mediante una agente llamada Cindy, que sirvió de anzuelo para detenerlo y llevarlo ante la justicia israelí. ¿No es demasiada casualidad que esta agente, cuyo verdadero nombre es Sheryl Bentov, viva en la actualidad justamente en Florida, Estados Unidos? Vanunu, luego de salir de prisión declaró en televisión: que "no hace falta ningún Estado judío; debe existir un Estado palestino y los judíos pueden vivir en cualquier lugar del mundo". Vanunu había nacido en una familia judía sefardí de clase obrera en el árido Negev y había testimoniado la persecución de los palestinos autóctonos, sintiendo compasión por ellos Concluyendo, es interesarte notar el hecho de que únicamente poco después de su creación el Estado de Israel mostró interés en la adquisición de armas nucleares. ¿Acaso estaba intentando armarse para demostrarle poderío al pueblo a quien sometió, sabiendo que el mismo iba (en un futuro cercano) intentar recuperar su tierra? Por otro lado, el Estado Israelí fue creado de manera unilateral por parte de las organizaciones sionistas. Es interesante investigar de donde provienen las mismas y como su existencia tiene estrecha relación con los intereses económicos de la potencia del Norte. El sionismo es el movimiento nacionalista y colonialista judío que, desde finales del siglo XIX, se propuso la creación del Estado de Israel y promovió y promueve la migración de judíos a Palestina, la ancestral "tierra prometida", arraigado sentimiento de que su "destino histórico" se encuentra en esa tierra. Este movimiento adquirió alcance político gracias a Teodor Herzl, un periodista austríaco que pensaba que potencias europeas apoyarían el ideal sionista para: librarse de los judíos y del antisemitismo (evitando el influjo de inmigrantes judíos desde Europa oriental) y utilizar la influencia judía organizada para combatir a los movimientos revolucionarios y otros factores internos. Herzl explicaba que "Palestina debía ser colonizada ya que ocupaba una posición estratégica y Europa, permitiría más pronto el asentamiento de los judíos". Sin lugar a dudas, el sionismo es una ideología imperialista porque "seleccionó" el lugar más conveniente para la instalación del Estado judío, sin importarle quien habitaba dicha zona, desplazando un pueblo y apropiándose de sus bienes, su tierra, su identidad. En 1897, Herzl organizó el primer congreso sionista en Basilea, Suiza, cuyo programa decía: "el sionismo quiere crear un hogar para los judíos en Palestina, al amparo de la ley pública". Cuando el gobierno otomano rechazó la propuesta de Herzl de otorgar la autonomía a Palestina, los sionistas buscaron el apoyo de Gran Bretaña. En 1903 el gobierno británico ofreció a los judíos 6 mil millas cuadradas deshabitadas en Uganda para que se establecieran, pero los sionistas rechazaron esta oferta e insistieron en Palestina. Con el estallido de la primera Guerra Mundial los sionistas promovieron la Declaración de Balfour, donde los británicos prometían apoyar a los judíos en la creación de un estado nacional judío en Palestina. Esta declaración fue incluida en el mandato británico de la Liga de las Naciones sobre Palestina (1922). Así, a lo largo del tiempo, fueron logrando el apoyo de la ONU quien le entregó la tierra palestina en 1947. Actualmente existen en EE:UU. poderosos grupos pro israelíes y sionistas que tienen poder sobre los medios de comunicación más influyentes, sobre sectores estratégicos de la economía estadounidense, sobre partidos políticos, sobre miembros del Congreso y del Poder Ejecutivo. Son ellos quienes determinan indefectiblemente quién accederá a la presidencia de los Estados Unidos. Según palabras del intelectual norteamericano James Petras:"Estos grupos de presión gozan de una considerable influencia en los medios, en la Casa Blanca y entre los líderes de opinión. En otras palabras: no es el voto judío, que apenas representa el 5% en todo el país, sino el poder económico y político de los judíos alineados con Israel lo que explica por qué los principales candidatos presidenciales se resisten a condenar la matanza israelí de palestinos". En un artículo del 2001, Petras analiza a hegemónica posición israelí en los Estados Unidos, que ha perdurado bajo las presidencias republicana y demócratas, una relación que no se basa ni en personalidades ni en configuraciones transitorias de política de partido. "La segunda administración de George Bush está completamente controlada por los extremistas neo-conservadores-sionistas". Además, estos influyentes sionistas de EE.UU. alcanzaron altos puestos en el Pentágono y el Departamento de Estado y desde allí promueven guerras contra países árabes, demonizando a los mismos y fabricando historias de amenazas inminentes como: armas de destrucción masiva (paradójicamente siendo Israel la 6ta potencia del mundo en esa categoría), "terrorismo" y fundamentalismo Musulmán. Un ejemplo clave de estas políticas es la invasión estadounidense a Irak, donde el único otro país que resulta beneficiado es el Estado de Israel (el único en Medio Oriente que apoyó la ocupación) ya la guerra destruyó a un importante contingente humano de la Intifada Palestina, el levantamiento-lucha de resistencia del pueblo palestino. El Estado de Israel tiene métodos de mantenimiento y sostén represivos En la actualidad, y gracias al anti-democrático gobierno de derecha de Ariel Sharon los métodos de mantenimiento del Estado de Israel son técnicas represivas que dan cuenta de un Estado obligado a subsistir del miedo a ser recuperado por sus antiguos habitantes. ¿Acaso que otra razón tendría un Estado imperialista para poner cárceles con torturas legalizadas y no reconocidas, un muro que aísla a los palestinos similar al del apartheid sudafricano, programas y tratativas de fomentar la inmigración y visita judía de todo el mundo? Algunas de estas políticas "de defensa" (según argumentan los israelíes) son: Cárceles.Israel tienen más de 7500 prisioneros palestinos que están detenidos sin cargo y sufriendo condiciones terribles como: palizas indiscriminadas, lanzamiento de gases lacrimógenos, aislamiento durante períodos largos de tiempo, prohibición al derecho a la visita, retención de medicamentos y tratamiento médico a enfermos detenidos, dietas estrictas y abusos sexuales a niños por parte de los carceleros. Durante los interrogatorios el uso de prácticas con torturas han sido legalizadas en el sistema judicial israelí y permitida en casos individuales en los que se considere a un detenido una amenaza contra la seguridad del estado En algunos casos los detenidos han muerto mientras estaban custodiados como resultado de las torturas. Existe además una cárcel clandestina en el centro de Israel llamada Establecimiento 1391, erigida sobre una colina que domina un kibutz, totalmente oculta por los altos muros e hileras de pinos. No figura en los mapas, fue borrado de las fotos aéreas y el cartel que indicaría su número fue eliminado. Los censores extirparon de los medios de comunicación israelíes toda mención a su situación geográfica en nombre del secreto que (según el gobierno) es esencial para "impedir que se atente contra la seguridad del país". El propio Servicio de Seguridad Interna de Israel, Shim Bet, reconoció en junio de 2003 tener Centros de Detención Secretos. A pesar de los esfuerzos del gobierno israelí para bloquear esta información, hechos horribles allí cometidos comenzaron a salir a la superficie. Según la Asociación Cultural Siria: "lo que ocurre tras los muros del establecimiento constituye una violación del derecho internacional flagrante". Esta cárcel se puede asemejar en horror a la que construyeron los norteamericanos en Guantánamo, Cuba. Muro del apartheid. La construcción de este muro tiene una dimensión principalmente política, no esta vinculado a la seguridad, como argumenta el gobierno israelí. "Si fuese por motivo de seguridad lo hubiesen construido sobre la línea de marcación fronteriza y no seis kilómetros dentro del actual territorio palestino" explica el Alcalde la ciudad autónoma palestina de Qalquilia, Maa´rouf Zahran. El muro está destinado exclusivamente a servir para anexar unilateralmente una parte importante de Cisjordania y reforzar el control militar en las ciudades palestinas, manteniendo a sus habitantes encerrados. ¿O es entendible que un muro de "seguridad" esté fortificado con paredes de cemento armado de 8 metros de espesor, torres de control cada 300 metros, fosas de 2 metros de profundidad, alambres de púa y rutas de circunvalación? Una vez que el muro este concluido, el Estado judío habrá anexado el 7% de la Banda Occidental, incluyendo 39 colonias y unos 290.000 palestinos, 70.000 de los cuales no tienen derecho de residir en Israel, ni de viajar, ni de los servicios sociales, padeciendo una extrema vulnerabilidad ya que seguramente serán forzados a emigrar. Las pérdidas mayores que sufrió con este muro el pueblo palestino es aislamiento de los pozos más importantes de agua subterránea, como también así las conexiones a las redes eléctricas, destrucción de campos de cultivo de olivo, cierre de fábricas, comercios y tiendas. También se ha multiplicado la distancia entre la ciudad y los pueblos. Cada vez que se atraviesa el muro hay que enfrentarse con los controles militares llamados cheek points, donde la arbitrariedad de los soldados de turno decide la posibilidad del paso o no. "Con esto se esta acabando la interacción humana y comercial que había entre los palestinos y los israelíes" relata el Administrativo del Ayuntamiento de Qalquilia, Nidal Sheikah Ahmed. Programa de visita al país. Se promueve un programa educativo gratuito de visita a Israel por 20 días, para jóvenes judíos de 18 a 26 años de diferentes países. Se intenta así revitalizar un nacionalismo que jamás existió y del cual depende el mantenimiento del Estado de Israel. Los viajes son financiados de manera completa (estadía, comida, actividades, traslados, excursiones y demás) por el gobierno de Israel, comunidades judías (la Unión de Comunidades judías, el Keren Hayesod, la Agencia judía) y un grupo de filántropos. En Argentina, uno de los contingentes que realizan este tipo de viajes es BirthRight (BRIA), quien anuncia el programa desde su página web (dirigiéndose a los judíos argentinos) como: "Tu aventura. Tu derecho de nacimiento. Nuestro regalo". Ley del Retorno. Nombre falso si los hay de llamar "retorno" a una ley que promueve el ingreso de judíos de todas partes del mundo a una tierra que se apropiaron en 1948. Esta Ley da la ciudadanía automática a todo inmigrante judío al llegar a Israel, ejemplo evidente de la necesidad de poblar una tierra con habitantes que nunca hubo, del mismo paralelismo que la Ley de conversión, con la cual cualquier persona convertida al judaísmo y que tenga relaciones de afecto con el Estado de Israel puede obtener la ciudadanía. Torturas al pueblo palestino. No solo denunciadas por el pueblo palestino, sino también por el diario israelí Ha'aretz, quien declaró que las Fuerzas de Defensa de Israel (FDI) han estado estudiando las tácticas que las tropas de la SS nazi emplearon en 1943 contra resistencia judía en el gueto de Varsovia, y que actualmente las aplican contra los palestinos en la Ribera Occidental y en la Franja de Gaza. El propio ministro Ariel Sharon, miembro de un partido de derecha, reconoció abiertamente admiración por las prácticas ejecutadas por el nazismo, al manifestar en una entrevista realizada por Amos Oz, (periodista y escritor israelí de izquierda, publicada en el periódico israelí Davar el 17 diciembre de 1982): "todos me reprochan que sea un nazi, pues bien, yo lo reivindico en voz alta y clara, porque eso es lo único verdadero y justo que hay en este mundo y este método ha demostrado su eficacia desde Hitler.". Luego, Sharon declaró que su voluntad de aplicar a los palestinos lo que Hitler hizo a los judíos durante la Segunda Guerra Mundial. ¿No es un hecho contradictorio estas declaraciones del primer ministro israelí, que fue la responsable de la construcción de un muro de "seguridad", la misma persona que es acusada por masacres, torturas, violaciones y desapariciones, una de ellas la de más de 3 mil civiles (entre niños, ancianos y mujeres) que se realizaron entre el 16 y 18 de septiembre de 1982 , en los campamentos de refugiados palestinos de Sabra y Chatila? "Aquí moriremos. Aquí, en el último pasaje. Aquí o ahí...nuestra sangre plantará sus olivos"Mahmud Darwish, poeta palestino. En la actualidad, el Estado de Israel es reconocido por muchos países, organizaciones y figuras públicas. Por el otro lado, los palestinos, despojados de sus tierras y también cada vez más despojados de su identidad, son aglomerados bajo el término "terroristas" por el solo hecho de usar sus escasos y pobres métodos de defensa de su pueblo (inmolaciones, piedras pequeñas, huelgas de hambre, Intifadas y demás), mientras que el Estado Israelí con sus tanques y aviones de guerra asesinos ya por su magnitud son vistos a nivel mundial como "el pueblo judío siempre oprimido y víctima del antisemitismo". Este último término es usado en demasía por parte del pueblo judío, quien acusa de "antisemita" a cualquier persona que se proclame a favor de la lucha del pueblo palestino, como dueño de la tierra donde hoy se alza el Estado de Israel. Resulta además paradójico, ya que la resolución 3070 de la ONU, del 30 de noviembre de 1973 reafirmaba igualmente la legitimidad de la lucha de los pueblos por liberarse de la dominación colonial extranjera y de la subyugación foránea por todos los medios posibles incluida la lucha armada.. No hay ejemplo que ilustre más esta situación que lo que expresó el embajador palestino en Argentina Suhail Hani Daher Akel: "(...) un pueblo palestino resistiendo con piedras contra helicópteros Apache, contra aviones de guerra F-16". A su vez, este caso sirve de ejemplo para ver como una potencia como Estados Unidos usa el conflicto Israel -Palestino (entre otros tantos, junto con la invasión de Irak, y demás) para obtener de él beneficios, como el control de la nación árabe obteniendo así recursos minerales y energéticos como el petróleo, que le son vitales para sí. Los medios de comunicación apoyando a esta idea, intentan alertar del "terrorismo global" que azota el mundo entero, cuando se podrían transmitir documentales e informes que expliquen en que circunstancias están las naciones en conflicto y explicar el origen de cada una de las posturas. BIBLIOGRAFÍA www.ansa.it bria.org.ar www.cidob.org www.el-mundo.es www.fdlpalestina.org www.itongadol.com.ar www.jerusalemites.org www.larouchepub.com www.liberacion.press.se www.libreopinion.com www.masuah.org news.bbc.co.uk www.nodo50.org www.objecion.cl www.palestina.int.ar/ www.poesiaarabe.com www.rebelion.org Material compilado del Seminario Abierto de Imperialismo y Resistencia, El imperialismo y las luchas populares de resistencia), Programa Facultad Abierta (Secretaría de Extensión Universitaria de la Universidad de Buenos Aires), Junio 2004. Material compilado del Seminario Conflicto Palestino-Israelí, Universidad Popular Madres de Plaza de Mayo, Septiembre 2004. "Tengo un ramo de olivo en una mano y un fusil de combatiente en la otra; no permitan que se caiga el ramo de olivo". Yasser Arafat Voltar -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081120/09ce6d88/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 23154 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081120/09ce6d88/attachment-0003.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14887 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081120/09ce6d88/attachment-0004.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2901 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081120/09ce6d88/attachment-0005.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Nov 21 19:50:50 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 21 Nov 2008 19:50:50 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_TORTURA_na_Ditadura_=E9_crime_con?= =?iso-8859-1?q?tra_humanidade=2C_diz_ONU__/_ONU_quer_investiga=E7?= =?iso-8859-1?q?=F5es_sobre_a_ditadura_militar_no_Brasil____=28cliq?= =?iso-8859-1?q?ue_nos_textos_indicados=29/__Comiss=E3o_de_Anistia_?= =?iso-8859-1?q?quer_pesquisar_liga=E7=F5es_entre_empresas_e_ditadu?= =?iso-8859-1?q?ra?= Message-ID: <00c101c94c23$5042c810$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 20 de Novembro de 2008 | Atualizado às 15:27h Tortura durante ditadura é crime contra humanidade, diz ONU Para especialista, nenhuma Lei de Anistia deve impedir investigações para determinar os culpados Jamil Chade - de O Estado de S.Paulo ONU quer investigações sobre a ditadura militar no Brasil Os atos de tortura cometidos durante a ditadura militar no Brasil são "crimes contra a humanidade", não prescrevem e nenhuma lei de anistia deve impedir investigações sobre os culpados. O parecer é da principal autoridade da ONU para a tortura, Manfred Nowak, que pede investigações pelos crimes cometidos pelas forças de repressão no País e diz que se trata de uma "obrigação do Estado". Ele deixa claro que contesta a posição da Advocacia-Geral da União (AGU) e de outras instituições brasileiras sobre o assunto. GENEBRA - A tortura cometida durante a ditadura no Brasil deve ser considerada como "crimes contra a humanidade" e nenhuma Lei da Anistia deve impedir investigações para determinar os culpados. A recomendação é do principal especialista da ONU para temas de tortura, o austríaco Manfred Nowak, que nos últimos dois anos investigou casos de tortura no Afeganistão, Guantanamo e Iraque. Veja Também: Íntegra da contestação da AGU sobre a Lei da Anistia Entenda o processo que resultou na Lei de Anistia Direito à verdade: Livro conta história oficial Especial traz a cronologia dos fatos de 1968 A Advocacia Geral da União deu há duas seu parecer de que crimes de tortura realizados nos anos 70 por militares não poderiam ser julgados e que a lei da anistia teria perdoado os crimes. O representa das Forças Armadas na Comissão de Mortes e Desaparecidos Políticos, o coronel da reserva João Batista Fagundes, também defendeu a posição da AGU. "Nenhuma lei de anistia pode impedir investigações", disse Nowak. "No Cone Sul, outros governos já trataram desse tema, como Uruguai e Chile", afirmou. "A tortura é tão grave que nenhuma lei de anistia deve ser usada para impedir investigações", disse Nowak hoje na sede da ONU em Genebra. "As obrigações dos estados é de investigar casos de tortura e de levar os responsáveis à Justiça. Isso deve ser feito sem limitações", afirmou oa austríaco. Ele admite que, no caso da existência de leis de anistia, há certas dificuldades políticas. Mas que essa barreiras precisam ser revistas. Questionado se a tortura durante o regime militar no Brasil seria um crime contra humanidade, Nowak confirmou. "Sim, seriam crimes contra humanidade", disse. Guantanamo Nowak ainda está em consultas com governos latino-americanos para possam negociar com o novo governo americano de Barak Obama um possível recebimento de prisioneiros da base de Guantanamo mantida pelos EEUU para que a prisão possa ser fechada até o final de 2009. ------ textos enviados por Alyda/ Lmusic/Fernanda Tardim/ e Castor -------------------------------------------------------------------------------- To: BEATRICE13 Comissão de Anistia quer pesquisar ligações entre empresas e ditadura A Comissão de Anistia, vinculada ao Ministério da Justiça, quer detalhar em pesquisa o apoio dado por empresas privadas à ditadura militar (1964-1985) no Brasil. O tema deve fazer parte de 18 estudos a serem elaborados a partir de 2009.De acordo com o presidente da comissão, Paulo Abrão, estudiosos serão contratados para elaborar documentos sobre temas variados, entre eles "a participação da sociedade civil" na ditadura militar."Nós vamos contratar algumas pesquisas específicas sobre essa teia de perseguição que extrapolou e muito a ação do próprio Estado, como a Oban [Operação Bandeirantes]", disse Abrão, durante o Seminário Latino-Americano de Justiça de Transição, na sede do Arquivo Nacional, no Rio.A Oban foi uma articulação governamental, criada em 1969 e financiada por empresários, para combater os oposicionistas políticos.Abrão deu a declaração após ser questionado por um conferencista sobre se o Brasil pretende responsabilizar empresas privadas que deram apoio à ditadura no país."A comissão não tem competência efetiva de investigar esses fatos, mas no meio do projeto do Memorial [de Anistia Política] ela procurará desenvolver resultados a partir do acervo dos processos da Comissão de Anistia", respondeu Abrão.Questionado pela Folha, Abrão disse que o recorte temático da pesquisa ficará sob responsabilidade dos pesquisadores, mas que "possivelmente" as ligações entre empresas e a ditadura seria um dos temas.De acordo com Abrão, os relatos que ouviu de perseguidos políticos na comissão indicam que empresas participaram ativamente do regime militar."O que eu tenho conhecimento são relatos de que federações de indústria mantinham listas com nomes de trabalhadores considerados subversivos ou comunistas e que compartilhavam essas informações no sentido de não se permitir que eles fossem empregados após suas demissões de outras empresas."A Folha apurou que já há alguns temas definidos. São eles: guerrilha do Araguaia, movimento estudantil, luta feminista, movimento operário e militares perseguidos. A comissão está tentando financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para o projeto do Memorial da Anistia Política. DECISÃO SOBRE PUNIÇÃO AGORA É DA JUSTIÇA, DIZ TARSO "Do ponto de vista do governo, o debate está terminado", disse o ministro da Justiça. Tarso e o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) defenderam a investigação e a punição dos crimes cometidos por militares na ditadura. Ele elogiou a posição do relator Manfred Nowak, que diz que a tortura cometida por militares é crime contra a humanidade: "Todos os juristas sérios do direito internacional, que analisam isso com sobriedade, entendem desta forma". Lei não barra apuração de torturas, diz ONU Repressão cometida pela ditadura militar não deve ser anistiada por ser crime contra a humanidade e imprescritível, diz Nowak Especialista é responsável pelo relatório das Nações Unidas que trata dos abusos cometidos contra detentos na prisão de Guantánamo Manfred Nowak durante coletiva na sede da ONU em Genebra Nenhuma lei de anistia deveria impedir a investigação de crimes como a tortura. A opinião é de Manfred Nowak, relator das Nações Unidas para Tortura, para quem a obrigação moral de levar os responsáveis por tais delitos à Justiça sobrepõe-se a qualquer legislação.Nowak foi além: para ele, ações de repressão cometidas pela ditadura militar, como tortura, desaparecimentos e execuções extrajudiciais são "crimes contra a humanidade", portanto imprescritíveis."Quando falamos na tortura sistemática praticada no regime militar do Brasil a partir da década de 60, é claro que ela pode ser considerada um crime contra a humanidade", disse o jurista austríaco.Um dos principais especialistas da ONU em direitos humanos, Nowak é um dos autores do relatório da organização sobre abusos cometidos na prisão americana de Guantánamo, entre outros trabalhos.Nowak não se opôs a entrar na controvérsia surgida no governo brasileiro sobre o tema, depois que a Advocacia Geral da União divulgou um parecer em que considerou os crimes cometidos na ditadura perdoados pela Lei de Anistia, de 1979."Leis de anistia não deveriam ser usadas para evitar investigações sobre tortura", disse Nowak. Segundo ele, embora a Convenção contra a Tortura da ONU (da qual o Brasil é signatário) não mencione possíveis limitações impostas por leis nacionais, "existe uma obrigação" de investigar e levar os responsáveis à Justiça."Mesmo não sendo explícito, essa é a interpretação", disse o relator. Ele reconhece as dificuldades políticas de reabrir feridas do passado, sobretudo depois que os esforços de reconciliação se transformaram em legislação. Mas observou que em países como Chile, Argentina e Uruguai, que aprovaram suas próprias leis de perdão, "ficou claro que nenhuma anistia deveria ser aplicada aos crimes mais sérios, como a tortura"."A questão é até onde essa lei [de anistia] deve ser aplicada", disse o austríaco. Ele elogiou as ações feitas no Brasil desde o fim da ditadura para reconhecer os crimes cometidos no regime militar e indenizar suas vítimas. Mas acha que há uma lacuna em relação à tortura."O Brasil tornou-se um modelo para outros países ao reconhecer os crimes e aprovar no Congresso o pagamento de compensações a famílias de desaparecidos", disse Nowak. "Nesse ponto o Brasil fez muito, mas não sobre tortura." http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2111200813.htm -- Postado por Jussara Seixas no POR UM NOVO BRASIL em 11/21/2008 06:42:00 AM -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081121/df6b68e0/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 5858 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081121/df6b68e0/attachment-0001.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 76552 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081121/df6b68e0/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 22 13:47:53 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 22 Nov 2008 13:47:53 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_S=F3_h=E1_uma_solu=E7=E3o=3A_p?= =?windows-1252?q?=F4r_fim_ao_retrocesso_salarial=2C_modificar_a_di?= =?windows-1252?q?stribui=E7=E3o_das_riquezas=3A_menos_lucros=2C_ma?= =?windows-1252?q?is_sal=E1rios_e_investimentos_sociais=2E___por___?= =?windows-1252?q?_Michel_Husson?= Message-ID: <033201c94cb9$c67f9300$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. http://www.esquerda.net/ MENOS LUCROS, MAIS SALÁRIOS Crise: salários contra lucros Só há uma solução: pôr fim ao retrocesso salarial, modificar a distribuição das riquezas: menos lucros, mais salários e investimentos sociais. A margem de manobra é considerável, já que os lucros distribuídos pelas sociedades não-financeiras representam, hoje, 12% de sua massa salarial, contra 4%, em 1982. Isso implica uma redução drástica de privilégios da pequena esfera social que aproveitou bem o neoliberalismo. A análise é de Michel Husson. Michel Husson - Golias Hebdo A liquidez de hoje cria as bolhas de amanhã e a recessão de depois de amanhã. Caso se queira romper esta engrenagem infernal, não há mais que uma solução: fechar as torneiras que alimentam o setor financeiro. O principal é o retrocesso salarial. Ele está no fundamento da crise, como explica Michel Aglieta: "A evolução do salário real e da produtividade foram desconectados, provocando uma modificação da repartição do lucro. Como manter, nessas condições, o crescimento nos países ricos? Foi preciso separar a despesa da renda, estimulando o consumo pelo crédito". Essa tendência de baixa dos salários foi reforçada pela mundialização, como sublinha Frédéric Lordon, no seu último livro (1): "Também a concorrência "rasteira" entre países de padrões sociais e ambientais totalmente díspares provoca ajustes salariais por baixo, cujos termos são agora muito bem conhecidos: intensificação do trabalho, planos sociais em série e, sobretudo, pressão constante sobre os salários". Essa análise é compartilhada hoje, inclusive, pelos organismos internacionais como o FMI, a OCDE ou a Comissão Europeia (2). Raros são aqueles que contestam tal entendimento. Mas é o caso de um editorialista do Echos que ousa afirmar: "Não, os assalariados não são sacrificados!" Na França, a parte relativa aos salários está quase estabilizada, depois de vários anos, mas a um nível historicamente muito baixo, inferior ao dos anos 1960. O jornalista procura justificar esta situação invocando o nível de investimentos: "as empresas renovam suas máquinas mais frequentemente que antes (...) elas têm mais capital a amortizar". Este argumento é completamente equivocado. Eis a questão. A realidade óbvia, na verdade, é diferente: a participação dos salários diminuiu e a dos lucros aumentou. Mas as empresas, nem por isso, passaram a investir. Comparando o período 2000-2006 às duas décadas precedentes, um relatório da ONU mostra que num grande número de países, incluída a França, a taxa de investimento caiu, a despeito do aumento dos lucros no valor acrescentado. A conclusão vem por si mesma. É preciso modificar o compartilhamento das riquezas: menos dividendos, mais salários e investimentos sociais. A margem de manobra é considerável, já que os dividendos distribuídos pelas sociedades não-financeiras representam, hoje, 12% de sua massa salarial, contra 4%, em 1982. E seria intolerável que, nos próximos meses, as empresas demitam, alonguem a duração do trabalho e bloqueiem os salários, tudo isso para poderem continuar a irrigar seus acionistas. Mesmo deixando de lado o benefício social de uma tal redistribuição, a economia, não se conduzirá pior. Isso não impedirá as empresas de investir. Sua sacrossanta competitividade não será abalada, porque o aumento dos salários será compensado pela baixa dos dividendos. E as finanças serão, assim, descarregadas na direção da economia real. Mas este é um esquema um pouco abstrato, porque implica uma redução drástica de privilégios da pequena esfera social que aproveitou bem o neoliberalismo. Os rentistas não se submeterão de bom grado à "eutanásia" que recomendava Keynes, no dia seguinte à crise de 29. A questão, no fundo, não é somente a repartição dos lucros, mas também a repartição do poder de decisão. Tradução do francês: Nilson Dalledone, Prof. Dr., São Paulo/São Paulo/Brasil (1) Frédéric Lordon, Jusqu'à quand ? Pour en finir avec les crises financières, Raisons d'agir 2008. Leitura imprescindível! (2) Ver as referências em: http://tinyurl.com/parsal Publicado em Esquerda.Net -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081122/89568cc0/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 22 13:48:23 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 22 Nov 2008 13:48:23 -0200 Subject: [Carta O BERRO] A crise da extrema esquerda por Emir Sader Message-ID: <033d01c94cb9$de92c070$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 21/11/2008 A crise da extrema esquerda Os resultados das eleições municipais vieram corroborar o que o cenário político nacional já permitia ver: o esgotamento do impulso da extrema esquerda, que tinha sido relançada no começo do governo Lula. A votação em torno de 1% de dois dos seus três parlamentares, candidatos a prefeito em São Paulo e no Rio de Janeiro, com votações significativamente menores do que as que tiveram como candidatos a deputados, sem falar na diferença colossal em relação à candidata à presidência, apenas dois anos antes ? são a expressão eleitoral, quantitativa, que se estendeu por praticamente todo o país, do esgotamento prematuro de um projeto que se iniciou com uma lógica clara, mas esbarrou cedo em limitações que o levam a um beco difícil, se não houver mudança de rota. A Carta aos Brasileiros, anunciando que o novo governo não iria romper nenhum compromisso ? nesse caso, com o capital financeiro, para bloquear o ataque especulativo, medido pelo ?risco Lula? -, a nomeação de Meirelles para o Banco Central e a reforma da previdência como primeira do governo ? desenharam o quadro de decepção com o governo Lula, que levaria à saída do PT de setores de esquerda. A orientação assumida pelo governo inicialmente, em que a presença hegemônica de Palocci fazia primar os elementos de continuidade com o governo FHC sobre os de mudança ? estes recluídos basicamente na política externa diferenciada e em setores localizados ? e a reiteração de um governo estritamente neoliberal davam uma imagem de um governo que era considerado pelos que abandonavam o PT, como irreversivelmente perdido para a esquerda. O dilema para a esquerda era seguir a luta por um governo anti-neoliberal dentro do PT e do governo ou sair para reagrupar forças e projetar a formação de uma nova agrupação. Naquele momento se cogitou a constituição de um núcleo socialista, dos que permaneciam e dos que saíam do PT, para discutir amplamente os rumos a tomar. Não apenas cabia uma força à esquerda do PT, como se poderia prever que ela seria engrossada por setores amplos, caso a orientação inicial do governo se mantivesse. Dois fatores vieram a alterar esse quadro. O primeiro, a precipitação na fundação de um novo partido ? o Psol -, com o primeiro grupo que saiu do PT ? em particular a tendência morenista ? passando a controlar as estruturas da nova agremiação. Isto não apenas estreitou organizativamente o novo partido, como o levou a posições de ultra-esquerda, responsáveis pelo seu isolamento e sectarização. A candidatura presidencial nas eleições de 2006 agregou um outro elemento ao sectarismo, que já levaria a uma posição de eqüidistância em relação ao governo Lula. O raciocínio predominante foi o de que o governo era o melhor administrador do neoliberalismo, porque além de mantê-lo e consolidá-lo, o fazia dividindo e confundindo a esquerda, neutralizando a amplos setores do movimento de massas. Portanto deveria ser derrotado e destruído, para que uma verdadeira esquerda pudesse surgir. O governo Lula e o PT passaram a ser os inimigos fundamentais da nova agrupação. Esse elemento favoreceu a aliança ? já desenhada no Parlamento, mas consolidada na campanha eleitoral ? com a direita ? tanto com o bloco tucano-pefelista, como com a mídia oligárquica -, na oposição ao governo e à reeleição de Lula. A projeção midiática benevolente da imagem da candidata do Psol lhe permitia ter mais votos do que os do seu partido, mas comprometia a imagem do partido com uma campanha despolitizada e oportunista, em que a caracterização do governo Lula não se diferenciava daquela feita na campanha do ?mensalão?. Como se poderia esperar, apesar de algumas resistências, a posição no segundo turno foi a do voto nulo, isto é, daria igual para o novo partido a vitória do neoliberal duro e puro Alckmin ou de Lula. (Se tornava linha nacional oficial o que já se havia dado nas primeiras eleições em que o Psol participou, as municipais, em que, por exemplo, em Porto Alegre, diante de Raul Pont e Fogaça, no segundo turno, se afirmou que se tratava da nova direita contra a velha direita e se decidiu pelo voto nulo.) Uma combinação entre sectarismo e oportunismo foi responsável pelo comprometimento da orientação política do novo partido, que o levou a perder a possibilidade de formação de um partido à esquerda do PT, que se aliasse a este nos pontos comuns e lutasse contra nos temas de divergência. O sectarismo levou a que sindicatos saíssem da CUT, sem conseguir se agrupar com outros, enfraquecendo a esquerda da CUT e se dispersando no isolamento. Levou a que os parlamentares do Psol votassem contra o governo em tudo ? até mesmo na CPMF ? e não apoiassem as políticas corretas do governo ? como a política internacional, entre outras. Esta se dá porque o governo brasileiro tem estreita política de alianças com as principais lideranças de esquerda no continente ? como as de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia -, que apóiam o governo Lula, o que desloca completamente posições de ultra-esquerda ? que se reproduzem de forma similar a dessa corrente no Brasil nesses países -, deixando de atuar numa dimensão fundamental para a esquerda ? a integração continental. Por outro, o governo Lula passou a outra etapa, com a saída de vários de seus ministros, principalmente Palocci, conseguindo retomar um ciclo expansivo da economia e desenvolvendo efetivas políticas de distribuição de renda, ao mesmo tempo que recolocava o tema do desenvolvimento como central ? deslocando o da estabilidade, central para o governo FHC -, avançando na recomposição do aparelho do Estado, melhorando substancialmente o nível do emprego formal, diminuindo o desemprego, entre outros aspetos. A caracterização do governo Lula como expressão consolidada do neoliberalismo, um governo cada vez mais afundado no neoliberalismo ? reedição de FHC, de Menem, de Carlos Andrés Perez, de Fujimori, de Sanchez de Losada ? se chocava com a realidade. Economistas da extrema esquerda continuaram brigando com a realidade, anunciando catástrofes iminentes, capitulações de toda ordem, tentando resgatar sua equivocada previsão sobre os destinos irreversíveis do governo, tentando reduzir o governo Lula a uma simples continuação do governo FHC, reduzindo as políticas sociais a ?assistencialismo?, mas foram sistematicamente desmentidos pela realidade, que levou ao isolamento total dos que pregam essas posições desencontradas com a realidade. O isolamento dessas posições se refletiu no resultado eleitoral, em que todas as correntes de ultra-esquerda ficaram relegadas à intranscendência política, revelando como estão afastadas da realidade, do sentimento geral do povo, dos problemas que enfrenta o Brasil e a América Latina. As políticas sociais respondem em grande parte pelos 80% de apoio do governo,rejeitado por apenas 8%. Para a direita basta a afirmação do ?asisistencialismo? do governo e da desqualificação do povo, que se deixaria corromper por ?alguns centavos?, mas a esquerda não pode comprá-la, por reacionária e discriminatória contra os pobres. Confirmação desse isolamento e de perda de sensibilidade e contato com a realidade é que não se vê nenhum tipo de balanço autocrítico, sequer constatação de derrota da parte da extrema esquerda. Se afirma que se fizeram boas campanhas, não importando os resultados, como se se tratassem de pastores religiosos que pregam no deserto, com a consciência de que representam uma palavra divina, que ainda não foi compreendida pelo povo. (Marx dizia que a pequena burguesia sofre derrotas acachapantes, mas não se autocrítica, não coloca em questão sua orientação, acredita apenas que o povo ainda não está maduro para sua posições, definidas essencialmente como corretas, porque corresponderiam a textos sagrados da teoria.) Não fazer um balanço das derrotas, não se dar conta do isolamento em que se encontram, da aliança tácita com a direita e das transformações do governo Lula ? junto com as da própria realidade econômica e social do país ?, da constatação do caráter contraditório do governo Lula, que não deveria ser se inimigo fundamental revelariam a perda de sensibilidade política, o que poderia significar um caminho sem volta para a extrema esquerda. Seria uma pena, porque a esquerda brasileira precisa de uma força mais radical, que se alie ao PT nas coincidências e lute nas divergências, compondo um quadro mais amplo e representativo, combinando aliança a autonomia, que faria bem à esquerda e ao Brasil. Postado por Emir Sader às 05:25 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081122/6b50e7a7/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 35896 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081122/6b50e7a7/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 22 13:48:51 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 22 Nov 2008 13:48:51 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?A_explos=E3o_das_crises_alimenta?= =?windows-1252?q?r=2C_econ=F4mica_e_financeira_em_2007-2008_mostra?= =?windows-1252?q?_o_qu=E3o_interligadas_est=E3o_as_economias_do_pl?= =?windows-1252?q?aneta=2E?= Message-ID: <033e01c94cb9$f6acf2c0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Éric Toussaint analisa a interligação das crises A explosão das crises alimentar, econômica e financeira em 2007-2008 mostra o quão interligadas estão as economias do planeta. É preciso arrancar o mal pela raiz. As soluções para que elas sejam favoráveis aos povos e à natureza devem ser internacionais e sistêmicas. A humanidade não poderá contentar-se com meias medidas. A análise é de Éric Toussaint. Éric Toussaint Em 2007-2008, mais de metade da população viu as suas condições de vida degradarem-se gravemente, pois foi confrontada pelo forte aumento do preço dos alimentos. Esta situação originou protestos massivos em pelo menos quinze países na primeira metade de 2008. O número de pessoas afetadas pele fome agravou-se em várias dezenas de milhões, e centenas de milhões viram o acesso aos alimentos restringir-se (e, conseqüentemente, a outros bens e serviços vitais). Tudo isto seguido das decisões tomadas por um punhado de empresas de setor "agrobusiness" (produtores de agro-combustíveis) e do sector financeiro (investidores institucionais que contribuem para a manipulação do processo de produção agrícola), que se beneficiaram do apoio de Washigton e da Comissão Europeia. No entanto, a parte das exportações na produção mundial de alimentos continua débil. Apenas uma pequena parte do arroz, do trigo ou do milho produzida mundialmente é exportada, a esmagadora maioria da produção é consumida internamente. Mas são os preços dos mercados de exportação que determinam os preços nos mercados locais. Ora, os preços de exportação são fixados nos EUA, designadamente, em três bolsas (Chicago, Minneapolis, Kansas City). Conseqüentemente, o preço do arroz, do trigo e do milho em Timbuctu, no México, em Nairobi, em Islamabad é diretamente influenciado pela evolução do curso desses grãos nos mercados bolsistas americanos. Em 2008, perante a urgência, e sob pena de serem derrubadas pelos motins nos quatro cantos do planeta, as autoridades dos países em desenvolvimento tomaram medidas para garantir o acesso da população aos elementos básicos. Se chegamos a esta situação, foi porque durante várias décadas, os governos renunciaram progressivamente ao apoio dos pequenos locais - que são majoritariamente os pequenos produtores - com grãos, e adotaram as receitas neoliberais ditadas por instituições como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, no âmbito dos programas de ajustamento estrutural e de redução da pobreza. Em nome da luta contra a pobreza, estas instituições convenceram os governos a executar políticas que reproduzem, reforçam a pobreza. Mais, durante os últimos anos, numerosos governos assinaram acordos bilaterais (especialmente, acordos de livre comércio) que agravaram ainda mais a situação. As negociações da Rodada de Doha na Organização Mundial do Comércio trouxeram igualmente conseqüências nefastas. Que aconteceu? 1º Ato - Os países em desenvolvimento renunciaram à proteção aduaneira que lhes permitia colocar os camponeses locais ao abrigo da concorrência dos produtores externos, principalmente das grandes firmas de agro-exportação norte-americanas e européias. Estas invadiram os mercados locais com produtos agrícolas vendidos abaixo do custo de produção dos agricultores e criadores locais, o que os conduz à falência (muitos destes acabam por emigrar para as grandes cidades dos seus países ou dos países industrializados). Seguindo a OMC, os subsídios concedidos pelos países do Norte às grandes empresas agrícolas do mercado interno não constituem uma violação das regras anti-dumping. Como escreveu Jacque Berthelot: "para o homem comum, existe dumping se exportar a preços inferiores ao custo médio de produção do país exportador; mas já não existe dumping se se exportar ao preço interno, mesmo que este seja inferior ao custo médio de produção". Em suma, os países da União Européia, dos EUA ou de outros países exportadores podem invadir os mercados dos outros com produtos agrícolas que beneficiam de importantes subsídio internos. O milho exportado para o México pelo EUA é um caso emblemático. Por causa do tratado de livre comércio entre os EUA, o Canadá e o México, este abandonou a sua proteção aduaneira face aos vizinhos do Norte, As exportações americanas de milho para o México cresceram nove vezes entre 1993 (último ano antes da celebração do tratado) e 2006. Centenas de milhares de famílias mexicanas tiveram de renunciar à produção de milho, pois este custará mais do que aquele importado dos EUA (produzido com tecnologia industrial subsidiada). Isto constitui não apenas um drama econômico, mas também uma perda de identidade, pois o milho é símbolo de vida na cultura mexicana, principalmente, entre povos de origem maia. Uma grande parte dos produtores do milho abandonou os campos e partiu para as grandes cidades industriais mexicanas ou norte-americanas à procura de trabalho. 2º Ato - O México, que doravante depende dos EUA para nutrir a sua população, confronta-se com uma aumento brutal dos preços, provocado, por um lado, pela especulação nas bolsas de Chicago, Minneapolis e Kansas City e, por outro, pela produção de etanol no vizinho do Norte. Os produtores de milho mexicano já não conseguem satisfazer a procura interna, e os consumidores são confrontados com uma explosão de preços do seu alimento base, a tortilla, este crepe de milho que substitui o pão ou a taça de arroz consumidas noutras latitudes. Em 2007, enormes protestos populares sacudiram o México. Em condições específicas, as mesmas causas produzirão, grosso modo, os mesmos efeitos. A interligação dos mercados alimentares à escala mundial chegou a um nível jamais conhecido anteriormente. A crise alimentar mundial coloca a nu o principal motor da sociedade capitalista: a procura do lucro privado máximo a curto prazo. Para os capitalistas, os alimentos não são mais que uma mercadoria que vendem ao maior lucro possível. O alimento, condição essencial para manter vivos os seres humanos, é transformado num puro instrumento de lucro. Deve pôr-se fim a esta lógica mortífera. Deve abolir-se o controle sobre os grandes meios de produção e de comercialização e dar prioridade a uma política de soberania alimentar. A Crise Econômica e Financeira Em 2007-2008 estourou igualmente a principal crise econômica e financeira internacional desde 1929. Se não fosse a intervenção massiva e concertada dos poderes públicos, que se tornaram o seguro dos bancos ladrões, a atual crise teria já proporções muito mais amplas. Também aqui, a interligação é impressionante. Entre 31 de Dezembro de 2007 e fins de setembro de 2008, todas as bolsas do mundo sofreram uma baixa muito significativa, entre 25 a 35% - por vezes mais - para as bolsas dos países mais industrializados, até 60% para a China, passando por 50% para a Rússia e a Turquia. A montagem colossal de dívidas privadas, criação pura de capital fictício, acabou por explodir de país em país industrializado, começando pelos EUA, a economia mais endividada do mundo. Com efeito, a soma das suas dívidas pública e privada elevou-se, em 2008, a 50 trilhões de dólares, ou seja, 350% do PIB. Esta crise econômica e financeira que já afetou todo o planeta, afetará ainda mais os países em desenvolvimento que se crêem ainda protegidos. A mundialização capitalista não soltou ou não desligou as economias. Pelo contrário, países como China, Brasil, Índia ou Rússia não estão ao abrigo da crise e isto é só o início. A Crise Climática Os efeitos das alterações climáticas desapareceram da atualidade, suplantadas pela crise financeira. Contudo, o processo está em curso à escala mundial, e também aqui a interligação é evidente. Determinadas populações de países "pobres" serão mais fortemente afetadas do que as dos países "ricos" mas ninguém sairá incólume. A conjugação destas três crises mostra aos povos a necessidade de se libertarem da sociedade capitalista e do seu modelo produtivo. A ligação entre as crises capitalistas põe em evidência a necessidade de um programa anticapitalista e revolucionário em escala planetária. As soluções para que elas sejam favoráveis aos povos e à Natureza serão internacionais e sistêmicas. A humanidade não poderá contentar-se com meias medidas. * Éric Toussaint é presidente do Comitê belga para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081122/d016c0a8/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081122/d016c0a8/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7493 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081122/d016c0a8/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Nov 23 12:55:10 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 23 Nov 2008 12:55:10 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Poemas_do_companheiro_poeta_e__r?= =?windows-1252?q?evolucion=E1rio_portugu=EAs_Jos=E9-Augusto_de_Car?= =?windows-1252?q?valho=2E_-_______A_POESIA_=C9_UMA_ARMA=2E=2E=2E?= =?windows-1252?q?=2E=2E___________________________http=3A//vivoede?= =?windows-1252?q?snudo=2Eblogspot=2Ecom/?= Message-ID: <07e501c94d7b$93697d10$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. (e VISITE OS SEUS BLOGS http://vivoedesnudo.blogspot.com http://temposdoverbo.blog.pt Domingo, 14 de Setembro de 2008 A POESIA É UMA ARMA... * Catarse Já nasci na prisão. Fiz do medo um brinquedo que trazia na palma da mão. Fui menino enjeitado. Fui soldado. Fui adulto explorado. Fui vexado. Vi o medo tolher quantos homens sem medo! Vi crianças comer um bocado já duro de pão. E vi mães em segredo a beijarem o pão que caíra no chão! Eu vi tudo o que havia de feio! E passados que são tantos anos, um amargo receio de não ver esta safra de enganos finalmente ceder à verdade de ser. Um receio doído, como a fome sem pão, como um homem traído p'la vil delação, como a flor da esperança que a vergonha dos homens insulta na inocência das mãos da criança condenada a nascer já adulta... José-Augusto Carvalho 20 de abril de 2002 Viana do Alentejo * Évora *Portugal Publicada por José-Augusto de Carvalho em 13:26 4 comentários Hiperligações para esta mensagem Etiquetas: A poesia é uma arma... Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008 A POESIA É UMA ARMA... - O grande logro Defines o teu perfil com as pétalas da flor duma alvorada de Abril, vestida de amor e cor. E falas da primavera como do sagrado trilho onde a liberdade gera a verdade em cada filho. E, faminto, o povo crê na palavra armadilhada, crendo ver o que antevê na espera desesperada. E, de logro em logro, vais arengando que te cabe o fazer melhor e mais o que só o povo sabe... José-Augusto de Carvalho 11 de Março de 2007. Viana do Alentejo * Évora * Portugal Do livro em construção: O MEU CANCIONEIRO Parte III, Cantigas de escárnio e mal-dizer Publicada por José-Augusto de Carvalho em 19:13 0 comentários Hiperligações para esta mensagem Etiquetas: A poesia é uma arma... Quarta-feira, 2 de Julho -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081123/0ab4e87e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10804 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081123/0ab4e87e/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 164 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081123/0ab4e87e/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 162 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081123/0ab4e87e/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 76805 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081123/0ab4e87e/attachment-0005.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Nov 23 12:55:40 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 23 Nov 2008 12:55:40 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Um_portal_exclusivo_e_ilimitado_?= =?windows-1252?q?de_m=FAsicas=2E?= Message-ID: <07e901c94d7b$9cb9aca0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Um portal exclusivo e ilimitado de músicas. Músicas que talvez você nunca tenha ouvido. É preciso cadastrar-se logo na abertura da página para ter acesso às milhares de músicas. http://som13.com/ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: audio/mid Size: 11028 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081123/d430b28a/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Nov 24 19:39:28 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 24 Nov 2008 19:39:28 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Com_a_crise=2C_lutas_sociais_ten?= =?windows-1252?q?dem_a_se_intensificar_-_entrevista_com_o_jornalis?= =?windows-1252?q?ta_e_escritor_portugu=EAs_Miguel_Urbano?= Message-ID: <011801c94e7d$361cb7a0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...............................................................................................................repassem Brasil de Fato - edição 299 - de 20 a 26 de novembro de 2008 Pág. 11 -internacional Com a crise, lutas sociais tendem a se intensificar ENTREVISTA Para o jornalista e escritor português Miguel Urbano Rodrigues, os trabalhadores vão pagar a fatura da crise. Em contrapartida, segundo ele, os movimentos de massa, principalmente nos países da União Européia e nos Estados Unidos, tendem a ganhar força Quem é Nilton Viana da Redação A ÚNICA alternativa para o capitalismo senil, que ameaça conduzir a humanidade ao abismo, é o socialismo. Essa é a convicção do jornalista e escritor português Miguel Urbano Rodrigues. Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Urbano fala sobre a grave crise desencadeada a partir do Império estadunidense, que já provoca efeitos perversos em todo o mundo. Ele vislumbra um futuro próximo de grandes sofrimentos para a humanidade, sofrimentos que, segundo Urbano, serão diferentes de continente para continente, de país para país, como diferentes serão as características da luta dos povos contra o sistema que continuará a impor-lhes a sua dominação. É categórico ao afirmar: os trabalhadores vão pagar a maior fatura dessa crise. Mas é otimista. Para ele, grandes movimentos de massa devem surgir, principalmente nos países da União Européia e nos Estados Unidos. Brasil de Fato ? O mundo inteiro vive um drama com a crise financeira desencadeada a partir do centro do império. Tem se dito que essa crise ainda está apenas começando e que ela tende a se agravar. Na sua avaliação, qual é a dimensão dessa crise? É apenas mais uma das tantas que o capitalismo já produziu? O neoliberalismo foi derrotado? Miguel Urbano Rodrigues ? Esta crise é estrutural, e não cíclica como as anteriores. Do sistema fi nanceiro, alastrou para a economia real, e dos Estados Unidos, passou à Europa e à Ásia Oriental. Ela tende a agravar-se muito. E o seu desfecho é por ora imprevisível. Uma certeza: o neoliberalismo, glorificado como a ideologia definitiva que assinalaria ?o fim da História?, fracassou. Hayek [Friedrich August von Hayek] é enterrado e Keynes [John Maynard Keynes] ressuscita. O senhor disse que se trata de uma crise estrutural. As medidas anunciadas até agora alteram a atual estrutura desse processo? Por ser uma crise estrutural, e não apenas cíclica como as anteriores ? confirmando previsões de autores marxistas como Istvan Meszaros e Georges Labica ?, as medidas tomadas pelos governos do G-8, transformados em bombeiros do capital, são apenas paliativos. A recuperação das bolsas e do dólar geram a ilusão de que tudo vai voltar rapidamente à normalidade, entendida esta como um refl orescimento do capitalismo sob um novo figurino. Tal convicção é enganadora. A economia real nos EUA, no Japão e na União Européia vai continuar a afundar-se em proporções no momento imprevisíveis. Os despedimentos maciços em dezenas de gigantescas transnacionais, os apelos angustiados dos grandes da indústria automóvel e aeronáutica à ajuda estatal e o encerramento de milhares de empresas ligadas à construção e ao comércio funcionam como espelho da gravidade e complexidade de uma crise de muito longa duração. O senhor acredita que os Estados Unidos, como potência imperialista, saem derrotados dessa crise ou se fortalecem ainda mais? Os Estados Unidos, pólo hegemônico do sistema do capital, saem enfraquecidos. Mas enquanto o atual sistema monetário subsistir, com o dólar como moeda de referência mundial, os custos da crise serão distribuídos. Os Estados Unidos são o país mais endividado do mundo (a dívida já iguala o PIB do país). Mas o privilégio de emitir a moeda em que é faturado o petróleo ? o produto-chave no comércio internacional ? tem adiado um desfecho de bancarrota. Um sistema midiático perverso e desinformador, dominado no fundamental por grandes transnacionais estadunidenses, ocultou, por exemplo, que grande parte do chamado ?resgate? de 700 bilhões de dólares será pago por países da Ásia, nomeadamente a China e o Japão, principais compradores dos Títulos emitidos pelo Tesouro dos Estados Unidos. Somente a China possui cerca de 1.300 bilhão de dólares em reservas e bônus do Tesouro. Se os trocassem por outras moedas, os EUA iriam à falência. Mas a China também, porque a sua economia depende muito das exportações para os Estados Unidos. Que avaliação o senhor faz das conseqüências desse cenário para a América Latina? No momento, a maioria das previsões sobre as conseqüências da crise para a América Latina são no fundamental do domínio da especulação. Mas essas conseqüências serão certamente graves. Os Estados Unidos são o principal mercado para as exportações da América Latina, em alguns casos com mais de 50%. No plano político, a estratégia de Washington terá de ser revista. É previsível uma redução da agressividade contra a Venezuela bolivariana e contra o governo de Evo Morales (Bolívia). As manobras conspirativas persistirão, mas a nova administração utilizará outra linguagem. Em todo o mundo, temos a impressão de que a classe trabalhadora está apenas assistindo a crise. O senhor compartilha da idéia de que vivemos um perído de descenso do movimento de massa e essa crise veio num momento muito ruim para os trabalhadores? É minha convicção de que, pelo contrário, as lutas sociais tendem a intensifi car-se, sobretudo nos países da União Europeia e nos Estados Unidos, porque os trabalhadores vão pagar a fatura maior da crise. O movimento de massas ganha amplitude na Europa. Por exemplo, no dia 8 de novembro, 120 mil professores (80% da categoria profi ssional) desfi laram em Lisboa, Portugal, protestando contra a política educacional do governo reacionário de Sócrates. Como em toda crise, há sempre saídas. As elites já estão tratando de encontrar suas saídas. Quais os rumos que a esquerda deve buscar? A situação é dilemática porque todas as saídas são, na aparência, más. A única alternativa para o capitalismo senil, que ameaça conduzir a humanidade ao abismo, é o socialismo. Mas o capitalismo não vai acabar em data próxima, e o socialismo é, por ora, aspiração distante. As tentativas orientadas para a humanização do capitalismo (como é o caso de governos como o Lula, no Brasil; os Kirchner, na Argentina; Tabaré, no Uruguai) são perversas, por enganarem o povo com a cumplicidade de forças e partidos progressistas. Vão fracassar. Grandes sofrimentos ? essa é outra certeza ? esperam a humanidade no futuro próximo. Sofrimentos que serão diferentes de continente para continente, de país para país, como diferentes serão as características da luta dos povos contra o sistema que continuará a impor-lhes a sua dominação. Nesses períodos de crise, quem paga a conta são sempre os trabalhadores. Teremos novamente de pagar a conta? O senhor acredita ser possível unir os proletários do mundo e encontrar saídas ou as soluções tendem a ser isoladas? A crise coloca os povos por ela atingidos, nomeadamente na Europa Ocidental, perante uma situação dilemática. A relação de forças, da Suécia à Itália, de Portugal à Grécia, não abre a possibilidade de que a crise atual desemboque em rupturas revolucionárias. Mas, simultaneamente, a transformação profunda das sociedades da União Européia, moldadas e oprimidas pelo capitalismo, não é possível pela via institucional, dita pacífi ca. A burguesia nunca entrega o poder sem uma confrontação final com as forças do progresso. Sejamos realistas. No caso português, fora do contexto de uma crise de proporções continentais, os partidos que representam o capital continuarão a vencer todas as eleições. A alternância no governo do PS e do PSD ilustra bem o controle que a classe dominante exerce sobre os mecanismos eleitorais da impropriamente chamada democracia representativa, que na prática funciona como ditadura da burguesia com máscara democrática. A crise do sistema financeiro mundial adquiriu as proporções de uma crise de civilização que atinge toda a humanidade. O seu desfecho é por ora imprevisível. A única certeza é a de que milhares de milhões de pessoas vão pagar a fatura da falência do capitalismo neoliberal e da ideologia a ele subjacente, enquanto os responsáveis pela crise pouco ou em nada serão afetados, no imediato, pelo naufrágio da monstruosa engrenagem por eles montada. Em momentos como estes, o que fazer? Lutar, lutar com energia redobrada. Não são apenas a falência do sistema fi nanceiro mundial, a recessão que alastra nos países do G-7, o encerramento de milhares de empresas em dezenas de países, que iluminam a gravidade e a fragilidade da crise estrutural do capitalismo. O sistema do capital dispõe de uma força enorme. Mas não pode mais funcionar de acordo com a sua lógica. Os EUA, pólo e motor do sistema, estão envolvidos em duas guerras perdidas no Oriente Médio e na Ásia Central. Na América Latina, desenvolvem-se processos de ruptura com a dominação imperial. Na Europa, anunciam-se num horizonte próximo grandes lutas inseparáveis das conseqüências da crise, que vai lançar milhões de trabalhadores no desemprego. No movimento da História, a maré da contestação ao sistema tende a subir. Da luta dos povos, da fusão do particular e do geral, do nacional e do universal, depende que essas lutas adquiram um carácter torrencial, assumindo com o tempo dimensão planetária numa atmosfera de internacionalismo dinamizado pelas organizações e partidos revolucionários. Como jornalista, como o senhor tem acompanhado a cobertura da mídia sobre a crise? O sistema midiático apresenta uma frente única na difusão da mentira, nas explicações falsas da crise e nos remédios propostos para resolvê-la, todos orientados para a preservação do capitalismo. No discurso de sociólogos, economistas, historiadores, ministros e parlamentares chamados à televisão para esclarecer a ?massa ignorante? da população, o povo não aparece como personagem. Está ausente. Os porta-vozes e epígonos caseiros do grande capital, cúmplices do caos financeiro e social que alastra pelo mundo, desprezam os trabalhadores. O panorama social da crise não é iluminado pela mídia, porque isso seria perigoso para os senhores da finança. Nos Estados Unidos, Obama acaba de ganhar as eleições presidenciais. Como o senhor analisa essa vitória e o que pode mudar com o novo presidente? É positivo que o povo estadunidense tenha optado por Obama, um presidente negro, com um discurso muito diferente do de seu adversário republicano. Mas não participo da euforia gerada em nível mundial pela vitória de Barack Obama. É um grande orador e um político hábil e inteligente. Mas aparece-me também como o produto de uma gigantesca e milionária campanha de marketing eleitoral. Não esqueçamos que Obama foi o candidato da Finança, dos grandes grupos transnacionais. As suas primeiras iniciativas não justificam o entusiasmo que por aí vai. Para chefe de gabinete na Casa Branca, designou já um falcão, sionista, ex-voluntário na guerra do Golfo, um belicista inflamado. Obama afirma pretender ?ganhar? a guerra do Afeganistão, defende uma política agressiva contra o Irã, afirma que manterá o bloqueio a Cuba. O vice Joe Binden antecipou uma evidência ao afirmar que as primeiras medidas do futuro presidente serão ?muito impopulares?. Alguns dos assessores são republicanos de direita e clintonianos conservadores. A designação de Madeleine Albright como sua representante na Conferência dos 20 (G-20) é inquietante. Temo que Obama seja uma grande decepção para a humanidade progressista. QUEM É Miguel Urbano Tavares Rodrigues é jornalista e escritor português. Redator e chefe de redação de jornais em Portugal antes de se exilar no Brasil, onde foi editorialista principal do jornal O Estado de S. Paulo e editor internacional da revista brasileira Visão. Regressado a Portugal, após a Revolução dos Cravos, foi chefe de redação do jornal do Partido Comunista Português (PCP) Avante!, e diretor de O Diário.Foi ainda assistente de História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, presidente da Assembléia Municipal de Moura, deputado da Assembléia da República pelo PCP entre 1990 e 1995 e deputado da Assembléias Parlamentares do Conselho da Europa e da União da Europa Ocidental, tendo sido membro da comissão política desta última. Tem colaborações publicadas em jornais e revistas de duas dezenas de países da América Latina e da Europa e é autor de mais de uma dezena de livros publicados em Portugal e no Brasil. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081124/54353e5c/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Nov 25 19:06:08 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 25 Nov 2008 19:06:08 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?ATO_P=DABLICO_DIREITO_=C0_MEM=D3?= =?windows-1252?q?RIA_E_A_VERDADE__-_DIA_1_DE_DEZEMBRO_DE_2008__-_?= =?windows-1252?q?=B4Audit=F3rio_Teot=F4nio_Vilela__-ALSP?= Message-ID: <07d401c94f41$a3671480$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 A tortura e desaparecimento de militantes políticos praticados por agentes do estado são crimes de lesa humanidade e portanto imprescritíveis e não passiveis de anistia. Julgar estes crimes praticados durante a ditadura militar 1964-1985 é um passo importante para que a justiça de transição seja feita em nosso país, no sentido de afirmar: Terrorrismo de Estado Nunca Mais! CARTA O BERRO. ..........repassem. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081125/3dcfb562/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 94769 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081125/3dcfb562/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Nov 26 18:51:34 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 26 Nov 2008 18:51:34 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_saga_de_Ant=F4nio_Guilherme_R?= =?windows-1252?q?ibas_/=93A_quem_possa_interessar=3A_vamos_em_fren?= =?windows-1252?q?te!=94_trecho_final_de_uma_carta_de_Guilherme_Rib?= =?windows-1252?q?as=2C_escrita_na_cela_do_DOPS_paulista_em_22/09/1?= =?windows-1252?q?968=2E?= Message-ID: <008301c95008$d98e4570$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 26 DE NOVEMBRO DE 2008 - 23h35 A saga de Antônio Guilherme Ribas por Augusto Buonicore* ?A quem possa interessar: vamos em frente!? trecho final de uma carta de Guilherme Ribas, escrita na cela do DOPS paulista em 22/09/1968. No dia 20 de setembro de 1946 nascia, na cidade de São Paulo, Antônio Guilherme Ribeiro Ribas. Ele era o mais novo de quatro irmãos. Sua infância e juventude foram passadas nas ruas da Vila Mariana. O seu pai, Walter Scheiba Pinto Ribas, havia participado da Revolução Constitucionalista de 1932 e costumava dizer que ?todo homem deveria passar pelo menos por uma revolução?. Esta idéia se fixaria na cabeça de seus dois filhos mais novos, Guilherme e Dalmo, que mais tarde ingressariam no Partido Comunista do Brasil. A mãe de Guilherme, Benedita de Araújo ? mais conhecida como Dona Yaya - tinha um alto nível cultural: tocava piano, pintava e falava francês. Era bisneta do Brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão. O Brigadeiro, defensor da independência do Brasil, era um dos homens mais ricos do Império e chegou a oferecer parte de sua fortuna para reerguer o Banco do Brasil, quando da volta de Dom João VI para Portugal. Mas, isso era coisa do passado para a família Ribas. Na segunda metade da década de 1960, quando estudava no Colégio Estadual Brasílio Machado, Guilherme começou a atuar no movimento secundarista. Eleito presidente do grêmio, passou a ter uma ativa atuação junto às escolas da região, incentivando a criação de grêmios onde eles ainda não existiam. Rapidamente, devido às suas inúmeras qualidades, foi indicado para presidência da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES). Isso ocorreu no XV Congresso daquela entidade, realizado no Crusp em junho de 1967. O nome de Guilherme unificou todas as correntes da esquerda estudantil, apesar de ter relação com uma força política ainda com pouca expressão no movimento estudantil paulista: o PCdoB. No entanto, existe uma polêmica sobre as razões que levaram a tal indicação. Darcy Nogueira, liderança do Colégio Estadual Doutor Octávio Mendes (CEDOM) e um de seus companheiros de diretoria, afirmou que Guilherme foi indicado à presidência, justamente, por ser ?o único apartidário com relevância no movimento secundarista?. Dalmo, um dos irmãos de Guilherme, contudo, afirmou que a sua militância comunista era anterior à realização do congresso da UPES. Ele mesmo o teria recrutado entre 1966 e 1967. O erro dos seus companheiros de diretoria era compreensível, pois a sua situação de militante comunista, além de recente, era mantida no mais absoluto sigilo. Assim, facilmente o confundiriam com uma liderança independente. Naquela mesma época Guilherme e Dalmo participaram de um curso político-militar, ocorrido em São Vicente (SP) e comandado por Osvaldo Orlando da Costa (o Osvaldão) e pelo jornalista Armando Gimenez. ?Na casa estavam Lúcio Petit da Silva, Jaime Petit da Silva, eu e meu irmão. Não era um grupo muito grande, talvez umas 15 pessoas (...). Tinha também muita doutrinação, a parte ideológica: como se comportar na prisão etc. Inclusive, o partido publicou um livrinho de várias páginas: ?Como se conduzir diante da repressão?. Isso era muito estimulado, para se ter um comportamento correto diante da repressão. Mas, mesmo assim, a gente morria de medo?, declarou Dalmo. Segundo Darcy, a diretoria que Guilherme presidia ?era um saco de gatos de partidos políticos. Além de Ribas (...) havia o Massafumi da Dissidência na época; o Marquinhos, ligado ao PCB, que depois encontrei com dificuldade de locomoção, moído pela tortura; o Serginho do PCdoB (...); um colega, de cujo nome não me lembro, filiado à Quarta Internacional trotskista; e eu de AP (Ação Popular). Era uma diretoria formada por uma ampla coligação, e possivelmente pela pouca idade de seus membros, sem disputas e cisões do movimento universitário?. O movimento secundarista, embora mais unido, sentiu também os reflexos da divisão da esquerda estudantil brasileira. Fernando Cardim de Carvalho, outro ex-dirigente do CEDOM, apresentou o quadro das principais correntes que atuavam nos colégios de São Paulo. Escreveu ele: ?O CEDOM foi um dos colégios que mais se envolveu no movimento estudantil em 1968. Só o extinto Colégio de Aplicação rivalizava conosco. O CEDOM estava sob a influência da Ação Popular (AP), maoísta (nós dizíamos ?de linha chinesa?). O (Colégio de) Aplicação era de linha cubana. O Grêmio deles era presidido, por, vejam só, Pérsio Arida, e tinha gente como o Aloísio Mercadante?. Essas disputas tiveram impacto na relação desses grêmios com o presidente da UPES. É o próprio Fernando que contou um pouco sobre isso: ?Durante o primeiro semestre as relações não eram fáceis, porque os estudantes do CEDOM seguiam uma orientação diversa daquele do grupo do qual Ribas fazia parte. No meio do segundo semestre, porém, houve uma aproximação entre os dois grupos e passamos a reconhecer sua liderança?. Possivelmente, os conflitos com os membros da Dissidência e da POLOP-VPR tenham sido maiores e mais prolongados. Fernando, no site do CEDOM, também falou sobre um comício relâmpago realizado no Largo da Penha no qual foi o ?segurança? do presidente da UPES. O problema é que Ribas era maior e bem mais forte do que ele: ?Levando-se em conta que a principal função de segurança num comício relâmpago é correr solidariamente, até que eu não era tão inadaptado assim?. José Dirceu, que conheceu Guilherme nas assembléias do Crusp e nas manifestações de rua, o descreveu como ?um rapaz amigo, brincalhão, mas muito aguerrido, que cultivava e se entusiasmava com o bom combate e a boa discussão?. Esta descrição foi confirmada por Cardim numa entrevista dada à jornalista Amira Camargo: ?Ribas era uma pessoa extremamente simpática e bem humorada. Na verdade, a simpatia pessoal dele compensava a baixa, na verdade baixíssima penetração de seu grupo político no movimento secundarista de então. Alto, forte, de voz forte, era um orador muito bom e convincente no papel de presidente da UPES?. Guilherme foi um dos porta-vozes do movimento estudantil naquele tumultuado ano de 1968. Entrevistas com ele podem ser encontradas, inclusive, no combativo ?Correio da Manhã? do Rio de Janeiro. Na edição de 15 de agosto afirmou que uma passeata que se realizaria três dias depois ocorreria ?com ou sem polícia?. No dia 3 de setembro, no mesmo jornal, disparou: ?A ditadura no dia 7 de setembro iria demonstrar sua força, ostentando o seu aparato de repressão que serve para sustentar as classes privilegiadas. O povo não deverá prestigiar esta manifestação dos ?gorilas? a serviço do imperialismo americano. Dia 7 de setembro é o dia da Pátria e, portanto, um dia de luta pela liberdade e para isso seria necessária a violência popular?. Por tudo isso, um atento policial, infiltrado no movimento, escreveria aos seus chefes: ?Ribas desempenha na sua coletividade estudantil posição de destaque semelhante àquelas notadas da parte de José Dirceu e Catarina Meloni nas áreas universitárias?. Como Guilherme havia anunciado dias antes, os estudantes paulistas tentaram fazer uma manifestação de protesto contra a ditadura em pleno desfile de Sete de Setembro. Novamente, ele estava à frente dos seus companheiros. A sua missão era chegar à frente do palanque, abrir uma bandeira brasileira e fazer uma manifestação de protesto. Mas logo que começou a distribuir os panfletos foi preso, pois já estava sendo monitorado pelos órgãos de repressão. A ousadia custou-lhe trinta e quatro dias de prisão. Estávamos às vésperas da abertura do famoso 30º Congresso da UNE, que se realizaria em Ibiúna. As notícias que chegavam à direção do PCdoB não eram das melhores. Mais de quatrocentos delegados se reunindo clandestinamente num tranqüilo sítio no interior paulista parecia uma temeridade. Os dirigentes comunistas discutiram se Guilherme deveria ir ou não. ?Eu consultei o Diógenes Arruda. Ele era muito duro, muito duro, e eu falei: ?estou consultando para saber se é correto mandar um companheiro que acabou de sair da cadeia pra uma situação que é complicada?. Ele foi inflexível e disse: ?prisão não foi feita pra cachorro, se tiver que ser preso, que seja preso!?. Então dei a instrução. A gente nunca discutia instrução e levamos a coisa pra frente?, declarou Dalmo Ribas. De Ibiúna ao Tiradentes Dois dias depois de libertado lá estava Guilherme representando a UPES no congresso da UNE. Era a crônica de uma morte anunciada. A polícia irrompeu violentamente no evento e centenas de participantes foram presos. Augusto Petta, um dos delegados, contou como foi essa segunda prisão: ?Caminhamos vários quilômetros até chegar a um gramado amplo em que nos ordenaram que sentássemos a fim de que os comandantes da operação identificassem outras lideranças de expressão nacional. Quando um dos do que comandavam a operação identificou o Presidente da UPES Antonio Ribas disse mais ou menos o seguinte: ?Você não tem jeito mesmo, seu Ribas, foi preso entregando panfletos no Desfile de 7 de setembro (...) foi solto na véspera desse Congresso da UNE. Hoje, três dias depois de ser solto, já é preso novamente. Você é um caso perdido??. De fato, felizmente, ele era um caso perdido. No dia seguinte, os jornais estamparam a foto de Guilherme, ao lado de José Dirceu, sendo transportados para o Presídio Tiradentes. Desta vez a prisão seria mais longa. Ele foi acusado - ao lado de Dirceu, Palmeira e Travassos ? de ter sido um dos principais responsáveis pela realização do congresso. Foram denominados ?o grupo dos quatro?. A repressão não se deu nem ao trabalho de explicar como Guilherme poderia organizar qualquer coisa estando na prisão. Além do mais ele nem era universitário. Esse é mais um episódio daquilo que o irreverente jornalista Sérgio Porto chamou de FEBEAPA (Festival de Besteira que Assola o País). Guilherme foi condenado a um ano e seis meses de prisão. O novo Habeas-Corpus impetrado ? e que já havia servido para libertar a maior parte dos presos de Ibiúna poucos dias antes ? foi atropelado pela decretação do Ato Institucional número 5, em 13 de dezembro de 1968. Guilherme e as principais lideranças universitárias - como José Dirceu, Vladimir Palmeira e Luís Travassos ? continuariam presos. Ele fez uma verdadeira ?via crucis? pelos cárceres da ditadura: Presídio Tiradentes, Forte de Itaipu na Praia Grande, Delegacia de Polícia da Vila Mariana, Quartel do Batalhão de Caçadores do Município de São Vicente, Casa de Detenção de São Paulo, Quartel de Quitaúna e, novamente, Presídio Tiradentes. Foram ao todo 18 meses de prisão ? ou seja, cumpriu a pena toda. Quando ocorreu o seqüestro do embaixador norte-americano em setembro de 1969, Guilherme estava no Presídio Tiradentes. Aqui, novamente, existe um ponto obscuro em sua história. Dynéas Aguiar, um antigo dirigente nacional do PCdoB, afirmou que a direção do Partido chegou a ser consultada sobre a inclusão do nome de Guilherme Ribas na lista dos que deveriam ser libertados em troca do embaixador. A decisão partidária foi a de não incluí-lo na lista, pois ele estava prestes a ser libertado e logo poderia ser reintegrado à luta revolucionária no país. Esta mesma versão foi confirmada pelo seu irmão. O professor Daniel Aarão Reis disse se lembrar ? ainda que vagamente ? deste episódio. Mas, Paulo de Tarso Venceslau ? outro dos arquitetos do seqüestro do embaixador - disse que isto não aconteceu. Declarou: ?Durante a elaboração da lista e até mesmo antes dela, o nome de Ribas não era cogitado porque ele estava para ser solto a qualquer momento. Ninguém entendia porque ainda se encontrava preso?. Seja lá como for, no final de 1969, Diógenes Arruda e Paulo de Tarso se juntaram ao Guilherme numa das celas do Presídio Tiradentes. ?A cela onde ficaram presos foi a mesma na qual esteve Monteiro Lobato e por isso mesmo herdou o seu nome?, esclareceu outro ?hospede? involuntário do Tiradentes: o jornalista Alípio Freire. Paulo de Tarso nos contou um pouco da sua convivência com Guilherme: ?Durante todo tempo que estivemos presos mantivemos um bom relacionamento. Diferente foi o relacionamento com Arrudão, sempre marcado por altos e baixos, porém com muito respeito?. Continuou ele: ?Na época, minha organização - ALN - tinha críticas ao PC do B, considerado uma variante chinesa do reformismo soviético. (...) Como não sabia da iniciativa em Goiás e Sul do Pará, eu achava que o discurso de Arruda não passava de retórica. Difícil foi ter de engolir que Ribas saiu da prisão e seguiu logo depois para a área rural. Ninguém imaginava que aquilo pudesse acontecer?. Guilherme foi, finalmente, libertado em abril de 1970. Possivelmente tenha sido o último preso de Ibiúna a sair do cárcere. Imediatamente, entrou na clandestinidade. Primeiro foi para uma fazenda da família em Limeira (SP) e depois seguiu para Duque de Caxias, baixada fluminense. Antes de embarcar para o seu destino de guerrilheiro nas matas do Araguaia, fez uma última reunião com a família. Naquela noite afirmou: ?voltarei à frente de uma revolução ou não voltarei?. Lutando e morrendo no Araguaia Guilherme chegou à Xambioá no sul do Pará em outubro de 1970. José Genoino, seu companheiro do movimento estudantil, que havia chegado alguns dias antes, afirmou: ?Com a chegada dele, veio à necessidade de abrir outra casa; não havia condição nem era bom morar todo mundo na mesma casa. Ele já começou a trabalhar em função de abrir um castanhal para nós (...) O castanhal ficava numa zona deserta, onde se podia ter mais liberdade de movimento?. O local passou a ficar conhecido como ?Castanhal do Zé Ferreira?, nome pelo qual era conhecido na região. Guilherme passaria a compor o Destacamento B, comandado pelo legendário Osvaldão. Cada destacamento, por sua vez, se dividiria em três agrupamentos menores. Um deles seria dirigido pelo jovem guerrilheiro secundarista ?Zé Ferreira?. Mudaram-se para o castanhal ? constituindo uma das bases guerrilheiras -, além de Guilherme, o casal mineiro Idalísio Soares Aranha Filho (Aparício), Walquíria Afonso Costa (Walk); o cearense Antônio Teodoro de Castro (Raul), o carioca Ciro Flávio Salazar de Oliveira (Flávio) e o operário paulista Manuel José Nurchis (Gilberto). Foi ali que o destacamento B, contando com a presença de João Amazonas, comemorou a passagem do ano ? entre 1971 e 1972. Glênio Sá, um dos guerrilheiros, descreveu a cena: ?A programação começou logo cedo com a preparação de uma emboscada (...) O resultado foi um veado mateiro morto por Osvaldão para a nossa festa, que ia ter também polenta, feijão, arroz, carne seca, caititu, palmito de babaçu e muito leite de castanha-do-pará. Entramos no local da festa, o Osvaldão na frente com o mateiro sobre os ombros, em fila indiana, cantando a Internacional. Foi emocionante. Tio Cid (João Amazonas) quando ouviu o hino dos proletários saindo de dentro da floresta cantado por um bando de homens armados virou um menino traquinas, saltando no terreiro da casa (...) Cinco minutos para meia-noite nos perfilamos com as armas empunhadas e saudamos a chegada do ano-novo com tiros para o alto. Éramos vinte pessoas?. O Exército entrou na região no dia 12 de abril de 1972. O destacamento B só veio a receber a notícia quatro dias depois. Naquele instante a frase que mais se ouvia entre os guerrilheiros era: - Chegou à hora! Guilherme envolveu-se em alguns combates. Em julho de 1972, por exemplo, participou do grupo que tentava restabelecer contato o destacamento C e acabou se encontrando com tropas do Exército. Neste dia o médico João Carlos Haas Sobrinho (Juca) foi baleado, mas sobreviveu. Idalísio não teve a mesma sorte. Perdeu-se do grupo, foi encontrado e assassinado pela repressão. Guilherme morreu na terceira ? e última - campanha militar contra os guerrilheiros, iniciada em outubro de 1973. O relatório de Ângelo Arroyo, um dos comandantes da guerrilha do Araguaia, afirma que ele foi visto pela última vez num combate ocorrido em 29 de novembro de 1973. O seu grupo acampou para descansar e foi surpreendido por tropas inimigas. No tiroteio que se seguiu morreu Adriano Fonseca (Chico). Dois outros guerrilheiros, Jaime Petit e Guilherme, desapareceram. Segundo o Dossiê do Exército, Guilherme teria morrido em 19 de dezembro de 1973. Ou seja, quase 20 dias depois de ter sido visto pelos seus companheiros. Um morador da região contou para o historiador Romualdo Pessoa o que sabia sobre a morte de Guilherme: ?O Zé Ferreira foi morto lá na Santa Cruz, esse eu não vi (...) quem me contou foi um cabo, o cara chorou porque não queria fazer isso (...) Ele matou foi no fogo cruzado?. No entanto, a distância entre o seu desaparecimento em combate e o registro oficial de sua morte, indica que ele pode ter sido aprisionado e depois executado. Prática adotada pelas Forças Armadas naquela fase da luta contra a guerrilha. O corpo do guerrilheiro jamais foi entregue à família nem ao menos foram reveladas as condições de sua morte. José Dirceu, seu companheiro de movimento estudantil, declarou: ?Infelizmente, Antônio Ribas está na vergonhosa e dolorosa lista de desaparecidos políticos, na verdade, morto pela ditadura. Deixou, porém, um legado de luta, honra e persistência em nome da liberdade e da democracia, frutos que, hoje, são colhidos por toda a nação?. Fontes * Agradeço as informações sobre Antônio Guilherme Ribas fornecidas por José Dalmo Ribas, Paulo de Tarso Venceslau, Alípio Freire, Fernando Cardim, José Dirceu, Ricardo Azevedo, Romualdo Pessoa, Daniel Aarão Reis. * Agradeço também à jornalista Amira Camargo por nos ceder a entrevista que fez com Fernando Cardim. * Os depoimentos de Darcy Nogueira e Fernando Cardim sobre Guilherme e o movimento secundarista em São Paulo foram extraídos do sítio do CEDOM. * ?Dossiê sobre Ribas e auto de prisão? do Deops. Bibliografia * Arns, Dom Evaristo (prefácio) - Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964, 1996, Governo do Estado de São Paulo, 1996. * Campos Filho, Romualdo ? Guerrilha do Araguaia: a esquerda em armas, Ed. UFG, 1997. * Coelho, Maria Francisca Pinheiro, José Genoino, escolhas política, Centauro Editora, 2007. * Dória, Palmério e outros ? A Guerrilha do Araguaia ? história imediata 1 ? Ed. Alfa-Omega, 1978. * Paraná, Denise ? Entre o sonho e o poder: a trajetória da esquerda brasileira através da memória de José Genoino, Geração Editorial, 2006. * Petta, Augusto ? ?Congresso da UNE 68: quando a defesa de teses acontece na cadeia?, in Sítio Vermelho. * Sá, Glênio ? Relato de um guerrilheiro, Ed. Anita Garibaldi, 1990 * Silva, Eumano e Morais Taís ? Operação Araguaia: arquivos secretos da guerrilha, Geração Editorial, 2005 * Vários - Guerrilha do Araguaia ? Uma epopéia pela liberdade, Ed. Anita Garibaldi. -------------------------------------------------------------------------------- *Augusto Buonicore, Historiador, mestre em ciência política pela Unicamp Lutam melhor os que têm belos sonhos.........................................................../ Eles podem até tirar minha vida, mas nunca minha liberdade................ Che Guevara FONT> -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081126/ab6a59e7/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 17806 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081126/ab6a59e7/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 73 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081126/ab6a59e7/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Nov 27 17:56:23 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 27 Nov 2008 17:56:23 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Carta ao Presidente Lula pelos Movimentos Sociais sindicais, populares, pastorais sociais e entidades que atuamos organizando nosso povo, Message-ID: <04b301c950ca$516e2a80$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Carta ao Presidente Lula Presidente Lula, Cumprimentamos o Governo Federal pela iniciativa de ouvir os movimentos sociais e sindicais, populares, pastorais sociais e entidades que atuamos organizando nosso povo, diante do grave quadro de crise que já se faz sentir, e que - tudo leva a crer - se aprofundará sobre nossa economia, nossa sociedade e em especial sobre o povo brasileiro. Queremos aproveitar essa oportunidade para manifestar nossas propostas concretas que o Governo Federal deve tomar para preservar, sobretudo, os interesses do povo, e não apenas das empresas e do lucro do capital. O conjunto dessas propostas se insere no espírito geral, de que devemos aproveitar a brecha da crise para mudar a política macroeconômica de natureza neoliberal, e ir construindo um novo modelo de desenvolvimento nacional, baseado em outros parâmetros, sobretudo na distribuição de renda, na geração de emprego e no fortalecimento do mercado interno. Nossa preocupação fundamental é aproveitar para que nessa mudança se logrem medidas concretas que visem melhorar as condições de vida de nosso povo, garantindo os direitos à educação pública, gratuita, democrática e de qualidade em todos níveis, à moradia digna, ao acesso à cultura e às reformas urbana e agrária. Infelizmente, a maioria do nosso povo não tem acesso a esses direitos básicos. Sabemos que poderosos interesses dos capitalistas locais, das empresas transnacionais e, sobretudo do sistema financeiro, concentra cada vez mais riqueza, renda, e impedem que nosso povo usufrua da riqueza por ele produzida. Já estamos cansados de tanta dominação capitalista, e agora assistimos às crises financeiras e à ofensiva dos interesses do império que controla as riquezas naturais, minerais, a água, as sementes, o petróleo, a energia e o resultado de nosso trabalho. Diante disso, queremos apresentar-lhe algumas propostas concretas para que possamos resolver, de fato, os problemas do povo, e impedir que de novo as grandes empresas transnacionais e os bancos transfiram para o povo o custo da crise: Propostas de articulações internacionais: 1. Defendemos como resposta à crise o fortalecimento da estratégia de integração regional, que se materializa a partir dos mecanismos como: MERCOSUL, UNASUL e ALBA. 2. Apoiamos medidas como a substituição do dólar nas transações comerciais por moedas locais, como recentemente fizeram Brasil e Argentina, e sugerimos que esta medida deva ser adotada pelo conjunto dos paises da América Latina. 3. Defendemos a consolidação o mais rápido possível do BANCO DO SUL, como um agente que promova o desenvolvimento regional e que auxilie o crescimento do mercado interno entre os paises da América Latina e como um mecanismo de controle de nossas reservas, para impedir a especulação dos bancos, do FMI, e dos interesses do capital dos Estados Unidos. 4. Nós afirmamos que a atual crise econômica e financeira é de responsabilidade dos países centrais e dos organismos dirigidos por eles, como a OMC, o Banco Mundial e o FMI. Defendemos uma nova ordem internacional, que respeite a soberania dos povos e nações. 5. Pedimos vosso empenho e compromisso pela retirada imediata de todas as forças estrangeiras do Haiti. Nenhum país da América Latina deve ter bases e presença militar estrangeira. Propomos, em seu lugar, a constituição de um fundo internacional solidário para reconstrução econômica e social daquele país. Apresentamos também nossa oposição à reativação da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos em águas da América Latina. PROPOSTAS DE POLITICAS INTERNAS 1. Controlar e reduzir imediatamente as taxas de juros. 2. Impor um rigoroso controle da movimentação do capital financeiro especulativo, instituindo quarentenas e impedindo o livre circular, penalizando com elevados impostos suas ganâncias. 3. 3. Defendemos que todos os governos devem utilizar as riquezas naturais, da energia, do petróleo, dos minérios, para criar fundos solidários para investir na solução definitiva dos problemas do povo, como direito ao emprego, educação, terra e moradia. Para isso, o governo brasileiro precisa cancelar imediatamente o novo leilão do petróleo, marcado para dia 18 de dezembro. 4. O governo federal deve revisar a política de manutenção do superávit primário, que é uma velha e desgastada orientação do FMI - um dos responsáveis pela crise econômica internacional. E devemos usar os recursos do superávit primário para fazer volumosos investimentos governamentais, na construção de transporte publico e de moradias populares para a baixa renda, dando assim uma grande valorização à reforma urbana e agrária, incentivando a produção de alimentos pela agricultura familiar e camponesa. É preciso investimentos maciços, na construção de escolas, contratação de professores para universalizar o acesso à educação de nossos jovens, em todos os níveis, em escolas públicas, gratuitas e de qualidade. 5. Defendemos que o governo estabeleça metas para a abertura de novos postos de empregos, a partir de um amplo programa de incentivo à geração de empregos formais, em especial entre os jovens. Reajustar imediatamente o salário mínimo e os benefícios da previdência social, como principal forma de distribuição de renda entre os mais pobres. 6. Controlar os preços dos produtos agrícolas pagos aos pequenos agricultores, implantando um massivo programa de garantia de compra de alimentos, através da CONAB. Hoje, as empresas transnacionais que controlam o comércio agrícola estão penalizando os agricultores, reduzindo em 30%, em média os preços pagos do leite, do milho, dos suínos e das aves. Mas, no supermercado, o preço continua subindo. 7. Revogar a Lei Kandir e voltar a ter imposto sobre as exportações de matérias primas agrícolas e minerais, para que a população não seja mais penalizada, para estimular sua exportação. 8. O governo federal não pode usar dinheiro público para subsidiar e ajudar a salvar os bancos e empresas especuladoras, que sempre ganharam muito dinheiro e agora, na crise querem transferir seu ônus para toda sociedade. Quem sempre defendeu o mercado como seu "deus-regulador", agora que assuma as conseqüências dele. Nesse sentido os bancos públicos (BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) deveriam estar orientados não para socorrer o grande capital e sim para o benefício de todos os povos. 9. Reduzir a jornada de trabalho, em todo o país e em todos os setores, sem redução de salário, como uma das formas de aumentar as vagas. E penalizar duramente as empresas que estão demitindo. 10. A mídia permanece concentrada nas mãos de poucos grupos econômicos. Este quadro reforça a difusão de um pensamento único que privilegia o lucro em detrimento das pessoas e exclui a visão dos segmentos sociais e de suas organizações do debate publico. Para reverter esta situação e colocar a mídia a serviço da sociedade, é preciso ampliar o controle da população sobre as concessões de rádio e TV, fortalecer a comunicação pública e garantir condições para o funcionamento das rádios comunitárias, acabando com a repressão sobre elas. Por tudo isso, é urgente que o governo federal convoque a Conferencia Nacional de Comunicação. 11. Para garantir os territórios e a integridade física e cultural dos povos indígenas e quilombolas como determina a Constituição, o Governo Federal deve continuar demarcando as terras e efetivando a desintrusão desses territórios em todo o país, sem ceder às crescentes pressões dos setores antiindígenas ? tanto políticos, como econômicos. Na luta por seus direitos territoriais, os povos indígenas e quilombolas têm enfrentado a violência e a discriminação cada vez mais forte em todo o país. Chamamos especial atenção, nesse momento, para a urgência de se demarcar as terras tradicionais do povo indígena Guarani Kaiowá que vive no Mato Grosso do Sul. Atualmente, eles estão confinados em ínfímas porções de terra e, principalmente por causa disso, há um alto índice de suicídios entre o povo. 12. Realizar a auditoria integral da dívida pública para lançar as bases técnicas e jurídicas para a renegociação soberana do seu montante e do seu pagamento, considerando as dívidas histórica, social e ambiental das quais o povo trabalhador é credor. 13. Defendemos uma reforma política que amplie os espaços de participação do povo nas decisões políticas. Uma reforma não apenas eleitoral, mas que amplie os instrumentos de democracia direta e participativa. 14. Em tempos de crise, há uma investida predatória sobre os recursos naturais como forma de acumulação fácil e rápida, por isso não podemos aceitar as propostas irresponsáveis de mudanças na legislação ambiental por parte dos representantes do agronegócio, que pretende reduzir as áreas de reservas legais na Amazônia e as áreas de encosta, topo de morros e várzeas no que resta da Mata Atlântica. Propomos a criação de uma política de preservação e recuperação dos biomas brasileiros. 15. Contra a criminalizacao da pobreza e dos movimentos sociais. Pelo fim da violência e pelo livre direito de manifestação dos que lutam em defesa dos direitos econômicos, sociais e culturais dos povos. Esperamos que o governo ajude a desencadear um amplo processo de debate na sociedade, em todos os segmentos sociais, para que o povo brasileiro perceba a gravidade da crise, se mobilize e lute por mudanças. Atenciosamente, Via Campesina Assembléia Popular ? AP Coordenação dos Movimentos Sociais ? CMS Grito dos Excluídos Continental Grito dos Excluídos Brasil Associação Nacional de Ong?s ? ABONG Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ? MST Central Única dos Trabalhadores ? CUT União Nacional dos Estudantes ? UNE Marcha Mundial de Mulheres ? MMM Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil ? CTB Central Geral dos Trabalhadores do Brasil ? CGTB Central de Movimentos Populares ? CMP Associação Brasileira de Imprensa ? ABI Confederação das Associações das Associações de Moradores ? CONAM Caritas Brasileira CNBB/Pastorais Sociais Comissão Pastoral da Terra ? CPT Conselho Indigenista Missionário ? CIMI Movimento dos Pequenos Agricultores ? MPA Movimento dos Atingidos por Barragens ? MAB Movimento das Mulheres Camponesas ? MMC União Brasileira de Mulheres ? UBM Coordenação Nacional de Entidades Negras ? CONEN Movimento dos Trabalhadores Desempregados ? MTD Movimento Trabalhadores Sem Teto ? MTST União Nacional Moradia Popular ? UNMP Confederação Nacional das Associações de Moradores ? CONAM Movimento Nacional de Luta por Moradia ? MNLM Ação Cidadania Conselho Brasileiro de Solidariedade com Povos que Lutam pela Paz ? CEBRAPAZ Associação Brasileira de Rádios Comunitárias ? ABRAÇO Coletivo Brasil de Comunicação ? INTERVOZES Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais Jubileu Sul Brasil Movimento pela Libertação dos Sem Terras ? MLST União Estudantes Secundaristas ? UBES União Juventude Socialista ? UJS Evangélicos pela Justiça ? EPJ União nacional de Entidades Negras ? UNEGRO Federação Estudantes de Agronomia do Brasil ? FEAB Pastoral da Juventude do Meio Rural ? PJR Associação dos Estudantes de Engenharia Florestal ? ABEEF Movimento dos Trabalhadores Desempregados ? MTD Confederação Nacional Trabalhadores Entidades de Ensino ? CONTEE Confederação Nacional Trabalhadores da Educação ? CNTE Confederação Nacional do Ramo Químico ? CNQ/CUT Federação Única dos Petroleiros ? FUP Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas ? SINTAP/CUT Associação Nacional de Pós-graduandos ? ANPG Confederação Nacional dos Metalúrgicos ? CNM/CUT Movimento Camponês Popular ? MCP Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira ? COIAB Conselho Indigenista de Roraima ? CIR Federação Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade Instituto Nacional Estudos Sócio-econômicos - INESC -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081127/80be6d47/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Nov 28 19:20:35 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 28 Nov 2008 19:20:35 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Sodomia_de_crian=E7as_=E9_a_=FAl?= =?windows-1252?q?tima_manifesta=E7=E3o_da_democracia_exportada_pel?= =?windows-1252?q?o_delinq=FCente_Bush=2E-At=E9_quando=2CIraque=2Ca?= =?windows-1252?q?t=E9_quando=3F?= Message-ID: <00e801c9519f$277ad0e0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Blog do Bourdoukan Georges Bourdoukan Jornalista e escritor Enquanto houver um explorado e um oprimido não haverá paz Até quando,Iraque,até quando? Em 19 de janeiro do ano passado, este blog publicou a seguinte nota: Sodomia de crianças Seymour Hersh, do New Yorker, o primeiro jornalista a denunciar as torturas praticadas pelos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib, Iraque, afirmou, durante palestra que assistiu a tapes ?onde podíamos ver as crianças sendo sodomizadas. O pior de tudo era ouvir seus gritos?. Sodomia de crianças é a última manifestação da democracia exportada pelo delinqüente Bush. É a democracia que fala em liberdade de imprensa, mas não permite que essas verdades sejam divulgadas. Crianças com 8 anos de idade servindo a apetites medonhos de bárbaros que invadiram seu país para aumentar os lucros das empresas". Agora que o delinqüente e terrorista número 1 do planeta está se preparando para ir para casa, o que mudou no Iraque? Vejamos: Estatísticas do governo indicam que cinco milhões de crianças vivem em péssimas condições econômicas. 760.000 não puderam voltar à escola primária este ano e cerca de 25.000 perderam seus lares. As organizações humanitárias informam que o número de órfãos iraquianos aumentou em 500 mil. Segundo a Save the children, uma de cada oito crianças iraquianas está vivendo agora nas ruas. O Fafo Institute for Applied Social Science da ONU informa que há pelos menos 400 mil crianças que sofrem de desnutrição. A organização Childhood Voices Association que cuida de crianças informa que só em Bagdad há 11.000 crianças dependentes de drogas, que muitas meninas entre 12 a 16 anos têm sido vitimais de estupros. Além disso, mais de 1.300 crianças entre oito e 12 anos encontram-se detidas em prisões construidas pelos invasores estadunidenses sofrendo violências sexuais. Pergunto: o delinqüente Bush merece ou não ser julgado por crimes de guerra? -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081128/170644f4/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 35589 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081128/170644f4/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 29 14:01:25 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 29 Nov 2008 14:01:25 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__O_que_n=E3o_se_diz_sobre_a_crise?= =?iso-8859-1?q?_financeira?= Message-ID: <013001c9523b$c75319f0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Jacob Blinder O QUE NÃO SE DIZ SOBRE A CRISE FINANCEIRA Por Graccho Maciel As crises não surgem por acaso, nenhuma delas. Todas trazem na origem alguma intenção gananciosa de tirar proveito além do que é justo. A "crise" atual tem sua origem na criação do Banco Central americano, o FED, e seu monopólio de imprimir moeda - ou emitir como gostam de dizer. Até o uso da palavra emitir em lugar de imprimir fornece a pista do golpe. Imprimir papel moeda sem lastro, é o mesmo que passar tinta num pedaço de papel especial. O custo de fazer isso não passa de 10 centavos por impressão, o que significa que uma nota "vendida" - posta em circulaçãopelo valor de face por 100 dólares - custa ao FED para imprimir cerca de 10 centavos, gerando um lucro fabuloso conforme abaixo: 99,90 por uma nota de 100 dólares 49,90 por uma nota de 50 dólares 19,90 por uma nota de 20 dólares, e assim por diante. Sabendo-se que cada nota é impressa aos milhares, pode-se fazer a conta do fantástico lucro que tem o Banco Central. Nos países em que o Banco Central é do Governo, este lucro fica para o Banco e para o Ministério da Fazenda ou seu equivalente. E nunca se prestou conta dele. Deve-se pensar nisso muito seriamente. Nos países onde o Banco Central é privado, como nos Estados Unidos - o FED - e outros países, o lucro fica para os donos do Banco. No caso do FED, ele foi criado em 1781 como Banco da América do Norte, e depois de passar por vários nomes e funções a cada vez que havia um pânico bancário, foi transformado em banco central com a função de combater os pânicos bancários ocorridos em 1873, 1893, e 1907, satisfazendo uma forte demanda para criação de um sistema bancário centralizado seguindo a influência de Alexander Hamilton que propunha"um governo central forte com um banco central supervisionado por uma elite rica", indo contra a opinião de Thomas Jefferson que sabia, pela história européia, que um banco central se tornaria rapidamente o controlador da nação sobre passando seu governo. Jefferson apontava a experiência britânica dizendo que "dinheiro não podia ser criado por mágica a partir do nada". Mas não foi ouvido. A criação do FED é digna de histórias de mistério. Um de seus criadores, J. P. Morgan, retornou ao Estados Unidos em 1907 e espalhou a notícia que um pequeno banco Knickerbocker de Nova York era insolvente. A corrida ao banco por seus depositantes criou um pânico que se espalhou por outros e gerou a crise de 1907. O estudo dos pânicos de 1873, 1983 e 1907 indica que eles foram operados por banqueiros internacionais em seu próprio proveito. O FED não escapa a essas manipulações. Sua criação foi decidida numa viagem secreta à ilha Jekill, como escreveu Frank Vanderlip, um dos participantes, referindo-se a uma viagem "secreta" na noite de 1910 de sete homens que reuniam talvez 30% de toda riqueza do Mundo. Os empregados da ilha foram dispensados e substituídos por outros, para manter o segredo, como conta o escritor Ralph Epperson, na biografia de J. P. Morgan. Os sete participantes eram o próprio Vanderlip, representante da firma de Khun, Loeb & Company, e seu sócio Paul Moritz Warburg, também representante dos Rothschild europeus; de William Rockefeller e Jacob Schiff, milionários do petróleo; do secretário do Tesouro, Abraham Piatt Andrew; de Henry P. Davidson, sócio da J.P. Morgan Company; o presidente do primeiro banco de Nova York (dominado por Morgan), Charles D. Norton; Benjamin Strong, braço direito de Morgan; e o senador republicano Nelson W. Aldrich, associado a J.P. Mporgan e sogro de John D. Rockfeller Jr. Esse grupo permaneceu na ilha por uma semana e preparou a reforma bancária que gerou depois o FED. O presidente da Universidade de Princeton, Woodrow Wilson, apresentou uma solução ao pânico financeiro: "O problema podia ser evitado se nomeássemos um comitê de seis ou sete homens de espírito público, como J.P. Morgan, para cuidar dos negócios do nosso país". Assim o povo americano foi condicionado a aceitar a solução oferecida por aqueles que causaram todos aqueles eventos. Havia só um problema: Wilson estava perdendo nas pesquisas de voto. Os banqueiros então convenceram Theodore Roosevelt a concorrer por outro partido, tirando votos do provável ganhador, o republicano Taft. E assim Wilson ganhou a eleição, por poucos votos. Mas, logo que eleito, assinou-o (os aparlamentares já estavam de férias). (Eustace Mullis, biografo dos fundadores do FED) Apesar do nome, o FED não pertence ao governo norte-americano. Ele é dominado por outros bancos como o Chase Manhatan (com 32,35% das ações), o Citibank (com 20,51%), os quais detêm o controle majoritário, conforme relatório de 1997 do pesquisador Eric Samuelson. Com a instalação do Banco Central, ou FED, ele passou a ter o monopólio da impressão de moeda, ganhando fortunas a cada emissão, que vai para os bancos dos seus donos. Em 2002, o volume estimado de dólares postos em circulação pelo FED era quase quatro vezes o valor do produto norte-americano. Grande parte estava no estrangeiro, forçada pelos banqueiros que também têm bancos em outros países. Com o tempo, os dólares foram voltando, e os bancos na América ficaram com excesso de papel-moeda. Conseguiram então forçar o governo a abolir um decreto, criado em 1933, que impedia os bancos de operar com transações imobiliárias, já como consequência do grande pânico de 1929. A partir daí, em 1999, os bancos passaram a emprestar com um mínimo de garantias gerando as dívidas imobiliárias que não foram pagas. O resto já se conhece. Os bancos anunciaram a inadimplência e suas falências. O governo prontamente entregou a eles de novo todo o dinheiro que eles "perderam". Assim eles ganham duas vezes, quando o dinheiro é impresso e posto em circulação e quando o governo faz a doação... e ainda retêm a posse das residências financiadas, cujos compradores são despejados. Sem dinheiro, não há mais crédito. Sem crédito, as empresas encolhem e demitem. Sem comércio. os países emergentes voltam para seu lugar de pedintes, subordinados ao capital internacional. E esta é a "crise"... Acessem meu fotoblog: http://www.venezuelabolivariana.nafoto.net e vejam belas imagens da Venezuela dos tempos atuais. Jacob David Blinder -------------------------------------------------------------------------------- Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081129/9dc0318c/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 29 14:02:09 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 29 Nov 2008 14:02:09 -0200 Subject: [Carta O BERRO] A crise da irracionalidade Message-ID: <013801c9523b$ded726c0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. A crise da irracionalidade Selvino Heck * Os Executivos da GM, Ford e Chrysler, as grandes e históricas montadoras americanas, foram flagrados indo em seus jatos particulares e exclusivos para pedir uma ajuda de emergência, de salvamento das empresas, de US$ 25 bilhões ao Congresso americano. Foram mandados de volta pelos congressistas para trazerem um plano B, "onde devem explicar detalhadamente como pretendem usar o dinheiro do contribuinte americano". Nas ruas de Detroit, Estado de Michigan, lendária meca do automobilismo americano, o cenário é outro. Semana passada, sob um frio de sete graus centígrados negativos, uma multidão exibia sua aflição e manifestava suas esperanças numa vigília à luz de velas, em movimento espontâneo de solidariedade e oração (O Globo, 23.11.08. p. 27). Seu grande problema, que talvez continue por um bom tempo, é o desemprego. De janeiro a outubro deste ano, 100 mil americanos perderam o trabalho na indústria automobilística. Em Michigan, onde a indústria nasceu, a crise é mais grave, pois abrange mais que suas três montadoras. Ela vem se alastrando para as áreas de autopeças, pneus, plástico, vidro, aço, ferro e o comércio em geral. Meio milhão de empregos foi perdido desde junho de 2000 nesta região. Segundo o índice mais recente, o desemprego em Michigan atingiu 9,3%, contra uma taxa nacional de 6,5%. É o maior dos últimos 16 anos. A marca do Estado de Michigan tem sido a do êxodo de mão-de-obra. Pior. Muitas pessoas que permanecem em Michigan, por não ter como sair e para onde ir, transformam-se em ?homeless?, sem-teto. Já são 80 mil no Estado, 18 mil em Detroit, vagando pelas ruas em busca de uma ocupação. Menos da metade dessas pessoas contam com a garantia de uma cama e três refeições diárias em abrigos da cidade, insuficientes para atender à crescente demanda. Um primeiro barraco de favelado foi levantado num terreno baldio a apenas sete quadras da sede mundial da GM, no centro da cidade. A vigília noturna da semana passada tinha como meta adicional motivar quem ainda está empregado a contribuir como pudesse com os abrigos provisórios para ?homeless?. A perspectiva de as notícias piorarem é grande. A tendência é que GM, Ford e Chrysler anunciem mais uma nova leva de demissões no início de dezembro. A GM pretende fechar mais unidades de produção. Nos últimos três anos, as três montadoras já fecharam 35 fábricas, demitindo 148.900 pessoas em 70 unidades de produção. Por incrível que parece, os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China) foram, neste período, a diferença entre a vida e a morte das montadoras americanas. A GM teve vendas recordes no primeiro trimestre de 2008, graças às vendas nos BRICs (Miriam Leitão, O Globo, 23.11.08, p. 28). Nenhuma novidade, pois, no front. Se num primeiro momento, o noticiário dava conta dos milhões e bilhões ?perdidos? por investidores inescrupulosos em ações de grandes empresas nas Bolsas de Valores, agora já começou a aparecer onde, de fato e finalmente, a crise vai bater e estourar: no povo pobre e trabalhador. Não se sabe ainda a profundidade da crise. Há os que dizem ser maior e mais profunda que o ?crash? de 29, porque os tempos são de globalização. É certo que o capitalismo chegou a um grau de irracionalidade e ganância, que tornava inevitável, em algum momento, a queda e o desastre. Não só os executivos das montadoras vão ao Congresso a bordo de seus jatinhos exclusivos pedir ajuda emergencial. Os templos de consumo e do superluxo construídos mundo afora começam a sentir o reflexo da irresponsabilidade e da ganância. Nas duas primeiras semanas de outubro, as vendas da Daslu, a maior butique de luxo do país, caíram pela metade. O impacto da crise financeira internacional atingiu o caixa da loja 20 dias depois da quebra do banco norte-americano Lehman Brother. Diz Eliana Tranchesi, uma das sócias: "Todo mundo estava apreensivo. Os maridos estavam nervosos, ninguém sabia o que ia acontecer. As mulheres não se sentiam confortáveis de virem para a loja gastar. É como quando estoura uma guerra. Você pára e espera: será que todo mundo vai quebrar? Com todo mundo falando da crise, os clientes não querem mais apostar. Vão deixar de comprar coisas grandes, como carro, jóia, barco. Quem encomendou um avião deve cancelar. Já a roupa não é algo pesado no orçamento do cliente". No final das contas, as conseqüências da crise batem nos trabalhadores e assalariados, que não têm para onde correr, mesmo nos Estados Unidos da América. Os poderosos e endinheirados presidentes das montadoras podem ser afastados e perder o direito a seus jatinhos, mas não sairão de mãos abanando. Os que compram nas butiques de luxo podem deixar de comprar temporariamente seus aviões e jóias. Mas não deixarão de comprar os vestidos que custam, cada um, milhares de reais. Nem os hotéis deixarão de ter ?as babás de rico?, cujo nome chique é gerente de guest service ou guest relations, que ?inventam mimos para agradar aos hóspedes que pagam diárias de até R$ 4.800, sem taxas incluídas nem café da manhã? (O Estado, 23.11.08, C6). Onde vamos parar? Não sei. Talvez a crise possa, ou deva, ser o momento de repensar o modelo de sociedade e de desenvolvimento. Antes tarde que nunca. Nós da educação popular, mesmo dentro ou a partir do governo, na Rede TALHER de Educação Cidadã e no Escolas-Irmãs, em parceria com movimentos sociais, com ONGs, com pastorais de igrejas, estamos fazendo este esforço diariamente em todo Brasil. Não há outro caminho senão repensar práticas e valores. E construir outro modelo projeto que não este do consumismo que leva ao desemprego e ao desespero. * Assessor Especial do Presidente do Brasil -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081129/36639212/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081129/36639212/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Nov 29 14:47:26 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 29 Nov 2008 14:47:26 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Porque_um_Banco_Central_independe?= =?iso-8859-1?q?nte_significar=E1_nossa_escravid=E3o=2EDivulgue_ess?= =?iso-8859-1?q?e_filme=2CVanderley!!!!!!!?= Message-ID: <01c301c95242$4156da60$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Marco Aurelio Porque um BACEN(Banco Central) independente significará nossa escravidão. Fora o projeto do senador Arhur Virgílio(PSDB-AM),dando mais autonomia ao BACEN!! Vejam a história do FED nos EUA(legendas em espanhol): The Money Masters - Federal Reserve History-Historia del Banco Reserva Federal- (clique nos links e você entenderá tudo de maneira clara e didática) 1) http://br.youtube.com/watch?v=GBe7u_i77MY 2) http://br.youtube.com/watch?v=o54DXLb7jb4 3) http://br.youtube.com/watch?v=8WDTGMclotg 4) http://br.youtube.com/watch?v=_seZd4oKxyE 5) http://br.youtube.com/watch?v=ABvXhwdezSQ 6) http://br.youtube.com/watch?v=3xx8Q2c3pcw 7) http://br.youtube.com/watch?v=3n0wOvqRYLM 8) http://br.youtube.com/watch?v=MXA56hx9dXA 9) http://br.youtube.com/watch?v=ixGeA_-ZQ4g 10) http://br.youtube.com/watch?v=Cl7FGFjQOaI 11) http://br.youtube.com/watch?v=kr-DDiE0jNU -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081129/6c29a6ad/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Clannad 01 Um Piano ao cair da Tarde 02 Um Piano ao cair da Tarde 03 Um Piano ao cair da Tarde 04 Um Piano ao cair da Tarde 05 Um Piano ao cair da Tarde 01 Golden Piano Melodies 02 Golden Piano Melodies 03 Golden Piano Melodies 04 Golden Piano Melodies 05 Golden Piano Melodies 1492 Vangelis Tristesse Dilermando Reis Edelweiss Montovani Orchestra True Love Montovani Orchestra The Virginian Montovani Orchestra Angel Era Reflection Secret Garden Adagio Secret Garden Nocturne Secret Garden 60 Anos Ernesto Cortazar Anonymous Romance Ernesto Cortazar Clowns Ernesto Cortazar Eternity Ernesto Cortazar Fly with me Ernesto Cortazar Gondola Ernesto Cortazar Misty Ernesto Cortazar Memory Emile Pandolfi Tema de Romeu e Julieta Emile Pandolfi Em Algum Lugar do Passado Emile Pandolfi From Were I Am Enya Tea House Moon Enya Willow Son the Wate Enya Danny_Y_Dior Enya Fascinação Andre Rieu Miracles Kenny G Ever After Them Loreena Mc Kenitt Soleado Paul Mauriat Sounds of the Sea Renaissance La Califfa Sarah Brightman Winter Light Sarah Brightman Spiritus Corcioli Espírito da Floresta Corcioli Fluindo Corcioli Mar Infinito Corcioli London Boy Andre Rieu Wonderful_World Anne_Murray Celtic Myst Clannad Serenade d'amour (chopin) Zamfir Se_Todos_Fossem_Iguais_a_Você Clay -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... 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