From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Dec 1 19:48:10 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 1 Dec 2008 19:48:10 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Lan=E7amento_dos_Livros=3A_=22Jo?= =?iso-8859-1?q?=E3o_Batista=2C_m=E1rtir_da_luta_pela_reforma_agr?= =?iso-8859-1?q?=E1ria=22_e_=22Marcha_Interrompida=22_escrito_por_P?= =?iso-8859-1?q?edro_C=E9sar_Batista_=2E_/Local=3A_Livraria_Paraler?= =?iso-8859-1?q?_=28Ribeir=E3o_Shopping=29-_Ribeir=E3o_Preto_-_SP?= Message-ID: <0be301c953fe$80fc3260$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Leopoldo Paulino Pedro César Batista lança suas obras em Ribeirão Preto No dia 3 de dezembro, às 20 horas, serão lançados na Livraria Paraler, no Ribeirão Shopping, os Livros "João Batista, mártir da luta pela reforma agrária" e "Marcha Interrompida" ambos de autoria do escritor, poeta e jornalista investigativo Pedro César Batista. O autor pauta a sua carreira em temas sociais, políticos e nas questões relacionadas com os Direitos Humanos, em 1979 publicou seu primeiro livro chamado "Tudo tem", composto por poemas. Pedro é irmão de João Batista, homem com forte atuação na reconstrução da UNE, rearticulação do movimento sindical e nos movimentos sociais ocorridos entre 1978 e 1988, ano em que foi morto, quando exercia o mandato de deputado estadual no Pará. Sua morte foi conseqüência da sua atuação ao lado dos movimentos de trabalhadores rurais na defesa da reforma agrária e contra a violência no campo. Hoje Pedro trabalha como assessor sindical da Unacon (União Nacional de Analistas e Técnicos de Finanças e Controle) e é membro da ONG Movimento de Olho na Justiça. "João Batista, mártir da luta pela reforma agrária" é o seu décimo terceiro livro publicado. A obra aborda a violência e impunidade que acontece no Pará na questão agrária. Pedro César Batista conta como foi o assassinato do deputado João Batista. Denuncia o descaso das autoridades em investigar o crime, a reação dos camponeses após a morte do deputado, a busca pela punição dos pistoleiros e mandantes e divulga uma relação com nomes de latifundiários, denunciados em vida por Batista e após o seu assassinato. "Marcha interrompida" é um romance histórico, baseado no massacre ocorrido em 1996, na cidade de Eldorado dos Carajás (PA). Durante o lançamento o escritor estará autografando suas obras às pessoas interessadas. Maiores Informações Lançamento dos Livros: "João Batista, mártir da luta pela reforma agrária" e "Marcha Interrompida" Editoras: Expressão Popular e Thesaurus Editora Local: Livraria Paraler (Ribeirão Shopping) - Ribeirão Preto - SP Data: 03 de Dezembro de 2008 Horário: 20 horas Contato: 16-9101 1513 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081201/81ae18df/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 2 19:13:29 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 2 Dec 2008 19:13:29 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_trajet=F3ria_de_implanta=E7?= =?windows-1252?q?=E3o_do_Neoliberalismo?= Message-ID: <005c01c954c2$ec676f00$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 Carta O Berro............................................................................repassem ----- Original Message ----- From: rosane franco A trajetória de implantação do Neoliberalismo por ÉDIO JOÃO MARIANI Doutor em Educação - Docente da Unesp ? Marília/ SP versão para imprimir [arquivo PDF] Clique e cadastre-se para receber os informes de atualização da Revista Urutágua A trajetória de implantação do Neoliberalismo Édio João Mariani Resumo: Conhecer o neoliberalismo e a sua lei de mercado globalizado é indispensável para o entendimento dos efeitos da sua lógica nas nossas vidas. A partir da década de 1970 suas idéias começam a ser implementadas na Europa e nos Estados Unidos. Em pouco tempo vários paises tinham implantado suas idéias. Essas idéias foram organizadas pelos teóricos do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Consenso de Washington. Palavras Chaves: Capitalismo e Neoliberalismo. Abstract: To know the neo liberal and its law of global market, is indispensable for the agreement of the effect of its logic in our lives. From the decade of 1970 its ideas start to be implemented in the Europe and the United States. In little time several countries had implanted its ideas. These ideas had been organized by the theoreticians of the World Bank, Deep the Monetary International and the Consensus of Washington. Key words: Capitalism e Neo Liberal. 1- A implantação do Neoliberalismo no mundo A oportunidade para colocar em prática as idéias neoliberais surge na década de 1970 e no início da década de 1980, com o acirramento do sentimento anticomunista em fins da década de 1970, provocado pela segunda guerra fria que eclodiu com a intervenção soviética no Afeganistão e com a vitória de candidatos conservadores na Europa e nos Estados Unidos. A vitória de Margareth Thatcher na Inglaterra, em 1979, assegurou para esse país o pioneirismo na Europa na efetivação da receita neoliberal. Foi o primeiro país do centro do capitalismo a se empenhar na concretização do neoliberalismo. O centrismo liberal e a economia keynesiana ficaram subitamente fora de moda. Margaret Thatcher lançou o chamado neoliberalismo, que era na realidade um conservadorismo agressivo de um tipo que não era visto desde 1848, e que envolveu uma tentativa de reverter a redistribuição do Estado de Bem-Estar, de modo a beneficiar as classes superiores e não as classes mais baixas (WALLERSTEIN, 2004, p.61). As ações de Thatcher foram: contração da emissão de moeda; elevação da taxa de juros; redução considerável dos impostos sobre os rendimentos altos; abolição do controle sobre os fluxos financeiros; criação de níveis de desemprego massivos; imposição de uma legislação anti-sindical; corte de gastos sociais; e lançamento de um amplo programa de privatização que atingiu a habitação pública, a indústria de aço, o setor elétrico, a produção de petróleo, a produção de gás e o fornecimento de água (CREMONESE, 2001, p.9) Os governos de outros países da Europa tiveram dificuldades na implementação do receituário neoliberal. Isso se deu por causa da resistência das organizações e movimentos populares, especialmente dos sindicatos que lutaram para manter os direitos adquiridos. Esses movimentos de resistência aconteceram em diversos países, tais como Alemanha, França, Espanha e Itália. A vitória de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, marcou o início da prática neoliberal nesse país. O neoliberalismo foi erigido em doutrina oficial da política econômica do governo dos Estados Unidos, a qual permaneceu durante toda a década de 1980. O monetarismo de Milton Friedman teve uma influência grande no começo, porém a sua rigidez doutrinal criou muitos problemas. Por isso foi substituído por formas menos dogmáticas, mas sempre originadas da doutrina do laissez faire, do princípio da não-intervenção do Estado na economia. Eis algumas medidas neoliberais implementadas por Reagan: elevação das taxas de juros e redução dos impostos dos ricos. No entanto, não acatou outra medida da cartilha neoliberal, o controle orçamentário. Gastou muito dinheiro numa corrida armamentista sem precedentes com a URSS, levando os USA ao maior déficit público de sua história. Dessa forma, a maior economia do mundo se transformou de principal credor do planeta em primeiro devedor do universo. (ARANTES, 1999, p.8) 2- Chegando na América Latina As idéias neoliberais chegaram à América Latina ainda na década de 1970. O Chile, com o General Pinochet, foi o primeiro país, antes mesmo que a Inglaterra, a implantar o modelo neoliberal. Cumprindo à risca o modelo neoliberal, caracterizou-se pela: liberalização da economia, alta taxa de desemprego, repressão sindical, concentração de renda em favor dos ricos, e privatização de bens públicos. Pinochet foi o responsável por uma das mais cruéis ditaduras militares da América Latina, mandando perseguir, torturar, prender e matar os seus opositores, especialmente aqueles ligados ao governo de Salvador Allende. A aplicação do projeto neoliberal no Chile se deu depois da destruição do movimento operário e popular. Assim, não houve resistência significativa. Outros governos da América Latina foram seduzidos pelo discurso neoliberal e começaram a implantar em seus países o neoliberalismo. Chegou no México com Salinas, com Menem na Argentina, com Carlos Andrés Perez na Venezuela e, em 1990, no Peru com Fujimori etc.[1] No Brasil, a adoção do modelo neoliberal se iniciou com o ex-presidente Fernando Collor de Melo e continuou com o governo de Fernando Henrique Cardoso. Os anos 1990 foram marcados, no Brasil, por um clima de perplexidade e de aflição geral no que diz respeito à educação. Os governos Collor e Cardoso, de orientação neoliberal, caracterizaram-se por uma política educativa incoerente, combinando um "discurso sobre a importância da educação" e um "descompromisso do Estado" no setor, com um papel crescente da iniciativa privada e das organizações não-governamentais (ONGs) (SAVIANI,1996). Como observa Frigotto (1996), a tese central do neoliberalismo é de que o setor público (o Estado) é responsável pela crise, pelos privilégios e pela ineficiência. O mercado e o setor privado são sinônimos de eficiência, de qualidade e de eqüidade. A solução torna-se, então, o Estado mínimo e a necessidade de questionar todas as conquistas sociais, como a estabilidade de emprego, o direito à saúde, à educação e aos transportes públicos. O Estado deve ser reduzido a uma proporção mínima, apenas necessária para a reprodução do capital. 3- O Neoliberalismo no nosso dia-a-dia No plano educativo, o neoliberalismo traduz-se pela idéia central do mercado como mecanismo de regulação e que vai levar qualidade às escolas. O Estado deveria fornecer a cada família tíquetes (vouchers) que possibilita a sensação de comprar no mercado livre o serviço educativo que lhe convém. Por outro lado, muitas empresas privadas auxiliam escolas públicas, normalmente aquelas em que estudam muitos filhos de seus funcionários.. Empresas de grande porte também constroem escolas para o uso exclusivo dos funcionários e de seus filhos, como a Nestlé faz na cidade de Marília. Evidentemente isso não sai de graça para os trabalhadores. A filantropia da parceria encontra-se, assim, elevada ao mesmo patamar que a política educativa do Estado (FRIGOTTO, 1996). O neoliberalismo propõe novas respostas aos problemas produzidos pelo liberalismo com novas estratégias em âmbito mundial. Diante da miséria causada principalmente pelo endividamento externo, os teóricos do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Consenso de Washington criam a política do ajustamento estrutural, ou neoliberalismo. Esse ajustamento se orienta para a conquista e a fortificação da economia de mercado, como a melhor maneira de organizar eficientemente a produção e a distribuição de bens e serviços na visão dos capitalistas. Isso acontece através de estratégias como: redução e um controle rígido da inflação; controle do déficit público, feito através de cortes nas áreas da saúde, da educação e do setor social em geral; privatização, devendo o estado ficar o mais longe possível dos negócios. Por outro lado, os capitalistas querem trabalhadores saudáveis e bem preparados para que as suas empresas possam competir no mercado internacional, galgando lucros maiores a partir da exploração dos trabalhadores. Segundo Frigotto, o que o neoliberalismo quer é um novo trabalhador, com [...] boa formação geral, atento, leal, responsável, com capacidade de perceber um fenômeno em processo, não dominando, porém, os fundamentos científico-intelectuais subjacentes às diferentes técnicas produtivas modernas (1990, p.221). Para seus defensores, o neoliberalismo em vários itens se mostrou e/ou está se mostrando eficiente e nisso colocam o seu êxito. Em primeiro lugar, a prioridade mais imediata era deter a hiperinflação, e nisso o êxito foi inegável. Em segundo lugar, essa deflação deveria ser condição para uma recuperação dos lucros no mercado e nesse sentido, também, o neoliberalismo obteve êxitos reais, graças ao refluxo ou enfraquecimento do movimento sindical. Em terceiro lugar, ocorreu o crescimento das taxas de desemprego (exército de reserva), um mecanismo necessário para qualquer economia de mercado que queira ser eficiente. Finalmente, sustentam que o aumento da desigualdade salarial gerou a motivação para que os trabalhadores percebessem que, se trabalhassem bastante, poderiam conseguir melhores salários. Em outras palavras, o salário da maioria da população, além de baixo, está congelado em nome de um controle inflacionário, enquanto que a classe alta, dos privilegiados, aumenta ainda mais os seus ganhos. Com certeza, o item que fez com que muitas pessoas aceitassem o ideal neoliberal foi a necessidade do controle da hiperinflação. Lembramos que em muitos países a hiperinflação foi aumentada propositadamente para induzir o povo a aceitar as políticas neoliberais. Porém, observando os propósitos iniciais, vemos também o fracasso do neoliberalismo, no sentido de que não houve um aumento na taxa de crescimento de produção e consumo das economias capitalistas. O que ocorreu basicamente foi a explosão de transações puramente monetárias/financeiras que fizeram diminuir o comércio mundial e o investimento nas indústrias. Por outro lado, também, o peso do Estado de Bem-Estar não diminuiu muito, apesar dos cortes com gastos sociais. Isso aconteceu por duas razões básicas, o aumento de gastos sociais com o desemprego, e o gasto com pensões por causa do aumento de aposentadorias. Neste sentido, fazendo um balanço do neoliberalismo, Anderson, escreve que: É um movimento ideológico, em escala verdadeiramente mundial, como o capitalismo jamais havia produzido no passado. Trata-se de um corpo de doutrina coerente, autoconsciente, militante, lucidamente decidido a transformar todo o mundo à sua imagem, em sua ambição estrutural e sua extensão internacional. Este é um movimento ainda inacabado.[...] Provavelmente nenhuma sabedoria convencional conseguiu um predomínio tão abrangente desde o início do século como o neoliberalismo hoje. Este fenômeno chama-se hegemonia, ainda que naturalmente, milhões de pessoas não acreditem em suas receitas e resistam a seus regimes (1996, p.56). Diante desse quadro, podemos perguntar: quais as conseqüências dessa política? O Estado se transformou numa estrutura puramente burocrática, cheia de escândalos e mordomias, responsável em grande parte pela miséria dos países e pelo endividamento público e privado (esse o argumento dos neoliberais), além de não se preocupar com o bem-estar da população. Fica claro que as vicissitudes do Estado desenvolvimentista e/ou de bem-estar social foram usadas pelos políticos e ideólogos neoliberais para exigir a implantação de um "Estado mínimo". Neste sentido, a crise e o fim do socialismo real nos países do Leste Europeu veio dar mais razões ainda aos que defendem o neoliberalismo. A atual conjuntura brasileira pode ser chamada de estado de exclusão social, porque uma enorme parcela da população vive excluída do acesso aos bens mínimos necessários a uma sobrevivência digna. Essa parcela pode ser classificada como não-cidadã, ou seja, além de não ter acesso a determinados direitos, não tem, juridicamente, direito aos benefícios mínimos que qualquer cidadão deveria ter assegurados. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho - OIT, "Apenas 30% da população está integrada ao mercado formal de trabalho. Dos 70% que se encontram fora, 30% não trabalham, 22% são sub-empregados e 18% são desempregados" (CNBB, 1995, p.15). Isso fica claro quando observamos que o Brasil é um dos países com maior concentração de renda do mundo. Em 1990, 1% da população usufruiu 14,6% da renda nacional, enquanto os 50% mais pobres tiveram que brigar para ter algum acesso a 11,2% da mesma. Outro indicador importante é o da concentração da terra, que costuma ser medido pelo chamado índice de GINI, que varia de zero a um. Esses números significam: zero quando a terra está totalmente distribuída, e um, quando está totalmente concentrada. Nos Estados Unidos o índice é de 0,30 e no Canadá é de 0,40. No Brasil o índice é de 0,86. Isso significa que aqui no Brasil o índice de concentração de terras é 50% mais do que no Canadá (CNBB, 1995, p.15). 4- O consenso de Washington O Consenso de Washington foi a denominação de uma articulação para implantar o neoliberalismo de maneira ordenada nos diversos países. Em novembro de 1989, pela primeira vez na história, reuniram-se na capital dos Estados Unidos funcionários do governo daquele país e dos organismos financeiros internacionais especializados em assuntos latino-americanos - FMI, Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo do encontro era fazer uma avaliação das políticas econômicas implantadas até então. Para relatar as experiências locais, também participaram do evento diversos economistas latino-americanos. Às conclusões desta reunião dar-se-ia, posteriormente, o nome informal de Consenso de Washington (BATISTA, 1994, p.10). A novidade era o consenso estabelecido entre as diversas fontes do ideário neoliberal. As políticas recomendadas por aquelas agências e organismos internacionais seriam finalmente unificadas. A mensagem seria transmitida de forma mais vigorosa e seria absorvida pela maior parcela da elite econômica e intelectual da região como sinônimo de modernidade. John Willianson, economista inglês e diretor do instituto promotor do encontro, foi quem alinhavou os dez pontos tidos como consensuais entre os participantes. E quem cunhou a expressão 'Consenso de Washington', através da qual ficaram conhecidas as conclusões daquele encontro, ao final resumidas nas seguintes regras universais: Disciplina fiscal, através da qual o Estado deve limitar seus gastos à arrecadação, eliminando o déficit público; Focalização dos gastos públicos em educação, saúde e infra-estrutura; Reforma tributária que amplie a base sobre a qual incide a carga tributária, com maior peso nos impostos indiretos e menor progressividade nos impostos diretos; Liberalização financeira, com o fim de restrições que impeçam instituições financeiras internacionais de atuar em igualdade com as nacionais e o afastamento do Estado do setor; Taxa de câmbio competitiva; Liberalização do comércio exterior, com redução de alíquotas de importação e estímulos à exportação, visando a impulsionar a globalização da economia; Eliminação de restrições ao capital externo, permitindo investimento direto estrangeiro; Privatização, com a venda de empresas estatais; Desregulação, com redução da legislação de controle do processo econômico e das relações trabalhistas; e Propriedade intelectual (NEGRÃO, 1998, p.41-42). O receituário do FMI, dali em diante, deveria fazer parte do discurso das elites dos países periféricos, como se fosse de sua iniciativa e de interesse do seu povo. As reformas comerciais liberalizantes, recomendadas pelo Banco Mundial, deveriam ser postas em prática em troca da continuidade de financiamento para obras sociais. Elas foram fielmente encampadas pelo governo Collor e fizeram parte do elenco de reformas constitucionais defendidas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso para viabilizar o seu plano de estabilização econômica, o Plano Real. No plano ideológico da propaganda, as elites dos países latino-americanos perceberam que a raiz de seus problemas não era mais a dependência externa e o alto grau de endividamento, os juros extorsivos, a deterioração dos preços de seus produtos no mercado internacional, oligopolizado pelas grandes corporações e, sim, fatores internos. Desta maneira, a solução seria a aplicação das reformas neoliberais e uma conseqüente abertura total das portas e dos portos, como se houvesse uma transfusão de capitais para revitalizar economias. O que ocorreu na prática foi a entrada de capital especulativo e uma maior exploração dos trabalhadores. De acordo com Ivo Lesbaupin, [...] um dos meios que estão sendo utilizados nesta campanha neoliberal é procurar convencer a todos que a política que está sendo implementada (o neoliberalismo), é a única possível na atual situação do mundo, é a única saída que a economia mundial nos permite (1996, p.126). O individualismo, a dificuldade de organização e articulação dos movimentos e partidos populares, o descrédito com a maioria dos partidos políticos, a cultura do lucro e da pós-modernidade, entre outros aspectos, facilitam e dão sustentação para que o neoliberalismo se implante. Na verdade, o Consenso de Washington representou, no contexto da América Latina, o mesmo movimento de contra-ataque dos capitalistas, em relação às conquistas dos trabalhadores a partir da resistência e da organização de movimentos populares, como, por exemplo, as greves dos metalúrgicos do ABC e o Movimento dos Sem-Terra, no Brasil.[2] É desnecessário afirmar que aqui o pano de fundo é outro; que existem, quando muito, arremedos de Estados de Bem-Estar e que a democracia, a muito custo, tenta fazer sua reentrada num continente marcado por sucessivos períodos de ditaduras declaradas ou disfarçadas, civis ou militares (com preponderância das últimas). Referências Bibliográficas ANDERSON, P. Balanço do neoliberalismo. In: GENTILI, P.; SADER, E. (Org) Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o estado democrático. São Paulo: Paz e Terra, 1996. p.9-38. ARANTES, A. Neoliberalismo e liberdade do capital. Revista Princípios, São Paulo, 1999. Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2004. BATISTA, P. N. O Consenso de Washington. 2.ed. São Paulo: PEDEX, 1994. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Revista Mundo Jovem, Porto Alegre, p.15, out,1995. CREMONESE, D. Neoliberalismo: o capitalismo globalizado. Ijuí/RS, 2001. Disponível em: . Acesso em: 23 out. 2004. FRIGOTTO, G. A produtividade da escola improdutiva. São Paulo: Cortez, 1990. ______. Os delírios da razão: crise do capital e metamorfose conceitual no campo educacional. In: GENTILI, P. (Ed.) Pedagogia da exclusão: critica ao neoliberalismo em educação. Petrópolis: Vozes, 1996. p. 77-108. LESBAUPIN, I. et al. Como entender a conjuntura atual. Rio de Janeiro: Vozes, 1996. NEGRÃO, J. J. Para conhecer o Neoliberalismo. São Paulo: Publisher Brasil, 1998. SAVIANI, D. Escola e democracia. São Paulo: Cortez, 1996. WALLERSTEIN, I. O declínio do poder americano. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004. por ÉDIO JOÃO MARIANI [1] Precisamos estar atentos às novas configurações e mudanças que a América Latina está passando. Nos últimos anos vemos governos, que não defendem o estado mínimo e outras ideologias neoliberais, assumindo em diversos países, tais como a Bolívia, Venezuela e Brasil. Será que a ideologia e a política neoliberal não estão em refluxo no Brasil e na América Latina? O segundo turno da última eleição presidencial brasileira foi emblemático nesse sentido. [2] Lembramos apenas que as políticas neoliberais só conseguiram ser implantadas graças as derrotas e refluxos dos movimentos sociais e socialistas na segunda metade da década de 1980. ©Copyright 2001/2007 - Revista Urutágua - revista acadêmica multidisciplinar Departamento de Ciências Sociais Universidade Estadual de Maringá (UEM) Av. Colombo, 5790 - Campus Universitário 87020-900 - Maringá/PR - Brasil - Email: rev-urutagua at uem.br Publicado em 21.04.07 - Última atualização: 20 agosto, 2007. -------------------------------------------------------------------------------- Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/4ab9a3fa/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 5850 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/4ab9a3fa/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1638 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/4ab9a3fa/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1559 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/4ab9a3fa/attachment-0005.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 4196 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/4ab9a3fa/attachment-0006.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1214 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/4ab9a3fa/attachment-0007.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 2 19:14:02 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 2 Dec 2008 19:14:02 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Eles_n=E3o_amam_a_vida___por__L?= =?windows-1252?q?eonardo_Boff?= Message-ID: <006701c954c3$04782b70$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 02/12/2008 DEBATE ABERTO Eles não amam a vida Hoje assistimos algo absolutamente inédito e de extrema irracionalidade: a guerra contra a Terra. Sempre se faziam guerras entre exércitos, povos e nações. Agora, todos unidos, fazemos guerra contra Gaia: não deixamos um momento sem agredi-la, explorá-la até entregar todo seu sangue. Leonardo Boff A busca de uma saída para a crise econômico-financeira mundial está cercada de riscos. O primeiro é que os países ricos busquem soluções que resolvam seus problemas, esquecendo do caráter interdependente de todas as economias. A inclusão dos países emergentes pouco significou, pois suas propostas mal foram consideradas. Prevaleceu ainda a lógica neoliberal que garante a parte leonina aos ricos. O segundo é perder de vista as demais crises, a ecológica, a climática, a energética e a alimentar. Concentrar-se apenas na questão econômica, sem considerar as outras, é jogar com a insustentabilidade a médio prazo. Cabe recordar o que diz a Carta da Terra: "nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções includentes" (Preâmbulo). O terceiro risco, mais grave, consiste em apenas melhorar as regulações existentes em vez de buscar alternativas, com a ilusão de que o velho paradigma neoliberal teria ainda a capacidade de tornar criativo o caos atual. O problema não é a Terra. Ela pode continuar sem nós e continuará. A magna quaesto, a questão maior, é o ser humano voraz e irresponsável que ama mais a morte que a vida, mais o lucro que a cooperação, mais seu bem estar individual que o bem geral de toda a comunidade de vida. Se os responsáveis pelas decisões globais não considerarem a inter-retro-dependência de todas estas questões e não forjarem uma coalizão de forças capaz de equacioná-las aí sim estaremos literalmente perdidos. Na verdade, se houvesse um mínimo de bom senso, a solução do cataclismo econômico e dos principais problemas infra-estruturais da humanidade seria encontrada. Basta proceder a um amplo e geral desarmamento já que não há confrontos entre potências militares. A construção de armas, propiciada pelo complexo industrial-militar, é a segunda maior fonte de lucro do capital. O orçamento militar mundial é da ordem de um trilhão e cem bilhões de dólares/ano. Já se gastaram somente no Iraque dois trilhões de dólares. Para este ano, o governo norte-americano encomendou armas no valor de um trilhão e meio de dólares. Estudos de organismos de paz revelaram que com 24 bilhões de dólares/ano - apenas 2,6% do orçamento militar total - poder-se-ia reduzir pela metade a fome do mundo. Com 12 bilhões - 1,3% do referido orçamento - poder-se-ia garantir a saúde reprodutiva de todas as mulheres da Terra. Com grande coragem, o atual Presidente da Assembléia da ONU, o padre nicaragüense Miguel d?Escoto, denunciava em seu discurso inaugural em meados de outubro: existem aproximadamente 31.000 ogivas nucleares em depósitos, 13.000 distribuidas em vários lugares no mundo e 4.600 em estado de alerta máximo, quer dizer, prontas para serem lançadas em poucos minutos. A força destrutiva destas armas é aproximadamente de 5.000 megatons, força que é 200.000 vezes mais avassaladora que a bomba lançada sobre Hiroshima. Somadas com as armas químicas e biológicas, pode-se destruir por 25 formas diferentes toda a espécie humana. Postular o desarmamento não é ingenuidade, é ser racional e garantir a vida que ama a vida e que foge da morte. Aqui se ama a morte. Só este fato mostra que a atual humanidade é feita, em grande parte, por gente irracional, violenta, obtusa, inimiga da vida e de si mesma. A natureza da guerra moderna mudou substancialmente. Outrora "morria quem ia para a guerra". Agora não, as principais vítimas são civis. De cada 100 mortos em guerra, 7 são soldados, 93 são civis, dos quais 34, crianças. Na guerra do Iraque já morreram 650.00 civis e apenas cerca de 3.000 soldados aliados. Hoje assistimos algo absolutamente inédito e de extrema irracionalidade: a guerra contra a Terra. Sempre se faziam guerras entre exércitos, povos e nações. Agora, todos unidos, fazemos guerra contra Gaia: não deixamos um momento sem agredi-la, explorá-la até entregar todo seu sangue. E ainda invocamos a legitimação divina para o nosso crime, pois cumprimos o mandato: "multiplicai-vos, enchei e subjugai a Terra"(Gen 1,28). Se assim é, para onde vamos? Não para o reino da vida. Leonardo Boff é teólogo e escritor. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/29cb1019/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/29cb1019/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 6459 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081202/29cb1019/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 3 17:40:38 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 3 Dec 2008 17:40:38 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Tribunal_Popular_coloca_Estado_?= =?windows-1252?q?brasileiro_no_banco_dos_r=E9us?= Message-ID: <01b401c9557f$1a0ac210$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Tribunal Popular coloca Estado brasileiro no banco dos réus por Michelle Amaral da Silva última modificação 03/12/2008 15:26 Crimes cometidos pelo Estado contra população, especialmente a mais pobre, serão julgados pelo Tribunal, que tem início nessa quinta-feira (04), na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. 03/12/2008 Patrícia Benvenuti, da Redação Cobrar justiça para os crimes do Estado contra a população brasileira, especialmente a mais pobre, é o objetivo do Tribunal Popular: O Estado Brasileiro no Banco dos Réus, que tem início nessa quinta-feira (04), na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. A iniciativa, organizada por mais de 70 movimentos e organizações sociais, pretende servir de contraponto às comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e 20 da atual Constituição Brasileira. O presidente da Associação Brasileira da Reforma Agrária (Abra), Plínio de Arruda Sampaio, avalia que a importância do Tribunal será mostrar que não existem motivos para festejar, pois esses documentos, que prometem garantia de integridade aos trabalhadores brasileiros, não vêm sendo respeitados. "Todas essas comemorações exaltam o direito do povo à democracia, mas a verdade é que o Estado brasileiro nunca foi tão repressivo com a população pobre como nesse momento", denuncia. O Tribunal Popular realizará quatro sessões de instruções, que ocorrerão entre os dias 4 e 5 de dezembro - no dia 6, será a sessão final de julgamento. Os casos julgados são considerados emblemáticos sobre a questão da violência institucional: operações militares no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, em 2007; sistema carcerário e execuções de jovens negros na Bahia; execuções na periferia de São Paulo em maio de 2006; e a criminalização dos movimentos sindicais, de luta pela terra, pelos direitos indígenas e quilombolas no Rio Grande do Sul. Ainda no dia 4, será realizada uma caminhada da Faculdade de Direito da USP até o Tribunal de Justiça de São Paulo, na Praça da Sé. A concentração ocorrerá a partir das 18h na própria faculdade, logo na sequência da 2ª sessão do Tribunal Popular. Os manifestantes, durante o ato, carregarão velas acesas e imagens de presos, torturados e vítimas da violência do Estado em diferentes momentos da história. As sessões serão transmitidas pela internet, e podem ser acompanhadas na página do Tribunal, www.tribunalpopular.org ou pela página da IPTV USP. As conclusões do Tribunal serão entregues a entidades governamentais e apresentadas durante o Fórum Social Mundial, que ocorrerá em janeiro do próximo ano em Belém, no Pará. Programação- Sessões de Instrução 04 de dezembro de 2008 1ª sessão - 9 horas Violência estatal sob pretexto de segurança pública em comunidades urbanas pobres: dentre outros, o caso do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro Presidente: João Pinaud, membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB. Acusadores: Nilo Batista, jurista e fundador do Instituto Carioca de Criminologia e João Tancredo, Presidene do Instituto de Defensores de Direitos Humanos - IDDH e ex-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ. Defesa: representante do Estado Participação especial: Companhia de Teatro Marginal da Maré 2ª sessão- 14 horas Violência estatal no sistema prisional: a situação do sistema carcerário e as execuções sumárias da juventude negra pobre na Bahia Presidente: Nilo Batista, advogado, jurista e fundador do Instituto Carioca de Criminologia Acusador: Lio N'zumbi - membro da Associação de Familiares e Amigos de Presos da Bahia (ASFAP/BA) e da Campanha Reaja ou será Mort@/ BA. Defesa: representante do Estado 05 de dezembro de 2008 3ª sessão- 9 horas Violência estatal contra a juventude pobre, em sua maioria negra: os crimes de maio/2006 em São Paulo e o histórico genocida de execuções sumárias sistemáticas Presidente: Sergio Sérvulo, jurista, ex-Procurador do Estado Acusador: Hélio Bicudo, promotor aposentado, presidente da Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos Defesa: representante do Estado Participação especial: Grupo Folias D'Arte 4ª sessão- 14 horas Violência estatal contra movimentos sociais e a criminalização da luta sindical, pela terra e pelo meio ambiente Presidente: Ricardo Gebrim, advogado, coordenador da Consulta Popular e Maria Luisa Mendonça, coordenadora da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos Acusador: Onir Araújo Filho, advogado, membro do Movimento Negro Unificado Defesa: representante do Estado Participação especial: Aton Fon Filho, advogado do MST Sessão Final de Julgamento Dia 06 de dezembro 9 horas- O Estado Brasileiro no Banco dos Réus Presidentes: Hamilton Borges - membro da Associação de Parentes e Amigos de Presos da Bahia (ASFAP/BA) e coord. da campanha Reaja ou será mort@; Valdênia Paulino, coordenadora do Centro de Direitos Humanos de Sapopemba (SP) e Kenarik Boujikian, juíza e diretora da Associação de Juízes para a Democracia Acusador: Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária) e diretor do "Correio da Cidadania". Defesa: representante do Estado Participação Especial: Kali Akuno - Movimento Malcon X Grass Roots Moviment. Jurados: Cecília Coimbra, presidente GrupoTortura Nunca Mais -RJ; Ferréz - escritor e MC; José Guajajara - militante de movimento indígena, membro do Centro de Étnico Conhecimento Sócio-Ambiental Cauieré; Ivan Seixas, diretor do Fórum Permanente de Ex Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo; José Arbex Jr., jornalista e escritor; Marcelo Freixo, deputado estadual PSOL-RJ; Marcelo Yuka, músico e compositor; Maria Rita Kehl, psicanalista e escritora; Paulo Arantes, professor de Filosofia da USP; Wagner Santos, músico, sobrevivente da chacina da Candelária; Waldemar Rossi, militante da Pastoral Operária e do Movimento de Oposição Sindical Matalurgica de São Paulo, aposentado; Adriana Fernandes, presidente da ASFAP/BA; e Dom Tomás Balduino, bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da CPT Entidades e movimentos que compõem a organização do Tribunal Popular: ALAIETS, ANDES-SN, APROPUC-SP, ASFAP/BA, Assembléia Popular, Associação Amparar/SP, Associação Brasileira pela Reforma Agrária (ABRA), Associação dos Anistiados Aposentados, Pensionistas e Idosos de São Paulo, Associação de Familiares e Amigos de Pessoas em Privação de Liberdade/MG, Associação de Juízes pela Democracia, Associação de Mães e Familiares de Vítimas da Violência do Espírito Santo, Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Adperj), Associação Paulista de Defensores Públicos, Bancários na Luta, Brasil de Fato, Brigadas Populares/MG, CAJP Mariana Criola, CDHSapopemba/SP, CEBRASPO, Centro Santo Dias de Direitos Humanos, CIMI-SP, Coletivo Contra Tortura, Coletivo Socialismo e Liberdade, Comitê Contra a Criminalização da Criança e Adolescente, Comuna Força Ativa/SP, Comunidade Cidadã, CONLUTAS, Conselho Federal de Serviço Social, CRESS-SP, Conselho Regional de Psicologia 6ª região, Consulta Popular, Correio da Cidadania, CRP/RJ, DCE-Livre UFSCAR, DCE-Livre USP, Escritório Modelo Dom Paulo Evaristo Arns (PUC-SP), Fórum Centro Vivo, Fórum da Juventude Negra/BA, Fórum das Pastorais Sociais e CEBs da Arquidiocese de SP, Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de SP, Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente/SP, Fórum Social por uma Sociedade sem Manicômios, IDDH/RJ, Instituto Carioca de Criminologia, Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania/MG, Instituto Palmares de Direitos Humanos/RJ, Instituto Pedra de Raio/BA, Instituto Rede Ação/RJ, Instituto Rosa Luxemburgo, Instituto Zequinha Barreto, INTERSINDICAL, Justiça Global, Kilombagem/SP, MLST, MORENA - Círculos Bolivarianos, Movimento Defesa da Favela, Movimento em Marcha/SP, Movimento Nacional de Direitos Humanos, Movimento Negro Unificado (MNU), MST, MTST/PE, NEPEDH, Observatório das Violências Policiais de São Paulo (OVP-SP), ODH Projeto Legal, Projeto Meninos e Meninas de Rua, Quilombo X/BA, Reaja ou será mort@!/BA, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência/RJ, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Resistência Comunitária/BA, Revista Debate Socialista, Sindicato dos Advogados de SP, Sindicato dos Bancários de Santos, Sindicato dos Radialistas-SP, Sindicato Unificados dos Químicos de Osasco e Campinas, SINSPREV-SP, Sinpeem, Sintrajud-SP, SINTUSP, Tortura Nunca Mais/RJ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081203/d4340925/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081203/d4340925/attachment-0001.obj -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 19099 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081203/d4340925/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 3 17:41:13 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 3 Dec 2008 17:41:13 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Filme_=3A_Mem=F3ria_para_uso_di=E1?= =?iso-8859-1?q?rio=2E?= Message-ID: <01b701c9557f$32aa7810$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.............................................................................repassem Grupo Tortura Nunca Mais-RJ Divulgação Filme Clique aqui para ser excluído desta mala direta -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081203/006daca9/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 4 19:06:06 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 4 Dec 2008 19:06:06 -0200 Subject: [Carta O BERRO] CONTRA O TRABALHO ESCRAVO Message-ID: <00b401c95654$380cbbd0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Assine a favor da PEC contra trabalho escravo e pela destinação das fazendas e terras onde existe trabalho escravo para a reforma agrária http://www.reporterbrasil.com.br/abaixo-assinado.php -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081204/6fcca5ea/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081204/6fcca5ea/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 4 19:06:54 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 4 Dec 2008 19:06:54 -0200 Subject: [Carta O BERRO] AI-5, 40 anos e uma chance Message-ID: <00ba01c95654$3c57d300$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. DEBATE ABERTO AI-5, 40 anos e uma chance Quando se observa uma clara tendência, na imprensa e em certos círculos acadêmicos, de recontar a história e absolver os seus algozes, não podemos deixar passar em branco o dia 13 de dezembro de 1968: data da edição do Ato Institucional nº 5. Gilson Caroni Filho Há quatro décadas, exatos doze dias antes do Natal, o país recebeu um anúncio sombrio que merece ser relembrado. O ano de 2008 foi pontuado por aniversários importantes como o do centenário da morte de Machado de Assis, os vinte anos da promulgação da "Constituição Cidadã" e os quarenta do movimento estudantil que, espalhando barricadas em diversos países, chamou para si a história e o devir. Mas, quando se observa uma clara tendência, na imprensa e em certos círculos acadêmicos, de recontar a história e absolver os seus algozes, não podemos deixar passar em branco o dia 13 de dezembro de 1968: data da edição do Ato Institucional nº 5. Amadurecimento de um projeto autoritário instalado desde abril de 1964, ele expressou muito mais a evolução na correlação de forças do regime militar do que, como querem muitos, uma resposta ao radicalismo do movimento estudantil ou à intensificação da luta armada por parte de organizações de esquerda. Durante os dez anos de sua vigência ( 1968-1978) foi instrumento para centena de cassações, atingindo 273 mandatos parlamentares, sendo 162 estaduais e 111 federais. Somente até o final do governo Médici (1969-1974), o AI-5 foi acionado 579 vezes, punindo 145 funcionários públicos, 142 militares, 102 policiais, além de 28 funcionários do Poder Judiciário, de juízes a promotores. Para banir oposicionistas foi empregado 80 vezes. Antes de revogá-lo, no final de 1978, o general Geisel dele fez uso várias vezes. O AI-5 trouxe com ele um tipo até então inédito de restrição aos direitos dos cidadãos: a suspensão da garantia do habeas-corpus nos casos de crimes políticos. Seu saldo foi bem mais devastador se considerarmos que as cassações de políticos em pleitos diretos representaram, entre 1964 e 1978, a cassação do voto de milhares de eleitores. Segundo a publicação " Retrato do Brasil " apenas da relação de deputados federais punidos, entre 1964e 1978, pode-se calcular, em números redondos, cerca de seis milhões de votos cassados?. Embora não tendo sido o único, foi o principal instrumento jurídico do regime militar; a espinha dorsal de uma repressão organizada no âmbito interno do próprio Estado. Serviu como suporte ao aparato repressivo que, em suas ações contra a luta armada, torturou e matou militantes, além de haver seqüestrado e feito desaparecer pessoas. Vale repetir o que em 18 de novembro de 1987, escreveu o psicanalista Hélio Pellegrino. ?Tais comportamentos não são atos de guerra, mas crimes contra a humanidade. A violência da tortura não é a violência da guerra. Esta, embora detestável, não chega a destruir o chão ético que torna possível a vida e a morte-comunitária. Tortura é barbárie, pura e simples!" Luis Inácio Lula da Silva é um símbolo. Ele e seu partido, por muito tempo, galvanizaram uma insatisfação geral, uma vontade de mudança e, mais ainda, uma vontade de participar da mudança. Por isso, está coberto de razão o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) ao defender punição dos torturadores em nome da biografia do presidente. No bojo de uma crise econômica que inevitavelmente afetará o país, será uma bela maneira de dizer às tendências autoritárias e fascistizantes que reaparecem no Judiciário e no Congresso que seu tempo histórico está esgotado. Não há mais espaço para reedição de Estados Policiais. Ainda estamos a 22 dias do Natal. Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081204/4f305529/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081204/4f305529/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3278 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081204/4f305529/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 4 19:07:28 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 4 Dec 2008 19:07:28 -0200 Subject: [Carta O BERRO] NOS IDOS DE 68 de Luiz Lyrio Message-ID: <00c501c95654$68d9de00$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Uma história real em que seus heróis, contraditoriamente, são jovens cheios de convicções, dúvidas e conflitos internos. NOS IDOS DE 68 Luiz Lyrio Edição rememorativa do quadragésimo aniversário do ano bissexto em que os jovens se tornaram sujeitos da História e quase mudaram a trajetória do mundo. Mazza edições Retornando aos anos sessenta com a bagagem do estudioso de História e do adulto que analisa a trajetória do rapaz, Luiz Lyrio procura refazer o quadro da época, relatando uma história real em que seus heróis são pessoas cheias de convicções, dúvidas e conflitos internos. Sobre ele e seu mais importante trabalho, assim se manifestaram alguns críticos literários: ?(...) Descrito na primeira pessoa, NOS IDOS DE 68 fala de uma época em que os donos do poder ostentavam estrelas nos ombros, torturando e assassinando (...) pessoas que queriam apenas ver este país com mais liberdade e menos miséria humana. E, enquanto era manchada a dignidade das almas brasileiras, poetas vislumbravam nas estrelas do céu que dias melhores estavam por vir. Luiz Lyrio, com sua sensibilidade, era um desses poetas(...)?. ? ROGÉRIO SALGADO ? Poeta e escritor. ?(...) Luiz Lyrio, professor de História, tem como característica o ter estado inserido na recente História Brasileira. (...) Suas experiências pessoais são narradas com surpreendente fluxo verbal para expor a memória retrógrada, a mediata e a imediata, todas de forma intrínseca, misturadas à própria memória do país (...)?. ? CLEVANE PESSOA ? Escritora e poeta. ?(...) A grande vantagem de relatos como o de Luiz Lyrio é a possibilidade das gerações mais novas conhecerem, de fato, o que aconteceu ali. Nenhum compêndio histórico, filme ou livro didático subistuem a força da experiência. Quem viveu 68 ? o ano que nos aquece ? e sua sina sabe disso. E quem não viveu está prestes a descobrir um novo mundo (...)?. _ ALÉCIO CUNHA - Jornalista, poeta e crítico literário, repórter da Editoria de Cultura do Jornal HOJE EM DIA de Belo Horizonte ? MG ?Que crônica deliciosa, emocionante, bem humorada, sincera. Obrigado pela oportunidade de reler 68 com teus olhos e conhecer um escritor que, pelo anunciado, nos trará uma boa prosa de ficção?. SÉRGIO FANTINI ? Poeta e contista. ADQUIRA SEU EXEMPLAR PELO E-MAIL revistalo at yahoo.com.br OU PELOS TELEFONES (79) 32131351 / (79) 88034136 ou (31)92561840 Você só paga depois que receber o livro em sua casa. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081204/ab15fc34/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Dec 5 18:18:09 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 5 Dec 2008 18:18:09 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_grande_d=E1diva_de_terras=3A_?= =?windows-1252?q?Neocolonialismo_por_convite__-___por_James_Petras?= Message-ID: <008101c95716$978b36f0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: luiz carlos manhães de carvalho A grande dádiva de terras: Neocolonialismo por convite por James Petras "O contrato que a Daewoo Logistics da Coreia do Sul está a negociar com o governo de Madagascar parece predatório... Os malgaxes encaram-no como neocolonial... O povo malgaxe prepara-se para perder a metade da sua terra arável". Editorial do Financial Times, 20/Novembro/2008 "O Cambodja está em conversações com vários governos asiáticos e do Médio Oriente para receber até US$3 mil milhões em investimentos agrícolas em troca de milhões de hectares de concessões de terra..." Financial Times, 21/Novembro/2008 "Estamos a morrer de fome no meio de colheitas abundantes e exportações florescentes!" Trabalhadores sem terra desempregados, Pará, Brasil (2003) A construção de impérios em estilo colonial está a ter uma enorme recuperação, e a maior parte dos colonialistas são recém-chegados, a abrirem o seu caminho depois dos predadores europeus e estado-unidenses bem estabelecidos. Apoiados pelos seus governos e financiados com enormes lucros do comércio e do investimento, e ainda excedentes orçamentais, as potências económicas neocoloniais agora emergentes (emerging neo-colonial economic powers, ENEP) estão a adquirir o controle de vastas extensões de terras férteis de países pobres na África, Ásia e América Latina, através da intermediação de corruptos locais, em regimes de mercado livre. Milhões de hectares de terra foram concedidos ? na maior parte dos casos sem encargos ? as ENEP os quais, na maior parte, prometem investir milhões na infraestrutura para facilitar a transferência dos produtos da sua pilhagem agrícola para os seus próprios mercados internos e pagar o salário existente de menos de $1 dólar por dia aos empobrecidos camponeses locais. Projectos e acordos entre as ENEP regimes neocoloniais aquiescentes estão em curso a fim de expandir tomadas imperiais de terra com dezenas de milhões de hectares adicionais no futuro próximo. A grande transferência/liquidação de terra verifica-se num tempo e em lugares em que o número de camponeses sem terra está a aumentar, pequenos agricultores estão a ser deslocados à força pelo estado neocolonial e falidos através da dívida e da falta de crédito acessível. Milhões de camponeses sem terra e trabalhadores rurais organizados a lutarem por terra cultivável são criminalizados, reprimidos, assassinados ou encarcerados e suas famílias são enviadas para favelas urbanas infestadas de doenças. O contexto histórico, os actores económicos e os métodos da construção do império do agrobusiness apresenta semelhanças e diferenças com a construção do império no velho estilo de séculos passados. Agro-exploração imperial no velho e no novo estilo Durante os cinco séculos anteriores de dominação imperial a exploração e exportação de produtos agrícolas e minerais desempenhou um papel central no enriquecimento dos impérios euro-norte-americanos. Até o século XIX, plantações em grande escala e latifúndios, organizados em torno de alimentos básicos, repousavam sobre o trabalho forçado ? escravos, servos contratados, semi-servos, arrendatários, trabalhadores migrantes sazonais e um conjunto de outras formas de trabalho (incluindo prisioneiros) ara acumular riqueza e lucros para os colonizadores, investidores do país de origem e tesourarias do estado imperial. Os impérios agrícolas foram adquiridos através da conquista de povos indígenas, importação de escravos e servos contratados, a tomada à força e expropriação de terras comunais e a dominação através de oficiais coloniais. Em muitos casos, os dominadores coloniais incorporavam elites locais ('nobres', monarcas, chefes tribais e minorias favorecidas) como administradores e recrutavam os nativos empobrecidos e despojados para servirem como soldados coloniais dirigidos por oficiais brancos euro-americanos. O agro-imperialismo estilo colonial passou a ser atacado pelos movimentos de libertação nacional com base de massa ao longo do século XIX e primeira metade do século XX, culminando no estabelecimento de regimes nacionais independentes por toda a África, Ásia (excepto a Palestina) e a América Latina. Desde o início do seu governo, os estados recém-independentes procuraram afastar-se das políticas de propriedade da terra e de exploração da era colonial. Uns poucos regimes radicais, socialistas e nacionalistas finalmente expropriaram, parcialmente ou inteiramente, os proprietários da terra estrangeiros, como foi o caso na China, Cuba, Indochina, Zimbabwe, Guiana, Angola, Índia e outros. Muitas destas 'expropriações' levaram a transferências de terra para a nova burguesia emergente pós-colonial, deixando a massa da força de trabalho rural sem terra ou confinada à terra comunal. Na maior parte dos casos a transição dos regimes colonial para o pós-colonial foi subscrita por uma pacto político que assegurava a continuação dos padrões coloniais de propriedade da terra, cultivo, marketing e relações de trabalho (descritos como um sistema agro-export neocolonial). Com poucas excepções, a maior parte dos governos fracassaram em mudar a sua dependência das culturas de exportação, diversificar mercados de exportação, desenvolver auto-suficiência alimentar ou financiar o assentamento do pobre rural em terras pública férteis não cultivadas. Onde se verificou distribuição de terra, os regimes fracassaram em investir suficientemente nas novas formas de organização rural (agriculturas familiares, cooperativas ou 'ejidos' comunais) ou em impor empresas do estado de grande escala controladas centralmente, as quais eram dirigidas de forma ineficiente, deixavam de proporcionar incentivos adequados aos produtores directos, e foram exploradas para financiar o desenvolvimento urbano-industrial. Em resultado disso, muitas fazendas estatais e cooperativas acabaram por ser desmanteladas. Na maior parte dos países grandes massas de pobres rurais continuaram sem terra e sujeitas às exigências de colectores locais de impostos, recrutadores militares e prestamistas de dinheiro usurários e foram expulsas por especuladores da terra, promotores imobiliários e responsáveis nacionais ou locais. O neoliberalismo e a ascensão do novo agro-imperialismo Emblemático do agro-imperialismo de novo estilo é a tomada pela Coreia do Sul da metade da terra arável de Madagascar (1,3 milhão de hectares) sob um arrendamento de 70-90 anos na qual a Daewoo Logistics Corporation of South Korea espera nada pagar por um contrato para cultivar milho e óleo de palma para exportação. [1] No Cambodja, vários países agro-imperiais emergentes da Ásia e do Médio Oriente estão a 'negociar' (com subornos substanciais e ofertas lucrativas 'parcerias' a políticos locais) a tomada de milhões de hectares de terra fértil. [2] O âmbito e profundidade da nova expansão agro-imperial emergente dentro das zonas rurais empobrecidas de países asiáticos, africanos e latino-americanos ultrapassa de longe o do império colonial primitivo de antes do século XX. Um levantamento pormenorizado dos novos países agro-imperialistas e das colónias neo-coloniais foi compilado recentemente no sítio web do GRAIN [3] . As forças condutoras da conquista agro-imperialista e da tomada de terras podem ser divididas em três blocos: 1- Os novos ricos dos regimes petrolíferos árabes, sobretudo entre os Estados do Golfo (em parte, através dos seus 'fundos de riqueza soberanos'). 2- Os novos países imperiais emergentes da Ásia (China, Índia, Coreia do Sul e Japão) e Israel 3- Os antigos países imperiais (EUA e Europa), o Banco Mundial, bancos de investimento da Wall Street e outras variadas companhias de especuladores financeiros imperiais. Cada um destes blocos agro-imperiais é organizado em torno de um dos três países 'líderes': Entre os estados imperiais do Golfo, a Arábia Saudita e o Kuwait; na Ásia, a China, Coreia e Japão são os principais apresadores de terra. Entre os predadores EUA-europeus-Banco Mundial há um vasto leque de firmas monopolistas agro-imperialistas a comprarem terras que vão desde a Goldman Sachs e Blackstone nos EUA até a Louis Dreyfuss na Holanda e o Deutschbank na Alemanha. Mais do que as várias centenas de milhares de hectares de terra arável que foram ou estão em processo de serem apropriadas pelos maiores proprietários capitalistas do mundo, trata-se sobretudo de uma das maiores concentrações de propriedade privada da terra na história da construção do império. O processo de construção do agro-império opera em grande medida através de mecanismos políticos e financeiros, antecedidos em alguns casos por golpes militares, intervenções imperiais e campanhas de desestabilização para impor 'parceiros' neocoloniais flexíveis ou, mais precisamente, colaboracionistas, dispostos a cooperar neste enorme apresamento imperial da terra. Uma vez estabelecidos, os regimes neocoloniais africanos-asiásticos-latino-americanos impõem uma agenda neoliberal, a qual inclui a cessação das terras de propriedade comunal, a promoção de estratégias agro-exportadoras, a repressão de quaisquer movimentos locais pela Reforma Agrária entre agricultores de subsistência e trabalhadores rurais sem terra que pedem a redistribuição de terras públicas e privadas desocupadas. As políticas de mercado livre dos regimes neocoloniais eliminam ou reduzem barreiras tarifárias sobre importações subsidiadas de alimentos dos EUA e da Europa. Estas políticas levam à bancarrota agricultores e camponeses locais, o que aumenta a quantidade de terra disponível para 'arrendamento' ou a sua liquidação junto aos novos países agro-imperiais e multinacionais. Os militares e a polícia desempenham um papel chave na expulsão de agricultores empobrecidos, endividados e famélicos e para impedir invasores de ocuparem e produzirem alimentos em terra fértil para consumo local. Uma vez instalados os regimes neocoloniais colaboradores e aplicadas as suas agendas de "mercado livre", o cenário está preparado para a entrada e a tomada de vastas extensões de terra pelos países agro-industriais e investidores. Israel é a principal excepção a este padrão de conquista agro-imperial, pois confia na utilização maciça e contínua da força contra toda uma nação para despojar os agricultores palestinos e capturar território através de ocupantes coloniais armados ? no estilo do primitivo imperialismo colonial euro-americano. [4] Após a liquidação da terras segue-se um ou dois caminhos, ou uma combinação de ambos: Os países imperiais emergentes tomam a condução ou são solicitados pelo regime neocolonial a investirem no "desenvolvimento agrícola". Seguem-se "negociações" unilaterais nas quais quantias substanciais de dinheiro do tesouro imperial são despejadas em contas bancárias dos "parceiros" neocoloniais. Os acordos e os termos dos contratos são desiguais. As commodities alimentares e agrícolas são quase totalmente exportadas para os mercados internos do país agro-imperial, mesmo quando a população do "país hospedeiro" passa fome e está dependente de embarques alimentares de emergência das agências imperiais "humanitárias". O "desenvolvimento", incluindo promessas de investimento em grande escala, é em grande medida dirigido para a construção de estradas, transportes, portos e instalações de armazenagem a serem utilizadas exclusivamente para facilitar a transferência da produção agrícola para além mar por firmas agro-imperiais de grande escala. A maior parte da terra é tomada sem arrendamento ou sujeita a taxas "nominais", as quais vão para os bolsos da elite política ou são reciclados no mercado imobiliário urbano e importações de luxo para a rica elite local. Excepto para os parentes dos colaboracionistas ou os compadres dos dirigentes neocoloniais, quase todos os directores bem pagos, executivos superiores e equipe técnica vem dos países imperiais na tradição do passado colonial. Um exército de "nacionais de terceiros países" com baixos salários e educados entra geralmente como técnicos de nível médio e empregados administrativos ? subvertendo completamente qualquer possibilidade de transferência de tecnologia vital ou qualificações para a população local. O principal e muito louvado "benefício" para o país neocolonial é o emprego de trabalhadores agrícolas manuais locais, que raramente são pagos acima de $1 a $2 dólares por dia, são duramente reprimidos e negados ao direito de qualquer representação sindical independente. Em contrapartida, as companhias e regimes agro-industriais recolhem lucros enormes, asseguram abastecimentos de alimentos a preços subsidiados, exercem influência política ou controle hegemónico sobre elites colaboradoras e estabelecem "cabeças de ponte" económicas para expandir os seus investimentos e facilitar a tomada estrangeira dos sectores financeiros, comerciais e de processamento locais. Países alvo Apesar de haver uma grande competição e sobreposição entre os países agro-imperiais na pilhagem dos países alvo, a tendência é para os regime petrolíferos imperiais árabe concentrarem-se em penetrar neocolonias no Sul e no Sudeste Asiático. Os países asiáticos chamados "Tigres económicos" concentram-se na África e América Latina. Ao passo que as multinacionais da Europa e dos EUA exploram os antigos países comunistas da Europa do Leste e antiga União Soviética bem como a América Latina e a África. O Bahrain capturou terra no Paquistão, na Filipinas e no Sudão para abastecer-se de arroz. A China, provavelmente o mais dinâmico país agro-imperial de hoje, investiu na África, América Latina e Sudeste da Ásia para assegurar abastecimentos de soja a baixo custo (especialmente do Brasil), produção de ar roz em Cuba (5000 hectares), Birmânia, Camarões (10 mil hectares), Laos (100 mil hectares), Moçambique (com 10 mil chineses assentados como trabalhadores agrícolas), Filipinas (1,24 milhão de hectares) e Uganda. Os Estados do Golfo estão a prever um fundo de mil milhões de dólares para financiar terras capturadas na África do Norte e ao sul do Saara. O Japão comprou 100 mil hectares de fazendas brasileiras para a soja e o milho. Suas corporações possuem 12 milhões de hectares no Sudeste da Ásia e na América do Sul. O Kuwait capturou terra na Birmânia, Cambodja, Marrocos, Yemen, Egipto, Laos, Sudão e Uganda. O Qatar tomou campos de arroz no Cambodja e no Paquistão e de trigo, milho e sementes oleaginosas no Sudão, bem como terra no Vietname para cereais, fruta, vegetais e criação de gado. À Arábia Saudita foram "oferecidos" 500 mil hectares de campos de arroz na Indonésia e centenas de milhares de hectares de terra fértil na Etiópia e no Sudão. O Banco Mundial (BM) tem desempenhado um papel importante na promoção da captura agro-imperial de terras, destinando US$1,4 mil milhões para financiar tomadas de "terras sub-utilizadas" por parte dos agro-negócios. O BM condiciona seus empréstimos a neocolonias, como a Ucrânia, à abertura de terras à exploração pelos investidores estrangeiros. [5] Aproveitando os regimes neoliberais de "centro-esquerda" na Argentina e no Brasil, investidores agro-imperiais dos EUA e da Europa compraram milhões de hectares de terras férteis e pastos para abastecer seus centros imperiais, enquanto milhões de camponeses sem terra e trabalhadores desempregados são deixados a ver os comboios carregados de carne, trigo e soja dirigirem-se para instalações portuárias controladas por multinacionais estrangeiras e para os mercados internos imperiais na Europa, Ásia e EUA. Pelo menos dois países imperiais emergentes, Brasil e China, estão sujeitos a tomadas de terra imperiais pelos países imperiais mais "avançados" e tornaram-se "agentes" da colonização da agricultura. Multinacionais japonesas, europeias e norte-americanas exploram o Brasil mesmo quando colonizadores e agro-industriais brasileiros tomaram vastas faixas de terra junto às fronteiras do Paraguai, Uruguai e Bolívia. Um padrão semelhante ocorre na China onde terras agrícolas boas são exploradas por japoneses e capitalistas chineses de além mar ao mesmo tempo que a China está tomar terra fértil nos países mais pobres da África e do Sudeste da Ásia. Consequências presentes e futuras do agro-imperialismo A recolonização pelos estados imperialistas emergentes de enormes áreas de terras férteis dos países e regiões mais pobres da África, Ásia e América Latina está a resultar num aprofundamento da bipolarização de classe entre, por um lado, rentistas ricos de estados petrolíferos árabes, bilionários asiáticos, ricos colonizadores judeus financiados pelo estado e especuladores ocidentais e, por outro lado, centenas de milhões de camponeses famélicos, sem terra e despojados no Sudão, Madagascar, Etiópia, Cambodja, Palestina, Birmânia, China, Indonésia, Brasil, Filipinas, Paraguai e alhures. O agro-imperialismo ainda está nas suas etapas iniciais ? tomar posse de enormes extensões de terra, expropriar camponeses e explorar trabalhadores rurais sem terra como trabalhadores ao dia. A fase seguinte, que actualmente está a verificar-se, é ganhar o controle dos sistemas de transportes, da infraestrutura e dos sistemas de crédito, os quais acompanham o crescimento das culturas agrícolas de exportação. Ao monopolizar a infraestrutura, o crédito e os lucros das sementes, fertilizantes, indústrias de processamento, portagens e pagamentos de juros sobre empréstimos mais uma vez concentra-se de facto o controle imperial sobre a economia colonial e estende a influência local sobre políticos, governantes e colaboradores dentro das burocracias. A estrutura de classe neocolonizada, especialmente em economias predominantemente agrícolas, estão a evoluir para um sistema de quatro camadas nas quais os capitalistas estrangeiros e o seu séquito estão no pináculo da elite representando menos de 1% da população. Na segunda camada, representando 10% da população, está a elite política local e os seus compadres e parentes assim como burocratas e oficiais militares bem colocados, os quais enriquecem-se através de parcerias ("joint ventures) com o neocolonizadores e através de subornos e capturas de terra. A classe média local representa quase 20% e está em perigo constante de cair na pobreza face às crises económicas mundiais. Os camponeses despojados, trabalhadores rurais, refugiados rurais, os sem teto urbanos e camponeses endividados constituem a quarta camada da estrutura de classe com perto de 70% da população. Dentro do modelo neocolonial emergente de agro-exportação, a "classe média" está a contrair-se e a mudar a sua composição. O número de agricultores familiares a produzirem para o mercado interno está a declinar frente às fazendas possuídas pelo estrangeiro com o apoio do estado a produzirem para os seus próprios "mercados internos". Em consequência, os vendedores do mercado e os pequenos retalhistas estão a ficar para trás, esmagados pelos grandes supermercados de propriedade estrangeira. A perda de emprego para produtores internos de bens e serviços agrícolas e a eliminação de um conjunto de intermediários "comerciais" entre a cidade e o campo está a aguçar a polarização de classe entre as camadas do topo e da base da estrutura de classe. A nova classe média colonial é reconfigurada para incluir um pequeno estrato de advogados, profissionais, publicitários e funcionários de baixo nível das firmas estrangeiras e forças de segurança públicas e privadas. O papel auxiliar da "nova classe média" na prestação de serviços ao poder económico e político colonial torna-a menos orientada para o país e mais colonial nas suas lealdades e perspectivas políticas, mais consumista "free market" no seu estilo de vida e mais propensa à aprovação de soluções internas repressivas (incluindo fascizantes) para inquietações rurais e urbanas e lutas populares pela justiça. Neste momento, o maior constrangimento ao avanço do agro-imperialismo é o colapso económico do capitalismo mundial, o qual está a minar a "exportação de capitais". O súbito colapso dos preços das commodities está a tornar menos lucrativo investir em terras agrícolas além mar. A secagem do crédito está a minar o financiamento de grandiosas capturas de terra além mar. O declínio de 70% nos rendimentos do petróleo está a limitar os Fundos Soberanos do Médio Oriente e outros veículos de investimento das reservas de divisas dos países do Golfo. Por outro lado, o colapso dos preços agrícolas está a levar à bancarrota a elite dos agro-produtores africanos, asiáticos e latino-americanos, forçando a baixa dos preços da terra e proporcionando oportunidades para agro-investidores imperiais comprarem ainda mais terra fértil a preços de saldo. A actual recessão capitalista mundial está a acrescentar milhões de trabalhadores rurais desempregados às centenas de milhões de camponeses despojados durante o período de expansão do boom de commodities agrícolas durante a primeira metade da presente década. Os custos do trabalho e da terra estão baratos, ao mesmo tempo que a procura efectiva do consumidor está em qued. Os agro-imperialistas podem empregar todos os trabalhadores rurais do Terceiro Mundo que quiserem a $1 dólar por dia ou menos, mas como podem eles comercializar os seus produtos e obter retornos que cubram os custos dos empréstimos, subornos, transporte, marketing, salários da elite, bonificações, bónus dos presidentes dos conselhos de administração e dividendos dos investidores quando a procura está em declínio? Alguns agro-imperialistas podem aproveitar-se da recessão para comprar agora muito barato e procurar lucros a longo prazo quando a recuperação financiada pelo estado com muitos milhões de milhões (trillions) tiver efeito. Outros podem reduzir as suas capturas de terra ou mais provavelmente manter vastas extensões de terra valiosa fora da produção até que o "mercado" melhore ? enquanto camponeses despojados morrem de fome às margens de campos inaproveitados. Os novos agro-imperiais estão dependentes dos novos estados imperialistas quanto a recursos (dinheiro e tropas) para reforçar os gendarmes neocoloniais na repressão dos inevitáveis levantamentos dos milhares de milhões de pessoas despojadas, famélicas e marginalizadas no Sudão, Etiópia, Birmânica, Cambodja, Brasil, Paraguai, Filipinas, China e alhures. Está a acabar o tempo para negócios fáceis, transferências de propriedade e arrendamentos a longo prazo consumado por colaboradores neocoloniais e investidores e estados coloniais estrangeiros. Actualmente as guerras imperiais e as recessões económicas internas tanto nos países imperiais antigos como nos emergentes estão a drenar sistematicamente as suas economias e a testar a aceitação das suas populações ao sacrifício da construção do império colonial de novo estilo. Sem apoio militar e económico internacional, o estrato delgado de governantes neocoloniais dificilmente pode aguentar levantamentos em massa do campesinato destituído aliado à classe média a mover-se para baixo e às crescentes legiões de jovens desempregados educados na universidade. A promessa de uma nova era de construção agro-imperial e de uma nova onda de estados imperiais emergentes pode ter vida curta. Ao invés disso pode haver uma nova de movimentos de libertação nacional com base rural e uma competição feroz entre os novos e os velhos estados imperiais a combaterem por recursos financeiros e económicos cada vez mais escassos. Enquanto o movimento de descida dos trabalhadores e empregados nos centros imperiais do Ocidente gira entre um e outro partido imperial (democrata/republicano, conservador/trabalhista) eles não desempenharão qualquer papel no futuro previsível. Quando e se se libertarem... podem voltar-se para uma direita nacionalista demagógica ou rumo a uma actualmente invisível (pelo menos nos EUA e na Europa) esquerda socialista "nacionalista patriótica". Em qualquer caso, a actual pilhagem neocolonial e a subsequente rebelião em massa começará em outros lugares com ou sem uma mudança nos EUA ou na Europa. 01/Dezembro/2008 1- Financial Times, November 20, 2008 page 3. 2- Financial Times, November 21, 2008 page 7. 3- Stephen Lendman, "Another Israeli West Bank Land Grab Scheme", Counterpunch. October 10, 2008; Guardian.co.uk, October 10, 2008. 4- Ver GRAIN.org O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11231 Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . -- Abraço Luiz -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081205/0fd30c86/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 28609 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081205/0fd30c86/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 6 14:32:02 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 6 Dec 2008 14:32:02 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Paulo_Vannuchi__Ministro_da_Sec?= =?windows-1252?q?retaria_Especial_dos_Direitos_Humanos_no_Roda_Viv?= =?windows-1252?q?a_da_TV_Cultura_dia_10_de_dezembro_=2E_As_60_anos?= =?windows-1252?q?_da_Declara=E7=E3o_Universal_dos_Direitos_Humanos?= Message-ID: <03a001c957c0$2b54e0d0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Envie sua pergunta Paulo Vannuchi Ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos Na próxima quarta-feira, dia 10 de dezembro, comemoram-se os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela ONU, em 1948, três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial e no início da guerra fria. Desde então, o documento tem sido colocado à prova em várias regiões do mundo, com segregação, genocídios, torturas, prisões ilegais, conflitos internacionais, trabalho infantil, intolerância religiosa e pobreza. No Brasil, o último levantamento apresentado pelo relatório Nacional sobre Direitos Humanos no país aponta violações nos direitos dos brasileiros que abrangem crianças, jovens, e idosos, além de minorias, como homossexuais, índios e negros. O ministro Paulo Vannuchi aponta que avanços nos direitos humanos passam por ações do Governo Federal, estados, poderes legislativo e judiciário e sociedade civil. Paulo de Tarso Vannuchi cursou medicina no final da década de sessenta, m as trocou a área biológica pelas humanas. Formou-se em jornalismo e depois fez mestrado em Ciência Política, na USP. Na faculdade, iniciou a sua militância política, na época clandestina, no movimento estudantil. Foi preso político durante o regime militar e trabalhou com assessoria política para entidades sociais e para a Direção Nacional do PT até 2005, quando assumiu a Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Participam como convidados entrevistadores: Gilberto Nascimento, editor da revista Carta Capital; Oscar Vilhena, professor da escola de direito da FGV e diretor-jurídico da C onectas, organização internacional de defesa dos direitos humanos; Mario Cesar Carvalho, repórter especial do jornal Folha de S. Paulo; Glenda Mezarobba, cientista política, pesquisadora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Perguntas dos telespectadores: Luiza Moraes. Apresentação: Lillian Witte Fibe Transmissão especial pela Internet a partir das 21:00 O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h10. Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa. http://www.tvcultura.com.br/rodaviva -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081206/c6bdc2ed/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4488 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081206/c6bdc2ed/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 695 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081206/c6bdc2ed/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 24785 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081206/c6bdc2ed/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 7 12:57:17 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 7 Dec 2008 12:57:17 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_SARAU_/CINCO_PROGRAMAS_COMEMORA?= =?windows-1252?q?NDO_OS_50_ANOS_DA_BOSSA_NOVA_=2E________________/?= =?windows-1252?q?__HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <013001c9587c$1f43dd20$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Olá vanderleycaixe at revistaoberro.com.br, Este vídeo foi enviado por CARTA O BERRO ela é carioca assista agora SARAU Ela é carioca Em mais um programa especial sobre a bossa nova, o Sarau lembra algumas das mulheres que marcaram o movimento musical. Para o bate-papo, Chico Pinheiro recebe Os Cariocas, Leny Andrade, entre outros. 19/04/08 00:22:13 Olá vanderleycaixe at revistaoberro.com.br, Este vídeo foi enviado por CARTA O BERRO tom e vinicius assista agora SARAU Tom e Vinicius No último Sarau especial Bossa Nova, uma reunião de Francis e Olívia Hime, Olívia Byington, Sérgio Cabral, João Donato e Miúcha. Eles lembram as grandes canções fruto da parceria de Tom e Vinicius. 03/05/08 00:23:09 Olá vanderleycaixe at revistaoberro.com.br, Este vídeo foi enviado por CARTA O BERRO bossa nova 50 anos assista agora SARAU Bossa Nova: 50 anos No segundo programa especial que celebra os 50 anos da Bossa Nova, o Sarau mostra como a batida suave e diferente ganhou o mundo na voz de Frank Sinatra e Ella Fitzgerald. 12/04/08 00:24:01 Olá vanderleycaixe at revistaoberro.com.br, Este vídeo foi enviado por CARTA O BERRO isto é bossa nova assista agora SARAU Isto é bossa nova A Globonews começa uma série especial de programas para festejar os 50 anos da bossa nova. Neste Sarau, o cenário do bate-papo sobre o ritmo que ganhou o mundo é o Rio de Janeiro. 05/04/08 00:23:03 Olá vanderleycaixe at revistaoberro.com.br, Este vídeo foi enviado por CARTA O BERRO toquinho assista agora SARAU As parcerias e histórias de Toquinho Neste Sarau, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. Vamos falar das parcerias e histórias do cantor e compositor paulista Toquinho. 22/11/08 00:22:45 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1074 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9783 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0005.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 71 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 71 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0005.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10128 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0006.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10207 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0007.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10251 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0008.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10287 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081207/9f872e22/attachment-0009.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Dec 8 19:46:43 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 8 Dec 2008 19:46:43 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?utf-8?q?l__Mem=C3=B3ria=2C_passado_e_presente?= =?utf-8?q?=2E?= Message-ID: <013801c9597e$99f484e0$0200a8c0@vcaixe> ? Carta O Berro..........................................................................................repassem Anistia e Punição ao Torturadores Memória, passado presente. Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008 Programem sua agenda Companheir at s Como todos sabem , a semana que vem se comemoram os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos assim como os 40 anos do AI 5 Por estes motivos, as entidades de São Paulo de luta pelos Direitos Humanos assim como as que estão congregadas e formam a sessão paulista da CBA (Comissão Brasileira da Anistia) programaram, em conjunto com a Secretaria de Cultura do Estado, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, uma serie de atividades desde o dia 10 até o dia 14, quase todas elas desenvolvidas no auditório do Memorial da Resistência. O programa está sendo finalizado e o(s) convite(s) oficiais serão distribuídos até o fim desta semana, mas basicamente para que vocês reservem estas datas na agenda de vocês, passo-lhes um primeiro resumo das atividades programadas: Dia 10 ? a partir das 14 horas - Sessão em Homenagem aos 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos que terá o título: 60 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos Conferencia das entidades paulistas pela Anistia O Secretário da Justiça Luiz Marrey já confirmou sua presença, assim como o Presidente do CONDEPE. Outros movimentos sociais , autoridades estaduais assim como deputados e vereadores de SP também foram convidadas. Haverá breves exposições dos diversos setores convidados e no final do encontro se lançará um documento das entidades de SP pela Anistia. Dia 12- 13 e 14 Programa AI5- Nunca Mais Dia 12- Programação da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça com palestrantes convidados para a parte da manhã e sessão de julgamentos de processos durante a tarde (programa completo será enviado nos próximos dias) No fim da tarde, com o patrocinio do escritório regional do MINC em São Paulo, se procederá ao lançamento de dois livros, um do Nilmario Miranda e outro do Emiliano José. Dia 13 a partir das 15 horas ? Exibição em pré ?estréia do filme "Jango em Três Atos " com a presença de Joao Vicente Goulart e também do Ministro Vannuchi e do Presidente da Comissão de Anistia Paulo Abraao Dia 13 a partir das 21 horas- no espaço denominado KVA (endereço completo a ser divulgado nos próximos dias), lançamento da revista numero 1 ?Direitos Humanos?, da SEDH. No lançamento da revista haverá um coquetel com atuação provável do CoralUSP A partir das 23 horas no mesmo local, baile que será provavelmente animado com a famosa Banda Gloria. Este evento deverá ter uma contribuição mínima para ajuda no pagamento da banda. Dia 14 (sujeito a confirmação) - repetição da exibição do filme no mesmo horário (15 horas) no auditório do Memorial da Resistência Como voce vêem , será uma programação bem intensa e esperamos o comparecimento de todos na maior parte delas, se for possível Estaremos divulgando a programação mais detalhada assim que a recebermos das diversas entidades . Abraço, Maurice Politi Fórum dos Ex presos e Perseguidos Políticos de SP Postado por Anistia e Punição aos Torturadores às 06:23 0 comentários: Postar um comentário Postagem mais antiga Início Assinar: Postar comentários (Atom) Armazém Memória Anistia e Punição aos Torturadores Neste blog estão postados matérias de jornais e opiniões sobre a discussão da punição dos agentes públicos envolvidos em tortura nos anos entre 1964-1985, período da ditadura militar que nos chegam pela internet, bem como textos afins. Colabore enviando informações para acrescentarmos neste diário de bordo. Visualizar meu perfil completo DOSSIÊ ANISTIA E CRIMES DE LESA HUMANIDADE Assista aos vídeos sobre o tema Inscrever-se Postagens Atom Postagens Comentários Atom Comentários Indicamos a.. Armazém Memória b.. Texto da Lei de Anistia - 1979 Arquivo do blog a.. ? 2008 (290) a.. ? Dezembro (6) a.. Programem sua agenda b.. Ditadura militar em Goiás. A história recontada c.. JUSTIÇA ITALIANA PEDE VISITA MÉDICA A EX-MILITAR E... d.. Gamboa terá Museu da Imprensa Comunista e.. A saga de Antônio Guilherme Ribas f.. Direito à Memória e à Verdade: Ato pede a abertura... a.. ? Novembro (246) a.. SP promove ato pelo "Direito à Memória e à Verdade... b.. Greenhalgh pede busca e apreensão na casa de repór... c.. Ficha da ditadura é munição para ataque virtual a ... d.. Direito à memória e.. PASADO Y PRESENTE EN EL CENTRO DEL DEBATE f.. Memória g.. Encontro de anistia sela "acordo de reparação" da ... h.. ROBO DE FOTOS DE INTERVENCION URBANA i.. Solicitud de información j.. Ex-chefe de polícia argentino se suicida ao vivo n... k.. Lula elogia marinheiro, e Marinha volta a criticar... l.. Comissão de Anistia quer pesquisar ligações entre ... m.. Lançamento livro Liszt Vieira n.. ONU critica parecer da AGU favorável à anistia a t... o.. A tortura define hoje a polarização da disputa de ... p.. Projeto de Lei pode conceder anistia a militares e... q.. Tortura, Anistia e Prescrição: algumas reflexões r.. Direito à Memória e à Verdade em Natal - RN s.. Revelan identidades de torturadores brasileños t.. Justiça arquiva caso de brasileira morta no Chile u.. Nilmário: arquivos militares limitam debate sobre ... v.. Fotos inéditas marcam 40º aniversário do AI-5 w.. ONU critica parecer da AGU favorável à anistia a t... x.. LULA NA HORA DA VERDADE y.. OAB pede julgamento célere de ação sobre crimes de... z.. Carta de Natal aa.. Jobim: discussão sobre anistia é restrita ao Judic... ab.. Direitos Humanos em Debate ac.. Emiliano José conta a trajetória de Victor Meyer ad.. PARA OS AMIGOS DE DROSILA ae.. Terrorismo de Estado af.. Fotos inéditas marcam 40º aniversário do AI-5 ag.. Memorias solidarias ah.. Jobim diz que Lei da Anistia é questão 'jurídica e... ai.. CDHMP revê a ditadura aj.. Anistia a Goulart é uma homenagem à democracia, di... ak.. Os monopólios do dinheiro e da palavra al.. Um ato de justiça a Jango 44 anos após sua deposiç... am.. Apoio à OAB no pedido de abertura dos arquivos an.. Anistia e arquivos da ditadura em seminário no Rio... ao.. Governo quer reunir papéis inéditos da ditadura ap.. "Tortura acontece todos os dias no Brasil" aq.. Presidente da Comissão de Anistia diz que lei não ... ar.. Vai-e-vem judicial esquenta debate sobre Lei de An... a.. ? Setembro (15) a.. ? Agosto (23) Seguidores (0) Acompanhar esse blog Pare de acompanhar Seja o primeiro a acompanhar esse blog 0 seguidores Visualizar todos Administrar __._,_.___ Mensagens neste tópico (1) Responder (através da web) | Adicionar um novo tópico Mensagens | Arquivos | Fotos | Banco de dados | Associados | Agenda "Um Quilombo que não defende os outros Quilombos é traidor de seu povo." Ubiratan Castro de Araujo - Presidente da Fundação Palmares Alterar configurações via web (Requer Yahoo! ID) Alterar configurações via e-mail: Alterar recebimento para lista diária de mensagens | Alterar formato para o tradicional Visite seu Grupo | Termos de uso do Yahoo! Grupos | Sair do grupo . __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 164 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 162 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 15451 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 475 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0007.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7205 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0003.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 141 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0005.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 628 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0008.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 628 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0009.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 646 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0010.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 1445 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0011.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 842 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0012.png -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/png Size: 580 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081208/41336608/attachment-0013.png From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 9 19:46:08 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 9 Dec 2008 19:46:08 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Brevi=E1rio_sobre_a_cat=E1strof?= =?windows-1252?q?e_de_Wall_Street?= Message-ID: <04b901c95a47$a3b75a10$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: luiz carlos manhães de carvalho Breviário sobre a catástrofe de Wall Street Walden Bello (*) Voando até Nova Iorque, na terça-feira passada, tive a mesma impressão que ao chegar a Beirute há dois anos atrás, no auge do bombardeamento israelita dessa cidade ? a impressão de entrar numa zona de guerra. O agente da Imigração, ao saber que eu ensinava Economia Política, comentou, "Bom, suponho que vocês agora vão ter de rever todos os vossos livros". O condutor do autocarro deu as boas-vindas aos passageiros com as palavras: "Nova Iorque continua aqui, senhoras e senhores, mas Wall Street desapareceu, tal como as Torres Gémeas". Até os usualmente alegres programas de entretenimento matinais se sentiram obrigados a abrir com as más notícias, com um dos apresentadores atribuindo as responsabilidades aos "tubarões de Wall Street que se transfornaram em porcos". A cidade está em estado de choque e a maioria das pessoas ainda não pôde digerir por completo os ominosos acontecimentos das últimas duas semanas: - um trilião de dólares de capital nominal desfez-se em fumo da abrupta quebra de 778 pontos em Wall Street, na segunda-feira negra número dois de 29 de Setembro, quando os investidores reagiram em pânico à rejeição pela Câmara dos Representantes do plano de resgate presidencial de $ 700 biliões de dólares às instituições financeiras no limiar da bancarrota; - o colapso de um dos mais proeminentes bancos de investimento de Wall Street, o Lehman Brothers, seguido da maior falência bancária na história norte-americana, a do Washington Mutual, maior instituição de poupança e empréstimo do país; - a efectiva nacionalização de Wall Street, com a Reserva Federal e o Departamento do Tesouro tomando todas as grandes decisões estratégicas no sector financeiro e, com o resgate do American International Group (AIG), o facto espantoso de que o Governo norte-americano agora dirige a maior companhia de seguros do mundo; - para cima de 5 triliões de dólares em capitalização de mercado total foi apagada desde Outubro do ano passado, sendo que, destes, mais de 1 trilião de dólares se deveu ao desenrascanço dos titãs financeiros de Wall Street. As explicações do costume já não são suficientes. Eventos extraordinários exigem explicações fora do comum. Mas primeiro, vejamos... O pior já passou? Não. Se alguma coisa resultou clara das decisões contraditórias da semana passada ? permitir o colapso do Lehman Brothers e do Washington Mutual, enquanto se tomava o AIG e se arranjava a tomada do Merrill Lynch pelo Bank of America ? não há qualquer estratégia para lidar com a crise, apenas respostas tácticas, como as respostas dos bombeiros a uma deflagração. O resgate de $ 700 biliões de dólares aos maus títulos baseados em hipotecas detidos pelos bancos não é uma estratégia mas apenas um esforço desesperado para escorar a confiança no sistema, para prevenir a erosão da fiabilidade dos bancos e outras instituições financeiras, impedindo uma corrida massiva ao levantamento dos depósitos bancários como a que despoletou a Grande Depressão de 1929. O que é que causou o colapso do sistema nervoso central do capitalismo? Foi a ganância? A nossa velha conhecida ganância desempenhou a sua parte. É isto que Klaus Schwab, organizador do Fórum Económico Mundial - o jamboree anual da elite global nos alpes suiços ? queria dizer quando advertiu, no princípio deste ano, a sua clientela em Davos: "Temos que pagar pelos pecados do passado". Terá a Wall Street sido trapaceada por si própria? Absolutamente. Os especuladores financeiros trapacearam-se a si próprios criando sempre novos e mais complexos contratos financeiros, como os derivativos que deveriam securizar e fazer dinheiro a partir de todas as formas de risco ? incluindo exóticos instrumentos de "futuros", como os acordos de incumprimento creditício ("credit default swaps"), que permitem aos investidores apostar nas probabilidades de os próprios devedores institucionais do banco não serem capazes de pagar as suas dívidas! Foi este o negócio desregulado de muitos triliões de dólares que deitou abaixo o AIG. A 17 de Dezembro de 2005, quando a 'International Financing Review' (IFR) anunciou os seus prémios anuais ? um dos mais cobiçados troféus de prestígio na indústria dos títulos financeiros ? teve isto que dizer: "[Lehman Brothers] não se limitou a manter a sua alargada presença no mercado, mas também conduziu a investida sobre os novos territórios de eleição... desenvolvendo novos produtos e modelando as transacções para servir fielmente as necessidades dos mutuários... Lehman Brothers é a mais inovadora nos territórios de eleição, fazendo coisas que não se vêm em mais lado algum." Sem comentários. Foi a falta de regulamentação? Sim ? toda a gente agora admite que a capacidade de Wall Street para inovar e pôr em circulação instrumentos financeiros cada vez mais sofisticados andou sempre muito à frente das capacidades reguladoras dos governos, não porque o Governo fosse incapaz de regular, mas porque a atitude neoliberal dominante, de laissez-faire, impediu os governos de vislumbrar mecanismos efectivos com que regular. O comércio massivo em derivativos ajudou a precipitar esta crise, e o Congresso norte-americano preparou o caminho quando aprovou, no ano 2000, uma lei excluindo os derivativos da regulação por parte da Securities Exchange Commission. Mas não haverá algo mais que esteja a acontecer? Algo de sistémico? Bom, George Soros, que previu tudo isto, diz que aquilo por que passamos é a crise do "gigantesco sistema circulatório" de um "sistema capitalista global que se está... a desfazer pelas costuras." Para desenvolver um pouco esta intuição do arqui-especulador, o que nós assistimos é à intensificação de uma das crises ou contradições centrais do capitalismo global que é a crise de sobreprodução, também conhecida como sobreacumulação ou excesso de capacidade. É a tendência do capitalismo para construir enormes capacidades produtivas que ultrapassam a capacidade de consumo, dadas as desigualdades sociais que limitam o poder de compra popular, desde modo corroendo a lucratividade. Mas o que é que tem a ver a crise de sobreprodução com os recentes acontecimentos? Muita coisa. Mas para compreender as conexões, temos que recuar no tempo até à chamada Idade de Ouro do Capitalismo Contemporâneo, o período entre 1945 e 1975. Este foi um período de rápido crescimento tanto nas economias centrais como nos países subdesenvolvidos ? que foi parcialmente despoletado pela massiva reconstrução da Europa e da Ásia Oriental, após a devastação da Segunda Grande Guerra e em parte, também, pelos novos arranjos socioeconómicos que foram institucionalizados sob o novo Estado keynesiano. Estre estes últimos, avultavam os controlos estatais sobre a actividade mercantil, o uso agressivo da política fiscal e monetária para minimizar a inflação e a recessão, bem como um regime de saláros relativamente altos, para estimular e manter a procura. O que é que correu mal então? Bom, este período de alto crescimento económico chegou ao fim nos anos 1970, quando as economias centrais foram tomadas pela estagflação, que significa a coexistência de fraco crescimento com alta inflação, o que era suposto não poder acontecer, segundo a economia neoclássica. A estagflação, contudo, não era senão um sintoma de uma causa mais profunda: a reconstrução da Alemanha e do Japão, assim como o rápido crescimento de economias em industrialização, como o Brasil, a Formosa e a Coreia do Sul, acrescentou imensa nova capacidade produtiva e fez aumentar a competição global, enquanto as desigualdades sociais, no interior dos países e entre eles, globalmente, limitou o crescimento da capacidade aquisitiva e da procura, deste modo desgastando a lucratividade. Isso foi ainda agravado, nessa altura, pela tremenda alta nos preços do petróleo. Como tentou o capitalismo resolver a crise de sobreprodução? O capital tentou três vias de escape ao labirinto da sobreprodução: a reestruturação neoliberal, a globalização e a financeirização. A que propósito veio a reestruturação neoliberal? A reestruturação neoliberal tomou a forma de reaganismo-thatcherismo no Norte e de "ajustamento estrutural" no Sul. O objectivo era revigorar a acumulação de capital e isto foi feito através de: (1) remoção dos constrangimentos estatais ao crescimento, disposição e livre fluxo dos capitais e da riqueza; (2) redistribuição do rendimento dos pobres e da classe média a favor dos ricos, de acordo com a teoria de que os ricos seriam então motivados a investir, reiniciando-se assim o crescimento económico. O problema com esta fórmula é que, ao redistribuir o rendimento a favor dos ricos, estava-se a diminuir a fracção disponível pelos pobres e pelas classes médias, desse modo comprimindo a procura. Enquanto isso, não era de modo algum seguro que os ricos fossem desse modo induzidos a investir na produção. Na verdade, o que eles fizeram foi canalizar uma larga parte da riqueza que lhes foi redistribuída para a especulação. A verdade é que a reestruturação neoliberal, que foi generalizada, tanto a Norte como a Sul, nos anos 1980 e 1990, teve um fraco registo em termos de crescimento: o crescimento global médio foi 1,1% nos anos noventa e 1,4% nos anos oitenta, enquanto a média nos anos sessenta e setenta, quando as políticas de intervencionismo estatal eram dominantes, tinha sido, respectivamente, de 3,5% e 2,4%. A reestruturação neoliberal não foi capaz de sacudir a estagnação. De que modo foi a globalização uma resposta à crise? A segunda via de escape tomada pelo capital para contrariar a estagnação foi a "acumulação extensiva" ou globalização, ou seja, a rápida integração de áreas semi-capitalistas, não-capitalistas ou pré-capitalistas na economia mercantil global. Rosa Luxemburgo, a famosa revolucionária e economista alemã, viu há muito tempo que esta era uma estratégia necessária para consolidar a taxa de lucro nas economias metropolitanas. Como? Ganhando acesso a reservas de trabalho barato, ganhando acesso a novos mercados (embora limitados), ganhando acesso a novas fontes de produtos agrícolas e matérias-primas baratos e descobrindo novas áreas para investimento em infraestruturas. A integração é conseguida por intermédio da liberalização do comércio, removendo entraves à mobilidade global do capital, abolindo barreiras ao investimento estrangeiro. É claro, a China constitui o mais proeminente caso de uma área não-capitalista integrada na economia capitalista global nos últimos 25 anos. Para contrariar a tendência ao declínio dos lucros, um número considerável de corporações multinacionais da lista da Fortune 500 moveram uma significativa parte das suas operações para a China, para assim se aproveitarem do chamado "Preço China" ? a vantagem de custo decorrente da reserva aparentemente inesgotável de trabalho barato chinês. Por meados da primeira década do século XXI, de 40 a 50 % dos lucros das corporações norte-americanas eram originados pelas suas operações e vendas no estrangeiro, em especial na China. Porque é que a globalização não superou a crise? O problema desta via de escape à estagnação é que ela exacerba o problema da sobreprodução porque adiciona capacidade produtiva nova. Uma tremenda quantidade de capacidade manufactureira foi adicionada na China nos últimos 25 anos e isso tem um efeito deprimente nos preços e nos lucros. De forma não surpreendente, por volta de 1997, os lucros das corporações norte-americanas pararam de crescer. De acordo com um índice concebido pelo economista Philip O'Hara, a taxa de lucro do Fortune 500 desceu de 7,15 em 1960-69 para 5,30 em 1980-90, 2,29 em 1990-99 e 1,32 em 2000-2002. E a financeirização? Dados os ganhos limitados obtidos no combate ao impacto depressivo da sobreprodução por via da reestruturação neoliberal e da globalização, uma terceira via de escape tornou-se muito crítica para manter e elevar a lucratividade: a financeirização. No mundo ideal da economia neoclássica, o sistema financeiro é o mecanismo pelo qual os aforradores ou os detentores de fundos em excedente se encontram com os empreendedores, que têm necessidade dos seus recursos para investir na produção. No mundo real do capitalismo tardio, com os investimentos na indústria e na agricultura a render baixos lucros devido à sobrecapacidade, grandes quantidades de fundos excedentes estão a circular e a ser investidos ou reinvestidos no sector financeiro ? isto é, o sector financeiro está a girar sobre si próprio. O resultado é uma crescente bifurcação entre uma economia financeira hiperactiva e uma economia real estagnada. Como foi notado por um executivo financeiro "tem havido uma crescente desconexão entre a economia real e a financeira no últimos anos. A economia real cresceu? mas nada que se pareça com o que ocorreu na economia financeira ? até que esta implodiu." O que este observador não nos diz é que a desconexão entre a economia real e a financeira não é acidental ? que a economia financeira explodiu precisamente para compensar a estagnação na economia real devida à sobreprodução. Quais foram os problemas com a financeirização como via de escape? O problema de investir em operações no sector financeiro é que isso equivale, na prática, a tentar espremer mais valor a partir do valor já criado. Este sector pode criar lucros, sim senhor, mas não pode criar valor novo ? só a indústria, a agricultura, o comércio e os serviços criam novo valor. Porque os seus lucros não se baseiam em valor criado, as operações de investimento tornam-se muito voláteis e os preços de acções, obrigações e outras formas de investimento podem divergir de forma muito radical do seu valor real ? por exemplo, as acções de firmas pioneiras da Internet que se mantêm em contínua apreciação, conduzidas sobretudo por avaliações financeiras em espiral ascendente, que depois subitamente se despenham. Os lucros, neste caso, dependem de se tirar partido do exagero dos preços em relação ao valor das mercadorias, e então vender antes que a realidade imponha uma "correcção", isto é, uma precipitação em queda. A subida radical dos preços de um activo muito acima do seu valor real é o que se chama a formação de uma "bolha". Porque é que a financeirização é tão volátil? Tomemos a crise financeira asiática de 1997-98 como exemplo. - Primeiro, houve a liberalização financeira e de balanços de capital a instâncias do F.M.I. e do Departamento de Tesouro norte-americano; - Depois, a entrada de fundos estrangeiros à procura de rendimentos rápidos e consideráveis, o que quer dizer que se dirigiram para a Bolsa e para o imobiliário; - O sobreinvestimento, conduzindo a uma queda nos preços das acções e do imobiliário, o que leva a uma retirada em pânico dos fundos ? em 1997, $ 100 biliões de dólares abandonaram as economias da Ásia Oriental em poucas semanas; - Resgate dos especuladores estrangeiros pelo F.M.I.; - Colapso da economia real ?recessão por toda a Ásia Oriental em 1998; - Apesar da desestabilização massiva ocorrida, os esforços para impor a regulamentação dos sistemas financeiros, a nível nacional e internacional, encontraram forte oposição com base em razões ideológicas. Vejamos agora a presente "bolha". Como é que se formou? O presente colapso de Wall Street tem as suas raízes na "bolha" das Novas Tecnologias do final dos anos 1990, quando o preço das acções de firmas pioneiras da Internet subiu aos céus e depois se despenhou, resultando numa perda de $ 7 triliões de dólares em títulos e a recessão de 2001-02. As políticas monetárias complacentes da Federal Reserve Board (Fed), sob o comando de Alan Greenspan, tinham encorajado a "bolha" das Novas Tecnologias. Quando ela rebentou e deu lugar a uma recessão, Greenspan, tentando contrariá-la, cortou na taxa de juros de referência até 1% (um mínimo nos últimos 45 anos) em Junho de 2003, mantendo-a aí por mais de um ano. Isso teve como efeito encorajar a formação de uma nova "bolha" ? agora no imobiliário. Economistas progressistas como Dean Baker, do Center for Economic Policy Research, têm vindo a alertar para esta "bolha" no imobiliário desde 2002. Contudo, muito mais recentemente, em 2005, Ben Bernanke (então presidente do Council of Economic Advisers e hoje presidente da Federal Reserve) continuava a atribuir a ascenção no preço das casas norte-americanas aos "fortes fundamentos económicos" e não à actividade especulativa. Não admira, assim, que tenha sido apanhado completamente desprevenido quando rebentou a crise das hipotecas de risco ("subprime"), no Verão de 2007. E como é que cresceu? Ouçamo-lo directamente da boca de um jogador chave no mercado, George Soros: "As instituições hipotecárias encorajaram os devedores a refinanciar as suas hipotecas e a retirar o excesso de capital [para consumo pessoal]. Elas baixaram os seus critérios de empréstimo e introduziram novos produtos, com as hipotecas ajustáveis ("adjustable mortgages" ? ARM's), hipotecas só de juros ("interest only mortgages") e taxas promocionais quebra-cabeças ("promotional teaser rates"). Tudo isto encorajou a especulação sobre as unidades residenciais. Os preços das casas começaram a subir a taxas de dois algarismos. Isto serviu para reforçar a especulação e o aumento dos preços das casas fez com que os donos se sentissem ricos. O resultado foi uma explosão no consumo que tem sido o sustentáculo da economia nos anos mais recentes." Observando o processo mais de perto, a crise das hipotecas de risco ("subprime") não foi um caso de a oferta superar a procura real. A "procura" foi em larga medida fabricada pela mania especulativa de fomentadores e financeiros que queriam fazer grandes lucros a partir do seu acesso ao dinheiro estrangeiro ? muito dele vindo da Ásia ? que inundou os Estados Unidos na última década. Empréstimos sobre hipotecas foram oferecidos agressivamente a milhões que não poderiam normalmente pagá-los, concedendo-se-lhes baixas taxas de juro que seriam mais tarde reajustadas consoante os pagamentos feitos pelos novos proprietários. Mas como puderam as hipotecas de risco tornar-se um problema de uma tal dimensão? Porque estes activos foram depois "securizados" juntamente com outros activos, formando complexos produtos derivados que se chamaram Obrigações de Dívida Colateralizadas ("collateralized debt obligations" ? CDO's) pelos criadores das hipotecas, trabalhando em conjunto com diversos níveis de intermediários, que subestimaram os riscos de modo a despachá-las o mais rapidamente possível para outros bancos e investidores institucionais. Estas instituições, por sua vez, despacharam estes títulos para outros bancos e instituições financeiras estrangeiras. A ideia era fazer uma venda rápida e realizar um lucro substancial, empurrando o risco para outros palermas mais à frente na fila. Quando começaram a subir as taxas de juro sobre os empréstimos de risco, as hipotecas ajustáveis e outros créditos imobiliários, o jogo teve o seu defecho traçado. Há neste momento cerca de seis milhões de hipotecas de risco constituídas, 40 por cento das quais entrarão provavelmente em incumprimento nos próximos dois anos, na estimativa de Soros. E cinco milhões adicionais de incumprimentos ocorrerão, nos próximos anos, em hipotecas de taxa ajustável e outros "empréstimos flexíveis". Contudo, títulos cujo valor ascende aos triliões de dólares foram já injectados, como vírus, no sistema financeiro global. O gigantesco sistema circulatório do capitalismo global foi fatalmente infectado. Mas como puderam os titãs de Wall Street ruir como castelos de cartas? Para o Lehman Brothers, Merril Lynch, Fannie Mae, Freddie Mac e o Bear Stearns, as perdas representadas por estes títulos tóxicos afogaram de imediato as suas reservas, deitando-os abaixo. E mais ainda, provavelmente, cairão, assim que os seus livros ? porque muitos destes activos estão registados "fora dos balanços" ? forem corrigidos para reflectir as suas efectivas detenções destes títulos. E muitos outros se lhes juntarão, quando outras operações especulativas, como os cartões de crédito e diversas variedades de seguros de risco se juntarem ao baile. O American International Group (AIG) foi derrubado pela sua massiva exposição na área desregulada dos acordos de incumprimento creditício ("credit default swaps"), derivativos que permitem ao investidor apostar na possibilidade de certas companhias entrarem em incumprimento no pagamento dos seus empréstimos. Estas apostas nos incumprimentos creditícios alheios constituem agora um mercado de $ 45 triliões de dólares, inteiramente desregulado. Isto é mais do que cinco vezes o total do mercado das obrigações do tesouro do Governo norte-americano. A dimensão colossal dos títulos que estariam em causa se o AIG entrasse em colapso foi o que fez com que Washington mudasse de opinião e o salvasse, depois de ter deixado o Lehman Brothers espatifar-se. O que vai acontecer agora? Podemos seguramente prever que haverá mais falências e mais tomadas de controlo governamentais, com bancos e instituições estrangeiros a juntar-se aos seus congéneres norte-americanos; que o colapso de Wall Street se aprofundará e prolongará a recessão norte-americana; e que na Ásia e noutros locais, uma recessão norte-americana traduzir-se-á também numa recessão, senão pior. A razão para este último ponto é que o principal mercado externo da China é o norte-americano e que, por outro lado, a China importa matérias primas e bens intermédios do Japão, da Coreia e da Ásia do Sudeste que usa depois nas suas exportações para os Estados Unidos. A globalização tornou impossível o "desacoplamento". Os Estados Unidos, a China e a Ásia Oriental são como três prisioneiros conjuntamente manietados por uma corrente. Em resumo A catástrofe de Wall Street não é apenas devida à ganância e à falta de regulação governamental de um sector hiperactivo. O colapso de Wall Street deriva, em última análise, da crise de sobreprodução que vem afingindo o capitalismo global desde meados dos anos 1970. A financeirização da actividade investidora tem sido uma das vias de escape à estagnação, sendo as outras duas a globalização e a reestruturação neoliberal. Com a reestruturação neoliberal e a globalização a fornecerem fraco alívio, a financeirização tornou-se atractiva como um mecanismo de consolidar a lucratividade. A financeirização, porém, revelou-se ser uma via perigosa, conduzindo a "bolhas" especulativas que trazem prosperidade temporária para alguns mas que, por fim, acabam em colapso das corporações e recessão na economia real. As questões chave são agora: Quão profunda é e durante quanto tempo teremos a presente recessão? A economia norte-americana precisa de uma nova "bolha" especulativa para se arrastar para fora desta recessão? E se assim é, onde é que se formará a próxima "bolha"? Algumas pessoas prevêm que o complexo militar-industrial ou o "complexo do capitalismo do desastre", teorizado por Naomi Klein, serão os principais candidatos. Mas essa já será uma outra história. (*) Walden Bello (n. 1945) é um académico e activista social filipino, director executivo e analista da organização Focus on the Global South, que se especializou no estudo e combate da globalização neoliberal, nomeadamente na sua vertente institucional, bilateral ou multilateral. Entre as suas numerosas obras publicadas, as mais influentes e globalmente discutidas são 'Deglobalization: Ideas for a new world economy' (2002) e 'Dilemmas of Domination: The unmaking of the americam empire' (2005). -- Abraço Luiz -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081209/90219dd5/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 10 10:31:07 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 10 Dec 2008 10:31:07 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Comemora=E7=E3o_dos_60_anos_da_?= =?windows-1252?q?Declara=E7=E3o_Universal_dos_Direitos_Humanos____?= =?windows-1252?q?___________/Local=3A_Audit=F3rio_SESC_Ribeir=E3o_?= =?windows-1252?q?Preto_-_Rua_Tibiri=E7a=2C_50_-_Centro?= Message-ID: <068e01c95ac3$2cf1b390$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- "Vanderley Caixe Filho" 10/12/2008, quarta-feira, às 19:30h "Direitos Humanos, e daí?" Comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos Palestrantes: Nilmário Miranda, jornalista, foi Dep. Est. em MG e Dep. Fed. pelo PT, ocupou o cargo de Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Paulo Henrique Fagundes, advogado do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, ex-membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-RJ, ex-conselheiro Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente -RJ (CEDCA-RJ). Exposição "Maioridade do ECA: contribuindo com a luta pelo respeito aos direitos das crianças e dos adolescentes". Local: Auditório SESC Ribeirão Preto - Rua Tibiriça, 50 - Centro Realizadores: · Conselho Reg. Psicologia de Ribeirão Preto · CEDHEP · Ciranda em Defesa da Educação · CRESS de Ribeirão Preto · Seminário GRAMSCI · LBV Apoio: SESC - Ribeirão Preto P Antes de imprimir, pense na sua responsabilidade com o meio ambiente. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081210/e45bcf0f/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 10 19:42:02 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 10 Dec 2008 19:42:02 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Ciclo de Atividades AI-5 NUNCA MAIS Message-ID: <0dce01c95b10$23343c40$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Carlos Lichtsztejn Ciclo de Atividades: AI-5 Nunca Mais Local: 12/12 - Auditório da Estação Pinacoteca ? Largo General Osório, 66 13/12 - Rua Cardeal Arco Verde - Pinheiros, n° 2978 (antigo KVA) São Paulo/SP Realização: Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Secretaria Especial de Direitos Humanos/PR, Fórum dos Ex-Presos Políticos do Estado de São Paulo Parceria: Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Memorial da Resistência 12/12 ? Sexta-feira Local: Auditório da Estação Pinacoteca ? Largo General Osório, 66 09h ? Café de Recepção aos participantes 09h30 ? Debate sobre o AI-5 14h ? Sessão Especial de Julgamento com apreciação de requerimentos de ex-perseguidos políticos atingidos pelo AI-5 13/12 ? Sábado Local: Auditório da Estação Pinacoteca ? Largo General Osório, 66 15h ? Vídeo-Debate com o documentário "Jango em 3 atos", direção Deraldo Goulart Participação: João Vicente Goulart, Presidente do Instituto João Goulart 19h30 ? Local: Rua Cardeal Arco Verde - Pinheiros, n° 2978 (KVA) Lançamento da Exposição Direito à Memória e à Verdade Lançamento da Revista "Direitos Humanos" pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081210/095a7b2c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 79984 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081210/095a7b2c/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 10 19:42:42 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 10 Dec 2008 19:42:42 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Ora=E7=E3o_do_Pai-Nosso_por_FRE?= =?windows-1252?q?I_BETTO?= Message-ID: <0de101c95b10$44204660$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 10.12.08 - BRASIL Oração do Pai-Nosso Letra A- A+ Frei Betto * Adital - Versão de Frei Betto Escrevi esta versão do Pai-Nosso para os retiros dos grupos de oração que acompanho há 29 anos. Procurei dar um toque poético para permitir que seja rezado em forma de meditação louvativa e penitencial. Pai-nosso que estais no céu, e sois nossa Mãe na Terra, amorosa orgia trinitária, criador da aurora boreal e dos olhos enamorados que enternecem o coração, Senhor avesso ao moralismo desvirtuado e guia da trilha peregrina das formigas do meu jardim, Santificado seja o vosso nome gravado nos girassóis de imensos olhos de ouro, no enlaço do abraço e no sorriso cúmplice, nas partículas elementares e na candura da avó ao servir sopa,Venha a nós o vosso Reino para saciar-nos a fome de beleza e semear partilha onde há acúmulo, alegria onde irrompeu a dor, gosto de festa onde campeia desolação, Seja feita a vossa vontade nas sendas desgovernadas de nossos passos, nos rios profundos de nossas intuições, no vôo suave das garças e no beijo voraz dos amantes, na respiração ofegante dos aflitos e na fúria dos ventos subvertidos em furacões, Assim na Terra como no céu, e também no âmago da matéria escura e na garganta abissal dos buracos negros, no grito inaudível da mulher aguilhoada e no próximo encarado como dessemelhante, nos arsenais da hipocrisia e nos cárceres que congelam vidas. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, e também o vinho inebriante da mística alucinada, a coragem de dizer não ao próprio ego e o domínio vagabundo do tempo, o cuidado dos deserdados e o destemor dos profetas, Perdoai as nossas ofensas e dívidas, a altivez da razão e a acidez da língua, a cobiça desmesurada e a máscara a encobrir-nos a identidade, a indiferença ofensiva e a reverencial bajulação, a cegueira perante o horizonte despido de futuro e a inércia que nos impede fazê-lo melhor, Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e aos nossos devedores, aos que nos esgarçam o orgulho e imprimem inveja em nossa tristeza de não possuir o bem alheio, e a quem, alheio à nossa suposta importância, fecha-se à inconveniente intromissão, E não nos deixeis cair em tentação frente ao porte suntuoso dos tigres de nossas cavernas interiores, às serpentes atentas às nossas indecisões, aos abutres predadores da ética, Mas livrai-nos do mal, do desalento, da desesperança, do ego inflado e da vanglória insensata, da dessolidariedade e da flacidez do caráter, da noite desenluada de sonhos e da obesidade de convicções inconsúteis, Amemos. * Escritor e assessor de movimentos sociais -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081210/e2486229/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081210/e2486229/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 312 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081210/e2486229/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 475 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081210/e2486229/attachment-0003.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 10 19:44:18 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 10 Dec 2008 19:44:18 -0200 Subject: [Carta O BERRO] CESARE BATTISTI Message-ID: <0dec01c95b10$74aa9330$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. CESARE BATTISTI Laerte Braga Um vídeo mostra o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi limpando o nariz com o dedo, contemplando o peloto retirado e em seguida olhando para os lados. Estava tentando perceber se alguém olhava diretamente para ele. Como achasse que não, colocou o peloto na boca e engoliu-o com o cafezinho*. Berlusconi é o todo poderoso governante da Itália, dono da equipe da Milan, banqueiro, empresário, reedição contemporânea de Benito Mussolini. E asqueroso. O fato narrado no primeiro parágrafo embora sugira apenas algo nojento é bem mais que isso, é conseqüência de um desvio de personalidade, digamos assim, traço revelador de um caráter perverso. O simples fato de ser banqueiro já mostra a natureza do seu caráter. Banqueiros não têm idéia que existam outros, tão somente acreditam num bando de dependentes de seu dinheiro. Os explorados. Que, por sua vez, não percebem que o dinheiro dos banqueiros é deles explorados. Banqueiros são saqueadores e quando governantes ampliam a área do saque. O governo da Itália com base em premissas falsas pediu a extradição do escritor Cesare Battisti, preso faz quase dois anos no Brasil. Battisti é acusado de "terrorismo" por ter pertencido a um grupo de luta armada na Itália. Da prática de "atentados" contra instituições, próprios e cidadãos italianos. Um dos integrantes do grupo, quando preso, negociou penas menores e vantagens no seu processo atribuindo a culpa dos atos de guerra a Battisti. No caso específico quatro "homicídios". O escritor, que havia abandonado o grupo por divergências políticas ficou exilado na França durante o período em que o socialista François Mitterand foi presidente daquele país e em seguida veio para o Brasil. Os governos franceses à direita e que sucederam Mitterand pretendiam entregá-lo à "justiça" italiana, onde está condenado, como conseqüência da delação de um antigo companheiro, a prisão perpétua. Há indícios, vestígios, que o pedido de extradição de Battisti feito pelo governo da Itália tenha sido negociado com o governo do Brasil em troca de Salvatore Cacciola. O banqueiro foi preso no principado de Mônaco onde passava um fim de semana e num processo longo e demorado foi extraditado para o Brasil. Cacciola havia passado outros fins de semana em Mônaco e nunca fora importunado pelas autoridades do principado. Um dos pilares do governo de Mônaco é acolher indistintamente todos os milionários que lá aportam sem perguntar como ficaram milionários, o que fazem, ou o que fizeram. É uma espécie de oásis para esse tipo de criminoso. Cacciola, nas vezes anteriores que lá esteve, foi tratado como cidadão de primeira categoria. Se o acordo é vero não sei, mas que os fatos apontam na direção de algum acordo isso apontam. Onde há fumaça há fogo. O Conselho Nacional de Refugiados (CONARE) rejeitou em 28 de novembro o pedido de refúgio político feito por Battisti através de seus advogados. Acusado de pertencer ao grupo Proletários Armados para o Comunismo, Battisti foi condenado à revelia por quatro homicídios. A decisão do CONARE não foi unânime, embora não tenham sido dados detalhes. Mania das autoridades de um modo geral em quase todos os países do mundo de se eximirem de responsabilidades diante de fatos ou injustiças como a decisão do Conselho. A sorte de Battisti está em mãos do ministro da Justiça Tarso Genro. Há um recurso a ser apreciado pelo ministro que pode conceder ao escritor a condição de refugiado. Caso contrário Battisti terá o processo de extradição julgado pelo stf (antigo supremo tribunal federal hoje dantas &e dantas s/a) e se for julgado procedente o pedido do governo italiano Battisti será extraditado. No Brasil não existe a prisão perpétua. Uma das condições para que Battisti possa ser extraditado será um compromisso do governo italiano para que o exilado não seja condenado a pena superior a 30 anos. Na prática prisão perpétua. Battisti tem 53 anos e sairia da cadeia com 83. Os supostos crimes cometidos por Battisti foram julgados pela justiça comum italiana. Não foram, como o são, considerados crimes políticos. Já não existe mais o amparo para estrangeiros casados com mulher brasileira, ou pai de filhos brasileiros como condição para que sejam negados pedidos de extradição, como aconteceu com o célebre Ronald Bigs, assaltante do trem pagador inglês. É da tradição do Brasil abrigar exilados políticos dos mais variados matizes ideológicos. Foi assim com George Bidault, ex-primeiro ministro francês e que aqui se refugiou quando De Gaulle assumiu o governo e decidiu conceder a independência à Argélia. Uma guerra civil que se prolongava há anos e arrasava, em todos os sentidos, a França. Bidault foi contra a política de De Gaulle e fez parte de uma organização formada por militares e civis de extrema direita que se opunha às determinações e às políticas de Charles De Gaulle. Com a revolução dos cravos em Portugal o ex-primeiro Marcelo Caetano, de extrema-direita, buscou asilo no Brasil e foi acolhido, a despeito dos crimes cometidos pela ditadura salazarista, como refugiado político. Cito dois exemplos, existem vários. Uma coisa é abrigar mafiosos e criminosos comuns. Outra coisa é entregar à sanha de um governo fascista como o de Berlusconi, um refugiado político lato senso. Condenado pela justiça comum por supostos crimes cometidos entre 1977 e 1979. Não é da tradição brasileira (ressalvado o período fascista de Vargas e a ditadura militar) ignorar pedidos de asilo como o feito por Battisti, dar-lhe a condição de refugiado político. O fato de não ter havido unanimidade na votação do Conselho Nacional de Refugiados (CONARE) já sugere que, no mínimo, independente de acordo ou não, existem os que pensam contra a maioria dos membros daquele conselho. O governo brasileiro recentemente, por decisão do judiciário, entregou o traficante Abadia ao governo dos Estados Unidos. E até essa foi uma decisão complicada, na prática, se bem pesada, de subserviência, característica distinta da tradição pautada no direito internacional, ou na fumaça de bom direito, como gostam de dizer juristas. Abadia cometeu vários crimes, por anos seguidos, no Brasil e antes de qualquer extradição deveria ter sido submetido a julgamento aqui, cumprido pena aqui, para depois então ser extraditado e prioritariamente ao seu país de origem, a Colômbia. Muitos especialistas entenderam assim. Causou estranheza a pressa com que as autoridades brasileiras cederam às norte-americanas. Não é novidade esse tipo de concessão, em qualquer área, mas foi estranha a pressa. É fundamental resgatar valores e princípios de solidariedade e justiça dos brasileiros a partir do Estado brasileiro. Do mínimo que resta de Estado como instituição pública, longe de interesses privados ou de políticas mesquinhas. O ministro da Justiça Tarso Genro tem em mãos a caneta que pode devolver ao Estado parte desses valores e princípios concedendo a Cesare Battisti a condição de refugiado político. Não é um ato humanitário tão somente, diante das perspectivas sinistras no caso da extradição. É um ato de reafirmação da soberania do Brasil calcada em valores universais de direitos humanos. * O arquivo mostrando o comportamento do primeiro-ministro Berlusconi não foi carregado neste artigo, mas está à disposição de quem o quiser. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081210/cea51bfd/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 11 19:36:23 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 11 Dec 2008 19:36:23 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_11=AA_Confer=EAncia_de_Direitos_H?= =?iso-8859-1?q?umanos=2E_e_Vig=EDlia_no_dia_17_de_dezembro=2E?= Message-ID: <142601c95bd8$83a1c390$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................repassem ----- Original Message ----- From: Anuar De: Roberto Medeiros PASSEATA DOS ANISTIADOS DA LEI 8.878/94 Data: 15 de dezembro de 2008 Horário: 08:00h da manhã Local: Em frente ao Ministério do Planejamento Bloco "K" Brasília-DF Passeata para entrega de documento a 11ª Conferência de Direitos Humanos da Presidência da República Anistiados Participem! Último ATO do Ano! Presidente Lula estará presente na Conferência ! Roberto Medeiros Comissão dos Anistiados Acampados da Lei 8.878-94 -------------------------------------------------------------------------- PAULO ABRÃO PIRES JÚNIOR FALOU: Caros amigos, Solicitamos ampla divulgação da atividade. Grato. Paulo Abrão Pires Junior Presidente da Comissão de Anistia ==================================================================================================================================================================== Informativo Anistia ______________________________ Vigília em Brasilia dia 17 dezembro RESPONSABILIZAÇÃO DOS TORTURADORES E ASSASSINOS DA DITADURA MILITAR Prezados companheiros: Dia 17 de dezembro estaremos promovendo uma vigília na Praça dos Três Poderes pela RESPONSABILIZAÇÃO DOS TORTURADORES E ASSASSINOS DA DITADURA MILITAR. A data escolhida coincide com a Conferência Nacionali de Direitos Humanos, quando centenas de companheiros de todos os Estados brasileiros se farão presentes. Achamos importante a presença de todos os que puderem participar. Mais importante é se articular com as bancadas dos Estados para que elas também participem da vigília. Vamos levar cerca de 100 painéis, em lona, de 1,5m de altura por 1m del argura com as fotos de nossos companheiros assassinados pela ditadura militar. Pretendemos construir esta manifestação no momento em que o Supremo Tribunal terá que se manifestar sobre o alcance da Lei de Anistia de 1979. Narciso Pires pela coordenação - CBA BRASIL -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081211/e0a74a3b/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Dec 12 15:46:30 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 12 Dec 2008 15:46:30 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_NO_a_LIBERAR_IRAK_de_M=CD__pelo?= =?windows-1252?q?_poeta_iraquiano_Muhsin_Al-ramli?= Message-ID: <005e01c95c81$939dd1e0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. por Muhsin Al-ramli -nosso confrade dos Poetas do Mundo- NO a LIBERAR IRAK de MÍ Esta tinta derramada en vuestra prensa es la sangre de mi país. Esta luz diluviada de vuestras pantallas es el brillo de los ojos en los niños de Basora. Éste que está sollozando en la oscuridad de su exilio soy yo; huérfano después de que hayáis matado a mis padres: Tigris y Eufrates; Viudo después de que hubierais crucificado la pareja de mi alma: Irak Oh... por ti, tierra mía: crucificada de entre las regiones. Ay... de vosotros, señores de la guerra Escuchadme: No a la fiesta de los ejércitos en el tejado de mi casa. No al verdugo que habéis plantado o al que vais a plantear. No a vuestra libertad caída sobre las cabezas de mi gente en bombas No a liberar Irak de mí o a mí de él. Yo soy Irak. Mis hierbas son las letras y sé lo que quiero. Dejadme a mí mismo, a mi rabel y a vuestra ausencia. Volved a vuestras películas detrás del océano. Dejad para mí lo que queda de los minaretes, de los mausoleos de mis ancestros, de las tumbas de mi familia, ... Y bebed de las copas del petróleo hasta que os saciéis. Robad la miel del azufre y la arena del desierto. Llevad con vosotros vuestros clientes. Llevaos al dictador con cada parte de vosotros que ha comprado con mi sangre. Llevad lo que queráis y marchad, dejadme sólo con lo derribado de los sueños de mi hermana, con el incendio de las palmeras en las orillas de Mesopotamia, con los huesos de mi padre y el té de la merienda. Dejadme sólo con las canciones tristes del sur, con la danza degollada del norte y con el pavo real de los Yasidíes. Dejadme sólo curando las heridas de mi tierra Irak Sólo... igual que María... sólo con mi solitario... Mi país: el crucificado de entre las regiones. Sabré cómo animar su resurrección. Sabrá cómo renacer de su ceniza. ¿Acaso habéis olvidado que él es el creador del Fénix? Ay, un infierno, para vosotros señores de la guerra Escuchadme: No asustéis a las nubes de Bagdad con vuestros aviones. No sembréis soldados en nuestro jardín. No quitéis la chilaba a mi madre. No. Grito no a liberar Irak de mí o a mí de él. Yo soy Irak. Las aldeas han florecido de mi abrigo, y sé lo que quiero. Dejadme a mí mismo, a mi familia y a vuestro olvido. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081212/379cf437/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 7410 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081212/379cf437/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 13 15:04:48 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 13 Dec 2008 15:04:48 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__O_ATO_INSTUCIONAL_5_/__A_Doutrin?= =?iso-8859-1?q?a_de_Seguran=E7a_Nacional_e_o_Manto_dos_Atos_Instit?= =?iso-8859-1?q?ucionais_durante_a_Ditadura_Militar_Brasileira____/?= =?iso-8859-1?q?______=28I=29?= Message-ID: <008301c95d45$00fa9ac0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Hoje, dia 13 de dezembro de 2008, estamos relembrando os 40 anos quando foi editado o Ato Institucional nº 5. Um golpe dentro do golpe. Estavam abertas as portas para mais torturas, assassinatos, desaparecimento, perda de quaisquer garantias de direitos individuais ou coletivos. (O que já vinha sendo feito desde 1964) Decidimos passar à vocês 3 Cartas O Berro no sentido de recuperar essa memória trágica da nossa vida de brasileiros. Um povo que não possui memória está fadado a recebê-la repetidamente. Onde estão nossos mortos e desaparecidos? Onde estão os arquivos dos torturadores que se escondem atrás das FF.AA.? Serão 3 Cartas O BERRO. Este primeiro, o segundo com a cronologia do golpe e, o terceiro dos nossos mortos e desaparecidos (oficialmente). 1968 - ATO INTITUCIONAL Nº 5 (AI-5) No final de 1968, a ditadura enfrentava enorme isolamento. As manifestações estudantis daquele ano haviam reduzido a quase zero o apoio do regime militar na classe média. As greves de Osasco e de Contagem, bem como a articulação do Movimento Intersindical contra o Arrocho, sinalizavam a retomada das lutas operárias, enquanto a oposição política, agrupada na Frente Ampla e no MDB, tornava-se mais crítica. O isolamento acabou favorecendo o crescimento, dentro das Forças Armadas, da chamada "linha dura", que passou a defender o fechamento político completo. No segundo semestre de 1968, essa corrente, que no meio civil era representada principalmente pelo ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva (1913-1979), passou à ofensiva. Argumentando que o deputado Márcio Moreira Alves (MDB-GB) pronunciara um discurso ofensivo ao Exército, no qual, entre outras coisas, convocava as jovens brasileiras a não namorar oficiais pertencentes àquela corporação, exigiu da Câmara dos Deputados licença para que ele fosse processado, o que, na prática, significava a cassação de seu mandato. Diante da negativa dos parlamentares, o marechal Artur da Costa e Silva (1899-1969) editou em 13 de dezembro de 1968 o Ato Institucional de número 5, ou AI-5, simplesmente, que fechava temporariamente o Congresso Nacional, autorizava o presidente da República a cassar mandatos e suspender direitos políticos, suspendia indefinidamente o hábeas corpus e adotava uma série de outras medidas repressivas (O AI-5 só foi revogado em 1979, no final do governo do general Ernesto Geisel). FERNANDO KITZINGER DANNEMANN Publicado no Recanto das Letras ================================================================================================================================== músicas no tempo da ditadura http://www.youtube.com/v/81tYDkgy_kI&hl=es&fs=1 http://www.espacoacademico.com.br Por ANGELO PRIORI Professor do Departamento de História da UEM A Doutrina de Segurança Nacional e o Manto dos Atos Institucionais durante a Ditadura Militar Brasileira No Brasil, o fim das liberdades democráticas, a repressão e o terror como política de Estado, foram formuladas através de uma bem arquitetada estrutura legislativa, que dava sustentação ao regime militar. Devemos enfatizar que a ditadura militar não foi resultado do acaso, de um acidente. Pelo contrário, ela foi sendo estruturada conforme a democracia e a participação política da população iam se ampliando. Não podemos negar que no início dos anos 60 estava sendo configurada uma nova forma de ação, através da organização popular, que questionava o arbítrio interno e a dependência externa e exigia mudanças nas estruturas econômicas e sociais, visando uma maior inclusão social da população pobre e trabalhadora. O grupo militar que tomou o poder em 1964 vinha de uma tradição militar mais antiga, que remonta à participação do Brasil na II Guerra. A participação do Brasil ao lado dos países aliados, acabou sedimentando uma estreita vinculação dos oficiais norte-americanos e militares brasileiros, como os generais Humberto de Castelo Branco e Golbery Couto e Silva. Terminada a guerra, toda uma geração de militares brasileiros passaram a freqüentar cursos militares norte-americanos. Quando esses oficiais retornavam dos EUA, já estavam profundamente influenciados por uma concepção de "defesa nacional". Tanto que alguns anos mais tarde vão criar a Escola Superior de Guerra (ESG), vinculada ao Estado Maior das Forças Armadas. Essa escola foi estruturada conforme sua similar norte-americana National War College. Nos dez anos que vão de 1954 a 1964, a ESG desenvolveu uma teoria de direita para intervenção no processo político nacional. A partir de 1964, a ESG funcionaria também como formadora de quadros para ocupar funções superiores nos sucessivos governos (Brasil: Nunca Mais, 1985, p. 70). Foi dentro da ESG que se formulou os princípios da Doutrina de Segurança Nacional e alguns dos seus subprodutos, como por exemplo, o Serviço Nacional de Informações (SNI). Essa doutrina, que vai virar lei em 1968, com a publicação do decreto-lei no. 314/68, tinha como objetivo principal identificar e eliminar os "inimigos internos", ou seja, todos aqueles que questionavam e criticavam o regime estabelecido. E é bom que se diga que "inimigo interno" era antes de tudo, comunista. Essa nova estrutura de poder e de controle social se materializa com a publicação do Ato Institucional No. 1, que subvertia a ordem jurídica até então estabelecida. No preâmbulo do AI-1, instituído em 09 de abril de 1964, os militares já enfatizavam essa nova realidade: O ato institucional que é hoje editado se destina a assegurar ao novo governo a ser instituído os meios indispensáveis à ordem de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar de modo direto e imediato os graves e urgentes problemas de que dependem a restauração da ordem interna e o prestígio internacional de nossa pátria. Com esse ato os militares não só ditavam novas regras constitucionais, como impunha profundas remodelações no sistema de segurança do Estado. Através do AI-1, foi institucionalizado o sistema de eleição indireta para Presidente da República, bem como dado poderes ao presidente para ditar nova constituição, fechar o congresso, decretar estado de sítio, impor investigação sumária aos funcionários públicos contratados ou eleitos, abrir inquéritos e processos para apurar responsabilidades pela prática de crime contra o Estado ou contra a ordem política e social, suspender direitos políticos de cidadãos pelo prazo de dez anos e cassar mandatos legislativos de deputados federais, estaduais ou mesmo de vereadores. Durante a ditadura militar foram editados 17 atos institucionais. Mas entre eles, o mais polêmico e violento foi o de Número 5. O AI-5, editado em 13 de dezembro de 1968, reedita os princípios do AI-1, suspende o princípio do habeas corpus e institui de forma clara e objetiva a tortura e a violência física contra os opositores do regime. Na verdade o AI-5 simbolizou um forte ciclo de repressão com amplos expurgos em órgãos políticos representativos, universidades, redes de informação e no aparato burocrático do Estado, acompanhados de manobras militares em larga escala, com indiscriminado emprego da violência contra todas as classes. Em tal contexto político, além de tudo, o Congresso Nacional teve suas atividades suspensas por quase um ano, fazendo companhia às assembléias estaduais e municipais que também foram fechadas. Com as bases do Congresso enfraquecidas, a facilidade encontrada para efetivar a publicação de atos institucionais e de decretos-leis foi grande. Os decretos-lei, em sua maioria, iniciaram um processo de regulamentação da economia brasileira, procurando, em larga medida, torná-la atrativa para os investidores estrangeiros através da concessão de incentivos fiscais que facilitassem o desenvolvimento econômico da nação. O manto dos atos institucionais e a autoridade absoluta dos militares serviriam como proteção e salvaguarda do trabalho das forças repressivas, fossem quais fossem seus métodos de ação. Só para ter uma idéia, durante o regime militar foram criados vários órgãos de repressão, como o SNI, os DOI-CODIs, o CIEX, o CENIMAR, a CISA, além do fortalecimento dos DOPS em todos os Estados. Foram criados ainda os Inquéritos Policiais Militares (IPMs), cujo objetivo era processar e criminalizar militantes e políticos que lutavam contra o regime militar. Somente o projeto Brasil: Nunca Mais (BNM) conseguiu reunir cópias de 717 IPMs, onde foram processados mais de 20 mil pessoas. Muitos dos processos não vieram à tona e estão ainda por ser verificados. O aparato repressivo estatal se constituía de elementos que agiam de forma integrada: uma rede eficiente de informação, representada essencialmente pelo SNI (Serviço Nacional de Informação) criado pelo General Golbery do Couto e Silva e em funcionamento desde 1964, responsabilizando-se por direcionar todas as informações recebidas para o Poder Executivo; organizações que encabeçavam as ações repressivas em nível local, como a DM (Divisão Municipal de Polícia), coordenada pela DOPS que, por sua vez, se encontrava sob a jurisdição da SESP (Secretaria Estadual de Segurança Pública); e por instâncias das Forças Armadas como o CIEX (Centro de Informação do Exército), CENIMAR (Centro de Informação da Marinha) e CISA (Centro de Informação da Aeronáutica). Estes setores contavam com a liberdade e autonomia para realizarem suas atividades. Em São Paulo, no ano de 1969, criou-se a Operação Bandeirantes (OBAN) que obtinha recursos financeiros do empresariado. Não era formalmente vinculada ao II Exército, mas era composta com efetivos do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Política Estadual, Departamento de Polícia Federal, Polícia Civil, Força Pública e Guarda Civil (Brasil: Nunca Mais, 1985, p. 73). Servindo como molde e, sobretudo como um teste que, segundo os militares deu certo na luta contra a subversão, a OBAN gerou as condições, agora dentro de parâmetros formais, para a implantação, em escala nacional, do Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI). Surgiu em janeiro de 1970 e tinha o poder de usufruir, na área em que estivesse instalado, dos efetivos das Forças Armadas ou das polícias estaduais ou federal. No âmbito estadual, a Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS), também atuava em todos os níveis de repressão: investigando, prendendo, interrogando, torturando e matando. Uma das reflexões possíveis que tange a especificidade do governo militar brasileiro, refere-se a forma como o regime autoritário foi arquitetado no país. O regime foi articulado por uma notável ambigüidade, pois mesmo no exercício de um regime de exceção e essencialmente enfatizado por uma indelével "lógica da suspeição", os dirigentes procuravam legitimá-lo e caracterizá-lo como sendo um sistema de governo democrático. Do primeiro general-presidente (Humberto de Alencar Castello Branco) até o último (João Baptista de Oliveira Figueiredo) foi salientado, principalmente, nos discursos de posse dirigidos ao povo brasileiro, a adoção de ações e comportamentos em nome da defesa da democracia no país. Por outro lado, constatou-se, ao longo de vinte e um anos de permanência dos militares no poder, que a existência de uma administração democrática foi apenas fictícia, haja vista o contundente papel repressor desempenhado pelos órgãos policiais e jurídicos a fim de suplantar possíveis distúrbios sociais que afetassem o andamento das atividades do Poder Executivo. O governo de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) representou o período de maior repressão, de arbitrariedade e de prepotência de todo o ciclo militar. Por outro lado, o "milagre econômico", que se processou entre os anos de 1968 e 1973, estigmatizado, principalmente pelos grandiosos projetos públicos e pelo acelerado crescimento econômico, diminuíram o impacto causado pelas medidas de segurança utilizadas pelo governo. Além do que, pela ação de um marketing eficiente e uma censura forte, criou-se um clima de ufanismo em toda a nação, contribuindo, em grande medida, para o fortalecimento da imagem do presidente que angariou boa margem de prestígio, principalmente nas camadas populares. Foi no governo de Médici e, com menor ênfase no governo do General Ernesto Geisel (1974-1979), que os grupos identificados com as guerrilhas urbana e rural foram sendo progressivamente eliminados. A repressão desencadeada na época atingiu centenas, talvez milhares de pessoas envolvidas com a luta armada. No Brasil os números da ditadura não são exatos. Depois de vinte anos do fim do governo militar, os acessos aos arquivos secretos ainda são proibidos. Os organismos de segurança, como o SNI ainda mantém seus arquivos fechados. Os únicos disponíveis para pesquisa, somente em alguns Estados brasileiros, são os arquivos do DOPS e os arquivos do projeto Brasil Nunca Mais (BNM). Aliás, essa é uma dívida que o Estado brasileiro tem com os seus cidadãos. Abrir e tornar público todos os arquivos da repressão da ditadura militar. A sociedade brasileira estabeleceu uma memória densamente acrítica com relação à ditadura: exemplo disso foi a anistia unilateral, tanto para os presos e torturados como para os torturadores (mas isso é um tema vencido no Brasil). O que mais deixa indignado a comunidade de pesquisadores e os familiares das vítimas é que tanto o governo FHC, como o atual governo Lula não resolveram essa questão dos arquivos. Pelo contrário, FHC fez publicar e Lula confirmar um decreto colocando mais dificuldades de acesso aos documentos chamados sigilosos e confidenciais do período em tela. Para finalizar, é importante frisar que a memória desse período, de extrema repressão, onde as Forças Armadas tiveram a sua auto-imagem de defensora da pátria abalada, é ainda incômoda e imprecisa. É incômoda porque as novas descobertas sobre o período (depoimentos de ex-militares, trabalhos das comissões de direitos humanos, das comissões de familiares, dos grupos Tortura Nunca Mais, além de descobertas de arquivos, como o "arquivo do terror", no Paraguai) desvenda com mais nitidez o terror que se abateu sobre os dissidentes do regime. Isso faz com que, tanto a direita, como as classes dominantes, procurem se imiscuir dessa herança, através de discursos sobre a excepcionalidade do período e dos atos praticados. Elas estão imbuídas de apagar o passado e promover o esquecimento como a melhor forma da recuperação da harmonia nacional. Apagar da memória os crimes cometidos pelas ditaduras é apagar da memória as lutas desenvolvidas contra elas. Apagar da memória esse passado traumático, indesejado, é querer impedir que a sociedade conheça o arbítrio e a violência política instaurada pelas ditaduras. Em contrapartida, os grupos de esquerda, os familiares e os ativistas de direitos humanos tem desenvolvido uma importante ação no sentido de construir uma memória que se contraponha à memória oficial. clique e acesse todos os artigos publicados... http://www.espacoacademico.com.br - Copyright © 2001-2004 - Todos os direitos reservados -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081213/b57cb9d9/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081213/b57cb9d9/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1214 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081213/b57cb9d9/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 834 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081213/b57cb9d9/attachment-0005.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 13 15:06:12 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 13 Dec 2008 15:06:12 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Cronologia_do_per=EDodo_da_Dita?= =?windows-1252?q?dura_____/____=28II=29?= Message-ID: <008e01c95d45$2eee3720$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.................................................................................repassem http://www.acervoditadura.rs.gov.br Acervo da Luta Contra a Ditadura -------------------------------------------------------- Cronologia do periodo da Ditadura 13/03/64 ? João Goulart anuncia, em comício na Central do Brasil no Rio, a necessidade das reformas de base; 19/03/64 ? Cerca de 500 mil pessoas fazem passeata contra Jango no centro de São Paulo, na Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Carlos Lacerda é um dos participantes; 30/03/64 ? Discurso pró-reformas de Jango no Automóvel Clube, no Rio; 31/03/64 ? A movimentação de tropas golpistas, saindo de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro nesta noite, marca o início do golpe que deporia o presidente da República, João Goulart; 01/04/64 ? Prisões e protestos pelo país em conseqüência do golpe militar. A sede da UNE, no Rio, é incendiada e tomada pelo governo militar, que destrói o acervo do CPC; no dia seguinte, o Presidente do Senado, Ranieri Mazilli, assume a Presidência interinamente; 09/04/64 ? Editado o Ato Institucional n.º 1 (AI-1), que permite a cassação de mandatos e a suspensão de direitos políticos. São marcadas eleições indiretas em dois dias para Presidência e vice-presidência da República com mandato válido até 31 de janeiro de 1966. Divulgada a primeira lista de cassados, contendo nomes como o de Goulart, Jânio Quadros, Prestes, Leonel Brizola e Celso Furtado, além de 29 líderes sindicais e alguns oficias das Forças Armadas; Em junho é criado o SNI (Serviço Nacional de Informação), comandado pelo general Golbery do Couto e Silva; 27/10/65 ? É decretado o Ato Institucional n.º 2, que retoma as cassações, extingue os partidos políticos, impõe eleições indiretas para presidente e atribui a este o poder de decretar estado de sítio sem consulta prévia do Congresso, intervir nos estados, fechar o Congresso, demitir funcionários e emitir atos complementares e decretos-lei; 05/02/66 ? É decretado o Ato Institucional n.º 3, que institui eleições indiretas para governador e a nomeação de prefeitos; 24/03/66 ? Oficializados os partidos do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu principalmente parlamentares do extinto PTB e se transformou na oposição ao Regime Militar, e a ARENA (Aliança Renovadora Nacional), que se constituiu como partido de sustentação dos governos militares; 03/10/66 ? Com a abstenção de toda a bancada do MDB, que se retirou do plenário, o marechal Artur da Costa e Silva é eleito presidente pelo Congresso. Poucos dias depois, é lançada no Rio a Frente Ampla, movimento de oposição que luta pela restauração da democracia e une Carlos Lacerda, JK e João Goulart; 07/12/66 ? Ato Institucional n.º 4 obriga o Congresso a votar o Projeto de Constituição; 13/03/67 ? É promulgada a Lei de Segurança Nacional; dois dias depois, o General Arthur da Costa e Silva assume a Presidência do Brasil; Os anos de chumbo ainda mais pesado: 1968-1972 28/03/68 ? O estudante Edson Luís Lima Souto morre em um conflito com a Polícia Militar em frente ao restaurante universitário Calabouço, no Rio, quando o movimento estudantil preparava um protesto contra as condições do ensino brasileiro. No dia seguinte, cerca de 60 mil pessoas participaram do seu enterro. Seguem-se manifestações e protestos em várias cidades do país; 01/06/68 ? Passeata dos 100 mil, no Rio de Janeiro, reuniu estudantes, artistas, intelectuais, clero, sindicalistas e a população, em protesto contra as violências cometidas pelo Regime; 18/07/68 ? Membros do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) invadem e depredam o Teatro Ruth Escobar , em São Paulo, além de espancar o elenco da peça "Roda Viva"; 02/09/68 ? O Deputado do MDB, Márcio Moreira Alves, discursa na Câmara conclamando o povo a realizar um boicote ao militarismo nas comemorações do 7 de setembro. O pronunciamento é considerado ofensivo pelos ministros militares, que pedem ao Congresso autorização (que foi negada) para sua cassação; Como resposta, o Governo promulga o Ato Institucional nº 5, autorizando o presidente da República, mais uma vez, a colocar em recesso o Congresso e as Assembléias Legislativas estaduais; dá plenos poderes para cassar mandatos eletivos, suspender direitos políticos, demitir ou aposentar juizes e funcionários.Suspende o habeas corpus e autoriza julgamento em tribunais de "crimes políticos", e confisca bens; 12/10/68 ? Cerca de 1200 estudantes são presos no Congresso clandestino da UNE em Ibiúna (SP). Em ação da VPR, o capitão do Exército americano Charles Chandler é morto; 01/07/69 ? É oficialmente criada a Oban (Operação Bandeirantes) dentro do comando do 2º Exército, em São Paulo. A Oban passa a comandar a repressão contra a guerrilha armada; 04/09/69 ? Seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick no Rio de Janeiro para exigir a libertação de presos políticos. Para obter sua libertação o Governo liberta e expulsa do país 15 presos políticos; Seguem-se a este o seqüestro de mais outros três cônsules, todos libertados em troca de outros presos políticos 18/09/69 ? Nova Lei de Segurança Nacional; 26/01/70 ? O decreto-lei 1.077 institui a censura prévia a espetáculos e publicações; 20/01/71 ? O deputado Rubens Paiva é preso, no Rio, morto sob tortura e dado como desaparecido; em junho, o militante do MR-8 Stuart Angel é preso, torturado e morto no Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa), na Base Aérea do Galeão, no Rio; 17/09/71 ? Morto na Bahia o capitão Carlos Lamarca, membro da organização Vanguarda Popular Revolucionária (VPR); 12/04/72 ? Cerca de 3 mil homens do Exército chegam ao Araguaia e dão início à primeira campanha contra a guerrilha, formada por militantes do PC do B; 05/09/72 ? A imprensa é proibida de publicar notícias sobre a Anistia Internacional; A consolidação do Regime ? 1973-1977 04/09/73 ? MDB indica ?anti-candidatos? à presidência da República: Ulysses Guimarães e Barbosa Lima Sobrinho; 15/03/74 ? O general Ernesto Geisel toma posse na Presidência. Outro general, João Figueiredo assume a chefia do SNI e Golbery do Couto e Silva, nomeado ministro-chefe do Gabinete Civil, passa a articular a abertura do regime; definindo-a como "lenta, gradativa e segura distensão"; 15/11/74 ? Expressiva vitória da oposição nas eleições parlamentares. MDB elege 335 deputados estaduais, 160 deputados federais e vários senadores;? 20/06/75 ? Fundado o Movimento Feminino pela Anistia no Rio Grande do Sul, Presidida pela socióloga Lícia Peres, em extensão ao Movimento nacionalmente dirigido pela advogada Therezinha Zerbini; 25/10/75 ? Morte sob tortura de Vladimir Herzog, jornalista, diretor da TV Cultura, no Doi-Codi de São Paulo. Jornalistas se mobilizam, reunindo um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas, para contestar a versão oficial de suicídio de Vlado. Sua morte causa grande repercussão em todo o país e no Exterior. No dia 31, um culto ecumênico na Catedral da Sé transformou-se em ato público de protesto, com a participação de mais de 10 mil pessoas 17/01/76 ? O metalúrgico Manuel Fiel Filho é encontrado morto nas dependências do DOI-Codi. As autoridades repetem a versão de suicídio, rapidamente desmontada; Por este assassinato, o presidente Geisel demite o general Ednardo D`Ávila Mello do comando do 2º Exército; 14/04/76 ? Morre, em um acidente de automóvel ocorrido em situação bastante estranha e jamais esclarecida, a estilista carioca Zuzu Angel, que ficou conhecida pela sua coragem e firmeza em denunciar a tortura, morte e ocultação de cadáver de seu filho, Stuart Angel, pelos agentes da repressão; 01/07/76 ? O presidente Geisel sanciona a "Lei Falcão", que altera o Código Eleitoral reduzindo a níveis mínimos a propaganda política no rádio e na televisão; 19/08/76 ? Uma bomba explode na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, e outra é encontrada na sede da OAB. Os atentados são reivindicados pela organização de direita Aliança Anticomunista Brasileira; 30/03/77 ? Em São Paulo, primeira manifestação estudantil fora do campus; com uma passeata de cinco mil estudantes, caminhando sob vigilância de forte aparato policial; 01/04/77 ? O presidente Ernesto Geisel fecha o Congresso; no dia 14, baixa o ?Pacote de Abril?, promovendo a reforma do Judiciário, estabelecendo o mandato presidencial em seis anos e criando o cargo de senador ?biônico?; 05/05/77 ? Concentração de dez mil estudantes no Largo de S. Francisco, em São Paulo, que saem em passeata até o Viaduto do Chá, onde quase se inicia uma batalha com o forte aparato montado pela repressão; em junho, uma tentativa de realização do III Encontro Nacional de Estudantes em Belo Horizonte acaba com a prisão de mais de 400 estudantes; 12/10/77 ? O presidente Geisel exonera o ministro do Exército, Sílvio Frota, aspirante a candidato à Presidência e opositor da distensão política. A Ditadura começa a soçobrar ? 1978-1982 01/01/78 ? começa o movimento pela formação do Comitê Brasileiro de Anistia (CBA), para lutar pela anistia ?Ampla, Geral e Irrestrita?; 12/05/78 ? Metalúrgicos da Scania, em São Bernardo do Campo, iniciam a primeira greve do país após o AI-5. Criados Comitês pela Anistia em São Paulo, no Distrito Federal e outros estados; 01/01/79 ? Parlamentares cassados em janeiro de 1969, depois da edição do AI-5, recuperam seus direitos políticos. Entre eles, Mário Covas; 11/02/79 ? O CBA-SP exibe, no estádio do Morumbi, durante jogo entre Corinthians e Santos, uma grande faixa com os dizeres "Anistia ampla, geral e irrestrita", A faixa é transmitida pelas redes de televisão, e os jornais do dia seguinte circularam com fotos; 01/05/79 ? O senador Teotônio Vilela, presidente da Comissão Mista que analisava a questão da Anistia, inicia visitas a presos políticos em todo o país. Teotônio, que pertencia à Arena, partido do Governo, declarou, após essas visitas, não haver encontrado nenhum perigoso terrorista, mas apenas jovens idealistas, que haviam lutado por suas convicções. A comemoração do Primeiro de Maio em S. Bernardo do Campo concentra diversas manifestações pela Anistia; 28/08/79 ? Sancionada a Lei da Anistia (Lei Federal 6.683), que beneficia 4.650 pessoas entre cassados, banidos, presos, exilados ou simplesmente destituídos de seus empregos. Com ela, podem voltar ao Brasil líderes como Leonel Brizola, Miguel Arraes e Luis Carlos Prestes, entre outros. Neste mesmo dia é denunciado, no Congresso Nacional, a descoberta dos restos mortais de alguns presos políticos (entre eles Luis Eurico Tejera Lisboa), dados como desaparecidos; 21/11/79 Extintos a Arena e o MDB; podem ser criados novos partidos; 27/01/80 ? Série de atentados à bomba, promovidos por paramilitares de direita, ocorremdurante ensaio da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, onde haveria ato de apoio à fundação do PMDB. Outras bombas explodiriam também na sede da OAB, causando a morte de uma funcionária. Outras bombas ainda são enviadas à Câmara Municipal do Rio, e aos jornais "Tribuna da Luta Operária" e "Tribuna da Imprensa", no Rio, para a "Tribuna de Vitória", e para o "Hora do Povo" de São Paulo; 19/04/80 ? O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, Luiz Inácio Lula da Silva e outros 10 dirigentes sindicais são presos pelo Dops paulista com base na LSN (Lei de Segurança Nacional); 13/11/80 ? Aprovada no Congresso Nacional emenda constitucional que estabelece eleições diretas para os governadores de Estado e que acaba com a nomeação de senadores biônicos; 30/04/81 ? Duas bombas explodem em um carro no Riocentro, durante show do Dia do Trabalho, matando o sargento Guilherme do Rosário e ferindo o capitão Wilson Machado; 02/06/81 ? PF divulga lista de comunistas, que inclui Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Suplicy e Chico Buarque; Depois da distensão, a Abertura ? 1982-1985 05/04/82 ? "Pra Frente, Brasil", filme de Roberto Farias, é censurado por mostrar tortura nos anos 70; 15/11/82 ? Em novembro, ocorrem eleições para governadores, senadores, prefeitos e deputados federais e estaduais, exceto nas áreas de segurança; 02/03/83 ? O deputado Dante de Oliveira (PMDB) apresenta no Congresso Nacional emenda que estabelece as eleições diretas para Presidência da República; 14/11/83 ? Carro-bomba explode no estacionamento do jornal "O Estado de São Paulo"; 27/11/83 ? Manifestação pró-eleições diretas reúne 10 mil pessoas na praça Charles Muller, em São Paulo. No mesmo dia morre o senador Teotônio Vilela que, mesmo com câncer, percorreu o país pregando a volta da democracia. No ano seguinte, ocorrem comícios pelas ?Diretas Já? em todo o Brasil; 25/01/84 ? Cerca de 300 mil pessoas realizam um comício pelas Diretas Já na Praça da Sé, em São Paulo; 10/04/84 ? Comício reúne quase 1 milhão pelas Diretas Já, na Candelária, Rio de Janeiro; 16/04/84 ? Mais de 1 milhão de pessoas ocupam o Vale do Anhangabaú, em São Paulo, pelas Diretas Já; 25/04/84 ? Congresso Nacional rejeita a emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para a presidência; 26/04/84 ? General Newton Cruz ordena cerco a uma passeata de protesto dos estudantes da UnB, frustrados com a derrota da emenda, e a invasão da escola onde estudantes haviam se refugiado; e prende o presidente da UNE; 15/01/85 ? O Colégio Eleitoral elege Tancredo Neves com 480 votos, contra 180 para Maluf, e 26 abstenções; 21/04/85 ? Morre o presidente Tancredo Neves; 08/05/85 ? Aprovado, pelo Congresso, emenda constitucional que estabelece eleições diretas para a Presidência da República e prefeituras, estende o voto aos analfabetos e legaliza os partidos comunistas; 28/06/85 ? Sarney assina convocação da Constituinte, que iria funcionar a partir de 01/02/87. Colaboradores: Alexandre Veiga ? Arquivologista e Historiador Valéria Bertotti ? Historiadora -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081213/b0f958c9/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3185 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081213/b0f958c9/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 13 15:07:26 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 13 Dec 2008 15:07:26 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Mortos e Desaparecidos / (III) Message-ID: <009901c95d45$57383dc0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro................................................................................repassem http://www.acervoditadura.rs.gov.br Acervo da Luta Contra a Ditadura -------------------------------------------------------- Mortos e Desaparecidos______________________________________ Mortes Oficiais: 1964 Albertino José de Oliveira Alfeu de Alcântara Monteiro Ari de Oliveira Mendes Cunha Astrogildo Pascoal Vianna Bernardinho Saraiva Carlos Schirmer Dilermando Mello do Nascimento Edu Barreto Leite Ivan Rocha Aguiar Jonas José Albuquerque Barros José de Sousa Labib Elias Abduch Manuel Alves de Oliveira 1965 Severino Elias de Melo 1966 José Sabino Manoel Raimundo Soares 1967 Milton Palmeira de Castro 1968 Clóvis Dias Amorim David de Souza Meira Edson Luiz de Lima Souto Fernando da Silva Lembo Jorge Aprígio de Paula José Carlos Guimarães Luis Paulo Cruz Nunes Manoel Rodrigues Ferreira Maria Ângela Ribeiro Ornalino Cândido da Silva 1969 Antônio Henrique Pereira Neto (Padre) Carlos Marighella Carlos Roberto Zanirato Chael Charles Schreier Eremias Delizoikov Fernando Borges de Paula Ferreira Hamilton Fernando Cunha João Domingos da Silva João Lucas Alves João Roberto Borges de Souza José Wilson Lessa Sabag Luiz Fogaça Balboni Marco Antônio Brás de Carvalho Nelson José de Almeida Reinaldo Silveira Pimenta Roberto Cietto Sebastião Gomes da Silva Severino Viana Colon 1970 Aberlado Rausch Alcântara Alceri Maria Gomes da Silva Ângelo Cardoso da Silva Antônio Raymundo Lucena Ari de Abreu Lima da Rosa Avelmar Moreira de Barros Dorival Ferreira Edson Neves Quaresma Eduardo Collen Leite Eraldo Palha Freire Hélio Zanir Sanchotene Trindade Joaquim Câmara Ferreira Joelson Crispim José Idésio Brianesi José Roberto Spinger Juarez Guimarães de Brito Lucimar Brandão Guimarães Marco Antônio da Silva Lima Norberto Nehring Olavo Hansen Roberto Macarini Yoshitame Fujimore 1971 Aderval Alves Coqueiro Aldo de Sá Brito de Souza Neto Amaro Luís de Carvalho Antônio Sérgio de Matos Carlos Eduardo Pires Fleury Carlos Lamarca Devanir José de Carvalho Dimas Antônio Casemiro Eduardo Antônio da Fonseca Flávio de Carvalho Molina Francisco José de Oliveira Gerson Theodoro de Oliveira Iara Iavelberg Joaquim Alencar de Seixas José Campos Barreto José Gomes Teixeira José Milton Barbosa José Raimundo da Costa José Roberto Arantes de Almeida Luiz Antônio Santa Bárbara Luís Eduardo da Rocha Merlino Luís Hirata Manoel José Mendes Nunes de Abreu Marilene Vilas-Boas Pinto Mário de Souza Prata Maurício Guilherme da Silveira Nilda Carvalho Cunha Odijas Carvalho de Souza Otoniel Campos Barreto Raimundo Eduardo da Silva Raimundo Golçalves Figueiredo Raimundo Nonato Paz ou ?Nicolau 21? Raul Amaro Nin Ferreira 1972 Alex de Paula Xavier Pereira Alexander José Ibsen Voeroes Ana Maria Nacinovic Corrêa Antônio Benetazzo Antônio Carlos Nogueira Cabral Antônio Marcos Pinto de Oliveira Arno Preis Aurora Maria Nascimento Furtado Carlos Nicolau Danielli Célio Augusto Valente da Fonseca Fernado Augusto Valente da Fonseca Frederico Eduardo Mayr Gastone Lúcia Beltrão Gelson Reicher Getúlio D?Oliveira Cabral Grenaldo de Jesus da Silva Hélcio Pereira Fortes Hiroaki Torigoi Ismael Silva de Jesus Iuri Xavier Pereira Jeová de Assis Gomes João Mendes Araújo José Bartolomeu Rodrigues de Souza João Carlos Cavalcanti Reis José Inocêncio Pereira José Júlio de Araújo José Silton Pinheiro Lauriberto José Reys Lígia Maria Salgado Nóbrega Lincoln Cordeiro Oest Lourdes Maria Wanderly Pontes Luís Andrade de Sá e Benevides Marcos Nonato da Fonseca Maria Regina Lobo Leite Figueiredo Míriam Lopes Verbena Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter Valdir Sales Saboya Wilton Ferreira 1973 Alexandre Vannucchi Leme Almir Custódio de lima Anatália de Souza Alves de Mello Antônio Carlos Bicalho Lama Arnaldo Cardoso Rocha Emanoel Bezerra dos Santos Eudaldo Gomes da Silva Evaldo Luís Ferreira Sousa Francisco Emanoel Penteado Francisco Seiko Okama Gildo Macedo Lacerda Helber José Gomes Goulart Henrique Ornelas Ferreira Cintra Jarbas Pereira Marques José Carlos Novaes da Mata Machado José Manoel da Silva José Mendes de Sá Roriz Lincoln Bicalho Roque Luis Guilhardini Luís José da Cunha Manoel Aleixo da Silva Manoel Lisboa de Moura Merival Araújo Pauline Philipe Reichstul Ranúsia Alves Rodrigues Ronaldo Mouth Queiroz Soledad Barret Viedma Sônia Maria Lopes Morais 1975 José Ferreira de Alemeida Pedro Gerônimo de Souza Wladimir Herzog 1976 Ângelo Arroyo João Baptista Franco Drummond João Fosco Penito Burnier (Padre) Manoel Fiel Filho Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar 1977 José Soares dos Santos 1979 Alberi Vieira dos Santos Benedito Gonçalves Guido Leão Otacílio Martins Gonçalves Santo Dias da Silva 1980 Lyda Monteiro da Silva Raimundo Ferreira Lima Wilson Souza Pinheiro 1983 Margarida Maria Alves Outras Mortes Afonso Henrique Martins Saldanha Antônio Carlos Silveira Alves Ari da Rocha Miranda Catarina Abi-Eçab Iris Amaral Ishiro Nagami João Antônio Abi-Eçab João Barcellos Martins José Maximiniano de Andrade Neto Luiz Affonso Miranda da Costa Rodrigues Newton Eduardo de Oliveira Sérgio Correia Silvano Soares dos Santos Zuleika Angel Jones Mortes no Exílio Ângelo Pezzuti da Silva Carmem Jacomini Djalma Carvalho Maranhão Gerosina Silva Pereira Maria Auxiliadora Lara Barcelos Nilton Rosa da Silva Therezinha Viana de Assis Tito de Alencar Lima (Frei) Desaparecidos no Brasil Adriano Fonseca Fernandes Filho Aluísio Palhano Pedreira Ferreira Ana Rosa Kucinski Silva André Grabois Antônio ?Alfaiate? Antônio Alfredo Campos Antônio Carlos Monteiro Teixeira Antônio de Pádua Costa Antônio dos Três Reis Oliveira Antônio Guilherme Ribeiro Ribas Antônio Joaquim Machado Antônio Teodoro de Castro Arildo Valadão Armando Teixeira Frutuoso Áurea Eliza Pereira Valadão Aylton Adalberto Soares de Freitas Celso Gilberto de Oliveira Cilon da Cunha Brun Ciro Flávio Salasar Oliveira Custódio Saraiva Neto Daniel Ribeiro Callado David Capistrano da Costa Dênis Casemiro Dermeval da Silva Pereira Dinaelza Soares Santana Coqueiro Dinalva Oliveira Teixeira Divino Ferreira de Souza Durvalino de Souza Edgard Aquino Duarte Edmur Péricles Camargo Eduardo Collier Filho Elmo Corrêa Elson Costa Enrique Ernesto Ruggia Ezequias Bezerra da Rocha Fpelix Escobar Sobrinho Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira Francisco Manoel Chaves Gilberto Olímpio Maria Guilherme Gomes Lund Heleni Telles Ferreira Guariba Helenira Rezende de Souza Nazareth Hélio Luiz Navarro de Magalhães Hiram de Lima Pereira Honestino Monteiro Guimarães Idalísio Soares Aranha Filho Ieda Santos Delgado Ísis Dias de Oliveira Issami Nakamura Okano Itair José Veloso Ivan Mota Dias Jaime Amorim Miranda Jaime Petit da Silva Jana Moroni Barroso João Alfredo Dias João Batista Rita João Carlos Haas Sobrinho João Gualberto João Leonardo da Silva Rocha João Massena Melo Joaquim Pires Cerveira Joaquinzão Joel José de Carvalho Joel Vasconcelos Santos José Humberto Bronca José Lavechia José Lima Piauhy Dourado José Maria Ferreira Araújo José Maurílio Patrício José Montenegro de Lima José Porfírio de Souza José Roman José Toledo de Oliveira José Leal Gonçalves Pereira Jorge Oscar Adur (Padre) Kleber Lemos da Silva Libero Giancarlo Castiglia Lourival de Moura Paulino Lúcia Maria de Sousa Lúcio Petit da Silva Luís Almeida Araújo Luís Eurico Tejera Lisboa Luís Inácio Maranhão Filho Luíza Augusta Garlippe Luiz Renê Silveira e Silva Luiz Viera de Almeida Manuel José Nurchis Márcio Beck Machado Marco Antônio Dias Batista Marcos José de Lima Maria Augusta Thomaz Maria Célia Corrêa Maria Lúcia Petit da Silva Mariano Joaquim da Silva Mario Alves de Souza Vieira Maurício Grabois Miguel Pereira dos Santos Nelson de Lima Piauhy Dourado Nestor Veras Norberto Armando Habeger Onofre Pinto Orlando da Silva Rosa Bonfim Júnior Orlando Momente Osvaldo Orlando da Costa Paulo César Botelho Massa Paulo Costa Ribeiro Bastos Paulo de Tarso Celestino da Silva Paulo Mendes Rodrigues Paulo Roberto Pereira Marques Paulo Stuart Wright Pedro Alexandrino de Oliveira Filho Pedro Carretel Pedro Inácio de Araújo Ramires Maranhão do Vale Rodolfo de Carvalho Troiano Rosalino Souza Rubens Beirodt Paiva Ruy Carlos Vieira Berbert Ruy Frazão Soares Sérgio Landulfo Furtado Stuart Edgar Angel Jones Suely Yumiko Kamayana Telma Regina Cordeiro Corrêa Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto Tobias Pereira Júnior Uirassu de Assis Batista Umberto Albuquerque Câmara Neto Vandick Reidner Pereira Coqueiro Virgílio Gomes da Silva Vitorino Alves Moitinho Walquíria Afonso Costa Wálter de Souza Ribeiro Wálter Ribeiro Novaes Wilson Silva Desaparecidos no Exterior Argentina Francisco Tenório Júnior Jorge Alberto Basso Luiz Renato do Lago Faria Maria Regina Marcondes Pinto Roberto Rascardo Rodrigues Sidney Fix Marques dos Santos Walter Kenneth Nelson Fleury Bolívia Luiz Renato Pires de Almeida Chile Jane Vanini Luiz Carlos Almeida Nelson de Souza Kohl Túlio Roberto Cardoso Quintiliano Vânio José de Matos Bibliografia: Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a partir de 1964 escrito por: Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e o Instituto de Estudos da Violência do Estado ? IEVE: Criméia Alice Schmidt de Almeida, Edson Luís de Almeida Teles, Helenalda Resende de Souza Nazareth, Ivan Akselrud Seixas, Janaína de Almeida Teles, João Carlos Schmidt de Almeida Grabois, Maria Amélia de Almeida Teles, Marta Nehring, Suzana Keniger Lisbôa e Terezinhade Oliveira Gonzaga. Grupo Tortura Nunca Mais ? RJ: Cecília Maria B. Coimbra, Cléa Moraes, Flora Abreu, João Luiz de Moraes, Luiz C. Basílio, Maria Dolores Gonzales, Sebastião Brás, Sebastião Silveira e Togo Meirelles Neto. Grupo Tortura Nunca Mais ? PE: Maria do Amparo Almeida Araújo, Marcelo Santa Cruz e Guanaira Amaral. CEPE ? Companhia Editora de Pernambuco ? Governo do Estado de Pernambuco ? 1995 ? Governo do Estado de São Paulo - 1996 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081213/df48e752/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3185 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081213/df48e752/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 16 19:37:54 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 16 Dec 2008 19:37:54 -0200 Subject: [Carta O BERRO] DE JESUS A MARX, NA MORTE DA BESTA Message-ID: <00df01c95fc6$8e0a1ac0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Beatrice ----- Original Message ----- From: Credibilidade Etica fonte:http://www.diretodaredacao.com/ Publicada em:15/12/2008 DE JESUS A MARX, NA MORTE DA BESTA Berna (Suiça) - Vai terminando o ano no qual se enterra, entre os escombros de bancos e empresas, o capitalismo selvagem, apelidado em Davos, onde foi concebido e parido, de neoliberalismo. Tinha nascido de relações criminosas entre capitais esfaimados com empresas e políticos sem escrúpulos com o objetivo de transformar em lucros e dividendos tudo quanto o capitalismo tinha perdido desde o New Deal até a implosão soviética. O capitalismo selvagem não trazia na testa o número 666 mas era, sem dúvida a Besta, anunciada no Apocalipse e confirmada no Capital de Marx. De vida curta, durou só 19 anos, teve crescimento acelerado, assumiu proporções imensas e foi extremamente destruidor. Ao morrer, abatido pela própria gula furiosa de um monstro ganancioso, que se alimentava da miséria, da desgraça, sem qualquer respeito por crianças, velhos e mulheres, a Besta do Capitalismo Selvagem ameaça, ainda agora, levar junto consigo para a cova milhões de inocentes seres humanos, vítimas do desemprego, do endividamento por crédito fácil mas implacável, da maldição do consumismo. A devastação provocada pela Besta foi prefigurada por cataclismas profetizantes como terremotos e tsunamis assassinos em grande escala. Seu batismo foi comemorado com um festival de fogos de artifício de bombas sobre o Iraque e, como nas festas pagãs, centenas de milhares de pessoas foram mortas e sacrificadas no altar da Besta. Para saciar a voracidade da Besta, que, na primeira infância, se divertia com seus primeiros brinquedos nas bolsas de valores, tirava-se da boca do povo e da própria classe média tudo quanto fôsse possível em nome da racionalidade e economia na produção. Conquistas sindicais duramente obtidas após dezenas de anos de lutas foram devoradas pela Besta em questão de minutos. Seu prato preferido era o de mastigar tudo quanto fôsse emprego certo e seguro para transformá-lo, ao defecar, em empregos precários, transitórios, temporários, inseguros. A Besta urrava pedindo lucros e estrangulava e devorava quem não conseguisse saciar seu apetite. Pouco antes de morrer, já cheirando o podre de sua decomposição, a Besta do neoliberalismo queria mais, queria todos trabalhando até os 70 anos, sem descanso no sábado ou domingo, para se ganhar mais e consumir o dobro. Apenas 19 anos de existência desvairada, mas tudo ou quase tudo se perdeu ? seu lema principal era privatizar e reduzir o Estado a quase nada. Felizmente, nem todos chegaram a obedecer as ameaças da Besta e seus sacerdotes formados nos EUA ou Europa, ainda apalermados com a morte da Besta, conseguiram salvar o que restava do Estado para evitar o pior, mas os estragos vão tornar difícil o Novo Ano. Porém, como num conto mitológico que se renova numa outra representação no fechar e reabrir das cortinas do palco, a morte da Besta, cujo velório tem inspirado tanto temor, pode ser um belo presságio para a humanidade. O culto e a adoração do lucro e do consumismo, como o do Bezerro de Ouro no Sinai, não podem mais nortear as economias das nações. O Estado, denegrido pela Besta como assistencialista, tem uma missão importante a cumprir nas sociedade humanas. O capital precisa ser produtivo e não querer se reproduzir só na especulação. Os bens não devem ser descartáveis mas beneficiar as necessidades da população sem necessidade de endividamentos. Na tentativa de salvar o que restou da Besta, seus templos bancários, os donos do mundo mostraram haver muito dinheiro escondido. Dinheiro que nunca aparecia para socorrer povos sofrendo de calamidades, populações morrendo de fome, mas agora apareceu e não poderá mais desaparecer definitivamente como num passe de mágica. Com o dinheiro com que se salvaram os bancos nos EUA e na Europa se poderia acabar com a fome e a miséria no mundo. Portanto, o mundo pode ser regido por outras leis que não o preço para os alimentos e os lucros sobre a miséria. Uma nova economia é possível, assim como foi possível se unir mesmo muitos países e indústrias em defesa do nosso planeta. Um outro mundo é possível, sem bestas, sem deuses, mas com solidariedade. Quem sabe 2009, depois do entêrro da Besta do Neoliberalismo, vai sentir surgir a centelha de novas ideologias que, dentro de dois, três ou quatro milênios verão o nosso planeta sem famintos, sem miseráveis, sem agiotas, sem exploradores, sem gananciosos do lucro, numa outra fórmula de convívio econômico social, justa e solidária. É tempo de Natal, de uma crença nascida na pobreza de uma manjedoura e tendo como atores um casal pobre e uma criança sem teto. A crença se deturpou e deu origem à riqueza e potência política, porém a idéia de um mundo mais justo nascido da pobreza perdura no inconsciente da humanidade. Porém é preciso não se adiar esse sonho para depois da morte ou num céu abstrato e tentar construí-lo aqui. Mesmo que sejam necessárias mais de mil gerações e que outras bestas surjam pelo caminho, tenho certeza de que os humanos sem ídolos, sem ícones, sem deuses e sem muletas construirão esse mundo. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081216/3f7980b5/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 16384 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081216/3f7980b5/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 138 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081216/3f7980b5/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 10452 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081216/3f7980b5/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 4274 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081216/3f7980b5/attachment-0005.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 16 19:38:07 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 16 Dec 2008 19:38:07 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_AMANH=C3_DIA_17_em_Bras=EDlia_E?= =?windows-1252?q?x-presos_pol=EDticos_realizam_vig=EDlia_em_defesa?= =?windows-1252?q?_do_direito_=E0_verdade?= Message-ID: <00e501c95fc6$9613c090$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 16.12.08 - BRASIL Ex-presos políticos realizam vigília em defesa do direito à verdade Adital ? Amanhã (17), a Praça dos Três Poderes, em Brasília, será cenário de uma vigília que reunirá organizações e movimentos sociais de ex-presos políticos de todo o país que buscam a responsabilização dos torturadores e assassinos da Ditadura Militar. A manifestação ocorre a partir das 13h e terá a presença de participantes da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos que está sendo realizada na capital federal. "O objetivo dessa vigília é pressionar para que o debate sobre a anistia seja ampliado e para que o Supremo Tribunal Federal nos conceda decisão favorável", afirma a vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, Victória Grabois, que participou nesta terça-feira (16) do painel sobre direito à memória e à verdade na Conferência Nacional. Segundo Victória, ainda falta muita informação sobre a questão da anistia no país: "As pessoas não têm idéia do que seja a anistia. Me surpreendi ao ver o auditório do painel lotado". Durante a vigília de amanhã, vítimas e parentes de vítimas vão protestar para que sejam abertos os arquivos secretos da ditadura e para que sejam punidos os torturadores da época. Representantes de vários estados estarão presentes. Do Grupo Tortura Nunca Mais, delegações do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Minas Gerais participarão da manifestação. Serão exibidos cerca de 100 painéis com fotos de presos políticos assassinados durante a ditadura. Nesta semana, o governo vai encaminhar ao STF sua manifestação sobre a Ação Declaratória de Preceito Fundamental (ADPF), proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que questiona o dispositivo do artigo 1°, § 1º da Lei de Anistia, de 1979. O governo não vai posicionar-se contra ou a favor da tese de que os crimes de tortura não foram beneficiados pela Lei de Anistia. Ficou determinado que a Advocacia-Geral da União coletasse as opiniões dos ministérios da Defesa, Justiça, Casa Civil e Secretaria de Direitos Humanos e as encaminhasse ao Supremo. O presidente Lula quer que o Judiciário decida sobre a punição ou anistia aos torturadores. Dentro do Governo, o ministro da Justiça Tarso Genro e o ministro Paulo Vannchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, defendem que os torturadores não devem ser beneficiados pela prescrição dos crimes. Hoje (16), a Associação Juízes para a Democracia (AJD) requereu ingresso como "amicus curiae" na ADPF 153. "Consideramos fundamental que se estabeleça os parâmetros para a democracia brasileira. Concordamos com a OAB no sentido de que a anistia não se estende aos crimes comuns praticados pelos agentes de repressão durante o regime militar. Por isso, ingressamos como ?amicus curiae?", explica a presidente do Conselho Executivo da Associação Juizes para a Democracia, Dora Martins. Para a AJD, esta ação é um marco para a democracia brasileira: "É preciso conhecer o nosso passado para que seja possível construir um outro futuro, livre da desesperança, do medo e da tirania, que reflete em nosso cotidiano. Os passos acalentados pela chamada Justiça de Transição devem ser seguidos. Ela exige o cumprimento do Direito à Justiça: necessário investigar, processar e punir; oferecer reparação adequada de caráter monetário ou não; revelar a verdade para as vítimas, familiares e sociedade e exige reformas institucionais com a reorganização do Estado", afirma o comunicado da associação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081216/ea4d12fd/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081216/ea4d12fd/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 17 18:49:08 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 17 Dec 2008 18:49:08 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Do_socialismo_cient=EDfico_ao_s?= =?windows-1252?q?ocialismo_ut=F3pico?= Message-ID: <049301c96088$e8990150$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. DEBATE ABERTO Do socialismo científico ao socialismo utópico Sob os escombros do socialismo ainda jaz a única esperança para que a humanidade não se destrua. O que jaz sob esses escombros é, sobretudo, a mensagem ética da construção de uma melhor página para a história humana, com suas contradições e limites. Flávio Aguiar ?O Capital?, de Karl Marx, compartilha com a Bíblia, além de questões de estilo, editoração, exegeses interpretativas e até propósitos, um destino peculiar: é livro muito citado e pouco lido. Os da minha geração que começamos a sua leitura fomos muito poucos; os que, além disso, passamos do primeiro volume, menos ainda. Explica-se: o primeiro livro foi o único de fato aprontado e revisto pelo próprio Marx. Os outros foram publicados postumamente. Apesar do nobre esforço editorial de Engels, os livros posteriores ao primeiro são mais descosidos e de leitura mais árdua. O nosso catecismo doutrinário, o nosso Vade-Mecum, foi o pequeno livro de Engels, ?Do socialismo utópico ao socialismo científico?. Ele era um excerto de outro, o Anti-Dühring, mas continha informação suficiente para dele se extrair uma visão geral do processo histórico de formação do proletariado e da burguesia da Europa, de como se chegou às grandes revoltas operárias do século XIX, e de como se forjaram as propostas do socialismo marxista. Tínhamos uma tendência a ler tudo em preto e branco, e com um mínimo de nuances. Assim fizemos uma leitura algo positivista (na melhor tradição brasileira) do livro. Esse modo de lê-lo começava por tomar suas descrições como a da linha civilizatória por excelência. A formação da moderna luta de classes na Europa era ?a? formação histórica por excelência, algo assim como na nossa infância, ao brincarmos com aqueles tijolinhos coloridos com que montávamos um burgo de aspecto europeu e medieval, construíamos sem querer nas nossas almas um modelo ideal de cidade. Durante muito tempo tudo o mais em estilo urbano nos pareceria necessariamente um desalinho do modelo original. Estendendo a metáfora, podemos entender porque até hoje existe uma resistência muito grande, tanto aí como aqui, na Europa, a aceitar o atual processo latino-americano como algo de fato original que está levantando desafios e propostas não previstos nos modelos originais. O segundo passo daquela leitura era o de fazermos uma leitura, por assim dizer, em linha reta. Víamos o livro apenas a partir de seu ponto de chegada, a inevitabilidade do processo histórico que levava à grande revolução proletária e à liderança pelo socialismo que (até de um modo um tanto positivista...) reivindicava sua própria cientificidade. Tudo o mais que o livro continha era levado de roldão por esse verdadeiro turbilhão da história, nele se dissolvendo como uma espécie de bagaço cujo sumo fora entregue para a nova garapa de onde sairia o melaço que, fermentado e destilado, daria origem à nova sociedade. Literalmente nos embriagamos com tais visões; os mais ousados, os mais generosos até, chegaram a ofertar suas vidas nessa espécie de embriagues coletiva, uma vez que tudo era inevitável, e apocalipticamente a história socialista nos redimiria. Foi um porre. Generoso, inesquecível, quem nele bebeu jamais se esquecerá. Mas foi um, afinal, um porre, de onde muitos, na ressaca, saíram arrependidos pela culatra de suas armas mentais, aderindo ao vai-da-valsa que se instalou quando o socialismo desabou no mundo inteiro, exceto em Cuba e em muitos corações e mentes sobreviventes. Naquela leitura em que se via a história como um ciclone que tudo arrebatava e redimia, nos escaparam (a mim pelo menos) certas finuras do texto do Engels em que, revisitado anos depois, elas rebrilham com intenso e inusitado fulgor. Assim em toda a primeira parte do texto, que líamos apenas como a cabal demonstração da pobre insuficiência dos proclamados ?utópicos?, refulge hoje a comovente homenagem ética que Engels faz a Robert Owen, Charles Fourier e ao Conde Saint-Simon. Querendo demonstrar que eles não tinham condições materiais ou espirituais para imaginar a cientificidade do socialismo, Engels põe em destaque as extraordinárias pilastras éticas que levaram esses ?precursores do marxismo? a enveredar pelos caminhos que escolheram, movidos pela generosidade, pelo espírito cívico, por acreditar de fato nos valores levantados pelas grandes revoluções européias dos séculos XVII e XVIII como patrimônio da humanidade, e não apenas como arrimo do assalto ao poder por uma determinada classe emergente, a burguesa. Essa releitura hoje é obrigatória, tanto quanto a outra o era 40 ou 50 anos atrás. A cientificidade de índole positivista, grudada no marxismo como chicle na sola do sapato, caiu, junto com a inevitabilidade do rumo socialista. Derrubou-a não só a queda do Muro de Berlim e o desmembramento da União Soviética. Derrubou-a também a falência interna do mundo comunista na construção daquilo que seria a sua quintessência: o novo homem, o homem do futuro. O socialismo de resultados que emergiu da práxis do socialismo científico pariu ratos que hoje devoram, como máfias organizadas, o que restou entre os escombros dos sonhos mais generosos que a humanidade já ergueu e destruiu. Deu muita outra coisa também, é certo, pois sem aquele socialismo o nazi-fascismo não teria sido derrotado, e isso é apenas um exemplo. Sem sua alavanca Cuba não existiria, nem o povo vietnamita teria derrotado a maior potência imperial do mundo. Mas hoje, a partir do arraso que contemplamos, aqueles primeiros ?socialistas utópicos? nos lembram do compromisso ético (que Marx, Engels e tantos outros tinham) indispensável na construção de qualquer nova proposta socialista. Não se trata apenas de uma ética ou de uma questão acadêmicas. Olhemos para os horizontes. Que compromisso ético tinham os jovens que invadiram Mumbai na Índia, atirando a esmo? Em que eles se diferenciam, do ponto de vista ético, dos adoradores do Mercado? É difícil dizer. Parece que nessa vala comum da destruição da política o único compromisso ético que interessa é aquele com a própria corporação. Na neblina contemporânea é difícil ver além do próprio nariz? Então façamos dele nosso farol, limite e também baluarte ético. Como se posicionar diante dos acontecimentos na Tailândia, em que grupos se digladiavam misturando posições de um governo corrupto, de um exército que só não assalta de novo o poder porque caiu em descrédito e agentes avançados de um líder midiático, em cujas hostes pululavam desde reivindicações de puros favores pessoais até saudades da fanada monarquia? A lista de perplexidades é longa, enquanto o tirocínio disponível é curto. É verdade que sob os escombros do socialismo ainda jaz a única esperança para que a humanidade não se destrua, como atesta a presente crise financeira que, mutatis mutandis ao revés, está prevista nas páginas do nosso opúsculo preferido, ?Do socialismo utópico ao socialismo científico?. Mas o que jaz sob esses escombros é, sobretudo, a mensagem ética da construção de uma melhor página para a história humana, com suas contradições e limites. Por isso, fica o convite para se reler o livro de Engels, mas de fato dialeticamente, isto é de trás para diante mas também de diante para trás, para que nas contradições que o socialismo científico nos deixou como legado possamos encontrar o perdido, mas não desaparecido, veio da utopia socialista. Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081217/4ad1478f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081217/4ad1478f/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3018 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081217/4ad1478f/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Dec 18 19:36:43 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 18 Dec 2008 19:36:43 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__proyecto_desaparecidos_en_Am?= =?windows-1252?q?=E9rica_Latina_y_el_mundo=2E?= Message-ID: <01d101c96158$b8aafe00$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. In English Por la Memoria, la Verdad y la Justicia El Proyecto Desaparecidos es un proyecto de diversos organismos y activistas de derechos humano para mantener la memoria y alcanzar la justicia. Es un lugar donde poder conocer y recordar a las víctimas del terrorismo de estado en América Latina y el mundo. Y es es un lugar donde poder conocer tambien quienes fueron y quienes son los secuestradores, torturadores, asesinos y cómplices culpables por las desapariciones de miles de personas. Finalmente, es un lugar donde reconstruír, entender y analizar el terrorismo de estado, el fenómeno de las desapariciones, y aprender como evitar que pase de nuevo. El Proyecto Desaparecidos no le pertenece a nadie en particular, nos pertenece a todos. Todos están invitados a colaborar con información, fotos, diseño u otras cosas. El proyecto tiene actualmente 10 años de edad. a.. Familiares de Detenidos y Desaparecidos por Razones Políticas b.. Federación Latinoamericana de Asociaciones de Familiares de Detenidos-Desaparecido c.. FIND d.. Grupo Fahrenheit a.. Noticias sobre los desaparecidos en todo el mundo b.. Boletín del Proyecto Desaparecidos c.. Suscríbete al Proyecto d.. Presentes e.. Represores f.. Documentos g.. Voces h.. Enlaces i.. Argelia j.. Argentina k.. Bolivia l.. Brasil m.. Colombia n.. Chile o.. El Salvador p.. España q.. Guatemala r.. Indonesia s.. México t.. Panamá u.. Perú v.. Uruguay w.. Sahara Occidental x.. Sri Lanka y.. Tailandia z.. Turquía aa.. Otros Países -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081218/1c842f48/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1264 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081218/1c842f48/attachment-0006.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 16765 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081218/1c842f48/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 46 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081218/1c842f48/attachment-0007.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 119 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081218/1c842f48/attachment-0008.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 380 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081218/1c842f48/attachment-0009.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 110 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081218/1c842f48/attachment-0010.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 141 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081218/1c842f48/attachment-0011.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Dec 19 19:34:17 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 19 Dec 2008 19:34:17 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Correio Icarabe - A simbologia de um sapato Message-ID: <022501c96221$8bf23940$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. A simbologia de um sapato Por Lejeune Mirhan Al Zaide é jovem mesmo. Tem apenas 29 anos. Foi, ainda sob o governo de Saddam Hussein, presidente de uma entidade estudantil. Segundo a emissora Al Jazeera, é membro do partido Comunista Iraquiano. Tem muitos irmãos e alguns deles mortos em combate na resistência contra a ocupação do Iraque por tropas estrangeiras desde 2003. Zaide é jornalista da emissora de TV Al Baghdadiya (cuja central fica no Cairo). Todas as reportagens da TV que ele faz na cidade de Bagdá ele conclui, dizendo, ?da Bagdá ocupada?. A própria emissora que o emprega exigiu a sua imediata libertação, assim como o Sindicato dos Jornalistas do Iraque. Al Zaide virou instantaneamente um herói nacional. E usou a sua arma mais potente, tanto física como simbólica: seus sapatos de sola de borracha pesados. Foi ficando cada vez mais irritado com a entrevista coletiva que Bush vinha dando, com suas mentiras habituais, ao lado do primeiro Ministro fantoche do Iraque, Nuri Al Maliki. Num determinado momento, decidiu arremessar os seus dois sapatos contra Bush. A catatonia dos presentes e mesmo da segurança presidencial foi tamanha, que ele conseguiu inclusive tempo para atirar o segundo sapato. A frase que ele proferiu, gravada ao vivo por todas as emissoras presentes foi: ?É o seu beijo de despedida do povo iraquiano, seu cachorro. Isso é pelas viúvas, órfãos e pelos que foram mortos no Iraque?. E não precisava dizer mais nada. Al Zaide mostrava-se ao mundo como o vingador dos mais de 200 mil iraquianos mortos, representava o sentimento de uma nação destruída, desmontada, aviltada, vendida, entregue à sanha imperialista e com quase toda a sua infra-estrutura destruída e vendida ao setor privado (doadas, na verdade). Sua fama foi instantânea. Foi saudado no mundo inteiro. Passeatas saíram às ruas para exigir a sua imediata libertação. Circulou a informação de que um empresário saudita estaria oferecendo dez milhões de dólares por um dos sapatos que foram arremessados contra Bush. A foto de Al Zaide não saia de todas as TVs árabes e os jornais americanos publicaram o sapato ?voador? passando rente à cabeça de Bush. Claro, os americanos procuraram minimizar o fato, dizendo que o mesmo não tinha importância alguma e que o jornalista não agiu em nome de nenhuma organização e não expressava a vontade do povo. Pura balela. Só se falava do ato de bravura praticado por um árabe contra o chefe do império mais odiado da história. Os policiais que o prenderam, o espancaram brutalmente. Seu irmão, Maitham Al Zaide, afirma que diversas de suas costelas foram quebradas e seu olho foi atingido por coronhadas de fuzil. Continua preso sem que nenhuma acusação lhe tenha sido feita e que nenhum comunicado tivesse sido enviado formalmente à justiça por sua detenção. Fala-se que poderia pegar de sete até quinze anos de cadeia por ter tentado agredir chefe de estado estrangeiro em visita ao Iraque. Imediatamente, uma rede de advogados formou-se para defendê-lo e exigir a sua libertação. A imprensa noticiou mais de cem advogados dispostos a prestar seus serviços gratuitamente para que ele possa ser libertado. O chefe da defesa de Saddam Hussein, Dr. Jalil Al Duleimi, será o provável defensor central de Al Zaide. Ainda continua sem nenhum contato tanto com seus familiares, como amigos e advogados, num claro desrespeito às tais normas mínimas de direitos humanos que os Estados Unidos tanto, e hipocritamente, pregam pelo mundo afora sem respeitá-las em lugar nenhum onde têm hegemonia. * Artigo originalmente publicado no site www.vermelho.org.br. Clique aqui e leia na íntegra o texto, incluindo a segunda parte, A simbologia do sapato Lejeune Mirhan, sociólogo da Fundação Unesp, arabista e professor. Presidente do Sindicato dos Sociólogos, membro da Academia de Altos Estudos Ibero-árabe de Lisboa e da International Sociological Association. Agenda do ICArabe Exposição Imagens e Paisagens do Mundo Árabe Até 18 de dezembro de 2009 "Imagens e Paisagens do Mundo Árabe" é realização do ICArabe, em parceria com a CAIXA Cultural, a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e o Institut du Monde Arabe, de Paris. Longe de formarem uma unidade redutora ou simplificadora da realidade, os painéis que compõem a Exposição oferecem ao visitante um caminho para conhecer parte daquela região que se estende por África e Ásia. Será uma forma de viajar por Egito, Líbano, Síria, Jordânia, Iraque, Palestina, Marrocos, Argélia, Tunísia, Iêmen, entre outros países, e ver a realidade geográfica e humana das mais diversas populações que compõem esse amálgama a que chamamos Mundo Árabe. Local: CAIXA Cultural São Paulo, pça. da Sé, 111, São Paulo (próximo à estação Sé do Metrô). Veja os horários no site do ICArabe. A newsletter do ICArabe faz uma pausa de três semanas e volta a ser enviada no dia 15 de janeiro. A diretoria deseja Boas Festas a todos e um feliz 2009! Caso não queira mais receber esta newsletter, descadastre-se. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 12930 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0003.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16166 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 11234 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0004.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0005.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 8533 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0005.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 496 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0006.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 11680 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0007.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: application/octet-stream Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081219/ccb60d02/attachment-0001.obj From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 20 15:40:05 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 20 Dec 2008 15:40:05 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_solidariedade_para_com_o_jornal?= =?windows-1252?q?ista_iraquiano_preso_por_ter_atirado_os_sapatos_a?= =?windows-1252?q?_Bush_=2E_ASSINE_A_PETI=C7=C3O_E_REPASSEM?= Message-ID: <01b401c962ca$00346780$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida From: João Bernardo -------------------------------------------------------------------------------- Date: Fri, 19 Dec 2008 16:33:23 +0000 From: palestinavence at gmail.com solidariedade para com o jornalista iraquiano preso por ter atirado os sapatos a Bush Assine a petição contra a repressão ao jornalista iraquiano, Montather Al-Zaidi, que teve a coragem de atirar os seus sapatos à cabeça de George Bush (embora tenha falhado o alvo) durante uma conferência de imprensa. O jornalista encontra-se preso e, segundo o irmão que o visitou, tem sido torturado. http://www.thepetitionsite.com/9/in-support-of-the-iraqi-shoe-throwing-journalist Esta petição procura juntar 100 mil assinaturas para enviá-las à embaixada do Iraque nos Estados Unidos, à Amnesty International e à Human Rights Watch (por inicitativa de Haithem El-Zabri). . __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081220/9782dd0d/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081220/9782dd0d/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 20 15:41:06 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 20 Dec 2008 15:41:06 -0200 Subject: [Carta O BERRO] [Brasil de Fato] O Natal dos desempregados nos EUA e + Message-ID: <01bf01c962ca$22f16110$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................................repassem DESTAQUES Crise Financeira O Natal dos desempregados nos EUA País tem sua maior perda de empregos dos últimos 34 anos; com a crise, cerca de 10 milhões de postos desapareceram Conjuntura Como aproveitar as contradições do capital em tempos de crise? Para João Pedro Stedile, esquerda deve explorar as brechas abertas pela crise e intensificar as lutas sociais Bolívia A um passo do fim do analfabetismo Com a ajuda de Cuba e Venezuela, governo do presidente Evo Morales anunciará, no dia 20, que, no seu país, todos sabem ler e escrever NACIONAL Petróleo Manifestantes sofrem repressão policial no RJ Polícia Militar do Rio de Janeiro agrediu e prendeu participantes da Jornada de Lutas contra a 10ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás que realizavam ato em frente à ANP, nesta quinta-feira(18) Desenvolvimento Com apoio do Executivo, agronegócio se apodera da Amazônia Ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger projeta agência para normatizar a regularização de terras na região e afasta Incra da função -> Governo não tem política fundiária para a Amazônia -> Alternativa é fortalecer o Incra -> O novo alvo dos ruralistas Integração Câmara aprova entrada da Venezuela no Mercosul Até o momento, a entrada da Venezuela no bloco só havia sido ratificada pelos Congressos da Argentina e do Uruguai. A proposta será agora encaminhada à discussão e votação no Senado Federal, onde o governo brasileiro prevê maiores dificuldades para a aprovação Comunicação Dossiê denuncia violações de direitos humanos na TV Baixaria, sensacionalismo e "vale-tudo" pela audiência já se tornou prática comum das emissoras de TV e chegam a ferir direitos humanos Meio ambiente Jornalista uruguaio expõe "a fraude da celulose" No lançamento do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (Mogdema), o jornalista uruguaio Victor Bacchetta falou sobre os mitos ambientais e sociais dos benefícios das empresas de celulose INTERNACIONAL Declaração Final Povos do Sul reafirmam luta por integração regional A Declaração da Bahia traz o ponto de vista dos movimentos sociais sobre as crises atuais: energética, alimentar, climática, social econômica, financeira Diversidade Sexual Sessenta países rejeitam assinar declaração contra criminalização de gays Além de alguns países árabes e africanos, os Estados Unidos também rejeitaram ratificar a declaração. Atualmente, a legislação de mais de 80 países prevê punições para casos de homossexualidade CULTURA Crônica Ele não nasceu numa manjedoura Nenhuma boa estrela anunciou a chegada de Carlos, mas a mãe o recebeu, como se fosse trazido por um anjo. Um garoto comum entre todos os garotos comuns de Bauru, com uma mãe e uma irmã, como todas as mães e irmãs que lutam cada dia para manter a casa em pé com a maior decência ANÁLISE Eles sempre sabem o que querem. E o que eles querem, não é mole Editorial Brasil de Fato (ed. 303) Embota-se nesse momento a possibilidade de se pensar outros tipos de saída, mesmo que nos limites das reformas do próprio sistema Esses dias são de Alexis, a raiva da juventude Elpida Nikú Uma raiva que quis sair para as ruas e arrastar tudo o que há nelas. E saiu EUA utilizam ataques de Mumbai para dividir e dominar Índia e Paquistão Michel Chossudovsky Os ataques já criaram uma situação extremamente tensa, que serve amplamente aos interesses geopolíticos dos EUA na região Grupos econômicos intensificarão lobby contra mudança do marco regulatório do petróleo Paulo Metri A imensa riqueza do pré-sal atrai a cobiça de grupos econômicos, principalmente estrangeiros, e países energeticamente inviáveis O Equador e o Paraguai- a dívida externa e as "empresas brasileiras" Laerte Braga Há uma diferença entre o crime legalizado e o crime organizado. Crime legalizado é o que cometem os bancos diariamente na costumeira e deliberada extorsão CHARGE ASSINATURAS Assine o BRASIL DE FATO impresso e receba todas as semanas, em sua casa, um jornal comprometido com uma visão popular dos fatos do Brasil e do mundo. Você pode pagar com cartão de crédito, cheque ou boleto bancário. Clique aqui e veja como é fácil assinar o Brasil de Fato agora mesmo, pela internet, ou então ligue para (0xx11) 2131-0800. Esse é o boletim informativo do jornal Brasil de Fato, enviado eletronicamente. Se você não quer mais recebê-lo, envie um e-mail para o endereço agencia at brasildefato.com.br e coloque no assunto: descadastramento. Para passar a receber e acompanhar as atualização da página de nosso jornal, escreva para agencia at brasildefato.com.br e coloque no assunto: cadastramento -------------------------------------------------------------------------------- _______________________________________________ Boletim Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br Para sair da lista acesse: http://www.listasbrasil.org/mailman/options/boletimbdf -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081220/a78331fa/attachment-0001.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 21 10:34:01 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 21 Dec 2008 10:34:01 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_VOZ_DOCE_E_GOSTOSA_DA_NOSSA_C?= =?windows-1252?q?ONTERR=C2NEA_=28RIBEIR=C3O_PRETO-SP=29_VER=D4NICA?= =?windows-1252?q?_FERRIANI=2E____/_HOJE_=C9_DOMINGO=29?= Message-ID: <05d801c96368$6748c260$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. A VOZ DOCE E GOSTOSA DA NOSSA CONTERRÂNEA (RIBEIRÃO PRETO-SP) VERÔNICA FERRIANI. EM DESTAQUE EM SHOWS COM OS MAIORES COMPOSITORES E APRESENTADORES. EM SUCESSO NACIONAL. (1º PARTE). (clique no texto ou na imagem) Verônica Ferriani - Me deixa em paz (Som Brasil... Verônica Ferriani, Boldrin e Ó do Borogodó no S... Verônica Ferriani e Cahê Rolfsen / Gafieira São... Verônica Ferriani - Sem Compromisso Verônica Ferriani - Dinorah Dinorah (Som Brasil... Francis Hime e Verônica Ferriani - Trocando em ... O que é, o que é - Verônica Ferriani na Feira d... Verônica Ferriani / Gafieira São Paulo - Tem ma... Verônica Ferriani - Conto de fraldas Verônica Ferriani - Folha Morta Veronica Ferriani - Dinorah Dinorah (Especial I... Improvisado #18 + Verônica Ferriani - Tristeza ... Verônica Ferriani e Cuba Jazz Samba - O que é, ... Verônica Ferriani / Gafieira São Paulo - Deixe ... Francis Hime e Verônica Ferriani - Trocando em ... Verônica Ferriani e Gafieira São Paulo - Menina... Verônica Ferriani, Áurea Martins e Conversa de ... Verônica Ferriani com Quinteto BP nos Arcos da ... Verônica Ferriani canta Guerreira com grupo Dos... Verônica Ferriani - Cartomante (Som Brasil Ivan... -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3478 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0020.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 154 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3227 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0021.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1660 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0022.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3323 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0023.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2885 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0024.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2844 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0025.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2787 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0026.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4017 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0027.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3305 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0028.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3653 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0029.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2470 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0030.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3915 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0031.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2328 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0032.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4161 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0033.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2372 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0034.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2624 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0035.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 2321 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0036.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3634 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0037.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 3461 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0038.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4009 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081221/ca714adb/attachment-0039.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Dec 22 20:14:10 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 22 Dec 2008 20:14:10 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Natal=2C_singelos_prop=F3sitos_?= =?windows-1252?q?_-__FREI_BETTO?= Message-ID: <001b01c96482$9d412c70$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 22.12.08 - Natal, singelos propósitos Frei Betto * Adital - Neste Natal, guardarei em caixas bem fechadas o que me transmuta naquele que não sou: a inveja, o ciúme, a sede de vingança, e todos os ressentimentos que me corroem as vísceras. Lacradas as caixas, atirarei todas nas profundezas do mar do olvido. Neste Natal, esvaziarei o escaninho de minhas torpes intenções; as gavetas de tantas vãs ilusões; os armários de compulsivas ambições. De pés descalços, trilharei a senda saudável de uma existência modesta, por vezes solitária, sempre solidária. Não darei ouvidos ao crocitar dos corvos em minhas janelas, nem ficarei indiferente às aquarelas pinceladas pela dor alheia, e manterei vedada a chaminé à entrada consumista de Papai Noel. Tecerei, com as agulhas do acalanto e os fios invisíveis do mistério, o tapete promissor dos sonhos que me fomentam o entusiasmo. Recolherei as bandeiras da altivez militante e, numa caneca de barro, derramarei singelos propósitos: refrear a língua de maldizer outrem; reconhecer as próprias fraquezas; exercer a difícil arte de perdoar. Sorverei de um só gole até inebriar-me de compaixão. Armarei, na varanda de casa, uma árvore de Natal cujo tronco será da mesma madeira que os princípios que me norteiam os passos; os galhos, as sedutoras vias às quais ousei dizer não; as flores, a paz colhida ao enclausurar-me no silêncio interior; os frutos, essa esperança-lagarta que insiste em metamorfosear-se em utopia sobrevoando o pessimismo que me assalta. Aos pés de minha árvore deixarei vazios os sapatos de minhas erráticas peregrinações ao mundo inconsútil dos apegos que me sonegam o que a vida melhor oferece: a experiência amorosa de transcendê-la. Ao lado, minha lista de pedidos: a leveza imponderável da meditação; o dom de respeitar o limite das palavras; a felicidade de saciar-me na brevidade dos meus dias. Neste Natal, montarei no canto da sala o presépio de minhas inquietudes. No lugar de franciscanos animais, a Declaração Universal dos Direitos Humanos; como são José, um árabe fiel ao Alcorão; Maria, uma jovem judia semelhante a de Nazaré; Jesus, a criança africana carcomida pela fome. Tragam os reis magos três oferendas: o ramo de oliveira preso ao bico da pomba que anunciou a Noé o fim do dilúvio; a brisa suave que soprou sobre Elias; o pão repartido na estalagem de Emaús. Não celebrarei liturgias solenes em dissonância com o Glória cantado pelos anjos do presépio; não me fartarei em ceias pantagruélicas enquanto o Menino se abriga ao relento num cocho; nem darei presentes que me doem no bolso e no coração, embalados em falsos sentimentos. Sim, me farei presente lá onde a família de sem-teto, escorraçada de Belém, ocupa um pedaço de terra nas cercanias da cidade para que do ventre de Maria brote a certeza de que a justiça haverá de brilhar como a estrela de Davi. Neste Natal, serei todo orações, dançarei ao som das cítaras do reino de Salomão, sairei pelas ruas cantarolando salmos, despirei todos os adereços de neve e, neste país tropical, deixarei que o sol pouse em minha alma. Colherei as lágrimas dos desesperados para regar meu jardim de girassóis, e arrancarei os impropérios da boca dos irados para revogar a lei do talião. Nos becos da cidade, celebrarei com os bêbados, os mendigos, as prostitutas, a quem tratarei por um único nome: Emanuel. E, num grande circo místico, buscarei com eles a resposta à pergunta que jamais se cala: "o que será que será que cantam os poetas mais delirantes e que não tem governo nem nunca terá?" Neste Natal, rogo a Deus ressuscitar a criança escondida em algum recanto de minha memória, a que um dia fui, menino que sabia confiar e, desprovido do pudor do ócio, livre das agruras do tempo, era capaz de imprimir fantasias coloridas ao lado obscuro da vida. Quero um Natal de brindes à alegria de viver, hinos à gratidão da fé, odes à inefável magia da amizade. Natal cujo presépio seja o meu próprio coração, no qual o Menino Jesus desfaça laços e faça desabrochar todo o amor que se oculta nos sombrios porões do meu ego. [Autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros]. * Escritor e assessor de movimentos sociais -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081222/29aef3bb/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 23 19:13:28 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 23 Dec 2008 19:13:28 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Advogado_Mart=EDn_Almada_prop?= =?windows-1252?q?=F5e_a_=93globaliza=E7=E3o_da_presta=E7=E3o_de_co?= =?windows-1252?q?ntas_das_ditaduras=94=2E?= Message-ID: <032601c96543$4d52b550$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.......................................................................repassem Advogado Martín Almada propõe a ?globalização da prestação de contas das ditaduras?. ANA MARIA MEJIA anamaria at agenciaamazonia.com.br Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo BRASÍLIA ? O sistema Condor de repressão que vigorou nas ditaduras nos anos 1960, 1970, ultrapassou os anos 1980 e suspeita-se que ainda se mantenha, deve prestar contas ao mundo. A manifestação feita pelo advogado paraguaio Martín Almada em Brasília foi o mais forte manifesto feito este ano em defesa da abertura de todos os documentos secretos das ditaduras militares sul-americanas. Segundo Almada, isso facilitaria às vítimas ou a seus parentes comprovar os crimes de tortura, a troca de prisioneiros e a sintonia entre as ditaduras para tirar de circulação quem ousava contestá-las. ?São relatórios que comprovam o envolvimento da própria diplomacia numa rede de suborno, delações e muita violência?, afirmou. A Ordem dos Advogados do Brasil ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma ação para que a Corte decida se a legislação brasileira de anistia beneficia ou não as pessoas ? civis e militares ? que praticaram crimes de tortura durante a ditadura militar. Só o Supremo irá dizer se crimes praticados há mais de 20 anos prescrevem ou não. Irônico, o Prêmio Nobel Alternativo da Paz em 2002, defendeu a globalização da prestação de contas das asas do sistema Condor que uniu militares do Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, Peru e Chile, sob a coordenação do então ditador paraguaio Alfredo Stroessner e com apoio decisivo dos Estados Unidos para perseguir, prender e torturar cidadãos desses países sobre os quais houvesse qualquer desconfiança de serem contrários aos regimes militares. Seminário sobre Direitos Humanos pede justiça contra vítimas das ditaduras / JORGE CAMPOS 100 mil vítimas Estima-se que 100 mil pessoas foram vítimas dessa operação. Ele diz ainda que o ex-ditador boliviano Hugo Banzer era a segunda cabeça e de quem partiu a idéia de introduzir esse modelo na Europa. Não há mais como negar a existência da violenta ação repressiva que se intensificou nos anos 1970, coordenada entre governos, com a participação da iniciativa privada. Almada se ofereceu para depor num tribunal ou perante um juiz e apresentar documentos para oficializar a existência dessa operação no Brasil. Entre eles, a lista detalhada de religiosos estrangeiros que viviam no Paraguai, com respectivas ordens e tempo de residência, relatos de prisão e deportação de ?subversivos? brasileiros, bolivianos, uruguaios e argentinos. Os papéis mostram rotas dos deslocamentos de líderes, militantes ou simpatizantes de partidos de esquerda, e atas das conferências bilaterais de Inteligência entre os exércitos do Paraguai e do Brasil, em cujo ventre foi concebida e formalizada a operação. Descrevem treinamentos para torturar sem matar, prisões simultâneas, troca de prisioneiros e o envolvimento de autoridades diplomáticas numa rede de suborno, delações e crimes contra pessoas. O atual clima democrático abre espaço ao diálogo entre sociedade civil e Forças Armadas. Ambos teriam sabedoria para entender que também houve militares vítimas de atrocidades. Elba de Goiburú, mulher do médico Agustín Goiburú, morto pela ditadura Stroessner / ABC COLOR Anistia e punição Logo após recuperarem a democracia, os países aprovaram diferentes leis que pretendiam principalmente esconder e proteger os envolvidos em desaparecimentos, tortura, seqüestro ? inclusive de crianças ? e mortes. Ainda hoje não se sabe quantas famílias não puderam chorar seus entes queridos. Mãe de três filhos agora adultos, Elba Elisa Benítez de Goiburú, mulher do médico Agustín Goiburú do Movimiento Popular Colorado (Mopoco), que está desaparecido desde1977, lamenta a impunidade e injustiça. Goiburú foi preso por não assinar atestado de óbito informando terem ?causa natural? mortes provocadas por torturas. A ética lhe valeu o ingresso na lista dos subversivos, a prisão e o conseqüente desaparecimento depois de ter sido capturado na província de Entre Rios, Argentina. A legislação brasileira ? anistia para a paz ? beneficiou os torturadores, os que atuaram nos porões da ditadura e provocaram a dor, a amnésia e a degradação da nação brasileira. Atribui-se aos parlamentares parte da culpa pela atual resistência em se abrir os arquivos. Ao aprovar a Medida Provisória 228/2004, eles entregaram ao Poder Executivo o poder de definir o prazo no qual os arquivos poderiam, ou não ser divulgados. Crime contra a Humanidade Em 1991, o tempo estabelecido foi de 30 anos, podendo ser prorrogado por mais 30 anos ?...informações que dizem respeito a integridade nacional?. O Comitê de Averiguação ligado ao gabinete civil da Presidência da República poderia estabelecer prazo ?sine die? (indefinido) para abrir esses arquivos. Hoje, a saída é o próprio Congresso Nacional apresentar projeto de lei para rever essa mesma Lei. Segundo o presidente da Câmara Nacional de Apelações no Tribunal Criminal de Buenos Aires, Eduardo Freiler, a Argentina prendeu todos os comandantes vivos que atuaram na sua ditadura (1976-1983). No entanto, isso não teria ocorrido se não houvesse um forte compromisso das organizações de direitos humanos na Argentina, entre as quais as célebres Mães da Praça de Maio. Ouviu-se no auditório o mea-culpa. Para a procuradora da República em São Paulo, Eugênia Fávero, ?a Argentina compreendeu e aceitou o conceito de crime contra a humanidade, o que ainda não ocorreu no Brasil?. Ela disse temer que juízes argentinos julguem criminosos brasileiros ou que o Brasil passe a receber criminosos argentinos. ?É que aqui há refúgio para eles?. Na Venezuela é diferente, explicou a promotora de Justiça do Ministério Público daquele país. Lá, a imprescritibilidade de crimes contra os direitos humanos está prevista na Constituição e as pessoas responsáveis por esses delitos não têm direito a anistia ou indulto. Martín Almada viveu o terror da ditadura paraguaia em 1975 / ABC COLOR Almada descobre papéis guardados na periferia de Asunción BRASÍLIA ? Sob acusação de terrorista intelectual em 1974, por aplicar o método de educação do brasileiro Paulo Freire, o paraguaio Martín Almada ficou três anos preso. Depois de castigado no "Sepulcro dos Vivos", como era chamado o Comissariado Terceiro, fez greve de fome de 30 dias e foi libertado em setembro de 1977. Exilou-se no Panamá, e nesse período assumiu o cargo de consultor para América Latina pela Unesco (1978/1992). Em três de fevereiro de 1989 caiu no Paraguai a ditadura militar do general Alfredo Stroessner e a Constituição contemplou a figura jurídica do hábeas data, pela qual "toda pessoa tem direito a ter acesso a informação e aos dados sobre si mesma". Almada queria detalhes sobre a morte da esposa, a educadora Celestina Perez e também quais as acusações contra ele. Recorreu à Justiça pedindo que a Polícia fornecesse seus antecedentes e para sua surpresa, a Polícia então nega a existência deles. Pediu a abertura do Arquivo da Polícia, fato noticiado pela mídia e pouco depois recebeu um telefonema de uma mulher que lhe informou candidamente: "Professor Almada, seus papéis não estão na Central de Polícia, mas sim nos arredores de Asunción". Desconfiado, o professor a convida para ir a seu escritório na sede da Fundação Celestina Perez. Uma hora depois ela apresenta um plano. Almada levou-o ao juiz José Agustín Fernandez, condutor do recurso de hábeas data que decidiu abrir o Comissariado de Lambaré, a 10 quilômetros do centro da capital paraguaia. Isso foi em 22 de dezembro de 1992. Havia toneladas de documentos. Ele soubera do sistema Condor logo depois de ter sido seqüestrado pela Polícia Política de Stroessner e levado a um Tribunal Militar integrado pelos adidos militares de Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Uruguai, além de militares e políticos paraguaios. Trinta dias depois de ter seu crime tipificado como terrorista intelectual foi transferido para o Comissariado Primeiro, sede da Interpol. ?Soube então que estava no ventre do Condor, quando um comissário preso por não delatar o filho me recomendou ? se eu saísse vivo ? que lesse a Revista Policial do Paraguai; nela estava tudo sobre o Condor?. Era o período abril-maio de 1975. A Operação Condor foi criada em fins de novembro/dezembro daquele ano. (A.M.M.) Da lista de 146 criminosos, 14 são brasileiros Brasil abriga 14 dos 140 torturadores / GUSTAVO MORENO BRASÍLIA ? Voz pausada, suave, o procurador da República Italiana Giancarlo Capaldo defendeu o livre acesso aos documentos que relatam essa história. Inicialmente, ele recebeu a missão de investigar o assassinato e o desaparecimento de 25 cidadãos italianos na ditadura argentina e viu as ações da repressão se estenderem por todo o continente latino-americano, com ramificações na Europa. ?O mundo precisa ter acesso aos documentos que estão sob minha custódia?, afirmou. ?São declarações, testemunhos, dramas que envolveram centenas de pessoas, estratégias de torturas para se obter resultados, uma forma clara de se ver o que o homem pode fazer ao próprio homem, como instrumento de maldade?, desabafou. Ao final da investigação, Capaldo pediu a prisão e julgamento para 146 pessoas acusadas de cometer crimes em todos os países da América Latina, dos quais 14 autoridades brasileiras. Há ordens de prisão e extradição contra 61 argentinos, 32 uruguaios, 22 chilenos, sete bolivianos, sete paraguaios e quatro peruanos. Capaldo caracterizou o sistema Condor como ?complexo, bem concebido, que utilizava todo o aparato militar dos países envolvidos e nos anos 1980 pretendeu estender sua atuação para países europeus?. Em conjunto com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Pompeo de Matos (PDT-RS) e do Comitê de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados da Itália, Fúrio Colombo, Capaldo concordou com os termos de um acordo de cooperação para a troca de informações sobre a Operação Condor, a exemplo da morte do ex-presidente João Goulart, ainda não esclarecida. Na lista dos acusados estão o ex-presidente da Argentina Jorge Rafael Videla, o ex-almirante argentino Emilio Eduardo Massera e o ex-presidente uruguaio Juan María Bordaberry. O uruguaio Nestor Jorge Fernandez Troccoli, de 60 anos, foi preso na cidade de Salermo, no sul da Itália. Troccoli morava na cidade há anos. (A.M.M.) SAIBA MAIS ? Em 1976 funcionava no Brasil o "Plano de Busca Externa", criado dez anos da Operação Condor e conduzido pelo Centro de Informações Externas do Ministério das Relações Exteriores. Na Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), funcionava um serviço secreto que vigiava e entregava aos seus países acusados de subversão. ? Rodolfo Mongelós Leguizamon, perseguido duplamente pelas ditaduras brasileira e paraguaia, foi preso na década de 1970 em Foz do Iguaçu e levado para a Ilha das Flores (RJ). Perdeu tudo. Ele é um dos estrangeiros na lista dos que pediram indenização à União, no Brasil. Foi vítima da Operação Condor, juntamente com o jornalista Aluízio Palmar, o ex-senador paraguaio Aníbal Abate, o paraguaio César Cabral e Alejandro Stumps. Todos se exilaram no Paraná. ? O coordenador da ONG Tortura Nunca Mais, o ex-preso político Narciso Pires, apresentou abaixo-assinado pedindo a punição dos torturadores. O documento foi enviado ao presidente Lula e aos presidentes do Supremo Tribunal Federal e da Câmara dos Deputados. ? O procurador José Adércio Leite Sampaio defende a tese da inconstitucionalidade da Lei 11.111/05, que trata do acesso público aos arquivos ditatoriais. Segundo ele, essa lei estabelece obstáculos que, na prática, impedem o acesso aos registros. ?Ela representa um cheque em branco passado ao Executivo, uma delegação absurda de atribuições que, pela Constituição vigente, seriam próprias do Congresso Nacional?. ? João Vicente Goulart, filho do ex-presidente brasileiro João Belchior Marques Goulart, lembra que a confissão de um ex-agente da antiga ditadura uruguaia, hoje preso no Brasil, mostra que seu pai foi assassinado por meio de uma troca criminosa de medicamentos. Ele cobrou informações ao senador Romeu Tuma (PTB-SP), a quem pediu que ?se desprenda do seu passado e explique o que de fato ocorreu naqueles anos?. ? Ao lado dos delegados Sérgio Paranhos Fleury e Alcides Saldanha (ambos falecidos), Tuma comandou Operação Bandeirantes (Oban), no Estado de São Paulo, com ramificações no Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Suas ações repressivas resultaram em com seqüestros, torturas e mortes de presos políticos. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081223/970b2d2e/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 6264 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081223/970b2d2e/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 33433 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081223/970b2d2e/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 25867 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081223/970b2d2e/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 24 16:12:30 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 24 Dec 2008 16:12:30 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_FELIZ_NATAL_=C0_Voc=EA_que_sonh?= =?windows-1252?q?ou_um_sonho_de_solidariedade_e_extrapolou_esse_so?= =?windows-1252?q?nho=3B?= Message-ID: <004101c965f3$2fb48db0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. À Você que sonhou um sonho de solidariedade e extrapolou esse sonho; que acreditou que é preciso mais que acreditar; que soube dar a mão e caminhar junto; que soube ser mais que amigo e irmão. Mas ser cúmplice e companheiro; que teve olhos para olhar os oprimidos sem a piedade. Mas reuní-los como companheiros de jornada; que sabe enxergar os opressores da humanidade. Confronta-los e denunciá-los; (ou pelo menos dar uma sapatada) que almeja e luta por um mundo melhor, justo, fraterno e de oportunidades iguais; que elege as estrelas como objetivo; que constroi um sendeiro de beleza onde todos possam caminhar dando as mãos; que acredita que todos os Natais trazem a mensagem de um renascimento em busca de lúz e esperança; À você que nos recebe à cada dia,; que nos lê; que nos repassa; (ou não) que amplia os espaços e o tempo da consciência do caminho; agradecendo e retribuindo. um FELIZ NATAL! CARTA O BERRO Vanderley Caixe -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081224/1b41b43f/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 63208 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081224/1b41b43f/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: audio/mid Size: 19275 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081224/1b41b43f/attachment-0001.bin From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Dec 26 19:07:22 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 26 Dec 2008 19:07:22 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_=22Uma_esquerda_contra_aleitura?= =?windows-1252?q?_de_O_Capital_=22_-_texto_resposta_do_prof=2E_L?= =?windows-1252?q?=FAcio_Fl=E1vio_de_Almeida_-_ao_texto_do_editor_d?= =?windows-1252?q?a_Carta_Capital_=2C_Fl=E1vio_Aguiar_=3A_=22Do_soc?= =?windows-1252?q?ialismo_cient=EDfico_ao_socialismo_ut=F3pico=22?= Message-ID: <013f01c9679d$f26d8540$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: luc.flavio To: vanderleycaixe Cc: luc.flavio Sent: Friday, December 26, 2008 6:21 PM Subject: Re:[Carta O BERRO] FELIZ NATAL À Você que sonhou um sonho de solidariedade e extrapolou esse sonho; Caro Vanderley, não o conheço pessoalmente, mas admiro seu trabalho internauta. Enviei à Carta Maior um texto de crítica ao artigo do Flávio Aguiar, "Do socialismo científico ao socialismo utópico", mas, até o momento, não obtive resposta (talvez devido aos festejos natalinos). Como o artigo também foi publicado na Carta O Berro, pergunto se, antes que o ano se vá, você pode publicar meu texto? Podendo ou não, por favor, dê um retorno. Forte abraço, Lúcio. Uma esquerda contra a leitura de O capital Lúcio Flávio de Almeida Final de ano, examino o que se amontoou na caixa de mensagens deste estressado laptop e me deparo com esta mensagem. O título, ?Debate aberto?, desperta minha atenção. O segundo parágrafo inicia-se com ?O Capital?. Impossível não ler. Será uma esquerda anticapitalista? É um artigo do Flávio Aguiar, ?Do socialismo científico ao socialismo utópico? publicado na Carta Maior de 15/12/2008 e repassado pela Carta O Berro. Claro que li. O objetivo do autor é recuperar a dimensão ética da luta contra o capitalismo, o que implica abandonar ?cientificidade de índole positivista? colada no marxismo que nem masca de chiclete. Ótimo, só que isto dá um trabalho danado, que exige muita leitura e releitura de textos espinhosos. Exatamente o oposto do que Aguiar recomenda, ao menos no que se refere a O capital. Utopias também possuem determinações de classe. Portanto, algumas, além de inevitáveis, são desejáveis. Desconfio das que, em nome do anticientificismo, excluem o conhecimento científico da sociedade que se pretende transformar. O texto do Flavio Aguiar não é aberto. É desqualificador, o que não chega a assustar no debate que em geral se trava ? o duplo sentido é intencional ? no interior das esquerdas. Naquele segundo parágrafo, Aguiar afirma que ??O Capital?, de Karl Marx, compartilha com a Bíblia, além de questões de estilo, editoração, exegeses interpretativas e até propósitos um destino muito peculiar: é livro muito citado e pouco lido.? Em nenhum momento o autor se dá ao trabalho de sequer insinuar uma demonstração deste ?compartilhamento? de estilo e editoração pelas duas obras. Nem explicita porque juntou aspectos cuja vinculação com a autoria, ao menos no caso de O capital, pode parecer óbvia, mas não é: o serem objetos de tantas ?exegeses interpretativas? (sic) e pouco lidas. Quanto aos ?propósitos? , nada entendi, mas é melhor deixar pra lá. Aguiar afirma que, na sua geração, poucos leram o primeiro livro d?O capital e pouquíssimos foram além. Afinal, os livros dois e três, publicados postumamente com base ?no nobre esforço editorial de Engels? (estará aí uma proximidade com a Bíblia?), são ?mais descosidos e de leitura mais árdua?. Aguiar contentou-se com o opúsculo de Engels, Do socialismo utópico ao socialismo científico, que, admite, leu mal, de modo maniqueísta e linear. É neste texto ? parte de um livro maior, o Anti-Dühring ? que Aguiar centra suas considerações sobre a necessidade de se refundarem as bases de uma luta pelo socialismo. Todavia, mesmo aqui, não é de todo descabida a suposição, a partir do que o próprio Aguiar declara, de que o articulista ainda tem muitas contas a acertar com a leitura de um texto de menor calibre ? polêmica e divulgação ? do que a principal obra teórica de Marx. Mas isso é assunto dele, que, aliás, mistura o tempo todo, sua trajetória pessoal, inclusive opções de leitura, com as formulações elaboradas por dois caras, Marx e Engels, que não têm muito a ver com isso. Quanto mais propostas para o avanço, em tempos muito difíceis, das lutas para mudar o mundo, melhor. O lamentável é justamente agora, quando se manifesta uma ampla crise do capitalismo, desencorajar as pessoas, especialmente os jovens trabalhadores, de lerem O capital. Refundar as perspectivas de transformação social, e não apenas se preocupar com políticas neodesenvolvimentistas, exige muito trabalho, inclusive muito estudo. Neste caso, a leitura atenta e crítica d?O capital é imprescindível. Enquanto escrevinho estes comentários, tenho ao meu lado um exemplar do opúsculo de Engels (Rio de Janeiro, Vitória, 1962), que utilizei em diversos grupos de estudo. Bate uma saudade gostosa. Hoje, boas edições de O capital estão disponíveis, despertam grande interesse e levam à formação de grupos de estudo bem mais numerosos. Recentemente, participei de uma experiência dessas na universidade onde trabalho. Convidamos estudiosos para fazerem as conferências e dedicamos um semestre a cada livro. Diferentemente do que faz Aguiar, recomendo. O tempo ruge e vou mudar de assunto. Abraços, boas festas, muita garra e muito tino na difícil luta para que esta crise não deságüe em barbárie ainda maior. Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida (professor; autor de Uma ilusão de desenvolvimento: nacionalismo e dominação burguesa nos anos JK. Florianópolis, EDUFSC, 2006). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081226/9b2129d8/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Dec 27 16:37:47 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 27 Dec 2008 16:37:47 -0200 Subject: [Carta O BERRO] Feliz Natal por FREI BETTO Message-ID: <054f01c96852$37d14b80$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Feliz Natal FREI BETTO -------------------------------------------------------------------------- Feliz Natal a todos que pulam corda com a linha do horizonte e riem à sobeja dos que apregoam o fim da história -------------------------------------------------------------------------- FELIZ NATAL aos infelizes cativos do desapreço ao próximo, da irremediável preguiça de amar, do zelo excessivo ao próprio ego. E aos semeadores de alvíssaras, aos glutões de premissas estéticas, aos fervorosos discípulos da ética. Feliz Natal ao Brasil dos deserdados, às mulheres naufragadas em lágrimas, aos escravos do infortúnio condenados à morte precoce. E aos premiados pela loteria biológica, aos desmaquiadores de ilusões, aos inconsoláveis peregrinos da vicissitude. Feliz Natal aos órfãos do mercado financeiro, pilotos de vôos sem asas e sem chão, fiéis devotos da onipotência do mercado, agora encerrados no impiedoso desabrigo de suas fortunas arruinadas. E também aos lavradores da insensatez espelhada na linguagem transmutada em arte. Feliz Natal às lagartas temerosas de abandonar casulos, ao desborboletear de insignificâncias cultivadoras de ódios, aos exilados na irracionalidade do despautério consensual. E aos dessedentados na saciedade do infinito, no silêncio inefável, nas paixões condensadas em prestativa amorosidade. Feliz Natal a quem escapa dos indomáveis pressupostos da lógica consumista, dessufoca-se em celebrações imantadas de deidade, livre do desconforto da troca compulsória de presentes prenhes de ausências. E aos hospedeiros de prenúncios do leque infinito de possibilidades da vida. Feliz Natal a quem não planta corvos nas janelas da alma, nem embebe o coração de cicuta, e coleciona no espírito aquarelas do arco-íris. E a quem trafega pelas vias interiores e não teme as curvas abissais da oração. Feliz Natal aos devotos do silêncio recostados em leitos de hortênsias a bordar, com os delicados fios dos sentimentos, alfombras de ternura. E a quem arranca das cordas da dor melódicas esperanças. Feliz Natal aos que trazem às costas aljavas repletas de relâmpagos, aspiram o perfume da rosa-dos-ventos e carregam no peito a saudade do futuro. Também a quem mergulha todas as manhãs nas fontes da verdade e, no labirinto da vida, identifica a porta que os sentidos não vêem e a razão não alcança. Feliz Natal aos dançarinos embalados pelos próprios sonhos, ourives sapienciais das artimanhas do desejo. E a quem ignora o alfabeto da vingança e não pisa na armadilha do desamor. Feliz Natal a quem acorda todas as manhãs a criança adormecida em si e, moleque, sai pelas esquinas a quebrar convenções que só obrigam a quem carece de convicções. E aos artífices da alegria que, no calor da dúvida, dão linha à manivela da fé. Feliz Natal a quem recolhe cacos de mágoas pelas ruas para atirá-los no lixo do olvido e se guarda no recanto da sobriedade. E a quem se resguarda em câmaras secretas para reaprender a gostar de si e, diante do espelho, descobre-se belo na face do próximo. Feliz Natal a todos que pulam corda com a linha do horizonte e riem à sobeja dos que apregoam o fim da história. E aos que suprimem a letra erre do verbo armar. Feliz Natal aos poetas sem poemas, aos músicos sem melodias, aos pintores sem cores, aos escritores sem palavras. E a quem jamais encontrou a pessoa a quem declarar todo o amor que o fecunda em gravidez inefável. Feliz Natal a quem, no leito de núpcias, promove despudorada liturgia eucarística, transubstancia o corpo em copo, inunda-se do vinho embriagador da perda de si no outro. E a quem corrige o equívoco do poeta e sabe que o amor não é eterno enquanto dura, mas dura enquanto é terno. Feliz Natal aos que repartem Deus em fatias de pão, bordam toalhas de cumplicidades, secam lágrimas no consolo da fé, criam hipocampos em aquários de mistério. Feliz Natal a quem se embebeda de chocolate na esbórnia pascal da lucidez crítica e não receia se pronunciar onde a mentira costura bocas e enjaula consciências. E a quem voa inebriado pelo eco de profundas nostalgias e decifra enigmas sem revelar inconfidências; nu, abraça epifanias sob cachoeiras de magnólias. Feliz Natal a todos que dão ouvidos à sinfonia cósmica e, nos salões da Via Láctea, bailam com os astros ao ritmo de siderais incertezas. Queira Deus que renasçam com o menino que se aconchega em corações desenhados na forma de presépios. -------------------------------------------------------------------------------- CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO , o Frei Betto, 64, frade dominicano e escritor, é autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004). -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081227/81218b58/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9974 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081227/81218b58/attachment-0001.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 28 13:15:12 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 28 Dec 2008 13:15:12 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_M=DASICAS_=C1RABES_=28dezenas_d?= =?windows-1252?q?e_m=FAsicas_populares_=E1rabes_e_mais=2E=2E=2E=29?= =?windows-1252?q?_____________________________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <086001c968ff$14c42d80$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. MÚSICAS ÁRABES (dezenas de músicas populares árabes /vídeos e artistas) (clique no link) http://isma3.com/ e http://tendaarabebymary.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&_c=BlogPart&partqs=cat%3dDOWNLOAD%2b(MP3%2b%25c3%2581RABE) -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081228/fa73d9b0/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081228/fa73d9b0/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Dec 28 13:15:18 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 28 Dec 2008 13:15:18 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Faixa_de_Gaza=3A_a_irracional_l?= =?windows-1252?q?=F3gica_da_Guerra?= Message-ID: <086701c968ff$19e5ce90$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Maria Cristina Obredor Faixa de Gaza: a irracional lógica da Guerra 27 de dezembro de 2008 Por Guillermo Sullings Porta voz do Humanismo na Argentina Os recentes bombardeios por parte de Israel à faixa de Gaza estão comovendo ao mundo inteiro. Em primeiro lugar pela quantidade de vítimas, e em segundo lugar pelas conseqüências que pode ter uma escalada bélica em um mundo que se encontra à beira de um desastre nuclear. A pretensão, por parte de Israel, de justificar este sangrento bombardeio, como parte da luta contra os ataques de Hamas, não é mais do que um novo intento de validar um massacre através de hipócritas e irracionais argumentos com os quais os prepotentes belicistas estão levando ao mundo para uma hecatombe. Deve-se lembrar mais uma vez que o crescimento do terrorismo nos últimos tempos tem sido em boa medida uma conseqüência e uma resposta, violenta e irracional também, no marco da escalada de atropelos por parte das potências bélicas para com as nações mais débeis. Neste contexto, pretender diferenciar a violência dos exércitos formais, que oprimem e massacram povos inteiros, da violência terrorista, que semeia morte e espanto, como se a primeira fosse legal e admissível e a segunda ilegal e reprovável, faz parte da grande hipocrisia da política internacional. No minúsculo território da Faixa de Gaza vivem, ou tentam sobreviver, mais de um milhão e meio de palestinos, que procuram trabalhar como podem no próprio Israel, subsistindo graças à ?ajuda humanitária? da ONU. O recente bloqueio por parte de Israel, com o pretexto de considerá-lo território hostil por albergar também o território de Hamas, mostrou até que ponto se tenta manter esta população sob uma permanente chantagem de prêmios e castigos. Nesta situação, não é para se surpreender então do apoio popular que os violentos podem ter dentro da população. É bom lembrar também que a Faixa de Gaza é um território que pertencia ao Egito e que Israel ocupou 40 anos atrás, até que recentemente ele passou a fazer parte do território controlado pela Autoridade Nacional Palestina. Esta maneira de proceder, invadindo territórios, seja para se instalar definitivamente, ou para depois negociar lentas retiradas a troco de manter o controle e o poder de algum jeito, é a mesma que os EUA e seus aliados usaram para disciplinar o mundo e manejar seus recursos naturais. Não resulta estranho então, que perante tão prepotente acionar surjam a cada vez reações mais monstruosas, nas quais os poderosos por sua vez tentam justificar o aumento de sua prepotência alimentando o círculo vicioso da violência que pode nos levar rapidamente para uma catástrofe nuclear. Haja vista que a maior parte dos atores dos conflitos vigentes no mundo são potências nucleares. E não se deve esquecer que a crise econômica internacional atual torna os prepotentes ainda mais perigosos, os quais podem buscar na guerra uma ?saída política? para a situação que lhes foi colocada nas mãos. É claro que todos os conflitos do mundo poderiam ser resolvidos pacificamente desde que avançáramos para uma concepção de uma Nação Humana Universal. Uma Nação na qual todos os países se ocupem de garantir que cada povo possa se desenvolver e tenha um território onde trabalhar em paz, sem pressões nem chantagens. Deve-se compreender também que a intolerância cultural e religiosa são formas da violência desde as que costumam se justificar, com irracional lógica, as escaladas de violência física. Muito deverá ser feito para que os povos tomem consciência de que em um mundo de intolerância e de injustiça, ninguém poderá viver em paz. Mas , nesta forma de consciência, deve-se começar pelo mais urgente: descomprimir as situações de tensão extrema e desarticular os fatores de pressão e chantagem. Para isso, é fundamental e prioritário que, no mundo todo, as forças invasoras se retirem dos territórios ocupados e que agora mesmo seja iniciado o desarme nuclear. E, neste caso em particular, Israel não só deveria deixar de atacar imediatamente o povo de Gaza, como também deveria rever sua política intransigente e opressiva para com o povo palestino. E, o povo palestino, por sua vez, deveria tomar consciência de que é necessário buscar uma saída através de alianças de paz com outros povos do mundo e deixar de acreditar na obstinação suicida dos violentos. Guillermo Sullings Porta-voz do Humanismo na Argentina __._,_.___ __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081228/0a2fd5a9/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 19692 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081228/0a2fd5a9/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 10710 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081228/0a2fd5a9/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Dec 29 19:11:03 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 29 Dec 2008 19:11:03 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Porque_Israel_=E9_um_Estado_Nazi?= =?iso-8859-1?q?sta_/_Terrorismo_israelense_em_Gaza_deve_ser_conden?= =?iso-8859-1?q?ado_e_derrotado_/Sara_Roy=3A_Se_Gaza_cair=2C_Cisjor?= =?iso-8859-1?q?d=E2nia_cair=E1_depois?= Message-ID: <006d01c969f9$f6bc5280$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro...........................................................................repassem ----- Original Message ----- From: DELTA - JC Macluf Porque Israel é um Estado Nazista Por Paulo Silva 28/12/2008 às 21:04 No ataque mais sangrento nos territórios palestinos nesse ano, 296 pessoas, entre eles muitas mulheres e oito crianças, morreram ontem quando Bombas do Exército israelense atingiram residencias na Faixa de Gaza. Mais de mais de 500 pessoas ficaram feridas, algumas delas gravemente.muitos bombardeios destroçaram um complexo de casas onde viviam integrantes de uma só família, a Al-Assamna. Segundo testemunhas, a família estava dormindo na hora da primeira explosão, às 5h15. Em pânico, os moradores tentavam fugir qunado mais bombas atingiram as mesmas casas. ?Vimos pernas, cabeças e mãos espalhadas pela rua?, contou o vizinho Attaf Hamad, de 22 anos.? Mais adiante o jornal informa que os militantes do Hamas mais próximos estavam a 450 metros de distância, acabando com a balela sionista de que civis são atingidos porque guerrilheiros se misturam a eles. O jornal informa ainda que o uso de bombas em operações desse tipo é condenado por especialistas, por causa da imprecisão dessas armas. Ou seja, o Estado de Israel usa bombas mesmo sabendo que o risco de matar civis é altíssimo. É praticamente homicídio premeditado. Ou genocídio premeditado. Isto demonstra que o Estado de Israel não tem a menor consideração e o menor respeito por vidas palestinas, caracterizando-se claramente como um Estado criminoso, assassino em massa. Isso nos traz ao tema deste artigo: Israel é um Estado nazista. Nazista, em primeiro lugar, porque considera que a vida de um judeu vale mais dos que as vidas de centenas de palestinos, assim com os nazistas germânicos achavam que a vida de um alemão valia mais do que as vidas de centenas de judeus ou russos ou ciganos, etc. A pretexto de resgatar um soldado seqüestrado pelo Hamas em Gaza, o Estado de Israel se acha no direito de sair matando civis palestinos, inclusive mulheres e crianças. Depois, dizem que foi um ?erro técnico? e fica tudo por isso mesmo, com as bênçãos dos Estados Unidos, sem os quais Israel já teria deixado de existir há muito tempo. Os israelenses vivem de uma esmolinha de três bilhões de dólares por ano, esmolinha dada pelos americanos. Nazista, em segundo lugar, porque é um Estado constituído sobre uma base racial. Israel é, oficialmente, um Estado judeu. Quando os judeus são criticados, gritam: ?Racismo!?. Isto é, os judeus se consideram uma raça. Aliás, organizações judaicas em todo o mundo, inclusive no Brasil e na Paraíba, têm promovido testes de DNA para determinar quem tem o direito de se proclamar judeu. Se os judeus são uma raça, como eles próprios se consideram (já que etnia não se mede por teste de DNA), Israel é um Estado racial. Se é um Estado racial, é um Estado racista. Se é um Estado racista, é um Estado nazista. Os judeus deixaram de ser vítimas há muito tempo. Hoje são algozes, matadores cruéis de civis inocentes. Comportam-se como nazistas. Até mesmo em sua exploração sistemática do Holocausto, os judeus se mostram racistas. Atuam para ter o monopólio da grife Holocausto. Vivem repetindo que os nazistas germânicos mataram seis milhões de judeus, o que é verdade (não sou, de modo algum, um negacionista do Holocausto), mas apagam dos registros o genocídio dos ciganos, dos quais cerca de seiscentos mil foram dizimados pelos mesmos nazistas germânicos, muitas vezes nos mesmos campos de concentração. Proporcionalmente, o número de ciganos mortos foi tão alto quanto o de judeus. E ainda houve, como vítimas do Holocausto, os comunistas, os homossexuais, as testemunhas de Jeová, os deficientes físicos, os deficientes mentais e outros grupos (até mesmo os esperantistas, adeptos da língua internacional e neutra Esperanto foram perseguidos e muitas vezes mortos). Tudo isso é apagado; tudo isso é esquecido. No livro Holocausto ? O massacre de seis milhões, o escritor judeu Ben Abraham apaga os ciganos com um truque sórdido: diluindo-os nas nacionalidades. Ou seja, um judeu polonês morto é um judeu; um cigano romeno morto não é um cigano, mas um romeno. Assim, eles ficam com o monopólio do Holocausto e o transformam numa grife judaica que justifica tudo, inclusive o massacre, brutal e covarde, hediondo, de mulheres e crianças palestinas. Até como vítimas os sionistas são racistas. Até como vítimas os sionistas são nazistas. Como algozes, então, nem se fala. Outro conceito nazista fundamental para o Estado de Israel é o de ?espaço vital?. Hitler dizia que os alemães precisavam de ?espaço vital?, quer dizer, as terras dos vizinhos. Os sionistas dizem e fazem a mesma coisa. As famigeradas colônias construídas sobre terras palestinas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e sobre terras sírias nas Colinas de Golã são nada menos que a aplicação do conceito nazista de ?espaço vital?. Por que só Hitler deveria ser condenado por isso? Por que os sionistas e o Estado de Israel não deveriam ser condenados? Dois pesos e duas medidas? Nazismo é nazismo, não importa se germânico ou judeu. O próprio conceito de ?povo eleito? é puro racismo. Os nazistas germânicos se consideravam o povo eleito pela genética. Os judeus se consideram o povo eleito por Deus e, conseqüentemente, também pela genética. Não há diferença. O judaísmo é, essencialmente, uma religião racista. E todo racismo tem que ser condenado, tenha ou não fundo religioso. Em nome de sua suposta escolha por Deus, os hebreus cometeram muitos massacres, massacres horríveis: ?Não deixareis vivo nada que respire; pelo contrário: passareis no fio da espada homens, mulheres, crianças e animais?. Está na Bíblia dos hebreus. Precisa dizer mais? Antes passavam no fio da espada; hoje matam com mísseis e balas de canhão. Sempre foram nazistas; continuam nazistas. Por fim, uma palavra sobre o judaísmo messiânico. Os judeus tradicionais ? a grande maioria que inclui ortodoxos, conservadores, liberais e reformistas ? consideram Jesus Cristo um falso messias, portanto um farsante, um impostor (enquanto os muçulmanos consideram Jesus um profeta, um dos nove profetas do islamismo). Os judeus messiânicos consideram Jesus o verdadeiro messias, mas acham que ele veio somente para os judeus. Ou seja, Jesus não morreu pela humanidade, mas somente por eles, os hebreus. Quanta pretensão! Quanto racismo! Quanto nazismo! Basta de hipocrisia. Denunciemos o sionismo pelo que ele é: uma forma de racismo e de nazismo. Denunciemos o Estado de Israel pelo que ele é: um Estado racial, racista, nazista. Podem espernear à vontade, mas esta é a verdade. A verdade, meus caros, a verdade. http://midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/436179.shtml ========================================================================================================================== Editorial Terrorismo israelense em Gaza deve ser condenado e derrotado Aviões da Força Aérea israelense bombardeiam a Faixa de Gaza desde as primeiras horas de sábado, dia 27, procurando atacar a infra-estrutura desta região palestina, dirigida pelo movimento Hamas. O resultado parcial até agora é a morte de 280 moradores e mais de 900 feridos. A ofensiva de Israel é a mais virulenta em 40 anos de conflito palestino-israelense, e os ataques foram condenados por vários países e movimentos pacifistas do mundo inteiro. O próprio governo brasileiro denunciou a ''desproporção'' da retaliação israelense frente os obuses lançados pelo movimento Hamas na fronteira com Israel. Os bombardeios israelenses destruíram várias sedes de delegacias de polícia na Faixa de Gaza, atingindo áreas residenciais, uma estação de televisão do movimento islâmico, que apesar disso continuou suas transmissões a partir de local ainda não conhecido. Seis mil e quinhentos reservistas das forças armadas israelenses estão sendo convocados para eventual ataque terrestre, e o primeiro ministro Ehud Olmert diz que a ofensiva ''poderá prolongar-se durante muito tempo'', enquanto o ministro da Defesa Ehud Barak advertiu que o Exército está mobilizando forças de infantaria para ''aprofundar e ampliar a sua operação para o que seja necessário''. Barak disse também que a ofensiva ''não será fácil nem breve''. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas convocou reunião de emergência durante a madrugada de sábado para domingo exigindo medidas para o cessar fogo e para empreender esforços de ajuda humanitária na região de Gaza mais atingida. O movimento Hamas, que venceu a eleição em 2006 e governa a Faixa de Gaza, informou através de seus porta-vozes que ''continuará a resistência até a última gota de sangue'' e que ''todos os combatentes estão chamados a responder à altura a carnificina israelense''. O líder do grupo palestino no exílio, Jaled Meshaal, convocou a partir do sábado a população para uma nova intifada contra Israel em função dos ataques à Gaza. O líder do Governo do Hamas, Ismael Haniyeh, já havia assegurado que os palestinos nunca se renderão a Israel. ''Não abandonaremos nossa terra, não levantaremos bandeiras brancas e não nos ajoelharemos, exceto frente a Deus''. Pouco depois do ataque israelense, militantes do Hamas lançaram vários foguetes em direção ao território judeu e segundo fontes do exército israelense este ataque causou a morte de uma mulher da população de Netivot, na fronteira com Gaza. O discurso dos líderes israelenses lembra, mais uma vez, o tom empregado agressivo dos nazistas de Adolf Hitler durante a Segunda Grande Guerra, e em pouco difere da lógica imperialista da teoria da guerra infinita e preventiva colocada em prática nos últimos oito anos de governo George W. Bush, que está em final de mandato na Casa Branca. O que pode ser uma notícia realmente alvissareira é que dentro de Israel forças progressistas e contra a guerra se mobilizam também condenando este ataque criminoso. Dezenas de ativistas de esquerda se manifestaram no centro de Tel Aviv proclamando que ''a sociedade israelense deve escutar a voz clara e concreta contra a guerra em Gaza'', exigindo o levantamento do cerco à Faixa de Gaza e propondo negociações para encerrar os ataques. Segundo líderes deste movimento pacifista a guerra não é a solução para resolver o problema dos foguetes. E insistiram que existe outro caminho. Uma trégua real, dizem, exigirá não apenas o cessar-fogo, mas também o levantamento do cerco da Faixa de Gaza para reduzir o duro sofrimento de uma população de um milhão e meio de pessoas. Eles juntam suas vozes, desta forma, ao clamor internacional pelo fim das agressões criminosas e anti-humanitárias da quadrilha que, há décadas, dirige o estado de Israel e constitui o principal fator de instabilidade e de violência no Oriente Médio. ===================================================================================================== NÃO DEIXEM DE LER !!! * Sara Roy é professora do Harvard's Center for Middle Eastern Studies. Autora de Failing Peace: Gaza and the Palestinian-Israeli Conflict 28 DE DEZEMBRO DE 2008 - 13h40 Sara Roy: Se Gaza cair, Cisjordânia cairá depois O sítio de Gaza, por Israel, começou em 5 de novembro, um dia depois de Israel ter atacado a Faixa, ataque feito sem possibilidade de dúvida para pôr fim à trégua estabelecida em junho entre Israel e o Hamás. Embora os dois lados tenham violado antes o acordo, nunca antes acontecera qualquer violação em tão grande escala. O Hamás respondeu com foguetes, e desde então a violência não recrudesceu. Por Sara Roy* Com o sítio, Israel visa a dois principais objetivos. Um, reforçar a idéia de que os palestinos são problema exclusivamente humanitário, como pedintes, mendigos sem qualquer identidade política e, portanto, sem reivindicações políticas. Segundo, impingir a questão de Gaza, ao Egito. Por isso, os israelenses toleram as centenas de túneis que há entre Gaza e o Egito, pelos quais começou a formar-se um setor comercial informal, embora cada vez mais regulado. A muito grande maioria dos habitantes da Faixa de Gaza vive em condições de miséria, com 49,1%, estatísticas oficiais, de desempregados. De fato, os habitantes de Gaza já sabem que está desaparecendo rapidamente, para todos, qualquer possibilidade real de emprego. Dia 5/11, o governo de Israel fechou todas as vias de entrada e saída de Gaza. Comida, remédios, combustível, peças de reposição para as redes de energia, água e esgoto, adubo, embalagens, telefones, papel, cola, calçados e até copos e xícaras não entram nos territórios ocupados em quantidade suficiente, ou absolutamente não há. Conforme relatórios da Oxfam, apenas 137 caminhões com alimentos entraram em Gaza no mês de novembro de 2008. Em média, 4,6 caminhões/dia; em outubro de 2008, entraram em média 123; em dezembro de 2005, 564. As duas principais organizações que levam comida a Gaza são a UNRWA, Agência de Ajuda Humanitária da ONU para os Refugiados Palestinos e o Oriente Médio; e a WFP, "Programa Alimento para o Mundo". A UNRWA alimenta aproximadamente 750 mil palestinos em Gaza (cerca de 15 caminhões/dia de alimentos). Entre 5/11 e 30/11, só chegaram 23 caminhões, cerca de 6% do mínimo indispensável; na semana de 30/11, chegaram 12 caminhões, 11% do mínimo indispensável. Durante três dias, em novembro, a UNRWA esteve totalmente desabastecida e 20 mil pessoas não receberam a única comida com que contam para matar a fome. Nas palavras de John Ging, diretor da UNRWA em Gaza, praticamente todos os atendidos pela organização dependem completamente do que recebem, seu único alimento. Dia 18/12, a UNRWA suspendeu completamente a distribuição de alimento, dos programas regulares e dos programas de emergência, por causa do bloqueio israelense. A WFP enfrenta problemas semelhantes; conseguiu enviar apenas 35 caminhões, dos 190 previstos para atender as necessidades da Faixa de Gaza até o início de fevereiro de 2009 (mais seis caminhões conseguiram chegar a Gaza, entre 30/11 e 6/12). E não é só: a WFP é obrigada a pagar pelo armazenamento dos alimentos que não podem ser enviados a Gaza. Só em novembro, pagou 215 mil dólares. Se Israel mantiver o sítio a Gaza, a WFP terá de pagar mais 150 mil dólares pelo armazenamento dos alimentos, no mês de dezembro, dinheiro que deveria ser usado para auxiliar os palestinos, mas está entrando nos cofres de empresas israelenses de armazenamento. A maioria das padarias comerciais em Gaza (30, de 47) foi obrigada a fechar as portas por falta de gás de cozinha. As famílias estão usando qualquer tipo de combustível que encontrem, para cozinhar. Como a FAO/ONU já informou, o gás é indispensável para manter aquecidos os criadouros de aves. A falta de gás e de rações, já levou à morte milhares de galinhas e frangos. Em abril, conforme a FAO, já praticamente não haverá galinhas e frangos em Gaza e para 70% dos palestinos, carne e ovos de galinha são a única fonte de proteína. Bancos, impedidos por Israel de operar nos territórios ocupados, fecharam as portas dia 4/12. Num deles há um aviso, em que se lê: "Por decisão da Autoridade das Finanças na Palestina, o banco permanecerá fechado hoje, 4/12/2008, 5ª-feira, por falta de numerário. O banco só reabrirá quando voltar a receber moeda." O Banco Mundial já antecipara que o sistema bancário em Gaza entraria em colapso se as restrições continuassem. Todo o fluxo de dinheiro para os programas foi suspenso, e a UNRWA suspendeu a assistência financeira a outros subprogramas, para os mais necessitados, dia 19/11. Também está paralisada a produção de livros didáticos e cadernos, porque não há papel, tinta de impressão e cola, em Gaza. Com isso, 200 mil estudantes serão afetados, ano que vem, no início das aulas. Dia 11/12, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, enviou 25 milhões de dólares para o sistema bancário na Palestina, depois de um apelo do primeiro-ministro palestinense, Salaam Fayad; foi a primeira remessa, desde outubro. Não bastará nem para pagar o mês de salários atrasados dos 77 mil funcionários públicos de Gaza. Dia 13/11, foi suspensa a operação da única estação de energia elétrica que opera em Gaza; as turbinas foram desligadas por absoluta falta de diesel industrial. As duas turbinas movidas a bateria 'caíram' e não voltaram a funcionar dez dias depois, quando chegou um único carregamento de combustível. Cerca de 100 peças de reposição, encomendadas para as turbinas, estão há oito meses no porto de Ashdod, em Israel, a espera de que as autoridades da alfândega israelense as liberem. Agora, Israel começou a leiloar as peças não liberadas, porque permanecem há mais de 45 dias no porto. Tudo feito conforme a legislação de Israel. Durante a semana de 30/11, 394 mil litros de diesel industrial foram liberados para a estação de produção de energia: aproximadamente 18% do mínimo que Israel está legalmente obrigado a fornecer. Foi suficiente apenas para fazer funcionar uma turbina, por dois dias, antes de a estação ser novamente fechada. A Gaza Electricity Distribution Company informou que praticamente toda a Faixa de Gaza ficará sem eletricidade por períodos que variarão entre 4 e 12 horas/dia. Em vários momentos, haverá mais de 65 mil pessoas sem eletricidade. Nem mais uma gota de óleo diesel (para geradores e para transporte) foi entregue essa semana (como já acontece desde o início de novembro); nem de gás de cozinha. Os hospitais em Gaza estão operando, ao que parece, com diesel e gás recebido do Egito, pelos túneis; ao que se diz, são produtos administrados e taxados pelo Hamás. Mesmo assim, dois hospitais em Gaza estão sem gás de cozinha desde 23/11. Além dos problemas diretamente causados pelo sítio israelense, há os problemas criados pelas divisões políticas entre a Autoridade Palestina na Cisjordânia e a Autoridade do Hamás, em Gaza. Por exemplo, a CMWU, que fornece água para a região costeira de Gaza, que não é controlada pelo Hamás, é financiada pelo Banco Mundial via a Autoridade Palestina para a Água (PWA) em Ramállah; o financiamento destina-se a pagar o combustível para as bombas do sistema de esgotos de Gaza. Desde junho, a PWA tem-se recusado a liberar o dinheiro, aparentemente porque entende que o funcionamento dos esgotos beneficiaria o Hamás. Não sei se o Banco Mundial tentou alguma intervenção nesse processo, mas, por hora, a UNRWA está fornecendo o combustível necessário, embora não tenha orçamento para essa finalidade. A CMWU também pediu autorização a Israel para importar 200 toneladas de cloro; até o final de novembro recebeu apenas 18 toneladas suficiente para o consumo de uma semana de água clorada. Em meados de dezembro, a cidade de Gaza e o norte da Faixa só tinha água por seis horas, a cada três dias. Segundo a Organização Mundial de Saúde, as divisões políticas entre Gaza e a Cisjordânia também têm tido sério impacto sobre o abastecimento de remédios em Gaza. O ministério da Saúde da Cisjordânia (MOH) é responsável por comprar e distribuir quase todos os produtos farmacêuticos e cirúrgico-hospitalares usados em Gaza. E todos os estoques estão perigosamente baixos. No mês de novembro, várias vezes o ministério devolveu carregamentos recebidos por via marítima, por não haver espaço para armazenamento; apesar disso, nada tem sido entregue em Gaza, em quantidades suficientes. Na semana de 30/11, chegou a Gaza um caminhão com remédios e suprimentos médios, enviado pelo MOH em Ramállah; foi o primeiro, desde o início de setembro. Está acontecendo aí, ante nossos olhos, a destruição de toda uma sociedade e nenhum clamor se ouve, além dos avisos da ONU, que são ignorados pela comunidade internacional. A União Européia anunciou recentemente que deseja estreitar relações com Israel, pouco depois de as autoridades israelenses terem declarado abertamente que preparam a invasão, em larga escala, da Faixa de Gaza e de terem apertado ainda mais o bloqueio econômico, com o apoio, já nada tácito, da Autoridade Palestina em Ramállah. Essa, vê-se, está colaborando com Israel, em várias medidas. Dia 19/12, o Hamás deu oficialmente por encerrada a trégua (que Israel declarou que estaria interessado em renovar), porque Israel não suspendeu (nem diminuiu) o bloqueio. Por que, como, em que sentido, negar alimento e remédios à população de Gaza ajudaria a proteger os israelenses? Por que, como, em que sentido, o sofrimento das crianças de Gaza - mais de 50% da população são crianças! - beneficiaria alguém? A lei internacional e a decência humana exigem que essas crianças sejam protegidas. Se Gaza cair, a Cisjordânia cairá depois. * Sara Roy é professora do Harvard's Center for Middle Eastern Studies. Autora de Failing Peace: Gaza and the Palestinian-Israeli Conflict. Artigo reproduzido da Agência Carta Maior -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081229/e9c5f589/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1310 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081229/e9c5f589/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Dec 30 19:40:40 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 30 Dec 2008 19:40:40 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?FA=C7A_NOVO_O_TEU_ANO_por_Frei_B?= =?windows-1252?q?etto?= Message-ID: <044f01c96ac7$42e3a0a0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. FAÇA NOVO O TEU ANO Frei Betto Neste ano-novo, faça-te novo, reduzas a tua ansiedade, cultivas flores no canteiro da alma, regues de ternura teus sentimentos mais profundos, imprimas a teus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças. Não te mires nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso. Mira-te em ti mesmo, assumas teus talentos, acredites em tua criatividade, abrace com amor tua singularidade. Evitas, porém, o olhar narciso. Sejas solidário; aos estender aos outros as tuas mãos estarás oxigenando a própria vida. Não seja refém de teu egoísmo. Cuida-te da língua. Não professes difamações e injúrias. O ódio destrói quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-te a expressar ao menos cinco elogios por dia. Tua saúde espiritual agradecerá. Não desperdices tua existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegues transformar em síntese cognitiva. Não deixes que a espetacularização da mídia anule tua capacidade de sonhar e te transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos. Centra tua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflitas, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrarás a ti mesmo e, com certeza, um Outro que vive em ti e quase nunca é escutado. Cuida da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhas, pratiques exercícios aeróbicos, sem descuidar de acarinhar tuas rugas e não temer as marcas do tempo em teu corpo. Freqüentes também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão. Não dês importância ao que é fugaz, nem confundas o urgente com o prioritário. Não te deixes guiar pelos modismos. Faças como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que tu não precisas para ser feliz. Jamais deixes passar um dia sem um momento de oração. Se não tens fé, mergulha-te em tua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos. Não te deixes desiludir pelo mundo que o cerca. Assim o fizeram seres semelhantes a nós. Saibas que és chamado a transformá-lo. Se tens nojo da política, receberas a gratidão dos políticos que a enojam. Se és indiferente, agradecerão os que a ela se apegam. Se reages e atuas, haverão de temer-te, porém a democracia se fará mais participativa. Arranque de tua mente todos os preconceitos e, de tuas atitudes, todas as discriminações. Sê tolerante, coloca-te no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indagues a ti mesmo por que provocas em outrem antipatia, rejeição, desgosto. Reveste-te de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte. Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilizes material não-biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: tua mãe. Dela viestes e a ela voltarás; hoje, vives do beijo que lhe dá continuamente na boca: ela te nutre de oxigênio e alimentos. Guarde um espaço em teu dia-a-dia para conectar-te com o Transcendente. Deixas que Deus acampe em tua subjetividade. Aprendas a fechar os olhos para ver melhor. Feliz 2009! Frei Betto é escritor, autor de ?Gosto de uva? (Garamond), entre outros livros. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081230/fd864d1b/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Dec 31 17:52:00 2008 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 31 Dec 2008 17:52:00 -0200 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Eu_desejo_para_todos_voc=EAs_a?= =?windows-1252?q?_p=E1z=2E=2E=2E=2E=2Ea_rosa=2E=2E=2E=2E=2E=2E?= Message-ID: <018001c96b81$3ed01fb0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Feliz Ano Novo. Feliz 2009. Eu desejo para todos vocês a Paz que desejo ao sofrido povo palestino, hoje, neste novo ano, esmagado, destroçado pelos nazi-sionista-israelenses que ocupam o poder no estado norte-americano-israelita; Eu desejo para todos vocês a fartura e a saciedade de comida e de viver , que desejo ao povo africano do Quênia, Zimbawe, Etiópia e outros, hoje, neste ano novo, novamente esmagado pela cobiça dos EEUU. França Alemanha e Inglaterra, no roubo de suas riquezas naturais; Eu desejo a vocês a liberdade e a segurança de vida em uma pátria livre, que desejo ao povo do Afeganistão e Iraque, hoje, neste ano novo, mais uma vez , destruído e encarcerado pelas tropas norte-americanas, inglesas e dos seus aliados; Eu tenho a certeza de que ninguém pode viver feliz enquanto outros seres humanos sofrem. Por isso, neste novo ano, eu lhes desejo a Rosa da desalienação;a renovação da esperança de dias melhores para todos os povos; de janelas abertas para a luz do sol para todos;a alegria de poder ajudar, solidarizar, amar o outro, desde que você se ame; Faça do ano novo o novo. Faça da utopia os votos de realidade; do egoísmo a doação; do acanhado a generosidade; da escuridão a claridade para os olhos, hoje, cegos (a cegueira da nossa alienação);do preconceito apenas o conceito; abrace a vida que está em você e no outro. Não se envergonhe de demonstrar carinho; não tema sonhar. Construa caminhos neste Novo Ano.De novo. Feliz Ano Novo! Carta O Berro Vanderley Caixe -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081231/e6e2d46c/attachment-0001.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 16311 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081231/e6e2d46c/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: audio/mid Size: 12395 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20081231/e6e2d46c/attachment-0001.bin