From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 6 16:17:48 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Sun, 6 Apr 2008 16:17:48 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?comunica=E7=E3o_da_Carta_O_Berro?=
Message-ID: <046301c8981a$e6d639f0$0200a8c0@vcaixe>
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
A Carta O Berro é um programa que roda dentro de um sistema operacional Linux. Isso nos permite enviar noticias, questões culturais, interagir com listas de discussões, reproduzir textos de valor de estudiosos , etc.
Infelizmente tivemos alguns contratempos de "bug" no sistema.
Tivemos que refazê-lo e recuperar seus dados. Os endereços ali alojados tiveram que ser refeitos. Muitos solicitaram ingresso
na Carta, outros solicitaram sua remoção.
Isto posto, talvez os que solicitaram a remoção voltem a receber a Carta. Solicitamos que enviem o pedido de "remover", no assunto.
Outros que enviaram endereços para acrescentar, que nos reenviem para não deixar de receber a nossa Carta O Berro.
Um abraço.
Bom domingo.
Vanderley Caixe
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 8 19:58:38 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Tue, 8 Apr 2008 19:58:38 -0300
Subject: [Carta O BERRO] PANTALLA VIDEO DEL COMANDANTE CHE AMIGO CAMARADA
Message-ID: <0c3101c899cc$157e0e60$0200a8c0@vcaixe>
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
24 vídeos de arte
LA REDSOCOCARACAS TE CONVOCA A VER LOS VIDEOS DEL COMANDANTE CHE GUEVARA
clique no link abaixo
http://es.youtube.com/cp/vjVQa1PpcFPHC3a2Py_J-NG9_mFT33wX8t7fDHK-igA='
LA REDSOCOCARACAS TE CONVOCA A VISITAR LAS PAGINAS DEL SOCIALISMO AUDIOVISUAL DESDE CUMANA ESTADO SUCRE DE LA REPUBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA:
http://socialismocomunicacionalpopular.blogspot.com
http://redindigena.blogspot.com
http://encinematografiacontigo.blogspot.com
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Apr 10 18:34:05 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Thu, 10 Apr 2008 18:34:05 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Uma_vis=E3o_sobre_Cuba?=
Message-ID: <009801c89b52$9c895a90$0200a8c0@vcaixe>
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
----- Original Message -----
From: Francisco Ramalho
Uma visão sobre Cuba
Dirlene Marques[1]
Participei de um grupo de mineiros que esteve em Cuba do dia 20 de janeiro a
5 de fevereiro de 2008, nas Brigadas de Solidariedade. A carta renuncia de Fidel e os comentários da imprensa e das diversas pessoas que encontro, me levaram a escrever este texto, considerando o que vivi, vi, ouvi, observei e estudei.
Como todas (os) brasileiras (os), influenciadas (o) pela intensa propaganda, fomos a Cuba procurando a miséria e a ditadura. E, no nosso subconsciente, o povo deveria ser muito passivo e muito bronco, para manter uma ditadura de 49 anos.
E o que encontramos? Tivemos um choque pois encontramos um povo com um nível cultural bem acima da media do povo brasileiro. Tivemos liberdade de ir e vir, de bisbilhotar, entrar em todos os lugares e de conversar com todos. Alias, ate de forma muito invasiva, entravamos nas casas, nas escolas infantis, nos n museus. Procurávamos crianças e adultos de pés no chão, mendigando, dormindo debaixo de marquises, casas miseráveis. Só então entendemos a verdade do outdoor próximo ao aeroporto: ?Esta noite, 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma e cubana?. Outro: ?A cada ano, 80 mil crianças morrem vitimas de doenças evitáveis. Nenhuma delas e cubana?. E nos sabemos que milhares delas são da 8a. economia do mundo, a brasileira.
Além disto, chegamos um dia apos o encerramento do processo eleitoral, com a eleição do Parlamento, eleição não obrigatória que teve 95% de participação. E, para nossa surpresa, ficamos sabendo que o Partido Comunista Cubano não e uma organização eleitoral e portanto não se apresenta nas eleições e nem postula candidatos. Os candidatos são tirados diretamente, em assembléias publicas nas diversas formas de organizações existentes: do bairro, das mulheres, jovens, estudantes, campesinas. Que depois vão se reunindo por região, estado e finalmente, no nível nacional. Estes representantes nacionais, elegem o presidente e o vice. Todos os representantes podem ser destituíveis, a qualquer momento, pelas suas bases, caso não estejam respondendo ao projeto de sua eleição. E vimos como 46% dos eleitos são mulheres (no Brasil conseguimos as cotas de 30% para disputar e não eleitas). As estruturas de funcionamento são mais próximas de uma democracia direta. Parece-me um contra-senso chamar este processo de ditadura. Seguramente, e diferente da democracia burguesa, onde apos colocar o voto na urna finda a obrigação do eleitor. Os críticos valem-se da mágica de que ?o que e bom para os EUA e bom para o resto do mundo?. Desconhecem, e não querem que seja conhecido, outro processo de participação popular, como o Cubano.
Tentando também entender o que víamos, um povo simples e culto, simpático e sem stress, procuramos estatísticas: alfabetização de 99,8% (no Brasil 86,30%) e que de 1959 a 2007, a quantidade de escolas passou de 7.679 a 12.717, os professores passaram de 22.800 para 258.000, com uma população em torno de 11 milhões de habitantes sendo o pais que o maior índice de professores por habitante do mundo. No IDH 2007 da ONU, o Brasil comemorou o fato de figurar em 70º lugar. Cuba figura em 51º lugar. O país conta com 70.594 médicos para uma população de 11,2 milhões (1 médico para 160 habitantes); índice de mortalidade infantil de 5,3 para cada 1.000 nascidos vivos (nos EUA são 7 e, no Brasil, 27); 800 mil diplomados em 67 universidades gratuitas, nas quais ingressam, por ano, 606 mil estudantes. Dados da Unesco em 2002 relatavam que 98% das residências cubanas possuíam instalações sanitárias adequadas (contra 75% das brasileiras). Dados da CIA, central de inteligência americana, estimava em 1,9% o desemprego em Cuba. No Brasil , segundo a mesma fonte, o índice era de 9,6% no ano de 2007. E que, a expectativa de vida ao nascer na ilha era de 77,41 anos e no Brasil era de 71,9 anos.
Esses números a despeito de ser uma pequena ilha, ao alcance de um tiro de canhão disparado de Miami e que resistiu a uma tentativa de invasão norte-americana (Baía dos Porcos, 1961) e a várias outras de assassinato de Fidel Castro e ações terroristas orquestradas pela CIA, ter um bloqueio econômico e político apenas rompido por países com autonomia como Venezuela, Bolívia, China e alguns paises da Europa.
E nos, com a arrogância de quem tem toda a informações pela imprensa livre brasileira (sic) continuávamos procurando outros sinais de desmandos: e os presos políticos?
De fato, há pessoas detidas, mas não pelo que pensam, mas pelo que fazem, como o de organizar grupos financiados pela embaixada dos EUA. Fora isso, todas as personalidades importantes da dissidência estão em liberdade e tem suas atividades políticas como Martha Beatriz Roque, Vladimiro Roca e Oswaldo Paya. E importante ressaltar que Cuba sofreu intensamente com o terrorismo nos últimos 40 anos, perfazendo mais de 3500 mortos. E, fica fácil mostrar a postura dos EUA com documentos oficiais, confirmando o financiamento de cubanos exilados para promover ações contra o governo cubano. O museu na Praia Giron (ou Baia dos Porcos), e um monumento de denuncia as ações terroristas, iniciadas desde 1961 quando o se rompe às relações e se instaura o bloqueio. Em 1963 o democrata Kennedy, aprova o plano de manter todas as pressões possíveis com o fim de perpetrar um golpe de Estado. E, sabemos quantas vezes, ao longo destes anos, tentaram matar Fidel Castro, obrigando-o a sequer ter uma residência fixa. Nos anos 90, a Lei Torricelli reforça o bloqueio econômico e, na seção 1705 diz que ?Os Estados Unidos proporcionara assistência governamental adequada para apoiar a indivíduos e organizações não governamentais que promovam uma mudança democrática não violenta em Cuba?. Esta lei vai ser reforçada na administração de Clinton, pela lei Helms-Burton quando diz: ?O presidente dos EUA esta autorizado a proporcionar assistência e oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não governamentais independentes com vistas a construir uma democracia em Cuba?. E, o governo Bush não podia ficar atrás e, em 2004 aprovou um financiamento de 36 milhões de dólares para financiar a oposição a Cuba, em 2005 mais 14,4 milhões de dólares, em 2006 mais 31 milhões de dólares alem do financiamento de 24 milhões de dólares para a Radio e TV Marti, transmitida dos EUA para Cuba neste caso, infligindo a legislação internacional que proíbe este tipo de transmissão. Estes valores são fantásticos -105,4 milhões em apenas 3 anos.
Outra dificuldade e entender o funcionamento da economia cubana. Logo apos a revolução faz-se uma ampla reforma agrária, instalando uma via muito particular no campo, onde de um lado manteve alguns proprietários privados, como o de tabaco, e de outro, constituindo cooperativas voluntárias ao lado das propriedades estatais. O setor serviços foi todo ele estatizado. Apos os anos 90, com as dificuldades dada pela intensificação do bloqueio e com o fim da União Soviética, foi feita uma grande abertura para entrada do capital internacional no setor turismo, sem desconhecer o risco que isto poderia acarretar. O setor de transformação, inicialmente todo ele estatizado, hoje tem tido parcerias.
Com o nosso olhar de classe media, que podemos fazer uma viagem internacional, nos chocava alguns problemas com a vida cotidiana como habitações pobres, transporte publico precário, limitações econômicas para se ter ate papel higiênico (isto deixava a todos pensando, pobrezinho dos cubanos). Isso é verdadeiro, alem destes problemas da vida cotidiana, vários outros nos foram apresentados pelo secretario do partido comunista, que fez uma palestra para os brigadistas: o aumento da prostituição, dos pequenos delitos, da corrupção e da desigualdade social. Quando se investiu no turismo e posteriormente, com a criação da moeda turística (o peso conversível), cresce de um lado a entrada de divisas e de outro, possibilitou um rendimento, para os trabalhadores destes setores, acima do restante da população, ocasionando um aumento da desigualdade social. Afirma ele que vivem numa quádrupla ilha: geográfica; única nação socialista do Ocidente; órfã de sua parceria com a União Soviética e bloqueada há mais de 40 anos pelo governo dos EUA. E buscando respostas coletivas para estes problemas, desencadearam um processo interno de críticas e sugestões à Revolução, através das organizações de massa e dos setores profissionais. São mais de 1 milhão de sugestões que pretendem trabalhar, mas mantendo os princípios do socialismo: solidariedade e não a competitividade, o coletivo e não o individualismo.
Mas, para nos brasileiros de classe media (somos quantos? Depende da estatística mas varia de 5 a 10%), que podemos fazer uma viagem internacional e que não conhecemos a realidade dos 90% do povo brasileiro que não tem como pagar um plano de saúde, que tem pouca alimentação, que fica com os restos do desperdício dos 10%, com uma educação precária, e difícil entender a lógica econômica de uma sociedade voltada para os 100% da população. E ficamos horrorizados por eles não terem papel higiênico. Mas não nos deixam horrorizados que tenham bibliotecas e livrarias em toda escola e em toda cidadezinha. Ou que tenham acesso à saúde e educação da melhor qualidade, habitação com saneamento e aparelhos eletrodomésticos novos para economizar energia. Ou, que não tenhamos encontrado erosão por todos os lugares que andamos.
E a busca do conhecimento? E as escolas? Como e possível ver os círculos infantis, crianças de 1 a 4 anos, assentadas ouvindo historias, sem a professora estar gritando, mandando ficarem quietas? E ver os portões destas escolas abertas e as crianças não fugirem? Como e possível não ter o stress que, temos em nossas escolas? E, conversando com as crianças do pré-escolar e do escolar (5 a 11 anos), ficávamos surpresas com as perguntas cheias de inteligência e informação sobre nosso pais, que faziam aquelas pequenas crianças? E, como nos permitiam entrar nas salas de aulas, fotografar, bisbilhotar as bibliotecas onde encontrávamos livros de Marx a Lênin, de Jorge Amado, Machado de Assis, a Shakespeare. Imagine isto aqui no Brasil? Ficávamos encantadas. Eu, como professora da UFMG, tida como uma das melhores do Brasil, me encantava com aquelas bibliotecas. E as livrarias? Na pequenina Caimito onde ficava o acampamento, literalmente invadimos uma livraria, comprando tudo quanto e tipo de livro, pela sua qualidade e pelo preço (comprei um livro do Boaventura de Souza Santos por 8 pesos cubanos ? que equivale mais ou menos a R$ 0,50 -, outro do Che Guevara sobre Economia Política de 397 págs. por 22 pesos cubanos, portanto em torno de R$ 1,40 (e dai para frente).
E o investimento na potencialidade do ser humano não pára ai. O desenvolvimento das artes ? dança, pintura, musica, poesia, desportos ? e encontrado em cada escola, em cada esquina, em cada cidade.
E claro que também tivemos as frustrações no contato com algumas pessoas, especialmente em Havana onde impera o espírito da cidade turística, onde se busca sempre ganhar alguma coisa, passar a perna, apenas diferenciando pela intensidade dos problemas, com as nossas cidades turísticas como Rio de Janeiro. Só que e mais ingênuo, meio estilo anos 60. De todo jeito, frustrante. Também nos entristeceu encontrar tantos cubanos sonhando em sair da ilha, acreditando, por exemplo, que o Brasil é um paraíso, visão que tem através das telenovelas (que todos assistem). E assim, uma sociedade muito diferente que nos estimula e atrae. Alias, nada melhor para expressar isto do que a crônica do Clovis Rossi (O ?pop star? se aposenta) do dia 20 de fevereiro na Folha de São Paulo contando o episodio de um encontro do GATT, que contava com a presença dos chefes de estados, diferentes autoridades mundiais e jornalistas de todo o mundo. Onde o burburinho na sala do encontro e na sala dos jornalistas era enorme, com a atenção dispersa. Quando se anunciou Fidel Castro houve um grande burburinho, com todos procurando o melhor lugar para assisti-lo e ?ao terminar, uma chuva de aplausos, inclusive de seus pares, 101% dos quais não tinham nem nunca tiveram nenhum parentesco e/ou simpatia com o comunismo. Difícil entender o que aconteceu ali.?
Para terminar, quero colocar uma idéia desenvolvida na mesa redonda integrada por vários cientistas cubanos e sintetizada pelo jornalista Jesus Rodrigues Diaz, falando sobre o potencial no desenvolvimento do conhecimento quando ele se da de forma coletiva. E que no capitalismo existe uma grande contradição entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação. Dai, a reação do capitalismo ao papel crescente do conhecimento na economia e a busca da privatização do conhecimento, principalmente através da propriedade intelectual, das barreiras regulatórias e do roubo dos cérebros.
?Temos que insistir também que, quando falamos do Potencial Humano criado pela revolução, não nos referimos exclusivamente à quantidade de conhecimentos técnicos incorporados em nossa população. Mais importante ainda é a semeadura de valores éticos, de atitudes ante a vida. Na sociedade do conhecimento faz falta um cidadão com vocação de aprender e de criar, e de levar seus conhecimentos aos demais seres humanos. Os conhecimentos técnicos nos podem dizer como se trabalha, porem são os valores os que nos fazem compreender porque se trabalha e deles tiramos as motivações e as energias para seguir adiante.
Que se passa agora se os conhecimentos se voltem ao fator mais importante da produção, inclusive os bens de capital? Não e difícil de prever. A resposta do capitalismo e a intenção de converter também o conhecimento em Propriedade Privada. Porem, a boa noticia e que isto não vai funcionar. O conhecimento não e igual ao Capital. Esta nas pessoas e não se pode facilmente privatizar. O conhecimento requer circulação e intercambio amplo. As leis da propriedade intelectual inibem este intercambio. O conhecimento e validado pela sua aplicação social, não pela sua venda. O uso amplo dos produtos do conhecimento e o que os potencializa?, termina o jornalista. Esta e a grande limitação do raciocínio capitalista em entender a potencialidade da criação coletiva. Ignoram que a criação humana coletiva tem muito mais possibilidades do que as leituras positivistas do conhecimento.
O maior feito desta pequenina ilha, com um povo cheio de dignidade e coragem, terá sido o de mostrar ao mundo que e possível construir uma sociedade baseada no ser humano e não na mercadoria e na acumulação de capital. E isto ameaça o mundo capitalista, e é rejeitada pela imprensa burguesa e pelos setores médios que querem impor as condições de suas vidas para a totalidade do mundo. Mas, Cuba não esta só. Existe hoje uma rede internacional de solidariedade ocasionada pelos médicos e professores cubanos em mais de 100 países, pela Operação Milagros, pelas brigadas de solidariedade e por todos aqueles que acreditam que Um Outro Mundo é Possível e que lutam pela sua construção.
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[1] Economista, professora da UFMG, coordenadora do Fórum Social Mineiro; e-mail: dirlene at face.ufmg.br
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 11 14:47:14 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Fri, 11 Apr 2008 14:47:14 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_EM__DEFESA__DA__AMAZ=D4NIA?=
Message-ID: <005b01c89bfc$14611630$0200a8c0@vcaixe>
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
EM DEFESA DA AMAZÔNIA
O Movimento Em Defesa da Economia Nacional ? Modecon, que tem como patrono Barbosa Lima Sobrinho, preocupado com as crescentes ameaças que pairam sobre a Amazônia, nosso grande patrimônio cientifico, politípico,econômico e cultural,vem a público, para conclamar todos os Brasileiros, individualmente ou por suas associações e entidades representativas, a participar do Movimento Em Defesa da Amazônia.
Já constitui um lugar-comum denunciar a incessante cobiça internacional. Sobre o nosso maior e mais rico patrimônio. Não obstante, pouco tem sido feito Para impor uma efetiva soberania nacional na região. Inúmeros são os perigos que pesam sobre a Amazônia e, em conseqüência, sobre nosso país: ao desmatamento irresponsável,decorrente da exploração madeireira predatória associada à agropecuária, e a seus efeitos imprevisíveis sobre o clima,somam-se a bio e a hidropirataria , o garimpo ilegal, a poluição das águas, o contrabando, a infiltração de entidades subvencionadas por governos estrangeiros, a incessante grilagem com decorrentes expulsão e violência contra populações tradicionais, a degradação das condições de vida nas periferias das grandes cidades, o desemprego massivo, o trabalho escravo, o crescimento dos bolsões de pobreza, a transformação das florestas em pastagens, o empobrecimento e a erosão do solo, a falta de investimento na pesquisa da nossa biodiversidade, o sucateamento das Forças Armadas, a demarcação de gigantescas reservas indígenas em áreas de fronteira e sobre ricas jazidas minerais, a que a ONU já deseja impedir o acesso de brasileiros, e todo o cortejo de outros riscos _ tudo isso em favor de grupos, nacionais e estrangeiros, totalmente descompromissados com o desenvolvimento das populações locais e do país como um todo.
A Amazônia não pode ficar refém de uma ?lógica de mercado? que considera o boi mais importante do que o homem e a floresta e que, ignorando as peculiaridades da região , a vê apenas como um tesouro a ser pilhado pelos centros hegemônicos do capital,situados no sudeste do país ou no exterior.Esta é uma das causas de sua posição periférica na economia e no desenvolvimento nacionais, flagrante contraste com suas incomensuráveis riquezas.
Diante do exposto, julgamos chegada a hora de deflagrar um grande movimento em DEFESA DA AMAZÔNIA, para o qual convocamos todos os brasileiros, acima de distinções político-partidárias e de diferenças de classe. É preciso unirmo-nos todos,civis e militares, ambientalistas, estudantes e intelectuais; industriais ,comerciantes, cientistas, pesquisadores e profissionais liberais, bem como suas entidades representativas; representantes da sociedade civil organizada;movimentos indígenas; populações ribeirinhas, trabalhadores rurais e urbanos; e igrejas de uma maneira geral.
AMAZÔNIAPARAOSBRASILEIROS!
DESENVOLVIMENTO,SIM, MAS EM BENEFÍCIO DOS AMAZÔNIDAS E DA NAÇÃO BRASILEIRA!
É HORA DE AGIR! A AMAZÔNIA TEM PRESSA!
Adesões:
MODECON - Movimento Em Defesa da Economia Nacional
Rua Araújo Porto Alegre,71 ? 7º andar
modecon at globo.com
Atenção! Grande ato público de lançamento do:
MOVIMENTO NACIONAL EM DEFESA DA AMAZÔNIA ,
no dia 28 de abril de 2008, no auditório da Associação Brasileira
de Imprensa ? ABI, na Rua Araújo Porto Alegre,71 ? 9º andar,
centro , Rio de Janeiro,RJ, a partir das 17horas.
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Apr 11 20:03:13 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Fri, 11 Apr 2008 20:03:13 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_O_filme_brasileiro_=22Romance_d?=
=?windows-1252?q?o_Vaqueiro_Voador=22=2C_de_Manfredo_Caldas=2C_rec?=
=?windows-1252?q?ebeu_neste_s=E1bado_o_Premio_Signis_de_Melhor__Do?=
=?windows-1252?q?cument=E1rio_do_Festival_de_Toulouse=2E?=
Message-ID: <024d01c89c28$389876c0$0200a8c0@vcaixe>
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
caro vanderley,
Não sei se você já tá sabendo, mas o Romance do Vaqueiro Voador ganhou o
prêmio de
Melhor Documentário em Toulouse.
Segue aí a notícia da AFP - França.
Documentário brasileiro é premiado em festival de cinema de Toulouse
TOULOUSE, França (AFP)
O filme brasileiro "Romance do Vaqueiro Voador", de Manfredo Caldas, recebeu
neste sábado o Premio Signis de Melhor
Documentário do Festival de Toulouse.
Trailer: Romance do Vaqueiro Voador
(clique aqui)
http://www.youtube.com/v/gm7F2IdXrNE&hl=en">
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
DESTAQUES
Dirigente do partido de Fernando Lugo sofre atentado no Paraguai
Partido do candidato de oposição líder nas pesquisas não descarta motivação política. Alfredo Avalos ficou gravemente ferido, após ser baleado; já sua esposa, a brasileira Silvana Rodrigues de Avalos, morreu no atentadosociais para não "decepcionar" a esperança
>> Entrevista com Lugo: "O Paraguai deveria voltar a ocupar seu lugar na história"
>> >> Paraguai se aproxima de eleição histórica
>> >> "Não será um governo revolucionário", dizem partidários de Lugo
Colômbia
Sessenta anos após "Bogotazo", conflito armado continua no país
Assassinato de Jorge Eliécer Gaitán em 9 de abril de 1948 marca o início da convulsão no país; Farc e outros grupos surgem nesse período
-> Farc rejeitam missão médica proposta por Uribe e Sarkozy
Partido da Mídia?
"IstoÉ" manipula foto para proteger Serra
Imagem de protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp trazia a inscrição "Fora Serra", que sumiu da foto publicada pela revista
Ato Político Cultural
Brasil de Fato, cinco anos
O jornal Brasil de Fato convida seus leitores/assinantes a participarem de ato político-cultural de nosso aniversário de cinco anos
NACIONAL
Direitos Indígenas
Arrozeiros ganham novo prazo, mas PF garante retirada
Denúncias apontam que o grupo de invasores está recebendo auxilio de ex-militares Venezuelanos, os mesmos participaram do golpe militar em Abril de 2002 contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez
> Raposa Serra do Sol: reconhecimento após 30 anos de lutas
> Conselho indígena denuncia à PF incêndio criminoso
> Resistência dos rizicultores gera tensão em Roraima
Mobilização 1
Educadores marcham por qualidade de ensino em Porto Alegre
Carro de som alugado pelos professores foi guinchado no final do ato a mando da Brigada Militar; para o diretor do sindicato, Ênio Mânica relata que é primeira vez que isso acontece em um protesto da categoria
Mobilização 2
Frente à ameaça de reintegração de posse, estudantes intensificam ocupação da UnB
Manifestantes afirmam que a universidade não apresentou uma contraproposta "concreta" à pauta de quase 20 pontos reivindicada pelo protesto
Transposição
Organizações sociais protestam contra as "mentiras" do governo federal
Dom Cappio esteve em São Paulo no ato público organizado por movimentos sociais, comunidades tradicionais, como pescadores, pela Intersindical, Conlutas, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Andes e Pastoral Operária
Ditadura
Viúva de David Capistrano recebe primeira indenização dada a jornalistas perseguidos
"Devemos manter viva a chama do ideal de todos aqueles que morreram pelo Brasil", disse Maria Augusta de Oliveira, viúva do jornalista
Esporte
Ronaldinho Gaúcho terá de reparar dano ambiental
Instituto e empresa do craque do Barcelona praticaram crimes ambientais como corte de vegetação nativa e canalização de curso d´água sem licença ambiental em Porto Alegre
INTERNACIONAL
Venezuela
Chávez nacionaliza a quarta maior siderúrgica da América Latina
Em entrevista coletiva, vice-presidente venezuelano aponta "prepotência" e e exploração trabalhista como principais motivos para a reestatização da Sidor África do Sul
Pentágono vai instalar base militar no Sul do Marrocos
Comando militar será instalado na cidade de Tan Tan, fronteira entre o Marrocos e o Saara Ocidental; objetivo oculto é a obtenção de petróleo na África
Cuba
"Da maior divergência sairão as melhores decisões", diz Raúl Castro
Discursos de autoridades cubanas em encontro de artistas tocam em questões polêmicas entre os cubanos e ilustram o momento político de Cuba de intenso debate político
Integração solidária
Banco da Alba será lançado em abril
Os primeiros projetos a serem financiados pelo banco, previsto para nascer no dia 25, serão nas áreas de telecomunicações, agricultura e indústria de alimentos e medicamentos
ANÁLISE
A seis anos do golpe midiático derrotado, América Latina avança
Altamiro Borges
Em 11 de abril de 2002, a oligarquia petroleira venezuelana, remunerada e orientada pela Casa Branca, organizava um golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez
A legalização das centrais sindicais
Altamiro Borges
A aprovação do projeto de lei, após intensa pressão, foi comemorada pela maioria das centrais ? apenas a Conlutas rechaçou esta conquista histórica
Quanto custa um pôr de sol?
Leonardo Boff
As relações humanas se transformaram em transações comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santísssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro
Espelhos, uma história quase universal
Eduardo Galeano
Alguns capítulos do livro "Espelhos/ Uma história quase universal", de Eduardo Galeano, que em breve estará nas livrarias
Milho transgênico: a quem interessa?
João Pedro Stedile
A ciência já comprovou: as sementes de milho transgênicas não convivem com as outras variedades e afetam geneticamente todas as demais
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DESTAQUES
Dirigente do partido de Fernando Lugo sofre atentado no Paraguai
Partido do candidato de oposição líder nas pesquisas não descarta motivação política. Alfredo Avalos ficou gravemente ferido, após ser baleado; já sua esposa, a brasileira Silvana Rodrigues de Avalos, morreu no atentadosociais para não "decepcionar" a esperança
>> Entrevista com Lugo: "O Paraguai deveria voltar a ocupar seu lugar na história"
>> >> Paraguai se aproxima de eleição histórica
>> >> "Não será um governo revolucionário", dizem partidários de Lugo
Colômbia
Sessenta anos após "Bogotazo", conflito armado continua no país
Assassinato de Jorge Eliécer Gaitán em 9 de abril de 1948 marca o início da convulsão no país; Farc e outros grupos surgem nesse período
-> Farc rejeitam missão médica proposta por Uribe e Sarkozy
Partido da Mídia?
"IstoÉ" manipula foto para proteger Serra
Imagem de protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp trazia a inscrição "Fora Serra", que sumiu da foto publicada pela revista
Ato Político Cultural
Brasil de Fato, cinco anos
O jornal Brasil de Fato convida seus leitores/assinantes a participarem de ato político-cultural de nosso aniversário de cinco anos
NACIONAL
Direitos Indígenas
Arrozeiros ganham novo prazo, mas PF garante retirada
Denúncias apontam que o grupo de invasores está recebendo auxilio de ex-militares Venezuelanos, os mesmos participaram do golpe militar em Abril de 2002 contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez
> Raposa Serra do Sol: reconhecimento após 30 anos de lutas
> Conselho indígena denuncia à PF incêndio criminoso
> Resistência dos rizicultores gera tensão em Roraima
Mobilização 1
Educadores marcham por qualidade de ensino em Porto Alegre
Carro de som alugado pelos professores foi guinchado no final do ato a mando da Brigada Militar; para o diretor do sindicato, Ênio Mânica relata que é primeira vez que isso acontece em um protesto da categoria
Mobilização 2
Frente à ameaça de reintegração de posse, estudantes intensificam ocupação da UnB
Manifestantes afirmam que a universidade não apresentou uma contraproposta "concreta" à pauta de quase 20 pontos reivindicada pelo protesto
Transposição
Organizações sociais protestam contra as "mentiras" do governo federal
Dom Cappio esteve em São Paulo no ato público organizado por movimentos sociais, comunidades tradicionais, como pescadores, pela Intersindical, Conlutas, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Andes e Pastoral Operária
Ditadura
Viúva de David Capistrano recebe primeira indenização dada a jornalistas perseguidos
"Devemos manter viva a chama do ideal de todos aqueles que morreram pelo Brasil", disse Maria Augusta de Oliveira, viúva do jornalista
Esporte
Ronaldinho Gaúcho terá de reparar dano ambiental
Instituto e empresa do craque do Barcelona praticaram crimes ambientais como corte de vegetação nativa e canalização de curso d´água sem licença ambiental em Porto Alegre
INTERNACIONAL
Venezuela
Chávez nacionaliza a quarta maior siderúrgica da América Latina
Em entrevista coletiva, vice-presidente venezuelano aponta "prepotência" e e exploração trabalhista como principais motivos para a reestatização da Sidor África do Sul
Pentágono vai instalar base militar no Sul do Marrocos
Comando militar será instalado na cidade de Tan Tan, fronteira entre o Marrocos e o Saara Ocidental; objetivo oculto é a obtenção de petróleo na África
Cuba
"Da maior divergência sairão as melhores decisões", diz Raúl Castro
Discursos de autoridades cubanas em encontro de artistas tocam em questões polêmicas entre os cubanos e ilustram o momento político de Cuba de intenso debate político
Integração solidária
Banco da Alba será lançado em abril
Os primeiros projetos a serem financiados pelo banco, previsto para nascer no dia 25, serão nas áreas de telecomunicações, agricultura e indústria de alimentos e medicamentos
ANÁLISE
A seis anos do golpe midiático derrotado, América Latina avança
Altamiro Borges
Em 11 de abril de 2002, a oligarquia petroleira venezuelana, remunerada e orientada pela Casa Branca, organizava um golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez
A legalização das centrais sindicais
Altamiro Borges
A aprovação do projeto de lei, após intensa pressão, foi comemorada pela maioria das centrais ? apenas a Conlutas rechaçou esta conquista histórica
Quanto custa um pôr de sol?
Leonardo Boff
As relações humanas se transformaram em transações comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santísssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro
Espelhos, uma história quase universal
Eduardo Galeano
Alguns capítulos do livro "Espelhos/ Uma história quase universal", de Eduardo Galeano, que em breve estará nas livrarias
Milho transgênico: a quem interessa?
João Pedro Stedile
A ciência já comprovou: as sementes de milho transgênicas não convivem com as outras variedades e afetam geneticamente todas as demais
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 13 13:52:25 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Sun, 13 Apr 2008 13:52:25 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Eduardo_Galeano_diversos_v=EDde?=
=?windows-1252?q?os?=
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El Orden Criminal del Mundo P2
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LAS VENAS ABIERTAS DE AMERICA LATINA
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IDENTIDAD LATINOAMERICAN A 2
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Eduardo Galeano y Ruben RAda. Madres Coraje.
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IDENTIDAD LATINOAMERICAN A 3
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Eduardo Galeano opina del Che
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Identidad del Latinoamerican o
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 14 20:02:42 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Mon, 14 Apr 2008 20:02:42 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_A_ind=FAstria_cultural=3A_o_esc?=
=?windows-1252?q?larecimento_como_mistifica=E7=E3o_das_massas?=
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A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação
das massas
Filosofia e Questões Teóricas
Adorno e Horkheimer
abril de 2008 12:15
Na opinião dos sociólogos, a perda do apoio que a religião objetiva fornecia, a dissolução dos últimos resíduos pré-capitalistas, a diferenciação técnica e social e a extrema especialização levaram a um caos cultural. Ora, essa opinião encontra a cada dia um novo desmentido. Pois a cultura contemporânea confere a tudo um ar de semelhança. O cinema, o rádio e as revistas constituem um sistema. Cada setor é coerente em si mesmo e todos o são em conjunto. Até mesmo as manifestações estéticas de tendências políticas opostas entoam o mesmo louvor do ritmo de aço. Os decorativos prédios administrativos e os centros de exposição industrial mal se distinguem nos países autoritários e nos demais países. Os edifícios monumentais e luminosos que se elevam por toda a parte são os sinais exteriores do engenhoso planejamento das corporações internacionais, para o qual já se precipitava a livre iniciativa dos empresários, cujos monumentos são os sombrios prédios residenciais e comerciais de nossas desoladoras cidades. Os prédios mais antigos em torno dos centros urbanos feitos de concreto já parecem slums [cortiços] e os novos bungalows na periferia da cidade já proclamam, como as frágeis construções das feiras internacionais, o louvor do progresso técnico e convidam a descartá-los como latas de conserva após um breve período de uso.
Mas os projetos de urbanização que, em pequenos apartamentos higiênicos, destinam-se a perpetuar o indivíduo como se ele fosse independente, submetem-no ainda mais profundamente a seu adversário, o poder absoluto do capital. Do mesmo modo que os moradores são enviados para os centros, como produtores e consumidores, em busca de trabalho e diversão, assim também as células habitacionais cristalizam-se em complexos densos e bem organizados. A unidade evidente do macrocosmo e do microcosmo demonstra para os homens o modelo de sua cultura: a falsa identidade do universal e do particular.
Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a oissatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público.
O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.
Os interessados inclinam-se a dar uma explicação tecnológica da indústria cultural. O fato de que milhões de pessoas participam dessa indústria imporia métodos de reprodução que, por sua vez, tornam inevitável a disseminação de bens padronizados para a satisfação de necessidades iguais. O contraste técnico entre poucos centros de produção e uma recepção dispersa condicionaria a organização e o planejamento pela direção. Os padrões teriam resultado originariamente das necessidades iguais. O contraste técnico entre poucos centros de produção e uma recepção dispersa condicionaria a organização e o planejamento pela direção. Os padrões teriam resultado originariamente das necessidades dos consumidores: eis porque são aceitos sem resistência. De fato, o que explica é o círculo da manipulação e da necessidade retroativa., no qual a unidade do sistema se torna cada vez mais coesa. O que não se diz é que o terreno no qual a técnica conquista seu poder sobre a sociedade é o poder que os economicamente mais fortes exercem sobre a sociedade. A racionalidade técnica hoje é a racionalidade da própria dominação. Ela é o caráter compulsivo da sociedade alienada de si mesma.
Os automóveis, as bombas e o cinema mantêm coeso o todo e chega o momento em que seu elemento nivelador mostra sua força na própria injustiça à qual servia. Por enquanto, a técnica da indústria cultural levou apenas à padronização e à produção em série, sacrificando o que fazia a diferença entre a lógica da obra e a do sistema social. Isso, porém, nãoi deve ser atribuído a nenhuma lei evolutiva da técnica enquanto tal, mas à sua função na economia atual. A necessidade que talvez pudesse escapar ao controle central já é recalcada pelo controle da consciência individual. A passagem do telefone ao rádio separou claramente os papéis. Liberal, o telefone permitia que os participantes ainda desempenhassem o papel do sujeito. Democrático, o rádio transforma-os a todos igualmente em ouvintes, para entregá-los autoritariamente aos programas, iguais uns aos outros, das diferentes estações.
Não se desenvolveu nenhum dispositivo de réplica e as emissões privadas são submetidas ao controle. Elas limitam-se ao domínio apócrifo dos ?amadores?, que ainda por cima são organizados de cima para baixo. No quadro da rádio oficial, porém, todo traço de espontaneidade no público é dirigido e absorvido, numa seleção profissional, por caçadores de talentos, competições diante do microfone e toda espécie de programas patrocinados.
Os talentos já pertencem à indústria muito antes de serem apresentados por ela: de outro modo não se integrariam tão fervorosamente. A atitude do público que, pretensamente e de fato, favorece o sitema da indústria cultural é uma parte do sistema, nãqo sua desculpa. Quando um ramo artístico segue a mesma receita usada por outro muito afastado dele quanto aos recursos e ao conteúdo; quando, finalmente, os conflitos dramáticos das novelas radiofônicas tornam-se o exemplo pedagógico para a solução de dificuldades técnicas, que à maneira do jam [improvisação jazzística], são dominadas do mesmo modo que nos pontos culminantes da vida jazzística; ou quando a ?adaptação? deturpadora de um movimento de Beethoven se efetua do mesmo modo que a adaptação de um romance de Tolstoi pelo cinema, o recurso aos desejos espontâneos do público torna-se uma desculpa esfarrapada. Uma explicação que se aproxima mais da realidade é a explicação a partir do peso específico do aparelho técnico e do pessoal, que devem todavia ser compreendidos, em seus menores detalhes, como partes do mecanismo econômico de seleção.
Acresce a isso o acordo, ou pelo menos a determinação comum dos poderosos executivos, de nada produzir ou deixar passar que não corresponda a suas tabelas, à idéia que fazem dos consumidores e, sobretudo, que não se assemelha a eles próprios.
Se, em nossa época, a tendência social objetiva se encarna nas obscuras intenções subjetivas dos diretores gerais, estas são basicamente as dos setores mais poderosos da indústria: aço, petróleo, eletricidade, química. Comparados a esses, os monopólios culturais são fracos e dependentes. Eles têm que se apressar em dar razão aos verdadeiros donos do poder, para que sua esfera na sociedade de massas - esfera essa que produz um tipo específico de mercadoria que ainda tem muito a ver com o liberalismo bonachão e os intelectuais judeus - não seja submetida a uma série de expurgos.
A dependência em que se encontra a mais poderosa sociedade radiofônica em face da indústria elétrica, ou a do cinema relativamente aos bancos, caracteriza a esfera inteira, cujos setores individuais por sua vez se interpenetram numa confusa trama econômica. Tudo está tão estreitamente justaposto que a concentração do espírito atinge um volume tal que lhe permite passar por cima da linha demarcatória entre as diferentes firmas e setores técnicos.
A unidade implacável da indústria atesta a unidade em formação da política. As distinções enfáticas que se fazem entre os filmes das categorias A e B, ou entre as histórias publicadas em revistas de diferentes preços, têm menos a ver com seu conteúdo do que com sua utilidade para a classificação, organização e computação estatística dos consumidores. Para todos algo está previsto; para que ninguém escape, as distinções são acentuadas e difundidas. O fornecimento ao público de uma hierarquia de qualidade serve apenas para uma quantificação mais completa. Cada qual deve se comportar, como que espontaneamente, em conformidade com seu level [nível], previamente caracterizado por certos sinais, e escolher a categoria dos produtos de massa fabricado para seu tipo.
Reduzidos a um simples material estatístico, os consumidores são distribuídos nos mapas dos institutos de pesquisa (que não se distinguem mais dos de propaganda) em grupos de rendimentos assinalados por zonas vermelhas, verdes e azuis.
O esquematismo do procedimento mostra-se no fato de que os produtos mecanicamente diferenciados acabam por se revelar sempre como a mesma coisa. A diferença entre a série Chrysler e a série General Motors é no fundo uma distinção ilusória, como já sabe toda criança interessada em modelos de automóveis. As vantagens e desvantagens que os conhecedores discutem servem apenas para perpetuar a ilusão da concorrência e da possibilidade de escolha. O mesmo se passa com as produções de Warner Brothers e da Metro Goldwyn Mayer.
Até mesmo as diferenças entre os modelos mais caros e mais baratos da mesma firma se reduzem cada vez mais: nos automóveis, elas se reduzem ao número de cilindros, capacidade, novidade dos gadgets [acessórios], nos filmes ao número de estrelas, á exuberância da técnica, do trabalho e do equipamento, e ao emprego de fórmulas psicológicas mais recentes. O critério unitário de valor consiste na dosagem da conspicuous production [produção ostensiva], do investimento ostensivo. Os valores orçamentários da indústria cultural nada têm a ver com os valores objetivos, com o sentido dos produtos. Os próprios meios técnicos tendem cada vez mais a se uniformizar.
A televisão visa uma síntese do rádio e do cinema, que é retardada enquanto os interessados não se põem de acordo, mas cujas possibilidades ilimitadas prometem aumentar o empobrecimento dos materiais estéticos a tal ponto que a identidade mal disfarçada dos produtos da indústria cultural pode vir a triunfar abertamente já amanhã - numa realização escarninha do sonho wagneriano da obra de arte total.
A harmonização da palavra, da imagem e da música logra um êxito ainda mais perfeito do que no Tristão, porque os elementos sensíveis - que registram sem protestos, todos eles, a superfície da realidade social - são em princípio produzidos pelo mesmo processo técnico e exprimem sua unidade como seu verdadeiro conteúdo. Esse processo de elaboração integra todos os elementos da produção, desde a concepção do romance (que já tinha um olho voltado para o cinema) até o último efeito sonoro. Ele é o triunfo do capital investido.
Gravar sua onipotência no coração dos esbulhados que se tornaram candidatos a jobs [empregos] como a onipotência de seu senhor, eis aí o que constitui o sentido de todos os filmes, não importa o plot [enredo] escolhido em cada caso pela direção de produção.
[ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 113-117]
Theodor Wiesengrund Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973) foram expoentes do marxismo da chamada Escola de Frankfurt, em torno da qual gravitaram Walter Benjamin, Herbert Marcuse e Erich Fromm, entre outros intelectuais alemães antifascistas.
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 15 20:01:24 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Tue, 15 Apr 2008 20:01:24 -0300
Subject: [Carta O BERRO] Conversando com o diabo - Frei Betto
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"Carlos Moreira"
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From: Fernando Rossas Freire
Big Brother legislativo
Frei Betto - Frei dominicano. Escritor. Autor de "Calendário do poder", entre outros livros.
As CPIs andam precisando recorrer à UTI para uma cirurgia reparadora. Agem como delegacia em inquérito policial. Fulanizam denúncias de corrupção, como se meter a mão em dinheiro escuso decorresse apenas de desvios de caráter. Esquecem que a ocasião faz o ladrão, e não questionam as instituições nem a própria legislação do país, pela qual os parlamentares são responsáveis.
A exposição televisiva das CPIs fez delas uma espécie de Big Brother legislativo. O público fica de olho para ver quem vai para o paredão. Na onda do voyeurismo que assola o país, há uma perversa atração pelo espetáculo de humilhados e ofendidos por deputados que disputam a tapa as atenções da platéia de modo a angariar prestígio e votos. Prova disso é que poucos demonstram preparo para inquirir. Não investigam, não lêem relatórios, atuam movidos pelo ímpeto de destruir o partido adversário e blindar o próprio.
Uma casa legislativa não merece ser confundida com delegacia. Não condiz com a sua natureza pressionar os interrogados até que, sob tortura psicológica, passem à condição de réu. O ônus da prova cabe a quem acusa. A menos que o interrogado tome a iniciativa de admitir sua culpa, como ocorreu com vários acusados.
Não se pode reduzir a ética ao comportamento individual, como se fosse ele o único responsável pela corrupção. Há que levar em conta a teia de relações sociais e conexões institucionais configuradoras de realidade. Não basta identificar o corrupto, é preciso ir às causas da corrupção. Este o papel que distingue uma CPI de um inquérito policial.
Cabe ao Legislativo normatizar as instituições nacionais, imprimir-lhes legalidade, estabelecer seus direitos, deveres e limites, e também pesquisar as brechas na legislação que favorecem a corrupção. Como as empresas burlam o fisco e fazem caixa dois? Por que a facilidade em remeter fortunas ao exterior? O que dificulta a transparência na contabilidade dos partidos? Onde estão os furos nos financiamentos de campanhas? Por que tantas fraudes em licitações? Isso, sim, é legislar.
Uma CPI não deveria jamais encerrar seus trabalhos apresentando à nação um rol de suspeitos. Para não correr o risco de falso testemunho, melhor não nomeá-los se não há provas convincentes e contundentes. Toda pessoa, cuja honra é maculada levianamente em poucos minutos está fadada a passar o resto da vida tentando limpar o seu nome.
Cabe ao Ministério Público e à polícia investigar, apontar e punir os que comprovadamente infringiram a lei. As CPIs deveriam sobremaneira debruçar-se sobre o desempenho do Congresso e apurar as causas da corrupção, da malversação, da quebra do decoro parlamentar. E essas causas muitas vezes deitam raízes na própria legislação que rege as nossas instituições e que mais parece um queijo suíço, tantos os buracos pelos quais se introduz a ação criminosa. E a legislação tem sua origem no Congresso. Legislar é a função precípua dos que são eleitos parlamentares.
O povo tem o direito de fazer tudo que a lei não proíbe; contudo, as autoridades só deveriam fazer o que a lei permite. É desalentador ver uma CPI desaguar num mar de ilações, quando se esperava que, alertado por ela, o Congresso tomasse a si a tarefa de apressar a reforma política. O que é feito para impedir que partidos incorram novamente em maracutaias?
Desde que me entendo por gente observo que certas palavras resumem os paradigmas que mobilizam a nossa vida política. Nos anos 50/60, o tema era desenvolvimento; nos anos 70/80, democracia; nos anos 90, modernização; agora, ética.
A ética resvala para o moralismo udenista quando desvinculada da produção de sentido. Note-se que a moral tende a cair no moralismo, mas sequer existe o vocábulo 'eticismo'. Porque a ética, tão bem enfatizada nas obras de Aristóteles, implica princípios universais, perenes, norteadores dos grandes projetos humanos. É ela que nos fornece os elementos para o "discernimento militante", como diz Emmanuel Mounier.
Se os nossos partidos políticos perdem de vista as estratégias históricas, trocam o projeto de nação pelo de eleição, deixam de produzir sentido à nação, e se tornam meros consórcios de disputa de poder, então a ética volatiliza-se na abstração dos discursos demagógicos e os políticos resvalam para o terreno da hipocrisia. Hipócrata era o ator que, no antigo teatro grego, fazia parte do coro que proclamava o contrário do que de fato ocorria no palco.
Mais grave que a corrupção é uma eleição desancorada de consistentes projetos capazes de fazer o Brasil não ter vergonha de si mesmo, de suas crianças consumidas pelo narcotráfico, de multidão deambulando sem-terra, enfim, projetos que alterem o mais grave de nossos problemas nacionais: a desigualdade social. Não é a um candidato que o eleitor quer dar o seu voto, é à esperança.
Fonte: Adital - http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=32590
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 21 12:44:54 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Mon, 21 Apr 2008 12:44:54 -0300
Subject: [Carta O BERRO] Lugo-2008-04-20
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
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From: Waldemar
FSP 2008-04-21
Paraguai elege Fernando Lugo presidente
Vitória de ex-bispo oposicionista põe fim a 61 anos de domínio do Partido Colorado, o mais longo em vigor no mundo
Governista Blanca Ovelar admite derrota; esquerdista cuja coalizão abrange todo o espectro político convida a oposição para reerguer país
FÁBIO VICTOR
ENVIADO ESPECIAL A ASSUNÇÃO
O ex-bispo católico Fernando Lugo, 56, foi eleito ontem presidente do Paraguai. Às 22h50 de Brasília, com 92% das urnas apuradas, ele tinha 40,8% dos votos, contra 30,7% da candidata governista, Blanca Ovelar, e 21,9% do general reformado Lino Oviedo.
Blanca e Oviedo, assim como o presidente Nicanor Duarte, reconheceram a derrota poucas horas após Lugo ter feito as primeiras declarações como vencedor. "Hoje podemos afirmar que os pequenos também são capazes de vencer", disse o ex-bispo a correligionários que invadiram o seu QG de campanha no início da noite.
Mais tarde, no centro de Assunção, diante de uma multidão reunida no Panteão dos Heróis, mesmo lugar onde o povo comemorou em 1989 a queda da ditadura de 35 anos de Alfredo Stroessner, ele afirmou: "O Paraguai vai deixar de ser lembrado só por ser o país da corrupção. Vocês são os próceres de 20 de abril de 2008".
O êxito de Lugo, eleito pela APC (Aliança Patriótica para a Mudança, na sigla em espanhol), uma ampla coalizão com partidos de várias tendências, marca o fim de 61 anos de poder do Partido Colorado -a maior hegemonia de uma agremiação política em curso no mundo.
Significa também mais um triunfo de um candidato com propostas de esquerda na América do Sul. Dos principais países do continente, só Colômbia e Peru têm governantes ideologicamente conservadores.
Quando os primeiros resultados indicaram vitória da oposição, milhares de pessoas saíram às ruas da capital, fazendo buzinaço, se abraçando e cantando: "Se sente, se sente, Lugo presidente" e "O povo unido jamais será vencido".
"Para o paraguaio honesto, que trabalha duro todo dia, é um grande dia. Nossos compatriotas foram obrigados a ir para o exterior, porque esse partido governava o país como se fosse o pátio de sua casa. Eu estou realizada", vibrava América Perez de Palacios, 66, dançando e portando uma bandeira do movimento social Tekojoja.
Depois das palavras iniciais, e antes de discursar ao povo, Lugo, que toma posse em agosto, falou à imprensa num hotel, onde fez um chamamento aos derrotados. "Estamos convencidos de que este país tem direito a melhores condições. Faço um convite especial à toda a classe política paraguaia, a todos sem exceção, inclusive aos que não compartilham de nossos ideais, a apostar neste país, que foi grande e, com todos juntos, voltará a ser grande."
Desde o fechamento das urnas, às 17h, já se projetava a vitória de Lugo. Em cinco levantamentos de boca-de-urna, o ex-bispo, que liderou toda a campanha, derrotou Blanca.
Votação tranqüila
O temor de fraude que dominou a reta final da campanha reapareceu com menos força ontem. A Transparência Internacional denunciou compra de votos e intimidação por parte de dirigentes colorados. A missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), porém, tratou os casos como "totalmente isolados" e celebrou o clima de tranqüilidade que marcou a votação.
Num sinal de descontrole e da divisão da sigla, os colorados travaram uma guerra interna verbal durante o dia, detonada pela declaração do candidato derrotado nas primárias, Luis Castiglioni, de que o partido sofre uma "infecção grave" e que ele iria curá-la.
Ao votar, às 7h10 locais, numa escola em Lambaré, cidade onde vive, na Grande Assunção, Lugo estava acompanhado do candidato a vice, Federico Franco, do frade dominicano brasileiro Frei Betto e da argentina Hebe de Bonafini, líder das Mães da Praça de Maio. Depois, ele assistiu a uma missa.
Eleito, Lugo terá ainda de lidar com sua herança religiosa. Ele renunciou à diocese de San Pedro em 2005 e ao sacerdócio no fim de 2006. A primeira foi aceita pelo Vaticano, a segunda não. Ele está suspenso "a divinis" pela Santa Sé: não pode exercer o sacerdócio nem ter cargos eclesiásticos, mas, para a Igreja Católica, ainda é bispo, sujeito à autoridade papal.
Política guiou sacerdócio de ex-bispo
DO ENVIADO A ASSUNÇÃO
Foi no Equador que começou a vida política do presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo. Em 1977, o recém-ordenado sacerdote mudou-se para lá para trabalhar como missionário. Começou a ter contato com a Teologia da Libertação, corrente que defende um papel combativo da igreja contra as desigualdades sociais.
Ali Lugo conheceu um ícone da Teologia da Libertação na América Latina, o equatoriano Leonidas Proaño (1910-88), que viraria uma referência para o hoje presidente eleito do Paraguai -é igualmente admirado pelo equatoriano Rafael Correa.
Nascido há 56 anos (fará 57 em 30 de maio) em San Pedro del Paraná, departamento (Estado) de Itapuá, 400 km ao sul de Assunção, Fernando Armindo Lugo Mendez foi criado em Encarnación, a 40 km dali. Em 1971, entrou no Noviciado dos Missionários do Verbo Divino, onde, em 1976, fez os votos perpétuos, a consagração definitiva a Deus. No ano seguinte, licenciou-se em ciências religiosas pela Universidade Católica de Assunção e foi ordenado.
De volta ao Paraguai, em 1982, foi professor no seminário onde se formara. Em 1983, viajou a Roma, onde se licenciou em Sociologia, com especialização em Doutrina Social da Igreja, na Universidade Gregoriana. Retornou novamente a seu país em 1987. Foi professor de Teologia e ocupou postos na Conferencia Episcopal Paraguaia e no Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano).
Em 1994, foi ordenado bispo da diocese de San Pedro, o maior e um dos mais pobres departamentos do Paraguai. Ali,onde atuou por 11 anos, ganhou projeção nacional pelo engajamento em movimentos camponeses e sociais.
Por atritos com a igreja e pela percepção de que necessitava de espaços políticos mais efetivos para mostrar suas idéias, renunciou à diocese no início de 2005. No fim de 2006, quando já liderava movimentos contra o presidente Nicanor Duarte, renunciou ao sacerdócio.
Como Lugo não é casado, quem deverá ocupar o cargo de primeira-dama é sua irmã, Mercedes.
Numa entrevista recente, ele foi evasivo ao ser questionado se fora fiel ao celibato. "Não existe celibato perfeito", afirmou.
Lugo nunca usou gravata. Costuma calçar sandálias, reflexo de problemas circulatórios -tem varizes e, em 2004, sofreu cinco tromboses-, e vestir camisas típicas paraguaias. "Minha candidatura representa a maioria do país, e meu visual é definido por isso. Creio que manterei o estilo, mas aprendi na igreja que não se deve julgar pela aparência." (FV)
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 21 12:55:50 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Mon, 21 Apr 2008 12:55:50 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_O_HELENO_DE_TR=D3IA?=
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From: Raul Longo
O HELENO DE TRÓIA!
Raul Longo
O grande mal de não se ter uma biblioteca organizada, dá nisso.
Procuro que procuro uma publicação muito bem elaborada pelo escritório do Bco do Brasil na Venezuela, no início da década de 80.
Nem lembro como me chegou às mãos, mas é algo que não poderia perder. Intitulava-se, lembro bem: "BOLÍVAR - cartas à SAN MARTIN sobre o Brasil".
Interessante a iniciativa do então diretor do Banco do Brasil na Venezuela, mormente relacionando-se o conteúdo daquelas cartas entre os principais líderes da independência do continente, com a situação política brasileira na época da publicação, ainda a ditadura militar.
Nas cartas, Simón Bolívar expunha preocupações com o processo de nossa independência, divergente das demais de todo o continente: dos Estados Unidos à Patagônia (argentina ou chilena).
Enquanto de George Washington à Bernardo H'Oggins e José de San Martin, os promovedores das independências das nações de todas as Américas instituíram a modernidade política conquistada na Europa com a Revolução França, resgatando o continente do jugo das monarquias imperialistas, no Brasil, Pedro de Alcântara adota o retrocesso de um já derrocado Napoleão, e se institui Imperador.
Ou seja, além de termos a última das independências do continente, aquilo nada mais era do que um presente de grego no qual Bolívar reconhecia uma ameaça às difíceis e honrosas conquistadas libertárias dos países vizinhos. Daí que, naquelas cartas reunidas pelo dirigente do Banco do Brasil na Venezuela, El Libertador revelava-se intencionado à uma invasão do país para a destituição do Pedro I, e conseqüente instauração do regime republicano.
Para isso pedia a aliança de San Martin, pois reconhecia inviável às suas tropas a travessia da Amazônia, o instransponível Inferno Verde. Se o líder argentino aproveitasse da facilidade de locomoção de tropas pelos pampas e coxilhas gaúchas, Bolívar tentaria dar a volta para adentrar com reforços em algum ponto de melhor acesso, talvez pelo cerrado que se estendia desde a fronteira com a Bolívia que, confirmando as previsões do líder venezuelano, no império de Pedro II já se atrofiara sob as manipulações diplomáticas brasileiras.
Muito se cogita sobre as razões do rompimento de Simón Bolívar e San Martin, inclusive o acordo entre o argentino e os ingleses contra este projeto de republicanização do Brasil. Graças ao que não apenas nos mantivemos monarquistas por quase um século mais, além de escravagistas, visto que em função da monarquia também fomos o último país do continente à abolir a escravatura.
Mas no que mais lamento o não encontrar a tal publicação, é por não lembrar se haveria alguma recomendação ou cuidados de Bolívar quanto ao exército imperial brasileiro. Imagino que não, afinal se o Brasil de então possuía apenas 2 grandes centros: o Rio de Janeiro e a antiga capital colonial de Salvador, e só consolidamos nossa independência em julho do ano seguinte, apesar de Portugal ser do outro lado do Atlântico, se pode concluir que a história dos dragões era mais uma alegoria do que algum risco a ser considerado.
Tanto isto é provável que, para vencer as tropas portuguesas no Recôncavo Baiano, tivemos de contratar o francês Pierre Labatut que, em carta ao José Bonifácio, reclamou: "Nenhum filho de dono de engenho se alistou para lutar". Ou seja, nossas elites já decepcionavam o exército brasileiro desde o princípio, e quem garantiu nossa independência foram os tais filhos que não fogem à luta como o popular João das Botas, a camponesa e primeira soldada brasileira Maria Quitéria, entre outros heróis como Luís Lopes, o famoso corneteiro de Pirajá que renegando-se à covardia do toque de retirada, entoou o "avançar cavalaria e degolar", pondo em fuga as forças do General Madeira. Assim ganhamos a independência que o Pedro I proclamara às margens do córrego Ipiranga de São Paulo.
Mesmo San Martin não tendo aceito a proposta de Bolívar, verdade é que já antes e depois os "castelhanos" que avançavam as fronteiras brasileiras com o Uruguai e Argentina, sempre deram muito trabalho aos gaúchos que nunca receberam apoio da corte e das forças imperiais, gerando um sentimento separatista que por muitas vezes quase nos pôs a perder o importante e significativo estado do Rio Grande do Sul.
Só lá em meados da segunda metade do século XIX é que o exército imperial veio a se justificar, quando Solano Lopez nos ameaçou pelo Paraguai. E mais uma vez nossas forças armadas puderam se orgulhar dos filhos que não fogem à luta, com a significativa participação dos bravos guerreiros e exímios cavaleiros Guaicurus.
Enfim os desejos de Simón Bolívar, morto em 1830, foram realizados em 1889 pelo Marechal Deodoro da Fonseca, nosso primeiro presidente republicano, que foi substituído por seu vice, também militar, Floriano Peixoto. Com mão de ferro Floriano defendeu a república de diversos movimentos monarquistas que eclodiram de sul a norte.
Depois destes dois primeiros presidentes da república federativa do Brasil, apenas um mais elegeu-se democraticamente: o Marechal Hermes da Fonseca, sobrinho de Deodoro, que enfrentou duas revoltas de seus companheiros de armas da marinha: a que ficou conhecida como Revolta da Chibata e a dos Fuzileiros Navais. Mas assim mesmo foi republicanamente substituído por seu vice Venceslau Brás.
Daí por diante, mesmo durante a ditadura de Getúlio Vargas, um civil, e apesar da 2ª Guerra Mundial, o exército brasileiro manteve a linha de legalidade e defesa constitucional até que, em 1964, um grupo de militares de pouco destaque, mas aberta e francamente apoiados pelos interesses dos grandes capitais internacionais, com participação direta de diplomatas, políticos e militares norte-americanos, perpetraram o golpe que deu início a um dos períodos mais tristes e lamentáveis de nossa história. E de todo o cone sul do continente, pois veio a servir de modelo para as tão quanto sanguinárias e cruentas ditaduras impostas pelos Estados Unidos contra o desenvolvimento do processo democrático em Chile, Argentina e Uruguai, além do Brasil.
A este período correspondem a ausência de liberdade de expressão, a instituição da tortura, do abuso de poder, o assassínio de estudantes, trabalhadores e intelectuais. Acompanhado de um descaso social que provocou a miserabilização a que foi relegada a grande maioria da população brasileira em todas as regiões do país, promovendo a conglomeração das favelas que mais tarde geraram o desenvolvimento do crime organizado responsável pela violência urbana e a ampla distribuição de drogas que ainda afeta tantas famílias.
A decadência do ensino, o exílio de acadêmicos e da inteligência brasileira, a interrupção dos movimentos culturais, as distorções sociais, a concentração de renda, e o desenvolvimento de execrandas organizações criminosas repressivas como o Esquadrão da Morte, as polícias políticas, o poder abusivo. Todos estes fatores acompanhados da decadência de nossa formação e cultura, a inversão dos valores morais, a desorientação das massas populares, a desvalorização dos personagens de nossa história, inclusive dos próprios militares e de nossas forças armadas cuja função é a de defender não apenas o território nacional, mas sobretudo a pátria, verbete para o qual o mais popular dos dicionários brasileiros aponta os seguintes significados: "Pátria (s.f)- O país onde nascemos; torrão natal; terra. A terra dos pais. Lugar de origem; origem, berço. Lugar onde se encontra uma grande quantidade de coisas de um determinado gênero. Terra que se considera como a preferida, a melhor. (Dicionário Aurélio - séc. XXI).
Enfim, em 2002, mais uma vez os tradicionais aliados das forças armadas brasileiras as resgataram dessa torpe herança, elegendo para a presidência do país um dos de suas origens. Mais uma vez os militares brasileiros encontraram naqueles que não fogem a luta, o mesmo reforço que não lhes faltou na luta por nossa independência na Bahia, na refrega da guerra no Paraguai, ou nas pelejas por nossas fronteiras do sul.
Hoje, o militar brasileiro já não é mais encarado, como o eram em qualquer parte do mundo os militares latinos-americanos: ignorantes que abusavam dos poderes a eles constituídos. Hoje o militar brasileiro não é mais um títere tirânico de republiqueta de bananas, com um quepe na mão a colher verbas vendendo-se em troca de reprimirem seus próprios povos.
Em qualquer parte do mundo, sejam quais forem as divisas de uma farda brasileira, hoje se presta continência a instituição que representa uma nação soberana, reconhecida como liderança no hemisfério e importante contribuinte para o desenvolvimento da comunidade das nações.
Hoje, sequer passaria pela cabeça de qualquer Simón Bolívar a intenção de excursionar belicamente ao Brasil seja por quais caminhos fossem. A natureza da Amazônia continua tão inexpugnável quanto sempre foi, mas ainda não seria essa a razão a desestimular tão projeto, pois no mundo moderno o que realmente torna um país inatacável não são as muralhas, não são lanças e flechas, nem minas, mísseis e morteiros.
Chega a ser infantil, para não dizer estúpido, imaginar em pleno século XXI que apropriações ou desapropriações de quais e quantas áreas forem, por terra, ar e mar, possam conter a belicosidade de satélites ou vírus mal intencionados.
Sequer a mais bem armada nação do mundo, evitou o maior atentado aéreo da história, pois evidentemente o que hoje realmente defende um país é a dignidade de suas instituições e de seu povo. E nesse aspecto o povo e o exército brasileiro tem apresentado bons exemplos, apesar de algumas lamentáveis exceções.
Aliás, é bom lembrar que Tróia não caiu por causa de suas espetaculares muralhas, mas sim por acreditar em presentes de gregos. Mais que isso, pelo desrespeito e a indignidade do rapto de Helena.
Raul Longo
Pouso da Poesia
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
pousopoesia at gmail.com
Ponta do Sambaqui, 2886
88051-001 - Floripa/SC
Tel: (048) 3335-0047
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 26 18:39:23 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Sat, 26 Apr 2008 18:39:23 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Movimento_Nacional_em_Defesa_da?=
=?windows-1252?q?_Amaz=F4nia_ser=E1_lan=E7ado_na_ABI=2C_na_pr=F3xi?=
=?windows-1252?q?ma_segunda=2C_28?=
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
Movimento Nacional em Defesa da Amazônia
será lançado na ABI, na próxima segunda, 28
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Fonte: Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br)
O Movimento Nacional em Defesa da Amazônia será lançado oficialmente na próxima segunda-feira, 28 de abril, com um ato público, a partir das 17 horas, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Por iniciativa do Modecon - Movimento em Defesa da Economia Nacional, um expressivo número de entidades e cidadãos brasileiros já vem se reunindo desde janeiro, preocupados com o destino da Amazônia e a exploração predatória de suas riquezas.
Segundo o vice-presidente do Modecon, o engenheiro Ricardo Maranhão, "o local e a data são simbólicos. A ABI é a Casa da Imprensa Brasileira. Seu auditório foi cenário de grandes movimentos cívicos, como a campanha do petróleo, a luta pelas liberdades democráticas, as "diretas já" e outros. Abril é o mês no qual a Nação Brasileira homenageia Tiradentes".
Ele aponta uma série de "atos e circunstâncias compõem um quadro inquietante de ameaças sobre a Amazônia. Este quadro requer a união e a resistência organizada de todos os segmentos da sociedade brasileira, para evitar a perda, para estrangeiros, desta enorme parcela do nosso território" - argumenta.
As ameaças enumeradas pelo engenheiro seriam, dentre outroas: o desmatamento, criminoso e irresponsável; a biopirataria, saqueando o nosso riquíssimo patrimônio genético; a intensa atuação clandestina (ou ostensiva) de ONG(s) estrangeiras, que agem livremente, sem qualquer controle governamental, explorando populações ribeirinhas, sonegando impostos, promovendo grilagem de terras, iludindo populações indígenas; a hidropirataria; o contrabando e o narcotráfico; o enfraquecimento das Forças Armadas, conseqüência do corte dos recursos orçamentários, dificultando o cumprimento da sua missão constitucional e a sua atuação na região, sobretudo nas faixas de fronteiras; a lei de gestão de florestas públicas.
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Apr 26 18:39:43 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Sat, 26 Apr 2008 18:39:43 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Osvald=E3o_e_a_saga_do_Araguaia_-?=
=?iso-8859-1?q?_lan=E7amento?=
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
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Osvaldão e a saga do Araguaia
Bernardo Joffily
ISBN: 978-85-7743-063-5
Número de páginas: 128
Preço: R$ 12,00
Este relato apóia-se em livros, reportagens, entrevistas, documentos, e dezenas de testemunhos pessoais que conviveram com Osvaldo Orlando da Costa. Não vai além do que transmitem estas fontes. todas elas, inclusive aquelas ligadas à ditadura, atestam a esrutura do gigante da Guerrilha do Araguaia (1972-1974).
Apenas no trecho inicial, do bilhete, o autor sucumbiu à tentação de usar a imaginação para preencher lacunas na informação disponível: o trecho, que segue logo abaixo, usa a ficção para dar vida às informações do livro "Guerra de guerrilhas no Brasil", de Fernando Portela, e ao depoimento do ex-soldado Domingos Serafim de Souza.
Um dia os arquivos do Araguaia serão abertos. Então estes vazios poderão ser preenchidos. Virá à luz de corpo inteiro a guerrilha até hoje escondida como um segredo infame do Estado ditatorial. Os restos de Osvaldão e dos demais guerrilheiros mortos terão a sepultura e as honras que merecem. As Forças Armadas deixarão de carregá-los nas costas, o que será bom para elas e sobretudo para o país. (Nota do autor)
Ler Resenha
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 27 13:21:22 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Sun, 27 Apr 2008 13:21:22 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?NOSSO_PRIMEIRO_DE_MAIO_COM_COMPANH?=
=?iso-8859-1?q?EIROS_DE_LUTA=2C_DE_COMBATE=2C_COM_IDEOLOGIA_E_DE_C?=
=?iso-8859-1?q?ONQUISTAS_-_F=F3rum_Permanente_dos_Ex-Presos_e_Pers?=
=?iso-8859-1?q?eguidos_Pol=EDticos_do_Estado_de_SP?=
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B o l e t i m
Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de SP
NOSSO PRIMEIRO DE MAIO
COM COMPANHEIROS DE LUTA, DE COMBATE, COM IDEOLOGIA E DE CONQUISTAS
No dia mais importante da Classe Operária, no prédio do antigo DOPS (Largo General Osório, Estação Luz do Metrô), com a presença do Governador José Serra, do Ministro Paulo Vanucchi, do Grupo Tortura Nunca Mais, do Condepe, da Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos e do Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de SP será anunciada uma série de conquistas para a preservação da memória e de nossa História de lutas contra a ditadura militar.
Nosso Fórum, depois de muitas reuniões com a Secretaria de Cultura do governo do estado, conseguiu a recuperação do espaço onde funcionou o antigo DOPS, a criação de uma agenda de eventos para estudantes conhecerem nossa História e o uso para a realização de palestras e debates com a sociedade civil.
O local, antes chamado de Memorial da Liberdade, foi muito descaracterizado e perdeu seu significado histórico. Rasparam as paredes e portas, onde estavam as inscrições dos presos que passaram por ali em mais de cinco décadas de prisão política de São Paulo. As peças dos banheiros foram também retiradas e as celas passaram a ser apenas um espaço limpo e bem pintado.
Nossa reivindicação para a troca do nome foi aceita e, a partir de agora, será conhecido por Memorial da Resistência e funcionará como um centro de referência para as lutas contra as tiranias e em defesa da Democracia.
É fundamental a presença do maior número de companheiros para prestigiar esse momento de conquistas e de lutas.
Agradecemos ao Secretário João Sayad, da Cultura, que teve a maior sensibilidade e atendeu a todas as nossas solicitações de modo decidido e rápido. Do mesmo modo, agradecemos ao governador e ao ministro dos Direitos Humanos, pela demonstração de compreensão de que o resgate de nossa História e a luta contra a ditadura é muito maior do que as divisões políticas ou eleitorais de hoje.
P R O G R A M A Ç Ã O
1.º de Maio de 1008 - 11:00 horas
Execução do Hino Nacional Brasileiro
Pelo Grupo Teatro Popular União e Olho Vivo
Discurso de Raphael Martinelli,
Coordenador do Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de SP
Discurso de José Serra,
Governador do Estado de São Paulo
Discurso de Paulo Vanucchi,
Ministro dos Direitos Humanos
Inauguração do Memorial da Resistência (descerramento da Placa)
Raphael Martinelli,
Governador José Serra e Ministro Paulo Vanucchi
Inauguração da Placa em homenagem aos mortos e desaparecidos
Raphael Martinelli, Amelinha Teles, Rose Nogueira,
Governador José Serra e Ministro Paulo Vanucchi
Inauguração da exposição Direito à Memória e à Verdade
Governador José Serra e Ministro Paulo Vanucchi
Anúncio do projeto de reestruturação do espaço e
do funcionamento do Memorial da Resistência
Anúncio da agenda de eventos, sob a responsabilidade do Fórum dos Ex-Presos
Anúncio do Programa de visitas monitoradas para a rede escolar do estado
Visita às celas do antigo DOPS
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 27 13:21:47 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Sun, 27 Apr 2008 13:21:47 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?J=E2nio_de_Freitas=2C_o_general_He?=
=?iso-8859-1?q?leno_e_os_golpistas_demo-tucanos_/_E_O_CERCO_A_AM?=
=?iso-8859-1?q?=C9RICA_LATINA_-_POR_LAERTE_BRAGA?=
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From: Jose Zunga
Abril de 2008
Jânio de Freitas, o general Heleno e os golpistas demo-tucanos
A coluna de Jânio de Freitas na Folha , Em busca da crise, toca em tantos pontos interessantes que a dividi em tópicos. [assinante clica que aqui para lê-la sem entretítulos].
A tentativa de fabricar uma crise militar pelos demo-tucanos
As portas estão abertas, e hoje haverá quem tente escancará-las, para um investimento fácil, no Brasil, além das aplicações nas suas Bolsas e nos seus juros. É o investimento em uma crise militar, no qual há mais aplicadores, muito mais do que supõem os otimistas da democracia, entre civis. Por exemplo, no PSDB e no DEM-PFL, que pretendem tentar, logo mais, a convocação do general Augusto Heleno Ribeiro Pereira para outra palestra incandescente, desta vez no Senado, sobre a oposição de militares à política indigenista do governo.
Nessa iniciativa em que se unem os comandos dos dois partidos oposicionistas, a busca de oposição ao governo se confunde com a atitude de oposição à ordem institucional da democracia incipiente. No mínimo, é um ato irresponsável de desespero pelo aturdimento, decorrente da própria incapacidade de encontrar políticas inteligentes de oposição e, como conseqüência, perspectivas promissoras para os seus partidos.
Demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol foi feita no governo PSDB-PFL (aliança demo-tucana) de FHC
Nada se salva na iniciativa, originária dos senadores Sérgio Guerra e Arthur Virgílio, presidente e líder do PSDB no Senado, em momento de contraditório esquecimento. Seu apoio à corrente das Forças Armadas ainda proveniente do regime militar, agora de volta à ação publicamente política, desconsidera um dado fundamental: foi o governo do PSDB que fez a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol. E as razões pelas quais militares atacam a política indigenista do governo Lula advêm, todas, da modalidade que aquela demarcação deu, com a aprovação de Fernando Henrique e do PSDB, à reserva já discutida por uns 30 anos.
O DEM-PFL não fica melhor. Sua nota de apoio ao ato no Clube Militar e ao general Augusto Heleno Pereira, que incluíram a exigência peremptória de que o governo faça a "mudança imediata" da política indigenista e suspenda a homologação da reserva, foi primária como teor e também irresponsável como propósito. Nem como oportunismo barato, em um partido que vê Lula carrear suas velhas bases nordestinas e nortistas, o açodamento teria sentido. A nota não chegou a um só daqueles eleitores evaporados, e de outros não traria nem um só voto para os demistas - que, se vê mais uma vez com esse caso, não justificam que a mídia os chame de "os democratas".
O requerimento de convocação do general, prometido para hoje na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, refere-se a depoimento em sessão secreta. Nada mais vazio, em política, do que o sentido de secreto. A maioria dos presentes estará logo pronta a abastecer jornalistas (muito agradecido, pelo que me toca) de relatos do que foi dito e quem o disse na sessão secreta. O pormenor no requerimento é, digamos, uma concessão ao pudor. Mesmo porque Arthur Virgílio, em seu primeiro comentário à exaltada manifestação do general, ao apoio contraditório juntou a ressalva de que a manifestação militar era imprópria por ser pública e por ser no Clube Militar.
General Heleno e suas ligações com o juiz Lalau
Secreta ou não, a pretendida convocação tem óbvia finalidade agitadora - nem haveria como ter outra. O general Augusto Heleno Pereira, tido como identificado com a velha linha dura, constitui-se em uma figura polêmica. Chegou ao noticiário por ocasião das investigações em torno do (ex) juiz Nicolau dos Santos Neto, quando foram descobertos quase 200 telefonemas desse hoje condenado para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, cerca de metade reconhecida pelo general como destinada a ele.
A polêmica passagem do general Heleno pelo Haiti
Em junho de 2004, o general Augusto Heleno Pereira assumiu a chefia da Força de Estabilização do Haiti (chamada Minustah), tropa composta pela ONU com 6.500 soldados de 12 países para deter a desordem posterior à derrubada, pelo governo Bush, do presidente (eleito) Jean-Bertrand Aristide. Em março de 2005, porém, foi lançado nos Estados Unidos e na Suíça o relatório "Mantendo a paz no Haiti?", do Centro de Justiça Global e da Universidade Harvard, com críticas severas envolvendo o comando do general brasileiro. Eis um trecho:
"A Minustah tem dado cobertura à campanha de terror da polícia nas favelas de Porto Príncipe. E mais impressionante do que a cumplicidade com abusos da Polícia Nacional do Haiti são as acusações de violações de direitos humanos perpetradas pela própria Minustah". Seguiam-se casos, com dados. O general, como esperado, refutou as críticas. Mas já provocara um incidente internacional, alguns meses depois de chegar ao Haiti: atribuiu a violência no país ao então candidato democrata à Presidência dos EUA, John Kerry, que criticara a derrubada de Aristide. O general, como foi dito à época, "recuou das declarações".
Com apenas um ano e dois meses no Haiti, o general Augusto Heleno Pereira deixou o comando. Sua explicação pessoal para a volta, ao chegar, foi de pedido seu, por já ter "ficado bastante lá" (a tropa e os brasileiros estão até hoje no Haiti). No discurso de passagem do comando, fizera emocionado agradecimento à família pela "força dada diante das críticas injustas".
Com sua manifestação para a platéia do Clube Militar, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira reabriu portas para o que pode ficar como polêmica mal posta, mas há quem prefira involuí-la para crise.
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O CERCO À AMÉRICA DO SUL
Laerte Braga
O fim da Guerra Fria (União Soviética versus Estados Unidos) e a perspectiva de paz num sentido muito amplo que simples superação de conflitos políticos ou armados, se mostra a grande mentira do capitalismo.
Como quando Fernando Henrique Cardoso anunciou que as privatizações resultariam em mais recursos para a saúde, a educação e a saúde e a educação foram e continuam sendo de péssima qualidade e privatizadas do ponto de vista da classe trabalhadora.
Democracia no contexto que temos e nos é vendida como pacote de suposta liberdade é tão somente o que dizia Lenine, "o direito do oprimido de escolher quem vai oprimi-lo".
O general comandante do exército colombiano Mario Montoya disse que as FARCS-EP lançaram um ataque contra o território da Colômbia a partir do Equador. A clássica e primária provocação de um militar ligado ao narcotráfico e de um governo onde o presidente está incluído entre os cem maiores narcotraficantes do mundo.
As FARCS-EP dominam um terço do território da Colômbia. São um exército insurgente com bases dentro do país e travam uma guerra civil que já dura mais de 40 anos, tanto quanto o outro exército rebelde, o ELN, que controla um quarto do território da Colômbia. Somados representam mais da metade daquele país.
A questão não é ataque a partir do Equador, que não houve. É a decisão do governo do presidente Rafael Corrêa, do Equador, de não renovar o contrato que cede a base militar de Manta aos Estados Unidos e celebrado em outros governos. A Colômbia de Uribe é uma possessão norte-americana dentro da América do Sul, cumpre esse papel, o mesmo que Israel (com diferenças evidente) cumpre no Oriente Médio.
Como agora a eleição de Fernando Lugo coloca e cheque o domínio militar dos EUA no Paraguai.
As declarações do general Augusto Heleno, norte-americano que comanda supostas forças militares brasileiras na Amazônia, entram nesse espectro. A Amazônia brasileira hoje é controlada para além das ONGs como pretende o general. É pelo SIVAM (SISTEMA DE MONITORAMENTO AÉREO DA AMAZÕNIA), operado por militares e técnicos dos EUA com suposta participação de brasileiros (servem o cafezinho e jogam paciência em velhos computadores).
É a reação do governo Bush às sucessivas derrotas sofridas na América do Sul.
E não pára por aí. Querem dividir a Bolívia em dois países. Elites não aceitam que oprimidos escolham formas de sair da opressão. Aí termina a democracia.
A principal base militar norte-americana na Europa, a Grã Bretanha, está construindo um aeroporto militar na região da Patagônia e mantém aqui a ocupação militar das ilhas Malvinas, território argentino.
É natural que comecem o avanço sobre o Brasil, maior país da América Latina, quando percebem que o que consideram América Latrina, ou um "mercado de um trilhão de dólares", começa a escapar das garras terroristas da democracia imposta na lógica da mentira, como no caso do Iraque.
Ou no terror do cerco a Gaza que provoca a morte de centenas de palestinos, impedidos inclusive de passarem em seu próprio território para irem a médicos ou hospitais.
Não adianta você morar num país que tem imensas reservas de urânio. De água doce. De petróleo. Terras agriculturáveis (que estão sendo entregues a multinacionais abençoadas pelo general Heleno). Que dispõe de riquezas extraordinárias como o Brasil se você não é dono da própria casa e um general, tem tese, encarregado de defender a Amazônia ignora a fratura no nosso território provocado pela supranacional VALE e considera perigosos índios com arco e flecha.
Cumpre um papel que lamentavelmente prepondera em parte das Forças Armadas.. Acendem a seta do "patriotismo" e por baixo dos panos, na barbárie das torturas, dos assassinatos, como na ditadura militar, entregam o Brasil a pretexto de livrá-lo de inimigos externos.
Exército que tem um general como o general Augusto Heleno não precisa de inimigos. O inimigo está dentro do próprio país, veste farda de outra força, o império norte-americano.
"Heleno de Tróia", alguém deduziu.
O que existe é um processo de cerco lento e gradual da América do Sul e você vai morar num dos países mais ricos mundo, mas vai ser oprimido pelos "patriotas" em nome da democracia e dos valores cristãos, ocidentais, etc, etc, que na prática se resumem a opressores e oprimidos, de permeio, o homem da borduna, o general Heleno. Existem outros ele é só a ponta visível da velha tática dos EUA de cooptar os "patriotas".
E essa riqueza não vai ser sua e nem vai beneficiar os seus filhos no futuro. É só uma repetição sofisticada do saque de Portugal à época do Brasil colônia. Época? Continua.
Amanhã o show da morte para ninguém pensar em coisa alguma. Só na morte de uma bela menina de cinco anos, transformada em espetáculo pela mídia que controla o Brasil. E até a hora do jogo. Depois volta à noite no resumo a que chamam FANTÁSTICO (tem outros nomes em outras redes), logo depois também de Faustão, Gugu, toda a turma da fábrica de zumbis.
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Apr 27 13:22:12 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Sun, 27 Apr 2008 13:22:12 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?OS_FAZENDEIROS_DE_RORAIMA_QUEREM?=
=?windows-1252?q?_MANTER_AS_=C1REAS_QUE_INVADIRAM_NAS_TERRAS_IND?=
=?windows-1252?q?=CDGENAS_DE_RAPOSA-SERRA_DO_SOL_-_ASSINE_A_PETI?=
=?windows-1252?q?=C7=C3O_PARA_O_STF?=
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From: João Batista de Andrade
BRASIL URGENTE
OS FAZENDEIROS DE RORAIMA QUEREM MANTER AS ÁREAS QUE INVADIRAM NAS TERRAS INDÍGENAS DE RAPOSA-SERRA DO SOL E SUAS AÇÕES CONTRÁRIAS À REMOÇÃO EM ANDAMENTO ESTÃO PARA SER JULGADAS NOS PRÓXIMOS DIAS NO STF
ASSINEM A PETIÇÃO QUE VAMOS REMETER AO STF PARA INDEFERIR A SUSPENSÃO DAS REMOÇÕES.
CLIQUE NO LINK ABAIXO
http://www.petitiononline.com/INDIOS/petition.html
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Apr 28 20:16:32 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Mon, 28 Apr 2008 20:16:32 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Funda=E7=E3o_Memorial_da_Am=E9ric?=
=?iso-8859-1?q?a_Latina_convida_para_a_palestra=3A_GUERRILHA_NA_AM?=
=?iso-8859-1?q?=C9RICA_LATINA=3A_PASSADO_E_PRESENTE?=
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From: ANA PRISCILA
Fundação Memorial da América Latina convida para a palestra:
GUERRILHA NA AMÉRICA LATINA: PASSADO E PRESENTE
PALESTRANTES:
Marcelo Botosso: Licenciado, Bacharel e Mestre em História (UNESP), autor de vários trabalhos publicados, entre eles o livro "FALN, a guerrilha em Ribeirão Preto"
Luis Fernando Ayerbe: Pós-doutorado na Harvard University e na Universidad Autónoma de Barcelona. Livre Docente (UNESP). Autor de inúmeras obras sobre a América Latina, entre elas A Revolução Cubana.
Héctor Luis Saint-Pierre: Pós-doutorado (FAPESP/Universidad Autônoma de México) e Livre Docente (UNESP). Autor de inúmeras obras na área daCiência Política, entre elas A Política Armada: fundamentos da guerra revolucionária.
7 de maio de 2008, quarta-feira, 19h30
Biblioteca Latino-Americana
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - portão 6
Metrô Barra Funda - São Paulo -SP
www.memorial.sp.gov.br
(011) 3823-4780
ENTRADA FRANCA
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Apr 29 19:48:55 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Tue, 29 Apr 2008 19:48:55 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?A_batalha_da_=22M=E9dia_Luna=22_/_?=
=?iso-8859-1?q?e_o_v=EDdeo_Assista_=27Guerreros_del_Arcoiris=27=3A?=
=?iso-8859-1?q?_Document=E1rio_mostra_prepara=E7=E3o_de_golpe_de_E?=
=?iso-8859-1?q?stado_na_Bol=EDvia?=
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From: Marco Aurélio
A batalha da "Media Luna"
Bolívia
http://edu.guim.blog.uol.com.br/
No próximo dia 17, farei nova viagem ao exterior, depois da impressionante experiência que tive em Angola durante o mês de fevereiro deste ano, quando conheci uma realidade que chega a parecer fictícia em pleno século XXI. Meu próximo destino é a Bolívia, país que, apesar da omissão da mídia brasileira, que pouco ou nada vem noticiando sobre ele, está atravessando uma crise política e institucional extremamente grave.
No próximo domingo, dia 4 de maio, será realizado um plebiscito convocado pelo governo de Santa Cruz de la Sierra. A consulta popular será realizada à revelia do governo central da Bolívia, presidido pelo índio Evo Morales, e constitui, a rigor, uma proposta separatista engendrada pela oposição boliviana.
Especula-se que pode haver violência, pois a convocação do plebiscito e seu teor são inconstitucionais, constituindo um verdadeiro ato de sedição. É como se Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul pretendessem se separar do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste do Brasil. No entanto, a mídia brasileira praticamente ignora a possibilidade de um grave confronto no país vizinho, a possibilidade de haver uma guerra civil na região boliviana conhecida como "Media Luna".
Como conhecedor da realidade boliviana, cumpre-me suprir a carência do noticiário nacional escrevendo este texto. O que você lerá a seguir sobre a realidade política, social e institucional da Bolívia, não me foi contado por ninguém, é fruto de constatações que fiz nas viagens de negócios que venho empreendendo àquele país - pelo menos duas por ano - desde 1996.
A elite, a mídia e o grande empresariado bolivianos estão tentando reproduzir o que seus congêneres venezuelanos vêm fazendo há anos na Venezuela, ou seja, estão tentando derrubar ou, na melhor das hipóteses, paralisar um governo democraticamente eleito e que apenas tenta pôr fim à miséria de dar dó em que vivem índios que constituem a quase totalidade da população boliviana.
Eis, a seguir, os fatos sobre a Bolívia que é preciso conhecer para bem entender sua realidade política, social, econômica e institucional.
A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul. Os índios quéchuas, aymarás e outros, mais uma boa parcela de mestiços, constituem cerca de 90% da população. Destes, outros 90% vivem, em grande parte, na pobreza, e a maior parte, na miséria. Um contingente expressivo dos índios bolivianos ganha cerca de um dólar por dia.
A maior parte dos índios não tem rede de esgoto, educação minimamente aceitável e padece de doenças que desapareceram na maioria dos países de civilização média.
A maioria indígena está concentrada em regiões contíguas à Cordilheira dos Andes, ou seja, La Paz, Sucre, Cochabamba, Oruro, Potosi.
Os habitantes indígenas das cidades do Altiplano (da Cordilheira) são conhecidos como "collas", e os da planície, da região conhecida como "Media Luna" (constituída por Santa Cruz de la Sierra, Pando, Tarija e Beni), são conhecidos como "cambas".
Há uma rivalidade crescente e explosiva entre "collas" e "cambas". Eles se odeiam, ainda que muitos indígenas vivam na região da "Media Luna" segregados, sem direitos, oprimidos e odiados.
Os "cambas" dividem-se entre uma minoria branca e rica, majoritariamente descendente dos conquistadores espanhóis que não se miscigenaram com os quéchuas, aymarás e outros, e os índios ("collas") submissos, que formam um enorme exército de serviçais dos ricos da região de Santa Cruz.
Os "cambas" índios e mestiços, em grande parte, votam e emulam os discursos de seus patrões, mas, muitas vezes, da boca para fora, como mostram os resultados das eleições mais recentes, nas quais os "cambas" índios e pobres dividiram-se no apoio a Evo Morales, perdendo por pouco para a elite.
A grande mídia boliviana da "Media Luna" é formada pelos grandes canais de TV e pelo principal jornal da direita branca e rica. São as TVs Unitel, do grupo agropecuário Monastérios, Red Uno, do grupo de supermercados Kuljis, Sitel, da cervejaria dos Fernandez, Pat, do grupo dos Daher (distribuidores Sony na Bolívia) e o jornal El Dia.
O fato é que a América Latina está submetida toda ao mesmo processo, no qual as elites dos países da região - todos transbordando de pobreza e desigualdade - tentam, valendo-se do controle que exercem sobre os meios de comunicação, impedir que as grandes massas mestiças, negras e índias, mantidas na ignorância, na pobreza extrema e vivendo em condições indignas, votem em causa própria, elegendo governos comprometidos com a promoção de distribuição de renda e de oportunidades.
O que vemos fazer a mídia brasileira não chega a um décimo do que fazem as mídias de países nos quais foram eleitos governos dispostos a enfrentar as elites e suas mídias com maior decisão. São países como Bolívia, Venezuela, Equador etc, os quais venho visitando há mais de uma década.
Porém, assim mesmo, posso garantir que o Brasil está trilhando o mesmo caminho que eles. Só que, devido a ser um país muito mais complexo e devido ao fato de que Lula parece ter optado por uma transformação mais lenta e contemporizadora, a mídia brasileira, por incrível que possa parecer, porta-se com maior comedimento do que suas congêneres de outros países latino-americanos.
De volta à Bolívia. Quem chega a Santa Cruz e começa a assistir as grandes TVs locais, chega a ficar com medo. Nos programas em que os brancos ricos vertem sua baba reacionária contra Evo Morales, só se fala em "guerra civil", "desobediência civil" e "autonomia". O discurso que predomina na mídia dos "cambas" brancos e ricos dá a impressão de que o que ocorreu na Venezuela, por exemplo, ocorrerá na Bolívia em pouco tempo. O ódio da elite "cruceña", no entanto, não nasceu com a chegada do índio Evo Morales ao poder.
Os "cambas" brancos e ricos - que não passam de um punhado que não dá dez por cento dos bolivianos - odeiam os "collas" desde sempre. Horrorizam-se com seus trajes típicos - por exemplo, das mulheres gordinhas, baixinhas, de pele escura, que usam xales com motivos indígenas, saias compridas e rodadas e chapéus-coco -, com suas bocas desdentadas, com seus narizes aduncos... Enfim, gente "feia", para os brancos ricos da região da rica "Media Luna".
Os "cambas" horrorizam-se ao ver o ministério de Evo Morales, majoritariamente composto por "collas despreparados", no dizer da elite. O ódio deles tem raízes racistas. A chegada de um dos objetos de sua execração ao poder apenas exacerbou um ódio que já existia, porém embebido em mero desprezo.
Mas há outros fatores para o ódio dos "cambas" brancos e ricos. Como alguns já devem ter adivinhado, é o dinheiro.
Evo seguiu o exemplo de Hugo Chávez, que passou a canalizar o dinheiro do petróleo que abunda em seu país para lograr feitos como extinguir o analfabetismo na Venezuela depois de décadas em que a elite branca de lá chegava a usar esse dinheiro até para importar água mineral de Miami, ou o exemplo de Lula, que despertou o ódio da elite brasileira ao adotar medidas que estão levando negros e índios às universidades e permitindo que famílias pobres se alimentem, vistam-se e vivam melhor graças a programas como o Bolsa Família.
A elite boliviana já fez um plebiscito em dezembro de 2006 tentando uma certa "autonomia departamental", que pedia autonomia econômica e administrativa de cada um dos nove Estados do país. Esse referendo foi proposto pelo presidente anterior a Morales, Carlos Mesa. A tal "autonomia" visava manter em Santa Cruz os recursos que Evo vem "torrando" com os "collas" em programas sociais. Os "collas" que, diga-se de passagem, somam, "apenas", três quartos da população da Bolívia.
O resultado do primeiro plebiscito sobre "autonomia departamental", que foi realizado em toda Bolívia em dezembro de 2006, foi o de que a "autonomia" perdeu no cômputo geral dos votos da maioria dos bolivianos, mas venceu nas regiões da "Media Luna".
No ano passado, a Bolívia instituiu uma Assembléia Nacional Constituinte na capital do país, que, ao contrário do que se pensa, não é La Paz e, sim, Sucre. La Paz é apenas a sede do governo boliviano. Essa assembléia tratou da questão da autonomia derrotada em plebiscito no ano anterior, coibindo absurdos como o de permitir que cada departamento (estado) tivesse uma espécie de "ministério de relações exteriores".
Os "cambas" brancos e ricos da região da "Media Luna" não aceitaram o resultado do plebiscito de dezembro de 2006 nem a regulamentação da "autonomia departamental" pela assembléia constituinte.. Começaram a falar, ensandecidos, em "guerra civil" e em "desobediência civil", o que seja, os governos da "Media Luna" não repassarem impostos ao governo central e desobedecerem suas determinações.
Para que se tenha uma idéia do surto alucinado que tomou conta dessa gente, os insurrectos da "Media Luna" chegaram a ir aos EUA para tentar falar com George Bush. Obviamente que não foram recebidos, pois não representavam o estado boliviano. Depois, foram à ONU, e também deram com a cara na porta. Contudo, o governo de Evo Morales diz que o embaixador americano na Bolívia tem se envolvido em conversas com os golpistas "cruceños" e que dinheiro americano tem aportado nos cofres da oposição.
A tal "guerra civil" que pretendem os "cambas" brancos e ricos, no entanto, não passa de balela. A elite da "Media Luna" é amplamente minoritária.
Aliás, se conseguissem provocar a tal guerra civil, seriam trucidados. As forças armadas bolivianas são compostas, obviamente, pelos odiados "collas" e não estão nem aí para os chiliques das madames "cambas", como as que se congregaram em grupos parecidos com o do natimorto movimento "Cansei", no Brasil. O "Cansei" boliviano se intitulou com nomes heróicos como "Mujeres de Septiembre", que, a exemplo de seu congênere brasileiro, realizou manifestações de meia dúzia de gatos pingados contra o governo.
Quando eu chegar à conflagrada região da "Media Luna" no próximo dia 17, o plebiscito do próximo domingo já terá ocorrido e a Bolívia estará vivendo seus efeitos. Existe até a possibilidade de ter que adiar essa viagem, caso a situação política se agrave por lá.
Espero, no entanto, que o bom senso prevaleça, apesar de que conheço muito bem a realidade daquele país e sei que a elite boliviana, tal como a venezuelana, a argentina ou a brasileira, entre outras, não conhece limites em sua irracionalidade egoísta e golpista.
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O documentário mostra como os EUA investem milhões de dólares patrocinando movimentos separatistas da chamada Media Luna, que reúne quatro departamentos da Bolívia, entre eles o de Santa Cruz, que agora, no próximo dia 4 de maio, vai votar um referendo ilegal, convocado à margem do Estado Boliviano, pela aprovação de sua autonomia.
Já falei dos "cruceños" aqui. Nos links abaixo você pai poder ver, ou rever, a agressão covarde que praticam contra um homem desarmado e indefeso e como não se deram nem ao trabalho de criar um estatuto próprio, copiando o da Catalunha.
Ao referendo do próximo dia 4, nem a OEA, nem a Comunidade Européia, nem a ONU enviarão representantes, porque reconhecem sua ilegalidade. Apenas um país vai apoiar e respaldar o referendo, os Estados Unidos.
Há um golpe em marcha na Bolívia, com data marcada. É isso o que mostra Guerreros del Arcoiris.
Leia também:
» Vídeo: Racistas bolivianos agridem covardemente um 'índio de mierda'
» Golpistas bolivianos plagiam projeto de Estatuto da Catalunha
» Racistas bolivianos agridem camponeses
» Dois anos de governo Evo Morales. O que você nunca leu
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BLOG DO MELLO
Assista 'Guerreros del Arcoiris': Documentário mostra preparação de golpe de Estado na Bolívia
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 30 08:41:28 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Wed, 30 Apr 2008 08:41:28 -0300
Subject: [Carta O BERRO] No tempo em que existia Supremo Tribunal Federal
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CARTA O BERRO. ..........repassem.
NO TEMPO EM QUE EXISTIA SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Laerte Braga
As declarações do ministro presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes em sua posse criticando a política indigenista do governo Lula tornam-no suspeito para emitir o voto desempate caso haja uma situação dessas sobre a demarcação da reserva Raposa do Sol. O ministro se declarou líder da oposição no STF. Ou nem bem assim, pois essa demarcação foi determinada ainda ao tempo do seu chefe, FHC. Só se mostrou servil.
Anos atrás Nélson Jobim era ministro da Justiça do governo FHC e foi nomeado para o STF com um objetivo: articular a quebra da resistência ao processo de privatização, particularmente da juíza federal Salette Macalóes, diante das fraudes, da grossa corrupção que marcou aquela fase.
Ao tomar posse Jobim se declarou "líder do governo" na Corte.
Houve um tempo em que o terrorismo da ditadura militar prendia, torturava, assassinava e ministros do STF não aceitavam as imposições do regime, colocando em liberdade muitos dos presos sem justa causa, por simples perseguição política. Salvaram muitas vidas, inclusive a do que hoje é prefeito do Rio, César Maia (mudou de lado, ou é tão complicado que só tem um lado, o dele), dias antes do AI-5.
Em 1968, no dia 13 de dezembro, ao ser editado e publicado, o ATO INSTITUCIONAL 5, o mais boçal dentre os instrumentos ditos "legais" do golpe militar, cassou ministros do porte de Evandro Lins e Silva, Hermes Lima e Victor Nunes Leal. Manteve os dóceis.
Quando foi indicado para o STF por FHC, Gilmar Mendes por pouco não teve sua indicação retirada tamanho o volume de acusações que enfrentou todas por corrupção.
Como no Brasil inventaram aquele negócio que pode não ser moral, mas é legal, acabou ministro do STF e hoje é o presidente de uma Corte que, além dele, tem Marco Aurélio Melo, especialista em liminares para banqueiros fraudadores do sistema financeiro e absolvições para latifundiários que compram meninas de doze anos para sexo.
Corte de Justiça.
Outro dia assisti pela enésima vez o filme TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO, um dos grandes do diretor Billy Wilder. Charles Laugthon, Marlene Dietrich e Tyrone Power numa trama extraordinária, acima de tudo numa reverência à Justiça até quando uma farsa se impõe.
A Polícia Federal tem agido, por exemplo, no sentido de prender corruptos, fraudadores, lavadores de dinheiro, contrabandistas, traficantes, políticos, juízes, procuradores, numa impressionante ação geral contra tubarões do crime legalizado (é organizado também, mas diferente, pois legalizado, caso dos bancos por exemplo, ou dos latifundiários).
Dia desses a mulher de um lavrador assassinado no Pará disse que "que adianta, a Polícia prende, mas a Justiça solta". Que o diga o prefeito de Juiz de Fora.
O discurso do ministro Gilmar Mendes foi intempestivo, não condizente com a condição de um magistrado da dita Suprema Corte. Foi apenas um gesto político inserido num esquema golpista e tucano/DEMocrata, fazendo coro a um ato de insubordinação de um general supostamente brasileiro, mas a serviço de potência estrangeira, no caso o general Heleno.
A mídia não relata, por exemplo, sobre o general Heleno, que à época da apuração dos crimes do juiz Nicolau dos Santos, o juiz Lalau, na quebra do sigilo telefônico do juiz mais de duzentas ligações constavam entre o juiz e o general Augusto Heleno. Pode ser até bom dia, boa tarde, boa noite, mas...
Ligações de lá e ligações de cá.
Ou que no comando das forças policiais brasileiras no Haiti, de apoio às forças armadas norte-americanas, foi substituído antes de completar o tempo previsto para funções dessa natureza. Nem se explicou o motivo.
Gilmar Mendes não fez discurso de presidente do STF, como teria feito Ribeiro da Costa um dos que enfrentaram de peito aberto a ditadura militar.
Fez discurso de serviçal de FHC. E o que FHC representa.
Ia me esquecendo. Nelson Jobim hoje é ministro da Defesa do governo Lula. Disse outro dia que se "as FARCS ou o ELN pisarem em território nacional serão recebidas a bala". Nunca pisaram e são um exército rebelde lutando há quase cinqüenta anos na Colômbia, numa guerra civil. Nem o ELN que ocupa uma área distante da fronteira com o Brasil
Eu queria ver essa valentia com o general Heleno que transgrediu o regulamento militar entrou em seu gabinete comandante e saiu comandante e ainda levou de quebra um aumento de 137% para os militares (não estou entrando no mérito se justo ou não, isso é outra conversa).
É só questão de estatura. Você pode ser Ribeiro da Costa, pode ser Evandro Lins, pode ser Víctor Nunes Leal pode ser Hermes Lima, ou pode ser Nelson Jobim ou Gilmar Mendes, ou pior, Marco Aurélio Melo.
É duro.
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From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Apr 30 18:47:08 2008
From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe)
Date: Wed, 30 Apr 2008 18:47:08 -0300
Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__Iraque=3A_5_Anos_de_Ocupa=E7?=
=?windows-1252?q?=E3o_-_5_Anos_de_Resist=EAncia?=
Message-ID: <077e01c8ab0b$bd671ae0$0200a8c0@vcaixe>
Nova pagina 1
CARTA O BERRO. ..........repassem.
Iraque: 5 Anos de Ocupação - 5 Anos de Resistência
5º aniversário do início dos bombardeamentos da invasão e ocupação do Iraque pelo imperialismo norte-americano. Cinco anos volvidos, estão à vista os resultados dessa agressão imperial:
a.. um país completamente destruído:
b.. mais de um milhão de mortos (a acrescentar aos 2,7 milhões que já haviam sido assassinados pelos 12 anos de embargo económico antes da invasão);
c.. 2,5 milhões de refugiados no interior do país e 2,2 milhões nos países vizinhos (entre mortos e refugiados quase um quarto da população foi afectada);
d.. 70% da população sem água potável, 80% sem esgotos, electricidade apenas duas horas por dia, cólera (que tinha sido erradicada) a afectar metade das províncias iraquianas,
e.. metade dos menores de 5 anos sofre de malnutrição;
f.. 43% dos iraquianos vive com menos de 70 cêntimos por dia e 60 a 70% da população activa não tem trabalho;
g.. metade dos 34 mil médicos existentes em 2003 abandonou o país e 2 mil foram assassinados, 90% dos grandes hospitais sem recursos;
h.. mais de 300 professores assassinados;
i.. 40% do pessoal qualificado abandonou o país, levando ao desmoronamento dos serviços;
j.. 24 mil iraquianos presos à guarda das forças norte-americanas e mais 400 mil detidos em prisões governamentais;
k.. 158 mil soldados invasores permanecem no Iraque;
l.. além destes, há mais 180 mil mercenários a actuar no Iraque que não estão obedecem a nenhuma lei internacional;
m.. mais de 4 mil soldados ianques mortos e 30 mil feridos ? 82% dos quais em combate;
Ao contrário do que muitos ideólogos burgueses nos pretendem fazer crer, a invasão do Iraque não resultou de uma má avaliação os EUA, mas sim da necessidade estratégica do capitalismo norte-americano de controlar directamente as fontes energéticas e de limitar o acesso dos seus rivais imperialistas a essa zona de importância geoestratégica vital, incluindo o acesso aos seus recursos. É essa a mesma razão que os impele a atacar o Irão e outros países da região, aproveitando a oportunidade rara de ser a única grande superpotência mundial.
Mas a invasão também lhes colocou alguns desafios, pois gerou uma grande oposição, a começar por uma generalizada resistência armada do povo iraquiano, mas também uma enorme oposição interna nos EUA e em todos os países ocidentais, bem como dos povos da região. O facto de os EUA terem ficado militarmente atolados no Afeganistão e no Iraque, com as inerentes limitações (mas não ausência) de recursos que isso implica, também fez com que os seus rivais imperialistas menores e maiores aproveitassem essa oportunidade para se desenvolverem com menos receio de retaliações.
Os EUA vêm como uma das soluções possíveis para este impasse a expansão da sua presença no Médio Oriente, esmagando de vez alguns obstáculos à sua presença, nomeadamente, o Irão, a Síria, o Líbano e a Palestina, onde não tem conseguido esmagar décadas de corajosa resistência. Daí que mereçam especial destaque os sinais de verdadeiras alternativas revolucionárias, nomeadamente no Iraque (ver anexo abaixo) e no Irão, e a necessidade de uma inversão de liderança na Palestina.
Esta situação também deve merecer a nossa acção enérgica, em primeiro lugar com uma solidariedade activa com os povos oprimidos da região que lutam contra os invasores ou outros opressores. Em segundo lugar, desenvolvendo a luta contra o capital opressor e destruidor nos nossos próprios países. É essa a nossa tarefa principal e ela deve ser vista também nesta perspectiva internacionalista. A nossa luta é comum e uma vitória revolucionária de um povo é uma vitória de todos os povos do mundo.
FIM À OCUPAÇÃO DO IRAQUE E DO AFEGANISTÃO!
ABAIXO O IMPERIALISMO!
VIVA À LUTA REVOLUCIONÁRIA DOS POVOS DE TODO O MUNDO!
(Neste artigo foram utilizados dados da Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque, www.tribunaliraque.info)
Resistência revolucionária prossegue no Iraque
Reproduzimos alguns excertos de comunicados recentes da Frente Estrelas Vermelhas (FEV) em que esta divulga as suas acções armadas.
20 de Outubro de 2007:
Os rebeldes maoistas atacaram um comboio militar do governo iraquiano e executaram todos os mercenários que o integravam. (...) Ã longo prazo, apesar de todas as dificuldades, a resistência acabará por vencer pela via da luta armada revolucionária.
1 de Outubro de 2007:
Os rebeldes maoistas da FEV atacaram um camião militar lança-rockets norte-americano, na região de Abu Ghraib, o que causou a sua explosão e a morte do condutor. O grupo de rebeldes retirou sem ter sofrido nenhuma perda.
22 de Setembro de 2007:
Os revolucionários maoistas regressaram sãos e salvos às suas bases após terem atacado vitoriosamente e destruído um camião militar ianque e executado todos os seus ocupantes em Sadat Al Hindia. (...) O povo iraquiano está aterrorizado pelos contínuos ataques contra os seus homens e mulheres e as suas casas, pelos sequestros dos seus filhos que são «guardados» sob a vigilância das forças de ocupação. A ocupação é o principal problema do país e nós devemos combatê-la de todas as formas possíveis, incluindo a força. É por isso que o povo iraquiano deve ultrapassar as tensões sectárias, étnicas e religiosas e estar o mais unido possível contra a ocupação. E é por isso que as diferentes organizações de esquerda, marxistas, leninistas e revolucionárias devem desenvolver uma frente militar unida contra o inimigo a fim de libertar a nossa terra da ocupação e libertar os nossos recursos da economia capitalista nacional e internacional.
21 de Junho de 2007:
Pela primeira vez, um heróico grupo de rebeldes da FEV lançou obuses contra os quartéis generais onde se entrincheiram o governo fantoche de Maliki e os seus amos, os ratos ianques. Hoje, a sua «zona verde» tornou-se negra! Este ataque foi a primeira acção efectuada pelos revolucionários dentro da zona central da cidade de Bagdade. Saudamos a coragem e a altivez dos nossos compatriotas e das massas que nos forneceram toda a ajuda necessária para o cumprimento desta operação.
6 de Junho de 2007:
Os rebeldes comunistas da FEV efectuaram uma operação contra um camião militar ianque no sector de Salman Pak, fora dos limites da cidade de Bagdade. Os rockets lançados pelos nossos camaradas resultaram na destruição de um camião e na morte do seu condutor. (...) O Iraque não tem outra saída a não ser a da luta armada popular.
26 de Maio de 2007:
Os nossos camaradas revolucionários fizeram uma emboscada em Almahmoudia a um grupo de milicianos aliados à Al-Qaeda dirigida por Hatem Abdel Razaq, um homicida que trabalha para os ianques. Os heróis da FEV fizeram explodir as suas bases utilizando bombas, rockets e fuzis e executaram a totalidade do bando terrorista formado por quinze sectários homicidas pró-ianques. Este comunicado serve para advertir os agentes de ocupação anglo-ianques e iranianos que não se podem aproximar das posições dos nossos camaradas revolucionários maoistas, para que cessem os seus selvagens ataques sectários e para pararem de matar e de torturar os bravos homens e mulheres do povo iraquiano, ou nós os prenderemos e os atacaremos no interior das suas tocas.
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