From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 1 01:47:46 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 01 Jun 2007 04:47:46 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_1210_m=FAsicas_italianas_=28com_o?= =?iso-8859-1?q?_JUKEBOX=29________________________________________?= =?iso-8859-1?q?_____________/HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <00ab01c98481$18202fe0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. As músicas italianas voltaram com o JUKEBOX . O autor da página apenas pede para não manterem o Jukebox ligado por muitas horas para não ocasionar problema no Servidor. Dai , ao abrir a página, clique no Jukebox e ouças as músicas por ordem alfabética ou aleatoriamente. E esqueçam os facistas mafiosos do Berlusconi e os "quinta-colunas" tupiniquins (entre eles o Gilmar Mendes) que querem a extradição do preso político Césare Batistti. Bom Domingo. Vanderley ----- Original Message ----- From: Carlos Almendra http://italiasempre.com/verpor/mp32.htm -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/f67d528d/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 24442 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/f67d528d/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 1 01:48:06 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 01 Jun 2007 04:48:06 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Carta_aberta_do_cineasta_S=EDlvio_?= =?iso-8859-1?q?Tendler_ao_Ministro_Tarso_Genro?= Message-ID: <00b001c98481$239e6300$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Anuar Ide From: MArco Antonio da Silva Clica no link abaixo e veja o que o Governo Fascista da Italia pretende fazer com Cesare Battisti - Canta a norte-americana JOAN BAEZ. A música é de ENNIO MORRICONE. http://www.youtube.com/watch?v=gcgYwTnBIIQ Artigo Carta aberta do cineasta Sílvio Tendler ao Ministro Tarso Genro P . Ao Exmo. Sr. Ministro da Justiça Tarso Genro Ilustre Ministro: Venho tomar dois minutos de seu precioso tempo que poderão salvar uma vida. Quis o destino que recaísse em seus ombros a decisão que pode salvar o escritor Cesare Battisti dos cárceres italianos. Não se trata, prezado Ministro, de eludir a lei, mas, sim, de impedir a vingança. Pelo que tenho lido, o processo contra Battisti é montado a partir de enormes falhas que podem punir um inocente para acobertar um culpado. Lembro os terríveis precedentes de Olga Benário e Elize Ewert, deportadas para um campo de concentração. O final da história, o Sr. conhece bem. Aliás, amparado pela cidadania, o banqueiro Cacciolla viveu livremente na doce Itália depois do rombo que deixou em nossa economia e pelo qual foi condenado no Brasil, onde cumpre pena. Não foi deportado pela Itália, que ao contrário, lhe protegeu. Quer a lei que o Sr., em nome do humanitarismo de nosso povo acolhedor, possa decidir pela permanência de Battisti entre nós. Lembro que temos uma tradição e que já concedemos asilo até mesmo a Georges Bidault, ex-ministro francês envolvido em atentado contra o Presidente Charles De Gaulle e contra a independência da Argélia. Bidault foi aqui acolhido por razões humanitárias pelo Presidente JK. Não vejo porquê um jovem revolucionário que converteu-se em escritor não possa ser salvo pelo Sr., com um gesto de grandeza. Quantos brasileiros foram, um dia, acolhidos no exterior, salvos das garras de uma ditadura sanguinária que os alcunhava de "terroristas"? Lembre-se de Olga, Elize Ewert, o casal Rosemberg e de tantas injustiças cometidas em nome das leis. Lembre-se dos dez de Hollywood. Lembre-se do Caso Dreyfuss e seja Emile Zola. Repudie Felinto Muller, exerça seu Ministério com grandeza e permita que o escritor Cesare Battisti permaneça entre nós. Atenciosamente, Silvio Tendler Cineasta -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/844abe99/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 53 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/844abe99/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 716 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/844abe99/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 707 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/844abe99/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 718 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/844abe99/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 716 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/844abe99/attachment-0004.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 43 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/844abe99/attachment-0005.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 34361 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/844abe99/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 1 01:57:20 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 01 Jun 2007 04:57:20 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?A_CABE=C7A_DE_BATTISTI_por_Sebas?= =?windows-1252?q?ti=E3o_Nery?= Message-ID: <00cb01c98482$6e120760$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Cesar Cavalcanti A CABEÇA DE BATTISTI Sebastião Nery O carrão preto, motorista de libré, parava na porta da embaixada do Brasil em Roma, na Piazza Navona, em 90 e 91. Descia um senhor baixo, 80 anos, terno escuro, colete cinza, camisa branca e gravata. Um dos homens mais poderosos da Itália, conde do Papa, banqueiro de Deus, ia buscar-me para almoçar, a mim, pobre marquês, adido cultural. Íamos aos mais discretos e charmosos restaurantes de Roma, com os melhores vinhos da Itália. Às vezes o almoço foi no palacete dele, na Vila Archimede, no alto do Gianicolo, ou, em um domingo de sol, em sua casa na serra, em Grottaferrata, a poucos quilometros de Roma. Simpático, vivido, o conde Umberto Ortolani era uma figura "ambígua, misteriosa" (como dizia o "La Republica"). Mal falava, só perguntava. Dele eu sabia que era conde da Santa Sé,"gentiluomo di sua Santitá", banqueiro do Vaticano, socio-diretor do jornal "Corriere de la Sera". Havia conhecido num vernissage no Masp, em São Paulo, em 84, apresentado pelo jornalista e editor José Nêumanne, do "Estado de S. Paulo". ORTOLANI O que ele queria de mim? Queria o Brasil. Queria que eu convencesse o embaixador Carlos Alberto Leite Barbosa a convencer o Itamaraty a lhe entregar um novo passaporte, pois tinha cidadania brasileira dada pela ditadura militar a pedido dos Mesquita do "Estado de S. Paulo" e os dois que tinha, o italiano e o brasileiro, o governo italiano lhe tomara ao descer em Roma, depois de oito anos asilado no Brasil. Impossível. Quem tomou o passaporte foi o governo italiano. O Brasil nada tinha com aquilo. Mas ele achava que, insistindo, talvez conseguisse. Queria fugir de novo. Ou não tinha companhia melhor para sua conversa admirável sobre a política italiana e seus magníficos vinhos. Levou-me a seu escritório na Via Condotti, 9, em cima da Bulgari : - Desta sala saíram sete primeirios ministros: Andreotti, Craxi, etc. UM LIVRO O conde é uma historia exemplar do satânico poder dos banqueiros, mesmo quando, como ele, um banqueiro de Deus, vice-presidente do banco Ambrosiano, do cardeal Marcinkus, até hoje foragido nos Estados Unidos. Os que criticam, inteiramente sem razão, o presidente Lula e o ministro Tarso Genro, por terem dado asilo político ao italiano Cesare Battisti, deviam ler um livro imperdível: "Poteri Forti" ("Fortes Poderes, o Escândalo do Banco Ambrosiano"), do jornalista italiano Ferruccio Pinotti, abrindo as entranhas do poder de corrupção do sistema financeiro, de braços dados com governos, partidos, empresários, maçonaria, mafia. Em junho de 1982, foi encontrado estrangulado em Londres, embaixo da "Blackfriars Bridge" ("a ponte dos Irmãos Negros"), o banqueiro italiano Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano, que acabava de quebrar, e tinha como diretores o cardeal Marcinkus, o conde Ortolani e o chefe da P-2 italiana (maçonaria), Licio Gelli. MÃOS LIMPAS Nos dias seguintes, na Itália e na Inglaterra, apareceram assassinados varios outros ligados a Calvi. No meio da confusão estava Ortolani, um dos quatro "Cavaleiros do Apocalipse". Quando, a partir de 90, a "Operação Mãos Limpas" chegou perto deles, o conde, olhando Roma lá de cima do Gianiccolo, me dizia : - Isso não vai acabar bem. Depende o que é acabar bem. O ministério Publico e a Justiça enfrentaram a aliança satânica, que vinha desde 45, no fim da guerra, entre a Democracia Cristã e a máfia italiana. Houve centenas de prisões, suicídios. Nunca antes a máfia tinha sido tão encurralada e atingida. Responderam com bombas detonando carros de procuradores e juizes. Mas os grandes partidos políticos aliados (Democrata Cristão, Socialista, Liberal) explodiram. O Partido Comunista, conivente, se desintegrou. E meu amigo conde, condenado a 19 anos, morreu em 2002, aos 90 anos. NEGRI E BATTISTI A "Operação Mãos Limpas" não teria havido se um punhado de bravos jovens valentes e alucinados, das Brigadas Vermelhas e dos Proletarios Armados pelo Comunismo (PAC) não tivesse enfrentado o Estado mafioso. O governo, desmoralizado, usava a máfia para elimina-los. Eles reagiam, houve mortos de lado a lado, e prisões dos lideres intelectuais, como o filósofo De Negri (asilado na França) e o romancista Cesare Battisti (asilado na França). Estava lá, vi, escrevi, acompanhei tudo. Foram eles, os jovens rebeldes das décadas de 70 a 80, que começaram a salvar a Italia. Se não se levantassem de armas na mão, a aliança Democracia Cristã, Partido Socialista, Liberais e máfia, estaria lá até hoje. Berlusconi é o feto podre que restou, mas logo será expelido. SALOMÉS O corrupto Chirac, a pedido de Berlusconi, retirou o asílo politico de Battisti, que o Brasil agora lhe deu. Tarso Genro e Lula estão certos. O problema foi, era, continua político. O fascista Berlusconi (primeiro-ministro)é apoiado pelo desfrutavel velhinho comunista Giorgio Napolitano (presidente) que se escondeu quando o juiz Falcone (assassinado) e o procurador Pietro (hoje no Parlamento) fizeram a "Operação Mãos Limpas" Não têm autoridade moral nenhuma. Por que não devolveram Caciolla, o batedor de carteira do Banco Central, quando o Brasil pediu? As Salomés de lá e cá querem entregar a cabeça de Battisti à máfia. Sebastião Nery é jornalista. ____________________________________________________________ "Alguns homens vêem as coisas como elas são e perguntam: POR QUÊ? Nós sonhamos com as coisas como elas nunca foram e nos perguntamos: POR QUE NÃO?" - Georges Bernard Shaw "Não se revoltarão enquanto não se tornarem conscientes, e não se tornarão conscientes enquanto não se rebelarem..." - George Orwell -------------------------------------------------------------------------------- . _,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070601/9c2a93d1/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 2 08:07:37 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 02 Jun 2007 11:07:37 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?13=BA_Encontro_Nacional_do_Movimen?= =?iso-8859-1?q?to_dos_Trabalhadores_Rurais_Sem_Terra?= Message-ID: <003501c9857f$525d0b20$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 13º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Ano VI - nº 160 janeiro de 2009 Reafirmamos nosso compromisso com a luta pela Reforma Agrária Recebemos em nosso 13º Encontro Nacional o apoio de diversos companheiros e companheiras da luta pela Reforma Agrária. No dia 24, realizamos um ato político com a presença de representantes dos partidos de esquerda, centrais sindicais, igrejas, intelectuais, dirigentes e lutadores do Brasil e de outros países. Nosso encontro reuniu mais de 1.500 militantes dos 24 estados onde o MST está organizado e contamos com convidados de mais de 30 países. O balanço das discussões foi divulgado em um manifesto, em que reafirmamos o compromisso com a luta pela Reforma Agrária e pelas mudanças necessárias ao país (leia abaixo). "O MST não é a doença do Brasil, é a demonstração da saúde, dos que não se dobram diante da tirania, da opressão e da marginalização. O MST no Brasil é o movimento palestino em Gaza. Esse movimento extraordinariamente organizado, que forma militantes em escolas e universidades, é uma graça de Deus para que a paz seja instaurada no país", afirmou o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB). Jackson Lago (PDT), governador do Maranhão, destacou a importância do Movimento na luta pela educação. "O MST desempenha um papel importante nas lutas sociais do país, e especialmente na luta pela erradicação do analfabetismo. Espero que o Movimento continue contando com o apoio da sociedade". "A gente só luta porque ama, e esse movimento faz com que a gente se contagie com o espírito de liberdade no seu sentido integral", disse a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). "Vocês estão fazendo aquilo que meu pai sempre buscou e pelo qual doou 70 anos de sua vida. Ele sempre disse que o povo precisa se organizar. A história do século XIX é uma história de luta e repressão dos movimentos sociais. No século XX, foi a mesma coisa, apenas a Coluna Prestes não foi derrotada. O MST está seguindo esse exemplo, com muito estudo, para poder transformar o Brasil em um país socialista", ressaltou Anita Prestes, historiadora e filha dos lutadores comunistas Luiz Carlos Prestes e Olga Benário. Apoio internacional - Aleida Guevara, médica cubana e filha de Che Guevara, também levou seu apoio a Sarandi. "Quando vou a alguma área do MST, seja um acampamento, assentamento ou escola, sempre sinto a força de vida que emana de vocês. Força que mostra que, quando um povo decide criar seu próprio destino, ele pode". Representando a Via Campesina Internacional, o dirigente turco Abdullah Aysu afirmou que o MST é símbolo de terra, dignidade e vida para os camponeses da Turquia. "Sempre que algum companheiro do MST cai na luta, nós nos entristecemos na Turquia", concluiu. Ao final do ato, as delegações dos 24 estados em que o MST atua e uma delegação de convidados internacionais plantaram 25 mudas de árvores - cada uma representando um ano de vida do movimento. Prêmio luta pela terra - O MST concedeu o Prêmio Luta pela Terra, comemorativo dos 25 anos, na noite de 23 de janeiro. O prêmio, que existe desde o ano 2000, reconhece entidades, coletivos, personalidades, lutadores e lutadoras sociais com destaque na defesa da Reforma Agrária, do MST, dos movimentos sociais e dos interesses do povo brasileiro. A premiação procura valorizar as iniciativas e lutas de outros movimentos sociais, assim como homenagear aquelas pessoas que dedicaram sua vida em defesa dos interesses do povo brasileiro. Neste ano, foram concedidos 15 prêmios, em várias categorias. O advogado Jacques Alfonsin e o promotor Afonso Henrique Miranda foram homenageados na categoria Amigos da Reforma Agrária. A personalidade internacional homenageada como amigo do MST foi Fidel Castro. Foram premiados ainda a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS (Movimento sindical), Movimento dos Atingindos por Barragens (Movimento popular), Movimento dos Atingidos pela Base de Alcântara (Povos quilombolas) e Celso Furtado, como homenagem póstuma. CARTA DO MST 13º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra 1. Nós, mais de 1.500 trabalhadores rurais sem terra, vindos de todas as regiões do Brasil, e delegações internacionais da América Latina, Europa e Ásia, nos reunimos de 20 a 24 de janeiro de 2009 em Sarandi, no Rio Grande do Sul, para comemorar os 25 anos de lutas do MST. Avaliamos, também, nossa história e reafirmamos o compromisso com a luta pela Reforma Agrária e pelas mudanças necessárias ao nosso país. 2. Festejamos as conquistas do nosso povo ao longo desses anos, quando milhares de famílias tiveram acesso à terra; milhões de hectares foram recuperados do latifúndio; centenas de escolas foram construídas e, acima tudo, milhões de explorados do campo recuperaram a dignidade, construíram uma nova consciência e hoje caminham com altivez. 3. Reverenciamos nossos mártires que caíram nessa trajetória, abatidos pelo capital. E, lembramos dos líderes do povo brasileiro que já partiram, mas deixaram um legado de coerência e exemplo de luta. 4. Vimos como o capital, que hoje consolida num mesmo bloco as empresas industriais, comerciais e financeiras, pretende controlar nossa agricultura, nossas sementes, nossa água, a energia e a biodiversidade. 5. Nos comprometemos em garantir à terra sua verdadeira função social; cuidar das sementes e produzir alimentos sadios, de modo a proteger a saúde humana, integrando homens e mulheres a um meio-ambiente saudável e adequado a uma qualidade de vida cada vez melhor. 6. Reafirmamos nossa disposição de continuar a luta, em aliança com todos os movimentos e organizações dos trabalhadores e do povo, contra o latifúndio, o agronegócio, o capital, a dominação do Estado burguês e o imperialismo. 7. Defendemos a Reforma Agrária como uma necessidade popular, que valoriza o trabalho, a agro-ecologia, a cooperação agrícola, a agroindústria sob controle dos trabalhadores, a educação e a cultura, medidas imprescindíveis para a conquista da igualdade e da solidariedade entre os seres humanos. 8. Estamos convencidos de que somente a luta dos trabalhadores, e do povo organizado, pode nos levar às mudanças econômicas, sociais e políticas indispensáveis à efetiva emancipação dos explorados e oprimidos. 9. Reafirmamos a solidariedade internacional e o direito dos povos à soberania e à autodeterminação. Por isto, manifestamos nosso apoio a todos os que resistem e lutam contra as intervenções imperialistas, como hoje faz o povo afegão, cubano, haitiano, iraquiano e palestino. 10. Cientes de nossas tarefas e dos enormes desafios que se colocam, reafirmamos a necessidade de construir alianças com as organizações e os movimentos populares e políticos em torno de bandeiras comuns, para que, unidos e solidários, possamos construir um projeto popular, capaz de romper com a dependência e subordinação interna e externa ao capital, e de construir uma sociedade igualitária e livre - uma sociedade socialista. Sarandi, janeiro de 2009 MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - MST Indique o MST Informa para um amigo ou uma amiga Indique pelo menos, mais um correio eletrônico e envie para letraviva at mst.org.br com assunto "cadastro letraviva", para continuarmos a difundir e colocar para a sociedade as análises e posições do MST. MST Informa é uma publicação quinzenal do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, enviada por correio eletrônico. Sugestões de temas, artigos, formato: letraviva at mst.org.br Incluir ou remover correios eletrônicos no cadastro do MST Informa. O MST não modera ou coordena nenhuma comunidade no Orkut e ninguém está autorizado a fazê-lo em seu nome. Opine www.mst.org.br Recibe en Español English Svenska -------------------------------------------------------------------------------- _______________________________________________ Letraviva - MST Informa http://www.mst.org.br Para sair da lista acesse: http://www.listasbrasil.org/mailman/options/letraviva -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070602/1b3b696e/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14843 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070602/1b3b696e/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 8 02:15:35 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 08 Jun 2007 05:15:35 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?__Organiza=E7=E3o_exige_leis_e_pol?= =?iso-8859-1?q?=EDticas_p=FAblicas_para_erradica=E7=E3o_da_viol=EA?= =?iso-8859-1?q?ncia_contra_a_mulher?= Message-ID: <010f01c98a05$28265480$0200a8c0@vcaixe> ADITAL Carta O Berro.......................................................................................................................repassem Sexta-Feira, 06 de fevereiro de 2009 México - Cladem: Leis ainda não são suficientes para combater violência contra a mulher Brasil - Centenário de Dom Helder será celebrado até dezembro de 2009 Bolívia - Governo promulga oficialmente nova Constituição Política do Estado América Latina - ADITAL - Relatório de Atividades 2008 Brasil - Dom Demétrio: Dom Helder é exemplo para Igrejamas não é fácil segui-lo Colômbia - Comissão de Justiça e Paz denuncia ações de paramilitares Brasil - Publicação de Salvador (Bahia) é precursora no conceito de 'jornal de rua' no NE Brasil - Mais um trabalhador é assassinato por conflito de terras Mundo - Campanha contra câncer enfatiza prevenção desde a infância Panamá - País reconhecerá responsabilidade por desaparição forçada de Heliodoro Portugal Brasil - Dom Helder à luz de Aparecida (Dom Demétrio Valentini) Brasil - Brasil - Redes Nacionais articulam-se para debater a Reforma Tributária (Luiz Bassegio y Bernardo Lestienne) Brasil - Brasil - Semi-árido em debate (Manfredo Araújo de Oliveira) Brasil - Brasil - Adeus, mano velho! (Adão Pretto) (Selvino Heck) Brasil - Brasil - Adão Pretto: trovador do futuro (CIMI) Brasil - Brasil - Os educados sem educação (Arthur Conceição) Mundo - Crise mundial e migração (Pe. Alfredo J. Gonçalves) Mundo - FSM 2009 - Belém: Declaração da Assembléia dos Movimentos Sociais Brasil - Cesare Battisti e a conspiração da CIA (Altamiro Borges) Mundo - Entrevista com Paul Lakeland: Pe. Haight, silenciado pelo Vaticano (IHU - Unisinos) Mundo - Bônus dos executivos e a Teologia da Libertação (Jung Mo Sung) Brasil - O BNDES hoje é o principal operador da política industrial brasileira (IHU - Unisinos) -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070608/ce8655eb/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 8 02:15:42 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 08 Jun 2007 05:15:42 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_m=FAsicas_do_folclore_palestino?= =?windows-1252?q?_________________________________________________?= =?windows-1252?q?________________HOJE_=C9_DOMINGO!________________?= =?windows-1252?q?________________ou=E7am_antes_que_os_sionazistas_?= =?windows-1252?q?destruam_o_restante_dessa_cultura=2E?= Message-ID: <011601c98a05$2c6a3fc0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro..................................................................................................repassem (ouçam antes que os sionazistas destruam o que resta dessacultura) Najah Edu (Universidade da Palestina) An-Najah National University - Zajel -- 3al Rozana -Watan Rozana 3al-Watan Abu 3arab1 Abu Nassar Dabkeh1 Abu Nassar Dabkeh1 Abu Nassar - Mili Ya 7elweh Abu Nassar - Mili Ya 7elweh Abu Nasser 7day Isa and Yasin Abu Rob2 Abu Nasser 7 dias Isa e Yasin Abu Rob2 Reem Albana - 7elem Reem Albana - 7elem Folklore 10 Folclore 10 Folklore 11 Folclore 11 Folklore 1 Folclore 1 Folklore 2 Folclore 2 Folklore 3 Folclore 3 Folklore 4 Folclore 4 Folklore 5 Folclore 5 Folklore 7 Folclore 7 Folklore 8 Folclore 8 Folklore 9 Folclore 9 Hadi Ya ba7ar Hadi Ya ba7ar Hona Bakon Yu3ad Hona Bakon Yu3ad Lakom A3ood Ahmad Qa3bor Lakom A3ood Ahmad Qa3bor Zahrat al mada2en Fayrouz Zahrat al mada2en Fayrouz Marcel Khalifa 14 Marcel Khalifa 14 Palestinian Folkloric Sing1 Palestiniano folclórico Sing1 Palestinian Folkloric Sing 2 Palestiniano folclórico Sing 2 Palestinian Folkloric Sing 3 Palestiniano folclórico Sing 3 Palestinian Folkloric Songs4 Palestiniano folclórico Songs4 Palestinian Folkloric Songs 5 Palestiniano folclórico 5 Songs Palestinian Folkloric Songs 7 Palestiniano folclórico Songs 7 Palestinian Folkloric Songs 8 Palestiniano folclórico Songs 8 Hadi Ya ba7ar Hadi Ya ba7ar Hona Bakon Yu3ad Hona Bakon Yu3ad Marcel Khalifa 14 Marcel Khalifa 14 Palestinian Folkloric Sing 1 Palestiniano folclórico Sing 1 Palestinian Folkloric Sing 2 Palestiniano folclórico Sing 2 Palestinian Folkloric Sing 3 Palestiniano folclórico Sing 3 Palestinian Folkloric Songs 4 Palestiniano folclórico Songs 4 Palestinian Folkloric Songs 5 Palestiniano folclórico 5 Songs Palestinian Folkloric Songs 6 Palestiniano folclórico Songs 6 Palestinian Folkloric Songs 7 Palestiniano folclórico Songs 7 Palestinian Folkloric Songs 8 Palestiniano folclórico Songs 8 Palestinian Folkloric Songs 9 Palestiniano folclórico 9 Songs Traditional Shibbabah solo playing Tradicional Shibbabah solo jogando Traditional Yarghoul accompanied by percussion Tradicional Yarghoul acompanhado de percussão Traditional Zaffah (Wedding Marsh) Tradicional Zaffah (Wedding Marsh) Traditional Dahhiyah (dance wedding) Tradicional Dahhiyah (dança casamento) Traditional Live recording in a wedding Tradicional gravação ao vivo em um casamento Traditional Robabah solo playing Tradicional Robabah solo jogando Traditional Zarif Atoul ( Famous popular song) Tradicional Atoul Zarif (famosa canção popular) Walla La Azra3ak Bel dar Walla La Azra3ak Bel dar Ya Halay Ya Mali Ya Ya Halay Mali Ya Watani Marcel Khalifa Ya Watani Marcel Khalifa Yama Moweil El Hawa Yama Moweil El Hawa yarghool Abu Nassar yarghool Abu Nassar Zaghareed 1 Zaghareed 1 Zaghareed 2 Zaghareed 2 Zaghareed3 Zaghareed4 Palestinian Sounds1 Palestiniano Sounds1 Palestinian Sounds2 Palestiniano Sounds2 Palestinian Sounds3 Palestiniano Sounds3 Palestinian Sounds4 Palestiniano Sounds4 Palestinian Sounds5 Palestiniano Sounds5 Palestinian Sounds6 Palestiniano Sounds6 Palestinian Sounds7 Palestiniano Sounds7 Palestinian Sounds8 Palestiniano Sounds8 Palestinian Sounds9 Palestiniano Sounds9 Palestinian Sounds10 Palestiniano Sounds10 Palestinian Sounds 11 Palestiniano Sons 11 Palestinian Sounds 12 Palestiniano Sons 12 Palestinian Sounds 13 Palestiniano Sons 13 Palestinian Sounds 14 Palestiniano Sons 14 Palestinian Sounds 15 Palestiniano Sons 15 Palestinian Sounds 16 Palestiniano Sons 16 Zaghareed 5 Zaghareed 5 Zaghareed 6 Zaghareed 6 Zaghareed 7 Zaghareed 7 Zaghareed 8 Zaghareed 8 Zaghareed 9 Zaghareed 9 Zaghareed 10 Zaghareed 10 Zaghareed 11 Zaghareed 11 Zaghareed 12 Zaghareed 12 Zaghareed 13 Zaghareed 13 Zaghareed 14 Zaghareed 14 Zaghareed 15 Zaghareed 15 Zaghareed 16 Zaghareed 16 Zaghareed 17 Zaghareed 17 Zaghareed Playlist Zaghareed Playlist Abu Nassar Dabkeh1 Abu Nassar Dabkeh1 Abu Nassar Emel3ares2 Abu Nassar Emel3ares2 Abu Nassar Kont A3zab Abu Nassar kont A3zab /Abu Nassar Mili Ya 7elweh / Abu Nassar Mili Ya 7elweh Abu Nassar Telbesat El3aros Abu Nassar Telbesat El3aros Abu Nasser 7day Isa and Yasin Abu Rob1 Abu Nasser 7 dias Isa e Yasin Abu Rob1 Abu Nasser 7day Isa and Yasin Abu Rob2 Abu Nasser 7 dias Isa e Yasin Abu Rob2 marya1 marya2. marya4 panthem -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070608/5787279f/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 36070 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070608/5787279f/attachment.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 28943 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070608/5787279f/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1500 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070608/5787279f/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 2344 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070608/5787279f/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 8 02:15:47 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 08 Jun 2007 05:15:47 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_REVISTA_ESPA=C7O_ACAD=CAMICO?= Message-ID: <011a01c98a05$2f99adc0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro.............................................................................................................repassem Caro(a), informo que foi publicada a edição nº 93, fevereiro de 2009, da Revista Espaço Acadêmico. Nesta edição, além dos artigos dos colunistas e colaboradores, há um dossiê sobre o conflito no Oriente Médio. Se não visualizar e/ou os links falharem acesse: http://www.espacoacademico.com.br Por favor, divulgue a revista aos colegas, amigos e listas que participe. Permanecemos abertos às críticas, sugestões e contribuições. Nosso sincero muito obrigado. Abraços e tudo de bom, ____________________ Antonio Ozaí da Silva . Atualizado em 05/02/2009 -------------------------------------------------------------------------------- Revista Espaço Acadêmico Mensal - Nº 93 - Fevereiro de 2009 - ANO VIII - ISSN: 1519.6186 dossiê: oriente médio A favor dos palestinos, contra o maniqueísmo! Antonio Ozaí da Silva Por que não vencemos Avraham Burg Israel só provou a Força ? não a Razão David Grossman Israel, Gaza e Obama Fábio Metzger e Marcos Toyansk Finkelstein, ou o bumerangue como instrumento de análise Franklin Goldgrub Guerra dos cem anos Henrique Rattner O movimento de paz de Israel necessita do apoio global Global Support Needed for the Israeli Peace Movement Larry Hufford [Tradução: Eva Paulino Bueno] Barack Obama não vai salvar Israel e a Palestina de si mesmos Ronald Chira Salam? Rudá Ricci o conflito na ótica do Ohi acesse a página do OHI >>> colunistas Falácias acadêmicas, 5: O mito do complô dos países ricos contra o desenvolvimento dos países pobres Paulo Roberto de Almeida Obama e a oratória Raymundo de Lima Dom Hélder Câmara, 100 anos Walter Praxedes Debate ambiental é destaque no Fórum Social Mundial 2009 Antônio Inácio Andrioli Desenvolvimento se faz com Capital Humano Antonio Mendes da Silva Filho Observando Obama: as duas primeiras semanas Eva Paulino Bueno Reciprocidade X Irresponsabilidade: os marqueteiros do Turismo brasileiro João dos Santos Filho O fim da era Bush e Obama: uma nova era para os Estados Unidos, sua política externa e sua sociedade? - Parte 1 João Fábio Bertonha colaboradores especial cinema & literatura Henrique Rattner: o pensador do desenvolvimento - Entrevista por Valéria Salles Leon Hirszman, um cineasta longe da periferia Luiz Rosemberg Filho & Sindoval Aguiar economia educação & cinema Reflexões acerca da influência humana no futuro da humanidade Dallan Marcelo Gregório Cinema e a sala de aula: um caminho para a formação Beatriz Nunes Santos e Silva educação Formação de professores profissionais: perspectivas e vicissitudes da formação em serviço Edijane da Silva Costa & Érika Fabiana Guimarães Farias Alfabetização no Brasil: ainda um desafio Jacqueline de Fátima dos Santos Morais história & medicina Diálogos entre História e Medicina: a discussão médico-científica sobre a epidemia de gripe espanhola de 1918 Leandro Carvalho Damacena Neto A Guerra contra o Paraguai - História e Historiografia: da instauração à restauração historiográfica [1871-2002] ? Parte III Mário Maestri história das religiões lingüística Possessão e histeria sob o olhar de Nina Rodrigues Vanda Fortuna Serafim & Solange Ramos de Andrade O uso da língua geral e sua restrição na América portuguesa Cibélia Renata da Silva Pires literatura política internacional H. G. Wells: a ficção científica como romance social Edgar Indalecio Smaniotto Crise econômica e eleição americana Raimundo Santo resenhas e livros A ideologia política da economia solidária Claudete Pagotto [MENEZES, Maria Thereza C. G. Economia Solidária: elementos para uma crítica marxista. Rio de Janeiro,Gramma, 2007.] A Revolução Russa segundo Maurício Tragtenberg Nildo Viana [Tragtenberg, Maurício. A Revolução Russa. São Paulo, Faísca, 2007; Tragtenberg, M. A Revolução Russa. São Paulo, UNESP, 2007] Alberto Moby Ribeiro da SILVA Sinal fechado: a música popular brasileira sob censura Rio de Janeiro: Editora Apicuri, 2008, 2ª edição (228p.). email: E-mail: vendas at apicuri.com.br acesse o site >>> Franklin GOLDGRUB O anti-sionismo ? de esquerda, direita, liberal e islâmico São Paulo: Editora Samizdat, 2008 (190p.) PEDIDOS: www.franklingoldgrub.com Mauro IASI Meta Amor Fases São Paulo: Expressão Popular, 2008 (192p.) mais informações >>> Nilmário MIRANDA & Carlos TIBÚRCIO Dos filhos deste solo São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2008, 2ª edição revisada e ampliada (712p.) mais informações revistas Acta Scientiarum. Human and Social Sciences Vol. 30, No 2 (2008) Editora da Universidade Estadual de Maringá (EDUEM) acesse o site e leia os artigos >>> submeta seu texto à publicação>>> Revista Mediações vol. 12, n. 2, 2007 vol. 13, n. 1-2, 2008 DOSSIÊ ? 40 anos de maio de 1968 Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL) contato: csociais at uel.br ArtCultura Revista de História, Cultura e Arte publicação do Instituto de História vinculada ao Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pedidos: artcultura at inhis.ufu.br + informações: http://www.artcultura.inhis.ufu.br/ estudos de literatura brasileira contemporânea nº 32 - Brasília, julho/dezembro de 2008 dossiê: literatura e gênero Publicação semestral do Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília - Departamento de Teoria Literária e Literaturas email: estudos at unb.br Revista Urutágua 17 Departamento de Ciências Sociais - Universidade Estadual de Maringá clique e acesse os artigos na íntegra artigos para a edição 18 >> envie até 02 de março >> acesse as normas e faça a submissão Relação de todos os autores e autoras (todas as edições) BLOG DO EDITOR Cadastre-se para receber os informes mensais Indique um amigo (a) para receber a REA Se você deseja CANCELAR este serviço clique e envie a mensagem Dicas para bloquear emails indesejáveis e aprimorar a comunicação Comunidade da Revista Espaço Acadêmico: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3527787 __,_._,___ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070608/698f9cee/attachment.html From revistaoberro em revistaoberro.com.br Sat Jun 9 08:18:06 2007 From: revistaoberro em revistaoberro.com.br (Revista O BERRO) Date: Sat, 09 Jun 2007 11:18:06 -0000 Subject: [Carta O BERRO] POEMAS Message-ID: <032b01c98b00$f7416a10$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Confissão de um terrorista ... Ocuparam minha pátria Expulsaram meu povo Anularam minha identidade E me chamaram de terrorista ******** Confiscaram minha propriedade Arrancaram meu pomar Demoliram minha casa E me chamaram de terrorista ********** Legislaram leis fascistas Praticaram odiada apartheid Destruíram, dividiram, humilharam E me chamaram de terrorista *********** Assassinaram minhas alegrias, Seqüestraram minhas esperanças, Algemaram meus sonhos, Quando recusei todas as barbáries Eles...mataram um terrorista Fonte: www.vivapalestina.com Enviado por layla em qui, 02/07/2008 - 13:59. a.. Poesias Discurso no mercado do desemprego Samih Al-Qassim Talvez perca ? se desejares ? minha subsistência Talvez venda minhas roupas e meu colchão Talvez trabalhe na pedreira... como carregador... ou varredor Talvez procure grãos no esterco Talvez fique nu e faminto mas não me venderei Ó inimigo do sol E esta é a última pulsação de minhas veias Resistirei Talvez me despojes da última polegada da minha terra Talvez aprisiones minha juventude Talvez me roubes a herança de meus antepassados Móveis... utensílios e jarras Talvez queimes meus poemas e meus livros Talvez atires meu corpo aos cães Enviado por layla em qui, 02/07/2008 - 13:18. a.. Poesias a.. Leia mais Não iremos embora Tawfic Zayyad Aqui Sobre vossos peitos Persistimos Como uma muralha Em vossas goelas Como cacos de vidro Imperturbáveis E em vossos olhos Como uma tempestade de fogo Aqui Sobre vossos peitos Persistimos Como uma muralha Em lavar os pratos em vossas casas Em encher os copos dos senhores Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas Para arrancar A comida dos nossos filhos De vossas presas azuis Aqui sobre vossos peitos persistimos Como uma muralha Famintos Nus Provocadores Declamando poemas Somos os guardiões da sombra Das laranjeiras e das oliveiras Enviado por layla em qui, 02/07/2008 - 13:16. a.. Poesias a.. Leia mais Palestina, Palestina Georges Bourdoukan - Jornalista e escritor Para Hannan Ashrawi Às profundezas da história, À impiedade e ao medo, À realidade invisível, À ocupação e à exclusão, Ao Ocidente que buscou aliviar a culpa de seus anti-semitas, Uma nação torturada resiste! O coração palestino palpita. Tentam abafar seu grito de liberdade, Suas pedras revidam contra a injustiça, Contra o racismo e a intolerância! A estrela busca a purificação com sangue E ao muro dirige suas preces. Existirá um limite para a brutalidade? Existirá um limite para a indiferença? Enviado por layla em sab, 02/02/2008 - 20:05. a.. Poesias a.. Leia mais Carteira de Identidade Registra-me Sou árabe O número de minha identidade é cinqüenta mil Tenho oito filhos E o nono... virá logo depois do verão Vais te irritar por acaso? Registra-me sou árabe trabalho com meus companheiros de luta em uma pedreira tenho oito filhos arranco das pedras o pão, as roupas, os cadernos e não venho mendiigar em tua porta e não me dobro diante das lajes de teu umbral vais te irritar por acaso? Registra-me Sou árabe Meu nome e muito comum E sou paciente Em meu pais que ferve de cólera Minhas raízes... Fixadas antes do nascimento dos tempos Enviado por Admin em qua, 01/09/2008 - 09:36. a.. Mahmud Darwish a.. Leia mais Confissão Sonhei com um casamento Sonhei com um par de olhos enormes Sonhei com a garota das traças Sonhei com uma oliveira que não se vende Por uns poucos centavos Sonhei com as impossíveis muradas da história Sonhei com o cheiro das amendoeiras Amparando as tristezas das longas noites Sonhei com a família E os braços de minha irmã Me protegendo como um escudo de hermoísmo Sonhei com uma noite de verão Com uma cesta de figos Sonhei muito mais Me desculpe por isso.... Enviado por Admin em qua, 01/09/2008 - 09:29. a.. Mahmud Darwish O Limoeiro Tínhamos atrás das grades Um limoeiro As frutas amareladas brilhavam como lâmpadas As flores eram um leque cheiroso no nosso bairro Tínhamos, atrás das grades Um limeiro. Nosso Mas, para fazer enfeites com seus galhos E perfume das suas flores O cortaram Ficamos Sem o nosso limoeiro Nossos olhos Nunca mais viram a primavera. Enviado por Admin em qua, 01/09/2008 - 09:27. a.. Mahmud Darwish Biografia de Mahmud Darwish Mahmud Darwish, palestino nascido no ano de 1942. Como muitos dos poetas da resistência palestina, teve desde o princípio uma clara militância política e foi preso em Israel. Abandonou esse país no começo dos anos 70, viveu em alguns países socialistas europeus, no Egito, e depois vários anos em Beirute, onde se transformou em um dos membros mais destacados do Centro de Pesquisas Palestinas, dirigindo a revista Shuún Filistiyya. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070609/2e1af656/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 10 07:18:56 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 10 Jun 2007 10:18:56 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__OAB_reage_e_diz_que_parecer_da?= =?windows-1252?q?_AGU_pr=F3_Lei_de_Anistia_foi_=93impertinente=94?= Message-ID: <00f701c98bc1$de9426d0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. OAB reage e diz que parecer da AGU pró Lei de Anistia foi ?impertinente? William Maia O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) reagiu à manifestação da AGU (Advocacia Geral da União) que defendeu o perdão aos crimes cometidos pela repressão da ditadura militar (1964-1985) perante o STF (Supremo Tribunal Federal). ?Impertinente?. Foi assim que se referiu ao parecer o jurista Fábio Konder Comparato, um dos autores da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 153, que questiona a aplicação da Lei de Anistia sobre crimes como tortura, seqüestro e assassinato cometidos por agentes de segurança do Estado contra opositores do regime. O jurista ironizou a tentativa da AGU de desqualificar a ação promovida pela OAB nacional. ?Estamos diante de uma incômoda alternativa. Ou o Ilustre Advogado Geral da União, que aprovou a manifestação, não sabe o que é uma argüição de descumprimento de preceito fundamental ?hipótese que deve ser repelida com vigor, pois Sua Excelência foi aprovado no exame de habilitação profissional perante a OAB, além de gozar da presunção de notável saber jurídico? ou então a conduta processual da Advocacia Geral da União, nesta demanda, não se coaduna com as elevadas funções do órgão?. Comparato encaminhou nesta segunda-feira (9/2) nova manifestação ao ministro Eros Grau, relator do caso no Supremo, em que refuta os argumentos da AGU ?para quem a ação não poderia ter prosseguimento, já que não haveria controvérsia jurídica ou judicial sobre a interpretação da Lei de Anistia. Comparato, que preside a Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB ressaltou que a ADPF não é um tipo de ação onde existam partes, e que nem mesmo a possível existência de interesses conflitantes é o centro do processo. ?Este não é um processo litigioso, pois seu objeto não é uma lide, isto é, um conflito de interesses, caracterizado pela pretensão de uma das partes e pela resistência de outra ou outras. (...) Não se trata de julgar qual das partes tem razão em relação à outra, mesmo porque, em tais processos, não há partes, no sentido técnico da palavra?, afirmou o jurista. Procurada pela reportagem de Última Instância a AGU informou que não comentaria a manifestação de Comparato. O texto ainda questiona o posicionamento da AGU diante da divisão de setores do governo sobre o tema. Os ministérios da Justiça, da Casa Civil e dos Direitos Humanos são favoráveis à punição dos torturadores. Já o Itamaraty e o Ministério da Defesa defendem a interpretação até hoje dada à Lei 6.683, de 1979. LEIA A SEGUIR A ÍNTEGRA DA NOVA MANIFESTAÇÃO DA OAB: Exmo. Sr. Ministro Eros Grau, DDº Relator da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 153: O CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, nos autos da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 153, na qual figura como Requerente, tendo em vista a manifestação da Advocacia Geral da União de fls., vem dizer o que segue: 1 - A manifestação da Advocacia Geral da União é de todo impertinente, no sentido próprio do vocábulo; ou seja, ela é descabida e despropositada, pois não se refere minimamente àquilo que se acha em questão neste processo. Escusa ressaltar o óbvio: este não é um processo litigioso, pois seu objeto não é uma lide, isto é, um conflito de interesses, caracterizado pela pretensão de uma das partes e pela resistência de outra ou outras. A argüição de descumprimento de preceito fundamental, tal como a ação direta de inconstitucionalidade ou a ação declaratória de constitucionalidade, não submete ao poder jurisdicional um conflito de interesses, ligados a partes determinadas. Não se trata de julgar qual das partes tem razão em relação à outra, mesmo porque, em tais processos, não há partes, no sentido técnico da palavra. Há um ou mais requerentes, legitimados a pedir ao Judiciário que diga o direito, não em termos pessoais, mas numa dimensão geral. O Conselho Federal da OAB é o Argüente, neste caso, como poderia sê-lo qualquer das entidades mencionadas no art. 103 da Constituição Federal (Lei nº 9.882, de 1999, art. 2º). No presente processo, não há direito próprio de alguém, a ser reconhecido contra outrem. Há o interesse superior de todos, em que seja mantida a coerência interna da ordem jurídica estatal, à luz dos preceitos fundamentais expressos na Constituição. Em suma, cuida-se, no presente processo, de defender o Estado de Direito, que é um bem comum do todos e não o privilégio de um ou alguns apenas. 2 - Ora, surpreendentemente, chamada a se manifestar, a Advocacia Geral da União decidiu transformar este processo numa querela particular entre ela e Ordem dos Advogados do Brasil, como se estivesse em causa, no presente processo, um conflito corporativo de interesses. Pelo disposto no art. 131 da Constituição Federal, compete à Advocacia Geral da União representar a União Federal, judicial ou extrajudicialmente. O representante, escusa lembrá-lo, não age por interesse próprio; ele defende interesse alheio. E qual o interesse próprio da União a ser defendido no caso? A manifestação de fls. não o esclarece. De nada vale ao representante da União alegar que foi chamado a se manifestar nos autos por decisão de Vossa Excelência, com base no disposto no art. 5º, § 2º da Lei nº 9.882, de 3 de dezembro de 1999. Essa regra processual visa a fornecer ao órgão julgador a oportunidade de algum esclarecimento de ordem formal, com relação à lei ou ao ato normativo, tido como violador de preceito fundamental. Por exemplo, houve sanção regular da lei pelo Chefe do Poder Executivo? O indigitado ato normativo foi praticado por autoridade federal competente? Houve regular publicação no Diário Oficial? Mas a Advocacia Geral da União não se conforma com essa função, que lhe parece por demais modesta. Ela pretende ombrear-se com a Procuradoria-Geral da República, para se manifestar sobre o mérito da controvérsia constitucional. Ou seja, veio meter-se onde não foi chamada. 3 - A alegação de que a presente argüição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser julgada no mérito, por ausência de controvérsia judicial sobre a matéria argüida, é realmente muito infeliz. Não se vê por que razão a "controvérsia constitucional", mencionada no art. 1º, parágrafo único, inciso I da Lei nº 9.882, deve necessariamente existir em juízo. Ninguém estimará, por exemplo, irrelevante para a ordem jurídica do país que o Supremo Tribunal Federal ponha fim a uma controvérsia suscitada no seio da Administração Pública, a respeito da compatibilidade, com a Constituição, de lei ou ato normativo federal constitucional. É público e notório o grave dissenso existente no seio do Poder Executivo federal, a respeito do âmbito de aplicação da anistia concedida pela Lei nº 6.683, de 1979. Enquanto o Ministério da Justiça, a Casa Civil e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos entendem incabível a anistia para os agentes públicos do regime militar, autores de assassínios e torturas de toda sorte de opositores políticos, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa defendem uma interpretação contrária da mencionada lei. De onde a pergunta inevitável: a Advocacia Geral da União veio a estes autos na defesa de qual interesse específico da União Federal? Certamente não dos órgãos do Congresso Nacional, pois eles foram intimados em separado a se manifestarem. No interesse do Poder Executivo? Ora, como se acaba de lembrar, não há a menor consenso, no seio do governo federal, a respeito da interpretação a ser dada à Lei nº 6.683, de 1979. 4 - De todo o exposto, forçoso é reconhecer que estamos diante de uma incômoda alternativa. Ou o Ilustre Advogado Geral da União, que aprovou a manifestação de fls., não sabe o que é uma argüição de descumprimento de preceito fundamental - hipótese que deve ser repelida com vigor, pois Sua Excelência foi aprovado no exame de habilitação profissional perante a Ordem dos Advogados do Brasil, além de gozar da presunção de notável saber jurídico (Constituição Federal, art. 131, § 1º) -; ou então a conduta processual da Advocacia Geral da União, nesta demanda, não se coaduna com as elevadas funções do órgão. Termos em que, Pede juntada, para constar. Brasília, 09 de fevereiro de 2009. Fábio Konder Comparato OAB/SP nº 11118 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070610/a3f71f3b/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 10 07:31:34 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 10 Jun 2007 10:31:34 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_=22A_excepcionalidade_=E0s_aves?= =?windows-1252?q?sas=2C_de_Israel=22_=5BM=2E_Shahid_Alam=2C_Dissid?= =?windows-1252?q?ent_Voice=2C_10/2/2009_=28traduzido=29=5D?= Message-ID: <010401c98bc3$a1d9d120$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Castor Filho A excepcionalidade às avessas, de Israel M. Shahid Alam, Dissident Voice, 10/2/2009 M. Shahid Alam é professor de Economia na Northeastern University. É autor de Challenging the New Orientalism (2007). Recebe e-mails em alqalam02760 at yahoo.com Os que criticam o sionismo e Israel ? inclusive alguns israelenses ? têm chamado atenção para o conceito de excepcionalismo às avessas, que ajuda a ver uma Israel aberrante, que viola normas e leis internacionais e continua praticamente impune; que pratica abuso sistemático de Direitos Humanos; que inventa guerras quando bem entende; e que expandiu seu território mediante guerra de conquista. Não cabe aqui uma lista exaustiva desses traços da excepcionalidade às avessas de Israel, mas podem-se anotar alguns, que mais chamam atenção. Como poder colonizador, Israel não é única, na história da expansão européia além-mar: mas é única, sim, nos séculos 20 e 21. Desde o século 16, os europeus implantam colônias de exclusão na América, Austrália, Nova Zelândia ? dentre outros locais ?, onde colonos brancos deslocaram e em vários casos exterminaram populações nativas, para recriar sociedades à imagem do mundo europeu que os colonizadores abandonaram. Ao final do século 19, contudo, esse expansionismo europeu genocida já estava perdendo força, em grande parte porque restavam no planeta poucas sociedades neolíticas sobreviventes, que os colonos brancos pudessem exterminar facilmente. Na África e na Ásia tropicais, o clima e os agentes patogênicos não pareceram atraentes aos colonos europeus. A decisão dos sionistas, em 1897, de estabelecer um Estado colonial de exclusão na Palestina, foi uma excepcionalidade, na direção oposta àquela tendência histórica. Em 1948, cerca de 50 anos depois, judeus europeus colonizadores criariam ainda o único Estado, no século 20, constituído por princípios de conquista e limpeza étnica. Israel também é o único Estado colonial de exclusão que europeus modernos instalaram, não no novo, mas no Velho Mundo. Em Israel, além do mais, o colonialismo de exclusão não tem qualquer raiz histórica no passado dos judeus. Depois da vitória na guerra de junho de 1967, os israelenses decidiram ampliar seu projeto colonial e acrescentar os territórios da Cisjordânia, de Gaza, do Sinai e as colinas de Golan. Em tempos mais recentes, o ímpeto de limpeza étnica massiva contra os palestinos nativos dos 'Territórios Ocupados' ? e também dentro da fronteiras israelenses de antes de 1967 ? extrapolou os setores extremistas da direita israelense e passou a ser tendência dominante na política de Israel. Muito provavelmente, Israel é o único Estado, no planeta, que insiste em definir a cidadania sem qquer referência ao território e à geografia. Por um lado, Israel continua a negar aos refugiados o direito de retornarem ? e nega, portanto, direitos de cidadania a milhões de palestinos, os quais (os que vivam hoje e seus pais e avós e parentes mortos) foram expulsos de seus territórios nativos em duas grandes ondas de limpeza étnica, desde 1948. Ao mesmo tempo, por efeito da "Lei do Retorno", Israel garante cidadania instantânea e automática a judeus, filhos de judeus e judeus conversos. Nos termos dessa lei, como resume Mazin Qumsiyeh, "nenhum judeu 'emigra' para Israel: os judeus (inclusive os conversos) 'retornam' (o que explica o nome da lei)." Não bastasse, os judeus 'retornados' recebem apoio generoso do Estado, a partir do momento em que pisam em Israel. Em palavras claras, Israel inverteu os direitos de residência e cidadania internacionalmente reconhecidos; e nega esses direitos aos que os têm por nascimento e territorialidade, ao mesmo tempo em que os dá generosamente a quem os reclame baseado em mitos religiosos. Nos anos recentes, cada vez mais se ouvem denúncias contra Israel por praticar discriminação legal contra os palestinos. Essa discriminação é ampla, geral e irrestrita nos 'Territórios Ocupados' nos quais Israel constrói colônias só para judeus, interligadas com o território israelense de antes de 1967 por estradas segregacionistas exclusivas para judeus. Desde junho de 1967, os palestinos que vivem nesses territórios têm sofrido sob regime de ocupação militar, que dá menos atenção aos direitos humanos que o regime do apartheid sul-africano. Recentemente, um ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, teve a coragem de denunciar o regime de apartheid nos 'Territórios Ocupados' no título de livro, Palestine: Peace not apartheid. Imediatamente a mídia dominante nos EUA ? controlada por censores sionistas ? pôs-se a atacar selvagemente o presidente Carter por ter pronunciado a palavra impronunciável. Não poucas carreiras políticas e acadêmicas, nos EUA, tiveram vida curta e fim rápido por menos que isso. Mas Jimmy Carter, ex-presidente e octogenário, tinha pouco a perder e nada perdeu. Mas também dentro das fronteiras de 1967, Israel alocou direitos por critérios raciais e étnicos. Antes de 1966, os palestinos em Israel eram governados por lei marcial, que limitava gravemente seus direitos civis e políticos, inclusive o direito de ir e vir, de ter jornais, de organizar manifestações públicas e de constituir partidos políticos. Desde a fundação, Israel mantém atrelados os critérios de etnicidade e de políticas para migrantes. Pela lei israelense, a terra é propriedade do povo judeu; o direito de propriedade é gerido, em nome do povo judeu, por um "Jewish National Fund" (JNF), organização para-governamental. Israel nacionalizou todas as terras dos palestinos expulsos em 1948 e, dali em diante, continua a expropriar propriedade dos palestinos mediante várias medidas arbitrárias. Resultado disso, o JNF é proprietário, hoje, de 93% de toda a terra de Israel conforme a lei de antes de 1967. Pois mesmo assim, apesar da ousadia, o presidente Carter não se atreveu a denunciar o regime de apartheid também na Israel de antes de 1967. Israel é o único país do mundo que se recusa a demarcar as próprias fronteiras. As fronteiras de facto andam de um lado para outro com frequência impressionante. Primeiro, a linha do armistício de 1948 demarcou as fronteiras de Israel; mas depois a fronteira foi 'empurrada' para adiante, em 1956, 1967 e 1982 ? sempre por ação de guerra, conquista e ocupação. Raras vezes Israel teve de retirar-se de território ocupado militarmente: retirou-se do Sinai em 1957, outra vez do Sinai em 1978, do sul do Líbano em maio de 2000 e outra vez do sul do Líbano em agosto de 2006. Além disso, desde o Acordo de Oslo de 1993, Israel demarcou um novo conjunto de 'fronteiras' internas, dentro da Cisjordânia, para conter e neutralizar a resistência palestina, num conjunto regulado de bantustões. Se Israel ainda não alcançou nem ultrapassou as fronteiras do mítico reino de Davi, não foi por falta de ambição. A barreira é demográfica. Para avançar além das fronteiras atuais, Israel precisa de maior número de colonos judeus interessados em correr os riscos da colonização. Felizmente para os árabes, não há grande oferta de colonos hoje no mundo ? o suprimento é hoje tão pequeno quanto já foi, antes da ascenção dos nazistas na Alemanha. Se Israel tivesse conseguido atrair 5 milhões de colonos judeus depois de 1967, o Sinai estaria até hoje sob ocupação; e as fronteiras israelenses teriam avançado, no norte, até o rio Litani e, rumo leste, teriam ultrapassado o rio Jordão. Sorte dos árabes. O expansionismo israelense foi contido pelos baixos números da demografia dos judeus. Isso pode mudar depressa, contudo, se Israel decidir suavizar as exigências para a conversão ao judaísmo. Milhões de judeus conversos, de todos os países pobres do mundo, atraídos pela promessa de uma 'vida melhor', poderiam, então criar ondas gigantescas de migração, interessados nas vantagens da "Lei do Retorno". Artigo original, em inglês, em: http://www.dissidentvoice.org/2009/02/israels-inverse-exceptionalism/ Ou logo abaixo copiado/colado Israel's Inverse Exceptionalism by M. Shahid Alam / February 10th, 2009 Critics of Zionism and Israel ? including a few Israelis ? have charted an inverse exceptionalism, which describes an Israel that is aberrant, violates international norms with near impunity, engages in systematic abuse of human rights, wages wars at will, and has expanded its territories through conquest. This is not the place to offer an exhaustive list of these negative Israeli exceptionalisms, but we will list a few that are more egregious. As an exclusionary settler-colony, Israel does not stand alone in the history of European expansion overseas: but it is the only one of its kind in the twentieth and twenty-first centuries. Since the sixteenth century Europeans have established exclusionary settler-colonies in the Americas, Australia and New Zealand ? among other places ? whose white colons displaced or nearly exterminated the indigenous population to recreate societies in the image of those they had left behind. By the late nineteenth century, however, this genocidal European expansion was running out of steam, in large part, because there remained few surviving Neolithic societies that white colons could exterminate with ease; in tropical Africa and Asia, the climate and the pathogens were not particularly kind to European settlers. The Zionist decision in 1897 to establish an exclusionary colonial-settler state in Palestine marked a departure from this trend. In 1948, some fifty years later, the Jewish colons from the West would create the only state in the twentieth century founded on conquest and ethnic cleansing. Israel is also the only exclusionary colonial-settler state established by the modern Europeans anywhere in the Old World. In Israel, moreover, settler-colonialism is not something that belongs to its past. After their victory in the June war of 1967, the Israelis decided to extend their colonial-settler project to the West Bank, Gaza, Sinai and the Golan Heights. In recent decades, the demand for another massive round of ethnic cleansing of Palestinians in the 'Occupied Territories' ? and even inside Israel's pre-1967 borders ? has moved from the extremist fringes of the Israeli Right to the mainstream of Israeli politics. Israel is most likely the only country in the world that insists on defining citizenship independently of geography. On the one hand, it has continued to deny the right of return ? and, hence, rights of citizenship ? to millions of Palestinians who or whose parents and grandparents were expelled from Palestine in two massive rounds of ethnic cleansing since 1948. At the same time, under it Law of Return, Israel, automatically and instantly, grants citizenship to applicants who are Jews, persons of Jewish parentage, or Jewish converts. Under this law, as Mazin Qumsiyeh puts it succinctly, "no Jew emigrates to Israel; Jews (including converts) 'return' (hence the name of the law)." In addition, the Jewish immigrants receive generous support from the state upon their arrival in Israel. In other words, Israel turns internationally recognized rights of residence and citizenship on their head, denying these rights to those who have earned them by birth, while granting them freely to those who claim them because of ancient religious myths. In recent years, critics have increasingly charged Israel with practicing legal discrimination against Palestinians. Such discrimination is massive and blatant in the 'Occupied Territories' where Israel has established Jewish-only settlements, connected to pre-1967 Israel by Jewish-only roads. Since June 1967, the Palestinians in these territories have suffered under a system of military occupation, which shows even less regard for their human rights than South Africa's apartheid. A former US President, Jimmy Carter, has recently dared to acknowledge the existence of apartheid in the 'Occupied Territories' in the title of his new book, Palestine: Peace not apartheid. Instantly, America's mainstream media ? led by Zionist censors ? began savagely attacking President Carter for mentioning the unmentionable. Not a few political and academic careers in the United States have met a premature end for lesser offenses. Jimmy Carter, the octogenarian former President, had little to lose. Inside its pre-1967 borders too, Israel has allocated rights based on ethnicity. Until 1966, Palestinians in Israel were governed under martial law, which severely restricted their civil and political rights, including their right to free movement, to establish their own media, and to protest or form political parties. Since its founding, Israel has openly tied its immigration policy to Jewish ethnicity. Israeli law defines land to be a property of the Jewish people, owned on their behalf by the Jewish National Fund (JNF), a quasi-governmental organization. Israel nationalized all the lands belonging to the Palestinians it expelled in 1948, and it has continued to expropriate Palestinian lands under a variety of arbitrary measures. As a result, the JNF today owns 93 percent of all the lands in pre-1967 Israel. Yet, even in his moment of daring, President Carter shrank from addressing the presence of apartheid inside pre-1967 Israel. Israel is the only country in the world that refuses to define its borders. Its de facto borders have shifted with impressive frequency. At first, the armistice line of 1948 served as Israel's borders; but they expanded outwards in 1956, 1967 and 1982, because of wars and conquests. On a few occasions, Israel had to retract from the territories it had conquered: from the Sinai in 1957, from the Sinai again in 1978, from Southern Lebanon in May 2000, and from Southern Lebanon again in August 2006. In addition, since the Oslo Accord of 1993, Israel has defined a new set of internal 'borders' inside the West Bank to contain and neutralize the Palestinian resistance in a set of regulated Bantustans. If Israel has not yet reached or exceeded the borders of the mythic David's Kingdom, it is not because of any lack of ambition. The constraint is demographic. In order to expand beyond its present borders, Israel would need a more ample supply of Jewish colons willing to assume the risks of colonization. Fortunately, for the Arabs, these colons are in short supply, as they were before the rise of the Nazis in Germany. Had Israel succeeded in attracting five million Jewish colons after 1967, the Sinai would still be under Israeli occupation, and its borders in the north would extend to the Litani River and across the Jordan River in the east. Luckily, for the Arabs, Israeli expansionism has been stalled by the poverty of Jewish demography. That could change very quickly, however, if Israel decides to soften the requirements for conversion to Judaism. Millions of Jewish converts from the poorest countries in the world, attracted by the promise of a 'better life,' could start pouring into Israel under its Law of Return. M. Shahid Alam is professor of economics at Northeastern University. He is author of Challenging the New Orientalism (2007). He may be contacted at: alqalam02760 at yahoo.com. Copyright © 2007 M. Shahid Alam. Read other articles by M. Shahid, or visit M. Shahid's website. http://www.dissidentvoice.org/2009/02/israels-inverse-exceptionalism/ Caso não queira mais receber nossas mensagens clique em RESPONDER e escreva REMOVER na barra ASSUNTO -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070610/63e39b61/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 46703 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070610/63e39b61/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 11 07:31:56 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 11 Jun 2007 10:31:56 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Convite_Debate_com_Paulo_Abrao_pr?= =?iso-8859-1?q?esidente_da_Comiss=E3o_de_Anistia_do_Minist=E9rio_d?= =?iso-8859-1?q?a_Justi=E7a?= Message-ID: <02d401c98c8c$da1f3c40$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Leopoldo Paulino -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070611/5f0a3454/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 54327 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070611/5f0a3454/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 12 08:42:46 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 12 Jun 2007 11:42:46 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?Cartas_da_Pris=E3o?= Message-ID: <001401c98d5f$e8eb8b10$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. fevereiro de 2009 - Cartas da Prisão Marco Morel * "Estas cartas representam um dos mais altos documentos de autenticidade humana e de beleza literária que jamais se escreveram no Brasil". Com tais palavras, há três décadas, o crítico literário e pensador católico Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde) saudava a primeira edição em português das correspondências escritas na prisão entre 1969 e 1973 pelo jovem dominicano Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto), detido por apoiar a luta armada contra a ditadura implantada no país. Agora, o público volta a ter acesso à obra (com algumas novidades editoriais), que pertence à linhagem de Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos. O livro percorreu sinuosa trajetória, digna de textos proibidos e malditos: cartas e bilhetes fragmentados, sem intenção de publicar-se, saíam escondidos dos presídios onde eram redigidos para os destinatários (muitos dos quais só têm nomes revelados na atual edição, que traz notas explicativas). Começaram a circular clandestinos, de mão em mão, reproduzidos em mimeógrafo (tinta azul e cheiro de álcool), chegaram ao exterior e, driblando a censura do regime militar brasileiro, inicialmente foram publicados em italiano, francês, sueco, espanhol, holandês, alemão e inglês. Traziam o tom profético e luminoso dos cristãos das catacumbas que teimavam em cantar a vida e anunciar novos tempos, em meio às sofridas trevas. Causaram forte impacto ao serem lançados no Brasil em dois volumes (Cartas da Prisão e Das Catacumbas) pelo corajoso e inovador Ênio Silveira, da Editora Civilização Brasileira, entre 1977 e 1978, esgotando edições sucessivas e marcando as gerações que adentravam na cena pública no início da abertura política lenta, gradual e (in)segura. Obra matriz Cartas da Prisão é obra matriz de um escritor fecundo. Muito do que o autor publicou depois já estava ali, de algum modo entrevisto em palavra ou semente. Como afirmou o mesmo Alceu Amoroso Lima: o testemunho religioso, moral, político e literário de Frei Betto abria capítulo novo na Igreja e na história do Brasil. Talvez o veio principal em que se propaga esta comunhão seja a palavra escrita e impressa, com sua dimensão perene. Quem sabe, no fundo, Frei Betto não sonharia em retirar-se e pairar acima dos embates cotidianos para dedicar-se, pastor de nuvens celestes, à tessitura do reino das palavras no papel? Mas este reino brota da terra e dos homens e mulheres que por aqui passam. Daí, deste cruzamento etéreo e telúrico, se forja a obra que acumula 50 livros individuais, 25 em co-autoria e 49 traduções para o exterior, além de milhares de artigos - gerados pelo eixo comum e diversificado, árvore frondosa em ramos, frutos e flores. Cristo, Marx e a mídia Entre os momentos marcantes da publicação (que alterna, em harmonia, fina sensibilidade estética e contundentes denúncias sobre os cárceres e a sociedade da época) está narrativa cotidiana da inédita greve de fome de 39 dias vivida pelo autor e mais 35 presos políticos em 1972. O extremo despojamento levou Frei Betto a um êxtase espiritual comparável aos dos místicos de diferentes tradições religiosas, além de consolidar sua crença no combate às injustiças e violências. Folheando o exemplar, colhemos preciosidades. Dirigindo-se a jovens, a linguagem mudava: "(...) e o babado é esse mesmo que a garotada aprende sem ter consciência porque se amanhã a massa glorificar um que todo dia bate na mãe o país inteiro entra na dele (...) a televisão acende e é só tiro que voa e soco e pontapé tudo regado a sangue". Ou na citação de um trecho do Novo Testamento lido à luz da prisão: "Bem-aventurados sereis quando vos ultrajarem, perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por causa de mim (Mt 5, 11)". E o relato do convívio inquietante, solidário e pastoral com os presos comuns, ainda hoje execrados: "Homicidas, ladrões, toxicômanos, estelionatários, pederastas - todos filhos de Deus. Procurei encorajá-los e servi-los como tal, malgrado o que fizeram ou deixaram de fazer". Envolto em lúcida emoção, o livro, que brotou nas catacumbas da ditadura civil-militar, participou da gênese da Teologia da Libertação. As palavras e gestos sagrados ganham sentido revigorado: busca de utopia (o Reino dos Céus) e valorização da vida e da condição humana. Leitura saborosa, as cartas mesclam linguagem coloquial e irreverente com densidade doutrinária, atingindo o âmago da sociedade midiática e de consumo que se desenvolvia, com discussões teológicas agudas e divulgação do materialismo histórico e dialético, à maneira dos bons e velhos militantes comunistas. Há textos curtos e longos: envolveram familiares do autor, amigos, frades, freiras, bispos, cardeais e até o Papa Paulo VI, ao lado de combatentes que seriam assassinados pelas forças repressivas brasileiras. Envolvem, ainda hoje, os que têm fome e sede de justiça. * Professor de História da UERJ -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070612/297d167e/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070612/297d167e/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Wed Jun 13 07:01:39 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Wed, 13 Jun 2007 10:01:39 -0000 Subject: [Carta O BERRO] Destaques do Vermelho de sexta-feira Message-ID: <014201c98e1a$f764ebd0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. DESTAQUES DA EDIÇÃO DE HOJE DO PORTAL VERMELHO Battisti preso em BrasíliaExclusivo Battisti teme pressão da direita italiana contra Brasil no G12 O Vermelho teve acesso, com exclusividade, à íntegra da conversa entre o escritor italiano Cesare Battisti, preso na Penitenciária Papuda em Brasília, e quatro parlamentares que o visitaram. Battisti está apreensivo com as pressões do governo italiano. "Preocupa-me a próxima reunião do G12, onde a Itália e os outros governos europeus de direita podem fazer muita pressão sobre o Brasil". Eleições no Congresso Lula reúne aliados para "aparar arestas" Vitórias de Temer e Sarney deixam partidos de esquerda, inclusive o PT, à margem da condução dos trabalhos da Câmara e do Senado. Presidente Lula quer contornar esse cenário na próxima semana. Enfrentando a crise Para vice da CTB, reduzir salário não garante emprego Em depoimento ao Vermelho, Nivaldo Santana explica que empresários se anteciparam aos reais efeitos da crise, demitindo e diminuindo salários para manter seus grandes lucros. Venezuela Chavistas buscam voto de porta em porta em Caracas Apoiadores do presidente venezuelano reforçam em cada bairro a necessidade de comparecer ao referendo do próximo domingo, além de tentar ganhar o apoio dos que ainda se mantêm indecisos. Essa Reforma Política é casuísmo! a.. Cloves Geraldo "Ninho vazio": impasses da meia idade a.. Pedro de Oliveira Novamente o caso Cesare Battisti a.. Especial Hip-Hop Chiquinho: A voz e a vez das periferias da serra gaúcha a.. Altamiro Borges O adeus ao deputado dos sem-terra a.. Augusto César Petta Formação de formadores Esta é uma mensagem automática, favor não responder Destaques do Vermelho é um serviço diário gratuito do www.vermelho.org.br Para cancelar Alterar seus dados Encaminhar a um amigo -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070613/dede14ef/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 14274 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070613/dede14ef/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4236 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070613/dede14ef/attachment.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1017 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070613/dede14ef/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 593 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070613/dede14ef/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 958 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070613/dede14ef/attachment-0003.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 64 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070613/dede14ef/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Thu Jun 14 03:24:22 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Thu, 14 Jun 2007 06:24:22 -0000 Subject: [Carta O BERRO] Boletim Carta Maior Message-ID: <004a01c98ec5$c7cad4b0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. e veja a edição de sábado dia 14 de fevereiro de 2009 Boletim Carta Maior - 13 de Fevereiro de 2009 Ir para o site "Exterminem todos os brutos": Gaza 2009 O poder dos homens do Hamas permanece intacto, e a maior parte dos que sofreram em Gaza é de civis: um resultado positivo, segundo uma doutrina muito bem difundida, a do terrorismo de Estado. Israel calculou que seria vantajoso parecer que "estava ficando louco", causando terror largamente desproporcional à população. O recado era claro: deixem de apoiar o Hamas. Enquanto isso, observamos calmamente um evento raro na história, que o velho sociólogo israelense, Baruch Kimmerling, chamou de "politicídio", o assassinato de uma nação. > LEIA MAIS | Internacional | 13/02/2009 . Conservadores e direita radical avançam na eleição em Israel A crise financeira sem mistérios: convergência dos dramas econômicos, sociais e ambientais O caos sistêmico gerado e a clara perda de governança econômica, frente ao desespero de uma imensa massa de pessoas prejudicadas, estão gerando um novo clima político. Estão se abrindo possibilidades de se colocar na mesa propostas mais amplas no sentido de um desenvolvimento que tenha pé e cabeça. Mais precisamente, gera-se um espaço para que surjam alternativas de desenvolvimento, e para que - não parece um objetivo exorbitante - o nosso próprio dinheiro sirva para fins úteis. A análise é de Ladislau Dowbor. > LEIA MAIS | Economia | 11/02/2009 Colunistas Gilson Caroni Filho O verdadeiro palanque de Dilma Rousseff Quando dirigentes do PSDB e do DEM anunciam que entrarão com consulta no TSE pedindo que sejam estabelecidos limites para a participação do presidente Lula em atos junto com a ministra Dilma Rousseff, o motivo não é, como alegam, indignação com campanha antecipada. - 13/02/2009 Boaventura de Sousa Santos FSM em sentido amplo O processo do Fórum Social Mundial é hoje muito complexo e as reuniões bienais são apenas um dos seus pilares. Foram, sem dúvida, as que até agora deram mais visibilidade ao Fórum, mas não são as mais importantes. - 11/02/2009 Blog 2 a 0: Zidane contra Matterazzi O pior do caso Battisti foram as declarações desqualificadoras de parlamentares, juízes, editoriais de jornais contra o Brasil. Inclusive aquele que dizia que nosso país não se caracterizava pelos bons magistrados, mas por bailarinas. - 11/02/2009 Caso deseje cancelar o recebimento, clique aqui. Sair da Lista -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 16664 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 45 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 22593 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 138 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1971 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 1976 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 29793 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070614/741dc212/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 15 02:36:52 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 15 Jun 2007 05:36:52 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_ROMAN=C7AL=2E=2E=2E_PARA_OUVIR___?= =?iso-8859-1?q?___________________________________________________?= =?iso-8859-1?q?_____________HOJE_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <013001c98f88$4f6604e0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. Site do blog de Angelo,(http://emboladaetc.blogspot.com/2007/06/quinteto-armorial.html) de Fortaleza , Ceará, postado pelo Grupo Beatrice. Além das mísicas do Quinteto Armorial, clique nos demais para ver os textos e o cultural frevo do companheiro Antonio Carlos Nóbrega de Almeida. Ouça seus discos e toda essa cultura que o nordeste nos oferece com alegria e graça.(clique no indicativo) Abraço. Vanderley ----- Original Message ----- From: Grupo Beatrice Romançal faz transição do armorial por DIANA MOURA BARBOSA Certa vez, Ariano Suassuna declarou que o momento mais feliz de sua gestão à frente da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco havia sido o dia da formação do quarteto Romançal. Na próxima quarta-feira, então, o escritor deverá estar felicíssimo. Nesse dia, acontece o lançamento de Romançal, o primeiro CD do grupo. O trabalho levou um ano para ser produzido e chega às lojas pelo selo Ancestral, criado pelo maestro do grupo, Antonio Madureira. O Romançal foi formado em maio de 1996 e, de lá para cá, veio tentando viabilizar o disco. Pode-se dizer que eles investiram o possível para que o resultado final ficasse à altura das melhores produções. A gravação e a mixagem foram completamente realizadas no estúdio Rainbow, em Oslo, na Noruega, entre 17 e 21 de março do ano passado. De acordo com Antonio Madureira, eles tinham o que há de melhor em termos de equipamentos para a gravação de música de câmera. "Além dos aparelhos modernos, também trabalhamos com um dos melhores engenheiros de som da europa, Jan Erik Kongshaug, que já recebeu vários prêmios nessa área", comenta Madureira. http://www.youtube.com/watch?v=BoPMNWhZNMs&feature=related Quinteto Armorial O mais importante grupo instrumental a criar uma música de câmara erudita brasileira de raízes populares. Antônio José Madureira (viola sertaneja) - Macau, RN - 1949 Egildo Vieira do Nascimento (pífano e flauta) - Piranhas, AL-1947 Antônio Carlos Nóbrega de Almeida (rabeca e violino) - Recife, PE- 1952 Fernando Torres Barbosa (berimbau nordestino) - Palmeira dos Índios, AL-1945 Edilson Eulálio Cabral (violão) - Campina Grande, PB-1948 O grupo teve origem no Movimento Armorial, criado oficialmente em 1970, interessado em cerâmica, pintura, tapeçaria, gravura, teatro, escultura, romance, poesia e música sob a orientação do folclorista, teatrólogo e membro da Academia Brasileira de Letras Ariano Suassuna. O grupo surgiu no mesmo período, procurando executar e adaptar peças populares medievais para os cantares do romanceiro nordestino, com a utilização de instrumentos populares do Nordeste, como rabeca, pífanos, marimbau, viola caipira, violão, matraca e outros. O grupo passou a criar um tipo de música popular erudita, com raízes renascentistas, partindo de uma concepção sertaneja. O grupo ligou seu trabalho ao Departamento de Extensão Cultural da Pré-Reitoria para assuntos comunitários da Universidade Federal de Pernambuco. O Quinteto Armorial passou a experimentar novos timbres, revelando outras linguagens, rompendo as barreiras entre a música erudita e a música popular, realizando uma música mais próxima da realidade cultural brasileira. Em 1974, lançaram pelo selo Marcus Pereira o seu primeiro disco, "Do romance ao galope nordestino". Deste disco destacaram-se as composições "Mourão", de Guerra Peixe, "Toada e desafio", "Rasga", de Antônio Nóbrega, e "Romance de Minervina", romance nordestino provavelmente do século XIX, recriado por Antônio José Madureira. Na mesma época, foi considerado pela APCA como o Melhor Conjunto Instrumental do Ano. Em 1976, apresentaram-se no Festival de Cosquim, na Argentina, a mais importante reunião de cultura popular do continente, como representante do Brasil, sendo considerada pela imprensa como a apresentação mais importante do festival. No mesmo ano, apresentaram-se no Teatro da Universidade Católica de São Paulo. Ainda em 1976, lançaram seu segundo disco, "Aralume", com destaque para as composições "Lancinante", "Improviso", "Aralume" e "Guerreiro", todas de Antônio José Madureira. No mesmo período, realizaram apresentações no Rio de Janeiro com a seguinte composição: Antônio Madureira, viola sertaneja; Edilson Eulálio, violão; Fernando Torres, marimbau nordestino; Egildo Vieira, pífano e flauta; e Antônio Nóbrega, violino e rabeca. Em 1979, gravaram o disco "Quinteto Armorial". Em 1980, lançaram o disco "Sete flexas". No mesmo ano, o grupo dissolveu-se. Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB Confira: DO ROMANCE AO GALOPE NORDESTINO (1974) ARALUME (1976) QUINTETO ARMORIAL (1978) SETE FLECHAS (1980) Postado por Angelo às 14:07 Marcadores: armorial http://emboladaetc.blogspot.com/2007/06/quinteto-armorial.html -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/d34282e7/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 14049 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/d34282e7/attachment.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 40088 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/d34282e7/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 8927 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/d34282e7/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 162 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/d34282e7/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 15 02:37:00 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 15 Jun 2007 05:37:00 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_It=E1lia_insulta_o_Brasil_diz_o?= =?windows-1252?q?_fil=F3sofo_italiano_Antonio_Negri?= Message-ID: <013501c98f88$543455d0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 15/02/2009 - 07h35 Itália insulta o Brasil no caso Battisti, diz filósofo italiano Toni Negri Thiago Scarelli Do UOL Notícias Em São Paulo (SP) A Itália adota uma postura "insultante" com o Brasil no conflito em torno do ex-ativista Cesare Battisti, porque não se trata de um país desenvolvido, e mente quando diz que vivia um Estado de Direito nos anos 70. A análise é do filósofo italiano Antonio Negri, que passou mais de dez anos preso por seu envolvimento com a militância de esquerda na Itália. Negri é co-autor, com Michael Hardt, do livro "Império", publicado no Brasil em 2001 e umas das obras mais importantes e polêmicas sobre o processo de globalização. Com Giuseppe Cocco, publicou "Global - Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada", em 2005. Leia abaixo a entrevista completa, concedida por Negri via telefone desde Veneza. Quem é Toni Negri a.. Antonio Negri, 75, é um filósofo italiano, professor da Universidade de Pádua (Itália) e do Colégio Internacional de Paris (França). Entre os anos 50 e 70, participou dos movimentos de esquerda na Itália, condenando tanto a direita quanto o stalinismo. Esteve preso entre 1979 e 1983, depois se exilou na França por 14 anos. Condenado por subversão, o filósofo voltou para a Itália em 1997 e cumpriu pena até 2003. Atualmente, divide seu tempo entre Veneza e Paris, cidades onde desenvolve atividades acadêmicas UOL - Como o senhor vê a posição da Itália no caso Battisti? Antonio Negri - A posição italiana é uma posição muito complexa. Com se sabe, o governo italiano é um governo de direita e é um governo que, depois de 30 anos, retomou a perseguição das pessoas que se refugiaram no exterior depois o final dos anos 70, depois do final dos anos nos quais na Itália houve um forte movimento de transformação, de rebelião. E portanto o governo italiano retoma hoje uma campanha pela recuperação destas pessoas. Em particular, tentou fazê-lo com a França, para conseguir a extradição de Marina Petrella [condenada por subversão pela justiça italiana] e não conseguiu porque o governo francês, a presidência francesa [Nicolas Sarkozy], impediu. Neste ponto, aparece em um momento exemplar o caso Battisti. UOL - O que o senhor quer dizer com perseguição? É perigoso neste momento para Battisti retornar à Itália? Negri - Eu não sei se é perigoso. Mas é certo que ele foi condenado à prisão perpétua e seria para ele uma situação muito grave. UOL - Um dos motivos que o Brasil cita para manter o refúgio político é a ameaça de perseguição política contra Battisti... Negri - Mas seguramente ele seria alvo de uma perseguição política e midiática. UOL - Trata-se, portanto, de um temor com fundamento? Negri - Veja bem, o governo italiano, depois de 30 anos, quer recuperar, para fazer um exemplo, as pessoas que se refugiaram no exterior. E que se refugiaram no exterior porque na Itália havia uma condição de Justiça que era impossível de agüentar. a.. Premiê italiano, Silvio Berlusconi, afirmou que seu governo fará tudo o que for possível para conseguir a extradição de Cesare Battisti UOL - O que significa esse "exemplo"? A punição de Battisti resolveria a questão da violência na Itália nos anos 70? Negri - Precisamente. Resolveria em dois sentidos: por um lado, se recupera aquilo que eles chamam 'um assassino'; e por outro se esquece aquele que foi um Estado de Exceção, que permitiu a detenção e a prisão preventiva de milhares de pessoas durante estes anos. É necessário recordar que nos anos 70 o limite jurídico da prisão preventiva era fixado em 12 anos. É necessário recordar o uso da tortura e de processos sumários inteiramente construídos sob a palavra de presos aos quais era prometida a liberdade em troca de confissões. Este foi o clima dos anos 70. E não nos esqueçamos que nos anos 70 houve 36 mil detenções, seis mil pessoas foram condenadas e milhares se refugiaram no exterior. E se há quem duvide desses números, e que quer continuar duvidando, basta que deem uma olhada nos relatórios da Anistia Internacional naqueles anos. Portanto, essa é uma questão muito séria. O caso Battisti é, na verdade, um pobre exemplo de uma estrutura, de um sistema no qual a perseguição, insisto na palavra 'perseguição', era acompanhada por enormes escândalos na estrutura política e militar italiana. Houve uma construção, principalmente por meio de uma loja maçônica chamada P2, de uma série de atentados dos quais ainda hoje ninguém sabe quem foram os autores, atentados que deixaram milhares de mortos, por parte da direita. E o governo italiano nunca pediu, por exemplo, que o único condenado por estes atentados seja extraditado do Japão, onde se refugiou. Existe uma desigualdade nas relações que o governo italiano mantém com todos os outros condenados e refugiados de direitas que é maluca. O governo italiano é um governo quase fascista. UOL - Se houvesse um governo de esquerda na Itália o caso seria o mesmo? [O líder da oposição de centro-esquerda] Romano Prodi faria o mesmo? Negri - Eu não acredito que Prodi faria o mesmo, mas parte da esquerda faria o mesmo, isso é verdade. UOL - Como o senhor vê hoje o PAC [Proletários Armados pelo Comunismo, grupo do qual Battisti fazia parte]? Negri - O PAC era um grupo muito marginal, mas isso não significa que não estivesse dentro do grande movimento pela autonomia. Mas ouça, o problema é esse: eu acho que as coisas das quais foi acusado Battisti são coisas muito graves, mas - e isso me parece importante dizer - estas são responsabilidades compartilhadas por toda a esquerda verdadeira. Não se trata de um caso específico. O Supremo Tribunal Federal do Brasil construiu uma jurisprudência pela qual foram acolhidos outros italianos nas mesmas condições que Battisti. UOL - E como a Itália deve solucionar esta dívida com o passado? Negri - Isso deveria ser feito por uma anistia, mas o governo italiano nunca quis caminhar por este terreno. Talvez tudo isso tenha determinado tremendas conseqüências no sistema político italiano, porque foi retirada da história da Itália uma geração ou duas, que poderiam ter conseguido determinar uma retomada política. É uma situação muito dramática. E gostaria de acrescentar uma coisa: o a postura da Itália no confronto com o Brasil a respeito deste tema é uma postura muito insultante. a.. Presidente da França, Nicolas Sarkozy, negou em outubro de 2008 a extradição da italiana Marina Petrella, alegando razão humanitária em função da frágil saúde da italiana UOL - Por quê? Negri - Trata-se de uma pressão feita sobre o Brasil, enquanto um país fraco, depois que os franceses não extraditaram à Itália Marina Petrella. Psicologicamente, trata-se de uma operação política e midiática muito pesada contra o Brasil, na tentativa de restituir a dignidade da Itália, no âmbito da busca de restituir os exilados. UOL - O senhor acha que as autoridades italianas se sentem especialmente ofendidas pelo fato de a decisão em favor de Battisti vir de um país em desenvolvimento, antiga colônia de um país europeu? Negri - Seguramente, porque se trata de pobres que reagem contra os ricos, contra os capitalistas. UOL - O senhor também esteve preso? Negri - Eu fui detido em 1979 e fiquei na cadeia até 1983, em prisão preventiva, sem processo. Em 1983, houve um eleição parlamentar e eu saí da cadeia porque fui eleito deputado, porque não era ainda condenado. Fiquei preso quatro anos e meio - e poderia ter ficado até 12. Ou seja, quando os italianos dizem que nos anos 70 foi mantido o Estado de Direito, eles mentem. E isso eu digo com absoluta precisão, com base no meu próprio exemplo: fiquei quatro anos e meio em uma prisão de alta segurança, prisão especial, fui massacrado e torturado. Pude deixar a prisão apenas porque fui eleito deputado - do contrário, eu poderia ter ficado na prisão por 12 anos, sem processo. Durante os anos que fiquei na França, exilado, eu fui processado e condenado a 17 anos de prisão, mas que foram reduzidos porque havia uma pressão pública forte em meu favor. Quando voltei para a Itália, fiquei outros seis anos presos e encerrei a questão. a.. Aldo Moro, líder da Democracia Cristã e premiê por cinco vezes, foi sequestrado e morto pelas Brigadas Vermelhas em 1978 UOL - Quais eram as acusações? Negri - Associação criminosa, gerenciamento de manifestações que eram violentas nos anos 70, em Milão, em Roma, em toda Itália. Mas a primeira acusação que sofri não era de agitador político, por escrever jornais etc., mas de chefiar as Brigadas Vermelhas, o que não é verdadeiro, e de ter assassinado [Aldo] Moro, acusações das quais fui absolvido depois. Entende? Na Itália se busca desesperadamente fazer valer uma mitologia dos anos 70, que é falsa. E a direita no poder hoje busca a qualquer custo restaurar um clima de falsidade e de intimidação para não permitir que a história seja contada como foi. UOL - Existem aí semelhanças com o governo militar no Brasil? Negri - Isso eu não sei, porque acho que os governos militares na América Latina foram particularmente violentos. Mas o problema é outro: a questão é que a liberdade, o Estado de Direito e as regras da democracia não podem ser infringidos ou falsificados em nenhuma situação. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/1a9f977e/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9987 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/1a9f977e/attachment.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 8731 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/1a9f977e/attachment-0001.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 9361 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/1a9f977e/attachment-0002.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 8883 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070615/1a9f977e/attachment-0003.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 16 09:06:13 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 16 Jun 2007 12:06:13 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_Revista_da_Associa=E7=E3o_dos_Doc?= =?iso-8859-1?q?entes_da_Universidade_de_S=E3o_Paulo_desde_o_primei?= =?iso-8859-1?q?ro_n=FAmero=2E?= Message-ID: <026701c99087$dd78dc80$0200a8c0@vcaixe> Revista Adusp Carta O Berro...........................................................................................................repassem São todas as revistas da ADUSP desde o primeiro número. Um retrospécto cultural de muito boa qualidade. Clique no indicativo abaixo (números anteriores) e terá toda a seleção. Vanderley Busca: Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo - S. Sind. A Adusp agenda contato defesa da universidade data base jurídico publicações Reitoria: CO/Comissões decisões do CO linha direta Revista Adusp 42 - janeiro de 2008 Os tentáculos do oligopólio Editorial (77 Kb) A Mídia na economia Terra de gigantes Antonio Biondi e Cristina Charão (1.414 kb) Mídia, poder e cultura As concessões de radiodifusão como moeda de barganha política Venício A. de Lima (440 kb) Rádios comunitárias autênticas: entre a comunicação democrática e a perseguição Cláudia Regina Lahni (322 kb) As armadilhas do olhar: visibilidades e invisibilidades em tempos de reality shows Rosaly de Seixas Brito (352 kb) TV Brasil: o faz-de-conta da emissora pública Bia Barbosa (249 kb) A nova televisão brasileira Laurindo Lalo Leal Filho (383 kb) Televisão digital: esta história não começa em 2007 Almir Almas (542 kb) Nós e a rede mundial Os desafios da governança da Internet Gustavo Gindre (712 kb) Jornalismo e democracia Jornalismo na selva Lúcio Flávio Pinto (118 kb) Um balanço da campanha pela democratização da informação Bernardo Kucinski (504 kb) SP tem 1º Congresso de Ex-Presos e Perseguidos Políticos Bruno Mandelli (348 kb) Carta (132 kb) Edição eletrônica integral (4.319Kb) Números Anteriores A Revista Adusp é uma publicação trimestral da Adusp voltada à discussão dos principais temas brasileiros da atualidade. É de responsabilidade de uma comissão editorial independente, formada exclusivamente por docentes da Universidade de São Paulo. Esta edição eletrônica é idêntica ao exemplar impresso. Para visualizá-la, você precisará do programa gratuito Acrobat Reader, que está disponível no site da Adobe. Clique nos títulos para acessar o conteúdo que desejar ou então procure no índice de autores por alguém em particular. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070616/c53ef805/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 2895 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070616/c53ef805/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 148 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070616/c53ef805/attachment-0001.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 173 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070616/c53ef805/attachment-0002.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 11119 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070616/c53ef805/attachment.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 1647 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070616/c53ef805/attachment-0003.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 182 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070616/c53ef805/attachment-0004.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 17 08:35:20 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 17 Jun 2007 11:35:20 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?Qualquer_semelhan=E7a_n=E3o_=E9_me?= =?iso-8859-1?q?ra_coincid=EAncia_____/_______A_crise_capitalista_m?= =?iso-8859-1?q?undial=2E_E_o_inacredit=E1vel_Marx?= Message-ID: <00ce01c99144$531860c0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: José-Augusto de Carvalho Qualquer semelhança não é mera coincidência!... A frase é curta, de facto, mas não está esquecida, para muitos. Felizmente! E ainda dizem que o homem pertence completamente ao passado! "Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado". Karl Marx, in Das Kapital, 1867. =========================================================================================================================================================================== ----- Original Message ----- From: J.Flávio Abelha A crise capitalista mundial. E o inacreditável Marx por Sérgio Barroso* "Para sustentar os preços e conter assim a verdadeira causa do mal, foi necessário que o Estado pagasse a preços vigentes antes de estalar o pânico comercial e que descontasse as letras de câmbio, as quais não representavam outra coisa senão bancarrota estrangeira. Em outras palavras, as perdas dos capitalistas privados deveriam ser pagas com o patrimônio de toda a sociedade, representada pelo governo" (Marx, "A crise financeira na Europa", Editorial do New York Daily Tribune, 22 de dezembro de 1857). [1] Foto legenda: Desempregados em massa nos EUA: a grande semelhança Quando da aprovação de mais um pacotaço bilionário (US$ 789,5 bilhões), pelo Senado e a Câmara dos Estados Unidos, o "mercado recebeu o plano de secretário de Tesouro de Barack Obama como se ele tivesse sido elaborado e apresentado pelo governo de George W. Bush" - decifra um mofado cenário Luiz Guimarães ("Bala de festim desaponta mercado", Valor Econômico, C-2, 11/02/2009). Simultaneamente, as últimas estimativas do governo Obama apontam uma ampliação bem maior que esperada do déficit fiscal: de US$ 455 para US$ 1,2 trilhão, quer dizer para 8% do PIB, sem as contas do novo pacote. Pelo menos 10% do PIB, em 2009, essa é a conta que deve ser feita, por enquanto - cifra que, mesmo oficial, será ultrapassada. Para os alucinados apologistas da "haute finance" do "Wall Street Journal" - finos velhacos manipuladores do fetiche do capital -, "As perspectivas de recuperação econômica este ano começaram a desaparecer" (Valor Econômico, 13/02/2009, C-3). Ora - afirmo aqui -, os EUA estão encharcando os passos no pântano de uma grande depressão. [2] O que não significa estarmos marchando a uma depressão mundial, dada a "retranca" que, muito provavelmente, farão os países "em desenvolvimento" ou subdesenvolvidos. Ademais, poderão os imperialistas do norte decretarem um monumental calote de seus superindividamentos cruzados e inéditos (empresas, famílias, governos, estrangeiros), cujo círculo destrutivo está indo, incontornavelmente, em direção à insolvência! Não há nenhuma ingenuidade no badalado Martin Wolf, economista sênior do influente diário burguês londrino Financial Times, quando abre seu artigo com a seguinte pergunta, desta feita algo menos sinuosa: "Será que a presidência de Barack Obama já fracassou? Em tempos normais, esta seria uma pergunta ridícula. Mas estes não são tempos normais. São tempos de grande perigo". Eis, similarmente a Guimarães, o título de seu artigo: "Porque o plano de Obama fracassará" (Valor Econômico, A-15, 11/02/2009). Conforme Paul Krugman - sempre um conselheiro à espreita e espécie de "vigilantes do peso" frente ao abismo depressivo da economia norteamericana -, insistindo na insuficiência do novo pacote, a "economia americana está a beira de uma catástrofe, e boa parte do partido republicano está tentando empurrá-la por sobre essa beira" ("À beira da catástrofe" (Estado de S. Paulo, 7/02/2009, B-4). Revelaram-se agora perdas também bilionárias e situação "próximas da insolvência" de companhias Seguradoras. Desde 2007 as seguradoras norteamericanas tiveram perdas gigantescas, calculadas em US$ 243,6 bilhões. A Swiss Re, a maior dessas empresas no mundo, perdeu 1 bilhão de francos suíços, depreciando mais 6 bilhões em ativos. Menos expostas na Europa, ainda assim não ficaram ilesas na grande crise. Europa afunda e a Ásia resiste Europa? O presidente do BC do Reino Unido, Mervyn King anunciou estar a Grã-Bretanha "em profunda recessão", com a taxa oficial de desemprego atingindo 6,3% da PEA, com o maior número de desempregados desde 1997. Depois de 15 anos a recessão chega e afunda a Espanha, jogando nas costas dos trabalhadores a maior taxa de desemprego da Europa: 14% da PEA (População Economicamente Ativa). Pior ainda: a queda da produção industrial nos 27 países da União Européia atingiu 12% em dezembro, frente a dezembro de 2007; no setor de bens de capital, alarmantes 20%. "Esses dados são inéditos. A profundidade da crise é algo jamais visto", disse Günter Verheugen, comissário para indústria da UE. Crise financeiro-econômica no continente que se mostra "mais longa e profunda do que imaginávamos", arrematou Erkki Liikanen, da diretoria do Banco Central Europeu. O crescimento da economia da zona do euro será negativo em 1,3% (15 países), nesse primeiro trimestre, preveem eles. ("Indústria européia tem maior recuo desde 1990", O Estado de S. Paulo, 13/02/2009, B-9). Crescem e continuarão a crescer, especialmente na Europa, a xenofobia, o racismo e a violência. Problemas graves os quais o protecionismo, sempre presente em todas as grandes crises, só faz agravar. Na Ásia, as exportações chinesas, em janeiro, tiveram maior queda em 10 anos: 17,5% a menos que janeiro de 2008. No entanto, as importações caíram expressivos 43,1%, ou seja, mais que as importações, o que lhe conferiu um superávit de US$ 39,1 bilhões, segundo maior de sua série e abaixo dos US$ 40,1 bilhões de novembro de 2008. Já a Coréia do Sul, a quarta economia da região, reduziu fortemente sua taxa de juros, para 2%, quando as previsões oficiais calculam em -2% o mergulho recessivo de sua economia - vigaristas e banqueiros de lá fazem aposta em -4%. Nas previsões do FMI, divulgadas no início deste mês, o PIB da Ásia deverá crescer 2,7% este ano, com os chamados "emergentes" da região expandindo 5,5% a partir do crescimento resistente na China e na Índia, declarou o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. De todo modo, a previsão de novembro era de uma taxa de 4,9% para a região. Previsões do Fundo, sabemos muito bem, são 100% otimistas para o capital Brasil: movimentos contraditórios na crise "(...) a força motriz da produção capitalista é a valorização do capital, ou seja a criação da mais-valia, sem nenhuma consideração para com o trabalhador" (Marx,Capítulo inédito d'O Capital). [2] No Brasil, em dezembro a produção industrial caiu 12,4%, frente ao mês anterior, queda pelo terceiro mês consecutivo, informara o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Significa - diz o Instituto - o pior resultado da série histórica, iniciada em 1991. Em novembro, a queda havia sido de 5,2%. O desemprego anunciado atingiu 650.000 trabalhadores, cerca do dobro do que ocorre sazonalmente. Há clara perspectiva de uma retração da economia no primeiro trimestre deste ano. No entanto, após três meses seguidos de queda, em janeiro a produção industrial subiu 5,7% em São Paulo, relativamente a dezembro. A produção da indústria automobilística quase dobrou de dezembro para janeiro, informou nesta segunda-feira a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Foi o primeiro aumento após cinco meses de queda. Houve crescimento da vendagem de automóveis (1,5% em janeiro sobre dezembro e queda de 8,1% frente a janeiro do ano passado). O número de unidades fabricadas passou de 96.586 no último mês de 2008 para 186.124 no primeiro deste ano, uma alta de 92,7%. De outra parte, a Vale do Rio Doce retomou o programa de investimentos de uma usina siderúrgica no Espírito Santo, após a desistência de associação com os chineses, a menos de um mês. O PAC sofre reforço pesado: no 4 de Fevereiro anunciou-se acréscimo de mais R$ 142 bilhões nos próximos dois anos. Em Janeiro, o transporte de passageiros domésticos cresceu 9,6%, computou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), ficando surpreendentemente acima da taxa de janeiro de 2008: 6,7%. A explicação seria a troca do internacional pelo mercado nacional; o que deve cair a partir de março. Frente à crise no Brasil, o presidente Lula afirma que em 2008 a rotatividade da força de trabalho alcançou 15 milhões de pessoas, contra a contratação de 16,5 milhões. "É uma coisa absurda", disse Lula, referindo-se à ofensiva patronal de flexibilização das leis trabalhistas. E exemplificou: "Mesmo quando o emprego está crescendo, a rotatividade é altíssima", enfatizando o absurdo de se achar que há dificuldade de se demitir trabalhadores. (Folha de S. Paulo, 12/02/2009). E anunciou ampliar de 500 mil para 1 milhão a construção de casas populares, até 2010. Assim, agora, não pode haver dúvida sobre duas posições acertadas e ousadas do presidente Lula: a) o governo joga muito pesado na manutenção de uma política para infraestrutura que talvez não tenha precedentes na história do Brasil; b) o presidente tem feito críticas diretas e duras a esses setores da nossa burguesia mil vezes cretina! Mas a grande perturbação persiste: uma política macroeconômica que fratura qualquer perspectiva de um desenvolvimento nacional e social duradouro, contra a barbárie da era das finanças como "armas de destruição em massa" (Warren Buffett). Na mesma direção, urge no Brasil a construção de um Fórum Nacional Contra a Crise. Notas [1] Em "Marx-Engels - Escritos económicos menores. Carlos Marx, Frederico Engels - Obras fundamentales v. 11, pp. 204-5, México, Fondo de Cultura Económica, 1987. [2] Assinalo, no entanto, que são inteiramente válidos os argumento do professor Frederico Mazzucchelli, de que as medidas tomadas na Grande Depressão de 1929-33 - de forte espraiamento internacional - foram no geral no sentido de aprofundar a débâcle; o que não pode ser igualado agora às ações dos estados capitalistas centrais, periféricos - e mesmo no caso da China socialista que vem, acertadamente, optando por uma via de reforço, com políticas nitidamente keynesianas. [3] Em: "Capítulo inédito d'O Capital - resultados do processo de produção imediato", p. 20, Porto, escorpião, dezembro/1975. -------------------------------------------------------------------------------- *Sérgio Barroso, Médico, doutorando em Economia Social e do Trabalho (Unicamp), membro do Comitê Central do PCdoB. -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070617/24d07d6d/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/bmp Size: 8401 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070617/24d07d6d/attachment.bin -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 14274 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070617/24d07d6d/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 4529 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070617/24d07d6d/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 18 09:05:14 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 18 Jun 2007 12:05:14 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__=22Resgatar_o_capitalismo_dos_?= =?windows-1252?q?capitalistas_e_de_sua_ideologia_fals=E1ria=22?= Message-ID: <00c701c99211$abdbd520$0200a8c0@vcaixe> Carta O BERRO......................................................REPASSEM AGÊNCIA CARTA MAIOR 18 DE FEVEREIRO DE 2009 "Resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua ideologia falsária" A perspectiva de uma fragmentação da economia global em estruturas hegemônicas regionais, lutando entre si, deveria despertar os dirigentes políticos, levá-los a deixar de dizer banalidades sobre restaurar a confiança e a fazer o que precisa ser feito para resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua falsária ideologia neoliberal. E sim, isso significa socialismo, nacionalizações, diretrizes estatais robustas, força de colaborações internacionais e uma nova arquitetura financeira internacional. A análise é de David Harvey. David Harvey - Sin Permiso Não há muitas vantagens em ver a crise atual como uma erupção superficial gerada por derivas tectônicas profundas no dispositivo espaço-temporal do desenvolvimento capitalista. As placas tectônicas agora estão acelerando seu deslocamento, e quase com toda segurança a probabilidade de que crises do tipo da atual, que vem ocorrendo mais ou menos desde 1980 se incrementará, tornando-se mais frequentes e mais violentas. O modo, a forma, a espacialidade e o momento dessas erupções superficiais tornaram praticamente impossíveis de prever, mas se pode afirmar quase com certeza que vão se repetir com frequência e profundidade crescentes. Desse modo, há que se situar os acontecimentos de 2008 no contexto de uma agenda de maior densidade. Que essas tensões sejam internas à dinâmica capitalista (sem excluir acontecimentos danosos aparentemente externos, como uma pandemia catastrófica), é o melhor argumento, segundo disse Marx, ?para que o capitalismo desapareça e se abra caminho para algum modo de produção alternativo e mais racional?. Começo com essa conclusão porque permanece me parecendo vital, para não dizer dramático, como venho dizendo durante anos em meus trabalhos, que a incapacidade para entender a dinâmica geográfica do capitalismo ? ou ainda a consideração da dimensão geográfica como algo em certo sentido contingente ou epifenomênico ? importa tanto como perder o fio condutor que permite compreender o desenvolvimento geográfico desigual do capitalismo e perder de vista possibilidades de construção de alternativas radicais. Mas isso levanta uma dificuldade aguda que se acrescenta à análise, porque a tarefa de visar a inferir princípios universais com respeito ao papel da produção de espaços, deslocamentos e contextos ambientais na dinâmica do capitalismo a partir de um oceano de particularidades geográficas, amiúde voláteis, nos enfrenta constantemente. Sendo assim, é o caso de perguntar ?como integrar a inteligência dos dados geográficos em nossas teorias da mudança evolutiva? Observemos mais detidamente as derivas tectônicas. Como será o mundo em 2025? Em novembro de 2008, pouco depois da eleição de um novo presidente, o Conselho de Inteligência Nacional dos EUA (NCIS, na sua sigla em inglês) publicou suas estimativas délficas sobre como seria o mundo em 2025. E pela primeira vez um organismo norte-americano quase oficial preveria que em 2025 os EUA, ainda que mantivesse seu papel de ator poderoso, senão de mais poderoso da política mundial, já não seria a potência dominante. O mundo seria multipolar e menos monocêntrico, e o poder dos atores não-estatais cresceria. O informe admitia que a hegemonia dos EUA tinha tido suas idas e vindas no passado, mas agora seu predomínio econômico, político e até militar está se desvanecendo de maneira sistemática. Sobretudo (e vale a pena notar que o informe já estava pronto antes da implosão dos sistemas financeiro norte-americano e britânico), ?a deriva sem precedentes que, no que concerne à riqueza e ao poder econômico relativo, observamos agora em direção Oeste-Leste seguirá seu curso?. Essa ?deriva sem precedentes? inverteu a drenagem de riqueza que fluía inveteradamente do leste, do sudeste e sul da Ásia até a Europa e a América do Norte: uma drenagem que começou no século XVIII ? e, desde que se chegou a perceber, lamenta-o o próprio Adam Smith em seu "A Riqueza das Nações" -, mas que se acelerou implacavelmente durante o século XIX. O auge do Japão na década de 60 do século XX, seguido da Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong nos 70, e logo o rápido crescimento da China depois de 1980 (acompanhado, ato contínuo, do surgimento da industrialização na Indonésia, na Índia, no Vietnã, na Tailândia e na Malásia), alteraram o centro de gravidade do desenvolvimento capitalista, ainda que não sem incidentes (a crise financeira do leste e sudeste asiáticos em 1997-98 viu, rápida mas não abundantemente, mais uma vez fluir a riqueza até Wall Street e aos bancos europeus e japoneses). O deslocamento espacial da hegemonia econômica A hegemonia econômica parece estar deslocando-se em direção a uma constelação de potências no leste asiático, e se as crises, como se tem argumentado, são momentos de reconfiguração radical do desenvolvimento capitalista, então o fato de que os EUA estejam em vias de financiar com enormes déficits a saída de suas dificuldades financeiras e o fato de que os déficits estejam sendo em grande medida cobertos por todos os países com excedentes poupados ? Japão, China, Coréia do Sul, Taiwan e os Estados do Golfo ? sugerem que estamos às portas de uma deriva desse tipo. Já ocorreram derivas dessa natureza na grande história do capitalismo. Na conscienciosa revisão que Giovani Arrighi faz dessa deriva no seu livro "O Longo Século XX" podemos ver como a hegemonia se desloca desde as cidades-estado de Gênova e Veneza no século XVI a Amsterdã e Países Baixos no XVII, para concentrar-se na Grã Bretanha a partir do século XVIII, antes de que os EUA tomassem o controle depois de 1945. Arrighi destaca vários traços comuns a todas essas transições pertinentes a nossa análise. Cada deriva, observa Arrighi, deu-se na esteira de uma rotunda fase de financeirização (cita aqui com aprovação a máxima do historiador Braudel, segundo a qual a financeirização anuncia o outono de alguma configuração hegemônica). Mas cada deriva traz também consigo uma mudança radical de escala, desde as pequenas cidades-estado iniciais até a economia de proporções continentais dos EUA na segunda metade do século XX. Essa mudança de escala adquire sentido, tendo em conta a regra diretriz capitalista da acumulação sem trégua e do crescimento composto de ao menos um sempiterno 3%. Porém, as derivas econômicas, sustenta Arrighi, não estão determinadas na partida. Dependem da aparição de alguma potência economicamente capaz e política e militarmente disposta a desempenhar o papel de hegemon global (com as vantagens e desvantagens que isso traz consigo). A renúncia dos EUA em assumir esse papel antes da Segunda Guerra Mundial significou um interregno de tensões multipolares que propiciou a deriva bélica (a Grã Bretanha já não estava em condições de afirmar seu anterior papel hegemônico). Muito depende também de como se comporte o antigo hegemon frente à diminuição de seu papel tradicional. Pode passar à história ou de maneira pacífica ou beligerante. Visto assim, mesmo se os EUA seguem mantendo um poder militar avassalador (particularmente, no espaço exterior) num contexto de declive de seu poder econômico e financeiro e de crescente míngua de sua autoridade moral e cultural criam-se cenários inquietantes para qualquer transição vindoura. Ademais, não é óbvio que o principal candidato a substituir os EUA, a China, tenha capacidade para ou vontade de afiançar-se em algum papel hegemônico, pois, ainda que sua população seja já bastante grande para arcar com os requisitos da mudança de escala, nem sua economia nem sua autoridade política (nem sequer vontade política) apontam para uma ascensão fácil ao papel de hegemon global. Dadas as divisões nacionalistas existentes, a idéia de que alguma associação entre as potências do leste asiático poderia cumprir a tarefa torna-se fartamente improvável. E o mesmo ocorre no caso de uma União Européia fragmentada e fraturada ou nas chamadas potências do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Razão pela qual resulta plausível a predição de que estamos diante de um novo interregno multipolar de interesses encontrados e em conflito. Derivas Tectônicas Porém, a deriva tectônica que está deixando o predomínio e a hegemonia norte-americana dos últimos anos para trás é cada vez mais visível. A tese de uma excessiva financeirização somada à tese da ?dívida como principal sinal da hegemonia de uma potência mundial? encontrou um eco popular nos escritos de Kevin Phillips. As tentativas agora em curso de reconstruir o predomínio dos EUA mediante reformas na arquitetura do vínculo entre as finanças nacionais e globais parece que não está funcionando. Ao mesmo tempo, as exclusões impostas às tentativas da maior parte do resto do mundo de reconfigurar essa arquitetura provocarão com quase total segurança fortes tensões, quando não conflitos econômicos abertos. Porém, derivas tectônicas desse tipo não se produzem magicamente. Ainda que a geografia histórica de uma deriva de hegemonia, segundo a descreve Arrighi, manifeste uma clara pauta, e ainda que a história tenha deixado claro que essas derivas vêm sempre precedidas de períodos de financeirização, Arrighi não oferece uma análise profunda dos processos geradores dessas derivas. É verdade que menciona a ?acumulação sem trégua?, e por conseguinte, a síndrome do crescimento (a regra de 3% do crescimento composto) como elementos críticos explicativos da deriva. Isso implica que a hegemonia se desloca com o curso do tempo, de entidades políticas pequenas (isto é, Veneza) a outras maiores (por exemplo, os EUA). Também argüi que a hegemonia tem que radicar naquela entidade política que produz o grosso do excedente (ou para a qual flui o grosso do excedente em forma de tributos ou exações imperialistas). De um produto global em torno de 45 trilhões de dólares em 2005, os EUA participam com 15 trilhões, o que o converte, por assim dizer, no principal acionista que domina e controla o capitalismo global, com capacidade para ditar (como é o caso de fazer em seu papel de acionista em chefe nas instituições internacionais como o Banco Mundial e o FMI) as políticas globais. O informe do NCIS baseia parte de suas previsões na perda do predomínio paralela à manutenção de uma posição robusta na minguante participação no produto global dos EUA em relação ao resto do mundo, em geral e a China, em particular. Contudo, como o próprio Arrighi assinala, o curso político dessa deriva está muito longe de ser claro. A aposta dos EUA pela hegemonia global sob Woodrow Wilson durante e imediatamente depois da Primeira Guerra Mundial viu-se obstaculizada pelas preferências isolacionistas prevalecentes na tradição política nacional norte-americana (daí o colapso da Liga das Nações), e só depois da Segunda Guerra Mundial (na qual a população norte-americana não queria entrar, até que ocorreu Pearl Harbour) os EUA se liberou ao seu papel de hegemon global mediante uma política exterior bipartidarista, ancorada nos Acordos de Bretton Woods, que estabeleceram a forma de organizar a ordem internacional do pós-guerra (frente à Guerra Fria e à ameaça que um comunismo internacional em plena onda de propagação representava para o capitalismo). Que os EUA vinham se desenvolvendo inveteradamente como um estado capaz em princípio de cumprir um papel de hegemon global tornou-se evidente desde os primeiros dias de sua caminhada como nação. Estavam preparados com as doutrinas oportunas, como a do ?Destino Manifesto? (expansão geográfica em escala continental, eventualmente até o Pacífico e o Caribe, antes de tornar-se global, sem necessidade de conquistas territoriais) ou a Doutrina Monroe, que exigia das potências européias que deixassem em paz as Américas (a doutrina foi na realidade formulada pelo ministro britânico do exterior, Canning, na década de 20 do século XIX, e foi quase imediatamente seguida pelos EUA). Os EUA possuíam o dinamismo necessário para aspirar a uma crescente participação no produto global, e estiveram visceralmente comprometidos com uma ou outra versão do que se pode qualificar de maneira mais feliz como ?mercado encurralado? ou capitalismo ?monopólico?, sustentado por uma ideologia apologética do individualismo mais descarnado. De modo, pois, que há um sentido no qual se pode dizer que os EUA vinham se preparando, durante a maior parte de sua história, para o papel de hegemon global. A única coisa surpreendente nisso é o tempo que levou para cumprir esse projeto, e que foi a Segunda Guerra, não a Primeira, a ocasião que os levou finalmente a jogar esse papel, permitindo que os anos do entre-guerras fossem tempos de multipolaridade e competição caótica entre ambições imperiais, como as que agora teme vislumbrar o informe do NCIS para 2025. As derivas tectônicas agora em curso estão, contudo, profundamente influenciadas pela desigualdade geográfica radical nas possibilidades econômicas e políticas de responder à crise atual. Permitam-me ilustrar o modo como hoje se opera essa desigualdade pela via de um exemplo bastante plástico. À medida que a crise iniciada em 2007 foi se aprofundando, muitos tomaram o partido de uma solução plenamente keynesiana como a única capaz de tirar o capitalismo global do desastre em que está agora metido. Com este objetivo, propuseram-se uma variedade de pacotes de estímulos e medidas de estabilização bancária. Muitas dessas propostas foram até certo ponto postas em prática em vários países e de maneiras diferentes, na esperança de fazer frente às dificuldades crescentes. O espectro de soluções oferecidas variava imensamente segundo as circunstâncias econômicas e os perfis imperantes na opinião pública (colocando, por exemplo, a Alemanha frente a França e a Grã Bretanha na União Européia). Mas pensemos, por exemplo, nas distintas possibilidades econômico-políticas abertas aos EUA e para a China e nas conseqüências potenciais tanto para a deriva da hegemonia como para o modo possível de resolver a crise. China, EUA e as soluções keynesianas Nos EUA, qualquer tentativa de falar de uma solução keynesiana adequada tem sido condenada na partida, levantando-se barreiras econômicas e políticas praticamente impossíveis de derrubar. Para funcionar, uma solução keynesiana precisaria de financiamento massivo e duradouro, com déficit. Tem-se dito com razão que o intento de Roosevelt de regressar a um orçamento equilibrado em 1837-38 é o que voltou a afundar os EUA na depressão e que foi a Segunda Guerra que salvou a situação, e não o temerário projeto rooseveltiano de financiamento com déficit que foi o New Deal. Assim, pois, mesmo que as reformas institucionais e umas políticas mais igualitárias tenham posto os fundamentos da recuperação que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, o New Deal como tal fracassou a ponto de resolver a crise nos EUA. O problema para os EUA em 2008-09 é que parte de uma posição de endividamento crônico com o resto do mundo (vem tomando empréstimos a um ritmo de mais de 2 milhões de dólares por dia nos últimos dez ou mais anos), e isso significa uma limitação econômica para as dimensões do déficit extra que agora pode permitir-se. (O que não foi um problema sério para Roosevelt, que começou com um orçamento limitado). Há também uma limitação geopolítica, posto que o financiamento de qualquer déficit extra depende da disposição de outras potências (principalmente do leste asiático e dos Estados do Golfo) em emprestar. Tendo em conta ambas as limitações, há que se tomar por certo que o estímulo econômico factível nos EUA não será nem o bastante amplo nem o bastante duradouro para subvencionar a tarefa de reabilitar a economia. Este problema é exacerbado pela relutância ideológica de ambos os partidos em aceitar os enormes montantes de gasto deficitário requeridos para sair da crise. Ironicamente, e ao menos em parte, porque a administração republicana anterior trabalhou de acordo com o princípio de Dick Cheney, segundo o qual ?Reagan nos ensinou que os déficits não importam?. Como disse Paul Krugman, o primeiro advogado público de uma solução keynesiana desse contexto, os 800 bilhões de dólares votados com dentes arreganhados pelo Congresso em 2009, ainda que sejam melhores do que nada, estão muito longe de serem suficientes. Seria preciso uma cifra da ordem dos 2 trilhões de dólares, uma quantidade excessiva dado o nível atual do déficit estadunidense. A única opção econômica possível seria mudar o débil keynesianismo dos gastos militares excessivos por um keynesianismo muito mais forte, voltado a programas sociais. Cortar pela metade o orçamento de defesa norte-americano (aproximando-o dos níveis europeus em termos percentuais ao PIB) poderia resultar tecnicamente útil. É o caso de dizê-lo: quem quer que proponha coisa semelhante cometerá suicídio político, dada a posição política mantida pelo Partido Republicano e por muitos democratas. A segunda barreira a ser derrubada é mais puramente política. Para funcionar, o estímulo tem de ser administrado de tal forma que se assegure seu gasto em bens e em serviços para que a economia recupere alegria. Isso significa que há que dirigir todas as ajudas a quem efetivamente delas fará uso e gastará recursos, quer dizer, as classes sociais mais humildes, porque as classes médias, postas a gastar algo, o mais provável é que o façam puxando a alça de valores de ativos (comprando casas hipotecadas que são executadas em leilões, por exemplo), e não comprando mais bens e serviços. Em todo caso, nos maus tempos muita gente tende a usar as receitas extraordinárias inopinadamente recebidos para cancelar dívidas ou para poupar (como ocorreu em muito boa medida com o reembolso de 600 dólares propiciado pela administração Bush no começo do verão de 2008). O que parece prudente e racional desde o ponto de vista do orçamento doméstico se torna danoso para o conjunto da economia. (Analogamente: os bancos tem procedido racionalmente ao servirem-se do dinheiro público recebido para enriquecerem ou para comprar ativos, antes que para emprestá-los). A hostilidade preponderante nos EUA a ?disseminar a riqueza? e a gestionar qualquer ajuda pública que não sejam os cortes fiscais aos indivíduos vem do núcleo duro da doutrina ideológica neoliberal (focalizada, mas de modo algum confinada no Partido Republicano), segundo a qual ?os lares sabem mais?. Essas doutrinas chegaram a gozar de ampla aceitação nos EUA, como se se tratasse de um evangelho, durante trinta anos de doutrinamento político neoliberal. Segundo se arguiu em outra ocasião, ?agora, somos todos neoliberais?, no mais das vezes sem sabê-lo. Há uma aceitação tácita, por exemplo, de que a ?repressão salarial? - um componente chave do atual problema ? é um ?estado normal? das coisas nos EUA. Uma das três patas de uma solução keynesiana ? maior capacidade de negociação dos trabalhadores, salários em alta e redistribuição favorável para as classes baixas ? é atualmente impossível do ponto de vista político nos EUA. A pura sugestão de que um programa assim equivalha a ?socialismo? faz o establishment político tremer. Os trabalhadores organizados não são suficientemente fortes (depois de serem durante trinta anos massacrados pelas forças políticas), e não se vê nenhum outro movimento social amplo o bastante para pressionar por uma redistribuição a favor das classes trabalhadoras. Outro modo de alcançar objetivos keynesianos é o fornecimento de bens coletivos. Isso, tradicionalmente, tem implicado investimentos em infraestrutura física e social (os programas WPA [Works Progress Adminstration] dos anos 30 do século passado foram um precedente). Disso se segue a tentativa de incluir nos pacotes de estímulo programas para reconstruir e ampliar infraestruturas públicas de transporte e comunicações, energia e outras obras públicas em paralelo a um incremento do gasto em atenção sanitária, educação, serviços municipais, etc. Esses bens coletivos têm potencial para gerar multiplicadores tanto no emprego como na demanda efetiva de bens e serviços. Mas o que se presume é que esses bens entrariam, em dado momento, na categoria de ?gastos públicos produtivos? (quer dizer, que estimulam um crescimento ulterior), não que se convertam numa série de ?elefantes brancos? públicos que, como observou Keynes em seus dias, carecem de outra utilidade que não aquela de fazer as pessoas cavarem buracos para fechá-los logo em seguida. Em outras palavras, uma estratégia de investimentos em infraestrutura tem de orientar-se para a sistemática recuperação do crescimento de 3% através do metódico redesenho de nossa infraestrutura e dos nossos modos de vida urbanos. Isso não pode funcionar sem uma planificação estatal refinada, aliada a uma base produtiva já existente que possa aproveitar-se das novas infraestruturas. Também aqui, o processo dilatado de desindustrialização experimentado pelos EUA nas últimas décadas, assim como a intensa oposição ideológica à planificação estatal (elementos esses incorporados por Roosevelt ao New Deal, e que persistiram até os anos 60, para serem abandonados quando do assalto neoliberal dos 80 a esse particular exercício de poder do Estado) e a óbvia preferência pelos cortes fiscais frente às transformações públicas das infraestruturas, torna impossível nos EUA a operação de uma solução permanente. Na China, por outro lado, dão-se realmente tanto as condições políticas como as econômicas para uma solução plenamente keynesiana, e há ali signos transbordantes de que essa será provavelmente a via a ser seguida. Para começar, a China possui uma grande reserva de excedente estrangeiro em dinheiro e isso torna mais fácil o financiamento da dívida partindo dessa base do que de um dos gastos da dívida já acumulada, como no caso dos EUA. Vale à pena notar também que desde meados dos 90 os ?ativos tóxicos? (os empréstimos que não funcionam) dos bancos chineses ? (algumas estimativas os situam nos 40% de todos os empréstimos em 2000) desapareceram da contabilidade bancária a mercê dos investimentos ocasionais de excedente em dinheiro procedente das reservas do comércio exterior. Os chineses tiveram em funcionamento durante muito tempo o equivalente a um programa TARP [o programa norte-americano de resgate bancário posto em prática nos últimos meses de 2008], e evidentemente sabem como manejá-lo (ainda que muitas das transações tenham a marca da corrupção). Os chineses têm suficiente capacidade econômica para embarcarem num programa massivo de financiamento com déficit e dispõem de uma arquitetura financeira estatal centralizada apta, se lhe propuserem, a administrar esse programa com eficácia. Os bancos, durante muito tempo de propriedade estatal, que foram privatizados para atender às exigências da OMC (Organização Mundial do Comércio) podem vir a atrair capital e perícia estrangeiros, mas podem todavia serem facilmente submetidos à vontade do estado central, enquanto que nos EUA mesmo o mais longínquo signo de diretriz estatal, para não falar de nacionalização, dá motivo a todos os tipos de furores políticos. Analogamente, não há ali [China] a menor barreira ideológica para uma generosa redistribuição de recursos a favor dos setores mais necessitados da sociedade, ainda que possa haver necessidade de vencer os encouraçados interesses dos membros mais ricos do partido e de uma incipiente classe capitalista. A imputação segundo a qual isso seria tanto como o ?socialismo?, ou inclusive até pior, o ?comunismo?, apenas despertaria sorrisos divertidos na China. Mas a reaparição na China do desemprego em massa (de acordo com os últimos informes, a desaceleração dos últimos meses já teria gerado já 20 milhões de desempregados), assim como os indícios de um mal-estar social prolongado e aceleradamente crescente, forçarão seguramente o Partido Comunista chinês a empreender massivas redistribuições, estejam ou não ideologicamente convencidos da sua justiça. No começo de 2009, essa política redistributiva parece primeiramente destinada às regiões rurais atrasadas, para onde regressaram os trabalhadores emigrantes que perderam seus empregos, frustrados com a constatação da escassez de postos de trabalho nas zonas manufatureiras. Nessas regiões, nas que faltam infraestrutura social e física, um investimento robusto de recursos por parte do governo central contribuirá para aumentar as receitas, para expandir a demanda efetiva e para dar o tiro de saída do longo processo de consolidação do mercado interno chinês. Em segundo lugar, há um forte desejo de investir massivamente em infraestrutura que ainda falta na China. - Em troca, os cortes fiscais só tem ali atrativos políticos ? e ainda que seja possível que alguns desses investimentos terminem sendo ?elefantes brancos?, a probabilidade de que seja assim ali é farta mas baixa, dada a imensa quantidade de trabalho de que se necessita para integrar o espaço nacional chinês e, assim, enfrentar-se o problema do desenvolvimento geográfico desigual entre as regiões costeiras de alto desenvolvimento e as províncias empobrecidas do interior. A existência de uma larga ? ainda que problemática ? base industrial e manufatureira necessitada de racionalização espacial torna mais provável que o esforço chinês entre na categoria do gasto público produtivo. No caso chinês boa parte do excedente pode ser canalizado até a produção futura de espaço, e isso mesmo admitindo que a especulação nos mercados imobiliários urbanos em cidades como Xangai, ou mesmo nos EUA, é parte do problema e não pode, por conseguinte, converter-se em parte da solução. Os gastos em infraestrutura, sempre que sejam feitos numa escala suficientemente grande, são de grande alento e servem tanto para canalizar o trabalho excedente como para reduzir as possibilidades de distúrbios sociais, contribuindo também, ademais, para impulsionar o comércio interno. Implicações internacionais Essas possibilidades completamente distintas que os EUA e a China têm de propiciarem uma solução plenamente keynesiana guardam profundas implicações internacionais. Se a China emprega mais recursos procedentes de suas reservas financeiras para impulsionar seu mercado interno, como com quase total segurança vai se ver forçada a fazer por razões políticas, deixará menos recursos disponíveis para possíveis empréstimos aos EUA. O descenso das compras de bônus do tesouro estadunidense terminará por forçar uns tipos de interesses mais altos, o que incidirá negativamente na demanda interna norte-americana, a qual, por sua vez e a menos que haja uma gestão meticulosa, poderia disparar o que todo mundo teme e que até agora conseguiu evitar: uma derrubada do dólar. Uma desvinculação paulatina dos mercados norte-americanos e a sua progressiva substituição pelo próprio mercado interno como fonte de demanda efetiva da indústria chinesa alterariam significativamente os equilíbrios de poder (um processo que, diga-se de passagem, estaria carregado de tensões, tanto para a China como para os EUA). A divisa chinesa se robustecerá necessariamente frente ao dólar (uma situação tão largamente pretendida como temida pelas autoridades norte-americanas), o que obrigará aos chineses a se basearem mais em seu mercado interno para a demanda agregada. O dinamismo que disso resultaria no interior da China (contrastável com as condições de recessão duradoura que prevalecerão nos EUA) atrairá mais produções de matérias primas à órbita comercial chinesa e corroerá a importância relativa dos EUA no comércio internacional. O efeito global de tudo isso será a aceleração do deslocamento da riqueza, do oeste para o leste, na economia mundial e a rápida alteração dos equilíbrios de poder econômico hegemônico. O movimento tectônico que operará o equilíbrio do poder capitalista global intensificará todo tipo de ramificações econômicas e políticas imprevisíveis num mundo em que os EUA deixarão de estar numa posição dominante, mesmo que sigam mantendo um poder importante. A suprema ironia, deve-se dizê-lo, é que as barreiras políticas e ideológicas postas nos EUA a qualquer programa plenamente keynesiano contribuirão seguramente para acelerar a derrubada do poder americano nos assuntos globais, apesar de que as elites de todo o mundo (inclusive as chinesas) preferissem preservar esse domínio o maior tempo possível. Que um genuíno keynesianismo seja ou não suficiente para que a China (junto a outros estados em posição similar) consiga compensar o fracasso inevitável do keynesianismo reticente ocidental é questão em todo caso aberta. Mas essas diferenças, somadas ao eclipse da hegemonia norte-americana, bem poderiam ser o prelúdio de uma fragmentação da economia global em estruturas hegemônicas regionais que poderiam terminar lutando tanto entre si com tanta facilidade como colaborando na questão miserável de dirimir quem tem de arcar com os estragos da depressão duradoura. Esta não é uma idéia exatamente alentadora, mas ter em mente a possibilidade de uma perspectiva desse tipo poderia talvez contribuir para despertar boa parte do mundo ocidental para a apercepção da urgência da tarefa que tem diante de si; que seus dirigentes políticos deixem de dizer banalidades sobre restaurar a confiança se ponham a fazer o que há a ser feito para resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua falsária ideologia neoliberal. E sim, isso significa socialismo, nacionalizações, diretrizes estatais robustas, força de colaborações internacionais e uma nova e farta, mas inclusiva (?democrática?, se posso ousar a dizê-lo assim) arquitetura financeira internacional, pois que assim seja... David Harvey é geógrafo, sociólogo urbano e historiador social marxista. É professor da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY) e autor de vários livros e artigos, dentre os quais se destaca "A Produção Capitalista do Espaço", publicado no Brasil pela Annablume Editora. Vem dando seminários sobre O Capital, de Karl Marx, há 40 anos. Mantém esta página www.davidharvey.org Tradução: Katarina Peixoto -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070618/333bbdd6/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sun Jun 24 02:20:37 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sun, 24 Jun 2007 05:20:37 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_=22Anistia_Internacional_exige_?= =?windows-1252?q?que_EUA_n=E3o_venda_armas_a_Israel=22_=5BThe_Guar?= =?windows-1252?q?dian=2C_UK=2C_23/2/2009_=28traduzido=29=5D?= Message-ID: <00d801c99698$8d61c4c0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Castor Filho ANISTIA INTERNACIONAL exige que EUA não venda armas a Israel Mísseis "Hellfire" e armas que disparam bombas de fósforo branco foram usados em ataques "não-discriminados" contra civis em Gaza, diz hoje a Anistia Internacional Rory McCarthy (de Jerusalém), The Guardian, UK, 23/2/2009 23/2/2009 ? Já há evidência detalhadas de que Israel usou extensivamente, na guerra de Gaza, armamento fabricado pelos EUA, incluindo bombas de fósforo branco, bombas de quase 300 kg e mísseis "Hellfire". Em relatório distribuído hoje, a Anistia Internacional lista as armas e pede embargo imediato contra Israel e os grupos armados na Palestina. E pede que o presidente dos EUA, Barack Obama, suspenda qualquer ajuda militar a Israel. O grupo de direitos humanos disse que os que vendem armas aos dois lados em conflito "conhecem muito bem o resultado do mau uso repetido de armas e devem ser responsabilizados pela violações já comprovadas ". Já há muito tempo, os EUA são o principal fornecedor de armas para Israel; por acordo com vigência de dez anos, negociado durante o governo Bush, os EUA comprometeram-se a vender armas no valor total de 30 bilhões de dólares, sob contratos de assistência militar. "Como principal fornecedor de armas a Israel, os EUA têm especial responsabilidade no movimento para suspender a venda de armas que têm sido usadas em flagrantes violações da legislação de guerra e das leis que protegem os direitos humanos," disse Malcolm Smart, diretor do programa da Anistia Internacional para o Oriente Médio e Norte da África. "Em larga medida, o ataque de Israel a Gaza foi executado com armamento, munição e equipamento militar vendido pelos EUA e foi financiado com dinheiro dos cidadãos contribuintes norte-americanos." Do outro lado, os militantes palestinos em Gaza armaram-se com "armamento não-sofisticado" e foguetes fabricados na Rússia, Iran e China, e comprado de "fontes clandestinas", disse Smart. Cerca de 1.300 palestinos foram mortos e houve mais de 4 mil feridos durante o conflito que durou três semanas. Israel teve 13 baixas, incluídos três civis. Para a Anistia Internacional, as forças armadas israelenses executaram "ataques diretos a civis, pessoas e prédios, desproporcionais e não-discriminados". Autoridades israelenses criticaram o relatório e disseram que os militares só usaram armamento permitido pelas leis internacionais e que não atacaram intencionalmente qualquer alvo civil. A ministra dos Negócios Estrangeiros de Isral disse que seria "inadequado" comparar os fornecedores de armas de Israel e do Hamás. "Envidamos todos os esforços para que nenhum civil fosse colhido no fogo cruzado entre Israel e o Hamás" ? disse Mark Regev, porta-voz de Ehud Olmert, primeiro-ministro israelense. "O relatório ignora o fato de que o Hamás usa deliberadamente civis palestinos como escudo humano." [...] Investigadores da Anistia Internacional recolheram vários fragmentos de munição em Gaza, depois dos combates. Um deles, de bomba de quase 300kg, de tipo Mark-82 teleguiada, com inscrições que comprovam que foi fabricada pela empresa norte-americana Raytheon. Também encontraram fragmentos de bombas de fósforo, identificados com "M825 A1". Dia 15/1, várias bombas de fósforo lançadas pela artilharia de Israel atingiram as instalações da Agência de Assistência Humanitária da ONU na cidade de Gaza, destruindo remédios, alimentos e instalações. Um dos fragmentos recolhidos nesse local indica que a bomba foi fabricada pela empresa Pine Bluff Arsenal, instalada no Arkansas, em outubro de 1991. A Anistia Internacional denunciou que o exército militar usou bombas de fósforo em áreas civis densamente povoadas, o que caracteriza ataque contra alvos indiscriminados e crime de guerra. Os investigadores da Anistia Internacional encontraram fósforo ainda em ignição em áreas residenciais, dias depois do cessar-fogo. No local onde um ataque israelense matou três paramédicos palestinos e um menino na cidade de Gaza, dia 4/1, a Anistia recolheu fragmentos de um míssil AGM114 Hellfire, fabricado pela empresa Hellfire Systems, de Orlando, empresa resultante de uma fusão entre as empresas Lockheed Martin e Boeing. Esse míssil é munição padrão dos helicópteros Apache. A Anistia informa ter encontrado evidências de um novo tipo de míssil, aparentemente teleguiado, que explode em muitos fragmentos que são "pequenos cubos de metal, com arestas afiadas, com lados entre 2 e 4 mm²". "Parecem projetados para causar o máximo possível de ferimentos. Muitos civis foram mortos por esse tipo de arma, entre os quais muitas crianças" ? disse a Anistia. Os foguetes palestinos eram de tipo Grad, 122 mm; ou Qassam, fabricados na Palestina, e arma improvisada de artilharia, sem cabeça explosiva, ou com espoleta feita de adubo químico e carregada com pregos e fragmentos de metal. O arsenal dos palestinos tem "muito pequena escala, se comparado ao arsenal israelense", diz o relatório, que acrescenta que o armamento usado pelo Hizbóllah na guerra do Líbano em 2006 "não está ao alcance dos grupos da resistência na Palestina". Israel, armado para a guerra Os mísseis teleguiados israelenses são disparados dos helicópteros armados com lança - mísseis de 120 mm e mísseis Hellfire. Bombas maiores, guiadas a laser e outras são disparados dos jatos F-16. Também se usaram armas de lançamento de bombas de fósforo de 155 mm de fabricação norte-americana e israelense, que iluminam a área atacada, lançadas de pára-quedas. Houve muitas mortes provocadas por dardos de metal ("flechettes", de 4cm de comprimento, lançadas como bombas de fragmentação, de 120mm, disparadas de tanques). http://www.guardian.co.uk/world/2009/feb/23/israel-arms-embargo-gaza O relatório "Fuelling conflict: Foreign arms supplies to Israel/Gaza", distribuído hoje, 23/2/2009, da AI (em inglês), pode ser lido em: http://www.amnesty.org/en/library/info/MDE15/012/2009/en Artigo original, em inglês pode ser lido a seguir: ______________________________ Amnesty calls on US to suspend arms sales to Israel Hellfire missiles and white phosphorus artillery shells among weapons used in 'indiscriminate' attacks on civilians, says human rights group a.. Rory McCarthy in Jerusalem b.. guardian.co.uk, Monday 23 February 2009 09.14 GMT Link to this video -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070624/34f28707/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 833 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070624/34f28707/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 25 08:57:19 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 25 Jun 2007 11:57:19 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_=C9_urgente_rever_os_fundamento?= =?windows-1252?q?s___por_Leonardo_Boff?= Message-ID: <00ba01c99799$22dd78e0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. É urgente rever os fundamentos Letra A- A+ Leonardo Boff * Adital - A conjugação das várias crises, algumas conjunturais e outras sistêmicas, obriga a todos a trabalhar em duas frentes: uma intrasistêmica buscando soluções imediatas dos problemas para salvar vidas, garantir o trabalho e a produção e evitar o colapso. Outra transsistêmica, fazendo uma crítica rigorosa aos fundamentos teóricos que nos levaram ao atual caos e trabalhar sobre outros fundamentos que propiciem uma alternativa que permita, num outro nivel, a continuidade do projeto planetário humano. Cada época histórica precisa de um mito que congregue pessoas, galvanize forças e confira novo rumo à história. O mito fundador da modernidade reside na razão, desde os gregos, o eixo estruturador da sociedade. Ela cria a ciência, transforma-a em técnica de intervenção na natureza e se propõe dominar todas as suas forças. Para isso, segundo Francis Bacon, o fundador de método científico, deve-se torturar a natureza até que entregue todos os seus segredos. Essa razão crê num progresso ilimitado e cria uma sociedade que se quer autônoma, de ordem e progresso. A razão suscitava a pretensão de tudo prever, tudo gerir, tudo controlar, tudo organizar e tudo criar. Ela ocupou todos os espaços. Enviou ao limbo outras formas de conhecimento. Eis que, depois de mais de trezentos anos de exaltação da razão, assistimos a loucura da razão. Pois só uma razão enlouquecida organiza a sociedade na qual 20% da população mundial detém 80% de toda riqueza da Terra; as três pessoas mais ricas do mundo possuem ativos superiores à toda riqueza de 48 paises mais pobres onde vivem 600 milhões de pessoas; 257 indivíduos sozinhos acumulam mais riqueza do que 2,8 bilhões de pessoas, o equivalente a 45% da humanidade; no Brasil 5 mil famílias detém 46% da riqueza nacional. A insanidade da razão produtivista e consumista gerou o aquecimento global que trará desequilíbrios já visíveis e a dizimação de milhares de espécies, inclusive a humana. A ditadura da razão criou a sociedade da mercadoria com sua cultura típica, um certo modo de viver, de produzir, de consumir, de fazer ciência, de educar, de ensinar e de moldar as subjetividades coletivas. Estas devem se afinar à sua dinâmica e valores, procurando sempre maximalizar os ganhos, mediante a mercantilização de tudo. Ora, essa cultura, dita moderna, capitalista, burguesa, ocidental e hoje globalizada entrou em crise. Ela se expressa nas várias crises atuais que são todas expressão de uma única crise, a dos fundamentos. Não se trata de abdicar da razão, mas de combater sua arrogância (hybris) e de criticar seu estreitamento na capacidade de compreender. O que a razão mais precisa neste momento é de ser urgentemente completada pela razão sensível (M. Maffesoli), pela inteligência emocional (D. Goleman), pela razão cordial (A. Cortina), pela educação dos sentidos (J.F.Duarte Jr), pela ciência com consciência (E. Morin), pela inteligência espiritual (D. Zohar), pelo concern (R.Winnicott) e pelo cuidado como eu mesmo venho propondo há tempos. É o sentir profundo (pathos) que nos faz escutar o grito da Terra e o clamor canino de milhões de famélicos. Não é a razão fria, mas a razão sensível que move as pessoas para tira-las da cruz e fazê-las viver. Por isso, é urgente submeter à crítica o modelo de ciência dominante, impugnar radicalmente as aplicações que se fazem dela mais em função do lucro do que da vida, desmascarar o modelo de desenvolvimento atual que é insustentável por ser altamente depredador e injusto. A sensibilidade, a cordialidade, o cuidado levados a todo os níveis, para com a natureza, nas relações sociais e na vida cotidiana, podem fundar, junto com a razão, uma utopia que podemos tocar com as mãos porque imediatamente praticável. Estes são os fundamentos do nascente paradigma civilizatório que nos dá vida e esperança. * Teólogo -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070625/3d8d1b22/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 44063 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070625/3d8d1b22/attachment.jpe -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 312 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070625/3d8d1b22/attachment.gif -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 475 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070625/3d8d1b22/attachment-0001.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Mon Jun 25 08:57:19 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Mon, 25 Jun 2007 11:57:19 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__O_regresso_=E0_economia_da_Dep?= =?windows-1252?q?ress=E3o-_Reflex=F5es_sobre_a_crise_do_sistema_ca?= =?windows-1252?q?pitalista_por_Pedro_Carvalho*?= Message-ID: <00bb01c99799$22e233d0$0200a8c0@vcaixe> Carta O Berro......................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: "Pedro Castilho" O regresso à economia da Depressão - Reflexões sobre a crise do sistema capitalista http://www.odiario.info/b2lhart_imp.php?p=1053&more=1&c=1 ?A questão é que não podemos compreender as causas da actual crise se não tivermos em conta a sua natureza sistémica. Que a crise é inerente ao modo de produção capitalista, germina dos seus limites e contradições. Que a crise é a súmula de uma acumulação de crises. Que a estagnação económica é tendencial ao sistema capitalista, entre interrupções cíclicas no processo de acumulação de capital. Que a concentração e a financeirização do capital são resultado e resposta à estagnação. Que a questão central para a acumulação capitalista é a taxa de lucro e que esta está na génese da crise. Que o desemprego é seu reflexo e variável estratégica na exploração do trabalho.? Pedro Carvalho* - 17.02.09 Hoje é evidente para todos que a actual crise não é meramente financeira ou localizada num grupo de países. A crise financeira chegou à economia real. As principais potências imperialistas vão entrando em recessão. As últimas previsões do FMI e da OCDE apontam para uma contracção do produto em 2009 para os países capitalistas mais desenvolvidos no seu conjunto, pela primeira vez desde a segunda guerra mundial. Apontam para uma forte desaceleração do crescimento da economia mundial e, a CNUCED, aponta mesmo para um recuo do produto mundial por habitante. A crise é global e emana do centro do sistema capitalista mundial, sobretudo da sua potência central ? os Estados Unidos. Após o regresso da «estagflação» em 2007 e no primeiro semestre de 2008 e o aprofundamento da crise financeira no Outono de 2008, o fantasma da deflação e da depressão estão cada vez mais presentes. Os governos e os bancos centrais utilizam todos os instrumentos para estabilizar o sistema financeiro, estimular o «motor» do crédito do qual depende o sistema capitalista. Mas apesar das massivas doses de liquidez injectadas no mercado, das reduções das taxas de juro e de volumosos pacotes de investimento de influência keynesiana, a crise continua a aprofundar-se, evidenciando a aparente ineficácia das respostas clássicas de política monetária e orçamental. Vejamos alguns exemplos. Tenta-se estimular o crédito. Mas esquece-se do já excessivo endividamento das empresas e famílias na Tríade (Estados Unidos, União Europeia e Japão) e os crescentes riscos de incumprimento dos créditos contraídos. Esquece-se que num contexto de restrições ao consumo e de sobreprodução, as empresas não irão contrair empréstimos para expandir a produção daquilo que não conseguem vender. Os bancos centrais reduzem as taxas de juro de referência (com as taxas de juro reais a ficarem mesmo negativas), o que tendo impacto no serviço da dívida das empresas e das famílias face aos créditos existentes, não o terá da mesma forma na concessão de novos créditos, cujo prémio de risco será traduzido num maior spread. Por outro lado, as empresas contraem empréstimos para investir quando estão a ser lucrativas, ou seja, quando estão a realizar as taxas de lucro esperadas. O aumento dos investimentos públicos previsto nos pacotes de estímulo orçamental contribui para compensar a «falta» de investimento de privado, mas este está limitado pela sustentabilidade orçamental das «operações de salvamento» do sector financeiro em curso e a capacidade dos Estados colocarem dívida pública. Um exemplo. O total de activos detidos pelos cinco maiores bancos ingleses equivale a quase cinco vezes o PIB da Inglaterra, ou seja, uma operação de injecção de capital de 1% custaria ao governo britânico quase 5% do seu PIB, por via do aumento da dívida pública. Então se forem necessárias operações de injecção de capitais de 5% ou 20%? O cenário da «armadilha da liquidez» keynesiana parece cada vez mais real, o que nos faz lembrar, não só o exemplo actual do Japão, em deflação e estagnação continuada após o crash bolsista de 1987, como o exemplo mais «longínquo» da Grande Depressão. É o regresso à economia da depressão. Muitos economistas continuam a tentar justificar a crise com erros de política económica, com falhas na regulação dos mercados ou com a falta de ética ou comportamentos fraudulentos de alguns agentes económicos. Como aliás aconteceu na análise da Grande Depressão dos anos 30. Alguns estavam mesmo crentes que o ciclo económico tinha sido domado e que as crises podiam ser contidas pela mera injecção de liquidez por parte dos bancos centrais. Outros acreditavam que estávamos numa «nova economia». Mas a verdade é que o ciclo económico sempre esteve bem vivo, em 2000 já se tinha visto que a «nova economia» padecia dos mesmos males da «velha» e, agora, a fase recessiva do ciclo voltou com uma força imparável. A questão é que não podemos compreender as causas da actual crise se não tivermos em conta a sua natureza sistémica. Que a crise é inerente ao modo de produção capitalista, germina dos seus limites e contradições. Que a crise é a súmula de uma acumulação de crises. Que a estagnação económica é tendencial ao sistema capitalista, entre interrupções cíclicas no processo de acumulação de capital. Que a concentração e a financeirização do capital são resultado e resposta à estagnação. Que a questão central para a acumulação capitalista é a taxa de lucro e que esta está na génese da crise. Que o desemprego é seu reflexo e variável estratégica na exploração do trabalho. O actual momento de crise tem semelhanças com a primeira grande crise estrutural do sistema capitalista mundial ? a Grande Depressão dos anos 30. E entre esta crise e a actual importa fazer uma breve resenha histórica. O início do século XX fica marcado pela forte concorrência intercapitalista, por uma elevada concentração e centralização do capital, por um excesso crescente de capacidade industrial instalada e as consequentes pressões sobre a taxa de lucro, ou seja, uma crise de rentabilidade. A financeirização foi também então a resposta à crise. As crises financeiras aumentaram de intensidade neste período, entre os crashs bolsistas, como o de 1907 em Wall Street, e os booms devidos à formação «bolhas» inflacionárias dos preços dos activos financeiros. Estávamos no culminar de uma crise de sobreprodução e sobre-acumulação, a que se juntava uma crise energética relacionada com o motor energético de então ? o carvão. «E como triunfa a burguesia nas crises?», «pela aniquilação forçada de uma massa das forças produtivas», afirmava Marx, no Manifesto Comunista, a fim de restabelecer as condições de valorização do capital e encetar um novo ciclo de acumulação de capital. O que aconteceu com a primeira guerra mundial. A primeira guerra mundial permitiu um período de euforia e exuberância dos anos 20, apoiado também numa nascente indústria automóvel, numa fonte de energia mais barata ? o petróleo e na reconstrução do pós-guerra. O presidente dos Estados Unidos, Calvin Coolidge, ao deixar o cargo no final de 1928, também falava da prosperidade visível e de uma «nova economia» que despontava. Mas por detrás da euforia, eram já evidentes, na segunda metade dos anos 20, os sintomas da crise de sobreprodução existente e o grau de sobre-acumulação de capital, com as fortes quebras na produção industrial nos Estados Unidos e a crise do sector imobiliário na Florida, enquanto o capital fictício explodia numa enorme bolha especulativa que se auto-alimentava, com a expectativa de lucros esperados inexistentes e o aumento do stock de dívida. O crash bolsista de 29 de Outubro de 1929, seguido da crise bancária de 1930-31, marca o início da Grande Depressão, que apesar da ampla destruição de forças produtivas, só veio a ser superada pela segunda guerra mundial ? na reconversão para uma economia de guerra, e pelas condições criadas no pós-guerra. Estas condições permitiram relançar um novo ciclo longo de acumulação de capital, que permitiu a manutenção de taxas de crescimento do produto elevadas nos anos 50 e 60. A guerra provocou uma forte destruição das forças produtivas, sobretudo na Europa e no Japão. Os planos Marshall e Dodge permitiram o escoamento da produção excedentária dos Estados Unidos para a Europa e o Japão. Por sua vez, as poupanças acumuladas durante a guerra podiam ser dispendidas e o crescimento do poder aquisitivo dos salários permitia a manutenção de níveis elevados de procura, devida à correlação de forças favorável ao trabalho saída do pós-guerra. Mais uma vez o binómio indústria automóvel-petrolífera volta a funcionar numa «segunda vaga», aliado ao investimento nas infra-estruturas, nomeadamente rodoviárias. E claro o estímulo do complexo industrial-militar também contribuía para a expansão da economia (como é exemplo a Guerra da Coreia), numa espécie de «keynesianismo» militar. Mas a crise continuou latente e logo que se atenuaram os efeitos das condições de pós-guerra, a crise retornou em força nos anos 70, em paralelo com uma crise monetária e energética, desta vez em relação ao petróleo. A «estagflação» dos anos 70 foi um ponto de viragem, iniciando-se um longo ciclo de estagnação que ainda hoje perdura, visível na desaceleração das taxas médias de crescimento do produto de década para década, ao nível mundial e na Tríade. Se considerarmos os países do G7 como um todo, verificamos que a taxa média de crescimento do PIB desde 2000 é quase três vezes inferior à taxa média verificada nos anos 60. O desenvolvimento do sistema capitalista mundial, com entrada na «segunda globalização», acentuou também os traços característicos da sua fase imperialista, como o aumento da exportação de capitais (nomeadamente entre os países do centro do sistema), da concentração e centralização do capital e do predomínio do capital financeiro. Alguns exemplos. Só nos últimos vinte anos, o valor dos fluxos de investimento directo estrangeiro ao nível mundial aumentou catorze vezes e das operações de fusão & aquisição transfronteiriças aumentou dezassete vezes, representando 29% e 3% do produto mundial respectivamente. Os activos detidos pelas cinquenta maiores empresas multinacionais não financeiras representava 14% do produto mundial e era equivalente aos activos detidos pelas cinco maiores empresas multinacionais financeiras. Os anos 70 foram também uma viragem na correlação de forças entre capital e trabalho, com o crescimento exponencial do desemprego de década para década e a progressiva desvalorização dos salários. Na Tríade, o número de desempregados tem vindo a aumentar de década para década, ultrapassando os 25 milhões de desempregados, em termos médios, desde 2000, ou seja, mais 18 milhões face aos anos 60. Nos últimos vinte anos, dominados pela «cartilha» do Consenso de Washington, mais 35 milhões de pessoas engrossaram as fileiras do desemprego ao nível mundial, num quadro de proletarização crescente de quase todas as camadas sociais. Nos países do G7 no seu conjunto ocorreu uma transferência continuada de ganhos de produtividade do trabalho para o patronato, sendo a taxa média de crescimento dos salários reais, desde 2000, três vezes inferior à verificada nos anos 60. Desde os anos 70 que tem-se vindo a verificar na Tríade a redução do peso médio dos salários no produto de década para década, redução que também se verificou ao nível da América Latina e da Ásia e Pacífico. Este aumento progressivo da parte do produto que vai para o capital dá uma indicação do aumento da taxa de exploração. A mudança na correlação de forças acarretou uma era de regressão dos direitos humanos em toda a sua plenitude. O capital inicia uma ofensiva contra os principais direitos económicos e sociais consagrados no pós-guerra, com uma regressão que ainda hoje assistimos, por via da redução das funções sociais do estado, da progressiva mercantilização dos serviços sociais (como a saúde e a educação), da desregulamentação das relações laborais e da redução do poder aquisitivo dos salários. Regressão de que é exemplo máximo o aumento do horário de trabalho (ou da idade de reforma), que hoje se verifica Tríade, nomeadamente na União Europeia. A «segunda globalização» marca uma época de estagnação, desemprego, exploração e regressão de direitos a nível mundial. Este é o resultado dos anos da resposta «neoliberal», imbuídos mais tarde pelo denominado Consenso de Washington, o que mostra de forma clara quanto ilusória foi (e é) a ideia de compromisso entre o capital e o trabalho e as consequências danosas do reformismo. Os anos 70 são também um ponto de viragem da revolução das tecnologias da informação e comunicação e no embaratecimento do custo dos transportes internacionais, nomeadamente o avião, o que permitiu, na só a internacionalização da produção, como o aprofundamento da financeirização. A internacionalização da produção contribui(u) para o aumento da taxa de exploração, por via da deslocalização da produção dos segmentos de mão-de-obra intensiva do centro do sistema capitalista para a sua periferia e o «embaratecimento» dos meios de reprodução da força de trabalho. O desemprego não só é uma manifestação da crise de sobreprodução e de sobre-acumulação inerente ao sistema capitalista, como é uma variável estratégica do sistema para contrariar a baixa tendencial das taxas de lucro, por via da intensificação da exploração do trabalho. Os anos 70 marcam assim o retorno da crise de rentabilidade ao sistema capitalista mundial. A financeirização foi novamente a resposta encontrada pelo sistema capitalista à baixa tendencial das taxas de lucro. Os anos 80 e sobretudo os 90 foram anos de acentuada liberalização dos movimentos de capitais, de progressiva autonomização dos fluxos financeiros, de aumento exponencial do crédito e do capital fictício. Para se ter uma ideia do grau de financeirização actual do sistema capitalista, importa sublinhar que: a capitalização bolsista, a dívida titularizada e os activos financeiros em posse dos bancos comerciais, representam mais de quatro vezes o produto mundial; que o valor da dívida internacional titularizada representa mais de 40% do produto mundial; e, que o valor nocional dos contratos estabelecidos no mercado de derivados representa quase onze vezes o produto mundial. Num contexto de estagnação do crescimento do produto e de sobreprodução, a não obtenção das taxas médias de lucro esperadas na esfera produtiva, leva à transferência das mais-valias geradas para a esfera financeira e sua cada vez maior centralização, com o alargamento do hiato entre as mais-valias extraídas e o grau de acumulação do capital fictício. Esta contradição entre o fraco crescimento do produto e o forte crescimento do capital financeiro, traduz-se num crescente «cheque sem cobertura», na medida em que se vai esgotando a capacidade de expansão do capital financeiro, por não haver crescimento da base material que o suporte como contrapartida. Com epicentro nos EUA, a crise resulta assim da sobreprodução crescente de amplos segmentos industriais do sistema capitalista mundial e da sobre-acumulação de meios de produção existentes. Resulta das dificuldades crescentes de obtenção por parte dos capitalistas das taxas médias de lucro esperadas e da realização das mais-valias geradas na esfera produtiva, sem a qual o processo de acumulação capitalista é interrompido. É necessário ter em conta que o investimento e o consumo são indispensáveis para o processo de acumulação de capital, no sentido da expansão do capital existente e da realização da mais-valia. Os capitalistas só investem se obtiverem as taxas médias de lucro esperadas. O consumo está limitado pelo aumento da taxa de exploração e a desvalorização dos salários. O capital constitui assim uma barreira a sua própria expansão. Existe uma contradição entre o desenvolvimento das forças produtivas e as condições limitadas em que se processa o crescimento do consumo. É com vista a contrariar a baixa tendencial das taxas de lucro, que a ofensiva de classe em curso procura por todos os meios, aumentar taxa de exploração do trabalho, através da intensificação dos ritmos de trabalho, do aumento e flexibilização do horário de trabalho, da redução dos salários reais e da transferência dos ganhos da produtividade do trabalho para o patronato. Usando como «armas»: o desemprego e a ameaça da deslocalização da produção. Este é o momento da crise em que estamos, em que milhares de trabalhadores engrossam as fileiras do exército industrial de reserva de desempregados e subempregados, para somar aos actuais mais de 190 milhões de desempregados e os cerca de 1,3 mil milhões de «trabalhadores» pobres a nível mundial. Para não falar dos milhões de excluídos do mercado de trabalho. Nos últimos quatro meses, grandes empresas multinacionais, do sector da aviação ao financeiro, anunciaram a destruição de mais de 500 mil postos de trabalho. Só no último mês cerca de 600 mil pessoas engrossaram as fileiras do desemprego nos Estados Unidos, no momento em que estes atingem o maior número de desempregados desde 1982. Prevê-se que só na Tríade o número de desempregados possa aumentar em 7 milhões em 2009 e 2010. Por sua vez, a OIT prevê que o número de desempregados a nível mundial aumente entre os 30 a 50 milhões. Para esta destruição de forças produtivas muito irá contribuir a principal indústria do sistema capitalista ? a automóvel. Mergulhada numa crise de rentabilidade, entre a sobreprodução e o excesso de capacidade produtiva instalada, como se pode depreender da quase falência das «três irmãs» de Detroit. A indústria automóvel não vende 30% dos mais de 70 milhões de veículos que produz anualmente ao nível mundial e só utiliza 70% da capacidade produtiva instalada. Isto apesar das inúmeras reestruturações e fusões & aquisições dos últimos trinta anos Mas o sistema capitalista mundial enfrenta uma outra crise, uma crise ambiental e energética. A anarquia do modo de produção capitalista tem levando a um ritmo acelerado de delapidação dos recursos naturais, para além da poluição e desperdício que gera. O declínio da taxa de reposição do capital natural põe cada vez mais em contradição a capacidade de regeneração do meio natural e as necessidades de alimentação da acumulação capitalista. Isto num contexto de crescente dependência de matérias-primas do centro do sistema capitalista, que tem levado à progressiva recolonização da periferia, à militarização das relações internacionais e à guerra. A integração na economia mundial dos denominados «países emergentes» ? a China, a Índia, a Rússia e o Brasil ? permitiu ao sistema capitalista a exploração de novos mercados, o aumento da taxa de exploração, um maior acesso a fontes de capital natural e uma maior integração do capital produtivo, mas também agravou o grau de sobreprodução e de excesso de capacidade produtiva instalada existente, aumentando as dificuldades de manutenção das taxas médias de lucro. A integração destes países não conseguiu inverter, nem a tendência de estagnação, nem a crise de rentabilidade, que perdura desde dos anos 70. Aliás, como aconteceu nos anos 90 com as derrotas do Bloco Socialista e sua integração no sistema capitalista mundial. Face aos anos 30, a crise soma crise(s) e as respostas, keynesiana (inflacionária) e «neoliberal» (deflacionária) vão se esgotando, tendo em conta: a sobre-extensão planetária do modo de produção capitalista e os limites à expansão dos mercados, o grau de interdependência económica e de internacionalização da produção e o grau de concentração, centralização e financeirização do capital atingido. As contradições internas agudizam-se. Nomeadamente com a entrada na fase de declínio da actual potência central do sistema capitalista mundial ? os Estados Unidos. Neste contexto, é pertinente a pergunta de Lénine, no terreno do capitalismo, «que outro meio poderia haver, a não ser a guerra, para eliminar a desproporção existente entre o desenvolvimento das forças produtivas e a acumulação de capital, por um lado, e, por outro lado, a partilha das colónias e das esferas de influência do capital financeiro?». Pois a questão essencial para o sistema no actual quadro, é qual o grau de destruição que seria necessário das forças produtivas existentes, para repor a valorização do capital ao nível que permitisse iniciar um novo ciclo longo de acumulação de capital? O risco da guerra cresce como saída do sistema para a crise que atravessa. Esta foi aliás a «solução» encontrada para a Grande Depressão dos anos 30 ? o nazi-fascismo e a segunda guerra mundial. A actual crise põe em evidência os limites históricos do sistema capitalista, o seu cariz predador e opressor, gerador de desigualdades e que deixa milhões de seres humanos longe da satisfação das suas necessidades básicas, apesar dos enormes avanços científicos e técnicos. Onde cada vez mais são postos em causa os direitos humanos, nomeadamente os direitos económicos e sociais. Como os inscritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem, que cumpriu, no passado dia 10 de Dezembro de 2008, o seu sexagésimo aniversário, ela própria influenciada pela Declaração de Filadélfia (10 de Maio de 1944), parte da constituição da OIT. E é no contexto da crise, que o sistema na sua resposta tradicional, de destruição de uma massa de forças produtivas, fará pressão para novas reduções de direitos, nomeadamente laborais, em nome da gestão da crise, cujos custos recaíram novamente sobre os mesmos ? quem trabalha. A questão não pode ser de romper com os direitos para gerir a crise, mas sim afirmar e reforçar os direitos para vencer a crise e romper com o sistema. A ofensiva de classe vai agudizar-se. As saídas destrutivas do sistema são um risco hoje para toda a Humanidade. Esta é a urgência da nossa época, a superação do capitalismo. É cada vez mais urgente tomar consciência das causas sistémicas por detrás da actual crise e das desigualdades sociais. Que não é possível conciliar os interesses antagónicos entre exploradores e explorados. Tomar consciência que o capitalismo não é reformável nem regulável. Que não existem soluções capitalistas para a crise do capitalismo. Que é urgente superar a ilusão reformista e vencer o conformismo. A emancipação da Humanidade passa pelo desenvolvimento da acção revolucionária. Passa pelo surgimento, desenvolvimento e reforço de sujeitos sociais com disposição revolucionária. O actual momento comporta de enormes perigos para a Humanidade, mas também imensas oportunidades revolucionárias, cujo pêndulo dependerá, como sempre, da luta, resistência e conquistas dos trabalhadores e dos povos. Da luta de classes. A Humanidade precisa da ruptura com o sistema capitalista. A revolução de Outubro abriu uma janela de esperança na construção de uma nova sociedade. De uma sociedade que liberte o Homem do jugo da exploração. Este é o futuro que precisamos afirmar para construir o presente. Esta é a luta no século que agora desponta. Continuar a construção do socialismo. ?Economista -------------------------------------------------------------------------------- odiario.info -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070625/07ebecdc/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Tue Jun 26 09:08:40 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Tue, 26 Jun 2007 12:08:40 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_ARCEBISPO_DA_PARA=CDBA_SUSPENDE_P?= =?iso-8859-1?q?ADRE_QUE_CRITICOU_CELIBATO?= Message-ID: <00e501c99863$e3d65ab0$0200a8c0@vcaixe> Grupos.com.brCarta O Berro.........................................................................................repassem ----- Original Message ----- From: tavaresj at elo.com.br Paraíba: arcebispo proíbe deputado do PT de celebrar missa REPASSANDO. DE TRÊS FONTES DIFEREMTES João Tavares -------------------------------------------------------------------------------- 1 Paraíba: arcebispo proíbe deputado do PT de celebrar missa O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, proibiu nesta quarta-feira (25) o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) de celebrar missas. O motivo se deve a uma entrevista dada pelo sacerdote ao Congresso em Foco, reproduzida pelo jornal paraibano O Norte, na qual o petista se declara contra o celibato e a discriminação dos homossexuais e a favor da camisinha (confira a íntegra da matéria). "Defendo o uso da camisinha como uma questão de saúde pública", afirmou Luiz Couto na entrevista publicada no último dia 14 por este site. As críticas feitas pelo padre a algumas posições da Igreja Católica desagradaram à cúpula religiosa de João Pessoa. "Preposto à Arquidiocese da Paraíba, vejo-me na grave obrigação de suspender o referido sacerdote do uso de Ordem em nossa circunscrição eclesiástica, porquanto, por suas afirmações sumárias, e enquanto perdurem sem retratação explícita, provoca confusão entre os fiéis cristãos, e contraria 'in noce' as orientações doutrinais, éticas e morais sustentadas pela Igreja Católica", afirma o arcebispo em nota oficial. Luiz Couto, 65 anos, ordenou-se padre em 1976 e aproximou-se dos seguidores da Teologia da Libertação, corrente católica com influência marxista. Antes de chegar à Câmara, em 2003, foi deputado estadual duas vezes. O deputado foi relator da CPI dos Grupos de Extermínio no Nordeste na legislatura passada. Desde então, vem sofrendo ameaças de morte. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), enviou há quase duas semanas um ofício ao ministro da Justiça, Tarso Genro, pedindo proteção da Polícia Federal para o parlamentar (leia mais). O Congresso em Foco tentou contato telefônico com Luiz Couto, mas o celular dele encontrava-se desligado. (Rodolfo Torres) Confira a íntegra da nota Nota Oficial O Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, suspendeu do uso de Ordem o padre Luiz Couto. Ele está impedido de realizar atividades próprias de um sacerdote, como celebrar missas. Abaixo seguem as explicações de Dom Aldo: "Na edição do dia 25 de fevereiro de 2009, A/4, Política, o Jornal O Norte divulga: "Padre, deputado e adversário do celibato. Favorável ao uso do preservativo, Luiz Couto combate a intolerância e a discriminação a homossexuais, contrariando o Vaticano". Preposto à Arquidiocese da Paraíba, vejo-me na grave obrigação de suspender o referido sacerdote do uso de Ordem em nossa circunscrição eclesiástica, porquanto, por suas afirmações sumárias, e enquanto perdurem sem retratação explícita, provoca confusão entre os fiéis cristãos, e contraria "in noce" as orientações doutrinais, éticas e morais sustentadas pela Igreja Católica (Cf. Cânon 1317 CDC)". Ita, in fide muneribus, Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo Metropolitano da Paraíba http://congressoemfoco.ig.com.br -------------------------------------------------------------------------------- 2 João Tavares ----- Original Message ----- From: Félix Filho To: João Tavares Sent: Thursday, February 26, 2009 12:42 PM Subject: [SPAM] ARCEBISPO DA PARAÍBA SUSPENDE PADRE QUE CRITICOU CELIBATO Amigos, mais uma do ultraconservador e carreirista arcebispo de João Pessoa, Dom Aldo Pagoto. Guardem este nome. Ainda vai aprontar muitas. É cria de Dom Cardoso e, Deus nos livre, dizem que é cotado para vir para o Recife. Leiam a notícia abaixo. Félix Padre fala e é suspenso pelo bispo Polêmica // Religioso e deputado federal, Luiz Couto defendeu uso de preservativos, criticou a discriminação de homossexuais e, por isso, foi punido Thais Cirino // De O Norte João Pessoa - O padre e deputado federal Luiz Couto (PT) perdeu ontem o direito de exercer o sacerdócio. A decisão foi tomada pelo arcebispo da Paraíba, dom Aldo di Cillo Pagotto, em virtude de uma entrevista publicada na edição de ontem de O Norte, jornal integrante dos Diários Associados, grupo ao qual o Diario de Pernambuco faz parte. Na reportagem "Padre, deputado e adversário do celibato", Couto afirma, entre outras coisas, que é contra a obrigatoriedade do celibato e a discriminação de homossexuais, além de ser favorável ao uso de preservativo. Durante a entrevista, o padre-deputado alega que a restrição à vida afetiva e sexual dos religiosos deveria ser opcional e não uma imposição. "Não tem fundamentação bíblica. Deveria ser optativo", afirmou. Ele também opinou sobre outros temas considerados tabus dentro da Igreja como o uso de preservativo e a diversidade sexual. "Defendo o uso da camisinha como uma questão de saúde pública", declarou. Luiz Couto, que votou a favor do projeto de lei que torna crime a discriminação por causa da orientação sexual, ressaltou seu posicionamento em favor da punição para os que cometem atos de preconceito em relação aos homossexuais. "Devemos lutar no dia a dia contra o preconceito e a intolerância", disse. O parlamentar fez as declarações durante entrevista concedida ao site Congresso em Foco (www.congressoemfoco.com.br). Por conta dessas declarações, Couto teve o uso de Ordem suspenso por dom Aldo Pagotto. "Quero que ele se retrate publicamente porque foram declarações infelizes e ambíguas", exigiu o arcebispo. Ainda segundo dom Aldo, "a doutrina católica ficou ferida e comprometida com as declarações de Luiz Couto". Em nota divulgada ontem pela Arquidiocese da Paraíba, dom Aldo argumenta que tomou a decisão tendo como base a confusão que as afirmações de Couto teriam gerado entre os fiéis. "Preposto à Arquidiocese da Paraíba, vejo-me na grave obrigação de suspender o referido sacerdote do uso de Ordem em nossa circunscrição eclesiástica, porquanto, por suas afirmações sumárias, e enquanto perdurem sem retratação explícita, provoca confusão entre os fiéis cristãos, e contraria 'in noce' as orientações doutrinais, éticas e morais sustentadas pela Igreja Católica (Cf. Cânon 1317 CDC)", diz o arcebispo na nota. Luiz Couto foi informado da determinação de dom Aldo pela reportagem do O Norte. O padre se disse surpreso com a decisão principalmente porque ele e o arcebispo teriam um encontro hoje. O deputado também preferiu não polemizar e alegou apenas que ele tem o direito de expressar suas opiniões, assim como dom Aldo possui suas obrigações dentro da arquidiocese. Com a suspensão da ordem, que coincide com o início da quaresma, Couto fica impedido de desempenhar atividades próprias de um sacerdote, como celebrar batizados, casamentos e as missas que realizava todos os sábados e domingos na paróquia de São José Operário, em João Pessoa. -------------------------------------------------------------------------------- 3 Padre, deputado e adversário do celibato Parlamentar jurado de morte defende mudanças na Igreja Católica. Favorável ao uso de camisinha, combate a intolerância e a discriminação a homossexuais Agência Câmara Edson Sardinha O deputado Luiz Couto (PT-PB) circula pela Câmara sem despertar muita atenção. Aos 65 anos, tem cabelos grisalhos e barba bem aparada. Cumpre o segundo mandato e conhece muitos colegas de plenário. A história de vida, no entanto, torna o petista da Paraíba um parlamentar diferente. Filho de trabalhadores rurais sem-terra, Couto ordenou-se padre em 1976 e aproximou-se dos seguidores da Teologia da Libertação, corrente católica com influência marxista. Entrou para o PT em 1976 e elegeu-se deputado estadual duas vezes antes de chegar à Câmara. Nos últimos dias, o religioso petista entrou para a lista dos ameaçados de morte por grupos de extermínio do Nordeste. Todo sábado e domingo, deixa no guarda-roupa o terno com o broche parlamentar para usar a peça que, segundo ele, melhor lhe cabe: a batina. Celebra missas, batizados e casamentos na paróquia de São José Operário, em João Pessoa. Padre deputado está fora de moda na Câmara. Só há ele e José Linhares (PP-CE) na atual legislatura. Celibato Mas o que torna Luiz Couto figura única no Congresso é seu pensamento em relação a temas vistos como tabu dentro da Igreja Católica, como o celibato, o aborto, os homossexuais e o uso do preservativo. Com exceção, em parte, do aborto, suas posições contrariam os mandamentos do Vaticano. "O comando da Igreja é muito conservador nesse ponto", avalia o padre ao criticar a obrigatoriedade do celibato. "Não tem fundamentação bíblica. Deveria ser optativo", defende. Luiz Couto lembra que a restrição à vida afetiva e sexual dos religiosos só foi imposta no século XVI, após o concílio de Trento. E tinha lá sua justificativa, explica. "É que naquela época havia abusos nesse sentido. Isso hoje não deveria ser tratado como uma questão maior", acredita. O padre busca numa passagem bíblica argumentos para sua tese: "Jesus tinha apóstolos solteiros, mas também apóstolos casados. Tanto que uma passagem conta que ele foi à casa da sogra de Pedro. Doente, ela se levantou e passou a servir". Camisinha e homossexuais A decisão do Vaticano de proibir os fiéis de usarem preservativos nas relações sexuais também é sinal de atraso, na avaliação de Couto. "Defendo o uso da camisinha como uma questão de saúde pública", diz. Para ele, o veto só favorece a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis e distancia a Igreja das ruas. Contrariando a linha mais conservadora do clérigo, Luiz Couto também sai em defesa dos homossexuais. "Devemos lutar no dia-a-dia contra o preconceito e a intolerância", afirma. O deputado votou a favor do projeto de lei que torna crime a discriminação por causa da orientação sexual. O projeto de lei da Homofobia passou pela Câmara, mas está parado no Senado, onde enfrenta forte resistência de parlamentares religiosos, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade de culto (leia mais). "A consciência, a fé e a sexualidade da pessoa têm de ser algo importante em sua orientação de vida", prega. Aborto O padre paraibano não foge à polêmica mesmo quando assume uma posição mais alinhada à cúpula do Vaticano. Contrário à prática do aborto, Luiz Couto pondera que o Estado não pode fechar os olhos para a realidade e cobra apoio irrestrito às mulheres que interrompem a gravidez. "Sou contra o aborto por convicção. Mas as pessoas que o praticam devem ter sempre direito à assistência médica", defende. Apesar de assumir uma posição intermediária em relação ao assunto, o deputado avisa que vai desafiar o comando do partido e votar contra a liberação do aborto caso a proposta seja submetida a votação. O PT já fechou questão sobre o assunto e ameaça de expulsão dois deputados - Luiz Bassuma (PT-BA) e Henrique Afonso (PT-AC) - que trabalham nos bastidores do Congresso para derrubar o projeto de lei (leia mais). Esquerda "arrogante" O processo movido pela Secretaria de Mulheres do partido contra Bassuma e Afonso reflete um sinal de intolerância dentro do partido. "É uma questão de consciência e ética. Não pode ser por imposição. Isso é como ditadura. Não é pela repressão que a gente educa. É preciso passar pelo processo de convencimento", critica o deputado, petista desde 1985. Essa postura "arrogante", segundo ele, é característica da esquerda brasileira. Com atuação política pautada por temas como direitos humanos e reforma agrária, Couto se esquiva do rótulo de esquerdista e critica o maniqueísmo levado às últimas consequências pelos companheiros. "A esquerda brasileira durante muito tempo foi arrogante, arvorando-se dona da verdade. É preciso defender a construção de uma sociedade mais justa, tirando as pessoas da marginalidade e gerando emprego e renda, mas defendendo o respeito às opiniões diferentes", afirma. Vidas secas Nascido no município de Soledade, semi-árido paraibano, em 13 de fevereiro de 1945, Luiz Albuquerque Couto encontrou na educação uma porta para deixar a pobreza. O pai não sabia ler nem escrever, a mãe só conseguiu estudar até a quarta série. O casal, que teve dez filhos, vivia de fazenda em fazenda à procura de trabalho. Aos 12 anos, o quarto filho de Antônio Joaquim de Couto e Elisa Leopoldina de Albuquerque ajudava o pai e os irmãos mais velhos na construção de uma estrada na região do Cariri. As palavras de desencorajamento dos colegas serviram como ponte para deixar aquela vida. "Quando eu trabalhava na obra, os colegas ridicularizavam minha vontade de estudar. Diziam: está vendo essa pá? Ela é sua caneta. A terra é o seu caderno'. Eu respondia: vou estudar, sim." A rotina dura só era quebrada aos domingos, quando a família viajava nove quilômetros a pé para assistir à missa na cidade. "Não entendíamos nada. Era em latim", lembra. Aos 13 anos, com a ajuda de uma tia freira, Luiz Couto entrou para o Seminário Imaculada Conceição, na capital paraibana. A escolha da Igreja Católica como opção de vida permitiu a Couto saltar da pobreza no sertão para ocupar um espaço tradicionalmente reservado às oligarquias de seu estado. Fé e política O seminário de João Pessoa ainda é apontado como o berço da militância política de Couto. De lá, só saiu em 1965 para estudar filosofia na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em 1976, Luiz Couto ordenou-se padre e assumiu a paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Mandacaru. O sacerdote conciliou suas obrigações na igreja com as aulas na Faculdade de Filosofia da UFPB, onde ensinou Metodologia da Ciência, Ética Filosófica, Filosofia do Conhecimento e Lógica até 1994, quando se aposentou. Os teólogos Leonardo Boff e, principalmente, Joseph Comblin, belga radicado na Paraíba, estão entre as fontes em que Luiz Couto busca inspiração. Os dois estão entre os principais representantes da chamada Teologia da Libertação, doutrina de influência marxista que prega a opção pelos pobres. Boff foi excomungado da Igreja Católica pelo Papa João Paulo II, enquanto Comblin chegou a ser expulso do país, nos anos 70, por causa de sua militância em favor da reforma agrária e contra a ditadura. Outras duas referências diretas na vida político-religiosa de Luiz Couto são os bispos José Maria Pires, mais conhecido como Dom Pelé, por ser negro, e Marcelo Pinto Carvalheira. "Os dois foram fundamentais na minha formação", reconhece o petista. Armas desiguais Jurado de morte por ter denunciado em duas CPIs - uma na Assembléia Legislativa e outra na Câmara - a ação de grupos de extermínio no Nordeste, Luiz Couto se apega a um terço, à Oração de Santa Cruz e à foto da mãe, afixada na parede do gabinete, para escapar da alça de mira do crime organizado. "Os amigos sempre me informam sobre as ciladas", ressalta. Nos próximos dias, a Polícia Federal deve voltar a garantir a segurança do deputado, interrompida em junho do ano passado. O pedido, feito inicialmente pela bancada do PT na Câmara, foi enviado anteontem (11) ao ministro da Justiça, Tarso Genro. Couto é apontado como o próximo alvo do mandante do assassinato do advogado Manoel Mattos, assassinado com dois tiros no último dia 24, na divisa entre Paraíba e Pernambuco (leia mais). A proteção será estendida ao deputado Fernando Ferro (PT-PE), a quem Manoel assessorava. CPI do Extermínio Como relator da CPI dos Grupos de Extermínio, concluída em 2005, Luiz Couto pediu o indiciamento de mais de 320 pessoas, entre políticos, policiais, juízes e promotores. "Esse pessoal começou matando adolescentes que trabalhavam para o tráfico. Depois, homossexuais e defensores dos direitos humanos", relata o deputado. Além de mapear a ação dos grupos de extermínio, a CPI resultou em um projeto de lei que tipifica o crime de constituir, organizar ou integrar organização paramilitar ou milícia para praticar extermínio de pessoas, com pena de quatro a oito anos de prisão. Se as investigações não foram adiante, não foi por omissão, assevera. "Dizem que a CPI dá em pizza. Mas a pizza está lá. Muitas vezes o Ministério Público não abre inquérito, o secretário não reconhece a existência dos crimes, e a Justiça é morosa. Aqueles que tomaram conhecimento das denúncias avançaram, tirando policiais corruptos." A cada ameaça de morte, Luiz Couto diz trabalhar o pensamento para não sucumbir à força do inimigo. "O medo é a grande arma do ameaçador. Não devemos dar força ao medo", afirma. E o padre não confia apenas na religião para manter a serenidade. Diz estar interessado cada dia mais na psicologia e na psicanálise. "São duas ciências que precisam ser mais bem cuidadas, porque estimulam o indivíduo a investir em suas qualidades, em vez de brigar com seus limites", observa. Piada de padre Manter o bom-humor também ajuda, ressalta. "Ele sempre anima a nossa rodinha no plenário antes de as votações começarem", conta o deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ). A vocação para contar piadas, Luiz Couto afirma ter herdado do pai e da mãe. O paraibano tem um extenso rosário de piadas, inclusive de freiras e padres, as suas favoritas. "No interior da Paraíba, a mãe mandou o menino procurar o padre para se confessar porque ele tinha dado uma 'bunda-canastra' [espécie de pirueta]. O padre, um alemão, não entendeu o que era aquilo. Vem cá, meu filho: bunda eu sei o que é, canastra, também. Mas que pecado é esse que você cometeu? Mostra para mim. O garoto saiu do confessionário e salteou no ar. O padre então respondeu: ah, meu filho, vá embora, que isso não é pecado. E mandou chamar a velhinha, que, encabulada, assistia a tudo, pra se confessar. 'Vou, não, seu padre, é que vim desprevenida hoje pra penitência'", conta o deputado sacerdote, antes de cair na gargalhada. "Dizem que sou um padre piedoso e piadoso", brinca Luiz Couto. http://congressoemfoco.ig.com.br -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070626/a63bc461/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/jpeg Size: 41497 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070626/a63bc461/attachment.jpe From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Fri Jun 29 02:08:25 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Fri, 29 Jun 2007 05:08:25 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?__M=DASICAS_DE_50_A_89_-_INTERNA?= =?windows-1252?q?CIONAL_-com_Jukebox_que_permite_escutar_automatic?= =?windows-1252?q?amente_todas_as_musicas_uma_depois_da_outra=2E___?= =?windows-1252?q?_____________________________________________HOJE?= =?windows-1252?q?_=C9_DOMINGO!?= Message-ID: <008601c99a84$b05ac8b0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Elvandir Carpes MÚSICAS DE 50 A 89 - INTERNACIONAL - (PARA OUVIR E GUARDAR) Com Jukebox que permite escutar automaticamente todas as musicas uma depois da outra. ANOS 50-54 ANOS 55-59 ANOS 60-64 ANOS 65-69 ANOS 70-74 ANOS 75-79 ANOS 80-84 ANOS 85-89 -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070629/10fd96c6/attachment.html -------------- next part -------------- A non-text attachment was scrubbed... Name: not available Type: image/gif Size: 24442 bytes Desc: not available Url : http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070629/10fd96c6/attachment.gif From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 30 09:04:30 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 30 Jun 2007 12:04:30 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?iso-8859-1?q?_O_MST_e_as_invas=F5es_no_Pontal_d?= =?iso-8859-1?q?o_Paranapanema_em_SP__/_e_OS_ULTIMOS_ACONTECIMENTOS?= =?iso-8859-1?q?_DA_LUTA_PELA_REFORMA_AGRARIA?= Message-ID: <03e801c99b87$fbcb1350$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. ----- Original Message ----- From: Beatrice O MST e as invasões no Pontal do Paranapanema em SP http://chicaodoispassos.blogspot.com/ No Brasil pobre é bandido e rico é vítima. Alguns lutam para que continue sendo assim. O ministro Gilmar Mendes é um desses. As organizações Globo e Bandeirantes são outros que travam esta luta. O MST invadiu fazendas no Pontal do Paranapanema. Mais uma vez falaram em respeito a propriedade privada. Só faltaram explicar para a população que os donos das terras do pontal do Paranapanema somos nós, o povo brasileiro. (A minoria das terras na região estão legalizadas). A maior parte dos fazendeiros NÃO são proprietários. São usurpadores. Como são usupardores ricos a imprensa os apresenta como coitadinhos. Abaixo transcrevo partes de um estudo sobre a região do Pontal do Paranapanema: "Para compreender melhor esta questão, é preciso uma breve retrospectiva histórica da ocupação da região. Grande parte das terras do Pontal do Parana-panema começou a ser grilada desde a segunda metade do século XIX (2), com a formação do grilo fazenda Pirapó-Santo Anastácio, com área de 238 mil alqueires. Até a década de 90, com exceção das lutas de resistência de posseiros e de movimentos sociais isolados, os grileiros não encontraram maiores problemas no processo político de assenhoreamento das terras devolutas do Pontal (3). Não faltaram ações do Estado para tentar impedir esse processo de grilagem. Em 1889, o governo da província de São Paulo julgara imprestável o requerimento de legitimação das terras da Pirapó-Santo Anastácio. Na década de 40, foram criadas três reservas florestais (4). Todavia, tais iniciativas não foram suficientes para evitar a voracidade dos grileiros, que praticamente destruíram a Grande Reserva do Pontal. Essa realidade começou a mudar, de fato, com as ocupações de terras realizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em julho de 1990 o Movimento realizou sua primeira ocupação no Pontal, no município de Teodoro Sampaio, iniciando o processo de territorialização de luta pela terra na região, causando um significativo impacto sócio-territorial. Conforme dados apresentados no quadro 1 (veja na página do estudo), no período 1990-2000, por meio do trabalho de base, milhares de famílias organizadas no MST realizaram centenas de ocupações de terras no Pontal. Essas ocupações pressionaram o Estado para que retomasse as terras devolutas do Pontal". Veja o texto completo aqui A grilagem de terra é um dos maiores e mais comuns crimes praticados pela classe mais rica, que lutam para manter a impunidade no nosso país. São milhões de hectares usurpados (o total de terras griladas no Brasil é maior que Santa Catarina, Paraná e Rio grande do Sul JUNTOS). É gente rica e bem relacionada. São tão bem relacionadas que são tratados como proprietários. Cuidado! Este é um jogo de palavras para impregnar na mente dos brasileiros que eles são vítimas. Leia também: Ato contra projeto de Serra que legaliza grilagem Leis que beneficiam a grilagem Desmatamento e grilagem é coisa de gente grande Receba as mensagens do Blog do Chicão diretamente no seu email. Se associe ao grupo de notícias do Chicão, é só mandar um email para: noticias_chicao-subscribe at yahoogrupos.com.br ****************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************** DIRIGENTE DO MST ANALISA OS ULTIMOS ACONTECIMENTOS DA LUTA PELA REFORMA AGRARIA Nos últimos dias, a imprensa vem veiculando uma série de matérias sobre o MST, que expressam uma ofensiva das forças de direita. Por isso, entrevistamos o membro da direção nacional João Paulo Rodrigues, para explicar a posição do Movimento sobre os principais temas expostos. O que aconteceu com as escolas itinerantes no Rio Grande do Sul? Durante o governo Antonio Britto (PMDB-PPS) foi assegurado o direito das crianças de ensino primário estudarem no próprio acampamento. O estado colocava professores da rede pública e as aulas eram dadas em salas organizadas no acampamento. E quando o acampamento mudasse de local ou as famílias fossem assentadas, a escola ia junto, assegurando a continuidade do ensino àquelas crianças. Essa experiência exitosa recebeu prêmios e foi adotada por outros estados, como o do Paraná. Após a eleição do governo tucano de Yeda Crusius, se formou uma conjuntura política de ofensiva da direita na imprensa, no Ministério Publico Estadual e na Brigada Militar. Eufóricos com a vitória eleitoral, passaram a criminalizar, perseguir e reprimir os movimentos sociais, seja o dos professores, metalúrgicos, desempregados ou o MST. Nesse contexto, a atual governadora e o Ministério Público atuaram para suspender as aulas nos acampamentos e levar as crianças para os colégios da cidade. Ou seja, não hesitaram em prejudicar as crianças para atingir politicamente o MST.Por outro lado, o governo Yeda Crusius já fechou outras 8.500 turmas em todos os municípios do estado, a maioria no meio rural, apenas para poupar recursos, apenas para assegurar o famigerado déficit zero. As prefeituras dos municípios aonde existem acampamentos já disseram que é impossível levar as crianças para a cidade. São Gabriel, por exemplo, teria que gastar R$ 40 mil mensais. Enquanto atualmente o estado gasta R$ 16 mil para atender os oito acampamentos em todo estado.Felizmente, as escolas foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação, que é o órgão que autoriza e fiscaliza o funcionamento das escolas e aprova seu currículo. 2. O que aconteceu em Pernambuco? O conflito no Pernambuco é uma tragédia anunciada. As 100 famílias estão acampadas há oito anos. Duas áreas estão em disputa. Os fazendeiros usaram de todas as artimanhas judiciais para impedir a desapropriação de suas áreas não utilizadas, que servem apenas de especulação imobiliária. As famílias trabalham e plantam na área, tiram dela seu sustento. Sofreram mais de 20 despejos. Na semana passada, depois de mais despejo pela Polícia Militar, o fazendeiro contratou pistoleiros que foram no acampamento fazer provocações, armados. Perseguiram e espancaram um dos líderes do acampamento. Nesse clima de tensão e ameaças permanentes às famílias acampadas, alguns acabaram reagindo e no conflito houve a morte de quatro pistoleiros. O MST repudia a violência. No Brasil há muitos outros acampamentos, em igual situação de tensão e conflito. Até quando vão esperar para realizar a Reforma Agrária? 3.O que aconteceu no Pontal DO Paranapanema, sao paulo? Na região do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo, há um passivo de conflito agrário pendente há quatro décadas. Existem por lá mais de 400 mil hectares de terras públicas estaduais, com sentenças judiciais reconhecendo que são públicas. Portanto, os fazendeiros ocupantes são grileiros. E precisam sair das terras, pelas quais receberiam a indenização pelas benfeitorias. Desde o governo Mario Covas, que o processo de discriminação e indenização dos fazendeiros-grileiros está parado. Com isso o problema só se agrava. Agora, na semana do carnaval, os quatro movimentos de sem terra que atuam na região realizaram ocupações de protesto em diversas fazendas. A repercussão foi imediata. Por duas razões: primeiro porque os fazendeiros possuem muitas ligações políticas na capital. Um deles inclusive era sócio do Fernando Henrique na fazenda de Buritis. Outro tem vínculos com a rede Bandeirantes, e por aí vai.E o segundo motivo é que José Rainha, que não faz parte de nenhuma instância de decisão política do MST, anunciou que as ocupações do seu movimento eram em protesto ao governador José Serra. Pronto. O tema se transformou em disputa eleitoral. As repercussões do Pontal revelam que até outubro de 2010, viveremos essa novela, da imprensa e seus partidos transformaram as disputas de terra do Pontal em tema eleitoral. 4. Entidades do meio rural são acusadas de desviar recursos para ocupações. Isso procede? O MST nunca usou nenhum centavo de dinheiro público para realizar ocupações de terra. Por uma questão de princípio, as próprias famílias que participam das ocupações dos latifúndios, devem assegurar os recursos necessários para a essa ação política. É aqui que reside a força do MST e é um elemento educativo para as famílias que fazem a luta pela reforma agrária. Acontece que desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o Estado brasileiro, dilapidado pela onda neoliberal, deixou de cumprir suas funções relativas ao setor público agrícola. O Estado não garante mais educação no meio rural, alfabetização, assistência técnica, saúde. Então, foi no governo FHC que eles estimularam o surgimento de ONGs, entidades sem fins lucrativos, para substituir as funções do Estado. E passaram recursos para essas entidades. Vale lembrar que a ONG Alfabetização Solidária, da dona Ruth Cardoso, recebeu mais de R$ 330 milhões de dinheiro público para a alfabetização de adultos. Surgiram então em áreas de assentamento diversas entidades - algumas ligadas aos assentados, outras não - para suprir as funções do Estado, realizando atividades de assistência técnica, de atendimento de saúde, de alfabetização. E recebem recursos do Estado para isso. Estranhamos que a imprensa cite apenas as entidades que apóiam a reforma agrária e são ligadas aos assentados, e omitem os milhões de reais repassados para ONGs ligadas ao PSDB, à Força sindical, aos ruralistas. Somente o SENAR recebe milhões de reais. Todos os anos. Sendo que há processos no TCU de desvio de federações patronais em proveito pessoal de seus dirigentes. 5.A que se deve a reação do ministro Gilmar Mendes? O Ministro Gilmar Mendes foi transformado no mais novo líder da direita brasileira, desde sua posse como presidente do Supremo Tribunal Federal. E ele está se comportando assim, honrando seu novo papel. É ágil para defender o patrimônio, mas lento para defender vidas. Ataca os povos indígenas, os quilombolas, os direitos dos trabalhadores, os operários e defende os militares da ditadura militar. Enfim, agora a direita brasileira tem seu Berlusconi tupiniquin. E ele opina sobre tudo e sobre todos. Aliás, ele está devendo para a opinião pública brasileira, uma explicação sobre a rapidez como soltou o banqueiro corrupto Daniel Dantas, que financia muitas campanhas eleitorais e alicia grande parte da mídia. Mais grave, a revista Carta Capital denunciou que o Instituto Brasiliense de Direito Público, vinculado ao Mendes, recebeu 2,4 milhões de recursos públicos, inclusive do STF, do Tribunal Superior Eleitoral e até do Ministério da Defesa, dirigido por seu amigo Nelson Jobim.Como líder da direita, Mendes procura defender os interesses da burguesia brasileira e fazer intenso ataque ideológico à esquerda e aos movimentos sociais, para pavimentar uma retomada eleitoral da direita em 2010. Serra não precisa se preocupar, já tem um cabo eleitoral poderoso no STF. ------------------------------ Assessoria de Comunicação do MST Secretaria Nacional - SP Tel/fax: (11) 3361-3866 Correio - imprensa at mst.org.br Página - www.mst.org.br -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070630/c0ac37be/attachment.html From vanderleycaixe em revistaoberro.com.br Sat Jun 30 09:05:13 2007 From: vanderleycaixe em revistaoberro.com.br (Vanderley Caixe) Date: Sat, 30 Jun 2007 12:05:13 -0000 Subject: [Carta O BERRO] =?windows-1252?q?_Brasil_-_Torturadores_/_Ministr?= =?windows-1252?q?o_pede_a=E7=F5es_em_massa_para_mudar_Lei_de_Anist?= =?windows-1252?q?ia?= Message-ID: <03f101c99b88$157d23b0$0200a8c0@vcaixe> Nova pagina 1 CARTA O BERRO. ..........repassem. 02.03.09 - BRASIL Brasil - Torturadores Luiz Salvador * Adital - Ministro Vannuchi conclama sociedade por ações massivas para mudar lei da Anistia. Diferentemente do que ocorre em outros Países que entendem que crimes de torturas não podem ser "perdoados" pela Lei de Anistia, no Brasil entendimento conservador de nossa jurisprudência tem sido que: militares envolvidos em violações não podem ser processados por terem sido anistiados pela lei de 1979. O Ministro Tarso Genro e o Ministro Vannuchi defendem um entendimento diferenciado dos que admitem que a Lei da Anistia teria perdoado os torturadores, já que a tortura não pode ser considerada como delito político, caracterizando, sim, crime de lesa-humanidade, imprescritível. Cezar Britto, Presidente do Conselho Federal da OAB, também defende o entendimento dos Ministros Tarso e Vannuchi em suas diversas manifestações públicas sobre essa controvertida questão, sempre reafirmando que: "Anistia não é amnésia e nem muito menos esquecimento. Não é simplesmente dizer que o que passou é passado e que não mais devemos dele tratar". O mesmo entendimento foi reafirmado por Cezar Britto por ocasião da realização da XX Conferência Nacional dos Advogados, ocorrida na cidade de Natal, de 11 a 15 de novembro de 2008. Buscando dar efetividade ao entendimento de que a tortura não se encontra incluída na Lei de Anistia, a Ordem dos Advogados do Brasil, autorizado pelo Conselho Federal, ingressou no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com ação de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, visando reconhecimento da Corte Constitucional Brasileira no sentido de que não há prescrição para os crimes de torturas praticados por militares no Brasil. http://74.125.47.132/custom?q=cache:VN4FI7u6goMJ:www.oab.org.br/arquivos/pdf/Geral/ADPF_anistia .pdf+STF+TORTURA+ANISTIA&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=2&client=google-coop-np Os fundamentos da referida ação contam com os entendimentos dos maiores constitucionalistas do País que têm sustentado, à luz do ordenamento jurídico brasileiro, inexistir prescrição para crimes de tortura cometidos no Brasil e dentre eles, foram citados, Celso Antonio Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato, José Afonso da Silva e Paulo Bonavides que entendem que torturar não é crime político, não podendo ser anistiado ou prescrever. Não é o que se espera, mas a OAB já tem um poscionamento prévio no sentido de que acaso a ação proposta pelo Conselho Federal da Ordem e que recebe o apoio dos grandes nomes na área jurídica não obtiver êxito em suas pretensões, mantendo-se por ventura o entendimento conservador de que os crimes de tortura praticados pelos militares no Brasil encontrem-se abrangidos pela Lei de Anistia, imediatamente se recorrerá à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que já tem precedentes aprovados nesse campo, para fazer valer no Brasil o princípio de que o crime de tortura é de lesa-humanidade e, portanto, não sujeito a prescrição. *********************************************************************************************************************************************************************** Ministro pede ações em massa para mudar Lei de Anistia Para Vannuchi, ideia é mostrar ao STF demanda da sociedade contra perdão a torturadores Por Alexandre Rodrigues O ministro-chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, pediu ontem que vítimas da repressão do regime militar, seus familiares e entidades de classe se organizem nos Estados para propor ações judiciais em massa questionando a abrangência da Lei de Anistia, que completa 30 anos em 2009. Em uma solenidade no Rio, ele defendeu a tese de que a sociedade civil intensifique a pressão para que documentos e informações sobre o paradeiro de desaparecidos políticos sejam revelados e informou que o governo prepara uma campanha publicitária com familiares de desaparecidos. Para Vannuchi, só a "saturação" provocada por um grande volume de processos mostrará ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há uma demanda da sociedade por uma nova interpretação da Lei de Anistia, sem o perdão a torturadores. Até agora, o entendimento que prevalece é o de que os militares envolvidos em violações não podem ser processados por terem sido anistiados pela lei de 1979. "Casos como o de Rubens Paiva e Stuart Angel não podem ser abandonados. Essa informação (o paradeiro deles) tem de aparecer", discursou Vannuchi na abertura da 8ª Anistia Cultural, que julgou pedidos de indenização de 21 estudantes banidos de universidades na ditadura. "Não haverá nas Forças Armadas nenhuma pessoa com capacidade de dar informação sobre isso ou para transformar numa narrativa que o ministro da Defesa faça?", cobrou Vannuchi, que disse ter conversado sobre isso com o presidente Lula na semana passada. Ele informou que os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Franklin Martins (Comunicação) devem lançar até maio o sistema de acesso a dados de 14 arquivos estaduais, chamado Projeto Memórias Reveladas, com um edital que convoca donos de acervos particulares a transferir documentos para arquivos públicos. Segundo o ministro, Martins prepara um comercial de TV em que aparecerão mães de desaparecidos políticos segurando fotos dos filhos e dizendo que não querem morrer sem saber o paradeiro deles. DEBATE Em entrevista na saída, Vannuchi disse que sua secretaria e o Ministério da Justiça continuarão o debate interno no governo até uma posição do STF sobre a Lei de Anistia. "A decisão do Judiciário pode não concordar com a minha, mas será respeitada por nós. Enquanto não há isso, não há como avaliar que o debate está encerrado, proibido. Não há como bloquear a força de 140 famílias que clamam pelo direito de ter o corpo de seus filhos, maridos, mulheres, irmãos para sepultar." Durante o evento, o presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, pediu que movimentos sociais, intelectuais, imprensa e instituições também se mobilizem pela punição de torturadores e o esclarecimento de pontos nebulosos da repressão. A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, afirmou que a entidade prepara uma série de manifestações no País em março que terão esse tema entre as reivindicações. "Temos direito de conhecer a nossa história", defendeu. A sessão da Comissão de Anistia, realizada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio, julgou 21 processos de universitários presos e impedidos de estudar sob a alegação de atividade subversiva, por decreto do então presidente Costa e Silva. Link: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331105,0.php (*) Luiz Salvador é Presidente da ABRAT (www.abrat.adv.br), Vice-Presidente da ALAL (www.alal.la), Representante Brasileiro no Depto. de Saúde do Trabalhador da JUTRA (www.jutra.org), assessor jurídico da AEPETRO e da ATIVA, membro integrante do corpo técnico do Diap e Secretário Geral da CNDS do Conselho Federal da OAB, e-mail: luizsalv at terra.com.br, site: www.defesadotrabalhador.com.br * Presidente da ABRAT, Vice-Pres -------------- next part -------------- An HTML attachment was scrubbed... URL: http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/attachments/20070630/ee02354e/attachment.html