From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu May 1 13:06:55 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 1 May 2008 13:06:55 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_FMI_EXPERIMENTA_O_REM=C9DIO_AMA?= =?iso-8859-1?q?RGO_QUE_SEMPRE_RECEITOU?= Message-ID: <094e01c8aba5$60dc1a10$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: BEATRICE May 01, 2008 10:15 AM De: Credibilidade Etica fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-fmi-experimenta-o-remedio-amargo-que-sempre-receitou/ O FMI EXPERIMENTA O REMÉDIO AMARGO QUE SEMPRE RECEITOU Publicado em 29 de abril de 2008 às 18:36 por Mark Weisbrot, do Centro de Pesquisa Política e Econômica de Washington "O FMI está de volta", declarou o diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn, no encontro anual de primavera do início deste mês [de abril] em Washington. A acreditar nos economistas da organização (que se encontraram em hóteis de cinco estrelas, com suas longas limousines negras e jantaram em restaurantes chiques com banqueiros, empresários e ministros de todo o mundo) eles chegaram na hora certa para ajudar a resolver a crise financeira internacional. Apesar da bravata, a realidade é que o FMI de hoje não é o mesmo. Atualmente, a famosa polícia do déficit lida com seu próprio déficit - considerável para um país pequeno - de 400 milhões de dólares, e é forçada a praticar o mesmo tipo de "ajuste estrutural" que impôs aos endividados do Terceiro Mundo. Nos últimos quatros anos, o portfólio total do FMI encolheu de 105 bilhões de dólares para menos de 10 bilhões; mais da metade do portfólio corrente é de empréstimos para a Turquia e o Paquistão. Para cortar custos, a agência está reduzindo o pessoal e fechando escritórios. A perda de influência do FMI é provavelmente a maior mudança do sistema financeiro internacional em mais de meio século. Até recentemente, o FMI - criado originalmente na conferência de cooperação econômica internacional de Bretton Woods, em 1944 - era uma das instituições financeiras mais poderosas do mundo e uma avenida para a influência dos Estados Unidos nos países em desenvolvimento. Isso não era resultado do dinheiro emprestado a eles - o Banco Mundial empresta muito mais - mas por causa da posição do Fundo no topo da hierarquia de credores oficiais. Até alguns anos atrás, um país em desenvolvimento que não aceitasse as condições do FMI corria o risco de ser estrangulado economicamente. O Banco Mundial, os bancos regionais - como o Banco Interamericano de Desenvolvimento -, governos ricos e mesmo o setor privado evitavam emprestar até que o governo fizesse um acordo com o FMI. No topo deste cartel de credores sentava-se o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que tem poder formal de veto sobre muitas decisões do FMI e tem poder informal dentro da organização capaz de marginalizar mesmo os países ricos. Países em desenvolvimento - os que historicamente sustentaram o peso das decisões do FMI - têm pouca ou quase nenhuma voz nas decisões da organização, onde a maioria dos votos dos 185 membros fica com os mais ricos. Mas o FMI perdeu credibilidade depois de presidir a uma série de desastres econômicos. A América Latina, por exemplo, sofreu o maior fracasso no crescimento de longo prazo sob a tutela do FMI, desde os anos 80. A "terapia de choque" do FMI na Rússia subestimou o tempo que levaria a transição de uma economia planificada para uma economia capitalista no início dos anos 90. O resultado foi muito choque e pouca terapia, e dezenas de milhões de pessoas empurradas para a pobreza com o colapso da economia. A crise financeira da Ásia no final dos anos 90 foi um momento decisivo. O FMI e o Tesouro dos Estados Unidos ajudaram a causar a crise ao forçar a retirada de regras importantes para o fluxo de capital estrangeiro. E então pioraram a situação com recomendações que levaram o economista Jeffrey Sachs - que agora dirige o Instituo Terra, da Columbia University - a dizer que "o FMI se tornou a Maria Tifóide dos mercados emergentes, espalhando recessão de país em país." Alguns destes erros foram causados por incompetência; outros, por interesses ideológicos. Mas o resultado é que países em desenvolvimento começaram a votar com os pés, acumulando reservas internacionais para que nunca mais precisassem emprestar do cartel. O desastre argentino supervisionado pelo FMI, de 1998 a 2002, empurrou abaixo da linha da pobreza a maioria dos argentinos, num país que havia sido um dos mais ricos da região; isso ajudou a manchar a reputação do Fundo. A Argentina então desafiou o FMI, rejeitou as condições exigidas, dispensou a ajuda internacional e rapidamente se transformou na economia de maior crescimento do hemisfério. Episódio que também foi notado. O colapso do cartel dos credores do FMI foi um golpe duro na influência dos Estados Unidos. Foi mais forte na América Latina, onde a maior parte da região era chamada de "quintal" dos Estados Unidos mas agora é governada por estados que são mais independentes de Washington do que a Europa. O problema é que os países em desenvolvimento mais pobres, especialmente na África, continuam dependentes de ajuda estrangeira do FMI (e do Banco Mundial e outras fontes) para financiar seu orçamento e necessidades de importação. Isso pode prejudicar o desenvolvimento dos países e dos povos. Em anos recentes, o FMI - insistindo que tais medidas são necessárias para controlar a inflação - tem imposto condições que limitam os gastos públicos e, de acordo com avaliação interna do próprio Fundo, impedem os governos de financiar necessidades urgentes, como saúde e educação. Esses países precisam se juntar aos outros do mundo em desenvolvimento para se libertar das condições do FMI. O Congresso dos Estados Unidos pode votar legislação para pressionar o FMI a usar parte de suas grandes reservas de ouro para cancelar a dívida externa e para limitar o controle do Fundo sobre a política destes países. Seriam passos importantes para os pobres do mundo. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080501/4c2df4cb/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu May 1 13:18:53 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 1 May 2008 13:18:53 -0300 Subject: [Carta O BERRO] A anistia e os camponeses Message-ID: <097a01c8aba7$1892ef70$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. * O Vermelho chegou à reta final do Prêmio iBest em segundo lugar. Clique aqui e vote agora para ele ser o primeiro! Após 2ª sessão, Comissão prepara julgamento do Araguaia A Comissão de Anistia já está trabalhando naquele que deverá ser um dos seus mais importantes julgamentos: o dos camponeses perseguidos pela ditadura militar na região do Araguaia durante o cerco aos guerrilheiros do PCdoB que ali atuavam entre o final dos anos 60 até 1974. Neste final de semana, a Comissão fez a sua segunda audiência em São Domingos do Araguaia (PA), com o objetivo de buscar mais elementos que possibilitem um julgamento justo - previsto para acontecer entre final de junho e começo de julho - dos processos remetidos ao órgão do Ministério da Justiça. Por Priscila Lobregatte* Ao todo, existem 240 requerimentos na Comissão ligados às perseguições, mortes e torturas. Destes, 46 estão prontos para serem julgados. Foram ouvidas em dois dias 120 pessoas que já tinham processos em andamento. Na próxima semana, o órgão deverá elaborar um relatório de avaliação da oitiva ocorrida dias 25 e 26, num das cidades-símbolo da guerrilha no sul do Pará, a 540 quilômetros de Belém. As indenizações a serem pagar serão de no máximo R$ 100 mil. O presidente da Comissão, Paulo Abrão Pires Júnior, no entanto, adianta que a avaliação é positiva. "Os depoimentos colhidos desta vez, somados aos 131 colhidos no ano passado, são muito ricos e reveladores de todas as repercussões e traumas na vida pessoal de cada um ao longo do tempo e na própria vida da comunidade", explicou. "São fatos inimagináveis e que não estão descritos nos livros de história com a riqueza de detalhes que ouvimos". Um desses fatos é o medo que ainda paira sobre os moradores. Eles receiam falar por conta da influência do ex-capitão do Exército, Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió, na região. Infiltrado entre os camponeses estava um de seus supostos capangas, José Maria Alves da Silva, conhecido como Catingueiro. Ao repórter da Folha de S. Paulo enviado ao local, Sérgio Torres, ele disse apenas que também buscava sua indenização. Curiosamente, Catingueiro usava uma camiseta da administração Curió à frente da cidade que leva seu nome, Curionópolis. De acordo com Abrão, "trata-se de requerimentos de anistia que são muito peculiares por duas razões. Primeiro porque não estão disponíveis os documentos oficiais guardados que registram cada ação das Forças Armadas nas diferentes operações de combate à guerrilha. Isso causa enormes dificuldades para fins de instrução dos processos". Além disso, o presidente da Comissão disse que os requerentes "são pessoas que vivem em situação econômica muito baixa, sem muita noção de seus direitos, sem advogado e que não possuem condições econômicas de irem à Brasília para acompanhar seus processos". Por isso, salientou, "resolvemos que era preciso que o Ministério da Justiça fosse ao encontro destes cidadãos; era preciso sair dos nossos gabinetes em Brasília e colhermos os fatos na fonte original e primária". Para dar conta de todos os depoentes presentes no pequeno sítio em São Domingos, onde aconteceu a sessão, a Comissão se dividiu em quatro grupos. Um deles reuniu os casos de mateiros e guias de estradas usados pelo exército para localizar os guerrilheiros. A reunião destes casos justifica-se pelos diversos tipos de mateiros que os conselheiros identificaram, o que influencia a concessão ou não da indenização. Muitos deles foram obrigados a servir os militares e sofreram torturas e prisões arbitrárias pelo fato de conhecerem os guerrilheiros. Outros foram beneficiados, recebendo terras do Incra ou dinheiro; e há aqueles que continuaram servindo aos militares mesmo depois da guerrilha, vigiando a vida dos moradores. O problema é que a maioria deles, por medo ou por conveniência, acaba escondendo informações preciosas até mesmo para a elucidação do paradeiro dos corpos até hoje desaparecidos. Jesus viu a morte de Grabois Testemunha-chave daqueles tempos é Abel Honorato de Jesus, 64 anos, um dos poucos que não teme falar. O lavrador residia na região da Palestina e ganhava 10 cruzeiros por missão. Ele disse que às vezes ganhava comida e recebeu também um lote de terra de 114 hectares. Naquela época, trabalhava no garimpo. Porém, apesar de ter sido beneficiado, disse que também apanhou muito e foi obrigado a fazer o trabalho. Jesus era peça importante na ação dos militares. Disse que conhecia os guerrilheiros que identificava como sendo Osvaldão, Fogoió, Maurício (Grabois), Aparício, Pedro, Ari e Aragão. "Foi um vizinho que me entregou dizendo que eu os ajudava", lembra. Em 1971 foi preso. "Não me disseram porque, mas me chamaram de terrorista e me levaram para um entroncamento na Palestina", recorda. E completa: "atiravam perto dos meus pés só para me assustar. Depois, me bateram". À noite, uma viatura com militares que ele chama de tenente Ivan e capitão Lima levou-o para Marabá, onde ficou detido por quatro meses. Depois disso, passou a ser usado como guia. Jesus conta que em 25 de dezembro de 1972 viu Maurício Grabois ser morto. "Teve um tiroteio e Amaury, Velho (Maurício), Pedro e Paulo foram mortos". Segundo ele, os corpos foram carregados de helicóptero. Há versões diferentes para a morte de Grabois. Segundo o jornalista Elio Gaspari, em relato reproduzido no livro "Direito à memória e à justiça" - da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos -, ele poderia ter sido morto sentado numa trilha ou estaria comendo. O mesmo livro também cita que o jornal O Estado de S. Paulo, em outubro de 1982, relatou que Grabois morreu "com um tiro de FAL na cabeça, que lhe arrancou o cérebro, e outro, na perna, que provocou fratura exposta". Ele disse também ter visto de longe Sônia e Joaquim serem mortos no lugar chamado Chega com Jeito. Para ele, seis guerrilheiros podem estar enterrados perto da base da Bacaba. Ele acha, inclusive, que a ossada de Osvaldão está lá. O camponês relatou também que era bastante próximo de Curió e que trabalhou com ele até 1986, como informante, espionando sindicalistas, líderes políticos e moradores. "Fiz isso como trabalho, mas nunca entreguei ninguém. Apenas contava o que acontecia. Dizia o milagre, mas não o santo", defende-se. Lições de Cristina Juarez da Luz é filho de seu José da Luz e foi em seu nome que entrou com processo na Comissão de Anistia. "A única coisa que aprendi a escrever na vida foi meu nome e quem me ensinou foi Cristina", disse, lembrando com carinho de uma das guerrilheiras mortas no Araguaia. Ele recorda que os soldados muitas vezes ficavam entocados nas moitas ao redor das casas. Um dia, um deles levou seu pai, a quem acusavam de ajudar os "paulistas". "Ele não foi guia não e foi muito torturado", esclarece. Luz recordou ainda que os presos - entre eles seu pai - eram obrigados a se levantar cada vez que Curió entrava na cela. "Meu pai não quis, disse que não devia nada para ele e que não ia se levantar coisa nenhuma. Apanhou muito por isso", lamenta. Já dona Antônia Santos Pereira tem 14 filhos e 71 anos. É viúva de João Pereira Martins, o João "Pipoca". Por isso, é também conhecida como Antônia "Pipoca". Segundo ela, numa noite soldados levaram seu marido, que ficou preso por um mês. Mais tarde, foram buscá-lo novamente, agora para ajudá-los a encontrar "o povo da mata". Seu marido teria indicado aos militares a casa de Pedro, João e Raimundo, que não estavam mais no local. "Ele foi preso de novo por mais quatro meses. Voltou todo rebentado", disse. Depois disso, o marido foi obrigado a ir à base da Bacaba a cada três meses. "Eles prometeram terra, mas nunca nos deram nada", ressaltou. Roubado da mãe Pouco mais de 30 anos separaram Juracy Bezerra Costa, 43 anos, de sua mãe, Maria Bezerra de Oliveira, 78 anos. Ele tinha sete quando, em 1972, foi levado de sua casa por militares armados. Na primeira sessão de Anistia feita na região, Dona Maria contou sua história, sem a companhia do filho, que reencontrou em 2006. Desta vez, Costa esteve na audiência para também fazer o seu relato e contou ao Vermelho que, quando criança, encantou-se com a boa vida prometida pelos militares. "Aí, acabei indo com eles". Aos poucos, o menino pobre se tornou o xodó dos soldados. "Um dia, fiquei muito doente e fui levado para Fortaleza, para ser tratado". Acabou sendo criado pelos pais do então tenente Antônio Hercílio de Azevedo Costa, que o tirou de Dona Maria. "Sentia muita falta de minha mãe, mas não me deixavam sair de lá", lembra. A vontade de saber de sua família foi crescendo. "Mas quando eu perguntava para eles sobre minha mãe, diziam que ela devia estar morta". Em 1984, o "pai adotivo" morreu e a vida piorou. "Passei a ser maltratado", conta. Dois anos depois, resolveu sair de casa e procurar a mãe. Foi tentar a vida em Xambioá e, por coincidência, teve contato com uma família que a conhecia. Há dois anos, pôde finalmente rever Dona Maria. Hoje, os dois vivem em São Geraldo. "Fiz calos em meus joelhos rezando para achar meus filhos", disse a mãe. Miracy, o irmão mais novo - que tinha um ano quando foi levado - ainda não foi achado. * enviada a São Domingos do Araguaia Clique aqui para saber como foi a primeira audiência. -------------------------------------------------------------------------------- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080501/73b9ab4c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1310 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080501/73b9ab4c/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Urgência da solidariedade à Bolívia por Altamiro Borges* De todas as experiências progressistas na América Latina, decorrentes das vitórias eleitorais de forças mais à esquerda, a que atualmente corre maior risco de retrocesso é a da Bolívia. Segundo inúmeros analistas, a nação vizinha está à beira de uma guerra civil. A oligarquia racista, que até hoje não engoliu a histórica eleição do líder camponês e indígena Evo Morales, está apostando as suas fichas na divisão do país, num movimento separatista de caráter fascistóide. O "referendo da autonomia" no rico departamento de Santa Cruz, em 4 de maio, pode ser o estopim do confronto. Numa iniciativa ilegal, contrária à Constituição e à unidade territorial, Rubén Costa, governador do estado e líder dos separatistas, alardeia que o referendo será o primeiro passo para a cisão do país. Outros três departamentos (Pando, Tarija e Beni) pretendem trilhar o mesmo rumo. Desde a posse de Evo Morales, em janeiro de 2006, a burguesia boliviana orquestra este golpe, que visa separar a parte oriental, "Media Luna", mais industrializada e rica em recursos naturais, da parte ocidental - mais pobre e com predomínio da população indígena. Para impor a divisão, ela conta com o apoio escancarado dos EUA e recruta mercenários para um previsível confronto armado. O embaixador separatista A ação intervencionista do presidente-terrorista George Bush é aberta. Numa nítida provocação, ele nomeou como embaixador na Bolívia o temível Philip Goldberg. Este agente do imperialismo ficou famoso pelas ações de estímulo ao separatismo nos Bálcãs, na chamada "Missão Kosovo". Como denuncia Stella Calloni, no texto "contra-insurgência y golpismo", "Goldberg é conhecido como especialista em agudizar conflitos étnicos e raciais e por sua intervenção e experiência nas lutas étnicas desde a Bósnia até a separação da ex-Iugoslávia". Seu passado "diplomático" inclui ainda o golpe do Haiti que derrubou Jean Aristides e a militarização do Plano Colômbia. Para ela, "não há dúvidas de que as mãos de Goldberg estão por trás do processo separatista em Santa Cruz de la Sierra", iniciado logo após a posse de Morales e que já resultou em sabotagens e mortes. "Quando chegou à Bolívia, os empresários croatas de Santa Cruz (seus velhos amigos) conformaram o movimento 'Nação Camba'. Um dos principais líderes do movimento, com laços empresariais no Chile, Branco Marinkovic, é o maior promotor das medidas de desestabilização, com influência no restante da Media Luna", e tem sólidos vínculos com o embaixador ianque. Manobras militares na região No ano passado, na 17ª Cumbre Iberoamericana, no Chile, o presidente Evo Morales exibiu aos chefes de Estado várias fotos do embaixador Goldberg sorrindo ao lado do mafioso e paramilitar colombiano Jairo Vanegas. Até funcionários da embaixada dos EUA em La Paz revelaram que George Bush encarou a vitória de Morales como "ameaça a segurança da região" devido ao seu "populismo radical" e aos vínculos com Hugo Chávez e Fidel Castro. O ex-secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld chegou a declarar que "a Bolívia agora faz parte do eixo do mal". Noutra ação provocativa, tropas ianques realizam exercícios militares no vizinho Paraguai desde fins de 2005, quando já era certa a vitória do líder indígena. "Forças especiais dos EUA atuam na fronteira comum em manobras dissimuladas de ação cívica, uma velha tática contra-insurgente", alerta a autora. Os Esquadrões Operativos Adiantados (EOA) contam com forte estrutura no país vizinho, inclusive uma pista aérea de 3,8 mil metros na base de Mariscal Estigarribia, construída na época do ditador Alfredo Stroessner. A chegada de Fernando Lugo à presidência do Paraguai ameaça anular estes acordos militares, o que poderia precipitar uma aventura militar na Bolívia. Grupos fascistas e mercenários Desesperada com as mudanças graduais promovidas pelo governo Morales, mas animada com o apoio aberto dos EUA, a oligarquia racista se arma para o confronto. Manfred Reis, ex-militar na ditadura de Hugo Banzer e influente autonomista de Cochabamba, organizou grupos de jovens fascistas responsáveis por violentos confrontos que resultaram em mortos e feridos. Atualmente, ele está refugiado em Santa Cruz. Em novembro de 2006, a agência de notícias Erbol informou que um grupo de empresários viajou a Espanha para contratar mercenários. Donos de empresas de "segurança" confirmaram o rentável negócio. Um deles disse que agenciou 650 "combatentes, antigos membros de unidades de elite, que já estão operando nas zonas limítrofes da Bolívia". Os golpistas também contam com a milionária ajuda da Usaid e da NED, órgãos dos EUA que financiam organizações não-governamentais de oposição a Morales. O serviço de inteligência do governo provou recentemente a doação de milhões de dólares para líderes separatistas, grêmios estudantis e jornalistas na campanha contra a Constituinte. O financiamento garantiu os "paros cívicos" e os bloqueios violentos de estradas. Em 2007, o consulado da Venezuela e a residência de um médico cubano foram alvos de atentados e uma funcionária da embaixada dos EUA foi detida com armas e munição. Neste processo, "os meios de comunicação são os protagonistas da contra-insurgência, incentivando o confronto interno e a intervenção externa", afirma Calloni. Internacionalismo ativo e pressão A manobra separatista da oligarquia boliviana, que deve adquirir nova dinâmica com o referendo de maio em Santa Cruz, tem recebido críticas de todos os lados. Até a Organização dos Estados Americanos (OEA), famosa por seu passado servil aos EUA, condenou o golpismo. Numa sessão extraordinária em Washington, em 26 de abril, a OEA apoiou a institucionalidade democrática e conclamou ao diálogo os governantes da Media Luna. Intelectuais e lideranças políticas, sociais e religiosas - entre elas, Pérez Esquivel, Noam Chomsky, Eduardo Galeano e os brasileiros Frei Betto, Oscar Niemeyer e Fernando Morais - também divulgaram um manifesto de solidariedade: "O processo de mudança na Bolívia corre o risco de ser brutalmente interrompido. A ascensão ao poder de um presidente indígena e seus programas sociais e de recuperação dos recursos naturais enfrentam desde o primeiro momento as conspirações oligárquicas e a ingerência imperial. Nos dias mais recentes, a escalada conspirativa alcançou seus graus máximos. As ações subversivas e anticonstitucionais com que os grupos oligárquicos pretendem dividir a nação boliviana refletem a mentalidade fascista e elitista destes setores... Diante desta situação, queremos expressar nosso respaldo ao presidente Evo Morales. Ao mesmo tempo, rechaçamos o estatuto autonômico de Santa Cruz por seu caráter inconstitucional e por atentar contra a unidade de uma nação da nossa América". A grave situação boliviana, que coloca em perigo a própria onda progressista na América Latina, exige a solidariedade ativa de todos os setores democráticos e populares do continente e do mundo. É urgente denunciar a trama separatista e golpista da oligarquia, apoiada pelos EUA, nas bases dos trabalhadores, no parlamento e na mídia progressista. É necessário pressionar a OEA e o governo Lula para que adotem posições mais ativas diante deste risco de retrocesso na região. -------------------------------------------------------------------------------- *Altamiro Borges, Miro é jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição) Inicio Firmas iniciales Todas las firmas Organizaciones e Instituciones Para adherirse Mas sobre Bolivia Total de firmas : 11714 La conspiración para dividir Bolivia debe ser denunciada El proceso de cambios a favor de las mayorías en Bolivia, corre el riesgo de ser brutalmente coartado. El ascenso al poder de un presidente indígena, electo con un respaldo sin precedentes en ese país, y sus programas de beneficio popular y de recuperación de los recursos naturales, han tenido que enfrentar desde los primeros momentos las conspiraciones oligárquicas y la injerencia imperial. En los días más recientes, la escalada conspirativa ha alcanzado sus cotas máximas. Las acciones subversivas y anticonstitucionales con que los grupos oligárquicos pretenden dividir la nación boliviana, reflejan la mentalidad racista y elitista de estos sectores y constituyen un peligrosísimo precedente, no sólo para la integridad de ese país, sino también para la de otros países de nuestra región. La historia muestra con sobrada elocuencia las terribles consecuencias que en todos los terrenos han tenido para la humanidad los procesos divisionistas y separatistas inducidos y respaldados por poderosos intereses foráneos. Ante esta situación, los abajo firmantes queremos expresar nuestro respaldo al gobierno del Presidente Evo Morales Ayma, a sus políticas de cambio y al proceso constituyente soberano del pueblo boliviano. Al propio tiempo, rechazamos el llamado Estatuto autonómico de Santa Cruz por su carácter inconstitucional y por atentar contra la unidad de una nación de nuestra América. Llamamos a todas las personas de buena voluntad a que unan sus voces para denunciar por todas las vías posibles esta maniobra divisionista y desestabilizadora en una hora histórica para la América Latina. Contacto -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080503/58d21210/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... 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Name: not available Type: image/jpeg Size: 427 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080503/58d21210/attachment-0019.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun May 4 13:03:00 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 4 May 2008 13:03:00 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?As_Binacionais_e_as_elei=E7=F5es?= =?windows-1252?q?_no_Paraguay__por_S=E9rgio_Muylaert?= Message-ID: <058201c8ae00$69e3f800$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- blog de georges bourdoukan As Binacionais e as eleições no Paraguai - 1 - Sérgio Muylaert* Em sua longa história de sofrimento e lutas o Povo Paraguaio busca por meios legítimos e pacíficos reparar os rumos da nacionalidade. A correlação com a política externa mostra que será cobrada maior eqüidade no Mercosul. Em linhas gerais, temas de campanha ligados à pobreza, corrupção, saúde, educação, emigração e segurança, seriam inevitáveis. Por falta de condições de sobrevida emigraram daquele país nos anos recentes cerca de 60 mil pessoas. Contudo, os candidatos justificaram toda ênfase no tema voltado para a energia. À luz do documento básico denominado Tratado de Assunção, firmado em 1991, para criação do Mercado Comum do Cone Sul ? Mercosul -, graves reflexões devem ser colocadas, diante do que se pode antever no vizinho Paraguai. Todos devemos, portanto, observar os fatos à luz do Direito que autoriza e impõe aos Estados a cooperação mútua no que se refere aos avanços para o bem-estar comum. A marcha pelos direitos humanos e o meio-ambiente é irreversível e, na condição de membro fundador do Tratado o Brasil deve estar em sintonia com o sistema de proteção internacional, atento ao limite das águas. É óbvio que os interesses brasileiros perante a questão eleitoral paraguaia não são, apenas, de governos. Momentaneamente assim pareceu, à primeira vista, como foi com o recente litígio do gás boliviano. Constata-se no atual quadro da realidade latino-americana e, em especial, no Cone Sul, a existência de esquemas que tendem a privilegiar a tradição, para encampar a legenda da ordem natural das coisas. Na recomposição do tempo cabe lembrar, contudo, a empresa petrolífera YPF, fundada em 1917, portanto, anterior às congêneres mexicana e brasileira. Naquele contexto, empresas binacionais, como as de Salto Yaciretá e a Comissão Nacional de Energia Atômica, tiveram indispensável participação financeira do Estado platino, a representar avanço no contexto do desenvolvimento econômico regional. Com objetivo similar ao de Yacyretá surge o ente Binacional Itaipu, em abril e promulgado em agosto de 1973, por meio de Tratado assinado pelo Brasil e Paraguai. Em resumidas palavras: ao aprovar e ratificar Tratado de Itaipu, firmado no período dos Presidentes Alfredo Stroessner e Emilio Garrastazu Médici, em abril de 1973, os Parlamentos brasileiro e paraguaio podem ter desconsiderado aspectos importantes que ora ganham força na questão energética e, portanto, comercial, diplomática e política. Não se trata por ora, de precipitar qualquer julgamento sobre os fatos, ou, em torno deles polemizar, sem outros fundamentos, mas, sim, de conjugar estes fatos em conformidade com as regras de uma ordem jurídica, valorativa de abertura crescente da economia, nos paises envolvidos. De acordo com o visor crítico desta ordem jurídica do mercado ? orientada por suposta liberdade econômica de mercado ? segue-se a passos largos no rumo da recomposição do estado de natureza, dentro do modelo criado por John Locke -, e por meio dela é possível que se descortine, bem mais, o retrocesso desses povos e nações do que a efetivação da regra comum, recomendável para a prosperidade dos povos, em desapreço aos padrões universais de desenvolvimento econômico e social. O que se dimensiona a partir da política econômica deve estar soberanamente definido na correspondente Constituição Econômica, conforme expusemos em nosso livro Estado Empresa Pública Mercado ? um estudo aproximativo para a efetivação da política econômica comum de integração no Cone Sul (Porto Alegre, SAFe, 1999) cuja extensa bibliografia autorizada, vem a se constituir essencial neste resumido texto. No tocante ao tema central que nos ocupa vem a Binacional Itaipu, cuja capilaridade se sustenta no ?aproveitamento dos recursos hidrelétricos de um sistema fluvial comum?. A participação e composição de capital da empresa estão divididas em partes iguais e assim Tesouro Nacional dos dois países desembolsaram vultosas quantias sendo que a capitalização dos recursos do lado paraguaio teve participação decisiva do Brasil mediante abertura de crédito especial. O assunto percorre a literatura jurídica brasileira a se destacar estudo em que inesquecível jurista Miguel REALE avistou aspectos curiosos na estrutura jurídica para lembrar que originariamente a forma concebida para a Itaipu Binacional seria a sociedade de economia mista. Todavia, predominou o formato de empresa pública e segundo palavras do grande mestre, "quando se trata de colossais empreendimentos energéticos, forçoso é confiá-los à responsabilidade estatal". As Binacionais e as eleições no Paraguai (2) Sérgio Muylaert* Por certo a revisão nos tratados internacionais implicará reparos quanto às duas represas se cumpridas forem as promessas de campanha do ex-bispo Fernando Lugo. Yaciretá e, especialmente, Itaipu, a maior barragem posta em funcionamento no mundo motivaram do presidente Lugo a premência de "mudar as estruturas injustas" do Paraguai. O ajuste comercial previsto para a construção da Binacional Itaipu é detalhista: divide em partes iguais a produção de energia, não permite venda a terceiros e determina que a energia excedente de cada um destes parceiros seja totalmente repassada a preço de custo. A particularidade da contratação está obviamente posta na questão da energia que é produzida pelo Paraguai cujo fornecimento, a contrario senso da regra geral da livre economia e do princípio da concorrência, é colocado em níveis inferiores aos de mercado. A par de toda celeuma da diplomacia e da política, a questão-chave é que existe um mundo dos negócios com uma contratação vigente. O contrato, como se sabe, é um ajuste entre as partes e nunca deve ser avistado como uma via de mão única. É um texto que está sujeito a permanente revisão ainda que outros segmentos possam reivindicar o emprego da política das canhoneiras e baionetas, diante de possíveis ameaças de desabastecimento por descumprimento do contrato. Talvez seja oportuno revermos o estudo, aprofundado pelo Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães (Quinhentos Anos de Periferia, 2002, 4ª e.) cujo ponto relevante é o poder das estruturas hegemônicas e a sua expansão na atualidade. Entre as metas defendidas pelo presidente eleito do Paraguai está a de que ao país caberia um crédito de US$ 2 bilhões com a compra da eletricidade pelo Brasil. Segundo dados oficiais, o Paraguai recebeu, em 2007, US$ 307 milhões procedentes de Itaipu e pouco mais de US$ 100, de Yacyretá. A contratação para a Binacional Itaipu funcionar parece ser a bola da vez. Vale lembrar o litígio com a Bolívia em face da Petrobrás e a intensa participação direta do governo central do Brasil. A configuração da paz perpétua deve ser lembrada sob o pressuposto ancorado na societas aequalium, é dizer, a sociedade dos iguais, como princípio da igualdade dos Estados, conforme adverte o pensador italiano Norberto BOBBIO (Direito e Estado no pensamento de Immanuel Kant, EdUnB, 2ª e. 1992), e o parâmetro da Bolívia, no livre jogo das faculdades humanas, é um excelente experimento acerca dos antagonismos. A dificuldade, portanto, está em se constituir o denominado Reino dos Fins, algo válido como ideal da humanidade, para uma Comunidade Econômica e um Mercado Comum, sobretudo, onde o centro é uma poderosa fonte de energia hidroelétrica a ser produzida e consumida. A questão é atualíssima e os rumos a serem seguidos ainda não sabemos. O tema das binacionais deve ser avistado à luz da política-econômica comum, no momento das eleições no Paraguai, quando ainda o fato importante é a mudança do conceito de soberania. A imigração de grande relevância na Europa é, hoje, quem sabe, outro assunto que palpita e demandará estudos urgentes à parte. Em síntese, não há mercado comum nem comunidade econômica sem o necessário respeito à máxima kantiana, denominada espírito cosmopolita, segundo regra que diz àquele que seja hóspede de um Estado estrangeiro não se aproveitar dessa posição para desagregar ou para ameaçar sua existência. *Sérgio Muylaert é Membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros; fundou e presidiu a Associação Americana de Juristas, Seção Brasileira- DF; autor do livro Estado Empresa Pública Mercado ? um estudo aproximativo para a efetivação da política econômica comum de integração no Cone Sul. Porto Alegre, SAFe, 1999. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080504/06d590b4/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun May 4 13:04:48 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 4 May 2008 13:04:48 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?IMPORTANTE_PARA_A_AMAZ=D4NIA!!!?= Message-ID: <059001c8ae00$94715ef0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Ieno UOL From: FSM Amazonia 2009 Amigas e Amigos de todas as cores e de todos os lugares, O Congresso Nacional vai apreciar quatro propostas que, se aprovadas, afetarão decisivamente o futuro do nosso país e da Amazônia, em particular. São eles: o Projeto de Lei 6.424/85 (autoria do senador Flexa Ribeiro - PSDB/PA, a Medida Provisória 422/08 (cópia do projeto do deputado Asdrubal Bentes - PMDB/PA), o Projeto de Emenda Constitucional 49/2006 (autoria do senador Sérgio Zambiasi - PTB/RS) e os decretos Legislativos 44/2007 e 326/2007. Em síntese, a proposta do senador Flexa Ribeirovisa diminuir área de reserva legal florestal da Amazônia de 80% para 50%, visando garantir a ampliação da área de plantio para eucalipto, cana, soja e outras mais. Nunca é demias lembrar que esse projeto beneficiará a Vale, entre outras grandes empresas, pois esta pretender plantar e/ou incentivar o plantio de milhões de pés de eucalipto. E a Vale sozinha já é responsável por pouco mais de 80% das exportações paraenses. Já Asdrubal Bentes está se lançando à prefeitura de Marabá (município do sudeste do Pará), foi membro do tristemente conhecido GETAT e tem profundas vinculações com grandes proprietários de terra. Sua proposta visa legalizar as terras griladas no país. A proposta do senador Sérgio Zambiasi busca beneficiar as grandes empresas internaciionais de celulose que querem se instalar nas fronteiras do Brasil com Argentina e Uruguai. Então a proposta do senador é reduzir a faixa de fronteira de 150 km para 50 km para que esses empresas possam adquirir terras nessas áreas, o que é proibido por nossa constituição (nenhuma palavra da grande imprensa, diferentemente do que ocorreu com o estardalhaço feito em relação a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima). Por fim, os decretos legislativos criam verdadeiros obstáculos à demarcação de terras de remanescentes de quilombos. Então, se juntarmos todos as propostas acima teremos uma clara visão do que os ruralistas e outros segmentos da direita querem alcançar: legalizar terras griladas, permitir a expansão da monocultura para novas terras, impedir a imobilização de terras públicas para essas atividades (daí o porquê de se buscar dificultar a demarcação de terras de quilombos) e favorecer o capital internacional nesses empreendimentos. Em anexo segue o modelo de abaixo assinado que está circulando pelo país a fim de impedir que os objetivos acima se concretizem, bem como um pequeno relato da reunião ocorrida entre algumas organizações envolvidas nessa empreitada. As assinaturas podem ser feitas individualmente e por organizações da sociedade civil. Elas devem ser enviadas para o e-mail viacampesinabrasil at gmail.com até o final da próxima semana impreterivelmente. Pedimos a divulgação deste material para o maior número possível de pessoas e entidades. Um grande abraço. Guilherme Carvalho Técnico da FASE Amazônia membro da Coordenação da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais membro do Fórum da Amazônia Oriental - FAOR -- -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080504/ffe5ccec/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon May 5 19:46:37 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 5 May 2008 19:46:37 -0300 Subject: [Carta O BERRO] Mal momento para 'errores inocentes' Message-ID: <0a3601c8af01$e05cb7e0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: lu guimarães De: jose miguel . Bolivia Mal momento para 'errores inocentes' Por: Roberto Bardini Philip Goldberg, embajador de norteamericano en Bolivia. El 28 de junio pasado fue detenida en el aeropuerto de La Paz la estadounidense Donna Thi, de 20 años y proveniente de Miami, por intentar ingresar con 500 cartuchos calibre 45 que había declarado en la aduana como 'queso'. En la terminal aérea la esperaba la esposa del coronel James Campbell, jefe del grupo militar de la embajada de Estados Unidos en Bolivia. El representante diplomático norteamericano, Philip Goldberg, intervino inmediatamente para gestionar la libertad de la mujer y declaró que se trataba de 'un error inocente'. La munición, dijo el funcionario, estaba destinada para 'deporte y entrenamiento'. La directora nacional de Migración, Magaly Zegarra, no opinó igual que el embajador. Para ella, 'el hecho que una ciudadana norteamericana esté relacionada a la embajada, portando proyectiles en una aeronave norteamericana procedente de Miami, ciudad donde viven protegidos por el gobierno terroristas procedentes de diversas partes de Latinoamérica, en especial el 'maestro' de ellos, como llaman estos terroristas a Posada Carriles, y burlando todos los mecanismos, es cuestionable'. ¿Nos preguntamos..? ¿Desde cuando el gobiermo de EE.UU considera un deporte asesinar ciudadanos en el mundo donde le son adversos a sus intereses? En estos días, los agentes de migración y los policías bolivianos se muestran sensibles con los pasajeros provenientes de la Unión Americana. En marzo de 2006 otro ciudadano estadounidense, Triston Jay Amero, alias Lestat Claudius, un californiano de 25 años al que se le hallaron 15 documentos de identidad distintos, hizo detonar 300 kilos de dinamita en dos hoteles de La Paz. Y el 8 de diciembre de ese año, cuando se efectuó en Cochabamba la Reunión Cumbre de la Comunidad Suramericana de Naciones, los servicios de seguridad detectaron la presencia de dos falsas periodistas estadounidenses que fotografiaban los vehículos presidenciales. Philip Goldberg es apodado en la esfera diplomática Boliviana como 'el embajador de la limpieza étnica', es un experto en impulsar separatismos. Entre 1994 y 1996 fue asistente especial del embajador Richard Holbrooke, uno de los estrategas de la desintegración de Yugoslavia. También promovió la separación de Serbia y Montenegro y estuvo en Kosovo, donde fogoneó conflictos entre fuerzas serbias y albanesas. Uno de los cabecillas autonomistas es el terrateniente croata Branco Marinkovic, partidario de un Tratado de Libre Comercio con Estados Unidos, miembro de la Federación de Empresarios Privados de Santa Cruz, el Banco Económico y la Cámara de Exportadores. Marinkovic también es accionista de la compañía de Transporte de Hidrocarburos Transredes, cuyo 50 por ciento pertenece a Enron y Shell y opera gasoductos y oleoductos de 6.000 kilómetros que llegan a Argentina, Brasil y Chile. La acción de Estados Unidos, que maneja todos los hilos de la guerra sucia y la desestabilización, es permanente, sin tregua. Esto se agravó aún más con el envío a ese país del embajador Philip Goldberg, un reconocido atizador de fuegos para separatismos y guerras fraticidas. Tenía el terreno abonado por su antecesor el ex embajador David.N.Greenlee, cuya historia en dos períodos en Bolivia es un tratado de injerencias, impunidades y crímenes. Goldberg reconocido como un experto en agudizar conflictos étnicos o raciales y por su intervención y experiencia en las luchas étnicas desde Bosnia hasta después de la separación de la ex Yugoslavia, iba a ser clave para Bolivia. Nadie dudó de que su mano estaría detrás del intenso proceso separatista de Santa Cruz de la Sierra , escenario propicio para los planes de su gobierno, exacerbando los elementos de racismos y odios contra la población indígena, el esclavismo que impera y que fueron la base de las dictaduras y las imposiciones neoliberales, finalmente derrotadas por el pueblo boliviano en una lucha heroica en los últimos años. En el pasado diplomático del embajador figuran sus asesorías en el departamento de Estado, entre ellas en el caso Haití y otras y su paso por Sudáfrica, Colombia, y Paraguay. Después de ser Ministro Consejero de la Embajada en Santiago de Chile del 2001 al 2004, Goldberg fue otra vez a los Balcanes al frente de la misión en Kosovo, donde trabajó para la separación de los Estados de Serbia y Montenegro hasta 2006. Cuando llegó a Bolivia, en Santa Cruz los empresarios croatas allí afincados (sus amigos) ya tenían conformado el movimiento 'Nación Camba', uno de cuyos principales dirigentes- con lazos empresariales en Chile y otros países- Branco Marinkovic, terminó dirigiendo el Comité Cívico del lugar, el mayor promotor de la desestabilización, con fuerte influencia en el resto de la Media Luna donde se concentran las mayores riquezas del país. República de Bolivia El embajador no oculta su apoyo a los empresarios que pretenden la insólita autonomía gubernamental de Santa Cruz de la Sierra , Beni, Pando y Tarija, al oriente del país. Conocidos como la 'media luna', estos cuatro departamentos suman 685.095 kilómetros cuadrados, más de la mitad de la superficie boliviana. Concentran la mayor parte de la riqueza gasífera, agroindustrial y ganadera, y absorben la mitad de la inversión extranjera. Presidente de Bolivia Evo Morales El año pasado el presidente Morales denunció las conspiraciones de Estados Unidos y la oligarquía de su país contra su gobierno, durante la XVII Cumbre Iberoamericana de Santiago de Chile Se dijo también que 'las hipótesis más atendibles sobre la identidad de los promotores de esa iniciativa conduce a Industriales y terratenientes que actuarían con el apoyo de algunos políticos de los departamentos de Santa Cruz, Beni y Pando'. Quedaron al desnudo los entretelones de encuentros de los líderes golpistas de Bolivia con el Partido Popular de España para apoyar la 'guerra sucia'. También se denunció el apoyo a esta conspiración de fascistas españoles y otros europeos, bajo el impulso muy evidente del ex presidente José María Aznar. Ultra_derechista José María Aznar. También hubo serias denuncias con datos concretos sobre la participación de la Agencia de Estados Unidos para Desarrollo Internacional (Usaid) y la National Endowment Foundation (NED), según datos de los servicios de inteligencia del Estado Boliviano y de otros analistas, en los planes golpistas lo que significó el reparto de millones de dólares a organizaciones de todo tipo, incluyendo estudiantiles, periodistas, partidos políticos, intelectuales, empresarios y otros, con objetivos precisos para hacer fracasar la Asamblea Constituyente , utilizando incluso fuerzas de choque, propiciar enfrentamientos, movimientos por las autonomías, paros 'cívicos', movilizaciones permanentes en las siete regiones del país, 'violencia callejera' y otros hasta llevar al derrocamiento del gobierno. Golpear a Bolivia es crucial para el gobierno de George W.Bush, cuando es visible su derrota en Irak, después de cinco años de sembrar el terror (más de un millón de muertos) en ese país y cuando la situación económica en Estados Unidos es de extrema gravedad en un año eleccionario. Esto es notable en la mayoría de los medios de comunicación masiva, activos protagonistas de las nuevas contrainsurgencias, que impulsan un enfrentamiento interno y una intervención externa. =============================================================================================================== Los dilemas de Evo x Néstor Kohan - La Haine La derecha sólo respeta la legalidad cuando le favorece. La historia de nuestra América lo ha demostrado mil veces. La pulseada que hoy sacude a Bolivia no es una excepción. El referéndum autonómico de Santa Cruz es sólo la punta del iceberg. Gravísimo error sería limitar el debate a una cuestión leguleya. Es un secreto a voces que la burguesía de la "Medialuna", blanca, racista, lumpen y dependiente, se propone voltear a Evo Morales. No está sola. Es asesorada y dirigida por el embajador norteamericano Philip Goldberd (quien trabajó entre 1994 y 1996 en Kosovo...). La CIA aplica en Bolivia un plan previsible. Combina el secesionismo de Kosovo, la guerra psicológica y el fogoneo a la contrarrevolución interna como ayer lo hizo en el Chile de Salvador Allende y hoy lo hace en la Venezuela de Chávez. Goldberd implementa un esquema de manual. Utiliza fundaciones como la National Endowment for Democracy (NED), la Agencia Estadounidense para el Desarrollo Internacional (Usaid) y otros organismos para transferir dinero a ONG "independientes" y grupos de derecha, exactamente igual que en Venezuela. Desde 2005 la Usaid dio 120 millones de dólares al año a la oposición supuestamente "democrática". La plaza central de Santa Cruz está repleta de jóvenes mormones -camisa blanca, rubios, ojos celestes- que apenas hablan español y alertan contra "el demonio"... Sugerirle a Evo Morales que en ese contexto se siente a dialogar mansamente con esta burguesía guerrera, financiada por EE.UU., no sólo es poco realista y escasamente pragmático. Es, sencillamente, suicida. Como el mismo Morales reconoció en una entrevista que le hicimos en La Paz en marzo de 2008 (véase: http//:amauta.lahaine.org), el MAS ha llegado al gobierno, pero no tiene el poder. Precisamente de eso se trata. Si se pretende transformar a fondo la sociedad boliviana no puede eludirse el problema del poder, bajo el riesgo de perderlo todo. El dilema actual de Evo y el MAS consiste en saber si se puede frenar a la derecha haciéndole concesiones o es preferible confrontar y avanzar en el proceso. La respuesta es compleja pues el gobierno boliviano no es homogéneo. Está tironeado entre dos polos: la opción de los consejeros moderados (donde se inscriben algunos funcionarios de la vieja clase política, hoy devenidos progresistas, y algunos académicos que han acompañado el proceso) y la opción de sus militantes y bases sociales más radicales. Estos últimos proponen avanzar de modo radical en el proceso de reformas hasta quebrar el pacto implícito que maniata al gobierno y lo va debilitando lentamente. Si esta opción terminara predominando, Evo debería no sólo profundizar el enfrentamiento con la "Medialuna". También debería imponer el control de precios para frenar la inflación (consigna que, según hemos podido escuchar de manera directa, sus propias bases le han sugerido a grito pelado en algunas manifestaciones) y acelerar el control total y no sólo parcial de los recursos naturales. Queda escaso tiempo para decidir entre ambas alternativas. La historia es cruel y no perdona las indecisiones. Los pueblos postergados, humillados, explotados, están a la expectativa. Bolivia vive horas decisivas. El desenlace repercutirá en toda la región, desde Venezuela hasta Argentina. * Docente de la UBA. Coordinador del Colectivo Amauta-Cátedra Che Guevara. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080505/31798afd/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7035 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080505/31798afd/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10351 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080505/31798afd/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue May 6 19:21:12 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 6 May 2008 19:21:12 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Fw=3A_S=E3o_Paulo=2CSP_-_1968=2C?= =?windows-1252?q?_o_ano_que_=28quase=29_mudou_o_mundo/__IV_Semana_?= =?windows-1252?q?de_Ci=EAncias_Sociais_da_USP=2C_de_12_a_16_de_mai?= =?windows-1252?q?o=2E?= Message-ID: <0cbc01c8afc7$7e3def40$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Sidinei Roberto Nobre Junior São Paulo,SP - 1968, o ano que (quase) mudou o mundo 14/05/2008 16:30h Prédio de Ciências Sociais, sala 14 Av. Professor Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária-USP Heloísa Fernandes Paulo Arantes Theotonio dos Santos LANÇAMENTO Margem Esquerda nº 11 O poder das barricadas, de Tariq Ali A atividade faz parte da IV Semana de Ciências Sociais da USP, de 12 a 16 de maio. Veja abaixo a programação completa Programação da IV Semana de Ciências Sociais ? 40 anos de 1968 Local: Prédio de Ciências Sociais, sala 14 Universidade de São Paulo (USP) Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária Segunda-feira (12/5) * das 14h às 16h Abertura ? Depoimentos Bernardino Ribeiro de Figueiredo presidente do Centro Acadêmico de Filosofia (1968) Fulvia Molina estudante da Maria Antonia em 1968 João Quartim de Moraes fundador da Vanguarda Popular Revolucionária (1968) João Ribeiro presidente do Centro Acadêmico de Filosofia (1966) Leonel Itaussu de Almeida Mello presidente do DCE-USP (1968-1969) Rafael de Falco Netto presidente do DCE-Livre da USP (1968) e da UEE-SP (1969) * das 16h30 às 18h30 Contexto histórico do Brasil Alexandre Fortes Francisco de Oliveira Maria Aparecida de Aquino * das 19h30 às 21h30 Contexto histórico mundial Leonel Itaussu de Almeida Mello Robert Sean Purdy Ruy Braga Terça-feira (13/5) * das 14h às 16h ?Terceiro Mundo? e Revolução Bernardo Ricupero Luiz Bernardo Pericás Sebastião C. Velasco e Cruz * das 16h30 às 18h30 Juventude: ator político e social Helena Abramo José Guilherme C. Magnani Regina Magalhães de Souza * das 19h30 às 21h30 Contracultura e indústria cultural Henrique Carneiro Marcelo Ridenti Paulo Menezes Vladimir Safatle Quarta-feira (14/5) * das 14h às 16h Reforma universitária no Brasil e na América Latina Gabriel Cohn Maria Ligia Coelho Prado * das 16h30 às 18h30 1968, o ano que (quase) mudou o mundo + lançamento da revista Margem Esquerda, n. 11 (Boitempo) + lançamento do livro O poder das barricadas, de Tariq Ali (Boitempo) Heloísa Fernandes Paulo Arantes Theotonio dos Santos * das 19h30 às 21h30 Movimentos sociais Alípio Freire Maria Célia Paoli Quinta-feira (15/5) * das 14h às 16h Revolução sexual Eva Alterman Blay Heloisa Buarque de Almeida Isadora Lins Franca * das 16h30 às 18h30 Emergência do movimento negro nos EUA e no Brasil João Baptista Borges Pereira Teresinha Bernardo * das 19h30 às 21h30 Estudos urbanos e conflito social Eduardo Marques Fraya Frehse Heitor Frúgoli Sexta-feira (16/5) * das 14h às 16h Direitos humanos Ana Lúcia Pastore Dalmo de Abreu Dallari Rossana Rocha Reis * das 16h30 às 18h30 1968: debate da nova esquerda / velha esquerda Álvaro Bianchi Gildo Marçal Brandão Ricardo Musse * das 19h30 às 21h30 Encerramento ? Legados de 1968 Franklin Leopoldo e Silva * a partir das 22h Festa de encerramento MOSTRA DE FILMES Local: Prédio de Ciências Sociais, sala 8 Organização: Paulo Menezes dia 12 ? Prá frente Brasil (1983) ? Roberto Farias dia 13 ? A sociedade do espetáculo (1973) ? Guy Debord dia 14 ? Universidade em crise (1966) ? Renato Tapajós 15 filhos (1996) ? Maria Oliveira e Marta Nehring Barra 68 ? sem perder a ternura (2000) ? Vladimir Carvalho dia 15 ? 77 - Grupo de Estudos Cultura e Política nos anos 70 (Unesp) dia 16 ? Ação entre amigos (1998) ? Beto Brant EXPOSIÇÃO 1968: presente! Artista plástica: Fulvia Molina Local: saguão do Prédio de Ciências Sociais Contato e informações Camila Rocha (Ceupes) ? (11) 7546-6614 secs2008 at googlegroups.com Crédito da imagem de capa: Antonio Manuel (Margem Esquerda ? Ensaios Marxistas, n. 11) __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080506/4e758485/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 31948 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080506/4e758485/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed May 7 19:15:05 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 7 May 2008 19:15:05 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Paris_1968_=96_o_reverso_da_uto?= =?windows-1252?q?pia?= Message-ID: <021c01c8b08f$d125b3a0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro........................................................repassem Brasil, quarta-feira, 7 de maio de 2008 7 DE MAIO DE 2008 - 19h54 Paris 1968 ? o reverso da utopia por Augusto Buonicore* "Meu conselho é que esqueçam de maio de 68. Por quê? Porque acabou! Foi extraordinário, formidável, mudou nossas vidas, mudamos a vida. Mas não vamos voltar ao tema eternamente". Daniel Cohn-Bendit, 40 anos depois. Neste mês em que comemoramos os 40 anos das grandes mobilizações operário-estudantis que abalaram a França e o mundo, a palavra de ordem que mais se houve é ?esqueçam 1968!?. Por sinal este é o título do último livro do ex-l?enfant terrible da esquerda ortodoxa, outrora vermelho e hoje verde, Daniel Cohn-Bendit. O presidente direitista Sarkozy, por sua vez, chegou afirmar que sua eleição representava o último prego no caixão de Maio de 1968. Então duas questões nos assaltam: O que foi o Maio de 1968? Será que ele ainda tem algo a nos ensinar nos dias de hoje? Não podemos julgar um movimento daquela envergadura apenas tendo por referência o imaginário construído pelas lideranças estudantis e intelectuais a elas vinculados, como Sartre, Morin, Castoriadis e Marcuse. Estes tendiam ver a juventude universitária como a vanguarda revolucionária da sociedade, em substituição ao proletariado cada vez mais integrado ao sistema capitalista. Consideraram o movimento em curso naquele momento apenas a realização prática da liberdade, negação de toda e qualquer tipo de autoridade. Castoriadis chegou mesmo a afirmar que o Maio de 1968 ?abriu um novo período na História Universal?. Eram teses, em geral, elaboradas no calor da hora. Faltava aos seus portadores o distanciamento crítico necessário para uma análise mais profunda ? fruto mesmo de suas propensões ideológicas. Confundiram as aparências (das palavras de ordem libertárias) com o conteúdo de classe real daquele movimento Por outro lado, não devemos julgar aquele movimento pelo que veio acontecer com a sociedade francesa e alguns de seus principais personagens, como Cohn-Bendit, Geismar, Roland Castro etc. Alguns teóricos, a partir de uma avaliação unilateral pós-fato, afirmaram que aquilo nada mais foi que uma ação necessária para que se abrisse o caminho à renovação do capitalismo ? ou mesmo para que se criassem as condições para a hegemonia do neoliberalismo. Quem melhor expressaria esta idéia seria Regis Debray. Abandonando o esquerdismo ? e as teses foquistas das quais foi o principal formulador ? ele escreveu ?Modesta contribuição às cerimônias oficiais do décimo aniversário?. Neste texto provocativo afirmou que o Maio de 1968 foi o ?berço da nova sociedade burguesa?. Da mesma forma que a ?república burguesa tinha festejado, na tomada da bastilha, seu nascimento, ela festejará o início de seu renascimento na tomada da palavra em 1968?. Debray afirmou existir uma ?harmonia natural (...) entre as rebeliões individualistas de Maio e as necessidades políticas, econômicas e sociais do grande capitalismo liberal?. Continuou ele: ?A comunhão dos egos sobre as barricadas tornou-se o egocentrismo generalizado, o sacrifício de si, o culto do eu ..., a exaltação das liberdades, a confirmação das desigualdades?. Ou seja, o movimento contestatório de 1968 produziu algo bastante diferente do que anunciara nas barricadas, numa espécie de ?astúcia da razão? hegeliana ? ou, mais precisamente, numa ?astúcia do capital?. Existe ainda uma outra versão dessa mesma tese, só que defendida pela direita francesa. Segundo Sarkozy: ?Os herdeiros de Maio de 68 impuseram uma idéia de que não havia nenhuma diferença entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira (...) que o aluno era igual ao professor (...) A herança de maio introduziu o cinismo na sociedade e na política? Ela havia ?debilitado a ética do capitalismo e preparou o terreno para o capitalismo sem escrúpulos?. O destino de algumas das principais lideranças estudantis de 1968 parecia confirmar estas teses. Muitos transitaram de posições esquerdistas para o reformismo social-democrático ou mesmo para o liberalismo tout court. Cohn-Bendit, por exemplo, passou do anarquismo para posições favoráveis a guerra contra a Sérvia. Isso, no entanto, não depõe contra o Maio de 1968, apenas demonstra os limites políticos e ideológicos de sua direção. O retrocesso no nível de consciência ? que leva à capitulação diante da ideologia dominante e a integração à ordem ? é um fenômeno típico dos períodos de recuo revolucionário. Isso aconteceu após a derrota da Comuna de Paris (1871) e da primeira revolução russa (1905). Muitos intelectuais revolucionários pequeno-burgueses abandonaram as alternativas coletivas e optaram por saídas individuais. Portanto, o que ocorreu na França e em outros países capitalistas, depois da derrota de 1968, não foi uma completa novidade histórica. Volto à questão inicial: o que foi o 1968 parisiense? Acredito que ele não chegou a se constituir propriamente numa revolução, como advogam os trotskistas, mas foi bem mais do que um simples protesto de estudantes ?enfurecidos?, como afirmaram alguns de seus críticos. A junção de uma série de fatores, objetivos e subjetivos, criaram os germes de uma crise revolucionária que acabou não sendo aproveitada. Crise revolucionária ainda não é revolução. A França não atravessava uma crise econômica de graves proporções, vivia em meio aos ?30 anos gloriosos? do capitalismo europeu. Isso não significava que os operários tivessem colhido todos os frutos desse desenvolvimento. Naqueles anos, pelo contrário, já começava a sentir uma relativa queda nos níveis salariais e do emprego, além do aumento do ritmo do trabalho. Nada que não tenha ocorrido em outras ocasiões. Assim, as teses economicistas estavam desarmadas para entender aquele acontecimento que abalou a sociedade francesa. Poucos anos antes, o país havia perdido suas colônias na África e Ásia. Foi derrotada pelos vietnamitas na famosa batalha de Dien Bien Phu (1954) e obrigada a dar independência para Argélia, depois de uma longa e sangrenta guerra colonial (1962). Por isso, naquele início de 1968, um fato ocorrido num lugar distante teve ali grande repercussão. Em fevereiro as tropas norte-vietnamita, sob o comando de Ho Chi-Minh, realizaram uma grande ofensiva político-militar contra as forças pró-imperialista do sul. Chegaram mesmo a invadir a embaixada dos Estados Unidos em Saigon. A solidariedade internacional ao povo vietnamita e a luta contra a intervenção estadunidense no conflito asiático atingiram um novo patamar. A contestação estudantil na França teve como um dos seus estopins a repressão que atingiu uma manifestação contra a guerra do Vietnã. Alguns jovens atacaram o escritório da American Express e um deles acabou sendo preso. No dia 22 de Março os estudantes ocuparam a reitoria da Universidade de Nanterre, periferia de Paris, e ocorreram choques com grupos de extrema-direita. O reitor solicitou a intervenção da polícia, que invadiu a escola. Nova intervenção policial ocorreria em 2 de maio. A partir desse momento começaram as mobilizações de solidariedade na tradicional Universidade de Sorbonne. Novos conflitos com os direitistas ocorreram e a própria sede da União Nacional dos Estudantes Franceses (UNEF) sofreu um atentado. O reitor tomou a infeliz decisão de, também, convocar a polícia. No dia 3 a universidade foi invadida e fechada. Sorbonne. Sua ocupação pela polícia foi como um ato de sacrilégio para a intelectualidade e os setores médios da sociedade. Estava dada a largada para o maio quente francês. No dia seguinte os estudantes tomaram o Bairro Latino, onde se encontrava a universidade, e foram duramente reprimidos. O movimento se alastrou e os confrontos de rua se multiplicaram. Alguns dos líderes foram presos e condenados há vários meses de prisão. Cohn-Bendit, emigrado alemão e um dos líderes estudantis, foi ameaçado de ser expulso da França. Surgia uma nova palavra de ordem: ?Somos todos judeus alemães!?. Graças à crise vivida pelo Partido Comunista, nas universidades fervilhavam grupos de extrema-esquerda: anarquistas, trotskistas, maoístas etc. No dia 6 cerca de cinqüenta mil estudantes marcharam sob o Arco do Triunfo. Ocorreram novos confrontos. A repressão usava cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo e os jovens respondiam com as pedras retiradas do calçamento. Estas se tornariam um dos símbolos daquele movimento. O auge do enfrentamento ocorreu em 10 de maio, no que ficou conhecido como ?a noite das barricadas?. Uma nova manifestação marchou por Paris e passou diante da prisão onde ainda se encontravam os líderes estudantis presos. Logo após, os participantes resolveram, numa proposta insólita, tomar o Bairro Latino e cercar à polícia que ainda se encontrava alojada na Sorbonne. Ergueram-se barricadas ? o slogan era ?Vamos cercar a polícia!?. Na calada da noite o governo decidiu desocupar as barricadas e começou a luta de rua. Nos choques que se seguiram, dezenas de pessoas ficaram feridas. As imagens da violência policial indignaram os parisienses e aumentou a solidariedade popular aos estudantes. Ao contrário do que se podia imaginar, naqueles dias conturbados, o movimento estudantil gozou de simpatia da maioria da população da capital. Hobsbawn falou em 61% de pessoas favoráveis ao movimento e apenas 16% que lhe eram claramente hostis. Em resposta a violência policial, os estudantes rebelados ocuparam as demais universidades. As centrais sindicais, atendendo ao pedido de apoio, convocaram uma greve geral para o dia 13 de maio. Nesta data cerca de um milhão de pessoas marcharam pelas ruas de Paris. Lado a lado, mas não muito confortáveis, estavam os dirigentes do movimento estudantil, das centrais sindicais e do Partido Comunista. O conflito subitamente mudou de qualidade. Escreveu Hobsbawn, ?somente esta segunda fase criou possibilidades revolucionárias?. A greve geral foi planejada para durar apenas de 24 horas, mas ela desencadeou uma reação em cadeia, provando que o descontentamento dos operários era tão grande quanto o dos estudantes. Greves espontâneas começaram a pipocar até se transformarem numa outra greve geral por tempo indeterminado. Um dos pontos de partida foi a paralisação da fábrica Sud-Aviation em Nantes, ocorrida em 14 de maio. No dia seguinte foi a vez da Renault em Cleon paralisar seus trabalhos. O exemplo foi seguido pelas demais empresas, inclusive a Renault de Billancourt ? a maior fábrica do país com os seus mais de 35 mil trabalhadores. O método era o mesmo: paralisação, ocupação da fábrica e ?seqüestro? da direção da empresa. As bandeiras vermelhas tremularam nos portões de algumas empresas. O número de trabalhadores em greve cresceu de maneira geométrica. No total, cerca de 10 milhões de trabalhadores se envolveram no movimento paredista que durou mais de duas semanas e atingiu seu ápice entre os dias 22 e 23 de maio. Era, segundo alguns historiadores, a maior greve geral que se teve notícia na história do capitalismo até então. Esse é um lado pouco conhecido do Maio parisiense. Esquecimento necessário para a construção do mito sobre a passividade operária. A gigantesca greve operário-estudantil, que ganhou amplo apoio dos setores médios urbanos, levou a uma semi-paralisia do regime do general De Gaulle. Criando uma das mais graves crises políticas desde o fim da II Guerra Mundial. Desenhava-se no horizonte uma crise revolucionária e o velho general, enfraquecido, tentava manobrar em meio à turbulência que ameaçava devorá-lo. No dia 24 de maio, o presidente anunciou que o governo realizaria algumas reformas educacionais e prometeu um aumento salarial para os trabalhadores. Imediatamente os representantes governamentais e patronais começaram a negociar com as centrais sindicais uma pauta de reivindicação. Os resultados dessas conversações seriam os chamados ?acordos de Grenelle?, numa referência à rua onde se localizava o Ministério do Trabalho, lugar da negociação. Nos acordos eram estabelecidos: aumento de salário de 10%, redução gradual da jornada de trabalho, reconhecimento dos sindicatos dentro das fábricas etc. No entanto, uma das principais reivindicações do movimento grevista que era a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais não foi conseguida. Ela já havia sido conquistada na greve geral de 1936, durante o governo da Frente Popular, e depois foi retirada pelos governos conservadores que se seguiram. Os operários tinham a esperança de poder reconquistá-la através da sua greve. Os patrões concordaram apenas com a redução em duas horas ? até 1970 ? das jornadas acima de 48 horas e de uma hora para as jornadas de 45 e 48 horas. Durante as negociações o líder sindical comunista Krasucki afirmou: ?é preciso ter por objetivo o retorno às 40 horas, sem fixar uma data, com um regulamento contratual por indústria?. Levando em conta a situação da indústria francesa, o tamanho da greve e a gravidade da crise política, as conquistas foram relativamente pequenas. Por esse motivo, os acordos foram amplamente rejeitados nas assembléias operárias e, inclusive, o número de grevistas chegou a aumentar. Criava-se assim uma crise de representação. Para o historiador comunista inglês, ?os operários foram mais avançados que seus dirigentes? ao levantar questões que iam para além do simples aumento de salários, como o ?controle social da indústria?. Continuou ele: ?Se o PC tivesse reconhecido a existência e o alcance do movimento popular e agido adequadamente, teria adquirido suficiente impulso para forças seus aliados indecisos de esquerda tradicional a seguir a sua linha? e concluiu categórico: ?os que perdem a iniciativa perdem o jogo?. Séguy, secretário-geral da CGT, no auge do movimento, afirmou: ?Os dez milhões de operários em greve não reivindicam o poder para a classe operária e sim melhores condições de vida e de trabalho, e a imensa maioria deles expressou sua adesão à democracia com a palavra de ordem: governo popular.? Aproveitando-se dos impasses vividos pelo movimento, De Gaulle ensaiou uma ofensiva. Em 29 de maio viajou até às bases militares francesas na Alemanha Ocidental para obter o apoio do general Massu, conhecido carrasco do povo argelino. Voltou ao país e fez um duro pronunciamento público contra o perigo representado pelos comunistas, anunciou a dissolução da assembléia nacional e a convocação de novas eleições. No mesmo dia uma manifestação de cerca de 1 milhão pessoas, a chamada ?maioria silenciosa?, marchou em apoio ao presidente e contra a greve geral. Em 13 de junho, dentro dessa ofensiva conservadora, foram proibidas as organizações políticas de extrema-esquerda (anarquistas, trotskistas e maoístas). O PCF e o Partido Socialista se uniram para defender o fim das greves para poderem preparar melhor as eleições, que acreditavam poder vencer. As direções sindicais realizaram acordos setoriais. A partir de então o movimento estudantil refluiu e as greves, que ainda resistiam, foram sendo aniquiladas pela repressão patronal. A Renault de Billancourt voltaria ao trabalho em 17 de junho. Poucas greves resistiriam até o final daquele mês. O resultado desse processo foi que, traindo todas as expectativas, a direita venceu amplamente os dois turnos das eleições parlamentares, que se realizaram nos dias 23 e 30 de junho. Os partidários de De Gaulle aumentaram sua bancada de 358 para 487 cadeiras. Um fato inédito. Hobsbawn escreveu criticamente: ?A prova de fogo de um movimento revolucionário não é sua disposição para erguer barricadas em qualquer oportunidade, mas sua presteza em reconhecer quando as condições normais da rotina política deixam de funcionar e em adaptar seu comportamento a nova situação.? Aquela organização que deveria ser a vanguarda ?manteve-se por detrás das massas sendo incapaz de reconhecer a seriedade dos movimentos estudantis até que as barricadas foram erguidas, de reconhecer a disposição dos operários para uma greve geral indefinida até que as ocupações espontâneas forçaram a mão de seus líderes sindicais, apanhados de surpresa uma vez mais, quando os operários rejeitaram os termos do acordo para por fim a greve?. As esquerdas não conseguiram estabelecer uma tática que permitisse romper o impasse criado. Enquanto o PCF jogava todas as suas cartas na preparação das eleições parlamentares, a palavra de ordem esquerdista era ?eleição é traição?. Uns apostavam tudo na espontaneidade (despolitizada) do movimento e outros nas eleições, que poderiam trazer uma vitória da esquerda. Desse desencontro histórico foi se construindo a vitória político-eleitoral de De Gaulle e dos porta-vozes da ordem. Apesar do caráter utópico do projeto esboçado por parte importante das lideranças estudantis e intelectuais, o Maio de 1968 não foi a realização, ainda que fugaz, da utopia anárquico-comunista. Ele, pelo contrário, foi à expressão de uma luta de classes que atingiu um patamar bastante elevado, pondo em xeque a estabilidade do regime e em polvorosa a burguesia e seus representantes. A greve geral operária deu ao movimento uma radicalidade qualitativamente maior que as palavras de ordem pichadas nos muros de Paris. Neste sentido podemos dizer que, ao contrário do que pensam muitos de seus interpretes, o Maio de 1968 foi o reverso da utopia. Imagens de 1968 Para ver galeria de foto sobre o levante operário estudantil em Paris 1968 clique no link abaixo: http://www.topfoto.co.uk/gallery/paris1968/ppages/ppage1.html Documentário (em francês) sobre o movimento de maio de 1968: http://www.youtube.com/watch?v=BcDCsCGdOm4&feature=related Cenas da luta de barricadas de 10 de maio: http://www.youtube.com/watch?v=aFUUZFM1ORk&feature=related Algumas cenas da greve geral que abalou a França: http://www.youtube.com/watch?v=rWkcVt5GY-I&feature=related Bibliografia Ali, Tariq ? ?Mayo del 68. Adónde ha ido a parar toda la rabia?? in Rebelión, 31/03/2008 Cohn-Bendit, Daniel ? O grande bazar, Ed. Brasiliense, 1988. Duclos, Jacques ? Anarquistas de ontem e de hoje, Ed. Sociais, 1974 Ferry, Luc e Renaut, Alain ? Pensamento 68, ed. Ensaio, 1988. Matos, Olgaria C. F. ? Paris 1968: As barricada do desejo, Ed. Brasiliense, 1981 Mandel, Ernest ? Da Comuna a Maio de 68, Ed. Antídoto, 1979 Hobsbawn, Eric ? ?Maio de 1968? in Revolucionários, Ed. Paz e Terra, 1985 -------------------------------------------------------------------------------- *Augusto Buonicore, Historiador, mestre em ciência política pela Unicamp -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080507/4d7d2f86/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1310 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080507/4d7d2f86/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 33744 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080507/4d7d2f86/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1877 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080507/4d7d2f86/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu May 8 19:27:25 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 8 May 2008 19:27:25 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?DILMA_ROUSSEF_E_AGRIPINO_MAIA_-_A_?= =?iso-8859-1?q?MULHER_QUE_N=C3O_=C9_BOLA_PARA_SER_ENCA=C7APADA?= Message-ID: <008b01c8b15a$b18d4e60$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. DILMA ROUSSEF E AGRIPINO MAIA - A MULHER QUE NÃO É BOLA PARA SER ENCAÇAPADA Laerte Braga O senador José Agripino Maia, do DEMocrata do Rio Grande do Norte, em 1979, em plena ditadura militar, filiou-se ao PDS que sucedeu a ARENA, partidos do regime de terror implantado no País em 1964. O senador descende uma família que se alterna no comando do seu estado ao longo de décadas, no velho esquema de oligarquias que juntam latifúndio e empresários no Nordeste do País. Houve um tempo que a gente da FIESP/DASLU costumava dizer que para o Brasil crescer era necessário "doar" o Nordeste para livrar-se de um "peso". Eu me recordo que a cantora Elba Ramalho, um exemplo de ser humano, deu uma resposta devida e precisa sobre o preconceito manifesto contra nordestinos. Euclides da Cunha, engenheiro, militar e escritor, deixou a afirmação "o sertanejo é antes de tudo um forte". É claro que ao longo da história do Brasil figuras como Agripino Maia, que nunca trabalharam na vida, ou fizeram coisa alguma que não beneficiar-se do poder (os Andradas, por exemplo, vieram para o País em navio chapa branca junto com a família real como afirma um amigo que muito prezo), não pode pensar diferente do que ele pensa. É um dos donatários dos grupos que escravizaram durante séculos o Nordeste e tentam manter esse poder a todo custo. Integra a corte, a elite, faz parte da pior espécie de gente que existe. A que não tem princípios e nem valores. São a um só tempo, embora possa parecer um contra senso, amorais e imorais. Foi por isso que com aquele olhar cínico, debochado, imperturbável de todo mau caráter, que fez a pergunta que fez a uma figura humana notável, a ministra Dilma Roussef. Dilma, como tantos brasileiros, pegou em armas contra a ditadura. Como tantos brasileiros passou anos presa quando foi submetida a torturas violentas e degradantes e se manteve altiva, corajosa, íntegra e acima de tudo humana. Maia não sabe nem o que isso quer dizer. Altivez, coragem, integridade e ser humano. Nunca teve e nunca foi. A resposta da ministra Dilma Roussef dada ontem ao senador (putz, é o cúmulo isso) resgata o notável valor da mulher brasileira, mas acima de tudo, do ser humano capaz de se manter como tal, não importa quantas pastas tenham sido abertas e nelas guardadas as mentiras e as montagens seja da ditadura, seja de figuras como Maia, ou de quem quer que seja, no modelo desumano, cruel e perverso de hoje. O que transforma o real em irreal. A resposta de Dilma Roussef deveria ser exibida em cada escola do País, em cada casa, para que cada jovem e cada cidadão pudesse ter diante de si uma realidade que tentam ocultar a qualquer preço, pois não querem seres humanos, querem robôs. E pudessem enxergar e perceber que aqui existem pessoas cuja bravura e caráter são reais Pode ser vista e ouvida em http://www.senado.gov.br/tv/noticias/quarta/tv_video.asp?nome=CO070508_7 e: http://www.youtube.com/watch?v=ntVZB12ktPg É claro que a pergunta foi colocada na boca de alguém que se preste a qualquer papel e Agripino Maia se presta a qualquer papel. Condição básica para fazer a pergunta que foi feita à ministra Dilma é a absoluta falta de caráter e Maia não tem nenhum. É produto de uma oligarquia, não anda e nem pensa pelas próprias pernas. Mas, de alguém que seja DEMocrata (sucessores dos partidos da ditadura) e ligado aos tucanos (PSDB) opositores disfarçados da ditadura. Em meio a generais como Augusto Heleno, defendendo interesses de potência e grupos estrangeiros em nosso (nosso?) País. A assassinos absolvidos como o mandante do crime contra a missionária Doroty Stang. Ou a quadrilheiros grileiros que ocupam terras de índios (não são gente na cabeça dos vários agripinos maias espalhados pelo Brasil, ou ex-Brasil), a resposta da ministra Dilma é mais que um ato de dignidade e bravura. É a reafirmação que nem todas as pessoas são como bolas que se deixam encaçapar em mesas de sinucas, em nome de um mundo real que não existe. Podem até ser decentes, mas lhes falta a alma que Dilma Roussef resgatou em sua resposta. E mais, Dilma Rousssef, independente de Lula, ou o governo, conferiu dignidade ao ser lutador, ao ser íntegro. Resgatou uma pequena janela de uma história que precisa ser contada aos brasileiros para que se possa perceber que tipo de cobra venenosa existe em cada Augusto Heleno, em cada Agripino Maia, em cada VALE/ARACRUZ. Em cada Zé Pastinha, que é apenas conseqüência, produto desse modelo imoral e amoral. Mas nem por isso deixa de ser canalha. É só extensão menor. Se Dilma tivesse dito o que o senador chama de "verdade", aos "patriotas fardados" que a torturaram, Agripino Maia teria, ontem, dito que Dilma foi uma delatora. Que entregou companheiros. Como foi o contrário, Dilma tem a estatura humana e moral que Agripino não tem, por isso não pode saber o que foi a luta travada contra a ditadura, fez a pergunta que fez. Era um deles. Continua a ser. É a medida de um ser repulsivo. Agripino Maia. É a dimensão gigantesca de uma pessoa admirável. Dilma Roussef. E essa diferença é o imprimatur que os filhos de cada um carregam em seus genes. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080508/bd92ae05/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 29169 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080508/bd92ae05/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080508/bd92ae05/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri May 9 17:17:40 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 9 May 2008 17:17:40 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?v=EDdeo_flash_anos_60?= Message-ID: <021c01c8b211$bcb18d80$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. http://www.youtube.com/v/MJZAu4HVi8g&hl=en"> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Caro(a), envio anexo a edição da Revista Espaço Acadêmico, nº 84. Acesse: http://www.espacoacademico.com.br A REA completa sete anos de publicação (2001-2008) e esta é uma edição especial: Agradecemos seu apoio e apresentamos as novidades da REA (leia a carta do editor em anexo). Por favor, cadastre-se no grupo da REA e receba diretamente. Envie email para revista-espaco-academico-leitores-subscribe at googlegroups.com e, depois, confirme. Informe, por favor, se recebeu mensagem duplicada, ou seja, se seu email já estiver cadastrado no grupo de leitores da REA. Permanecemos abertos às críticas, sugestões e contribuições. Muito obrigado. Abraços e tudo de bom, -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080510/b9e29323/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080510/b9e29323/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun May 11 13:28:23 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 11 May 2008 13:28:23 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Hoje_=E9_Domingo_e_o_Dia_das_m?= =?iso-8859-1?q?=E3es__/_M=FAsicas=2E=2E=2Eno_t=FAnel_do_tempo=2E?= =?iso-8859-1?q?=2E=2Esempre_atuais_/_=22O_nosso_carinho_para_todas?= =?iso-8859-1?q?_as_m=E3es=3B_que_este_dia_se_repita_todos_os_dias?= =?iso-8859-1?q?=2C_com_carinho=2C_respeito=2C_amor_e_admira=E7=E3o?= =?iso-8859-1?q?=2E=22?= Message-ID: <00ad01c8b384$0863eac0$0200a8c0@vcaixe> CARTA O BERRO.................................................................repassem O nosso carinho para todas as mães; que este dia se repita todos os dias, com carinho, respeito, amor e admiração. ----- Original Message ----- From: Luiz Seção - Nacionais 00001 - Amanhã Será um Novo Dia - Peninha 00002 - Borbulhas de Amor - Fagner 00003 - Não se Vá - Jane e Erondy 00005 - Alma Gêmea - Fábio Jr 00007 - Olhar 43 - RPM 00010 - London, London - RPM 00011 - Amar é Viver 00012 - Telefone Chora 00013 - Ontem ( Yesterday) - Agnaldo Timóteo 00014 - Cadeira de Rodas - Fernando Mendes 00015 - É por Você que Canto 00017 - Garoto de Aluguel - Zé Ramalho 00018 - Espanhola - Flávio Venturine 00019 - Pavão Misterioso 00020 - Edifício 00021 - Yolanda - Chico Buarque. e Simone 00022 - Nuvem Passageira - Hermes Aquino 00023 - Porto Solidão - Jessé 00024 - Rosas Não Falam - Simone 00025 - aquarela -Toquinho 00026 - Amigo é Coisa pra se Guardar - Milton Nascimento 00027 - Foi Nos Bailes da Vida - Milton nascimento 00028 - Ha Tempos - Belchior 00029 - Jogue Suas Mãos para o Céu 00030 - Eu Venho Lá do Sertão - Zé Ramalho 00031 - Valsa Triste - Oswaldo Monte Negro 00032 - Seguindo no Trem Azul - Roupa Nova 00033 - Linda Demais - Roupa Nova (Ao Vivo) 00034 - A Força do Amor - Roupa Nova 00035 - Anjo - Roupa Nova 00036 - Espanhola - Roupa Nova 00037 - Linda Demais - Roupa Nova 00038 - Não Diga Nada - Roupa Nova 00039 - Sol de Verão - Roupa Nova 00040 - Tímida - Roupa Nova 00041 - Todo Azul Do Mar - Roupa Nova 00042 - Volta pra Mim - Roupa Nova 00043 - A Viagem - Roupa Nova 00044 - Lua e Flor - Oswaldo Montenegro 00045 - Chão de Giz - Oswaldo Montenegro 00046 - Intuição - Oswaldo Montenegro 00047 - Magia - Oswaldo Montenegro 00048 - Onde Você Mora - Cidade Negra 00049 - Noturno - Fagner 00050 - Deslizes- Fagner 00051 - Espumas ao Vento - Fagner 00052 - Retrovisor - Fagner 00053 - Guerreiro Menino (Um Homem Também Chora) - Fagner 00054 - Amigo Vento - Fagner 00055 - Chuva de Prata - Gal Costa e Roupa Nova 00056 - Chão de giz (ao vivo) - Zé Ramalho e Elba Ramalho 00057 - Flash back - Dalto 00058 - Como Vai Você - Antônio Marcos 00059 - Sorria, Sorria - Evaldo Braga 00060 - No Rancho Fundo - Francisco Petronio & Dilermando Reis 00061 - Aquela Nuvem - Gilliard 00062 - Pouco a Pouco - Gilliard 00063 - Deixa eu te Amar - Agepê 00064 - Charlie Brown - Benito de Paula 00065 - Qualquer Jeito - kátia 00066 - Eu Sou Rebelde - Lilian 00067 - Impossível Acreditar que Perdi Você - Márcio Greyck 00068 - Tudo Passará - Nelson Ned 00069 - Matemática - Peninha 00070 - Pequenina - Perla 00071 - Tranquei a Vida - Ronnie Von 00072 - O Bom Rapaz - Wanderley Cardoso 00073 - Foi assim - Wanderléa 00074 - Moça - Wando 00075 - Escrito nas estrelas - Têtê espíndola Seção - Internacionais 00001 - Mrs Robinson - Bon Jovi 00002 - Tornero 00003 - Dont Forget 00004 - The Winner takes it all - Abba 00005 - He Ain't Heavy, He's My Brother - Bill Medley 00006 - Lady in red - Chris Deburgh 00007 - We said goodbye - Dave Macclean 00008 - Goodbye My Love Goodbye - Demis Roussos 00009 - Woman - John Lennon 00010 - Wuthering heights - Kate Bush 00011 - Easy - Lionel Ritchie 00012 - Hello - Lionel Ritchie 00013 - Lady - Lionel Ritchie 00014 - Say you say me - Lionel Ritchie 00015 - Stuck on you - Lionel Ritchie 00016 - When a man loves a woman - Michael Bolton 00017 - She´s Like The Wind - Patrick Swayze 00018 - One more night - Phill Collins 00019 - Killing me softly - Roberta Flack 00020 - Tonight I celebrate my love - Roberta Flack 00021 - Sailing - Rod Stewart 00022 - Cry Softly - Secret Service 00023 - My Oh My - Slade 00024 - Sweet Memory 00025 - Forever by your side - The Manhattans 00026 - Immortality - Celine Dion e Bee Gees 00027 - All My Life K-CL & Jojo 00028 - The End - Earl Grant 00029 - Con Te Partirò 00030 - I Wish I Woud Rain Down 00031 - Mother - John Lennon - ( single Edit ) 00032 - Everything I Own 00033 - Watever Gets You Thru The Nigth 00034 - There no More Corn on the Braso 00035 - Classic - Adrian Gurvitz 00036 - All out of love - Air Supply 00037 - Even the nights are better - Air Supply 00038 - I can wait forever - Air Supply 00039 - Lonely is the night - Air Supply 00040 - Making love out of nothing at all - Air Supply 00041 - Even the nights are better - Anne Murray 00042 - Forever Young - Alpha Ville 00043 - Have you ever really loved - Bryan Adans 00044 - Hey Jude - Beatles 00045 - I Want You Break Free - Fred Mercury 00046 - Imagine - Jonh Lennon 00047 - My heart will go on - TITANIC - Celine Dion 00048 - Staying Alive - Bee Gees 00049 - Tarzam Boy - Baltimor 00050 - To Much Heaven - Bee Gees 00051 - Around the World - East 17 00052 - Beautiful - Marillion 00053 - Take My Breath Away - Berlin 00054 - No woman no cry - Bob Marley 00055 - Total Eclipse of The Heart - Bonnie Tyler 00056 - Breath Again - Tony Braxton 00057 - Everyithing I Dot It For You - Briam Adans 00058 - Candle In The Mind - Elton John 00059 - Do That to me one More Time - Captain & Tennille 00060 - Coming Around Again - Carly Simon 00061 - Flying - Chris de Burgh 00062 - Arthur's Theme - Christopher Cross 00063 - Sailing - Christopher Cross 00064 - Love is Love - Culture Club 00065 - Show Me Heaven - Days of Thunder 00066 - Do You Know Where You're Going To - Dianna Ross 00067 - Missing You - Dianna Ross 00068 - Endless Love - Dianna Ross e Lionel Ritchie 00069 - Don't cry for me Argentina - Madonna 00070 - Don't go Breaking my Heart - Elton John 00071 - Ordinary World - Duran Duran 00072 - Hotel California - Eagles 00073 - Something About the Way You Look Tonight - Elton John 00074 - Yes - Baltimor 00075 - Yesterday - Beatles 00076 - Footloose - Ann Wilson & Mike Reno 00077 - You've Got a Friend - Anne Murray 00078 - Earth angel - Marvin Berry & Starlighters 00079 - Everyday - Phil Collins 00080 - Skyline pigeon fly - Elton John 00081 - Foreign I want to know what love is - Boston 00082 - Against all Odds - Genesis 00083 - Careless Whisper - George Michael 00084 - Hurts to be in Love - Gino Vanelli 00085 - I Will Survive - Gloria Gaynor 00086 - Have you ever seen the rain - Credence Clearwater 00087 - Help - Beatles 00088 - How Could An Angel Brake my Heart - Tony Braxton 00089 - I feel good - James Brown 00090 - I Have Nothing - Whitney Houston 00091 - I Just Called To Say I Love You - Stevie Wonder 00092 - I Will Always - Whitney Houston 00093 - You've Got a Friend - James Taylor 00094 - A Whiter Shade Of Pale - Joe Cocker 00095 - When a Man Loves a Woman - Joe Cocker 00096 - You are so Beautiful - Joe Cocker 00097 - Babe - Styx 00098 - Sunshine on my Shoulders - John Denver 00099 - Jump - Van Halen 00100 - I Swear - kenny Rogers 00101 - Killing me Softly With his Song - Anne Murray 00102 - Let it Be - Anne Murray 00103 - Lady - Kenny Rogers 00104 - Unchained Melody - Kenny Rogers 00105 - You and I - Kenny Rogers 00106 - Bette Davis Eyes - Kim Carnes 00107 - La Isla Bonita - Madonna 00108 - I'm Outta Love - Leila Moreno 00109 - Let It Be - Beatles 00110 - Time After Time - Cyndi Lauper 00111 - Love Songs - Eternal Flame 00112 - Love Songs - Every Breath You Take - The police(sting) 00113 - Love Songs - hungry eyes 00114 - Love Songs - Nothing Compares To You 00115 - Lover Why - Century 00116 - Take a Look at me Now - Mariah Carey 00117 - Men At Work - Down Under 00118 - Love Hurts - Nazareth 00119 - Where Are You Now - Nazareth 00120 - Nikita - Elton John 00121 - One Moment in Time - Whitney Houston 00122 - Only You - Platters 00123 - Paint my Love - Michael Learns To Rock 00124 - Ebony & Ivory - Paul McCartney 00125 - No More Lonely Nights - Paul McCartney 00126 - Angel - John Secada 00127 - Honesty - Billy Joel 00128 - Rock and Roll Lullababye - BJ Thomas 00129 - It's A Heartache - Bonnie Tyler 00130 - Estranõ Amore - Laura Pausinni 00131 - Good By - Air Supply 00132 - Honesty David McLauchlan 00133 - La Soledad - (Solicitude) - Laura Pausinni 00134 - My Love 00135 - My Immortal-RNS 00136 - Heaven - Bryan Adans 00137 - Hold me till the Morning comes - Peter Cetera & Paul Anka 00138 - Ebony Eyes - Rick James 00139 - Right Here Waiting - Richard Marx 00140 - Rock - in Roll is King 00141 - Sacrifice - Elton John 00142 - Spending My Time (remix) - Roxette 00143 - It Might be You - Stephen Bishop 00144 - Sultans Of Swing - Dire Straits 00145 - Don't Look Back - The Korgis 00146 - Unbreak My Heart - Toni Braxton 00147 - Unchained Melody - Theme of Ghost - Righteous Brothers 00148 - Vulnerable - Roxette 00149 - What a Wonderful World - Louis Armstrong 00150 - Without You - Mariah Carey 00151 - In this country - Robin Zander 00152 - Pigeon Without a Dave - Patrick Dumont 00153 - All I need is You - Big Trouble 00154 - Theme from Summer of 42 00155 - Raindrops Keep Fallin' On My Head - BJ Thomas 00156 - I Need To Be In Love - Carpenters 00157 - Nostalgia - Dyango 00158 - She - Notting Hill - Elvis Costelo 00159 - The First Time Ever I Saw Your Face - George Michael 00160 - She Made Me Cry - Os Pholhas 00161 - My mistake - Os Pholhas 00162 - Miss You Nights - Westlife 00163 - Tragedy - Bee Gees 00164 - Give me the good news - SA Pop 00165 - If 00166 - Aquarius 00167 - Knife - Rockwell 00168 - Tree Times a Lady - The Commodores 00169 - When will see you again 00170 - Sweet Was My Rose - Velvet Glove 00171 - Toast and Marmalade for Tea - Tin Tin 00172 - Solitaire - The Carpenters 00173 - Right Here Waiting - Richard Marx 00174 - Reflections On My Life - Os Pholhas 00175 - Music And Me - Michael Jackson 00176 - You needed me - Anne Murray 00177 - I Like Chopin - Gazebo 00178 - Khaled - El Arbi 00179 - I Started A Joke - Bee Gees 00180 - My Life - Billy Joel 00181 - Uptown Girl - Billy Joel 00182 - Just the way you are - Billy Joel 00183 - Hard To Say Im Sorry - Chicago 00184 - If You Leave Me Now - Chicago 00185 - Forever And Ever - Demis Roussos 00186 - Rain And Tears - Aphrodites Child 00187 - Have You Ever Really Love a Woman - Bryan Adams 00188 - I'd Love You To Want Me - Lobo 00189 - Lost in love ACÚSTICO 00190 - Shine On - LTD 00191 - Self Pity - Lucifer 00192 - To Sir, Whith Love - Lulu 00193 - You´ve Lost That Lovin Feelin - Johnny Rivers 00194 - Daniel 00195 - Rain and Memories - Paul Denver 00196 - Tenderness - Twins 00197 - Take on me - A-ha 00198 - The Boy With The Thorn In His side 00199 - Love By Grace - Lara Fabian 00200 - Don't You Love Me Anymore - Joe coocker 00201 - Crying In The Rain - A-Ha 00202 - I Wonder Why - Curtis Stigers 00203 - Heartbreaker - Dionne Warwick 00204 - Words - F.R. David 00205 - The Great Pretender - Freddie Mercury 00206 - Power Of Love - Jennifer Rush 00207 - Only The Lonely - Roy Orbison 00208 - Casthity (Abertura - Orquestra Phonogram 00209 - Una Lágrima Sul Viso - Bobby Solo 00210 - Your In Love - Wilson Philips 00211 - Everything I Own - Boy George 00212 - Sealed With A Kiss - Brian Hyland 00213 - Miracle Of Love - Eurythmics 00214 - Joanna - Kool & The Gang 00215 - Everytime You Go Away - Paul Young 00216 - Children Of The Night - Richard Marx 00217 - La Prima Compagnia - Sergio Endrigo 00218 - Ciao Amore Ciao - Luigi Tenco 00219 - From A Distance - Bette Middler 00220 - My First Love - Bonnie Bianco 00221 - If You Were With Me Now - Kylie Minogue & Keith Washington 00222 - Geaven In Your Eyes - Loverboy 00223 - Sweet Loving Man - Morris Albert 00224 - Stop - Sam Brown 00225 - The Sound Of Silence - Simon e Garfunkel 00226 - Stand By Me - Ben E. King -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080511/d03810c2/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 145 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080511/d03810c2/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon May 12 19:50:02 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 12 May 2008 19:50:02 -0300 Subject: [Carta O BERRO] convidam para as atividades referentes ao II Ciclo de Palestras e Debates de Metodologia da Oralidade a realizar-se em 2008. Message-ID: <038701c8b482$8495d820$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Wlaumir Souza CENTRO UNIVERSITÁRIO ?BARÃO DE MAUÁ? R. Ramos de Azevedo, 423 ? Fone(16)36036600 ? FAX(16)36186102 ?Ribeirão Preto-SP?CEP 14090-180 O Núcleo de Estudos e Pesquisas de Metodologia da Oralidade (NEPMO) dos Cursos de História e Geografia convidam para as atividades referentes ao II Ciclo de Palestras e Debates de Metodologia da Oralidade a realizar-se em 2008. Data Tema Palestrante SALA HORÁRIO 14 de maio II Relatos de vida: Lembranças de maio de 1968 na fala de: Vanderley Caixe Vanderley Caixe 15 18h 16 de maio Sociologia e História Oral: Dificuldades e caminhos à compreensão da realidade social Paulo Del Duca 15 18h 30 de maio III Relatos de vida: Lembranças de maio de 1968 na fala de: Áurea Moretti Pires Áurea Moretti Pires 15 18h 13 de junho História Oral: depoimento, fala ou discurso Humberto Perinelli Netto 15 18h Contamos com a sua presença. Comissão Organizadora do NEPMO. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080512/64f8f914/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed May 14 20:06:23 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 14 May 2008 20:06:23 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Tecendo_a_vida_adoidada=2E__para_?= =?iso-8859-1?q?a_psicanalista_Maria_Rita_Kehl=2C_a_forma_como_a_so?= =?iso-8859-1?q?ciedade_lida_com_o_tempo_s=F3_faz_bem_para_a_ind=FA?= =?iso-8859-1?q?stria_de_antidepressivos?= Message-ID: <072f01c8b617$23c0f390$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: BEATRICE De: Credibilidade Etica Tecendo a vida adoidada Para a psicanalista Maria Rita Kehl, a forma como a sociedade lida com o tempo só faz bem para a indústria de antidepressivos Por Paulo Donizetti de Souza Maria Rita Kehl é polivalente. Aos 56 anos, doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP, atende em seu consultório desde 1981. Antes, já freqüentava o mundo da literatura com o livro de poesias Imprevisão do Tempo (1979), experiência que repetiria com O Amor é uma Droga Pesada (1983) e Processos Primários (1996). E, além de se dedicar intensamente ao complexo universo dos indivíduos, costuma passear os olhos clínicos pelo mundo e transformar em ensaios questões coletivas da humanidade (leia em www.mariaritakehl.psc.br). Há cerca de um ano tenta terminar um novo livro, sobre depressão. Para tanto, utiliza as poucas horas vagas, e às vezes ainda tem de ceder um pedacinho delas para entrevistas como esta, feita em "prestações", nos dias 22 e 26 de abril. Talvez seja também ela uma vítima desse tempo, que segundo Antonio Candido, antes de ser apropriado pelo ritmo alucinante do capitalismo, deveria ser tratado como o tecido da vida. Mesmo pressionada pelo relógio, ela conversou com desenvoltura com a Revista do Brasil sobre processos de comunicação, política, família, juventude, amor. Pena que o tempo acabou. Em casos como o da menina Isabella, é o interesse do público por tragédias que move a mídia ou o exagero na cobertura que move o público? As pessoas se interessam pela tragédia há 3.000 anos. Esse assassinato, em particular, inquieta e satisfaz as pessoas. Quase todo mundo conhece o sentimento de irritação extrema, de não conseguir lidar com as emoções. Então, a primeira reação é de prejulgar, é de fúria, é "eu jamais faria isso", "eu não conheço esse sentimento", "eu sou completamente diferente"... O que não é verdade. No inconsciente, a gente reprime sentimentos parecidos. Outra coisa é a possibilidade de haver um sentimento contra a figura da madrasta. Ser mãe biológica não é garantia de bons sentimentos, mas colocamos a mãe sempre num altar e usamos a madrasta para representar o lado escuro da mãe, desde os contos de fadas. E tem, ainda, um pouco da idéia de que família boa é aquela que tem o pai e a mãe biológicos e os filhos. Casou de novo, "olha aí, está vendo..." E como a gente está numa sociedade muito carente de valores públicos, em que pouco se faz em nome do bem comum, a família está muito idealizada. Um crime dentro de uma família, ou a suspeita de, deixa as pessoas indignadas e, como tudo o que nos enfurece, também excitadas e curiosas.Mas por que não quiseram influir nos outros casos? Por que contra as outras atrocidades e impunidades o povo não se mobiliza com tanta energia? As pessoas não se mobilizam contra crime que envolve criança pobre. Antes daquela brutalidade com o menino João Hélio, no Rio (em fevereiro de 2007, que gerou muitos protestos, comoção social), havia acontecido a chacina em Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense (em março de 2005), em que policiais abateram 29 pessoas na rua, incluindo crianças e adolescentes. Não houve grandes protestos. E a exploração pela mídia também teve dimensões diferentes. É evidente que os temas de grande interesse popular são sempre os mesmos, erotismo ou pornografia, crime, violência, acidentes, porque são os grandes temas do inconsciente. Por que quando há um atropelamento a maioria das pessoas pára para olhar? É porque a morte nos fascina. A morte, a violência fascinam, como todos os temas ligados àquilo que é mais reprimido na gente. Mas não há espaço de destaque para o assassinato de criança negra e pobre. É por isso que o público aceita, por exemplo, que o autor da novela da noite leve o grande vilão, um crápula que roubou tudo da mãe de seu filho, a se redimir, quem sabe até ficar com a moça? Isso tem a ver com essa tese de que os valores sentimentais é que contam. Impressiona muito nas novelas que seja raro o bandido ser punido na forma da lei. No final, ou morre num desastre, ou alguém o mata - é a vida que castiga. É raro uma novela terminar com o bandido preso e julgado. No Brasil, no nosso imaginário, primeiro a gente ouve muito que "Deus vai castigar". E há essa pressa em perdoar. Basta ver o modo como terminou a ditadura: terminou, terminou, não se fala mais nisso. Não houve pressão para punir os ditadores. Agora acontecem algumas indenizações, mas não houve julgamento. Todo mundo foi perdoado e nem sequer pediu perdão. Nem se dá nome aos responsáveis. O brasileiro tem horror ao enfrentamento do conflito. Isso é sintoma de depressão? Ou apenas omissão? Isso produz depressão. Nós ficamos, digamos, fatalistas, "deixa Deus resolver nossos problemas". É um pouco conseqüência daquilo que o Sergio Buarque detectou também no que chamou de homem cordial. E também não é omissão, tem a ver com o coração. É a idéia de que valores da vida privada é que regem a vida pública, os valores do sentimentalismo ou mesmo a cordialidade que faz com que o povo comum diga "ah, vamos perdoar ele, não vamos mais nos ocupar disso, vamos curtir a vida, bola pra frente". Cordialidade é isso, os valores do coração. Os sentimentos regem a vida pública. O que pode dar em linchamento também. Você acha que a competitividade nas várias circunstâncias da vida esteja levando a algo epidêmico? Não seria epidêmico, mas trato a depressão como um sintoma social, e o principal fator contemporâneo que produz o aumento da depressão é o aumento da velocidade com que a gente vive nosso tempo. Eu mesma estou aqui contando os minutos (daqui a pouco tenho de atender). É como se a gente tivesse uma urgência temporal que faz com que a vida perca completamente o valor. O tempo da experiência, da reflexão, todo o tempo da chamada vida subjetiva está sendo atropelado pelo tempo do capitalismo. Esse é o primeiro fator da depressão, essa desvalorização do tempo como tempo de vida. Como diz o professor Antonio Candido: "O capitalismo se considera o senhor do tempo. Essa idéia do 'tempo é dinheiro' que rege a nossa vida é uma brutalidade. O tempo é o tecido da nossa vida". Então, se você negocia a matéria-prima da sua vida, valendo dinheiro, a vida se desvaloriza. Se a vida se desvaloriza, para que viver? A depressão tem um pouco a ver com isso. Para se adequar às exigências. Vivemos numa sociedade do capitalismo avançado, de consumo, toda voltada para a felicidade, para o gozo, para festas. Então, por que há estatísticas sérias da Organização Mundial da Saúde dizendo que a depressão está aumentando e pode vir a ser, daqui a dez anos, a segunda principal causa não de morte diretamente, mas de morbidade? Em tese, existem melhores condições de vida hoje do que antigamente. Aparentemente. Mas temos notado uma coisa muito importante. A indústria farmacêutica vem sofisticando, desde os anos 70, as pesquisas de antidepressivos. Existe uma oferta grande de medicamentos e ao mesmo tempo uma divulgação não do remédio, mas da depressão. Você vai a um consultório, a um posto de saúde, e vê na sala de espera uns folhetinhos bem-intencionados perguntando "você tem isso, isso, e isso?" Aí tem uma lista de sintomas que qualquer um em algum momento difícil da vida já sentiu: falta de sono, perda de apetite, desânimo, falta de ar, angústia... Como alguns horóscopos: qualquer situação se encaixa em qualquer dia para qualquer signo... Exatamente. Então, tem uma procura enorme por antidepressivos. Li numa reportagem do Valor Econômico que a venda de antidepressivos no Brasil cresce algo próximo a 22% ao ano e movimenta US$ 320 milhões. É muita grana. As pessoas começam a tomar antidepressivo porque estão numa sociedade que não tolera a tristeza, o abatimento, ou que você não esteja sempre apto a achar que a vida é maravilhosa. Mas precisam recorrer a médicos para usar? Mesmo que seja um picareta, mas sem receita você não compra. Há médicos convencidos de que você tem de tratar aquilo que a gente chama de "dor de viver" - que é vital no ser humano - com antidepressivo. Até amigos dizem "ah, você tem de tomar um antidepressivo, você está muito caído". A ideologia é esta: não tente curar suas dores pela reflexão, não dê o tempo que o luto precisa, tome um remédio e toque em frente. O trabalho é cada vez mais competitivo, quanto mais depressa o cara estiver bombando de novo, melhor. E não tem a ver só com trabalho, mas com os imperativos do consumo. É isso que impede que as pessoas tenham o tempo que precisam para se recuperar das quedas, perdas, crises. Tenho observado e conversado com psicanalistas, e há um aumento alarmante de suicídios entre adolescentes, pelo menos de classe média. Alarmante! Não sei se isso significa que os adolescentes estão passando por crises mais graves do que as crises de adolescência de 20 ou 30 anos atrás. A adolescência dos anos 60, 70 tinha um prestígio. O adolescente em crise juntava os amigos para falar, tinha uma certa rede de solidariedade e de interesse, a crise significava que você estava amadurecendo. Não estou enaltecendo um clube da fossa, como a gente brincava. Mas o adolescente não se sentia um subumano por estar em crise. Hoje não há espaço, amigos e adultos não querem saber. Os adultos vão correndo levar o filho para o psiquiatra porque não sabem como acompanhá-lo solidariamente. Os pais se sentem culpados: "O que eu fiz de errado? Meu filho não está enturmado, não está indo trabalhar, não está indo para a balada". Quando ele vai para a balada todo sábado, os pais se preocupam porque ele corre outros riscos. Mas quando ele se recolhe no quarto os pais acham intolerável. Tenho um colega que é orientador num colégio de classe alta. Ele me contou que de 40 e poucos adolescentes, meninos e meninas, que naquele ano tinham passado por perdas graves na vida, apenas um diz que conversou com um amigo. Os outros diziam: "Imagina, ninguém quer saber..." O ambiente solidário que permitia contar com os companheiros vai se substituindo por um ambiente de competitividade. Quem fica ou transa mais, quem vai para mais balada, quem é o mais popular. Então, o adolescente que passa por uma crise se recolhe. E ao sofrimento com a própria crise se acrescenta outro - na adolescência muito grave - , que é se sentir por baixo, errado. E medicação, nesse caso, não quer dizer remédio. A depressão é um sentimento de empobrecimento da vida subjetiva. Eu não estou falando contra medicação. Mas medicação como panacéia, que dispensa o trabalho de terapia, de a pessoa tentar elaborar o que está acontecendo, acaba favorecendo esse empobrecimento da vida psíquica. O sujeito automatiza alguns comportamentos, consegue estar mais ativo, regular o sono, comer, ir para o trabalho, mas não sabe por que depois de alguns anos continua deprimido. Como diz uma paciente após muito tempo de medicação: "Sou um fantasma que anda; faço tudo, mas não sinto nada. Então, prefiro me arriscar a sentir a tristeza que sentia antes mas falar dela, a ficar nesse automatismo". É importante redescobrir até o valor da sua tristeza. A tristeza exige um tempo psíquico diferente do tempo do capitalismo. Mesmo o lazer, principalmente entre jovens, está muito dominado pela velocidade, por performance. Tempo é dinheiro, não perca tempo, manda ver. Essa modulação de ritmo, que permite que você tenha em contraposição ao ritmo acelerado do trabalho um tempo do lazer ou do ócio, vai se perdendo. E o que a gente tem como ócio hoje em dia? Deitar no sofá em frente à TV. As pessoas falam: "Ali eu me desligo". Mas uma parte está ligada, senão você não ficaria vendo televisão; ficaria ouvindo música ou em silêncio, pensando. A televisão reproduz essa velocidade. E nesta sociedade acelerada o amor também estaria mais veloz? Casais se separam mais rapidamente, aumenta o número de casamentos. Esse fenômeno não leva a um novo perfil da família? Eu não gostaria de abordar as transformações do amor fazendo uma defesa da antiga família patriarcal, monogâmica, fechada sobre si mesma etc. Freud começa a observar o sofrimento das mulheres histéricas, dos neuróticos, dos filhos incestuosos grudados na saia da mãe no apogeu dessa família perfeitinha, desse casamento-para-sempre que é a família moderna burguesa. Isso vem do século 19 até metade do 20. É uma família construída para manter uma tal estabilidade e uma tal garantia de que os filhos vão herdar não só o patrimônio, os padrões de comportamento. Essa idéia dos pais dentro de casa, a mãe dentro de casa, dedicada aos filhos, é um celeiro de neuroses. O que vem substituindo essa família? Aí tem uma contradição interessante. Por um lado, com os valores da vida pública tão esfacelados, o amor virou o grande valor da vida individual. A gente o idealiza. Esse casamento burguês (em termos de conduta, não de classe) antigo não é necessariamente por amor. Tem a ver não raras vezes com conveniência. Claro que podia haver amores e paixões, mas o casamento se mantinha muito além da duração do amor, porque era a regra. Mesmo depois do divórcio já legalizado, a lei moral era manter esse casamento até a morte. Hoje essa lei moral não existe e o casamento passa a ser mais baseado no amor e paixão. O que por um lado é muito interessante porque as pessoas buscam os parceiros que realizam suas fantasias amorosas, o seu erotismo, as mulheres têm liberdade sexual, elas podem escolher, "com esse não deu, vou com aquele". Tem um lado mais legal principalmente para as mulheres. Acabou a esposa que casa virgem com o único homem da sua vida e passa a vida inteira sem conhecer a felicidade sexual. Às vezes o homem achava que estava autorizado a procurar outras, ela não. Agora, o amor virou uma espécie de mercadoria também. Sexo e amor já estão tão associados ao discurso das mercadorias que viraram uma espécie de valor agregado delas. As pessoas têm uma pressa muito grande de encontrar um grande amor, têm uma pressa muito grande de definir essas relações eróticas do começo da vida. Há uma liberdade sexual muito maior, os jovens já podem morar juntos, ou levar a namorada para a casa dos pais, as parcerias sexuais se intensificam muito rapidamente. E ao mesmo tempo somos uma sociedade tão voltada para o prazer imediato que o amor resiste pouco às suas crises, que são próprias do amor, as decepções, a pessoa não estar o tempo todo naquele estado de apaixonamento. As pessoas não têm paciência para cuidar? Menos paciência. Fazer renúncias (a outras formas de prazer) em nome de quê? E tem um apego muito grande. Se a vida pública, social não favorece, se você pertence só à sua familinha, ao seu parceiro, você se apega muito rapidamente, espera muito do outro, sobrecarrega o balaio do amor. Todas as situações da vida têm de ser compensadas por uma felicidade amorosa, digamos, para usar uma linguagem banal, seis dias de semana de trabalho cansativo, avassalador, exaustivo, para um sábado à noite no motel. Aí não resiste. Fica pesado para o amor. Aí as pessoas têm a ilusão de que se resolverá trocando de parceiro - e às vezes precisa trocar mesmo, há desentendimentos importantes, por isso que não faço a defesa do antigo casamento. Mas também há uma certa impaciência, principalmente entre os jovens, de "ah, não está mais rolando". Passou a fulaninha, com sorriso mais legal, então vai rolar com ela... (pausa, olha para a parede) Pronto, já estou aqui de novo, na frente do meu relógio! Colaborou Xandra Stefanel FONTE:http://www.revistadobrasil.net/entrevista.htm -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080514/47dbd2bc/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri May 16 16:22:59 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 16 May 2008 16:22:59 -0300 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?MPF-SP_move_a=E7=E3o_civil_contr?= =?windows-1252?q?a_ex-chefes_do_DOI-Codi?= Message-ID: <003101c8b78a$42675fe0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. MPF-SP move ação civil contra ex-chefes do DOI-Codi O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou na tarde de quarta-feira (14/5) ação civil pública contra a União e os dois ex-comandantes do Destacamento de Operações de Informações do DOI-Codi (Centro de Operações de Defesa Interna) do 2° Exército, em São Paulo, no período de 1970 e 1976, os militares hoje reformados Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel. O DOI-Codi era o principal órgão centralizador de informações para a repressão à oposição política durante o regime militar e se transformou num dos principais locais de prática de tortura, perpetração de homicídios e desaparecimentos forçados em toda a história do país. Segundo a publicação "Direito à Memória e à Verdade", da Presidência da República, lançada no ano passado, houve 64 casos de mortes e desaparecimentos pelos agentes do DOI-Codi de São Paulo no período em que Ustra e Maciel o comandaram. Entre as vítimas estão o jornalista Vladimir Herzog, em 1975, e o operário Manoel Fiel Filho, em 1976. Na ação, o MPF busca aplicar no Brasil conceitos já pacíficos no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OEA (Organização dos Estados Americanos) em relação a autores de crimes contra a humanidade. A ação foi distribuída à 8ª Vara Federal Cível de São Paulo, sob o número 2008.61.00.011414-5. Nela, os seis procuradores e procuradoras da República que assinam a petição, requerem: 1) O reconhecimento do dever das Forças Armadas de revelar o nome de todas as vítimas do DOI-Codi de São Paulo (não apenas de homicídio e desaparecimento, uma vez que o órgão deteve mais de 7.000 cidadãos), circunstâncias de suas prisões e demais atos de violência que sofreram, bem como tornar públicos todos os documentos relacionados ao funcionamento do órgão; 2) A declaração de que Ustra e Maciel comandaram um centro de prisões ilegais, torturas, homicídios e desaparecimentos forçados no Doi-Codi de São Paulo; 3) Que Ustra e Maciel sejam obrigados a reembolsar à União os custos das indenizações pagas na forma da lei 9.140/95 (lei de mortos e desaparecidos políticos) às famílias das 64 vítimas daquele destacamento durante a gestão dos demandados; 4) Que ambos sejam condenados a não mais exercerem qualquer função pública. Por enquanto, as únicas pessoas físicas demandadas na ação são Ustra e Maciel em virtude de ambos terem figurado no topo da cadeia hierárquica do órgão repressor, permitindo sua identificação imediata. Os demais agentes envolvidos serão demandados em outras ações, esclarecem os autores, na medida em que forem identificadas suas condutas. Além disso, o comandante do 2ª Exército no período, Ednardo D´Avilla Mello, e o subcomandante do DOI, capitão Dalmo Cirillo, que poderiam figurar na ação de regresso, já morreram. A ação é cível e não implica em condenação penal. Para os procuradores da República Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, Marlon Alberto Weichert, Adriana da Silva Fernandes, Luciana da Costa Pinto, Sergio Gardenghi Suiama e Luiz Fernando Gaspar Costa, que assinam a ação, "a mera passagem institucional de um governo de exceção para um democrático não é suficiente para reconciliar a sociedade e sepultar as violações a direitos humanos ocorridos no bojo de conflitos armados ou de regimes autoritários". Para tanto, é necessário a aplicação de princípios da Justiça transicional, que prevêem: o esclarecimento da verdade (abrindo os arquivos estatais relacionados); a realização da justiça, mediante a responsabilização dos violadores dos direitos humanos; e a reparação das vítimas. Somente com a aplicação desses três princípios ?verdade, justiça e reparação? é que se alcançará o objetivo da não-repetição. Para os autores, as medidas de justiça transicional previnem a ocorrência de novos regimes autoritários, pois demonstram à sociedade que estes atos não podem ficar impunes. Cerca de 30 mil pessoas foram presas ilegalmente ou torturadas durante o regime militar brasileiro. Para os autores, a impunidade dos crimes da ditadura é um estímulo aos torturadores do presente. Histórico O Ministério Público Federal em São Paulo atua pela implementação de medidas para a consolidação do regime democrático após o regime militar, desde 1999. Naquele ano, a Procuradoria da República em São Paulo instaurou Inquérito Civil Público para apurar a extrema demora na identificação das vítimas da repressão, cujos restos mortais foram exumadas no Cemitério de Perus, em 1990. Duas ossadas já foram identificadas por meio do trabalho do MPF: as de Flávio Molina e Luiz Cunha. Nesse procedimento, o MPF se deparou com o amplo desrespeito a direitos fundamentais, seja pela falta de informações sobre as circunstâncias das mortes e das ocultações de cadáver, seja pela inexistência de responsabilização dos agentes públicos autores desses graves delitos. O Brasil não instituiu até hoje mecanismos de apuração dos fatos, como uma Comissão da Verdade, por exemplo. Em 2005, a ONU recomendou que o país tornasse públicos os documentos relevantes sobre o período e considerasse a responsabilização dos crimes cometidos durante a ditadura. O Brasil não implementou as medidas necessárias e o Procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, notificou o presidente Lula, em novembro de 2006, sobre o fim do prazo dado pelas Nações Unidas. Em 2007, o governo brasileiro publicou o livro "Direito à Memória e à Verdade", que o MPF destaca na ação como um valioso avanço. Entretanto, a publicação demonstra que nem mesmo as autoridades civis de direitos humanos do governo conhecem o conteúdo de documentos que seriam indispensáveis para restituir a verdade. Nesse sentido, o MPF realizou em maio de 2007 o Debate Sul-Americano sobre Verdade e Responsabilidade, em São Paulo, que reuniu juristas do Brasil, Peru, Chile e Argentina. O evento apontou, na Carta de São Paulo, "a grave omissão da Justiça e do governo brasileiros para cumprir as obrigações constitucionais e internacionais de promoção dos direitos humanos na transição do período de ditadura para o democrático". Após o evento, o professor Fábio Konder Comparato representou ao MPF em São Paulo para que fossem adotadas medidas visando a aplicação do dever de regresso pelo Estado brasileiro em face dos causadores dos danos que geraram o pagamento das indenizações previstas na Lei 9.140/95. A representação, associada à publicação do livro "Direito à Memória e à Verdade", foram elementos decisivos para a propositura da ação ajuizada ontem. Na representação, Comparato afirma que a "ação de regresso contra o agente causador do dano é um dever do Estado." Segundo o professor de direito da USP, apesar do elevado gasto com indenizações pagas pela União e por vários estados da federação, nenhuma ação regressiva foi "intentada contra os agentes ou funcionários causadores dos danos assim ressarcidos com dinheiro público". Quinta-feira, 15 de maio de 2008 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20080516/ee0a49f8/attachment.html